Lula defende ministros citados por Vorcaro / Ataque a Flávio Bolsonaro
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (31):
O presidente Lula (PT) se reuniu fora da agenda oficial com ministros citados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O encontro teria ocorrido no início de março, após a divulgação de conversas que apontam possível relação entre o empresário e magistrados. Segundo auxiliares do governo, Lula teria indicado que não pretende abandonar os ministros citados.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou em reunião do governo Lula (PT) que teria entregado mais resultados do que “o Ministério das Mulheres todinho”. A declaração ocorreu durante conversa com o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA).
O presidente Lula (PT) adotou tom eleitoral durante uma reunião ministerial do governo. Na ocasião, ele acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de buscar interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições brasileiras. Lula também cobrou mais apoio de aliados e criticou o atual cenário político.
Estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões no primeiro bimestre de 2026, segundo dados do Banco Central. O resultado é o pior já registrado para o período desde o início da série histórica. O rombo ocorre durante o governo do presidente Lula (PT) e reacende o debate sobre a gestão financeira das empresas estatais.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que qualquer candidato que enfrentar o presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições venceria a disputa. Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Caiado também falou sobre a estratégia eleitoral da direita e defendeu que a corrida presidencial deve ter mais de um nome no campo oposicionista.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que a Corte deve avançar na criação de um código de ética e conduta para os ministros ainda neste ano. Segundo ele, magistrados que agem em desacordo com as normas precisam se sentir constrangidos a rever seus comportamentos.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
Luiz Felipe Dávila
Bruno Musa
Cristiano Beraldo
Júlia Firmino
Matheus Dias
Roberto Mota
- Judicialização da política no governo LulaDaniel Vorcaro · Mamilo do Kratos · Rui Costa · Supremo Tribunal Federal · juristocracia
- Críticas ao Governo Luladéficit das estatais · Ronaldo Caiado · Flávio Bolsonaro
- Reunião ministerial e saída de 18 ministrosMamilo do Kratos · Rui Costa
- Ronaldo CaiadoRonaldo Caiado · Gilberto Kassab
- Código de Ética do STFMinistro Edson Fachin · Supremo Tribunal Federal
Quer proteger a experiência do seu adolescente online? No TikTok, a segurança vem desde o início. As contas de adolescentes já vêm com mais de 50 ferramentas de privacidade e proteção ativadas automaticamente. E com a sincronização familiar, os pais podem ajustar configurações de conteúdo e bem-estar digital com poucos cliques. Ambiente protegido para eles, mais tranquilidade para você. Saiba mais em segurança-tiktok.com.br
Os Pingos nos Is. Jovem Pan.
Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo começando mais uma edição do programa Espingos nos Is, trazendo os assuntos mais importantes do dia, sempre com análises, reflexões, as discussões entre os nossos comentaristas. Eu sou o Daniel Cognato e você é sempre o nosso convidado especial. Para começar, o presidente Lula se encontrou recentemente fora da agenda oficial, com ministros citados por Daniel Vorcaro para demonstrar apoio.
A reunião, segundo fontes do Palácio do Planalto, ouvidas pelo portal Metrópolis, aconteceu no início de março, logo após ser revelada conversas e uma possível relação entre o dono do máster e os magistrados.
Na conversa de acordo com auxiliares do presidente Lula, ele teria indicado aos ministros que não pretende abandoná-los, principalmente pela gratidão que tem ao judiciário, que atuou após as eleições para garantir a posse do petista e julgou Jair Bolsonaro e seus aliados pela alegado, a suposta tentativa de golpe de Estado. Chamar os nossos comentaristas, quem é que está preparado? Ao Luiz Felipe Dávila? Vamos chamar o Dávila então. Dávila, seja bem-vindo.
Uma ótima noite a você. Notícia de abertura de Os Pingos nos Ires, o governo saindo em defesa dos ministros que foram citados, implicados ou que estão conectados ao caso do Banco Master. Já era esperado esse tipo de posicionamento, mas pode ter algum tipo de consequência, né? Caso a justiça entenda que eles têm algum tipo de culpa nessa relação com o Daniel Vorcaro.
Boa noite Caniato, Mota, Musa, Beraldo e a nossa querida audiência. Este é o retrato de uma república de pouca relação republicana.
quando a Constituição foi criada, era justamente para manter a autonomia e independência dos poderes. Não existe essa história de um ser fiel ao outro, apoiar o outro como uma forma de gratidão. Não, cada poder cumpre a sua função de acordo com a Constituição.
Só que no Brasil, do populismo e também da arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal, este mecanismo constitucional de respeito de autonomia e independência dos poderes não existe. O que nós temos no Brasil hoje é um poder absolutista do Supremo Tribunal Federal.
que legisla, governa e interpreta a lei de acordo com o gosto, o paladar e as convicções de momento dos ministros. Isso mostra como bem definiu o grande jurista constitucional de Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus Jesus
Gonçalves Filho disse uma frase muito importante. O Brasil vive uma juristocracia. Juristocracia é quando o poder judiciário se coloca acima de todos os outros e começa a governar e legislar.
Este é o retrato perfeito do que se tornou o Brasil. Uma juristocracia que os outros poderes, os chefes dos outros poderes, como é o caso do presidente da república, tem que mostrar gratidão e fidelidade para os ministros do Supremo Tribunal Federal.
Chama o Bruno Musa, o Bruno também está com a gente ao vivo, conectado. Bruno, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Em destaque, um encontro que ocorreu entre o presidente da República e esses magistrados. Não há o registro oficial, pelo menos isso aconteceu fora da agenda. E ele manifesta todo o apoio, a gratidão a esses ministros por supostamente garantir.
a posse de Lula naquela ocasião. Enfim, quais são as reflexões, os aspectos que lhe chamam a atenção dessa notícia, dessa relação muito próxima entre o chefe do Executivo e os representantes da Suprema Corte? Bem-vindo.
Boa noite, Caniato, Dávila, Mota, Beraldo, todos que nos escutam. Vamos lá, mais um dia típico de Brasil. Quando nós voltamos um pouco na história recente ali, após Lava Jata, após a prisão do Lula, a forma como ele saiu, a forma como os processos foram cancelados.
Me parece compreensível a forma como agora esses poderes se aproximam deles. E isso mostra uma completa anormalidade dentre a tal chamada democracia mais frágil brasileira.
E, obviamente, fica claro que essa tal harmonia favorece a eles, mas não a nós, pessoas de bem, trabalhadores, que queremos apenas um país minimamente sério, com leis estáveis, para podermos tocar as nossas vidas. O que nós vemos aqui é uma aproximação em defesa do indefensável. Como podem não querer...
analisar e conhecer detalhes de uma CPI do NSS? Como podem não querer detalhes da CPI do Banco Master num país normal? Como podem não querer investigar tamanhos indícios que já foram divulgados por toda a mídia? Com mensagens retiradas do próprio celular? Como podemos não nos indignar e queremos saber mais detalhes a respeito de uma ligação no dia da prisão de Daniel Vorcaro ao telefone do ministro?
como podemos não nos indignar com relação a isso? Como podemos, acima de tudo, não nos indignarmos com essa aproximação de um executivo ao judiciário quando há indícios claros que, no mínimo, devemos entender a análise e nos aprofundarmos para conhecer esses detalhes? Portanto, fica claro cada vez mais que essa juristocracia determinada e muito bem colocada pelo Dávila, quando é...
Faz sentido para eles, para os detentores do poder? Não faz sentido para todos nós, que somos obrigados a financiar cada vez mais isso, essa obscenidade que se transformou Brasil e Brasília. Pois é, vamos ao Rio de Janeiro. O Roberto Mota também está com a gente. Mota, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Em destaque, as conversas entre o presidente da República e os ministros citados no caso do Banco Master, justamente após...
aquelas informações virem à tona, serem vazadas por alguns veículos de comunicação e aí o presidente demonstrando todo o apreço e o agradecimento pela maneira como os ministros e a corte como um todo acabou se posicionando para garantir a posse, lembrando dos episódios no início da gestão Lula 13. Enfim, quais...
considerações, quais são suas impressões a partir dessa informação que foi destacada inicialmente pelo portal Metrópolis. Ah, esses episódios do início da gestão do atual governo, Caniato, alguma coisa me diz que eles ainda vão dar muito o que falar. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite a nossa querida audiência.
Como é mesmo aquele slogan da esquerda? Ah, lembrei. Ninguém solta a mão de ninguém. Nunca ele foi tão apropriado. A República deveria funcionar com um sistema de freios e contrapesos. É um sistema pelo qual os poderes se vigiam e se controlam. Mas no Brasil, esse sistema foi trocado por outro.
por um sistema de apoios e conchavos, ou de ameaças e chantagem. E isso me lembra uma outra frase que ficou famosa na política brasileira. Se eu cair, vou cair atirando.
Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. O Beraldo está com a gente aqui no estúdio. Vamos colocar na geral esse estúdio bonito dos Pingos nos Is. Beraldo, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Essa notícia ganhou as páginas de vários outros veículos após essa menção feita pelo Portal Metrópolis. Um agradecimento.
do presidente da República a um ministro em especial que integra a Suprema Corte e aí conectando situações que, em tese, não se relacionam. O episódio de Daniel Vorcaro com a atuação da corte no episódio da suposta tentativa de golpe e com a posse propriamente do presidente da República. Enfim, parece que tudo faz parte de um mesmo enredo. Mas, aos olhos de alguns, são três coisas separadas, né, Verão?
Pois é, de alguns que veem as coisas como elas deveriam ser vistas, mas o Brasil de hoje desafia a nossa visão. Caneto, boa noite a você, ao Mota, ao Musa, ao Dávila, boa noite à audiência que prestigia diariamente os Pingos nos Is. Olha, o que a gente constata é...
Isso que está óbvio, estampado para que todos vejam, porque as declarações, as descobertas, as revelações demonstram que a relação entre os poderes no Brasil é pautada não pelo respeito mútuo, o equilíbrio entre os poderes a partir do respeito e do entendimento do papel que cada uma das instituições do país precisa desempenhar.
Hoje, o equilíbrio entre os poderes se dá com base na amizade e no medo, no compadrio, na cumplicidade. Dizia o ex-ministro Joaquim Barbosa, né? O Brasil é o país do tapinha nas costas. E a gente vai percebendo que é isso mesmo. E esse tapinha nas costas, por mais cínico que ele seja, ele traduz essa dinâmica da vida real.
O presidente se sentindo na posição de receber o ministro que estava sob ataque.
fora da agenda, para dizer, olha, eu não me esqueci o que você fez por mim. E fique tranquilo, que eu farei por você tudo o que for necessário para que você não se sinta desamparado. Não há uma preocupação com o país, não há uma preocupação com a lei, não há uma preocupação com aquilo que efetivamente aconteceu. Relações, digamos, incestuosas.
em que parentes se relacionam com clientes e aí os membros de determinadas cortes vão sendo ali levados num ambiente de confraternização e amizade regado a uísque de mais de 100 mil reais a dose.
E isso tudo que nós estamos descobrindo, tendo acesso agora a essas revelações, só confirmam o que a gente já sabia. O Brasil é o paraíso do promíscuo. O Brasil não tem mais nenhuma lembrança do que é ser um país moral, do que é ter uma gestão pública em quaisquer dos poderes que tenha pautado o interesse comum.
A lei, a obrigação que cada um deve exercer conforme ocupa um cargo público. Pois é, deixa eu voltar com o Luiz Felipe Dávila, porque tem um aspecto dessa notícia que a gente precisa analisar, segundo a informação, ou seja, o jornalista acabou...
conversando com pessoas que fazem parte do dia a dia do Palácio do Planalto ou que têm acesso ao gabinete presidencial e ao próprio presidente da República. E a informação é que o presidente teria prometido ou indicado ou sinalizado ao ministro em questão que não iria abandoná-lo.
E muito em breve esse ministro assumirá a cadeira de presidente da Suprema Corte. Dávila, é preciso olhar para quais aspectos dessa promessa ou sinalização? É preciso tratar de independência dos poderes?
Ou alguém pode falar, ah, mas os poderes não são harmônicos entre si? A separação dos poderes, isso é republicano, esse tipo de promessa? Enfim, a depender do lado do balcão que a pessoa estiver, pode achar isso normal. Outra pessoa pode dizer, não, isso não é normal, isso é incorreto, isso é legal, isso não deveria ter acontecido.
Canhato, só existe uma visão pra esse caso. Quem acredita na lei, nas instituições, na Constituição, encara uma fala dessa não só como anormal, mas como imoral. Imoral.
Porque não é uma questão de gosto pessoal, apoiar ou não apoiar. É a questão de respeitar a independência dos poderes. Não é um lugar de troca de favores. Não é porque o presidente se sentiu respeitado quando o ministro agiu contra o, entre aspas, golpistas e agora tem uma dívida a pagar.
Isso é coisa de código de criminoso, de associação. Não é código isso aí da República Federativa do Brasil, da Constituição. Isso não existe. Relação tem que ser sempre de respeito entre chefes de poderes. Mas não essa história. Agora eu tenho uma dívida pessoal pelo que você fez e não vou abandoná-lo.
Isso parece conversa de gangue, não de quem está no poder. E isso é muito importante frisar. Nós estamos aqui fazendo uma defesa das instituições, das leis, das normas, do critério de civilidade que precisa existir entre os poderes. Mas não dessa história de subserciência, que eu preciso pagar uma dívida do passado porque alguém fez uma coisa que eu gosto.
Não é assim que funciona? Isso mostra, Canhato, como o respeito à Constituição, como o respeito às regras do jogo, não valem mais no Brasil. O que vale é tudo relação pessoal. É como eu encaro a Constituição do meu ponto de vista.
mas não que está de acordo com a lei. É como eu encaro o poder daquilo que me interessa. E aqueles que criticam o poder são golpistas, são opositores, são confabuladores contra a democracia. Isso não existe, não é assim que funciona a democracia. A democracia funciona nesse clima de pluralidade de ideias, diversidade de opiniões críticas.
E não nessa história de um dar a mão para o outro. Isto não está na Constituição e nem mesmo na ética democrática.
Pois é, deixa eu voltar com o Bruno Musa, porque alguns aspectos aí precisam ser tratados. Musa, nessa relação pouco republicana destacada na notícia, entre o presidente da república e o ministro da Suprema Corte, abre margem para uma série de ponderações, ou hipóteses, ou até reavaliações.
sobre coisas que já aconteceram. A gente poderia listar item por item, episódio por episódio, e as pessoas começam a se questionar. Bom, mas será que essa relação pouco republicana também teve interferência em análises feitas por esses representantes da justiça? É normal pessoas questionarem a partir de uma informação como a que nós estamos destacando, não?
Claro que é normal, é normal, é legítimo e deveria ser legítimo num país onde minimamente a gente deveria ter uma liberdade para isso, para discutir. Veja, as coisas estão cada vez mais transparentes e um tanto quanto óbvias.
No mínimo, para discussão. Que país é esse que nós queremos avançar se a gente não pode transformar indícios, evidências, em discussões, em possibilidades de análises? Qual caminho nós queremos seguir como país? Hoje eu tive um almoço com o Cleide fora de São Paulo, passamos a tarde ali e a gente discutia justamente isso, a respeito dos investimentos.
Mas como acoplar isso em meio a tudo isso que estamos vivendo? Qual é a previsibilidade que nós temos? Será que alguém pode mudar a regra no meio do jogo e transformar algo que é óbvio em simplesmente escondido mudando a regra? Como é que a gente traduz isso para o nosso dia a dia? Veja como parece apenas um tema político, mas interfere o dia a dia de alguém que tem um pequeno comércio.
uma pequena indústria, um pequeno, qualquer tipo de empreendimento, prestador de serviço, que representa hoje quase 70% do PIB brasileiro. Tudo isso impacta o nosso dia a dia, muitas vezes, sem que a maioria de nós percebamos tudo isso, ou estejamos atentos ao que acontece, mesmo aqueles que não vivem ou não convivem com a política.
Portanto, o debate se faz muito necessário. É claro e evidente essa relação que não deveria acontecer. Como assim nós achamos normal termos que noticiar que o chefe do executivo dizer que não abandonará ministros? Não abandonará em quê?
Por que o ministro não deve ser abandonado? Por que ele seria abandonado? Abandonado do quê? Para ser jogado às covas do Leões com algo que poderia ser evidente, como uma conversa que a gente viu vazada de um telefone celular, que pode comprometer e, inclusive, mudar a trajetória dessas investigações? Como assim? Estamos diante de poderes que são financiados por todos nós?
dizendo ali, descarado, que se protegerão entre eles das evidências explícitas que estamos vendo em todas as mídias. Conversas, encontros, contratos, tudo isso não deve ser analisado?
Como assim nós não podemos normalizar o que está acontecendo no Brasil? As instituições não devem se proteger de obviedades e evidências que estão aparecendo. Elas devem respeitar a Constituição e servir à população. Mas no Brasil essa lógica foi invertida e nós nos tornamos completamente servos dessas pessoas. E se questionarmos, a coisa pode ficar complexa.
Pois é, a gente segue acompanhando essas movimentações. Tem um outro destaque, porque a reunião ministerial do governo Lula foi marcada por troca de farpas entre os aliados do petista. Primeiro o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, ele afirmou em uma conversa com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ter entregue mais resultados em sua gestão do que o Ministério das Mulheres todinho.
Após o episódio, o Múcio afirmou ter feito o comentário, pois estava revoltado pelo fato das ações da defesa não terem sido citadas por Rui Costa, que fez um balanço das principais medidas do governo e por estar irritado pela demora do Planalto em assinar o ato das promoções de generais. Já o chefe da Casa Civil fez inúmeras críticas públicas à comunicação do governo Lula.
atribuindo à pasta o aumento na reprovação da gestão petista e rejeição à Lula. Começar essa rodada com o Roberto Mota, você Mota, o resultado da reunião ministerial, torta de climão, hein? Muitos insatisfeitos e José Múcio Monteiro subindo o tom.
O ministro da Defesa é uma exceção em um conjunto de ministérios que é tão extenso quanto medíocre. O ministro da Defesa é muito respeitado por quem entende do assunto. Ele é sóbrio e competente. É uma exceção absoluta nesse governo. E ele tem razão.
Existem muitos ministérios cuja única finalidade é arranjar cargo para os amigos ou promover pautas lacradoras da extrema esquerda. Ou as duas coisas juntos.
Pois é, inclusive estava conversando com a direção e a direção fez uma reflexão aqui, né? A nossa coordenação, Felipe e Gustavo. Bom, será que José Lúcio Monteiro poderia ser enquadrado e punido pela lei da misoginia? Ao fazer esse comentário, eu fiz mais do que o Ministério das Mulheres inteiro. Você, Cristiano Beraldo, para além dessa fala de José Lúcio Monteiro, é preciso destacar esse desajuste.
ou esse relacionamento pouco republicano e afável dos integrantes do governo Lula, porque muitas vezes ele prega que este é o governo do amor. Nem tanto. Não foi o que a gente viu, pelo menos nessa reunião.
Pois é, o Mota trouxe a palavra correta, mediocridade. Essa é a marca do governo e a marca também desse ministério de, sei lá, 40, 50 pessoas que os brasileiros sabem menos o nome dos ministros do que sabem dos jogadores da seleção brasileira.
E o próprio evento em que Lula se despedia ali de quase metade do seu ministério já demonstra isso. Porque se os ministros fossem relevantes, se os ministros tivessem alguma aptidão para a política, se eles tivessem se destacado, se eles tivessem uma história marcante...
a renovação do ministério não seria de quase 50%, seria de 80% daqueles que sairiam dali para buscar um mandato. Até porque sabem que estão no final, a maioria dos ministros hoje, eles estão à beira do esquecimento.
o atual governo vai se encerrar, não haverá uma continuidade dessa gestão, ao que parece, em razão do crescimento de Flávio Bolsonaro e de como as peças para as próximas eleições estão posicionadas, e esses ministros vão embora sem que a vasta maioria da população...
Não faça a menor ideia de quem eles sejam. São aqueles ministros de Estado que, no dia 2 de janeiro de 2027, vão a um shopping center, vão a um aeroporto e ninguém vai notar a presença deles.
Então, a manifestação de José Múcio, a reclamação em torno da comunicação, ela faz total sentido porque este governo não tem nada de efetivo para mostrar à sociedade brasileira. A estratégia adotada foi justamente a estratégia da comunicação. Eles não queriam um ministro, um secretário da comunicação.
Eles queriam o Mr. M, eles queriam o mágico, alguém que transformasse o nada em algo sedutor, algo atraente. Pois bem, este é o governo que fez o pé de meia. O pé de meia é uma grana pública nossa, daquelas pessoas que trabalham, daquelas pessoas que contribuem. Aí eles pegam o dinheiro das nossas contribuições para o governo e querem adestrar o jovem.
perdão, acostumar o jovem a receber um dinheirinho do governo como se isso fosse um projeto de vida. É do pé de meia para o Bolsa Família para a aposentadoria. Esse é o projeto que eles querem estabelecer no Brasil.
Só que, entre os jovens, segundo pesquisas recentes, o governo atual tem mais de 70% de rejeição. Nem isso deu certo, tamanho a mediocridade e a incompetência que estamos vendo.
Pois é, os nossos comentaristas analisam a reunião ministerial do governo federal, especialmente uma fala, uma fala que demonstra talvez a insatisfação de José Múcio Monteiro. Deixa eu até, antes de passar para o Luiz Felipe Dávila, dar o contexto aqui, compartilhar com a nossa audiência. Rui Costa fazia uma apresentação destacando os principais pontos e os feitos de cada ministério. Só que, após essa apresentação, o microfone...
de Múcio ficou aberto. E aí ele falou para a pessoa que estava ao lado, se souber o que a gente fez, é porque a gente só aparece quando dá problema. Eu fiz mais do que o Ministério das Mulheres todinho. Essa foi a fala dele, nessa crítica destinada, claro, a Rui Costa, que não teria reunido os feitos do Ministério da Defesa e enaltecendo outras pastas. Deixa eu passar para o Dávila.
para avaliar talvez a performance do governo Lula, da esplanada dos ministérios, e essa insatisfação que foi externada por José Múcio Monteiro, Dávila.
Se fosse uma reunião para mostrar resultado, não precisa nem ter. É bom fazer um zoom rápido porque não tem resultado para mostrar. Então, aí é um silêncio total, pode virar a página e tocar a vida. Agora, vamos tratar da declaração do ministro Mussol. Como bem lembrou o Mota, um dos poucos ministros sérios, competentes, que tem nessa esplanada dos ministérios.
Mas há três categorias sempre muito mal tratadas pelo governo Lula. Primeiro, os empresários. Empresários, na lógica da esquerda, são vacas leiteiras que o governo quer meter a mão na teta para tirar dinheiro em forma de imposto para pagar. Rombo de estatal.
falcatrua e roubo no INSS e outras cositas mais.
Outra categoria muito maltratada é o agronegócio. O agricultor é visto como bolsonarista, golpista, quando eles são responsáveis por mais de 25% das exportações brasileiras e o único exemplo do Brasil que compete na economia internacional. E o terceiro grupo, justamente os militares.
visto também como corporação ligada à direita a golpistas e, portanto, maltratada. Maltratada, com cortes de investimento, e isso faz com que as Forças Armadas estejam sucateadas no Brasil. As Forças Armadas...
precisam de orçamento estável, precisam de pelo menos 2% do orçamento voltado para não só manutenção, mas investimento em tecnologia. Se pegarmos países avançados como os Estados Unidos, Israel, que tem Forças Armadas exemplares, as Forças Armadas inclusive são celeiros de empreendedorismo, de inovação tecnológica que acabam respingando para o setor privado.
Portanto, o preconceito, o ressentimento e o viés ideológico atrapalham muito a vida dessas três categorias. Por isso, o ministro Múrcio sofre muito lá nas reuniões ministeriais.
Pois é, deixa eu só destacar qual foi a manifestação do Ministério, porque depois dos veículos de comunicação, após o vazamento dessa insatisfação do ministro Múcio, os jornalistas, os veículos questionaram o Ministério da Defesa a respeito dessa manifestação. Em uma nota foi divulgada à imprensa, só vou trazer um parágrafo aqui, abrindo aspas. Não há queixas do ministro à atuação da pasta da mulher.
O que houve foi a constatação da ausência das inúmeras realizações do Ministério da Defesa ao longo de mais de três anos, nesse compilado que foi feito pelo Palácio do Planalto. Fecho aspas, esse o comunicado da pasta chefiada por Múcio Monteiro à imprensa. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Antes disso, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
Musa, é preciso destacar que o presidente da República, nessa reunião, disse o seguinte, que ele montou 38 ministérios e que essas pastas foram levantadas, justamente foram organizadas para que o país funcionasse.
E aí, inclusive, é preciso destacar os valores. As despesas dessas pastas passaram de R$ 369 bilhões em 2022 para R$ 444 bilhões em 2025. Enfim, montou esse conjunto de ministérios para o país funcionar, mas gastando muito mais. E há muitos que questionam a efetividade desse trabalho realizado.
Funcionar, Caniato? Questionar a efetividade, basta olhar números. Vamos lá, Múcio ficou bravo por não ter sido citado no balanço do governo. Pode fazer sentido, quando você tem 38 ministérios, como você citou. Mas tem 38 ministérios, Caniato? Isso não é busca por resultados, é por visibilidade.
O problema não é quem foi esquecido, é que a maior parte deles, desses ministérios, poderiam simplesmente sumir e ninguém sentiria na vida real. Talvez sentiria de forma positiva, porque sobraria mais dinheiro no orçamento. Como você falou, mais de 400 bilhões de reais. Portanto, os ministérios vieram para cumprir uma função política e não técnica. Basta olhar as indicações.
Quando o critério da existência de uma pasta é negociação de apoio no Congresso, o resultado é inevitável. Estrutura de custo alto, entrega baixo e ministros disputando manchete em vez de entregar resultados para a população e drenando bilhões de recursos do orçamento público.
Repito, 38 ministérios. E um deles ficou bravo por não ter sido citado no balanço do governo. Outro existe para fazer o que mesmo? O que existe os outros 38? Eu acho que talvez daria para ficar ali com 10 e já seria bastante. Pergunta séria mesmo. Porque o contribuinte paga. Todos nós pagamos.
Por todos esses ministérios, a conta de cada um deles, repito, mais de 400 bilhões que você falou, indicações políticas, assessores, estrutura gigantesca, folha de pagamento e qual é o resultado? Na prática, ninguém sabe, apenas drenar dinheiro público.
Esse é um aspecto muito importante para nós analisarmos, porque talvez pessoas que não acompanham o noticiário olhem para esse número. Poxa, 38 ministérios, que legal, estão contemplando todos os setores da sociedade. Deixa eu passar para o Mota, porque a gente já discutiu por diversas vezes. É importante fazer uma análise, uma reflexão sobre o que é realmente importante quando a gente fala de administração pública, hein, Mota? É necessário?
uma esplanada dos ministérios com 38 pastas, pastas muito específicas, o detalhe do detalhe do detalhe, ou talvez um número menor de pastas, com um orçamento um pouco mais robusto, poderia atender as necessidades de uma sociedade. Enfim, vou pedir para você fazer só duas ou três manchetes de abertura, um teaser, porque a rede está chegando em 20 segundos.
A gente precisa perguntar, qual é o objetivo do governo? Qual é o objetivo dos ministérios? O objetivo é servir ao país ou servir às pessoas que estão no governo?
Esse pensamento de abertura, eu vou receber a Rede Jovem Pan e aí todos vão acompanhar na íntegra a análise do Roberto Mota. Agora sim, Rede Jovem Pan conectada com a gente aqui em Os Pingos nos Is, nós estamos analisando a reunião ministerial do governo federal e a análise do presidente da república refletindo sobre...
A intenção dele é montar uma esplanada gorda, robusta, com muitas pastas, 38 ministérios, segundo ele, para fazer o Brasil funcionar. E aí o Mota fará justamente uma ponderação sobre a necessidade de 38 ministérios, porque há países que apostam em um número reduzido, por exemplo, 8, 10, 12 ministérios, e muitos funcionam bem.
A tradição do Brasil é uma política que serve a quem está no poder. As políticas públicas implantadas têm sempre como objetivo manter no poder quem está no poder. É para isso que servem os ministérios. Se essa estrutura do governo fosse criada para servir a população...
Ela deveria ter cinco ministérios, cinco apenas. Saúde básica, educação básica, segurança pública, justiça e defesa. Só isso. Vocês imaginam um país onde todas essas coisas funcionam?
onde a educação básica fosse de alta qualidade, onde a saúde básica fosse boa, onde a defesa tivesse todos os investimentos que precisa, onde a segurança nos desse paz para viver e onde a justiça tratasse todos iguais perante a lei e os processos se resolvessem em questão de semanas ou de meses.
Um país como esse estaria entre os primeiros países do mundo. Mas não. O importante é criar ministérios para os companheiros. Então vocês podem esperar. Nesse governo foram 39. Num próximo do governo do PT, o número vai ser muito mais alto.
Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Berardo, que muitos colocam em perspectiva o que acontece, por exemplo, com as estatais. Enquanto muitos defendem, não, essa estatal não ajuda em absolutamente nada. Vamos privatizar governos ou administrações progressistas apostam em um governo inchado. Muitas estatais, muitos ministérios, muitas autarquias. Isso ajuda naquela velha política? Toma lá, dá cá. Vem aqui, me apoia, me ajuda, que eu te dou um cargo aqui, outro acolá. É essa, logo?
O problema, Caniato, é que para a esquerda, especialmente a esquerda brasileira, o governo não é um instrumento de realização de um projeto. Se nós perguntarmos para esses 38, 39, 42, 53, enfim, que sejam ministros...
Qual é o projeto da esquerda? O que eles representam? Qual é o propósito do governo? Eu tenho certeza que nós encontraremos dezenas de respostas diferentes, a vasta maioria simplesmente mandando o que se conhece de forma popular como somebody love, porque eles não sabem responder.
Para esses militantes da esquerda, ter o poder, ocupar o governo, significa acomodar a militância, acomodar os apoiadores, acomodar aqueles que vão trabalhar nas próximas campanhas. Não há ali uma ideia do que efetivamente...
o Ministério das Mulheres, para citar o caso aí do ministro Múcio, porque quando se assume o ministério, você tem que compreender que o desafio é maior do que você assumir uma empresa. Você tem exatos quatro anos para entregar algum projeto duradouro de transformação a partir de políticas públicas que atendam às demandas da população.
fez esse planejamento? Disse, olha, daqui a quatro anos nós precisamos estar aqui pra que isso aconteça, a gente tem que fazer isso no primeiro ano, isso no segundo, isso no terceiro, se nós tivermos algumas interpédios, a gente vai ter esse caminho aqui, alternativo ou não, isso não é feito, porque não há...
profissionalismo na visão daquele papel que um ministro precisa executar. E aí, desculpa, é só gasto de dinheiro. É só inchar a máquina pública, não com a ideia de que a máquina pública inchada pode promover o bem maior para a população. É simplesmente que inchar a máquina significa mais eleitores, mais apoiadores, mais trabalhadores para os interesses políticos eleitorais desses grupos.
Portanto, a concepção do que é o governo está completamente equivocada desde o início e é em razão disso que nós estamos vendo esta gigantesca, caríssima máquina absolutamente ineficiente que agora, no seu momento de revisitar o que foi realizado, não tem nada de relevante para mostrar.
Pois é, e 38 ministros são potencialmente 38 candidatos. Ficaram por bons anos, três anos, pouco mais de três anos na cadeira de ministros. Então, conseguiram bastante destaque na imprensa para defender suas medidas, enfim. E muitos tentarão, inclusive, cargos no legislativo.
para deputado federal, outros até para o Senado. Há quem, inclusive, deva tentar vagas no executivo estadual. Deixa eu trazer um outro destaque, porque nesse tom de campanha, o presidente Lula usou essa reunião para cobrar mais apoio de seus aliados na disputa pela reeleição.
Disparou várias críticas a seus opositores. Nessa tentativa de retomar o discurso de defesa da soberania do Brasil, o petista acusou Flávio Bolsonaro de buscar interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições presidenciais. Depois, Lula reclamou da política, afirmando que virou um negócio em que cargos têm um preço muito alto e piorou muito.
Por fim, ele confirmou que Geraldo Alckmin será o seu vice, mais uma vez, na chapa que disputará a reeleição. Bem, terminamos com o Beraldo. Vou agora para o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, presidente Lula, então, já assume a persona de candidato, revela que Geraldo Alckmin não disputará o Senado, irá com ele nessa chapa para...
caminhar para tentar a reeleição. E é esses aspectos, essa reflexão que ele faz sobre a oposição, Flávio Bolsonaro estaria atuando nos bastidores para interferir na soberania nacional, buscar o apoio de Donald Trump, enfim. Essa retórica já foi usada para Eduardo, para Jair, agora tentando colar também nas costas do Flávio essa pecha.
É, Canhato, o dicionário do populismo serve pra qualquer lado, seja populismo de direita ou de esquerda. O fato é que o presidente Lula transforma qualquer evento em comício político. Eu tenho a impressão que até à noite, quando ele acorda e vai pegar uma água na geladeira, quando ele abre a geladeira e acende a luz, ele começa a fazer discurso de campanha, porque é uma coisa inacreditável, é irresistível.
Então, até a geladeira deve escutar os comícios do Lula à noite quando tem que pegar alguma água para dormir à noite. Então, o segundo ponto é que ele confessa que essa República do Rabo preso...
virou a República das Barganhas. Tudo tem preço, tudo custa. Tudo tem um toma lá, dá cá. É uma vergonha. É o retrato da desmoralização da gestão pública. É um retrato da desonra que esses políticos vêm exercendo os cargos públicos.
O Brasil perdeu completamente. O Brasil não. Os políticos brasileiros perderam a compostura em relação ao que é a gestão pública, o que é a ética na administração pública. É uma vergonha. Então, nós temos um presidente que faz comício em qualquer lugar. Se fosse um presidente de direita, provavelmente...
já teria que responder processos, mas como é o presidente da esquerda, como é o Lula, pode-se fazer campanha em qualquer ato, até mesmo em reunião ministerial. E segundo, essa confissão pública de que a República virou um toma lá da cá, que tudo tem preço. É o retrato da vergonha que chegamos nesta República do rabo preso.
Pois é, deixa eu chamar o Bruno Musa para avaliar também essa situação que envolve uma reunião que acaba servindo de despedida para aqueles ministros que irão disputar cargos nas próximas eleições. Então, teremos aí ministros.
que geralmente atuavam nos ministérios, talvez até técnicos, o número 2 ou até o número 3 do ministério, esses assumirão as responsabilidades até o final do mandato, mas essa gestão abraçará esse desafio, né, Musa, de fazer Lula presidente mais uma vez. E isso pode ter consequências, inclusive no dia a dia da presidência da República e dos ministérios. Precisamos estar atentos ao quê?
Pois é, tentarão fazer dele presidente mais uma vez, aos 80 anos de idade, cometendo diversas gafes, errando nomes de pessoas, errando inclusive a data de quando o governo dele acabaria, errando o forte, errando o nome de ministro. Isso aconteceu ao longo dos últimos anos. Então, 80 anos de idade.
passando por um processo onde o gasto fiscal está cada vez mais acerbado, falaremos adiante dos rombos das estatais e dos rombos das contas públicas que vem batendo recorde, atrás de recorde, mesmo assim eles farão de tudo para tentar a reeleição do presidente Lula. Ou seja, zero preocupação com, de fato, o futuro do país como um todo. Agora me chama a atenção que ele fala que a política virou um negócio. Desde quando a política não foi um negócio?
O ponto é que cada vez está mais caro. Afinal de contas, nos últimos anos, nas últimas décadas, nós nos acostumamos com o chamado teatro das tesouras. Eles se intercalavam ali entre eles. A gente acreditava que um seria um pouco mais ameno, outros menos, mas eram basicamente farinha ali do mesmo saco. Agora, quando há uma concorrência, não estou fazendo juízo de valor em nenhuma delas, mas se há mais concorrência, significa que nós, pagadores de impostos, temos que sustentar toda essa máquina.
Não apenas de 38 ministérios e tudo que vem debaixo do guarda-chuva. Todas as emendas, mas 60 bilhões de reais em emendas aprovadas no orçamento. Tudo isso em meio a esquemas e escândalos de corrupção cada vez maiores. Desvio de dinheiro público. E nós temos que assistir a tudo isso. Então dizer que agora a política virou um negócio, ora, faça meu favor, é mais um atestado de que nós somos completamente ignorantes e nos atestam de...
burros cada vez mais. Não, nós sabemos fazer análise e temos o direito a nossa própria opinião. Portanto, a política sempre foi um negócio. Cada vez mais ela está mais cara, porque há concorrências nessa política, seja o populismo de todos os lados possíveis, onde nós somos obrigados a financiar. E cada vez mais o discurso eleitoreiro e populista do Lula toma forma, criticando quem de fato agora ele resolveu abrir a opinião contra, que é essa pergunta.
Flávio Bolsonaro, que parece que será o seu principal concorrente nas eleições. Pois é, o Musa acaba destacando uma parte dessa fala do presidente da República, foram várias, mas teve esse pensamento a respeito da política. A política hoje em dia, deixa eu passar para o Mota, quando o Lula faz essa reflexão, ele está insatisfeito com a política, as coisas mudaram muito, a política virou um negócio.
em que os cargos têm um preço muito alto e a política piorou demais, e o Mota, palavras do presidente da república, esse é o diagnóstico dele. A gente sabe disso, Caniato, e a gente concorda. Agora, essa obsessão do atual governo com os Estados Unidos continua. E esse é um fator...
É curioso, porque ninguém sabe qual será a posição do governo americano em relação às próximas eleições aqui no Brasil. Ninguém sabe. O que nós sabemos é que, inicialmente, o governo Trump parecia aliado com a oposição brasileira.
subitamente, de repente, ele começou a demonstrar afeição pelo atual governo do Brasil. E isso começou naquele episódio na ONU.
Quando o teleprompter quebrou e Trump resolveu fazer uma fala improvisada, dizendo que tinha encontrado com o representante no Brasil no corredor e que tinha sido um clima bom. E aí começou essa demonstração de afeto pelo atual governo do Brasil. O que...
contraria a estratégia eleitoral do governo do PT, que é de se mostrar inimigo do imperialismo americano. Tem uma coleção de declarações absurdas a respeito disso. Aí depois o Trump retirou as sanções magnéticas que tinham sido aplicadas e ficou uma confusão. Ninguém sabe qual será a posição do governo americano. Agora, uma coisa é certa.
Trump gosta de vencedores. Então, seja quem for o vencedor da próxima eleição no Brasil, certamente vai ter o apoio dele. Pois é, e Lula, inclusive, nessa reunião, retomou aquela reflexão à defesa da soberania no Brasil, mencionou o nome de integrantes da família Bolsonaro, especialmente Flávio, tentando conectar a família e o pré-candidato do PL à presidência.
Há uma suposta tentativa de interferência norte-americana aqui no Brasil. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, porque tem esse aspecto destacado pelo presidente da República quando ele faz essa análise. A política hoje em dia piorou demais. Os cargos têm um preço muito alto. Mas e anos atrás ou décadas atrás? As coisas eram muito melhores, Beraldo?
Renato, vamos considerar que essa manifestação vem de alguém que no seu primeiro mandato, lá que começou em 2003, há 23 anos, já comprava apoio no Congresso, o seu governo, conforme as revelações que o caso Mensalão trouxe à sociedade brasileira?
comprava apoio no Congresso com mala de dinheiro. Então, se ele vem falar agora que a política ficou muito cara, você imagina como é que estão os patamares de negociação agora, porque as malas de dinheiro já não resolvem mais.
Então, o presidente é líder máximo da esquerda brasileira. Ele assumiu a presidência da República em 2003, depois de algumas tentativas de como candidato a presidente, criou o Partido dos Trabalhadores na década de 80, indicou a sua sucessora Dilma Rousseff, que era uma pessoa completamente desconhecida do grande público, sem nenhuma aptidão.
para o palanque, mas Lula era um líder tão forte que conseguiu fazer Dilma Rousseff presidente da República e ser reeleita.
Portanto, Caniato, se a qualidade da política brasileira caiu, deve-se a essas duas décadas de gestão do Partido dos Trabalhadores na presidência da República. Graças às artimanhas aplicadas para o exercício do poder...
A promiscuidade estabelecida para a relação com o Congresso Nacional? A relação com o Supremo Tribunal Federal que foi sendo deturpada a partir da indicação dos amigos jovens?
Ao invés daqueles juristas com notável saber jurídico e reputação ilibada, a partir das ações concretas desse presidente que hoje se manifesta, é que a política brasileira está afundada numa lama da desonra, como nós estamos vendo há décadas no Brasil.
Me revolta ouvir esse tipo de manifestação sem que o interlocutor fique com as bochechas rosadas de vergonha. Porque com essa manifestação demonstra que não tem absolutamente nenhuma vergonha nesta cara de pau.
Pois é, e tem a manifestação dele em relação a Flávio Bolsonaro. Esse é um outro aspecto que eu vou pedir para os nossos comentaristas analisarem, porque isso talvez dê o tom da campanha e qual será a estratégia adotada pelo presidente, barra...
Agora, pré-candidato à presidência da República. Deixa eu passar mais uma vez para o Dávila. Você, Dávila, a gente tem visto duas figuras se consolidarem à frente em todos os levantamentos, todas as pesquisas. Lula e Flávio Bolsonaro. Alguns levantamentos colocam Lula em um eventual segundo turno à frente de Flávio e outros levantamentos já colocam Flávio à frente. Mas e aí?
Diante dessas manifestações de Lula, dizendo que Flávio Bolsonaro buscaria uma intervenção dos Estados Unidos, você acha que isso já dá o tom do que a gente vai acompanhar na campanha eleitoral? Qual será a retórica do presidente?
Renato, isso na verdade é aquela caneladinha que você dá no adversário, mas ainda não é o jogo bruto que vai acontecer na eleição. Por quê? Porque no fundo, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro desejam que um seja o adversário do outro. Este é o ponto fundamental. Eles acreditam que no fundo vai ser essa grande guerra de quem é capaz de diminuir a sua rejeição. Flávio Bolsonaro acredita...
que ele vai diminuir muito mais a rejeição, ele tem muito mais potencial para diminuir a sua rejeição e conquistar os votos daqueles indecisos do que Lula. E Lula acha que ao transformar 2026 num verdadeiro Natal antecipado e começar a distribuir presente, pacotes, presentes, auxílio, que ele vai conseguir conquistar este voto indeciso, o tal do swing vote. Isso, né?
É esse voto que pula de um lado pro outro de acordo com a eleição. Então, Caniato, este é o cenário. Portanto, todos os dois provavelmente vão tentar, nessa estratégia, guardar a sua munição para um eventual segundo turno. E o primeiro turno vão ter caneladinhas, mas nada que coloque em risco.
o cenário dado hoje pelas pesquisas, que teria um segundo turno entre Flávio e Lula. Vamos ver se o cenário continua ou se alguém pode estragar essa festa.
Pois é, inclusive é importante lembrar que o presidente também cobrou engajamento, apoio, alinhamento entre os aliados. Ele entende que 38 ministérios, figuras que estão nessas pastas, que indicaram mais uma porção de pessoas, eles precisam se engajar em uma pré-campanha e depois na campanha eleitoral. Deixa eu passar para o Bruno Musa, porque muitos, inclusive...
costumam fazer essa análise. Quem está na cadeira de presidente acaba largando na frente, né? Ele tem a carta super trunfo, né? Ele está anabolizado e consegue, digamos, se utilizar de ferramentas que os demais candidatos não têm. De que maneira isso acaba pesando e fazendo toda a diferença, hein, Bruno Moussa?
mas, afinal de contas, você está com a máquina a seu favor. Você tem todas as indicações, você tem um orçamento centralizado, principalmente na mão de ministros que você escolheu, as instituições atuando ao seu lado, ou grande parte delas ali. Então, obviamente, quem controla o orçamento controla as instituições políticas e, consequentemente, controla as pessoas.
Então, se torna mais, digamos, uma probabilidade maior de você conseguir conduzir esse processo para si. Mas, claramente, você precisa ter os resultados que amparam nisso tudo. Afinal de contas, como o próprio Lula disse e nós comentamos há pouco, ele falou que a política virou um negócio. Eu só discordei que a política virou um negócio. Ela sempre foi um negócio. Sempre.
Está cada vez mais explícito, mas sempre foi um negócio. E nós somos as marionetes financiadoras de absolutamente tudo isso. Então fica claro que ele precisa ter algum tipo de resultado. Caso contrário, acontece o que estamos vendo agora. Muitos partidos que antes eram aliados acabam deixando de lado o partido que ele apoiava. No caso aqui, o partido do Lula. Afinal de contas, se você não tem o resultado e não entrega as mínimas demandas da população...
Aquilo que ele disse que virou um negócio, que sempre foi um negócio, se torna explícito. As pessoas que o apoiavam mudam não por ideologia, mas porque agora parece que o barco mudará de lado e aí o orçamento não estará mais controlado na mão de hoje quem conduz o executivo. E aí não muda a ideologia, para eles pouco importa. Pula de lado e vai para quem comandará o orçamento para que eles possam continuar conduzindo a máquina pública de maneira direta e de maneira indireta.
Então, isso sempre foi uma probabilidade maior, mas eu já não vejo como sendo algo tão óbvio. E, na minha opinião, eu lembro que há alguns meses eu venho comentando aqui em ambientes privados o que antes era inimaginável e impossível, agora se torna, na minha opinião, e eu sigo acreditando, que não é alta a probabilidade de Lula ser oficialmente candidato à reeleição. Há uma probabilidade razoável de, inclusive, ele não estar nesse pleito. Veremos, o tempo dirá.
Pois é, essa é uma pergunta que muitos fazem. Será que Lula toparia não disputar o pleito? Passaria a responsabilidade para Fernando Haddad e Alckmin nessa história? São boas perguntas a serem feitas.
Deixa eu passar mais uma vez para o Roberto Mota, para a gente avaliar esse cenário pré-eleitoral nesse momento, a questão de estar na cadeira da presidência da República, o quanto isso acaba potencializando a figura de um candidato ou de um pré-candidato. E, naturalmente, Lula tem ferramentas a serem utilizadas, principalmente para boa parte da população que vê nele uma figura...
incrível, que pode inclusive ajudar no futuro a conseguir algo melhor. E isso acontece há muitos e muitos e muitos anos. Eu vou usar mais uma vez, Caniato, para descrever a nossa situação atual, a analogia de um jogo de futebol. O governo é o time que vai ter um jogo importante na época das eleições, só que o governo é o time que joga em casa.
dentro do seu estádio. No estádio só tem a torcida do governo. Qualquer um que não torcer pro governo naquele estádio é retirado do estádio e sofre punições graves. E tem mais. Os juízes que vão apitar a partida são muito amigos do time do governo, camaradas. Tem até negócios em conjunto. Imagina vocês.
O juiz que vai aptar a partida, se o time do governo ganhar, o juiz vai ganhar também alguma coisa. E aí, o time adversário, o time da oposição, teve o seu craque principal expulso do jogo. Mais do que isso, proibido de jogar pelas próximas décadas.
Então, esse é o jogo. Você tem que fazer uma avaliação desse cenário antes de fazer qualquer estimativa sobre o resultado. Pois é, preciso agora me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local.
Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas, analisando as principais notícias do dia, trazendo, claro, os detalhes dessa reunião ministerial, mas também olhando para o processo eleitoral, porque quando o presidente se despede dos seus ministros, naturalmente há também uma...
conclamação para que todas essas figuras acabem abraçando o projeto da reeleição. Pede apoio, pede alinhamento, engajamento. Você, só para a gente passar a régua nessa discussão, você, Cristiano Beraldo, olhando para o processo eleitoral.
E a maneira como Lula trabalhará esses aliados e os palanques estaduais, é preciso considerar que esse é um jogo em que os candidatos têm as mesmas ferramentas ou as mesmas armas, ou naturalmente Lula sempre largará na frente por conta da máquina, apesar de uma deficiência que a gente tem observado do PT nos últimos anos nos estados.
Zé Caneto, mas quando você tem uma estrutura da dimensão do governo federal, e isso combinado também com estruturas de governos estaduais, como é o caso da Bahia,
Nós vemos uma disputa que ela sempre começa desequilibrada, porque a utilização da máquina pública pelos candidatos, especialmente os candidatos da esquerda, que têm essa tradição de inchar a máquina pública, dando emprego para os seus aliados e apoiadores, isso obviamente os coloca numa posição de vantagem do ponto de vista da estrutura para a campanha. Agora...
Aí, a convencer a maioria dos eleitores vai uma grande distância. Então, quando o presidente Lula vai por esse caminho, querendo criar um clima de medo, que foi mais ou menos a estratégia feita em 2022, ele obviamente está tentando trazer para o lado dele aqueles eleitores de centro, aqueles eleitores pouco engajados, aqueles eleitores que, vendo esse zoom, zoom, zoom...
podem ficar preocupados, dizer, poxa, os Estados Unidos vão tomar conta disso aqui, vão invadir o Brasil. Não podemos deixar isso acontecer, senão realmente a gente fica aí entregue, o nosso destino ficará entregue às mãos desconhecidas.
essas pessoas, em tese, segundo a lógica estabelecida e praticada pelo presidente, podem ter esse tipo de pensamento. Mas aí a gente tem a vida real. Na vida real, essas pessoas que são pouco engajadas politicamente, elas estão cuidando da vida delas. Elas estão tentando ganhar algum dinheiro, pagar as suas contas, criar seus filhos, zelar pelas suas famílias.
Essas pessoas, quando saem de casa, saem de casa com medo. Essas pessoas abrem as redes sociais e estão vendo ali, a partir da captura de imagens por câmeras de monitoramento, no Brasil inteiro, em todas as cidades, atos de violência, assaltos, assassinatos, tentativas disso e daquilo, coisas bizarras que mostram claramente que o Brasil está entregue na mão.
Do bandido, na mão daqueles que não têm medo da polícia, não têm medo da força do Estado brasileiro. Essas pessoas olham para a situação que elas vivem, olham para o medo que impera nas suas vidas.
Eu não sei se elas pensam que alguma coisa precisa ser feita, tem que ser uma coisa radical. Quem sabe os Estados Unidos podem ajudar nessa jornada, porque sozinhos os brasileiros, os políticos brasileiros, os gestores públicos brasileiros, claramente não estão fazendo o que precisam fazer. Claramente não estão investindo na polícia da forma que precisam investir. Não estão transformando a legislação brasileira.
da forma necessária para que bandido seja encarado e enfrentado como bandido e que o policial seja protegido e defendido como uma força que defende a sociedade brasileira. Redução da maioridade penal, pena de morte para esse monte de gente, de vagabundos irrecuperáveis que cometem barbaridades contra a sociedade brasileira.
que passam uma temporada na prisão, saem e cometem crimes piores. Quantas e quantas vezes a gente vê isso todos os dias? É preciso dar um basta a essa dinâmica que está destruindo a vida e o futuro da nação brasileira.
E esse discurso, essa conversa fiada que nós estamos ouvindo, vindo do Palácio do Planalto, não convence absolutamente ninguém de bom senso que esteja conectado com a vida real. Portanto, o problema da comunicação me parece não fazer referência apenas à comunicação dos feitos do governo.
mas será um problema também nesta campanha para a reeleição de Lula, porque ele está olhando a sociedade brasileira de uma forma muito equivocada. Pois é, recebendo a rede Jovem Pan, um abraço a todos que nos prestigiam pelas emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil, especialmente aos taxistas e motoristas de aplicativo que gostam de acompanhar o programa Os Pingos nos Is, principalmente você, que está em Poços de Caldas, acompanhando pelos 90,9.
Tem mais um destaque? Vamos girar a reportagem da Jovem Pan News. Sob o governo Lula, as estatais federais registraram o maior déficit da história nos dois primeiros meses do ano. A nossa repórter Júlia Firmino chega ao vivo, vai trazer todas as informações, os detalhes desse levantamento. Júlia, seja bem-vinda. Ótima noite a você. Conta então para o nosso público qual é o valor desse rombo. Já fizeram as contas?
São 4,16 bilhões de reais. Caneato, como a gente costuma dizer, é muita grana, mas dessa vez a notícia não é positiva não, viu? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. De acordo com o que foi divulgado, então, pelo Banco Central nesta terça-feira.
Entre janeiro e fevereiro desse ano de 2026, o Brasil registrou aí esse rombo de 4,16 bilhões de reais de déficit, né? E aí esses gastos, né, a gente precisa entender, acontecem, esse déficit acontece quando os gastos são maiores do que a receita. Esse é o pior resultado, como você bem colocou, pra esse período, pra esses dois meses, primeiro bimestre do ano, desde 2000.
ou seja, há mais de 20 anos, é muito tempo desde o início da série histórica dessas medições. E antes, o pior rombo, só para a gente colocar aqui para a nossa audiência entender, o pior rombo era de 2024 para esse período, quando foi registrado menos 1,36 bilhão de reais. O resultado é negativo nesse bimestre, é parecido com o déficit do ano.
inteiro passado, quando foi registrado, 5,1 bilhões de reais de déficit, então tá muito perto, dois meses comparado com um ano todo é muita coisa. Tudo isso num contexto, né, Caniato, em que a gente tem falado muito aqui na programação da Jovem Pan.
sobre aquela crise nos Correios, que os Correios têm enfrentado, uma estatal. E aí até setembro de 2025, ou seja, no fim de 2025, o ano passado, o prejuízo era de 6 bilhões de reais, mas pode chegar a 9,1.
bilhões de reais no ano fechado de 2025, dado que ainda não foi divulgado. Então, isso pode crescer, essa é a perspectiva ainda, perspectiva muito ruim. Em dezembro de 2025, os Correios até chegaram a fazer um empréstimo de 12 bilhões, mas não foi o suficiente. A expectativa para esse ano agora de 2026 também deve ser de um novo empréstimo ou de uma ajuda aí do governo, porque eles precisam ainda de 8 bilhões.
bilhões de reais pra fechar as contas, pra concluir, realmente, tentar fechar, ajustar as contas da casinha, né? Da lojinha, como a gente costuma dizer, mas a notícia não é positiva não, né, Caniato? A gente segue acompanhando pra deixar aqui a nossa audiência muito bem informada a respeito de tudo isso. Volto com você.
Pois é, parece notícia velha, mas não é. É que é recorde atrás de recorde quando olhamos para o rombo das estatais. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você. A gente segue em contato. Deixa eu chamar, então, os nossos comentaristas. Você, Luiz Felipe Dávila, a atual administração, quebrou o recorde do rombo nas estatais, que era da própria administração Lula III para esse período, o primeiro bimestre do ano. Quem puxa a fila...
Os Correios, mas é preciso jogar luz sobre quais aspectos da administração pública quando uma gestão acaba quebrando o seu próprio recorde na gestão das estatais.
O Guinness vai ter que abrir um livro só pro Lula e pro PT. Vamos lá, recorde de imposto, 28 aumentos. Recorde do gasto público. Nunca na história do Brasil gastou tanto dinheiro. Recorde de rombo de estatal. Recorde de roubo dos aposentados. É um livro dos recordes eternos que nós vamos fazer aqui.
Mas olha o que nós estamos falando aqui. Quatro bilhões de reais de rombo só no bimestre. Não é um ano, nada. Bime é dois meses. Quatro bilhões de reais, para a nossa audiência ter uma ideia, daria para comprar mais ou menos...
4,6 bilhões de cesta básica. É isso, o montante do dinheiro que o governo tem que financiar com os nossos impostos, que deveriam ir para melhorar a segurança pública, melhorar a saúde.
E não, está indo para cobrir rombo de estatal. E sabe por que tem rombo de estatal? Porque o governo aparelha empresas estatais, contrário ao que diz a lei. O governo não quer saber de gente competente tocando estatal. O governo quer saber de cupincha político, de corregionário político governando estatal. Por isso, Caniato, só tem uma saída.
privatiza já, privatiza todas as estatais, Correio, Petrobras, Banco do Brasil, acaba com essa farra. É inacreditável o que as estatais se transformaram no Brasil, em cabide de emprego, em rombo de contas e um verdadeiro sorvedor de dinheiro dos nossos impostos.
Nós trabalhamos cinco meses por ano, de janeiro a maio, para pagar imposto. E o que nós temos? Dinheiro indo cobrir roubo da Previdência e roubo de estatal. Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa, porque tem um aspecto que a gente precisa destacar e analisar. Tem muita gente que diz o seguinte, Musa, sempre foi assim, estatal nunca deu lucro.
É sempre desse jeito, sempre operando no vermelho, é rombo atrás de rombo. Mas quem afirma isso com muita propriedade está mentindo, né? Vimos, não faz tanto tempo, estatais ou algumas estatais que operaram no azul. É difícil tornar uma estatal uma empresa...
eficiente, que opera no azul, que dá lucro, qual é a lógica de uma administração que pouco liga pra eficiência da empresa, assume o risco de fechar no vermelho e aquela que ajusta a casa, manda embora e transforma aquela estatal em um bom negócio.
Veja, Caniato, aqueles que dizem, como você muito bem colocou, que estatal não dá lucro, nunca deu ou não é para dar lucro, primeiro mostra um profundo desconhecimento na parte econômica. Segundo, basta olhar dados. Eu não quero transformar isso aqui num campo ideológico, mas basta olhar os números para perceber que não, que as empresas deram lucro. E antes que surjam aqueles debates a respeito de estatal não deve dar lucro,
Se você tem a União como principal acionista, ou estados, ou municípios, pouco importa, uma empresa que não é privada, quem é o acionista, no fundo, é a União, são os estados. E quem é a União, quem são os estados, somos todos nós os pagadores de impostos. Portanto, nós somos sócios dessas empresas, mesmo que nós não queiramos.
E aquelas empresas que fazem uma gestão eficiente, elas sim conseguem dar lucro. Como a gente falou, há pouco tempo basta olhar para trás. Quando as empresas são usadas como instrumento de política partidária, fica nítido que quem banca esse rombo, esses déficits...
Somos todos nós. Afinal de contas, nós somos os acionistas dela, como eu acabei de falar, querendo ou não. Se você jamais comprou uma ação de uma empresa estatal, você também é acionista, porque você é pagador de imposto. E quando ela tem rombo, eles cobrem esse rombo com o seu imposto, que faz parte do orçamento.
fica cada vez mais apertado, sem dinheiro para sobrar, para investimento, para segurança, para saneamento, tudo aquilo que você acha que o Estado está lá para te dar com eficiência, mas que não te entrega absolutamente nada. Portanto, somos sócios e pagamos todas essas contas.
Claramente, quando uma empresa é eficiente, ela sobra dinheiro, significa que isso sim é retornado para a população, ou deveria ser. Afinal de contas, você tem um dinheiro sobrando e você não suga, não parasita em cima do orçamento público, que já é escasso.
E o que acontece é que nas práticas petistas, o que nós vemos é que as empresas estatais não são empresas para dar lucro e beneficiar a população. Não, ela é usada como instrumento de política partidária para que eles possam drenar mais orçamentos em suas próprias mãos. Cada empresa estatal tem um orçamento.
...destinado a ela, alguns bilhões de reais. E isso é mais dinheiro centralizado na mão do político de turno. Claramente ele usa ao seu bel prazer. Uma constatação apenas clara que vai na linha desse uso de política partidária das estatais rapidamente.
Se nós pararmos para pensar, e esse dado é brutal, se Lula não concorrer à presidência agora, em 2026, ou em 2030, podemos postergar essa agonia mais quatro anos, não importa, será a primeira vez, ou seria a primeira vez em 40 anos, que o eleitor brasileiro não teria Lula nas urnas, praticamente.
Em 40 anos, olha só o Brasil para onde foi. Nós teríamos tido oportunidade de ser realmente um país muito mais na ponta da tabela. E o que nós nos tornamos, em PIB per capita, cada vez mais para baixo da metade mais pobre do país, ou do mundo, perdão.
Zé, mas eu vejo também muitos políticos ou grupos políticos defendendo uma política de privatização, por exemplo. Deixa eu chamar o Mota, que já fez muitas análises a respeito, é um defensor, inclusive, das privatizações. Mas quando a gente traz uma notícia, mais uma, né, que revela o rombo das estatais, agora um recorde quando a gente olha.
para esse recorte do primeiro bimestre do ano, essa administração conseguiu bater o recorde. E o recorde estava com a mesma administração em 2024. Mas, Mota, é preciso olhar para a dificuldade que os governos que já passaram...
tem de avançar com uma agenda de privatização. E isso passa também pela maneira como a política brasileira ou os políticos brasileiros olham para essa questão. Porque mais estatais, mais dinheiro. Mais dinheiro, mais poder. Mais cargos, mais indicações. E por aí vai. Mas tem um detalhe que a gente não pode deixar o nosso espectador esquecer.
Existe uma lei chamada Lei das Estatais, que estabelece critérios técnicos para nomeação de dirigentes e presidentes das estatais. Essa lei proíbe indicações políticas, veda a participação de ministros, dirigentes partidários, imposições de comando e de pessoas que participaram de campanhas eleitorais nos 36 meses anteriores à nomeação.
Acontece que em março de 2023, o então ministro Lewandowski concedeu uma liminar, suspendendo alguns trechos da lei das estatais.
Ele suspendeu a quarentena de políticos e dirigentes partidários. Vejam você, essa liminar atendeu a um pedido do Partido Comunista do Brasil. Não é fofo? Eles argumentaram que a quarentena era discriminatória. Então, a liminar suspendeu. E o que o governo fez? Saiu nomeando políticos para todas as estatais.
Pois é, deixa eu chamar agora, preciso girar a reportagem da Jovem Pan News, porque o governador de Goiás e agora pré-candidato à presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou hoje que qualquer candidato que for ao segundo turno na corrida ao Palácio do Planalto vai ganhar de Lula. Quem vai trazer os detalhes aqui na programação, no programa Os Pingos nos Is, é Matheus Dias, ao vivo com a gente. Matheus, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
Conta pra gente essa análise, essa reflexão do pré-candidato Ronaldo Caiado. Bem-vindo mais uma vez.
Caniato, uma ótima noite a você, ótima noite a quem nos acompanha. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, escolheu por Ronaldo Caiado. Então, ontem, ele já tinha dado depoimentos que tinham mostrado que, nessa eleição em outubro, Caiado pretende, pelo menos, fazer uma espécie de dois contra um. O que seriam dois candidatos à direita contra Lula, na esquerda. Hoje disse, novamente, falando que qualquer candidato que for ao segundo turno contra Lula vai ganhar.
Essa entrevista dele foi durante um depoimento na CBN, hoje pela manhã, na qual ele disse ainda não dar muitos detalhes, mas que não é apenas quem vencer em outubro que importa, mas o que vai ser governado a partir da frente, qual será a política e quem estará preparado para esse mandato, e não só para essa...
Eleição. Caiado não deu muitas definições de qual será o próprio plano de governo, mas falou bastante em relação à educação, falou em relação a terras raras e também ele falou que vai dar rumo aos juros do país. Diz que é necessário evitar populismo na relação...
da redução de taxa de juros mais acelerada, mas falou que sim vai dar rumo a esses juros caso seja eleito. Caiado então ontem num discurso no qual fugiu um pouco talvez, Caniato, daquilo que Kassab pretendia ao partido pedindo um posicionamento estritamente de centro. Caiado se disse ser um candidato de centro, disse que não tem amarrações com nenhum lado, não tem...
Qualquer tipo de dependência de outro lado é uma candidatura independente, ele disse, mas falou que a primeira ação que vai tomar, caso seja eleito, é conseguir a anistia a Bolsonaro e aos outros réus e condenados da suposta trama golpista de 2023. Ele disse agora, então, que qualquer candidato que for ao segundo turno vai vencer de Lula. Kassab deu uma entrevista dizendo que Caiado foi o escolhido do partido, porque tem mais chances.
de conseguir aqueles votos da direita e que não sejam necessariamente atrelados a Flávio Bolsonaro ou a família Bolsonaro. E aí acaba que ficando uma espécie de nuvem ali sobre qual será o rumo dessas eleições. Valdemar Costa Neto ontem já tinha dado uma fala dizendo que talvez o posicionamento do PSD com Caiado...
Poderia acabar dividindo os votos que deveriam ir para Flávio Bolsonaro e inconscientemente acabar até favorecendo Lula. Aqui em Caiado também pretende combater. O fato é que as eleições são em outubro, mas já tem muita coisa para a gente debater aqui, né, Caniato?
Sem dúvida, mas eu escutei algumas reflexões e análises que vão nesse sentido aí, viu, Matheus? Entendem que a candidatura de Caiado dividiria o universo de eleitores que, neste momento, manifestam vontade ou apoio a Flávio Bolsonaro. Bom, passar aqui para os nossos comentaristas. A gente segue em contato. Qualquer novidade é só nos acionar. Grande abraço. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que nós falávamos aqui nos bastidores justamente sobre essa candidatura.
de Ronaldo Caiado. Tem um outro detalhe que indica a ausência de apoio nos estados do PSD à candidatura de Ronaldo Caiado, porque olha que curioso, em alguns estados, o PSD...
poderá apoiar o candidato do PT. Olha só que saia justa, que situação delicada. Bem, mas para além dessa situação, eu queria que você verificasse, fizesse análise sobre essa manifestação de Ronaldo Caiado. Qualquer um ganha de Lula no segundo turno e ele, e a candidatura dele, ajuda exatamente quem?
Neto, ontem eu coloquei o discurso de Ronaldo Caiado, naquele discurso em que ele é indicado para ser o candidato do PSD à presidência da República. Eu usei esse discurso para colocar meus filhos para dormir.
de tão sonolento que foi a fala de Ronaldo Caiado, sem nenhuma energia, sem nenhum cacuete de quem de fato é um candidato a presidente da República que está ali para executar um projeto vitorioso.
Ronaldo Caiado, ele quis ser candidato a presidente, ele topou fazer o jogo de Gilberto Kassab, mas ainda se precisa confirmar qual é o verdadeiro propósito por trás disso. Porque se o PSD quisesse construir uma alternativa e consolidar esse discurso de que a população brasileira está cansada da polarização,
A candidatura óbvia seria a de Eduardo Leite. Eduardo Leite sempre foi um político dessa conversa de que eu não gosto da polarização, temos que nos dar as mãos e todos para uma praça, abraçar uma árvore, nos abraçar e sermos felizes de mãos dadas. Ele sempre teve esse pensamento. E por mais que eu ache isso desconectado da realidade...
ele tem legitimidade para fazê-lo e provavelmente conseguiria angariar para si um volume de eleitores que desse a ele alguma representatividade. Mas com Ronaldo Caiado, não. Ronaldo Caiado estava no caminhão da Avenida Paulista fazendo discurso ao lado de Bolsonaro, da família Bolsonaro. Ele sempre foi se colocando...
como alguém que estava ali orbitando naquele prestígio da família Bolsonaro junto aos eleitores da direita. Ao mesmo tempo, Ronaldo Caiado é alguém que frequenta as confraternizações familiares e sociais dos ministros do Supremo Tribunal Federal com muitos abraços, muitos sorrisos, muitas fotos felizes, que contrasta completamente com a imagem, com a figura desse que sobe no caminhão de som na Avenida Paulista. Obrigado.
Portanto, Ronaldo Caiado me parece que chega a esse talvez o último desafio da sua vida pública com muito pouca convicção e se deixando fazer parte de um projeto que tem todos os elementos para ser um projeto para ajudar, sim, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. E por que isso?
Porque Caiado está afiliado a um partido em que, em grandes centros do Brasil, grandes colégios eleitorais, como o Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, o candidato ao governo do Estado do PSD é o Eduardo Paes, que já declarou de forma explícita, em várias vezes, apoio à reeleição do presidente Lula.
Como é que vai ser o palanque de Caiado no Rio de Janeiro? Ao mesmo tempo que na Bahia, o PSD vai apoiar a reeleição de Jerônimo Rodrigues, talvez o pior governador desses últimos anos no Brasil. Como é que Caiado vai fazer uma campanha na Bahia?
Então não há absolutamente nenhuma chance de sucesso nessa candidatura de Ronaldo Caiado. Mas ele está fazendo script para poder engariar votos que enfraqueçam a candidatura de Flávio Bolsonaro e o único que tem a ganhar com isso é Lula da Silva. Como Caiado é um homem muito experiente, Caniato, resta a gente descobrir o que é que ele também vai ganhar.
Pois é, são leituras que muitos fazem neste momento. Bom, seria o que? Uma estratégia de Gilberto Kassab? Bom, mas Caiado é muito experiente. Teria topado uma candidatura à presidência, sabendo que não terá, por exemplo, palanque em estados que são muito importantes? Deixa eu passar também para o Luiz Felipe Dávila fazer uma reflexão dessa situação que envolve esse desafio para Ronaldo Caiado. E ele menciona algo que você... Tudo bem.
em alguma medida, chegou a trazer aqui, né? Quando você mencionava um cenário parecido com o do Chile, dizendo, bom, aquele que for ao segundo turno teria o apoio dos demais candidatos e esse, possivelmente, venceria o candidato Lula. É mais ou menos nessa linha que Ronaldo Caiado defende essa vitória do aquele que for ao segundo turno, né, Davila? Agora, olhando para a candidatura, ou a pré-candidatura dele, muitos desafios pela frente, né?
muitos desafios, mas não há dúvida que é uma candidatura de direita que ajuda a direita não há menor chance de um eleitor de Ronaldo Caiado votar em Lula no segundo turno esse é um voto que vai para o vencedor do segundo turno se ele for, Flávio Bolsonaro o candidato que for
Então, é sim a estratégia parecida do Chile, que nós vamos ter pelo menos hoje três ou quatro candidatos à presidência da República de direita. Nós vamos ter Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Flávio Bolsonaro.
E esse voto de direita não tem como ir para a esquerda, porque é água e vinho, é água e óleo, essa coisa aqui não se mistura. Então, assim, são coisas completamente separadas. E melhor, nós vamos ter dois, pelo menos, nos debates presidenciais, dois, três candidatos de direita enfrentando o Lula. Isso é bom. Vai ter, pelo menos, o triplo de vozes e propostas da direita num debate do que da esquerda.
E assim como a eleição de 2022 Os outros candidatos foram linha auxiliar de Lula Afinal de contas, Simone Tebet virou ministra Soraya Trunic já está na base do governo Com esses projetos Então assim, e todo mundo ali foi Linha acessória de Lula Agora mudou
Agora é todo mundo da direita ocupando o espaço, debatendo e com um presidente da república, como bem lembrou Ronaldo Caiado no segundo turno, que tem 54% de rejeição. 54% do eleitorado do Brasil diz que não vota em Lula de jeito nenhum. Então ele tem razão quando diz que a chance do candidato no segundo turno da direita vencer é enorme.
Agora, é uma batalha morro acima a candidatura de Caiado. Não há dúvida que é uma candidatura dura. É uma candidatura dura por justamente o que o Beraldo disse. Os palanques do PSD são divididos nos estados, em muitos estados, porque o PSD tem hoje um interesse maior, é fazer bancada, que é fazer o maior número de senadores e deputados federais.
E nesta conjuntura, cada estado tem uma realidade particular. E não é sempre que Caiado vai encontrar ali um bom palanque, um palanque sólido. Mas o seu discurso, a sua história e um representante de propostas que hoje...
São muito importantes para o povo brasileiro, como é a questão do combate à corrupção e como é a questão da segurança pública, fazem Ronaldo Caiado sim ser um candidato competitivo nas eleições. Por isso, eu vejo que estamos a caminho da estratégia do Chile. Candidatos de direita ocupando espaço, debatendo, e esse voto não tem a menor chance de ir para Lula.
Deixa eu chamar o Bruno Musa. O Bruno teve um compromisso, inclusive, em outro programa aqui da Jovem Pan, não participou dos pingos. Eu queria, primeiro, a sua reflexão sobre a pré-candidatura de Ronaldo Caiado, a primeira fala dele. O Beraldo fez uma observação, uma ponderação muito interessante, um viés que os demais não tinham analisado em relação à postura dele.
Muitos esperavam o Ronaldo Caiado entusiasmado, efusivo, para cima, alto astral, e ele adotando um tom muito linear. Para alguns até triste, né? Parecia que ele não estava contente em anunciar a pré-candidatura. Mas, enfim, ele entende que pode ser a figura que irá pacificar o país e faz essa análise. Qualquer um que for ao segundo turno vencerá o atual presidente da República. Vai lá, Moza.
Veja, eu gostei muito da análise do Dávila, porque tem um conceito matemático até por trás. Quando nós analisamos ali as principais pesquisas, e eu altamente questiono a forma como ela é feita, a interpretação dela, as perguntas como são feitas, mas enfim, levando em consideração o resultado que a gente tem, claramente, num conceito matemático, ficaria óbvio que iríamos para um cenário como foi do Chile. Basicamente, o primeiro turno que surpreendeu ali, a candidata que se auto-dizia comunista,
e depois o segundo turno foi uma lavada. Olhando pelos números atuais, seria a mesma coisa. Num conceito claro, não caberia qualquer tipo de discussão de alguém que votasse em qualquer candidato de direito ou centro-direita, chame como quiser, que num eventual segundo turno entre qualquer um desses centro-direita ou direita.
colocaria seu voto no Lula. Me parece inimaginável. Mas na política a gente já vê de absolutamente tudo. Inclusive em 2022 vimos coisas que seriam praticamente inimagináveis no campo lógico e no campo racional.
Então vamos tentar trazer essa análise aqui dentro de uma lógica, que nem sempre ela existe. Olhando todos os dados que a gente vem analisando e compilando todas as principais pesquisas, um pouco para cima, um pouco para baixo, me parece óbvio que com o mínimo de inteligência e arquitetura para 2026, diferente do que foi em 2022, as eleições estariam liquidadas. A probabilidade de Lula ganhar num primeiro turno, se ele vier a concorrer, é praticamente nula.
consequentemente, no segundo turno, nós teríamos uma alternância, uma migração de votos para qualquer um da direita ou da centro-direita para esse candidato do segundo turno e não para Lula. Claramente, seria quase que uma lavada como foi no Chile. E, portanto, eu acho que o que o Caiado falou tem uma lógica e uma razoabilidade muito clara.
Mas a política nos pega, muitas vezes, de calças curtas. Consequentemente, isso nos leva à conclusão que, fica muito óbvio e muito claro, seja ele nesse discurso mais enfático ou menos enfático, como disse o Beraldo, que eu achei bastante interessante e curioso, não sei fazer esse juízo de valor aqui, porque eu não conheço o Caiado pessoalmente para dizer se é a forma dele falar ou não é.
Eu acho que ele tem ali um campo importante para bater, que é a melhoria da qualidade de vida no campo da violência lá no estado que ele conduziu em Goiânia. Isso é uma ampla discussão, portanto ele teria aí, digamos, um cacife político para dizer. Mas eu acho que Flávio continua muito mais forte.
E me parece que ele teria ou haverá essa arquitetura muito melhor conduzida no segundo turno, seja ele quem for contra o Lula. Então eu tento combinar com esse discurso do Caiado. Se tivermos um pouco de inteligência com relação a isso, eu diria que essas eleições estariam liquidadas.
Pois é, bom, desafios que muitos falam. Ele tem que se tornar mais conhecido em alguns estados. O fator Romeu Zema precisa ser levado em consideração. E, naturalmente, os próximos episódios. Como cada candidato ou pré-candidato vai se relacionar com as próximas revelações que vierem à tona. Principalmente quando a gente olha para o caso do Banco Master. Rápida parada, daqui a pouco mais análise, mais discussão. E a gente conta com você e com a sua audiência. Até já.
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Como empresário, eu sempre fiz questão de me cercar do melhor. E quando se trata da minha saúde e da minha família, eu sou ainda mais exigente. Por isso, eu sou cliente Amil há vários anos. O que não é nenhuma surpresa. Afinal, que Amil é o melhor plano de saúde do Brasil, isso todo mundo sabe. Mas o que talvez você não saiba é que Amil agora tem o Amil Black.
O melhor plano de saúde do mundo. Com a Mil Black eu tenho uma concierge exclusiva, tratamento VIP nos principais hospitais. Tenho o melhor e mais rápido reembolso do mercado. Além disso, eu conto com exames em casa ou no escritório. E atendimento odontológico premium.
E no exterior, a Mio Black me garante suporte total. Com uma cobertura médica de 300 mil dólares, a maior do mercado. Com a Mio Black, eu estou cercado pelo melhor cuidado do mundo.
Para alguns, ir além significa superar barreiras. Para outros, completar o caminho. Para nós, ir além é ter o controle de tudo em apenas um toque. Jayco 7, o SUV super híbrido com taxa zero em até 5 anos. Garanta já o seu com 60% de entrada e 60 parcelas sem turos. Jayco 7 SHS. Autonomia, tecnologia e condições para você ir além. Omoda Jayco.
Quem tem Sky tem futebol o ano inteiro. É jogo atrás de jogo. Brasileirão, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, Libertadores. Tudo isso a partir de R$ 59,90 por mês. Você assina o plano com Premiere e Amazon Prime. E ainda leva o Prime Video com filmes e séries pra maratonar. E com o app Sky+, você assiste de qualquer lugar do Brasil. Na TV, tablet ou no celular. Ligue e assine já. 3003-0220. Sky. Mais diversão a cada conexão.
Vamos conversar nesta edição do Show Business com Vinícius Reis, CEO da Crispin e mais Nancy Serapeão, a rede da Lexus. A gente vem agora numa onda muito forte de eletrificação, né? Inclusive, a Lexus foi a primeira marca desse segmento a ser cem por cento eletrificada desde dois mil e vinte. Show Business amanhã às onze da noite na Jovem Pan. Os Pingos nos is. Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Isos, os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. E nesse giro que nós estamos fazendo em relação a Ronaldo Caiado, essa reflexão que o pré-candidato do PSD fez em relação ao pleito à presidência da República, dizendo que quem for com Lula para o segundo turno vencerá a disputa, dizendo que ele, Flávio, Romeu Zema ou até Renan Santos, quem for com Lula...
venceria por conta do apoio dos demais candidatos de centro-direita e de direita. Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, nesse giro de análise sobre a situação que envolve a eleição presidencial e a reflexão de Ronaldo Caiado, vou passar para o Roberto Mota. Mota não falou, faltou o Mota para fazer essa ponderação sobre o que disse Ronaldo Caiado. E a... Mota não falou, mas não levou o Mota.
dúvidas e leituras distintas sobre a pré-candidatura de Caiado, vai ajudar mais A ou B e sobre essa situação que envolve Lula e mais alguém no segundo turno. Esse mais alguém, na visão de Caiado, venceria com tranquilidade por conta do apoio dos outros, que não iriam ao segundo turno. Mota.
As pessoas estão pensando num jogo em campo neutro com juízes neutros. Não é isso que vai acontecer, porque não é isso que está acontecendo. Então, eu não acho que a...
Exista nenhum resultado que já está garantido, porque nós vivemos diante de uma enorme insegurança. Absolutamente tudo pode acontecer. Entre outras coisas, qualquer candidato está sujeito amanhã a encontrar um impedimento jurídico tirado do fundo de uma cartola ou de uma gaveta.
Não é isso que tem acontecido com alguns dos principais nomes da oposição da direita brasileira? Então, eu acho que a melhor, a parte mais importante do que Caiado disse é lembrar que ganhar a eleição é apenas uma parte do desafio.
A outra parte, talvez, a maior parte, vai ser governar um país onde o ativismo judicial tem a última palavra.
Pois é, falando em ativismo judicial e essas discussões sobre a nossa justiça, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, ele afirmou que a corte deve avançar ainda neste ano na aprovação de um código de ético, um código de conduta para os ministros do STF. Segundo ele, os magistrados que agem em desacordo com as normas, eles precisam se sentir constrangidos.
para repensar seus comportamentos e fazer uma autocrítica. Em uma conversa com jornalistas, Fachin afirmou que há muita resistência entre uma ala do judiciário, principalmente sobre a definição de quem seria o responsável por monitorar ou punir desvios de condutas dos ministros, como uma comissão de ética. Seria o Supremo do Supremo?
Chamar o Cristiano Beraldo, começar essa rodada com o Beraldo, a gente tratou, discutiu muitas vezes a necessidade de um código de ética, pelo menos parte do Supremo entende que esse poderia ser uma ação, um recado para a sociedade, uma ação para dizer, olha, reconhecemos, houve exagero.
A partir de agora temos um código de ética, um código de conduta para os nossos ministros. Pois bem, isto posto, quem iria verificar se houve respeito ou não a esse código, Beraldo? Pois é, Caniato. E é interessante que o presidente da corte, Edson Fachin, fala em constrangimento. E talvez tenha sido constrangimento que levou a filha do ministro Fachin a fechar seu escritório de advocacia, que funcionava até recentemente.
Há no Supremo Tribunal Federal hoje, na composição que está sobre um imenso efeito das indicações de conveniência que fecharam os olhos para aquilo que estabelece a Constituição Federal.
Esses jovens brilhantes que não têm nenhum reconhecimento do seu notável saber jurídico e que muitas vezes também não têm reputação ilibada, mas que aos olhos do Senado Federal a quem cabe sabatinar, avaliar e, por fim, aprovar ou rejeitar as indicações, parece que o Senado se convence.
de uma maneira muito fácil, de que sempre que há um indicado do Palácio do Planalto, o reconhecimento das qualidades pode ser sempre negociado. Quem sabe isso não nos remeta à fala do presidente da República dizendo que a política no Brasil ficou muito cara.
Pois bem, na atual circunstância, o código de ética não serve para absolutamente nada que não seja zerar o jogo. Me parece um esforço para que vossas excelências tenham um documento e possam dizer não, o que aconteceu, aconteceu no passado. Nós não tínhamos ainda um código de ética.
Portanto, vamos deixar para lá. Vamos nos preocupar só com a nossa postura a partir de agora. E aí eu pergunto à nossa audiência, isso é comportamento de alguém ético? A ética se estabelece a partir de um papel escrito? Ou a ética se estabelece a partir do reconhecimento?
da postura necessária para se honrar o cargo do qual se está investido. Portanto, esta discussão, por si só, no meu ponto de vista, já é um reconhecimento, um atestado público de que não existe ética no Supremo Tribunal Federal Brasileiro.
Pois é, ministro Edson Fachin, que é o presidente da Suprema Corte, defendendo a criação de um código de ética, e na visão dele ele entende que os ministros precisam e devem se constranger com suas atitudes, por isso da necessidade desse código de conduta. Passar agora para o Luiz Felipe Dávila, a gente já tratou tantas vezes, né, da necessidade ou não de um código de ética, falamos aqui se esse não seria o primeiro passo da autocontenção tão defendida por alguns,
E aí tem a dúvida sobre quem iria verificar, observar, poxa, mas respeitou, não respeitou, não teria uma instância superior. Seria uma autoanálise, uma autocontenção sobre se houve ou não respeito aos 10 tópicos do Código de Ética da Ávila?
A intenção do Código de Ética é sim uma primeira mudança de atitude em relação ao que está acontecendo no Supremo. É sim um resquício dessa autocontenção, como bem definiu o ministro Fachin. Não é uma bala de prata, não vai resolver as grandes questões, mas é um sinal. O Código de Ética, na verdade...
Um sinal que diz o seguinte, está na hora de tomar vergonha na cara. Nós já passamos demais do ponto em termos de imoralidade e responsabilidade pública. Portanto, é um sinal para a corte começar a mudar de hábito. E não é uma medida revolucionária, nada. E daí, Fachin...
se respalda no código de ética que existe na Alemanha, que existe em Portugal enfim, que existe em outros países mas é sim, é um negócio é praticamente um movimento intramuros pra dizer que tá na hora de tomar vergonha na cara porque não dá mais pra reinar a imoralidade do jeito que tá porque senão vai arrastar outro supremo inteiro pra vala
Então, por que tem tanta resistência o código de ética? Já que é uma coisa que praticamente é um reconhecimento dos abusos do passado e que a gente tem que mudar de atitude daqui pra frente. Porque a república do rabo preso não quer largar o filé mignon, aquela picanha que o povo não consegue comprar.
Lá no Supremo, tá cheio de picanha com contratos de 130 milhões, todos os parentes com contratos milionários, o mais baixinho ali ganha 11, 12 milhões. É uma vergonha.
É uma cara de pau inacreditável. E é óbvio que não é o Código de Ética que vai frear isto. Mas, pelo menos, é uma reação que o Supremo está criando por meio desse Código de Ética para dar uma diminuída neste absurdo que virou esse balcão de negócios que virou o Supremo Tribunal Federal, envergonhando o seu papel institucional.
O próprio ministro Fachin já deu o primeiro sinal fazendo com que pelo menos a sua filha fechasse o escritório. Começou bem. Talvez não precise de código de ética pra ele. Mas é um primeiro sinal de que os outros precisam tomar um pouco mais de vergonha na cara. Agora, o segundo ponto mais importante do que o código de ética que Fachin traz...
é a necessidade de acabar com esta excrescência chamada inquérito da fake news. Esta, sim, é uma medida de grande impacto. É o símbolo da arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal. É o símbolo da imoralidade. Virou uma barriga de aluguel para decisões arbitrárias, monocráticas, que desrespeitam completamente a política.
a regra do Estado Democrático e Direito, a regra do devido processo legal e do direito à ampla defesa. Portanto, sepultar esta vergonha deste inquérito da fake news terá um efeito muito mais duradour no Supremo Tribunal Federal do que a aprovação do Código de Ética.
numa corte que todo mundo ali perdeu o senso de moralidade pública. Pois é, e esse tema ganhará tração, porque imagina só o caso do Banco Master, as informações que começam a vir à tona, 10 pessoas ou jornalistas vão comparar com aquilo que foi sugerido por Edson Fachin. Bom, mas esse tópico aqui...
contempla, está contemplado, por exemplo, no código de ética que foi proposto, escritório de um parente do ministro, ou viagens em aeronaves, ou contrato que foi feito em determinadas circunstâncias. Enfim, há muitos aspectos que certamente serão debatidos nas próximas semanas e nos próximos meses. Deixa eu chamar o Bruno Musa.
para também avaliar essa posição, essa reflexão, a análise feita por Edson Fachin nessa entrevista, quando ele fala de constrangimento, a necessidade de constrangimento dos ministros da Suprema Corte com suas atitudes, a necessidade de um código de ética, muitos até levantam a possibilidade de que o ministro talvez nem precisasse de um código para apontar se isso é certo ou se determinada...
A ação é incorreta, ilegal ou não é recomendada? E aí eu queria que você trouxesse os apontamentos, Musa. A gente já tratou disso várias vezes, mas é sempre importante a gente olhar para o momento também, né?
Até porque o momento no Brasil cada hora muda, né? Se até o passado muda, ainda mais o presente e o que está por vir. Bom, eu sempre me coloquei aqui em um país normal. Eu acho que um código de ética não tem sentido. Repito aquilo que eu falei. Não é que a existência dele faria mal.
é que você perde tempo por fazer algo, ainda mais em um país como o Brasil, não trará resultado prático nenhum. Afinal de contas, quem escreve o código de ética é quem não está sendo ético. Quem escreve o que é moral não respeita as regras básicas, óbvias e objetivas, não subjetivas, da moralidade.
E são eles, em última instância, que julgarão se o que eles fazem é moral ou não é moral. Sendo que eles definiram o que é moralidade quando não praticam a moralidade. Perceba a lógica por trás disso tudo? E não adianta criarmos instância das instâncias das instâncias quando todos os incentivos perversos favorecem que a imoralidade seja a lógica perversa no Brasil.
A moralidade não precisa ser praticada, afinal de contas, são eles que injulgarão eles mesmos. Então, eu acho completamente inútil pararmos tempo para debatermos esse tipo de coisa. Em uma situação normal, obviamente, isso não traria mal nenhum em um país normal. Mas estamos falando do Brasil, onde a normalidade passa muito, muito longe.
O que me chama a atenção nesse discurso do Fachin, abre aspas, porque aparece aqui na nossa tela. Ministros devem se constranger com suas atitudes. Se isso não é um recado, e eu tenho, por todo o histórico do Fachin, divergências de posicionamento ideológico, e isso faz parte do mundo. Mas quando ele fala isso, me parece que ele está passando um recado claro para aqueles que são seus pares.
e que estão se posicionando contra essa regra defendida por Fachin, mas eles não estão contra pelo motivo que eu falei. Eles estão contra porque eles sabem que eles não praticam a moralidade e a ética. Agora, o Fachin virá público e dizer que os seus pares devem se constranger em meio a tudo que estamos vivendo, das mensagens vazadas, de contratos divulgados pela grande parte da mídia.
e por posicionamentos de alguns ministros como desengavetar processos que eles tinham engavetado há três anos atrás para evitar quebra de sigilo aprovada por uma CPMI, me parece que há uma determinada racha dentro do STF. E como eu falei na semana passada...
Quanto mais racha dentro dessa corte, que cada vez mais não representa a Constituição que ela deveria representar, me parece que há um pingo de esperança dentro dessa desesperança e ceticismo que toma conta do Brasil. Uma rápida parada para quem nos acompanha pela rede. Deixa eu só passar para o Mota, só para fechar essa discussão, já tratamos tantas vezes, né Mota?
do Código de Ética, a necessidade ou não de um código. E aí teve essa manifestação do presidente da corte, Edson Fachin. Vai lá, você, Mota. O cidadão brasileiro quer mais do que constrangimento. O Brasil quer o cumprimento da lei, inclusive por magistrados. O Brasil quer que todos sejam tratados de forma igual perante a lei. E se isso for pedir muito, então vamos combinar só o seguinte.
Os guardiões da lei devem ser julgados com a mesma métrica que usam para julgar o cidadão.
Pois é, seguimos trazendo outras notícias aqui em Os Pingos nos Is. O marco do saneamento torna o setor privado protagonista em investimentos no Brasil. Mas a meta de 2033 dificilmente será cumprida, porque o saneamento básico ainda não é tratado como prioridade no Brasil. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para analisar essa situação. Eu me lembro que...
Algumas coberturas que eu fiz, Beraldo, diziam o seguinte, qualquer medida que está debaixo da terra não é prioridade para administrações em todos os âmbitos, federal, estadual, municipal. Mas Norte e Nordeste têm os piores índices de saneamento. É engraçado, né? Passa ano, entra governo, sai governo, ainda discutimos saneamento.
Pois é, o saneamento básico, Caniato, ele é o símbolo do atraso, da incompetência, da mediocridade, dessa dinâmica política que simplesmente não coloca o Brasil minimamente numa posição de ser respeitado lá fora. O saneamento básico é um sintoma porque nós estamos lidando com algo que é absolutamente elementar.
Quando não é cuidado, quando não é tratado, quando a infraestrutura não é construída, a população adoece, vive em condições absolutamente inadequadas. E nem isso faz com que as lideranças políticas que controlam orçamento trilionário brasileiro coloquem isso como prioridade.
E a infraestrutura brasileira, Caniato, está longe de ser equiparada a qualquer país minimamente desenvolvido. E não é só na questão do saneamento, não. Qualquer estrangeiro que chegue no aeroporto de Guarulhos, por exemplo, vai se deparar...
Absolutamente lamentável. Onde você vai no banheiro do aeroporto, está sujo. Você vê a sinalização mal feita. Aquele sistema ali de pessoas ficam achacando para poder pegar um... Uma coisa assim absolutamente atrasada. Aí você sai do aeroporto, que no mundo desenvolvido, o aeroporto é um polo de desenvolvimento da economia. Então tem galpões, prédios, empresas.
Guarulhos tem um presídio, uma estação de tratamento de esgoto. Quer dizer, o Brasil é o símbolo do atraso. Nesses exemplos, e nos portos, nas estradas, a infraestrutura como um todo, o Brasil precisa ser reprojetado, replanejado. Nós precisamos começar do zero, porque ficamos tanto para trás que eu acho que tem muita pouca coisa efetivamente recuperável hoje no Brasil.
Estamos de volta para as pessoas que nos acompanham pelas emissoras de rádio, espalhadas por todo o Brasil. Muito obrigado por prestigiar a Jovem Pan e o programa Os Pingos nos Is. Tem um outro destaque, uma reportagem do portal Metrópolis revelou que o governo Lula tem permitido, tem autorizado que artistas e políticos se hospedem em embaixadas e outras residências oficiais no exterior.
Segundo a notícia, o Ministério das Relações Exteriores se recusou a fornecer, por meio da Lei de Acesso à Informação, a lista de todos os hóspedes recebidos nos prédios oficiais do governo brasileiro em vários países. Em 2025, o custo de operação e manutenção dessas residências no exterior custou pelo menos...
240 milhões de reais. No final de 2025, a Embaixada Brasileira em Roma recebeu o ator e comediante Fábio Porchat a convite do embaixador na Itália Renato Mosca de Souza. Depois de gravar um vídeo polêmico na residência oficial e ser alvo de críticas, o artista pediu aos internautas para pararem de fazer
militância online. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, um giro rápido com os nossos comentaristas. Um minuto, o governo utilizando as embaixadas pra ofertar um momento de descontração pra artistas e aliados. Dávila, um minuto.
Nada de novo, Caniato. Este é um governo que acha que o patrimônio público é o patrimônio do PT, não do brasileiro. Portanto, tem que usar com seus correligionários, aqueles que o apoiam. Aliás, é muito engraçado como o populista esquece as suas promessas de campanha.
Não foi ele que prometeu que ia acabar com o sigilo no governo petista, que não ia ter sigilo algum? Pois bem, hoje tudo é sob sigilo. Os cartões de crédito utilizados pelo presidente e a primeira-dama, as embaixadas que são ocupadas por convidados do PT, todas as informações se tornaram segredo de Estado. A pergunta é, o que o PT tem tanto a esconder?
Pois é, passar para o Bruno Musa, um giro rápido de análises. Você, Musa, lista de convidados é sigilosa, mas as informações foram alcançadas por um portal de notícias, governo se utilizando das embaixadas para hospedar pessoas próximas. Um minuto.
Mas um escândalo que deveria ser abordado. Afinal de contas, eles utilizam dos artistas para ser a sua massa de manipulação e manobra e propaganda político-partidária, financiada por todos nós. É como eu costumo falar, nenhum tipo de artista deveria ter subsídio. Se você faz qualquer tipo de arte, o que quer que seja, e tem demanda da população, livre demanda,
você conseguirá colocar a sua arte porque as pessoas escolherão esse produto, esse serviço. Se você precisa de subsídio, é porque com certeza você não está entregando aquilo que a população mais demanda. E se ele não está demandando esse tipo de serviço, porque a ampla maioria dos pagadores de impostos precisa obrigatoriamente financiar através dos seus impostos artistas que fazem campanha para um partido político específico, não tem o menor cabimento.
Pois é, você, Roberto Mota, o destaque da notícia, a situação que envolve as embaixadas e a gentileza prestada a pessoas próximas ao governo. Um minuto.
Olha, eu acho melhor colocar os convidados em uma embaixada do que pagar o hotel de luxo para eles. Eu acho. Agora, para ter certeza, a gente precisava conhecer os custos para saber se isso realmente é um problema relevante. O que continua sendo uma vergonha é a promiscuidade de boa parte da classe artística e intelectual com esse governo. Para fechar, você, Cristiano Beraldo, um minutinho.
Olha, Caniato, a gente observa que a relação do governo com aquelas pessoas que têm influência no ambiente cultural brasileiro, que é o último instrumento que sobrou à esquerda para se manter como uma influenciadora,
eles vão praticando essa dinâmica em que os amigos tudo podem, tudo está ao alcance dos amigos. Só que a infraestrutura da embaixada tem um propósito. E o propósito não é acomodar, acolher amiguinhos do Palácio da Alvorada.
A embaixada tem um trabalho sério a ser realizado. E quando você abre as portas da embaixada para hospedar esse, mas não aquele, está claro que o uso dessa infraestrutura do Estado brasileiro, que custa muito caro, está servindo a um propósito...
Eleitoral até, mais do que qualquer aspecto de ideal ou de idealismo político. Portanto, eu acho absolutamente reprovável, lamentável, demonstra como este grupo que está no poder utiliza a infraestrutura do Brasil a favor dos seus próprios interesses pessoais.
Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990 para a CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Temos o resultado da enquete? Perguntamos sobre as estatais. Após o rombo histórico nas estatais, qual seria a melhor saída para essas empresas? 74% disseram privatização, só isso salva. 26% disseram boas gestões. Isso vai ajudar a salvar essas empresas. Muito obrigado a todos que entraram nas nossas enquetes. Mais de 4 mil pessoas votaram. Amanhã, um novo tema, uma nova discussão. Um abraço.
aos nossos comentaristas e nós agradecemos a você pela parceria, pela audiência. Continue bem informado aqui na Jovem Pan com o Jornal Jovem Pan na sequência. Um abraço, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan
Amil
Amil BlackBYD
BYD Dolphin MiniJayco
Jayco 7Sky
Plano de assinaturaTikTok
Ferramentas de privacidade