Vorcaro é transferido para presídio / Mensagens citam Lula
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (05):
O banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso do Banco Master, foi transferido do Centro de Detenção Provisória de Guarulhos para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. Segundo o sistema prisional, ele e o cunhado Fabiano Zettel foram inicialmente colocados em celas de isolamento, procedimento padrão para detentos recém-chegados.
Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro indicam que ele teria comemorado uma reunião com o presidente Lula no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024. Segundo os diálogos, o encontro teria ocorrido fora da agenda pública e envolvido conversas sobre a situação do Banco Master.
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a morte de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, apontado como ligado ao esquema do Banco Master. Ele havia sido preso na operação Compliance Zero e era suspeito de monitorar e ameaçar adversários do banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens obtidas durante as investigações do caso Banco Master indicam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria discutido uma parceria de cerca de R$ 50 mil com um site para melhorar sua imagem na internet. Segundo os diálogos revelados, o acordo envolveria a publicação de conteúdos positivos e a retirada de matérias negativas.
Documentos analisados pela CPMI do INSS indicam que dirigentes do Centrão, como Antonio Rueda e Ciro Nogueira, teriam viajado em aeronaves ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. As informações fazem parte das investigações que apuram possíveis conexões políticas envolvendo o caso do Banco Master.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende se envolver no processo de escolha do próximo líder supremo do Irã. Segundo ele, a sucessão de Ali Khamenei pode definir os rumos do conflito no Oriente Médio e impactar diretamente a relação com os Estados Unidos.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou unanimidade para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. Os ministros rejeitaram o pedido da defesa para que Bolsonaro cumprisse a pena em prisão domiciliar por motivos de saúde.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, decidiu estender a anulação das quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS para outros investigados, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão ocorre após pedido da defesa de investigados que questionaram o procedimento de votação dos requerimentos na comissão.
O Supremo Tribunal Federal discute a possibilidade de impedimento do ministro Dias Toffoli no julgamento relacionado ao caso Banco Master. A Segunda Turma da Corte deve analisar no próximo dia 13 a manutenção da prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em decisão que pode gerar novo desgaste dentro do STF.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
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- STF Setor PrivadoRelações de Toffoli com envolvidos · Análise na Segunda Turma em 13 de janeiro · Desgaste interno no STF · Crime de responsabilidade · Princípio do juiz natural
- Daniel VorcaroDirigentes do Centrão viajando em jatinho · Ciro Nogueira e Antonio Rueda · Emenda do FGC proposta por Ciro Nogueira · Investigações da CPMI do INSS
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- Estratégia de gerenciamento de imagem de VorcaroParceria com site de notícias · Publicação de conteúdos positivos · Remoção de matérias negativas · Investimento de R$ 50 mil em relações públicas
- Redução da maioridade penal para 16 anosPEC em discussão na Câmara · Criação de comissão especial · Votação em dois turnos · Requisito de 3/5 de aprovação · Debate sobre segurança pública
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is. Os assuntos, os temas, as notícias mais importantes desta quinta-feira. Sempre contando com análise, as reflexões, as discussões com os nossos comentaristas. Quem está comigo aqui no estúdio em São Paulo é o Roberto Mota. Vocês conhecem, ele participa geralmente de forma online do Rio de Janeiro, mas hoje o Mota está aqui em São Paulo. Mota, seja muito bem-vindo.
o Luiz Felipe Dávila e também o Diego Tavares. Tem várias notícias importantes, inclusive o banqueiro Daniel Vorcaro e o cunhado Fabiano Zettel foram transferidos do centro de detenção provisória em Guarulhos para uma penitenciária em Potim, que fica no interior de São Paulo. Quem monitora esse assunto vai trazer todos os detalhes para a gente, é o Misael Mainete, que chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Misael, seja muito bem-vindo, ótima noite a você.
Daniel Vorcaro, para o interior de São Paulo. Caniato, muito boa noite a você e para todo mundo que acompanha os Pingos nos Is. Daniel Vorcaro e Zetel, o cunhado dele, já foram transferidos para a penitenciária 2 de Potim, que fica no interior de São Paulo. Inclusive, de acordo com o que eu consegui apurar, eles já teriam até passado por aquele procedimento de raspar o cabelo e receber o uniforme apropriado da penitenciária. De acordo com o sistema prisional, o empresário, Daniel Vorcaro,
foi colocado inicialmente numa cela de isolamento. Isso é procedimento, ele é colocado numa cela de isolamento, idem Zetel, o cunhado dele, e esse procedimento é adotado para detentos recém-chegados à unidade. Depois de 10 dias, a expectativa é que Vorcaro seja transferido para o pavilhão destinado aos presos em regime fechado. Aí ele permanece enquanto as investigações são conduzidas pelas autoridades.
Os policários de tal estão em celas separadas e daqui 10 dias eles vão para uma cela onde ficam todos os detentos em regime fechado. Essa prisão aconteceu no âmbito da Operação Compliance Zero. Foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, a pura atuação do grupo suspeito de monitorar e intimidar adversários do banqueiro.
Por que isso não aconteceu? No ano passado, o governo de São Paulo mudou o perfil da unidade. Os detentos foram transferidos para Potim, casos de Roger Abdelmacy e Fernando Sastre. Por exemplo, a Penitenciária 2 de Potim foi inaugurada em 2002. Ela abriga presos do regime fechado, tem capacidade para 844 presos.
está com 472 detentos. Cada passo de Daniel Vorcaro, a gente vai acompanhar toda a investigação envolvendo esse caso. Já trago também uma informação nova de hoje, aproveitando a participação ao vivo aqui, a Assembleia Legislativa de São Paulo também vai apurar, por meio da CPI das Pirâmides, o caso Master, e também vai convocar Daniel Vorcaro para falar em público na Alesp. Mas uma instituição estadual, dessa vez,
uma assembleia entrando no caso. A gente vê, então, várias CPIs se formando e querendo ouvir Vorcaro e os outros envolvidos. Caniato. É isso. O Misaia Maionete continua acompanhando, monitorando esse assunto. Qualquer novidade, ele volta aqui na programação e traz os destaques pra gente. Bom trabalho pra você. A gente segue aqui com os nossos comentaristas. O Roberto Mota tá aqui no estúdio, como eu mencionei há pouco. Eu vou, inclusive, questionar o Mota a respeito dessa transferência de Daniel Vorcaro.
e o cunhado foram para uma penitenciária no interior de São Paulo e há uma grande dúvida sobre o que aconteceria, quais são os próximos passos, os próximos episódios relacionados a Daniel Vorcar. Ok, um julgamento na Suprema Corte é o que se fala, mas há a possibilidade de um fechamento de delação premiada? Daniel Vorcaro sabe muita coisa. Teve ao longo dos últimos anos muitos contatos com pessoas influentes, né, Mota? O que é possível dizer e esperar
do caso do Banco Master e de Daniel Vorcaro. Bem-vindo. Muita gente está dormindo mal, vai continuar dormindo mal por um bom tempo, Caniado. Boa noite a você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa querida audiência. Essa é uma cena relativamente rara no Brasil. Um réu rico e bem relacionado atrás das grades, como consequência das coisas que fez.
seja provisória. A gente tem sempre que lembrar isso. Ele ainda não foi condenado por nada. Depois de todos os detalhes que vieram à tona nos últimos dias sobre as atividades do banqueiro e dos seus aliados, talvez seja mesmo uma boa ideia deixar o banqueiro isolado para a proteção dos outros detentos.
de que essa prisão preventiva teria sido fundamental, porque Daniel Vorcaro, ainda que estivesse preso, mas em regime domiciliar, conseguia fazer articulações, inclusive estaria cometendo crimes, ou pelo menos articulando, planejando o cometimento de crimes. Chama o Luiz Felipe Dávila, vai trazer também suas impressões a partir dessa notícia, que é uma das principais do dia. Vorcaro preso preventivamente, em regime fechado, estava no centro de detenção provisória,
em Guarulhos d'Ávila, que foi transferido para Potim, que é um município do interior de São Paulo. Ficará lá por alguns dias em uma cela isolada, depois será transferido e terá convivência com os demais. Mas a dúvida é sobre os próximos passos, né? O que irá acontecer com o Daniel Vorcaro? Há um entendimento ou o prognóstico de que o julgamento acontecerá na Suprema Corte, mas sempre também no horizonte a possibilidade de uma delação.
não, mas vai saber. Dávila, bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite, Mota, agora de traje paulista. Coisa rara. E boa noite, Diego Tavares. Olha, o mais importante neste processo não são os acontecimentos recentes. É a conduta deste caso que agora está sob a batuta do ministro André Mendonça. Ele está fazendo a coisa certa. Ele está
de maneira coordenada com as investigações da Polícia Federal, deu um belo puxão de orelha na Procuradoria-Geral da República e mostra seriedade, foco técnico e competência para liderar não só o caso Master Vorcaro, mas também a fraude do INSS. André Mendonça, se tiver a liberdade para fazer o seu trabalho
duas frentes pode ser a boia de salvação para resgatar a credibilidade perdida do Supremo Tribunal Federal. Agora, o seu caminho já encontra várias minas no chão e estas minas são dos seus colegas de Supremo, aqueles que tentam minar a sua atuação com atitudes monocráticas.
verdadeira batalha pela verdade, pelo esclarecimento deste maior escândalo financeiro da história do Brasil e por esta organização criminosa que é revestida de banco, pode ser uma virada de chave na história. Mas isso depende se o ministro André Mendonça terá a liberdade, a tranquilidade e a segurança que pode realizar o seu trabalho
ser sabotado pelos seus colegas. Pois é, aqueles que fazem análise jurídica do caso entendem que o fato de estar agora com André Mendonça, essa relatoria, o processo ou todo o trâmite estaria andando com mais celeridade. Havia o entendimento de que na administração anterior, na relatoria anterior, a figura responsável até então não estaria dando o andamento adequado às medidas que deveriam ser tomadas. Enfim,
A opinião de muita gente. Chamar o Diego Tavares. Diego participa dos programas e telejornais da Jovem Pan, comentarista, mas é advogado também, sempre traz uma reflexão jurídica para as notícias e os casos muito difíceis de serem explicados para a nossa audiência. O Brasil produz muitos casos estranhos. Diego, bem-vindo, ótima noite a você. Enfim, Vorcaro preso preventivamente, estava em Guarulhos, agora no interior.
essa prisão, essa detenção, e olhar para frente, destacar exatamente quais são os próximos passos. Queria que você também destacasse para a nossa audiência, Diego. Olá, Caniato. O Brasil produzindo casos estranhos, como você muito bem disse. Estranhos para dizer o mínimo. Boa noite para você, boa noite ao Mota, ao Dávila e a todos que nos acompanham nessa noite, nos pingos, nos isso. O caso do Banco Márcio foi refundado essa semana, Caniato. Até então nós estávamos tratando de um caso de fraude financeira,
indícios de corrupção. Essa semana, com essa nova fase da operação da Polícia Federal, descobriu-se também um elemento de milícia, um elemento até, de certa forma, mafioso nas relações de Vorcaro, com o fatídico episódio do suicídio de seu sicário nas dependências da Polícia Federal, algo também muito suspeito, que está suscitando muitas teorias conspiracionistas acerca dos fatos. Mas a questão é, o caso do Banco Master é extremamente complexo, uma teia muito
que, como eu disse, vai desde relacionamentos exclusos com o sistema financeiro até relacionamentos da mesma natureza com a classe política, passando pelo possível emprego de violência contra pessoas que desafiavam interesses do próprio Daniel Vorcaro. E esse é o grande ponto que fundamenta a necessidade, sim, da conversão da prisão preventiva em caráter domiciliar para a prisão preventiva em estabelecimento prisional, inclusive com a questão do isolamento,
Estamos repercutindo agora. Daniel Vorcaro, ainda que em prisão domiciliar, estava tentando influenciar o curso do processo. E, de fato, isso levanta muitas controvérsias sobre a relatoria que vinha sendo exercida no passado, sobre o caso do Banco Master, com a relatoria que agora, sob tutela de André Mendonça, vem se desenvolvendo no curso desse processo. O Dávila disse muito bem, se André Mendonça tiver liberdade, principalmente segurança,
nesse caso, certamente muitas das altas autoridades da República estarão implicadas no caso do Banco Massa. E por falar em segurança, seria muito bom que André Mendonça cuidasse, inclusive, da sua segurança pessoal, cuidasse da segurança de seus familiares, cuidasse de omitir a sua própria agenda de compromissos. Afinal de contas, nós sabemos muito bem que, nesse tipo de caso, até pegar avião fica um pouco arriscado para quem relata esse tipo de caso no Supremo.
Mota, há pouco, falou sobre o sono de muitas figuras conhecidas da política brasileira. E aí, inclusive, algumas informações acabaram sendo divulgadas pela imprensa, porque a investigação da Polícia Federal sobre os dados eletrônicos do banqueiro Daniel Vorcaro, a gente sempre precisa destacar que houve o acesso a vários dispositivos. Inclusive, alguns nomes vieram à tona.
nomes citados e que foram amplamente divulgados por alguns veículos de comunicação, mas não é preciso também ter cuidado na hora que a gente analisa, ah, surgiu um nome, ou tal nome estava na agenda de Daniel Vorcaro. Não necessariamente quer dizer que essa pessoa participou de algum esquema fraudulento, porque o que a gente identifica é que há pessoas e figuras da política de todos os lados, tem gente da esquerda, da direita, de centro, gente
do judiciário, enfim. Como fazer essa peneira? Essa peneira é dificultada enormemente, Caniato, por esse hábito de vazamento que acontece aqui no Brasil. Não sei se em outros países do mundo é assim. A polícia começa uma investigação e imediatamente informações vazam. Quem está de fora, quem não é policial, quem não está participando da investigação, tem poucos elementos para julgar.
se aquilo ali é ou não é uma coisa relevante. É evidente que algumas conversas, algumas mensagens que já foram vazadas indicam claramente uma situação imprópria e não deveria acontecer, inclusive até indícios de crimes, como tentativa de usar violência para intimidar jornalista ou compra de favores. Agora, em outras situações é muito difícil.
uma pessoa como esse banqueiro tinha uma enorme rede de relacionamentos. É possível, é provável que ele tenha entrado em contato com um grande número de pessoas em relacionamentos que não envolveram nada impróprio. Agora, o problema é que ele se tornou uma figura imprópria. Isso me lembra uma história que eu presenciei, Caniato, de uma autoridade do Poder Executivo. Eu não vou dizer quem é, não vou dizer
o Estado, mas essa autoridade é uma pessoa que recebia muitas pessoas no gabinete dele. Recebia dezenas de pessoas. Começava de manhã cedo e até tarde da noite. E um dia saiu uma matéria no jornal mostrando uma fotografia dele ao lado de um sujeito que usava uma camisa de um time de futebol. E a legenda era, o fulano tira foto ao lado de traficante do comando não sei do que. E ele disse, olha, eu tiro foto com dezenas de pessoas todos os dias.
na minha sala, trazem os seus amigos e todo mundo quer tirar foto comigo. Eu mesmo, Roberto Mota, acontece isso comigo o tempo inteiro. Os nossos queridos espectadores do Pingos nos Is me param, me cumprimentam, tiram foto comigo. Como é que eu vou saber quem é quem? Então, esse é um cuidado que a gente precisa ter quando analisa as histórias que ainda vão surgir muitas histórias ligadas no escândalo desse banco.
Quando a gente trata desses nomes, tem figura da direita, da esquerda, de centro, do judiciário. As mensagens trocadas por Daniel Vorcar, dono do Banco Master, com a então namorada, Marta Graef, indicam que o banqueiro comemorou o desfecho de uma reunião com o presidente Lula no Palácio do Planalto em dezembro de 2024, realizada fora do registro imediato, na agenda pública. Então, essa reunião não tinha sido divulgada.
O encontro serviu para o banqueiro pedir um conselho a Lula em relação à compra do Banco Master pelo BTG. Lula respondeu com alguns palavrões impronunciáveis sobre o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cujo mandato terminaria alguns dias depois. Lula recomendou a Vorcaro que seguisse com o Banco Master sem aceitar a proposta do BTG. Na reunião estava presente Gabriel Galípolo, o atual presidente do Banco Central,
que assumiria um bom tempo depois. Deixa eu começar essa com o Luiz Felipe Dávila. Surgem informações, diálogos, contatos de Daniel Vorcaro, ele comemorando a reunião com o presidente Lula, disse à namorada que teria sido um encontro muito forte, inclusive essa relação próxima com o presidente, pedindo conselhos. Conselhos ao presidente da República sobre uma negociação que envolveria a venda do Banco Master. Dávila.
com o presidente da república e você sair da reunião exclamando para sua namorada que foi um ótimo encontro. Como se o presidente da república tivesse naquele instante o poder mágico de resolver todas as coisas do Banco Master. Aliás, essa história do presidente dizer se deveria ou não aceitar uma oferta do BTG é uma conversa realmente muito estranha. Afinal de contas, quem levou Vorcaro para conversar com o presidente Lula,
da agenda foi o ex-ministro petista Guido Mantega, aquele que recebia para ser conselheiro ou participar do conselho do Banco Master. Nós temos de entrar a fundo nessas pessoas que cercam os poderosos que recebiam dinheiro diretamente do Banco Master para influenciar decisões políticas.
Isso mostra a natureza do Banco Master. Não podemos esquecer que o Banco Master conseguiu fazer aquela mágica de transformar precatórios, que é um calote oficial que você nunca vai receber esse dinheiro, a não ser o teu bisneto, em dinheiro vivo na hora. O que isso mostra? Total conexão política para transformar um ativo podre num ativo altamente lucrativo. Foi assim que o Master começou a operar.
este rol de pessoas que oficialmente recebiam dinheiro do Banco Master é o início de uma investigação a sério, pra entendermos o tamanho da encrenca e da dimensão que foi esta rede perniciosa, perversa e corrupta que Daniel Vercaro conseguiu construir ao longo dos anos. Agora, Diego, de que maneira essas informações que vêm à tona, a divulgação de
das conversas, isso naturalmente acaba rendendo muitos cliques, né? A audiência, o público gosta, se interessa, quer saber, acaba fazendo uma ideia do que era. Mas isso ajuda ou atrapalha o avanço das investigações? Olha, eu acho difícil fazer essa análise, Caniato, porque, em regra, a divulgação antecipada de elementos de uma investigação não tem o condão de auxiliar a investigação. Mas, em certos casos,
e uma ampla apuração da imprensa sobre um caso é justamente o que fundamenta a colocação desse caso nos trilhos. Eu dou um exemplo muito concreto aqui a respeito disso. A alteração da relatoria do caso do Banco Master, por exemplo, teve como fundamento primordial a atuação da imprensa no caso e toda a pressão advinda dessa atuação. Não fosse a discussão na praça pública, não fosse a discussão bem acalorada nas redes sociais sobre a relatoria anterior por parte do Luiz Dias Toffoli,
Possivelmente, o caso ainda estaria com o ministro Dias Toffoli. O Supremo não teria sentido a pressão que sentiu para que deslocasse a relatoria do ministro Dias Toffoli para o ministro André Mendonça. Agora, cada caso é um caso, evidentemente. O que eu fico me perguntando é que essa história da reunião de Vorcaro com Lula não para muito em pé, considerando as declarações tanto de Vorcaro quanto de Lula. Lula disse, quando questionado sobre isso, que a única coisa que ele disse para Vorcaro, quando procurado,
posição política pró ou contra o Banco Master. E eu me pergunto por que que Vorcaro teria recebido essa resposta e dito a sua namorada que, olha, a reunião foi excelente, tive um feedback muito bom do presidente da República, enfim, não é o tipo de resposta que eu, se estivesse sendo investigado e fosse, ou advogando pra alguém investigado e fosse falar com o juiz, gostaria de ouvir no despacho. E chama muita atenção também a presença do presidente do Banco Central, já vista que a investigação sobre o banco
ocorre justamente dentro do Banco Central. Então, tudo isso é muito estranho. E, claro, aí, voltando à temática da sua pergunta, Caniato, nesse ponto, os questionamentos que emergem do amplo debate, os questionamentos que emergem da tratativa do caso pela mídia, aí, é claro, colocam também essas dúvidas na cabeça das pessoas, que muitas vezes não conseguem chegar a essas conclusões. Então, para um caso como esse, uma teia intrincada, que envolve possivelmente muita corrupção,
como eu disse, pode envolver até casos de violência contra pessoas, que envolve uma fraude financeira gigantesca, é fundamental que esse caso não seja esquecido por ninguém, não seja esquecido pela imprensa, não seja esquecido pelos políticos que estarão em outubro, até outubro agora pedindo o voto, pedindo a confiança das pessoas nas urnas e principalmente que não caia no esquecimento por parte das pessoas que têm que ver quem são as reais figuras que estão envolvidas no caso,
e com base nisso, inclusive, pautarem o seu voto em outubro desse ano. Pois é, essa é a leitura de muitos, né? Ainda que seja uma informação fragmentada, isso acaba forçando e pressionando as autoridades para avançarem com a investigação. E, naturalmente, o que se espera é transparência total em relação a esse episódio. Mas só destacando para a nossa audiência, esse encontro aconteceu no dia 4 de dezembro de 24.
importante também, Guido Mantega, ex-ministro de gestões do Partido dos Trabalhadores, e participaram Rui Costa, que chamou Gabriel Galípolo, tinha sido indicado à presidência do BC, não tinha assumido ainda. Participaram também Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, e Augusto Lima, CEO do Banco Master. Mota, o que lhe chama a atenção dessa notícia, dessa audiência, o presidente da República recebendo um banqueiro para tratar sobre a possibilidade
de venda desse banco para um outro banco privado e aí o banqueiro em questão questiona o presidente da república a respeito de uma opinião, se seria um bom negócio, uma boa ideia vender o banco para um outro banco maior. Eu não sabia que era função do presidente da república analisar a possibilidade de compra de bancos, de fusões ou aquisições, essa é uma novidade. É difícil para o brasileiro ficar mais indignado
que a gente já está com essa história do Banco Master. Mas uma curiosidade que eu tenho, não sei se isso já foi esclarecido, Caniato, é qual foi a justificativa para a reunião? Quando ela foi pedida, eu gostaria de ter uma reunião para dois pontos. Qual era o objetivo? Será que o objetivo era esse? Conseguir uma consultoria, uma opinião especializada sobre a possibilidade de venda do banco?
especializada tem que vir de alguém que é especialista no assunto. A audiência de um banqueiro, um chefe do Poder Executivo da República Federal do Brasil, na qual o banqueiro pergunta se deve ou não vender o seu banco. Na reunião, salvo engano, estava presente aquele que seria próximo presidente do Banco Central do Brasil, uma entidade pública que tem como uma de suas missões fiscalizar o sistema bancário.
E tudo isso foi relatado em mensagens para a namorada. Não é isso, Caniato? Assim, como você manda uma mensagem para a namorada para dizer, olha, o futebol hoje foi bom, foi uma maravilha. Você manda uma mensagem dizendo, não, a gente teve uma reunião com o presidente da república, a reunião foi ótima. Não pode ser, pode ser. Existe a possibilidade de que não tenha havido nada de inapropriado nisso.
Eu acho que a gente tem que consultar os juristas e os especialistas no mercado financeiro. Mas existe uma possibilidade remota de não ter havido nada de inapropriado. Mas a aparência de que isso é inapropriado é total. Pois é, a gente vai ver se consegue colocar, inclusive tem um print, um print do documento da Polícia Federal que mostra que tem a transcrição,
diálogo de Daniel Vorcar com a então namorada, uma influenciadora bem conhecida, mas segundo as informações eles não estão juntos. Rápida parada pra você que nos acompanha pela rede. Deixa eu só passar pro Dávila pra trazer uma reflexão a respeito de que maneira um caso como esse pode respingar na figura mais importante do país, né? O cargo mais alto de quando a gente olha
para as esferas da nossa política. O presidente da República, você entende, Dávila, no avanço das investigações, que isso pode comprometer, implicar o presidente Lula? Ou, caso nada seja comprovado, você entende que talvez tenha sido um ato temerário receber Daniel Vorcaro fora da agenda para tratar de um assunto que, em tese, não seria de interesse do país ou da presidência da República? Você acha que é preciso também um cuidado adicional
do presidente nos próximos encontros com, sei lá, figuras do mercado financeiro? Criato. Se investigarmos as pessoas envolvidas com o governo que recebiam oficialmente dinheiro do Banco Master como conselheiro, como prestador de serviço, nós temos pelo menos aí o Guido Mantega e o ex-ministro da Justiça Lewandowski. Então, é óbvio que isso é só o começo. Precisa pegar lá outra relação que eu não vi todos os conselheiros,
e prestadores de serviço, com certeza tem muito mais gente próxima ao presidente da república que prestava serviço, ou estava envolvido, ou estava ali fazendo lobby, porque o que Guido Mantega fez foi lobby, tá certo? Você consegue cavar uma audiência que o presidente da república, o dono do banco leva lá, o que é isso? É lobby. Então, é óbvio que várias pessoas próximas ao presidente da república certamente se beneficiaram dos favores, serviços
ou pagamento de jeton, qualquer outra coisa, do Banco Master. Essa história, Caniá, está apenas começando. Por isso, é fundamental manter Vorcar isolado na prisão e garantir a segurança pessoal do ministro André Mendonça. E terceiro, deixá-lo trabalhar em paz e não ser sabotado por seus colegas. Pois é, deixa eu ver se a produção conseguiu a transcrição, o trecho da Polícia Federal,
que aponta para o diálogo entre Daniel Vorcaro e a então namorada. A namorada diz o seguinte, amor, acabou, Daniel Vorcaro, acabou agora, amor, tudo bem? Daí ela diz, sim, amor, trabalhando, como foi? E ele, foi ótimo. E ela, yes, tô louca pra saber de tudo. Daniel Vorcaro, muito forte, ele chamou o presidente do Banco Central, que vai entrar, três ministros, e ela, uou, amor do céu,
temos que falar hoje, quando você tiver um tempinho para me contar. E aí ele responde sim. Enfim, esse é só um trecho da conversa entre Daniel Vorcaro e a então namorada, ele tratando da reunião que tinha acontecido há poucos minutos com o presidente da República. Enfim, a gente vai seguir nesse assunto e eu queria só aproveitar e convidar você que nos acompanha pela TV, plataformas digitais, emissoras de rádio. Se puder, vote na nossa enquete do dia.
gente fala hoje sobre redução da maioridade penal. Você é a favor ou contra? Se puder, vote no portal da Jovem Pan ou então no nosso YouTube. YouTube do programa Os Pingos nos Is. Lá no chat tem a pergunta publicada. A gente conta com você. No final a gente traz o resultado. Seria legal saber o que você pensa a respeito disso. Bom, vou receber a rede agora. Rede Jovem Pan conectada aqui em Os Pingos nos Is. Fique sempre bem informado aqui na Jovem Pan. A gente agradece pela audiência,
a preferência, vamos girar a reportagem da Jovem Pan News? A Polícia Federal vai abrir um inquérito para apurar a tentativa de suicídio de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, o sicário. Ele é apontado como responsável por monitorar e planejar ataques contra adversários de Daniel Vorcaro. As imagens da cela onde o sicário ficou preso já estão com a Suprema Corte. Quem vai trazer os detalhes, as informações desse caso é a Júlia Firmino, que chega ao vivo aqui em Os Pingos nos
Júlia, seja bem-vinda, ótima noite a você. Quais são as informações a respeito desse inquérito aberto pela Polícia Federal? Bem-vinda. Oi, boa noite, Caniato, pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. Segundo a Polícia Federal, Luiz Felipe Machado de Moraes, Mourão, como você bem diz, conhecido como Sicário de Vorcaro, tentou tirar a própria vida ainda ontem na cela em que ele estava, na superintendência da Polícia Federal, lá de Minas.
lá na cela, os policiais até tentaram reanimá-lo. Ele foi levado socorrido pelo SAMU ao hospital João XXIII e à noite foi que o hospital constatou, de fato, deu encaminhamento para essa morte cerebral do sicário de Vorcaro. A investigação que a gente tem, né, Mourão foi preso, então, na, a gente lembra, na operação Compliance Zero, que foi deflagrada ainda a terceira fase dessa operação. Aqui em São Paulo, também no estado de Minas Gerais, é a terceira fase dessa operação.
apura, então, essas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master, Banco Master, que é de Daniel Vorcaro, né? Também foi preso o próprio banqueiro, aqui em São Paulo, depois transferido pra uma peritenciária do Estado, e quem falou sobre a morte, né, de sicário, foi o presidente da CPMI do INSS, o Carlos Viana. Vamos acompanhar o que ele disse, Caniato? A morte de uma pessoa dentro da sede da Polícia Federal, especialmente no meu Estado,
já é algo grave em qualquer situação. Especialmente um homem que, ao que tudo indica, era o braço direito de Daniel Vorcaro em situações que levam sobre ameaças, versam sobre trabalhos contra jornalistas, autoridades. Essa pessoa conseguiu se matar? E não há vigilância? De que maneira isso aconteceu? Eu estou oficiando o diretor-geral da Polícia Federal, o Ministério da Justiça,
uma investigação isenta, inclusive de peritos e investigadores de fora de Minas Gerais, para que a gente possa esclarecer e ter a certeza de que não houve ali uma queima de arquivo. Por quê? Diante de tudo que foi revelado, da capacidade, da condição financeira do senhor Daniel Vorcário em se achar capaz de ameaçar a autoridade ou de buscar, naturalmente, vingança contra os seus inimigos, nós não podemos agora descartar qualquer hipótese.
dentro de uma sede pública da Polícia Federal e nós temos que exigir uma investigação isenta e muito transparente para todo o país. Falas firmes de Carlos Vianna em relação à morte do sicário de Vorcaro, que a gente traz um perfil aqui desse sicário. Segundo a Polícia Federal, tinha a função dentro do esquema de monitorar pessoas, obter dados sigilosos de forma ilegal e também intimidar ou ameaçar os alvos de Vorcaro.
E agora o que deve seguir, a PF deve abrir essa investigação para justamente apurar o que aconteceu ali naquela cela onde o sicário teria tirado a sua própria vida. Volto com você, Caniato. Tá certo. A Júlia Firmino segue acompanhando essas movimentações. Qualquer novidade, ela volta aqui na programação da Jovem Pan. Deixa eu passar para os nossos comentaristas. Começar essa rodada com o Diego Tavares.
O Diego mencionou na abertura, falando que um caso que extrapola os aspectos financeiros, depois a gente se depara com as informações relacionadas aos crimes cometidos, a indicação de compra de pessoas, ou pelo menos a maneira como ele atuava nos bastidores para obter vantagens, mas tem também esse aspecto que chama atenção, a pessoa que tenta tirar a própria vida, uma figura central,
detida, e aí Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, levantando a possibilidade de queima de arquivo. Pelo menos ele pede uma apuração inunciosa pra apurar qualquer tipo de possibilidade. Enfim, o que lhe chama atenção? O que a gente precisa aguardar nessa investigação, hein, Diego? Acho que o microfone tá fechado. Verifica pra gente. Agora sim. Desculpa, Caniato. Até parece que esse caso já não é complexo o bastante, né? Pra nós termos mais esse elemento. A prisão de um operador silencioso. Inclusive,
até uma curiosidade pra nossa audiência. Esse apelido de sicário que Mourão recebe agora por parte da imprensa se dá por conta dos assassinos da Roma Antiga que utilizavam uma pequena daga chamada sica pra assassinar membros, justamente que eram pessoas contrárias à corte imperial, enfim. Era um assassino silencioso porque, aparentemente, era justamente esse o tipo de trabalho que desempenhava o Mourão. Ele era um operador silencioso de Daniel Vorcaro, responsável por intimidar pessoas, responsável por essa prática
de violência, essa prática oculta de violência que foi descoberta agora essa semana, nesse caso, que como eu disse, tem várias facetas, já se tornou uma trama complexa até demais pra se analisar tudo dentro dessa, da globalidade do caso, né? Só dá pra analisar o caso do Banco Master, de fato, fatiando esses pequenos pedaços e analisando esses pedaços de forma isolada, afinal de contas, a teia vai desde o judiciário até a CPMI do NSS, até a classe política, daqui a
que vai começar a aparecer prefeito na parada, vai começar a aparecer, enfim, toda sorte de figura ligada ao poder. Porque, de fato, o Vorcaro era um grande propineiro. Ele tinha uma rede muito grande de pessoas que ele colocava na sua folha de pagamento para obter influência e para conseguir chegar onde chegou, conseguir levantar o Banco Master no patamar onde ele colocou a sua instituição financeira. E, claro, esse caso dá uma conotação quase que roliudiana para esse caso tão complexo,
E sempre bom pontuar, a Polícia Federal tem feito um papel digno de aplausos, tem se mostrado como uma instituição de Estado, não tem poupado pessoas, não há nada que pese contra a Polícia Federal a despeito desse suicídio ter ocorrido nas dependências da PF. Mas como disse o senador que preside a CPMI do INSS, é fundamental que se investigue.
A República tem relacionamentos com ele, relacionamentos suspeitos com o banqueiro. É fundamental que se investigue se, por acaso, na Polícia Federal, após essa custódia de Mourão, também não existe ali dentro da PF algum relacionamento da mesma natureza. Investigações. É isso que tem que ser feito e é isso que a Polícia Federal já está fazendo. Mas, repito, até agora nada que desabone o bom trabalho que a PF vem fazendo nesse e em tantos outros casos do Brasil. Pois é. E aí a informação que chegou à imprensa, que foi divulgada,
tentativa de suicídio de sicário na prisão foi filmada. Toda a ação ali foi registrada pelas câmeras de segurança sem ponto cego. Não é que estava escondido, não conseguiram ver. Conseguiram ver absolutamente tudo. E aí o arquivo já foi enviado para a Suprema Corte. E é preciso também prestar atenção no que disse Carlos Viana. Bom, ele estava nas dependências da Polícia Federal. Havia ali as câmeras de segurança. Tem um protocolo para que a figura entre,
em uma cela. Ah, não pode entrar com uma caneta, por exemplo. Não pode. Objeto pontiagudo, recolhe. Cinto, também recolhe. Então, qualquer tipo de objeto que possa ser utilizado para gerar a própria vida, eles recolhem. Acabam colocando, inclusive, uma outra roupa, uma roupa especial para aqueles que acabam sendo detidos. Davila, o que lhe chama a atenção? É um caso muito inusitado, diferente e certamente haverá necessidade
aprofundamento nessas investigações, não? Não há dúvida, é preciso apurar a investigação, apurar a morte nesta investigação. Agora, um ponto fundamental que nós não comentamos ainda é a mudança do clima na Polícia Federal e agora continuar indo a fundo na investigação, porque a Polícia Federal estava muito desanimada por causa da atitude do ex-relator da matéria de
Estava como se fosse transformando o caso sob sigilo, abafando a investigação e a Polícia Federal estava muito desmotivada. Isso foi manifestado várias vezes. E agora, Canhato, a Polícia Federal voltou com carga total, fazendo o seu trabalho de investigação. É o que eu digo, se deixarmos as instituições funcionarem sem gerência política, sem gerência desse ativismo judicial, certamente nós saberemos o que aconteceu.
Tanto neste inquérito de Luiz Felipe Mourão para apurar a sua morte, como no que aconteceu no Banco Master. A sociedade quer transparência, quer serenidade nessa história, quer apuração de verdade e não varreção do maior escândalo financeiro do país para debaixo do tapete. Por isso, as coisas começam a voltar ao normal.
continua a fazer o seu devido trabalho hoje sobre a relatoria de André Mendonça, vamos deixar as instituições trabalharem, porque ainda tem muita coisa que virá à tona. Mas para vir à tona, Canhato, não podemos criar nenhuma operação abafa. Este é o grande risco deste caso terminar em pizza. Pois é, a tentativa de suicídio de Luiz Felipe Mourão,
esse ano nesta quarta-feira, ele estava sob custódia da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais e agora a PF abre um inquérito para apurar esse episódio. Você, Mota, caso complicado, complexo, há muitas camadas, inclusive esse episódio de ontem, essa tentativa de suicídio, a última informação que nós temos, morte cerebral do sicário. Esse é um fato dramático que abre uma investigação
dentro da investigação. Toda vez que acontece um episódio como esse, dentro de um caso escandaloso, abre-se, cria-se a possibilidade de que certas coisas nunca sejam descobertas. Vamos lembrar que um dos maiores escândalos contemporâneos dos Estados Unidos, que é o escândalo do Jeffrey Epstein, também teve um episódio como esse. Ele se matou na prisão e até hoje há pessoas que dizem
não se matou, que ele foi morto, ou que quem morreu não foi ele, foi outra pessoa. Então é uma nota sinistra para um caso que já é complicado. Eu acho que a gente pode considerar pelo menos duas hipóteses. A primeira é que teria sido mesmo suicídio. E aí a gente tem que perguntar, que segredos esse indivíduo guardava, que fizeram com que ele achasse que era melhor tirar a própria vida,
do que se arriscar a contar esses segredos. E a segunda hipótese que muita gente levanta é que não foi suicídio. E aí é preciso perguntar quem foi o responsável, então, pela morte dessa pessoa. E como se trata de um caso com tantas figuras tão importantes e tão poderosas, responder essa pergunta vai ser um enorme desafio.
A investigação dentro da própria investigação. A gente vai seguir acompanhando. Qualquer novidade, a nossa equipe de reportagem trará aqui ao vivo na programação da Jovem Pan. Tem uma outra informação. Pivô das investigações dessa fraude bilionária que abalou o sistema financeiro. O executivo Daniel Vorcaro, o banqueiro, traçou com o comparsa, o Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, o Sicar, que falávamos há pouco, uma estratégia para se blindar
notícias negativas que eram publicadas na imprensa. Algumas mensagens que foram obtidas pelo site do O Globo mostram que Vorcaro propôs uma parceria de 50 mil reais com um site chamado Diário do Centro do Mundo, que envolveria até mesmo a retirada de matérias consideradas ruins para a imagem do dono do Banco Master. O DCM é considerado por muitos um site de esquerda, que se define como um veículo de jornalismo
progressivo e independente, o que costuma publicar matérias favoráveis ao governo federal e também os seus aliados, além de criticar a atuação dos grandes veículos da imprensa nacional. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila só para tratar dessa questão que envolve uma estratégia que era adotada por Daniel Vorcaro, a discussão de uma parceria com um site de notícias, pagamento de 100 mil reais para que notícias
positivas fossem veiculadas, 50 mil reais. Essa era a parceria. Possivelmente 50 mil mensais, creio eu. Aí daria uma quantidade de 600 mil por ano, eu acho. E aí a ideia era a seguinte, viu, Dávila? Mensagens e notícias positivas para enaltecer a gestão do Banco Master, Daniel Vorcaro como grande executivo e qualquer tipo de matéria negativa que tivesse sido veiculada, eles retirariam do ar. Você, Dávila?
Canhato, o surpreendente nesta investigação do Banco Master, quando terminar, é quem não está na lista que recebeu dinheiro. Porque está todo mundo na lista. Jornalista, político, juiz, grandes escritórios de advocacia, familiares de membros do Supremo com grandes contratos. Está todo mundo na lista. A grande surpresa é quem não está na lista.
para criar uma rede de pessoas que se beneficiaram, foram corrompidas, fizeram acordos, receberam dinheiro para fazer, prestar algum cervecinho lá para o Banco Master. É inacreditável. A grande surpresa vai ser quem não estava na lista do Banco Master quando acabaram a investigação. E certamente é esta minoria de gente decente, proba, digna, impoluta,
acredita no país que trabalha para melhorar o nosso Brasil todos os dias e que não se rende a falcatrua e a corrupção. Pois é, e é importante lembrar também a nossa audiência que não faz tanto tempo surgiu uma história de financiamento de influenciadores, para tratarem daquela questão que envolveria a venda do Master para o BRB, enfim, a atuação do Banco Central. É importante lembrar e colocar isso também no nosso radar.
um destaque rápido aqui. Quando nós falávamos das autoridades citadas ou da agenda de Daniel Vorcaro, essa investigação da Polícia Federal sobre os dados eletrônicos do banqueiro aponta caronas a dirigentes do Bloco do Centrão. Segundo dados que se tornaram públicos pela Justiça, uma viagem com o Jatinho de Vorcaro foi feita no final de 2024. E aí, na lista de passageiros, estavam incluídos os presidentes do Progressistas, do partido,
Ciro Nogueira e do União Brasil, Antônio Rueda. Em mensagens, Ciro é citado por Vorcaro em mais de uma oportunidade como grande amigo de vida. O senador pelo Piauí, aliás, é autor de uma emenda chamada Banco Master, que elevaria a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Vou começar essa com o Diego Tavares. As conexões de Daniel Vorcaro.
E aí a citação, a Rueda e também Ciro Nogueira teriam voado no helicóptero de Vorcaro, mas daí tem esse detalhe, a proposta de Ciro Nogueira para elevar o valor coberto pelo FGC. Pois é, Caniato, pegar uma carona no helicóptero do banqueiro parece ser o menor dos problemas do Ciro Nogueira nesse momento. De fato, desde o começo das investigações, muitos indícios apontavam um relacionamento bem próximo do presidente do Progressistas com Daniel Vorcaro.
caro. E claro que isso vai ter que ser explicado. Aliás, vai ter que ser explicado de forma compulsória. Afinal de contas, Ciro Nogueira estará nas urnas em outubro deste ano, se nada der errado com seus direitos políticos, com as suas condições de elegibilidade, evidentemente, ele estará na urna disputando a sua reeleição. E eu tenho certeza que grande parte do eleitorado cobrará respostas a respeito disso, principalmente se a imprensa, fazendo uma conexão com a nossa pauta anterior, seguir desempenhando esse papel fundamental de colocar
os holofotes sobre fatos como esse. Eu disse em um dos meus comentários no começo da nossa edição de hoje. É importante que o caso do Banco Master não seja esquecido, que o caso do Banco Master seja levantado o tempo todo pela imprensa, pelas pessoas e também pelos políticos que detêm seus interesses a respeito das divulgações do Banco Master, para que a maior quantidade de pessoas envolvidas possíveis sejam, de fato, penalizadas na medida da sua culpabilidade. Evidentemente, Ciro Nogueira precisa explicar esses relacionamentos
Daniel Vorcaro, porque Ciro Nogueira não é só um pré-candidato, não é só um senador eleito, ele é um dirigente de um partido muito importante e os partidos são a base da nossa democracia. Imagina só se o aprofundamento das investigações e evidentemente eu estou aqui fazendo uma conjectura, não conecta a própria estrutura partidária do Progressistas com o escândalo do Banco Master, seja pelo intermédio de financiamento de campanhas, financiamento exclusivo de campanhas, evidentemente, porque nós vimos que existe uma legislação
muito densa e muito restritiva a respeito do financiamento. Imagina só se isso chega em determinado ponto durante, se chega nesse ponto durante as investigações. Então, é muito importante que as investigações permaneçam no padrão em que estão sendo executadas agora, sem poupar ninguém. Afinal de contas, o escândalo do Banco Master, como já foi dito hoje aqui também, não é algo polarizável. Não dá para falar de esquerda, direita, não dá para colocar no fla-flu político que tomou conta do Brasil.
polarização que nós vivemos aqui é de uma classe de poderosos, uma elite do funcionalismo público, uma elite política brasileira e também de empresários amigos dessa elite política e o povo que com o seu suado dinheiro dos impostos banca essa farra toda. Então é importante que as coisas sigam como estão e que as investigações revelem cada vez mais o nome de figuras envolvidas com Daniel Vorcaro e com esse escândalo que infelizmente é mais um recorde de um maior escândalo de corrupção da história do nosso país.
O fato de voar no helicóptero de Daniel Vorcar não quer dizer absolutamente nada. Ah, cometeu um crime porque pegou a tal carona. Não é disso que se trata. Até me lembro da justificativa que foi dada por Nicolas Ferreira. Ah, porque eu peguei carona no avião quatro anos atrás, como é que eu ia saber que ele se envolveria em uma fraude fiscal quatro anos depois? Enfim, tem um pouco disso também. Mas eu acho que a questão que envolve a emenda, certamente isso será amplamente debatido.
E tratado nas próximas semanas. Você, Mota, Rueda e Nogueira citados nas conversas e na agenda de Daniel Vorcar. Uma das características desse banqueiro, parece que ela era falar demais, né? Contar vantagem. Ele não podia encontrar com alguém razoavelmente importante que ele já mandava uma mensagem contando. Mas ser preciso separar o que é fato do que é apenas fanfarronice.
na rede de relacionamento que esse banqueiro tinha, evidentemente que há pessoas que sabiam muito bem com quem estavam lidando. Outras podem ter sido simplesmente levadas pela lábia de um sujeito que pode ter parecido para muitos um garoto prodígio do mercado financeiro. Olha, ele conhece todo mundo, ele tem uma mansão em Miami, outra na Bahia, tem vários jatinhos.
do trigo. O banqueiro tinha essa rede de relacionamento gigante, muita gente nessa rede de relacionamento dele não fez nada de impróprio. A gente não pode criar um critério que é se relacionava com o banqueiro ou teve o nome mencionado numa mensagem dele, é automaticamente culpado de uma coisa. Porque se nós não fizermos essa distinção, o resultado final vai ser o seguinte, a chance de punir
As pessoas que efetivamente cometeram crimes, as pessoas que estavam em posição de autoridade, investigando o banco, ou fiscalizando o banco, ou de alguma forma, com alguma responsabilidade sobre o banco, e não cumpriram com essa responsabilidade por causa do relacionamento com o banqueiro, a chance da gente punir essas pessoas será zero. Então, assim, eu acho que uma das lições a ser tiradas desse episódio,
antiga. É a seguinte, você vai andar de jatinho, não custa nada perguntar de quem é o jatinho, não é mesmo? Pois é, deixa eu só destacar pra nossa audiência, daqui a pouco a gente vai voltar a tratar de outras notícias, outros aspectos do caso do Banco Master, inclusive uma discussão que estaria acontecendo nos gabinetes da Suprema Corte sobre o julgamento da manutenção da prisão de Daniel Vorcaro. Há um entendimento pra muitos ministros de que Dias
eu falei, não deveria participar, deveria se declarar impedido. A gente vai trazer isso daqui a pouquinho para os nossos comentaristas darem suas opiniões. Agora tem guerra, novidades em relação ao conflito no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã. Segundo Trump, Mostaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é o sucessor mais provável.
O presidente americano.
acaba se atrapalhando nas suas declarações. Há poucas semanas dizia que não queria se intrometer nos assuntos internos do Irã, que isto era uma preocupação para os iranianos, que a missão dos Estados Unidos era destruir o arsenal nuclear iraniano e a sua capacidade de lançar mísseis. E lavou as mãos com os assuntos internos. E agora está dizendo que a principal figura do Irã,
a escolha do sucessor de Khamenei, não pode ser o filho dele, porque se for filho dele, não é aceitável. Bom, então ele já está se intrometendo nos assuntos internos do Irã. E isso ele não deve fazer, porque isto é comprar uma encrenca que não tem fim. A guerra está escalando, é preciso tomar muito cuidado com o que vai acontecer nas próximas semanas. Por isso, os Estados Unidos não deveriam esquecer o seu objetivo inicial.
que era destruir a capacidade militar e nuclear do Irã, continuar ameaçando a segurança do Oriente Médio e do Irã financiar o terrorismo internacional. Esses são os dois pontos, inclusive, que Donald Trump anunciou. O terceiro item, mudança de regime, ele diz que isso caberia ao povo iraniano. É bom ele não achar que agora ele se tornou cidadão iraniano.
A gente vai seguir trazendo as análises em relação a este momento do conflito, mas agora eu preciso me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local. Mas nós seguimos aqui com os pingos nos risos, os nossos comentaristas, as principais notícias do dia, passar para o Roberto Mota para analisar esse momento do conflito no Oriente Médio.
norte-americana em conjunto com Israel durar algo em torno de quatro a cinco semanas. Há quem entenda que isso poderia ser abreviado por questões econômicas ou até pela perda de poder de fogo do próprio Irã. Você, Mota, Trump agora dizendo que acha importante participar do processo de escolha de sucessão do novo líder do Irã. Trump já está participando desde aquele sábado em que ele realizou o ataque que
Não era muita gente que acreditava que isso fosse possível. Eu só vejo uma hipótese dessa guerra terminar em quatro ou cinco semanas. É se for formada uma coalizão de países, incluindo países europeus, incluindo China e Rússia, que entrem com soldados no Irã e ponham fim a esse regime fanático. O mundo está brincando na beira do abismo.
gravíssimas. Essas consequências estão vindo aos poucos. Se o suprimento de petróleo naquela região for realmente interrompido, se as refinarias forem bombardeadas, a gente pode ver o mundo mergulhado de novo numa crise de petróleo como aconteceu nos anos 70 e o mundo não está preparado para isso. O mundo depende de petróleo para transportar, depende de petróleo para comer.
Além do Trump, essa sucessão no Irã precisa da aprovação de Israel. Há poucos dias o Conselho Supremo iraniano estava reunido para eleger o novo líder e essa reunião terminou de uma forma, digamos, explosiva. Israel não vai permitir que todo o esforço que foi realizado até agora para acabar com as armas e a capacidade de...
combate do Irã, seja jogado fora com a eleição de um outro líder fanático radical. Permitir isso seria uma insanidade completa. É pouco provável que aconteça no Irã o que aconteceu na Venezuela. Que o maluco de plantão seja substituído por uma pessoa mais razoável, porque essas pessoas não existem entre as que estão no poder hoje no Irã.
que a questão que envolve o fechamento do Estreito de Hormuz tem impacto para muitos países, mas principalmente para a China. Porque ainda que se fale 20% da produção de petróleo mundial passa pelo Estreito de Hormuz. Só que se nós pegarmos exatamente a quantia que vai para a China, a gente fala em 30% do petróleo importado pela China passam justamente pelo Estreito de Hormuz. Então o que acontece? Isso vai pegar em algum momento
Então, haverá algum tipo de ação nos bastidores para que essa guerra seja abreviada. Então, vamos aguardar os próximos passos. Só estou fazendo essa introdução antes de passar para o Diego, porque eu vou receber a rede agora. Todos acompanham na íntegra o comentário, a análise do Diego Tavares. Agora sim, a rede Jovem Pan toda conectada aqui em Os Pingos nos Is. Obrigado pela audiência. Diego Tavares, o posicionamento de Donald Trump insatisfeito com a maneira como os iranianos
estão tocando o processo de sucessão e ele entende que os Estados Unidos precisam participar da escolha do novo líder. Pois é, Caniato, essa dualidade de declarações de Donald Trump, como muito bem levantou o Luiz Felipe Dávila, deixa cada vez mais claro que, mais uma vez, é o interesse norte-americano que está pautando o contexto todo desse conflito. E aí o timing chama muita atenção.
Donald Trump nunca decepcionam tal como acontece aqui no Brasil. Nós tivemos há pouco tempo a incursão norte-americana na Venezuela, que fez com que os norte-americanos passassem a controlar todo o fluxo de petróleo da PDVSA. E sempre bom lembrar para a nossa audiência, a Venezuela dispõe das maiores reservas de petróleo do mundo. E agora, poucos meses depois, uma outra ação militar norte-americana que termina com o bloqueio do fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz.
de muitos analistas políticos norte-americanos. Parece que Trump adotou algumas ações coordenadas para reordenar a dinâmica do petróleo mundial. Eu concordo que muito em breve a China terá que se manifestar sobre esse caso e participar de forma mais ativa na solução ou talvez no agravamento desse conflito. Mas o fato é que essas ações encadeadas de Donald Trump trouxeram para os Estados Unidos da América o controle do fluxo da maior parte do petróleo mundial.
fosse justamente a motivação de Donald Trump, o objetivo de Donald Trump. Afinal de contas, não é novidade para ninguém, Trump se elegeu com o discurso nesse sentido. Ele sempre pretendeu a reformulação das relações comerciais no mundo. Ele sempre pretendeu recolocar os Estados Unidos como um grande player fazendo frente à China, à Rússia, algo que ele disse que durante a gestão Biden havia se perdido. Então, seria, com base nesse discurso eleitoral de Trump,
data à eleição a presidente dos Estados Unidos, seria crível que essas ações encadeadas tivessem por objetivo justamente esse abalo que nós estamos acompanhando. O Mota relembrou muito bem, o mundo não está preparado para uma nova crise do petróleo, mas se tem alguém que está preparado para encarar uma crise como essa, são os Estados Unidos e também as demais potências. Eu vou além, Mota, eu acho que o Brasil e os outros países menos desenvolvidos é que não estão preparados.
vai ter quem chora e vai ter quem vende lenço. Esses podem ser os objetivos ocultos de Donald Trump. Falando em objetivos ditos e não ditos, Davila, só para a gente fechar essa discussão, há muitos analistas que entendem que as ações norte-americanas têm aqueles objetivos que são amplamente divulgados pela imprensa e tem aqueles que ficam, digamos, em um segundo plano, mas que os analistas acabam identificando uma conexão.
por exemplo, entre a rápida operação de retirada de Nicolás Maduro e também a operação no Oriente Médio. Bom, Venezuela e Irã sempre forneceram muito petróleo para a China. Teria também as operações dos Estados Unidos esse objetivo, em alguma medida, prejudicar o rival, a principal mão de obra do mundo, Odávila? É preciso notar, Canhato, que também cresceu a produção de petróleo de outros países,
Pérsico, inclusive o Brasil cresceu, Venezuela está voltando para Argentina, Nigéria, tem todos os países também. Não sei se dá para suprir tudo. Mas o ponto hoje, nós temos três grandes problemas nessa área, primeiro, econômica. Primeiro, o preço do petróleo já está subindo no barril, pode chegar logo, logo a 100 dólares, o que é um enorme problema para todo mundo. O segundo problema não é só a China que é afetada por receber petróleo.
o gás natural enviado para a Europa já aumentou 50% no mercado futuro. E a Europa é muito dependente desse gás que vem do Oriente Médio. Terceiro, o próprio Irã, Canhato, passam 30 milhões de toneladas ano pelo Estreito de Hormuz de importação de alimento, sendo que 50% disso, quase 50%, 14 milhões de toneladas de grão, é para alimentar o Irã.
Não está chegando comida. E não podemos esquecer que foi justamente a inflação, o preço dos alimentos, que foi um dos motivos que levou a população a tomar as ruas em Teherã. Então, todos os países têm problemas com essa história da crise no Oriente Médio. Os Estados Unidos têm um estoque de petróleo significativo, aguentam um pouco mais. Mas os Estados Unidos têm um outro problema. Daqui a pouco, o Congresso americano vai exigir que o Congresso decida
se os Estados Unidos podem ou não continuar a guerra. Porque tem um tempo limitado isso aí. Esse tempo tá correndo. E daqui a 60 dias, 30 dias, vai acabar esse negócio e aí vai precisar do aval do Congresso americano. Esse é outro problema que Donald Trump vai enfrentar. Então, tem muitos problemas nessa história. Agora, o que Donald Trump está tentando fazer é encontrar a sua Delci Rodrigues iraniana. Tá difícil de encontrar essa pessoa hoje inteira.
seguir acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, programação da Jovem Pan sempre trazendo as informações em tempo real. Bom, a gente retorna ao noticiário aqui do Brasil. A primeira turma do Supremo Tribunal Federal formou unanimidade para manter o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, preso na papudinha. Quem está acompanhando esse assunto vai trazer os detalhes para a nossa audiência e a Júlia Fermino. Mais uma vez aqui em Os Pingos nos Is. Júlia, ótima noite a você.
Suas informações a respeito dessa decisão tomada pelo Supremo. Bem-vinda. Oi, Caniato. Boa noite mais uma vez pra você. Pra quem tá com a gente aqui no Pingus nos Is, hoje, de fato, formou unanimidade ali no Supremo Tribunal Federal pra votar, de fato, pra que o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneça na Papudinha, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, que é conhecido como Papudinha.
O mesmo voto de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e também a ministra Carmen Lúcia. O pedido da defesa, que foi negado por Alexandre de Moraes e também pelos outros ministros, pedia então que os advogados de Bolsonaro pediam para que o ex-presidente pudesse cumprir a pena em regime domiciliar, alegando problemas de saúde, uma saúde fragilizada do ex-presidente.
O médico que foi apresentado pela Polícia Federal, a PF, aponta que não é preciso que haja um tratamento específico, um tratamento hospitalar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Dentro da decisão de Moraes, ele citou que a prisão domiciliar é uma medida excepcional e o ministro também diz que Bolsonaro não cumpre esses requisitos.
teria violado a tornozeleira eletrônica, enquanto ainda cumpria a prisão preventiva e afirmou que a Papudinha tem toda a estrutura necessária para que o tratamento de Bolsonaro possa continuar, para que a saúde de Bolsonaro mantenha ali em um ótimo estado, né? A saúde do presidente seja mantida dentro do necessário. Volto com você, Caniato. Tá certo, legal. Júlia Firmino trazendo os detalhes dessa decisão por unanimidade, uma das turmas, né?
Valeu, Júlia. A gente segue aqui com os nossos comentaristas. Vou chamar o Roberto Mota. Essa decisão tomada pela Suprema Corte, a manutenção da prisão de Jair Bolsonaro na Papudinha. Eu acompanhei algumas manifestações, inclusive nas redes sociais, Mota. Já há uma certa descrença em boa parte da base de apoiadores de Jair Bolsonaro de que a Suprema Corte tomasse uma medida diferente daquela que vem tomando. Porque nesse momento,
aceitaria o pedido de prisão domiciliar. Por quê? Pois é, é uma boa pergunta, né? Mas a gente pode fatiar esse assunto de uma outra forma, para não deixar que as pessoas esqueçam aspectos importantes desse caso. Não deixe que essa notícia te engane. Nós estamos assistindo, mais uma vez, a uma corte constitucional
execução de uma pena. Uma corte constitucional não deveria julgar ninguém. Isso não existe nas maiores e mais importantes democracias do mundo. Corte constitucional é para examinar um número extremamente restrito de questões jurídicas com impacto na Constituição. É para isso que serve uma corte constitucional. Mas no Brasil, criaram uma coisa chamada
Foro Privilegiado, foro por prerrogativa de função, que faz com que você pegue a corte constitucional do país e coloque ela para julgar pessoas. Pessoas, pela própria definição do foro privilegiado, envolvidas em cargos, que ocupam cargos políticos. Então, são julgamentos necessariamente políticos. Não há como escapar disso. Foi isso que aconteceu aqui no Brasil.
Tem questões constitucionais importantes. Em vez dessas questões estarem recebendo atenção, a corte está ocupada com a execução da pena. Essa corte, vez por outra, ela determina que fulano pode visitar o presidente Jair Bolsonaro, esse também tem autorização, mas percebam, nenhum réu detido no sistema penitenciário no Brasil tem as suas visitas autorizadas
Não, isso não existe. Se você quiser visitar alguém que está preso, você só precisa saber o dia e a hora das visitas. Aí você vai lá, se inscreve e você visita. Não precisa que ninguém autorize a sua visita. Agora, deixa eu lembrar aqui o maior absurdo de todos. Jair Bolsonaro é ex-presidente da República. Ele não tem foro privilegiado. Ele, como diversas outras pessoas que não têm foro privilegiado,
foram julgadas uma corte que só julga pessoas que têm foro privilegiado. Então é difícil olhar nessa história toda onde está o absurdo maior. Mas talvez o absurdo maior esteja no fato de que Jair Bolsonaro é hoje o líder político mais popular deste país e está sendo submetido a esse tipo de tratamento.
O pedido de transferência foi solicitado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentando que a concessão da domiciliar seria a única forma juridicamente adequada de compatibilizar a execução da pena com a preservação mínima da saúde e da vida do apenado. E aí o ministro relator, ele deu a resposta negativa, como trouxemos, acatando o parecer da Procuradoria-Geral da República,
E aí no voto do relator que foi acompanhado pelos demais, ele disse que os relatórios técnicos demonstram a total adequação do ambiente prisional, as necessidades médicas do apenado com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana. Você, Diego Tavares, a gente precisa lembrar da situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro,
pena. Agora tem todo o aparato médico, inclusive, pra dar qualquer tipo de suporte quando o Jair Bolsonaro tiver, sei lá, uma crise. É disso que se trata, né? Caniato, eu concordo muito com o que o Mota disse, no sentido de que é muito complicado a gente analisar uma situação aparentemente funcional, como a que nós estamos repercutindo agora, um ato isolado dentro desse contexto complexo de processos e investigações sobre o ex-presidente Bolsonaro, ignorando todas as desfuncionalidades
anteriores. Novamente, tal como o caso do Banco Master, que nós tratávamos há pouco, esse caso da trama golpista é extremamente complexo, envolve muitas figuras, figuras importantes da República e não foi conduzido da melhor maneira possível. Muitas críticas jurídicas a respeito de violações do processo penal, violações do direito penal da Constituição Federal. Então, é um pouco desconfortável tratar de um ato como esse, que é um ato ao cabo funcional. É um ato que observou, de fato,
A lei não foi o julgamento de um novo pedido que aconteceu nesse caso de uma decisão anterior do ministro Alexandre de Moraes que apenas foi referendada pelos demais membros da turma do STF dos demais colegas do ministro Alexandre de Moraes e de fato o relatório da PF que ampara a decisão mostra que Bolsonaro tem tido uma rotina mais saudável uma rotina melhor do que a que tinha na sede da PF por exemplo o relatório relata as referências
o acesso a atendimentos médicos, múltiplos atendimentos médicos que Bolsonaro teve acesso na Papudinha, cerca de quatro atendimentos médicos por dia, em média. Além disso, é citado que ele teve, como de fato, teve mesmo um aumento na sua agenda política nos últimos dias, recebeu o governador de São Paulo, recebeu dezenas de parlamentares e de outras figuras políticas para articular as eleições de 2026.
era mesmo, de fato, a manutenção da decisão do relator à época. Mas eu repito, existem desfuncionalidades anteriores e já tive a oportunidade também de dizer o que eu vou dizer novamente aqui nos Pingos nos Is. Qualquer outro réu nas condições de Jair Bolsonaro, com a saúde de Jair Bolsonaro, que eventualmente tem que ser levado às pressas a um hospital, já estaria em prisão domiciliar. Muitos outros casos tratados pela Justiça e pelo próprio Supremo Tribunal Federal já foram muito mais brandos.
muito mais brando em relação a esses critérios no momento de analisar a conversão de uma prisão em uma prisão domiciliar humanitária. Mas, claro, sempre bom lembrar, não é novidade para ninguém, que esse caso tem uma carga política muito forte nas decisões. Esse caso sofreu muita influência das nuances da política brasileira, como não deveria ter acontecido. Afinal de contas, a justiça tem a imparcialidade como um de seus princípios norteadores. Então, o desfecho que nós temos é muito complicado.
gente pensar em algo diferente daquilo que nós estamos acompanhando. Repito, é uma decisão funcional, uma decisão correta, se vista isoladamente, mas considerando todas as desfuncionalidades históricas desse processo, é evidente que nós temos uma prisão que já deveria ter sido convertida em uma prisão domiciliar há muito tempo. Pois é, inclusive o Diego menciona decisões no sentido de liberar políticos ou figuras com idade avançada ou com problemas de saúde pela Suprema Corte. A gente trouxe isso aqui em outros programas,
Fernando Collor, ex-presidente da República, defesa apresentou o parecer, acatado pelo Supremo, cumpre prisão domiciliar. Isso já aconteceu com Paulo Maluf, isso já aconteceu com Jorge Pisciani, deputado estadual do Rio de Janeiro, já falecido, mas também foi concedida a ele prisão domiciliar humanitária. Enfim, a gente vai seguir acompanhando, mas deixa eu só passar para o Dávila. Dávila, quais são as suas reflexões a partir dessa decisão da Suprema Corte?
Destacando aqui, a nossa audiência acaba questionando, ah, mas foi uma decisão unânime. O Diego lembrou bem, trata-se de uma decisão da primeira turma. Então, uma quantidade menor de ministros. Quem integra a primeira turma? Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, ministro Dino e também Carmen Lúcia. Você, Davila. Caniato, vamos fazer um exercício aqui. O Diego Tavares vai dar uma aula de direito lá, chama os alunos e fala assim, tem um caso aqui.
de setenta anos com comorbidades, várias comorbidades, foi condenado e você tem que decidir se ele merece ficar em prisão domiciliar ou no presídio, sendo que ele não representa nenhum perigo à sociedade. Qual deveria ser a decisão? Provavelmente, os bons alunos decidiriam que ele deveria estar em prisão domiciliar. Agora, o que que muda nesse caso? Quando você dá nome, a figura,
Quando você dá nome à figura e coloca ali que é presidente Bolsonaro, pronto. Isso desperta uma carga política de sentimentos, ou de amor ou ódio, ou o que seja. E isto polui o que deveria ser a imparcialidade da justiça, a impessoalidade daqueles julgando o caso. Então, este é o ponto. Como é que nós vamos explicar para os nossos filhos um episódio desse?
E que esta mesma Suprema Corte, quando agiu como uma corte penal, como bem lembrou o Motto, simplesmente soltou corruptos confessos no que era, então, o maior escândalo de corrupção do país. Esta mesma corte trata com dureza um ex-presidente com mais de 70 anos, com comorbidades gravíssimas, não deixando que ele cumpra a pena em prisão domiciliar. Só vai ter uma explicação. A corte tornou-se um fórum político.
são políticas e não mais baseadas no Estado de Direito e na Constituição. Pois é, a gente vai seguir acompanhando. Claro que tem muitas notícias no dia de hoje, inclusive uma que chega à nossa redação há alguns minutos. Nosso editor já separou, selecionou para a gente. Então, apertem os cintos. O ministro da Suprema Corte, Flávio Dino, ele estendeu a anulação de quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS
para Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, entre outros. Essa decisão é de hoje. Ontem, o ministro tinha acatado o pedido de anulação feito pela defesa da empresária Roberta Luxinger, amiga do filho do presidente Lula. Nesta quinta, o ministro Dino estendeu essa decisão a todos os requerimentos aprovados na mesma votação pela CPMI,
Fiscal de Lulinha. Eu vou começar essa com o Diego Tavares. Diego, nós falávamos sobre a decisão tomada após a solicitação da defesa da amiga de Lulinha e muitos entendiam que era questão de tempo para o ministro da Suprema Corte estender para os demais sob justificativa de que a aprovação tinha acontecido em bloco, em globo. Não tinha especificado requerimento por requerimento, que acaba sendo uma prática
de algumas comissões. Você, como tem muitos contatos nos legislativos municipais, estaduais e federais, sabe que, por vezes, os parlamentares acabam fazendo aquela votação simbólica. Se não tiverem nada contrário, permaneçam como estão aprovados. E, muitas vezes, tem uma porção ali de requerimentos ou, sei lá, aprovação de sessão solene. Já acompanhamos muito isso. Mas, no caso desses requerimentos, o ministro Dino entendeu que a leitura e a análise
deveria ser feita uma a uma, Diego. Pois é, Caniato, o primeiro ponto aí que está ficando um pouco escanteado nessa discussão é que, mais uma vez, o Supremo Tribunal Federal afronta, vai de encontro a uma decisão soberana do Parlamento, que inclusive foi referendada pelo presidente não só do Senado, mas do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, decisão que foi referendada por ele após conversar com o presidente da CPMI do INSS.
E o que eu tenho encapado um pouco ao debate é que essa decisão do ministro Flávio Dino, ela atinge somente a quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos na CPMI do INSS no âmbito da CPMI. Mas o ministro André Mendonça, desde janeiro deste ano, já havia determinado essa quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, da empresária amiga do filho do presidente da república também e de outros que supostamente estariam envolvidos no escândalo do INSS.
material proveniente dessa quebra de sigilo bancário e fiscal já se encontrava depositada junto aos investigadores na Polícia Federal. Então, em que pese esse material não vá chegar à mão dos parlamentares na CPMI, isso já está em posse dos investigadores e, sem dúvida nenhuma, vai integrar o processo na Justiça que será movido futuramente contra os envolvidos nesse escândalo. Não vejo um prejuízo no sentido da efetivação da Justiça. Agora,
chama muita atenção todas as investidas contra o bom fluxo dessa CPMI. Quando o requerimento foi aprovado na CPMI, nós tivemos quebra-quebra no parlamento, teve deputado agredido, teve soco no rosto de deputado, infelizmente, mais uma vez, evidente quebra de decoro parlamentar, inclusive que sem dúvida nenhuma será examinado pela Comissão de Ética da Casa, mas mesmo assim, diversos esforços para blindagem de algumas figuras.
desde o início dos trabalhos. Sempre que as investigações começam a encostar no governo, começam a encostar no Planalto, a gente acompanha essa movimentação, essa corrida por decisões judiciais tomadas de inopino, e nesse caso não foi diferente. Infelizmente, no âmbito da CPMI, nós não teremos essa verdade dos fatos. Esperamos que no julgamento, no foro judicial adequado, nós tenhamos a correta apuração,
de todas as provas que, repito, já se encontram em poder dos investigadores da Polícia Federal. Pois é, segundo as informações que chegam à redação, além da defesa do filho do presidente, outros advogados também solicitaram a suspensão da quebra de sigilos contra os clientes. Estamos falando do lobista Márcio Alaor, também o ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, a empresária e presidente do Palmeiras, Leila Pereira,
também outras figuras ligadas ao mercado financeiro. Você, Davila, quais aspectos dessa decisão do ministro Dino nós devemos destacar aqui pra nossa audiência? Mais uma decisão absurda do juiz. Por duas razões. Como bem lembrou o Diego, Viola é o ativismo do judicial. Quem decide o que é em CPI é o Congresso Nacional. Não tem que ter essa interferência. E segunda coisa, é uma interferência direto na relatoria de André Mendonça, que é o relator dessa
do Supremo, é quase como se o juiz estivesse cancelando o poder do relator da matéria. Isso é brincadeira. Está brincando. Não é assim que se comporta numa Suprema Corte? Não é assim que se faz valer a autonomia de um relator de um projeto? É um absurdo total. O Supremo comete uma... Um dia é o Flávio Dino, outro dia o Gilmar Mendes. Cada um fica se metendo na relatoria do André Mendonça. Por quê?
Canhato, parece que tem muita gente na Suprema Corte que não quer saber desses casos escandalosos, esclarecidos para a população. Está na hora da corte funcionar como uma corte constitucional, zelar pelo seu papel de guardião da Constituição e não fazer política. Aqueles que gostaram de fazer política têm que deixar a toga e disputar voto. Não dá para continuar atuando desse jeito. Pois é, é importante o Dávila estar mencionando,
Fernando, só quero reforçar para a nossa audiência que o ministro André Mendonça é relator do caso do Banco Master na Suprema Corte, mas também é relator da ação sobre o escândalo do INSS na Suprema Corte. Antes de passar para o Mota, rapidamente, eu preciso dividir a rede, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. E aí, Mota, só 20 segundos, Diego, só esclarece para a gente, esse questionamento que o Davila faz é importante. Por diversas vezes,
assuntos ligados à suposta tentativa de golpe, quando tinha alguma coisa que se conectaria lá no futuro, já passavam para o ministro Moraes. Nenhum ministro se arriscava a tomar qualquer tipo de decisão. Passa para o ministro Moraes, que é um assunto que ele está tocando. Por que, nesse caso, o ministro Dino não passou para a decisão do ministro Mendonça, que é o relator do episódio do INSS? Olha, Caniato, um pouco não tem como negar. É, de fato, conveniência de interesses
dentro da Suprema Corte. Isso é inegável. Mas nesse caso especificamente, nos dois casos citados pelo Dávila, primeiro do ministro Gilmar Mendes, a manobra que foi feita foi a utilização de um processo pré-existente. A utilização de um processo que se encontrava sob relatoria do ministro e arquivado desde 2021. A petição foi endereçada neste processo, então o relator era já o ministro Gilmar Mendes, muito embora a decisão tocasse o caso da CPMI. No caso dessa decisão do ministro Flávio Dino,
O que aconteceu foi que a defesa da empresária, ela manejou o mandado de segurança. E no regimento interno do mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, ele não é distribuído pela chamada prevenção ao relator que já toca um caso com o qual esse mandado guarda alguma conexão. Ele tem que ser redistribuído para outro ministro. Isso tem precedentes no Supremo Tribunal Federal. Agora, de fato, salta aos olhos que não foi o procedimento adotado durante a trama golpista.
absolutamente tudo ia para o gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Não foi observada a regra. O que aconteceu agora com o ministro Flávio Dino é, de fato, a regra no Supremo Tribunal Federal, regra com a qual, inclusive, eu não concordo. Há uma evidente conexão do pedido desse mandado de segurança com a relatoria do caso, deveria ser tratado pelo ministro André Mendonça. Pois é. A decisão do ministro Dino, anulando a quebra, ou suspendendo a quebra dos sigilos de alvos da CPMI, do INS,
os investigados, aqueles que tinham sido citados nos requerimentos aprovados pelos congressistas, inclusive o filho do presidente da República, mas também outras figuras. Você, Mota, o que lhe chama atenção? Quais são as suas considerações que devemos tratar aqui com o nosso público? Vou pedir só para você fazer uma introdução ao seu próprio comentário, porque em 40 segundos a rede chega. Eu acho que a surpresa dessa decisão é zero. Eu sou engenheiro, eu não sou jurista.
sei que o direito não é uma ciência exata. Mas há limites. Quando a decisão é tomada, levando-se em consideração a capa do processo, ou a cara do réu, ou quem está envolvido, e não o bom senso, a lógica e decisões passadas, a gente fica na dúvida se isso é justiça. Pois é. Programa Os Pingos nos diz. Há notícia em destaque. Notícia que chegou há pouco, inclusive. A redação, o ministro da Suprema Corte suspendendo a quebra
do sigilo do filho do presidente da república. Programa Os Pingos nos Isto, todo mundo aqui conectado na Jovem Pan, estamos discutindo e analisando uma informação que chegou a pouco, inclusive, a nossa redação. O ministro da Suprema Corte toma uma decisão, suspende a quebra de sigilo do filho do presidente da república e também de outros alvos da CPI do INSS. E agora o Malta fará a sua análise e reflexão a partir dessa decisão
muitos uma bola cantada. Muitos já esperavam, inclusive, essa decisão. Uma bola completamente cantada. Eu acho que não havia uma única pessoa no Brasil que esperasse uma decisão diferente. O que a gente vê no Brasil é a justiça se colocando como um player político. São magistrados que tinham alguns um passado político, eram políticos, foram indicados através de um processo
para atuar politicamente. Essa decisão, eu diria que ela confirma três regras que já valem há muito tempo no Brasil. A primeira é que a Corte se coloca como decisora de última instância. Isso é que é importante. Vamos esquecer os detalhes jurídicos. Parece que a Corte decidiu que nada no Brasil é decidido se ela não der a última palavra. Não importa qual seja o assunto.
E é lógico, não há nada que o Congresso possa fazer a respeito disso. Não há nenhuma decisão que o Congresso possa tomar que não seja anulada pela Corte. A segunda regra é aquela que diz, manda quem pode, obedece quem tem juízo. Então a gente vê coisas acontecendo que deveriam resultar em protestos ou atitudes enérgicas dos outros dois poderes.
principalmente do Congresso Nacional. Mas o que a gente observa, na maioria dos parlamentares, é passividade e aceitação. E a terceira regra é aquela que diz quem tem padrinho não morre pagão. Então, o brasileiro olha para essa situação e ele está comentando agora, imagine a pessoa que tem um padrinho no Estado já está protegida,
imagine alguém cujo pai foi presidente já três vezes desse país. Pois é, só para a gente fechar essa discussão, Dávila, o aspecto relacionado à interferência ou desrespeito às prerrogativas de um outro poder. Poxa, a gente está tratando disso há quanto tempo, né? Quantas determinações da Suprema Corte ou de outras cortes acabam inviabilizando aquele que seria, naturalmente, a responsabilidade,
exemplo da Câmara, do Senado, do Congresso Nacional. Onde isso vai parar, Dávila? Boa pergunta, Caniato. Só aumenta a tensão entre os poderes. Esse ativismo judicial distorce o poder do legislativo, faz com que o judiciário se torne legislador e executor. Agora, tudo aquilo que nós defendemos, da importância da autocontenção, está cada dia mais difícil acreditar que pode ter algum tipo de autocontenção com ministros que não
consegue sequer se conter nos seus pareceres ou respeitar outro colega que está tomando conta do caso. É um desrespeito total. Virou uma situação hoje de que a voz política se sobrepõe à Constituição. O voluntarismo pessoal está acima da Constituição. E isto é um crime contra o direito. O que o ministro da Suprema Corte tem de fazer é seguir rigorosamente
o que está na Constituição e não interpretá-la de acordo com o seu viés político, suas crenças pessoais ou sua ideologia. Seguimos aqui com as notícias importantes do dia. Em meio aos novos desdobramentos do caso do Banco Master, o Supremo Tribunal Federal não descarta o impedimento do ministro Dias Toffoli no julgamento que envolverá Daniel Vorcaro. Após a determinação do ministro André Mendonça, a segunda turma julga no próximo dia 13,
Uma eventual manutenção da prisão do banqueiro. Magistrados defendem que o gesto de Toffoli seria importante para amenizar o desgaste gerado na Suprema Corte, além de preservar a própria imagem do ministro. Além de Toffoli, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes compõem a segunda turma. Deixa eu passar para o Diego Tavares. Diego, tem um aspecto dessa discussão que envolve o julgamento da prisão de Daniel Vorcaro?
na segunda turma, e a figura do ministro Toffoli, que eu gostaria que você discorresse aqui. O ministro Toffoli era o relator do caso do Banco Master na Suprema Corte. Ok. Depois teve toda aquela divulgação por parte da imprensa, as conexões, a ASA, que tinha participação no tal resort, as muitas informações que vieram à tona. E aí, uma reunião fechada da Suprema Corte, o ministro toma a decisão,
de sair voluntariamente da relatoria. Pois bem, o presidente da corte realiza um novo sorteio e o ministro André Mendonça é escolhido após a decisão do sorteio. O nome de André Mendonça acaba saindo na pedra ou no computador e aí sim ele é colocado como o relator dessa matéria. Mas se ele toma a decisão de sair para amenizar o mal-estar criado por conta da divulgação do nome dele naquelas matérias,
Por que agora ele estaria entre os integrantes da turma que farão a avaliação da situação que envolve a prisão de Daniel Vorcaro? Se não há problema na avaliação do julgamento, por que ele não permaneceu como relator, hein, Diego? Bom, Caniato, essa questão nem é tão complexa assim. Ela se resolve pela simples leitura do texto constitucional. Primeiro ponto, não existe esse tipo de saída que o ministro Dias Toffoli fez
processo. Existe um princípio em direito chamado do princípio do juiz natural. A partir do momento que um juiz é designado para uma causa, ele tem que julgar essa causa até o fim. Ele não pode se excusar do julgamento dessa causa. A única forma dele deixar o julgamento da causa é justamente se declarando impedido ou suspeito. Só que aí existe um pequeno ponto, um ponto fundamental que motivou essa saída para o ministro Dias Toffoli. Existem pouquíssimas hipóteses previstas expressas
de crime de responsabilidade de ministro do Supremo Tribunal Federal. O mesmo tipo de crime de responsabilidade que é um dos fatores que podem motivar um impeachment. E uma dessas hipóteses é justamente proferir decisão em processo no qual o magistrado é declarado impedido ou suspeito. Caso o Dias Toffoli declare o seu impedimento ou suspeição, automaticamente ele estará confessando que praticou crime de responsabilidade. Afinal de contas, ele tomou diversas decisões
no caso do Banco Master, e dentre as mais simbólicas, a assunção da competência para o processo no Supremo Tribunal Federal, o revestimento do processo sob sigilo e tantas outras decisões, algumas delas inclusive contestadas do ponto de vista jurídico, considerando depois o que veio à tona a respeito das relações de Dias Toffoli com envolvidos no caso do Banco Master. Então, nesse momento, essa defesa que ministros fazem do impedimento de Toffoli no processo,
seria colocar o ministro Dias Toffoli na reta de um possível processo de impeachment. Aí sim com fundamento claro em uma hipótese que está taxada na lei, que está escrita, que está descrita expressamente na legislação. Foi a saída honrosa que naquela oportunidade se encontrou para o ministro Dias Toffoli, mas é claro, o caso teria o seu segmento, independentemente de quem fosse o relator, e agora o destino coloca novamente o ministro Dias Toffoli com a possibilidade de tomar uma decisão.
não se sente inibido de tomar decisões, ou seja, não pretende se declarar impedido ou suspeito para esse julgamento. Talvez justamente pela explicação que eu dei aqui agora sobre o texto legal e a hipótese de impeachment. Pois é, é uma explicação muito importante e naturalmente faz todo sentido e o que dará talvez, né, Dávila, tranquilidade para que o ministro julgue e tome a decisão a respeito da manutenção ou não de Daniel Vorcaro.
coisa que nós falávamos no passado para outros casos, né? Nem sempre aquilo que é legal é moral, né, Davi? É, não lê o conselho de César, não basta ser honesto, precisa parecer honesto, não é assim? A frase de César é isso aí. Agora, Caniato, vamos esperar o que vai acontecer nos próximos dias, porque muitas informações continuarão vindo à tona. Então, se hoje, que já é muito estranho,
o ministro Dias Toffoli não se sentir incomodado em participar desse processo, vamos aguardar o que virá desses depoimentos ou desses telefonemas e desse celular e outras coisas que vão revelar ainda mais essa proximidade promíscua entre coisas da família do ministro e o Banco Master. É importante o Dávila estar mencionando isso porque
uma outra CPI. É que são tantas CPIs, tantas investigações e os assuntos estão começando a se encontrar. Mas a CPI do crime organizado recorreu da decisão da Suprema Corte que anulou a quebra de sigilo de uma empresa que tem como acionistas integrantes da família Toffoli. Então, quando o Dávila mencionar, nos próximos dias poderão aparecer coisas, notícias, documentos, troca de conversas que naturalmente mudem o rumo das coisas.
é isso, né, Dávila? Vou passar para o Mota agora. A notícia em destaque, a análise que os nossos comentaristas fazem em relação à possibilidade de impedimento do ministro Toffoli. Alguns ministros da Suprema Corte, segundo informações de bastidores, entendem que seria muito bom esse gesto do ministro Toffoli para evitar o desgaste da Suprema Corte e também do próprio ministro Toffoli. Mas o Diego trouxe uma excelente explicação. Uma vez, se declarando impedido,
ele poderia, lá na frente, se deparar com uma série de dificuldades, inclusive um pedido de impedimento no Senado Federal. É isso, né, Diego? Não falei besteira? Exatamente. Então, o que acontece? Ele está parado, como dizem os jornalistas esportivos, ele está jogando com o regulamento debaixo do braço. Você, Mota. Olha, eu não sou jurista, mas eu não tenho certeza se essa explicação do Diego, que explicou muito bem, esclareceu, mas eu não sei se ela melhora ou piora.
a situação, né? E eu acho curioso, Caniato, acho muito curioso, pitoresco esses comentários que vazam, né? Porque os ministros acham, têm um sentimento de que talvez fosse melhor ah, senhores ministros, se os senhores soubessem o que a população pensa. Se os senhores soubessem o que o homem comum, pagador de impostos, cumpridor dos seus deveres, pensa sobre tudo isso, né?
impedimento é o mínimo que se espera nessa situação. Eu acho que é justo dizer que o povo brasileiro esperaria muito, muito mais. Porque as informações que estão vindo sobre esse escândalo todos os dias, elas são um show de horrores absoluto. A gente achava que já tinha visto tudo nesse país, mas não viu. E um cidadão se pergunta como é possível
pessoas com cargos importantes no Estado brasileiro tenham se associado de forma direta ou indireta com isso, com esse escândalo. E agora vai ficar tudo por isso mesmo? Vamos fingir que nada aconteceu? Vamos deixar pra lá? Olha, Caniato já virou lugar comum. A gente vira e mexe e diz isso aqui, né? Que tal o acontecimento é um divisor de águas. Esse escândalo
Não, esse escândalo é um divisor de águas. Mas esse é, mais uma vez, o sentimento em relação a esse escândalo. Já tem muita gente chamando de escândalo do Banco Máfia. Pois é. Lembrando, hein, quero destacar para a nossa audiência que o julgamento da segunda turma do Supremo para a prisão do banqueiro acontecerá no próximo dia 13. Então, na semana que vem, sexta-feira, salvo engano,
todos conectados aqui na programação da Jovem Pan. Vamos acompanhar o que será determinado pelos ministros. Bem, ainda falando sobre a investigação do Banco Master, essas apurações devem invadir o período de campanha eleitoral e levar o ministro André Mendonça do STF a proferir decisões que podem, inclusive, embaralhar o xadrez político às vésperas das eleições gerais. Auxiliares do magistrado já admitem
um cenário inevitável diante do potencial envolvimento de várias autoridades com foro privilegiado nessas fraudes financeiras. No Congresso Nacional, a nova prisão do banqueiro e também o avanço do inquérito do INSS sobre um dos filhos do presidente reforçaram entre vários políticos dos partidos de centro a percepção de que o magistrado relator dos dois casos terá um papel decisivo no pleito de outubro.
Começar essa com o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, Mendonça seria uma peça-chave nas eleições por conta dessas apurações e, claro, os vários nomes de pessoas com foro que provavelmente aparecerão ao longo das investigações? Vai chacoalhar esta árvore das eleições e muita gente que achou que ia se reeleger vai ter dificuldade em conseguir se reeleger.
não for abafada, Canhato, se não for destruída, varrida para debaixo do tapete, certamente terá impacto na eleição. Mas o mais importante é o impacto positivo que a atitude de André Bedonça pode trazer para resgatar parte da credibilidade do Poder Judiciário e principalmente do Supremo Tribunal Federal que nunca foi tão baixa, nunca
teve tanto desprestígio em relação à sua atuação perante a população brasileira. Ou seja, ele pode matar dois coelhos numa gajanada, acabar com o sonho de muitos malandros se reelegerem e pode conseguir resgatar um pouco da reputação e da credibilidade perdida do Supremo Tribunal Federal. Pois é, só um exemplo para a nossa audiência. Ibanez Rocha, governador do Distrito Federal,
lá atrás, citado por conta daquelas articulações entre BRB e Banco Master, ele estava nas cabeças, nas pesquisas para o Senado Federal pelo DF. E aí perdeu muita força. Inclusive, quem é que ganhou com isso? Michele Bolsonaro e Bia Kicis. São duas figuras que devem concorrer para o Senado. Até algumas semanas falava-se na possibilidade de Ibanez desistir da candidatura ao Senado. Parece que ele mudou de ideia nos últimos dias. Mas esse é só um exemplo de uma figura citada ao longo das
investigações do Banco Master. Conforme a investigação avança, outros nomes surgirão. E aí, naturalmente, a gente vai acompanhar quais serão as decisões dos partidos e dessas figuras citadas, né? Vamos pro enfrentamento ou vou ter que esperar mais quatro anos? Enfim, vamos seguir aqui com os nossos comentaristas, mas depois do break comercial. É um intervalo muito rápido. Eu peço que você continue com a gente e voltaremos em um minuto e vinte. Até já.
Jovem Pan
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Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Os assuntos importantes do dia, sempre contando com as análises dos nossos comentaristas. Só quero lembrar a nossa audiência que ainda está publicada a nossa enquete que trata da redução da maioridade penal. Você que nos acompanha, se um adolescente de 16 anos comete um crime, você acha que ele precisa responder como um adulto ou não? Ele precisa passar por um tratamento, ser internado,
apoio psicológico, enfim. São análises e reflexões que nós devemos fazer uma vez que os congressistas debatem isso lá nas casas legislativas Câmara e Senado. Só estou fazendo essa introdução aqui para receber a rede e aí eu passo para os nossos comentaristas para nós fecharmos o tema que nós estávamos tratando. Estávamos falando justamente sobre o Banco Master. A gente vai trazer uma informação aqui e aí a gente fecha isso.
assim, Rede Jovem Pan conectada em Os Pingos nos Is, muito obrigado pela audiência, pela confiança, você sempre bem informado aqui na Jovem Pan. Bem, deixa eu passar pro Diego Tavares, você Diego, André Mendonça, a avaliação de muitos caciques partidários de que ele deve ser uma peça chave, peça fundamental nas eleições, uma vez que o caso do Banco Master certamente vai extrapolar e respingar em muita gente importante. Um minuto e meio.
Eu tenho consciência a dizer o contrário, Caniato. Sem dúvida nenhuma, um caso com grande repercussão na classe política, como é o caso do Banco Massa, terá impacto no ano eleitoral. E é importante, muito importante, nesse ponto, que todo eleitorado brasileiro preste muita atenção naquilo que, de fato, está emergindo por parte das investigações, naquilo que tem um substrato fático consistente e naquilo que vai ser utilizado como fake news.
grande repercussão, um possível caso de muita corrupção, como é o caso do Banco Master, será o motivador do voto de muitas pessoas. Muita gente envolvida no escândalo terá prejuízos eleitorais, por exemplo, daquilo que você nos trouxe hoje sobre Ibanez Rocha. Então, é muito importante que o eleitorado fique atento, que o eleitorado preste muita atenção nas fontes de notícias das quais acompanha, porque certamente tentarão vincular pessoas ao caso do Banco Master, única e exclusivamente para desgastá-las do
ponto de vista eleitoral. É bom que nós nos atentemos pra aqueles que realmente tem alta possibilidade de ter culpa nesse cartório pra que façamos a opção correta em outubro deste ano. Pois é, eu me lembro daquelas declarações de alguns integrantes da Suprema Corte, quando falavam do julgamento da suposta tentativa de golpe de Estado. Eles falavam, não, vamos tentar concluir isso em 2025 pra não contaminar o processo eleitoral. Daí vem o caso do Banco Master. E aí? Vai fazer o que? E agora, José?
Você, Mota, para fechar, André Mendonça e a participação dele, de alguma maneira, no processo eleitoral. Um minuto e meio. Não há nenhum outro assunto no Brasil hoje a não ser esse banco. Então, não é que exista a possibilidade deste assunto invadir a campanha. É que esse caso é a campanha. Não existe campanha sem o Banco Máfia. Não tem como. Agora, cá entre nós, qual é a novidade disso?
que não foi contaminada, movida por um escândalo, ou por vários escândalos. Apressar ou adiar as investigações, eu acho que não tem influência nenhuma. Porque depois de tudo que já se sabe, eu acho que o eleitor já consegue tirar as suas próprias conclusões. Pois é, a gente vai seguir acompanhando. Tem mais uma informação, que quero inclusive tratar desse assunto, porque é o tema da nossa enquete.
Câmara, Hugo Motta, ele anunciou que será criada uma comissão especial pra analisar a PEC que prevê a redução da maioridade penal pra dezesseis anos. O parlamentar deu a declaração após a aprovação em dois turnos da PEC da Segurança nesta quarta. A comissão será formada ainda neste semestre. O presidente será Luísio Mendes com Mendonça Filho na relatoria. Por se tratar de uma alteração na Constituição, essa PEC sobre o tema precisa ser analisada inicialmente pela CCJ da Câmara,
depois segue para a comissão especial. No plenário, tem que passar por dois turnos de votação com necessidade de apoio mínimo de 308 deputados em cada um. E é importante, são três quintos de aprovação, diferentemente da aprovação de um PL, por exemplo. Vamos lá, tempo mais curto. Então você, Diego Tavares, a discussão sobre redução da maioridade penal, uma proposta de emenda à Constituição. Um minutinho. Uma discussão fundamental, Caniato, considerando, voltando a falar,
de eleições aqui, que a segurança pública será um grande debate nesse ano eleitoral, a impunidade que é estimulada inclusive pelo crime organizado, enfim, regimentando menores, justamente porque menores são inimputáveis, não respondem pelos crimes cometidos, tem causado essa grande epidemia de crimes no Brasil. E aí, é ingenuidade dizer que um jovem de 16 anos, a despeito da pouca idade, não saiba da gravidade dos crimes bárbaros que nós acompanhamos
no nosso país. Então, é uma discussão relevante que tem que ser enfrentada no nosso país e se o legislador brasileiro tomar a atitude correta, certamente nós adotaremos modelo, exemplo do que é o modelo americano, onde um jovem pode responder como se fosse um adulto a depender da gravidade do crime. Agora vai, Dávila, um minutinho. Caniato, é uma pena que o presidente da Câmara não teve coragem de manter a história da redução da maioridade penal no projeto, porque agora,
como você sabe, passar por todo este trâmite de aprovar uma emenda constitucional num ano eleitoral no qual termina logo em maio, junho, é muito difícil. Portanto, a não ser que haja um esforço extraordinário pra fazer um fast track dessa medida e aprovar, votar duas votações em dois turnos na Câmara, esse projeto vai ficar pra depois das eleições. E aí é outra história. Você, Mota, redução da maioridade penal em destaque, proposta de emendar a Constituição deverá ser
votada possivelmente este ano. Mas antes, muita discussão na comissão especial que será formada. Um minutinho. É uma luta necessária, é um passo absolutamente necessário. Esperamos tanto tempo, podemos esperar mais um pouco. Originalmente, a PEC da Segurança Pública, que foi transformada na PEC da Reforma da Segurança, ela incluía a proposta de um referendo em 2018
discutiram a redução da maioridade penal. E eu acho que essa é uma excelente medida. Deixa a população se manifestar diretamente. Pois é, tentamos fazer isso. Tudo bem, que é um recorte, né? É a audiência do Pingos, nas mais diferentes plataformas. A pergunta que nós fizemos foi a seguinte. Você defende a redução da maioridade penal no Brasil? Resultados na tela, vamos colocar? No portal de notícias, 96% disseram sim.
criminosos precisam responder como adultos. 4% disseram somente para casos muito graves, como crimes hediondos. 0%, ninguém votou na opção. Não, não aprovo a redução da maioridade penal. O que nós precisamos é educar as nossas crianças e jovens. E aí no YouTube, percentuais parecidos. 88% acham que os adolescentes precisam responder criminalmente.
para casos muito graves e 4%. No YouTube, acham que essa é uma péssima ideia, que o que é necessário, o que é preciso é educar corretamente as nossas crianças e os nossos jovens. No YouTube, quase 3.300 pessoas votaram. Poxa, muito legal, viu? Muito obrigado pela participação de todos vocês. Amanhã, um novo tema, uma nova enquete. Agradeço demais aos nossos comentaristas, o Roberto Mota, o Luiz Felipe Dávila, também o Diego Tavares, enviando um abraço
Um abraço para o Bruno Musa, hoje é aniversário do Bruno Musa. Voltaremos amanhã às 18 horas aqui em Os Pingos no Ziz. Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Um abraço, boa noite. Tchau, tchau.