Crise no STF com Caso Master / PF prepara lista de citados por Vorcaro
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (19):
Mesmo citados por Daniel Vorcaro, ministros do Judiciário rejeitaram um recuo sugerido pelo presidente do STF, Edson Fachin. A tentativa de reduzir tensões internas não foi bem recebida, e declarações sobre “humildade institucional” geraram incômodo. O episódio expõe divisões na Corte em meio ao escândalo do Banco Master.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) criticou decisões de ministros do STF e afirmou que há uma blindagem de investigados no caso Banco Master. Durante entrevista, ele detalhou pontos da investigação e levantou questionamentos sobre a atuação do Judiciário. O tema aumenta a tensão política em Brasília.
O ministro André Mendonça autorizou a transferência de Daniel Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A decisão elevou a expectativa de um possível acordo de delação premiada, após a defesa do banqueiro iniciar tratativas com as autoridades. O caso Master segue em destaque nos bastidores de Brasília.
A Polícia Federal prepara um relatório com nomes de políticos, ministros e autoridades ligados a Daniel Vorcaro. O documento será enviado ao ministro André Mendonça, que poderá decidir pela abertura de um novo inquérito. As informações se baseiam nos dados extraídos de celulares e arquivos do caso Banco Master.
O senador Alessandro Vieira afirmou que ministros estariam atuando para travar as investigações do caso Banco Master e garantir impunidade. A crítica veio após decisão que suspendeu a quebra de sigilo de um fundo ligado ao caso. Segundo o parlamentar, essas ações prejudicam a credibilidade do Judiciário e interferem na atuação do Congresso.
Levantamento aponta que o governo Lula é o que mais aumentou impostos desde a redemocratização. Foram ao menos 27 medidas que elevaram tributos, ampliando a arrecadação para R$ 2,65 trilhões. Apesar disso, os gastos públicos seguiram acima das receitas, intensificando o debate sobre contas públicas.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- Banco MasterCitação de ministros por Daniel Vorcaro · Transferência de Daniel Vorcaro para Superintendência da PF · Possibilidade de delação premiada · Arquivos e celulares do banqueiro como evidência · Potencial acordo inédito com PF e Procuradoria-Geral
- Crise STF Caso MasterDivisões internas entre ministros do Judiciário · Rejeição ao recuo proposto por Edson Fachin · Tentativa de reduzir tensões com pedido de 'humildade institucional' · Sugestão de código de conduta para ministros · Envolvimento de ministros em escândalo do Banco Master
- Senador Carlos Viana e AcusaçõesCríticas a decisões de ministros do STF · Denúncias de blindagem de investigados · Defesa das prerrogativas do Parlamento · Questionamento sobre emendas parlamentares · Contato de Daniel Vorcaro com número funcional do STF
- Critica PoliticaInterferência do STF no Legislativo · Decisões monocráticas de ministros · Bloqueio de investigações · Comprometimento da credibilidade do Judiciário · Concentração de poder no STF
- Relatório da PF sobre autoridadesLista de políticos, ministros e autoridades ligados a Vorcaro · Documento baseado em dados de celulares · Possível abertura de novos inquéritos · Decisão de André Mendonça sobre inquéritos · Potencial envolvimento de três poderes
- Senador Alessandro VieiraDenúncia de ministros travando investigações · Garantia de impunidade de autoridades · Suspensão de quebra de sigilo de fundo · Destruição da credibilidade do Judiciário · Interferência na atuação do Congresso
- CPMI do INSSInvestigação de fraudes no INSS · Fraudes relacionadas aos consignados · Prisões de envolvidos · Apreensão de bens · Dificuldades para prorrogar os trabalhos
- Reforma TributáriaNecessidade de mudança na estrutura do STF · Critérios objetivos para indicação de ministros · Fim de decisões monocráticas · Restauração da independência dos poderes · Mudanças constitucionais necessárias
- Aliancas e Coligacoes PoliticasAlinhamento para barrar prorrogação da CPMI · Interesse em encerrar investigações · Envolvimento de Lulinha em esquema · Recurso ao STF pela CPMI · Prazo terminando na próxima semana
- Crise InstitucionalInsegurança jurídica no Brasil · Deterioração da imagem do Judiciário · Confiança na democracia · Comparação com situação na Venezuela · Necessidade de transformação institucional
- Marketing JuridicoContratação de José Luis de Oliveira Lima (Júca) · Experiência em acordos de delação premiada · Negociações com ministro André Mendonça · Proposta de modelo inédito de delação · Inclusão de PF e Procuradoria-Geral
- Viagem de André do PradoEncontros com autoridades em viagens internacionais · Patrocínio de experiências por Vorcaro · Degustação de whisky · Relacionamento com figuras políticas · Potencial evidência em delação
- BolsonaroSegurança máxima na penitenciária federal · 23 horas fechado em sela de 7 metros quadrados · Impacto psicológico do encarceramento · Transferência para Superintendência da PF · Fragilidade emocional do banqueiro
- Atuação de Lucia na políticaHomenagem de escola de samba a Lula · Rebaixamento da escola de samba · Pedido de investigação pelo PL · Rejeição do TSE a investigação preliminar · Possível campanha eleitoral antecipada
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is. Os assuntos importantes do dia, sempre contando com as análises, as reflexões, as discussões com os nossos comentaristas. Cristiano Beraldo já está com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Participarão de forma online o Roberto Mota, o Luiz Felipe Dávila e também o Bruno Musa. Eu sou o Daniel Caniato e você é sempre o nosso convidado especial.
Daniel Vorcaro e em meio à possibilidade de novos escândalos envolvendo o Banco Master, ministros do Judiciário não aceitaram um recuo que foi proposto pelo presidente da corte, Edson Fachin. O magistrado realizou um encontro, uma reunião reservada com alguns colegas para tentar reduzir os atritos internos, amenizar a situação e também a crise provocada pelas investigações. Pedindo o quê? Ele pediu união e o afastamento, distanciamento de temas sensíveis.
Porém, após Fachin pedir em discurso que os ministros tenham humildade institucional e comportamento irrepreensível na vida pública e privada, os próprios magistrados sinalizaram que o presidente da corte acaba fortalecendo os opositores do judiciário e mancha a imagem deles, ignorando o caso Master em si. Um outro ponto de divergência no Supremo é a insistência de criação de um código de ética e conduta,
integrantes da Suprema Corte. Vamos chamar os nossos comentaristas pra abrir esse giro de análises e reflexões. Vamos ao Rio de Janeiro. Roberto Mota já está preparado. Mota, essa notícia traz uma tentativa do presidente da Corte em unir os integrantes do Supremo diante de tantas coisas que vêm sendo sinalizadas, ditas e prometidas caso uma delação seja validada e feita por Daniel Vorcaro.
que vários integrantes da Suprema Corte não veem esse ato de Edson Fachin como positivo. Acham que, inclusive, o fato de ele pedir união, sugerir código de conduta, isso daria somente munição aos inimigos, aos adversários da Suprema Corte. Bem-vindo. Caniato, eu confesso que eu fiquei confuso. Os magistrados não aceitam recuar? Eles não aceitam recuar exatamente de quê?
perguntar. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. Dizem que existe uma desconexão entre a presidência do da Suprema Corte e o restante do tribunal. Bom, o cidadão comum tem certeza de que existe uma desconexão, mas é entre a corte e a maioria dos cidadãos. Porque todos os brasileiros olham com perplexidade pro que
está acontecendo. Até pouco tempo, a perplexidade era motivada pelo ativismo judicial descontrolado. Agora, o motivo é outro. O motivo é o envolvimento com o maior escândalo financeiro da história. Tentar resolver isso com código de conduta ou com discursos floridos é mais ou menos como tentar tratar um câncer colocando um band-aid.
Aspectos que devemos tratar, analisar com muito cuidado, afinal, há a cada dia uma nova informação relacionada ao caso do Banco Master. Vamos chamar o Luiz Felipe Dávila, agora jogando luz sobre a situação atual da Suprema Corte, uma tentativa, né, Dávila, do ministro Edson Fachin de, sei lá, arrumar casa, adotar uma estratégia para unir os ministros da Suprema Corte.
até com receio do que virá acontecer caso uma delação premiada seja fechada entre Daniel Vorcaro, sua defesa e alguma instituição da República. Mas o que é preciso considerar quando a gente observa que os ministros não admitem recuo e sugerem um enfrentamento? Eles têm força para isso? Enfim, o que é preciso considerar? Eu acho que você está com o microfone fechado. Só verifica, por favor. Pronto. Boa noite. Agora sim, Caniato. Boa noite, Mota, Beraldo.
Mousa e a nossa querida audiência. Caniato, hoje é um dia especial. Hoje é dia 19 de março, dia de São José. Está aí uma pessoa que poderia servir de exemplo para esses ministros do Supremo. São José é aquele personagem moderado nas maneiras, nos gestos, nas suas palavras, nas suas colocações. Tem absoluto autocontrole e, além de tudo, é um ferrinho defensor dos princípios
E não cede por nada. Talvez seria um bom exemplo para lembrar os membros da Suprema Corte que hoje estão intoxicados pela defesa do corporativismo, por uma arrogância e uma soberba que o colocam acima da lei da Constituição. Qualquer ato crítico é, na verdade, um assinte à instituição do judiciário.
os pontos neste embate da crise onde o Supremo se autoconcedeu o poder de ser o defensor da democracia. É inacreditável como essa soberba arrogância, arbitrariedade acabou fazendo com que o Supremo Tribunal Federal mergulhasse na maior crise da sua história. Crise de credibilidade, crise que só será resolvida no dia em que os ministros
mudarem de atitude. E, neste caso, poderiam seguir um pouco o exemplo do ministro André Mendonça e escutar um pouco mais as recomendações de Fachin de autocontenção. Talvez esse seja o primeiro passo numa longa jornada para restabelecer a credibilidade do poder judiciário. Porque sem justiça não há democracia, não há liberdade. Há apenas
ou revolução. Também com a gente, como eu anunciei na abertura, Cristiano Beraldo aqui no estúdio em São Paulo. Beraldo, ótima noite a você. Estamos tratando da insatisfação daqueles ministros que estão na Berlinda ou que vêm sendo citados nas várias reportagens. Há indicações de que teriam alguma relação ou tiveram alguma relação com o Daniel Vorcaro. E aí há a leitura por parte desses ministros de que a condução, a administração de Edson Fachin,
prejudicaria inclusive a Suprema Corte. Fala-se até na falta de objetividade quando ele sugere algumas coisas em relação à união da Corte, como, por exemplo, o Código de Conduta. Na avaliação desses ministros que vêm sendo criticados, nem haveria necessidade de um Código de Conduta. O regramento hoje já garante a total lisura da maneira como eles atuam representando a Suprema Corte brasileira.
brasileira. Enfim, alguns elementos para analisarmos. Bem-vindo. Tempos estranhos que o Brasil está vivendo. Caniato, boa noite a você, Aldávila, Mota, Almusa e boa noite especial para a audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Veja só que a Suprema Corte Brasileira, que deveria ser a nossa referência, aquela instituição que a gente levanta os olhos para olhar para ela com admiração e respeito, ela de repente está nos remetendo ao primário.
que os alunos entendem a importância da educação, do ensino, do comportamento em sala de aula, que quando o professor fala, o aluno tem que ouvir. Isso é um processo que leva anos. As crianças vão amadurecendo, vão compreendendo. Então, Caniato, quando a gente olha para uma aula de primário, a gente tem essa dinâmica. Se a gente olhar para uma aula de doutorado ou de mestrado, a dinâmica é completamente diferente. Por quê?
pessoas estão ali fazendo um mestrado, um doutorado, porque elas se capacitaram para aquele momento. Elas buscaram, elas desejaram. Quando elas entram na sala de aula de um doutorado, elas estão ali ávidas para ouvir o que o professor tem para falar. O comportamento, ele é irrepreensível, as discussões são de alto nível sobre os temas que estão ali sendo discutidos. É isso que a gente espera da Suprema
corte. Os 11 ministros que, segundo o previsto na Constituição Federal de 1988, precisam ter dois elementos fundamentais. Reputação ilibada e notável saber jurídico. O notável saber jurídico é construído com uma vida profissional e acadêmica muito densa. O notável saber jurídico não é só aquilo que você sabe, mas o que outros reconhecem
que você sabe em relação ao direito. A reputação ilibada é construída conforme anos de uma atividade firmada na ética, no respeito e, sobretudo, no compromisso com o direito, com a justiça. Justiça, que eu gosto sempre de lembrar e de frisar, justiça com J maiúsculo, com fenda nos olhos e uma balança na mão, como nos remete à imagem da justiça. Pois bem,
Hoje, no Brasil, é tudo ao contrário. Temos essa reunião em que o presidente do Supremo Tribunal Federal olha para seus pares, supostamente com notável saber jurídico e reputação ilibada, e trata os seus pares como se estivessem no quarto ano do primário. Ô, meus amigos, precisamos nos comportar, não dá mais para fazer bagunça, não dá mais para ficar jogando bolinha de papel enquanto o professor fala. Vamos nos comportar aqui, porque a gente tem que aprender,
Temos que tirar nota para passar de ano, senão a gente vai ficar de castigo quando chegar em casa. Quer dizer, é de uma situação tão absurda, tão absurda, que a gente tem que se perguntar, é essa a estrutura de justiça prevista na Constituição brasileira? É essa a estrutura de justiça compatível com a nossa história de judiciário, de grandes juristas, de grandes pensadores do direito que passaram pelo Supremo Tribunal Federal? Ora, claramente que não. E, por favor,
não me venham agora achar que o problema é o Banco Master. Oh, tá vendo aquele ministro? Falou no telefone com fulano. Ah, e o Vorcaro mandou uma mensagem de bom dia para o ministro da... Esqueçam. Todos os ministros ali, salvo talvez uma ou duas exceções, têm parentes que têm escritórios de advocacia que advogam para grandes empresas. Não foi o Vorcaro, foi outro. Do setor de bancos, de telecomunicações, de petróleo, de indústria,
de serviço, seja o que for. Não importa. O problema não é o Banco Master, o problema não é o Vorcaro. O problema é a deturpação do conceito de moralidade que é fundamental para qualquer Suprema Corte que se dê ao respeito. Zé, situação delicada. Deixa eu chamar o Bruno Musa. O Musa também está com a gente. Musa, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Estamos diante de uma situação super delicada. A cada dia uma informação diferente.
mais uma camada do caso que envolve o Banco Master e a luz iluminando praticamente todos os movimentos dos integrantes da Suprema Corte. Agora, olhando para o que já aconteceu, para o que foi feito e projetando o que pode acontecer e o que deveria ser feito, o que nós podemos esperar da Suprema Corte na figura do presidente Edson Fachin, que segundo as últimas informações tem feito alguns movimentos nos bastidores para unir
os integrantes, todos os ministros, dar uma demonstração de força, mas ao mesmo tempo de humildade. Talvez recuo. Reconhecer que talvez nem tudo que tenha sido feito foi acertado, mas talvez um recomeço, inclusive, para sinalizar para outras instituições. Alguns ministros não topam isso. Boa noite, Caniato. Davi, Laberaldo, Mota e todos que nos escutam no Brasil. Bom, eu acho que a fala do Fachin foi bastante dura.
Um trecho que me chamou a atenção aqui, que é bastante óbvio, mas me chamou a atenção vindo de alguém da Suprema Corte nesse atual momento é que, abre aspas, a Corte não tem o monopólio da sabedoria política. É óbvio que não. Ninguém detém o monopólio da sabedoria política, nem econômica, nem social, nem institucional, nem ninguém. E é por isso que qualquer decisão, qualquer economia centralizada, ela é falha. Ela pode até funcionar, mas nunca na eficiência máxima.
porque ninguém detém o conhecimento que é disseminado e disperso. E o conhecimento daqui a um minuto ninguém tem, porque novas descobertas são feitas quando o ser humano é deixado livre. A capacidade de empreender do ser humano é juntar todos esses conhecimentos dispersos e fazer com que a coisa evolua. Portanto, ninguém detém esse monopólio dessa sabedoria. Não deveria ser diferente para os integrantes da corte, mas não. No alto do seu pedestal, eles continuam achando que ele, sim, tem o monopólio
conhecimento e o monopólio, talvez, da violência. Esse, infelizmente, parece que o Estado brasileiro detém, em certa forma, e não temos a quem recorrer de forma alguma. Agora, algumas coisas me chamam atenção pra essa forma de supostamente não recuarem. Ao que consta, já uma discussão mais séria a respeito da possibilidade, inclusive, de levar o ex-presidente Jair Bolsonaro pra prisão domiciliar por conta da sua frágil situação de saúde.
que o que está sendo divulgado na mídia é que eles estão começando a aceitar essa possibilidade com medo de marcar ainda mais negativamente a sua imagem. Não é porque é técnico. Não é porque a Constituição manda. Não é porque ele está com a saúde frágil. Não. É porque vai manchar ainda mais a já caquética situação que eles se encontram frente à opinião popular. O técnico, o jurídico, deixa de lado. Esse pouco importa. Mas o que vale é a nossa imagem.
tenta tentar preservar a sua imagem quando todos os atos jogam contra a própria imagem deles? Então, me parece que eles são os seus próprios inimigos. E se eles não mudarem as ideias, que me parece que não, porque passou determinada linha e vai até aquele ponto que passamos do ponto de não retorno, agora temos que continuar atirando? Ou seja, há uma dificuldade muito grande da opinião popular recuar e mudar essa ideia. Consequentemente, eu acho que todo esse caso do Banco Master,
com o envolvimento dos três poderes, ditará em muito as eleições agora desse ano. E está tarde demais, não sei se dará alguma coisa, isso a gente sempre discute aqui, mas eu acho que está tarde demais para mudar a opinião popular com relação à Suprema Corte Brasileira. Pois é, mas quando a gente analisa essa notícia dizendo que ministros se recusariam a dar um passo para trás, reconhecer um erro, ou aceitar, por exemplo, o Código de Conduta,
de arrumação que viria a ser feito ou iniciado um processo de freio de arrumação com o ministro Edson Fachin, deixa eu passar mais uma vez para o Mota, porque há exemplos que podem nos conectar a um processo já iniciado, não Mota? Quando o ministro toma uma decisão para acabar com penduricalhos, ainda que seja uma decisão monocrática, que isso venha a ser avaliado posteriormente pelo pleno. Quando um outro ministro toma uma decisão em relação
uma aposentadoria compulsória, que sempre foi visto como um prêmio àquele que cometeu um erro. Fico imaginando. O camarada trabalharia 30 anos para conseguir a aposentadoria e ele comete um erro no quinto ano de magistratura e acaba sendo punido com uma aposentadoria. Isso, na verdade, era quase um prêmio para essa pessoa que cometeu algum tipo de erro no exercício da profissão ou até um crime. E aí a gente até pode também elencar o código de conduta, mas você acha que esse processo de freio, de arrumação,
ou de limpar a barra do Supremo? Já não foi iniciado, Mota? Não, Caniato. Eu não acho que foi iniciado porque nenhuma dessas medidas endereça a principal questão em jogo, que é o ativismo judicial descontrolado. O fim dos penduricalhos não tem nada a ver com o ativismo judicial. Não tem nada a ver com usar um regulamento interno da corte
do que o que diz a Constituição. Não tem nada a ver com a destruição do processo acusatório. Não tem nada a ver com o fato do judiciário estar abrindo inquérito de ofício. Não tem nada a ver com o fato do juiz estar julgando causa na qual ele é vítima. Não tem nada a ver com o absurdo da gente assistir brasileiros que não tem foro especial serem julgados.
em foro especial, esse fim da aposentadoria também não tem nada a ver com nenhum desses absurdos. Na verdade, críticos dizem que são apenas jogadas de marketing, são jogadas combinadas, são medidas que não vão ter efeito prático nenhum, que são usadas para negociação, que já estariam até sendo negociadas. Dizem que associações de classe estariam
a aceitar esse fim dos penduricalhos desde que fossem preservados os penduricalhos que já existem. Auxílio alimentação, auxílio saúde, auxílio pré-escolar, gratificação por participação em banca de concurso, auxílio funeral, indenização de férias, licença-prêmio não usufruída, auxílio moradia e mais uma lista aqui de 21 penduricalhos.
para ser cético em relação a essa súbita explosão de moralidade. Explosão de moralidade que eu lembro mais uma vez, não afeta nenhuma das questões principais que tem tornado a vida do cidadão brasileiro um pesadelo de insegurança jurídica. Pois é, deixa eu passar também para o Luiz Felipe Dávila, porque o Dávila já faz muitos meses
Isso quando lá atrás nós falávamos da interferência entre os poderes da República. Nem tinha caso do Banco Master ainda, né, Dávila? E nós discutimos aqui esse movimento de autocontenção, o início de um processo de autocontenção. E aí é preciso focalizar medidas que foram tomadas recentemente, ajudam nesse processo de autocontenção, não tem relação direta, talvez, com o mérito da questão que a gente trata no caso do Banco Master, mas pode colaborar em alguma medida,
O Mota trouxe um ponto muito importante. A autocontenção, neste instante, é, na verdade, uma aspirina para resolver um câncer. Ela é importante porque mostra uma mudança de atitude, mas ela não vai mais fazer o efeito porque a crise tomou uma proporção gigantesca após o escândalo do Banco Master. E aí, Caniato, é muito importante os membros do Supremo entenderem o momento político do país.
do Banco Master acabar em pizza ou acabar sendo varrido para debaixo do tapete, o que está em jogo hoje é a credibilidade da justiça, da democracia, da Constituição. Varrer este caso escandaloso para debaixo do tapete é o triunfo da safadeza, da roubalheira, da corrupção dos valores, dos desrespeitos absolutos à Constituição brasileira,
E isto não é apenas um ataque ao Supremo, é uma descrença generalizada à democracia e à liberdade. Esta insensatez do Supremo Tribunal Federal em compreender que o caso Master, se for bem resolvido, como quer o ministro André Mendonça, pode ser a salvação da credibilidade tisnada do Supremo Tribunal Federal.
Agora, quando há uma reação, que é este corporativismo desenfreado, tentando frear, impedir que este caso seja julgado devidamente, de acordo com as regras do devido processo legal, é um tiro no pé que me lembra um fato histórico de uma tal rainha de um país chamado França, em 1789, que o povo desesperado mandou dar uns briochezinhos para o povo para acalmar.
não demorou muito para ela perder a cabeça na guilhotina. A insensibilidade política do tamanho da crise que o Banco Master representa ao país, às instituições, à credibilidade da democracia e do direito, é algo assustador ver como o Supremo parece insensível a não ser um ou outro ministro que está tentando abrir os olhos desses que ficaram cegos pelo poder, pela arbitragem,
e por uma ilusão de que são os defensores da democracia. Eles estão, na verdade, pavimentando o caminho para a opressão e não para a liberdade. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Seguimos aqui com os nossos comentaristas, analisando os principais detalhes em relação ao caso do Banco Master, também o posicionamento da Suprema Corte, perspectivas, o que vem por aí. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, porque quando a gente fala de medidas que foram tomadas
Um movimento de Edson Fachin para promover a união da Suprema Corte, tudo bem, isso parece muito bonito, ou sugestão de um código de conduta, parece muito positivo, né? Que agora eles façam reuniões no sentido de procurar parar as arestas e aí dar algum tipo de sinalização para a sociedade. Agora, eu fico pensando, a gente passa, sei lá, minutos discutindo isso daqui,
supersensíveis vierem à tona comprometendo ministros, pega tudo isso que nós falamos, joga fora e é preciso começar a tratar de uma outra pauta, né? Como eles conseguirão punir essas figuras? Pois é, Canel, porque nós estamos numa situação em que a delação, né? Como é que ela provaria que o ministro deu uma decisão em razão de uma troca por um benefício pessoal? Porque a advocacia, isso é importante a gente lembrar,
Corte Constitucional Brasileira admitiu, já, salvo engano, já tem três anos, que familiares de ministros podem atuar em casos que estão correndo nas cortes em que seus parentes são os julgadores. Isso está pacificado, é uma questão constitucional. Não dá para você dizer, não, mas olha, mas o seu filho, a sua esposa, o seu marido, o seu primo, o seu irmão tinha esse caso e ele saiu vencedor.
porque o valor pago como honorários não foi para o magistrado, foi para o advogado que faz parte de um escritório que estava legalmente constituído. Então não será por aí. Aí a gente tem que se perguntar, haverá nessa troca de mensagens ou em documentos que sejam eventualmente apresentados numa delação, um elemento muito claro e objetivo que demonstre o benefício recebido e o valor pago,
benefício, mas a intenção de, ao receber uma remuneração, entregar aquele benefício, a gente tem que ver se tem isso. E eu, sinceramente, acho muito difícil. Nós não estamos falando para esse tipo de atividade com crianças. Eles são muito sabidos para fazer essas coisas. Então, eu não tenho muita esperança que a coisa vá por aí. Portanto, será muito desgaste, mas acredito que de pouco efeito
porque nós já estamos em um ambiente em que a ética é relativa e a imoralidade, aquilo que nós gostaríamos de ter como conceito de moralidade, já foi deturpado e está tudo bem. Então, o que nós precisamos agora, Caneto, para de fato transformar a essência do Supremo Tribunal Federal como referência, mas da justiça como um todo, é acertar dentro do Congresso Nacional, que certamente não será esse Congresso que está aí,
de reformulação constitucional da estrutura do judiciário, inclusive do Supremo Tribunal Federal, com critérios muito objetivos, ainda mais claros, mais técnicos, de quem pode ser indicado para a corte. Será que teremos que partir para uma questão de antiguidade em tribunais do Brasil afora? Será que vamos ter que recorrer a outros tipos de referência objetivas
possam ser quantificadas para que a gente saia dessa subjetividade que não deveria existir, mas passou a existir, do notável saber jurídico e da reputação ilibada. Então, esse exercício precisa ser feito. E volto aqui a lembrar. No governo militar, aumentou-se o número de ministros, salvo engano, para 17, para que se formasse uma maioria comprometida com as leis, com o judiciário,
equilibrada e a partir das aposentadorias que aconteceram depois daquele momento, voltou-se o número para 11 ministros. Então, o Congresso precisa agir. De novo, não será esse Congresso. Torçamos para que seja o próximo. E o próximo Congresso, é bom lembrar, depende de nós. Programa Os Pingos nos Is, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente nesta edição, em que a gente trata de muitas informações relacionadas ao caso do Banco Master.
Mas a Polícia Federal tem descartado dados sobre a vida privada de Daniel Vorcaro, mesmo que envolva relações pessoais com políticos e outras autoridades. O presidente da CPMI, o Carlos Viana, ele rebateu e afirmou que a CPI tem, sim, constitucionalmente, o direito de investigar e decidir o que será analisado, inclusive as festas do banqueiro e outros materiais que possam revelar a participação de autoridades no esquema.
sobre a apuração do INSS e sobre a situação que envolve os arquivos de Daniel Vorcar. Vamos à Brasília. O senador Carlos Viana está conectado com a gente. Quem irá permitir essa entrevista é a repórter Beatriz Souza, diretamente do Congresso Nacional. Beatriz, seja muito bem-vinda. O nosso abraço e a nossa saudação ao senador. Oi, Daniel. Boa tarde para você. Boa tarde para todos que estão acompanhando a gente aqui na Jovem Pan. Nós estamos aqui hoje com o senador Carlos Viana.
PMI do INSS, que tem tido aí, se aproximando das últimas reuniões, né, senador? Vou perguntar pra ele inicialmente sobre a questão das emendas parlamentares. A gente sabe que o ministro Flávio Dino pediu explicações sobre essas emendas, os parlamentares da oposição alegaram, inclusive, desvio de finalidade que o senhor estaria também blindando a Fundação Oasis, que é ligada à Igreja Lagoinha. O que o senhor teria pra explicar pra gente sobre essas emendas
de 3 milhões e 600 mil reais. Senador, seja bem-vindo. Muito obrigado, Beatriz. Boa tarde, boa tarde, Daniel. Essa é uma pergunta que eu faço questão de responder com muita tranquilidade. Primeiro, nós não mandamos dinheiro para igrejas. Não é possível fazer isso. Você manda dinheiro para as prefeituras e as prefeituras aprovam planos de trabalhos com fundações ligadas a igrejas. O problema é que nós estamos num ano eleitoral e tudo se torna um problema.
É um roteiro que a gente já conhece. Eles tentaram colocar um presidente que fosse uma pessoa amiga da investigação aqui. Não conseguiram. Se esperavam um presidente covarde e omisso, se enganaram comigo. Segundo passo, eles tentam desqualificar as provas. Ah, não vai dar em nada, não vai dar em nada, inclusive com a imprensa amiga. Dizendo, olha, isso aí não dá em nada, isso é um circo, não sei o quê, não sei o que lá mais. Terceiro, eles tentam desqualificar quem investiga. Minhas emendas começaram em 2019.
Tem sete anos. As prefeituras receberam e repassaram na compra de camas, macas, equipamentos. Eu estou muito tranquilo sobre esse assunto. E não mandei só para uma fundação ligada à Lagoinha. Mandei para fundações ligadas à Igreja Católica, à Sociedade São Vicente de Paulo, às APAES, às Santas Casas de Misericórdia. Mas isso não foi, em momento algum, levantado. Apenas essa questão. O terceiro ponto, um ponto importante. Não há qualquer blindagem aqui.
igrejas evangélicas apareceram nas investigações. Seis. Três delas tinham sinais de lavagem de dinheiro, porque a quantidade foi muito grande na conta das igrejas. Os sigilos foram todos quebrados e entregues aos parlamentares, especialmente os parlamentares do governo. Não falaram absolutamente nada. Os sigilos estão aí. Outras três igrejas, incluindo a Lagoinha, não há qualquer sinal de lavagem de dinheiro, mas haviam pessoas investigadas que fizeram ofertas,
dizer assim, doações. Os três sigilos bancários de todos os envolvidos nas doações foram quebrados e também foram entregues aos parlamentares do governo. Não falaram absolutamente nada. A questão é, tenta se tirar, se criar uma cortina de fumaça. Por quê? Nós quebramos o sigilo de uma pessoa importante, que é o filho do presidente. Nós chegamos até o irmão do presidente cujo sindicato movimentou mais de oitocentos milhões de reais. Isso é fato. Isso não é especulação política, como eles tentam agora
e há tudo isso. Então eu estou muito tranquilo em relação a isso e vamos responder, eu sou uma pessoa pública e é preciso que todas as minhas ações tenham transparência. Perfeito, senador. Daniel, você tem alguma pergunta para o senador? Claro que sim, senador. Reforço o agradecimento ao senhor, senador Carlos Viana, do estado de Minas Gerais, eleito pelo Podemos e também presidente da comissão parlamentar mista de inquérito que apura as fraudes no INSS.
Senador, chamou a atenção a uma manifestação sua,
mais cedo, dizendo que a CPMI tem sim o direito de recuperar os dados apagados pela Polícia Federal de um dos dispositivos de Daniel Vorcaro. Inclusive, foi noticiado durante a tarde uma manifestação de um representante da equipe de investigação da Polícia Federal, dizendo que a CPMI teria driblado, teria feito uma artimanha para conseguir baixar os arquivos que tinham sido excluídos do celular de Daniel Vorcaro.
E parece que esse representante da Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal que a CPMI fez o download desses arquivos que teriam sido excluídos por determinação da Suprema Corte. Enfim, gostaria que o senhor explicasse esse caso, defendesse naturalmente o direito da CPMI em baixar esses arquivos e, obviamente, que não é possível revelar todo o conteúdo, mas é possível pelo menos dar algum tipo de informação referente ao que podemos esperar,
será trazido ou divulgado em breve? Olha Daniel, essa nota da Polícia Federal é no mínimo estranha, porque quem tem que nos questionar ou pelo menos colocar se houve arquivos ou não é o Supremo Tribunal Federal por meio do ministro André Mendonça. A Polícia Federal não é maior e nem tem mais autoridade nesse caso do que a comissão parlamentar ministra de inquérito. É preciso que a gente coloque isso. A Polícia Federal aqui, ela é uma auxiliadora do
investigações, porque nós podemos requisitar documentos e ações da polícia. Mas, eu posso dizer com muita tranquilidade, por isso eu coloquei na sala cofre a quebra de sigilo do senhor Daniel Vocaro, porque se nós tivemos arquivos que não deveriam estar aqui, nós não sabemos. Nós não fomos comunicados oficialmente sobre o que poderia e o que não poderia. Então, o primeiro passo, a minha prudência, foi que nós colocássemos numa sala cofre. Entendeu o
retirar esse material pra devolver depois o que se entende seja o ideal pra nossa investigação. Nós respeitamos. Eu tenho que seguir as regras, apesar de que tenho me posicionado com muita clareza. A comissão tem o direito de investigar livremente, tem todo um trabalho constitucional preservado, mas que infelizmente tem sido alvo constantemente de intervenções do Supremo Tribunal Federal, que nos últimos anos tem concentrado o poder e tem esvaziado as
E ministros, por meio de decisões monocráticas, param todo o trabalho do parlamento. Eu digo ao presidente da casa, ontem, o próprio Davi, o que falou assim, presidente, nós precisamos reagir. Não há possibilidade do parlamento ficar aqui como espectador, porque caso contrário, nós não vamos cumprir o que a Constituição diz, de que nós somos obrigados a fiscalizar o que está acontecendo no país. Com toda sinceridade, é um momento muito complicado.
discussões de profundidade, mas ano que vem, nós precisamos, Daniel, sabe, reequilibrar a estrutura dos poderes no Brasil. Não é possível ter hoje um poder judiciário por meio do Supremo Tribunal Federal, que manda em tudo. O Supremo é um tribunal constitucional, pra esclarecer dúvidas constitucionais, mas virou uma delegacia de polícia. Toda e qualquer decisão hoje, o Supremo dá lá uma resposta. Esse ativismo judicial de alguns ministros, que não são todos,
Isso prejudica a gente aqui no parlamento e eu espero com sinceridade que o presidente do Congresso, da Câmara dos Deputados, que a gente reaja, que o parlamento retome as prerrogativas o mais brevemente possível.
notícias, eu vou chamar o Luiz Felipe Dávila que fará a próxima pergunta. Você Dávila. Senador Carlos Viana, boa noite. Senador, hoje há um movimento dos partidos de esquerda, do governo e do centrão pra tentar melar a CPMI que o senhor está conduzindo. O que o senhor pode fazer para evitar que este conluio de partidos de esquerda e da bancada governista e do centrão possam impedir a continuidade do trabalho
da CPMI. Bem, obrigado pela pergunta, nós fizemos regimentalmente todos os passos, coletamos as assinaturas, respeitamos os prazos, mas o requerimento nem sequer foi recebido pela presidência do Congresso Nacional, eles se recusaram a receber o requerimento, porque se protocolassem, obrigatoriamente teriam que colocar pra leitura do presidente, então eles usaram dessa artimanha administrativa, então nós trouxemos
que um oficial de cartório que presenciou a tentativa de se entregar, fez tudo isso, tomou a termo e entramos com o mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal. Olha, eu sou crítico do Supremo interferir no trabalho do Parlamento, sempre fui, entendo que nós temos que ter responsabilidade aqui, capacidade, organização de votar o que é necessário. Mas o Supremo existe para agir quando a Constituição não é cumprida. E foi por isso que eu entrei com o mandato de segurança.
O regimento e nem mesmo uma resposta. Então agora nós estamos na expectativa dessa prorrogação que não pode ser impedida por conluio nenhum. Infelizmente, se nós recebemos uma resposta negativa, semana que vem nós teremos que encerrar a CPMI com todos os passos que já demos, que não foram poucos. Nós temos hoje 14 pessoas presas entre as 21 que nós pedimos a prisão.
pela polícia, em carros de luxo, aviões, fazendas, automóveis. Nós temos contratos, todos nos consignados, sendo revistos pela Previdência. Nós temos uma série de medidas. Hoje, os aposentados não podem mais ser descontados sem saber. Ou seja, as fraudes foram extintas. Então, nós já cumprimos boa parte do nosso papel. Mas precisamos terminar essa investigação até os últimos pontos, porque chegamos a gente muito poderosa, chegamos a um patamar de corrupção muito alto,
entre os poderes e a nossa obrigação dar respostas ao povo brasileiro. Eu tenho determinação e tenho coragem para seguir em frente, mas preciso seguir a lei e, é claro, nós vamos respeitar a decisão que for tomada. Mais uma pergunta, Beatriz, vou pedir que coloque o retorno para o senador acompanhar a próxima pergunta, que será do Roberto Mota. Perguntas mais rápidas. Você, Mota. Senador, o senhor acredita que os achados da CPMI podem levar a processos de impeachment?
Você pode repetir a pergunta, por favor, que o nosso retorno voltou agora. O meu retorno continua sem. Mas vamos lá, você me fala a pergunta aqui. Senador, o senhor acredita que o... Sua pergunta é em relação a se o resultado da CPI poderá culminar com o impedimento de ministros, é isso, né, Mota? Isso. Conseguiu copiar aí, senador? Repete a pergunta, por favor, mais uma vez. Claro, claro.
O avanço da investigação poderá culminar em um futuro próximo em impedimento de ministros da Suprema Corte. Essa é a avaliação do senhor? Essa é a aposta do senhor? Olha, hoje nós oficialmente anunciamos a CPMI que nós somos provocados pelas divulgações feitas pela imprensa, pelos documentos que nós tínhamos aqui até o momento em que foram retirados, de números em que Daniel Vorcaro mantinha contatos.
Números atribuídos a um ministro do Supremo Tribunal Federal. Nós pedimos a confirmação junto ao CITEL, que é o Sistema de Controle das Propriedades e Números de Telefone no Brasil, da responsabilidade. E o CITEL nos informou que um dos números com quem Daniel Vocaro mantinha contato, em que ele pergunta, inclusive, conseguiu bloquear, pertence ao Supremo Tribunal Federal. Esse número está sob a responsabilidade do STF, é um número funcional.
que ele nos responda com quem estava aquele número durante o tempo em que Daniel Vorcaro fez os contatos. Porque eu não posso responsavelmente dizer que seja um ministro, seja outro, seja funcionário, seja quem for. Mas, como se trata de um telefone público pago pela população, essa informação tem que ser colocada às claras. Se ficar comprovado, naturalmente, isso é muito, muito grave com qualquer ministro mantendo contato com o investigado.
O ministro Alexandre de Moraes, o ministro Toffoli, deveriam estar afastados do cargo até uma investigação isenta e completa. Porque nós não podemos permitir que ministros hoje, que não tem controle nenhum, que tem a autoridade de uma decisão monocrática, parar o parlamento, isso é um outro absurdo, que essas pessoas continuem ali participando, inclusive, do próprio tribunal, que é o responsável pela investigação sobre eles.
desse país como senador é de que nós deveríamos ter um mecanismo que afastasse imediatamente uma legislação muito clara. Os ministros envolvidos em suspeitas de uso do cargo para defesa de interesses particulares, que em hipótese estariam recebendo por escritórios de esposa, de filhos, de sobrinhos, esses ministros não podem continuar até que a investigação seja muito clara. Mas infelizmente a Constituição de 88 não previu isso. Então hoje nós dependemos do próprio presidente
do Supremo e do Procurador-Geral da República, que infelizmente tem sido completamente omisso nessas investigações. O mínimo que nós esperávamos de um Procurador-Geral da República que tivesse compromisso de fato com o país nessas questões era solicitar uma investigação formal ao Supremo Tribunal Federal. Isso provocaria o afastamento dos nomes envolvidos nas denúncias, a meu ver. Tem uma informação que eu gostaria de compartilhar, inclusive com a Beatriz, com o senador
Viana, o ministro André Mendonça autorizou a transferência de Daniel Vorcaro para a superintendência da Polícia Federal e a leitura é que a partir disso seria iniciado o processo de delação. Daqui a pouco a gente vai trazer informações aprofundadas a respeito disso. Senador, vou pedir que o senhor fique mais um minutinho com a gente, mais uma pergunta agora do Bruno Musa. O Bruno Musa fará a próxima pergunta rapidamente, Bruno, por favor. Senador, muito boa noite, muito boa e pertinente as suas falas com
relação à CPMI, ao Senado, ter que reagir, não ficar como espectador, ser bastante crítico com a intervenção do STF no Legislativo. Agora, o que de fato pode ser feito quando uma CPMI manda quebrar determinados sigilos e vem uma decisão monocrática dizendo não? Como podemos atuar para que seja soberana essas decisões da CPMI e a gente possa voltar a confiar nas instituições brasileiras?
Se eu entendi bem a pergunta, você entendeu bem? É o seguinte, esse é um ano eleitoral. Não é um ano em que a gente possa discutir questões tão profundas como o Brasil precisa de nós reequilibrarmos os poderes. Especialmente votarmos mudanças na estrutura do STF.
Nós temos a obrigação, em nome dos brasileiros, de discutir, por exemplo, mudar a forma de indicação dos ministros. Essa indicação apenas política, de amizade com partidos, com quem quer que seja, ela está se mostrando nociva ao país. Nós temos que ter regras oriundos do STJ, idade mínima, 10 anos de mandato para o ministro do Supremo Tribunal Federal, fim das decisões democráticas, somente decisões por turma, porque nós precisamos de juízes independentes.
e com capacidade de julgar tecnicamente, mas não decisões políticas como o que a gente tem assistido hoje, especialmente em relação às comissões parlamentares de inquérito. Mas nós teremos que ter muita paciência, não como retaliação ao Supremo, porque eu não estou aqui buscando briga, eu estou buscando defender o parlamento que eu represento. As prerrogativas que nós temos que estão sendo desrespeitadas. Ano que vem nós precisamos parar e rediscutir essa relação de poder,
nós, transparência, porque eu, com toda sinceridade, há momentos em que determinadas decisões, elas se assemelham muito aos passos que a Venezuela, nosso vizinho, deu e que gerou naquele país um rompimento completo das instituições e da quebra da normalidade constitucional. Eu me preocupo muito com isso e eu espero que o Brasil, no próximo ano, se Deus permitir, eu sendo reeleito como senador por Minas Gerais, que eu esteja aqui porque
um defensor ferrenho junto ao próximo presidente do Senado, que essa discussão seja feita com a seriedade, com a profundidade necessária. Prevista importante com Carlos Viana. Nós tivemos um problema com o retorno, Daniel, e vou voltar com você, então, no estúdio, agradecendo a presença do senador. Volto com você. Muito obrigado, Beatriz. Um abraço ao senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS. Enfim, vários pontos importantes foram esclarecidos.
e a gente vai seguir aqui com os nossos comentaristas. Um abraço, viu, senador? Até a próxima. Parabéns pelo trabalho e voltaremos a conversar em breve. Bem, há pouco eu trouxe uma informação importante. Daniel Vorcaro será transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal no centro da capital. Essa mudança foi autorizada pelo relator, o ministro André Mendonça, e até o presente momento o motivo dessa transferência não foi divulgado oficialmente.
inclusive, entre os jornalistas que cobrem o judiciário, que essa decisão poderia sinalizar o início do processo de delação premiada, o início do acordo de delação premiada, já que o advogado do banqueiro procurou a corporação para firmar o tratado, ou pelo menos apresentar informações preliminares a respeito da delação. Deixa eu começar essa rodada com o Cristiano Beraldo.
nos últimos programas, nós falávamos sobre a possibilidade de uma delação premiada. Depois surgiu a informação. Não, ele fará uma delação. Aí, em um terceiro dia, em um terceiro momento, Daniel Vorcaro não fará delação. Aí, em um quarto momento, fará uma delação, mas é uma delação seletiva. Ele só vai revelar uma parte do esquema. Irá poupar integrantes da Suprema Corte, do Judiciário e também da Procuradoria-Geral da República. Enfim, essa mudança sinaliza, aparece para muitos,
o início desse processo de delação. Está com um advogado novo, um advogado inclusive experiente no fechamento de acordos de colaboração premiada. O que está por vir? Renato, eu fico impressionado como todo mundo sabe da vida do Daniel Vorcaro. E aí a gente se lembra, opa, mas ele não foi colocado num presídio federal de segurança máxima com todas as restrições de contato e acesso aos advogados que depois conseguiram que esses encontros não fossem gravados nem filmados
aí vai, como é que pode ter tanta gente sabendo dos passos que Daniel Vorcaro está dando, o que ele está pensando, se ele quer delatar A, B ou C, com quem ele falou, de onde vem essas fontes. Então, eu observo, Caniato, especialmente tem um canal muito popular no Brasil, né? Era assim o porta-voz, eram os porta-vozes do Supremo Tribunal Federal. Colocaram o Supremo num pedestal de defensores,
da democracia, do grande poder que ama o Brasil. Agora, esse mesmo canal parece que torcia pro Corinthians, hoje torce pro Palmeiras. É uma coisa impressionante como eles estão colocando todas as fichas que haverá impeachment de ministro do Supremo. Porque também, se não houver, eles devem estar preocupados. Então, eles estão ali massacrando a informação. Não vai ter delação? A delação vai falar desse? Não vai falar daquele? Vai trazer esse contato? Como é que eles sabem disso?
Então, as pessoas ficam falando uma série de coisas, mas as pessoas que ouvem essas informações, o espectador, ele vai entendendo que as pessoas fazem isso a partir de uma responsabilidade. Mas eu compartilho com a nossa audiência a certeza de que poucos canais, veículos de comunicação no Brasil têm compromisso com a informação, com a notícia, como a Jovem Pan.
precisa ter calma. Essa transferência para a superintendência da Polícia Federal, pra mim, resolve um problema que não deveria ter acontecido. Porque não faz nenhum sentido. Daniel Vorcaro, que tá envolvido em toda essa confusão com indícios fortes, o celular dele ali dando indícios de muita confusão e tal, mas ele não é um assassino, um sequestrador, um estuprador,
Não é uma pessoa que se pegar uma arma vai sair dando tiro. Não, pô. Ele é o cara que deu um golpe, pegou a grana e foi curtir tomando champanhe francês navegando pelo mar belíssimo do Mediterrâneo. Ele não é corajoso como o capanga dele que se matou, tese, se matou, né? Parece que se matou na superintendência da Polícia Federal. Então, não é uma pessoa que deveria estar numa penitenciária de segurança máxima federal, porque ali foi construído
para vários criminosos perigosos que, ao terem pedido de transferência para lá, os estados, como aconteceu no estado do Rio, recebem a informação do governo federal que não tem vaga. Então, ele sai dali para a superintendência da Polícia Federal, eu acho que é o mais correto a fazer. Até porque agora temos o Marcola pedindo as mesmas benesses que Daniel Vorcaro recebeu no sistema prisional federal. Então, isso resolve este problema. E se ele vai fazer delação ou não, depende do que ele tiver, de provas,
sustentar a delação. Porque, me desculpa, eu tenho certeza que a leniência que houve com os marginais criminosos de altíssima periculosidade, que delataram no caso da Marielle, dizendo que receberiam 50 milhões de reais pra matar uma vereadora no Rio de Janeiro, que ninguém sabia quem era, essa leniência, nesse caso, não haverá. Ele terá que provar, preto no branco, cada detalhe daquilo que ele falar. Então, vamos com calma, vamos esperar pra entender
O que de fato existe aí? Pois é, inclusive, uma informação que veio à tona no início do dia indicava que o novo advogado de Daniel Vorcar, que é uma figura bem conhecida na advocacia brasileira, inclusive defendeu algumas figuras importantes. Antes disso, eu preciso só me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila.
do dia, surge a informação de que o advogado, o novo advogado de Daniel Vorcar, teria conversado com André Mendonça e oferecido um modelo inédito de delação premiada. Uma delação que seria firmada com Polícia Federal e Procuradoria Geral da República e ele iria revelar tudo, absolutamente tudo. E agora, no fim do dia, começo da noite, a informação, a autorização do ministro do Supremo, o relator do caso, André Mendonça, autorizando a transferência de Daniel
Vorcaro para a superintendência da Polícia Federal. E as sinalizações é que poderia ser o start, o início talvez desse processo de acordo de delação premiada. Enfim, quais as suas considerações que devemos trazer, sublinhar e elucubrar agora? Canhato, eu havia falado que não há meia delação. Delação ou se diz tudo o que sabe, ou a delação pode ser cancelada e Vorcaro poderia ficar na
Há muitos anos. Portanto, todos os boatos da semana passada, não, talvez ele fale, vai poupar ministro, vai poupar A ou B. Eu reterei aqui no nosso programa que isso é impossível, isso não vai acontecer. Por uma razão muito simples. André Mendonça, o ministro que está conduzindo esse caso de maneira impecável e tecnicamente, deve ter mostrado para o advogado de Vorcaro todos os indícios e provas já coletadas pela Polícia Federal. Então, que qualquer negociação
torno de uma delação que Vorcaro tentasse poupar pessoas, ele ia perder o dinheiro, o direito da delação e ia ficar na cadeia muitos e muitos anos. Parece que caiu a ficha tanto de Vorcaro como do advogado. Se Vorcaro resolver fazer essa delação premiada, será bombástica, porque ele vai ter de entregar todo mundo e isto já está sendo comprovado por parte certamente dos indícios que estão
mãos da Polícia Federal. Por isso, é sim um capítulo importante. Parece que o sinal da mudança da prisão para a superintendência da Polícia Federal é o primeiro passo dessa delação premiada. Essa delação que, se ocorrer, vai derrubar metade da República. E é muito triste saber que metade da República no Brasil não pertence à República Federativa do Brasil. Pertence à República do Rabo
preso. Pois é, a gente vai receber a rede Jovem Pan, mas eu só quero destacar pra nossa audiência, trouxemos essa informação há pouco. Nós estávamos entrevistando o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, que discorria sobre os próximos passos da apuração, mas também sobre o dispositivo de Daniel Vorcar, né? Uma determinação da Polícia Federal e aí a questão que envolve a recuperação de alguns arquivos quando surge a informação, a autorização de André Mendonça
relator do caso do Banco Master no Supremo, permitindo a transferência do banqueiro para a superintendência da Polícia Federal. E as indicações apontam para o início do processo de delação premiada, uma vez que o advogado de Vorcar conversou com o ministro André Mendonça, as informações indicam que ele fez uma proposta, uma delação conjunta para a Polícia Federal e para a Procuradoria Geral da República. Isso seria inédito no Brasil, não aconteceu nem na época da Lava Jato, porque são dois órgãos que geralmente
atualizam o fechamento de delações premiadas. Deixa eu receber agora a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente em Espingos nos Is. Eu vou passar agora para o Roberto Mota. O Mota também vai trazer suas reflexões, análises a partir da informação, a confirmação dessa transferência de Daniel Vorcaro e a expectativa para a divulgação de um fechamento de colaboração premiada. Mota. Eu voto com o Cristiano Beraldo.
estamos lendo muito onde talvez não exista nada. Essa transferência pode ter inúmeros motivos. Talvez um deles seja por causa da iminência de uma delação premiada. Mesmo assim, a situação recomenda prudência. Como eu já lembrei várias vezes aqui, o Brasil nos últimos anos já viu delações premiadas explosivas.
espetaculares, que prometiam abalar a República, mas o abalo foi pequeno e temporário. Algumas dessas delações foram anuladas depois, através de manobras jurídicas impossíveis de entender para um cidadão comum. Então, eu acho que não há nenhuma outra alternativa nesse caso, a não ser esperar. Pois é, vamos esperar, mas eu tenho um contato aqui de um escritório de advocacia,
que tem algum relacionamento com figuras que atuam ou já atuaram com o José Luiz de Oliveira Lima, que é o Juca, um advogado muito conhecido, que é um novo advogado, inclusive, de Daniel Vorcar. E aí, as informações que são compartilhadas neste exato momento indicam que, sim, Daniel Vorcar fechará ou já fechou uma delação premiada. Isso seria divulgado nas próximas horas ou, possivelmente, amanhã.
aguardar. Deixa eu só passar para o Bruno Musa, que o Bruno tem acompanhado também essas movimentações, as várias discussões que são feitas nas redes sociais e também as apostas do mercado em relação ao que iria acontecer no caso de Daniel Vorcaro. Há uma sinalização e toda a pinta, quando a gente observa esse caso, toda a pinta de que uma delação foi fechada ou será fechada nas próximas horas. O que devemos considerar e esperar, hein, Musa?
a questão é qual será a dimensão dessa delação. Veremos aí nos próximas horas ou nos próximos dias. Espero que seja completa. Eu acho que tem dois pontos aqui importantes que a gente deve mensurar. Um, a parte de fora que a gente analisa. Há o Vorcaro, que parece aquela pessoa forte emocionalmente, fisicamente, que comprou todo mundo em Brasília, que construiu esse império através da corrupção, que ninguém descobria. Parece aquela fortaleza. Mas todo ser humano tem a sua fragilidade. E vamos lembrar,
que eu conheço, é o primeiro crime de colarinho branco em que o criminoso é colocado dentro de uma cadeia daquela cadeia. A cadeia onde não é é cadeia para moleque, digamos assim. São 11 dos principais 11 líderes do PCC, 8 estão naquela cadeia. O Marcola está lá. São 23 horas fechados em uma cela de 7 metros quadrados. Uma hora de banho de sol. Imagina isso como o ser humano fica louco,
trancada ali dentro, se você não tem um histórico de 20, 20 e poucos anos de prisão, como é, por exemplo, o caso do Marcola, que está acostumado em entradas e saídas. Imagina você ficar, sair de barcos, iates, aviões, e todo mundo que você comprou continua a solta nos seus cargos, tentando arquitetar que você se ferre e você lá dentro enclausurado. Não sei se aquela matéria que saiu no sábado passado dele dando soco na parede e gritando o nome de políticos é verdade ou não,
Ali deve ser algo que talvez qualquer ser humano que não esteja acostumado à vida do crime não consiga arcar com aquela pressão. E aí vem esse lado. Faz sentido eu delatar por esse ponto de vista? E o outro? As mensagens hoje correm facilmente. E eu mencionei ontem ou antes de ontem aqui no nosso bate-papo. A delação hoje tem um valor. E o valor é sempre diferente de preço.
noticiadas ou outras fontes não são noticiadas e se tornam públicas, ela tem um valor. Se ele nega a delação e todos os outros oito celulares e 70% de um celular que ainda não foi inspecionado vem a público, o valor da delação dele cai ou tende a zero. Para que é que eu vou precisar de uma delação se eu já tenho grande parte das informações que incriminam, não apenas Daniel Vorcaro, mas todo o entorno que supostamente ele veio comprando e que seria
seriam provas irrefutáveis em uma conversa. Então, acho que essas duas coisas caminham em paralelo. Agora, a questão é entender até onde irá essa delação. Eu acho que, pela tecnologia, está difícil segurar. Interessante isso que o Musa traz e discute e reflete, porque eu também escutei algumas pessoas dizendo que talvez nem seja necessária uma delação. Há tantas informações disponíveis nos dispositivos. As apurações feitas pelo COAF em relação às movimentações financeiras,
Isso, por si só, já abasteceria a Polícia Federal e a própria Suprema Corte para conseguir avançar com o caso. Leitura de alguns, né? Talvez, Daniel Vorcar, numa delação, revele um universo muito maior de coisas que não estão, por exemplo, nos celulares. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que o Beraldo quer fazer uma análise importante sobre a delação premiada. O fato de delatar não quer dizer que tudo que aquela pessoa diz é verdade, porque ele precisa comprovar. E como comprovaria?
existem alguns desafios e por isso eu sou cético em embarcar nessas narrativas. Obviamente um sujeito que tinha a vida que Vorcaro tinha e que hoje encontra-se encarcerado nesse presídio de segurança máxima. Nos lembrou bem aqui o Bruno Musa, com 23 horas fechado, com uma hora só de banho de sol. Uma pessoa que, no fundo, não está condenado. Ele foi preso preventivamente, mas ele não está condenado.
sujeito há 23 horas dentro de uma cela. E as pessoas... No Brasil, a gente vê isso, é muito comum, né? Qualquer operação do Ministério Público, da polícia, todo mundo fala já a ponto dele. Ah, é culpado, é ladrão, é não sei o quê e tal. Só que, calma, existe o devido processo legal. Até para ele ser declarado culpado e cumprir pena, ele tem que passar pelo devido processo legal. Então, ele está colocado ali e, obviamente,
aquela situação de qualquer maneira. Ele fala, vou entregar tudo que eu sei. Aí ele tem que enfrentar alguns problemas. Do que eu entendo de novo, não sou advogado. Acredito eu que é vedado a líderes de quadrilha, chefes de facção, a delação premiada. Ao que parece, ele está colocado nessa confusão como o líder de todo o processo que aconteceu ali, o processo criminoso que aconteceu a partir
do Banco Master. Então, isso já cria um problema. Outro problema é que ele precisa falar e provar o que ele está falando. Não adianta ele dizer, não, olha, eu entreguei uma mala de dinheiro com tantos reais para o político tal. Ele precisa colocar elementos na mesa que comprovem o que ele está falando. O que comprova isso? Não sei. Talvez um saque numa determinada conta, vídeos ali dentro do Banco Master,
master, a mochila que foi passada num bar, num restaurante, não sei. Então ele tem que demonstrar com muita clareza e sem nenhum, nenhuma falha, porque ele vai, ao que parece, ele delatando, ele vai trazer figuras do judiciário, do executivo e do legislativo. Então tem que ser uma delação tão robusta que seja impossível encontrar elementos
nada. Essa é a minha grande preocupação nesse caso. Pois é, e há uma grande dúvida se, primeiro, ele é o líder da organização criminosa, se o líder de uma organização criminosa poderia delatar e conseguir alcançar algum tipo de benefício, uma vez que, segundo as informações iniciais, a delação seria fechada com duas instituições, Polícia Federal e Procuradoria Geral da República. Deixa eu passar agora para o Luiz Felipe Darla, fazer mais uma rodada de
reflexões aqui. Surgiram informações nas últimas horas a respeito de uma possível pessoa que estaria acima de Daniel Vorcar. Claro, não é nenhuma informação que possa corroborar ou tornar isso próximo da realidade. Não temos nenhuma informação a respeito disso. Mas surgiram informações de que talvez pudesse ter na hierarquia da tal organização criminosa alguém acima de Daniel Vorcar. Quando ele
o advogado dele sinaliza para o fechamento de uma colaboração premiada, quer dizer que ele sabe muita coisa, revelará essas relações perigosas e ilegais com agentes públicos, mas possivelmente a maneira que a tal organização atuava. O que a gente pode trazer e considerar a partir da informação de que ele não seria, por exemplo, líder da organização criminosa. Caniato, não dá para comentar em cima de especulação. A meu ver, o que está acontecendo,
O Musa tocou num ponto muito importante. Este encarceramento num presídio de segurança máxima, as evidências vindo à tona, o advogado podendo conversar abertamente, convocar e mostrar que as evidências já são gigantescas. E quanto mais tempo passar, mais custoso será para se fazer a delação. Porque se você começa a ter as evidências, por aqui precisa da delação. Então, o momento da delação premiada é agora.
É neste instante. Cada dia que passar, esta delação vai valer menos, porque o acúmulo de provas, de indícios, evidências, é cada vez maior. Então, a delação, neste momento, é muito importante para entender tudo o que aconteceu, como era o esquema, e isso vai acelerar o julgamento. Portanto, eu entendo que este é o momento, e esta mudança do presídio de segurança máxima
federal, me parece, como foi noticiado, o primeiro caminho para que essa delação vá ocorrer. Então, Caniato, eu não sei se isto vai aparecer na delação de Daniel Vorcaro ou se outros dados, indícios vão aparecer mostrando que havia alguém acima de Vorcaro. O fato é que o clima está esquentando e a delação pode ser uma bomba, porque vai revelar, infelizmente,
imoralidade que hoje reina na política brasileira. Não só imoralidade, uma rede de tráfico de influência, de corrupção e roubalheira, nós já vimos no passado, mas nós nunca deixamos de nos surpreender como tem gente safada aprontando com o dinheiro do brasileiro. Clima de apreensão em Brasília, nas próximas horas possivelmente teremos informações robustas a respeito
fechamento de uma delação premiada entre Daniel Vorcaro, advogado de Daniel Vorcaro e a Procuradoria Geral da República e Polícia Federal. Daqui a pouco a gente vai trazer mais informações a respeito. Tem um outro destaque porque o ministro André Mendonça ele deve receber da Polícia Federal um relatório completo com os nomes de todos os políticos, ministros e autoridades que tiveram algum tipo de relação, contato ou foram mencionadas por Daniel Vorcaro. Esse documento está sendo preparado pela corporação e é baseado
nos primeiros achados do celular de Daniel Vorcaro, aquele primeiro dispositivo. Com o relatório, Mendonça vai decidir se abre um novo inquérito para apurar se alguma autoridade atuou para favorecer Vorcaro ou, então, o Banco Master. Nós falávamos sobre essa possibilidade, inclusive. Deixa eu passar para o Roberto Mota. Mota, inclusive, em outros programas, eu até cheguei a fazer uma entrevista com um jurista que dizia o seguinte, olha,
uma informação sobre determinado político, talvez seja autorizado a abertura de um novo inquérito para apurar exatamente aquela situação. Porque se não, imaginando, se 200 contatos tiveram interações com Daniel Vorca, talvez essa investigação principal não dê conta de apurar as 200 relações. Então, outros inquéritos seriam abertos. O caso do sicário, que tirou a vida dentro da superintendência da Polícia Federal.
essa informação que nós temos. Talvez isso se torne um novo inquérito para apurar a situação, vão avaliar as câmeras, exatamente como ele foi recebido. Você, Mota, o relatório vai ser apresentado a André Mendonça e possivelmente novas investigações sejam autorizadas a partir daí. Esse deve ser um relatório grande, porque o banqueiro era bem relacionado e era palastrão. Ele conhecia boa parte da República. Evidentemente,
nem todo mundo que ele conhecia estava envolvido em coisas erradas. O grande risco agora é a realização de investigações seletivas que depois sejam usadas com finalidades políticas. Ainda bem que estamos no Brasil onde isso nunca acontece. Pois é, um documento produzido pela Polícia Federal vai detalhar todos os nomes de autoridades que tinham conexão
Alguma ligação com Daniel Vorcaro e figuras de todos os poderes da República, de muitas instituições. Você, Bruno Moussa, deve ser um relatório bem longo, né? Porque as tratativas indicavam relacionamento de alguns anos pra cá, inclusive com viagens internacionais. Vorcaro gostava e fazia a questão de mantê-los bem próximos, né? Bancando, inclusive, vários encontros ou experiências. Como aquele caso que nós trouxemos recentemente, a viagem pra Londres na Inglaterra
de uísque.
quando ele tentou emplacar, através de uma PEC, o aumento do FGC para um milhão de reais, que permitiria, inclusive, aumentar o ativo no balanço do Banco Master e captar até oito vezes em cima daquilo. Ou seja, poderia ser realmente uma onda muito grande que poderia, eventualmente, quebrar o FGC. Esse é um nome que está sendo ventilado, divulgado nos principais meios de comunicação aqui. Inclusive, o Daniel Vorcaro, tirando sarro, não sabemos de quem,
recebendo muitas ligações por causa dessa proposta que tentaria ser aprovada, que por fim acabou não sendo aprovada, ou seja, não aumentou o limite do Fundo Garantidor de Crédito. Então, muitos nomes em volta deles, políticos importantes, devem ser varridos por esse tsunami. Agora, a questão é se isso parará apenas no Legislativo ou se conseguirá assumir outras instituições, que é o que eu começo a ver a minha aposta.
que eu venho discutindo no ambiente privado é, aqueles de nós, céticos com o Brasil, e eu me incluo nele, nessa parte é, não vai dar em nada. Ok, o que é não dar em nada? Quando a gente coloca a possibilidade de políticos importantes ou ministros serem afastados do cargo, isso é dar alguma coisa ou isso não é dar nada? Tem gente que fala, não, dar em alguma coisa é todo mundo preso. Realmente, a probabilidade disso acontecer, na minha opinião, hoje é zero. Mas se nós começarmos a fazer uma limpa das instituições
de volta, já começa a ser alguma coisa, ainda mais num ambiente tão inóspito e num ambiente onde não há punição no Brasil. Pode ser, por fim, o começo de algum mínimo de esperança. Pois é, é importante isso que o Moza fala, porque nos últimos programas nós falávamos sobre o ponto de não retorno. O caso do Banco Master teria crescido tanto que não daria mais pra instituições, figuras, varrerem a sujeira pra debaixo do tapete. Não dá mais. Mas os nossos comentários
Alguns entendem que quando um caso cresce tanto e envolve gente de todos os lados, talvez um grande acordo poderia, digamos, indicar a punição para algumas figuras, mas não da maneira como todos esperam, uma coisa mais leve, mais branda. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. Beraldo, a informação que temos é que a delação está muito bem encaminhada.
tudo, você entende que aquilo que vocês falavam sobre isso poderá dar em pizza, talvez a gente deva riscar essa possibilidade e apostar em uma punição exemplar para aqueles que participaram de esquemas irregulares, propina, corrupção e por aí vai? Renato, eu vou combinar a sua pergunta com o comentário do nosso querido amigo Bruno Musa, para dizer o seguinte, são duas coisas diferentes. Uma coisa são as consequências
referências efetivas desse caso específico. Nós estamos diante de um caso de um banco que, quando abriram ali o livro, descobriram que não era um banco, era uma estrutura de roubar dinheiro dos clientes para torrar em farras e festas e mansões e coberturas e barcos e ates. É uma coisa louca e, em tese, ao que parece, pessoas públicas se beneficiaram
desse dinheiro. A gente tem revelado contratos multimilionários com escritórios de advocacia, mas, de novo, reforço, só isso não basta. Tem que ter... O ato de corrupção, para ser constituído, ele precisa ter um pagamento em troca de um favor ou da tentativa efetiva de fazer aquele favor. Então, isso é a questão técnica deste caso, que eu vejo como difícil nós termos as consequências que a sociedade,
brasileira não só espera, mas precisa, porque você tem os três poderes envolvidos. Em algum momento, a gente pode ver que esse sopro de esperança de que, com as verdades todas reveladas, as consequências alcançarão os responsáveis, talvez, logo ali na próxima esquina, o vento já mude e as pessoas saibam como a gente viu no Petrolão. E eu reforço aqui, Caniato,
Diferente deste caso, até o momento, o Petrolão nos trouxe malas de dinheiro, dezenas de milhões de reais em um apartamento, milhões e milhões de dólares em contas na Suíça, delações, dizendo, não, eu paguei tantos milhões de dólares na conta do gerente da Petrobras no banco tal. Até agora nós não temos isso no caso Mastra. Pode ser que a gente venha a ter. E no caso Petrolão, veja só o que aconteceu. Depois de tudo aqui,
a gente vê aquelas pessoas que confessaram o crime estão aí livres, leves e soltas. Então, essa consequência do caso Master preto no branco, eu não sou muito otimista com ela, não. Mas tem um outro lado, e aí eu quero colocar isso especialmente para o Musa. O processo histórico de transformação do Brasil está em curso. Eu tenho certeza absoluta disso. E essa transformação terá que acontecer
formem uma série de mudanças radicais na estrutura do país para que nós possamos não só melhorar a qualidade institucional, mas revolucionar o próprio funcionamento da sociedade brasileira. A sociedade brasileira chegará em algum momento num ponto em que ela vai aplaudir de novo Pixinguinha, que vai aplaudir de novo Cartola,
e vai rechaçar um desqualificado como Oruan. Eu espero que a gente esteja num curso e que eu veja essa transformação. Agora, isso, para mim, levará tempo. Eu não vejo o Caso Master pelas características que estão colocadas como esse grande divisor de águas, como este evento que vai causar uma ruptura nessa sistemática absolutamente nojenta e nociva que nós temos funcionando no Brasil.
em cima do que o Musa trouxe há pouco. Musa, quer só fazer um complemento, por favor? Não, eu realmente torço um pouco, torço muito para que isso aconteça e um pouco eu tenho de esperança. Todos nós tínhamos, quem não lembra, durante a Lava Jato, quando a gente acordava de manhãzinha cedinho, esperando qual será a próxima operação. Em algum momento, a gente talvez tenha uma operação que seja o divisor de águas, ou não, ou cada vez que passa, como são tantos escândalos no Brasil,
levantando o outro e vai esticando a corda demais e cansando a população. Talvez um pouquinho de cada um, uma hora, chegue no ponto que isso se torne inevitável. Talvez possa ser um empurrão forte esse, por ser um ano de eleição. Pois é, deixa eu passar para o Dávila. Dávila, o caso do Banco Master e a abertura de uma janela de oportunidade, um freio de arrumação estaria próximo? O que você acha? Eu acho que sim, Caniato, por uma razão muito simples. Esse escândalo tem uma tamanha magnitude,
pode inviabilizar determinadas candidaturas nessa eleição. Segundo, que pode reforçar a mudança, as reformas que nós precisamos aprovar e isso pode colocar inclusive no debate eleitoral. Isso não dá pra passar em branco o que tá acontecendo com esse caso do Banco Master. E terceiro, que vai aumentar a coragem das instituições para restabelecer os freios e contrapesos da Constituição. Isso tá na Constituição brasileira.
E o que nós temos hoje é um poder que prepondera sobre o Legislativo Executivo. O Judiciário hoje governa o Brasil. Decide o que é lei, interpreta a lei da sua maneira, diz para o Poder Executivo o que tem que fazer, o que não tem que fazer, inclusive para os governadores. Então, assim, é um grau do ativismo judicial que chegou no Brasil que hoje nós temos, como bem disse um jurista famoso, uma juristocracia. Hoje não é uma democracia.
é o jurídico que é o poder, o STF, que decide absolutamente tudo no país. Então, eu entendo que esse caso pode dar a coragem política, a determinação necessária e a perda do medo para enfrentar a juristocracia e restabelecer a democracia, o equilíbrio entre os poderes, a independência dos poderes, coisa que não existe mais no Brasil.
rede de rádios. Seguimos aqui com as principais notícias do dia. O relator da CPI do crime organizado, o senador Alessandro Vieira, afirmou que alguns ministros estão agindo para travar as investigações do caso Master e garantir a impunidade de autoridades. Essa declaração foi dada após o magistrado suspender a quebra de sigilo do fundo Arlim, que comprou uma fatia de um juiz em um resort no Paraná. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou
Ele afirmou que, para contemplar seus interesses, esses ministros não se importam em rasgar a Constituição e atropelar outro poder da República. Por fim, Vieira afirmou que essas decisões que ele chamou de abuso estão destruindo a credibilidade do Judiciário. Essa é a manifestação do senador Alessandro Vieira. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo para analisar essa situação.
a impunidade, Beraldo? Bom, na verdade a gente está assistindo a uma série de movimentos que vão no sentido de baixar a temperatura das investigações em torno do caso Master, que é um caso que já está aí demonstrado que esbarra, por assim dizer, em altas figuras do judiciário brasileiro. Agora, esse embate para o senador também é um embate que convém no ano de eleição.
O senador vem enfrentando dificuldades ali na relação com a candidatura de Flávio Bolsonaro, que tem outros planos para o seu Estado. Enfim, tem uma questão política eleitoral muito forte aí envolvida nas manifestações do senador. Mas o trabalho mais importante que precisa ser feito no Senado é que o senador Alessandro Vieira aproveite esse momento de desgaste não apenas do Supremo,
casas legislativas e ele angaria apoio daqueles senadores que são comprometidos com o Brasil e não com seus grupos políticos que têm interesses secundários e que ele assim possa formar, não digo nem uma maioria, mas que seja uma minoria barulhenta para transformar o espírito que prevalece hoje no Senado Federal. Não se pode apenas conformar
com o fato de que você faz uma demanda à presidência do Senado, essa demanda ou ela não é recebida, como a gente ouviu mais cedo em relação à CPI do NSS, ou ela é protelada, ou isso, e os senadores ficam quietos. Não dá pra ser assim. Ou você vai para o tudo ou nada defender aquilo que você acredita e que queremos crer que é o melhor para o Brasil, é aquilo que a sociedade espera, ou então você realmente não tem muita utilidade
nesse processo de transformação institucional. Pois é, vou receber a rede Jovem Pan, todos vão acompanhar o próximo comentário, a próxima análise na íntegra. Agora sim, quero dar boas-vindas a você que nos acompanha pelas emissoras de rádio. Obrigado por prestigiar o programa Os Pingos nos Is. Você é sempre bem informado aqui na Jovem Pan. A notícia em destaque, Alessandro Vieira, que é o presidente da CPI do crime organizado no Senado Federal, fez duras críticas ao ministro da Suprema Corte que anulou a quebra
de sigilo de um fundo chamado Alin, no avanço das investigações que podem conectar essa apuração ao caso do Banco Master. E ele disse justamente que essa decisão acaba garantindo a impunidade dos poderosos. Bem, deixa eu passar agora para o Bruno Musa. Você, Musa, essa manifestação do Alessandro Vieira, que é um senador que tem se notabilizado pelas várias críticas que vêm sendo feitas a ministros da Suprema Corte.
Cuidado para essas manifestações de senadores, porque há um entendimento, pelo menos em um grupo dentro do Senado Federal, que muito em breve um pedido de impedimento seria colocado, inclusive a aposta de que isso poderia prosperar, mas sempre tem um entrave para um outro grupo que entende que o atual presidente do Senado barraria qualquer pedido de impeachment contra ministros da Suprema Corte. Vai lá, Musar.
do Senado disse que se houvesse 80 assinaturas de senadores, ele barraria. Foi algo assim a frase dele, né? Mas na política tudo muda. E eu sempre lembro aquela frase que é atribuída ao Pedro Malan. Se no Brasil até o passado é incerto, imagina o futuro. Basta colocar uma pressão que absolutamente tudo pode mudar. Então, a frase dele eu acho bastante legítima. Afinal de contas, o que nós estamos vendo são coisas que talvez nem mais o pessimista de todos conseguiria definir
Veja, nós vimos um dos ministros desengavetar um processo que ele mesmo tinha engavetado há três anos atrás para trazer como justificativa para anular a quebra de um sigilo. Agora nós vemos novamente, ou seja, está escancarado. Há uma pressão política de todos os lados. Está escancarado que, através dessas decisões do judiciário, quer tentar barrar que essas informações corram.
Mas como eu sempre falo, me parece que é tentar barrar a água de um rio. Você tenta barrar, essa água vai escapar por algum lugar. É a informação que ela começa a pressionar. Sim, o STF pode vir com uma decisão monocrática, barrar essa quebra de um sigilo, com decisões que são contestadas juridicamente, como a gente tem visto pessoas, operadores do direito, falando que as decisões são realmente absurdas. Muitos deles colocam, inclusive, esse adjetivo.
eles se tornaram esses superpoderosos. Mas cada uma dessas pressões vão gerando mais desgastes populares ainda contra uma já desgastada corte. Consequentemente, isso pauta em ano de eleições, que é o que eu mencionei no comentário anterior, trazendo mais à tona ainda o debate diário. E cada vez mais isso vai distensionando. E quando a corda puxa demais, em algum momento ela não volta. E no meu entender, nós estamos próximos disso.
têm recuar agora, eu acho tarde demais. Outro destaque, o governo Lula vai encerrar o terceiro mandato como a gestão que mais aumentou impostos no Brasil desde a redemocratização. Em menos de quatro anos, o Planalto adotou medidas que resultaram na elevação de tributos pelo menos 27 vezes, além de um ajuste tributário e a criação de pelo menos outros dois impostos. Com mais impostos, o governo conseguiu arrecadar bem mais.
Houve um aumento entre 2023 e 2024, totalizando 2,65 trilhões de reais. O montante, no entanto, não foi suficiente para conseguir suprir os gastos do Planalto. Os gastos atingiram 32% do PIB e somaram 3,78 trilhões naquele ano. Vou começar essa com o Roberto Motta. A gente sempre trata da questão tributária. E aí há, inclusive, um estudo que aponta que o governo Lula
O atual governo federal do PT merece muitas críticas, mas há uma crítica que não se pode fazer a ele. Ele nunca escondeu as suas intenções e os seus planos. Basta olhar as declarações dadas durante a campanha eleitoral. O PT nunca escondeu o seu ideário, que foi montado com as piores ideias da década de 1980.
brasileira nunca escondeu seu projeto totalitário. O que espanta e espanta muito é que no século XXI essa tragédia ainda encontre apoiadores, inclusive ou principalmente na mídia, nas universidades e na cultura. Mesmo com uma arrecadação maior, o Palácio do Planalto ainda tem um problema fiscal gigantesco. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo analisar a situação.
que envolve a criação de impostos, reajuste daqueles que já existem e, mesmo assim, a dificuldade em conseguir fechar as contas. Vai lá, Beraldo. Pois é, Caniato. Veja, um país consegue aumentar a sua arrecadação de algumas formas. E o Brasil vai usando a artimanha, o artifício mais sorrateiro, mais vigarista que existe, que é aumentar o peso tributário
e produzem de maneira formal. Porque você tem uma economia paralela no Brasil, apesar de todo o esforço do governo, que vai navegando da maneira que pode, sem emitir notas, sem fazer registro, sem fazer declaração de imposto, porque se fizer não vai sobreviver. O Brasil tem aumento de arrecadação não porque a atividade econômica vai aumentando.
empresas que vêm aí dizendo que vão precisar recorrer à recuperação judicial. Agora teve aí um zoom, zoom, zoom, inclusive da CSN. Uma coisa inimaginável, mas que demonstra a realidade de uma economia absolutamente inviável. O Brasil hoje é um Brasil inviável, onde é muito difícil gerar emprego, é muito caro, difícil e burocrático empreender. O governo fica de lupa, fiscalizando absolutamente tudo que as pessoas fazem,
Tipo aqui, ao que já falamos no passado, tenho certeza que no próximo ano, no anseio de fechar as contas, a utilização das informações de PIC terá que ser utilizada para fins tributários e a população vai sendo oprimida, oprimida, oprimida até ela não aguentar mais. E aí a gente vê um país que não consegue avançar, não consegue crescer, não consegue se desenvolver, melhorar a qualidade do ensino, da infraestrutura, das cidades, da dinâmica econômica,
O Brasil está completamente perdido. Ele está em outro trilho, não é o trilho do progresso. O mundo está avançando, voando. A inteligência artificial está transformando os países. E o Brasil está aqui lidando com problemas que países minimamente sérios resolveram no século passado. Como, por exemplo, saneamento básico. Coisas elementares, mas que no Brasil ainda são motivo de muita discussão.
Luiz Felipe Dávila, porque sempre quando a gente fala em questões de tributos, aumento de impostos ou criação de novas taxas, é preciso considerar, né, Dávila, que em um primeiro momento, ok, o governo de ocasião até consegue aumentar a arrecadação, mas se perdurar nessa toada de aumentar impostos ou criar novas taxas, muitos optam em não contribuir mais, né? É o calote dos tributos, é a tal da curva de Laffer, né, Dávila? É isso,
mesmo, Caniato. Aquele famoso dito popular, né? Você pode enganar uma pessoa por muito tempo, mas não consegue enganar todas por todo o tempo. Te define perfeitamente a gestão de Haddad na fazenda brasileira. Este ministro foi o recordista do aumento de imposto na história do Brasil. Foram 28 aumentos de impostos. Foi o cara que mais meteu a mão no bolso do brasileiro.
tirando cada vez mais imposto do nosso dinheiro, do nosso trabalho, para fazer o quê? Para pagar rombo de estatal, para ter roubo do INSS, para gastar dinheiro com coisas absolutamente irrelevantes, como esse monte de viagem internacional, e aí colocar cartão de crédito da Presidência da República sob sigilo por 100 anos. É para isso que eles usaram o dinheiro do nosso imposto, recorde.
assim, puxa vida, foi um governo que teve recorde de receita e melhorou a saúde, melhorou a educação. Não. Teve recorde de gasto público. Gastou muito mais do que arrecadou e uma arrecadação recordista. E isso o que que fez, gente? Subir a taxa de juros. Colocar a taxa de juros no Brasil na mais alta do mundo. E aí, o que isto gerou? A maior inadimplência da história do Brasil. 80 milhões de brasileiros estão
inadimplentes, porque essa taxa de juro mata qualquer negócio, não tem margem que seja capaz de ter lucro e ainda por cima sobrar dinheiro para pagar o juro. Por isso, este é um governo que provocou o maior aumento de imposto, o maior número de brasileiros inadimplentes, o maior número de empresas em recuperação judicial da história do Brasil. Por isso, Caniato, é bom que as pessoas não esqueçam
esqueçam desse dado até outubro de 2026. Porque ignorar os fatos, aí é burrice. Tem uma outra notícia. O avanço das investigações sobre a relação de Fábio Luiz Lula da Silva, ou Lulinha, como um dos pivôs do escândalo de desvios de aposentadorias e das apurações sobre o Banco Master, aproximou o PT e o Centrão na tentativa de barrar a prorrogação dos trabalhos da CPI e do INSS.
opostos na maior parte das disputas recentes, governistas e parlamentares de centro passaram a atuar contra o prolongamento das apurações feitas pelo colegiado, cujo prazo termina na próxima semana. Sem ambiente político para convencer a cúpula do legislativo, a CPI recorreu ao Supremo na tentativa de garantir essa sobrevida. Você, Bruno Musa, essa é uma questão importante. A gente trouxe, inclusive,
do INSS, tratamos de um outro aspecto, mas você discorreu em relação aos dispositivos que podem ser usados, você na expectativa de que informações importantes sejam reveladas, mas eu queria que você analisasse essa aproximação do Centrão e do governo, os dois com o objetivo, colocar um ponto final na CPMI do INSS. Pois é, um roubo e rombo de mais de 6 bilhões de reais de aposentados,
Por que ser contra? Quem aqui seria a favor de roubar velhinhos? Ou melhor, quem seria a favor de roubar? E de roubar velhinhos, então? Quem seria a favor disso? São mais de 6 bilhões de reais que foram desviados e isso já está comprovado. Inclusive, o próprio INSS começou a ressarcir esse roubo. E o dinheiro do INSS vem de todos nós, dos pagadores de impostos. Então, aqueles que não roubamos e aqueles que foram roubados, através da alta dos impostos, pagam para cobrir o roubo dos políticos.
que querem acabar com a CPMI. Engraçado, né? Por que será que eles se unem? E mais, aqueles que também não querem que acabe precisam recorrer ao STF, justamente ao STF, que também está tentando fazer esforços na tentativa de não divulgar uma série de nomes e que isso não corra de forma aberta para o conhecimento popular. Eu acho que fica bastante claro o que está acontecendo no Brasil, cada um toma as suas próprias conclusões. Espero que
um pouco da sobriedade seja feita nas pessoas para que façamos o máximo de pressão possível. Nada além do que pede a Constituição e do que temos em dados de obviedade, de fatos concretos para devolvermos um mínimo de moralidade. Estamos falando não apenas de roubo. Só isso já deveria levantar toda a luz amarela e vermelha no país. Quando falamos de um dos roubos ser de aposentados,
de nossos narizes, vermos conluio, artimanhas, formação, digamos, de equipes, entre aspas, para tentar acabar com essa CPMI? A quem interessaria não descobrir quem está envolvido com o roubo dos velhinhos? Deixemos a pergunta no ar. Pois é, tem alguns elementos para nós discutirmos com os nossos analistas. Deixa eu passar para o Mota. Mota, a informação indica que o Centro,
com o governo e o Partido dos Trabalhadores, estão trabalhando nos bastidores para colocar um ponto final na CPMI do INSS. E aí a comissão tenta garantir a continuidade dos trabalhos e tomar a seguinte decisão, vamos judicializar esse tópico e vamos pedir ao STF para garantir sobrevida a essa investigação. E aí, o que pode acontecer?
decisão depois de tudo que tem acontecido no Brasil. A verdade é que esse país tem inquéritos abertos há sete anos, mas uma CPMI, ah não, a CPMI tem um prazo fixo improrrogável. Então fica aqui uma sugestão aos parlamentares, aproveitem e reafirmem a independência do poder legislativo, criem um tipo de
CPMI especial, com data pra começar, mas sem data para acabar. Uma CPMI permanente, que fica aberta o tempo inteiro, será a CPMI do fim do mundo. E quem sabe, do começo do Brasil. Pois é, as sacadas do Motta são ótimas, né? Deixa eu passar pro Dávila. Dávila, CPMI do INSS. Muita coisa já foi descoberta. Várias
As seguras já prestaram depoimento, acho que há um conjunto robusto de informações, mas digamos que esse é um caso gigantesco, enorme. Acho que há tentáculos que precisam ainda ser investigados e eles podem se aprofundar em outros aspectos desse mega esquema, que perdurou por muitos anos, né, Dávila? Qual é a dificuldade em prorrogar a CPMI do INSS? Quem é que tem medo disso?
Afinal de contas, Caniato, esses micro descontos feitos ao longo do tempo se transformou em mesadinha Caixa 2 pra muita gente. Por isso, romper isto num ano eleitoral é deixar de ter aquele dinheirinho extra, Caixa 2 pra bancar ali a sua campanha, Santinho, comprar uma pessoa que é importante numa comunidade pra conseguir voto. Essa é a vergonha.
Nós estamos falando aqui em dois rombos. O primeiro, o Bruno Musa já mencionou, entre 6 a 8 bilhões de reais dos descontos indevidos. Mas tem mais 90 bilhões de reais, que se refere ao desconto dos consignados. Ou seja, acabar com a CPMI é, de novo, varrer este problema para debaixo do tapete? E daqui a algum tempo, como sempre lembra Roberto Mota,
estar aqui de novo nos pingos nos is comentando provavelmente o roubo do INSS, o retorno, o retorno pela quinquagésima vez, ou seja, ou atentamos para esse problema e vamos tentar resolver na raiz, ou esse negócio vai ser varrido pra debaixo do tapete, as mesadinhas vão continuar correndo, vai ser abafado, esquecido e daqui a um tempo nós vamos tratar novamente do roubo
aos aposentados brasileiros. Pois é, e é importante lembrar que, além do esquema de desvios nos contra-cheques de aposentados e pensionistas, tem um outro flanco da investigação que apura esquemas fraudulentos na concessão dos consignados, dos empréstimos consignados. O Bruno já mencionou algo em torno de 6 bilhões nos desvios das aposentadorias e dos benefícios dos pensionistas.
Dos consignados, isso poderia chegar a 60, 70, 80 milhões. Há projeções, né? É preciso aguardar o avanço das apurações. Você, Bruno Musa, inclusive nos últimos tempos nós vimos, inclusive, menção a dirigentes de várias instituições financeiras. Essa é uma outra parte da investigação, mas que deve consumir também boa parte das apurações de senadores e deputados, caso eles consigam avançar.
sim, nós temos dados, nós temos indícios, nós temos agora, talvez, delações, nós temos tudo o que precisamos para que isso avance. Nós temos o início de uma pressão popular importante e nós temos, acima de tudo, uma mídia que resolveu, a grande mídia, que resolveu virar o canhão no bom sentido, no sentido de mostrar à população tudo o que estamos vivendo no Brasil. E é inegável. Hoje, eu estou aqui em São Roque, eu vim dar uma palestra no interior, de manhãzinha, que eu
encontrei com o pessoal para vir para cá, parei numa padaria, numa pequena padaria, estava ligada ali numa rede de televisão, naquela que muitas pessoas ainda se informam por ela. Os fatos mostravam, as notícias mostravam cada vez mais exatamente isso que nós estamos falando aqui. Ou seja, a pessoa que está lá no ponto de ônibus, que está lá tomando um café no mais simples boteco ou qualquer padaria, ela está sendo impactada por essas notícias. Portanto, fatos não faltam, não há mais desculpas para nós postergarmos
tipo de coisa que possa acontecer ou que possamos deixar jogar pra debaixo do tapete. De novo, os fatos estão aí, temos a mídia pressionando e as pessoas se dando conta de tudo que está acontecendo. Se mais uma vez nós perdemos a oportunidade de deixar tudo isso passar, talvez seja a hora da gente olhar no espelho e entender que um pouco de culpa nós temos. Pois é, e aí tem uma crítica da nossa audiência, a M.A. Almeida, não sei se é homem ou mulher, escreveu o seguinte,
preocupados em mudar nome de rua. Um absurdo. Aprovam rapidamente uma alteração, como se no Brasil tudo estivesse maravilhoso. Fazendo uma crítica ao legislativo, porque há, inclusive, essa crítica de que os deputados, senadores, vereadores, deputados estaduais acabam se dedicando a alterar nome de ruas, ou, no caso de outros parlamentares, nome de ponte, viaduto e por aí vai. Obrigado pela manifestação, inclusive várias pessoas mencionando aqui causos de familiares,
e conhecidos em relação a desvios no INSS. Quero lembrar também a nossa audiência que a pergunta da enquete do dia está publicada no YouTube, também no portal da Jovem Pan, e no YouTube tem quase 5.300 votos, viu? O TSE deveria investigar a homenagem de uma escola de samba a um pré-candidato à presidência? Você acha que deveria investigar ou não? Esse é o tema da nossa enquete do dia. Então vamos tratar disso agora?
Justiça Eleitoral, o ministro Antônio Carlos Ferreira, rejeitou hoje um pedido que foi apresentado pelo PL para abrir uma apuração preliminar sobre aquela homenagem, vocês se lembram, da Acadêmicos de Niterói ao presidente Lula. O PL havia solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral uma investigação inicial a respeito do financiamento e do envolvimento do governo federal com o desfile na Marquês de Sapucaí, a fim de preservar as provas e supostas infrações eleitorais.
A sigla argumentou à Corte Eleitoral que a medida viabilizaria a produção de provas para que futuramente o PR pudesse apresentar uma ação de investigação judicial eleitoral contra a possível chapa de Lula à reeleição, porque a chapa não foi formalizada. Então, logo, seria uma apuração preliminar. Começar essa com o Roberto Mota, o TSE rejeitando investigar a homenagem à Lula na Sapucaí, pelo menos por enquanto.
Bom, pelo que eu entendi da notícia, Caniato, o corregedor não fez juízo de valor sobre o caso. Ele disse apenas que não precisa coletar provas agora porque não há risco das provas desaparecerem ou serem adulteradas de alguma forma. Então, não precisa coletar essa prova agora. E olha, eu não sou jurista, mas eu tendo a concordar com o corregedor porque as provas estão aí, estão aqui, do meu lado,
São um samba enredo, carros alegóricos, dezenas ou centenas de sambistas, alguns vestindo fantasias de muito mau gosto. Está tudo aí registrado em vídeo. Salvo engano, é o que se chama aqui no Brasil de flagrante perpétuo. Pois é, bem interessante isso.
eleitoral não se manifestou antes do desfile na Sapucaí, porque há registros também dos ensaios, né? O Samirredo já tinha sido gravado, já tinha sido divulgado. Enfim, algo que o Dávila e o Musa também vão analisar e discutir depois do break comercial. É um break muito rápido, um intervalo de um minuto e vinte. Então eu conto com você, fique por aí. Até já.
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Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. Antes do break, nós falávamos
sobre a possibilidade da justiça eleitoral investigar o desfile da escola de samba que homenageou Lula na Sapucaí. E aí teve um pedido preliminar do Partido Liberal e aí o TSE rejeitou essa investigação, pelo menos nesse momento. Deixa eu receber a Rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Espingos nos Is, as polêmicas que envolvem o carnaval no Rio de Janeiro, principalmente quando a gente observa aquele desfile
de Niterói, que homenageou o presidente Lula. Inclusive, ela não foi bem avaliada, porque essa escola de samba acabou sendo rebaixada para a segunda divisão do Carnaval no Rio de Janeiro. Mas deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila a maneira como o PL se organiza, solicitando uma coleta preliminar de provas para uma futura ação contra o Partido dos Trabalhadores. Por que futura ação? Porque a candidatura não foi formalizada.
formalize a candidatura, a chapa de Lula com mais alguém, aí sim o PL formalizaria essa ação junto ao TSE da Avila. Mas o que achou desse pedido preliminar e o posicionamento do TSE? As provas não vão apagar, né? Afinal, foi transmitido, inclusive, pela televisão. Só se alguém apagasse os arquivos da TV Globo, né? Que foi a emissora quem transmitiu, inclusive. É, o PL, eu acho que vive de excesso de ansiedade eleitoral, né?
Será as eleições acontecerem, a candidatura formalizar? Está tudo documentado. Esse carnaval que acabou revelando como é possível usar dinheiro público do pagador de imposto para financiar uma escola de samba para enaltecer a história do presidente do PT. É uma vergonha, mas está tudo documentado. Agora, tem que esperar.
candidatura se formalizar. A grande questão é, será que Lula vai ter coragem de sair candidato a presidente da República? Temos que esperar. É hora de esperar e não ser tão ansioso e antecipar as jogadas. Fernando Haddad saiu do Ministério da Fazenda. Muitos indicam que ele será o candidato ao governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores, mas se Lula não estiver disposto a disputar a presidência da República, talvez
coloque Fernando Haddad para ser o nome do PT na disputa à presidência. Deixa eu passar então para o Bruno Musa, vai analisar também essa situação que envolve o posicionamento do TSE, que foi quase uma explicação mais técnica para o PL, espera um pouco, espera formalizar a candidatura, aí sim vocês podem entrar com esse pedido contra aquela homenagem que foi feita e se isso poderá se configurar propaganda eleitoral antecipada, né Musa?
quanto tempo, um minuto e meio. É isso, nós falamos exaustivamente aqui quando foi daquilo, citamos inclusive partes da letra da música que tinha refrão daquela mesma versão de campanha de Lula ao longo dos últimos anos, todas elas se repetindo, um bordão ali que se tornou comum para os apoiadores do presidente Lula, falavam ali na música das eventuais vitórias, entre aspas eu coloco aqui, que Lula teve ou entregas à população
melhorias econômicas, enfim. Se isso não é uma campanha eleitoral, eu realmente não sei mais o que seria. O duro é que no Brasil, depois, tudo se tornou subjetivo. Quando algo é totalmente subjetivo, quem define o que de fato é e o que não é? Estamos realmente no mundo da relativização de absolutamente tudo, até do que 2 mais 2 é 4. Ou seja, tudo isso me parece que há sim, espere, deixa a campanha realmente
começar, como você muito bem falou. E pra isso, eu continuo na minha tese. 2027, há uma crise contratada que a ministra Simone Tebet assumiu que terá acabando o espaço dentro das despesas do governo. Não haverá mais espaço pra investimento. Tá aí. A Simone Tebet falou. O Lula, com 80 anos de idade, uma possibilidade real de perder as últimas eleições de sua vida. Fazendo um custo-benefício, um risco-retorno,
Será que você concorreria vendo a sua popularidade cair do seu principal oponente subir? Ou você preferia sair vitimizando, culpando terceiros em um sistema para tentar sair no auge? A minha resposta eu já tenho. Pois é, essa é uma boa pergunta, um ótimo questionamento e com toda certeza vamos tratar e discutir e vamos nos debruçar. Será que o atual presidente tentará a reeleição? Vai embarcar nesse projeto de um quarto mandato ou não?
aliás, passar essa responsabilidade pra um outro, a outra figura do PT, possivelmente, Fernando Haddad. Vamos colocar o resultado na tela? Se as pessoas acham que deve ou não avançar com a investigação sobre essa homenagem, 96% acham que sim. Muito obrigado pela participação de todos. Fiquem agora com o Jornal Jovem Pan. Voltaremos amanhã. Um abração. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
Realização Jovem Pan.