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STF derruba prorrogação da CPMI do INSS

27 de março de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (26):

O Supremo Tribunal Federal formou maioria para encerrar a CPMI do INSS, comissão que investiga o esquema de descontos irregulares em aposentadorias. A decisão ocorre após questionamentos sobre a prorrogação dos trabalhos da comissão e mobiliza o cenário político em Brasília.

Após decisão do STF que impediu a prorrogação da CPMI do INSS, o presidente da comissão, senador Carlos Viana, anunciou que o relatório final será apresentado e votado na sexta-feira. A comissão investiga o esquema de descontos irregulares em aposentadorias e corre contra o prazo final para concluir os trabalhos.

Pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg apontou que 47% dos brasileiros acreditam que o STF está envolvido no escândalo do Banco Master. O levantamento também indica que parte da população associa o caso a diferentes grupos políticos, ampliando o debate sobre a repercussão do escândalo no cenário político nacional.

O banqueiro Daniel Vorcaro deve apresentar em abril uma proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Segundo informações divulgadas, o dono do Banco Master pode citar nomes que estariam acima dele no esquema de fraudes financeiras investigado pelas autoridades.

Durante agenda em Goiás, o presidente Lula (PT) afirmou que o endividamento da população gera a percepção de que o governo é responsável pelas dificuldades financeiras. Ele também disse ter pedido ao ministro da Fazenda que busque soluções para reduzir o impacto das dívidas no orçamento das famílias.

Na mesma agenda, o presidente Lula (PT) criticou os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), afirmando que o Brasil viveu “quase sete anos de obscuridade”. Segundo ele, nesse período a população teria tido dificuldade de acompanhar o que acontecia na economia devido à desinformação e à circulação de fake news nas redes sociais.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio6
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
J

Júlia Firmino

ComentaristaRepórter
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • CPMI do INSSProrrogação da CPMI · Votação do STF · Carlos Viana · André Mendonça · Banco Master
  • Daniel VorcaroFraude financeira · Ministros do STF
  • CorrupçãoPesquisa AtlasIntel · Corrupção no Brasil · Percepção do STF
  • Deslocamento e Endividamento PopulacionalTaxa de juros · Política econômica
  • Decisões do STFConsequências políticas · Eleições de 2026
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Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo começando mais uma edição do programa Espingos nos Is, os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise, as reflexões dos comentaristas aqui da Jovem Pan.

Eu sou Daniel Caniato. Você é o nosso convidado especial, como sempre. Tem um destaque super importante na abertura de Os Pingos Muzis, porque a Justiça, o Supremo Tribunal Federal, analisa neste momento a decisão do ministro André Mendonça, que autorizava a prorrogação da CPI do INSS, aquela CPI conjunta, a CPMI, que investiga o roubo dos aposentados. Pelo prazo original, ela deveria terminar no sábado, mas os seus integrantes aprovaram uma extensão dos trabalhos.

Pela regra do Congresso, deveria ser suficiente para ela durar um pouco mais, só que para ter efeito, o requerimento tinha que ter sido lido por Davi Alcolumbre, do União Brasil, do Amapá, que é o presidente do Congresso Federal, em uma sessão conjunta do Congresso. Sem esse rito, sem esse procedimento...

A CPMI perde a validade. Em sua decisão, André Mendonça deu 48 horas para que Davi Alcolumbre lesse o requerimento e deixasse a comissão prosseguir. Ele ignorou. Apesar do escândalo das aposentadorias ter produzido muitas vítimas em Brasília e atingido até o Planalto, a razão por esse julgamento vem...

mobilizando o sistema político, não é, propriamente, o INSS. E na avaliação de muitos, o caso do Banco Master, uma outra apuração, já que caso a CPM e a CAB, esses parlamentares não poderiam mais consultar os arquivos do celular de Daniel Vorcaro. Deixa eu só trazer a informação atualizada para você que nos acompanha. Placar de momento.

6 a 2 contra a prorrogação. Votaram contra a prorrogação da CPMI. Ministros Dino, Moraes, Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli e Carmen Lúcia. Votaram favoráveis à prorrogação.

Ministro André Mendonça, por óbvio, e Luiz Fux. Chama os nossos comentaristas, porque há uma série de sinalizações e reflexões que devemos fazer a partir dessa apreciação que acontece nesse momento no Supremo. E de que maneira a gente pode estender também a análise para outros processos de investigação. Chama o Roberto Mota, está ao vivo lá no Rio de Janeiro.

vai trazer suas análises e reflexões, e eu acho que é muito bom também sublinhar coisas que os pessimistas da bancada de Os Pingos Nuzis já alertavam. Mota, seja bem-vindo. Infelizmente,

Parece que as nossas piores expectativas estão se confirmando, Caniato. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. E não é com alegria que eu digo isso. Eu sempre disse aqui, quando eu expressei o meu ceticismo, eu sempre disse, eu espero que eu esteja errado.

Pelo visto, eu não estava. Essa decisão tem a ver com a prorrogação da CPI do INSS, na verdade, da CPMI do INSS. Mas ela pode ser lida como uma mensagem sobre o que vai acontecer com o Banco Master.

porque muita gente está interpretando essa decisão como um posicionamento da corte em relação ao ministro André Mendonça. Essa prorrogação da CPMI tinha as assinaturas necessárias.

o requerimento que fazia a prorrogação, pedia a prorrogação, deveria ter sido lido no Congresso Nacional. Não foi. Por isso, os parlamentares recorreram à Justiça. E o ministro André Mendonça deu uma decisão que não só teve...

o dom de prorrogar a CPMI, como também motivou ou iria motivar o presidente do Senado a desengavetar os processos de impeachment de ministros. Aparentemente, isso foi muita coisa, muito rápido. Infelizmente, eu concordo com a avaliação que diz que nessa decisão a gente pode ler a gente pode ler

as futuras decisões relativas ao caso do Banco Mastra. Pois é, inclusive, a nossa produção separou alguns trechos, manifestações de ministros, a gente vai soltar ao longo dessa avaliação e das análises feitas pelos nossos comentaristas. Quem é que está ok? A produção só confirma, o Dávila está...

Então, vou chamar o Luiz Felipe Dávila, também acompanhando essa sessão no Supremo Tribunal Federal, sobre uma apuração que acontecia no Congresso, uma apuração conjunta entre deputados e senadores, a CPMI, que investiga o roubo dos aposentados.

teve aquele pedido para prorrogar os trabalhos. O requerimento, que é uma praxe, um procedimento que deveria ter sido feito, não foi lido o requerimento. Logo, perderia a validade a CPMI, que os congressistas fizeram, judicializaram, pediram a manifestação do Supremo. André Mendonça, então, ordena a prorrogação por 60 dias e passa a decisão monocrática para avaliação.

Do pleno. E é justamente isso que a gente destaca. A maior parte da corte, neste momento, entende que a CPMI não deve ser prorrogada. Dávila, bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Musa e a nossa querida audiência. Caniato, este é o placar de dois times. Um time, o vencedor, é a República do Rabo Preso. Todos esses com rabo preso nesses esquemas infames.

vergonhosos de assalto, roubo ao brasileiro. Não importa se é o INSS, se é Banco Master, a República de Rabo Preso está jogando pra valer para tentar.

encobrir esse caso para tentar esquecer, varrer para debaixo do tapete e continuar o jogo como nada tivesse acontecido. Mas o outro time são os defensores do Estado de Direito, da democracia e da liberdade. Esses olham pra lei, esses olham para o regulamento.

e não para aquele time que sempre tem que dar uma catimbada para conseguir mais uma verbinha, um dinheirinho ou um apoio de alguém da oposição.

Por isso, Caniato, é triste ver esse jogo, porque a República do Rabo Preso está sempre sabotando aqueles que defendem a lei, o Estado de Direito, a Constituição e a liberdade. Por isso, Caniato, não é surpresa o resultado, mas achar que este jogo, a República do Rabo Preso, vai colocar a mão na taça...

Pode esquecer, porque a indignação da população, o fogo cerrado da imprensa, a mobilização da sociedade civil vai continuar pressionando e temos sim um jeito de dar o troco nessa turma. Este jeito é o voto nas eleições de 2026.

Deixa eu privilegiar a audiência rotativa aqui da Jovem Pan, notícia em destaque, Supremo Tribunal Federal, votando contra a prorrogação da CPMI do INSS. Deixa eu só trazer uma informação de momento. Carlos Viana, senador, presidente da CPMI do INSS.

Entrevista coletiva fala neste momento sobre a derrubada, sobre a não prorrogação da CPMI. Vamos acompanhar. Espero que a CPI do Master seja instalada, que essa investigação venha a cabo e que tenham a mesma coragem que nós tivemos de lutar e mostrar ao Brasil o que aconteceu e todos os personagens. Espero com sinceridade que o senhor Vocaro faça uma delação completa.

que nos traga todos os personagens envolvidos nesse rombo bilionário, de servidores públicos a políticos, para que o Brasil possa ter respostas. Essa questão de uma CPMI já deveria ter sido, inclusive, decidida. O próprio Supremo pode decidir, mas é aquela história. Quando o assunto gera muita polêmica, infelizmente, ao que parece, acabam não ganhando a rapidez que deveriam e que merecem. Muito obrigado. Eu preciso de urgência. Obrigado, senhor.

Obrigado. Agora é culpa. Ele respondeu a duas questões, fez um pronunciamento breve, Carlos Viana, externando uma certa decepção e aí nessa finalização colocando esperança talvez na CPI do Banco Master. Uma apuração que poderia se debruçar sobre o caso do Banco Master, mas que em alguma medida abarcaria.

questões que a CPMI não conseguirá por conta dessa decisão da Suprema Corte. Eu continuo com os nossos comentaristas e vamos analisar também o posicionamento da Suprema Corte, mas colocando em perspectiva outras apurações. Deixa eu chamar... Quem está ok? O Bruno Musa está ok? Tá bom, o Bruno Musa também está com a gente. Musa, seja bem-vindo.

Ótima noite a você. A decisão tomada pela Suprema Corte, derrubando a prorrogação da CPMI e do INSS após aquela decisão monocrática de André Mendonça, que tinha permitido a prorrogação por dois meses, 60 dias, mas claro que isso precisaria do aval.

da corte como um todo. Enfim, já era uma bola cantada, você no fundo tinha esperança de que os ministros pudessem permitir essa prorrogação, o que é que está por trás dessa decisão? Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, a todos os meus amigos de bancada e todos que nos escutam no Brasil. Mais um dia triste para o país, né? Mais um momento triste para o país como um todo. Sim, um momento, talvez, aquele nosso lado otimista, talvez me dava ali algum tipo de esperança.

mas o lado Brasil, ele costuma ficar mais alto, não pelas esperanças, mas pelos fatos. Os fatos, como dizem agora, como mostram agora, os fatos, eles falam mais alto. Infelizmente, como o Davi já falou, gostei muito do nome, política do rabo preso. Veja, nós estamos falando aqui da CPMI do INSS.

Eu fico pensando quantas pessoas defenderam o judiciário brasileiro ao longo dos últimos tempos, por julgarem que eles estavam sendo isentos, que eles estavam fazendo um trabalho técnico. Ok, é legítimo a defesa de cada um. Eu fico pensando agora quantos milhões de aposentados estão aí.

com seus dinheiros sendo desviados ao longo do tempo. Foram bilhões de reais, gente, de aposentados, velhinhos, que deram duro uma vida inteira para conseguir algum tipo de aposentadoria. Aquela aposentadoria que é corroída também ao longo do tempo.

Pela alta dos preços, ou seja, a deterioração do poder de compra, porque um governo irresponsável, ao longo das décadas, vem gastando consistente mais do que arrecadando. Ah, mas a gente corrige a aposentadoria pela inflação. A inflação real é outra. A gente sabe quanto sobe na rua os alimentos, o transporte, enfim.

E o que eu quero dizer é que são essas pessoas, essas pessoas, esses aposentados, esses velhinhos que deram um duro danado em que muitos da sociedade brasileira defenderam o técnico do judiciário em ações passadas. Vale lembrar agora que essa mesma justiça que derruba a prorrogação da CPMI do INSS que estava buscando com dados, fatos e números quem pode ter participado de tamanha disfarçatez com dados. E aí

que é roubar, não tem outra palavra, bilhões de reais de aposentados. Em um país onde a média salarial está abaixo de 3.500 reais,

Tem pessoas com capacidade de dormir tranquilo depois de roubar aposentados. E aí a gente vê a justiça chancelando esse tipo de coisa e derrubando a prorrogação de algo que poderia trazer pelo menos uma transparência em cima de bilhões de reais de aposentados. Triste, patético o dia do Brasil.

Pois é, daqui a pouco eu vou trazer, inclusive, informações sobre o que Carlos Viana disse antes de nós entrarmos ao vivo, daqui a pouco, mas eu queria também compartilhar com você que nos acompanha uma manifestação de um ministro da Suprema Corte, do ministro Gilmar Mendes, quando, no meio desse debate, da análise...

dos votos feitos pelos ministros, ele questiona, inclusive, o Instituto da CPI, o da CPMI, esse tipo de apuração que acontece no Congresso Nacional. Ele fala sobre a possibilidade de uma nova legislação para delimitar os poderes de um colegiado como esse ou dar outros poderes para uma investigação que acontece no âmbito do Congresso Nacional. E eu quero chamar a atenção para essa fala do ministro. Acompanhe.

Uma grande contribuição, neste momento, que os senhores poderiam dar, é refletir sobre uma nova lei de CPI. O sistema atual ficou velho. Não significa que velho seja ruim, até porque eu sou idoso. Mas é preciso que as más práticas sejam debeladas.

E essa CPI, ministro André, essas duas CPIs, elas provocam, elas têm um dicionário, um abecedário de abuso.

Aí a manifestação do ministro Gilmar Mendes, para ele o sistema atual ficou velho, é preciso de uma nova lei de CPIs que trate da comissão parlamentar de inquérito e aí ele menciona as más práticas e essas duas CPIs, a do INSS.

e a outra, presumo, que trataria do caso do Banco Master, porque ela não foi instalada, creio eu, ou até do crime organizado, esses seriam dois bons exemplos de más práticas que estariam sendo realizadas ou implementadas ao longo do trabalho. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo.

para analisar a sessão que acontece no Senado, qual é o recado que a corte ou parte da corte acaba dando para André Mendonça e essa manifestação do ministro Gilmar Mendes, praticamente dizendo que as CPIs atualmente ficaram velhas, obsoletas. Seria preciso atualizar a legislação. Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite, Musa, Dávila, Mota. Boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.

Renato, é importante a gente observar os dois lados dessa equação. De um lado, nós temos o Congresso Nacional, que cada vez mais usa as CPIs para que os parlamentares tenham algum tipo de protagonismo. O Congresso Nacional vem assumindo uma série de papéis que não são originalmente confiados a ele.

As emendas parlamentares, por exemplo, dão aos parlamentares a oportunidade de executar o orçamento, quando, obviamente, a execução do orçamento deveria ficar a cargo do Poder Executivo.

As CPIs ou as CPMI's, elas também não conferem ao parlamentar, ao parlamento como um todo, um poder de investigação de polícia, um poder de apresentar algum tipo de consequência àquelas descobertas que são feitas ali.

O papel da CPI ou da CPMI deve ser de explorar no campo da política informações que sejam relevantes para que a investigação formal chegue no problema, chegue ali nos responsáveis, nos culpados, para que a justiça tenha cada vez mais elementos.

para responsabilizar, para aplicar penas naqueles que foram identificados como culpados de algum mal feito. Pois bem.

O Congresso Nacional já teve episódios em que ficou claro que a CPI acaba manipulando, induzindo um determinado assunto conforme a conveniência dos próprios parlamentares e pior, a conveniência dos amigos dos parlamentares.

Vamos lá atrás, lembrar da CPI ou da CPMI do Marca e do Fonte Sindan, naquele momento em que o Brasil parou para investigar dois bancos que quebraram durante a desvalorização do real, quando houve o fim do atrelamento, digamos assim, do real ao dólar.

E o Brasil não se debruçou a investigar os bancos que ganharam rios, bilhões de reais, porque claramente se posicionaram, porque algum passarinho contou para eles que estava para acontecer essa flexibilização do câmbio.

Então, a CPI, naquele caso, serviu para investigar quem perdeu, mas não investigou quem ganhou. Isso é uma coisa tipicamente brasileira. Da mesma forma que agora a CPI do INSS...

que deveria revelar ao Brasil as entranhas de um esquema absolutamente nojento, que, a partir de muita influência política, roubou dinheiro dos aposentados.

E aí quer transformar essa investigação que não chamou todos os atores, não conseguiu fazer a convocação de quem deveria fazer, e isso é uma amostra da falta de força da CPMI.

Aí vai se debruçar no caso do Banco Master. É óbvio que há uma ligação, tendo em vista que o Banco Master começa com um esquema que precisa ser esclarecido de vínculo com o tal do Credicesta da Bahia, que foi vendido pelo governo de Rui Costa, hoje ministro do presidente Lula, na época governador do Estado, sobre a batuta às bênçãos de Jacques Wagner, também uma figura.

íntima do governo Lula. Então, não se quer se debruçar a isso, mas aí quer fazer o vínculo com o Banco Master para convocar a noiva para fazer. Daqui a pouco vão convocar o André Bocelli, só para ter o palco. Então, isso demonstra que falta seriedade, é óbvio, que uma comissão para investigar o Banco Master e aí sim se debruçar profundamente em tudo o que aconteceu ali,

trazendo luz à responsabilidade do Banco Central, mas também dos bonitões da Faria Lima, todo mundo que ganhou pesado esses bancões que estão aí, cheios de palestras, jantares, que são convidados como se fossem reis do mercado financeiro brasileiro.

Estavam ganhando dinheiro de comissão, mais de 2 bilhões de reais pagados em comissão para esses bancões aí que posam de todos polutos, de todos limpinhos. São nojentos.

A CPI do Banco Master deve desnudar esse esquema nojento que não coloca Faria Lima como uma referência do mercado financeiro mundial, mas demonstra um esquema financeiro absolutamente podre, que vive de relação com o governo, de benesses do governo, de relações com pessoas poderosas.

com a informação privilegiada que permite que se movimentem na frente de seus concorrentes. A realidade do mercado financeiro brasileiro é essa. Que essa CPI venha e que investigue profundamente todos esses aspectos.

Pois é, quero mais uma vez chamar o Roberto Mota. A gente vai fazer mais um giro de análise a outros aspectos, inclusive há muitas pessoas aqui da nossa audiência relembrando posicionamentos dos nossos comentaristas que diziam, olha, vai ter um detalhe aqui, outro ali, vão dizer, isso não é constitucional, enfim, infelizmente não é possível continuar, arquiva o processo.

Não estão dizendo somente no caso da investigação do roubo dos aposentados, mas as pessoas já ampliam isso para outras apurações. Mota, para você, mas também para a nossa audiência, eu só quero destacar o que disse Carlos Viana, que é o presidente da CPMI, o senador eleito por Minas Gerais, antes de nós entrarmos ao vivo, ele já tinha falado, tinha respondido a um questionamento de um jornalista. Ele disse o seguinte, o relatório...

da CPMI, vai ser lido amanhã, se tiver vista a possibilidade de ter sessão no sábado. Se não for aprovado o relatório, ele diz que quem perde...

Não somos nós. Não tem tempo de relatório paralelo e vai buscar consenso junto à base. E aí ele analisa também as críticas de Gilmar Mendes. Ele falou que está com razão, mas tem que provar quem vazou. Eles estavam falando, inclusive, de vazamento de informações. Mota, eu vou passar para você, só que antes a Janaína acabou de conectar, Janaína Camilo ao vivo, em Brasília.

Vai trazer os detalhes, inclusive, da manifestação do senador Carlos Viana, do Podemos, que anunciou há pouco que o colegiado deve votar na sexta-feira, portanto amanhã, o relatório final. Vamos colocar a Janaína na tela com a gente, se ela tiver apostos, para trazer as informações para o nosso público ao vivo. Aqui na Jovem Pan, a Jana acompanhou esse julgamento, as manifestações dos ministros e trazia as principais falas, inclusive, em tempo real aqui no nosso grupo.

de jornalistas da Jovem Pan. Jana, seja bem-vindo. Seus destaques, por favor. Pois é, Caniato, muito boa noite pra você, boa noite pra todo mundo que assiste a gente agora aqui no Pingos nos Isos. Pois é, o senador Carlos Viana, presidente da CPMI, do INSS, há pouco falou aqui com jornalistas, assim que deu maioria ali, né, contra a liminar do ministro André Mendonça, que permitia ali a prorrogação.

da comissão. Ele assistiu a todo o julgamento até esse ponto e decidiu depois de falar aqui com a imprensa foi quando ele disse então que daqui a um pouquinho, às 19 horas, ele vai reabrir a sessão que ele abriu hoje, só mesmo pra marcar a sessão de amanhã, que vai ser marcada às 9 horas da manhã e aí pra analisar, pra apresentar o relatório final e aí pra analisar esse relatório.

Num caso de vista, como você disse aí, então o caniato pode marcar a sessão para o sábado, porque no sábado é o último dia, né? O dia 28, que é o prazo final para a CPMI do INSS, já que ela então não foi prorrogada. Disse também que não tem tempo para um relatório paralelo, mas que vai tentar entrar num consenso ali com a base. Ele foi questionado também?

Caniato sobre uma CPI do Banco Master. Porque só lembrando, os senadores entraram aqui no STF também pedindo que essa CPI seja criada. Ele disse que tem expectativa de que sim, que ela seja criada. E que Daniel Vorcaro, na delação premiada dele, numa eventual, a gente ainda pode dizer assim, numa eventual delação premiada dele, que ele entregue tudo o que ele sabe.

E sobre o resultado do julgamento, de não ter sido provocado, não ter sido referendado essa decisão do ministro André Mendonça, ele diz que quem perde não somos nós, no caso, se referindo ali aos parlamentares. Essas foram as palavras, então, do presidente da CPMI, do NSS, senador Carlos Viana. Então, esse julgamento já tinha uma expectativa de que haveria, haveriam muitas divergências, né, com relação ao voto do ministro André Mendonça e, de fato, foi dessa forma.

E ele foi voto vencido. Ele teve somente um voto acompanhando o voto dele, do ministro Luiz Fux. O que os ministros ao todo ali, Caniato, se questionaram, colocaram ali, né, a questão de não referendar a maioria dos ministros.

Questão de separação dos poderes. Todos eles fundamentaram os votos deles, os que votaram contra o referendo, na questão da separação dos poderes, no artigo específico da Constituição Federal que trata sobre a criação de comissão parlamentar de inquérito, que diz que deve haver ali algumas das regras que estão, inclusive, nos regimentos da Câmara, do Senado, que é ter um terço.

das casas legislativas, na apresentação de requerimento, que deve ter um prazo definido, mas que a Constituição não diz sobre a prorrogação automática. Então, como, por exemplo, a ministra Carmen Lúcia disse no voto dela, que uma CPI, uma comissão parlamentar de inquérito, ela pode ser prorrogada, mas a Constituição não diz que é prorrogável. Então, ele cria uma questão de não haver um prazo determinado, não haver um objeto específico.

Enfim, no voto do ministro André Mendonça, por outro lado, ele fundamentou ele dizendo que a CPMI do caso do INSS, por exemplo, tem toda uma questão de requerimentos que devem ser analisados, aí requerimentos que são derrubados e isso tudo vai protelando e a CPMI acaba então chegando no prazo final sem o resultado. Então ele defendendo que a vontade do legislativo, já que houve um requerimento com um terço das duas casas pedindo a prorrogação, precisaria essa vontade sim ser colocada adiante.

mas não foi o caso, os ministros, então a maioria entendeu que isso é competência do Congresso Nacional, quem deve determinar isso é o presidente do Congresso Nacional, no caso o ministro Davi Alcolumbre. E só para citar aí essas críticas do ministro Gilmar Mendes, foi um destaque nesse julgamento de hoje, o ministro ele se exaltou, inclusive em vários momentos.

citando os vazamentos da conversa íntima de Daniel Vorcaro, disse que se caso esse sigilo se mantivesse na custódia do Ministério Público, do STF, não ter chegado na custódia do Senado Federal, da CPMI, no caso, esse vazamento não teria acontecido. Então ele recriminou isso se dirigindo aos senadores que estavam presentes ali no julgamento.

disse que, inclusive ele usou uma palavra, ele disse que foi um ato abominável, deplorável, e foi inclusive apoiado por outros colegas, como por exemplo o ministro Alexandre de Moraes, dizendo que isso foi criminoso. Em resposta, o senador Carlos Viana, essas críticas, disse que Jamar Mendes tem razão, mas que ele é preciso provar quem foi que vazou essas informações. Enfim, resultado final foi esse CPMI do INS então.

não vai ser prorrogado. O ministro André Mendonça disse que isso acaba sendo precedente para futuras CPMI's e avaliações que acabem chegando ao judiciário. Caniato. Legal, um bom resumo de informações com a Janaína Camelo, que acompanhou na íntegra a sessão de hoje. Obrigado, viu, Jana? Muito trabalho pela frente. A Jana vai entrar nos próximos programas e telejornais. A gente segue aqui. Valeu, Jana. Bom trabalho pra você. Uma rápida parada pra você que nos acompanha pela rede de rádios.

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Eu sigo aqui com os nossos comentaristas nas demais plataformas. Deixam agora sim passar para o Mota, após as informações trazidas pela Janaína Camelo. Chamou a atenção que os ministros, maior parte daqueles que votaram contra a prorrogação, eles fundamentaram os votos se apoiando na legislação, na separação dos poderes, na prerrogativa do Senado.

Entendendo que compete ao Senado tomar decisão sobre a prorrogação ou não. Enfim, e aí dedicaram boa parte das discussões e das análises também à questão que envolve o vazamento. Quer fazer o seu complemento às informações trazidas pela Janaína Mota? Quero sim, quero sim. A primeira coisa que me vem à cabeça como cidadão, Caniato, como pagador de impostos, é...

a gente olhar a participação nesse julgamento de ministros que talvez não pudessem participar, né? Porque se esse caso tem a ver com, ainda que de uma forma indireta, com o caso do Master, como é que pode ministros que foram implicados, ou aparentemente estão implicados,

pelas mensagens dos vazamentos, participarem desse julgamento, dessa decisão. Realmente isso escapa a minha compreensão. Um ministro reclamando que o vazamento feriu a privacidade dele, porque ele está nas mensagens. Como é que pode isso? Isso não é uma afronta a um dos princípios básicos da justiça, que é aquele que diz que o magistrado não pode julgar causas onde ele tenha interesse?

A gente vê também essa fina esgrima jurídica, esse desfile de argumentos, que a gente já viu no passado, alguns desses ministros, uma ministra, que disse que a censura no Brasil não podia acontecer, mas ia acontecer por um motivo muito bom, mas era só até o final do mês. E agora, essa mesma pessoa desfilando outros argumentos, eu acho que o ponto essencial é o seguinte.

A república tem três poderes independentes que se vigiam e se controlam. É o sistema de freios e contrapesos. Se um poder pode tomar providências em relação ao outro, o outro também pode tomar providências em relação ao primeiro. Isso é justamente o sistema de freios e contrapesos e esse sistema no Brasil está com defeito grave.

Ele não funciona, porque há um poder que se considera absolutamente soberano. Ele julga os outros poderes, ele tem sempre a última palavra, e quando não gosta das leis que ele precisa aplicar, ele ignora as leis ou cria uma lei nova. E isso está errado, completamente errado.

Pois é, e há também uma leitura de muitos jornalistas que atuam e fazem cobertura do judiciário de que quem sai muito fortalecido após esse julgamento é a figura de Davi Alcolumbre, porque o STF acaba chancelando uma decisão que foi tomada por ele.

Ele não leu o requerimento, ele ignorou, inclusive, o requerimento, a solicitação feita pelos parlamentares da CPMI. E aí o STF vai e chancela essa decisão do presidente do Senado e do Congresso Nacional. Vou receber a rede Jovem Pan agora.

antes de passar para o Dávila, que o Dávila também vai trazer o seu diagnóstico, fazer um raio-x a partir dessa decisão. Agora sim, a rede Jovem Pan conectada com a gente aqui em Os Pingos nos Is, a nossa repórter Janaína Camelo, há pouco, trouxe detalhes da manifestação de Carlos Viana, o presidente da CPMI do INSS. A CPMI termina no sábado. E aí haverá, sim, a leitura do relatório final. Não terá um outro documento, um relatório paralelo.

E aí ele discorreu a respeito das manifestações dos ministros e também da não prorrogação. Ele disse, quem perde não somos nós, parlamentares, né? São os aposentados. Deu a entender isso. Deixa eu passar para o Dávila. Acho que há outros elementos para tratarmos a partir da manifestação de Carlos Viana e também das falas de Gilmar Mendes que trouxemos há pouco. Você, Dávila.

Caniato, eu vou fazer aqui uma ilustração do que representa o voto da República do rabo preso e do time que defende a democracia e a Constituição. O time que defende a Constituição e a democracia, representado pelo relator da matéria, ministro André Mendonça, diz o seguinte.

Olhando para o texto constitucional, as minorias no parlamento têm direito a abrir CPIs se obtiverem um terço dos votos.

conseguiram obter a abelha CPI. Por que a prorrogação? Porque um direito da minoria na CPI foi pedir justamente para o presidente da Câmara, para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, prorrogar o prazo da comissão. E sabe o que o presidente do Senado fez?

engavetou o pedido, ignorou o pedido, não respeitou o direito da minoria de continuar a CPI, porque ele simplesmente ignorou, como se ele achasse que ele é um coronel da República e faz o que ele bem entender e dane-se o que está escrito na Constituição, dane-se o que é a norma interna da CPI, faz do jeito que ele bem entende. Veja só que abuso de poder. E isso toca nesse ponto fundamental, Caniato.

Se não houver esse senso de dignidade, de virtude por aqueles que exercem o cargo público, não tem boa Constituição, não tem boa lei, porque tudo é atropelado por esse mau caratismo, porque isso é mau caratismo, você não respeitar o que está na lei e na Constituição, não respeitar o direito das minorias. Então, este é o voto.

de André Mendonça, do time que defende a democracia. Agora, qual que é o voto da República do Rabo Preso? É justamente esse voto absurdamente político de Gilmar Mendes. Ele não esquece a Constituição. Ainda deu bronca nos parlamentares por causa de vazamento. É um negócio inacreditável. É como se ele estivesse julgando a qualidade do trabalho da CPI. Isso lá é voto de ministro do Supremo? É uma vergonha.

É um disparate. Então, isto mostra muito bem a assimetria, a dissintonia que nós temos hoje no Brasil entre aqueles que ainda tentam zelar pela lei, pela Constituição, pelas regras do jogo democrático.

E aqueles que politizaram tudo. E hoje, com a maior cara de pau. Não tem voto. O voto é assim. É passando pito nos parlamentares por causa dos vazamentos das informações da CPI. É um negócio inacreditável. Onde é que está aquela postura que todos nós esperamos de guardião da Constituição? Guardião da lei? Nada disso. Então, o que a República do Rabo Preso quer?

É salvar o rabo preso, não é preservar o direito da CPI, esclarecer os roubos que nós assistimos, neste caso da CPI do INSS, uma vergonha. Nós estamos falando aqui que mais de 90 bilhões de reais foram roubados pelos consignados e mais de 8 bilhões de reais roubados por descontos indevidos.

E o que eles querem fazer é fechar a porta, encerrar e falar, chega desse assunto, vamos mudar para outra coisa e ficar dando pito em deputado porque acha que vazou a informação. É uma vergonha. Ou seja, o Brasil hoje, infelizmente, tem pessoas no poder que só pensam no seu interesse particular e ignoram completamente o seu cargo, a sua postura de homem público e principalmente o respeito à liberdade e à Constituição.

A atualização no placar nessa sessão que acontece no Supremo Tribunal Federal, depois de uma longa exposição, o ministro Gilmar Mendes vota contra a prorrogação. Então, o placar está. Sete ministros votaram contra a prorrogação dos trabalhos, da investigação no Congresso Nacional nessa CPMI do INSS, e dois ministros votaram contra a prorrogação dos trabalhos,

a favor da prorrogação. Aqueles que votaram contrários, ministros Dino, Moraes, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Carmen Lúcia e, por último, o ministro Gilmar Mendes. Votaram a favor da prorrogação André Mendonça, ele o autor da liminar, e também Luiz Fux, que seguiu.

André Mendonça. Bem, a gente segue aqui com os nossos comentaristas, a nossa produção de olho no que acontece, no que está sendo falado neste momento lá no plenário do Supremo. Qualquer novidade, qualquer informação relevante, a gente traz aqui ao vivo no programa Os Pingos nos Is. Mas eu quero passar mais uma vez pro Bruno Musa.

Bruno, a partir da decisão tomada pelo Supremo, muitos começam a fazer paralelos ou projeções de outros posicionamentos para outras investigações, querendo dizer, poxa, se aconteceu isso agora para esse caso, ainda que...

se apoiem na legislação ou digam que esse é o papel do Senado Federal, do Congresso, já tem muito analista, ou mesmo pessoas da nossa audiência dizendo, poxa, mas naquele caso, naquele caso específico, o STF não respeitou a divisão.

e a prerrogativa dos poderes. E, para muitos, acabou interferindo em uma decisão que seria de competência do Legislativo. Há uns dois ou três exemplos que me mandaram agora, pessoas da nossa audiência. E aí já coloco em perspectiva a intenção de alguns senadores que recorrem ao Supremo para conseguir instalar a CPI do Master. São casos distintos, mas há alguma relação entre eles. Você vê alguma possibilidade?

do Supremo chancelar o pedido de senadores para instalar uma CPI do caso Master? Se não prorrogam da CPMI do INSS, você vê chance de, na decisão do Supremo, votarem para instalar uma CPI que investigaria o caso do Banco Master no Congresso?

Renato, um dos casos que você lembrou muito foi, por exemplo, do IOF. Você lembra? Que não necessariamente, ou não era uma prerrogativa da Justiça, falar a respeito de impostos como o IOF. Mas ele foi lá, interferiu na decisão e acabou aumentando o imposto. Mais um, entre as 28 impostos e taxas que foram criados nesse governo, nessa última gestão.

O que eu quero dizer com isso é que parece que quando convém, o limite de cada um dos poderes pode ser maior ou menor. Se convém, ele não pode interferir. Se não convém, talvez possa. Ué, mas quando pode? Não sei quando me convém. Isso significa que...

Sequer advogados, eu tenho bastante advogados aqui como cliente meu da parte de investimento e a gente conversa bastante, muitos advogados da família da minha mulher, a gente conversa e a resposta padrão que a gente vê de advogados experientes, renomados, consagrados é justamente, não sei, por que não sei? Porque regras podem ser criadas no meio do caminho. Como é que a gente consegue ter uma previsibilidade jurídica? Como é que a gente consegue ter...

uma definição do que pode acontecer se as regras valem em alguns momentos de acordo com a conveniência de uns, e quando não há conveniência, a gente não pode interferir no poder alheio.

Isso traz uma falta de segurança jurídica óbvia. E aí é o que eu falo. Que país queremos? A gente quer um país mais próspero economicamente, com pessoas tendo níveis de renda maior, educação maior, saúde maior?

Qual país, lugar no mundo, ou empresa, ou família, não importa qualquer instituição, consegue ter um crescimento sólido e sustentável se você não tem uma previsibilidade do que pode vir? Se regras são retiradas da gaveta, de qualquer lugar?

que pessoas da área sequer conseguem olhar e dizer, não sei a decisão, porque regras podem ser alteradas. Intromissão de poderes não pode, mas em determinados casos, com exceção, dessa vez pode. A gente ouviu algo muito parecido disso há um tempo atrás.

Então fica claro que toda tentativa é para barrar toda e qualquer CPMI. E os casos se correlacionam sim. Os casos se cruzam em algum momento, em alguns momentos dessa trajetória. Então a mensagem é muito clara. Tentaremos barrar o máximo possível. Infelizmente, tendo a regra do jogo na mão, podendo alterá-la, e você não tem a quem recorrer uma vez que eles detêm o monopólio da violência, fica muito difícil acreditar em qualquer andamento das coisas no Brasil. Obrigado.

Pois é, claro que a gente vai trazer outras análises, outras reflexões dos nossos comentaristas e qualquer novidade que tiver dessa discussão que acontece agora no Supremo, a gente traz ao vivo aqui no programa. Mas eu queria também compartilhar com você que nos acompanha a levantamentos.

que acabam avaliando a percepção da população, a percepção do brasileiro, em relação ao caso do Banco Master. Por exemplo, teve uma pesquisa da Atlas Intel, da Bloomberg, que questionou justamente qual é a percepção do brasileiro sobre a relação do Supremo Tribunal Federal com o escândalo do caso do Banco Master.

Para 47% dos entrevistados, a justiça está totalmente envolvida com o caso. Cerca de 10% acreditam que está muito envolvida, enquanto 13% apontam pouco envolvimento da justiça. Outros 10% não acreditam que o Supremo esteja ligado a essa situação.

A pesquisa também mostrou que o caso do Banco Master acaba respingando na imagem do governo federal. O levantamento perguntou aos entrevistados qual o grupo político que está mais envolvido no esquema de fraudes financeiras do Banco Master. Quase 40% disseram que os aliados do presidente Lula são os mais envolvidos no caso do Banco Master. 28% afirmam que os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

14% acreditam que todos estão igualmente implicados nesse esquema, enquanto quase 13% conectam o caso aos políticos do Centrão. Então tem dois cenários interessantes para nós avaliarmos nesse levantamento feito pela Atlas Intel, em parceria com a Bloomberg. Passar para o Cristiano Beraldo.

Peraldo, a gente tem observado uma cobertura intensa dos veículos de comunicação, no caso do Banco Master. Ninguém, nenhum cidadão tem a obrigação de acompanhar absolutamente tudo que é publicado. Ah, eu acompanhei tudo, sei exatamente tudo que foi noticiado até aqui. Então, assim, trata-se de um consumo seletivo.

daquilo que acaba sendo publicado. E a partir disso as pessoas formam ali a sua opinião, tem uma percepção sobre quem é que está mais implicado, mais envolvido. Vale a pena a gente destacar as informações e os números que foram destacados por esse levantamento? 47% acha que o STF está envolvido com o caso do Banco Master, presumo por conta daquelas citações aos ministros que integram a Suprema Corte.

Pois é, mas a gente precisa separar algumas coisas. Primeiro, não é a instituição STF. O que nós temos ali são ministros do STF, que hoje estão no papel de ministro do STF.

que foi revelado que tinham uma relação íntima, uma relação de negócio diretamente ou através de seus familiares com o Daniel Vorcário e aquela estrutura do Banco Master. Então, a gente também não pode pegar a instituição centenária do Supremo Tribunal Federal e colocar na mesma caixa desses indivíduos.

que usam a sua toga, o poder da sua caneta, para fazerem negócios, eles ou seus familiares, fazerem negócios ou terem negócios prósperos, como a gente vem falando aqui sobre os escritórios de advocacia, de parentes de ministros que atuam na corte e têm sucesso e ganham centenas de milhões de reais todos os anos.

em honorários. Então, essas pessoas que ali estão, em razão do comportamento que adotaram, vêm manchando a imagem de uma corte centenária que já teve papel muito importante e por onde passaram figuras que merecem todo o nosso respeito e nossa admiração. Quando a gente observa a percepção das pessoas sobre grupo político,

Aí a gente está focando, a pesquisa foca objetivamente na força da narrativa. Não é uma avaliação objetiva sobre o caso. Porque para que nós façamos uma análise objetiva do caso, a gente tem que entender do ponto de vista legal todos os passos que foram dados para que acontecessem esse desastre do Banco Master.

Como é que pôde alguém sem histórico no mercado financeiro assumir um banco, apresentar garantias podres, essas garantias não chamarem a atenção do Banco Central o suficiente para que a operação fosse encerrada, depois tudo aquilo que não fazia nenhum sentido e que todo o mercado financeiro brasileiro sabia também não foi suficiente para que outros bancos...

revendessem produtos financeiros do Banco Master em troca de uma comissão. Depois a gente viu a relação com o ambiente político, a gente viu a relação com o ambiente do judiciário. Então isso tudo tem que ser investigado de uma forma muito dura para que a gente entenda o que aconteceu e quais são as medidas necessárias, não apenas para punir os envolvidos, mas para impedir que aconteça de novo.

Só que a pesquisa, ela vai no sentido do grupo político. E esse não foi um golpe de um grupo político. Esse foi um golpe que comprou influência onde a influência estava à venda. E isso não é exclusividade de um lado ou de outro, até porque, convenhamos...

Muitos que hoje estão de um lado já surfaram a onda do outro, já estiveram do outro. Alguns posam de liberais, de figuras que estão ali representando a direita, mas até ontem estavam no Partido Socialista Brasileiro.

foram candidatos pelo Partido Socialista Brasileiro, integraram o governo Lula no passado, o governo do PT no passado, da mesma forma que outros que hoje estão no poder fazendo juras de amor ao presidente da República, também surfaram a onda do Bolsonaro quando ele era presidente.

Então, não é uma definição que faz sentido nesse momento, mas ela ajuda a entender qual é a narrativa que está prevalecendo. Isso sim, porque o governo atual...

tem gastado muita energia para querer colocar o escândalo do Banco Master como um escândalo do governo de Jair Bolsonaro. E essa pesquisa demonstra que esse esforço de narrativa não foi bem sucedido.

Pois é, é importante essa finalização do Cristiano Beraldo. Para quem chega agora, levantamento feito que aponta qual é a percepção da população sobre o caso do Banco Master. Em relação a grupos políticos, já que o Beraldo mencionou, quase 40% disseram que os aliados do presidente Lula são os mais envolvidos no caso do Banco Master. Já 28% afirmam que são os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. 14% disseram que todos estão implicados nesse esquema.

E aí, quase 13% acham que quem mais está envolvido com esse caso seriam os políticos do centrão. Deixa eu passar para o Roberto Mota, que também não é o maior entusiasta de pesquisas, mas a gente precisa compreender que muitas vezes esses levantamentos apontam tendência. E para o caso, o que mais?

tem gerado burburinho nas redes sociais e também na imprensa como um todo, é preciso também levar em consideração um pouco essa percepção do público que consome as notícias ligadas ao Banco Master. Algo lhe surpreendeu aqui, Mota? Não, Caniato. Olha, na minha visão...

Você criticar as pesquisas não é fazer um julgamento quanto à opinião do público. É evidente que a opinião das pessoas tem que ser respeitada. A minha crítica é quanto à...

a capacidade dessas pesquisas de realmente representar a opinião das pessoas. Essa, por exemplo, na minha modesta opinião, é uma pesquisa que não faz qualquer sentido, porque não faz sentido ter uma opinião a respeito de quem está ou não envolvido no caso Master.

Isso não é uma questão de opinião, isso é uma questão de evidência, isso é uma questão de fatos. Agora, quando você faz uma pesquisa de opinião sobre isso, eu fico com a impressão que a intenção é dizer que isso é mesmo uma questão de opinião. Olha, você pode ter opinião de que são os aliados do atual governo, mas você também pode ter a opinião.

de que são os aliados do Jair Bolsonaro, cada um com a sua opinião. Não se trata disso. É preciso respeitar os fatos. Não há como você ter uma opinião a respeito de um fato.

E isso, você transformar isso numa questão de opinião, me parece que ajuda principalmente aqueles que estão enfiados até o pescoço na lama do Master. Interessante essa análise. Deixa eu passar para o Dávila.

Você, Dávila, o que é importante nós verificarmos nesses levantamentos? Você acha que, a depender do que é divulgado, acaba até confundindo mais do que ajudando a elucidar? Porque o que vai dizer exatamente qual é a participação de tal grupo político, como o caso do Banco Master, de fulano, de Beltrano, é a investigação, né?

Eu gostei da pesquisa. A pesquisa mostra uma fotografia da percepção das pessoas com o noticiário que vem sendo divulgado as informações sobre o caso do Banco Master. Ainda estamos na fase de percepção. Aliás, mesmo os fatos e as evidências ainda tem um caminho para elas realmente surgirem.

que vai acontecer quando tiver as provas, os indícios, a delação premiada, aí que as coisas vão começar a ter mais concretude. Mas, no momento, é opinião, sim, opinião do que nós temos de informação disponível após a revelação desse grande escândalo. E nós já sabemos, o único fato que nós realmente sabemos é que houve uma perda de mais de 50 bilhões de reais que o fundo garantidor vai ter que cobrir. É isso, é um fato. Agora...

Essa história do grau de envolvimento de A ou B ou C com o caso do Banco Master, nós vamos ter que esperar um pouco mais os fatos. Mas por que eu gostei da opinião? Porque a opinião da pesquisa, hoje mensurada opinião pública, ela está totalmente alinhada.

com a República do Rabo Preso. Ela consegue dar o peso devido a cada instituição. Caneta, eu fiz uma soma aqui, olha. Se nós somarmos o que a pesquisa diz que está totalmente envolvido, muito envolvido ou relativamente envolvido, 69% soma que as pessoas acham que o Supremo Tribunal Federal está envolvido.

86% da população acha que o Congresso Nacional está envolvido com o caso Master. E 57% acha que o governo está envolvido no caso Master. E essa proporção tem tudo a ver com os fatos que estão aparecendo. Ou seja, nós sabemos que boa parte do Congresso Nacional está totalmente ou parcialmente envolvida, que é, sim, a maior fatia de envolvimento com o caso do Banco Master. Como esse nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível

Nós sabemos que numa corte hoje de dez ministros, boa parte está envolvida, o que mostra aí 69% da população. E nós sabemos a turma do governo que vem recebendo ou getom, ou fez negócio, ou parentes receberam dinheiro. E que é por volta de 57%. Ou seja...

A opinião pública é muito sábia. Ela sabe dar a devida proporção para cada instituição que está envolvida neste grande escândalo financeiro. Pois é, não tem uma informação importante que eu preciso só compartilhar, mas agora, nesse exato momento, preciso dividir a rede. Me despeço de parte das pessoas que nos acompanham, porque parte da rede agora ficará com a sua programação local.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, inclusive eu vou fazer, às vezes, do plantão esportivo. Quem acompanha a transmissões esportivas na Jovem Pan tem a figura do plantão esportivo que compartilha os resultados dos jogos que acontecem naquele momento em que tal jogo está sendo transmitido pela equipe esportiva. Mas eu vou fazer, às vezes, do plantão judiciário. Acabou a sessão, no Supremo Tribunal Federal mais um voto foi...

Foi proferido pelo presidente da corte, Edson Fachin, foi com a maioria. Então, final do placar, 8 a 2, STF derrubando a decisão de André Mendonça sobre a prorrogação da CPMI do INSS. Ao que tudo indica, amanhã, Carlos Viana fará a leitura do relatório final da CPMI do INSS, o último dia.

no sábado, então haveria até a possibilidade de realizarem isso no sábado, mas as informações que nós temos aqui com os nossos jornalistas de Brasília é que isso ocorrerá amanhã. Qualquer novidade eu trago aqui para vocês. Deixa eu passar agora para o Bruno Musa, porque nós estamos avaliando em meio a essa decisão tomada pelo Supremo.

a manifestação das pessoas nesse levantamento feito pela Atlas Intel sobre a percepção do brasileiro, do cidadão brasileiro, em relação a quais políticos ou quais grupos políticos estariam implicados no caso do Banco Master, mas há um recorte feito também em relação ao Supremo Tribunal Federal. Quais são suas considerações? O que é preciso considerar a partir da divulgação desse levantamento, hein, Bruno Musa?

Veja, na minha opinião, eu acho que essas pesquisas têm uma tendência muito clara que mostra a dificuldade de você conseguir realmente buscar respostas profundas.

profundas de verdade. Eu acho que é um recorte muito específico que deixa uma determinada sensação A ou B de um lado para o outro, mas que ela não é profunda. Quando a gente entra em pesquisas desse tipo, ou quem aprova determinadas ações de um dos três poderes do Brasil, ou até mesmo das pesquisas presidenciais, quando eu falo do meu ceticismo com relação a elas é porque... Você tem umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas umas

Grande parte dos brasileiros não são politizados, então as respostas são vagas, elas são vazias, elas são rasas ainda, e não é um juízo de valor. Veja, se nós aprofundássemos nessa pesquisa e perguntássemos por que as pessoas são a favor ou contra de determinados políticos,

Provavelmente, uma boa maioria não saberia ir a fundo e falar em projetos, em atuações diárias, o que ele defendeu, o que ele não defendeu, como votou em determinadas ocasiões que foram importantes para o país. Mas isso traz essa superficialidade, mas quando é divulgada uma pesquisa, ela induz determinadas formas de pensamento para um lado ou para o outro. Então, eu acho que ela também não traz resultados práticos. Estou mais alinhado ao Mota nesse sentido.

Mas fica evidente que determinados políticos que têm uma ação mais contundente, mais forte, passam principalmente nesse momento de polarização e até mesmo dessa exposição ao absurdo, ao obsceno, como eu tenho falado do que está acontecendo com o Banco Master.

Pessoas e políticos que são mais duros estão fazendo um trabalho, digamos, até mesmo de mídia, mais enfático contra tudo isso que está acontecendo, a favor da CPMI, a favor de continuar as investigações, a favor de buscarmos uma legalidade dentro do país que parece que foi se perdendo, essas pessoas tendem a ter um resultado melhor. E isso, como eu venho falando, em anos eleitorais pode colocar uma pressão.

no Legislativo. E repito que, para mim, uma das grandes, talvez a mais importante das eleições desse ano, seja o Senado. Claro que, por todo o contexto envolvido, o Executivo é extremamente relevante.

E até mesmo trazer um pensamento maior com relação ao ano que o Brasil vive. Talvez as pessoas tenham que começar a mergulhar mais em o que cada um desses políticos de fato faz e como cada poder deve atuar. Porque as coisas estão cada vez mais explícitas para a gente. As pessoas, de acordo com as pesquisas...

estão caminhando em direção oposta ao que grande parte das instituições e dos partidos e das instituições brasileiras fazem e eles estão pouco se importando com isso chegou o momento da gente fazer uma pressão muito mais forte dentro da legalidade, mas muito mais forte do que está sendo feito

Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Viz, as notícias importantes do dia, sempre contando com as análises, as reflexões, as discussões entre os nossos comentaristas e a gente conta com a sua parceria. Tem um destaque importante, o banqueiro.

Daniel Vorcaro vai entregar no mês de abril a sua proposta de delação à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Vamos acionar a Júlia Firmino. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer todos os detalhes, todas as informações. Júlia, seja bem-vinda. Uma ótima noite a você. Então, conta para a nossa audiência. As informações dão conta de que Daniel Vorcaro vai delatar.

E vai revelar, inclusive, nomes que estariam acima dele nesse esquema de fraude financeira, fraude bancária. Conta pra gente. É isso, Cariato. Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. Talvez alguém fique até meio assustado, né? Porque por tantas relações que Daniel Vorcaro tem com autoridades, ministros, políticos que já foram revelados aí.

A gente imagina quem estaria então acima do banqueiro, mas fato é que, como você disse, em abril, ou seja, no mês que vem, Daniel Vorcaro já deve apresentar aí um documento, uma proposta à Procuradoria-Geral da República e também à Polícia Federal para dar andamento na delação premiada. Esse documento deve citar então ministros, políticos...

E como você disse, pessoas acima deles, são pelo menos dois nomes de pessoas acima deles que estão envolvidos nessa fraude financeira que usava os fundos para inflar, de fato, o patrimônio do Banco Master, que a gente tem falado tanto por aqui na programação da Jovem Pan. De fato, é um dos maiores escândalos do país na atualidade.

Em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal, o Vorcaro também vai ter que explicar qual era a relação que ele tinha com esses ministros. De forma mais específica, Dias Toffoli, que inclusive tinha aí um resort, vendeu a parte dele para fundos que estavam ligados ao Master, e também Alexandre de Moraes, que já o trouxemos aqui também.

A própria esposa de Moraes tinha um escritório que tinha um contrato com o Banco Master, um contrato com pagamentos mensais que chegavam aí a 3 milhões de reais. Em relação aos políticos e o Master, o que a gente tem é que os políticos podem ter ampliado os seus negócios por meio de esquema de operações ilegais, fazendo essas operações com o Master. Aí os próximos passos que nós temos, Caneato, é que...

Entregando esse documento, a PGR e também a APF vão analisar essa documentação, vão dizer se aceitam ou não, se aceitarem e podem até pedir ajustes. Caso aceitem esse documento, os dois órgãos aceitem esse documento.

Esse documento vai para a validação ou homologação do relator do caso, que é André Mendonça, ali no Supremo Tribunal Federal. Então, a gente precisa ficar de olho para saber quando é que vão ser esses passos, como é que vai seguir tudo isso, porque, sim, a PGR e a PF também podem pedir algumas alterações, mas fato é que o documento já deve ser entregue por Daniel Vorcaro já no começo de abril. A gente fica de olho para deixar a nossa audiência informada aqui na Jovem Pan. Volto com você.

Com certeza, é um tema que inclusive rende muito. As pessoas querem saber e cobram inclusive a resolução, que os culpados sejam identificados. Valeu, Júlia, bom trabalho para você. A gente segue aqui em contato. Deixa eu chamar os nossos comentaristas. Vou começar essa rodada com o Cristiano Beraldo. A anunciada, a iminente delação de Daniel Vorcaro em destaque. Proposta então será feita a duas instituições, Polícia Federal e Procuradoria Geral da República, no início de abril.

Depois, essa proposta precisará ser validada pelo Supremo, na figura do ministro relator André Mendonça. E agora chama a atenção, né, Beraldo, que as informações indicam que Daniel Vorcaro vai revelar as pessoas que estavam acima dele, como se ele não fosse o chefe, o cabeça.

do esquema. Então, os nomes dos verdadeiros poderosos serão revelados na delação de Daniel Vorcaro. Enfim, diante dessas informações que nós temos, as projeções que muitos fazem pra esse processo de delação, vai ser a delação do fim do mundo ou vai ser a delação pra inglês ver?

Renato, essa situação me lembra um episódio de um passado não muito distante no Brasil, em que uma figura poderosa dizia que nada era dele. Perguntavam, mas o pedalinho tem as iniciais, as suas iniciais no pedalinho? Não, mas não é meu.

Mas o sítio tem lá suas coisas de uso pessoal. Não, mas não é meu. Mas tem vídeo de você no Triplex. Não, mas não é meu. Nada era dele, era sempre de alguém. Ele era um pobre coitado. E aí a gente viu o que aconteceu no Brasil.

Bom, Daniel Vorcar obviamente vai tentar encontrar uma forma, primeiro de dizer que ele não era o chefe dessa quadrilha que usou uma plataforma de banco, que era o Banco Master, para uma fraude gigantesca.

E ele faz isso porque, obviamente, há limitações de benefícios para aquele que é identificado como chefe da quadrilha. Então, é parte necessária da sua estratégia dizer que ele era uma peça dentro de uma engrenagem maior.

Só que nesse momento, conforme vimos hoje no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça sabe que há ali uma maioria muito sólida que vai exigir dele aceitar uma delação premiada que seja muito bem fundamentada. Caso contrário...

Essa delação, quando for submetida ao plenário do Supremo Tribunal Federal, ela certamente não produzirá os efeitos que a sociedade brasileira quer ver. Porque, de novo, este caso do Banco Master, ele é um caso que traz o cometimento, a suspeita de cometimento de crime em várias esferas.

Nós tivemos um Banco Central completamente leniente com a formação desse monstro fraudulento chamado Banco Master. Nós tivemos um ambiente político que operou para que esses fundos de previdência municipais e estaduais irrigassem o Banco Master, comprando o CDB do Banco Master.

Nós tivemos o envolvimento do Banco Master nessa questão do crédito sexta, que vem lá da Bahia e se espalha pelo Brasil todo.

E a gente tem essa relação promíscua e suspeita com várias figuras extremamente poderosas do Brasil. Portanto, essa delação tem que trazer elementos muito contundentes, revelando detalhes de todos esses tentáculos do escândalo do Banco Master. E aí eu reforço ao que nós falamos ontem, Caniato.

Me parece que a delação do cunhado de Daniel Vorcaro, o Zé, que aparentemente era um executor de uma série de operações que financiavam as boas amizades que Vorcaro mantinha com o poder, parece que a delação do cunhado vai ser também muito importante para dar substância a tudo que será dito.

Sem dúvida, há inclusive uma preocupação sobre o que ele revelaria. Mas também, qual vai ser a tese defendida por Daniel Vorcaro? Daniel Vorcaro vai trazer elementos novos, adicionais, diferentes daqueles que, por exemplo, a Polícia Federal já identificou nos celulares, nos dispositivos eletrônicos. Já tem uma porção de informações que foram colhidas nos equipamentos dele. Agora, tem mais?

informações, relações com poderosos, ele vai explicar exatamente tudo, os contratos firmados, as contratações que foram feitas pelo Banco Master, não vai sobrar pedra sobre pedra, não vai varrer sujeira para debaixo do tapete. Deixa eu chamar o Roberto Mota. Quando o Vorcaro disse que vai delatar os operadores que estavam acima dele, acho que nas últimas duas semanas, Mota, surgiu o nome, eu não vou ser leviano aqui de mencionar o nome da figura.

Surgiu um nome aí, tal cara estaria acima do Daniel Vorcaro, tal cara é o dono do Banco Master. Tem umas teorias da conspiração. Ah, essa figura aqui é o verdadeiro dono do Banco Master. O Daniel Vorcaro seria só um operador.

Um faz-tudo, ou o laranja, ou o rosto do Banco Master. Quem é o dono mesmo é tal pessoa. Enfim, claro que a gente vai precisar esperar o avanço do processo e a delação fechada para saber quais são as revelações de Daniel Vorcaro. Mas claro que há muitas perguntas a serem feitas. Mota.

Eu ia dizer que as minhas expectativas sobre essa delação do fim do mundo continuam as mesmas, Caniato. Mas depois da decisão de hoje, eu tenho que dizer que as minhas expectativas pioraram muito. Eu acho muito pouco provável que as autoridades envolvidas nesse escândalo sofram qualquer consequência.

Me parece que a estratégia dos vazamentos e do andar desses acontecimentos é mostrar que a República inteira está envolvida. Então, se todo mundo é culpado, ninguém vai ser culpado. E a pergunta mais importante nesse caso continua a mesma. Quem vai julgar os juízes?

Pois é, essa é uma questão importante, mas eu preciso dizer, é o STF, é a própria Suprema Corte, juízes...

tem foro privilegiado. Logo, a corte que julga quem tem foro privilegiado é a Suprema Corte. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, porque já tem gente, inclusive, viu, Dávila, eu acho que para além dessa manifestação do Supremo, no caso da CPMI e do Banco Master, mas já tem gente fazendo essa projeção. Olha, vão se apoiar no caso dos vazamentos, vão identificar ilegalidades.

ao longo do processo e é muito provável que os advogados das figuras implicadas no caso do Banco Master peçam, solicitem o cancelamento de parte do processo ou do processo como um todo. Esse é um receio para todo mundo, né? E aí pode ter delação de Zé, de Vorcaro, nada valeria para ajudar a colocar os responsáveis na cadeia.

É verdade, Caniato, isso pode acontecer mesmo. Afinal de contas, a República do Rabo Preso é um time que tem a maioria da torcida, porque tá todo mundo envolvido, e além de tudo estão loucos pra melar o jogo. E vão inventar qualquer coisa pra sacar o cartão vermelho aí e melar a partida. É, isso a gente já sabe.

Agora, o meu otimismo sempre é as consequências. Este caso está escancarando este grau de envolvimento com a República. O que isso faz? Faz com que amanhã o Senado Federal, que vai ser eleito a partir de 2026 por todos nós, e nós podemos fazer uma escolha correta do Senado Federal, mudar radicalmente.

a composição desse Senado, por meio do nosso voto. Nós estamos falando que dois terços dos Senados serão renovados. Então, se tivermos um Senado de gente digna, comprometida em fazer valer os freios e contrapesos da Constituição, servir de novo como um contrapeso a este abuso arbitrário do Supremo Tribunal Federal, com coragem política.

para enquadrar e fazer as regras valerem, quem sabe a gente vai começar a ter mudanças. Eu não acredito que nós vamos ter mudanças significativas de agora até a eleição. Afinal de contas, esse congresso, como nós já falamos aqui, é boa parte do time da República do Rabo Preso. Então, não vai ter mudança. Esperar a mudança desse congresso não vai acontecer. Agora, os aprendizados, os escândalos...

Os acordos vergonhosos, revelados, retratados, seja nos indícios, nas delações premiadas, podem aumentar a consciência do eleitor.

da gravidade do momento do Brasil e, portanto, ser mais seletivo na escolha dos seus candidatos. E não precisa ver todo mundo. Você pode começar, desde já, a fazer uma depuração de quem são os bons candidatos. Entra aí nos sites, por exemplo, o ranking dos políticos e outros sites, e você começa a ver como é que os deputados votaram, os senadores votaram, quem está de acordo, quem está agindo de acordo com os seus valores, com os seus princípios.

e quem é que tá decepcionando e aí começar a ter um voto mais criterioso, então Caniato o único jeito de arrumar isso é por meio do voto, eu não vejo outro jeito não tenho nenhuma ilusão de que o time da República do Rabo Preso vai fazer tudo pra melar essa partida porque afinal de contas se essa partida não for melada vai ser uma goleada de 7 a 1 mas isso é uma ilusão

Pois é, o Dávila mencionou 7x1, fazendo alusão àquele jogo entre Brasil e Alemanha, mas poderia ser também 8x2, né? O Supremo atualmente tem 10 ministros, é preciso considerar esse placar de 8x2 olhando para esse score, esse placar de hoje. Deixa eu passar agora para o Bruno Musa. Bruno, muito se fala sobre a delação de Daniel Vorcaro, as informações que ele poderia compartilhar.

Eu já escutei por diversas vezes essa tese de que haveria uma ou mais pessoas acima dele e que Vorcaro não iria proteger ninguém, iria revelar o nome de absolutamente todas as pessoas. Eu tenho minhas dúvidas, mas tudo bem, vamos embarcar nessa tese de que ele vai revelar absolutamente tudo. Não é só disso que se trata, a gente tem que jogar luz sobre os próximos passos. A análise que vai ser feita...

ao longo do processo, mas é preciso considerar a possibilidade de judicialização até de inviabilizar parte do processo por conta dos vazamentos. E não são poucas pessoas que dizem, os vazamentos não...

Não aconteceram por um erro, um problema na hora de salvar a pasta com as fotos ou com as mensagens no computador de determinada instituição. Não. Vazaram de propósito.

para usar esse argumento no futuro. Ah, vazou, meu Deus, expuseram a moça. Isso não se faz. Foi tema de discussão hoje, inclusive, no Supremo, de um caso que não tem a ver com a apuração do Banco Master. Ou seja, se isso já é tema em uma discussão de um outro caso no Supremo, por que isso não vai ser utilizado, inclusive, pelos advogados? Dê, Musa.

Sem dúvida. Veja que se isso tivesse acontecendo, esse questionamento nosso aqui, esse debate, antes da Lava Jato, muitos talvez falariam. Claro que não. Tá louco. Pessoas delatando, assumindo a sua culpa, devolvendo dinheiro roubado, falando, assumindo. Sim, eu participei daquilo. Tá aqui o fruto do que eu corrompi. Não, não. Isso não. Mas o Brasil vai nos deixando tão escolado que passado algum tempo, a gente começa a levantar argumentos que...

Pouco importa se são viáveis juridicamente ou não. Pouco importa. A verdade que importa é como podemos mover os pauzinhos, inclusive fazendo pessoas que não têm o foro para ser julgados dentro de uma determinada instância, para que ele de fato seja julgado dentro daquela instância, para que aconteça algo como a gente viu hoje, uma votação tão...

cada oito votos a dois assim. Então nada é capaz de ser cravado no Brasil. Vale alguma coisa mudar a regra? Quando eles querem, sim. Eu estava numa discussão esses dias a respeito do Brasil dos anos 80, dos anos 90, e realmente é claro que nós tivemos muitos avanços. Avanços na parte econômica, avanços na parte institucional.

Mas quando nós falamos a respeito da justiça, me parece que a grande maioria que estava naquela discussão e foram discussões de pessoas importantes e de pessoas com histórico para isso, e um número grande de pessoas, não é falar com duas pessoas onde você tem uma amostra pequena.

Os avanços são evidentes em algumas áreas, mas que na justiça nós voltamos durante muito tempo para décadas atrás. Nós estamos numa falta de segurança jurídica que é evidente e muitos, inclusive, não conseguem trazer paralelos para a história do Brasil recente. Então, a gente pode avançar numa parte.

Mas voltamos e muito em outras. Só que a justiça, ela é um dos pilares fundamentais para que o Brasil se torne, qualquer país ou instituição, tenha um avanço sólido de longo prazo. Então, não vejo como nós termos algum tipo agora, depois desse dia de hoje, pelo menos agora na sensação que tem, de que eles não arquitetarão outras formas de tentar barrar isso.

De fato, informações foram vazadas, agora isso é proibido. Mas, gente, olha o que está escrito. Eles estão assumindo, são os envolvidos. Pois é, mas isso não vale de nada porque vazou antes do tempo. E aí a gente vive tempos realmente onde a prova não vale nada. O que vale é uma narrativa.

Nós estamos tratando disso na enquete do dia. A pergunta é sobre a percepção das pessoas que acompanham a nossa programação sobre outras investigações, porque a gente trouxe o resultado da decisão do Supremo em relação à CPMI, a prorrogação da CPMI do INSS, a partir dessa decisão do Supremo.

Qual você acha que será o posicionamento em relação a outras investigações, como no caso do Banco Master? Se você puder, vote no portal da Jovem Pan, jovempan.com.br, ou no YouTube. O YouTube não da Jovem Pan News, do programa Os Pingos nos Is. Lá no chat tem a pergunta publicada. A gente gostaria de saber o que você pensa a respeito, tá bom? Deixa eu só passar para o Cristiano Beraldo rapidamente, antes de fechar essa discussão.

Beraldo, eu me lembro que nós falávamos sobre a figura de André Mendonça. A maior parte de vocês enaltece e elogia o papel de André Mendonça, uma figura técnica, discreta e que precisaria...

seguir fazendo o seu trabalho, que isso poderia fazer a diferença ao longo das investigações que tratam do caso do Banco Master e também do INSS no âmbito do Supremo. Essa decisão de hoje trata de uma decisão...

sobre a apuração no Congresso Nacional, uma CPMI. Mas é preciso olhar para essa votação e tentar conectar com o que a gente tem visto dentro da corte. Uma divisão, um grupo maior que acaba votando sempre em um sentido e um grupo menor com dois...

dependendo, até três que acabam votando ou avaliando as pautas de uma outra maneira. Ainda que André Mendonça tenha a melhor das intenções, você não acha que o sistema é bruto e dificilmente as coisas chegarão onde devem quando a gente olha para o caso do Banco Master?

Neto, já tem algum tempo que o Supremo Tribunal Federal Brasileiro não é mais um templo do direito.

o STF se tornou uma corte com uma dose cada vez maior de política. Em razão disso, o ministro André Mendonça vai ter que navegar nesse ambiente político entendendo que, apesar de ter a opinião pública, ou a vasta maioria da opinião pública com ele, apoiando as suas decisões...

técnicas que avaliam estritamente a lei, o direito, a Constituição, mas ele terá que conduzir esse processo de forma a não encontrar uma parede intransponível em razão de seus pares ou estarem diretamente envolvidos ou terem interesses.

que estão aí navegando nesse mar de lama de pessoas que usam muito dinheiro para comprar influência nas cortes brasileiras. Isso não se dá apenas com os dois ministros citados, isso se dá de uma forma bastante ampla. A gente não sabe até agora se outros serviços jurídicos de outros escritórios ligados a magistrados do STF ou do STJ ou de outras cortes e esse nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível nível

estão ali na lista de pagamentos milionários, não apenas do Banco Master, mas de outras estruturas ligadas a ele. Então, Caniato, será muito difícil essa missão.

que André Mendonça possui. E eu realmente espero que ele tenha essa habilidade de navegar nesse ambiente, não apenas político, mas que tem, do outro lado, um senso de sobrevivência, um senso de proteção de familiares e amigos muito forte da maioria da corte. Infelizmente, essa é a realidade. E isso é uma tristeza termos que discutir justiça no Brasil.

Brasil nesses termos. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui nas demais plataformas, trazendo inclusive um destaque.

que diz respeito a uma manifestação do presidente da República, que cumpriu a agenda em Goiás. Ele mandou um recado para o novo ministro da Fazenda, Dário Durigan. Segundo Lula, a economia vai bem, mas as dívidas causam desconfiança na sociedade. Matheus Dias chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer as informações, essas manifestações do presidente da República. Matheus, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Então, conta para a nossa audiência. Matheus, está aí?

Ah, está sem retorno. Então, a gente não tem condição de acioná-lo? Bom, então daqui a pouco a gente consegue contato com o Matheus e aí ele discorre e traz as informações referentes a essa manifestação do presidente Lula dizendo que o povo brasileiro acaba culpando o governo.

por endividamento. E ele disse que o governo tem que pensar em uma saída, em uma alternativa. Então, daqui a pouco, o nosso repórter vai trazer os detalhes dessa manifestação do presidente da República. Deixa eu só trazer um destaque, uma notícia que chegou há pouco à redação da Jovem Pan News. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou a sessão que elegeu hoje o deputado Douglas Ruas.

do PR como novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado. A medida foi tomada poucas horas após a realização de uma sessão extraordinária que foi convocada pelo presidente em exercício da casa, Guilherme Della Roli.

também do Partido Liberal no fim da manhã. Essa decisão liminar foi concedida pela presidente em exercício do TJ do Rio de Janeiro, a desembargadora Sueli Lopes Magalhães, que determinou a suspensão de todos os atos e decisões da sessão. A magistrada entendeu que o processo eleitoral na casa só poderia ser iniciado após a...

retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral conforme determinação do TSE. Nessa decisão que caçou o mandato do então presidente da LERJ, o deputado Rodrigo Bacelar. Olha...

Que enrosco. Deixa eu passar pro Fluminense e o Carioca da bancada, Roberto Mota, que talvez consiga explicar essa situação sui generis no Rio de Janeiro. Ô, Cê Mota, novo presidente da LERJ e o TJ acaba anulando essa sessão.

Bom, tem a explicação curta e a explicação longa, Caniato. A curta é que rogaram uma praga para o Rio de Janeiro, quando a capital mudou para Brasília. E, aparentemente, o único, o último governo onde não teve...

muita confusão, foi o de Carlos Lacerda no início dos anos 60. De lá pra cá, a política do Rio de Janeiro é muito difícil de explicar. A chave pra entender o que está acontecendo, neste caso, é que o governador Cláudio Castro renunciou ao mandato. Então, quem deveria assumir era o presidente da LERJ. Só que o presidente da LERJ, da Assembleia Legislativa, tinha sido cassado, está perdendo o mandato.

E o que acontece quando um mandato como esse é cassado? É preciso fazer a recontagem dos votos para verificar quem, que foi eleito como deputado estadual, ainda tem mandato.

Isso é porque o nosso sistema de contagem de votos é um sistema chamado proporcional, que eu não vou nem tentar explicar aqui. É complicadíssimo. Então, nesse momento, o Rio de Janeiro fica nesse limbo. A Assembleia elegeu um novo governador, só que os deputados que participaram dessa eleição não se tem certeza se eles ainda terão mandato depois que foi feita essa recontagem dos votos.

Então, a minha opinião é a seguinte, é melhor ficar com a primeira explicação. Rogaram uma praga para o Rio de Janeiro.

Verdade. Uma boa explicação. Obrigado, viu, Mata? Por diversas vezes a gente traz algumas informações referentes ao Rio de Janeiro, né? E muitas delas não são boas. Deixa eu passar para o Dávila também, avaliar essa situação que envolve a saída de Cláudio Castro e esse enrosco, né, para que o Rio de Janeiro tenha, inclusive, um novo presidente da Assembleia Legislativa. O deputado Douglas Ruas já foi até notificado dessa decisão do TJ Fluminense. Você, Dávila.

O Canhato, o Mota tocou no ponto correto, a praga. E sabe qual é o nome dessa praga? Tem nome. Chama Leonel Brizola, governador do Rio de Janeiro a partir de 1983. Ali começou a praga da esquerda, da safadeza, do populismo, que contaminou o Rio de Janeiro. Contaminou o Rio de Janeiro de uma forma dramática.

E é talvez o Estado que seja recordista em número de governantes caçados, presos. É uma vergonha total. Não só de governantes da Assembleia Legislativa, governo do Estado, secretários, membros do Tribunal de Justiça Estadual. É uma festa. Então, este vírus tem nome e tem data. Começou lá atrás com o populista da esquerda, Leonel Brizola.

Pois é, TJ do Rio de Janeiro anulando essa sessão que elegeu o novo presidente da ALEG. A gente vai seguir acompanhando. Qualquer novidade a gente traz aqui na programação. Eu quero destacar uma informação que nós trouxemos há pouco. Quero, inclusive, lembrar a nossa audiência.

chamado o nosso repórter, mas eu acho que não há condição de ele entrar ao vivo, mas então eu vou compartilhar com vocês, porque o governo federal é essa só, confirma. Então, por gentileza, a produção coloca só a notícia que nós vamos destacar agora, porque o presidente da República cumpriu a agenda em Goiás.

E já mandou um recado para o novo ministro da Fazenda, Dário Durigan. Segundo Lula, a economia vai muito bem. Só que as dívidas causam desconfiança na sociedade. E aí, a nossa produção separou a fala do presidente da República. Vamos acompanhar.

É 50 reais ali, é 30 reais, é 40. Parece que não é nada. Mas quando chega no final do mês, quando chega no final do mês, a somatória dessa quantidade de pouquinhos vira grande. E a gente começa a ficar vangado. Aí quem que você xinga o governo? É lógico. Então, eu pedi ao meu menino da fazenda.

que a gente precisa tentar resolver esse problema da dívida das pessoas.

Aí, presidente da república, refletindo sobre o endividamento das pessoas, que as pessoas, quando estão endividadas, colocam a culpa no governo e ele disse, passou para o ministro da fazenda, o novo ministro da fazenda, que o governo pense em uma alternativa, fazer alguma coisa para que as pessoas não tenham essa percepção. Você, Bruno Moussa, qual vai ser a saída? Lançar uma nova linha de crédito com juros bem modesto?

Se você está na liderança de uma grande empresa, sabe. Quando a operação cresce, os desafios também crescem. Mais volume, mais canais, mais decisões em tempo real. É aí que entra o Mercado Pago. A mesma tecnologia de soluções de pagamentos do Mercado Livre, pronta para ajudar grandes empresas a vender com mais segurança. Altas taxas de aprovação, integrando pagamentos online e offline. Mercado Pago, um parceiro à altura do seu negócio. Clique no banner e conheça nossas soluções.

Essa será provavelmente a saída, ainda mais em ano eleitoral. Não que isso justifique alguma coisa, ou melhor, sequer melhora a situação, muito pelo contrário, ela piora. O que me chama mais atenção no discurso dele é ele falar com aquele sorriso, depois você culpa o governo. O governo está desde o começo do século incentivando as pessoas a se endividarem. Repito o que eu falei ontem aqui, quem não lembra, acho que foi em 2007, quando ele zerou e diminuiu o IPI de linhas brancas.

um imposto sobre produtos importados de linha brancas. Ou seja, consumam. Depois, quase 50% do crédito disponível no Brasil tem algum tipo de subsídio do Estado que leva ao endividamento da máquina pública. E você veio ao longo de 20 anos estimulando esse endividamento. Quer ver um dado simples? O que é o PIB do Brasil, ou o PIB do país? É o resultado de tudo que um país produz.

Quais são as duas principais partes que compõem o PIB? Gastos do governo e gastos das famílias. Aí você tem investimentos e a diferença entre importação e exportação. Só que vamos aos dois primeiros, gastos do governo e gastos das famílias. O governo se endivida, gasta mais, transfere dinheiro para a população. Quase 50% da população vive de algum tipo de cheque do Estado.

Governo se endivida e gasta, transfere para as pessoas e estimula o gasto. Dá crédito subsidiado para as pessoas gastarem e se endividarem ainda mais. O PIB sobe, que bonito, né? Anabolizado. Sem nenhum tipo de crescimento sustentável no longo prazo.

Então, quando o Lula vem com esse sorriso, falando que as pessoas depois culpam o governo, sabe por quê? Porque o governo tem culpa. Em uma população que não foi educada financeiramente, você tem alguém que, infelizmente, muitos confiaram as suas vidas por anos em políticos, em partidos, e esses partidos e esses políticos falaram durante 20 anos, se endividam, se endividem, consumam.

Tem crédito barato, mesmo que a taxa está alta, vem aqui, papai te dá uma taxa mais baixa. Aí isso vai chegando no nível que a água deixa a gente para baixo e não consegue respirar. É o nível que estamos. Nível máximo de recorde histórico de endividamento do Estado, das empresas.

E das famílias? Isso tem nome e sobrenome. É uma política atrasada de Estado, que traz como solução mais endividamento. Uma vez que o Estado dará mais subsídio, mais endividamento, menos a tua moeda vale. Menos a tua moeda vale, você perde poder de cobre. Mas logo eles aparecem com mais subsídio para dizer que a culpa é de terceiros.

Pois é, mas em algum momento talvez surja uma linha de crédito, um empréstimo, alguma coisa que poderá ajudar esse trabalhador endividado e ele vai entender que aquilo é uma grande saída, uma grande alternativa, uma ajuda talvez do governo federal. E quando isso acontece próximo do período eleitoral, vai saber se não tem impacto inclusive na percepção do eleitor. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo.

É uma tática, dá pra dizer, antiga, né? Uma dificuldade que os brasileiros têm, muitas famílias endividadas, um percentual altíssimo, e aí talvez o governo, o presidente da república com o novo ministro da fazenda, pensarão em uma saída. Qual será a saída de curto prazo? Não vejo uma alternativa senão criar uma linha especial de empréstimo pra esses trabalhadores, né, Beraldo?

De novo, Caniato, a gente tem memória curta, mas esse governo começou com o programa Desenrola, se não me engano era esse o nome. O problema do endividamento das famílias é um problema que vem se agravando de forma muito dura, muito pesada. Só que os motivos que levam o presidente da República a se preocupar com o endividamento das famílias

Não é o motivo nobre que gostaríamos de ver daquele que tem a responsabilidade de desenvolver políticas públicas que viabilizem o desenvolvimento e o fortalecimento não apenas do Brasil, mas também dos brasileiros.

O problema é que no começo desse governo havia um compromisso do governo com os empresários e empresárias, amigos do governo ligados ao varejo. E aí era preciso tirar o nome das pessoas do SPC e do Serasa para que as pessoas pudessem se endividar de novo. Essa era a lógica, ninguém queria.

a melhora da qualidade de vida, a organização, a educação financeira. Isso não estava na pauta. Então, o governo agora vê que as pessoas estão endividadas de maneira a se inviabilizarem, porque com taxa de juros, se ele, a taxa oficial de 15%, quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando

Mas a taxa de juros do cartão de crédito e do cheque especial de 400% ao ano significa que quem cometer a imprudência de se endividar no Brasil está completamente liquidado, vai falir. Porque você vai colocar cada gota de suor.

do seu corpo, para trabalhar, para pegar o seu dinheiro e entregar. Para o governo, em juros, em impostos e para os bancos em juros. A sua vida será completamente injusta. E você vai viver correndo atrás do rabo.

Então, Caniato, é importante a gente refletir, porque esse é um assunto que exige um aprofundamento, e a gente tem que discutir aqui causas históricas e a irresponsabilidade do governo, mas a gente precisa lembrar que ter dívida, o crédito, o mercado de crédito, nos países não só desenvolvidos, mas civilizados,

e há registro aqui que não considero mais o Brasil um país civilizado, o crédito nos países civilizados e desenvolvidos é utilizado para fortalecer a economia. As pessoas, elas financiam as suas casas e pagam mensalmente.

um valor de financiamento que equivale praticamente ao aluguel. As pessoas financiam o seu carro porque entendem que o carro é um bem que vai se deteriorar. Então, daqui a três anos, você vai trocar de carro. Então, você, ao invés de empatar o seu dinheiro, você paga ali uma taxa de uso, como se fosse isso.

E com crédito você vai investindo, você vai expandindo, você vai crescendo, vai gerando emprego, vai fortalecendo a economia. Mas no Brasil, não. No Brasil, as pessoas se endividam para sobreviver.

Quando a gente olha o número de pessoas que usam dinheiro, que não tem para jogar, não é porque elas acreditam que o time delas é melhor e vai vencer o outro. É porque elas estão desesperadas para ganhar algum dinheiro. Porque do ponto de vista formal do trabalho, as oportunidades não aparecem. Então ela vive naquela expectativa...

ativa, porra, eu vou pôr uma grana aqui, eu vou ganhar um dinheiro e isso aqui vai me permitir tirar o meu nariz debaixo d'água pra eu poder voltar a respirar um pouquinho. Então, hoje existe uma dinâmica completamente perversa que...

transforma o brasileiro nessa figura mumificada, tudo é sugado dele, tudo é tirado dele. Ele já não tem nem mais sangue correndo dentro das veias, porque o governo e esse sistema financeiro que cobra 400% de juros do pobre coitado que precisa recorrer ao crédito, seca qualquer pessoa, não tem como escapar.

Pois é, tem um outro aspecto, inclusive, dessa participação do presidente da República em um evento de uma montadora no estado de Goiás. Deixa eu passar para o Mota, inclusive, para a gente analisar esse outro aspecto. Mota, sabe aquela retórica ou aquela estratégia de comunicação de você jogar no colo do outro? Então, o presidente da República, em dado momento, conversando com os jornalistas, com os representantes da empresa e a imprensa que estava lá, ele disse o seguinte. O que aconteceu com a economia?

e com os desgovernos do Brasil nos últimos tempos. Ele disse que foram quase sete anos de obscuridade se referindo às gestões.

de Jair Bolsonaro e também de Michel Temer, uma gestão menor do que os quatro anos por conta do impedimento de Dilma. E aí ele completa. As pessoas não percebiam o que estava acontecendo na economia por causa do espetáculo da mentira através do celular, com fake news, ódio e discórdia. Enfim, querendo dizer que a população não conseguiu identificar o que acontecia com a economia por conta, segundo ele,

estaria muito interetida no celular com inverdades que estariam sendo compartilhadas. Mota.

Eu não tenho dúvida nenhuma que se pudesse, o atual governo do PT acabaria com telefone celular, internet e rede social. A gente voltava para a era do jornal em papel e da linha de telefone fixo. Não tenho dúvida nenhuma disso. Agora eu queria lembrar aqui um fato importante. Por favor, vocês que estão assistindo Pigos nos Is, anotem isso.

porque o que eu vou dizer é muito importante. Já se passaram 26 anos, desde que nós entramos no século XXI. Durante 20 desses anos, o controle do governo federal do Brasil esteve na mão do PT. Esse período é maior do que o tempo total que Getúlio Vargas esteve no poder. Vargas ficou 19 anos no poder. O PT já está há mais tempo.

O período do PT no poder, no final desse ano, vai ser igual ao período do regime militar. 20 anos. O tempo do PT no poder supera o do fundador da União Soviética, Lenin. Lenin só ficou no poder sete anos. Os petistas, no final desse ano, terão ficado mais tempo no poder do que Napoleão Bonaparte, que só ficou 15 anos.

Ora, o presidente americano que governou por mais tempo, Franklin Roosevelt, que foi o único que foi eleito presidente para quatro mandatos consecutivos, ele morreu durante o último mandato, no total, Franklin Roosevelt esteve no poder por...

12 anos apenas. Mais uma vez, o PT ganha fácil. São 20 anos no poder. Portanto, quando vocês olharem para o lado e perceberem o que o Brasil é hoje, tenham consciência disso. O Brasil é construção petista. Tudo o que a gente vê à nossa volta é a herança do PT.

Pois é, vou passar para o Dávila, para analisar também essa manifestação do presidente da República, mas ele faz um recorte da economia, querendo dizer, a população não sabia o que estava se passando na economia, porque viveram sete anos de obscuridade, obscurantismo, com Temer e Bolsonaro. Mas eu me lembro que o Dávila, certa vez, fez um recorte aqui, como o Dilma entregou.

o Brasil para Michel Temer e como Michel Temer entregou o Brasil para Jair Bolsonaro. Há números importantes que precisam ser lembrados, né, Dávila?

Com certeza, esses 20 anos que o Mota diz de poder, é um desastre para o Brasil. O Brasil está há 20 anos estagnado economicamente. O Brasil está há 20 anos gastando, criando rombos fiscais, que o único que conseguiu arrumar durante um período foi justamente Michel Temer. Pegou uma economia completamente quebrada, com 13 milhões de desempregados, até então a taxa de juros mais alta da história do Brasil.

E há apenas dois anos, conseguiu impor o teto de gasto, reduzir as despesas e derrubar os juros para ir para 6%. Então, assim, foi uma mudança inacreditável, só com um pouco de gestão naquele período curtíssimo de governo Temer. Mas vamos fazer o retrato do governo Lula agora. Primeiro, é uma cara de pau inacreditável o presidente da república culpar o brasileiro.

pelo endividamento. É uma cara de pau absurdo. O brasileiro tá endividado. Nós estamos falando aqui 81 milhões de brasileiros estão endividados, porque nós temos a taxa de juros mais alta do mundo. E nós temos a taxa de juros mais alta do mundo por causa desse governo irresponsável, cara de pau, que deu 28 aumentos de impostos.

desde que começou o governo recorde de arrecadação tributária na história do Brasil e também recorde de gasto público só de estatal só o rombo das estatais o governo vai gastar mais de 15 bilhões de reais só com correio, se a gente somar os outros aí vai pra 30 bilhões então é uma vergonha falar isso é um governo que a dívida pública cresceu os 7 pontos percentuais do PIB gente e aí

Então, é uma cara de pau ele achar que a pessoa comprou uma coisa de 30, 40 reais, que esse é o problema. O problema é essa taxa de juros monstruosa que está matando todo brasileiro que produz, trabalha e proíbe o investimento.

Então esse recorde de inadimplência, esse recorde de recuperação judicial é fruto do desgoverno do PT, que cometeu duas decisões impopulares que explodiu a dívida pública. A primeira é usar o salário mínimo como indexador de gasto público.

Caneato, para cada um real que sobe o salário mínimo, esse salário mínimo que indexa gasto público, tem um impacto de 380 bilhões de reais nas contas públicas. Esse governo explodiu as contas públicas por causa dessa decisão populista, demagógica e desastrosa. E é o que fez isso. E isso é que impulsionou a gente a taxa de juros mais alta do mundo.

E a outra coisa, o governo voltou a transformar gastos obrigatórios em saúde, em educação, em gastos. É um negócio inacreditável nesse momento. Precisa ter uma ideia. O Brasil perdeu, nas últimas duas décadas, esses 20 anos que o Mota falou de governo petista,

11 milhões de alunos. Perdeu 11 milhões de alunos porque a população está encolhendo. Está nascendo menos crianças, mas o gasto público, a educação está aumentando. E não está aumentando para melhorar a qualidade do ensino. E não está aumentando para fazer com que esse aluno aprenda matemática, português. Não está aumentando para o corporativismo da educação, que não tem nada a ver com a qualidade do aprendizado na ponta. Então, esse governo é uma vergonha e culpar o povo.

É muita cara de pau, é muita desconexão com a realidade do brasileiro que acorda todo dia cedo, rala e não consegue, mesmo ralando, pagar as suas contas, porque ele é obrigado a pagar a taxa de juro mais cara do mundo, porque esse governo gasta achando que dinheiro cai do céu. Mas dinheiro não cai do céu, dinheiro sai do nosso bolso.

Pois é, a gente tem mais um tempinho, acho que dois minutinhos antes do break. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, rapidamente, olha só o que o presidente ainda falou nesse evento, enaltecendo a sua gestão. Hoje vivemos o menor desemprego da história, maior quantidade de trabalhadores participando da economia formal, maior crescimento da massa salarial, menor inflação acumulada em quatro anos, maior produção agrícola e maior exportação.

Que país é esse? Porque, ok, o governo ostenta esses números e divulga isso em um evento, provavelmente ele vai se utilizar dessas informações na campanha eleitoral. Mas não é bem isso que se trata. Esse não é o Brasil que nós estamos vendo no dia a dia.

Eu nem vou entrar na discussão que está acontecendo no IBGE, que é o órgão que divulga os dados. Afinal de contas, houve algumas exonerações, inclusive cartas reclamando do próprio presidente Marcio Pocco, ligado ao PT por anos, falando do seu autoritarismo e de não adaptar as metodologias. Inclusive, algo semelhante tinha acontecido quando ele presidiu o IPA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, alguns anos atrás.

Vou deixar esse pequeno, entre aspas, detalhe de lado. Todos os dados econômicos serão usados aí como narrativa, claro que sim. Eu lembro no meu primeiro comentário hoje, quando eu mencionei das pessoas que apoiavam ou apoiaram há pouco tempo atrás, decisões bastante enviesadas e conturbadas da justiça brasileira. Como é que estão com essa cara hoje, ao olhar as mesmas pessoas defendendo o indefensável? Por exemplo, o roubo bilionário de aposentados do crédito consignado.

Por que eu estou falando justamente isso e trazendo esse paralelo? Porque como é que essas pessoas se sentem ao saírem nas ruas e ouvirem esses dados da boca do presidente Lula e saírem às ruas e perceberem que o seu poder de compra real está sendo dizimado?

Por quê? Porque os preços sobem muito mais. Como é que essas pessoas se sentem tendo que trocar os alimentos que compram em casa cada vez mais e ouvem um aplauso das pessoas ali à volta do presidente, dizendo que a inflação está por volta de 4% ao ano?

Como é que será que essas pessoas se sentem quando veem o seu endividamento, que acabamos de falar, mais de 81 milhões de brasileiros endividados, com as empresas apresentando recuperação judicial, porque não aguentam pagar as contas. Atribuirão a culpa aos juros, ao Banco Central, indicado pelo Lula, que continuou subindo o taxa de juros, para conter a inflação dos gastos públicos exacerbados. Como é que ele vai confrontar essas pessoas, olho no olho, quando o seu poder de compra não aguenta mais comprar?

Metade do que comprava, talvez, um, dois anos atrás com os mesmos produtos no supermercado. Pois é, a realidade bate a porta depois de ciclos econômicos mais longos. Durante um, dois, cinco anos, você engana. Dez anos, você vai enganando por quê? Havia espaço de endividamento dentro do orçamento.

das famílias, das empresas e principalmente do Estado. Por esse gargalo começa a chegar no máximo, realmente a realidade confronta. E aí a gente precisa entrar mais detalhado, teremos tempo pra isso, pra falar das metodologias. Os números são bonitos. Qual é a metodologia que chega nesses números? Aí a coisa começa a ficar bastante mais assustadora.

Agradecer muito a audiência das pessoas e as mensagens que nós recebemos ao longo do programa. Fabiana Prícoli e a sua mãe acompanham a nossa programação e também o Paulo Sarzana enviou mensagem durante o programa. Quero agradecer pela audiência, pela parceria. Faremos agora um rápido break comercial. É bem rápido mesmo. Voltaremos em um minuto e meio. Ainda tem mais notícia e mais análise. Até já. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.

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O seu jeito de ver amanhã, só que ainda melhor. O Morning Show é pra comentar, é pra rir, é pra discordar e pra seguir a conversa. Um espaço onde o entretenimento encontra a política e os assuntos que estão bombando agora. No Morning Show, de segunda a sexta, dez da manhã, na Jovem Pan. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, sempre contando com as análises dos nossos comentaristas.

E eu quero lembrar também que a nossa enquete do dia, acho que mais uns dois minutos para você votar, a gente já vai passar a régua, fazer a conta e para dar o resultado daqui a pouco em relação à situação que envolve a decisão do Supremo e também qual é a sua expectativa para novas apurações, principalmente quando a gente olha para o caso do Banco Master. Então daqui a pouco a gente traz o resultado na enquete do dia. Eu vou receber a Rede Jovem Pan e aí todos...

Vão acompanhar na íntegra a próxima notícia. Agora sim, Rede Jovem Pan conectada. Quero enviar um abraço para os motoristas de aplicativos, taxistas, principalmente aqueles que nos acompanham pela Jovem Pan, São José do Rio Preto, 93,1 FM. Também as pessoas que gostam de acompanhar a programação em Presidente Prudente, em 101,7. Muito obrigado pela audiência.

Mais um destaque, uma pesquisa realizada pela Atlas Bloomberg. Os entrevistados foram questionados pelo Instituto sobre os desafios a serem superados no país. Para quase 60% das pessoas, a corrupção é o maior problema do Brasil. Em seguida, vem criminalidade e tráfico de drogas para 53%. Em terceiro lugar, o levantamento destaca a preocupação com economia e inflação.

para quase 25% dos brasileiros. Chama agora o último giro com os nossos comentaristas. Você, Mota, são ingredientes importantes, né? Que a gente costuma, inclusive, tratar aqui na programação. Agora, corrupção está no topo. Acho que microfone fechado, checa aí. Aqui está tudo certo. Agora está perfeito. Então foi aqui o problema. Está tudo certo agora.

Essa pesquisa é um exemplo perfeito das minhas críticas às pesquisas.

Corrupção é um problema, mas não é o maior problema do Brasil. O maior problema do Brasil é a impunidade, é o fato de que as pessoas violam a lei sistematicamente e nada acontece com elas. Inclusive, para algumas pessoas, isso só dá a elas mais prestígio e mais poder. E aí, quando elas estão livres para cometer crimes, elas cometem crimes violentos, fraudes bancárias, elas corrompem quem elas querem.

E fica por isso mesmo. Você, Luiz Felipe Dávila, a percepção do brasileiro, quais são os maiores problemas? Precisamos vencer quais desafios? Aparecem várias coisas, mas corrupção no topo, depois segurança pública, tráfico de drogas e também questões que envolvem a economia. Bom, o Dávila acho que está com problema na conexão. Vou passar para você, Musa. Concorda com a avaliação do público nessa pesquisa, nesse levantamento?

Claramente, é o que está na boca da população hoje em dia. Além do mais, todo o escândalo agora que está acontecendo, toda a falta de segurança jurídica. Isso se torna cada vez mais óbvio. Corrupção e tráfico, infelizmente, já faz parte do nosso dia a dia em todas as capitais brasileiras. Pois é, para fechar você, Beraldo, 50 segundos, o resultado desse levantamento.

Olha, na verdade, a gente está diante das consequências de um Brasil absolutamente inviável, um Brasil que não funciona, um Brasil que não deu certo. Hoje, as pessoas que ousam empreender no Brasil, elas se veem imediatamente envoltas nessa realidade.

é cruel, é o fiscal aproveitador, é o achaque do miliciano, é a estrutura que não anda, é a dificuldade que ele tem. Então, isso tudo demonstra que o Brasil, do jeito que está, não tem a menor condição de ir a lugar nenhum. E aí temos, nesse resultado, as consequências disso tudo que o Brasil gerou para a sua população.

Retomamos com Dávila, produção. Infelizmente, perdemos o contato com Dávila, mas não tem problema. A gente precisa sempre analisar a situação que envolve esses levantamentos, mas há pelo menos, eu acho, um indício de coisas interessantes para serem refletidas em relação aos problemas do Brasil. A gente volta a tratar disso amanhã. Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás.

O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990 para a CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Quero só destacar o resultado da enquete do dia. Vamos colocar o resultado na tela? A pergunta que nós fizemos, depois da decisão do STF sobre a CPMI do INSS, a não prorrogação, você acredita que a CPMI ou CPI do Master será instalada?

Para 59% não vão abafar a investigação, vão engavetar. Para 41% sim, porque há muito para ser investigado e apurado. Obrigado a todos que participaram da enquete. Amanhã um novo tema, uma nova discussão. Quero agradecer aos nossos comentaristas, Roberto Mota, Luiz Felipe Dávila, Bruno Musa e também Cristiano Beraldo. E nós agradecemos a você pela parceria.

pela audiência, por prestigiar o nosso trabalho aqui no programa Os Pingos nos Is. Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Tiago Uberreis vem aí com o seu time, trazendo todas as informações importantes do dia. Eu volto às dez com visão crítica. Boa noite. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.

Realização Jovem Pan.

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STF derruba prorrogação da CPMI do INSS | Castnews Index — Castnews Index