Episódios de Os Pingos nos Is

Zambelli é liberada da prisão / Vorcaro retornará à cela especial

23 de maio de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (22):

A Corte de Cassação de Roma negou de forma definitiva o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli feito pelo governo brasileiro. A decisão reverte o entendimento anterior e determina a soltura imediata da parlamentar, que foi condenada no Brasil por invasão de sistemas do CNJ. A defesa de Zambelli alega perseguição política e aponta supostos abusos por parte do ministro do STF Alexandre de Moraes. Um segundo processo sobre porte ilegal de armas ainda aguarda análise do Ministério da Justiça italiano.

O ministro do STF André Mendonça autorizou o retorno do banqueiro Daniel Vorcaro à cela especial na Polícia Federal, após reclamações de sua defesa sobre as condições de detenção. O caso reacende discussões nos bastidores políticos sobre os rumos de uma possível delação premiada do empresário.

O advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro após a Polícia Federal rejeitar uma proposta de delação premiada apresentada pelo empresário. Especialista em acordos de colaboração e com histórico nas operações Lava Jato e Mensalão, o defensor optou por encerrar os trabalhos diante do revés na negociação.

Uma nova pesquisa Datafolha apontou que o presidente Lula ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral de 2026, após o vazamento de áudios envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro. No cenário do primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto contra 31% de Flávio, que liderava um empate técnico na semana anterior.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, propôs a cobrança de uma taxa de 1% sobre o salário de profissionais formados em universidades federais. A medida visa criar um fundo para financiar o ensino superior e reduzir a dependência de repasses da União, liberando mais recursos para a educação básica.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio5
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos6
  • Daniel Vorcaro e Alexandre de MoraesDaniel Vorcaro · Delação premiada · Polícia Federal · Procuradoria-Geral da República · André Mendonça · José Luis Oliveira Lima · Operação Lava Jato · Mensalão · República do Rabo Preso
  • Extradição de Carla ZambelliCarla Zambelli · Corte de Cassação de Roma · Invasão de sistemas do CNJ · Porte ilegal de armas · Perseguição política · Alexandre de Moraes
  • Cenário Eleitoral 2026Luiz Inácio Lula da Silva · Flávio Bolsonaro · Datafolha · Vazamento de áudios · Eleições 2026
  • Endividamento das famílias brasileirasFamílias brasileiras · Dívidas · FECOMERCIO · Programa Desenrola 2.0
  • Propostas de Romeu ZemaRomeu Zema · Universidades federais · Financiamento do ensino superior · Taxa sobre salário de formados
  • Mercado Automotivo BrasilCarros brasileiros · Paraguai · Tributação · Custo Brasil
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Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia. Tchau.

Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes, trazendo para análise os nossos comentaristas. Como sempre, você é o nosso convidado especial.

Eu sou Daniel Caniato e a partir de agora as informações mais importantes desta sexta-feira. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a transferência de Daniel Vorcaro para uma cela especial na superintendência da Polícia Federal em Brasília. O pedido foi feito pela defesa após muitas reclamações do empresário.

Essa mudança acontece em um momento importante. O banqueiro negocia a delação com a Procuradoria-Geral da República após a rejeição da Polícia Federal. Noticiamos, trouxemos isso aqui, inclusive, no dia de ontem. Vamos chamar o Luiz Felipe Dávila. O Dávila já está a postos, preparado, vai trazer suas análises e impressões. Dávila, é curioso, né? Porque eu fico imaginando as pessoas que acompanham o noticiário.

Ah, Daniel Vorcaro, a sua defesa, negocia com a Polícia Federal. Aí a Polícia Federal rejeita a delação. Mas daí tem uma outra tratativa que acontece com o Ministério Público, com a figura principal no âmbito federal.

Ministério Público, que é a PGR, a Procuradoria Geral da República. Como é que funciona essa mecânica da defesa de negociar com algumas entidades, algumas instituições? Então, a defesa tem algumas cartas na manga, com cada instituição, negocia de uma forma? Então, agora, todas as cartas deverão ser colocadas nessa negociação com a PGR, já que foi rejeitada a proposta feita com a Polícia Federal? O que devemos esperar? Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Musa. Caniato, o melhor comentário é replicar uma fala de Donald Trump. Quando estava com o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, ele falou, você não tem nenhuma carta na mão.

Pois esta é a realidade para Vorcaro. Vorcaro não tem mais nenhuma carta na mão. A Polícia Federal já reúne um número de indícios e provas suficiente para incriminar Vorcaro. Então essa história de que Vorcaro quer fazer uma delação meia boca, poupar determinados figurões da política...

não vai dar certo, porque esta delação não será aceita. Ou o Vorcaro fala muito mais do que existe nas provas, ou ele vai mofar na cadeia durante um tempo. Então, Caniato, a estratégia de Vorcaro e do advogado estava totalmente errada. Essa história que eu vou falar só um pouquinho, vou poupar determinadas figuras, não funciona. As evidências reunidas desta maior fraude financeira do Brasil é a

Ela é tão evidente que essa estratégia não funciona. Por isso, Vorcaro agora demitiu o advogado, contratou um novo advogado e parece que vai resolver falar. Ou seja, parece que ele olhou os bolsos dele e viu que não tem nenhuma carta mesmo. É bom ele começar a abrir a boca, porque senão ele vai mofar na cadeia durante um bom tempo.

Tão canhado. Não dá pra brincar com essa história de lação premiada quando já existem muitas evidências nas mãos da Polícia Federal, do relator do processo no Supremo, o ministro André Mendonça. Não dá pra brincar com isso. Ou Vorcaro resolve falar, ou se ele continuar blefando, tentando poupar pessoas, ele vai continuar preso.

esta é a única carta que ele tem no bolso abrir a boca contar tudo o que sabe e isso sim, vai estremecer a república porque a república de rabo preso no Brasil é gigantesca

Pois é, vou chamar o Bruno Moza, o Bruno também já está preparado, conectado com a gente. Boa noite, Bruno. Excelente sexta-feira a você. Quais aspectos dessa autorização de André Mendonça nós podemos avaliar, interpretar? Isso quer dizer alguma coisa? É importante destacar que você, inclusive, no nosso grupo de mensagens, compartilhou uma informação sobre uma tratativa que indica um aumento do valor.

de dinheiro a ser devolvido por Daniel Vorcaro. Falava-se em 40 bilhões, né? Você trouxe uma informação que indica uma negociação que poderia subir esse valor para 60 bilhões. Enfim, a gente reúne as informações, as sinalizações e tenta traduzir isso para uma situação que talvez explique esse atual momento. Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Davi, Laberaldo e todos que nos assistem. Uma ótima sexta-feira para todos. Bom, aquela matéria que eu compartilhei lá fala a respeito dessa devolução de 50, 60 bi. Eu confesso que eu tenho minhas dúvidas se de fato ele tem esse dinheiro mesmo. Porque uma boa parte disso, 50, 52, 53 bi, foram ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito.

E eu vejo que grande parte daquilo, do restante, você tem ativos inflados dentro do balanço que não necessariamente tem esse valor de mercado que ele conseguiria transformar em liquidez. De fato, ele pode ter desviado, de fato, esse montante, mas eu não sei se ele teria capacidade, contando todos os passivos, de manter esse nível de caixa. É muito dinheiro. Estamos falando de 50, 60 bilhões de reais.

Não sei se teria esse dinheiro para ele devolver. Tanto é que ele falou que devolveria emprestações, etc., mas o fato é, se não for isso, está roubo muito próximo. Já, de longe, o maior esquema, como a gente fala, de corrupção do Brasil. Não vejo nenhum tipo de novidade com relação a essa mudança, retorno da cela especial, por reclamar de condições da cela, etc. Confesso que me chamou até um pouco a atenção, uma vez que...

Se ele reclamou dessa cela, quantos outros criminosos têm também essa mesma condição? Então que fique lá. Não adianta trazer ele como uma vítima. Nem sequer o seu pai, como falaremos adiante, que veio agora falando que teve uma crise dentro da cadeia. Não esqueçamos dos fatos, hein?

Não esqueçam dos fatos, são bilhões de brasileiros que ele lesou, são bilhões em dinheiro de aposentados e velhinhos que estão pagando essa conta mais uma vez. Todos nós, pagadores de impostos da sociedade, pagando a conta por essa corrupção bizarra que atingiu todos os poderes.

Regras que foram redefinidas por burocratas que impactam as nossas vidas diretamente. Então, antes de imaginar que uma pessoa está numa cela fria ou que teve algum ataque porque não aguenta ficar lá dentro, cuidado, vamos pensar em quem foi lesado aqui fora, que talvez não tenham condições de ter esse dinheiro mais uma vez. Veja, ontem eu estava falando com uma cliente nova minha.

da parte de investimentos que ela tem. Foi vendido para ela 4 milhões de reais, Caniato, em letras financeiras do BRB, um banco público que fraudou absolutamente tudo isso. Ah, mas se ela tem esse dinheiro, não importa, é dela, ela ganhou trabalhando. E ela confiou e colocou num banco. Ok.

não deveria ter confiado tal valor, são outros problemas. Mas ela colocou e perdeu porque é um banco que foi fraudado. Então isso tem que ser levado em conta. Colocar as vítimas como elas são, são as pessoas trabalhadoras aqui que sofreram nas mãos desse grupo criminoso que agora está preso e está pleiteando novas decisões e tentando sair ileso disso tudo.

Pois é, daqui a pouco a gente vai trazer com a nossa reportagem as informações referentes à troca de advogado. O Dávilo até mencionou rapidamente, daqui a pouco a gente vai trazer os detalhes a respeito da saída de um advogado e o que isso pode mexer com esse processo de negociação e fechamento de um acordo de delação. O Roberto Mota agora já está preparado.

apostos lá no Rio de Janeiro pra conversar com a gente. Mota, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Mota, queria também que você analisasse essa situação, porque alguns veículos, alguns analistas de política acabam tratando essas decisões da justiça de sair de uma cela, vai pra outra, vai pra papuda, vai pra papudinha, cela especial, como se isso fosse um indicativo de que tá próximo de fechar a delação. Não tem nada a ver, né?

Eu espero sinceramente que não, Caniato. Boa noite a você, boa noite meus colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. Eu não tenho a menor ideia do que está acontecendo. A gente tem esses flashes de informação e tenta, baseado neles, concluir alguma coisa. Eu acho improvável.

que a mudança de cela tem alguma coisa a ver com o processo de delação. Esse processo todo, na verdade, ele é complicado e é completamente obscuro para quem está aqui do lado de fora.

Lembra que eu fiz uma previsão aqui quando esse escândalo começou? Eu disse, olha, daqui a pouco a discussão toda vai ser em torno de detalhes picantes, em torno de fofocas, em torno de coisas que são inteiramente acessórias, superficiais, como essa questão da cela. Tira da cela, bota na cela, muda de cela, tem buraco no chão, tem água quente, não tem água quente.

Não era isso que a gente deveria estar discutindo. O foco da mídia, o foco da discussão geral, deveria estar nas autoridades que foram envolvidas ou se envolveram nesse escândalo e das quais quase não se fala mais.

Pois é, André Mendonça, que é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, autorizando o retorno de Daniel Vorcaro à cela especial. Essa mudança aconteceu justamente depois que reclamações foram formalizadas pelos advogados do banqueiro, indicando que não haveria condição, o banqueiro não estava...

conseguindo fazer suas atividades, enfim, não havia o mínimo de condição de ele permanecer ali. Deixa eu chamar agora o Cristiano Beraldo, também está com a gente. O Beraldo vai trazer suas impressões a respeito de mais uma rodada de informações. Daqui a pouco a gente tem o destaque relacionado à troca do advogado. Mas tem esse índice cela, né, Beraldo? Porque muitas vezes trocou de cela, poxa, está próximo de fechar uma delação.

Ah, foi rebaixado de cela, foi uma cela pior e não deu certo, vai ficar por lá por muito tempo. É estranho, né? Mas parece que muitos fazem essa conexão, essa ligação. Mas a gente está sem saber o que de fato está acontecendo. Claro, a gente vai trazer a informação daqui a pouco do advogado, mas o fato é, o tempo. A ampulheta foi virada, a areia está correndo e nada de delação. Alguma coisa está acontecendo e talvez não seja boa para Daniel Vorcaro.

Pois é, Caniato, estão fazendo como muito costumeiramente se faz no Brasil, do exercício da força policial, do exercício do poder judiciário, um circo. Que no final corre um grande risco de não produzir os efeitos que nós, a população brasileira, gostaríamos que produzisse. Boa noite a você, boa noite ao Dávila, ao Musa, ao Mota e boa noite à audiência que prestigia diariamente os pingos nos rios. Caniato, não faz sentido, não é razoável.

existir um preso, seja ele quem for, mas especialmente esse preso de grande repercussão, todos ali os veículos de imprensa monitorando e tal, e não tem muito o que justifique, porque não é a primeira vez que um figurão desse vai em cana.

E aí, põe numa cela A, põe num presídio B. Primeiro, pegaram e colocaram um presídio federal. Quer dizer, tanto traficante, tanta gente barra pesada do crime organizado desse que assola o país nas ruas, que deveria estar num presídio federal, mas continua nos presídios normais, em que ali eles vão usando as deolane da vida para dar ali as ordens, enfim.

E aí o Daniel Vorcá, ele tem prioridade. Isso me chama atenção porque no ano passado, quando houve aquela operação em que a polícia do Rio de Janeiro eliminou mais de 100 criminosos e prendeu outros tantos, o governo federal regulou a vaga em presídio. Não, presídio federal não. Vocês prenderam, acho que era 20 e poucos. O governo falou que tinham 11 vagas.

Quer dizer, faz sentido uma coisa dessa? Aí pro Daniel Morcado tem. Gente que nunca imaginou em cana, coloca ele em qualquer lugar, que ele já vai tremer igual o Vara Verde. E aí coloca ele, aí pega, põe aqui, depois tira, põe no outro, leva pra Brasília, aí vai pra Papudim, aí vai pra sala de Estado Maior, aí depois vai pra Sela Comum, aí agora vai pra não sei aonde. E a gente pagando. Quer dizer, eles não sabem onde tem que colocar um preso.

É um preso. Ah, mas era banqueiro ou é um preso?

Ah, não representa um risco, até porque agora o sicário já morreu? Não representa um risco, não vai matar ninguém na prisão? Qualquer lugar que você colocar ele, e ele fique, é de bom tamanho. Ah, mas vai negociar a delação. Os advogados vão lá, fazem o trabalho que tem que fazer. A promotoria vai lá, não sei como é que funciona essa dinâmica dos contatos com o preso. Me parece que o trabalho maior é dos advogados com o cliente.

E aí vira esse circo. E o que isso parece, Caniato? Parece o uso dessas movimentações, né? Vazar aquela foto, ele de chinelinho, cabecinha baixa e tal, que é o processo desse terror psicológico.

Porque aí divulga aquela imagem, feito lá de sandália avó, sendo conduzido, cabecinha abaixo, mãozinha para trás, algemado. Aí eles vazam aquilo. Aí aquilo chega, obviamente, na mãe dele, na família, nos filhos. Aí, porra, a família fica louca. Aí vai e faz uma tormenta na cabeça do sujeito.

Desculpa, isso não é processo judicial? Isso é um circo, isso é usar esses elementos psicológicos, como já se fez em tantos lugares, em tantos momentos históricos e que não acabaram bem. Então, eu como brasileiro, a única coisa que eu quero é coerência, é o exercício.

da lei, do poder judiciário, do devido processo legal, de uma forma onde a gente olhe e não fique com essa sensação de que tem alguma coisa ali que não está certa. Vão deixar alguma porta aberta? Porque lá na frente, como aconteceu na Lava Jato, não é que eu estou falando de uma coisa inédita, aconteceu na Lava Jato.

Quantos Daniels Vorcaro foram presos na Lava Jato? Todos saíram, sequer pagaram a conta. A maioria vive do dinheiro lá desviado lá atrás, que confessaram ter desviado.

mas estão por aí, livres, leves e soltos. Por quê? Porque sempre fica aquela porta aberta, alguém que deveria ter feito alguma coisa e não fez, alguém que deveria ter assinado o documento e não assinou, alguém que deveria ter feito o procedimento A, B e C e não fez. Sempre tem isso no Brasil. Então essas coisas eu vejo, Caniato, não com entusiasmo, muita gente com entusiasmo, mas agora vai lá, parcela, pior, vai lá.

Eu vejo com uma desconfiança, vejo com preocupação, exercício da justiça tem que ser perene, tem que ser equilibrado, porque aí sim nós conseguimos ter certeza que estamos num país justo. Com esse circo aí, me gera muita preocupação. Pois é, pessoas da nossa audiência questionando se a cela especial da superintendência da Polícia Federal é aquela mesma.

em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou, porque o ex-presidente reclamava das máquinas de ar-condicionado. Segundo as informações, era um barulho ensurdecedor, mal dava para dormir. Será que essa é a série especial onde o Vorcaro está? Será que as máquinas de ar-condicionado farão alguma diferença? Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, só para a gente passar a régua nesse capítulo da discussão. Daqui a pouco eu vou trazer o nosso repórter. Dávila, você disse há pouco sobre...

o time para fechar a delação premiada, se tem informação ou se não tem, ou por que protelaram tanto? Eu me lembro que lá atrás vocês diziam, olha, se Daniel Vorcaro revelar tudo o que sabe, muitas mudanças poderiam acontecer, porque ele tem informações e teve conexão com figuras dos mais diferentes lugares, segmentos da sociedade, o empresariado, a administração pública, todos os poderes, as instituições.

Essa demora tem a ver com o cálculo que ele e os advogados fizeram? Olha, se é para falar, eu falo desse daqui, daquele eu não posso falar. Desse daqui, infelizmente, eu não posso. Você acha que ele perdeu o trem? Ele perdeu o trem, ele não subiu no trem e perdeu o trem por conta disso?

Com certeza ele tentou poupar figurões da política e principalmente dessa República do Rabo Preso para tentar fazer uma delação e escapar uma outra figura. Mas as evidências, como eu disse, Caniato, já são inúmeras. Não dá para fazer isso. E aí ele está numa sinuca de bico. Porque se ele falar tudo...

Essa República do Rabo Preso vai estremecer, vai estremecer porque vai pegar gente muito graúda do Judiciário, do Congresso Nacional e do governo.

O problema é se esta delação, que seria a delação do fim do mundo da República do Rabo Preso, seria aceita ou se criaria tanto constrangimento para o relator André Mendonça ou para a Procuradoria-Geral da República, que amanhã o Procurador-Geral da República diz não, não, não, é melhor não aceitar essa denúncia porque isso aqui vai colocar muita gente em risco. Aliás, vários padrinhos do próprio...

do próprio Procurador-Geral da República. Então, o problema, Caniato, hoje é que se ele falar tudo, pode causar tamanho dano na República do Rabo Preso, que vão criar alguma firula pra essa denúncia não ser aceita. E se ele não falar nada, ou falar muito pouco, como ele tentou fazer até o momento, a delação não é aceita. Ou seja,

Qual é a delação, a seita que seja tolerável para esse sistema corrompido da República do Rabo Preso? E onde é que é o borderline que se ele fala mais do que isso, aí coloca em risco tanta gente poderosa que capaz que a denúncia, a delação não seja aceita. Veja que sinuca de bico, Vorcaro, é o Brasil.

estão, porque isso reflete o grau de promiscuidade da política pública brasileira. Imagina só, você não pode falar tudo, realmente tudo que você sabe, se você falar, vai cair metade da república, como bem disse Valdemar da Costa Neto, que conhece bem desse assunto. Então, Caniato, é uma vergonha o que nós estamos vivendo. Não sei como o Brasil vai sair dessa sinuca de bico.

Zé, deixa eu chamar o Bruno Musa, o nosso repórter está se preparando, daqui a pouco ele terá condições técnicas de entrar aqui com a gente. Deixa eu só chamar o Bruno Musa, porque eu me lembro muito bem que os nossos comentaristas falavam lá no princípio, e colocavam em paralelo o caso da Operação Lava Jato, falavam sobre a possibilidade de muitos serem punidos, né? E eventuais erros serem identificados no meio do processo.

e reversões acontecerem como foi na Lava Jato. Já outros menos otimistas não falavam nem em punição, já indicavam a possibilidade de um grande acordo. Aqueles que estão muito decepcionados com o Brasil já falavam em uma pizza. O cheiro de pizza estava no ar.

Musa, quando a gente observa algumas sinalizações e algumas demoras em coisas que estavam mais ou menos desenhadas, você fica com essa desconfiança de que um grande acordo vai acontecer, ou de que as punições não ocorrerão, ou de que talvez, mais uma vez, nos deparemos com o cenário de pizza? Uma grande fraude, um grande escândalo que acaba dando em pizza?

Esse cenário que você descreveu agora por último, Caniato, é o cenário default Brasil, ou seja, é o cenário base. Aqui dentro do mercado financeiro, a gente trabalha normalmente com três cenários, o base, o otimista e o pessimista. O cenário base no Brasil é dar em pizza. Essa é a condição normal do Brasil. Quando não dá em pizza, nós olhamos e falamos, alguma coisa está cheirando estranho.

E calma, arrumarão alguma coisa para que aí sim convertam numa pizza. Portanto, no Brasil, a atenção é sempre. Por mais que no primeiro momento possa parecer que não está dando em pizza, calma, em algum momento nos surpreenderão e dirão, achamos uma regra aqui, mudamos uma outra ali.

De qualquer forma, conseguimos uma determinada caneta pesada, alteramos a regra, e aí sim, aquilo que parecia que é dar em algo, se torna pizza novamente. Para mim, essa é a condição padrão. Então, eu sempre fico em alerta. Às vezes, a gente demora a perceber um pouco mais. Na própria Lava Jato, foi um caso muito específico disso, né, Caniato? A gente acreditou naquelas operações que estavam aparecendo a cada dia, eram inúmeras operações. Quantos de nós não acordávamos até...

ansiosos por esperar quais seriam as próximas vítimas de um sistema completamente corrompido. E aí sim gerou aquela esperança. Passou um tempo, tudo cancelado, tudo anulado. Então, para mim, o cenário padrão não é esse. A grande questão é gerar uma certa expectativa, como eu sempre falo, não esperança, mas expectativa.

de que o copo vai enchendo aos poucos. E esse copo vai cada vez mais transbordando em um sistema que se sente infalível. E em algum momento isso estoura. Em algum momento o caldeirão simplesmente não aguenta mais aquela pressão, aquela tamanha pressão, porque a população começou a sentir e determinados escândalos que ficavam ali fechados em certas salas dentro do governo e de grande parte ali do núcleo de determinados governos.

agora ele atinge a população como um todo. Isso vai acontecer ano após ano, mas nós estamos falando de quantos escândalos já. Quase duas décadas de escândalos intermináveis, um maiores do que o outro, como eu brinco. No Brasil, os escândalos têm inflação. Eles eram milionários e vão se tornando bilionários, cujos compostos se tornam trilionários. Consequentemente, Caniato, me parece que, de novo, para mim, o cenário padrão é pizza.

Mas a expectativa é que alguma coisinha transforme as pessoas nesse caldeirão e que um grupo comece a falar, não dá mais, está insustentável. Em algum momento chega nessa insustentabilidade. Eu estive, por exemplo, em El Salvador, produzindo um documentário a respeito daquilo. Quantos anos eles toleraram de uma violência? Chegou um momento que estava insustentável. Em vários outros países a gente vê assim, e a minha... E a minha...

a minha esperança, expectativa nesse caso, é que esse caldeirão vai enchendo, vai enchendo, vai enchendo, e que cada vez mais ele está próximo de transbordar. Espero, porque infelizmente a gente, pelo visto, terá que ver transbordar para aí sim buscar qualquer tipo de mudança.

Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações e como será essa nova fase de Daniel Vorcaro na série especial. Vamos acompanhar, naturalmente, a evolução. Agora tem um outro destaque. Eu trouxe a informação há pouco que o nosso repórter entraria ao vivo para trazer esse destaque, mas...

possivelmente algum problema de sinal, não foi possível a conexão com ele. Então eu vou trazer a informação que o nosso colega traria. O advogado que negociava a delação de Daniel Vorcaro, ele deixou a defesa do dono do Banco Master. Essa saída acontece dias depois da Polícia Federal rejeitar a proposta de delação que foi apresentada pelo banqueiro. José Luiz Oliveira Lima, ele é muito conhecido.

inclusive pelo apelido Juca, ganhou notoriedade por ter negociado delações na Operação Lava Jato e também no caso do Mensalão. Vamos girar com os nossos comentaristas, chamar o Roberto Mota, que também acompanha essas movimentações. Eu acho que mais do que trocar de cela, troca de advogado diz muito mais sobre a situação da delação premiada, a temperatura e talvez um insucesso dessa negociação, né Mota?

esquenta, esfria, esquenta, esfria, Caniato. Esse processo de delação, eu tenho que dizer. Para mim é muito difícil de compreender. Eu presto atenção quando o Dávila descreve aí esse processo.

em que o Vorcaro abre a boca, entrega tudo que ele tem que entregar. E aí eu fico pensando, mas, peraí, quem é que vai receber essa delação do fim do mundo? Quem são as pessoas? Qual é a entidade que vai pegar essa delação, que não deixa pedra sobre pedra, vai carimbar, assinar, dizer, está aprovada. Agora, desse andamento a isso.

Quem vai fazer isso? Eu não consigo ver exatamente nessa nossa república ninguém que tenha ao mesmo tempo poder e interesse para transformar uma potencial delação do fim do mundo em ações concretas e efetivas. O que quer dizer? Inquéritos, processos penais, condenações.

nas pessoas que estariam envolvidas nessa delação.

Então, há pessoas que acham realmente que essa delação vai abalar a República, mas há também pessoas céticas que enxergam nessas idas e vindas, esquenta e esfria, um balé estratégico que teria como objetivo semear neste processo elementos que vão ser usados para pedir uma futura anulação.

E aí, quando você olha as pessoas envolvidas, o volume de dinheiro, que é uma coisa espantosa, e o precedente da Lava Jato, me parece que esse cenário é perfeitamente razoável. Pois é, deixa eu agora chamar o Cristiano Beraldo. Antes disso, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.

O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas nas demais plataformas e agora o Cristiano Beral também avalia e analisa a saída de um advogado que é conhecido justamente, se notabilizou por intermediar e ajudar clientes no fechamento de delações premiadas e após a negativa da Polícia Federal no acordo que foi apresentado por Daniel Vorcaro, ele opta em deixar a defesa do ex-banqueiro. Essa é uma sinalização de que talvez...

a estratégia estivesse indo por um caminho difícil na avaliação das autoridades, agora resta a PGR. A gente fica aqui especulando, porque nós não sabemos como é a dinâmica que existe ali entre o advogado e o cliente.

um cliente que se acostumou aí por alguns anos a ser servido por tudo e por todos, a pagar para ter exatamente aquilo que ele queria, e agora ele está numa posição que...

Talvez a expectativa dele fosse de uma solução rápida. E parece evidente que essas coisas não serão rápidas. Talvez o próprio Daniel Vorcaro se fiasse nas relações que ele construiu com pessoas muito poderosas da República.

para que numa situação dessa ele fosse para casa, ele conseguisse resolver as suas pendências com uma dinâmica completamente diferente dessa que ele está vivendo já nos últimos meses. E aí, às vezes, quando as coisas não acontecem da forma que uma pessoa que tem ali traços de arrogância, obviamente está passando por um processo que psicologicamente se transforma num ataque,

a gente imagina que essa relação com o advogado seja uma relação difícil. E a nota aí é sempre assim, né? Diz que de comum acordo decidiram encerrar o contrato, mas o fato é que o advogado vai para casa, vai viver a vida dele, certamente ganhou um bom dinheiro atendendo o Daniel Vorcar nesse período. Virar outro.

e não sabemos se esse novo advogado vai ter condições de verdadeiramente mudar a dinâmica. Aliás, termino só fazendo essa observação. Eu não acho que é o que Daniel Vorcaro quer falar. É o que querem que Daniel Vorcaro fale. E, principalmente, o que os poderosos não querem que ele fale. Eu acho que...

A forma como essa coisa se desenha, tendo tanta gente íntima do poder legislativo, executivo e judiciário, me parece que tem ali um direcionamento muito específico em relação àquilo que de fato...

Daniel Vorcaro pode falar. E aí, Caniato, é interessante porque eu nunca vi uma delação como a feita pelo telefone do Daniel Vorcaro. Me parece um sujeito bem organizado que gostava de guardar todas as suas conversas, os documentos, os prints. E agora ele não precisa falar nada. O telefone já falou por ele.

É verdade, né? Tantos arquivos no telefone celular, tudo devidamente registrado, a delação talvez tenha ficado de lado, talvez não seja mais necessária. Vou receber a rede, daí eu continuo a análise e a discussão com os nossos comentaristas. Agora sim, todos com a gente.

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do advogado de Daniel Vorcaro, deixou a defesa do ex-banqueiro justamente após a negativa da Polícia Federal, porque foi apresentada uma proposta de delação. A Polícia Federal avaliou, analisou, falou, não, não é possível fechar a delação nesses termos. O advogado que é conhecido fez carreira justamente intermediando propostas e negociações de delação premiada em dois casos muito conhecidos, Lava Jato e Mensalão.

optou em sair. O Juca, como é conhecido, esse advogado, deixou a defesa do ex-banqueiro. Deixa eu só fechar essa discussão, tem várias outras notícias para nós analisarmos. Eu queria que o Dávila, porque o Dávila fez essa menção rapidamente no seu primeiro comentário, mas eu queria...

que o Dávila elucidasse para a nossa audiência, essa sim talvez seja uma sinalização importante. E aí é preciso olhar para o que resta. Você falava sobre cartas na manga, né? Talvez Daniel Vorcar não tenha mais cartas. Talvez ele tenha perdido o bonde. Não há mais muitas oportunidades de ele fechar a delação premiada. Você falou, ou ele fala tudo o que sabe, ou não vai dar certo. Agora, há interesse...

das figuras que integram as instituições da República, de que Daniel Vorcaro fale absolutamente tudo?

Não há interesse. E aí eu concordo com o seu ceticismo caniato e do Mota. Eu concordo. É óbvio que ele não vai falar tudo porque essa deleção não seria aceita. Porque isso implicaria muita gente graúda em todos os poderes, principalmente no judiciário. Então, veja só. Eu entendo que a mudança de advogado tem a ver com uma estratégia a la Maurucid. Quando o Maurucid... Olha aqui, você precisa delatar isso aqui. Se você delatar isso aqui e essas pessoas,

a delação será aceita você terá a pena reduzida e etc. Então eu entendo que é uma delação de alfaiarte é sob medida, vai ter que chegar e falar assim você precisa entregar essa e essa e essa figura e poupar essa e essa e essa

e a delação vai ser aceita. É uma vergonha o que está acontecendo, mas é assim que vai acabar esse caso. Ou acaba em pizza, como bem disse o Bruno Musa, ou acaba com uma delação sob medida, delação de alfaiataria. E aí vai falar o que vai entregar algumas pessoas importantes, e isso será aceito, e aí começa, sim, uma discussão de redução de pena, etc.

Mas é óbvio que a delação completa não será respaldada pelo sistema. Como bem lembrou o Mota, que aqueles que vão receber o sistema vão ler e falar assim, opa, mas eu tô nessa delação aqui, então eu não vou aceitar. É óbvio que é isso que vai acontecer. Isso mostra a podridão da República do Rabo Preso no Brasil.

Quero lembrar na nossa audiência, traremos informações importantes referentes ao caso da extradição da ex-deputada Carla Zambelli.

reviravolta no caso que envolve a vinda dela, ou retorno, por meio de decisões judiciais ao Brasil. A gente vai trazer em detalhes isso daqui a pouco. Tem uma outra informação. Na primeira pesquisa do Datafolha, após o vazamento do auge das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Lula ampliou a vantagem sobre o senador na simulação de primeiro turno, marcando 40% frente a 31% do rival.

A gente tem, inclusive, uma arte que mostra essa diferença. Há uma semana, Lula estava em empate técnico, dentro da margem de erro.

E a gente pode observar, inclusive, de dois pontos percentuais do levantamento. 38% a 35%. Já no cenário de segundo turno, a igualdade em 45% virou agora uma vantagem. De 47% a 43% para o presidente da República que tenta a reeleição. Esses são os números.

que foram apresentados hoje pelo Datafolha, após a divulgação dos áudios entre Flávio Bolsonaro e também Daniel Vorcaro. Quem nos acompanha por imagens pode observar, inclusive, as artes que foram feitas apontando a distância entre os pré-candidatos. Deixa eu chamar o Bruno Musa. Você, Musa, sempre acompanha todas as pesquisas, fica monitorando as notícias ao longo do dia.

Eu me lembro que aqueles analistas que indicavam que o caso da conversa entre Flávio e Daniel Vorcaro, que isso cairia como uma bomba na pré-campanha de Flávio. Parece que os números alteraram, mas também não foi nada de tão absurdo assim, né, Musa? Os números de Flávio ainda são muito robustos, né?

Vi da mesma maneira que você, Caniato. E tem alguns pontos e umas particularidades importantes a ser analisadas, como, por exemplo, uma pergunta que mostra qual o percentual de pessoas que se sentiram impactadas ou que mudariam de ideia com relação ao áudio. E o percentual de pessoas, acho que era 71%, que não mudariam. Então, me parece que os números estão quase que robustos ali.

A rejeição ao Lula tem um piso muito alto, um teto muito baixo, então praticamente está dado ali. E o Flávio, de fato, ele oscilou, mas eu esperava que essa oscilação fosse maior. Confesso que me parece, dado o tempo que tem...

Se não tivermos novas surpresas, obviamente, o estrago está muito calculado, digamos assim. Ou seja, você tem tempo, ainda estamos em pré-campanha, vale lembrar isso, hein? Estamos ainda em uma pré-campanha, com cinco meses à frente para chegarmos numa eleição, com muitos fatos novos que podem sair do outro lado.

Se tiver dele, realmente pode comprometer mais. Mas me parece que nesse primeiro momento que capturou aquela primeira, digamos, porrada realmente da surpresa de alguém que estava numericamente à frente do governo atual do Lula, me parece que o estrago, parando por aí, está muito bem calculado e tem tempo hábito o suficiente para ganhar fôlego e reverter esse jogo. Veremos no Brasil de novo. Até o passado é um incerto. Tudo pode acontecer. Mas me parece que nesse primeiro momento...

O Lula alterou muito pouco, ou seja, mostra essa rejeição alta e é o que é, está dado praticamente, e aí sim o restante que tem oscilado, mas eu acreditava que essa oscilação fosse inclusive sair maior. Pois é, eu vou até pedir para a nossa produção verificar a margem de erro, salvo engano, no Datafury a margem de erro é de dois pontos percentuais. Logo...

os dois candidatos estariam empatados na margem de erro, no limite, em um cenário de segundo turno. Lula com 45 e Flávio com 45 também. Então, Flávio poderia subir dois pontos percentuais e Lula recuar. A produção acaba de verificar a margem de erro de dois a três pontos percentuais.

no levantamento do Datafolha. Deixa eu chamar o Roberto Mota para trazer também as impressões a respeito do levantamento do Datafolha. Há várias leituras possíveis. Há veículos e veículos. Alguns veículos colocaram de maneira como se fosse uma vitória para a campanha do atual presidente que tenta a reeleição. Já outros veículos fazem uma leitura e uma indicação de que há...

desidratação que muitos anunciavam foi muito pequena, né? Quase residual, né, Mota? É, isso corresponde ao que eu estou vendo, Caniato. Há uma variedade de interpretações. Vocês já sabem a minha opinião sobre pesquisas eleitorais. É evidente que essa história do financiamento do filme teria algum impacto.

Agora, cada um tem a sua opinião sobre a natureza desse impacto.

O que ninguém consegue mudar é o fato de que o adversário de Flávio é um governo que está nas costas, nas cordas, desculpe, desorientado, recorrendo a um cardápio de medidas cada vez mais populistas para conseguir ter o mínimo de chance nessa eleição.

Na minha observação, o grande efeito dessas notícias foi mudar o foco do escândalo do Master.

E para a gente ter uma ideia de como isso foi feito com cuidado, basta ver as informações vazadas, como elas foram cuidadosamente selecionadas e como um canal bem específico foi escolhido para sua divulgação. Tudo isso foi escolhido cuidadosamente. Nada nessa história é por acaso.

Pois é, inclusive a gente tem uma enquete publicada no portal da Jovem Pan e também no YouTube, YouTube do programa Os Pingos Nos Is, que menciona o quanto esse material que foi divulgado, ou os áudios, as trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro, o quanto isso prejudica a pré-campanha de Flávio. Tem três caminhos possíveis. Você acha que prejudica muito?

Você acha que não prejudica nada? Ou um pouco? Porque o ideal seria que ele não tivesse relação com o Daniel Vorcaro. Vote, por favor, nas nossas plataformas. Depois eu trago parciais e também o resultado final. Chama o Cristiano Beraldo também para trazer as reflexões a respeito desse levantamento de um instituto que é muito reconhecido.

E havia uma expectativa sobre qual seria o resultado do Datafolha após a divulgação dos diálogos. Poxa, muitos falavam, ah, Lula vai abrir 10 pontos, 12 pontos, Flávio vai desidratar. Ah, o Zema vai aparecer colado no Flávio. Não foi bem assim, né, que nós vimos. Houve uma desidratação má.

Uma diminuição no percentual, ou pelo menos um aumento na distância entre os dois, mas nada de absurdo, principalmente quando a gente olha para o cenário de segundo turno, né, Beraldo? Ou seja, estamos na pré-campanha. Muita coisa pode ser feita ainda para os dois lados, né?

Pois é, Caneta, eu não compartilho dessa sua generosidade na avaliação do Instituto, que acho que já teve o seu momento de mais assertividade, e hoje em dia não me parece estar conseguindo detectar de uma forma eficiente a verdadeira intenção do eleitor. Lembrando que não adianta mais ir para a Avenida Paulista com a pranchetinha e ficar ali perguntando, vai votar em quem, vai votar em quem? Hoje...

com o celular, com o acesso facílimo às redes sociais, eleitores de norte a sul do Brasil passaram a ter uma opinião política. E a opinião política que nós temos, vivendo essa vida em que a gente fala disso o tempo inteiro, a gente avalia as notícias e a gente discute os aspectos de tudo o que acontece, não necessariamente isso...

acontece da mesma forma com pessoas que estão vivendo as suas vidas em lugares mais remotos. E aí, dependendo do método que os institutos de pesquisa usam, eles, infelizmente, não conseguem aferir, de fato, essa intenção do eleitor. Mas, dito isso, vamos aos números. Esses números não revelam nada muito impactante. A gente precisa lembrar...

que o que aconteceu com o Flávio Bolsonaro foi muito sério, porque o eleitor do Flávio Bolsonaro é muito mais crítico daquele que quer votar no Flávio Bolsonaro. É importante a gente lembrar.

Esse grande percentual de votos que coloca Flávio Bolsonaro em segundo lugar hoje nas pesquisas é uma combinação de pessoas que querem votar no Flávio Bolsonaro com um número muito expressivo de pessoas que não querem a continuidade do governo do Partido dos Trabalhadores.

Então, qualquer pessoa que estiver chegando ali nessa segunda colocação vai contar com esse voto. Mas, aparentemente, segundo esse levantamento, o dano causado na candidatura de Flávio Bolsonaro ainda não está demonstrado de uma forma arrasadora. Apesar dele ter quebrado a confiança com esse seu eleitor mais fiel.

por ter mentido de uma forma, ao que parece, completamente desnecessária.

Agora, vamos acompanhar e fazer um pouco de uma combinação dos resultados das próximas pesquisas para que a gente, de fato, e não só desse Instituto, mas dos demais também, para que a gente, de fato, possa ter uma visão mais realista de como está o sentimento do eleitor depois dessa confusão aí no entorno de Fábio Bolsonaro.

É, mas só um registro aqui. Eu não fiz juízo de valor, viu, Beraldo? É que trata-se de um instituto conhecido. Desde que eu era criança, o Datafolha, me lembro, divulgava pesquisas. E na época, inclusive, eram poucos institutos. Tinha o Datafolha, o Ibope, que hoje é muito conhecido pela medição de audiência das televisões. Na época fazia também pesquisas eleitorais, tinha o Gallup.

O Vox Populi, enfim, sempre em parceria. Era um instituto de pesquisa em parceria com um veículo de comunicação que muitas vezes encomendava. Hoje são muitos institutos, né? Porque é muito mais fácil você conseguir o levantamento das informações. Tem pesquisa feita por telefone, algumas são feitas pela internet. Tem aquelas, como disse o Beraldo, com a pranchetinha, para a pessoa na rua, pergunta, enfim. Tem várias metodologias. Deixa eu girar com os comentaristas. Chama o Luiz Felipe Dávila.

para também avaliar os números divulgados pelo Datafolha, Lula com 47%, Flávio com 43%, e aí no limite da margem de erro, os dois estariam empatados em um eventual cenário de segundo turno, né Dávila? Caniato, na verdade, a pesquisa não traz muita novidade. Ela traz aquilo que nós sempre comentamos nos pingos nos is. Primeiro...

A eleição de dois mil e vinte e seis será um plebiscito se Lula deve permanecer ou não na presidência da república. Está cada vez mais claro que com um tamanho escândalo desse, os números não alteram, cai um pouco.

a preferência por Flávio Bolsonaro, mas esse voto não migra para o Lula. Como nós já dissemos aqui, o voto de Flávio Bolsonaro, ele pode oscilar na direita, nos candidatos direita. Ele não vai migrar para o Lula. Então, este é um ponto fundamental. Uma eleição plebiscitária. Lula merece ou não continuar no poder.

E esse levantamento mostra que, mesmo com a rejeição alta do presidente da República, que existe, sim, um sentimento de que a população não pretende renovar este voto de confiança ao governo. É esse o ponto fundamental. Então, a queda de Flávio Bolsonaro mostra exatamente isso. Esse voto é redistribuído em outros candidatos. Um sobe um ponto, o outro...

mantendo a mesma, mas o fato é que esse voto não vai para o outro lado, porque existe um sentimento de rejeição ao governo, esse é o ponto fundamental. Então mostra apenas que apesar de fatos, ou seja, se você pensar o caso de Flávio Bolsonaro nos últimos dez dias, é mídia negativa todo dia, cada vez saindo um episódio dessa história do filme.

do Bolsonaro com o filho, levanta dinheiro. Agora, há um estrago, sim, que vai ser mais difícil de ser corrigido, e eu não sei qual vai ser a estratégia de Flávio Bolsonaro, que é a mentira, é a perda da confiança.

Isso é mais grave. Pode ser que parte desse voto que ele perdeu irá para outros candidatos de direita, mas não vota para ele, porque as pessoas ficaram assim, poxa vida. Todo mundo foi pego aqui de surpresa. Ele negou veementemente que teria ligações com o Vorcaro e a cada dia parece que ele não só tinha ligações, mas tinham ligações até muito amigáveis com o Vorcaro. Então, esse é o ponto que é mais difícil cicatrizar neste momento. Mas o voto...

vai permanecer no campo da direita. Data Folha mostra que o governo não tem nada que comemorar. A rejeição dele é enorme. Esse voto não migra, apesar de fatos e notícias muito negativas em relação a Flávio Bolsonaro. Esse voto continua pertencendo à direita e àqueles que estão insatisfeitos com o governo.

Inclusive, a produção separou um outro levantamento. A futura Apex divulgou uma pesquisa eleitoral sobre o áudio entre o senador Flávio Bolsonaro e o Daniel Vorcaro. Como essa informação, essas notícias, podem impactar ou interferir na pré-candidatura do parlamentar à presidência da República? Vamos colocar os dados para as pessoas que nos acompanham?

Aí tem as alternativas e as respostas mais frequentes. Para 71,5% das pessoas, dizem que o episódio não mudou a opinião sobre o parlamentar. Um índice interessante. Outro, 65,8% garantem...

que não mudariam o seu voto em função do vazamento ou dessas notícias relacionadas ao áudio. Já para 18,7% relataram que passaram a ter uma percepção mais negativa do senador. Essa já é uma informação que certamente deixa a equipe de campanha de Flávio Bolsonaro atenta.

procurando monitorar justamente esse tipo de posicionamento. Para 13%, 13 cravados, acreditam que os áudios convorcaram podem levar a uma mudança na pré-candidatura do PL. Ou seja, alguns avaliam a possibilidade de Flávio não.

ser o candidato à presidência do Partido Liberal. São só essas opções ou tem alguma opção embaixo da taja? Então, são quatro opções. Para as pessoas que fizeram as contas, poxa, mas passou de 100%, é que tem múltiplas opções. E aí os entrevistados certamente respondem mais de uma opção.

Deixa eu passar para o Bruno Musa, porque foi justamente o Bruno que mencionou esse outro levantamento a respeito dessa percepção da população a respeito dos áudios que foram divulgados. É determinante para muitos a divulgação do áudio para a tomada de decisão, mas a gente percebe que para a maioria isso não interferiria na decisão de voto.

Talvez até possa desagradar, mas a pessoa não mudaria de voto e continua achando que Flávio é o seu candidato. Alguma coisa nesse sentido, né, Mousa?

Sim, porque, veja, eu tenho um posicionamento muito parecido com o do Mota com relação às pesquisas, estudando o lado comportamental humano e etc. Mas, de novo, é a única pessoal isso. Eu estava vendo uma entrevista de um dos diretores dos institutos do Atlas que divulgou a pesquisa essa semana, que deu toda aquela discussão em cima do tema do vídeo, etc.

E ele disse uma coisa muito interessante, que é realmente como eu vejo, ou seja, quais são as alternativas? Quando nós analisamos uma possibilidade, vou trazer um exemplo mais real. Eu fiz um estudo há pouco tempo a respeito de comprar imóvel ou alugar imóvel nos últimos 25 anos nas principais capitais brasileiras, aonde valeu a pena e onde, de fato, não valeu a pena.

Isso nos traz um dado. E como você analisa isso? Olhando as alternativas. Ou seja, se eu comprei um imóvel, eu peguei esse dinheiro, coloquei no imóvel, qual seria a alternativa? Colocar, por exemplo, no CDI. Ok.

Olhando aqui para as eleições, a questão é quais são as alternativas? O que nós temos hoje? Aquelas pessoas que dizem votar no Lula, está dado. Esse número está mais ou menos dado. Ao passo que esse campo daqui da direita, da centro-direita, ele pode estar mais volátil. Você tem aí, como eu falei, 71,5% que não muda de opinião sobre o Flávio, o que é um número altíssimo, um número concreto. Portanto, há um importante percentual de votos que será colocado ali sim ou sim.

e você tem o campo mais volátil. Dificilmente alguém que muda de opinião com relação ao Flávio, que daria o voto ao Flávio, ele migra para o Lula. Podemos ter aqui na margem um ou outro, mas não é um número significativo no absoluto. Consequentemente, isso me mostra que esses votos, eles podem migrar aqui nesse campo da direita. Então ele pode ir para o Zema, ele pode ir para o Renan, ele pode ir para o Caiado.

Ou ele pode permanecer o Flávio. Então, o Lula, por isso que o Lula ele continua mais ou menos estagnado, mesmo após esses vídeos. Ele cresce um pouquinho, cai um pouquinho, mas tá lá. É esse número. Portanto, aonde está a grande discussão é nessa volatilidade no campo da direita e do centro-direita, que aí sim exige mais uma vez, talvez mais do que nunca, essa estratégia pra capitalizar esse voto, especialmente no eventual segundo turno, seja ele quem for.

que aí sim o objetivo é tirar o PT realmente do poder, obviamente, através dos votos. Então, acho que o cenário está mais ou menos concretizado, principalmente para o Lula, e aí vai o único ponto e já passo a palavra, se de fato for ele. Porque essa semana teve mais uma fala importante dele, dizendo que alguma coisa muito grande aconteceria para o Haddad, mas que não é hora de dizer ainda. Então, deixa eu no ar, né?

Pois é, a gente vai seguir analisando essa situação, esse levantamento, essa pesquisa da futura Apex, mas nesse momento é preciso me despedir de parte da rede, porque algumas emissoras ficarão com as suas programações regionais, suas programações locais. Muito obrigado pela parceria e pela audiência.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, inclusive vou chamar o Roberto Mota para refletir a respeito desse levantamento, mas acho que esse apontamento que o Musa faz, Mota, sobre uma eventual, sei lá, decepção de algum eleitor da direita.

dificilmente esse voto vai para o presidente da República. Ele poderia flutuar entre os candidatos da direita, da centro-direita. Então, poderia sair de Flávio Bolsonaro, ir para Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos. Mas, mesmo assim, não vimos alterações muito substanciais. E aí, talvez, esse levantamento aponte justamente...

um cuidado, eu acho, do eleitor em tomar qualquer tipo de decisão a partir dos áudios, né? Porque se fosse, por exemplo, uma cobrança de um depósito, sei lá, algo pessoal, uma propina, aí sim, mas financiamento do filme parece que as pessoas entenderam que ok, não é legal negociar esse tipo de coisa, pedir pra Daniel Vorcar, uma pessoa super implicada nesse momento, mas parece que muitos compreenderam a situação, né?

Eu acho que a sua análise tá coeta, Caniato. Há vários pontos aí que são importantes, né? Um desses pontos é esse que você levantou. O ideal seria que ninguém tivesse pedido dinheiro pro Vorcaro.

Agora, por tudo o que foi divulgado até agora, não houve nenhum crime. Então, a maioria das pessoas sabe fazer essa diferença, sabe identificar essa diferença. A narrativa que está sendo colocada, e eu repito, todo o episódio...

de vazamento dessas informações, a forma com a qual essas informações foram fatiadas, a narrativa de quem trouxe essas informações a público, porque elas vieram embaladas numa narrativa. As pessoas olham para isso e dizem, olha, o ideal seria que isso não tivesse acontecido.

Mas nisso tudo aqui não há nenhum crime. Não há como você dar a isso o mesmo peso de outros episódios da vida nacional, que estão no espectro ideológico oposto, que estão do outro lado dessa eleição. Então me parece que as pessoas estão...

fazendo essa avaliação com muito cuidado. E o Dávila tem razão. O que predomina nessa eleição, mais uma vez, é o sentimento de plebiscito. A questão aqui não é votar no candidato, escolher entre o candidato A ou o candidato B.

A questão aqui é escolher se o Brasil vai ficar mais algumas décadas sobre o controle desse partido que está hoje no poder. E que eu repito, nos 26 anos que já se passaram do século XXI, esse partido está há 20 anos no poder. Isso é um fato. Não há como negar.

Muito do que a gente vê hoje no Brasil, em termos de instituições, de políticas, de mentalidade, é fruto desses 20 anos que o Partido dos Trabalhadores está no poder. Então, para a maioria das pessoas...

A decisão é muito simples. Eu quero mais quatro, mais vinte anos desse mesmo partido no poder ou não? Ou eu quero efetivamente uma mudança? É aí que a maioria das pessoas toma a sua decisão. E eu queria fazer uma observação aqui. Como eu sempre disse, as questões principais dessa eleição não são óbvias.

Então eu acho que o grande risco que a candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta não é o risco de perda de popularidade, mas sim o risco de que essa história, de que essa narrativa, de que fatos selecionados sejam usados.

para justificar alguma medida jurídica ou algum tipo de movimentação que afete a capacidade de Flávio de ser candidato. Eu acho que essa é a grande ameaça. Perda de popularidade é uma coisa que, pelo que a gente está vendo nesse momento, é um impacto pequeno, limitado e momentâneo.

Deixa eu trazer o Cristiano Beraldo para trazer seus apontamentos, avaliar as informações divulgadas nessa pesquisa. Mais de 71% disseram que o vazamento não muda a opinião sobre Flávio.

Para 65,8% das pessoas, possivelmente dos eleitores de Flávio, dos simpatizantes de Flávio, disseram que não mudariam o voto após o episódio. São sinalizações importantes? Você acha que essas informações acabam se conectando principalmente a uma avaliação que alguns colegas...

comentaristas fazem de que essa eleição será plebiscitária, muito mais do que ter um candidato perfeito, seria preciso tirar quem hoje está na cadeira de presidente?

Eu acredito que sim, Caniato. Eu acredito que sim. Até porque Flávio Bolsonaro, diferente de seu pai, Jair, ele não é uma pessoa que desperta paixões no eleitor. Ele é uma figura que representa o legado de Jair Bolsonaro nessa eleição, que é uma eleição extremamente importante. Ele, obviamente, por ter o sobrenome e o sangue correndo nas veias, até para fazer uma distinção de Michele,

ele também traz ali o drama vivido na família Bolsonaro, pelo fato do pai estar preso, a partir de um julgamento que boa parte da população brasileira viu que não fazia sentido.

as condenações e os elementos apontados para definir a culpa, a responsabilidade pelo que aconteceu no 8 de janeiro, da mesma forma que seu irmão Eduardo Bolsonaro, um dos mais votados.

nas eleições de 2022 para deputado federal em São Paulo, uma figura com peso político bastante relevante e que hoje encontra-se nos Estados Unidos vivendo uma vida de alguém que não pode voltar ao seu país, porque sabe que está ali no alvo da justiça. Isso tudo gera.

uma comoção, uma simpatia das pessoas pelo drama que essa família está passando. E Flávio Bolsonaro, então, consegue reunir esses elementos. Mas mais importante do que esses elementos, que não é de uma parcela suficientemente grande da população para que ele vença as eleições só com isso,

Ele também, pelo fato de estar em segundo lugar, ele recebe o voto daqueles que, como você disse, querem que haja uma troca no comando do país. Agora, Caniato, eu sinceramente não acho...

É razoável imaginar que 71% da população brasileira não mudou de opinião sobre Flávio Bolsonaro. O que aconteceu, aconteceu. As pessoas, obviamente, ficaram decepcionadas porque não gostariam que o candidato que está ali colocado nesse momento, ou vinha ali de uma forma crescente, colocado para vencer.

o candidato Lula nessas eleições, ser pego numa mentira de um negócio evitável. Esse é o grande ponto. É óbvio que as pessoas querem muito mais tirar o atual presidente do segundo turno do que fazer esse juízo de valor ao ponto de dizer, não, eu vou votar no Lula porque o Flávio Bolsonaro contou essa lorota sobre a relação dele com o Daniel Vorcaro. Boa

Eu sinceramente não acho que isso vai acontecer. Eu acho que quem vai votar num candidato de direita ou vai votar num candidato para tirar Lula da presidência vai continuar votando. Lembrando só para finalizar, Caniato, que essa é uma eleição em que não há um candidato que faça esse trabalho de pegar votos dos dois lados.

porque Lula cuidou de eliminar qualquer possibilidade de concorrência pela esquerda. Ele fez uma proposta que a gente não sabe qual foi, mas bem sucedida para Guilherme Boulos, que sequer vai ser candidato à reeleição de deputado. Ele não saiu do ministério a tempo de ser candidato nessas eleições.

E ele foi eliminando. O próprio Ciro Gomes, que poderia fazer esse papel, já confirmou que será candidato no Ceará. Então, Lula apostou todas as suas fichas para vencer no primeiro turno dessa eleição, porque chegou muito perto em 2022. Mas as pesquisas continuam mostrando que ele não vai conseguir isso, que haverá um segundo turno. E pelo que a gente percebe do sentimento da população brasileira, que está falida, frustrada...

A juventude olhando para o futuro e não enxergando nada, me parece que no segundo turno as chances do governo, do presidente Lula conseguir uma vitória, são bastante pequenas.

Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações, muitas pesquisas, muitos levantamentos em curso. Qualquer novidade, qualquer nova informação, traremos aqui e vamos debater e analisar com os nossos comentaristas. Tem uma outra informação importante, inclusive. A Corte de Cassação de Roma, última instância do judiciário na Itália, negou em decisão definitiva o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro contra a ex-deputada federal Carla Zambelli.

Essa decisão, que foi tomada hoje, diz respeito ao processo em que Zambelli foi condenada por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça. Há ainda um segundo processo de extradição correndo na justiça italiana relacionado à condenação da ex-deputada pelo crime de porte ilegal de arma e ameaça com arma de fogo.

O Supremo Tribunal Federal enviou à Itália um único pedido de extradição, mas a justiça italiana decidiu separar os casos. Portanto, ainda há outro pedido de extradição em análise, ainda sem data para uma decisão final.

Bom, deixa eu chamar rapidamente o Luiz Felipe Dávila para avaliar a situação que envolve Carla Zambelli, liberada, inclusive, da prisão na Itália e esse pedido de extradição negado. Dávila reviravolta no caso, porque há dois dias as notícias indicavam que ela viria ao Brasil após, possivelmente, a justiça italiana atender ao pedido da justiça brasileira.

reviravolta sim, Caniato. O que mostra, tem que respeitar a decisão da justiça italiana. E a justiça italiana parece que tem certo distanciamento da questão quente da política brasileira e, portanto, conseguiu olhar os fatos de uma outra envergadura do que foi o advogado, que foi a primeira instância, inclusive, lá na Itália.

e do que vem sendo o posicionamento oficial aqui do Brasil. Então, Canhato, o importante é respeitar as decisões da justiça, principalmente de uma justiça imparcial, coisa que nós sentimos muita falta no Brasil.

Pois é, a gente vai seguir nesse assunto, inclusive recebendo um convidado especial. O advogado da ex-parlamentar, Fábio Panhose. Já atendeu, já conversou com a gente em outras oportunidades. Doutor, seja bem-vindo. Muito obrigado pela gentileza em conversar com a gente ao vivo aqui na Jovem Pan.

Muito boa noite, prazer estar com vocês. Perfeito. Doutor, destacamos há pouco essa reviravolta no caso da extradição da ex-deputada Carla Zambelli. A justiça toma a decisão no dia de hoje, revertendo, inclusive, uma decisão que tinha sido tomada pela Corte de Apelações da Itália. Eu queria que o senhor explicasse essa decisão tomada pela Suprema Corte da Itália. Qual foi o entendimento?

dos magistrados quando eles revertem a decisão que tinha sido tomada pela corte de apelações? Olha só, foi uma decisão completamente inconstitucional. Tudo que se tinha entre Brasil e Itália, convenção dos direitos humanos, regras de Mandela, tudo que a gente tinha ali do direito internacional foi violado. Mas mesmo assim, a primeira instância ou a corte de piso ela decidiu manter a corte de piso.

a extradição da Carla Zambelli. E eu sei muito bem como aquilo aconteceu de perto, porque a gente teve uma influência muito grande, a gente sabe que o Brasil anda fazendo isso, fez isso nos Estados Unidos, o Brasil agiu muito ali naquela corte de piso, então tudo que a defesa colocava era negado e tudo que era colocado pelo advogado contratado pela AGU.

era adicionado dentro da acusação. Então, nós praticamente ficamos sem ter o que fazer. Nós colocamos o Flávio Bolsonaro como testemunha, foi negado. Colocamos outros senadores. Coloquei o Eduardo Tagliaferro como testemunha, também foi negado. E quando isso foi se formando e se tornando já uma nulidade, porque a defesa comprometida gera nulidade processual, eu ingressei à Corte Suprema.

mostrando que havia cerceamento de defesa e mostrando também tudo que foi violado e todo o rito processual ordinário que foi feito de forma muito estranha. Por exemplo, a própria AGU, que deveria participar de uma audiência...

não teria o direito de falar numa audiência. Mas o advogado contratado pela AGU, que representa a AGU, falou por mais de uma hora e meia em um lugar que ele não seria advogado de ninguém, apenas ouvinte. Então, os ministros entenderam, viram também tudo que a gente colocou em questões de Alexandre de Moraes, a questões das defesas aqui no Brasil, que foram defesas praticamente todas negadas em tudo que se pedia.

e as provas muito frágeis. Isso também mostrou que havia uma perseguição política, porque provas frágeis, a Carla recebe uma pena maior do que o próprio agente que consumou o crime, que seria o hacker Walter Delgatti, e o Supremo entendeu que aquilo era uma perseguição e teve uma coisa que ajudou também. Essa semana, Alexandre de Moraes...

pediu que acelerasse a extradição da Carla Zambelli para que já preparasse aqui a penitenciária para ela. Isso soou como um abuso para os ministros. Isso a gente levou também a conhecimento dos ministros na Itália, porque como ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, ele sabendo que tem uma audiência, que foi na data de hoje, dia 22,

ele pede que se acelere o processo de extradição, ou seja, ele já está dando uma sentença no lugar dos ministros da Itália. E isso foi visto com muitos maus olhos pelos ministros. E teve também, por último, a questão prisional, onde a gente fala que a Carla Zambelli ia ser colocada na prisão.

onde ela mesma passou uma lei para endurecer penas de prisioneiros que estão lá. Ou seja, a Carla Zandelli sofreria um risco de vida enorme estando na colmeia. E não colocaram outra prisão alternativa. A Itália chegou a pedir para Alexandre de Moraes...

que se enviasse as opções de prisão, aonde teriam essas prisões e as condições das prisões. E o Alexandre de Moraes respondeu que isso já foi colocado no início do processo e também não enviou de novo à Itália. Isso também ajudou muito a defesa na data de hoje. O que é importante é que a justiça italiana entendeu ser tão grave, tão danoso isso contra a Carla Zambelli, que ela já está solta. Inclusive, ela já chegou...

no apartamento dela, inclusive, se não me engano, até já publicou um vídeo na rede social, porque eles tiraram ela praticamente 10 horas da noite dentro da penitenciária, sabendo que ela não podia ficar mais nem um minuto lá. Fábio Painhozzi, advogado de Carla Zambelli, conversando ao vivo com a gente aqui na Jovem Pan. Inclusive, doutor, o senhor menciona esse vídeo postado há pouco na rede social, a nossa produção acaba de informar que separou essa postagem da ex-parlamentar. Vamos acompanhar.

A gente conseguiu. O Peremirio conseguiu fazer o impossível, que era lutar contra um sistema gigantesco. Ele foi um grande leão em tudo isso. E eu estou tremendo aqui com a mão de segurar com as duas. E esse é o primeiro vídeo que eu faço em liberdade.

A postagem de Carla Zambelli, logo após sair da prisão, após a decisão tomada pela Suprema Corte na Itália, revertendo, inclusive, a extradição, ou o pedido, o processo de extradição, e ela acaba sendo liberada. Deixa eu passar para os nossos comentaristas. A gente está conversando ao vivo com o advogado Fábio Panhozzi. Ele é o defensor de Carla Zambelli, gentilmente atendendo a...

a equipe aqui da Jovem Pan. Doutor, os nossos comentaristas também farão perguntas. Primeiro, a questioná-lo é o Roberto Mota. Você, Mota. Doutor, o senhor acha que essa decisão significa uma mudança da percepção da justiça italiana e talvez da Europa, de uma forma geral, sobre o que está acontecendo aqui no Brasil?

Boa noite. Sim, é muito danoso para a imagem do Brasil, principalmente só a decisão da Itália hoje, porque nós temos Polônia, que já negou a extradição, nós temos a Espanha, que já negou duas extradições, nós temos Estados Unidos e agora nós temos Itália. Isso vai se repetir também com o Eduardo Tagliaferro, que vai ser outra extradição negada.

porque ela se trata dos mesmos que estão perseguindo, ao mesmo modo desoperante do Alexandre de Moraes. Então, eu acho que isso muda a percepção, principalmente a Itália. Olha, porque a Itália se mostrou para nós, no início, muito...

não querendo se sujar ou se meter na política brasileira, falando, olha, vou deixar a Carla Zambelli para lá, porque eu não quero saber do que está acontecendo no Brasil. Tanto que foi muito difícil conseguir ali uma audiência com os ministros ou falar com os senadores na Itália, porque eles achavam que o Brasil, para eles, é muito longe ou que não valia a pena comprar uma briga.

da Carla Zambelli com o Brasil mas quando a gente demonstrou realmente o que estava acontecendo as manifestações todo o dossiê do Moraes, tudo o que ocorreu a Itália foi a primeira a falar, pô, isso eu não sabia que isso estava acontecendo, que era tão sério e a Itália foi mais uma então um país que apesar de ser de direita ou seja, a Georgia Meloni ser de direita é um país que não é de direita lembrando é um país que não é de direita

que os ministros são ministros muito antigos, da época muito esquerda da Itália, e eles reconheceram os abusos de Alexandre de Moraes. O Pai Hós entrevista ao vivo com a gente aqui na Jovem Pan News, ele é o defensor da ex-deputada Carla Zambelli. Doutor, mais uma pergunta agora com o Bruno Musa. Você é Musa.

Doutor, muito boa noite. Pergunta rápida e direta, até complementando um pouco do Mota. Você vê alguma possibilidade dessa decisão ter alguma coisa, alguma decisão prática aqui no Brasil de ser uma sinalização de mudança por, enfim, as pessoas... ... movimento que no resto do mundo já está acordando com o que o Brasil está hoje?

Olha, eu acredito que isso está somando para o entendimento de outros países também, principalmente quando a gente fala de países mais democráticos, ou que a democracia funciona, falando um pouco de Estados Unidos. Eu acho que isso que aconteceu na Itália hoje pode refletir muito aqui no Brasil, porque mostra, mais uma vez, que temos mais uma pessoa...

que foi perseguida e que um Supremo Tribunal Federal de outro país já reconheceu isso. Então, eu não sei até onde o Brasil vai esperar para poder enxergar que o que está acontecendo hoje no Brasil, principalmente na forma jurídica, é uma insegurança tremenda e que a gente não tem os pilares da Constituição respeitados pelas instituições que deveriam preservá-las.

Justiça da Itália anula a extradição de Carla Zambelli. Estamos debatendo essa decisão tomada pela justiça com o defensor, o advogado da ex-parlamentar Fábio Pagnosi. Cristiano Beraldo fará a próxima pergunta. Você, Beraldo.

Doutor Fábio, boa noite. Agora que ela foi liberada pela justiça italiana, qual é a situação internacional de Carla Zambelli? Ela tinha o nome na Interpol, salvo engano, e isso é eliminado? Agora ela fica livre para circular por onde ela bem entender, menos o Brasil, obviamente. Como é que fica a vida dela a partir desse momento?

Bernardo, boa noite. Boa pergunta. Na verdade, isso é uma coisa que nós vamos descobrir a partir da semana que vem, porque tudo muito novo, é um caso atípico, não é um caso normal. Cada caso de extradição é um caso diferente, com complexidades diferentes. E ela estava na lista vermelha da Interpol.

Para a defesa, eu como advogado entendo que se ela estava na lista da Interpol porque estava foragida e ela foi presa, automaticamente ela deveria sair da lista vermelha da Interpol. E quando inclusive se tem uma sentença praticamente transitada em julgada de uma Suprema Corte negando a extradição, não há porquê de se falar.

em lista vermelha da Interpol. Mas como a Interpol é um caso à parte, por que eu digo isso? Para quem não sabe, a Interpol, o diretor da Interpol é brasileiro. A Interpol, você tem que falar com eles de uma forma muito confidencial, eles não respondem direito e-mail, eles dificultam, eles fazem aquela burocracia para que você não tenha acesso.

mas eu vou ter que descobrir ainda na semana que vem até onde a Carla Zambelli vai poder ir. Pela Itália inteira, isso é certeza. Agora, na União Europeia, será que a Carla Zambelli pode? Juridicamente, eu acredito que sim. Mas, na prática, nós vamos descobrir ainda. Agora é a vez do Luiz Felipe Dávila. Sua vez, Dávila. Doutor Fábio, boa noite.

A sua estratégia de defesa foi muito mais baseada nos procedimentos da justiça brasileira e aí mostrar que houve parcialidade ou foi mostrar a inocência de Carla Zambelli? Qual foi a estratégia principal que guiou a sua atuação nesse caso?

Boa noite, Dávila. Muito bom falar com você. Olha só, então é uma pergunta difícil de responder, porque são oito meses praticamente de trabalho e foi de tudo um pouco. Obviamente, eu me atentei e eu sou especialista nisso, atrás de nulidades processuais. Então, ao primeiro momento, eu fui atrás das nulidades que podiam acarretar na prisão dela, que acarretou a prisão dela na Itália, que foi uma prisão já que os policiais não poderiam ter entrado na casa dela da forma que entraram.

porque, enfim, tinham vários procedimentos a serem adotados para aquele momento. Então, a gente veio primeiro por erros procedimentais, e depois disso, através da CCJ, aqui no Brasil, a gente veio pela questão de mostrar a inocência. Mas sempre demonstrando a inocência...

através dos erros de procedimento ou dos excessos que a justiça cometeu, ou seja, penas exacerbadas, falta de provas concretas, não respeitando a própria Constituição e também o abuso de poder que teve ali a defesa praticamente da Carla no Brasil, nós, no caso, nós não tivemos chance de entrar com nenhum recurso, porque qualquer recurso que você entra hoje no STF, principalmente quando se fala que você entra hoje no STF, principalmente quando se fala hoje no STF,

de Alexandre de Moraes, ele diz que é meramente protelatório. E aí ele transita em julgado a sentença dele e acabou o processo. Cabe uma revisão criminal. Revisão criminal vai cair pra quem? Pra outra turma que também é uma turma que mandou um processo de extradição da Carla Zambelli pra Itália. Ou seja, aqui nós ficamos congelados, não tinha o que fazer.

Então, na Itália, a gente foi muito pela questão de erro e excesso de procedimento no Brasil, misturado também com os procedimentos em excesso na Itália.

Agora, doutor, antes de encerrar rapidamente, na esteira do que perguntou o Cristiano Beraldo sobre a situação de Carla Zambelli, queria que o senhor explicasse a situação que envolve o segundo pedido de extradição por conta da condenação em função do porte ilegal de arma de fogo. Qual é o status desse pedido? A justiça italiana já recebeu esse pedido, essa solicitação da justiça brasileira? Isso está tramitando? Atualiza para a nossa audiência, por favor.

Olha só, esse pedido já estava junto com esse outro que foi a decisão de hoje. Na verdade, o que foi feito? Existia um pedido de extradição, onde até por um erro ou inocência da defesa, nós falamos que o crime de hackeragem era um crime que não tinha uma duplicidade, uma tipicidade igual na Itália e no Brasil. Ou seja, lá ela não estaria presa por um crime de hacker, por exemplo.

Como nós falamos isso, praticamente quatro ou cinco dias depois, Gilmar Mendes transitou em julgado a questão da arma e enviou o pedido de extradição na Itália, falando, pô, agora eu tenho dois pedidos de extradição. Então, ficou praticamente um apenso no mesmo processo. Eu não entendo que tenha...

uma outra audiência, até porque não tem nada marcado, uma outra audiência sobre a questão da arma, até porque já colocaram a Carla Zambelli em liberdade, então agora só falta o ministro da justiça se pronunciar

Porém, ele pode ou não se pronunciar em até 45 dias. Caso ele concorde com o que está acontecendo, ou seja, com a decisão da Suprema Corte, ele nem se pronunciar precisa. Então, passou-se 45 dias.

já está transitado em julgado, acaba-se, então, a discussão judicial sobre extradição de Carlos Zambelli, uma cidadã livre, como eu acredito que já está e vai continuar sendo uma cidadã livre, pelo menos na Itália, nesse momento. Precisão tomada pela Justiça da Itália, anulando.

a extradição de Carla Zambelli e, inclusive, autorizando a soltura da ex-deputada federal. Assuntos tratados com o Fábio Panhozzi, advogado da parlamentar, da ex-parlamentar conversando ao vivo com a gente aqui na Jovem Pan. Doutor, muito obrigado mais uma vez por nos atender. Boa sorte ao senhor, bom trabalho e até a próxima. Muito obrigado, bom fim de semana.

O senhor também. Seguimos aqui com outras notícias, outras informações, lembrando que a enquete do dia está publicada no portal da Jovem Pan, no nosso YouTube. Se você puder, vote três opções, três caminhos possíveis nesse questionamento que nós fizemos na nossa enquete. Vamos fazer o quê? Um rápido intervalo? Break a jato. Um minuto e meio, noventa segundos, eu conto com você. Fique por aí. Até já. Os Pingos nos is. Jovem Pan.

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Chega de papo furado, vamos ao que interessa O que será que tinha de bobagem Nesse café? Muito besta, não é possível Vamos falar de todos os dias, Silvio? Você consegue, Felipe? Oi! A fé com bobagem, vocês eram extremamente marginais Nós fizemos quatro anos de programa Sem ganhar um centavo, cara E a gente era tão desconhecido que toda vez que a gente chegava lá Que vinha sempre um cambista vender ingresso Tá bom, gostei, bom ator Mas é muito filho da puta Perda

Isso não é um talk show. Hoje, às 10h30 da noite, na Jovem Pan. Não vá pra cama sem mim. Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3.

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Mais uma informação, o ex-governador de Minas e pré-candidato do Partido Novo à Presidência, Romeu Zema, anunciou uma proposta para que profissionais formados em universidades federais tenham uma cobrança de 1% sobre o salário.

De acordo com o presidenciável, essa taxa para os formados em universidades públicas surge como uma alternativa para financiar o ensino superior sem a cobrança de mensalidades diretas. Com essa mudança, as instituições conseguiriam diminuir a dependência de repasses do governo federal e permitiriam o redirecionamento de mais recursos para a educação básica. Deixa eu chamar o Bruno Musa.

que gosta de alternativas, de discussões a respeito de projetos para diminuir o tamanho do Estado e tem essa proposta curiosa de Romeu Zema. Eu já tinha escutado muitos candidatos ou até gestores públicos que defendem a cobrança, a cobrança mesmo, nas instituições públicas, porque muitos que entram na instituição pública é a Boca

tiveram uma educação em escolas particulares. São pessoas oriundas das camadas mais abastadas e acabam entrando justamente na universidade pública. Por que não cobrar desses? Já acompanhei várias discussões nesse sentido. O que achou dessa proposta de Romeu Zema?

de deduzir um percentual do salário daqueles que se formaram nas federais. Musa, só estou fazendo essa introdução um pouco mais longa, porque a rede está chegando e aí todos vão acompanhar a sua análise, a sua reflexão na íntegra. Como diminuir...

o gasto com as federais, cobrando daqueles que se formaram nessas instituições. Agora sim, toda a rede Jovem Pan com a gente aqui em Os Pingos nos diz, o Musa vai avaliar essa proposta de Romeu Zema. Taxação daqueles que se formaram nas universidades federais, uma vez já empregados. O que achou, Musa?

Vamos lá, Caniato. Primeiro, a questão como um todo filosófica, eu sou contra a existência de impostos da maneira como é feita hoje. Mas precisamos, infelizmente, sustentar essa máquina de alguma forma. Portanto, eu sou a favor de uma redução brutal de impostos para todo mundo, de todos os lados, e cortando na carne da máquina pública, dos políticos e dos burocratas como um todo.

Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é que, se você reduz drasticamente os impostos, claramente você pode cobrar impostos menores como esses que foi citado pelo Z. Eu acho que esse é um amplo debate.

Não acho que seja talvez o momento correto para ele apresentar isso. Não vejo possibilidades dele capitalizar em cima de algo nesse sentido agora. Mas quando nós analisamos a situação, por exemplo, das faculdades, das universidades federais, ela é realmente catastrófica.

Eu tenho participação em uma faculdade privada aqui em São Paulo, pequena, uma nova que é voltada para o empreendedorismo, então eu conheço algo da parte de educação. Quando nós analisamos, por exemplo, os dados do próprio IBGE, posso errar para cima, para baixo um pouquinho, mas os dados são esses. O custo médio de um aluno brasileiro nas universidades públicas...

brasileiras, ele é altíssimo. Ele é algo como 9 mil reais por mês. Quando dolarizado, esse estudo é dolarizado para comparar com outras universidades internacionais. Só que o resultado prático disso é muito baixo. A USP, por exemplo, está por volta da décima posição de faculdades no mundo de produção de papers científicos.

Sabe qual é a posição das pessoas que lêem o que a USP produz? Mais ou menos a posição número 1083 no mundo. Produz como grandes, mas produz resultados pífios. O que nós vemos é uma faculdade completamente ultrapassada, que não entrega mais as necessidades do que o mercado demanda hoje, uma vez que elas estão tomadas por um perfil ideológico.

que, de novo, não entrega crescimento, não entrega uma mentalidade para o ano de 2026 para preparar as pessoas, nem muito menos a debate nesses campos, uma vez que apenas um lado consegue dominar a narrativa. Estou falando, inclusive, dos próprios professores. Então, é importante nós colocarmos a situação das universidades federais. Agora...

Eu acho que isso gera um amplo debate. Imagina o seguinte que me veio à cabeça. Uma pessoa que é formada na Universidade Federal hoje em dia e essa pessoa vai dirigir Uber, porque as faculdades não entregam mais aquilo que a demanda de um mercado altamente competitivo hoje em dia satisfaz. Então, se essa pessoa é formada em engenharia e foi dirigir Uber...

Como é que você transforma isso? Você cobrará impostos dessa pessoa ou não? Ou só se ela trabalhar na área dela? Então eu acho que, de novo, cabe o debate para reduzir o tamanho da máquina. E aí não acho que esse seja talvez o momento, o melhor momento apropriado para o Zema trazer esse tipo de debate.

Deixa eu chamar o Roberto Mota. A gente debate muitas alternativas para diminuir o tamanho do Estado. E aí há muitas reflexões sobre o custo, por exemplo, do ensino superior. O quanto as federais acabam custando. E sempre há, de tempos em tempos, greve promovida pelos funcionários das federais que querem receber aumentos. Daí tem aquela negociação, os alunos acabam pressionando também o governador em questão. E muitas vezes um...

poupudo reajuste é ofertado àqueles funcionários ou colaboradores daquela federal. Como é que você observa essas discussões e a proposta de Romeu Zema Mota?

Essa é uma discussão muito interessante, mas que pode levar horas. Então, vamos resumir aqui o ponto principal. O Zema levanta uma questão importante. Ela não tem nada a ver com uma agenda liberal. Como eu vi que uma parte da mídia disse isso, disse que Zema está com agenda liberal extrema. Palavras da mídia. Não é nada disso.

A questão que Zema levanta é das universidades estatais gratuitas. Por quê? Primeiro, como todo mundo sabe, não existe nada de graça. Na verdade, as universidades estatais que os alunos frequentam sem pagar, elas são pagas com o dinheiro dos impostos.

É o dinheiro da dona Maria, que tem 68 anos, nunca frequentou uma universidade na vida, mora lá em Varrisay, no interior do Rio de Janeiro. São os impostos que ela paga, que sustentam as universidades estatais.

E aí, a gente tem que pensar na justificativa para isso, né? Tem uma justificativa que é, olha, tem pessoas que não podem pagar pelas universidades. Então, é por isso que as universidades precisam ser de graça para essas pessoas. A outra justificativa principal é, olha...

A formação universitária é muito importante para o progresso do país, para o desenvolvimento. Então, quando você pega dinheiro de impostos e financia uma universidade sem cobrar nada dos alunos, você está investindo no progresso do país. Aí tem dois problemas, um dos quais foi abordado por Zema, que...

Complicam essas justificativas. O primeiro é que tem muita gente que pode pagar sim, que poderia estar numa universidade privada, mas foi para a universidade estatal gratuita. Essas pessoas que podem pagar estão tirando o lugar de alguém que poderia estar lá, que não pode pagar.

O segundo problema, que talvez seja mais importante, e que Zema não tocou, mas que o Bruno mencionou, é que hoje nós temos um sistema universitário, estatal, e até o privado também, completamente desconectado da realidade. É um sistema.

que além de formar muitos alunos em profissões inúteis, sem nenhum futuro, que só vai tornar esses alunos pessoas amargas, revoltadas, porque vão ser subempregados a vida inteira, esse sistema universitário também virou um centro de doutrinação e de radicalismo ideológico.

Tem outras alternativas, tem muitas propostas nesse sentido. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo também para trazer a sua contribuição, analisar essa proposta de Romeu Zema e as discussões em torno do ensino superior público.

De que maneira os gestores podem pensar em alternativas para financiar esse tipo de proposta de ensino? Romeu Zema pensa em dedução de 1% do salário dos formados. Me parece um caminho difícil, né?

Renato, o grande ponto é que não falta dinheiro no Brasil. A gente não pode olhar para um país dessa dimensão que há 500 anos é explorado com seus minerais, as suas riquezas naturais e continua entregando riqueza.

215 milhões de pessoas que fazem uma economia se movimentar. Aliás, a gente está vendo aí o desastre que é o país nesse momento, em que 80 milhões de pessoas estão inadimplentes, e obviamente uma pessoa inadimplente afeta a vida daqueles que estão ali no seu entorno, então o efeito dessa inadimplência é bastante mais amplo do que esses 80 milhões.

A gente vê um problema gravíssimo nas contas públicas, a gente vê um país completamente inviável, mas aí as pessoas se espantam. Poxa, mas eu saio na rua, os restaurantes estão cheios, os bares estão cheios, as ruas estão cheias.

por causa disso, porque você tem uma movimentação da economia que ela vai andando, porque é muita gente. Só que, quando você olha o retorno que as pessoas têm diante da riqueza que o país possui, é um absurdo. Nós somos pobres num país rico. Essa é a realidade. Eu estou dizendo isso porque o problema do Brasil

não é objetivamente a falta do dinheiro, mas sim o que fazer com o dinheiro. É claro que essa dinâmica em que você entrega uma estrutura, vamos imaginar o mundo ideal, o Brasil, o governo brasileiro oferece.

para os alunos a oportunidade de terem o segundo grau de alto nível. As universidades, especialmente as federais, mas também as estaduais, em geral, são muito bem conceituadas, né? Aquele vestibular difícil e tal. Mas olha a realidade. Estruturas de quinta categoria.

greve, professores que, apesar da sua qualificação de diplomas e títulos, colocam para fora uma visão de um mundo completamente deturpado e que influenciam os jovens que estão ali para aprender, sem falar no sistema de cota.

Porque nós lavamos as mãos para os jovens, nós vamos às prefeituras e aos estados. Tem a aprovação automática. É uma coisa assim, enlouquecedora. Aprovação automática. O professor já não tem mais respeito dentro da sala de aula. O aluno tem nenhum compromisso com nada.

E aí, a genialidade do administrador público brasileiro, não, não, não importa que você não aprendeu nada, não importa que você é um analfabeto funcional, você vai passar de ano. Aprovação automática, meu amigo, porque eu quero te pôr daqui pra fora com o diploma na mão. Aí nós somos essa nação de idiotas com diploma universitário, graças ao programa do PT.

que financiou a universidade para todo mundo que não podia pagar. Só que as universidades não ensinam nada. A pessoa sai da universidade, um analfabeto funcional. Qual o valor que um analfabeto funcional de 25 anos de idade vai adicionar à sociedade e economia brasileira? Nenhum!

O mundo está se revolucionando com a inteligência artificial. Isso não é brincadeira. Isso não é... Gosta de falar isso que está na moda. Isso é uma realidade. O abismo que existe do conhecimento e do uso do conhecimento entre jovens de países desenvolvidos, como Estados Unidos, como a China, o Oriente Médio, que vem avançando muito.

esses pais e o Brasil, o abismo é cada vez mais intransponível. Então, Caniato, nós temos que discutir todo o sistema educacional brasileiro e, principalmente, discutir o que se fará com o dinheiro, porque não adianta abandonar a criança.

E aí depois chega na faculdade, não, é cota. Coloca lá na sala da Universidade Federal que tem cota. É o cota pra preto, pra trans, pra não sei o quê. Aí todo mundo vai lá. Aí acha, não, mas é a Universidade Federal. Passei pra Universidade Federal. Grande porcaria.

Vai ter essa vida desses maconheiros irresponsáveis da USP que estão lá atrapalhando aqueles que querem estudar para ficar fazendo ocupação, manifestação. Bando de desocupado. A polícia tinha que agir. Mas aí o reitor, não, imagina, porque a democracia dos estudantes... Democracia é o quê? Falta ordem, falta respeitar o professor, falta aluno ser aluno.

entender que está ali tendo a oportunidade de aprender, fazer alguma coisa diferente da vida. Mas usam a faculdade pública para fazer plataforma de confusão, de vagabundagem, de droga, e saem de lá uns imprestáveis, que não vão contribuir em absolutamente nada para o Brasil.

Pois é, deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, acho que o Dávila não analisou essa notícia que nós trouxemos. Dávila, não é a primeira vez que um candidato defende um novo modelo de financiamento para o ensino superior público no Brasil. Agora, para além do financiamento, você não acha que também tem várias outras coisas que precisam ser...

ajustadas, alteradas. Quando a gente olha para o ensino público superior no Brasil, o Beraldo listou alguns desses problemas. Mas a gente poderia fazer um programa só disso.

É verdade. Bom, primeiramente o Brasil precisa de um presidente da república que leve a sério a educação pública. O Brasil é o único país do mundo que gasta mais dinheiro com as universidades federais do que com a educação básica. Só aí já é um erro desastroso. Nós gastamos por ano com as universidades públicas mais de 60 bilhões de reais.

60 bilhões, gente, é todas as emendas parlamentares que a gente critica todo dia aqui, é gasto com a Universidade Federal. E aí o Mota trouxe muito bem. Pra formar o quê? Subempregado, desempregado e ideologia de esquerda. É isso que serve. Cursos inúteis, custa uma fortuna, péssima qualidade do ensino e ainda gasta mais.

do que com o ensino básico. Nós precisamos ter um presidente da República que trabalhe em parceria com os prefeitos e governadores para focar na melhoria da qualidade do ensino público. Não dá para tirar dinheiro do bolso do contribuinte para financiar essas universidades públicas de péssima qualidade em vez de priorizar a educação básica. Esse é o primeiro ponto.

O segundo ponto é o custo, 60 bilhões de reais, num país que está quebrado, num país que nós estamos pagando um trilhão de reais só de juros, financiamento do juros no Brasil, porque o governo está gastando muito mais do que arrecada. Terceiro ponto, vem uma questão muito importante. O Mota e o Musa tocaram nisso. Muitas pessoas que atendem as universidades federais, públicas, podem pagar.

No mundo inteiro, universidades públicas nos Estados Unidos, na Austrália, sim, existe um desconto para aqueles, mas eles pagam pela universidade. Além disso, a proposta de Zema, no fundo, o que é isso? É para incentivar as universidades a focar naqueles programas que dão resultado. Porque o que acontece?

A proposta baseia-se muito no modelo australiano, que é o seguinte, é uma questão de montar um endowment, um fundo para essas universidades públicas. Aqueles alunos que tiveram educação gratuita foram ao mercado de trabalho.

tiveram um bom emprego, aumentou a sua renda, um pedaço dessa renda é doado para a universidade. Isso acontece em qualquer país civilizado, acontece na Austrália, acontece na Europa, acontece nos Estados Unidos, que são os alunos que contribuem para a sua universidade, aquelas que tiveram um papel importante na sua formação, na sua carreira e o fizeram acender e ganhar melhor, ser remunerado melhor.

Um exemplo que já existe numa universidade pública, muito bem aqui em São Paulo, na USP, a Poli, os ex-alunos da Poli, montaram um fundo. Esse fundo ajuda a bancar programas na Poli. Então, não tem nada de ficção científica nessa proposta. É uma proposta que segue o exemplo de universidades públicas.

no resto do mundo, segue já um exemplo de sucesso no Brasil, acabei de dar o exemplo da Poli aqui, e faz com que as universidades foquem nos melhores programas para formar gente qualificada que consiga entrar no mercado de trabalho, ganhar melhor e aí doar parte deste ganho, do aumento da renda para a sua universidade.

É uma proposta que faz repensar as prioridades da educação. Ensino superior vai ser pago não só com o dinheiro do governo, porque evidentemente vai ter dinheiro do governo, mas também com a contribuição dos alunos que tiveram sucesso nas suas carreiras. E aí vai sobrar mais dinheiro para investir na educação básica. Essa sim, a prioridade número um do país.

Pois é, faremos mais um rápido break comercial. Depois do intervalo, informações importantes sobre o endividamento das famílias brasileiras e tem uma outra notícia que você não vai acreditar. Você não vai acreditar. Carros, carros, automóveis produzidos no Brasil são mais baratos em um outro país, são mais baratos no Paraguai. É sério isso, não é piada. Traremos isso depois do break comercial. Eu conto com você. Até já.

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O modelo atual de trabalho ainda funciona? Nesta semana mostraremos como a busca por qualidade de vida está mudando a relação das pessoas com o trabalho. Documento Jovem Pan, amanhã às nove da noite, na Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Spingos nos Is, destacando os assuntos importantes do dia, sempre contando com análises, reflexões com os nossos comentaristas. Tem um outro destaque, quase um terço.

da renda das famílias no Brasil, está comprometido com o pagamento de dívidas. Isso de acordo com o levantamento que foi realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, aqui do estado de São Paulo, conhecida como FEComércio. Júlia Firmino chega ao vivo, aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer os detalhes desse levantamento pra gente. Boa noite, Júlia.

Oi, Caniato. Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui também no Pingos nos Is, na programação aqui da Jovem Pan. De fato, esse levantamento mais recente da Fê Comércio mostrou que quase 30% da população brasileira tava aí no início do ano de 2026, ou seja, esse ano com a renda comprometida, de fato, por pagamento de dívidas.

destinado justamente ao pagamento de dívidas. E isso não é um cenário que só aconteceu nesse ano, viu, Caniato? Isso já tem se arrastado desde 2023. E esse é um levantamento, esse é um número base do...

Agora a gente tem um recorte também para os estados e aí a situação piora um pouquinho, viu? No estado de Teresina, na cidade de Teresina, na verdade, 42,4% da renda das famílias era usado para pagar dívidas.

Isso reduz um pouquinho ali na cidade de Natal, quando 35,6% da renda era usado também para pagar dívidas. E ali na cidade de Macapá, isso muda também, 35,5% usando ali a renda para pagar, quitar as dívidas, ficar quites, né? Com as contas de fato em dia, o número de famílias endividadas. De acordo com o levantamento da Fê Comércio, também ficou alto.

também tem crescido nos últimos anos. De 2023, eram 78% das famílias. Em 2024, isso caiu para 76%. Mas em 2026, agora, nesse ano, isso voltou a subir 80%, que evidencia a dificuldade que as pessoas têm em manter as contas em dia e a dificuldade econômica, de fato, do país. Agora, quando a gente fala sobre a inadimplência, que são as dívidas que deixaram de ser pagas ali na data correta, dentro do prazo...

de validade, também cresceu nos últimos anos, saltando aí de 50% em 2023 para 65% agora nesse ano. E nesse cenário a gente destaca, né, Caniato, o programa Desenrola 2.0, né, esse novo Desenrola que foi lançado pelo governo.

Federal vem justamente para tentar tirar as famílias da inadimplência, reduzir a população que está na inadimplência aqui no país e também tirar as pessoas do endividamento. Com isso, então, as pessoas conseguem usar o seu FGTS ou parte dele para quitar dívidas, dívidas como, por exemplo, cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e também o FIES. A gente segue acompanhando para ver se esse desenrolar vai, de fato, trazer algum resultado econômico aqui para o país. Volto com você.

Legal, Júlia Firmino acompanhando esses levantamentos, monitorando tudo que acontece, qualquer novidade. Ela volta aqui na programação sempre com alguma informação relevante. Valeu, Júlia, bom trabalho para você. Seguir com os nossos comentaristas, o Bruno Musa acompanhando, inclusive, esses levantamentos.

dificuldade, principalmente de grande parte da população, que utiliza boa parte dos recursos para pagar dívidas. Né, Bruno Musa? Vamos fazer um giro rápido, que daí a gente consegue tratar dos dois assuntos. 50 segundos.

Sim, esse dado não é novo, Caniato. A gente já vem falando dele há um tempo, essas pesquisas já vêm sendo divulgadas, um terço, quase pouco mais de 30%, 33%, 34% da renda do brasileiro médio é usado para pagar dívida. Isso significa que, além do estrangulamento, da perda do poder de compra por uma moeda que cada vez vale menos, oriunda de um governo que gasta muito mais do que arrecada e, portanto, se endivida e traz mais risco,

frente à sua moeda, além da perda do poder de compra, nós temos justamente um endividamento maior que foi estimulado ao longo dos últimos 20 anos com juros subsidiados. Não precisa investir em produtividade. Se divide e consuma. Essa sempre foi a fórmula do fracasso. Chegamos a ele.

Pois é. Você, Roberto Mota, esse levantamento da FEComércio, destacando que muitas cidades, inclusive a capital do estado do Piauí, Teresina, pontua com mais de 40% desses recursos que são utilizados para pagamento de dívidas. Bom, a gente dá o exemplo de Teresina, mas isso acontece com boa parte do país.

É, quando se trata da questão da economia popular, o governo tem uma estratégia bipolar. Ele causa o problema com uma mão e finge que resolve com a outra. O governo faz tudo para atrasar a economia. Um exemplo excelente é esse da escala 6x1, um projeto populista demagógico.

que vai causar grande prejuízo à economia. As ações do governo provocam desemprego e inflação. O principal motivo da inflação são os gastos do governo que levam à emissão de moeda. Aí, diante das dificuldades desemprego e inflação, o governo sugere às pessoas que façam dívidas.

Pega aí o empréstimo consignado. E quando o cidadão já está atolado em dívidas, o governo inventa um outro projeto populista genial para desenrolar o cidadão. Ou seja, é o governo quebrando a sua perna, depois te dando uma muleta comprada com o seu próprio dinheiro.

E aí, presta atenção nessa. Carros fabricados no Brasil chegam a custar até 38% menos no Paraguai. Principalmente por conta da tributação, a diferença de tributação entre os dois países. Isso acontece porque veículos exportados deixam de pagar impostos como IPI, ICMS, PIS e COFINS, que elevam o preço demais aqui no Brasil. Sei lá, bons...

percentuais acabam ficando para pagamento desses tributos. Além disso, o Paraguai possui um sistema tributário muito mais simples e menos burocrático. Especialistas também apontam que o chamado custo Brasil encarece produção, distribuição e venda no mercado interno. Um outro fator importante é a concorrência maior no Paraguai, que leva montadoras a praticarem preços muito mais agressivos. Em alguns casos,

Os carros vendidos lá oferecem mais equipamentos do que as versões brasileiras. Giro rápido com os nossos comentaristas. Você, Cristiano Beraldo, carros brasileiros mais baratos no Paraguai. 40 segundos.

Isso demonstra que o brasileiro manda um terço para pagar dívida e mais de um terço para pagar imposto. E o que sobra, ele tem que pagar pela educação, pela segurança e tudo mais que o governo não provê ao cidadão brasileiro. Ou seja, é impossível sobreviver com dignidade no Brasil. Pois é, deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila trazer o apontamento dele a respeito do carro tão barato lá no Paraguai. Carro feito aqui, né, Dávila? 40 segundos.

É, o que manda é a carga tributária, Caniato. No Brasil, nós compramos dois carros quando você compra um carro, porque um carro é o valor do carro e o outro carro é imposto. Aí, vai pro Paraguai, vai pros Estados Unidos, qualquer outro lugar, o carro é muito mais barato, porque não incide essa carga tributária absurda no Brasil que incide sobre o automóvel. Pois é, pessoas aqui no nosso chat. Vamos para o Paraguai. Você, Mota, 30 segundos.

A explicação pra isso é muito simples. Impostos. Meus amigos libertários dizem que imposto é roubo em nenhum país. Isso é tão verdade quanto no Brasil. Pra fechar você, Bruno Musa, 45, porque o Musa tinha, acho que, alguma informação adicional pra passar. Vai lá.

Sou um desses amigos do Mota que ele acabou de citar. Ontem eu tive o prazer de jantar com o ministro da indústria e comércio e o presidente da Lei Maquila, além da CEO da principal indústria brasileira de roupa aqui que já foi para o Paraguai. Foi um jantar imenso. Frases que me chamaram a atenção dos ministros, que todos são da iniciativa privada. No Paraguai, o governo é amigo do empreendedor e estimula ser empreendedor e ganhar dinheiro. Dois, não há sindicatos.

Três, tenho a maior empresa têxtil há 35 anos. Nunca, sem nenhum sindicato, eu tive um processo trabalhista no Paraguai. Isso não existe. O brasileiro precisa mudar, é a mentalidade.

Resultado da enquete do dia, pergunta que nós publicamos no nosso portal, vamos destacar o resultado. O quanto os diálogos sobre o filme Dark Horse prejudicam a campanha de Flávio Bolsonaro? Para 48% das pessoas, nada. Foi falado sobre financiamento de um filme. Ponto.

Para 30%, prejudica um pouco. Era melhor que Flávio Bolsonaro não tivesse relação com Daniel Vorcaro. Já para 22% de quem entrou no portal e votou, e também no nosso YouTube, deve prejudicar muito.

Porque parece que tem algo de errado nessa história. Quero agradecer a todos que entraram nas nossas enquetes, no nosso portal e no YouTube. Participe sempre das nossas enquetes nos nossos portais. Um abraço a você. Um abraço aos nossos comentaristas. Voltaremos na segunda-feira. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.

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