Episódios de Os Pingos nos Is

EUA classificam PCC e CV como terroristas / PF negocia delação de Vorcaro

28 de maio de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (28):

O Departamento de Estado dos EUA anunciou a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais e estrangeiras, com vigência a partir de 5 de junho. A medida, que repercutiu fortemente nos bastidores de Washington e Brasília, ocorreu logo após um encontro estratégico entre o senador Flávio Bolsonaro e Donald Trump e gerou debates entre os comentaristas do programa Os Pingos nos Is sobre a perda de soberania nacional e os impactos práticos no combate ao crime organizado transnacional.

Diante da classificação das facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas globais pelos EUA, Guilherme Derrite apontou a medida como um avanço crucial no combate internacional ao crime organizado, já o assessor especial da presidência, Celso Amorim, criticou a postura de Washington.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encaminhou à CCJ uma proposta alternativa da oposição à PEC que extingue a escala de trabalho 6x1. O novo texto, liderado pelo senador Rogério Marinho, propõe um regime flexível de jornada baseado em negociações diretas entre patrões e empregados. A medida surge como reação à aprovação da PEC na Câmara.

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganha novos desdobramentos com a reação de líderes do setor produtivo e analistas políticos. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou duramente a proposta aprovada na Câmara, classificando o engessamento da jornada na Constituição como um retrocesso econômico. Em contrapartida, o Senado discute uma PEC alternativa para flexibilizar a carga horária por meio de acordos diretos entre patrões e empregados.

O plenário da Câmara dos Deputados virou palco de debate após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) votar a favor da PEC que propõe o fim da escala 6x1. Os comentaristas do programa Os Pingos nos Is apontaram o risco de demissões em massa e um cenário de judicialização trabalhista no país.

A Polícia Federal voltou a negociar um acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A nova proposta envolve uma devolução recorde de R$60 bilhões, valor que equivale à arrecadação anual de alguns estados do Brasil. O recuo da PF, que antes considerava as informações insuficientes, divide opiniões entre analistas jurídicos e levanta questionamentos sobre os bastidores da investigação em andamento no Supremo Tribunal Federal.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio4
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • EUA classificam PCC e CV como terroristasDepartamento de Estado dos EUA · Primeiro Comando da Capital (PCC) · Comando Vermelho (CV) · Organizações terroristas globais · Flávio Bolsonaro · Donald Trump · Marco Rubio · Celso Amorim · Combate ao crime organizado · Soberania nacional
  • Escala de Trabalho 6x1Proposta de emenda à Constituição · Davi Alcolumbre · Rogério Marinho · Câmara dos Deputados · Senado Federal · PEC que extingue a escala de trabalho 6x1 · PEC alternativa para flexibilizar jornada · Paulo Skaf · Fiesp · Nikolas Ferreira
  • Impacto da escala 5x2 no mercadoAumento do custo de trabalho-hora · Diminuição da produção · Informalidade · Judicialização trabalhista · Pequenas empresas
  • Delação Premiada Daniel VorcaroPolícia Federal · Daniel Vorcaro · Banco Master · Acordo de delação premiada · Devolução de R$60 bilhões · Supremo Tribunal Federal · André Mendonça
  • Produtividade do trabalhador brasileiroOrganização Internacional do Trabalho (OIT) · Comparativo internacional de produtividade · Horas trabalhadas · Educação e tecnologia
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo, claro, os assuntos mais importantes do dia, contando sempre com análise, as discussões, as reflexões dos comentaristas aqui da Jovem Pan.

Eu sou Daniel Caniato e você é o nosso convidado especial. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça a proposta da oposição que cria um regime flexível de jornada de trabalho. Esse texto foi apresentado horas depois da Câmara aprovar a PEC que muda a escala de trabalho do regime 6x1 para 5x2 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. Já disse

A proposta é liderada pelo senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, o atual líder da oposição no Senado. A expectativa é de que o Senado, a Casa Legislativa, na próxima semana abra uma disputa entre os dois modelos distintos. O defendido pelo governo com a redução da jornada e o fim da escala 6x1 e essa proposta da oposição, que é baseada em acordos flexíveis.

de horas trabalhadas. Enfim, muitas expectativas para os próximos passos. Vamos chamar os nossos comentaristas, quem já está conectado a postos é o Luiz Felipe Dávila. Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. É natural que façamos uma análise a respeito do processo de ontem, né? A aprovação da proposta que acaba com a escala seis por um, implementa a cinco por dois, muitas discussões, críticas.

E também expectativas para o que acontecerá no Senado. Como você vê essa articulação da oposição para colocar uma outra proposta que possivelmente possa alterar, inclusive, os caminhos a serem trabalhados no Senado Federal em relação a 5x2? Bem-vindo, boa noite. A nossa querida audiência.

A primeira coisa importante, Caniato, neste processo, é reconhecer a incompetência, a covardia da oposição. Os partidos de oposição foram covardes, traíram os trabalhadores, traíram os empresários, traíram todos aqueles empreendedores que produzem e geram emprego no Brasil. Porque esta jornada...

acaba jogando milhares de brasileiros na informalidade, piorando a qualidade do trabalho, porque vão sair da formalidade e mergulhar na informalidade, aumentar o custo de contratação em pelo menos 20%, e vai ajudar a quebrar mais empresas. Por isso, hoje as pessoas me ligaram e falaram assim, mas o que a gente pode fazer?

A minha recomendação é a seguinte, imprima o nome de todos os deputados que votaram a favor por oportunismo político, divulguem nos seus WhatsApp e peça que jamais votem em covardes.

O parlamento é lugar de gente corajosa, capaz de defender um interesse nacional e não se acovardar em época de eleição. Então, a primeira coisa que você pode fazer como cidadão, imprima essa lista, mande para os seus grupos de conhecidos e peça para não votar e não apoiar. Se esse deputado amanhã for pedir lá, vota na sua empresa, na sua casa, no seu bairro, fala, você não é bem-vindo aqui.

Nós não gostamos de covarde. Então essa é a primeira reação cívica que se pode ter. Segunda coisa, Caniato, o que o senador Rogério Marinho está tentando fazer é salvar a reforma, é sepultar esta decisão irresponsável da Câmara Federal e apresentar um projeto alternativo para consertar os erros crassos.

cometidos nesse projeto aprovado na Câmara. Erros crassos que não foram baseados em evidência nos dados. Todos os estudos, 100% dos estudos feitos desta medida mostram o erro desastroso de mexer na jornada de trabalho sem

aumentar a produtividade do país. Portanto, o que o Senado vai tentar fazer é corrigir o dramático erro e covardia da Câmara Federal ontem. Se isso vai dar certo ou não, Canhato, nós não sabemos, mas é fundamental a pressão total do setor privado para que o Senado

não se acovarde como aconteceu na Câmara e que consiga salvar esta medida irresponsável, populista e eleitoreira.

Pois é, os nossos comentaristas analisando o processo desta proposta de emenda à Constituição e naturalmente projetando qual será o papel, a responsabilidade do Senado Federal, uma vez que a CCJ recebe essa proposta alternativa à PEC que prevê o fim da escala 6x1. Você, Musa, muitas reações. Pudemos acompanhar de ontem para hoje manifestações de muitos representantes do setor produtivo.

E há uma grande dúvida, né? O que vai acontecer com o Brasil? Parece que a oposição no Senado tem se movimentado. Bem-vindo.

Muito boa noite, Caniato, Beralda Mota, Dávila, todos que nos assistem. Bom, vamos lá. O primeiro ponto a respeito de produtividade, aumento de custo, diminuição de produção, tudo isso, obviamente, a gente já falou aqui a exaustão. Eu tomei a liberdade hoje de postar em minhas redes uma conversa que eu tive aqui com meu pai, inclusive, que é um empresário, ele tem uma empresa...

de porte médio e falando a respeito da diminuição da produção dele que ele teria que fazer dada toda essa mudança, quanto isso impactaria no número de produtos produzidos no final do mês consequentemente uma menor disponibilidade de produto com o custo de mão de obra mais alto, com uma produtividade baixa no país, inevitavelmente, seja agora ou num segundo momento, os preços subirão, isso falando de uma empresa quando jogado isso com uma escala maior se torna inevitavelmente algo ...

perdão, se torna algo inevitavelmente mais caro. Consequentemente, grande parte de quem defende isso diz, ora, quando nós estamos dentro de um problema, nós temos a capacidade de evoluir mais, ou seja, nos tornarmos mais produtivos uma vez que estamos ali com uma dificuldade. Só que o grande problema da produtividade, Caniato,

Não é uma mera criatividade. A produtividade envolve educação, conhecimento em tecnologia, ou seja, algo que você não consegue do dia para a noite. Você precisa de um processo ao longo dos anos. E no Brasil, onde, segundo o IPGE, 30% da população é analfabeto funcional, ou seja, que não consegue interpretar duas linhas num texto, segundo a definição do próprio IPGE,

Isso se torna altamente crítico. Então, eu acho que esse é um problema importante. Agora, se conseguirem aprovar algo na flexibilização, é algo que precisa ser enaltecido, sim. De novo, o caminho é a flexibilização do mercado de trabalho. Esse é um ganha-ganha para todos.

Pois é, a gente tem visto tantas discussões nos programas jornalísticos a respeito de qual caminho o Congresso poderia ter tomado, avaliar quais são as dificuldades, avançar nessa proposta. Mota, faltou discussão, né? Muitos falam, ah, aprovaram sem fazer nenhum tipo de estudo, algum estudo aprofundado, porque os setores...

muitos dizem que essa proposta inviabiliza parte da operação. Queria que você também discorresse a respeito da aprovação de ontem, mas olhando para os próximos passos, para a responsabilidade do Senado Federal agora.

Caniato, faltou consciência, faltou responsabilidade, faltou preparo e muita gente diz que faltou vergonha na cara. Porque foi um projeto votado com o único objetivo de conseguir votos na próxima eleição.

Boa noite a você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. Esse projeto que está sendo proposto no Senado pelo senador Rogério Marinho é uma excelente resposta ao absurdo que foi aprovado na Câmara. O chamado projeto do fim da escala 6x1 é uma enganação.

É um projeto populista que aumenta a intromissão do Estado na vida privada. É a última coisa que a gente precisa. O trabalhador deve ter a liberdade de negociar direto com o empregador como e quando quer trabalhar. Então, parabéns.

aos 22 deputados que tiveram a coragem de votar contra esse projeto absurdo e honraram os seus mandatos e os votos que receberam.

Pois é, só lembrando, daqui a pouco Cristiano Beraldo se junta ao time de Os Pingos nos Is, fará também suas análises, reflexões e apontamentos a respeito da aprovação de ontem. Deixa eu só voltar com o Dávila, porque, Dávila, você fez uma provocação e um alerta à população e aos eleitores em relação àqueles parlamentares que votaram favoravelmente a essa proposta de emenda à Constituição.

Eu queria que você discorresse a respeito da classe política mesmo, porque quando a gente fala de freios, contrapesos, é preciso ter oposição, oposição que trabalhe para defender os interesses da população, mas o que se viu, na verdade, foi talvez um grupo que ficou amedrontado com a possibilidade de ser rejeitado na urna, no processo eleitoral, e por conta disso...

cederam aos argumentos da base governista? Foi isso que aconteceu? Foi isso que aconteceu, Caniato. E por isso, este é um ótimo exemplo para você exercer a sua cidadania. A cidadania se exerce com o voto consciente. E o voto consciente começa rechaçando apoiar qualquer parlamentar.

que é oportunista, fisiologista e que só pensa na sua eleição e que com medidas covardes ele vai conseguir se reeleger. Mostre com o seu voto que ele não vai se reeleger exatamente por ser fisiologista e covarde. É isto que o voto tem o poder exatamente de expurgar essas pessoas do parlamento e não subestime a sua capacidade de fazer uma lista desses parlamentares for

percorrer entre todos os teus amigos nos grupos de rede social, WhatsApp, um canal que vocês quiserem, porque isso tem um efeito incrível. Você já começa a colocar ali quem é que você não vai votar. E aí o Mota lembrou muito bem aqui dos 22 parlamentares corajosos. Esses, nós temos de enaltecer, apoiar.

mostrar que nós queremos sim no parlamento gente corajosa como esses 22 que votaram a favor do trabalhador, a favor do setor produtivo, a favor da modernização das relações trabalhistas.

Agora, Musa, a gente observou durante esse processo um discurso muito sedutor por parte de alguns parlamentares da base governista. É preciso que o trabalhador tenha mais tempo para estudar, para ficar com a família, para passear, viajar. Teve quem dissesse mais tempo para namorar, enfim. Queria que você trouxesse um pouco do Brasil real.

O que os empresários, o que os empregadores, os empreendedores, os pequenos comerciantes dizem a respeito da implementação dessa medida? Se isso de fato entrar em vigor nas bases aprovadas ontem na Câmara Federal, o que deve acontecer?

devemos esperar demissão? Demissão para contratar por salários mais baixos? Você mencionou a diminuição da produtividade. Naturalmente, o custo de produção daquele produto ou na oferta de algum serviço, tudo isso acaba ficando mais caro. Você consegue fazer um mix, elencar para a gente quais são os impactos que já são previsíveis?

Claro, tem alguns que são bastante óbvios. Por exemplo, aumento do custo trabalho-hora. Quando você pega a necessidade de um aumento de produção e você precisa, por exemplo, de horas extras, só que as horas extras não podem ser impostas, elas têm que ser opcionais, e grande parte das pessoas não querem, isso foi relatado na conversa que eu documentei hoje nas minhas redes sociais.

Você deixa de produzir. Se você não pode obrigar, obviamente, horas extras, tem que ser opcional. Só que uma boa parte das pessoas não querem essa opcionalidade, significa que a tua produção é menor. Ao ter uma produção menor, você tem uma menor oferta de produto. Só que o custo da mão de obra subiu.

Uma oferta menor de produtos com o custo de mão de obra mais alto não precisa ser nenhum bom entendedor de economia ou de matemática para entender que o preço sobe. Consequentemente, isso tende ao ou informalidade ou então você a mandar embora.

Grande parte das empresas do Brasil, e reitero esse número porque ele é realmente impactante, no ano passado foram criadas por volta de 4,7 milhões de empresas. 97% delas, 97, hein? São pequenas empresas que geram 70% dos empregos no Brasil. Essas empresas não têm capacidade, ou melhor, caixa, me digo aqui capacidade financeira.

de sobreviver a um custo tão elevado da hora do trabalho, sem um incremento de produtividade, que não dá para ter do dia para a noite, pelos motivos citados na minha primeira colocação.

Isso significa que você tem uma produção menor, consequentemente você passa a ter depois o aumento dos custos. E ainda para piorar, na conjuntura macro total, Caniato, nós temos hoje que o crédito move algo como 65% do PIB, serviços, que representa 65% do PIB e grande parte dele depende de crédito. A inadimplência não para de subir por tudo que a gente vem falando.

Então, quando você mete um combo desse e mistura tudo, é uma sopa de Brasil. Custo mais alto, incentiva a informalidade. Quando você joga para a informalidade, você corre o risco de uma ação trabalhista que a empresa não tem condição de arcar com essas custas, seja ela do advogado, seja ela depois de perder.

a causa porque a grande parte perde, mesmo com um monte de coisa que não é verdade dita por muitos daqueles que dizem que trabalham domingo à noite, ou trabalharam 24 horas, enfim. Não estou dizendo que isso não existe. Estou dizendo que boa parte ali tem inflado esses problemas. Então, o que você leva? Informalidade ou empresas assumindo risco? E você, para assumir risco, você repassa isso no custo. Então, acho que esse é o combo da situação em que ela é realmente dramática.

Pois é, deixa eu inclusive lembrar a nossa audiência que a enquete do dia trata justamente disso. Qual você acha que vai ser a principal consequência, principalmente para o mercado, o setor produtivo, se essa medida for implementada, a nova escala, a 5x2? Vote, manifeste a sua opinião, jovempan.com.br ou no YouTube do programa Os Pingos nos Is.

Agora, em entrevista concedida ao Jornal da Manhã, o Paulo Skaff, que é o atual presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, ele elogiou a proposta do senador Rogério Marinho, que flexibiliza as horas de trabalho. A gente separou um trecho da fala do presidente da Fiesp. Vamos acompanhar.

É uma nova PEC, que eu espero que seja substitutiva, que ela não seja adensada à PEC que foi aprovada na Câmara, para que realmente se modernize as relações de trabalho. Aquele que quer trabalhar uma hora, ou dez horas, ou quinze horas, ele vê a sua conveniência e faz o acordo entre as partes, entre o empregador, o empregado, entre o trabalhador e as suas empresas, das diversas regiões, e tem a liberdade de trabalhar a carga horária que melhor lhe convier.

e assegurado todos os direitos constitucionais, de férias, de 10ª, de fundo de garantia, enfim, tudo assegurado, o teto de 44 assegurado, e ter a liberdade, como fazem países modernos do mundo. Então, é isso que deve ser discutido no Senado, e isso que fará bem ao Brasil realmente.

Paulo Skaff, presidente da Fiesp, defendendo essa proposta de emenda à Constituição alternativa, que inclusive vem sendo discutida no âmbito do Senado Federal, Rogério Marinho coletando assinaturas. Inclusive, você, Mota, o que acha dessa proposta alternativa? A ideia de permitir jornadas flexíveis a depender do business?

da atuação da empresa, do mercado em que ela se posiciona, é possível talvez um profissional trabalhar quatro horas por dia e entregar muito. Há talvez segmentos em que a pessoa precise ficar mais nove, dez horas. Acho interessante talvez importar esse modelo?

Esse é o único modelo que funciona, Caniato. Esse é o único modelo que leva ao progresso, que leva ao desenvolvimento, que leva à riqueza. Esse é o modelo adotado nos Estados Unidos da América, onde a renda média do cidadão é dez vezes maior do que a renda no Brasil.

Nos Estados Unidos existe uma liberdade quase total para você ajustar a forma do trabalho com o seu empregador. E você ganha de acordo com o tempo que você trabalha. O projeto absurdo aprovado pela Câmara...

chama a atenção por um ponto. Os parlamentares fazem leis cujas consequências eles não compreendem. A maior parte deles não tem nem experiência, nem o conhecimento para compreender o que significa o que eles aprovaram. E eles também não dão a mínima. Ninguém ali está preocupado com isso. O que importa é conseguir votos para a próxima eleição.

Legal que o Mota tenha terminado falando em eleição. Davila, independentemente da proposta 5x2, ou se vai ser horário flexível, francamente, você acha que o momento era esse, há meses de um processo eleitoral? Porque qualquer tipo de proposta, muitos têm a impressão de que fatalmente acaba sendo contaminada a discussão por intenções, desejos e, naturalmente, objetivos eleitorais, sabe?

É isso mesmo, Caniato, mas essa medida só foi aprovada às pressas sem a discussão devida. Aliás, todos esses estudos mostrando o desastre que essa medida é, fazendo comparações inclusive com outros países da América Latina, do mundo, como é que funciona o regime, mostra que é um desastre. Não tem nenhum país no mundo que está transformando.

as relações trabalhistas num artigo constitucional só nós que temos essa jabuticaba execrável que só atrapalha a vida de quem trabalha então é óbvio que precisava mais tempo mas aí esse conluio do presidente da república presidente da câmara é que fez esta medida ser votada às pressas o que é um desserviço ao Brasil e mostra a mediocridade e a cumplicidade do presidente da câmara com essa medida desastrosa você

Mas a medida apresentada, a proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho, é evidente que é a única boia de salvação para salvar a reputação desse congresso fisiologista. Veja só, Caniato, o que aconteceu nesses últimos dias. Primeiro nós tivemos aqui, nosso Pingos nos Is, o...

presidente do PL defendendo, líder da oposição, defendendo a aprovação dessa excrescência. É uma vergonha isso. Como é que um líder da oposição pode aprovar ou fazer com pouco caso em cima de uma medida que mexe com a vida dos trabalhadores brasileiros? Aí o líder dessa oposição na você

Uma oscilação no áudio do Dávila. Travou agora o Dávila. Dávila, a gente perdeu o seu sinal por uns cinco segundos quando você mencionava a posição do presidente do Partido Liberal. Partido líder da oposição, o principal partido da oposição, em que defendia ali a aprovação, porque, segundo ele, se não aprovasse, dariam de mão beijada a reeleição para Lula. Foi nesse contexto que nós perdemos o contato. Pode retomar, por favor.

É, infelizmente. Perdemos, então, o contato com o Dávila. Daqui a pouco o Dávila retoma e só concluir esse raciocínio dele. Deixa eu passar, então, para o Bruno Musa, porque o Bruno, eu me lembro que lá atrás, no início dessa discussão, ele trouxe uns apontamentos muito importantes a respeito de produtividade. Acho que até é oportuno nós retomarmos algumas informações a respeito de produtividade. O que é produtividade, né?

O trabalhador brasileiro, podemos considerar um trabalhador produtivo? O que se produz em diversos segmentos permite ao empresário ou ao próprio funcionário trabalhar menos na semana para se dedicar a outras atividades, como ficar em casa, ficar com a família, curtir uma atividade de lazer?

Musa, queria que você trouxesse para a gente, que eu me lembro que você tem inclusive dados muito frescos na cabeça em relação a trabalhadores do Brasil em comparação com o de outros países. No final das contas, essa decisão, se você apresenta para uma pessoa de fora, ela vai fazer a seguinte dedução. Bom, se tomaram essa decisão é porque a produtividade permite esse tipo de medida. Mas na prática não funciona assim, né?

Não, não funciona, candidato. Eu lembro no final dos anos 90, recém saído do colégio, quando eu comecei a estudar economia, havia ali aquela, ainda 17 anos, aquela distinção entre... Vamos entender a diferença entre produção e produtividade. Produção, basicamente, o que você produz. A produtividade é quanto que um trabalhador consegue produzir com aquele capital disponível e a mão de obra também disponível.

E essa é uma unidade que ela se mede. E o último estudo que você mencionou a respeito de estar fresco os dados, ele é um estudo organizado, que eu peguei agora há pouco tempo, da Organização Internacional do Trabalho. Esse estudo é bastante didático, ele é bastante simples e facilmente encontrado na internet. Eu até fiz um vídeo específico sobre isso, quem quiser a fonte está lá, fique à vontade que vai ser um prazer falarmos a respeito.

Basicamente, quando você mede quanto que, em dólares, um trabalhador de cada país produz, essa é a produtividade. Ou seja, com a mão de obra disponível que eu tenho e a capacidade de produzir ali, quanto que você vai produzir em dólares. E por que dólares? Porque é basicamente a unidade de medida que você transforma como moeda, digamos, global. Então, esse estudo mostra o seguinte. A produtividade do brasileiro está por volta de 21,50 dólares.

por hora. Isso na média, obviamente, no ano, tá? Quando você pega o trabalhador cubano, eu não estou enganado, o trabalhador cubano, são 22 dólares e 60, contra 21 e 50 do brasileiro. A liderança fica com a Irlanda, 165 dólares. Os Estados Unidos tem algo como 90 dólares, a Suíça algo como 100 dólares, o Chile tem duas vezes e meia produtividade maior do que o Brasil.

A Argentina tem uma vez em meia a produtividade do Brasil. Então, consequentemente, nós estamos na posição lá embaixo. De 185 países, mais ou menos, nós estamos na posição número 84, 85 no ranking de produtividade.

Mas também a medida desse mesmo estudo, Caniato, as horas trabalhadas. E tem 97 países que trabalham a mais do que o Brasil em horas por semana. O Brasil, a média, segundo a Organização Internacional do Trabalho, são 39,3 horas. E você pega o Paraguai, que trabalha 48 horas.

e que levou 232 indústrias brasileiras desde o ano de 2007 no Brasil. Mas todos os países que trabalham mais do que o Brasil, 97 países de 185, eles têm produtividade tão baixa quanto a do Brasil, ou muito mais parecida com a do Brasil do que aqueles que estão no ranking da liderança. O grande ponto é que aqueles que defendem apenas manchetes bonitas, ou queremos apenas a saúde, queremos que as pessoas vão ao cinema, e que as pessoas vão ao cinema,

Isso significa que nós queremos ter a produtividade de quem investiu em produtividade nos últimos 100, 200 anos, mas nós queremos apenas o bem bom atual, típico do brasileiro no geral. Pois é, deixa eu retomar com o Dávila. O Dávila fazia uma análise a respeito da situação e nós perdemos o contato. Deixa eu só dividir a rede. Uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede de rádios.

Agora sim, Davila, vou pedir que você retome o seu raciocínio, faça um resumo, e paramos na parte em que você fazia bem a análise sobre aquele posicionamento de Valdemar Costa Neto, por favor. Aqui o projeto apresentado pelo senador Rogério Marinho no Senado, que é a boia de salvação do Congresso Nacional para evitar o desastre aprovado ontem na Câmara. Mas eu sou muito cético em relação a isso, porque nós tivemos aqui no nosso programa de Valdemar Costa Neto.

o presidente do PL, dizendo que ia votar a favor da matéria dessa... Como é que o presidente de um partido de oposição vai falar que vai votar a favor dessa excrescência, só por oportunismo eleitoral? Depois, o líder do governo, na Câmara, apresentou uma contraproposta mais esdrúxula ainda, queria aprovar a primeira versão do projeto da Erika Hilton, que era assim, já que é ruim o projeto, vamos dobrar logo a aposta no projeto pior ainda,

como se isso fosse manobra política. Então, Canhato, com uma oposição dessa, fica difícil acreditar que agora, do dia pra noite, a oposição vai tomar juízo e fazer o que é certo, ou seja, votar a proposta de Rogério Marinho. Então, Canhato, eu sou muito cético de que esse projeto será votado. E a outra coisa que a gente não discutiu ainda, que é fundamental nessa medida, com a sua proposta de

é que esta lei, do jeito que foi aprovada, ela vai criar mais rigidez na legislação, ao invés de flexibilidade. Veja só o que pode acontecer. A primeira coisa que pode acontecer é que reduzir a jornada semanal sem reduzir o salário mensal vai fazer o quê? Elevar mecanicamente o custo do trabalho por hora.

E aí você vai ter que tirar dois dias de descanso e não vai mais poder escalonar ao longo dos seis dias. Imagina pra quem trabalha no comércio, por exemplo, quem tá na indústria de serviço, que não vai ter mais essa flexibilidade. Você vai ser obrigada a tirar lá os dois dias no sábado e domingo e não vai poder mais ter a flexibilidade pra trabalhar nesse banco de horas ao longo da semana. Ou seja, como bem lembrou o Mota aqui, este é um projeto aprovado Já você vai ter a chance

Por aqueles que não sabem o que é o negócio privado, que não contratam ninguém, que não são donos de empresas, que não sabem fazer nada. Ou seja, são pessoas absolutamente despreparadas para entender o que é melhor para o setor produtivo, para o trabalhador e para o gerador de emprego.

Pois é, se junta aqui ao time de Os Pingos nos diz, Cristiano Beraldo já em tela. Beraldo, seja bem-vindo, ótima noite a você. Vou aproveitar a sua chegada e destacar também uma outra manifestação de Paulo Skaff. Ele concedeu uma entrevista ao Jornal da Manhã e aí ele criticou a proposta que foi aprovada ontem na Câmara Federal. Ele afirmou que o texto, inclusive, vai engessar os setores de trabalho. Como disse o Luiz Felipe Dávila. Acompanhe.

Nós temos 2 mil quinais, ou seja, 2 mil atividades de trabalho. E cada uma tem a sua particularidade. Cada trabalho ou cada região tem as suas particularidades. A realidade de um restaurante em Trancoso não é a mesma realidade de um restaurante em São Paulo ou da picoária leiteira, que é diferente dos hospitais.

na área da saúde ou da indústria química, que é diferente da indústria de calçados, que é diferente do comércio do shopping center, enfim. Então, você colocar e engessar escala de trabalho na Constituição, isso é o maior absurdo do mundo.

Pois é, a manifestação de Paulo Skaff falando desse engessamento como uma das consequências. Não é possível tomar uma decisão para todos os setores em um país tão extenso como o Brasil. Com dimensões continentais, ele deu exemplo de um restaurante entrancoso que talvez faça...

O dinheiro do ano inteiro em dois meses do ano. E aí muitos profissionais querem puxar um pouco mais a escala. Normal, faz um combinado ali com o dono do restaurante. Você vai trabalhar em dois períodos, vou te dar tanto a mais. Pode ser? Pode ser. Recebendo a rede Jovem Pan, todos com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Obviamente, debatendo, analisando a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Implementação da 5x2 e a projeção para o que vai acontecer no Senado Federal.

Beraldo está com a gente, vai analisar também o que de mais importante chamou a atenção dele no processo de aprovação dessa PEC no dia de ontem, mas há muita expectativa para uma PEC paralela, que deverá ser apresentada caso a oposição consiga o número de assinaturas necessárias. Bem-vindo, Beraldo.

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Boa noite, Caniato, boa noite, Musa, Davi, Vila Mota, boa noite, audiência.

investigia diariamente os pingos nos is. Neto, nós estamos falando de um país que tem 80 milhões de inadimplentes e aí a iniciativa do governo é proibir as pessoas de trabalharem. Faz algum sentido isso? Como é que se pretende explicar para qualquer pessoa, alguém razoável de qualquer país do mundo, você falar que o Brasil é um país sério, é um Brasil que vale a pena as empresas virem investir e...

quando nós estamos fazendo algo que não tem sentido nenhum. Os trabalhadores, em geral, eles tendem a se sensibilizar com essas iniciativas porque eles não têm a visão macro das coisas. Aliás, o papel do Congresso Nacional não é legislar em benefício próprio ou em benefício de pequenos grupos. É legislar em benefício do país, porque quando o país vai bem...

Quando o país está forte, quando a economia está pujante, todos colhem esses frutos. Mas eles foram pelo caminho inverso, o caminho do populismo barato, o caminho de ficar com esses argumentos, esses chavões, que é mera campanha eleitoral sem fazer a conta dos efeitos extremamente nocivos para o próprio mercado de trabalho.

E também para essa população que está aí, inadimplente, afundada em dívidas, num ambiente de taxa de juros absurdas e agora são proibidos pela Constituição de trabalharem quando quiserem. Então, realmente, é o país do absurdo cada vez mais.

Pois é, agora, a partir dessas manifestações, Mota, dos representantes dos setores, muitos se identificando, ah, tem esse problema aqui, o outro setor, ah, mas poderá acontecer isso aqui. Enfim, tem uma lista, né, de problemas ou projeções de coisas que poderão, sei lá, impactar negativamente os mercados e as realidades desses setores. A sua expectativa pessoal para o que o Senado pode fazer, porque beleza.

Muitos entendiam que a Câmara Federal poderia tomar uma outra atitude, que a oposição na Câmara deveria ter se posicionado de outra forma. Quem garante que o Senado vai na direção contrária? E eu sou cético aqui de plantão.

Então, meu primeiro impulso seria duvidar que isso pudesse acontecer. Mas nós tivemos aquele episódio da sabatina, da primeira rejeição de um candidato à Suprema Corte desde 1894. Então, eu acho que há, sim, esperança.

de que o Senado consiga reverter esse absurdo e consiga ensinar uma lição importante a todos os deputados que colocaram o seu nome nesse projeto sem pé nem cabeça. As declarações dos representantes do setor produtivo são muito importantes.

Mas elas deveriam ter sido ouvidas antes que esse projeto fosse votado e aprovado. Mas eu acho que essa pode ser uma bela oportunidade para o Senado Federal mostrar que as coisas estão mudando aqui no país.

Você, Musa, queria que você trouxesse um pouco da percepção daquele que lida diariamente com empreendedores, empresários, aqueles que geram emprego. Você deu o exemplo do seu pai, que é empreendedor. Ele fez uma reflexão e trouxe apontamentos.

daquela atividade em que ele atua já há bastante tempo. Outros chegaram a mencionar coisas, elementos e características dos seus setores que não foram tratados, por exemplo, na grande mídia. Porque no dia a dia, no pessoal do balcão, o pessoal que faz a escala, a realidade é diferente quando se trata no gabinete de um deputado.

Sem dúvida, a realidade é completamente outra e parece que dentro do gabinete, dentro do judiciário, a realidade não importa. O que vale é simplesmente vender uma manchete bonita, principalmente quando chegamos em ano eleitoral. Então, muito além desse caso que eu mencionei, eu tenho vários clientes que são isso, ou empreendedor, ou industriais, ou realmente são executivos de empresa que mostram essa preocupação diária.

no sentido de como nós vamos atuar. É muito mais o lado empreendedor e industrial do que, de fato, esse campo do executivo de empresa que, normalmente, já trabalha nessa escala 5x2. Mas vamos, por exemplo, entrar num detalhe, como foi falado, em pessoas de autos executivos, por exemplo, do setor aéreo. Como é que você coloca um piloto que tem que fazer um voo por várias horas seguidas e ele não pode se submeter a essa regra? Ele pode ter uma específica? Mas e os comissários de bordo?

E aqueles que estão ali, de repente, num atraso de um voo por uma questão climática. São várias particularidades que a gente vai ter que ir descobrindo ao longo do tempo. Ou, quem sabe, se o Senado consegue aprovar essa flexibilização. O primeiro momento, realmente, é de uma tremenda preocupação, onde nós vivemos num país altamente engessado, a mão de obra já está difícil de encontrar.

ainda mais agravada por todas as questões dos programas sociais, em que muitos não querem perder, obviamente, o que recebem e assim não querem entrar em regime CLT, consequentemente aceitam apenas a informalidade, mas isso pressupõe uma série de dificuldades para a própria empresa que precisa produzir. Nós temos aqui no Brasil uma particularidade em que nos últimos anos

a indústria, no total do PIB, ela vem caindo. A indústria de transformação, não, porque o Brasil é um exportador de commodities, perdão, a indústria extrativa. Mas a indústria de transformação, ela vem caindo, porque a gente vem perdendo, seja capital intelectual ou condição de conseguir produzir mais. Então...

Cada particularidade ou cada empresa ainda está lidando com essa porrada que tomou. A questão é como fazer mostrar que quem sairá mais prejudicado com isso serão os trabalhadores e o público consumidor com uma disponibilidade ou menor de produtos ou um custo mais alto.

Não significa que o país vai acabar, mas significa que nós estamos cada vez mais perpetuando a pobreza com ideias do passado. Hoje está cada vez mais normal pessoas trabalharem lá fora. Mora aqui, meu irmão mora em Santa Catarina e trabalha para uma empresa de inteligência artificial nos Estados Unidos. Isso, por exemplo, não seria uma...

melhoria na qualidade de vida de todos? Enfim, enquanto o Brasil continua parado nos anos 80 do século passado, por conta de ideias enraizadas, o mundo que quer avançar continua cada vez mais flexível. Espero que o Senado faça o seu papel agora. Pois é, o deputado federal Nicolas Ferreira votou a favor da PEC do fim da escala 6x1 na Câmara Federal, mas afirmou que estará pronto para criticá-la. Vamos acompanhar.

Quando tiver demissão em massa, quando aumentar o preço dos produtos, quando o empreendedor não conseguir mais e vai ter que demitir a pessoa para contratar outro, aí, meus amigos, esse dia vai ser maravilhoso, porque vocês queriam colocar algo e fugir?

da consequência, mas não. Quando acontecer, eu estarei pronto, de roupa pronta para falar. Quem é o responsável por isso? São vocês, que literalmente querem enganar as pessoas.

O posicionamento de Nicolas Ferreira durante o seu discurso nos debates sobre essa proposta. Você, Dávila, como avalia esse posicionamento de Nicolas Ferreira? Ele está cantando a pedra? Fatalmente veremos esse processo de...

demissão em massa, lembrando que a implementação dessa matéria, caso a PEC passe também pelo Senado, acontecerá em duas etapas, né? A primeira, inclusive, em dois meses, em 60 dias, terá implementação para que os empregadores concedam duas folgas semanais aos seus colaboradores.

A demissão vai começar imediatamente, Canhato. Nós temos um número recorde de empresas em recuperação judicial na história do Brasil. Mais um recorte vergonhoso desse governo deixando para o país. Ou seja, você já tá... As empresas já estão penduradas em dívida. Aí você vai dizer que agora vai aumentar 20% o custo de contratação. Fora.

a produtividade da empresa que cai. Como é que você vai manter esse empregado? É óbvio que vai começar a ter demissão. Não há a menor dúvida que vai ter demissão. E aí vão fazer o quê? Vão bater no Palácio do Planalto, na porta do Congresso Nacional e dizer ei, cadê meu emprego? Que foi embora? Esse é o grau de irresponsabilidade. Agora...

Essa história da oposição, ah, vai estourar bomba no colo do governo antes da eleição, isso é bom pra oposição? Isso é um absurdo, isso é péssimo pro país, gente. Não podemos achar que é isso. Quanto mais desgraça, ou melhor pra oposição, que a oposição vai ganhar. Não, a oposição tem que ganhar voto explicando pro eleitor o que é bom.

e o que é certo para ser feito, e não apostando na desgraça do outro. Não é assim que é a atitude de uma oposição responsável. A oposição responsável, ela defende propostas, ideias, ela defende os interesses do país e do setor produtivo, justamente com argumentos, com dados, com evidência, e não fazendo um discurso vazio desse.

Ah, vai começar a demissão, isso vai ajudar a gente. Não é assim que se trata, com seriedade, um tema que vai afetar a vida de milhares de pessoas, Caniato. Portanto, a oposição vem sendo ou irresponsável ou covarde. E ela não está cumprindo o seu papel de propor.

medidas que realmente melhoram e flexibilizem a legislação trabalhista, como bem disse o Musa. Não podemos esquecer, Caniato, que o Brasil já é recordista mundial, não só de inadimplência de empresa, que é fruto desse governo, como também de judicialização trabalhista. A média de judicialização trabalhista no Brasil é três vezes maior que a média mundial. E uma medida dessa...

só vai aumentar ainda mais a judicialização. É uma vergonha o que o parlamento fez ontem. Pois é, Davila fazendo esse apontamento sobre a maneira como a Câmara se posicionou. Agora, Beraldo, se a gente focalizar na oposição, ou na direita, ou nos parlamentares de direita, eu observei algumas críticas aos posicionamentos. Esse posicionamento de...

vai e volta, agora eu defendo a 4x3, vamos votar então para acabar com a 6x1, vamos ver no que vai dar, quando tiver demissão, enfim, será maravilhoso. Ainda que a gente entenda a ironia da declaração, muitos entenderam que não é papel do congressista adotar esse tipo de postura. Enfim, não há unanimidade em relação a essas posturas que vimos ontem, Beraldo.

Oposição, Caniato? É isso que é oposição? Aí a gente vai entendendo por que estamos nessa situação. Porque, imagina só, a proposta de emenda constitucional, ela não faz nenhum sentido porque ela terá um efeito contrário à geração de empregos, ao fortalecimento do mercado de emprego.

Aí a figura mais influente da oposição vota a favor da mudança. Eu entendi bem, porque talvez eu não tenha entendido. Ele votou a favor, mas foi ao palanque fazer uma ironia. Se ele não conseguiu explicar para os seus eleitores que essa proposta não faz nenhum sentido, que isso é ruim para o trabalhador,

Ele vai conseguir explicar a ironia de dizer que vai comemorar quando tiver demissão em massa? Demissão em massa não é para ser comemorada, não. Demissão em massa é uma tragédia. Subir no palanque para dizer eu avisei enquanto milhares de brasileiros perdem os empregos.

já estão numa situação econômica catastrófica. Lembrando, 80 milhões de inadimplentes num país que tem juros ao consumidor de 400% ao ano. Quer dizer, essas pessoas estão falidas. Essa é a realidade. E eu vou subir na tribuna da Câmara dos Deputados para dizer eu avisei?

desculpa, Caniato, isso não é papel de parlamentar. Deputado Nicolas Ferreira, que tem milhões de seguidores, pessoas que estão com ele, que o apoiam, que assistem e reassistem os seus vídeos, ele não conseguiria explicar os efeitos nocivos dessa proposta de emenda constitucional. De novo, estamos falando de uma mudança na Constituição que proíbe as pessoas de trabalharem no Brasil.

É o deputado, principal deputado, com mais seguidores, mais votado. Não consegue explicar isso aos seus eleitores? Então me desculpa, fecha o Congresso. O Congresso só dá despesa e não produz absolutamente nada. Deixa o Executivo e o STF decidirem o que eles querem fazer do Brasil. Porque não dá para termos um Senado de Marcos Pontes e uma Câmara dos Deputados de Nícolas Ferreira. Eu realmente fico numa decepção.

imensa, de ver essas coisas acontecendo. Pois é, em dado momento, inclusive vários veículos de comunicação acabaram recortando ou usando as aspas de Nicolas Ferreira. A gente já continua nisso, só precisa dividir a rede, uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede de rádios.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, eu vou passar para o Motta também, dar sua pincelada, trazer o seu ponto de vista, sua percepção a respeito do que aconteceu com a oposição. Pisou na bola? Pisou na casca de banana? Você acha que tem muito mais a ver com um posicionamento lá de cima, talvez da presidência, em que...

não disse exatamente qual deveria ser o caminho a ser tomado, e cada um foi meio de forma atabalhoada, vou seguir por aqui, vou falar isso, vou falar aquilo. Enfim, muitos não gostaram dessa postura adotada por Nicolas Ferreira. Ele até mencionou também para alguns veículos. Eu também sei jogar o jogo para justificar esse voto a favor dos 6x1.

Caniato, a crítica não deve ser feita só ao Nicolas Ferreira. O Nicolas tem o seu estilo de comunicação e ele é conhecido por se comunicar muito bem. Ele é um fenômeno de comunicação. Então, se ele errou agora, ou se ele erra às vezes, os acertos dele continuam sendo muito mais numerosos.

Agora, há várias críticas que se pode fazer à oposição, a chamada direita, né? Eu já disse aqui, parece que a direita está sempre reagindo. Parece que a iniciativa está sempre com a esquerda. Toda hora a esquerda tem um plano maquiavélico e a direita pega de surpresa e só resta a ela reagir e reage mal, como dessa vez, mostrando falta de...

preparo, falta de convicção acima de tudo. Agora, a gente não deve perder de vista um detalhe nessa história toda. Não é fácil para a maioria das pessoas ligar causa com consequência. Quando as consequências desse projeto vierem...

nós já teremos passado para outros assuntos. Já estaríamos falando de outros escândalos, de outros projetos. E aí, quando os efeitos nefastos chegarem, ninguém vai conseguir ligar aquelas consequências ruins com esse projeto que foi aprovado ontem. É a mesma coisa da inflação, uma coisa que a gente comenta aqui praticamente todo dia.

A causa da inflação são os gastos do governo, porque o governo emite moeda para pagar por esses gastos, isso desvaloriza o dinheiro. Ninguém se lembra disso quando fala da inflação. As pessoas falam de falta de produto, da ganância dos produtores, da crise do petróleo, mas a causa da inflação são os gastos do governo. A mesma coisa vai acontecer quando as consequências nefastas desse projeto surgirem.

Pois é, daqui a pouco a rede está chegando. Eu só quero lembrar que nós também estamos, de alguma maneira, fazendo essa discussão no ambiente virtual. Publicamos na enquete do dia uma pergunta que diz respeito às possíveis consequências da implementação da escala 5x2. Na sua avaliação, você que nos acompanha, caso essa medida passe pelo Senado.

e entre em vigor. Dessa forma que foi aprovada ontem na Câmara, o que você acha que vai acontecer? Demissões? Demissões em massa? Como disse Nicolas Ferreira? Ou você acha que isso será, sei lá, um estímulo para o trabalhador e isso fará necessariamente que aumente a produtividade dele?

Você acha que isso pode acontecer? Ou você acha que não uma consequência, talvez, principal, seja o aumento no preço dos produtos e dos serviços? Vote que a gente espera a sua manifestação. Jovem Pan.com.br ou então no nosso YouTube. Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, por isso que eu fiz essa introdução, esse prefácio aqui, conto com todas as pessoas também que nos acompanham pelas emissoras de rádio. Vamos seguir agora com outras informações, outros destaques.

Com a nossa reportagem, a Polícia Federal voltou a admitir a possibilidade de acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcar, o ex-dono do Banco Master. Misael Maynete está ok? Vamos chamar o Misael, que é o nosso repórter, vai trazer todos os detalhes para a gente. Ele está acompanhando desde cedo essas movimentações. Misael, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Conta para o nosso público, para a nossa audiência, o que foi que mudou?

para a delação voltar a ser negociada. A informação que nós tínhamos é que o PF tinha colocado um ponto final nessa história. Se ele tiver mais a oferecer, se Daniel Vorcaro tiver mais a entregar, aí sim tudo muda. Caniato, muito boa noite a você e a quem acompanha os Pingos nos Is, aqui na Jovem Pan. E é isso.

O cenário depende justamente da entrega de Daniel Vorcaro. E a defesa do dono do Master sinalizou aos investigadores da PF a intenção de propor ao ministro do Supremo, André Mendonça, uma nova delação premiada completamente reformulada.

que prevê a devolução de 60 bilhões de reais. Então aí a gente já tem um ingrediente novo nessa história por conta dessa devolução. Mas não basta só dinheiro, basta informação também. A manifestação aos investigadores da PF teria sido enviada nesta semana ao ministro.

mas ainda precisa ser formalmente apresentada pela defesa do dono do Master. A possível nova proposta de delação acontece justamente depois da PF rejeitar um primeiro acordo oferecido por conta das informações apresentadas que teriam sido consideradas pela Polícia Federal insuficientes. A recusa levou à saída do então advogado de Vorcaro, José Luiz Oliveira Lima, conhecido como Juca.

A gente contou, falou sobre esse assunto aqui no Pingos nos Is. E já faz semanas que investigadores da PF e da PGR avaliam o material sugerido pela defesa de Vorcaro. Vale lembrar que a gente está falando de bastante material. São milhares de documentos.

milhares de documentos, vários celulares apreendidos, sem aparelhos eletrônicos apreendidos, entre outros equipamentos. Além disso, tanto a Polícia Federal quanto a PGR teriam sinalizado que para viabilizar a delação, o Vorcaro deveria entregar provas robustas e ainda não alcançadas. Está aí a questão, provas ainda não alcançadas. Eu estou sem comunicação com vocês porque meu ponto caiu, só para avisar.

Mas semana passada, salvo engano, eu não vou lembrar, infelizmente, quem disse isso. Algum jornalista havia dito isso. Que quando a gente fala em delação premiada, em colaborar, hoje em dia o grande inimigo de qualquer suspeito já é esse aqui, é o aparelho celular. Ele já fornece...

uma delação premiada, uma colaboração. Então, aqui já vem muita coisa e isso dificulta, muitas vezes, a defesa de oferecer informações que, por exemplo, a PF não tenha. Por isso, a defesa parece que vai ter que trabalhar mais ainda, além de entregar 60 bilhões de reais. A gente vai continuar acompanhando todo o Caso Master. Caniato, volto com você aí no estúdio. Boa noite para vocês.

Legal, Misa. Valeu pelas informações. A gente segue em contato. Qualquer novidade, por favor. É só nos chamar. Deixa eu girar com os nossos comentaristas. Vou começar essa rodada com o Bruno Musa. Musa, já trouxemos tantas informações referentes à delação de Daniel Vorcaro, né?

Em algum momento parecia que ela sairia ou seria fechada no dia seguinte ao programa. Mas a gente está falando disso há mais de dois meses. É um vai e volta, um estica e puxa, um morde e assopra. E agora a PF voltando a negociar uma delação premiada com o Daniel Vorcaro. Presumo que tenha muito a ver com a troca de advogado, creio eu. Mas eu fico pensando na outra parte. O que leva a Polícia Federal a entender que aquelas informações que foram passadas inicialmente são as pessoas que foram passadas inicialmente.

não atendem ao que ela precisa, o que ela queria. E aí, enfim, o que será que ele tem de tão revelador assim que agora poderia determinar o fechamento ou não de uma delação? Vou pedir dois minutos no seu comentário, que daqui a pouco eu preciso dividir a rede.

Veja, Caneto, no meu entender, se nós fôssemos um país minimamente sério, não precisa nem ser dos mais sérios, minimamente sério, o que já foi divulgado até o momento já seria suficiente para uma delação premiada de Daniel Vorcaro valer muito pouco. Não digo nem que nada, mas valer muito pouco. O valor marginal dela tende a cair, porque o montante que foi divulgado das suas mensagens...

já diz muita coisa a respeito do tema. Já diz muitos nomes importantes que são, em última instância, a máquina pública brasileira. São eles o Estado. Estão lá, envolvidos, nomes, valores, enfim, encontros, está tudo lá. Então, o valor marginal tenderia a cair.

uma vez que aquilo já é extremamente comprometedor. A partir dali, daquele momento, quando você passa a ter uma condenação mais forte, mais firme, de absolutamente todos até o momento com esses indícios claros, você passa uma mensagem muito óbvia para os outros.

A partir daqui, agora a coisa está ficando séria. Então, me parece que trazer à tona novamente essa delação, ela vai perdendo ainda mais a credibilidade nas instituições brasileiras. Veremos. Espero que tenha mais coisa. Mas cada vez mais somos céticos a todas essas instituições. E para piorar, não sei se ainda tem mais alguns segundos, para piorar, Caniato...

algumas matérias começaram a ser circuladas na semana passada e de forma mais firme hoje, que inclusive uma das partes que ele estaria negociando na delação é ele ter de volta o banco dele. Pare e pense, eu não digo que isso vai acontecer, mas só da possibilidade dele colocar isso na delação premiada dele já mostra que o Brasil não é sério, é tragicômico, isso aqui é patético.

Pois é, agora eu preciso me despedir de parte da rede, porque algumas emissoras ficarão agora com as suas programações, os seus programas locais. Muito obrigado pela audiência, pela parceria. Continue com a gente.

Sigo aqui com os nossos comentaristas, analisando essa notícia que diz respeito a uma retomada de negociação sobre a delação premiada de Daniel Vorcaro com a Polícia Federal. Porque, segundo as informações, essas tratativas haviam sido encerradas. A defesa só seguia negociando com a Procuradoria-Geral da República, com o Ministério Público. Dá-Vila.

Polícia Federal voltando à cena, à tratativa, à negociação para um fechamento de delação premiada, isso muda exatamente o quê nesse processo de tentar fechar um acordo de colaboração?

Caniato, isso me parece uma peça do Shakespeare, a comédia dos erros. Cada vez você volta com uma coisa, é quase que o jocoso que está acontecendo. Parece que agora a delação que eles querem escutar é o seguinte, deve mostrar ali para o Vorcaro todas as provas que ele já tem reunido, mas tem uns buracos para entender algumas coisas.

Esses buracos podem ser preenchidos com a entrega de determinados nomes. Ou seja, se Vorkaro quiser colocar a cereja no bolo dessas investigações e denunciar determinadas pessoas, nomes, dar determinados nomes,

capaz que ele consiga algum acordo. Mas o que chama atenção é essa história de devolver 60 bilhões de reais que foram roubados. O deputado Gilson Marques, de Santa Catarina, do Novo, deu um número que eu fiquei estarrecido. 60 bilhões de reais é a arrecadação anual do Estado de Santa Catarina. Ou seja... ...

O banqueiro pode devolver a arrecadação anual de tributo de um Estado brasileiro. Isso dá a dimensão da falcatrua que ocorreu no Banco Master. E se ele está disposto a devolver 60 bilhões, a gente sabe que tem muito mais, porque ele não vai devolver tudo e fica duro. O Canhato mostra o tamanho da falcatrua no Banco Master.

Brasil. Nós não podemos tolerar esse tipo de coisa. É preciso investigar a fundo e não varrer esse problema pra debaixo do tapete, como já estamos varrendo vergonhosamente o escândalo do roubo do INSS. Mais de noventa bilhões de reais de desfalque nos aposentados. E esse já está debaixo do tapete e torcendo pra que você

a imprensa e o povo esqueça de mais um assalto aos cofres públicos e ao bolso de todos nós. Esse ponto é interessante, né? Sobre o valor acertado para que Daniel Volcaro...

acabe devolvendo para os envolvidos. Falou-se inicialmente em 40 bilhões, depois teria uma negociação para subir o valor para 60 bilhões. Beraldo, primeiro, a negociação e as tratativas para uma retomada de...

de acordo para a delação premiada. Agora, Polícia Federal, que tinha colocado um ponto final, parece que abre possibilidade para que a defesa proponha um novo acordo. Acho que esse é um tema que a gente precisa tratar. Agora, eu me lembro que lá atrás você fez um exercício sobre a saúde financeira de Daniel Vorcaro para devolver esse recurso. Mas, na época, a gente falava em 40 bilhões. Você falava, bom, o banco vive do quê? Vive de reputação. Ele não tem mais o banco.

Onde é que está esse dinheiro? Ele tem esse dinheiro?

Pois é, Caniato, não me parece incrível. Também, assim, ficam falando esses valores, né? Parece que são números vazados, porque essa negociação é uma negociação privada, ao que parece com a Polícia Federal, mas esse sujeito era um perdulário. Ele gastava 20 milhões de dólares numa festa, contratando Andréa Botticelli, apresentações várias e tal, para se apresentarem para ele e para a namorada.

Então não me parece que ele deu o rombo do FGC, salvo engano, foi 50. Além daquilo que era o rombo, ainda tem mais 10 guardado em algum lugar. Não me parece razoável essa história. Eu não acho que os números sejam esses. Agora, o que nós precisamos entender é o seguinte. Não faz sentido para mim ter a Polícia Federal negociando.

um acordo de delação premiada, porque a Polícia Federal investiga. Ela tem que pegar o fruto da sua investigação e entregar para o Ministério Público. No caso dele, está no Supremo Tribunal Federal. Há outras instâncias que precisam se ocupar de fazer uma avaliação do trabalho da própria Polícia Federal, se aquilo é suficiente, se aquilo é bastante ou não.

O acordo de delação premiada, ele não serve, pelo menos se a gente usar o caso dos Estados Unidos.

Não é simplesmente para você ter mais informações do que você já tem numa investigação. Muitas vezes o acordo de delação premiada é para que a pessoa reconheça a sua culpa e aceite uma punição combinada, eventualmente menor do que ele poderia receber caso o processo seguisse.

Mas por que, especialmente num país como o Brasil, nós estamos cansados de ver que ao longo do processo, até inclusive depois do processo, muitas penas são extintas, as penas acabam, dinheiro são devolvidos. Só olharmos para a Lava Jato. Aconteceram acordos de leniência, empresa aceitando, reconhecendo os crimes cometidos e aceitando pagar 11 bilhões de reais de multa.

Não pagou. Simplesmente fizeram uma revisão anos depois e ficou tudo por isso mesmo. Então o Brasil, se fizesse uma delação com o Daniel Vorcab para que ele reconhecesse os crimes e nós evitássemos todo esse processo que vai deixando um monte de porta aberta para depois ele sair, seria melhor.

vai devolver o valor que ele tiver lá para devolver, vai ficar X anos preso, ou com... Enfim, sei lá qual vai ser o acordo. E pronto, a gente evita esse circo que é o judiciário brasileiro, que depois de anos de um processo, diz, não, veja, não era para ser lá em Curitiba, tinha que ser outro lugar, solta todo mundo. Esse é o Brasil.

Pois é, notícia importante que acaba de chegar a redação da Jovem Pan News. O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou agora que vai classificar as facções brasileiras, Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital, o PCC, como organizações terroristas. Segundo o governo americano, os grupos serão designados como terroristas globais, especialmente designados e também como organizações terroristas estrangeiras.

A medida entrará em vigor a partir do dia 5 de junho. Informação importante, os Estados Unidos classificando duas facções criminosas brasileiras, o PCC e o Comando Vermelho, como grupos terroristas. Deixa eu colocar, inclusive, na tela a nota, a manifestação que foi publicada, inclusive, nos endereços oficiais.

do governo norte-americano. Aí a publicação, contexto e esse anúncio. Chamar os nossos comentaristas para trazer as reflexões a respeito dessa, que é uma decisão muito importante, muda a dinâmica e, de alguma maneira, pode...

contribuir ou prejudicar figuras no processo eleitoral. Mota, como avalia essa decisão tomada pelos Estados Unidos que chegou a sinalizar em algum momento que tinha esse desejo? O governo brasileiro deu um passo para trás e disse não, isso poderia tentar contra a nossa soberania.

Nossa, no caso, é um uso indevido dessa palavra. Nossa, eu me excluo desse nossa aí. A minha soberania não tem nada a ver com a classificação que o governo americano dá às facções do narcotráfico. Eu tenho uma opinião sobre isso que é diferente da de vários desses especialistas. Especialistas com muitas aspas. Eles dizem o seguinte.

Não adianta classificar as facções como terroristas, porque terrorismo é outra coisa. Se fizer essa classificação, isso vai até atrapalhar o combate às facções. Eu juro para vocês que eu ouvi especialistas dizendo isso.

Isso é uma enorme bobagem. Qualquer coisa que for feita para prejudicar a atividade das facções é bom para o Brasil, é bom para a nossa soberania, é bom para o cidadão de bem. O que é, qual é o resultado prático da classificação das facções como terroristas? Eu não sei, vamos ver.

Podem ser medidas contra lavagem de dinheiro, restrições a viagens internacionais, alguma coisa vai acontecer, porque você não dá moleza para organizações terroristas. Qualquer coisa que for feita para prejudicar o trabalho dos criminosos, ajuda ao cidadão de bem. Não é um raciocínio tão difícil de ser seguido assim, não é mesmo?

Pois é, inclusive, viu Dávila, no comunicado, os Estados Unidos disseram que essas duas facções são organizações muito violentas, as mais violentas do Brasil, e os grupos comandam milhares de integrantes, são responsáveis por ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis. Esse comunicado também diz que a atuação das facções ultrapassa.

as fronteiras brasileiras e alcança outros países da região, como os Estados Unidos. Até Marco Rubio chegou a fazer uma postagem nas redes sociais, dizendo que a atuação dessas duas facções, o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, justamente ultrapassa, a atuação ultrapassa as fronteiras brasileiras e há muitos levantamentos e investigações que mostram a atuação dessas facções também nos Estados Unidos. Como avalia?

essa mudança de postura e esse anúncio dos Estados Unidos, Dávila? Bom, Caniato, tem dois aspectos. Um, o governo vai começar a dizer que mais uma vez a família Bolsonaro vai aos Estados Unidos e estimula o governo norte-americano a tomar medidas que, na verdade, enfraquecem a soberania nacional. Então, essa vai ser a narrativa do governo contra a medida.

Do lado da oposição e dos brasileiros que querem ver o crime organizado desmantelado, a classificação como atividade terrorista, o Mota, que conhece bem o assunto, sabe que isso dá ampla...

atitudes para o governo americano tomar e que nós não sabemos muito bem porque não está muito bem definido na lei, depende muito da postura de cada um, então o que aconteceu? No México, a classificação de organizações terroristas aqueles cartéis lá, o cartel de Ralisco e outros

fez com que o governo norte-americano bloqueasse determinadas contas, movimentação financeira, suspeitas de estarem ligadas a essas organizações criminosas. Não podemos esquecer o caso da Venezuela. Aquilo foi até...

uma decisão do governo americano de tirar Nicolas Maduro do poder justamente por ele ser considerado, pelos americanos, líder de organização criminosa e traficante de droga. Então, a outra coisa foi aqueles ataques dos americanos em navios transportando droga nos mares. Então, tem várias coisas que podem acontecer.

O fato é que isso mostra que os Estados Unidos vai começar a jogar duro contra o crime organizado brasileiro. E isso é boa notícia. Principalmente porque o país não fez absolutamente nada nos últimos anos.

para impedir o crescimento do crime organizado. Está aí o PCC como uma das maiores organizações criminosas transnacionais do mundo, movimentando bilhões de reais, infiltrando em atividades legais, desarticulando a economia nessas atividades onde eles entram, adentrando em licitações públicas de transporte, lixo.

ajudando a eleger cada vez mais gente na política, infiltrando na política, ou seja, o impacto desta organização, que nasceu em 1996 num presídio de Taubaté e virou esse gigante, é fruto da omissão e da cumplicidade de governos que não fizeram absolutamente nada para frear o crime organizado no Brasil.

Pois é, o Dávila menciona esses dois aspectos. Claro que o aspecto eleitoral e, naturalmente, a maneira como isso pode reverberar nos discursos, a gente vai analisar num segundo giro, mas, Dávila, eu me lembro bem, porque você cantou essa pedra ontem, né?

Você falou, bom, se Donald Trump aumentar amanhã a tarifa, vão jogar na conta de Flávio Bolsonaro. Me lembro que você mencionou isso. Mas deixa eu só fazer um giro para nós analisarmos a medida ou o anúncio do governo norte-americano. Daqui a pouco a gente trata de consequências para o processo eleitoral. Você, Beraldo, já vimos os Estados Unidos tomarem posturas idênticas ou muito parecidas contra grupos na América do Sul, principalmente Venezuela, América Central.

E também a América do Norte, os grupos, as facções mexicanas. Queria que você trouxesse um pouco dessa percepção, as informações e o que a história acaba nos ensinando a respeito dessa tomada de decisão pelo governo americano e o que acontece na prática.

Olha, Caneta, decisão tardia, né? Porque essas duas organizações criminosas, elas são, de fato, organizações terroristas. O Brasil hoje vive refém de grupos como esses, mas não apenas esses, que colocam nas ruas de todas as cidades do país uma dinâmica que é assustadora.

Só que a gente se habitua, porque esse é o nosso cotidiano. Esse medo de sair às ruas com corrente, com aliança, as mulheres com uma bolsa, falar no celular na rua e tantas outras coisas.

cooptação de jovens para trabalhar na distribuição das drogas. Então isso tudo acontece e se vai estabelecendo um poder completamente paralelo pelo Brasil inteiro. Isso não é novidade para ninguém, só que o Brasil convive com essa realidade de uma maneira totalmente pacífica.

Porque quando a gente fala tem que matar, tem que eliminar aqueles que ousam puxar uma arma contra um policial, não faltam, inclusive governadores, para irem para a imprensa dizer que não, ora veja, isso é um absurdo, não é assim, precisamos evitar excessos. Excessos? Excessos é o que se faz com a sociedade?

Excesso é que uma pessoa de bem não possa sair à rua falando no seu celular. Isso sim é um excesso. Só que aí, essas figuras políticas, essas figuras públicas, vão se pautando pelos canais de imprensa, de mídia.

E defendem a bandidagem. Eles têm medo de ter a popularidade afetada. Não podemos colocar a polícia para sentar o sarrafo em cima de marginal. Porque senão vão falar que é contra os direitos humanos.

falta é vergonha na cara essas pessoas precisam ter coragem para enfrentar o problema e não tiveram, agora os Estados Unidos tomam essa decisão e eu espero, Caniato que os Estados Unidos comecem a bombardear os submarinos que são produzidos pelo PCC e pelo Comando Vermelho para cruzar o Atlântico cheio de drogas olha a loucura a

estão construindo submarinos para cruzar o Atlântico. Quantos desses cruzam o Atlântico todos os dias abarrotados de drogas? A gente não sabe. Então que os Estados Unidos começem a eliminar esses submarinos, isso já vai ser um grande feito, porque isso sim enfraquece o fluxo de capitais dessas organizações criminosas. E para terminar, Cainé, do ponto de vista político...

É óbvio que foi um golaço de Flávio Bolsonaro e tenho para mim que isso foi combinado com o Marco Rubio, o timing dessa visita ao presidente norte-americano Donald Trump, que obviamente essa decisão não foi tomada de ontem para hoje, mas temos o seguinte cenário. O presidente Lula foi aos Estados Unidos, esteve com Donald Trump e aparentemente tratou deste tema.

sendo contrário à declaração do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. E aí vai Flávio, na sua entrevista coletiva, disse que tratou disso com o presidente Donald Trump e um dia, dois dias depois, está aí a decisão tomada. Então, me parece que ele marcou esse gol e os Estados Unidos colocou ali de forma bastante clara qual é a tua visão sobre esse problema.

Porque a população, né, Moza, não vê o PCC ou o Comando Vermelho como orgulhos para a população brasileira. É o contrário, né? Todo mundo quer que os integrantes dessa facção sejam presos, detidos, né? Então, classificar como terroristas me parece algo positivo, né?

para o brasileiro médio, para a grande parte da população. Primeiro, sua avaliação sobre a decisão do governo norte-americano e, naturalmente, os impactos. O Dávila mencionava sobre a retórica. Claro que talvez um grupo político já tenha, inclusive, o discurso pronto. Mas de que maneira isso funciona para atacar ou se defender? Enfim, queria que você trouxesse um pouco também dessa reflexão. Veja, Caniato, eu comentei com o Mota esses dias.

E eu achei brilhante um tema que ele colocou, que eu nunca tinha parado para pensar exatamente nessa palavra, que você mencionou agora no começo, que as pessoas não apoiam esse tipo de facção criminosa. Institucionalizou-se chamar a favela de comunidade, e ele relata muito bem isso no livro, onde ele mostra que quando você chama de comunidade algo abstrato, dá a impressão que quando alguém de fora ataca, normalmente a polícia, que a mídia adora atacar,

Se a polícia ataca alguém ali, os traficantes naquela favela, chamaram de comunidade, é como se todos estivessem no mesmo barco e, portanto, fica fácil você criminalizar a ação de alguém que está tentando retirar do convívio dos moradores de bens aqueles criminosos que não deveriam estar lá.

Dito isso, significa que a grande maioria das pessoas que moram nas favelas do Brasil não apoiam esse tipo de facção criminosa, são reféns delas. Assim como nós também somos reféns que não moramos nas favelas. Uma pesquisa muito rápida na internet, todo mundo consegue ver que, por volta de 50 milhões de brasileiros, vivem em áreas dominadas por facções criminosas.

E que boa parte dos brasileiros tem algum tipo de convívio com isso ou já foi vítima desse tipo de ação de criminosos. O que leva a crer que a tal da soberania já foi há muito tempo. Nós não temos mais soberania aqui no Brasil, uma vez que nós somos reféns desse tipo de ação dos criminosos.

E apenas complementando uma coisa que o Dávila mencionou, que ele falou que nada foi feito para conter o crescimento, Dávila, eu acho até que não foi feito, mas foi feito algo para crescer o movimento. Tudo que os últimos governos brasileiros, ou melhor, os últimos anos de governos petistas no Brasil, com a atuação inclusive do judiciário, não permitindo ações mais contundentes da polícia, o que ele fez, o que eles fizeram...

foi justamente permitir o crescimento brutal e exponencial dos crimes organizados que vieram tomando conta de nossas vidas aqui no Brasil. Então, infelizmente, temos que esperar ações de terceiros para fazer o que nós aqui não fazemos. E que uma boa parte da sociedade, principalmente aquela grande mídia, adoram ter ser bandido. Por fim, que eles sejam criminalizados pelo que são, terroristas.

Pois é, eu recebi aqui da nossa produção uma lista com os cartéis, as facções, as gangues classificadas como grupos terroristas pelos Estados Unidos. Há uma porção de grupos no México, dois.

na Venezuela, um que atua em muitos países na América Central, vários também na Colômbia, inclusive dissidências das FARC, tem o sendeiro luminoso no Peru, duas gangues haitianas que foram classificadas no ano passado, em 2025, e agora a inclusão das duas facções brasileiras, PCC e Comando Vermelho. Deixa eu retomar a discussão, agora focando um pouco mais nessa...

No impacto disso no discurso político e como isso acaba contaminando em alguma medida, o time analisado pelo Cristiano Beraldo me parece muito...

apropriado para nós analisarmos a ida do presidente Lula, a divulgação de que isso foi tratado, depois a visita e a reunião de Flávio Bolsonaro, e aí a divulgação desse posicionamento dos Estados Unidos, classificando essas duas facções como terroristas. Tudo bem, ainda que a base governista, o governo, sei lá, Partido dos Trabalhadores, adotem esse discurso que você chegou a anunciar,

Qual é o impacto disso para o eleitorado? Você acha que o eleitorado vai achar descabido o posicionamento dos Estados Unidos?

Renato, aspectos interessantes. O Cristiano Beraldo é um otimista, acha que isso foi uma coisa planejada. Eu acho que ali é um improviso. Chama lá dois assessores e fala assim, ajuda esses meninos aí com alguma coisa que a gente tem aí para mostrar que estamos unidos. E aí, de repente, sai essa matéria do pacote. Eu não acredito em planejamento no governo do Donald Trump. Eu acredito em improviso atrás de improviso. Mas, voltando aqui à questão brasileira.

É óbvio que a oposição vai explorar isso com, mais uma vez, a família Bolsonaro se articulando com o governo norte-americano para interferir e mescuir nos assuntos nacionais. E isso aí não vai afetar nenhum voto do lado da direita e vai reforçar a narrativa do governo com os seus apoiadores na esquerda.

O fato, Caniato, que mais me preocupa é como hoje o Supremo vai interpretar essas medidas, porque o Supremo vive pegando pelo em ovo para criar problema para os candidatos, ainda mais de direita. Então, Caniato, entendo que para o eleitor de direita...

enxerga a medida como muito benéfica pelo menos os Estados Unidos estão ajudando o Brasil a combater o crime organizado a atacar esse problema do PCC e de outras facções no Brasil

Porque o governo brasileiro é omisso e não fez absolutamente nada. Então, isso mostra que a segurança pública é, sim, uma grande prioridade dos partidos de direita. E não só Flávio Bolsonaro. O Ronaldo Caiado toca nesse assunto o tempo inteiro e gosta de enfatizar o que ele fez em Goiás.

O Zema também fala o que ele fez em Minas. Enfim, isto é a pauta da direita. A pauta da direita é uma pauta que se preocupa muito com a segurança pública porque nós estamos à beira de se tornar um narco-estado.

Por isso, Caniato, combater o crime organizado é fundamental para restabelecer a segurança jurídica no país, a segurança das leis, a segurança de que criminoso vai ser punido e que não vai ter essa impunidade reinando no país. Então, esta sim é uma bandeira que vai ser sempre muito bem vista pelos eleitores de direita. Mas...

O quanto ao embate político-eleitoral, Caniato, como eu sempre digo aqui, vivemos tempos anormais. No momento que uma Procuradoria-Geral da República entende que bonequinhos é um ataque à instituição do judiciário, imagina uma medida dessa que trata o PCC e o Comando Vermelho como organização terrorista.

Pois é, eu fico imaginando quais podem ser as repercussões aqui dentro, as instituições, até talvez o Congresso Nacional, pensando em resposta, medida, o que devemos fazer. Você, Mota, dá para a gente... Antes de passar para o Mota, a produção acaba de me informar, deixa eu até compartilhar com os nossos comentaristas, manifestação de Flávio Bolsonaro. Fez um post nas redes sociais. Vamos colocar na tela para as pessoas que nos acompanham pelas plataformas de vídeo.

Para quem está na rádio, eu vou ler exatamente qual foi o post. Ah, simplesmente uma saudação. Grande dia, ele responde ao post de Marco Rubio anunciando a classificação das duas facções brasileiras como terroristas. E aí, grande dia com um joia, um ok. Aquele sinal de positivo com o polegar para cima. Essa é a manifestação de Flávio Bolsonaro.

Deixa eu passar para o Roberto Mota. Claro que a gente vai analisar as questões eleitorais, mas Flávio enaltece a decisão tomada pelo governo americano, não traz para ele como sendo o fator determinante dessa medida, mas acaba, naturalmente, deixando a base governista com uma pulga atrás da orelha, né, Mota?

Uga, eu acho que tem gente agora com um elefante atrás da orelha. E veja que belo exemplo de sobriedade, né, Caniato? Esse retweet que o Flávio deu, apenas mostrando a notícia.

É uma grande vitória. Isso é uma grande vitória para a campanha de Flávio Bolsonaro e é uma grande vitória para o Brasil. Porque o Bruno tem razão. Nós não vivemos uma vida civilizada nesse país. Nós estamos o tempo inteiro sobressaltados com medo de sermos vítimas de um crime.

Os políticos brasileiros acham isso a coisa mais normal do mundo, porque predomina no Brasil a narrativa marxista de que o bandido é um pobre coitado que não tem culpa dos crimes que comete e por isso não deve ser punido. Isso é ensinado nas escolas de direito do Brasil.

Hoje nós temos promotores de justiça e magistrados que acreditam nisso. Daí vem as doutrinas de garantismo penal e da criminologia crítica, que defendem o direito do bandido de cometer um crime. Afinal, é apenas uma rebelião contra o sistema capitalista. Está na hora de parar com essa insanidade.

E o senador Flávio Bolsonaro deu um belo exemplo de coragem política. E ele merece agora desfrutar dos louros dessa vitória. Parabéns pra ele, parabéns para o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e parabéns para o Brasil, porque nesse ano nós estamos vendo vitórias importantes que vão mudar essa onda de crime da qual a gente parece que não se livra nunca.

Você, Bruno Musa, essa decisão pode ser transformada em um ativo político para Flávio Bolsonaro?

Claro, eu acho que foi muito bem colocado, não me parece nem um pouco coincidência que poucos dias, ou um dia ou dois dias depois, que Flávio Bolsonaro esteve ao lado de Donald Trump e de todo o seu entorno importante, inclusive ele falou a respeito disso, que tinha sido o tema principal, a parte do crime todo aqui no Brasil e das facções criminosas, que um, dois dias depois isso tenha se tornado uma realidade. Então eu acho que é um trunfo importante a ser comemorado.

Até porque, novamente, um dos grandes pontos, e a gente vem falando isso aqui há meses, não é novidade para ninguém, um dos grandes pontos de debate para as próximas eleições agora de 2026 será não apenas a corrupção, mas a criminalidade que tomou conta do brasileiro no dia a dia.

Pois é, naturalmente, todos nós aguardamos qual será a manifestação oficial do governo brasileiro. O nosso repórter André Anelli, em Brasília, monitorando essa situação. Muito provavelmente o Itamaraty deverá se manifestar nas próximas horas. Você, Eduardo, o que a gente pode esperar do governo brasileiro, do Itamaraty? O que deve ser feito a partir da decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos?

certamente o governo brasileiro vai criticar a medida, porque isto é não só o que o presidente da república vem dizendo, mas todo o governo, sempre entendendo que essas decisões é uma forma de ingerência em assuntos internos do Brasil. Criminalidade, quem tem que resolver é o Brasil, essa é a atitude do governo. Só que o Brasil vem sendo omisso.

e incompetente em combater o crime organizado. E o resultado disso é como o crime organizado escalou as suas atividades no país. Portanto, Caniato, é óbvio que esta classificação de atividade terrorista não vai desmantelar o PCC. É óbvio que a gente precisa fazer a nossa lição de casa.

Mas vai atrapalhar movimentação de dinheiro internacional, vai atrapalhar esta exportação de droga para os Estados Unidos, isso vai afetar. Agora, não vai desmantelar o crime organizado no Brasil. Isto é, sim, assunto interno que nós precisamos tratar com a seriedade que o tema merece. Mas esperar que um governo de esquerda vai fazer isso é acreditar em Papai Noel.

É isso, notícia que chegou durante os pingos nos is, break news aqui na Jovem Pan, Estados Unidos classificando o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. Faremos agora um rápido break comercial, um intervalo a jato, um minuto e meio, 90 segundos, a gente conta com você, tem mais debate, mais análise, mais notícia, você é sempre bem informado aqui na Jovem Pan. Fica com a gente. Os pingos nos is, Jovem Pan.

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Ele que quer o nosso bem, mas deixa a gente meio paranoia. Vem pra cá, doutor, bactéria. O álcool só mata a partir de setenta por cento, setenta graus. Então não faz nem... Meia nove não mata. É um papo que promete esterilizar sua noite com humor. Eu só espero que eu não use esse banheiro depois de você.

Quando você era garoto, você sabe disso? Você pegou uma gororéia, uma bilirarragia? Não, eu não sei. Explica aí pra nós a polêmica do detergente. Esse, eu boto fé. Isso não é um talk show. Hoje, às dez e meia da noite, na Jovem Pan. Não vá pra cama sem mim. Os Pingos nos is. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Spingos nos Is, destacando os assuntos importantes do dia, contando sempre com a análise dos nossos comentaristas. Inclusive, tem uma informação muito importante de bastidor ainda, em meio a essa decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos de classificar as facções terroristas.

que atuam principalmente no tráfico de drogas aqui no Brasil, o primeiro comando da capital e o comando vermelho como grupos terroristas, essa mudança de classificação. E aí tem uma informação que foi apurada pelo nosso repórter correspondente internacional, Eliseu Caetano, que está baseado já há bastante tempo nos Estados Unidos. E segundo ele, essa decisão foi acordada no encontro de ontem, no Departamento de Estado.

Por isso, segundo Eliseu, que eles foram levados à Casa Branca para se encontrar com Marco Rubio, que já tinha, inclusive, uma minuta pronta, uma minuta preparada. Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, claro que os vários aspectos que envolvem a decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos de classificarem primeiro o comando da capital e comando vermelho como grupos terroristas. Só que isso acontece após.

o encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump. Teria a ver, teria tomado a decisão o presidente dos Estados Unidos por conta da conversa que ele teve com Flávio Bolsonaro? Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. Eu ia passar a palavra para o Cristiano Beraldo, só lembrando também a nossa audiência.

que está postado, publicado no portal da Jovem Pan, um texto do Eliseu Caetano que diz justamente, que explica esse bastidor, que o governo norte-americano teria tomado essa decisão após o encontro de Flávio com Donald Trump. Então, há uma condicionante aí. A decisão tem muito a ver...

com a reunião, com o que foi tratado entre Flávio e Donald Trump, além, naturalmente, dos encontros com Marco Rubio. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo analisar essa situação, o quanto isso mexe com as avaliações. Lula foi até lá, fez uma reunião com o presidente norte-americano, não teve nenhum acordo substancial, né? É aquela reunião...

em que você anuncia uma segunda reunião. É, falamos sobre várias coisas, enfim. Teremos outros encontros. Agora, Flávio vai até lá. Dois dias depois, o anúncio desse, do governo norte-americano, me parece algo muito importante e substancial.

Vamos organizar as coisas para também não ficar essa bagunça toda. O Dávila não tem uma percepção de um governo organizado, ou de Donald Trump, mas vamos lá. Também não pode ser assim. Primeiro, essa decisão é uma decisão que passa por um processo...

interno dos Estados Unidos, da Secretaria de Estado, que hoje tem à frente Marco Rubo, que é uma pessoa muito próxima da família Bolsonaro. E essa decisão foi ali baseada em fatos concretos de uma apuração feita ao longo do tempo para dar os elementos necessários para que os Estados Unidos classificasse PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Importante destacar para a nossa audiência que os consulados norte-americanos no Brasil possuem representantes do Departamento de Narcóticos dos Estados Unidos, porque eles vão fazendo esse trabalho de mapeamento dos fluxos de drogas que chegam até os Estados Unidos. Então eles têm muita informação, eles sabem exatamente o que está acontecendo.

E do ponto de vista de Flávio Bolsonaro, ele é um senador da República entre 81 outros senadores. E não me parece que ele chegou ali ontem com grandes revelações que o presidente Donald Trump não soubesse, ou que Marco Rubio não soubesse, e aí ele conseguiu articular com muita habilidade para que isso...

Não foi essa a história. A história é que já havia ali o encaminhamento, no meu ponto de vista, havia o encaminhamento para essa tomada de decisão, apesar do apelo do presidente Lula, e Marco Rubio fez esse gesto com Flávio Bolsonaro de marcar o encontro com Donald Trump num momento crítico para parecer que foi uma vitória de Flávio Bolsonaro.

Isso me parece que é um enredo real. Agora, vale o enredo? Não vale. O que vale é a narrativa. E a narrativa é totalmente favorável a Flávio Bolsonaro, Caniato, porque agora caberá. Olha só o papel absurdo que fará o governo brasileiro.

o presidente da República, ele vai comemorar uma emenda à Constituição Federal que impede o brasileiro de trabalhar e, ao mesmo tempo, criticar que PCC e Comando Vermelho foram classificados como organizações terroristas. Mas é um desastre absoluto, Caniato. Eu vou voltar a ter esperança num Brasil seguro o dia que tivermos governadores.

que investam nas polícias, dobrem salário, multipliquem investimento na polícia e saiam dos seus mandatos com denúncia lá no Tribunal de Haia. Vem essa turminha aí dos direitos humanos, vai lá pra Haia denunciar. Mas o governador tem que ser implacável.

implacável no combate ao crime. Porque os Estados Unidos não vão resolver o problema interno brasileiro. Vai proteger o interesse dele. Agora, dentro do Brasil, nós é que temos que fazer o trabalho.

Pois é, quando o Beraldo iniciou o comentário dele, ele fez uma alusão ou uma menção a um comentário do Dávila do bloco anterior. Quem chegou agora, enfim, o Dávila discorreu, analisou ou pelo menos pintou talvez como tenha sido ali a decisão de Donald Trump para classificar.

as duas facções brasileiras como terroristas. Talvez tenha sido alguma coisa rápida. Ah, chama os dois meninos aí. É isso que eles querem? Tudo bem. Publica amanhã no diário oficial deles. Dávila, quer trazer o seu complemento sobre o que disse o Beraldo? Vai lá.

Não, o Beral está correto. É óbvio que essa decisão já tinha sido estudada, mas a decisão de anunciar certamente foi esse improviso. Chegou lá e falou aí, ó, os meninos são bons, a gente tem que apoiar eles. O que tem aí na gaveta para a gente dar um apoio total a eles? Aí apareceu essa medida que já estava preparada. O Beral tem razão, é óbvio que os americanos já tinham estudado isso. Mas o momento do anúncio, isto é que é o charme desse governo do eterno improviso.

Agora é muito triste quando pega o caos da guerra do Irã, aí sim nós não temos o improviso, não funciona nem um pouco e nós continuamos a postergar um conflito que vem afetando a vida de todos.

Pois é, deixa eu passar para o Mota para analisar a possibilidade do governo brasileiro ter que tomar uma, adotar uma postura e responder, provavelmente via Itamaraty. Agora, é muito difícil você responder criticando e protegendo facções criminosas. Que posicionamento vai ser esse, hein, Mota?

mesmo que o governo teve até agora, né? Inventa essa historinha aí de que é um atentado à nossa soberania, imagine, porque vai ver que agora os americanos estão planejando invadir as comunidades brasileiras, essas comunidades que são dominadas pelo narcotráfico e eliminar os narcotraficantes. Agora imagine isso, o que que a população brasileira ia achar se os americanos fizessem isso mesmo?

viessem aqui para as 1.400 comunidades do Rio de Janeiro, só no Rio de Janeiro. São 1.400 comunidades dominadas pelo narcotráfico. Agora, imagina se os americanos vêm aqui e libertam essas comunidades, né? Aí cabe a cada um pensar qual seria a reação que o povo brasileiro teria.

Eu só queria colocar aqui a minha discordância, porque eu acho que meus queridos colegas Beraldo e Dávila estão tirando um pouco daquilo que, na minha opinião, é o mérito essencial de Flávio nessa história. Não é a questão do timing, não é a questão dele ter sido recebido.

pelas maiores autoridades americanas em questão de horas, coisa que muita gente leva meses para conseguir. Não é que Marco Rubio tenha atendido o pedido que Flávio fez em 24 horas. É possível realmente que se essa decisão já estivesse encaminhada e eles aproveitaram a chegada do Flávio. Mas o grande mérito de Flávio Bolsonaro, meus amigos, é que ele está no lado certo.

É que ele pediu que as facções sejam condenadas, classificadas como terroristas. A gente não pode tirar esse mérito num país onde mais da metade dos nossos políticos passam mão na cabeça de bandido, aprovam legislação penal cada vez mais fraca, votam contra a proibição das saidinhas. A gente tem um governo.

que se posiciona oficialmente, dizendo que não é certo classificar as facções como terroristas. Como é que alguém pode assumir uma posição moral como essa num país que tem dezenas de milhares de áreas controladas pelo narcotráfico? Então, eu acho que...

Ritual à parte. Vamos deixar de lado a questão do timing. Vamos deixar de tudo isso. Nós temos um senador da República que tem a coragem de dizer publicamente as facções do narcotráfico atuam como organizações terroristas e devem ser tratadas assim. Esse, eu acho, que é o grande mérito de Flávio Bolsonaro nessa história.

Pois é, tem a ver, inclusive, com o comentário do Mota, a manifestação de um parlamentar. Deixa eu trazer para a nossa audiência um post que foi feito por Guilherme Derriti, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, deputado federal. Ele escreveu o seguinte, PCC e Comando Vermelho são terroristas, ponto.

A decisão dos Estados Unidos reconhece aquilo que milhões de brasileiros já sabem na prática. Parabéns ao senador Flávio Bolsonaro pela articulação. O combate ao crime organizado exige firmeza e cooperação internacional. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, tudo bem, Guilherme Derrite é apoiador de Flávio Bolsonaro, faz parte do grupo político dele. Eles não são do mesmo partido, mas fazem parte do mesmo grupo político.

Agora, fica muito clara nessa manifestação, ele atribui essa decisão norte-americana a essa articulação de Flávio Bolsonaro. Acho que não dará para dissociar a decisão dos Estados Unidos à visita de Flávio.

acho que fica bastante impossível até pelo tempo, pela ordem cronológica das coisas e também até aquilo que eu mencionei, a forma como foi relatado os temas da conversa logo após, logo após a mesa. Então, a verdade é que os efeitos práticos da visita que nós mencionamos lá atrás de quando o Lula esteve com o Donald Trump,

Versus o efeito prático agora, ele realmente já é diferente. Agora, me parece que após os áudios ali de Flávio com o Vorcaro, que nós vimos e já comentamos aqui a respeito da queda, seja marginal ou não, nas pesquisas, ele vai usar essa parte, que é um tema importante, da corrupção e da criminalidade no Brasil hoje, principalmente nesse caso da criminalidade.

como capitalização para tentar buscar aquele espaço que, falamos, no meu entender, foi marginal, eu achei que seria maior, de fato, para recuperar aquilo que ele eventualmente perdeu, pelo menos nas pesquisas de intenção de voto, que vão às manchetes e acabam induzindo determinadas decisões de pessoas. Então, eu acho que é indissociável até e principalmente pelo fato.

O que me parece que sim, isso já estava bem arquitetado, as principais notícias começam, já mostraram esse tipo de coisa, não é atual, ou seja, há algum tempo atrás os Estados Unidos já sinalizavam que colocariam essas duas facções...

o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, como forções criminosas, como de fato são. E justamente essa ida de Flávio lá acaba por dar toda a chancela. Olha, é bem provável que o governo dos Estados Unidos apoiarão essas eleições. Não significa interferir ou absolutamente nada, como a mídia adora colocar. Não, ele tem essa preferência, uma vez que há um alinhamento de interesses e divisão de mundo.

Pois é, inclusive a produção tem uma manifestação da embaixada, isso, da embaixada dos Estados Unidos aqui no Brasil. Vamos colocar na tela, a embaixada fez a seguinte publicação pelas redes sociais. O primeiro comando da capital e o comando vermelho são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil.

O seu alcance se estende por toda a nossa região e até o nosso país. Hoje, designei essas organizações como organizações terroristas estrangeiras e terroristas globais especialmente designados. O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar o acesso de narcoterroristas e...

Não, a financiamento e recursos. Está aí a postagem da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Ela pega parte do texto que já tinha sido publicado em sites e contas do governo dos Estados Unidos, em contas norte-americanas, e aí a tradução para a língua portuguesa. Deixa eu voltar com o Cristiano Beraldo para a gente analisar outros pontos, outros aspectos. Talvez o Beraldo tenha também...

algum complemento ao que disse o Dávila e o Mota. Vai lá, Beraldo. Caneto, veja, a gente está vendo aí as manifestações, inclusive de Guilherme Derrick, que foi secretário de Segurança de São Paulo, fez a Operação Escudo, atuou de forma muito dura no litoral, e aí, conforme o governo foi recebendo críticas... ...

dessa grande imprensa, porque obviamente quando você está no combate ao crime, um outro policial pode cometer um excesso, isso é natural. São os seres humanos atuando sob estresse, o Estado não oferecendo as condições ideais de trabalho. E aí o que fez o governo do Estado?

ao invés de bancar, ir para cima, dobrar a aposta, não começa a recuar. Então o Guilherme Derritte só não fez mais no combate ao crime, ele é uma pessoa completamente capacitada para liderar esse processo de destruir essas organizações criminosas, porque é isso que precisa acontecer.

E não fez mais porque não foi dado a ele a oportunidade de fazer. Está aí hoje pleiteando uma necessária cadeira no Senado Federal para que ele continue atuando também como legislador dentro do Senado para...

o desenvolvimento de instrumentos necessários ao combate ao crime. Então, quando a gente vê no Brasil que essa vontade de combater o crime sempre vai esbarrando ali. Só vê o que aconteceu no Rio de Janeiro, por exemplo. Quando houve aquela operação em que mais de 110 marginais foram eliminados pela polícia, no dia seguinte tinha ministro do STF, ministro da Justiça.

O diretor-geral da Polícia Federal, todo mundo no Rio de Janeiro pra dar uma dura no governador.

Esse não é o país que quer combater o crime. Esse é o país que quer conviver com o crime. E que reage quando aqueles que têm a prerrogativa de combater vão para cima. Então nós estamos vendo o Brasil sempre, esse governo que está aí, usando todos os instrumentos que ele tem à sua disposição para impor medo àqueles que querem fazer a coisa certa.

Então, como nós não temos condição de garantir a segurança interna e impedir que essa insegurança seja exportada para outros países, o governo norte-americano tomou uma medida que permite a eles terem mais instrumentos para atuar nessas operações internacionais do PCC e do Comando Vermelho, que eles sejam duríssimos nesse combate.

E quem sabe assim nós tenhamos um bom exemplo vindo de fora.

A gente vai continuar nesse tema. Tem alguns outros elementos e dúvidas que pairam também sobre as ações dos Estados Unidos para combater facção criminosa. Eles poderiam realizar uma ação em território brasileiro? A gente vai trazer essas informações e essas discussões depois do break comercial. É super rápido. Um minuto e meio. Eu conto com você. Fique aqui com a gente na sintonia da Jovem Pan em Espingos nos Is. Até já.

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A contagem regressiva começou. Equador e Arábia Saudita entram nos acréscimos da preparação. Neste sábado, a seleção equatoriana disputa um de seus dois últimos amistosos antes da Copa. Diretamente dos Estados Unidos, eles se encaram na Red Bull Arena em Nova Jersey. Neste sábado, às nove da noite, na Pay TV, TV aberta digital e no YouTube da Jovem Pan Esportes.

Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Volta com o programa Os Pingos nos Is, os destaques importantes do dia sempre com a análise, as reflexões, as discussões dos comentaristas aqui da Jovem Pan. Estamos já há alguns minutos analisando, discutindo, trazendo as repercussões da decisão tomada pelo governo dos Estados Unidos, que anunciou que irá classificar.

as facções brasileiras PCC e CV, Comando Vermelho, como grupos terroristas. E aí, uma série de apontamentos a respeito do que isso pode mudar na relação dos dois países. Recebendo a Rede Jovem Pan, agora todos com a gente também em Os Pingos nos Is, eu preciso destacar a manifestação de Celso Amorim.

que é uma figura de confiança do presidente Lula quando falamos de assuntos internacionais, ele inclusive já fez parte de outras administrações petistas, Celso Amorim fez a seguinte manifestação. Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido.

Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável. Essa manifestação de Celso Amorim. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. A gente vai se encaminhando para a última sessão, o último capítulo aqui do programa. Você, Dávila, Celso Amorim não é o Itamaraty, mas é uma figura importante.

que Lula, inclusive segundo informações, o escuta demais. O que é preciso considerar em relação a essa manifestação? Já dá o tom, né? Mais ou menos de qual deve ser o posicionamento do presidente e do Itamaraty.

Já dá o tom. Ele fala aquelas obviedades genéricas da diplomacia e depois no fim fala exatamente o que o presidente pensa, que isto é, na verdade, uma espécie de cheque em branco para uma eventual intervenção norte-americana no Brasil. O que é uma piada, que não é isso.

E eu concordo que essa decisão é uma decisão do lado certo, como o Mota falou. Agora, se nós não fizermos a lição de casa doméstica, não adianta nada declarar o PCC como organização terrorista. Vai confiscar lá, como eu disse, dinheiro, droga lá fora. Mas não vai adiantar nada. Esta é uma missão para...

o governo brasileiro para o Estado brasileiro, combate ao crime organizado, ou nós levamos isso a sério com prioridade número um do próximo governo, ou o Brasil vai se tornar um narco-estado, mesmo os Estados Unidos declarando o PCC uma organização terrorista.

Pois é, deixa eu passar para o Roberto Mota, Mota, analisar a manifestação de Celso Amorim, e essas teorias que muitos acabam postando nas redes sociais, haverá possibilidade, inclusive, dos Estados Unidos invadirem o Brasil e realizarem operações como a que capturou Nicolás Maduro. Tem muita gente que coloca isso querendo amedrontar cidadãos brasileiros. Mota, um minuto.

É, eu acho que essa declaração é 100% alinhada com a visão que a esquerda brasileira sempre teve da criminalidade. Eles não consideram que o criminoso deve ser punido.

Eles acham que o criminoso ou é um pobre coitado, que não tem culpa do que faz, ou é um revolucionário que está ajudando a corrigir a desigualdade e a trazer a injustiça social. É uma posição completamente inaceitável e moralmente indefensável.

Pois é, a manifestação de Celso Amorim chamando a decisão de pretexto para intervenção. Pelo menos colocando isso em perspectiva. Você, Bruno Musa, sua reflexão a respeito dessa posição de Celso Amorim. Um minuto. Musa, eu acho que o seu microfone está fechado. Só checa pra gente, por favor.

Perdão, essa é a única forma que a gente ainda tem para justamente justificar o injustificável. Qual seria o problema de uma organização terrorista ser colocada como de fato ela é? Qual é a justificativa? Será que os Estados Unidos invadirão o Brasil justamente por conta disso?

É que não tem nem pé nem cabeça esse tipo de história. Mas é o único ponto que eles conseguem justificar, uma vez que a esquerda se perpetua no poder através dessa força, ou seja, atuando, defendendo criminosos. E aí, quando entram como terroristas, parece que aquela crença que eles passaram ao longo dos últimos anos, que infelizmente pegou em boa parte da sociedade, simplesmente começa a cair por terra.

Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, só passar a régua, trazer também sua reflexão. Você, Beraldo, o posicionamento de Celso Amorim e talvez essa tecla, que eles acabem batendo bastante de intervenção, essa possibilidade. Um minuto.

Eu acho engraçado, Caneta, porque as pessoas têm receio de que os Estados Unidos irão ao Brasil para poder capturar o presidente Lula. Só porque o presidente Lula gravou um videozinho fofo com a Deolane Bezerra, que está presa para associação com o PCC? Ou será que tem mais coisa por aí? Porque os Estados Unidos não vai a lugar nenhum prender alguém se não tiver bastante embasado.

em provas de que aquela pessoa cometeu ilícitos que são graves para os Estados Unidos. Então, não é por aí. Só que o que resta ao presidente da República Brasileira é justamente esse discurso para o seu eleitorado de que está preocupado com a soberania, que o Flávio Bolsonaro vai entregar o Brasil para os Estados Unidos, esse blá-blá-blá de sempre. Mas não há absolutamente nenhuma substância.

Aliás, o atual presidente brasileiro não consegue discorrer de forma profunda sobre nenhum assunto, muito menos sobre combate ao crime.

Pois é, deixa eu trazer agora o resultado da enquete do dia, pergunta que nós publicamos nas nossas plataformas. Você acredita em que tipo de consequência se a escala 5x2 for implementada? A maior parte das pessoas entendem que demissões, muitas demissões irão ocorrer. Agradeço a todos pelo voto, pela participação. Fique com o Jornal Jovem Pan. Tchau!

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