Episódios de Os Pingos nos Is

Caso Vorcaro agita STF / PF mira integrante do Conselhão

26 de março de 20261h57min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (25):

O senador Alessandro Vieira afirmou que ministros do Judiciário podem estar atrapalhando as investigações sobre o caso Banco Master. Segundo ele, há indícios de relações entre magistrados da Suprema Corte e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax para investigar um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. Entre os alvos está o empresário Luiz Rubini, integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”, órgão consultivo da Presidência da República.

O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, e preso nas investigações do caso Banco Master, trocou a equipe de defesa. A mudança levanta a suspeita de que ele possa seguir o mesmo caminho do banqueiro e negociar um acordo de delação premiada. O novo advogado já atuou em outros casos de colaboração com a Justiça.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria sinalizado a aliados que pode liberar o avanço de propostas que tratam do impeachment de ministros do STF. A movimentação ocorre após decisões recentes do ministro André Mendonça e reacende o debate sobre a relação entre o Congresso e a Suprema Corte.

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou falhas na execução do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras. Segundo o relatório, a baixa execução de ações entre 2024 e 2025 pode favorecer o tráfico de drogas e armas, além de fortalecer organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho.

Em entrevista ao programa Tempo Real, da Jovem Pan, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que sua motivação política é ajudar a despolarizar o Brasil. Pré-candidato à presidência, ele defendeu um caminho de centro para o país e criticou a disputa política baseada apenas na rejeição entre os campos ideológicos.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio7
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
J

Júlia Firmino

ReporterRepórter
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
M

Misa Elmanete

ReporterJornalista
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • Banco MasterOperação Fallax · Alessandro Vieira e o Judiciário · Delação premiada de Fabiano Zettel · Conselhão e Luiz Rubini · Fraudes bancárias e lavagem de dinheiro
  • Impeachment Ministros STFDavi Alcolumbre e o Senado · André Mendonça e a CPMI do INSS
  • Inadimplência BrasilDados da Serasa · Endividamento das famílias
  • Operacao FalaxFraudes contra a Caixa Econômica · Grupo Fictor
  • Relações entre Crime Organizado e Poder PúblicoPCC e Comando Vermelho · Programa de Proteção Integrada de Fronteiras
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos comentaristas aqui da Jovem Pan.

Eu sou Daniel Caniato, você, como sempre, é o nosso convidado especial. Para começar, o relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, ele subiu o tom contra o judiciário afirmando que ministros atrapalham as investigações do caso Master em razão da possível relação entre alguns deles e Daniel Vorcaro.

Segundo o senador, esta é a primeira vez que magistrados da Suprema Corte são envolvidos em atividades não republicanas e que por mais que ainda seja preciso comprovar os fatos, a relação entre eles já é certa e pública. Vieira também decidiu incluir o Banco Master no relatório final da CPI.

e apontar falhas e omissões do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários, além da infiltração e corrupção de autoridades para viabilizar o esquema bilionário de Ivorcaro. Chamar os nossos comentaristas, há dois aspectos importantes dessa notícia, chamar o Roberto Mota, está ao vivo no Rio de Janeiro. Mota, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. As manifestações de Alessandro Vieira, senador da República.

Ele que toca os trabalhos na CPI do crime organizado. E aí ele faz uma reflexão acerca do Judiciário da Suprema Corte, da relação de ministros da Suprema Corte com Daniel Vorcaro e tem também a inclusão do caso do Banco Master no relatório final dessa comissão. Bem-vindo.

Falar é fácil, Caniato, e parece que esse é um tempo em que todo mundo quer um pedaço do escândalo do Banco Master para chamar de si. Mas é preciso examinar isso com cuidado. Boa noite para você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. Há muita coisa que o Senado pode fazer, ou poderia ter feito para evitar tudo o que está acontecendo no Brasil.

Tudo isso começa com a sabatina, quando os ministros precisam responder as perguntas dos senadores e depois o Senado vota se aprova ou não os ministros. Todos os ministros que estão aí foram aprovados pelo Senado.

A última vez que o Senado rejeitou algum candidato à Suprema Corte Brasileira foi no governo de Floriano Peixoto, lá ainda no século XIX.

Então, é preciso parar e pensar sobre isso, porque nesse momento em que dá manchete, em que fica bonito falar do escândalo do Banco Master, no momento em que já foi liberado para uma parte da mídia dizer que há ministros envolvidos, a gente precisa lembrar onde estão as verdadeiras responsabilidades.

Pois é, o Luiz Felipe Dávila também está com a gente. Dávila, seja bem-vindo, ótima noite a você. A CPI, ou CPMI do Master, não foi instalada no Congresso Nacional. Outras comissões que foram concebidas e instaladas para apurar outros casos estão dando um jeitinho, se adaptando.

E investigando a sua maneira o caso do Banco Master, que é preciso considerar a partir dessa manifestação e informação compartilhada por Alessandro Vieira, o senador da República, dizendo que o relatório da CPI do crime organizado contemplará Banco Master, também falhas do Banco Central e da CVM.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Musa e a nossa querida audiência. As coisas estão entrelaçadas, sim. Crime organizado, fraude do sistema financeiro, banco master.

O roubo dos aposentados no INSS, tudo isso está interligado. Interligado por um gigantesco esquema de corrupção, conivência de autoridades, compra de apoio, lavagem de dinheiro que envolve políticos, autoridades, crime organizado.

Por isso, cada uma dessas iniciativas parlamentares, que são as comissões parlamentares de inquérito, vai revelar parte disso. É impossível ter uma CPI que consiga colocar tudo isso ao mesmo tempo num prazo tão curto, que é o caso de uma CPI.

Então, Caniato, todo o esforço para esclarecer fraudes financeiras, esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, conexão com o crime organizado, é bem-vinda. O Brasil precisa transparência, o Brasil precisa seriedade no trato da coisa pública.

Cada vez é maior a esculhambação, a avacalhação e a falta de senso de honra e de virtude que pessoas exercem cargos públicos. Nós não aguentamos mais tanta malandragem, tanta corrupção, tanta roubalheira e tanta safadeza. É hora de começar a colocar os pingos nos is.

Pois é, vou passar para o Bruno Musa. Musa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Inclusive, tem informações que o Bruno Musa está na Cidade Maravilhosa. Musa, espero que sua estadia aí seja muito proveitosa. O Bruno sempre com vários compromissos, mas eu quero compartilhar com você um trecho.

de uma entrevista que foi concedida por Alessandro Vieira ao jornal Estado de São Paulo, abrindo aspas para o senador. O caso do banco é paradigmático do ponto de vista do sistema de lavagem de dinheiro e da infiltração pela corrupção. E aí, em um outro momento, ele diz...

Vai ser muito claro, o relatório seguramente vai apontar falhas e omissões por parte da CVM e do Banco Central, infiltração via corrupção dos poderes da República e um duto de lavagem de dinheiro extraordinariamente relevante.

fecho aspas, a manifestação de Alessandro Vieira. Enfim, o que é preciso considerar quando uma investigação é concebida para apurar irregularidades em um setor, digamos, da sociedade, e no curso ele acaba adaptando ou ajustando a sua investigação ou o seu relatório final para contemplar uma outra apuração que ainda não começou no Congresso Nacional e nem sabemos se será instalada a CPI do Banco Master. Bem-vindo.

Boa noite, Caniato. Boa noite, Iberaldo, Mota, Dávila. Estou sim aqui na cidade maravilhosa. Cidade que eu gosto bastante. Vamos adiante.

desenrolares novos cada dia mais a respeito desse caso do Banco Master. E, de fato, essas falhas desses órgãos e eventuais corrupções de autoridades, como estão sendo noticiadas por grandes meios, se tornam cada vez mais claras e até os dados começam a mostrar isso. As falas deles foram importantes, a gente começa a ver, você mencionou agora esse duto que...

cada vez mais essas falhas permitiram que esse dinheiro acabe sendo destinado sabe-se lá para onde. Vale lembrar que pelo menos 50% em algum lugar estão, não foram queimados. Esse dinheiro está ou na economia circulando de alguma forma ou está em todas aquelas propriedades ou simplesmente nesses dois locais. Portanto, há de se buscar isso e mais, buscarmos formas...

de cada vez mais sermos mais duros com relação a essas autoridades e as normas legais, as normativas. Não significa burocratizar todo um processo, mas cada vez mais fechar esses dutos, como você muito bem mencionou.

para que dentro das normas se tornem cada vez mais difíceis essas fugas. Gente, estamos falando de o maior rombo da história do Brasil do sistema financeiro. É claro que houve leniência não apenas de membros importantes de várias instituições, mas todo o processo corrompido que estamos vendo aqui. Portanto, tudo isso deve ser usado, espero que seja, não apenas para punir grande parte desses responsáveis, mas ainda para punir grande parte disso.

seja lá como for, a forma de punição importante é começarmos a punir no Brasil, onde há totalmente a impunidade. Mas também buscarmos formas de entender como foi feito todo esse processo, para que não tenhamos o caso Master 2, 3, 4 e 5. Vale lembrar que há um banco agora que está sendo mencionado, já em grande parte das mídias, falando que pode ser em proporções menores...

o Banco Master 2. Veremos se teremos novos escândalos ou se conseguiremos fechar esse duto antes que novas formas de corrupção sejam apresentadas para a população. Pois é, inclusive, há uma informação importante. A data de encerramento prevista para essa CPI é o dia 14 de abril.

14 de abril, havia, inclusive, uma ideia, uma sugestão e uma intenção de prorrogar os trabalhos. Houve esse pedido, inclusive, para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas até o presente momento há uma resistência a essa tentativa de prorrogação dos trabalhos. A gente vai aguardar quais serão as articulações de Alessandro Vieira e de outros parlamentares para tentar postergar.

o trabalho e a finalização do trabalho. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. O Beraldo também tem acompanhado o avanço dessas várias apurações, apurações que também acabam chegando ao Banco Master, porque trata-se de um esquema tão grandioso, com tantos tentáculos, tantas camadas, tantas figuras, em maior ou menor medida, conectadas. E aí a CPI do crime organizado, em alguma medida, também alcança o Banco Master Daniel Vorcaro.

Você, Beraldo, quais são suas expectativas? Quanto mais melhor, cada um acaba descobrindo uma parte, no final das contas, muitos indiciados, e aí é esperar qual será a posição do Ministério Público? Bem-vindo. Eu não estou escutando o Beraldo, só verifique o seu microfone, por favor.

Tá falando? É, bom, então eu não tô escutando o Beraldo, então a gente vai refazer, Beraldo, a sua comunicação, a sua conexão, então daqui a pouco ele volta e faz a reflexão acerca dessa CPI que acontece e tá com data de encerramento, né, 14 de abril, a gente vai aguardar qual será o posicionamento, mas deixa eu passar pro Mota, porque tem umas, conseguiram? Mas peraí, Mota, o Beraldo agora já tá com comunicação, ok, então coloca o Beraldo na tela pra gente, por gentileza.

já conseguiram consertar o áudio dele. Agora sim, Iberaldo, pedir sua análise e reflexão acerca dessa apuração que deve se debruçar sobre uma parte do Banco Master. Afinal, ela não foi concebida para isso. Pois é, me ouve agora, Caniato, só para a gente confirmar. Perfeitamente.

Boa noite a você, Almota, Aldávio, Almusa. Boa noite, audiência que prestigia diariamente os Pingos nos Is. Keneto, vamos organizar um pouco as coisas para que a gente entenda o que está por trás dessas movimentações, dessas declarações, e possamos refletir sobre qual é o caminho que o Brasil precisa trilhar para efetivamente ver...

consequências acontecerem com essas pessoas que aplicaram, no caso do Banco Master, uma grande fraude, mas também nos outros objetos das CPIs, CPI e CPMI que estão em andamento, crime organizado e NSS, para que essas também tenham as suas consequências e contribuam para a construção de um Brasil melhor.

Primeiro, vamos entender que a CPI do crime organizado, ela se debruça sobre um tema extremamente importante para o Brasil. O crime organizado hoje assola 100% dos brasileiros de norte a sul do país porque o crime está tomando conta do território brasileiro. Não é razoável e muito menos aceitável que tenhamos áreas do país e não é razoável que tenhamos áreas do país.

que são ocupadas pelo poder paralelo, e a gente não vê uma reação à altura. E o pior, nós assistimos à defesa dos direitos de marginais que cometem os crimes mais absurdos, enquanto o Congresso Nacional se debruça sobre a discussão filosófica da misoginia, que é o que nós estamos assistindo agora. Então...

Esse é o primeiro ponto. Depois é o seguinte, CPI, CPMI, o Congresso Nacional, não tem o papel original de investigar como o Ministério Público, as polícias, depois o judiciário que vai julgar as descobertas, as provas e aí apresentar a condenação, a absolvição, estabelecer as penas e por aí vai. Então, nesse contexto, me parece que o senador Alessandro Vieira é só ter iínio.

que é do Estado Sergipe, foi eleito pela Rede Sustentabilidade da Marina Silva, essa ministra aí do meio ambiente do Lula. Depois ele mudou para o Partido Popular Socialista, o PPS. Então me parece que o senador Alessandro Vieira tem laços bastante próximos com a esquerda brasileira.

E aí, ao invés de entregar, como presidente da CPI do crime organizado, um trabalho primoroso, porque afinal de contas ficou quase duas décadas na Polícia Civil do Sergipe, um trabalho primoroso que ajude o Brasil a vencer, não combater, mas vencer o crime organizado.

Ele parece se debruçar na expectativa das manchetes e do espetáculo, querendo colocar no contexto da CPI do crime organizado o Banco Master. Há envolvimento? Passou dinheiro pelos fundos da REAG? Enfim, sei lá, tem nenhuma trama de REAG, Banco Master, etc?

Isso tem que ser investigado sim pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, que está fazendo esse trabalho. Agora, a CPI do crime organizado tem que falar do crime organizado. E, me desculpem, mas o problema grave do crime organizado não é o fundo da REAG. O problema grave do crime organizado é você sair na rua e colocar uma arma na tua cabeça, te levar em tudo que você tem.

se não levam a tua vida, e você não vê reação do Estado para proteger o cidadão. Isso sim é o problema do crime organizado que atinge os eleitores do senador Alessandro Vieira. Portanto, me preocupa muito essa vontade, esse desejo de holofote.

que os senhores e senhoras parlamentares estão buscando, enquanto varrem para debaixo do tapete os verdadeiros responsáveis pelo roubo do INSS, varrem para debaixo do tapete as causas da vitória do crime organizado no Brasil e a vista grossa que se faz de um governo que recebe com tapete vermelho e passagem paga uma representante do Comando Vermelho no Ministério da Justiça. É sobre isso que o Brasil quer discutir.

Então ficam aí filosofando e querendo holofote. Aí, Caniato, fica realmente muito difícil nós verificarmos no Congresso Nacional a condição de ser parte da correção desses problemas do Brasil.

Pois é, a gente não sabe exatamente quais serão os próximos passos, se haverá prorrogação ou não. Mas, via de regra, ao final de uma CPI ou de uma CPMI, toda aquela investigação é entregue ao Ministério Público, que fará também uma avaliação.

poderá oferecer uma denúncia ou não. Mas deixa eu voltar com o Mota, porque tem mais uma aspas do relator que eu gostaria de compartilhar, mas tem também essa questão que o Beraldo destaca, Mota, o desejo de manchetes de parlamentares, de relatores ou presidentes de CPI.

Você falou um pouco disso também, cada um puxando para si uma parte da investigação do Banco Master, puxa para si também os holofotes, as manchetes, os cliques e por aí vai. Mas assim, não é uma saída à lá brasileira para investigar uma parte do Banco Master, já que até agora a CPI do Banco Master ou a CPMI do Banco Master não saíram, né? Essa é uma visão generosa da questão, Caniato.

A outra visão é que é simplesmente um jogo de cena. O Brasil vive um momento complicadíssimo, mais um, né? Como se a gente tivesse vivido alguma outra coisa. E está sendo jogado um jogo. É um jogo sofisticado, como o Cristiano Beraldo muito bem lembrou. Esse jogo inclui...

Pessoas de esquerda que apoiaram o que estava acontecendo no Brasil até a semana passada. De repente, essas pessoas vestiram o manto sagrado da indignação. Em muitos casos, é um jogo combinado. Então, a gente tem que dar um passo para trás, para poder olhar com calma.

de saber quem é sincero e quem não é. Um bom caminho é olhar o passado recente desses indignados. Por exemplo, o senador, salvo engano...

é o autor do PL das fake news. Eu não sei se foi por iniciativa própria, se foi atendendo a um pedido do governo, mas o senador foi o autor de um projeto que, se aprovado, ia implantar medidas para coibir a liberdade de expressão nas redes sociais. E eu tenho que confessar, é muito difícil superar isso.

passar para o Dávila, Dávila tem um outro aspecto que envolve essa apuração e a manifestação do relator, abrindo aspas para ele, tá? Esse país já investigou, processou e prendeu ocupantes de todos os cargos. A novidade é ter ministros do Supremo aparentemente envolvidos com atividades que não são republicanas. Eu uso, aparentemente, palavras dele, porque é preciso comprovar os fatos.

mas o envolvimento está comprovado ele é reconhecido pelos ministros o recebimento de valores milionários é reconhecido o que falta saber é se esse recebimento é republicano fecho aspas essa manifestação do senador e relator da CPI do crime organizado

Esse é um bom ponto, né? E isso transborda a apuração da CPI do crime organizado. Eu acho que essa talvez seja uma discussão que toma conta de todos os poderes da República e principalmente dos corredores em Brasília.

Esse é um bom ponto sim, Caniato, porque o Senado vem mantendo-se calado em relação a abusos de ministros do Supremo quando já passaram do ponto há muito tempo. Então, pelo menos, tem alguns senadores, como é o caso do senador Alessandro Vieira, como é o caso do senador Girão.

que vem se manifestando duramente contra abusos cometidos pelo Supremo Tribunal Federal e pelos seus membros. Então, isso é um bom sinal, um bom sinal de que o número de senadores acordando para os abusos de ministros, de alguns ministros do Supremo, se torna uma onda majoritária. Então, isso é um bom sinal.

Agora, o meu ponto aqui é que não é apenas uma CPI que vai resolver todos esses escândalos do Brasil. Nós temos de agir em todas as frentes. É Ministério Público, como bem lembrou o Beraldo. Tem que agir na Justiça, tem que agir no Tribunal de Contas. Todos os órgãos de fiscalização do país precisam estar envolvidos nisso. O próprio Banco Central, já fazendo meia culpa do que errou, como é que tem que mudar regras de regulação e fiscalização,

Todo mundo tem que fazer a sua parte. Não é uma CPI. Não existe bala de prata. Não é uma CPI que vai resolver todos os problemas do Brasil. Não tem nada a ver. Agora, cada um surfa a onda que tem. Ou seja, políticos estão em época de eleição e CPI é um palco para a época de eleição. Não tem problema. O que eu acho positivo é o número de parlamentares, senadores e eu acho que é algo ilegalista

que estão cada vez mais verbalizando os absurdos que antigamente não se tocavam, ou pelo menos só cochichavam a portas fechadas, e que nós aqui fazíamos praticamente as vozes solidárias, comentando e colocando o dedo na ferida desses abusos.

do Supremo Tribunal Federal. Agora virou a corrente majoritária. Virou a corrente majoritária? Tá ótimo. Agora, se nós ficarmos sempre olhando para o passado, vai ser difícil construir um futuro melhor.

Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa, para o Musa também avaliar essa situação que envolve uma desconfiança de parte do Senado Federal em relação à atuação de alguns ministros da Suprema Corte. Há dúvidas, viu, Musa? Há dúvidas sobre o quanto essa...

indignação de senadores poderia ser convertida em um processo de impedimento, ou o avanço de um processo de impedimento, o número suficiente de votos para que o impeachment fosse aprovado. Enfim, há uma mudança aparente de posicionamento? Talvez aparente. Mas se isso vai se transformar em alguma coisa, essa é uma dúvida para muitos.

É uma dúvida para muitos e só o tempo dirá, mas eu continuo achando que as mudanças sempre acontecem na política, a única forma dela acontecer é de fora para dentro e não de dentro para fora. O que eu quero dizer com isso, Caniato? Eu quero dizer que a única forma é gerarmos pressão.

Nós não precisamos de mais fatos para compreendermos que os últimos anos do Brasil, as últimas, talvez, décadas, foram tomadas por escândalos de corrupção cada vez maiores. Se de fato fôssemos pensar apenas na parte técnica e, portanto, em tomada de decisões por parte dos políticos, pensando na ética, na moralidade e no bem do país...

Nós não precisaríamos de escândalos novos ou até mesmo de pressão de fora da população para mostrar que estamos vivendo algo completamente esdrúxulo sobre a questão moral como um todo, que tivemos cada vez mais escândalos que foram simplesmente se perdendo ao longo do tempo e muitos deles inclusive anulados.

O que eu acredito é que, cada vez mais, como a sensação de impunidade e a realidade de impunidade é muito grande e é uma realidade no Brasil, o que acontece é que o ser humano tende a se sentir cada vez mais seguro. Se das últimas vezes não aconteceu nada ou quase nada, vamos seguir o barco que agora também não ocorrerá.

E aí que a coisa começa a tomar uma proporção muito grande e talvez as escorregadas começam a ficar muito implícitas. E muitas vezes a gente vê que a população, num nível de endividamento que se encontra, começa...

ver a sua deterioração econômica aliado a uma corrupção cada vez mais escrachada na nossa cara, aí a sensação começa a ficar, não dá mais. Ultrapassou todo o limite do óbvio e do imaginável. E essa pressão começa a vir de fora para dentro. Nesse sentido, por todo esse escândalo ter acontecido em ano de eleição, não sei se podemos dizer que é coincidência ou não, mas de qualquer maneira será em ano de eleição. E eu acho que isso ditará o rumo dessas eleições. Mas, portanto...

Eu vejo que sim, há uma possibilidade real muito maior do que se de fato esse escândalo tivesse acontecido talvez há dois anos atrás. Porque isso gera muito mais pressão em cima do Senado que convenhamos e temos que falar bastante isso. É uma das eleições mais importantes que teremos agora em 2026.

Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas. Daqui a pouco tem, inclusive, informação a respeito de uma certa irritação da presidência do Senado Federal. E há um papo rolando. Uma defesa que vem sendo feita.

de que seria necessário avançar com processos de impedimento contra ministros do Supremo. A gente vai trazer isso daqui a pouquinho. Deixa eu só passar para o Cristiano Beraldo, só para a gente passar a régua, finalizar essa discussão. Beraldo, talvez a figura de Alessandro Vieira, talvez ele não seja o melhor exemplo para nós estendermos um cenário para o Senado Federal. Mas você poderia afirmar, ou dá para nós afirmarmos, que houve uma mudança de postura por parte do Senado, ou...

olhando para a maior parte dos senadores em relação à Suprema Corte, ao judiciário e à possibilidade de impedimento, as manifestações, as defesas que vêm sendo feitas, ou você acha que não? Foi uma coisa aqui, uma declaração ali, outra acolá, sem convicção, no fundo, no fundo, querem esperar a poeira baixar, assistir a Copa do Mundo e se dedicar às eleições.

E Neto, vamos lá. A iniciativa contra essa condução absolutamente inaceitável do Supremo Tribunal Federal, ela deveria partir daqueles senadores eleitos pela direita no Brasil nas últimas eleições. E foram vários, diversos.

que hoje já estão em número suficiente para fazer um grande barulho. Você pode até argumentar que não há uma maioria para dar efetividade, mas a política também se faz a partir da união e da força da minoria. Há instrumentos ali para que a minoria se imponha e consiga, de alguma forma, algumas vitórias, mesmo que não seja a grande vitória que se espera.

E a gente não vê isso acontecer. Então, a postura do senador Alessandro Vieira é uma postura de muitas falas e ele tem essa forma de falar, às vezes muito dura e tal. Mas ele é, de novo, ele é um senador que vem da esquerda.

Esse papel que a gente quer ver de julgamento de processos de impeachment e etc., isso tem que vir da direita e isso não está acontecendo. Agora, eu não acho que isso mudará. O que me parece é que a negociação vai ficar mais intensa.

Em ano eleitoral, o que a gente está vendo como uma continuidade das condutas adotadas ao longo desses anos, eles querem, é isso, é vídeo, é holofote, é entrevista, mas dar realmente consequência, uma prerrogativa.

que é do senador, eu realmente não acredito, Caniato. Eu acho que vamos ficar nessa parte do espetáculo e ganhando tempo para que se chegue até as eleições e depois de passadas as eleições, aqueles que tiverem sucesso vão poder chegar na Suprema Corte, que por fim também julga os senadores, e fazer algum tipo de acordo para resolver essa situação.

Pois é, a quem entenda que, inclusive, a campanha eleitoral para muitos senadores, isso será tratado, né? Muitos vão defender isso. Ó, vote em mim, porque se eu chegar lá, eu vou fazer isso, vou votar nisso, vou defender esse tipo de pauta. Enfim, é uma questão que devemos considerar. Vou receber agora a Rede Jovem Pan e quero destacar também a enquete.

Mas agora sim, todos conectados com a gente aqui em Espingos nos Is, muito obrigado pela audiência, você que prestigia a programação da Jovem Pan pelas emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil. Um abraço aos taxistas, aos motoristas de aplicativo que aqui em São Paulo acompanham o programa sintonizando o 100,9 da Jovem Pan. Eu sempre vou destacar aqui outras emissoras ao redor do Brasil. Muito obrigado pela audiência. Só lembrando que a enquete...

Uma pergunta sobre algo importante do noticiário já está publicada no portal da Jovem Pan e também no YouTube do programa Os Pingos nos Is. Qual você acha que será a decisão do PSD para a candidatura à presidência após a desistência de Ratinho Júnior? Você acha que o partido vai lançar?

Eduardo Leite, a presidência? Ou não? Vai lançar Ronaldo Caiado? Ou você acha que o partido não vai lançar nenhum dos dois? Não vai lançar candidato a presidente, mas vai apoiar Flávio Bolsonaro. A gente conta com o seu voto, com a sua manifestação.

Deixa eu só girar a reportagem da Jovem Pan News. Tem mais informação importante chegando. Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e também preso durante as investigações do Banco Master, ele trocou a defesa, trocou a equipe de defesa, mandou embora. Os advogados que tocavam a sua defesa contratou um novo escritório.

A gente vai trazer, inclusive, a nossa repórter, vai conduzir, fazer um resumo das informações. Bom, daqui a pouco, então, a Júlia vai trazer esses destaques, essas informações. Mas, enquanto isso, deixa eu... Ah, agora acabaram de confirmar. A Júlia, ok. Então, tá certo. Deixa eu chamar a Júlia firmindo. Acho que agora conseguimos a conexão com ela. Júlia, seja bem-vinda.

Uma ótima noite a você. As informações referentes à troca de advogado do cunhado de Daniel Vorcaro. E há o entendimento para muitos de que essa sinalização seria para fechar uma delação premiada. Então ele também seguiria esse caminho da delação. Bom, o que se sabe a partir da troca de advogado? Bem-vinda.

É exatamente isso, Caniato. A mudança vem para tentar essa delação premiada que o Vorcaro já está tentando também, né? Boa noite para você, para quem está com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. Agora quem deve assumir, então, a defesa de Fabiano Zettel, que é cunhado e também é empresário, cunhado de Daniel Vorcaro. E também empresário seria Celso Villardi, advogado, que deve cuidar aí dessa delação.

Tudo isso num contexto, né, Caniato, que você já bem destacou, que Daniel Vorcaro, o banqueiro dono do Banco Master, já teria iniciado esse processo junto da Procuradoria Geral da República e também da Polícia Federal, fazendo os trâmites para dar início, de fato, a essa colaboração premiada. Em nota, o que os advogados, os ex-advogados de Zettel, tinham dito.

Os advogados seriam Maurício Campos Júnior, Juliano Brasileiro e também João Vitor. A assunção é, eles anunciaram essa saída desse caso por motivos de foro íntimo, ou seja, razões profissionais ou pessoais que não foram explicadas, que não foram esclarecidas, apresentadas.

O único motivo foi foro íntimo. E aí, o novo advogado, que deve ser Celso Vilardi, já atua com algumas delações, como, por exemplo, a do empresário Maurício Camisote, que foi preso por conta das fraudes do INSS, envolvendo também esse grande escândalo que nós temos atualmente aqui no nosso país, além da defesa do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro.

Essa delação do Zé, o Caniato, ela tem ganhado aí muita repercussão justamente porque Zé é braço direito de Vorcaro, né? Ele estava aí nas principais negociações de Vorcaro, ele deve saber de muita coisa, então pode expor muita informação que pode ajudar os investigadores. Por isso a gente fica de olho para saber se de fato isso vai se confirmar, se esse vai ser o próximo passo do advogado agora.

Celso Villardi e também o que vale a gente destacar aqui é que Zetel também foi preso ali durante a Operação Compliance Zero junto com Daniel Vorcaro nessa última fase que teve agora, né, em que Daniel Vorcaro foi preso pela última vez. Ele também foi...

Está preso preventivamente justamente por conta desse escândalo envolvendo o Banco Master, as fraudes financeiras desse banco. A gente segue acompanhando para ver se isso vai se confirmar, porque de fato isso pode trazer aí muitas informações a respeito desse escândalo. Volto com você.

Sem dúvida alguma, Júlia Firmino segue acompanhando esse caso. Essa é uma informação importante, inclusive no avanço das investigações. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você. A gente segue em contato. Deixa então passar para o Roberto Mota. Você, Mota, primeiro nós noticiamos o encaminhamento da delação de Daniel Vorcaro.

Aí o cunhado de Daniel Vorcar troca de advogado, contrata um advogado que tem experiência em casos em fechamento de acordo de colaboração premiada, delação premiada. Enfim, algo que tudo indica, ele também revelará o que sabe em troca de algum benefício. Isso te lembra alguma coisa?

impunidade, Caniato. Isso me lembra outros episódios do passado, delações cabeludas que depois foram anuladas e os processos não deram em nada. E a gente fica se perguntando, não aconteceu nem ainda a máster delação, agora já tem uma outra delação, o que falta ainda chegar ao conhecimento do público? Provavelmente muita coisa.

Provavelmente o que vazou é apenas uma pequena parte desse turbilhão de corrupção. Agora, as perguntas importantes continuam as mesmas e ainda não foram devidamente respondidas. A primeira é o que vai acontecer depois dessas delações? Qual vai ser o próximo passo?

E a segunda pergunta que não quer calar é, como é possível que importantes autoridades, cujos nomes já apareceram nessas investigações, continuem investidas nos seus cargos, tocando a vida como se nada tivesse acontecido?

Pois é, deixa eu passar para o Dávila, porque tem um aspecto de delação premiada que a gente tem que destacar sempre para a nossa audiência. Delação não é garantia de nada, né, Dávila? Porque eu fico pensando, ah, eu vou delatar, eu vou revelar tudo o que eu sei. Mas imagina só, se tudo que ele sabe estiver nos celulares, não tem novidade nenhuma. E aí, o que podemos esperar desse processo de delação, de colaboração premiada?

Esse é um ponto fundamental que você tocou, Caniato. A delação precisa ajudar a esclarecer pontos obscuros, precisa ajudar a fazer com que toda a trama seja conhecida e que seja desmantelada. Então, se não tiver substância a tal da colaboração...

não vai acontecer nada. Ela pode, inclusive, ser anulada a qualquer momento pelo juiz se ele entender que a pessoa está enrolando ou está omitindo informações importantes. Então, delação não é passe livre para sair da cadeia e viver livre, leve e solto com o dinheiro da corrupção. É um passo importante para reduzir a pena se...

os investigadores, aí a Procuradoria Geral, o juiz, acharem que aquela delação está colaborando para o esclarecimento da investigação. Então, não é uma banalidade. Por isso, que quando...

alguém resolve delatar, muda-se o advogado, porque existem advogados especializados nesse assunto, principalmente que já participaram de vários processos envolvendo a delação premiada. E aí essa mudança, mudança de advogado, que significa mudança de atitude. E a outra coisa, é corrida contra o relógio. Se Vorcaro começa a falar e Zetel fala mais ou menos a mesma coisa,

Só aquele que fez a primeira delação é que vai se beneficiar dos fatos. Então, Caniato, estamos entrando naquele período que tira o sono de muita gente da República de Rabo Preso, que está envolvida nessas fraudes que, infelizmente, mancham mais uma vez a história do país.

Exato, esse é um ponto importante que o Dávila destaca, né? Porque, assim, se Daniel Vorcaro tem o mesmo conjunto de informações do seu cunhado, os dois revelarem as mesmas coisas, os dois não vão ser agraciados com os mesmos benefícios, ou um ou outro. Então, quem revelar primeiro, certamente, irá gozar dos benefícios ou daquilo que foi acertado nesse acordo de colaboração. Então, o nome do filme poderia ser...

Salve-se quem puder, né? Deixa eu passar para o Bruno Musa, para avaliar essa condução que vem sendo feita. Figuras envolvidas no caso do Banco Master, contratando advogados especializados em delação premiada, inclusive o cunhado de Daniel Vorcaro, contratando o doutor Villar, que é muito experiente, né? Já participou de casos de muita repercussão. É apontado, inclusive, como uma figura que poderia...

ajudar nesse processo de delação e de colaboração premiada. Agora, é esperar para ver quais serão as informações reveladas por ele. Entendemos que há muita coisa ainda a ser revelada para além dos arquivos que foram descobertos nos celulares.

Sem dúvida, realmente, veja, eu tenho conversado com bastante gente na rua, de diferentes espectros sociais, e grande parte das pessoas está realmente na expectativa, me lembra muito como era aquela época da Operação Lava Jato, em que acordávamos esperando ali, quais seriam, quais seriam.

as próximas pessoas acordarem com a Polícia Federal e descobrirmos aquilo. Porque tinha um movimento ali, uma ânsia por começar uma determinada mudança na sociedade brasileira, que infelizmente depois foi completamente enterrada. Mas, de fato, o que nós estamos vendo é que, da forma como está aglutinando ou pressionando, e eu continuo achando, o ano de eleição pressiona bastante esse tipo de ação por parte dos políticos para que tenhamos uma delação de verdade.

E também a relatoria nas mãos de André Mendonça tem colaborado bastante para o andamento mais técnico de tudo isso. Então me parece, Caniato, que de fato teremos alguma delação. Acho que está tarde demais para voltar. Qualquer coisa que possa acontecer, e não duvido que no Brasil aconteça uma mudança de rumo, uma tentativa explícita, inclusive.

de grande parte da burocracia brasileira, de frear esse tipo de ação. Veja, estamos num nível onde a moralidade, ela simplesmente é deixada de lado e não há mais qualquer tipo de vergonha com relação a isso, nem tentativa de esconder os problemas. Então, a verdade é que a burocracia envolvida continuará tentando, de alguma forma, frear esse tipo de delação.

Mas me parece que está cada vez mais complicado. Vejo a relatoria de André Mendonça trabalhando de forma técnica e, acima de tudo, estratégica. Com bastante conhecimento para blindar, de alguma forma, que todas essas informações venham de fato à tona e que tenhamos, não apenas de Vorcar, mas de todo o seu entorno...

Delações importantes, como por exemplo, jogar ali na corte a possibilidade da votação a respeito de uma prorrogação da CPMI, que os casos são todos intercalam, eles se intercalam entre eles, né? Eles se interrelacionam, melhor dizendo, perdão. Ou seja, todos esses casos, quanto mais a gente vê o envolvimento desses políticos, mais pressão eles começam a ter e consequentemente mais pressão também por parte da sociedade.

Acho que está tarde demais para voltarmos e simplesmente noticiarmos. Acabou, não terá mais delação. Tudo isso faz com que a busca por esses advogados, que têm uma forte experiência na condução desses processos, pareçam, ao menos para o lado de fora, pareça que o andar da carruagem está indo nesse sentido. E, de novo, o André Mendonça, pelo menos até o momento, e eu sempre menciono isso, porque no Brasil até o passado é incerto,

Pelo menos até o momento, a gente vê um andar bastante esperançoso nesse sentido, de que ao menos informações relevantes serão noticiadas e não apenas uma delação, digamos, marginal, com informações que seriam irrelevantes para o processo.

Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, porque nós falamos já de delação premiada, acordos de colaboração, revelações feitas por figuras importantes em uma investigação, e aí, por vezes, essas pessoas acabam ganhando alguns benefícios. O Musa disse o seguinte, Beraldo, é tarde demais para não ter delação.

teríamos atingido aquele ponto de não retorno. Mas daí eu lhe pergunto, que tipo de delação? Porque quando se fala na imprensa, ah, só vão aceitar a delação se ele revelar tudo. Não pode ser uma delação seletiva. Ok, mas assim...

A pessoa que estiver do outro lado da mesa, ela tem acesso a todas as informações. Quem vai fazer essa seleção é quem participou do esquema ilegal, irregular. Quais são os dispositivos para o outro afirmar? Você não está revelando 100% da história. Compreende a dificuldade? Enfim, é isso que a gente vai ter que aguardar.

Pois é, e assim, eu de novo, eu sempre me alimento aqui no programa do otimismo dos meus colegas e o Musa, com essa avaliação de que agora já é tarde demais para não ter delação, contrasta um pouco com o meu desânimo em relação ao Brasil, em que tudo pode acontecer a qualquer momento.

Então, essa delação, ela tanto pode sair quanto ela pode não sair, por motivos que a gente nem imagina. Há ali uma guerra, peso pesado do poder para se defender. E nesse contraste do que o Daniel Vorcaro pode revelar...

Não só revelar, mas comprovar. E a gente tem, do outro lado, o que parece ser uma negociação do seu cunhado, que também era o membro daquele grupo, a turma, que tinha o hoje falecido sicário, que aparentemente era quem fazia o trabalho sujo.

Aliás, a gente não pode esquecer, o que foi mesmo que o sicário morreu? Ele morreu onde? Não tinha câmeras dentro das instalações da Polícia Federal? A mesma Polícia Federal, que foi tão eficiente para revelar trocas de mensagens íntimas de um casal?

que está sendo investigado, ou pelo menos o noivo está sendo investigado, não vai revelar para o público, para nós brasileiros que pagamos a conta e somos obrigados a sair à rua todos os dias com o nosso nariz de palhaço. Nós não vamos saber o que aconteceu com esse cara? Vai ficar por isso mesmo.

Então, justamente usando esse exemplo do sicário, é que eu digo que no Brasil tudo pode acontecer. Mas o Fabiano Zettel, o cunhado, me parece que era um braço mais operacional desse esquema do Vorca. Então, talvez...

Zetel tenha condições de comprovar determinadas coisas que Vorcaro não se envolvia na execução. Talvez até a delação de um não esteja completa com a outra. Não sei qual era o tipo de relação que eles tinham, mas talvez...

Vorcaro tivesse uma visão mais ampla, mais estratégica da picaretagem e Zetel um braço mais operacional? Eu não sei, mas o fato é que mesmo que eles revelem e comprovem coisas escabrosas, a gente vive um Brasil em que nada é garantia de nada. Pois é, e várias pessoas aqui da nossa audiência questionando, ah, mas eles não poderiam combinar, ah, eu revelo uma parte.

da história, e você revela uma outra parte justamente para nós não conflitarmos as informações e aí as duas delações serem aceitas. Pode ser. Claro que hoje em dia eles não conseguem fazer qualquer tipo de acordo, só se isso foi feito lá atrás. Ou...

naturalmente, orientações feitas por advogados. É preciso também considerar essa possibilidade. Deixa eu só passar para o Mota, porque tem um outro aspecto aqui, inclusive muitas perguntas repetidas que tratam de uma questão... Como a gente sempre fala da...

citação ou alguma conexão entre Daniel Vorcaro no passado, a empresa dele o Banco Master com figuras ligadas a integrantes da Suprema Corte, há uma dúvida recorrente aqui dos nossos espectadores, Mota, sobre uma delação e o que seria relatado e se eles

dariam nome aos bois, inclusive entregando, entregando entre aspas, ou revelando a conexão entre eles ou entre o Banco Master e os ministros da Suprema Corte ou parentes dos ministros da Suprema Corte. Dá para esperar uma delação em que tudo seja revelado, todas as histórias, aquele que estiver questionando...

os representantes do Banco Master, no caso Zé e Daniel Vorcaro, cabe a esse que faz ali a arguição de questionar e tentar desvendar esses pontos importantes e sensíveis, Mota?

Eu não sei responder essa pergunta, Caniato. Eu não sei qual é a mecânica de uma delação. Eu não sei como são os procedimentos. Em uma investigação policial normal, você está tentando esclarecer uma determinada situação.

O procedimento busca a verdade, doa a quem doer. Essa não é uma investigação normal. Esse é um dos maiores escândalos da República, está afetando o nível mais alto do judiciário e nós estamos em um ano eleitoral. Então eu acho difícil que essa delação...

leve ao esclarecimento completo. E tem um outro aspecto também da delação, mais uma vez, eu não entendo de delação, eu só estou tentando aqui mapear as possibilidades. Pelo que eu entendo, uma delação premiada...

Ela só faz sentido quando ou se traz informações novas, que os investigadores ainda não têm, ou são produzidas evidências irrefutáveis para confirmar informações que já estão disponíveis. Então eu não sei que tipo de evidência essas duas pessoas trariam.

E, francamente, eu não sei se existem no Brasil as condições para que eles apresentassem evidências como essa.

Pois é, só para a gente... Tem outros destaques, outros aspectos e vieses dessa notícia. Deixa eu só passar para o Dávila, para o Dávila também compartilhar um pouco da percepção sobre um processo de delação premiada, os muitos temas, assuntos que podem ser revelados e o papel de quem está ali questionando, né? Questionando, por exemplo, o Daniel Vorcaro. Ah, você vai revelar tudo. Poxa, mas tudo pode ser muita coisa, né?

E aí é preciso também considerar, André Mendonça participaria dessa arguição? É preciso esclarecer nesse momento, já na delação, por exemplo, eventuais conexões de Daniel Vorcar, do Banco Master, com parentes de ministros? Há uma dúvida, inclusive, da nossa audiência, o que é preciso ser revelado nesse primeiro momento? São várias sessões de delação premiada? Me lembro que na Lava Jato, sim, né?

Aquele que fecha uma colaboração premiada, muitas vezes participa de sessões e mais sessões para contar casos e mais casos. E muitas vezes, quando é encerrada as sessões para levantar todos os detalhes, a pessoa é chamada três meses depois porque uma outra figura que fechou uma delação...

traz uma informação conflitante, e aí chama-se aquela pessoa de novo para esclarecer determinado ponto. Quando você diz, Dávila, isso daí vai demorar muito tempo, isso daí vai se arrastar por muito tempo, é por conta disso, Dávila?

Caneto, acho que a grande diferença deste caso para a Lava Jato é que na Lava Jato muitas vezes até veiculavam notícias com uma certa forma para pressionar as pessoas a falarem. Neste caso, não. Nós temos os celulares confiscados, muitas provas já reunidas.

Portanto, eu entendo que a delação tem que ser muito mais objetiva. E aí depende muito de boas formulações de perguntas em cima das evidências já existentes e o que pode ser agregado, não só em termos de provas, como em termos de conectar os pontos que parecem obscuros, quando você, por exemplo, tem ali gravações de telefone celular. Então, eu entendo que é um caso muito diferente.

já existe muitas substâncias, existe muito material, indício, prova, neste caso do Banco Master, que já foi apreendido. Então é muito mais como tentar digerir essas informações para fazer boas perguntas, de forma que ajude a esclarecer esta fraude, que como o Musa sempre disse, foi a maior fraude financeira da história do país.

Pois é, a gente vai seguir tratando dos aspectos que envolvem casos e que se conectam em alguma medida com o Banco Master. A Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Falax, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica, que movimentou mais de 500 milhões de reais.

A gente vai acionar, inclusive, a Júlia Firmino. A Júlia vai trazer todos os destaques para a gente. Eu não sei se ela já está conectada. Bom, daqui a pouco, então, a Júlia vai trazer detalhes dessa operação que apura, inclusive, o CEO e ex-sócio do grupo Fictor. São investigados por fraudes bancárias. A gente vai trazer daqui a pouquinho a Júlia. Acho que agora sim. Agora sim eles conseguiram verificar e conectar a Júlia aqui ao programa.

Júlia, está ao vivo com a gente? Seja bem-vinda, Júlia, mais uma vez. Um dos alvos da operação é o empresário Luiz Rubini, né? Ele é integrante do órgão da presidência, aquele chamado Conselhão. Conta pra gente o que é preciso trazer e destacar dessa operação de hoje.

É exatamente isso, Caniato. Ele seria então integrante do Conselhão, que de fato é um conselho aí para a presidência se consultar. O ex-sócio do grupo Victor, Luiz Rubini, que você já adiantou, foi alvo então dessa operação Falax da PF, que foi deflagrada hoje. A gente já comentou um pouco sobre essa operação.

que investiga fraudes bancárias. E aí quem que é o Rubini? Só pra gente ter ideia, né? Ele é integrante do Conselho do Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, que seria então esse chamado Conselhão, um órgão da presidência que foi nomeado...

E foi nomeado, aliás, ainda em agosto de 2025, ou seja, ali pelo meio-fim do ano passado. Ele, por trabalhar com tecnologia, investimentos em agronegócio, teve aí, foi imputada a ele essa função. E o mandato dele vai até 2027, então até o fim do ano que vem. O que é esse conselhão, só para a gente ter ideia?

Ele foi fundado ainda em 2003, durante um mandato de Lula, e o órgão é consultivo da Presidência da República, chefiado pela Secretaria de Relações Internacionais, e os conselheiros não são remunerados, tá? Só pra gente destacar aqui, o objetivo é justamente debater políticas públicas com especialistas. Então, pra saber, né, trazer e consultar os especialistas, e aí sim criar essas políticas públicas, conseguir entender como é que isso vai funcionar de fato na sociedade.

Só para a gente destacar, essa operação Falax, além de Rubini, que foi alvo dessa operação, também tivemos o CEO e fundador do grupo Fictor, que foi Rafael Góes, e o modus operandi dessa organização criminosa que atuava na Fictor, aliás, nessa operação que foi investigada pela PFE. Eles usavam as empresas de fachada para esconder a origem do dinheiro e funcionários de bancos inseriam dados falsos.

Justamente para liberar os saques e as transferências ilegais. Os valores que eram pegados dessas contas, transferidos, eles eram convertidos em bens de luxo e também criptomoedas, justamente para dificultar o rastreamento desses valores. O esquema cresceu tanto, Caniato, que aí...

Passou a atender outros clientes e aí surge a Fictor em tudo isso, que passou a ser investigado. Tem três sócios que foram investigados, além de um colaborador, inclusive o CEO, que é Rafael Góes. E por isso tudo ganhou uma grande repercussão, justamente porque a Fictor está ligada aí ao...

Banco Master, né? Fez aí sugestões de comprar o Banco Master, tinha interesse em tudo isso, mas a gente segue acompanhando, traz mais informações aqui ao longo da nossa programação. Valeu, Júlia. A gente vai seguir daqui, vamos analisar esse caso nos detalhes. Obrigado, bom trabalho pra você. Me despeço agora de parte da rede que ficará agora com a sua programação local.

Deixa eu chamar o Bruno Musa para analisar esse caso. Eu me lembro quando nós noticiamos, né, Bruno Musa, a intenção do grupo Fictor de adquirir o Banco Master às vésperas, inclusive, da prisão de Daniel Vorcaro. E agora essa operação deflagrada pela Polícia Federal, Operação Fálax, inclusive é um termo em latim.

que quer dizer fraudulento. E aí eu quero que você analise essa operação, o que é que está em jogo, se eu e ex-sócio do Banco Victor foram alvos, inclusive, dessa operação de hoje. Bruno.

Vamos lá. Vale lembrar o que a Fictor fez. A Fictor captou o dinheiro, bilhões de reais, via SCPs. Um tipo de empresa e ele captava dessa forma. Ele criava essas empresas, captava, colocava o dinheiro dentro dessas empresas. Da forma como o Banco Master captava via CDB, Certificado Depósito Bancário, eles captavam via essa Sociedade de Conta Participativa, de participação, perdão.

Nessa só tem um porém. Esses não são ativos emitidos por bancos. Portanto, a garantia do fundo garantidor de crédito era zero. Eu tenho o caso de um cliente meu, por exemplo, que ele colocou metade do patrimônio de liquidez dele, e como eu não vou falar o nome, não tenho problema falar o montante, 4 milhões de reais, um total de 8 milhões que ele tem na cartinha de investimento, 4 ele colocou no Victor porque...

saiu ali aquela tentação de ganhar 3% ao mês, como se não tivesse risco. Claro, a mensagem é vendida como se não tivesse risco. Virou pó. 4 milhões virou pó. E não tem a quem recorrer. Vai entrar na massa falida e vai simplesmente ficar na fila para receber esse montante de capital. A chance de receber isso é muito pequena e, na minha opinião, tende a zero.

Ou seja, foi feita uma arquitetura de captação de bilhões através daquela sedução de entregar uma taxa de juros maior, mesmo você tendo uma taxa de juros básica no Brasil de 15%, agora 14,75%, que te remunera, sem risco, mais de 1% ao mês. Mas mesmo assim, a tentação e a falta de conhecimento leva a esse tipo de operação.

Só que vai piorando quando nós começamos a ver que pessoas em torno das principais burocracias que comandam o Brasil, em todos os espectros políticos, tinham algum tipo de relação com o Victor. Que vale lembrar, também fez uma proposta pelo Banco Master. Depois que o BRB fez a sua proposta de 2 bilhões de reais...

coincidentemente a proposta do BRB de 2 bilhões foi justamente o montante que o Banco Central disse que o Banco Master precisaria de capitalização, ele vai lá e oferece exatamente os 2 bilhões. Quando havia uma proposta de outros bancos brasileiros para pagar R$ 1 no Banco Master e depois retirou essa proposta. Ora, se bancos privados altamente competentes oferecem R$ 1, é algo?

Como é que o BRB oferece 2 bilhões pelo mesmo ativo? E aí vem a Fictor e anuncia a oferta de 3 bilhões de reais. E agora a gente viu que era dinheiro dentro de uma pirâmide por completo. Vale mencionar também que hoje saiu uma nota técnica do Banco Central mostrando que a Fictor nunca teve capacidade financeira de pagar e honrar os 3 bilhões oferecidos.

ao Banco Master, se essa proposta tivesse sido aceita pelo corpo técnico do Banco Central. De onde será que viria esse dinheiro? Eu deixo aqui no ar, mas claramente de uma pirâmide que vinha de captação do mundo do varejo e dentre muitas pessoas simplesmente viu seu patrimônio virar pó.

É uma grande trama de corrupção que estamos vendo, que envolve setores de todos os espectros políticos, que tem correlação lá atrás com a operação deflagrada da Polícia Federal, no meio do ano passado, carbono oculto, que tem a ver com a REAG, que tem a ver com lavagem de dinheiro, que tem a ver com grande parte dos políticos citados até agora nos grandes meios de comunicação.

e que tem a ver com o Master sendo o pivô central, INSS e fundos de previdência de várias cidades e estados, além dos empréstimos consignados. Olha o tamanho do rombo que nós estamos falando. Agora, esse conselhão cada vez mais próximo de uma burocracia que comanda a máquina pública brasileira, realmente está ficando bastante interessante.

Se você está na liderança de uma grande empresa, sabe. Quando a operação cresce, os desafios também crescem. Mais volume, mais canais, mais decisões em tempo real. É aí que entra o Mercado Pago. A mesma tecnologia de soluções de pagamentos do Mercado Livre, pronta para ajudar grandes empresas a vender com mais segurança. Altas taxas de aprovação, integrando pagamentos online e offline. Mercado Pago, um parceiro à altura do seu negócio. Clique no banner e conheça nossas soluções.

Programas Pingos nos Is, recebendo as pessoas que nos acompanham pela rede Jovem Pan. Muito obrigado pela audiência, pela parceria. Os nossos comentaristas analisam e avaliam uma operação deflagrada pela Polícia Federal que apura um esquema que envolvia abertura de contas com empresas fictícias, empresas que eram criadas.

E esses criminosos utilizavam nomes de laranjas e até de pessoas que nem existem. Essa quadrilha é investigada também por vários crimes, lavagem de dinheiro e também estelionato. Muitos alvos, dezenas de alvos, inclusive o CEO e ex-sócio do grupo Fictor, aquele grupo que tentou, às vésperas da prisão de Daniel Vorcaro, comprar o Banco Master. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para analisar também essa situação. Mais uma...

a operação da Polícia Federal, mirando figuras que ostentavam muito nas redes sociais e que, em alguma medida, quando a gente olha para esses representantes do Grupo Fictor, possuíam também uma relação com o Daniel Vorcaro e o Banco Master, tanto que tentaram adquirir o Banco Master um pouco antes da prisão de Daniel Vorcaro. O Beraldo.

Pois é, Kenyatta, a gente observa o conselhão do presidente da República e descobre que ali estão 245 nomes, pessoas, que em tese estão ali para aconselhar o presidente. Agora...

Vamos refletir um pouquinho. Conselho de 245 pessoas, obviamente, isso não tem propósito, objetivo nenhum. 245 pessoas que são pessoas que têm ali as suas atividades, as suas empresas, os seus negócios, as suas funções executivas, e aí vão fazer algum tipo de trabalho para ajudar o presidente da República a entender o Brasil e a realidade? Esqueçam.

Aquilo ali não faz nenhum sentido. Até porque, quando essa versão 3.0, digamos assim, do Conselhão foi estabelecida, a gente viu o convite ser feito para presidente de empresa que confessou corrupção e participação protagonista no escândalo do Petrolão. A gente viu...

presidente de banco que deve mais de 20 bilhões de reais em impostos em São Paulo. A gente viu presidente dono de grupo empresarial que deve mais de 60 bilhões de reais na praça e que agora está articulando um socorro do BNDES.

A gente viu um sujeito que é lá de Minas Gerais, envolvido em esquema de corrupção, pelo menos está sendo investigado por corrupção junto a pessoas da Agência de Mineração Brasileira e que era sócio, ao que parece, do Daniel Vorcaro em negócios na Venezuela.

estava sentado lá no Conselhão. Então esse rapaz aí do Fictor, que eu não faço a menor ideia de quem seja, porque como disse o Musa, o brasileiro, ele é ter a mentalidade de sempre querer se dar bem, ganhar um dinheiro fácil. Essa é a mentalidade do povo brasileiro. Então, o senhor tem o dinheiro. Trabalhou, supõe, conquistou ali seu patrimônio, aí vem alguém e diz, não, me dá teu dinheiro aqui que eu vou te pagar 3% ao mês.

Isso não é investimento. Isso não faz sentido. Porque a pessoa pode pagar 3% ao mês, ela tem que ter um motivo muito consistente de um negócio que tem alguma lógica. E não está fácil no Brasil de você ganhar dinheiro.

Então, essas coisas, esses golpistas estão por aí adoidados, usando a boa fé das pessoas e essa expectativa das pessoas que querem ganhar um pouco mais num país que pune qualquer um que ouse ganhar algum dinheiro a mais, fazer alguma reserva, por mais sacrifício que isso represente.

Então a gente vê essa história desse conselhão e como isso se entrelaça para esse Brasil inviável, dessas empresas inviáveis que vão ali articulando, fazendo lobby para sempre acabar na conta da viúva.

Esse é o modus operandi do Brasil. Nem nos cabe mais ficar emocionado, indignado, porque o Brasil é assim. E quem não entender isso está perdendo tempo, vai se frustrar, vai ficar cada vez mais triste. E a gente não pode ser dominado pela frustração e pela tristeza. A gente tem que continuar.

sendo abastecido dessa indignação que nos leva a clamar por mudança. Porque se não houver esse clamor, se não houver essa cobrança, se não houver essa mudança de mentalidade e entender que o Brasil precisa começar de novo, realmente nós não vamos sair desse atoleiro.

Pois é, deixa eu passar para o Mota. O Mota também analisou essa notícia, uma das principais do dia. Mas esse esquema, essa fraude financeira que supera 500 milhões de reais, meio bilhão de reais, teria sido utilizado por muitas figuras, viu, Mota? Tanto esses empresários ligados ao grupo Fictor, mas também por criminosos, de facções criminosas como do Comando Vermelho, para movimentar...

e ocultar recursos, ou seja, um grande esquema de lavagem de dinheiro, lavagem de capitais. Enfim, vamos aguardar o avanço das investigações, mas o que mais lhe surpreende nessa informação, nessa notícia?

Renato, primeiro eu queria responder aqui um comentário do nosso espectador, Jorge Guimarães. Ele disse o seguinte, Mota, boa noite, sempre assisto a Jovem Pan para ver seus comentários, mas ultimamente tenho te sentido muito pessimista. Bom, Jorge, eu também tenho me sentido assim, mas o Cristiano Beraldo tomou o meu lugar de pessimista de plantão. Então eu não estou tão pessimista assim.

Eu só acho que a gente tem que olhar a realidade como ela é. Não adianta a gente ficar se enganando. Veja essa agora. Uma pessoa, um membro do conselhão do governo do PT envolvido em um escândalo que tem conexão com facções. Esse conselho, segundo eu conseguir entender esse conselhão,

É um grupo de 130 especialistas de diversas áreas. Tem acadêmicos, empresários, ativistas políticos, e eles se reúnem para debater políticas públicas. Você imagine o que é você reunir 130 pessoas para debater política pública. Agora, o relevante dessa notícia...

É a suposta ligação desse grupo financeiro com uma facção criminosa. O grupo, aparentemente, a serviço dessa facção, estaria envolvido em fraudes bancárias e criação de empresas fantasmas para lavar dinheiro. Ora, isso é que é ser especialista, hein?

O Dávila também, para analisar essa notícia, porque tem vários aspectos. Tem a arquitetura para criar empresas e ocultar valores, talvez seja um esquema mais sofisticado para lavar recursos. E aí, muitas empresas que tinham atividades ilícitas também se utilizavam dessas outras companhias para lavar os recursos. Para além disso, Dávila, e as conexões com o crime organizado, tem também essa notícia.

Um dos alvos da operação de hoje integrava esse conselhão do governo federal. Um conselho que, em tese, tinha pessoas que colaboravam com o governo, notáveis ou figuras com experiência em algumas áreas. Enfim, queremos te ouvir também.

Caniato, se começarmos pela lista das pessoas próximas do governo, vamos ter que incluir outros nomes, não é? Por exemplo, o ex-ministro Guido Mantega recebeu um milhão por mês. Por exemplo, o outro que foi ministro não só do Supremo, como ministro também da Segurança Pública, Lewandowski.

Nós temos que colocar também o senador da Bahia, outro, Jax Wagner, cujos parentes também receberam dinheiro. Ou seja, talvez podemos fazer o conselhão do Banco Master e colocar todo mundo que está recebendo dinheiro. Olha, difícil era ter nome fora dessa lista.

Mas, ironia à parte, é preciso separar bem o joio do trigo nessa história. O Musa trouxe aqui o relato da falcatrua envolvendo o Fictor. Então, no sistema financeiro tem, desde fintechs, tem esses Fictor da vida, corretora, tudo pilantragem pra esquentar dinheiro, lavar dinheiro.

como é que você faz a oferta no banco se você não tem dinheiro para comprar? é um negócio extraordinário, como foi o do Victor como bem lembrou o Musa separar isso das grandes instituições aquelas que não venderam os títulos do Banco Master que levantaram a voz para alertar sobre o que estava acontecendo da barbaridade e que em última instância está pagando a conta por meio do fundo garantidor então pe定ou

É preciso separar um pouco uma coisa com a outra. Não dá pra arrastar o sistema financeiro inteiro contaminado por essa questão do Banco Master. Agora, este conselhão de pessoas envolvidas no episódio Master...

Na verdade, quem poderia declarar mais do que o próprio Vorcário e Zetel era aquela figura que, misteriosamente, morreu na cela da Polícia Federal. Aquele, sim, era o pau para toda obra, o homem do trabalho sujo, aquele que sabia exatamente tudo aquilo que nós queremos saber e que agora não será revelado.

Pois é, levou para o outro plano tudo o que ele sabia. Mas aí muitos se perguntam, será que um novo inquérito será aberto para apurar? Em quais condições ele tirou a própria vida? Porque quando uma pessoa é detida, está nas dependências da Polícia Federal, alguns protocolos precisam ser respeitados. Por exemplo, a pessoa não pode ficar com cinto.

Tem que retirar qualquer objeto pontiagudo. E aí a informação que nós temos é que ele tirou a própria vida com uma camiseta, uma t-shirt, uma camiseta básica.

Uma camiseta suportaria o peso de uma pessoa, de um homem adulto? Enfim, são muitas questões que são feitas e é preciso aguardar o avanço dessas investigações. Mas o que sabemos é que havia monitoramento naquela sala. Então a sala estava sendo monitorada, câmeras registraram o episódio. E segundo as informações, essas imagens foram enviadas inclusive para a Suprema Corte. Claro que...

Não é possível divulgar esse tipo de imagem. É preciso preservar a figura em questão, a pessoa que perdeu a própria vida, os familiares e o processo. Então, isso certamente correrá em segredo de justiça, creio eu. Deixa eu passar mais uma vez para o Bruno Musa. Musa, para além da situação que envolve essa morte misteriosa...

do Sicário, é claro que muitos aguardam as respostas sobre a morte dele, o cometimento de suicídio. Acho que esse é um ponto que a gente precisa considerar e aguarda, claro, os esclarecimentos. Agora, tem um ponto que o Dávila traz e eu acho que é uma dúvida de muitos. Um receio de que o sistema financeiro teria sido contaminado, porque as notícias vêm pipocando. Ah, teve a história do Banco Master.

A notícia do Banco Fictor. Essa notícia de hoje, não há uma relação direta com o caso do Banco Master. Mas tudo bem, ainda que algumas pessoas façam conexão. Tem o banco de um líder religioso, que segundo informações, opera ou operou no passado de maneira parecida com o Banco Master. Há casos e casos que a gente poderia conectar e entender que o problema de má gestão de alguns bancos seria muito maior, não estaria restrito ao caso do Banco Master.

É possível a gente colocar outras instituições, sem dar nome aos bois, outras instituições nessa lista perigosa? O botão de alerta, o sinal amarelo precisa ser ligado?

Nessa proporção, com certeza não. Agora, nitidamente, podemos ver outros nomes. Você mencionou um dos bancos, que poderia ser. E aí, a gente tem que começar a compreender o mecanismo de funcionamento do sistema financeiro nacional. Você mencionou de má gestão. Eu, sinceramente, a questão não é a forma como foi feita a gestão.

A verdade é que nós vimos práticas de corromper grande parte do sistema, aproveitando de instituições como do Fundo Garantidor de Crédito para levar uma determinada confiança aos investidores.

que são seduzidos por taxas importantes. Consequentemente, importantes eu me refiro, taxas acima de mercado. Consequentemente, isso acaba gerando uma captação maior e pelo mecanismo de funcionamento que eu expliquei em outras ocasiões aqui, a cada real que o banco capta via CDB, ele consegue se alavancar em oito vezes, ou seja, emprestar oito reais para cada real que ele capta.

em CDB. Isso não é uma crítica nem um juízo de valor, é uma forma de funcionamento. A questão que estamos vendo não é por conta disso. Agora, na proporção que foi quando o Banco Master representava menos de 1% do sistema financeiro nacional,

e o que levou ao pagamento do FGC foi da ordem de 40% do que tinha o FGC, ele tinha mais ou menos 120 bi e o rombo foi de 51 bilhões mais ou menos, a gente vê a desproporção, ou seja, um banco que não era nada para o sistema financeiro nacional em montante de depósitos,

cresceu de uma maneira tão grande e tão rápida que ele levou junto com ele 40% dos depósitos do Fundo Garantidor de Crédito.

Isso para dar uma pequena ideia do que foi. Agora, deve levantar a luz amarela? Claramente sim, para evitarmos que as regras fiquem paradas no passado e que elas precisam ser adaptadas a um sistema tecnológico atual e da forma como os bancos funcionam hoje em dia, que também é diferente da forma como os bancos desenhavam na década de 90, de quando foi criado o Fundo Garantidor de Crédito. Esse é um ponto.

Levantemos a luz amarela sobre isso e a gente tem que debater a respeito disso. Esse debate já se iniciou. Agora, não acho que devemos levantar ou acender a luz amarela para um risco sistêmico.

Veja, infelizmente, o sistema brasileiro é muito concentrado. 80% do crédito disponível no Brasil está na mão de cinco bancos. Consequentemente, esse mercado fechado proporciona também esse nível de...

taxas de juros mais altas, uma burocracia maior, enfim, tudo que a gente já sabe. Mas, ao mesmo tempo, essa combinação desses cinco bancos cedendo crédito dessa maneira e garantindo grande parte dos depósitos que são bancos dos chamados grandes demais para quebrar,

Me parece que o sistema financeiro brasileiro é extremamente sólido até o momento. Não há nenhum tipo de luz amarela que deva ser acendida em risco sistêmico. Isso não significa que outros bancos pequenos poderão ter práticas parecidas em proporções muito, mas muito menores do que aquelas vistas pelo Banco Mastro.

Pois é, deixa eu só trazer o Cristiano Beraldo, só para a gente fechar. Daqui a pouco, inclusive, a gente vai acionar a nossa reportagem para trazer a informação sobre a insatisfação do presidente do Senado e do Congresso Nacional com medidas que vêm sendo tomadas na Suprema Corte e a história de impeachment de ministro voltou a circular no Senado. A gente vai trazer isso em detalhes daqui a pouquinho. Deixa eu só passar para o Beraldo. Beraldo, quando se comenta a morte do sicário,

as condições e naturalmente um inquérito ou uma apuração que deve seguir para levantar todos os detalhes a respeito das condições da morte, porque isso não aconteceu na casa dele, foi nas dependências da Polícia Federal.

fica parecendo um caso misterioso, um caso que precisa ser revelado, como se isso não poderia ter acontecido nas dependências da Polícia Federal. Claro que nós não temos todas as informações aqui disponíveis, mas esse...

Essa quase lenda urbana, quando a gente escuta as pessoas na rua, poxa, o que será que aconteceu com ele? Poxa, mas morreu na Polícia Federal querendo levantar uma possibilidade de roteiro de filme ou teoria da conspiração. As informações que nós temos é que ele tirou a própria vida, teria, inclusive, se enforcado com uma camiseta.

E possivelmente eu acho que as informações e a revelação de todo o caso virá à tona em algum momento. Agora, é normal que as pessoas questionem a ausência de informações a respeito da morte dele?

Neto, o que não é normal é a gente imaginar que esteja tudo bem, que aconteceu uma morte de uma testemunha-chave dentro das instalações da Polícia Federal e esta mesma Polícia Federal, que fica tão ávida em vazar um monte de informação, no caso desta morte completamente suspeita.

Fica quietinha, parece que não aconteceu. Ninguém fala mais do assunto. É uma coisa impressionante, Caniato.

Uma pessoa sob custódia da Polícia Federal morreu dentro das instalações da Polícia Federal. Não tem culpado? Não tem responsável? Ah, não. Ele pegou a camiseta e se enrolou no pescoço e puxou. Eu nunca vi alguém se matar assim. Mas vamos supor que isso é verdade. Quem era responsável?

pela custódia desse rapaz. Porque responsável existe.

Você pode dizer, olha, não houve dolo, foi um erro, mas responsável existe. É a mesma coisa daquele acidente horrível que houve essa semana no aeroporto de Laguarde, em Nova York, em que o controlador de voo permitiu que um caminhão cruzasse a pista durante o pouso de uma aeronave e teve um acidente com morte.

Um prejuízo gigantesco, não só pela perda das vidas, mas também pelos danos ali que aconteceram com aeronave, com caminhão, etc. Fechou o aeroporto, uma loucura o que aconteceu. O controlador de voo, nós podemos dizer, olha, ele cometeu um erro, ele não queria causar aquele acidente, não houve dolo, mas ele é responsável.

Pô, lá em Nova York, duas pessoas morreram. Aqui, uma morreu dentro da Polícia Federal. Vai ficar por isso mesmo? Não vamos mais falar do assunto. Ah, Polícia Federal, deixa pra lá, que agora a gente tem que gostar. Ali, todo mundo tá falando que a gente tem que gostar da Polícia Federal. Então, no Brasil é assim. Quando a gente tem que gostar, a gente não pode criticar. Porque se você critica, você tá contra.

Ora, faça-me um favor. Então, a gente vive essa realidade no Brasil em que as responsabilidades, muitas vezes, são deixadas de lado por causa de uma narrativa, por causa da condução do noticiário. E, sinceramente, Caniato, eu não vejo nenhum outro canal falar sério desse assunto, como nós falamos aqui.

Então, a gente vê que o brasileiro tem que se indignar e muito com o que aconteceu dentro da Polícia Federal. Para mim, isso é muito mais grave do que qualquer outra coisa. Delação, não tem delação. Foi fazer orgia com 80 modelos da Ucrânia, da não sei aonde. Isso, para mim, não faz a menor diferença. Eu quero saber como é que o sujeito...

que está sob custódia da Polícia Federal, uma testemunha-chave num caso gravíssimo que envolve Banco Central, que permitiu esse absurdo de acontecer, costas quentes dentro do ambiente político, costas quentes dentro do ambiente do judiciário, e aí a testemunha-chave desaparece, ó, virou purpurina, ai, ai, ai, esse Brasil, hein? Puxa vida, vamos lá, com o nosso narizinho de palhaço, vamos seguir a nossa vida e deixar isso pra lá? Não, não pode ser assim.

Pois é, esse não pode ser um assunto proibido, né? De fato, foi uma morte que aconteceu nas dependências da Polícia Federal. Certamente, em algum momento, isso precisará ser esclarecido. Inclusive, tem uma informação, ontem, a Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um pedido de explicação.

ao ministro da Justiça e Segurança Pública sobre a morte do Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, o sicário. A gente vai continuar monitorando esse assunto. Quando tiver informações robustas a respeito, a gente traz aqui a analisa com os nossos comentaristas.

Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Só que a gente segue aqui, inclusive, eu mencionei há pouco que há um clima dentro do Senado Federal e já há uma defesa feita por alguns integrantes do Senado.

no intuito de avançar com o processo de impedimento contra ministros do Supremo. Após André Mendonça prorrogar a CPMI do INSS, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem sinalizado aliados que pode, sim, liberar o avanço de propostas que tratam do impeachment de ministros da corte. Misa Elma Enete chega ao vivo, vai trazer todos os detalhes. Misa, seja bem-vindo, ótima noite a você. Então, conta para a nossa audiência. Ele estaria...

irritado, revoltado ou insatisfeito com a decisão do ministro André Mendonça e por isso muitos veem essa possibilidade ou essa sinalização como uma ameaça. É isso? Bem-vindo.

É, por causa da decisão do ministro, André Mendonça teria tido uma azia, vamos dizer assim, estaria bravo. E nos corredores dizem que isso teria provocado reações e que deve provocar mais reações. Muito boa noite para você, Caniato, e para todo mundo que acompanha os pingos nos is. Então, Davi Alcolumbre não teria gostado nada da decisão do ministro.

passou e passaria a defender projetos que contam com o apoio da oposição. Dá para fazer também uma ponte nisso que você mencionou com relação ao impeachment de ministros, porque no ano passado, depois que Gilmar Mendes restringiu pedidos de impeachment contra ministros,

Davi Alcolumbre, ele criticou, ele disse que a lei, ela precisava mudar, ele falou sobre competências do legislativo, isso gerou um clima de debate e aí gerou toda essa tensão que a gente observa, uma tensão mais velada, porém muito comentada, nos bastidores em Brasília com líderes partidários. E isso tem causado esse clima, vamos dizer, de embate, tanto...

porque Davi Alcolumbre pode mostrar apoios para projetos de oposição, quanto nessa questão aí de defender o impeachment de ministros por meio de leis, de fazer declarações defendendo, por exemplo, o Código de Ética, entre outros assuntos. Então, de acordo com o que a gente conseguiu apurar...

E de acordo com o que a gente percebe, né, é que existe esse ar rarefeito, vamos dizer assim, entre Davi Alcolumbre e entre alguns ministros e outros líderes que acabam entrando aí nesse bolo todo chamado política. Caniato?

Tá certo, Misa Amenete trazendo detalhes dessa, digamos, insatisfação de Davi Alcolumbre com o posicionamento de André Mendonça em relação à prorrogação da CPMI do INSS. Valeu Misa, bom trabalho pra você, a gente segue em contato, qualquer novidade é só chamar e eu vou receber a rede agora.

Você que acompanha a programação da Jovem Pan, muito obrigado pela audiência, pela parceria. A notícia em destaque, nos corredores, nos gabinetes do Senado Federal, Davi Alcolumbre teria sinalizado aliados que poderiam avançar com processos de impeachment contra ministros da Suprema Corte.

em razão daquilo que ele entende como uma interferência em uma prerrogativa do Senado Federal. A extensão ou a não extensão dos trabalhos de uma CPMI. Deixa eu passar para os nossos comentaristas, começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, por vezes, vocês falavam sobre...

atitudes que poderiam ser interpretadas como usurpação da responsabilidade de um poder. Isso quando o Supremo toma uma decisão de suspender, cancelar, prorrogar. Nesse caso, eu observei que muitos elogiaram a decisão de Mendonça e acabam criticando esse posicionamento de Davi Alcolumbre. Explica pra gente por quê.

Bom, eu sou um crítico dessa postura de Alcolumbre, porque, na verdade, a CPI é um instrumento constitucional garantido para as minorias no parlamento, justamente para que tenham vozes quando querem investigar determinadas questões que a maioria quer abafar.

Típico o caso do momento. Ou seja, o presidente do Senado está violando o direito da minoria de instalar uma CPI porque simplesmente ele engaveta, ele não leva à frente e não cumpre aquilo que está na Constituição. As minorias, se conseguir um terço das assinaturas, têm direito a abrir CPI.

E não pode engavetar. Não é uma questão de querer ou não querer do presidente do Senado. O presidente do Senado tem que cumprir o regimento e a Constituição. Então, o que foi feito? Um apelo ao Supremo Tribunal Federal.

para intervir na questão e fazer com que o presidente do Senado cumpra a Constituição. Portanto, está corretíssima a decisão do Supremo. E está totalmente errada a decisão do presidente do Senado. Primeiro, esperneia contra uma coisa que é um direito constitucional. E segundo...

Ameaça levantar as questões de impeachment não pelo mérito, porque certamente pelo mérito vários ministros merecem ter um processo julgado no Supremo por impeachment e por descumprimento da Constituição. Agora, fazer isso como uma forma de dar o troco...

de truncar uma relação com o Supremo e ameaçar. Não. Isso tem que ser feito por convicção. Convicção que aqueles que deveriam respeitar e zelar pela carta magna do país estão violando. E por violar e desrespeitar a sua função constitucional com decisões arbitrárias,

merecem, sim, são passivos de, pelo menos, abrir uma discussão sobre impeachment, de abuso de poder em alguns casos. Portanto, é errada a atitude do presidente do Senado querendo vetar a CPI e não cumprir a Constituição e é errada.

querer dar uma de coronel político e ameaçar a abertura de processo de impeachment, não pelo mérito da questão, mas com uma forma de dar o troco do legislativo ao Poder Judiciário. Pois é, essa finalização do Dávila, eu acho que dá o tom da reflexão que muitos acabam fazendo.

A história de impedimento de ministro volta à pauta, mas não por conta do mérito. Ah, tal ministro não seguiu a Constituição ou se envolveu em alguma atividade ilícita. Não por isso, mas simplesmente por conta da decisão tomada na extensão do prazo para a investigação do roubo dos aposentados. Deixa eu passar para o...

para o Roberto Mota. Você, Mota, como devemos analisar essa situação que envolve a intenção de Alcolumbre de avançar com processos de impedimento como uma represália à medida tomada por André Mendonça na extensão dos trabalhos da CPMI do INSS? Acho que está fechado o seu microfone. Só checa, por favor.

Nós já aplaudimos aqui a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar o funcionamento da CPMI do INSS. E agora vamos aplaudir de novo, porque essa decisão teve um efeito duplo. Primeiro, ela permitiu a continuação da CPMI.

E agora, aparentemente, ela vai ajudar a desengavetar aqueles pedidos de impeachment que estão lá guardados numa gaveta na presidência do Senado. E isso merece aplausos. Isso é, ao mesmo tempo, mérito do ministro André Mendonça e completo demérito da presidência do Senado Federal.

Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Tem outros destaques aqui em Os Pingos nos Is. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União revelou que o governo Lula tem contribuído para fortalecer facções criminosas, como o PCC e Comando Vermelho, além de impulsionar a violência no Brasil.

Segundo o documento, entre agosto de 2024 a abril de 2025, a baixa execução de ações do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras favorece o tráfico de drogas e de armas, o contrabando e o fortalecimento de organizações, comprometendo a segurança pública e a soberania nacional.

A auditoria foi divulgada um dia depois do presidente ter viralizado nas redes sociais por afirmar que o Brasil será um dos países mais respeitados no mundo do crime organizado. Deixa eu começar essa com o Cristiano Beraldo. Você, Beraldo, o estudo que aponta falhas...

do nosso país em relação à proteção das nossas fronteiras. É algo que você analisa e menciona já há muito tempo, né? As nossas fronteiras porosas que acabam permitindo a entrada de muitas drogas que não são produzidas por aqui e armamentos, né? E aí o TCU, nesse levantamento, aponta, inclusive, falhas, falhas grotescas do governo federal na proteção das nossas fronteiras.

Pois é, Caneto, não deixa de ser curioso essa manifestação vindo do Tribunal de Contas da União, que em tese não deveria estar debruçado na questão da criminalidade de forma objetiva, mas, por outro lado, ele consegue usar os seus instrumentos para avaliar o impacto do crime organizado nas contas públicas. E eu não me canso de lembrar aqui para a nossa audiência

que hoje metade do cigarro consumido no Brasil é contrabandeado do Paraguai. Quer dizer, sabe-se que vem do Paraguai. A fronteira do Brasil com o Paraguai, ela permite que um volume gigantesco de cigarros entre em solo nacional.

seja distribuído pelos quatro cantos do país e gere uma perda de 20 bilhões de reais por ano de arrecadação. Então você começa a observar que ao mesmo tempo que o governo atual...

se especializou em aumentar impostos, em criar taxas, em oprimir o pagador de imposto brasileiro, aquelas pessoas que ousam produzir, que ousam gerar riqueza, ousam gerar empregos. Essas pessoas sofrem esse arrocho, esse peso gigantesco do Estado nas suas costas, mas aí quem faz o contrabando de cigarro navega em águas tranquilas.

A mesma coisa serve para a cocaína. A cocaína não é produzida no Brasil. Cruza a fronteira da Colômbia e vem para, e Bolívia também, e vem não só para ser distribuída no Brasil, mas, sobretudo, cruza o solo brasileiro para sair pelos portos do Brasil para alcançar os mercados da Europa e dos Estados Unidos.

Sabe-se que o crime organizado brasileiro constrói submarinos transatlânticos, atravessam o Atlântico abarrotados de cocaína para levar para a Europa, para os Estados Unidos. Isso tudo é sabido e o que o governo está fazendo? O governo está pagando passagem para a porta-voz do Comando Vermelho fazer audiência no Ministério da Justiça.

Ora, façam-me o favor, a gente vê as polícias sucateadas, as forças armadas, exército, marinha, aeronáutica, sucateados, e o governo não mexe uma palha. O governo quer dar dinheiro para o estudante, que é para acostumar o jovem a viver da teta do Estado.

O governo quer fazer gás, o Vale Gás, que é para dar benefício no ano eleitoral, enquanto o resto da população é que paga a conta. O governo só está preocupado com a urna.

Ele não está preocupado com a segurança do povo brasileiro e o fortalecimento do Brasil. Porque enquanto o Brasil se prestar a ser essa seara do crime organizado, essa várzea que a gente se tornou, realmente não há como o Brasil sequer imaginar que vai estar aí frequentando as altas rodas do mundo que discute o futuro do planeta de forma séria.

do ponto geopolítico, do ponto de vista econômico e, sobretudo, do ponto de vista tecnológico. Pois é, Tribunal de Contas da União afirmando, em um estudo, que o governo federal não toma as atitudes necessárias para proteger as nossas fronteiras, o que acaba culminando em um fortalecimento das facções criminosas. E aí a notícia também destaca uma fala do presidente da República em relação a...

Maneira como o crime organizado enxergaria o Brasil. Daqui a pouco eu vou até trazer essa manifestação dele em aspas, mas deixa eu passar para o Roberto Mota. Mota, claro que é preciso avaliar e considerar os aspectos desse levantamento do Tribunal de Contas da União, mas para as pessoas que não acompanharam na cerimônia de sanção...

do projeto de lei antifacção, Lula, em dado momento, faz um aceno aos congressistas. Ele diz o seguinte, vou abrir aspas, Hugo Mota, parabéns pela aprovação da lei, parabéns a todos que contribuíram e parabéns aos deputados e senadores que nos ajudaram a dar mais um passo importante para que o Brasil seja um dos países mais respeitados do mundo.

no crime organizado. Parabéns e muito obrigado. Fecho aspas, presidente da República. Foi um lapso? Me parece que sim. Agora, isso acaba servindo para que muitas pessoas questionem a maneira como ele trata de algumas questões, mas até se ele está preparado, vou tratar dessa forma, preparado para mais um mandato. Vai lá, Mota.

Eu vou comentar com calma, Caniato, porque eu acho que isso vai dar um belo corte para as redes sociais. A gente volta, mais uma vez, à questão das convicções. Quando você não está convencido de alguma coisa, quando você tenta fingir que você pensa de determinada forma, mas, na verdade, você pensa de uma maneira completamente oposta, isso acaba aparecendo.

O governo já disse que acha ótimo que a audiência de custódia solte 50% dos criminosos presos pela polícia. Quem disse isso foi o ministro, ex-ministro da Justiça desse governo.

O representante do governo federal já disse que o traficante é uma vítima do usuário. Vocês lembram disso? Ele disse isso no exterior, em missão oficial. Depois voltou atrás. Disse que foi mal interpretado, que usou as palavras erradas, mas está gravado em vídeo.

O governo, quando estava em campanha eleitoral, já disse que os meninos, esses garotos, roubam o celular só para tomar uma cervejinha. A realidade é que o partido do governo e todos os outros partidos de esquerda se opõem a qualquer medida de endurecimento da legislação. Com a mesma argumentação sempre, cadeia não resolve, cadeia só resolve quando é para manifestante, aí resolve sim.

Esses partidos de esquerda, principalmente o partido do governo, são totalmente contra classificar as facções como grupos terroristas, porque isso é uma ameaça à soberania. Imagina se a gente chamar as facções de terroristas, amanhã os Estados Unidos invadem o Brasil.

Há especialistas que dizem que não existe essa coisa de ato falho. Eles dizem que toda fala é, de uma forma ou de outra, intencional. Então, que cada um pense nesse histórico e tire a sua própria conclusão.

Pois é, vou passar também para o Luiz Felipe Dávila, para o Dávila avaliar esse levantamento feito pelo TCU, mas também sobre essa fala do presidente da República. Foi um lapso, um ato falho, se equivocou, mas isso repercutiu, viralizou nas redes sociais, né, Dávila? E claro que muitos acabam até questionando. Poxa, não seria o momento de Lula...

parar, desistir de mais uma candidatura à presidência da República. Lula tem feito muitos acenos, né? Vídeos na academia, puxando ferro, fazendo corridinhas. Mas não é disso somente que se trata, né, Dávila? Vai lá.

É, Caniato, eu queria que ele fizesse um vídeo tirando o peso pesado do Estado das costas de quem trabalha, empreende e produz nesse Brasil. Eu queria ver ele fazendo um vídeo, tirando um pouco das gorduras do Estado, que na verdade já toma, mete a mão no nosso bolso e tira quase 40% que nós ganhamos pra sustentar corrupção.

Rombo do Estado, viagens com cartão secreto que ninguém pode saber quanto foi gasto, ou seja, essa vergonha. Agora, essa questão do como o Lula se coloca nas coisas, nas falas, principalmente em relação à segurança pública, não é um lapso. É algo recorrente, como bem lembrou o Mota aqui, com tantos exemplos. Seja...

enaltecendo audiência de custódia, seja anotecendo que o usuário de droga é vítima de criminoso, com todas essas bobagens que ele fala. E hoje falou mais uma. Então isso mostra o padrão do governo, a crença do governo de que criminoso é vítima da sociedade. Este é o pensamento básico por trás.

de tudo o que esse governo pensa de segurança pública. Portanto, fortalecer as polícias, equipar as polícias, endurecer pena, é antinatural. Natural é tratar o criminoso como um pobre coitado à sociedade que precisa ser reintegrado à sociedade e não encarcerado.

O segundo ponto importante dessa fala é a questão, no caso dos tribunais de contas, é a constatação de que os programas da defesa da fronteira brasileira não estão sendo cumpridos. E aí vem uma questão muito mais séria, que é a falta de orçamento para as forças armadas.

Eu sempre defendi que as Forças Armadas precisavam ter pelo menos 2% do orçamento da nação focado em modernização, em segurança do Estado brasileiro. Afinal de contas, não dá pra você apertar um botão e começar a acionar pra se fazer munição, tanques, aviões do dia pra noite quando ameaça se concretizar. Isso não existe.

Veja a vergonha que foi quando nós tivemos de mandar alguns batalhões ali pra Guiana. Quanto tempo demorou. Foi um absurdo. Imagina se naquela época nós tivéssemos tido ali um embate na fronteira com o Brasil. O que ia acontecer? Nós vamos chegar dois meses depois?

É um negócio inacreditável. Então, é preciso tratar com seriedade as Forças Armadas que necessitam de estabilidade orçamentária. E não assim, o governo está agora cobrindo o rombo de estatal. Ah, então aproveita e corta o orçamento das Forças Armadas, da modernização das Forças Armadas. Corta todos aqueles programas que nós nos comprometemos.

Porque nós temos que pagar pelo menos 4 bilhões pros Correios, tem que pagar mais 10 bilhões de todas as estatais, e aí vamos sacrificar as Forças Armadas. Então, as Forças Armadas são sempre sacrificadas em nome de outros rombos causados por má gestão, por políticos corruptos e por sem-vergonhice.

Seguimos com outros destaques aqui em Os Pingos nos Is, o governador do Rio Grande do Sul veio aos estúdios aqui da Jovem Pan para participar do programa Tempo Real. Quem acompanhou a participação do governador foi o repórter Misa Elmanete, que volta aqui ao vivo em Os Pingos nos Is, vai trazer detalhes da participação. Misa, seja bem-vindo, ótima noite a você mais uma vez. Conta então para a nossa audiência quais foram os destaques dessa participação do governador aqui na Jovem Pan.

A manchete do dia envolvendo o Eduardo Leite, sem dúvida, é eu sou do centro. Ele falou isso repetidas vezes, que ele é do centro, que o Brasil precisa sair dessa polarização e, de fato, pensar em propostas de governo. E aí ele defendeu ao vivo que dá para abraçar pautas de segurança pública, mas também de diversidade e não precisar escolher, por exemplo, direita ou esquerda.

E aí eles colocam como uma opção, mas ainda cabe a Gilberto Kassab decidir. Vamos ver a primeira declaração que a gente separou de Eduardo Leite, governador pelo Rio Grande do Sul e um pré-candidato à presidência da República. Acompanhe.

que acho muito importante, deva existir nesse processo eleitoral no centro. A minha motivação é justamente a de buscar oferecer para o Brasil um caminho que ajude a despolarizar o país. Eu não aguento mais ver essa situação de lançar culpados pelos problemas sem apresentar soluções para os problemas.

Problemas reais da vida da população brasileira não estão sendo debatidos. Basicamente, um campo político tenta jogar sobre o outro ataques que aumentem a sua rejeição para fazer com que os eleitores venham a votar e decidir o destino do país com base no medo. O medo de Lula continuar, o medo de Bolsonaro voltar, é o que ditaria a decisão dos brasileiros. E a eleição, numa democracia, é muito importante para a gente desperdiçar. Votando contra um ou contra o outro, a gente tem que votar a favor do Brasil.

Eduardo Leite falou que as propostas de governo atuais estão muito baseadas, então, em ideologia e que ele tentaria reverter esse jogo, reverter essa situação. Questionado pelo nosso comentarista Cássio Miranda, sobre ele falar que é de centro defender o centro, vamos lembrar que Eduardo Leite saiu do PSDB e partiu.

para o PSD partido de Gilberto Kassab. E aí ele foi questionado, não era melhor você ter ficado com o PSDB e aí você teria um diálogo maior com o centro? Mas ele disse que não. Lembrando que o PSD de Gilberto Kassab é a sigla que tem mais prefeitos eleitos, entre outros cargos, mas é a primeira vez que eles vão tentar eleger um presidente da República. E Eduardo Leite falou sobre esse assunto também, acompanhe.

Essa eleição é importante para o Brasil e é importante para o PSD. Afinal, vai ser nos 15 anos que o partido tem a primeira vez que a gente tem um candidato a presidente. Nós temos hoje o maior número de governadores, o maior número de prefeitos no Brasil, uma expressiva bancada federal, tanto no Senado quanto na Câmara Federal. Mas vai ser a primeira vez que a gente apresenta uma candidatura presidencial. E ela vai ser definidora da identidade do partido, daquilo que a gente busca representar para o futuro do Brasil.

Eduardo Leite e Gilberto Kassab estão juntos neste momento. Lembrando que Gilberto Kassab falou que até o final deste mês a gente vai saber quem é o pré-candidato oficial pelo PSB, ou melhor, pelo PSD para a presidência da República, a presidência do Brasil. Vale lembrar também que nos bastidores a gente já tinha uma certeza que Gilberto Kassab indicaria Ratinho Júnior. Isso não aconteceu.

Agora, a gente também ouve bastante que vai ser caiado. Será política uma surpresa, né? Vamos descobrir isso até o fim do mês. Quem sabe a gente descobre hoje ainda.

Legal, Misa Emanete trazendo detalhes dos bastidores da participação de Eduardo Leite nessa entrevista que ele concedeu ao programa Tempo Real ao vivo, hoje na Jovem Pan. Valeu, Misa. Muito obrigado. Bom trabalho pra você. Uma rápida parada. A gente volta em um minuto e meio. É super rápido. Tem mais análise, tem mais discussão. Eu conto com você, hein? Até já. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.

Para alguns, ir além significa superar barreiras. Para outros, completar o caminho. Para nós, ir além é ter o controle de tudo em apenas um toque. Jayco 7, o SUV super híbrido com taxa zero em até 5 anos. Garanta já o seu com 60% de entrada e 60 parcelas sem churros. Jayco 7 SHS. Autonomia, tecnologia e condições para você ir além. O Moda Jayco.

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A Jovem Pan não para de crescer. Estamos ampliando nossa presença na TV aberta e levando informação, opinião e entretenimento cada vez mais longe. Já estamos em São Paulo, canal cinquenta e um. Campinas, canal quarenta e um.

Santa Inês, no Maranhão, canal 19. Cuiabá, canal 12. E agora, chegamos a mais um destino. Presidente Prudente, canal 31. Jovem Pan, cada vez maior, cada vez mais perto de você. Jovem Pan, na TV aberta. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is.

Os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas, tem mais um destaque. O número de brasileiros inadimplentes chegou a quase 82 milhões em 2026. Um aumento de 38,1% em relação ao ano de 2016, dados divulgados pela Serasa. O levantamento mostra que esse crescimento...

ocorreu mesmo em períodos de queda da taxa básica de juros, indicando que o endividamento das famílias brasileiras se tornou um problema estrutural ao longo da última década. Além do aumento no número de inadimplentes, o valor total das dívidas cresceu 176% no período.

Enquanto a dívida média por consumidor avançou 12,2%, já considerando os valores corrigidos pela inflação. Hoje, quase metade dos inadimplentes tem renda de até um salário mínimo e outros 30% recebem até dois salários mínimos. Chama os nossos comentaristas.

Bruno Musa vai iniciar essa rodada, mas antes de passar para o Bruno, que a gente está recebendo a rede, eu só quero lembrar, em último momento, para você votar na enquete do dia no portal. Vote no portal, não no YouTube. Acho que nós tivemos um problema técnico no YouTube. Então, vote no portal da Jovem Pan em relação ao futuro do PSD para a presidência da República. Agora sim, vou passar a palavra para o Bruno Musa. Vai fazer a análise completa desse dado importante que aponta para o aumento.

no endividamento e na inadimplência. Musa, a gente já está chegando ao final do programa, então vou pedir uma análise de dois minutinhos.

A gente tem uma mania no Brasil, e é natural, talvez, do ser humano, de fazermos uma análise muito curto-prazista. A gente olha o movimento de curto prazo e acha que as consequências são oriundas de fatos que aconteceram ontem ou no ano passado. Nós estamos falando de ciclos econômicos que demoram 10, 15, 20, 25 anos para acontecer. Nós já tivemos aqui 25 anos desse século. Ao termos 25 anos desses séculos já vividos,

Significa que 72% veio desse século governado por uma mesma mentalidade de gasto é vida. Pode parecer clichê isso, mas vocês lembram quando, por exemplo, lá na primeira década do ano 2000, o governo Lula acabou, baixou o IPI de produtos Linhas Brancas, incentivando o consumo.

Não é apenas famílias, famílias, empresas e Estado. Gastem, individuem-se, consumam. Quem não lembra agora, na última atualização do Imposto de Renda, a tabela do Imposto de Renda, quando o Lula falou, aqueles que tiverem dinheiro sobrando, vocês podem comprar uma televisão para assistir a Copa.

Não tem uma mentalidade e uma educação de poupar. Vale lembrar que não existe investimento sem poupança prévia. Como é que você vai investir se você não poupou antes? Isso serve para as famílias, para as empresas e para o Estado. Consequentemente, quando vemos incentivos com taxas de juros subsidiadas...

50% do crédito disponível no Brasil tem algum tipo de subsídio do Estado que endivida a máquina pública. Consequentemente, você estimula o consumo e estimula novos empréstimos ao ceder empréstimos com taxa de juros abaixo do que o mercado propõe. Mais endividamento. Chegamos no limite.

Boa reflexão, análise importante do Bruno Musa. Bem, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Deixa eu só compartilhar com a nossa audiência a pergunta da enquete do dia, o resultado na tela, a pergunta que nós publicamos. Qual será a decisão do PSD para a candidatura à presidência após a desistência de Ratinho? Para 45%, pouco mais de 45%, o partido não vai lançar candidato e vai apoiar Flávio.

Já 48,9% o partido vai lançar Ronaldo Caiado. Já a menor fração, 5,4%. Entendem que vai lançar Eduardo Leite. Um grande abraço a todos. Voltaremos amanhã com o programa Os Pingos nos Is. Um abraço para os nossos comentaristas e obrigado você. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.

Realização Jovem Pan.

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