STF mantém prisão de Vorcaro / Delação pode atingir autoridades
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (13):
A Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro no âmbito das investigações do caso Banco Master. O relator André Mendonça argumentou que Vorcaro representa risco às investigações e poderia continuar praticando crimes. O ministro Nunes Marques acompanhou o voto do relator, garantindo maioria para manter o banqueiro preso.
O ministro André Mendonça afirmou que integrantes da suposta organização ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro ainda não foram identificados ou presos no caso do Banco Master. Segundo o magistrado do Supremo Tribunal Federal, novas investigações devem analisar celulares apreendidos e identificar outros participantes do grupo.
Investigadores que acompanham o caso do Banco Master avaliam que a manutenção da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro pode aumentar as chances de um acordo de delação premiada. A possibilidade preocupa autoridades políticas e jurídicas, já que o empresário poderia revelar detalhes do esquema investigado pela Polícia Federal.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a proposta de CPI para investigar ministros do Judiciário seria ilegal. A declaração foi feita em meio ao debate sobre a criação de uma comissão para apurar possíveis irregularidades envolvendo magistrados. O autor da proposta, Alessandro Vieira, reagiu nas redes sociais e criticou a posição do parlamentar.
A Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A vendido nas refinarias. O reajuste ocorre após a alta das cotações internacionais do petróleo em meio à escalada de conflitos no Oriente Médio. O governo também anunciou medidas para tentar reduzir o impacto do aumento para os consumidores.
A Polícia Federal ainda deve periciar oito celulares pertencentes ao banqueiro Daniel Vorcaro no âmbito das investigações do caso Banco Master. Segundo o ministro André Mendonça, os dados desses aparelhos podem revelar novos detalhes do esquema investigado.
Após a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal de manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, o investigado no caso do Banco Master contratou um novo advogado. A mudança na defesa aumenta a expectativa de que Vorcaro possa negociar um acordo de delação premiada. O novo defensor já participou de acordos de colaboração em grandes investigações como a Operação Lava Jato e o Escândalo do Mensalão.
O presidente Lula (PT) confirmou que o governo brasileiro cancelou o visto do assessor sênior do Departamento de Estado dos EUA Darren Beattie.Segundo o Itamaraty, a decisão ocorreu após omissão de informações sobre o motivo da viagem ao Brasil. Beattie pretendia participar de eventos no país e também visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado às pressas em Brasília após passar mal durante a madrugada e foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. Segundo a equipe médica, o quadro é considerado grave e exige tratamento com antibióticos na UTI, com monitoramento constante para avaliar a resposta do organismo às medicações.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- Segurança OperacionalPossibilidade de acordo · Implicação de autoridades · Consequências não intencionais · Pressão nas instituições · Mudança de advogado
- Banco MasterInvestigação da Polícia Federal · Organização criminosa · Envolvimento do Banco Central · Investimentos de fundos de pensão · Fraude bancária · Beneficiários políticos
- Daniel VorcaroDecisão da Segunda Turma do STF · Voto de André Mendonça · Voto de Nunes Marques · Risco de fuga · Coação de testemunhas · Corrupção de autoridades
- Dispositivos e dados de Daniel VorcaroPerícia de oito celulares · Conteúdo de conversas · Vazamentos de dados · Estratégia de defesa · Risco de anulação de provas
- Eleições Rio de JaneiroDesconfiança nas instituições · Histórico de decisões políticas · Lava Jato · Mensalão · Percentual de desconfiança populacional
- Atuação de Lucia na políticaFalhas regulatórias · Benefícios concedidos ao Banco Master · Autoridades envolvidas · Investigação interno · Estrutura burocrática
- Preços de Combustíveis e PetróleoReajuste de 38 centavos por litro · Impacto das cotações internacionais · Conflitos no Oriente Médio · Programa de subsídios · Impacto fiscal · Insegurança jurídica
- CPI contra ministros do STFProposta de Alessandro Vieira · Posicionamento de Flávio Bolsonaro · Legalidade da CPI · Investigação de crimes comuns · Papel do Senado Federal
- Mediação InternacionalCancelamento de visto de Darren Beattie · Omissão de informações · Visita a Jair Bolsonaro · Estratégia eleitoral · Relações Brasil-EUA
- Festas e Status SocialGastos com celebridades · Contratação de artistas internacionais · Encontros no bar da Lameda Lorena · Festa na Sicília · Presença de autoridades
- BolsonaroBroncopneumonia bacteriana · Internação de emergência · Quadro grave · Tratamento hospitalar · Boletim médico
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja muito bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, os assuntos mais importantes do dia, sempre contando com análise, as discussões, as reflexões com os nossos comentaristas. Para começar, após forte pressão popular, a segunda turma da Suprema Corte formou maioria. Decidiu manter a prisão de Daniel Vorcaro. Devido à articulação de autoridades, havia uma expectativa de que esse julgamento terminasse em
resultado que daria ao banqueiro o direito de ir para a prisão domiciliar, reduzindo também as chances de delação premiada. Nunes Marques, no entanto, seguiu o entendimento do relator André Mendonça e votou pela manutenção da prisão. Em seu voto, Mendonça ressaltou que Vorcaro representa risco às investigações e que continua a praticar ou planejar crimes após sair de sua primeira prisão.
Vamos colocar o Roberto Mota e o Cristiano Beraldo na tela para começar. Seja muito bem-vindo, Cristiano Beraldo, Roberto Mota. Mota, começo com você. Segunda turma do STF tomando a decisão, formada a maioria mantida a prisão de Daniel Vorcaro. Não parecia fazer sentido relaxar a prisão nesse momento, afinal as investigações seguem, né?
colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. Eu vi hoje pessoas comemorando o três a zero nas ruas como se fosse vitória de campeonato. E de certa forma é, porque trata-se de uma rara decisão da Suprema Corte que está cem por cento alinhada com a percepção de moralidade da maioria das pessoas. A minha impressão como leigo é que se existe um caso
a prisão provisória é justificada, o caso é esse. Porque trata-se de um réu ousado, extremamente bem conectado e com muito dinheiro. Tomara que a corte continue dando ao povo motivo pra comemoração. Pois é, dos integrantes da segunda turma do Supremo, três já voltaram, voltaram no plenário virtual, três manifestaram o voto no sentido de manter a
prisão de Daniel Vorcaro, falta ainda o voto de Gilmar Mendes. Ele tem até a semana que vem. E é importante lembrar que os ministros podem mudar de ideia. Mas é raríssimo disso acontecer. Você, Cristiano Beraldo, alguma surpresa? Boa noite, Keniato. Boa noite, Mota, Musa, Dávila e boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos luzis. Keniato, eu, mais uma vez, observo esses acontecimentos do judiciário brasileiro e fico preocupado. Eu entendo o posicionamento do Mota,
quando ele coloca a expectativa da população brasileira em relação a uma decisão tomada pela Suprema Corte. Mas é importante a gente lembrar que as decisões judiciais, o judiciário não deve, porque não é previsto no seu papel, levar em conta a opinião pública. Porque a opinião pública não lê o processo, não sabe os detalhes.
Pessoas que fazem uma cobertura tendenciosa das coisas que acontecem no Brasil. Então isso é sempre preocupante. O judiciário que eu quero e que eu espero é aquele que olha para a lei e aplica a lei independente de quem acusa e de quem é o acusado. Porque assim foi concebida a justiça. Assim deve atuar o judiciário brasileiro. Ora, a decisão tomada, ela não deve ser influenciada por quem é.
exemplo, o escritório de advocacia que foi contratado. Porque o escritório de advocacia não deve influir a relação de parentesco, não deve influir. O que deve influir de novo é simplesmente a letra da lei. E aí eu coloco, obviamente, existe essa expectativa de que o caso Master tenha consequências, produza consequências efetivas. Mas eu faço uma outra ponderação, eu fico me
perguntando por que o Daniel Vorcaro está em um presídio de segurança máxima federal. Até onde eu sei o que levou a colocar Daniel Vorcaro como uma figura de periculosidade foi aquela troca de mensagens com aquele sujeito ex-policial que está morto. Ele se, teoricamente, aliás, precisamos ter mais informações sobre isso porque esse assunto parece que sumiu, ele morreu. Aí depois de ter sido preso. Agora, quando houve a operação no Rio de Janeiro,
em que morreram mais de 100 traficantes e bandidos armados, o governo do Rio de Janeiro solicitou espaço nas penitenciárias federais para transferir aqueles marginais que foram presos. Esse, sim, chefe de quadrilha, pessoas que já mataram, já traficaram, já sequestraram, fizeram coisas horrorosas. E a resposta do governo federal foi que não tinha vaga para todo mundo. Agora, para o Daniel Vorcaro, tem e eu termino fazendo esse questionamento, Caneto.
Supremo Tribunal Federal em que as reuniões de Vorcaro com seus advogados não precisam ser filmadas. E agora temos o Marcola, esse líder de uma imensa multinacional do crime que quer o mesmo direito do Daniel Vorcaro porque está numa penitenciária federal. Então a gente vai se questionando se essas coisas são ao acaso ou se elas são premeditadas. Pois é, deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila e também o Bruno Musa, os dois com a gente, sejam bem-vindos.
Ótima noite a vocês. Dávila, é preciso também considerar as consequências da manutenção de prisão de Daniel Vorcaro, né? Muitos entendem o seguinte, mantê-lo preso aumentaria a chance de delação premiada. E uma delação premiada poderia implicar muitas autoridades, né? O que é preciso considerar. Bem-vindo. Boa noite, Dávila. Boa noite, Caniato, Moza, Beraldo, Mota e a nossa querida audiência. É uma decisão para ser aplaudida.
por ter sido uma decisão técnica. Ontem, no meu primeiro comentário, eu dizia que poderia ser dois a dois o voto, porque havia grande dúvida em relação ao possível voto de Nunes Marques, que poderia ser muito pressionado pelo senador Ciro Nogueira, um daqueles com o rabo preso nesse episódio do Banco Master, e que isso poderia influenciar o voto. Felizmente, isso não aconteceu. Então, aplauso ao Supremo e, principalmente,
ao ministro Nunes Marques, que eu tenho certeza que teve que resistir muita pressão política para votar a favor de Vocar, ou seja, para transferi-lo para uma prisão domiciliar, e seguiu rigorosamente o voto do relator, ministro André Mendonça, que votou, evidentemente, para preservar Vocar o preso. E o segundo ponto a enaltecer do voto do Supremo, Caniato, é o rigor técnico.
foi um voto político, foi um voto técnico como nós esperamos que o Supremo agisse sempre. Infelizmente, são raras às vezes que é um voto técnico. Por que um voto técnico? Porque se você pegar ali os pré-requisitos pra manter uma pessoa presa, como é o caso de Vorcaro, ali tem primeiro ato, risco de fuga. Ora, Vorcaro tava embarcando no jatinho pra tentar ir lá pra Arábia Saudita dizer que tava
no negócio, aquilo era risco de fuga. Segundo, coação de testemunha. Nós vimos as trocas de mensagem, coagindo jornalista, coagindo, tá ali prova clara. E terceiro, corrupção de autoridades. Bom, isso é evidente pelo caso do Banco Master. Então, é óbvio que uma pessoa com esses predicados não pode ficar solta ou com uma prisão relaxada, certamente vai aumentar a pressão, a coação.
voto de ontem, né, Caniato? Nós comentávamos aqui justamente essa pressão, essa coação em cima do Supremo pra ver se liberava Daniel Vorcaro porque isso traria certo alívio na República de Rabo Preso. Então, Caniato, foi um voto técnico, seguiu a lei, seguiu o voto do relator e isto é motivo de aplauso. É aqueles momentos em que o Supremo atua como Supremo e não como uma corte política.
Bem com a gente, Bruno. Seja bem-vindo. Ótima noite a você. E o que esperar? Consequências a partir da manutenção de prisão de Daniel Vorcaro. Muitos falam no aumento de chances de uma delação premiada. E se isso vier a acontecer, ele poderia abrir a boca, revelar coisas, inclusive implicar muitas autoridades. Boa noite, Caniato. Boa noite, Dávila. Mota, Beraldo, todos que nos escutam. Só complementando, além desses pontos importantíssimos que o Dávila mencionou,
com a ação de autoridades, risco de fuga. Tem uma matéria que saiu agora há pouco, às 5h13 da tarde, falando justamente que o advogado do Vorcaro, então o advogado disse a Vorcaro que estava infernizando o juiz horas antes de sua prisão e mostrou os prints. Ou seja, se isso não é realmente um risco de fuga, quando ele disse no print, e está mostrando isso na matéria, que ele iria comprar uma passagem naquele exato dia e sairia no mesmo momento do país,
Ora, dizer que é para sair do país para negociar uma venda com os árabes, está muito comprovado pelos próprios prints conseguidos agora, que não tem a menor condição de acreditar nisso. Portanto, há um risco de fuga claríssimo em tudo isso. Então, sim, me parece que esses votos realmente foram técnicos. Não sei como funciona a ordem de votos escolhidas pelos próprios ministros,
O Gilmar Mendes era, digamos, o último voto depois do Cássio, onde seria o ponto de dúvida aí. Se o Cássio acabasse votando por liberar o Vorcaro, me parece que o Gilmar Mendes acabaria optando por isso. Não sei, não saberemos nunca. Mas como ficou no 3x0, na minha opinião, acabou a pressão pro Gilmar Mendes. Fica muito mais fácil dele votar no 4x0 porque não tem mais volta. Então ele nem coloca pressão institucional em cima dele.
Ficando preso é aquele risco que a gente sempre fala aqui de você olhar o teu custo-benefício, muito bem colocado por um prêmio Nobel de Economia, o Gary Becker em 92. Solano, qual o que eu tenho a ganhar versus o que eu tenho a perder? Se ele fosse pra casa, a probabilidade dele fazer a delação era muito mais baixa. Se mantendo preso numa cela de 7 metros quadrados, sem nenhuma comunicação externa, num presídio de segurança máxima, me parece que ele pode começar a pensar. Afinal de contas, estar trancado lá deve ser alguma coisa.
bastante complicada, ainda mais para o nível de vida que ele levava. Pois é, deixa eu chamar mais uma vez o Mota e o Cristiano Beraldo, porque é preciso olhar para a figura do relator, quem produziu o voto, inclusive seguido por colegas. E aí, há vários veículos de comunicação, viu Mota, que escreveram e discorreram sobre uma força adquirida por Mendonça, que ele estaria liderando um grupo na Suprema Corte, que esse trabalho poderia fazer a diferença
nas investigações no caso do Banco Master. É preciso olhar de forma diferente para André Mendonça, enfim, o que ele colocou no voto, seguido por colegas, muitos apostando que o trabalho poderá ser feito de maneira primorosa no avanço das investigações no caso do Banco Master. É preciso sempre ter cautela, né, Mota? E ninguém nesse programa tem mais cautela do que eu, né, Caniato? Ninguém nesse programa é mais cético.
confessar a você uma coisa, Canhato. Eu estou sentindo algo diferente no ar. Eu acho que nós estamos vendo mais uma vez a história sendo escrita na nossa frente. Eu acho que existe uma chance do ministro André Mendonça não estar liderando apenas um processo, um inquérito. Existe a chance dele estar liderando um momento de transformação nesse país. Eu tenho conversado com muitas pessoas nos últimos dias,
das mais variadas áreas, pessoas que têm acesso ao que acontece por trás das cortinas do Brasil. E elas me relatam o mesmo sentimento. O sentimento de que as coisas foram longe demais e não há como colocar esse gato de volta da caixa. Alguma coisa vai acontecer de um jeito ou de outro.
o ministro André Mendonça, colocando os pingos nos is. Eu concordo com o comentário anterior do meu colega Cristiano Beraldo. Eu não acho que o judiciário tem que responder a pressões externas ou a torcida popular. Mas eu acho muito importante que a gente traga essa informação aqui, porque eu vi, depois de muito tempo, pessoas na rua hoje celebrando,
um ato do Estado brasileiro, um ato do judiciário, um ato da corte mais suprema desse país. Eu digo a vocês, não é pouca coisa. Pois é, vou pedir também para o Cristiano Beraldo refletir a respeito da figura de André Mendonça, o trabalho que vem sendo feito à frente dessa investigação no âmbito da Suprema Corte, mas também essa percepção de muitos, que agora seria diferente.
também lembrar de um ditado, né? Mandorinha só consegue fazer verão, Beraldo? Pois é, Caniato. Olha, eu fico feliz de ter agora o Mota se juntando ao Dávila pra me dar essas doses diárias de esperança pra temperar a minha desilusão em relação às coisas que acontecem no Brasil. E eu digo isso porque eu não consigo compartilhar dessa percepção de que
Agora as coisas estão seguindo um caminho de transformação porque a gente viu isso num passado não muito distante. Relembremos o que aconteceu na Lava Jato. Olha, na Lava Jato nós tivemos contas bancárias com transferências de muitos milhões de dólares. É preciso lembrar, um único gerente da Petrobras, gerente, não era diretor, não era presidente, não era vice-presidente, era um gerente que tinha 90 milhões de dólares.
numa conta na Suíça. Num apartamento que a Operação Lava Jato chegou num determinado momento, tinham 53 milhões de reais em dinheiro. Dinheiro vivo. Então, a gente viu coisas acontecerem, contratos que a Petrobras fechou e que depois houve um relato detalhado dos envolvidos dizendo que eram contratos, contratações bilionárias só pela corrupção.
Não havia necessidade daquilo. Tivemos o escândalo do Comperge, no Rio de Janeiro, que, uma vez revelada toda a corrupção que existia ali, destruiu a cidade de Itaboraí. Tivemos a refinaria de Abreu Lima, que era previsto custar 2 bilhões de dólares, se não me engano. Já está custando 20 bilhões de dólares e não está pronta. Então, isso tudo o Brasil viveu muito recentemente. Todos esses envolvidos presos confessaram, fizeram acordos.
Está todo mundo na rua. Está todo mundo pior. Não é que está todo mundo na rua. Vamos ser aqui muito objetivos. Eles estão de novo operando como sempre operaram. O atual governo brasileiro está de quatro para alguém que confessou crimes de corrupção com esses mesmos participantes do governo no verão passado. Mas agora cruzam o mundo fazendo reuniões com a presença do presidente da República brasileiro, como se fosse ali um porta-voz das demandas
dessa empresa, desses empresários que confessaram terem roubado o Brasil. Portanto, eu fico muito preocupado, Caniato, quando eu vejo o ministro André Mendonça, que merece todo o nosso respeito, agindo no fundo sozinho. Porque eu não acredito que há ali uma maioria disposta a fazer a transformação no Supremo Tribunal Federal que o Brasil precisa. Pois é, daqui a pouco a gente vai trazer, inclusive, reflexões a respeito
do avanço das investigações e se aparecerem informações robustas ou indícios, pelo menos, da participação de alguma conexão daqueles que teriam cometido crime na gestão do Banco Master com integrantes da Suprema Corte. E aí? O que iria acontecer? Daqui a pouco a gente traz isso. Precisa acionar a nossa reportagem. O ministro André Mendonça afirmou que há dois integrantes dessa organização criminosa, de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que ainda estão soltos.
Quem vai trazer os detalhes da notícia, dessa informação, é a Júlia Fermino, chegando ao vivo aqui nos Pingos nos Is. Júlia, ótima noite a você. Então, de acordo com Mendonça, teremos mais presos nesse caso do Banco Master? É isso que se espera? Bem-vinda. Essa é a expectativa, viu, Caneato? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. Hoje, então, o ministro André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal, disse que há dois integrantes ainda desse grupo de Vorcaro, né?
o banqueiro do Banco Master, que ainda não foram identificados, não foram presos. Essa informação foi divulgada pelo portal Poder 360 e, de acordo, então, com André Mendonça, existe, então, uma turma, turma com seis membros, um grupo de WhatsApp de Vorcaro com seus outros integrantes que seriam responsáveis por ameaçar, de fato, os desafetos de Daniel Vorcaro. Eles combinavam essas ameaças e depois partiam, de fato,
Mandonça também disse que na data em que Sicaro, aquele homem que estava ligado também a Daniel Vorcaro, que inicialmente a gente deu a informação de que ele estava morto, depois voltamos, dissemos que estava vivo, e aí sim foi confirmada de fato a morte dele dentro da prisão. Ele então, na data em que foi preso, estava ligado, estava junto com dois possíveis integrantes, outros integrantes desse grupo, o Turma, que era um grupo de WhatsApp,
comunicação. Tudo isso foi dito hoje, como eu havia mencionado, no voto de Mendonça sobre a prisão do banqueiro, né? Que iria decidir de fato se Vorcário continuaria preso ou seria liberado. Mendonça ainda chegou a dizer na oportunidade que há celulares de Vorcário que ainda precisam ser investigados, precisam ser analisados e que com o sicário foi apreendida no dia da prisão dele uma arma, inclusive, que era ilegal ou que não poderia
enfim, está circulando por aí, que não poderia estar em posse do propriamente do Sicário. A gente segue acompanhando tudo por aqui, né, Caniato? Traz mais informações ao longo da programação da Jovem Pop, que isso ainda deve dar muito pano pra manga. Volto com você. É isso. Júlia Firmino trazendo detalhes do voto de André Mendonça e, inclusive, a menção de dois integrantes que ainda estariam soltos. Obrigado, Júlia. Bom trabalho pra você. A gente volta a conversar ao longo da programação.
para destacar essa questão que envolve a suposta organização criminosa chefiada por Daniel Vorcaro. E a informação é que há dois integrantes dessa turma, como era chamada nesse grupo de WhatsApp, que estariam, inclusive, nas ruas. E há, claro, a expectativa de que novas operações sejam deflagradas para capturar esses dois. E, possivelmente, crimes estejam sendo cometidos ainda neste momento.
Deixa eu chamar para a próxima dupla, se puder colocar inclusive em tela. Musa, é claro que a gente tem trazido as informações referentes à investigação, só que uma discussão que vem sendo travada por muitos nas redações de jornalismo, mas também no ambiente jurídico, diz respeito ao avanço das investigações e eventualmente nomes que sejam citados ou documentos que impliquem integrantes inclusive do judiciário.
ainda que muitos depositem muita crença no trabalho de André Mendonça, mas há também uma descrença sobre o poderio de fogo da Suprema Corte em acabar julgando seus pares. E aí entraria, claro, a figura de um outro poder, uma outra instituição, o Senado Federal. É preciso colocar sempre em perspectiva outras investigações para conseguir avançar da maneira como deveria? Veja, a gente tem visto muitas pesquisas saindo ultimamente.
uma das pesquisas, aquelas que pouco são noticiadas, mas tem muita coisa interessante para ser calculada, apesar de eu sempre questionar a forma como é feita, a gente sempre coloca aqui. Uma delas é, se não me engano, entre 66% ou 68% da população dizia que, ou disse que, votará para um senador que apoie o impeachment de algum ministro do STF. Isso significa que o Supremo Tribunal Federal está na boca da população.
Eu concordo muito com uma outra. A gente estava acompanhando em grupos aqui que a gente tem, seja de clientes meus, de investimentos, ou seja, amigos, acompanhando como se fosse um jogo de futebol. Ora, votou 1x0, votou 2x0. Isso está na boca da população. Como eu falei o outro dia aqui, pegue um Uber, vá num simples bar de rua, pergunte se o atendente não está acompanhando isso. Isso já tomou proporções inimagináveis para pouco tempo atrás e está realmente na boca das pessoas. Isso é uma pressão popular.
Eu, particularmente, sou muito cético na mudança da política de dentro. Eu acredito que ela vem de fora. O Senado, como você muito bem colocou, ele reagirá única e exclusivamente se tiver uma pressão popular. Caso contrário, eles tentam e tendem a proteger o status quo. Aquilo que é, digamos, comumente aceito. Estabelecer ali aquele corporativismo político e não permitir que os seus pares sejam julgados. Consequentemente, quando a pressão popular vem, obviamente, de fora,
que os políticos precisam entregar o mínimo, o mínimo que seja para satisfazer as pessoas, para que eles possam continuar, no mínimo, saindo às ruas. Isso eu estou falando as pessoas politicamente eleitas. E não o corporativismo dentro de juízes. Esses tendem a se fechar ainda mais, obviamente, e julgar os seus pares. Mas quando nós olhamos a história, sempre aparece alguém, Caniato, que entra para o ponto, entra para a história como alguém diferente. Será que esse não pode ser André Mendonça?
seja pela pressão popular ou seja pelos seus próprios princípios? Espero que sim. Pois é, mas é legal o Musa ter mencionado isso, porque ele fala da história, e a história recente diz o seguinte, Mota, no âmbito das investigações, a Polícia Federal conseguiu identificar citação ou informações que conectavam toda a compra e venda da participação de um resort a uma empresa, e nessa empresa tinha participação, era uma SA, uma sociedade anônima,
da Suprema Corte. Pois bem, e aí o responsável pela Polícia Federal sugere ao presidente da Corte que aquele ministro, que inclusive relatava a investigação sobre o tal banco, ele fosse declarado suspeito, né? E aí essa informação é inclusive debatida dentro do Supremo, integrantes do Supremo teriam ficado revoltados, porque na avaliação desses integrantes do Supremo, a Polícia Federal, ao se deparar com o nome de um integrante da Suprema Corte,
pedir à Suprema Corte a autorização para investigar figuras da própria Suprema Corte. É um emaranhado de informações, mas é preciso ser bem didático, porque é até difícil a compreensão. E aí eu lhe pergunto, Mota, diante disso, causa uma certa preocupação para muitas pessoas, caso nomes venham à tona, informações, documentos, sugiram participação ou algum envolvimento de integrantes da Suprema Corte nesse caso,
Se o trabalho de André Mendonça conseguiria avançar da maneira como todos torcem, você até falou em algo diferente estaria no ar. Não lhe causa a preocupação também que, nas minúcias, o poder de fogo acabe sendo minado? Sem dúvida, Caniato. Esse é o problema clássico do Brasil. Quem fiscaliza os fiscais? Quem guarda os guardiões? Quem julga os julgadores?
não é restrito ao judiciário, não é restrito ao caso do Banco Master. A gente está vendo agora, no escândalo do INSS, o surgimento do nome do filho de uma figura ultrapoderosa no Brasil, bem no centro do escândalo. E aí, o que vai acontecer agora? Será que essa investigação vai ser feita da mesma forma, como se essa pessoa fosse um cidadão comum,
casa, mãe de dois filhos, que escreveu com batom em uma estátua, é evidente que não. Porque a tradição brasileira é aplicar a lei de forma desigual, dependendo de quem é a pessoa. A Polícia Federal é uma excelente polícia, mas ela não é a República. A Polícia Federal não é milagrosa. A Polícia Federal sozinha não vai consertar as instituições do Brasil.
sérios, hoje, na Polícia Federal e em outras polícias no Brasil, estão passando. Eu conheço vários policiais que olham o que está acontecendo no Brasil hoje e ficam desesperados, porque é absolutamente inaceitável. Agora, tudo indica que o ministro André Mendonça tem razão. Não é só o fato de que há integrantes da organização à solta. O que assusta é a possibilidade desses integrantes
estarem ainda exercendo cargos no Estado brasileiro. Esse é que é o problema. E aí, eu vou encerrar o meu comentário com uma pergunta. Será que esse Estado, que foi tão corajoso ao encarcerar donas de casa e senhoras de idade para defender o Estado democrático de direito, será que esse Estado vai demonstrar a mesma coragem para cortar as suas partes podres? Ou será que a podridão
foi longe demais. Pois é, é interessante quando a gente olha para essa investigação e tem um outro aspecto que eu gostaria de tratar e debater com o Dávila e com o Cristiano Beraldo. Dávila, alguns institutos nessa semana, antes de passar para o Dávila, só preciso dividir a rede agora, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Mas nós seguimos com os nossos comentaristas. Deixa eu passar para o Dávila, só lembrando que dois institutos de pesquisa bem conhecidos, Dávila, fizeram levantamentos
questionando a população a respeito da confiança nas instituições brasileiras. E é preciso lembrar, quando veículos de comunicação noticiam que o Daniel Vorcaro, banqueiro, promoveu festas e eventos, e um em especial em Londres, na Inglaterra, com várias autoridades, figuras do Judiciário, do Congresso Nacional, até diretor da Polícia Federal estava lá, e aí degustaram um uísque caríssimo, daí a população se pergunta,
são essa proximidade que essas figuras tiveram lá atrás. Isso pode interferir no avanço das investigações? São perguntas muito normais de serem feitas, né, Davila? E aí, o que é preciso colocar quando a gente apresenta uma relação relativamente próxima entre essas figuras e agora noticia o avanço das investigações? O que esperar? Renato, é preciso separar as duas coisas. Primeiro, esse 42%, o índice mais alto de desconfiança da população,
relação ao poder judiciário, é retrato do que a Suprema Corte fez no passado. Fez até o está fazendo. Não é só o uísque num clube, são várias ações que começam lá atrás. Se a gente quiser puxar, pode ser lá do impeachment da Dilma, depois o inquérito da fake news em 2019, e aí dá ele pra frente os famosos julgamentos do oito de janeiro, ou seja, uma série de
decisões embasadas na política e não na defesa da Constituição. Isso transformou o Supremo, que deveria ser a casa da serenidade, da estabilidade constitucional, da previsibilidade do cumprimento da lei, num tribunal de exceção altamente volátil. E essa volatilidade gera insegurança. E gera insegurança, gera descrédito. Então, este é o retrato desse 42% de impopularidade,
hoje do poder judiciário. Agora vamos para o que está acontecendo agora. A melhor analogia é a guerra no Irã. A guerra no Irã tem uma coisa interessante que está acontecendo, que é o que os analistas hoje chamam, Caniato, como as consequências não intencionais. Você começa a guerra, só que você não sabe como é que vai acabar a guerra. Todo mundo achou que o ataque dos Estados Unidos ia fazer o Irã se render rapidamente. Não, o que o Irã quer agora é continuar escalando a guerra.
pode jogar o mundo numa enorme crise de energia. Isso é uma consequência não intencional, ou seja, não havia isso no radar daqueles que inventaram o ataque ao Irã. Neste caso, são as consequências não intencionais, porque a atitude de um relator no Supremo, acompanhada hoje do voto de mais dois membros da corte, a pressão da opinião pública, a pressão da imprensa,
As investigações hoje sob uma nova luz na Polícia Federal, sem aquela coação que a Polícia Federal estava sentindo antes do relator André Mendonça assumir o cargo, isso muda completamente. Então nós estamos adentrando a um território das consequências não intencionais, porque não vai parar isso. Essa pressão da opinião pública, a pressão da imprensa, as investigações na Polícia Federal,
as decisões da Suprema Corte não vão parar esse processo. E nós não sabemos quais serão os desdobramentos. O ponto aqui é que tudo o que nós olhamos antes como decisões isoladas no Supremo acabou essa fase. Agora existem outros atores e esses atores você não consegue controlar. A informação está difusa, as investigações
vazamentos, tudo difuso. Você não sabe como se comportará as pessoas, os atores, nesta peça. Por isso, temos de levar em consideração, a partir de agora, a história da guerra do Irã, as consequências não intencionais. Pois é, e você, Beraldo? Deixa eu só receber a Rede Jovem Pan, todos conectados aqui em Os Pingos nos Is, os muitos aspectos que envolvem o caso do Banco Master, mas nós falávamos sobre o aumento
da desconfiança dos brasileiros nas instituições. Dois institutos divulgaram números muito interessantes em relação ao aumento da desconfiança, sobretudo quando a gente olha para o judiciário. E você, Beró, da retomada da confiança nas instituições, mas a gente poderia focalizar na Suprema Corte, passa necessariamente por um processo que siga rigorosamente a legislação, no caso do Banco Master. É preciso punir quem cometeu crimes, não? Sem dúvida alguma.
é um grande problema do Brasil. Só que nesse caso, mesmo que haja consequências para aquelas pessoas envolvidas, a gente não vai apagar o passado. Aliás, um passado muito recente da Suprema Corte Brasileira que gerou uma percepção tão negativa que hoje temos esses números aí, um patamar de menor credibilidade do judiciário junto à população. Isso foi sendo construído ao longo do tempo
Série de iniciativas e decisões e comportamentos que a população foi assistindo. Agora, onde eu não tenho esse mesmo entusiasmo do Dávila é no fato de que uma coisa são as pessoas que acompanham pelas redes sociais, o noticiário, enfim, se manifestam. Às vezes estão ali almoçando, assistindo ali o resultado do julgamento. Aí tem ali um momento de vibração e tal.
não estão indo pra rua. E nós tivemos uma manifestação há 15 dias, ou talvez 3 semanas, em que na Avenida Paulista o candidato Flávio Bolsonaro disse que a luta daquelas pessoas que estavam ali não era contra o STF. Bom, se a luta não é contra o STF, eu tenho que entender qual é a estratégia por trás dessas manifestações. Porque o STF acabou por absorver grande parte das frustrações
da população brasileira diante de decisões institucionais que foram sendo tomadas. E a gente não pode ignorar o que passou. Para que as coisas mudem, Caniato, essa mudança tem que acontecer dentro da lei. Só que do jeito que está, nós não teremos nenhuma mudança. Eu lembro do que aconteceu no regime militar. Quando o governo militar assumiu, em 1964, nós tínhamos um Supremo Tribunal Federal
expectativas do então presidente João Goulart, que aderiu ali às bandeiras comunistas, tomando medidas efetivas dentro do Brasil, que estavam ali alinhadas com o comunismo, e se aumentou, o governo militar aumentou o número de ministros, e conforme os ministros foram se aposentando, voltou-se então para o número de onze ministros do Supremo Tribunal Federal, já com uma outra configuração. Talvez o caminho agora seja esse.
Porque eu não vejo nenhuma possibilidade de um novo Brasil surgir, não só com este mesmo Supremo, mas eu não vejo nenhuma possibilidade de um novo Brasil surgir com essa mesma Constituição. Pois é, tem um outro aspecto que a gente precisa trazer aqui, porque com a manutenção da prisão, os investigadores que acompanham o caso do Banco Master avaliam que a possibilidade de Daniel Vorcar entregar todos os envolvidos no esquema está mais próxima do que nunca. Essa proposta já foi revelada ontem aqui no programa,
quando nós informamos que, apesar da defesa do banqueiro negar que essa medida seria adotada nesse primeiro momento, o Vorcar estaria sondando cada vez mais o acordo de colaboração para sair da prisão, para deixar o presídio onde ele se encontra. Paralelo a isso, o avanço das investigações também pode resultar em novas operações da Polícia Federal nas próximas semanas, aumentando o clima de preocupação na classe política em Brasília, principalmente nos gabinetes,
dos poderosos. Vou começar agora com o Luiz Felipe Dávila. Dávila, é sempre importante lembrar, a delação premiada, nós falávamos muito disso na época da Operação Lava Jato, né? Tem um investigado, alguém que foi acusado, ele pode fechar um acordo com, sei lá, polícia, Ministério Público, e aí ele confessa, o crime delata pessoas que participaram de algum esquema de corrupção, um esquema fraudulento, e aí ele recebe como benefício ou redução da pena, ou mudança de regime, ou até, sei lá,
perdão judicial. É preciso olhar com muito cuidado pro caso de Daniel Vorcaro, porque a gente não sabe exatamente ele abarca quem, né? Quais poderes da república? Dizem que um volume enorme de pessoas delataria absolutamente todo mundo? Pessoas de todos os poderes da república? De partidos da esquerda, do centro e da direita? Ou, como o Mota mencionou, seria uma delação fake, né? Entregaria alguns bois pras piranhas e aí receberia
receberia algum tipo de benefício. É preciso olhar com muito cuidado, né? Com certeza. Mas eu estou do lado do meu amigo Mota, e agora o ceticismo me pega, assim, Caniato, quando eu estou do lado do Mota. E o ponto é o seguinte, o que me pega é que essa tal da delação que estão dizendo vai demorar muito tempo, Caniato. Porque agora começa aquela fase que os advogados começam a colocar na cabeça do Vorcaro, não, espera, tem alguma coisa aqui, ou quem sabe,
uma interpretação de que serão descartados um monte de coisas ditas do Supremo do vazamento, que isso é inconstitucional, está violando a liberdade de privacidade. Então, segura a onda aí, porque tem muita coisa que pode melar esse caso. E você não precisa falar. Então, eu entendo que ainda vai ter esse jogo tentando convencer Vorcaro de que ainda existem muitas manobras jurídicas pela frente para tentar anular o caso. Aliás,
o track record disso é bom, né, Caniato? Se eu estivesse hoje lá, eu falaria, olha, tantos casos já foram anulados aqui, por que que o meu não pode ser também anulado? Então, eu entendo que vai demorar muito pra ter uma delação. É só quando Vorcar entender que ele tá num beco sem saída, que não tem mais nenhuma chance mesmo, que ele vai mofar que nem a Débora do Batom, 14 anos na cadeia, aí ele abre a boca. Mas antes de chegar nesse ponto, vai ter essas manobras todas
dizendo que segura aí um pouquinho, porque nós temos os recursos aqui que podem anular esse caso. Aliás, até conversamos com alguns ministros e juízes e constitucionalistas que dizem que é fácil anular muitas dessas provas que estão sendo jogadas ao vento e que isso não tem embasamento nenhum na hora de um processo. Então, Caniato, é preciso ter muita cautela, não se empolgar com essa história
Delação premiada, que tem muita água pra passar debaixo dessa ponte. Pois é, e Mota, e o simples fato de vazar na imprensa que estariam pensando em fazer uma delação premiada, já é um recado enviado no intuito de observar se outras figuras, outros atores começam a se movimentar. E aí, penso eu, os advogados de Vorcaro monitoram esses movimentos pra saber se, de fato, qual será o próximo movimento, né?
A próxima peça a ser movimentada nesse tabuleiro. Você, Mota. Acho que o microfone está fechado, só verifica. Os advogados são a parte que mete menos medo, né, Caneta? Assusta só pensar as outras pessoas que podem estar monitorando isso. Eu já coloquei o chapéu de cético, já coloquei o chapéu de otimista, agora eu vou colocar os dois. Essa história de delação tem os dois lados, né?
tem tudo pra achar que uma delação não vale nada, não significa nada, diante das delações que o Brasil já testemunhou. Estão até gravadas por aí, é só entrar na internet, puxar lá, delação. Vocês vão ver vídeos escabrosos de pessoas denunciando coisas inacreditáveis. Na maioria dos casos, tanto o denunciante quanto o denunciado estão de volta aí à vida pública, alguns deles exercendo cargos importantes, viajando
do mundo inteiro, como se nada tivesse acontecido. Então, há pouca razão para achar. E eu tenho dificuldade de entender por que as pessoas acham que a delação, que ele vai delatar, ele vai delatar, vai fazer um vídeo e não vai dar em nada. Porque foi isso que aconteceu antes. O que vai acontecer agora é diferente. Esse é o lado cético. Do lado do otimista, como eu disse, eu estou sentindo alguma coisa no ar.
de diferente. Realmente está se formando uma pressão absolutamente insuportável. Na sociedade, dentro das instituições, no mundo político, eu não acredito que meia dúzia de pessoas, ainda que estejam em cargos poderosos, vão conseguir resistir essa pressão. O que vai acontecer? Eu não tenho a mínima ideia. De onde se abrirá uma porta, eu não sei dizer.
O que eu sei é que a gente pode ver pelo menos três coisas. Um mundo onde a geopolítica está se colocando de cabeça para baixo, um governo federal completamente alheio à realidade do país, que só pensa nas próximas eleições, e uma camada de burocratas estatais que acham que dá para fazer o que eles quiserem fazer
e vai ficar tudo por isso mesmo. Eu não sei o que vai acontecer, mas eu acho que ficar tudo por isso mesmo é improvável. Pois é, nós falávamos aqui em outros programas sobre o ponto de não retorno, né? Esse caso teria atingido a um ponto, tantas informações teriam vindo à tona, que seria difícil um grande acordo pra varrer isso pra debaixo do tapete, ou colocar numa gaveta bem profunda, ou tentar postergar, ah não, ano de Copa do Mundo, depois tem eleições,
depois vamos jogar isso para frente, é preciso avaliar com muito cuidado, enfim, é sempre uma preocupação no Brasil. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo e o Bruno Musa para analisar essa situação que envolve uma reflexão que muitos juristas têm feito, viu Beraldo? Quando se fala de delação, nossa, então Daniel Vorcaro vai colocar a boca no trombone e vai revelar todos que participaram desse esquema. É possível que isso fosse, na avaliação de muitos, uma estratégia,
O que está mesmo no cronograma seria lá na frente tentar inviabilizar o avanço do processo e aí eles poderiam se apegar a algumas coisas. Tal integrante da Suprema Corte, tal ministro, adotou um procedimento que poderia gerar algum tipo de anulação. Se declarou impedido aqui, mas aqui não se declarou. Isso inviabilizaria esse conjunto de atos que foram autorizados por ele.
Esse é um exemplo. A questão que envolve o vazamento das mensagens, várias mensagens de Daniel Vorcaro, algumas que têm conexão com a investigação, outras não. Há vários advogados que concederam entrevistas que falam que sim, a defesa de Daniel Vorcaro lá na frente poderá inclusive questionar o vazamento dessas informações. Se comprovarem que servidores públicos vazaram essas informações, isso permitiria a anulação de parte do processo ou até integralmente. Enfim,
É preciso considerar todas essas possibilidades, não? Sem dúvida alguma, Caneto. E a gente precisa separar aqui o que tem de coisa envolvida no caso do Banco Master para a gente entender melhor a dinâmica dos fatos. Primeiro, existe a questão do banco. O banco, pelo que a gente sabe até agora, teve uma série de benefícios para poder crescer sem que cumprisse estritamente as regras do mercado.
colocou em risco o dinheiro dos seus clientes, dos seus investidores. E boa parte desses investidores acabou perdendo, vendo esses recursos virarem pó, tendo em vista a liquidação do banco que aconteceu recentemente. Então isso tem a ver com o Banco Central. Quem, dentro do Banco Central, não apenas deu autorizações, mas fez vista grossa para que toda esta trama acontecesse ao longo de anos.
uma atenção. Pode ter ali aquelas duas figuras que foram colocadas como os articuladores do Vorcaro dentro do Banco Central, mas essas duas pessoas, conforme a estrutura burocrática pública brasileira hoje se desenha, elas não têm autonomia pra fazer o que quiserem. Dentro do Banco Central certamente tem uma ouvidoria, tem ali como você chegar num diretor em outro pra dizer, olha, isso aqui não tá cheirando bem, isso aqui vai acabar
me prejudicando porque nós temos aqui um papel a zelar como Banco Central. Isso não foi feito. Então é preciso se debruçar profundamente no que deu errado dentro do Banco Central para que não se repita esse caso. Para mim isso é o fundamental. Aí nós temos, por enquanto, as especulações, porque até onde eu vi não há uma comprovação de que o fundo de investimento dos aposentados do Amapá
ou o fundo de pensão do Rio de Janeiro, que esses investimentos, que não fazem absolutamente nenhum sentido e que agora viraram pó, eu ainda não vi um indício de dizer, olha, isso aqui aconteceu porque o senador tal recebeu tanto, o deputado tal recebeu tanto, isso ainda não está na mesa. E aí a gente entra no campo da corrupção, do uso da força, do poder, do cargo que é exercido
dinheiro de forma ilícita. Isso é outra coisa. E aí a gente tem o terceiro aspecto que é a influência no judiciário. É usar de relações e relações financeiras indiretas com parentes de pessoas poderosas do judiciário ou fazer negócio com familiares de pessoas poderosas do judiciário para ter benefícios e proteção. Então essas três frentes têm que ser investigadas. Eu termino, Caneato, falando objetivamente da delação premiada. Eu fico curioso para entender porque a delação
premiada, se envolver figuras com foro privilegiado, será levado ao Supremo Tribunal Federal. Agora, dentro desse esquema, como é que o Supremo vai autorizar uma delação premiada que delata seus próprios membros? Eu acho isso muito difícil. Aí vamos dizer, não, mas vai delatar um senador. Aí o que o senador vai dizer? Olha, pô, mas tá me delatando, mas não tá delatando o pessoal do Supremo? Isso não é justo. Aí o que vai fazer o Senado?
Aí vai votar o impeachment do pessoal, dos ministros do Supremo. Vai virar uma confusão.
Por isso é que eu estou vendo tanta confusão nessa delação, que sendo o Brasil o que é, o que se transformou, esse Brasil nojento, que não respeita as leis para proteger interesses poderosos, eu estou vendo que a pizza está sendo amassada com muito gosto por muita gente. Pois é, daqui a pouco a gente volta a falar sobre o caso do Banco Master. Tem outros destaques importantes.
ministros do judiciário é ilegal e chama o autor da proposta, Alessandro Vieira, de grande hipócrita. Segundo o pré-candidato à presidência, apesar de ter assinado o requerimento de apuração, o colegiado não pode investigar crimes comuns de pessoas e sua abertura será barrada por conta disso, acusando o parlamentar de querer tirar onda com a medida. Pelas redes sociais, Vieira reagiu e questionou o nervosismo de Flávio com a eventual CPI.
afirmou que o presidenciável protege os magistrados por covardia ou conveniência, já que ele também se posicionou contra outra comissão proposta em 2019 para investigar os ministros. Chamar os nossos comentaristas? Deixa eu passar agora para o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, é preciso olhar com cuidado, né? Para o pedido de Alessandro Vieira e depois para essa manifestação de Flávio Bolsonaro. Flávio, inclusive, usou uma expressão que
ou talvez buscasse holofote, alguma coisa nesse sentido, né? É, mas também não dá pra entender a atitude do senador Flávio Bolsonaro. Afinal de contas, ele assinou a CPI de Alessandro Vieira, depois critica. Então, fica uma coisa meio esquisita. Ou você assina porque acredita, ou você critica. Agora, não dá pra fazer as duas coisas. Não dá pra, com uma mão eu assino, com a outra eu critico. É uma coisa meio estranha. O fato é que o Congresso Nacional, e principalmente o Senado Federal,
tem todo o direito e o poder de abrir uma CPI, principalmente para investigar o judiciário. Afinal de contas, na Constituição brasileira está claro, aquele que mais faz o contrapeso ao poder judiciário e ao Supremo é o Senado. É lá mesmo que tem que se fazer a CPI. E o que o senador Alessandro Vieira fez foi sim recolher assinaturas para abrir uma CPI para investigar
este supremo político. Por isso, está totalmente de acordo com as regras, o poder e o escopo do Senado Federal. Você, Cristiano Beraldo, o posicionamento dúbio, talvez, na avaliação de muitos de Flávio Bolsonaro? Bom, vamos lá. Primeiro que esse embate entre Flávio Bolsonaro e Alessandro Vieira tem a ver com as eleições desse ano. Não é sobre o tema específico, nem a atuação dos senadores, mas sim
sobre a disputa para o Senado no Estado do Sergipe, de onde é Alessandro Vieira. Alessandro Vieira vem tentando se descolar do bolsonarismo e trilhar um caminho próprio. E o bolsonarismo tem interesses específicos na eleição, que são conflitantes com Alessandro Vieira. E esse embate favorece a estratégia de Flávio Bolsonaro, porque ele quer um palanque, uma forma de publicamente demonstrar para todos os eleitores
estará com o apoio de Flávio Bolsonaro e da família Bolsonaro nas eleições desse ano. Portanto, criaram essa quizumba aí para passar uma mensagem. Agora, quando a gente observa a CPI proposta por Alessandro Vieira, em razão desse caso do Banco Master, envolvimento de ministros e tal, aí a gente tem que lembrar o seguinte, é prerrogativa do Senado Federal fiscalizar o trabalho e a conduta, a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Não precisa de uma CPI ou de uma CPMI
isso. E até agora, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se mostrou irredutível na ideia de não pautar nenhum pedido de impeachment. Porque é pedido, e eu reforcei isso aqui ontem, é pedido. Pedido pra ser discutido. Essa discussão no plenário do Senado já seria muito esclarecedora pra população brasileira. Não precisava da CPI. Mas agora estão tentando buscar esse caminho da CPI, que depende de quem. Ela só será instalada
se Davi Alcolumbre quiser. E me desculpa, por toda a atuação do senador Davi Alcolumbre até aqui, eu acho muito improvável que essa CPI seja instalada. Pois é, e aí só a manifestação de Flávio Bolsonaro, você não pode instaurar uma CPI para investigar crimes comuns de pessoas. Ele concedeu uma entrevista a um canal de televisão e essa foi a defesa dele. Deixa eu chamar o Mota também, o Bruno Musa, a gente está refazendo a conexão.
acabaram não lendo a reportagem inteira, ficaram com a impressão de que Flávio Bolsonaro estava contra a instalação de uma CPI para apurar condutas ilícitas de ministros da Suprema Corte. E aí ele faz essa defesa fazendo menção a crimes comuns, que não seria papel da CPI apurar crimes comuns de integrantes da Suprema Corte. Foi nesse sentido a defesa de Flávio. Você, Mota.
de criação da CPI. Então, evidentemente, se ele fosse contra, ele não assinaria. Agora, se a CPI, nesse caso, é legal ou ilegal, é uma questão jurídica. Agora, do ponto de vista político, ela me parece o caminho menos eficiente. Por que não instalar uma CPMI, uma comissão parlamentar mista de inquérito, juntando deputados e senadores? O deputado Carlos Jordi,
já conseguiu as assinaturas necessárias para a CPMI. De acordo com o regimento do Congresso, a instalação da CPMI agora deveria ser obrigatória, automática, porque ela não aconteceu ainda. Quanto ao senador Vieira ser o autor do PL das fake news, esse é um fato. A gente não sabe se ele foi autor por iniciativa própria ou se atendeu a um pedido do governo, mas é um fato.
propôs um projeto de lei com medidas para coibir a liberdade de expressão nas redes sociais. Esse é um fato desconhecido de muita gente, mas que não pode jamais ser esquecido ou minimizado. Pois é, eu preciso me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas analisando a possibilidade de uma CPI para investigar
legais de ministros da Suprema Corte, mas também há uma necessidade de nós avaliarmos porque o Senado não consegue avançar com apurações em relação à conduta de ministros, já que há muitas questões que são levantadas. Não é papel do Senado Federal servir de freio e contrapeso quando a gente olha para a Suprema Corte brasileira? Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, se o Bruno Musa também estiver disponível, então eu passo para o Cristiano Beraldo.
Peraldo, várias vezes a gente ouve falar sobre esse poder adicional que o Senado tem quando a gente compara com a Câmara dos Deputados e há sempre essa reflexão sobre o que o Senado pode fazer, inclusive pode avançar com pedido de impedimento de ministros da Suprema Corte. Mas há quanto tempo isso é falado e por que o Senado não faz ou não consegue avançar com esse tipo de pauta e de agenda?
conservador, ou senadores que tenham coragem de avançar com essa pauta, enfim. E há, inclusive, um movimento na própria Suprema Corte para mudar o regramento em relação aos percentuais de votos para conseguir retirar um ministro da Suprema Corte do poder. Enfim, mas por que o Senado tem tanta dificuldade em avançar com isso? Neto, isso decorre da dinâmica do exercício do poder que tomou conta do Brasil. Quando houve a concepção de uma Constituição para o
do país, se previu ali os instrumentos necessários para que um poder pudesse fiscalizar o outro. O projeto de construção do Brasil, entretanto, ele não deu certo porque a Constituição brasileira, ela é tão grande, tão ampla, ela se mete em tudo. Hoje, inclusive, precisamos lembrar, até o piso salarial dos enfermeiros está na Constituição e todo o meu respeito e admiração pelos enfermeiros, mas o piso salarial de qualquer classe de trabalhadores não deve estar
na Constituição, porque uma Constituição deve reunir um conjunto de regras para que um país funcione ao longo de décadas ou séculos, como o exemplo que nos dá os Estados Unidos da América. Mas no Brasil, não. A Constituição foi sendo transformada e adaptada e ajustada para que houvesse um afastamento cada vez maior entre os poderosos e a população como um todo. E na conivência de proteger interesses pessoais e corporativos,
e corporativistas, a gente viu o Supremo ficando cada vez mais poderoso, inclusive decidindo sobre temas que são de responsabilidade do Congresso Nacional, e um silêncio de outro lado, porque os membros do Congresso Nacional, senadores e deputados, têm os seus próprios rabos presos, os seus próprios interesses, e aí vai na troca. Olha, eu vou ficar aqui quieto, eu não vou reagir a essa sua invasão
prerrogativa, mas você também não mexe nas minhas emendas. Sabe aquele processo que eu tô sendo acusado de corrupção? Bom, aquilo ali você deixa ali no fundo da tua gaveta. Deixa aí. Então, essas trocas vão acontecendo e a gente vai vendo cada vez... Isso é que mais me impressiona. Depois da Lava Jato, depois do Mensalão, depois de ser desnudada toda uma corja de corruptos e corruptores, a gente vê o sistema voltando ainda mais forte pra
diante da nossa cara, defender seus próprios interesses na casa das centenas de milhões de reais e ninguém reage. Então, essa fragilidade que existe hoje em que exerce o poder no parlamento, o caniato, é que impede uma ação efetiva. Mas eu destaco uma coisa muito importante. Já estamos indo para a terceira eleição em que senadores ditos conservadores, sem rabo preso,
que vão ali combater o sistema estão sendo eleitos. E mesmo que seja um voz de minoria, o púlpito deveria ser ocupado no Senado Federal com obstrução, com discursos duros para mostrar à sociedade brasileira que ela não está sozinha. Mas o que a gente vê? Omissão. Tantos que foram eleitos e agora nada fazem e não se destacam nesse debate.
os Pingos nos diz, antes de virar o tema, de mudar o assunto, Mota, rapidamente, o que acontece? Que mágica é essa que acontece quando o camarada se candidata ao Senado Federal, é eleito pela população de seu Estado, e quando chega a casa legislativa, ele não consegue avançar ou cumprir aquilo que ele prometeu para o seu eleitor. Trata-se de uma outra figura que acaba representando o seu Estado naqueles oito anos.
É relativa, Caniato. Na verdade, ela acontece muito antes. Na verdade, boa parte, talvez, infelizmente, a maioria das pessoas que entram na política já entram com essa mentalidade. Eu me lembro de uma frase, eu acho que é do Milton Friedman, que ele disse o seguinte, nós não vamos resolver nossos problemas elegendo as pessoas certas. Nós vamos resolver nossos problemas tornando politicamente vantajoso para as pessoas erradas,
fazerem a coisa certa. O que a gente vê no Brasil é que se criam regras para o jogo, regras bem intencionadas, regras bem boladas, vem tudo embrulhado num juridiquês assim maravilhoso. E qual é a resposta dos poderosos pra essas regras? É olhar pra regra e pensar, como é que eu posso usar essa regra pra me dar bem? Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações, daqui a pouco a gente vai trazer
os destaques em relação ao caso do Banco Master, mas prepare o seu bolso, hein? A Petrobras vai elevar o preço do diesel em suas refinarias em 38 centavos por litro a partir de amanhã, após uma disparada das cotações no exterior com uma escalada de conflitos no Oriente Médio. Esse ajuste acontece após o governo ter lançado o programa de subvenção ao diesel na véspera, que prevê, inclusive, subsidiar o valor do combustível mais comercializado do país em 32
centavos o litro, de forma a amortecer esses valores a serem pagos pelos consumidores nas bombas. A Petrobras, que já disse que vai aderir ao programa de subsídios, citou ainda na nota do reajuste de preços que esse impacto do aumento às distribuidoras será mitigado pela desoneração dos tributos federais conhecidos como PIS-COFINS de trinta e dois centavos por litro. É isso, o anúncio da Petrobras,
de trinta e oito centavos no litro do diesel. Chama o Bruno Musa, o Bruno acompanha essas movimentações e naturalmente já há estudos a respeito de impactos na nossa economia, né Musa? Claro, aqui o primeiro ponto a ser alertado é que incríveis coincidências da vida. Dia onze de março de dois mil e vinte e dois, o então presidente Jair Bolsonaro anunciou a redução do PIS e COFINS dos combustíveis. Dia doze de março de dois mil e vinte e
quatro anos depois, o governo Lula anuncia. E quando nós voltamos atrás nos vídeos, é impressionante o nível de crítica que ele faz, porque o governo Bolsonaro fez aquilo, quando na época foi a invasão da Rússia na Ucrânia. E o preço do petróleo subiu a níveis muito maiores do que o que nós vemos agora na casa dos 100 dólares. Atingiu ali coisa como 115 dólares o barril do petróleo. Então, o primeiro ponto, desbancado aqui, uma grande de uma hipocrisia.
político. Quando convém, ele simplesmente faz. O segundo ponto é que eu acho importante a redução dos impostos. Eu sou contra impostos. Então, eu não estou contra a medida. É que eu acho que expôs uma grande de uma hipocrisia. Vamos criticar o outro, mas quando eu estou no poder, eu faço a mesma coisa. O segundo ponto importante a ser colocado é que as principais análises já mostram que, mais uma vez, o que o governo está estimando de receita com tributo de exportação,
é maior do que de fato ele vai arrecadar. E o que ele está estimando que ele deixará de arrecadar com a redução dos impostos é maior do que de fato ele irá arrecadar. Ou seja, superestimando receita e subestimando despesa. Significa mais déficit fiscal. Então, diferente do que o Haddad falou, que não terá impacto no fiscal, sim, haverá impacto no fiscal, onde nós já temos uma dívida numa trajetória extremamente crescente.
impacta-se na trajetória da dívida, no valor da moeda e, portanto, em preços de valor e serviço no final do dia. Outro ponto é que há, sim, um risco real, e eu tenho falado com pessoas de dentro do mercado, tanto de distribuidora como de refino, que há um risco real de desabastecimento se assim continuar. A Petrobras, ela vende cotadia, que é um 30 avos no mês, é o que ela vende para as distribuidoras. Consequentemente, o que ela está fazendo agora
colocando uma cotadia menor, ou seja, vendendo menos para as distribuidoras que consequentemente vende menos opostos. Só que a Petrobras não tem essa ingerência no preço final e ela chega até a colocar na medida provisória multa de 500 milhões de reais para quem vender a preço abusivo. O que é preço abusivo? Tudo muito subjetivo. A Petrobras, mais uma vez, e vou finalizando aqui para não me estender, ela pode, se o preço do petróleo continuar subindo, mais uma vez subvencionado,
como você muito bem falou, que é mais endividamento público, e também vender abaixo do preço que ela importa. Ou seja, hoje nós estamos vendendo com 75% de defasagem. Isso é caixa sendo queimado da Petrobras. Quando a empresa estatal precisa de caixa, pega do Tesouro Nacional, que é o seu dinheiro dos seus impostos. No fim das contas, todos nós pagamos. E o governo sempre vem com a narrativa bonitinha que está fazendo para os pobres. No médio e no longo prazo,
populista é sempre mais endividamento. Pois é, a estratégia do governo em meio a uma situação fiscal super delicada, né Davila? E quais são as projeções que nós podemos fazer a partir desse anúncio feito pela Petrobras? Porque é preciso também avaliar o impacto na nossa economia, elevação no preço do custo do transporte, repasse para os alimentos e por aí vai. O governo está preocupado com a eleição e não com o preço na gasolina ou do diesel. O que ele está preocupado é como é que ele
pode mitigar isso pra não atrapalhar a eleição. Essa é a realidade, Caniato. E isso ele não vai conseguir controlar, porque nós não sabemos a dimensão e quanto tempo essa guerra ainda vai durar no Oriente Médio. O que parece hoje é que essa guerra vai durar muito mais do que o governo espera. E isso vai ter enorme impacto na economia brasileira. Vai afetar a inflação, vai afetar preço de alimento. E o que o governo faz? Na primeira piscada, toma duas atitudes,
terríveis. Como o Bruno Mouros já falou, isso vai ter um impacto fiscal gigantesco de 30 bilhões de reais. Essa é a estimativa hoje que já está tendo. 30 bilhões de reais a mais. Ou seja, vai prejudicar qualquer esforço do Banco Central em baixar a taxa de juros. Porque o Banco Central já está de olho. Opa, isso aqui vai gerar inflação. Essa crise vai durar muito mais do que o governo está imaginando. Além de tudo, já tomou uma medida que vai ter um impacto de 30 bilhões. O segundo ponto, e esse é muito mais grave em termos
mercado. Foi a tal da criação dessa excrescência que é imposto sobre a exportação de 12% de produtos petrolíferos. Isso é um absurdo. Isto é, mudar a regra do jogo no meio do jogo. Você tá jogando futebol, o cara falando agora não tem mais impedimento, pode fazer o que quiser, não é assim. Tem uma regra. Isso gera insegurança jurídica. Isso vai afetar todas as petroleiras agindo no Brasil, porque você tá mudando a regra.
inacreditável o Brasil de novo contribuindo pro aumento da insegurança jurídica. Como é que nós vamos ter investimento nesse país? Hoje nós temos a menor taxa de investimento da história do Brasil. Agora, você quer atrair investimento? Mostrando pro mercado que toda vez que o governo panicar, ele vai mudando a regra no meio do jogo. Como é que você vai dar segurança a investimento de longo prazo? E todo investimento em infraestrutura, Caniato, é de longo prazo.
de petróleo, obras de infraestrutura, como portos, aeroportos, ferrovias, saneamento. Ou seja, foi uma medida desastrosa do ponto de vista político, que vai gerar insegurança jurídica e mostrar que o governo vai mexer mesmo no meio da regra do jogo, não importa se a coisa aperta. E segundo, vai ter enorme impacto fiscal. E isso vai retardar o movimento do Banco Central, ou a sinalização do Banco Central, que poderia reduzir
de juro, ou seja, um desastre econômico, fiscal e não vai resolver o pesadelo político. Pois é, chama mais uma dupla de comentaristas, inclusive o Cristiano Beraldo entende muito do mercado de combustíveis, Beraldo não estava no radar do governo, a guerra no Oriente Médio e o impacto disso nos preços, naturalmente há uma estratégia para tentar abrir uma caixa repleta de bondades para a população, sobretudo a
mais simples, mas quando há um aumento nos combustíveis e isso impacta também no preço dos alimentos, isso mexe no bolso do brasileiro médio. Isso é péssimo, por exemplo, para um processo eleitoral. O que o cidadão precisa ficar atento em relação a mágicas que poderiam ser feitas pela atual administração? É preciso ficar muito atento com algumas pegadinhas, não? Zeca Neto, o que traz mais uma vez para a população brasileira é que o governo brasileiro
aliás, não só esse, mas principalmente esse, porque é quem está aí há mais tempo, não tem nenhuma visão estratégica para algo tão importante como o mercado de combustíveis. O Brasil não investe a sério em um parque de refino que, no mínimo, consiga suprir a demanda interna. É por isso que o Brasil, até hoje, é muito dependente da importação de óleo diesel de fora.
extensão à importação de óleo diesel da Rússia, por exemplo, ou qualquer outro derivado de petróleo da Rússia. Por quê? Porque sabe que tem que trazer, tem que suprir o mercado interno, tem que fazer isso da forma mais barata. Só que isso tudo é o retrato da ineficiência, da incompetência e da falta de visão de longo prazo. Porque a Petrobras foi constituída na década de 50 como uma empresa para suprir o mercado como sendo ela a única operadora do setor. Só que o tempo passou,
investimentos não foram feitos, a Petrobras foi transformada num antro de roubo, de má administração, divisão de curto prazo, que agora atende aos interesses do governo, porque apesar da Petrobras ser a maior devedora de impostos do Brasil, ela continua distribuindo dividendos, porque precisa encher os cofres do governo federal, ao invés de pagar os seus impostos estaduais,
os cofres do governo federal pra fechar essas contas de uma administração absurda que existe das contas públicas hoje em dia. Portanto, Caniato, o governo ele vai se equilibrar entre a dependência do caixa, sabe aquele dono do negócio da lojinha que todo dia passa lá de noite e rapa tudo que tá no caixa pra ele poder gastar no bar. Então é isso que o governo faz com a Petrobras. Só que com a pressão da eleição ele vai tentando encontrar
para que a pressão se reduza. Mas, de novo, um país tão rico em petróleo, com tanta riqueza para poder investir em coisas sérias de longo prazo, o Brasil não fez nada e agora vive escravo desta dependência que é afetada enormemente por uma guerra como essa contra o Irã. Pois é, a guerra não estava no roteiro, né, Mota? E isso acaba impactando nos planos da atual administração que tem um objetivo,
da presidência da República.
PT de influenciar nisso vai ter um resultado próximo de zero. São movimentos populistas e eleitorais. Um dos resultados da tentativa de manipular os preços é desestimular a importação de diesel, por exemplo, pelo setor privado. Então é uma tentativa de colocar uma solução populista que vai piorar a situação. Quanto a essa manobra de retirar os impostos, olha, eu tenho que dizer, é uma excelente ideia, o governo devia
fazer isso em todas as áreas. Retira os impostos. Como é que ainda tinha impostos? Agora, tem que tirar os impostos e, pra compensar, reduzir os gastos do governo. Porque tirar imposto de um lugar e compensar aumentando o imposto em outro lugar é uma jogada muito malandra. Pois é, seguiremos atentos, hein? Qualquer novidade a gente traz aqui na programação da Jovem Pan, após a revelação de mensagens que constavam
apenas um celular de Daniel Vorcar abalar as estruturas de Brasília, a Polícia Federal revelou que ainda vai periciar, anote aí, oito, oito aparelhos celulares do banqueiro, causando ainda mais apreensão entre essas autoridades. Em seu voto para a manutenção da prisão, André Mendonça revelou que os dados dos outros telefones podem revelar coisas ainda piores desse esquema e defendeu a necessidade de continuação, de continuidade
Dessa investigação. Segundo o ministro, a liberdade de Vorcaro representa uma ameaça perigosa ao Brasil. Por essa razão, a corte, pelo menos a segunda turma, formou maioria para a manutenção da prisão preventiva em regime fechado de Daniel Vorcaro. Chamar os nossos comentaristas. Você, Dávila, olha a situação, Dávila. Trouxemos as informações, a divulgação de parece que 30 ou 40% das conversas de Daniel Vorcaro
caro de um celular. Agora estão dizendo que tem mais oito celulares. Então eu fico imaginando o volume de conversas, de arquivos, fotos, vídeos, né? Talvez um fosse destinado a conversar e tratar de coisas somente com os executivos do Master. Então, pro business dele. Uma outra, talvez, pra coisas pessoais. Talvez um outro celular, autoridades, né? O pessoal de Brasília vai saber, né, Davila? É, Caniato, a única coisa que nós temos certeza
é que esgotaram em Brasília todos os medicamentos para dormir. Deve ter comprado, todo mundo limpou ali. O que tinha na prateleira já compraram, porque a turma vai começar a ter insônia que não para mais. E olha, não é só o que os celulares vão revelar. Certamente, este esquema de Vorkaro tem muito mais material que deve estar estocado nas nuvens de computador
é uma tona, imagens, vídeos, você imagina quantas festas foram, você imagina quantas viagens foram, você imagina quantas meninas foram trazidas pra satisfazer essas pessoas, isso aí tá tudo documentado, eu garanto, isso aí vai começar a ser solto conforme a chance de uma delação cresça. Por isso, vai ser ainda, temos uma longa novela,
pela frente nesse episódio. Está apenas começando a minissérie Vorcaro, o dono do Banco Master, que se tornou Master de Brasília. Isso é, e eu não duvido que muito em breve algum streaming contrate roteiristas pra reproduzir a história de Daniel Vorcaro, naturalmente adotando outros nomes. Mas Musa, claro que o que rendeu muito nas últimas duas semanas, quando a gente fala dos conteúdos
daquele celular, parece que 30 ou 40% teriam sido revelados. A tal da história dos encontros no bar da Lameda Lorena em São Paulo, que ele gastava 400 mil com 40 convidados muito especiais, inclusive muitas modelos manequins participavam desses encontros. Também a festa que ocorreu lá na Sicília, gastou 200 milhões de reais para uma festa. Olha o line-up da festa, para quem não acompanhou. Coldplay.
só, Coldplay, Andrea Bocelli, Michel Bublé, David Guetta, Seal, ou seja, por uma festa privada, o camarada contratou esses artistas que possivelmente participam de grandes eventos, como Rock in Rio e por aí vai. Então, essas coisas chamam a atenção do grande público, né, Musa? Mas eu não sei se fazem a diferença mesmo no processo de investigação. Então, qual é o cuidado que, inclusive, as autoridades ou quem acaba vazando essas coisas, tem que ter
Porque lá na frente isso poderá ser questionado, inclusive, pelos advogados de Daniel Vorcaro, não? É, veja, por tudo que você falou, parece uma celebridade, né? Imagina se ele resolve delatar todo mundo e ganha liberdade. Esse cara vai se aplaudindo na rua, fala, você tinha todas as namoradas, você tinha festa, você comprava todo mundo em Brasília e ao mesmo tempo mandava asfaltar a rua pra chegar às festas da tua filha. Impressionante o que esse cara fez, né?
como você falou, alguma plataforma de streaming explicar a história desse cara, como é que ele deu o maior rombo e a maior fraude do sistema bancário brasileiro, imagina se ele sai ileso, aí o Brasil realmente merece virar uma piada internacional como um todo, né? Agora, não dá pra gente saber o conteúdo que tem nesses outros celulares, se de fato esses outros celulares eram usados pra trabalho ou não era, mas compreendendo a dinâmica de funcionamento dele, me parece que
a coisa pode ser explosiva e está muito clara porque Brasília está praticamente parando por conta disso. E se nós estamos vendo aqui a luz clara, transparente, toda essa movimentação em Brasília com a preocupação da relação de Vorcar, o que deixa muito explícito, Caniato, que o envolvimento de grandes figurões não é uma possibilidade, é quase que uma certeza. A questão é quais são eles? Afinal de contas, se ele fosse um simples banqueiro que quebrou e levou o FGC com ele,
Fundo Garantidor de Crédito, ok, deixa ele lá preso, vamos ressarcir os investidores que supostamente perderam dinheiro. Agora não, hoje saiu, por exemplo, a respeito de Campos de Goitacazes na Previdência, em que, sabe quem é o responsável pela tomada de decisão de 500 milhões de reais para colocar lá naquela Previdência o dinheiro de aposentados? O Vladimir Garotinho, a filha da Rosinha Garotinho, mais um nome que começa a aparecer aí. Ou seja, nós estamos falando de pessoas, de figuras importantes,
da política brasileira aqui. Passa ano, passa década, são os mesmos sobrenomes em todos os locais. Então, realmente, se esses conteúdos vierem à tona, o que nós podemos ver é uma diferença, talvez, se quisermos mudar o patamar de país ao levar uma punição a essas pessoas e, ao mesmo tempo, fazer uma limpa de gerações dentro da política brasileira. Então, nesse ponto, imagina um banqueiro que não era, entre aspas,
dentro do mercado em 2019 e ele passa a ser o causador de uma, exatamente uma bifurcação entre a diferença, olhando para o Brasil lá na frente, quem era Daniel Rorcaro, um sujeito que não era ninguém e passou a ser o divisor de águas na diferença de um país. Impressionante, né? Pois é, é claro que é preciso aguardar o avanço das investigações e se vão divulgar o conteúdo desses celulares, né? É preciso aguardar o avanço também da apuratividade
Dessa perícia que será realizada nestes oito celulares adicionais. Mais uma rodada de análises. Antes disso, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. A gente segue aqui com os nossos comentaristas e há uma grande dúvida sobre o que seria revelado. As informações acabam sendo vazadas por servidores, talvez alguém que participe do processo de investigação.
informações dos celulares de Daniel Vorcaro. Simplesmente pra um portal de notícias estampar o quão galanteador ele era, mandando bom dia pra três namoradas ao mesmo tempo, não se trata somente disso. Isso rende clique, rende audiência, mas você, Cristiano, e esse exercício a gente precisa fazer. A quem interessa o vazamento das informações dos celulares? Pois é, e eu acho curioso também, Caniato, criar-se essa expectativa. De que forma
é relevante dizer, ó, ainda tem oito celulares. Me desculpa, ter oito celulares não quer dizer nada. O celular pode estar vazio, pode não ter nada, pode ter alguma coisa. Quando se souber o que tem é que isso vira um evento. Então, a gente, de novo, vai vendo essas coisas acontecendo e muitas vezes isso desvia o foco para aquilo que é realmente importante e é fundamental, por mais que haja uma expectativa de todos nós, esse senso de indignação, de olhar tudo o que aconteceu,
que claramente muita coisa errada em várias esferas, mas é fundamental que o rito jurídico, judicial, seja executado de forma primorosa para que no futuro não haja justamente essa arguição. Vem cá, mas você nem sabia o que tinha ali no celular? Você já estava punindo, então, o réu na expectativa de que talvez tivesse alguma coisa? Não, isso não pode acontecer, isso não cabe.
suponho que esteja sendo feito um trabalho de extrair essas informações e a gente também espera que aquilo que venha a público sejam as coisas relevantes para que se pare de dar mais elementos à defesa de depois querer jogar por terra. Todo o trabalho efetivamente feito em razão desses erros que são cometidos, esses vazamentos que são passados, como você disse, né, Caneto? Passados ali direcionadamente dentro da imprensa, porque aí o
que até outro dia aplaudia tudo que o Supremo fizesse. Ah, Supremo, lindo! Agora não. Agora está ali cheio de ódio, cheio de raiva. Por que mudou? Por que agora existe essa indignação? Eu fico me perguntando. E a gente vai vendo consequências. Isso tem mais cedo. Por que o Vorcário está numa penitenciária de segurança máxima federal e que agora ele serve de justificativa para o Marcola também não ter as reuniões dele
com os seus advogados sendo filmadas. Aí vão dizer, não, mas o Marcola é o Marcola, o Volcaro... Mas não, eles são presos, na mesma prisão. Não tem que ter o tratamento diferente para um para outro. Por que o Volcaro não está lá na papuda? O presídio é presídio, né? A gente não pode partir do pressuposto. Ah, não, mas o presídio tal tem alguma picaretagem. Pô, então tem que investigar o presídio, fechar o presídio. Mas não dá para ser assim.
Aí eu sempre vejo, com muita desconfiança, ao contrário do Dávila, que é um otimista, eu já acho que é tudo premeditado
que no final a solução seja apresentada e ninguém seja punido. Pois é. Programa Os Pingos nos diz, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados aqui com a gente. Muito obrigado pela preferência, por estar sempre bem informado aqui na programação da Jovem Pan. Deixa eu fazer mais uma rodada com os nossos comentaristas, porque tem um aspecto. O Beirado traz essa questão que envolve o pedido de sigilo, para que as reuniões entre Daniel Vorcar e os advogados
por câmeras de segurança com áudio e vídeo, e teve também um pedido adicional para que os advogados pudessem entrar com bloco de anotações e com canetas. Geralmente, eles não podem entrar com esses itens e as reuniões são gravadas. Dadas as circunstâncias desse caso, Dávila, a complexidade, a sinalização de participação de tantas figuras importantes,
resumo eu, dos advogados de Daniel Vorcaro, que o fato da reunião ser gravada, isso poderia vazar para figuras importantes das instituições da República, isso viria a prejudicar Daniel Vorcaro. Mas daí a OAB, a OAB reforçou o pedido dos advogados de Daniel Vorcaro, pedindo à Suprema Corte providências para preservar o sigilo entre advogados e clientes,
naturalmente, jogando luz sobre o caso de Daniel Vorcaro. Mas daí abre também precedente para outras figuras, como no caso, o cabeça do primeiro comando da capital. E aí, regras são regras ou as regras valem somente para alguns casos? Crenato, se você pegar o livrinho chamado A Constituição Brasileira, ali, logo que você abrir, está escrito A lei é igual para todos. A lei tem que valer para todo mundo igual.
sob medida, lei do alfaiate, sob medida pra cada cliente, depende do cliente. Isso não existe no Estado Democrático de Direito. Isso não existe num país sério. Por isso, isso mostra mais uma vez a tal da insegurança jurídica no país. Quando você começa a deturpar a lei, fazer puxadinho da lei, interpretar a lei pra acomodar a uma determinada circunstância, isso é a forma utilitarista de usar a Constituição e a lei e não
preservar a Constituição como ela deve ser preservada. Então, nesse sentido, assim, não pode abrir exceção. A lei tem que ser igual para todo mundo. Não importa se é por Vorcaro, se é por Marcola, se é por qualquer pessoa que está presa. Então, assim, esse é o primeiro ponto. O segundo ponto, e aí eu acho muito importante é o que o Beraldo trouxe, que esses vazamentos são prato cheio para cancelar o processo mais à frente. Isto é verdade. Vão começar a mergulhar
isso, dizer que essas provas vão ser jogadas fora, que não podem ser utilizadas no tribunal, porque foram vazadas. Então, e esse é um enorme risco que a gente corre. Então, tudo isso, Caniato, que você fala que dá mais clique em notícia, é tudo que os advogados do Vorkaro querem. Aliás, esses oito telefones celulares devem ser quase ser uma armadilha pra isso, viu? Ó, vamos soltar um monte de conteúdo aí, vai começar a sair um monte de fofoca e trocas, e aí nós vamos utilizar isso no
Então, Canhado, esta ânsia de publicidade, esta ânsia de cliques e o rigor que precisa num processo dessa magnitude contra este sujeito que liderou a maior fraude bancária no Brasil, precisa ter muito cuidado. Porque não agir com cuidado é dar instrumento para invalidar o que poderia ser.
provas num tribunal contra Vorcaro. Vai ver que é esta a aposta que os advogados estão fazendo neste momento. Pois é, olha o que o Dávila falou. Essa é a aposta que os advogados estão fazendo neste momento. Mas neste momento, Dávila, já tem atualização. Daniel Vorcaro trocou de advogado. Pois é, logo após a segunda turma do Supremo formar maioria pra manter Daniel Vorcaro preso, o banqueiro contratou um novo advogado.
indicando que sim, vai partir para uma negociação para fechar uma delação premiada. O atual defensor de Vorcaro alegou motivos pessoais para tomar a decisão, mas pessoas próximas vinham afirmando que ele não participaria de uma negociação para fechar uma delação premiada. O novo advogado conduziu outros acordos, inclusive na Lava Jato e no Mensalão.
redação da Jovem Pan. Você, Cristiano Beraldo, Vorcaro contratando um novo escritório de advocacia que inclusive tem experiência no fechamento de acordos de delação premiada. Parece que essa vai ser a estratégia. Esse vai ser o caminho. Pois é, Caneto. A gente está vendo essa movimentação acontecer e agora a pressão aumenta. Porque, de novo, existem três frentes que Vorcaro deve relatar nessas suas confissões.
sobretudo Banco Central. O que aconteceu dentro do Banco Central, porque nós não podemos, como brasileiros, acreditar que uma instituição como o Banco Central, que construiu uma reputação ao longo de décadas, possa ter permitido que duas figuras medianas orquestrassem toda essa pirâmide financeira que era o Banco Master. Porque, de novo, era muito evidente.
Um sujeito que tem um banco pequeno no Brasil e de repente aparece com três aviões intercontinentais, com apartamento de quase 200 milhões de reais em Miami, com casa de 100 milhões de reais em Orlando, com a casa mais cara de Trancoso de 300 milhões de reais, que contrata lá um barco para ser fabricado na Europa por, não sei, centenas de milhões de euros. Isso obviamente não fazia nenhum sentido. E o próprio Vorcaro diz que em relação ao apartamento dele de Miami e do barco também, que aquilo já era de conhecimento do Banco Central.
Portanto, o Banco Central falhou terrivelmente. Depois, como é que o Banco Master, apesar de todos esses problemas, conseguiu investment grade de agência de avaliação de risco internacional? Como é que o Banco Master conseguiu que grandes instituições financeiras brasileiras vendessem os seus CDBs podres? Afinal de contas, esses bancos vendem para os seus clientes,
segurança, solidez, que tem departamento de compliance, isso e aquilo, mas estavam lá vendendo mais de 40 bilhões de reais de CDB podre do Banco Master e colocaram no bolso essas instituições tão faladas, colocaram no bolso bilhões de reais em comissão. E aí temos a questão do parlamento brasileiro, da política brasileira.
investimentos dos fundos de pensão dos funcionários do Estado, deputados, senadores, tiveram envolvidos aí para abastecer o caixa do máster, tem que ser delatado. E, por fim, a relação de Vorcaro com o Judiciário, que certamente era muito mais ampla do que essas revelações que a gente tem até agora. Então, isso tudo tem que estar na mesa para ser algo sério. E aí a gente fica com a pergunta, bom, mas se tem o pessoal lá dentro do Palácio Planalto, tem do Parlamento, tem do Judiciário,
Banco Central, quem que vai sobrar pra efetivamente fazer chegar as consequências ao delator? Essa pergunta eu não sei como responder. Notícia de momento, Daniel Vorcaro contratando um novo advogado e deve partir pra negociação de uma delação premiada, inclusive, daqui a pouco a gente volta a tratar disso, mas esse advogado já conduziu delações premiadas como a do ex-presidente da OAS, também de José Dirceu e Walter Braga Neto.
Enfim, há experiência, inclusive, em negociações e tratativas no que tange delação premiada. No caso de Braga Neto, ele representou o general no caso da suposta tentativa de golpe no ano passado. A gente vai trazer em detalhes isso. Deixa eu só girar a reportagem da Jovem Pan News, porque o presidente Lula afirmou hoje que o assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, Darren Beatty, está proibido de entrar no Brasil. Quem vai trazer os detalhes da notícia, os detalhes da informação,
É o Matheus Dias. Chega ao vivo aqui na programação da Jovem Pan. Matheus, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Conta para a nossa audiência qual foi a manifestação do presidente da República e também do Itamaraty. Boa noite. Caniato, uma ótima noite a você. A quem nos acompanha, uma ótima sexta-feira. Pois é, então a gente fala de Darren Betty. Ele que é o conselheiro de Donald Trump, como você bem disse, assessor sênior do presidente norte-americano. E ele viria ao Brasil, mas teve o visto cassado. Ele teve o visto cancelado.
...pelo presidente Lula, mas confirmada pelo Itamaraty. Lula justificou, então, o cancelamento do visto do conselheiro de Trump... ...por conta do cancelamento dos vistos de Alexandre Padilha, ministro da Saúde... ...e também dos familiares de Padilha. Vistos esses que foram cancelados em agosto do ano passado, quando a gente lembra... ...na implementação do tarifaço, pós-prisão de Jair Bolsonaro... ...alguns ministros, outras autoridades do Brasil aqui tiveram os vistos norte-americanos cassados.
responsáveis por essa cassação dos vistos das autoridades brasileiras. Ele disse que aquele cara americano que disse que vinha pra cá pra visitar o Jair Bolsonaro foi proibido. Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado. Beren, então, que tem conexão direta com o Donald Trump, ele já criticou publicamente e diretamente também o presidente Lula e os ministros do Supremo Tribunal Federal aqui no Brasil, dizendo que eles foram os responsáveis
No caso, havia solicitado na semana passada essa visita ao país. Ele tinha dito que viria ao Brasil para participar do Fórum de Minerais Críticos da ANCHAM. Só que ao analisar, tanto o governo brasileiro aqui, o Itamaraty fez uma busca da agenda do conselheiro norte-americano e ele tinha, entre os planos da agenda dele aqui em solo brasileiro, fazer uma visita a Flávio Bolsonaro e uma visita também a Jair Bolsonaro na prisão. E por isso, então, os vícios foram bloqueados.
se posicionou em nota, dizendo que confirmou o cancelamento do visto de Bery, segundo a pasta, por conta de omissão e falseamento de informações relevantes acerca do motivo da visita, viu, Caniato? Tá certo, é isso. Matheus Dias trazendo detalhes dessa decisão tomada pelo governo, pelo presidente da República e pelo Itamaraty. Matheus, bom trabalho pra você. Eu vou seguir aqui com os nossos comentaristas. Quem é que tá comigo em tela? Deixa eu passar a palavra. Você, Roberto Mota,
depois eu passo para o Musa, você mata o presidente da república proibindo a entrada desse assessor, de Donald Trump, dizendo, inclusive, que foi uma decisão dele, e aí ele coloca a situação que envolve o ministro Padilha, dizendo, ah, o Padilha, a esposa e a filha de 10 anos tiveram os vistos negados ou suspensos, e aí querendo justificar a proibição da entrada desse assessor.
pior instituição do governo federal do PT. Mas, sem dúvida, o Itamaraty é um forte competidor. Ele larga na frente. No momento em que a geopolítica mundial está mais conturbada e o mundo assiste a um conflito entre os Estados Unidos e o Irã, o governo do PT decide tomar partido mais uma vez do lado errado da história. Olha, esse troço é tão absurdo. Essa história do ministro
Padilha, que não tem nada a ver com nada, é tão absurda que só há uma explicação pra isso. A intenção de criar uma cortina de fumaça. Porque enquanto a mídia fica discutindo este besteirol, que é a política externa do PT, o foco é desviado de onde ele deveria sempre estar, no escândalo do máster e as suas conexões com o coração do poder. Pois é, é estranho, né, Musa?
porque inicialmente havia uma sinalização de autorização para que esse assessor viesse aqui e pudesse visitar Jair Bolsonaro. E as coisas mudaram. Por que o presidente decidiu comprar essa briga? É isso que parece, né? Vale lembrar que o ministro da Suprema Corte, no início, tinha autorizado a visita dele ao Jair Bolsonaro, depois voltou atrás também, e agora o Lula tirando o visto. Veja, eu acho tão absurdo, e eu concordo com o que o Mota está falando,
ministério do governo que ele realmente não mostrou a que veio, a não ser por um lado político e ideológico, a única forma que eu consigo pensar em justificar tudo isso, Caniato, é que é proposital. Ou seja, ele partiu agora para um cenário de confronto aberto com o Donald Trump, que as últimas notícias de hoje já mostram que é bem provável que o suposto encontro entre eles não,
Ocorrerá entre maio e março. E sim entre abril ou maio. Se vier a ocorrer. O que me parece é que ele de fato comprou essa briga. Porque se nós puxarmos um pouco na memória. Quando teve a aplicação da lei Magnitsky no Alexandre de Moraes. E sua esposa. Ele partiu para aquele assunto da soberania. Que ele não cansa de falar essa tal soberania há 25 anos. O mesmo papo. E o que nós vimos foi que houve ali um incremento de popularidade nele nas pesquisas.
A única coisa que me vem à cabeça por ele fazer esse ato é que ele quer ir para a briga agora aberta com o Donald Trump para aproveitar a guerra do Irã, que supostamente o Donald Trump tem invadido outros países, e que ele poderia, de alguma maneira, acabar com a tal, entre aspas, soberania brasileira e buscar essa parada dele derreter nas pesquisas. Sinceramente, é a única explicação que me vem à cabeça. Pois é, é interessante.
acho que é preciso se aprofundar, entender exatamente por que o posicionamento do presidente nesse momento e falando abertamente, né? Sobre essa... Puxando pra si. Não, fui eu. Fui eu. Tem, inclusive, essa aspas. Consigo só chamar mais um? Deixa. Ah, é verdade. Daqui a pouco a gente volta a tratar disso. Só preciso girar a reportagem da Jovem Pan News, porque após ser internado às prensas, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia,
e vai precisar ser tratado na UTI, segundo o boletim médico. Beatriz Souza chega ao vivo aqui diretamente de Brasília. Beatriz, seja bem-vinda. Ótima noite a você. Conta para a nossa audiência como é que está o estado de saúde do ex-presidente. Já foi divulgado o boletim? Oi, Tiago. Boa noite. Muito obrigada. Boa noite para todos que estão acompanhando a gente aqui na Jovem Pan. E teve sim a equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro aqui no Hospital DF.
entrevista coletiva, divulgando esse estado de saúde do ex-presidente, que como você falou, foi internado às pressas, passou mal durante a madrugada, segundo a equipe médica, ele teve esse quadro de vômitos, enjoo, calafrios, durante entre duas horas e três horas da madrugada, chegou aqui no hospital DF estar no início da manhã e a atualização deste momento é que ele está em estado estável, mas que o quadro dele de broncopneumonia é grave,
e, portanto, é um tratamento prolongado. Os médicos falam aí de, no mínimo, sete dias para ver como o organismo dele vai reagir em relação à medicação que ele está tomando. Os médicos disseram que é uma medicação, é um antibiótico, é uma medicação forte e, portanto, está sendo dosada por conta da idade do ex-presidente, 70 anos, que vai completar 71 na próxima semana.
como que o organismo dele vai reagir a essa medicação. Eles disseram que, neste momento, o ex-presidente está com refluxo e soluços. Mais cedo, ele estava com dores, dores de cabeça, dor muscular e também com enjoo. Então, a atualização do início da tarde para agora é que ele não sente mais dores, mas que está com esse quadro de refluxo e também de soluços.
o médico explicou pra gente o que acabou desencadeando, o que aconteceu. O ex-presidente já tinha um quadro de refluxos e por conta desses refluxos, o conteúdo que sai do gastrointestinal acaba chegando até o pulmão e causando ali uma infecção bacteriana. E por isso ele está tomando essa medicação forte, vai depender de como o organismo dele vai reagir. Uma pergunta que foi feita na coletiva, que chamou a atenção,
é se o ex-presidente corria risco de vida. Os médicos não descartaram essa possibilidade, apesar de nesse momento ele estar em estado estável, mas é um quadro grave com essa doença que está nos pulmões do ex-presidente. Aqui no hospital a gente vê um reforço no policiamento do lado de fora, nós chegamos a ver um deputado e um senador que veio aqui no hospital, não puderam entrar, claro, tem uma determinação do ministro Alexandre de Moraes,
esposa, ex-primeira-dama, os filhos, podem entrar no hospital sem aparelhos celulares. Qualquer atualização, outra novidade do estado de saúde do ex-presidente, eu volto com você, Daniel. Certo, é isso. A Beatriz vai entrar com o Tiago daqui a pouco no Jornal Jovem Pan e vai trazer todos os detalhes também dessa internação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Beatriz, bom trabalho pra você, viu? Seguir com os nossos comentaristas, há pouco nós trouxemos a informação,
referente ao veto do governo brasileiro à vinda do assessor de Donald Trump. Eu quero passar também para o Dávila e para o Beraldo refletirem a respeito dessa decisão. É preciso olhar para o histórico. Primeiro, a autorização da Suprema Corte. Depois ele remete o pedido. É autorizado, mas depois ele pede uma manifestação do Itamaraty. O Itamaraty sugere a negativa, dizendo possibilidade de interferência no processo eleitoral.
E tem também essa decisão do governo brasileiro e o presidente dizendo, não, fui eu, decisão tomada por mim. E aí ele menciona a história do ministro da Saúde, o Padilha e sua família. Beraldo, não se trata somente de reciprocidade. Alguém poderia dizer, ah, ok, negaram para o Padilha, estão negando para o assessor de Donald Trump. Não é disso que se trata? Não, não é disso que se trata.
exercício do poder institucional nas mãos de um presidente ser exercido de forma pessoal. Isso não pode acontecer. Esse Lula de hoje, 2026, é um Lula completamente diferente quando, no momento do seu primeiro mandato, ficou bravinho com um jornalista que trabalhava, salvo engano, para o New York Times no Brasil e escreveu uma matéria destacando, digamos assim, o gosto, a preferência do presidente da República,
pelas bebidas alcoólicas. E a reação impetuosa daquele Lula, lá do início do seu primeiro mandato, foi mandar revogar o visto do jornalista, que estava no Brasil, de forma completamente ilegal, exercendo a atividade jornalística. Pois bem, depois, Márcio Tomás Basto, ministro da Justiça, naquele momento, conseguiu convencer o, então, o presidente Lula que aquilo não era uma boa ideia.
Lula diz que está revogado o visto do assessor do governo de Donald Trump e só libero se eles liberarem do Padilha, ele está colocando a concessão e a revogação de vistos como uma atividade pessoal do presidente, que não é. E ele está fazendo isso não por um ímpeto, não porque ele está realmente muito preocupado com o visto do Padilha,
Ilha poder ir pra Disney com a família. O fato é que Lula já fez o cálculo que a aproximação com Donald Trump pegou mal pra ele. E nesta eleição desse ano, ele precisa se colocar como alguém que está contra Donald Trump, contra o governo de Donald Trump. Que o governo de Donald Trump é uma ameaça. Que o governo brasileiro tem que apoiar os palestinos e apoiar o Hamas, que resiste a Israel. Que o governo brasileiro
tem que apoiar o Irã, que está sendo atacado de forma injusta pelos Estados Unidos e por Israel. Que o governo brasileiro tem que defender a Coreia do Norte. Que o governo brasileiro tem que entregar terras raras e tudo mais para a China. Porque esta é a mentalidade medíocre, irresponsável e tendenciosa, para não usar uma palavra mais forte,
exatamente para quem querem entregar as riquezas do Brasil. Este movimento de hoje, Caniato, não foi o mesmo movimento do início da primeira gestão de Lula. Este movimento de hoje foi um movimento eleitoral sobretudo. Rápida parada, daqui a pouco a gente volta. Mais análise, mais notícia. Eu conto com você, com a sua participação. Até já.
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E nesse domingo pode ser literal. O Oscar não começa com um envelope. Ele começa no Red Carpet. E para acompanhar tudo do Red Carpet até o último envelope, a gente convocou o nosso time de comentaristas nada secretos para analisar cada momento dessa noite histórica. E a expectativa só aumenta, porque tem indicação histórica para o Brasil, podendo levar cinco estatuetas.
Esse é o Tapete Vermelho Jovem Pan. Domingo às oito da noite. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. Hoje, como todas as noites, Roberto Mota, Luiz Felipe Dávila, o Cristiano Beraldo e também o Bruno Musa. Daqui a pouco, inclusive, outras notícias e informações. Só vou receber a rede Jovem Pan.
com a gente aqui em Os Pingos nos Is, inclusive quem nos acompanha e nos prestigia pela rede de rádios. Obrigado, um grande abraço aos taxistas, aos motoristas de aplicativo que gostam de ficar bem informados, escutando a Jovem Pan e acompanhando o programa Os Pingos nos Is. Deixa eu só passar a palavra rapidamente para o Luiz Felipe Dávila. Nós falávamos sobre a estratégia do governo brasileiro de vetar, de suspender, não autorizar o visto para o representante do governo norte-americano, o assessor de Donald Trump,
E muitos entendem que trata-se de uma estratégia, a compra de uma briga com Donald Trump, talvez com objetivos eleitorais. Por que Lula faria esse cálculo? Por que é mais vantajoso comprar a briga com Donald Trump em Dávila, rapidamente? Não é comprar a briga, é uma discórdia para explorar politicamente e eleitoralmente. No fato, isso mostra, mais uma vez, a tristeza que se tornou a diplomacia brasileira,
interesse nacional que gosta de fazer desaforo pessoal, como o presidente da República fez. Isso mostra, Carinhato, perdemos aquela capacidade de ter uma política de Estado internacional. Agora, Donald Trump está muito mais interessado nas terras raras, no combate ao PCC e certamente não vai dar a menor bola para esse mini desaforo eleitoreiro do Lula. Pois é, agora preciso retomar um assunto que nós trouxemos há pouco, Daniel Vorcaro,
anunciou a troca de advogado e a indicação, a sinalização é que esse advogado partirá para a tentativa de fechamento de uma delação premiada. Então, o escritório de Pierre Paolo Bottini deixou a defesa e José Luiz Oliveira Lima, que já conduziu várias negociações de colaboração de vários réus, acaba sendo representante de Daniel Vorcaro. Último giro com os nossos comentaristas.
do novo advogado de Daniel Vorcaro, o que está no horizonte, quais são as possibilidades para ele? 40 segundos. Analisando as poucas possibilidades que restam, pelo menos nesse momento, de novo no Brasil, tudo pode mudar a qualquer momento, até mesmo o ministro mudar o voto, mas acho muito, muito improvável isso acontecer. Então mesmo que ele venha a ser solto, deve demorar pelo menos alguns meses. Como ele não tem a previsibilidade, nem uma janela de que isso pode acontecer em algum horizonte de prazo curto,
natural seria ele delatar. Se ele delatará, de fato, os peixes grandes ou os pequenos, aí só o tempo nos dirá. Você, Dávila, pra fechar, 30 segundos. A impressão que eu tenho, por enquanto, é este jogo de pressão. Isso vai deixar, evidentemente, as pessoas envolvidas com o Banco Master extremamente desconfortáveis, mas acho que ainda tem um caminho até essa delação acontecer de verdade. Delação premiada no Horizonte. Pra fechar, você,
Roberto Mota, 30 segundos, depois o Beraldo. Vai lá, Mota. Vamos guardar as nossas expectativas, especialmente se os advogados são especializados em delação e já fizeram outras no passado, não é que essas delações anteriores tenham resultado em muita coisa, né? Pois é, o Beraldo vai fazer o comentário, porque isso vai continuar na segunda-feira, viu? O Beraldo, com a gente aqui, vai trazer uma ampla reflexão a respeito dessa mudança de advogado. Preciso só compartilhar
Um recado pra você que nos acompanha. Você já tem alguma coisa pra fazer no domingo à noite? Não? Então você tem um compromisso com a gente. Neste domingo, a partir das oito horas da noite, a Jovem Pan vai fazer uma cobertura especial do evento mais aguardado do cinema mundial. O Oscar 2026. Então, venha com a gente torcer para Wagner Moura e o filme O Agente Secreto. Podem dar mais uma estatueta pro Brasil. Tudo isso e muito mais com um time muito especial.
e um time de especialistas. Todos vão falar sobre as principais categorias dessa premiação. Então, não se esqueça, anote na agenda, no celular, domingo, oito horas da noite, até a uma hora da manhã, você vai ficar aqui na Jovem Pan, vai acompanhar na TV por assinatura, em algum desses canais, e a segunda tela aqui na Jovem Pan vai ficar por dentro de tudo. É isso, um grande abraço a você, boa noite, fique agora com o Jornal Jovem Pan. Tchau!
do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.