Lula critica os EUA por decisão sobre PCC e CV / atentado contra Flávio
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (29):
O presidente Lula criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, alegando temer uma possível intervenção internacional. A declaração gerou forte repercussão no ecossistema político, com analistas apontando que a medida de Washington foca no bloqueio financeiro e no combate ao crime transnacional.
O especialista em segurança e defesa Alessandro Visacro afirmou, em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA expõe um "déficit crescente" na soberania do Brasil. Visacro criticou a abordagem "populista" e a negligência histórica do Estado, destacando que a perda de controle territorial e a fusão de atividades lícitas e ilícitas pelas facções exigem uma política de Estado robusta, e não apenas ações governamentais de curto prazo.
A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Robertson, detalhou em entrevista exclusiva à Jovem Pan News a decisão do governo Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo dados oficiais, os grupos já possuem ramificações em pelo menos 12 estados norte-americanos, ameaçando a segurança de ambos os países.
O presidente Lula afirmou que enviará novamente o nome de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, para a vaga no Supremo Tribunal Federal. A declaração ocorreu após o Senado Federal rejeitar a primeira indicação de Messias, marcando uma derrota histórica para o Planalto.
A Polícia do Senado abriu uma investigação para apurar um suposto plano de atentado contra o senador Flávio Bolsonaro. As suspeitas surgiram após declarações do funkeiro MC Miza em uma entrevista, na qual sugeriu o envolvimento da influenciadora Deolane Bezerra, que está presa e sob suspeita de ligação com o PCC. A defesa da advogada classificou as acusações como "absurdas e irresponsáveis", enquanto o senador afirmou que não se deixará intimidar pelo crime organizado.
O ministro do STF, Luiz Fux, cobrou celeridade na solução da crise financeira do Banco de Brasília (BRB) para proteger cerca de R$30 bilhões em depósitos judiciais e evitar o desgaste da credibilidade do Judiciário. A engenharia para o socorro prevê um aporte de R$6,5 bilhões via Fundo Garantidor de Crédito (FGC), blindando o caixa da União. No entanto, analistas alertam que a triangulação financeira com garantias estatais transfere, em última instância, o risco da operação para o bolso do contribuinte.
O rombo das empresas estatais brasileiras atingiu a marca de R$7,687 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, superando o déficit registrado em todo o ano anterior. O resultado negativo, puxado principalmente pelas empresas federais e estaduais, reacendeu o debate sobre privatizações no programa Os Pingos nos Is. Os analistas alertam que o desequilíbrio das contas públicas pressiona a inflação e afeta diretamente a economia e os investimentos estratégicos do país.
O debate sobre o enquadramento de facções criminosas brasileiras ganhou novos capítulos após a decisão dos Estados Unidos em classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Enquanto o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, defende que os grupos atuam como "empresas multinacionais do crime" com características mafiosas, analistas discutem o impacto da medida na cooperação internacional.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- Classificacao Faccoes TerroristasPCC · Comando Vermelho · Lula critica decisão dos EUA · Soberania nacional · Intervenção internacional · Combate ao crime transnacional · Alessandro Visacro · Amanda Robertson · Marco Rubio · Flávio Bolsonaro · Segurança nacional · Déficit de soberania · Política externa norte-americana · Estabilidade regional · Narcoterrorismo · Terrorismo criminal · Tim Lopes · Odilon de Oliveira · Lincoln Gakia
- Indicação Jorge Messias ao STFJorge Messias · Supremo Tribunal Federal (STF) · Senado Federal · Rejeição de indicação · Derrota histórica para o Planalto · Questão política · Luiz Roberto Barroso
- Investigação sobre plano de atentado a Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro · Polícia do Senado · MC Miza · Deolane Bezerra · PCC · Plano de atentado · Acusações · MC Kevin
- Crise do Banco de BrasíliaBanco de Brasília (BRB) · Luiz Fux · Crise financeira · Depósitos judiciais · Credibilidade do Judiciário · Fundo Garantidor de Crédito (FGC) · Risco para o contribuinte · Banco Master
- Empresas inadimplentes no BrasilEmpresas estatais brasileiras · Déficit · Privatizações · Inflação · Eletrobras · Axi
Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos mais importantes desta sexta-feira, contando sempre com análise, as discussões, as reflexões com os comentaristas aqui da Jovem Pan.
Eu sou o Daniel Caniato e você é o nosso convidado especial. Para começar, o presidente Lula disse hoje, em um discurso, que está muito triste com a decisão dos Estados Unidos de classificarem as facções criminosas brasileiras, PCC e Comando Vermelho, como terroristas. Muitos entendem que talvez ele tenha ou sido irônico ou tenha se confundido. A nossa produção separou esse trecho, essa manifestação do presidente. Vamos acompanhar.
Hoje eu estou muito triste, governador. Estou muito triste, senadores. Hoje é um dia para mim decepcionante. Eu vou virar para vocês. Eu estou muito triste hoje. Com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos da América do Norte, um tal de Marco Rubio...
Dizem que os Estados Unidos, dizem que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção.
Aí, a fala do presidente da República, inclusive, uma manifestação, um discurso que foi transmitido pela TV Estatal. Chamar os nossos comentaristas, o day after do anúncio do governo norte-americano, o Roberto Mota tá ao vivo, não, todos já estão em tela, Bruno Musa, Roberto Mota, Luiz Felipe Dávila, sejam bem-vindos, ótima noite a vocês. Vou começar com o Roberto Mota pra trazer as impressões a respeito...
dessa fala, essa declaração do presidente da República, que, por vezes, gosta de abusar da ironia, mas também, muitas vezes, se confunde, se atrapalha, utiliza uma expressão inadequada ou com sentido oposto àquele que ele queria dar. Mota, nesse caso, ele disse que está triste com a decisão dos Estados Unidos de classificarem os nossos criminosos como terroristas. Enfim, o que a gente precisa dizer a partir dessa fala do presidente? Bem-vindo.
Muita coisa, Caniato. Eu espero que a gente tenha muito tempo para fazer um comentário aqui, porque toda vez que eu vejo imagens desse chapéu assim, do braço levantando e descendo, eu já fico aqui preparado. Uma das coisas que diferenciam um estadista de um populista é o cuidado com o que a pessoa diz, porque o respeito pelos outros sinaliza o respeito por você próprio.
Quem fala tolices de improviso é porque acha que tem o domínio completo da plateia, mas é uma plateia sempre formada por puxa-sacos que, mesmo assim, ficam constrangidos com tantas barbaridades. Que falta fazem agora um Carlos Lacerda, um Nelson Rodrigues, um professor Olavo de Carvalho.
Pois é, nós traremos aqui muitas manifestações a partir da decisão tomada pelos Estados Unidos, as várias falas e também, naturalmente, os posicionamentos oficiais. Hoje, inclusive, a gente vai repercutir o posicionamento oficial do governo brasileiro. Mas você, Dávila, essa postura adotada pelo presidente da República, que poderia ter sido mais diplomático, mas foi para o ataque. Foi para o ataque e talvez não tenha adotado exatamente as palavras mais...
adequadas? Boa noite. Boa noite, Canhato, Moza, Ambera, Mota e a nossa querida audiência. Olha, Canhato, primeiro comentário é, quando o presidente ficar triste, nós brasileiros ficamos alegres. Alegres de que pelo menos alguém
está combatendo o crime organizado com as ferramentas existentes. Declarar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas não tem nada de invasão na soberania nacional. Vão combater essas organizações criminosas no território deles. Ou seja, bloquear movimentações financeiras,
atacar os tais dos submarinos que levam droga para os Estados Unidos, prender membros ligados ao PCC ou Comando Vermelho que atuam nos Estados Unidos, é uma política interna norte-americana. E o governo americano tem a soberania para definir o que ele bem entender, principalmente quando uma organização criminosa transnacional
causa males e insegurança ao seu país. É o caso hoje do PCC. Portanto, o Brasil deveria ter visto esta classificação como um sinal de alerta para começar a agir no Brasil para valer contra o crime organizado. E por que estamos alegres como sociedade? Porque pelo menos... ...
Uma nação entendeu a gravidade dessas organizações criminosas, coisas que parecem passar em branco aqui no Brasil. Porque o PCC e o Comando Vermelho escalaram nos últimos 30 anos de pequenas facções de presídios a organizações criminosas transnacionais.
Porque o governo foi omisso, porque o governo de esquerda trata criminoso como vítima da sociedade. E ao dizer que ficou triste, mais uma vez, o presidente da república mostra que bandido é vítima da sociedade. Quando, na verdade, vítima somos todos nós, cidadãos brasileiros, que vivemos sob o terror do crime organizado.
da violência e não podemos viver tranquilamente no nosso país, porque o nosso país já é dominado pelo crime organizado.
Bruno Musa também com a gente, vai trazer suas reflexões e apontamentos a partir dessa declaração do presidente da república. E vocês já sinalizavam, né, Musa, qual seria a retórica adotada pelo governo, pelo presidente da república. Enfim, parece que não há surpresa nesse sentido. Talvez ele esteja um pouco mais nervoso.
Ou adotando da ironia ou abusando de algumas expressões, indo na contramão, talvez, do que os seus auxiliares e assessores têm orientado. Talvez.
Caniato, muito boa noite. Mota, Dávila, todos que nos assistem. Uma ótima sexta-feira para todos. Ele pode adotar o tom que ele quiser, Caniato. Seja ironia, seja nervoso, fingir calma. Pouco importa. Mas isso tem a ver com uma visão estrutural de mundo, como muito bem o Dávila falou. A gente já comentou aqui, mas eu acho que é importante ressaltarmos. Quando a pessoa é com uma tendência a mais à esquerda,
Isso significa que é uma consequência, um resultado de um tipo de personalidade. Eu não estou entrando em juízo de valor. A pessoa da direita tem um outro tipo de visão de mundo. Quando nós olhamos e nos aprofundamos que a pessoa que vota na esquerda tem esse tipo de personalidade, nos aprofundamos e dizemos qual é esse tipo de personalidade. Basicamente, eles não acreditam em responsabilidade individual, apenas responsabilidade coletiva.
terceirizar o seu fracasso para os demais. Isso significa que todo e qualquer fator exógeno, ou seja, alheio, aquele no nosso entorno, que seria, digamos, catastrófico, negativo, ruim para o desenvolvimento daquela pessoa...
justifica que ele faça a opção individual de se tornar um criminoso nesse caso. Ou seja, é como se o meio, a parte externa, justificasse que determinada pessoa escolheu o crime como meio de vida. Não, é uma visão errada de mundo.
E aqui não tem certo ou errado. Ou melhor, aqui não tem subjetivo. Aqui tem certo e tem errado. O cara que escolheu o crime, ele está errado. Ponto final. É uma visão distorcida você achar que o criminoso é uma vítima da sociedade. Nós, que somos obrigados a financiar essa máquina, somos reféns desse bando de criminoso que voluntariamente optaram pelo crime como escolha de vida.
E aí muda todo o cenário. É a responsabilidade individual que precisa prevalecer e esses criminosos serem responsabilizados pelas suas ações, que o crime é uma escolha. Ponto final. Se não fosse, Caniato, o Brasil que é um país estruturalmente pobre, nós teríamos a grande maioria dos brasileiros praticando crimes, o que não é uma verdade.
Não é a maioria dos 213 milhões de habitantes que comete crime. Portanto, isso mostra que, mesmo sendo pobres, aquela minoria que optou pelo crime é uma escolha individual. E essa é a visão de mundo distorcida da esquerda. Então ele pode vir com um sorrisinho, pode vir com ironia, pode vir com braveza ou pode vir como ele quiser. Essa é a visão da esquerda. Defender bandidos. Até que bate na porta deles. Aí alguns mudam de visão.
Nós seguiremos tratando de muitos aspectos que envolvem a decisão tomada pelos Estados Unidos. As repercussões aqui dentro, teremos um convidado especial. A gente vai continuar falando dessa classificação que foi feita pelo governo norte-americano, de classificar Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas. Por isso a gente recebe aqui o analista de segurança e defesa, o coronel Alessandro Visacro.
Já participou várias vezes de vários programas, telejornais. Visacro, muito obrigado pela gentileza, viu? Seja sempre muito bem-vindo aqui à Jovem Pan. Obrigado, Ben. Caniato, boa noite, Mota, boa noite, Dávila, boa noite, Bruno.
Prazer. Pois é, queria pedir uma reflexão inicial, naturalmente, pedindo que você faça um apontamento inicial, breve, sobre essa decisão que foi tomada pelo governo dos Estados Unidos de classificar essas facções criminosas brasileiras como grupos terroristas. Mas colocando principalmente em perspectiva essa retórica adotada pelo governo ou por alguns integrantes do governo, de que isso seria um pretexto...
para algum tipo de ação ou interferência internacional. Enfim, gostaremos de escutá-lo. Da fala do Mota, especificamente quando ele menciona o populismo, que é uma característica muito forte na política latino-americana. Então, a sociedade brasileira, ao longo das últimas décadas, ela não tem imposto.
limites a essa característica que é intrínseca, a política na nossa região, a política na América Latina. E, de certa forma, isso se torna...
permissível, permitido dentro da nossa política interna. Mas quando a gente fala de política externa, só existem causas e consequências. Então essas organizações criminosas, que por décadas têm contado com a...
com a permissividade, com a omissão, com a negligência, não só do governo brasileiro, dos governos brasileiros, nas diferentes administrações, mas também da própria sociedade. Então, esses problemas, o PCC, por exemplo, que nasce em São Paulo, se torna um problema nacional, depois se torna um problema sul-americano e hoje é uma ameaça também para a África Ocidental, é uma ameaça para a Europa. De acordo com dados do Ministério Público de São Paulo,
cerca de 1.545 membros do PCC operam no exterior. E em política externa é causa e consequência. E os Estados Unidos já têm essas organizações criminosas no radar há pelo menos uma década. Então, pelo menos desde 2016, os Estados Unidos têm lançado um olhar especificamente para o PCC, que é a principal delas. Mais recentemente para o Comando Vermelho. E os Estados Unidos têm...
como linha mestre da política externa norte-americana para a América Latina, a estabilidade regional. E desde o fim da Guerra Fria, o principal elemento desestabilizador da nossa região tem sido a criminalidade de alta intensidade associada às redes de ilícitos transnacionais.
Muitas autoridades têm levantado essa questão da soberania. Agora, a questão fundamental é a seguinte. Esses grupos armados criminais têm edificado ao longo das décadas verdadeiros enclaves de microsoberania, áreas não governadas no interior do Estado. Então, a soberania brasileira, de forma muito objetiva, ela já vem apresentando um déficit crescente.
Então, a gente precisa entender essa questão da soberania nacional, que é algo muito importante, mas a partir do entendimento dessas construções, desses verdadeiros enclaves de micro-soberania dentro do território nacional. Perfeito. Girando com os nossos comentaristas, o Roberto Mota fará a primeira pergunta. Vai lá, Mota, por favor.
Visacro, que medidas podem ser tomadas pelo governo americano contra as facções a partir dessa declaração? E até que ponto essas medidas contra as facções dependem de um alinhamento com o governo federal do Brasil?
Na verdade, essa classificação, essa rotulação dessas organizações criminosas como organizações terroristas abre um leque de opções para o governo norte-americano. Abre, antes de mais nada, uma possibilidade de cooperação. Então essa é a primeira sinalização que nós temos.
É a primeira sinalização que nós temos. Um outro aspecto importante. A primeira medida, as primeiras medidas, elas dizem, sobretudo, a movimentação financeira, a ativos, a pessoas e instituições que, direta ou indiretamente, têm vínculos com o PCC. Então, isso já tem exigido...
já até previamente, um esforço das instituições bancárias, porque pode afetar diferentes instituições, indivíduos, que supostamente, ou concretamente, ou comprovadamente, têm vínculos com a organização criminosa. Então, se a gente observar essas dinâmicas ilícitas, a gente observa as operações carbono-oculto, que ontem teve até uma segunda fase da operação carbono-oculto, mostra como essas organizações...
estão fazendo a fusão entre atividades listas e listas informais. Agora, algo que talvez não pareça uma ameaça a curto prazo, mas na perspectiva norte-americana, a gente precisa entender que, como maior potência militar do planeta, os Estados Unidos nunca teve muito pudor em usar esse poderio.
A médio, a longo prazo, pode sim, nesse portfólio de recursos que os Estados Unidos têm, realizar alguma ação em força contra ativos ou contra membros dessas organizações criminosas dentro, fora do Brasil, com países na fronteira como, por exemplo, o Paraguai, com quem os Estados Unidos...
está desenvolvendo uma relação no campo militar mais próxima, tem aperfeiçoado essa relação nos últimos anos, mas também, se a gente observar como os Estados Unidos agem, por exemplo, para eliminar células terroristas na Federação das Áreas Tribais Autônomas entre o Paquistão e o Afeganistão, ele emprega lá drones para realizar ataques aéreos, nada disso pode ser mais descartado a média e a longo prazo. Agora, a grande questão que a gente tem que parar e admitir é que nós não temos feito o nosso dever de casa.
E isso tem transbordado pra região. E aí a gente tem que colher as consequências. Pois é, agora a pergunta é do Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila.
Doutor Alessandro, o senhor tocou num ponto fundamental que exige cooperação dos dois países para poder combater o crime organizado. Nós sabemos claramente que não haverá nenhuma cooperação com o governo de esquerda que está no poder hoje. Então, minha pergunta é, o que os estados podem fazer com esta cooperação com os Estados Unidos, enquanto não temos um governo que olha para esse crescimento do crime organizado como algo fundamental que temos que combater com o Projeto Nacional de Segurança?
Eu concordo com você que não existe uma política de Estado robusta ao enfrentamento dessas organizações criminosas. As últimas décadas comprovam isso. Mas as instituições de Estado têm feito, sim, um esforço significativo. Então, se nós pegarmos... Então... a... a...
especificamente, um exemplo, o GAECO, o Ministério Público de São Paulo, o esforço dele com as autoridades italianas no enfrentamento, a máfia, as ligações entre o PCC e a máfia italiana.
Então, essa cooperação, ela existe. Existe cooperação entre a Polícia Federal e o FBI. Então, abre oportunidades maiores de cooperação também entre a ABIN e a CIA. Enfim, é uma janela de oportunidade. A questão é a gente ter competência para abraçar, a gente saber fazer o bom uso dessa janela.
Perfeito. Eu vou pedir licença para o Alessandro Visacro e também para os nossos comentaristas, só para trazer uma manifestação do presidente da República. Ele disparou contra o secretário Marco Rubio, secretário norte-americano, e também integrantes da família Bolsonaro. A produção separou esse trecho. Vamos acompanhar.
Não aceitamos ser tratado como moleque. Nós não aceitamos ser tratado como se fosse uma republiqueta. Eu tive três horas com o presidente Trump. Três horas com ele. Entreguei quatro documentos para ele. Um deles era o combate ao crime organizado. O seu Marco Rubio não estava lá.
Possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista, que é candidato à reeleição aqui dentro do país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de nos Estados Unidos e de intervenção americana no Brasil.
Deixa eu passar para o nosso convidado só tecer um comentário a respeito dessa fala do presidente da República, antes da pergunta que o Bruno Musa fará para o Alessandro Visacro. Visacro, eu queria que você trouxesse um pouco da sua experiência no que tange a uma decisão tomada por um país quando altera a classificação de um grupo criminoso para grupo terrorista.
Não me parece que essa decisão tenha sido tomada nesse intervalo, entre a reunião com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro até a decisão ou o anúncio dessa alteração. Me parece que a tal minuta já estaria pronta. É algo que, naturalmente, passou por um processo, estudos, enfim. Queria que você trouxesse um pouco da sua experiência e talvez para se contrapor a essa informação que foi compartilhada hoje pelo presidente.
Há pelo menos uma década, o PCC, especificamente o PCC, já está no radar do Comando Sul, que é o Comando Geográfico Militar dedicado à América Latina. Então, há pelo menos, desde 2016, isso já consta na pauta do Comando Sul.
Os Estados Unidos, em seus documentos oficiais, documentos do Departamento de Defesa, agora Departamento da Guerra, do Departamento de Estado, os Estados Unidos trabalham, ou tem trabalhado com aquilo que é conhecido como ameaça 2 mais 3.
É uma forma de definir quais são as ameaças à segurança nacional e os interesses vitais dos Estados Unidos. E além de definir, as coloca em uma prioridade. Então, o dois seriam China e Rússia. E o mais três, Irã, Coreia do Norte e organizações extremistas violentas. Eu faço menção textual a alguns documentos norte-americanos.
Organizações extremistas violentas, tais como a Al-Qaeda, o Hezbollah libanês e os cartéis de droga latino-americanos. Então a gente precisa entender essa decisão norte-americana numa perspectiva geopolítica regional. Então eu já tinha chamado a atenção anteriormente que a linha mestre da política norte-americana para a região tem como primeiro ponto e o mais importante a estabilidade regional. E desde o fim da Guerra Fria, esses grupos armados criminais, essa criminalidade de alta intensidade,
associada às redes de ilícitos transnacionais, elas têm sido o principal elemento desestabilizador da nossa região. E aí a gente... Eu volto mais uma vez. A gente precisa, sem querer tecer nenhum comentário ou juízo de valor acerca das palavras do presidente Lula, mas a gente precisa ser muito objetivo, a gente precisa ser muito franco.
Motivo de reflexão da nossa parte, sem dúvida alguma, um país, a maior potência militar e econômica do planeta, é rotular essas organizações criminosas como organizações terroristas. Mas a gente precisa entender que essa retórica da soberania, ela precisa ser coerente. Justamente, repito...
Essa soberania nossa já tem sido afetada pela proliferação de áreas não governadas no interior do Estado. Se nós pegarmos, por exemplo, a cidade do Rio de Janeiro, uma pequena faixa litorânea do Leme ao...
Recreio dos Bandeirantes e mais as três principais artérias de circulação da cidade, Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela, estão sob controle do Estado. O restante todo dessa mega cidade litorânea não está mais na mão do Estado brasileiro. A calha do Rio Solimões, a montante de Manaus, também já não está mais na mão do Estado brasileiro. Um colega nosso da Polícia Federal disse, visáculo, o que acontece...
no Rio de Janeiro é fichinha, é brincadeira de criança perto do que acontece no Amazonas. Então, a preocupação com a soberania nossa é legítima. Mas isso não pode servir de pretexto para uma abordagem recorrendo mais uma vez ao moto. Populista. A gente precisa colocar o pé no chão e nós precisamos fazer o nosso dever de casa. Chegou a vez agora do Bruno Musa.
Bissacro, muito boa noite, obrigado pelo seu tempo. Eu tenho um grande amigo que ele conhece muito bem, das Forças Armadas há uns bons anos, e compartilha muito de uma visão, e ele fala comigo uma coisa muito interessante, que eu queria ver se de fato o senhor concorda com isso. Ele falou o seguinte, Bruno, se a mídia aceitasse...
o judiciário fizesse o que tem que fazer e a população apoiasse, nós precisaríamos de menos de seis meses para acabar com o crime organizado no Brasil e tomar 100% dos territórios de volta. Você acha que faz sentido esse prazo?
Eu, sinceramente, acho que isso é uma visão muito reducionista de um problema que é extremamente complexo. Se a gente pegar, por exemplo, o caso do Rio de Janeiro e buscarmos fazer um retrospecto dessa maturação dessa violência, dessa evolução da violência, a gente vai retornar ao final do século XIX. Então é um problema muito complexo que exige, por definição, abordagens sistêmicas integradas. Não é meramente uma questão...
de aplicar as capacidades coercitivas do Estado. Nós chegamos a um grau de degradação que essas operações em força não podem mais, nós não podemos mais prescindir delas, mas para afetar, para atingir as causas estruturais do problema, exige uma política de Estado.
de bem formulada, robusta, política de Estado, o que é algo completamente diferente de programa de governo. E no Brasil, infelizmente, os nossos programas de governo não passam de mera, independente de qual a administração seja, não passam de uma mera declaração de intenções. Então isso não basta, nós precisamos de uma política de Estado robusta e de longo prazo. Ao tentar obedecer o ciclo eleitoral de quatro a oito anos, né?
é insuficiente para a gente fazer frente a um problema que tem décadas de causas. Então, eu acho que é um problema mais complexo, não é tão simples, não se restringe tão somente à aplicação das capacidades coercitivas do Estado, embora não possamos mais prescindir delas. Então, acredito que é algo que demanda um esforço muito maior, não só do Estado, mas da sociedade brasileira.
E aí eu entendo que existe uma diferença, um hiato muito grande entre a realidade e aquilo que é percebido por algumas instituições de Estado e a sociedade civil organizada. Aí você fez menção ao Poder Judiciário.
ao próprio Legislativo Nacional, aos órgãos de imprensa. Então, eu acho que existe... O primeiro passo que nós precisamos é entender realmente a complexidade, a natureza do problema. Porque sem isso aí a gente não tem como estruturar nenhuma resposta. Muitos aspectos que envolvem a decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos, o Alessandro Visacro, aqui com a gente ao vivo, em Os Pingos nos Is. Para fechar a moto, tem mais uma questão, né? Vai lá.
Bisacro, algumas pessoas se posicionam contra essa classificação que chama as facções de terroristas, dizendo que elas não são terroristas porque elas não teriam objetivos políticos. Mas se elas têm hoje domínio de território, controle de serviços essenciais e penetração em instituições críticas do Estado, inclusive no sistema de justiça criminal...
O que falta para que elas tenham objetivos políticos? Nota muito boa essa pergunta. Nós temos visto de forma recorrente autoridades do Estado brasileiro se contrapondo a essa classificação exatamente sobre essa argumentação. Não tem um objetivo político. Então a gente precisa entender que organização terrorista é um rótulo.
Se você pegar uma organização militante, vamos pegar aqui um exemplo como Hamas ou Hezbollah. Essas organizações praticam o terror, elas recorrem ao terror como uma ferramenta de luta armada, a guerrilha, mas elas também têm trabalho.
caritativo, trabalho assistencial, elas são um partido político, tem um esforço, uma frente política muito grande. Então, assim, o terrorismo é um recurso, é uma ferramenta à disposição dessas organizações militantes ou grupos armados organizados.
Quando a gente vai para a classificação do terrorismo, o terrorismo de Estado, ou patrocinado pelo Estado, o terrorismo político-ideológico, que é o terrorismo secular, e o terrorismo político-religioso, esses três tipos de terrorismo, eles são, sim, orientados para uma meta política objetiva, se subordina a uma agenda política. Mas na América Latina, o terrorismo criminal...
ou narcoterrorismo, ele subordina o objetivo político, existe um objetivo político, a própria ideia de controle territorial não deixa de ser um objetivo político, mas esse objetivo político se subordina a um objetivo econômico, que é o lucro financeiro.
Então é um equívoco a gente falar que uma organização não é terrorista porque não se subordina uma agenda política clara. Isso precisa ficar muito bem entendido. Agora, só por curiosidade, tem algumas organizações criminosas no Brasil que se auto-intitulam organizações terroristas.
Tem alguns grupeiros, eu vou até me permitir não citar o nome, justamente para não fazer propaganda, mas alguns pequenos grupos armados que se chamam Organização Terrorista Tal, aí a sua principal oponente, Organização Terrorista Tal. Então, assim, a gente está querendo tampar o sol com a peneira. Não quer dizer que tudo que o crime organizado faça, tudo que o Comando Vermelho faça, tudo que o PCC faça, sejam ações terroristas.
Mas não tem como negar que isso faz parte da caixa de ferramenta, do portfólio de recursos dessas organizações. Vamos lembrar que nesse mês fez 20 anos da onda de ataques perpetrados pelo PCC em maio de 2006. Aquilo ali foi uma onda de atentados que parou a maior metrópole do país e não tem como a gente tentar negar que aquilo ali foi uma onda de atentados terroristas. A gente está tentando tampar o sol com a peneira.
Isso, analista de segurança e defesa, sempre colaborando com a gente aqui na Jovem Pan, o coronel Alessandro Visacro. Visacro, muito obrigado, viu, mais uma vez pela gentileza em nos atender. Um forte abraço, bom fim de semana e até breve. Bom, deixa eu seguir com os nossos comentaristas. Antes disso, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.
Eu sigo aqui trazendo, inclusive, as manifestações do presidente da República. Há pouco eu trouxe uma manifestação do presidente em que ele critica o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e também a família Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Como tem muita gente chegando agora na nossa audiência, eu vou pedir para a nossa produção rodar mais uma vez. É uma fala rápida do presidente. Vamos acompanhar.
Não aceitamos ser tratado como moleque. Nós não aceitamos ser tratado como se fosse uma republiqueta. Eu tive três horas com o presidente Trump. Três horas com ele. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o combate ao crime organizado. O seu Marco Rubio não estava lá.
Positivamente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à reeleição aqui dentro do país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de nos Estados Unidos e de intervenção americana no Brasil.
Pois é, tá aí essa fala do presidente visivelmente nervoso, contrariado, enfim, subindo o tom. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila analisar esse posicionamento do presidente da República. Ele retoma nesse discurso o encontro que ele teve com Donald Trump. Estive por três horas com o presidente Donald Trump. Entreguei um documento.
possivelmente um conjunto de ações ou sugestões para combater o crime organizado, querendo dizer, bom, eu entreguei esse documento, de lá não saiu nada. Daí vai o filho de um bolsonarista, disse ele, um filho de um bolsonarista, Flávio Bolsonaro, faz a reunião e aí Marco Rubio acaba fazendo esse anúncio de classificar as facções brasileiras como grupos terroristas. Essa é a retórica que você esperava, Dávila? Ou...
Talvez ele tenha subido alguns tons pra cima.
Caniato, o que eu disse ontem aqui nos Pingos nos Is, qual seria a reação do governo com essa decisão? Ataque à soberania nacional, intervenção americana na soberania nacional. Isso está no manual da esquerda latino-americana. Qualquer coisa que é feita nos Estados Unidos é invasão de soberania nacional. Mas o que deixa o presidente da república nervoso é outra coisa.
É o reconhecimento profundo da sua incompetência em combater o crime organizado. Ele sabe que o tendão de Aquiles da esquerda nesta eleição é justamente a segurança pública. É não conseguir dar respostas concretas e objetivas para uma população que vive aterrorizada pelo crime, pela violência.
E quando olha para o Estado, sabe o que quer ver? Bandidos saindo pela porta da frente. A impunidade reinando. Traficante sendo liberado pelo Supremo e recebendo de volta o helicóptero. É isto que a população vê, Caniato. Quando vê um presidente de esquerda tratando o crime. Então, o ponto que deixa nervoso...
Esta atitude dos Estados Unidos coloca a luz numa ferida profunda no Brasil. A ferida da violência descontrolada, do crime organizado que controla território e aterroriza a vida do brasileiro de bem e o governo não faz nada, apenas rotula como vítima da sociedade.
Pois é, na enquete do dia a gente trata justamente dessa questão. A decisão dos Estados Unidos pode atentar contra a soberania do Brasil? Vote no nosso portal e também no nosso YouTube. Agora eu estou recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente pela rede de rádios, também com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Você, Bruno Musa, o Musa fica monitorando as notícias o dia inteiro e acaba compartilhando com a gente aquilo que ele separa. E chamou atenção essa...
Fala do presidente da República, muito incomodado com o resultado da reunião de Flávio Bolsonaro. Pelo menos ele coloca na conta do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro e também de Marco Rubio, que segundo ele quis ajudar o Flávio Bolsonaro.
tal do Marco Rubio, né? Vale lembrar, Keniato, que ele está visivelmente incomodado com tudo isso. Mas algumas palavras me chamaram atenção das frases dele, por exemplo, ele falou, não aceitamos ser tratados como moleque.
Quando a gente analisa o que um moleque normalmente faz, uma das características normalmente dos moleques, que faz parte da idade, é você não conseguir se olhar no espelho e entender o que você é. E justamente ele falou, não somos uma republiqueta. Então, acho que está na hora de aceitar que é sim um moleque, porque temos que aceitar que somos uma republiqueta.
Então, eu acho que ele não consegue enxergar a própria realidade. Talvez olhar ali no espelho que nós nos tornamos por 20 anos de uma ideia que há 150 anos, ou pouco mais do que isso, foi colocado, como sempre mencionamos aqui, ideias tortas marxistas, transformaram o país nessa republiqueta de moleques que somos.
Porque achamos que podemos melhorar o nosso país com ideias populistas. Ou alguns poucos acham isso, cada vez menos pessoas achando isso. Então, nos olhamos no espelho. Para a gente conseguir melhorar, a gente tem que reconhecer as nossas fragilidades e os nossos erros.
E ao longo dos últimos anos, a gente vem atuando como moleques que representam essa republiqueta que infelizmente somos. Outro ponto que ele chamou, que me chamou a atenção, foi que ele falou que ele entregou quatro documentos na mão e que esse tal de Marco Rubio não estava lá. Nitidamente, ele está incomodado que o Marco Rubio estava com o Flávio Bolsonaro e não estava com ele. Talvez porque não há nenhum tipo de alinhamento ou conversa.
com o Lula, que tem uma mentalidade parada no século passado. Portanto, tudo isso me chamou a atenção e me faz até mais graça do que qualquer outra coisa. E só concluindo agora, fazendo um complemento do Dávila, eu não acho que seja incompetência do governo de não conseguir frear o crime organizado ao longo desses últimos anos.
Eu acho que está muito mais para a visão de mundo distorcida, que facilita, ou seja, da conivência para que o crime organizado cresça cada vez mais. Como o Moussa só encerrou, fechou, tratando de uma questão que o Dávila trouxe, quer só fazer o complemento rápido, Dávila? Depois eu passo para o Mota.
como bem disse o doutor Alessandro que acabamos de entrevistar existem sim instituições de estado como a Polícia Federal o GAECO em São Paulo que fazem um trabalho decente mas é um trabalho insignificante para frear o crescimento do crime organizado eles desvendam grandes operações aprendem grande quantidade de droga aprendem líderes de facção
mas não desmantela o crime organizado. E não desmantela porque não tem comando na presidência da República. Porque tem uma presidência da República que se recusa a ter uma política de linha dura contra o crime organizado. Então é isso. Temos operações de sucesso, mas total insucesso em dirimir o poder do crime organizado.
Agora o Mota vai trazer as análises sobre esse presidente que falou de maneira muito inflamada. Não somos uma republiqueta. Eu passei três horas com o Donald Trump, entreguei um documento com uma série de informações a respeito do enfrentamento ao crime organizado. E eles não falaram nada.
O Marco Rubio, o tal do Marco Rubio, nem participou da reunião. E aí vai um filho de um bolsonarista, Lula dizendo, vai um filho de um bolsonarista lá, faz a reunião, que aí eles acabam alterando a classificação. Mota, parece o quê? Um desespero? Um jogo de cena? O que a gente pode dizer a respeito desse posicionamento, dessa persona adotada por Lula?
Eu nem sei por onde começar, Canhato. Eu acho que eu vou começar mais uma vez apontando o uso incorreto da expressão nossa, nós, porque eu não estou representado nessa fala de forma nenhuma. Eu queria até fazer aqui um desagravo ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a quem eu agradeço a preocupação com a situação...
das facções aqui do Brasil e por toda a atuação dos Estados Unidos contra essa desordem mundial. Essas falas têm consequências muito graves. São falas rústicas, primitivas, uma reação que às vezes parece até de desespero mesmo.
mas isso tem consequência muito grave. Ao longo dos últimos dois dias, a gente viu surgir nas redes sociais figuras grotescas, geralmente vestindo uma camisa verde e amarela, defendendo as facções em nome da soberania nacional e chamando de traidores pessoas que estão há décadas lutando contra o crime.
E aí, hoje, eu recebi a mensagem de um amigo policial, cujo nome eu vou preservar aqui, mas é alguém que está há muito tempo na trincheira, na linha de frente de combate. Ele é uma pessoa calejada e ele ficou animado.
com a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções como terroristas. E eu queria contrapor, Caniato, o que ele disse a essas declarações absurdas, estúpidas do governo do PT e de toda a sua assessoria de imprensa. O meu amigo policial disse...
Essa é uma grande vitória para nós que sangramos nas ruas, que enterramos os nossos mortos, vítimas desses monstros. É uma vitória para nós que vivemos sob o jugo dessas criaturas demoníacas. Eu vejo tanta dor, tanto sangue todos os dias, o tempo inteiro, não só aqui no Brasil. Eu vi os narcos fazerem isso no México, na Venezuela, na Nicarágua, na Colômbia.
Em tantos lugares é a mesma dor, são as mesmas vítimas e os mesmos monstros que provocam tudo isso. E no final, e acima de tudo, é uma guerra espiritual entre o bem e o mal. Pois é, muito interessante. Foi um policial que escreveu essa mensagem? Foi um policial militar aqui do Rio de Janeiro.
com larga experiência em combate ao narcotráfico, na linha de frente. Não é com um chapéu de palha e um microfone na mão, dizendo besteiras. É lá na linha de frente, vendo os seus amigos morrerem. Pois é, Davila, você, quando há pouco disse, ah, eu avisei, estava na cara que essa seria a retórica adotada, enfim, você já tinha, inclusive... E...
dito que a depender do que viesse a ser anunciado pelo governo norte-americano, você nem quis dizer que o governo norte-americano faria esse tipo de anúncio, alterará a classificação nos próximos dias. Você até chegou a dar o exemplo de tarifas, alterarem a tarifa, elevarem a tarifa para algum item.
vão falar que foi culpa do Flávio Bolsonaro. E aí, dois dias depois do encontro, essa decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos. E o Lula agora adota esse discurso falando em atentado à soberania, pretexto para invasão, interferência internacional.
Quando a gente observa uma manifestação de um policial militar, com esse texto e essa fala muito lúcida dessa figura que encaminhou essa mensagem para o Mota, eu queria que você analisasse como é que a população acaba enxergando esse tipo de notícia. É algo distante ou não é tão distante? O discurso do presidente acaba pegando para o grande público, para a população, ou não, a população se apega muito mais, por exemplo, à manifestação desse policial militar.
Com certeza, a população se apega à manifestação do policial militar e esta vitória de Flávio Bolsonaro. É lógico, porque a população vive de maneira insegura nesse país. A população vive com medo, medo de andar às ruas, medo de usar o seu telefone celular, medo de ver o seu filho não chegar em casa, medo de ver familiares mortos pelo tráfego, medo de andar na sua comunidade controlada pelo tráfego.
Ou seja, é um terror viver no Brasil. Por isso, a fala do presidente só ajuda a candidatura de Flávio Bolsonaro a potencializar a vitória que foi justamente a declaração do PCC e do Comando Vermelho como organização terrorista. Aliás...
Se o presidente da república não tivesse tido esta fala infame de hoje e tivesse terminado o episódio ontem com aquela fala mais protocolar de Celso Amorim, capaz que o efeito político não teria sido tão grande como vem sendo agora. Agora, essa fala desarticulada, sem nexo do presidente da república, descolada da realidade do brasileiro, isto só aumenta.
a popularidade do Flávio Bolsonaro, porque foi após a viagem dele que os Estados Unidos declarou essas organizações como organizações terroristas. Ou seja, Lula prestou um grande favor à candidatura da direita.
Pois é, deixa eu só separar um outro trecho de uma entrevista que foi concedida há pouco à porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, a Amanda Robertson. Ela concedeu uma entrevista aqui na programação da Jovem Pan sobre a decisão dos Estados Unidos de classificarem as facções brasileiras como grupos terroristas. Acho que a produção separou alguns trechos, algumas manifestações da porta-voz. Vamos acompanhar.
São medidas que estamos tomando independentemente para proteger a nossa segurança nacional. Sabemos que estes grupos são um dos mais violentos grupos, não só no Brasil, mas que estão tomando ações aqui nos Estados Unidos também, em pelo menos 12 estados. Então, realmente, ações para nos proteger.
Eu acho que a produção também separou um complemento, uma outra resposta dela, quando explicou para os nossos jornalistas a decisão que foi tomada pelo governo. Vamos acompanhar. As designações são parte da nossa lei e são muito claras. Não contempla nenhum tipo de atividade militar. Isso seria a responsabilidade do Departamento de Guerra. O que, se sabemos, é que vamos continuar.
colaborando com o Brasil, com os nossos parceiros também no resto dessa região, porque entendemos que compartilhamos este hemisfério, compartilhamos também o desafio de eliminar estes grupos que estão afetando comunidades nos nossos dois países.
Aí, as explicações e os apontamentos da porta-voz da Casa Branca em relação à decisão que foi tomada pelo governo dos Estados Unidos nessa mudança de classificação, ou a inclusão das duas facções brasileiras no grupo de organizações terroristas. Você, Musa, o que chama a atenção da fala dessa porta-voz, que concedeu a entrevista em português, inclusive.
Pois é, na verdade acho que não traz nenhuma surpresa adicional frente ao que a gente já tem falando. Ela deixa muito claro que faz parte da legislação americana, que é algo que não é novidade, isso é feito com várias outras. Se você entra no site do Departamento de Estado americano, você consegue ver várias outras facções que são consideradas terroristas e parece que faz mais barulho porque foi atingido agora aqui de frente ao governo local que...
por muitos fatores, como comentamos aqui, parece que tem compaixão com esses grupos, mas não tem compaixão com quem diariamente é sequestrado ou que não pode andar livremente em seus territórios por conta das ações desses grupos terroristas, que é muito...
tempo nós falamos que seja um pouco a mais, um pouco a menos, se assemelha com as ações praticadas por esses grupos terroristas. Como nós falamos agora há pouco com o especialista em segurança, nós vivemos há 20 anos atrás, isso aqui em São Paulo, há 20 anos atrás e o crescimento disso foi simplesmente exponencial. E não adianta fechar os olhos em que uma atuação dessa forma prejudica
os Estados Unidos também. Ou seja, imagine os Estados Unidos que tem um déficit gigantesco, um nível de endividamento brutal atingindo quase 40 trilhões de dólares. Isso significa que pessoas que morrem de overdose, que são muitas nos Estados Unidos, pressupõem gastos maiores, inclusive, para o sistema de saúde, sem contar, obviamente, o ponto principal da questão humanitária. Tudo isso...
leva mais crimes, leva dificuldades para o manuseio desse orçamento e transformando tudo isso em pior qualidade de vida em vários estados americanos. Então é inevitável que tudo isso também interfira por lá. Ou seja, é uma condição que temos que novamente olhar no espelho e aceitarmos.
permitimos ao longo desses últimos anos, infelizmente alguns poucos burocratas, permitiram que o crime no Brasil se tornasse uma condição de vida e que a impunidade fosse quase zero. Agora, temos que aguentar as consequências. Faz sentido? Os nossos comentaristas repercutem e analisam as falas e as manifestações da Amanda Robertson. Ela é porta-voz
do Departamento de Estado e aí trouxe fez as explicações e os apontamentos em relação a essa decisão tomada pelo governo é que a gente não tem esse trecho viu Mota, mas em dado momento da entrevista ela menciona que o PCC e o Comando Vermelho atuam em cerca de 12 estados dos Estados Unidos e ela explica que
A classificação como grupo terrorista visa principalmente asfixia financeira e não necessariamente uma intervenção militar aqui no Brasil. O que achou das explicações dela? Colocou a bola no chão, deixou muita gente mais tranquila aqui no Brasil, né?
São explicações que deveriam ser completamente desnecessárias, Caniata. Porque qualquer pessoa com o mínimo de bom senso que acompanha o que acontece no mundo sabe que a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil é zero.
E mesmo na situação absurda, vamos supor que os Estados Unidos resolvessem que querem intervir militarmente no Brasil. Você acha que eles iam precisar, antes disso, classificar as organizações como terroristas? Eles estariam dependendo de uma mudança de domenclatura para fazer um ato de agressão? Evidente que isso é uma ideia absolutamente ridícula. Eu já imaginava... Eu já imaginava...
que haveria uma reação. E percebam, essa reação não é só do governo, ela é de partes do Estado brasileiro. Agora, eu também não imaginava que a reação ia ser tão visceral, tão violenta. É evidente que muitos interesses estão sendo ou serão prejudicados. Eu acho que o medo maior...
que liga todas essas pessoas que estão reagindo de forma violenta.
Não tem nada a ver com intervenção americana. É simplesmente a possibilidade de que as agências de informação americanas e de outros países comecem a se debruçar com mais detalhes sobre o que acontece aqui no Brasil e exibam e desmascarem ligações que o narcotráfico tem com instituições, com altas figuras da República.
que hoje são invisíveis, mas que se alguém, alguma potência com bons serviços de informação entrar nessa história, isso talvez apareça. Eu posso estar enganado, mas é a única explicação que eu consigo ver por uma reação tão visceral como a gente está assistindo aqui.
Você, Davila, que é possível extrair dessa entrevista protocolar da porta-voz do governo dos Estados Unidos. Como bem disse, o Motta não tem nenhuma grande novidade. Mas, mesmo assim, eles colocam à disposição os porta-vozes, inclusive aqueles que falam português, para responderem aos questionamentos dos veículos de comunicação aqui do Brasil. Eu acho que está fechado o microfone. Checa para a gente, por favor.
O Brasil deveria ter visto esse gesto do governo americano como oportunidade, oportunidade de aprofundar a parceria com o governo brasileiro na troca de informações, porque não há como destruir uma organização transnacional sem cooperação internacional. Simplesmente é impossível isso.
Portanto, se você quiser acabar com o crime organizado, é preciso duas coisas. Primeiro, uma política dura de Estado para combater o crime organizado domesticamente. E segundo, fortalecer os laços internacionais com demais países para poder desmantelar esse alcance internacional dessas organizações. É assim que o Brasil deveria ter visto...
o aceno dos Estados Unidos ao transformar o PCC, o Comando Vermelho, em organizações terroristas. E não com essa atitude do manual estudantil de esquerda de que isso é um atentado à soberania nacional. Isso é uma bobagem sem fim. Isso mostra mais uma vez
Um governo que foge do problema, que quer se ver livre do problema, que não quer enfrentar o problema gravíssimo do crime organizado, não quer enfrentar a dura realidade que o Brasil caminha a passos largos para se tornar um narco-estado.
É isso, claro que a gente vai seguir acompanhando, monitorando, daqui a pouco tem outras informações que se conectam a esse assunto, tem manifestação de gente importante que destaca que a classificação não deveria ser de grupo terrorista e sim de máfia, daqui a pouco a gente vai trazer essa informação.
Mas agora eu preciso me despedir. De parte da rede, algumas emissoras ficarão com seus programas, os seus telejornais, as suas programações locais. Muito obrigado pela parceria, pela audiência. Continue com a gente.
Agora eu vou trazer um outro assunto, uma informação importante, uma manifestação do presidente da República, mas de um outro assunto, um outro tema. Ele disse, o presidente da República, que irá indicar mais uma vez o advogado-geral da União Jorge Messias para a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal.
É importante lembrar que em abril deste ano, o Senado reprovou o nome de Messias para a vaga no STF. Foi a primeira rejeição em 132 anos. A produção também separou esse trecho do presidente. Vamos acompanhar. Eu perdi a indicação do meu ministro da Suprema Corte. E eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque é um dos melhores advogados desse país. Ele nada... Ele nada...
Porque ele tem alguma ficha suja na vida dele. É um dos homens mais víticos desse país. Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou mandar o Messias outra vez. E vou mandar por respeito à função presidencial. Sou eu que indico.
Aí a manifestação do presidente da república dizendo que vai reenviar a indicação de Jorge Messias ao STF para o Senado Federal. Deixa eu começar essa rodada com o Bruno Musa. Você, Musa, já havia uma sinalização, um zum zum zum em Brasília, de que isso poderia acontecer.
Não tínhamos escutado da boca do presidente. Mesmo porque tem uma regra, né? Essa indicação não poderia acontecer nessa legislatura. Ou seja, o presidente já conta com a vitória? Me parece isso, né?
Olha, Caniato, eu vou dar graças a Deus que eu não tenho condições de entender a cabeça dele, sinal que eu penso diferente, graças a Deus. Isso significa que eu não tenho muito do que opinar, além de simplesmente ter uma mera, digamos...
ideia, não é nenhum tipo de fato. Eu achava, quando ele indicou o Messias, que a coisa estava certa. A gente debateu bastante aqui, ou seja, que a coisa estava certa, que significa que estava arquitetada, desenhada, organizada para que a indicação fosse aprovada. Realmente me surpreendeu. Afinal de contas, foi a primeira vez em mais de 100 anos que tinha acontecido esse tipo de coisa, de ser rejeitado o nome indicado pelo presidente.
Então me chamou muita atenção. O que me leva a crer aqui que devemos ser, no mínimo, aceitar que nada sabemos. Porque se ele fizer isso de novo e o Senado voltar atrás e aprovar, mostra uma fragilidade, na minha opinião, muito grande do Senado em dizer o que mudou em tão pouco tempo. E se ele vier novamente e apresentar o mesmo nome, parece uma mera provocação.
Pra quê? Pelo que ele falou, como obrigação? Que tipo de obrigação é essa se ele já apresentou e foi recusado, que é uma função constitucional do próprio Senado? Então eu fico feliz, verdadeiramente feliz, que eu não consigo entender o que Lula pensa.
A rede está chegando, só quero lembrar que a enquete do dia está publicada no portal da Jovem Pan, também no nosso YouTube, e a gente discute a decisão tomada pelos Estados Unidos, mas o quanto isso, na sua avaliação, pode ser interpretado como uma ação que pode atentar contra a soberania. Tem essas duas opções, você acha que sim ou acha que não? Parcial, hein? 88%, por enquanto, acham que não tem nada a ver.
não atenta contra a soberania nacional. Recebendo agora a rede Jovem Pan, todos com a gente aqui em Os Pingos nos Is, os nossos comentaristas analisam uma fala do presidente da República, uma manifestação de hoje, dizendo que vai reenviar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, porque, segundo ele, foi uma decisão política, porque Jorge Messias é muito preparado e a figura...
ideal, mais adequada para sentar na cadeira do Supremo na vaga de Luiz Roberto Barroso. Você, Mota, quais aspectos dessa fala do presidente? Hoje ele disparou, né? Hoje ele rendeu pauta pra caramba. O presidente está em todos os portais de notícias. E dessa surpreendeu muita gente, né? Porque não seria, me parece, não seria nessa legislatura. Seria na próxima. E aí, como disse o Musa, ele conta com o quê? Com uma renovação de dois terços a favor dele, né?
Caniato, isso me lembra aquele rei, eu acho que foi rei francês, eu não me lembro, o Dávila vai me socorrer nesse momento, que disse aquela famosa frase, o Estado sou eu. Leta se moar, eu sou o Estado. Qualquer coisa que eu quiser acontece do jeito que eu quiser e se eu quiser acontece duas vezes e pronto, acabou. Não tenho o que discutir. São 20 anos no poder.
20 anos em que o mesmo partido ocupou todos os espaços, aparelhou todas as instituições, virou do contrário todas as suas bandeiras. A esquerda brasileira era contra a censura, lembra? Do censura nunca mais. Aí virou, agora eles são contra o discurso de ódio. O que é discurso de ódio? Qualquer coisa que ataque a gente.
A esquerda brasileira inventou a anistia ampla, geral e restrita. Agora é cadeia para os golpistas sem anistia. Você imagina como é que deve se sentir na hora que vai dormir à noite um sujeito que entrou na vida pública fazendo passeata com uma faixa anistia ampla, geral e restrita e agora ele se vê no espelho dizendo essa frase sem anistia para os golpistas.
Então, eu acho que isso tudo, né? Aqui já me socorreram, aqui foi Luiz 14 que disse a frase. O Estado sou eu. Então, eu acho que esse é um sentimento meio Luiz 14, né? É uma crença de que talvez essa reprovação na Sabatina tenha sido um acidente, um esquecimento, uma falta de uma negociação adequada e que agora a gente vai acertar. Agora eu vou mandar a turma lá, eles vão se entender, vão negociar.
E aí essa bola vai ficar com o Congresso Nacional. Primeiro porque parece que o regimento não permite a apresentação do mesmo nome na mesma legislatura. Mas num país em que nem a Constituição vale mais nada, imagina o que é um regimento. Então, primeiro a apresentação do nome. Segundo...
Congresso, o Senado, a comissão, primeiro a comissão, depois o Senado inteiro, vai ter que se posicionar a respeito disso. E aí a gente vai ver se realmente a gente tem um Luiz 14 por aqui.
Ainda que tenha uma renovação importante no Senado, é preciso levar em consideração uma figura. Davi Alcolumbre. Mas tem outra, mais importante do que Davi Alcolumbre. Jorge Messias. Dávila, tem que perguntar pra ele primeiro, né? Não é possível.
É, o Mota trouxe bem aqui a analogia do Luiz 14, o Estado sou eu. O Estado sou eu tem uma coisa muito importante. O que vale não é a lei, não é a Constituição, é a vontade pessoal. É isto que se impõe. Então, veja só.
como a própria fala do presidente da república entrega o espírito Luiz XIV. Ele fala, eu tenho o direito de nomear o ministro do Supremo. É verdade. Só que o Senado tem o direito constitucional de rejeitar o nome. Então foi isso que o Senado fez. Cumpriu o seu papel e rejeitou o nome de Messias.
Agora, para reintroduzir o nome, como nós já falamos aqui, não pode ser feito neste ano. É inconstitucional. Ou seja, vai ficar para a próxima legislatura. E o Rei XIV acha que não vai sair do poder.
pode tomar um susto. Afinal de contas, os descendentes de Luiz XIV acabaram perdendo o pescoço na guilhotina. Pitadas históricas com os nossos comentaristas. Vamos chamar a reportagem da Jovem Pan News? Isso, a gente vai seguir acompanhando.
esse assunto em relação à vaga no STF. Mas tem um outro assunto que a gente precisa destacar. A Secretaria de Polícia do Senado apura um possível plano de atentado contra o senador Flávio Bolsonaro. Júlia Fermino chega ao vivo, vai trazer detalhes dessa notícia, detalhes da informação. Júlia, seja bem-vinda. Uma ótima noite a você.
Oi, Caneato. Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui também no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. Uma investigação foi aberta, sim, pela polícia do Senado, justamente pra apurar falas que foram feitas em uma entrevista ao canal Franklips do TikTok, falas que vieram ali do MC, o funkeiro Misa. Esse pedido de investigação partiu do próprio policial ali do Senado.
E ele fez esse pedido com base em informações da inteligência da casa, do setor de inteligência da casa. Só pra gente entender, nessa entrevista, o MC Misa chega a dizer que a influenciadora Deolane Bezerra, influenciadora, advogada, ela que tá presa, inclusive, por ser suspeita de participar ali de uma organização criminosa, ligada, né, ter ligação com o PCC.
Ela estaria então envolvida, de acordo com o que disse o MC Misa, em um suposto plano de atentado contra o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro. O MC chegou a contar ainda que outras pessoas, inclusive políticos, estariam envolvidos também nesse esquema todo, mas ele não citou nomes e também não apresentou provas, viu Caneato?
A investigação, então, vai analisar se essas acusações têm de fato fundamento, se houver indícios, então, inquérito vai poder ser instaurado e aí outras polícias vão poder participar dessa investigação toda, dessa apuração das provas.
O que a defesa da Deolane Bezerra diz, classifica essa acusação como absurda e irresponsáveis e diz que vai analisar, sim, medidas judiciais referentes a isso. Agora, o senador Flávio Bolsonaro diz que não vai ser intimidado e que seguirá combatendo as facções criminosas aqui do país. Essa, a gente lembra, não é a primeira vez que o MC Misa faz acusações, diz coisas sobre a Deolane Bezerra.
Ainda em 2024, ou seja, há dois anos, ele foi processado por difamação, porque tinha dito que a Deolane Bezerra teria sido a causadora da morte do MC Kevin. MC Kevin que, à época, era ali o companheiro da Deolane. Ele que caiu de um prédio e, inclusive, as investigações da polícia apontaram que a morte dele foi causada por um acidente depois de queda. Bom...
A gente segue acompanhando, vê o que vai dar essa investigação. Fica de olho de fato para trazer mais informações aqui na programação da Jovem Pan. Volto contigo, Caniato. Pois é, que notícia inusitada, né? Porque acaba juntando uma série de figuras de editorias muito diferentes, né? Obrigado, Júlia. Bom trabalho para você. A gente segue em contato. Qualquer novidade, por favor. Prioridade na informação aqui.
chamar os nossos comentaristas, começar essa com o Bruno Musa, porque a gente tem que trazer as notícias, destacar os fatos, mas um MC...
concede uma entrevista e nessa entrevista ele sugere que Deolane Bezerra, que está presa preventivamente por supostamente lavar dinheiro do PCC, ela que é influenciadora digital, mas também advogada, ela estaria planejando um atentado contra Flávio Bolsonaro por razões políticas. Que notícia difícil, hein, Musa?
O que o Brasil virou, né, Caniato? Nós nunca fomos nada demais, o que nos tornamos? Olha o tipo de coisa que a gente tem que discutir ou que sai realmente como ponto importante em meio a uma pré-campanha eleitoral onde o Brasil apresenta déficits gigantescos.
Problemas de inflação, especialmente com a classe mais baixa. Destruição ao longo dos 20 anos da ponte que ligaria a classe mais baixa com a classe média. Falta de produtividade. Corrupção em níveis recordes. Endividamento das famílias e das empresas recorde. Recuperações judiciais a mil.
Olha quantas coisas nós teríamos para debater, para buscar um caminho da produtividade, para buscarmos, pelo menos, olharmos adiante no mesmo trajetório de países que são mais produtivos. Olha quantas coisas nós teríamos aqui para falar. Nós não temos absolutamente nada, quase não temos empresa de tecnologia em um mundo de inteligência artificial.
Não temos capacidade de olhar os minerais de terras raras que temos aqui. Mas o que temos que olhar é sim uma entrevista de Deolane. Ou muitas vezes um eu me si, que quando sai da cadeia, junta-se um monte de pessoas em volta deles para celebrar e tirar foto. Realmente, infelizmente, enquanto isso não mudar, o Brasil nasceu para ser medíocre.
Mota, é a terceira vez que a Deolane aparece aqui no programa. A primeira vez foi uma ação, salvo engano, no Nordeste, acho que no estado de Pernambuco, por conta de uma associação com Betis irregulares, era alguma coisa assim, lavagem de dinheiro de Betis irregulares. Acho que essa foi a ação. A segunda, em que ela está detida.
supostamente lavar dinheiro do crime organizado, da facção Primeiro Comando da Capital. E agora, por suposto envolvimento em um plano para assassinar Flávio Bolsonaro, Mota. Olha só, só gente boa, hein? Aspas, claro.
Caniato, desde que eu comecei aqui no Pingos, eu nunca fiquei tão perdido com uma notícia como essa. Porque eu não sei quem é essa senhora e nunca ouvi falar desse MC aí que fez essa denúncia, né? Então eu não sei o que dizer, a não ser que...
Qualquer rumor nesse sentido tem que ser investigado mesmo, porque a política do nós contra eles, a política criada, inventada pela esquerda, ela considera legítimo o uso de violência contra os seus adversários. Existe uma fartura de provas quanto a isso, isso não é exclusividade do Brasil. A gente viu nos Estados Unidos, o próprio Donald Trump.
Já foi alvo de três atentados contra a vida dele. A esquerda em todo lugar só tem um objetivo, é o monopólio do poder. E para conseguir isso, eles pregam abertamente a eliminação moral, econômica e física de qualquer um que se coloque no caminho.
Davila, várias vezes, quando nós tratávamos de questões ligadas ao crime organizado, você dizia, estamos caminhando para nos tornarmos um narco-estado. Você falou isso por mais de uma vez. Em países em que essa situação já é uma realidade, não é incomum crimes políticos, facções, grupos terroristas que acabam assassinando políticos.
Essa notícia pode ser conectada a essa realidade de outros países?
Com certeza, aliás, na Itália, o famoso assassinato de Aldo Moro, líder da democracia cristã por uma organização terrorista, Brigate Rossi, né? Nos anos 70, exatamente, isso faz parte. Agora, eu fiquei me lembrando aqui, Caniato, essas fotos que você tá dizendo, tinha uma foto mais impactante. A tal da Leone vestida de vermelho, fazendo L abraçada com o presidente da república. Não é uma coisa incrível?
Por isso que talvez o presidente fique triste quando vê gente do crime organizado, sendo agora entrando na lista negra dos Estados Unidos. Naturalmente nós não vamos destacar essa fotografia, mas de fato não é uma obra de ficção. Existe sim, quem tiver curiosidade, basta na internet você acha com muita facilidade. E há muitas repercussões e discussões a respeito.
dessa conexão, algo que pode ser explorado politicamente nas eleições. Mas a gente vai seguir acompanhando qualquer novidade em relação a essa investigação que a Polícia do Senado está fazendo, traremos aqui e vamos discutir e analisar com os nossos comentaristas.
Uma outra informação, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, ele afirmou que o ministro do STF, Luiz Fux, pediu rapidez, celeridade na solução da crise do BRB durante negociações entre o governo federal e o Distrito Federal.
Segundo Durigan, essa preocupação envolve cerca de 30 bilhões de reais em depósitos judiciais mantidos no banco por tribunais estaduais, o que poderia comprometer a credibilidade do judiciário em caso de quebra da instituição. Ele destacou que não haverá socorro financeiro da União ao banco, mas uma operação de crédito articulada pelo Fundo Garantidor de Crédito.
com garantia de grandes bancos. O ministro também disse que o desenho do acordo já foi concluído, que restam apenas etapas operacionais. Chama o Bruno Musa porque o Bruno acompanha todos os desdobramentos, as articulações e as novidades em relação ao caso do Banco Master e, naturalmente, do BRB. Acompanha essa notícia?
Moussa, inclusive em destaque, eu acompanho hoje no estado de São Paulo, ele cobrando rapidez na solução dessa crise do BRB, porque haveria uma quantia alta de depósitos dos tribunais de justiça, dos TJs, no Banco de Brasília. Quais aspectos dessa notícia lhe chamam a atenção?
Veja, o banco precisa urgentemente ser capitalizado, caso contrário, é o fim, é mais um banco que vai quebrar. Se fosse um banco privado, provavelmente ele já sofreria esse tipo de intervenção. Basicamente, ele está quase que sem liquidez para honrar os seus compromissos, seus passivos bancários, como chamamos dentro do mercado.
E isso faz com que o banco entre na insolvência, ou seja, ele não tem condição de devolver aquilo tudo que possa eventualmente ser solicitado como resgate pelos seus correntistas. Não tem. Consequentemente, ele precisa da capitalização. Agora o grande ponto é...
Por que ele não tem? Porque ele foi negociando aquele dinheiro que era ativo do banco, através do depósito dos correntistas, comprando créditos podres do Master. O presidente que agora está preso negociando apartamentos na somatória, mais de 50 milhões de reais escolhendo endereços importantes aqui em São Paulo, usando o dinheiro dos correntistas para comprar créditos que seriam podres, que já sabiam que eram podres.
Ou seja, foi uma obra de uma corrupção muito arquitetada. Ou seja, foi tudo planejado para isso. Agora o banco precisa ser resgatado. E mais uma vez, como ele é um banco público, a quem recorre, a ideia, tentaram, era recorrer inclusive ao governo. Ou seja...
A população socializaria esse prejuízo através de todos. Agora, a questão é, será que o Fundo Garantidor de Crédito fará esse tipo de aporte, ou seja, os outros bancos privados, mas sem a garantia do governo federal? Acho muito difícil. O grande ponto também é, se houver garantia do governo federal, significa que, em última instância, quem está dando garantia a esse eventual resgate através do Fundo Garantidor de Crédito,
É, em última instância, o pagador de imposto. Todos nós. No Brasil se tornou corriqueiro. Somos roubados e somos chamados a recuperar aquele dinheiro roubado. Muitos, inclusive, além de pagar os impostos para cobrir os rombos, têm ainda um depósito no seu contra-cheque retirado, já que isso ocorreu, por exemplo, com os fundos de pensão.
Dá pra chamar de lobby? A lobby de muita gente importante pra que o BRB continue o seu curso natural da Ávila. É inacreditável. Olha, olha como essa coisa é acertada. Primeiro, o banco entra na maior falcatrua do mundo com o banco do Vorcaro, o banco master. Aí recorre ao Tesouro. O Tesouro fala, não, não vamos usar o dinheiro público pra isso.
cria esse rearranjo. Não, vai ter garantia do Fundo Garantidor e Musa. Sabe o que vai dar em garantia? O dinheiro do Fundo de Participação dos Estados, do FPE, que ali tem um dinheiro recorrente. Bom, mas esse dinheiro é dinheiro do contribuinte, é nós que pagamos esse imposto, não tem dinheiro que cai do céu. Então a conta sempre sobra pra nós. E o mais interessante é que, já que as instituições não chegam a um acordo,
Como é que tem que fazer pra salvar um banco estatal? Aliás, o certo deveria ser vender pro setor privado. Se o setor privado não quisesse comprar o banco, tem que liquidar o banco. É isso que é o negócio. Não, aí chama o judiciário. O Supremo entra em ação de novo para resolver a situação que as instituições por si próprios não conseguem resolver.
E aí vai o ministro Fux e chega pra turma e fala assim, olha, tem que resolver logo, sabe por quê? Porque tem muito dinheiro do judiciário no Banco Master, e aí nós vamos ficar sem dinheiro pra pagar as ações que perderam, a gente não pode perder esse dinheiro porque aí o judiciário vai cair no descrédito. Então resolva a situação do BRB.
para salvar a reputação do judiciário. É um negócio inacreditável a visão miope de cada setor da sociedade. E o fundo é o que o Busa falou. A conta, de qualquer forma, sobra para o pagador de imposto. Não tem saída. A única forma que o pagador de imposto não entra nessa conta é vender o banco para o setor privado ou liquidar. O resto é dinheiro nosso.
Pois é, foi homologado, inclusive, pelo Supremo, esse acordo para socorrer o Banco de Brasília. Um empréstimo na ordem de 6,5 bilhões de reais, oriundos do FGC, do Fundo Garantidor de Crédito. Você, Mota, quais detalhes, apontamentos você gostaria de fazer em relação a essa notícia? Muitas instituições correndo contra o tempo para salvar o BRB e há uma atenção especial do judiciário.
Só tem um caminho para isso, né, Caniato? Que é privatiza. Privatiza já. Privatiza tudo. Não há nenhuma razão para que um Estado tenha um banco. Essa época já passou. O dinheiro que vai ser usado para esse socorro, seja lá qual for, a engenharia financeira, é sempre o dinheiro do pagador de impostos.
Então, é triste a gente ver que nesse momento o Brasil não tem estadistas dispostos a comprar essa briga e eu aproveitar essa oportunidade para fechar de vez as portas desse banco e parar de enfiar a mão no bolso do contribuinte.
Pois é, deixa eu só encerrar, fechar essa discussão. Há dúvidas do nosso público, dos nossos espectadores, ouvintes e internautas, Bruno Musa, sobre a real situação do Banco de Brasília. E tem muitas perguntas que dizem respeito à intenção dessas instituições em socorrerem o BRB.
Ao socorrerem, o BRB continuaria operando e, digamos, problemas que ocorreram no curso do processo não viriam à tona, Mozar?
Viriam, claramente, mas se você tem algum banco que compre o banco através desse processo, por exemplo, de privatização, que obviamente estou de acordo com isso, privatizamos absolutamente tudo, e não basta privatizar no sentido de tirar da mão do Estado e mandar para um monopólio privado, é abrir o mercado de verdade.
que o Brasil é completamente fechado. Se esse banco passa por esse processo de privatização, Caniato, normalmente os ativos podres do banco ficam de fora da negociação. Ou seja, esses passivos que estão completamente...
eles não entrariam nessa conta e sim os ativos bancários. Agora, claro, para o banco continuar sobrevivendo e se transformar em alguma coisa rentável, esses passivos precisam ser capitalizados e transformados em algo, digamos, palatável, ou seja, que o banco consiga recuperar e transformar isso em solvência novamente. Mas é bem provável que isso não aconteça.
Acho muito difícil, nesse governo ainda, que faça qualquer tipo de processo de privatização. O grande ponto que esse governo, com essa mentalidade, quer banco público é porque quase metade do crédito disponível no Brasil tem algum tipo de subsídio. Só que subsídio é endividamento da máquina pública.
Porque ele, de maneira populista, cede empréstimos abaixo da taxa que ele paga para captar dinheiro. Ou seja, o dinheiro do pagador de imposto é usado para cobrir esse rombo. Então, o governo consegue fazer política partidária com isso. Consequentemente, se ele não tem empresas estatais que aumentaram os rombos, mais um recorde, e bancos públicos para fazer isso, essa política partidária populista, e bancos públicos para fazer isso.
eles vão perdendo a capacidade de enganar grande parte do eleitorado. A enquete segue sendo muito explorada pelo nosso público. A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas atenta contra a soberania nacional, o que você acha? Tem duas opções, sim ou não. Sim, isso é preocupante. Você acha que não? Não tem nada a ver. A gente conta com o seu voto. No YouTube...
de Os Pingos nos Is, ou então no portal de notícias da Jovem Pan, jovempan.com.br Faremos agora uma rápida parada, um intervalo a jato, um minuto e meio, noventa segundos, daqui a pouco tem mais notícia, mais análise, mais debate, a gente conta com você. Fique por aí. Os Pingos nos Is, Jovem Pan.
Disseram que ele teria limites, mas ele virou surfista, baterista, palestrante, escritor. Eu tô com o Marcos Rossi essa semana no InOff. E o respeito tem que valer. Eu posso falar o que eu quiser de mim, porque é só pra mim. Agora, eu vim tirar um do com você, você tem que respeitar a outra pessoa. Existe uma linha aqui. InOff. Hoje, às 11h30 da noite, aqui na Jovem Pan.
Chegou a hora de você sair de Jeep Zero Kilômetro. Commander Longitude 2027 por R$ 197.990, taxa zero e pronta entrega. E Jeep Compass Sport por R$ 147.990, pronta entrega e supervalorização do seu usado. Vá até uma concessionária Jeep e aproveite.
Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.
Mil novecentos e cinquenta e oito na Suécia. O primeiro grito de campeão ecoou pelo mundo. Mil novecentos e sessenta e dois no Chile. O Brasil mostrou que era gigante. Mil novecentos e setenta no México. Tricampeão. O futebol virou arte. Mil novecentos e noventa e quatro nos Estados Unidos. Raça, superação, tetra. Dois mil e dois, entre Japão e Coreia do Sul. O mundo virou.
Estados Unidos, México, Canadá. Três países, um só sonho. A Copa do Mundo FIFA 2026 está chegando. E a Jovem Pan te leva junto. Em cada lance, cada emoção, cada gol. É o Brasil, rumo ao Hexa. Vem viver essa paixão com a Jovem Pan.
Onde tem futebol, tem Jovem Pan. Oferecimento, Pet Nacional, a Pet dos Brasileiros. Bota essa paixão pra jogo. Os Pingos nos is. Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes desta sexta-feira, contando, claro, com análises, discussões, as reflexões entre os nossos comentaristas. Lembrando mais uma vez que a enquete do dia, a enquete é sempre sobre um assunto importante do noticiário, está publicada no nosso YouTube e também no portal de notícias da Jovem Pan, que diz respeito à decisão dos Estados Unidos de classificar em facções.
criminosas do Brasil, como grupos terroristas. Isso atenta na sua avaliação contra a soberania do Brasil? Sim ou não? Vote em jovempan.com.br ou no YouTube. YouTube do programa Os Pingos nos Is. Eu estou fazendo essa introdução aqui porque a rede...
A rede de rádio está chegando, daí nós vamos seguir com mais uma notícia e mais análises, inclusive, vamos falar do déficit, o rombo na conta das estatais. Vamos analisar isso. Parece notícia repetida, mas não é.
Agora sim, recebendo a rede de rádios, muito obrigado pela audiência, pela preferência. Um grande abraço aos taxistas, motoristas de aplicativo aqui em São Paulo. Eles sintonizam o 100,9 da Jovem Pan. Fiquem sempre bem informados aqui com a Jovem Pan. O rombo das estatais foi mais de 7,5 bilhões de reais nos quatro primeiros meses desse ano. Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central. Esse valor...
supera o rombo de todo o ano passado, que foi pouco mais de 5 bilhões e 800 milhões de reais. Esse resultado de janeiro a abril de 2026 é puxado principalmente pelo desempenho negativo das empresas federais, que tiveram déficit de quase 6 bilhões de reais.
Já as estatais estaduais tiveram prejuízo de quase 2 bilhões de reais de janeiro a abril. Por outro lado, as municipais registraram um resultado positivo de 100 milhões de reais. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, que esse é um...
É um levantamento que coloca no mesmo bolo empresas federais, estaduais e municipais. E, naturalmente, tem também o recorte só das federais. Mas a gente observa aquele cenário, né, Dávila? A bola de neve está crescendo, né? O rombo aumentando. E não me parece que tem alguma perspectiva de frear, porque não houve nenhuma mudança na gestão dessas empresas, né?
Não, como meu amigo Mota fala, se não tiver mudança de mentalidade das ideias, não vai mudar a política pública. Este é o ponto. Esta mentalidade do Estado intervencionista, antimercado, que acha que o Estado precisa controlar a ambição.
dos empreendedores, dos empresários taxando, regulando, impondo um estado pesado nas costas de quem trabalha, produz e investe, esse é o resultado. Rombo e rombos. Veja só. E aí o presidente reclama ontem, por exemplo, da venda da Eletrobras. Acho que foi o maior roubo na história do Brasil vender a Eletrobras.
Só que ele esquece de olhar os números. Em 2021, a Eletrobras, que estava deficitária, mais uma estatal deficitária, foi vendida por 34 bilhões de reais. E aí sabe o que aconteceu? Tornou-se privada, mudou de nome, chama Axi, e agora...
Cortou custos operacionais em 18%, reduziu seu quadro de funcionários em 27% e sabe o que aconteceu, Caniato? Mágica! Lucro de 26 bilhões de reais neste ano. Ou seja...
Não tem outra saída. Privatiza já todas as estatais. Não deixa uma sobre a mesa. E use esse dinheiro para reduzir a dívida pública e isso vai derrubar a taxa de juros. Essa taxa de juros de agiota que está matando o brasileiro.
e as empresas no país, com o maior número de empresas hoje em recuperação judicial e o maior número de cidadãos brasileiros enforcados por não conseguir pagar as suas dívidas.
Assim como o Davi Lamota, você também defende privatizações. Você, numa outra notícia, mencionou, na notícia do BRB, a necessidade de privatização. Você defende um processo de privatização total ou você acha que o Estado deve ficar com alguma coisa? Tem alguma empresa, talvez algum campo mais estratégico, que deva ficar sob o guarda-chuva do governo?
absolutamente nenhum. Não existe coisa mais estratégica do que comida. Então, vamos estatizar todos os supermercados. Vamos criar a Comidobrais. Todos os supermercados agora vão pertencer ao governo.
No Brasil não existe nenhuma possibilidade de uma empresa estatal ser administrada com seriedade. Isso acontece por uma questão de incentivos. Simplesmente as estatais são colocadas sempre sob o controle de políticos.
E elas servem para trocar favores e enriquecer aqueles que controlam as estatais. Esse déficit de contas públicas, ele vira inflação, porque o governo emite dinheiro para cobrir o déficit. Por isso, eu sempre lembro...
Em 1994, quando o Plano Real foi lançado, uma dúzia de ovos custava R$ 1. Hoje, aqui perto de casa, ela custa R$ 12. Vai chegar o dia em que a dúzia de ovos vai custar R$ 500. E nós vamos achar isso a coisa mais normal do mundo. Só existe um responsável pela inflação.
É o Estado que emite dinheiro para pagar por esses gastos absurdos e pelo desperdício do dinheiro do povo.
Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3. Conheça a Trilha. Pensar fora da curva é o melhor caminho. Saiba mais sobre a Trilha em trilhab3.com.br.
Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa, que naturalmente vai trazer também suas impressões sobre esses números. Números que não surpreendem, né? Mas quando a gente fala de processo de privatização, desestatização, deveríamos começar esse processo por onde? É preciso que as pessoas corretas estejam nas cadeiras do comando do país? É preciso também contar com o Congresso que tope esse desafio? Porque ainda que muitos falem em estado enxuto, chega na hora da...
do vamos ver, da possibilidade de cortar, muitos falam, mas será agora? Vamos deixar para depois? Porque muitos se beneficiam desse processo, né, Musa?
Infelizmente, nós dependemos dessa redução daqueles que justamente se beneficiam desse Estado gigantesco. Então, nós ficamos nesse looping da ineficiência e da corrupção. Eu defendo, Caniato, que a única função do Estado é criar regras que sejam respeitadas para limitar o tamanho do Estado.
frente à população, que a população tenha cada vez mais liberdades e o próprio Estado cria suas regras, única e exclusivamente para limitar o seu tamanho e deixar a capacidade empreendedora e empresarial do ser humano tender ao infinito para satisfazer demandas que sequer sabemos porque muitas ainda não foram criadas. Consequentemente, isso seria o ideal.
Não adianta ficarmos aqui elucubrando com ideias mirabolantes. Vamos olhar os países que são os mais avançados, que têm mais nível de renda, maior PIB per capita, menor corrupção. São os países mais abertos ao mundo. Quando comparamos, por exemplo, a função...
entre exportação e importação frente ao PIB, nós estamos mais uma vez próximos à Cuba do que próximos a países mais abertos, que são, obviamente, os mais produtivos, que, por sinal, conseguem trabalhar menos horas mantendo a produtividade, sem comprometer nível de preços ou produção.
Mas não, aqui nós queremos o melhor sem um esforço, a tal da mentalidade que foi colocada ao longo dos anos. E isso parte a ideia de ter uma série de empresas estatais, abre aspas para quem não está nos vendo, que são consideradas estratégicas. A questão é quem define o que é estratégica? Justamente aquelas pessoas que se beneficiam dessas empresas, porque quem está no comando controla o orçamento.
Quem controla o orçamento controla as pessoas. E como cada empresa, burocracia e instituição estatal tem uma parte do orçamento destinada para ela, quanto mais Estado, mais essas pessoas controlam a população.
Agora, Davila, você se lembra bem do Salim Matar, né? Figura importante da gestão de Jair Bolsonaro. Chegou cheio de gás em um... Não sei se era uma secretaria ou um ministério, um departamento que ia ficar responsável pelas desestatizações. Mas em dado momento ele viu a dificuldade, pegou o Boré e saiu fora. Queria que você trouxesse pra gente qual é a grande dificuldade, quais são os principais gargalos, pra que inclusive aqueles que têm...
Esse objetivo, poucos conseguem cruzar uma linha, uma linha invisível, mas que é imposta por conta desse sistema, que não permite que as agendas de privatização avancem como deveriam.
Eu gostei da linha invisível do seu comentário. Ó, o Salim Matar, apesar da frustração, porque, óbvio, o Salim Matar compartilha da nossa ideia de querer privatizar tudo, e o governo refugou na hora, por exemplo, de privatizar os Correios e outras empresas estatais, ele conseguiu privatizar mais de 40 empresas estatais. Menores, lógico, mas conseguiu vender pelo menos 40 empresas estatais. Aquelas que estavam debaixo do radar.
Agora, as grandes eram aquelas intocáveis, né? Banco do Brasil, Petrobras. Veja a consequência dramática que é uma empresa estatal controlando uma comodidade importante. Eu vou dar um exemplo aqui, Caniá. O gás. Nós temos gás natural?
em grande escala hoje. E sabe o que acontece? É o gás mais caro do mundo. E aí o Brasil não consegue usar esse gás pra produzir fertilizante. E aí sabe o que acontece? A gente tem que importar 93% do fertilizante pro nosso agronegócio, que é o carro-chefe da economia brasileira. Então você pergunta assim, mas por que o Brasil não pode ter uma fábrica de fertilizantes? Porque um insumo fundamental pra produzir a ureia, que é o gás, que é o gás.
está nas mãos do monopólio estatal e faz esse gasto ser o mais caro do mundo. Então, a gente tem que importar da Rússia, da Ucrânia, do Canadá, de tantos outros países, um insumo fundamental para manter a nossa liderança no agronegócio. Então, um único exemplo para mostrar que, além desse prejuízo, desse déficit das estatais, do aparelhamento das estatais, o prejuízo que isso traz para a nação brasileira.
Otas, só para a gente encerrar a discussão, você acha que há muita desonestidade nas discussões sobre privatização? Porque grande parte da população ainda...
guarda aquela ideia de que se privatizar, tal serviço vai ficar mais caro. E muitos, inclusive, defendem esse tipo de situação. A gente observou, por exemplo, a discussão nesses termos aqui em São Paulo com a história da Sabesp. Você acha que a população deveria participar desse tipo de debate? Porque parece que ela fica restrita somente a alguns grupos, né?
Esse não é um debate simples, Canhato. Os mecanismos que são usados para transformar as empresas estatais no feudo dos políticos são mecanismos complicados, difíceis de entender. E muita gente cai nessa história de que é estratégico a gente ter uma Petrobras, de que é estratégico a gente ter...
estatais nesse ou naquele segmento. Eu acho que a situação das empresas estatais, ela é mais um reflexo da nossa atividade política. Uma política que é feita em grande medida sem convicção, sem preparo.
Então os políticos entram nessas discussões, como a gente viu agora, com essa aprovação do fim da escala 6x1, ou como a gente viu quando da aprovação da reforma tributária, os políticos estão discutindo e aprovando medidas que eles não entendem e cujas consequências eles também não compreendem. Então a discussão se torna rasa.
E quando você está falando de empresas estatais, você sempre fica pensando, né? Me vem à cabeça aquela declaração, se eu salvo engano, foi do deputado Severino Cavalcante, que em determinada época estava envolvido num escândalo e ele disse que ele tinha conversado com...
o presidente da República da época e tinha dito ao presidente que ele queria uma diretoria da Petrobras para ele, aquela diretoria que fura poço então essa é a medida da profundidade das discussões sobre esse tema que acontece
Pois é, claro que a gente vai seguir acompanhando essas discussões. Qualquer novidade em relação aos estudos e levantamentos e balancetes a respeito da situação das estatais, traremos aqui, vamos discutir com os nossos comentaristas. Vamos voltar a tratar e analisar a questão que envolve a decisão do governo dos Estados Unidos.
O juiz federal aposentado, Odilon de Oliveira, ele ficou conhecido por condenar Fernandinho Beiramar e prender mais de 100 traficantes. Ele defendeu essa classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. A medida, lembrando, foi anunciada pelo governo de Donald Trump.
e passa a valer a partir do mês de julho. O Dilon afirmou que cada país tem soberania para definir o conceito de terrorismo e criticou essa posição do Brasil contra o enquadramento. O magistrado também alertou para o avanço das facções no poder público e disse que, embora seja impossível eliminar essas duas facções, é possível, sim, reduzir as atividades criminosas desses grupos.
Você, Luiz Felipe Dávila, ainda que muitos tenham criticado a decisão norte-americana, alguém que acompanhou a atuação dos grupos criminosos e desses traficantes de drogas, ele apoia a classificação dos Estados Unidos para essas duas facções como terroristas.
Ela é secundária, que é evidente, eu li a reportagem do juiz, ele inclusive disse que o PCC e o Comando Vermelho apoiaram grupos terroristas de verdade em sequestros no Paraguai, no Peru, na Bolívia e em outros lugares. Portanto, ele pode ser julgado ali como um grupo terrorista por ter dado respaldo a outros grupos terroristas e a participar de eventos terroristas. Já a Lincoln Gaquia, que é do Gaeco aqui em São Paulo...
critica a decisão de grupo terrorista porque diz que é grupo mafioso. E mafioso tem essa função, unicamente ganhar dinheiro com o crime, e que isso prejudica um pouco a relação da Polícia Federal, do GAECO com o FBI, porque isso vai passar pra alçada da CIA e do Ministério de Defesa, e que isso pode prejudicar um pouco.
O fato é que a semântica, neste caso, é secundária. O importante é que esta decisão aumenta a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado, no combate à lavagem de dinheiro, no combate ao narcotráfico.
Então, é assim, eu defendi aqui várias vezes que eu acho que tem que definir essas organizações como mafiosas e não como terroristas. Mas se os Estados Unidos resolveu chamar de terrorista em vez de chamar mafioso e usa os mesmos mecanismos para combater a máfia, que é combater a lavagem de dinheiro, que é combater o crime organizado, então...
tá ok pra mim, então vamos aproveitar esta deixa do governo americano pra aprofundar a relação e a cooperação entre os dois países, então eu entendo que neste momento o importante é o Brasil acordar pra lição de casa que ele tem que fazer para aproveitar esta cooperação internacional para desmantelar as redes do crime organizado que já se espalharam mundo afora e aí e aí
Já que o Mota, me perdoa, já que o Dávila mencionou o nome do promotor Lincoln Gakia, deixo antes de passar para o Mota trazer a informação, a notícia para o nosso público, porque o promotor Lincoln Gakia já participou de vários programas, inclusive aqui da Jovem Pan, ele é do grupo de atuação especial de combate ao crime organizado do Ministério Público aqui de São Paulo. Ele concedeu hoje uma entrevista ao programa Morning Show.
e disse que a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas não representa um avanço para o combate ao crime organizado no Brasil e pode trazer consequências. A produção separou um trecho da fala do promotor. Vamos acompanhar. Eu já classifico há algum tempo o PCC e o Comando Vermelho como organizações criminosas do tipo mafiosas.
que são o que efetivamente essas organizações são. São empresas multinacionais do crime, elas de fato possuem dominação territorial armada, elas possuem infiltração nos poderes do Estado, elas possuem corrupção.
Estão hoje infiltradas também na economia formal e até mesmo no sistema financeiro. Elas têm também uma influência política hoje, mas são organizações que se dedicam basicamente ao enriquecimento, à economia ilícita que o crime pode fornecer. Elas não têm aí a finalidade ideológica.
como, por exemplo, no caso do Hamas, no caso do Estado Islâmico. O Roberto Mota tratou desse tema em uma pergunta feita ao nosso entrevistado no início do programa. Você, Mota, como tem observado essas discussões de pessoas importantes, de instituições respeitadas, mas em relação à nomenclatura ou enquadramento dessas facções?
Eu tenho uma posição que vem de observar como o Brasil lida com o crime há quase duas décadas. Mas é uma posição de cidadão, não é uma posição de jurista. É uma posição de quem vive no dia a dia das nossas cidades. Eu me lembro, aqui no Rio de Janeiro, eu não me lembro do ano exato.
mas foi alguma coisa no começo dos anos 2000, eu estava saindo com a minha mãe de um dentista. A minha mãe já tinha uma certa idade, eu a levei no dentista no centro do Rio de Janeiro. Ela estava de cadeira de rodas, ela estava com problema de saúde. Quando nós saímos do prédio do dentista, eu vi pessoas correndo para todo lado. E eu perguntei o que estava acontecendo.
E alguém que estava ali perto me disse o nome de uma facção aqui do Rio de Janeiro. Fulano de tal líder da facção decretou que o comércio do Rio de Janeiro inteiro tem que fechar. E quem ficar aberto vai sofrer as consequências. Eu estou falando do centro do Rio de Janeiro, no início dos anos 2000. O centro do Rio de Janeiro fechou.
porque havia um boato de que o líder da facção tinha mandado que todo o comércio fechasse. Eu olho para essa realidade e, para mim, isso é terrorismo.
Agora, mesmo que isso não se encaixe exatamente na definição de terrorismo, e há debates, como a gente viu aqui a explicação de Alessandro Visacro, do coronel Visacro, das diversas variedades de terrorismo, entre elas o terrorismo criminal, mesmo que isso não se encaixe exatamente, a minha pergunta é uma só.
Isso vai ajudar ou prejudicar as facções? No meu entender, isso vai prejudicar as facções. É mais um obstáculo para a operação, o funcionamento das facções. Então não há como eu achar que essa mudança seja negativa.
Eu entendo que podem haver determinados aspectos técnicos, a cooperação agora não vai mais se fazer por essa agência, vai se fazer por outra paciência, que seja por outra. O que não dá é pra gente continuar vivendo nessa realidade. O que não dá é pra você, no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Salvador, em Porto Alegre, se você virar numa rua errada.
a sua vida pode acabar ali. E eu vi, para encerrar o meu comentário,
Eu vi hoje, aqui no Rio de Janeiro, um jornal de um grande grupo de mídia ecoando essa narrativa do PT de que essa designação vai afetar a nossa soberania. Esse grupo de mídia perdeu em 2005, salvo engano, ou 2003, um jornalista chamado Tim Lopes, que foi sequestrado, levado para uma comunidade. Ele foi torturado.
Depois ele foi morto e o seu corpo queimado num forno de micro-ondas, porque ele foi confundido com o policial. Os bandidos responsáveis por esse crime, um ficou cinco anos preso, progrediu para o regime semiaberto e fugiu. O outro ficou sete anos preso, também progrediu para o regime semiaberto e fugiu. Esse é o Brasil em que a gente vive. Eu quero saber se esse é um país onde é relevante.
a gente ficar discutindo tecnicalidade de nomenclatura. Não, eu vou chamar disso. Não, eu prefiro chamar de máfia. Não, eu prefiro chamar de terrorismo. Não, vamos fazer o seguinte. Vamos concordar que as facções são chatas, bobas e feias. Pode ser? A gente concorda com isso? Fala sério, né? Olha o país onde a gente vive.
Musa, a gente tem que ir para o breque comercial. Vou pedir um comentário breve, um minuto e meio, mas tem um aspecto que a gente não tratou com o Mota e com o Dávila. Eu queria que você dissesse o que você pensa a respeito disso. Alguns veículos de comunicação mencionam a possibilidade dessa decisão dos Estados Unidos ter algum tipo de impacto para o mercado financeiro. Eu queria te escutar. Um minuto e meio.
Vamos lá, de fato, eu também não tenho conhecimento técnico para fazer uma extinção entre ser considerado uma máfia ou ser considerado um grupo terrorista. Mas, de fato, não dá para persistir da maneira como está. Eu não acredito que teremos algum tipo de impacto que seja relevante
no curto prazo dentro dos mercados. Afinal de contas, mais uma das falas do PT tem a ver com soberania do PIX, que é uma tecnologia, e isso não tem absolutamente, no meu entender, nada a ver. Se o dinheiro vai para os Estados Unidos, é onde eles estão preocupados, e não com essa movimentação seja internamente aqui no Brasil. Portanto, eu acho que é uma mera
fumaça que eles querem colocar porque eles querem capitalizar isso de maneira eleitoreira falando que terá problema de soberania basicamente no meu entender é isso o pouco que sobrou pra eles conseguirem capitalizar, agora só pra finalizar já que você me deu esse um minuto e meio caniato
Quando nós falamos aqui a respeito desse lado técnico, seja organizações terroristas ou mafiosas, seja ela qual for, e não são meros criminosos convencionais, me chama a atenção também uma fala de uma desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, em que ela falou o seguinte, o preço da cocaína já subiu. E eu fico pensando, essa é a resposta de uma desembargadora? Como é que ela sabe que o preço da cocaína já subiu de ontem para hoje?
realmente eu não tenho nem como pensar isso. E se subiu? Qual que é o problema? Você está preocupada com o preço da cocaína em meio a tudo isso que nós estamos falando, que é um produto ilegal? Realmente o Brasil não é para amadores, né? Uma rápida parada, um intervalo a jato. Voltaremos em um minuto e meio e tem notícia importante depois do break. Até já.
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Cansa verde, uma fofoca quentíssima. Aquela história de esquece que a mãe tá estourada. Não, a mãe agora tá enjalada. E falou, beleza, não vai dar nada. Não é que ela tem grana. Ela é caixa de uma facção criminosa. Vai ver o próximo processo de ser tomada de Olane, você passa no saco, você vai ver que vai sair muito mais cheiroso. Tô fazendo muita, mas muita promessa pra aquela orixá e monjaros.
E quando é que a primeira vez você deu o furo assim? Foi babado. Não, verda. Isso não é um talk show. Hoje, às dez e meia da noite, na Jovem Pan. Não vai pra cama sem mim. Ah, que bom você chegou, BYD. Com uma oportunidade imperdível para o BYD Sound Pro. É muita autonomia. Mais economia.
E agora com duas super ofertas para escolher. Taxa zero em 36 vezes. Ou super valorização de até 10 mil reais no seu usado. Tudo isso a partir de 159.990. Agora só falta você chegar a uma concessionária BYD. BYD é do Brasil.
O Dr. Costela Box nasceu com um propósito simples, levar a melhor costela assada na brasa do Brasil para o dia a dia das pessoas. Comida feita com calma, com cuidado, com aquele sabor que lembra a comida de vó. Pratos bem servidos, receitas tradicionais e a costela assada na brasa do Dr. Costela, bem feita, seja no almoço ou no jantar.
Tudo isso para chegar até você, na sua casa ou no seu trabalho. Estamos em São Paulo atendendo regiões como Pinheiros, Butantã, Vila Sônia, Morumbi, Panambi e Taboão da Serra. Você pode pedir pelo iFood 99, WhatsApp ou pelo nosso cardápio próprio. Toda semana, quatro mulheres especialistas se reúnem. Esse é o Linha de Frente. Sábado, 6 da tarde, na Jovem Pan.
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. De volta, você sempre fica muito bem informado aqui na Jovem Pan e acompanha todas as análises no programa Os Pingos nos Is. Tem mais uma informação. O senador Rodrigo Pacheco, ex-senador, que até então era aposta de Lula para o governo de Minas Gerais, afirmou que sairá da política. A gente separou, inclusive, a manifestação dele. Vamos acompanhar.
Tenho 12 anos de vida pública, fui deputado federal e senador, presidente do Senado do Congresso Nacional por quatro anos. Tenho uma vida plenamente realizada e é sempre um momento de a gente avaliar ciclos. E há um fechamento de ciclo na política que eu decidi fazer.
com o sentimento de dever cumprido, com muitas realizações feitas e com um coração muito tranquilo em relação a essa decisão. Não tenho nenhuma expectativa ou perspectiva de ingresso em Tribunal Superior, inclusive o Supremo Tribunal Federal. Se isso foi cogitado em algum momento, isso foi bem resolvido, é uma página virada e não tenho nenhuma expectativa nesse sentido.
Pois é, senador, mas que será esse senador? Porque não vai concorrer ao cargo de senador mais uma vez e nem ao governo de Minas Gerais. Agora recebendo a rede Jovem Pan, todos com a gente aqui em Os Pingos nos Rios. Um giro rápido com os nossos comentaristas. Você, Dávila, Rodrigo Pacheco, dizendo que vai sair da política. Não vai concorrer ao governo de Minas, né? Desejo do presidente Lula, queria que Rodrigo Pacheco fosse o candidato dele. Ele daria palanque.
a Lula no estado de Minas Gerais e também não vai concorrer mais uma vez ao Senado. Estaria se guardando talvez para uma indicação à Suprema Corte? Será, como diria o meme, um minuto, Dávila?
Faz muito bem deixar a política. A política não é uma carreira pra vida inteira. Você serve o país e depois volta pra casa. Rodrigo Pacheco teve uma trajetória um pouco complicada. Começou na direita, foi pro centrão e agora ia terminar a carreira política servindo o PT como candidato ao governo de Minas Gerais. Felizmente, o bom senso prevaleceu e ele não deu esse salto no escuro do lado errado.
É verdade, atualmente ele é filiado ao PSB. Não é o PSD de Gilberto Caçava, é o PSB de Márcio França, da Pombinha. Você, Mota, Rodrigo Pacheco, fora da política. Um minuto.
Eu acho uma atitude muito decente, digna, ter esse entendimento de que acabou um ciclo. É uma coisa raríssima de você ver na política brasileira. Na política todo mundo quer entrar, mas ninguém quer sair. Então eu acho que essa atitude merece aplauso.
É isso. Rodrigo Pacheco é jurista também, atuou como advogado e havia uma expectativa de que ele pudesse ser o indicado do presidente da República. Nos bastidores falavam que ele era o candidato de Davi Alcolumbre. Vamos ver, ano que vem poderemos ter surpresas. Você, Bruno Musa, um minuto para fechar.
Concordo também que merece aplausos, merece ser enaltecida. E, por fim, temos uma boa notícia no Brasil. Agora, a questão é, será que isso abre uma janela de oportunidade para que surja um novo desse? No Brasil, a capacidade de criarmos novos políticos e que são cada vez piores também. Parece que é impressionante.
Pois é, não sabemos exatamente como é que está a situação lá em Minas Gerais, porque quem lidera as pesquisas parece que não quer sair como candidato ao governo, que é o senador Cleitinho. Vamos acompanhar. Amigos, grande abraço a vocês, bom fim de semana aos nossos comentaristas. Vamos colocar o resultado da enquete do dia? A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como terroristas pode atentar contra a soberania do Brasil?
Para 88% não, isso não tem nada a ver. 12% disseram sim, isso é preocupante. Muito obrigado a todos que votaram na enquete, um abraço à nossa audiência. Fique aqui na Jovem Pan, porque vem aí o Jornal Jovem Pan com o resumo das notícias importantes do dia. Um abraço, bom fim de semana. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
Realização Jovem Pan.