Episódios de Interioriza - com Izabella Camargo

VOCÊ ESTÁ APRENDENDO COM O ERRO OU SE PUNINDO?

06 de maio de 202647min
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Você está aprendendo com seus erros… ou se punindo por eles?

No novo episódio do Interioriza, Izabella Camargo recebe o professor Luis Vabo para uma conversa profunda sobre autoconhecimento, mentalidade e crescimento.

A gente foi ensinado a evitar o erro.
Mas… e se ele for exatamente o que você precisa para evoluir?

Neste episódio, você vai entender:
✨ Por que repetir padrões pode estar travando sua vida
✨ Como transformar erros em aprendizado real
✨ O papel do autoconhecimento nas suas decisões
✨ E por que empreender é muito mais sobre atitude do que sobre negócios

Se você sente que está preso, se cobrando demais ou esperando o momento certo… talvez esse episódio seja o ponto de virada.

🎯 O erro não é o problema.
Desistir é.

Assista agora e comece a olhar pra sua jornada de um jeito completamente diferente.

#Interioriza #IzabellaCamargo #Autoconhecimento #Mentalidade #Empreendedorismo #DesenvolvimentoPessoal

Assuntos5
  • O Papel do Erro no CrescimentoErro como oportunidade de aprendizado · Erro como aliado, não auto-chicoteamento · Aprender a errar para acertar · Segurança psicológica nas empresas · Erro como degrau para o sucesso · O oposto de sucesso é desistir · Erro novo vs. erro repetido · Amy Edmondson · Google
  • AutoconhecimentoRepetição de padrões de pensamento · Tomada de decisão autêntica · Investigação do mundo interno · Identificação de dores e gatilhos · Ser o observador · Ser um aprendiz · Filosofia Védica · Eckhart Tolle · Ramana Maharishi
  • Mentalidade EmpreendedoraEmpreender como atitude de vida vs. negócio · Intraempreendedorismo · Empreender no serviço público e terceiro setor · Empreender na própria vida · Reunir recursos preciosos (tempo, energia, saúde) · Resolver dores e atender necessidades · Criar a própria porta quando não há aberturas · Turismo interno / Sherlock Holmes de si mesmo · Empreender é ser protagonista · Luiz Vabo · Empreender é pra Você (livro)
  • A Importância da Aceitação e ReaçãoAceitação como atitude proativa, não resignação · Não resistir à realidade · Extrair aprendizado das situações · Lição é bênção · Como você reage ao que acontece · Última liberdade humana: a escolha de como reagir · Vitor Frankl · Epicteto
  • Vínculo emocional com São PauloNinguém é responsável pelo que eu sinto · O vizinho como professor de paciência e compaixão · Não se irritar com o espelho à frente · Tratar o outro com gentileza · Saúde mental na prática, de segunda a segunda · Desacelerar para continuar em movimento · Frenagem como parte da aceleração · Substituir sangue nos olhos por brilho nos olhos · EPIs da saúde mental · Escutatória como habilidade de comunicação · Improvisar diante dos imprevistos
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95% dos nossos pensamentos diários são os mesmos do dia anterior. 95% dos pensamentos. Então eu estou só repetindo o padrão. Quando pela primeira vez você se tornou você? Tem pessoas que passam pela vida inteira só repetindo esse padrão, do que o pai e a mãe queriam, do que a sociedade colocou, do que a empresa mandou fazer, do que o chefe, do que... E a pessoa fala, beleza, quando que eu tomei uma decisão que aquilo realmente fui eu?

Que eu quis, que eu fui, que eu corri atrás, eu enfrentei os meus medos. Como é que a gente faz em uma sociedade em que o erro é visto em alguns ambientes, o erro é punitivo, não é pedagógico? O erro, ele é a maior oportunidade que eu tenho de dizer assim, não quero mais fazer isso, vou aprender, vou fazer melhor. Tratar o erro como sendo um aliado e não um auto-chicoteamento. Ninguém quer errar, todo mundo quer acertar, só que para eu acertar eu preciso aprender então a errar.

Então eu cheguei à conclusão de que ninguém é responsável pelo que eu sinto. Minha prioridade dos próximos 40 anos, dos 40 aos 80, é investigar o meu mundo interno. Porque o objetivo final mesmo sou eu olhar para dentro de mim e entender quem sou eu, o que eu vim fazer aqui, quais são as dores que eu tenho, o que são os gatilhos que me tiram da minha melhor versão, que ser humano é esse que eu quero ser.

Que bom que você está aqui com a gente no Interioriza. Você sabe que a partir de agora vamos viver um tempo juntos. Então, hoje é um dia muito especial. Com tantas opções, você está nos escolhendo para tomar boas decisões. O nosso assunto de hoje é sobre erro.

É. Você tem medo de errar? Eu já tive muito mais medo de errar, até descobrir que eu só vou acertar, de alguma maneira, se eu perder o medo de errar. É possível? Será? A gente vai conversar hoje com o mestre do assunto, que é o professor Luiz Vabo. Bem-vindo ao Interioriza.

tem uma plateia aqui, olha, muito obrigada caravana de onde? Zona Norte Carapicuíba Cambuci, muito obrigada eu vim da Barra da Tijuca caravana do Rio de Janeiro mas já virei paulista virei paulista de raiz que alegria, que prazer, que honra estar aqui, você sabe que eu sou seu fã há muito tempo, não é de hoje então, professora Isa obrigado pelo convite

Imagina, a gente se gosta naturalmente, né? E isso é curioso porque nós temos várias pessoas em comum. Antes aqui da gravação, a gente estava falando da Pétria Chaves, que já teve aqui no Interioriza, o próprio Bernardinho e o Baza, que estão com você numa jornada de educação tremenda. Então, que privilégio estar aqui contigo. Eu só não acredito que você não sente falta do mar.

Pois é, São Paulo é aquela coisa pro Carioca, né? Uma hora chega, igual a morte, uma hora chega. Sério? O pessoal do Rio fala isso, né? É mesmo? O pessoal fala que São Paulo pro Carioca é igual a morte, uma hora chega. Pra mim chegou desde cedo e eu amo São Paulo, então me sinto paulista. Parece que eu nasci paulista no Rio de Janeiro e claro que a praia, a natureza do Rio é uma coisa incrível, mas depois de alguns governadores que fizeram um maltrato por nossa cidade, nosso estado...

Infelizmente o Rio está um pouco maltratado, então agora São Paulo traz toda essa pujança econômica, serviços, esse motor do empreendedorismo brasileiro. Quando o entrevistado fala pujança, você já entendeu como vai ser o nível aqui da nossa prosa, né? Mas vamos lá. Vabo, recentemente eu vi que você tinha acabado de lançar um livro, imediatamente eu pego o meu celular e falo...

Vabu, vamos lá no interiorismo. Então, estamos aqui com Empreender é pra Você. Conheça os erros da minha jornada e aprenda as ferramentas pra você construir a sua. Esse é o livro, então, do professor Vabu, Empreender é pra Você. Professor, será que empreender é pra todo mundo? Tem alguma regra, então, pra todos que têm? Sabe aquela sementinha assim? Será que isso é pra mim? O que você já diria aqui na largada? Se considerarmos...

o interesse de todos serem empresários, donos e donas, fundadores e fundadoras de empresa, aí eu tenho dúvidas se seria para todo mundo. Mas se nós pensarmos em empreendedorismo como sendo uma atitude de vida, uma atitude empreendedora, aí eu tenho convicção de que é para todo mundo.

Então, a gente pode empreender criando uma empresa com fins lucrativos. A gente pode empreender dentro de uma empresa que já existe, que é o intraempreendedorismo. Podemos empreender no governo. Seria até bom se tivéssemos mais essa cabeça empreendedora de servir o cliente, de liderar o time, de servir o time.

no serviço público, podemos empreender no terceiro setor, numa ONG, e acima de tudo empreender na nossa própria vida. Então é isso que eu acredito. Acredito que a atitude empreendedora é a primeira camada. O que eu vou fazer a partir dali, aí é a consequência que cada um vai dar para a sua missão de vida. Empreender é reinventar?

Empreender é você reunir os recursos mais preciosos da sua vida, seu tempo, sua energia, sua saúde, sua rede de contatos, seu conhecimento, e colocar a serviço de alguém. E resolver dores, atender necessidades, resolver problemas. E com isso, a sociedade, um conjunto de clientes, um conjunto de pessoas, você mesmo, pessoas do seu entorno, ficam melhores a partir dali. É uma atitude proativa e não passiva.

Então, reinventar pode ser uma possibilidade, se isso fizer parte do seu caminho. Mas o mais importante é você estar a serviço dessa missão, desse propósito, desse sonho de pegar algo que não está legal e poder...

Transformar. Sabe que quando me perguntam sobre demissão, recolocação no mercado e tudo mais, recentemente eu tive esse insight. Quando você não encontra portas abertas, cria a sua porta. Foi o que eu fiz. Depois que uma porta se fechou, uma porta muito grande, muito interessante, que eu queria muito, outras portas não abriram.

Claro que eu fiquei triste, claro que eu fiquei magoada. Oh, meu Deus, mas onde eu errei de novo? O que eu fiz de errado? Que agora nenhuma porta se abre. Aí eu precisei de um mergulho interno, o que eu chamo de turismo interno, para criar uma porta.

Então, se você está aqui nos ouvindo, já entenda que se as portas não abrem, será que não é o universo querendo te mostrar que você precisa criar a própria porta? Faz sentido isso para você, Vabo? 100%. O turismo interno também gosta de chamar de Sherlock Holmes de si mesmo.

Oh, boa, investigador, né? Investigador, deixa eu ver, deixa eu entender aqui por que que tem alguma coisa que tá me gatilhando, por que que alguma coisa tá me tirando da minha melhor versão. Será que realmente eu errei? Ou será que isso foi um passo necessário que eu tenho que ressignificar pra poder tomar uma decisão melhor agora que vai me conectar com aquilo que eu vim aqui pra fazer?

Isso é muito profundo, isso é muito importante. Agora, nesse modelo que nós estamos, de muita ruptura com uma mentalidade que era muito diferente da que você está dizendo. Então, quando você fala, quando eu estou empreendendo, eu estou me colocando a serviço. E, geralmente, quando você está numa empresa, quando você não está nem entra empreendendo,

Você está esperando que tudo aconteça. Quando você está empreendendo, você se coloca mais para o jogo, para o erro, para a tentativa? Eu preciso fazer dar certo? Sem dúvida. A nossa tendência é a gente repetir padrões. Tem um grande neurocientista, o professor Joe Dispenza, que ele comenta que 95% dos nossos pensamentos diários são os mesmos do dia anterior. 95% dos pensamentos. Então eu estou só repetindo o padrão. Tem muita velharia. Pois é.

E aí o que acontece é que muitas vezes, será que uma pergunta importante para quem está nos assistindo é a seguinte? Quando pela primeira vez você se tornou você na sua vida? Tem pessoas que passam pela vida inteira só repetindo esse padrão do que o pai e a mãe queriam, do que a sociedade colocou, do que a empresa mandou fazer, do que o chefe, do que... E a pessoa fala, beleza, quando que eu tomei uma decisão que aquilo realmente fui eu?

que eu quis, que eu fui, que eu corri atrás, eu enfrentei os meus medos. Então esse entendimento de que existe um mundo externo, mas esse mundo externo a mim, que é as pessoas com quem me relaciono, o trabalho, a família, isso na realidade é um meio, é um pretexto. Porque o objetivo final mesmo sou eu olhar para dentro de mim e entender.

Quem sou eu? O que eu vim fazer aqui? Quais são as dores que eu tenho? O que são os gatilhos que me tiram da minha melhor versão? Como que eu consigo me investigar, fazer o meu turismo, para que então eu possa...

fugir um pouquinho do sofrimento e Buruska disse que é o sucesso, que é a felicidade. E por isso que o erro é fundamental. Então, como é que a gente faz em uma sociedade em que o erro é visto em alguns ambientes, o erro é punitivo, não é pedagógico, que é a essência da segurança psicológica. Para quem não sabe, segurança psicológica é uma linha...

Vou trazer ele com as minhas palavras Se você me corrija, tá, professor? Que na década de 90 ficou muito conhecido Pela professora engenheira de Harvard Chamada Emma Edmondson Então ela fez uma grande pesquisa nas empresas E descobriu qual era o segredo das empresas Que tinham altos e baixos e cresciam E as empresas que tinham altos e baixos e faliam

Ela chega no erro. Onde o erro era punitivo, as empresas quebravam. Onde o erro era pedagógico, elas cresciam. Então vamos lá. Para muitas pessoas, isso é um pensamento muito sofisticado. Erro é erro. Acabou. Não é aprendizado. Nessa sociedade que ainda vê o erro de forma muito negativa, a gente não aprende na escola a errar. A gente só aprende a acertar. Como é que a gente faz?

Junto com a pesquisa da professora M, veio a pesquisa do Google, que chegou à conclusão de que o principal fator, que é a característica número um de um time de alta performance, é a capacidade que aquele líder tem de promover segurança psicológica na equipe. É quatro vezes mais potente do que o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto lugar, que são os top cinco fatores. Basicamente é, você pode ser você, autenticamente, posso tomar risco, sem me sentir inseguro, sem me sentir constrangido, posso dar uma ideia e eu vou ser avaliado pela ideia e não por quem eu sou.

Então, essa é a coisa do teatro corporativo, de que eu tenho que exercer um papel, gastar uma energia para exercer um personagem que eu não sou, ao invés de gastar energia para entregar o resultado. Então, no final das contas, o erro acaba sendo um fator de massacre porque gera desconforto, porque a gente estava na escola desde sempre, 2 mais 2 igual a 4.

É o que você tem que colocar na prova. Se você colocou 5, 3, 1,5, 0, não, isso aí está fora do gabarito. Então a escola no modelo industrial, em casa, normalmente o modelo educacional, pai e mãe é o quê? Nossos primeiros líderes.

Tem que ser feito, você tem que sentar na mesa, você tem que fazer isso, se você fizer qualquer coisa que foge disso, está errado. Então a gente vende um modelo que, seja nas famílias, nas escolas ou nas empresas, em que a gente precisa repetir esses padrões. E aí por isso que a gente pega qualquer biografia hoje, a magadora maioria das biografias é o quê? É só de sucesso em sucesso, fez isso, fez aquilo, conquistou o primeiro cliente, primeiro milhão, primeiro bilhão, primeiro trilhão. Só que na realidade...

Cadê os erros? Cadê aqueles momentos em que a pessoa não fez aquilo que era esperado, mas que aquilo, na realidade, se transformou num degrau? Porque quando eu erro, eu não estou romantizando aqui o perrengue, romantizando o erro. Pelo contrário, o erro é a maior oportunidade que eu tenho de dizer o seguinte, não quero mais fazer isso, vou aprender, vou fazer melhor.

E aí por isso que a gente resolveu escrever essa, contar a nossa história empreendedora destacando os erros, porque são os principais, né? Porque se fosse contar todos, ia ser uma enciclopédia e ninguém ia ler mil páginas de erro, né? Então foram só os principais. E aí a conclusão principal é que o sucesso, normalmente eu pergunto nas aulas, né? Qual é o oposto de sucesso?

imediatamente o pessoal já levanta a mão, aqueles mais atentos esperam um pouquinho, né? Mas, pessoal, de primeira pergunta aqui pra quem tá assistindo a gente qual é o oposto de sucesso? As pessoas respondem o quê? Fracasso, né? Erro, fracasso O oposto de sucesso é fracasso. Não O fracasso é parte integrante do sucesso É de degrau em degrau de fracasso em fracasso, eu vou aprendendo vou me reconfigurando, qual é o oposto então de sucesso?

O erro é parte integrante. Então o oposto de sucesso é desistir. Desistir. Desistir. Por quê? Porque se eu desisto, aí não tem a possibilidade nenhuma de ter sucesso. Agora, se eu fracassei e não desisti, eu levanto a cabeça e sigo adiante. Então desmistificar esse conceito e tratar o erro como sendo um aliado e não um auto-chicoteamento, não uma auto-cobrança exagerada, mas sim uma auto-análise. Beleza, errei, mas o que isso me trouxe de oportunidade de aprender?

Vamos mais uma camada, então, dessa parte que é muito importante para você captar integralmente a ideia do professor. Erro é degrau. Tanto que dizem que... Dizem. Eu sempre falo, nossa, que vontade de desistir. Sabe aqueles dias, né? Todo mundo já teve vontade de desistir. Dependendo de como você dormiu, de uma série de fatores. Você fala, ah, que vontade de largar tudo e fazer outra coisa. Desistir é muito mais fácil.

Muito mais fácil. Então foi ótimo você ter me relembrado isso. Tem uma história que eu conto aqui, que eu ia tomar banho e eu ficava pensando na folha de pagamento, que eu tinha famílias que dependiam de mim, as coisas com os clientes, a responsabilidade que a gente tinha com os clientes. Então no final...

O fato de eu conseguir desenvolver a minha capacidade de resiliência, de considerar que o não que eu recebi da vida, que foi o erro, é um ainda não. O que conecta com a professora Carol Dweck, que fala sobre mentalidade de crescimento. Que conecta, inclusive, que a gente estava falando aqui antes, da personagem Gabi, para as nossas filhas assistem. Ela tem um episódio que ela fala sobre, tem a música dela que ela fala, não é ainda não.

Eu não consigo, não nasci para falar em público, não nasci para liderar, não nasci para empreender.

Não tem raquete não nasci. Eu não consigo. Eu ainda não desenvolvi as habilidades necessárias. Mas hoje eu vou dar um passo a mais. Vou subir mais um degrau. Perfeito. E isso vai me ajudar a chegar nesse meu objetivo. Sabe quem você me lembrou agora? Bernardinho. O seu amigo, parceiro de jornada. Meu mentor, seu mestre. Seu mentor, seu mestre. Bernardinho vai assistir esse episódio. Talvez seja o primeiro seu, né, Bernardinho, aqui do Interiorize. Mas ele me deu uma entrevista no Dão Tempo.

E ele dizia, Isabela, se algo está difícil, é porque precisa de treino. E aí quando eu vou falar sobre o não, quando eu vou ensinar as pessoas a dizer o não, então ainda não, por enquanto não, dessa vez não, etc. Aí todo mundo diz, é, mas é difícil, né? Então, o Bernardinho já falou que se está difícil é porque precisa de treino.

E é bom errar erros novos. É isso aí. É ruim errar os mesmos erros, certo? Exatamente. Se você errar sempre as mesmas coisas, é uma oportunidade de falar, olha, você não está aprendendo. Errou de novo três, quatro, cinco vezes a mesma coisa. É porque a vida está te dizendo uma mensagem muito importante. Para.

E olha, porque se você não parar e olhar, isso vai trazer consequências para você, inclusive muitas vezes de saúde, né? A saúde vai ser afetada porque é uma mensagem que o seu corpo ou sua mente estão te dizendo, olha, você não olhou para isso que eu estou te sinalizando. E o erro novo é maravilhoso, porque tem uma máxima do empregadorismo também que diz que se você...

não errar é porque você está indo devagar demais. Então, aquela coisa do acelerar e de frear. Então, a gente só está na lógica do acelerar, acelerar, acelerar. Beleza, mas se você não frear para fazer a curva, vai bater 300 por hora. Então, o erro também funciona como esse freio. Começa a oportunidade de eu olhar...

E aí, fazendo o paralelo do carro, tem a embreagem também. Acelerar, frear, mas a embreagem é aquele momento em que eu troco a marcha, em que eu paro, em que eu reflito, que eu vejo, beleza, estou precisando de mais potência. Não, agora eu posso ir mais devagar. Então, essas são analogias para a gente poder trazer isso para o nosso dia a dia. Se eu me escuto e digo, está difícil, beleza. Tem uma premissa importante. Eu parei de acreditar que o sucesso, que o êxito, ele vem do peso.

Tem que ser esforço, mas você tem que se destruir. Você tem que virar todas as noites. Eu parei de acreditar nisso. Para mim, se está pesado, é porque tem coisa aí que tem que investigar. Porque é para ser leve, é para ser prazeroso, é para ser divertido. É para você dedicar horas de trabalho. A gente vai trabalhar muito mais em horas do que eventualmente vão estar com a família.

Mas quando você estiver com a família, você está com a família. Quando você está no trabalho, você está no trabalho. E se esse trabalho está pesado, está duro, observa. Porque a leveza, o flow, é pelo caminho da serenidade. Sim. E aí é muito curioso porque... Aí nós vamos falar agora de dois tipos de cobrança. A cobrança externa e a cobrança interna. Então eu vejo diariamente pessoas errando e ficando muito mal.

Porque, naturalmente, ninguém quer errar. Todo mundo quer acertar. Só que para eu acertar, eu preciso aprender, então, a errar. Vendo que esse erro é um degrau. Esse erro está me trazendo alguma informação que eu não tinha. Então, eu tenho que agradecer. Hoje, eu trago isso, Vabu, relacionado à dor. E doença é um presente, sabia?

Porque se ao perder saúde eu fico doente, se eu estou ganhando uma doença, significa que eu estou tendo a chance de recuperar a minha saúde. Então vai depender de como eu vejo as situações. Agora, se eu vejo toda dor como um castigo, toda doença como uma punição, não, é consequência. Então o erro, de novo, nós vamos falar demais sobre isso. Então o erro é um degrau para você se aperfeiçoar naquilo que você precisa chegar.

Por que nós estamos esperando que o nosso corpo ou a nossa mente pare a gente? Por que eu não consigo dar um passo antes e preventivamente já fazer a pausa que está me sendo solicitada? E principalmente entra uma palavra também que eu tive muita dificuldade de entender, que é a palavra aceitação.

Durante muito tempo eu achava que a aceitação era uma resignação, uma passividade. Ah, que droga, então deixa do jeito que tá. Até que eu percebi que na realidade a aceitação é uma questão, uma atitude proativa. Uma atitude positiva, criativa. Porque aceitação significa que eu paro de resistir à realidade. O erro já aconteceu. Eu vou ficar remoendo, me chicoteando, ruminando.

Não, eu vou aceitar que ele aconteceu. Aquela pessoa que fala assim, sai de casa hoje, está tudo maravilhoso e fala, nossa, não acredito que começou a chover. Pode acreditar, né? Está chovendo, né? Olha ali, está chovendo. Está resistindo à realidade. Não, isso já aconteceu. Agora, o que eu posso extrair daí esse processo? Aí vem o Murilo, que é um grande amigo e mentor também, que ele diz que se não é bênção, eles são. Total.

E se não é bênção, eles são. Mas se for lição, é bênção. Então tudo é bênção. Tudo é bênção. Tudo é perfeito. Aí eu lembro de uma outra pessoa que você também se conecta, mas é um pouquinho mais antigo, que é o seu epiteto.

que falava que não importa o que acontece, mas como você reage. Sabe que todos os dias eu insisto nessa mensagem, com quem eu cruzo no caminho, eu falo assim, olha, a gente está reclamando das coisas que a gente escolhe. Aí outro dia, vou te contar uma experiência, gente, pega essa. Eu fui à praia, eu, Thiago, Angelina e Antônia. E estava muito quente.

Atenção, esse programa é para adultos, então eu gostaria muito que você prestasse atenção na sutileza do que nós estamos falando aqui, que nós estamos reclamando daquilo que a gente escolhe. E se eu posso escolher uma coisa, de repente eu posso escolher outra. Vamos visualizar a cena. Estávamos nós na praia, 30 graus. Passa um vendedor de algodão doce vestido de Lilo Stitt.

aquela cabeça peluda, aquele corpo peludo, e a gente de biquíni, de roupa de banho, já estava sentindo calor. E aí, rapaz, super simpático, super simpático. Ele passou e ele vendia algodão doce com uma leveza, sabe? Chamei, conversei, aí eu fiz uma publicação. Eu falei assim, nossa, imagina o calor lá dentro.

mas a gente não pode reclamar daquilo que escolhe. E ele não estava reclamando. Eu fiz justamente como uma provocação para ver como seria a repercussão daquela fala. E uma pessoa disse assim, que frase mais infeliz. Porque ele não pôde escolher outro. Eu falei, não, ele pôde. Ele podia estar vestido de moana, que é uma roupinha, é um biquininho. O que eu estou querendo dizer para você?

Dependendo do seu julgamento e da sua análise, você vai achar que a pessoa não tem escolha. Mas muitas vezes nós temos sim, mas não queremos aprender ou dedicar um tempo para... Ah, então tá, então deixa eu buscar uma alternativa. Aí eu vou citar um outro grande filósofo que você conhece bem, que é o mestre Vitor Frankl. Que ele fala qual é a última liberdade humana, qual é a última escolha.

Como eu vou reagir? O espaço de tempo entre a ação e a reação, ali tem a escolha que pode ser feita. O Vitor é muito curioso. Se você não conhece, vale a pena. Ele foi um sobrevivente nos campos de concentração. E aí ele provoca, né? Quem é você quando você só tem os pelos do corpo? Aliás, sem nem os pelos do corpo, né? Que eles não tinham direito nem de ter o cabelo, né? Ele deu tudo, 100% de tudo. E aí ele sobrevive e ele atribui essa sobrevivência a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a a

Ao apreciar o nascer e o pôr do sol. É isso, não é? Tipo, as coisas mais simples. Era a única coisa que tinha. É, eles tiraram tudo dele, 100% de tudo. Desde os bens materiais até a família, até a dignidade. Mas ele falou, tem uma coisa só que eles não são capazes de tirar de mim. Que é como eu vou reagir a isso. E é essa centelha que eu vou me apegar. E aí ele começou, então, a praticar.

esse entendimento de que ele ainda estava vivo. Se ele ainda estava vivo, existia ainda. O quanto houver vida, há esperança, há escolha, há possibilidades. Então ele passou a enxergar dessa maneira. E inspirado nele, e no Epictetus, que são dois grandes mestres, eu tenho uma decisão muito importante que se conecta com esse tema nosso. Vou dar um exemplo aqui. Eu tenho um vizinho no meu prédio.

que ele é um ser de pouca luz, vamos dizer assim, né? A pessoa é complicada, difícil. Acho que eu moro no seu prédio, porque eu também tenho um vizinho assim. Todo mundo tem, né? Meio carrancudo, meio assim, aí entra no elevador, pesa o elevador, e aí ele briga, ele bota o dedo na minha cara, aquela coisa toda, né? Sério?

É, nesse nível, assim. E aí eu cheguei à conclusão, e eu tenho um princípio de vida muito importante, que é o princípio de vida de que eu acredito na não-violência. Eu não acredito em violência verbal, muito menos física. Só que esse vizinho, ele me testa todas as vezes que eu estou com ele. E eu tenho a vontade de meus instintos mais primitivos de partir para cima. Só que eu tenho esse princípio de vida.

E aí foi o grande clique que eu cheguei. Esse vizinho, que é um ser de pouca luz, que é uma pessoa que, enfim, o prédio inteiro tem um certo ressalvo em relação a ele, ele é o meu grande professor. Ele está me treinando paciência, compaixão. Eu cruzo com ele um minuto por dia. Ele está com ele mesmo 24 horas por dia. Esse um minuto ele faz isso comigo, imagina aí o que ele faz com ele mesmo. Então eu cheguei à conclusão de que ninguém é responsável pelo que eu sinto.

Se eu permitir que ele me irrite, não é ele que me irritou. Eu é que não sou capaz de lidar com o meu espelho que está na frente de mim. Então, a grande conclusão em relação a isso é que esse vizinho exerce esse papel e quando ele me trata com arrogância, eu o trato com gentileza. Porque ele me trata do jeito que ele é e eu o trato do jeito que eu sou.

Salve de palmas aqui, nossa plateia maravilhosa. Obrigado, obrigado. A caravana ali da Zona Norte, cadê? Muito bem. Que isso, professor? Então esse é um convite que eu faço para todos, porque no momento que eu percebo que se me gatilhou é meu professor. Por que me gatilhou? O que eu tenho que fazer o turismo interno para verificar porque eu não estou na minha melhor versão?

E todo mundo tem um vizinho assim, todo mundo tem um membro da família do churrasco de domingo, né, que faz isso. Eu levo essa analogia muito no ambiente de trabalho, porque eu falo assim, olha, você quer um ambiente impecável no seu trabalho, você está tendo um ambiente impecável na sua casa, você está fazendo, você está querendo também isso na sua casa, ou você também está vivendo essa utopia de que só o trabalho, o ambiente de trabalho, as pessoas do seu trabalho precisam ser como nem você é.

Então fica essa mensagem. E vou dar uma meta aqui, se alguém gostou disso e quer implementar, a meta é nunca mais buzinar e xingar no trânsito. Total. Esse é o primeiro nível, faixa branca. Mas aí a gente está falando de saúde mental na prática. Isso é saúde mental de segunda a segunda.

Porque nós vamos viver desafios imprevistos o tempo inteiro. Só que se você acha que o trânsito, alguém do trânsito está contra você, seu elevador, como seu vizinho, o mundo está contra você, pouca saúde mental. Quanto mais, então, você pisar na embreagem, agora vou ter que fazer uma... Vou ter que trazer um elemento aqui. De novo, atenção.

Tem uma frase que eu gosto muito, que chegou a mim há muito tempo, que é nós precisamos desacelerar para continuar em movimento. Perfeito. Só que a turma não gosta. Tem até no monóculo, não tem? Tem no monóculo. Monóculo, gente, é um aparelhinho assim, que deve ter um século, que você coloca o olhinho assim, bem pequenininho, e vê uma frase. E aí eu tinha essa frase mesmo no monóculo. Desacelerar para continuar em movimento. Mas alguns líderes não gostam dessa frase.

E aí eles sempre me questionam, né? Ah, mas como que nós vamos desacelerar para continuar em movimento? Aí eu falo, quem aqui dirige carro automático? Ah, muito bem. Já dirige o carro mecânico? Já. Então, com toda a tecnologia existente, o câmbio mudou. Mas você continua com freio acelerador. Por quê? Se você só acelerar, você vai morrer. Então, se você não der o tempo da frenagem, se você não frear, você não continua acelerando.

Então, de novo, substitua sangue nos olhos por brilho nos olhos. Então a gente também, de novo, tem que ter muita presença para reconfigurar essas frases que nossos familiares também nos trouxeram. Eu venho de uma família de italianos, Vabo. Então trabalhar de segunda a segunda...

lazer pra quê? vida social pra quê? então dependendo da referência que você tem você normaliza as coisas e aí você normaliza, então voltando aqui pro seu livro, que errar é ruim que errar não pode, que errar é feio né? eu faço isso direto com a Angelina, às vezes ela tá fazendo um desenho e ela, ah, eu errei, eu falei, que isso filha? vamos fazer agora disso aqui e vamos fazer uma outra coisa

E é bem contraditório essa questão do mundo corporativo não aceitar bem essa frase, porque o mundo corporativo exige inovação. Eu quero inovar, eu quero tecnologia, mas massacrar o erro inibe a inovação.

E aí uma outra forma que eu uso essa sua frase de desacelerar para continuar em movimento é quando eu vou nas empresas e falo assim, aqui nós estamos obcecados pelo resultado, foco total no resultado. Aí eu falo, mas não seria mais interessante, ao invés de ser focado em resultado, ser focado no que dá resultado?

Porque o resultado é consequência. Eu tenho que focar na causa, que de novo, epicteto, né? Eu tenho que focar naquilo que está sob o meu controle. Não sobre aquilo que não está sob o meu controle. E está sob o meu controle, focar em ter um time, atrair, engajar, desenvolver, inspirar o time a ser campeão. E esse time campeão entregará os resultados extraordinários. Se eu só foco no resultado, eu estou focado na consequência, que está fora do meu controle.

Quando você coloca na capa do seu livro conheço os erros da minha jornada e aprendo as ferramentas para você construir a sua, porque eu já sei que quem está nos assistindo está assim, tá. E agora? Mas qual foi, então, o seu principal erro que te fez, então, que te deu esse insight para, opa, tem potência aqui, eu preciso ensinar isso. Você sabe que a gente só ensina o que precisa aprender, né?

Exatamente. Outro dia quando minha terapeuta falou isso pra mim, ela falou, Isabela, sabe o que você foi pra comunicação, né? E aí a gente fez, a gente buscou, né, nas minhas raízes, a necessidade da comunicação. Então, qual foi o seu principal erro que te faz, então, hoje ensinar isso? Tem um princípio hermético que diz que quando o aluno está pronto, o professor aparece.

E por isso eu quis colocar para você construir a sua. Não é tipo, pegue a minha jornada, replica a minha jornada e isso é a verdade universal. Não é isso. Está aqui um exemplo para você se inspirar, para eu te contar o que aconteceu. Não é o que eu li no livro, não é o que eu ouvi outros, é o que eu vivi. O que eu extraí ali de aprendizado para então você poder seguir e ser protagonista. Porque para mim, empreendedor, empreendedora, é sinônimo de protagonista. Não está a passeio, não é zumbi.

Filosofia Zeca Pagodinho, né? Deixa a vida me levar. Repete, repete. Ser empreendedor... É ser protagonista. É não estar a passeio. Não estar a passeio. Gente, e pela pé é ela. Tá tudo combinado aqui, tá tudo combinado. Que isso? Isso é ser empreendedor. E aí se você quiser criar uma empresa, beleza. Ou não, pode ser qualquer outra iniciativa. Como é que eu empreendo dentro de uma empresa?

Esse intraempreendedorismo, essas premissas de que você está ali para fazer a diferença, para você reunir os recursos e transformar realidades, resolver dores, servir. Então eu conto erros que eu cometi, por exemplo, reacionado a, no caso da minha trajetória, sócio a perder o foco a...

contratar pessoas ou não demitir pessoas ou demitir errado pessoas. Esses são os mais duros, né? Quando você acaba envolvendo pessoas no seu erro, esses são os mais difíceis de todos. Ou, por exemplo, quando eu estava muito focado na solução, na consequência e não na causa, que é o problema, que é a dor do cliente. Então tem histórias e mais histórias sobre cada um desses tipos de erros. Tem um erro assim que você coloca na caixinha, tipo, esse é o erro que eu mais me orgulho.

Olha, teve um erro que foi uma história muito interessante, que a gente começou esse negócio, era uma startup de tecnologia B2B de precificação para e-commerce. Explica o que é B2B e o que é e-commerce. Era uma empresa de tecnologia voltada para vender para outras empresas, business to business, B2B, de precificação para ajudar as lojas virtuais a precificarem os seus produtos no comércio eletrônico. Legal. E a gente fazia isso e nascemos na incubadora da PUC do Rio. Uau.

E aí, não existia esse segmento, isso foi 2010, 2011, não existia esse segmento na indústria de comércio eletrônico brasileiro. E aí, depois de um tempo, a gente criou o negócio, quase o dinheiro acaba, e a história vem rolando, vem rolando, até o momento que criamos esse segmento. Passou a ter uma rubrica ali no orçamento das empresas, ter ali, chamava CIVI essa startup. Só que aí depois vieram os concorrentes.

E aí a gente panicou, porque, meu Deus, a gente está aqui, já estamos esse tempo inteiro, o concorrente chegava e falava assim, olha, se é cliente da CIVI, metade do preço. Se é funcionário da CIVI, dobro do salário. Se é uma coisa que você está dizendo que vocês vão lançar no que vem, nós já temos. Já está rolando.

Porque eles chegaram com essa força, com essa fome. E aí a gente panicou, meu Deus, e agora? Será que a gente vai perder os clientes? Será que tudo que a gente construiu, a gente vai nadar, nadar, morrer na praia e tal? E aí a conclusão foi que eu lembrei que na época do mestrado que eu fiz na UFRJ, eu tinha lido o case do McDonald's. E nada a ver, né? McDonald's é comércio eletrônico com fast food, mas o case resumidamente era assim.

O McDonald's gasta milhões de dólares para decidir onde vai abrir a próxima lanchonete. E aí...

gasta todos lá, e a informação, demografia, sociográfica, vai ser ali, naquela esquina. Um mês depois o Burger King abre em frente. Então você vê que tem vários McDonald's com Burger King perto, no mundo inteiro. E aí eu falei, opa, é o que a gente está vivendo. E aí a gente era parte, fazemos parte até hoje da Endeavor, né, maior rede de apoio ao empreendedorismo. Pedimos um, uma mentoria com o VP do McDonald's aqui no Brasil, e ele nos recebeu.

E aí eu contei essa história pra ele, ó. E aí, como é que vocês fazem, né, pra resolver isso? Aí ele falou assim pra mim, mandar um abraço aqui pro Dorival, né? Falou assim pra mim. Vab, o que são as três coisas mais importantes pra você?

Falei, beleza, vamos lá. O mais importante para mim é o meu time, né? A coisa da cultura que a gente criou, de servir uma cultura empreendedora, o meu time. Segundo lugar é o cliente, né? A gente conseguir resolver a dor do cliente, meu produto, meu serviço, realmente gerar valor. E o terceiro, a gente veio numa cidade do Rio de Janeiro, que a gente comentou aqui no início, o atendimento é muito ruim. Então eu quero não só resolver a dor, mas eu quero prestar uma melhor experiência de atendimento para o meu cliente.

Então é o time, a cultura, produto, serviço para o cliente e o atendimento. Aí ele falou assim para mim, tá bom, foca nisso, esquece o concorrente. Acabou a mentoria.

Enquanto o concorrente estiver focado em você, você está focado no seu cliente. Então você vai estar sempre à frente. Repete, repete. Enquanto o seu concorrente estiver focado em você, você vai estar focado no seu cliente. E no seu time, que são os stakeholders mais importantes que nós temos.

Então esse foi um erro que a gente cometeu, que a gente aprendeu com essa mentoria. A partir dali, então, a coisa mudou de patamar e a gente conseguiu avançar para o próximo erro. Erros novos. Exatamente, erros novos. Aquele erro a gente não ia cometer mais. Eu estou vendo aqui na página 42 qual o problema você acredita estar resolvendo. Essa pode ser uma boa premissa para você que ainda está na dúvida.

transitar pela carreira, dentro da empresa que você está ou fora? Porque essa é uma questão que muitas pessoas me questionam. Qual o momento de pedir demissão? Se você está nessa dúvida, é porque já chegou o momento. Porque senão você nem precisa pensar nisso. E aí, como?

Aí você faz um plano, né? Faço um planejamento, exato. Porque aí sim você consegue ver o que você ainda não está vendo. Mas se você ficar recusando, não, eu não posso sair. Porque de repente, dependendo da mentalidade que você vem dos seus pais...

e quanto mais prestígio o local tem, mais você se encolhe para caber nele, mais você vai adoecendo, vai ignorando todos os sinais. Então, a presença, e vamos voltar, a presença é muito importante para você reconhecer o que seu corpo está dizendo, o que o ambiente está dizendo, o que você está lendo do cenário.

porque você está vendo a movimentação do mercado e você está percebendo, aí só depende de você, da movimentação interna. O quanto a sua movimentação interna está em sintonia com a movimentação externa. Isso é muito importante. Vabo, você falou um negócio muito interessante aqui no início. Vabo fez 40 anos e você disse que nesses últimos 40 anos você tomou uma decisão e agora para os próximos 40 anos qual é a sua decisão?

Meus primeiros 40 anos da minha vida foram dedicados a masterizar, dominar, entender como funciona o mundo externo a mim. E o mundo interno estava ali, né? Porque onde tem aquela música, né? Eu pensei em fugir de mim, mas onde eu ia, eu estava. Então, estou indo junto ali. Então, o mundo interno está aqui, mas não era muito protagonista. O protagonista era externo, era professor, empreendedor, vendia a empresa, ia tocar e fazia acontecer.

Maravilha. Com a decisão consciente, tem algumas semanas, né? Que eu fiz 40 anos.

três meses, no momento que a gente está gravando aqui, a decisão é minha prioridade dos próximos 40 anos, dos 40 aos 80, é investigar o meu mundo interno. E o mundo externo vai continuar existindo. Tem que pagar boleto, tem que ir dar aula, tem que relacionar com as pessoas. Mas a prioridade, isso é declarado para mim mesmo.

É como que eu investigo a pergunta fundamental que normalmente a gente não é provocado a pensar, que é quem sou eu. Sem eu dizer minhas credenciais, meus rótulos, meus diplomas. Quem é você? Quem sou eu? E como que eu consigo me aproximar daquele exercício que a professora Lúcia Helena Galvão nos propõe, que é vamos para o nosso último dia de vida.

Que ser humano é esse? No último dia, que pode ser daqui a 10 minutos ou daqui a 50 anos. Que ser humano é esse que eu quero ser? Como que eu me aproveite? Dou um passo hoje rumo a esse ideal. Professor Luiz Vavo Júnior, quem é você? Essa é a pergunta de um bilhão de dólares. Temos tempo. Temos só dois minutos para o programa acabar. Você vê que é desafiador?

Vou citar um outro autor, Eckhart Tolle. Você citou agora da presença, o poder do agora. Ele diz que o seu despertar inicia quando você percebe e conclui que você não é os seus pensamentos. Então, como eu gosto muito da filosofia védica, do Vedanta, eles têm um método pedagógico que ele fala o seguinte. Primeiro eu vou dizer quem eu não sou. Para depois chegar em quem eu sou. Se eu descartar tudo...

que eu não sou, que pode ser interpretado como ilusões, a gente pode eventualmente chegar mais próximo daquilo que eu sou. Então eu vou te dizer, olha, eu não sou esse corpo físico, porque a própria neurociência já provou que a cada sete anos todas as células do corpo são novas. Mas eu também não sou os meus pensamentos, porque se eu consigo...

perceber os meus pensamentos, eu sou quem percebe os pensamentos. Eu não sou o pensamento em si. Também não sou minhas emoções. Eu sou quem percebe. Vamos lá. Eu sou quem percebe. Temos uma resposta aí, uma potencial resposta. Eu sou esse observador. Esse observador que está usando ferramentas, caneta, livro, celular, computador, ferramentas externas, dinheiro, ferramentas externas e ferramentas internas, que é minha mente, meus pensamentos.

meus sentimentos, minhas emoções, meu ego, para conseguir navegar aqui neste plano. Então essa é uma primeira resposta. Eu sou esse observador. Eu sou um aprendiz. Eu sou um aprendiz. Que veio para...

servir e curtir a jornada. Então, essa também é uma outra potencial resposta do quem eu sou. E aí você vai descendo as camadas e vai fazendo esse exercício de tentar se... Ah, mas eu sou professor, sou engenheiro, sou pai da Letícia, pai do filho. Estou, né? Estou. São personagens que a gente exerce nessa vida que vivemos. Dei o meu melhor nesses dois minutos para responder essa pergunta.

Mas tem uma outra camada mais embaixo ainda que eu vou deixar de exercício. Para quem está nos assistindo responder para si próprio. Qual vai ser o prazer de casa? Não é lição de casa, é prazer de casa. O prazer de casa. Que é chegar na última camada mesmo e perceber quem é. É o grande mestre, Ramana Maharishi. Essa era a auto-investigação, a auto-inquirição que ele dizia.

É você sentar em silêncio, respirar, meditar e tentar descobrir essa pergunta. Quem é você? Como o professor já disse, seja o Sherlock Holmes da sua vida.

Professor Luiz Vabo, olha, então é o seguinte, empreender é para você, não é um ponto de interrogação, é um ponto de exclamação. Então este livro é para você que quer empreender, mas não sabe por onde começar. Já começou, mas vive com dúvidas sobre estratégia ou crescimento. Quer entender o mundo das startups sem se perder nos jargões. Quer captar investimento sem cair em cilada. Quer aprender com quem já viveu tudo isso na prática.

Quer empreender com propósito sem surtar, fundamental, e sem se perder no caminho. Quer?

isso, gente. Olha, se esse livro tivesse chegado pra mim em 2018... Mas eu precisei. Eu precisei viver tudo aquilo. Quantos degraus eu subi com aquela queda? E aí tem uma outra coisa. Até agora, até eu parei agora com a frase que eu disse. Quantos degraus eu subi com a minha queda? Gravou isso, né, Paulinho? Estamos gravando aqui no estúdio da Mauri e Mauro, tá, gente? Só pra...

Reforçar. E antes do empreender é para você, eu recomendo o primeiro. Falar em público é para você. Porque um dos maiores medos do falar em público é do julgamento. Será que eu estou falando bem ou falando mal? O maior medo do ser humano é falar em público. Mas na realidade é o falhar em público. Falhar em público. Então se você não quer falhar em público, ou se você quer aprender a falhar em público...

Porque, para mim, esse é o maior símbolo da saúde mental. É improvisar diante dos imprevistos. Então, quantas vezes eu erro, Vábo? Às vezes eu erro uma conjugação. E aí, antes, quando eu não tinha repertório, eu ficava desesperada.

Agora eu faço piada. Temos um capítulo sobre o improviso. Como você se prepara para o improviso. É esperado que o inesperado vai acontecer. Totalmente. E aí tem um outro capítulo aqui que você me comentou, que é o único no mundo. Único no mundo. Único livro de oratória do mundo que tem um capítulo de escutatória. Que é o primeiro capítulo do livro. Tem a introdução, logo em seguida, escutatória. Ou seja, antes da gente querer aprender a falar, deveríamos querer aprender a...

escutar. Como ser um bom comunicador? Ouça primeiro. Ah, gente, então tá aqui os dois livros do Vabo. Dá pra comprar na Amazon. Dá pra comprar na Amazon. Pronto. Mais algum lugar? Isa Camargo na brincadeira. Quer colocar um cupom? Pode colocar. Eu conheço o Vabo já há muitos anos. A gente tem muitas referências em comum e isso só mostra uma coisa.

Estamos na mesma sintonia e que bom que nós nos encontramos para seguir, para seguirmos juntos, trazendo essas conversas difíceis. Só assim a gente vai ter uma vida mais fácil. Como que você gostaria que as pessoas então te encontrassem? Instagram, YouTube, seus cursos, suas aulas, como que o programa acaba aqui, mas a turma que está com a gente pode continuar com você. Quais são os canais?

Primeiro, agradecer essa oportunidade. Então, eu sou muito fã. Então, desde a leitura do seu livro, desde todos os podcasts que a gente já gravou, os momentos que a gente se encontrou, as pessoas que a gente tem em comum. Estamos na mesma frequência, na mesma vibe. Sou fã da forma como você traz de maneira muito didática o tema da saúde mental, da autogestão, do turismo interno e todos os demais temas que você... É a embaixadora brasileira desse tema. E o EPI da saúde mental. E o EPI da saúde mental está aqui, ó.

Vamos, eu preciso de você nessa mensagem. Vamos. EPI da saúde mental veio a partir de uma inquietação minha em 2023, a partir de uma notícia. Se eu vejo uma notícia que me diz afastamentos relacionados à saúde mental fazem parte das três principais causas de afastamento do trabalho, logo eu penso, uai, então cadê os EPIs da saúde mental? Oh, não tem. Então vamos criar.

Isso da churrascaria. É, isso eu peguei emprestado da churrascaria, foi uma reinvenção. A partir de uma empresa que eu estava atendendo, eles chegaram à conclusão de que a interrupção estava tirando a saúde mental das pessoas o tempo inteiro, está ocupado, pode falar. E aí a gente vive numa cultura que a gente não sabe dizer não, então não, agora não posso falar, ou daqui a pouco, segura um pouquinho e tal. E aí colocamos, estou disponível, posso falar, não posso falar agora, agradeço a compreensão. Funciona? Experimenta pra você ver.

tem que treinar. Ter bons combinados. Sim, tem que treinar. Então, no site episdasaudimental.com.br tem lá o que eu coloco para a empresa e para os funcionários. Então, EPIs da saúde mental são como os EPIs para a saúde, para os riscos físicos. Então, EPIs para riscos mentais iguais os EPIs para os riscos físicos. Vabo, a gente precisa de muita saúde para poder errar. É isso, é isso. Então, agradecer novamente por estar aqui. Sou muito fã, sou ouvinte do programa.

Então, quem quiser conhecer mais sobre o meu trabalho, arroba Vabo23, V de Vitória, A, B de Bola, O, 2, 3. O meu curso de oratória está disponível gratuitamente no meu canal do YouTube. Gratuitamente? Gratuitamente, está disponível. Como assim gratuitamente? Eu tinha gravado online, era um curso durante muito tempo, e aí resolvi disponibilizar gratuitamente. Todas as minhas aulas que eu faço com o Bernardinho, o Baza, estão abertas agora gratuitamente no meu podcast também, que é o VaboCats, que você já foi.

E essa temporada agora está disponível também tudo gratuitamente. Porque o que eu acredito é que quanto mais eu entrego tudo de graça, mais eu tenho a oportunidade das pessoas conhecerem o conteúdo, mais as pessoas me chamam para ir lá e fazer aquilo que gera valor, que é tirar dúvida, que é fazer exercício, simulação, estudo de caso, construir, entender o que é a dúvida específica de cada empresa, de cada pessoa. Então eu estou mais nessa vibe agora, transformar em livro, transformar em podcast, transformar em conteúdo, canal do YouTube, 100% entregando o que eu puder.

dentro desse formato, porque eu acredito que isso ajuda a levar a mensagem, e eu acredito na filosofia da torneira, de que a água, a torneira não é dona da água. Então eu sou a torneira, o conhecimento passa por mim e que possa inundar mais pessoas.

Que bom viver esse tempo com você e poder seguir com você. Eu, se eu fosse você, que nos acompanhou até aqui, primeiro, então, obrigada pelo seu tempo, pela sua confiança. Compartilha com quem você quer bem. Certamente você tem pessoas que você gosta bastante e eu sei que também vão poder aproveitar esse conteúdo assim como você pode aproveitar. Até a próxima interioriza.

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