Episódios de Os Pingos nos Is

STF pode segurar CPI do Master / Mendonça age para blindar delação

31 de março de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (30):

O ministro do STF Kassio Nunes Marques, relator da ação que cobra a instalação da CPI do Banco Master, dá sinais de que pode não atender ao pedido da oposição para abrir uma nova frente de investigação contra o banqueiro Daniel Vorcaro. Parlamentares liderados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) recorreram ao Judiciário diante da resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Após decisões de ministros do STF que afetaram o andamento de CPIs no Congresso, parlamentares da oposição discutem projetos para ampliar a autonomia das comissões de investigação. Entre as propostas está uma iniciativa do senador Sergio Moro (União-PR) para tornar obrigatória a presença de testemunhas e investigados convocados pelos colegiados.

O ministro do STF André Mendonça atua para evitar que a investigação do caso Banco Master seja questionada ou anulada no futuro. A preocupação envolve o sigilo das apurações e a condução da possível delação do banqueiro Daniel Vorcaro, preso e dono do banco investigado.

Aliados próximos do presidente Lula (PT) passaram a defender nos bastidores que ele desista de disputar a reeleição. A avaliação leva em conta pesquisas que indicam estagnação ou queda nas intenções de voto, além da alta rejeição e da idade do presidente. No mercado financeiro, instituições chegaram a testar o nome de Fernando Haddad (PT) em levantamentos eleitorais.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a família Bolsonaro precisa resolver conflitos internos antes das eleições de 2026. Segundo ele, a união entre os integrantes é essencial para o desempenho do grupo nas disputas eleitorais. Valdemar também defendeu Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e disse que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisaria vencer a eleição presidencial para que o irmão retorne ao Brasil.

Aliados do presidente Lula (PT) protocolaram na Justiça um habeas corpus coletivo para que presos em situação semelhante à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também tenham direito à prisão domiciliar. O pedido pode beneficiar detentos condenados por crimes graves. Os autores da ação alegam seletividade nos critérios adotados pelo STF e citam uma crise no sistema carcerário brasileiro.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República. Durante evento do partido em São Paulo, ele afirmou que, se eleito, pretende conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Caiado também disse que pretende aplicar no governo federal medidas semelhantes às adotadas em sua gestão em Goiás.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio6
D

Daniel Caniato

HostJornalista
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
J

Júlia Firmino

ComentaristaRepórter
M

Matheus Dias

Reporterjornalista
N

Nelson Kobayashi

Comentarista
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • CPMI INSS e Banco MasterKassio Nunes Marques · Daniel Vorcaro · Eduardo Girão · Investigações sobre Davi Alcolumbre · André Mendonça
  • Prerrogativa do Congresso na reforma do JudiciárioSupremo Tribunal Federal · Investigações sobre Davi Alcolumbre
  • Atuação de Lucia na políticaConselhos de Lula · Fernando Haddad · Valdemar Costa Neto · Ronaldo Caiado
  • Debate sobre igualdade no sistema prisionalSaúde de Jair Bolsonaro · Habeas corpus coletivo
  • Taxa das blusinhas
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, os assuntos mais importantes da semana, sempre contando com a análise, as reflexões, as discussões entre os nossos comentaristas. Eu sou o Daniel Caniato e você é sempre o nosso convidado especial.

Para começar, mesmo sendo indicado por Jair Bolsonaro, o ministro Cássio Nunes Marques, que relata uma ação que cobra a instalação da CPI do Banco Master, dá sinais de que não deve aceitar o pedido da oposição de abrir uma nova frente de investigação contra Daniel Vorcaro. Liderados por Eduardo Girão, os parlamentares acionaram o judiciário para forçar a criação do colegiado diante da resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Por não ter prazo.

para decidir o entorno de Alcolumbre e do próprio magistrado, avalia que ele deixará o processo em banho-maria. Nunes Marques é próximo de lideranças do Centrão no Congresso e, além disso, já externou que não é favorável em intervenções no Congresso. Chamar os nossos comentaristas, vamos ao Rio de Janeiro. Roberto Mota já ao vivo, conectado, apostos com a gente. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Excelente semana.

alguns aspectos que envolvem ainda o caso do Banco Master e a oposição tentando avançar com uma nova frente de apurações. E aí surge a figura de Nunes Marques, na leitura de muitos, enterrando o pedido por uma nova CPI, uma CPI que investigaria todo o esquema fraudulento de Daniel Vorcaro e do Banco Master. Bem-vindo.

É preciso a gente fazer uma leitura cuidadosa dessa notícia. Caniato, boa noite a você. Boa noite aos meus colegas de bancada. Boa noite à nossa querida audiência. É mais uma situação na qual muita coisa está errada. Primeiro, mais uma vez, o parlamento pede ao judiciário que interfira no funcionamento do parlamento.

Isso está acontecendo porque o presidente do Congresso, que é o presidente do Senado, não está seguindo o que manda a legislação. Como a CPMI do Banco Master já tem assinaturas suficientes para sua criação, ela deveria ser criada. Ponto. É o que manda a lei. É evidente que ele deveria cumprir a lei.

Mas me parece que diante dessa dificuldade, os parlamentares deveriam encontrar uma outra forma de resolver essa situação que não fosse recorrer mais uma vez ao judiciário. Que forma seria essa? Eu não faço a menor ideia. Mas me parece que a pior alternativa sempre é pedir a intervenção do judiciário.

Pois é, notícia de abertura de Espingos nos diz. Agora eu quero chamar nossos próximos comentaristas. Casa cheia aqui no estúdio em São Paulo. Deixa eu vir para a aberta, inclusive para anunciar o Cristiano Beraldo. Também o Nelson Kobayashi. Olha o Nelson Kobayashi de volta depois de algumas boas semanas. Sejam bem-vindos. Ótima noite a vocês. Passar a palavra para o Cristiano Beraldo para analisar essa notícia que chama atenção pelo posicionamento já.

anunciado de que Nunes Marques enterraria um pedido por uma nova CPI, mas o que nós estamos vendo, né, Cristiano Beraldo, é uma intensa judicialização do Congresso Nacional, pedindo apoio da Suprema Corte para conseguir avançar com investigações no Congresso Nacional. Bom, se os presidentes das casas estivessem colaborando com os congressistas, talvez não fosse preciso esse tipo de judicialização. Agora...

pedir para que o Supremo discorra e analise esses pedidos, quer dizer alguma coisa de que vai dar em algo? Será, Caniato? Boa noite a você, ao Kobayashi, ao Mota, boa noite à audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.

Olha, Caniato, infelizmente o Brasil já vive há muito tempo essa dinâmica em que o Congresso, no momento em que não consegue resolver os seus próprios problemas, vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal para que o Supremo Tribunal Federal decida sobre temas que são exclusivamente do Congresso, da dinâmica, tanto do Senado quanto da Câmara dos Deputados.

E aí o Supremo Tribunal Federal foi se animando em ele próprio tomar decisões que invadem de forma muito clara a competência do Congresso Nacional e isso foi se normalizando. O problema é que a gente não pode achar que o gol contra é bom só quando favorece o nosso time. A gente tem que entender...

que esse tipo de ação em que o Supremo Tribunal Federal é chamado a se meter num trabalho, numa celeuma, numa coisa que diz respeito exclusivamente à dinâmica do Congresso, não é bom. Porque há recursos internos para que Câmara e Senado resolvam seus próprios problemas. E aí eu vejo essa indignação com a atitude do presidente Davi Alcolumbre, e...

E aí eu pergunto, quantos desses senadores fizeram campanha contra o Davi Alcolumbre? Porque na época em que Davi Alcolumbre foi eleito, salvo engano, pela terceira vez para presidir, aliás, segunda vez, porque houve ali a continuidade do mandato, se não me engano, é a segunda vez que ele assume a presidência do Senado Federal.

Estavam esses senadores? Foram lá fazer oposição? Lançaram uma candidatura de oposição? Ou se juntaram a Davi Alcolumbre? Porque era bom, porque o Davi Alcolumbre ia dar a comissão X, Y ou Z para que a oposição pudesse fazer o seu trabalho. Desculpa.

Esse acordo que foi feito para a eleição de Davi ao Colômbio custou muito caro à oposição do Brasil ao governo federal. E esse preço tem que ser pago pela oposição com trabalho e não simplesmente querendo que agora o Supremo atropele algo que tem que ser resolvido dentro do Senado.

Pois é, vou passar para o Nelson Kobayashi. Vocês acompanham o Kobayashi, apresentador, comentarista, mas é advogado e sempre tem uma posição, uma reflexão que ajuda a gente aqui nesse tipo de debate. Kobayashi, o que é preciso considerar em relação ao excesso?

de pedidos feitos por congressistas à Suprema Corte, no que tange, por exemplo, investigações como CPIs, CPMI's, e o que é preciso considerar sobre a figura de Nunes Marques. Coloca em perspectiva, bom, ele foi indicado por Jair Bolsonaro. Isso vale de alguma coisa? E a sinalização de que ele não daria razão a esses congressistas que querem abrir uma nova frente de investigação no Congresso contra Daniel Vorcaro. Bem-vindo.

Há algumas camadas aí, Caniato. Boa noite pra você, pro Beraldo, pro Mota, pra todos que nos acompanham aqui em Os Pingos nos Is. É sempre um prazer estar com vocês. Primeira questão envolvendo o relator, o Nunes Marques, o sorteado pra decidir esse mandado de segurança que pede a instalação de uma CPI em relação ao Banco Master.

A figura do Nunes Marques foi alçada ao Supremo Tribunal Federal por indicação do Jair Bolsonaro e por pressão, de certo modo, do Ciro Nogueira, que era seu ministro da Casa Civil, do PP, senador, e que tinha suas ligações locais, inclusive, com o Nunes Marques. Na ocasião, o ex-presidente Jair Bolsonaro precisava de alguma governabilidade em relação com o Centrão, que era sempre estressada, enfim, e atendeu ao... Obrigado.

a sugestão de Ciro Nogueira para indicar o Nunes Marques. Então, essa é a figura dele. Mas ele tem se mostrado, até esse momento, um ministro que é fiel aos precedentes, principalmente, da corte. Agora, por exemplo, é uma dessas ocasiões em que a gente vai ver se ele é mais leal a quem o indicou ou aos precedentes da corte. Por quê?

Porque recentemente, muito recentemente, a gente viu o Supremo decidindo na semana passada a respeito de uma continuidade ou não da CPMI do NSS. E o entendimento da corte foi de que haveria de se respeitar a decisão interna corpores.

do parlamento, de que um poder não poderia interferir no outro, como se o Supremo não vivesse interferindo no outro poder, no poder legislativo. Mas se chegou a esta conclusão, enfim, então qualquer outra decisão, na semana seguinte, nesta semana agora, por exemplo, seria uma reviravolta.

Seria um cavalo de pau em relação ao que decidiu o Supremo há dias atrás. Portanto, a grande tendência é que o ministro Nunes Marques rejeite esse mandado de segurança para que isso seja tratado internamente lá no Poder Legislativo, nas casas legislativas da Câmara e do Senado.

Até porque essas questões interna corpores só podem ser objeto de uma decisão judicial quando há alguma questão de formalidade que não foi observada. Nunca em relação ao mérito. O mérito do que se decide no Legislativo é dos parlamentares. Em relação à formalidade, talvez poderia haver uma brecha ou outra. E aqui eu trago uma hipótese. Por exemplo.

Muito se fala na instalação de uma CPMI do Banco Master e não de uma CPI que possa correr na Câmara ou uma CPI que possa correr no Senado. Uma CPMI, comissão mista de senadores e parlamentares, porque para a CPMI basta o requerimento com assinatura suficiente e a existência de uma sessão conjunta da Câmara e do Senado. Havendo essa sessão, é obrigatório que o presidente...

do Congresso, o senador Davi Alcolumbre, faça a leitura e instale a CPMI, diferentemente das CPIs, que essas detêm de uma disposição, de uma conveniência dos presidentes das casas. Ah, inclusive a desculpa. Leitura do requerimento. Leitura do requerimento, exato.

Mas há até uma desculpa, que não é só do Congresso Nacional, mas de Assembleias Legislativas, de que há uma fila de CPIs, de que há um número específico para que haja tramitação em concomitância, enfim. Então, só se tivermos uma sessão do Congresso...

E a não leitura, aí haveria uma questão de formalidade que poderia ser judicializada com chances de êxito. No mais, do jeito que está agora, eu acredito que seja mesmo, a gaveta, o destino deste mandado de segurança, não vai levar à instalação de uma CPI do Banco Master. Pois é, e é engraçado, curioso.

que alguns veículos de comunicação noticiaram que Nunes Marques teria revelado a pessoas próximas que seria prudente que o Legislativo pudesse avaliar um modo mais adequado para a instalação e desenvolvimento dos trabalhos de CPIs. Ou seja, estaria lavando as mãos aquela coisa, não, não quero problema para mim, resolvam vocês. Deixa eu passar para o Roberto Mota. Mota, a gente precisa talvez...

dar alguns passos para trás, olhar para o que aconteceu com a CPMI do INSS. E assim, o eleitor, o cidadão, aquele que acompanha o noticiário vai se perguntar, mas adianta alguma coisa, algum posicionamento da Suprema Corte nesse momento? E mais, adianta alguma coisa CPI, CPMI?

Duas perguntas importantes, Caniato. A primeira é difícil de responder. O que nós temos visto nos últimos anos é a influência cada vez maior da política nas decisões da corte. A ponto de algumas decisões constituírem quase que completamente de política. Com muito pouco de direito restando na decisão.

Quanto à finalidade da CPI e das CPMI, elas são uma oportunidade para que os parlamentares examinem assuntos relevantes para o país. Elas não são o equivalente a uma investigação policial.

Um parlamento jamais vai substituir o sistema de justiça criminal. E é isso que às vezes se espera que aconteça no Brasil de hoje, porque a fé dos brasileiros no sistema de justiça tem sido reduzida tanto pelos últimos acontecimentos que muitas vezes o cidadão comum fica com a última esperança no parlamento. Então as pessoas olham para uma CPI ou uma CPMI e...

E imaginam, se vier alguma coisa daqui, é melhor do que nada. Colocando isso tudo e considerando-se essa excelente explicação que o Cuba deu, a gente vê que tudo se transforma numa questão política. E isso é motivo de desânimo, porque o cidadão comum fica pensando, e agora?

a quem nós podemos recorrer. Se existe um conflito entre poderes, um dos poderes chama para si sempre a última palavra sobre qualquer assunto, e essa última palavra varia. Às vezes ela é de um jeito, às vezes ela é de outro, conforme a conveniência política. É uma situação muito complicada e muito ruim.

Interessante quando o Mota destaca o seguinte, tudo se transforma em questão política, para além do que está, por exemplo, na Constituição. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, porque a história comprova isso, né, Beraldo? Se o governo de ocasião tem alguma proximidade, por exemplo, com a Suprema Corte...

Talvez seja muito factível, na canetada, a corte obrigar a realização de uma CPI ou de uma CPMI. Se não houver essa proximidade, talvez não seja o mais importante. Talvez identifiquem que a legislação não obriga a Suprema Corte a se manifestar ou obrigar a realização de uma CPI. Talvez digam, não, essa é prerrogativa do Congresso, nem me meto em relação a isso.

Pois é, só que a gente precisa lembrar que CPI e CPMI são instrumentos puramente políticos. Essa discussão não impacta a apuração adequada e devida pelas autoridades policiais, pelo Ministério Público, porque isso está acontecendo, independente de CPI. Não é que o caso Master não vai dar em nada por causa do Congresso, por causa da CPI, não é isso.

O que temos que observar é, uma vez consolidada, finalizada a investigação pela Polícia Federal, o que vai derivar disso? Quem são as pessoas que vão estar ali com provas documentais que estão envolvidas no cometimento de crime a partir dessa ação do Banco Mastro? Porque isso tudo ainda está por ser demonstrado e comprovado. O trabalho da investigação é esse.

O que a CPI ou a CPMI pode fazer é dar mais visibilidade, é uma investigação pública, digamos assim. Os brasileiros ficam mais engajados, o assunto vai fazendo parte das rodas de conversa pelo Brasil afora, as pessoas ficam mais atentas, as pessoas estão mais capacitadas até, a partir das discussões, de cobrar respostas efetivas para...

tudo o que aconteceu. É óbvio que um caso dessa magnitude não pode cair no esquecimento, não pode não dar em nada. Não é possível que o Brasil não vai aprender dessa tragédia que aconteceu. Mudanças no Banco Central, mudanças no sistema bancário como um todo, que linka com essa questão do crédito consignado que vai sendo imposto aos aposentados e...

eventualmente dinheiro que foi desviado de fundos de previdência públicos para o Banco Márcio, isso tudo tem que causar consequências muito sérias, muito graves. Pessoas, pegas comprovadamente cometendo o crime, têm que pagar pelos crimes cometidos. Agora, quando a gente olha para dentro do Congresso, é político.

Então, o que não me agrada é ver que a articulação política não funciona, aí eu vou chorar pro meu pai e pra minha mãe porque eu não quero mais jogar bola, eu quero fazer par do time titular. Calma, não é assim.

Isso é um jogo de gente que se vendeu para o eleitorado como pessoas competentes, aguerridas, que sabem, dentro do regimento do Congresso Nacional, fazer prevalecer aquilo que eles defendem. Então, o que me parece que o que está faltando é a articulação interna.

Pois é, tem um outro destaque, inclusive para conectar essa discussão dos nossos comentaristas. Após várias decisões de ministros contra as CPIs no Congresso, parlamentares da oposição lhes preparam uma reação e discutem medidas para reforçar os poderes das comissões e garantir as investigações parlamentares sem interferências do Judiciário.

Segundo políticos, o julgamento que derrubou aquela prorrogação da CPMI, do INSS, acompanhamos isso na semana passada, isso foi marcado por vários sinais de incômodo da corte com a atuação dos colegiados, especialmente em relação ao uso de instrumentos como a quebra de sigilos.

Uma das propostas já foi apresentada pelo senador Sérgio Moro, que prevê tornar obrigatória a presença de testemunhas e investigados convocados. Diante desse cenário, a oposição avalia ser necessário a aprovação da...

A autonomia das CPIs por meio de projetos de lei, especialmente pelo fato dessas investigações mirarem figuras muito poderosas na República. Começar essa rodada com o Nelson Kobayashi, porque inclusive, Kobayashi, semana passada, durante aquela apreciação feita pelo Supremo sobre a prorrogação ou não da CPMI e do INSS, em dado momento, pouco antes de proferir o seu voto,

O ministro Gilmar Mendes fez críticas em relação ao vazamento das conversas de Daniel Vorcar. Não disse nominalmente, mas deu a entender que, e usou vários adjetivos, inclusive, para criticar os vazamentos, mas de ser necessário a atualização da lei da CPI. Foi isso que ele mencionou. E aí eu queria que você discorresse sobre esse instituto.

Entende que há, inclusive, a necessidade da atualização desse dispositivo. E que tipo de reflexão é preciso fazer sobre garantir mais poder ao Congresso no que tange o uso desse dispositivo, da CPI barra CPMI.

Olha, Caniato, contextualizando essa manifestação ou essas manifestações do ministro Gilmar Mendes no julgamento em que ele deu vários recados aos parlamentares na semana passada na decisão que negou a prorrogação da CPMI do INSS, é importante deixar claro que foi ele, o ministro Gilmar Mendes, quem pediu o destaque do julgamento para que fosse levado ao plenário.

Porque o julgamento se daria no plenário virtual, que é uma espécie de plataforma, um lugar onde os ministros simplesmente colocam os votos. Quando ele pede destaque e leva para este plenário que a gente está vendo na tela, o plenário do Supremo Tribunal Federal, que é televisionado pela TV Justiça, replicado por todos os veículos de imprensa, ele quis dar recado para político, sim. Quis dar recado para político, tanto que...

Ele não se limitou à leitura do voto, ele não se limitou a acompanhar ou não o relator. Ele fez um discurso, um discurso endereçado, inclusive, aos parlamentares. Posso até compartilhar com você? Já que o Koba menciona essa manifestação do Gilmar Mendes, eu vou pegar um trecho dessa fala, abrindo aspas para o ministro Mendes. Talvez uma grande contribuição neste momento que os senhores poderiam dar. Aí, parênteses.

Meus, ele mencionava isso porque havia alguns senadores no plenário do Supremo. Então, voltando, talvez uma grande contribuição neste momento, que os senhores poderiam dar, é refletir sobre uma nova lei de CPI. O sistema atual ficou velho. E aí na frente ele diz, um dicionário, um abecedário de abuso. E aí mais adiante ele faz a conexão com os vazamentos. Vai lá, Coban.

E aí, para complementar, ele dá esse recado, claro, pedindo uma atualização legislativa, né? E aí, o mesmo Supremo que estava decidindo que não deveria interferir no Legislativo, hein? Veja só, o ministro está apresentando a sua proposta de mudança de lei numa decisão em que ele falava que o Supremo não tem que se meter no Congresso. Enfim, e aí ele está falando isso com uma certa razão. Qual a razão? De que, de fato, a lei da CPI está velha e de que a gente precisa atualizar. Mas essas propostas do senador Sérgio Moro são...

Parte delas inconstitucionais. Obrigar o investigado a comparecer à CPI ou à CPMI é inconstitucional porque o investigado não pode se recusar a comparecer diante do juiz ou do delegado ou de qualquer autoridade judicial. Por que vai ter que ser obrigado a comparecer diante de um deputado, de um senador? Quem tem o direito ao silêncio tem o direito de não ir falar.

Essa é uma questão constitucional já pacificada, inclusive, na jurisprudência nacional. Em relação a obrigar uma testemunha a depor, isso já é possível. Já é possível que uma CPI determine a condução coercitiva de uma testemunha. A questão é que os parlamentares, por estratégia...

intimam investigados na condição de testemunha para que elas sejam obrigadas a ir sejam obrigadas a responder por isso que essas testemunhas entre aspas entram com a habeas corpus no STF falando que na verdade elas são investigadas e não testemunhas e pede lá o direito de ficar calado, de ficar em silêncio ou até mesmo de não ir, ou seja

Essa maneira que o senador está querendo atualizar não é a maneira mais adequada. A gente deveria atualizar a CPI, por exemplo, para melhorar a composição, para que não sejam os caciques políticos aqueles a determinar quem é que está, quem é que não está numa CPI.

Porque a gente viu isso acontecendo agora na votação do relatório final da CPMI e do INSS. De última hora, a Cezona era ministro, líder partidário, presidente de partido, muda a composição de quem quer titular, de quem quer suplente, para direcionar as decisões. E aí acaba tudo sempre dando em pizza por conta desses poderes de líderes partidários que são maiores do que os próprios parlamentares eleitos. Então a gente tem algumas outras formas de melhorar a CPI, não com essas propostas do senador Sérgio Moro.

Pois é, aproveitando as pessoas que chegam agora, uma das propostas, como bem mencionado pelo Nelson Kubayashi, o senador Sérgio Moro indica ou sugere tornar obrigatória a presença de testemunhas investigados que forem convocados pela comissão. Deixa eu passar para o Mota. Mota, nós, por diversas vezes, vários comentaristas, no Pingos e em outros programas da Jovem Pan,

criticam o posicionamento de alguns congressistas nas comissões parlamentares de inquérito, que transformam aquilo em um festival de cortes para as redes sociais, principalmente para o Instagram. Fazem uma pergunta super longa e aí aquele que foi convidado simplesmente pega o microfone...

Vou me reservar o direito de ficar em silêncio. E aí o parlamentar em questão transforma aquilo em um super vídeo para conseguir milhares de likes. Mas assim, para a investigação mesmo, ajuda muito pouco. Enfim, o que é preciso considerar em relação ao dispositivo, as propostas para melhorar esse instrumento e se...

Quando um parlamentar sugere uma proposta que um jurista faz uma rápida análise, como o Koba fez, e já diz, trata-se de uma sugestão inconstitucional, se isso por si só não é também um quase caça-clique.

Cariato, são questões importantes. Vamos pegar a primeira que você levantou. O fato de alguns parlamentares aproveitarem a oportunidade de estar em uma CPI ou CPMI para falar com seus eleitores, para lacrar, para fazer vídeos. É assim que funciona a democracia, meus amigos. Um político está fazendo política o tempo inteiro.

O político precisa de votos, precisa de eleitores. Ele, às vezes, tem que transformar aquilo que ele está fazendo em uma coisa midiática. Não há nada de errado nisso. O que há muito, o que acontece muito errado...

É quando você vê magistrados fazendo isso. Magistrados fazendo discurso político. Magistrados lacrando. Magistrados transformando o trabalho de aplicar justiça em espetáculo. É isso que está errado. Os políticos têm que fazer política. É óbvio. Esse é o papel deles. Foi por isso que nós criamos um sistema chamado democracia.

onde os políticos precisam aparecer para que você, eleitor, conheça os políticos e vote neles quando chegar o período eleitoral. A gente não pode criar um sistema que incentiva isso e depois reclamar que os deputados querem aparecer. Mais uma vez.

Uma CPMI ou uma CPI não substitui uma polícia. Se a gente hoje tem essa expectativa, a expectativa de que o parlamentar atue como se fosse um investigador policial, se a gente tem essa expectativa é porque o sistema de justiça criminal, incluindo seus magistrados, não estão cumprindo o seu papel.

Pois é, deixa eu passar para o Beral também escutar o que ele pensa a respeito, mas antes disso, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui nas demais plataformas, Cristiano Beral também vai refletir a respeito dessa tentativa de alguns congressistas de atualizarem, permitirem que a CPI ou a CPMI, que esse instrumento seja mais eficiente.

inclusive na tentativa de levar figuras que estão sendo investigadas. Você, Beraldo, tem gente que acha que CPI e CPMI não ajudam em absolutamente nada. Outros falam, ah, vamos criar uma CPI e depois vai dar tudo em pizza. No imaginário da população, é disso que se trata. Até um dia a gente poderia fazer uma enquete a respeito.

Neto, está tudo errado no Brasil. Então, para onde quer que a gente olhe, a gente percebe que nada funciona da maneira que deveria. E isso acontece com essas comissões de inquérito dentro do Parlamento Brasileiro.

Porque qual é o propósito da CPI? Não pode ser fazer o trabalho que é executado pela Polícia Federal, pelas polícias estaduais. A CPI deve ter um papel de, ao discutir temas que implicam...

em eventuais aspectos de mal funcionamento do Estado brasileiro, que o Parlamento possa propor mudanças para que a gente melhore do ponto de vista institucional, do funcionamento do Estado brasileiro e, com isso, o país ande melhor. Mas a gente não vê isso acontecer. Quantas e quantas CPIs acontecem?

E às vezes o relatório não é nem aprovado. Aconteceu com a CPI do MST. Salvo engano, tem dois, três anos isso.

Então, a CPI, do jeito que está hoje, ela não tem um propósito específico. O que ela acontece, o que ela consegue, muitas vezes, é dar visibilidade a um determinado tema, a sociedade, tendo em vista a vasta cobertura de mídia e, obviamente, um certo uso dessas bancadas, desses ambientes pelos parlamentares para darem ali os seus shows, enfim, tem bate-boca.

acaba sendo quase um entretenimento do noticiário. Só que, do outro lado, nós temos o judiciário, que hoje funciona de uma forma totalmente deficiente no Brasil. A gente tem, de um lado, a possibilidade de acionar o judiciário brasileiro sobre qualquer coisa.

Mas de outros grandes temas do Brasil são discutidos a partir desse jogo de influência. Quem que eu contratei de advogado? Quantos advogados eu contratei? Quais são os escritórios? Dependendo do tribunal, vou contratar o escritório A ou B. Quer dizer, a qualidade do advogado, o notável saber jurídico.

do advogado que vai oferecer um conhecimento elevado ao seu cliente a partir da sua experiência, isso está em segundo plano. Isso não é mais um requisito primordial observado e levado em consideração.

por aquelas pessoas que contratam determinados advogados. Então a gente vê que está realmente nesse aspecto tudo muito errado. E aí, só para terminar, ainda trago aqui a falta de recursos e investimento nas forças policiais.

Nós vemos a Polícia Federal, as Polícias Civis, muitas vezes trabalhando por puro amor à camisa, por vontade de executar um trabalho, porque estrutura, tecnologia, amparo para realizar o seu trabalho, muitas vezes faltam.

Pois é, recebendo a Rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Espingos nos diz, e eu quero lembrar da enquete do dia, todo programa a gente publica uma pergunta, um tema ligado ao noticiário, e aí abrimos a possibilidade para que você se manifeste também. A gente trata da questão que envolve a criação de taxas, de impostos por essa administração, se isso tem a ver...

com a aprovação em queda da atual administração. Se puder, vote no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. Deixa eu só passar para o Nelson Kobayashi, porque tem algumas pessoas que se manifestaram aqui no nosso chat, Koba, questionando o poder de investigação ou...

as consequências para um processo de investigação daquilo que é apresentado por uma CPI. Com o relatório aprovado ou não. Uma vez que o relatório seja rejeitado, aquilo que foi, a energia que foi gasta foi para o ralo, foi para a lata do lixo ou Polícia Federal e Ministério Público podem se utilizar do relatório? Essa é uma questão. E aí outras...

Lembranças talvez da nossa audiência quando mencionam CPI dos Correios, CPI do Mensalão e CPI do caso Pescefarias que culminou na queda de Fernando Collor de Mello. Pessoas mencionaram como exemplos bem sucedidos de CPIs que foram realizadas. Mas vários outros mencionam comissões que foram realizadas, perduraram por muito tempo e acabaram não dando em nada. Acho que o Beraldo até mencionou há pouco a CPI do MST.

que acabou não resultando em absolutamente nada. O que é preciso trazer, olhando um pouco para a nossa história? As CPIs, no geral, dão em alguma coisa? Olha, respondendo a primeira pergunta, Caniato, na prática, o relatório final de uma CPI é papel de pão. Não faz grande diferença. Tudo o que aconteceu antes de um relatório final, sejam os depoimentos, os documentos, as provas que foram ali produzidas, tudo aquilo é encaminhado da mesma forma, ou pode ser encaminhado da mesma forma.

para as autoridades competentes, para a Polícia Federal ou para a Polícia Civil, se o crime for de Polícia Civil, para o Ministério Público, de alguma maneira, aproveitar, para que ele aproveite, de alguma maneira, aquilo que foi produzido. O relatório, ele nada mais é do que uma opinião de quem presidiu ou relatou aquela comissão. Uma opinião de que fulano, ciclano...

tem culpa no cartório que por isso merece ser ou não indiciado, por exemplo. Nessa do INSS, por exemplo, tinham mais de 200 indiciados. Mas é uma opinião que não vincula, não obriga, por exemplo, o promotor a achar que ele merece ou não ser denunciado. Ou o delegado de polícia concordar ou não com aquela opinião. Então, na prática, o relatório final não gera tanto efeito assim. Ele é muito mais simbólico do que prático.

no final das contas. Agora eu gostaria de falar sobre a proposta do senador Sérgio Moro, que pode ter a ver com estratégia. Uma estratégia muito parecida com a que foi adotada pelo Guilherme Derritt, deputado e pré-candidato ao Senado no PL Antifacção. O Derritt colocou no PL Antifacção a proibição

de preso provisório votar. Está preso preventivamente, não pode votar. Está preso temporariamente, não pode votar. Todas as prisões provisórias, ou seja, pessoas presas sem condenação. É claramente inconstitucional, porque a Constituição fala que só pode ser considerado culpado depois da decisão definitiva, com trânsito em julgado, condenatória e tal.

Só que foi uma estratégia, uma jogada de mestre, no meu ponto de vista, porque ele conseguiu aprovar no Congresso, é popular, as pessoas querem que presos não votem, sejam presos provisórios ou não, e colocou essa batata quente na mão do presidente da República, que recebeu vários pareceres de inconstitucionalidade, como era previsível. E o presidente da República, no final das contas...

Em ano eleitoral, fez o quê? Manteve. Não vetou este trecho do PL antifacção. A mesma coisa pode estar acontecendo agora com essa proposta, por exemplo, do senador Sérgio Moro. Em ano eleitoral também, que, claro, ele precisa explorar algo do judiciário, já que ele vem do judiciário, enfim. Faz essa proposta para obrigar a investigada a comparecer. É inconstitucional. Se isso passa no Congresso, isso cai na mão do presidente da República, vai ser o presidente que vai falar que não tem que...

conduzir investigado, que não tem que comparecer investigado é esse jogo de jogar batata quente um na mão do outro é o jogo da política. Por isso que a gente às vezes não pode interpretar uma proposta como totalmente em relação à técnica, ao mérito, é do jogo da política principalmente quando a gente fala em um ano eleitoral em que tudo tudo, tudo repercute em voto.

Pois é, a gente segue trazendo as principais notícias do dia, inclusive, vamos gerar a reportagem da Jovem Pan News. Diante da possibilidade do caso Master atingir autoridades, o ministro André Mendonça já atua para evitar que a possível delação de Daniel Vorcaro e os processos possam ser questionados ou anulados no futuro.

Júlia Firmino chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Júlia, seja bem-vinda. Uma ótima noite a você. Então, conta para a nossa audiência quais atitudes o ministro tem tomado e articulado para conseguir atingir esse objetivo de impedir a impunidade para a autoridade. Seja muito bem-vinda mais uma vez.

Uma das restrições, uma das medidas que estão sendo tomadas, Caniato, são restrições em relação aos documentos que tratam aí dessa investigação, viu? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente agora aqui no Pingo Zunzis, na programação da Jovem Pan. De fato, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre, aliás, André Mendonça, que é o relator do próprio caso do Banco Master, junto da Procuradoria-Geral da República e também da Polícia Federal, tem ficado muito...

atentos para evitar os questionamentos sobre essa investigação, que abram margem também para, no futuro, anularem tudo isso que já tem sido tratado agora. A principal preocupação, de fato, desses órgãos e também do próprio relator do caso é o sigilo das apurações, a espetacularização desse caso, além da condução da delação premiada do próprio banqueiro, dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que inclusive está preso. O que a gente...

Apurou, né? O que a gente tem em relação a tudo isso? É que no julgamento que estava vetando aí a prorrogação da CPI do INSS, Gilmar Mendes, ministro também, criticou os vazamentos em relação ao caso Master. E aí, André Mendonça respondeu dizendo que o sigilo é essencial, isso porque podem prejudicar as investigações, virar questionamentos também sobre a credibilidade desse caso, dessas investigações.

As medidas de segurança, inclusive, que eu estava pontuando, são, por exemplo, o acesso restrito dos documentos. Só para a gente ter ideia, no gabinete de André Mendonça, só quatro pessoas têm acesso total aos documentos, ao caso. Já na PGR, a investigação fica com o grupo restrito ligado a Paulo Goni.

Os investigadores também temem, né, Caniato, que erros possam anular as provas ou invalidar o processo anos depois. Então, por isso, todo esse cuidado, de fato, com tudo isso. A gente segue acompanhando todas essas questões, né, em relação à segurança propriamente dita desse caso. É, de fato, uma restrição para não vazarem mais informações, já que a gente já teve tantos dados vazados em relação a esse caso. Volto com você.

Júlia Firmino trazendo os detalhes dessa informação, dessa notícia. Bom trabalho para você, Júlia. Vou rodar aqui com os nossos comentaristas, mas muitos se perguntam, bom, mas o que foi vazado até aqui? Será que isso já não é um argumento para que muitos advogados tentem invalidar parte do processo? Deixa eu chamar os nossos comentaristas para...

avaliar talvez essa tentativa de André Mendonça, Mota, vamos começar com Mota, essa rodada? Bom, a gente falava sobre isso, né? Talvez uma vírgula fora do lugar, um detalhezinho, um processo ou um documento que foi anexado incorretamente, só isso poderia inviabilizar o avanço das investigações ou...

permitir a anulação de parte do processo. Essa é uma preocupação de muitos, inclusive de André Mendonça, mas aquilo que foi vazado, você acha que já não deu munição para os advogados daqueles que serão acusados formalmente? Não tem dúvida.

E aí, mais uma vez, Caniato, o cidadão brasileiro, o nosso espectador, o nosso ouvinte, ele assiste espantado a uma conversa que é meio maluca, né? Às vezes a gente nem tem certeza se está entendendo mesmo o que está sendo discutido.

Porque desde sempre as investigações no Brasil se caracterizam por seus vazamentos. Todas as investigações. O curioso é que esses vazamentos, às vezes...

não são apenas tolerados, como até parece que são incentivados. Porque a cada passo que as investigações dão, acontece um vazamento, sempre divulgado com detalhes em alguns veículos de mídia. A gente já viu até casos em que os advogados dos investigados não tinham sido informados sobre coisas que vazaram.

E às vezes, às vezes, muito raramente, esses vazamentos provocam uma indignação duríssima das autoridades, quase uma revolta. E aí a gente vê essa ameaça de que tudo seja anulado por causa dos vazamentos.

Apesar de todo o histórico de vazamentos que sempre aconteceu. E aí, o cidadão brasileiro fica mais uma vez com a sensação de que está sendo feito de bobo. Ele fica com a impressão de que a justiça nesse país frequentemente se transforma em um teatro.

Pois é, vou até chamar o Nelson Kobayashi para discorrer e trazer aquilo que ele quer falar e analisar acerca desse tema. Tudo bem, o ministro quer, de alguma maneira, proteger o inquérito, a investigação e evitar que lá na frente aleguem que ilegalidades tenham sido cometidas ao longo do processo.

Mas, enfim, já não foram cometidas? Os vazamentos, inclusive, mencionados por Gilmar Mendes, isso por si só já não daria munição a muitos advogados para tentarem anulação? Ou não é bem assim? Mas vazamento não anula julgamento, Caniato. Porque se anulasse, aí a gente teria muito caso anulado.

o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro já poderia se valer disso, porque o que vazou seletivamente, inclusive, durante o processo da trama golpista, houve muitos vazamentos. Houve muitos vazamentos na Lava Jato, houve muitos vazamentos no Mensalão, sempre ali, de alguma maneira, mais para um lado do que para o outro. Então, vazamento não anula julgamentos.

Essa é a questão. O caso do Banco Master tem outras pontas soltas que poderiam gerar futuramente alguma anulação. A primeira questão é por que está no STF. Até agora, até este momento, não se tem público, até porque o processo tem lá o seu sigilo, o seu grado de sigilo, não se tem público. Qual é a autoridade neste momento que está como investigada? A autoridade com foro por prerrogativa. Qual é o ministro? Qual é o deputado? Qual é o senador? Qual é o senador? Qual é o senador?

A pessoa importante que justifica o caso estar lá no Supremo Tribunal Federal. Lá atrás, quando o ministro Toffoli ainda era relator, havia a citação, nem como investigado, de um parlamentar. Que depois não se falou mais nesse parlamentar. Essa é uma das pontas soltas, a competência. Segunda questão, a própria atuação do ministro Toffoli.

no decorrer do início dessa investigação e nas decisões que tomou lá no início, talvez isso possa gerar futuramente alguma anulação. Por quê? Porque houve um pedido de declaração de suspeição do ministro que os dez ministros do STF assinaram ali, o Toffoli mais os outros nove, assinaram que não existia.

semanas depois o próprio ministro Toffoli veio a público se dizendo suspeito por questão de foro íntimo. Fez inclusive seus pares ali de bobos, porque como é que em uma semana não tem suspeição nenhuma, ele é demais, ele faz tudo certo, mas por um acaso, aqui a causa de muita repercussão, vão redistribuir e semanas depois ele se declara como suspeito.

Então, assim, se as decisões anteriores foram tomadas por juiz suspeito, são decisões nulas. Então tem essa questão também para se levar em consideração. E aí a gente vai precisar entender melhor como é que isso vai se desenrolar, porque essa é uma novela interessante de se assistir. E uma terceira e última possibilidade, que pode ser considerada uma ponta solta, é a maneira como se dará essa delação premiada que está sendo ensaiada pelo Daniel Vorcaro.

Porque, aparentemente, a PGR não tem esse interesse todo em participar. E a gente já teve outras delações premiadas sem participação da PGR, que foram declaradas nulas justamente por ausência de concordância da Procuradoria-Geral da República.

É um acordo que precisa dessa participação. E vejam só qual é o entusiasmo do senhor Procurador-Geral da República, doutor Paulo Gonê, de que isso avance e alcance ainda mais pessoas. Nem em relação à prisão do Vorcaro ele se manifestou e disse que não...

Num tempo muito curto não daria tempo de ver ali qualquer indício de embasamento para a prisão do Daniel Vorcaro. O mesmo Daniel Vorcaro, que tinha milícia para bater em jornalista, que tinha nas poucas mensagens que a gente sabe diversas comprovações de uma criminalidade de influência com pessoas poderosas. O Procurador-Geral da República, que precisa concordar com essa delação, naquela ocasião não foi tão entusiasta assim de um avanço nas investigações.

Pois é, interessante essa lista feita pelo Nelson Kobayashi.

possibilidades ou caminhos possíveis para a anulação do processo. Competência do STF, é importante a lembrança dele a respeito daquele parlamentar, mas nunca mais falaram dele. Mas há sinalização de participação ou conexão de outras figuras com o foro privilegiado. Aí a análise sobre os atos tomados pelo então relator ministro Dias Toffoli.

Todas aquelas informações que vieram à tona na imprensa, a tal história, participação da empresa S.A. com participação de Dias Toffoli, participação societária no tal do resort, enfim. E depois aquela reunião, saída do juiz, e acho que uma semana depois, a suspensão na votação sobre a manutenção da prisão de Daniel Vorcaro. E aí, por fim...

Dúvidas sobre a delação premiada. Mas, salvo engano, acho que havia uma informação de que seria uma delação com a anuência ou fechada com duas instituições, Polícia Federal e Procuradoria Geral da República. Algo mudou, Cobas? Não era essa a última sinalização?

Essa era a última sinalização. A gente espera que isso vá adiante. A questão é saber qual vai ser o rigor de informações que vão ser admitidas, aceitas, pela PGR. Porque o ministro André Mendonça disse que não quer meia delação. Não quer delação seletiva. Vamos ver se o PGR concorda com isso ou não, porque depende dele também exigir o maior número de informações possíveis.

Só para passar a régua nessa discussão, você, Cristiano Beraldo, a intenção ou a boa intenção de André Mendonça, mas a descrença de muitos de que isso iria para frente.

O problema é que o vazamento, os vazamentos que sempre aconteceram, o Cobo lembrou bem aqui de várias oportunidades nos últimos escândalos do Brasil, mas os vazamentos de hoje têm muito a ver com o espetáculo, com a popularidade.

que aquele que vaza quer alferir. A gente está sofrendo disso. A TV Justiça, por exemplo, mudou por completo o funcionamento do Supremo Tribunal Federal. A forma como os ministros votam. Agora os votos são extensos, cheios de frase de efeito, como se fosse um roteiro para fazer corte para a internet. Ao invés de continuarem se debruçando.

ao julgamento efetivo da causa, né? Votar em relação a um processo que corre no Supremo Tribunal Federal de forma objetiva, sucinta. Porque é assim que deve ser. Quando a gente tem grandes operações, é impressionante que a imprensa chega primeiro. Então alguém já passa as informações para a imprensa.

Porque ele quer o holofote, quer aparecer, quer mostrar, sei lá, por qual objetivo, que está ali fazendo alguma coisa relevante. Só que depois, às vezes, a gente tem esse espetáculo todo e em vários casos não tem consequência. Por quê? Porque a operação foi mal organizada, mal montada, mal fundamentada, cheia de problemas, não dá em nada.

Só que aí você já tem ali a fama, os cinco minutos de fama já aconteceram, as pessoas já foram atacadas, muitas ficam com a reputação manchada por um assunto que depois, quando não dá em nada, as pessoas também não têm nenhuma reparação e não tem consequência para quem fez as coisas. Então, o funcionamento está muito prejudicado nesse aspecto. E quando a gente olha especificamente para o Banco Master... ... ...

Vazam conversas lá com a noiva do Vorcaro e todo mundo faz piada da peleleca e é uma risada só. Mas eu queria saber do vazamento da constatação do crime.

Porque o que a gente tem até aqui? Uma suspeita de que investimentos feitos por fundo de pensão público nos CDBs do Master, que eram amparados por ativos supervalorizados, esse investimento foi feito a partir do pagamento de propina para aqueles gestores desses fundos de previdência.

Vamos vazar então essa prova. Vamos demonstrar, olha, o crime está aqui. Porque senão a gente fica só na farra, só criando esse clima, mas a justiça precisa ser feita em cima de fatos. E aí esses fatos até agora, aquilo que o Cobas falou, apareceu o nome de um deputado, aí foi para o STF, depois não apareceu mais o nome de ninguém, e a gente fica...

assistindo como torcedores. E nós não temos que ser torcedores. Nós temos que ser partidários da justiça. A justiça tem que se apresentar e cumprir o seu papel de uma forma isenta na dureza que a lei permitir. Não pode ser esse clima de futebol que se cria porque isso depois gera frustração e descrença no Brasil. Então isso me preocupa demais, Caniano.

A gente vai seguir acompanhando essas movimentações, mas tem um outro destaque. Com as pesquisas mostrando queda ou estagnação de Lula na corrida eleitoral, aliados próximos do presidente, inclusive o ministro de Estado, passaram a defender nos bastidores que ele desista de tentar a reeleição neste ano.

A alta rejeição e a elevada idade do petista pesam na avaliação também de muitos governistas. A ideia já começou a ganhar força do mercado, onde, por exemplo, bancos da Faria Lima encomendaram pesquisas com Fernando Haddad no lugar de Lula, como um teste.

O resultado foi positivo para o ex-ministro, já que uma das conclusões é que o tema corrupção não gruda nele, como o que acontece com o atual presidente. Chamar o Nelson Kobayashi para iniciar essa rodada de análises. Você, Kobayashi.

As pesquisas encomendadas pela Faria Lima, bancos, figuras ligadas ao mercado, que entendem que não seria impossível Lula desistir da corrida eleitoral. Claro que o tema corrupção acaba pesando demais na avaliação de muitos.

Você sabe que essa conversa ocorreu nos bastidores no ano passado, né, Caniato? A gente se lembra bem que Lula não vai disputar, se ele não estiver bem nas pesquisas, ele não vai encerrar sua vida política perdendo uma eleição, enfim. Mas a questão é que se o Lula não disputar, não tem outro no PT.

Ele não fez um sucessor viável, principalmente no PT, porque as novas lideranças da esquerda não estão no Partido dos Trabalhadores, estão em outros partidos, mais ao centro e até mais à extrema esquerda, né? Mais ao PSOL, por exemplo, Guilherme Boulos, mais centro-esquerda, os jovens aí, o João Campos, enfim.

Alguns outros que não têm lá sua capilaridade nacional e, no caso do João Campos, não terem idade para disputar a presidência da República. Então, o presidente Lula não tem outro nome a colocar na sua sucessão. Seria, de novo, Fernando Haddad, que está praticando...

o esporte de perder eleições. Já foram as últimas eleições todas ele perdeu, né? Pra prefeito, pra presidente e pra governador. Então, não teria como o presidente sair e colocar alguém inviável. Seria pra entregar a eleição mesmo pro seu opositor. Então, eu acredito que nesse momento ele não deixe.

De disputar a eleição. Ele vai, sim, até, porque da situação do tarifácio para cá, ele teve uma reação nas pesquisas e agora começou a estagnar e a perder pontuação para o Flávio Bolsonaro, que ganhou tração nas últimas pesquisas. Mas eu acredito que o PT aposte, aposte, no início do pleito eleitoral...

para começar uma campanha negativa contra o Flávio Bolsonaro, com coisas que não estão falando até agora, para tentar desgastar a imagem e polarizar até o nível máximo a eleição, para ser uma eleição novamente de rejeição contra rejeição, como foi a eleição passada. Acredito que ele vá por essa linha. E, claro, a Faria Lima...

aposta nessas pesquisas com o nome Fernando Haddad, porque dentro dos da esquerda, o Fernando Haddad seria aquele menos pior para Faria Lima diante da gestão que fez no Ministério da Fazenda. Claro que com taxação em cima de taxação, mas que minimamente agrada.

a parte da Faria Lima diante das outras possibilidades. Imagine se a Glaise Hoffman fosse ministra da Fazenda, se fosse o Guilherme Boulos, se fosse outras pessoas mais à esquerda. Então, dentro do campo da esquerda, ele sendo mais tucano dos petistas, seria o nome que mais agradaria. Por isso que é o nome dele, o testado em uma eventual sucessão do presidente Lula.

Pois é, mas também se não for Haddad, será quem? Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo analisar essa situação. Beraldo, recentemente eu fiz um programa com alguns cientistas políticos e também representantes de institutos de pesquisa. Eu fiz uma pergunta de finalização de programa, se eles apostam na desistência de Lula, na possibilidade de ele passar o bastão para Fernando Haddad. E todos, foi uma votação unânime, todos apostam em Lula tentando um quarto mandato. Vai para o embate.

O que confronta e conflita com essa informação trazida pela notícia. Mas uma coisa é fato, ele não produziu um outro líder, né? Pra justamente passar o bastão. Talvez seria Fernando Haddad. Mas não me parece que ele está com esse desejo ou esse tesão, como ele mesmo já mencionou algumas vezes, né?

Pois é, Caineto, só que essa notícia tem dois lados que a gente precisa analisar. Um lado é da tal Faria Lima, que na verdade é um nome bonito nesse caso específico para esconder o interesse de um banqueiro que é lá da Tijuca, no subúrbio do Rio de Janeiro, que hoje é o principal nome dos bancões, todo mundo faz corte, acha ele o máximo e tal, mas no fundo...

Este banqueiro foi quem mais lucrou na gestão de Fernando Haddad no Ministério da Economia. Foi um parceiro, assim, de todas as horas. Inclusive, este banqueiro, tão aplaudido, foi o grande articulador junto ao governo norte-americano, através do secretário do Tesouro, para tirar as implicações da lei Magnitsky no ministro Alexandre de Moraes.

Então, a vontade, o desejo, talvez seja até um aceno para dizer, olha só, eu gosto tanto de você que eu até pedi para fazer aqui uma pesquisa com teu nome, para você ver como você é legal, como você é o máximo. Isso seria um sonho ter você presidente da República. Mas esse sonho não vai se tornar realidade. Esse sonho é apenas um sonho porque o titular, hoje, o candidato titular Lula...

É um candidato que vem inspirando preocupação de vários dos seus apoiadores mais próximos, pessoas que convivem com ele por muitos anos. E não é à toa, a nossa audiência vai perceber, que há uma série de postagens do presidente...

fazendo exercício físico, correndo, mostrando que ele está forte, que ele está capaz. E sempre que isso acontece, Caniato, sempre me cheira como aquele casal que começa a ir para a rede social fazer declaração de amor pública. É batata. O casamento está uma porcaria, eles estão às beiras de se divorciar, mas ficam querendo fazer essas demonstrações públicas para os outros acharem que está tudo bem. O caso aqui é o mesmo.

O presidente não está bem. E a gente precisa lembrar fatos recentes. O presidente, num discurso, falando, criticando, de uma forma dura, uma foto de um senhor de idade preto numa revista que foi distribuída por um ministro dele no exterior. E ele fez essa crítica, que era um absurdo ter uma foto de um preto desdentado numa revista sobre o Brasil.

como se ele tivesse resolvido o problema dentário da população brasileira, da pobreza e tal, coisa que ele não fez, apesar de tantos mandatos. E outro momento, esse da semana passada, se não me engano, para só ficar em dois de vários que já aconteceram recentemente, é ele com aquele aviãozinho na mão, correndo, como se tivesse perdido. Então, o presidente claramente não está bem.

Só que o problema é o quanto de informação real chega a ele. Porque desde que ele assumiu esse terceiro mandato, ele vem demonstrando, está fechado numa bolha que ninguém chega para ele com condições de mostrar a verdade, de mostrar os erros que ele está cometendo. Então as decisões que são tomadas, são tomadas diante de um Brasil irreal, que é o Brasil vendido para ele dentro do Palácio da Alvorada.

Pois é, a gente vai seguir tratando das articulações políticas, as análises com os nossos comentaristas, só que nesse momento eu preciso me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local.

Em uma outra informação, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a família Bolsonaro precisa resolver todos os problemas que tem entre seus integrantes. E defendeu que Flávio Bolsonaro precisa ganhar a presidência da República para que o ex-deputado Eduardo retorne ao Brasil. Quem vai trazer os detalhes da informação é a Júlia Firmino, mais uma vez aqui na programação. Bem-vinda de volta, Júlia.

É, Caniato, foi essa das falas, então, do presidente do PL em relação às brigas que têm acontecido aí entre os integrantes da família Bolsonaro. Essas falas foram feitas aqui em São Paulo, capital, no dia de hoje. E aí, Valdemar Castaneto disse que a família Bolsonaro precisa resolver todos os conflitos, os problemas que existem entre si. Realmente, essas brigas que são...

para ele, essenciais para as eleições agora de 2026, viu? O motivo para Valdemar Costa Neto seria que muitos integrantes estão participando ativamente da política. Então, isso geraria grandes conflitos. Valdemar ainda disse que Fávio precisa ganhar as eleições, como você vem disso.

Para que aí sim o próprio irmão dele, Eduardo, que está lá fora nos Estados Unidos, possa voltar ao Brasil. Inclusive, Valdemar chegou a defender Eduardo, que aconteceu um caso que provavelmente a gente já trouxe aqui na programação da Jovem Pud, que depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal...

Alexandre de Moraes enviou ali um pedido, cobrou esclarecimentos ao próprio ex-presidente Jair Bolsonaro por descumprir um possível descumprimento das medidas cautelares que foram impostas por conta da prisão domiciliar que vive agora Jair Bolsonaro. Isso porque Eduardo estava lá fora participando de um evento.

E fez um vídeo dizendo que ia mostrar para o pai dele. Só que Jair Bolsonaro não pode ter acesso a celular, a qualquer telefonema ou qualquer outro meio de comunicação com o meio externo. E aí Valdemar disse que Bolsonaro respeita as regras, ou seja, essas regras que foram impostas aí por meio de medidas cautelares. E que Eduardo pode ter se confundido, mas que ele não...

Ou seja, saiu aí em defesa da família toda, né? Não só de Eduardo Bolsonaro. O fato é que ele já disse que a família precisa se resolver, colocar aí os pingos nos is nessas discussões. Realmente alinharem tudo que precisa ser alinhado. Pra aí sim, né? Tocar agora as eleições de 2026. Porque isso pode impactar de fato as eleições. Isso na visão do presidente do PL. A gente segue acompanhando pra deixar aqui a nossa audiência muito bem informada. Caniato, volto com você.

É isso, as articulações do Partido Liberal e também as falas de Valdemar Costa Neta em relação à união da família Bolsonaro. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, vou até passar para o Roberto Mota. O Mota vai fazer um combo de análise tratando da questão que envolve o presidente Lula, avaliação de alguns integrantes do Partido dos Trabalhadores. Nós falávamos há pouco que alguns aliados...

do presidente passaram a defender que ele não dispute a reeleição. E aí, uma informação que reforça essa tendência, se é que a gente pode chamar assim, alguns bancos, algumas consultorias da Faria Lima, empresas que atuam no mercado financeiro, teriam contratado pesquisas.

colocando o nome de Fernando Haddad no lugar de Lula. Fernando Haddad disputando pelo PT ao invés de Lula. Enfim, algumas coisas que a gente precisa considerar. E aí, por fim, a nossa repórter destacando as falas de Valdemar Costa Neto. Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Espingos nos Is. Deixa eu passar para o Mota. Roberto Mota vai fazer um...

Uma análise dois em um, um combo, Mota. Pode começar ou com a última ou com a primeira, fique à vontade. Mas as falas de Valdemar Costa Neto e também essa avaliação de aliados do presidente Lula que entendem que talvez ele não dispute a reeleição. Será? Vamos começar pelas falas de Valdemar.

Um aspecto absurdo dessa notícia, mais uma vez, Caniato, são essas proibições às quais Jair Bolsonaro está sujeito. Muitas dessas proibições não encontram amparo na lei. Qualquer preso no sistema prisional brasileiro tem direito a receber qualquer visita. Basta seguir as orientações administrativas e, no dia certo, se identificar.

Agora, Jair Bolsonaro não. É preciso fazer uma seleção de quem pode ou quem não pode visitá-lo. Essa história do Eduardo Bolsonaro dar uma declaração e aí Jair Bolsonaro ser intimado a se explicar também não guarda muita semelhança com o que era a justiça no Brasil antes do alvo dela ser Jair Bolsonaro. Agora vamos à primeira notícia.

de que há quem defenda que o atual candidato do governo não deva disputar eleição. Melhor colocar o ex-ministro no lugar dele. Bom, existe uma regra conhecida como navalha de Hanlon. Essa regra é atribuída ao escritor americano Robert Hanlon. E ela diz o seguinte.

nunca atribua a maldade a alguma coisa que pode ser explicada pela incompetência. E essa é a acusação comumente feita ao ex-ministro da Economia, que ele não tinha a menor ideia do que estava fazendo no Ministério da Economia. Então, quanto à possibilidade dele ser uma opção eleitoral para a presidência da República, para o Partido dos Trabalhadores,

Ora, até pode ser uma boa ideia, né? Porque se é pra perder, é melhor colocar alguém com experiência nisso. Afinal, o ex-ministro já perdeu várias eleições, uma atrás da outra. Por quê?

Se a gente conversar com o cidadão comum, quem se dá o trabalho de fazer isso, vai perceber que o cidadão brasileiro não está exatamente amando a situação da economia e nem ficou satisfeito com os 27 impostos, salvo engano, que foram criados ou aumentados pelo ex-ministro durante o seu tempo no Ministério.

A notícia em destaque, há pouco a Júlia Fermino trouxe as informações, as manifestações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendendo a união da família Bolsonaro. A união ajudaria muito no processo eleitoral e poderia, inclusive, colaborar com a vitória de Flávio Bolsonaro. E aí ele discorre sobre, uma vez...

vencida a eleição por Flávio, Eduardo, que é o deputado federal cassado, que está nos Estados Unidos, poderia retornar ao Brasil, presumindo que um processo de anistia certamente seria iniciado com um novo presidente. Você, Coba...

Claro que é uma leitura de Valdemar, ele na condição de presidente do partido e tendo de administrar figuras tão distintas da família Bolsonaro, ele tem que aparar as arestas, administrar essa situação e dar força para que o clã esteja caminhando em uma mesma direção.

Quem diria, né? A família Bolsonaro ali em conflito e o mediador, o Valdemar Costa Neto. Vai fazer uma constelação familiar ali, colocar cada um no seu lugar, dar abraço, lembrar da infância, fazer uma oração ali pra reconciliar toda a família. Caniato, é claro que seria melhor que a família estivesse unida, mas tá clara também a divisão da família. Cada um tem ali a sua predileção, a sua convicção a respeito do que é melhor. A gente viu recentemente o Carlos Bolsonaro mais uma vez.

criticando a prisão domiciliar, não era para ter prisão domiciliar, porque não era nem para ter prisão, não era nem para ter condenação, enfim. E a Michele convivendo diariamente ali com o esposo, sabendo que política é arte do possível, diante de tudo que está posto, o melhor seria conseguir de fato essa prisão domiciliar, como conseguiu lá atrás a transferência da superintendência da Polícia Federal para o batalhão 19º, o batalhão se não me engano, lá na Papudinha, onde está o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Agora essa fala do Valdemar de que a volta do Eduardo Bolsonaro para o Brasil seria uma realidade, uma possibilidade com a eleição de Flávio Bolsonaro, eu não sei se isso dá voto ou tira para o Flávio Bolsonaro, não. Porque o Eduardo, com as suas manifestações e com as suas ações, foi quem deu um...

uma sobrevida na pré-campanha do presidente Lula. Deu a ele alguns pontos, inclusive, nas pesquisas, quando nós tivemos, por exemplo, o tarifácio no ano passado. O Murilo Hidalgo, do Paraná Pesquisas, disse que naquela ocasião, quando houve a taxação americana, e o Eduardo atribuindo a si essa ação, de alguma maneira...

O presidente Lula subiu de 6 a 8 pontos percentuais. Então o Eduardo não está contribuindo muito bem para a situação da sucessão.

familiar da campanha do Flávio Bolsonaro e para os interesses políticos aqui no Brasil. Fez diversas críticas à própria Michele, ao Nicolas Ferreira e a tantas outras lideranças na direita. Então é melhor deixar o Eduardo de lado nessa discussão toda e continuar fazendo a política que está fazendo o Flávio Bolsonaro, porque quem é da direita já vai votar nele. Ele precisa de um voto de centro para tentar, de alguma maneira, vencer o seu opositor, o presidente Lula. E para finalizar...

Importante deixar claro que uma anistia em relação aos presos do 8 de janeiro e aos processados, enfim, não atingiria o Eduardo Bolsonaro. O que ele está respondendo é por coação no curso do processo, inclusive um crime posterior. Ou seja, tem essa também. O Eduardo Bolsonaro, mesmo com anistia ampla, geral e restrita, ainda estaria respondendo a um processo criminal. E se vier para o Brasil, provavelmente ia encontrar aí...

as medidas cautelares que poderiam surgir a partir do Supremo Tribunal Federal contra ele.

Você, Cristiano Beraldo, a vitória de Flávio poderia permitir a volta de Eduardo na avaliação de Valdemar Costa Neto? E essa é uma boa reflexão que o Cobo acabou de fazer. Bom, mas o que o resto das pessoas tem a ver com isso? Será que isso acaba engajando? Talvez aqueles apoiadores fervorosos acabem se sensibilizando. Agora, e esse desajuste na família Bolsonaro?

Eduardo criticando a madrasta, que não teria se engajado, Carlos que disputará o Senado, ao que tudo indica, por Santa Catarina, faz a mesma leitura. Enfim, e agora o pai, o patriarca, retorna à casa, prisão domiciliar. Será que ele poderá colaborar nesse processo de pacificação?

Olha, a família Bolsonaro deu a Valdemar da Costa Neto o partido que ele sempre sonhou e nunca tinha tido, que é o PL nesse protagonismo da política nacional com um número imenso de deputados federais e a partir desse número de deputados federais, acesso a um valor gigantesco, bilionário de fundo partidário e fundo eleitoral. Então...

O Valdemar da Costa Neto, nesse momento, tem um dos principais, talvez o principal partido do Brasil, com perspectivas, inclusive, de crescimento, caso vença a presidência da República. Mas também tem vários pepinos associados a uma família que nunca foi reconhecida pela harmonia.

Não haverá união entre os membros da família Bolsonaro. O que Valdemar da Costa Neto, no fundo, precisa é que eles atuem dentro de um bom entendimento. Cada um saiba o seu espaço e não atrapalha o outro. Isso já será uma conquista bastante importante para essa disputa.

Em relação à bandeira da anistia que alcance Eduardo Bolsonaro, é óbvio que o Kobayashi sempre nos traz aqui uma leitura técnica daquilo do que diz a lei e do que deveria ser.

O problema é que nós estamos no Brasil onde absolutamente tudo é possível. Portanto, numa nova presidência da República, na eleição de Flávio Bolsonaro, em que o poder vai passar por um processo de reorganização total...

Eu tenho bastante segurança em afirmar que vão encontrar o caminho para resolver esse problema do Eduardo Bolsonaro e ele vai voltar para o Brasil para participar do governo do irmão.

Pois é, deixa eu trazer só mais uma vez o Roberto Mota, porque há muitas leituras em relação à possibilidade da família Bolsonaro encontrar o caminho e retomar aquela força rumo à vitória. Eu sei que pode parecer um chavão e...

frase de efeito de publicitário, mas, Motos, só para a gente finalizar essa reflexão sobre a família Bolsonaro e os desafios para as eleições, diante de tantas notícias que acabam atrapalhando o que um comentarista político acaba trazendo diariamente para o seu público, o que é preciso considerar em relação a esse processo eleitoral há muitas indefinições e dúvidas sobre o que irá acontecer, inclusive, na semana que vem, no mês que vem.

O que nós vemos ao nosso redor, Caniato, todo dia, é um panorama absolutamente excepcional. Nós estamos aceitando como normais coisas que há poucos anos atrás seriam classificadas como características de um estado de exceção. É isso que nós estamos vendo. Eu acabei de dar um exemplo aqui, um exemplo pequeno.

Não existem restrições para visitas em presos do sistema penitenciário, exceto para Jair Bolsonaro. Para Jair Bolsonaro, fulano pode, ciclano não pode, a visita pode hoje, amanhã não pode. No sistema prisional brasileiro não existe isso.

O dia de visita é quinta-feira, você vai lá e qualquer que seja a pessoa, ela tem o direito a ser visitada. A gente vê o tratamento que está sendo dado a Eduardo Bolsonaro.

É um tratamento que muitos chefes de facção não têm aqui no Brasil. É grande o número de brasileiros que tiveram que sair do Brasil, porque acharam que a situação aqui estava insustentável. Eduardo Bolsonaro é apenas um deles. Eu sempre conto aqui o caso.

dos empresários cariocas, de um grupo de WhatsApp, que tiveram a polícia na sua casa de manhã, fazendo uma operação de busca e apreensão, apreendendo computadores, celulares, congelando contas bancárias de empresários. Ficaram por meses com a conta das suas empresas congeladas. Os nomes saíram na mídia, como se fossem criminosos. Mas qual foi o crime deles?

colocar um emoji num grupo de WhatsApp, fazer um comentário considerado inapropriado em um grupo de WhatsApp. E agora a gente vê uma coisa parecida. Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, dá uma declaração imediatamente a repercussões judiciais. Isso é censura. Isso é coibição da liberdade de expressão. Como é que diante deste panorama...

A gente quer esperar que as pessoas se comportem de uma forma normal. É lógico que a família Bolsonaro está sob uma enorme pressão. É lógico, Jair Bolsonaro está preso por uma tentativa de golpe de Estado que não aconteceu. Antes ele teve os seus direitos políticos cassados por causa de uma reunião.

Como é que alguém pode achar normal que o seu pai tenha perdido os direitos políticos e esteja preso numa circunstância como essa?

O que se faz diante de um cenário como esse? Você coloca a esperança em alguma mudança em um determinado momento no futuro. Essa esperança hoje, e aí a gente pode julgar se essa esperança está correta ou não, mas essa esperança hoje está no resultado das próximas eleições. Flávio Bolsonaro é candidato.

em uma situação de enorme insegurança. Ninguém sabe se amanhã pode acontecer alguma coisa que mude esse cenário político. Então, eu acho que as pessoas que fazem críticas à família Bolsonaro deveriam se colocar no lugar delas e imaginar se fosse a família delas o alvo dessa perseguição.

Eu gostaria que os juristas que acham normal as coisas que estão acontecendo hoje no Brasil entrassem numa máquina do tempo para cinco anos atrás para ver se eles achariam normal o que está acontecendo. Então a gente tem que levar em consideração todo esse contexto. O Brasil precisa encontrar o caminho da normalidade. E a única luz que existe hoje no fim do túnel é a próxima eleição.

Então, é com esse olhar que eu acho que a gente tem que examinar tudo o que está acontecendo no Brasil hoje.

Pois é, seguimos aqui em Os Pingos nos Is com as principais notícias do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. E tem um outro destaque, muitos fazem a seguinte leitura, que seria uma espécie de vingança. Então, para tentar vingar, vingar entre aspas, a prisão domiciliar concedida a Jair Bolsonaro, integrantes da base aliada do governo Lula protocolaram no judiciário do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do governo do

um HC, um habeas corpus coletivo, para que todos os presos do país que estejam em condições iguais ou parecidas ao do ex-presidente também tenham o mesmo direito. O pedido, no entanto, pode libertar suspeitos ou condenados por delitos como estupro,

assassinato e líderes de organizações criminosas por ter caráter geral. Nesse documento, os aliados de Lula apontam seletividade nos critérios adotados pelo ministro e alegam uma crise constitucional do sistema carcerário brasileiro para defender a soltura dos criminosos em situação similar ou parecida. Começar essa rodada com o Nelson Kobayashi, analisar os detalhes dessa notícia. Jacoba...

Primeiro, o que acha dessa tentativa ou estratégia? Muitos leem como uma estratégia. Faz, tecnicamente, faz sentido esse pedido?

Olha, Caniato, se a gente pegar os livros mais antigos, as decisões mais antigas da Suprema Corte, não faria sentido. Por quê? Porque eles impetraram um habeas corpus. E para se impetrar um habeas corpus, tem que ter um ato de legalidade. Tem que ter uma pessoa a ser beneficiada, é chamada de paciente em um habeas corpus. Tem que ter uma autoridade com a atora, pode ser um delegado, um juiz, um ministro, um desembargador, quem quer que seja.

E nesse caso, como é um habeas corpus coletivo, é um habeas corpus para favorecer genericamente qualquer pessoa na mesma situação contra qualquer juiz, desembargador, ministro do STJ ou qualquer autoridade policial. Inclusive, se você pega a peça desse habeas corpus impetrado, está lá justamente essas autoridades todas. Todos os juízes do Brasil, toda a magistratura do Brasil. A favor de qualquer pessoa nessa situação. Teoricamente...

De acordo com o que a gente tinha antigamente, seria uma ação para nascer e morrer na mesma hora. Já seria arquivada. Só que recentemente, em razão do ativismo judicial do Supremo Tribunal Federal e da ampliação de se aceitar muitos outros pedidos diferentes, diferentões e etc.

o Supremo começou a admitir essa possibilidade do habeas corpus coletivo, mesmo que não seja para uma pessoa específica ou contra um ato de uma autoridade específica, para conceder direitos. Foi assim, por exemplo, naquele habeas corpus coletivo em que se decidiu que mulheres que tenham filhos pequenos ou que estejam gestantes precisam estar em prisão domiciliar. Também foi um habeas corpus sem alguém a ser beneficiado especificamente e contra...

Todo o sistema judiciário sem uma autoridade coatora em específico. Então o Supremo abriu uma janela de oportunidade para que essa ação seja aceita. No mérito, no teor dela, tem uma diferença. Por quê? Porque não existe meia grávida.

Não existe meia mãe, né? Ou se é ou não é. É um critério objetivo. Mas como é que você vai aferir a gravidade da doença genericamente de um sistema carcerário que tem 900 mil presos? Não tem como. Então, talvez por isso, esse habeas corpus não seja admitido. Porque por falta de condições de se colocar todo mundo...

que seria beneficiado, no mesmo bolo, na mesma prateleira. Cada uma dessas pessoas vai precisar de um laudo pericial em específico e subjetivamente o médico vai dizer se aquela doença é grave o suficiente ou não para uma prisão domiciliar. Então tem essa diferença. Mas pode ser que sim, que haja a admissão desse habeas corpus e que haja, portanto, uma decisão que favoreça todas as pessoas maiores de 70 anos que estejam com doença grave. Precisaria de um habeas corpus coletivo? Não.

Porque qualquer pessoa maior de 70 anos com doença grave já pode pedir ao judiciário uma prisão domiciliar. Aliás, a existência desse habeas corpus impetrado pelos parlamentares do PT é um atestado de maus serviços prestados pela própria defensoria pública, se a gente for ver bem. Porque se todo preso tem a seu dispor um defensor público, no mínimo, ainda que seja uma pessoa pobre, sem condições de acesso, sem patrimônio...

Por que precisa um parlamentar entrar com esse habeas corpus coletivo? Se todos teriam já esse direito individualmente de levar o seu pleito ao judiciário. É uma questão que, teoricamente, não faria sentido. Mas diante do ativismo judicial que a gente tem no nosso Supremo e da porta que se abriu com outros precedentes, como no caso das mães e grávidas que eu citei há pouco, pode ser que isso vá para frente.

Pois é, passar para o Cristiano Beraldo. Agora, Beraldo, além dessa avaliação técnica muito bem feita pelo Nelson Kobayashi, já dá para identificar a construção de uma narrativa. Uma narrativa por muitos da esquerda. Ah, que houve algum benefício concedido a Jair Bolsonaro, que a regra não estaria sendo respeitada, que a Justiça ou o Supremo estaria cedendo a pressões. Me lembro que teve um drone que conseguiu fazer uma imagem de Jair Bolsonaro assim que chegou a...

a sua casa com a sua esposa e ali interagindo com os cães da casa muitas mensagens e até pessoas ligadas ao atual governo questionando, poxa, mas não estava doente, não estava mal como é que ele está ali interagindo com os cães você não acha que pode, tem esse elemento político, a construção da retórica contra a justiça e contra Bolsonaro

Pois é, Caneto, mas a retórica que se constrói a partir deste ato da esquerda brasileira é a constatação de que eles estão sempre atuando em desfavor do Brasil e do povo brasileiro.

Porque se houvesse uma indignação por parte dos membros da esquerda brasileira com o fato de ter sido concedida a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, eles, sobretudo porque são parlamentares, que teriam a responsabilidade de elaborar e propor e aprovar leis que valham para a sociedade brasileira,

Eles poderiam até propor alguma mudança de legislação que impedisse a condição que levou Jair Bolsonaro à prisão domiciliar. Mas, ao invés de fazerem o trabalho deles, eles se reúnem para acionar o judiciário para libertar bandidos.

Que, aliás, é uma pauta que tem estado sempre em voga no atual governo. Lembro sempre da visita, paga com dinheiro público, de representantes de facção criminosa que foram fazer audiência no Ministério da Justiça. Portanto, Caniato, esse tipo de ação demonstra...

A mediocridade, a disfaçatez, a falta de compromisso com o Brasil. E acho ótimo que essas coisas aconteçam no ano eleitoral, porque assim a população tem a oportunidade de constatar essas coisas e fazer a escolha que acharem mais prudente agora nas próximas eleições.

Pois é, os nossos comentaristas analisam a leitura de muitos governistas, integrantes do governo ou mesmo figuras ligadas à administração federal que entendem que a domiciliar, a prisão domiciliar poderia ser concedida a outros presos, inclusive condenados por crimes muito graves. Chama o Roberto Mota para analisar essa notícia e também essa possibilidade. Há alguns aspectos desse destaque que nós podemos tratar aqui, né, Mo?

Muitos, muitos. Eu acho que, nesse caso, Jair Bolsonaro é apenas figurante, é apenas um pretexto. A pergunta é, o que nós podemos fazer hoje para colocar criminosos na rua? E o caso mais clássico dessa obsessão foi o que aconteceu na pandemia. Na pandemia...

Enquanto todos nós éramos obrigados a ficar em casa com o tal do fique em casa,

O sistema de justiça criminal do Brasil soltou dezenas de milhares de presos. Não existe o número exato. Há quem diga que foi 30 mil, há quem diga que foi 60 mil. Ninguém sabe. O que se sabe é que uma quantidade enorme de criminosos foi colocada na rua.

Então não existe nenhuma dúvida que a esquerda tem afeição por criminosos. Isso acontece no mundo inteiro e é importante explicar. Eles têm essa afeição porque eles enxergam os bandidos como revolucionários que trabalham a favor da justiça social. É por isso que eles têm essa obsessão em usar qualquer que seja a desculpa para colocar criminosos na rua. Então...

Essa é uma visão profundamente preconceituosa e ideológica, porque ela atinge justamente aqueles que são mais pobres, que são as maiores vítimas dos criminosos, porque não tem como se defender.

Pois é, deixa eu... Esse é um tema muito interessante para nós discutirmos aqui com os nossos comentaristas. Agora, Nelson Kobayashi, a gente acompanhou ao longo das últimas semanas, em meio à situação difícil de saúde de Jair Bolsonaro,

Porque desde quando ele toma a facada, de tempos em tempos, ele precisa ser hospitalizado, tem que passar por uma bateria de exames, por vezes tem algum tipo de crise e acaba culminando na necessidade de um outro procedimento de saúde. Mas por diversas vezes a gente acompanha figuras que têm acesso à imprensa, que se manifestam nas redes sociais e isso acaba reverberando.

e gente que questiona a gravidade da situação de saúde de Jair Bolsonaro. E aí há essa leitura sobre a prisão domiciliar temporária, uma prisão domiciliar concedida por três meses, 90 dias, como se fosse uma situação grave agora. Depois ele vai melhorar e talvez possa ser recolhido ao regime fechado ou até passe por uma reavaliação para saber se ele continua na domiciliar.

Como a justiça trata dessas questões que são super técnicas, que por vezes necessitam de um perito, de alguém que seja daquela área para avaliar qual é a situação do preso?

Mediante pedido, né, Caniato? Por isso que eu falei que quando os governistas fazem esse tipo de pedido coletivo, estão de alguma maneira falando que a Defensoria Pública não está dando conta, que não está fazendo o seu serviço. Porque se você pega, por exemplo, qualquer presídio, precisa ter, e tem, isso é supervisionado inclusive pelo CNJ e por outros órgãos da Justiça, tem que ter o acesso a um defensor, seja um advogado constituído, particular, seja um defensor público.

E isso acontece para qualquer preso no Brasil, dos 900 mil presos. Então, tem ali ele 70 anos, está com alguma dificuldade de saúde, ele fala com o defensor e o defensor faz o pedido, junta ali um documento médico, mas tem esse grau de subjetivismo, que é justamente saber se aquela doença é grave ou não é, se é uma gripe ou se é uma pneumonia, se é algo que possa justificar uma prisão domiciliar. Esse é um ponto.

Mas, Coban, muitos falam o seguinte, poxa, por que foi concedida para Fernando Collor de imediato, ou no segundo ou terceiro dia da condenação, e não levantaram a possibilidade de um período para reavaliar a situação de Fernando Collor?

Então, esse é um segundo ponto, porque os parlamentares governistas estão pedindo coerência do judiciário, é isso que eles estão pedindo. Só que é interessante que esse pedido venha em favor agora de tantos outros presos, em razão de um caso, um case estipulado que é o do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, e eles não fizeram isso antes. Por exemplo, quando o Collor teve lá a sua prisão domiciliar deferida por apneia do sono.

que é uma questão que tem também o ex-presidente Jair Bolsonaro. E por quadro depressivo, que também está atribuindo, está sofrendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, eles não pediram a mesma coerência. Aliás, se a gente for para a área processual, então, aí é que não há coerência mesmo. Porque se a gente pega, principalmente um grupo de juristas que é muito...

aliado do presidente da república e dos governistas eles são contra a delação premiada, delação premiada que foi o que sustentou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na Lava Jato, a delação premiada era um bicho de sete cabeças agora se a delação premiada é do Mauro Cid contra o Bolsonaro, aí é válido eles são contra a investigação que seja muito elástica que vai abarcando tudo por que o juízo da vara federal 13ª vara federal de Curitiba

Pega caso que é de Curitiba, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de tantos políticos do Brasil inteiro, isso está errado, mas daí quando tudo é da relatoria de determinado ministro no inquérito das fake news, aí não tem problema ser um inquérito tão elástico. Se a gente pega, por exemplo, o direito de defesa, a questão de acesso ao processo...

Vários governistas eram muito críticos na época da Operação Lava Jato de que os advogados não tinham acesso ao que estava sendo investigado, ao que estava sendo processado pelo juiz Sérgio Moro, no caso, pela força-tarefa da Lava Jato. Mas aqui, em relação aos milhares, se não...

milhões de dados, de informação que estavam nos teras e teras bytes que estavam à disposição da defesa pra fazer a sua defesa em 15 dias, ninguém fala nada. Então, a coerência muito seletiva é, na verdade, um oportunismo, viu, Caniato?

Tá certo. A gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Tem outros destaques, outras informações. Após criar aquela chamada taxa das blusinhas, você se lembra bem, né? O governo Lula avalia agora revogar o imposto sobre importações de até 50 dólares. Esse movimento tem amplo apoio de ministros que estão preocupados com o desempenho estagnado de Lula nas pesquisas, além da forte rejeição.

Nos levantamentos internos do Planalto, a taxa das blusinhas é apontada como um dos principais pontos negativos dessa gestão petista, junto com a temática de segurança pública e também o combate à corrupção. Além dessa medida, Lula preparou um pacote de bondades que já somam cerca de, anote aí, 403 bilhões de reais para este ano, onde ele tentará a reeleição. Vou começar essa com o Roberto Mota.

A taxa das blusinhas de volta ao noticiário. Agora a ideia seria revogar essa medida que foi justificada para ajudar, inclusive, na composição das receitas. Mota, parece que agora poderá ajudar na caminhada rumo à vitória de Lula. Vamos ver. Esses marqueteiros acreditam que o eleitor é burro. Burro e desmemoriado.

o governo federal do PT criou ou aumentou 27 impostos. Um deles foi essa tal taxa das blusinhas, que afetou principalmente os brasileiros mais humildes. Nós falamos muito sobre isso aqui. Agora, diante das eleições...

O governo quer retirar o imposto que ele mesmo colocou. Eu não duvido nada, Caniato, que a outra ideia dos marqueteiros seja fazer uma campanha dizendo que esse imposto das blusinhas foi ideia de Jair Bolsonaro.

Cristiano Beraldo e Nelson Kobayashi também vão analisar essa possibilidade, revogação da taxa das blusinhas, depois do break comercial, um intervalo super rápido, voltaremos em um minuto e meio, conto com você, até já. Os Pingos nos Is, Jovem Pan.

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inclusive você, que às vezes está sofrendo com aquela dor no joelho, no tornozelo, aquela dificuldade para caminhar, use o magnésio, ele destrava os movimentos e alivia diretamente a dor. Além de aliviar a dor, ele vai fortalecer a massa magra. Use o nosso magnésio, você vai ligar agora. 0800 787 1030 Eu entrego na sua casa, não cobre o frete, mas você tem que ligar agora.

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Jornal da Manhã, de segunda a sexta, às cinco horas, na Jovem Pan. Os Pingos nos diz, Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Quero lembrar a nossa audiência que a enquete do dia está publicada no portal da Jovem Pan, jovempan.com.br, e também no YouTube, não no YouTube da Jovem Pan News, YouTube do programa Os Pingos nos Is. E aí, no lado direito, ali onde tem o chat, tem a pergunta publicada que diz respeito justamente à criação de taxas e impostos do governo Lula. Eu conto com o seu voto, com a sua participação.

Recebendo agora a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, um forte abraço aos taxistas e aos motoristas de aplicativo que gostam de acompanhar o programa pela rádio. E você que acompanha aqui por São Paulo sintoniza o 100,9 aqui da Jovem Pan. Um forte abraço a você que também nos prestigia pela rádio.

Outro destaque importante, daqui a pouco a gente volta a falar da taxa das blusinhas que eu mencionei antes do break. Mas o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou a sua pré-candidatura à presidência da República pelo PSD. Esse evento aconteceu na sede do partido aqui em São Paulo. O repórter Matheus Dias esteve por lá, vai trazer todas as informações, os principais destaques. Matheus, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Conta pra gente então as informações, o que você apurou.

nesse evento do PSD. Bem-vindo, meu amigo. Caniato, uma ótima noite a você, uma ótima noite a quem nos acompanha. Pela primeira vez, então, oficializado agora como pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado discursou hoje na sede do partido em São Paulo. Ele disse que vai fazer com o Brasil, caso for eleito, a mesma coisa que fez no governo goiano. Deu muitos indícios do que o governo...

Dele em Goiás teve de positivo e falou que tende a fazer as mesmas coisas no governo nacional. Ele que foi escolhido por Gilberto Kassab, o presidente do PSD, desbancando então o oponente ou aliado, mas que também concorria ali pela mesma posição.

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Ele que recebeu essa notícia ontem. O Gilberto Kassab, presidente do partido, viajou até o Rio Grande do Sul. Lá comunicou o Eduardo Leite que o escolhido seria Ronaldo Caiado. E o próprio governador goiano disse que recebeu essa notícia ontem à noite. Hoje viajou para São Paulo e já deu o primeiro discurso. Discurso esse que deu a entender, Caniato, que nas eleições em outubro será um dois contra um.

Pelo menos num sentido figurado, dizendo que serão dois candidatos da direita contra Lula na esquerda. Caiado mesmo se mostrando ser um candidato de centro, dizendo que não vai pender entre um lado nem outro, dizendo que sim, terá uma candidatura independente, fala que o primeiro feito dele, se for eleito, será garantir a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Vamos ouvir. Meu primeiro ato vai ser exatamente...

Anistia ampla, geral e restrita, replicando aquilo que Juscelino Kubitschek soube fazer com muita maestria a todos aqueles que rebelaram realmente com a verdadeira tentativa de golpe pela aeronáutica, onde ele disse, me deixem trabalhar e vamos realmente pacificar o Brasil.

Eu vim com esse objetivo, é de realmente pacificar o Brasil. Ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas.

A primeira fala de Ronaldo Caiado à frente do partido, então, sendo esse protagonista nas eleições agora, foi uma fala bem longa, viu, Caniato? Por cerca de uma hora e quarenta, deu detalhes de como pretende governar caso eleito, disse que não se enxerga como uma terceira via e também disse que se enxerga preparado para essas eleições. Ele que já concorreu à presidência uma vez, isso em 1989, pós-ditadura militar aqui no país, ele que concorreu e perdeu a eleição no primeiro turno, a eleição que teve no segundo turno, então, Fernando Collor.

E o atual presidente Lula, no segundo turno, Fernando Collor sendo o eleito naquela ocasião, Caiado disse que agora se sente muito mais pronto do que naquela época, tem muito mais experiência, disse que enxerga essa diferença, inclusive, para o lado da direita. Ele fala que, mesmo tendo pensamentos parecidos, Flávio Bolsonaro ainda é novo, não tem a experiência na qual ele já se colocou, se pondo, então, à frente do candidato da direita e, claro, se pondo...

a extrema oposição do candidato da esquerda, no caso Lula. Caiado disse que essa eleição não é por uma revanche, mas é para o país não eleger o PT novamente. Deu bastante indícios, inclusive falando que o governador Romeu Zema, que muitos chegaram a especular que poderia ser o vice de Caiado.

Caiado disse que não, que conversou com o Zema e que o governador mineiro também terá uma candidatura própria, a qual ele respeita bastante. Entre muitas e outras suposições, disse que segue agora com o Kassab e se muda para São Paulo no próximo dia 3 de abril. Vai passar a morar aqui no estado para ficar mais perto então da sede do partido aqui e conseguir participar de todos os compromissos ao lado de Kassab e à frente do partido nessa corrida presidencial, viu, Caniado?

Legal, um bom resumo de informações com o Matheus Dias, que resgatou inclusive a informação de que Ronaldo Caiado disputou a eleição de 1989 e, à época, ele muito mais novo, disputou pelo partido UDR. Era um partido que representava os interesses dos ruralistas, mas isso a gente deixa para um outro programa. Valeu, Matheus, obrigado, viu? Grande abraço a você, bom trabalho, deixa de seguir com os nossos comentaristas.

passar para o Roberto Mota para avaliar essa decisão tomada pelo PSD, pré-candidatura de Ronaldo Caiado oficializada, e nós esperávamos talvez uma fala um pouco mais entusiasmada, ele sério, uma fala linear, mas dizendo que garantirá, primeira medida, caso seja eleito, Mota, anistia ampla, geral e restrita. É uma sinalização para os eleitores, possivelmente, de Flávio Bolsonaro?

E uma demonstração de coragem política, Caniato. A candidatura de Ronaldo Caiado é importante porque ele é um político importante. E ele é visto e se comporta como um político de direita, ao contrário de outros. Agora, é improvável que essa candidatura altere o quadro eleitoral.

No melhor cenário, essa candidatura tendo sucesso, ela significaria provavelmente uma participação do PSD no futuro governo. E não há nada de errado nisso. Esse é o mecanismo de funcionamento das democracias.

Deixa eu passar para o Cristiano Beiraldo, que inclusive, nessa fala que o nosso repórter destacou sobre essa manifestação de Ronaldo Caiado, o Beiraldo fez esse apontamento que eu destaquei há pouco, uma fala talvez muito linear, séria demais para quem está lançando a sua pré-candidatura. Você acha que ele deveria ter sido mais entusiasmado? Ele não parece estar feliz, é isso?

Olha, Caniato, sério somos nós aqui. A pessoa que é candidata a presidente da República no seu primeiro discurso, em que ele vence uma disputa interna do seu partido, com dois outros nomes que têm repercussão nacional, que era Ratinho Júnior e Eduardo Leite.

e ele faz um discurso sonolento, é uma coisa que chama atenção. Não há energia na sua fala dizer que o meu primeiro ato será a anistia ampla, geral e irrestrita, mas eu vou mostrar que existe um caminho pelo centro, fora da polarização. Desculpe, não faz nenhum sentido esse tipo de conversa. Aliás, ele não terá apoio nem dentro do seu próprio partido, porque Eduardo Leite...

que não conseguiu a indicação diferente do que aconteceu no PSDB, em que Eduardo Leite perdeu as prévias, não aceitou o resultado e fez uma quizumba na sequência das prévias do PSDB nas eleições de 22, agora a escolha foi do dono do partido, Gilberto Kassab. E essa era a regra do jogo desde o início, que Eduardo Leite entrou para jogar.

Aí, quando não foi escolhido, no dia de hoje, fez pirraça, ficou lá birrento. Ou seja, não vai ajudar a candidatura de Ronaldo Caiado e vai demonstrar que não tem estatura para pleitear essa cadeira de presidente da República. E, ao mesmo tempo, Ronaldo Caiado vai ter que lidar com essas restrições dentro do seu próprio partido.

E lembro que Ronaldo Caiado, com essa postura querendo sinalizar para o eleitorado bolsonarista, vai fazer campanha política no mesmo partido.

em que Otto Alencar, na Bahia, vai apoiar o pior governador, provavelmente hoje, do Brasil, que é Jerônimo Rodrigues, que está terminando seu mandato esse ano, com índices alarmantes em relação à segurança pública, em relação ao ordenamento no estado da Bahia, educação, saúde, saneamento.

está lá no partido de Ronaldo Cado. Como é que ele vai fazer campanha na Bahia, que é um estado importantíssimo? Então, todos esses conflitos, essa falta de lógica... Aliás, o presidente do seu partido está sendo cogitado para ser vice do Lula. Então, assim...

E está tudo muito confuso, não tem nada de concreto, não tem nenhum caminho pavimentado ainda para essa candidatura de Ronaldo Caiado. E talvez a sonolência do seu discurso revele justamente isso.

Pois é, há inclusive uma informação de bastidor que indica a tentativa do PSD e de Ronaldo Caiado em seduzirem o Novo e Romeu Zema para fecharem uma chapa. Passar também para o Nelson Kobayashi analisar a decisão tomada pelo PSD e, curiosamente, Eduardo Leite.

fez uma peregrinação, visitou muitos veículos de comunicação e ele sim adotava um discurso convicto. Não, eu estarei no segundo turno conversando com os jornalistas, eu vou quebrar a polarização, eu sou a alternativa à polarização. E parece, em algum momento, que Gilberto Kassab daria essa possibilidade para que ele fosse o candidato do PSD. Não deu certo.

Falava tudo isso com 2% das pesquisas, né, Caniato? Essa forma melancólica como se encerrou a pré-campanha da Trindade, do Caiado, do Ratinho Júnior e do Eduardo Leite, mostra a testa de que o PSD não tem projeto de Brasil, muito diferentemente do que veio pregando nessa peregrinação que fizeram os três pelo Brasil todo.

Porque se fosse, de fato, um projeto pelo Brasil, pouco importaria o nome. Estariam os três juntos ali anunciando a pré-candidatura do Caiado escolhido. Até porque teria sido esse o acordo no dia em que o Kassab recebeu para um jantar o Caiado ao lado do Ratinho Júnior e do Eduardo Leite.

O acordo seria de que caminhariam os três em pré-campanha até que, perto do prazo, aquele que estivesse melhor na pesquisa disputaria a presidência e os outros dois ao Senado e seus estados. Seria esse o acordo, foi o que foi divulgado à época. E aparentemente, agora, com a escolha pelo Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. nem lá estava, está preocupado lá no Paraná com a ascensão do Sérgio Moro nas pesquisas, a filiação ao PL, movimentou os prefeitos para sair fora do partido, enfim.

O Eduardo Leite foi para as redes sociais fazer reclamações, fazer ali o seu desabafo, a sua manifestação de desencanto, é a palavra que ele utiliza, justamente porque não foram os escolhidos. Aliás, o Eduardo Leite não aceita prévias, que seria ali um instituto democrático. Não aceita também decisão.

fechada a partir de um acordo com o presidente do partido. Então, assim, só aceita se for ele. Como é que isso é projeto de Brasil? Isso é projeto pessoal. Dele, acho que se o Caiado fosse o preterito, também poderia fazer o mesmo, assim como fizeram os outros dois. Então, tá claro de que, nesse partido, o interesse é pelo poder. Até pelo que trouxe aqui o Cristiano Beraldo, das...

incongruências internas do partido. Vai ter lá o seu Otto Alencar na Bahia, digo mais, tem outros, né? É o PSD, que tá prometendo agora anistia ampla, geral e restrita, do Carlos Fávaro, que foi exonerado do Ministério pra ir lá votar contra o relatório final da CPMI do INSS, que indiciava o Lulinha, né? O filho do presidente. Vai ser o PSD do Paz, no Rio de Janeiro. Será que vai ter um palanque do Caiado ao lado do Paz, do PSD, pedindo anistia ampla, geral e restrita?

Lá no Rio de Janeiro, assim, não casa, não casa. O negócio do PSD é ganhar vagas no parlamento, no Senado, em locais de poder, em onde tiver, para atender a interesses pessoais. É partido fisiológico. O retrato do fisiologismo é o PSD. E está aí o Ronaldo Caiado com esse entusiasmo que a gente não sabe se ele estava falando num lançamento de pré-candidatura ou num velório.

Tem coisas que só a política brasileira proporciona para você. Agora, um registro jornalístico. Aqui nos bastidores o Beraldo disse, mas em 89 o Ronaldo Caiado disputou pela UDR, e aí eu estou do convicto. Sim, porque a UDR era uma união dos ruralistas, mas tinha aberto um partido. E o Beraldo torceu o nariz.

E aí eu vim verificar, né? E o Beral tinha razão. Não. Ele saiu, curiosamente, pelo PSD, mas era um outro PSD, Partido Social Democrata, mas que se utilizava, se apoiava na plataforma conservadora da UDR. Quer só fazer uma parte aí, Beraldo?

Pois é, naquele momento ali, 89, eram tantos candidatos e tantos partidos de uma eleição inédita depois do governo militar, que é difícil a gente manter o detalhe de tudo que aconteceu ali. Mas vale sempre fazer esses resgastes, porque muita coisa aconteceu no Brasil a partir daquelas eleições e a gente às vezes dá a volta e cai no mesmo lugar.

Rapidinho, vai lá, Cobar. Depois de 37 anos, teremos dois daqueles candidatos de novo. Veja só como é que a gente não oxigena a nossa política. E uma campanha que teve além deles dois, do Lula e do Caiado, que já estavam lá atrás, Paulo Maluf, Ulisses Guimarães, o Leonel Brizola, Fernando Collor, Maciel. Uma eleição interessante. E também meu nome é Inés, o Inés participou. Rápida parada, daqui a pouco a gente volta. Mais destaques aqui em Os Pingos nos Riz. Até já.

Os Pingos nos Is Jovem Pan

Para alguns, ir além significa superar barreiras. Para outros, completar o caminho. Para nós, ir além é ter o controle de tudo em apenas um toque. Jayco 7, o SUV super híbrido com taxa zero em até 5 anos. Garanta já o seu com 60% de entrada e 60 parcelas sem turos. Jayco 7 SHS. Autonomia, tecnologia e condições para você ir além. O Moda Jayco.

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Compromisso com os fatos. Com análise direta dos comentaristas que você já conhece e confia. Cada vez mais perto de você. Jornal Jovem Pan, de segunda a sexta, às oito da noite, na Jovem Pan News. Os pingos nos diz. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Os assuntos importantes desta segunda-feira, sempre contando com a análise, as discussões, as reflexões dos nossos comentaristas. Eu vou receber a rede Jovem Pan e aí trago o último destaque para nós analisarmos. Agora sim.

Seja bem-vindo, você que gosta e acompanha as notícias aqui na Jovem Pan, um forte abraço para você que nos prestigia pela TV, pelas emissoras de rádio e também pelas plataformas digitais. YouTube também, o Panflix. Tem mais uma notícia. O PT de São Paulo comemorou o resultado da pesquisa Atlas, divulgada nesta segunda-feira, que traz Fernando Haddad com 42% das intenções de voto.

contra 49% de Tarcísio de Freitas. Segundo o coordenador da pré-campanha e presidente estadual da sigla, Kiko Seleguin, Tarcísio está longe de ser imbatível. Além de classificar a chapa liderada por Haddad como altamente competitiva,

O PT também avalia a possibilidade de abrir conversas com o PSD para uma aliança em São Paulo após a sigla de Kassab romper com o governador. É uma situação tanto quanto estranha. Deixa eu chamar o Roberto Mota. O PT fazendo essa leitura, dizendo que Tarsígio não seria imbatível e até levantando a possibilidade de firmar uma aliança com o PSD. PSD de Ronaldo Caiado, que trouxemos a informação há pouco, Mota.

É, mas o importante é manter a motivação, Caniato. Afinal, o ex-ministro já perdeu várias eleições. O que é perder mais uma? De repente, acontece algum imprevisto. Afinal, a economia está uma maravilha. Está todo mundo amando a situação econômica do país. Está todo mundo feliz com os impostos que renderam ao ex-ministro o apelido de taxade.

E tem mais um probleminha. Tarcísio de Freitas é uma das pessoas mais inteligentes que eu já conheci. Então eu, se fosse o ex-ministro, eu me prepararia desde já para os debates.

Pois é, deixa eu passar essa para o Cristiano Beraldo, deixa eu ver. Beraldo, uma análise rápida sobre essa reflexão, esse diagnóstico do Partido dos Trabalhadores em relação ao nome de Fernando Haddad aqui para o governo de São Paulo. Um minuto.

Olha, Caniato, o presidente estadual do PT tem razão. O Tarcísio de Freitas não é imbatível. Ninguém é imbatível. Mas o fato concreto é que não existe hoje nenhum candidato a governador de São Paulo colocado para vencer Tarcísio de Freitas. O Haddad vai perder essa eleição.

mais uma vez, será derrotado de novo porque ele é o maior taxador da população brasileira. Haddad não tem absolutamente nenhuma contribuição efetiva que ele possa mostrar para a população para ganhar a simpatia e, sobretudo, ganhar os votos. Portanto, essa será uma eleição muito polarizada e que Tarcísio de Freitas tem larga vantagem.

Pois é, Nelson Kobayashi, que acompanha muito as articulações e a política aqui de São Paulo, há muitas dúvidas sobre se Tarcísio de Freitas poderia ser derrotado por algum nome. E é preciso considerar que no estado de São Paulo, principalmente o interior, tem um perfil mais conservador. Um desafio de tanto para a Fernanda Haddad, né? Um minuto.

Ô, Caniato, se a gente viu aquele entusiasmo, aquela alegria, energia toda do Caiado anunciando sua pré-candidatura, ele que queria ser pré-candidato, ou queria ser candidato à presidência, imagina do Haddad que nem queria. Ele tá a contra gosto, ele tá forçado. Imagina, ele tá aqui porque a Glaise Hoffman falou que tem que vestir a camisa e todo mundo tem que contribuir de alguma maneira, tem que ter palanque pro presidente da república. Então, assim, já é uma...

Quando começa desse jeito, a tendência é que termine mal. Eles sonham, de fato, com o Kassab. Eu ouvi essa conversa na semana passada, de que o Kassab poderia ser vice do Haddad, dar uma reviravolta na política de São Paulo, mas eu acho que o Kassab não ia se arriscar tanto assim, pegar uma pecha de traidor, de desleal, depois de passar três anos e pouco no governo do Tarcísio, ia pegar muito mal. Ele é tão experimentado que eu acho que não vai dar esse mole aí para perder a sua popularidade.

Pois é, deixa eu trazer o resultado da enquete do dia. Vamos colocar na tela qual foi a pergunta que nós publicamos nas nossas plataformas. O aumento ou a criação de impostos ou de novos impostos é o principal motivo da rejeição do presidente da República, o presidente Lula? A maior parte, 63%, disseram que sim, que a população sentiu.

o aumento dos impostos e também a criação dessas novas taxas. E aí, 37% disseram que não, o que acaba pesando mais são as outras medidas e as outras pautas na avaliação negativa dessa atual gestão. Então, quero agradecer a todas as pessoas que votaram, que entraram nas nossas plataformas, milhares de pessoas, todo dia de programa.

acabam ajudando a gente a entender sobre esses assuntos e esses desafios do nosso Brasil. Um abraço aos nossos comentaristas e nós quatro agradecemos a você pela audiência, pela parceria, sugiro que você fique na sintonia da Jovem Pan, vem aí o Jornal Jovem Pan. Um abraço, até amanhã. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.

Realização Jovem Pan.

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