Vorcaro pode ser solto? / Delação preocupa autoridades
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (12):
Autoridades citadas no caso Banco Master estariam pressionando ministros do Supremo Tribunal Federal para que Daniel Vorcaro deixe a prisão. A avaliação de aliados do banqueiro é que um possível empate no julgamento da Segunda Turma poderia levá-lo ao regime domiciliar. Nos bastidores, também cresce a possibilidade de uma delação premiada.
O banqueiro Daniel Vorcaro teria feito sondagens iniciais junto à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal sobre um possível acordo de delação premiada no caso Banco Master. A negociação dependeria do resultado do julgamento sobre sua prisão. A defesa do empresário nega qualquer tentativa de acordo neste momento.
Investigações apontam que o patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro cresceu cerca de 588% em apenas oito anos. Documentos enviados à CPMI que apura irregularidades relacionadas ao caso Master mostram que os bens declarados pelo empresário passaram de R$ 82 milhões para aproximadamente R$ 570 milhões no período.
Em meio à pressão da oposição para instalar uma CPMI que investigue o escândalo do Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, passaram a apostar em sessões semipresenciais. A justificativa oficial é a janela partidária, mas críticos avaliam que a medida pode reduzir a pressão política em Brasília pela abertura da comissão.
O governo de Donald Trump avalia a possibilidade de voltar a aplicar sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. A medida também poderia atingir a advogada Viviane Barsi. O tema volta a ganhar força em meio às tensões envolvendo o caso Banco Master e debates sobre decisões do STF
O jornalista Luís Pablo foi alvo de uma operação da Polícia Federal após reportagem que mencionava o suposto uso irregular de um veículo do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino. A busca e apreensão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes e resultou na apreensão de equipamentos utilizados na atividade jornalística.
Pesquisas recentes indicam aumento da desconfiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal. Levantamento do Datafolha mostra que 43% da população afirma não confiar na Suprema Corte, o maior índice desde o início da série histórica em 2012. Outro estudo, da Genial/Quaest, também aponta crescimento da desconfiança.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- Daniel VorcaroJulgamento na Segunda Turma do STF · Possibilidade de regime domiciliar · Pressão de autoridades para soltura · Impedimento de Dias Tófoli · Voto dos ministros (Mendonça, Fux, Gilmar Mendes, Nunes Marques)
- Segurança OperacionalSondagens junto à PGR e Polícia Federal · Negação da defesa sobre acordo · Dependência do resultado do julgamento · Risco de revelação de nomes importantes · Termos e condições da negociação
- Fraudes FinanceirasDenúncia sobre uso irregular de veículo oficial · Envolvimento de Flávio Dino · Busca e apreensão autorizada por Alexandre de Moraes · Apreensão de equipamentos jornalísticos · Violação da liberdade de imprensa
- Desconfiança no STFPesquisa Datafolha sobre confiança no STF · 43% não confiam na Suprema Corte · Maior índice desde 2012 · Estudo Genial/Quaest confirmando tendência · Impacto das revelações do Banco Master
- Eleições Rio de JaneiroProteção entre ministros da corte · Voto defensivo para proteger colegas · Desafios à aplicação imparcial da lei · Pressão interna corporativa · Conluio entre poderes
- Sessões semipresenciais no CongressoEstratégia de redução de pressão política · Instalação de CPMI do Banco Master · Posicionamento de Davi Alcolumbre e Hugo Motta · Janela partidária como justificativa · Impacto na mobilização parlamentar
- Sanções de Trump contra Alexandre de MoraesLei Magnitsky como base jurídica · Retomada de sanções anteriores · Possibilidade de sanção à advogada Viviane Barsi · Tensões envolvendo caso Banco Master · Dinâmica geopolítica e pressão externa
- Liberdade de ExpressãoRevelações de múltiplos veículos · Reportagens investigativas sobre o caso · Pressão da mídia sobre autoridades · Risco para jornalistas investigadores · Mudança de posicionamento de alguns veículos
- Judiciário e PolíticaRelação com Ciro Nogueira · Mensagens sobre amizades políticas · Envolvimento de figuras do Executivo · Potencial pressão sobre ministros · Redes de influência
- Banco MasterInvestigação pela Polícia Federal · Julgamento na primeira instância · Envolvimento do STJ · Investigação técnica por Banco Central e CVM · Coordenação entre instituições
- Possível anulação de processos por equívocos procedimentaisVazamento de mensagens como vício processual · Impedimento de Dias Tófoli · Violação de direitos do acusado · Potencial anulação de atos processuais · Jurisprudência de anulação por erros processuais
- Subjetividade Interpretações ConstitucionaisAfastamento da interpretação rigorosa · Entrada na área de subjetivação · Interpretação elástica da constituição · Insegurança jurídica decorrente · Política versus direito constitucional
- Abertura de inquéritos por ofícioReinterpretação de regimento interno · Poder Judiciário · Precedente criado para novo entendimento · Violação de princípios de inércia · Judiciário e Política
- Compra de servidores do Banco CentralBenefícios recebidos por servidores · Consultoria orientada para Vorcaro · Reuniões com integrantes do BC · Corrupção administrativa · Fiscalização comprometida
- Atuação de órgãos de controleRevisão de regras e falhas identificadas · Responsabilidade individual de diretores · 38 alertas antes do episódio · Fortalecimento de fiscalização · Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os destaques e as notícias importantes e trazendo para análise sempre os nossos comentaristas. Para começar, um destaque que está na página dos principais jornais e sites. Temendo a delação premiada, políticos, ministros e autoridades citadas, no caso do Banco Master,
Supremo Tribunal Federal, solte Daniel Vorcaro. Após Gias Toffoli se declarar suspeito e ser afastado do julgamento na segunda turma, que começa inclusive amanhã, aliados do banqueiro avaliam que há grandes chances dessa sessão terminar empatada, resultado que mandaria o banqueiro para regime domiciliar. Apesar disso, a delação seguiria sendo uma forte possibilidade, mas seria feita em outras condições, tirando Vorcaro do presídio
diretamente com a PGR, que é a Procuradoria Geral da República. Chamar os nossos comentaristas. Há vários aspectos que envolvem o caso do Banco Master nesta edição de Os Pingos nos Is. Vamos chamar o Luiz Felipe Dávila. Dávila já está preparado ao vivo com a gente. Dávila, ótima noite a você. Há uma reflexão que vem sendo feita principalmente em Brasília sobre as muitas autoridades, figuras importantes que poderiam ser citadas
caso uma delação premiada venha à tona. Mas há também um cálculo sobre o julgamento de amanhã. Os ministros vão analisar a manutenção ou não dessa prisão preventiva em regime fechado. Há quem aposte uma soltura de Daniel Vorcaro para regime domiciliar. Quais aspectos devemos considerar? Molante Caniato, Mota, Musa, Iberaldo e toda a nossa audiência. Temos de considerar duas questões importantes.
da República do Rabo Preso pra soltar Vorcaro é enorme, porque todo mundo tem mancha no cartório com essa história. Então, esse é um primeiro ponto importante. Ah, sim, muita pressão. Ainda mais quando a segunda turma agora ficou reduzida, já que saiu o Dias Toffoli se disse impedido de votar, teremos quatro juízes, quatro ministros votando essa questão. Dois, certamente,
votarão para manter Vorcaro preso. O relator da matéria, ministro André Mendonça, e Luiz Fux. Agora, os outros dois são Gilmar Mendes e Cássio Nunes Marques. Gilmar, como nós já vimos, toda hora defendendo o corporativismo interno e, portanto, protegendo os seus amigos de corte, provavelmente vai votar pela soltura de Vorcaro.
Nunes Marques é uma incógnita, mas nós não podemos esquecer um fato muito importante. Um dos políticos que mais se empenhou para a sua aprovação do seu nome para a Suprema Corte foi justamente o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, que tem muita explicação para dar com a sua relação muito amiga com o Vorcaro.
Aliás, Vorcaro disse em uma das mensagens que Ciro Nogueira era um dos seus grandes amigos da vida. Então, cria-se sim esse sentimento de que se Nunes Marx votar pressionado por um membro da República de Rabo Preso, que é o senador Ciro Nogueira, teríamos um empate de dois a dois. Empate de dois a dois é vitória para Vorcaro. Ele seria solto e voltaria à prisão domiciliar.
é um enorme risco a votação de amanhã para a soltura de Vorcar. Pois é, vamos saber amanhã, sexta-feira, qual será o posicionamento dos ministros, segunda turma do Supremo Tribunal Federal, julgará a prisão de Daniel Vorcaro. Vamos chamar, o Cristiano Beraldo está com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Beraldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. As muitas análises, os muitos ingredientes que envolvem a prisão preventiva, mas em regime fechado,
de Daniel Vorcaro e amanhã a segunda turma se debruça, vota para mantê-lo em regime fechado ou até abrandar essa prisão para prisão domiciliar. Enfim, quais aspectos, o que é preciso considerar nessa votação que será iniciada amanhã? Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite, Mota, Dávila, Muzi. Boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Caniato, o que a gente precisa considerar é que, nesse momento, tendo em vista as características
A opinião pública pouco importa. Há o envolvimento de pessoas em todas as esferas de poder e quando isso acontece, todos se dão as mãos e o que vale é o poder que cada um exerce para proteger a si próprios e a essa estrutura de poder que domina o Brasil. Portanto, a decisão que será tomada, ela será tomada com vistas a equacionar todas essas forças,
mesmo que contraria a opinião pública, eles sabem que com o passar do tempo outras coisas vão acontecer, daqui a pouco a gente vai ter Copa do Mundo, outros episódios dessa vida cotidiana, absurda, desse Brasil inviável, vão tomar conta do noticiário e a vida vai seguir. Mais ódio ou menos ódio a essa altura, pouca diferença fará, até porque essa decisão será tomada não por aqueles que dependem do voto, mas por aqueles que
tem o seu assento e o poder da sua caneta garantidos até os setenta e cinco anos de idade. Pois é, e é preciso refletir também sobre a figura de André Mendonça. Ele decretou a prisão de Daniel Vorcaro e muitos entendem amanhã como um grande teste para André Mendonça como relator do caso. Chama o Roberto Mota. Mota tá preparado ao vivo lá no Rio de Janeiro, já tá em tela comigo. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Há uma leitura feita em Brasília de que muitas figuras importantes
estariam unidas para, de alguma forma, estimular uma decisão que permitiria a saída de Daniel Vorcaro da prisão em regime fechado, ficaria em prisão domiciliar. Isso, inclusive, na leitura de muitos, evitaria até o risco de uma delação premiada. Quem tem, tem medo. Bem-vindo. A surpresa, Caniato, é que não tenha sido cogitado ainda transformar a prisão em regime fechado
num clube em Londres degustando um exclusivo uísque escocês. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. As camadas de absurdo nesse caso são muitas. Então vamos focar apenas no principal. Esse banqueiro não tem foro privilegiado. Esse caso deveria estar sendo julgado em um tribunal de primeira instância. Quanto ao envolvimento
de autoridades e poderosos, a única resposta possível, efetiva e justa, teria que ver do Senado Federal. Bruno Musa, também com a gente, vai trazer a sua análise de abertura. Naturalmente, os holofotes voltados para essa apreciação que os ministros da segunda turma farão, a prisão preventiva em regime fechado de Daniel Vorcaro. Possivelmente, alguns votarão para manutenção, ou seja,
para que ele continue em regime fechado, mas há quem entenda que alguns ministros poderão relaxar essa prisão para um regime domiciliar. Bruno Musa, quais detalhes, aspectos, reflexões você gostaria de dividir com a gente? Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Beraldo Mota, Dávila, todos que nos escutam. Realmente, dias de volatilidade em Brasil. Me refiro a outros fatos que comentaremos mais adiante, que mostraram mais um dia de ceticismo no Brasil.
as pessoas tomaram uma consciência clara e começa a fazer uma pressão, ou continua fazendo uma pressão muito forte, que eles começam a ficar encurralados, eis que mais tiros contra a liberdade das pessoas, e o que a gente vê é esses nomes importantes cada vez mais reagindo, e mesmo que se algum momento caia, parece que cairá atirando até o final. Não me surpreende se eles tiverem a coragem em meio a todos esses indícios que estamos vendo
com todas as mensagens de revogar a prisão de Daniel Vorcaro. Talvez até ontem, se me perguntassem, a minha opinião seria altamente para... Não, claramente, não terão peito para fazer isso. Está muito óbvio, está muito claro. Com fatos que aconteceram hoje, como eu repito, falaremos mais adiante, me parece que eles não têm a menor preocupação, nem sequer o receio. E o receio, eu estou falando aqui pela pressão da mídia, que vem exercendo forte, mostrando fatos, mostrando indícios claros
Não estou falando fazendo pressão por fazer. Não, mostrando mensagens, encontros, reuniões, whiskeys, enfim, tudo que já veio à tona ao longo dos últimos tempos. Contratos que mostram que determinados advogados com contratos de 130 milhões se tornaram advogados mais bem pagos do mundo, muito acima do que o maior escritório de advocacia do mundo, que é um americano, cobraria por essa prestação de serviço,
não sabemos sequer qual é o objetivo desse serviço, que está completamente vago dentro do contrato. Ou seja, com todos esses indícios, me parece que, na minha opinião, até ontem eles recuariam. Eis que não, continuam fazendo pressão. Portanto, me parece que qualquer resultado que venha diferente daquele de manter a óbvia e necessária prisão de Daniel Vorcaro, infelizmente, não me surpreende mais.
perto do Mota, com o nosso ceticismo óbvio do Brasil. Pois é, deixa eu retomar com o Luiz Felipe Dávila, todos em tela aqui em Os Pingos nos Is, há uma leitura de alguns juristas, viu Dávila, primeiro sobre a figura do ministro Toffoli, as decisões que foram tomadas ao longo das últimas semanas, primeiro aquela saída da relatoria, mas sem se declarar impedido, depois um outro caso que dizia respeito ao pedido de CPI, inclusive essa é uma informação importante,
dissemos no dia de ontem, e aí também no dia de ontem a declaração de suspensão ou de impedimento para julgar a prisão de Daniel Vorcaro. Alguns juristas fazem a seguinte leitura. Bom, talvez alguns advogados lá na frente consigam entender que houve algum tipo de equívoco ao longo do processo e isso permitiria a anulação de alguma parte no avanço desse processo.
mais uma vez aconteça no Brasil para casos que envolvam figuras tão importantes? Caniato, toda vez que a Suprema Corte e seus membros se distanciam da interpretação rigorosa da Constituição, nós entramos na seara da subjetividade, da particularidade da interpretação das coisas. Ou seja, saímos do mundo jurídico constitucional e entramos no mundo
política. E no mundo da política, Canhato, vale tudo. Você estica a interpretação de um jeito aqui, coloca um tempero pessoal no entendimento de outro artigo a colar e o que você tem é esta enorme insegurança jurídica. Porque se você der a Constituição para as pessoas lerem, elas vão entender exatamente o que está escrito lá, em cada artigo. Agora, na hora que você começa a entrar nessa área da subjetivação, bom, aí não tem fim. Então, Canhato,
história de futuras judicialização, contestação, certamente acontecerão. Porque o padrão já foi impresso pelos ministros ao interpretar tão politicamente, de maneira tão elástica a Constituição e se distanciar daquela função extraordinariamente importante para uma democracia, que é da corte constitucional. Esse é o rigor na interpretação do que está na lei. Não aquilo que o ministro acha que a lei deveria
ser. Então, Caniato, tudo é possível nesse mundo da subjetividade e isso só aumenta o grau de insegurança política que reina no país. Pois é, mas eu me lembro a época daquela saída da relatoria, viu, Mota, Beraldo, Musa e Dávila. Nós entrevistamos alguns professores de direito constitucional e eles diziam o seguinte, bom, a suspeição de Toffoli naquele caso poderia anular todos os atos que tinham sido determinados por ele, enquanto
E aí o STF, em uma manobra ou numa situação quase inédita, opta por aquela saída voluntária do ministro da relatoria. E aí surpreende a suspeição para a votação que trata da manutenção da prisão, que se conecta justamente aos atos que foram tomados naquele primeiro momento. Por isso que muitos mencionam, bom, será que isso abriria possibilidade para a judicialização? Você, Beraldo.
em que os dois lados me parecem quererem a mesma coisa. Tendo em vista tudo que vem sendo revelado e um incômodo que essas revelações trazem para membros do Judiciário, membros do Executivo e membros do Legislativo, há um grande esforço na cúpula do poder do país para que se diminua a temperatura e a pressão em torno desse caso e que esse caso seja administrado como dezenas de milhares
outros que vão se arrastando longamente por anos a fio no judiciário brasileiro, até que quando sai alguma decisão, ninguém nem mais lembra do que se trata o caso. Agora, nós estamos diante desse trabalho dos advogados que vão usando tudo que podem para favorecer o seu cliente. A gente precisa lembrar, Caniato, naquela entrevista que houve, no depoimento, na verdade, de Daniel
a época, na sequência, quando ele já estava em prisão domiciliar, na sequência da sua primeira prisão, e aí há um pedido pela senha do telefone dele, que havia sido apreendido pela Polícia Federal no primeiro ato ali de busca e apreensão. E o advogado diz, não, nós não vamos revelar a senha porque há informações íntimas que nós tememos que sejam vazadas e que não tem nada a ver com o caso.
Essa era a ideia apresentada pelo advogado naquele momento. E o que a gente viu na sequência? Se vaza a troca, a íntegra da troca de mensagens de Daniel Vorcaro com a sua noiva. E essa íntegra tem lá talvez 80% de material, de mensagens, que não tem nada a ver com o caso que está sendo investigado, mas expõe a intimidade de Daniel Vorcaro e da sua noiva.
toma conta dos sites, das páginas de fofoca, do entretenimento do Brasil, mas, por outro lado, entrega ouro para os advogados de defesa que conseguem claramente demonstrar que direitos do seu cliente, no caso Daniel Vorcaro, foram completamente violados. Então, a gente vê, e isso é muito comum em diversas circunstâncias no Brasil, a gente vê esses erros sendo cometidos
e depois usando para anular essas operações ou minimizar as consequências daquilo que é descoberto. E aí, só para finalizar, a gente precisa lembrar também, Caneto, em que essas coisas no Brasil ficam completamente impunes. Às vezes, a gente já viu isso acontecer, nós temos uma determinada operação que os envolvidos ali, os condutores da operação, chamam a imprensa, fazem o escarcel, tem ali os louros da fama por aqueles cinco minutos,
passam por cima de elementos fundamentais para que o caso tenha consequências efetivas, depois não dá em nada, e aí o Estado brasileiro gastou recursos enormes, a sociedade brasileira criou uma expectativa enorme, e no fim, ninguém é responsabilizado por absolutamente nada, nem aqueles que muitas vezes cometeram os atos criminosos, e muitas vezes aqueles que usaram o Estado brasileiro para fazer o seu trabalho de forma mal feita. Você, Mota, daqui a pouco a gente vai trazer, inclusive,
informações, vamos girar a reportagem da Jovem Pan News, trazer detalhes a respeito da possibilidade de delação de Daniel Vorcaro. Mas esse aspecto que o Beraldo destaca sobre os vazamentos, inclusive teve até um ministro da Suprema Corte que se manifestou a respeito, ele disse o seguinte, o vazamento das mensagens íntimas de Vorcaro é uma barbárie institucional. E aí, há quem faça esse cálculo, que isso já estaria inclusive no roteiro, o vazamento
diria que os advogados de Daniel Vorcar questionassem, inclusive, todo o processo adiante. Enfim, não é exatamente o que nós vimos no passado, mas dá pra conectar a várias situações que nós vimos lá atrás, em que equívocos foram cometidos ou interpretaram como sendo um erro ao longo do processo e aí ajuiza uma ação e consegue anular ou reverter parte das decisões tomadas. Bom, primeiro eu quero dizer que eu não fico feliz do Bruno
estar se juntando ao meu bloco, ao bloco dos céticos. Eu ouço isso com tristeza. Mas eu tenho a impressão que em breve esse bloco vai ficar restrito aqui ao Dávila, apenas. E no dia que o Dávila mudar de opinião, aí vocês já sabem, né? É o dia de tirar o passaporte da gaveta. Eu acho que não há dúvida, Caniato, do que está acontecendo e o que vai acontecer. Eu não tenho nenhuma dúvida. Isso me lembra aquela piada.
O elefante dorme? O elefante dorme onde ele quer. Eu acho que a única regra com a qual você pode contar no Brasil sempre é a regra do poder. Os poderosos vão fazer o que eles quiserem e vão criar narrativas. E eu acho curioso porque, como eu já disse aqui várias vezes, eu não sou jurista. Eu tenho profundo respeito pelos juristas, tenho grandes amigos próximos que são juristas, mas me espanta o que tem acontecido com o direito ultimamente,
direito brasileiro. O direito virou uma coisa completamente flexível. Coisas que eram sagradas são viradas do avesso, porque se cria uma nova teoria. Eu só vou dar dois exemplos aqui, né? São os que eu me lembro, assim, mas a lista é enorme. O primeiro é essa história de o judiciário abrir inquéritos por ofício. O judiciário é um poder inerte. O judiciário nunca abriu inquéritos. Aí se aproveitou uma
lá do regimento interno do tribunal, que foi criada para endereçar coisas que acontecem dentro do tribunal, e aí criou sua interpretação, não veja bem, com a internet não existe mais dentro, dentro, agora também é fora, e é o Brasil inteiro, e aí o item do regulamento interno passou a valer mais do que a Constituição, e existem muitos juristas no Brasil achando isso normal, achando não,
Está valendo. Segue o jogo. A outra é a história do flagrante perpétuo. Vocês lembram disso? Prisão em flagrante? Só pode acontecer quando é em flagrante. Não, mas se foi gravado em vídeo e está na internet, o flagrante é perpétuo. O resumo disso aí é o seguinte. A pergunta que precisa ser feita em qualquer situação é cuibono a quem beneficia? Quem é o beneficiado e quem é o prejudicado? A partir dessa pergunta, você vai saber exatamente
o que vai acontecer. Pois é, antes de passar para o Bruno Musa, o Mota só mencionou o ceticismo dos nossos comentaristas e o otimismo, principalmente do Dávila. Dávila, do jeito que a banda vem sendo tocada, da maneira como as peças estão dispostas no tabuleiro, você mantém aquele otimismo ou, digamos, você desceu alguns degraus rumo ao ceticismo? Não, o meu otimismo sempre é vendo uma linha histórica, não o caso em si. O caso em si é uma desgraça,
O Brasil está numa situação de imoralidade permanente, dessa república do rabo preso. Não tenho a menor dúvida que essa é a fotografia do momento. Mas eu sempre vejo o Brasil, quando olhamos a história, aproveitando crises para fazer mudanças profundas. E eu espero que essa mudança profunda ocorra este ano, com o voto consciente dos brasileiros tirando o PT e Lula do poder, colocando um novo presidente,
um Senado conservador de verdade para fazer o seu trabalho. E isso muda. Como eu disse aqui, em 94, a situação do Brasil era dramática. Nós tínhamos uma inflação de 60%, um desgoverno total. E nós tivemos o Plano Real. O Plano Real mudou a história do Brasil. Dali vieram as reformas estruturantes do Estado brasileiro. Recentemente, com o Michel Temer, a mesma coisa. Tivemos impeachment de Dilma, juro a 14%.
total. E aí o que acontece? Um presidente com um pouco de sabedoria e juízo em dois anos conseguiu colocar a casa em ordem durante um tempo, até que teve a eleição depois de Jair Bolsonaro e começou uma nova fase. Então eu sempre vejo, eu não fico, o meu ceticismo não se mobiliza por causa da fotografia do presente. Olhando um pouco mais à frente, eu vejo essa ótima safra de governadores, provavelmente esses governadores vão ser candidato a presidente da república e isso acho que pode mudar o Brasil.
Então, Caniato, não é otimismo em relação ao momento. Momento eu vejo com muita gravidade, com muita preocupação, esse desarranjo institucional. Mas eu entendo que crises costumam ser, na história do Brasil, fonte de grandes mudanças e reformas. Pelo menos, até agora, não caímos no abismo. Quem sabe, dessa vez, vamos sair novamente desta crise moral e política e começar a construir o Brasil que queremos.
rápida parada pra você que nos acompanha pela rede. Seguimos com os nossos comentaristas. Deixa eu passar pro Bruno Musa, porque tem um outro aspecto dessa discussão que a gente precisa analisar, que é a figura do ministro André Mendonça, né, Musa? Uma figura diferente do relator, do então relator Dias Toffoli, e que muitos veem como um jurista muito mais discreto, muito religioso, que ele poderia ser o agente que faria a diferença na condução desses trabalhos. Essa é a sua aposta?
É o que nós temos para apostar, né, Caniato? É o que nos está restando. Nós vamos lá de 11, nós vamos retirando cada vez mais em nossas mãos ali os números. Hoje a aposta é essa. Esperemos que uma pessoa que se diz realmente homem de Deus, que supostamente não pode ter mentiras, falcatruas, enfim, todos os pilares que nós conhecemos, espero que a esperança resida aí, que ele consiga cumprir todos esses pilares que ele diz defender
questão da religião, muito acima de qualquer cargo que ele ocupe, a moral, os valores, essas virtudes que ele consiga cumprir, trabalhando diariamente, entregando os fatos a quem tem o dever de saber, que somos nós, a população civil, que financia tudo isso, como eu sempre falo, de maneira obrigatória, não é de maneira voluntária, é obrigatória. Então, sim, a nossa esperança hoje reside na atuação de André Mendonça, que teve a
não é um trabalho fácil. Afinal de contas, como a gente está falando aqui, está na nossa tarja. Autoridades pressionam para tirar. Quando a gente fala de autoridades, está no plural. Então, um grupo de pessoas atuando para retirar Daniel Vorcaro da cadeia para diminuir a chance dele fazer a delação premiada que poderia, como consta, derrubar essa república ou, ao menos, balançar. No Brasil, a impunidade, ela costuma imperar.
de apoio, ou ele vai precisar de maneiras como ele pode ir atuando. Eu acho que esses apoios existem, mesmo que nos bastidores, como eu tenho falado e mencionei ontem, ele está negociando uma delação premiada direto com delegados da Polícia Federal e não com a Procuradoria Geral da República, afinal de contas, a gente já sabe o resultado se ele for via PGR. Consequentemente, me parece que há sim pessoas que são, digamos, coadjuvantes, mas que têm um papel importante nos bastidores para conseguir
driblar todas essas dificuldades impostas pela burocracia, mesmo que fora da legalidade. Então a esperança sim reside no André Mendonça e mesmo com ceticismo, como eu sempre falo, temos expectativa, mas não esperanças. E dentro dessa expectativa que a gente possa manter aquela chama que nos nutre de um mínimo de razoabilidade e de moralidade em um país que está completamente nocauteado no chão. Pois é, daqui a pouco a Rede Jovem Pan se junta aqui
a todos nós no programa Os Pingos Nos Is, mas eu quero aproveitar e convidar você para participar da enquete do programa Os Pingos Nos Is, duas plataformas onde você pode votar no portal da Jovem Pan, jovempan.com.br, mas também no YouTube, na transmissão de Os Pingos Nos Is, YouTube, você procura Os Pingos Nos Is, tem a pergunta publicada, lá você faz a sua manifestação e a gente trata justamente sobre a prisão de Daniel Vorcaro. Qual será o resultado? O que você acha que vai acontecer?
Vão manter a prisão em regime fechado ou vão flexibilizar? Mandar ele para casa? Prisão domiciliar? Enfim, são aspectos que precisam ser analisados. Agora sim, todos juntos com a gente aqui em Aspingos nos Is, muito obrigado pela audiência. Deixa eu passar agora para o Cristiano Beraldo a respeito da figura de André Mendonça. Há uma aposta de que ele, por ser mais conservador, uma figura diferente do perfil de outros, seguiria uma outra linha.
se aparecer, por exemplo, nomes de outros juristas, ele poderia tomar uma atitude diferente, não ser aquele juiz corporativista que protege os colegas. É preciso considerar essa possibilidade? Olha, Caniato, é preciso, sim, esperar essa possibilidade. O Musa falou no sentido, é o que nos resta, é ter essa expectativa de que o trabalho conduzido por André Mendonça será conduzido com isenção e responsabilidade, é isso.
pesar a caneta ou ser leniente. Tem que fazer o trabalho que é esperado de um ministro do Supremo Tribunal Federal. E isto será suficiente para que os autores dos maus feitos dos crimes sejam responsabilizados. E ótimo, porque se o Brasil tiver confiança que o seu judiciário faz chegar consequências para aqueles que andam fora da lei, está perfeito.
Andorinha só não faz verão. Ali são onze ministros. Cada turma tem cinco, mas o presidente da corte, nesse momento Edson Fachin, forma o colegiado. Aliás, decisões importantes deveriam ser sempre tomadas pelo colegiado, porque assim estabelece a Constituição. Essa criação das turmas, ela foi uma criação para facilitar da maior dinâmica aos trabalhos, mas não é,
exatamente o modelo que foi desenhado para o funcionamento da Suprema Corte. Portanto, André Mendonça terá que fazer um trabalho irretocável. O trabalho dele depende de outras instituições. O trabalho dele depende de instituições que têm as suas próprias preocupações, muitas vezes têm as suas próprias prioridades, têm os seus laços de compromissos e que muitas vezes podem pisar em falso. E se houver, como a gente falou no
anterior, né? Esses desvios que vão dando eh razão para a defesa, aí não adianta André Mendonça fazer o seu trabalho de forma primorosa, porque as os escapes, né? As portas de saída serão deixadas ao longo do processo e ele acabará sendo uma voz vencida, é isso que a gente não quer ver, mas sinceramente pela pressão que existe hoje, eu acho que eles
estar numa posição quase de isolamento dentro da corte. Pois é, e tem uma outra faceta do caso do Banco Master que a gente precisa trazer, porque Daniel Vorcaro, ele fez uma sondagem inicial com investigadores da Procuradoria Geral da República e da Polícia Federal sobre a possibilidade de um acordo, de fechar uma delação premiada. Vamos acionar a repórter Júlia Firmino, chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Júlia, seja muito bem-vindo, uma ótima noite a você. Conta pra nossa audiência.
vai depender exatamente do que? Do resultado do julgamento que irá ocorrer amanhã? Essa é a aposta? É, Caniato, é isso que dizem aí quem tá acompanhando, de fato, esse caso do Daniel Vorcaro, a situação dele, né? O julgamento em relação à prisão ou não, né? De manter a prisão dele ou não, que deve acontecer ainda amanhã. Mas fato é que, como você bem disse, aliás, boa noite pra você e pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan, mas como eu dizia, fato é que Daniel Vorcaro já tem aí feito
alguma sondagem junto com a Procuradoria Geral da República e também com a Polícia Federal para tentar um acordo de delação premiada, que seria tentar contar aí o que ele sabe sobre esse caso do Banco Master, né? Dizer aí algumas informações à polícia, aos investigadores, para aí conseguir alguns benefícios diante de tudo isso em relação à sua própria situação de estar preso, como vai prosseguir então o caso dele dentro do Banco Master,
master, mas aí o que que a gente tem é que essas conversas são muito iniciais, ainda tá ainda muito nessa sondagem, ainda tá no comecinho, a gente precisa ainda acompanhar tudo isso, mas essas informações também foram divulgadas, Caneato, pelo jornal Estadão, e aí o que a gente também informa é que essas conversas precisam depender dessa, dessa, desse julgamento de amanhã e a nefesa do próprio Daniel Vorcaro, né, os advogados de Vorcaro, não
informação. Tanto que a nossa equipe foi atrás dos advogados que enviaram uma nota e aí o nosso editor Pedro Vitor separou essa nota em uma arte pra que a nossa audiência possa acompanhar. Vou ler então o que diz a nota. A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tentativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso e sua divulgação tem o único objetivo
de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível. Então é isso, Caniato, a gente precisa ainda continuar de olho, porque pra investigadores como você bem colocou, isso tá muito inicial e vai depender do julgamento, da sua liberdade, da condição de Daniel Vorcaro, que agora está preso, mas que será julgado amanhã, e aí a gente fica de olho pra trazer mais informações aqui na programação da Jovem Pan. Volto com você.
manifestação dos advogados de Daniel Vorcaro. Bom trabalho pra você, Júlia. Deixa eu seguir com os nossos comentaristas, se a gente puder colocar dois pra tratar justamente da delação premiada. Essa é uma questão importante porque vários veículos ao longo dos últimos dias noticiavam que havia um movimento dos advogados de Daniel Vorcaro pra costurarem ou monitorarem se seria um bom negócio fechar uma delação premiada. E agora os advogados dizem que as informações são inverídicas. Bom, se era somente uma sondagem,
difícil que eles cravassem. Não, estamos fechando. Estamos em vias de fechar uma delação premiada. Mas, Mota, olhando pro passado recente, inclusive casos da Operação Lava Jato, uma delação premiada é simplesmente revelar o que se sabe, revelar tudo o que se sabe e jogar muita sujeira no ventilador pra ser educado, né? É, se a gente for se basear no que aconteceu no passado recente... É, eu acho que tem algum
um áudio entrando aí no nosso, na nossa comunicação, então eu vou cortar a comunicação com o Mota, a gente vai refazer a comunicação com o Roberto Mota, então eu passo pro Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, tinha um um áudio estranho, inclusive, eu acho que uma locução em inglês, mas daqui a pouco a gente passa mais uma vez pro Mota. Você, Dávila, quais aspectos de uma delação, articulação que poderia ser feita pelos advogados pra fechar uma delação? Claro que a decisão vai ser
Bom, hoje Vorcaro está em regime fechado e daí a história da delação. Mas veja só, isto foi um boato, não foi uma notícia. Tanto que os advogados desmitiram imediatamente. Mas este mero boato, a véspera da votação do Supremo, só pioram as coisas para aqueles que desejam ver Vorcaro continuar preso.
política sobe. Por quê? Porque, bom, se ele vai correr o risco de fazer uma delação premiada, aí pronto, a República do Rabo Preso cai. Então, isso acaba pressionando ainda mais a República do Rabo Preso em cima desses quatro juízes pra votarem pra soltura de Vorcaro. Ou seja, já temos dois votos que manteriam Vorcaro na prisão, provavelmente, o do relator André Mendonça e do juiz Luiz Fu,
Temos o Gilmar Mendes, que sempre vota defendendo o corporativismo, por isso aí nesse caso, pela soltura de Vorcaro, para proteger os outros amigos da corte. E aí o Nunes Marques, que é uma pessoa que tem enorme, vamos dizer assim, ligação com o Ciro Nogueira, que é da República do Rabo Preso, talvez um dos que tenha mais rabo preso com essa história de Vorcaro. Então, isso só prejudica, só ajuda a soltura ao invés de ajudar a mantê-lo preso.
O segundo ponto é que a delação premiada tem regras. Então, não pode mentir, não pode ocultar, porque qualquer coisa que isso for feito, a pessoa vai continuar presa. Então, não é, ao meu ver, o momento ainda para fazer. Se ele tiver certeza que ele vai continuar na cadeia por muito tempo, aí sim a delação tem mais chances de sair. Mas hoje, praticamente apostando no empate na segunda turma e voltando para a prisão domiciliar,
momento no qual uma delação premiada vai ocorrer. É, só lembrando a nossa audiência, quem são os ministros que integram a segunda turma? Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça, Nunes Marques e também o ministro Fux. E aí, claro, como bem destacou o Douglas Dias Toffoli, uma vez impedido, ficariam quatro ministros, possibilidade de empate. Agora sim, Mota, ok, refizemos a comunicação, Mota deu um, entrou um sinal de
diferente aqui, por isso que nós não conseguimos ouvi-lo corretamente. Mas agora sim, eu passo a palavra pra você, as análises a respeito da possibilidade de delação premiada, os advogados falam que trata-se de um boato, uma informação inverídica, uma fake news, mas há quem aposte que isso estaria sim sendo tratado. Eu acho que o banqueiro não tem nada a temer, Caniato, baseado no que aconteceu no Brasil no passado recente. Eu fico imaginando como vai ser a delação dele,
Eu não acho que vai ser uma delação assustadora, revelando nomes de figuras importantes da República. Eu acho que o banqueiro vai delatar um jornalista, um caseiro e a cozinheira dele. Depois vai ganhar os benefícios da liberdade e, mais importante, do esquecimento. Porque vão surgir outros escândalos sobre os quais a gente vai falar aqui.
de novo o escândalo do momento e aí entre uma notícia e outra vai surgir informação. Lembra daquele caso do Banco Master? Pois é, saiu agora uma decisão anulando todas as provas e anulando inclusive a delação. E a vida no Brasil vai seguir. Pois é, e quem tiver curiosidade olhe para o calendário do nosso país neste ano. Copa do Mundo, processo eleitoral, então muitos entendem que todo processo ficaria
para depois. Bem depois. Deixa eu tratar de um outro aspecto que envolve o caso do Banco Master, ou até pedir para o Cristiano Beraldo refletir a respeito disso. Beraldo e Musa já com a gente aqui na tela. Beraldo, ontem eu conversei com alguns juristas e eles diziam o seguinte. Se o caso do Banco Master, no avanço das investigações, nomes de muitas figuras de todos os poderes começarem a aparecer, deputado, senador de esquerda, de direita, de centro, figuras do judiciário, alguns integrantes do
do governo, do poder executivo, se o caso abarcar gente poderosa de todos os cantos, a chance de uma punição exemplar cai, e cai muito. Então, aumenta a possibilidade de um grande acordo para tentar, talvez, entregar alguma coisa para a sociedade, mas muito distante daquilo que se espera ou que a nossa legislação preveja. E aí eu queria que você discorresse a respeito dessas possibilidades. Você entende que aquilo que muitos diziam,
Ah, é o ponto de não retorno. Cresceu demais, todos serão punidos exemplarmente. Não parece que é bem assim, né? Não, não é assim. A vida real desse Brasil que temos hoje exige que haja um projeto para substituir aqueles que eventualmente sejam abatidos. Em razão de alguma investigação, em razão de descobertas de maus feitos, como a gente tem casos de desvio de emendas,
roubo de dinheiro disso, dinheiro daquilo, o dinheiro público sempre sendo depenado pelas figuras que têm acesso a ele. Mas nesse caso é diferente, Caniato, porque como você tem lideranças do judiciário, lideranças do legislativo e lideranças do executivo sendo citadas, é óbvio, aí a gente precisa ter um pouco de serenidade. Quer dizer, a gente espera, como brasileiro, que o processo transcorra, que as provas sejam apresentadas e que haja um julgamento justo
às vistas da lei. E se isso acontecer, que todos os envolvidos, todos aqueles que comprovadamente cometeram crimes, sejam punidos. Entretanto, nesse caso, você tem tantas pessoas envolvidas em posição de poder que é preciso pensar como essas pessoas seriam substituídas. Nós precisaríamos de novas figuras no Judiciário, precisaríamos de novas figuras no Poder Executivo, precisaríamos de novas figuras no Poder Legislativo,
E não há liderança hoje no Brasil capaz de conduzir o processo político para encabeçar essa substituição. Então, o que acontece na prática é que se reúnem as forças de todas as esferas do poder para que esse caso encontre um caminho de acomodação para que eles continuem mandando. É isso que vai acontecer. Então, as pessoas estão em casa.
chega em casa pra confrontar o marido, acusando o marido de infidelidade. Olha, tá aqui a foto e tal. E aí o marido tá ali, foi pego em flagrante, né? Ele sai humilhado daquela conversa e a coisa se resolve, o marido sai de casa, a mulher fica com os filhos e enfim, se resolve o problema. E é completamente diferente, como é o caso agora, parece que chegou a esposa pra confrontar o marido com as fotos da infidelidade e o marido traz a comprovação da infidelidade da mulher, ou seja, são
todos infiéis. E aí eles têm que sentar e encontrar um caminho para resolver o problema que a família possui. E muitas vezes o caminho encontrado é da hipocrisia. E nós estamos testemunhando isso no Brasil. Pois é, inclusive muitos se entendem. Possivelmente um grande acordo vai ser feito. E aí outros acabam indicando. Quem tem um papel fundamental para que isso não aconteça? Jogam para a imprensa. A imprensa teria o papel primordial
cá em cima, monitorando, trazendo as revelações, expondo as situações. Será que é possível? A gente vai continuar com essa discussão, eu preciso só continuar girando a reportagem da Jovem Pan News. O patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro aumentou em quase 600% em apenas oito anos. Quem vai trazer os detalhes desse levantamento é o Misael Maenete. Misael, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
INSS, a CPMI do INSS, foi isso? Conta pra gente. A essa altura, qualquer tipo de informação é enviada oficialmente ou não pras investigações, pode ter certeza. Muito boa noite pra você, candidato, pra todo mundo que acompanha os pingos nos vis, o patrimônio de Daniel Vorcaro apresentou um crescimento muito grande ao longo dos últimos oito anos, aumento de quinhentos e oitenta e oito por cento. De acordo com as informações obtidas pela investigação,
parlamentar, o avanço patrimonial aconteceu gradualmente a partir de meados da década passada, acompanhando a expansão dos negócios no setor financeiro e também no setor empresarial. Em apenas um ano recente, por exemplo, a soma de bens e direitos declarados por Vorcaro subiu de aproximadamente um bilhão e meio de reais para mais de dois e meio bilhões de reais, conforme registros do imposto de renda enviados à comissão parlamentar.
Esses documentos também mostram mudanças na composição desse patrimônio. Em 2023, o empresário informou manter quase um milhão e meio de reais no dinheiro vivo, valor que caiu para 250 mil reais no ano seguinte. Só para ficar mais claro, repetindo, então ele informou em 2023 manter cerca de um milhão e meio de reais, valor que caiu para 250 mil reais nos anos seguintes.
A informação faz parte do material encaminhado para o órgão de controle ao Congresso no contexto de todas as apurações envolvendo operações financeiras relacionadas ao grupo empresarial ligado ao banqueiro. 588% de aumento, então, de bens declarados em oito anos. Bastante, hein? Pois é. E não dá para dizer que o cara é um craque em investimentos. Talvez tenha uma outra estratégia aí, né, Misael?
Misael vai seguir vários outros assuntos para tratar. Bom trabalho para você. Deixa eu seguir aqui com os nossos comentaristas. Vamos retomar a discussão, passar a bola para o Bruno Musa. Essa é uma informação importante, né, Musa? Patrimônio de Vorcaro, crescendo quase 600% em oito anos. Tem algum investimento que paga isso no acumulado? Se tiver, fuja, porque provavelmente vai ter o Banco Master por trás e vai ter alguma correlação estranha aí. O problema é que isso muitas pessoas normalmente acreditam.
clientes que me ligaram, que tinha alguma boa quantidade dentro da Fictor. Ah, mas me paga 3% ao mês. É aquilo que eu sempre falo, as pessoas precisam entender um pouco e ser responsáveis também com as suas próprias decisões e entender que se alguém te paga 3%, eu preciso ganhar mais na outra ponta pra pagar 3% e não sobrar algo pra ele. Ninguém vai fazer isso de caridade, porque eu gosto de você, vou te dar 3% ao mês. Mas não, esse tipo de pensamento ele para na superficialidade. Estão me pagando 3%. Veja, nós estamos passando pra uma das maiores
recuperações judiciais da história do Brasil. A raiz em 65 bilhões de reais, Caniato. Sabe qual era o rating das principais agências de crédito? AAA significa risco praticamente zero. E está aí a mesma coisa que a gente viu, por exemplo, lá atrás das agências de crédito na mesma atuação, quando foi a grande crise dos Estados Unidos em 2008. Tudo que eu quero dizer é que vale analisarmos isso mais a fundo. Não tem nenhum tipo de investimento que cresça
esse patamar. Mas investimento não. Ele poderia abrir uma empresa e nessa empresa ele ter realmente muito sucesso. Criou um produto, criou um serviço que teve uma demanda gigantesca pela sociedade. Tudo bem, pode acontecer. Desde que seja realmente um produto e um serviço desenvolvido dentro da legalidade que satisfaça as demandas dos consumidores, de um conjunto de consumidores. Agora, o que nós estamos vendo é que esse patrimônio é justamente dessas pessoas que perderam na Ficto, dessas pessoas que perderam no CDB,
da Rio Previdência, do Amapá Previdência, enfim, de várias cidades que aportaram a Previdência por lá e não tiveram de volta, assim como aqueles que conseguiram dentro do Fundo Garantidor de Crédito, que também é dinheiro seu, dinheiro meu, dinheiro nosso. Então, o que nós estamos falando, repito sempre, é a maior fraude do sistema bancário brasileiro em números disparados, corrigido pela inflação, em valor nominal também. Então, temos que ser cada vez mais diligentes com o que está acontecendo.
partir dessa notícia precisa entrar num outro capítulo de discussão, porque quando a gente fala das investigações, a gente fala muito das figuras de duas instituições, STF e Polícia Federal, mas quando a gente trata da questão financeira, aspectos técnicos, é preciso olhar também para outras instituições, principalmente Banco Central e CVM. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, porque a gente já tratou disso em alguns momentos, o Dávila sempre gosta de reiterar e de sublinhar a seriedade
e o profissionalismo do sistema financeiro, o sistema bancário brasileiro. Mas, Dávila, alguma coisa de errado aconteceu. E é preciso também jogar luz sobre a atuação de Banco Central e da CVM, porque o Banco Master operou por cinco, seis anos como se fosse um player muito sério, recebendo avaliações muito positivas e tendo seus CDBs vendidos ou revendidos por bancos grandes, que inclusive davam as maiores contribuições para o FGC,
de crédito. Alguma coisa precisará ser corrigida. Com certeza, Caniato, mas aí é que está uma instituição responsável. O Banco Central não está se esquivando de rever regras, rever o que aconteceu, os erros cometidos para corrigir a instituição. É assim que se funciona uma instituição. Nenhuma instituição é perfeita, mas no momento em que a instituição não consegue a tempo mostrar o tamanho deste problema que chama Banco
Master teve que chegar onde chegou, uma perda de mais de 50 bilhões de reais do fundo garantidor de serviço, de crédito, é, é, precisa parar, pensar onde errou, mas o Banco Central vem fazendo isso, e isso eu mostro que é a prova do, da seriedade do Banco Central, o Banco Central não está fazendo como o Supremo, que cada um fica tentando encobrir o ato do outro, não, ali estamos falando, não, temos erros, vamos rever as regras, vamos ver onde falhamos, admite erros,
comentamos aqui várias vezes, é justamente a questão do peso da responsabilização individual de uma pessoa. Então, imagina, se você hoje é um diretor de fiscalização do Banco Central, você só vai liquidar uma instituição se tiver evidências cabais que você tem que fazer aquilo, porque senão você pode ser processado por omissão. Mas, imagina se você antecipa isso, e o Banco Master mostrava a caixa,
o seu balanço de que ele tinha caixa. Bom, como é que você vai fazer uma intervenção no banco que está lá mostrando fluxo de caixa, que está mostrando dinheiro em caixa? Difícil. Então tem coisas que precisam ser revistas. Agora, o Banco Central está sim assumindo de maneira aberta esta revisão de regras de onde falhou. E faz isso justamente para não perder a confiança do sistema financeiro. Não podemos esquecer que o Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, fez 38 alertas
antes do episódio estourar. Então, Caniato, essa transparência, esse jogo aberto, que precisamos rever regras, isso mostra maturidade e não fragilidade e fraqueza. Foi um erro, cometeu um erro, mas agora vamos tentar resolver como superar o erro e transformar o Banco Central numa instituição fiscalizadora ainda mais forte e confiável. Recebendo a audiência da Jovem Pan News, o patrimônio de Daniel Vorcar cresceu
algo em torno de 600% em um intervalo de 8 anos. Passou de 82 milhões de reais para quase 600 milhões de reais. Bom, está claro que a gente precisa se debruçar sobre os aspectos criminais, mas os equívocos e os erros no sistema financeiro que não conseguiu identificar a tempo antes da fraude estourar, isso também precisa ser apurado, não? Sem dúvida, mas a gente precisa ter cautela aqui.
é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Crescimento patrimonial por si só não quer dizer nada. A gente não pode achar que isso é um indício, porque muitas pessoas do Brasil viram o seu patrimônio crescer de forma espantosa nos últimos anos. Agora, o que várias dessas pessoas tinham em comum é que elas faziam negócios com o Estado brasileiro, ou melhor ainda, tinham
parentes que ocupavam cargos importantes do Estado brasileiro. Então, embora esse crescimento patrimonial assustador, por si só, não queira dizer nada, considerado em conjunto com outros fatos, ele pode indicar alguma coisa. Agora, é sempre bom a gente apontar, Caniato, isso não é privilégio do Brasil. Uma das investidoras mais bem-sucedidas dos Estados Unidos
que é deputada federal pelo Partido Democrata há uns 50 anos. Inclusive, já foi presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Pois é, os muitos aspectos que envolvem as investigações no caso do Banco Master, que ocorrem em várias frentes. A gente trata muito daquela apuração que acontece pela Polícia Federal, no STF, com autorização da Justiça. Tem também, em primeira instância, cuidando de uma parte, bem como o STJ,
Houve, por exemplo, governadores. Mas tem também essa parte mais técnica. Banco Central, CVM, debruçados, identificando erros que eventualmente tenham sido cometidos. Trouxemos informações há pouco a respeito de servidores do Banco Central que teriam sido comprados ou recebiam algum tipo de benefício de Daniel Vorcaro e aí eles prestavam uma consultoria. Orientavam como Daniel Vorcaro deveria proceder em reuniões com integrantes do Banco Central.
Deixa eu só retomar uma outra discussão com os nossos comentaristas, mas antes disso, deixa eu trazer uma informação que trata da investigação, no caso do Banco Master, no Legislativo. Essa é uma outra frente, pelo menos essa é a intenção. Pressionado pela oposição a instalar a CPMI do Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem apostado nas sessões semipresenciais como uma forma de evitar embates diretos com os parlamentares
abertura de uma nova frente de investigação sobre a fraude bilionária do banco de Daniel Vorcaro. Oficialmente, qual é a justificativa, qual é a desculpa dos dois presidentes das casas para optar por essas sessões semipresenciais? É que os parlamentares precisam estar em suas bases para fazer negociações sobre a janela partidária, que é justamente aquele período em que os deputados e senadores podem mudar de partido sem o risco de perder o mandato, como uma forma de tentar reorganizar as forças políticas,
e costurar alianças para o processo eleitoral de outubro. Porém, a janela só termina em três semanas, no dia 3 de abril. Começar essa com o Cristiano Beraldo? Ah, mas antes disso, tem uma informação importante, viu? Preciso me despedir de parte da rede, que ficará agora com a sua programação local. Agora sim, chamo os nossos comentaristas. Você, Cristiano Beraldo, você acha que o termômetro ou a temperatura de uma sessão semipresencial
presencial e aí o caso do Banco Master, digamos, acabaria ganhando menos notoriedade? Você acha que acaba sendo uma estratégia pra esconder um pouco as discussões numa sessão semipresencial? Neto, pode até ser uma estratégia, só que nós precisamos lembrar que a Câmara é composta de 513 deputados e o Senado de 81 senadores. Portanto, os presidentes das casas podem não chamar a sessão
presencial, podem usar esses artifícios. Mas cadê os deputados? Cadê os senadores? Todos sabem da importância do caso. Todos estão cientes das repercussões que o Banco Master cria no ambiente público brasileiro. Não é só no político, não. Porque vai muito além da política esse caso. Por que eles não vão voluntariamente à Brasília? Por que os líderes não se reúnem? Porque ninguém está proibido de ir à Brasília acessar seus gabinetes, o Congresso Nacional.
Por que eles não se movimentam e se mobilizam? Porque, na verdade, não se pode colocar a culpa e a responsabilidade apenas nos presidentes das casas, não. Há, sim, no ambiente político um esforço para que este assunto perca atração. E aí nós vamos observando, você estava citando, Caniato, o papel fundamental da imprensa
Brasil, mas há também aqueles veículos que vão manobrando e vão colocando ali as informações a conta gotas porque tem uma agenda própria em toda essa discussão, que quer conduzir a opinião pública. Por isso a gente tem que valorizar tanto o trabalho feito aqui na Jovem Pan, porque aqui os fatos são expostos e colocados e a gente faz uma reflexão muito ponderada sobre aquilo que é o Brasil e tudo isso que está acontecendo. O que nós precisamos ter é
É observar quem está tendo iniciativa, quem foi atrás, quem está ali aguerrido e atuando de forma efetiva para dar consequências a tudo isso que está sendo descoberto. E aí a gente se depara com a realidade. Muito pouca gente está de fato trabalhando e muitos estão se escondendo atrás dessa história de que, ah não, veja, o presidente do Senado convocou reunião semipresencial,
pode votar de forma remota. Ora, isso não é desculpa o suficiente. Pois é, deixa eu só lembrar a nossa audiência, daqui a pouco toda a rede Jovem Pan estará com a gente, vão acompanhar na íntegra o comentário do Bruno Musa, mas eu quero lembrar que você que nos acompanha, rádio, TV aberta, TV fechada, emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil, internet, você pode participar do nosso debate? A pergunta que nós fizemos no portal da Jovem Pan, diante das conexões de Daniel Vorcaro,
seguras importantes, figurões de Brasília, você acredita que o banqueiro permanecerá preso em regime fechado? O STF vai julgar amanhã essa prisão. Duas opções, sim ou não. Você acha que sim, porque o caso é grave? Não há como ignorar possíveis crimes cometidos? Você acha que não? A justiça vai entender que ele não oferece riscos e, por isso, pode aguardar o julgamento em domiciliar. Aguardo o seu voto.
Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente. E você, Musa, essas discussões em relação à CPMI do Banco Master e a estratégia do presidente das casas, é assim que muitos veem. Ao eliminar a possibilidade de obrigá-los a participar da sessão presencial, esvaziaria a presença dos parlamentares lá em Brasília e a cobrança ficaria melhor, ficaria menor. Faz sentido? Eu só vou, eu concordo 100% com o que o Beraldo falou, eu só vou fazer uma pontuação
aqui, quando você disse, Peraldo, que tem muita gente que não está trabalhando, eu vou dizer ao contrário, tem muita gente trabalhando pra que esvazie por completo. Pra que esse fato realmente não venha à tona, mesmo com todas as provas ali estampadas em nossas caras. Fica muito claro, veja, eu sempre falo que se você está andando na rua e é assaltado, o meio de vida daquele ladrão é te assaltar. É asqueroso, é horrível, é condenável, absolutamente tudo.
Ficamos indignados, com raiva, mas você não pode ficar surpreso. Afinal de contas, o meio de vida daquela pessoa é te roubar. O que eu quero falar com isso? Pessoas que estão da alta cúpula, envolvidos nesse caso, com todos os nomes sendo divulgados, provas de encontros, contratos ultramilionários muito acima de qualquer média praticada no mundo, repito, inclusive pelo maior escritório de advocacia do mundo, não cobraria honorários como esse. Teve uma matéria que divulgou a respeito disso.
Ou seja, o que nós estamos falando aqui é que essas pessoas envolvidas têm que trabalhar ao máximo, e são pessoas importantes da República Brasileira, dentro dos três poderes, para justamente esvaziar esse tema. Aqui reside um grande ponto. Se todos eles estão envolvidos, como que a gente consegue frear? Não tem nenhum tipo de possibilidade, à exceção, na minha humilde opinião, de uma pressão da população e uma pressão da mídia. É a única forma disso continuar caminhando e sendo falado.
mostrando sim a indignação, a perversão que isso representa, porque é a única forma de reavermos um pouco, não apenas do financeiro, mas do mínimo da moralidade que esse país simplesmente entregou de mão beijada a esse grupo. Eu queria entrar em outro capítulo com o Dávila e com o Mota para nós jogarmos luz sobre o papel da imprensa. Porque a gente tem visto, sei lá, quatro, cinco, seis frentes de investigação, cada investigação debruçada sobre uma parte.
esquema do caso do Banco Master, mas Dávila, é preciso considerar o importante papel da imprensa, as muitas revelações que vieram à tona, as várias reportagens que foram publicadas em vários veículos de comunicação, e muitos que acompanham de perto esse caso, veem como fundamental esse monitoramento por parte dos veículos de comunicação, os repórteres, aqueles que acompanham o caso. Mas há também algum receio,
quebra do sigilo das conversas de Daniel Vorcaro, ele tratando com aquele capanga, né? Que depois tirou a vida, inclusive, na sede, nas dependências da Polícia Federal, projetando uma situação em que ele e outros comparsas iriam bater em um repórter de um jornal simulando um roubo. Ou seja, acompanham, né? Esse tipo de gente acompanha, monitora o trabalho da imprensa e é preciso considerar que poderiam
inclusive jogar sujo para impedir o trabalho dos jornalistas. O trabalho da imprensa tem sido fundamental nesse caso, não? Fundamental. Aliás, quando o mafioso quer dar paulada em jornalista, é porque a imprensa está fazendo o papel dela, de informar, de revelar a verdade e não baixar a cabeça ou ser cooptada pelo crime. Essa é a verdade. Então, neste caso do Banco Master,
um papel fundamental. Não vai deixar a questão esfriar, várias investigações ocorrendo ao mesmo tempo, os jornalistas trazendo os fatos, reportando a verdade e desmascarando essa república do rabo preso, Caniata, uma vergonha. O número de pessoas importantes da política do Estado brasileiro envolvido, sendo cooptadas, corrompidas por essa questão do Banco Master é escandaloso.
Mostra como a nossa república está doente, tacar comida pela corrupção e imoralidade, pela roubalheira. Então, a imprensa tem um papel fundamental em ajudar o Brasil a se reoxigenar, a combater essas pessoas, a ajudar a imprensa, a Polícia Federal, o Supremo, todo mundo que está fazendo o trabalho, para botar essa turma na cadeia. E, aliás, no ano eleitoral, é ótimo que saia um escândalo desse,
O reitor vai saber que essa República do Rabo Preso não merece o voto, não merece ser eleito, porque uma vez eleito é o que eles fazem. Então, Canhato, certamente o papel da imprensa, no caso do Banco Master, precisa sim ser aplaudido. Ela está fazendo um papel cívico de grande importância para desvendar esta roupalheira, esse maior escândalo financeiro da história do país.
imprensa e do caso do Banco Master, você não acha que esse episódio acabou expondo parte da imprensa? Porque muitos veículos, ou pelo menos muitos jornalistas, se viram pressionados a tomar uma posição talvez diferente daquilo que muitos viam em episódios passados. É possível considerar essa mudança de posicionamento de alguns jornalistas ao longo do processo de investigação e as informações que vieram à tona? É uma mudança
relativa, Caniato. Porque vários desses jornalistas que passaram a ser críticos de um sistema que eles aplaudiam entusiasticamente até pouco tempo, vários desses indivíduos e veículos não fizeram meia-culpa. Não é possível você aplaudir uma instituição com uma determinada linha de ação hoje e amanhã
você se tornar um crítico duro, ácido, surpreendentemente agressivo desses mesmos indivíduos e instituições e não dar nenhuma explicação para o que foi que aconteceu. Nós aqui temos um enorme respeito pela inteligência dos nossos espectadores e dos nossos ouvintes. Quando a gente dá uma opinião aqui, a gente diz por quê, explica e procura, mesmo de uma forma imperfeita, incompleta,
manter uma coerência. E nós mesmos aqui apontamos eventuais erros, omissões ou incoerências uns dos outros. É isso que você espera do jornalismo, né? Que você ajude as pessoas a entender o que se passa. E não que você confunda ainda mais a cabeça das pessoas. Então, eu, como jornalista, como parte de um veículo ao qual eu tenho orgulho de pertencer, Caniato,
porque nós, desde o momento zero, estamos aqui, muitas vezes, com riscos que só nós aqui entendemos, nessa casa que nos recebe tão bem aqui como a Jovem Pan, e nós estamos aqui sempre buscando a verdade. Então, em nome dessa verdade, eu gostaria de saber por que essa mudança, por que esses veículos mudaram do aplauso para crítica, onde está a explicação?
eu não valorize essa mudança. Por favor, não me interpretem mal. Eu acho que essa mudança pode contribuir, quem sabe, para justificar o otimismo do meu amigo Dávila. Quem sabe é essa mudança dessa parte da mídia, não é uma senha secreta, não é um segredo que está sendo colocado aí. Então, eu aplaudo essa mudança. Eu só gostaria de uma explicação por uma razão muito simples, canhado. Se essa explicação não for dada,
a gente vai ficar sempre com medo que essa mudança seja temporária e que amanhã a gente acorde de manhã e essa mídia tenha mudado de novo e voltado a aplaudir o que eles hoje criticam. Pois é, não queremos o jornalismo camaleão. Acho que o Dávila pediu a palavra, só quer fazer um rápido complemento, só para fechar essa discussão, eu vou entrar no outro capítulo, vai lá Dávila. Eu concordo com o Mota, é muito importante a credibilidade da imprensa pela sua coerência e esta enorme incoerência
que alguns meses atrás, ou anos, era só nós aqui na trincheira defendendo a verdade e a turma defendendo as barbaridades cometidas, então agora mudou. Mas esta mudança precisa ser constante, né, Caniato? Porque jornalista camaleão não ajuda a resgatar a credibilidade da imprensa. Credibilidade é uma questão de constância no posicionamento, na defesa de valores e princípios.
Só para a gente fechar essa discussão, como é que está? A direção só confirma para mim como é que a gente está de tempo. Deixa eu passar então para o Beraldo, porque tem um ponto que nós precisamos tratar em relação à possibilidade de uma investigação no Congresso Nacional. Uma investigação mista com deputados e senadores caso os presidentes das casas permitam a realização de uma CPMI. E aí eu conversei com alguns advogados e juristas que inclusive concederam entrevistas aqui para a gente na Jovem Pan, Beraldo.
E eles enaltecem o Instituto, a ferramenta de uma CPMI, principalmente em um caso que potencialmente venham a aparecer figuras da Suprema Corte. Porque entendem, bom, se há uma dificuldade de investigar integrantes da Suprema Corte na Suprema Corte ou pela Polícia Federal, porque se a Polícia Federal encontra um integrante da Suprema Corte nas provas, por exemplo, nas tratativas, nas conversas,
para a própria Suprema Corte, e aí muitos falam, poxa, mas daí cai naquela história, né? Será que eles não iriam se proteger, aquela história do corporativismo? Daí o entendimento de que seria muito importante uma investigação em outra frente, no Legislativo, uma CPMI com os senadores, porque o Senado Federal é uma casa muito importante, com poderes adicionais à Câmara dos Deputados, que pode, inclusive, abrir um processo de impedimento contra ministros da Suprema
corte. É o que se fala, o que se chama de freios e contrapesos. Peraldo, a gente sabe exatamente quais são as dificuldades e as críticas que foram feitas ao longo dos últimos anos ao Senado Federal. O que esperar de uma CPMI? Por que que agora seria diferente? Pois é, Caneto, e aí a gente se depara com a realidade de que ficam se criando esses caminhos tortuosos que, na verdade, não estão previstos quando se estabeleceu o
da democracia brasileira. Cada um dos poderes tem instrumentos para fiscalizar o outro. O poder judiciário é fiscalizado pelo poder legislativo através do Senado Federal. E nenhum lugar está dizendo que, ora, caso haja uma desconfiança, uma suspeita, uma acusação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, é preciso fazer uma CPI para que então se discuta impeachment ou não impeachment.
o processo de impeachment prevê esse debate. Portanto, o Senado vem sendo omisso e não no sentido de preservar a manutenção dos membros atuais do Supremo Tribunal Federal. Ele tem sido omisso porque ele tem impossibilitado a discussão sobre a manutenção ou não. Se há votos ou se não há votos para dar andamento ao impeachment de um ministro, a gente não sabe
que sequer permitiram essa discussão. Agora vão estabelecer esse instrumento da CPMI, ao que parece isso está aí num caminho que pode acontecer, mas mesmo que a pressão seja tão grande para o presidente do Senado estabelecer a CPI, eu acredito, Caniato, que haverá todo um esforço do aparato político brasileiro para ocupar os espaços estratégicos
CPMI tenha algum resultado efetivo. Esse é um ponto importante. Claro que a gente vai seguir acompanhando, monitorando inclusive as articulações que acontecem lá em Brasília. Deixa eu passar para o Moza, só para fechar essa discussão a respeito da aposta de muitos. Muitos acreditam que uma CPMI poderia fazer toda a diferença. É importante lembrar a nossa audiência que é um instrumento importante de investigação. Só que não de punição.
A CPI não consegue punir. Então, ela termina a investigação, pega aquele calhamaço de provas que foram obtidas, as transcrições das oitivas, por exemplo, e envia isso para o Ministério Público. Se tiver gente com foro, aí, naturalmente, Procuradoria Geral da República. Mas a CPI ou a CPMI não tem o poder de punição. Tem de investigação, mas não de punição. Você, Musa, só para a gente fechar essa discussão, a aposta é que, caso, por exemplo,
da Suprema Corte aparecesse, seria muito melhor que a investigação seguisse no âmbito do bojo de uma CPMI. Sim, você falou muito bem. Ela não tem, ela não pode punir, mas ela pode investigar e isso gera muito holofote. E a gente estava falando a respeito da mídia. Como eu mencionei, a principal mídia de grande alcance no Brasil, meio de comunicação, eu só vi ele virar o canhão da forma como virou agora para o STF
ocasiões, no Collor, no governo Collor, no governo Bolsonaro e agora. Por mais variadas posições ou pelos mais variados motivos, que eu posso não concordar ou podemos aqui concordar em partes ou não concordar, pouco importa, mas a verdade é que é um canhão virado para eles. E se uma CPMI dá esse poder de holofote amparado com fatos investigados pelo Legislativo, que o Beraldo muito bem colocou, está devendo há muito tempo,
uma justificativa para a sociedade do porquê é o legislativo mais caro do mundo e não atua a favor da população, significa que com esses fatos em mãos e essa CPMI, seja pelo motivo que for, a mídia está com esse canhão virado. E aí sim, a coisa começa a ficar esperançosa no sentido de ser o único caminho viável para que a gente possa seguir dessa maneira. Então eu acho que, independente de aparecer o nome ou quando aparecer o nome,
pessoa envolvida, seja de um ministro ou de qualquer outro peixe grande, não importa. Uma CPMI, ela traria essa visibilidade maior. E aí, consequentemente, a pressão pode crescer. Pois é, a gente segue acompanhando essas articulações, essas movimentações em Brasília. Qualquer novidade, informação adicional a respeito da realização de uma CPI, CPMI, para investigar o caso do Banco Master, a gente traz aqui e analisa com os nossos comentaristas. Vamos
a reportagem da Jovem Pan News. É isso. A Júlia Firmino volta aqui no programa Os Pingos nos Is. O governo Donald Trump avalia a possibilidade de voltar a sancionar o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal com base na lei Magnitsky. A Júlia Firmino em tela comigo. Bem-vinda de volta, viu, Júlia? Conta pra nossa audiência quais são as reais chances dessa sanção voltar a ser aplicada ao ministro da Suprema Corte. Ó, Caneato, a gente precisa ainda acompanhar um pouco mais
essa situação, mas fato é que já há esses rumores de que o presidente norte-americano Donald Trump tem pensado em sancionar novamente o ministro do Supremo Tribunal Federal, do STF, Alexandre de Moraes. Mas não só isso, viu? Quer sancionar também a esposa de Moraes, Viviane Barsi. Tudo isso baseado naquela lei, Lei Magnitsky. Essa informação foi divulgada, inclusive, pelo portal de notícias Metrópolis. E no passado, a gente precisa lembrar, né,
Isso já aconteceu ainda no ano de 2025. Ali por julho, pelo mês 7 do ano passado, Moraes também foi sancionado, assim como sua esposa. Na época, Moraes não podia negociar ou usar serviços de empresas norte-americanas e também teve bens lá nos Estados Unidos bloqueados. Além disso, como eu disse, a esposa dele, Viviane Barsi, que é advogada, a empresa dela também foi sancionada.
foi suspenso ali no fim de 2025, ainda em dezembro, mas essas sanções agora podem voltar de fato a serem aplicadas a Moraes, e a gente precisa ficar de olho, mas o fato é que existe já esse rumor por parte ali de Donald Trump, de que ele deve de novo sancionar o ministro Alexandre de Moraes. A gente segue acompanhando e traz mais informações ao longo da programação aqui da Jovem Pan. Volto com você. Legal, Julia Filmino, trazendo detalhes,
dessa possibilidade, a gente vai aguardar qualquer confirmação, claro, ela volta aqui na programação da Jovem Pan. Valeu, Júlia, bom trabalho pra você chamar os nossos comentaristas, mas antes, uma rápida parada pra você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui trazendo as notícias, a análise dos comentaristas da Jovem Pan, deixa eu chamar mais uma vez uma dupla de analistas pra trazer as reflexões a respeito dessa retomada, né? Quem é que tá com a gente agora? O Davi Lehmota, vou começar com o Mota,
É engraçado, nós tratamos tantas vezes disso naquela época da tomada de decisão e aplicação da sanção contra integrantes da Suprema Corte, ou pelo menos no caso um integrante, e aí teve subitamente aquela retirada. E aí informações que chegam dos Estados Unidos, de fontes ligadas aqui ao programa, indicam que sim, teve um desajuste na tomada de decisões de figuras que fazem parte do governo dos Estados Unidos,
e isso teria causado um certo ruído entre, inclusive, uma pessoa que representa o Tesouro Norte-Americano e também a figura de Marco Rubio. Claro que a gente precisa aguardar o avanço dessas tratativas e a divulgação da informação, mas o que causou um certo estranhamento para a gente que está aqui? Por que toma uma decisão e retira em seguida? Isso é preciso ser considerado também. Isso não é uma falha na Matrix.
em dois mil e vinte e seis, hein? Doze de março de dois mil e vinte e seis. E essa notícia voltou a ser comentada. Olha, Caniato, até dezembro do ano passado, o meu comentário sobre essa notícia seria um. Agora ele vai ser completamente diferente. O meu comentário agora será tudo pode acontecer. Porque o presidente americano Donald Trump entrou em modo turbo. Quem
na sua frente, como ficaram Nicolás Maduro e os fanáticos iranianos, vai pagar um preço alto. Eu não consigo avaliar qual é a relevância que o Brasil tem nesse momento na estratégia de Donald Trump. Mas me parece que de uma forma geral e ao contrário do que insistem em dizer inúmeras figuras da nossa política, a estratégia americana estará alinhada
os interesses da maioria do povo brasileiro. Pois é, acho que há vários aspectos para nós analisarmos depois dessa informação que foi divulgada pela nossa repórter Júlia Firmino. Eu vou passar a palavra para o Dávila, mas eu só preciso lembrar que a rede Jovem Pan está chegando dentro de alguns segundos, então eu só vou, enquanto eles não chegam, lembrar a nossa audiência que você pode participar da enquete do dia. É uma pergunta sobre algo importante do noticiário e essa pergunta está publicada
duas plataformas, no portal da Jovem Pan, jovempan.com.br, aproveite e conheça o nosso trabalho, ou então no YouTube, YouTube não da Jovem Pan News, do programa Os Pingos Nos Is, lá no chat tem a pergunta publicada a respeito da prisão de Daniel Vorcaro, qual é a sua expectativa, se a justiça vai liberar ou mantê-lo em regime fechado, eu conto com você. Agora sim, a rede Jovem Pan se junta a nós, aqui em Os Pingos Nos Is, você dá essa notícia curiosa, os Estados Unidos avaliando a
da lei Magnitsky contra o integrante da Suprema Corte do Brasil. O que aconteceu de lá pra cá pra que essa mudança venha a ser tomada, se é que ela será confirmada? Verifica só o seu áudio, o seu microfone está fechado, por favor. Sem problemas, a gente aguarda. Agora sim. Legal, legal. Eu falei que na época de Donald Trump, Caniato, tudo é imprevisível. O presidente americano é pendular. Uma hora toma uma decisão, outra hora toma outra.
meu ver, não faz nenhum sentido ter revogado a lei Magnitsky. Vamos olhar o que é a lei Magnitsky. A lei Magnitsky foi criada justamente para punir pessoas que cometessem delitos grandes com prisões arbitrárias, perseguição política e nesse quesito cai como uma luva aquele que acabou dominando todo o julgamento do inquérito
do 8 de janeiro. Aliás, só para lembrar a nossa audiência, agora mesmo, o Alexandre de Moraes está mandando de volta para a cadeia uma senhora de 68 anos que foi solta pela justiça justamente por comorbidade. Então, nesta categoria de prisão arbitrária sistemática e perseguição à oposição, que foi quando a lei magnética foi declarada para Alexandre de Moraes, nada mudou. Pelo contrário, continua a mão pesada do
nisso como acabei de mostrar aqui um exemplo de hoje. Por que parou? Por que foi suspensa? Porque o presidente Donald Trump falou que teve uma química lá com o presidente Lula na ONU e aí resolveu um dia, belo dia acordar e suspender a lei. E agora vai voltar a ler. Mas não mudou nada, só mudou o humor dele. Porque se a lei foi aplicada por causa deste particular capítulo nesta lei, ela deveria estar valendo até hoje.
porque não houve nenhum recuo, não houve anistia, não houve nada. Então, Caniato, esta imprevisibilidade é algo muito negativo para uma grande potência como os Estados Unidos. Traz mais insegurança e mostra que uma lei também pode ser utilizada para fins políticos. Quando muda a circunstância política, muda o entendimento da lei.
Pois é, tem um outro aspecto importante, não digo que tenha alguma relação, mas é só uma informação relevante que vai dominar os portais de notícias e também as emissoras de TV e de rádio. O ministro da Suprema Corte voltou atrás de uma decisão que tinha sido tomada e proibiu, barrou a visita do conselheiro de Donald Trump a Jair Bolsonaro. Essa é uma informação que inclusive foi divulgada no dia de ontem, inclusive o ministro em questão chegou a pedir até uma manifestação
Itamaraty a respeito, e teve uma manifestação da diplomacia brasileira alertando para o risco de ingerência nas eleições de 2026, e aí o ministro da Suprema Corte proíbe a visita do conselheiro Jair Bolsonaro. Deixa eu só passar para o Cristiano Berado, porque quando a gente trata dessa questão que envolve a Magnitsky, tem um aspecto dessa notícia, uma outra faceta, que é preciso jogar luz sobre aqueles que tomam as decisões sobre a Magnitsky no governo dos Estados Unidos.
não é Donald Trump que acorda falando, não, vou aplicar Magnitsky àquela figura. Beraldo, por quê? Naquela ocasião foi tomada a decisão de aplicar Magnitsky contra o ministro da Suprema Corte e também a sua esposa, advogada, proprietária de um escritório de advocacia, depois teve a reversão e agora o estudo para a reaplicação dessa Magnitsky. Qual foi o desajuste dentro do governo dos Estados Unidos?
acaso ali dentro dos Estados Unidos. Muitas vezes, o Davila nos trouxe aqui, o governo Trump, as decisões tomadas pelo presidente Trump, parece um pêndulo, às vezes para um lado, às vezes para o outro, mas nada é por acaso. Ali há um jogo pesado de poder e as decisões são tomadas conforme o interesse e a conveniência do momento. Então, veja só o que aconteceu. Temos uma decisão hoje que, com base numa eventual possibilidade de interferência nas eleições desse ano, ou seja,
vez a Suprema Corte Brasileira defendendo a democracia, porque afinal de contas essa é a vocação do Supremo Brasileiro, eles impedem a visita de um representante da maior e mais consolidada democracia do mundo. A democracia norte-americana dá um banho na democracia brasileira, até porque nos Estados Unidos foi escrita uma única Constituição que prevalece até hoje mais de 200 anos.
vê essa discussão voltando à tona em relação à Magnitsky. E aí a gente precisa se lembrar da dinâmica dos fatos. Lá atrás, quando a Magnitsky foi aplicada no ministro Alexandre de Moraes, ela veio a partir de uma iniciativa do Departamento de Estado, que é conduzido por Marco Rubio. Depois, as notícias que chegaram é que numa articulação de um grande empresário brasileiro multinacional que tem o governo atual
Brasil trabalhando para ele. E um banqueiro lá da Tijuca, do Rio de Janeiro, muito influente, conseguiram convencer o secretário de Tesouro norte-americano, Scott Besson, para articular a retirada da lei Magnitsky junto ao presidente Trump, que cedeu aos argumentos. Que argumentos são esses? Não se sabe. Entretanto, com os fatos revelados agora, em razão de tudo isso que está vindo
com as investigações do Banco Master, me parece que esses argumentos usados junto ao presidente Trump naquele momento vão perdendo força, até porque estamos tratando de um escândalo do mercado financeiro, que está ligado diretamente ao secretário de Tesouro norte-americano. Portanto, me parece que neste momento o vento nos Estados Unidos, na Casa Branca, sopra favoravelmente a Marco Rubio.
que é de Cuba, tem uma ligação muito grande com a América Latina e conhece o Brasil com uma palma da mão. Só para terminar, Caniato, esse assunto não quer dizer, não está acontecendo simplesmente por causa de Alexandre de Moraes ou sua esposa. É preciso lembrar que grandes empresas de tecnologia norte-americanas foram alvo de ação do Supremo Tribunal Federal Brasileiro
muito importantes que são cultivadas nos Estados Unidos. Inclusive, um desses empresários fez uma publicação mencionando um ministro da Suprema Corte e aí, me parece muito mais palpite ou até desejo, entendendo que um ministro da Suprema Corte brasileira poderia vir a ser punido pela Justiça brasileira por conta de possíveis relações com o caso do Banco Master. Deixa eu passar para o Bruno Musa também trazer a reflexão.
informações trazidas e destacadas pelo Cristiano Beraldo, uma articulação que teria sido feita nos bastidores, a retirada em determinado momento da Magnitsky contra o ministro da Suprema Corte e a sua esposa, e agora um reajuste ali entre aquelas figuras importantes, principalmente Marco Rubio e Scott Bassett, sobre a situação que envolve a Magnitsky contra o ministro da Suprema Corte. Agora dá pra ver, Musa. Agora dá pra ver, mas bom, vamos lá.
fato, realmente foi um daqueles momentos que nos deu algum tipo de esperança com relação a será que agora vem uma pressão de fora? Veja, nós lembramos aqui que o Elon Musk postou aquela foto fazendo uma alusão ao ministro em que algum dia ele estaria preso e ele voltou a fazer esse post agora que esse momento está chegando. Isso são especulações de rede social, discussão, sinal que isso está correndo pelo mundo todo, tanto é que falaram que poderia voltar com a Magnitsky, né? Veja, eu acho que tem alguns pontos importantes
Claramente, eu me posicionei ali a favor dessa pressão, uma ajuda de lá, não que eles tivessem obrigação. Por outro lado, agora, talvez nós estejamos vendo um momento mais fraco do Supremo Tribunal Federal no sentido de apoio. Apoio da população e apoio entre eles. A gente começa a ver discussões entre eles, rachas. E se isso de fato estiver acontecendo, mostra uma fragilidade que na época da Magnitsky não tinha. Eles estavam muito mais juntos.
parte da imprensa, inclusive, foi contra a imposição da Magnitsky, porque dizia da tal papo contra a soberania brasileira, esse mesmo papo que Lula adora falar desde o começo dos anos 2000. Eu tenho receio que se de fato a Magnitsky voltar a acontecer, isso não pode ser um incentivo para que essa desunião que parece ter hoje entre os 11 membros do Supremo Tribunal Federal seja um fato que faça com que eles possam voltar a se unir e boa parte da imprensa voltar
a dizer que isso pode ser uma ingerência de Donald Trump que pode vir a invadir o Brasil e etc. Então, eu acho que temos fatos e indícios suficientes para mostrar para a população e para a mídia que o STF tem nesses indícios coisas a serem investigadas e divulgadas. Eu acho que esse momento de fragilidade deve ser aproveitado aqui. Pois é, a gente vai continuar acompanhando essas movimentações, qualquer novidade em relação à possibilidade de retomada da Magnitsky, a gente vai trazer
e discutir com os nossos comentaristas aqui ao vivo. Bem, deixa eu só verificar com a nossa direção. A gente segue aqui no roteiro, tá? Tem uma outra informação que é importante. Só lembrando a nossa audiência que há pouco nós fizemos uma discussão sobre o que muitos entendem como fundamental no processo de investigação do Master. Nossos comentaristas falavam, nossa, o papel da imprensa é fundamental, é muito importante, etc. E aí, curiosamente, tem uma informação hoje a respeito de uma outra
situação. Mas o jornalista Luiz Pablo, do Maranhão, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal após uma reportagem que tratava sobre o possível uso irregular de um veículo do Tribunal de Justiça do Estado por parte de Flávio Dino. A busca e apreensão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, mas foi solicitada pela própria corporação, que recebeu apoio da Procuradoria-Geral da República. Segundo Luiz Pablo, foram apreendidos equipamentos
de trabalho utilizados em sua atividade jornalística como computador e aparelhos de telefone celular. Chamar os nossos comentaristas, essa é uma notícia que surgiu no meio da tarde e agora a gente traz em detalhes para refletir e analisar com os nossos comentaristas. Vou começar com o Luiz Felipe Dávila, essa jornalista que fez uma reportagem investigativa, fez uma denúncia no veículo onde ele trabalha, agora é alvo de operação. Dávila.
Caniato, no país do inquérito da fake news, que tudo que alguém interpreta como desinformação é motivo para atitudes arbitrárias, de apreensão, de combate à liberdade de imprensa, de expressão, de informação, não é nenhuma novidade, mas um jornalista ser vítima desta máquina de interpretar críticas a um ministro como se fosse crítica ao Estado e à instituição. E aí, Caniato, nós temos que voltar.
ao século XVII. No século XVII, na França, tinha um rei chamado Luís XIV. O Luís XIV se achava a personificação do Estado. Ele falou uma frase célebre, o Estado sou eu, como se ele fosse o Estado inteiro francês. E parece que essa síndrome Luís XIV tomou conta do Supremo Tribunal Federal. Qualquer crítica feita a ministros parece que é um ataque ao Estado.
a instituição, esta síndrome precisa ser eliminada. Afinal de contas, ela é incompatível com a democracia. Na democracia, todos que exercem cargos públicos estão sujeitos ao crivo da crítica. E quem não tolera crítica ou interpreta crítica como ataque à instituição, parece que está dando uma de Luiz XIV.
país da democracia e da liberdade. Pois é, a notícia em destaque, um jornalista chamado Luiz Pablo, trabalhando num veículo de comunicação do Maranhão, teria monitorado o deslocamento, vários deslocamentos feitos com um carro oficial. Ele acabou nessa reportagem, nesse monitoramento, denunciando o ministro da Suprema Corte e se tornou alvo de uma operação autorizada, inclusive, pela própria Suprema Corte. Você, Mota, quais aspectos
Dessa notícia ele chama a atenção. O que você gostaria de trazer e discutir aqui com o nosso público? Eu acho que isso é um episódio gravíssimo. No meio de toda essa discussão do escândalo do Banco Master, esse episódio coloca de volta o foco onde o país precisa que ele esteja. Na questão da liberdade. É isso que está subjacente a tudo o que a gente discute aqui. Quando um jornalista
não tem a liberdade para realizar o seu trabalho, ninguém tem mais liberdade para nada. Nós não temos informações detalhadas sobre o que aconteceu, mas pelas informações que nós temos, esse episódio é mais um para ser escrito na galeria dos absurdos que aconteceram nesse país. E eu sempre lembro aqui uma das coisas que eu vou contar para os meus netos,
Testemunhei que foi aquele episódio em que vários empresários aqui do Rio de Janeiro, pessoas que construíram empresas durante décadas, pagam milhões em impostos. Os milhões que pagam os salários das autoridades do Estado. E eles, um dia, de manhã cedo, nas suas casas, foram alvo de uma operação de busca e apreensão. A polícia bateu na porta de cidadãos honestos.
deles, levou celular, levou computador. Alguns desses empresários ficaram meses com a conta das empresas congeladas, sem ter condição de fazer frente às suas obrigações. Qual foi o crime desses empresários? Eles foram denunciados pelo inaceitável crime de fazer comentários num grupo privado de WhatsApp. Um deles entrou nessa história porque colocou um emoji, aquele
do dedinho para cima. Alguém tirou um print dessas conversas e, salvo engano, foi um parlamentar que levou esta denúncia gravíssima aos protetores do Estado de Direito. Então, isso me lembra daquela fábula, Caniato, daquele rei, um rei famoso, vaidoso, que foi convencido pelo alfaiate, por um alfaiate pigarista. O alfaiate tinha um tecido belíssimo, mas o tecido não existia.
era invisível e o alfaiate cobrou uma fortuna do rei para fazer uma roupa maravilhosa para o rei que não existia e aí o rei saiu desfilando pela cidade nu e todo mundo com medo do rei dizia olha a roupa linda do rei que maravilha seu rei possa majestade essa roupa é fabulosa e aí um garoto que estava passeando de mãos dadas com a mão garoto de 5 anos olhou e falou mamãe olha lá o rei
estar nu. É isso que a história desse jornalista diz. No meio do momento em que tanta gente fala da roupa linda do rei, meus amigos, o rei está nu. Pois é, muitas repercussões, viu? Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais manifestaram preocupação com a decisão do ministro e reafirmam que a atividade jornalística, independentemente do veículo,
e de sua linha editorial, conta com a proteção constitucional do sigilo da fonte. As entidades também reforçam que qualquer medida que eventualmente viole tal garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo, cobrando a revisão da medida que viola a liberdade de imprensa. Já a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo afirmou que essa decisão coloca a categoria em risco.
Mais um giro de análises, passar para o Cristiano Beraldo para analisar primeiro a notícia, a ação que foi realizada contra o jornalista e, claro, a manifestação das associações que repudiam a decisão do ministro da Suprema Corte, Beraldo. Pois é, Caneta, a gente se depara com essas situações e percebe claramente que existem brasileiros e brasileiros.
ele que procure os seus direitos, ele que fique na fila, ele que torça para que em algum momento alguém de bom senso olhe para o seu caso e lhe dê razão. Mas, dependendo do brasileiro que você é, aquelas pessoas que te incomodam, elas não são simplesmente alvos de uma contestação, como em qualquer caso, olha, aquele sujeito publicou uma notícia que é falsa. Bom, você tem instrumentos previstos na lei para que aquela pessoa eventualmente remova o conteúdo
Pague uma indenização. Agora, quando a gente observa a celeridade e a gravidade das medidas adotadas num caso específico, aí a gente tem que se assustar. Porque busca e apreensão, pegar celular, pegar computador. Daqui a pouco, esse rapaz que eu não conheço, eu não sei qual é a sua linha política, eu não sei qual é o tipo de jornalismo que ele faz.
A informação verídica ou inverídica agora teve o seu computador tomado, os seus celulares tomados e a sua vida será dissecada. A troca de mensagens com a sua esposa, com a sua namorada, com seus filhos, com seu pai, com a sua mãe, com seus amigos, estará na mão de alguém que está estimulado a fazer uma maldade. Quem sabe essas conversas serão vazadas e aí alguém dirá, olha, chegou até mim aqui, estou publicando.
ali falando as coisas que fala na sua intimidade, agora pra todo mundo ver. Esse Brasil que, diante de tudo que está acontecendo, não se contém no autoritarismo e na arbitrariedade, é o Brasil que não tem a menor chance de dar certo. E aí eu volto à fala do Mota, lá no início do programa de hoje. Mota, talvez era bom a gente deixar a gaveta aberta com o nosso passaporte ao alcance.
Porque o tempo de usá-lo não está longe de chegar. Pois é, e várias manifestações de pessoas que nos acompanham. A Roberta, cadê o direito à liberdade de expressão? À liberdade de imprensa? Muito obrigado pela mensagem, viu, Roberta? E várias outras mensagens também de pessoas que nos acompanham. Uma rápida parada, na sequência, análise do Bruno Musa. A gente segue trazendo as principais notícias do dia. Até já. Os Pingos nos diz. Jovem Pan. Como empresário, eu sempre fiz questão de me cercar do melhor.
E quando se trata da minha saúde e da minha família, eu sou ainda mais exigente. Por isso, eu sou cliente Amil há vários anos, o que não é nenhuma surpresa. Afinal, que Amil é o melhor plano de saúde do Brasil, isso todo mundo sabe. Mas o que talvez você não saiba é que Amil agora tem o Amil Black, o melhor plano de saúde do mundo. Com Amil Black, eu tenho uma concierge exclusiva, tratamento VIP nos principais hospitais,
Rápido reembolso do mercado. Além disso, eu conto com exames em casa ou no escritório e atendimento odontológico premium. E no exterior, a Mil Black me garante suporte total. Uma cobertura médica de 300 mil dólares, a maior do mercado. Com a Mil Black, eu estou cercado pelo melhor cuidado do mundo. Quem tem Sky tem futebol o ano inteiro. É jogo atrás de jogo. Brasileirão, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, Libertadores.
R$ 59,90 por mês. Você assina o plano com Premiere e Amazon Prime e ainda leva o Prime Video com filmes e séries para maratonar. E com o app Sky+, você assiste de qualquer lugar do Brasil, na TV, tablet ou no celular. Ligue e assine já. 30030220. Sky, mais diversão a cada conexão. A primeira edição do seu dia começa comigo na bancada, com os acontecimentos das últimas horas no Brasil e no mundo
Jornal da Manhã, de segunda a sexta. Primeira edição, às cinco da manhã. Segunda edição, às sete. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, lembrando a nossa audiência que você ainda pode participar
enquete do dia, nós perguntamos sobre a prisão de Daniel Vorcaro. Amanhã, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal vai avaliar a manutenção ou não dessa prisão. Só que Dias Toffoli não participará dessa apreciação. Então, quatro integrantes da segunda turma farão essa análise. Então, existe uma chance de empate. Então, eu gostaria que você trouxesse, compartilhasse com a gente também o que você pensa a respeito do que irá acontecer.
Jovem Pan, todos conectados com a gente, aqui em Os Pingos
isso. Deixa eu passar para o Bruno Musa, que nós, antes do break, falávamos sobre um caso de um jornalista que denunciou um ministro da Suprema Corte em relação ao uso de um carro oficial, os deslocamentos que eram feitos. E aí, curiosamente, foi autorizada uma operação que foi solicitada pela Polícia Federal, teve autorização e anuência de um ministro da Suprema Corte, e aí o jornalista acabou sofrendo, foi alvo dessa operação. Os nossos
situação, muitas manifestações, inclusive, de associações de jornalismo. Você, Musa. Renato, esse caso, ele é estarrecedor. Foi aquele que eu mencionei no meu primeiro comentário, quando nós começamos o programa, falando que falaríamos mais adiante, que é alguma coisa que, quando gera esperança, a gente percebe que eles continuarão atirando. O que nós vimos hoje, com relação a isso, é de uma gravidade imensa. A Constituição brasileira, ela garante
direito da liberdade de expressão. Ela garante o direito de... o segredo da fonte. E ele simplesmente mostrou alguns fatos que ele foi pesquisado ali como jornalista. E o Flávio Dino, envolvido nessa matéria, foi questionado. E a assessoria dele disse não vamos responder. O mesmo aconteceu com a instituição do Maranhão, com relação ao uso dos carros.
disseram que não queriam se pronunciar a respeito. Então, nós estamos vivendo um momento onde mensagens com indícios sérios de contratos ultramilionários, de envolvimentos de políticos, de encontros em Londres, tudo financiado com dinheiro público. Até o momento, nada aconteceu. Tentativas de calar uma delação premiada de Vorcaro que sabe muito mais do que saiu até o momento. Mas um jornalista que fala de um carro que foi usado
supostamente de maneira ilegal, por um ministro, esse passa a ter a sua vida vasculhada. Aqueles que acham que o Brasil tem uma certa liberdade, por favor, repense. Não tem nada a ver com esquerda ou direita. A gente vai seguir acompanhando essas movimentações e o avanço desse caso. Qualquer atualização, a gente discute aqui com os nossos comentaristas. Uma outra informação. Com as novas revelações do caso do Banco Master e o possível envolvimento de magistrados com Daniel Vorcaro,
desconfiança dos brasileiros no judiciário atingiu patamares recordes. De acordo com uma pesquisa que foi feita pelo Datafolha, o índice de pessoas que não confiam na Suprema Corte chegou a 43%, a maior taxa registrada desde o início da série histórica em 2012. Já o levantamento feito pela Genial Quest mostra que quase metade dos brasileiros não confiam no STF.
que vão desde a participação no julgamento de causas que envolvam clientes de seus parentes terem empresas ou serem sócios, até mesmo participação por palestras. O Datafora entrevistou mais de duas mil pessoas de 16 anos ou mais em 137 cidades do Brasil entre os dias 3 e 5 de março. Chama mais uma dupla de comentaristas. Você, Roberto Mota, levantamento que foi feito por dois institutos
de pesquisa e ambos apontam um aumento da desconfiança da população brasileira em relação à principal corte do judiciário. A percepção do cidadão comum é que a justiça no Brasil depende essencialmente de quem é o réu. E os fatos corroboram a percepção do cidadão. Nada é tão comum no Brasil quanto um escândalo envolvendo autoridades ou poderosos.
que acabam impunes, fazendo exatamente o que estavam fazendo antes. Esse absurdo, Caniato, ganhou áreas de tragédia depois dos eventos do 8 de janeiro. A gente não pode esquecer disso. Cidadãos comuns, donas de casa, pessoas de idade, doentes, receberam penas duras, injustas e absurdamente desproporcionais
por manifestarem opiniões políticas. Enquanto isso, os escândalos dos poderosos no Brasil continuam acabando em deboche e samba-enredo. As revelações do caso do Banco Master e como essas informações acabam impactando na percepção da população a respeito das instituições. E aí o foco no Judiciário da Ávila, os brasileiros desconfiando cada vez mais da Suprema Corte Brasileira.
Isso que indicou o levantamento realizado por dois institutos bem conhecidos. Bom, Criato, não é uma percepção, é a verdade. As pessoas estão enxergando a verdade. Quando você tem membros da Suprema Corte envolvidos com essa questão do Banco Master, um dos juízes pediu sigilo quando havia totalmente ligação da sua família com o objeto da investigação. Um negócio absurdo.
membros da corte que disseram não, ele vai se afastar da relatoria, mas não existe nada que prova que haja essa ligação. Como não? Ali tu as evidências. Depois um outro membro da Suprema Corte tem contratos milionários com a sua mulher, com o Banco Master. Então, Caniato, é óbvio que isso causa não só estupefação, mas mostra a imoralidade que a corte se meteu. As pessoas da corte se meteram. E isso, Caniato,
Fere aquela imagem de probidade, aquela imagem de última instância que o brasileiro recorre para fazer valer a Constituição. Agora é uma avacalhação total. Então é óbvio que essa percepção negativa aparece aos olhos da população. Então daqui pra frente, temos que lembrar o que o Beraldo falava antes, né? A probidade dos ministros antigos que podiam sair às ruas e eram aplaudidos e até reconhecidos
por sua isonomia, por sua capacidade de julgar com imparcialidade. E agora é isso que nós estamos vivendo. A corte que deveria ser corte constitucional se transformou num tribunal político. Pois é, e aí a gente tem que colocar esse outro aspecto também nessa discussão. Deixa eu passar para a nossa outra dupla de analistas, Cristiano Beraldo e Bruno Musa. Mas, Beraldo, não dá para falar que estava tudo muito bem. E depois da revelação do caso do Banco Master,
tudo piorou, não é disso que se trata a gente vem ao longo dos últimos anos em um processo em que a população desconfia ou pelo menos não concorda com uma série de procedimentos adotados pela Suprema Corte, mas a gente poderia até destacar alguns ministros não vou mencionar nomes mas esse processo vem se agravando como uma bola de neve e existe pra você um marco temporal, tudo começou lá no julgamento do impeachment
da Dima. Acho que foi o Davilon Mota que comentou esse episódio. Mas há quem entenda que outros episódios podem ter apertado o botão de start desse processo de corrosão da Suprema Corte. Renato, vamos aos fatos, né? Então, essa é uma pesquisa que é realizada desde 2012. Sim. Em 2012, nós estávamos ali no momento do julgamento do Mensalão, que foi o grande, até então, maior caso de corrupção,
são malas de dinheiro distribuídas entre parlamentares para que votassem junto ao governo. Naquele momento do Mensalão, o então presidente da corte, Joaquim Barbosa, e eu lembrei isso aqui ontem, fez um discurso, um alerta ao povo brasileiro, em que ele chamava a atenção para a indicação de Luiz Roberto Barroso para a corte constitucional brasileira, em que com ele se formava uma maioria de circunstância para colocar por terra todo o trabalho primoroso,
pelo Supremo no julgamento do Mensalão. A partir dali, daquele final do julgamento, todos ao longo de um curto tempo, todos aqueles condenados foram para casa e se livraram das penas que foram impostas. Depois nós tivemos o caso do Petrolão. O caso do Petrolão deu um alento à população brasileira porque o judiciário tomou a frente desse processo de punir corruptos.
que eram tidos como intocáveis. Pois bem, vieram as eleições de 2018, o Brasil naquela esperança de uma transformação e o que acontece na sequência é justamente o oposto. O judiciário brasileiro foi encontrando seus caminhos para colocar aqueles condenados nas ruas de novo. E uma grande decepção se abateu sobre a população brasileira. Depois veio o caso do 8 de janeiro, em que a lógica foi sendo desafiada e pessoas comuns olhavam para aquilo e falaram,
pessoas presas ali no Rio de Janeiro, claramente não tinha a menor condição de elas darem um golpe. E aí, isso foi colocando a esperança do brasileiro por terra. E agora nós temos o Banco Master, que é mais um episódio dessa derrocada da credibilidade do judiciário. Vários assuntos relacionados ao Banco Master, trataremos amanhã, inclusive, começaremos com o Bruno Musa amanhã. Quero agradecer pela participação na enquete do dia.
Vamos colocar só o resultado? A maior parte das pessoas entende que sim, não há como ignorar os crimes,
é preciso deixá-lo em regime fechado. Essa é a decisão que deverá ser tomada pelos ministros. Obrigado pela participação. Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Até amanhã. Tchau, tchau.