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STF sob pressão no Caso Master / PT tenta ligar escândalo a Bolsonaro

18 de março de 20261h58min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (17):

Ministros do Supremo Tribunal Federal discutem a criação de um código de conduta interno em meio à pressão do caso Banco Master e às citações envolvendo Daniel Vorcaro. A proposta levanta críticas por permitir que os próprios magistrados definam as regras que irão seguir.

O senador Carlos Viana afirmou que mensagens enviadas por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes teriam sido direcionadas a um número funcional do Supremo Tribunal Federal. A informação levanta questionamentos sobre o uso do telefone oficial e levou o parlamentar a defender o afastamento para investigação do caso.

O Partido dos Trabalhadores mudou a estratégia e passou a associar o caso Banco Master ao governo de Jair Bolsonaro. A movimentação marca uma ofensiva eleitoral diante do avanço das investigações e da disputa política.

A Polícia Federal apontou que Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, teria recebido cerca de R$ 4 milhões em um esquema de descontos ilegais. As investigações também indicam envolvimento de outras autoridades.

Caminhoneiros de diferentes estados articulam uma possível paralisação nacional após a alta do diesel, impulsionada pela escalada de conflitos no Oriente Médio. A mobilização pode ocorrer nos próximos dias e preocupa o setor de transportes.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu o nome de Tereza Cristina como vice ideal para Flávio Bolsonaro em 2026. A decisão, porém, ainda depende de articulações políticas.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Assuntos9
  • STF sob pressão - Caso Banco MasterMinistros discutem código de ética interno · Pressão das investigações e citações de Daniel Vorcaro · Críticas às medidas de autocontenção do STF · Limites aos super salários de juízes (penduricálios) · Proibição da aposentadoria compulsória como punição
  • CorrupçãoAlessandro Stefanutto recebeu R$ 4 milhões em esquema de descontos · Tabela de propinas descoberta pela Polícia Federal · Envolvimento de autoridades e parlamentares · Deputada Maria Gorette Pereira do MDB recebeu recursos · Compra de apartamento de R$ 4 milhões com dinheiro da fraude · Aquisição de veículo de luxo de R$ 400 mil · Possível envolvimento de 90 bilhões de reais em empréstimos consignados fraudulentos
  • Percepcao publica STFInvasão do STF em prerogativas do Legislativo · Casos de marco temporal de terras indígenas · Julgamento da morte de Marielle Franco · Casos envolvendo políticas de drogas · Falta de imparcialidade em julgamentos · Ministros votando antes de aposentadoria para agradar à plateia
  • Ambição e DestinoMensagens de Vorcaro para número funcional do STF · Defesa do afastamento do ministro para investigação · Questionamentos sobre uso de telefone oficial · Falta de clareza sobre quem tinha posse do celular
  • PT tenta ligar Banco Master a BolsonaroMudança de estratégia do PT para campanha eleitoral · Associação do escândalo ao governo anterior · Responsabilidade de Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto · Estratégia ofensiva diante de pesquisas de empate técnico · Disputa política sobre quem será culpado pelas urnas
  • Possível paralização de transportesAlta do preço do diesel impulsionada pelo Oriente Médio · Mobilização nacional entre 18 e 19 de janeiro · Articulação de cooperativas e autônomos · Impacto econômico e de abastecimento · Preço do diesel subiu 18% desde início da guerra · Pressão sobre governadores e governo federal para negociação
  • Crise de Combustíveis BrasilFalta de investimento em refinarias brasileiras · Importação de 40% do diesel consumido · Ausência de reservas estratégicas de combustível · Negligência em política de longo prazo · Vulnerabilidade a conflitos internacionais · Impacto da guerra no Oriente Médio no Brasil
  • Vice-PresidenciaValdemar Costa Neto defende Teresa Cristina · Discussão sobre Romeu Zema do Novo · Considerações sobre Ciro Nogueira · Importância da aliança com PP e União Brasil · Peso político e intelectual do vice · Resultado de enquete do programa
  • Preços de Combustíveis e PetróleoCusto de subsidios ao tesouro nacional · Transferência de custos para população via impostos · Relação entre subsidios e inflação · Conexão com taxa de juros elevada · Inadimplência como consequência de gastos governamentais
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. Com a gente nesta edição, o Roberto Mota vai participar de forma online, assim como o Luiz Felipe Dávila, o Bruno Musa e participa aqui no estúdio em São Paulo, o Cristiano Beraldo. Beraldo, seja sempre muito bem-vindo, ótima noite a você. Claro, você que nos acompanha sempre, o nosso convidado especial.

Começar, pressionados pelo avanço das investigações sobre o caso do Banco Master e o aumento da desconfiança dos brasileiros, ministros passaram a julgar algumas pautas consideradas contrárias aos excessos do judiciário. Além de limitar os supersalários de juízes, os chamados penduricalhos, também foi proibida a aposentadoria compulsória como uma forma de punição, uma punição máxima ao magistrado. Fez alguma coisa de errado,

Foi condenado, qual é a punição? Aposentadoria. Desde que ministros da Suprema Corte passaram a ser alvos de questionamentos e citados por Daniel Vorcaro, a Corte vem tentando fazer gestos políticos para conter esse desgaste. Apesar disso, o presidente do Supremo, Edson Fachin, ainda pede, ainda clama, para a criação de um código de ética, o que vem desgastando a relação entre vários desses magistrados.

e aliados ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo, a principal reclamação dessa ala está na postura e nas declarações de Fachin, que, segundo eles, acaba dando munição aos opositores quando criticam o Supremo Tribunal Federal. Tem várias camadas, muitos ingredientes nessa notícia, mas vamos passar para os nossos comentaristas. Vamos ao Rio de Janeiro. Roberto Mota já está preparado, apostos com a gente, porque tem um aspecto dessa notícia que diz respeito a um item

Mota passou rapidamente no programa de ontem, mas acho que a gente precisa se aprofundar. Mota, uma série de medidas vem sendo tomadas, ou de forma colegiada, ou de forma monocrática, mas no sentido de, sei lá, corrigir distorções ou moralizar a atuação do judiciário, não somente da Suprema Corte, mas também de várias outras cortes. Que movimento é esse? Por que neste momento, quando se fala em corrigir aquela punição

aposentadoria pra um juiz que errou, foi condenado, sei lá, um caso de abuso sexual e qual era a punição dele? Poxa, você vai ser aposentado, nem vai mais trabalhar o tempo que deveria, né? Quase como uma mega cena. Por que essas movimentações neste momento, hein, Mota? Bem-vindo. Essa é uma excelente pergunta, Caniato. A gente, primeiro, precisa começar dizendo que essas pautas não coíbem os excessos do judiciário. Essa é uma leitura

Boa noite para você. Boa noite aos meus colegas de bancada. Boa noite à nossa audiência. O Brasil é o país das coincidências. Estamos diante de mais uma delas. Bastou surgir o mega escândalo do Banco Master.

a corte de maneiras muito inconvenientes para que sejam tomadas uma série de decisões promotoras da moralidade, como o fim dos penduricalhos. Vamos ver se vai acabar mesmo ou se vai ser encontrado uma solução de compromisso. O tal código de ética, código de ética para magistrados no mais alto nível do judiciário. Uma coisa de assustar.

o fim da aposentadoria compulsória, que merece mais alguns comentários. Agora, tudo isso vem justamente no meio da crise do Banco Master. E essa coincidência deixa muita gente desconfiada. Pois é, esse é um bom ponto, né, pra discutirmos, analisarmos. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, tá com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Beraldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.

questionada, ministros sendo citados por figuras envolvidas nesse caso do Banco Master e justamente nesse período aparecem integrantes da Suprema Corte com sugestões ou tomando medidas que acabam atendendo a pleitos antigos, como por exemplo o fim da aposentadoria compulsória, um expediente adotado para você punir magistrados. E um outro trata daquela questão que envolve os penduricalhos, benefício

Aqui, dali, quando você vai somando, sei lá, o magistrado ganha 70, 80, 100 mil reais por mês. Tudo isso em meio a essa situação delicada para a justiça. Não me parece coincidência. Boa noite, Caniato. Boa noite, Mota, Dávila, Musa e boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Caniato, o povo brasileiro, nós somos condenados. Aliás, nós fomos condenados quando tivemos aqui no Brasil aquele movimento da independência

o movimento de independência, é ali que se forma a ideia, a noção de uma nação. Ela corta o seu cordão umbilical com o país que ocupou o povo que veio de fora e, de repente, você cria uma identidade tão forte com o local onde as pessoas vivem que nasce ali uma nova nação. Só que, no caso do Brasil, essa criação de uma nova nação, de um novo país, não se deu nos termos que tradicionalmente acontecem.

volta com os abusos dos controladores, dos estrangeiros e ali então decreta a sua independência e pegam em armas muitas vezes, existe uma luta e aí eles conseguem então firmar as suas bases para criar uma nação que tenha os elementos fundamentais de alguém que quer desenvolver aquela terra e criar um país de verdade, mas no caso do Brasil não, nós somos frutos de um acordo e esse acordo que na

ao acordo das elites, com a coroa portuguesa, que permitiu que quem mandava continuava mandando, quem ganhava dinheiro continuasse ganhando e a população, a massa da população continua ali, sendo apenas uma massa para ser manobrada pelos poderosos. E até hoje continuamos exatamente igual. Nesse processo fomos condenados, o pobre condenado a ter uma vida miserável, uma vida difícil.

ao verem hoje os pobres tendo roupas melhores, eles não vivem mais da forma muitas vezes que viviam no passado, aquelas cenas muito chocantes e tal, porque hoje o dinamismo econômico é outro, mas o pobre no Brasil continua tendo uma vida de muita renúncia, de falta de perspectiva e de oportunidade. O rico também, ele vive uma vida de renúncias, porque você anda nas ruas das grandes cidades brasileiras,

É uma esculhambação. Não se respeita o trânsito, a calçada é uma porcaria, aquele monte de fio exposto. Você não vê a cidade se modernizando, você não vê a cidade se preparando para o futuro. Você tem uma série de dificuldades, as legislações que impedem ou inibem os investimentos para você criar emprego, criar riqueza e por aí vai. Então, a gente vai vendo que o país é um país que condena a sua população, ricos e pobres, classe média, brancos, pretos.

mulheres, todo mundo está condenado a viver num país que continua um país desgraçado. E quando a gente observa esses movimentos que faz parecer com que agora temos um judiciário preocupado com a moral, com a boa gestão dos recursos públicos, para acabar com os abusos, para acabar com os penduricalhos, para acabar com a aposentadoria compulsória, com salário sendo pago ad eterno para alguém que simplesmente não

cumpriu as suas funções públicas. Bom, agora é tarde demais, até porque esses movimentos são feitos porque nós estamos condenados a ver tudo isso que aconteceu ser varrido para debaixo do tapete, sem nenhuma consequência efetiva que vá mudar, que vá transformar o Brasil. Eu, de novo, sou muito descrente aqui, mas tenho a oportunidade de estar nos pingos nos is, ouvindo sempre uma dose de otimismo

do Dávila e agora também do Mota, que eu espero que eles estejam certos, eu esteja errado, mas realmente tenho dificuldade de ver isso mudando alguma coisa pra valer. A roda segue girando aqui em Os Pingos nos Is, então vou chamar o Luiz Felipe Dávila com a gente. Dávila, ótima noite a você, excelente terça-feira. Queria pedir sua análise e reflexão. Trouxemos nessa primeira rodada de análises a informação sobre medidas que vêm sendo tomadas pelo Judiciário, que acabam atendendo em parte, né,

defesas que vinham sendo feitas por alguns segmentos da sociedade, mas a tomada de decisão neste momento não me parece coincidência. E aí tem um outro aspecto que eu queria tratar com você, da sugestão da criação do Código de Ética, porque Edson Fachin também atende ou identificou uma necessidade e sugere isso em um momento bem delicado, talvez, eu acho que eu posso afirmar isso, da Suprema Corte.

Suprema Corte, que Edson Fachin, a partir do momento em que ele sugere a criação de um código de conduta, ele acaba expondo parte da Suprema Corte. Ao invés de defender ou tomar uma atitude para mostrar união, ele acaba criando dois grupos. Ele acaba forçando uma cisão. Tem um grupo que é contra a criação de um código de conduta e um grupo que entende que sim, esse dispositivo seria o mais adequado. E aí, o que é preciso

considerar em relação à postura de Edson Fachin e a maneira como ele vem sendo criticado dentro da corte. Caniato, Mota, Beraldo, Moza e a nossa querida audiência. Caniato, é preciso enxergar isso do ponto de vista político e como é grave os sintomas do Supremo Tribunal Federal. Do ponto de vista político, o que o ministro Fachin está fazendo com esta medida de autocontenção, seja a criação do código de ética,

seja a atitude do ministro Dino em proibir que punidos, juízes punidos, recebam aposentadoria por tempo integral, ou acabar com penduricalhos, tudo isso são medidas moralizadoras. Moralizadoras que, traduzindo da política para o português, claro, é um auto-reconhecimento dos abusos do Supremo Tribunal Federal.

muitas áreas onde não deveria se intrometer o ativismo judicial, o Supremo que passa a legislar o que é uma tarefa competente unicamente do Congresso Nacional. Então, é na verdade um reconhecimento de que o Supremo errou, estendeu demais em algumas atitudes, foi arbitrário e precisa recuar. No fundo, traduzindo todos esses gestos para o dia a dia, é isso que significa.

Veja só a prepotência, a arrogância, a veia arbitrária de membros do Supremo Tribunal Federal que interpretam o gesto do presidente do Supremo como dar munição para a oposição. Veja que absurdo. É quase como se não tivesse competência, coragem para reconhecer os erros.

os abusos que vêm ocorrendo no Supremo Tribunal Federal. Agora, quando há uma resistência corporativista dentro do próprio Supremo, não sendo capaz de reconhecer os erros, dobrando a aposta em atos arbitrários, como ocorreu recentemente com o mandado de busca de um jornalista, isso mostra a prepotência, a arrogância e a arbitrariedade que, infelizmente, intoxicou a cabeça,

as mentes e as decisões de membros da Suprema Corte. Então, esta divisão na Suprema Corte mostra claramente uma ala que quer partir para a autocontenção a fim de começar a rever abusos do Supremo, tendo a coragem para rever abusos do Supremo, e uma outra ala que resiste, que diz que se nós reconhecermos os erros, isto é abrir o flanco para o ataque da oposição.

Isto é o Supremo da arrogância, da arbitrariedade. O Supremo, que não está na Constituição brasileira, está apenas no delírio de alguns ministros. Chama o Bruno Moussa, o Bruno também está com a gente ao vivo. Bruno, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Eu não sei se o Código de Ética resolve a situação, mas muitos dizem, bom, o simples fato do Supremo, na figura do seu presidente, fazer um movimento,

esse passo no sentido de tentar moralizar ou pelo menos promover algum tipo de mudança, isso já seria algo importante. Não sei se resolveria todos os problemas. Mas e aí? Quando tem alguns integrantes da corte que entendem que isso somente daria munição aos adversários, à oposição, àqueles que criticam o Supremo Tribunal Federal. Para estes, deveria continuar tudo como está. Tudo está perfeito. Bem-vindo.

Obrigado, D'Avila Mota, Beraldo, todos que nos escutam. Prazer estar aqui novamente. Bom, eu sou da linha e venho comentando aqui, sou partidário, que o código de ética em si, o código em si, ele não faz mal a ninguém. Claramente não faz mal a ninguém. Muito pelo contrário. Ele deduz ali determinados pontos que, no meu entender, deveriam ser óbvios, claros, talvez sequer postos em discussão pela obviedade que eles carregam em si.

divulgar ou não podem ter causas que são julgadas pelos escritórios de parentes, esposas, maridos e etc. Não tem o menor cabimento isso. Mas enfim, no Brasil vivemos tempos em que o óbvio precisa ser dito. Mas não acho que o código em si seja ruim, mas não é ele que vai resolver. Não importa absolutamente nada, se você tem um código de ética, quando os praticantes desse código rotineiramente quebrariam o que é considerado uma ética, uma governança

se fosse no meio privado. Uma obviedade que é descumprida de forma recorrente e cada vez mais escrachada. Então, repito, são duas coisas. O código em si, por outro lado, a conduta de quem pertence a esse grupo. Nós comentaremos daqui a pouco, a respeito do presidente da CP1000, que ele falou ontem, das ligações. Enfim, são determinadas coisas, das ligações do Vorcaro para com o integrante do ministro,

do STF, perdão, que não faz sentido dentro de uma lógica de alguém técnico receber uma ligação daquela forma, com determinados pedidos que não sabemos o que de fato seriam, mas essa relação não teria sentido num país normal. Você precisa de um código de ética para isso? Na minha concepção, não. E para finalizar, quem julgaria aqueles que seriam transgressores das próprias regras do código de ética escrita por eles mesmos? Eles seriam

os próprios jogadores, aí fica difícil acreditar. É engraçado quando nós observamos esse tipo de movimentação, claro que são informações de bastidores. Não foi uma nota oficial divulgada por um ministro dizendo que o clima não está bom por conta da tal ideia de criar um código de conduta. Essas são informações que são vazadas. Um ministro conversa com um jornalista em segredo, sem revelar, pede que as informações

sejam reveladas dando nome às pessoas. E aí os jornalistas acabam fazendo apuração, conversam com um integrante do gabinete de um ministro, pode também compartilhar várias informações. Deixa eu voltar para o Roberto Mota, porque tem uma leitura, quando a gente olha para a Suprema Corte, a Suprema Corte está com um ministro a menos. A gente ainda vai aguardar o processo de aprovação àquele que foi indicado pelo presidente da República.

É isso que se espera. Mas, olhando para essa composição, eu me lembro que lá atrás, quando se falava de um julgamento, sei lá, um julgamento importante, diziam o seguinte, ah, vai dar a maior parte dos votos para um lado e aí dois votos para o outro, dizendo, ah, aqueles dois votos são aqueles que foram indicados para o Jair Bolsonaro. Então, parecia uma divisão em que todos estavam contra aqueles dois ministros indicados para o Jair Bolsonaro. Parece que as coisas mudaram, né?

tem aqueles que hoje em dia ganharam uma certa notoriedade e tem aqueles que possivelmente se alinham mais ao trabalho de André Mendonça, por exemplo. Então, há quem entenda que a Suprema Corte hoje teria três grupos. Isso fica claro para você, Mota, quando a gente observa posicionamentos, votações? No que pode dar isso? A gente sempre mencionou, por exemplo, o posicionamento de Luiz Fux, mas quando a gente olha esse tipo de movimentação,

claro que grupos são esses e qual pode ser a consequência disso, Mota? Não fica claro pra mim, Caniato. Eu acho que às vezes as pessoas fazem uma leitura, elas tendem a ler os seus desejos na situação. Quando a gente olha o que aconteceu nos últimos anos, a gente, pelo menos eu, consigo ver dois momentos onde houve alguma diferença, né? Um deles foi no julgamento do golpe de Estado

aquele que não aconteceu no voto do ministro Luiz Fux, quando ele reduziu a pó a maioria das acusações contra o presidente Jair Bolsonaro. E explicou por que ele não poderia ser acusado, por que ele não poderia ser condenado, explicou por que aquele foro era inapropriado para aquele julgamento. Foi um momento belíssimo. O outro momento que traz alguma esperança é o de agora, quando o ministro André Mendonça,

dá um tom diferente à condução dessas investigações do Banco Master. Mas, Caniato, eu me arrisco a dizer que é pouco. É muito pouco diante do que nós vimos nos últimos anos, diante das coisas que aconteceram. Porque é preciso mais do que dois momentos de dissidência. É preciso colocar o trem das instituições do Brasil de volta nos trilhos.

isso, o único mecanismo que a república oferece é o senado, são as ações do senado, mas a presidência do senado não está interessada nisso, então é difícil enxergar qual será o caminho dessa mudança. Pois é, o atual presidente, ministro Edson Fachin, hoje muito elogiado e também já foi criticado no passado, entendiam que Luiz Edson Fachin poderia ter tomado outras atitudes, em outros casos de

grande repercussão. Mas fato é que ele passa a responsabilidade para formatar e organizar o trabalho do Código de Conduta para a ministra Carmen. Então, há uma leitura de que haveria três grupos definidos. Os mais antigos, né? Carmen Lúcia, o ministro Fachin, que é o presidente da corte, em algumas pautas até uma sinergia com o ministro Gilmar Mendes, mas daí também aquele grupo

que seria liderado pelo ministro Moraes, e aí o Grupo dos Novos, que seria capitaneado por André Mendonça. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo para avaliar esse tipo de movimento. São dez ministros atualmente, por conta da saída do ministro Barroso. Há uma sinalização de que nos próximos meses nós teremos o processo para escolha e a avaliação do Senado para o que sugeriu o presidente da República.

Mas, enfim, diante dessas definições, as críticas, as informações de bastidores, dá para esperar o quê desse processo de autocontenção? Alguns chamam de autocontenção ou de ajuste ou de correção daquilo que foi excedido em algum momento. O que esperar? Neto, quando você já pegou a estrada para o lugar errado, não adianta você ficar mudando de pista. E me parece que é exatamente isso que está acontecendo. E a gente tem que perguntar, por que a ministra Carmem Lúcia?

Porque ela é mais importante do que a Assembleia Constituinte que escreveu uma Constituição que serviu durante um período inicial para manter o Supremo Tribunal Federal atuando dentro da ordem democrática e daquilo que está previsto na Constituição. A vontade de nenhum deles ali se sobrepõe à Constituição.

bem escrita ou foi mal escrita. E eu acho que essa Constituição de 1988 tem que ser jogada no lixo. O Brasil não terá absolutamente nenhuma condição de resolver os seus problemas a sério com a Constituição que aí está. Agora, essa é a que está valendo. Portanto, quando a gente vê, olha que interessante essa incoerência, o Supremo agora está tomando medidas que possam distensionar a relação do Supremo

à sociedade brasileira, se metendo a fazer o óbvio. Veja, não é razoável, nem é do interesse das contas públicas, que um magistrado que atuou em desacordo com a lei, cometendo falta tão grave que os seus pares definem que ele não tem mais condições de atuar como um magistrado, como um juiz, como é que ele pode ser condenado a ganhar sem trabalhar?

não faz o menor sentido. Entretanto, este Supremo Tribunal Federal, ele foi se especializando em invadir as prerrogativas do Legislativo, tomando decisões que passavam por cima daquilo que o Legislativo deveria definir. Nós temos inúmeros exemplos. Temos o caso da demarcação das terras indígenas, o marco temporal.

foi se metendo, e não porque ele se sentia num dever constitucional, mas porque havia uma ânsia dos membros do Supremo em se manifestarem sobre casos que têm repercussão junto à opinião pública. Tivemos votos de ministros sendo dados de forma antecipada porque os ministros iam se aposentar, mas não queriam abrir mão de fazer discursinho para agradar

que fica ali inflando o ego de vossas majestades. Porque não são mais magistrados, mas atuam como majestades. Portanto, eu reforço aqui o que disse ontem. A simples discussão de um código de ética neste momento simboliza o absoluto fracasso a que o Supremo Tribunal Federal, como instituição centenária, foi submetido por esses que agora ocupam.

as suas cadeiras. Não trata-se do Supremo, trata-se de como os atuais ministros se comportam diante do poder que lhes é conferido pela Constituição. Pois é, o Beraldo deu exemplo do marco temporal, mas tratamos de várias outras pautas justamente para exemplificar essa situação de interferências do Supremo em decisões que tinham sido tomadas pelo Congresso Nacional. Porto de drogas, quem lembra da situação das 40 gramas, aumento do IOF

Por aí vai, a gente pode até retomar isso. Rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Seguimos aqui com os nossos comentaristas, inclusive vamos girar a reportagem da Jovem Pan News. O senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais e presidente da CPMI, que investiga os desvios ilegais no INSS, afirmou que as mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, foram destinadas a um telefone funcional da corte.

O Matheus Dias, nosso repórter, chega ao vivo, vai trazer todos os detalhes dessa notícia. Matheus, seja bem-vindo, ótima noite a você. Atualiza, então, a nossa audiência. O senador defende o afastamento do ministro da Suprema Corte, é isso? É isso sim, viu, Caniato. Uma boa noite a você, boa noite a quem nos acompanha, o senador Carlos Viana. Então, ele teve acesso, claro, como todos os parlamentares que fazem parte da CPMI e do INSS,

A Cidade Federal conseguiu ter acesso, parte delas foi disponibilizada à CPMI do INSS. E fazendo uma breve pesquisa, segundo ele mesmo disse, Carlos Viana falou que encontrou o número no qual teria supostamente tido essa relação por mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. E na parte do ministro, esse celular seria corporativo, seria um número funcional da Suprema Corte. E esse número, claro, não fica de uso exclusivo a Alexandre de Moraes.

Mas como as mensagens eram apontadas em nome a ele, isso faz com que Carlos Viana defina que deveria sim ter o afastamento do ministro do Supremo Tribunal Federal. Mesmo que o celular corporativo, o celular funcional, não estivesse com ele no momento que Daniel Vorcaro tinha enviado essas mensagens. E que cabe agora à CPMI do INSS fazer uma investigação e descobrir com quem estava esse celular e não punir brevemente.

mais assertiva possível. No caso, Carlos Viana disse que o número que aparece naquela mensagem é funcional do Supremo, cabe agora ao próprio Supremo, obviamente, que é para se haver uma investigação profunda, que não responda quem estava com o número no momento que Vorcar manda a mensagem. E ele ainda fala do Procurador-Geral da República, Paulo Gonê, fala que se fosse feito da maneira correta ou como deveria, já teria pedido não só o afastamento de Alexandre de Moraes, mas também do ministro Dias Toffoli,

Ele disse que não porque eles são culpados, eu não posso fazer dolo aqui, mas para que o país possa saber com clareza e a gente não encubra um Supremo que ainda tem explicações para dar. Ele pede o afastamento de ambos os ministros e essa investigação para saber com quem estava esse celular corporativo na hora que trocava as supostas mensagens com o dono do Banco Master, viu Caniato? Tá certo, Matheus Dias trazendo os detalhes dessa manifestação de Carlos Viana, senador eleito pelo Estado de Minas Gerais.

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Preciso avançar com essa apuração, mas a gente também precisa trazer as informações que foram obtidas pela CPMI do INSS. Antes de passar para o comentarista, a enquete do dia já está no ar. A gente conta com o seu voto, com a sua manifestação. Vote agora. Recebendo agora a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente em Os Pingos nos Is. Deixa eu girar com os nossos comentaristas. Quem é que está preparado aí? Deixa eu colocar mais um. O Dávila. Você, Luiz Felipe Dávila.

Dávila, o senador Carlos Viana, conversando com a imprensa, revelando uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e um magistrado da Suprema Corte. Trata-se de conversas trocadas de Daniel Vorcaro para um telefone funcional da Corte, da Suprema Corte. E aí, qual é a leitura do senador? Que os ministros citados, que estão sendo investigados, que eles se afastem,

de atuar como ministros da Suprema Corte justamente porque estão sendo investigados. Essa é uma boa discussão. É preciso também considerar que esse é um trabalho que vem acontecendo no Congresso Nacional. Se estivesse sendo feito pela Polícia Federal, a Polícia Federal precisaria pedir autorização para quem? Para a própria Suprema Corte. Olha que situação difícil, delicada. Agora, no caso do Senado, não.

para avançar com essa investigação. E aí tem essa defesa do senador Viana, que achou o Davila adequado para esse momento? Na verdade, o que o senador Viana está trazendo à tona é evidente que se há nomes, há pessoas no Supremo envolvidas em casos, mesmo que seja no momento agora de citação, é preciso tomar cuidado. Agora, precisaria da autorização do presidente da Suprema Corte, Edson Fachin.

atacado pelos seus pares por medidas muito mais brandas, como a história do Código de Ética, rever algumas práticas de ministro. Só isso já é considerado uma forma de dar munição à oposição e ataques políticos. Ora, se isso está ofendendo esta ala do Supremo, imagine a suspensão momentânea de ministros do Supremo. Isso seria impossível de acontecer.

no momento atual, a não ser que o ministro Fachin vai pro tudo ou nada em exercer a sua autoridade, mas não é muito do seu perfil, do seu feitinho. Agora, muito mais importante do que essa suposta gravação ou fala, utilização do telefone funcional do Supremo, é o fato de que a Polícia Federal acabou de achar uma tabela de propinas do esquema do INSS, Caniato.

Isso sim é grave. Assim como na Lava Jato tinha tabela de propina, descobriu-se agora uma tabela de propina no esquema do INSS. E já apontando para uma deputada. A deputada Goretti parece que recebia quase 800 mil reais. Ou seja, isso sim é algo que precisa ir muito a fundo, porque daí podem sair outros nomes desta tal tabela de propinas e lista de propinas

envolvidas com o parlamento brasileiro, que recebiam propinas, desvio de dinheiro do INSS. Uma vergonha. Essa turma, representante do povo no Congresso Nacional, criou um esquema para roubar aposentados. Isso é um absurdo. Portanto, neste momento de muita espuma, é bom ficar de olho nos fatos. E os fatos, como indica a investigação da Polícia Federal,

começa a apontar os dedos para próprios parlamentares envolvidos diretamente no assalto, na roubalheira do INSS. Pois é, deixa eu passar a bola agora para o Bruno Musa. Musa, deixa eu até compartilhar com você e com o nosso público, vou abrir aspas para o que disse o senador Carlos Viana, que participou de um programa de televisão ontem e mencionou, inclusive, essas informações. Olha só o que ele disse, em qualquer país sério do mundo, o ministro estaria afastado do cargo,

termine. Ele deveria estar fora do cargo para que a investigação seja a mais isenta possível essa manifestação de Carlos Viana na entrevista concedida à TV Cultura no dia de ontem. É uma defesa, me parece, muito pertinente diante de informações sensíveis que possivelmente virão à tona. Claro que há muitos conteúdos que eles vão se debruçar, muitos arquivos que eles irão apurar e investigar, mas quando há uma troca intensa,

frequente de conversas entre ministro ou pessoas ligadas ao ministro e o banqueiro que vem sendo investigado está preso preventivamente, você acha que o mais adequado seria pedir o afastamento do ministro da Suprema Corte? Tem gente que vê essa possibilidade como nula. A pergunta é, podemos vê-lo como nula, que eu também acho como nula, e outra coisa é o que eu acharia correto. Por muito menos, esse ministro em questão, ele afastaria muita gente.

muita gente. Ele mandou fazer busca e apreensões em muitas casas por pessoas que fizeram ou havia indícios de muito menos do que isso. No começo da matéria, você mencionou, Caneato, a respeito de manter o telefone de determinadas pessoas. O número do telefone na agenda não é crime. De fato, não é. Manter uma comunicação privada tampouco configura crime. A real é que muitas coisas estão surgindo dessas conversas que vão aparecendo.

desatando o nó e vai levando uma coisa, vai levando a outra. Então, de repente, conversas informais, privadas, que podem não configurar crime e não configuram, acabam desatando em conversas lá na frente que podem se tornar públicas. Afinal de contas, a própria Polícia Federal falou que, salvo engano, tem mais oito celulares para serem divulgados e do telefone que foi divulgado até agora, apenas 30% foi colocado público. Imagina o tsunami que isso pode colocar.

na frente que a gente venha a ter acesso, a gente acabe compreendendo por determinadas conversas de agora que estão sendo noticiadas. Essa conversa noticiada pode não ser crime, mas pode configurar alguma coisa lá na frente e ligar os dois pontos em uma investigação tão importante para o país como um todo. Veja, é importante também que a gente pense que não é porque está na lei que necessariamente é moral. Eu gosto muito de uma

O critério da maioria não necessariamente é um critério moral confiável. Lembre-se, a maioria já apoiou a escravidão. A maioria já aprovou o extermínio de minorias étnicas. A maioria já elegeu democraticamente tiranos. Ou seja, a maioria não necessariamente produz alguma coisa, mas ela pode produzir força e poder e não necessariamente ética. Afinal de contas, muitos podem cair na narrativa de governos populistas

O que está na lei, ele muitas vezes foi escrito por um monte de pessoas que não são éticas. Eu também sou muito crítico à Constituição de 88, como o Peraldo diz. Sou a favor de reescrever uma nova Constituição. O ponto é, quem irá reescrever essa Constituição? São essas mesmas pessoas que estão aí? O risco sai de termos uma pior ainda. Então, lembremos sempre muito disso. O critério da maioria não é um critério moral confiável.

Innecessariamente é moral, e a gente passa a acreditar nisso piamente, porque está lá. Mas ok, está na lei, temos que cumprir. Mas torna óbvio que uma comunicação entre um juiz da Suprema Corte, da mais alta corte de um país, em um discurso, ou melhor, uma conversa com um banqueiro perguntando, bloqueou no dia da prisão, algo levanta de suspeita. E isso precisa ser profundamente analisado e que se torne público. Nós, cidadãos comuns,

Merecemos saber. A gente financia isso de maneira coercitiva. Pois é, é importante. Eu acho que essa fala do Musa acaba servindo de introdução para a próxima rodada de análises com o Mota e o Cristiano Beraldo. Deixa eu passar para o Mota. Eu queria dar talvez dois ou três passos para trás da pergunta que eu fiz para o Dávila e para o Musa quando Carlos Viana defende o afastamento de ministros após a identificação dessas conversas. Daí eu dou esses passos para trás.

pergunto, Mota, por que o ministro da Suprema Corte estaria conversando com o Daniel Vorcaro? Por que? Qual é a conexão? E aí a gente acaba desembocando em um dos itens do tal código de ética do Fachin. Eu procurei aqui. Postura irrepreensível. Reforço da exigência de ética e imparcialidade. Eu acho que esse item seria o mais adequado pra essa situação que a gente tá destacando aqui, não? Sim. Antes de responder a

pergunta, eu só queria comentar um comentário que o meu queridíssimo amigo Bruno fez lá atrás, onde ele disse e eu acho que o Dávila também tem essa opinião, que um código de ética não faz mal, eu acho que faz mal, porque é uma coisa inútil, que não vai servir pra nada, não vai ter efeito nenhum, é perda de tempo, a melhor das hipóteses, vai criar expectativa nas pessoas que nunca vai ser realizada. Agora vamos a sua

Eu acho que o senador tem razão. Eu vou propor aqui um exercício de imaginação. Imagine que um criminoso foi preso e está sendo investigado por um crime de grande repercussão. E aí, durante as investigações, se descobre que um policial trocou mensagens com esse criminoso que está sendo investigado. Alguém imaginaria que esse policial

continuaria no cargo participando das investigações a respeito desse criminoso? Eu acho que 100% das pessoas diriam. Evidente que não. Mesmo que não tenha acontecido nada de errado, a mera suspeita é suficiente para que esse policial seja afastado. Dizem, Caniato, é um rumor que no Brasil todos são iguais perante a lei.

a gente acha que o Brasil é como aquela fazenda do livro A Revolução dos Bichos, onde todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que os outros. Pois é, deixa eu passar também para o Cristiano Beraldo, são situações bem pitorescas para nós discutirmos e analisarmos aqui, porque eu acho que a gente acaba se deparando com um dilema que não deixa de ser ético, a gente acaba refletindo

refletindo sobre a sugestão de Edson Fachin de criação de um código de ética, mas dando alguns passos para trás, a gente precisa, lógico, se perguntar, poxa, mas precisa de um código de ética para colocar na frente dessas figuras que tal posicionamento não é ético, não é adequado, não é recomendável, não se deve fazer isso? Afinal, né, Beraldo, um juiz, em tese, deve saber o que é certo e o que é errado, não? Pois é, eu estou com mota. Discutir um código de ética,

é um absurdo, uma perda de tempo por si só. E a gente precisa lembrar que, apesar de todo esse frisson, apesar de ir diante das revelações que estamparam na cara de todo o povo brasileiro, as relações, não vou nem dizer promíscuas, porque a gente não tem todos os detalhes em mãos, mas relações suspeitas, relações que preocupam de magistrados com, no caso do Daniel Vorcaro, mas também em outras situações,

Esse não foi o primeiro momento dos anos recentes que a gente ficou preocupado com a ética, o que é a ética sendo praticada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Afinal de contas, onde estava a indignação do ministro Fachin quando então os seus colegas criaram esse inquérito da fake news do nada e ficam ali há sete anos alimentando esse mesmo inquérito

conforme a conveniência do momento. Onde estava o ministro Fachin no momento em que o julgamento do 8 de janeiro, da tentativa de golpe, da suposta tentativa de golpe, foi conduzido por um ministro que também era vítima, porque estava ali relatado que ele seria um dos alvos de um eventual golpe. Onde estava o ministro Fachin

seus pares aceitaram no caso do julgamento da Marielle, que ficou todo mundo aí quieto. Mas esse julgamento da Marielle, eu tenho convicção que nem de perto revelou o que de fato aconteceu para que fosse tirada a vida de Marielle Anderson. Neste julgamento, primeiro, aquele que era ministro da Justiça, que operou a federalização da investigação e comemorou a prisão das

pessoas que estavam sendo julgadas, também mudou de lado e sentou-se na cadeira de julgador. Tudo que foi julgado ali se baseou simplesmente, não há uma prova concreta, foi tudo baseado na delação de dois marginais, assassinos, sanguinários, bandidos, que traíram a farda que usavam e passaram para o mundo do crime. Esses dois marginais contaram uma história e foi conveniente

do ministro Fachin acreditar que essa história era verdadeira simplesmente com o relato dos bandidos. Depois, o ministro Fachin não achou nada de mal, no caso também da Marielle, que um julgamento tão importante, com tamanha repercussão, fosse conduzido numa turma que condenou aquelas pessoas que estavam sendo julgadas a 76 anos de prisão. Me desculpem, se há ali um julgamento de um assassinato no Supremo Tribunal Federal,

alguém atrás das gás por 76 anos de prisão, ele no mínimo tem que ser conduzido pelo pleno, porque o Supremo Tribunal Federal foi concebido para ter 11 ministros, não 5. Tudo isso aconteceu debaixo do bigode do ministro Fachin, mas ele não se mostrou nem um pouco indignado e agora está aí fazendo esse discurso da moralidade e da ética na hora de exercer a função de ministro do Supremo Tribunal Federal.

Faça-me o favor. Claramente, isso não tem o cunho que deveria ter. A preocupação não é com o Brasil, não é com a justiça, não é com o judiciário, não é com o povo brasileiro. A preocupação é com o próprio umbigo. Porque se vamos falar de ética, que tomem o primeiro passo e impeçam parentes de ministros advogados de advogarem causas bilionárias dentro da corte onde eles atuam.

analisarmos, discutirmos aqui, mas a cada comentário de um analista, o outro acaba fazendo uma ponderação e a gente acaba, inclusive, colaborando com a ampliação desse debate. Para você que nos acompanha, o Bruno Musa, há pouco, falou que não faz mal nenhum. Até poderia ser positivo a criação de um código de conduta, um código de ética. O Mota fez uma reflexão no sentido contrário.

fazer o comentário em cima da avaliação do Mota. Vai lá, Musa. Rapidamente, talvez eu não tenha me feito claro. Eu falei que um código de ética em si, ele sozinho, não faria mal. Mas, claro, o tempo de discussão já seria maléfico, afinal de contas. Um código de ética no Brasil de hoje, escrito por aqueles que não necessariamente são éticos ou cumprem com normas éticas, seria completamente inócuo e seria inútil. Eu venho desde o começo, não sei se me fiz claro,

colocando contra a criação desse código aqui no Brasil. Analisando friamente um código de ética, depois de um sistema rodando normalmente, faz mal? Não. Mal em si ele não faz, a minha opinião. No cenário de hoje no Brasil, ele é completamente inútil. Não teria sentido algum. Pois é. Agora, só para a gente fechar essa rodada, tem outras informações, viu? Tem outros destaques que iremos tratar ao longo desta edição. Deixa eu só passar para o Dávila, para passar a régua nesse giro de análise. Dávila, qual o outro aspecto?

você gostaria de destacar? Claro que a gente acaba caindo no dilema ético, no posicionamento e na maneira como parece que alguns ministros se comportaram. E é óbvio que qualquer cidadão, qualquer trabalhador, quando abre o jornal ou acessa um site e se depara com uma informação, poxa, o que é? Que o ministro da Suprema Corte, que trata de casos tão sensíveis, que lá na frente vai ter que julgar o caso, sei lá, do Banco Master, do Daniel Vorcaro, mantém relações com

o cidadão, com o banqueiro. Aí o cidadão se pergunta, por que o integrante da Suprema Corte teria relação, conexão com o banqueiro? Não é crime. É legal, mas não é moral. E aí, Dávila? Seria um grande ganho para o Brasil se o presidente do Supremo, Edson Fachin, acabasse com uma canetada imediatamente o execrável inquérito da fake news. Precisa acabar

já hoje, não devia nem começar a discutir. Aliás, devia publicar, aproveitar que ainda não foi impresso o Diário Oficial pra sair no Diário Oficial de amanhã. Acabar com essa excrescência desse inquérito da fake news, que é o retrato mais claro da arbitrariedade, da violação da Constituição, do desrespeito à cláusula pétrea, das liberdades individuais, da liberdade de expressão, acabar com esse famigerado inquérito que percebe

Censura a imprensa e mostra de maneira cabal que se tornou uma barriga de aluguel para todos os atos arbitrários. Portanto, isso está no poder do presidente da corte. Devia, numa canetada, acabar com isso. A segunda coisa que devia fazer é usar a caneta para um segundo. Uma segunda decisão importante. Proibir, a partir de hoje, terminantemente, que qualquer parente e ministros do Supremo possam advogar causas no Supremo ou no Superior Tribunal.

do Tribunal de Justiça. E terceiro, como eu disse aqui, apoiar integralmente o ministro André Mendonça na sua luta para ser relator dos dois casos mais importantes hoje na Suprema Corte, o Banco Master e a questão do INSS. Pois é, só tem mais uma questão, deixa eu passar, já que a gente fechou essa rodada, deixa eu chamar o Mota de novo. Mota, eu sei que talvez essa manifestação da Vanessa talvez não se aplique exatamente

ao seu histórico de comentários, mas eu acho que é oportuno que você também se posicione. Ela disse o seguinte, ao longo dos últimos meses, vários comentaristas cobravam uma mudança do Supremo, medidas de autocontenção. Agora que falam em mudanças consistentes, vocês criticam. O que podemos esperar, então? Podemos esperar medidas consistentes, né, Vanessa? Vanessa é o nome da nossa espectadora. Um código de ética

que os magistrados devem se comportar eticamente, primeiro, não traz nenhuma novidade. É o básico que você espera de um magistrado. Um magistrado que não se comporta eticamente e precisa de um código pra isso, não deveria ser magistrado. E aí, nesse caso, essa deveria ser a medida corretiva. Convidar o magistrado a se dedicar a alguma outra profissão. O segundo pequeno detalhe, Vanessa, é que

não haverá ou não foi proposto nenhum mecanismo para punição dos magistrados que não seguirem o código de ética. Então, isso fica aparecendo, Vanessa, com o exemplo que eu dei aqui. É uma placa que antigamente existia em algumas boates, em algumas gafieiras, e a placa dizia o seguinte, é proibido dançar agarradinho, mas se quiser, pode. Essa é muito boa mesmo.

O PT publicou um texto no site do partido que busca associar o escândalo do Banco Master à família Bolsonaro. Vamos acionar o Matheus Dias, mais uma vez aqui em Os Pingos nos Is. Matheus, bem-vindo de volta. Conta então para as pessoas que acompanham a nossa programação. O intuito foi ligar ou tentar conectar o banqueiro Daniel Vorcaro com a direita. É isso que muitos entenderam.

O PT percebeu, nesse momento, pelo comunicado que foi lançado no site do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, que apenas as agendas políticas ao redor do país, como estavam sendo feitas até então, exaltando bons números de governo, bons indícios econômicos, baixa queda no desemprego, então baixos índices no desemprego, e no caso isso não tinha sido suficiente, já que as últimas

Pesquisas, inclusive do Datafolha, apontaram que há um empate técnico num possível segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. E agora é o momento em que o partido acredita que seja a hora de ser mais ofensivo, mais agressivo e apontar o nome de Flávio Bolsonaro, como eles mesmos disseram, como uma afronta à democracia. E, nesse ponto, tentaram imputar agora também a responsabilidade do Banco Master ao governo anterior.

de campanha, esse momento pré-campanha, durante campanha, até nas urnas, o Banco Master sempre vai ser lembrado, afinal, é tratado com a maior fraude fiscal da história do país. E por isso, desde esse momento, a direita tentou colocar a responsabilidade sobre o atual governo, dizendo que foi descoberto durante o atual mandato, mas agora a esquerda se defende e apontou nesse documento, no Diretório Nacional do PT, que a culpa é da gestão anterior, que foi na gestão Jair Bolsonaro,

o Banco Master teria se expandido e foi na gestão também de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central que tudo isso teria acontecido, o Banco Master teria ganhado tanta força. É uma ofensiva, é uma forma de tentar agora virar o jogo para apontar, já que o Banco Master, Caniato, vai ficar sendo jogado de lá para cá. Quem tiver a culpa, ou pelo menos for interpretado pela maioria como culpado, pode acabar saindo perdedor nas urnas.

detalhes dessa nova estratégia. Muitos vêm dessa forma. Claro que isso vai ser muito utilizado também nas campanhas eleitorais. O Matheus segue acompanhando essas movimentações e ele volta ao longo da programação. Valeu, Matheus. Grande abraço pra você. A gente segue daqui porque, neste momento, eu preciso me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local. Seguimos com os nossos comentaristas. Inclusive, essa informação trazida pelo Matheus Dias fica parecendo aqueles programas populares.

de televisão, né? Teste de DNA. Vamos descobrir quem é o pai, né? Nos Estados Unidos tinha um programa de um comunicador já falecido, Jerry Springer. Mas no Brasil, quem fez fama com esse tipo de quadro foi o Ratinho, nos anos 90, final dos anos 90. Teste de DNA. No caso, quem é o pai do caso do Banco Master? Isso começou em qual gestão? Você, Cristiano Beraldo, a situação que envolve o Banco Master e as figuras de dentro do Partido dos Trabalhadores querendo empurrar.

Isso para a gestão anterior. Não, a gente não tem nada a ver com isso. Foi culpa da gestão Bolsonaro. Zé Caniato, esse tipo de comportamento revela a dimensão da mediocridade do atual governo e do partido do presidente da República. Veja que na falta de entregas para a população, de honrar compromissos assumidos na campanha de 2022, na falta de boas notícias de agora até o período da eleição,

O governo se debruça para conseguir atribuir a seus adversários qualquer coisa que esteja acontecendo de negativo no Brasil. O caso do Banco Master, por si só, é sim um escândalo. É vergonhoso ver o que um banco, que deveria ser e continuar sendo um banco pequeno dentro da estrutura bancária brasileira, conseguiu, de uma forma a ser descoberta, ainda não temos detalhes,

se transformar nessa máquina de vender CDB a partir, e sempre importante lembrar disso, o Master não virou essa bomba atômica sozinho. Ele virou esta bomba atômica tendo a ajuda, o apoio, o incentivo de instituições financeiras que agora ficam posando aí de coitadinhas. Ai, vamos ter que financiar o FGC. São canalhas, são partícipes.

esta mega fraude ganharam dinheiro em comissões, bilhões de reais em comissões, para estimular o Banco Master a virar esta tragédia que estamos assistindo. Pois bem, o atual governo quer colocar agora no seu adversário, em Flávio Bolsonaro, uma responsabilidade que também está dentro do Palácio do Planalto. Não podemos nos esquecer que o Banco Master só ganha corpo

negócios feitos em governo do Partido dos Trabalhadores na Bahia. Rui Costa, atual ministro, era governador do Estado da Bahia. Jacques Wagner teve participação nesse negócio, que deu luz ao Crede Sexta, que viabilizou o crescimento do Banco Master da forma que aconteceu. Portanto, tenho certeza que à medida que o governo insiste nesta narrativa, daqui a pouco,

se verá picado por esta cobra que eles estão criando. Porque o governo atual não tem legitimidade para se colocar nesta posição de apontar dedos para maus feitos. Eles são autores de inúmeros escândalos. Alguns já estão sendo descobertos como INSS, que envolve inclusive o filho do presidente. E outros certamente virão à tona num futuro próximo. Pois é, eu vou receber a rede Jovem Pan nesse momento.

Agora sim, a rede Jovem Pan, conectada em Os Pingos nos diz, há pouco o nosso repórter Matheus Dias, ele trouxe uma informação, uma leitura de alguns integrantes do Partido dos Trabalhadores, que entende que seria necessário, como uma estratégia quase de campanha, em conectar o caso do Banco Master a figuras da família Bolsonaro.

performance de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. Enfim, deixa eu passar agora pro Luiz Felipe Dávila, pro Dávila também refletir a respeito de uma estratégia que pode dar muito certo ou pode dar muito errado, é preciso aguardar o avanço das investigações, né Dávila? Acaba soando como uma aposta, né? Ah, vamos tentar jogar isso no colo daquela pessoa. Ah, eu acho que talvez tenha surgido na gestão do Jair Bolsonaro. Joga isso no colo dele antes do

avanço das investigações, ou seja, não se tem todas as informações e mesmo assim já querem achar o pai da criança. E o Jair Bolsonaro parece que é quem está pagando o pato na avaliação desses. É, Caniato, só que tem uma coisa. Na versão da opinião pública, já está na testa do PT. Banco Master e PT, unidos para sempre. E essa união é um casamento interessante.

recebendo dinheiro do Banco Master para atuar como conselheiro ou consultor. Tudo petista. Está lá, sobrenome como Lewandowski, Guido Mantega e outros. Aqueles que conseguem cavar uma audiência com o presidente da República, ministros de Estado, todos em torno da mesa discutindo com o Banco Master.

do Banco Master tem sempre uma coloração partidária, PT. E aí fica difícil criar uma outra história pra dizer que foi lá atrás que o Banco Master começou a ganhar dinheiro, foi graças a esse dinheiro que ganhou que usou o quê? Pra pagar jeton pra petista? Não, não vai colar. Essa história não cola. Olha, o tal do marquedeiro Sidonio vai ter um trabalho e tanto

para tentar limpar essa barra que está mais suja do que pau de galinheiro. Pois é, seguimos com outros destaques. A Polícia Federal revelou que Alessandro Stefanuto, ele é o ex-presidente do INSS no atual governo, recebeu cerca de 4 milhões de reais no esquema de descontos ilegais dos aposentados e pensionistas entre os anos de 2023 e 2024. Segundo essas apurações, a descoberta mostra que a estrutura criminosa

possuía uma ligação direta com a alta cúpula do Instituto. O ministro André Mendonça também autorizou uma nova operação, que mirou outras pessoas envolvidas no roubo. Dentre elas, a deputada federal Maria Gorete Pereira, do MDB do Ceará. Ela integra a base aliada do Planalto. Segundo as investigações, a parlamentar teria comprado, com recursos do esquema, um apartamento de mais de 4 milhões e um veículo de luxo, avaliado em mais de 400 mil reais.

Chamar agora o Bruno Musa, começar essa rodada com o Bruno Musa, o avanço das investigações do caso de fraudes no INSS, uma operação foi autorizada pelo ministro André Menonça, e aí vem à tona, inclusive, o nome de uma parlamentar que teria comprado bens com dinheiro oriundo desse esquema, inclusive apartamento, no valor de 4 milhões de reais e um carro de 400 mil reais, Musa.

até o momento que precisam ser investigados antes de darmos qualquer tipo de opinião mais concreta de culpabilidade. Claro que a coisa não cheira bem, os indícios eles começam a cada vez mais se conectar entre vários pontos. Agora há pouco nós comentávamos a respeito do PT terceirizar essa responsabilidade e agora no final de tarde saiu uma matéria importante num jornal de grande circulação falando que ao que consta o Daniel Vorkar em sua delação premiada quer puxar o

PT para isso, que há muito mais coisas, além da privatização da empresa estatal de alimentos, na Bahia, que conectam essa rede de corrupção, além do Credit Sexta e da privatização, outras empresas, tanto na Bahia como em Minas Gerais. Vale lembrar que Minas Gerais é um importante centro de votos num colégio eleitoral gigantesco, se não me engano, o segundo maior do Brasil. Então, é extremamente relevante que essa matéria venha à tona.

Ou seja, cada vez mais pessoas aliadas ou próximas ao Partido dos Trabalhadores mostram indícios de envolvimento em tudo isso. Ao que consta, nas principais matérias, o PT da Bahia estaria até o teto envolvido nisso. Veremos se de fato se concretiza. Mas cada vez os fatos começam a ligar mais pontos com relação a isso. Quanto mais próximo das eleições estivermos, menor a probabilidade de conseguir tirar da mente popular,

um imaginário popular, são os fatos concretos, como o Davila muito bem vem falando, o caso master ligado ao PT, para um envolvimento claro e direto, não apenas com o PT, mas é o que consta, pessoas importantes do centrão ou do judiciário, como a gente vem enxergando, ou seja, é um escândalo de multifacetas em cada um dos partidos, multipartidário como um todo, então não importa quem seja, que isso seja levado até o fim e descoberto, mas claramente essa estratégia do PT, de tentar

terceirizar a responsabilidade, que é algo de praxe daquelas mentes mais revolucionárias, desde o histórico lá de trás, não apenas no Brasil, nas práticas como um todo, jogar a culpa de terceiros não cabe mais. As pessoas olham e falam, você está cansado disso. Ou seja, estamos quase indo para uma nova eleição e você ainda está culpando o anterior, que está em cadeia, numa situação crítica de saúde, bastante sensível. Chega, ou seja, a inteligência tem um limite. Eu falei de um editorial de um grande jornal que na semana

postou algo que eu achei muito interessante e eu termino com isso. Ver essas matérias do PT terceirizar responsabilidades e cada vez mais integrantes do PT mostrarem sinais de envolvimento é algo que eles jogarem a culpa pro outro é atestar um pouco a nossa inteligência. Até quando eles acharão que nós temos a inteligência de uma porta? Pois é, o caso que envolve a fraude do INSS, a Polícia Federal

inclusive a respeito de Alessandro Stefanotto. Ele presidiu o INSS, presidiu o Instituto na gestão do atual presidente da República e as informações indicam que ele recebeu algo em torno de 4 milhões de reais nesse esquema de descontos ilegais, descontos associativos. Qual era, via de regra, o esquema para conseguir atingir esses valores? Descontava-se sem autorização do beneficiário.

Muitas vezes colocava o nome de uma associação, um valor relativamente baixo. Muitos idosos, letras miúdas ali no contra-cheque. Muitas vezes o idoso não conseguia identificar. E quando identificava, tinha muita dificuldade para cancelar. E aí meses se passavam. Imagine, sei lá, seis, sete, oito meses de desconto. 53 reais em um contra-cheque, 80 reais em outro. Só que você fala, bom, 80 reais, 4 milhões de propina.

Estamos falando de milhões de beneficiários, imagina. 80, 100, 120 reais de cada aposentado, cada pensionista, o volume disso. Deixa eu passar agora para o Roberto Mota. Mota, cada informação, cada avanço nas investigações, no caso dos desvios no INSS, respinga e chega cada vez mais perto do governo federal. É preciso considerar essa aproximação, a partir do avanço das investigações,

com algumas figuras do governo federal. Pois é, Caniato, e a gente tem impressão de que é reprise de um filme que a gente já viu. Essa história de comprar apartamento com dinheiro de corrupção não é propriamente nova. O que é novidade, também uma novidade relativa, é descobrir o quão rasteira está ficando a moral de certos políticos.

não perderam a oportunidade de roubar dos aposentados. Talvez seja justo dizer que esse escândalo do INSS é a consequência mais previsível do rumo que a política brasileira tomou. Nunca foi tão forte a percepção de que é preciso apagar tudo e recomeçar a política brasileira do zero. Quando a gente fala de um esquema que movimentou centenas de milhões,

ou algo em torno, na casa do bilhão, não dá para falar que um cara que tem uma cabeça engenhosa bolou o esquema e ele e mais dois comparsas conseguiram, por meses ou por anos, avançar com esse processo. Não. A gente está falando de um esquema que envolveu muita gente, muita gente poderosa, muito político. Com o avanço das investigações, vão identificar as digitais, o DNA de muita gente grande e é preciso considerar que esses nomes virão

à tona nas próximas semanas, nos próximos meses. Cristiano Beraldo, quando a gente, sei lá, fala sobre uma pesquisa eleitoral, nossa, três, quatro, cinco nomes estão à frente, num estado ou em outro. Dependendo do avanço de uma investigação ou uma revelação, isso pode mudar completamente, né? E esse caso do INSS, ele é muito sensível. Ele pode comprometer muita gente que pretende disputar cargos esse ano, não? Sem dúvida alguma.

Precisa lembrar também que dependendo do lado em que o eleitor esteja, ele parece não se importar muito com isso. Nós tivemos recentemente um caso gigantesco de nível mundial de corrupção em que bilhões e bilhões de reais foram roubados, surrupiados do cofre público. E apesar de tudo ter sido revelado, apesar das confissões, das delações, das filmagens,

Apesar disso tudo, praticamente todos estão de volta à vida pública, eleitos, comandando o país com muito poder. Então a gente acaba se decepcionando também porque, mesmo não as evidências, mas a prova concreta, infelizmente, às vezes não é suficiente para abrir a mente do povo brasileiro

reelegendo aqueles declaradamente corruptos, nós não temos a menor chance de colocar o Brasil nos eixos. Esse caso específico do INSS, só para a nossa audiência compreender de forma muito clara, é uma quadrilha de pessoas que estavam orbitando nesse universo do INSS, que se reuniram para usar dos seus acessos, das suas prerrogativas,

das informações privilegiadas que obtinham, se associaram a essas associações que sempre estão defendidas, especialmente pelos partidos de esquerda, e eles roubavam. É uma quadrilha que assaltava a aposentadoria dos brasileiros. Ia lá e, de forma aleatória ou com alguma forma que eles definiam, vamos tomar 20 reais, 30 reais, 40, 50, 100, sei lá quantos reais

desse sujeito aqui, ó, tem um trouxa aqui. Vamos roubar esse velhinho, vamos roubar essa velhinha aqui, ó. Essa velhinha tem cara de 50. Não, esse senhorzinho aqui, vamos tomar 25 por mês dele. E aí é tomando dinheiro, roubando, roubando, só surrupiando essa grana. Então é uma coisa tão louca, porque isso é o uso escancarado da estrutura do Estado brasileiro para, além de tomar dinheiro de imposto da população e jogar o dinheiro que a gente paga de imposto no lixo,

saltam os aposentados para pegar dinheiro e colocar no bolso deles. As revelações que vão surgindo, elas nos deixam atônitos porque eles roubavam para viver vida de luxo, para comprar jatinho, para comprar relógio, bolsas, viagens. Quer dizer, a referência moral dessas pessoas que ocupam cargos públicos está completamente destruída.

como brasileiros e eleitores, temos a obrigação de observar isto tudo e entender que cabe a nós colocar nos lugares certos aqueles que efetivamente podem nos representar e impedir e lutar e ficar dia e noite em cima daqueles que exercem o poder para que assaltos como esse não se repitam. Pois é, deixa eu passar para o Dávila, porque o Dávila, no início do programa, em um dos comentários,

mencionar, inclusive, o avanço das investigações e o nome da deputada federal Maria Goretti Pereira. Ela é do MDB, do estado do Ceará, inclusive da Ávila. A Polícia Federal, no dia de hoje, revelou que essa deputada, essa parlamentar, segundo as investigações, era uma espécie de articuladora política desse esquema de fraudes do INSS. E aí há uma série de informações que acabam conectando essa parlamentar

o esquema de desvios bilionários. Davila, nós falávamos lá atrás, bem no princípio das discussões sobre essas apurações, que o nome de muita gente importante, muito político, muito nome de político viria à tona. Eu me lembro que trouxemos informações de um senador, um senador inclusive de um partido de esquerda, ele estava sendo investigado, agora aparece o nome e as informações que conectam essa parlamentar ao esquema de desvios

Mas eu acho que há participação de muito mais gente. Isso virá à tona. É preciso também lembrar de uma situação delicada que implica, em alguma medida, o presidente da República, não por participação dele, mas por conta de uma atuação do filho dele, conexões com o tal do careca do INSS, inclusive a assessoria do filho do presidente, divulgando uma informação que, sim, o Lulinha teria feito uma viagem a Portugal.

em uma aeronave ligada à careca. Enfim, é preciso aguardar o que a Polícia Federal vai divulgar e trazer à tona. Mas o que a gente pode esperar do avanço dessas investigações, hein, Dávila? Claro que, diante do volume de dinheiro apontado pela Polícia Federal, muito mais gente deve estar envolvida. Mais um escândalo manchando a imagem do PT. E vamos discutir aqui por que pega a imagem do PT.

De 2023 a 2024, saltou de 536 milhões de reais para 2,8 bilhões de reais os descontos indevidos, segundo a auditoria do Tribunal de Contas da União. Não é número chutado. Segundo, por que o silêncio dos 90 bilhões de reais também descontados indevidamente dos consignados?

tem que responder. A segunda pergunta que o PT tem que responder é porque o PT e os partidos de esquerda votaram contra a medida provisória 871 lá em 2019 que bloqueava automaticamente os passes e o cancelamento de convênios com entidades que estavam envolvidas nas fraudes. Por quê? A maioria dessas entidades, sabe por quê? Eram sindicatos. Não só o filho do

presidente está envolvido, como o irmão do presidente está envolvido via sindicato. Terceiro ponto, por que que impediram tanto a organização de uma comissão parlamentar mista de inquérito naquela época? Então, Caniato, quando nós olhamos a história dessa fraude, tem a marca indelével do PT e dos partidos de esquerda que sabotaram todas as medidas moralizadoras para acabar com descontos indevidos. Por quê?

estava alimentando parte do cofre de sindicatos. E aí, Canhato, não dá pra perdoar. Representantes do povo brasileiro roubando aposentados. Aposentados que precisam desse dinheiro pra sobreviver, comprar medicamento e ajudar a família. A maioria desses aposentados acaba ajudando neto, filho e outros membros da família. É inacreditável que esse assalto

INSS acontece de maneira quase, podemos dizer, de maneira longa, até desde 1992, o primeiro escândalo. Está na hora de fechar essa torneira da corrupção. É inadmissível roubar os aposentados do Brasil. Pois é, inclusive, é preciso também considerar. Tem duas linhas de investigação quando a gente fala do esquema do INSS.

descontos associativos. E aí tem uma outra vertente, uma outra faceta, uma outra linha que se debruça sobre o empréstimo consignado. Tem várias financeiras, vários bancos e instituições financeiras que ofertam esse tipo de serviço, os descontos, os empréstimos consignados. Só que havia também fraudes nesse tipo de tomada de empréstimo. Ou seja, dava um empréstimo,

Só que o beneficiário não pediu. E detalhe, ele não ficava com dinheiro. Isso ia para uma outra conta. Fala-se, inclusive, na possibilidade de empréstimos em algo em torno de 90 bilhões de reais, que possivelmente seria, se não, um dos maiores escândalos da história do Brasil. Bom, está com o Davi. Deixa eu chamar o Bruno Musa. Musa, há uma indicação de que muitas instituições financeiras teriam participado, não sei se com a anuência,

do diretor-geral, do administrador, do CEO, acho que não, mas figuras que participavam da operação dessas instituições financeiras, em acordo com esses bandidos, promoviam esse tipo de desconto nos contra-cheques dos aposentados e pensionistas. Quando a gente fala de governança, olhando para as instituições financeiras, é preciso olhar com muito cuidado para esse tipo de fraude,

acontece dentro de uma instituição financeira. Porque se alguém lá dentro consegue, ainda que tenha sido comprado ou ameaçado por um bandido, mas se alguém tem o poder de permitir esse tipo de ação para prejudicar, para lesar um cliente, um aposentado e pensionista, é preciso rever, inclusive, dispositivos de segurança, não é? Dispositivo de segurança, sem dúvida nenhuma, mas claro que não sabemos quem. Espero que as investigações conduzam a isso.

Mas fica claro, Caniato, que dentro de cada uma das instituições você tinha pessoa ou pessoas coniventes com tudo isso. Fica bastante claro em todas as instituições aqui envolvidas até o momento. Inclusive, dois nomes ali de técnicos do Banco Central foram colocados nas investigações. Então, é bem provável que dentro de cada banco você tenha tido também essa conivência e participação de algum funcionário para permitir esse tipo de ação.

um fundo garantidor de crédito, um fundo que nasceu, um fundo privado que nasceu em 1995, estamos em 2026, o mercado se atualizou, a tecnologia é cada vez mais evoluída, e o Brasil nesse lado, paradoxo brasileiro, mostra que nós somos um país extremamente avançado, eu vivenciei, tanto nos Estados Unidos como em vários países da Europa, como a tecnologia brasileira dentro do mercado financeiro é muito mais avançada do que em grande parte dos países do mundo, de novo, por isso o paradoxo brasileiro, a tecnologia avançou, mas as regras continuaram lá dos anos 90,

Então fica muito claro que abrem-se oportunidades para esses antiéticos e para os coniventes com essa corrupção de entrar nessas brechas em um sistema antiquado, perdão, em uma autarquia antiquada, regras antiquadas, versus o sistema do mundo real, do mercado muito mais aberto e muito mais, digamos, rápido, ágil, com a tecnologia de hoje. Não estou falando do sistema financeiro brasileiro ser aberto.

via tecnologias permite esse tipo de inserção e, portanto, é extremamente necessário que conduzamos essas investigações para uma adaptação das regras à atualidade, mas também, obviamente, da dificuldade de mais participações de cada uma das instituições de pessoas que queiram contribuir com isso. Gente, para finalizar, estamos aqui falando de roubos de aposentados, roubos de velhinhos que roubam pequenos valores de cada conta, que são montantes bilionários, que esses pequenos valores para essas pessoas

fazem falta. Percebam o que estamos falando, um roubo de velhinhos que trabalharam a vida inteira para conseguir juntar o pouco ou ter uma aposentadoria baixa e mesmo assim surrupiaram essas pessoas. Mas calma, dirão que não. Ah, o Tesouro Nacional vai lá e cobre esse roubo, como sempre acontece. Quem é o Tesouro? Você que foi lesado vai ter mais impostos para pagar o roubo que você fez, o roubo que você tomou. E aqueles que não temos nenhum tipo de envolvimento,

também teremos que arcar com isso para cumprir esse roubo e esse roubo que foi colocado com esses velhinhos. Ou seja, tudo aquilo que você planejou, uma escola melhor para o teu filho, a saúde melhor para o teu filho, mais estudo, uma viagem em família, trocar de casa, o que quer que seja, tudo isso talvez possa ir por água abaixo, porque a gente tem que financiar a alta de impostos de um governo que não apenas gasta desenfreadamente, mas sempre, historicamente, está envolvido

escândalos gigantes de corrupção. É impressionante. Quando a gente fala do esquema de desvios ilegais no INSS, uma porção de pessoas acaba se manifestando aqui no nosso chat e todo mundo parece que conhece alguém que foi vítima desse esquema. É um esquema que atingiu milhões de aposentados e pensionistas e muitos idosos que têm dificuldade em lidar com tecnologias. E muitas vezes a pessoa precisa, imagine só,

requerer, reivindicar, reembolso, sei lá o quê, pelos dispositivos digitais. E aí vai fazer o quê? Se aquele idoso, muitas vezes, sei lá, com mais de 80 anos, tem toda dificuldade em mexer com as novas tecnologias. E aí também não quer ir no posto do INSS, muitas vezes fica numa cidade distante, né? Cidade pequena, ele precisa ir na maior cidade ali da região. É uma situação muito delicada. Deixa eu passar para o Mota. O Mota também conversa com muitas pessoas nas redes sociais,

O Mota tem muitos seguidores e já foi abordado digitalmente por várias pessoas, né, Mota? Sempre tem um parente, uma pessoa que foi vítima do esquema de desvios ilegais no INSS. Por mais que a gente observe o avanço das investigações, ainda é uma situação a ser resolvida, quando a gente fala do reembolso, né, Mota? Sem dúvida. É um desfile de absurdos. Eu me lembro quando os aposentados receberam informação de que deveriam entrar na fila,

nas agências dos Correios para contestar esses descontos. Isso é um esquema que já vem de muito tempo com variados graus de abuso. Eu conheço pessoas que foram convencidas a assinar a autorização para esses empréstimos consignados com a informação de que tinham recebido um dinheiro. Uma senhora que tinha acabado de se aposentar no caminho de casa, tinha lá uma

uma barraquinha de promoções e ela foi abordada e disseram pra ela a senhora sabia que a senhora tem um dinheiro a receber? Não sei quantos mil reais. E aí deram os papéis pra ela assinar ali na hora e sem saber ela tava contraindo o empréstimo. Não é possível, Caniato, que essas operações tenham feito isso com tanta gente sem a conivência do Estado brasileiro. Isso é mais uma prova de que essa

preocupação que esse governo e tantos outros demonstram com o bem-estar do brasileiro não é nada mais do que um disfarce para a promoção dos seus próprios interesses. Pois é, tem uma porção de pessoas aqui que contam causos, né? Ah, o meu tio foi lesado, enfim, cada pessoa acaba contando aqui um caos, uma situação e falam da dificuldade na tentativa de conseguir os dinheiros

Eu fui vítima. Enfim, várias pessoas. Quero agradecer as várias mensagens. Na medida do possível, a gente vai lendo aqui, vai monitorando e colocando vocês também no debate. Quero lembrar que a enquete do dia já está publicada e a gente discute a escolha de um vice para a chapa de Flávio Bolsonaro. Vários nomes estão sendo ventilados. Qual nome para você seria o mais adequado? Falam em Tereza Cristina, Ciro Nogueira, talvez até em Romeu Zema.

Se você puder, vote agora, ou no nosso YouTube ou então no portal da Jovem Pan. Girando a reportagem da Jovem Pan News, caminhoneiros autônomos e também cooperativas planejam uma greve que pode acontecer entre quarta e quinta-feira em razão da alta no preço do óleo diesel provocada pela guerra no Oriente Médio. Vamos acionar Júlia Fermino. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Júlia, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Conta pra gente os detalhes dessa mobilização. Seria em todo o país?

em alguns estados, hein? Pelo menos é o que diz, né, Caniato? O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, que é o Wallace Landin, conhecido como Chorão, que essa paralisação seria nacional, é o que ele também tá propondo, viu? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui na programação da Jovem Pan, do Pingus nos diz. O que o Wallace Landin também disse é que a maioria das lideranças, então, do país, né, de todos os estados, tá, sim, mobilizada,

para fazer essa paralisação, topou então essa paralisação, mas que eles precisam decidir de fato uma data específica, uma data que esteja também dentro do que é permitido em lei. Essa greve geral aconteceria, como você bem disse, Caniato, entre os dias 18 e 19, ou seja, amanhã ou quinta-feira, e é justamente por conta do preço, do aumento do preço do diesel que foi impulsionado justamente

Unidos e Israel e também ali no Irã. Essa reunião inclusive aconteceu, né? Eles fizeram uma reunião pra falar sobre esse assunto que aconteceu ainda ontem, ou seja, segunda-feira, no Porto de Santos, aqui no estado de São Paulo, ali no litoral, entre os caminhoneiros e representantes de transportadoras, não só de São Paulo, mas também contou com a presença de representantes do Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e também no estado do Rio Grande do Sul, justamente pra discutir essa mobilização nacional.

Dessa categoria Inclusive tem circulado aí nas redes sociais Especificamente no WhatsApp Um áudio convocando essas Pessoas da categoria pra que Estejam presentes na greve Que façam de fato a paralisação O diesel pra gente ter uma ideia Pra nossa audiência acompanhar Subiu aproximadamente 18% Desde o início da guerra E aí eu conversei com algumas Associações que são Do setor pra entender se de fato Isso tem ganhado aí uma grande

proporção, eu entendi ali com a Associação dos Caminhoneiros do Brasil e também com a Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil, que essa manifestação, essa paralisação não está de forma ampla, não está em todo o país, tem alguns estados que de fato não aderiram aqui no estado de São Paulo, interior de São Paulo, essa paralisação não está tão firme, mas o cenário está talvez mais grave no sul do país, especificamente no estado do Rio Grande do Sul.

Tudo isso em um contexto, né, Caniato? Em que o barril do petróleo já está custando mais de 100 dólares e que o diesel também custa aproximadamente 6 reais e 90 centavos. Tem subido bastante, a gente tem trazido aqui esses dados, esses números, esse aumento na programação da Jovem Pan. Pegou muita gente de surpresa, apesar de ter acompanhado aí esse conflito entre Estados Unidos, Israel e também o Irã. Mas é algo que assusta e vale a gente destacar, né?

O governo federal anunciou aquela redução, né? Aquela isenção de impostos federais, piso e cofim, sobre o preço do diesel. Mas aí, no dia seguinte, Petrobras veio e trouxe uma nova, um reajuste, né? Um novo preço aí pro litro do diesel, que acabou meio que cancelando, né? O que os especialistas dizem, que ficou elas por elas. Enfim, quem vai sofrer e quem já tem sofrido somos nós, né? A população, eu, você e a nossa audiência aqui na Jovem Pan. Mas a gente segue acompanhando esse assunto.

para ver qual que vai ser o desenrolar e se, de fato, amanhã ou quinta-feira vai rolar essa paralisação. Volto com você. Pois é, é isso. A Júlia Firmino segue acompanhando essas movimentações e, lógico, de lupa, atentos, verificando se haverá ou não essa paralisação dos caminhoneiros. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você. A gente segue aqui em contato. Daqui a pouco eu chamo os comentaristas. Quero agradecer as muitas mensagens, as pessoas se manifestando a respeito ainda do tema anterior, né?

Contos Ilegais no INSS. Uma rápida parada. Daqui a pouco a gente volta com muito mais notícia, informação, discussão. Eu conto com você em um minuto e meio. Estaremos de volta. Até já.

na história dos brasileiros. E no coração também. Pra você seguir o aroma, seguir o sabor e todo dia se sentir pronto pra seguir o coração. Três Corações. O café de quem ama café. Para alguns, ir além significa superar barreiras. Para outros, completar o caminho. Para nós, ir além é ter o controle de tudo em apenas um toque. Jayco 7, o SUV super híbrido com taxa zero em até 5 anos. Garanta já o seu.

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a gente tem que fazer pra ser melhor, pra se conectar com mais consumidores, com mais tribos diferentes. Show Business, amanhã, às 11 da noite, na Jovem Pan. A gente sabe que o ritmo do noticiário não para. Tentar acompanhar tudo com dor de cabeça não dá. E o alívio precisa ser rápido. Conheça o novo Novalgina Flash. Combinação poderosa de dipirona 1 grama e cafeína, que age duas vezes mais rápido e é duas vezes mais analgésico na dor.

cabeça. Sente o poder da rapidez do Novalgina Flash. Novalgina Flash analgésico de pirona monohidratada e cafeína. Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Antes do intervalo, a nossa repórter Júlia Firmino trouxe informações a respeito da possibilidade de uma paralisação a alguns movimentos de caminhoneiros espalhados pelo país, principalmente

estados mais populosos, e há uma indicação de que poderia haver uma paralisação, sei lá, uma greve geral, algo parecido com o que nós vimos na gestão de Jair Bolsonaro, salvo engano, na época da pandemia, na gestão Temer, é verdade, na gestão de Michel Temer, muito bem lembrado, o Cristiano Beirado me soprou, imagem fresca, e aí eu me lembro que nessa ocasião da gestão Temer, naquela greve dos caminhoneiros, quem se notabilizou no estado de São Paulo foi o governador Márcio França,

Ele participou de uma articulação, de uma negociação, inclusive ele acabou se notabilizando ali e muitos entenderam que ele teve uma boa performance na campanha e na votação para o governo do Estado por conta desse episódio. Mas claro que a situação agora é bem diferente. Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados em Os Pingos nos Is, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo para nós analisarmos a situação que envolve a possibilidade de uma paralisação dos caminhoneiros.

dos caminhoneiros na gestão Temer. Mas, salvo engano, teve uma mais modesta durante a pandemia. Me corrija se eu estiver errado. E agora, há um movimento de alguns grupos de caminhoneiros em alguns estados que indicam a possibilidade de paralisação por conta da alta no preço do óleo diesel. Diante disso, trata-se de uma elevação do preço por conta de uma guerra no Oriente Médio. Pois bem, isto colocado, quais são as opções para as autoridades em

negociarem com os caminhoneiros, subsidiar o preço do diesel? É isso que os caminhoneiros querem? Bom, Cainiato, isso é um problema que tem vários aspectos que a gente precisa abordar. Primeiro, quando houve, durante o governo Michel Temer, foi 2018, ano eleitoral, e naquele momento o Brasil, então, se viu paralisado por vários dias, uma confusão enorme nas estradas, desabastecimento, as pessoas fazendo fila para abastecer seus carros nos mercados.

no Brasil, no momento em que os caminhoneiros verificaram que era absolutamente impossível continuar trabalhando para receber o que recebiam, tendo que arcar com os custos do diesel, especialmente, mas também todos os custos associados a quem trabalha nas estradas brasileiras. Veja que passaram-se agora oito anos desde aquele momento e a gente volta para o mesmo lugar, o mesmo problema, porque o Brasil

de que não aprende com seus erros. O Brasil não olha coisas importantes como estratégicas que merecem um planejamento de longo prazo. O Brasil continua sendo completamente negligente sobre essa política de combustíveis. E o que vai acontecer agora é que os caminhoneiros não vão conseguir repassar para o preço do frete o aumento de custo com diesel.

pressão em cima do governo e o governo provavelmente terá que buscar um caminho como houve naquele momento, que foi a redução de 40 centavos do óleo diesel no governo Temer, que depois teve ali uma operação em que ele ressarcia os importadores, enfim, teve ali a sua complexidade, mas distensionou naquele momento e foi possível retomar o movimento dos caminhões pelo Brasil. Só que agora,

do que aconteceu no governo Bolsonaro, que você lembrou. No governo Bolsonaro, sempre os movimentos que houve ali dos caminhoneiros eram movimentos que, em geral, estavam associados ao apoio ao governo Bolsonaro. Eram quase que usados ali como um instrumento de pressão e tal. Se dizia que os caminhoneiros recebiam dinheiro para ali manifestar apoio ao governo e tal. Agora é diferente. Agora é sobrevivência. Agora é a possibilidade do caminhoneiro continuar pagando pelo óleo diesel, pelo pneu,

na prestação do caminhão, do seguro, colocar comida em casa. Hoje a pressão é diferente e acho que existe, sim, uma possibilidade concreta de que esse movimento ganhe corpo. Pois é, me lembro, inclusive, que um dos líderes do movimento dos caminhoneiros naquela paralisação na gestão Temer acabou se notabilizando, deu muitas entrevistas, ganhou muita força, projeção nacional, se candidatou em 2018 e entrou.

E aí, ele, nessa condição de parlamentar, deputado federal, mas também de apoiador de Jair Bolsonaro, acabou se transformando em uma força. Em muitos, associava o movimento dos caminhoneiros à figura de Jair Bolsonaro durante a gestão do ex-presidente. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. O Dávila também acompanha essas movimentações. São oscilações, a volatilidade do mercado de petróleo e gás,

em decorrência dessa guerra no Oriente Médio, mas a maneira como os países se organizam e tentam mitigar os impactos dessa situação. Agora comenta-se a possibilidade de uma paralisação dos caminhoneiros. E aí, diante dessa ameaça, o que cabe, o que compete à administração federal, Dávila? Bom, primeiro, Caniato, é preciso falar a realidade. A realidade é que o mundo está vivendo uma guerra no Oriente Médio

do petróleo está subindo em todo lugar. Então, assim, querer fazer greve porque está subindo o preço do petróleo, ora, é um absurdo. Porque qual é a opção? A opção é o governo subsidiar mais ainda o preço para que todos fiquem satisfeitos. Só que subsídio é conta que nós vamos pagar. Não existe dinheiro que cai do céu. Então, se você fala assim, não, não. O governo promete não aumentar o preço na bomba.

já bateu mais de 100 dólares lá fora, o que significa? Vai ter que tirar dinheiro do Tesouro Nacional para financiar o subsídio. E nós vamos pagar essa conta. E nós pagamos essa conta de várias formas. Por meio da inflação, que começa a subir a inflação de produtos. Nós pagamos essa conta com a taxa de juros mais alta do mundo. Por isso que nós temos hoje mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes.

deste governo que gasta mais do que arrecada, que financia subsídios e que passa conta pra população. Essa é a verdade. Portanto, fazer greve contra o aumento do preço do óleo diesel num momento desse em que o diesel e o petróleo, o gás, sobem no mundo inteiro por causa de uma guerra, é de uma irresponsabilidade crassa. Não tem desculpa. Por isso, deveriam repensar essa estratégia. Vai prejudicar

A estrela aqui no programa Os Pingos nos dizem é a opinião.

O Dávila trouxe uma reflexão importante. Cristiano Beraldo, aqui no bastidor, tem um complemento, ainda que ele não concorde com o Dávila. Vai lá, Beraldo. Dávila, eu entendo o seu argumento, mas eu queria lembrar algumas coisas importantes para que a gente possa fazer uma reflexão mais ampla sobre esse assunto. Nós precisamos lembrar que o governo brasileiro não fez nenhum movimento nas últimas décadas para reduzir a sua dependência

do óleo diesel externo. O Brasil teve muito dinheiro para ser roubado da Petrobras, mas para fazer investimento nas refinarias brasileiras para que elas pudessem produzir óleo diesel a partir do petróleo produzido no pré-sal. E com isso, baratear e garantir o abastecimento interno não foi feito. O Brasil, até hoje, depende de importação de 40% do óleo diesel consumido no Brasil.

acontece no exterior, em razão de guerras e outros eventos, atinge essa nossa conta aqui interna, porque senão o Brasil fica desabastecido. Além disso, o governo brasileiro, mesmo tendo essa dependência do óleo diesel externo, não tem reservas que possam ser reguladoras em momentos de volatilidade. A gente vai na sorte, a gente vai no dia após dia, o que é um absurdo para um país do tamanho do Brasil.

Enfim, eu faço uma ponderação de que os caminhoneiros são muitas vezes agentes autônomos. Eles vão ali como empreendedores, compram o seu caminhão, eles têm que pagar o seu seguro, eles têm compromissos ali do financiamento do caminhão e eles têm uma matemática simples. O dinheiro que eu recebo, pelo que eu consigo cobrar de frete, é suficiente para eu pagar as minhas contas? Se não for suficiente, ele não tem como rodar. Porque apesar de muitas vezes ele prestar serviços,

através de uma empresa, ele, em geral, ele incorpora o seu próprio caminhão naquela frota, não é um caminhão da empresa que ele trabalha. Então a gente tem que levar isso em consideração e estabelecer a responsabilidade do governo incompetente deste presidente que aí está, que por quatro mandatos assaltou a Petrobras junto com a sua quadrilha, nos entregou um petrolão e não resolveu o problema da dependência externa dos combustíveis no Brasil.

Pois é, deixa eu só passar para o Dávila, depois a gente continua o debate. Vai lá, Dávila. Não, Beraldo, tem razão. O governo não fez a lição de casa, não investiu nas refinarias, não investiu em ferrovias para diminuir justamente a dependência do Estado. A gente concorda com isso, mas o fato é que se você fizer greve hoje para obrigar a não subir o preço, quem está pagando essa conta somos nós. É isso que eu estou dizendo. Simplesmente isso. Não existe almoço grátis. Você sabe disso melhor do que ninguém.

diesel no momento que nós temos uma crise e o Brasil não tem estoque, como você falou, é passar a conta pra gente. E isso é que não dá mais. O brasileiro não aguenta mais pagar a conta. Nós já temos a carga tributária mais alta de todos os países emergentes. Esse é o governo que aumentou 28 vezes impostos. Agora nós vamos aumentar, pagar mais um impostozinho pra subsidiar, porque tem caminhoneiro descontente? Não dá, gente. Cada um tem que fazer a sua parte do sacrifício.

que não dá para colocar mais uma conta no bolso do brasileiro. Seguimos com outros destaques. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a senadora Tereza Cristina, do Progressistas de Mato Grosso, seria a vice ideal para a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República. Mas, segundo ele, a decisão sobre o posto caberá ao senador e ao pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essa declaração ocorreu durante uma entrevista.

concedida por Valdemar à Folha de São Paulo. Sobre o assunto, o cacique declarou, vou abrir aspas, Tereza Cristina tem um carisma. Eu não vou dar palpite nisso. Quem vai escolher é o Flávio, o Bolsonaro. A Tereza, eu acho ela o máximo. Fecho aspas. A leitura de Valdemar Costa Neto em relação à chapa ideal para Flávio Bolsonaro. Começar essa com o Bruno Musa. Você, Bruno, ao longo dos últimos meses,

Nomes foram aventados, falaram em Tereza Cristina, Guilherme de Riti, Ciro Nogueira, esses três do PP, Partido Progressista. Mas falaram também sobre o Romeu Zema, que é do Novo, e a gente percebe que esse, que é de Minas Gerais, governador bem avaliado, deve seguir como o candidato do partido à presidência da República, não deverá fechar chapa com ninguém.

de Valdemar Costa Neto, o que você acha? Quem é o vice ideal pra Flávio Bolsonaro? O vice faz tanta diferença assim, Bruno? Olha, eu acho que é um peso importante dentro de uma campanha, Caniato. O nome do Romeu Zeme, eu acho que seria um nome de muito peso. Ele tem uma aprovação boa, tem um governo bastante interessante dentro de Minas Gerais, minimamente saneou aquelas contas dentro do que é sanear da catástrofe que ele herdou ali também, de anos de responsabilidades na gestão, faltando dinheiro, não pagando salários, enfim.

aquela situação crítica e crônica que vivia o Estado de Minas Gerais. Então ele tem ali um conhecimento bastante importante, eu acho que ele é um quadro não apenas intelectual, mas conhecedor de um processo empresarial, do mecanismo de funcionamento de empresas, do mecanismo de funcionamento de fluxo de caixas, enfim, tudo que você consegue trazer de uma vida de sucesso como ele tem no setor privado, levar as boas práticas para o setor público, que no Brasil é extremamente carente. Eu entendo o posicionamento dele, do partido dele, do Partido Novo,

de querer colocar o nome ali, frisar um nome importante, para começar a ganhar peso, inclusive, nas campanhas eleitorais para o executivo. Mas eu acho que seria um nome extremamente relevante e um peso importante. De novo, não apenas um peso político, talvez como peso político ele ainda não seja o mais forte, mas como peso intelectual, eu acho que seria de grande valia se o Flávio vier a ganhar a eleição e tiver ali por trás uma experiência,

um conhecimento que Romeu Zema tem. Acredito que ele não aceitará isso, como já deixou claro, não sei, na política tudo pode mudar, mas me parece que ele sim quer marcar ali o nome, assim como o Novo, repito, compreendo isso. E aí eu acho que os outros nomes ventilados também são importantes. Maria, a Tereza Cristina, ela fez, ela tem uma boa avaliação da condução das suas políticas no governo passado, então acredito que é um nome importante, hoje em dia tem essa pauta de ser uma mulher como vice, pode ter um peso importante,

Então, acho que é um nome relevante a ser considerado. Eu focaria nesses dois aí. Pois é, inclusive, Romeu Zema deixará nos próximos dias o governo de Minas Gerais, porque deve seguir para esse projeto, se candidatará à presidência da República. Na sequência, os demais comentaristas avaliarão esse cenário da chapa de Flávio Bolsonaro. Depois do break comercial, é bem rápido. Voltaremos em um minuto e meio. Até já.

qual caminho seguir. Seguir com coragem. Seguir o coração. Com três corações, você já começa o dia pronto para seguir o coração. Como empresário, eu sempre fiz questão de me cercar do melhor. Quando se trata da minha saúde e da minha família, eu sou ainda mais exigente. Por isso, eu sou cliente a Mil há vários anos. O que não é nenhuma surpresa. Afinal, que a Mil é o melhor plano de saúde do Brasil, isso todo mundo sabe. Mas o que talvez você não saiba,

Amil agora tem o Amil Black, o melhor plano de saúde do mundo. Com a Amil Black, eu tenho uma concierge exclusiva, tratamento VIP nos principais hospitais, tenho o melhor e mais rápido reembolso do mercado. Além disso, eu conto com exames em casa ou no escritório e atendimento odontológico premium. E no exterior, a Amil Black me garante suporte total. Com uma cobertura médica de 300 mil dólares, a maior do mercado.

cercado pelo melhor cuidado do mundo.

Jalim. O Molda J.C.O. A primeira edição do seu dia começa comigo na bancada, com os acontecimentos das últimas horas no Brasil e no mundo e a participação dos nossos analistas. E na segunda edição, a notícia muda de posição. A gente sai da bancada pra se aproximar dos fatos. Economia, previsão do tempo, agro, cenário global. Tudo conectado ao que realmente importa. Jornal da Manhã, de segunda a sexta. Primeira edição, às cinco da manhã.

Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. A pauta em discussão, qual seria o vice mais adequado para a chapa de Flávio Bolsonaro? Essa é a pergunta, inclusive, da enquete do programa Os Pingos nos Is. Três nomes principais vêm sendo discutidos. Tereza Cristina, também muitos comentam sobre o Romeu Zema e também Ciro Nogueira, que é uma figura importante do PP, é o presidente do PP e também senador.

poderia ajudar na articulação? Talvez. Chamar os nossos comentaristas, Bruno Musa já comentou, mas eu vou chamar agora o Roberto Mota, as várias reflexões sobre quem seria o vice adequado, o melhor vice para a chapa de Flávio Bolsonaro. A rede vai chegar agora, Mota, e todos vão acompanhar na íntegra o seu comentário. Acho que agora sim, a rede Jovem Pan conectada em Os Pingos Nuzismo, muito obrigado pela audiência, pela parceria, a notícia em destaque,

Castaneto, que é o presidente do PL, faz a seguinte reflexão, a seguinte leitura, que Tereza Cristina seria a vice ideal para a chapa de Flávio Bolsonaro. Só que outros nomes também foram aventados nos últimos meses, né, Mota? Já mencionei Ciro Nogueira, Guilherme Derrite, mas também alguns falam em Romeu Zema. Romeu Zema é mais difícil, né? Ele já manifestou a vontade de disputar a presidência como cabeça de chapa. Mas, diante disso, Mota, é preciso fazer uma ponderação, uma consideração. O que o vice agrega,

ajuda, no convencimento do eleitor. Tereza Cristina é mulher, oriunda do agro, mas é de direita. Ou seja, Flávio também é de direita. A família Bolsonaro conversa com o setor do agro. Mas o fato de ser mulher faria toda a diferença? Você acha que é isso? É difícil dizer, Caniato. A senadora e ex-ministra é um excelente nome. Ela foi uma das responsáveis pela finalização das negociações

do acordo do Merconsul com a União Europeia. Agora, a escolha do vice precisa levar em consideração muitos fatores. O objetivo, nesse estágio, é ampliar ao máximo a base de possíveis eleitores. E essa escolha tem um momento certo para acontecer. Precipitação é desaconselhável. Pois é, passar para o Cristiano Beral também avaliar os nomes que vêm sendo aventurados

E quem seria o vice ideal? O vice ganhou um peso diferente ao longo dos últimos anos, né, Beraldo?

trazer a Federação Progressistas União Brasil seria bastante vantajoso aos olhos de Valdemar da Costa Neto. Mas não é um movimento simples, porque fazer ali uma aliança com a Federação significa também ajustar uma série de cenários nos estados, porque não faz sentido você ter ali uma aliança para disputa presidencial, mas os partidos estão se enfrentando em disputas

Então isso tudo precisa entrar nessa discussão para que as arestas sejam ali ajustadas e então a melhor aliança, a melhor configuração de aliança prevaleça. Portanto, nesse momento eu vejo claramente dois lados dessa tomada de decisão. Um é o nome, claro, o nome é importante, Tereza Cristina tem nome, Romeu Zema tem nome, por aí vai. Só que o outro lado é a questão partidária que acaba sendo fundamental.

Só para fechar essa discussão, nessa pauta, passar para o Dávila. Você, Dávila, Tereza Cristina, na avaliação de muitos, seria a vice ideal para Flávio Bolsonaro. Essa foi a manifestação, inclusive, do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Um minuto e meio, Dávila. Bom, primeiro, eu sempre disse, desde que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro, que a melhor vice seria Tereza Cristina. Uma mulher do agronegócio, foi ministra no governo Bolsonaro,

esperada, hábil, isso traria confiança para a candidatura, então me parece o melhor nome disparado. Ciro Nogueira, é preciso muita coragem pra escolher Ciro Nogueira agora, que tá enrolado com o seu melhor amigo, que é Vorcaro, vai ficar explicando isso durante a campanha? Não me parece um bom nome. E a Romeu Zema já disse que vai ser candidato, e ele faz muito bem, ele tem uma missão importante, continuar defendendo a

direita, ajudar o partido novo a ultrapassar a cláusula de barreira e eleger um número significativo de parlamentares. Portanto, ele está cumprindo uma missão e Zema sempre encarou a política com esse sentido de missão. Portanto, não vai aceitar também serviço de Flávio. Então, a melhor escolha pra ele neste momento, que não vai dar dor de cabeça e vai trazer um pilar de estabilidade e confiança, esse nome é Tereza Cristina.

Pois é, resultado da enquete do dia, qual foi a pergunta que nós publicamos justamente sobre quem seria a figura mais adequada para ser o vice na chapa com Flávio Bolsonaro diante de tantos nomes que vêm sendo aventados e discutidos. Vamos colocar os resultados na tela? Nossa produção fez um mix dos votos do portal e também do YouTube. 68% entendem que Romeu Zema do Novo seria o vice ideal, o vice dos sonhos.

Tereza Cristina do PP, 28%, e Ciro Nogueira também do PP, na Lanterninha, com 4%. Quero agradecer muito as milhares de pessoas que entraram no portal, no nosso YouTube, e votaram, se manifestaram, participaram também do nosso programa. Valeu demais. Um grande abraço a vocês que gostam do programa, participam de Os Pingos nos Is, nas nossas enquetes, que a gente sempre destaca, né? Um assunto importante, alguma coisa do noticiário para vocês participarem.

ponto final nessa edição, agradecendo mais uma vez a você que nos prestigia pelas emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil, mais de 100 emissoras transmitindo programas Pingos nos Is também a TV por assinatura a TV aberta e também você que prefere nos assistir e nos acompanhar pelas plataformas digitais tem o Youtube, Jovem Pan News e os Pingos nos Is, dê o joinha interaja com a gente e curta sempre os nossos conteúdos, um abraço aos nossos comentaristas, voltaremos amanhã com os Pingos nos Is, agora na sequência

Esse é o Jornal Jovem Pan. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.

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