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Irã agradece Lula / PL denuncia acordo para barrar CPMI do Master

03 de março de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (02):

O Irã agradeceu publicamente o posicionamento do governo Lula (PT) após os bombardeios que resultaram na morte de Ali Khamenei. Em nota divulgada pelo Itamaraty no mesmo dia das ações, o Brasil condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel e defendeu que o conflito seja resolvido por vias diplomáticas.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Donald Trump falhou com a direita brasileira ao não oferecer apoio mais incisivo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, havia expectativa de uma postura mais firme do líder norte-americano em relação às pautas defendidas pelo grupo, como a anistia aos condenados pelos atos de 08 de Janeiro.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o líder do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), teria oferecido um acordo para derrubar o veto ao projeto da dosimetria em troca da não instalação da CPMI do Banco Master. A declaração foi feita durante entrevista a uma emissora de TV.

Reportagem do jornal O Globo revela que, antes da liquidação do Banco Master, Daniel Vorcaro desembolsava cerca de R$ 400 mil por semana para manter influência e simpatia. As festas aconteciam todas as terças-feiras em um bar na Alameda Lorena, no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Milhares de pessoas participaram do ato “Acorda Brasil” na Avenida Paulista e em outras capitais do país. O evento foi liderado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que discursou como pré-candidato à Presidência.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nas redes sociais um trecho de entrevista em que critica ataques recebidos de integrantes da própria direita, incluindo aliados de Eduardo e Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Ele afirmou que apoiou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desde o início, mas que sua estratégia de dialogar com outros públicos gerou insatisfação.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou uma carta manuscrita em que lamenta críticas feitas por integrantes da própria direita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A mensagem foi tornada pública pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). No texto, Bolsonaro afirma que pediu para Michelle se envolver na política apenas após março de 2026, destacando que ela está dedicada à recuperação da filha e aos seus cuidados de saúde.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Assuntos8
  • Fraudes FinanceirasNegociação Davi Alcolumbre-PL · Derrubada do veto ao projeto da dosimetria · Corrupção política · Envolvimento de múltiplos políticos · Possível impacto da CPMI em autoridades
  • Posicionamento Brasil conflito Irã-IsraelCondenação dos ataques EUA e Israel · Apoio do Irã ao governo Lula · Diplomacia brasileira pró-diálogo · Crítica à postura alinhada com regimes autoritários · Isolamento geopolítico do Brasil
  • Relacoes EUA-IraFechamento do Estreito de Ormuz · Aumento do preço do petróleo · Impacto no abastecimento global · Efeitos na economia brasileira · Preço do gás natural na Europa
  • Geopolítica de Trump, Xi e PutinHistória das relações EUA-Irã · Ditadura iraniana e direitos humanos · Programa nuclear iraniano · Rearranjo de poder global · Fim da paz relativa pós-WWII
  • Festas e Status SocialEncontros semanais na Alameda Lorena · Gastos de 400 mil reais por semana · Contratação de modelos · Influência sobre políticos e empresários · Estratégia de corrupção sistêmica
  • Atuação de Lucia na políticaCríticas de Eduardo e Carlos Bolsonaro a Nikolas Ferreira · Patrulhamento político · Diversidade estratégica vs unidade · Carta de Jair Bolsonaro apelando à unidade · Questões de liderança futura
  • Critica PoliticaDecepção com posição de Trump · Expectativas não atendidas · Retirada de sanções magnéticas · Foco em interesses americanos · Estratégia geopolítica dos EUA
  • Carta manuscrita de Jair BolsonaroDefesa de Michelle Bolsonaro · Crítica a ataques internos da direita · Dedicação à saúde da filha · Adiamento de engajamento político · Apelo à unidade
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Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Olá, seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, os assuntos mais importantes do início desta semana, sempre contando com as análises, as reflexões, as discussões com os nossos comentaristas. Você, claro, é sempre nosso convidado especial. Para começar, o Irã agradeceu ao apoio recebido pelo governo Lula após os bombardeios que resultaram na morte do ditador Ali Khamenei.

No mesmo dia, as ações, o Brasil condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel, pedindo que os países resolvessem esse conflito por vias diplomáticas. A diplomacia brasileira disse ainda que pediu para que todas as partes respeitem o direito internacional. O embaixador do Irã no Brasil afirmou que a ação do governo Lula é valorosa para o país.

Ótima noite a você. Reforçando que foi um fim de semana de uma intensa cobertura aqui na Jovem Pan News, após ação conjunta dos Estados Unidos e de Israel. E, claro, depois do revide também do Irã, a gente trouxe todos os detalhes, todas as informações aqui na programação da Jovem Pan. E aí, eu queria questioná-lo a respeito da manifestação do governo brasileiro, a maneira como a diplomacia se colocou,

esse agradecimento do embaixador iraniano aqui no Brasil. Você, Mota, quais são os aspectos dessas declarações, o apoio manifestado pelo governo brasileiro, essa resposta do Irã, enfim, quais aspectos lhe chamaram atenção? Dificilmente existe uma coisa pior do que receber um elogio. Bom, a gente está com um problema na comunicação com o Roberto Mota.

contato com ele, mas eu quero só destacar pra nossa audiência que a nossa equipe de jornalismo segue, inclusive, monitorando as manifestações das autoridades internacionais. Marco Rubio, secretário de Estado, fez um pronunciamento há pouco, daqui a pouco a gente repercute com os nossos comentaristas, mas há várias informações a serem trazidas e destacadas aqui na programação. Em relação ao conflito, mas também de que maneira isso acaba se conectando aos demais países, né? O que é uma declaração

declaração, uma nota, uma manifestação tem a ver com esse momento atual, com o líder do país. Se for Lula, o Brasil adota uma postura. Se fosse um outro líder, talvez fosse uma outra manifestação. Enfim, exercícios que nós devemos fazer neste momento. Daqui a pouco, então, o Mota traz a sua reflexão, sua análise. O Bruno Musa está com a gente também. Bruno, seja muito bem-vindo, uma ótima noite a você. Um fim de semana de uma

Jornal da Manhã.

Primeiro ponto a ser comentado, no meu entender, é que ninguém gosta de guerra ou não somos a favor dela. Mas talvez a gente precise entender o mundo de fato como ele é. Vale muito a pena entender um pouco dos dois lados. Ou seja, o Irã é uma ditadura autoritária, sanguinária, através da Revolução Islâmica de 1979. Se fato começou, a gente poderia puxar ali até o começo dos anos 50,

O Americano Truman, depois o Eisenhower, que tinha algum tipo de relação ali com a região, ainda eram próximos, inclusive o momento da história em que Israel era próximo de Irã, enfim, é super interessante entender um pouco da história, porque nos traz a esse momento que nós vivemos hoje, depois da Revolução de 79, uma ditadura completamente sanguinária, vimos muitos iranianos sendo assassinados pelo regime nos últimos meses, depois que a população,

começou a sair às ruas e se revoltando contra o que é aquele regime realmente completamente autoritário e censurador das vontades e das liberdades individuais. E uma bomba atômica na mão de um regime desse é altamente perigoso não apenas para a região, mas para o mundo como um todo. Terã em nenhum momento se mostrou disposto a não construir a bomba, não enriquecer o Irânio numa capacidade, num montante que fosse suficiente para o uso de armamento bélico,

de fato, eles dizem que não usaria, mas quem confia num regime tão autoritário e brutal como aquele? Pois é, é importante entendermos todo esse conceito no mundo como um todo. De fato, em guerras acontecem coisas muito tristes, pessoas inocentes, civis morrem, mas a gente precisa começar a encarar o mundo como de fato ele é, porque nos últimos anos nós vivemos uma relativa paz, digamos, nos últimos quatro, cinco, seis décadas, onde havia, digamos, uma

Paz mais ou menos razoável em relação ao mundo, que muitos passaram a acreditar que o direito internacional simplesmente existe e é algo soberano. A verdade é que desde os nossos primórdios, os estados cresceram e nasceram através de ou invadir o território dos outros para crescer ou até mesmo para extrair riquezas. Veja, por exemplo, os godos na Espanha, os espanhóis, portugueses, holandeses aqui na América. Nós vemos regiões no mundo hoje. O Putin, por exemplo, quando invadiu a Ucrânia em 2014, invadiu agora.

com a Argentina, com a Inglaterra, com as Ilhas Malvinas. Enfim, são vários setores que a gente pode colocar no mundo como um todo. Então, é extremamente importante que o Irã, com esse regime autoritário do Ayatollah Hamenei, que agora foi morto, não tivesse arma nuclear. O mundo todo respira um pouco mais aliviado com relação a isso. Mas a gente precisa entender de novo que esse conceito de últimas décadas de paz, ela simplesmente foi um recorte

muito pequeno na história. O mundo sempre foi dessa maneira. O mais forte acaba impondo a sua vontade, até mesmo por proteção, muitas vezes pelo lado econômico e outra por proteção como um todo. E nós estamos vendo agora um rearranjo dentro da geopolítica mundial que, no meu entender, a forma como o mundo passou a ser desenhado pós Bretton Woods, ali depois da Segunda Guerra Mundial, ele acabou. E nós voltamos a ter a imposição das durezas, ou seja, da

o rearranjo geopolítico, da ordem econômica e política sendo determinada por algumas nações mais fortes, e isso é o normal da história do mundo, da história milenar. Não nos acostumemos com o que aconteceu em poucos anos atrás. Então, o mundo está em completa mudança. Agora, digo tudo isso para dizer, o Brasil, quando um país ocidental ataca um país autoritário, um regime autoritário, como foi, por exemplo, Venezuela, Cuba,

como foi agora com o Irã, nós vemos que o Brasil se coloca do lado deles. Quando esses autoritários invadem, como o Putin invadiu a Ucrânia, aí o Itamaraty fala, prefiro não me meter. Ou seja, há sempre um posicionamento do lado errado da história do governo Lula. Chama o Luiz Felipe Dávila, o Dávila também ficou atento, acompanhando o noticiário no fim de semana, a ação israelense norte-americana, o revide do Irã e as várias manifestações dos países,

em destaque também a manifestação do governo do Brasil e a resposta feita pelo Irã Dávila. Enfim, um cômodo que aconteceu nesse fim de semana com o desfecho dessa manifestação aqui do Brasil. Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite, Musa. Boa noite, Roberto Mota. E boa noite, nossa querida audiência. Caniato, nós temos de olhar o que aconteceu e esta manifestação lamentável do governo brasileiro

insensível e incompatível com a tradição da diplomacia brasileira, de defender democracias. O regime do Irã é um regime totalitário, ditatorial, que financia o terrorismo. Quantos milhares de vidas foram perdidas por causa do financiamento de organizações terroristas por meio do Irã, como o Hezbollah e o Hamas.

ideocrático que mata o seu próprio povo, como mostrou há duas semanas atrás, mais de três mil pessoas manifestantes foram mortas pelo próprio regime. E por último, Caniato, o que esperar de uma ditadura que financia o terrorismo e mata seus próprios cidadãos que não consegue ter um único aliado na região? O Irã conseguiu espantar todos os aliados do Golfo. Ou seja,

está completamente isolado e ganha apoio de nações irrelevantes, como é o caso do Brasil nesse episódio. Então mostra hoje uma nação que desestabilizou o Oriente Médio, matou os seus próprios cidadãos, financiou o terrorista e, além de tudo, vem deliberadamente tentando desenvolver a bomba atômica há muito tempo e está prestes a acontecer.

do terrorista, possuir bomba atômica. É um absurdo total. Então, a ação americana está correta. Aliás, Donald Trump deixou muito claro, Caniato, os três objetivos da ação militar. Primeiro, é acabar com essas instalações nucleares do Irã. Segundo, é acabar com a capacidade de fabricar mísseis pra poder, evidentemente, soltar a bomba atômica. E terceiro, é uma mudança no regime político. Dois objetivos

deverão ser conquistados nas próximas semanas. A destruição completa do arsenal nuclear e a destruição também da capacidade de se fabricar mísseis no Irã. E agora, a mudança de regime, Donald Trump deixou claríssimo que vai apenas estimular o povo iraniano a assumir as rédeas, que ele não vai colocar soldados americanos para fazer mudança de regime no Irã.

iraniana. Terceiro dia de conflito no Oriente Médio, há uma projeção por parte dos americanos de que os ataques possam durar algo em torno de quatro a cinco semanas. Agora sim, nós refizemos o contato com o Mota, tivemos um probleminha na abertura. Você, Mota, queria pedir também sua reflexão a partir do que aconteceu nesse fim de semana, as ações israelenses e norte-americanas no Irã, o revide iraniano em vários países e essa manifestação do governo brasileiro.

O governo brasileiro segue cada vez mais isolado, apoiando um governo ditatorial assassino que tortura e massacra o seu próprio povo. Só na última onda de manifestações, os ayatolais mataram 30 mil pessoas. E essa é uma estimativa por baixo. Há quem diga que foi muito mais. O governo federal se coloca em uma posição sem qualquer vantagem geopolítica.

sem nenhuma sustentação moral. É difícil entender por que o governo do PT faz isso. O que ele ganha? Especialmente quando está previsto o encontro com Donald Trump, para breve. Vocês já imaginaram como isso vai acontecer? O Irã já atacou todos os países do Golfo Persa, que já avisaram que vão retaliar.

de reiterados pedidos do príncipe herdeiro da Arábia Saudita. É um absurdo que alguém ainda escute o que os assassinos iranianos têm a dizer. Mas é isso mesmo que o governo brasileiro está fazendo. Depois que a Venezuela caiu, sobraram Irã, Cuba e Nicarágua como aliados preferenciais do atual governo brasileiro. E pelos rumores,

Cuba provavelmente não vai permanecer aliado por muito tempo. Mas é um aspecto interessante. Como eu fiz a cobertura no fim de semana, eu conversei com vários, mas vários professores de relações internacionais, analistas, figuras que acompanham esse dia a dia. Musa, vocês ou uma boa parte dos analistas internacionais entendem que o governo brasileiro, principalmente quando a gente olha para essa atual administração, o governo brasileiro já ficou do lado.

Errado várias vezes, acabando passando pano para regimes ditatoriais. Pois bem, isso colocado, há uma boa parcela dos analistas internacionais ou dos professores de relações internacionais que até compreendem, chegam até a elogiar o posicionamento do governo brasileiro, entendendo que trata-se de um posicionamento protocolar, que o Brasil não deve tomar partido.

posicionamento que se espera do Brasil. E aí? Essa é a beleza da liberdade de expressão, né, Caniato? Aquele que a gente defende que mesmo aquilo que a gente considera um absurdo, ele tem o direito de defender o posicionamento dele. A questão é que determinados pontos, no meu entender, eles não são subjetivos. Eles são objetivos. Muitas coisas que são relativizadas, elas não devem ser relativizadas. Veja, quantas pessoas foram assassinadas durante esse regime?

últimos tempos, como o Mota muito bem colocou, são mais de 30 mil pessoas, pelo menos, e ao longo dos últimos anos, desde pelo menos a Revolução Islâmica de 1979. Quantas pessoas tiveram que fugir do regime? Quantas mulheres que eles adoram defender sempre, dizendo que a direita não defende as mulheres? Quantas delas, por não usarem burka, ou foram, ou apanharam, ou foram presas? Enfim, quantas delas? Isso é algum tipo de liberdade que se defende? Então, determinados pontos não devem

ser relativizados. Eles são uma ditadura sanguinária. Ponto final, isso não se conversa. E quando nós falamos isso, parece que eles olham apenas o lado de quem sofreu o ataque. Ou seja, quem atacou os Estados Unidos, porque eles não gostam do posicionamento dos Estados Unidos, dizem que são Yankees, imperialistas, capitalistas, etc. Esses países que eles chamam de opressores e sempre os oprimidos, na menção que eu gosto muito,

sempre que o moto atrás, de Karl Marx. E é justamente isso, um mundo de Karl Marx que nunca viu a tal da Revolução do Proletariado, mas eles continuam falando na relação de opressão e oprimido. De fato, será que o povo iraniano, civil comum, que quer simplesmente tocar a sua vida, eles não são oprimidos por décadas por um regime totalmente autoritário? Isso esses analistas costumam deixar de lado. Mas a grande maioria, Caniato, assim como eu conheci na Venezuela, que eu estive três dias em Cuba,

estive duas vezes em El Salvador, que eu fui conhecer lá, a prisão do Bukele, pouquíssimos, pouquíssimos tem a disponibilidade, a vontade de ir lá colocar o pé lá dentro pra de fato conhecer quais são as demandas de grande parte da população. Claro que, muitas vezes, você defender o posicionamento de uma pequena minoria faz mais barulho, mas será que num país de mais de noventa milhões de habitantes como o Irã, será que de fato a representação de uma ampla maioria é que eles defendiam esse regime altamente de

editorial, eu duvido. Então, eu convido que cada um vá visitar aqueles países para que eles falem e aí sim, com mais conhecimento, possam defender o que a grande maioria da população defende. Você, Davila, qual é a reflexão que a gente precisa fazer a partir do momento em que há também elogios ou figuras acabam enaltecendo a postura adotada pela nossa diplomacia? Vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou um pouco dessa postura do governo brasileiro, dizendo que o Brasil

sempre foi um país promotor da paz. E há esse entendimento de algumas figuras do governo, que o Brasil poderia ser, em vários momentos, uma figura central para mediar conflitos, enfim, sempre apostando no diálogo, na manutenção das relações diplomáticas. Enfim, falta muitas vezes o Brasil tomar uma posição, tomar lado, ficar do lado de alguém? No passado, o Brasil poderia fazer essa mediação com a independência,

brasileira era política de Estado, e não uma política militante, partidária, ideológica, como é no caso do PT. Por isso, não está em jogo aqui o que é interesse nacional ou da comunidade internacional. O interesse principal da comunidade internacional é, sim, restabelecer a paz no Oriente Médio, mas desmobilizar um regime ditatorial, tirânico, que criou enorme instabilidade política na região. Aliás, foi o Irã,

que perseguiu a bomba atômica e criou o maior desequilíbrio militar na região. Foi o Irã que desestabilizou o regime, não só de vários países, por meio do financiamento de organizações terroristas. Foi o Irã que lutou uma guerra de oito anos contra o Iraque. Ou seja, o grande desestabilizador do Oriente Médio é o Irã. É o Irã, essa teocracia do Irã.

regime não conta com apoio de mais de 15, 20% da população iraniana. A maioria dos iranianos querem uma mudança de regime. Agora, quando tentam fazer, foram massacrados pelo próprio regime. Então, Caniato, para restabelecer a paz no Oriente Médio, é preciso que o Irã mude de regime, volte a ter um regime que possa contribuir, colaborar e cooperar com outros países. Você nunca viu uma

no Oriente Médio contra o Irã, como acontece agora. Aliás, os ataques do Irã nesses países só aumentam essa animosidade. E o grande perigo, Caniato, não tendo o Oriente Médio pacífico, inclusive com um Irã que participa das relações internacionais, é deixar um vácuo de poder que pode ser ocupado por outra potência, por exemplo, como a Turquia. Então, é preciso o Brasil, se o Brasil tivesse uma diplomacia

de Estado, estaria, sim, não criticando o ataque, mas trabalhando para tentar restabelecer o diálogo entre esses países. Mas, enquanto essa teocracia estiver no poder, não tem diálogo, só tem a linguagem da força. Afinal de contas, você lembra a frase famosa do Klausewitz, a guerra são os meios diplomáticos por meio violento. Pois é, inclusive,

Quero só destacar que várias pessoas da nossa audiência acabam listando eventos ou episódios em que o presidente brasileiro, o atual presidente brasileiro, em outras administrações, manteve algum contato mais próximo com figuras, com lideranças que passam longe de serem consideradas lideranças democráticas. E aí a gente poderia fazer uma lista de alguns, né, Mota? Lideranças do Irã, quem não se lembra de Muammar Gaddafi, né, Mota?

poderíamos trazer também aquelas lideranças da América Latina, Maduro, Chaves, os irmãos Castro em Cuba, também o companheiro Ortega e por aí vai. E aí eu queria só que você se aprofundasse naquilo que você até chegou a mencionar, Mota, a reunião, o encontro com Donald Trump. Me parece que esse tipo de manifestação ou reavivar essas situações se torna uma reunião que vai ser o puro anticlímax, não?

A gente não sabe qual é o peso, a importância desse assunto nessa reunião. Agora, se você fosse qualquer um de nós indo para uma reunião com o Donald Trump, a última coisa que você faria num momento como esse seria um apoio explícito ao Irã. É difícil encontrar qual é a motivação. Provavelmente a razão para esse apoio está fora do nosso conhecimento.

ela não faz sentido nenhum, do ponto de vista geopolítico, do ponto de vista moral. O investimento que os Estados Unidos fizeram nessa ação contra o Irã é gigantesco. Essa ação completa aquela ação de alguns meses atrás, quando o sistema de produção de armas nucleares, de enriquecimento de urânio do Irã, foram destruídos. Os Estados Unidos juntaram uma armada gigantesca,

ali na região do Golfo Bersa, para realizar esses ataques no Irã. Ninguém sabe ainda quais serão as consequências completas. Há notícias de que a guarda iraniana está fechando o estreito de Hormuz. Ninguém sabe o que vai acontecer. Agora, qualquer pessoa com o mínimo de inteligência e clareza moral percebe que o que os Estados Unidos fizeram foi a coisa certa.

em 1936, 1937, e o mundo não teria mergulhado na Segunda Guerra Mundial. Imagina você esperar que os ayatolais, assassinos fanáticos da pior espécie, desenvolvam armas nucleares. Eles já têm mísseis capazes de levar essas armas à Europa. A Europa já está no raio de alcance dos mísseis iranianos. Quanto tempo mais para esses mísseis chegarem nos Estados Unidos?

Então, você fica pensando, não é possível que chegue ao poder máximo em um país pessoas que não conseguem entender isso, pessoas que acham que a melhor coisa a dizer é que não, eles têm que se entender por vias diplomáticas. É como o Dávila disse, a declaração de Von Clausewitz, a guerra é a continuação da política por outros meios. É isso que está acontecendo.

do governo brasileiro, uma posição completamente incompreensível para nós que estamos aqui. Mas eu tenho certeza, Caniato, que para quem está no círculo íntimo do poder, isso aí deve ter uma justificativa maravilhosa. Pois é, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas nós seguimos aqui pelas demais plataformas, trazendo as informações de momento, a análise com os nossos comentaristas. O Mota mencionou o Estreito de Hormuz, o Irã, inclusive.

fez uma declaração dizendo que o Estreito de Hormuz está fechado e que irá incendiar os navios que tentarem passar pelo canal. Deixa eu só passar para o Bruno Musa. O Estreito de Hormuz é um local fundamental para o escoamento do petróleo ali na região, né, Musa? Inclusive, o fechamento poderá trazer consequências ainda não calculadas para o mercado mundial de petróleo.

O que a gente pode esperar? Uma coisa é certa. Elevação no preço do barril, não? Pois é. Eu até peguei todos os detalhes e fiz um vídeo que está hoje lá no meu canal, na verdade, do YouTube. O que você falou de esperar o preço a alta, na verdade, já está acontecendo. Hoje a gente vê o barril do petróleo subindo 8%. O Brent tocando quase de volta 80 dólares. Fazia um bom tempo que não tocava isso. Estou olhando aqui para baixo, estou pegando o gráfico dele. Voltou a preços que a gente não via há um tempo.

Isso significa que, para aqueles que acham que de repente o petróleo é algo muito distante, pense que o petróleo afeta o preço da gasolina e dos derivados, gasolina, diesel, querosene, que afeta aviação, que afeta transporte terrestre, portanto afeta fretes, o preço dos produtos e serviço. Sobe a gasolina, vai subir de serviço como qualquer tipo de transporte ou qualquer produto que chega na sua casa ou tudo vai petróleo, basicamente.

que afeta diretamente o preço no mundo como um todo. Agora, o interessante de conhecer isso é que, quando você pega lá o Estreito de Hormuz, que ele é uma região que tem, acho que, 33 quilômetros, se não me engano, ali de extensão, e ele passa ali entre a região que deixa os principais países envolvidos, e é uma rota de fuga, fuga entre aspas, de petróleo, que sai dos principais produtores do mundo, e passa por lá,

20% do petróleo consumido no mundo. E o petróleo exportado no mundo, 4 entre 5 barris passa pelo Estreito de Hormuz, em que o Irã fechou. Ou melhor, os principais relatos mostram que ele fechou. E a questão é quanto tempo ele pode permanecer fechado se de fato está completamente fechado. Veja, a demanda de petróleo mundial por dia no mundo são 100 milhões de barris de petróleo mais ou menos.

passa pelo Estreito de Hormuz. E 20% também do que é produzido de gás natural liquefeito e consumido no mundo passa por lá. Consequentemente, o Qatar é o maior fornecedor de gás natural e ele fechou uma das principais geradoras de gás por lá. Então, o que nós vimos hoje, por exemplo, o preço do índice futuro do gás na Europa subiu 50% hoje. É impressionante. Então, se isso continua fechado ou fica fechado durante um bom tempo,

se mostra comprometido. E um ponto importante, 83%, tanto do petróleo como do gás, que passa pelo Estreito de Hormuz, tem em direção à Ásia. Então, os países asiáticos tendem a sofrer mais, mas, consequentemente, como é uma commodity dolarizada, a gente sente isso no mundo todo. Mas tem um ponto rapidamente importante. A venda do petróleo é a principal receita do Irã. Então, se ele fecha, ele também compromete a sua própria economia. Como é que fica tudo isso? Então, a situação é bastante complexa.

Eu vou receber a rede Jovem Pan nesse momento. Agora sim, todos conectados em Os Pingos nos IS, nossos comentaristas fazendo uma porção de análise sobre os vários aspectos, os muitos aspectos que envolvem o conflito no Oriente Médio e de que maneira é possível conectar esse conflito, a ação dos Estados Unidos em conjunto com Israel no Irã, com o governo brasileiro, com os posicionamentos do governo brasileiro. Agora, Dávila, tem uma outra questão. Eu queria que você refletisse,

sobre a participação de outros países. Enfim, os ataques iranianos chegaram a alcançar vários países. Não se trata apenas de um ataque de Israel para o Irã e uma resposta do Irã para o território israelense. Se a gente for contabilizar ataques a drones, mísseis, bombardeios ou estilhaços que tenham caído em um país ou em outro, a gente está falando, além de Irã e Israel, Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait,

Amã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano e Chipre. Enfim, a gente está falando de participação em maior ou menor escala de 12 países. E aí sempre há uma preocupação. Bom, será que todos revidariam? Ou, na verdade, eles transferem essa responsabilidade, por exemplo, para os Estados Unidos? Porque o ataque do Irã é sob a justificativa de que esses países teriam algum alinhamento com os Estados Unidos.

projetar uma guerra regional, o que a gente pode esperar, Dávila? Bom, primeiramente, este é o melhor jeito pra você criar novos inimigos. O Catar, por exemplo, era um país que atuava como esse mediador no Oriente Médio, sempre um espaço pra conversa diplomática, inclusive com o Irã. Então, quando você ataca o país, você tá mediando, você tá transformando em inimigo um dos poucos mediadores nessa conversa do Oriente Médio.

como você bem disse, já bombardeou praticamente todos os países do Golfo. E isso vai aumentar a tensão e a resistência desses países ao Irã. Segundo ponto, o Estreito de Hormuz, o Musa já trouxe uma boa análise aí do que acontece com toda essa exportação de petróleo e gás que passa por lá, mas tem algo mais grave e que é por isso que eu acredito que o Irã não vai fechar o Estreito de Hormuz. Hoje,

30 milhões de toneladas de alimentos passam pelo Estreito de Hormuz. E dessas 30, 14 milhões vão para o Irã. Ou seja, se fechar o Estreito de Hormuz, o governo iraniano vai colocar em risco ou vai colocar o seu povo com fome, porque não vai passar 14 milhões de toneladas de alimento por lá. Uma das coisas pela qual a insatisfação popular,

com a teocracia iraniana cresceu tanto nos últimos anos, foi justamente por causa da inflação do preço de alimento. A moeda no Irã cada dia é mais desvalorizada, o povo compra cada vez menos com o dinheiro. Imagina se você fecha o Estreito de Ormus, um país que exporta quase metade do alimento que passa por lá. Então, as opções do Irã não são muitas.

a guerra, bombardeando poços de petróleo e gás desses países do Golfo, para que esses países, uma vez bombardeados, forçassem ou pressionassem os Estados Unidos a uma rápida negociação de paz com o Irã. Isso vai se tornando cada vez mais improvável. Por quê? Porque, no fundo, todos eles compartilham do desejo norte-americano de destruir as instalações

e a capacidade do Irã retalhar com mísseis. Isto gera enorme insegurança no Oriente Médio. Portanto, esses países não têm nenhum interesse em finalizar rapidamente e deixar os vestígios desta organização militar, não só na fabricação de mísseis, como na bomba atômica. Aliás, o Trump falou uma inverdade lá atrás.

completamente a capacidade do Irã promover ou criar, produzir bomba atômica. Isso não é verdade. Tanto que não é verdade que agora o B-52 está de volta para continuar o serviço que não foi terminado antes. Então, não pode deixar o Irã com nenhuma capacidade de voltar a trabalhar no plano de enriquecimento de urânio, fabricar bomba atômica e lançar míssel. Enquanto esses dois objetivos não forem plenamente atingidos,

eu tenho certeza que os países do Oriente Médio estarão unidos com os Estados Unidos e Israel. Pois é, daqui a pouco a gente volta a tratar dos aspectos que envolvem o conflito no Oriente Médio. Tem várias notícias também, várias atualizações dos assuntos aqui no Brasil. É uma entrevista realizada para uma emissora de TV. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ele revelou que o líder do Congresso, Davi Alcolumbre, ele ofereceu um acordo para derrubar o veto ao projeto da dosimetria.

Em troca da não instalação da CPMI do Banco Master. A nossa repórter, a Júlia Firmino, chega ao vivo, aqui em Os Pingos nos diz, vai trazer essas informações. Júlia, seja bem-vinda, ótima noite a você. Agora, segundo o presidente do PL, o Valdemar Costa Neto, o caso do Banco Master teria um potencial para atingir muitas autoridades? Foi isso que ele disse? Bem-vinda.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, teria dito, então, que essa CPI atingiria meio mundo. Essas falas foram dadas, então, em uma entrevista a um canal de TV, como você bem disse, e a criação da CPI para investigar o Banco Master enfrenta obstáculos, né? A gente precisa ressaltar aqui. Diz que, inclusive, conversou, né? Costa Neto disse que conversou com o senador Rogério Marinho,

os senadores estariam condicionando a aprovação da CPI a outras pautas, como, por exemplo, a pauta da dosimetria. O presidente do PL, inclusive, apontou, Davi Alcolumbre, como o articulador de tudo isso, de ser contra essa CPMI. E aí, questionado sobre se essa CPMI poderia atingir algum membro do PL, do Partido Liberal, do qual ele é presidente,

dessa CPMI e minimizou a possível participação de qualquer pessoa ligada ao partido. Viu, Caniato? Agora, Júlia, tem um outro destaque, porque nessa entrevista, Costa Neto também reclamou do presidente americano, Donald Trump. Quais foram as revoltas, então, do líder do PL com o líder dos Estados Unidos? Reclamou, sim, Caniato. Reclamou da falta de apoio de Trump em relação ao que tem envolvido a vida de Jair Bolsonaro.

Bolsonaro, né? Ex-presidente que tava ligado aí ao PL. Diz que Trump falhou com a direita brasileira, esperava um apoio maior por parte do presidente norte-americano Donald Trump, inclusive no avanço de pautas, como por exemplo a anistia daqueles que foram condenados pelo autogolpista de oito de janeiro. Valdemar também defendeu ainda nessa oportunidade o uso da lei Magnitsky, que é uma lei que traz sanções dos Estados Unidos impostas a autoridades norte-americanas, especialmente

defendeu o uso dessa lei para o ministro Alexandre de Moraes, justamente para facilitar o voto da anistia aqui no país em relação a esses envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Caniato, volto com você. É certo. A Júlia Fermino trazendo os detalhes dessa entrevista concedida por Valdemar Costa Neto, uma emissora de TV, tratou de vários assuntos, mas em destaque dois que nós iremos tratar e discutir por aqui. Obrigado, viu, Júlia? Bom trabalho para você, ótima semana.

começar com o Roberto Mota, Valdemar Costa Neto, dois assuntos. Vamos começar, então, de trás para frente? Aproveitando, inclusive, essa manchete principal que estampa na nossa tela, Mota. Costa Neto, Trump, falhou com a direita brasileira. Mas daí eu me pergunto, o que esperavam de Donald Trump? Que ele viesse com um avião da Força Aérea Norte-Americana e fizesse um resgate de Jair Bolsonaro? Muitas pessoas acabam fantasiando que Trump poderia ser o salvador da pátria. Enfim, por que tem essa decepção?

no ar. Esse foi o sentimento de muita gente, Caniato, e eu vou fazer o meia-culpa aqui. Eu tive esse sentimento em determinado momento. Acontece que a situação no Brasil, que às vezes fica tão difícil, que bate mesmo o desespero. E aí se aparece uma ajuda, você, a sua esperança cresce. Muita gente interpretou a aplicação da lei Magnitsky

sendo um compromisso de Donald Trump com a pauta da liberdade no Brasil. Senão, por que ele estaria fazendo aquilo? Por que outro motivo ele teria aplicado a lei Magnitsky? Agora, aparentemente, essa foi uma interpretação errada. E essa pergunta ainda fica sem resposta. Por que ele aplicou a lei Magnitsky e todo mundo esperava que essa aplicação fosse ser ampliada, mas em vez de ampliar, ele retirou

Muita gente diz que ter aplicado e depois ter retirado as sanções Magnitsky talvez tenha sido pior do que se ele nunca tivesse aplicado as sanções em primeiro lugar. Dito isso, eu tenho que reconhecer, diante do que aconteceu nos últimos meses, que não é aconselhável menosprezar o pensamento estratégico de Donald Trump.

da Venezuela, do Irã e quem sabe de Cuba. Pois é, e além dessa lembrança muito oportuna do Mota sobre a Magnitsky, muitos disseram o seguinte também, aquela fala sobre o tal entendimento, a simpatia que acabou acontecendo ali na coxia daquele evento, aquele encontro rápido de alguns segundos entre ele e o presidente brasileiro, a tal química, acho que foi esse o termo utilizado, que isso acabou

inclusive, enfraquecendo o discurso da oposição aqui no Brasil. Você, Bruno Musa, as falas de Costa Neto e a frustração sobre o posicionamento de Donald Trump. Ele, nessa entrevista, disse que Trump falhou com a direita brasileira. Pois é, ainda bem que tudo fica gravado aqui, porque realmente a gente sempre falou que era uma ingenuidade tremenda acreditar que Donald Trump estava fazendo aquilo, porque ele queria pensar no Brasil acima,

do tal America First. Ou seja, de verdade acreditariam que ele estaria fazendo isso pensando única e exclusivamente no Brasil e não porque fizesse parte de um plano para os Estados Unidos. Ou seja, a coisa é muito mais profunda. Não tem nada a ver com o Alexandre de Moraes ou qualquer outro juiz desrespeitar as leis brasileiras. Desrespeitou, mas afetando empresas americanas, cidadãos americanos e aí sim acabou acarretando isso. Mas não como algum tipo

de obrigação que Donald Trump tenha com o Brasil. E, mais uma vez, quando eu li isso, me trouxe, veja, a clareza que a mentalidade que funciona para a grande maioria no Brasil, inclusive, pelo visto, para Valdemar Costa Neto, é que outros devem fazer aquilo que é a nossa própria responsabilidade. Ou seja, nós estamos terceirizando um ato que deveria ser nosso por pressionar o judiciário,

das mazelas e tudo o que está acontecendo no Brasil, da falta de respeito à lei, das intromissões de determinados poderes em cima do outro, das retiradas das liberdades individuais, do não respeito à Constituição brasileira, claro que uma ajuda vindo de lá é extremamente relevante, mas não significa que há uma obrigação por parte dos outros em nos salvar disso tudo que está acontecendo no Brasil. Grande parte da responsabilidade deve ser atribuída a nós, enquanto brasileiros,

país minimamente mais decente. Agora, se esperamos que até isso, terceiros tenham uma obrigação de fazer por nós, aí realmente é o país onde a gente continua achando que você tem direitos infinitos e obrigações, se tiver que sustentar, não precisa ser muitas, né? Você, Dávila, superestimaram essa possibilidade de ajuda, de apoio de Donald Trump. Qual foi o resultado disso? A desilusão, Caniato, só existe quando nós criamos uma ilusão.

Parte da direita criou a ilusão que Donald Trump seria uma espécie de cabo eleitoral da direita. Bom, viu? Que não vai ser. Donald Trump pensa nos interesses de curto prazo dos Estados Unidos. O que o interesse de curto prazo dos Estados Unidos hoje em relação ao Brasil é resolver essa história de terras raras. Daí a química com Lula, daí a boa relação com Lula, deixa até o Lula falar um desaforo ou outra do Irã, que no fundo ele quer é assinar um bom contrato de terras raras

o maior produtor de terras raras depois da China. Isso é a única coisa que interessa hoje aqui pro Donald Trump. E a segunda coisa é que o Brasil poderia ser um bom parceiro nessa história da estabilidade da América do Sul. O resto, ele não quer nem saber. E se Lula ganhar a eleição, ou perder a eleição, é isso daí, conforme quem está na cadeira, ele vai mudar o discurso dele. Foi assim que aconteceu com a Venezuela. Tirou o ditador Maduro e começou a tratar a Delci Rodrigues porque ela,

simplesmente aceitou a parceria com os Estados Unidos e a seguir, conforme a política americana, ditou vários dos interesses dos Estados Unidos na Venezuela. Portanto, Donald Trump não se importa com ideologia, com direita ou esquerda. O que ele se importa é se ele pode fazer negócio com aquele cara que está sentado na cadeira. E hoje parece que ele acha que ele pode fazer negócio com o presidente Lula.

E aí, não é que falhou com a direita. A direita é que tem que acabar com a ilusão de que Donald Trump poderia ser um cabo eleitoral para eleger os políticos de direita. E aí, o Musa tem toda a razão. Isso depende única e exclusivamente da competência da direita para fazer essa campanha decolar. E tem tudo para decolar, porque esse governo é um desastre que só dá tiro no pé.

da entrevista concedida por Valdemar Costa Neto. É um assunto super delicado, uma negociação de bastidor mesmo. A portas fechadas, olha, a gente derruba esse veto aqui se vocês não fizerem isso daqui. Mota, o que disse Valdemar Costa Neto? Que teve uma negociação e aí ele traz à tona a manifestação de Davi Alcolumbre que teria oferecido um acordo para derrubar o veto do projeto da dosimetria em troca da

não instalação da CPMI do Banco Master. E aí, Valdemar Costa Neto, nesse programa, ele diz o seguinte, essa história do Banco Master vai atingir meio mundo. Querendo dizer que Vorcaro tinha relações com figurões de vários partidos e de várias instituições, Mota. Política é uma atividade que tem como objetivo conquistar e manter o poder. Eu sei que tem gente que não acredita nisso.

que tem gente que acredita que o objetivo da política é lutar pelo bem comum, é melhorar a sociedade, é desenvolver o país. Desculpe trazer essa notícia para vocês. Não é. 90% dos políticos estão interessados em melhorar a sua vida e dos seus amigos. Na política, absolutamente tudo é negociável. Quem não tem estômago para isso deve procurar outra atividade.

Por isso muitas vezes você vê um político ou um governo tomando uma atitude que é inexplicável, incompreensível. Você não entende? A gente acabou de falar sobre isso. Pois é, frequentemente esse político ou esse governo está tomando essa atitude porque está negociando ou já negociou a sua posição. É bom para ele, é ruim para a gente. Infelizmente política é assim no mundo inteiro.

Mas, no Brasil, política é um pouco pior do que isso. Por isso, eu já disse uma vez aqui, Caniato, e mantenho, o Código de Ética do Brasil é um CDB do Banco Master. Você, Bruno Musa, essa é uma informação muito relevante, hein, Musa? Ainda que muitas pessoas não estejam em Brasília para acompanhar esse tipo de tratativo, de negociação, são coisas que acontecem dentro do gabinete.

de uma equipe de televisão. E quando uma informação dessa vem à tona, a gente entende um pouco ou desconfia um pouco dessa dinâmica, né? Uma tratativa que indica, olha, a gente só vai derrubar o veto ao PL da dosimetria se vocês barrarem, se vocês não avançarem com a CPI do Banco Master. E aí a gente entende ou desconfia o que poderia aparecer em uma eventual CPI do Banco Master, né?

recorrecente, da deterioração das instituições brasileiras, ela cada vez acontece mais essas negociatas a céu aberto. É que, mais uma vez, é aquilo que eu sempre falo, a gente vem naturalizando, é do ser humano. Muitas vezes você se sente impotente frente a tudo isso. O que eu posso fazer pra, de fato, mudar no curtíssimo prazo? Eu realmente acredito apenas numa mudança em mais longo prazo. Agora, no curto prazo, o que nós podemos fazer?

Cada um aqui tem que trabalhar, tem que levar o fruto do seu trabalho pras suas respectivas casas e lutarmos

cada um como podemos. Mas a verdade é que cada vez está mais escrachado. Veja, eu mencionei outro dia, que eu acompanho muitos podcasts de países, de outros países, e muitos deles estavam comentando a respeito da crise no México, e eles mencionavam onde já se viu o crime organizado pedindo dinheiro para comércios. Eles se sentem tão indignados para algo que se tornou normal para a gente no Brasil. Infelizmente, o quadro da política é tão deteriorado que, por mais que nos outros países

vejamos esse tipo de negociata, eles acontecem muito na surdina. Aqui já se transformou em algo completamente normal. Parece que nós estamos inertes, não conseguimos fazer nenhum tipo de mudança, não podemos cobrar. E se cobramos, ou acontece algum tipo de ameaça à censura, ou então impõe um medo em que nós acabamos praticando a autocensura, até mesmo com os nossos vizinhos, com os nossos amigos, com os nossos familiares, para não brigarmos.

As pessoas estão próximas à nossa. Qualquer tipo de menção a isso se torna como se fosse agressivo, quando não necessariamente é. Tem maneiras e maneiras de serem colocados. Mas me parece que tornou tão óbvio que o funcionalismo público não leva mais em consideração o que significa ser funcionário público, servir a população. Não, como eu sempre falo, nós nos tornamos escravos desse grupo de burocratas que, em última instância, são eles.

todas elas para si. E eles se transformaram no Estado, nos obrigando a financiar cada vez mais. Não podemos recorrer, afinal de contas eles detêm, em última instância, o monopólio da violência. A quem a gente vai recorrer? Ao judiciário? Ao legislativo? Quem mais? Ao executivo? De que maneira? Como? Então nós ficamos inertes aqui numa falta de capacidade de ação, simplesmente nos indignando com o que está acontecendo. De novo, essas negociatas estão,

cada vez mais a céu aberto. Como você falou, nós não apenas desconfiávamos, depois tivemos certeza de que isso acontece. Agora é a céu aberto. E simplesmente pedem mais dinheiro através de mais impostos. Paguem mais, a gente precisa negociar. E vocês, por favor, se calem. Pois é, e Valdemar Costa Neto é uma figura inusitada, porque vai para uma rede de televisão e revela esse tipo de tratativa em cadeia nacional,

até seria interessante se a nossa produção pudesse conseguir o Valdemar Costa Neto, sempre muito gentil, muito atencioso com a Jovem Pan, pudesse conceder uma entrevista aqui para o programa Os Pingos nos Is. Mas você, Dávila, essas tratativas, os receios de uma instalação da CPI do Banco Master e a negociação que, nesse caso, envolveria até a derrubada do veto do PL da dosimetria. Caniato, nós temos de lembrar que Vorcaro é uma espécie de epistim brasileiro,

ele tinha essa rede de tudo que era político no Brasil. Aliás, a atitude do presidente do Senado é como se ele fosse porta-voz da República do Rabo Preso. Todo mundo que tem rabo preso com o Vorcaro quer sepultar esta CPMI ou qualquer tentativa num ano eleitoral de criar enorme constrangimento para boa parte de políticos que estão nesta lista

amigos, aliados, favorecidos pelo Banco Master. Não custa lembrar que um dos escândalos do Banco Master é justamente a Previdência do Amapá. E quem era o responsável, o presidente deste Fundo Previdencial do Amapá? Uma pessoa intimamente ligada a Davi Alcolumbre. Por aí, você já pode ter um pouco da noção, da escala de políticos,

envolvidos neste famoso telefone do Vorcaro, lista do Vorcaro, todos que se beneficiaram das festinhas, favores, jatinhos do Vorcaro. E, por isso, o alerta de Valdemar Costa Neto é que pode pegar quem for. Tá todo mundo com o rabo preso nessa história do Banco Master. E o que todo mundo quer é sepultar o mais rápido possível. Talvez, como o Mota sempre lembra,

Um escândalo rápido para poder esquecer esse e virar a página e não se tocar mais no assunto do Banco Master. Porque isso pode ser uma bomba política num ano eleitoral. Mas eu nem sei se precisa de CPI ou CPMI, porque assim, se isso tivesse acontecido nos anos 80, ok, quem participou do esquema ou quem foi às festas vai guardar isso na sua cabeça, ponto.

era difícil, você tirava foto e aparecia o flash hoje em dia todas as negociações são feitas por whatsapp alguns usam e-mail você troca arquivos fotografias, conversas apreende o celular os arquivos são acessados pela polícia federal as coisas vão vazar em algum momento se na íntegra ou de forma fragmentada eu não sei, mas essa frase do Valdemar Costanetti a CPI do Banco Master vai atingir meio mundo

ponte para várias pessoas. Inclusive, quero trazer uma informação que foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo. E essas informações revelam que até a liquidação do Banco Master, o Daniel Vorcaro gastava cerca de 400 mil reais uma vez por semana para manter a influência e a simpatia. Todas as terças-feiras, o banqueiro custeava festas em um bar na Alameda Lorena, na região dos Jardins, aqui em São Paulo,

. . . . .

eu começar com o Mota, porque Mota, desde quando estourou o caso do Banco Master, o escândalo de má gestão do Banco Master, toda semana vem à tona essas informações que indicam a extravagância na vida de Daniel Vorcaro, ou a adoção de métodos pouco ortodoxos para fechar negócios, para estar próximo de pessoas poderosas e para, de alguma maneira, exercer a sua influência. E aí, mais uma notícia, né?

Ele bancava em encontros semanais em um bar na Alameda Lorena, que é uma região bem nobre aqui de São Paulo, com contas que variavam ou fechavam algo em torno de 400 mil reais por semana. E com figuras importantes, figurões da política, do empresariado, sempre regado a bebidas e comidas de primeira e com moças muito bem apresentadas. Lembrem do que eu falei, quando a gente começou a discutir esse escândalo,

Eu disse, esses detalhes picantes vão acabar ocupando a maior parte da discussão. A gente vai esquecer o essencial. Preciso perguntar o que há de novo nessas histórias do Banco Master? O que esse banqueiro Paz fazia que já não era feito no Brasil há décadas, muitas décadas? Ele provavelmente não inventou nada.

desenvolveu nenhuma tecnologia nova. O mérito dele, se é que a gente pode chamar de mérito, estava só na ousadia e na produtividade. Ele chegou onde antes, talvez, nenhum outro banqueiro tivesse chegado. E foi rápido, né? Em poucos anos, ele se tornou um dos festeiros preferidos da República. Conseguiu colocar muitas figuras importantes no bolso.

E segundo esses rumores, além do bolso, em outros lugares menos apropriados. Esse é um escândalo, Caniato, com potencial de revolução. Pois é, certa vez o Bruno Musa fez uma comparação entre empresários, banqueiros de ofício e o estilo pitoresco de Daniel Vorcaro tocar o seu dia a dia. Os banqueiros dos principais bancos têm uma postura muito mais discreta, né, Bruno Musa?

não adotam desse tipo de expediente para fechar negócios ou estar próximo de pessoas. Queria que você trouxesse um pouco dessa percepção e qual lhe parece a estratégia de Daniel Vorcaro? Qual era a estratégia de Daniel Vorcaro ao promover esses encontros em que ele tinha desembolsado 400 mil em uma semana com essas festinhas para esses convidados especiais? Veja, fica muito claro que tudo é um castelo de cartas como acabou ruindo do dia para a noite.

todos os principais banqueiros podem ter esse tipo de vida que ele levava. Não é questão de poder ou não poder, é questão de... Faz sentido? Faz sentido você mandar asfaltar uma rua pra chegar na festa de aniversário da tua filha de 15 anos e gastar 15 milhões com isso? Tem algum tipo de lógica? Você trazer garotas de programa lá da Dinamarca, da Suécia, tem algum tipo de sentido esse tipo? Comprar uma casa de 300 milhões, comprar outro de 300

e pouco, é que nada faz sentido dentro dessa história, se fosse uma história real de um banqueiro construindo um banco de fato sólido que perdurasse ao longo do tempo. O que nós víamos é que há um castelo de carta e nesse castelo de carta você precisa comprar grande parte da República para que isso dure um tempo maior do que efetivamente... Perfeito, só preciso te interromper porque eu preciso me despedir de parte da rede que ficará agora

com a sua programação local. Agora o Bruno Musa vai retomar essa análise, fez uma boa introdução mencionando se isso faz sentido para os empresários já consolidados, por exemplo, no segmento financeiro. Pega daí, Musa, fica à vontade, por favor. É, é que uma coisa é você poder, outra coisa é você parece que quer ostentar. Nada disso faz sentido, você comprar apartamentos de 15, 20 milhões para uma garota de programa, para outra, para uma namorada, ou seja, é tudo muito fora da realidade,

Não significa que é fora da realidade financeira de todo mundo. Pode, não tem problema. Mas ficou muito claro que desde a forma como era feita a captação, desde o montante que era pago pela distribuição, desde absolutamente toda essa cadeia produtiva, ela é sustentada em cima de um castelo de cartas. E para isso ele precisava comprar peças-chaves dentro de um país para que o sistema pudesse continuar operando o próprio banco dele,

Sobreviver, caso contrário, o que a gente viu, ele tinha patrimônio líquido negativo, se as pessoas começassem a sacar o dinheiro, tudo caía como de fato caiu. Então essas festinhas nada mais eram do que arquiteturas para manter os principais pontos, não importa o espectro político ideológico, dentro de uma camada de debaixo da minha asa, comprado todo mundo, para que pudesse manter essa falsa rodando, essa falsidade rodando.

ponto. Talvez se ele tivesse voado dentro do radar e não tivesse mantido esse estilo de vida anababesco, talvez ele durasse um pouco tempo a mais. Não digo que perdurasse, porque a verdade sempre aparece ainda mais quando você precisa de novas captações pra sustentar o pagamento ali dentro dessa máquina carregada de corrupção. Poderia durar um pouco a mais, mas de fato eu acho que ele se enrolou na própria convicção de que ali ele tinha comprado todo mundo, que

ele era realmente invencível. Um pouco do que as principais cabeças da República Brasileira também acho. Pois é, eu achei muito interessante, viu Davila, uma manifestação de uma mulher, eu acho que é, Jéssica. Jéssica escreveu o seguinte, muito generoso, mas uma generosidade bancada pelo fundo garantidor de crédito. Enfim, quais aspectos desse tipo de estratégia adotada por Vorcaro lhe chamam a atenção? Enfim, agora naturalmente,

Geralmente, a gente irá acompanhar um avanço de várias investigações. Mas esse tipo de informação, você acha, como disse o Mota, tira o foco do que é mais importante, dos nomes, provavelmente, que viriam à tona. A gente vai receber a rede em um minuto e... Só confirma pra mim a nossa sonoplastia em um minuto, Davi. Então, faz uma introdução de 50 segundos, por favor. Tira o foco do que é importante, o Mota tem razão, mas, por outro lado, reflete o que é esse Estado que foi capturado por corporações.

Hoje, Caniato, o importante não é você ser bom de negócio, ter uma ideia inovadora, empreendedor, é capturar o Estado brasileiro. Ali estão todos os grandes negócios, as vantagens, os precatórios que podem se transformar em CDB que paga 140%. Esta mágica de transformar precatório em dinheiro, poder oferecer CDB acima do preço do mercado,

ilusionista de Forcaro, que não durou muito tempo. Mas o problema é que deixou um enorme rastro de prejuízo, mais de 50 bilhões de reais que serão custeados pelo fundo garantidor. Pois é, vou receber a rede Jovem Pan, todos agora conectados em Os Pingos. A notícia em destaque, os nossos comentaristas estão debruçados, analisando uma notícia que saiu ontem no Jornal Globo, indicando festas e

encontros que eram promovidos por Daniel Vorcaro. Isso acontecia durante a semana na Alameda Lorena, um bar na Alameda Lorena, que fica no bairro do Jardim Paulista, região dos Jardins, aqui em São Paulo, uma região nobre, vários restaurantes, bares muito legais, enfim, caros. E aí, segundo a informação, cerca de 40 convidados participavam desses encontros, empresários, amigos, figuras importantes, políticos.

15 mulheres bonitas para participar desses encontros. Só que eram encontros bem custosos. Comida e bebida de primeira. Não tinha miséria. A conta girava em torno de 400 mil reais para bancar o espaço, a comida, a bebida, o cachê das moças. E aí há um entendimento de que ele se utilizava desse tipo de expediente, desse encontro, para exercer sua influência, fechar negócios,

próximo de pessoas importantes, conseguir uma informação ou enviar um recado para alguém, enfim. E aí há uma análise muito importante dos nossos comentaristas, cada um destacando algum tipo de aspecto em relação a essa estratégia, essa maneira como ele conduzia os seus negócios, muito diferente, por exemplo, dos principais banqueiros. A Almota trouxe também um apontamento. Bom, isso acaba tirando o foco daquilo que é mais importante, mais relevante.

Claro que tem um aspecto curioso do espectador, do leitor, daquele cara que está no site. Ele vai e clica na informação porque virou uma espécie de uma novela, um reality show. Agora, isso vai ficar realmente sério quando as investigações avançarem, entenderem exatamente qual era o esquema e quais figuras, inclusive da República, das instituições brasileiras, participaram em alguma medida desse negócio, desse esquema de cooperação.

Não é? Sim. Eu acho que parte dessa informação vai acabar sendo de conhecimento público. A gente nunca vai saber se é toda a informação ou se é apenas a parte que interessou algumas pessoas que cheguem ao conhecimento público. Porque, meus amigos, a gente precisa se perguntar, com esse escândalo atingindo tantas cabeças coroadas,

Como é que ele está sendo tratado assim de forma tão aberta? Obviamente não chegou a todas as cabeças coroadas e não chegou a todas da forma que deveria ter chegado. A gente já discutiu aqui como é possível que o sistema bancário tenha tolerado a existência disso. E uma das respostas às quais a gente chegou, uma das possíveis respostas é é possível que o sistema bancário tenha reclamado

tenham caído em ouvidos surdos, não estavam interessadas em ouvir sobre o que estava acontecendo. Então, por que que agora, com essas informações divulgadas, isso produziria alguma consequência, a não ser ocupar a nossa mente, a nossa indignação durante meses e daqui a pouco surge outra coisa e isso tudo desaparece? Eu volto àquela velha questão da insegurança jurídica.

Eu volto às decisões que nós já vimos muitas vezes aqui, que anulam delações, que anulam evidências, que anulam investigações. E se a gente prestar atenção nesta novela do Banco Master em coisas inusitadas, coisas estranhas, muitas delas levantam a suspeita de que estão acontecendo justamente para que daqui a seis meses ou um ano,

ou dois anos, alguns dos envolvidos consigam a decisão judicial dizendo, olha, tá vendo aquilo que aconteceu lá atrás? Não poderia ter acontecido. Então está tudo anulado. É uma coisa muito confusa, Caniata. Eu tenho, continuo com a dificuldade enorme de acreditar que isso está sendo encaminhado para que o assunto seja resolvido e os envolvidos sejam punidos.

esse caso está sendo voluntariamente e involuntariamente transformado em espetáculo, nós estamos esquecendo das partes fundamentais, estamos focando em coisas que não são essenciais. E digo mais, vão surgir ainda muitos outros detalhes picantes, sobre os quais a gente vai falar. Agora, o teste verdadeiro é daqui a dois anos. Aqui no Pingos nos Is, nós vamos,

calendário, Caniato. Dia dois de março de dois mil e vinte e oito. A gente vai abrir o programa perguntando, e o Banco Master, pessoal? Quantos banqueiros foram presos? Quantas autoridades sofreram impeachment? Vamos ver. Pois é, vou anotar aqui já. Vou anotar aqui no meu bloco de notas, vou colocar na agenda. Bom, vários outros assuntos, quero chamar atenção também por um evento que aconteceu em várias localidades do país, mas o nosso

destaque aqui para São Paulo, liderados por Nicolas Ferreira, milhares de pessoas, de participantes vieram às principais ruas e avenidas de capitais para participar do ato Acorda Brasil, em São Paulo principalmente, mas em outras sete capitais. Além do deputado Nicolas Ferreira e do senador Flávio Bolsonaro, outros políticos discursaram a favor do perdão aos condenados pelo oito de janeiro. Eles pediram uma investigação mais profunda,

No caso do Banco Master, também pediram o fim dos abusos e também das arbitrariedades. Quem está acompanhando essas movimentações, trouxe inclusive no dia de ontem várias informações a respeito dessas manifestações, o repórter Misaia Mainete. Chega ao vivo, vai trazer tudo aquilo que ele acompanhou e pôde perceber no dia de ontem na Avenida Paulista. Bem-vindo, Misa. Boa noite. Oi, Caniato. Muito boa noite para você, para quem acompanha os Pingos nos RIS.

Ontem, todas as correntes de direita, as correntes conservadoras e bolsonaristas estiveram, de alguma maneira, representadas na Avenida Paulista e em várias capitais do mundo. Me ouve ainda, Caniato? Perfeitamente. Um som cristalino do mistério. Vai lá. Perdão, pensei que tinha alguma interferência. Voltando ao assunto, ontem, além destes motivos em relação a essa manifestação promovida por Nicolas Ferreira,

A gente viu que todas as correntes de direita, conservadoras ou bolsonaristas, elas estiveram ali representadas de alguma forma, não só na Avenida Paulista, mas em várias partes do Brasil. Especificamente na Avenida Paulista, virou uma agenda de Flávio Bolsonaro. A expectativa em relação à chegada do senador e candidato à presidência da República era muito aguardada e comentada por vários parlamentares.

entrevistei o pré-candidato à presidência que estava ali no trio elétrico. Ele disse que está muito otimista depois das últimas pesquisas que colocaram ele e Lula no empate técnico em relação à intenção de voto. Também falou que sabe muito bem que a maioria do eleitorado bolsonarista queria o pai dele, Jair Bolsonaro, mas que pelas circunstâncias ele foi o escolhido. Acompanhe a declaração de Flávio Bolsonaro.

Estou muito emocionado até de estar com tanta gente aqui na Paulista. Mais uma vez o povo mostrando como é que acredita nesse projeto de Brasil que a gente está propondo. Muita gente aqui gostaria que estivesse no meu lugar, Jair Messias Bolsonaro e eu também. Mas as circunstâncias levaram a eu ser colocado como pré-candidato. Eu tenho certeza que eu vou honrar muito, não apenas o meu pai, mas a confiança de todo mundo para oferecer ao Brasil um projeto de país.

junto com pessoas muito qualificadas, experientes e que têm o mesmo sentimento que o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT. Então hoje é mais um ato de protesto, um grito de indignação com essa crise moral que o Brasil está atravessando, com tanto desmando, tanta roubadeira, tanto autoritarismo, tanta perseguição. Então a gente tem a grande responsabilidade aqui hoje, espero corresponder às expectativas.

no PL do Rio de Janeiro, críticas ao governo Lula, críticas também ao Supremo Tribunal Federal. Conversei ontem também com o Valdemar Costa Neto, ele que é líder do PL, o Partido Liberal, e ele disse o seguinte, que ainda existe a insistência de Flávio Bolsonaro tentar sair sozinho versus o presidente Lula já no primeiro turno. Para isso, Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto devem conversar a partir deste mês com os outros

à presidência da República. Mas acho difícil isso acontecer. Ontem também conversei com Ronaldo Caiado, ele que é agora do PSD, pré-candidato à presidência da República. E Gilberto Kassab ainda não bateu o martelo em quem ele vai escolher, se vai ser Ratinho Júnior, Caiado ou Eduardo Leite. Mas Caiado diz que ele vai tentar a presidência da República, que ele não vai abrir mão disso.

Flávio Bolsonaro, ele falou que no começo para ele tem que ser igual a eleição no Chile. Sai todo mundo e aí no segundo turno a direita se une para apoiar um só candidato. Ele prefere dessa maneira. Então o convencimento em cima dos outros possíveis pré-candidatos vai ser uma missão difícil. Caniato, esse é um pouquinho do resumo. Tem muito bate-papo, muita conversa lá que a gente acabou entrevistando mais parlamentares.

na programação da Jovem Pan. Caniato? Sem dúvidas, os destaques do Misaio Maenete esteve na Avenida Paulista, conversou com várias lideranças, enfim, esse resumo as boas informações trazidas aqui em Os Pingos nos diz. Valeu Misa, bom trabalho pra você, a gente vai trazer também as análises com os nossos comentaristas. Vou começar com o Bruno Musa. Você Bruno, uma reunião, essa manifestação aqui, pelo menos na Avenida Paulista, reuniu um número expressivo de pessoas e o mote desse encontro.

Corda Brasil. Enfim, dá pra gente entender como o início de um processo de união da direita? Porque, naturalmente, já se menciona e já se fala sobre o processo eleitoral, né? E as figuras importantes que acabam se destacando estavam lá, nesse carro, ali em cima do palco. Eu acho que sim. Vai na linha do que eu venho falando aqui há algum tempo. No meu entender, as principais lideranças parecem ter entendido da importância de, mesmo que tenham divergências ou brigas internas,

façam dentro de casa, a quatro paredes e não da boca pra fora. Porque a estratégia agora é realmente mudar o rumo do país. Isso não tem a ver com o nome A, B ou C. Tem a ver com a retirada de uma mentalidade imposta por um governo do PT que não mais condiz com o que a sociedade demanda em 2026. E eu não estou falando apenas na parte econômica, mas também na parte econômica e na parte institucional, na parte de valores. Não dá mais pro Brasil continuar perdendo lugares em

cápita em geração de renda relativa a outros países. O mundo mudou e a mentalidade no Brasil continua a mesma, representada por esse executivo. Então eu acho que tem pontos importantes. Eu estava fazendo uns números interessantes aqui, Caniato, que olha só, nove estados brasileiros representam 70% do eleitorado brasileiro. Nove estados. Isso significa por volta de 110 milhões de eleitores no universo nacional de mais ou menos 156 milhões. Quais são esses estados?

Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Ceará, Santa Catarina e Goiás. Se em São Paulo cresce 5% frente ao que foi nas eleições passadas, ou seja, que se o Lula cai e a oposição aqui cresce 5%, representa basicamente 1% no eleitorado nacional. Alguns desses estados já são consolidados, como, por exemplo, o próprio Minas, que já vem crescendo, o Rio de Janeiro também,

Santa Catarina, Goiás, mas Bahia e Ceará tá o grande jogo onde a esquerda tem um número muito maior. Quando nós entendemos e vemos os números, ela também vem crescendo a rejeição da esquerda nesses dois cenários. Então me parece que, tendo essa estratégia de entender a mudança e a matemática que está por trás, jogando favorável, fica claro que uma estratégia muito bem alinhada, como parece que foi feita ontem, dá com tranquilidade, entre aspas,

para mudar o projeto do Brasil. Ou seja, retirada do PT e impor alguém com uma mentalidade para o 2026. Uma responsabilidade fiscal, uma flexibilização do mercado de trabalho, uma mudança nas regras como um todo das despesas do governo. Enfim, me parece que a matemática está jogando a favor. Agora a questão é que essas lideranças continuem entendendo e demonstrando isso. E aí sim, o jogo pode ser bastante favorável. Passar para o Dávila. O Dávila vai trazer também suas análises a respeito desse...

ato que aconteceu em várias localidades, em São Paulo, aqui na Avenida Paulista, mas também em outras capitais. Dávila, o mote do ato. Acorda Brasil. Enfim, milhares de pessoas participaram na Avenida Paulista e também se reuniram em outras localidades. Alguns pleitos tratados nesses encontros. Perdão aos condenados pelos atos do dia 8 de janeiro. Investigação mais profunda, no caso do Banco

fim dos abusos e das arbitrariedades de algumas instituições da República. Claro que há o elemento eleitoral que acaba se destacando em cada manifestação daquele que é pré-candidato. É preciso considerar isso. Mas muitos entenderam como um evento que simboliza essa união da direita. E aí o nosso repórter trouxe a manifestação de Ronaldo Caiado, que defende também aquele modelo que você, por diversas vezes,

como sendo mais adequado. Ou seja, todas as siglas de centro-direita e de direita que quiserem, deveriam sim lançar candidatos. Quanto mais, melhor. Você lê dessa forma, né, Dávila? Com certeza, Caniato. Mas vamos ao ato de ontem e depois mergulhar na análise. O ato de ontem tem algo fundamental. Mostra esta união da direita em torno do objetivo comum, que é vencer o PT e tirar

da esquerda do poder nesta eleição de outubro. Ali estavam representadas várias correntes da direita. Nicolas Ferreira, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro, todos ali. Todos com esse objetivo comum de tirar a esquerda e Lula do poder e o PT em 26. Maravilha! União em torno do objetivo comum. O segundo ponto que me chamou a atenção foi a carta

do presidente Jair Bolsonaro, para parar esta briga de criança no seio da direita, para estar todo mundo focado em torno desse objetivo. Mostra a importância da união em torno de propósito. Terceiro ponto mostrou a pluralidade da direita. Ali estão dois candidatos, pré-candidatos à presidência da República. Nós temos Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.

E ainda um futuro, ou talvez possível candidato do PSD, que é Ronaldo Caiado. E ali, a análise de Ronaldo Caiado está corretíssima. Por quê? Neste enorme universo da direita, por que seria um erro apostar todas as fichas num primeiro turno em torno de Flávio Bolsonaro? Primeira razão, a enorme rejeição, ainda que Flávio Bolsonaro tem. Isto é algo que pode acabar sendo uma disputa,

de rejeição entre ele e Lula e pode ser uma vitória no olho mecânico para um lado e para o outro. Segundo ponto, 42% do eleitorado de direita gostaria de ter a opção de votar num candidato além de Flávio Bolsonaro. Então, por que não seguir a fórmula do Chile, deixar as pré-candidaturas florescerem, tanto a de Romeu Zema como a do PSD, não sabemos se será Ronaldo Caiado,

Ratinho Júnior, ou... Eu acho que são as duas que têm mais chance. Mas, deixa as candidaturas irem à rua. Como lembra o Mota sempre aqui, quem vai decidir é o eleitor na hora do voto. E aí, no segundo turno, todo mundo unido. Como foi o caso do Chile. A fórmula do Chile é a melhor para um Brasil para provar que a pluralidade na direita é uma virtude e não um problema para se chegar ao

O C. Mota, os atos realizados em várias capitais brasileiras, aqui na Avenida Paulista, milhares de pessoas participando do encontro Acorda Brasil. Muitas lideranças da direita. Seria a união da direita? Esse foi mais um bom movimento do Flávio. Eu acho que a união é inevitável, porque o momento é muito difícil e as circunstâncias são complicadíssimas.

no Brasil enfrentou tantos perigos e tantas incertezas. Eu acho que é natural que haja uma diversidade de visões. Eu vejo que tem muita gente que acha que Flávio deveria ser mais duro, mais assertivo. Eles queriam que o Flávio subisse no carro de sonho e pedisse prisões, impeachment. Já outros acham que esse é o momento do diálogo, de suavizar a imagem, de ampliar a base. E aí, no meio,

dessa divergência, Flávio tem que seguir achando o seu caminho. Bruno, só pra gente fechar essas discussões, queria que você discorresse sobre aquela percepção que parte do mercado tem em relação aos vários nomes que tem se apresentado como os representantes da direita ou aqueles que entendem que poderiam ser os mais adequados pra transformar o Brasil em um país que apostasse em medidas liberais, enfim, ao que é muito defendido

por vários integrantes do mercado. Quais dessas figuras atendem em parte ou têm um bom relacionamento com o mercado? Os nomes que têm sido ventilados, que poderiam ser nomes importantes dentro da pasta econômica do Flávio Bolsonaro, são nomes realmente de peso. Por exemplo, o Mansueto Almeida, pelo menos está sendo ventilado pela mídia, não sei se de fato ele chegaria a aceitar. Depois que os nomes saíram, eu não tive a oportunidade de falar com ele ainda, mas de qualquer maneira, são nomes importantes.

Enfim, são nomes de pessoas que têm um viés onde buscariam uma responsabilidade fiscal e, no meu entender, aí está o grande centro da questão e o eixo da questão. Veja, todas as melhorias, por exemplo, que a Argentina vem passando, tem um pilar central que é inegociável nas palavras do Mirey, que é a geração de superávit. Porque tudo isso faz com que todas as ramificações dentro de uma mudança econômica passem justamente por isso.

Passará a gastar menos do que você ganha para você ter condição de derrubar a sua dívida e, com isso, passar aquela mensagem de que você é solvente no curto, no médio e no longo prazo, mostrando que as expectativas podem melhorar. Com isso, você vê juros futuro caindo, moeda valorizando, o ambiente de negócio mais flexível, trazendo mais negócios. Ele é relativamente simples de ser ajustado, como eu venho falando.

vamos assim, rápida, de Tarcísio ter batido o pé e permanecido como suposto candidato à reeleição aqui em São Paulo, ao governo do Estado, e que Flávio seria, de fato, esse nome começou a crescer dentro das pesquisas, o mercado tem começado a interpretar isso muito bem. Então veja que as mensagens que passam, elas são, teremos nomes importantes para buscarmos uma responsabilidade fiscal? Sim. Porque os agentes econômicos entendem que esse é a parte única

inegociável que deve ser colocada no Brasil, onde a dívida não para de crescer e as consequências, quando isso chega, elas são brutais. Já estamos percebendo isso no dia a dia, ou seja, a perda do poder de compra de grande parte da população. Então, no meu entender, é mais a mensagem que passará dos nomes e como ele coloca essa mensagem de maneira até, digamos, mais calma, para que as pessoas dentro desses agentes econômicos percebam, ok, o Flávio, com uma mensagem mais amena, tem condição de

trair esse centro e o centro consegue dar voto ao Flávio e retirar o Lula. O grande ponto hoje é como tirar o PT do Brasil. Deixa eu trazer uma outra informação, porque o deputado Nicolas Ferreira, ele fez uma publicação nas redes sociais, colocou um trecho de uma entrevista em que reclama dos atos, dos ataques, dos ataques sofridos por parte da direita, promovido principalmente por Eduardo, Carlos Bolsonaro e outros aliados. Ele afirmou que

apoiou a candidatura de Flávio desde o início, mas que sua estratégia de dialogar com outros públicos e conquistar a confiança deles acabou não agradando. Além disso, o Nicolas também declarou que não representa nenhuma ameaça aos interesses de terceiros na presidência nos próximos oito anos, por ter apenas vinte e nove anos. Depois, o parlamentar subiu o tom e afirmou que a própria direita está fazendo o trabalho sujo que a esquerda sempre fez e que revelou a

Jair Bolsonaro, tudo o que está acontecendo. Por fim, Nicolas afirmou, sem citar Eduardo e seus pares, que tudo o que fizer nunca será suficiente, pois o que eles querem é subserviência, dizendo que não é escravo de ninguém, a não ser de Cristo. Deixa eu passar para o Dávila para fazer uma leitura, interpretação dessa manifestação, me parece muito sincera, de Nicolas Ferreira expondo um mal que acontece

em parte da direita, né? As críticas que são feitas de alguns para a atuação de Nicolas Ferreira e ele abrindo isso. Você, Dávila. A atuação de Nicolas Ferreira mostra a sua maturidade política e este diálogo que ele acabou espelhando na entrevista mostra que foi o que deve ter causado Jair Bolsonaro a escrever a tal da carta para acabar com as divisões dentro da direita, as picuinhas

da direita, porque, como bem disse o Nicolas Ferreira, estão todos trabalhando em torno de um objetivo comum que é tirar o PT e Lula do poder. Segundo, tem que parar com essa paranoia, essa visão paranoica de ver qualquer pessoa que tem destaque como uma ameaça ao poder. Ao poder, principalmente nesse caso aí da família Bolsonaro. Não tem nada de ameaça, como bem disse o Nicolas. Estamos todos unidos em torno de uma causa. A causa é vencer as eleições em dois mil e vinte e seis.

Assim, mas não pode minar Nicolas, minar Tarcísio de Freitas. Nós precisamos de todos eles. Nós precisamos de Nicolas. Nós precisamos de Tarcísio. Nós precisamos de todo mundo para vencer esta eleição que é jogar contra um presidente que vai disputar a quarta eleição e tem a máquina na mão. É preciso disciplina. É preciso objetividade. É preciso seriedade e menos picunha.

retratou mais uma vez a enorme maturidade política do deputado Nicolas Ferreira. Pois é, faremos um rápido break comercial, voltaremos na sequência, várias informações, inclusive tem detalhes da carta de Jair Bolsonaro. A gente vai trazer isso em detalhes depois do break comercial. Até já.

Brasil e no mundo e a participação dos nossos analistas. E na segunda edição, a notícia muda de posição. A gente sai da bancada pra se aproximar dos fatos. Economia, previsão do tempo, agro, cenário global. Tudo conectado ao que realmente importa. Jornal da Manhã, de segunda a sexta. Primeira edição, às cinco da manhã. Segunda edição, às sete.

perspectiva. Talvez você não fale isso em voz alta, mas sabe que depender do governo pra se aposentar é uma aposta muito arriscada. Hoje, a aposentadoria média no Brasil é só R$ 1.863. A aposentadoria parece distante, mas o tempo voa. Imagine sua vida aos 70 anos, tendo que pagar remédios, consultas, imprevistos e nenhuma margem pra viver com tranquilidade. Essa não é uma história fantasiosa, é o caminho natural de quem deixa o tempo passar e o futuro na mão de terceiros. Por isso, no dia 24 de março, às

Boa tarde, eu vou fazer o workshop O Fim da Aposentadoria. Vai ser uma aula ao vivo, no Zoom online, né? Onde eu vou ajudar você a olhar pra sua realidade financeira, entender onde você está hoje e dar o primeiro passo pra construir a sua aposentadoria tranquila, com um plano simples, realista, possível e alinhado à sua realidade. Isso não é sobre ficar rico da noite pro dia, mas sobre você parar de empurrar o futuro com a barriga e construir a sua própria aposentadoria pra não depender de ninguém quando a velhice chega.

Jovem Pan.

Os assuntos mais importantes do início desta semana, sempre contando com as análises dos nossos comentaristas. E antes do break comercial, nós falávamos sobre uma espécie de um desabafo feito por Nicolas Ferreira nas redes sociais, expondo uma situação que ele entende como maléfica para essa união da direita, mencionando inclusive as críticas sofridas por ele, por Eduardo e Carlos Bolsonaro. E aí ele menciona algo

que eu acho que vou passar, inclusive, para o Mota, pegando esse gancho, essa análise de Nicolas Ferreira, que a direita, ou parte da direita, algumas pessoas da direita, estariam fazendo o mesmo trabalho sujo da esquerda, de políticos da esquerda. E aí ele mencionou, inclusive, nomes de pessoas, de figuras, de Eduardo Bolsonaro e de Carlos Bolsonaro. Vou passar para o Mota analisar essa situação. Muitos achavam lá atrás que se tratava de algo pontual,

mas as coisas cresceram. Eduardo acabou fazendo críticas à atuação de Nicolas por mais de uma vez, em situações distintas. Carlos também, e aí tem a tal história mais recente do engajamento. Ah, queria um engajamento maior para a pré-candidatura de Flávio, enfim. Mota, o que podemos considerar a partir desse desabafo de Nicolas Ferreira? Só recebendo a rede Jovem Pan, todos aqui com a gente em Os Pingos nos Is, Nicolas Ferreira subindo o tom, fazendo um desabafo nas redes,

direita, estaria fazendo o mesmo trabalho sujo da esquerda. Você, Mota. O Nicolás não é só um fenômeno de comunicação, de articulação, de clareza. Ele também tem uma visão clara de estratégia política. Ele está defendendo um trabalho de time, onde cada um tem sua habilidade e sua mensagem. Você não faz um time de futebol colocando todo mundo como atacante. E olha que eu não entendo nada de futebol.

Mas eu sei que se você botar os 11 jogadores para ser goleiros, não vai dar certo. Você não faz um grupo político ou um projeto de poder vitorioso com clones, onde todo mundo se comporta do mesmo jeito, fala do mesmo jeito, usa a mesma roupa. Eu vi nas redes sociais, incrivelmente, pessoas brigando por causa da cor da camiseta. Isso está acontecendo.

e aí a pessoa já é acusada de não ser mais de direita. Tem fiscal de like nas redes sociais. Tem gente que passa o dia inteiro para ver onde você deu like ou quem você está seguindo. Olha, o Brasil está passando por uma situação difícil. As pessoas estão frustradas ao cubo. Há muito tempo que se acumula indignação. É muito difícil ver uma saída. Então é natural que as pessoas fiquem tensas.

Fiquem ansiosas por uma resposta rápida. Mas a resposta rápida não virá. O caminho para o Brasil sair da situação atual vai exigir muito esforço, vai exigir muita coragem e vai exigir um trabalho de time. Time onde cada um tem o seu papel. Alguns vão ser os maus, vão ser os agressivos, vão colocar os pingos nos is.

entrar em campo pra contemporizar, pra oferecer uma saída, pra aceitar um convite pra jantar. É assim que as coisas funcionam. Não existe uma agência certificadora de direita. Ninguém tem o monopólio da verdade em lugar nenhum, muito menos na direita. Direita é variedade. Direita é diversidade. O único requisito,

do qual você não pode abrir mão, se você é de direita, é rejeitar o pensamento de esquerda. O pensamento socialista, o pensamento coletivista, esse pensamento que quer pegar a sociedade e dividir em inúmeros grupos e botar os grupos para brigar uns com os outros. Esse é o pensamento marxista. É o pensamento que acha que as soluções têm que vir todas do Estado,

vamos viver. Sim. Direita não tem nada a ver com isso. Direita é variedade, direita é independência, direita é liberdade. A última coisa que alguém de direita deveria fazer é gastar o seu tempo fazendo patrulhamento político dos seus amigos. Mas é, certa vez nós falávamos sobre o PL, viu, Bruno Moza? Falávamos sobre o PL e aí o Dávila disse que tem, que o PL acabou se dividindo, né? Hoje em dia tem o PL Bolsonaro,

Tem uma parte que é devota e só responde as determinações de Bolsonaro, hoje em dia por interlocutores, né? E a parte mais centrão do PL, que segue a toada de Valdemar Costa Neto. Não se corre o risco desse desenho se ampliar para a direita, Musa? Ter a parte da direita Bolsonaro e a parte da direita mais independente, ou que siga, talvez, os seus próprios partidos,

Eu acho que sim, Caniato. Lembre-se, no Brasil até o passado é incerto, né? Quem dirá ainda mais o futuro. Mas que eu espero que, como eu mencionei, o risco sempre existe. Mas eu espero que eles tenham uma cabeça pensante, uma estratégia muito mais alinhada, entendendo o que nós queremos com isso. O que essa suposta ala mais alinhada ao centrão, ou seja, ao Valdemar Costa Neto, quer. Ela quer chegar ao poder, realmente ter mais protagonismo,

do próprio partido, enfim, com tudo que envolve você comandar o país e tudo que é parasitar em cima do orçamento público, do que quer que seja. Claro que provavelmente em muito menor grau do que acontece hoje, mas de qualquer maneira, ou menos escancarado, mas de qualquer maneira que tenha uma estratégia de cabeças pensantes dizendo o que queremos, seja a ala ligada ao centrão, ou seja, a ala ligada mais ao Bolsonaro, que há um interesse mais importante em comum, que é ganhar essas

eleições. E aí sim, a partir lá de dentro, você comandar da forma como cada um achar melhor e conduzir. Mas há um objetivo importante entre eles. Há um ponto de conexão entre cada uma dessas áreas. E que essas comunicações sejam muito bem alinhadas da porta pra dentro. Em volta de uma mesa e muito bem arquitetada. Porque, de novo, os números se mostram favoráveis. Na minha opinião, muito mais favoráveis do que estavam em 2022. Você já tem nomes mais sólidos que podem concorrer dentro de um primeiro

primeiro turno e que eles se aglutinem em torno do nome no segundo turno. Está muito mais claro, está muito mais fácil, a matemática está jogando a favor. As consequências econômicas das mazelas de um crescimento da dívida ao longo desses anos têm jogado a favor também. Portanto, tem a faca e o queijo na mão. Eu espero que não atuem como crianças completamente inconsequentes, eu poderia dizer assim, e brigar por uma fatia que é muito menor e fazer

que o país continue na mão mais quatro anos, e aí sim, essas duas alas, seja mais ligada a Valdemar Costa Neto, mais ligada ao bolsonarismo, que ambas perderiam no cenário em que o Lula ganhasse mais uma vez. E ainda tratando desse cenário de instabilidade, de críticas, de divisões, o ex-presidente Jair Bolsonaro disse lamentar as críticas feitas por nomes da direita à ex-primeira-dama Michele Bolsonaro. Quem vai trazer os detalhes dessa manifestação do ex-presidente é o Miss Jair Maenete de volta.

Sim, uma carta feita à mão. Ele escreveu essa carta na Papudim Brasília. Vou ler rapidamente para vocês. É uma carta pequena para a gente falar sobre ela. Ele disse o seguinte, abre aspas.

A Michele pedi para só se envolver na política após março de 2026, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha, recém-operada, bem como nos cuidados da minha pessoa. Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados.

Então, essa é a carta de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República. Ali ele expõe, então, críticas feitas por aliados de direita a Michele. Também fala que ele pediu para a ex-primeira-dama se envolver em política só depois de março, porque ela está cuidando bastante da filha recém-operada e também está cuidando bastante dele, que está com problemas de saúde e está preso.

E ele fala, né, das cobiçadas vagas ao Senado. Essa carta, ela vem num momento onde a gente percebe, pelo menos, a gente tem essa percepção de problemas na família Bolsonaro, quando a gente fala entre filhos do Bolsonaro e Michele. Porque existe uma expectativa de a gente ver acenos mais transparentes, né, pra Michele ou mesmo da própria Michele para Flávio.

como mencionei, é uma percepção que a gente ouve nos bastidores, é uma percepção, mas Bolsonaro fala que ela tá sofrendo críticas de aliados da direita. Quem seriam? Deixo pra vocês aí comentarem. Caniato. Pois é, poderia ter colocado da seguinte forma, recebe críticas de aliados da própria direita, mas poderia falar, recebe críticas de integrantes da família também, né? Que algumas foram proferidas, inclusive, pelos enteados. Bom,

Vou seguir daqui. Valeu, Misa. Bom trabalho pra você. A gente segue em contato. Qualquer novidade, por favor. Prioridade pra vocês da reportagem. Deixa eu passar pro Luiz Felipe Dávila. Dávila mencionou essa carta, né? A carta em que Jair Bolsonaro lamenta as críticas da própria direita. Dávila, se Bolsonaro não estivesse na papudinha, né? Não tivesse sido condenado, não estivesse cumprindo em regime fechado, talvez esse tipo de problema nem chegasse até a gente, né?

resolvida por ele ali rapidamente, não acha? É muito mais provável de que várias dessas críticas não teriam ocorrido, mas é bom lembrar que mesmo na época que ele era presidente da república, existiam farpas, né? Porque tem sempre aquela história da disputa da lealdade, um pouco do que o Nicolas tocou de novo na sua colocação, né? Assim, se você não for 100% submisso, subversidente à causa, então você não é uma pessoa,

intimamente ligada a nós, você não está conosco, você só quer tirar proveito de nós, tem toda uma visão infantil até da política, porque a política é isso mesmo, a política da direita é saber conviver com a pluralidade de ideias, com a diversidade de opiniões, mas tendo objetivos, valores e princípios muito claros daquilo que nós defendemos. Então, eu entendo que a carta de Jair Bolsonaro é mais um esforço importante para tentar

pacificar essas divergências que só ajudam a dividir a direita. Nós precisamos hoje de atitudes como a do deputado Nicolas Ferreira que ajuda a aglutinar a direita, a unir a direita. Essa manifestação só existiu por causa dele. Ele que é a pessoa por trás disso. E lá estava essa diversidade de pensamento e de pessoas como nós falamos aqui com o governador Romeu Zemo, governador Caiado, o

para o Flávio Bolsonaro, Nicolas Ferreira e demais figuras da direita. Isso mostra a riqueza da direita. É a riqueza da direita que é preciso mostrar neste momento para que durante a campanha nós estejamos sempre unidos em torno do objetivo comum. Estejamos unidos, principalmente caniato, no segundo turno. Este será o turno derradeiro que decidirá o futuro do país.

Eu fico pensando Jair Bolsonaro lá na Papudinha tendo de administrar isso. As pessoas levam a informação e aí ele acaba tendo acesso ao que acontece. E aí, enfim, o que cabe a ele? Vai escrever uma carta. Você, Mota, as muitas críticas que vêm sendo feitas de um lado para o outro, essa situação difícil dentro do seio da família e a lamentação de Jair Bolsonaro.

direcionadas à esposa dele. Uma carta não dá pra considerar como um freio de arrumação, mas talvez seja um fique esperto pra muitas pessoas, né? E tem muita gente precisando desse conselho, fique esperto, Caniato. Todos os dias nas redes sociais, o que a gente mais vê é isso, é a figura A da direita, brigando com a figura B da direita, e são muitas, muitas brigas. E o Brasil tem muitas pautas

São muitas as pautas urgentes que desafiam os políticos de direita. Só para lembrar, ainda estão na cadeia os presos de 8 de janeiro. A gente ainda assiste a violações constantes do devido processo legal, justamente por quem devia preservá-lo. O ativismo judicial ainda tenta anular o Congresso Nacional. A gente vive uma crise de criminalidade sem fim.

continua inaceitável, o governo com descontrole total nos gastos, estourando as contas públicas, o governo federal alinhado com os piores atores internacionais, uma coisa que envergonha todos os brasileiros, o escândalo do INSS, o escândalo do Banco Master e, por último, não menos importante, mas às vezes parece que não tem importância nenhuma as eleições desse ano. É com isso que os políticos de direito,

os ativistas de direita, os colunistas de direita. É com essas coisas que eles têm que se preocupar e não com essas picuinhas bobas. Você, Musa, dá para considerar isso uma crise? Essas falas que foram direcionadas à ex-primeira-dama, a Nicolas Ferreira expondo essa situação, a carta de Jair Bolsonaro, um desajuste dentro da família, enfim, e essa dúvida sobre

Quais serão os próximos capítulos da situação que envolve a família Bolsonaro, a candidatura ou o processo eleitoral? Parece que o mais moderado não se envolve mesmo em confusão, né? Flávio está no lugar certo, ele é o pré-candidato. Pois é, ele não deve comprar esse tipo de briga nem entrar nesse tipo de discussão completamente desnecessária. Eu acho que realmente todos nós temos aquelas brigas que a gente sabe que vale a pena brigar, escolher para brigar ou não, outras não.

nessa briga. Nenhum. Não vejo nenhuma vantagem que ele pudesse tirar disso de curto prazo. Mas sim, ele poderia ter prejuízos com relação a isso. Então, é aquele risco retorno que a gente sempre fala aqui, que são mensurados ao longo de todo e qualquer processo de tomada de decisão do ser humano. Eu imagino que sim, que você tem uma família com tantos nomes políticos que são os principais protagonistas da direita brasileira, o sobrenome. Você tem o pai,

e agora o Flávio também com uma dimensão extremamente relevante. Não dá para dizer que o Eduardo também não tomou uma proporção importante. Então é inevitável que, dentre um projeto de poder, onde tem várias pessoas protagonistas, infelizmente, muitas vezes, acabam surgindo brigas. Até porque há divergências de opiniões, um para cá, outro para lá, e isso acaba levando a discussões. O problema é que, muitas vezes, isso sai para fora,

talvez até de uma maneira que não necessariamente ocorreu lá de dentro. Então dizer que isso é uma crise, eu não sei, eu não diria, não diria que isso seja uma crise propriamente dita. Talvez discussões internas, talvez brigas, não é de hoje que a gente vê sendo publicados diferenças internas na família, já vimos até sendo publicadas palavras de baixo calão, mas eu acho isso, na verdade, muito ruim, se é uma discussão privada entre eles que se mantenham assim. Então, de novo, eu acho que está na hora da gente saber o que deve vazar,

que não deve vazar, mas não acho de verdade que isso é algum tipo de crise. Talvez algumas rusgas internas da própria família que dá pra resolver internamente. Uma rápida parada pra você que nos acompanha é pela rede. Mas nós seguimos aqui nas outras plataformas. Deixa eu até passar pro Luiz Felipe Dávila, porque quando alguns tratam dessa situação como uma crise na direita, mas talvez fosse mais apropriado falar em uma crise dentro do PR ou crise dentro da família Bolsonaro. Mas a gente consegue,

projetar ou até quantificar quem acaba perdendo mais com isso, Dávila, quais são as consequências práticas? Porque, ok, Carlos Bolsonaro deve disputar o Senado por Santa Catarina, isso o atinge? Haveria uma retaliação? Poxa, ele criticou a Michelle, não vou votar no Carlos. Eduardo não deve se candidatar, está nos Estados Unidos. Michelle deve sair ao Senado pelo Distrito Federal.

que tudo indica, a presidência da República pelo PL, é o pré-candidato anunciado. Quando se fala de brigas, discussões, crise na família, desrespeito, enfim, o patriarca tendo que fazer de dentro da prisão uma carta de próprio punho, dá pra gente projetar qual é o tipo de consequência prática? Ah, desunião, mas alguém perde voto com isso ou não? A base de apoiadores continua firme e forte, vão votar nos Bolsonaro.

eleições, só duas categorias se interessam, políticos e jornalistas. Ah, o povo brasileiro tá acordando cedo de trabalhar, resolver os problemas do dia a dia. Então, essas picuinhas e brigas não afetam o voto, ainda não é hora, a eleição ainda não entrou no radar da maioria dos brasileiros. Nós estamos aqui na pré-temporada, vamos dizer assim. Então, os futuros jogadores estão aquecendo,

se preparando fisicamente. O jogo só começa lá na frente. Então, essas picuinhas acontecem agora e é daí o alerta do ex-presidente Jair Bolsonaro para acabar com isso para que possamos solidificar as candidaturas. E agora, Caniato, vai começar mais ainda, porque daqui a dois dias é a tal da janela partidária, vai começar a dança de mudanças de partido. E essa história toda só termina

Lá em abril. Aí sim nós vamos começar a ter quem é que está em que partido, qual é o cara que vai disputar. Então, nós temos que ter um pouco de paciência. Parte dessas brigas e picuinhas e discussões, elas afetam hoje a união da direita em torno de um propósito. E dá um enorme espaço para a esquerda ficar criticando a direita. Mas o fato é que isto não pesa no voto. Porque o voto ainda não está no radar da população.

Pois é, eu vou receber a Rede Jovem Pan e vou passar para o Mota só finalizar essa discussão, essa análise, porque o Mota um pouco mais cedo mencionou críticas ou, sei lá, decepção ou até o entendimento de alguns de que Flávio deveria adotar um discurso mais firme, mais eloquente. E aí eu quero trazer essa reflexão, pedir para o Mota compartilhar com o nosso público, só recebendo agora a Rede Jovem Pan, todos conectados em

nos diz, Jair Bolsonaro, de dentro da Papudinha, fez uma carta. Ele disse que lamenta muito as críticas de vários integrantes da direita destinadas a Michele Bolsonaro, a sua esposa. Só que críticas que foram feitas, inclusive, pelos seus filhos. Mota, diante dessa, vou chamar de confusão, mas desse desajuste de avaliações e discursos, quem entenda que Flávio

está seguindo reto na sua caminhada rumo a esse objetivo de se formalizar como candidato e tentando avançar naquilo que é realmente importante, né? Debatendo os problemas do Brasil. Faz bem o Flávio em se distanciar desse tipo de assunto que, como você disse, acaba desviando o foco daquilo que é importante, até pegando aquela frase que você falou sobre a situação do Banco Master, essas picuinhas, a troca de farpas aqui, a crítica ali, a postagem

a colar na direita, isso tira o foco daquilo que é importante e Flávio precisa se distanciar disso? Sem dúvida. A gente tem que lembrar o seguinte, o objetivo de Flávio é ganhar a eleição. Os objetivos das outras pessoas são outros. Tem gente que quer aparecer, tem gente que quer ganhar like, tem gente que quer visualização, tem gente que quer ou queria um cargo, não recebeu, tá chateado, tem gente que queria ser líder, não é.

Tem gente que está de mau humor. As pessoas têm vários motivos para fazer as coisas que fazem. Mas o objetivo de Flávio Bolsonaro é um só. Vencer as eleições. Eu publiquei esse domingo um artigo que é uma carta para o candidato da direita. E nessa carta eu sugiro que esse candidato tem duas pautas. E apenas duas. A primeira é trazer mais segurança, mais tranquilidade.

para o brasileiro viver. A segunda é tirar a mão do Estado do nosso bolso. Se o candidato da direita, por eleito, e conseguir fazer essas duas coisas, ele já entra para a história como um dos melhores presidentes. Agora eu fiz essa postagem no X e entrou um monte de gente e vocês precisam ir lá e ver os comentários. Tem gente dizendo, não, nada disso. Tem que fazer a reforma administrativa, tem que fazer a reforma do judiciário, tem que fazer uma outra reforma tributária,

Dando para o Flávio, assim, 50 tarefas impossíveis. Não, onde está o novo plano de saneamento? Ninguém quer saber dessas coisas. Na hora da eleição, o que o eleitor quer saber é o seguinte, eu vou conseguir viver em paz ou vou continuar vivendo com medo do crime o tempo inteiro? E eu vou conseguir guardar um pouquinho mais do dinheiro que eu ganho ou vou ter que continuar pagando quase tudo em imposto para um bando de gente viver vida de luxo?

o recado pro próximo candidato de direita à presidência da república. Poco. Pois é, a gente tá chegando ao final do dia, Os Pingos nos Is, a gente tem mais alguns, dois minutinhos, você usa só a última análise em quarenta e cinco segundos, os desafios para aqueles que se colocarem como representantes da direita. Eu imagino que num debate que deve se intensificar a partir de agora há uma porção de pautas, mas sobre o que de

eles devem se debruçar. 45 segundos.

opinião, a corrupção e a criminalidade é o que deve ser atacado. E mais, é a grande fragilidade da esquerda. Contra números, nem isso ela consegue manipular. 30 segundos pra encerrar. Você, Dávila. Certamente. Segurança é algo que tem que ser tratada. Não só a segurança do crime, mas a segurança jurídica. Certamente, um Estado eficiente que tira a mão do nosso bolso é algo fundamental. Mas tem um terceiro ponto nessa agenda do morto. O Brasil precisa voltar a crescer. Se não tiver

crescimento econômico, a gente vai continuar patinando. Pois é, claro que esses temas são muito importantes, a gente vai voltar a tratar disso nos próximos programas, inclusive tinha um tema, um assunto que nós iríamos discutir no dia de hoje, um caso terrível de violência sexual no Rio de Janeiro, que envolve inclusive um adolescente, jovens e um adolescente, a gente vai discutir isso no programa de amanhã. Quero agradecer a participação de todas as pessoas, amanhã retomaremos

na programação aqui dos Pingos nos Is, claro, todos os destaques relacionados à guerra, política nacional e o mais importante de tudo, a sua participação. Vem aí o Jornal Jovem Pan. Até amanhã. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.