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Delação de Vorcaro assusta Brasília / Governo Lula teme impacto

21 de março de 20261h58min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (20):

A possível delação de Daniel Vorcaro já provoca apreensão nos três poderes. Interlocutores do Judiciário, do Congresso e do governo admitem preocupação com o que o banqueiro pode revelar. O acordo avança após assinatura de termo de confidencialidade com a PGR e a Polícia Federal.

Aliados do ministro André Mendonça afirmam que o relator do caso Master não aceitará uma delação parcial de Daniel Vorcaro. Segundo interlocutores, ele pretende investigar todos os envolvidos, inclusive ministros, e rejeita transformar o processo em um espetáculo. O caso aumenta a tensão no STF.

O governo Lula demonstra preocupação com possíveis delações envolvendo o caso Banco Master e fraudes no INSS. Investigações da Polícia Federal apontam conexões com políticos e empresários, aumentando a tensão nos bastidores de Brasília. O avanço dos acordos pode ampliar o alcance das apurações.

A legislação endurecida pelo pacote anticrime pode impedir que Daniel Vorcaro omita nomes em um eventual acordo de delação premiada. Especialistas apontam que qualquer tentativa de esconder informações ou fazer exigências pode comprometer os benefícios e até inviabilizar o acordo. O caso Master segue sob forte atenção das autoridades.

O ministro André Mendonça afirmou que o papel de um juiz não é ser “estrela”, mas agir com responsabilidade e discrição. A declaração foi feita durante evento no Rio de Janeiro e repercutiu nos bastidores do STF, onde o magistrado é visto como contraponto a posturas mais expostas na Corte.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a senadora Tereza Cristina não pretende ser vice em uma eventual chapa com Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a ex-ministra quer seguir no Senado, enquanto o partido articula alianças para montar uma chapa competitiva.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Assuntos9
  • O caso MasterFraudes bancárias · Envolvimento de políticos · Investigação da Polícia Federal · Conexões com ministros · Operações fraudulentas · Apuração de esquemas ilícitos
  • Segurança OperacionalAcordo com PGR e Polícia Federal · Possibilidade de revelar esquema completo · Risco de omissão de informações · Legislação endurecida do pacote anticrime · Impacto nos três poderes · Temor de autoridades em Brasília
  • CorrupçãoDesvio de benefícios de aposentadoria · Envolvimento de Maurício Camissote · Investigação parallela ao caso Master · Possível delação de operadores · Movimento ilegal de recursos · Conexão com políticos do governo Lula
  • André MendonçaPostura técnica e discreta · Recusa em fazer delação parcial · Investigação de todos os envolvidos · Declarações sobre papel do juiz · Relação com caso Master e INSS · Rejeição ao espetáculo jurídico
  • Eleições Rio de JaneiroPesquisa de aprovação do Supremo · Impopularidade institucional · Comparação entre ministros · Ministros bem avaliados vs mal avaliados · Perda de confiança pública · Recuperação de legitimidade
  • Economia do Governo LulaTemor com revelações de Vorcaro · Impacto em membros do governo · Conexão com caso do Banco Master · Envolvimento de aliados próximos ao presidente · Possível impacto eleitoral · Preocupação com investigações
  • Delação Premiada INSSAlterações do pacote anticrime · Possibilidade de perder benefícios · Omissão de informações · Validação de acordo · Credibilidade das informações · Equilibrio nas negociações
  • BolsonaroPedido de liberação para regime domiciliar · Problemas de saúde do ex-presidente · Negociações com ministros do STF · Parecer da PGR · Pressão política sobre a Corte · Questões humanitárias de detenção
  • Atuação de Lucia na políticaEscolha de vice-presidente · Posição de Teresa Cristina · Possíveis aliados para chapa · Negociações com partidos · Impacto da delação no processo eleitoral · Alianças estratégicas
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Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Espingos nos Is, reunindo os assuntos mais importantes desta sexta-feira, sempre contando com as análises, as discussões, as reflexões com os nossos comentaristas. Eu sou Daniel Caniato e você é o nosso convidado especial. A transferência de Daniel Vorcaro e a possível delação vem causando temor nos três poderes em Brasília. Interlocutores do

que os próprios ministros estão preocupados com o que o banqueiro tem para falar. Assessores do Congresso e do governo também não escondem essa preocupação, esse temor, afirmando que o acordo vai atingir o Parlamento e o Planalto, que toda a República está preocupada. O banqueiro já assinou com a Procuradoria-Geral da República e com a Polícia Federal um termo de confidencialidade, representando a primeira etapa para firmar esse acordo de delação premiada.

Várias informações para destacarmos com os nossos comentaristas. Vamos chamar o Luiz Felipe Dávila. O Dávila está aqui, apostos, preparado. Dávila, seja bem-vindo. Ótima noite a você. Eu me lembro que você foi uma das figuras que disseram o seguinte. Não faz sentido uma delação premiada, mais ou menos, café com leite, seletiva. Se topa falar, tem que falar tudo. Tem que revelar todo o esquema. E é justamente por isso que figuras dos três poderes estão...

Preocupadas, Dávila, bem-vindo. Dávila, eu não estou te escutando, só verifica se o seu áudio está aberto com a gente. Agora sim, agora está. Agora está funcionando? Perfeito, obrigado. Então, boa noite, Caniato, Musa, Mota, Iberaldo e a nossa querida audiência. Eu sempre disse que delação premiada não existe meia delação. Ou é uma delação para valer, ou a delação será cancelada. Não podemos esquecer que o juiz relator,

caso o ministro André Mendonça, se sentir que está sendo enrolado ou que Vorcaro está omitindo informações, ele pode, com uma canetada, acabar com a delação e manter Vorcaro preso por muitos anos. Não podemos esquecer que a Polícia Federal já reuniu muitas provas, indícios que estão em suas mãos. Portanto, se Vorcaro não abrir a boca e contar tudo o que sabe, as provas e

indícios vão mostrar a realidade e ele vai perder a chance de ficar menos tempo preso. Por isso, ao conceder o direito de fazer a delação, tanto que ele já saiu da prisão de segurança máxima pra superintendência da Polícia Federal, já é o primeiro passo pra ele começar a falar. Como eu disse, muita gente em Brasília está perdendo o sono. Provavelmente, todos os remédios e calmantes já

foram vendidos em Brasília, porque o que vem pela frente vai tirar não só o sono, mas provavelmente a liberdade de muita gente importante em Brasília. Pois é, é um processo que vai demorar bastante tempo. Nós estaremos aqui pra compartilharmos com você todas as informações, as apurações, os detalhes dessa delação que deve ser realizada nos próximos dias. Chama o Roberto Mota, o Mota tá ao vivo lá no Rio de Janeiro, também vai trazer suas análises

e reflexões a partir dessa informação, essa confirmação, a delação já ajustada com duas instituições, Polícia Federal e Procuradoria Geral da República, e a possibilidade de que Daniel Vorcaro revele absolutamente tudo, tudo referente ao esquema e às tratativas com várias autoridades. E claro, por isso, muitos estão preocupados, preocupados com o que vem por aí. Mota, bem-vindo. Caniato, essa notícia me lembra um meme.

que eu vi outro dia nas redes sociais, tem duas pessoas conversando e uma diz pra outra, sonhar não paga imposto. E aí no quadro seguinte, tá passando aquele ex-ministro da Fazenda, que agora vai ser candidato ao governo de São Paulo, e quando ele ouve dizer que sonhar não paga imposto, ele resolve taxar os sonhos. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, especialmente ao otimista de plantão, meu colega Dávila.

nossa audiência, eu tenho dificuldade de compartilhar a esperança que muita gente sente diante dessa situação. A grande questão, eu acho que pode ser resumida da seguinte forma, a cabeça do ministro A será entregue para salvar o ministro T ou será o ministro T que cairá para preservar o ministro A ou será que mais uma vez a cabeça que vai

rolar mesmo é a do cidadão comum, do pagador de impostos. A pergunta, meus amigos, não é o que o banqueiro vai contar. A pergunta é o que vai acontecer depois dessa delação? Muitas dúvidas, muitas perguntas sem resposta. Deixa eu chamar o Bruno Musa. O Musa também está com a gente. A informação relacionada à delação premiada e o receio, o temor de muitas autoridades, pessoas graúdas, importantes em

sobre o conteúdo que seria revelado por Daniel Vorcaro. Acho que o Dávila trouxe também um ponto interessante, né, Musa? Há muitas informações já de posse da Polícia Federal por conta dos arquivos que foram identificados nos celulares de Daniel Vorcaro. Então, se ele tomar a decisão de revelar só uma parte, claro que ele vai ser questionado. Por isso que muitos dizem em Brasília, agora sim, esse caso atingiu o ponto de não retorno,

revelar somente uma parte do esquema. Agora vai ter que revelar tudo. Você entende que será mais ou menos assim? Bem-vindo. Muito boa noite, Caniato, a todos os meus colegas e a todos que nos assistem no Brasil. Uma ótima sexta-feira para todo mundo. Sim, eu entendo dessa forma. Eu venho falando que o meu sentimento natural de Brasil é ceticismo, por completo. Mas eu acho que a tecnologia é onde reside a minha esperança, não apenas nesse caso. Reside a minha esperança em mostrar às pessoas

Diferente daquela que foi ensinada, que tua vida deve ser delegada aos burocratas, as pessoas buscarem mais autonomia. E qual a relação que eu faço com esse caso? O vazamento de todas as conversas. Repito o que eu tenho falado ao longo dessas últimas semanas, segundo o que a Polícia Federal tem falado. Por volta de 30% de um celular foi investigado. Os outros, 70% de um celular, mais oito celulares, ainda não vieram à tona tudo que contém naqueles telefones.

Há alguma coisa que o incrimine além do que já foi feito? Não sabemos, mas a probabilidade é grande. Se em 30% de um celular veio tudo isso à tona, e novas conversas vieram hoje também para começar a apimentar a coisa ainda mais. Então eu acredito na probabilidade de um tsunami tomando conta de Brasília. E não é porque todo mundo ali desses burocratas se tornaram bonzinhos, não. A questão é que eu acho que esse vazamento, essa disposição da tecnologia hoje com tantas pessoas,

Pessoas envolvidas nesse caso. Eu não estou falando pessoas compradas, pessoas que realmente querem divulgar a verdade. Imagina quantas pessoas de bem dentro da Polícia Federal que querem mostrar um trabalho digno, mostrar para a população brasileira que a instituição que eles trabalham tem salvação, tem pessoas sérias, que de fato as sérias são maioria. E essa maioria quer mostrar ao Brasil que eles podem atuar. A mesma coisa com André Mendonça. Imagina quando ele se aposenta daqui a alguns anos, se não me engano em 2050,

ideia de que ele possa ter mudado a história de alguma forma, colocado ali a sua caneta dentro da moralidade, mostrando a legalidade que o Brasil voltou ao caminho, ou entrou no caminho de cumprir um mínimo de legalidade. Então, eu acho que tornou uma onda muito grande, difícil de ser segurada por um fato específico. A mídia, como eu venho falando, a grande mídia resolveu virar o canhão pra isso. Não quero saber os motivos,

Não importa nesse momento, mas importa aproveitarmos essa onda para tentar varrer do mapa pessoas que simplesmente jogaram a moralidade para baixo. Pois é. O Cristiano Beraldo também está com a gente, já está preparado, conectado. Beraldo, seja bem-vindo. Ótima noite a você. Ao que tudo indica, delação já ajustada, acertada com duas instituições. Segundo as últimas notícias, seria algo inédito.

Delação com Polícia Federal e Procuradoria Geral da República. E aí a pergunta que muitos fazem, bem, Daniel Vorcaro vai revelar o que nessa delação premiada? A Polícia Federal já tem uma boa parte das informações com os arquivos acessados de Daniel Vorcaro, mas é preciso saber quem é quem, quem foi beneficiado, as relações perigosas, o que tal representante de uma instituição da República tem relação com Daniel Vorcaro,

ou lá na frente ele fechar algum contrato. Enfim, eu acho que há muitos ingredientes para serem tratados nessa delação. Bem-vindo. Boa noite, Musa, Dávila, Mota. Boa noite para a nossa audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Olha, Caniato, quando eu vou montando as peças e olhando para o retrospecto do Brasil nos últimos 20 anos,

meus colegas. E por que eu digo isso? Porque se nós olharmos lá para 2004, segundo ano do primeiro governo do Partido dos Trabalhadores, na presidência da República, naquele momento em que a esperança havia vencido o medo, a gente descobriu que já no segundo ano de mandato havia um grande esquema de compra de votos no parlamento brasileiro.

distribuídas para que os parlamentares pudessem apoiar o governo em determinadas bandeiras ou, eventualmente, até estivessem estimulados a não fazer maldades contra o governo. Afinal de contas, ali já estava razoavelmente recente o episódio do impeachment de Fernando Collor de Mello. Isso foi descoberto. Houve um processo no Supremo Tribunal Federal, um julgamento.

de uma investigação muito extensa, o julgamento foi conduzido por Joaquim Barbosa, que era um ministro com perfil completamente diferente desses que a gente vê agora. Conduziu com muita rigidez e, ao final daquele julgamento, nós já vimos nomeações para o Supremo Tribunal Federal realizadas durante governos do próprio Partido dos Trabalhadores que se seguiram na presidência, que levaram ali, conduziram

para que as consequências das descobertas do Mensalão não fossem aplicadas na sua máxima potência, ou até nem máxima potência, mas na potência necessária para que a gente pudesse resgatar a moralidade na política brasileira. Pois bem, enquanto se julgava o Mensalão, já estava em execução o Petrolão.

Congresso, se uniram para usar a Petrobras como plataforma de saqueamento do Estado brasileiro. Então, a Petrobras foi utilizada para desviar bilhões de reais em propinas, em contratos superfaturados e por aí vai. Além disso, o BNDES foi utilizado para formar os tais campeões nacionais, que nada mais eram do que empresas

se beneficiaram de dinheiro muito barato para executar os seus projetos e planos de expansão e aquisição de concorrentes no Brasil e no exterior e, com isso, distribuíam grana, dinheiro de corrupção para figuras poderosas no Brasil. Isso tudo foi descoberto. O dinheiro foi encontrado, os depoimentos, as relações, os acordos de lei, tudo isso aconteceu. As pessoas foram levadas ao julgamento, foram condenadas. Elas foram presas, tiveram que

dinheiro e tal. E o que aconteceu logo depois? Essas pessoas, por mais que elas tivessem confessado seus crimes, elas tiveram as suas sentenças anuladas. As empresas que assinaram acordos de leniência em que elas reconheciam ter cometido crime, ter participado de atos de corrupção e aceitavam pagar uma multa, elas foram isentadas e elas não tiveram sequer que pagar a multa. Enquanto tudo isso acontecia, já estava sendo

mais um escândalo. Então, ao mesmo tempo em que aquelas figuras do Mensalão iam sendo inocentadas, liberadas das consequências dos seus atos, já estava ali sendo executado, planejado e executado o Banco Master. E aí a gente vê que, com o passar do tempo, as coisas bizarras que acontecem no Brasil a partir do exercício do poder conferido pelo povo, sobretudo,

Isso vai se transformando de forma cada vez mais escancarada num instrumento de benefício próprio, de enriquecimento, que hoje atinge os três poderes da República. Portanto, Caniato, não quero me alongar mais nesse primeiro comentário. Quando eu olho em tudo que está acontecendo, eu tenho sérias dúvidas de que essa delação, de fato, vai causar consequências, não apenas consequências para Daniel Vorcaro e para as pessoas que, eventualmente, ele vinha delatar e comprovar,

Mas especialmente que isso transforme o Brasil num país moralmente melhor. Pois é, deixa eu voltar com o Dávila, porque essa preocupação trazida pelo Beraldo, mas também com outros comentaristas, você, Dávila, quando os nossos colegas acabam externando esse ceticismo em relação ao processo de delação, eu acho que há exemplos ao longo dessa história recente que podem dar subsídio para essa preocupação dos nossos amigos comentários.

O seu otimismo em relação a esse processo se apoia exatamente no quê? Eu entendo que nós temos de tomar três medidas moralizadoras. Primeiro, hoje, o Supremo Tribunal Federal acabou de sair uma pesquisa da Atlas Intel, patrocinada pelo Jornal Estado de São Paulo, mostrando que o Supremo está no apogeu da sua impopularidade. Ninguém mais acredita no Supremo. Esse é o ponto. Então, assim, é uma instituição que está no descrédito absoluto.

refazer a credibilidade, vão ter que tomar medidas duras. E medidas duras significa enfrentar este corporativismo que sequestrou o Supremo para ser, na verdade, o poder da arbitrariedade, o poder que interfere em demais poderes e agir como se não tivesse Constituição. A Constituição agora passou a ser interpretada de acordo com a subjetividade, com as ideias na cabeça de cada um. Mas o papel de uma Constituição

é respeitar o que está no papel, o que está na letra da Constituição. Por isso eu entendo que nós vamos ter que tomar algumas medidas duras e corajosas. E aqui estão uma curta lista delas. Primeiro, o presidente Fachin tem que acabar com uma canetada imediatamente o inquérito da fake news. Esse inquérito que é uma excrescência, que diz tudo o que não deve fazer uma supermacor. Agir de maneira arbitrária, monocrática,

forma de interpretar a Constituição não como ela está, mas de acordo com as ideias particulares de cada juiz. Isto acabou com o Estado de Direito, isto não foi respeitada regras básicas do devido processo legal, do direito à ampla defesa. Então, este é o exemplo de uma coisa que precisa ser destruída, fechada, concluída imediatamente. Foi a barriga de aluguel de muitos atos

que colocaram pessoas inocentes na cadeia. Segundo ponto importante, o Congresso Nacional deveria declarar uma moratória que não vai aprovar mais o nome de nenhum ministro para o Supremo Tribunal Federal até o próximo Congresso instalar. Este Senado não tem credibilidade para indicar pessoas para hoje, para a Suprema Corte. É inacreditável a péssima qualidade

das pessoas que acabaram chegando na Suprema Corte, porque não levaram a sabatina a sério, não levaram os rituais a sério. Então, nós precisamos ter um outro Congresso. Nós estamos à beira de uma eleição. E não é por causa de cinco, seis, sete meses aí que nós vamos ter problemas se não indicarmos mais ministros para a Suprema Corte. Então, devia ter uma moratória. Esse Congresso não vai mais indicar ministros para a Suprema Corte porque ele não tem hoje capacidade moral. A bagunça do Supremo hoje é reflexo das pessoas

aprovadas pelo Senado Federal. Esse Senado que não levou em consideração aspectos críticos para escolher membros da Suprema Corte, para esses sujeitos fazerem o papel de guardião da Constituição. Então, esse é o segundo ponto. O terceiro ponto fundamental é apoiar integralmente o ministro André Mendonça, que hoje é relator dos dois inquéritos mais importantes do Supremo.

e a CPI do INSS. Por que isso é importante? Porque ele tem o perfil e está conduzindo esse caso de maneira técnica como deve se conduzir os casos na Suprema Corte. Então, se o ministro André Mendonça continuar julgando o caso do jeito que está de forma técnica, pode ajudar a resgatar parte desta credibilidade do Supremo que está na lata do lixo, como acabou de mostrar

pesquisa. Então, se o Supremo agir como uma corte constitucional nesses dois casos mais emblemáticos do momento, CPI do NSS, caso Master, se nós tivermos a coragem do presidente Fachin de enterrar, sepultar o inquérito da fake news e o terceiro ponto, o Senado Federal ter coragem para não indicar mais ninguém até a próxima legislatura, talvez nosso

digamos, começar a recuperar a reputação da Suprema Corte, que hoje está na lata do lixo. Pois é, deixa eu passar para o Mota, porque tem um ponto importante. Mota, eu acho que a gente precisa fazer um exercício sobre consequências de uma delação. O que mais lhe preocupa? A gente já falou várias vezes sobre coisas que poderiam aparecer no curso do processo, pensando em todo o trâmite.

do Daniel Vorcar fazer uma delação, revelar tudo, e aí chega na hora a PGR não valida porque identificou que alguma coisa estava errada ali. Isso que você disse está diferente do arquivo tal do celular 2, página 49. Entendeu? Sabe essas coisas? Ou então a própria atuação do STF se aparecer a citação ou a conexão de Daniel Vorcaro com algum ministro. Ou você acha que todos os vazamentos, a história da Marta Graef, as festas, tudo isso poderá ser utilizado

advogados para inviabilizar a delação? O que lhe preocupa? Vamos examinar essa situação com clareza e objetividade. Vamos imaginar que o banqueiro faça a pior delação possível. Ele vai dar os nomes, ele vai mostrar os recibos de depósito, ele vai dizer, paguei proprina assim para esse, para aquele. Ele vai mostrar vídeos com autoridades em posições extremamente comprometedoras. Está tudo lá, documentado.

Existem cinco possibilidades para o que vai acontecer depois. Na primeira, a PGR oferece uma denúncia criminal contra as autoridades. Vamos supor que haja ministros nessa delação. Então, a PGR ofereceria uma denúncia contra esses ministros e eles seriam julgados pelo próprio Supremo. Qual é a probabilidade da PGR oferecer uma denúncia contra os ministros?

Essa é a possibilidade número um. A segunda possibilidade é que a PGR não oferece denúncias, se recusa por algum motivo, alegando alguma tecnicalidade ou não alegando nada. Aí, o Senado Federal poderia pedir o impeachment da PGR. O presidente do Senado vai para o PGR e diz, olha, ou você oferece a denúncia contra os ministros

impeachment. Essa é a segunda possibilidade. A terceira possibilidade é uma solução completamente política. É o impeachment dos ministros. Diante da severidade das denúncias e da apatia da PGR, o Senado resolve, então, levar adiante o impeachment dos ministros. E aí, o que que acontece? Os ministros perderiam o cargo, mas seguiriam a sua vida normal. Provavelmente,

a atuar como advogados, talvez até trabalhando nos escritórios dos parentes ou na empresa do resort. Essa é a terceira possibilidade. A quarta possibilidade seria o próprio tribunal, diante de tudo que está acontecendo, decidir aplicar uma punição disciplinar, seguindo, por exemplo, a lei orgânica da magistratura, o que seria uma medida inédita, que nunca

O que aconteceu na história do Brasil, mas a gente está vendo coisas que nunca aconteceram. O que seria essa punição aplicada pelo próprio tribunal? Aposentadoria compulsória, não tem outra. Então os ministros iriam para casa com a sua aposentadoria viver a vida normal. Essa é a quarta possibilidade. A quinta possibilidade é nada acontece e o Brasil continua no mesmo jogo.

dizer que eu concordo com o que alguns dos meus colegas disseram, que a situação é gravíssima, existe um senso de urgência, a população está revoltada, eu concordo com tudo isso. O fato novo aqui é um fato político, essa sensação de que os ministros estão agora enfrentando uma coalizão, vamos dizer assim, de adversários que não aceitam mais que as

continuam como estão, essa sensação é real. Agora, antes da gente ficar muito animado com a delação, é preciso dizer, quais, qual dessas cinco hipóteses que eu elenquei aqui, vocês acham que vai acontecer? Pois é, muito bom o comentário do Mota, trouxe quatro situações e a última, o famoso NDA, nenhuma das anteriores. Deixa eu só chamar o Bruno Musa, fazer esse exercício, antes do Musa

fazer e discorrer a respeito dessa situação, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui nas outras plataformas, Bruno Musa fará uma análise sobre consequências de um processo de delação. Há alguns caminhos possíveis, né, Musa? Dependendo do ceticismo ou do otimismo da pessoa em relação ao Brasil, às instituições, mas também sobre esse caso que ganhou notoriedade, estampa a capa dos principais portais de notícias.

É, você tem alguns caminhos, pelo menos o que está sendo colocado, que você poderia seguir. Eles poderiam seguir essa delação, tanto pela PGR como pela Polícia Federal, ou até mesmo os dois. Afinal de contas, daria até mais amplitude e dificuldade se alguém quisesse cancelar. É bem provável que, segundo consta nos principais meios, que a própria PGR dificultaria essa delação,

ministros do STF, que pela primeira definição agora do André Mendonça, me parece que está indo, pelo menos até o momento, algo mais sério, não se contentando com meias verdades, digamos assim. Então, se de repente abranger tanto a PF como a PGR, teria muito mais chance de ser, de fato, depois homologada e isso viesse a se tornar público. Então, eu acho que esse caminho acaba sendo o mais natural nesse momento e acaba colocando mais pressão. Veja, quando a gente

abre qualquer meio de comunicação aqui, as principais notícias que envolvem ou que estampam na capa é justamente isso. Então, essa proporção de pressão parece que é algo que não consegue mais ter uma regressão, pelo menos no momento de curto prazo. Consequentemente, como o Daniel Borcaro está lá assinando a delação com essa pressão, esse é o momento de aproveitar. Então, qualquer instituição ou quaisquer das instituições,

que porventura venham a negar a exceção do Supremo Tribunal Federal, que a gente está vendo toda a dificuldade que eles estão colocando, e a imagem deles já está bastante combalida com relação à população, segundo as principais pesquisas, todas as outras instituições e aqueles CPFs que comandam essas instituições sabem que sofrerão uma pressão extremamente forte. E talvez muitos deles, até aqueles que fazem parte de cargos eleitos, como do Legislativo, talvez tenham uma definição nessas eleições.

que não apoiaram, fizeram vista grossa ou dificultaram o avanço dessas investigações serem punidas de alguma forma, seja pelo voto ou através dessa pressão popular, através da opinião pública sendo cada vez mais combativa com relação a essas instituições. Então acho que o caminho mais natural seria esse de mais pressão. Pois é, inclusive eu quero lembrar nossa audiência, você que nos acompanha, se puder, participe da enquete do dia porque a gente debate justamente a delação premiada de Daniel Vorcaro, as informações indicam

sim, esse acordo já estaria fechado, uma delação inédita, o acordo com duas instituições, a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República, e a dúvida trata sobre que tipo de delação, né? Daniel Vorcar mantinha relações ou teve relações com figuras muito importantes de representantes de todas as instituições ou de muitas instituições dos três poderes da República. Se você puder, vote

mas também no nosso YouTube, YouTube não da Jovem Pan News, do programa Os Pingos nos Is. A gente trata sobre as duas possibilidades de delação. Gostaria que você participasse, quero saber o que você pensa a respeito. No final eu trago o resultado. Combinado? Bem, deixa eu só destacar, porque aliados do ministro André Mendonça afirmam que o magistrado não aceitará uma delação pela metade de Daniel Vorcar. Mencionamos isso há pouco, né?

Vai investigar quem for, até mesmo integrantes da corte, do STF. Mendonça tem expressado a pessoas próximas que não aceitaria participar de um processo que projeta outros ministros e rejeita também transformar a delação em um show pirotécnico ou assumir uma aura de justiceiro. Então não vai proteger ninguém, vai avançar com a investigação, não vai varrer sujeira para debaixo do tapete. Quem é o próximo é o Cristiano Beraldo. Você, Beraldo.

ideia, segundo alguns veículos noticiaram, André Mendonça teria feito essa afirmação, dizendo que não vai poupar ministros, não vai proteger ninguém, não vai haver corporativismo, se tiver alguém complicado na corte, tem foro privilegiado, vai ser julgado na corte, mas não vai ter sanção administrativa, não vai destacar algum item ali no código da magistratura para dar uma punição administrativa,

para nenhum ministro. Seguirá o rito como todos esperam. É isso. O estranho seria se ele dissesse alguma coisa diferente disso. Então, o ministro André Mendonça, ele está se colocando numa posição de exercer o papel que é não só esperado dele, mas esperado de qualquer membro da Suprema Corte brasileira. Agora, a gente precisa também entender que os crimes cometidos nessa grande operação

do Master, que claramente não para de pé. Eu tenho relacionado esse caso Master com o que aconteceu com o Bernard Madoff nos Estados Unidos, que foi a maior fraude, o maior esquema de pirâmide financeira da história, mais de 50 bilhões de dólares. E o André Vorcaro, ao que tudo indica, conseguiu fazer a mesma coisa. E os indicativos, as indicações

que temos disso são muito evidentes, até pela incompatibilidade do estilo de vida que ele levava com aquilo que a realidade dos bancos brasileiros pequenos propiciam aos seus donos. Um banco pequeno no Brasil tem instrumentos bastante mais limitados para fazer os seus negócios e gerar o seu resultado do que os bancões.

Banco do Brasil e outros grandes bancos brasileiros. É assustador, inclusive. É um banco no Brasil. Esses bancos atuam essencialmente no Brasil e tem lucro aí de 50 bilhões de reais no ano. Isso é uma coisa fora de propósito. Mas, quando a gente olha para os bancos pequenos, a realidade é diferente e Daniel Borcardo desafiou essa lógica. Obviamente, tinha coisa errada ali que está sendo descoberto. Mas, o detalhe, até agora, nós não temos. Ser amigo...

Ter troca de mensagens com alguém poderoso não é um crime em si. Ter um contrato com o escritório de advocacia em que valores foram pagos de forma incompatível com a realidade. Opa, sinal amarelo aí, brilhando. Mas é preciso entender o que isso gerou de forma criminosa, de vantagem para Daniel Vorcari. Isso ainda não está claro.

ele apresentará de provas concretas para que a gente entenda quais são os crimes efetivamente cometidos que poderão ser provados. Porque se a gente for na empolgação, e de novo, eu reforço aqui, me chama muita atenção ver veículos de imprensa que estão numa torcida enorme, apostando todas as suas fichas contra determinadas figuras do ambiente não só político, mas também do judiciário,

mas o preto no branco a gente não tem, a gente só está formando a torcida. Então, a gente vai receber essas informações e entender no que a postura do ministro André Mendonça vai se basear para que ele tome decisões concretas, para que ele evite o que aconteceu nos casos que eu mencionei no meu comentário anterior, em que as pessoas foram condenadas e depois foram soltas logo após e levam uma vida absolutamente normal,

é tranquila, inclusive voltando para a vida pública. Então, de novo, temos aqui muitas probabilidades, possibilidades, muitas especulações, mas eu sou cético nesse aspecto. Precisamos entender o que tem de verdade. Acho, por exemplo, um espetáculo sem nenhum propósito. Os relatos que fizeram da transferência de Daniel Vorcaro.

da Polícia Federal, cabeça baixa, vai todo algemado, entra no helicóptero, vai. Pra que isso? Pegaram esse sujeito, enfiaram num camburão e levaram durante o dia pra Polícia Federal. Pra que esse espetáculo, essa coisa bizarra? Então, essas coisas é que vão me chamando atenção e me deixando com um ar, assim, de ter alguma coisa estranha acontecendo e a gente ainda não tá sabendo. Pois é, muitas coisas chamam atenção. Isso vai dar, com certeza, um bom filme, né? Um bom roteiro

para uma minissérie de alguma gigante do streaming. O Misael Maionete, nosso repórter, a gente conversou rapidamente sobre isso há alguns dias. É uma grande possibilidade, mas a gente tem que aguardar o final dessa história. E o governo Lula teme que Daniel Vorcar entregue integrantes do Executivo na possível delação. O argumento é que o banqueiro não tem mais nada a perder e por isso poderá abalar as estruturas do Planalto. Essa é a aposta de muita gente.

O Matheus Dias chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer detalhes da notícia, detalhes da informação. Matheus, ótima noite a você. Conta para o nosso público, para a nossa audiência. Apesar desse medo, o governo tem tentado jogar a responsabilidade do caso do Banco Master na gestão anterior, no colo de Jair Bolsonaro. É isso? Conta para a gente. Tem alguns aliados do governo que tentaram até emplacar o apelido Bolsomaster, viu Caniato?

nos acompanha aqui no Pingos nos Is. No caso, o que é de comum opinião entre todos eles é que a direita tem mais responsabilidade sobre o caso Master do que a esquerda. Os interlocutores do governo, aliados de Lula, eles imputam ao governo Jair Bolsonaro o momento em que o Banco Master cresceu no país e também durante a gestão de Roberto Campos Neto, à frente do Banco Central. No caso, alguns políticos ligados ao governo também foram citados nas recentes investigações

Federal em relação ao Banco Master. A gente fala de casos como o líder do governo no Senado, Jax Wagner, ele que uma empresa no nome da Nora dele teria recebido 11 milhões de reais do Banco Master. Essa informação foi apurada pelo portal Metrópolis. Além dele, um outro caso é o do escritório de advocacia do ex-ministro de Justiça, Ricardo Lewandowski, que recebeu 5 milhões do Banco Master para a prestação de serviços de consultoria jurídica. Claro que nenhum dos dois casos,

confirmado qualquer tipo de participação nas fraudes bancárias, mas são investigados como que seria uma relação desses dois casos com o Daniel Vorcaro. Fazem parte das investigações, assim como vários outros nomes citados também em documentos ali, apurados pela Polícia Federal, depois da quebra ali de sigilo, tanto telefônico, telemático, de Daniel Vorcaro, e que ali cita vários políticos, vários figurões. O fato, Caniato, é que uma opinião quase que

irrefutável ali da esquerda, segundo eles, é qual seria a validade, e muito mais importante do que isso, é qual seria a necessidade de uma delação de Daniel Vorcar nesse momento, de uma contribuição de Daniel Vorcar nesse momento. Sendo que, na opinião deles, a Polícia Federal já teve acesso a muitas informações do celular, dos telefones, das contas bancárias, e tudo isso já seria o suficiente para conseguir, então, investigar e, quem sabe,

condenar mais pessoas, não sendo necessária, então, uma contribuição de Daniel Vorcaro, banqueiro que está preso nesse momento, Caniato. Pois é, muita gente receosa com a possibilidade de Daniel Vorcaro contar tudo o que sabe. Valeu. Matheus Dias, trazendo as informações, tem ainda um destaque adicional, né, Matheus? Porque além dessa preocupação do caso Master, o governo agora também deve dividir a sua atenção com o esquema de desvios ilegais nas aposentadorias e nos benefícios do INSS.

Agora, depois de vorcar um dos principais acusados de envolvimento no roubo, também iniciou tratativas para fechar um acordo de delação. É isso mesmo? Conta para a nossa audiência, quem é essa figura? Pois é, Caniato. Como a gente fala lá na minha terra, os cabeças estão querendo colocar a boca no trombone, né? Para contar, então, tudo o que anda acontecendo nessas fraudes, para tentar também se livrar ali de toda a culpa sozinho, ou pelo menos reduzir as punições.

de Maurício Camisote, ele que é um dos cabeças das fraudes do INSS, foi apontado assim pelas investigações da Polícia Federal, junto com o careca do INSS. Maurício Camisote então iniciou as tratativas para tentar fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Ele está preso desde setembro do ano passado no Centro de Detenção Provisória 2, em Guarulhos, mas para que a delação dele seja possível ainda precisa do aval do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça,

caso do INSS. No caso, Camisote é apontado como um dos pivôs nessas fraudes e durante as investigações foi apontado que ele fez mais de 7 milhões de reais em saques de 2018 até 2025 foram 17 saques, segundo os relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF. Então, essas delações podem ainda acabar imputando responsabilidade para muita gente, né, Caniato, de ambos os casos. Imaginando o camarada que diz

para a mulher, né? Eu vou lá no banco sacar um dinheiro, né? Saca milhões de reais do banco. Alguma coisa tem, né? Tá certo. Matheus Dias segue acompanhando essas notícias. Qualquer atualização, ele volta aqui na programação da Jovem Pan. Valeu, Matheus. Bom trabalho pra você. Boa sexta. Chamar os nossos comentaristas. Começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila. Dávila, acho que tem dois destaques trazidos pelo nosso repórter.

Quero chamar atenção pro primeiro assunto que ele destacou em relação ao temor da presidência da República, de figuras que

trabalham com o presidente, o Palácio do Planalto muito atento às movimentações de Daniel Vorcaro, do advogado, e temem que revelações de Daniel Vorcaro impactem no andamento do trabalho da presidência da República, mas também estão preocupados com o processo eleitoral. E até eu conversei hoje à tarde com alguns cientistas políticos, Davila, queria que você refletisse a respeito. Você não acha que o processo eleitoral poderá ser impactado em cheio

porque eu fico imaginando, aquele que está em primeiro na pesquisa, um exemplo, aquele que está em primeiro na pesquisa, surge uma informação da delação que compromete justamente essa figura. Imagina só a estratégia que o partido, que o candidato, que o cacique partidário deverão formular às pressas para se defender, para se justificar. Vai ser um ano emocionante, Dávila. Com certeza, Canhato. Mas se tem gente perdendo o sono, já em Brasília,

Insônia. E essa turma da Insônia é a turma do PT. Não tenha a menor dúvida. Primeiro, o que nós já sabemos. Os tais conselheiros, consultores, como o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que recebeu um milhão por mês, como Ricardo Lewandowski, que foi ministro de Lula. E agora, como bem lembrou o senador Rogério Marinho, a gênese do escândalo master começou justamente aonde? Na Bahia.

ministro era, agora, governador do Estado. Quando um senador da Bahia era secretário deste ministro que exerceu o papel de governador. Ou seja, estamos falando de Rui Costa e Jax Wagner. Então, é óbvio que atinge em cheio o PT. Afinal de contas, são os que estavam no poder que podiam fazer. Por exemplo, como lembrou o senador Rogério Marinho, uma estatal que

e alimentos foi privatizado e ali aquilo virou o primeiro balão de ensaio pro início de operações fraudulentas do Banco Master. Então, é óbvio que tem muita gente que tá perdendo o sono e principalmente ligado ao PT. Pois é, a possibilidade de Daniel Vorcaro revelar tudo o que sabe e isso atingir também figuras próximas ao presidente da república. Quiçá relação com alguém do núcleo principal do presidente da república. E aí?

Ao que tudo indica, o presidente tentará a reeleição. Essa é a informação que nós temos. Inclusive, daqui a pouco a gente vai falar sobre a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo do Estado. Isso é um indicativo de que Lula virá mesmo, tentará um quarto mandato. Deixa eu passar para o Mota, só para avaliar a situação que envolve ainda a delação, mas agora o foco na presidência da República, o temor de Lula e seus assessores sobre possíveis revelações de Daniel Vorcaro.

completamente os próximos capítulos da gestão presidencial, mas também da campanha, né, Mota? Mais ou menos, Caniato. Eu acho que é mais um caso do governo do PT subestimando a inteligência das pessoas. Eles sempre têm essa crença de que basta inventar uma frasezinha, basta pagar uns robôs aí da internet pra ficar replicando um boato qualquer, está tudo controlado.

O Banco Master, o esquema do Banco Master, isso é documentado, tem raiz no Crédito Sexta, que era um programa ligado à folha de pagamento dos servidores do governo da Bahia, que foi transformado numa máquina de crédito consignado durante os governos petistas da Bahia. Essa estrutura foi usada no Banco Master e veja só, ela também apareceu no escândalo do INSS, porque está tudo conectado.

do sistema, como o tal careca do INSS, que traz má fama a nós, carecas, esses operadores dizem que essas conexões chegaram até os herdeiros presidenciais. E aí veio a história da quebra de sigilo, que os parlamentares tentaram fazer e depois não conseguiram. Mas quando eu digo herdeiros presidenciais, é do atual governo, o governo do PT. Daí o desespero.

A gente abre o programa mencionando Daniel Vorcaro, uma delação que seria feita com duas instituições, fechamento, acerto, com duas instituições, Polícia Federal e Procuradoria Geral da República, mas o nosso repórter destaca também uma outra delação em curso, ou pelo menos negociação para uma delação, de uma das figuras principais da fraude do INSS. Isso poderia atingir em cheio também o governo federal.

no Musa, porque Musa lá atrás, quando nós falávamos de caso do Banco Master e em separado do episódio do INSS, por vezes comentávamos que haveria um encontro, ou pelo menos uma intersecção desses dois casos, porque alguns que operaram no caso do Banco Master poderiam ser citados, por exemplo, na investigação da fraude do INSS. E é mais ou menos isso que a gente observa, principalmente olhando para os servidores,

exemplo, que atuam próximas ao presidente da República. E isso se torna uma situação extremamente delicada, um cenário muito delicado em um ano eleitoral. Caneto, todos os esquemas que a gente vem falando, talvez nos últimos mais de seis meses, praticamente oito, nove meses, talvez, todos eles começam a se conectar. É impressionante a capacidade que teve o Banco Master e teve o Daniel Borcaro de arquitetar todos esses esquemas.

falamos individualmente ao longo desses meses e agora as coisas, os elos começam a aparecer. Lembra quando a gente mencionava das operações da Polícia Federal na REAG, aquela operação do carbono oculto que divulgou o fundo da REAG, se tornou maior com 300 bilhões, tinha um crescimento vertiginoso fora do comum, maior administradora de fundos do Brasil, com lavagem de dinheiro do PCC. Depois, o dinheiro do Master passava pela REAG. Começamos a juntar ali. Começaram a pipocar

O que é o Banco Master?

de 400 milhões de reais da Previdência do Amapá no Banco Master. Veja também, por exemplo, no Rio, da Rio Previdência. Quem foi que fez os aportes no fundo, que está com dificuldade de ter o sigilo aberto? Esse fundo comprou cotas de um resort em que o ministro assumiu ser sócio. Olha como as coisas lá de trás, de casos que já eram escandalosos individualmente,

começam a ter um elo comum. O elo é o Banco Master e aquela cena onde todos os envolvidos estão no centro. Nós temos aqui a operação liderada, ao menos ao que parece até agora, por Daniel Vorkaro. Então, essas delações, elas têm tudo realmente para ser uma onda gigantesca. Repito, casos de um ano que a gente vem analisando individualmente se conectam. Como é que a gente imaginaria que uma operação carbono oculto pode ter a ver com o mesmo operador?

ou operadores parecidos que são comuns com o INSS, com o Consignado, com o Master, com a Mapá, com o Rio, meu Deus do céu. Esse caso, realmente, ele tem tudo e já está, na minha opinião, para ser o maior escândalo. E veja como eu sempre falo, os escândalos de corrupção no Brasil também passam por inflação. Eles vêm crescendo cada vez mais em valores, só que a coisa se tornou tão obscena no sentido de impunidade

total, que dessa vez está completamente descrachado. E muitos desses casos não fizeram nem questão de esconder. A coisa fica mais complicada ainda. Eu tenho um questionamento a fazer com Cristiano Beraldo, porque eu me lembro que nós falávamos aqui, né, Beraldo, sobre esquemas que envolvem muitas figuras importantes, políticos de várias siglas, de muitos posicionamentos ideológicos. Quando isso acontece, há uma tendência de negociações e que um grande acordo seja

feito. Eu não vou ousar em falar isso daí vai dar em pizza, mas talvez que as punições sejam muito mais brandas do que as pessoas ou a população espera. Pois bem, o que é preciso considerar quando a gente olha pra dois casos que praticamente dominam o noticiário? O caso do Banco Master é a fraude dos aposentados, fraude no INSS, em um ano que tem Copa do Mundo e que tem processo eleitoral. Não há uma grande chance dessas figuras ou mesmo as instituições

Por uma questão de calendário, eu vou ser educado aqui. Empurrarem essas coisas para o ano que vem?

estão, inclusive, usufruindo de parte do dinheiro roubado. Agora, esse caso é um caso em que a gente hoje vê esse ensaio do governo querer usar o Banco Master, o caso do Banco Master, para atacar o candidato que representa Jair Bolsonaro, que é seu filho Flávio Bolsonaro. Mas olha que interessante. O presidente da República indicou para ministro da Justiça

Alguém que saiu da Suprema Corte e prestava serviço para o Banco Master. O presidente da República colocou dentro do Palácio do Planalto, trabalhando juntinho dele, duas figuras que foram essenciais para que o Banco Master se transformasse no que se transformou. O presidente da República fala que as pessoas estão roubando, se referindo ao caso do Banco Master, que é um bando de bandido e tal, não sei o quê.

que tem gente com fome, eles estão roubando, só pensando neles, roubando milhões. Só que, olha só como é, seria irônico se não fosse trágico, o Banco Master começa a partir do Credcesta, na Bahia, como meus colegas já relataram aqui, que é a privatização da empresa de alimentos da Bahia. É justamente a empresa do governo que viabilizava alimentação para a população mais carente.

E isso é transformado numa empresa que tem contrato de exclusividade para fornecer crédito consignado aos funcionários do governo da Bahia e, a partir daí, as taxas vão subindo, os juros vão subindo e se transforma nesse monstro que se conecta ao escândalo do INSS. Escândalo do INSS, que é pior do que o Banco Master no sentido de que estão roubando dinheiro de pessoas aposentadas

que muitos não têm nenhuma forma de se proteger disso, está envolvido o irmão como suspeito. Vamos deixar claro aqui para não fazer acusações levianas. Mas a suspeita do envolvimento do irmão do presidente da República, do filho do presidente da República, pessoas próximas demais da mesa de jantar do Palácio da Alvorada. Então a gente vê que não há como o presidente falar imoralidade

se ele viver no mesmo Brasil que a gente, se ele fizer parte desse mundo, desse planeta Terra que nós vivemos. Só que a gente precisa lembrar que o presidente da República vem demonstrando cada vez mais uma desconexão completa com a realidade. Este terceiro mandato do presidente foi uma extensa lua de mel de passeios e discursos

A gente vê essa desconexão de uma forma muito evidente, além dos relatos das pessoas da política que dão conta de que o presidente vive quase que isolado ali dentro daquele pequeno núcleo que se formou em torno dele para protegê-lo, por assim dizer, das más notícias e da realidade.

população brasileira terá de forma muito clara, muito objetiva, como o atual governo está envolvido nos dois maiores escândalos dos últimos anos. Assuntos importantes, a gente vai seguir tratando disso, mas é preciso agora me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local. Eu sigo aqui girando os assuntos, inclusive acionando a reportagem da Jovem Pan News, porque a lei que trata da delação premiada

Ela foi endurecida pelo pacote anticrime e deve ser usada por investigadores para impedir que Daniel Vorcaro poupe qualquer autoridade nesse possível acordo. Vamos acionar o Misa Almanet, chegar ao vivo aqui na programação da Jovem Pan em Os Pingos nos Is. Misa, seja bem-vindo, ótima noite a você. Conta pra gente qual é o risco que o banqueiro corre caso deixe de mencionar figuras, pessoas importantes, políticos, ministros envolvidos nesse

mega esquema. É bem delicado, viu Caniato? Muito boa noite a você e pra todo mundo que acompanha os pingos no ZIS, porque corre risco se deixar de mencionar alguma situação que pode colaborar na investigação, também corre risco se fizer muitas exigências. A possibilidade de obter benefícios mais amplos se mostra um fator que pode comprometer toda a estratégia da delação de Daniel Vorcar, o dono do Master. Nos bastidores tem a avaliação de que tentar ampliar

a vantagem no acordo, o empresário fica correndo risco de colocar tudo a perder. Interlocutores apontam que a negociação exige cautela, exige equilíbrio. Isso porque qualquer tentativa de extrapolar limites previamente discutidos pode gerar certa desconfiança por parte das autoridades e até inviabilizar algum tipo de acordo. A delação que inicialmente surge como uma oportunidade de redução da pena e colaboração com as investigações pode se transformar

num problema caso haja, como mencionei, um exagero nas exigências. O movimento, portanto, é visto como delicado e cercado de riscos. Nos meios jurídicos, a leitura é de que o sucesso de um acordo desse tipo depende da credibilidade das informações apresentadas e da postura do delator ao longo desse processo. Caso contrário, os possíveis benefícios podem ser perdidos

Então, esse é o momento de riscos quando se olha para qualquer lado envolvendo o Daniel Vorcaro, seja para o lado que ele colabora com as autoridades, seja para o lado onde ele faz exigências e aí os especialistas com você podem discutir melhor quais são, de fato, esses riscos nesse meio jurídico e na escolha de um projeto para que ele possa colaborar junto às autoridades.

Caniato? Pois é, eu acho que a troca do advogado acaba sendo uma dica, né? Assim, já tem experiência no fechamento de acordos de colaboração e provavelmente Daniel Vorcaro seguirá a risca, o que determina a legislação, né? Não poderia cair em uma armadilha. Ah, vou poupar esse daqui, mas daí acaba inviabilizando, por exemplo, o acordo firmado. Tá certo, Misael segue acompanhando essas movimentações, ele volta ao longo da programação com outros destaques. Valeu, Misael, um abraço, boa sexta a você.

Vou receber a rede Jovem Pan, todos vão acompanhar na íntegra, agora sim, rede Jovem Pan conectada em Os Pingos nos Is, a notícia em destaque. O nosso repórter Misael Maionete trouxe uma informação a respeito de uma atualização feita há alguns anos naquele pacote anticrime, uma atualização na lei que trata da delação premiada e a indicação de que Daniel Vorcar poderia perder os benefícios acertados com a delação premiada

alguém, poupar autoridades. Porque lá atrás, é bom lembrar a nossa audiência, foi ventilada a possibilidade de uma delação em partes, fatiada. Daniel Vorcaro revelaria somente uma parte do esquema, não citaria todas as pessoas, porque qual era a leitura? Se ele revelasse tudo, talvez o STF e a PGR, que é o órgão máximo do Ministério Público,

a delação premiada. Compreende a situação difícil? E aí muitos diziam, poxa, será que o corporativismo irá preponderar nesse sentido? As figuras iriam se proteger ou proteger os seus pares? Deixa eu chamar aqui o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, é preciso olhar para aquela alteração que foi feita na legislação, na lei que trata da delação premiada, a possibilidade de perder benefícios, mas também a gente precisa lembrar

Lembrar que foi aventada a possibilidade de uma delação setorizada, ou pelo menos parcial, ou falavam em delação seletiva. Agora, a outra parte, a parte que concede o benefício, tem instrumentos para identificar se a parte que está delatando está suprimindo informações? Há recursos para isso? Ou a parte iria se apoiar, por exemplo, no celular de Daniel Vorcaro? Porque assim, se o celular tem tudo, então para que fechar a delação?

que não existe essa história de meia delação, isso não existe vou poupar uma pessoa não existe esse acordo, esse acordo é impossível de ser feito porque ele viola a essência da delação premiada que é justamente esclarecer o crime e as provas e dar mais robustez às provas então isso não existe, isso é uma especulação que teve há alguns dias atrás e eu desde o primeiro dia disse que isso é impossível

Delação premiada. A delação é pra realmente abrir o jogo. Agora, não nos iludamos. Não é porque tem todas as provas e indícios que você vai conseguir conectar as peças. Daí a delação é muito importante, sim. Agora, essa história de poupar pessoas... Não, nós temos que poupar os brasileiros. Os brasileiros é que são vítimas da roubalheira, da corrupção, desses esquemas fraudulentos que roubam dinheiro dos aposentados,

que faz com que esses fundos de aposentadoria estão sendo investidos num banco com esquemas fraudulentos. É um absurdo. Nós temos que poupar o brasileiro, não autoridades corruptas. Todos têm que ser delatados, sim. E não tem essa história, ah, não, se delatar fulano, não vai ser validada. Vai ser validada porque as provas estão aí. E se não for validada, vai vazar pra todo mundo, a imprensa inteira vai estar sabendo,

vai estar sabendo e nós vamos ficar com essa cara de república de banana que fiquem cobrindo o crime esse é o fato mais importante, não dá mais para controlar a difusão da informação hoje, por isso essa história de tentar poupar pessoas é um tiro no pé que vai manter Vorcaro na cadeia por muito tempo e não vai criar o efeito de anular pode até anular a prova, mas o escândalo vai estar escandalizado

espalhosamente exposto ao mundo. Por isso, Caniato, não tem meia solução. Agora é a hora da verdade. Ou abre a boca e fala tudo o que sabe e isso condiz com as provas e os indícios levantados ou esse esquema pode fazer uma coisa. O cara ficar quieto, ele vai ficar mofando na cadeia durante muito tempo e aqueles que se beneficiaram desse esquema fraudulento vão se dar bem. Eu duvido que uma

pessoa, que nem Vorcaro, que vivia nababescamente, vai partir para o sacrifício de ficar enjaulado, enquanto a turma que se beneficiou dos esquemas do Master continuam livre, leve e solto. Deixa eu passar pro Mota, mas eu quero compartilhar com o Mota e com a nossa audiência um trecho da lei que trata da delação premiada após aquela atualização no pacote anticrime. Já faz

aspas, tá? O acordo homologado poderá ser reincindido em caso de omissão dolosa sobre os fatos do objeto da colaboração. Bom, e aí, Mota, se Daniel Vorcaro esquecer de mencionar algum fato importante ou quiser poupar amigos e aliados, isso poderá custar caro, inclusive a liberdade tão almejada, né? Poderá e poderá não custar nada, porque eu

a minha dúvida é a seguinte, Caneto. Se o banqueiro é quem sabe de tudo o que aconteceu, como é que alguém que não seja o banqueiro vai poder dizer que o banqueiro não está contando tudo o que aconteceu? Entendeu a minha dúvida? Porque se as pessoas já sabem o que aconteceu para ficar conferindo com a delação do banqueiro, então não precisa de delação do banqueiro, certo? Agora, se é só o banqueiro

que tem a informação, o que é que vai dar para uma outra pessoa a autoridade para dizer, não, ele não está contando tudo o que ele sabe. Essa história do banqueiro vai ter que incluir as autoridades. Que autoridades exatamente o banqueiro vai ser obrigado a incluir? Eu já expliquei aqui quais são as hipóteses. Se o banqueiro fizer essa delação cabeluda, dando nomes a todas as autoridades,

aceitar essa denúncia e aceitar a delação e decidir oferecer uma denúncia. A PGR pode muito bem dizer, não, não gostei dessa denúncia, por essa razão, por esse detalhe, e não vou, não gostei da delação e não vou oferecer a denúncia. Então, essa história do banqueiro vai ter que delatar, não vai ter que delatar nada. Ele vai seguir a melhor estratégia para o seu interesse,

e para isso já contratou um advogado especializado em delação. Me desculpem esses que acham que essa delação vai ser o fim dessa república de mamatas em que a gente vive. Eu acho muito pouco provável. Eu acho que a maior probabilidade aqui é que o banqueiro vai fazer uma delação no formato que seja do seu próprio interesse.

hipóteses todas que eu listei aqui, se alguma delas vai acontecer ou vai ser a hipótese número cinco, em que nada acontece. Pois é, NDA, né? Para os estudantes, os vestibulandos. Quero só trazer uma informação, notícia que chegou a pouco, a redação da Jovem Pan News, decisão do Supremo Tribunal Federal. O ministro Gilmar Mendes acabou registrando o seu voto, seguiu a maioria para manter Daniel

em prisão preventiva. Ele fez algumas ponderações, algumas observações, algumas ressalvas, mencionando que são profissionais do crime. Mas essa é a informação do momento. Gilmar Mendes registrou o seu voto, depositou o seu voto no sistema do Supremo Tribunal Federal, seguiu a maioria e votou para manter Daniel Vorcaro preso preventivamente. A gente segue acompanhando. Daqui a pouco, mais informações a respeito dessa decisão do Supremo,

naturalmente, mas eu quero acionar a reportagem da Jovem Pan, só confirmem se a nossa repórter está a postos. Ok. O ministro André Mendonça, do STF, afirmou hoje que o papel de um bom juiz não é ser estrela. Quem vai trazer os detalhes da informação é a Júlia Fermino. Chega ao vivo aqui na programação. Júlia, seja bem-vinda. Ótima noite a você, Júlia, elegantemente trajada, né? Nessa roupa cor caque. Júlia, conta pra gente, conta pra nossa audiência, o relator do

Então, ele pregou descrição no processo do caso do Banco Master. Foi isso? Obrigado pela participação. Muito obrigado pelos elogios, Caniato. Você também sempre muito bem alinhado, muito bem vestido, muito bem trajado, viu? Boa noite para você, para quem está com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. Mas foi isso mesmo, então, que o ministro do Supremo Tribunal, André Mendonça, disse em relação à atuação de ministros, de juízes também. Diz que o papel de um juiz não é ser estrela.

Essas falas foram feitas ainda em uma palestra no Rio de Janeiro, na OAB Rio de Janeiro. Ele, sem citar casos específicos, também chegou a dizer que o seu objetivo é entender o que é certo, decidir corretamente e ainda acrescentou agir para os motivos corretos. O nosso editor Pedro Vitor Caniato separou um trechinho da fala do próprio ministro. Vamos acompanhar?

sentido, com algum dom especial. Não. Eu tenho só a expectativa de tentar fazer o certo pelos motivos certos. E acho que esse é o papel de um bom juiz. O papel do bom juiz não é ser estrela. É simplesmente assumir a responsabilidade e julgar. Essas, então, as falas mais recentes de Mendonça em relação à sua relatoria. O papel, claramente, de um juiz para ele, na visão dele. Mas fato é que nos bastidores Mendonça tem sido visto,

como um contraponto do protagonismo do próprio ministro também do STF, Alexandre de Moraes. Inclusive, a gente pode destacar aqui que os dois já trocaram aí algumas farpas, na verdade, algumas críticas, né, nos bastidores. E o que também a gente pode ressaltar aqui, Caniato, é que a repercussão política de tudo isso é que no Congresso Nacional, políticos já avaliam que o papel de Mendonça frente aí de relatorias do Banco Master pode, inclusive, trazer algumas mudanças nas eleições.

de dois mil e vinte e seis, ou seja, precisamos ficar de olho pra saber quais serão então os desdobramentos de tudo isso, mas fato é que o ministro já passou recado, né? Já disse que a atuação de um ministro, o papel, aliás, a atuação de um juiz, o papel de um juiz, não é ser uma estrela. A gente segue acompanhando tudo por aqui, traz mais informações pra nossa audiência aqui na Jovem Pan. Volto com você. Detalhes dessa manifestação do ministro André Mendonça do STF, ele que é o relator do caso do Banco Master e também

da investigação sobre as fraudes no INSS. Valeu, Júlia. Grande abraço. Bom trabalho para você. A gente segue aqui com os nossos comentaristas. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, eu acho que a cada programa faz um recorte específico analisando a postura, a responsabilidade e o papel de André Mendonça frente a essas duas investigações. E aí teve esse encontro, esse evento da OAB, salvo engano, no Rio de Janeiro. E aí tem essa aspas,

atacada pela Júlia Firmino, em que o ministro diz o seguinte, eu não quero ser diferente, eu quero fazer o certo pelos motivos certos. Esse é o papel de um bom juiz. E mais à frente ele menciona que o papel de um bom juiz não é ser estrela. Enfim, ele muito centrado naquilo que precisa ser feito e tentando se desviar de uma armadilha, de puxar para ele os holofotes e transformar a figura

ator de dois casos que são muito comentados na imprensa, em ser ele a principal figura desses dois casos. Ele muito cético em relação a isso. Esse trecho que a gente colocou, ele foi extremamente interessante, mas quando nós analisamos outras falas logo na sequência, falas completas que ele teve, foram falas bastante duras, e duras no sentido de óbvias, legais, interessantes, necessárias, porém,

óbvias. E o problema é que hoje em dia, é o que eu mencionei ontem, quando a gente chegou no limite de um país da moralidade, onde alguém esquece uma carteira com dinheiro e se alguém encontra e devolve com dinheiro, vira manchete. Virou manchete, olha que legal, alguém devolveu, quando deveria ser algo normal. Mas a fala dele é extremamente relevante, importante para o momento que estamos vivendo. Veja, ele falou a respeito, além do papel de um bom juiz, que ele não deve ser estrela,

jogo de futebol ou em qualquer outra atuação de um juiz, quanto menos ele aparece, menos evidente ele está, mais você deixa o show de verdade acontecer, o jogo de futebol, o espetáculo ou a vida cotidiana numa sociedade. Quanto mais protagonismo o juiz assume e ele tem, significa que algo está muito errado. A sociedade brasileira está muito errada da forma como ela vem sendo conduzida nos últimos tempos. E esse discurso, além dessa parte de ser estrela, ele falou algo que

comentamos sempre aqui, usando até aquela palavra que eu sempre menciono, que é o conceito de servidor público, que nós esquecemos que eles estão lá para servir o público, servir a população. Ele mencionou isso. E ele mencionou também valores fortes que mostram na Constituição brasileira que não estão sendo respeitados, segundo ele mesmo. E quais são alguns dos valores que ele citou? Ele citou a liberdade,

liberdade de expressão que a gente vem vivendo nos últimos tempos. Ele falou a respeito da liberdade de negócios, não apenas da liberdade de expressão, ele não mencionou, falou liberdade no geral. Ele falou a respeito da Constituição dar acesso, independente de minorias ou maiorias, mas à igualdade. E são, portanto, falas duras diretamente ligadas aos seus

Há pares que vêm desrespeitando princípios básicos constitucionais e os valores muito bem descritos na Constituição brasileira. Então foi uma fala bastante importante que deve ter doído o ouvido de muita gente. Inclusive saiu uma pesquisa mostrando como caiu a confiança na Suprema Corte após o Banco Master, que já foi para não confio em 60%, e o ministro de maior confiança, veja como isso é volátil. É claro que é o André Mendonça, o único que está com popularidade.

mais alta dentro do Supremo Tribunal Federal. Então ele, como se diz o homem de Deus, com os valores fortes, ele tem ali uma obrigação moral de realmente seguir adiante com isso. Espero que ele leve a ferro e fogo todo esse questionamento. Pois é, o Musa destacou outras manifestações do ministro André Mendonça, nossa repórter há pouco trouxe um recorte, uma fala dele e uma das frases, o papel de um bom juiz não é ser estrela.

para o Cristiano Beraldo. Beraldo, enfim, tem várias falas importantes que nós poderíamos destacar. Eu vou abrir aspas para uma outra. Coragem é a capacidade de, no meio da adversidade, ter tranquilidade para decidir. Não é falar alto, ser arrogante ou subir o tom. Coragem não é irracionalidade. É tomar decisões de forma racional, justificada e motivada. E lá na frente ele fala sobre humildade. Humildade não é fraqueza.

é grandeza, é saber que, no fundo, você não é mais do que ninguém. Enfim, quais aspectos dessa manifestação de André Mendonça podem ser conectadas a esse momento e a esses dois casos espinhosos que são relatados por ele? Renato, primeiro eu queria registrar aqui que eu repetiria palavra por palavra o comentário do Roberto Mota. Assim como ele, eu acho que há um hype em torno desse assunto,

criou-se uma expectativa de que grandes consequências acontecerão, mas a gente ainda não tem elementos concretos que possam nos dar, como população, como brasileiros preocupados com o país que está completamente fora do rumo, fora do trilho, nós não temos elementos de que veremos as consequências

coisa errada nesse caso. O ministro André Mendonça, ele vem demonstrando que tem as qualidades necessárias para julgar com isenção e observando a lei os casos que chegam à Suprema Corte. Até onde se sabe, ele não tem vínculos com parentes que têm escritórios de advocacia, que advogam na corte, ele não apareceu aí enrolado em nenhuma situação.

de explicação difícil, e ele vem demonstrando e afirmando como fez hoje, dando essas declarações, ele vem mostrando e dizendo, farei o meu trabalho. E o trabalho que precisa ser feito é um trabalho que, infelizmente, nesse momento, eu vejo como minoritário. E não nos deixemos aqui nos encher de esperança pelo voto contrário do...

favorável à manutenção da prisão que foi dada agora pelo ministro Gilmar Mendes. Porque esse era um caso que o cachorro já estava morto na sarjeta. Passar ali e dar um chute não faz absolutamente nenhuma diferença. O fato concreto é que os pares do ministro André Mendonça têm muito a perder a partir das esperadas consequências desse caso. Por quê? Porque é preciso a gente rediscutir, não é nem rediscutir, porque a fundo isso nunca foi feito,

mas discutirmos uma transformação profunda no judiciário, nos instrumentos de aplicação da lei, para que a gente deixe de ter essa justiça do espetáculo, essa justiça que se transformou num negócio e a gente volte a ter na justiça a referência máxima da população brasileira de que as leis, de fato, valem para todos.

com o mesmo ceticismo do Roberto Mota. Pois é, deixa eu passar para o Dávila, para a gente avaliar a situação que envolve o ministro Mendonça, esse quase compartilhamento de um pensamento que ele fez nesse evento da OAB. E aí eu conecto também, viu, Dávila, que eu achei um levantamento muito oportuno, que foi divulgado por alguns veículos de comunicação, mas principalmente o portal Poder 360 divulga uma pesquisa

sobre a avaliação, a percepção do brasileiro em relação aos ministros da corte. E, curiosamente, André Mendonça está no topo do ranking dos mais bem avaliados. Então, de todos os ministros, o mais bem avaliado é André Mendonça. Não é por acaso, Dávila, tem a ver com esses dois casos? O que achou das falas dele? A fala de um juiz da Suprema Corte. Um juiz que mostra comedimento, respeito à lei e à Constituição,

vai julgar baseado na lei e nos fatos e que não vai continuar interpretando a Constituição com as suas opiniões, como se as suas opiniões moldassem as leis. Isto abre espaço para a arbitrariedade, que é o tipo de decisão que vinha sendo tomada até agora pelo Supremo Tribunal Federal. Portanto, mudanças institucionais só começam com o bom exemplo pessoal.

sólidas se não tivessem pessoas que honrassem o cargo que exercem. Que tivessem uma atitude em relação aos valores, aos princípios e à Constituição com essa reverência, com essa seriedade e essa objetividade que merece. A objetividade da Constituição, ela é clara. A Constituição existe para limitar o poder do Estado e do governo e dar o maior grau de liberdade ao indivíduo.

É este o princípio de toda Constituição Democrática. E no Brasil, nós estamos vivendo um pesadelo oposto. É como se a verdade, a lei fosse o que o Supremo acha e não o que está na Constituição. Isto abre o caminho para a arbitrariedade e a opressão. E é isso que trata a pesquisa da Atlas Intel. Uma corte constitucional que deveria ser guardiã da lei,

pessoas se limitando a interpretar a lei da Constituição como ela está escrita, faz com que hoje 60% da população brasileira tenha uma visão negativa da Constituição. Mas aí tem uma pessoa, que é o ministro André Mendonça, que é bem avaliado. Toda instituição, Caniato, começa pelo exemplo pessoal. Vou dar um exemplo. A Constituição dos Estados Unidos foi o exemplo dos constituintes que acabou fazendo com que

princípios elencados naquela Constituição, mais tarde fossem institucionalizados. E esta institucionalização começa de uma coisa que nós perdemos há muito tempo e principalmente no Supremo, o senso de virtude. Montesquieu já dizia lá atrás, não existe equilíbrio dos poderes, não existe Estado Democrático se não tiver virtude. Aliás, todos os pais fundadores dos Estados Unidos, como George Washington, Benjamin Franklin, Thomas

escreveram mini tratados do que é um comportamento virtuoso. Ele falou assim, não tem democracia sem virtude, nem do cidadão e nem, evidentemente, daqueles que exercem o poder. É isso que nós perdemos. As pessoas podem não saber exatamente qual é o papel do exemplo da virtude, mas elas sentem que o poder não está sendo exercido da maneira correta, boa e verdadeira. E isto reflete na opinião pública. Por isso que eu digo,

Mendoza, neste caso do Banco Master e da CPI do INSS, pode ser a tábua de salvação do descrédito do Supremo Tribunal Federal. Pois é, uma rápida parada pra você que nos acompanha pela rede de rádios. Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas, trazendo as análises a respeito das falas de André Mendonça e também uma pesquisa que foi feita pela Atlas Intel.

2 mil pessoas entre 16 e 19 de março, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95%. E aí, várias pessoas aqui pediram os mais bem avaliados, André Mendonça, ministro Dino, ministro Luiz Fux e ministra Carmen, percentuais diferentes. E aí, os ministros mais rejeitados ou com as piores avaliações, ministro Toffoli, ministro Mendes, ministro Moraes e o

O ministro Dino aparece nos dois rankings, entre bem avaliados e mal avaliados. Deixa eu passar para o Mota para refletir a respeito desse posicionamento de André Mendonça no evento da OAB. Pensamentos importantes que a gente pode, em alguma medida, conectar com esse momento atual, né Mota? As falas do ministro me lembram falas de grandes juízes da Suprema Corte Americana. Essa é a essência.

do ofício de um magistrado. É fazer o seu trabalho em silêncio, de forma discreta. Buscar o cumprimento da sua missão de fazer justiça, dando satisfação apenas à sua consciência. Magistrados que buscam os holofotes, as câmaras, os microfones, isso leva a um desvirtuamento da justiça. E isso é mostrado de forma exemplar nessa pesquisa

Isa Caniato, que você disse, tem o mesmo ministro bem avaliado e mal avaliado. E por que está bem avaliado? Por causa de uma medida, uma decisão que foi tomada, muita gente diz que foi tomada por estratégia de marketing, a grande maioria das pessoas não entende o que foi decidido, não entende o que vai ser resolvido depois, apenas sabe, olha, decidiu acabar com os penduricalhos, olha,

Que bom! Decidiu acabar com essa história de aposentadoria compulsória. A partir de agora está tudo moralizado. Quando existe toda uma realidade por trás a qual a maioria das pessoas não tem acesso. Juiz não deve buscar popularidade. Magistrado não deve buscar ficar bem colocado em pesquisa de opinião de instituto de pesquisa. O que o magistrado deve buscar é a justiça. E eu acho que essa é a essência

da mensagem do ministro Mendonça. Pois é, deixa eu chamar a nossa audiência para participar da enquete do dia, hein? É sobre a delação do Daniel Vorcaro. Será a delação do fim do mundo ou será parcial? Só vai entregar algumas pessoas. Espero o seu voto. Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, análise que nós estamos fazendo da situação que envolve a Suprema Corte, mas o foco agora, o relator do caso do Banco Master e também

fraude do INSS, André Mendonça, um juiz que foi indicado por Jair Bolsonaro, muito religioso, figura que destaca a necessidade do juiz fazer o que é certo, seguir a legislação, o papel de um bom juiz não é ser estrela, destacando a necessidade e a importância de ser humilde em suas decisões, na maneira como se comporta, ele fez um pronunciamento, um

em um evento da OAB no Rio de Janeiro. E a nossa repórter, há pouco, trouxe, inclusive, alguns trechos, algumas falas do juiz André Mendonça. Deixa só para fechar, passar régua nessas discussões. Vou passar mais uma vez para o Bruno Musa. Musa, a gente, claro, quando destaca esse posicionamento do ministro André Mendonça, a gente acaba colocando em perspectiva ou faz comparação com outro ou outros. Poxa, esse daqui atua dessa forma.

que é bem diferente. E aí é preciso olhar também para essa pesquisa que nós trouxemos há pouco, essas informações que mostram a percepção da população sobre ministros da Suprema Corte. O que já é diferente, né? Talvez há alguns anos, os brasileiros, na média, não soubessem quem são os ministros da Suprema Corte. Então, a nossa Suprema Corte, o STF, ganhou uma importância, uma preponderância, olhando para o brasileiro médio,

se importasse com esse tipo de noticiário. Hoje em dia se importa, e muito. Isso é uma coisa boa ou não? E aí, essa análise que é feita em relação aos perfis, né? Poxa, esse aqui é um bom juiz, esse aqui tem uma avaliação negativa. Claro que a gente não precisa dar nome aos bois, mas os últimos casos, as últimas informações que vieram à tona, as condenações, as falas, as participações em palestras, enfim, eu acho que há uma série de coisas que poderiam

ajudar nessa avaliação. Mas o cidadão comum acaba dando a opinião dele. Gosto desse, não gosto daquele. Esse parece honesto, esse não parece honesto. Você acha que é por aí? Eu acho que sim, e espero que tenhamos esse tipo de liberdade de, ao menos, poder continuar opinando a respeito disso. Veja, ontem eu estava, bom, ainda estou no interior de São Paulo, que eu vim dar uma palestra com um grupo de CEOs de empresas, e um deles, depois da palestra, me perguntando, naquela hora das perguntas, perguntando a respeito

algum tipo de melhoria ao longo dos últimos tempos. E eu tô falando isso porque, apesar de toda a deterioração que eu, infelizmente, acredito que faz parte do comportamento do ser humano, a gente ter que chegar mais próximo do abismo, do fundo do poço, pra começar a melhorar até lá, a gente continua queimando gordura. Eu acho que, trazendo a fala que você fez, junto com o que eu respondi a ele, eu acho que a gente pode começar a ver melhorias em meio ao caos. Tivemos que esperar chegar no caos,

os que estamos vivendo, pra começar a ter algum tipo de melhoria. Veja só, eu sou do começo da década de 80, são várias Copas do Mundo, estive presencial na Copa de 2018, e cada ano que passa, a gente começa a ver uma deterioração maior com relação a isso. Falei, pra nós que lembramos da Copa do Mundo, por exemplo, nos anos 80 e nos anos 90, como o país parava, as ruas ficavam pintadas, enfeitadas, pessoas comemorando,

Hoje, é bem provável que a grande maioria gostando ou não de futebol, como é o meu caso que gosto, não sei escalar a seleção brasileira e não tem o menor interesse nisso, mesmo continuando gostando e apoiando o futebol. Isso mostra um desinteresse muito grande que foi perdendo, uma vez que todos os outros escândalos foram suplantando aquilo que era uma paixão brasileira. Infelizmente, hoje, a gente sabe os nomes dos juízes de cor e salteado.

familiares, porque eles estão estampados nos principais meios de comunicação. Sabemos de pesquisas de intenção de gosto ou não, ou a favor ou não de impeachment de determinados ministros. Em um país normal isso não deveria acontecer, porque, repito o que eu falei no meu comentário passado, o juiz, ele deve ser total coadjuvante se quer aparecer no jogo. Quando ele aparece e ele é o protagonista, está completamente tudo errado. Quando, inclusive, sabemos de cor e salteado

nomes e feições dos seus familiares, porque são estampados nas caras dos jornais, a coisa está mais complicada ainda. Então, veja, estamos à beira de uma Copa do Mundo. O Brasil nem conversa mais disso. Afinal de contas, nós temos escândalos para falar cada vez maiores e, infelizmente, impostos maiores para continuar pagando esse tipo de coisa. Portanto, a sensação é que precisamos falar cada vez mais disso. Há uma evolução na questão das pessoas começarem a

entender que precisamos saber o nome de cada um porque chegamos muito próximo do fundo do poço. E se não pararmos de cavar, talvez não tenhamos sequer a oportunidade, daqui a algum tempo, de questionar o nome de alguns deles. Pois é, antes de chamar o próximo assunto, deixa eu pedir para o Cristiano Beraldo refletir a respeito de uma questão que é interessante quando a gente olha para a pesquisa, mas também o posicionamento de algumas figuras que integram a Suprema Corte e essa percepção da população, quem acompanha o noticiário,

quem não é um operador do direito ou também não trabalha com política. Beraldo, você consegue fazer um exercício aqui sobre o que é preciso ser feito para a justiça ou para a Suprema Corte conseguir readquirir a credibilidade e o respeito da população?

A gente viu, como eu relatei o histórico recente do Brasil, nós tivemos o mensalão. Parecia o fundo do poço, afinal de contas eram malas de dinheiro distribuídas para que parlamentares pudessem votar com o governo. Aí, imaginando que era o fundo do poço, descobrimos que tinha gente que se apressou a cavar mais fundo, criaram as emendas parlamentares. Porque o objetivo não era acabar com essa transação.

O objetivo foi oficializar a transação financeira para não dar mais cadeia. E aí fomos mais para fundo do poço. Depois veio o Petrolão, o Estado brasileiro sequestrado para viabilizar roubo e destruir a democracia brasileira. Isso é muito importante a gente frisar sempre. O Petrolão usou dinheiro roubado para financiar campanhas políticas.

quando o seu adversário está fazendo campanha com dinheiro infinito que foi roubado. Então, o petrolão vem e destrói a democracia brasileira e promove um verdadeiro saque do dinheiro público brasileiro. Então, tudo é revelado na Operação Lava Jato. A gente teve aquela sensação, especialmente pelas manifestações de rua, de que, opa, chegamos ao fundo do poço, agora vamos nos reerguer.

Escândalo do INSS, escândalo do Banco Master, relações absolutamente promíscuas e indevidas e morais do poder público, dos três poderes com empresários, empresários que se revelam a cada vez mais, a cada dia, não serem dignos da posição que ocupavam porque estavam ali usando das suas relações e das suas malas de dinheiro, do fornecimento de experiência,

audiências maravilhosas em Londres, no Mediterrâneo, sei lá onde, para ter benefício do poder público para os ventos da burocracia soprarem a favor desses empresários e virarem as costas para os seus concorrentes. Então isso tudo vai acontecendo e aí, Musa, a gente chega à conclusão de que nós não vamos deixar de cavar para o fundo do poço enquanto a estrutura que existir

a Constituição de 1988. O Brasil não tem remendo. O Brasil precisa começar de novo. Precisamos de uma Constituição que não seja escrita sobre o trauma da ditadura militar. Uma Constituição que fala só em direitos e não estabelece os deveres. É graças a essa Constituição que o Brasil se vê agora nessa condição de país imoral, país ignorante,

as pessoas não estão mais tendo forças para reagir. Precisamos começar de novo, sim. Precisamos transformar a lógica que existe no Brasil. Nós estávamos falando, acho que foi o Musa mesmo que disse, quando uma pessoa acha uma carteira com dinheiro e devolve, ou recebe um depósito indevido e devolve, isso é notícia, é feita uma matéria. Por quê? Porque não há mais expectativa da moralidade no povo brasileiro. Enquanto isso, um país como os Estados Unidos,

é um aeroporto, existe uma loja de conveniência, não tem um funcionário. Você, o passageiro, entra ali, vê o que ele quer e ele espontaneamente vai ao caixa, ele escaneia o que ele quer, paga e vai embora. Não tem ninguém pra fiscalizar. O Brasil, não. Você vai a São Paulo, tem Smart Sampa, tem policiais com câmera, tudo. Mas você tá andando na rua, rouba o seu celular. Você tá dentro de uma loja, ali desavisado, falando no telefone perto da saída da loja, logo vem o seu

Oh, por favor, não fale não, que é perigoso. Porque estão assaltando dentro da loja. Então não há absolutamente mais nenhum resquício de moralidade no Brasil. Precisamos começar de novo. E aí eu clamo a nossa audiência para que entendam que não será desfechos que venham do Banco Master que vão mudar o Brasil. Porque a gente já viu isso acontecer. Ah, vão pegar o Vorcário, descobrir crimes, condená-lo a 200 anos?

vida daqui a dois, três, quatro anos. Porque assim é o Brasil. Portanto, o mais importante pra mim do Banco Master é reforçar de novo, mais uma vez, que nós precisamos de uma revolução moral no Brasil. Nós precisamos de uma Câmara que realmente seja aguerrida. Precisamos de um Senado que tenha uma maioria de pessoas que de fato defendam a moral e não

tenham medo de exercer o seu papel e fazer ter consequência em cima de outros poderes pelos malfeitos dele. Portanto, Caniato, o Brasil precisa começar de novo. E o Banco Master, o INSS, somam-se a uma vasta lista de outros muitos escândalos que não deram em absolutamente nada no longo prazo. Portanto, que a gente use o ano de

prudência e senso de responsabilidade para que a gente, então, consiga ter pessoas ali que vão semear um novo tempo no Brasil, porque do jeito que está, está muito difícil. Pois é, é preciso, então, falar de eleições. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta quinta-feira à Jovem Pan que a senadora Tereza Cristina não quer ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo o líder da sigla liberal, a ex-ministra da Agricultura,

É muito bem-vinda, mas seu projeto é seguir no Senado. Nos bastidores, dirigentes do PL trabalham para montar uma chapa com apelo eleitoral e capacidade de ampliar as alianças, especialmente com partidos do Centrão. Você, Luiz Felipe Dávila, a informação compartilhada por Valdemar Costa Neto, aposta de muitos, era que Tereza Cristina seria a vice dos sonhos, ou a mais apropriada para a chapa com Flávio Bolsonaro.

Não adianta, se ela não quer, ninguém pode obrigar, né? Diante disso, quais são os players, as figuras que poderiam colaborar com o Flávio Bolsonaro nessa caminhada? E ainda tem muita água a passar debaixo dessa ponte. A senadora Tereza Cristina, ela continuará no mandato. Portanto, ela pode sair do Senado, disputar eleição. Se perder, a cadeira continua no Senado, ela continua exercendo o mandato.

muito importante. E nós sabemos, Caniato, que a pressão pode fazer as pessoas mudarem de cabeça ou de ideia nesse caso. A senadora Tereza Cristina certamente é uma pessoa que vai ser cogitada até o fim, por todos os predicados que ela tem. Uma pessoa séria, coerente, ligada ao agronegócio, sempre foi fiel ao governo Bolsonaro, lá atrás como ministra, sempre foi discreta,

Tudo o que precisa é num perfil de um vice-presidente. Não cria dor de cabeça para o presidente. Vai resolver as dores de cabeça do presidente. Então ela vai continuar sendo um nome importante. Outros nomes estão sendo cogitados, lógico. Mas o fato, Caniato, que esses nomes, a chapa, só vai sair de verdade depois que chegarmos próximo do período eleitoral. Ou seja, maio, junho, aí é que as coisas vão começar a ser definidas.

é apenas as mudanças de cadeiras e escolha de partido. Ao fechar a janela partidária, no começo de abril, e aí nós já sabemos como é que poderão ser as alianças com os partidos e quem é o melhor perfil. Até lá, é muita especulação. Pois é, deixa eu passar para o Mota, para nós fazermos um exercício conjunto sobre, hoje em dia, Mota, o que um vice agrega ao cabeça de chapa? No passado era, bom, ele é o reserva,

acontecer alguma coisa comigo, né? Se eu eleito, se eu morrer, ele vai ficar no meu lugar. Hoje em dia não, né? Tem vice que acaba assumindo o ministério, muitos cuidam da articulação, há uma tentativa também de que o candidato a vice possa agregar mais votos. Então, muitas vezes ele tem um perfil diferente do cabeça de chapa. Qual é o desafio na escolha de um vice?

traga mais votos. O vice precisa ampliar o alcance do candidato a segmentos de eleitores novos. Esse é o principal. Agora, nunca se deve perder de vista que, eventualmente, o vice pode precisar assumir. E aí vem essa coisa curiosa, né, Caniato, de dar para o vice um ministério ou alguma coisa. É como se você desse uma

para o vice, para ele não ficar pensando muito na oportunidade de um dia ser presidente. Não me parece que isso reflete uma boa escolha de vice. Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa também. Tereza Cristina é uma figura muito respeitada no meio do agronegócio, também é uma parlamentar que tem o respeito dos seus pares, é mulher, e muitos faziam justamente essa análise.

pode, inclusive, ajudar Flávio Bolsonaro a conquistar o eleitorado feminino. Você, Musa, o fato de ela não topar esse desafio, dá o tom de quais são os desafios para o PL, para a chapa de Flávio Bolsonaro? Escolher uma mulher pode ser uma boa aposta? Veja, eu acho que, independente de ser mulher, ela tem que ter uma aprovação do que ela fez. Antes do sexo, do gênero dela, não muda nada.

o que ela fez, qual é o nome dela. A Tereza Cristina é um baita nome. Eu acho que ela fez um belo trabalho, ela é reconhecida por isso e seria um nome de peso para o Flávio. Mas eu considero também muito cedo ainda para dizer, não, está fechado. Na política, tudo pode mudar a qualquer momento, até o último momento, muitas vezes até depois dele. Nós chegamos a ventilar aqui a possibilidade, comentamos a respeito do Romeu Zema como vice e ele já disse há um tempo que não, que quer ter a sua própria candidatura, eu entendo,

do novo com relação a isso, cavar o nome ali de uma pessoa importante, e aí ventilou-se, e seria até a opção mais, digamos, bem aceita, seria a da Tereza Cristina, que agora disse isso, mas enfim, eu não vejo nada concreto escrito em pedra que não pode ser alterado. Veremos, acho que sim, independente do, como eu falei, do sexo da pessoa, se ela tem uma qualificação, e nesse caso, teria esses dois pontos, dela ser,

mulher e ter uma competência, que é o ponto número um. Para isso isso seria um nome de peso. Veremos ser nos próximos capítulos, afinal de contas, repito, política nada está escrito em pedra. Além de Tereza Cristina, outros nomes foram aventados para chapa com Flávio Bolsonaro. Mencionaram Romeu Zema, como disse o Bruno Musa, mas as indicações apontam para uma candidatura do Novo com Romeu Zema disputando a presidência da República. Outros nomes, Ciro Nogueira,

senador e também presidente do PP. Chegaram até a cogitar Guilherme Derritte e um outro nome que foi destacado. Eu não vou me lembrar agora, mas também é uma figura de um outro partido. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo. Talvez o Beraldo me lembre de outros nomes que tenham sido cogitados para vice, para Flávio Bolsonaro. Enfim, mas acho que esses são os mais fortes. Tereza Cristina, parece que não toparia o desafio. Ciro Nogueira, Guilherme Derritte,

e Romeu Zema. O Zema dificilmente por conta desse posicionamento do Partido Novo e dele próprio. Isso é um jogo de xadrez muito mais amplo do que parece. A gente fica focado só nessa escolha do vice como se fosse uma coisa, bom, quem é o nome ideal para disputar na chapa para o presidente da República. Só que essa escolha implica numa série de outras consequências, não apenas da aliança

em torno da candidatura, mas também tem impactos nos arranjos estaduais. Isso para os partidos é muito importante, porque o partido, de novo, segundo a estrutura que foi estabelecida no Brasil, o partido só é importante, ele só tem relevância, ele só tem acesso ao dinheiro público destinado tanto ao fundo partidário quanto ao fundo eleitoral, quando ele tem bancada de deputados. E quanto mais deputado ele tem,

mais dinheiro vem para o partido. Não é senador, não é governador, não é nem o presidente da República. São os deputados. Pois bem, quando um partido faz uma aliança, ele quer ter certeza que essa aliança atende os seus interesses para que, nos estados, os deputados federais sejam eleitos. E aí vem todos esses desafios. Para Flávio Bolsonaro, me parece ser muito mais estratégico, por exemplo, trazer para a sua chapa

PP-União Brasil do que o Partido Novo, que é um partido que tem poucos deputados, que tem uma presença mais limitada no Brasil se comparado a esses grandes partidos, apesar do Partido Novo ter uma posição política mais bem definida do que a maioria dos outros partidos. Foi citado, por exemplo, trazer Ratinho Júnior em algum momento, se cogitou, pode ter sido mera especulação,

mas, enfim, Ratinho Júnior viria para o PSD fazer uma chapa com Flávio Bolsonaro. Mas isso vai criando desafios que agora a gente viu que aconteceu no Paraná. O PL se junta a Sérgio Moro para apoiar Sérgio Moro na sua candidatura ao governo do Estado e isola Ratinho tanto dessa composição nacional quanto também do apoio que ele dará lá

o seu candidato à eleição, já que ele não pode ser candidato à reeleição, ele indicará um candidato que receberá o seu apoio. Então, um quebra-cabeça bastante complexo. E para Flávio Bolsonaro, do ponto de vista de agregar votos, me parece que, pelo discurso que ele fez na Avenida Paulista, agora, há três semanas, onde, ao invés de falar do STF e fazer as críticas ao Brasil de hoje, ele disse que o STF

era o inimigo. E ele resolveu falar das mulheres, dos benefícios que o governo Bolsonaro deu às mulheres mães solteiras. Enfim, ele fez um discurso muito na linha já de um discurso que ele vai levar para a campanha. Então, falar em uma mulher que não seja do Sudeste nem do Sul, olhando para o Nordeste, para o Norte, obviamente, agregaria ao discurso de Flávio Bolsonaro.

mas a política acaba sendo a arte do possível. Vamos ver como é que todas essas peças se encaixam. Pois é, bem lembrado pelo Beraldo mencionar a possibilidade de um político do PSD fechar chapa com o Flávio Bolsonaro. Aí poderia ser Ratinho Júnior ou até o governador de Goiás, o Caiado. Bem, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Temos que fazer um rápido break, é super rápido mesmo, um minuto e vinte, um minuto e meio.

outros destaques aqui na programação. Até já.

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Jovem Pan, ponto final. Amanhã, às dez da noite, na Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Quero só reforçar que a enquete do dia está publicada no portal de notícias da Jovem Pan, jovempan.com.br, mas você também consegue votar, talvez seja até mais fácil, no YouTube. YouTube do programa Os Pingos nos Is tem a pergunta a respeito da delação de Daniel Vorcaro. Se vai ser uma delação completa, né? Revelando todo mundo, todos os esquemas, a delação do fim do mundo.

ou se ela vai ser setorizada, poupando algumas pessoas, seletiva. Eu conto com você, conto com o seu voto. Bem, Jair Bolsonaro completa nesta sexta-feira uma semana internado na UTI do Hospital DF Star em Brasília, onde segue um tratamento contra uma pneumonia bacteriana bilateral. A médica plantonista, que atendeu o ex-presidente na prisão, revelou que pediu a sua transferência para o hospital,

na Papudinha. Devido a isso, Flávio e Michele Bolsonaro, além de Tarcísio de Freitas, realizaram vários encontros com ministros da Suprema Corte para pedir e negociar uma prisão domiciliar ao líder da direita. Além deles, parlamentares da oposição também se juntaram a essa ofensiva. Chama aos nossos comentaristas. Antes disso, quero receber a Rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila.

Há uma movimentação de figuras da política, principalmente os familiares de Jair Bolsonaro, há conversas e tratativas com integrantes do Supremo para conseguir negociar uma concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. O pedido foi formalizado já pela defesa de Jair Bolsonaro e a informação de momento é que o ministro Moraes pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República

esse relaxamento, da mudança de regime, de fechado para domiciliar. O que você acha, Davila? Atingimos esse momento? Possivelmente isso irá acontecer? Caniato, a grande diferença é o jornalismo de coerência que nós praticamos aqui nos Pingos nos Is, sempre defendemos, desde o início, prisão domiciliar para Jair Bolsonaro por causa da sua idade, por ser um ex-presidente da República e, evidentemente, por causa de suas comorbidades.

Então, nada mudou desde que nós começamos a defender isso logo depois que a prisão de Jair Bolsonaro foi promulgada. Porque esses pré-requisitos continuam a existir hoje e foram agravados. Então agora, de repente, todo mundo está falando, não, precisa fazer prisão domiciliar e querem dar um cavalo de pau. Mas o que mudou? Mudou o que agravou, mas os fatos continuam os mesmos. Jair Bolsonaro tem problema sério de saúde.

e Jair Bolsonaro é ex-presidente da República. Esses três requisitos deveriam fazer com que ele cumprisse prisão domiciliar desde o início. Portanto, Caniato, agora ficam descobrindo alguma tecnicalidade pra mudar de opinião de uma coisa que sempre foi evidente. Pra cada um, você nota em um minuto a possibilidade de Jair Bolsonaro ir pra domiciliar PGR dará o parecer nas próximas horas, possivelmente. Um minuto.

disso acontecer, porque até agora o Estado brasileiro está fazendo uma aposta. Ele aposta que pode tratar Jair Bolsonaro do jeito que quiser, independente da lei, de precedentes, independente do estado de saúde dele. Está na hora disso mudar. Você, Bruno Musa, sua última reflexão a respeito desse tema, 25 segundos. Verdade é que se fosse levar pelo lado técnico e pela Constituição, isso já deveria ter acontecido muito tempo.

Me espanta o que se torna completamente escrachado. Justamente nesse momento onde a corte é pressionada, eles mudam de opinião. Será que é técnica? Claramente não. A técnica ficou para trás do Brasil. Pois é, vou passar também para o Cristiano Beraldo trazer a análise e reflexão a respeito da possibilidade da justiça autorizar a domiciliar para Jair Bolsonaro, só reforçando uma informação. O ministro Moraes fez um pedido para a PGR se manifestar a respeito da domiciliar

após o pedido que tinha sido efetuado, formalizado, pela defesa de Jair Bolsonaro. Você, Beraldo, o que devemos esperar? Situação delicada de saúde de Jair Bolsonaro. Talvez agora a Justiça tome uma decisão diferente daquele posicionamento que vinha sendo tomado nos últimos pedidos. Quanto tempo nós temos? 30 segundos, Beraldo. Renato, infelizmente, essa decisão não vem sustentada pelo direito, pela Justiça,

Muita pouca coisa mudou de outros episódios que o ex-presidente Jair Bolsonaro já passou. Essa decisão, no meu ponto de vista, ela vem levada por toda essa circunstância em que agora o Supremo Tribunal Federal está nas cordas. E aí parece querer amenizar a situação, revendo decisões que foram tomadas no passado e que claramente não faziam sentido algum. Resultado da enquete do dia, a pergunta publicada foi

ou entregará todas as autoridades. A maior parte, 72% disseram, o banqueiro vai entregar todo mundo e não vai poupar ninguém. Muito obrigado a todos que votaram, participaram da nossa enquete. Um grande abraço aos nossos comentaristas, bom fim de semana a todos e nós agradecemos a você pela parceria, pela audiência, por participar do programa com a gente. Na sequência, Jornal Jovem Pan e os principais destaques do dia.

Eu tenho um encontro com vocês amanhã no Jornal Jovem Pan de plantão nesse fim de semana. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.