Vorcaro pagou whisky a autoridades / OAB quer acesso ao caso Master
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (10):
Autoridades brasileiras, incluindo ministros e integrantes do Judiciário, participaram de um evento em Londres com Daniel Vorcaro, investigado no caso Master. O encontro contou com uma degustação de whisky que teria custado mais de R$ 3 milhões, pagos pelo banqueiro. A reunião foi citada em sessão fechada do Judiciário e levou ao afastamento de Dias Toffoli da relatoria do inquérito.
O Conselho Federal da OAB pediu ao ministro do STF André Mendonça acesso integral às provas do inquérito do caso Banco Master. A entidade afirma que a sociedade tem direito de conhecer os elementos que levaram à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro. A Ordem também solicitou reunião com Mendonça para tratar do tema.
O delegado da Polícia Federal Fábio Shor, responsável por investigar e indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na apuração sobre a suposta trama golpista, foi nomeado assessor no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, no STF. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União.
O governo de Javier Milei concedeu status de refugiado ao caminhoneiro Joel Correa, condenado no Brasil pelos atos de 8 de Janeiro. Segundo o parecer argentino, não foram identificadas provas diretas que justificassem a condenação por crimes graves. A decisão também cita temor de perseguição política caso ele retornasse ao Brasil.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu à Justiça autorização excepcional para que Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, realize uma visita durante agenda oficial no Brasil. Segundo os advogados, o assessor estará em Brasília por pouco tempo e não poderá comparecer nos dias regulares de visitação.
Pesquisa Datafolha mostra aumento no número de brasileiros que avaliam que a economia do país piorou nos últimos meses. O percentual subiu de 41% para 46% na comparação entre dezembro e março. Já a parcela que acredita que a situação econômica melhorou caiu de 29% para 24%.
A quebra de sigilo de Daniel Vorcaro revelou que o banqueiro esteve na Venezuela antes de participar de uma agenda em Brasília. E-mails encontrados no celular mostram gastos em um hotel em Caracas e indicam que, dias depois, ele esteve no Palácio do Planalto. O encontro com Vorcaro não aparece na agenda oficial do governo.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que as investigações sobre o caso Banco Master vão avançar “doa a quem doer”. A declaração ocorre em meio às revelações envolvendo autoridades citadas nas conversas do banqueiro Daniel Vorcaro. Parte do STF também demonstra incômodo com a condução do caso pelo ministro André Mendonça.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- Banco MasterPirâmide financeira · Envolvimento de autoridades · Vazamento de conversas de Vorcaro · Relações entre banqueiro e poder público · Avanço das investigações
- Eventos CulturaisDegustação de whisky de R$ 3 milhões · Participação de ministros e juízes · Conflito de interesse · Afastamento de Dias Toffoli · Primeiro Fórum Jurídico Brasil de Ideias
- OAB pedindo acesso ao inquéritoPedido ao ministro André Mendonça · Acesso integral às provas · Direito da sociedade ao conhecimento · Reunião solicitada com ministros
- Interferencia STF InvestigacoesDeclaração de Edson Fachin · Avanço das investigações · Incomodo de ministros com Mendonça · Transparência prometida
- Mudanças MinisteriaisDelegado Fábio Chora nomeado assessor · Investigador de Bolsonaro · Gabinete de Alexandre de Moraes · Publicação no Diário Oficial
- Crise Política na VenezuelaQuebra de sigilo revelou viagem · Gastos em hotel em Caracas · Encontro posterior em Brasília · Agenda oficial · E-mails do celular de Vorcaro
- STF Setor PrivadoDiscussão sobre criação · Comportamento de ministros · Eventos internacionais · Relações com private equity
- Asilo e RefugioGoverno de Javier Milei · Status de refugiado a Joel Correa · Falta de provas diretas · Perseguição política · Condenação no Brasil
- Vazamento de DadosPercepção de piora econômica · Aumento de pessimismo · Comparação dezembro-março · Desemprego nas mínimas históricas · Inflação prevista
- Visita assessor americanoAssessor do Departamento de Estado · Darren Beattie · Visita durante agenda oficial · Autorização excepcional solicitada · Dias de visitação regulares
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos mais importantes do dia, sempre contando, claro, as análises, as reflexões, as discussões com os nossos comentaristas. Bem, várias notícias importantes para começar. Apesar de negar, ministros e várias outras autoridades, inclusive algumas que investigam o caso do Banco Master,
do ano passado para um evento realizado em Londres. Esse encontro contou com a presença do então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também do presidente da Câmara Federal, Hugo Mota, do procurador-geral da República, Paulo Gonê, do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Benedito Gonçalves, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e também Alexandre de Moraes.
primeiro fórum jurídico Brasil de Ideias, que era patrocinado justamente pelo Banco Master. Segundo documentos da organização, a experiência de degustação de uísque custou mais de 3 milhões de reais pagos por vorcaro e incluiu um serviço gastronômico de entretenimento em um clube privado na região de Mayfair, uma das áreas mais caras, mais nobres da capital britânica. Esse encontro foi mencionado na sessão fechada
no início de fevereiro, que resultou no afastamento de Dias Toffoli da relatoria do inquérito que justamente investiga o Banco Master. Chamar os nossos comentaristas. Vamos ao Rio de Janeiro. O Roberto Mota está conectado ao vivo com a gente. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. A cada dia, uma informação adicional em relação ao caso que envolve o Banco Master. A notícia de hoje diz respeito a um evento que foi bancado por Daniel Vorcaro
que reuniu muitas autoridades, hein, Mota? Quais aspectos dessa notícia devemos tratar aqui com a nossa audiência? Bem-vindo mais uma vez. Boa parte da Cúpula da República junta degustando uísque em Londres. Isso fez parte de um evento chamado Primeiro Fórum Jurídico Brasil de Ideias. Quer ideia melhor do que degustar uísque de graça em Londres?
é debater o Brasil em eventos no exterior. Uma das sessões desse evento, desse fórum de ideias, teve como tema o papel do judiciário para a estabilidade democrática. Outra sessão discutiu o tema as instituições na defesa da igualdade social e econômica.
de discutir igualdade social e econômica, degustando um uísque fino em um clube exclusivo em Londres. Pois é, notícia que hoje estampa a capa dos principais jornais, portais de notícias. Vamos chamar o Luiz Felipe Dávila para analisar também esse destaque. O evento foi realizado em Londres, na Inglaterra, um evento jurídico que acabou reunindo uma série de autoridades, pessoas importantes,
representantes dos poderes da República, e aí um evento paralelo, uma degustação de um uísque muito conhecido, um uísque importado, e aí várias dessas autoridades participaram. E a empresa que bancou, que patrocinou esse evento, o Banco Master. Luiz Felipe Dávila ao vivo aqui com a gente. Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Quais são os aspectos que devemos tratar em relação a essa notícia, esse evento? Fala-se em conflito de interesses? Mas eu acho que vai muito além disso, né, Dávila?
Boa noite a você, aos meus colegas. Vamos começar colocando os pingos nos is. Isto não é um evento jurídico. Isto é um evento de lobby. Lobby é você dar uma roupagem de evento que vai discutir grandes ideias brasileiras fora do Brasil e arma esta degustação de uísque, tudo isso. E aí eles podem justificar, assim, viagem a serviço, né?
quem? Ah, não, vamos lá discutir grandes ideias do Brasil. E aí, aí aprova todo mundo, todo mundo pode viajar, pode viajar parlamentar, pode viajar juiz, todo mundo ali tem uma desculpa oficial pra passar uns dias em Londres, fazer comprinhas, tomar uísque e participar de um seminário. Um seminário que nós vimos como o Vorcaro se gabou com a sua namorada, que ele tinha reunido todos os pesos pesados da república e só tinha ele ali como
grande anfitrião. Ou seja, tudo parte desse jogo de gangster mafioso feito pelo Banco Master para cooptar autoridades, para fazer com que essas autoridades ajudassem, desse uma forcinha pro Banco Master nas suas tramóias de precatório, pagamento de propina, dinheiro que poderia vir através de grandes acordos,
escritórios advocatícios ou custos de palestras ou qualquer outra desculpa para tentar aliciar a república inteira nesta república da picaretagem criada pelo Banco Master. Pois é, o evento teve um custo de pouco mais de 640 mil dólares, câmbio da época, algo em torno de 3,2 milhões de reais e várias figuras importantes participaram desse encontro
em um clube chamado George Club, que fica justamente em uma das áreas mais chiques, mais requintadas de Londres, na Inglaterra. Chama o Bruno Musa. O Bruno também está acompanhando esses desdobramentos. Essa é a principal notícia do dia, quando a gente fala do caso do Banco Master. Musa, seja muito bem-vindo. Ótima noite a você. Inclusive, os portais se dedicaram a trazer a relação das autoridades,
brasileiras e que participaram dessa degustação desse uísque muito conhecido para aqueles que gostam da bebida. Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite a todos da bancada e quem nos escuta por todo o Brasil nesse mais um dia de novos dados que cada vez mais nomes aparecem, nomes importantes de todas as instituições que comandam a República, mas chegamos no tal nível de escárnio que as coisas não surpreendem mais. Um uísque desse, como você mencionou, qualquer pesquisa básica mostra que
sai por menos de 3 mil reais. O que são 3 mil reais em uma garrafa? Frente a tudo que estamos falando, contas do pai do Vorcaro, por exemplo, com dinheiro de 2,2 bilhões de reais. Festas que custaram bilhões, somando absolutamente tudo que a gente já vem falando por aqui. É realmente um nível impressionante. Quando nós entendemos que a inflação, ela toma conta da corrupção no Brasil, aqui talvez a gente pode dizer que a hiperinflação no Brasil, ela cresce dentro da corrupção.
O que era 100 milhões no mensalão se torna mais de 60 bilhões agora, alguns anos depois. Isso é muito mais do que qualquer inflação. E o nome, infelizmente, não surpreende os nomes, mas são nomes de cabeças, de cada uma e de todas as instituições importantes que comandam a República Brasileira. Uma república que está em frangalhos, que assim como a União Soviética, ruiu de podre por dentro. Talvez o Brasil esteja chegando nesse ponto,
exatamente apodrecida quando cai, é talvez o caminho que o Brasil esteja trilhando. Ou talvez já bastante próximo dele. Se todas as instituições estão envolvidas e não há mais credibilidade em nenhuma dessas, afinal de contas, as instituições não são nada sem os nomes e CPFs que compõem e que tomam decisões por elas. E todos eles foram expostos nesses nomes que foram divulgados hoje em dia. Todas as instituições brasileiras ruíram.
Pois é, a notícia em destaque, Daniel Vorcaro se reuniu com autoridades que têm alguma conexão com a investigação em curso hoje em dia. De volta aqui em Os Pingos nos Is, o Cristiano Beraldo ao vivo com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Beraldo, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Vários aspectos que envolvem o caso do Banco Master. Nós falávamos nas últimas semanas que notícias relacionadas às festas, os eventos, essa vida extravagante, muito cara de Daniel Vorcaro,
ajudaria mais nos cliques, na audiência dos portais de notícia, por conta de contratação de garotas de programa, gastou tanto com artista A, B ou C. Mas nesse caso, rende clique, mas também talvez ajude na investigação. Quais aspectos dessa informação precisam ser destacados? Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite aos meus colegas de bancada. Boa noite à nossa audiência. É sempre um prazer estar aqui com vocês. E a gente está diante de um Brasil que precisa urgentemente,
de um código de ética. O Brasil não sabe mais o que é ética e esse caso do Banco Master vem revelando detalhes que, para todas aquelas pessoas que pensam o Brasil, fica muito evidente que o projeto de país que tínhamos e que eu considero que é fruto de uma semente plantada em 1988 com a tal Constituição Cidadã, esse Brasil deu muito errado. E a gente tem que ter muito cuidado nesse caso, Caniato,
que não se desvirtue aquilo que realmente é importante. Veja que nos últimos dias, a partir de uma revelação de conversas íntimas, que não tem boa parte dela nada a ver em si com atos cometidos, mas revelam intimidades de um casal, a notícia do Master saiu das páginas policiais e povoou as páginas de fofoca. Agora nós estamos aí diante de um convescote, um encontro de grandes autoridades brasileiras
caríssimos. Mas o principal não é aquele encontro em Londres com essas autoridades. O principal é o hábito que se tornou no Brasil, como bem nos lembrou o Dávila, de se realizar esses encontros internacionais como se fora do Brasil a ética então realmente não precisasse mais ser levada em conta. Este é um de talvez centenas de encontros que acontecem cotidianamente
Mundo afora, sempre com um patrocinador, sempre com alguém bancando, sempre com o encontro. Não é possível a gente afirmar que neste encontro específico houve ali conversas inapropriadas ou se discutiu alguma coisa ilegal ou criminosa, mas o principal que nos revela esse encontro em Londres é como houve uma transformação do propósito do exercício da função pública
uma forma de correr o mundo e degustar da doce vida proporcionada pelo dinheiro privado. Vários aspectos precisam ser analisados pelos nossos comentaristas, todos em tela aqui com a gente. Deixa eu retomar a discussão com o Mota, porque o Beraldo toca no ponto que diz respeito ao Código de Ética. Mas quando a gente discutiu algumas semanas um Código de Ética para integrantes da Suprema Corte,
relacionadas, por exemplo, a esse evento. Vale a pena a gente retomar a discussão sobre código de ética ou, na verdade, seria necessário a ampliação ou a rediscutir muita coisa na ordem do nosso Brasil hoje em dia, hein, Mota? Acho que seu microfone está fechado. Só verifica, por favor. Eu acho que essa discussão vale a pena sim, Caniato, mas eu sugiro que a gente não faça essa discussão aqui.
em Londres. Aí a gente vai conseguir conversar com mais calma. Olha, o custo dessa degustação foi de 3 milhões de reais. Deve ter sido recorde mundial. E quem pagou pelo evento mais uma vez foi o Banco Master. Agora, esse evento é apenas um de uma série quase infinita de eventos promovidos pelo banco. E é curioso, porque presentes a esses eventos estavam autoridades supremas dos três poderes da República.
pública. A gente tem sempre que lembrar, Caniato, e isso tem a ver com o Código de Ética. Não há nada de errado, a princípio, em uma autoridade frequentar um evento como esse, desde que isso não signifique conflito de interesses. Esse é o ponto que Código de Ética nenhum vai resolver. Porque o que acontece é que para o cidadão comum, quando a gente fica sabendo de coisas como essas,
ser uma fotografia, um instantâneo de como é a vida luxuosa e privilegiada vivida pelo escalão superior da burocracia estatal. Dávila, ao longo das últimas semanas a gente vem tratando dessa possibilidade. Muitas sugestões indicam que seria necessário a criação de um código de ética para integrantes da Suprema Corte. Pois bem, isso colocado, é preciso analisar com lupa esse evento
quem participou, quem bancou, o que viria na sequência. É necessária a criação de um código de ética? Será que ninguém sabia ou desconfiava do conflito de interesses quando a gente olha para esse evento promovido em Londres, na Inglaterra? Ô, Caneto, precisa ver se o código de ética tem efeito retroativo ou não, né? Porque se não for retroativo, só vale a partir de agora ser ético. Antes não valia, agora tem que valer, né? Mas o ponto é o seguinte, o código de ética
transformar o Supremo, endireitar o Supremo, mas é um primeiro ato de autocontenção do Supremo que tem um papel importante. Pelo menos vai criar um constrangimento a mais a essa turma que gosta de um convescote internacional. Convescote internacional é uma coisa que atrai a política brasileira que nem abelha no mel. Todo mundo quer ir, todo mundo quer um hotel cinco estrelas, todo mundo quer uma viagenzinha de primeira classe, levar esposa, gasta um pouquinho.
da natureza, da política brasileira. Mas se o Código de Ética for um primeiro passo, por exemplo, para começar a moralizar o Supremo, por exemplo, acabar com o inquérito da fake news, essa vergonha criada debaixo das barbas de um Supremo Tribunal Federal, que até hoje topa manter aberto um inquérito por tempo indeterminado, sem escopo definido, que virou barriga de aluguel para enfiar qualquer coisa que ministro quer perseguir.
Então, se nós pararmos neste momento para entender que esses primeiros passos são passos para, pelo menos, diminuir a intensidade da arbitrariedade e da imoralidade, está valendo. Então, não podemos desencorajar aqueles que querem dar o primeiro passo nessa direção. Então, a meu ver, é algo importante.
é a Beraldo nessa bancada aqui. Beraldo, estamos muito contentes com a sua volta aqui. Muito bem-vindo. Legal. Deixa eu passar para o Musa para analisar justamente esse aspecto que envolve o ineditismo do evento, as pessoas que participaram e talvez a surpresa na manchete que estampa os principais portais de notícias, os jornais e a discussão que remete àquele código de ética. Será que nenhum integrante dessas instituições tenha feito essa reflexão?
poxa, será que eu participo desse evento? Será que isso no futuro não pode me comprometer? O que você acha, hein, Musa? A resposta é claramente não, Caniado. Se tivessem feito esse tipo de questionamento, não participaria. Mas a verdade é que o Brasil, onde você tem todo o incentivo, uma vez que a impunidade é clara e óbvia, isso coloca as pessoas que comandam essas instituições como semideuses, como algo inatingível. E essas pessoas que se sentem inatingíveis, em um país,
ainda onde você não tem nenhum tipo de punição, é claro que eles têm o caminho totalmente livre para fazer o que bem entenderem. Veja, nós paramos para pensar como era feita antigamente a corrupção, até mesmo no Lula 1, no Lula 2, a coisa do dinheiro ir assumindo entre uma empresa e outra, ela se perdia em estruturas jurídicas complexas para o dinheiro ir perdendo ao longo do tempo a sua própria
digamos, pessoalidade. Ou seja, vai se perdendo no meio daquelas teias de um monte de empresa. Agora, se tornou tão óbvia a falta de punição no Brasil, que o que a gente vê é conversa de WhatsApp que pode ser resgatada por um software e depósitos em conta do próprio titular que está participando da corrupção. Não faz mais questão de esconder. A coisa se tornou tão óbvia, essa falta de punição,
conta, tá tudo bem, não vai dar nada a gente comanda as instituições todas elas, estamos todos reunidos em volta de uma mesma mesa de todas essas instituições que podem fazer dar alguma coisa portanto a sensação é o sistema é nosso, o país é nosso, pode mandar o que vocês quiserem que nada consegue nos derrubar, até que a história começa a perceber que mostrar que todos os impérios em algum momento caem nem todo mundo é invencível
Eles que comemoram com esses caros em volta de uma mesa, quando a coisa começa a pipocar e aparecer um envolvido, o outro envolvido, a gente vê aqui tão amigos brindando, eles não são quando a coisa começa a cair. E eu acho que a gente está nesse exato ponto. As peças do dominó começam a ruir porque as instituições estão completamente apodrecidas por dentro. Até o momento, ninguém fazia nenhum tipo de reflexão. No Brasil, tudo pode para esses poucos que comandam o poder. Pois é, mas quando o evento foi realizado, talvez muitos deles,
nem desconfiavam do que poderia acontecer, o que, de fato, hoje em dia está acontecendo com o avanço das investigações. Deixa eu só passar para o Beraldo, que tem um aspecto interessante, quando a gente olha para a lista de convidados, tem, inclusive, uma figura muito importante da Polícia Federal, Cristiano Beraldo, que hoje conduz ou é integrante, participa ali desse processo de investigação do caso do Banco Master. Isso lhe causa espécie, espanto, estranhamento?
Causa, Caniato, porque se nós observarmos o que aconteceu no Rio de Janeiro na sequência da operação que eliminou mais de 100 criminosos e que foi conduzido pelas polícias do Estado do Rio de Janeiro, a gente se lembra que logo o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, foi ao Rio de Janeiro na companhia do número 1 da Polícia Federal.
que o delegado-geral da Polícia Federal disse que havia sido consultado, ele foi imediatamente interrompido pelo então ministro Lewandowski, que disse que não tinha essa história de avisar o chefe da Polícia Federal que o governador tinha que ter falado com o ministro. Ou seja, já desautorizou na frente das câmeras e mostrou qual é o papel que ele desempenha, que é um papel subalterno ao ministro
Ministro da Justiça. Portanto, quem estava ali era o então Ministro da Justiça, que levou o seu Chaveirinho, mandou ele e ele foi. Então, não coloco ele ali numa condição de espontaneamente ter atendido aquela agenda, certamente foi levado. E aí tem um outro aspecto importante. Nesse tipo de comportamento que é exigido dele, não há como ele ter a liderança e o comando da Polícia Federal.
trabalho, independente da figura que está no topo da pirâmide hierárquica. Porque eles têm prerrogativas que o permitem, que os permitem fazer isso, essas investigações, avançar com essas descobertas e depois os implicados vão ter que lidar com as consequências dessa investigação. Portanto, Caniato, eu vejo que o problema ali, a gente falava da questão ética, o problema é que a ética,
está ligada ao seu comportamento quando ninguém está olhando. É o respeito às regras, às normas, independente de ter alguém te fiscalizando. E as pessoas que ali estavam claramente não levam mais em consideração esse tipo de coisa para adotar as posturas que agora estão sendo reveladas. E aí eu destaco também, Caniato, o que é ser, por exemplo, ministro do Supremo Tribunal Federal? Está na Constituição.
Estão discutindo o Código de Ética, mas a Constituição é muito clara. Você, para ser indicado ao Supremo Tribunal Federal, deve ter notável saber jurídico e reputação ilibada. Não há reputação ilibada de alguém que não é ético. Não há notável saber jurídico de alguém que se dedica profundamente ao estudo do direito. Alguém que chega ali cumprindo os ritos e exigências constitucionais.
deveria sequer imaginar poder haver uma preocupação com a ética. E o fato de estarmos vendo hoje esta discussão, vamos criar ou não vamos criar um código de ética, já nos revela que o Supremo Tribunal Federal atualmente não tem mais condições de entregar à sociedade brasileira o papel que o Supremo precisa desempenhar.
encontro em Londres, na Inglaterra, a degustação do uísque de uma marca muito conhecida, foi mencionado numa sessão fechada do Supremo, no início de fevereiro, que inclusive acabou culminando naquela saída voluntária de Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga o caso do Banco Master. É importante lembrar a nossa audiência que a Polícia Federal tinha encaminhado ao então presidente do Supremo, o ministro Fachin, um relatório
que apontava e demonstrava a relação próxima do ministro em questão com o Daniel Vorcaro. E aí, assim, a gente tem que fazer um exercício, né? Para entender exatamente o que aconteceu nos bastidores e o que virá a acontecer a partir dessas informações que vêm à tona, né, Mota? Exato, Caniato. Eu acho que você usou a palavra correta. Eu acho que nós precisamos fazer um exercício, fazer conjecturas.
Imaginemos a hipótese de que algum dia, no futuro, o ministro da corte cometa alguma coisa errada, faça alguma coisa errada, ilegal. Como é que esse problema será endereçado? Existe alguma polícia no Brasil que hoje tenha autonomia para realizar uma investigação como essa? Ou toda a investigação será sempre submetida à supervisão da corte? Porque se a corte tem nos seus integrantes,
Isso é apenas um exercício, uma conjectura, uma situação hipotética no futuro. Se existir alguém que está fazendo alguma coisa errada, quais são os mecanismos disponíveis para que se levante as evidências, se conduza uma investigação e se tome providências quanto a isso? Eu não sei responder essa pergunta, porque as informações que nós temos indicam que toda investigação
da corte tem que ser previamente autorizada pela própria corte, o que cria uma espécie de paradoxo. A outra saída para essa situação seria política. Mas aí a gente olha para o Congresso Nacional, especificamente para a presidência do Senado, e não parece existir lá nenhuma disposição de atuar nesse sentido. Então fica a pergunta, nesse exercício hipotético,
que nós fazemos, em que um magistrado da corte se comporta de uma forma incompatível com o seu cargo, podendo até chegar a cometer um crime, qual é o mecanismo que o Estado brasileiro tem para sanar essa situação, além de ficar criando desculpas, narrativas ou justificativas que não fazem sentido nenhum. Inclusive, é o tema da nossa enquete. Se você puder, participe.
Vote no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. Rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Seguimos aqui com os nossos comentaristas e vamos, inclusive, girar a reportagem da Jovem Pan News. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu pedir ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, acesso às provas do caso do Banco Master, que levou à prisão pela segunda vez o banqueiro Daniel Vorcaro. Quem vai trazer os detalhes da notícia é o Matheus Dias.
Pingos nos Is. Matheus, seja bem-vindo. Ótima noite a você. Conta pra gente como foi essa manifestação da OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, cobrando a investigação e também o acesso a provas. Bem-vindo. Caniato, uma ótima noite a você, uma ótima noite a quem nos acompanha também aqui no Pingos nos Is. No caso, essa reunião hoje teve o Beto Simonetti, presidente da OAB e representantes da OAB dos 27 estados do país. E depois desse encontro entre eles, do Conselho,
Feito então esse pedido para que o STF, pelo ministro André Mendonça, disponibilizem todos os detalhes do inquérito que levou à prisão, a segunda vez, a prisão de Daniel Vorcaro. No caso, o Beto Simonetti disse que a sociedade tem direito de ter acesso ao que há nesse inquérito, que deve ser revelado pelas três etapas ostensivas abertas, a entidade quer acesso integral às provas que levaram à prisão de Daniel Vorcaro.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, ele que disse que inclusive a Ordem dos Advogados do Brasil já pediu um encontro presencial com André Mendonça no gabinete dele e aguarda uma data para que isso seja possível. E nesse encontro pessoal, aí sim vão fazer esse pedido novamente para terem acesso aos inquéritos. Caso Master, Daniel Vorcaro e ministro André Mendonça. Agora, outro ministro também, Alexandre de Moraes, esse também vai entrar em contato em breve com a OAB
A Ordem dos Advogados do Brasil, então, se reuniu. As 27 entidades estaduais,
junto com o presidente federal da OAB, e eles querem ter acesso tanto ao inquérito de Vorcar com André Mendonça, quanto ao inquérito das fake news com Alexandre de Moraes e o Caniato. Pois é, dois aspectos interessantes, essa movimentação da Ordem dos Advogados do Brasil e esses dois pleitos. Valeu, Matheus. Matheus segue acompanhando essas movimentações, ele volta ao longo da programação com outros destaques. Bom trabalho para você, Matheus.
Deixa eu só reforçar para a nossa audiência qual é o questionamento que a gente faz na enquete do dia.
dessa situação que envolve a apuração, a investigação do caso do Banco Master, qual você acha que vai ser o posicionamento da Justiça caso seja comprovada a participação de integrantes do Judiciário em ações ilegais, irregulares, no caso, ou na relação com o Daniel Vorcaro? A gente gostaria que você votasse jovempan.com.br, o portal da Jovem Pan, ou então no nosso YouTube, YouTube de Os Pingos nos Is, vai lá, manifeste a sua opinião,
a gente traz parciais e, no final, a resposta. Qual foi o resultado? Eu conto muito com a sua participação. Bem, faço só essa introdução aqui para receber a rede. Aí todos poderão acompanhar os comentários na íntegra. Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados aqui em Os Pingos Nuzis, a Ordem dos Advogados do Brasil, fazendo dois pedidos para ministros da Suprema Corte. A André Mendonça, acesso às provas do caso do Banco Master, e a Alexandre de Moraes, na verdade,
querem se reunir com Moraes para pedir o fim do inquérito das fake news, o inquérito eterno das fake news. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. Dávila, quais reflexões a gente precisa fazer em relação à figura da OAB, a OAB nacional? Muitas críticas ao longo dos últimos meses, mas parece que agora um estalo acordaram. Sabe o que me fez lembrar? Uma frase do presidente Ronald Reagan, que dizia o seguinte,
pode fazer as pessoas verem a luz, faças sentir o calor. Agora a Suprema Corte está sentindo o calor, já que não enxergou a luz durante muito tempo. E nós temos OAB, Instituto dos Advogados de São Paulo, Lexon, tantas associações se mobilizando justamente pra começar a colocar os pingos nos rios. Para dizer, para, isso aqui é demais. Olha aí, o inquérito da fake news demorou aí, né?
A gente tem que parar de criticar o que não foi feito. Agora o que estão fazendo, está todo mundo junto na barca e é isso aí. Tem que sentir calor mesmo, que a sociedade não tolera mais arbitrariedade, impunidade, imoralidade, principalmente por aqueles que deveriam ser o guardião da Constituição, que deveriam zelar pela lei. Porque, Caniato, quando o cidadão não acredita mais,
O que sobra é um solo fértil para a ditadura, para a arbitrariedade, para medidas de exceção, tudo o que nós não queremos. Portanto, a sociedade acordou, felizmente, porque nós éramos aqui os lobos solitários criticando, né? Todo mundo ali faz vista grossa, ninguém fala nada. Mas agora que está todo mundo no mesmo barco, vamos estar juntos. Não tem essa história de ficar criticando o que não fez.
que vai ter que ser pago uma outra hora. Agora tá na ação, tá todo mundo na ação. Vamos apoiar a OAB, vamos apoiar IASP, vamos apoiar todas as instituições. Nós estamos juntos nesta luta. A nossa intenção não é atacar o Supremo, nada disso. A nossa intenção é fortalecer as instituições, recuperar aquilo que é a sua gênese na Constituição brasileira. Ser guardião da Constituição. Não ser legislador, não ser poder executivo,
e muito menos imorais e arbitrários nas suas tomadas de decisão que contrariam a Constituição brasileira. Então, Caniá, estamos todos juntos nesta cruzada da moralização e fazer valer a lei e a Constituição no Brasil. Pois é, passar para o Bruno Musa também refletir sobre o posicionamento da OAB. Eu me lembro que no programa anterior, quando nós falávamos da OAB, o Dávila disse que a OAB parecia um urso
hibernou por muitos anos e acordou para uma realidade. E agora muitos se surpreendem com esse posicionamento da OAB, mas ao mesmo tempo ficam felizes. Era papel da OAB justamente monitorar esse tipo de situação, Musa? Veja, Caniato, eu não sou advogado, sou economista, profissional do mercado, então eu estou debaixo da CVM, a Comissão de Valores Mobiliários. E eu acho que toda e qualquer autarquia dessa, ela carrega aquela burocracia pública de entidades públicas engessadas.
que pouco entregam frente àquilo que elas cobram. Mas nós somos obrigados a atuarmos debaixo e pagarmos, obviamente, para essas entidades que monopolizam o mercado de certa forma, caso você queira atuar dentro dela. E faço esse paralelo com a CVM que eu conheço para a OAB também, com tantos clientes ou pessoas da minha família que são advogados e estão ali debaixo da OAB. Eu não conheço, particularmente, com certeza deve haver algumas, eu não conheço particularmente pessoas que falem muito bem
representadas pela Organização dos Advogados do Brasil, ao menos, e não é pequeno o círculo de advogados que eu tenho à minha volta. Pessoas próximas, no ambiente privado ou profissional, como eu mencionei. Elas não sejam representadas porque não há uma devolutiva, assim como eu mencionei da própria CVM. Significa que se eu com os meus clientes fizesse esse mesmo atendimento que essas autarquias que monopolisam esse serviço fazem, eu provavelmente já teria perdido muito desses clientes. E, portanto, nós não temos aqui opção. Temos que simplesmente
financiar. E aí volto naquela pergunta de quando nós estávamos comentando, que você mencionou aqui outro dia. Onde estava a OAB até esse momento? Será que nada do que agora é óbvio não era tão óbvio antes? Claro que era. Como o Davila falou, nós estávamos aqui entre outras pessoas abordando esses temas. Mostrando, apontando o dedo, não por apontar o dedo para a instituição A ou B, mas não, para mostrar como a deficiência dessas instituições sempre foi clara no ambiente jurídico, no ambiente
institucional brasileiro. Frente às arbitrariedades gigantescas que vimos ao longo dos últimos anos, onde estava o AB até agora, muitas vezes apoiando, inclusive, essas arbitrariedades com o microfone na mão, com os seus membros falando isso. Só agora, agora que a população realmente sentiu por uma quebra de um banco, que era uma simples quebra de um banco e se tornou um problema sistêmico geral, aí sim, aqueles que foram coniventes e de todas as instituições, eu me repiro, agora que se torna óbvio, para não ficar pior
ainda a sua própria imagem, eles precisam se posicionar. Então, eu continuo deixando a pergunta. Só agora, o AB, tarde demais, as pessoas já perceberam que você não estava do lado correto ao longo de todo esse período. Esse é um aspecto importante que o Musa trata, mas também tem o outro lado da moeda, né, Beraldo? Inclusive, é importante lembrar a nossa audiência que tem uma expressão em inglês, o point of no return, que nós falávamos aqui, ao longo dos últimos programas, o ponto de não retorno. Essa história cresceu tanto,
que inclusive instituições que nos últimos anos até ficavam bem caladas ou não se posicionavam, tomaram a decisão de se posicionar. Isso não indica uma situação que provavelmente culminará em um julgamento e talvez na punição exemplar daqueles que venham a ser comprovadamente acusados e que a gente observe um julgamento e que coloquem eles talvez atrás das grades?
Parte 2, a missão. Olha, Caniato, essa é uma análise importante. Até porque eu gosto muito do otimismo do Dávila, porque esse otimismo tempera a minha desesperança. Porque é preciso que a gente faça uma avaliação, e eu estou com musa nessa. A UAB, desde a época da Lava Jato, se tornou um instrumento que foi utilizado do ponto de vista institucional
em cima de pessoas e entidades que declaradamente cometeram atos de corrupção. Não é que ouvi dizer, não é que talvez fosse, não. Eles confessaram, fizeram delação premiada, acordos de leniência, e a OAB atuou loucamente, em nome do direito de defesa, para ver amenizadas aquelas penas. Até porque figuras importantes da advocacia brasileira ganharam rios de dinheiro na Lava Jato,
e agora estão aí também ganhando muito dinheiro com essa confusão absurda, gigantesca, que é o caso Master. Pois bem, enquanto a OAB não fizer uma meia-culpa, porque a OAB tem como um dos seus elementos fundamentais a ética no exercício da atividade do advogado. E a OAB tem tanto poder que ela indica a cargos, funções de desembargadores,
que são indicados pela OAB. E se nós observarmos figuras que foram indicadas pela OAB sem a qualificação necessária, mas foram indicadas porque são filhos, sobrinhos, parentes de ministros, de figuras importantes, é preciso com a OAB, então, para ser levada a sério nesse momento, que ela, então, reconheça e faça esse mea culpa. Porque, caso contrário, nos permitirá pensar
agora tem a ver com alguma estratégia que está sendo desenvolvida para que não haja consequências. E aí, Caniato, eu vou terminar fazendo essa analogia com a Lava Jato. Por que o caso Banco Master não se transformará numa Lava Jato? No meu ponto de vista. Por que eu sou desesperançoso? Porque há diferenças importantes de um caso e de outro. Primeiro, no momento da Lava Jato, a sociedade brasileira viu no
Inicialmente na figura do juiz Sérgio Moro, mas depois nos tribunais que foram confirmando as sentenças dadas na 13ª vara de Curitiba e viam que o judiciário era aquele grande líder para fazer a limpeza institucional num poder executivo e no poder legislativo que foram dominados pela corrupção. E o segundo ponto é que, do ponto de vista político,
Michel Temer, o vice-presidente da República de Dilma Rousseff, uma alternativa política viável. Mas quando nós estamos observando agora o que aconteceu no Banco Master, nós não temos nenhum dos poderes isentos. Nós temos o poder judiciário com explicações a dar. Nós temos o poder legislativo com explicações a dar. E nós temos o poder executivo com muitas informações a dar,
Apesar do Banco Master ter nascido na Bahia, num governo do PT, de pessoas que estão dentro do Palácio do Planalto, nada disso ainda veio à tona, mas virá à tona. E não haverá como escapar. E fora isso, você não tem alguém, uma liderança legítima para ocupar esse vácuo de poder. Portanto, hoje, quando eu olho para todos esses movimentos de OAB e afins,
ir ao nada. E, termino dizendo, Caniato, inclusive a revelação das conversas íntimas de um casal, que foi o que aconteceu lá com o Vorcar e a sua noiva, aquilo, pra mim, claramente, aquilo viola o direito à intimidade, etc., porque, talvez, sei lá, 80% da troca de mensagem de um casal não tenha nada a ver com questões políticas ou do judiciário, etc., aquilo viola o direito à intimidade e isso será usado pra tirar a credibilidade
da própria Polícia Federal na condução dessa investigação. Portanto, eu observo com muita desesperança todos esses movimentos. Pois é, deixa eu passar para o Mota, porque nós falávamos também na semana passada da OAB e o Mota, naquele dia, abriu seu comentário fazendo uma pergunta, né, Mota? Quero escutá-lo também a respeito dessa nova notícia que envolve a OAB e esses pedidos. Dois pedidos, um para Mendonça e o outro a intenção de se reunir com Alexandre de Moraes.
Só faltou um pedido pro Coelhinho da Páscoa e outro pro Papai Noel, né? Olha, eu lamento informar que o Dávila vai ficar em minoria aqui. E eu guardo rancor. Eu guardo rancor. Eu não esqueço o que aconteceu. Eu jamais esquecerei e jamais perdoarei. Não que a OAB esteja pedindo perdão. Ao contrário.
A OAB está contando ou com o nosso esquecimento ou com a nossa covardia. Em mim, eles não vão encontrar nenhuma das duas coisas. Querida OAB, eu lembro muito bem o que você fez no verão passado. Pois é, é interessante, né, Dávila, quando a gente olha para as instituições e acaba fazendo uma reflexão sobre qual é o seu papel, o que vinha sendo feito e essa virada de chave.
agora. Por que esse sinal de alerta foi ligado dentro da OAB? As coisas extrapolaram, transbordaram os muros da OAB, ou do caso que envolve o Banco Master? Que reflexão fazer nesse momento? Não dá mais pra segurar a enxurrada de escândalo, imoralidade e arbitrariedade que vieram à tona. Agora não dá mais. Aliás, se ausentar, se omitir neste momento do Brasil com tudo que o Banco Master acabou revelando das entranhas,
do Poder Judiciário, da Suprema Corte, seria aí não só um ato de omissão, mas era um ato praticamente de abandonar o que é o direito, né? Tudo que se aprendeu na escola de direito, na faculdade de direito, nos princípios do direito. Então, certamente, essa virada de chave, ela é fruto de movimentos que vêm ocorrendo e desencadionam esse grande escândalo. Agora, a imprensa mudou também, né? A maior parte da imprensa mudou de atitude também, não foi só a OAB.
que nós cobrávamos aqui a OAB Nacional para se posicionar, mas a OAB de São Paulo já estava se posicionando. O presidente da OAB aqui, o Leonardo Sica, já estava trabalhando num projeto desse aqui. Então, tinham partes seccionais da OAB que já estavam incomodadas com essa omissão da OAB Nacional. Agora, o que eu acho que, neste momento, tudo o que somar para pressionar, para aumentar a temperatura, para dar mais calor, para que as coisas aconteçam,
e entender o seguinte, crise é uma ótima oportunidade para se fazer aquelas mudanças que não se fazem em épocas de normalidade. Essa é a beleza da crise. Já que nós estamos vivendo uma crise de credibilidade, uma crise de imoralidade, uma crise de arbitrariedade que veio à tona, e agora a imprensa, as organizações, entidades estão a favor, vamos aproveitar para acelerar as mudanças. Porque se a gente... Olha, o Churchill falava uma frase maravilhosa, ele falava assim,
olha, se a gente ficar discutindo o que aconteceu no passado com o presente, nós vamos perder o futuro. Nós não podemos perder o futuro. Nós temos que olhar para frente. Nós temos que olhar como esta crise pode ajudar a reunir pessoas, a reunir apoio político, como a CPI no Congresso Nacional agora. O Alexandre Vieira conseguiu as assinaturas lá. Então, assim, vamos juntar esforço. Está todo mundo trabalhando em todas as frentes. É isso que nós precisamos para transformar uma crise numa oportunidade.
para fazer as mudanças que o país não teve coragem de fazer em época de normalidade. Então, a meu ver, o meu otimismo em relação a isso é que crise é uma ótima oportunidade para se fazer mudanças que nós não tivemos coragem, disciplina para fazer em épocas de normalidade. Pois é, e essa discussão é importante colocar você que nos acompanha, TV, rádio, internet, a pergunta do nosso portal e do YouTube.
judiciário que eventualmente tenham cometido crimes no caso do Banco Master, 44% disseram sim. A lei vale para todos. 56% não. O corporativismo irá prevalecer. Se você quiser, participe agora da enquete do dia. Você, Bruno Musa, eu acho que o Davila também menciona, claro que a gente não vai citar veículos, mas houve também uma mudança importante no posicionamento da imprensa, de alguns veículos de comunicação que se posicionaram
tornavam talvez até meio em cima do muro e começaram a avançar nesse processo de investigar, trazer à tona os documentos, as ligações perigosas, o conflito de interesses. É parte importante desse processo de investigação que a imprensa tem feito. É parte importante, mas eu também vou usar e copiar aqui a frase do Mota. Nós sabemos o que vocês fizeram no verão passado. E ao saber isso, significa que houve um forte apoio de todas essas que você pode ter mencionado aí,
Caniato, que apoiaram esse tipo de ação para que o governo atual voltasse. E aquelas pessoas que falaram que não é permitido, mas dessa vez vale. Ou censura não é legal, mas aqui tem uma justificativa. Ou é para salvar a democracia. As pessoas que têm os nomes envolvidos nessas ações que estamos vendo agora são as mesmas pessoas que colocaram muitas pessoas atrás da cadeia sem o devido processo
legal e são as mesmas pessoas que salvaram a democracia entre todas as aspas do mundo. Imagina se essas pessoas que salvaram a democracia estão envolvidas em valores bilionários como esses, estão preocupados com a verdadeira democracia. Aí eu me questiono, será que eles atuaram de alguma maneira minimamente hipócrita ou então esses meios de comunicação, como a gente está falando aqui, tiveram algum tipo de conivência com tudo que estamos enxergando?
que ao atacar um de seus membros, aí sim elas resolveram virar o canhão. Eu mencionei aqui a principal rede de televisão do Brasil. Eu a vi, pelo menos, e me corrija se tiver outra ocasião que vocês possam lembrar. Eu vi ela virar o canhão da forma como ela resolveu virar só agora em três ocasiões. Contra o Collor, contra o Bolsonaro e agora contra o ministro Alexandre de Moraes. Por que será? As arbitrariedades não são de agora. Já aconteceram há muito tempo.
Mas antes, podia. Por que podia? Porque talvez tinha alguém no comando do executivo de um país em que eles não gostavam. E aí vale tudo? E aí a gente sempre brinca. Tem uma frase que eu sempre ouço, que eu gosto bastante. Censura não tem ombros. E quando você permite algum mínimo de censura porque você acha que ela está do teu lado, calma, ela voltará contra você. Talvez esteja acontecendo exatamente isso. Mas é importante lembrar, eles têm força. E essa força a gente precisa aproveitar. Essa onda,
para que ela não pare no meio do caminho, e que os culpados sejam efetivamente punidos, porque eles têm um canhão na mão, e que esse canhão seja usado contra todos esses que cometeram arbitrariedade. Pois é, a gente vai seguir trazendo as principais informações relacionadas ao caos do Banco Maser, muitas mensagens, comentários, perguntas, e uma pessoa cita, inclusive, esse aspecto destacado pelo Mbuza, e fazem a seguinte colocação, tem muito a ver também com a jornalista que ganhou muito destaque, como é que o grupo de comunicação,
não apoiaria o trabalho dessa jornalista que trouxe muitos documentos e acabou revelando parte desse esquema. Bom, daqui a pouco a gente vai voltar a tratar, inclusive, de uma reunião que foi feita com o presidente da Suprema Corte, com outros ministros, também reunião com os representantes das 27 OABs, as seccionais, e tem um posicionamento forte do ministro Fachin, presidente da Corte, dizendo que vai avançar com investigação doa a quem doer.
A gente vai trazer em detalhes isso daqui a pouquinho. Deixa eu só girar a reportagem da Jovem Pan News. O delegado Fábio Alvarez Chor, que investigou e indiciou Jair Bolsonaro pela suposta tentativa de golpe, ele ganhou um cargo de assessor no Supremo Tribunal Federal. Quem vai trazer os detalhes da notícia é a nossa repórter Júlia Firmino. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Júlia, seja muito bem-vinda. Uma ótima noite a você. Conta para a nossa audiência.
da Suprema Corte. De Alexandre de Moraes, Caniato, boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui também no Pingos nos Is, é isso. Foi publicado hoje ainda no Diário Oficial da União pelo ministro Edson Fachin, é que de fato o delegado federal Fábio Schor agora é assessor do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. E aí qual que é o perfil, né? Quem seria então Fábio Schor? Ele foi responsável, aliás,
por indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro e conduziu também inquérito sobre a trama golpista que deu base para que a PGR pudesse denunciar e aí sim resultou na condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão que ele está cumprindo, inclusive. Também investigou a suposta fuga para os Estados Unidos do ex-assessor da presidência, ainda no período do governo do presidente Jair Bolsonaro, Felipe Martins.
alguns ataques nas redes sociais à época, justamente por parte de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Então, essa é a nossa principal notícia, a novidade agora, de que Fábio Chora agora vai ser, então, assessor de gabinete do atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Volto com você.
nomeação polêmica, né? Olhando para os últimos eventos. Obrigado, viu, Júlia? Bom trabalho para você. A gente segue aqui com os nossos comentaristas. Deixa eu passar essa para o Cristiano Beraldo. O delegado, então, que indiciou Jair Bolsonaro, no caso da suposta tentativa de golpe, acabou sendo nomeado assessor de gabinete de um integrante da Suprema Corte, justamente do ministro Moraes. Enfim, em meio aos últimos eventos, todas as discussões que vêm sendo
é preciso olhar com cuidado, sempre ter cautela nessa avaliação, mas aos olhos daqueles que não fazem parte do ambiente, cita uma certa desconfiança com isso, ou um estranhamento com essa indicação, Beraldo. Por quê? Olha, Caniato, eu acho que a gente tem que olhar de forma pragmática. Eu não olho com estranhamento, não, porque a gente sabe que esse julgamento dentro do Supremo Tribunal Federal, toda a investigação,
sentido de corroborar uma tese que foi antecipada por membros da corte de que houve, sim, dentro do Palácio do Planalto, a discussão de um plano de golpe, que 8 de janeiro foi a execução desse plano. Mal sucedida, mas foi. Então, essa era a tese, resumidamente. Se houve um delegado da Polícia Federal que conduziu o processo a fim de sustentar esta percepção dos membros da
Suprema Corte, então ele se mostrou uma pessoa leal, uma pessoa que está disposta a fazer, a cumprir a missão que lhe for confiada. E agora ele recebeu essa demonstração mais ampla de confiança ao ser convidado para assessorar o ministro. Então, sinceramente, acho que pouco muda na dinâmica dos trabalhos e não demonstra nada que já não estivesse muito claro
às vistas de toda a população brasileira. Pois é, mas as manifestações que eu pude acompanhar ao longo dos últimos dias indicam justamente o reforço dessa tese de imparcialidade. Mas a gente vai tratar disso na sequência? Eu só preciso me despedir de parte da rede? É isso? A direção só confirma para a gente? É isso mesmo. Então, a gente precisa agora se despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local.
a nomeação do ex-integrante da Polícia Federal para o gabinete do ministro Moraes. Deixa eu passar essa para o Roberto Mota. Você, Mota, algumas manifestações indicam que essa nomeação reforçaria ou corroboraria com aquela tese que muitos defendiam de imparcialidade na condução das investigações. Enfim, quais aspectos nós precisamos considerar em relação a essa mudança de delegado da Polícia Federal
assessor de gabinete de um integrante da Suprema Corte. Caniato, eu vou comentar essa notícia com muito cuidado, porque eu tenho um profundo respeito pela instituição policial. E seja qual for a instituição, não é justo que a gente faça uma crítica à instituição inteira, baseado no comportamento de algumas pessoas. Eu, como cidadão, eu vejo com estranheza
de um delegado sendo assessor de um magistrado na Corte Superior. Mas no Brasil é tudo tão estranho, a gente já se acostumou com coisas muito mais exóticas do que isso. Então, a verdade é que essa notícia provoca zero surpresa. As polícias têm uma função fundamental na sociedade, que é a preservação dos direitos. Está na mão da polícia.
o direito à ir e via, o direito à propriedade. Agora, quando a polícia se coloca a serviço da política, se produzem as piores aberrações. Nenhum regime totalitário existe sem uma polícia política. Quando esse capítulo da história do Brasil finalmente for escrito no futuro, por pessoas que estudarem o que está acontecendo nos dias de hoje, o Brasil vai saber com clareza
estava a serviço da sociedade e quem estava apenas a serviço de si mesmo e do poder. Notícia em destaque, a nomeação de Fábio Avareschor, novo assessor do ministro Moraes na Suprema Corte. Nomeação foi assinada na segunda-feira, publicada no DO, no Diário Oficial da União, nesta terça-feira. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, quais aspectos lhe chamam a atenção? Que é preciso considerar? Enfim, tentando
ao máximo descolado das muitas narrativas que vem ganhando as redes sociais, até teorias da conspiração. Mas vamos nos ater à possibilidade do profissional melhorar de condição. É preciso considerar esse aspecto ou sempre haverá uma pontinha de desconfiança? Eu vou pedir para você fazer uma introdução ao seu próprio comentário. Davi, a rede está chegando. Então, introdução de 30 segundos, por favor.
investigação errada. Aliás, Fábio Schorr foi um dos responsáveis por dizer que Felipe Martins tinha viajado para os Estados Unidos quando não viajou. Só isso já é um fato gravíssimo de alguém que devia fazer uma investigação com o olho de um policial de Estado e não de um policial a serviço de uma causa.
a Polícia Federal, que indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe, ele mudou de profissão. Ele acaba saindo da Polícia Federal e foi nomeado assessor de gabinete do ministro Moraes. Sai da Polícia Federal e agora se torna um servidor da Suprema Corte. E muitos entendem como uma nomeação polêmica, porque muitos colocam em perspectiva. Então, aquelas desconfianças de imparcialidade, será que tem alguma coisa a ver?
para você retomar e se aprofundar no seu comentário, por gentileza. Na época que Chor estava fazendo essa investigação e fez uma acusação infundada contra uma das pessoas, que foi Felipe Martins, dizendo que ele viajou para os Estados Unidos quando ele não viajou, e depois várias trocas de mensagens, inclusive o ministro Alexandre Moraes pedindo para ser criativos, é algo assustador. Por isso, quando uma pessoa dessa acaba recebendo uma nomeação,
parece que está, na verdade, fazendo um acerto de contas com alguém que foi um aliado fiel no momento importante da construção da tal, da tese do suposto golpe. Pois é, a gente segue acompanhando essas movimentações, várias notícias importantes aqui em Os Pingos Nos Is. O governo de Javier Milley reconheceu como refugiado o caminhoneiro Joel Correa. Ele participou dos atos do dia 8 de janeiro.
Ainda de acordo com o documento, Correa manifestou temor fundado de perseguição caso retornasse ao Brasil. E segundo a gestão Millet, sua condenação está ligada à atribuição de
opinião política. Começar essa com o Bruno Musa. Você, Musa, Argentina reconhecendo manifestante de 8 de janeiro como refugiado. Talvez porque tenha se tornado óbvio que todos aqueles que estão envolvidos, há indícios importantes de envolvimento no que estamos vendo agora aqui no Brasil, tenham sido os mesmos que condenaram. Com todo aquele problema de falta de provas, os advogados não tendo acesso aos autos, inclusive, não saber de fato tudo que os seus clientes estavam sendo condenados,
não terem acesso ao devido processo legal, à ampla defesa, enfim. Então, uma parte técnica de um governo de outro país precisa começar a mostrar, talvez, que aqui os excessos foram praticados e muito longe daquilo que deveria ser o mínimo. Veja, a Argentina vem dando exemplos em que nós temos muito a importar dessas ideias. A começar, por quem apoiou realmente a transição, depois de anos e anos de uma destruição econômica,
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está acontecendo à nossa volta, importar ideias realmente que têm trazido resultado. E não acreditarmos em narrativas sem fundamentos. Narrativas que, por exemplo, parecem bonita, mas que, no fundo, a prática traz consequências muito piores no médio e no longo prazo. Como, por exemplo, a discussão da jornada, de diminuição da jornada dos seis em um, que isso não incrementa a produtividade, ou que simplesmente distribuir dinheiro gerando déficit
população, quando isso deteriora o poder de compra no médio e no longo prazo, talvez tenhamos que olhar não apenas a parte econômica da transformação que a Argentina está passando, mas talvez tenhamos que olhar também a parte jurídica, trazermos a parte técnica novamente para o Brasil, que foi completamente abandonada nas mãos de pessoas que estamos lendo. Infelizmente, a cada dia no jornal, que nos impressionam cada dia mais.
Mas é um exercício interessante, né, Beraldo, quando a gente observa que autoridades de um outro país,
não tem interesse nenhum em ajudar A, B ou C aqui dentro, fora do processo, avalia a situação e acaba endossando a reivindicação daquela pessoa, tanto que concede abrigo àquela pessoa, no caso, esse caminhoneiro. A Argentina reconhecendo ele como refugiado. Pois é, Caniato, e eu vejo isso como uma tendência, porque quando você observa tudo o que aconteceu a partir do 8 de janeiro,
é confrontado com a realidade que muitas daquelas pessoas que foram presas, que tiveram ali, às vezes presas nos dias que seguiram o 8 de janeiro, e como o processo transcorreu, a forma como o direito de defesa foi oferecido a essas pessoas ao longo do tempo, e aí algumas dessas pessoas resolveram então fugir desesperançosas de qualquer possibilidade
aquela que é retratada com aquela figura, com uma venda nos olhos, porque ela é cega, ela não distingue o nome do réu, o nome do acusador, mas ela simplesmente se atém à aplicação da lei, ela tem a balança nas mãos porque ela é equilibrada, ela não é punitivista ou garantista, ela é equilibrada na aplicação da lei e uma sociedade que olha para a sua justiça e enxerga essa figura bem desenhada,
é uma sociedade que confia, que terá garantido os seus direitos. E esse tempo no Brasil já passou faz tempo. Veja só, às vezes uma pessoa simples que, diante de uma situação dessa, tem que abandonar sua família. A pessoa que levava o sustento da família para casa, de repente está sem emprego, tem que gastar um dinheiro que não tem com advogados, atravessa a fronteira, vai se abrigar ali num país vizinho, às vezes não fala o idioma,
vai procurando ambientes que possam lhe dar um apoio para que, então, em outro país, veja a justiça ser feita, aquela justiça que ele não encontrou no seu próprio país. E nós não estamos falando da Coreia do Norte. Nós estamos falando do Brasil. Esse país gigantesco, num continente importantíssimo, um país que deveria desempenhar um papel estratégico no mundo,
que se atém a mesquinharias, como, por exemplo, a gente assistiu nesse episódio em que as pessoas, muitas delas, cometeram crime sim, mas nem de perto esses crimes bárbaros que foram atribuídos a elas. E pior, Caniato, crimes que nós já vimos ser cometidos na Praça dos Três Poderes inúmeras vezes na história recente. Não estou falando de outro século, não. Estou falando da história recente do Brasil. Portanto,
é um alento para todos aqueles que estão numa situação semelhante à desse rapaz. Notícia em destaque, o governo da Argentina, a gestão de Javier Milley, não identifica provas de que esse caminhoneiro, esse brasileiro, teria cometido golpe de Estado, tentativa de golpe. Você, Mota, a autoridade argentina entende que a condenação está muito mais ligada à opinião política ou ao posicionamento político dessa figura.
concedido a ele. É o mesmo entendimento de dezenas de milhões de brasileiros. O governo de Javier Mele está sendo uma bênção para a América Latina. Em um dos momentos mais sombrios da história do Brasil, uma luz começou a brilhar na Argentina. Nunca menosprezem a importância de acender uma luz na escuridão. Eu tenho certeza que um dia essa luz também vai ser acesa aqui no Brasil.
Todas as violações e absurdos que foram cometidos aqui, em nome do Estado Democrático de Direito, todos esses absurdos e violações um dia vão ser corrigidos. Eu não tenho dúvida nenhuma de que um dia isso acontecerá. A única dúvida é quanto tempo ainda precisaremos esperar.
desse caso. Você, Dávila, quais exercícios devemos fazer a partir desse entendimento da Argentina e a permissão para que esse brasileiro fique por lá? Primeiramente, é bom lembrar que não foi só a Argentina. Vários países já negaram a extradição de brasileiros que foram perseguidos politicamente no Brasil. A Espanha fez isso, os Estados Unidos fez isso e a Argentina está fazendo isso. Então, isso deveria ser, pelo menos um sinal de alerta,
Por que países onde há democracia avançada, onde há um Estado de direito consolidado, dão asilo a brasileiros e a gente continua perseguindo gente aqui? Isso poderia ser uma boa reflexão a ser feita pelo que está acontecendo. Segundo ponto é que Milley deveria servir não só de inspiração pelos seus atos agora, mas pela forma como conduziu a transformação da Argentina.
sabia o que fazer, sabia como fazer, que armas e instrumentos da política tinha que fazer para fazer a grande mudança na Argentina e conseguiu fazer, ele teve êxito para fazer. Eu entendo que esta coragem, determinação de Milley e não só suas convicções pessoais deveriam inspirar e estimular as pessoas de bem na política brasileira a entender, sim, é possível,
construir um Brasil melhor. Nós precisamos ter pessoas com essa coragem para mudar o Congresso Nacional, para mudar os governos estaduais, para mudar a presidência da República, porque são atos de coragem exemplares de pessoas que mudam o destino de uma nação. E Milley mudou o destino da Argentina com a sua coragem, valores, convicção e mais ainda, saber como fazer
as suas reformas, as suas medidas fossem aprovadas por um sistema político totalmente bichado pelo peronismo. Pois é, deixa eu só passar para o Bruno Musa, que tem um aspecto que inclusive várias pessoas aqui questionam, viu Musa, com tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo no Brasil, né? Tantas investigações, desconfiança de relações perigosas, o que vai acontecer no futuro, né? Será que essas pessoas serão punidas ou não? Com tantos questionamentos de figuras e instituições, dá para,
imaginar que questões que envolvem o 8 de janeiro sejam revertidas no futuro? Sim, e aqui é uma opinião pessoal minha, vamos lá. No geral, Caniato, quando você negocia condições, quando você está caído no chão, quando você está por baixo, obviamente as suas condições são mais baixas. Quando você está lá no auge e você negocia, você tem preço para isso, você tem gordura para negociar esse tipo de coisa. Eu não preciso dar nomes, mas vamos lá.
chão e, na minha opinião, muita gente grande está bem próximo com todas as informações que estão acontecendo. Será que o único caminho talvez seja negociar a anistia ampla, geral e restrita que antes era impossível? Alguns meses atrás era impossível. Quando você está no chão, com a faca no pescoço, com todas as provas cabais de uma eventual participação num esquema bilionário, será que o tipo de negociação muda? Talvez o caminho seja esse que surpreende muita gente. Pois é. E aí, dá para apostar em...
reversões, inclusive, via Congresso Nacional, Cristiano Beraldo, falava-se em pele da anistia, pele da dosimetria, tantos projetos foram tratados, você acha que, sei lá, ano que vem, por exemplo, com novas figuras nas cadeiras de poder, alterações poderão acontecer ou é difícil? Olha, Caniato, eu não tenho dúvida de que haverá uma movimentação no sentido de que essas pessoas que foram condenadas no 8 de janeiro, aqueles populares que estavam lá na Praça dos Três Poderes,
que eles sejam liberados da prisão no próximo governo, na próxima legislatura. A gente precisa lembrar que houve uma negociação muito forte para que houvesse a anistia, ficou-se ali discutindo se a anistia seria apenas para aqueles que estavam ali na praça no 8 de janeiro, ou se também alcançaria Jair Bolsonaro e as figuras ali no entorno da presidência da República. Patinou-se, a negociação veio, houve a eleição para a presidência da Câmara,
também foi colocado na mesa, depois veio o PL da dosimetria, na verificação dos parlamentares de que não conseguiriam aprovar a anistia, e aí nem a dosimetria aconteceu, que era uma invencionice. Mas naquele momento, a gente tinha, de um lado, um judiciário fortíssimo, mão de ferro, que estava ali acima do bem e do mal, defendendo a democracia brasileira, que esteve ali,
na beira do abismo, para ser aniquilada. E, então, a presidência da República, os poderes seriam tomados por aqueles populares que depois fugiram. O caminhoneiro que está na Argentina talvez fosse o novo ministro da Justiça ou ministro do Transporte, vai saber, né? Agora o Brasil é outro. Nós estamos vivendo o Brasil do Banco Master, que a gente precisa separar o que, de fato, é o escândalo do Banco Master, né?
de pirâmide multibilionário, do comportamento ilícito de autoridades. Mas, seja como for, hoje o próprio judiciário também está nas cordas. Portanto, o Brasil precisará de um grande acordo para retomar a sua condição de continuar navegando. E eu não tenho dúvida de que, nesse acordão, certamente a anistia estará na mesa.
INSS, as relações perigosas de autoridades com investigados, enfim. Lá na frente, isso poderá impactar naquilo que já foi definido? Principalmente quando a gente olha para o caso que envolve os condenados de 8 de janeiro, que eu quero dizer, poderemos passar por um processo de revisionismo? Eu não tenho absolutamente dúvida nenhuma, Caniato. Existe até um nome no mundo jurídico para isso. É a teoria dos frutos
da árvore envenenada. Essa teoria diz o seguinte, se você tem uma árvore e as raízes da árvore estão envenenadas, os frutos que essa árvore vai dar serão envenenados. Então, se ficar comprovado, como parece que há evidências de uma intimidade completamente descabida, possivelmente até ilegal, de algumas das mais importantes autoridades desse país,
com pessoas culpadas de crimes ou em processo de investigação, é evidente que isso será levado em consideração. Não custa nada a gente lembrar que, neste país, processos graves, sérios, julgados em muitas instâncias diferentes, por muitos magistrados diferentes, já foram completamente anulados por causa de uma dúvida sobre se o CEP a ser usado era esse ou aquele. Então, é importante a gente,
não perder isso de perspectiva. As pessoas que foram acusadas de crimes graves, muitas vezes porque estavam simplesmente expressando a sua opinião ou se manifestando politicamente. Tiveram as suas contas bancárias congeladas, computadores celulares apreendidos, seus passaportes confiscados, tiveram seus nomes apresentados como criminosos, muitas vezes foram exilados. Essas pessoas
estão aguardando que a justiça seja feita. E pelas notícias que a gente comenta aqui todos os dias, não vai demorar. Agora, Davila, esse processo de, vou chamar de correção, mas esse processo de correção ou de ajuste ou de reajuste passa necessariamente por quais instituições? Você acha que o Senado Federal tem um papel importante nisso? Fundamental. Eu sempre repito aqui no nosso programa que a eleição de presidente é importante,
O Senado é extremamente importante. O Senado terá um papel muito relevante em restabelecer o equilíbrio entre os poderes, em aprovar as reformas, em tomar as medidas duras que o Brasil precisa para moralizar o Supremo, a política e voltar ao leito normal da normalidade democrática. Por isso, a eleição de senador é fundamental.
seus nomes para o Senado, vários deles como governadores de Estado hoje, ex-governadores, nós podemos ter um Senado de grande excelência. Infelizmente, hoje, nós temos um dos piores Senados da República. E podemos voltar a ter um dos melhores Senados da redemocratização. Então, eu sou muito otimista aqui, da minha dose de otimismo em relação a um Senado futuro com os nomes que estão sendo aventados
a Câmara Alta. Tem uma outra informação. A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou à Justiça uma autorização excepcional para que o assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beatty, visite o ex-chefe do Executivo brasileiro durante a agenda oficial no Brasil. Esse pedido foi protocolado hoje. Nessa petição, os advogados afirmam que o assessor estará em Brasília por um curto período e, por isso, não conseguiria realizar visita nos dias de visitação.
atualmente às quartas e sábados. A defesa solicita autorização para que o encontro ocorra excepcionalmente no dia 16 ou 17 de março, que são segunda e terça-feira. Chama o Cristiano Beraldo nessa para a gente entender quem é essa figura. Um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que ele possa receber um assessor de Donald Trump. Você, Beraldo, quem é essa figura?
Marco Rubio, e o Departamento de Estado é, para o governo norte-americano, sempre o ministério, digamos assim, mais estratégico, que lida com as questões internacionais. E aí é fundamental que a gente lembre que Marco Rubio tem origem cubana, ele foi senador pela Flórida, um político importante da Flórida, atuou em Washington há muito tempo, e foi um dos grandes nomes da política norte-americana,
para impedir que empresas brasileiras ligadas à Lava Jato, que estavam fazendo negócios com a ditadura cubana, permanecessem fazendo negócios nos Estados Unidos. Portanto, ele conhece muito bem a realidade do Brasil. E é uma figura estratégica para Jair Bolsonaro porque ele tem a obrigação de reportar a Donald Trump a situação política do Brasil.
direto de Jair Bolsonaro. Com o assessor dele, certamente levará demandas, obviamente a partir de um tradutor, enfim, alguém que vai ali participar dessa conversa, para que as mensagens adequadas cheguem a Donald Trump. Agora, eu vejo esse pedido, Caniato, como um teste, porque a gente precisa lembrar que o governo de Donald Trump impôs sanções severas a alguns ministros da Corte, do Supremo Tribunal Federal.
seja interpretado que esse contato direto de Jair Bolsonaro com o representante do governo norte-americano possa reavivar algumas das medidas mais extremas que foram tomadas num momento de agravada fragilidade da Suprema Corte Brasileira. Pois é, é importante lembrar que o presidente brasileiro deverá se reunir muito em breve com o presidente norte-americano. Será que teria algum tipo de conexão? Você, Musa, quais exercícios devemos fazer a partir desse pedido feito?
pela defesa de Jair Bolsonaro. Bom, eu acho melhor não nos surpreendermos com nenhum tipo de resposta, mas fica claro que há uma interlocução importante de Jair Bolsonaro, da família Bolsonaro, obviamente, com o governo Trump. E cada vez mais o Brasil se mostra isolado dentro dessa mudança que a América Latina vem promovendo. Veja, estamos falando que vai para sete países, incluindo já a Colômbia,
dentro dos países da América Latina que estão mudando de lado. Sem contar ainda a parte da Europa, a Europa do Leste, a própria Europa Ocidental. Eu acompanho muita política na Espanha e em comunidades autônomas que são historicamente de esquerda. Caiu o sinal do Musa, a gente vai refazer o contato dele e consegue concluir a avaliação, a análise dele. Então eu passo para o Mota trazer também as análises e reflexões a partir desse pedido feito pelos advogados de Jair Bolsonaro, mas há também uma conexão
sobre o que poderia dizer Jair Bolsonaro, né? Porque é preciso colocar em perspectiva. Bom, se Donald Trump se reúne com pessoas que estão no Palácio do Planalto, figuras que pensam de uma maneira. Jair Bolsonaro tem uma outra visão sobre o que acontece no Brasil, né, Mota? É, exatamente isso. O Darren Beach é o assessor do Departamento de Estado americano que estará no Brasil e que planeja visitar Jair Bolsonaro, é considerado um conservador.
como todo conservador, ele é um crítico da atual política interna e externa do governo brasileiro. É natural que uma visita como essa gere grande expectativa. E é muito grande a tentação que a gente tem de ler um significado maior nessa visita. Especialmente quando a gente lembra o momento de transformação geopolítica que o mundo vive agora. É um momento
em que os principais aliados do atual governo federal do PT, países como Venezuela, Irã e Cuba, estão pagando um preço muito alto por ter duvidado da determinação de Donald Trump. Refizemos o contato com o Bruno Musa. O Musa já está com a gente? Então deixa eu passar a palavra para ele. E aí o Musa discorre e traz a análise dele a partir da divulgação dessa informação.
citando a justiça para que ele possa receber o assessor de Donald Trump fora dos dias já previstos. Vai lá, Musa. Pois é, obrigado. Vamos lá. Eu estava falando a respeito da mudança da América Latina, do mundo como um todo também, mas mais especificamente daqui, que vamos incluindo a Colômbia para sete países mudando de lado. Faz parte do pêndulo da mudança histórica de um governo que está com uma mentalidade e ideias completamente atrasadas que não atendem mais à demanda de uma sociedade atual.
Bolsonaro se tenta se encontrar com algum assessor de Donald Trump, mostra esse alinhamento, esse alinhamento que teria uma mudança radical no Brasil se o Lula não vier ganhar essas eleições, se ele vier a concorrer e acabar não saindo vitorioso. Ou seja, um alinhamento estratégico geopolítico completamente diferente, não mais alinhado a países como a Rússia, como a China, mas sim em países voltados para o lado ocidental.
e uma mudança para abertura de mercado, como a gente tem visto, não apenas com a Argentina, mas agora com o Chile, com a mudança, com a Bolívia depois de 20 anos de socialismo. Ou seja, seria uma integração maior regional. Claro que podemos fazer alguns pontos que não concordamos, como o Tiago está atuando, isso é legítimo, isso é necessário, é importantíssimo esse debate, mas claramente um alinhamento estratégico muito mais para o lado ocidental
próximos anos. Afinal de contas, ficarmos isolados numa região da América aqui, balançando e batendo de frente contra o país mais importante, é claro que teremos consequências. Então, nessa linha, não me surpreenderia se essa autorização fosse negada, mas de qualquer maneira, há uma comunicação direta com a oposição, com o governo Trump e, obviamente, deixando mais isolado Lula nesse posicionamento na América Latina. Importante lembrar que a gestão de Donald Trump chegou a se manifestar
está a respeito da decisão da justiça brasileira de mandar prender Jair Bolsonaro. Daqui a pouco a gente traz análise do Luiz Felipe Dávila. Rápido intervalo, em um minuto e vinte estaremos de volta. Até já.
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Quando pensa no futuro, não vê perspectiva. Talvez você não fale isso em voz alta, mas sabe que depender do governo para se aposentar é uma aposta muito arriscada. Hoje, a aposentadoria média no Brasil é só R$ 1.863. A aposentadoria parece distante, mas o tempo voa. Imagine sua vida aos 70 anos, tendo que pagar remédios, consultas, imprevistos e nenhuma margem para viver com tranquilidade. Essa não é uma história fantasiosa, é o caminho natural de quem deixa o tempo passar e o futuro na mão de terceiros.
4 de março, às 6h30 da tarde, eu vou fazer o workshop O Fim da Aposentadoria. Vai ser uma aula ao vivo, no Zoom online, né? Onde eu vou ajudar você a olhar pra sua realidade financeira, entender onde você está hoje e dar o primeiro passo pra construir a sua aposentadoria tranquila, com um plano simples, realista, possível e alinhado à sua realidade. Isso não é sobre ficar rico da noite pro dia, mas sobre você parar de empurrar o futuro com a barriga e construir a sua própria aposentadoria pra não depender
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Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Tem mais uma notícia. De acordo com uma pesquisa do Datafolha, a percepção dos brasileiros em relação à situação econômica de um país piorou nos últimos meses, revertendo parcialmente a melhora que foi captada no levantamento feito no final de 2025. Vamos acionar o repórter Misael Menete. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Misael, seja muito bem-vindo. Ótima noite a você. Conta então para a nossa audiência.
Detalhe dos brasileiros, então, acreditam que a economia piorou. É isso que indica o levantamento? Só recebendo a rede Jovem Pan, Misael Mainete trará detalhes desse levantamento do Datafúria. Com você, Misael. Oi, Caneato. Muito boa noite para você, para quem acompanha a gente pela TV, pela rádio e pela internet. Aqui nos Pingos, nos Is, a percepção, então, dos brasileiros sobre a situação econômica do Brasil piorou nos últimos meses,
captada em 2025, como você mencionou. Há mais entrevistados pessimistas sobre o futuro do Brasil, inclusive sobre a própria condição financeira e prevendo uma elevação do desemprego. Um indicador que está nas mínimas históricas e também prevendo mais inflação. Ou seja, pessimismo por aí. O percentual daqueles que avaliam que a situação econômica do país piorou nos últimos meses subiu.
para vocês. Subiu de 41% para 46% na comparação entre as pesquisas de dezembro do ano passado e março deste ano. Então, só para a gente realçar a informação aqui, o percentual de quem avalia a situação econômica do Brasil como o pior, nos últimos meses, aumentou de 41% para 46%. O número está num patamar intermediário entre o melhor resultado, e aí a gente fala da gestão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do PT,
35% nas três pesquisas de 2023, durante o primeiro ano do governo Lula III, e os 55% verificados em abril de 2025. Lembrando que Haddad deixa o governo federal para concorrer contra Tarcísio de Freitas aqui no governo em São Paulo. Agora a gente fala de outro percentual, também indicado pela pesquisa, os dos que avaliam que a situação econômica do Brasil melhorou.
saiu de 29% para 24% na comparação entre as duas últimas pesquisas. Ou seja, tem menos gente achando que a situação econômica do nosso país melhorou. O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. Foram 137 municípios de todo o país entre os dias 3 e 5 de março. O nível de confiança é de 95%.
dois pontos percentuais para mais ou para menos. Outra informação ainda da pesquisa, o número mostra também a percepção negativa de 57% entre evangélicos, 41% entre católicos e 77% entre pessoas que pretendem votar em Flávio Bolsonaro. 14% dos eleitores pretendem votar no presidente Lula.
Então, resumindo a notícia, uma parcela dos brasileiros vê uma piora na economia no país. Legal, Mizar Manete, trazendo os detalhes desse levantamento do Datafool. Bom trabalho para você, Mizar. A gente volta a conversar ao longo da programação. Chama o Luiz Felipe Dávila, está na vez do Dávila. Você, Dávila, 46% dos brasileiros, pelo menos esse recorte do levantamento, vê piora na economia. Enfim, a maior parte dos brasileiros entendem que a economia piorou.
responsáveis por isso, Dávila?
outra. O brasileiro acorda de manhã, ele olha no bolso dele, está cada dia mais vazio. 80 milhões de brasileiros estão inadimplentes, Caniato. Recorde histórico no número de empresas que estão sendo fechadas. O brasileiro tem que pagar a taxa de juros mais alta do mundo. Ele acorda e não sabe como vai pagar as dívidas. Por quê? Porque a taxa de juros é alta porque o governo gasta demais. E aí essa é a história do desemprego. Não, isso aqui eu preciso acabar com
mito de desemprego no Brasil, que é a coisa mais ridícula do mundo, essa estatística do governo. Eu quero dar um número aqui. 94 milhões de brasileiros estão inscritos no Cade Único. Sabe o Cade Único? Aquela que é a porta de entrada para todos os programas sociais. Então, 94 milhões de brasileiros estão recebendo dinheirinho, mesada do governo em algum programa. 80 milhões, como eu falei, estão inadimplentes. Agora, onde é que está o pleno emprego? Veja só como a estatística
do governo é feita. É uma piada. Eu preciso explicar isso para as pessoas, porque é um negócio ridículo. Por exemplo, esses 94 milhões de brasileiros que recebem dinheiro de programa especial do governo, não entra na lista dos desempregados. Porque, na verdade, eles vivem na mesada do governo e não estão procurando emprego. Aí, Canhato, nós temos aí cerca de 8 milhões de pessoas que pediram seguro-desemprego, que cresceu 2% ao ano.
Temos esses, além dos 94 milhões de brasileiros no Cade Único, também tem aqueles que desistiram de procurar emprego. Esse também não conta na estatística. Então, se você desistiu de procurar emprego, não conta. E se você recebe mesado do governo, entre os 94 milhões que recebe, também não conta. Bom, então é um conto de fada. O que é? A estatística pega uma mostragem ridiculamente pequena que distorce completamente. E daí esse número.
46% dos brasileiros vem piora na economia. Esse é o Brasil real, não é o Brasil da ficção e nem de estatísticas mirabolantes do IBGE, aquele que criou um mapa de ponta cabeça para o Brasil estar no centro do mundo. Passar para o Bruno Musa também trazer a sua análise em relação a esse levantamento, mas Musa, se a gente fizer uma pesquisa rápida na internet, a gente vai observar as manifestações dos representantes da economia desse governo. O Dávila traz a informação sobre desemprego,
mas muitos falam sobre o PIB está crescendo, uma melhora significativa no poder de renda do brasileiro. Falam sobre controle da inflação, atração de investimentos. Enfim, que Brasil é esse? Estamos diante de dois Brasis, porque tem o Brasil do governo e o Brasil da população? Sim, o Brasil real e o Brasil da rua. Vamos lá, eu tenho até alguns dados importantes aqui, que eu fiz um vídeo hoje que está lá no meu canal do YouTube, que é justamente sobre isso.
que o Brasil, o PIB cresceu 2,3% segundo os dados do IBGE, nós analisamos o PIB nominal, ou seja, o resultado de tudo que o país produz e o PIB hoje são 12,7 trilhões. Cresceu 2,3% no ano passado. Legal. Mas imagina que um país que produza exatamente o que você produz, ou até mais, com uma população que é a metade da tua. Significa que esse país é muito mais rico e muito mais produtivo. Quando nós analisamos, portanto, o chamado PIB per capita, que é justamente isso, analisar,
pessoa, quanto cada pessoa produz, que é muito mais efetivo do que analisar o PIB nominal, significa que o Brasil caiu para a posição número 87 no mundo, segundo o próprio FMI. O que significa 87? Veja, no começo dos anos 2000, até 2010, nós estávamos por volta de 21, entre 21 e 25 posições, acima da metade da tabela mais pobre.
da tabela mais pobre do mundo. Ou seja, cada ano que passa, nós nos aproximamos da metade do mundo mais pobre per capita. Mas vamos falar, então, do que o governo gosta, o PIB nominal, que, como eu falei, vale pouco. Afinal de contas, tem gente que produz o mesmo que você, com metade da população. Mesmo assim, nós caímos da décima para a décima primeira posição no mundo. Sabe quem nos ultrapassou? A Rússia, um país em guerra. Um país que 40% das despesas do governo vem da máquina de guerra que foi criada. Ou seja, a Rússia depende,
de hoje, em grande parte da sua economia, da manutenção de guerra, que estimula os gastos por lá. Sem a guerra, talvez a Rússia não conseguisse manter a economia como está hoje, que mesmo assim apresenta diversas deficiências. Significa um dado mais importante aqui para mensurar e contextualizar tudo isso. O Japão, hoje ele tem uma renda, um PIB per capita, perdão, menor do que ele tinha em 1995. Menor. Mas naquela época, em 1995,
O PIB per capita do Japão era 120% o PIB do Brasil. Hoje, 285%. Ou seja, significa que nós paramos no tempo comparativamente a outros países que avançaram. Portanto, a narrativa do governo é falaciosa. Os números não representam a realidade. Não é que os números mentem. Não, é que os números não entregam a realidade. Para e pense. Como o Davila estava falando, desemprego na mínima histórica, só que você tem na histórica,
também, na máxima, pessoas pedindo seguro-desemprego. Alguma coisa não encaixa. Pois é, seguimos com outras notícias aqui em Os Pingos nos diz. Uma ala do Supremo Tribunal Federal está insatisfeita com a condução de André Mendonça na relatoria do caso do Banco Master. Espero que o magistrado se explique após as últimas revelações. Alguns magistrados atribuem a ele parcela de culpa pelos vazamentos das conversas de Daniel Vorcaro em que autoridades são citadas.
Em contrapartida, o presidente da corte, Edson Fachin, elogiou Mendonça e teria defendido as investigações, afirmando que tudo será investigado, apurado, doa a quem doer. Começar essa com o Cristiano Beraldo, posicionamento de Edson Fachin, dizendo que a investigação vai acontecer, a apuração precisa avançar, doa a quem doer. Bom, mas é isso que se espera, né, Beraldo?
do Supremo Tribunal Federal. Agora, qual é o problema? O problema, Caniato, é que muita gente fica emocionada diante de um escândalo dessa magnitude, com toda razão, mas à medida que a população fica emocionada, ela começa a misturar algumas coisas. E é importante que a gente observe que são alguns escândalos que estão diante de nós. Uma coisa é a condução do Banco Master como uma plataforma de pirâmide financeira.
na babesca que Daniel Vorcaro levou por alguns anos, gastando dezenas, centenas de milhões de reais, como se nada fosse, para fazer uma festa, para sair de barco, para fazer uma viagem. Isso claramente era incompatível com a atividade do seu banco, que fazia crédito consignado e vendia CDB. Esse era o arroz com feijão reconhecido do Banco Master.
você tem outros players desse mercado financeiro olhando para essa operação, que não fazia sentido, e mesmo assim revenderam CDB do Banco Master, eu pergunto, cadê a responsabilização dessas instituições financeiras? Quando você tem uma agência de risco que olha para um banco como o Banco Master e confere a ele o investment grade, o ground
o grau de investimento, cadê a responsabilização dessa agência de risco? Quando você olha para a Bolsa de São Paulo, que coloca as ações do Banco Master ali num patamar elevado de confiabilidade, cadê a responsabilização da Bolsa de São Paulo? Este é um problema. Cadê a CVM? Cadê o Banco Central, que deveria ter fiscalizado? Porque quando se discute aumento do FGC, por exemplo,
Desculpa. Nós temos no Brasil 15% de juros ao ano. Temos um problema inflacionário gravíssimo. O FGC para o bem do investidor tem que ser corrigido, sim. Agora, à medida que ele é corrigido, o que tem que funcionar são os instrumentos de fiscalização e todos falharam. Nós fomos feitos de palhaços por essas instituições que são bancadas com dinheiro público. Pois bem, este é um problema.
que existia entre autoridades e figuras poderosas do Brasil com o banqueiro, não banqueiro, porque ele não era um banqueiro, esse articulador dessa pirâmide financeira. E aí é preciso investigar em que momento, e se houve de fato, alguma condução criminosa que favoreceu a realização dessa pirâmide para que essas pessoas possam ser responsabilizadas.
sobre o envolvimento do STF tire o foco principal, que foi o golpe dado nos fundos de pensão, nos investidores de boa-fé e tantos outros que ficaram a ver navios diante desse escárnio que aconteceu no Brasil, sobre as vistas e os aplausos de tanta gente importante. Agora, a Mota tem um outro aspecto dessa notícia, que é uma insatisfação de alguns integrantes da Suprema Corte com a atuação de André Mendonça. Vem nele a figura responsável
...pelo vazamento das informações e a exposição de alguns ministros, né? Por isso que tantas informações acabam sendo divulgadas pela imprensa. Ah, participação do ministro, sei lá, no evento em Londres para degustação de uísque caro. Acho que esse é só um exemplo. Torta de climão no STF. É, uma percepção como essa causa surpresa. Por duas razões. Primeiro, porque vazamento de informação é uma tradição brasileira.
o ministro André Mendonça entrar para o STF. Vazamento é a primeira coisa que acontece em uma investigação. Há até críticos que dizem que os vazamentos são a finalidade principal da investigação. Já que muita gente, muitas vezes, ninguém é condenado mesmo, ou é condenado, depois é descondenado. Então, a única coisa que fica são os vazamentos. Agora, há também quem diga que a corte,
somente o presidente, estão em um beco sem saída. Primeiro, porque não há como mudar o passado. Você pode reclamar do vazamento sobre a reunião em Londres, mas ninguém vai apagar da cabeça do contribuinte brasileiro a imagem dessas autoridades defensoras da moral, do Estado Democrático de Direito, sentadas lá tomando o seu isquinho 12 anos, 15 anos,
30 anos, sabe-se lá quantos anos, soltando uma piadinha, fazendo um comentário. Essa imagem é difícil de apagar da cabeça do brasileiro. Segundo, por que não se pode fazer um omelete sem quebrar alguns ovos? E às vezes a gente acha que é isso que estão tentando fazer. Terceiro, e a consideração final, é porque essa crise é tanto moral quanto institucional. O aspecto moral,
As questões morais dessa crise, isso aí cabe a cada indivíduo resolver. Nessa altura do campeonato, ninguém vai ensinar ao magistrado, com décadas de experiência, o que é ou o que não é correto. Agora, tem o aspecto institucional. E cada vez mais a gente tem a impressão que esse aspecto só vai poder ser solucionado pela presidência do Senado.
o corporativismo, a proteção de ministros prevaleça nesse processo de investigação. Quando o ministro Fachin, que é o presidente da corte, manifesta que nada vai ser escondido para debaixo do tapete e que ele vai avançar com as investigações do a quem doer, ele está dando o seguinte recado para os demais ministros. Olha, se alguém participou de algo que é irregular, será punido. É um sinal importante para a população ou você tem desconfianças?
o Supremo, que tem um monte de gente envolvida nessa história. A política inteira está contaminada. Se a gente for olhar essa República do Rabo Preso, você parece que está num zoológico ao invés de um lugar político. Porque está todo mundo, tem rabo preso de todo tamanho lá. Você pode escolher o tamanho que você quiser. Então, o ponto é que o corporativismo está atuando em todas as frentes. Está atuando no Supremo, está atuando na política. Todo mundo quer descobrir alguma história para anular,
esse caso, dizer que essas provas não podem ser utilizadas. Todo mundo está descobrindo um jeito para livrar, num ano eleitoral, políticos deste ato de imoralidade e no Supremo também, porque o Supremo está coado nesse momento. Então, não é só o corporativismo do Supremo. É o corporativismo da política e do Supremo e de outras instituições que também estão envolvidos com essa história. Então, esse é o primeiro ponto. Agora,
O Beraldo comentou com razão que essa é a atitude que se espera de um ministro, de um presidente do Supremo. Eu concordo que é a atitude que se espera. Mas se nós olharmos alguns meses atrás, quando havia um outro presidente no Supremo, que achava que a missão do Supremo era civilizadora para um que acha que tem que apurar, para mim, andamos na direção certa. Você, Musa, só para fechar essa rodada, preciso olhar também para a figura de André Mendonça.
O relator foi sorteado, vem sendo apontado como alguém que quer avançar, dar celeridade às investigações, mas parece que não tem agradado aos seus pares, né? Bom, para ser rápido aqui, objetivo, porque é o que demanda isso, né, PNATO? Veja só, se entra um relator que ele está sendo técnico e está sendo dirigente com todo esse processo, falando que não importa, dou a quem doer as investigações seguirão, se aqueles à sua volta estão incomodados, fica muito claro,
que nós temos um corpo que deixou de ser técnico há muito tempo e que passou a ser político. Algo que a gente vem falando há muito tempo, baseado nas ações que essas próprias pessoas vêm executando. Fica bastante óbvio e bastante claro os motivos pelos quais os envolvidos não querem um corpo técnico atuando. Mas é claro que a gente vai seguir acompanhando. Tem outras informações referentes ao caso do Banco Master. Inclusive, a quebra de sigilo de Daniel Vorcaro revelou que o banco foi ao Palácio do Planalto logo após uma viagem à Venezuela.
No celular dele, mostra um pagamento de R$ 121 mil em duas suítes de um hotel em Caracas, no início de dezembro de 2023. E na semana seguinte, ele e um empresário tiveram uma agenda em conjunto em Brasília. Essa reunião com o Vorcaro não apareceu na agenda oficial do governo, que confirma o encontro com o Lucas Callas, mas não com o Vorcaro. Um ano depois, o banqueiro voltou a visitar o Planalto, dessa vez para a agenda oficial com o Lula.
onde reclamou de suposta perseguição que o Banco Master vinha sofrendo. Você, Cristiano Beraldo, as muitas informações que vêm à tona, os documentos que são divulgados na imprensa e esses detalhes, essas ligações de Daniel Vorcaro com autoridades. Tudo isso faz parte de uma grande investigação. O que vai dar? Pois é, a gente tem aspectos criminais e aspectos imorais.
com o Lucas Carlos, a Venezuela, que é uma figura que até onde se sabe tem relações próximas do governo de Nicolás Maduro, ou pelo menos tinha, é preciso entender que tipo de negócio foi feito ali e se esses negócios foram feitos para, de alguma forma, atender uma demanda do governo brasileiro, que, sabemos, tinha uma relação íntima, de grande amizade, de grande subserviência em inúmeros momentos
a Nicolás Maduro. Portanto, é preciso mais informações para que a gente compreenda os detalhes. O que estava por trás disso aí para chegar a uma conclusão de qual foi o contexto dessa passagem de Vorcaro pela Venezuela. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas nós seguimos aqui com os nossos comentaristas. Mota, são muitas informações que vêm sendo reveladas a partir da divulgação das conversas de Daniel Vorcaro.
talvez só para vender edição de jornal, ou o famoso caça-clique dos sites, né? Ah, a namorada aqui, a saídinha ali, a contratação das modelos para um evento, enfim. Mas, nesse caso, trata de relações próximas com representantes do governo, né? É muito difícil, Caniato, a gente saber o que é informação importante e o que é cortina de fumaça. Porque a gente não tem acesso a tudo.
flashes assim. Algumas coisas são pitorescas, quase inacreditáveis. O que liga tudo isso é, no mínimo, a passividade, a aceitação de figuras importantes do Estado brasileiro. Eu não estou falando do governo só, né? Eu falo da máquina estatal. E o que a gente se pergunta, Caniato, é o Banco Master era um banco pequeno, né? Era uma empresa,
desse ecossistema pseudo-capitalista do Brasil. O que mais acontece nos clubes exclusivos de Londres e que a gente não sabe ainda? Quantas outras empresas, grandes e pequenas, jogam exatamente esse mesmo jogo que esse banqueiro jogava e continuam jogando? E a gente não sabe ainda. Parece que esse banqueiro foi a Venezuela. Será que ele foi dar festas lá também?
Eu vi aí um boato que ele foi lá tentar comprar poços de petróleo. Agora é importante a gente lembrar, esse não foi o único magnata brasileiro que achou uma boa ideia dar um pulinho na Venezuela. Pois é, Davila, o temor de parte da população é que com tantas relações entre Vorcaro e figuras poderosas, as investigações não avançariam da maneira como todos esperam.
Esse é o temor também de quem acompanha a política há muitos anos. Daqui a pouco a rede está chegando. Então, uma introdução ao seu comentário de 40 segundos. A população brasileira tem todo o direito de ser cética e se sentir frustrante com as investigações do caso Master. Afinal de contas, a gente já viu tantos episódios acabarem pizza que todo mundo é gato escaldado nessa história.
em destaque, aponta que Daniel Vorcaro foi à Venezuela antes de ter uma agenda com o presidente da República. Foi, inclusive, com uma outra figura, um outro empresário. Depois, ele se reuniu com o presidente da República. Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos RIS, muito obrigado pela preferência e pela audiência. Deixa eu passar para o Dávila e vai fazer a avaliação a respeito do ceticismo e a desconfiança da população para o avanço
investigações no caso do Banco Master. Vai lá, Davila. Nós já vimos tantos casos brasileiros acabarem pizza que esse, evidentemente, reforça o ceticismo das pessoas. Mas eu acho que nós temos aqui o dever de fazer um histórico, como as coisas acontecem no Brasil. Talvez nós poderemos preparar uma arte para amanhã mostrando quantos empresários brasileiros foram à Venezuela e numa janela, um pouco antes de Maduro cair. Todo mundo estava afim de fazer alguma coisa, porque é uma coincidência incrível.
Todos os setores da economia, água pecuária, mineração, todo mundo indo para a Venezuela, porque de repente virou o Eldorado do bom negócio. Então, alguma coisa estranha tem nessa história que a gente ainda não sabe. Mas quem sabe essas investigações e vazamentos vão nos contar o que a Venezuela tinha de tantas atrações para os negócios brasileiros.
pra dar uma dica pra gente. Mas fica difícil saber um regime prestes a cair, de repente, um monte de empresário brasileiro lá, querendo fazer negócio, tentando ver onde é que estão as grandes oportunidades na Venezuela. Algo muito estranho no ar. Bom, Davila levantou a bola, corta você, Moza, mas rapidamente, 30 segundos. Bom, mas aí ele tá pedindo algo impossível, vou falar, né? A última vez que eu estive lá na Venezuela foi em 2023. Na mesma semana,
o Amorim, o Celso Amorim, falando aquelas, junto ao governo brasileiro, contando as mentiras, porque a Venezuela era maravilhosa. De lá para cá, muita coisa mudou. Mas, claro, para esses empresários que a gente está mencionando aqui, as oportunidades sempre aparecem, né? E eles, obviamente, têm todo o interesse. Agora, a questão, rapidamente, é por que o Lula recebeu fora da agenda após o seu retorno da Venezuela? Acho que é uma questão importante.
Muitas perguntas sem resposta. Vamos aguardar o avanço das investigações. Você, boas perspectivas?
A oportunidade foi aberta ou não é bem assim? Só para fechar, 30 segundos, Beraldo. Olha, eu vejo que se Vorcaro embarcou em algum tipo de investimento ainda no governo Maduro, eu tenho certeza que foi equivalente a comprar terreno na Lua. Porque depois que Maduro foi preso e os Estados Unidos passou a comandar a banda tocando ali na Venezuela, esse tipo de investimento certamente não prosperou. Pois é. Enfim, vários assuntos para tratarmos amanhã.
a trazer as últimas informações referentes ao caso do Banco Master, mas eu quero sempre lembrar que você também participa das nossas análises e dos nossos debates. Publicamos no portal da Jovem Pan, mas também no nosso YouTube, uma pergunta sobre um assunto que nós tratamos aqui. Você acredita que a justiça puna, de forma exemplar, integrantes do judiciário que tenham, eventualmente, cometido crimes na atuação do caso do Banco Master? Vamos observar o resultado na tela?
43%, sim, porque a lei vale para todos. Já a maior parte disseram que não, que o corporativismo irá prevalecer. Quero agradecer a todos que entraram no portal, votaram, também votaram no nosso YouTube. Na maior parte das pessoas entendem que não, não vai dar certo, porque o corporativismo vai prevalecer, as figuras do judiciário acabarão se protegendo. Bem, a gente vai acompanhar amanhã um novo assunto,
sempre agradecendo a sua parceria, a sua audiência. Um abraço aos nossos comentaristas e a gente agradece a você pela audiência, pela parceria. Vem aí, Jornal Jovem Pan, com as principais notícias do dia, sempre reforçando o nosso agradecimento à audiência. Não importa se você acompanha pela TV aberta, TV por assinatura, as emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil ou pela internet, pelo YouTube e também pelo aplicativo Panflix. Muito obrigado pela audiência e pela parceria.
aqui em Os Pingos nos diz. Voltaremos amanhã às 18 horas. Grande abraço, boa noite. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.