Hantavírus, fertilidade, chikungunya e destaques da semana na saúde
No Jovem Pan Saúde desta semana, o programa fala sobre enxaquecas e dores de cabeça. Saiba o que agrava os sintomas e quais tratamentos ajudam a amenizar o problema. Para falar sobre o tema, Danúbia Braga conversa com o neurocirurgião Fernando Gomes.
O programa também aborda o aumento dos casos de gripe e doenças respiratórias, cenário que preocupa a saúde pública.
No quadro Check-Up, apresentado por Claudio Lottenberg, o convidado da semana, Denis Wajman, médico especialista em fertilidade, fala sobre a fertilidade do casal.
No Papo de Saúde, Danúbia Braga conversa com a infectologista Mirian Dal Bem, do Hospital Sírio-Libanês, sobre o avanço dos casos de Chikungunya no Brasil, além de abordar a vacinação contra a dengue e o Hantavírus, infecção transmitida por roedores.
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Danúbia Braga
- Superando a estagnação e a dorTratamentos caseiros e virais · Efeito placebo · Origem da dor de cabeça · Gatilhos da enxaqueca · Diário da dor de cabeça · Efeito rebote de analgésicos · Enxaqueca menstrual · Tratamentos com Botox e anticorpos monoclonais · Importância do sono e alimentação · Diferença entre dor de cabeça e enxaqueca · Uso de celular e luz azul
- DengueAvanço dos casos e vacinação · Sintomas e diferenciação entre as doenças · Sequelas crônicas da Chikungunya · Vacina contra Chikungunya e Dengue · Prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti
- Fertilidade e GravidezDefinição de fertilidade e infertilidade · Prazos para buscar ajuda médica · Influência da idade na fertilidade masculina e feminina · Reversão de vasectomia · Exames para avaliação da fertilidade feminina · Exames para avaliação da fertilidade masculina · Influência do estresse na fertilidade · Alimentação e fertilidade · Anticoncepcionais e fertilidade · Principais causas de infertilidade · Oncofertilidade · Fertilização in vitro · Idade limite para tratamentos de reprodução assistida · Sinais de dificuldade para engravidar
- Transmissão de HantavírusTransmissão e perigo do vírus · Sintomas e fase cardiopulmonar · Transmissão entre seres humanos · Período de incubação · Suspeita em cruzeiro e alerta sanitário
- Gripe e resfriadoAumento de casos e estado de emergência · Variante Influenza H3N2 · Vacinação contra a gripe
- Uso de Antibióticos e DisbioseRiscos do uso indiscriminado de antibióticos na criação de animais · Criação de superbactérias
- Produtos Ypê recolhidosDeterminação da Anvisa · Avaliação de risco sanitário
Jovem Pan Saúde. Olá, que bom ter você aqui. Seja muito bem-vinda, seja muito bem-vindo a mais um Jovem Pan Saúde. Eu sou a Danube Abraga e te faço companhia. Bom, deixa eu já te perguntar. Qual foi a coisa mais louca que você já viu nos últimos tempos na internet? Pra tentar ali curar uma dor de cabeça. Você já viu alguém colocando um pregador de roupa pendurado na sobrancelha?
Pois é, olha só essa imagem. Tudo isso é para tentar aliviar a enxaqueca. Essa nova trend que promete aliviar essa dor em alguns pontos de tensão, aliviando esses pontos de tensão. Mas será que o seu varal, então, virou o novo analgésico? Ou isso é um perigo para os seus nervos? Para a gente conectar esse viral.
Com a ciência de verdade, a gente conversa hoje com o neurologista doutor Fernando Gomes. Vamos entender então se o pregador funciona e mais do que isso, como tratar essa dor que trava a rotina de muitas pessoas. Por falar em saúde pública, o alerta está ligado, os números de dengue e chikungunya no Brasil não param de subir. A gente precisa falar sobre vacinação. Quem pode tomar? A gente atualiza de tudo.
agora. E também a importância da conscientização de manter o seu quintal sempre limpo. Afinal de contas, água parada é sinônimo de dengue. No nosso check-up, o doutor Claudio Lutenberg abre o jogo sobre um assunto que muita gente deixa pra depois, mas que o relógio biológico não espera, a fertilidade. Seja por escolha ou por planejamento, você precisa saber o que é mito e o que é realidade na hora de pensar no futuro da família. É conteúdo que você usa na prática, só vem que o Jovem Possaúde está no ar.
Olha, eu quero que você acompanhe aqui comigo essa imagem. Você não viu nada errado não, olha só. Uma presilha de cabelo na sobrancelha, outro prendedor, parece prendedor de roupa, no joelho, um copo de água ali na cabeça. Tem gente também que usa prendedor de roupa na sobrancelha. Esse é o truque que milhões de pessoas estão compartilhando na internet.
a fim de uma solução mágica para enxaqueca. Então, se você sofre com essa dor e parece que ela vai explodir a cabeça, você já sabe, a gente tenta de tudo, no desespero, né? Mas será que essa pressão, no lugar certo, engana o cérebro? Ou é só mais ali um perigo disfarçado de uma dica caseira?
Pra gente entender se essa loucura de TikTok, das redes sociais que estão sendo compartilhadas, se elas valem a pena e resolvem de alguma coisa, a gente conversa com o neurologista Dr. Fernando Gomes. Doutor, seja muito bem-vindo.
Muito obrigado, uma satisfação estar com você aqui, Donúbia. Vamos conversar sobre esse assunto que, infelizmente, aflige muitas pessoas. Muitas. E aí, na hora do desespero, da dor, a gente vê essas imagens que estão sendo compartilhadas, né? Pregador na sobrancelha, pregador no joelho, é um copo d'água na cabeça, assim, com um pano. Alguma coisa dessa, doutor, mirabolante, que está viralizando, funciona?
Olha, não há evidência científica de nenhuma dessas que a gente conversou até aqui agora. Talvez a única que tenha sentido seja a aplicação de compressas frias na região da fronte, da têmpora ou então na nuca por 10 a 15 minutos durante um período de início da enxaqueca.
Mas mesmo assim, isso faz com que, na verdade, o alívio seja momentâneo. Você não está tratando a causa e muito menos, na verdade, resolvendo o problema de forma definitiva. Nós sabemos que o nosso cérebro pode receber estímulos e temos uma coisa chamada efeito placebo.
O que é isso? Não existe uma evidência científica do seu funcionamento, mas você engana o seu cérebro durante aquele período, achando que está realizando alguma coisa que vai tratar a causa. E isso pode, na verdade, representar até 30% de solução do problema. Tanto é que nós utilizamos o efeito placebo quando vamos averiguar o funcionamento de qualquer novo medicamento. Porém, existe também a possibilidade de você distrair o que é isso?
a informação dolorosa através de... ... pontos. O grande problema é que, dependendo da dor de cabeça, você pode estar retardando o diagnóstico adequado e até mesmo deixando de ir para o hospital quando estamos diante de uma emergência neurológica.
Doutora, é como se a gente estivesse só tirando ali talvez o foco daquela dor para outro local, tentando meio que enganar o cérebro, né? Porque imagino que ficar pressionando ali a sobrancelha com um objeto, você só distrai a dor e talvez até aumente depois a sua enxaqueca.
O que é interessante a gente entender é que o cérebro em si, o lugar onde tem os neurônios, não dói de verdade. O que dói são as membranas que envolvem o cérebro. Existem terminações nervosas naquela região que quando existe algum problema, como por exemplo uma crise de enxaqueca, mediadores inflamatórios são liberados durante a crise e essas membranas então levam a informação e a percepção da dor. Agora,
Toda a região da face e do crânio tem uma enervação especial. Existe uma grande relevância neurológica e muitos receptores de dor, de percepção. É uma área muito rica de informação sensorial. Então, da mesma forma, quando a gente bate a perna, por exemplo, ou então uma criança se machuca e a mãe vai e faz uma fricção naquela região, ou então dá um beijinho, você acaba dando um estímulo neurológico diferente.
que compete com a informação que vai chegar no cérebro no mesmo local. Então, você pode provocar uma certa sensação de alívio. Mas, mais uma vez, eu reforço. Está tratando a causa. Então, por mais que isso possa representar uma forma imediata, quase que intuitiva de você resolver esse problema, está distante da forma padrão e com evidência científica do tratamento.
Doutor, alguns estudos falam que a enxaqueca pode ser um tipo de apagão ou onda elétrica no cérebro. O que a ciência descobriu, de novo, sobre a origem real dessa dor? O que pode ser o famoso gatilho, ou cada pessoa vai ter um gatilho diferente?
Bom, existem as dores de cabeça, as cefaleias, que são consideradas primárias, como, por exemplo, a enxaqueca, a cefaleia tensional, a cefaleia crônica diária, e as secundárias que existem porque algum problema de fato está acontecendo dentro do crânio, como, por exemplo, o aumento da pressão intracraniana, dando a hipertensão intracraniana idiopática, um tumor cerebral, uma hidrocefalia hipertensiva ou até mesmo um sangramento intracraniano.
Quando a gente fala da cefaleia primária, em especial a enxaqueca, nós entendemos atualmente como uma situação complexa que acontece dentro do crânio, que envolve tanto a liberação de mediadores químicos como um padrão elétrico cerebral alterado, que existe numa grande proporção da população e pode, na verdade, ter pontos gatilho, ter, na verdade...
comportamentos ou situações individuais que levem a predispor a uma crise de enxaqueca. Então, por exemplo, quando eu pego um indivíduo que teve a sua investigação feita voluntariamente e detectou que o cheiro...
o paladar, ou então o estresse, ou então a abstinência do sono como gatilho, você tem aqui já uma deixa para orientar o tratamento, dizendo para a pessoa, olha, vamos conduzir a sua vida de forma a evitar a exposição a esses fatores que predispõem a essa dor de cabeça. Por isso que é tão importante a realização do que nós chamamos de o diário da dor de cabeça. Pode parecer chato.
você oferecer isso para o paciente resolver, preencher durante, por exemplo, o período do imens, mas isso é muito rico do ponto de vista de anamnese e facilita, tanto para nós, médicos, realizarmos o diagnóstico adequado, como também para a própria pessoa se conhecer e com isso fugir.
do que acaba deflagando a crise de enxaqueca. Pessoas são sensíveis ao perfume, pessoas são sensíveis a alguns tipos de alimento, por exemplo, queijo, vinho, chocolate, açúcar em excesso, carne de porco, mas isso tem um recorte individual. Por isso que é muito importante esse processo de autoconhecimento para a gente definir estratégias adequadas.
para a solução do problema de cada pessoa. Lembrando que nós temos medicamentos que podem ser utilizados no começo da crise, para abortar a crise. A enxaqueca geralmente dura de três horas a três dias. Em algumas pessoas pode até ser bastante grave, a ponto de precisar ficar dentro de um quarto escuro, faltar do trabalho, e isso pode ser um problema bastante grande. E existem medicamentos que nós utilizamos para...
para prevenir a crise e caso ela venha, ela venha numa situação um pouco mais branda. Então é muito importante reconhecer que tipo de padrão de crise, de dor de cabeça eu tenho para estabelecer um tratamento mais adequado.
Doutora, aproveitando para falar sobre a questão dos medicamentos que o senhor disse, é a questão do efeito rebote. Às vezes, tomar um analgésico comum todo dia, ele pode, na verdade, criar uma nova doença, viciar o cérebro na dor, porque não está tratando a causa, não está tomando o medicamento correto? Sim, sempre que você toma um remédio, ele vai ter a sua atuação, porque existe um receptor.
adequado para ele, para aquela situação. Se você faz uso crônico, você modula na intimidade das células e dos seus receptores a sua própria atuação. Então, tem pacientes que vivem essa situação dramática, né? Tem uma dor...
muitas vezes de difícil controle, porque ficaram acostumados, quase que viciados, na verdade, na utilização crônica desses analgésicos. E aí precisam passar por um processo de desmame desse comportamento.
e principalmente aguardar a realocação desses receptores e de todo o rearranjo celular para a gente conseguir dar um andamento a um tratamento adequado. Por isso que, fortemente, nós não recomendamos a automedicação. Uma coisa é algo episódico, uma vez que a dor de cabeça é um sintoma muito frequente, independente da causa.
Porém, se você já entende que você possui uma cefaleia primária com determinado padrão conhecido, é muito importante passar num profissional para, na verdade, fazer o diagnóstico adequado e te dar as medicações corretas relacionadas ao tratamento. Doutor, a questão das mulheres, a variação hormonal, ele é um gatilho clássico, né? Existe algum avanço no tratamento para aquela enxaqueca específica do período menstrual que afeta tantas mulheres?
Existe. Existem situações em que nós fazemos a utilização de remédios...
de longa duração, para evitar que essa crise apareça e que a sua manifestação seja menor. Por exemplo, remédios que se relacionam com a liberação e a recaptação da serotonina, com uma boa taxa de sucesso e, principalmente, trazendo qualidade de vida, porque nós sabemos que a tensão pré-menstrual, envolvendo todo esse período, muitas vezes limita.
Isso traz alteração no seu dia a dia e prejuízo, inclusive, nos relacionamentos. Então, sim, existe e muitas vezes não devemos simplesmente correr atrás e tentar tratar durante esse período. Medicamentos que fazem essa prevenção são altamente eficazes.
Tem alguns tratamentos que vão ganhando notoriedade, principalmente a aplicação do Botox em alguns pontos específicos, aqueles também anticorpos monoclonais, são aquelas injeções mensais. Como saber qual é a melhor escolha? Se tem algum tratamento de elite? É importante a gente chegar para o médico e explicar...
Às vezes, talvez um passo antes, né? A nossa audiência acompanhando aqui justamente as suas orientações de já chegar com esse diário da dor de cabeça feito. Isso contribui para um diagnóstico e aí um tratamento mais específico. Mas eu gostaria que o senhor falasse a respeito dessa questão do Botox, que acho que gera muita curiosidade nas pessoas. Sim, é super importante. E aqui fica uma dica para todo mundo que, infelizmente, tem dor de cabeça. Tenha o hábito de fazer...
um relatório, um diário dessa dor de cabeça. Porque quando você vai na consulta, você leva muito mais informações importantes para o profissional. Primeiro, entender se precisa solicitar algum exame. E segundo, para começar um padrão de tratamento e de orientação. Então, esse autoconhecimento é importante. E por que fazer um diário? Porque parece uma coisa incrível, sabe, Danube? A pessoa marca para ir no médico quando está com dor de cabeça. Chega no dia, não está com dor de cabeça.
E aí fala, puxa vida, eu não consigo recordar o quão ruim eu estava há uma ou duas semanas atrás. Então o diário ajuda. Primeiro reconhecer qual que é a intensidade da dor, que momento que ela aparece, o que aconteceu ou o que eu fiz que de alguma maneira pode ter influenciado e nada melhor do que você mesmo fazer esse registro para conseguir entender esse tipo de padrão.
Nós sabemos que existem pilares de saúde que muitas vezes são negligenciados. O maior deles, eu acho que é a questão do sono. Uma pessoa que não dorme bem, se ela tem a predisposição genética para ter dor de cabeça, ela vai manifestar isso de uma maneira muito mais exuberante do que quem de fato cuida dessa questão do sono. A alimentação regrada, a hidratação.
Às vezes a gente esquece de beber água da forma adequada. Sentimos até fome em vez de sentir-se sede. Então é super importante prestar atenção nisso. O excesso do café, quatro, cinco xícaras por dia, a última, por volta das cinco horas da tarde, tudo bem, não tem problema. Mas quando a gente avança em termos de quantidade e principalmente de período em que se faz a ingestão, isso pode ser uma causa.
de dor que vem a se defragar. A partir disso e desse ajuste comportamental, você evita que essa crise apareça, porque você começa a identificar pontos individuais que levam a esse processo. E aí nós temos um padrão de tratamento que é escalonado. Então, em algumas situações, sim, o Botox vai ter a sua atuação, mas certamente não seria o primeiro tratamento a ser realizado.
E por que ele funciona? O Botox tem a capacidade de provocar relaxamento muscular em pontos específicos e com isso sinaliza o sistema nervoso central, tirando a possibilidade de ter uma crise, de repente, deflagrada por aquela situação.
Então, faz sentido sim, mas dentro de um contexto maior de avaliação da pessoa. O que a gente percebe muitas vezes, como ela tem um padrão recorrente, mas não contínuo de dor de cabeça, quando a pessoa sai da crise, ela começa a funcionar normal e ela praticamente fala, não preciso tomar nada, não preciso me tratar. E aí vem o ledo engano, porque a próxima crise vem, a pessoa fica perdida.
compra o primeiro medicamento que está, coloca o primeiro prendedor de roupa que estiver na frente para tentar resolver, infelizmente está empurrando com a barriga algo que deve ser visto com carinho e com cuidado, porque isso impacta demais na qualidade de vida. Perfeito. Doutor, a história do chocolate, do queijo, né? A gente sempre, quando fala em chaqueca, são os vilões, mas não necessariamente só esses alimentos, né?
Exato, exato. Por isso que é tão importante essa questão do se tentar conhecer a sua rotina e para você, do cardápio, o que provoca. Porque às vezes um paciente tem ali uma sensibilidade tão específica ao vinho que é a determinado tipo de uva que de repente mudou, mesmo sendo vinho tinto, não deflagra. De repente tomou um cabernet salvinhão, dá, e tomou uma uva taná, não dá, enfim.
Ou então ao tipo de queijo. De repente um queijo Minas não provoca, mas se comer um queijo com um pouco mais de gordura, acaba aparecendo. Então, assim, é, na verdade, um autoconhecimento constante. Mas esses três alimentos, e talvez o café também, acabam representando situações em que, usualmente, as pessoas reconhecem um padrão de sentir essa dor. E também relacionado com a quantidade. Então, como eu falei para você, carne de porco.
Tem pessoa que pode comer e não tem problema nenhum. Outros parece que existe ali algo mágico que acaba acontecendo e leva a pessoa para a beira de uma crise terrível. E ao reconhecer esse padrão específico para ela, ela passa a evitar. Ou então, já sabe, né? Olha, eu adoro comer uma feijoada, não vai ter jeito, vou comer mesmo, mas já compreenda que na sequência você pode ter ali um efeito não muito bom no dia seguinte ou até mesmo horas depois.
Agora, o celular, o excesso de tempo ali de tela, de luz azul, isso pode também ser um agravante, um cansaço visual. E aí também já gostaria de aproveitar para perguntar como que o nosso telespectador consegue diferenciar em casa a dor de cabeça da enxaqueca.
Bom, a enxaqueca tem um padrão específico. Geralmente ela é pulsátil, unilateral, pode ser frontal e tem um padrão muito repetitivo. É uma dor que pulsa, é uma dor que pode vir acompanhada de alteração à percepção da luz, com desconforto para a luz, desconforto para o barulho excessivo, pode apresentar náuseas e vômitos. Geralmente a pessoa tende a querer ficar quieta até esperar essa crise passar.
A dor de cabeça tensional, geralmente ela pega a região do trapézio, a região da nuca, a região frontal, e tem uma relação maior com o decorrer do dia se apresentando no final. Então assim, a pessoa de repente passou um grande período de jejum, e isso leva a um tipo de dor de cabeça que é difícil de recuperar sem depois se alimentar e descansar.
A partir do momento que você reconhece um padrão, como por exemplo, de enxaqueca, é super importante você então começar a entender que o tratamento vai tirar você dessa situação que muitas vezes acaba te comprometendo. E sim, o uso do celular em excesso, principalmente porque faz com que você fique...
com contato visual, a gente sabe do poder que as telas acabam exercendo, sobretudo a luminosidade, a estimulação cerebral, e também naquela questão de ficar focado por muito tempo, pode também deflagrar esse tipo de padrão de dor de cabeça, tanto a tensional como também a enxaqueca. Mas como eu expliquei...
com situações totalmente diferentes. E aí fica a dica comportamental, evitar ficar períodos prolongados. Então, a gente sabe que quando você para de olhar para a tela e começa a focar em objetos à distância, você provoca uma acomodação diferente nos seus olhos. E isso provoca um relaxamento. Então, você pode estabelecer, sei lá, a cada 15 minutos...
dois, três, quatro, cinco minutos eu vou parar e ter contato no banheiro, beber água, andar um pouco, olhar pela janela, isso já provoca um relaxamento, sendo que muitas pessoas trabalham nessa situação, né? Então nem sempre é o celular de uso recreativo, às vezes é o olhar para a tela do computador. Mas, mais uma vez, né? Nós vivemos num mundo analógico, o digital é a criação do homem. Ter contato com a natureza, respirar um ar puro, ficar...
podendo fazer uma atividade física que muitas vezes traz todo o equilíbrio neuroquímico necessário para dentro do cérebro, é uma dica que sempre cabe e ajuda sim no combate, no controle da dor de cabeça. Quer seja ela enxaqueca, quer seja ela a cefaleia tensional. Muito obrigada, viu, pela sua participação, por dicas tão valiosas para a gente. Conte comigo.
Pois é, e a dor de cabeça também é um sintoma forte da dengue, da chikungunha, mas como saber se é vírus ou se só sua enxaqueca atacando? Então a gente também vai falar sobre a questão da prevenção, tanto da dengue quanto da chikungunha ainda hoje.
Olha, uma outra preocupação que atinge a população e especialistas é a gripe. Para a gente ter uma noção, o estado do Rio Grande do Sul decretou o estado de emergência em saúde pública devido ao aumento das infecções respiratórias. Quem vai trazer todos os detalhes para a gente é o Matheus Dias.
A gripe tem sido uma grande preocupação para autoridades ao redor do Brasil. Um alerta foi emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde sobre o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, com predominância na nova variante K do vírus influenza H3N2. Até o dia 18 de abril, o Brasil registrou mais de 5 mil casos de influenza e 352 mortes.
Diante da preocupação e número de casos, o governo do Brasil alertou que a vacinação contra a gripe deve ser intensificada antes do inverno. Os grupos que chamam a atenção para a vacinação são crianças, gestantes e idosos. A prevenção está disponível de forma gratuita no SUS para os grupos prioritários.
e a gente já fala sobre fertilidade, que é uma preocupação real e que atinge milhares de casais no mundo. No Check Up com Cláudio Lutenberg de hoje, doutor e apresentador recebe o especialista em reprodução humana. Confira. Check Up Jovem Pan, com o doutor Cláudio Lutenberg.
Nós estamos observando hoje uma discussão importante, porque os casais optem em casar mais tardiamente, surgimento de uma série de novas doenças. Casais que, na verdade, constituem matrimônio numa fase mais avançada da vida. Muita gente com muita curiosidade. E para conversar sobre esse assunto, Check-Up recebe hoje o doutor Denis Weiman. Ele que é médico especialista em fertilidade, que é membro do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Denis.
Seja muito bem-vindo. Obrigado, Claudio. Obrigado, Jovem Pan. O que define a fertilidade de um casal? A fertilidade do casal é definida como a capacidade desse casal de engravidar. Essa é uma visão um pouco diferente do que as sociedades médicas enxergam. A gente enxerga muito da ótica da dificuldade de engravidar, que é a infertilidade. Mas olhando das duas óticas, o que tange em comum é a questão de qual é a probabilidade de um casal engravidar em um determinado mês.
Um casal jovem, saudável, tem 20% de chance de engravidar em um determinado mês. Pode parecer pouco, mas em torno de um ano, 85% desses casais vão engravidar sem qualquer tipo de ajuda. Em quanto tempo que um casal que está tentando engravidar, ele deve, caso não tenha sucesso, procurar ajuda médica?
Aqui os guidelines médicos são muito claros. Pacientes em que tem menos de 35 anos, caso não consigam engravidar em até um ano, tem que buscar ajuda. Entre 35 e 40 anos, tem que buscar ajuda em até seis meses.
Aqueles casais em que a mulher tem mais de 40 anos tem que buscar de uma forma imediata. Mas tem uma observação importante. Caso o casal já saiba que tem algum fator que pode prejudicar a gravidez, também tem que buscar de forma imediata. Não adianta esperar um ano sabendo que ele vai ter uma dificuldade maior para engravidar.
Você falou algo envolvendo a idade. De acordo com a idade, prazos diferentes. A idade influencia tanto para o homem quanto para a mulher? Influencia muito, Cláudio. De formas diferentes. O homem tem uma questão que é totalmente diferente da mulher. O homem na puberdade começa a produzir espermatozoides e se tudo ocorrer bem, ele vai ter essa produção de espermatozoides a vida toda.
Sim, diminui a qualidade com o tempo. Mas para a mulher é um fator muito mais importante. A mulher nasce com todos os óvulos já produzidos. Quando ela está no útero da mãe dela, ela chegou a produzir 5 milhões de óvulos. Quando ela nasce, ela nasce com apenas um. Ela perdeu 80% da sua reserva ovariana antes mesmo de nascer.
A partir daí, cai de forma gradual essa quantidade de óvulos, até uma hora que acaba, por volta de mil óvulos, que a mulher entra na menopausa. Essa é uma questão quantitativa. E também tem a questão qualitativa, que é no tocante, que é exatamente a mesma célula que está no corpo da mulher, esperando para ser fecundada desde que ela nasceu. São poucas células no corpo humano que têm essa característica. Neurônios, a célula do cristalino do olho, também tem essa característica. O que acaba acontecendo é que quando a mulher...
opta por usar esses óvulos, a qualidade dele é pior. Isso aumenta o risco de ter doença, como síndrome de Down, síndrome de Patal, síndrome de Edwards e também aumenta as taxas de aborto. É interessante você falar algo que, em geral, as pessoas não levam muito em consideração.
Vamos falar um pouquinho mais a respeito dos homens, porque os homens, eu posso ser pai em qualquer idade, quer dizer, potencialmente produz espermatozoide, mas cai de fato a taxa de fertilidade em relação aos homens em função da idade? Cai sim, Claudio. Como comentei, de uma forma um pouco diferente da mulher. A mulher cai de uma forma vertiginosa e impossibilita ela de engravidar com os próprios ovos a partir de uma determinada idade. Os homens sim, se tudo der certo, ele vai manter a produção.
Mas tem uma zona um pouco cinzenta aqui, que é no tocante, que conforme o tempo vai passando, principalmente a partir dos 45 anos, cai a quantidade desses espermatozoides. Então o padrão seminal de um homem a partir dos 45 anos começa a diminuir o volume, começa a piorar a concentração, a motilidade também diminui.
Então uma série de fatores pioram. E não só isso. A partir dos 50 anos, começa a aumentar o risco de abortos e também de doenças muito relacionadas à epigenética e doenças poligênicas. Aqui o destaque é o autismo e também esquizofrenia, por exemplo.
Olha, assuntos que normalmente não são tratados. O homem fez a vasectomia, tá? Ele reverte a vasectomia. Ele tem aí algum prejuízo em relação à sua taxa de fertilidade? Precisa entender como é que foi essa reversão, a técnica que foi usada, quanto tempo que esse homem ficou vasectomizado, tudo isso pode influenciar. Se for feita de uma forma correta...
o homem pode até mesmo voltar a engravidar de uma forma natural, sem precisar de qualquer tipo de tratamento. Mas, no geral, pode sim piorar um pouquinho a taxa de fertilidade dele. Quais são os exames de rotina para você avaliar se aquela mulher pode potencialmente ser fértil?
ter uma fertilização que vai transformar no óvulo viável? E quais são os exames de rotina que são realizados nos homens? Ótima pergunta. Vamos começar com as mulheres. A fertilidade na mulher é algo extremamente complexo. A mulher não só...
ela tem que produzir os seus próprios gametas, os seus próprios óvulos, como ela tem que receber os gametas masculinos, os espermatozoides masculinos, ocorrer a fertilização e ainda acontecer a implantação e a gestação por consequente. Por isso que fazer investigação feminina é muito complexa e muito difícil. Eu gosto de segmentar.
Então, eu acho que, por exemplo, eu quero olhar como é que está a reserva ovariana dessa paciente, eu quero avaliar se essa paciente está ovulando da forma correta, eu quero avaliar se as trompas estão funcionando, eu quero avaliar do ponto de vista anatômico, se esse útero está pronto para receber uma gestação. Muito rapidamente, os exames que a gente costuma pedir, para avaliar a reserva ovariana, são dois. O hormônio antimileriano, que tem se tornado muito importante, é um exame de sangue, que a gente faz em qualquer momento do ciclo menstrual, e quanto maior o valor,
maior a quantidade de óvulos ainda restantes para essa mulher. A segunda forma que a gente tem para avaliar a reserva ovariana é a contagem de folículos antrais, que a gente faz através de um ultrassom simples com um especialista. A gente, no começo do ciclo menstrual, a gente faz o ultrassom e avalia. Para avaliar as trompas, a gente usa a esterossalpingografia, que é um exame um pouco desconfortável para as mulheres, porque a gente passa um cateter por dentro do colo do útero muito fininho, injeta de contraste e faz uma série de raio-x que a gente vê a progressão do contraste.
Outros exames que a gente pode usar para avaliar a anatomia é o próprio ultrassom. E aqui eu faço um parênteses, eu gosto muito do ultrassom 3D, porque a gente consegue avaliar de uma forma bastante eficaz ao interior da cavidade uterina. Além disso, podemos fazer ressonância e também uma esteroscopia. Importante, avaliação da história desse casal, entender se tem algum fator que pode predispor à fertilidade.
Por exemplo, em alguns casais a gente tem que fazer a análise genética, entender o cariótipo, ver se o número de cromossomos está correto. E também para avaliar ovulação, aqui a gente usa não só ultrassom, mas também exames de sangue hormonais, como FSH, LH, estradiol, progesterona, entre outros. Na parte masculina, Claudio... É isso aí que eu ia te perguntar.
Na parte masculina acaba sendo um pouco mais simples. A gente tem um exame de triagem único, praticamente, que é o espermograma. Então, o espermograma estando normal, isso praticamente garante que esse homem vai ter uma fertilidade com sucesso. Mas não é só aqui. A história clínica no homem é muito importante. A gente sabe que o uso de algumas substâncias pode piorar, por exemplo, a produção de espermatozoides. O uso de anabolizantes, testosterona, piora.
O uso de cannabis, maconha, também piora. Além disso, alguns remédios com remédios para queda de cabelo também podem piorar.
Então é interessante a gente entender todo o contexto que esse homem se insere. Além disso, entender os antecedentes dele. Lembrar que traumas testiculares na infância, torções testiculares, são importantes ou até mesmo se ele passou por algum tipo de tratamento prévio. No caso do homem, é uma torção testicular. Eventualmente ele pode produzir em menor quantidade, mas não necessariamente ele é estéreo. Ele pode fazer uma fecundação em vidro. Correto isso?
Muitas vezes sim. Precisa entender quanto tempo que esse testículo ficou torcido e qual foi o real impacto dele. É variável. Às vezes a torção pode ter sido muito severa e não foi corrigida a tempo e pode até mesmo inviabilizar esse homem de ter filhos no futuro. Mas a maior parte das vezes, pela dor, essa pessoa procura o serviço rápido e acaba corrigindo a tempo. Estresse influencia?
Ótima pergunta. Ele influencia, sim, tanto de uma forma direta como de uma forma indireta. Da forma direta, a gente sabe que o cortisol pode atrapalhar a liberação de hormônios. Mulheres com alto nível de estresse podem até mesmo parar de menstruar. Isso interfere também na espermogênese. Do ponto de vista indireto, o estresse pode levar à piora do sono.
aumento da ingestão de alimentos, entre outras coisas. Então você acaba afetando tanto do ponto de vista direto como do ponto de vista indireto. E veja só que interessante, Claudio.
Aqueles casais que estão com dificuldade de engravidar, eles têm muita ansiedade. Então, às vezes, não necessariamente a ansiedade está causando infertilidade, mas a infertilidade também está causando ansiedade. 40% dos casais que buscam serviços de reprodução humana estão com algum quadro como ansiedade e depressão acompanhando eles. Que pode vir, portanto, dos dois lados, um causando o outro. E alimentação?
Também um ótimo ponto. A alimentação, sim, influencia, mas não tem uma dieta mágica, não tem um alimento único que vai aumentar a sua fertilidade. A alimentação aqui vai no bom senso. Uma alimentação balanceada, com os macronutrientes corretos.
legumes, frutas, vegetais, para a gente ter toda essa parte de vitaminas, normalmente já basta. Sabemos, Cláudio, que alimentos ultraprocessados, com muito carboidrato, muita gordura, são inflamatórios e pioram, sim, a fertilidade. É interessante falar que a questão alimentar acaba interferindo muito no peso. E a gente sabe que IMCs muito elevados ou muito baixos aumentam a dificuldade para engravidar. Olha só.
Homens com IMC muito elevado obesos, eles têm, por exemplo, mais fragmentação de DNA nos seus espermatozoides do que homens com peso normal. E nas mulheres, por exemplo, quando você tem o IMC muito baixo, essas mulheres podem até mesmo parar de menstruar. Eu via muito isso, por exemplo, em atletas. Você sabe que há muito tempo eu fiz triatlon e várias colegas minhas, elas não menstruavam, porque elas não comiam de uma forma adequada, queriam ficar magrinhas, e, portanto, era um impacto bastante significativo na parte de fertilidade.
delas. Nós estamos assistindo uma verdadeira revolução social. Um padrão comportamental pautado pelas mídias sociais. Um padrão de inserção dentro da sociedade as mulheres, indo trabalhar mais tardiamente. Reprodução na endometriose. Homens também desejando fazer isso e lógico desenvolver profissionalmente e casar mais pra frente.
Você falou sobre a idade, e que tem uma influência em relação a você considerar alguém que é fértil e alguém que não é fértil. Eu diria o seguinte, anticoncepcional. Porque existem várias formas de você usar o anticoncepcional.
que vai desde a abstinência, o uso de camisinha, mas os medicamentos que a gente usa e o próprio uso do DIU. Isso atrapalha e leva à infertilidade? Não leva, Cláudio. Vamos desmistificar isso. O uso de anticoncepcional, mesmo oral, por longo período de tempo, não tem nenhuma evidência que vai atrapalhar a sua fertilidade para sempre. Então é interessante eu falar que o fato de ter usado por muito tempo anticoncepcional e parar, o que pode acontecer é que atrasa voltar a fertilidade natural.
às vezes demora alguns meses para essa paciente voltar à normalidade dela do ponto de vista de fertilidade. A mesma coisa com o Dio. Mas, no geral, você tirou o anticoncepcional, depois de alguns meses, dentro de um ano, 80% das pacientes voltam à fertilidade normal. Se você tivesse que pontuar quais são as principais causas de infertilidade, quais seriam?
Eu vou começar falando daquelas pacientes que a gente não acha causa. Então, 15% das pacientes que nos procuram, fazendo todos aqueles exames, eu não consigo achar uma causa de infertilidade. Daquelas que a gente acha, olha que interessante, Claudio, metade das causas são masculinas e metade das causas são femininas.
Isso é um mito que tem que... Sempre a mulher que está causando infertilidade são poucas as vezes que é a causa masculina. Isso não é verdade. É meio a meio. Das causas masculinas, o que chama muita atenção aqui, por exemplo, é a varicocele, que é bastante frequente. Causas genéticas, como síndrome de Kleinenfelter, fibrose cística, também a gente acaba vendo com bastante frequência.
O uso de substâncias, como testosterona, são uma outra causa que a gente vê. Na parte feminina, as síndromes anovulatórias, como o síndrome do ovário policístico, é bastante frequente. O ovário policístico. Endometriose, também bastante frequente. Distúrbios, por exemplo, distúrbios de ovulação ou outros, também acabamos vendo. Na parte uterina, miomas, pólipos, também a gente vê na prática com bastante frequência.
Eu sei que você tem uma curiosidade específica a respeito da oncologia e fertilidade. E evidentemente que as pessoas, e está mudando muito o padrão, sabe, com os fenômenos de epigenética interferindo com a genética, os cânceres estão se manifestando em momentos diferentes, e claro, o câncer vai ser a principal causa de morte.
Logo, logo, ultrapassando as doenças crônicas degenerativas e os traumas. E eu te perguntaria, dentro dessa perspectiva, alguém que tem câncer não vai poder mais ter filhos? Depende. Precisa entender o tratamento que esse paciente vai ser submetido. Uma coisa interessante, Cláudio, é que os cânceres estão aparecendo em idades cada vez mais precoces. Então a questão da oncofertilidade se torna muito relevante no nosso meio.
Uma vez que o paciente diagnosticou um câncer, ele tem que buscar um serviço rápido para tentar entender qual é o tratamento que ele vai ser submetido. Por exemplo, dependendo da quimioterapia que ele vai ser feito, eu tenho uma boa probabilidade de falar que essa pessoa, tanto o homem como a mulher, pode sim ficar estéreo, pode sim possibilitar de gravidez. Alguns outros tipos de tratamento a gente sabe que não são tão gonadotóxicos e a pessoa pode voltar a tentar engravidar logo depois do tratamento. Eu preciso individualizar nesse caso.
Fertilização in vitro, quando é que é o momento que o médico diz, agora só in vitro? Tem algumas situações que a gente indica, algumas indicações clássicas da fertilização in vitro, quando as duas trompas estão obstruídas, porque se torna impossível do óvulo encontrar com o espermatozoide, uma indicação clássica de FIV. Um fator masculino grave, que é aquela questão em que o padrão seminal desse homem está muito ruim, fertilização in vitro também acaba sendo uma única alternativa.
Tem alguns casos, Cláudio, que são muito interessantes, a gente tem visto muito na prática e que tem crescido. São aquelas pessoas que conhecem um gene alterado na família e ela tem esse gene. Por exemplo, o BRCA, que é um gene que causa câncer de mama, que predispõe a causar câncer de mama e câncer de ovário, que é aquele que a Angelina Jolie teve, que foi muito comentado. Hoje em dia, através da reprodução humana e através da fertilização in vitro, eu consigo analisar esse embrião.
e selecionar o embrião que não tem essa doença. Então, esses casais estão procurando. E também, claro, aqueles casais que tentaram tratamentos de baixa complexidade, como a relação sexual programada, a inseminação intrauterina, e não tiveram sucesso.
Existe uma idade limite para a qual você diz não dá mais para tentar, pelo menos com seus óvulos, não vamos fazer mais nada? Qual é o parâmetro que você utiliza? Eu acho que isso varia, do ponto de vista de legislação, isso varia de cada país. É importante falar que no Brasil não tem uma legislação clara sobre reprodução humana. A gente acaba sendo regido pelo Conselho Federal de Medicina através das suas resoluções.
No último consenso que saiu, o Conselho Federal de Medicina nos disse que eu posso fazer tratamento de reprodução assistida até os 50 anos. A partir dos 50 anos pode ser feito, mas analisado caso a caso. Isso independente se com óvulos próprios ou óvulos doados. Na questão que você perguntou, até que ponto a gente pode tentar fazer com os óvulos próprios, isso depende.
A gente sabe que a partir de um determinado momento, por exemplo, a partir dos 40 anos, mesmo com fertilização em vida, a probabilidade de sucesso vai caindo. Isso tem que ser conversado e entendido. Claro que podemos fazer um estímulo ovário em uma mulher, por exemplo, de 45 anos, mas ambos precisam estar cientes que a probabilidade de sucesso é muito baixa.
Primeira pergunta é, o meu espermograma dá sempre 9 milhões. Para ter filhos, como eu faço? Tenho 38 anos. 38 anos é um espermograma alterado de uma forma consistente. O primeiro passo é procurar ajuda para fazer o diagnóstico. Por que a produção de espermatozoide está tão diminuída? A gente precisa entender, será que tem uma varicocele? Será que é uma questão genética? Então o primeiro passo é esse.
Depois disso, a gente precisa entender o tratamento. Será que esse é um caso, por exemplo, para fazer uma inseminação intruterina, em que eu concentro o sêmen do homem e injeto dentro do útero da mulher? Essa é uma opção. Ou, às vezes, tem que ir direto mesmo para a fertilização em vidro. Precisa entender, acho que primeiramente a causa, antes de partir para o tratamento. Mas utilizando o espermatozoide do doador mesmo, do pai?
Da própria pessoa. Da própria pessoa. Existem sinais no corpo que indicam que uma pessoa pode ter dificuldade para engravidar?
A maior parte dos casais que estão dificuldades para engravidar não tem nenhum sintoma, não tem nenhum sinal. Algumas situações sim aparecem, por exemplo, mulheres que têm ovário policístico, elas são anovulatórias, elas têm um ciclo menstrual muito irregular. Esse é um sinal muito claro que ela tem que buscar ajuda porque alguma coisa está de errado.
Você percebe na tua prática que quando vem uma tentativa frustrada, as pessoas sentem medo de tentar novamente e acaba atrapalhando eventuais taxas de sucesso? É muito comum, Cláudio. A engravidar, às vezes, é um processo de resiliência. Nossos tratamentos, muitas vezes, têm que ser repetidos, por exemplo.
Então o fato de você ver um beta negativo já gera uma ansiedade para o próximo. E isso acaba atrapalhando o tratamento. Por isso que nós temos que olhar de um ponto de vista multidisciplinar. Alguns casais têm que ser encaminhados, por exemplo, a um psicólogo ou um psiquiatra, para fazer o acompanhamento correto. Denis, foi um prazer. Gostei muito de conversar com você. Obrigado, Cláudio. Obrigado, Jovem Pan.
Existem riscos na nossa saúde que não respeitam fronteiras e nem distâncias. Hoje, nosso alerta passa pelas arboviroses mais conhecidas aqui no Brasil, como dengue, chikungunya, mas também invade temas mais críticos. O perigo do rantavírus e como também o uso indiscriminado de medicamentos na criação de animais está criando superbactérias que podem desarmar a medicina mundial. A gente vai entender o que de fato é urgência.
Com a infectologista doutora Miriam Dalben para essa análise completa. Doutora, seja muito bem-vinda. Obrigada, Danube. É um prazer estar aqui. A gente começa falando sobre a chikungunha, que continua avançando. Só para a gente ter uma ideia, em 2025, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o Brasil registrou mais de 120 mil casos, 125 mortes pela infecção. E a gente vai ver todos os detalhes na reportagem da Giulia Zanini.
Nasce uma nova esperança no combate ao vírus chikungunya. Na última terça-feira, foi autorizada pela Anvisa a fabricação da vacina contra a infecção. O imunizante será fabricado pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valvena, e está liberada para uso no Brasil. A vacina poderá ser incorporada no Sistema Único de Saúde, o SUS, e é indicado para a prevenção de pessoas de 18 a 59 anos.
Em 2014, foi confirmada a presença do vírus chikungunya no Brasil. Em 2023, houve uma importante dispersão territorial no país, principalmente nos estados da região sudeste. Esse tipo de vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue, e pode causar uma doença neuroinvasiva.
caracterizada por agravos da infecção, como encefalite, paralisias e síndrome Guillain-Barré. Os sintomas de infecção pelo vírus chikungunya podem evoluir em três fases. A primeira é a doença febril aguda, com duração de 5 a 14 dias. A segunda é a doença pós-aguda, com duração de 15 a 90 dias. E a terceira é a doença crônica, sintomas com duração de 90 dias ou mais. Apesar da liberação da Anvisa para a produção, ainda não há data prevista para o início da imunização.
Doutora, como a gente viu na reportagem sobre a chikungunya, eu queria que você falasse a respeito das sequelas mais comuns que você encontra hoje no consultório e que acabam deixando a pessoa, parece que, incapacitada de fazer as suas atividades. Pois é, a chikungunya, diferente da dengue, ela dá muita dor articular, muito mais dor articular, e a principal sequela da chikungunya é essas dores nas articulações ficarem em dores crônicas. Então, a pessoa fica tendo dores.
que vêm e voltam, tem períodos que estão melhores, períodos que estão melhores, que são muito incapacitantes. Às vezes a pessoa não consegue andar, não consegue fazer as atividades diárias, né? E essas dores podem ficar indo e voltando, normalmente por um ano, um ano e meio. E tem pacientes, principalmente pacientes mais velhos, que ficam com dores crônicas o resto da vida.
Aqui a gente até separou um sintoma de dengue e chikungunya, porque muitas vezes o comecinho é confuso, né? Até a pessoa entender o que é dengue, os sintomas vão se misturando. Exatamente. As duas doenças no começo, elas são muito difíceis de você diferenciar.
A transmissão é igual, é pela picada do mosquito, do Aedes, e as duas doenças começam com febre, com dor no corpo, com dores nas articulações. As duas doenças podem dar manchinhas na pele. Então, o diagnóstico mesmo, para saber se é chikungunya ou se é dengue, ele é feito através de coletas de exames que o médico que atendeu o paciente pode fazer.
O que a gente pode falar, então? Mostrando as diferenças, né? Dengue, a febre vai ser mais alta e a chikungunya vai ser uma febre...
Mais amena ou não? No geral pode acontecer essa diferença, mas não significa que se você não tiver febre alta, não é dengue. Então a gente vê às vezes casos de chikungunya com febre alta e casos de dengue que às vezes nem tem febre. É dor de cabeça também. As duas doenças costumam dar dor de cabeça. No caso da dengue, o número maior de pacientes acaba tendo aquela dor de cabeça típica, que atrasa os olhos. Mas alguns casos de chikungunya, o paciente também tem dor de cabeça, com dor atrás dos olhos.
Manchas no corpo, as duas doenças dão manchas no corpo, principalmente na primeira semana. A dengue, ela é uma doença que pode evoluir com esse sangramento de nariz, gingiva, né? Sangramento nas fezes, então muito mais comumente a dengue dá uma alteração no exame de sangue que propicia o paciente a ter esse tipo de sangramento. Mas é muito difícil mesmo diferenciar as duas doenças sem fazer um exame, principalmente nessa fase inicial.
Óbvio que se não fez o diagnóstico na fase inicial e o paciente entra naquela fase que fica tendo dor nas articulações cronicamente, aí a gente acaba já sabendo que se trata de uma chikungunya, né? Que o paciente teve foi chikungunya. Eu tive chikungunya em 2016 e fiquei tendo dor nas articulações durante um ano e dois meses. E aí, para essas dores nas articulações, não tem o que ser feito?
A gente normalmente trata com sintomáticos, né? Dá anti-inflamatórios, se não responde com anti-inflamatórios, dá medicações para dor um pouco mais fortes. E às vezes, em casos em que a dor se cronifica, a gente acaba encaminhando o paciente para tratar com reumatologista, com medicações às vezes um pouco mais pesadas, né? Que fazem um tratamento mais crônico.
Doutora, eu acho que agora é um grande avanço para a nossa medicina, pensando também no nosso país. A gente tem vacina para as duas doenças. Embora ainda não esteja disponível para todo mundo, mas já tem. Para pessoas a partir de 59 anos em São Paulo, essa vacina é disponível. Agora a vacina da chikungunya é feita aqui justamente pelo Butantan.
Então, eu gostaria que você falasse a respeito da importância de quem pode se vacinar, não perder tempo. É muito importante essa prevenção. Super importante. Então, a vacina da dengue, a gente já tem ela disponível para os adolescentes, já tem mais de um ano, disponível no SUS de maneira gratuita e disponível para todo mundo no particular, desde que o seu médico autorize o uso.
E a gente sabe que a dengue pode evoluir na fase aguda com morte. Diferente do chikungunya, a dengue está relacionada a casos graves que precisam de internar e ir para a UTI, às vezes há óbitos, que são as mortes, numa frequência muito maior. E a vacina, justamente, evita que esse tipo de dengue grave aconteça.
No caso da chikungunya, a principal complicação que a gente mais fica preocupado, de fato, são essas sequelas crônicas da chikungunya, que os trabalhos mostram também que a vacina consegue evitar. No caso da chikungunya, a gente não sabe ainda como é que vai ser essa disponibilização da vacina no SUS. É uma vacina que já foi estudada, já foi aplicada em outros países. Por causa de efeitos colaterais, a gente acaba não indicando essa vacina para quem tem mais de 60, 65 anos por enquanto.
mas que na população abaixo de 60 anos, ela tem estudos, ela se mostra eficaz e é uma vacina legal e que o Butantan agora está começando a produzir para a gente. Quando tem essa faixa etária que São Paulo anunciou para esse público voltado dos 50 anos,
Qual a decisão, geralmente, por conta da faixa etária? Por que essa faixa etária acaba sendo escolhida logo num primeiro momento? É porque essas pessoas são mais suscetíveis? O risco de uma dengue hemorrágica pode ser maior? Então, quando a gente escolhe qual a população que vai receber primeiro a vacina, então você faz o seguinte raciocínio, você tem um número limitado de doses da vacina, então você vai priorizar esse número de doses da vacina que você tem para aquelas pessoas que podem adoecer mais gravemente.
e para aquelas pessoas que vão ser mais beneficiadas pela vacina. No caso da vacina da dengue, a gente sabe que os adolescentes são a população que foi menos exposta ao longo da vida aos quatro sorotipos da dengue, então que normalmente estão aí suscetíveis, podendo pegar os quatro tipos que estão circulando.
E a gente sabe que a população mais velha, a população acima de 50 anos, é a população que pode adoecer mais gravemente com a dengue. Por isso que está se começando a dar a vacina nesses dois polos de idade, para depois ir chegando, à medida que a gente for tendo vacina disponível para todo mundo, em todas as idades, todas as faixas etárias.
Doutora, a gente muda de assunto para falar de algo muito importante, né? Porque tem três pacientes suspeitos de diagnóstico de rantavírus que estavam a bordo do cruzeiro, que foram retirados ali em Cabo Verde e vão ser transferidos justamente para a Holanda. Então teve um anúncio, a gente até acompanha juntos aqui no nosso portal da Jovem Pan, que na quarta-feira a Organização Mundial da Saúde deu uma declaração a respeito então desse caso, porque o navio...
Ele está no centro de um alerta sanitário internacional desde o dia 2 de maio, quando foi ali revelado que havia uma suspeita então de que o rantavírus, que é uma doença transmitida por justamente roedores infectados, e que estivesse ali por trás também da morte de três passageiros. Essas três pessoas, para a gente ter uma ideia, dois tripulantes doentes nesse cruzeiro.
E aí uma terceira pessoa também que teve que ser retirada e agora segue junto ali rumo às Ilhas Canárias para ter esse tratamento e essa avaliação. Então eu gostaria que você começasse explicando para a gente como é esse vírus, qual o perigo, porque hoje quando a gente ouve falar em qualquer vírus novo, qualquer tipo de surto, de doença que é desconhecida, causa um grande pânico geral.
Exato, e essa notícia desse navio deixou todo mundo meio de cabelo em pé mesmo. A gente sabe, o ranta vírus é um vírus que causa um quadro bastante grave, principalmente pulmonar, que às vezes causa um quadro renal. Se a gente pega os dados que a gente tem na literatura...
3 a 4 de cada 10 pessoas que pegam a infecção pelo rantavírus acabam morrendo em decorrência desse vírus. Então, aparentemente, a mortalidade é muito alta. Existem vários tipos de rantavírus. Como você falou muito bem, a principal forma de transmissão é o contato com as excretas dos roedores, fezes, urina, e normalmente quando você inala essas partículas que ficam suspensas no ar das excretas desses roedores.
Mas existe um tipo de rantavírus conhecido, que é um tipo que já causou surto na Argentina, no Chile, que ele pode ser transmitido entre seres humanos. E daí a preocupação. A gente teve esses três casos que já evoluíram a óbito nesse navio. É o período de incubação do rantavírus. Então, do momento que você tem contato com o vírus, até você começar a desenvolver os sintomas, normalmente vai de uma semana até oito semanas. Então, tem muita gente nesse navio ainda que pode ter tido contato e está incubando a doença.
eles já identificaram que esses três casos que faleceram foram por esse subtipo do rantavírus, que transmite de um ser humano para o outro. Então, de fato, precisa desse alerta, precisa desse cuidado. E essas pessoas que foram expostas, que estão nesse navio, precisam ficar ali sendo observadas em quarentena para impedir que isso vire um...
um surto maior, né? E que é importante a gente falar a respeito da fase inicial dos sintomas? Até para que as pessoas, né? Isso gera essa curiosidade e é importante a população ficar em alerta. O ranta vírus, né? A doença começa parecendo uma gripona.
Então, a pessoa tem febre, tem dor de cabeça, dor no corpo, pode ter náuseas, vômitos, dor abdominal, isso também acontece. Isso no período que a gente chama de pródromos, que é o inicio da doença ali na primeira semana. Normalmente, com sete, oito dias, vem o quadro mais grave, né? Que daí o pulmão, ele é inundado por líquido. Que eles chamam de fase cardiopulmonar? Fase cardiopulmonar, exatamente.
E a pessoa começa a ter tosse, dificuldade de respirar, muita falta de ar. E aí, boa parte dos pacientes acaba precisando internar em unidade de terapia intensiva, às vezes precisa de respirar com a ajuda de aparelhos. E provavelmente, pelo que a gente viu aí na imprensa, que a Organização Mundial de Saúde divulgou, foi a causa de óbito dos três pacientes que já morreram.
E aí também tem essa questão de aceleração de batimentos cardíacos, tosse seca, pressão baixa. Tudo isso já mostra que essa fase, ela avançou daquela fase inicial para essa fase cardiopulmonar. Para essa fase cardiopulmonar. Um dado interessante é que tem alguns trabalhos feitos que colheram exame de sangue em pacientes em regiões onde eles tiveram surtos de rantavírus. E eles viram que tem gente...
que tinha anticorpo ali, então que já tinha tido infecção por ranta vírus em algum momento da vida e a pessoa nem lembrava. Então, muito provavelmente, deve ter gente que pega infecção pelo ranta vírus e tem uma infecção muito mais leve, que não chega a evoluir com esse caso de doença cardiopulmonar, né? E que a gente acaba diagnosticando e só ficando sabendo quem faz o quadro mais grave, que é quem acaba indo para o hospital.
O que a gente pode falar a respeito dessa questão do rantavírus quando a pessoa pode ficar confusa? Você começa dizendo, parece uma gripona, mas talvez o primeiro alerta que é importante procurar um médico é quando começa a sentir algum desses sintomas específicos? Então, acho que no geral, para a gente falar para todo mundo, para a gente ter suspeita de rantavírus, normalmente, hoje a gente está relacionado a um surto, por exemplo, essa galera que está aí nesse navio.
Ou você teve contato com infestação de roedores, ou foi, por exemplo, limpar excretas. Eu tive um caso de antivírus, uma paciente que foi limpar uma casa que estava fechada, uma casa dela de campo, e cheio de fezes de roedores, e varreu e tal. Então, se você teve essa possível exposição, e você começa aí, no prazo de uma a oito semanas, a ter quadros de febre, dor no corpo, parecendo uma gripona...
Vale a pena procurar o médico e avisar, olha, eu tive uma possível exposição a excretas de roedores, a uma infestação de roedores, ou no caso desses pacientes no navio, né, linkado aí num surto de casos de rantavírus. Doutora, muito obrigada pelas suas informações.
tão valiosas e que fica esse alerta para a população como um todo. Mas eu gostaria que você deixasse uma mensagem, principalmente quando a gente está falando aí da questão da dengue, da chikungunya, que é a nossa realidade, que dá para a gente se proteger, principalmente as pessoas ainda que não têm acesso à vacina, têm que fazer o serviço em casa, que é não deixar água parada.
A gente sabe que a vacina é uma das formas de proteção, mas a principal forma de evitar realmente a chikungunya, a dengue, a gente não ter a situação caótica que a gente teve em 2024, é a gente controlar a população do Aedes aegypti. A gente sabe que controlar a quantidade de mosquitos que a gente tem...
passa pelo dever de casa de cada um em casa. A gente sabe que mais da metade dos focos de água parada com as larvinhas ali do mosquito estão em pequenas águas paradas que a gente tem em casa. Então é o potinho que a gente deixou virado ali no nosso quintal, é a bandeja da geladeira, a bandeja do ar-condicionado, é a piscina pequenininha ali, às vezes a banheira da criança que você deixou com uma água parada e não está nem dando bola para ela, o pote de água do cachorro. Então todo mundo tem que tirar pelo menos um dia da semana.
que é o que a gente fala, para dar uma olhada geral em casa. Se eu tenho casos de dengue ou ticungunya no meu quarteirão, eu tenho foco de mosquito por ali. O mosquito, no ambiente da cidade, onde é muito populoso, os trabalhos mostram que ele voa no máximo 100, 200 metros. É o raio de voo dele. Então, teve caso no meu quarteirão, eu tenho foco de água parada por ali. Muito obrigada, doutora. De nada, querida.
Bom, o nosso programa ainda não acabou. Você se informa agora sobre as principais notícias da semana. O porta-voz da Organização Mundial da Saúde, Christian Lindemeyer, disse em coletivas de imprensa que o risco de propagação do rantavírus para a população é absolutamente baixo e não se trata de uma nova covid. Até amanhã de sexta-feira, foram confirmadas três mortes e cinco novos casos de pessoas que não estavam no cruzeiro em que a infecção se alastrou.
O navio que foi atingido pelo surto do vírus deve ser encaminhado para a Ilha Canárias para que as autoridades realizem a inspeção necessária. Nós seguimos acompanhando os desdobramentos. E a Agência de Vigilância Sanitária, Anvisa, determinou nesta quinta-feira o recolhimento dos detergentes da marca IP. A medida inclui a fabricação, comercialização e distribuição do produto. Segundo a agência, a decisão foi tomada a partir de avaliação técnica de risco sanitário. Então, fique atento.
aos lotes com a numeração final 1. O nosso Jovem Pan Saúde termina aqui, mas o cuidado com você continua, viu? E a partir de hoje, atenção na sua carteira de vacinação. Afinal de contas, a doutora Miriam Dalben foi muito clara a respeito da chikungunya, da dengue, a imunização é a nossa principal ferramenta de defesa, assim como fazer a sua parte, cuidando do seu quintal, não deixando a água parada em lugar nenhum.
Quando a gente também fala em qualidade de vida, o doutor Fernando Gomes mostrou que a enxaqueca não pode ser o seu normal. E mais do que seguir alguma trend na internet, é preciso entender os seus gatilhos, para que você não viva com essa dor achando que é comum no seu dia a dia. Busque uma ajuda especializada e reassuma o controle da sua rotina.
A gente também viu no Check-Up com Cláudio Lutenberg que o sonho da maternidade começa muito antes da gestação. Então, entender sobre sua fertilidade é um ato de planejamento de liberdade, seja através de exames, de rotina ou ainda congelamento de óvulos. O importante é ter a informação para decidir o seu futuro com segurança e sem pressão.
E se você perder algum detalhe ou quer rever alguma das nossas orientações, o programa completo te espera no YouTube da Jovem Pan News e também no Panflix. Dúvidas ou sugestões de pauta, é só mandar um e-mail pra gente no saúde.com.br. Eu também te espero lá no meu Instagram, para a gente continuar com essa troca diária. Segue também o perfil da Jovem Pan, para você não perder nada da nossa programação.
Um beijo grande, se coloque sempre em primeiro lugar, tenha uma semana leve, consciente, com muita saúde. A gente se encontra na próxima. Tchau, tchau. Jovem Pan Saúde
Hospital Sírio-Libanês