Governo Lula tenta conter crise do Master / Delação pode atingir o PT
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (18):
O governo Lula (PT) articula nos bastidores para se afastar de aliados citados no caso envolvendo Daniel Vorcaro. A estratégia busca conter o desgaste político diante do avanço das investigações. Novas revelações aumentam a pressão sobre o Planalto e o Judiciário.
O novo advogado de Daniel Vorcaro, José Luiz Oliveira Lima, procurou o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, para tratar de um possível acordo de delação premiada. A movimentação ocorre em meio a tratativas com a PGR e investigadores, elevando a tensão nos bastidores do caso Master.
A influenciadora Martha Graeff, ex-companheira de Daniel Vorcaro, pode ser convocada para depor na CPI do crime organizado. Apontada como possível testemunha-chave, ela teve conversas com o banqueiro expostas, mas nega qualquer envolvimento em irregularidades.
Parlamentares governistas criticam a atuação do ministro André Mendonça na investigação do caso Banco Master. Aliados do Planalto acusam o magistrado de restringir o acesso a dados de Daniel Vorcaro e de, supostamente, proteger nomes da oposição, como Flávio Bolsonaro. O episódio aumenta a tensão política em torno do caso.
O Banco Master teria pago cerca de R$ 11 milhões a uma empresa ligada à nora do senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado. O parlamentar afirmou que não participou das negociações e disse que cabe à empresa prestar esclarecimentos. O caso foi revelado pelo portal Metrópoles e amplia a repercussão do escândalo.
O governo da Bahia, sob gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), realizou 207 pagamentos de precatórios ao Banco Master, somando quase R$ 50 milhões. A informação, disponível no portal da transparência, levanta questionamentos sobre as conexões entre o banco e figuras políticas. O caso amplia a pressão sobre os envolvidos no escândalo.
O ministro André Mendonça prorrogou por 60 dias o inquérito do caso Banco Master em meio à expectativa de uma delação premiada de Daniel Vorcaro. Segundo informações, o banqueiro pode citar integrantes do PT e do governo Lula, ampliando o impacto político da investigação. O clima em Brasília é de forte tensão nos bastidores.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- Ministro Dias ToffoliPedido de licença ou renúncia voluntária · Ligações familiares com Banco Master · Pressão do governo Lula para afastamento · Espírito corporativista do Supremo · Inevitabilidade da saída segundo fontes do STF
- Segurança OperacionalNovo advogado José Luiz Oliveira Lima · Possível acordo com PGR · Expectativa de revelações sobre membros do PT · Delação séria vs delação seletiva · Pressão sobre integrantes do governo federal
- Banco MasterContrato de R$ 11 milhões com empresa da nora de Jaques Wagner · 207 pagamentos de precatórios do governo da Bahia (R$ 50 milhões) · Envolvimento de ministros do Supremo · Conexões com governo do PT
- Judiciário e PolíticaInterferência do Executivo no Supremo · Tentativa de afastamento voluntário de ministro · Corporativismo do STF · Proteção mútua entre poderes · Risco à independência institucional
- Critica PoliticaAcusações de proteção a Flávio Bolsonaro · Restrição de acesso a dados de Vorcaro · Bloqueio de materiais para parlamentares · Defesa da imparcialidade da investigação · Críticas governistas
- Martha Graeff CPIConvocação para CPI do crime organizado · Ex-companheira de Daniel Vorcaro · Conversas vazadas · Negação de envolvimento em irregularidades · Interesse em relações e gastos de Vorcaro
- Impacto da Cobertura MidiáticaMudança de postura de veículos de comunicação · Divulgação de escândalos anteriormente ignorados · Papel da mídia na mobilização · Proporção das revelações · Autorização para crítica ao judiciário
- Compatibilização de cargos e atividadesProfissões simultâneas (florista, psicóloga, advogada) · Empresa de prospecção de consignados · Questionamento sobre legitimidade de atividades · Escassez de recursos e dedicação profissional
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo todos os assuntos importantes do dia e também contando com a análise dos nossos comentaristas. Eu sou o Daniel Caniato e você, claro, como sempre, é o nosso convidado especial. Para começar, para evitar ser associado ainda mais ao caso Master,
neste primeiro momento, até deixar o tribunal em definitivo posteriormente. O presidente tem dito a assessores que todos os escândalos que já se tornaram públicos até agora, a respeito da relação do magistrado com Daniel Vorcaro, seriam apenas o aperitivo do que ainda está por vir. Ao justificar sua intenção de fazer Toffoli se afastar, Lula tem dito que a Polícia Federal já sabe de vários outros episódios que podem complicar
a vida do ministro, indicado por ele em seu segundo mandato. E afundar ainda mais o judiciário quanto o governo na crise que envolve o caso do Banco Master. Mais uma camada nesse complexo esquema chamado Banco Master. Muitas investigações em curso, informações que vêm à tona, revelações que são trazidas por vários veículos de comunicação a cada dia. Vamos começar com o Luiz Felipe Dávila.
Lá Postos, conectado com a gente. Dávila, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. É preciso considerar essa como uma notícia muito especial, muito interessante. Mais uma camada nesse complexo esquema e nessa complexa investigação que é o caso do Banco Master. A informação indica que o presidente da República já estaria fazendo uma avaliação e entende que a saída provisória, uma licença de Dias Toffoli,
até para uma saída definitiva em um segundo momento. Enfim, parece que há outras coisas que implicariam, inclusive, o ministro, que viriam à tona. Agora dá para ver quais são suas análises, Dávila. Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite, Mota, Beraldo, Moza e a nossa querida audiência. Caniato, surpreendente é o presidente da República fazer este tipo de pedido ou conjectura por uma razão muito simples.
motivo para remover Dias Toffoli do STF. A única instituição que pode removê-lo do cargo é o Senado Federal. Portanto, o presidente pode exercer pressão. É óbvio que Dias Toffoli, enrolado como está no caso do Banco Master, não vai deixar a corte, porque ele vai ficar completamente desprotegido fora da corte. Dentro da corte, ele tem meios para tentar conter um
do que está acontecendo em torno dessas ligações perigosas do Banco Master com a sua família. Fora da Suprema Corte, ele estaria à deriva. Portanto, este pedido mostra o desespero do presidente da República tentando resolver um problema político. Afinal de contas, Jess Toffoli foi advogado do PT, ligado ao PT há muito tempo, indicado pelo PT para a Suprema Corte.
do Banco Master com o governo está cada vez mais forte na mentalidade popular. E isso cria enorme incômodo no presidente da República, que está vendo que colou nele. Afinal de contas, colou não só por causa de figuras do PT envolvidos diretamente no escândalo, como também pelo Supremo Tribunal Federal, que hoje é visto como petista, principalmente por causa de Dias Toffoli e outros ministros indicados pelo PT. Então,
sentido. É evidente que Dias Toffoli não vai perder o escudo de ser membro do Supremo para se proteger, ele, a sua família e esta ligação perigosa com o Banco Master. Lula não vai resolver a questão política, removendo ou pedindo para Toffoli deixar o poder. Esta é uma tarefa do Senado Federal. Um Senado Federal que, por enquanto, mostra sinais de covardia, como é o caso da
Curadoria Geral da República. Pois é, interessante essa análise do Dávila, mas há um entendimento de alguns que essa saída poderia ser feita de maneira voluntária. O próprio ministro solicitaria uma licença, ó, preciso me afastar, sei lá, pra resolver problemas particulares, né? Não teve, inclusive, uma decisão tomada por ele pra sair da relatoria do caso do Banco Master, após as citações, as reportagens que indicavam a ligação daquela empresa, empresa,
ele tem sociedade que teve participação no tal resort, enfim, da mesma maneira que ele decidiu sair da relatoria e aí o presidente da corte teve que fazer um novo sorteio e aí André Mendonça foi escolhido, alguns entendem que, a partir dessa sinalização do presidente da República, Dias Toffoli poderia pedir uma licença de sair por algum tempo, até esperar a poeira baixar, sei lá, o avanço das investigações e aí, num segundo momento, renunciaria. Ah, tem um outro projeto de vida, sei lá, vamos morar no exterior.
Um exemplo, tá? Mas muitos entendem que isso poderia acontecer. Deixa eu chamar... O Bruno Musa está preparado, né? O Bruno Musa... Vamos colocar o Bruno com a gente? Musa, seja bem-vindo. Ótima noite a você. As muitas informações que chegam à redação aqui da Jovem Pan, várias apurações. E a notícia do momento é essa possibilidade de uma licença a ser pedida por Dias Toffoli, mas há tratativas que envolveriam até o presidente da República. Claro, não é uma informação oficial, são informações de bastidores
Boa noite, Caniato. Mota, Davi, Laberaldo, todos que nos escutam. Bom, eu tenho uma visão bastante cética com relação a tal independência dos poderes. Se elas de fato fossem independentes e puramente técnicas, claramente não haveria esse tipo de interferência. A gente já viu com o ministro anterior que se aposentou antecipadamente, também com determinada
momento crítico, digamos assim. Pro Dias Toffoli, se houver de fato esse envolvimento, essa interferência do executivo, que vale lembrar, ele sempre teve uma proximidade com o PT, foi inclusive advogado ali de pessoas importantes do partido, uma proximidade com as alas mais ideológicas, com as pessoas mais ideológicas de dentro do partido. Vale lembrar que é uma clara interferência, como o Dávila muito bem colocou. Se é uma tecnicidade,
você de fato não está envolvido em nenhum tipo de problema, por que alguém abandonaria um cargo como ministro do STF, uma vez que lá você consegue ter todos os incentivos e consegue ter todos os privilégios que a lei determina e convenhamos, até muito mais a gente consegue ver. Então, me parece essa clara interferência por um problema institucional muito grande, onde o executivo está vendo que a escalada de um problema no
acaba jogando isso em ano de eleição para a imagem do próprio executivo, que já está manchada com esse escândalo. Vale lembrar mais um, mais um escândalo dentro do governo que comanda o executivo, que não é de hoje. Repito sempre isso exaustivamente. 72% do século, e já foi um quarto desse século, é governado pelo mesmo partido. Sempre lidamos com esquemas de corrupção.
inflação, ou seja, começa na casa dos milhões, depois entra na casa dos bilhões, somatizado tudo com juros compostos e chegamos em números de trilhões. É impressionante o que nós vivemos. Então fica claro que essa escalada do que está acontecendo e do que está por vir, afinal de contas a própria PF disse que foi investigado, divulgado 30% de um celular e tem mais oito a serem analisados e investigados, o escândalo pode ser realmente um tsunami e
varrer todo mundo da frente. E aí, cada um agora entra no modo salve-se quem puder. Pois é, chama o Roberto Mota agora, assim o Mota também conectado, preparado com a gente. Mota, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. A informação de momento indica que o governo estaria negociando uma saída honrosa para um ministro da corte. Há quem diga que para mais de um ministro, mas a informação principal trata da questão que envolve Dias Toffoli e
Há muitas leituras a respeito de como isso poderia acontecer, mas trata-se de uma informação que sugere um pedido de licença, uma saída em um primeiro momento para avaliar o avanço das investigações, mas talvez com a justificativa de resolver problemas particulares e aí em um segundo momento uma decisão súbita de dar uma guinada na carreira e aí a pessoa optaria pela saída da Suprema Corte.
Isso estaria sendo discutido a portas fechadas no gabinete, inclusive, de uma pessoa muito importante lá em Brasília, no Palácio do Planalto. Curioso é que isso vazou, né? Ou pelo menos deixaram vazar. Bem-vindo. Eu acho que não há nenhum acidente nisso, Caniato. Uma licença por motivos de foro íntimo, que tal? Dá uma guinada na carreira, quem sabe abrir um escritório de advocacia e passar a advogar junto à corte.
ministro do foco, mas não o tira do caso. E não há nenhuma honra envolvida nisso. Boa noite a você, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite a nossa querida audiência. Se o ministro sai de cena, ele não sai do centro do escândalo. Mas amanhã, talvez, nós e o resto da mídia já estejamos falando sobre outros escândalos.
Senna seria esquecido. É nisso, provavelmente, que o governo aposta. Evidentemente, uma licença ou até uma eventual renúncia não acabam com a necessidade de uma investigação completa e, eventualmente, de um processo criminal. Eventualmente, um julgamento e uma condenação. Agora, a questão importante continua a mesma. Quem julgará os julgadores? O governo
esquecimento. Infelizmente, no Brasil, essa costuma ser uma boa aposta. Pois é, essa é uma questão muito importante. O Mota, eu acho, prepara, inclusive, o tema, a discussão. Deixa eu passar para o Dávila, para a gente fazer mais uma rodada. Dávila, o fato de um ministro pedir licença para resolver problemas particulares, e aí ele sai dos holofotes de um tema que é super sensível, isso não inviabiliza ou coloca um ponto final em uma investigação em curso.
E aí a gente precisa tratar dessa questão. Como seria o avanço da investigação, da apuração em um possível julgamento na Suprema Corte? Você bem disse, o Senado Federal teria o papel de discorrer e se debruçar sobre um caso que envolve ministros da Suprema Corte. Mas na hipótese disso não acontecer, o que nós poderíamos esperar da Suprema Corte, uma vez que um caso também tem ministros implicados
envolvidos. Verifica só o seu microfone que eu não tô escutando. Desculpa. Ok. A Suprema Corte já mostrou como vai continuar atuando. É o espírito corporativista se fortalecendo e protegendo os ministros. Aconteceu isso com a decisão do ministro Gilmar Mendes. Aconteceu isso com a decisão dos dez membros do Supremo que fizeram um verdadeiro desagravo a Dias Toffoli e disse que não encontraram absolutamente
nada que o impedisse de continuar o caso, e aí voluntariamente, entre aspas, Dias Toffoli abre mão da relatoria do caso. Mas veja a reação da corporação. Por um sentido muito claro, Caniato, qualquer gesto de afastamento, renúncia, mostra fraqueza e vulnerabilidade da corte. E isso pode ser a porta de entrada para ataque a outros ministros.
principalmente ministros que têm contratos advocatícios com membros da sua família de mais de 130 milhões de reais envolvendo o Banco Master. Então, isto abriria o flanco, mostraria a fraqueza da corte e abriria um espaço enorme para ataques políticos. E a corte não vai deixar isso acontecer. Portanto, é quase infantil o pedido do presidente da república para Dias Toffoli voluntariamente
ou inventar uma desculpa, isso seria visto como um sinal de que começou a tremer as bases do Supremo Tribunal Federal e abriria o flanco para mais ataques ainda políticos em cima desses ministros que têm fortes ligações com o Banco Master. Então, não vejo isso como uma possibilidade. Por isso, Caniato, só tem um jeito de remover ministros do Supremo Tribunal Federal por meio da Constituição brasileira.
Senado Federal a exercer esse papel. Ou, evidentemente, com uma renúncia voluntária, como foi o caso recentemente do ministro Barroso. Agora, qualquer outra coisa é um atalho que não vai acontecer, porque vulnerabiliza o ministro e vulnerabiliza a corte. E, portanto, não tem a menor chance de, no meio de uma crise política, isto ocorrer do jeito que o presidente da República vislumbrou.
de casos no Congresso Nacional. Deputados. Muitos deputados, quando sabem que poderão ser cassados, muitos acabam renunciando ao cargo. Deixa eu até chamar o Bruno Musa a respeito dessa possibilidade. O Dávila mencionou o que aconteceu com o ministro Barroso. Mas o ministro Barroso, até onde a gente sabe, não estava na iminência de passar por um processo de impedimento. Não havia, pelo menos, essa possibilidade. Eu acho que houve, sim, uma decisão
tomada por ele, antecipando inclusive a aposentadoria. Agora, diante das informações que chegam pra gente, há inclusive indicações de que novas informações mais delicadas poderiam complicar a situação do ministro Toffoli e aí a leitura de muitos é que o governo poderia tentar negociar essa saída antecipada, saída honrosa ou inicialmente acertar com ele essa licença
licença para resolver problemas pessoais e aí depois ele pediria a saída definitiva, renunciaria ao cargo de ministro da Suprema Corte. O que é preciso considerar em relação a uma atitude tomada por um ministro e o avanço das investigações? Seria um balde de água fria? Haveria, sim, uma tentativa de proteção? Aquilo que muitos chamam, ah, eles irão se proteger,
pública, eles iriam se proteger e muito dificilmente o ministro seria implicado no avanço das investigações. Você tem uma ideia do que aconteceria em relação a isso, Musa? Podemos conjecturar e podemos debater a respeito disso, Caniato. Na minha opinião, o sistema político funciona de uma forma até predatória. Seguinte, vamos colocar a culpa ou fazer com que pague a conta alguém mais fraco,
para que aquele alguém mais forte tente se manter ali no poder. E, obviamente, esse alguém tem um nome, é uma pessoa importante dentro do Supremo Tribunal Federal e que também há indícios de envolvimento e estão aí os nomes em toda a mídia. Me parece que o presidente Lula tem, obviamente, algum tipo de proximidade com relação a isso. Vale lembrar o que aconteceu ali nas eleições de 2022,
ao longo do tempo depois, no TSE, com vozes mais à direita que não podiam falar ou que simplesmente foram caladas à força. Então, isso mostra que há uma, desde ali, da época da prisão do Lula, quando ele depois veio a ser solto, pelo entendimento do próprio Supremo Tribunal Federal, que se não houvesse aquele tipo de entendimento e o andar da carruagem,
como falamos, culminando ali em ações onde determinadas vozes foram caladas, talvez Lula, ele não estaria no executivo hoje, ele poderia estar preso se o entendimento tivesse sido diferente, ou em via de ser solto, ou já solto por outras questões, mas não permitindo que ele retornasse ao executivo agora em 2022. Então isso me parece que há uma leitura de determinada aproximação e o jogo político predatório é assim. Quem agora nós temos que sacrificar
em nome de outro. E aí, o grande ponto é que o que temos até o momento já seria suficiente para levantar qualquer tipo de suspeita com o ministro em questão. Imagine com o restante que possa sair. Não sabemos, mas a probabilidade com um celular, 30% deles, tudo isso de informação, tendo mais 70% desse celular e mais 7 ou 8 celulares para serem apurados, a probabilidade de conversas que venham a entender
ainda mais, é maior. Então, se dentro de Brasília não se sabe de fato o que tem para sair, eu acho que é o cálculo de risco que a gente sempre menciona aqui do Prêmio Nobel de Economia, o Gary Becker. Qual é a possibilidade de ter um respingo dentro do Executivo com o que ainda pode vir a sair? Ora, se a probabilidade é muito grande, não vamos pagar para ver em ano de eleição, ainda mais quando a imagem do governo já está comprometida com relação a tudo isso.
parece que há um jogo aí onde alguém mais fraco será sacrificado para alguém mais forte tentar. Tentar, porque tem muita coisa para sair, permanecer no cargo atual. Mas é complicado, né? Difícil imaginar que todos os problemas seriam resolvidos a partir da saída do ministro, de forma voluntária, por um período, enfim. Deixa eu só, antes de trazer a próxima informação, que a gente daqui a pouco vai entrar no capítulo de lação.
se lembra que aqui na programação da Jovem Pan nós trouxemos inicialmente detalhes e indicações de que sim, Daniel Vorcaro e seus advogados iriam caminhar para uma delação premiada. Depois uma outra informação indicava que seria uma delação seletiva. Ele iria delatar somente algumas figuras, outras seriam poupadas. E agora volta à tona discussões e ampliação da delação premiada. Deixa eu só chamar o Mota para fechar essa rodada. Quando a gente menciona a participação do
da República em uma articulação para proteger ou retirar Dias Toffoli da corte, ainda que por um tempo, esperar a poeira baixar e em um segundo momento Dias Toffoli, segunda informação de alguns veículos, hein? Dias Toffoli poderia inclusive renunciar ao cargo de ministro da Suprema Corte. É sempre importante a gente destacar que não saiu uma nota oficial do STF trazendo essa informação, não. São apurações de alguns jornalistas, conversaram com figuras que têm acesso a gabinetes
no Palácio do Planalto, também tem conexões na Suprema Corte e aí essas informações vieram à tona. Bom, até aí esse cálculo do Planalto de que afastando Toffoli, o presidente que tentará a reeleição, ele iria se proteger no processo eleitoral. Assim, resolve-se então o problema afastando Dias Toffoli? Então, nenhum respingo irá atingir o presidente Lula a partir desse afastamento, porque ele está fazendo um cálculo
naturalmente olhando o processo eleitoral. Sem dúvida. Eu acho que é um cálculo feito, Caniato, considerando-se as opções disponíveis. Uma outra alternativa seria, por exemplo, o governo convencer ao presidente do Senado a pautar o impeachment do ministro. Mas o governo não ganha nada fazendo isso do ponto de vista eleitoral. Então, na cabeça dos estrategistas do governo,
que tem lá os seus momentos de fraqueza, essa renúncia do ministro seria uma solução politicamente melhor. A gente não pode perder de vista, Caniato, que uma renúncia de um ministro ou de mais de um ministro traz uma outra enorme vantagem. Abre vagas na corte. Quem sabe, no andar da carruagem, se acontecem mais um ou dois escândalos até o final do ano, daqui a pouco,
o PT vai conseguir nomear quase todos os ministros da corte. Nossa, muito interessante isso que o Mota acaba de trazer e tem essa história. Se o ministro sai, cabe ao presidente da república indicar. Tem uma lista aí de figuras ligadas a ele que tem interesse em fazer parte da Suprema Corte. Falávamos, inclusive, há algum tempo em aquela figura muito ligada, inclusive, a Davi Alcolumbre, que é o preferido de Lula
da disputa do governo de Minas Gerais, que é o ex-presidente do Congresso Nacional, o Pacheco, Rodrigo Pacheco. Deixa eu passar mais uma vez, enquanto o nosso repórter não está preparado, preciso dividir a rede, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Mas a gente segue aqui nas demais plataformas, destacando que daqui a pouco a gente vai trazer informações e atualizações sobre a possibilidade de delação premiada de Daniel Vorcaro, mas eu queria pedir para o Dávila também fazer uma reflexão
sobre esse cálculo, que possivelmente integrantes do PT e também assessores do presidente da República fazem em relação ao processo eleitoral. Dávila, há dúvidas em relação ao calendário, inclusive olhando para os compromissos dos senadores, se daria tempo de avançar com a investigação, conseguir comprovar a participação de algum ministro do Supremo no esquema e, a partir daí, avançar com um processo de impedimento.
bem a campanha eleitoral, né? Muitos tentarão a reeleição, muitos senadores. Então, cairia no colo dos senadores uma bomba, que é cuidar de um processo de impedimento. Então, muitos gostariam ou achariam melhor que o ministro resolvesse isso sozinho. Olha, vai tirar um problema das nossas costas. Se quiser sair por livre e espontânea vontade ou pressão, resolve um problema pra gente. O que você acha, Dávila? É, Caniato, precisa entender a gênese da política do rabo preso. O que tem de senador com rabo
preso neste episódio do Banco Master e em outros processos que estão adormecendo na gaveta do Supremo Tribunal Federal, é um número realmente muito grande. Por isso, Caniato, ninguém quer mexer nesse vespeiro no Senado, porque isso pode trazer à tona alguns casos dormindo na gaveta do Supremo contra alguns senadores, e isso no ano eleitoral seria um desastre para aqueles que disputariam eleição.
Por isso, Caniato, hoje o desejo geral em Brasília é para varrer esse problema para debaixo do tapete, esquecer e rezar para que caia no esquecimento popular. Só que isso é impossível de acontecer. O caso está sendo todo dia coberto com propriedade pela imprensa, está sendo debatido nas redes sociais, as investigações cada dia revelam informações assustadoras
sobre o grau de conivência dos poderes convocaram. Por isso, não vai dar para esconder este caso num ano eleitoral. Mas o Senado fará de tudo para evitar pegar esta bomba que pode explodir no seu colo e inviabilizar, inclusive, candidaturas de alguns senadores que almejam disputar a eleição. Por isso, Caniato, esta conta está sendo feita só pelo executivo. O presidente Lula só pensa nele.
deveria ser melhor para nós, da política, o ministro Dias Toffoli abrir mão, pedir licença, sair, ou até como o Mota falou, quem sabe alguns ministros começam a renunciar e aí dá espaço para o presidente da república indicar mais gente para a Suprema Corte, mas esse é um cálculo político do poder executivo, não é o cálculo da Suprema Corte, a Suprema Corte tem esse grande espírito corporativista, quando está sendo ameaçada por uma crise, ela se fecha em copas,
existe esse instinto de autoproteção. E a mesma coisa acontece com o Senado. O Senado também entrou nesse espírito que eu chamo espírito tartaruga. Já viu tartaruga quando tem alguma coisa perigosa? Ela põe o pescocinho pra dentro da sua casca e fica ali esperando a crise passar. É isso que tá acontecendo na política hoje. Todo mundo dando uma de tartaruga, encolhendo o pescoço, esperando esse tsunami passar e rezar pra que as coisas voltem à normalidade. Mas nós, cidadãos de bens,
aqui lutando pra que as coisas não voltem ao normal. Que esses escândalos sejam devidamente apurados, que os envolvidos sejam devidamente condenados, porque o Brasil precisa mudar de rumo. Nós não podemos mais viver às custas deste patrimonialismo que dilapida o Estado brasileiro, passa a conta para o bolso de todos os brasileiros e transformou o Brasil nesta capital mundial.
da imoralidade e da sem-vergonhice. Pois é, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, a notícia em destaque, a articulação do governo para, talvez, tirar um ministro da Suprema Corte, evitar um processo de impedimento. Essas são as informações que nós discutimos até aqui. Daqui a pouco a gente volta a tratar disso, porque é preciso atualizar as informações sobre a possibilidade de uma delação premiada de Daniel Vorcaro, o novo advogado,
do banqueiro, José Luiz Oliveira Lima, ele teve uma reunião ontem com o ministro André Mendonça. Ele é o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal. Vamos acionar a reportagem da Jovem Pan News. Matheus Dias chega ao vivo na programação. Seja bem-vindo, uma ótima noite a você, Matheus. Foi um conversado, então, quais foram as tratativas do advogado com o ministro da Suprema Corte? Falaram, então, nessa hipótese de fechar uma delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro,
Sabe sobre isso? Bem-vindo. Ao que parece sim, viu, Caniato? Boa tarde a você, boa tarde a quem nos acompanha. No caso, então, Pierre Paolo Bottini e Roberto Podival, eles que eram os advogados de defesa de Daniel Vorcaro, deixaram o cargo na semana passada. Agora, então, o cargo a respeito de José Luiz Oliveira Lima, ele que é conhecido pelo apelido de Juca e também por outras delações premiadas, como foi o caso do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, no caso, Lava Jato.
do UOL, Natália Portinari, que mostrou já de antemão que a Procuradoria Geral da República tinha feito um acordo com a defesa de Daniel Vorcaro pra possibilitar, então, essa delação premiada, as conversas ainda eram iniciais. Mas, como você bem disse, Caniato, ontem, o advogado já se encontrou com André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do caso Master dentro da Suprema Corte. No caso, então, agora, as duas frentes da advocacia já estão, né, as duas frentes
da Justiça, já estão conversadas com o advogado de defesa. Resta saber como foi essa conversa com André Mendonça e se ele tem a mesma opinião de Paulo Gonê, o Procurador-Geral da República, de instaurar essa delação premiada. Isso porque, nos bastidores, a relação de André Mendonça com Paulo Gonê não está das melhores, viu, Caniato? Desde que a Procuradoria-Geral da República não chancelou a prisão de Daniel Vorcaro, mesmo depois dela ter sido reforçada
pelos ministros do STF da segunda turma em votação, quando Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio André Mendonça votaram a favor da manutenção da prisão do banqueiro e a Procuradoria Geral da República não rechaçou essa prisão. No caso agora, então, o que se trata é sobre uma possibilidade de delação premiada. A PGR parece favorável. Agora resta saber a opinião do Supremo, né, Caniato? Agora, Matheus, tem um outro destaque, inclusive, que esse novo advogado de Daniel Vorcaro, ele procurou investigar
advogadores do caso, para afirmar que ele está disposto a fazer uma delação séria. É importante a gente destacar isso, que havia uma informação, inclusive, de dois dias atrás, que falava na possibilidade de Daniel Vorcaro fazer uma delação seletiva, ou seja, ele iria revelar somente algumas coisas referente ao esquema, ou pelo menos, a participação de autoridades. O que se sabe sobre essa articulação do novo advogado de Daniel Vorcaro e a possibilidade
de uma delação séria. O que significa isso, Matheus? Tem agido rápido, viu, Caniato? O advogado de defesa tem acionado todas as frentes que são responsáveis por essa investigação ou por esse julgamento. Como disse, falou com o Procurador-Geral da República, falou com o ministro, o relator do caso, e investigadores da Polícia Federal, todas as frentes para possibilitar essa relatoria, essa delação premiada que ele tenta fazer se tornar possível. E quando ele diz que é uma delação que será séria,
Ele quer dizer em outras palavras que Daniel Vorcaro não vai poupar ninguém. Como você bem disse, falando de delação seletiva, isso é porque muitos políticos, empresários, têm tentado se desvinciliar do caso Máster, desde citações dos documentos apreendidos pela Polícia Federal, citações e também contratos que foram adquiridos depois da quebra do sigilo telemático, do sigilo telefônico de Daniel Vorcaro.
todo mundo agora tem tentado se livrar dessa bomba, né, Caniato? Ele disse, então, que será uma delação séria, todos os nomes serão postos à prova ali, e que não haverá nenhum tipo de seleção para escolher o que se coloca ou não. Essa é a palavra da defesa de Daniel Vorcaro nesse momento. A expectativa agora, então, é de que seja fechada em conjunto com todas as frentes, tanto Polícia Federal, quanto Procuradoria-Geral da República e Supremo Tribunal Federal, para que essa delação se torne possível.
dessa forma mesmo, parece que a bomba é maior até do que a gente pode imaginar, né, Caniato? Será? Um apresentador antigo que dizia o seguinte, eu só acredito vendo. É isso, Matheus Dias segue acompanhando essas articulações, ele volta ao longo da programação com outras informações e outras notícias. Valeu, Matheus, grande abraço a você. Deixa eu chamar os nossos comentaristas, deixa eu chamar o Bruno Musa. Você, Musa, está na sua vez de comentar a possibilidade de uma delação premiada,
importante lembrar, o novo advogado de Daniel Vorcaro tem experiência com delação premiada, inclusive teve clientes envolvidos no caso da Lava Jato, como o ex-presidente daquela grande construtora, a OAS. Você, Musa, o que é preciso trazer, considerar, apontar, ou até se preocupar quando a gente fala de delação premiada, Daniel Vorcaro e o caso do Banco Master? Sim, vale lembrar que no caso da delação do
dono da OAS, ela implicou bastante, inclusive, o Lula, né? Então, com certeza, há um receio com relação a isso, do que pode acontecer, pelo menos nas grandes notícias, a gente vê que uma boa parte do PT da Bahia, principalmente, até por conta de ligações do ex-CEO do banco, podem ter ali com o Crede Sexta, com operações de privatização de um mercado estatal que existia na Bahia, assim como aquele que eu vi há pouco tempo existindo nas últimas
eu fui a Cuba, impressionante que a gente tinha isso até pouco tempo existindo aqui, que dava, obviamente, prejuízos aos cofres públicos. Então, me parece o seguinte, é um caminho que, no meu entender, pela pressão, inclusive, e principalmente da mídia, é um caminho onde deixa e desperta as esperanças. Veja, se Daniel Vorcaro entra e aceita essa delação, ela tem um valor hoje, e um valor que pode ser alto.
por sair com as novas investigações dos celulares que estão sendo analisados, se novos fatos comprometedores e provas robustas vêm à tona e se tornam transparentes para todo o público e para a mídia, noticiando como aconteceu agora com essa parte que foi divulgada das conversas, o valor da delação dele tende a zero. Por quê? Porque se há provas substanciais em conversas de celulares, provas cabais e concretas,
não vale de nada, mas a delação não precisa mais dessa delação. Então, eu acho que eles estão fazendo justamente essa análise de risco. Não é à toa que vemos agora que o novo advogado do Vorcar, o Juca, ele já foi procurar o André Mendonça com relação a isso, para falar sobre a eventual delação premiada. Então, no meu entender, eles devem saber que o que foi divulgado é comprometedor.
grande e enorme possibilidade de que novas conversas sejam noticiadas que comprometam ainda mais. Então vale a pena você pensar nessa delação premiada quando ela tem valor. Quando as provas se tornam públicas sem a delação, lembre-se, o valor dela tende a zero. E aí a coisa pode ficar complexa. Pois é, mas quando essas informações vêm à torna, quando um veículo de comunicação tem acesso a uma conversa e o advogado revela, olha, ele vai entregar
todo mundo. Ele não vai deixar pedra sobre pedra. Ele vai falar absolutamente tudo. Ele está enviando um recado. Deixa eu passar para o Mota, porque muitos entendem o seguinte. Quando vem essa informação para a imprensa, olha, ele vai revelar tudo na delação. Muitos entendem que ele está dando o seguinte recado. Resolvam vocês aí. Resolvam. Vocês têm um tempo para resolver. Porque se não resolverem, se as pessoas envolvidas não tomarem as decisões, não resolverem a situação
Aí sim a situação pode piorar. Por isso que muitos falam, em breve, muito em breve, um novo pedido de domiciliar vai ser formalizado e aí talvez o entendimento seja outro. Inclusive, talvez, Daniel Vorcaro possa ir para casa. Na avaliação de alguns juristas, viu, Malta? Você. Na avaliação de muitos cidadãos comuns também, Caniato. Na avaliação de muita gente, a pizza já está decidida.
escolher o pizzaiolo, o sabor, se vai ser massa fina ou massa grossa. Ora, parece que o banqueiro contratou um advogado especializado em delações. Isso é uma coisa boa ou é uma coisa ruim? Bom, para o banqueiro, com certeza, deve ser boa. Agora, para quem espera que justiça seja feita, fica uma enorme dúvida. Parece muito pouco provável que esse banqueiro
Vá delatar pessoas poderosas, pessoas que estão entre as mais poderosas do país, a não ser que essa delação atenda aos interesses de outras pessoas poderosas. Não parece existir ninguém nessa história defendendo o interesse do cidadão comum.
muito, ou da colaboração premiada, foi muito utilizado na Operação Lava Jato. Então, uma figura que vem sendo investigada ou é acusada de crimes e participou de um esquema que envolve muita gente, administração pública, servidores públicos, empresários, figuras poderosas, representantes de instituições da República, ele conta tudo o que sabe, aponta o dedo para essas figuras, mas o simples fato de delatar não quer dizer que os crimes foram
cometidos por essas pessoas. É preciso que provas corroborem com as informações da delação premiada. Se a delação indicar muitas pessoas, a gente pode colocar uma apuração em um processo que vai demorar mais de ano, não Davila? É, Caniato, mas nós temos de olhar a questão da delação de uma forma muito objetiva, como nós vimos, inclusive no caso depois do 8 de janeiro, como isso aconteceu. Primeiro, a delação só dá resultado
Se o criminoso, ou o suspeito, no caso Vorcaro, está disposto a falar tudo. Por quê? Porque é evidente que a Polícia Federal hoje reúne um número de provas significativo, ou de indícios significativos, que vai toda hora questionar Vorcaro, que ele está deixando de falar alguma coisa, ele está sendo omisso, e a conduta do caso está nas mãos hoje de André Mendonça, do ministro André Mendonça.
Então, Caniato, se ele não estiver disposto a falar tudo e for pego em contradição, ou evitar comentar um dado que ele já tem ali os indícios, a prova, a delação pode ser cancelada a qualquer momento. E aí é Vorcaro que vai mofar muitos anos na cadeia. Então, Caniato, não dá para entrar num processo de delação premiada se a pessoa não estiver disposta a falar tudo,
Ela terá de enfrentar dados, evidências, indícios muito fortes. Então, entrar para uma delação querendo poupar pessoas é correr um enorme risco que essa delação vai dar em água. E ao dar em água, quem vai pagar a conta sozinho é Vorcaro, que vai ficar na prisão e os outros vão continuar soltos. Todos os outros envolvidos com o episódio do Banco Master.
como tentar fazer uma delação premiada meia boca. Não, vou falar um pouquinho, vou poupar uma pessoa ou outra. As evidências não deixam e é esse o trabalho do ministro relator. Portanto, se esta é a disposição de Vorkaro, é melhor ele não apelar para a delação premiada. A delação premiada só se torna um ativo, neste caso, para Vorkaro, se ele estiver disposto a falar tudo, principalmente
confrontado com as evidências. Pois é, mas há um receio recorrente de muitos juristas, principalmente, que analisam o caso do Banco Master. Quero até passar a palavra para o Bruno Musa. Bruno, muitos falam o seguinte, há um conjunto robusto de provas que podem implicar e comprometer muitas figuras importantes, além de empresários e, naturalmente, figuras oriundas do mercado financeiro,
é preciso olhar para muitos servidores, representantes da República, figuras que trabalham em instituições estratégicas da República. E aí, há uma indicação de que se forcar, contar absolutamente tudo, e o processo seguir rigorosamente como manda a Constituição, como manda a legislação, muita gente seria presa, mas muita gente mesmo.
lados, de muitos órgãos, de vários poderes da República. E quando a gente olha, por exemplo, para o Legislativo, figuras de todos os partidos, ou de muitos partidos, da esquerda, do centro, da direita, pois bem. E qual é o receio? Olha, quando um caso envolve muita gente de todos os lados, a chance de um grande acordo é enorme. E aí, qual é o receio de juristas que estão debruçados analisando o caso do Banco Master? Os vazamentos.
acabam dando munição para os advogados cogitarem lá na frente a anulação de parte dos processos, até do processo na íntegra. Isso já aconteceu em um passado não muito distante. Musa, esse também é um ponto que a gente deve analisar com cuidado? Essa é uma preocupação sua? Claro, afinal de contas nós estamos em terreno onde a segurança jurídica ela é zero, não é nem tende a zero, ela é zero. A gente sempre tem aquela frase que
atribuída a Pedro Maland, que no Brasil até o passado é incerto, imagine o futuro. Então, claro que sim. Se nós já temos esse caso de possibilidade de cancelar tudo, mesmo que respeite a Constituição, como grandes juristas já atestaram, imagine algo que está por vir e que supostamente tem o envolvimento das principais cabeças, dos principais partidos, das principais instituições de todos os poderes dentro da República. Então, claro que é uma viabilidade, claro que é uma possibilidade muito grande.
Eu entendo que a grande mídia lá atrás, ela teve ali um fator importante até que, de fato, apoiou em certa parte a Lava Jato, mas depois eu não vi tamanha força, como tem feito agora, para mostrar determinadas aberrações que foram feitas ali ao longo do processo, desde que ou a maneira como o Lula foi solto e depois de tudo que ocorreu e que nos trouxe até hoje aqui.
por algum motivo, que de verdade agora não importa, eles viraram um canhão justamente para isso. E quando eu falo canhão, eu estou falando as grandes mídias, de grandes alcances, canais abertos, importantes no Brasil, de massificação das informações, que realmente transformou isso numa bomba, ou numa pauta própria para eles. Podemos divergir, discutir, concordar em vários motivos, mas a verdade é que eles estão de fato batendo. E eu acredito que as pessoas, muitas delas,
passam a estar bastante por dentro de um assunto por conta disso. De fato, pode ser que eles não estivessem inteirados do montante do contrato que tinha com a esposa do Alexandre de Moraes, o comparativo desse contrato com outros, saber comparar se um valor é alto ou não, se é fora de mercado ou não, isso talvez seja algo que a mídia teve um papel importante de mostrar isso para as pessoas. Mas a verdade é que isso está na boca de todo mundo. Então, talvez,
me deixe um pouco de esperança aqui na proporção que isso tomou. A verdade é que na Lava Jato eu também lembro dessa proporção ter acontecido. Mas nós tivemos algum tipo de punição. Claro que depois se transformou naquele escárnio, a Lava Jato cancelada, por coisas simplesmente obscenas. Devolução de dinheiro para quem assumiu ser corrupto. Enfim, mas de qualquer maneira chacoalhou o país. E eu acho que de chacoalhão em chacoalhão cada vez mais as pessoas vão ficando cansadas de tudo que está acontecendo.
talvez um passinho a mais adiante de chegarmos num fim de acabar com essa desmoralização que o Brasil se transformou. É, o Musa toca em pontos importantes, mas agora eu preciso fazer um rápido break para a rede de rádios, é isso. Então, uma rápida paradinha, bem rápida mesmo, para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui nas demais plataformas, analisando essa situação com os nossos comentaristas. O Musa toca em um ponto importante sobre a cobertura, no geral,
que vem sendo feita pelos veículos de comunicação e muitos identificaram uma virada de chave, uma mudança. Poxa, veículos que pareciam alinhados agora apontam o dedo. Deixa eu chamar o Mota rapidamente para a gente avaliar, analisar essa situação. Mota, questionamentos sobre a postura do judiciário não surgiram agora, né? A gente pode elencar muitos episódios de vários anos para cá. Então, essa situação em que questionam,
a postura da instituição e de alguns integrantes, isso não começa com o caso do Banco Master. Mas parece que para alguns veículos, sim. O problema começou agora. E por que esses veículos começam a enxergar ou pelo menos assumem que algo está fora da ordem natural das coisas com o caso do Banco Master? Transbordou o copo? Foi isso? O palpite de muita gente, Caniato, é que essa discordância agora foi autorizada
autorizada. Houve um momento em que não se podia criticar. Agora é permitido. Então, se é permitido e é gostoso, vamos nessa. Uma multidão está vindo por um caminho que era muito solitário, né, Caniato? Houve um tempo em que nós falávamos aqui e parecia que a gente estava pregando no deserto. Houve um tempo em que a gente tinha que ler coluna escrita por jornalista comentando as
piores coisas que aconteciam no Brasil e dizendo, entenda como isso é bom. Houve um tempo em que o ativismo judicial, sem qualquer medida, era considerado no Brasil absolutamente necessário para salvar a democracia. O que mudou de lá pra cá? Nada. O ativismo judicial continua o mesmo. É natural que um poder que não tem limites,
cabe seguindo em direção a coisas que não são recomendáveis. Existe uma frase muito famosa que fala sobre isso, do perigo do poder. O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente. Essa frase já tem mais de um século de existência. Parece que ela foi feita para o Brasil de 2026.
Daniel Vorcaro, o sicário, aquele que era o capango, o braço direito, que fazia, cumpria algumas determinações de Daniel Vorcaro, que tirou a própria vida, cometeu suicídio nas dependências da Polícia Federal, mas também tem um nome que chama atenção, a então namorada, a ex-namorada, a Marta Graef, uma moça muito bonita, inclusive influenciadora, ela teve as conversas vazadas, porque acessaram os arquivos de Daniel Vorcaro
E aí a gente vai trazer informações a respeito dela, porque há inclusive o entendimento de que ela pode colaborar com outras investigações. Eu só vou receber a Rede Jovem Pan e aí todos vão acompanhar na íntegra a informação trazida pelo nosso repórter aqui na programação da Jovem Pan. Agora sim, a Rede Jovem Pan se junta aqui ao programa Os Pingos nos Isco, a gente, muitas informações importantes, inclusive a CPI do crime organizado.
uma outra apuração. Mas essa comissão aprovou na manhã de hoje o requerimento de convocação de Marta Graef. Ela é influenciadora digital, tem milhares de seguidores e é ex-noiva do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Quem vai trazer os detalhes da informação, os detalhes da notícia é o Misael Maenete, repórter, jornalista, locutor, de vez em quando faz uma ponta de ator, né Misael? Seja sempre muito bem-vindo, viu? Uma ótima noite a você. Conta então para a nossa audiência,
Quais são as chances da Marta Graef participar da comissão da CPI do Crime Organizado? Bem-vindo. Por falar na profissão de ator, toda essa história do Master dá um baita de um filme. É verdade. Muito boa noite para você, Caniato, para todo mundo que acompanha os Pingos nos Is. De acordo com a influenciadora Marta Graef, as conversas que foram vazadas dela com o Daniel Vorcaro não vão ajudar em nada, porque ela falou que ela não tem nenhuma prática ilegal,
Ela não está envolvida em nenhuma prática ilegal junto do Daniel Vorcaro. Ela comentou esse vazamento de mensagens pessoais trocadas com o ex-companheiro. Destacou que o conteúdo não tem ligação com as investigações sobre o caso do banco. E também numa nota oficial enviada à imprensa, a defesa dela afirmou que ela não mantém mais vínculo com o Daniel Vorcaro faz meses e ressaltou que não há qualquer envolvimento dela em nenhum tipo de crime.
Como você bem mencionou, a CPI do Crime Organizado aprovou na manhã desta quarta-feira a convocação dela, Marta Graef, influenciadora digital, que teve um relacionamento com o banqueiro Daniel Vorcaro, que é o dono do Banco Master. Esse pedido foi apresentado pelo senador Marcos Duval e pelo relator da comissão, que é o senador Alessandro Vieira. Conversei com ele agora por mensagem do motivo de chamar Marta Graef e ele disse o seguinte, abre aspas,
para falar sobre as relações do Vorcaro e seus gastos extravagantes. Fecha aspas. Está aí a declaração do senador Alessandro Vieira. Então, o objetivo dessa CPI, o objetivo de chamar a Marta Graef é esclarecer as conexões de Vorcaro e se elas podem ser estabilizado a realização de operações financeiras suspeitas de irregularidades envolvendo o Master. E, nas palavras do senador, saber das extravagâncias cometidas
por Daniel Vorcaro. A gente vai seguir acompanhando essa CPI e, é claro, também, né, esse depoimento de Marta Graef. Agora você concorda? Não daria um bom roteiro de filme? Eu acho que já tem um roteiro muito pronto aí, né, para um longa-metragem. Pois é, não temos só o final dessa história, né, Misael? Mas eu tenho certeza que tem alguma gigante do streaming já monitorando os principais redatores e autores para transformarem a história do Banco Master em uma
ministério, possivelmente, né? Com vários capítulos e os últimos capítulos não sabemos ainda. A gente vai aguardar. É isso, Misa Emanete sempre trazendo as informações ao vivo aqui na programação da Jovem Pan. Grande abraço a você. Seguimos aqui com os nossos comentaristas, só que antes eu preciso me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local. Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas, programas Pingos nos Is, a ex de Daniel Vorcaro, Marta Graef, pode entregar ministros e autoridades.
apesar de ser ex-namorada, ex-noiva, tinha uma relação muito próxima e segundo as informações que foram reveladas, Daniel Vorcaro contava o que tinha acontecido em tal encontro, na viagem, em uma reunião. Várias mensagens foram divulgadas a respeito disso, inclusive uma reunião com o presidente da República. Daniel Vorcaro falou para a então namorada, foi uma reunião muito forte.
ministros do judiciário, falando também com senadores, deputados, enfim, ele sempre revelava esse tipo de agenda, um dia a dia muito movimentado com a então namorada. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, quando uma figura não faz parte desse dia a dia, das negociações, das negociatas, da articulação, muitas vezes, ilegal de Daniel Vorcaro, ela rompe um relacionamento, mas sabe de muita coisa, e aí, claro que ela vai,
tentar se proteger ao máximo. Disse que não teve nenhuma atitude ilegal, algum envolvimento com a gestão fraudulenta, irregular e ilícita de Daniel Vorcaro. Mas o que é preciso considerar em relação ao que ela sabe e o que ela poderia revelar? Caniato, me parece, como disse o Misael, que é muito mais uma coisa de interesse para roteirista do que para CPI político, por uma razão muito simples.
que saiu até agora da namorada, noiva de Vorcaro, não tem nada a ver com a substância dos escândalos. Tem a ver com comentários. Me reuni com o presidente, falei com o ministro, fiz palestra, tomei uísque com eles. Mas isso não tem nenhuma relevância para a questão fundamental, que é justamente como o poder foi cooptado por Vorcaro, quem recebeu dinheiro, como é o caso, por exemplo, do que ocorreu
das ligações perigosas da família, do ministro Dias Toffoli, com o Banco Master. Como é o caso das ligações perigosas da mulher de um ministro com um contrato de 130 milhões. Isso sim são coisas. Agora, e lá diz assim, quanto custou a diária do hotel? Como é que foi o passeio no iate no sul da França? Qual o restante caro que vocês pediram vir?
ou ficar tentando descobrir assim, não, mas o que ele falou depois que ele mandou aquela mensagem da conversa com o presidente da república, isso aí não tem nenhuma relevância, isso aí parece coluna de fofoca, não tem nada a ver com o que nós estamos tratando, por isso é muito importante nesse momento separar o joio do trigo, porque senão nós vamos misturar essas coisas, e isso só vai dar pano pra manga, pra advogado amanhã usar esses depoimentos,
verdades ou meio fatos para anular o caso e soltar um monte de bandido dessa república de rabo preso que está envolvido com esse caso do Banco Master. Então, parece que isso é mais uma manobra daqueles que querem criar, varrer o problema para debaixo do tapete do que aqueles que querem realmente resolver o esclarecimento dos fatos deste que foi o maior escândalo financeiro do Brasil. Pois é, passar para o Bruno Musa para avaliar também a possibilidade
da ex de Daniel Vorcaro contar tudo o que ela sabe. Você, Musa, o que precisamos considerar? Com certeza ela deve saber muita coisa. Agora, se ela quer revelar, é outra história. É, vamos entender até onde também ela está envolvida, porque de fato até o momento, pelo menos nas conversas que eu vi, não há qualquer tipo de indício de verdade que ela esteja cometendo algum tipo de crime. Agora, se de fato ela recebeu aqueles 500 milhões de um patrimônio, de um dinheiro onde não tem origem,
ou a origem da corrupção, isso obviamente acaba sobrando para ela. Tem determinada ação que você mesmo sem saber acabaria pagando por ela. Nas conversas ali, veja, me parece muito conversa de namorado, marido, mulher, noivo, o que quer que seja que eles eram, mas de qualquer maneira, quando ela passa a receber dinheiro que é desviado ou sem nenhum tipo de origem ou de corrupção, claramente ela está impactada com relação a isso.
que também ela está disposta a falar. Imaginemos que ela não soubesse da missa metade, ou não soubesse de fato que haveria qualquer tipo de corrupção ou próximo do que nós estamos vendo. E isso pode acabar implicando ela? Imagina o senso, imagina a preocupação que ela está, e aí sim, no meu entender, ela seria uma bomba relógio. Pelas conversas, deu a entender, e aqui é uma conjetura minha, que eles tinham determinado nível de conversa aprofundada.
comenta certas conversas que se tornaram públicas por celular, eu imagino que pessoalmente ele falaria muito mais pra ela. Então, que teria muito mais história a contar. De novo, pra mim ainda é uma incógnita o que de fato ela sabia ou não sabia. Vale dizer também, imaginemos que ele estivesse numa relação de ultraconfiança, ela confiaria, não perguntaria o que o marido faz ou checaria a todo instante o que ela faz. Mas, de qualquer maneira, você tem que ter um mínimo de diligência. Recebeu esse dinheiro de corrupção, agora vai ter
que responder por isso, né? Pois é, deixa eu passar pro Mota. Mota, em casos de grande repercussão, sempre tem muita gente ou muita instituição que quer puxar pra si uma partezinha ali daquela investigação pra que os holofotes também acabem permitindo que muitos ganhem alguma notoriedade. Não pode ser o caso também dessa investigação do Banco Master? Eu não quero ser injusto, Caniato, mas muita gente tem esse sentimento. É difícil
entender essa convocação, porque parece que outros nomes deveriam ter prioridade ao invés dessa moça. Apesar da quantidade enorme de mensagens que foram vazadas, pelo menos pelo que eu vi até agora, a única acusação que se pode fazer a essa moça é falta de bom senso. Agora, essa acusação também pode ser feita. Há inúmeras outras figuras
Estado brasileiro, que entregaram a sua confiança e a sua reputação nas mãos desse banqueiro. Algumas dessas figuras deveriam ser ouvidas muito antes dessa moça. Inclusive, é bom lembrar que nós não estamos falando de uma apuração que trata do Banco Master, e sim a CPI do crime organizado. Deixa eu passar mais uma vez para o Luiz Felipe Dávila. Dávila, temos apurações em curso, né? Diferentes. Tem o caso do Banco Master,
que não está ainda no Congresso Nacional, mas tem a CPMI do INSS, CPI do crime organizado, e as apurações do Banco Master em outras frentes. Me parece que todas elas vão se cruzar, ou em algum momento elas vão se cruzar, e aí provas poderão inclusive ser trocadas, não poderão, Dávila? Sim, por isso que não tem nada a ver convocar a noiva de Vorcaro. O que tem que convocar é o CEO da REAG, é aquela,
Sim, era a tal da financeira ou corretora envolvida até a cabeça com o master e com o crime organizado. É isso que a gente precisa esclarecer. Por isso, Caniato, temos que parar de buscar o lofote e buscar os dados, os fatos, as evidências. O negócio do crime organizado está ligado com essa história de lavagem de dinheiro, com essa história desses fundos previdenciários depositados e trocados com a REAG.
problema, tem que focar na REAG, é ali que tá a grande conexão, banco, master, crime organizado e REAG, ali que parecem que estão os grandes indícios, então, canhato, não é hora de gastar tempo com fofoca, é hora de focar onde tá o real problema, então eu não vejo isso acontecendo na CPI, sabe o que vai acontecer? Acaba o prazo, aí não renova o prazo, pronto, acaba a comissão parlamentar de inquérito e a vida volta ao normal,
que é isso, no fundo, o que as pessoas querem quando estão envolvidas nessa CPI e ficam fazendo esse tipo de convocação que não tem nada a ver com a essência da lavagem de dinheiro, a movimentação ilegal de recursos por meio dessa triangulação com corretoras, banco e corruptos. É este o ponto. Pois é, a gente segue aqui trazendo as informações relacionadas ao Banco Master e aí eu quero lembrar do que nós trouxemos no início do
Porque, ao mesmo tempo em que articulam uma saída honrosa para magistrados, possivelmente envolvidos no caso do Banco Master, governistas iniciaram uma ofensiva contra o ministro André Mendonça, que investiga justamente esse escândalo. Parlamentares da base aliada alegam que o magistrado agiu para, supostamente, proteger Flávio Bolsonaro e outros nomes da gestão Bolsonaro, ao proibir deputados e senadores de acessarem os dados de Daniel Vorcaro.
Os governistas afirmam que Mendonça mentiu ao dizer que a Polícia Federal iria bloquear apenas os materiais ligados à vida pessoal do banqueiro, que sua verdadeira intenção seria blindar Flávio e outros nomes da oposição que estão entre os contatos de Daniel Vorcar. Começar essa com o Bruno Musa. Você, Musa, essa acusação feita por parlamentares da base governista, criticam a condução da investigação por André Mendonça,
de Mendonça, uma clara proteção a Flávio Bolsonaro e outros integrantes da oposição. É possível fazer essa conexão? Veja, eu acho que todo mundo tem o direito de gostar ou não gostar de qualquer Bolsonaro, de qualquer pessoa, não importa. Mas você extrapolar o limite na cara de pau também é demais. É atestar contra o mínimo da inteligência das pessoas. É por isso que nós defendemos a liberdade de expressão. Para nós termos que ter a capacidade de ter estômago suficiente
de não cairmos na risada ou perdermos o controle emocional ao ouvir determinada justificativa. A gente já viu o Lula justificando e a outra base governista dizendo que a culpa ainda é do governo passado. Se tiver culpa, que seja culpado, que seja condenado, investigado, não importa, não é isso. A questão é, até quando vai ficar culpando terceiros por algo que segue recorrentemente acontecendo em gestões do próprio partido dos trabalhadores?
quando? Será que nos entendem como realmente uma criança de dois anos que não consegue juntar o ponto A, o ponto B? Não há limite pra determinado teste da inteligência alheia? Veja as conversas, os encontros em Londres, o clube de uísque, os contratos milionários que superam qualquer cifra, inclusive do escritório americano mais caro do mundo de advocacia. Tudo às claras, absolutamente tudo, com 30%,
de um único celular, faltando ainda mais oito celulares para serem apurados. E mesmo assim você vai ficar justificando terceiros que é para a proteção de um eventual pré-candidato à presidência. Com tudo isso, realmente é o desespero batendo e não tem para onde correr. É aquilo de vamos cair atirando. Mesmo que eu fale besteira, é melhor eu tentar dar qualquer tipo de justificativa do que simplesmente aceitar o óbvio. E o óbvio está escrachado na cara de todo mundo.
Tem que avançar com as investigações. Agora, não é porque a figura tem 200, 300 contatos que os 200 e 300 contatos fizeram coisas de errado com ele. É preciso também colocar isso em perspectiva. É preciso sempre aguardar o avanço das investigações. Deixa eu só passar para o Mota. O Mota também trazer a sua reflexão a respeito dessa ofensiva de integrantes da base governista que tentam colar nas costas de André Mendonça,
a pecha de ministro parcial estaria protegendo algumas figuras da oposição. Salvo engano, Caniato, um dos parlamentares que atacou o ministro Mendonça é o mesmo que disse que os Estados Unidos querem classificar as facções como terroristas para poder bombardear o Brasil. Esse é o nível. Me parece que o ministro Mendonça tomou uma decisão sensata
E todo esse processo seja, no futuro, considerado nulo. Os parlamentares que acusam o ministro porque ele tentou impedir esse novo vazamento são os mesmos parlamentares que não querem a quebra de sigilo do filho do candidato presidencial do governo. Porque nada diz esquerda tão bem quanto ter dois pesos e duas medidas.
É sempre importante lembrar também de alguns eventos que aconteceram nos últimos tempos, ou pelo menos as informações vieram à tona, que acabam embaralhando esse processo de investigação. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, porque o Musa lembrou daquele evento que aconteceu em Londres, na Inglaterra, uma degustação de uísque, uma marca de uísque muito cara. Inclusive, houve o pagamento dessa experiência para muitos integrantes da República, né, Dávila?
sobre o quão imparcial será o processo de investigação e posterior julgamento, hein, Dávila? Uma vez que há figuras que integram a Suprema Corte que participaram, salvo engano, Procurador-Geral da República, ou figuras ligadas à PGR. E aí, qual é o questionamento que as pessoas devem fazer? A desconfiança é natural neste momento, Dávila? É natural, porque nós sabemos que a República do Rabo Preso, Caniato, ela é pluripartidária,
Isso é verdade, mas o fato é que, na cabeça do povo, escândalo master é igual a PT. Esse é o fato. E a turma do PT está desesperada. Mas por que isso? O povo acordou com delírio? Não, por causa dos fatos. Quem foi um ex-ministro petista que recebe um milhão de reais por mês do Banco Master e que conseguiu uma audiência do Vorcaro com o presidente da República
ministros de Estado. Quem foi o ex-ministro da Segurança Pública e da Justiça e também ex-membro do Supremo Tribunal Federal, Lewandowski, recebia getom, contratos como conselheiro do banco? Quem foi o ministro do Supremo com um longo passado ligado ao PT que teve negócios da família envolvidos com o Banco Master e revelados à imprensa? Quem foi um grande aliado do PT?
no tal do suposto golpe de Estado, cuja mulher teve um contrato de 129 milhões. Então, assim, o rastro deixado hoje, pelo que está aí, é PT, PT, PT. Pronto, esse é o fato. Então, assim, é óbvio que o partido está louco para descobrir uma linha, uma coisa, para tentar aglutinar a imagem do Banco Master,
direita e principalmente a Flávio Bolsonaro. Mas o fato é que Vorcaro cortejava os donos do poder e os donos do poder hoje são petistas e parte do centrão. A politização da investigação, muitos indicam que isso fatalmente iria acontecer porque há muitos políticos envolvidos no caso do Banco Master. Daqui a pouco a gente vai trazer, inclusive, vamos gerar a reportagem da Jovem Pan News, trazer atualizações, mas eu só vou pedir pro Musa fechar
rodada de análises, a gente tem tratado de maneira recorrente o quão importante é a figura do relator. Teve a saída do ministro Toffoli, após a divulgação daquelas informações, a relação do ministro Toffoli por conta daquela empresa com o Banco Master, com o Daniel Vorcaro, mas agora temos um novo relator. E muitos se surpreendem com a independência e com a rapidez na tomada de decisão de André Mendonça. Você tem uma boa impressão?
É possível que todos fiquem mais tranquilos com as medidas que vêm sendo tomadas por André Mendonça, Musa? Até o momento, sim. Até o momento nós temos que enaltecer, mas eu faço sempre esse comparativo. Quando alguém está fazendo um trabalho técnico, ágil, competente, como deve ser, pelo menos até o momento, nós nos estranhamos, porque estamos tão mal acostumados aqui no Brasil, que é aquilo que nós já vimos algumas vezes. Quando alguém perdeu uma carteira que tinha dinheiro dentro e a pessoa devolveu com o dinheiro, vira manchete de jornal, vira capa de jornal no Brasil.
encontraram uma carteira com dinheiro e foi devolvido ao dono. Isso não deveria ser notícia, isso não deveria ser sequer comentário, porque isso é óbvio, isso deveria acontecer onde você tem um mínimo de moralidade. Mas aqui, onde a gente passa a ter a impunidade, a falta de tecnicidade, vieses políticos, tomada do poder para si, burocratas se auto-intitulando eles mesmos o Estado e, portanto, eles podem fazer o que quiserem com todos nós, quando a gente vê alguém fazendo algo diferente,
competências e de suas obrigações e responsabilidades, a gente acha que é fazer demais. Então, sim, temos que enaltecer o que o ministro relator atual tem feito. Mas vamos lembrar que, até o momento, ele está sendo técnico e, quando ele virou ministro da Suprema Corte, foi para isso que foi confiada a responsabilidade a ele, a ser técnico e seguir a Constituição. O resto faz totalmente o contrário. Um dia repleto de informações importantes, o Banco Master teria pago, pelo
menos 11 milhões de reais a empresa da Nora, do líder do governo no Senado Federal, Jax Wagner. Pelo menos essa informação foi revelada pelo portal Metrópolis. Quem vai trazer os detalhes da notícia, da informação, é a Júlia Fermino. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos diz. Júlia, seja bem-vinda. Ótima noite a você. Então, conta para o nosso público, para a nossa audiência. O senador chegou a se pronunciar sobre esse caso, sobre esse assunto? Diz que quem tem que realmente se posicionar
e trazer aí explicações é a própria empresa, viu? Caniato, boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui também no Pingus nos Is, na programação da Jovem Pan, mas fato é que o que foi divulgado aí pelo portal Metrópolis, o Banco Master teria pago então pelo menos 11 milhões de reais nesse contrato com essa empresa, né? Empresa da Nora, do líder do governo ali no Senado, que é Jax Wagner.
Bonilha, né? Anunciou, então, esses... Eita, gente! Anunciou, não! Assinou, desculpe, assinou esse contrato com o Master lá no ano de 2021, ou seja, já tem aí algum tempo. Mas só pra gente entender, né? Qual que é o contexto, qual que é o perfil, então, da Boni, né? Que é a nora, então, do senador. Ela é casada com o Eduardo Sodré, que é enteado e também secretário do Meio Ambiente lá na Bahia.
também graduada em direito, florista e estudante de psicologia, mas também tem essa empresa, né? O objetivo do contrato da empresa da Boni com o próprio Banco Master era buscar oportunidades no mercado, né? Indicar também operações de crédito consignado ao Master. Esse vínculo começou a ficar mais forte, Caniato, quando depois lá, ainda durante o governo do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro,
houve mudança nas regras dos consignados. E aí, o próprio portal traz também essa manifestação, então, do senador Jax Wagner, que disse que jamais participou de qualquer negociação dessa empresa e que, como eu tinha adiantado, cabe exclusivamente à BK Financeira prestar esses esclarecimentos. Ou seja, tirou ele da reta, né? Saiu. Saiu ali dando explicações, dizendo que não tem nenhuma relação com essa empresa, que não foi ele quem fechou os contratos,
mesmo no colo da Nora, essa notícia. Volto com você. Certo. Júlia Firmino trazendo detalhes dessa informação inicialmente divulgada pelo portal Metrópolis. Obrigado, viu, Júlia? Bom trabalho para você. A gente segue em contato. Deixa eu chamar os nossos comentaristas. Começar essa com o Roberto Mota. A cada dia, uma nova informação, um novo detalhe, uma negociação feita com o Banco Master. E aí a figura que fez a negociação tem conexão com algum político
e aí o político é questionado pelo veículo de comunicação e diz, não, você tem que verificar com a empresa, no caso, a empresa pertence à nora do político em questão. Estamos falando de Jacques Wagner, que é o senador do PT, eleito pelo Estado da Bahia. Você, Mota, claro, é preciso aguardar o avanço das apurações, das investigações, estamos falando de um contrato na casa de 11 milhões de reais,
E isso, a depender das informações que vierem à tona, poderá naturalmente complicar um senador que é bem conhecido na Bahia e também muito benquisto pelo presidente da República. E dizem que o Brasil não tem empreendedores, né, Caniato? Diante de notícias como essa, é preciso mudar de opinião. É impressionante a quantidade de empreendimentos criados por brasileiros,
parentes importantes. Air resort de luxo, consultoria sobre código de ética, prospecção de crédito consignado. São muitas avenidas de negócio. Tenham medo, Google, Apple, Microsoft, Tesla, porque ninguém segura o Brasil empreendedor dos parentes de autoridades importantes. É verdade, só falta aparecer no top 100 daquela lista dos mais ricos,
Os jovens mais ricos que são muito elogiados por essas sacadas. Deixa eu chamar o Dávila para também avaliar essa situação. Dávila, não estamos dizendo que há uma situação ilícita aí. É preciso que a investigação diga se há uma relação ilícita, irregular e ilegal. Se trata-se de uma ação de corrupção. Mas claro que é preciso olhar com bastante cuidado para essa situação. Verifica só o seu... É, a gente não estava escutando.
Vamos lá. Conseguiu? Cariato, nós precisamos olhar esse negócio da seguinte ética. Todo homem ou mulher pública que tem aumento substancial de patrimônio no exercício do poder não está em atividade legal. Ponto. Essa é a verdade. Se você ganha salário como deputado, como senador, como funcionário público, você tem aumento gigantesco de patrimônio? O que isso mostra? Mostra que teve safadeza. Não tem outro jeito.
Por isso que eu digo, qualquer pessoa pública não pode ter sigilo bancário. Tem que estar totalmente aberto, precisa entender evolução patrimonial. Se houve expressiva evolução patrimonial, tem boi na linha. Não tem conversa, Canhato. Não existe, honestamente, você quintuplicar o seu patrimônio ganhando salário de deputado ou de juiz. Não pode. Então, esse é o fato. Enquanto nós temos essa zona cinzenta,
das relações familiares, enriquecimento, e como diz muito bem, ironicamente, o Mota, de repente aflora o espírito empreendedor. Olha, gente, vamos parar de se enganar. Isso é auto-engano. Não pode ter aumento de patrimônio substancial alguém que exerce função pública. Ponto. Se tiver, deveria ser investigado imediatamente pela Procuradoria Geral da República, pela Receita Federal. Precisava ter um pente fino.
Isto é inaceitável. E infelizmente, Caniato, isso mostra essa cumplicidade nefasta do poder com os maus caráteres e que fazem cada vez mais desviar dinheiro do nosso bolso do pagador de imposto para atividades ilícitas. Ninguém está dizendo que a atividade é ilícita porque a gente vai aguardar o avanço das investigações. Mas as informações são desencontradas.
passar para o Bruno Musa. Musa, essa figura em questão, parente do senador, ela é estudante de psicologia. Então, anote aí, estudante de psicologia. Ela é florista. O que é uma florista? Uma profissional especializada em criar arranjos, buquê, aqueles arranjos de festas, por exemplo, de um casamento, uma festa de 15 anos, enfim. E ela é graduada em direito. Então, ela é bacharel em direito, florista e também
estudante de psicologia. Só que ela é empresária também. E a empresa dela foi contratada pelo Banco Master para prospectar operações de crédito consignado para o Banco de Daniel Vorcaro. E eu queria que você explicasse exatamente o que fazem essas empresas que prospectam operações de crédito consignado para o Banco Master. Visita empresas no sentido de ofertar a possibilidade dos funcionários de determinada empresa contratarem empréstimo consignado.
via de regra isso, se ela vender esse banco de funcionários, ela recebe um percentual. Agora, o que me surpreende é a formação dela. Estudante de psicologia, ela é florista, graduada em direito e tem essa empresa que prospecta consignado para o Banco Master, ou fez isso por um tempo. A explicação foi perfeita, Caniato. É exatamente isso, não tem nada mais que complementar ou aflorar. E, de novo, como você tem muito bem colocado, nada disso é ilegal. Agora, chama de fato atenção,
de um estudante de psicologia, uma florista, ter também esse outro tipo de função. Me parece que falta tempo. Vale lembrar, um dos recursos básicos que é ensinado no primeiro semestre de economia é basicamente que os recursos são escassos. E quando eu falo recurso, não é só o recurso financeiro, mas também o tempo. Como é que você consegue estudar psicologia, ser florista e mesmo assim prospectar empresas para levarem o crédito consignado
funcionários para o banco. De novo, se ela for realmente alguém fora da curva excepcional, é possível? É possível. Mas vamos olhar, então, de fato, o que aconteceu. Onde estão as comprovações disso tudo? Para ela ganhar uma comissão que gere 11 milhões, ela tem que ter levado um montante muitíssimo, mas muitíssimo superior de crédito consignado para o Banco Master operar. Isso é fácil de comprovar. Teve isso? Ela fez essa intermediação?
Como é que foram pagas essas comissões? Tem emissões de nota para isso? Veja, no mundo onde nós vivemos, ou melhor, no Brasil de hoje, onde sonegar 50 reais você é pego no primeiro momento, afinal de contas, estamos num governo que já subiu mais de 28 impostos e taxas, estamos nos recordes históricos de pagamento de impostos, sonegar 50 reais o governo te pega. Ver agora se ela de fato tem tudo isso para comprovar com emissões de nota,
Indicações, supostamente, para o Banco Master, é fácil. É fácil, muito simples de comprovar. Temos isso? É fácil de ver. Pois é, as informações indicam que essa empresa, chamada BK Financeira, de Bonilha, acabou firmando esses contratos com o Banco Master no ano de 2021. E aí chama a atenção a formação ou a experiência profissional dela. Estudante de psicologia, florista, graduado em Direito,
mas que possui essa empresa, que foi contratada para prospectar, para fechar contratos com operações de crédito consignado para o Banco Master. E aí conseguiu receber 11 milhões de reais do Banco de Daniel Vorcaro. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, trazendo mais uma notícia que conecta a investigação a Daniel Vorcaro, a figuras envolvidas na política brasileira,
e da mesma forma que em um momento nós falávamos sobre um político de um partido de centro ou mais à direita, no caso do PP, nomes do PP já vieram à tona, agora surge o nome de um parlamentar do PT, do Partido dos Trabalhadores. Deixa eu passar agora para o Roberto Mota, porque muitos falavam sobre isso. Com o avanço das investigações, nomes de políticos de todos os lados apareceriam.
Porque, a depender do tipo de informação que se descobre ao longo da apuração, um novo inquérito poderá ser aberto. Então, assim, tem a apuração principal, mas outras poderão ser abertas ao longo desse processo, né? Novos inquéritos. E esses inquéritos podem gerar a abertura de novos inquéritos, que podem gerar a abertura de novos inquéritos e tudo isso vai acabar numa pizza do tamanho do Brasil.
sempre diz aqui, né? Esse essa investigação deveria ter começado numa em outro foro, que não na Suprema Corte do Brasil, ela deveria ter sido conduzida de outra forma. É preciso muito bom senso nesse momento pra separar as informações que são relevantes daquelas que são simples fofoca e foram colocadas ou foram vazadas
justamente para provocar uma confusão generalizada. É preciso fazer uma observação. Há coisas como essa que a gente acabou de noticiar que podem ser imorais, elas podem ser antiéticas, mas muitas dessas coisas podem não se configurar como crime. Esse expediente de você tentar ganhar a amizade ou o favor de pessoas poderosas
com os filhos delas é um expediente conhecido da humanidade há centenas de anos. Acontece em todos os lugares. Eu me lembro, salvo engano, do filho do Joe Biden, uma pessoa com uma série de problemas, chegou a ser investigado criminalmente. Ele resolveu virar artista plástico de uma hora para outra. Ele começou a pintar uns quadros abstratos e começou a vender cada um desses quadros.
meio milhão de dólares. Surpreendentemente, apareceu um monte de gente disposta a comprar os quadros horríveis, na minha opinião, pintados por aquele que era filho do presidente da República dos Estados Unidos. Então, isso não é novidade. Não vamos fingir que nós somos freiras num convento, que isso nunca aconteceu no Brasil. Agora, se essas coisas são crime, que elas sejam investigadas, mas nunca perdendo
foco no principal, que é o envolvimento de algumas autoridades do altíssimo escalão do Brasil, envolvimento direto com esse escândalo. Se a gente for parar pra olhar pra cada coisa antiética e imoral que tem sido feita pelos políticos brasileiros, esse inquérito não vai terminar nunca. Pois é, a cada dia surge
Só receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente em Os Pingos nos Is. A informação em destaque, a nora do líder do governo, o senador Jacques Wagner, teria recebido 11 milhões de reais do banco de Daniel Vorcaro. Ela é empresária, casada com o filho do senador e ela tem uma formação diferente. Inclusive, ela atua como florista, faz arranjos de flores para festas, casamento, festa de 15 anos, festa de debutante.
também é graduada em Direito, é bacharel em Direito e é psicóloga. Estudante de Psicologia. Não se formou ainda em Psicologia, mas também tem uma empresa que acaba atuando no mercado financeiro. Faz prospecção de possíveis empresas que tenham interesse em contratar empréstimos consignados. E aí, por isso, por esse serviço, ela recebeu 11 milhões de reais do Banco Master. Deixa eu só chamar o Dávila. Tem uma outra informação que a gente precisa,
que dá para conectar ou não a essa de Jacques Wagner, é uma proximidade de Daniel Vorcaro e do Banco Master com figuras importantes ou relevantes da política da Bahia. Porque agora trouxemos a informação de Jacques Wagner. Há alguns dias nós falávamos sobre a contratação de uma empresa de propriedade de ACM Neto.
Acho que um contrato de pouco mais de 4 milhões. Ponto final. Justificativa de Assemineto. E há dois ou três dias, o jornalista Lauro Jardim do O Globo, aquele que seria agredido por sicário, ele traz a informação que o governo da Bahia, da Ávila, realizou 207 pagamentos deprecatórios entre os anos de 23 e 26 ao Banco Master. No total de quase 50 milhões de reais. Informação, inclusive, divulgada no portal
transparência do estado da Bahia. São relações perigosas, né? Inclusive conexões que precisarão em algum momento ser explicadas, né Dávila? Com certeza. Aliás, esse era o negócio do Banco Master. Ele conseguia fazer a mágica de transformar precatórios, que hoje é um calote oficial, uma verdadeira imoralidade, descrescência aprovada pelo Congresso Nacional. Ou seja, você ter um precatório lá, porque um terreno foi, por exemplo,
desapropriado pelo governo, recebe o precatório e não vai receber esse dinheiro nunca mais. Isso é expropriação, porque vai receber no dia que o governo tiver dinheiro. Então, como nunca vai ter dinheiro, você nunca vai receber. Aí o que acontece? Você vende lá o seu precatório para o Banco Master, que paga lá 10, 15, 20% do valor do precatório, e ele vai lá com as suas ótimas conexões políticas e consegue essa mágica. De repente, aquele precatório,
é pago, é honrado. E aí, o Banco Master ganha dinheiro e todo mundo ganha dinheiro. É a festa. É a festa do caqui, Caniato. É uma vergonha ganhar dinheiro dessa forma. São facilitadores políticos pra pagar títulos do governo que não seriam recebidos pelo cidadão comum e aí é óbvio que aí vai ter presentinho, jeton, comissão pra um monte de gente.
É uma vergonha que precisa ser esclarecida. E por isso que o ministro André Mendonça, hoje, é a pessoa mais importante nesse caso. Porque é uma pessoa séria, honrada, que está tentando fazer o trabalho, apesar de estar sendo sabotado todos os dias por membros do judiciário, por membros da política, que rezam para que esse caso seja varrido para debaixo do tapete.
continuar a vir à tona do jeito que está, metade da República do Rabo Preso vai acabar encrencada, como já anunciou o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. Pois é, toque inclusive com o texto que tinha sido divulgado e com as informações, somente no ano de 2024 foram pagos mais de 47 milhões de reais nessas operações ligadas à antecipação de valores decorrentes dos precatórios
do Fundef. Deixa eu passar para o Bruno Musa, e aí é muito interessante como o Lauro Jardim colocou, e essa frase foi muito pitoresca, muito oportuna. Acuse-se, Daniel Vorcaro, de tudo, menos de não ser ecumênico. Ou seja, privilegiou com seus contratos muitas figuras importantes da política da Bahia. Ele mencionou o governador Jerônimo, mas também cita aquele caso do
que nós divulgamos, inclusive aqui na programação, e aí há pouco nós falávamos sobre a anora do senador Jax Wagner. O Davila explicou uma estratégia que era adotada por Daniel Vorcaro nessa conexão com os governos estaduais, né Bruno Musa? Inclusive muitos levavam as aposentadorias, os aposentados e pensionistas para o Banco Master, retiravam de bancos que pagavam
percentuais mais baixos e elevavam aquela cifra gigantesca de, sei lá, centenas de milhares de aposentados e pensionistas para o Banco Master e o banco se comprometia a pagar índices bem mais altos, por exemplo, na renda fixa. E também tem o caso que envolve pagamento de precatórios, uma bolada, quase 50 milhões de reais, pelo menos no estado da Bahia, Musa.
acesso. Vamos lá. Precatórios, pra quem não conhece, são aquelas dívidas já judicializadas que você tem uma garantia de recebimento do governo. Pode ser federal, pode ser estadual, pode ser municipal, só que você não sabe quando você vai receber. Então criou-se um mercado paralelo, um mercado secundário de precatórios, onde você vende esse direito que você tem por um valor menor e aquele que compra passa a ser o detentor daquele crédito, só que você não sabe quando você vai
receber. Mas será que, de fato, muitos não sabem quando vão receber? Ou por fazerem parte, ali de dentro da política, há formas de você fazer o teu precatório passar na frente da fila do outro. E aí aquela operação se torna extremamente vantajosa. Ou mais, como aconteceu no caso do Banco Master, precatórios que valiam X eram colocados no seu ativo do balanço do banco como 2X. Quando você tem um valor no seu ativo, pelas normas brasileiras bancárias, você pode se alavancar
em até oito vezes aquele ativo, que ninguém checa de fato se aquele ativo vale aquilo que está colocado no teu balanço. Então você capta mais dinheiro em cima daquele ativo que já tem um número forjado. Capta mais em cima e você vai transformando esse teu balanço em algo completamente inflado, pois uma grande mentira. E aí nós vimos mais de 50 bilhões de reais só do Fundo Garantidor de Crédito, sem contar, por exemplo, como você mencionou, a Rio Previdência ou a Domapá, em que
O presidente do Senado indicou a pessoa que comandava o Instituto de Previdência do Amapá e recebeu um aporte do banco de 400 milhões de reais. Ou seja, montantes e cifras que pertencem a aposentados. Pessoas que trabalharam duro uma vida inteira para manter aquela aposentadoria e o dinheiro foi simplesmente drenado. Tudo isso faz parte de negociatas, faz parte desses nomes, esses grandes caciques que estamos falando aqui,
retorno por gerações na política brasileira, outros mais novos, outros antigos, mas que todos lá estão participando de algum tipo dessa negociata às custas da grande parte da população. E essas cifras não param de crescer. Pois é, compreendemos bem a explicação do Musa, eu acho que deu um eco diferente no áudio, a gente vai refazer a conexão com o Bruno Musa. Enquanto isso, eu passo para o Roberto Mota, até é importante, várias pessoas se manifestando, muitas mensagens,
críticas, elogios, mas, assim, as pessoas indignadas com esse caso do Banco Master e as pessoas cobram a resolução disso. Só que, assim, são tantas frentes, tantos tentáculos, né? Tantas investigações que serão abertas a partir disso, porque, por exemplo, o caso que envolve governadores de Estado, isso correria, inclusive, no STJ. É importante destacar. Há, inclusive, frentes que iriam para a primeira instância, para as cortes de primeiro grau. E o Mota,
estratégia justificou aqui. Há questionamento se deveria estar na Suprema Corte, né, Mota? Muitos entendem que deveria começar, inclusive, na primeira instância, não? Sim, porque a razão alegada para que esse inquérito fosse trazido pra Suprema Corte é que ele envolveria pessoas com foro privilegiado. Mas se você não fez a investigação ainda, você não sabe se isso é verdade ou não. Agora, eu queria chamar a atenção, Caniato, pro que é
Nesse caso, porque todo dia a gente comenta mais um escândalo associado, mais uma descoberta e a gente acaba perdendo a visão do todo. Então, deixa eu lembrar o que foi que aconteceu. Foi descoberto o que parecia, o que parece ser um dos maiores escândalos do mercado financeiro da história do Brasil. Morçado aí, se eu não me engano, por volta de 40 bilhões.
Cara de pau, coisas erradas, feitas em plena luz do dia, sem nenhuma preocupação de disfarçar, documentadas em mensagens. E aí se descobriu uma outra coisa assustadora. Além desse escândalo gigantesco no mercado financeiro, se descobriu que este banqueiro mantinha relações diretas, relações comerciais,
dinheiro com parentes de pessoas no mais alto nível do sistema de justiça do Brasil. Essa é uma descoberta estarrecedora. Essa descoberta tem que fazer com que a nação brasileira pare pra pensar. Não interessa quanto dinheiro o banqueiro gastou na festa de casamento dele em Milão, ou se ele contratou ou não garotas de programa, ou se tinha vídeo íntimo no celular dele, isso tudo
é irrelevante, diante da gravidade do fato principal, que é o relacionamento direto ou indireto com pessoas na mais alta cúpula do judiciário. E aí você vê, até a gente comenta aqui as informações que vazaram, de que o governo pensa em pedir para o ministro renunciar ou tirar uma licença, parece que ninguém está levando isso a sério. Enquanto isso está acontecendo, a gente vê a sugestão
a decisão de que os magistrados agora não vão ser mais aposentados compulsoriamente, eles agora vão ser demitidos, tudo se fala, tudo se comenta, menos endereçar a questão central desse escândalo. Eu quero saber como é que o país anda pra frente depois disso. Em quem o cidadão brasileiro vai confiar agora? Porque se esse escândalo atingiu o topo do sistema de justiça do Brasil, em quem você vai confiar?
se o nível de cima tem relações com o banqueiro e os níveis de baixo. E os governadores, os deputados, os senadores, em quem você vai confiar? Então, eu acho que o Brasil ainda não entendeu ou o Estado brasileiro está se fazendo de desentendido. Mas o cidadão está percebendo muito bem o que está acontecendo nesse país. As mensagens, quero agradecer as várias manifestações. Quando eu falei que há muitas apurações,
em curso, o Coronel Mills, escreveu o seguinte, Operação Poço de Lobato, Operação Carbono Oculto, Escândalo do INSS, Banco Master, vários tentáculos. É, a gente vai compilando as informações aqui, tentando conectar todas essas pontas para você que nos acompanha. Deixa eu só passar a palavra para o Bruno Musa. O Bruno fazia a análise dele, tivemos um probleminha de áudio. Bruno, se você quiser retomar da metade para o final, por gentileza. Claro, vamos lá.
Eu estava falando que tudo isso faz parte daquelas grandes negociatas que estamos vendo. Ou seja, são bilhões de reais que estão sendo negociados onde dinheiro de aposentados, dinheiro de trabalhadores, seja com o crédito consignado, e aqueles detentores de crédito da dívida, seja por precatórios federais, estaduais ou municipais. Tudo isso, vale lembrar, que é dinheiro da população. É dinheiro do pagador de imposto. Não importa se vem de uma classe social maior ou de uma classe social
Pouco importa. E vale lembrar que boa parte desses políticos envolvidos adoram virar público e falar que não. Querem uma justiça social, que o pagamento de imposto é sempre importante para que possa sustentar tudo isso que o governo, entre aspas, para quem só está nos ouvindo, entrega para a população. É uma grande narrativa e forma falaciosa de que você continue achando que está sustentando o bem-estar da população. Qual o bem-estar?
dessa pouca maioria, frente a uma população total, que está sendo financiada por tudo isso. São bilhões de reais de aposentados, gente. São bilhões de reais de trabalhadores da iniciativa privada e do público através do crédito consignado. São bilhões de pessoas que tiveram seus sonhos ali drenados para que tivessem aviões, casas, mansões, políticos, ministros, enfim. Temos que repensar todo esse modelo. São, repito, caniato, bilhões e bilhões de reais.
E esse dinheiro tem conivência de grande parte daqueles que dizem que querem o seu bem. Pois é, trazer um outro destaque. Diante da expectativa para uma delação premiada de Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça prorrogou por mais 60 dias o inquérito sobre o Banco Master. Interlocutores afirmam que já há um clima de delação do fim do mundo em Brasília, em razão do impacto que o acordo do banqueiro poderia trazer. De acordo com informações que chegaram ao Planalto,
Borcaro pretende puxar ainda mais o PT e integrantes da gestão Lula para o escândalo, mesmo que em sua fase inicial isso já atinge em cheio vários integrantes da esplanada dos ministérios, como alguns ministros, além de políticos. Segundo informações do jornal Estado de São Paulo, a cúpula do PT teria recebido recados de que o dono do Master poderia entregar informações sobre negócios com políticos e empresários de Minas Gerais,
o governo começar essa com Luiz Felipe Dávila você Dávila, as informações que chegaram ao Palácio do Planalto a delação sendo costurada e Daniel Vorcaro poderia revelar inclusive conexões de vários integrantes do Partido dos Trabalhadores do Governo Federal com as negociações irregulares com o Banco Master e ele não pouparia ninguém e aí é preciso considerar quais seriam as alternações
para o governo federal. Se Borcaro pensa em fazer uma delação e poupar pessoas, ele vai perder tempo, porque as contradições vão aparecer, a delação pode ser cancelada e ele poderá mofar muitos anos na cadeia. A delação implica a coragem para falar tudo o que sabe, justamente para poder ter alguma forma de atenuar a pena. Se não tiver essa colaboração,
ela pode ser cancelada imediatamente. Se o juiz começar a entender, ou no caso o ministro André Mendonça, começar a entender que ele está sendo enrolado, o que vai acontecer vai cancelar, pronto. E aí é vorcar o que vai ficar na cadeia, enquanto todos aqueles que se beneficiaram do esquema vão continuar gastando dinheiro recebido do Banco Master. Olha, tem uma informação importante. Inclusive, nós temos muitos contatos em Brasília, nossos repórteres, enfim,
produtores, redatores da Jovem Pan, e tem o pessoal que cobre o Judiciário. Tem uma informação relevante que chegou para nós, tem uma ala do Supremo, uma ala do Judiciário, que já vê como impossível a permanência do ministro Toffoli. Já, inclusive, essa situação que muitos veem, que nos próximos dias ou nas próximas semanas, o ministro Toffoli tomaria a decisão de uma saída, de uma renúncia.
sendo discutida nos corredores do Supremo Tribunal Federal. Informação de bastidor, tá? A gente vai pra um rápido intervalo, daqui a pouco os nossos comentaristas avaliam essa possibilidade de uma renúncia de um ministro da Suprema Corte. Até já.
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já votaram. Qual é a pergunta? Você é a favor de pena perpétua, de penas perpétuas para crimes como estupro, assassinato e terrorismo? 94% das pessoas votaram. Depois, daqui a pouco eu revelo qual é o resultado. Mas eu conto com o seu voto, hein? Vota lá no nosso YouTube de Os Pingos nos Is. Daqui a pouco a gente traz o resultado. Deixa eu passar a palavra para os nossos comentaristas. Deixa eu começar agora com o Bruno Musa. Bruno, a informação que chegou de Brasil,
Os nossos colegas apuram essa informação, mas interlocutores revelam que uma ala do STF vê como inevitável a saída de Dias Toffoli da Suprema Corte. E isso acaba se conectando àquela primeira notícia, né? Aquela primeira informação que nós trouxemos. Deixa eu só receber a Rede Jovem Pan, todos conectados aqui, todos com a gente em Os Pingos nos Is. O Bruno Musa fará uma análise sobre uma informação que chegou de Brasília.
e o Judiciário indicam que uma ala do Supremo vê como inevitável a saída de Dias Toffoli nas próximas semanas. O que é preciso considerar a partir dessa informação, Musa? De fato, tudo o que a gente vem falando aqui se torna bastante claro e bastante óbvio, Caniato, com todos os indícios apresentados, todas as conclusões que estão sendo tiradas através de conversas, através de contratos, através de clubes, através de recebimento de dinheiro em sociedade,
através do que nós vimos também, da maneira como teve que ser feita para buscar uma volta atrás, para não permitir o sigilo bancário de uma empresa em que o ministro Dias Toffoli assumiu ser sócio, a Maridite. Enfim, tudo isso torna muito complexa a explicação, torna muito difícil. E se novos fatos virão, e eu tenho para mim que a probabilidade é muito alta para os motivos citados ao longo do programa,
Me parece que esse é o caminho inevitável. E como eu falei, a política tem um sentido perverso. Ela vai sacrificar aqueles que supostamente são mais fracos ou mais frágeis, não por nada, pelo contexto envolvido, para tentar manter aquele que tem, até o momento, alguma força maior. Eu acho que isso, se de fato acontecer, é claro que é uma grande crise, não apenas só do Banco Máximo, mas institucional. Nós estamos falando que houve já uma aposentadoria, entre aspas,
forçada do ministro anterior, do Barroso, que saiu até por outro envolvimento, o suposto envolvimento, em um escândalo que o país estava vivendo. Agora, novamente, se vier mais um, gente, o que nós estamos falando é algo que eu não conheço na história, ou de fato não aconteceu aqui no Brasil. Ministros importantes que até o momento mandavam e desmandavam com decisões monocráticas, passam a ser agora alvos,
pelo que está sendo divulgado. Então, de fato, há uma mudança institucional que, pelas provas ou indícios que estão sendo colocados a todo o público através da grande mídia, não deve parar. E isso pode ser mais uma chance de começo de mudança, que eu espero que o Brasil não perca essa oportunidade. Vale lembrar que o Brasil é mestre em perder oportunidades.
outros programas também, que o fato de Daniel Vorcaro, por meio de seus advogados, sinalizar que fecharia uma delação e revelaria tudo, absolutamente tudo, não sobraria pedra sobre pedra, isso é um recado para muita gente. E muitos fazem a seguinte leitura, coisas vão acontecer, atitudes seriam tomadas por representantes de instituições, afinal, Vorcaro não quer ficar preso em regime fechado. Você acha que quando a gente começa a observar
coisas acontecendo. Ah, ministros, há uma sugestão de que um ministro poderia renunciar. Tal figura sairia do gabinete tal. Já se fala em possibilidade de prisão domiciliar. Isso acaba sendo reflexo ou uma consequência do anúncio de delação? Eu não tenho certeza, Caniato. Eu acho que aqui há duas perguntas importantes. A primeira, existe realmente alguma chance do banqueiro delatar os poderosos,
E a segunda pergunta é mais importante do que a primeira. Se ele delatar, o que vai acontecer em seguida? O que vai acontecer com esses poderosos delatados? Porque o destino do comparsa do banqueiro, aquele que foi suicidado com uma camiseta, não é exatamente um estímulo à colaboração do banqueiro ou uma delação premiada que delate poderosos. A única...
A razão que o brasileiro tem para ter alguma esperança, algum sopro de esperança, nesse caso, tem sido até agora a condução pelo ministro Mendonça. E depois eu passo a sua mensagem para o nosso analista aqui, Aldo. Deixa eu passar para o Dávila rapidamente para escutar o que o Dávila pensa a respeito. Primeiro, dessa ala do STF que já colocaria como inevitável a saída de Dias Toffoli,
a partir de uma renúncia, né? Renunciaria ao cargo de ministro da Suprema Corte e não uma saída em um processo de impedimento. É bom que nós destaquemos isso. E aí, o que esse anúncio de delação poderá sinalizar para autoridades que poderão ter algum envolvimento com o caso do Banco Master? Dávila, um minuto e meio. Acho difícil, Caniá. Sou cético nesse assunto. Não podemos esquecer que algumas semanas,
Corte, acabaram apoiando o Dias Toffoli, dizendo que ele não tinha nenhuma ligação que o impedisse de continuar na relatoria do caso, mas aí Dias Toffoli num grande ato, entre aspas, de grandeza, renunciou à relatoria do caso e passou para as mãos de André Mendonça. Quando ficou evidente o envolvimento dos familiares de Dias Toffoli e ele como talvez sócio oculto de uma empresa que teve muitos negócios com o Banco Master,
Então, assim, se Dias Toffoli deixasse a corte, certamente não deixaria saudades. Afinal de contas, foi o juiz que sepultou a Lava Jato no Brasil e agora parte dos negócios da sua família envolvidos com o Banco Mastro. Então, não deixaria saudades alguma. O fato é que eu acho que, em momento de crise, esse corporativismo, que atua de forma tão acirrada,
ou estimulará o juiz ou o ministro aqui a renunciar o cargo. Então, eu vejo que isso vai deixá-lo muito mais vulnerável. Afinal de contas, sem a proteção da Suprema Corte, sem a proteção da toga, ele está ao vento, exposto ao vento, e vai ter que se defender de um monte de delação que vai acontecer. Então, Canhato, eu não vejo isso como algo concreto, a não ser que haja muita evidência forte
vai colocar o ministro numa tamanha saia justa, que ele não teria outra opção. Mas pela delação de hoje, eu não vejo essa com muita chance de ocorrer. Resultado da enquete do dia, você é a favor de penas perpétuas para crimes como estupro, assassinato e terrorismo? 94% disseram que são favoráveis, sim, à prisão perpétua. Agradeço a todos pela participação. Vem aí o Jornal Jovem Pan com todos os destaques importantes do dia. Eu volto mais tarde.
às 10 horas no Visão Crítica. Se puder, acompanhe. Um abraço. Até amanhã. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.