Fim da escala 6X1 / Entrevista com Valdemar Costa Neto
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (25):
A comissão da Câmara dos Deputados debate nesta segunda-feira (25) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho 6x1. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que uma eventual transição para a jornada semanal de 40 horas deverá ocorrer no prazo de um ano. O tema mobiliza parlamentares, representantes do setor produtivo e sindicatos.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes recebeu uma citação por e-mail em ação movida pela Rumble e pela Trump Media nos Estados Unidos. As empresas acusam as decisões do magistrado de violarem a liberdade de expressão e pedem que as ordens não tenham validade em território norte-americano. O processo tramita em um tribunal da Flórida e o ministro tem 21 dias para responder a petição.
A Câmara Brasileira da Economia Digital enviou uma carta criticando a nova regulamentação do Marco Civil da Internet proposta pelo governo do presidente Lula (PT). O grupo, que tem como associados empresas como Meta, OpenAI, Google e TikTok, pediu a revisão das medidas e afirmou que as mudanças podem ampliar a insegurança jurídica no ambiente digital. Reportagem de Julia Fermino.
Em entrevista exclusiva, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, comentou os áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, além do debate sobre o fim da escala 6x1 e as possibilidades eleitorais da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para 2026. Valdemar também analisou o desempenho dos candidatos nas pesquisas.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou uma possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, nas eleições de 2026. Durante a declaração, Zema afirmou que “quem vota em Flávio está entregando eleição para Lula” e demonstrou preocupação com uma divisão do eleitorado da direita no próximo pleito presidencial.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- Fim da escala 6x1Proposta de Emenda à Constituição (PEC) · Jornada de trabalho · Redução da jornada de 44 para 40 horas · Manutenção do salário · Dois dias de folga semanais · Transição de um ano · Impacto no setor produtivo · Pressão por redução para 36 horas
- Ação contra Moraes nos EUARumble · Trump Media · Liberdade de expressão · Censura · Primeira Emenda da Constituição Americana · Tribunal Federal do Distrito Central da Flórida · Lei Magnitsky
- Valdemar Costa NetoFim da escala 6x1 · Possibilidades eleitorais de Michelle Bolsonaro · Pesquisas eleitorais · Áudios envolvendo Flávio Bolsonaro · Caso Banco Master · Financiamento do filme Dark Horse · Relação com Daniel Vorcaro · Crítica a Romeu Zema
- Big Techs e Marco Civil da InternetCâmara Brasileira da Economia Digital · Meta · OpenAI · Google · TikTok · Insegurança jurídica · Responsabilização das plataformas · Combate à violência digital contra mulheres · Supremo Tribunal Federal (STF) · Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)
- Críticas de Romeu Zema ao STFEleições 2026 · Divisão do eleitorado da direita · Caso Banco Master · Rejeição de Flávio Bolsonaro
- Delação de Daniel Vorcaro e escândalo do Banco MasterDaniel Vorcaro · Empresa condenada na Lava Jato · Empreendimentos imobiliários de luxo · Bloqueios judiciais · Terceira Vara de Falências de São Paulo
Os Pingos nos Is, Jovem Pan.
Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia e trazendo para análise os nossos comentaristas. Eu sou Daniel Caniato e você é o nosso convidado especial. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, ele conversou com a imprensa nesta segunda-feira sobre o texto da proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1.
Essa PEC estabelece o fim dessa escala e garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores mediante redução da jornada máxima de 44 para 40 horas com manutenção do salário atual. Vamos acionar nossa reportagem. O André Aneri está lá em Brasília. A capital federal vai trazer todos os detalhes, todas as informações a respeito dessa articulação. Aneri, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Conta então para a nossa audiência muitas discussões a respeito.
dessa proposta. Quais serão os próximos passos para a aprovação dessa proposta e mudança na jornada de trabalho? Bem-vindo, boa semana.
Obrigado, Caniato. Muito boa noite a você também e a todos aqui em Os Pingos nos Is, na Jovem Pan. Nesse momento, na Câmara dos Deputados, uma sessão da Comissão Especial que analisa a proposta de emenda à Constituição para redução da jornada de trabalho. Está acontecendo. Quem fala nesse momento é o deputado federal Alencar Santana, que é o presidente do colegiado. E depois, a expectativa é que Léo Prates, deputado federal relator...
dessa medida apresente o seu parecer. A partir de então, já há quem diga na comissão, pelo que a gente acompanha nesse momento da transmissão dessa sessão, que o texto pode ser votado ainda hoje no colegiado. No entanto, a expectativa maior é de que esse texto...
Apenas seja lido no colegiado no dia de hoje, votado na sessão especial no dia de amanhã e a partir de então, até o final da semana, haja a votação no plenário da Câmara dos Deputados. O ambiente é favorável lá entre os deputados federais para aprovação dessa medida, mas é uma medida que ainda depende de aprovação depois do Senado, se for aprovada pelos deputados. Hoje, mais cedo...
O governo federal, por meio do presidente Lula, foi costurando todas aquelas questões que ainda estavam pendentes para garantir, então, a votação e, consequentemente, a aprovação desse texto. O presidente Lula esteve mais cedo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota. Participaram também dessa reunião o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, também o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tudo no sentido de fazer com que...
o governo consiga essa aprovação o mais rápido possível. Anteriormente, o presidente Lula queria que, logo depois de aprovado esse texto no Congresso Nacional, tanto na Câmara quanto no Senado, que esse texto tivesse uma validade imediata. Mas, depois de uma reunião com Hugo Mota, presidente da Câmara, ficou estabelecido que, caso esse texto seja aprovado, conforme, então, tem todo um cenário favorável, como eu disse agora há pouco, a validade passaria a ser total apenas...
após um ano. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, inclusive, concedeu uma entrevista coletiva falando a respeito desse acordo. Nós colocaremos no texto que sessenta dias após a promulgação da PEC, nós já faremos a redução de duas horas imediatamente. Duas horas, imediatamente, sessenta dias após a promulgação da PEC.
e após 12 meses, mais duas horas. Então a transição se dará dentro de um ano, não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 em um ano, após essa primeira redução de duas horas. Isso atende o apelo da classe trabalhadora, também escuta o setor produtivo, dá um tempo para que os setores possam se organizar, e nós vamos com isso garantir essa transição.
Obrigado.
O Palácio do Planalto considerou esse prazo de um ano total para que a medida entre em vigor como um meio termo razoável, uma vez que havia deputados que defendiam até mesmo um período de dez anos para que toda a medida entrasse em vigor. Portanto, existe a expectativa de que haja então a votação no dia de hoje, pelo menos na comissão especial, em relação a esse texto, depois que houve um acordo sobre tudo aquilo que era ainda polêmico, principalmente em relação ao...
tempo de transição para que essa medida entre em vigor e, a partir de então, continue a tramitação dessa medida na casa, passando logo depois da comissão especial para o plenário dos deputados, indo então para a análise posteriormente entre os senadores. Mas, por enquanto...
Segue em andamento a sessão na comissão especial que analisa esse tema. Nesse momento, então, o deputado federal Alencar Santana fazendo uso da palavra. A expectativa que logo depois dele é que Léo Prates, relator, apresente o parecer. Caniato.
Tá certo, André Anelli segue acompanhando essas movimentações, qualquer novidade naturalmente, se houver essa aprovação na comissão especial, o Anelli volta na programação para trazer todos os detalhes. Anelli, bom trabalho para você, obrigado pelas informações, a gente segue em contato.
Deixa eu chamar os nossos comentaristas para analisar essa situação, uma medida muito importante que alteraria de forma significativa o regramento em relação à jornada de trabalho, aplicação das folgas semanais. Chama o Roberto Mota, está lá no Rio de Janeiro acompanhando essas movimentações.
Seja bem-vindo, ótima noite a você, do Mota de Brasília para o Mota do Rio de Janeiro, o Mota do Congresso para o Mota do Rio de Janeiro e detalhe, não há relação nenhuma, simplesmente são homônimos. Mota, queria a sua reflexão a respeito do que disse o presidente da Câmara Federal. A transição seria de um ano...
Aí ele disse, esse é um apelo que atende aos questionamentos e às defesas feitas por grupos e entidades que defendem os trabalhadores. E aí ele menciona, e dá um tempo para que os setores se organizem, quando ele menciona uma transição de um ano. E aí o Anelio fala, bom, os congressistas acharam esse um meio termo razoável. Será que conversaram com todos os empresários industriais e por aí vai? Bem-vindo.
Não conversaram, Caniato. É uma vergonha esse projeto. O Mota, aqui do Pingos nos Is, discorda totalmente da postura do meu homônimo, que não tem nenhum parentesco comigo. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. O Estado vai decidir quantos dias de folga o trabalhador terá. Mas o que o Estado tem a ver com isso?
Afinal, o Brasil já aprovou uma reforma trabalhista. Segundo essa reforma, empregados e patrões podem negociar livremente. Acontece que esse ano tem eleições e os parlamentares estão desesperados para mostrar que eles servem para alguma coisa. E a melhor forma de fazer isso é com o projeto populista.
Os políticos não têm nem vergonha de admitir que estão fazendo isso pelas eleições. Eu vi hoje de manhã uma entrevista de um desses deputados que dizia isso. Olha, todo mundo que entrar nesse trem aqui vai ter um benefício aí nas eleições. Por isso a gente olha essas imagens.
e vê pessoas que nunca tiveram empresa, pessoas que nunca criaram um único emprego, pessoas que passaram a vida inteira parasitando a máquina pública, agora vão aprovar uma lei que vai afetar milhões de trabalhadores, motivados por uma mistura confusa de covardia, ignorância ou desonestidade.
Pois é, vários aspectos dessa proposta serão analisados pelos nossos comentaristas. O Dávila está ok? Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila a trazer suas ponderações a respeito dessa proposta. Há grupos em que destacam que essa seria uma...
Vitória para a classe trabalhadora. O próprio presidente da Câmara Federal usou esse termo, né? Atende ao apelo da classe trabalhadora. Agora, é preciso também combinar com quem é empreendedor, empresários, industriais, né? Os geradores de emprego. Como atender a anseios e desejos tão distintos, hein, Dávila? Como você vê essa discussão que acontece no Congresso Nacional? Bem-vindo.
Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Muzi e a nossa querida audiência. Este é o projeto tipicamente populista. Ninguém está pensando no trabalhador, no setor produtivo. Estão pensando num caça-votos. Neste sentido, tanto a demagogia do presidente da República quanto a irresponsabilidade populista do presidente da Câmara estão completamente alinhados. Vamos aos fatos.
Primeiro fato, em todas as democracias avançadas, onde houve reunião de jornada de trabalho, teve um ganho excepcional anteriormente de produtividade. Ou seja, aumento de produtividade é que faz diminuir a carga de horário trabalhado.
No Brasil, não. A produtividade vem despencando nos últimos 20 anos. Então, nós queremos reduzir a jornada de trabalho no momento em que a produtividade está caindo. Veja a irresponsabilidade, o populismo, a demagogia. Segundo fato.
O governo e esse time populista liderado pelo presidente da Câmara não mostrou um único estudo que demonstra que essa medida vai gerar mais empregos. Sabe por que eles não mostraram? Porque não existe esse estudo. Todos os dados, todos os estudos...
feitos por especialistas do setor, mostra que esta medida vai aumentar o desemprego formal, vai jogar milhares de trabalhadores na informalidade, vai pesar dramaticamente na conta dos estados e municípios que vão ter que gastar ainda mais o que não tem nessa situação financeira periclitante com
aumento de benefício de aposentadoria de funcionário público. Ou seja, esse projeto é um desastre em todos os sentidos. Por isso, Caniato, o que deveria ser a saída para este projeto foi apresentado, inclusive, pelo Partido Novo.
Deixa que se remunere a hora trabalhada. Se remunerar a hora trabalhada, não tem que entrar nessa questão. Cada um vai ganhar quantas horas trabalhar. Se trabalhar 30 horas, vai ganhar 30 horas. Se trabalhar 50 horas, ganha 50. Se trabalhar 5 horas, ganha 5.
E isso, como bem lembrou o nosso mota, não mota populista de Brasília, já é contemplado na legislação trabalhista, naquela famosa cláusula do negociado sobre o legislado. Cada um negocia o seu regime de trabalho, recebe por hora trabalhada e não tem que passar uma medida demagógica, populista, que engessa ainda mais a legislação trabalhista, desobedece.
a reforma aprovada pelo próprio Congresso Nacional e vai gerar milhares de desempregos. A única coisa, entre aspas, boa desse projeto é que essa bomba demagógica vai estourar no colo do governo antes das eleições.
Porque as demissões vão começar já. As empresas no Brasil estão enforcadas, Caniato. Nós temos o maior número de empresas inadimplentes no Brasil. Todo mundo sufocado por essa taxa de juros absurda. Então, as demissões vão começar logo que esta lei for promulgada. Por isso, este é o preço que o brasileiro paga.
em época de eleição, para sustentar projetos populistas demagógicos que prejudicam o setor produtivo e o trabalhador. Os nossos comentaristas analisando a proposta que prevê o fim da escala 6x1, votação na comissão especial deve acontecer daqui a pouco. Estamos...
trazendo detalhes a respeito dessa medida, dessa iniciativa, o quanto isso pode impactar no setor produtivo. E o que vai resolver a questão que envolve uma suposta insatisfação dos trabalhadores que, segundo o governo, querem mais tempo para estudar, descansar, passear, namorar. O presidente da República mencionou isso na semana passada. Deixa eu chamar o Bruno Musa. Bruno Musa...
É economista, acompanha os movimentos do mercado financeiro há muito tempo e tem analisado com lupa a questão que envolve a proposta que prevê o fim da escala 6x1. Inclusive, o Musa tem conversado com muita gente, muitos empresários, figuras do mercado financeiro que projetam consequências. Musa, ótima noite a você, excelente semana. O que você pôde apurar? Quais são as percepções daqueles que geram empregos?
no país. Quais apontamentos são importantes nesse momento de debate no Congresso Nacional? Bem-vindo. Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Dávila, todos que nos assistem no Brasil. Vamos lá, uma excelente semana pra todos nós. Realmente, Caniato, grande parte aqui dos meus clientes ou são empreendedores ou são executivos de empresas e todos muito preocupados com relação a isso. E justamente o grande ponto é o que o próprio Dávila colocou.
No Brasil, nós criamos a cabeça, a mentalidade, Caniato, de distribuir o que sequer criamos. Nós não temos riqueza para distribuir. Se nós somos pouco produtivos, isso é um número, como eu já mostrei aqui em vários programas, com a fonte da Organização Internacional do Trabalho, que trouxe o último estudo a respeito de produtividade.
Nós estamos quase no número 100 no mundo de países, de 185 países, próximo ao número 100 de produtividade. Então, nós perdemos para Cuba. Lembre-se muito bem disso. A nossa produtividade de 21 dólares por hora de Cuba é 22,5, segundo a Organização Internacional do Trabalho. Portanto, nós produzimos muito pouco.
Se nós trabalharmos menos, é claro que isso vai impactar o custo na hora de trabalho, porque você não vai reduzir o preço da mão de obra. Ainda mais em um país onde 50% da população, segundo o próprio governo, tem alguma ajuda do Estado. Isso significa que você vai ainda mais aumentar esse custo de hora quando grande parte das empresas não tem condição de pagar por isso. Olha só que interessante isso aqui.
No ano passado foram criadas 4,6 milhões de empresas, segundo fontes do próprio governo. Das 4,6 milhões, Caniato, 97% das empresas são pequenas empresas, que elas representam 70% da geração de empregos no Brasil, 10% é do setor público e o restante com empresas grandes, 70%.
Esse é o pequeno botiquim, é a papelaria, é a pessoa que não tem a educação financeira ou a capacidade de gerar caixa suficiente para bancar um incremento tão grande, ainda mais, onde você não encontra mão de obra disponível, porque boa parte está pendurada em algum tipo de auxílio que virou estrutural. E se tem que contratar, contrata na informalidade, que aqui é o outro ponto. Se somarmos todas as ações trabalhistas no mundo...
não dá o número de ações trabalhistas que nós temos aqui no Brasil. Isso é impressionante. O que significa que o empresário pequeno ou tem que tomar o risco de ser judicializado em uma ação trabalhista e não ter dinheiro para isso, ou então ele não consegue contratar e aumentar a sua capacidade de serviço. Quem sofre com isso? Nós, os consumidores, que não temos disponibilidade suficiente de produtos, ainda mais com tecnologia.
E olha só que interessante também, algo que o Mota colocou, que me chamou muita atenção. Eu gosto muito de ler e reler o Leviatã, que foi escrito em 1651, século XVII. O Leviatã, salvo engano, no capítulo 29, ele fala o seguinte, a única forma do Estado sobreviver é porque ele tem o monopólio da violência de expropriar os bens privados de todos nós. Se ele perde essa capacidade...
ele não consegue se financiar. E muitas vezes o Estado se financia com o nosso dinheiro para jogar contra nós mesmos. Que é justamente o que está acontecendo agora. Que o homônimo do nosso, Roberto Mota, fez como ele muito bem falou. Ele está colocando uma política eleitoreira que vai prejudicar a geração de emprego num país onde um país já é pobre pelos números divulgados. Em PIB per capita, em renda per capita, em IDH.
Em todas as concepções que nós pudermos olhar, o Brasil é um país pobre. Consequentemente, o que nós queremos com uma ação dessa? Segundo o presidente do país, ele veio a público e falou na semana passada, as pessoas querem descansar mais.
Ora, as pessoas querem descansar mais, só que nós queremos nos equiparar a países que há 200 anos optaram pela produtividade. Aqui nós optamos por parasitar em cima da máquina pública, mas queremos agora os mesmos benefícios de quem há 200 anos está trabalhando para isso. É a mentalidade que nos coloca no eterno país da mediocridade, no sentido até do mediano, antes que julguem a palavra como um todo.
Pois é, mas tem o elemento eleitoral, a questão que envolve eleições no mesmo ano da discussão, o quanto isso interfere, acaba pressionando os congressistas que talvez façam inclusive essa reflexão. Poxa, eu não posso votar contra esse projeto, senão os eleitores vão achar que eu sou contra qualquer tipo de benefício, benfeitoria, melhoria na condição do trabalhador. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo que acompanha.
essas discussões, inclusive essa questão, esse apequenamento da discussão por conta do fator eleitoral. Muitos acabam fazendo esse cálculo de maneira muito rasa. Olha, nem vou discutir, vou votar a favor, porque senão depois vão me cobrar e eu posso me prejudicar nas eleições. O cara nem vai querer.
se envolver um problema. Ele sabe que isso certamente poderia se tornar uma bola de neve lá na frente. E você, Eberaldo, como avalia essas discussões a respeito do fim da escala 6x1? Alguém vai pagar essa conta em algum momento. Bem-vindo.
Ninguém pensa no Brasil, Caniato, especialmente em ano de eleição. A preocupação única e exclusiva é com as próprias campanhas dos parlamentares e o Brasil que se dane. O Brasil a gente vê depois. Boa noite a você, boa noite ao Dávila, ao Mota, ao Musa, boa noite à audiência que prestigia diariamente os Pingos nos Is.
Olha, Caniato, eu acho interessante essa discussão porque nós discutimos os efeitos dessa mudança da escala de trabalho, discutimos uma série de aspectos e a gente às vezes se vê levando a sério algo que é completamente absurdo. O Musa citou Leviatã e eu vou mais atrás ainda. Vamos nos recorrer ao Antigo Testamento.
Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Em alguns momentos do Velho Testamento, Deus reafirma que são seis dias de trabalho, um dia de descanso. Mas aí, vossas excelências, os parlamentares brasileiros...
diante da oportunidade de serem populistas, de não quererem olhar para a população e falar aquilo que é certo, agir de acordo com aquilo que é certo, eles não resistem à tentação da mediocridade e mergulham numa discussão absolutamente absurda, sem nenhum sentido, num país improdutivo, que não consegue gerar emprego de qualidade.
Quer dizer, a próxima iniciativa do Congresso Nacional, quem sabe da presidência da República, vai ser voltar a obrigatoriedade assessorista nos elevadores Brasil afora? Por que é disso que a gente está falando? O Brasil não avança, o Brasil anda para trás, o Brasil não consegue entregar liberdade, porque é na liberdade que se criam os empregos, as oportunidades, o país avança, a economia se fortalece. Mas não.
Tem que ter lei pra tudo. Tem que ter na Constituição brasileira o piso salarial dos enfermeiros, como se a realidade dos enfermeiros no Brasil fosse absolutamente igual de norte a sul. Do Maranhão a Santa Catarina, do Acre a Bahia. Respeito aos enfermeiros, que é uma profissão abençoada, mas Constituição não é pra isso.
Aí tem que se meter. Não. Funcionária doméstica não pode ser diarista. Você tem que ter registro se for mais de duas vezes a mesma casa durante a semana. Ou se as pessoas fossem fazer o quê? Olha para o mundo. O mundo já está cada vez mais escasso a oferta de emprego desta natureza, de natureza doméstica. Ah, mas não, não. No Brasil nós vamos acelerar, obrigar os donos das casas.
a colocarem esses funcionários na carteira assinada. Que culpa? Deu errado.
Nós, se conversarmos com os empresários, são microempresários, que é a vasta maioria dos empreendedores brasileiros, esses empresários responsáveis por qualquer tipo de negócio, muitas vezes, a maioria das vezes, eles preferem não crescer os seus negócios até ter que contratar alguém. Porque tem medo da relação com a justiça do trabalho, que historicamente tem um viés favorável ao funcionário.
E às vezes a gente vê pleitos que são absolutamente sem sentido, mas os funcionários conseguem causar um dano bastante substancial ao empregador. Nós temos casos, aos milhares provavelmente na Justiça do Trabalho, que vai lá o funcionário, pede 100 mil reais de indenização, se mostrando ali como um escravo.
E aí, quando vai fazer um acordo, faz um acordo de mil. Quer dizer, o Chico impede isso e não pode fazer um acordo de mil, senão fica caracterizado a falta de honestidade no processo. Isso tudo depõe contra a geração de emprego. E agora estamos aí assistindo o Congresso Nacional colocar mais um peso, não nas costas do empresariado, colocando mais um peso nas costas do Brasil.
Esse Brasil que não vai a lugar nenhum vai continuar medíocre, dando espaço para esse tipo de político populista que vai fazendo dessas pautas eleitoreiras e irresponsáveis uma bandeira, uma bandeira do nada, uma bandeira do absurdo, uma bandeira da vergonha, uma bandeira que demonstra que o legislativo brasileiro não está agindo no melhor interesse do país.
Pois é, esse tópico destacado pelo Beraldo é muito importante e uma discussão oportuna. Uma coisa é você olhar para uma grande companhia. Fico imaginando uma rede de supermercados com centenas de lojas. A condição de você reorganizar a escala.
Mas em uma pequena venda, uma mercearia, uma lanchonete, uma pastelaria, em que é o dono e talvez dois ajudantes, como é que ele vai organizar essa escala para atender as duas folgas semanais? É uma questão que a gente precisa analisar com muito cuidado. Olha, a gente segue monitorando a situação lá em Brasília, qualquer novidade a gente volta a tratar da proposta que prevê o fim da escala 6x1. Mas tem vários outros assuntos.
No programa de hoje, daqui a pouco a gente volta a tratar disso, o advogado norte-americano Martin DeLuca, ele é responsável pela plataforma de vídeos Ramble e também da Trump Media and Technology Group, que é uma companhia de mídia que é ligada.
ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que notificou o ministro Alexandre de Moraes no processo movido por ele na Justiça dos Estados Unidos. Essa informação foi divulgada por ele em uma publicação no X. Segundo o advogado, a comunicação aconteceu, vou abrir aspas, em cumprimento a uma ordem de um tribunal federal dos Estados Unidos e foi realizada por e-mail.
A postagem veio acompanhada da cópia da citação emitida pela Corte Federal do Distrito Central da Flórida. Esse processo foi aberto pelas duas companhias.
para contestar decisões de morais relacionadas à suspensão de contas e bloqueios determinados pelo STF nas plataformas digitais. Chamar os nossos comentaristas, Roberto Mota sempre acompanhando o noticiário do Brasil, mas também dos Estados Unidos e essa notificação de um magistrado brasileiro naquele processo que tinha sido movido pela Trump Media nos Estados Unidos. Agora há, inclusive, uma sinalização de que...
Algumas instituições brasileiras avaliam o caso e veem a melhor maneira de responder a essa manifestação na justiça americana. O ministro tem três semanas, 21 dias, para responder essa petição.
É uma situação complicada, Caniato, uma situação na qual inúmeros brasileiros se encontraram nos últimos anos. A empresa de mídia do presidente Trump entrou com um processo contra o juiz da Suprema Corte Brasileira em fevereiro de 2025, salvo engano.
O processo acusa o magistrado de censurar ilegalmente vozes de direita nas redes sociais. Isso não é uma medida muito comum. O grupo empresarial de Donald Trump, Trump Media e Technology Group,
que é controlado por Donald Trump, está processando o magistrado no Tribunal Federal de Tampa, na Flórida. E a rede social Rumble, ela é coautora desse processo. As duas empresas acusam o ministro de censurar o discurso político nos Estados Unidos e de infringir a primeira emenda da Constituição americana.
Elas dizem que o magistrado teria feito isso quando ele ordenou que o Rumble removesse contas de apoiadores de Jair Bolsonaro, inclusive nos Estados Unidos. E o que a Rumble e o grupo Trump pedem contra o juiz brasileiro?
Primeiro que as ordens de censura sejam declaradas não executáveis nos Estados Unidos. Ou seja, que a justiça americana diga que essas ordens não valem no território americano. Que é uma coisa meio óbvia. Depois que o juiz seja proibido de obrigar qualquer outra empresa...
como o Apple, o Google ou qualquer outra empresa ou entidade, a remover ou retirar do ar o aplicativo Rumble. Vamos lembrar, o aplicativo Rumble já está fora do ar aqui no Brasil, eu acho que há uns dois anos, por aí.
E por último, que o tribunal americano determine o pagamento de indenizações, tanto a Rumble quanto a empresa do grupo Trump, por dano à reputação, lucros cessantes e negócios perdidos.
Inclusive, eu quero destacar e fazer uma menção muito importante, que essa notícia foi transmitida, compartilhada, inclusive, na internet em primeira mão pela Jovem Pan.
por conta do trabalho do nosso correspondente Eliseu Caetano e também o nosso time de digital. Então, é preciso considerar esse trabalho de apuração também do Eliseu Caetano, que certamente está nos acompanhando nos Estados Unidos, no estado da Flórida. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, antes disso, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Agora sim, o Dávila vai trazer os apontamentos a respeito dessa, talvez, mudança de posicionamento.
da justiça americana, a autorização para que o ministro brasileiro fosse notificado, porque é um processo que corre já bastante tempo, né, Davila? Por que a notificação só neste momento e não antes? Enfim, tem alguma explicação, trâmite normal da justiça norte-americana? Tem alguma sinalização a partir dessa autorização?
É, Canhato, a burocracia impera em todos os lugares do mundo, até mesmo nas democracias avançadas. Acho que o Mota já fez um bom balanço do processo. Mas eu gostaria aqui de mencionar algumas coisas nessa ação que, para mim, me parecem confusas. É evidente que as decisões no Brasil... Se su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su su
foram absolutamente ilegais e inconstitucionais. Notificar empresa por e-mail, tirar conta de maneira arbitrária, fazer uma empresa que, em algum caso, era sócia de outra, pagar multa de outra empresa, tudo isso são violações das leis brasileiras. Isto conduzido...
por um ministro do Supremo Tribunal Federal. Então, é óbvio que as empresas se sentiram absolutamente afetadas por decisões arbitrárias que contrariam o Estado de Direito brasileiro, inclusive, não é só nos Estados Unidos.
Agora, o que me parece estranho nesse processo é tentar transformar uma decisão que se aplica unicamente ao território brasileiro, como isso afeta os Estados Unidos.
Porque é óbvio que essa decisão de Alexandre Moraes não vai ser respeitada nos Estados Unidos, como bem lembrou o Mota aqui, porque fere a Constituição e a lei norte-americana. Então não adianta chegar nos Estados Unidos e falar assim, tira a conta de fulano do ar. Não vai tirar porque aquilo é uma empresa norte-americana sediada nos Estados Unidos e aquele usuário é um usuário nos Estados Unidos e eles não precisam obedecer a decisão do ministro Alexandre Moraes no Brasil. Agora, o que está circunscrito ao Brasil
não entendi muito bem qual é essa estratégia de processar Alexandre Moraes nos Estados Unidos. Porque o caso não foi aberto nos Estados Unidos. Alexandre Moraes não responde a esse caso nos Estados Unidos. É uma decisão que afetou um negócio de uma empresa americana no Brasil. Então, me parece que deveria ser essa ação feita no Brasil, não num tribunal norte-americano. Então, eu fiquei um pouco confuso com essa estratégia da Rumble.
Porque é evidente que as decisões da Suprema Corte brasileira não afetam empresas americanas em solo norte-americano.
Pois é, eu vou receber a rede Jovem Pan, enquanto eu passo a bola para o próximo comentarista. Eu só quero lembrar a nossa audiência que todo programa a gente publica a enquete do dia, uma pergunta sobre algo importante do noticiário. Se você puder, entre no portal da Jovem Pan, que é jovempan.com.br, e se não puder, entre no nosso YouTube. Tem muita gente que acompanha a transmissão diretamente no YouTube.
no YouTube do programa Os Pingos nos Is, no lado direito da tela tem o chat, onde as pessoas fazem comentários, perguntas, ali fica publicada a pergunta. E a gente trata justamente de uma questão que nós vamos debater e analisar aqui no programa, a gente conta com você.
naturalmente, depois de passados alguns blocos. Lá no final eu trago o resultado, mas seria muito legal se você participasse e contribuísse também com o seu pensamento e a sua reflexão a respeito de um tema do programa. Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, vou passar a bola, a palavra para o Bruno Musa. O Musa também vai analisar essa situação que envolve a notificação.
de Alexandre de Moraes, ministro da Suprema Corte Brasileira, em um processo que foi movido pelo advogado da Trump Media nos Estados Unidos. Você, Musa, quais aspectos dessa decisão lhe chamam a atenção? E também há a informação, por meio de alguns veículos, de que o Supremo Tribunal Federal e a Advocacia Geral da União, então a AGU,
A AGU que, em tese, dá subsídios para a presidência da República, para o poder executivo, eles vão discutir qual seria a melhor resposta, qual seria a reação após essa notificação. Ou seja, com passo de espera para saber exatamente o que o ministro ou as autoridades farão.
Veja, Caniato, acho que foi muito bem colocado já pelo Mota e pelo Dávila, mas eu acho que tem alguns pontos aqui que eu gostaria de elencar. O primeiro dele é que eu sinceramente não vejo que isso possa dar em alguma coisa. Afinal de contas, estamos falando de mesmo que venha alguma punição lá nos Estados Unidos.
não necessariamente vai ter os efeitos aqui. Nós já vimos a lei Magnitsky que veio, caiu, e os efeitos práticos dela foram basicamente nulos. Aqui começamos a falar se haveria alguma estratégia de que alguma coisa pior pudesse vir depois, mas até o momento parece que absolutamente nada. Então não sei se de prático haverá qualquer coisa aqui. Mas o que chama atenção é que as notícias já correram pelo mundo todo e vale lembrar que quando nós ficamos aqui no Brasil sem o X,
sem a plataforma X, salvo engano, foi um mês e meio que nós ficamos. Nós nos juntamos a times de dois países que não têm acesso ao X, China e Butão, salvo engano. Se vocês têm algum outro. Então, são países... Rússia, talvez, também, né? Então, são países...
extremamente autoritários que nos unimos a eles. Nos últimos tempos, a gente vem procurando estarmos muito mais parecidos a países autoritários do que os países com liberdade. E o mesmo aconteceu com a Rambles, que também nós ficamos aqui sem o acesso e, consequentemente, afeta.
não apenas empresas americanas, mas também cidadãos americanos foram afetados por conta disso. Mesmo que sejam de dupla nacionalidade, são brasileiros que se transformaram em americanos ou que têm os seus passaportes e que, portanto, foram afetados em um país onde, pelo menos ao que consta, a liberdade fundamental de expressão ainda é enaltecida e está escrita ali nos principais artigos da Constituição americana.
e é muito mais respeitada do que aqui no Brasil, onde aqui ela é completamente subjetiva. Você pode falar o que quiser, desde que você seja amigo do rei. Se você não for amigo dele, tome cuidado com o que você fala, porque as ideias pouco importam. Importam quem fala. E aí, consequentemente, nos Estados Unidos, essa liberdade é muito mais aberta, é muito mais respeitada como um pilar fundamental, desde lá de trás da fundação dos Estados Unidos. Então, isso me parece que é uma chamada de atenção.
mas não vejo que isso possa escalar de alguma forma. Não tenho conhecimento prático da legislação americana para dizer até onde isso poderia chegar, mas é interessante ver que aquela sistemática que no Brasil funciona, de que dou 12 horas, dou 24 horas, dou 48 horas para se pronunciar, agora talvez comece a inverter um pouco esse jogo. Espero que esse jogo se inverta aqui dentro, porque somos nós que estamos sendo cada vez mais, digamos...
ficando preocupados com as coisas que nós podemos dizer.
Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para trazer também as reflexões, talvez contribuir com análise sobre eventuais consequências, qual deve ser o posicionamento das instituições brasileiras, principalmente do ministro, da Suprema Corte, onde entra a AGU nessa história, os veículos estão noticiando que a AGU também está fazendo uma análise prévia, avaliando como deve ser a resposta, qual deve ser a reação do STF, do ministro,
Peraldo, o que é preciso considerar nesse caso? São os absurdos do comportamento brasileiro diante de um problema que foi gerado por um ministro da Suprema Corte. A União, a advocacia gerada ou não, tem absolutamente nada a ver com isso.
Então, essa situação, o Musa disse que tem dificuldade de enxergar quais serão as consequências efetivas e tal, mas eu gostaria de dar um outro aspecto aqui bastante prático.
Qualquer pessoa, especialmente numa ação que tem o pedido de indenização por danos causados a empresas norte-americanas, qualquer pessoa que receba esta condenação é uma pessoa condenada pela justiça norte-americana.
A vida do ministro fora do Brasil volta a se complicar bastante com uma condenação dessa natureza. Não haverá banco que opere em dólar, ou seja, qualquer banco sério do mundo, que abrirá uma conta para Alexandre de Moraes, ele tendo uma condenação na justiça norte-americana, que prevê o pagamento de uma quantia X, supondo que no final ele será condenado, e ele não vai pagar.
isso vai gerar consequências mais graves para ele. Inclusive, a Lei Magnitsky teve seus efeitos suspensos em relação a ele, mas este tipo de condenação o deixa numa posição de muita fragilidade junto aos Estados Unidos e quaisquer outros ambientes de negócio que tenham nos Estados Unidos alguma base, alguma referência, algum tipo de conexão.
Então, não é algo corriqueiro, é algo gravíssimo. O ministro vai se incomodar. O ministro, o Dávila falou das notificações por e-mail. Dávila, houve notificação pelo X. Uma postagem no X notificando, acho que, Elon Musk, se não me engano. Esse é o nível de loucura que a gente está vivendo no judiciário brasileiro.
fazem o que bem entendem, sem respeitar absolutamente nada em ninguém, muito menos a lei.
Então, nós estamos diante de uma situação em que os Estados Unidos podem dar ao Brasil a possibilidade de acreditar que esses mandos e desmandos completamente desenfreados podem sim gerar algum tipo de consequência que vai complicar a vida dessas figuras que estão aí aos olhos nossos e tal, abusando das suas prerrogativas.
Pois é, pontos importantes e a gente acaba voltando aquelas análises a respeito de sanções, né? Prejuízos para uma figura, uma autoridade brasileira, né? Qual seria o impacto disso?
para a imagem, naturalmente, da instituição, no caso do Supremo Tribunal Federal, mas para o país. Deixa eu voltar com o Roberto Mota para trazer também os apontamentos. Mota, nós acompanhamos há alguns meses as discussões a respeito de...
A inclusão de autoridades na chamada Lei Magnitsky. O que significa isso? Seria uma ação política do governo Donald Trump? Mas houve algum tipo de atitude que, entre aspas, merecesse entrar na Magnitsky? Enfim, muitas discussões. Entra na Magnitsky, sai da Magnitsky. Agora a gente observa a possibilidade de avanço em um processo, condenação.
E aí sim, um prejuízo para a figura em questão. Você acha que essa possibilidade de condenação e prejuízo para essa figura, uma figura tão importante que representa uma instituição como o Supremo Tribunal Federal, isso acabaria dizendo muito sobre o nosso momento atual, principalmente o momento de algumas instituições?
Sim e não, Caniato. Eu acho que a figura desse magistrado representa uma postura do Estado brasileiro. O Estado brasileiro, liderado pelo mais alto nível do judiciário, decidiu que vai ignorar...
Constituição, as leis e vai tomar algumas decisões relativas a liberdade de expressão da forma que achar melhor, usando como justificativa proteção da democracia. Então os críticos dizem para proteger a democracia
Várias dessas decisões estão afetando os fundamentos da democracia, com a desculpa de proteger a própria democracia. Então, a primeira coisa que a gente tem que entender é isso, isso é uma decisão do Estado brasileiro. Tanto que a gente acabou de ver agora como esse jogo combinado funciona. A Suprema Corte Brasileira anulou o artigo 19 do Marco Civil da Internet.
deu o passe para o governo, que já criou na Agência Nacional de Proteção de Dados uma função que só pode ser descrita como censura. Então, isso é uma decisão do Estado brasileiro. Isso não é decisão de uma única pessoa. E nós temos que entender esse último acontecimento com o tamanho que ele tem.
Isso é uma decisão da Justiça dos Estados Unidos como reação a um processo que foi iniciado por duas empresas privadas.
E isso pode ter consequências sérias para o indivíduo. Os juristas que eu consultei me dizem que esse processo pode acabar em multa, em uma sentença de prisão ou nas duas coisas. Então isso para o indivíduo em questão pode ter consequências graves sim, mas a gente não pode esquecer.
do que eu disse no começo do meu comentário. O que está acontecendo no Brasil é uma decisão de Estado. Então era evidente que o Estado ia se mobilizar em defesa dessa pessoa. É isso que está acontecendo, o que provoca revolta em muita gente. Porque, na verdade, agora é o dinheiro dos nossos impostos que vai ser usado para contratar uma defesa jurídica nos Estados Unidos. E também não cabe nenhuma ingenuidade aqui.
Nós já fomos ingênuos, ou muitos de nós já fomos ingênuos, quando da aplicação da lei Magnitsky. É óbvio que essa ação na justiça dos Estados Unidos tem e terá um componente político. É óbvio que o desenrolar dela vai depender das decisões de política externa americana, tanto que uma das empresas...
Quem entrou com essa ação é a empresa do presidente Donald Trump. Então, não cabe, na minha opinião, nenhuma expectativa de que esse processo, ou a provável decisão, vai desbalancear ou vai mudar o jogo aqui no Brasil, que as coisas vão mudar, ou que lições serão aprendidas. Nada disso. Porque o governo americano teve a chance disso.
quando decidiu acabar com a lei Magnitik. Quando muita gente esperava que o governo americano fosse ampliar o alcance da Magnitik, o governo americano acabou com a Magnitik. Então, fica a pergunta, qual é exatamente o propósito dessa ação que agora está avançando no Tribunal da Flórida?
É pouco provável, essa é a minha opinião, é pouco provável que ela seja usada como um instrumento para mudar o que está acontecendo aqui no Brasil.
Pois é, a gente vai seguir acompanhando, é preciso olhar para uma notificação pouco usual, pouco tradicional, por e-mail. Geralmente isso acontece por vias diplomáticas, como estamos falando de um processo movido contra uma autoridade de um outro país. A gente vai seguir acompanhando, qualquer novidade a gente traz aqui e analisa com os nossos comentaristas. Tem uma outra informação?
A Câmara Brasileira de Economia Digital, que tem entre seus associados a Meta, a OpenAI, Google e outras Big Techs, assinou uma carta aberta contra os decretos editados pelo presidente Lula para regulamentar o marco civil da internet. Júlia Fermino chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer todos os detalhes. Júlia, seja bem-vinda.
Ótima noite a você. Essas empresas, essas companhias afirmam que as novas regras ampliam a insegurança jurídica. Foi isso?
É isso que está colocado na carta, viu, Caniato? Boa noite para você, para quem está com a gente aqui também, do Pingus nos Is, a Câmara Brasileira de Economia Digital veio então por meio dessa carta criticar e também pedir a revisão desse decreto, os novos decretos do governo federal, que estabelecem uma nova recomendação para o marco.
civil da internet a entidade que inclusive reúne empresas como você bem colocou como Meta, OpenAI, Google Kawaii e também TikTok e aí a carta foi feita também em conjunto com outras entidades, a Associação Latino Americana de Internet que é a Alay
e também o Conselho Digital no Brasil, e decretos que foram regulamentados na decisão do Supremo Tribunal Federal de 2025. Eles aumentam a responsabilidade das plataformas sobre os conteúdos que são publicados lá dentro pelos seus usuários, dá também a Autoridade Nacional de Proteção de Dados o poder de fiscalizar, também aplicar multas, e quando necessário, suspender atividades das empresas em caso de descumprimento das regras estabelecidas.
Outro decreto, o Caniato, cria também medidas para combater violência digital contra mulheres. E aí as regras entram em vigor em 60 dias. Para as entidades, a postura que foi colocada ali nessa carta aberta, que foi publicada, os decretos aumentam. A insegurança jurídica, como você bem já tinha colocado.
Podem gerar também excesso de remoção de conteúdos das plataformas, elevam os custos para as empresas e ainda podem prejudicar as plataformas que são menores, que não são como OpenAI, Google, Meta, enfim. E aí, em 2020...
só pra gente entender, o Supremo Tribunal Federal tinha definido por oito votos a três que plataformas devem agir de forma preventiva em relação à remoção dos conteúdos lá dentro como por exemplo conteúdos que estejam ligados a terrorismo, racismo crime também antidemocrático incentivo ao suicídio, tudo isso estava previsto ali de acordo com o que foi aprovado ainda em dois mil e vinte e cinco E aí
O que o governo federal afirma é que os decretos foram criados para trazer de fato, detalhar as regras e também mostrar como elas vão funcionar da prática, além de decidir quem é que vai aplicar, como vai funcionar essa fiscalização às empresas por outro lado.
argumentam que a regulamentação deveria passar primeiro pelo Congresso Nacional, e não só vir lá do Supremo. O Supremo, inclusive, já marcou para o dia 29, ou seja, a próxima sexta-feira, a análise dos recursos sobre a decisão que levou, então, deu base para esse decreto. A gente segue de olho, viu, Caniato, para ver o que vai surgir ali na sexta-feira. Volto com você.
Legal, a Júlia Firmino segue acompanhando essas movimentações, as manifestações das empresas, das big techs, qualquer novidade, ela volta aqui na programação. Bom trabalho para você, Júlia. A gente segue em contato. Deixa eu chamar os nossos comentaristas. Você, Luiz Felipe Dávila, o posicionamento das big techs, das empresas de tecnologia, criticando as regras do governo federal, falam em...
responsabilização imprecisa, possibilidade de autocensura, as empresas com receio vão começar a promover censura, colocar dispositivos de filtro, não permitir que as pessoas se expressem como deveriam, insegurança jurídica, enfim, muitos problemas envolvidos após a decretação dessas novas regras por meio da iniciativa do presidente da República, Dávila.
Dávila, a gente não está discutindo. Sim, sim. Mais uma medida populista e autoritária do governo. Populista porque sempre desejou controlar a opinião pública no Brasil. Desde o primeiro mandato do governo petista, em 2003,
Existia um projeto que chamava Controle Social da Mídia, que não era nada mais do que censura. Sempre buscaram projetos para censurar. Alguns foram derrubados no Congresso Nacional, outros passaram, mas felizmente durante todos esses anos evitamos.
que houvesse uma censura oficial, estatal, sobre o conteúdo. Mas aí, nas últimas eleições, isso já começou a modificar integralmente e a ter censura, a tirar conteúdos, principalmente de pessoas ligadas à direita. Também a arbitrariedade já começou ali.
Mas o Brasil já tinha aprovado o marco civil da internet, que, como eu gosto de ressaltar sempre aqui, foi uma lei exemplar aprovada pelo Congresso Nacional que garante a liberdade de expressão nas redes sociais e conteúdos só poderiam ser removidos com ação judicial.
Mas agora tudo isso foi suspenso. Não é preciso mais ação judicial. Uma mera notificação poderia fazer com que o conteúdo fosse retirado do ar. Isto é uma clara violação da Constituição brasileira. Não só da Constituição, mas de uma cláusula...
pétrea da Constituição, que é o artigo quinto, que garante plena liberdade de expressão, de crença e de opinião. Então, o governo populista, autoritário, mais uma vez, passa por cima da Constituição, passa por cima das liberdades individuais garantidos na cláusula pétrea.
E, além de tudo, Caniato, cria, como bem lembrou Mota, um órgão estatal para o governo dizer o que é verdade e o que é mentira num ano eleitoral em que este governo está disputando a reeleição. É um negócio, é um escândalo esse negócio.
Mas mesmo censurando, o governo reconhece a importância dessas redes sociais. E sabe o que fez na semana passada? Aumentou a verba publicitária nessas redes sociais. O populismo é uma praga que só será extirpada do país por meio do voto consciente em outubro de 2026.
Deixa eu passar para o Bruno Musa, porque é preciso considerar um aspecto que envolve a atuação de uma companhia e a identificação em algum momento de que não dá para operar naquela regra em que o governo ou a instituição que acaba tratando sobre legislação acaba concedendo naquele momento, no meio do jogo.
Bruno, já vimos quantas empresas que acabam fazendo o cálculo e optam em fechar as portas e deixar o país. Há pouco o Mota mencionou a questão que envolvia a Ramble. A Ramble chegou a operar no Brasil, mas identificou que seria inviável. E eu me lembro que há uns anos empresas de patinete...
Motorizado também. A prefeitura, à época, criou tantos empecilhos, tantas regras, praticamente inviabilizou a operação daquelas empresas, ainda na gestão anterior, a gestão de Bruno Covas, salvo engano. São situações distintas? São. Mas muitas enxergam que a criação de decretos e de dificuldades acabam quase que inviabilizando a atuação de uma empresa, que em tese prima pela...
responsabilidade de permitir que o usuário se expresse da maneira como ele quiser. Agora, se começar a criar regra, filtro, isso pode, isso não pode, talvez fique inviável, né? Caneta, você mencionou da Rumble, que falou que foi embora do Brasil, vai lembrar que nós ficamos também durante um tempo sem acesso por algumas vezes a outro aplicativo de conversas instantâneas.
E na semana passada eu mencionei que quinta-feira eu tive a oportunidade de jantar com o ministro da indústria e comércio do Paraguai, o presidente da Lei Maquila e também a CEO de uma grande empresa, a indústria brasileira, que foi embora para lá depois de 103 anos de atuação no Brasil. Estou mencionando isso.
porque você falou a respeito de empresas de comunicação, ou de digital, ou de tecnologia, que simplesmente vão embora ou não se estabelecem no Brasil, ou não querem mais atuar aqui. Quando nós falamos da indústria ainda, da indústria à moda antiga, entre aspas, colocando, foram mais de 200 que já foram embora do Brasil em direção ao país vizinho aqui. Tudo isso tem um motivo. Esse limbo que você falou de criação de regras, de criação de burocracia, Caniato,
Nós nos tornamos especialistas, e há muito tempo, em saber absolutamente tudo sobre a criação de regras. Vamos saber a minúcia do contrato de 1.500 páginas. Se eu quero comprar uma simples garrafa de água tua, eu tenho um contrato de 1.500 páginas.
E nós nos tornamos o mais eficiente possível em saber todas as minúcias. Mas nós somos zero preocupados com o resultado. O que a gente vai entregar pouco importa. O que vale é criar regra, dificuldade. Vamos criar obstáculos. Vamos saber tudo sobre os obstáculos. Para entregar o quê? Nada. Afinal de contas, a gente deixou de entregar, uma vez que as regras inibiram o bom funcionamento de uma ou de várias indústrias.
Seguir acompanhando essas movimentações, a gente segue nesse assunto, é que neste momento eu preciso me despedir de parte da rede. Algumas emissoras ficarão com suas programações, com seus conteúdos locais. Muito obrigado pela parceria, pela audiência. Continue com a gente.
Sigo aqui com os nossos comentaristas, a notícia em destaque, várias empresas de tecnologias chamadas Big Techs fizeram uma manifestação conjunta, criticando as regras, os decretos que foram publicados pelo governo brasileiro, pelo presidente da república, e aí há uma série de apontamentos que caminham no sentido de identificar erros a partir da implementação desses decretos. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo.
Há apontamentos interessantes, né, Beiraldo? Primeiro, atentar contra a liberdade de expressão. Risco de autocensura. Algumas empresas com receio de serem, receberem algum tipo de punição, vão promover, elas próprias, a censura. Insegurança jurídica no ambiente de negócio. Acho que esse é um outro aspecto colocado. E a responsabilização precisa, já que não vai ter processo, né?
seriam etapas antes de um processo diante de todas essas informações dentro do caldeirão o que é preciso considerar a respeito dessas medidas que foram tomadas pelo governo brasileiro e quais podem ser as consequências Renato é incompreensível para qualquer pessoa de um país sério e civilizado, coisa que o Brasil não é já há bastante tempo entender qual é a lógica que rege o governo brasileiro e o Brasilia
Veja a situação do país, o tráfico de drogas, ele é um verdadeiro destruidor de gerações, causa não apenas o efeito nos seus usuários, aquela dependência que é criada e as pessoas vão ficando ali não apenas inutilizadas do ponto de vista do trabalho, mas também alimentando o sistema criminoso que assola toda a população brasileira.
Nesse caso, a mentalidade do presidente da República é que o traficante é vítima do usuário. O usuário é responsável pelo traficante. Se a gente olhar para o que acontece do ponto de vista da responsabilidade do próprio governo, o que a gente encontra?
Vamos imaginar, Caniato, o que aconteceu ao longo dos 20 anos ou mais de atraso na duplicação da BR-470 em Santa Catarina. Quantas vidas perdidas, acidentes que poderiam ter sido evitados, se o governo...
cumprisse com a sua responsabilidade e entregasse à população uma rodovia decente. O usuário seria respeitado e as vidas dos usuários seriam poupadas. Agora, o governo não fez isso e a responsabilidade que cai sobre ele é nenhuma. Os acidentes acontecem, as pessoas morrem.
O governo não está nem aí. Então, essa mentalidade de, especialmente, especificamente, no caso das redes sociais, o governo já tem outra mentalidade. Não, não, não, não. O usuário da rede social é uma vítima da plataforma.
A plataforma tem que ser responsabilizada. A plataforma tem que agir como uma censura dos conteúdos postados por terceiros. Caso contrário, o Estado brasileiro vai atrás dessas plataformas buscando punições e indenização.
tudo ao contrário. Quer dizer, como é que uma empresa é responsável por aquilo que um terceiro identificado escreve, se manifesta, grava? E outra coisa, o ofendido, porque esse é o problema, a turminha do poder, a turminha da arrogância não sabe lidar com crítica. A turminha da arrogância
Está acostumada a um Brasil em que se pagava os meios de comunicação, se comprava a simpatia dos veículos de imprensa e os seus absurdos eram escondidos ou amenizados. Hoje, com as redes sociais, os absurdos estão aí sendo divulgados para todo mundo ver.
E isso incomoda demais essa turminha da arrogância do poder que não sabe ser criticada, não sabe perceber o momento que errou e voltar atrás para entregar um trabalho em prol da sociedade do país. Esses que estão ali exercendo o poder para o seu divertimento, às vezes é isso que parece, e para o seu próprio benefício.
Essas pessoas estão buscando uma forma de simplesmente implementar censura nua e crua no Brasil em 2026.
Nós estamos andando no caminho oposto do mundo civilizado. Se nós olharmos para os países do Oriente Médio, até esses países sempre conhecidos pela forma que atuaram em relação à liberdade de expressão e outras liberdades individuais, hoje esses países já estão fazendo esforço para flexibilizar.
Você vai aos Emirados Árabes hoje e encontra lá mulheres de biquíni na praia, as pessoas bebendo pelas ruas. Eles estão se esforçando pela liberdade. O Brasil não. O Brasil...
da Embratur, que fica vendendo mulata, um traseiro de fora, mundo afora, achando que isso é que atrai estrangeiro para o Brasil, esse Brasil da libertinagem, agora não pode falar, não pode criticar. Ah, se falar isso do ministro, vai tomar uma busca e apreensão, vai perder seu celular.
Se você, em outro país, falou o que você pensa do ministro, aguarda chegar no Brasil, meu amigo, tua vida será destruída. Porque somos uns idiotas, uns otários nas mãos dessas pessoas que exercem esse poder de forma tirana.
sem absolutamente nenhuma consequência. Nós estamos vendo isso tudo acontecer e o povo não consegue se organizar para reagir na mesma dimensão da ofensa que é feita contra o povo. Porque o povo é anestesiado, o povo é formado por uma maioria e acha que a vida é o Bolsa Família.
Então o Brasil criou uma dinâmica em que nós, como nação, perdemos aquela percepção, aquela compreensão de que o Brasil é nosso e eles estão lá para nos servir, para exercer um trabalho público em prol da população brasileira e do Brasil. Isso acabou.
E nós estamos assistindo a isso. Os efeitos disso serão muito graves. E pior é que o mundo inteiro está assistindo e colocando o Brasil lá embaixo da lista. Um país que simplesmente não vale a pena.
Pois é, deixa eu só destacar pra nossa rede que acaba de chegar, todos agora conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, inclusive quem nos acompanha pelas emissoras de rádio, a enquete do dia está publicada no nosso portal, no nosso YouTube, diz respeito...
ao fim da escala 6x1, se você puder, vote. Inclusive, os debates estão avançando lá na comissão especial. A gente tem recebido muitas informações. Inclusive, tem uma pressão rolando nas redes sociais para que a redução de jornada não seja de 44 para 40.
seja de 44 para 36. Daqui a pouco a gente vai trazer detalhes a respeito do que está acontecendo em Brasília daqui a pouquinho. Deixa eu passar para o Roberto Mota, para o Mota trazer também seus apontamentos sobre essas discussões que acontecem sobre os decretos do presidente da República, as mudanças no regramento para a operação das redes sociais, o marco civil da internet. E aí o governo federal se apoiou, né, Mota, em uma...
em uma discussão que diz respeito à necessidade de defender essas medidas para combater crimes virtuais, exposição de conteúdo íntimo, desinformação e golpes. E muitos entendem que as justificativas seriam muito plausíveis. Agora, ao mesmo tempo, acham muito estranho que isso tenha acontecido em uma eleitoral, porque permitiria...
em alguma medida, que as redes sociais criassem suas próprias regras. Só que terá também uma espécie de uma agência, uma agência que vai determinar alguns parâmetros sobre o que pode e o que não pode. Isso é muito vago.
trocaram o marco civil da internet pelo marco ditatorial da internet. Todas as ditaduras do mundo sempre se justificaram, dizendo que elas vieram para o bem da população.
Toda atividade de censura é sempre justificada da mesma forma. É para proteger as pessoas. Ou vocês conhecem algum censor ou algum ditador que disse olha eu vim aqui para acabar com a liberdade de vocês porque eu quero ficar para sempre no poder.
Agora, vamos ser justos, as big techs estão colhendo o que elas plantaram, porque foram elas que começaram com as iniciativas de censura, a gente não esquece não. Por coincidência, era sempre censura contra vozes conservadoras ou liberais.
Quem era de esquerda podia dizer o que queria. Os outros tinham contas suspensas, bloqueadas ou colocadas no tal Shadow Bank. E eu confesso que não entendi muito bem o que as big techs fizeram aqui.
Elas apelaram para a Suprema Corte? Mas foi a Suprema Corte que decidiu invalidar o artigo 19 do marco civil da internet. Será que as big techs não sabem disso? Foi de lá que veio o problema. Foi de lá que veio o passe. O governo apenas chutou para gol. Zé, deixa eu passar para o Dávila, que é preciso olhar também para o papel do Congresso Nacional. Dávila.
O que compete a deputados e senadores a partir de uma decisão tomada via decreto pela presidência da República? Há uma pressão, inclusive, para que o Congresso se mexa, faça alguma coisa. Em tese, essa é uma decisão e isso deveria passar pelo Congresso Nacional. Está fechado de novo, Dávila.
Com certeza, Caniato. O Congresso Nacional tem de fazer valer o marco civil da internet, porque ele foi aprovado pelos representantes do povo que recebem do povo, por meio do voto, a incumbência de criar lei no país. Não dá pra ficar usando o decreto.
E, de novo, atrapalhando a vida do poder legislativo. Quem tem que legislar é o Congresso Nacional. Esse ativismo do judicial, ativismo do executivo, cada um quer se meter na seara do outro poder.
O que o Congresso tem que fazer é fazer valer, fazer valer o marco civil da internet, porque este sim está alinhado com a Constituição, com respeito às liberdades constitucionais, às liberdades individuais.
Por isso, Caniato, não dá do Congresso cruzar os braços. É preciso valer o direito constitucional da liberdade de expressão. E se isso não acontecer, vai ser muito sério. É mais um passo do Brasil
No caminho da arbitrariedade, do autoritarismo, do cerceamento de liberdades individuais que afetam cada vez mais a imagem do Brasil. Você pega lá o ranking das democracias no Brasil, o Brasil vem despencando. Vem despencando porque cada vez tem mais ato arbitrário, mais ato antidemocrático.
com o respaldo das instituições de Estado. É muito triste ver o Brasil ladeira abaixo depois de tantos anos que nós lutamos para restabelecer a democracia e a liberdade no Brasil. Agora, cada mês que passa, temos uma atitude arbitrária infringindo nessas liberdades conquistadas pelos nossos antepassados.
É claro que a gente vai seguir acompanhando, inclusive, a manifestação das empresas, o papel do Congresso Nacional, como os congressistas devem se movimentar para, eventualmente, até brecar ou criar uma legislação ou alguma medida para que faça valer aquela decisão tomada pelo Congresso Nacional na aprovação do marco civil da internet.
Uma outra informação, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, pré-candidato à presidência da República, informou ao Senado que ficará fora do país até quinta-feira. Ele embarcou nesse domingo para os Estados Unidos, onde pretende ter uma reunião com o presidente do país, Donald Trump. Não foram divulgados os detalhes da agenda de Flávio. Por lá ou quando ele vai se encontrar com o presidente americano? Pode ser o primeiro encontro de Flávio oficialmente com o pré-candidato à presidência com o Trump.
O senador tem mantido viagens regulares aos Estados Unidos desde dezembro, quando anunciou a intenção de concorrer ao Planalto, incluindo a participação em um evento conservador, o CEPAC, que é um dos maiores eventos conservadores do mundo no mês de março. Começar essa com o Bruno Musa? Você, Musa, eu acompanhei alguns veículos de comunicação.
que tratavam, talvez, se eu disser deboche, talvez seja um exagero, mas colocavam em dúvida a viagem de Flávio. Flávio vai aos Estados Unidos sem ter certeza, alguma coisa assim, sem ter certeza se seria recebido por Donald Trump, ou sem ter a agenda confirmada, alguma coisa nesse sentido. Quais aspectos dessa viagem nós precisamos considerar? É preciso olhar com muita atenção para uma articulação que vem sendo feita pelo irmão, né?
Eduardo, inclusive outras pessoas próximas a Flávia, que tem ligação com a administração Donald Trump e que poderiam fazer essa ponte com o presidente dos Estados Unidos. Se ele conseguir uma agenda com Donald Trump, seria um feito e tanto, né? Um pré-candidato, senador da República, em um encontro com o presidente dos Estados Unidos.
Sem dúvida. Há que enaltecer esse tipo de coisa, né? Ou seja, goste ou não da família Bolsonaro, goste ou não do Eduardo, do Flávio, não importa. Fica muito claro que o Eduardo alguma coisa vem fazendo lá em que ele conseguiu alguns bons encontros.
Esteve ele também na Casa Branca em algum momento, conversou com políticos influentes ali do entorno de Donald Trump. E claramente, um pré-candidato ainda conseguir uma agenda com o presidente americano, sem dúvida nenhuma, logo após alguns dias em que ele esteve com o Lula e que, na prática, não vimos nenhum efeito. Afinal de contas, Lula voltou e continua batendo ali em Donald Trump nas suas falas. Não diria nem nas entrelinhas, diria até de maneira direta.
não me parece que tenha surtido nenhum tipo de efeito prático positivo, como nós comentamos aqui logo após o dia dessa visita. Agora, fica claro que é um nome importante, está sendo colocado lá, de fato, ao lado do presidente do maior país do mundo. Então, e repito, é um pré-candidato ainda, a campanha de fato não começou, então é um espaço claramente alinhado com o que os Estados Unidos querem para a região. Então, fica muito óbvio que...
Os Estados Unidos querem ter uma importância maior em que viu a China ao longo dos últimos anos ganhando importância aqui. Não apenas no Brasil, mas, por exemplo, o porto de Chiang Kai no Peru, que é o maior porto que tem no país, uma importante ligação do Pacífico com a Ásia.
A gente vê que estava crescendo a importância da China no canal do Panamá e o presidente Trump colocou uma força maior ali para diminuição dessa importância num canal extremamente relevante. A Venezuela agora, toda a briga que ele teve ali com a Colômbia, bem provável que Gustavo Petro, não por conta de Donald Trump, mas por condições locais, ele não seja reeleito. Então, a Argentina que já mudou, o Paraguai que está sendo essa força levando pessoas, indústrias para lá, a região está mudando.
E naturalmente o Brasil, que tem uma importante reserva dos recursos naturais, mas tem zero capacidade de minerar e de transformar os materiais importantes para a economia atual das terras raras, não tem capacidade porque não temos tecnologia, nem dinheiro, nem empresas para isso. Os Estados Unidos querem impor também essa hegemonia na região como um todo.
impor, eu não estou falando de igual o governo atual do Brasil fala de chegar aqui e tomar as terras, obviamente não, estamos falando realmente de ter empresas locais aqui atuando e não uma força hegemônica da China, então se o Flávio Bolsonaro tiver essa agenda de fato e for um encontro muito mais produtivo do que de Lula,
Fica claro que há esse alinhamento ideológico e, digamos, até uma chancela, a pré-candidatura se transformar numa candidatura e que tenha o apoio do governo americano, que na atual conjuntura é algo, obviamente, relevante.
Pois é, e naturalmente deve estar no radar de Flávio, da campanha e da família, quais são as reais possibilidades desse encontro. Não iria se deslocar do Brasil para os Estados Unidos para dar com a cara na porta da Casa Branca. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para trazer também as impressões. O Beraldo já está com a gente? Acho que a gente tinha feito um ajuste na conexão dele.
Você, Beraldo, Flávio vai aos Estados Unidos para um encontro com Donald Trump, um encontro que ainda não está na agenda, não tem detalhes a respeito desse encontro, mas me parece que algum acerto, ainda que não tenha sido divulgado, deve ter sido tratado entre figuras da Casa Branca com o entorno de Flávio Bolsonaro. De que maneira essa proximidade com Donald Trump ajuda Flávio Bolsonaro?
Neto, Flávio Bolsonaro precisa de alguma boa notícia para apresentar aos seus apoiadores. As últimas semanas foram desastrosas para Flávio Bolsonaro em razão dessa confusão em que ele se meteu escondendo informações e em alguns momentos até mentindo deliberadamente sobre a relação dele com Daniel Vorcaro.
Então agora ele precisa, de alguma forma, virar essa página e o encontro com o presidente, a figura mais poderosa do mundo, sem dúvida tem a condição de fazer isso. Agora, também não é fácil quando você é um senador, ele não está na posição de chefe de Estado, então a agenda de Donald Trump para recebê-lo, ela também está ali sujeita a influências externas que são bastante relevantes.
Afinal de contas, os Estados Unidos hoje estão em meio a uma negociação para acabar a guerra do Irã, tem uma série de desafios mundo afora, e Flávio Bolsonaro vai ali muito mais para ter o ganho desta cena do que efetivamente tratar de algum assunto estratégico. Porque Donald Trump, neste momento...
Ele não vai se mexer, se interferir nessa disputa presidencial brasileira. Por quê? Porque ele acabou de receber Lula num encontro completamente atípico e que ficou claro que Lula foi até os Estados Unidos para atender aos interesses do governo norte-americano. Então, se Lula foi embora entregando aquilo que o governo norte-americano quer...
Não me parece razoável imaginar que, nesse momento, Trump fará qualquer gesto hostil à Lula. Então, a situação de Flávio Bolsonaro, nesse contexto, é de criar notícia, de tirar uma foto, de criar um evento.
mas talvez tenha sido até precipitado divulgar essa notícia desse encontro da forma que fizeram, porque, primeiro, a Casa Branca não confirmou, que foi, acho que inicialmente eles haviam dito que foi um convite de Donald Trump, parece que não houve esse convite, mas que o presidente teria aceitado o pedido de encontro.
E se por acaso esse encontro não acontecer de fato, isso gera um dano, mais um dano para a imagem de Flávio Bolsonaro no momento em que ele não pode ter mais dano. Então, enfim, vamos ver o que acontece aí nesses próximos dias, mas resumindo, acredito que para ele é muito mais importante a mudança de pauta e a foto do que efetivamente algum tema específico que será tratado nessa reunião.
Pois é, naturalmente, tem muitas informações das quais não tivemos acesso e que talvez venham à tona a partir da realização dessa reunião. Deixa eu passar para o Roberto Mota trazer também as impressões. Eu acho que no último programa, né, Mota, na sexta-feira, nós falávamos ainda da possibilidade da viagem de Flávio Bolsonaro.
E chegamos a destacar que, nas regras da diplomacia, geralmente o presidente fala com o presidente, o vice-presidente fala com o vice-presidente. E um senador da República e pré-candidato à presidência ser recebido...
pelo líder, o presidente da maior potência do mundo, o país mais poderoso do mundo, seria um golaço, um feito e tanto para Flávio Bolsonaro. O Beralda Pouco disse que Donald Trump não faria nenhum tipo de movimento hostil à Lula, ao presidente brasileiro. O simples fato de receber Flávio Bolsonaro já não é uma sinalização incômoda para o atual presidente brasileiro?
Não tenho dúvida nenhuma disso. E que sinalização um encontro com Trump seria excelente para a campanha de Flávio. E poderia ser também muito bom para Trump. Porque se você analisar friamente, a estratégia americana tem muito mais a ver com Flávio do que com o candidato do PT.
É fácil entender. Os Estados Unidos prenderam Maduro. Destruíram as forças armadas dos ayatolais. E agora tudo indica que os Estados Unidos vão cuidar também da ditadura cubana.
O caminho da segurança e da prosperidade da América Latina passa pelos Estados Unidos. Mas tudo o que o Partido dos Trabalhadores disse e fez nas últimas décadas vai exatamente na contramão disso.
Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, porque a gente precisa também olhar para as estratégias dos pré-candidatos, a maneira como eles lidam com muitos temas, muitos assuntos. E Flávio Bolsonaro indo aos Estados Unidos e sendo recebido por Donald Trump, ele consegue transformar isso em notícias positivas, em uma agenda positiva? Consegue capitalizar e transformar isso em um feito? Uma foto ajudaria, Dávila?
Os meus colegas de bancada enfatizam sempre com muita propriedade que vivemos tempos anormais no Brasil. Então não podemos tratar a viagem de Flávio Bolsonaro como mais um evento normal de pré-campanha.
E eu vou explicar por quê. Imagine, Caniato, se Flávio Bolsonaro tivesse tido um encontro com Lula e essa decisão da Rumble saísse logo depois do encontro.
Ia começar um movimento aqui de que Flávio Bolsonaro, assim como seu irmão, estão conspirando contra o Brasil e amanhã podem suspender a candidatura presidencial de Flávio. Nós não vivemos tempos normais. Por isso, é preciso pensar muito as consequências de cada dado, pensando sempre no pior cenário, porque pode ser um tiro no pé ao invés de um gol.
Imagine se amanhã, por exemplo, depois da saída da visita com o Flávio, uma semana depois, os Estados Unidos resolve aumentar as tarifas de novo contra o Brasil. Vão dizer que é culpa do Flávio Bolsonaro dos Estados Unidos interferindo na eleição americana para ajudar o Flávio a prejudicar o Lula. É um perigo. A relação...
da família Bolsonaro com o Trump tem que ser vista sob uma ótica de muito cuidado porque pode virar mais um pesadelo para Flávio Bolsonaro. Então, a melhor coisa que poderia acontecer é ele não se encontrar com o Donald Trump nessa viagem dos Estados Unidos. Pode ser algo extremamente arriscado se houver medidas mais à frente, que amanhã podem ser usados contra Flávio sobre o sucesso.
Justamente porque parece, mais uma vez, entre aspas, manipulação da família Bolsonaro com os interesses nacionais. Vivemos tempos anormais. É preciso pensar olhando todas as consequências de cada ato para não criar mais um problema na candidatura de Flávio Bolsonaro.
Esse é um ponto fundamental tratado pelo Dávila. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, ainda que a intenção, as intenções sejam as melhores de Flávio Bolsonaro, se for uma reunião fechada, não saberemos exatamente do que será tratado. Depois, em uma coletiva, ele poderá revelar. Mas isso, em alguma medida, não dá munição também para o adversário, para o presidente Lula, sua campanha, se utilizarem do encontro, dessa proximidade, para...
justificar alguma coisa no futuro? Sem dúvida, né, Caniato? Mas todas e qualquer ação hoje, ela serve como narrativa. Você pega cortes e joga uma narrativa. Você mencionou no teu comentário anterior, antes de passar a palavra a mim, falando que esses muitos meios de comunicação tratariam esse encontro como um deboche.
e algo como um deboche. Eu concordo com você, eles tratam mesmo como um deboche. Se ele não for, eles vão falar de alguma outra coisa. Se for, vão puxar isso. Então, eu prefiro olhar os efeitos práticos da coisa como um todo, do que foi baseado esse encontro.
Da mesma forma, como poderia ser colocado como um deboche, que na minha opinião foi, o encontro de Lula com Donald Trump. Afinal de contas, não saiu com nada prático, fez aquela entrevista logo após, onde ele fez sozinho, não teve o cumprimento dos dois na saída, recebido pelas pessoas do entorno do presidente. Foi algo bastante diferente nos encontros formais por chefes de Estado. Então, eu acredito que tudo e qualquer...
forma que acontecer, será uma possibilidade de usar isso como narrativa. Mas a verdade é que as narrativas são diversas e teremos muitas ainda. O mais importante é que disso saia alguma coisa prática. Eu confesso que eu não tinha pensado nessa possibilidade que o Dávila colocou.
Mas não duvido também que seja usado para que, eventualmente, possamos chegar em algum tipo de censura ou possibilidade de inviabilizar uma campanha. De novo, vivemos tempos completamente anormais, onde nada deve nos surpreender.
não acho que a campanha do Flávio deva ficar preocupada com esse tipo de narrativa. Afinal de contas, ele não está... A gente tem que mensurar o risco retorno de uma determinada ação. Tirado esse efeito que o Davila colocou, que eu acho que vale a pena pensar, o efeito de se encontrar com alguém que é o presidente da maior economia do mundo, no meu entender, traz muito mais benefícios do que malefícios das possibilidades de narrativas criadas pelo governo atual.
Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Berardo, só para a gente fechar essa discussão sobre a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, a possibilidade de se encontrar com Donald Trump, maneiras de capitalizar isso, transformar isso em uma notícia positiva, mas a maneira também como os opositores, a campanha de Lula poderia se utilizar disso. O Dávila menciona com...
com bastante propriedade, a possibilidade de alguns dias os Estados Unidos tomarem alguma decisão em relação ao Brasil, nada a ver com Flávio Bolsonaro, mas aí muitos jogarem na conta de Flávio Bolsonaro. E poderia ser qualquer coisa, inclusive uma alteração em alguma tarifa sobre algum tipo de produto. Enfim, nessa guerra de narrativas, processo eleitoral, qualquer coisa pode ser utilizada contra o seu adversário.
Sem dúvida alguma. Agora, a grande vitória do governo norte-americano, do governo Donald Trump, em cima do governo Lula, já foi obtida. O Brasil, há três semanas, entregou a única mina de terras raras em produtividade fora da Ásia para os Estados Unidos. Pelos próximos 15 anos, 100% da produção de terras raras desta mina será enviada para os Estados Unidos. Se constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constantemente constant constantemente constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant constant
E eu tenho bastante convicção de que a ida de Lula até a Casa Branca para conversar com Donald Trump tem de pano de fundo a discussão da liberação da segunda mina que também foi comprada por essa empresa americana e que está sob processo de licenciamento.
A empresa americana que fez esta operação, que pagou 2,8 bilhões de dólares por essas minas de terras raras, lembrando e destacando que essas minas, essas duas minas, já eram de propriedade de empresas estrangeiras, demonstrando como o Brasil está simplesmente assistindo...
a maior corrida dos últimos tempos, que é pela tecnologia de processamento de terras raras. O Brasil que tem as terras raras, simplesmente está entregando isso para empresas estrangeiras. Pois bem, agora as duas principais
Minas, uma já em produção e outra em processo de licenciamento do Brasil, pertence a uma empresa e Donald Trump possui 10% dessas empresas. Ele, como presidente da república, fez o governo americano comprar 10% dessa empresa, porque entende que isso é fundamental estratégico para ele. Então, o Brasil...
Já entregou isso. Todo mundo assistiu, todo mundo achou normal. Até porque muita gente nem entende. Fica só preso a essas questões midiáticas. Então o Brasil hoje foi humilhado por Lula quando perdemos a nossa vantagem estratégica geopolítica.
Então somos cordeirinho dos Estados Unidos. E agora, Flávio Bolsonaro, nesta viagem, ele vai lá para mostrar a sua proximidade e obviamente terá que também expor o seu compromisso em continuar as boas relações com os Estados Unidos.
Eu só espero que Flávio Bolsonaro, se vier a ser o presidente da República, e ele consiga mudar essa dinâmica de subserviência de um governo que sequer entende a importância estratégica das coisas que estão sendo discutidas. É um governo medíocre e perigosíssimo, porque na sua gigantesca ignorância vai colocando o Brasil nessa posição de ser um...
eterno fornecedor de ativos para fora, enquanto nós ficamos aqui vivendo essa dinâmica da pobreza, da dependência do Bolsa Família, dessas universidades que se proliferaram, que não entregam ensino de qualidade e essa dinâmica que está destruindo o Brasil diante do mundo.
Pois é, eu quero fazer um convite a você que acompanha a programação da Jovem Pan. Se puder, chame os amigos, os familiares. Vamos tratar de temas muito importantes com um convidado especial. Na sequência, Valdemar Costa Neto, presidente do PL.
Partido Liberal está conectado com a gente, só a nossa equipe técnica ajustando a imagem do presidente do Partido Liberal. Vamos falar de eleições, pesquisas, caso do Banco Master, tudo isso nessa entrevista especial depois do break comercial. É um intervalo super rápido, voltaremos em um minuto e meio, eu conto com você, fique por aí. Os Pingos nos is, Jovem Pan.
Todos os dias você acorda dentro de um projeto de engenharia. Você confia sem perceber. E tudo funciona porque profissionais sonham, calculam, projetam, fazem tudo acontecer. Por isso, aproveite seu dia. E quando você for descansar, durma tranquilo. Porque mais uma vez, você estará dentro de um projeto de engenharia. Com fé.
Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.
A reforma administrativa é fundamental para termos um Estado eficiente e capaz de entregar serviço público de qualidade. Esse é o meu tema da conversa com Renata Vilhena e Tadeu Barros. Não faz sentido, a partir do momento que nós entramos no serviço público, ter melhorias na carreira só pelo tempo de serviço. Independente do que eu produzir ou não, o meu salário vai melhorar. Brasil Sem Filtro. Nesta quinta, às onze e meia da noite, na Jovem Pan.
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, destacando os assuntos mais importantes do dia, sempre contando com a análise, as reflexões, as discussões entre os nossos comentaristas. Roberto Mota, Luiz Felipe Dávila, Cristiano Beraldo e o Bruno Mousa estão ao vivo com a gente. Quero lembrar que a enquete do dia já está publicada no portal da Jovem Pan.
A gente trata da possibilidade de acabar com a escala 6x1, é o projeto que prevê o fim da escala 6x1. Inclusive, há uma discussão avançando na comissão especial lá no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados. Inclusive, eu trouxe uma informação há pouco a respeito de uma...
Defesa que muitos fazem para que a jornada de trabalho semanal diminua, não de 44 para 40 horas semanais como vinha sendo tratado, mas para 36 horas. Há uma pressão, inclusive, nas redes sociais de alguns grupos que pressionam os parlamentares para que reduzam ainda mais a jornada.
Então, de 44 para 36 horas semanais. Enfim, qualquer novidade a gente traz aqui ao vivo na programação da Jovem Pan. Lembrando que essa enquete está publicada. Eu conto com você. No final, a gente traz o resultado. Deixa eu só pedir para a direção confirmar se o nosso convidado está liberado. Não? Tudo bem. Então, eu trago uma outra informação. O jornal britânico Financial Times afirmou que o filme Dark Horse...
que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, está se transformando, segundo o veículo, em uma comédia de erros, antes mesmo do seu lançamento. O texto, que foi publicado hoje, ressalta que a obra protagonizada por atores americanos foi atingida por conta das revelações de que o senador pediu dinheiro para o dono do Banco Master, o que gerou um escândalo político, pelo menos muitas...
discussões a respeito da maneira como isso aconteceu. Isso teria afetado as intenções de voto do parlamentar. Deixa eu receber a Rede Jovem Pan.
todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, o caso do Banco Master em destaque, o filme Dark Horse, enfim, muitos elementos para serem discutidos com um convidado especial. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, justificou a visita do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro à casa de Daniel Vorcaro, após a prisão domiciliar do banqueiro, como uma tentativa de conseguir o restante do dinheiro.
para financiar o filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Enfim, para tratar desse assunto, o caso do Banco Master, eleições, pesquisas eleitorais, eu recebo agora o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Presidente, muito obrigado pela gentileza em atender mais uma vez aqui a Jovem Pan. Imagina, Daniel, é um prazer para mim falar para a Jovem Pan.
Pois é, presidente, como o senhor tem observado, avaliado essas informações divulgadas a respeito da relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro? Mas como Flávio tem se comportado e tem respondido? Muitas pessoas defendiam que Flávio, no primeiro momento, tivesse feito, sei lá, uma coletiva de imprensa e revelado todos os pontos, todas as informações.
em relação a esse contato com o Daniel Vorcá. Porque ficou assim. Primeiro, um site divulga uma informação. Flávio se justifica. Depois, o site divulga uma outra informação. E aí, Flávio traz uma nova informação. O senhor concordou com a maneira como ele se justificou desde o primeiro momento?
Veja bem, o Flávio foi pego de surpresa porque o que ele fez não foi nada ilegal. Ele falou com o Volcaro, quando o Volcaro não tinha problema nenhum.
E depois talvez eu entendo o seguinte, que ele, na ânsia que ele estava de liquidar e de poder pagar o filme que eles mandaram fazer para o pai, para o Bolsonaro, ele, lógico, procurou as pessoas que podiam doar. E o vocabular não tinha nenhum problema naquele momento.
O que talvez eu não tenha deixado bem entendido hoje é que eu não conversei esse assunto depois, depois da primeira fase que ele deu essa resposta com o Flávio. Eu fiz uma dedução. O que ele foi lá? Quando ele estava com a tornozeleira, ele foi lá falar com ele para liquidar o assunto.
para acabar com o assunto, porque um assunto desse tamanho, dessa ajuda, não podia acabar sem uma conversa. E ele foi lá para resolver o problema. Agora, não sei se ele foi lá para completar o pagamento, que não foi completado, mas eu não vejo problema nenhum nisso, porque o dinheiro que ele pediu não era dinheiro público.
Quando ele pediu dinheiro pro Volcaro, o Volcaro tava em plenas condições de trabalho, o banco dele tava atuando plenamente. Então não vejo problema nisso. E tenho certeza que o Flávio vai recuperar esse mal entendido e vamos tocar a campanha pra frente. Tenho certeza que nós vamos voltar à frente do Lula.
de eu voltar à frente desse governo, porque o governo tem muito problema. Nós estamos vendo a situação do país daqui a pouco tempo, daqui o ano que vem, com recursos, a economia vai piorar muito. E nós temos que ter um governo firme, que economize e que faça o dinheiro do governo aparecer.
Valdemar Costaneto ao vivo com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Presidente, peço licença, os nossos comentaristas participarão também dessa conversa. O primeiro é o Roberto Mota. Presidente, a campanha de 2022 foi cheia de episódios anormais, estranhos, coisas que nunca tinham acontecido ainda. O que o senhor espera dessa próxima campanha? Essa campanha vai ser uma campanha...
É, que vai envolver duas legendas, na minha opinião. Não tenho dúvida disso. Nós vamos estar no final ou no começo, pode ser até que se inicie a campanha dessa maneira.
nós vamos estar no final com o Flávio Bolsonaro no segundo turno e com o Lula, não tenho dúvida disso. E aí, o que vai resolver a eleição é o julgamento de em torno de 8%, 6% da população que não tem definido o seu candidato. E eles vão pôr na mesa qual foi o trabalho do Bolsonaro no governo.
que pegou dois anos de pandemia e com dois anos ele conseguiu colocar o país em ordem. E qual foi o trabalho desse governo do PT? Veja bem, o governo do PT, eles vão colocar na mesa o problema do INSS.
O problema dos 90 bilhões que foram pagos há dois anos atrás é uma loucura. Os precatórios que só venciam em 2027 e falta dinheiro para tudo. O governo pode dar certo.
tem que fazer economia, o dinheiro aparece. Quando não se faz economia, o dinheiro desaparece, é o que vai acontecer. Com todas essas ações que o governo federal está fazendo, vai chegar no ano que vem e vai acontecer o que aconteceu com a Dilma. O que aconteceu com a Dilma? Ela chegou num ponto de dar tudo para ganhar a eleição do Aécio, e o que aconteceu? Chegou no ano seguinte, o país foi mal e ela foi caçada, infelizmente.
Agora é a vez do Luiz Felipe Dávila. Presidente Valdemar, boa noite. Prazer tê-lo aqui no nosso Jovem Pan. Presidente, nós temos várias pautas bomba. E me parece que a oposição vai votar com o governo. Essa pauta da seis em um é um absurdo. Isso vai jogar milhares de pessoas no emprego informal, destruir pequenos negócios. A oposição vai acovardar ou vai embarcar nessa canoa do governo?
Luiz, deixa eu te dizer, essa pergunta do 6x1 é muito importante que você está fazendo para mim. Nós vamos fazer uma proposta para eles darem uma condição para o empregador poder negociar com os empregados. Poder negociar, poder ser, se ele for...
ter prejuízo do governo poder reembolsá-lo. Como reembolsá-lo? Não é dar dinheiro para o empregador, mas é cobrar menos impostos. Nós vamos tentar de tudo. Se não conseguimos isso...
Nós vamos votar por seis por um e vamos tocar o país para frente. Quando assumirmos o governo, tenho certeza que a gente põe tudo isso a limpo e não podemos prejudicar essa gente que tem essa esperança. E nós queremos fazer de um modo que não prejudique o empregador.
Vamos ver se nós chegamos no entendimento. Vão ter propostas que podem ser discutidas. Mas eles não podem tirar, dar um prejuízo para o empregador. Um camarada tem uma empresinha pequena, tem dois, três empregados, três empregados. Ele não consegue trabalhar com menos tempo. Então nós temos que ver uma maneira de recuperar, de dar condições para o camarada trabalhar por cinco dias por semana. E se não tiver jeito...
nós vamos tentar de tudo nós vamos ser obrigados, nós vamos ter que votar o seis por um que a maioria do nosso partido quer é isso, Waldemar Costa Neto conversando ao vivo com a gente aqui na Jovem Pan a próxima pergunta é do Bruno Musa
Presidente, muito boa noite. Eu, como economista profissional do mercado financeiro, ia fazer uma extensão até aqui à pergunta do Dávila, mas eu vou ir um pouco mais além. Além da pauta 6x1, que não há nenhum embasamento técnico para realmente aprovar algo tão...
Absurdo nos tempos e na produtividade que nós temos no Brasil. Grande parte dos políticos e da burocracia brasileira não percebe que grande parte do povo brasileiro já não aguenta mais essa política tradicional de sermos governados e comandados por poucos que não olham dados e não aprofundam em números. Simplesmente vão aprovando por aprovar? Bruno, você tem toda a razão. Acontece o seguinte, Bruno.
Se nós não aprovarmos o 6 por 1, o Lula ganha eleição e o ano que vem ele vai fazer 4 por 1. Vai afundar o país. Nós temos que chegar no poder, nós temos que voltar para o governo. Para voltar para o governo, nós temos que botar as propostas que tem a maioria da população a favor. Nós não podemos ser contra. Nós temos a maioria dos nossos deputados pensando dessa maneira.
Agora é a vez do Cristiano Beraldo.
Boa noite, presidente. Prazer tê-lo aqui conosco no Pingo Jusis. Presidente, diante de todo esse embrólio de Flávio Bolsonaro e as suas relações com o Daniel Vorcaro, me parece que o efeito mais relevante é ter devolvido para a campanha de Lula esse momento em que eles estão se sentindo em condição de ganhar, de dar, de energizar a base de apoio.
apoio e dar uma nova dinâmica para a campanha. Como é que pela sua experiência, como é que o senhor vê o desenvolver disso? A campanha de Lula entra de fato no novo momento para durar? Ou o senhor acredita que isso tem um efeito limitado e logo a gente vai estar de volta à dinâmica antiga?
Cristiano, eu tenho certeza que hoje o governo Lula, o governo, eles têm em qualquer pesquisa 48% de rejeição. Poucas pessoas, uma parte da população que vai decidir essa eleição. Se eles, se eles ganharem o poder, o Brasil vai entrar num buraco sem fim. Porque o governo mudou muito.
Não é o governo que nós tivemos em 2003, 2004, 2005, 2006, até 2008. Não é o governo. Eu acredito que eles vão se ganhar e...
O governo vai ser uma miséria para o Brasil. Nós não vamos conseguir sair dessa situação, porque é muita dívida que nós temos. E a dívida do Brasil só sobe, porque nós temos que dar emprego para o povo, criar emprego, fazer negócio com a China, com o Japão, com os Estados Unidos.
Seja com quem for, desde que venha produzir no Brasil, nós temos um mercado muito forte, Cristiano. Então, nós temos como absorver muitas coisas, desde que o povo tenha condições. E o que nós precisamos fazer hoje no Brasil? Criar emprego.
Mas criar emprego de que maneira? Se associar a esses países fortes que venham produzir no Brasil. E aí nós conseguiríamos sair da situação que nós estamos. Senão não vamos sair dessa situação nunca.
Agora, presidente, tem uma outra situação que envolve a avaliação sobre os números das pesquisas eleitorais após a divulgação dos áudios entre Flávio e Daniel Vorcaro. Qual é a reflexão, qual é o diagnóstico do senhor? Foi uma retração mais tímida? Flávio ainda é muito competitivo? Tem uma informação hoje no noticiário que o senhor descarta a possibilidade, por exemplo, de Michele Bolsonaro. Eu fico pensando, na hipótese, na hipótese...
de Flávio cair nas pesquisas nos próximos levantamentos. Em momento algum foi levantada a possibilidade de Michele assumir o posto de candidata?
Daniel, nunca foi, nunca foi. Nunca tivemos essa pretensão. A Michelle tem muito prestígio em todo o Brasil. Mas quem decide isso é o presidente Bolsonaro. Ele que vai decidir isso aí. O que nós vamos ter que fazer? Mas eu não acredito na queda dele. Eu não acredito. A queda foi muito pequena de imediato.
Foi muito pequena. Então, o que acontece? Isso aí, o reflexo disso, dentro de 20, 30 dias, vai passar, não tenho dúvida disso. Você veja bem. Quando nós tínhamos funcionando a CPI do INSS. O Lula baixou, estava mal, não estava bem. Acabou a CPI do INSS, fizemos um relatório.
Fizemos um relatório contra o governo e nós perdemos no voto, porque eles têm maioria. Mas veja bem, acabou a CPI, veja bem que o assunto...
diminuiu, diminuiu bastante. Então, o que vai acontecer, esse caso do Flávio, não é um caso sério, não é um caso do outro mundo. Se ele tivesse falado antes, não tinha tido problema nenhum. Então, acontece o seguinte, a situação é muito diferente dos problemas que esse governo tem.
Veja bem, você ter 39 ministérios, como é que você consegue, cada ministério é uma estrutura monstruosa. Como é que você consegue fazer economia, fazer o dinheiro aparecer? Tem que fazer como o Bolsonaro fez.
Economia. E o Brasil ficou dois anos na pandemia, dois anos fechado, e ele conseguiu dar dinheiro para todos os prefeitos do Brasil, conseguiu dar 600 reais para cada cidadão sobreviver que tinha necessidade. Então você tem que fazer o dinheiro aparecer. O dinheiro só aparece desse jeito. Os correios davam lucro.
Quer dizer, o dinheiro só aparece desse jeito, com a economia. O governo não faz economia. O governo gasta demais. E isso quebra o país. Quebra o país. Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, conversando ao vivo com a gente aqui no programa Os Pingos nos Is, aqui na Jovem Pan. Presidente, muito obrigado pela gentileza em nos atender. Um abraço, bom trabalho e até breve. Eu que agradeço, Daniel. Estou sempre à disposição da Jovem Pan.
É isso, muito obrigado mais uma vez. Faremos agora uma rápida parada, daqui a pouco mais notícia, mais informação. Eu conto com você, fique por aí na sintonia, aqui na Jovem Pan. Os Pingos nos is. Jovem Pan. Chegou a hora de você sair de jipe zero quilômetro.
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Aqui a entrevista vai direto ao ponto. E toda semana, as principais autoridades e personalidades do Brasil no centro da roda. Receberemos o escritor Augusto Cury para uma conversa sobre o futuro do país e sua pré-candidatura à presidência da República. Direto ao ponto. Hoje às nove e meia da noite, na Jovem Pan. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Isos, assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas.
Romeu Zema, que é o pré-candidato à presidência pelo Partido Novo, voltou a disparar contra o antigo aliado Flávio Bolsonaro. Ele cumpriu uma agenda em São Paulo e comentou, fez uma análise sobre a queda de Flávio em algumas pesquisas, depois do caso envolvendo o Daniel Vorcaro. Segundo o ex-governador de Minas, quem votar em Flávio, muito provavelmente vai entregar a eleição para Lula. A gente separou essa manifestação de Romeu Zema. Acompanhe.
Eu fico muito preocupado em que nós estejamos entregando para a esquerda mais uma vez essa eleição.
E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio, muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve o seu posicionamento enquanto ele caiu. Isso se não surgir mais nada daqui por diante.
Aí, o Romeu Zema, na sua persona de analista político, né? Segundo ele, quem votar em Flávio Bolsonaro estará entregando a eleição para Lula, que venceria o pleito. Será? Deixa eu receber a rede Jovem Pan, todos com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Muito obrigado pela audiência e também pelas emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil. Deixa eu passar para o Roberto Mota, para ele analisar a análise de Romeu Zema.
Poderia fazer todo sentido se ele fosse um analista político, mas ele é pré-candidato, logo desconfiamos. Lógico. Caniato, nunca antes na história desse país uma eleição rendeu tanta confusão. Agora, eu avisei, eu disse aqui várias vezes, essa campanha não vai ser um piquenique, mas eu confesso, nem eu pensei que fosse ser assim. Eu vejo, por exemplo, nas redes.
alguém faz um comentário qualquer sobre essa história do filme, imediatamente duas coisas acontecem. Primeiro, a pessoa é acusada de estar passando pano. Depois, no momento seguinte, a mesma pessoa é acusada de estar jogando contra ou de ser isentona. É uma loucura total.
Passar para o Bruno Musa, porque é preciso olhar para a figura de Romeu Zema como um político que foi bem avaliado em seu estado, se colocou como o político outsider, ele vem do empresariado, não tinha uma carreira política, e aí defende inclusive muitas lições básicas do liberalismo econômico, Musa agrada boa parte do mercado,
E aí, em dado momento, nessa pré-campanha, eles sinalizam um apoio ou uma sinergia diferente com Flávio Bolsonaro. Eles chegam a fazer uma postagem juntos, inclusive em colaboração. E aí tem essa virada, né? Esse cavalo de pau, um cavalo de pau de 180 graus, ele vai para o outro lado e se descola completamente de Flávio Bolsonaro, nem...
nem oferta o benefício da dúvida a Flávio Bolsonaro. E aí, como é que faz nesse momento? Não dá para defender mais a união da direita, né?
No primeiro turno não, mas como a gente falou, no primeiro turno cada um tem as suas próprias liberdades e no segundo turno espero que sejamos mais inteligentes do que nas últimas eleições. Sem dúvida nenhuma, o Zema tem um capital intelectual muito bom, como você muito bem falou, tem um histórico de vida no setor privado, de alto sucesso, lê bons autores econômicos, lê bons autores sobre a escola austríaca, inclusive que foram...
premiados com o prêmio Nobel, por exemplo, Hayek, em 1974. Portanto, ele tem um conhecimento na prática que é bastante diferente da grande média dos políticos. Fora todo o histórico na vida privada, de meritocracia e tudo mais, que a gente sabe que infelizmente o jogo político é completamente diferente. Mas nesse momento, depois de tudo que aconteceu...
Não vou entrar no juízo de valor se foi certo ou errado, de fato é que aconteceu, houve essa separação. Então me parece que no primeiro turno realmente assumiu aqui. Se forem os dois candidatos, é cada um por si e aí no segundo turno, espero, repito, que sejamos muito mais inteligentes em prol de um país, né?
Deixa eu passar para o Cristiano Geraldo. Qual é o cálculo de Romeu Zema? Quem vota em Flávio entrega a eleição para Lula porque Flávio a partir do caso do Banco Master teria aumentado o percentual de rejeição, ou seja, pessoas que não votariam em Flávio de jeito nenhum ele surfa nessa onda? Renato, qual era o grande desafio para Caiado e Romeu Zema?
é como se relacionar com o bolsonarismo. Havia um entendimento de que Jair Bolsonaro era o grande cabo eleitoral dessas eleições e que, distante de Jair Bolsonaro, não havia como fazer uma campanha viável.
Entretanto, ao longo do tempo, algumas coisas foram ficando claras. Primeiro, Flávio Bolsonaro não é Jair Bolsonaro. Jair Bolsonaro exerce, sobre um número expressivo de pessoas, um poder de sedução. As pessoas gostam dele, se identificam com ele, o defendem de qualquer coisa que ele faça. E ele tem essa turma muito fiel a ele.
Flávio Bolsonaro não tem isso. Ele está em busca de herdar este apoio dos apoiadores de seu pai. E, de outra forma, o próprio Flávio Bolsonaro, ele não é uma figura simpática, com brilho próprio na política. Não, ele sempre foi eleito na esteira do seu pai, tanto para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando era deputado estadual, por vários mandatos, e depois como senador.
Romeu Zema percebe, depois de Flávio Bolsonaro ter quebrado essa confiança do eleitor, pela mentira, que, a meu ver, é completamente desnecessária da sua relação com Daniel Vorcaro. E ele está vendo que é possível fazer uma campanha sem medo do bolsonarismo.
Então, Romeu Zema deu all-in, como se diz aí nas mesas de jogo. Ele está apostando tudo em criar uma campanha com identidade própria que se oponha dentro da direita a Flávio Bolsonaro.
pelo aspecto da moralidade, pelo aspecto dele não ter as relações que Flávio tinha com um personagem que está aí recebendo todas as atenções que é Daniel Vorcaro, apesar de Zema ter recebido na sua campanha doações do pai de Daniel Vorcaro. Mas ele está fazendo essa aposta de uma campanha sem medo ou dependência do bolsonarismo. E agora vamos ver como é que isso se comporta daqui para frente.
Pois é, agora, neste momento, eu preciso me despedir das emissoras de rádio que ficarão agora com a veiculação obrigatória da Voz do Brasil.
Eu sigo aqui, tem um plus. Os pingos nos dizem, mas tem mais um destaque para vocês. Seis empreendimentos imobiliários em São Paulo unem os dois maiores escândalos recentes de corrupção do país. Fundos atribuídos a Daniel Vorcaro financiaram obras de uma empresa que foi condenada pela Lava Jato.
Um desses empreendimentos ficou pronto há menos de um mês, com 21 apartamentos de luxo. E outros três estão em fase de comercialização de 555 apartamentos e 70 unidades não residenciais. Todos são impactados por bloqueios judiciais impostos pela terceira vara de falências de São Paulo aos bens do antigo controlador do Banco Master, agora preso. No total, a parceria entre o Vorcaro e a empresa condenada na Lava Jato...
Acabou rendendo 577 apartamentos. E não estamos falando de apartamentos para classe média ou para classe média baixa, 60 metros quadrados, dois quartos. Não, são apartamentos luxuosos, de alto padrão. Você, Roberto Mota, o que esse caso chama atenção quando a gente abre os principais portais de notícias? 50 segundos.
O que a gente fica pensando é se existe algum setor da vida nacional onde o dinheiro do Banco Master não tenha chegado. É uma teia de negócios, de relacionamentos, de contratos que chega quase ao infinito e que vai ser muito difícil de ser desvendada.
Pois é. Você, Bruno Musa, o Bruno certamente acompanhou essa notícia, né? E deve ter ficado surpreso ou não. Mas é no mínimo curioso, né? Que haja uma intersecção entre esses dois casos, né? E aí a gente observa essa notícia que aponta para essa sociedade entre uma empresa condenada pela Lava Jato e o Banco Master de Daniel Vorcaro. 50 segundos.
infelizmente, Caniato, nós chegamos no tal nível aqui no Brasil que nada mais nos surpreende. De verdade, quando eu li, e eu tinha lido isso no final de semana, eu infelizmente olhei e eu me deparei com aquele pequeno sorriso singelo que você dá com você mesmo, olhando e falando, por que isso não me surpreende? Porque no Brasil já virou natural você ter toda essa teia de corrupção exposta a céu aberto.
Novamente, como eu falei já em alguns programas atrás, no Brasil, ser amigo do rei traz privilégios. Não é de hoje, é desde lá de trás quando a coroa portuguesa estava aqui. O Brasil é um país corrupto por natureza e isso transforma aqui um país onde fazer negócios é cada vez mais impossível e a imoralidade se tornou o normal. Você, Cristiano Beraldo, para fechar 30 segundos. No final das contas, eles se conhecem, né?
Pois é, Caneto, mas também a gente não pode se deixar levar por essas emoções aí da manchete, né? Uma empresa foi condenada na Lava Jato. O que a gente precisa discutir é o que aconteceu na Lava Jato em relação a essa condenação, porque no fim acabou tudo em pizza. E no caso de Daniel Vorcaro, ele está aí tendo que responder por tudo aquilo que foi descoberto sobre as operações do Banco Master. Há ilícito nessa sociedade específica?
Nós não sabemos. É preciso mais informação para avaliar-se de forma muito objetiva este empreendimento, essa sociedade tem de algum aspecto alguma coisa ilegal que merece ser investigada pela justiça para punir os responsáveis.
Resultado da enquete do dia, vamos colocar na tela a pergunta que nós fizemos. A aprovação do projeto que prevê o fim da escala 6x1 deve ajudar Lula nas eleições? 43% disseram que sim, porque o trabalhador vê isso como um benefício. 37% entende que não e 20% acha que depende, só para alguns eleitores. Muito obrigado pela participação de todos. Um forte abraço aos nossos comentaristas. Fiquem agora com o Jornal Jovem Pan. Tchau.
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