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TCU investiga festas do Master / Alcolumbre mantém quebra de sigilo

04 de março de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (03):

O Tribunal de Contas da União solicitou ao Judiciário acesso a possíveis provas que indiquem o envolvimento de autoridades de alto escalão em festas promovidas por Daniel Vorcaro em Trancoso, na Bahia. O pedido ocorre após o Ministério Público requisitar a identificação de procuradores, juízes e outras autoridades que teriam frequentado os eventos privados do banqueiro.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu às críticas sobre ter viajado, durante a campanha de 2022, em um jatinho pertencente a uma empresa que tinha Daniel Vorcaro como um dos sócios. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que não teria como prever problemas futuros envolvendo o empresário e ironizou a cobrança, comparando a situação a perguntar a um motorista de aplicativo se ele cometerá crimes no futuro.

A Organização das Nações Unidas contrariou as acusações feitas por Estados Unidos e Israel e afirmou que o Irã não estava próximo de produzir uma arma nuclear. A declaração foi dada pelo diretor da agência de fiscalização nuclear da ONU, que reconheceu a existência de material sensível e falhas de transparência, mas afirmou que nunca houve evidências de um programa estruturado para fabricar armamento nuclear. Segundo ele, não cabe à agência julgar intenções.

Um grupo de juristas, empresários e representantes da sociedade civil realizou um ato na Faculdade de Direito da USP em defesa da criação de um código de ética para ministros dos tribunais superiores. A carta, intitulada “Ninguém Acima da Lei”, aponta preocupação com a integridade institucional e defende a responsabilização por eventuais desvios, preservando as garantias do Estado de Direito.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recusou o pedido da base governista para anular a votação da CPMI do INSS e manteve a quebra de sigilos de Fábio Lins Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, não houve desrespeito ao regimento ou à Constituição que justificasse intervenção no resultado. A decisão ocorre após sessão marcada por bate-boca entre parlamentares aliados do Planalto. A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento nas irregularidades investigadas.

Dois jovens acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos foram presos no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, eles se apresentaram voluntariamente após mandados de prisão serem expedidos. Outros dois suspeitos seguem foragidos. O crime ocorreu no fim de janeiro e é investigado pela Polícia Civil.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no Senado uma Proposta de Emenda à Constituição para acabar com a reeleição para presidente da República. A iniciativa já conta com mais assinaturas do que o mínimo necessário para tramitação. Segundo o parlamentar, a reeleição estimula campanhas permanentes e desvia o foco da gestão. O texto ainda precisará passar pela CCJ e por votação em dois turnos no plenário.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Assuntos8
  • CorrupçãoAcesso a provas de autoridades em festas · Identifi cação de procuradores e juízes · Financiamento público das festas · Eventos em Trancoso Bahia · Credibilidade dos poderes
  • Quebra de SigiloVotação CPMI INSS · Manutenção quebra sigilo · Filho presidente investigado · Lobby Antonio Camilo · Descontos indevidos aposentadorias
  • Resposta Nikolas Ferreira - Viagem em JatoViagem campanha 2022 · Jato empresa com Vorkarro sócio · Defesa pré-crime · Comparação Uber motorista · Ironia sobre acusações
  • Código de Ética do STFAto na Faculdade de Direito USP · Carta Ninguém Acima da Lei · Juristas e empresários · Integridade institucional · Responsabilização ministros · 40 mil assinaturas
  • Dívida Pública BrasilProposta Flavio Bolsonaro · Proibição segundo mandato · Fim reeleição consecutiva · Tramitação CCJ e especial · 40 assinaturas necessárias · Aplicação próximo presidente
  • Relacoes EUA-IraNegação acusações EUA e Israel · Material enriquecido detectado · Falta de transparência ONU · Credibilidade da agência · Deterioração ONU
  • Conflito EUA-IrãBombardeio assembleia peritos Teerã · Destruição sistemas militares · Morte potencial lideranças · Promessa mais ataques · Afirmação Trump sobre armas · Negociação impossível
  • Eleições Rio de JaneiroPrisão de dois acusados · Dois foragidos · Vítima 17 anos · Crime fim janeiro · Investigação Polícia Civil · Trancaço em apartamento
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Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, trazendo, reunindo os assuntos mais importantes do dia, sempre contando com a análise, a reflexão, as discussões entre os nossos comentaristas. Para começar, um assunto que nós tratamos ontem, só que já tem uma atualização. O Tribunal de Contas da União solicitou ao Judiciário o acesso às possíveis provas

de autoridades de alto escalão nas festas realizadas por Daniel Vorcaro, em uma residência de temporada, uma casa de praia em Trancoso, na Bahia. No fim de janeiro, o Ministério Público pediu que o órgão identifique procuradores, juízes e outras autoridades que teriam frequentado esses eventos privados do banqueiro, além de verificar se houve participação de órgãos federais no apoio ou, de alguma maneira, no financiamento dessas festas.

Na avaliação do Ministério Público, a credibilidade dos poderes judiciário, executivo e legislativo, além de outras entidades públicas, pode ser comprometida em razão dos desdobramentos desse caso e, naturalmente, de eventuais vazamentos dessas informações. Vamos chamar os nossos comentaristas? O Roberto Mota está ao vivo, apostos, lá no Rio de Janeiro. Esse é um assunto que tem rendido bastante, né, Mota?

detalhe sórdido de uma festinha promovida por Daniel Vorcaro, isso é uma coisa. Agora, quando uma instituição, quando uma investigação pede acesso a esses arquivos, talvez seja um encaminhamento que a gente precise analisar com bastante cuidado. Bem-vindo. Talvez, Caniato, eu quero lembrar mais uma vez que eu fiz essa previsão. Eu disse, quando esses detalhes picantes vierem à tona,

vão dominar o assunto Banco Master. Boa noite a você, Daniel. Boa noite aos meus colegas de bancada. Boa noite a você, caro espectador, caro ouvinte, que nos dá a honra de nos assistir. Eu confesso que não entendi muito bem o que o Tribunal de Contas da União tem a ver com essa história. Afinal, é um tribunal de contas. Não é um tribunal de festas nem de fofocas.

também quem é que consegue entender o que se passa no Brasil hoje em dia, não é mesmo? A simples presença de uma autoridade nas festas do banqueiro não constitui um crime. O crime só pode acontecer se depois de participar das festas a autoridade fizer ou deixar de fazer algo relacionado à sua função

relacionamento com o banqueiro. Provavelmente, o Tribunal de Contas da União é o lugar menos apropriado pra se determinar isso. Pois é, daqui a pouco a gente vai trazer, inclusive, alguns detalhes. O que se sabe até agora em relação a esses eventos, essas festas que eram realizadas em uma confortável casa de veraneio em Trancoso, que é um dos destinos mais procurados, principalmente no verão, por aquelas pessoas que têm um alto poder aquisitivo.

Deixa eu chamar o Bruno Musa, o Bruno também, claro, acompanhando todos os desdobramentos das várias investigações. No centro, em destaque, o Daniel Vorcaro, que é uma figura central conectada a muitas autoridades. E agora o Tribunal de Contas da União Musa quer identificar autoridades ou figuras importantes que tenham alguma relação com os três poderes e que participaram dessas festas, dessas reuniões na Casa de Praia de Daniel Vorcaro.

Boa noite, Caniato, Mota, Dávila e todos que nos escutam. Realmente, a primeira pergunta que veio à minha cabeça é por que o TCU quer identificar essas autoridades? Eu acho que isso cabe a todos nós. Todos nós queremos identificar quais são essas personalidades que estavam nessas festas, digamos, nababescas que a gente está vendo por aí. Mas as festas eram nada mais do que uma das peças desse tabuleiro gigantesco, que tinha com o pivô central Daniel Vorcaro

toda aquela arquitetura da República Brasileira em volta, onde os principais nomes parecem, ao menos ao que leva até o momento, indícios importantes. Eu estava vendo agora das notícias em que ele teve acesso também ao que a Polícia Federal extraiu do celular dele, guardou ali as sete chaves, vamos ver se isso de fato não se perderá no meio do caminho, inclusive se o TCU conseguir identificar essas autoridades que tenham um mínimo de

responsabilidade também, para que isso seja dirigido às responsabilidades, às autoridades legais, e que nós, enquanto população que também indiretamente financiamos todos esses cargos que estamos vendo, tenhamos acesso a quais foram essas personalidades, para que cada um possa ser pressionada, para que tenha as suas punições cabíveis dentro da Constituição. Pois é, inclusive tinha um nome, tinha um código, esses eventos, era o Cine Trancoso,

Esse era o nome dado aos eventos promovidos por Daniel Vorcaro nessa localidade muito conhecida entre os engenheirados que gostam de visitar o estado da Bahia. Chama o Luiz Felipe Dávila. Acho que tem um ponto que a gente precisa tratar aqui. Tanto o Mota quanto o Musa questionaram a intenção do Tribunal de Contas da União em investigar ou identificar as autoridades que teriam participado dessas festas de Daniel Vorcaro

Caniato, todo mundo está indo com sede ao pote a esse escândalo do Banco Master, mas parece que o

não é esclarecer, é chantagear, é pressionar, é encurralar as pessoas. Por que não deixar que isso ocorra no âmbito da Polícia Federal, que tem o poder de investigação? Essa história de ministro do Supremo querer puxar pra ele, aí tribunal de contas puxar pro outro, aí o outro escondeu o celular, sabe por que é isso? Porque tá todo mundo com o rabo preso nesse episódio do Banco Master. Aliás, eu acho que essa turma tá mais curiosa

para saber se o nome está naquela lista do Banco Master, do que qualquer outra coisa. Porque não é possível o jeito que vão atropelando as coisas. Hoje, o caso está sendo investigado corretamente, está nas mãos do ministro do Supremo, e tem que esperar as coisas acontecerem. Essa é a história que cada um tem curiosidade para saber dos podres dos outros. É um negócio infernal. Isso parece estratégia para melar o processo, para ter acesso a informações ou dados,

e amanhã isto ser cancelado nos tribunais. A função do Tribunal de Contas é fiscalizar contas públicas, não é até trabalho de polícia e investigação. Então, assim, isto é deturpar a função dos poderes. Assim como o ex-ministro do Supremo não pode transformar isso em sigilo, as pessoas têm que deixar este caso do Banco Master ser investigado pelas autoridades competentes para fazer isso. Essa história, cada um que atropelar, impedir,

que revele informação ou não, tem mais a ver com defesa da própria imagem ou usar até futuramente informação para chantagear um ou outro do que para esclarecer o caso. Esse caso é um escândalo. É um escândalo financeiro, é um escândalo moral, é um escândalo político. Mostra claramente que a República está podre por dentro. Porque se não estivesse podre, não teria acontecido um caso desta magnitude.

Por isso, Caniato, estamos naquela fase que cada um é o salve-se quem puder. Não é mais uma investigação séria, porque as pessoas sérias querem investigar, estão horrorizadas com este caso, mas, infelizmente, muita gente na República, com o rabo preso em torno desse episódio do Vorcaro, quer, na verdade, descobrir como é que escapa dessa. Pois é, inclusive é interessante, porque há alguns dias, qual era a informação que nós tínhamos

ao TCU. Uma ala do TCU recomendava o arquivamento dessa investigação. E qual era a justificativa dessa ala do TCU? Que a representação não era de sua competência, porque as evidências, as apurações iniciais, não apresentavam informações de gestão de recursos públicos federais nas circunstâncias narradas, nas tais festas de Daniel Vorcaro na Bahia. Enfim, e aí eu quero tocar num ponto, viu?

Mota, que eu acho que em outros programas, o Dávila até mencionou isso rapidamente, parece que esses vários órgãos, várias alas das instituições, identificam aí uma grande oportunidade, querem puxar a investigação para si. Cada um quer investigar uma partezinha desse grande emaranhado que é o caso fraudulento do Banco Master. Agora, se todo mundo quer fazer um pouco, corre-se o risco de ninguém encontrar nada, né, Mota?

Um risco que a gente já identificou aqui, o fatiamento desse escândalo numa quantidade tão grande de fatias que ninguém vai conseguir digerir depois. Mas esse é um aspecto, Carinhato. Eu acho que a gente pode dizer que é uma consequência inevitável do ambiente de insegurança jurídica que foi gerado no Brasil.

esperar. Ele não sabe o que pode acontecer. Ele está preparado pra aceitar tudo como normal. E eu vou te dizer, até alguns juristas também. É difícil você surpreender um jurista com qualquer novidade no Brasil. Quem sabe amanhã a gente não escuta que uma parte da investigação do Banco Master foi enviado pro Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Mas por quê? Não, porque dizem que lá nas festas em Trancoso o pessoal entrava na piscina

e ficava jogando vôlei dentro da piscina. Aí é esporte. Tem que ir pro Tribunal de Justiça Desportiva. Ou então acham uma fatia aí pra enviar pro Superior Tribunal Militar. Mas quem no Brasil julga o quê? Quem avalia se o que tá sendo julgado tá certo ou errado? Quem dá a palavra final? Quem diz se as coisas fazem sentido ou não? E eu vou responder a pergunta que eu mesmo estou fazendo. O cidadão comum, Caniato.

cidadão passa a olhar para as coisas do Brasil e não entender mais nada do que está acontecendo, eu acho que é uma alerta diferente que acende para a gente. O que o cidadão brasileiro se acostumou a ter é indignação. Olhar para as coisas que estão acontecendo e dizer que é absurdo. Esse é o país onde eu cresci. São 63 anos de indignação. São raros os momentos em que você se orgulha.

temos aqui, olha que governo. São raríssimos esses momentos. O que a gente está acostumado é com a indignação. Agora, além da indignação, passou a reinar no Brasil a mais completa confusão. Musa, tem muitos assuntos ou probleminhas ou possíveis irregularidades, mas que são temas laterais, né? Qual é o cerne da questão? Qual é o mérito? Quando a gente fala no grave problema que envolve a má gestão de recursos do Banco Master e

muitos problemas decorrentes disso, nós poderíamos listar talvez um, dois ou três assuntos principais, cruciais. E aí tem essas outras coisas, como por exemplo as festas de Daniel Vorcaro na Bahia, ou o quanto ele gastava em um bar na Lameda Lorena em São Paulo, ou a mulher que selecionava as manequins que participavam das festas de Daniel Vorcaro, ou a outra pessoa que mandava para o leste europeu e convocava modelos e manequins

países do leste europeu para participarem dessas festas. Esses não são os assuntos mais importantes, mas rendem muitos cliques. Talvez rendam, inclusive, audiência para os sites, para os portais de notícias e por aí vai. O que é fundamental que as investigações tratem, investiguem e se debrucem? Pois é, essa é uma ótima pergunta, Caniato, porque vamos fazer algum tipo de referência para que fique claramente compreensível. Quando você vê, por exemplo,

Argentina, ele deu um problema central. Precisamos parar de gerar déficit. Por quê? Para parar de imprimir moeda, para sobrar dinheiro, para passar uma confiança. Qual é o pilar de tudo que você falou? A geração de superávit. Deixar de gastar mais do que arrecada. É a mesma coisa que nós falamos aqui no Brasil, quando é relativamente simples consertar o país. Precisa disso. No caso do Banco Master, a pergunta eu acho que você foi na veia. Qual é o grande problema?

Essas festinhas, a casa para uma namorada, a casa para outra, ou festonas, aviões aqui, aviões a colar, casas de 300 milhões, festa para filha de 15 milhões, mandar asfaltar a rua para chegar na festa, tudo isso é resultado de um problema central. E o problema central é, ali tinha-se montado uma fraude financeira que dependia da captação de produtos dentro de um ecossistema legalizado

o Fundo Garantidor de Crédito para repor o dinheiro dos investidores dentro de um passivo do banco, um CDB, que está dentro da legalidade. Nada impede que ele pague taxas adicionais ao que os concorrentes pagam. Nada disso é, entre aspas, problema. Deveria lançar, acender a luz amarela. Mas onde está o problema de tudo? Isso aí financiava, e a gente já viu, fundos da Real,

que tem a ver com o crime organizado. Compras de políticos que tinham como resultado todo esse ecossistema. E lavagem de dinheiro através de compras fraudulentas de empresas que valiam 10 e ele colocava no balanço que valia 20 para ativar e inflar o seu próprio balanço. Ou seja, o que nós estamos falando aqui? Fraude e lavagem de dinheiro usando o mercado legalizado financeiro de capitais dentro da CVM do Banco Central e

para arquitetar esse castelo de cartas. O cerne da questão é isso. O resto é tudo resultado, digamos, dessa festança com o dinheiro que o pagador de imposto paga indiretamente também. Porque a espuma, né, Davila? A espuma acaba ocupando muito espaço, inclusive na cobertura do caso do Banco Master. Mas a gente precisa destacar, inclusive para a nossa audiência, o que aconteceu, qual é a caminhada e qual deve ser, ou qual é o desfecho que se espera,

uma vez comprovada a irregularidade, né, Dávila? É isso mesmo, Caniato. O problema do Brasil é que é uma república da sem-vergonhice e do rabo preso. Esse é o problema do Brasil hoje. Veja as escolhas de membros do Tribunal de Contas. É tudo política, tudo parente. É um negócio, uma vergonha. Os Tribunais de Contas dos Estados, se você não for, se você não tiver um parente na política, você nunca é indicado no Tribunal de Contas estadual. E o Tribunal de Contas

União é igual. Olha, é uma vergonha. E o problema é aquilo que eu sempre falei assim, o Banco Master só existe num país sem vergonha. Não existe num país sério. Porque é preciso criar essa trama de dinheiro, viagem, lobby, pressão, festinha, prostituição. Porque é isso. É uma imoralidade no trato da coisa pública. É o retrato de como a coisa pública no Brasil vem sendo tratada com

a minha imoralidade. É uma vergonha. Esse caso do Banco Master, e eu espero que hoje, nas mãos do membro do Supremo, André Mendonça, venha à tona, por inteiro. Se isso for criar constrangimento nas eleições, se for prejudicar a vida de A, B ou C, que prejudique. O Brasil não aguenta mais tanto desaforo. E aí, o que o Musa falou, essa sem vergonhice, esse desaforo, é financiado pelo nosso dinheiro. Pelo país,

emergente que mais taxa o seu cidadão, pelo país que paga a carga mais alta tributária entre todos os países emergentes. Ou seja, tomam dinheiro do nosso bolso, metem a mão no nosso bolso pra financiar roubo estatal, precatório, CDB do Mastro a 140%. Não dá pra acreditar. Nós precisamos tomar um pouco mais de vergonha. As pessoas têm que honrar o cargo que elas ocupam. Não pode continuar essa baderna, essa balbúrgia que tá o Brasil. Isso é o

caminho mais curto para detonar a confiança do brasileiro na democracia. E nós aqui sempre defendemos as instituições, a democracia e a liberdade como pilares essenciais para vivermos num país melhor. Por isso, Caniato, não podemos deixar essa avacalhação geral com os cargos públicos ocupados por esta farra que o Banco Master

dia. Pois é, mas Davi, antes de passar para o Mota, é uma pergunta rápida para você, mas assim, você menciona que as investigações avancem, mas se causar constrangimento nas eleições, paciência tem que ir para cima, as máscaras têm que cair. Mas você acha, de fato, que em uma investigação com tantas figuras importantes, que haverá condição de avançar e expor todo mundo? Essas figuras não vão mexer os pauzinhos nos bastidores para de alguma maneira se protegerem?

o meu otimismo em relação ao meu amigo Mota, tem gente séria na gestão pública, tem gente séria que tá com essa indignação que nós estamos, e essa turma se o sistema não expelir essas pessoas, essa turma vai continuar trabalhando pra vazar sim informação pro jornalismo sério, e nós vamos ter a verdade ou retratada inteiramente pela imprensa e a revelia do sistema político, porque essas pessoas sérias na gestão

pública estão como nós, engasgadas, indignadas e querem que este episódio venha à tona. Então, Caniato, não dá pra segurar, não. Quando essa tormenta vem, quando esse tsunami vem, vai levar todo mundo. Se não vai levar por meio das instituições, vai levar extra instituição como aconteceu já. Então, não dá pra segurar mais. Este episódio vai ser esclarecido de uma forma ou outra. Nós, que estamos na imprensa há tanto tempo, né, Caniato,

como é que vários escândalos nasceram assim inclusive um presidente da república caiu porque o irmão foi contar toda a história na imprensa então tem uma hora que a turma do bem vai continuar vazando essas informações porque isto já não é mais um segredo um monopólio de uma ou duas pessoas isto é hoje informação pública que já está correndo por esses canais ou isto vai ser expurgado pelo sistema político ou o sistema político será expurgado

no vazamento dessas informações que vão continuar acontecendo. Pois é, quem tiver curiosidade, o Dávila mencionou um episódio do passado, quem for mais novo, quem tiver curiosidade, procure se informar sobre o caso que envolve os irmãos Fernando e Pedro Collor. Pedro Collor já falecido, mas enfim, um embrole envolvendo os dois irmãos e muitas investigações, troca de farpas, acusações, inclusive isso rendeu uma capa na revista Veja à época, que foi um estardalhaço.

Deixa esse para um próximo episódio. Continuando as informações, girando os nossos repórteres, inclusive, o deputado federal Nicolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, ele respondeu às críticas levantadas após a contestação de que ele viajou durante a campanha eleitoral de 2022 em um jato de Daniel Vorcaro, do Banco Master, investigado por fraudes fiscais. Quem acompanha esse caso vai trazer todos os detalhes para a gente, é o Matheus Dias. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is.

Bem-vindo. Ótima noite a você. Conta pra nossa audiência qual foi a justificativa dada por Nicolas Ferreira. Postou até um vídeo nas redes sociais, não foi? Bem-vindo. Postou um vídeo com bastante sarcasmo até nas palavras, viu, Caniato? Uma boa noite a você, boa noite a quem nos acompanha. Isso tudo aconteceu, então, há quatro anos, durante a campanha eleitoral de 2022. Nicolas Ferreira teria viajado pra pelo menos nove estados, mais o Distrito Federal, fazendo campanha pra Jair Bolsonaro, naquela época candidato à presidência,

Nos estados, isso tudo no segundo turno, claro, nos estados em que Bolsonaro teria perdido no primeiro turno pela contagem de votos. E parte dessas viagens aconteceram em um jatinho que pertencia a Daniel Vorcaro. Nicolás Ferreira gravou um vídeo para as próprias redes sociais em que disse que não teria como prever o futuro. E que se fosse o caso, ele nunca mais poderia entrar em um Uber, um táxi ou qualquer carro por aplicativo se soubesse que no futuro os motoristas cometeriam crimes. Essa foi a fala do deputado.

Vamos ouvir o que mais ele disse.

isso. A partir de agora eu vou entrar no Uber e perguntar, cara, você vai cometer algum crime no futuro? Se não, eu tô lascado, porque eu sou seu passageiro. Eu, por exemplo, faço palestras no Brasil inteiro. Imagina se eu responder por cada crime que uma outra pessoa cometeu só porque eu usei o avião dela pra poder ir fazer algo. Pensa. E ainda pelas redes sociais, o deputado federal Nicolas Ferreira, ele não deixou de relembrar os casos dos ministros do Supremo Tribunal Federal que podem ter alguma ligação com o Daniel Vorcaro. Ele relembrou

que viajou ao lado do ex-banqueiro num jatinho também pouco tempo antes de ser decretado o sigilo total do caso. E relembrou também Alexandre de Moraes, cuja empresa da mulher, a advogada Viviane Barsi, firmou um contrato de 129 milhões para atuar na defesa do Master. São apontamentos que Nicolas Ferreira fez agora e dando justificativas em um tom até sarcástico,

esconder os escândalos que acontecem no atual governo, na opinião do deputado federal, viu Caniato? Pois é, neste momento, né, quem tem foto com o Daniel Vorcar tá procurando, né, na galeria do celular e tentando apagar rapidamente. É isso, Matheus Dias segue acompanhando essas movimentações, essas articulações, qualquer novidade ele volta aqui na programação. Bom trabalho pra você, Matheus. Chamar os nossos comentaristas, chamar o Mota, o Mota acompanhou essas movimentações e as justificativas de

o voo na aeronave de Daniel Vorcário. Na verdade, a aeronave pertence a uma empresa, essa empresa com vários sócios, um dos sócios, Daniel Vorcário. E aí tem esse exemplo dado por Nicolas Ferreira, né? Como é que ele iria imaginar que no futuro Daniel Vorcário iria se complicar com a justiça por conta das fraudes no Banco Master, Mota? A menção ao voo é preciso destacar. Foi em 2022, durante a campanha.

a importância do Nicolas é a ânsia, a sofreguidão com a qual a esquerda brasileira divulgou essa notícia, Caniato. Parecia que era um outro carnaval. Parecia que o PT tinha ganho uma eleição. Eles entraram em festa divulgando essa informação. Vários cardeais do partido nas redes sociais hoje, como se ela significasse o fim do mundo ou o fim do Nicolas. Não significa.

que o Nicolas deu faz sentido. E não há nenhuma evidência de que Nicolas tenha feito ou deixado de fazer qualquer coisa em função dessa viagem. Se há uma coisa certa nessa história toda, eu desconfio que seja essa. Nicolas vai transformar esse ataque em outro vídeo, com dezenas de milhões de visualizações. O famoso dar nó em pingo d'água, ou fazer uma boa limonada com esses limões,

que foram apresentados. Você, Bruno Musa, antes do Musa comentar, eu só preciso dividir rapidamente a rede, uma rápida parada agora, para você que nos acompanha pela rede. Nós seguimos aqui nas outras plataformas, Bruno Musa vai trazer as análises e reflexões a partir dessa notícia que foi divulgada, certamente tentando colar Nicolas Ferreira a Daniel Vorcaro, e aí essa explicação e o vídeo, que já tem uma quantidade expressiva de visualizações

É a mesma guerra de narrativa de sempre, né? Mas vamos aos fatos tentando deixar de lado o espectro político realmente ideológico de cada um. O que ele fala faz todo sentido, né? Em 2022, como é que você iria prever todo esse escândalo que está acontecendo? De novo, você já me perguntou aqui como é que no mercado a gente olhava isso lá atrás. Em 2022, tinha aqueles comentários de bastidoras. Pô, que banco é esse aqui? Quem é esse dono que apareceu do nada?

comprou o Banco Máxima, que era um banco antigo do mercado, e realmente está oferecendo taxas mais altas, mas não tinha nenhum indício ainda de corrupção gigantesca como essa, ou nenhum tipo de indício de corrupção. De fato, se for levar em consideração esse tipo de coisa, andou num avião que um dos sócios é o dono do Banco Máxima, que naquele momento não tinha nenhum tipo ainda de escândalo acontecendo. Primeiro, ele mencionou muito bem

o que aconteceu em andar em jatinhos, que autoridades políticas andaram em jatinho agora, recentemente. Outro ponto seria, e todo mundo que foi envolvido na distribuição do Master, que fez a venda de produtos dele naquela época? Não havia indícios algum. Então, de novo, eu acho que é uma narrativa muito frágil essa tentar colar nele esse tipo de coisa. Eu acho que, sinceramente, vale o vídeo dele, terá alguns milhões de visualizações e passou.

de tão fraca que eu acho que é essa narrativa.

disputando um cargo, ou quem faz campanha, quem se desloca pra lá, pra cima e pra baixo no Brasil, é preciso redobrar também o cuidado? Greto, primeira coisa, essa turma da esquerda, que tem uma ficha corrida longuíssima, precisa tentar achar um pelo em ovo. Então, tentando achar nesse episódio do Nicolas, de 2022, por um avião, que ele pegou a carona pra dar uma palestra, como se isso fosse um grande escândalo. Isso não tem nada de escândalo. Como bem lembrou o Bruno Moussa, em 2022, o Banco

Master estava atuando no mercado e usaram um avião, que provavelmente pode ter sido alugado, que um dos sócios ia achar que isso é algum escândalo. Não, não tem nada de escândalo. Isso é a coisa mais normal do mundo, ainda mais em campanha política. Aliás, se você for fazer campanha política e vai alugar um avião de uma empresa, aquele avião é de alguém. Quando você aluga, você paga para líder, táxi aéreo. Você não sabe se o avião da líder é do Vorkar, do banco,

que seja. Alguém dispõe... É que nem o Ben falou, o Bruno, você entra no Uber e fica perguntando pro cara, o Bruno não, o próprio Nicolas falou, né? Você entra lá no carro e fala assim, pô, de que que é esse carro? Não é assim que funciona. Então, mas a atitude de Nicolas é muito boa. Vai e vem a fundo, não deixa passar, não cai no silêncio, vai e explica exatamente como é o episódio. Agora, já a turma da esquerda, essa turma da baladinha,

jatinho. Aliás, quem deve muito mais explicação, né, Caniato? É juiz que usa avião da FAB pra assistir jogo de futebol. E aí, como é que fica essa história? Tem coisa bem mais complicada a ser explicada do que este episódio de Nicolas Ferreira. Pois é, mas tem um aspecto interessante. Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, todos agora conectados em Os Pingos nos Is. Nicolas Ferreira, deputado federal do PL, eleito pelo Estado de Minas, ele postou um vídeo nas redes sociais,

justificando uma acusação que alguns políticos de esquerda fizeram, tentando divulgar uma informação, tentando colar Nicolás Ferreira como se ele fosse relativamente próximo a Daniel Vorcaro, sugerindo algum tipo de ligação, porque ele fez um voo em uma aeronave que pertence a uma empresa e essa imprensa tem alguns sócios. Um dos sócios, Daniel Vorcaro. E aí, Nicolás disse, bom, eu fiz esse voo em 2022.

sabia que ele, anos depois, se envolveria em uma fraude fiscal. Ou seja, o tal do pré-crime. Ele fez, inclusive, a tal da comparação. Então, eu não posso pegar mais um Uber. Eu tenho que entrar no Uber e perguntar o seguinte para o motorista. Você vai cometer algum tipo de crime nos próximos quatro anos? Se for cometer, me avisa que eu não entro nesse carro. Enfim, fez uma ironia ali. Mota, mas você acha que essa notícia ou essa tentativa de alguns descarafuncharem

as viagens de aeronave do Nicolas, isso dá o tom um pouco do que vai acontecer na campanha eleitoral? Aquela história de jogo sujo? Não há dúvida nenhuma. Essa é uma das táticas mais antigas da turma da esquerda e da política de uma forma geral, que é você tentar encontrar equivalência moral entre coisas que não são equivalentes. Então, eu digo, olha só, você fez um contrato

totalmente indevido. Você é uma autoridade. Você não poderia ter assinado esse contrato de dezenas ou centenas de milhões. Isso é corrupção. Aí a pessoa diz, é, mas eu vi você furando a fila da padaria ontem. Tá vendo? Quem é você pra falar de mim? Então é isso. Aí você convence o eleitor de que todos os políticos são corruptos. Porque um assina um contrato de centenas de milhões de reais com alguém que ele deveria fiscalizar, mas o outro fura

fila, entendeu? É isso, é uma tática muito antiga, Caniato, e que geralmente funciona, mas nesse caso trata-se do Nicolas. Musa, vocês, por diversas vezes, o Nicolas tem se colocado à frente, talvez, de uma boa parte da direita, né? Ele talvez seja um das figuras, um dos rostos mais conhecidos da direita e mesmo sendo bem jovem. Você acha que esse tipo de proatividade dele,

organiza a caminhada. Ah, vai ter o evento Acordo do Brasil, ele é a figura principal. Enfim, a gente observa uma articulação importante junto aos congressistas de direita no Congresso Nacional. E os ataques que ele acaba recebendo da própria direita, você acha que não tem um pouco dessa... Eu não queria usar a palavra inveja, mas assim, causa um certo incômodo essa proatividade dele, esse protagonismo que ele conseguiu alcançar. Isso causa um mal-estar também,

na direita, com algumas figuras importantes da direita? Eu acho que sim, principalmente aquelas figuras que também são normalmente políticos de profissão, coisa que eu acho que não deveria sequer ser assim, uma profissão como um todo. E, querendo ou não, é do ser humano, você tem briga de egos, você tem vontade, você tem desejos, você tem incentivos próprios, principalmente a manutenção de um poder, ou a conquista desse poder, ou ter uma manutenção de um determinado status quo seu.

parte independe se é direita, esquerda, centro, antes de tudo, é o ser humano como um todo. E também vem em linha e vem em choque com a personalidade do próprio Nicolas. Não é normal, entre aspas, ou não é muito provável de se encontrar muitos Nicolas por aí, com a idade que ele tenha, com a maturidade que ele demonstra, e se ao longo do caminho ele vier a errar, como com certeza já errou, ou errar em algum outro posicionamento que ele tome,

votos, mas me parece que sim, isso é um ponto importante a ser colocado. Mas fica claro que o Nicolas vem algando o seu próprio caminho. Ele vem pavimentando a sua própria trajetória dentro da política e provavelmente terá, se não tiver qualquer tipo de percalço ao longo do caminho ou vontade própria, que ele tenha realmente sonhos e ambições maiores dentro da política. Ele vem fazendo tudo isso, eu sou uma pessoa que defendo muito a meritocracia e, portanto, no meu entender, tudo que ele conquistou até agora é mérito exclusivamente

dele, altamente comunicativo, muito bem colocado, muito bem postado, maduro pra sua idade, muito mais maduro do que muito homem de 50, 60 anos de idade, então eu acho que esse mérito ele começa a colher, e eu acho que ele tem um caminho, se ele fizer tudo dentro do correto, um caminho que terá realmente um protagonismo maior dentro da política brasileira. Pois é, a gente segue acompanhando qualquer novidade em relação a esse episódio, a gente traz aqui e destaca e discute com os nossos comentaristas.

A ONU contrariou as acusações dos Estados Unidos e de Israel e afirmou que o Irã não estava próximo de produzir uma arma nuclear. Essa declaração foi dada pelo diretor da Agência de Fiscalização Nuclear das Nações Unidas. Segundo ele, apesar dos muitos elementos, o acúmulo injustificado de grandes quantidades de material, quase de grau militar e a falta de transparência nas inspeções,

a existência de um programa estruturado e sistemático para construir ou fabricar uma arma nuclear. Por fim, o diretor afirmou que não cabe à agência julgar intenções. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, porque essa é uma notícia curiosa, barra engraçada. Bem, a ONU diz que as acusações dos Estados Unidos e Israel são infundadas e afirma que o Irã não estava próximo de produzir uma arma nuclear. Ok, guardamos essa informação.

Só que daí ele também diz que a ONU nunca teve informações sobre a existência de um programa estruturado e sistemático para construir ou fabricar uma arma nuclear. É uma informação dispara, né, Dávila? De um lado ele fala que não, o Irã nunca chegou próximo de construir uma arma nuclear, mas também eles nunca fizeram inspeção, nunca chegaram a obter informações a respeito. Bom, então não poderia afirmar isso, né?

por essa militância que esquece de fazer a sua lição de casa. Se essa agência tivesse alguma relevância, Canhato, não teria deixado a Coreia do Norte fazer bomba, não teria deixado o Paquistão fazer bomba. Todo mundo que, na verdade, não deveria estar fazendo bomba. E agora, é óbvio que o Irã estava prestes a ter bomba atômica. Se não ia ser uma semana, ou três meses, ou seis meses, não importa. Agora, que vem tendo um processo gradual de enriquecimento,

de urânio no Irã, só não vê quem é cego, tá certo? Então, assim, é inacreditável a agência falar uma bobagem dessa. É óbvio que o Irã está, sim, prestes a conseguir enriquecer urânio na quantidade suficiente para se fazer uma bomba atômica. Tanto isso é verdade que os outros países do Golfo estavam aterrorizados com essa perspectiva de um Irã virar um Irã atômico. Isso ia desequilibrar, desbalancear

da defesa do Oriente Médio. Aliás, é parte que levou o Oriente Médio a se unir integralmente contra o Irã. Foi justamente esse programa nuclear. Agora, essa agência está comendo mosca, né? Porque os países estão quebrando o tratado de não proliferação e produzindo bomba atômica. Como é que faz? Então, olha, a ONU está num descrédito total. É uma pena ver essa instituição criada depois da Segunda Guerra Mundial por pessoas incríveis, né?

inclusive o nosso grande chanceler, Oswaldo Aranha, no Brasil, que teve um papel importante. Aliás, o Brasil abre até hoje a sessão da ONU por causa desse papel relevante que o Brasil teve por meio de Oswaldo Aranha. Agora, tudo foi politizado, tudo foi transformado agora, em vez de ser uma agência técnica, numa agência política, porque isso é uma declaração política totalmente não embasada em coisa técnica. Olha o lugar onde os Estados Unidos explodiu. O que você acha que é aquilo?

é uma brincadeira falar um negócio desse. Então isso mostra o descrédito da ONU hoje e infelizmente perdemos uma instituição multilateral que já teve lá atrás um papel importante e que hoje é absolutamente irrelevante porque foi totalmente politizado. E há um vasto material na imprensa internacional, mas também das agências de inteligência dos países

substancial do enriquecimento a 60% por parte dos iranianos e há sim a dúvida se eles não estariam elevando o enriquecimento, porque para a feitura, a confecção de armas atômicas, você precisaria enriquecer a pelo menos 90%. Há um robusto material disponível para a ONU se informar, inclusive. Você, Mota, a ONU e a sua justificativa quase que defendendo o regime iraniano, né?

Havia dificuldade de reconhecer uma arma nuclear se aparecesse uma lá na porta do prédio deles, Caniato. Porque a ONU estava em Gaza durante anos, enquanto Ramaz construía túneis, montava bases em hospitais e produzia milhares de mísseis. E a ONU não viu nada. Vocês sabiam que o Irã presidiu o Fórum do Conselho dos Direitos Humanos da ONU

vinte e três, o Irã é um país que tem uma polícia religiosa que mata mulheres que não usam véus. No mês passado, o Irã foi eleito vice-presidente do comitê da carta da ONU. Esse comitê é um órgão encarregado de examinar e fortalecer os princípios do documento fundador da ONU. Vocês já pensaram que maravilha ter os princípios da ONU fortalecidos pelo

passado, o secretário-geral da ONU, António Gutierrez, enviou uma mensagem de felicitações ao Irã pelo aniversário da Revolução Islâmica de 1979, que todo mundo sabe é um marco da proteção dos direitos humanos, é um marco da civilização no mundo. O regime iraniano arma terroristas no Iraque, no Líbano, no Iêmen, em Gaza, na Europa e nos Estados Unidos.

O regime do Irã massacrou pelo menos 30 mil dos seus próprios cidadãos que protestavam nas ruas por mais liberdade. Eu acho que todo mundo concorda que é inadmissível que um regime como esse faça parte da ONU ainda, a não ser que a ONU não signifique mais nada. Pois é, a ONU vem sendo muito criticada por países de todos os lados, viu, Musa?

com a maior parte dos países. Acho que ela não consegue atender aos pleitos e aos anseios de ninguém ou de a maior parte dos países. Enfim, e aí essa notícia em destaque, essa agência específica da ONU ignorando as provas já divulgadas amplamente e também negando que o Irã esteja num processo de construção de arma nuclear. Enfim, quais aspectos dessa notícia chamam mais a sua atenção? Assim como o governo atual do Brasil, a ONU sempre parece estar, ao menos nos últimos anos,

da história, né? Ou seja, defender regimes autoritários e ditatoriais brutais, como, por exemplo, os regimes do Ayatollah aqui no Irã. Vamos lá, vamos entender um pouco. A ONU, ela nada mais é do que eu sempre tenho que falar. Vamos desmistificar um pouco, tirar o abstrato dessas instituições e colocar que elas são pessoas, pessoas que são responsáveis pelas ações. E aí é importante entender quem são essas pessoas. A gente lembra muito bem na pandemia, também todas as organizações envolvidas, OMS, que eram pessoas

E cada uma dessas pessoas normalmente tem algum tipo de ligação com governos e normalmente com setores mais ligados à esquerda em vários lugares do mundo. Então vamos entender aqui. A ONU, que já não consegue mais representar boa parte da população, ela tem basicamente três tipos de orçamento. O regular, as missões de paz e as contribuições voluntárias. Os Estados Unidos contribuem na média com 25% de cada um desses orçamentos.

Ou seja, ele é, de longe, o maior contribuinte da ONU. Ele representa ali quase 13 bilhões de dólares anuais, na média, segundo a própria ONU, fontes que eu estou olhando aqui. Ou seja, Estados Unidos com 25, a China com 20, depois vem Japão com 7 e Alemanha com 6. Esses são os 50% principais que contribuem para a ONU. Então, quando a gente olha esse ponto, a gente vê que grande parte desse orçamento, talvez a exceção da China aqui,

guerra agora com o Irã estão mais alinhados aos Estados Unidos. Ou seja, eles contribuem para a ONU que vem a público e fala que não há provas ou nega provas, ignora provas a respeito do Irã produzindo a bomba nuclear. Um regime tão brutal, autoritário, que mata adolescentes, jovens, em praça pública, meninas, porque não usa a vestimenta que eles consideram ideal ou porque se manifestam contra o regime, eles teriam algum tipo de putor ou

em não construir uma bomba nuclear? De verdade, ONU? Ou seja, é por isso que essas organizações e essas instituições multilaterais estão perdendo cada vez mais os apoios, porque elas se tornaram realmente uma piada e não representam mais a realidade do mundo em 2026. Agora, Davila, a ONU não tem poder de polícia, né? Embora muita gente ache que a ONU deveria atuar como se fosse uma polícia do mundo, mas não é assim que funciona.

você discorresse sobre o uso do dispositivo da diplomacia, das relações internacionais, porque no passado a ONU parecia uma instituição, uma entidade com muito mais força, muito mais respeitada, e hoje em dia caiu em descrédito para boa parte dos países. O que foi que aconteceu? O que aconteceu, Canhato, é que a ONU representava determinados valores e princípios. Esses valores e princípios foram totalmente abandonados.

hoje e se tornou um lugar de militância política e geralmente de países subdesenvolvidos criticando o país rico. É isso que virou a ONU. Mas eu vou dar aqui dois exemplos importantes como a ONU atuou na história recente nessa defesa de princípios. Primeiro, foi nos anos 90, quando a ONU autorizou os Estados Unidos a usar força na famosa Guerra dos Balcãs, ali com Sérvia, Croácia e tal. Aquilo teve uma autorização da ONU.

teve autorização da ONU na Primeira Guerra do Iraque. Ou seja, o Conselho de Segurança empoderou os Estados Unidos para atuar em nome de uma resolução da ONU para impedir que o Iraque invadisse o Kuwait. E, tendo para retirar aquilo, havia o mandato da ONU. Então, os Estados Unidos atuou naquela época baseado no mandato internacional da ONU. Então, isso mostra a legitimidade para quê? Para manter a integridade territorial dos países.

Isso estava na carta da ONU. Então, houve uma invasão de um país, o Iraque invadiu Kuwait e recebeu ali um mandato de segurança da ONU. Isso legitima a ação, naquela época, dos Estados Unidos, em nome da comunidade internacional, para evitar que um país fosse invadido por outro. Então, esse é um exemplo como a ONU, naquele tempo, atuava baseado em valores. E depois daquela época, a ONU começou a perder relevância porque ela começou a ser transformada

país subdesenvolvido reclamando com o mundo avançado e todos esses valores, princípios, foram absolutamente esquecidos e ignorados. Isso também mostra, Caniato, a degeneração da qualidade da elite política no mundo. Não é só no Brasil, não. No mundo inteiro. Eu vou dar um exemplo aqui. Imagina o fim da Segunda Guerra Mundial, que você tinha Degor na França, você tinha Adenauer na Alemanha, você tinha o Degasper na Itália, você tinha Churchill.

Olha quem você tem hoje. Olha as pessoas ocupando os cargos públicos no mundo. Não tem nada a ver com aquele padrão de estadista que tinha naquela época. Então, infelizmente, a degeneração da ONU é uma degeneração institucional das elites do mundo. Não sei se vocês escutaram, vazou um áudio aqui. Provavelmente o pessoal da equipe técnica vai ajustar. Um áudio acabou vazando aqui no estúdio. Se vocês escutaram, me desculpe. Deixa eu só passar.

Antes de passar para o Mota, só quero girar a reportagem da Jovem Pan. Daqui a pouco a gente vai trazer as atualizações do conflito no Oriente Médio, várias informações importantes, mas eu preciso só trazer uma informação que o nosso repórter vai destacar. Um grupo de juristas apoiado por empresários, ativistas e intelectuais realizou hoje na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a Sanfran, um evento em defesa de um código de ética para ministros dos tribunais.

não é de instância máxima aqui no Brasil. Quem vai trazer os detalhes para a gente é o Misa Emanet, acompanhando essa movimentação. Misa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Conta para a nossa audiência o que foi discutido nesse encontro. Essa carta foi intitulada Ninguém Acima da Lei. Muito boa noite para você, Caniato, e para todo mundo que acompanha Os Pingos nos RIS. Uma carta redigida por juristas, especialistas de várias instituições,

fazendo um resumo desse evento que aconteceu ontem na USP, na Faculdade de Direito da USP, aqui na capital paulista, foi justamente a preocupação da integridade das instituições. E tudo isso acontece dentro desse contexto da relação de ministros, no caso do Banco Master, de alguns comportamentos. E aí participaram várias pessoas deste evento e também da redação da carta.

trechos da carta, por exemplo, o texto sustenta que decisões e comportamentos atribuídos a integrantes de cúpulas dirigentes são o maior problema, é o maior problema. A carta diz que a responsabilização por desvios funcionais com garantias de defesa asseguradas pelo Estado de Direito é uma condição indispensável para restaurar a legitimidade quando ela é maculada e o texto encerra com um chamado. Convocamos a sociedade

a assumir esse compromisso. A democracia não se preserva sozinha, exige vigilância, coragem e ação coletiva. De acordo com o texto, no Estado de Direito, ninguém está acima da lei. Participaram desse evento, por exemplo, Conrado Mendes, professor da USP, ele criticou o Supremo Tribunal Federal usando o termo promiscuidade. Elda Marisa Valim, que é presidente do Observatório Social Mato Grosso e ex-auditora do Tribunal de Contas,

para que possa pedir o mesmo da sociedade. Zeca Martins, coordenador do Derrubando Muros, Transparência e Confiança, disse que esses dois adjetivos, transparência e confiança, eles têm que andar de mãos dadas. E a gente vai acompanhar agora a declaração de Pedro Parente, que é ex-ministro da Casa Civil, na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Ele reforçou a necessidade de não haver conflito de interesse

em instituições como o Supremo Tribunal Federal. Acompanhe. Participar de decisões que afetam direta ou indiretamente pessoas com as quais existam vínculos relevantes, familiares, profissionais ou pessoais, pode comprometer, sem dúvida, a confiança na imparcialidade da instituição. Mesmo quando não há violação formal de normas, a aparência de conflito já é suficiente para gerar dúvidas na opinião pública.

Lembrando que os ministros Gias Toffoli e Alexandre de Moraes se formaram na USP, na Faculdade de Direito da USP. É um evento que sinaliza uma insatisfação por parte desse grupo de instituições, justamente ao STF e de maneira geral e fala sobre a importância da institucionalidade jurídica, da segurança jurídica.

pedir da sociedade exemplo, as instituições têm que dar exemplo. Fala justamente sobre ser rigoroso nesse sentido. Essa carta está disponível também para a sociedade no site da Faculdade de Direito da USP. Caneato. Legal. Misaia Maionete trazendo detalhes desse ato que aconteceu na Faculdade de Direito da USP. Vários juristas cobrando a confecção ou o lançamento desse código de ética

da Suprema Corte. Obrigado, viu, Misa? Bom trabalho pra você. A gente volta a conversar aqui na programação. Deixa eu passar pro Roberto Mota. O Mota vai analisar esse movimento de várias figuras importantes, inclusive já há 43 mil assinaturas que pedem o compromisso para o lançamento desse Código de Ética para integrantes da Suprema Corte. Você, Mota. Mais uma manifestação na USP com direito a cartinha? Ah, agora a coisa

Vai, o problema está resolvido. Como é que é o nome do manifesto? Ninguém acima da lei? Ué, onde esses manifestantes estavam nos últimos oito anos? Eu vou confessar, código de ética para magistrados, para mim, continua sendo incompreensível. É como você dizer que os engenheiros precisam de um código de aritmética. Ó, o engenheiro que não sabe aritmética não é engenheiro.

trata da Corte Suprema, então, ou de qualquer tribunal elevado, o Código de Ética não faz sentido nenhum, porque esses magistrados, eles são os guardiões da lei e da Constituição. Companheiros da USP, nenhum Código de Ética que vocês inventarem vai ter mais força do que a Constituição. Quem não segue a Constituição, muito menos vai seguir um Código de Ética criado pelos

da USP. E se vocês não conseguem entender essa questão lógica, básica, aí nós temos que admitir que o problema é grave. Você, Bruno Musa, que considera, qual a sua avaliação desse movimento reunindo muitas pessoas, a cobrança para esse código de ética, para os ministros que representam a Suprema Corte? Bom, quando você me perguntou outro dia, eu gosto de fazer analogias, porque vai ficando claro na cabeça

pessoas, pelo menos a forma como eu penso. Quando a gente perguntou aquela vez sobre os Correios receberem um aporte, mas não mudarem a gestão, o que isso mudaria? Absolutamente nada. Afinal de contas, a gestão continuaria sendo altamente irresponsável minimamente por dizer. Por que eu estou fazendo isso? Qual o comparativo? Enquanto nós tivermos as mesmas pessoas contribuindo para as mesmas instituições, um código de ética sem você ter a devida responsabilidade muito bem citada e que

A justiça possa fazer cumprir as ordens e as punições pelo eventual descumprimento das regras de conduta e do código de ética, sinceramente, não vai mudar absolutamente nada. Nós estamos vendo os principais meios de comunicação do país dando opiniões do seu próprio editorial, não são comentaristas, o próprio editorial, mostrando o que foi essa curva jurídica, por exemplo, que foi feita agora no Supremo Tribunal Federal

o processo de quebra do sigilo ali dentro da CPMI. Será que um código de ética evitaria tal ação? Com a mesma composição que estamos vendo agora? Ou seja, no meu entender, é um problema cultural e é um problema de falta de punição. Os incentivos são perversos quando você não tem nenhuma probabilidade de ter realmente as consequências e as punições cumpridas dentro de um Brasil onde cobre um código de ética, mas a ética não se aplica no dia a dia das instituições

públicas. Pois é, a gente segue tratando desse assunto, mas agora, neste momento, eu preciso me despedir de parte da rede. Ficará com a sua programação local. Nós seguimos aqui no programa, tratando dessa manifestação, esse ato que foi realizado na Faculdade de Direito da USP, a Universidade de São Paulo, é um manifesto, um movimento que cobra um código de ética para o Supremo Tribunal Federal. Movimento que é liderado por várias

instituições, muitos institutos, o apoio maciço de juristas, mas também a participação de empresas. Cerca de 60 organizações abraçaram essa causa, essa iniciativa, e como destacou o nosso repórter, mais de 40 mil assinaturas já foram alcançadas. Você, Dávila, quais são suas reflexões a partir de um movimento que reúne tanta gente, pessoas, formadores de opinião, operadores conhecidos,

do direito, empresas, institutos, enfim, quais são as suas análises e ponderações a partir dessa manifestação? Eu aplaudo o evento na USP e eu vou explicar porquê. Durante muito tempo, Caniato, praticamente nós estávamos sozinhos aqui na Jovem Pan, nos Pingos nos Is, defendendo as instituições, o devido processo legal, o direito à ampla defesa, criticando a ausência de juiz natural,

criticando os abusos do Supremo. Éramos quase que uma voz solitária nesse meio. O que aconteceu é que, de um tempo para cá, houve uma mudança de humor. Outros órgãos de imprensa começaram a entrar, a denunciar os abusos, e isto vem criando um movimento cívico, que agora culminou com este evento na USP, apoiando uma iniciativa do presidente do Supremo

esse código de ética. Vai resolver todos os problemas do Supremo? É óbvio que não vai resolver todos os problemas do Supremo. Mas, se parte de um ato do presidente do Supremo querer criar um código de ética para ser um primeiro passo de uma autocontenção do poder judiciário, tem que ser aplaudido. E mais do que isso, neste movimento, haviam e existem várias pessoas que votaram e apoiaram a eleição de Lula.

E agora estão revisando a sua posição. Tudo isso precisa ser aplaudido. Não importa que chegaram tarde na festa da defesa das instituições, mas o fato é que agora estão mudando de atitude, estão defendendo as instituições e isso tem que ser aplaudido. Nós precisamos, quanto mais gente tiver dentro do nosso barco de defesa das instituições, da liberdade, da democracia, tem que ser apoiado.

não defendia, defende agora, não importa, é isso que eu venho dizendo que nós precisamos ter, chega de ficar olhando no retrovisor, vamos olhar pra frente, se essa turma está assinando o manifesto a favor de enquadrar o Supremo, que é o que nós defendemos sempre aqui, tem que ter apoio, tem que apoiar, tem que apoiar todo mundo, o Brasil precisa parar de dividir o brasileiro em guetos, hoje existem praticamente

dois times. Aqueles que defendem as instituições, a democracia e a liberdade e aqueles que querem manter essa república do rabo preso e do banco master em vigor. É isto o que está em jogo hoje. Portanto, todo mundo que está abraçando a defesa da liberdade, do fortalecimento das instituições, combatendo esta imoralidade que está inclusive no Supremo, merece o aplauso.

O nosso repórter, há pouco, trouxe uma informação de um ato que foi realizado na USP, Universidade de São Paulo, na Faculdade de Direito. E aí, muitos representantes da sociedade civil, mas especialmente operadores do direito, juristas, cobraram a criação de um código de ética para ministros, especialmente da Suprema Corte. É um documento que já alcançou dezenas de milhares de assinaturas, o apoio de muitas organizações, empresas, instituições,

os CIPs, e os nossos comentaristas analisam exatamente esse tipo de manifestação. Mota, você mencionou o time, né? Por que agora? E aí eu gostaria que você discorresse a partir desse questionamento. Por que você acha que só agora tem muito a ver com a história do Banco Master? E quando essa elite do judiciário, ou a elite intelectual do ambiente jurídico,

Desse tipo, dá pra gente imaginar qual será o resultado? Pizza. Pizza servida no sabor que você puder imaginar. Eu tenho uma visão menos generosa que o meu colega Dávila. Eu acho que isso é um jogo combinado. Eu não consigo acreditar que alguém que nos últimos oito anos fez cara de paisagem, ou pior, aplaudiu o que está acontecendo no Brasil,

pela manhã, acordou indignado, achando que tá tudo errado, precisa mudar. Olha aí, chama o pessoal, vamos lá pra USP, vamos fazer mais uma cartinha, porque está na hora de mudar. Eu acho que isso é tudo jogo de cena, na melhor hipótese. Na melhor hipótese, é jogo de cena pra que a gente realmente dê um crédito pra eles, ou pra desviar a atenção,

Agora, essa história tem um aspecto muito curioso, Caniato. Porque, pelo que eu entendi, parece que os manifestantes... Prestem atenção nisso. Parece que os manifestantes pediram a criação de um órgão com poder corregedor para garantir o cumprimento do Código de Ética. Porque se você tem um Código de Ética que as pessoas não são obrigadas a cumprir, na verdade, ele não serve para nada.

um órgão para fiscalizar os juízes da Suprema Corte do Brasil. Me conta, quantos de vocês aí acham que isso é uma boa ideia? Porque os manifestantes estão sugerindo a criação de uma Corte Suprema Suprema. É uma Corte Suprema ao quadrado. Agora, e essa Corte Suprema Suprema que vai fiscalizar a Suprema Corte? Essa Corte duplamente

código de ética também? Porque se tiver, você vai precisar de uma corte suprema, suprema, suprema pra garantir o cumprimento do código de ética da corte suprema, suprema. Vocês entenderam onde é que eu estou querendo chegar, né? Pois é, eu tenho a desconfiança de que isso aí não vai dar em nada. Isso é um bom questionamento, inclusive no PINGOS e em outros programas, colegas nossos já fizeram esse questionamento. Ok, vão instituir um código de ética, legal, mas quem vai

se estão respeitando o Código de Ética. Certamente voltaremos a tratar disso nos próximos programas. É isso, mas a gente segue acompanhando essas movimentações também aqui em São Paulo a partir da realização desse ato na USP. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ele recusou o pedido da base governista e manteve a quebra de sigilo de Fábio Lins Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele é filho do presidente da República.

do INSS. Segundo ele, não houve flagrante desrespeito ao regimento ou à Constituição Federal para justificar uma intervenção ou mudança no resultado do colegiado. A votação, vocês se lembram, a gente trouxe isso aqui inclusive na semana passada. Terminou com um bate-boca, até agressão aconteceu por parte de parlamentares aliados do Planalto, que também podem ser investigados. Lulinha é alvo da CPI pelas acusações de envolvimento com o lobista Antônio Camilo.

Ele é muito conhecido por conta do apelido careca do INSS. Ele é acusado de ter facilitado os descontos indevidos nas aposentadorias de beneficiários e aposentados. A defesa do filho do presidente afirma que ele não teve participação nenhuma nas fraudes e não cometeu nenhum crime. Você, Bruno Musa, Davi Alcolumbre, então dando sinal verde, autorizando a quebra do sigilo e a apuração, ao que tudo indica, deve avançar.

semanas, teremos informações importantes a respeito da possível participação do filho do presidente. Veremos. No Brasil, até o passado incerto, acabou de sair uma matéria aqui em que o Lula terá uma agenda com o Columbre nos próximos dias e um dos temas era justamente indicação de Messias para o STF, tema que está parado há cento e poucos dias por lá e não anda. Então, o que nós vemos é realmente um jogo, uma troca de brigas, de farpas,

entre eles e, obviamente, muita coisa em jogo. E nós temos que pagar, financiar e ficarmos assistindo tudo isso. Que assim seja, Caniato. Mas, realmente, eu acho que sempre aos 48 de segundo tempo a gente tem alguma manobra um tanto quanto inesperada, por assim dizer, muitas vezes até fora do que é o convencional ou do que mandam as regras, para tentar achar meios, subterfúgios, para que isso realmente não aconteça. Teremos.

cair, nós estamos em anos de eleições, provavelmente trocas de emendas com favores, com o dinheiro de terceiros de todos nós, mas, ao que indica até hoje, cada passo que a gente dá, a gente deve comemorar ou ter algum tipo de expectativa, volto a dizer, expectativa e não esperança frente ao que a gente vive. O duro é que, normalmente, para cada passo que a gente dá, aparecem pessoas importantes dentro das principais instituições que recuam três passos. Então, a gente mais anda para trás,

do que pra frente. Veremos cenas dos próximos capítulos, o que nos resta é continuar pressionando e torcendo, porque se há uma movimentação tão forte contra a quebra de sigilo, obviamente a luz amarela já deve ser acendida. Você Davila, presidente do Senado e do Congresso Davi Alcolumbre, ele manteve aquela votação da CPI do INSS, que tinha autorizado a quebra do sigilo do filho do presidente da República, e muitos viram como uma derrota importante

para o Partido dos Trabalhadores, que muitos parlamentares acabaram transformando aquela sessão em um grande de um barraco, com direito a empurrões, soco no queixo, acusação de que houve uma fraude na contagem dos votos, enfim. No final das contas, quem fez a arbitragem disso foi Davi Alcolumbre, autorizando a quebra do sigilo. Dávila. Curioso, né, Caniato, que entre o ato da Câmara ter aprovado a quebra de sigilo de Lulinha e a decisão de Alcolumbre,

houve uma coisa, houve a confissão do próprio Lulinha, que a sua viagem a Portugal foi paga pelo careca do INSS. Ou seja, antes mesmo do sigilo ser quebrado, já houve um ato de confissão. Então, é óbvio que isso deve ter ajudado o presidente do Senado a, pelo menos, respeitar o rito da Câmara e aceitar a decisão da quebra do sigilo de Lulinha.

único fato que já veio à tona. Então é preciso investigar. Não dá pra abafar. Agora, como bem lembra o Musa, sempre pode ter um juiz no Supremo que inventa uma coisa, como recentemente aconteceu, para impedir que uma empresa envolvida até a cabeça no Banco Master tivesse o seu sigilo não quebrado, preservado. Então, no Brasil, tudo pode acontecer. Por isso que temos

celebrar e criticar uma vitória a cada dia. Hoje foi uma vitória. O presidente do Senado aprovou a quebra do sigilo bancário de Lulinha. Pois é, o Dávila mencionou essa manifestação do filho do presidente, dizendo que sim, viajou a Portugal na aeronave. A aeronave paga pelo careca do INSS ou era do careca, hein, Dávila? Era a aeronave paga,

o dinheiro de hospedagem. Então, não sei se foi um voo privado ou não, mas ele pagou a viagem e pagou a hospedagem dele em Portugal. Pois é, em gestão de crise, em assessoria de imprensa, isso se chama vacina. Deu algum problema? Você se antecipa, já faz uma coletiva dizendo o que aconteceu. Porque lá na frente, quando a história estourar, aí você fala, não, mas eu já tinha avisado. Isso não é novidade pra ninguém. Enfim, vamos ver se foi uma estratégia ou não. Mas você, Mota, a decisão tomada por Davi Alcolumbre autorizando

quebra do sigilo e a apuração naturalmente deve avançar e informações virão à tona. Foi uma vitória da oposição, mas por enquanto uma vitória pequena, né Caniato? Eu digo pequena porque eu acho que todo mundo sabe o que o governo provavelmente vai fazer agora, né? O governo ou algum dos partidinhos que atuam com seus auxiliares vão bater na porta do irmão mais velho, aquele que fica do outro lado da praça e vão lá pedir a anulação dessa quebra

sigilo e eu não vejo porque isso não possa acontecer. O resultado, provavelmente, todos nós sabemos qual será. Pois é, se judicializarem uma questão que envolve o Congresso Nacional, uma votação de uma comissão, aí a gente volta a discutir aquelas situações de esgarçamento das relações, invasão de competência do outro poder, enfim, aí a gente vai precisar de mais meia hora do programa aqui. Mas,

Deixa eu passar para o Bruno Moussa, porque é preciso também considerar um cenário em que o filho do presidente é exposto, é colocado numa situação super delicada, desconfortável, em que há sugestão ou há indícios de relação com pessoas que cometeram crimes e tudo isso há meses de um processo eleitoral.

governista judicializarem a questão, mas eu fico imaginando o avanço da apuração no âmbito da CPI e as informações vindo à tona e os grandes jornais de circulação, os grandes portais de notícias, as emissoras de notícias destacando esses detalhes, né? Essas informações relacionadas ao filho do presidente. Ainda que ele tenha dito naquela entrevista, ah, se tiver filho meu envolvido, pode investigar, não é bem assim, né? Na prática, isso respingue muito em um presidente

da República, né? Claramente, ainda com todos os indícios que a gente está vendo até agora, que está sendo noticiado por grande parte dos meios de comunicação e portais de grande circulação, como você muito bem falou. Então, veja só a situação também que o Alcolumbre se encontra. Se ele não permitisse essa quebra de sigilo, mostraria ali uma clara relação de subserviência com o próprio governo. E ele autorizando mostra uma determinada rota de colisão com

com o governo. E aí tem toda a indicação que o governo quer emplacar dentro do STF. Mas, de novo, quando você planta a batata, você pode colher coisas melhores no curto prazo, mas no médio e no longo prazo, dificilmente, porque a verdade aparece. E o Lulinha, ele é o filho do presidente, mas é um cidadão comum. E o cidadão comum, com esses indícios, merece ser investigado, porque tudo isso é dinheiro do pagador de imposto. Então, claro que Lula fala da boca pra fora,

claramente não é assim. Óbvio que isso respinga no próprio presidente. Vale lembrar todo o histórico do PT com a corrupção. Não é de hoje. Não é apenas no Lula 3 todos os indícios de corrupção em vários setores, em fundos de pensão, em estatais. Isso é uma realidade que foi comprovada ao longo dos últimos anos, com dinheiro devolvido, com provas, com condenações em várias instâncias. Portanto, é uma marca do PT, dos governos, do próprio Partido dos Trabalhadores.

Consequentemente, isso respinga no governo em ano eleitoral. E é, sim, um teto de vidro gigantesco que ele tem. Consequentemente, me parece que já está tarde demais para recuar. Mesmo que o sigilo não seja quebrado ou seja judicializado, já expôs toda essa trama e esses limites de cada um dos poderes interferindo nos outros. A gente viu isso quando comentamos na semana passada,

uma decisão de um dos ministros da Suprema Corte de evitar a quebra do sigilo da Maridit, empresa que o Dias Toffoli assumiu ser sócio. Então, tudo isso já passou de um ponto em que parece que realmente escalou, veremos. Agora, Dávila, na hipótese de judicialização, você acha que esse talvez seja o caminho mais adequado para os parlamentares tentarem reverter a situação? Eu digo isso por conta de uma situação em que parte do judiciário,

vem sendo questionado. E aí você joga mais uma situação em que lá na frente isso pode se reverter contra, sei lá, os próprios parlamentares que ajuizaram ações ou deixar a corte em especial numa situação delicada. Enfim, é um momento muito especial, ou seja, muito sensível, inclusive, para a corte em questão. Acionar o tempo todo talvez não seja a estratégia mais acertada.

esquerda vai fazer isso, né? Aliás, nós sabemos que alguns partidos como o pessoal é mestre em fazer isso, sem pressionar o Supremo. O ponto, Caniato, é que depende da velocidade que as coisas vão acontecer daqui pra frente. Se começa a vazar muito, a CPI tá começando a correr, até começar o processo de judicialização, vem tanta coisa à tona que você inviabiliza uma ação no Supremo por causa das coisas que vêm à tona. O que não dá é pra

a informação conta-gota. Conta-gota ajuda essa judicialização pegar fogo lá no Supremo e ajudar aqueles que querem varrer o problema, esse escândalo pra debaixo do tapete. Então, é muito importante a pressão. Pressão da Comissão Parlamentar de Inquérito, pressão da imprensa, pressão da sociedade, todo mundo pressionando pra não deixar esfriar o caso Master. Hoje, o sonho dos políticos

é esfriar esse caso master, é varrer pra debaixo do tapete, esquecer porque isto pode ser altamente tóxico num ano eleitoral pra muita gente que vai disputar a reeleição. Por isso, Caniato, o que a corporação política quer hoje, esse espírito corporativista, é varrer, abafar esse caso. Varrer pra debaixo do tapete, abafar o caso. Ninguém quer apurar isso.

acontecer se a turma séria da política, se a turma séria do judiciário e se a sociedade e a imprensa continuarem amplamente mobilizadas e não deixando que o assunto caia no esquecimento. Pois é, ficaremos atentos em relação ao avanço dessa investigação. A gente vai fazer uma rápida parada? É um break super rápido mesmo, um minuto e vinte. Depois a gente vai tratar de um caso terrível, escabroso, que aconteceu no Rio de Janeiro, aquela história do estupro coletivo. Você está sabendo?

Então fica com a gente, na sequência vamos discutir e analisar essa situação com os nossos comentaristas. Até já.

Estamos em todos os lugares do mundo. Conectando histórias, aproximando distâncias. Porque a informação não tem fronteiras. E o nosso jornalismo também não. Essa é a Jovem Pan pelo mundo. Quem tem Sky tem futebol o ano inteiro. É jogo atrás de jogo. Brasileirão, Copa do Brasil, Copa do Nordeste, Libertadores. Tudo isso a partir de R$ 59,90 por mês. Você assina o plano com Premiere e Amazon Prime.

Prime Video, com filmes e séries para maratonar. E com o app Sky+, você assiste de qualquer lugar do Brasil. Na TV, tablet ou no celular. Ligue e assine já. 30030220. Sky, mais diversão a cada conexão. Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial

Entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio. O mundo está mudando o mercado de trabalho. E a nossa justiça trabalhista está cooperando com essa transformação? Esse é o tema da minha conversa com o ministro Ives Gandra Filho. Então hoje se nota uma certa indisciplina judiciária. Entrevista com Dávila.

Esta quinta, meia-noite, na Jovem Pan. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, sempre com análise dos comentaristas aqui da Jovem Pan. Dois jovens acusados de estuprar uma adolescente de 18 anos em um apartamento no Rio de Janeiro foram presos nesta terça-feira. Matheus Veríssimo, Joel Martins, foi o primeiro a se entregar à polícia. E horas depois, João Gabriel Xavier Berto se apresentou.

Outros dois rapazes, Bruno Felipe dos Santos Alegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, seguem foragidos. O grupo é procurado pela polícia civil desde a semana passada pelo crime que aconteceu no fim de janeiro, quando um adolescente de 17 anos atraiu a vítima para a casa do colega, onde ela foi agredida física e sexualmente.

Vamos chamar os nossos comentaristas. Vou receber a rede agora, todos juntos com a gente. Rede Jovem Pan aqui em Os Pingos nos Is. Muito obrigado pela preferência. Vocês sempre bem informados aqui na Jovem Pan. A notícia em destaque, uma notícia que chega do Rio de Janeiro. Ampla repercussão, inclusive, na imprensa. Jovens acusados por um estupro coletivo de uma adolescente foram presos. Dois, pelo menos. Os criminosos que participaram do abuso ainda estão furagidos.

criminosos, então trata-se de um grupo de quatro. A produção acaba de me informar uma informação, trata-se de 17 anos, na verdade, eu tinha falado 18, mas a informação atualizada, a menina tem 17 anos de idade. Deixa eu chamar o Roberto Motta, o Motta é do Rio, acompanhando em detalhes as muitas avaliações, análises e também as notícias em relação a esse caso terrível, escabroso, um estupro coletivo que teria acontecido no Rio de Janeiro, a gente vai

naturalmente, aguardar o avanço das investigações. Você, Mota, quais aspectos desse caso precisam ser destacados? Quais são suas análises? Enfim, o que você gostaria de compartilhar com a gente? O sujeito que comete um crime desses, na minha opinião, mereceria, no mínimo, passar o resto da sua vida na cadeia. Prisão perpétua. Porque essa é a pena a qual ele condenou a sua vítima. Imagina uma mulher que passou por isso.

resto da vida prisioneira das suas memórias. Então, do ponto de vista moral, o sujeito que fez isso deveria ficar o resto da vida na cadeia. Isso não vai acontecer e não vai chegar nem perto. Aqui no Brasil, os menores de idade não vão ser nem punidos, porque ressocialização não é punição, eles vão ser internados para o cumprimento de medidas socioeducativas. Vão ficar internados no máximo durante três anos, depois saem

ficha limpa, como se nada tivesse acontecido. Com os maiores de idade, a situação é só um pouquinho mais dura. Eles só vão ficar um pouquinho mais de tempo na prisão, mas em determinado momento eles vão ter direito a progressão de regime. Eles vão passar para o regime semiaberto, depois para o regime aberto. Nesse meio tempo eles vão ter direito a saidinha, eles vão ter direito até a visita íntima na cadeia, porque no Brasil estuprador tem direito a

visita íntima na cadeia. Essas são as conquistas do pensamento marxista. Essas são as conquistas da influência da esquerda na legislação. A esquerda que se diz protetora das mulheres. A esquerda que faz uma campanha nacional contra o feminicídio, mas é incapaz de produzir uma legislação que efetivamente proteja as mulheres. Outra coisa que deveria acontecer, Caniato, é o que acontece nos Estados Unidos.

esses sujeitos, além da punição a qual eles devem ser submetidos, eles deveriam entrar em um cadastro nacional de criminosos sexuais, de acesso aberto para todo mundo. O nome deles entra e não sai nunca mais, para que pelo resto da vida deles, em todos os lugares onde eles forem, eles sejam reconhecidos como o que eles são, se a culpa deles ficar culpado,

Pois é, deixa eu só esclarecer para a nossa audiência. Trata-se de um grupo de cinco rapazes, um menor de idade e quatro são maiores. E a moça que foi violentada é menor de idade também, tem 17 anos. E ela foi chamada por um desses rapazes. Quando ela chega no apartamento, aí eu vou abrir aspas para a manifestação do representante da Polícia Civil que conversou com a imprensa. Abrindo aspas.

onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para que ela mantivesse relações sexuais com eles. Com a negativa, eles passaram a despir-se e a praticar atos libidinosos mediante violência física e psicológica contra ela. Esse é um parágrafo que eu consigo compartilhar com a nossa audiência neste horário. Há informações muito mais pesadas que, naturalmente, eu não consigo mencionar aqui.

Você, Musa, quais aspectos desse crime terrível, bárbaro, bizarro, a gente precisa trazer e discutir, inclusive olhando para a nossa legislação? Eu acho que esse é o único ponto que a gente tem que trazer à tona novamente. Quando a gente discutiu aqui a respeito da Suécia, ter diminuído a maioridade penal para 13 anos, a Argentina agora ter diminuído para, salvo engano, 14 anos, diminuiu de 16 para 14. No Brasil, a gente continua protegendo esses inescrupulosos,

é o mínimo que a gente pode dizer, e como o Mota muito bem colocou, as pessoas saem, ficam dois, três anos presas e depois simplesmente estão soltos e com a ficha limpa novamente. O ser humano simplesmente esquece fatos, ele marca apenas o que é emocional. Então eu espero que esse tipo de crime, que não é o primeiro, infelizmente não será o último, reverbere dentro da sociedade para que discuta, para que entenda que pessoas como essas, como esses agressores,

estupradores, criminosos, eles não tenham mais possibilidade de conviver em sociedade. Não dá com a idade, no começo da idade, fazer esse tipo de coisa com uma menor de idade e achar que ele tem 3, 4, 5, 10 possibilidades de convívio social. Os pais dessa menina nunca mais voltarão ao normal. Ela, acima de tudo, nunca mais voltará ao normal. Então, a gente tem que passar a se preocupar com a vítima, de fato,

que esses criminosos são de alguma forma vítima, que é um pensamento estrutural da própria esquerda, que é justamente responsabilizar o que o mundo gera para eles de ruim como sendo, digamos, uma responsabilidade de terceiros. É o meio externo que vai formando a pessoa nesse pensamento torto e inescrupuloso que acaba defendendo bandidos. Então eu espero que a gente comece a discutir seriamente e perceber que não importa a idade. Pessoas que fazem isso,

acabou a chance de convívio social. Pois é, e aí várias manifestações de pessoas da nossa audiência e alguns questionam também os valores da nossa sociedade, né? Onde estavam os pais desses jovens que criaram rapazes que acham normal fazer esse tipo de coisa, para além da questão que envolve a legislação. E aí outros falam em castração química, prisão perpétua e por aí vai. Você dá, Vila, quais aspectos desse crime?

nossa programação. Terrível, Caniá, terrível. E como o Mota bem falou, esta menina vai sofrer o resto da vida este ato criminoso. Agora, nós já sabemos o que tem que fazer. Primeira coisa é acabar com essa ideia de que esses criminosos são vítimas da sociedade. Não é só a desestruturação do lar. A escolha é sempre individual. Todas as escolhas da nossa vida são feitas por nós.

Se isso tem carga de influência da sociedade, do meio da família, isso é outra coisa. Mas a escolha final é sempre do indivíduo. Por isso, o indivíduo tem que pagar pelas suas escolhas. E quem escolheu cometer este crime precisa pagar com penas duríssimas, como eu também aqui defendo, corroborando tanto o Bruno Musa quanto o Roberto Mota, a prisão perpétua.

o cadastro desses criminosos. Precisa ter o nome deles estampado em todos os lugares. Porque amanhã, imagina, por uma questão legal, é uma pessoa dessa, acaba não indo pra prisão, não fica na prisão muito tempo, isso é solto. Aí vai continuar cometendo outro crime. É preciso ter o nome dessa pessoa estampada em todos os lugares, em todos os portais, pra você saber com quem você está lidando. Por isso, é preciso rigor na pena,

sempre entender que as escolhas são individuais, que as pessoas são responsáveis pelas suas escolhas, que elas não são vítimas da sociedade, elas são responsáveis. Se nós não partirmos desse ponto, nós não vamos conseguir combater a impunidade, aumentar o rigor das penas e vamos continuar sempre justificando barbaridades como essa como vítimas da sociedade.

Não existe vítima. Todos são responsáveis por suas escolhas. Qualquer novidade em relação a esse caso, a gente traz aqui e analisa com os nossos comentaristas. O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, pré-candidato ao Planalto, protocolou uma PEC para acabar com a reeleição para o cargo de presidente da República. Vamos acionar nossa reportagem. Quem chega ao vivo é a Júlia Fermino. Acompanhando, inclusive, essas movimentações.

Ótima noite a você. Seus destaques, por favor. Oi, Caniato. Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. De fato, o senador e atual pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, protocolou, então, essa PEC, essa proposta de emenda à Constituição, justamente pra acabar com a reeleição de presidentes, né? De pessoas que estão no cargo da presidência. Mas isso não vale, Caniato. A gente precisa destacar.

sobre esse cancelamento da reeleição para prefeitos e também para governadores. Esse texto teve 30 assinaturas, eram necessárias 27, então um pouco mais do que o necessário. E a argumentação que Flávio Bolsonaro traz para esse texto é justamente dizendo que a Constituição de 1988 não previa essa reeleição,

E em 97, quando estava sob o governo de Fernando Henrique Cardoso, a eleição também para ele cria um clima, a reeleição cria um clima de uma permanente reeleição, permanente campanha. Os presidentes que entram no cargo ficam sempre ali fazendo a manutenção da sua campanha eleitoral durante o seu mandato. Para Flávio Bolsonaro, os presidentes acabam pensando mais na próxima eleição,

do que de fato em governar durante o exercício ali de seu mandato. Em relação a apoio e tramitação desse projeto, o que nós temos é que a PEC foi apoiada por senadores do PL, PP, Republicanos, União Brasil, do Partido Novo, Podemos e também do MDB. Em relação a tramitação, agora a gente precisa esperar, porque esse texto deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, e também por uma comissão especial,

E aí, para ser aprovado, precisa de, no mínimo, 49 votos no Senado em dois turnos de votação. E o histórico em que essa PEC é trazida aí pelo senador Flávio Bolsonaro é de que, em 2025, ou seja, ainda no ano passado, a CCJ do Senado aprovou uma proposta muito parecida com essa, que acabava com a reeleição, mas tornava aí o mandato de não quatro anos, mas de cinco, e que começaria a valer só em 2034.

não foi aprovado, não avançou. A gente segue acompanhando tudo isso por aqui, né? Pra ter ideia de se, de fato, esse texto, essa nova PEC, agora trazida por Flávio Bolsonaro, deve tramitar e ser aprovada. Volto com você. Legal, Júlia Firmino trazendo os detalhes dessa PEC que foi protocolada no Senado, Flávio Bolsonaro, encabeçando, inclusive, essa iniciativa. Valeu, Júlia, bom trabalho pra você. Siga com os nossos comentaristas.

Deixa eu começar essa rodada com o Bruno Musa. Você, Bruno, tantas vezes discutimos

de acabar com a reeleição. Muitas propostas já foram sugeridas. Mas o que eu acho engraçado é que, dessa vez, valeria somente para o cargo de presidente da República. Você, na sua avaliação, concorda com o fim da reeleição? Entende que, a partir da vitória de um presidente, ele fica no palanque eleitoral por quatro anos? Todas as medidas em um eventual primeiro mandato miram a reeleição? Essa é a leitura de muitos.

Vamos lá, eu acho que a gente consegue achar pontos positivos e negativos dos dois lados. Sobre o ponto positivo, no meu entender, você tem a alternância clara de poder que pressupõe qualquer tipo de regime democrático, que no meu entender não apenas o que vivemos no Brasil passa a ser questionável frente realmente à representatividade popular, não estou nem entrando no âmbito do judiciário, etc., mas como em outros países do mundo também. Então eu acho essa alternância de poder, eu acho,

ela é importante. Eu não sei se isso acabaria alterando para cinco anos, de quatro para cinco anos e o fim da reeleição, que em muitos casos acontece isso, até para você ter um tempo maior, um tempo hábil de determinadas mudanças. Por outro lado, isso traz alguns pontos negativos, como, por exemplo, qual é a possibilidade de você executar grandes projetos num tempo de quatro anos? Será que você acaba incentivando, e eu não estou falando do Flávio, estou falando do processo político,

como um todo, a depender do governo de turno que esteja lá. Será que você incentivaria projetos populistas uma vez que você sim ou sim deixaria o cargo em quatro anos e, portanto, as glórias de eventual atos bem-sucedidos cairiam no colo do próximo governo de turno? Então, eu acho que é uma boa discussão. Eu não sei se todo mundo da base da sociedade acredita que não estaria realmente preparado para esse tipo de conhecimento mais aprofundado da coisa, mas eu acho que é

Eu acho que é um bom aceno do Flávio nesse início de pré-candidatura. Eu acho que o Brasil precisa de uma chacoalhada de mudanças políticas urgentes. Então, o início, pelo menos, de um debate, de uma discussão, eu acho que ele é muito bem-vindo. Pois é, estou lendo aqui, inclusive, os detalhes dessa proposta. Não há informação sobre a ampliação do mandato do presidente da República, diferentemente da outra proposta, que também era encabeçada por ele, mas acabou não vingando.

data de dois aspectos primordiais. O fim da reeleição, proibição de um segundo mandato consecutivo, com exceção de prefeitos e governadores. E aí a transição às regras afetaria, inclusive, o presidente eleito em 2026, passando a valer a partir da data da promulgação. Você, Dávila, é um assunto controverso, né? Porque tem gente que entende que, ok, ajuda, porque a partir da vitória, o presidente já arregaçaria as mangas e partiria pra cima,

para fazer o que tem que ser feito. Não ficaria com receio de isso é impopular, isso vai me prejudicar em uma eventual reeleição. Ele já faria o que tem que fazer. Acho que esse é um aspecto. E aí o outro detalhe diz respeito a... Não tem essa história de modular o discurso. Ele sai do palanque e vai trabalhar, arregaçar as mangas. Enfim, queria que você discorresse um pouco dos prós e contras. Ah, tem um outro aspecto que também vários falam. Poxa, mas e se ele for muito bem?

poderíamos ter ele por mais quatro anos, tem essa, tem o outro lado da moeda também, né, Dávila? Crianeta, eu vou dar uma resposta primeiro, política, e depois a resposta do cientista político. A política é golaço do Flávio Bolsonaro, na final de contas ele tá apresentando uma emenda que o próprio mandato dele, se ele vier a ser presidente da república, só é um mandato, e a partir dali, então, todos os presidentes só teriam um mandato. Então, não é que você vai assinar cartinha, prometer, como fez

o próprio presidente Lula que não disputaria. Não, agora passa a ser uma emenda constitucional, todo mundo vai ter um mandato só e é obrigado a ter alternância de poder. Então, isso é um golaço, porque uma pessoa que hoje está liderando as pesquisas está dizendo que aprovaria uma emenda que afetaria o seu próprio mandato, ou seja, a sua reeleição. Então, isso é ótimo. Vai colher os louros por esta emenda. Agora, a resposta como cientista político.

dado estudo concreto de modelos comparativos de presidencialismo que tem governos melhores ou piores tendo ou não reeleição. Isso não existe. Isso é um feeling. As pessoas têm um feeling. Ah, porque não quero reeleição, não gosto de reeleição. Não existe. Não tem nenhum dado concreto. Realmente, países que não têm reeleição têm presidentes muito melhores do que aqueles que têm reeleição. Isso não existe. Não tem dado empírico sobre esse assunto. E o terceiro ponto,

eu acho que é o mais importante, o Brasil não vive mais um sistema presidencialista. O poder do presidente cada dia é mais diminuído. Hoje o poder está no Congresso Nacional. Quem tem hoje 24% do orçamento discricionário tem a faca e o queijo na mão, que é o Congresso Nacional. Então o Brasil já está vivendo um semipresidencialismo. Então o Brasil tem que aprovar uma emenda, Caniato, para mudar o regime. Nós temos que ter o parlamentarismo com o presidente, que é o semipresidencialismo.

ou só o parlamentarismo. Porque é uma brincadeira achar que nós temos um presidencialismo hoje que 90% do orçamento é engessado e o pouco que sobra quem manda é o Congresso. Ué, o que o presidente está fazendo? O poder dele hoje é cada vez menor. Então, isso é importante compreender. E aí a vantagem do parlamentarismo é que enquanto você tiver o primeiro-ministro que funciona, ele vai ser reeleito, pode ser reeleito por muitos anos, por décadas.

Angela Merkel ficou 16 anos no poder. A Margaret Thatcher ficou 12 anos. Felipe Gonçalves ficou também por aí. Então, assim, você mantém o sujeito ou o primeiro-ministro quando ele é bom. Quando ele é ruim, ele cai meses. Você não tem que ficar esperando quatro anos de mandato. Então, ao meu ver, eu espero que o senador Flávio Bolsonaro apresente uma outra emenda junto com essa. Fim da reeleição e adoção do parlamentarismo. Porque é isso que o Brasil já vive. Nós temos que acabar

e se faz de conta do presidencialismo brasileiro. Pois é, mudança no sistema? Será de presidencialismo para parlamentarismo? Lá atrás tentaram, né? O plebiscito. O plebiscito, palavra difícil, fizeram até um dingo famoso à época. Você, Mota, a iniciativa de Flávio Bolsonaro, e o mais interessante, né? Que uma vez promulgada a medida, afetaria o próximo presidente. Então, ele se coloca, inclusive, como um agente

seria impactado pela medida. É, eu não conheço os detalhes da medida, eu fiquei curioso pra saber se ela proíbe a reeleição em sequência ou se o eleito pode sair, passar o mandato e aí voltar, né? Sim, proíbe em sequência, exatamente. É, então não é uma medida que ela não acaba com a reeleição, ela acaba com a possibilidade de reeleição em sequência, tá? Nos Estados Unidos, independente de ser em sequência ou não,

O presidente, qualquer pessoa, só pode ser presidente duas vezes. Só foi duas vezes, acabou. Essa proposta do Flávio é uma medida essencialmente simbólica. Lógico, é muito importante, porque ela passa uma mensagem que muita gente precisa ouvir agora, especialmente vinda de um Bolsonaro. A mensagem é, eu, candidato à presidência, se for eleito, não vou me eternizar no poder.

Eu não sei qual vai ser o impacto. E a razão, o Flávio mesmo já explicou. A Constituição de 1988 não tinha reeleição. A reeleição foi introduzida por uma PEC aprovada no governo Fernando Henrique. Agora está se propondo uma PEC para acabar com a reeleição. Mas daqui a cinco anos, dez anos, doze anos, pode vir outra PEC trazendo de volta a reeleição.

que a Constituição brasileira é essa coisa flexível, tem um bom jogo de cintura. Hoje ela aceita uma ideia, amanhã ela aceita com a mesma facilidade uma ideia completamente oposta. Zé, deixa eu chamar a nossa audiência para participar da enquete do dia. Foram muitos assuntos, não deu tempo, mas assim, estou olhando aqui no YouTube, quase 3 mil pessoas já votaram, é de um tema que inclusive nós vamos discutir agora.

do dia. A pergunta está publicada no portal de notícias da Jovem Pan, jovempan.com.br e também no YouTube. YouTube de Os Pingos nos Is, não Jovem Pan News. Vá em Os Pingos nos Is no YouTube, você consegue votar na nossa enquete. Daqui a pouco eu vou trazer o resultado, inclusive. O Brasil caiu da décima posição para a décima primeira entre as maiores economias do mundo, segundo o ranking elaborado pela Austin Rating. Esse levantamento levou em consideração o desempenho da atividade econômica do país

passado. O crescimento foi de 2,3% e o produto interno bruto brasileiro atingiu 2,2 trilhões de dólares. Com o resultado, o Brasil foi superado pela Rússia, que permanece em guerra contra a Ucrânia. Esse levantamento foi feito com base em dados do Fundo Monetário Internacional. Chamar o Bruno Musa, essa eu acho que é uma das principais notícias que envolvem o tema economia, né? E os correlatos também.

e o Brasil descendo nesse ranking das 10 maiores economias do mundo. É muito simbólico, né, Musa? Quando a gente fala, nossa, o Brasil faz parte das 10 maiores economias do mundo. Sair desse ranking quer dizer, alguma coisa deu errado. O que foi? Sem dúvida. Ele é simbólico, mas ele também mostra uma tendência que não é de hoje, é uma tendência já de algum tempo. Vamos primeiro falar que esse número, quando ele fala, caímos as décima para a décima primeira, ele é uma análise do PIB,

interno bruto, ou seja, o resultado de tudo que o país produz, absolutamente tudo. No Brasil, na casa dos 12, 12 trilhões e meio ali, mais ou menos isso. E por que que ele é basicamente irrelevante? Porque imagina um país que produz o mesmo que você produz com uma população que é a metade da sua. Claramente, esse país é mais rico do que o teu. Isso significa que nos leva a uma análise um pouco mais aprofundada, que é o PIB per capita, ou seja,

Tanto que cada cidadão produz na média para você ter um efeito comparativo mais claro. E aí, quando a gente analisa isso, olha só que interessante. Ali no começo dos anos 2000, o Brasil estava 21 posições acima da metade da tabela. Hoje nós estamos 9 posições acima da metade da tabela. Passaram-se 20 anos e nós estamos caindo cada vez mais comparativo a outros países.

PIB per capita, que é o que vale na análise realmente de riqueza. Afinal de contas, de novo, repito, se você pega um país que tem metade da sua população e tem um PIB igual ao seu, você é muito mais pobre do que esse outro país, que é essa análise. Ou seja, nós estamos chegando na segunda metade de baixo dos principais países do mundo analisados pela própria CDR. Significa que os outros países avançaram e nós estamos perdendo posição.

para ter um efeito de comparação não apenas com Suíça, Estados Unidos, Luxemburgo, que são os países mais ricos do mundo. Nós estamos falando que nós perdemos, por exemplo, para a Argentina, que parou 40, 50 anos através de um socialismo do século XX e XXI que empobreceu mais de 50% da população. Nós perdemos para países pares, nós perdemos, obviamente, para o Chile, nós perdemos para países como...

Rússia, nós perdemos muito para os pares emergentes. Isso significa que, diferente daquilo que o José Dirceu veio há pouco tempo falar lá na Câmara dos Deputados que o Brasil era um país rico, não há nenhum tipo de métrica que mostre que o Brasil é rico. O Brasil é um país estruturalmente pobre. É diferente de ter condições para ser rico. O que você faz com as condições para ser rico? Joga no lixo? Continuamos sendo um país que está muito mais próximo da metade de baixo da tabela. Rápida parada para você que nos acompanha,

pela rede. Mas nós seguimos aqui com os nossos comentaristas, o ranking que foi divulgado no dia de hoje, o Brasil saindo da lista das dez maiores economias do mundo. O Brasil foi ultrapassado, inclusive, pela Rússia. Você, Dávila, quais aspectos desse levantamento que o Musa, com muita propriedade, menciona. Bom, é simbólico, mas ele indica a tendência, né? É preciso olhar também para o que foi feito no ano passado, porque a nossa enquete, inclusive,

Ah, saímos do ranking por quê? Conjuntura internacional, porque tem muita gente que põe na conta do mercado internacional. Ah, a conjuntura internacional fez com que nós ficássemos para trás. Variações do câmbio. Agora, tem gente que entende que não. Tem a digital, tem o DNA desse governo. Por isso que nós ficamos para trás. Você, Dávila. Tem o DNA total desse governo. O crescimento medíocre do Brasil, tão medíocre, que a Rússia,

país que está em guerra, que sofre embargo econômico, Caniato, passou o Brasil. Olha a vergonha. Como é que um país em guerra com embargo econômico cresce mais que o Brasil? É negócio inacreditável. E aí mostra que por trás desse número vexaminoso está o que o Bruno Musa falou. É o decrescente PIB per capita do Brasil ao longo do tempo.

corroborar o que o Bruno disse, que é muito importante, em 1985, Brasil, Chile, Polônia e Coreia do Sul tinham a mesma renda per capita, praticamente idêntica. Só que hoje a renda per capita do chileno é 50% maior que a nossa. A dos poloneses é duas vezes maior que a do Brasil e a dos coreanos, três vezes. Este é o país que deixou de crescer por causa da queda enorme da sua

produtividade e competitividade. Para ter outro número estatístico importante, se você pegar os anos 80, o Brasil equivalia a 20% do trabalhador americano, junto com o coreano, sul-coreano, todo mundo. Hoje o coreano é 60% do trabalhador americano e o Brasil, que chegou a ser 40, caiu para 25. É uma vergonha. Então nós perdemos produtividade, competitividade, isso afeta a renda per capita e afeta também

o PIB, o Brasil perdendo posição para um país em guerra e que sofre de embargo econômico.

Enfim, é algo que a gente deve discutir e avaliar. Eu vou receber agora a rede, depois na sequência eu passo para o Malta também trazer suas impressões a partir da divulgação desse ranking. Você agora conectado em Os Pingos nos Is, aqui na Jovem Pan News, a notícia em destaque. O Brasil saiu da lista dos 10 países mais ricos ou as maiores economias do mundo. Acho que essa é a colocação adequada.

esses países. Houve um crescimento de 2,3% no ano passado, só que isso ficou abaixo da média mundial. E a Rússia passou o Brasil, então ficamos de fora do top 10 das maiores economias do mundo. Você, Mota, quais aspectos mais lhe chamaram a atenção que a gente precisa destacar a partir da divulgação desse ranking? Nunca antes na história desse país, esse o eslogan, eu acho importante a gente analisar os fatos como eles são. Preciso dizer a

Brasil no ranking das maiores economias não é mérito exclusivo do governo. A gente precisa dar mérito a quem tem. Na verdade, todo o Estado brasileiro contribui pra isso. Como se percebe agora por essa ideia brilhante que surgiu no Congresso Nacional chamada de escala seis por um. Parece, Caniato, que o primeiro ministro da Alemanha esteve recentemente na China e voltou assustado de lá. Voltou

dizendo que os alemães precisam trabalhar mais se quiserem manter o seu padrão de vida. A gente sabe, o padrão de vida do brasileiro já é ruim. E a ideia brilhante do governo é que o brasileiro trabalhe menos. Pois é, um caso curioso mesmo. Bom, a gente vai seguir acompanhando essas discussões e qualquer atualização a gente traz aqui e discute com os nossos comentaristas.

O exército de Israel atacou nesta terça-feira o prédio, a edificação da Assembleia dos Peritos na cidade de Qom. Segundo informações locais, cerca de 80 yatolás estavam reunidos para escolher o sucessor de Ali Khamenei na liderança suprema do Irã. Não há confirmação de vítimas, mas segundo o regime, o prédio atacado é antigo e não é mais usado para reuniões.

presidencial do Irã e promete bombardear outros centros estratégicos e instalações militares iranianas. Já o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o regime não possui mais marinha, força aérea, sistemas de detecção, nem radares, pois praticamente tudo foi destruído, segundo Donald Trump, dizendo também que é tarde demais para o Irã querer negociar.

Estados Unidos e de Israel, e o Irã perdendo figuras importantes, estratégicas no regime, bem como observando os prédios históricos, alguns inclusive que costumam abrigar reuniões dos ayatollahs. O que podemos esperar para os próximos dias? Bom, esperemos que essa guerra acabe o quanto antes, até porque isso tem implicações no mundo como um todo. De fato, o regime dos ayatollahs era um regime que destruía a possibilidade

de um país minimamente livre, especialmente para a população mais nova. Mas eu estava lendo uma matéria interessante em que por volta de 49% das pessoas, segundo ao menos essa pesquisa local, dizia que ainda os ayatolás tinham determinado apoio. Então é muito diferente do caso da Venezuela, onde o governo, ao que eu convivi lá, tinha praticamente zero apoio. Então é uma situação bastante complicada, mas eu vejo que as peças da geopolítica estão se mexendo de forma muito clara.

Nós falamos ontem a respeito do distrito de Hormuz, que supostamente está fechado, e lá passa 20% do petróleo e do gás exportado. E ele tem como destino, 83% disso que passa lá, tem como destino a Ásia. E não é à toa que a China está pedindo para o Irã abrir. Então, essas peças começam a movimentar, principalmente, aqueles regimes mais ditatoriais e, em certo grau, aliados do Oriente.

que isso começa a complicar até a tal da aliança anti-Ocidente. Veja só que interessante que eu estava lendo a respeito desses números que eu fui atrás. O principal fornecedor de insumo para os mísseis do Irã é a China. A China tem uma briga, uma certa rusga ali com a Rússia, com a construção do gasoduto que passa pela Mongólia para levar o gás para a China diretamente. E também a Rússia depende de uma parte dos drones enviados pelo Irã.

que perdeu também a Rússia, o Bashar al-Assad na Síria. Então, me parece que a aliança anti-ocidental começa a perder força. E aí, consequentemente, abre mais espaço para que essa guerra termine o quanto antes. Veremos, assim espero, porque, obviamente, numa guerra sempre há mortes de inocentes civis. Avanço dos Estados Unidos, perspectivas para a guerra. Davila, 40 segundos. Infelizmente, eu acho que a guerra vai continuar. E o que disse o presidente dos Estados Unidos me fez lembrar,

a frase do Churchill, que a verdade é tão preciosa na guerra que ela é cercada por um bando de guarda-costas da mentira. Se é verdade que tivesse arruinado todas as instalações militares do Irã, essa hora já teria tido um acordo de paz. Mas o Irã continua atacando os países vizinhos. Portanto, ainda teremos uma longa guerra pela frente, infelizmente, para o Oriente Médio e para o mundo. Para fechar você, Mota, 40 segundos, por favor.

não ficou impune. Quase todos os responsáveis por ele estão mortos. Toda a liderança do Hamas, do Hezbollah e agora do Irã, incluindo Khamenei. Disseram que um ataque ao Irã começaria a terceira guerra mundial, mas levou apenas uma manhã para os Estados Unidos e Israel conquistarem a supremacia. Esse é um aspecto muito interessante, sobre a maneira como foi realizada a operação.

Bem, a gente vai voltar a tratar disso no programa de amanhã. De antemão, já agradeço demais aos nossos comentaristas. Só vou mencionar agora qual foi o resultado da enquete do dia. A gente trouxe a notícia há pouco. A queda do Brasil no ranking das 10 maiores economias do mundo. E a pergunta foi, o que mais contribuiu para o Brasil cair nesse ranking das maiores economias do mundo? No portal da Jovem Pan, o resultado.

O governo contribuíram para a queda do Brasil. Só 4,6% colocaram a conta na conjuntura internacional. E aí, resultados parecidos no YouTube, mais de 3 mil votos. E aí, 80% entendem que as medidas tomadas pelo governo foram determinantes para a queda do Brasil. E 20% acham que os fatores internacionais, o mercado internacional,

tem. Muito obrigado a todos que votaram, viu? Fiquem agora com o Jornal Jovem Pan e as notícias mais importantes do dia. Até amanhã. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.