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Toffoli se afasta do caso Master / Registro de Lula-Vorcaro some

12 de março de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (11):

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e se afastou da relatoria de uma ação que poderia obrigar a Câmara a instalar uma CPI sobre o caso Banco Master. A decisão ocorreu pouco depois de o magistrado ser sorteado para analisar o pedido. Toffoli alegou foro íntimo e não detalhou os motivos do afastamento.

A Presidência da República informou que não há registros oficiais de reuniões entre o presidente Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto. A informação veio após pedido via Lei de Acesso à Informação. O caso ocorre em meio às investigações sobre o Banco Master e encontros envolvendo autoridades e consultores ligados à instituição.

Integrantes do governo Lula demonstram preocupação com o impacto político do escândalo envolvendo o Banco Master. Nos bastidores, aliados do Planalto articulam uma estratégia para associar a crise à gestão anterior, citando o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A avaliação é que o desgaste pode crescer se o caso continuar atingindo diferentes esferas do poder.

O ministro aposentado do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que o Judiciário atravessa um momento difícil em meio às revelações envolvendo o caso Banco Master. Em entrevista, ele também elogiou a condução das investigações pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e pelo relator André Mendonça.

Relatórios citados em investigação apontam pagamentos de R$ 3,6 milhões do Banco Master a uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, do União Brasil. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo com base em registros analisados pelo Coaf. Em nota, ACM Neto afirmou que os valores se referem a serviços de consultoria prestados de forma regular.

O Senado aprovou um projeto que cria mais de 17 mil cargos no governo federal e prevê reajustes para diversas carreiras do Executivo. A medida pode gerar impacto de cerca de R$ 5,3 bilhões apenas neste ano. O texto agora segue para sanção do presidente da República.

O percentual de famílias endividadas no Brasil chegou a 80,2% em fevereiro, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O índice representa o maior patamar da série histórica da pesquisa. Os dados indicam que a maioria das famílias brasileiras possui algum tipo de dívida.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Assuntos13
  • Afastamento de Toffoli do caso MasterDeclaração de suspeição por motivo de foro íntimo · Relacionamento anterior com Daniel Vorcaro · Participação como sócio de resort vendido a fundo ligado ao banco · Novo sorteio para definir relator · Análise sobre timing e motivações do afastamento
  • Desaparecimento de registros de reuniões entre Lula e VorcaroAusência de registros oficiais no Palácio do Planalto · Reunião em dezembro de 2024 não documentada · Agendas de Marcola vs. agenda de Lula inconsistentes · Visitas de Vorcaro ao Planalto sem registro · Contraste com investimentos governamentais em Banco Master
  • Banco MasterConversas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Contrato de 129 milhões de reais com esposa de Moraes · Conexões de Toffoli com pastor Fabiano Zindel · Contratação de Guido Mantega como consultor · Pagamentos a empresa de ACM Neto
  • Estrategia GovernamentalTentativa de jogar responsabilidade em Bolsonaro · Culpabilização de Roberto Campos Neto · Preocupação com impacto eleitoral · Reconhecimento interno de que estratégia pode não ter prazo de validade · Possível contaminação de todo o governo
  • CorrupçãoVenda de CDbs acima do mercado · Envolvimento de grandes bancos na venda · Comissões bilionárias pagas para intermediários · Ativos 'podres' utilizados como justificativa · Investigação pela Polícia Federal e Coaf
  • Segurança OperacionalPossibilidade de acordo com Polícia Federal · Necessidade de aprovação do Supremo · Reuniões sem gravação entre Vorcaro e advogados · Potencial de revelações de envolvimento de figuras importantes · Comparação com desfecho da Lava Jato
  • Eleições Rio de JaneiroQuestão de judicialização excessiva da política · Rejeição de casos vs. aceitação indiscriminada · Diferença com Supreme Court americano · Inserção do STF em assuntos legislativos · Impacto na credibilidade da Corte
  • Contratação de Guido Mantega como consultor do Banco MasterSalário de 1 milhão de reais mensal · Indicação de Jacks Wagner · Reuniões com Lula via Marcola · Encontros não registrados nas agendas oficiais · Potencial para cargo na Vale
  • Atuação de Lucia na políticaPrimeiro empate numérico em segundo turno · Convergência de intenções de voto em 41% · Queda de vantagem de 10 para zero pontos · Rejeição crescente ao governo · Crescimento de Flávio como candidato moderado
  • Crise InstitucionalProeminência excessiva de ministros na mídia · Comparação com cortes constitucionais de outros países · Necessidade de código de conduta · Diferença entre Joaquim Barbosa e ministros atuais · Impacto na confiança pública nas instituições
  • Manifestação de Luís Roberto Barroso sobre crise do STFReconhecimento de momento difícil da Corte · Elogio à condução de Edson Fachin e André Mendonça · Crítica implícita ao ativismo judicial anterior · Necessidade de esperar conclusões das investigações · Impacto na confiança pública
  • Aprovação legislativa de projetosCriação de vagas no governo federal · Reajustes para diversas carreiras do Executivo · Impacto orçamentário de 5,3 bilhões de reais · Crítica ao aumento do funcionalismo · Questão de responsabilidade fiscal e produtividade
  • Reforma Administrativa PublicaProgressão por tempo de serviço vs. mérito · Falta de mensuração de performance · Necessidade de critérios de desempenho · Valorização de servidores competentes · Congelamento de contratações até reforma
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Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is. Os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos comentaristas aqui da Jovem Pan e várias notícias importantes. Para começar, após a Polícia Federal apontar vários indícios de possível envolvimento entre Dias Toffoli e Daniel Vorcaro, o ministro que foi sorteado, relator do pedido de abertura da CPI do Banco Master, se declarou suspeito.

Isso aconteceu há pouco. Em decisão, o magistrado alegou foro íntimo. Não entrou em detalhes sobre o seu afastamento. Horas antes, Toffoli havia sido sorteado relator de uma ação apresentada pelo deputado Rodrigo Hollenberg. Ele pediu que a Justiça obrigue a Câmara dos Deputados a instalar a CPI para apurar o escândalo envolvendo o Master e também Daniel Vorcaro. Chama os nossos comentaristas. Vamos ao Rio de Janeiro.

Análises e reflexões. Mota, seja bem-vindo, ótima noite a você. Decisão tomada pelo ministro Toffoli, se declara impedido, alegando o foro íntimo, mas obviamente que muitos colocam em perspectiva aquela decisão tomada por ele à época da relatoria. Não se declarou suspeito nem impedido, mas saiu de forma voluntária. Enfim, quais são suas impressões a partir dessa decisão de Dias Toffoli? Bem-vindo. É um pequeno gesto sensato,

no oceano de insensatez. Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite, a nossa audiência, que está diante de mais esse enigma. É um gesto sensato, mas é muito pouco, muito tarde. Não basta. É preciso muito mais. Magistrados não podem ter interesse nos processos que conduzem. Se tinham interesse e conduziram a si mesmo,

gravíssimo. Não se pode simplesmente fazer de conta que nada aconteceu. Pois é, é sempre importante lembrar que reportagens apontaram que a empresa que o ministro é sócio foi sócia de um resort e essa participação da empresa foi vendida a um fundo ligado ao Banco Master. Chama agora o Luiz Felipe Dávila para também trazer suas impressões a respeito dessa notícia, essa informação que foi divulgada há pouco

ministro Toffoli pedindo para sair, se afastando de uma nova apuração que envolve o caso do Banco Master, se declara impedido e a justificativa é uma decisão de foro íntimo da Ávila. Foi uma decisão sensata do ministro Toffoli, mas isto não encobre o que ocorreu antes. Não podemos esquecer que houve uma decisão unânime do colegiado do Supremo Tribunal Federal, dez juízes,

voto de desagravo a Toffoli quando ele desistiu da relatoria do projeto, como se ele não tivesse nenhum envolvimento com esse caso, como se ele fosse suficientemente imparcial para poder julgá-lo. Quando, naquela época, Caniato, os fatos já mostravam o envolvimento da família do ministro com o Banco Master. Então, foi uma reação do corporativismo para que Toffoli abrisse

mão da relatoria do processo. Agora, ele fez muito bem, porque se não tivesse feito esta atitude de renunciar à relatoria desse projeto, certamente os holofotes estariam em cima dele e agravaria a situação dele. Não podemos esquecer que ontem mesmo houve já pedidos de CPI no Congresso Nacional e muitos voltados para o Supremo e impeachment de ministros como o Toffoli. Então, fez muito bem o

ministro recuar neste momento. Mas o caso continua sendo exposto de tal sorte que ele pode votar no caso que está sendo relatado pelo ministro André Mendonça, porque os dez juízes entenderam que não havia nenhum conflito de interesse nesse caso. Por isso, foi uma boa notícia. Mas é bom ficarmos em estado de alerta.

próprio ministro, passar para o Cristiano Beraldo. Beraldo está ao vivo com a gente aqui no estúdio. Vou até para aberta, para prestigiar o nosso estúdio. Beraldo, seja bem-vindo. Ótima noite a você. Claro que muitas reflexões a partir dessa decisão tomada pelo ministro Toffoli. O Mota e o Dávila falam em sensatez, mas muitos lembram a época em que Toffoli era o relator do caso que apura a fraude no Banco Master. E os atos e as decisões tomadas a época em que ele era relator? Muitos talvez se lembrem disso e questionem.

Bem-vindo.

Congresso Nacional, especificamente a Câmara dos Deputados, a instalar a CPI do Banco Master, me parece, Caniato, aquele momento na Copa, salvo engano, de 94, em que o branco chuta a bola para o gol e o Romário só desvia e deixa a bola entrar no gol. Por que eu digo isso? Porque, na verdade, o pedido do deputado Hollenberg é para que o Supremo Tribunal Federal

a Câmara dos Deputados a instalar essa CPI. O problema é que existe um regimento na Câmara dos Deputados e a instalação ou não de CPI se dá no contexto da política. Se há ali um número específico de CPIs que podem funcionar ao mesmo tempo dentro da Câmara dos Deputados e há também uma fila de outras CPIs que também tem assinaturas suficientes para serem instaladas, fica

pergunta, vão estar lá do Master na canetada? É a única CPI que está na fila que é relevante? Se é a única relevante, por que as outras então tiveram assinaturas? E aí a gente percebe que se a construção não for dentro do parlamento, vão ficar fazendo essa chicana jurídica que não vai dar em absolutamente nada. Então, me parece, Caniato, que esse atalho que o deputado Hollenberg tentou pegar é simplesmente para ele

aparecer bem na foto. Eu duvido muito, seja quem for o relator, mesmo o ministro André Mendonça, que tem sido tão rígido nas suas decisões em relação ao caso Master, eu realmente tenho minhas dúvidas de que haverá uma imposição por parte do Supremo Tribunal Federal a decisões que cabem exclusivamente ao Legislativo. Pois é, esse é um outro tópico, é algo que a gente precisa analisar também. É papel da Suprema Corte decidir se vai ter CPI ou não?

tomar e avançar com uma questão que é de responsabilidade da Casa Legislativa. Deixa eu passar para o Bruno Musa, está ao vivo com a gente. Musa, antes de passar a palavra, eu só quero abrir aspas para a manifestação do ministro Toffoli. Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino a Secretaria Judiciária que encaminha esse processo à presidência desta Suprema Corte para adoção das providências que julgar pertinentes. Fecho aspas.

provavelmente haverá um novo sorteio. Regras são regras, um novo sorteio, e aí um outro ministro tomará essa decisão em relação ao pedido que foi feito pelo parlamentar. Enfim, você, Musa, suas impressões a partir dessa notícia que chegou há pouco a redação da Jovem Pan. Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite, Beraldo, Dávila, Mota, todos que nos escutam. Bom, vamos lá. Acho que todos os três comentaram aqui já partes importantes e óbvias com relação a isso.

uma apimentada e deixar a minha opinião. Eu, particularmente, venho falando quase que diariamente que não me resta mais nenhum tipo de esperança dentre as instituições brasileiras. Nenhuma. E quando eu falo nenhuma, é nenhuma. Literalmente. Nem a forma como são escolhidos todos os processos, relatores e tudo mais. Dito isso, o que eu quero dizer é que, na minha opinião, será que não pode ter sido uma forma dele sair da relatoria

se mostrando suspeito, o que é muito óbvio que ele é, desde o começo de absolutamente tudo, para tentar melhorar um pouco a imagem, não apenas do ministro, mas do STF, que está na boca da população, desde a mais pobre até a mais rica. Se discute isso diariamente nas ruas. Tente pegar um táxi, tente pegar um Uber, tente andar a pé, ir em qualquer bar. Você tem ou alguma piada ou algum papo falando a respeito disso de maneira mais séria.

das discussões nas ruas. E o STF, segundo as principais pesquisas, tem mostrado que ele é o principal culpado, atribuído essa culpa da população ao STF por tudo o que está acontecendo. Será que não seria uma imagem dele falar, ora, agora eu me declaro suspeito? Só agora? Com todo o histórico anterior, não havia suspeição antes disso? Talvez, na minha opinião, ele nem sequer deveria ter participado do sorteio.

para aparecer como relator de um caso desse. Depois de tudo que vimos, de todas as notícias dele ter assumido ser sócio da Maridite, com quebrar o sigilo da Maridite e logo depois voltar atrás com o ministro parceiro dele, parceiro dentro do STF, será que ele não deveria, ele mesmo, não ter participado desse sorteio? Eu acho que ficaria muito mais claro. A imagem, para mim, não muda absolutamente nada. Pois é, esse é um ponto importante. E os atos?

decisões que foram autorizadas pelo então relator Dias Toffoli, alguém poderá questionar justamente se ele se declara suspeito impedido nesse momento, aquela época não era, naturalmente advogados poderão se utilizar desse precedente aberto para questionar ações e atos que foram tomados pelo então relator.

Lá na frente, alguém questione algum detalhe do processo e identifique uma irregularidade que possa até inviabilizar o processo ou até alguma coisa que tenha sido determinada? Causa grande preocupação, Caniato. E eu tenho quase certeza de que é isso que vai acontecer. Hoje eu estava fazendo compras no mercado e uma senhora parou perto de mim e me perguntou, você acha que isso vai dar em alguma coisa? E eu virei para ela e falei, não.

acho não. E essa é uma das razões. Eu queria observar aqui, primeiro, que todas, que algumas pessoas têm toda a sorte do mundo, né? A maioria de nós não consegue nem ganhar um sorteio de rifa de torradeira elétrica na escola do filho. Outras pessoas têm uma sorte fenomenal. É mais um exemplo da desigualdade brasileira, meus amigos. Agora, eu queria chamar atenção pra esse aspecto dessa notícia que o Beraldo chamou, né? Trata-se do pedido de um deputado do

do Partido Socialista Brasileiro, para que a corte ordene a instalação de uma CPI. Ali você já para, né? Para a notícia aí. Mais uma vez, o parlamento está indo ao judiciário e pedindo que o judiciário cumpra as funções do parlamento. Até o dia em que o parlamento vai ser totalmente obsoleto. A gente não vai mais precisar desses deputados. A gente já sabe, vai direto no judiciário. Agora, o objetivo da CPI, a gente precisa falar que esse deputado

instalada é investigar as fraudes ocorridas na negociação da compra do Master pelo Banco de Brasília, o BRB, e só isso. O objetivo verdadeiro, segundo alguns observadores, seria desgastar o governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha, e potencialmente, potencialmente, desviar o foco da atenção que hoje está bem em cima dos integrantes da corte.

Supremo. Pois é, e tem também aquele aspecto, né, Dávila? Quando a gente fala no caso do Banco Master, parece que toda instituição ou agente público quer puxar pra si a investigação, né? Sabe que renderá bons cliques, os holofotos estarão focalizando aquelas figuras que em alguma medida tem participação na investigação. Agora, vai funcionar? Não sabemos. Criatos, tem dois aspectos importantes aqui. Primeiro esse que o Mota trouxe, que foi a

judicialização excessiva da política nos últimos anos. Todo mundo quer entrar no Supremo discutindo algum aspecto da constitucionalidade em derrotas ou em agendas particularmente ligadas a um partido ou uma ideologia ou uma causa. Agora, como é que o Supremo deveria ter reagido ao longo dos anos se fosse uma corte constitucional? É o que nós chamamos do juiz negativo. A única coisa que ele tem que fazer

se aquele assunto é constitucional ou não. Isso aqui não cabe à Constituição. Isso aqui, por exemplo, instalação do ACPI é um assunto unicamente, exclusivamente do Parlamento. Então, pronto, joga o caso fora. Não vamos nem discutir isso aqui. Esta atitude é que o Supremo deveria ter tido ao longo dos últimos anos para evitar esta enxurrada de judicialização da política. Mas não, não somente aceita como se acha responsabilidade

de reagir a toda vez que é provocado. E não é assim que funciona em nenhuma Suprema Corte do mundo. Aliás, a Suprema Corte americana rejeita a maioria dos casos quando é provocado, porque acha que aquele negócio não tem a ver com um aspecto constitucional. Ela praticamente aceita casos quando ela quer expressar ou esclarecer uma opinião determinada sobre a Constituição. Então, no Brasil, virou essa farra. Parece que é assim um complexo de culpa. O Supremo tem que se manifestar em absolutamente

todos os assuntos quando provocaram. E isso causou essa enxurrada de ação muito mais grave. Não só se manifesta, e aí entra o ativismo judicial, como quer interpretar a lei de uma forma elástica para incluir coisas na lei que não estavam no espírito da lei quando foi aprovada no Congresso. E aí nós caímos em muitas barbaridades aqui, como foi a questão do marco temporal, postos de drogas, aborto, etc.

Então, isto é um mal que precisa ser estancado. E só pode ser estancado uma mudança de atitude dos ministros do Supremo. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto, nesse caso, é o seguinte. Sorte deste... O meu ato falou das pessoas que têm sorte. Sorte dos brasileiros que caiu agora a relatoria com André Mendonça. Porque é uma pessoa discreta, técnica, proba, que não fica dando entrevista toda hora, que não é que nem mariposa que fica procurando...

Esporte de luz para falar, microfone, nada. Isso é muito importante quando se trata dos dois casos que definirão a credibilidade ou descrédito total da Suprema Corte, que é a questão da relatoria do INSS e do Banco Master. Então, Caniato, a melhor coisa para o Supremo agora é evitar holofotes, fazer uma análise técnica, jurídica,

e focar na essência do esclarecimento desses dois escândalos nacionais. Um é o maior escândalo financeiro da história do país e o segundo é a roupalheira recorrente no INSS. Então, esses dois casos, se resolvidos de maneira de acordo com a lei e a Constituição, podem ajudar muito a começar a melhorar a credibilidade do Supremo Tribunal Federal.

que em algum momento elas devem se encontrar, porque há agentes, inclusive, que são citados nas duas investigações. Deixa eu só destacar qual foi a justificativa do deputado Hollenberg, abrindo aspas para ele. Até a presente data, passados mais de 30 dias do protocolo de requerimento da CPI e da apresentação da questão de ordem, não houve qualquer andamento ou adoção de medida por parte da presidência da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, no sentido de providenciar a instalação da CPI.

aspas, Hugo Mota, de forma reiterada, sempre justificando que haveria uma fila, né? Não dá pra chegar ao primeiro requerimento e colocar na frente das demais. Você, Cristiano Beraldo, os nossos comentaristas até, após a sua fala, destacam esse excesso de pedidos à Suprema Corte, o excesso de judicialização da política. A Suprema Corte é provocada. Qual deve ser o papel? Devolver, então, os pedidos que ela entende que não competem, não são de responsabilidade da Suprema Corte?

O Flávia trouxe aqui uma comparação com a Suprema Corte norte-americana e só para a nossa audiência ter uma ideia, no último ano a Suprema Corte norte-americana aceitou 65 casos e ela teve alguns pedidos adicionais que são classificados como emergências e isso não somou 200 casos ao longo do ano. Isso sim é uma Suprema Corte, uma Corte Constitucional que tem a responsabilidade

de guiar a interpretação da Constituição tão somente. Mas o Brasil, especialmente pelos partidos de esquerda, a partir da Constituição de 88, que foi deixando inúmeras brechas, a Suprema Corte foi se apropriando desse papel de decidir sobre questões absolutamente políticas. Quando você fala de um deputado de Brasília, aliás, o Mota destacou muito bem,

E o deputado Hollenberg é de Brasília. Então há uma disputa política local de interesse do deputado Hollenberg. Não é de interesse do Brasil, não. Não se trata aqui do interesse nacional. Porque ele que é do partido do vice-presidente da República, do partido do Márcio França, do João Campos, figuras tão próximas do presidente Lula e de tantas outras figuras iluminadas da esquerda, por que ele não usou o seu prestígio político para pressionar o contrário?

Congresso, tendo apoio da bancada que apoia o governo, pra fazer essa CPI andar. Porque só interessa a ele. Então, essa mesquinharia na atuação legislativa, figuras como ele, figuras menores, que vão ser varridas pra debaixo do tapete da história política brasileira, eles simplesmente ocupam o noticiário e consomem recurso público com este tipo de pleito que vai ali entrar na fila da Suprema Corte brasileira, que não rejeita absolutamente

nada, porque tem uma vocação construída pelos próprios membros pra se meter em absolutamente todos os assuntos políticos. Pois é, só pra fechar essa rodada, você, Musa, tem expectativa de um avanço na CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados? Há instrumentos por parte dos congressistas pra entregar resultados importantes em relação a essa investigação? Você acha que renderia muito mais clique pro Instagram e é

Preciso se debruçar sobre a investigação que é tocada por André Mendonça, STF e também Polícia Federal. Eu acho que dá para tocar em paralelo. Uma CPMI, no meu entender, mal não faria. Você traria muito mais holofote, traria muito mais visibilidade, mais discussão de um tema que, como eu mencionei, está sendo discutido em cada canto do Brasil, nos mais distantes locais, se houve essa discussão. Então, eu acho que se desse para manter em paralelo o maior nível de holofote de pressão, melhor.

o que o André Mendonça tem feito. Inclusive, algumas matérias noticiando que ele está negociando uma delação premiada direto com delegados da Polícia Federal, sem passar pela PGR, que já mostrou, ou melhor, não mostrou a que veio no caso. Então, o meu ponto aqui que eu quero dizer é que me parece que sim haveria argumentos para andarmos com isso, trazer pontos sólidos para que novas provas fossem mostradas para a população, que todos nós merecemos, afinal de contas,

Financiamos tudo isso, todo aquele encontro em Londres, whiskeys, isso é o mais barato de tudo. Então temos o direito de saber, parece que há argumentos sólidos para isso. Agora apenas fazer uma correção aqui a um ponto que, uma ponderação, melhor dizendo, ao ponto que o Dávila comentou, que o melhor caminho do judiciário seria justamente levar para o lado técnico. Dávila, como você muito bem falou, o problema é que se eles levassem para o lado técnico e não fizessem nenhum tipo de política, já passou do ponto de não retorno.

Provavelmente mostrará que todos os indícios, grande parte deles, estão envolvidos com tudo isso. Os nomes foram mencionados, as notícias já foram divulgadas, as mensagens também quebradas, os encontros confirmados. Portanto, o lado técnico agora, acho que me parece muito mais complexo. A coisa é quem vai continuar atirando antes de cair. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Dávila, quer só fazer o comentário em cima do que disse o Musa,

que você falou. É, justamente por causa disso que precisa ser muito técnico nas mãos do André Mendonça, e é o que ele está fazendo. Daí, dependerá muito da coragem e da determinação do presidente do Supremo, Edson Fachin, blindá-lo, porque não é pouca a pressão para sabotar o trabalho técnico do relator. Aliás, o que eles querem, Muz, é uma solução política. Sabe qual que é a solução política? Varrer o problema pra debaixo do tapete, virar a página e esquecer esses

ele partir pra outra. Ninguém quer resolver. Então, é fundamental nesta hora, para não criar mais tensão política, tratar politicamente um caso, que hoje é um caso de polícia e do Supremo Tribunal Federal. Pronto. Então, este é o ponto. E não politizar uma questão judicial que pode complicar ainda mais a operação, que é o esclarecimento total de todos os envolvidos. Nós já sabemos, né, Muzo? Só pelo que já foi divulgado,

como bem disse o presidente do PL, metade da república vai cair quando esse negócio vir à tona. Então, já tem gente demais. Agora é preciso esse olhar técnico. Pois é, daqui a pouco a gente vai acionar, inclusive, a nossa reportagem. Tem informações adicionais a respeito dos muitos encontros realizados por Daniel Vorcaro com autoridades. Mas antes disso, quero só passar para o Mota, porque há a questão que envolve a possibilidade do fechamento de uma delação

meada, né, Mota? Um instituto que a gente escutou tanto durante a Operação Lava Jato e ao temor de várias figuras importantes de que isso pudesse ser fechado entre Daniel Vorcaro e a Polícia Federal. Imagine só o volume de informações que poderiam ser compartilhadas pelo Daniel Vorcaro. E até foi feita uma solicitação para o relator André Mendonça para que as reuniões, os encontros entre Daniel Vorcaro e os advogados fossem encontros sem gravação, porque sempre tem

câmera de segurança ali na sala destinada ao encontro do custodiado com os seus advogados. Então, esses encontros não deverão ser gravados, foi autorizado isso por André Mendonça, e os advogados poderão entrar nessa sala com blocos de papel e canetas pra fazer as anotações, imagino, as orientações que vão ser passadas por Daniel Vorcaro, né? Nomes, situações, pessoas, enfim. Você, Mota, quando a gente coloca no horizonte a possibilidade de delação premiada, quais?

devemos considerar. Só deixa eu confirmar com a direção quanto tempo a gente tem até a chegada da rede. 50 segundos esse comentário, Mata, por favor. Nada a temer, Caniato. Ontem eu recebi de um amigo por WhatsApp um vídeo. Esse vídeo mostrava uma famosa figura da política nacional que inclusive está um pouco sumida, fazendo uma delação premiada. É um vídeo de vários minutos em que esta pessoa conta barbaridades que aconteceu

na política brasileira. Foi tudo anulado, Caniato. Não valeu de nada. Os personagens que ele delatou estão de volta à cena política brasileira. Então, em relação à delação premiada, não há absolutamente nada a temer. Pois é, acho que tem tantos ingredientes, tantas facetas, quando a gente olha para o caso do Banco Master. Inclusive, a gente vai acionar a nossa reportagem, trazer outras informações que vêm sendo divulgadas e apuradas também pelos jornalistas de todo mundo.

país. Bem, agora sim a gente vai receber a rede Jovem Pan. Seja bem-vindo, você de volta aqui na programação da Jovem Pan, programa Os Pingos nos Is, as informações relacionadas ao caso do Banco Master e a presidência da república disse não ter feito nenhum registro das reuniões realizadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no Palácio do Planalto enquanto atuou como consultor do Banco Master. Vamos acionar o nosso repórter, Misa Amen, né?

já está aqui com a gente na programação da Jovem Pan. Seja bem-vindo, uma ótima noite a você, Misael. Conta para a nossa audiência. A falta de registros inclui, inclusive, essa reunião de Daniel Vorcaro com o presidente da República. Conta para a gente. Bem-vindo mais uma vez. Isso, uma reunião com o presidente Lula que aconteceu em dezembro de 2024. Muito boa noite para você. E a Flatiago, muito boa noite para você, Caniato. E para todo mundo que acompanha os Pingos nos Is,

A informação da presidência da república foi feita em resposta a um pedido de lei de acesso à informação de uma reportagem do Metrópolis. E como mostrou o site, Guido Mantega foi contratado como consultor do Banco Master com salário de um milhão de reais mensais a pedido do líder do governo no Senado, o senador Jacques Wagner, ele que é do PT da Bahia.

para atuar como consultor no Master. E, em nota, o senador Jax Wagner, ele disse que não participou em nenhum momento da contratação de Guido Mantega pelo Banco Master. Guido Mantega reuniu-se com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, mais conhecido como Marcola, em pelo menos seis ocasiões. Em quatro delas, já como consultor do Master. Houve um encontro em novembro de 2023,

e outros cinco encontros ao longo de 2024, inclusive essa reunião em dezembro com o presidente Lula. Os encontros com o Mantega estão nessa agenda de Marcola, mas não estão na agenda do presidente Lula. Na reunião de dezembro, o registro na agenda de Marcola não faz referência à presença do presidente Lula. Além de Mantega, o próprio Vorcaro, ele foi pelo menos três vezes ao Planalto em 2023,

E em 2024, esses encontros não estão registrados na agência oficial. Então, você vê aí várias incoerências, né? Porque espera-se, quando a gente fala de transparência, que numa investigação a gente encontre essas visitas, esses encontros, essas reuniões oficiais.

presidente da República Federativa, com o presidente do Brasil. Então, espera-se que tenha tudo registrado, mas há algumas incoerências entre a agenda de Lula e entre a agenda de Marcola, conforme mostra essa apuração. Caniato? Tá certo, Mizar Manete trazendo os detalhes e essa ausência de informação referente a essas agendas de Daniel Vorcaro com autoridades. Vai saber se a secretária não usava um bloco de papel, né? A gente precisa considerar também

profissionais analógicos, né, Misael Manete? Bom, deixa eu passar para os nossos comentaristas, vamos analisar essa situação, a ausência de informações sobre as reuniões que teriam sido realizadas por Daniel Vorcaro, com várias figuras importantes. Você, Cristiano Beraldo, para além de reflexões a partir de uso de blocos de papel para agendar reuniões, o que a gente deve considerar quando reuniões não são divulgadas?

dessas agendas são divulgadas inclusive na internet. Mas nem todas são publicadas. Zé Caniato, agora a gente precisa olhar pra essa situação como não uma situação isolada. E ali, obviamente, não foi registrado porque se convencionou a não registrar. Não é que se perdeu o registro. Não é que o bloco de notas da secretária acabou sendo jogado no lixo por engano. Ou esqueci, né? O que acontece é que este tipo de situação

de reuniões marcadas por figuras que saíram da vida pública para se inserir no meio privado e faturar alto com isso, como é o caso de Guido Mântega, esses registros se unem aos registros de imagem do Ministério da Justiça em relação ao 8 de janeiro. Eles desaparecem, porque já é premeditado que eles devem desaparecer, que eles não devem existir.

foi considerado para ser presidente da Vale do Rio Doce. Era o que o presidente da República, segundo os relatos da época, queria para ele. O salário do presidente da Vale do Rio Doce chega a 60 milhões de reais por ano. São 5 milhões de reais por mês, na média. Vocês acham que o Banco Master, que pagava 1 milhão, era o único cliente do ex-ministro Guido Mantega? Certamente não era.

outras reuniões aconteceram, certamente existia todo um sistema ali para que essas reuniões acontecessem e gerassem algum tipo de resultado. Não sei se para o Brasil, mas certamente um resultado para o amigão Guido Mantega. Pois bem, esse é o Brasil de verdade, a gente não pode se iludir. Eu não acredito em acasos, eu não acredito em amadorismo,

esse cuidado redobrado, porque sabia que daquela sala de reuniões saía um mau cheiro muito incômodo. Pois é, porque se a reunião não é publicada, não é divulgada, logo, ninguém sabe que ela aconteceu. Se ninguém sabe que aconteceu, não podem cobrar o resultado daquela reunião. Estamos falando de um representante, alguém que foi colocado lá pelo voto popular. Você, Bruno Musa, quais aspectos da ausência desses documentos, dessas informações,

considerados nesse processo investigativo. Talvez essa reunião tenha sido marcada num bloco de nota, printado, enviado no WhatsApp e em leitura de visualização única, ao invés de ter sido em papel. E aí simplesmente desapareceu. Às vezes acontece isso, né? Certas coisas da tecnologia. Bom, fica muito claro que essa seria uma de muitas agendas que aconteceram ao longo do tempo. Nós vimos que em 2024 o Daniel Vorcaro comprou uma empresa, se não me engano farmacêutica, me corrijo aqui, se for de outro setor,

em que o Lula foi fazer a inauguração dessa empresa. 2024, posso puxar aqui, que eu estava lendo a respeito disso esses dias. E quando ele foi nessa inauguração, foi ele, pessoalmente, que foi lá prestigiar essa compra dessa empresa que ele tinha feito. Ou seja, há uma proximidade clara entre o banqueiro e o chefe do Executivo Nacional. Você não vai comparecer a qualquer compra de empresas. Nós vemos várias ao longo da história e grandes, que não tem um comparecimento.

do chefe do Executivo ou de qualquer figura importante da República. E quando nós vemos nas conversas que estão vindo a público, a exposição de nomes cada vez maiores que comandam as instituições, não seria exceção apenas do Executivo, figura importante dentro da política brasileira. E aqui confirma mais uma vez isso. Ou seja, um encontro que é feito de forma nada transparente. Veja, quando eu sempre falo, parece que nós esquecemos,

afinal de contas, naturalizamos tudo. O servidor público, o próprio nome diz servir o público, servir as pessoas. A pessoa, quando opta por entrar no meio político, ela naturalmente deveria entender que a sua vida privada possa ser algo, digamos, até um luxo. Muitas coisas passam a ser abertas, ou ele ser reconhecido na rua, ou ele passar a ter uma exposição maior com as suas contas, aonde vai, com quem vai, quem compra, quem paga por tudo isso.

no Brasil, isso não é uma regra. Muito pelo contrário. Parece que eles se tornam semideuses, onde nada precisam justificar para todos nós que somos obrigados a financiá-los. Motão, uma coisa é quando nós tratamos de notícias que apontam a relação de Daniel Vorcaro com o tal do Sicário, com uma figura que organizou uma festa e levou 80 modelos manequins, ou que alguém produziu uma festa para ele e contratou o Coldplay, o David Guetta,

está na Sicília. Isso é uma coisa. É divulgado no portal de notícias, todo mundo, nossa, como ele gastou dinheiro, caramba, era o dinheiro de todo mundo. Outra coisa é quando a gente trata de notícias que começam a respingar no presidente da República. E isso, cada vez mais, está chegando próximo dele. E é uma coisa inédita, né, Caniato? Que a gente nunca viu antes no Brasil. Imaginem isso acontecendo no governo Bolsonaro. Imaginem o governo Bolsonaro dizendo que não manteve registros

reuniões que poderiam implicar em coisas erradas. Algum parlamentar de esquerda entraria com pedido na Suprema Corte, poucos minutos depois sairia uma decisão, dando 24 horas para que esses registros fossem apresentados. Não era isso? Mas agora o Brasil vive novos tempos. Inclusive, eu achei interessante porque um importante jornal de São Paulo publicou, se eu não me engano, hoje um editorial intitulado

E um trecho do editorial, eu fiz questão de anotar, porque ele diz assim, a percepção é de que a aplicação da lei pode variar entre sonolenta e draconiana, conforme a posição institucional de quem está sob suspeita. É uma constatação um pouco tardia por parte do jornal. Ela vem dois, três, quatro anos de atraso.

exatamente isso que está acontecendo no Brasil. Davila, com o avanço das investigações e com a divulgação dos arquivos de Daniel Vorcaro, a gente começa a observar que novos personagens ganham destaque, inclusive personagens que estão na vida pública, sentado em cadeiras, em cargos muito importantes. A gente está num período eleitoral, né? E aí, quando vocês falam de ponto de não retorno, ou seja, o caso cresceu tanto

sujeira pra debaixo do tapete. Não vai dar mesmo, Dávila? Caniato, eu não sei como a indignação não tá muito mais elevada do que hoje se apresenta. Como é que um ex-ministro da Fazenda do PT, que recebe um milhão de reais por mês, faz lobby pro Banco Master, consegue uma audiência com o presidente da República e ministros de Estado, e aí parece que as coisas continuam normal. Ah, como se fosse... Não, não encontramos o bloco, a fita. Eles deviam ir lá na cadeia,

perguntar pro Vorcaro, eu tenho certeza que ele tem no arquivo dele exatamente como é a reunião, quem estava presente, o que que aconteceu, tenho certeza que tá registrado, é só ir lá, perguntar pra ele que já que existe esse esquecimento no Palácio do Planalto, certamente Vorcaro não esqueceu um dia tão importante, afinal de contas, uma audiência com o presidente da república e vários ministros, não é uma coisa que você vai esquecer. Então, podem consultá-lo, capaz que ele tenha aquilo que a polícia está

procurando. Agora esse governo tem uma capacidade incrível de perder notas de coisas importantes, como este encontro, como foi as imagens do Jesse no 8 de janeiro, né? Tudo que é importante, eu não sei o que acontece, precisa levar ali alguma mãe de santo lá pra benzer esse lugar, porque toda vez que tem uma coisa importante, desaparece, é uma coisa incrível isso. Que coisa, né? Deve ter alguma coisa enterrada lá, um cadáver, alguma

coisa lá que está atrapalhando, as coisas que interessam à nação desaparecem. Então, Caniato, isso mostra mais uma vez esta movimentação política para varrer esse problema para debaixo do tapete, para tentar apagar as pegadas de políticos, pessoas ligadas ao Estado brasileiro, envolvidos nesta fraude que deixa uma marca péssima no país.

que não se pode confiar em nada, em nenhuma instituição, porque, na verdade, como eu já falei aqui, é a república do rabo preso. Quando você levanta o tapete, só tem rabo preso com alguma coisa. Então, o negócio é, cria, por favor, alguma coisa legal, diga que essas provas vão ser descartadas, crie algum fato pra acabar com esse pesadelo chamado master, principalmente em ano eleitoral.

pouco eu vou trazer, inclusive, a informação sobre a preocupação que começou a dominar o interior do Palácio do Planalto. Ano de eleição, como disse o Dávila, a gente vai trazer informações a respeito do diagnóstico feito por muitas figuras importantes próximas ao presidente da República. Deixa eu só passar para o Cristiano Beraldo, porque nós falamos com os nossos comentaristas ao longo dos últimos dias sobre o tal do ponto de não retorno, ou seja, o caso do Banco Master cresceu tanto, as informações vieram à tona, várias figuras importantes sendo citadas e não daria para retornar,

ou seja, engavetar, varrer a sujeira para debaixo do tapete, ou, ah, isso vai dar em pizza. Fala, sim, uma delação premiada, né, Beraldo? Imagine Daniel Vorcaro revelando uma série de coisas para a Polícia Federal. Só que aqui, antes do programa começar, eu falava com o Beraldo sobre isso, e o Beraldo fez um exercício. Bom, se for fechado com a Polícia Federal, precisa da autorização, da anuência, tem que ter a participação do Supremo. Se tiver gente com foro privilegiado, obviamente,

obrigatoriamente iria para a Suprema Corte. E aí eu queria que você discorresse um pouco sobre o caminho e as projeções. Renato, o Brasil sendo Brasil, a gente vê que quando essas coisas vão acontecendo, e aí lembramos de novo da Lava Jato, havia uma história que correu na época que o então ministro da Justiça do governo Lula, o primeiro ministro da Justiça, que era um grande advogado aqui de São Paulo,

fugiu, daqui a pouco meus colegas vão me ajudar, ele teria buscado fazer um acordo com as empreiteiras em que se pagaria uma multa bilionária e os acordos seriam feitos para que as investigações não avançassem e esse acordo foi rechaçado. As empreiteiras não quiseram fazer, não quiseram pagar, acreditando que tudo aconteceria como sempre aconteceu. Esse esforço foi justamente o esforço de tentar parar o carro

que começava a correr a ribanceira. Como o carro não foi parado enquanto dava e atingiu o ponto de não retorno, as investigações avançaram, mas elas foram conduzidas de forma a, na primeira oportunidade, no caso da Lava Jato, a gente precisa admitir que demorou, mas na primeira oportunidade, assim que foi possível, tudo foi resolvido numa grande, suculenta,

deliciosa pizza de palhaço. Fizeram uma pizza com a nossa cara de palhaço e todos aqueles réus confessos se livraram das suas punições. As empresas que não apenas confessaram seus crimes, mas acertaram pagamento de multas bilionárias, sequer precisaram pagar essas multas bilionárias. Então o que nós estamos vendo aqui é que houve um esforço para parar essa investigação.

do Banco Master. Esse esforço foi em vão. Agora, o que se está tentando fazer é pular na direção desse carro que está correndo a ribanceira pra guiar pra onde ele vai. E ele vai ser guiado para um ponto onde esta massa de poderosos dos três poderes vão propor, esse é o meu sentimento, vão propor um grande acordo. Olha, vamos fazer a anistia, mas a gente deixa esse negócio de

investigação em cima de ministro do Supremo pra lá, esse ministro aqui que tá todo mundo de cara feia pra ele, o próximo presidente vai dar uma embaixada bem longe, num lugar bem bacana e bem chique, pra ele passar lá uns quatro anos sendo esquecido pela opinião pública, e vai ficar tudo por isso mesmo. Porque quando eu olho pra essa delação premiada da Polícia Federal, não há uma delação premiada que não seja, então, colocada à prova

judiciário brasileiro. É o judiciário quem tem o papel de decretar as sentenças, de colocar os culpados na prisão. E esse judiciário, em razão das figuras que a gente imagina que serão delatadas, será o Supremo Tribunal Federal. Nós vamos voltar para o ponto inicial. Portanto, de novo, eu infelizmente estou bastante descrente de que as consequências efetivas e necessárias para que o Brasil recupere a sua dignidade, a sua moral,

a ética, eu acho muito difícil que isso tudo aconteça. Só um rápido registro. Você se referiu a Márcio Tomás Bastos? Márcio Tomás Bastos, exatamente. A gente segue tratando do caso do Banco Master e as várias repercussões. O governo federal passou a se preocupar com o impacto político que esse escândalo que envolve o Banco Master pode causar nas eleições deste ano. Com isso, integrantes do Planalto articulam uma ofensiva para tentar jogar a crise no colo da gestão anterior, no colo de Jair Bolsonaro e Roberto

Neto, então presidente do Banco Central. A avaliação, o diagnóstico dessa ala é que se o episódio continuar atingindo os três poderes, o desgaste do governo pode aumentar ainda mais. Com isso, os aliados de Lula tentam concentrar o foco da crise e das investigações da atuação do Banco Central durante a gestão de Campos Neto entre os anos de 2019 e 2024, trazendo o debate para supostas falhas de supervisão e regulação da entidade.

do governo, no entanto, já reconhece que essa estratégia pode não ter prazo de validade, já que as revelações feitas até agora pelas investigações trazem complicações para várias autoridades. Começar essa com o Bruno Musa, muitos entendem que essa seria a estratégia, figuras dentro do governo que identificam que irregularidades do Banco Master teriam começado antes, inclusive, da gestão de Gabriel Galípolo e vem aí uma oportunidade de

jogar no colo do ex-presidente Jair Bolsonaro e também de Roberto Campos Neto. Você, Musa, quais aspectos dessa estratégia de comunicação precisam ser consideradas aqui? Nossa, infantil, hein? Mais uma que vai ser jogada pra terceiros. O que eu quero dizer é que o ser humano, no geral, pro lado positivo e pro lado negativo, a gente sempre menciona aqui, o ser humano fica marcado pelas emoções, muito mais do que pelos fatos. Se você quer atribuir uma obscenidade que estamos assistindo,

agora, em 2026. Encontros no final do ano passado. Passeios, uísque, agora. Poucos minutos. E você quer jogar tudo isso no colo de 3, 4 anos atrás de alguém que está preso? Olha, realmente me parece uma infantilidade muito grande que as pessoas comprarão esse tipo de ideia e absorverão todos que continuam no poder. Veja, vale lembrar que muitos dos que estão na cadeia agora, além do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram julgados

que no judiciário estão e que os nomes foram divulgados agora com indícios de envolvimento, supostamente para defender a democracia com todas as aspas. Se eles estavam lá para defender a democracia e são eles que estão destruindo a democracia, uma vez que não há sistema democrático quando se compra boa parte dos que comandam as instituições, todas elas, algo não cola. Fica muito óbvio que aquele que está preso ainda ser culpado pelas falcatruas que seguem acontecendo agora

Agora, é impressionante. Se alguma coisa aconteceu no governo passado, seja no Banco Central, seja no governo, no Executivo, seja no Legislativo, não importa. Que apuremos todos. E que se houve crime, que se pague por ele. De forma técnica. Nunca defendemos o contrário. Não cumpriu a lei, praticou o crime de fato, aprova as cabais pra isso, ok? Cumpra-se. Cumpramos a lei pra que a gente possa ter um país onde tudo é respeitado. Agora, se você questiona,

do processo. Quem fez o processo são os mesmos que têm todos os indícios de envolvimento. O que está acontecendo em 2026 e você quer atribuir a culpa a terceiros? Ora, é como um editorial que eu estava vendo hoje, se não me engano, só me engano da Folha ou do Estadão, falando que tudo o que está acontecendo é algo como que atestar a inteligência do ser humano brasileiro. É bem isso. Querem achar o pai para o caso do Banco Master, viu, Mota? Agora entendem que

Seria adequado, integrantes do governo, jogar isso no colo de Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto. Um revolucionário barbudo do século XIX, Caniato, disse uma vez uma frase interessante. Ele disse que a história acontece a primeira vez como tragédia, depois ela se repete como farsa. Aqui no Brasil ela se repete uma, duas, três, quatro, não sei quantas vezes.

de acreditar nas coisas que a gente vê acontecendo todos os dias. Mas eu achei muito interessante essa matéria que trata desse assunto porque ela diz o seguinte, vou abrir aspas aqui. A avaliação de aliados do Palácio do Planalto é que se o episódio se transformar em uma crise sistêmica envolvendo diferentes instituições da República, o desgaste pode acabar contaminando diretamente o governo federal.

gostei dessa frase é o se, se o episódio se transformar numa crise sistêmica. Olha, hoje, mais do que nunca, ser petista é ser otimista. Só trazendo uma informação de momento, a informação que chegou à redação da Jovem Pan, foi realizado um novo sorteio na Suprema Corte e o ministro sorteado pra tocar a relatoria do pedido do deputado pra que o STF obrigue a

realização da CPI do Master, foi Cristiano Zanin. Zanin foi o escolhido pelo sorteio. Daqui a pouco a gente traz informações adicionais. Deixa eu só passar para o Dávila também, quando a gente trata da preocupação do governo e o entendimento de que em um ano eleitoral é preciso tomar muito cuidado e adotar uma estratégia quase de contra-ataque, Dávila. Talvez isso acabe sobrando, inclusive, para quem nem está aqui,

defender e falar absolutamente nada, né? O governo tá desesperado, Caniato. O caso Master pegou no governo, apesar de ser um caso suprapartidário. Tem gente de todos os partidos envolvidos. Mas não importa. A versão, na opinião pública, grudou no governo. E o governo tá desesperado, querendo tirar a sacola do pé. Mas é difícil tirar, porque, na verdade, o histórico desse governo é tanto caso de malandragem que é óbvio

E esse, então, coroou mais uma vez. Falou, e lá vem esse governo de novo, na escândalo que sai da página política e vai pra página policial. Então, não cola. Eles vão tentar pegar Campos Neto, vão tentar descobrir, jogar isso no colo de outras pessoas. E não cola. A opinião pública já sentenciou. Mais um escândalo do governo petista. Não tem saída. E eles estão desesperados. As pesquisas hoje mostram isso.

despencou a popularidade do governo, grande parte, porque já está na testa do governo. Governo e caso master, unidos para sempre. O Dávila está bom de slogan hoje. Mas, Dávila, só uma informação rápida aqui. Isso aconteceu também com a investigação do INSS, né? A gente viu um roteiro parecido. Quiseram jogar na conta da gestão anterior, né? Não colou de novo.

E agora tem até o filho do presidente da república envolvido nisso. Então, Caniato, quanto mais essa turma tenta pegar a colher de pau e virar o caldeirão, pior fica pra eles. Não vai ter jeito. É ano eleitoral e vão ter que enfrentar esses escândalos. Porque tá no DNA de um partido que tá envolvido em tudo que é escândalo recorrente. Quando você vê, tá lá a estrelinha vermelha. Não tem jeito, Caniato.

Lembraram de conversas de Daniel Borcaro com a namorada, mencionando a reunião com o presidente da República. Ah, eu fui falar com o presidente, foi muito forte, enfim. Demonstrando que ele teve encontros com o presidente da República. Isso vai ser amplamente explorado durante o período eleitoral, não, Beraldo? Zé Caneto, mas a gente precisa observar os fatos, não é?

presidência do Banco Central nas mãos de Roberto Campos Neto, que o Banco Master se transformou nesse fenômeno de coletar ativos podres para justificar a venda de CDBs pagando muito acima do mercado. Grandes bancos foram os responsáveis por colocar na praça, por oferecer aos seus clientes mais de 40 bilhões de reais CDB. Eu estou dizendo grandes instituições que têm

zelam muito pela sua reputação, pelo menos esse é o discurso que usam com seus clientes, e que, de repente, em nome de uma comissão, para ganharem bem, foram bilhões de reais pagos em comissão pelo Banco Master a outros bancos, eles iam enfiando isso nos clientes, que eram clientes que achavam que havia ali um departamento de compliance, havia ali alguém responsável por avaliar a qualidade daqueles ativos, daqueles investimentos que estavam sendo vendidos. Pois bem. Ou se escoravam na FGC, né?

Mas o processo de venda, Caniato, é sempre dizer, não, pode investir aí que é seguro, é tranquilo. Então, o que a gente vê é que Roberto Campos Neto saiu da presidência do Banco Central e foi trabalhar em um desses bancos que mais vendeu o CDB do Banco Master. O que isso quer dizer? Absolutamente nada. Não há nenhum indício até aqui que coloque Roberto Campos Neto como partícipe desse esquema que viabilizou o fortalecimento

do Master, ao contrário de outras figuras dentro do Banco Central que foram nas suas decisões administrativas permitindo que o Master avançasse. Então, quando nós olhamos para essa situação, nós entendemos que, bom, Roberto Campos Neto tem que esclarecer se ele ali naquele momento, qual era a visão que ele tinha da questão Master, se isso era um assunto, se não era um assunto,

presidente da instituição, está tudo certo. Isso não depõe contra ele. Isso é para ajudar no processo de investigação e, sobretudo, de entendimento de como essa dinâmica se deu, até porque o Brasil precisa impedir que novos casos master aconteçam. Então, para mim, isso é o principal. Agora, quando a gente olha, Caniato, para a reunião entre Daniel Vorcaro, Guido Mantega e Lula dentro do Palácio do Planalto, qual era a agenda da reunião?

Isso reforçando, na época em que Roberto Campos Neto era presidente do Banco Central. Daniel Vorcaro queria um encontro com o presidente da República para reclamar do Banco Central, dizendo que o Banco Central estava operando contra ele, que ele estava sendo perseguido. Opa, então temos um problema aqui. Seguido Mantega recebeu os milhões que recebeu para viabilizar um encontro com o presidente da República para ele reclamar de Roberto Campos Neto, como é que Roberto Campos Neto então seria esse grande arquiteto desse golpe?

história não faz absolutamente nenhum sentido. E aí, Caniato, eu termino fazendo uma provocação. Será que no meio do caminho figuras que estavam dentro do Banco Central mudaram de lado? E aí, quando houve aquela colocação do negócio entre o Banco Master e o BRB, eles foram estimulados a mudar de lado para que o negócio não saísse? Porque o que corria no mercado é que esse negócio já estava feito. Estavam todos ali do

do ambiente financeiro, todos estavam apoiando essa compra e, de repente, essa compra não saiu e virou um grande escândalo. E aí eu gostaria muito de ver daqui a pouco, não agora, daqui a pouco, se esses dois, que eram tidos como heróis, servidores muito honrados, que aparentemente estavam dormindo nos últimos anos, enquanto o Banco Master se tornou esse pepino imenso que se tornou. Será que eles, de repente, acordaram? Ou será que daqui a pouco a gente vai saber que eles pediram exoneração

algum banco aí ganhando muito bem, obrigado. Pois é, o papo está ótimo, acho que várias reflexões fundamentais nesse momento, mas eu preciso me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local. Seguimos aqui com os nossos comentaristas, girando a reportagem da Jovem Pan News, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Luiz Roberto Barroso, ele afirmou que a Corte, a Suprema Corte, atravessa um momento difícil diante do caso do Banco Master. Vamos acionar

Júlia Fermino chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is para trazer as informações referentes a essa fala do ex-ministro Barroso. Júlia, seja bem-vindo. Ótima noite a você. Seus destaques, por favor. Oi, Caniato. Boa noite para você. Para quem está com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan, o ministro já aposentado do Supremo Tribunal Federal, Luiz Roberto Barroso, disse então que a corte tem atravessado aí um momento difícil diante, de fato, dessa crise do Banco Master.

justamente algumas ligações que alguns ministros, cito aí Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, teriam com o próprio dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Barroso chegou a inclusive elogiar a condução desse caso pelo presidente do STF, Edson Fachin, e também por André Mendonça, que é relator do processo. Essas falas foram feitas em uma entrevista à Globo News, um outro canal de TV, ontem ainda dia 10 de

O ministro também reconheceu que existe crítica pública ao tribunal, mas que é preciso esperar para aí sim tirar as próprias conclusões. Então, esperar que as investigações continuem, prossigam, ver o resultado de tudo isso, para aí sim tirar alguma conclusão em relação a esse caso todo. O que a gente pode destacar, Caniato, é que a Polícia Federal já mostrou, né?

com o próprio dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. E para Moraes, qual seria essa ligação? No dia em que o Vorcaro foi preso pela primeira vez, ainda em novembro do ano passado, novembro de 2025, ele tinha conversado com Moraes nessa mesma data por meio do WhatsApp, um aplicativo de mensagens. Além disso, a esposa de Moraes, então Viviane Barsi, teria um contrato, o escritório dela teria um contrato de 129 milhões de reais

próprio Banco Master. Em relação a Toffoli, a ligação é de que ele admitiu ter sido sócio, aliás, de uma empresa que estava ligada aos investimentos do resort Itaiaiá e a empresa vendeu a sua parte, a sua participação no negócio pra fundos que tinham como investidor o pastor Fabiano Zettel, que é cunhado do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, né? A PF também encontrou mensagem citando Toffoli no próprio celular do Daniel Vorcaro, depois que acaba de sigilo

do celular foi feita, né? E depois disso, então, foi que o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso. Agora está com André Mendonça, como eu havia dito. Volto com você. Legal, Júlia Firmino, trazendo detalhes dessas manifestações de Luiz Roberto Barroso, concede uma entrevista e traz o seu diagnóstico, a sua avaliação. O judiciário ou a Suprema Corte vive um momento difícil em razão do caso do Banco Master. Júlia, muito obrigado, viu? Bom trabalho pra você. A gente volta a conversar aqui

da Jovem Pan, vou passar para os nossos comentaristas, a rede está chegando, só quero rapidamente lembrar que tem enquete publicada no portal da Jovem Pan e também no YouTube de Os Pingos nos Is, se você puder manifeste a sua opinião, hoje a gente trata de questões eleitorais, os nomes da oposição que vem performando bem nos vários levantamentos que vêm sendo feitos, eu conto com a sua participação. Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados aqui em Os Pingos nos Is,

Luiz Roberto Barroso, ministro aposentado, concede uma entrevista e traz o seu diagnóstico, faz um raio-x sobre o momento da Suprema Corte. Começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, o STF vive um momento difícil por causa do banco, do caso do Banco Master, disse Luiz Roberto Barroso. Ele saiu um pouco antes disso, né? Nossa, Caniato, se ele não tivesse dito isso, eu não saberia que o STF estava numa situação muito complicada.

ministro, a minha mente abriu e eu consigo enxergar que realmente hoje o STF está numa situação muito complicada. O fato é o seguinte, grande parte da situação encontrada hoje no STF veio da presidência passada, que tinha como missão civilizadora. Lembra que o Supremo tinha uma missão de civilizar o Brasil e aquilo que o Congresso não fizesse, o Supremo ia civilizar fazendo aquilo que a lei não diz, mas que ele achava

porque, afinal de contas, o Brasil tem um grau muito baixo de civilização, então precisa acabar com essa barbárie que reina no país, e então vamos fazer uma missão civilizadora. O fato é que isso é o maior cancro do ativismo do judicial. O ativismo judicial é fruto desta visão. Grande parte que o Supremo Tribunal Federal está envolvido em tantas coisas que não deveriam se meter

causa dessa postura do ex-presidente do Supremo. Por isso, quando o novo ministro do Supremo, o novo presidente, Fachin, tem como objetivo apenas a autocontenção e um código de ética e o silêncio, é um bom contraste com o que foi uma presidência marcada pelo excesso de ativismo judicial que tão mal fez a Suprema Corte.

do ex-ministro Barroso, dizendo que o judiciário ou o STF vive um momento em razão do caso do Banco Master. Mas a gente poderia elencar vários outros casos. A situação difícil não se deve somente em relação ao caso do Banco Master, mas eu acho que é um conjunto de coisas. Talvez esse caso exponha figuras da Suprema Corte e isso acaba sendo muito delicado. O que achou? Ainda bem que nós temos pessoas como o ex-ministro para nos alertar.

arriscava a gente nem perceber o que está acontecendo no Brasil hoje. Agora, as pessoas que estão prestando atenção dizem que isso é consequência natural de um processo, Canhato, que começou lá atrás. Tem gente que aponta o início desse processo no fatiamento do impeachment da ex-presidente Dilma. A Constituição manda. Sofre impeachment, perde o cargo, perde os direitos políticos. Mas ela não perdeu os direitos políticos, porque aquilo ali foi sujeito a uma interpretação, uma coisa meio

meio desconstruída, uma coisa muito moderna. Tem gente que diz que isso começou no inquérito das fake news, um inquérito que está aberto até hoje, onde as pessoas são colocadas de acordo com um sentimento vago que ninguém sabe expressar muito bem. Agora, falar em momento difícil é um belo eufemismo. É como dizer que o Titanic tinha um problema de vazamento. Não se preocupem, é só um vazamentozinho.

do Banco Master confirmou uma coisa que todo mundo já sentia que os poderosos no Brasil vivem em um universo paralelo é um mundo diferente onde eles seguem a risca uma das regras de Saul Alinsky Saul Alinsky é o ideólogo da esquerda moderna americana e ele escreveu um livro chamado Regras para Radicais onde ele ensina como os radicais de esquerda devem se comportar

de Saul Alinsky, diz o seguinte, a gente faz o que tem que fazer e depois a gente veste nossas ações com a roupa da moralidade. Quer fazer esse exercício também, Musa? Quais aspectos lhe chamam a atenção quando o ex-ministro trata dessa situação difícil da Suprema Corte? Alguns episódios ao longo dos últimos anos eu acho que acabam sugerindo como a Corte chegou nesse momento, nesse patamar de hoje

e muitos questionam, inclusive, a atuação de seus integrantes. Volta no tema anterior que a gente estava falando de terceirização de responsabilidade. Não adianta atribuirmos a responsabilidade da falta de confiança na corte como sendo apenas mais uma instituição que ninguém mais confia. Isso foi acontecendo ao longo do tempo por um processo relativamente rápido pelas suas próprias ações. Não tem essa. Daqui a pouco eles vão falar que são perseguidos, aliás,

alguns ministros falam que há uma perseguição na Suprema Corte. Muitas vezes falaram isso. O próprio relator do processo que prendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro falou que havia uma perseguição à Corte. E que tipo de perseguição seria essa? Será que as pessoas, cidadãos comuns, resolveram perseguir a Suprema Tribunal Federal? Qual seria o motivo? Se voltarmos 10 anos atrás, como num país normal, ninguém saberia dizer o nome dos ministros.

Se você vai em países sérios, onde há verdadeiramente uma sociedade funcionando de forma funcional, ninguém tem a menor ideia quem são os ministros. E se eles saem às ruas, ninguém sequer os conhece. Não sabe o nome e sequer os conhece. Eu fiz esse exercício em diversos países. Você tem alguma ideia de mencionar um nome de um ministro da Suprema Corte? Grande parte da população de países avançados não tem a menor ideia.

politistas políticos. Não apenas sabemos o nome, como reconhecemos, como reconhecemos seus familiares, porque eles estão tão em evidência nas capas dos jornais, por ações que eles próprios executam, que não adianta terceirizar e dizer que há uma busca por punir o Supremo Tribunal Federal, porque eles se tornaram atores políticos e passaram a ser protagonistas de ações onde eles não deveriam ser chamados, porque não é assim que manda a Constituição brasileira.

adianta agora falar que passa por um momento difícil. Eles cavaram esse buraco e se colocaram lá dentro. E eu acho que esse está um pouco mais difícil de sair do que os outros. Pois é, o Beraldo é sempre muito saudosista quando a gente fala da Suprema Corte, lembrando de nome de juristas que compuseram a Suprema Corte. Agora, o Musa toca num ponto importante, né? Essas figuras se tornaram muito conhecidas e há quem entenda que uma parte desse processo deve ser a transmissão,

dos julgamentos, né? A criação da TV Justiça. E aí também esse new style, né? Que foi adotado pelos ministros, com rede social, participação em eventos, palestra aqui, corte na rede social. Acho que é um conjunto de coisas, né, Beral? Pois é, começa com a TV Justiça, mas foi piorando ao longo do tempo. Ô Musa, eu convivi muito quando jovem com o ministro Oscar Dias Correia, que dirigia

às vezes pegava o ônibus no Rio, conhecido como Frescão, que era o ônibus com ar refrigerado. Com a maior tranquilidade, o ministro Célio Borja, uma das mentes mais iluminadas do direito brasileiro, dirigia seu próprio carro e viviam vidas absolutamente tranquilas, serenas e eram respeitados onde quer que eles fossem. Tantos outros dessa época que eu tive o privilégio de conhecer. Agora não, tudo mudou.

Nós falávamos da TV Justiça, mas depois da TV Justiça, em que os votos se tornaram longos, cheios de frases de efeito, depois vieram as redes sociais e depois vieram os encontros internacionais, sempre com um patrocinador generoso. E aí tudo foi caindo na normalidade.

Dentre tantos outros. Pois bem, esse estilo de vida é incompatível com aquilo que um ministro da Suprema Corte precisa entregar não só para a sociedade que espera que a justiça seja realizada com o J maiúsculo daquela justiça equilibrada, aquela justiça com a venda nos olhos, porque não distingue quem acusa e quem se defende, mas olha estritamente para a letra da lei.

O papel da Suprema Corte é aprofundar o conhecimento jurídico e aperfeiçoar a interpretação da Constituição brasileira, tendo em vista aquilo que os constituintes estavam determinando a época em que ela foi escrita.

A Corte era presidida pelo então ministro Joaquim Barbosa e Dilma Rousseff indicou para a Corte o agora ex-ministro Barroso. O ministro Joaquim Barbosa, vendo o rumo que o julgamento estava tendo, o seu desfecho em razão dos julgamentos dos embargos infringentes famosos que serviram de plataforma para que o mensalão não dessem nada.

O ministro Joaquim Barbosa lembrou toda a sociedade brasileira num discurso memorável, dizendo que se formou no Supremo Tribunal Federal uma maioria de circunstância para jogar por terra todo o trabalho primoroso que a corte tinha feito até então no julgamento do Mensalão. Pois bem, quando a gente tem essas referências, infelizmente, certas opiniões devem ser descartadas.

Estaram aqui nos comentários uma série de situações, cenários, distorções na aplicação da lei ou na interpretação da Constituição. E aí a gente precisa voltar na discussão sobre a criação ou não de um código de conduta. Entende-se que é preciso promover uma correção, estabelecer limites para os ministros da Suprema Corte, para a atuação desses magistrados.

adequado. Qual é o exercício que a gente deve fazer para o cidadão comum quando a gente fala que um ministro da Suprema Corte, que em tese tem preparo para avaliar os casos mais complexos, mas que não tem muitas vezes discernimento de tomar decisões simples sobre a sua atuação. O código de conduta é mais adequado? O código de conduta é apenas um primeiro ato do Supremo reagindo

a autocontenção necessária para evitar o que está acontecendo no Supremo. A insegurança jurídica, o ativismo judicial, tudo isso que vem prejudicando e distanciando a atuação do Supremo do seu papel de corte constitucional. Então, é apenas um gesto, vamos dizer. Não é que vai mudar o Supremo, a mentalidade, mas é um gesto, é um gesto de começo. O que está faltando hoje no Supremo é senhoridade. O Beraldo lembrou aqui nomes,

Eu vou dar um caso para você ver como a senioridade contrasta com absurdos cometidos, e isso no passado recente. Quando o inquérito da fake news, aquele famigerado inquérito arbitrário foi criado, porque afinal de contas inquérito por tempo indeterminado, sem definição de escopo, é uma barbaridade que não está na Constituição. Mas quando esse inquérito foi apresentado e começou a censurar, como foi a revista Cruzoé,

streaming como o Brasil Paralelo, o Gazeta do Povo, tantos veículos censurados por esse absurdo criado, o ministro Celso de Mello, o decano no Supremo, logo que começou o inquérito da fake news, ele se manifestou absolutamente contrário. Eu até tirei um trecho aqui que eu faço questão de ler o voto de Celso de Mello. Ele diz o seguinte, a censura, qualquer tipo de censura, mesmo aquela ordenada pelo Poder Judiciário,

mostra-se prática ilegítima, autocrática e essencialmente incompatível com o regime das liberdades fundamentais consagrados pela Constituição da República. Então, você vê que não é todo mundo, não dá pra generalizar, tem que olhar caso a caso e a atitude de cada um. Por isso, o que Fachin vem fazendo com o Código é um contraste, como eu disse, à presidência passada de Barroso,

o Brasil por meio do Supremo. Está na Constituição isso? O papel da Constituição brasileira é civilizar o povo brasileiro? Não está. Então, como é que você está inventando uma coisa? Então, eu entendo como um gesto. E gesto não deve ser exagerado nem o impacto, mas deve ser levado em consideração como uma mudança de atitude nesse transatlântico chamado Supremo Tribunal Federal. Pois é, olha, 1917,

17h17 da noite e todas as notícias, ou mais ou menos, tratamos do caso do Banco Master. E agora tem mais uma informação, mais um destaque. Uma empresa do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, a CM Neto, que é do União Brasil, ele recebeu 3 milhões e 600 mil reais em pagamentos efetuados pelo Banco Master de Daniel Vorcaro e também a gestora de investimentos REAG,

o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que é o COAF. Essa informação foi divulgada hoje pelo jornal O Globo. Em nota, a CM Neto confirmou que a empresa foi contratada pelo Master e pela REAG para prestar consultorias e disse que não houve irregularidade nos contratos, que foram encerrados após a conclusão do serviço. Começar essa rodada com o Roberto Mota.

realizadas pelo Banco Master e também pela REAG para a empresa de ACM Net, que justificou dizendo que prestou um serviço de consultoria, foi pago pelo serviço e após a conclusão do serviço, o contrato foi encerrado. Enfim, é preciso aguardar o avanço das investigações, né, Mota? Mas quando envolve Banco Master, Daniel Vorcaro, vários repasses e cifras na Casa dos Milhões, é preciso investigar.

É preciso muita cautela para analisar isso, Caniato. Por quê? Eu imagino que o Banco Master e a REAG devem ter contratado alguns serviços necessários que foram efetivamente prestados por um preço razoável. Então, não há nada demais em se prestar serviço de consultoria. Também não há nada demais em prestar serviço de consultoria de análise política. A gente vive num país onde tudo depende da política.

é natural que empresas contratem consultores para orientar as empresas. É natural que esses consultores sejam, muitos deles, políticos, com boa visibilidade. É lógico, se a contratação for feita pelo Banco Master, depois de tudo que a gente já sabe, talvez seja necessário explicar. Mas é preciso que a gente fique alerta para um ponto,

meus amigos, o Fábio, a gente estava conversando sobre isso e ele disse o seguinte, olha Roberto, a minha perspectiva é de que quanto mais amplo for o envolvimento de pessoas com o banqueiro, quanto mais nomes a gente ouvir, menor a probabilidade de que alguém seja punido, porque fica parecendo que a estratégia é, vamos vazar tudo, todo mundo é culpado, e aí, é óbvio, né? Se todo mundo é culpado,

ninguém vai ser condenado. Pois é, você, Bruno Musa, quais aspectos dessa notícia precisam ser trazidos e destacados? Qualquer notícia relacionada ao Banco Master passa a impressão ou o leitor, o ouvinte ou o telespectador fica com o pé atrás. Mas é preciso, claro, aguardar o avanço das investigações. Mas que causa alguma desconfiança, isso causa, né? Mas já se tornou óbvio também, a desconfiança talvez tenha causado lá atrás, né, Caniato?

já se tornou muito óbvio. Vou fazer de novo aquela crítica que eu e o Mota concordamos aqui sobre não sabermos bem definir o que é o centrão. O que é uma pessoa de centro? Ora, eu posso escolher para um lado ou para o outro. Não tenho uma opinião mais clara a respeito das coisas. Sem juízo de valor. Tenha a opinião que você quiser. Eu não consigo entender e definir o que é de centro. Ora eu defendo uma coisa, ora eu defendo outra.

Para esses políticos, eu realmente entendo. Porque eles vão para onde for mais conveniente. Se for conveniente,

Nesse momento, eu defendo pautas à esquerda. Se for conveniente, eu defendo as pautas mais à direita, onde há mais interesse para cada um. Não há ideologia. Há um jogo a ser jogado e há interesses e incentivos perversos para que eles pulem de um lado para o outro do muro. Dito isso, não me causa nenhum tipo de surpresa. Veja, eu sempre falo o seguinte, a gente está comentando a respeito de organizações criminosas, ou como a máfia funciona, que é muito parecida a organizações criminosas,

Como é que eles fazem? Eles extorquem a população, amedrontam a população, os fazem de refém e você não tem muito a quem recorrer, afinal de contas eles comandam aquela região. Como por exemplo era em El Salvador ou em muitos territórios brasileiros. Por que eu estou falando isso? Me fala uma diferença da forma como essas pessoas que estamos comentando, todos aqui atuam. Eles simplesmente tomam grande parte do que nós produzimos e não temos como recorrer.

Se você quiser criticá-los de maneira mais dura ou veemente, você pode ser taxado como antidemocrático. Afinal de contas, você não quer sustentar isso que é o status quo. Basta fazer isso e chamar de justiça social que você é tido como fascista. Sai do jogo, você não quer o bem dos pobres. E continuamos aceitando e financiando tudo isso. Essas pessoas fazem parte, grande parte, desse corpo político que agora estão aí com cada um desses nomes e sobrenomes.

indo do centrão, como a gente está falando aqui. Me surpreende? Zero? Essa é a dinâmica da política brasileira. Pois é, a CM Neto já foi prefeito da capital do estado da Bahia e agora é pré-candidato ao governo do estado. Ele possui uma empresa e essa empresa foi remunerada pelo Banco Master e também pela REAG. Essa empresa prestou, segundo ele, serviços de consultoria, algo em torno de 3 milhões e 600 mil reais. Você, Cristiano Beraldo,

A relação entre agentes políticos, Daniel Vorcar, prestação de serviços, uma empresa é bem remunerada e muitos questionamentos a respeito dessa proximidade. Bom, se ele é empresário, prestou um serviço licitamente, é preciso comprovar também, né? Olha, Caniato, eu acho que a CM Neto, que tem uma longa história de atividade política, exerceu vários cargos, tendo sido prefeito de Salvador e agora é, salvo engano,

nas pesquisas para o governo do estado da Bahia. Aliás, a Bahia precisa urgentemente de uma renovação no governo do estado porque as coisas lá vão de mal a pior, não apenas da questão econômica, mas também de infraestrutura, especialmente na questão da criminalidade. A CM Neto, ele teve uma trajetória política de muito sucesso, mas pelo que a gente está vendo, quando ele resolveu migrar então da área pública para a área privada,

ele já descobriu que precisa melhorar as suas habilidades de negociação. Porque eu arrisco dizer que ele foi até tapeado aí pelo Daniel Vorcaro, que pagou esse valor por mês, né? Eram 3 milhões e tanto por mês, só para um escritório de advocacia. Depois pagava mais 1 milhão para o Guido Manteg. Então, 3 milhões ali ao longo de, sei lá, 12, 15 meses, para o padrão master, não era lá grande coisa.

Receber esse dinheiro não é o problema. O problema é se o que causou o recebimento tem algum ali indício de crime. Até agora não parece que isso foi apresentado. Portanto, essa notícia, ela não necessariamente depõe contra o Assemineto. Entretanto, me chama muita atenção o fato de que a emissora recebe a informação exclusivamente do COAF vindo...

sobre o ACM Neto. Por que só o ACM Neto? Isso que aconteceu foi em 2023, se não me engano. 2023, 2024. Nós estamos em 2026. As autoridades foram notificadas pelo COAF, tomaram alguma medida, houve uma investigação, chegaram a alguma conclusão, há alguma coisa errada. Porque se há alguma coisa errada e as autoridades nada fizeram, se omitiram. Precisam ser responsabilizadas. Agora, se essa informação chega ali na emissora porque eles querem falar mal do ACM Neto,

Vocês me desculpem. Há uma canalice sendo praticada e aí a emissora serve de canal para consumar a canalice. E esse é o Brasil que a gente vê. Há um grupinho que decide de quem eles vão vazar informação, de quem que eles querem atacar. E aí a gente fica como brasileiro indignado, mas no fim a gente serve de instrumento para que esse grupinho do poder vá conduzindo a opinião pública. Parem de nos fazer de trouxa. Tragam a informação completa.

Qual é o tipo de serviço prestado? Por que não foi feito nada em relação a esses valores recebidos se chamaram a atenção do COAF? Se foi feito e nada foi encontrado, por que agora virou notícia? Então, é cansativo a gente ver isso no Brasil e é cansativo ver como nós, a opinião pública, somos manipulados para embarcar em determinadas narrativas. Você, Dávila, quais aspectos das informações que foram divulgadas pelo O Globo você gostaria de trazer e também tem um aspecto que envolve a

Pré-candidatura de ACM Neto. Deixa eu só chamar um break da rádio. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Nós seguimos aqui com os nossos comentaristas. Você, Davila, as avaliações sobre a relação de ACM Neto, pré-candidato ao governo do Estado, com o Daniel Vorcaro. O Beraldo está corretíssimo. Informações truncadas para dar cheiro de que está todo mundo envolvido e não saber separar o joio do trigo é, na verdade, uma desinformação.

uma ação, porque você começa a colocar uma pessoa como se ela fosse aqueles lobistas, esses sim, receberam direto um milhão pra fazer lobby, e aí eram eram pessoas ligadas ao PT. O que o PT está tentando fazer nesse momento é colocar todo mundo no mesmo saco pra dizer que tá todo mundo envolvido, e aí como bem disse o Mota, onde tá todo mundo envolvido, ninguém vai ser punido. É esse o ponto. E óbvio, a Bahia é um estado

estratégico. É o quarto colégio eleitoral brasileiro, o governo do PT na Bahia é um desastre, o PT está desesperado na Bahia, a Semineto está liderando com mais de cinquenta por cento as pesquisas e o negócio é precisamos minar esse grande líder da oposição. O problema do Lula hoje, ele não tem palanque forte, ele não tem candidato forte do PT em nenhum grande colégio eleitoral. Está desesperado tentando lançar o Haddad aqui

que vai tomar uma sova do Tarcísio de Freitas em São Paulo. Não tem candidato no Rio, tá lá se agarrando naquela boia chamada Eduardo Paes. Em Minas, tá desesperado tentando trazer Rodrigo Pacheco pra ser candidato, porque não tem ninguém do PT. O PT tá totalmente queimado em Minas, como bem mostrou a gestão de Romeu Zema no Estado. E a Bahia, que era um reduto, sempre petista, foi destruído nesta última gestão do governador Jerônimo.

o PT está desesperado. E aí o negócio é, pega aí esses nomes da direita, envolve aí, coloca caso Master, não é assim que se faz as coisas. Então, é preciso ter muita cautela ao ler as informações, cobrar a informação por inteiro, antes que nós começamos a fazer julgamentos sem ter a devida base e evidência para que se possa emitir um juízo de valor. Pois é, a gente vai seguir

acompanhando essas movimentações. Só quero, mais uma vez, reforçar a enquete do dia. A gente pergunta sobre uma questão que envolve as pré-candidaturas, os nomes que vêm sendo aventados para a disputa da presidência da República. Você, que nos acompanha, acredita que qual é o nome que conseguiria da oposição chegar ao segundo turno em uma eventual disputa à presidência da República? Tem alguns nomes, os mais citados. Se puder, participe da nossa enquete. Está publicada no portal da Jovem Pan, mas também no YouTube.

na conta do YouTube de Os Pingos nos Is. No lado direito da tela tem o chat, onde as pessoas fazem perguntas, comentários e também tem a enquete publicada ali. A gente conta com o seu voto, com a sua participação. Daqui a pouco a gente traz uma parcial e também o resultado. Combinado? Agora sim, vou receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. A notícia em destaque, mensagens mostram a proximidade entre Daniel Vorcar, banqueiro do Banco Master,

e integrantes de partidos do centro. E aí a informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo, uma empresa de ACM Neto, ele é o vice do União Brasil, teria recebido pouco mais de 3 milhões e meio de reais para um serviço de consultoria para o Banco Master. A gente segue acompanhando. Qualquer novidade a gente traz aqui na programação. Outro destaque, o Senado aprovou o projeto que cria mais de 17 mil cargos no governo,

para várias carreiras do Executivo. Essa proposta foi relatada pelo líder do governo no Congresso, Randolph Rodrigues, que fala em beneficiar milhares de servidores enquanto as novas vagas causarão impacto. Anote aí. 5,3 bilhões de reais só neste ano. A matéria segue agora para a sanção do presidente da República. Começar essa rodada com o Bruno Musa. A gente sempre trata aqui das questões fiscais, os desafios do governo.

notícia, a criação de 17 mil cargos a um custo de 5,3 bilhões de reais anuais, Moza. É, tem dinheiro de sobra, né? Temos superávit sobrando pra trazer previsibilidade, pra trazer sobra de caixa pra que a gente possa investir, não tá com problema de roubo, de corrupção. Obviamente essa ironia aqui é um tanto de indignação que estamos vivendo hoje em dia no Brasil. 17 mil cargos é muito mais, é um cabide de emprego.

O Brasil tem em volta de 12, 13 milhões de funcionários públicos e nós temos uma baixíssima produtividade, baixíssima produtividade. Deveríamos ter muito mais capacidade de discutir hoje em dia o incremento de produtividade. Mas não, a gente continua discutindo roubos tão obscenos e cenas tão lamentáveis como a gente continua assistindo e mantém um estado cada vez mais inchado, como se o problema do Brasil fosse a falta de funcionário público, a falta de cargo,

ineficiência. O problema do Brasil não é falta de dinheiro, é sim a má alocação dos recursos e muito mais essa máquina inchada, ineficiente e corrupta por natureza, até quase eu diria por definição da coisa. Quando nós temos um governo que ele é populista por natureza, uma mentalidade, eu não estou falando só desse governo atual, falando no geral, pode incluir aí ideias do centrão, de legislativo, de tudo. Quando nós controlamos qualquer tipo de ação que no fim do

já controla preço, como, por exemplo, definição de taxa de juros, impressão de moeda. Você acaba controlando taxa de juros e matando o sistema de preços. Sem sistema de preços, você mata o sistema econômico. Você investe mais ou investe menos? O preço te dá essa definição. Quando você tem um governo que intervém através de populismos, você faz uma alocação de recursos errada. Ou seja, eu vou investir num lugar onde não vai ter gente morando, vou construir uma ponte onde não passa pessoas, afinal de contas, os preços estão controlados, eles me deixam cego.

É justamente isso que a gente está vendo. Será que o Brasil precisa de mais cargos ou é o momento realmente de eu fazer populismo? Tem uma frase, só para eu não me estender muito nisso, que eu gosto muito de um economista que chama Murray Rothbard, que ele falava o seguinte, abre aspas, o Estado é uma organização criminosa coercitiva que subsiste em um sistema regularizado de roubo de impostos em larga escala. É fácil ser solidário se os outros estão sendo forçados a pagar os custos. Nesse caso, somos todos nós que estamos pagando o custo de um populismo

cada vez mais deficitário.

Vejam só a medida que incha a máquina pública, não apenas com 17 mil cargos, mas um custo adicional por ano que ultrapassa 5 bilhões de reais, num orçamento de um país absolutamente inviável, que no ano que vem terá dificuldade de pagar conta de luz. Agora, quando a gente observa quem relatou essa matéria no Senado Federal, nós percebemos que o líder do governo, Randolfe Rodrigues,

é do estado do Amapá. No estado do Amapá, existe o município de Taubau, em que 93% da população vive de Bolsa Família. Como é que você pode esperar que uma cidade com esta dinâmica econômica, em que simplesmente não há emprego, não há pessoas para trabalhar, todas vivendo do chequinho do governo, que tipo de inspiração chega ao senador do Amapá,

Randolfo Rodrigues, esse tipo de atitude, esse tipo de proposta de transformar a população brasileira cada vez mais numa população completamente dependente, ou de um emprego público ou de um chequinho do governo. O problema é que cada vez menos pessoas estão executando atividades que geram arrecadação porque ninguém aguenta mais.

pagar essa conta, mas eles não param, eles dão de ombros pra nós e ficam interessados simplesmente em atender o funcionalismo público que vai muito além desses 17 mil novos cargos, mas essa mensagem, o funcionalismo público está sendo fortalecido, eles ignoram o que acontece no mundo, eles ignoram o fato de que a mão de obra está vivendo um desafio mundial

reinventar, porque a inteligência artificial, os avanços tecnológicos, está transformando o mercado de trabalho. E o Brasil faz o quê? Vamos nos abraçar a ineficiência do serviço público que entrega, muitas vezes, um serviço medíocre à população e vamos aumentar o tamanho do problema. É absolutamente vergonhoso. É absolutamente reprovável. Não que Randolph Rodrigues, que tem um mau exemplo

do seu Estado. Aliás, Estado que colocou 400 milhões de reais do dinheiro dos aposentados estaduais no Banco Master, que agora virou pó. Mas me espanta este Senado Federal, que já tem uma participação de inúmeros senadores que foram eleitos prometendo virar o jogo, prometendo transformar o Brasil, prometendo transformar o papel do Senado Federal, mas que se calam e se tornam coniféricos

diante de um absurdo desse. Dávila, a gente sempre trata aqui sobre os desafios da administração pública, né? E com o desafio fiscal, o rombo nas contas públicas, é sempre mais difícil você abrir vagas no serviço público. A discussão é como fazer mais e melhor com menos postos de trabalho. A discussão é como você enxuga a máquina pública e entrega serviços melhores. A atual administração vai na contramar.

mão disso. Com certeza, Caniato. Se nós tivéssemos aquele Senado da ficção científica, que era o Senado de direita, que era o Senado comprometido com a reforma do Estado, sabe o que o Senado deveria ter aprovado? Um projeto assim, está congelada qualquer contratação de funcionário público até se aprovar uma reforma administrativa, onde tenha carreiras claras, com critérios claros, de desempenho e mensuração de performance

de cada servidor. Isso seria um Senado responsável. Isso seria um Senado alinhado com o desejo da população de querer ver um serviço público de qualidade. Hoje, o nosso público tem que saber que na carreira do servidor, todo mundo chega ao topo por tempo de serviço. Não é por mérito. Em qualquer trabalho que você tenha, você só chega ao topo da carreira por mérito, pelo teu desempenho, pelo que você fez,

pelo serviço prestado. Não, no setor público é só por tempo de serviço. Você senta na sua cadeira, pendura o seu paletó, vai tomar café o dia inteiro, fumar cigarro, e aí daqui a 10 anos, 15 anos, você está no topo da carreira ganhando lá o teto. É um absurdo isso. Então, a reforma administrativa, ela é fundamental para valorizar o bom servidor. O bom servidor quer ganhar mais, quer ser reconhecido pelo seu trabalho. Ele não quer se perder neste mundarel de gente incompetente em que, coitado,

ele carrega o piano nas costas e depois é taxado também como um dos maus funcionários. Então, se tivesse um Senado de direita, teria vetado esse projeto absurdo, que vai fazer o quê? Aumentar a conta pública em 5 bi. Sabe o que vai acontecer? Depois tem que aumentar a taxa de juro. E aí os 80 milhões de brasileiros inadimplentes vão ficar ainda mais inadimplentes, pagando uma taxa de juro ainda mais alta sobre os empréstimos tomados. Por quê? Porque a dívida pública

cresce e o Banco Central tem que colocar o pé no freio e aumentar a taxa de juros e passar a conta pra todos nós, como bem disse o Bruno Musa. Então, Senado de Direita é congela toda a contratação até forçar o Congresso Nacional e o Senado a aprovar a reforma administrativa. A partir daí, com carreiras claras, regras claras, nós vamos valorizar o bom servidor público e repensar

como fazer esta recomposição dos quadros da administração pública. Pois é, o Antônio Luiz falou aqui no chat, melhor é colocar IA no Executivo, Legislativo e Judiciário. Eliminaria a corrupção e a incompetência. Obrigado pela mensagem. Várias pessoas participando também na nossa enquete. Mais de 8 mil votos no YouTube. Então, eu queria que você, se pudesse, se não votou, participe da enquete. Daqui a pouco a gente traz aqui os percentuais e quais são os mais votados.

girar a reportagem da Jovem Pan News, o percentual de endividamento das famílias chegou a oitenta por cento em fevereiro deste ano, que de acordo com a nova pesquisa da Confederação Nacional de Comércio e de Bens, Serviços e Turismo, foi divulgada hoje, inclusive, traz esse número assustador. Matheus Dias chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer os detalhes, as informações desse levantamento. Seja bem-vindo, Matheus, ótima noite a você. Conta pra nossa audiência, esse número representa

maior índice da série histórica, é isso mesmo? Pois é, um recorde e nada positivo, né, Caniato? Uma ótima noite a você, uma ótima noite a quem nos acompanha. Como você bem disse, então, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e também do Turismo divulgou esses dados hoje que apontaram mais de 80% das famílias brasileiras endividadas. 80,2% o número exato. No caso, o que representa essas dívidas são quando as famílias alegam que tem ali prazos a vencer de boletos, financiamentos,

parcelas, no caso pode ser do cartão de crédito, parcelas de veículos, do imóvel, cheque especial, carnê de lojas ou crédito consignado, mais de 80% segundo essa pesquisa. No caso, é sim o maior número da série histórica referente ao ano passado, o mesmo período, isso que essa pesquisa é referente a fevereiro desse ano, tá, Caniato? O mesmo mês do ano passado, fevereiro de 2025, teve cerca de 4% de aumento. Esse número tinha até dado uma diminuída nos últimos três meses,

Tinha sido uma queda constante, não uma queda muito relevante, mas a cada mês uma pequena queda na porcentagem, até que em fevereiro novamente bateu o recorde histórico. Então a gente fala de mais de 80% das famílias do Brasil têm dívidas hoje, Caniato, segundo esse levantamento. Esse número também é destrinchado. No caso, cerca de 16% das famílias se consideram muito endividadas. 31% mais ou menos endividadas e 32% pouco endividadas.

A intenção é que apenas 19% dos entrevistados pela CNC, então, apontaram não ter nenhum tipo de dívida. Esse que é um levantamento feito praticamente todo mês e que entrevista, em média, 18 mil famílias do Brasil, de todos os estados, mais o Distrito Federal. Claro, né, Caniato, que a gente fala de um país com mais de 200 milhões de habitantes, mais de 18 mil famílias entrevistadas é um número ainda que é apenas uma parcela do montante,

Dá para se ter uma ideia de que realmente muitas das famílias, a grande maioria e segundo a pesquisa quase na totalidade, estão endividadas no Brasil. Pois é, Matheus Dias trazendo os detalhes desse levantamento. Obrigado pelas informações, Matheus. Vou trazer os nossos comentaristas. Há bons pontos para destacarmos em relação ao endividamento das famílias brasileiras. Enfim, Mota, quais detalhes você gostaria de destacar?

falta de educação financeira? Sobre o brasileiro médio que ganha pouco e tem muitas contas? Ou má administração dos recursos? Enfim, eu acho que tem alguns pontos pra discorrermos, né? Há vários fatores que contribuem pra isso. Primeiro, é a interferência constante do governo em todos os aspectos da vida do país. Interferência pra atrapalhar, né? Atrapalhar tanto os empreendedores quanto os trabalhadores. Segundo, é a obsessão com

porque o Estado brasileiro não faz nada sem antes enfiar a mão no bolso do trabalhador. E aí, depois de atrapalhar a criação de empregos e de confiscar boa parte do dinheiro que a gente ganha, o próprio Estado estimula o cidadão a resolver a sua dificuldade financeira contraindo empréstimos. Faça um consignado, pegue aqui o empréstimozinho, assine essa autorização para o INSS,

ISS descontar na sua folha de pagamento. Olha, isso é uma jogada de mestre. Ou, se vocês preferirem, de master. Boa. Eu me lembro também de um boné. Eu tenho um boné azul com o seguinte slogan. Tire a mão do meu bolso. Quem criou esse slogan é o Dávila. Você, Dávila, o endividamento das famílias brasileiras chegando a quase 80% aqui no Brasil. Tire a mão do meu bolso, Caniato. É isso aí. 80 milhões

de pessoas estão inadimplentes no Brasil. Oito milhões de empresas estão inadimplentes. Recordes de número de empresas fechando no país. E aí, Caniato, o Bruno Moza, que é o nosso especialista no assunto, não tem educação financeira para uma taxa de juros média para o brasileiro a 60%. Mas só se ele vender droga, ele consegue ter uma margem para ter mais de 60% e pagar a taxa de juros do empréstimo. Isso não existe. Isso é um roubo.

Agora, isto é fruto de um governo irresponsável que gasta como se não tivesse amanhã. Isto é fruto de governo que mete a mão no nosso bolso para pagar rombo de estatal. É este o governo que funciona. É o governo que faz o desconto ilegal do INSS. É isso. Então, Caniato, neste mundo da irresponsabilidade, do desgoverno descarado que mete a mão no nosso bolso, é a arrecadação recorde de imposto mês sobre mês.

Todo mês a gente bate um recorde de arrecadação. Como é que o Brasil é recordista de arrecadação? E as contas públicas continuam um desastre, a taxa de juros subindo, e nós temos 80 milhões de brasileiros inadimplentes. Como é que... Você imagina, são 80 milhões de famílias que estão desesperadas, não conseguem dormir, não conseguem honrar seus compromissos, não conseguem pagar suas contas. Tudo isso por causa desse governo irresponsável. Aliás, nós deveríamos deixar taxa de juros civilizadas,

se tivéssemos responsabilidade fiscal. Isto aconteceu nesta transição de outro governo petista e responsável, de Dilma e do Rousseff, que também a taxa de juros estava a 14%, só de ter entrado o presidente Temer e criado o famoso teto de gasto, caiu pra 6%. É isso que mostra a responsabilidade. Então, gente, 80 milhões de inadimplentes. Não se esqueça, a culpa não é sua, é deste governo irreversível.

responsável que colocou essa espada na sua cabeça, cobrando a taxa de juros mais alta do mundo pra financiar a irresponsabilidade do gasto público. Pois é, e início de ano costuma acontecer isso, né? Porque tem os gastos extras. Tem que pagar o IPTU, o IPVA, a matrícula da escola, enfim, o material escolar, são vários gastos adicionais e muitos acabam se endividando. Você, Musa, o Musa, sempre quando pode, traz essa

referente ao endividamento das famílias brasileiras, a inadimplência, algo que surpreende pelos números altíssimos, né, Musa? Nós estamos no recorde do endividamento das famílias, das empresas, e nós estamos também no recorde do endividamento do Estado, que ultrapassou 10 trilhões de reais num déficit de 8,5% do PIB, quase não tem paralelo na história, principalmente entre os países pares emergentes, tá? E é o que o Davila falou, você arrecada muito mais, todos os meses bate recorde,

continua crescendo. Não precisa ser nenhum gênio da matemática para entender que teu problema está nos gastos. Claro que eles vão dizer que o problema é da taxa de juros do Banco Central, que agora é, digamos, meio independente. Então vamos pegar os dados do Banco Central, porque eu gosto de refutar com números. Vamos lá. Qual é a média da taxa Selic nos governos anteriores? Fernando Henrique Cardoso de 99 a 2002, 19,8. Lula 1, 18,4 de média. Lula 2, 11%

Dilma 1, 9,9. Dilma 2, 13,4. Temer, 9,3. Como o Davila falou, ela caiu. Estou falando aqui a média. Dilma, ela caiu, foi para 9,3 de média. Afinal de contas, a Dilma subiu no segundo mandato para 14,25. Bolsonaro, 6,3%. Lula, agora atual, 13% de média. Será que a culpa é sempre do Roberto Campos Neto quando a gente olha nos últimos 25 anos? O governo Lula e Dilma

tem as taxas de juros mais altas, médias, qual é o ponto em comum? Gastos exacerbados e incremento do gasto público, muito acima das receitas. Ponto final. Rápida parada para você que nos acompanha aqui na programação da Jovem Pan. Voltaremos em 1 minuto e 20 com mais notícia, mais análise. Eu conto com você. Até já. Os Pingos nos diz. Jovem Pan. Qual é o melhor jeito de escolher qual caminho seguir? Seguir o que tem aí dentro de você.

A sua verdade. A sua vibração. Fazer a sua história. Foi isso que Três Corações fez. Seguimos o coração e criamos o café que entrou na história dos brasileiros. E no coração também. Pra você seguir o aroma, seguir o sabor. E todo dia se sentir pronto pra seguir o coração. Três Corações. O café de quem ama café. Você anda meio cansado, desanimado, sem energia e sem disposição? Eu quero falar pra você que esse magnésio vai te ajudar.

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Oito da noite, na Jovem Pan News. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. E hoje com Roberto Mota, Luiz Felipe Dávila, Cristiano Beraldo e o Bruno Musa. E claro, a sua participação é muito importante, é fundamental. TV aberta, TV fechada, rádios e também plataformas digitais.

as pingos nos is, vamos falar de eleições, articulações, levantamentos, pesquisas? Teve uma pesquisa realizada pela Quest, divulgada hoje, que mostra que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro estão empatados numericamente, os dois com 41% das intenções de voto no cenário de segundo turno. É a primeira vez que os dois candidatos aparecem empatados numericamente. A vantagem do presidente era de 10 pontos em dezembro.

Passou para 7 em janeiro, 5 em fevereiro e agora não existe mais. Na pesquisa anterior de fevereiro, Lula tinha 43% e Flávio 38%. Cenários, claro, de segundo turno. Começar essa rodada com o Cristiano Beraldo é preciso, né Beraldo, olhar para essa performance de Flávio Bolsonaro, porque não dá para falar, ah, é genial o Quest. Não, todos os levantamentos de praticamente todos os institutos, houve uma elevação substancial de Flávio Bolsonaro.

com metodologias distintas também. Ele estourou a bolha do que se chama de bolsonarismo, Beraldo? Um minuto. Sem dúvida alguma, estourou, mas não foi pelo seu discurso, não foi pelos seus lindos olhos, digamos assim, como diz a expressão popular. O que acontece é que essa eleição, neste momento em que as propostas não estão sendo discutidas, ela trata da rejeição ao outro. E claramente o governo Lula, pelos resultados que tem apresentado à população brasileira,

brasileira sofrerá com uma rejeição crescente, até porque daqui até o final do ano não haverá boas notícias a serem dadas a nós. Portanto, Flávio Bolsonaro cresce nesse vácuo de realizações do governo Lula e agora precisa administrar bem as repercussões do caso Master e começar a falar o que de fato ele quer propor para o Brasil. Dávila, essa elevação tem a ver com o sobrenome, mas tem mais a ver com a adoção desse Flávio moderado? Um minuto.

coisa tem a ver com 51% dos eleitores desaprovam a gestão Lula. Se você desaprova o governo, você tá procurando o candidato pra votar, pra substituir o governo. E Flávio Bolsonaro vem nadando de braçada e sozinho, quase na direita, né? Porque os outros candidatos ainda não decolaram. E isso mostra a força do nome Bolsonaro, consolidou o voto do Bolsonaro e ganhou parte do voto dos independentes. Então, isto é uma coisa importante pra ele. Um outro

que chama atenção é a corrupção, saltou como hoje o principal problema. E isso, Caniato, vai continuar muito quente, porque o Banco Master, as minisséries só está começando, ainda tem um longo caminho pela frente, muitos capítulos aí. E a outra coisa é o que nós debatemos o dia inteiro aqui, a piora na economia. Então, a economia piorou, o governo é desaprovado por metade da população, corrupção é o que está chamando a atenção do eleitorado e nós estamos com a melhor

série da história com o Banco Master, como é que esse governo vai conseguir vencer a eleição? Eu não vejo a menor chance pra esse governo vencer a eleição. Agora, o resto depende da direita. Você, Mato, o seu diagnóstico, cinquenta segundos. É, é mais uma pesquisa, eu não vi, assim, muita novidade, Flávio Bolsonaro continua com a estratégia de campanha, se mostrar como um candidato ponderado, moderado, que merece confiança, e quanto ao candidato do

ele continua colecionando uma coleção de declarações cada vez mais infelizes. Essa elevação de Flávio Bolsonaro pode fazer com que algum candidato ou pré-candidato desista, Bruno Moussa? Um minutinho. Nada não surpreenderia, né? Pode ser que sim, mas eu acho que isso aqui está pintando mais ou menos como aconteceu no Chile. A gente acabou vendo o segundo turno entre o cast e a presidente que se auto-intitulava comunista, né? Não lembro o nome dela exatamente.

turno os dois e depois teve realmente uma união da direita estratégica e foi uma lavada no segundo turno. Se realmente tivermos um mínimo de inteligência e coerência pra tirar o país desse lamaçal, como o Dávila sempre fala, olhando a matemática das principais pesquisas, ela tá relativamente ganha essa eleição, né? Pois é, inclusive nós publicamos a seguinte pergunta no nosso chat, também no nosso portal de notícias, qual candidato da oposição tem mais chances de crescer e disputar

o segundo turno para a presidência. Vamos colocar os resultados na tela? Flávio Bolsonaro... Não, não, não é esse o resultado. Tudo bem, eu tenho aqui, se não tiver a arte pronta aí, eu faço a leitura. Então, colocamos as quatro opções dos quatro mais citados. Flávio Bolsonaro, 88%. Rachinho Júnior ficou com 7%, empatado com Ronaldo Caiado. E Romeu Zema com 5%. A gente agradece a todos que participaram. Flávio Bolsonaro,

bem à frente dos demais. Amanhã um novo tema, uma nova enquete, reforçando o agradecimento a você que participou. Um abraço aos nossos comentaristas, voltaremos amanhã com mais Os Pingos nos Viz. Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Boa noite, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.

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