Caiado dispara contra Lula / Delação de Vorcaro avança
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (01):
O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que o maior desafio do país não é vencer o PT nas eleições, mas governar o Brasil após o pleito. Durante entrevista, ele também endureceu o discurso contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e comentou propostas e o cenário político para a próxima disputa presidencial.
Caiado avaliou ainda que o Brasil poderia estar mais avançado em desenvolvimento econômico e tecnológico. Segundo ele, o país perdeu espaço nas últimas décadas enquanto outras nações cresceram no cenário global, defendendo investimentos em educação, inovação e tecnologia para recuperar a competitividade.
O governador também afirmou que a direita pode ter vários candidatos no primeiro turno das eleições. De acordo com ele, a união deve ocorrer apenas na segunda etapa da disputa contra Lula, e voltou a defender uma anistia como forma de “virar a página” na política brasileira.
Investigadores que acompanham as negociações da delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avaliam que os primeiros capítulos do depoimento devem ser entregues em até duas semanas à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Preso em Brasília, Vorcaro tem recebido advogados enquanto discute os termos do acordo, que ganhou força após o STF formar maioria para mantê-lo detido.
A Petrobras anunciou um aumento de 55% no preço do querosene de aviação vendido às distribuidoras. O combustível representa cerca de 30% dos custos das companhias aéreas, e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alerta que o reajuste pode pressionar o valor das passagens. O governo Lula (PT) citou o impacto do cenário internacional, enquanto analistas apontam que o Brasil está entre os países menos afetados pelo conflito no Oriente Médio.
O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação para apurar possível uso indevido da máquina pública durante um desfile de Carnaval no Rio de Janeiro que homenageou o presidente Lula (PT). O órgão pediu explicações à Casa Civil e à Secretaria de Comunicação Social da Presidência sobre a participação de servidores federais no evento.
A ONG Transparência Internacional cobrou da Procuradoria-Geral da República a abertura de investigação sobre possíveis ligações entre ministros do Supremo Tribunal Federal e o Banco Master. A entidade afirma que reportagens têm revelado suspeitas envolvendo magistrados e familiares, mas que até agora não houve apuração formal.
A NASA lançou a missão Artemis II, que marca o retorno das viagens tripuladas ao redor da Lua após mais de cinco décadas. A missão deve durar cerca de 10 dias e representa um passo importante no novo programa espacial dos Estados Unidos, que busca retomar a presença humana em missões lunares e preparar futuras viagens ao espaço profundo.
A taxa de pobreza na Argentina caiu para 28,2% da população em 2025, o menor nível registrado desde 2018, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística e Censos do país. Desde que o presidente Javier Milei assumiu o governo, no fim de 2023, o índice recuou 13,5%. O resultado reacende o debate sobre os efeitos das medidas econômicas adotadas pelo governo argentino.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
Bruno Musa
Cristiano Beraldo
Luiz Felipe Dávila
Roberto Mota
- Ronaldo CaiadoDesafios para o Brasil · Anistia na política · Cenário político 2026
- Daniel VorcaroConsequências da delação · Investigação da PGR
- Impacto do querosene nos custos de aviaçãoImpacto nas passagens aéreas · Justificativas do governo
- Julgamento do CarnavalUso indevido da máquina pública · Participação de servidores federais
- Pobreza na ArgentinaRedução da pobreza · Administração de Javier Milley
- Missão ArtemisRetorno das viagens à Lua · Tecnologia da missão
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Os Pingos nos diz Jovem Pan.
Olá, tudo bem com você? Seja muito bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos mais importantes do dia, sempre contando com análises, discussões, as reflexões dos nossos comentaristas. Eu sou o Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial. Várias notícias importantes, mas para começar, quero destacar que Ronaldo Caiado lançou a sua pré-candidatura à presidência.
declarando-se independente e prometendo anistia sob a justificativa de pacificar o país. O ex-governador de Goiás, que é classificado por aliados como a direita raiz, ele se apresenta como um político experiente para a eleição e mantém o seu discurso anti-Lula.
Para falarmos mais sobre o seu projeto e sobre a pré-candidatura, nós recebemos aqui, em Os Pingos nos Is, o pré-candidato Ronaldo Caiado. Vou até para aberto aqui, casa cheia, Cristiano Beraldo, Bruno Musa, governador Ronaldo Caiado, muito obrigado pela gentileza em nos atender. Seja sempre bem-vindo.
Eu que agradeço, Daniel, como também o Bruno e o Beraldo. E aí online nós temos aí o Felipe, né, Dávila e também o Mota. Bom, um prazer enorme. Sou assíduo aí no programa.
Como telespectador e hoje eu estou tendo a oportunidade de sentar aqui, essa mesa aqui e conversar um pouco com vocês. Sem dúvida. Eu acho que alguns aspectos para tratarmos nessa entrevista, mas eu queria destacar para você que nos acompanha, mas também para o Ronaldo Caiado gentilmente nos atendendo, um homem muito experiente na política, foi governador, deixou ontem inclusive o cargo, senador, deputado, já disputou a presidência da República em 89.
E aí, governador, quais são os desafios hoje para o Brasil, olhando também para aquele pleito de 89? Claro, muita coisa mudou, mas ainda nos deparamos com velhos problemas, não é?
Sem dúvida, 89, primeira candidatura, primeira eleição, a presidente da república depois do regime militar, e nós éramos 22 candidatos ali, não tinha maqueteiro ali, cada um tinha a sua capacidade de desenvolver aquilo que era prioridade. Então aquela época é interessante, porque hoje eu vejo muitas pessoas falando aí da água pecuária, sendo defensores assíduos.
Enquanto a agricultura e a pecuária não eram nem pop, nem tech, era o caiado que estava lá brigando pelo direito de propriedade, pela livre iniciativa, não é verdade? E veja bem, foi o segmento que mais o PT bateu, agrediu, e que foi o que mais deu certo no Brasil. Quer dizer, hoje, aquilo que nós defendíamos lá, naquela época, de um Brasil.
de 58, 60 mil toneladas por ano, milhões de toneladas por ano. Hoje é um Brasil de 343 milhões de toneladas, 12 milhões e 300 mil toneladas de proteína, de carne. Então, quer dizer, é um outro Brasil hoje com tecnologia, com inovação, com o que tem de melhor. Então, era uma época onde o produtor rural era o senhorzinho malta, era a pessoa mal vista, era demonizado.
Aquele foi um momento de grande enfrentamento quando o PT vinha com aquela áurea de social, de atendimento das pessoas mais humildes, mais carentes. O Lula desenhava aquela tese toda de que seria os pobres que chegariam ao poder e tal. E nós vimos no que deu o PT aí com cinco mandatos, na verdade. E o que aconteceu? As facções mais importantes do mundo hoje foram as que cresceram no governo do Lula.
ao mesmo tempo a corrupção desvairada. Mas esse é o momento de nós discutirmos agora a eleição de dois mil e vinte e seis, certo? É uma eleição que o PT teve cinco oportunidades de governar o país e agora nós vamos para um enfrentamento em dois mil e vinte e seis. Aí nós temos um outro cenário.
E esse cenário é que nós precisamos de debater aqui no seu programa. Sem dúvida. A gente vai girar com os nossos comentaristas, alguns aqui no estúdio, outros participam de forma online. Vou passar para começar com o Luiz Felipe Dávila. O Dávila está online. Dávila, bem-vindo. Sua pergunta, por favor.
Governador Caiado, boa noite. É um grande prazer tê-lo aqui no nosso programa. A minha primeira pergunta é na linha que o senhor já estava respondendo. O Brasil precisa voltar a crescer e, para isso, precisa abrir economia e combater esse narco-estado que vem sendo cada vez mais dominado pelo PCC em atividades legais, inclusive atrapalhando a vida do agronegócio em muitas áreas, como é a questão do combustível.
O que o senhor pretende fazer para fazer o Brasil voltar a crescer e combater esse narco-estado? Bom, vamos lá. Dávila, eu quero reafirmar aqui que ganhar do Lula no segundo turno, isso é uma realidade.
Isso não é nenhuma surpresa, que o Lula vai perder a eleição no segundo turno, porque está aí as pesquisas todas demonstrando ele com mais de 51% de rejeição. Então, este não é o fato mais difícil que a centro-direita chegará ao poder. Mas se você analisar, Ávila, durante cinco mandatos, intercalado com 2018,
O PL ganhou as eleições. O grande desafio, você que é um estudioso da história sabe, que não é ganhar a eleição do PT no Brasil. O grande desafio é você saber governar o país. Essa que é, talvez eu diria, a campanha eleitoral 30%, responder a sua pergunta 70%. Por quê?
Porque onde nós, e aí cito o Tarcísio, cito o Ratinho, o Eduardo, o governo de Goiás, do Mato Grosso, onde nós administramos bem, o PT não é nem opção, o Ávila. Ele não é nem opção. Ele não existe na pauta.
Então, o que você precisa neste momento é de sair de uma discussão polarizada que não acrescenta nada na vida de quem quer que seja. E não é esse o tom da política nacional. Por que eu chego hoje com 88% de aprovação no Estado? Busquei o equilíbrio fiscal.
Combati duramente o crime. Hoje você tem o seguro mais barato no Brasil, Goiás. Você tem a certeza absoluta que você não precisa de carro blindado. Você anda com o celular a qualquer lugar do dia e da noite. Você tem um sistema de penitenciária que bandido, faccionado, não tem visita íntima. Advogado não tem audiência sigilosa.
ter um monitoramento ambiental em todas as penitenciárias, scanner na entrada de todas. Você tem um total controle das suas penitenciárias e dali um controle com a inteligência artificial hoje, usado nos melhores softwares hoje, onde nós antecipamos o crime em Goiás e nunca tivemos um assalto a banco, nem a carro forte, nem novo cangaço no Estado. Isto é que é recuperar o Estado. Primeiro, você recupera a soberania do Estado.
A partir daí, você dá segurança para as pessoas. Depois você mostra que você faz as reformas no Estado, como fizemos, e o Estado de um Estado sucateado, bloqueado, corrompido, hoje é Capag B.
E, ao mesmo tempo, entregando o Estado com 9 bilhões e 800 bilhões em caixa, quando eu recebi o Estado totalmente dilapidado e com mais de 6 bilhões em dívidas imediatas e tudo isso. Então, a receita...
Ela não é uma receita única da economia, ela é uma somatória de ações para que o empresário se sinta e o cidadão se sinta ali num local que ele fica à vontade para poder investir no Estado. Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à presidência da República, conversando ao vivo aqui com a gente. A próxima pergunta é do Cristiano Beraldo, que está aqui no estúdio. Sua vez, Beraldo.
Governador, ontem o senhor foi escolhido como o candidato do PSD à presidência da República depois de uma disputa interna do partido que versava, pelo menos a expectativa era que fosse o nome da terceira via para essas eleições.
Entretanto, depois da sua escolha, o que aconteceu foi uma manifestação bastante ressentida, digamos assim, do governador Eduardo Leite. E na sua entrevista não havia presença de lideranças como do próprio Gilberto Kassab, presidente do partido.
Como é que é a sua leitura do comportamento do PSD na sua campanha? O engajamento das lideranças e a situação também nos estados, em que o PSD, em alguns momentos, já está fechado com candidatos ligados à Lula?
Bom, Geraldo, primeiro, o Cassi Sabe me acompanhou até lá, estava exatamente ali comigo. Vamos aos fatos. Eu fui informado, Geraldo, às dez e meia da noite, de domingo, eu fui informado que eu deveria estar às três horas da tarde em São Paulo. Eu seria anunciado candidato.
Tinha como... Lógico, o presidente do partido, o Kassab, estava ao meu lado, entramos juntos, foram fotografados ali, eu, minha esposa, minhas filhas, e lógico, com minha família e o Kassab. Entramos e fomos para entrevista. Ora, se você hoje tem um partido que coleciona os melhores governadores do país, que tem os melhores índices de aprovação,
E com a saída do Ratinho, também teve total apoio no início do Tarcísio. Depois, na decisão, coube a mim também a indicação e tive a oportunidade, depois da entrevista, ele tem todo o direito. Nós temos alguns pontos de não concordância.
Depois você viu que hoje mesmo ele já postou, eu falei com ele ontem à noite, longamente, vou visitá-lo no Rio Grande do Sul. Ele vai estar engajado na campanha nossa. Por quê? Porque todos nós temos um sentimento só. Coube a mim essa emoção e essa alegria de poder representar esse sentimento de despolarizar e poder avançar em temas relevantes.
Por exemplo, nós podíamos estar aqui, se não fosse este momento da política nacional, nós podíamos estar aqui discutindo educação. Nós podíamos estar aqui discutindo a parte toda nossa de saúde pública. Estão destruindo os sujos aí.
A área de economia que o Bruno entende, melhor do que eu, eu sou médico e cirurgião, na verdade, eu tenho conhecimento muito maior do que eu. Agora, com temas que ele sabe, que mesmo não sendo, quando o governador...
Eu trouxe Goiás como sendo referência, hoje, de modelo de equilíbrio fiscal no meu estado. O que não existia há muitos anos no estado de Goiás. Então, o que eu quero dizer a você é o seguinte, nós temos forças políticas, é um partido que poderia ter se omitido.
Quantos partidos não se omitiram? Quantos lavaram as mãos? Quantos se pousaram de neutros? Ah não, eu não sei, eu não vou. Não, o PSD teve a coragem de dizer, olha, eu respeito a federalização da política, mas nacionalmente o partido terá um candidato. E o Caçal decidiu, chamou todos nós, definiu os critérios, eu tive a oportunidade de ser o indicado. Então, esta situação tem que aplaudir o PSD.
Porque eu não tive essa mesma oportunidade no meu partido.
Então eu fui buscar ali uma oportunidade de poder ter essa chance de poder disputar e chegar lá. Eu que sobrevivi a tudo isso, tem alguma coisa especial para mim, não é, Bernardo? Superar tanta dificuldade e hoje poder ter a chance de candidato, a pré-candidata a presidente da república pelo PSD, um partido forte desse. Aqui em São Paulo, então, ele é amplamente majoritário.
Então eu vejo que agora, nós não temos ainda uma pesquisa. Daqui a uns dias, o Pingo nos diz também, vai convidar aqui os candidatos, aí vai fazer um debate, aí a sociedade vai começar a ver a diferença de um do outro. Porque na eleição, tudo bem, você vota em números, mas a pessoa vai querer saber se aquele candidato vai resolver a vida dele.
senão não resolve. O que adianta você bater o PT? O PT está batido no segundo turno. O PT está batido no segundo turno. Ele não ganha eleição no Brasil no segundo turno. Agora, nós vamos fazer como 2018, fazer a mesma vitória e depois entregar para o PT, para o Polista, de novo? Então, este é o desafio. É o que o Dávila perguntou. O que nós vamos fazer? Isto sim, é que será o diferencial do Lógico? Lógico
para saber quem governará o país a ponto de resgatar a soberania do país, o combate à violência, a condição do equilíbrio fiscal do país, políticas respeitosas, avanço em educação, saúde, tecnologia, inovação, inteligência artificial, vamos tratar da área mineral. Tudo isso é uma pauta que o eleitor é que vai decidir ao nos ouvir.
É isso, Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à presidência da República, respondendo as questões dos nossos comentaristas, falando dos temas importantes para o país. A próxima pergunta é do Roberto Mota, que está lá no Rio de Janeiro, participa online. Bem-vindo, Mota, boa noite. Verifica só o seu microfone, não estamos escutando a sua pergunta. Aqui está aberto. Agora sim, então o problema foi aqui. Vai lá, Mota, à vontade, bem-vindo.
Boa noite a todos, boa noite, governador. Governador, a minha pergunta é muito curta. Diante do ativismo judicial que assola o Brasil, ameaça a independência dos poderes e gera uma insegurança generalizada, o que o próximo presidente poderá fazer? Ota, fui deputado federal e senador da República por seis mandatos.
Você só vê esse ativismo na ausência de um presidente. Aí sim. Você que nós já tivemos a oportunidade de conversar uma vez, nós não temos presidente. Presidente que é envolvido com todo o nível de corrupção. Não tem independência moral. Não tem capacidade de liderar um país. A deriva.
com propostas populistas, como ele se propõe neste momento, cada vez mais tomando atitudes de desespero, isto aí mostra claramente que todos os outros poderes vão realmente tentar ocupar essa ausência da presidência da República. Eu fui governador do Estado.
Até ontem. Então, como presidente, se chegar lá, eu vou exercer o presidencialismo na sua essência. Aí sim, eu vou ser presidente da república.
Uma mesa como essa aqui, que tem lá no terceiro andar da sala da presidência, num canto ali de parede, de vidro, toda aquela vista linda de Brasília, eu vou chamar o presidente do Supremo, da Câmara, do Senado, da Procuradoria-Geral da República, e vou dizer, olha, está aqui a radiografia do Estado. Eu fui eleito e como tal os critérios agora serão eixos.
Então, o que inibe os excessos do Congresso, os excessos do Supremo, é a ausência de um presidente da República que tenha autoridade moral. E não se tendo autoridade moral, não tem condições de sentar aquela cadeira.
Este é o problema todo. Aquela cadeira exige isto neste momento para se recuperar o presidencialismo no Brasil. Giro de perguntas com o Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência pelo PSD. Agora é a vez do Bruno Musa.
Governador, boa noite. Prazer estar aqui contigo. Achei interessante também que o Caniato começou falando a respeito de 1989. De lá pra cá já se foram nove eleições. Nós vamos pra décima agora em 2026. E até o momento, nós não conseguimos ter praticamente uma eleição sem Lula.
Tivemos ali poucas vezes, até por questões legais, que não podia mais ser eleger ali a partir de 2010, mas veio a Dilma, ou seja, um continuismo.
E o país ficou parado, e eu estava olhando, meu ponto de vista econômico aqui, você olha os estudos da Organização Internacional do Trabalho, nós somos um dos países mais improdutivos do mundo. Nós paramos no tempo, a verdade é essa. E não tem espaço, parece, para nós discutirmos pautas do presente, eu não vou nem dizer do futuro, do presente, a gente continua discutindo aquilo no passado. Paramos no tempo por décadas.
Como de fato estão as conversas dentro do núcleo, nosso núcleo aqui da direita, eu me coloco nele, para a gente discutir uma estratégia importante, como o senhor muito bem colocou. Concordo, no segundo turno é muito difícil o Lula ganhar. Mas de fato teremos uma estratégia melhor do que foi vista em 2022, onde batemos cabeças e entregamos o país para isso que estamos vivendo? Olha, eu posso. Eu posso te dizer, Bruno, que sim. Por quê?
Porque as medidas que nós tomarmos, elas serão medidas imediatas. Você não pode esperar um ano e meio, dois anos, para que você rearrume rapidamente o país. Então, como você colocou, qual é a maneira de poder...
acertar os ponteiros e poder ao mesmo tempo ter condições de sinalizar que o PT não será mais opção para o brasileiro. Essa é a minha vontade enorme de um dia, nessa eleição, poder governar o país. Entendeu? Essa é a minha vontade. Por quê? Porque eu já governei, isso é possível.
Isso é possível. Isso não é ficção. Ah, mas porque Goiás é um estado menor. Gente, é menor, é menor no orçamento, é menor no nome de policial, é menor no nome de servidor, é menor em tudo. Agora, aquilo que você colocou é o mais importante da entrevista aqui. Ou seja, nossos jovens vão ter perspectiva ou vão para a porta dos consulados? Vai embora. Nós vamos discutir educação.
Ou simplesmente vão ficar liberando faculdade de medicina no Brasil igual um sistema de bete para poder tomar dinheiro dos pais e não saber formar os filhos?
Ou nós vamos poder avançar na inteligência artificial, onde eu citei uma legislação hoje em Brasília, que é a mais retrógrada do mundo e que já passou pelo Senado, e que está na Câmara dos Deputados, e que Goiás tem a sua própria legislação e que hoje é reconhecida mundialmente, como sendo a mais moderna que existe, ou seja, código aberto. Nós não vamos punir a inteligência, não punir o mau uso.
Hoje, nós desenvolvemos, hoje, software para a segurança pública, na saúde, na educação e agora no meio ambiente e na Secretaria da Fazenda. Nós vamos discutir assuntos como, hoje, problema hoje que é o tema principal no mundo hoje, terras raras, pesadas.
Goiás já tem a lei de autoridade de minerais críticos e nós já temos hoje um memorando de entendimento com o Japão e com os Estados Unidos. Então, você vê que a educação, nós somos primeiro lugar no IDEB. Longe do segundo.
Então, você nota que o país tem todo um potencial energético. Nós somos hoje a maior fonte de produção de energia sustentável e estamos comprando tecnologia dos outros. Goiás desenvolveu o biometano. Desenvolveu? Não, já existe o biometano. Mas hoje a frota de Goiás é por um combustível que é o mais sustentável de todos, que é o biometano.
Então isso tudo é o que? É inteligência, é o jovem fazendo, é o hub de tecnologia, é ele no startup dele, é o cara amanhã, Goiás foi a primeira faculdade de inteligência artificial do Brasil. Então tudo isso, você motiva as pessoas a acreditarem, acreditam ali no turismo, acreditam na engenharia, na medicina, acreditam na sua área de inteligência, de profissional.
nessa área de engenharia da computação. Tudo isso, gente, é que o Brasil podia estar anos luz disputando. Você colocou um dado que me chamou a atenção. O meu secretário da área de planejamento mostrou algo interessante. Em 1980, a participação do Brasil no PIB mundial, comparando Brasil, Índia e China. Em 1980.
Brasil era o maior percentual hoje na parcela do PIB mundial. Entre os três, Brasil, Índia e China. Brasil, Índia e China. Hoje, China está lá em cima.
A Índia no meio e o Brasil caiu ainda mais do que de 1980. Então, não estou falando de 40 anos atrás. Então, Doutor, rapidamente interessante nisso, quando você pega o PIB per capita do Japão nos anos 90, ele era 80% acima do Brasil, só que hoje, em 95, é maior do que é hoje o PIB do Japão per capita. E hoje a diferença do Japão para o Brasil é de 250%, era 80%. E o Japão caiu.
em relação ao que ele era de 95. Ou seja, nós, em termos reais, ficamos cada vez mais pobres.
E agora a discussão, é o que você colocou, ou seja, hora de trabalho do trabalhador hoje em outras regiões do mundo em relação ao que acresce ao PIB do país. Você pega Estados Unidos, China você não pode quebrar porque ela não tem legislação, mas países da Europa, outros países da Ásia, onde você tem uma democracia, você vê que...
A inclusão no PIB em números, ora, o Brasil está quase que oito horas para ter o mesmo potencial de outros países que se profissionalizaram, avançaram na tecnologia e que eles ali transformam oito vezes mais a hora de trabalho dele para o PIB daquele país do que o trabalhador nosso.
Perfeito. Queria tratar de uma outra questão, governador, falarmos de união ou pulverização da direita. É importante lembrar que o senhor, no dia em que fez o anúncio da pré-candidatura, mencionou...
Uma vez eleito, primeira medida que será tomada. A anistia será concedida. Anistia ampla, geral e restrita. E eu queria que o senhor discorresse a respeito de uma leitura que muitos fazem, inclusive aqueles que representam os institutos de pesquisa, que fatalmente haverá uma divisão do eleitorado, aqueles entusiastas.
do ex-presidente Jair Bolsonaro, que já sinalizaram apoio a Flávio, mas que, uma vez que o senhor faça esse aceno, poderiam votar no senhor. E aí, o que é preciso considerar em uma campanha que se aproxima quando o senhor sinaliza para o mesmo público que possivelmente votaria em Flávio Bolsonaro? Como administrar esse tipo de cenário? O que o senhor disse lá atrás é um cenário parecido com o que aconteceu no Chile, aquele que chegar no segundo turno, todo mundo abraça.
O que irá disputar contra Lula, é isso? Sem dúvida alguma. Isso aí está mais do que definido entre nós. Mas lá atrás chegaram a defender a tal da união da direita. O senhor se lembra, né? Não, veja. Vamos lá. Vamos discutir aqui um pouco, Daniel. Uma coisa é você não querer passar para o primeiro turno o que vai acontecer no segundo turno.
Primeiro turno, cada partido coloca o seu candidato. Esse é o sentimento de partido. Por isso que eu elogiei aqui a postura do Kassab e do PSD. Eu tive coragem de dizer, olha, tudo bem, tem ministro lá, tem deputado aí, tem candidato que apoia governador do PT, mas eu vou colocar um candidato do PSD que vai mostrar que a linha nacional do PSD é de centro-direita. Pronto.
Então, primeiro ponto. Você não tem como imaginar que você tem que pegar todos os partidos e dizer a ele, olha, vocês todos têm que ter um candidato só no primeiro ponto. Mas pintaram isso quando o nome era Tarcísio, né? Não, mas nunca.
Diziam que muitos partidos abraçariam esse projeto. Veja bem, nunca houve, por parte do Zema, por parte minha, também acredito que também do Ratinho, essa convicção de que todos abririam mão. Eu acho que esse é um sentimento. Porque seria a mesma coisa de eu dizer a você, tudo bem, o único time aqui que vai para a Série A é o seu.
Nós não podemos ir. Peraí, calma, deixa a gente jogar também. Quem sabe a gente pode ir para a Série A. Se você querer só você ir para a Série A, não tem jeito. Nós também somos filhos de Deus. Nós queremos também ter essa chance de chegar lá. Concorda comigo? Bom, então você vem no primeiro tema. O que a legislação brasileira prevê?
com muita inteligência, porque se você antecipar, você não precisava do segundo turno. Então saiu um do governo e saiu um da oposição. Pronto, acabou. Não precisa mais do segundo turno. Essa é a finalidade partidária. Segundo turno, aí sim.
Você terá o agrupamento do ponto de vista de princípios, de ideias, das suas convicções. Pode não ser o seu candidato, da sua paixão, mas é aquele que mais se aproxima das suas ideias e daquilo que você espera para o país. Essa é a estratégia que eu mencionei na pergunta anterior. Como? Essa é a estratégia que eu mencionei na pergunta anterior. Lógico, é a estratégia. Agora, vamos para o segundo item que você colocou.
Eu sou médico, concorda comigo? Então, quer dizer, eu sei fazer diagnóstico e sei tratar. Quando você fala que vai despolarizar, por quê? Porque a história da política nacional, ela nunca teve esse traço de polarização. Nunca teve.
Veja, eu vivi, eu sou o mais antigo político adversário do PT no Brasil. O Lula lançou o MST, eu lancei o DR. O Lula foi o candidato a presidente, eu sou o candidato a presidente. O Lula foi presidente, eu fui deputado federal, senador, competi e tudo, enfrentando. 40 anos. Você nunca viu o Caiado oscilar.
Como dizia um grande político do meu partido, popularidade se oscila, coerência reta. Ela não pode oscilar, é isso que eu sempre fiz na minha vida, tem coerência política. Então, uma das condições, e a primeira condição para você mostrar que ao governar, você vai dar pauta inteligente, não a pauta pobre de ficar discutindo o 8 de janeiro até hoje.
É exatamente qual o tratamento? Você usar, você pode usar, daquilo que é o encaminhamento ao Congresso Nacional para anistiar. Então, no momento acontecido, isto aí zerou-se os debates. Aí sim a pauta vai ser o que o Bruno colocou. Vira a página, próximo tópico.
Agora o que é? A educação, a inteligência artificial, energia. Agora mesmo está aí, previsão de combustível a 200 dólares o barril de petróleo. E um Brasil que tem toda essa potencialidade fica aqui ainda encurralado, porque ainda não foi alto o suficiente com a produção que nós temos de pré-sal.
A faixa equatorial, com a produção que nós temos hoje de biometano, a produção que nós temos hoje de etanol, e nós, de repente, ficamos aqui com as maiores bacias petrolíferas do mundo e ainda tendo que se submeter a um gargalo que tem lá na exportação de petróleo. Pois é, pré-candidato tem vários compromissos ainda hoje. Dá tempo para mais uma pergunta? Dá-a a sua vez, mais uma vez, por favor.
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Governador, existe uma enorme diferença entre o desempenho dos governos estaduais e da federação. Coias mostra isso. Fez uma reforma administrativa importante que aumentou a eficiência do Estado. Está em primeiro lugar no IDEB Educação e resolveu a questão da segurança pública. O problema é que tem que carregar uma união pesada, corrupta, um Estado que não sai das costas de quem quer produzir e trabalhar no Brasil.
O senhor, no seu governo, vai fazer o federalismo valer pra valer no Brasil? Ou seja, descentralizar, tirar poder de Brasília e dar mais poder pros estados, pros estados poderem tocar a sua vida, como hoje já fazem e mostram e atestam, por exemplo, o ranking de competitividade do CLP? Olha, gente, eu não acertei essa pergunta com o Dávila não, hein?
Não acertei essa pergunta não. Mas é tudo aquilo que eu tenho falado. Eu sou o governador, tá certo? Que já legislei em temas, alguns o Supremo derrubou, outros ainda prevalecem. O que é que o Lewandowski queria? Tomar a prerrogativa dos estados nas diretrizes gerais de segurança pública. Quem é que foi que surgiu contra essa PEC? Foi eu nacionalmente.
E veja, hoje eu quero, presidente, eu quero governar com os 27 governadores e governadoras. Quero governar com eles. Porque eu sei governar com os prefeitos. E é por isso que eu tenho 88% de aprovação. Eu, como presidente, vou governar com os governadores. Aquele que realmente quiser um modelo que realmente faça uma restrição real à penitenciária. Inteligência.
Todos os poderes articulados, integrados, vai ter meu total apoio, destinação orçamentária para valer, além do que um presidente tem que ter. Também tem que construir aí entendimentos e memorandos com os demais países limítrofes. Tem que ter entendimento também de conveniar informações com vários países do mundo.
para que aí sim cumpra a sua função de presidente da República. Então, esse trabalho é o que eu mais vou fazer. Olha, eu legislei na minha parte penitenciária.
Eu legislei a época, como agora, por exemplo, nesse combate ao crime organizado, que bota fogo nos canaviais para poder comprar as usinas amanhã por um valor bem menor do que aquilo, porque já penalizou o usineiro. Tudo isso em Goiás nós já legislamos. E se...
Alguns pontos avançaram e muitos avançaram. Foi porque o Estado precisa dessa liberdade para poder legislar. Não podemos abrir. A Constituição de 88 nos deu essa prerrogativa. Isso é direito concorrente dos governadores. Eu vou apoiar diretamente os governadores. Quem quiser fazer o combate à recuperação do território, isso é soberania nacional. E o Avila, que é um estudioso...
O artigo primeiro da Constituição. República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito. É uma mentira hoje. Você vê aí o PCC, Comando Vermelho e outras tantas facções que comandam quase que a metade do território brasileiro. Amazônia, eles comandam tudo. Toda a Amazônia hoje.
Pelo ar é o PCC, pela água é o Comando Vermelho. E pronto, todo mundo está ali. O Nordeste hoje está 100% ocupado.
Então, esta é a realidade. Agora, eu não estou falando de boca. Estou falando, ah, mas Goiás tinha as quatro cidades mais violentas no entorno de Brasília. Está certo? Hoje você chega lá, você anda, pega ônibus às quatro horas da manhã, vai para o trabalho, anda com seu celular, anda com seu relógio na mão, anda com seu carro, fora na parte de um restaurante, vai na sua igreja, volta, está lá seu carro bonitão, e você vai embora para casa.
É isso. Por quê? Segurança para valer. Eu não faço. Aquilo é o que eu falo. Eu devolvi Goiás aos goianos. Se vocês me derem a presidência, eu vou devolver o Brasil aos brasileiros de bem. Vocês vão ver o que é jogar pesado contra bandido. Eu não faço concessão para bandido. Minha tropa entra para resolver e para proteger minha população.
Essa é a regra minha em termos de comando, que eu sou, eu quando governador fui até ontem, comandante em chefe das forças de segurança. Então, a ordem era do Ronaldo Caiado, junto a todos os setores da segurança pública do Estado. E daí, meu amigo, fábrica de carro blindado fechou em Goiás, tinham duas. Fecharam. Segurança privada. Preço de seguro, mais barato.
Cada um mora na fazenda, mora no que quiser, não tem negócio de estar roubando fazenda, roubando casa, roubando... Esse bairro aqui é nosso. Lá não tem um pau, lá que bandido manda em Guarulhos. Um pau de terra. Então, esse é o governo. O governo se acovarda para o crime, esse é a joelha. Aí a tese. Ah, mas eu vou entrar numa briga dessa, daqui a sete anos eu vou... Vamos dizer, se eu for reeleito eu vou sair do governo, e daí?
Então ninguém também quer comprar essa briga, não. Então, é o que eu falo. Então não seja governador. Ser governador é para isso. Ser presidente da república é para resolver. E você resolve. Gente, eu tenho a vontade de ser um país rico igual ao Brasil. Tendo um governo sério, um governo honesto.
E tem condições de chegar, não está com o rabo preso, com o processo, com o badalira, com corrupção, não tem nada. Pode chegar e sentar na mesa e falar, o rumo é este aqui, e vai ser aqui. Eu fui eleito pelo povo, essa é a regra, aqui nós vamos governar. Você pode saber que o Brasil dispara.
É isso, pré-candidatura, articulações, processo eleitoral, os desafios para o Brasil, assuntos tratados nessa entrevista especial com o Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à presidência da República. Governador, muito obrigado, volte sempre aqui à Jovem Plan. Grande abraço e até a próxima.
Eu que agradeço. Muito obrigado, Daniel. Muito obrigado, Bruno. Geraldo, muito agradecido por tudo aí, pela oportunidade. Aos que estão aí no Rio de Janeiro, ao Mota e também ao meu Dávila, uma boa Páscoa aí a todos, tá bem?
Feliz Páscoa aí e vamos nesse período, eu vou trabalhar muito ainda esse final de semana. Um abraço. Um grande abraço ao senhor, boa sorte e até a próxima. Até a próxima. Bem, seguimos com outros destaques, investigadores à frente das negociações da delação premiada do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
avaliam que os capítulos do depoimento precisam ser entregues em até duas semanas à Polícia Federal e também à Procuradoria-Geral da República. O banqueiro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde tem recebido a visita de advogados e conversados sobre esse assunto.
O prazo até o fim da primeira quinzena do mês é visto como razoável por autoridades envolvidas neste caso. O acordo de confidencialidade com a PF e a PGR para o início dessas tratativas veio a público no mês passado, após o STF formar maioria para manter o banqueiro preso.
Não há determinação em lei sobre o prazo para que os anexos sejam formalizados a partir dessa largada das conversas. Chama o Roberto Mota para avaliar esse processo, que certamente terá muitas consequências, né, Mota? Há uma expectativa enorme para a delação premiada de Daniel Vorcar. E quais seriam as consequências dessas revelações? E a pergunta é, seria essa a delação do fim do mundo?
Eu acho pouco provável e continuo mantendo essa posição. Essa história de capítulos é engraçada, né? Porque esse caso está mais parecido com uma novela mesmo. É claro que essa delação pode trazer informação nova e deixar muita gente em situação delicada.
Mas é claro também que ela pode não dar em nada. Como eu já disse aqui, há pelo menos quatro possibilidades. A primeira é que a PGR, diante da delação, resolve oferecer uma denúncia penal. E aí o próprio STF teria que julgar eventuais autoridades que estivessem envolvidas nessa delação. A segunda possível consequência seria o impeachment de ministros.
Depois desse impeachment, que evidentemente teria que ser feito pelo Senado, o presidente do Senado teria que desengavetar os pedidos de impeachment que tem lá. Depois do impeachment, os ministros seguiriam com a sua vida. A terceira hipótese seria o próprio tribunal, mesmo sem uma denúncia, resolver aplicar alguma punição disciplinar. Isso seria uma medida absolutamente inédita, nunca aconteceu.
E essa punição seria aposentadoria compulsória. E a última hipótese, que é aquela na qual eu continuo apostando, é de que nada acontece.
Pois é, chamar o Luiz Felipe Dávila, o Dávila também vai trazer a sua impressão, ou talvez até o diagnóstico olhando para a história do Brasil e a história das delações, né, Dávila? Muitas delações já foram feitas, muitas revelações, mas também a gente viu delação que não deu em nada. Delação precisa apresentar algo de novo. Não adianta o conteúdo da delação de Daniel Vorcaro reproduzir, sei lá, o conteúdo celular dele, né? Há necessidade de ter uma novidade, né?
Certamente, Caniato. E essa novidade pode ser colocar os pingos nos is, ou seja, entregar nomes de pessoas envolvidas com as falcatruas do Banco Master.
Agora, há duas coisas distintas neste depoimento, delação de Daniel Vorcaro. Primeiro é que o seu dinheiro, espalhado em muitos fundos ao redor do mundo, como disse a boa jornalista Malu Gaspar,
pode ser confiscado, ou ele perder acesso a essa fortuna que está flutuando aí e que é fundamental pra ele continuar pagando advogado, pagando, e evidentemente pra sobreviver este período que se condenado passará na cadeia. Então esse dinheiro pode ir embora, rapidamente. Então a pressa é pra ter acesso e não ter esse dinheiro confiscado tão cedo.
O segundo ponto, e esse é tão importante quanto o primeiro, é que Daniel Vorcaro pode dar nome aos bois de todas essas pessoas envolvidas com esses crimes. E isto, baseado nas provas já coletadas, pode começar a desmontar a república do rabo preso. Mas aí vai meu alerta e meu ceticismo compartilhado com meu amigo Mota.
Os sinais dados por Gilmar Mendes no seu voto mostra que se a República do Rabo Preso desmoronar com a delação de Vorcaro, pode ter essa última instância do Supremo, no qual as provas serão consideradas emprestáveis para um eventual processo judicial. Ou seja...
o Banco Master e o maior escândalo financeiro do mundo pode acabar como a Lava Jato, sepultada, ignorada e principalmente destruída pelo Supremo Tribunal Federal.
Pois é, muitos cálculos, muitas análises acerca do que poderia acontecer a partir da delação de Daniel Vorcaro. Vou passar para o Cristiano Beraldo, trazer também as análises e impressões. Muitas pessoas perguntam, viu Beraldo, se a delação vier implicar figuras do Supremo, o próprio Supremo...
analisaria figuras, seus pares, outros ministros que poderiam ser condenados pelo próprio Supremo. E aí muitos colocam em dúvida essa possibilidade. E é preciso lembrar do corporativismo, toda a história que vem sendo discutida, a necessidade de um código de ética, mas qual seria a postura da Suprema Corte a partir da implicação de um de seus membros?
Mas é, Caneta, isso que acontece quando se joga na lata do lixo...
o notável saber jurídico e a reputação ilibada como elementos únicos e fundamentais necessários para a indicação do Supremo Tribunal Federal. Veja que o comportamento de figuras, de membros da corte em relação a esse caso, mas não apenas a esse caso, revela que não há mais ali pudor em defender interesses pessoais, interesses familiares.
E mesmo que a gente se debruce sobre essa questão dos escritórios de advocacia, de parentes, nada vai fazer com que a gente tenha tranquilidade de saber que os parentes foram substituídos talvez por amigos, pessoas próximas. Então é sempre possível se encontrar o caminho da desonra quando a ética já foi jogada na lata do lixo.
O Supremo Tribunal Federal foi concebido como uma corte em que a ética, ela não precisa de regra porque ela já é constituída pela ética que deveria ser exercida ao longo da vida, pelas mentes brilhantes do direito que deveriam compor a corte.
Mas isso ficou no passado. Foi justamente nos governos do PT que as indicações para o Supremo Tribunal Federal passaram a ter cunho político de interesse pessoal. Não tem mais a ver com aquilo que a Constituição estabelece. E aí, Caniato, você tem que enfrentar esse tipo de situação que, convenhamos, é insolúvel.
que você vai fazer isso? Porque se reunirmos ali um grupo de juízes, de ministros que em tese não tem nada a ver com esse caso, mas como é que eles vão julgar sabendo que poxa
Meu filho tem um escritório de advocacia que recebe centenas de milhões de reais em honorários, em taxas de sucesso pelas causas que ele tem aqui na corte. Então, poxa, eu não vejo nada demais da esposa de um ministro receber dinheiro de um cliente, um banco. Eu também não acho nada demais um outro colega meu...
Fazer um negócio imobiliário com o empresário. Afinal de contas, poxa, era só um negócio imobiliário. Então, Caniato, quando a gente olha para a delação de Daniel Vorcaro, o que ela precisa fazer é transformar todas essas informações que foram jogadas a partir destes vazamentos...
numa construção de demonstrar como essas benesses oferecidas, direta ou indiretamente aos ministros, se transformou numa ação concreta em favor de Daniel Vorcaro, do seu cunhado ou do Banco Master.
Então, ok, comprei lá o resort. Mas o que eu recebi em troca? Por que eu comprei o resort? Qual foi a decisão que justificou essa compra do resort? Aconteceu isso? Fechei o contrato de consultoria jurídica.
Mas eu estou pagando 3 milhões por mês, o que de fato eu tive de retorno? É isso que precisa ficar claro, porque senão nós vamos ficar aqui no campo das ilações e no campo da fofoca para sempre, e alimentando essa crescente sensação de que os escândalos no Brasil não dão em absolutamente nada.
Pois é, há um prazo que teria sido estipulado de duas semanas para que a defesa de Daniel Vorcaro entregasse informações relevantes à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República para iniciar o processo da delação. Claro que os representantes dessas duas instituições...
farão muitos questionamentos a Daniel Vorcar nesse processo. Deixa eu passar para o Bruno Musa, que há muitos pontos que precisam ser destacados, levantados. Falamos, eu acho, que nas últimas semanas sobre a possibilidade de uma delação em que ele entregaria somente uma parte das pessoas envolvidas ou conectadas, em alguma medida, com o caso do Banco Master, ou em um outro cenário em que ele...
traria absolutamente tudo, a delação do fim do mundo, revelaria detalhe por detalhe, não sobraria pedra sobre pedra, inclusive representantes de vários partidos parlamentares, representantes da justiça, do executivo, do legislativo. É difícil prever o que ele vai revelar, é preciso aguardar, mas dá para a gente imaginar o que poderá acontecer nas próximas semanas? Eu acho que não, Caniato, porque tudo depende de fatores exógenos e esses fatores que ainda não ocorreram. Veja.
Fica muito claro que o valor de uma delação muda com relação ao tempo. Hoje, por exemplo, foram divulgados, ou pelo menos disseram que tiveram acesso a 8 mil vídeos do celular do Vorcaro, dos celulares. Qual o conteúdo desses vídeos? Com certeza tem muitos vídeos pessoais que não mudam em absolutamente nada a trajetória disso, mas podem ter vídeos comprometedores.
E esses vídeos podem mudar a cabeça de uma pessoa que está lá, trancada numa cela, sem perspectiva de sair. E aqui eu estou dando um contraponto ao nosso ceticismo, que infelizmente, e eu falo infelizmente, porque realmente eu acho que é mais triste para o Brasil, temos um novo membro na ala ceticista, que é o próprio Dávila, que acabou de mencionar isso.
E eu espero que agora estejamos todos errados. Então, o contraponto que eu quero fazer é com relação ao nosso ceticismo, no qual eu me incluo também. O valor da delação, ele hoje pode ter um valor X e amanhã ele pode virar zero. Afinal de contas, são mais pessoas envolvidas que estão presas. Por exemplo, o Fabiano Zettel, que é o cunhado do Vorcaro.
Tem muito claro o conhecimento de todos aqui da teoria dos jogos. Quando você está preso, você não sabe o que supostamente, numa tese normal, o outro está delatando. O que ele de fato está sentindo lá dentro? Qual é a perspectiva ou pressão que a sua família, a respectiva família está fazendo sobre esse preso? Estou falando ao Fabiano Zettel ou ao Vorcaro. Você não sabe. Quando nós estamos expostos a esse...
caminhão de emoções, nós não sabemos o que a gente pode fazer. E por que eu falei que a delação pode valer muito hoje e nada amanhã? Se os vídeos comprometedores desses 8 mil vídeos, ou amanhã conversas, ou novos fatos venham à tona...
Aquela prova que ele delataria, talvez já tenha vindo a público e não vale mais nada a delação. Então eu imagino que passe na cabeça dele ali, sem uma perspectiva de sair, por mais que o Brasil seja um país da impunidade, é será que de fato eu serei o primeiro a ficar preso mais tempo? Qual a perspectiva que eu tenho aqui?
E se eu não delatar e minha delação que é valiosa hoje não valer nada amanhã porque novos fatos vieram à tona, ou porque hoje o meu cunhado, que era meu amigo e deixa de ser, passa a delatar e ele delata antes e conquista aqueles benefícios? Então, de fato, Caniá, estou respondendo a tua pergunta, é que eu acho que nem eles mesmos sabem o que pode acontecer. Talvez novos fatos que venham à tona, inclusive para eles, possam fazer mudar de ideia. E aí é onde reside talvez o meu mínimo de esperança.
Pois é, é claro que a gente vai seguir acompanhando. Muitas informações virão à tona nos próximos dias. Quero, inclusive, trazer um outro destaque. Conforme já tinha sido anunciado aqui pela Jovem Pan, a Petrobras divulgou um aumento de 55% no preço do querosene de aviação vendido para as distribuidoras.
O reajuste no combustível, que representa cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas, deve, claro, gerar muitas consequências para o setor e para a população, resultando no aumento nos preços das passagens, pelo menos foi o que disse a Associação Brasileira das Empresas Aéreas.
Apesar do governo Lula citar a guerra no Oriente Médio e os efeitos sobre o preço internacional do petróleo como uma justificativa, um levantamento feito pela Averna Analytics e a Goldman Sachs Global revela que o Brasil está entre os países menos afetados pelo conflito no Oriente Médio pelo fato de ser um dos maiores produtores de petróleo no mundo e ser um grande produtor de combustíveis. Vou começar com o especialista.
tema no assunto, Cristiano Beraldo com a gente. Beraldo, elevação de 55% no preço do queroseno de aviação, naturalmente impacto nos preços dos tickets, as aéreas vão precisar repassar, é preciso considerar essa elevação. Mas, e aí? Esse cálculo que é feito pela Petrobras, pelo governo colocando a culpa no conflito no Oriente Médio.
E também essa situação que envolve o relatório que diz, bom, mas o Brasil não está sendo tão afetado assim. Quem é que está falando a verdade?
É engraçado como o gringo olha de longe e acha que entende o Brasil, ele não faz a menor ideia da vida real por aqui, e como o Brasil perde a oportunidade de usar o petróleo como uma arma de independência, de estabilidade, e também para se posicionar com mais força, com o melhor lugar à mesa nessas equações geopolíticas mundo afora.
A realidade é que o Brasil, historicamente, jogou no lixo a oportunidade de ter no petróleo, que tem em abundância na costa brasileira, algo que permitisse o Brasil ser independente e ter mais força para resistir de forma estável nesses momentos de tensão.
A Petrobras não consegue abastecer o mercado de combustível de aviação por conta própria. Por quê? Porque ao invés de investir nas refinarias e ampliar a capacidade de refino, ao invés do governo desenvolver uma política de efetiva concorrência no mercado de produção de derivados de petróleo, a Petrobras...
Presenciou, foi um instrumento de corrupção gigantesco, um dos maiores escândalos de corrupção da história do planeta. E aí até hoje a Petrobras tem que comprar o combustível de aviação para suprir o mercado nacional da Arábia Saudita. Só que agora, com o estreito de hormus fechado, a Petrobras está com o pepino na mão. Então isso que a gente está vendo agora não é culpa da guerra.
da ladruagem, da incompetência, do roubo, da corrupção. Essa é a verdadeira responsabilidade para que o povo brasileiro, mesmo vivendo num país muito rico do ponto de vista de recursos minerais, de petróleo, vive sempre sujeito a essas confusões que acontecem mundo afora e que o Brasil só assiste e paga a conta. Portanto, Canhato, isso é uma...
Consequência clara desta política equivocada e do mau uso da Petrobras pelos governos do PT. Pois é, elevação no preço do querosene de aviação em 55%. Deixa eu, antes de passar para o Dávila, me despedir de parte da rede, que ficará agora com a sua programação local.
Sigo aqui com os nossos comentaristas, deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila para analisar essa notícia pouco agradável, né Dávila? A elevação em 55% no preço do querosene de aviação, isso certamente terá um impacto importante nas tarifas.
E as muitas justificativas que surgem a partir de uma divulgação como essa. Claro que o álibi mais utilizado é o conflito no Oriente Médio, mas há alguns detalhes que precisam ser trazidos e destacados também. Caniato, a principal consequência da guerra no Oriente Médio é impactar o aumento da inflação no Brasil.
Aumento da inflação em ano eleitoral vai contribuir para afundar ainda mais a impopularidade de um governo que já é muito impopular. Não tem como evitar isso.
Porque nós já estamos vendo aumento em fertilizante, aumento do óleo diesel, aumento em vários produtos derivados de petróleo. Por exemplo, plástico. Plástico que é embalagem de muitas coisas, utilizado para muitas coisas. Vai aumentar, não tem como. Isto vai começar a refletir nos indicadores de inflação. Inflação é mexer ainda mais no bolso do brasileiro.
que além de ter de lidar com a inadimplência 81 milhões de brasileiros inadimplentes, agora vai ter que dar com outro problema, a inflação. E, óbvio, a culpa é do governo.
Não é só da guerra. E aí é o segundo ponto da resposta, que é corroborando o que o Beraldo acabou de falar. O Brasil não tem visão estratégica de nada. Nós não temos estoque aqui de petróleo, de diesel. Nós não temos a capacidade de investir numa fábrica para produzir fertilizantes, apesar de ter todos os ingredientes e depender de importação. Tudo isso deixa o país vulnerável em época de crise.
E todo o país tem que estar preparado para a época de crise. Tanto é assim que os países começam agora a liberar seus estoques de petróleo justamente para atenuar a alta. Nós não temos estoque de nada. Esse é o problema. Visão de curto prazo, não ter uma visão estratégica do que deve ser prioridade e aí torna-se um país vulnerável. E a vulnerabilidade vai refletir principalmente no aumento da inflação.
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Antes de passar para o Bruno Muzi e depois para o Mota, eu quero só lembrar a nossa audiência que a enquete do dia está publicada no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. Não no YouTube da Jovem Pan News, YouTube de Os Pingos nos Is. Se você puder, inclusive...
nos siga, seja um seguidor na nossa conta no YouTube, dê o seu joinha, o seu like na nossa transmissão, isso ajuda que o nosso conteúdo chegue ao número maior de pessoas. Mas vote que nós tratamos da campanha eleitoral, os nomes que estão sendo divulgados para a disputa da presidência da República. Será que vai pintar alguma novidade? Eu conto com o seu apoio, com a sua manifestação.
Agora, retomando o nosso assunto, a elevação no preço do combustível para a aviação e o impacto, naturalmente, nos tickets, nos preços das passagens. Deixa eu passar para o Bruno Musa, que nós falávamos aqui nos bastidores, né, Musa? Não é a primeira vez que o Brasil se vê em uma situação delicada por conta de uma...
crise decorrente de um conflito ou de uma outra ordem. E parece que nós sempre deixamos passar a oportunidade de promover mudanças. O que nós aprendemos com as crises passadas? Por que não implementamos mudanças?
Absolutamente não aprendemos nada. Pelo contrário, a gente continua fazendo os mesmos erros. Beró Domingo, corrija se eu errar aqui algum número ou outro na vírgula, tá? O Lula vem a público constantemente falar que a culpa é da privatização da então BR distribuidora, hoje Vibra.
ao que eu estava pesquisando os números, desde antes da privatização, assim como hoje, ela tinha 20% do mercado. 80% do restante do mercado de distribuição estava na mão das mais de 300 distribuidoras que a gente tem aqui no Brasil. Portanto, o que acontece se a distribuidora começar a vender com prejuízo? A estatal, que não é mais estatal, mas se ela ainda fosse porque ele quer reestatizar novamente, ou adoraria.
Significa que, obviamente, os importadores privados deixariam de importar. Só que o Brasil, ele consome, ele precisa, perdão, 20% mais ou menos do diesel que nós consumimos aqui interno, ele precisa importar. Porque nós não temos capacidade de refinar. Ninguém coloca petróleo duro e bruto dentro do carro, nem dos aviões, nem de nada. A gente precisa refinar.
E nós não temos a capacidade de refino aqui interna. E aí a gente entra no outro problema. O problema, então, não é a questão da distribuição. E sim que nós não refinamos aqui internamente. E vamos olhar, então, e voltar no que a gente aprendeu, como você falou, Caniato. Por que nós não refinamos aqui no Brasil e dependemos, portanto, do produto refinado que vem, além da cotação da commodity em dólar, ele refinado também pagamos em dólar?
E nós não temos essa capacidade, porque ao longo dos últimos anos, somando todos os escândalos envolvendo refinarias no Brasil, ultrapassam 100 bilhões de reais, como a gente estava falando aqui. A mais escandalosa e o caso mais clássico foi da Abril e Lima, que tinha um orçamento original de 2,3 bilhões de dólares e superou já 20 bilhões e sequer ficou pronta.
Ou seja, mais de 10 vezes e não temos a refinaria pronta. Isso uma. Tivemos o caso na Bahia, tivemos o caso da Comperde no Rio de Janeiro. Foram vários casos de corrupção envolvendo refinarias que nós optamos, ou melhor, os governantes de turno, que basicamente foi o mesmo ao longo dos últimos anos, optou por...
manter a corrupção ativa no Brasil como foi descoberta e o dinheiro não foi para os fins devidos. E agora ele culpa a privatização, culpa a guerra, como bom clássico que ele mantém, argumento clássico que ele mantém. Vamos terceirizar a responsabilidade sempre para terceiros. Portanto, não aprendemos nada porque a mentalidade e o governante de turno é o mesmo em 72% do século que estamos e já temos 26 anos desse século atual, Caniato.
Não aprendemos nada porque a mentalidade é a mesma e a mentalidade é descentralizar o orçamento cada vez maior em suas mãos para fazer política partidária e deixar as vontades do povo brasileiro simplesmente de lado. Seguimos com outros destaques. O Tribunal de Contas da União iniciou uma investigação sobre o possível uso indevido da máquina pública durante o desfile de carnaval no Rio de Janeiro, que fez uma homenagem à Lula.
O órgão determinou que a Casa Civil e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência prestem esclarecimentos sobre a participação de funcionários federais nesse evento. A representação do Partido Novo indica indícios de uso da estrutura de cerimonial, apoio logístico e material de servidores do Planalto para a organização do carro alegórico em que estava prevista a participação de aliados de Lula, que acabaram desistindo de desfilar na última hora.
Além dos esclarecimentos, o TCU também pediu um relatório financeiro detalhado, discriminando os custos com diárias, passagens aéreas e terrestres, hospedagem e horas extras com assessores, equipes de segurança e comunicação, além, claro, dos ministros de Estado. Começar essa rodada com o Roberto Mota, a gente já discutiu algumas vezes a questão que envolve essa homenagem à Lula.
no desfile das escolas de samba lá no Rio de Janeiro, e a discussão naquele momento era sobre campanha antecipada ou não. Nesse caso, já se trata de uma apuração do Tribunal de Contas sobre a atuação de servidores na escola de samba e o possível uso de recurso público para esse fim. Mota.
São coisas inacreditáveis, Caniato. Eu me lembro de um tempo nesse país em que a esquerda levantava a bandeira da moralidade. A esquerda era contra o uso de recursos públicos para qualquer coisa que não fosse beneficiar os mais pobres. Eu me lembro desse tempo.
E agora, o que aconteceu com a esquerda brasileira? Ela faz exatamente aquilo que ela criticava antes. Eu quero dar os parabéns aos deputados que fizeram essa representação, porque é preciso expor essa hipocrisia desses que falam em nome dos pobres, dos desempregados, dos que têm fome. Eles sobem nos palanques, se comovem, choram, só para depois torrar o dinheiro do povo.
em luxo, viagens e samba. Um governo que tem vergonha na cara não gastaria um centavo sequer do dinheiro dos impostos com a festa de carnaval.
Pois é, vamos trazer os detalhes também dessa apuração do Tribunal de Contas da União. Chama o Luiz Felipe Dávila. Dávila, a história do discílio da escola de samba que homenageou Lula de volta à pauta, mas tem diferenças daquela primeira análise que nós tínhamos feito? Porque aquela discussão no âmbito da justiça eleitoral tratava sobre...
publicidade antecipada, campanha eleitoral antecipada ou não. Agora já estamos falando da participação de servidores e o possível uso de recurso público para organizar ou dar apoio à escola de samba.
Neto, é impossível hoje fazer investigação nesse país, porque toda vez que o governo está acuado por imoralidade, ele cria sigilo. É sigilo de quem se hospeda em embaixada, é sigilo de cartão de crédito, é sigilo de quem entra em avião da FAB, é sigilo de quem vai pro carnaval. É um negócio inacreditável.
Este é o governo que vai estar no ranking número um do mundo de ausência de transparência. Não tem transparência em formação nenhuma. Agora, é óbvio que a justiça devia derrubar todos esses sigilos vergonhosos. É colocar sob sigilo toda a vergonha, a imoralidade, não só da atuação de pessoas que ocupam cargos públicos,
como também do uso do nosso dinheiro, do dinheiro dos nossos impostos. Isto aqui hoje se tornou uma democracia do sigilo, da arbitrariedade da justiça e da imoralidade pública.
Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beirado, porque a gente discute muito a necessidade de responsabilidade no trato e no uso do dinheiro público. E o que se desenha, ou pelo menos há indícios, de que recursos foram utilizados por meio de passagem aérea, emissão de passagem aérea, contratação de carro, pagamento de adicionais para assessores, para dar subsídio, apoio a essa produção, essa organização.
do desfile da escola de samba que homenageou Lula. Claro que isso precisa ser levantado, né? Vamos colocar ali numa planilha. É possível apontar, houve uso de recurso público? E a partir daí, quais são as punições devidas para o uso indevido desse tipo de recurso?
Renato, vamos separar as coisas. A questão da ilegalidade, aquilo que é ilegal, depende de um processo, a investigação, o TCU faz essa investigação, outros órgãos fazem a investigação, submetem ao judiciário as instâncias competentes para que elas então possam determinar se houve ali um cometimento de um crime ao uso indevido do dinheiro público e aplicar as consequências.
Mas tem, antes disso tudo, um elemento que é muito simples, é muito fácil e rápido de ser avaliado, que é a imoralidade.
É moral porque a gente já sabe que aconteceram eventos dentro do Palácio do Planalto com representantes da escola para discutir o desfile, depois articulação para que houvesse dinheiro para essa escola fazer o seu desfile, depois viagens em avião da FAB.
de representantes do governo, de pessoas ligadas ao presidente da república até a cidade de Niterói para que participassem ali de reuniões, eventos, acontecimentos ligados ao desfile. Depois de toda a mobilização que houve no próprio desfile durante o carnaval, isso tudo é público, é notório e é absolutamente imoral.
especialmente num ano eleitoral. O que eu acho ótimo é que, muitas vezes, a providência divina se antecipa à ação do homem. Então, nós tivemos uma repercussão extremamente negativa para o presidente da República e a própria escola rebaixada em razão da baixa qualidade, da baixa performance do desfile.
Agora que as instâncias adequadas façam o seu papel, cumpram a sua obrigação de investigar, de fazer as apurações, denunciar aquilo que for passível de denúncia e que a justiça possa fazer valer a lei que deve ser para todos.
Pois é, exatamente. A gente vai acompanhar todo esse processo, porque muitas vezes, caso a administração pública seja considerada culpada, será determinado o pagamento do recurso que foi destinado para esse outro fim.
Mas só isso bastaria? Só esse tipo de punição? Ah, gastaram, sei lá, um exemplo. 50 mil reais ou 100 mil reais. Então, os responsáveis terão de ressarcir os cofres públicos. Bastaria esse pagamento? A questão estaria resolvida? Deixa eu passar para o Bruno Musa. A gente já tratou, já discutiu tantas vezes. Eu me lembro que o Bruno, inclusive, destacou um trecho da letra. Quando nós falávamos ainda da questão de campanha antecipada ou não. Mas, enfim, passado... ...
Passada essa discussão, eu queria refletir a respeito dessa questão que envolve moralidade, responsabilidade no uso do recurso público. Quais são os objetivos daquele que senta na cadeira de um representante do povo?
Isso, infelizmente, já não tem mais. Eu gosto muito desse campo da discussão, levar por esse lado da moralidade, porque os números estão explícitos aí. Todo mundo olha e fica muito claro. Endividamento, criminalidade, corrupção.
quase 50% da população sem acesso a esgoto. E como eu sempre bato nessa tecla, 72% do século governado por um mesmo partido e eles precisam de mais quatro anos para agora sim salvar o Brasil. Então a coisa começa a se tornar bastante óbvia. Então não vou nem lá pelo lado dos números nessa questão, mas sim por esse campo da moralidade. É verdade que o Brasil está de joelhos. O Brasil não tem mais onde eu consigo entender.
Como podemos nos aprofundar ainda mais no campo da moralidade? Ela simplesmente foi deixada de lado. E o problema é que parecemos inertes. A capacidade de reação, apesar de talvez começar a exercer algum tipo de pressão em alguns campos da sociedade, muito simplesmente...
praticam realmente um receio próprio, um auto-receio, digamos assim, de tudo o que está acontecendo. Fica muito óbvio, nós falamos que podemos questionar a legislação, mas a legislação não permite uma campanha prévia. E quando você falou da letra, Caniato, fica muito óbvio. Ela canta aquele refrão do Lula desde 1989.
Lula lá e fala outras coisas a respeito de supostas benfeitorias que o governo praticou com números de economia se isso não é uma campanha, o que seria? Então se ele perder e ganhar algum tipo de punição em dinheiro, isso é irrisório, referente ao montante da imoralidade que vivemos e dos déficits das contas públicas, a questão não está aí mas eu vou deixar de novo uma pimenta no ar que eu lembro que eu comentei quando foi esse caso aqui
será que de fato uma eventual inelegibilidade de Lula por um TSE que será comandado por dois digamos opositores, se é que dá pra dizer assim dentro do TSE à época das eleições, será que isso não faria um discurso vitimista pra alguém que, no meu entender tem chances de sequer sair como candidato à presidência em 2026?
Eu me lembro quando o Bruno fez esse questionamento, à época do dissílio, é preciso aguardar, porque vários partidos, eu me lembro, chegaram a pedir uma suspensão antecipada. Ou seja, o dissílio não tinha acontecido e os partidos fizeram essa solicitação à justiça de que impedissem, de alguma maneira, os grupos, ou pelo menos todos aqueles que estavam imbuídos nesse processo.
de permitir o desfile da escola de samba. E aí eu me lembro da manifestação da juíza, que disse que não há cometimento de crime se o desfile não aconteceu. Após a realização do desfile, aí vocês podem entrar com todos os pedidos na Justiça Eleitoral. A gente vai seguir acompanhando.
Eu vou trazer um outro destaque agora. A ONG Transparência Internacional, que atua no combate à corrupção, cobrou da Procuradoria-Geral da República uma investigação sobre a possível relação entre ministros do Supremo com o Banco Master.
Segundo a Transparência Internacional, apesar da imprensa revelar de forma constante e frequente os escândalos envolvendo os magistrados ou seus familiares, a PGR não abriu apurações. O órgão, inclusive, pode dificultar a iminente delação de Daniel Vorcaro, que tem o potencial de atingir uma ala muito próxima da Procuradoria, além de várias outras autoridades. Chama ao Roberto Mota.
O Mota já fez análises a respeito da transparência internacional, mas quando a gente fala de questões ligadas a, talvez, segurança pública, agora queria jogar a luz sobre esse pedido, essa manifestação da transparência internacional, cobrando.
A PGR no que tange a relação que vem sendo publicizada e explicitada por alguns veículos de comunicação entre ministros da Suprema Corte, seus familiares e o Banco Master barra Daniel Vorcaro.
É uma posição corajosa da transparência internacional, que inclusive já foi alvo de uma investigação determinada por um ministro da Suprema Corte brasileira em 2024. O ministro mandou investigar a atuação da transparência internacional. Bom, saiu hoje, num jornal, a informação de que um dos ministros da Suprema Corte que estão envolvidos, que estão envolvidos.
nesses vazamentos do caso Master, o mesmo ministro que teve, supostamente, um familiar contratado por 129 milhões, esse ministro viajou oito vezes no jatinho do banqueiro. E aí você vê, né? A gente nem sabia que o Banco Master tinha um programa de milhagem.
Eu vi essa notícia publicada num grande jornal de São Paulo. E aí, essa notícia foi postada nas redes sociais e eu vi os comentários.
um usuário da rede entrou lá e disse, olha, é primeiro de abril, ninguém viajou, ninguém teve contrato de 129 milhões, ninguém foi sócio de resort, é tudo pegadinha, é tudo brincadeira com a nossa cara. E a gente, quando pensa nisso que a transparência internacional diz, a gente fica tentado a dar razão mesmo a essa teoria da pegadinha.
porque até agora os ministros continuam exercendo as suas funções como se nada tivesse acontecido. Pois é, há uma, digamos, um grupo considerável de juristas que acaba defendendo a saída dos ministros de forma provisória, enquanto as investigações se desenrolarem. Deixa a Maldávila para avaliar também...
O posicionamento dessa ONG, é preciso olhar para o mérito desse questionamento sobre a Procuradoria-Geral da República e a necessidade de abertura de uma investigação dessa relação entre os magistrados, ou a possível relação entre os magistrados e Daniel Vorcaro.
A omissão da Procuradoria-Geral da República é tão vergonhosa quanto a imoralidade das ações no Supremo Tribunal Federal, principalmente nesta ligação perversa de familiares defendendo Banco Master no Supremo e nos outros tribunais e também desta operação.
Justamente com a família de outro juiz, Dias Toffoli, que acaba sendo encobertada por uma canetada de outro juiz blindando as investigações. É uma vergonha quando se trata de ministros do Supremo Tribunal, como o corporativismo passa por cima da lei, das regras do Estado Democrático e Direito, da Constituição, para blindar membros da corte.
de uma forma justamente para que eles escapem de investigações. Como bem disse o governador de Minas, Romeu Zema, se tornaram os intocáveis da República. O problema, Caniato?
é que ninguém pode fiscalizar ou tem coragem política para enfrentar os intocáveis. E isso só aumenta a soberba, só aumenta a capacidade de agir cada vez mais de maneira arbitrária e não dando a menor importância para a repercussão negativa na imprensa ou na opinião pública.
Pois é, essa é a segunda faceta do Dávila. Quem acompanhou ele há alguns meses via um outro Dávila, né, Beraldo? Pois é, o Dávila era um entusiasta da indicação de Paulo Gounet, acreditando que o histórico de Paulo Gounet, na sua atuação profissional, o dava autonomia e independência suficiente para que ele agisse de forma autônoma na Procuradoria-Geral da República.
Infelizmente, em todas as oportunidades que teve, Paulo Gogné jogou junto com os ministros do Supremo. Parece que a gente está olhando não para um Ministério Público independente, como ele foi concebido para ser.
mas como uma linha auxiliar do Supremo. E essa mistura é muito maléfica para o Brasil, muito maléfica para o censo que deveria existir no país de aplicação da justiça.
de dar transparência, dar visibilidade às coisas erradas que acontecem e que a Procuradoria tem instrumentos para investigar, para fazer avaliação e tal. Então a gente sai, são os extremos que a gente vê muito comuns no Brasil. As acusações levianas, que muitas vezes não dão em nada, mas servem ali para atender algum objetivo político de desgastar alguém.
E de outro, a omissão completa diante de coisas que estão estampadas na cara do povo brasileiro. Portanto, infelizmente, o Dávila já demonstrou essa sua frustração com o Paulo Gonê e essa frustração é compartilhada não apenas por nós aqui da bancada, mas por toda a nossa audiência, com certeza. Pois é, acho que o Dávila tem um complemento a fazer. Vai lá, Dávila.
Peniato, eu me lembro muito da frase do Winston Churchill, que dizia que há pessoas que mudam de partido para preservar princípios, e outras que mudam de princípios para preservar seus interesses. Esse, certamente, é o caso de Paulo Goné. Abriu mão dos seus valores e princípios para preservar as suas ligações perigosas com os amigos do Supremo Tribunal Federal.
Pois é, Bruno Moussa, muitos fazem a seguinte análise, que seria uma espécie de uma jogada ensaiada, ou há uma proximidade entre ministros da Suprema Corte e a PGR, e isso faria com que o procurador evitasse algumas bolas divididas, enfim. Pode ser isso, mas é preciso olhar com muito critério para a necessidade da Procuradoria-Geral da República.
avançar com investigações ou pedir investigações quando há sinalizações de que coisas estão erradas, não? Isso seria, novamente, como se tem ontem em um país normal, que nós, infelizmente, estamos longe de ter essa normalidade hoje em dia no Brasil. Todos os dados citados aqui, todos os casos citados pelo Beraldo, pelo Dávila, mostram, e eu compactuo disso tudo.
que essa tal independência da PGE em frente aos outros partidos, ela simplesmente não existe. E os dados mostram isso, ou seja, os fatos mostram isso. Fica muito claro. O grande ponto aqui, para não me estender muito, que eles já foram muito completos, é o que de fato acontece quando essa falta de independência explícita e um vira puxadinho do outro, o que acontece? Absolutamente nada? Infelizmente, no Brasil de hoje, nada.
Pois é, deixa eu só mencionar a enquete do dia, a pergunta sobre a questão eleitoral, né? Haverá um novo candidato, alguém que não foi citado até agora? Porque você tem acompanhado as pesquisas, né? Os nomes que são aventados, que disputam os vários cenários que são colocados pelos institutos de pesquisa. Você acredita que terá uma novidade?
um nome que não foi mencionado até aqui, ou que era mencionado no passado, por exemplo, Partido dos Trabalhadores, muitos integrantes do PT acham que Tarcísio será candidato à presidência. Seria uma novidade, já que ele, por diversas vezes, mencionou que disputará a reeleição ao governo do Estado. Então, eu conto com o seu voto, com a sua manifestação. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.
Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, trazendo as principais notícias do dia. A pobreza na Argentina, governada por Javier Miley, caiu e chegou a 28,2% da população em 2025, sendo o nível mais baixo já registrado desde 2018.
Esse dado foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo, como se fosse o IBGE deles, que calculou um total de 8,5 milhões de pessoas vivendo nessa faixa de insegurança econômica. Pela pesquisa, a fatia de argentinos em situação de indigência, ou seja, que estão abaixo da linha da pobreza, também recuou de 6,9% no primeiro semestre do ano passado para 6,3% no encerramento do ano.
desde que Milley assumiu o cargo de presidente no final de 23, essa taxa de pobreza no país caiu 13,5%. Chama o Roberto Mota porque nós debatemos tanto a administração Milley, eu me lembro que no início, Mota...
muitas críticas a respeito das medidas que vinham sendo tomadas por Milley e o noticiário internacional e os principais informativos argentinos falavam do aumento da pobreza, o aumento de moradores de rua e colocavam na conta de Javier Milley as medidas tomadas por ele. Parece que as coisas mudaram agora.
E essa era a expectativa de quem conhece um pouco de história, Caniato, porque nunca existiu nenhum outro caminho para prosperidade e para paz social do que a liberdade. Essa é a receita que Javier Milley está empregando na Argentina. Eu me lembro quando o Milley foi eleito...
as previsões catastróficas das pessoas que diziam que esse maluco não vai ficar nem três meses no poder. Então aí está. O governo de Javier Millet está sendo uma bênção para a América Latina. Em um dos momentos mais sombrios da história do Brasil, essa luz começa a brilhar na Argentina.
Pois é, deixa eu passar para o Bruno Moussa, porque eu acho que há aspectos importantes dessa notícia para nós analisarmos. Inclusive, há muitas críticas à maneira que Javier Milley acaba administrando o país, reduzindo muito a máquina pública.
Mas muitos diziam lá no início, poxa, era preciso olhar com mais cuidado para os mais pobres. E aí, Moza, quais aspectos positivos ou até negativos você gostaria de destacar dessa administração Milley, que atinge números bem importantes, se nós analisarmos desde o início?
Veja, Caniato, obrigado. Eu tenho um carinho especial por falar do que está acontecendo, porque é a primeira vez que nós temos, de fato, um presidente exercendo aquilo que é a escola que nós seguimos. O Milley teve o mesmo professor que eu, o Jesus Huerta de Soto, na Espanha, e, inclusive, ele sempre cita, o Jesus esteve com ele na Argentina, assim como eu estive com ele também no segundo turno. E, portanto, aqui ele está colocando à prova os fundamentos básicos. Eu vou interromper agora o Bruno Musa.
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Daqui a pouco o Musa completa o raciocínio dele. Mas quem está aqui no estúdio? O Fabrício Naitzky. Fabrício, seja bem-vindo, uma ótima noite a você, porque dentro de instantes a NASA deve lançar à órbita o foguete da missão Artemis II. Primeira missão tripulada ao redor da Lua em mais de cinco décadas. E o Fabrício vai trazer todos os destaques e todas as informações. Bem-vindo.
Exatamente, Caniato, boa noite pra você, boa noite a todos que acompanham o Pingos nos Is aqui na Jovem Pan. Essa missão que a NASA conduz lá nos Estados Unidos, direto de Cabo Canaveral, na Flórida, vai decolar dentro de instantes em aproximadamente 5 minutos e a gente vai conferir ao vivo aqui na Jovem Pan. É a primeira missão tripulada ao redor da Lua desde 1972.
na ocasião da missão Apolo 17, quando o último homem pousou na Lua, quando o último homem chegou à Lua em 19 de dezembro de 1972. Os astronautas Gene Sernan e Harrison Schmitt estiveram no satélite natural do planeta Terra.
Essa missão que a gente vai acompanhar tem um objetivo principal, que é o de avaliar a capacidade do módulo Orion, que é a espaçonave que vai conduzir quatro astronautas ao redor da Lua a partir de hoje, pelos próximos dez dias aproximadamente. Esse é o tempo estimado para essa missão, com o objetivo de avaliar a capacidade da espaçonave do módulo Orion.
para a missão Artemis IV, a missão que deve levar o homem a pousar na Lua novamente, que deve acontecer entre 2028 e 2029. Esse é um momento histórico que a gente vai acompanhar aqui na Jovem Pan, Caniato.
Porque não apenas nós estamos há cinco décadas sem ver o homem chegar à Lua, mas essa missão, a missão Artemis, ela foi extremamente aguardada pela NASA, pelo governo dos Estados Unidos, por todo o mundo. Passou por uma série de atrasos. Inicialmente ela era prevista para 2024, foi adiada para o final do ano passado. Depois...
passada para 6 de fevereiro desse ano, para 6 de março e agora dia 1º de abril de 2026, hoje, quarta-feira, ela vai finalmente decolar. É uma operação extremamente complexa, uma tecnologia extremamente complexa e que vai levar à órbita...
quatro astronautas, três da NASA e um da agência canadense aeroespacial. Os astronautas envolvidos nessa missão são o comandante Reed Wiseman, de 50 anos, ele é natural de Baltimore, no estado de Maryland, o astronauta Victor Glover, de 49 anos, da cidade de Pomona, na Califórnia,
A astronauta Christina Koch, de 47 anos, da cidade de Grand Rapids, no estado do Michigan. E o astronauta canadense Jeremy Hansen, de 50 anos, da cidade de Londres, na província de Ontário, no Canadá.
Londres não é a Londres capital do Reino Unido, é a Londres canadense. Esses quatro astronautas, inclusive, a gente consegue ver as imagens na tela, e ali a contagem regressiva. Quatro minutos para o lançamento. Eles farão história hoje, cada um deles. A Christina Cox se tornará a primeira mulher a deixar a órbita baixa do planeta Terra. Victor Glover será a primeira pessoa de cor, a primeira pessoa não branca.
a passar também da órbita baixa do planeta Terra. Wiseman, Reed Wiseman, o comandante, se tornará o homem mais velho a deixar a órbita baixa, enquanto Jeremy Hansen será o primeiro não estadunidense, não cidadão dos Estados Unidos, a deixar a órbita baixa.
Essa também será a viagem mais distante já feita por um ser humano do planeta Terra. A expectativa aqui dessa missão é que a espaçonave passe a 7.600 quilômetros além da Lua. Um trajeto que vai levar um total de 406 mil quilômetros até o retorno ao planeta Terra.
Essa é a segunda missão Artemis. A primeira foi em 2022. Ela durou 25 dias. E é uma missão que tem um custo muito alto. A estimativa inicial era de que custaria cerca de 2 bilhões de dólares para cada lançamento. Esses números foram revisados e passaram para...
4 bilhões de dólares por lançamento aproximadamente, em um momento muito diferente da década de 60, muito diferente da década de 70, em que você tinha a NASA e a Roscosmos, a soviética Roscosmos, conduzindo as missões espaciais. Hoje você tem um programa espacial muito forte na China, além de também empresas privadas, como a SpaceX, de Elon Musk, como a Blue Origin, de Jeff Bezos, também comandando, liderando esse setor.
aeroespacial. Essa espaçonave Orion CM003 Integrity, ela é produzida pela Lockheed Martin, uma empresa muito conhecida do setor aeroespacial, também do setor de defesa nos Estados Unidos e ela será alçada ao espaço através desse foguete gigantesco que nós estamos vendo, que é o SLS, é o Space Launch System, de 98 metros de altura, é o segundo voo apenas que ele irá conduzir, são quatro motores.
O foguete abastecido com hidrogênio e oxigênio líquidos, mais de 2.600 toneladas de peso nesse foguete, abastecido com 733 mil galões de combustível. O foguete produzido pela Boeing e pela Norfolk Grumman, duas empresas também muito ligadas à indústria aeroespacial lá nos Estados Unidos. A janela de lançamento começava hoje, dia 1º de abril.
e se estende até o dia 6 de abril, caso necessário. Como a gente pode ver, contagem regressiva... Está chegando, hein, Fabrício? Um minuto e 15. Está chegando o momento, hein? Vamos acompanhar frio na barriga. Agora, rapidamente, havia uma previsão da decolagem, né?
e 24. Não aconteceu por conta de algum problema técnico? Teve uma verificação há pouco, não teve? Exatamente. Eles fizeram uma verificação ali por volta de 6h40 da tarde no horário de Brasília, mas que, segundo os técnicos, não compromete o lançamento da aeronave. Mais cedo houve também um outro problema técnico que foi conduzido. Tudo isso é sempre feito com a maior segurança possível pra evitar qualquer desastre. Bom, a gente lembra de alguns ao longo da história, né, Caniato?
Vamos torcer para que tudo corra bem e que dentro de 10 dias essa espaçonave volte ao planeta Terra nessa viagem histórica para a humanidade. Faltam poucos segundos e a gente vai conferir tudo aqui ao vivo na Jovem Pan. Imagens que vêm direto da NASA do Kennedy Space Center lá em Cabo Canaveral, no estado da Flórida. Muita gente do lado de fora também. A NASA esperava cerca de 400 mil pessoas.
para acompanhar essa decolagem. Faltam poucos segundos e a gente já vê os motores se aquecendo. Contagem regressiva para o lançamento e agora sim, o foguete começa a decolar, começa a partir de Cabo Canaveral, na Flórida, em direção à Lua. Essa missão, Caniato, ela não irá passar pela órbita da Lua.
Ela vai passar próximo da Lua, mas não entra na órbita do nosso satélite natural. As imagens mostram que o lançamento, a princípio, acontece muito bem. A separação do foguete com o módulo vai ser realizada a 5 mil quilômetros por hora, com uma altitude já de 48 quilômetros.
E a volta à atmosfera, prevista para acontecer daqui 10 dias, será aos 40 mil quilômetros por hora. A maior velocidade de retorno à atmosfera já registrada por uma espaçonave. Momento histórico que a gente acompanha aqui na Jovem Pan.
O foguete aparentemente decola sem nenhum tipo de problemas, levando quatro astronautas em direção à órbita da Lua. No momento ainda tudo acoplado, não houve a separação do foguete com o módulo. A gente falava aqui sobre esses quatro motores, motores RS-25.
que trabalham em conjunto com os propulsores, que mantém esse impulso inicial para lançar a espaçonave em direção à órbita, para passar a espaçonave da órbita baixa da Terra e conduzi-la em direção à Lua. Tem uma curiosidade muito interessante que essa é uma missão, Caniato,
que ela é de trajetória de retorno livre. Então aqui vamos explicar um pouco de física para quem nos acompanha. O que acontece? A gravidade da Lua vai fazer com que a espaçonave volte em direção à Terra sem precisar de propulsão a partir desse momento. Tudo através da força da gravidade. A espaçonave, então, decolando já dentro de alguns instantes, nós devemos ter a imagem possivelmente de dentro.
do módulo Orion CM-00T3 Integrity, para mostrar como está acontecendo essa dinâmica dentro da espaçonave. Pessoas do lado de fora acompanhando um momento muito especial. Agora, pelo que a gente consegue ver aqui, claro, está tudo muito distante, mas parece que já houve a separação do foguete com o módulo.
Agora sim, imagens do lado de fora do planeta. A gente está por aí, olha só. Em algum lugar dessa imensidão azul estão os estúdios da Jovem Pan aqui na Avenida Paulista em São Paulo. Se a gente der um tchauzinho, vai dar para acompanhar de lá de cima.
Uma missão muito importante. A gente falava aqui que a expectativa da NASA é de colocar o homem de volta à Lua entre 2028 e 2029, em meio a um crescimento do programa espacial chinês que pretende mandar o homem à Lua em 2030, a uma vontade muito grande do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
de conduzir essa operação enquanto ele ainda está na presidência, porque, historicamente, a chegada do homem à lua traz uma questão de orgulho nacional muito grande, um momento sempre de muita inspiração, não apenas para um país, mas para a humanidade como um todo. Impossível esquecer, bom, eu não era vivo na época, mas quem era vivo...
lembra com muita claridade da chegada de Neil Armstrong à Lua ainda na década de 60, um momento que entrou para a história, o primeiro homem a pisar na Lua. O foguete então decolou, já houve então a separação, a gente consegue ver imagens diretas do módulo Orion CM003.
Integrity, mais uma vez, na missão Artemis II. A segunda decolagem apenas da missão Artemis. Artemis tem esse nome, uma deusa da mitologia grega, que é ligada ao Apolo, que foi a missão que levou o homem à lua, não apenas uma, mas algumas vezes, entre as décadas de 60 e 70. Artemis é a deusa grega da caça, filha de Zeus, leto e irmã gêmea de Apolo. Apolo, por sua vez,
conhecido como Deus do Sol, segundo a mitologia grega. Toda uma série de referências históricas, culturais, que a gente acompanha, sempre muito interessante. Imagens direto do espaço sideral que a gente acompanha aqui na Jovem Pan. E um pontinho ali, branco no céu, que ainda é um rastro do foguete que pode ser visto nesse momento.
Sobre o céu da Flórida. A expectativa é que quando o módulo Orion retorne à Terra daqui a 10 dias, como eu falei, ele volte com uma velocidade de 40 mil km por hora. É esse número mesmo, 40 mil km por hora.
e acabe pousando ali naquela região próxima do Mar do Caribe, da costa da Flórida, que está no sul dos Estados Unidos. De novo, essa missão não irá pousar na Lua. O plano é que isso aconteça entre dois e três anos. Mas para isso, há uma necessidade de que o módulo Orion seja avaliado, as capacidades de voo, de navegação, de sistema de suporte para os astronautas.
que estão por lá. Eu falava, por exemplo, do comandante Reed Wiseman. Ele tem uma experiência muito grande nessa missão. Uma experiência de mais de 150 dias a bordo da Estação Espacial Internacional. Um momento muito bacana que a gente acompanha aqui na Jovem Pan, Caniato. Sem dúvida. Previsão do sobrevoo lunar.
No dia 6 de abril, segunda-feira, claro que Fabrício vai ficar acompanhando full time, hein? Até lá, todos os desdobramentos, essa experiência marcante para ele como jornalista. Ele vai atualizar você que acompanha a programação a respeito dessa missão Artemis II aqui na programação da Jovem Pan. Fabrício, muito obrigado, viu? Grande abraço a você. Volte sempre.
Seguimos aqui com os nossos comentaristas. Eu vou passar a palavra para o Bruno Musa, que analisava a situação que envolve a pobreza na Argentina. Houve uma redução de 13,5% e há várias reflexões a respeito da administração de Milley. E o Bruno Musa...
tem uma relação muito próxima com a administração Millet, com a escola Millet, e ele tratava disso na abertura do seu comentário. Vou pedir para você retomar o seu raciocínio para privilegiar as pessoas que chegaram agora na programação, Bruno. Perfeito, obrigado. Bom, vamos lá, é exatamente isso. Eu tenho essa proximidade, estudamos com o mesmo professor, tivemos o mesmo professor.
que inclusive está acompanhando de perto com o Lupo, o governo da Argentina, assim como eu. Porque é a primeira vez, de fato, que temos um governo levando a ferro e fogo as ideias econômicas que acreditamos. Mas não tem nenhuma surpresa. Milley foi a público durante a campanha e falou exatamente o que iria acontecer. Vai piorar muito antes de melhorar. Nos primeiros seis meses, de fato, piorou.
E piorou bem, mas era algo que ele previu. É óbvio, não tem nenhum tipo de novidade. Ele retirou os subsídios, ele descongelou os preços. É claro que a inflação subiria, mas isso seria no momento pontual. A pobreza cresceu e agora despencou. A inflação no primeiro mês do governo Milley...
que ele assumiu, foi dia 10 de dezembro, era 25,5% ao mês. Ou seja, era mais de 200% ao ano. Hoje nós estamos na casa aí de 2% ao mês. Ainda é alto para padrões ocidentais, mas ainda muito abaixo do que ele estava. E a pobreza, como a gente falou. Mas só para eu não me estender aqui e não entrar no campo técnico, qual é o pilar fundamental que ele nunca abriu mão? Mesmo na parte mais dura que ele teve do seu governo.
Foi justamente o seguinte, não abrirei mão de ter superávit fiscal. O que significa isso? Gastar menos do que ele arrecada. Não abrirei mão disso e não abriu nenhum mês, incluindo os juros da dívida. O governo da Argentina hoje tem superávit incluindo os juros. Isso significa que todos os resultados começam a aparecer. E aí é completamente oposto à política que o Brasil tem.
Pois é, interessante essa análise do Bruno Musa. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, que eu me lembro que no início também o Dávila discorria a respeito dessas medidas que vinham sendo tomadas por Javier Mille, que seguiu convicto naquilo que ele acreditava, superou as críticas.
Apanhou demais, inclusive, da imprensa argentina. Quantas manifestações não transmitimos aqui, né? Movimentos sociais, grupos de professores, críticas e mais críticas. A administração Milley conseguiu avançar, inclusive, aprovando reformas super impopulares, né, Dávila?
É isso mesmo, Caniato. Milley seguiu a receita da abertura econômica, da disciplina fiscal, do combate à inflação, da diminuição do poder do Estado em cima das costas daqueles argentinos que produzem e investem. E o que aconteceu? A pobreza despencou. É inacreditável como a esquerda não aprende o óbvio. Quer gerar riqueza? Quer tirar as pessoas da pobreza? Olá, pessoal.
Abra economia, tira o estado das costas de quem trabalha, faça com que o setor privado possa competir, tenha responsabilidade fiscal nas contas públicas. É só isso. Poucas coisas. E Argentina?
Tirou, quando Millet assumiu a presidência da República, 53% era o número de pessoas na pobreza. Caiu para 28%. Portanto, a melhor política social é tirar o estado das costas de quem trabalha, produz e investe. Deixar as pessoas trabalharem em paz, competir, crescer. Sem crescimento econômico.
a pobreza só aumenta. Portanto, se você quiser comer picanha e cerveja, vá pra Argentina. Aqui, que tem um governo de esquerda com estado intervencionista, o prato vai continuar sendo pescoço de frango e água quente.
Pois é, só que na Argentina seria tapa de quadril, né? Eles usam uma outra nomenclatura para picanha. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo. Beraldo, dá para a gente conectar essa notícia com a nossa realidade? Alguém ao longo da história, ou pelo menos...
na história recente, tentou implementar essa agenda? Porque os políticos brasileiros até defendem esse tipo de agenda na campanha, mas não vamos ver quando está na cadeira, sente dificuldade em avançar com uma agenda parecida com a de Javier Milley.
Neto, não dá para a gente conectar porque o Brasil mesmo que tenha passado por momentos em que o governo, por exemplo, o governo Fernando Henrique, ele teve todo o evento do plano real, ainda no governo Itamar Franco, depois Fernando Henrique.
que levou a fama ali de ser o gestor do Plano Real, foi eleito presidente da República, ele passou reformas importantes, como, por exemplo, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que, em última análise, colocava na cadeia gestores públicos que não cuidassem dos seus orçamentos.
Só que ao mesmo tempo que essas reformas foram aprovadas e que demonstravam ali uma liderança, uma determinação em modernizar o Estado brasileiro, a gente via concessões também sendo feitas, porque a estrutura política brasileira é dependente da ignorância e da pobreza da população.
E quando você vê, por exemplo, Fernando Henrique, que operou tudo o que pôde para aprovar uma reeleição que o beneficiava, obviamente ele fez concessões gigantescas em que aqueles parlamentares, os chefes, os caciques partidários do qual a aprovação da reeleição dependia, eles também foram defendendo os seus interesses. E qual é o interesse do político tradicional do Brasil?
É exatamente manter a população onde ela está. Não é por outro motivo que você tenha até hoje, em 2026, enquanto o mundo se revoluciona mais uma vez em razão da inteligência artificial, nós temos metade da população brasileira lidando com a falta de saneamento.
O Brasil é uma absoluta vergonha. Aliás, mais cedo, Caniato, só para eu concluir aqui meu comentário, eu faço referência ao que foi falado aqui pelo Musa e pelo pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado.
O Brasil, não é que ele perdeu de pouco, ele perdeu de muito. Além dos outros países terem melhorado, nós pioramos demais em comparação ao mundo. O Brasil se separou do resto do mundo por um abismo. Nós estamos abraçados com os mais atrasados do mundo assistindo de longe.
O resto, o mundo desenvolvido, avançado, aquelas pessoas com determinação, como, por exemplo, o caso do Vietnã, que hoje nos humilha. Isso não faz absolutamente nenhum sentido que não, pela incompetência, a má fé e o pacto com o atraso que existe na política brasileira. Uma rápida parada, voltaremos em um minuto e meio. Com mais notícia, mais debate, mais análise, contamos com você. Até já.
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A Copa do Mundo mexe com o planeta e a Jovem Pan faz parte dessa história, desde quando o rádio ajudou a construir as maiores glórias do futebol brasileiro. Foi o doutor Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória, quem liderou as delegações que trouxeram as Copas de 1958 e 1962 para o Brasil. Olha para o cara que está aqui na terra é fogo. Quatro horas da tarde, a inscrição acabava meia-noite.
Pelé ainda se ressentia De dores, da trombada que tem levado em São Paulo Veja como são as coisas Ele foi pra Copa do Mundo e se fez Doutor Paulo Machado chegava Todo mundo já falava, vamos ganhar Ele falava, vamos ganhar, não quero saber de pensar diferente Cinco estrelas Um legado Uma escola de vencedores
Agora é dois mil e vinte e seis, Estados Unidos, México e Canadá. Desde sempre, a Jovem Pan está presente nas Copas do Mundo com equipe completa, informação em tempo real, opinião forte e a energia de quem nasceu grande no esporte.
No rádio, no digital, no vídeo, no carro ou no celular. Copa do Mundo dois mil e vinte e seis é na Jovem Pan. Tradição que virou voz, história que virou emoção. Jovem Pan. Bota essa paixão pra jogo. Bete Nacional, a bete dos brasileiros. Os Pingos nos is. Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. Quero chamar a atenção para um tema muito importante. O Brasil tem canteiros de obras paradas em áreas básicas, como saúde e educação. Agora, o que justifica os atrasos? Erro de planejamento ou é falta de prioridade? Vou chamar o Bruno Musa para refletir sobre isso. Bruno... ...
responsabilizar gestores públicos que não entregam as obras no prazo seria uma solução viável? Isso já é feito, mas dá certo.
Isso já é feito, isso deve continuar a ser feito, mas como parte do processo. Me chamou muito a atenção, quando a gente estava entrevistando aqui o governador Caiado, quando ele mencionou que às vésperas de eleições, ou em ano de eleições, a gente deveria debater projetos de país. Mas nós não temos projetos de país. O que acontece é que numa tremenda polarização que nos mantém ou mantém uma grande maioria propositalmente cega em relação a isso, e não se referia ao seu futuro.
Temas tão importantes como esse, mais de 11 mil obras paradas, com dinheiro público sendo drenado, desviado, porque alguma parte do dinheiro já foi para aí. E a obra simplesmente para no tempo e vai apodrecendo. Dinheiro público drenado quando falta dinheiro para coisas básicas.
Então, acho que sim, a gente deve pressionar, devemos continuar pressionando, mas a solução não está aí, porque apenas aí. A gente deve também gerar uma responsabilidade em cima de um projeto de poder. E esse projeto que está em trânsito no Brasil até hoje...
ele não traz nenhum tipo de solução, muito pelo contrário. Quando falávamos de combustíveis aqui, nós falamos, por exemplo, da Abril e Lima. 2,3 bi de orçamento chegou em 20 bi e não está pronta a obra. Imagina quanto dinheiro foi simplesmente jogado no lixo. E a gente vê isso em um monte de estados e canteiros de obras pelo Brasil.
Será que em algum momento, em ano de eleição, o Brasil vai conseguir debater temas tão importantes como esse? Ou continuaremos eternamente discutindo temas que são marginais, que não interferem, e sim tendo que votar em pessoas porque faz oposição ao outro? Repito, são bilhões e bilhões de reais que poderiam ter ido para educação, saúde e segurança, que compromete muito mais a vida do brasileiro.
Uma outra informação, o presidente Lula disse durante a agenda no Nordeste que é preciso ampliar as alianças para ter maioria no Congresso. Só que criticou o mandato longo dos parlamentares. A gente separou essa fala. Vamos acompanhar.
Na minha opinião, o mais importante para o Brasil é a gente tentar manter o regime democrático funcionando, inclusive com as suas instituições. Então as eleições presidenciais passam a ter uma importância muito grande, as eleições para o governador muito grandes, mas as eleições para o Senado são muito importantes.
São muito importantes porque um governador mantém uma relação civilizada com o presidente da república porque o governador também precisa do presidente da república. Mas o senador com mandato de oito anos, ele pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do Senado.
Giro rápido com os nossos comentaristas. Você, Roberto Mota, a manifestação do presidente da República. O senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele menciona a necessidade, a importância das eleições para o Senado. Um minuto.
Imagina um presidente que já tem, vai ter 12 anos de mandato, né? Imagina um partido com 20 anos de mandato, o que eles pensam que são. O Senado tem um papel muito importante no sistema de freios e contrapesos. Primeiro o Senado aprova ou rejeita os ministros da Suprema Corte, os candidatos a ministros. Depois é o Senado que tem o poder de retirar do cargo um ministro.
Mas, desde o século XIX, o Senado não rejeita nenhum candidato. E há dezenas de pedidos de impeachment engavetados. Pois é, passar para o Dávila também, nesse giro final, um minutinho, Dávila. Lula também dedicado à campanha ao Senado. Entende a importância desse pleito. Um minuto.
Lula sabe muito bem que vai perder o Senado, o Senado vai se tornar cada vez mais de direita e um Senado de direita vai tirar o sono de um presidente que não pensa que é Deus, ele acha que é Deus. Então, isto é o contrapeso que o Mota bem disse que é preciso fazer na República. Um Senado de direita com mandato de longo prazo.
para frear a insensatez dos projetos enviados ao Congresso Nacional pelo presidente da República. Você, Cristiano Beraldo, a fala do presidente da República concedeu uma entrevista e ele refletiu sobre os senadores e o tamanho do mandato. Segundo ele, senadores que têm oito anos de mandato pensam que são deuses.
Pois é, ele fez uma reflexão, né? O presidente se coloca como um filósofo, refletindo sobre o papel do senador e como é complicado ele ter oito anos de mandato. E é interessante, Caniato, porque, de fato, o senador pode pensar que é Deus. Afinal de contas, em oito anos, ele distribui mais de meio bilhão de reais em emendas parlamentares, esse dinheiro que vem do orçamento brasileiro, para que cada um dos senhores e senhoras senadores possam indicar onde serão aplicados.
E aí a reflexão que o presidente da República faz deve remeter à saudade que ele tinha do tempo em que não havia emenda parlamentar e aí com isso ele comprava o apoio que ele precisava no Congresso Nacional distribuindo mala de dinheiro, como ficou revelado no caso do Mensalão.
Portanto, Caniato, o problema do Brasil não é o senador pensar que é Deus. O problema do Brasil é o presidente da República não ter um projeto para o país e ficar administrando seus interesses pessoais conforme a conveniência do momento. Você, Bruno Musa, para a gente passar a regra e fechar essa discussão um minutinho.
Infelizmente, a política no Brasil, ela permite que todos que cheguem lá se achem deuses ou semideuses. O grande problema aí é uma briga até pelo ego. Acho que tem gente que gostava quando o monopólio dele se sentir Deus era único e exclusivamente dele. Hoje, infelizmente, nós plagamos porque tem várias pessoas que se sentem deuses e, infelizmente, tem ao lado a possibilidade de fazer o que querem com todos nós.
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Resultado da enquete do dia, vamos colocar a pergunta na tela e o resultado, por gentileza?
Você acha que os nomes divulgados para a disputa presidencial já estão definidos ou haverá surpresas? 40% disseram sem mudanças, os nomes são esses aí. 33% disseram acho que teremos surpresas. E 27% tudo depende da delação de Daniel Vorcaro. Muito obrigado pela audiência de todos, um grande abraço, um abraço aos nossos comentaristas e a gente agradece a você. Vem aí o Jornal Jovem Pan. Um abraço, tchau, tchau.
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