PF afasta perito suspeito de vazar informações do caso Master
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (19):
O ministro André Mendonça (STF) autorizou a 7ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou no afastamento de um perito criminal que integrava a equipe da Polícia Federal à frente das investigações. Ele é suspeito de vazar informações sigilosas à imprensa, incluindo o contrato milionário entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu hoje, em reunião com as bancadas do PL, que visitou o banqueiro Daniel Vorcaro em sua casa no fim de 2025, logo após o controlador do Banco Master deixar a prisão. No entanto, a desconfiança aumentou na legenda após a confirmação da reunião.
O ministro André Mendonça (STF) autorizou a transferência de Daniel Vorcaro para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília. A bancada debate se a movimentação é um ultimato dos investigadores para que o banqueiro entregue provas definitivas contra parlamentares.
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou uma ação no STF pedindo a suspensão imediata da Lei da Dosimetria. O órgão argumenta que a derrubada do veto do presidente Lula (PT-SP) pelo Congresso não seguiu os ritos constitucionais.
O presidente Lula (PT-SP) voltou a defender a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. Em tom descontraído durante evento em Brasília, Lula afirmou que o trabalhador brasileiro quer o fim da escala "para poder descansar e namorar mais".
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Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Jornal da Manhã. Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes e trazendo pra análise os nossos comentaristas. Cristiano Beraldo tá aqui com a gente no estúdio em São Paulo, Luiz Felipe Dávila, Roberto Mota e Bruno Musa participarão de forma online.
Eu sou o Daniel Canhato e você é o nosso convidado especial. A Polícia Federal afastou um perito criminal federal suspeito de vazar informações sigilosas relacionadas às investigações do Banco Master. Essa medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Polícia Federal, o investigado teria repassado a integrantes da imprensa dados que foram obtidos a partir da análise de materiais apreendidos durante as fases anteriores da investigação que envolve Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Além do afastamento do agente, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares que foram autorizadas pelo ministro relator da Suprema Corte. Chamar os nossos comentaristas, vamos ao Rio de Janeiro. O Roberto Mota está ao vivo, conectado com a gente, analisando e acompanhando o noticiário. Não é, Mota? Seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Bom, a Polícia Federal conseguiu identificar, então...
Uma figura que fazia parte do seu time, um perito suspeito de vazar informações relacionadas ao caso do Banco Master. Bom, nós já vimos inúmeros episódios de vazamentos para alguns órgãos da imprensa. Nesse caso, conseguiram identificar e puniram, pelo menos afastaram preliminarmente. Vamos esperar quais serão as consequências para ele.
É, Caniato, vazamento é uma coisa complicada, porque investigações deveriam ser sigilosas. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. Investigações deveriam ser sigilosas, mas é quase uma tradição brasileira que as informações sobre investigações cheguem a alguns veículos de mídia quase imediatamente.
De uma forma geral, a gente pode dizer que vazamentos são reprováveis.
Mas nós temos uma tendência a aplaudir alguns vazamentos, porque sem eles nós provavelmente jamais ficaríamos conhecendo alguns dos segredos da República, como, por exemplo, contratos de prestação de serviços advocatícios firmados entre parentes de poderosos.
e pessoas em situação de fraude financeira. Pois é, mas é importante nós questionarmos, porque em alguns casos conseguem identificar quem foi que vazou e em outros não. Chama o Luiz Felipe Dávila, o Dávila também está ao vivo, conectado com a gente, vai trazer suas reflexões a respeito dessa operação. E o policial, ou integrante da Polícia Federal, perito,
suspeito de vazar os dados do Master, que foi afastado pela chefia da PF. Dávila, bem-vindo. Boa noite. Quais aspectos dessa notícia nós devemos nos atentar?
Boa noite, Caniato, Mota, Musa, Beraldo e a nossa querida audiência. O que nós temos nos atentar é aquela síndrome que eu já falei tantas vezes nos pingos nos is. A síndrome Luiz catorze, o famoso rei da França que que tinha mania de dizer que o Estado sou eu, como se ele fosse a personificação do Estado.
Esta síndrome hoje perdura no Supremo Tribunal Federal. Os juízes do Supremo Tribunal Federal acham que eles são uma espécie de Luiz 14 brasileiro. O Estado são eles. Portanto, eles são o tal dos intocáveis, como bem disse o governador Romeu Zema. E veja só que interessante nesse Estado Luiz 14. O negócio é matar o mensageiro e não prestar atenção na mensagem.
É óbvio que o vazamento foi feito por um mensageiro, que provavelmente vai acabar enrolado na justiça e pode até ser preso. Mas não podemos esquecer a mensagem. A mensagem é o importante nessa história. É uma mensagem vergonhosa.
de um familiar, de um membro do Supremo Tribunal Federal, com um contrato milionário, com esse banco fraudulento. É uma vergonha, é um escândalo. E nós não podemos deixar de ressaltar a importância, sim, de determinados vazamentos para colocar o dedo na ferida da imoralidade pública.
Por isso, Caniato, essa história de perseguir o mensageiro e esquecer a mensagem é que nós não podemos fazer. Não podemos cair nessa armadilha. E segundo e último ponto, já que o Estado sou eu com essa mentalidade Luiz XIV, o recado é claro. A ideia de punir o mensageiro é para desencorajar outros vazamentos.
de imoralidades públicas e, principalmente, criar um constrangimento ao jornalismo.
É isso, a notícia de abertura de Os Pingos nos ISA, a Polícia Federal toma uma decisão, afasta de maneira preliminar um perito, ele é acusado de vazar informações sensíveis, sigilosas, das investigações do caso do Banco Master, sobretudo os arquivos que foram obtidos, encontrados nos dispositivos eletrônicos de Daniel Vorcaro. E aí esse agente teria repassado as informações.
Para alguns veículos da imprensa, vocês acompanharam ao longo das últimas semanas, quantas informações referentes a Daniel Vorcar não foram divulgadas. Mensagens de WhatsApp, levantamentos de custos de eventos, festas, viagens, enfim. Deixa eu chamar o Cristiano Beral, ele está com a gente.
Aqui no estúdio em São Paulo, Beraldo, seja muito bem-vindo, uma ótima noite a você. Queria pedir também sua análise, seus apontamentos em relação a essa notícia. O que a eficiência da Polícia Federal e da própria Justiça em identificar...
o sujeito que teria vazado essas informações, acaba sinalizando para o futuro dessa investigação. Porque parece que quando querem, conseguem identificar. Mas será que somente quando há um interesse? Bem-vindo.
É eficiência seletiva, Caniato. Boa noite a você, Aldávio, Laomota, Almusa e boa noite especial para a audiência que prestigia diariamente os Pingos nos Is. Olha, Caniato, a gente tem no Brasil um histórico assustador de vazamentos de informações sigilosas.
Parece que o sigilo em questões judiciais é meramente decorativo. Se ignora por completo aquilo que está previsto em lei e aí saem por aí divulgando. Eu sempre fui um crítico, desde o início, dessa divulgação da íntegra de anos de conversa de um casal.
Quer dizer, se há ali elementos que possam indicar algum tipo de crime cometido ou de relações espúrias, isso tem que ser usado dentro de um sigilo que proteja a intimidade. Quer dizer, o que faz sentido você divulgar troca de mensagens íntimas de um casal, de noivos?
coisa absolutamente bizarra que sai do noticiário econômico e do noticiário criminal e vai pras páginas de fofoca que todo mundo dá risada, todo mundo acha legal, mas se esquece do que está por trás daquilo. Aquilo por si só é um ato criminoso. Então...
Não se pode ignorar esse fato que acontece de forma corriqueira no país. Agora, é muito estranho que somente no caso em que o vazamento atingiu os interesses da pessoa mais poderosa do Brasil...
Aí é afastamento, é decisão disso, daquilo. É uma coisa assustadora. Aliás, eu destaco aqui um caso interessante de decisões desse mesmo ministro que mandou prender uma pessoa acusada de financiar uma operação para cessar dados sigilosos, sigilo fiscal da esposa do ministro. Então o ministro...
resolveu prender aquela pessoa suspeita de dar dinheiro para acessar o sigilo fiscal da sua esposa. Essa pessoa estava na Espanha. E lá na Espanha se apresentou à justiça...
demonstrando que ele não tinha nada a ver com aquilo, não há provas, e ele negando. E aí a justiça espanhola observou que não é razoável ao direito, à justiça, com J maiúsculo, que o marido mande prender aquele acusado de acessar informações da esposa.
Isso não faz nenhum sentido. E a gente continua vendo isso de forma repetida. O Brasil, o judiciário brasileiro, já é uma piada internacional. O que está acontecendo no Brasil hoje, essas decisões arbitrárias, absurdas, que não encontram respaldo na Constituição, na lei.
Esses absurdos já estão sendo observados e acompanhados pela comunidade internacional. É o Brasil institucionalmente desacreditado. Mas aí toma-se a decisão, ninguém se opõe, correm lá para cumprir, afastam a pessoa suspeita de ter vazado e pronto, a vida dessa pessoa acabou. Eu acho que isso não representa o que deve ser a justiça no nosso país.
Bruno Musa também com a gente, o Bruno sempre atento, também acompanhando o noticiário, vai trazer suas reflexões, impressões e apontamentos sobre essa notícia. Agora, Bruno, eu me lembro que no início das divulgações dos arquivos de Daniel Vorcaro, principalmente isso mencionado pelo Beraldo, as trocas de mensagens com a então namorada, a noiva,
Tinha até algumas mensagens picantes que viralizaram e foram transformadas em memes por conta de um jeito muito peculiar que Daniel Vorcaro se referia à namorada e algumas partes do corpo dela. Mas eu me lembro que algumas pessoas chegaram a levantar, inclusive juristas falavam, olha...
vazaram coisas que não colaboram com absolutamente nada para a investigação. E talvez lá na frente possam questionar justamente a legalidade disso. Você não teme que todo esse vazamento tenha sido uma etapa de um roteiro desenhado por alguém?
e que haja a previsão, inclusive, de inviabilizar parte do questionamento jurídico junto à Suprema Corte, possivelmente, que é preciso considerar nesse caso. Bem-vindo.
E me surpreende quem se surpreender se tudo isso for cancelado e anulado, né, Caniato? Primeiro, muito boa noite, Caniato, Beraldo, Mota, Dávila e todos que nos assistem no Brasil. E mais um dia nesse roteiro, onde até o passado é completamente incerto.
Veja, se todas as investigações devem correr em sigilo, de fato, isso deveria acontecer de forma sistemática e qualquer vazamento poderia ter, de repente, o mesmo destino. Mas o que nós vemos é uma seletividade, uma seletividade do que se fala.
Quem fala? O que faz? Mas quem faz? Tudo isso mostra que nós temos hoje uma justiça com viés. E o viés aqui não tem nada a ver com político partidário ideológico, mas tem a ver com envolvimento completo em uma trama toda que transformou o Brasil numa várzea. Hoje o Brasil é uma várzea, como muito bem falou o Beraldo. Eu não diria que nem é uma piada, mas talvez um sentido de preocupação. Olha o que está acontecendo na justiça brasileira.
que inclusive tem afetado outros países. Nós já vimos, por exemplo, Donald Trump falando isso e toda a sua equipe falando isso. Sem juízo de valor, mas já chegou em outras partes do mundo, em países muito mais sérios, com instituições muito mais sólidas. Então, a pergunta que eu deixo aqui, já foi muito bem complementada por todos os meus colegas aqui de bancada esse tema. A pergunta novamente é...
Qual o caminho que o Brasil quer seguir? Será que nós queremos copiar aqueles países que, de fato, levaram a justiça para um autoritarismo por completo e um país perdeu totalmente as suas instituições, uma vez que a credibilidade nas mesmas se esvaiu por completo? É mais ou menos algo que está acontecendo no Brasil. Ou dá tempo ainda de pular num barco, onde a gente quer mirar países que tiraram ou deram voos mais altos. Lembre-se de uma frase...
que muito bem colocava Roberto Campos, avô. Ele falava que existia três tipos de sociedade, Caniato. A sociedade inteligente, em que ela basicamente aprendia com os outros. É um custo muito menor você aprender com os outros, não precisa se machucar para aprender.
Você tem também aquelas sociedades medíocres, que você aprende com os próprios erros. A duras penas dói, é mais caro, mas você aprende. E a sociedade dos idiotas, onde você não aprende. Só que aqui, infelizmente, quem comanda essa sociedade são pouquíssimos burocratas. E esses burocratas fazem o que querem com o texto constitucional. Cancela, afasta, não afasta, seletividade. Desde que façam qualquer coisa para eles se perpetuarem no poder.
Zé, deixa eu trazer o Mota para avaliar um outro aspecto dessa discussão, porque nós falávamos lá atrás, no início, por exemplo, do processo de investigação, teve um momento em que o relator do caso foi trocado. Mota, você se lembra bem do momento em que há uma decisão tomada pelo Supremo.
O então relator acaba saindo após uma reunião entre integrantes da Suprema Corte, é feito um sorteio e surge o nome de André Mendonça. O que a gente pode acompanhar na imprensa? Muitas reflexões, apontamentos e até indicações de que a investigação transcorreria de uma maneira diferente se estivesse na mão do outro relator.
Quais são os maiores desafios da equipe principal de investigação? A gente pode colocar a Suprema Corte, mas principalmente a Polícia Federal. Porque, eu fico imaginando, muitas coisas acontecem no meio do caminho.
Essas surpresas podem, inclusive, inviabilizar a estratégia para chegar ao objetivo, né? Descobrir quem são os responsáveis. Quais são os maiores desafios para aqueles que estão envolvidos diretamente nessa investigação, Mota? Tudo nisso é um desafio, Caniato, porque você lembrou muito bem.
Essa investigação estava a cargo de um ministro que, salvo engano, renunciou voluntariamente à posição de relator. E a gente imagina que talvez tenha sido porque o nome dele foi mencionado em alguns vazamentos ligados ao escândalo do Banco Master. Isso nunca foi colocado explicitamente dessa forma, mas tudo indica que essa foi a razão.
Mudou-se o relator e eu disse aqui na época que eu não tinha expectativa de que a mudança de relator fosse mudar fundamentalmente o rumo dos acontecimentos. Por que eu digo isso? Por que eu disse isso? Porque se trata de uma corte com 11 integrantes.
E na corte, com 11 integrantes, a maioria das decisões são tomadas, ou as decisões definitivas, os julgamentos, são feitos por votação. Então, um voto diferente dos outros 10 não muda muita coisa. Nem dois votos, nem três votos muda muita coisa.
Dois ou três ministros que pensam diferente não vão mudar a direção fundamental para onde a corte está indo há bem mais do que uma década.
Então, esse é o primeiro elemento. O segundo elemento é que é quase impossível para um leigo e até para muitos juristas e investigadores entender essa dinâmica. Porque trata-se de uma investigação conduzida pela Suprema Corte de um país. A Suprema Corte, essa ideia de Suprema Corte, vem dos Estados Unidos.
como a ideia de uma corte dedicada a analisar questões constitucionais. Um número reduzidíssimo de questões constitucionais. E só. Então, para muitos juristas é inconcebível a ideia de uma Suprema Corte que conduz uma investigação policial.
determina prisões, soltura, recolhimento de provas, até como a gente viu no passado recente, destruição de provas, participa ou aprova a negociação de delação premiada. Isso é um conceito muito difícil da gente entender. E o último tempero para isso tudo é a onda cada vez maior no Brasil de ativismo judicial.
onde a gente vê inúmeros magistrados sem nenhum pudor de dar opiniões políticas, de fazer discursos, de dar entrevistas, às vezes várias, no mesmo dia, se manifestando sobre questões políticas, dizendo que aprovam ou reprovam determinada atitude ou determinada lei aprovada pelo Congresso Nacional, até avisando, olha, se esse assunto surgir aqui para julgar...
nós vamos julgar dessa forma. Então, é um desafio completo, Caniato. Se alguém conseguir encontrar algum sentido nisso, e baseado nisso, apontar alguma decisão ou algum provável resultado disso, trata-se de um gênio.
Pois é, inclusive, a enquete do dia trata do caso do Banco Master e se o avanço das investigações e a possível delação ou informações da delação vierem à tona, você acha que isso pode fazer com que o eleitor mude o seu voto?
A depender da informação que vier à tona, nossa, aquela pessoa que eu gosto foi citada pelo Daniel Vorcaro. Não, não vou votar nele. Vou votar em outra pessoa. Você acha que isso pode acontecer? Se você puder, vote, manifeste a sua opinião no portal da Jovem Pan ou então no nosso YouTube. YouTube de Os Pingos nos diz. Eu conto com o seu voto, com a sua manifestação. Daqui a pouco a gente traz uma parcial e no final o resultado.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, ele admitiu hoje que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro no fim de 2025. Segundo Flávio, o encontro foi realizado com o objetivo de botar um ponto final na questão do financiamento do filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Vamos ouvir, inclusive, a declaração. A nossa produção separou justamente esse trecho. Vamos acompanhar.
Eu falei lá dentro para os deputados, mas já vi que a imprensa já divulgou. Eu estive com ele mais uma vez após esse evento, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico, ele não podia sair da cidade de São Paulo. Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história.
Dizer que se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco. Então foi uma grande dificuldade nesse momento arrumar outros investidores que pudessem concluir esse filme.
Antes desse encontro, o deputado federal e um dos responsáveis pelo filme de Jair Bolsonaro, Mário Frias, ele conversou com o Vorcaro e agradeceu o apoio do banqueiro. O áudio foi divulgado pelo The Intercept Brasil. Vamos acompanhar. Só te agradecer, meu irmão. Vamos mexer com o coração de muita gente e vai ser muito importante para o nosso país, tá?
É... Preciso de vez em quando de falar como as coisas vão andando, tá?
O áudio trocado por Mário Frias com o Daniel Vorcaro, naturalmente o Tratativas em relação ao filme Dark Horse. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, porque nós debatemos, analisamos e trouxemos tantas informações referentes a esses contatos de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. E eu me lembro que logo quando o Intercept deu aquele primeiro texto, aquela primeira informação...
muitos de vocês disseram, bom, talvez o que tenha faltado a Flávio Bolsonaro tenha sido a transparência de, sei lá, convocar uma coletiva e analisar ponto a ponto. Aconteceu isso, nós nos encontramos na primeira vez em tal dia de tal mês, fizemos a proposta, depois, no segundo momento, ele topou, ficou acertado tal valor. Enfim, contar exatamente toda a história. Porque a cada dia surge uma novidade, um novo episódio.
parece quase reemendando uma informação divulgada por algum veículo de comunicação. Isso causa um mal-estar, né? E também algum tipo de dúvida, talvez, no eleitor, né, Dávila?
Com certeza, Caniato, o grave desse caso não foi o financiamento do filme, foi as mentiras. Mentira que não tinha conversado com o Vorcaro, mentira que nunca recebeu dinheiro de Vorcaro, e aí a cada dia que passa é revelado que não só recebeu dinheiro, como tinham conversas, como foi visitar a casa.
Então, isso é que gera enorme desconforto no eleitor. Como vai convencer um eleitor a confiar num candidato que mente? Esse é o ponto. Esse é o ponto sério nessa história. Porque, até o momento, não existe nenhuma ilegalidade entre um banqueiro financiar um filme. O problema é a mentira.
A mentira, como é que você vai confiar num candidato que mente? Então, ao meu ver, este é o ponto grave que está criando toda essa crise no seio da candidatura de Flávio Bolsonaro e criando uma crise agora dentro do próprio partido dele, do PL. Agora, nós não sabemos quantas mentiras ainda serão reveladas nos próximos dias, nas próximas semanas. Então...
Este é o ponto que vem prejudicando enormemente a candidatura de Flávio Bolsonaro. A mentira.
Pois é, deixa eu chamar o Beraldo também para analisar essa situação. O Beraldo, acho que em dois ou três programas, já mencionava isso. Talvez a melhor saída fosse a transparência e talvez que no dia seguinte a divulgação daquela primeira informação, aquela primeira revelação do Intercept, que Flávio Bolsonaro e sua campanha, enfim, o seu time, revelassem absolutamente tudo em relação a esses contatos de Flávio e Vorcaro. Porque senão, como nós até chegamos a mencionar, né? Teve até uma...
Uma discussão ou uma discordância entre você e o Musa sobre o papel do veículo de comunicação. Aquele que revela tudo de uma vez ou aquele que vai guardando as coisas para soltarem pílulas. Prevendo isso, talvez o Bolsonaro deveria ter revelado tudo. Talvez surja isso, isso, aquilo, outro. Está tudo aqui, apresentando para vocês o que aconteceu. Faltou isso, Beraldo?
Faltou muita coisa, e faltou muita coisa elementar, Caniato. Vamos lá, junto com a nossa audiência, vamos fazer aqui um exercício. Então temos um caso de uma produção cinematográfica feita em Hollywood, com um diretor de renome, com um elenco de renome, e houve uma captação de recursos para a realização desse projeto. Não há absolutamente nada de ilegal em...
investidores brasileiros pegarem o seu dinheiro e investirem numa produção.
A risco, olha, eu vou colocar meu dinheiro porque eu acredito que será um sucesso. Se for um sucesso, o investidor recebe o seu dinheiro de volta com algum lucro. Se for um fiasco, ele perde o dinheiro. É um investimento a risco. Poderia ser nesse caso específico um filme sobre uma figura que despertou muitas paixões no Brasil.
Podia ser que os investidores sejam assim, não, eu gosto tanto do Jair Bolsonaro, eu sou grato a ele pelo seu governo, eu admiro muito o trabalho que ele faz e como está sobrando dinheiro para mim, eu vou colocar dinheiro nessa produção simplesmente para fazer uma homenagem a Jair Bolsonaro. Está tudo certo, cada um deve ter a liberdade para decidir onde coloca o seu dinheiro.
Agora, do outro lado do balcão, captando recursos para o filme, temos figuras públicas com mandato senador, deputado. Isso, obviamente, exige um grau de cuidado, um grau de crítica também em relação àquelas pessoas que estão se envolvendo no projeto, porque pode ser...
interpretado de que aquela pessoa colocou o dinheiro num projeto que te interessa em troca de algum favor decorrente do cargo que você ocupa. Pode haver essa interpretação. Então, quando a bomba estoura, a primeira coisa que deveria ter acontecido é ter sido explicado para todo o Brasil, passo a passo, tudo o que aconteceu.
As conversas, as ligações, os motivos, os valores. Se houve algo que é muito comum nesse mercado, houve pagamento de comissão pela captação do recurso, isso tudo deveria ter sido explicado na data zero.
Mas não seguiram esse caminho. Essa candidatura, essa campanha de Flávio Bolsonaro tem se revelado de um amadorismo assustador. E nós não estamos falando do mesmo amadorismo que houve na campanha de Jair Bolsonaro em 2018.
naquela campanha que não havia dinheiro, não havia nada, foi feita no suor, na coragem, no entusiasmo. Essa campanha do Flávio, não. Não falta dinheiro. Eles podem escolher todos e quaisquer assessores de comunicação, marqueteiros, qualquer um, para assessorá-los.
E olha a tragédia que foi construída por pessoas muito bem remuneradas para fazer uma campanha presidencial.
E aí, eu gostaria que nós chegássemos à conclusão, pelo menos a audiência do Pingos nos Is, que é uma audiência qualificada de pessoas que se interessam pela política, que estão preocupadas com o Brasil. Nós temos que chegar à conclusão que nós não somos idiotas, nós não somos burros.
Se você me diz que não há um centavo de Daniel Vorcaro na produção, eu entendo exatamente o que você está me dizendo. Nenhum real saiu de nenhum ambiente ligado a Daniel Vorcaro para financiar a produção. Isso foi dito com todas as letras e reafirmado. Agora.
Venha desculpa. Não, veja. Ele não queria colocar o dinheiro diretamente porque ele tinha medo da exposição e ser vinculado com Bolsonaro e aí ele poderia sofrer algum tipo de retaliação. Então surgiu um fundo
E este fundo colocou dinheiro no não sei aonde, que colocou dinheiro no não sei aonde, que chegou lá na estrutura de captação de recursos nos Estados Unidos para financiar o filme. Eu não sou burro nem idiota.
Se ele arquitetou tudo isso, não me vem agora com essa desculpa e justificativa técnica. Ah, legalmente. Por quê? Porque foi pra ele que você ligou para agradecer. Foi pra ele que o deputado produtor do filme ligou para agradecer. E agora você está dizendo que você fez uma visita a alguém que estava com uma tornozeleira.
para colocar um ponto final na relação. A relação era com ele, então. E uma relação tão forte que justificou uma visita como se fosse um namorado de 10 anos de relacionamento. Oh, eu vim aqui pegar na sua mão, olhar nos seus olhos, porque hoje precisamos colocar um ponto final na nossa relação. É como se ele tivesse ido à casa da namorada, a namorada já com o namorado novo dentro de casa.
Então isso não faz absolutamente nenhum sentido. E fica a pergunta, o que mais está sendo escondido? Porque nada nos leva a acreditar que acabou por aí. O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocavamos milhões de veículos nas ruas.
Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BYD, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. Pois é, deixa eu chamar o Bruno Musa também para trazer suas impressões sobre essa informação. Antes disso, Musa, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.
Agora deixa eu chamar, o Bruno Musa vai analisar esse posicionamento de Flávio Bolsonaro, explicando a relação com Daniel Vorcaro e essa visita, esse encontro, que segundo ele foi para colocar um ponto final nesse financiamento, nesse aporte para financiar a realização do Dark Horse.
Essa informação de hoje nós não sabíamos, né, Musa? Não sei exatamente qual o impacto, no que isso prejudica ou acaba elucidando as dúvidas das pessoas. Agora, poderia ter sido divulgado no primeiro pacote de informações, né? Agora, as pessoas se perguntam, bom, tá bom, financiamento do filme, ok. Talvez houvesse uma preocupação sobre a imagem de Daniel Vorcaro à época, já investigado, tinha sido detido.
Agora, se é só financiamento, talvez não deveria ter tanto receio assim, né? Pois é, vamos lá. Primeiro ponto, como a gente sempre deixou claro aqui, se é um financiamento privado e você não sabe que esse dinheiro é oriundo de corrupção e etc., isso não configura nenhuma ilicitude. Porém, na minha opinião, há alguns pontos, sim, que eu até considero imoral. Se voltarmos ali para maio, o primeiro evento...
Ainda você consegue justificar de maneira mais plausível, no meu entender. Agora, o que me chamou muito a atenção foram aqueles dois pontos, e eu repito aqui o que mencionamos da última vez. A primeira vez, a mentira, que ele teve que vir a público e desmentir. Antes ele tinha, inclusive, discutido, quase que discutido, com um jornalista a respeito do tema.
E depois o segundo ponto foi que um dia antes da prisão de Daniel Vorcaro, e aí, obviamente, nós não sabíamos, nem nós, de dentro do mercado financeiro, que lidamos todos os dias com as mesmas de operações, da extensão. Sabíamos que havia muitos problemas, mas a extensão do caso Master. Mas mesmo assim chama a atenção que um dia antes daquele evento dele ser preso no aeroporto de Guarulhos, supostamente tentando fugir do Brasil,
Aquele ponto me chamou a atenção em que conversar um dia antes, da forma como foi feita, não tem nada a ver com chamar de irmão ou não, que isso é algo que nós fazemos de maneira recorrente no Brasil, mas aquela comunicação ali um dia antes me chamou a atenção. Então a mentira e a comunicação um dia antes.
Quando, de fato, veio a público e falou, se expôs, assumiu ali esse fato, já poderia também ter colocado no pacote, como você muito bem falou. Afinal de contas, se as coisas começarem a sair a conta gotas...
a probabilidade da imagem do Flávio ir ruindo aos poucos é maior. Então, se for só isso, que venha e fale a verdade. Está em tempo de recuperar. Estamos na fase de pré-campanha. Realmente, eu acredito, até o momento, não há nada de licitude. Na minha opinião, há alguns pontos que eu considero imoral. Mas, além disso... A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A
Você precisa ser claro, direto e objetivo para que você tenha tempo suficiente. Falta o quê? Cinco meses para as eleições. Muita, muita, muita água vai passar por debaixo dessa ponte. No meu entender, muitas coisas virão à tona de todos os lados ainda porque o Brasil não cheira bem. Consequentemente, sendo verdadeiro e sendo esses os únicos fatos, a verdade é que tem tempo hábil para recuperar facilmente.
Agora, se ficar saindo a conta gotas e cada vez ter que vir a público, assumir alguma coisa, aí a imagem começa a arranhar. Com relação exatamente ao que foi feito, ao que foi falado hoje, veja, ele já preso, os fatos já consumados, ele de tornozeleira eletrônica, já tinha uma extensão algo maior do que até um dia antes dele ter sido preso.
Você ir à casa de alguém nessas condições para negar apenas que as próximas relações comerciais entre eles a mim não me satisfaz. A mim não me satisfaz, eu como de direita, como liberal, libertário que sou, a mim não me satisfaz esse tipo de coisa. Então, mesmo deixando claro o meu posicionamento, que é muito mais alinhado a esses candidatos que colocam à direita,
Obviamente, eu exijo algum tipo de resposta, porque eu, como eleitor de cada um desses campos da direita, eu quero saber quem são vocês e o que de fato fizeram. Agora, olhando pragmaticamente, Caniato, as alternativas, talvez tenhamos, ou talvez foi modo de dizer, teremos aqui no Brasil provavelmente mais uma eleição muito óbvia, no sentido de...
Quais as escolhas nós teremos? Quais são as alternativas à esquerda? Que, na minha opinião, não é uma alternativa para mim. Então, quais são as alternativas? Mais uma vez, ficaremos aquém de um debate profundo de país que não haverá e decidiremos. Qual é aquele que tem a menor imoralidade envolvida no processo como um todo? Isso não é bom para o país, né?
Recebendo agora a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente. Aqui em Os Pingos nos Isos, nossos comentaristas analisam e refletem os caminhos possíveis para a campanha de Flávio Bolsonaro, após as informações que foram divulgadas por ele e também um áudio divulgado de uma troca de mensagens de Mário Frias.
que é parlamentar, mas também integrante da equipe do filme Dark Horse com Daniel Vorcaro. Uma espécie de um agradecimento, possivelmente, para um aporte, um pagamento, uma parcela do dinheiro que foi dedicado do Banco Master para financiar o filme. Deixa eu chamar o Roberto Mota, o Mota, para trazer também suas reflexões a respeito desse tema. Mota, obviamente, nós não queremos ser...
engenheiros de obra pronta claro que a nossa posição é muito mais fácil falar isso, aquilo fez certo, não fez certo mas dá pra gente passar por erros e acertos de Flávio e da campanha com o financiamento do filme Dark Horse o que muitos se surpreendem é com essas informações, essas justificativas de Flávio a conta gotas eu prestei muita atenção aos comentários dos meus colegas A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A
E eles vieram se juntar a uma reflexão que eu fiz hoje, que existe uma diferença importante, uma diferença fundamental entre o eleitor de esquerda e o eleitor de direita. Para quem apoia a esquerda, o importante é chegar ao poder, custe o que custar, seja lá quem for que chega ao poder, desde que seja de esquerda.
Já o eleitor de direita espera e exige que o seu político faça a coisa certa. Então nós estamos diante de uma situação completamente assimétrica.
Os vazadores de informação sabem que um evento que não impactaria um eleitor de esquerda, imagine que esse evento aí tivesse acontecido na esquerda. Um eleitor de esquerda ia dar de ombros, ia seguir em frente. Não ia fazer nenhuma diferença, mas...
Os vazadores de informação sabem do potencial que esse evento tem de impactar muito um eleitor de direita. Os vazadores também sabem de outra coisa que a gente precisa sempre lembrar. Que muita gente está julgando acontecimentos de 2024 e 2025 à luz de informações.
que só ficaram disponíveis em 2026. Pois é, eu vou trazer agora uma outra informação, só reforçando o convite para você participar da enquete do dia, que tem muito a ver com o caso do Banco Master, as revelações, a possibilidade da delação ser fechada e esse conjunto de informações sendo divulgado. O quanto isso pode mudar o seu voto ou o voto do eleitor, aquele que...
simpatiza com o pré-candidato e a partir das informações divulgadas pensa bem e toma a seguinte decisão ah, não vou votar mais no candidato A eu acho que eu vou votar no candidato B ou no candidato C isso pode acontecer? já passou isso pela sua cabeça? vote em jovempan.com.br ou no nosso Youtube
Agora, o banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Essa transferência foi um pedido da corporação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal e autorizado pelo ministro relator André Mendonça. Vorcaro estava desde março em uma cela de Estado Maior da PF. Uma acomodação semelhante à que estava o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele foi encaminhado à Superintendência.
na expectativa de que realizasse uma delação premiada. Mas os investigadores da PF, dedicados a esse caso, avaliaram como insatisfatória a proposta de colaboração que foi apresentada pelo dono do banco. Nas novas acomodações, Vorcaro terá menos liberdade como a de se comunicar com seus advogados. Bom, deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, a transferência de Daniel Vorcaro para uma cela comum.
decisão tomada pelo ministro André Mendonça, autorizada por ele. E aí há, claro, especulações a respeito dessa decisão da Ávila. Se foi uma negativa a delação ou se ele encerrou o processo, já entregou toda a proposta e a partir daí será feita a análise, a verificação para ser deferida ou não a proposta. Qual o exercício que a gente deve fazer?
Caniato, este é um recado duro. Acabou a chance de delação. Daniel Vorcaro está numa sinuca de bico. Para delatar o que sabe, além do que já foi colhido de provas, ele precisava entregar os seus amigos.
Preferiu manter as amizades e fazer uma delação meia boca, que não foi aceita. E agora terá de ficar na cadeia repensando um pouco a sua estratégia. E se ele não agir rapidamente, vai mofar muitos anos na cadeia.
Pois é, porque é preciso olhar também, porque existe um concorrente, né? O ex-chefe do BRB também negocia uma delação premiada. Quem dá mais? Quem dá mais informação? Você, Cristiano Beraldo, é disso que se trata? Quem tem mais revelações a fazer? Quem tem mais informação? Quem entregar mais, fecha?
Eu não acredito nisso, Caniato. Me parece que esses dois personagens, pelo menos, têm coisas diferentes a dizer. No caso de Daniel Vorcaro, ele tem detalhes extremamente importantes para se mapear o seu relacionamento. Quer dizer, de que forma...
tendo havido alguma comprovada corrupção. Então ele pagou, ele fez um contrato de advocacia, mas recebeu este favor, esta decisão favorável. Ele fez o contrato de consultoria, mas conseguiu algum tipo de operação dentro do Palácio do Planalto para favorecê-lo. Então ele tem que trazer como universo político a partir do Palácio do Planalto.
agiu para que ele, enquanto banqueiro, conseguisse colocar o seu tamburete, que era o máster, completamente desconhecido, nessa roda absurda de bilhões e bilhões, para um lado e para o outro, em que ele vivia uma vida mais luxuosa, em alguns momentos, do que um sheik árabe.
E aí, no caso do ex-presidente do BRB, ele tem que explicar quem são os políticos que fizeram pressão ou a quem ele pediu autorização para levar adiante a aquisição do Banco Master. Me parece que essas duas delações se reforçam, se combinam e não são necessariamente excludentes. O problema é que as coisas...
que Daniel Vorcaro tem a falar sobre determinadas esferas do poder no Brasil...
são extremamente inconvenientes para as pessoas que ocupam cargos nessas esferas. E por isso nós estamos vendo agora o que aconteceu com essa pessoa da Polícia Federal suspeita de vazar uma informação sobre o ministro da Suprema Corte. Então, se essa pessoa, esse funcionário da Polícia Federal, cai em absoluta desgraça, será mesmo que a palavra de um preso...
vai ser levado em consideração para que se tome providências efetivas contra esse mesmo ministro, isso não me parece razoável, isso não me parece crível. Eu acho que Daniel Vorcaro ficará na prisão porque simplesmente aquilo que ele tem a revelar não é conveniente para a cúpula do poder no Brasil.
Pois é, tem esse aspecto de que a delação não é conveniente, mas também tem o aspecto de, será que ele revelou absolutamente tudo ou ele e os advogados acabaram criando uma versão soft, uma versão que atenda aos anseios de alguns grupos.
E aí, a partir daí, não foi aprovada, principalmente pelo ministro relator André Mendonça. Será? Deixa eu chamar o Bruno Musa. Musa, vimos em outros casos, outras investigações, delações que foram fechadas, né? E a partir das delações, muita gente... ...de...
conhecida, gente graúda, gente poderosa, empresário, político, acabou indo para trás das grades. Tudo bem que a história acaba nos revelando um desfecho muito triste, porque boa parte, por exemplo, da Operação Lava Jato foi revertida, todas as condenações. O que as delações do passado acabam nos ensinando quando a gente olha para o caso de Daniel Vorcari e do Banco Master?
Veja, Caniato, a história não se repete, mas muitas vezes ela rima, né? E nesse ponto a gente tem que ficar com todos os pés atrás com relação ao Brasil. A minha esperança aqui é o que eu falei ontem.
que justamente outras delações, como por exemplo, do ex-presidente do BRB, vem à tona, afinal de contas ali são pessoas que não são, digamos, acostumadas a uma vida na prisão e sem uma perspectiva de janela de saída, por mais que no Brasil não costumam ficar presos durante muito tempo, mas pessoas que estão acostumadas ali a serem bajuladas o tempo todo, a terem toda a máquina correndo atrás deles, a terem, enfim, todas as mordomias.
financiadas por nós, pagadores de impostos, e eles se sentem na obrigação de receber esse financiamento. Essas pessoas passam do dia para a noite a estar numa cela gelada, sem perspectiva de saída, com seus filhos e familiares aqui fora.
sofrendo algum tipo de retaliação. Hoje em dia as pessoas não apenas conhecem ministros, desembargadores, juízes de todas as instâncias, burocratas, inclusive os seus familiares, que passam a receber hostilidades por tudo que o Brasil está vivendo e que nós, pessoas de bens, estamos simplesmente cansados ao extremo. Isso faz as pessoas refletirem lá dentro. Será que, como nós mencionamos ontem na teoria dos jogos,
O outro lado delatará primeiro e, portanto, terá ele os benefícios que eu poderia ter? Uma vez que nós éramos amigos e dividíamos o uísque importado em outros países financiados pelos pagadores de impostos, que não tem a quem questionar, mas agora...
Nós não somos mais amigos de uísque. Nós estamos aqui em celas opostas e ele delatará primeiro para que os seus familiares ou eles tenham os benefícios em detrimento do outro. E aí isso começa a colocar pressão. O grande ponto que eu posso imaginar também acontecer é que uma delação
completamente esvaziada de Daniel Vorcaro, uma vez que subra para a votação, a homologação dessa delação no Supremo Tribunal Federal, pela contagem digamos mais simplista dos votos, ela poderia ter um empate e no suposto empate você favorece ao réu e aí seria, digamos, uma cacetada forte em cima da própria delação e do caso do Master como um todo. Mas uma delação A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A
mais forte, por exemplo, do ex-presidente do BRB, talvez nos gere algum tipo de, eu vou colocar, expectativas, mas não esperanças, ou melhor, esperanças, mas não expectativas, porque as expectativas frustradas geram realmente um desânimo ainda muito maior. E desanimar no Brasil é quase que constante se você acreditar nas instituições.
Deixa eu passar também para o Roberto Mota, para o Mota trazer sua análise sobre, primeiro, o Instituto da Delação Premiada, que foi tão utilizado na Operação Lava Jato. E ele volta ao noticiário e há muita expectativa para...
A delação principalmente de Daniel Vorcaro. E aí, claro, as sinalizações. Poxa, mudou de cela. Ah, vai para uma cela mais simples. O que isso quer dizer? Fechou a delação? Não fechou a delação? Será que apresentou a delação e aí as autoridades entendem que não há nenhuma revelação que possa contribuir? Será que ele será já punido? Enfim, Mota, o que a gente pode trazer, considerar nesse exercício diário do jornalismo em interpretar os sinais?
Mais uma vez eu escuto essas notícias com espanto, Caniato. Isso me lembra aquela outra notícia que nós comentamos aqui, acho que foi semana passada, que dava a informação de que o pai do banqueiro tinha sido preso e havia um entendimento implícito na notícia de que isso teria sido uma manobra para forçar o banqueiro a delatar.
Então, há muita gente interpretando isso, olha, mudaram de cela como uma forma de pressioná-lo, o que me parece uma garantia de que todo esse processo vai ser anulado no futuro, usando uma argumentação jurídica mais básica.
Mas isso também pode ser uma continuação da pirotecnia, das cortinas de fumaça. E aí eu lembro que a minha aposta continua a mesma. Eu aposto que ninguém, muito menos o banqueiro, será punido de forma adequada.
Agora, até que as eleições aconteçam, é útil manter o banqueiro no foco, principalmente agora que ele foi jogado praticamente no colo da oposição. Então, é essa história. Faz delação, não faz delação, não. Agora vai fazer a delação, divulga áudio, muda de cela, acontece de tudo.
exceto movimentos para trazer para as investigações algumas grandes autoridades que continuam com a sua vida normal, como se nada tivesse acontecido.
Zé, deixa só, para a gente finalizar, passar a régua nessa discussão, passar para o Luiz Felipe Dávila. Dávila, a gente consegue fazer, em alguma medida, uma comparação, ou colocar em paralelo o caso da Operação Lava Jato e do Banco Master, principalmente analisando o Instituto da Delação Premiada? O que há de semelhança que são dois casos?
que chacoalham as bases políticas do Brasil. Em ambos os casos, a corrupção, os favores, os contratos imorais, tudo isso revela a podridão que reina em Brasília.
A podridão dessa cumplicidade de empresários com membros do governo, com membros do judiciário, do Congresso Nacional, mostra o retrato perfeito do patrimonialismo brasileiro, do corporativismo, do clientelismo.
tudo o que há de mais nefasto na política brasileira e que vem corroendo a credibilidade da democracia, comprometendo a liberdade de expressão, destruindo a legitimidade da Constituição e tornando o Brasil uma espécie de faroeste. Não sabemos mais o que vale a não ser a lei da força, da corrupção.
e, infelizmente, da imoralidade. Pois é, só para fechar, a gente tem acho que mais dois minutos, daqui a pouco vou ter que dividir a rede, mas vou pedir para o Cristiano Beraldo também dar a sua impressão, porque...
É normal que a gente faça a comparação com a Operação Lava Jato, que também foi um caso que envolveu muitas autoridades, muitos empresários, girou muito dinheiro, muitos foram punidos. Só que erros ao longo do processo, pelo menos, foram identificados e aí parte do processo foi inviabilizado. As condenações foram revertidas e praticamente a Lava Jato virou pó, né, Beraldo?
Muito se falava sobre o legado da Operação Nova Jato. Qual é o legado? Praticamente não existe mais. A gente poderia elencar aqui, sei lá, 10, 15 casos de pessoas importantes, figuras renomadas da política, do empresariado, que foram presas, detidas, mas acabaram deixando por conta de entendimentos da justiça e de erros que foram cometidos. É grande a chance disso acontecer mais uma vez?
Olha, Caneto, há uma diferença muito grande entre o caso Master e o que aconteceu, que foi apurado na Operação Lava Jato. Na Operação Lava Jato, você tinha uma estrutura de ladrões que ocupavam o poder público e usavam a sua força, não apenas o poder dentro da administração pública, mas especialmente a sua força de condução do orçamento de várias esferas, para usar...
os empreiteiros e outros parceiros de negócios para viabilizar o roubo. Então, aquelas empreiteiras foram pegas fazendo contratos superfaturados que contavam com as vistas grossas dos agentes públicos. Aquele sobrepreço, então, era dividido. Uma parte ia encher as contas na Suíça de determinados agentes públicos. Outra parte ia financiar campanhas políticas, que, aliás, eu sempre gosto de registrar.
Você financiar uma campanha política com dinheiro roubado da administração pública é destruir. Isso sim é um golpe na democracia brasileira, porque você acaba com a possibilidade do seu oponente te vencer. Você tem acesso a um dinheiro infinito, um dinheiro não declarado, que não cumpre nenhuma regra.
E o bobão do seu oponente está lá, seguindo as regras do TSE. Então a Lava Jato provocou isso em vários núcleos. Então tinha o núcleo do petróleo, o núcleo da carne, o núcleo da tecnologia, o núcleo do não sei aonde. Estava todo mundo roubando. Era um Estado administrado por ladrões. No caso do Banco Master, nós temos uma figura...
que com sua habilidade e conseguiu fazer as parcerias, as sociedades, se conectar com as figuras públicas corretas que foram ali servindo de farol para que ele fizesse uma loucura. Agora, neste caso do Banco Master...
O envolvimento dos agentes públicos, ele, obviamente, precisa ser esclarecido, mas o tipo de crime cometido por eles ainda não está claro.
Mesmo no caso do contrato de advocacia de 129 milhões, é preciso entender qual foi a contrapartida. Porque pode ter sido simplesmente um golpe. Olha, eu sou poderoso, então me dá 129 milhões aí para você contar com a minha simpatia. Mas essa simpatia se materializou em alguma coisa, isso a gente ainda não sabe.
Agora, tem uma outra parte, que essa precisa ser investigada também, que é a parceria com os bancos, o mercado financeiro, que colocou os produtos podres do Master aos bilhões no mercado. Claro, daqui a pouco a gente se aprofunda em relação a esse aspecto. É que nesse momento, agora a gente precisa se despedir de parte da rede, porque algumas emissoras ficarão com suas programações locais. Então, eu agradeço muito pela audiência e pela parceria. Até mais.
Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, trazendo as principais notícias do dia, a reflexão do jeito que você gosta, aqui em Os Pingos nos Is. O vazamento da troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro trouxe um novo cenário na corrida eleitoral. Pelo menos é o que mostra um levantamento da pesquisa Atlas Intel, realizada logo após o vazamento dos áudios. Vamos ver a comparação entre o presidente da República e o senador no primeiro turno.
Olha só o que nós observamos. Lula aparece com 47%, cravado, versus 34,3% de Flávio Bolsonaro. Já em um eventual segundo turno, o presidente Lula cresceu nas intenções de voto. Ele venceria Flávio Bolsonaro com quase 49%. O senador anotou 41,8%. Obrigado.
No último levantamento realizado no mês passado, Lula e Flávio tinham um empate técnico, ambos na casa de 47%. Bom, esse é um levantamento, esse é um recorte do Atlas Intel. A gente precisa também acompanhar os demais levantamentos que serão divulgados. Agora, a coordenação jurídica da pré-campanha do senador...
e pré-candidato à presidência, acionou, inclusive, o Tribunal Superior Eleitoral contra a pesquisa Atlas Intel, que noticiamos. Apresentou um pedido liminar para suspender a divulgação. Essa ação questiona a metodologia que foi adotada pelo Instituto. Em uma nota enviada à imprensa, a equipe de Flávio sustenta que o questionário enviado pelo Instituto de Pesquisa aos entrevistados teria sido elaborado de maneira a induzir e que o Instituto de Pesquisa aos entrevistados
uma percepção negativa sobre o senador. A Atlas Intel, por sua vez, nega irregularidades e diz que tentativas de desqualificar pesquisas por vias jurídicas sem que haja fundamento técnico demonstrável representam um risco ao debate público, informado e também à liberdade de imprensa. O Instituto também se colocou à disposição das autoridades para eventuais esclarecimentos.
chamar os nossos comentaristas, começo essa rodada com o Bruno Musa. Você, Musa, quais aspectos... Bom, então a gente teve um problema com o sinal do Bruno Musa. Eu passo a palavra para o Roberto Mota. Você, Mota, quais aspectos da pesquisa divulgada pela Atlas Intel, que apontam um distanciamento de Lula para Flávio Bolsonaro, após a divulgação dos áudios e o questionamento feito pela campanha em relação ao questionário?
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No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas. A campanha tem um ponto que tem a ver com a posição que eu sempre tive aqui, de extrema desconfiança em relação a pesquisas de opinião. Existe uma técnica chamada Prime.
que ela funciona da seguinte forma, você dá um estímulo inicial, esse estímulo inicial influencia a resposta que a pessoa vai dar a uma pergunta posterior.
Eu não tenho como dizer se isso foi ou não utilizado nessa pesquisa. Eu não estou fazendo nenhum julgamento a respeito dessa pesquisa em particular. O que eu estou dizendo é que há formas muito sutis de você conseguir a resposta que você quer de uma pesquisa. Isso se aplica a todas as pesquisas e muita gente já falou disso.
antes de mim. Então, por exemplo, você vai fazer uma pesquisa sobre segurança. Aí você faz a primeira pergunta assim, você se sente seguro andando à noite na sua cidade?
A segunda pergunta você faz, nos últimos tempos você ouviu falar de crimes violentos na sua região? A terceira pergunta é a que interessa. E aí você pergunta, você é a favor do aumento do policiamento nas ruas? Ora, você já perguntou sobre segurança à noite na cidade. Você já perguntou se a pessoa ouviu falar de crimes violentos? Ela já está preparada.
para concordar que o aumento do policiamento é necessário. Tem outra forma também de Prime, que é em que você fornece uma informação no meio da pergunta. Então, imaginem que você pergunta para alguém, você apoia o aumento de impostos para financiar saúde e educação? É muito provável que, perguntado dessa forma, a pessoa vai dizer, claro que não, eu não quero mais impostos.
Agora imagine que você pergunta dessa forma. Considerando-se que o Brasil tem uma enorme desigualdade e que vários países aumentaram impostos com bons resultados, você apoia o aumento de impostos para financiar saúde e educação? A segunda versão da pergunta vai com certeza ter uma probabilidade muito maior de conseguir um apoio ao aumento de impostos. Então...
Isso funciona. Prestem atenção nisso. Porque a maioria das pessoas não tem opiniões sólidas sobre todos os temas. Elas constroem a resposta no momento da pergunta, usando aquilo que está mais acessível à sua memória. E pesquisas por telefone ou online são especialmente sucessíveis a esse tipo de técnica.
Pois é, deixa eu chamar o Dávila também. Dávila, existem muitas metodologias, né? É preciso considerar que tem pesquisa que é feita pelo telefone, tem pesquisa que é feita com entrevistador que acaba parando a pessoa na rua, tem grupos específicos que acabam sendo contratados para responderem as perguntas, os questionários dos institutos.
Enfim, essa foi uma primeira pesquisa realizada após os eventos, após as divulgações dos áudios entre Flávio e Daniel Vorcaro. Você acha que essa judicialização ou esse questionamento ao TSE deveria ter acontecido neste momento? Será que não deveria ter sido prudente aguardar a divulgação dos demais levantamentos?
Essa judicialização é um erro, um erro da campanha. É evidente que não deve culpar a campanha pela queda de Flávio Bolsonaro. E outra coisa, Caneto, nós sabemos que os partidos fazem pesquisas internas. Pesquisas internas que provavelmente já mostraram essa queda de Flávio Bolsonaro.
após as mentiras em relação a este evento do filme Vorcaro e Dinheiro e etc. Então, o que precisa fazer é acabar com essa crise, apagar esse fogo, colocar os pingos nos is e tocar a vida, e não ficar judicializando essa questão de pesquisa. Isso é um absurdo total, não tem nada a ver. É óbvio que a queda já estava identificada em pesquisas internas. Por isso, Canhato...
Foi mais um tiro no pé. Ou seja, o PL parece que não sabe qual é o real problema. O real problema não é um instituto de pesquisa. O real problema é a mentira desbragada, contada para todos nós durante tanto tempo de que não havia nenhuma relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcar.
Este é o ponto grave que precisa ser superado rapidamente e tocar a vida. Tem muito tempo pela frente, é possível corrigir erros, mas esse foi um erro grave, porque atinge a confiança do partido e dos eleitores no candidato.
Pois é, e talvez o Instituto acabe apontando uma diferença, daí um outro levantamento é realizado e acabe apontando que não há diferença, ou uma diferença muito pequena, que eles talvez continuem empatados pela margem de erro. Enfim, quais aspectos desse questionamento feito pela pré-campanha de Flávio junto ao TSE, você gostaria de destacar, Emberaldo?
Tudo certo. O TSE tem ali as suas previsões em que um partido pode entrar com questionamento em relação às pesquisas. E todos os partidos, pelo menos os partidos mais relevantes, fazem esses questionamentos quando interessa a eles. Nesse momento...
Interessa ao PL criar essa dúvida em relação à pesquisa, enquanto trabalha para reparar o dano causado à imagem de Flávio Bolsonaro. E, de novo, o grande dano eleitoral foi causado pela própria campanha, por não ter sido honesta com o público, com o eleitor.
Faltou simplesmente falar a verdade. Nós não estamos aqui elucubrando sobre um grande esquema. Por que isso? Por que aquilo? Por que o Vorcaro? O problema é a mentira.
A visita do senador Flávio Bolsonaro ao Daniel Vorcaro, depois que ele saiu da prisão, ela poderia ser justificável em inúmeros contextos. Só que ele mentiu e omitiu.
Vários aspectos desta relação íntima. Você não visita a casa de ninguém com quem você não tem o mínimo de intimidade. Muito menos você visita alguém que está de tornozeleira eletrônica, que acabou de sair da cadeia, se você não tiver bastante intimidade.
O senador teve a oportunidade de dizer, pessoal, esse cara era meu amigo. E eu estou muito decepcionado com o que eu ouvi. Ele poderia ainda ter dito. Espero que ele se defenda, que ele consiga provar a sua inocência e que fique tudo certo. Agora, se for culpado, se depois do devido processo legal ele não conseguir justificar as coisas que ele fez, que ele pague.
Mas o senador não fez isso. Ele com a sua equipe foram os que criaram esse ambiente de coisa errada. E aí a mentira permanece, mesmo depois dessa pesquisa. As próximas pesquisas certamente continuarão detectando uma decepção do eleitorado com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Zé, daqui a pouco a gente vai trazer, inclusive, outras notícias, manifestações do presidente da República em relação à escala 6x1. Ele disse que a população quer o fim da escala 6x1 para namorar, para ter mais tempo para namorar. Vamos trazer isso daqui a pouquinho. Deixa só ouvir o Bruno Musa em relação ao questionamento da pré-campanha de Flávio Bolsonaro contra a pesquisa que foi divulgada que aponta uma elevação.
dos números de Lula e um distanciamento do atual presidente da República para o senador nesse levantamento feito. E aí, Musa, faz parte do jogo fazer esse tipo de questionamento? Prematura a manifestação da pré-campanha? Seria mais adequado aguardar a divulgação dos outros levantamentos? Estamos ainda em uma pré-campanha, né? Como disse você, muita água passará por debaixo dessa ponte, não?
Sem dúvida. Eu vou começar a falar rapidamente aqui a respeito da pesquisa. Eu tenho uma visão muito parecida com a do Mota. E eu vou um pouco além do que ele falou, que é quando você pega pessoas que são pegas ali de surpresa para uma determinada resposta, é do comportamento humano. Você muitas vezes se acanhar, você ter uma determinada vergonha em meio a certos escândalos de falar que vai apoiar a pessoa A, B, C ou D. Seja ela um lado ou do outro.
Vejo nos nossos ambientes privados, num final de semana, onde estávamos agora, todo mundo pensa igual, estávamos entre famílias e amigos que todo mundo pensa igual, quando a pergunta é, você vai manter o seu voto como antes? Você olha olhando um para o lado, olhando o outro.
como se precisasse da chancela do amigo ou do parente para dizer, sim, manterei o mesmo voto ou não manterei pelo que está rolando. Ou seja, você se acanha inclusive perante pessoas que pensam como você e que você está no teu ambiente privado e confortável. Então eu acho que o comportamento humano e a...
Forma como a pergunta é feita, ela muda por completo o resultado. Como você coloca a ordem das respostas também, mas de novo, esse é um posicionamento pessoal meu aqui com relação, acima de tudo, as respostas ao comportamento humano. Mas a gente não pode deixar de lembrar que no Brasil nós temos a...
Talvez o comportamento óbvio de culpar o termômetro por uma febre. Isso é muito ruim. Nós nos tornamos há muito tempo o país da judicialização, Caniato. Tudo a gente procura justiça, mesmo que nós critiquemos essa burocracia gigantesca. Isso é esquerda, é de direita. E talvez passe um pouco...
Por aquilo que nós defendemos aqui, falamos que no Brasil não existe de verdade direita dentro da política. São pouquíssimos aqueles políticos e burocratas que sabem de fato quais são os verdadeiros valores da direita a serem defendidos. Então nós viramos o país da burocracia e o país da judicialização.
Quando nós paramos para analisar a burocracia, o que significa? A palavra em si, buro, vem de agência, escritório, em francês, e cracia vem do kratos, no grego, que significa poder. Então, é o poder da agência, é o poder do escritório, é um país onde você precisa da chancela de um carimbo de alguém que tem o poder público na mão.
para dizer que a sua assinatura é tua, que você assinou aquele determinado contrato. Caso contrário, eu vou procurar a justiça para absolutamente tudo. Então nós nos tornamos isso, repito, o poder do escritório, o poder da agência, o poder da caneta, de judicializar absolutamente tudo. O Brasil é um país onde nós sabemos tudo sobre um contrato, de mil páginas, sabemos tudo sobre a burocracia, queremos impor burocracia e obstáculos que favorecem a corrupção. Sabemos tudo...
das minúcias dessa burocracia. Mas pouco ou nada nos importamos com o resultado e sermos eficientes de fato. E o resultado tá aí. Será que uma campanha dessa não tem que mirar em como reverter esse jogo? Olhar o resultado e não a burocracia, não a minúcia. Ontem nós falamos que a campanha do Flávio Bolsonaro falou que não debateria com o Renan.
Como assim não debateria com o Renan? Por que você não faria isso? Se você é um presidente preparado ou um candidato presidente preparado para ser o representante da República, como você não vai debater? Não tem o menor sentido. Agora, a mesma coisa. Como não olhar o resultado? O resultado é...
precisa ter tempo hábil para recuperar esse tempo perdido, essa queda que tiveram nos mercados preditivos e nas próprias pesquisas agora que estamos vendo. Se é verdade, se não é verdade, o ponto é mire o resultado. Mas não, no Brasil é a tendência de todos os lados. Vamos burocratizar, judicializar e dificultar o processo.
A eficiência a gente deixa pros demais. E aí a gente socializa o prejuízo dando juros subsidiados pra todo mundo. Paguem a conta, população.
A gente vai seguir acompanhando essas movimentações e também qual será o posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral com esse questionamento feito pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Tem mais uma informação à AGU. A Advocacia Geral da União defendeu suspender e declarar a lei da dosimetria inconstitucional. Essa manifestação foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal em nome do presidente Lula.
A lei da dosimetria foi promulgada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, no dia 8 de maio, após o Congresso derrubar o veto presidencial. A norma permite a redução das penas dos condenados pelos atos do dia 8 de janeiro, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Poucos dias depois da promulgação, o ministro Alexandre de Moraes decidiu suspender a eficácia da lei em caráter liminar.
ao considerar haver indícios de inconstitucionalidade. Claro que o Supremo foi provocado. O tema ainda não foi analisado pelo plenário do STF e deve ser julgado em definitivo pela corte até o fim deste mês. Você, Roberto Mota, AGU, de Jorge Messias, defendendo declarar a lei da dosimetria inconstitucional. Para surpresa, de zero pessoas.
Pois é, infelizmente, Caniato, eu tenho que dizer que eu avisei muitas vezes aqui. Essa decisão merece vários adjetivos, menos o de surpreendente. Ela é completamente alinhada com a postura de um Estado para o qual a Constituição é uma mera partitura a ser interpretada conforme o sabor do momento.
Agora, não custa nada perguntar que país é esse em que uma associação de imprensa tem o poder de acionar a Suprema Corte para questionar a constitucionalidade de uma lei regularmente aprovada pelo Congresso.
E mais, que associação é essa que é contra a redução de penas completamente desproporcionais aplicadas a manifestantes políticos, mas que nunca se pronunciou, pelo menos que eu saiba, contra os inúmeros benefícios que a lei brasileira dá a criminosos comuns, como...
Homicidas, sequestradores, estupradores e traficantes. Que país é esse? Essa é a pergunta que fica.
Pois é, chamar o Luiz Felipe Dávila. Justificativa, Dávila, é que a derrubada do veto de Lula foi irregular. A AGU entende a lei da dosimetria como inconstitucional, apesar da decisão que foi tomada pelo Congresso. E aí a promulgação foi feita pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolume, que o presidente da República...
Não quis colocar sua digital nessa aprovação. Num país normal, o Congresso Nacional tem o poder de legislar, ou seja, criar leis como a da dosimetria.
Num país normal, o poder da Suprema Corte é apenas dizer se a lei é constitucional ou não, e não vetar uma lei e legislar em si. Esse não é o papel de uma Suprema Corte.
Numa democracia normal, o papel do executivo é cumprir a lei aprovada pelo Congresso Nacional. Mas o Brasil não é um país normal. O país é um país anormal. Afinal de contas, a Suprema Corte hoje legisla, a Suprema Corte define políticas públicas.
a Suprema Corte se mete em praticamente tudo, inclusive no desrespeito à cláusula pétrea que garante a liberdade de expressão, direito à ampla defesa, juiz natural.
tudo isso que vem sendo violado sistematicamente. Por isso, Caniato, restabelecer a normalidade é algo vital. Mas não me parece possível neste mundo poluído pelo ativismo do judicial.
E o Senado não conseguindo cumprir o seu papel constitucional de utilizar as suas ferramentas para fazer o devido freio e contrapeso a esse poder que já superou demais o que está escrito na Constituição.
Pois é, quero agradecer as muitas mensagens, as muitas manifestações. João Oliveira, Valdecir Ribeiro, João Paulo Rodrigues, Alexandra Amorim. Muito obrigado, viu? O nosso chat hoje está pegando fogo. Muitas manifestações. Tem gente que concorda, tem gente que não concorda, mas o legal é que muitos estão participando aqui. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo para analisar essa defesa feita pela Advocacia Geral da União. Mas é preciso lembrar...
A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A
de algo que foi tratado aqui por diversas vezes, por vocês, comentaristas sobre um acordo entre os três poderes. O Dávila sempre mencionava um texto feito a seis mãos. Participaram poder executivo, legislativo e judiciário.
E essa foi a saída possível, já que a anistia ampla, geral e restrita foi considerada inviável naquele momento. Mas alguma coisa aconteceu, porque a lei da dosimetria foi aprovada, promulgada, mas não agradou. Há pelo menos dois poderes. Então, há inclusive a suspensão e há dúvidas se de fato isso vai avançar ou não. O que foi que aconteceu, hein, Beraldo?
Olha, Keniato, a lei da dosimetria, segundo a gente teve informação, foi escrita por mãos dos três poderes. O problema é que entre a elaboração da lei, a tramitação com aprovação no Congresso, o envio para sanção presidencial, que foi objeto de um veto e que depois foi derrubado esse veto pelo Senado Federal, houve a briga.
entre representantes dos poderes. Então, o poder executivo ficou chateado com o poder legislativo e o poder judiciário, entre os seus representantes, ficou muito decepcionado porque não teve o seu colega de igreja.
escolhido para participar desta gincana que se transformou o STF. Cada um faz o que quer, cada um faz o que bem entende, cada um é o autor de tudo aquilo que deseja, independente do que diz a Constituição.
Eles querem os amigos. Eles não querem o notável saber jurídico. Eles não querem se engrandecer por ter ao seu lado pessoas que sabem mais do que eles. Que são referências para o mundo das leis. Não, eles querem os amigos.
porque eles querem o churrasco, eles querem combinar os votos, eles querem discutir. E aí, quanto é que você cobrou nesse contrato lá, o seu filho cobrou? Ah, não, minha mulher cobrou tanto, o meu tio cobrou não sei o quê. Pois é, não, no final do ano a gente vai lá fazer uma grande viagem pela Europa e vamos gastar muito dinheiro, esse dinheiro todo, a minha família, todo mundo bilionário é uma loucura. Essa é a realidade do Brasil hoje.
E nesta realidade ensandecida dos bilhões, que agora oficialmente são distribuídos a todos aqueles que têm poder suficiente para exigir, a gente está vendo caos. Neste caso, o poder legislativo corrigindo uma arbitrariedade evidente.
O sujeito que voluntariamente deu 500 reais para uma passagem de ônibus não pode pegar 14 anos de cadeia. Num país que o André do Rappi sai pela porta da frente do presídio a partir de uma decisão do mesmo tribunal. Eles estão conseguindo nos enlouquecer.
eles estão conseguindo acabar com o nosso país e fazendo isso porque sabem, eles sabem que não corre pelo sangue, pelas veias da população brasileira, o sangue que tem o sentido de nação, de matar ou morrer pelo seu país. Não há brasileiro hoje disposto a morrer pelo Brasil.
Nós fomos ensinados a sermos cordeiros, a dizermos amém, independente do absurdo que se imponha sobre nós.
Nós somos uma nação de panacas, porque aceitamos essas decisões, esses atropelos, essas invasões de competência, essa destruição da nossa Constituição. Aceitamos isso de forma pacífica. Abaixamos a cabeça e no dia seguinte seguimos a nossa vidinha. E é por isso...
que esses que aí estão continuarão destruindo o nosso país, até que nós consigamos ter forças para levantar a cabeça e mudar esse jogo. E é essa esperança que eu tenho a partir de outubro desse ano.
Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, a gente tratou tantas vezes do caso da dosimetria, que acabou sendo uma carta na manga, a saída possível para aquela negociação que tinha o objetivo inicialmente de conceder a anistia ampla, geral e restrita. Em algum momento...
Pareceu que seria possível avançar com a anistia. Depois, a situação apresentou muitas dificuldades e aí tiraram da cartola a lei da dosimetria, inclusive com a participação de figuras que não tinham, digamos, interesse na pauta, mas acabaram ganhando algum protagonismo.
Aécio Neves, ex-presidente Michel Temer, Paulinho da Força, enfim, foram figuras que participaram em alguma medida dessa costura. Pois bem, a proposta avançou, foi aprovada pelo Congresso Nacional, falava-se em uma concordância dos três poderes, né? O poder executivo com a participação do então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
participação do Supremo Tribunal Federal e também do Congresso Nacional, além dessas outras figuras, figuras que não têm mandato, mas com influência, como o ex-presidente Michel Temer. E aí a gente observa esse posicionamento, primeiro...
da Suprema Corte, após ser provocado por uma entidade, e aí a AGU defendendo declarar a lei da dosimetria inconstitucional. Algumas coisas aconteceram nesse meio tempo, como, por exemplo, a rejeição de Jorge Messias. Mas será que uma coisa tem a ver com a outra?
Vamos lá, no Brasil tudo se mistura quando parecem temas independentes, daqui a pouco a gente vê tudo num conglomerado só e trocas de favores acontecendo debaixo de nossos olhos ali. Eu continuo achando que a gente precisa ser implacável na defesa do que é correto, do que manda a Constituição, daquilo que claramente vimos e vivemos arbitrariedades que seguimos vivendo com tudo o que está acontecendo no Brasil.
Portanto, toda essa pauta entre inicialmente defender a anistia, como você colocou, depois passarmos para a dosimetria, que seria o meio do caminho, algo como minimamente a ser aceito. Mas, como eu sempre falei aqui, você pode negociar com a tua esposa se você quer comer carne e a outra quer comer macarrão, e você chega num consenso. Com vida de pessoas, não tem o que você aceitar o do meio por conveniência e por negociação política.
Ou você está respeitando a lei, ou você não está respeitando a lei. E nesse caso, quando você não respeitou e trouxe todas essas arbitrariedades, você retirou pessoas do convívio familiar. Você colocou traumas em pessoas que talvez nunca mais voltarão à sua normalidade. Você teve pessoas que perderam a vida justamente por conta de toda essa...
aquele que se foi, como você traz de volta essa reparação? É simplesmente impossível. Então, eu acho que nós devemos ser implacáveis na defesa da Constituição e de defender o respeito ao texto constitucional, por mais que nós tenhamos todas as discordâncias, como eu tenho, dessa lei em vigor no Brasil. Mas, enquanto ela está em vigor, temos que... A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A A
Fazer valer, senão a falta de segurança jurídica transforma o país nesse caos que nós estamos vivendo. Para complementar, para deixar uma breve reflexão, Caniato, com relação a tudo isso, do que devemos defender, que é a legalidade disso tudo, ou seja, não a dosimetria, o meio do caminho, mas sim a defesa da anistia, porque não houve.
Crimes da forma como foram descritos nesse processo, nem penas dessas magnitudes. Tem um livro muito simples, rapidinho de ler, que chama As Leis Fundamentais do Comportamento Humano. E ele define, de forma simplista, as pessoas em quatro formas. Os inteligentes, que são aqueles que, através dos seus atos, fazem bem para si e para o coletivo.
Então ele dá exemplos como um empreendedor que leva água para uma cidade, por exemplo. Você tem aqueles ingênuos, que ele dá o exemplo, por exemplo, de um artista num semáforo, em que ele leva o bem para os demais, mas muitas vezes está vivendo ali no inferno ele mesmo, ou vivendo na miséria. E aí ele coloca outros dois tipos de pessoas, os estúpidos e os bandidos. E a conclusão dele é que os estúpidos são piores do que os bandidos.
Por quê? Os bandidos são aqueles que fazem mal para os outros, mas fazem mal para si. E eles dividem os bandidos em dois. Os bandidos inteligentes não é chancelando. Os bandidos mais inteligentes são aqueles, por exemplo, que fazem um mal menor aos outros.
E um bem muito grande para si. Ele deu o exemplo de um hacker francês que pegou centavos de contas de milhões de pessoas. Depois, felizmente, ele foi pego. Os bandidos estúpidos, que são justamente aqueles que fazem muito mal para os outros, que matam por um celular e faz mal para si. E por que a conclusão dele é que os estúpidos são piores do que os bandidos? Porque os estúpidos, eles fazem mal para os outros.
e fazem mal para si. E eles colocam, ele coloca toda a correlação com eleições em países, que são aquelas pessoas e aqueles países que apoiam o populismo sem perceber que estão fazendo mal para si e mal para os outros. E se torna uma máquina de propaganda daquilo que está matando a todos nós. Talvez devemos fazer uma reflexão em cima disso, com relação à dosimetria e anistia.
Muitas mensagens da nossa audiência. Quero agradecer a Silvia e a Regina Costa Lima, dizendo, ah, gostaria que vocês falassem também sobre o patrocínio para os filmes do Lula e do Michel Temer. Valeu pela mensagem, viu, Silvia? Eu vou passar para o pessoal aqui da nossa produção, mas é óbvio que a gente está falando da história do filme do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é o tema do momento. Mas eu acho muito oportuna a sua colocação. Também o genuíno Rivete.
também participando aqui da nossa audiência, e Paulo Sarzana, Paulo Sarzana sempre aqui na sintonia. Faremos uma rápida parada, um break a jato, um minuto e meio, na volta tem manifestações do presidente da república, dizendo que a população quer o fim da escala seis por um para namorar, sim, foi o que ele disse. Voltaremos em um minuto e meio, até já. Os Pingos nos diz, Jovem Pan.
Abra sua cabeça para novas possibilidades. Abra seu coração para novas amizades. Abra sua mente para novos sonhos. Abra suas asas para novos voos. E para tudo isso, abra sua conta no banco preferido dos 50+. É preciso saber viver. Mercantil. O banco de quem sabe viver.
Chegou a hora de você sair de Jeep Zero Kilômetro. Commander Longitude 2027 por R$ 199.990, taxa zero e pronta entrega. E Jeep Compass Sport por R$ 149.990, pronta entrega e supervalorização do seu usado. Vá até uma concessionária Jeep e aproveite.
Recebo Guilherme Figueiredo, diretor da Betano, e Lício Sintra, CEO da Rede Américas. Uma conversa sobre expansão e novos modelos de negócios. As pessoas, apesar de virem de culturas diferentes, elas embarcaram no projeto no qual o centro do nosso negócio é o paciente. Show Business, amanhã às onze e meia da noite, na Jovem Pan. Jovem Pan
É um novo programa, parecido, mas diferente de tudo que você já viu. E pra essa estreia ser muito especial, pedi um convidado assim, classe A. Você já viu o Roberto Cabo pessoalmente? Detalhes tão pequenos de nós dois. Muitas emoções. Quando eu entrego uma rosa, ela puxa pro cabelo. Quem vai decidir é o Michael Jackson. Uh!
Isso não é um talk show. Estreia hoje, às dez e meia da noite, na Jovem Pan. Dez e meia, não vai esquecer. São tantas emoções. Os Pingos nos is. Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, sempre com a análise dos nossos comentaristas. Cristiano Beralta aqui com a gente no estúdio em São Paulo. O Mota, o Dávila e o Musa participam de forma online. Importante lembrar que a enquete está publicada no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. Diz respeito às revelações, às informações.
O que será revelado após a delação ou de Daniel Vorcaro ou do ex-presidente do BRB ser fechada? Se é que vão, né? Mas todas essas informações que são divulgadas podem interferir na sua decisão de voto?
Caso o seu pré-candidato predileto seja citado ou tenha alguma informação que o implique, você mudaria de voto, de posicionamento a partir da divulgação dessas informações? Vote no portal da Jovem Pan ou no nosso YouTube. Daqui a pouco a gente traz o resultado. Eu conto com você, tá bem?
Agora é o momento de receber a rede Jovem Pan, todos com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Um forte abraço para você que nos acompanha pela rádio aqui em São Paulo. Você que sintoniza o 100,9 e fica muito bem informado aqui com a gente no programa Os Pingos nos Is. O presidente Lula disse durante um evento no setor de construção civil...
que o fim da escala 6x1 é necessário, porque, vou abrir aspas, o povo quer namorar mais, quer mais tempo para namorar. A fala foi direcionada a empresários presentes na plateia, nesse evento, na abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção Civil na capital paulista. A produção separou justamente esse trecho. Vamos acompanhar.
Não fique assustado. A escala 6x1 é uma coisa que é necessária, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa, quer mais tempo para lazer, quer mais tempo para estudar, quer mais tempo para namorar. É normal que a sociedade tenha avançado muito. É normal que os avanços tecnológicos... Eu vi agora numa casa de industrialidade, o cara fica lá só vendo o robô trabalhar. Imagina, o robô não vai fazer greve, não vai pedir aumento de salário. Imagina que beleza para vocês.
Agora, nesse mesmo evento, o presidente disse que o seu sonho e a sua obsessão é financiar motocicletas de qualidade e baratas para os motoboys do Brasil. Deixa eu começar essa rodada com o Cristiano Beraldo. Beraldo, é interessante, mas de um lado o presidente defende mais tempo para que os trabalhadores possam estudar, curtir, se divertir e namorar.
E no mesmo evento ele fala que o sonho dele é financiar moto barata e de qualidade para os trabalhadores. O que ele defende? Descanso ou trabalho?
Neto, ele defende o fim da coerência, para começar. O presidente tem se revelado cada vez mais inimigo de pensamentos coerentes e tem adotado a hipocrisia como a sua forma de comunicação com as pessoas. Nós estamos diante de alguém que não consegue fazer uma conexão óbvia, razoável, dessas relações de trabalho.
A pessoa, ela evoluiu, agora ela quer mais tempo, pra quê? É só o presidente ver as 80 milhões de pessoas que estão inadimplentes no Brasil. Será que essas pessoas estão pensando no quê? No vou trabalhar menos porque eu preciso namorar? Eu quero passear no parque? Ou essa pessoa...
dorme e acorda atormentada por uma situação de inviabilidade financeira. Olha para a sua família, para seus filhos, para aquelas pessoas que dependem dela, sem saber o que fazer, sem saber como é que vai colocar comida na mesa. Essa é a realidade de milhões de famílias brasileiras.
E aí esse discurso de fim da escala 6x1, que não é um discurso do presidente Lula, ele nunca falou disso. O PT se aproveitou dessa proposta no Congresso para fazer disso uma bandeira. E agora ele que se coloca nessa posição, porque agora os jovens querem mais tempo.
O jovem está fumando maconha e perdendo tempo num celular. Essa é a realidade da juventude brasileira que não tem a menor chance de concorrer com a juventude de países desenvolvidos que estão milhares de quilômetros à nossa frente em termos de preparação intelectual da sua juventude.
Essa é a realidade, a realidade do Brasil. É o garoto com a camisa de futebol soltando pipa na várzea na hora da escola. É o menino de 8, 10, 12 anos de idade que já está lá prestando serviço para o tráfico de drogas, para a milícia. Essa é a realidade do Brasil. Agora não. É fim da escala 6x1, porque realmente está todo mundo com uma carteira assinada.
E aí, ao mesmo tempo, quer financiar moto pra motoboy. O motoboy tá fazendo o quê? É escala 5 por 2? Porque ele chega no horário às 6 da tarde. Olha, agora eu vou parar, porque eu tenho que ir pra minha casa descansar.
A minha patroa está esperando para me namorar. Ou ele está lá do horário que acorda ao horário que vai dormir, trabalhando. Se é sábado, se é domingo, se tem conta para pagar, está trabalhando. Porque essa é a realidade das pessoas. É essa a realidade do povo brasileiro que quer guardar alguma decência e colocar dinheiro em casa a partir do trabalho honesto.
Então essa desconexão do presidente da república com a realidade do Brasil é uma coisa absolutamente assustadora. E como isso vem piorando, imagina mais quatro anos dessa loucura que só nos afunda, só nos atrasa e só nos mantém desconectados da realidade.
Você, Dávila, Luiz Felipe Dávila, também acompanhando as manifestações do presidente da República, e há uma desconexão, né? Pelo menos não tem uma linha de coerência quando a gente observa uma declaração que defende o fim da escala 6x1 para que o trabalhador tenha mais tempo para descansar e até namorar, né?
Ele usa essa expressão e no mesmo evento ele fala da necessidade de, sei lá, ter uma linha de financiamento para que as pessoas consigam comprar, os trabalhadores, os motoboys, ele diz, eles tenham a condição de comprar moto de qualidade e barata, para continuar trabalhando, talvez até na folga, caso fiquem dois dias em casa, é estranho, né?
Caniato, o mais triste de tudo isso é que essa desconexão com a realidade não é apenas um discurso, tem enorme impacto na vida das pessoas. Porque quando mistura o oportunismo eleitoreiro...
do governo, com o oportunismo eleitoreiro do presidente da Câmara, o que se tem é uma medida desastrosa que pode ser aprovada pelo Congresso Nacional e que terá efeito devastador na vida das pessoas, muito depois de Lula ter deixado o poder. Vamos aos fatos.
Os fatos são o seguinte, todos os estudos mostram que esta lei vai aumentar em torno de 20% o custo de contratação. Isto significa que muitas empresas pequenas, principalmente empresas pequenas, vão quebrar, porque elas não aguentam pagar 20% a mais. Isso vai aumentar o desemprego.
Vai jogar milhares de pessoas que hoje têm um emprego formal na informalidade.
O segundo ponto que mostra dessa medida desastrosa é o enorme impacto que vai ter nas finanças públicas, porque vai obrigar prefeitos, governadores e o governo federal a contratar mais pessoas, a pagar mais benefícios, a pagar mais aposentadoria e isso vai ter um enorme impacto num país.
cuja dívida em relação ao PIB já está atingindo 80% a caminho do 100%. Ou seja, 100% do que você produz de riqueza, você vai ter que gastar com gastos correntes do Estado.
E por último, mostra uma total desconexão do presidente da república com a realidade de milhares de pessoas. 80% das famílias estão endividadas no Brasil. 82 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Então, se sobrar espaço, não vai ter tempo para o churrasquinho, para namorar. Vai ter tempo?
para fazer hora extra, bico, para ganhar um dinheirinho a mais e tentar pagar as dívidas impagáveis, fruto da taxa de juro mais alta do mundo, que é consequência de um governo gastador irresponsável.
que não consegue reduzir despesas públicas. Por isso, Caniato, o triste dessa história é que uma decisão eleitoreira, populista, irresponsável, tem enorme consequência na vida das pessoas por muitos e muitos anos, e muito além do mandato de Lula.
Pois é, é importante lembrar também, tem uma informação adicional, que esse sonho ou essa obsessão do presidente da república em ofertar uma linha de financiamento para motos de qualidade bem baratas para os...
aqueles que trabalham com motos, os chamados motoboys, essa ideia surgiu depois de ele voltar da China. Mas também, lá tem mais de um bilhão de pessoas. É moto para cima e para baixo. Deixa eu passar para o Roberto Mota, que é preciso também considerar...
o aspecto que muitos acabam defendendo. Ah, é preciso acabar com a escala 6x1 para que o trabalhador brasileiro possa descansar, passear com a família, como se a renda permitisse isso. Não, vamos ao shopping center, fazer uma tarde de cinema, depois vamos ao restaurante. Enfim, pintam de uma maneira como se fosse novela do Manuel Carlos, mas não é bem assim.
No dia a dia as coisas são diferentes. O cara precisa de dinheiro, precisa complementar, vai fazer um bico, um biscate, alguma coisa. E aí talvez ele venha com essa história da moto, talvez sabendo qual é a verdade, né? É uma mistura de arrogância com deboche. Essa pretensão de saber o que as pessoas querem, de decidir pelas pessoas. Eu...
Acho que a liberdade econômica é inseparável das outras liberdades. O que é liberdade econômica? É a liberdade de gastar o seu dinheiro como você quiser. Você que decide. É a liberdade de guardar a maior parte do dinheiro que você ganha para você e para a sua família. Ao invés de ter que pagar 40% do que você ganha de imposto.
É a liberdade de transferir os seus bens, que você juntou a vida inteira, para os seus filhos, em vez de ter que pagar imposto sobre eles. É a liberdade de criar empreendimentos, de abrir um bar, uma loja, um carrinho de lanches e de contratar quem você quiser através de uma livre negociação. Se não existe liberdade para essas coisas todas, não existe liberdade.
E a gente ainda é forçado a ouvir os comentários debochados de pessoas que dizem se preocupar com os trabalhadores, os socialistas, os grandes líderes, são todos ricos.
Eu sempre digo isso, nunca existiu um grande líder socialista, um defensor dos trabalhadores que não fosse milionário. É impossível você constatar isso e continuar acreditando nessas bobagens, porque a principal bandeira desses caras é a tal redução da desigualdade. Mas ninguém é tão desigual.
como esses líderes socialistas. Por que um milionário? Por que alguém que tem muitos milhões de patrimônio é a favor da interferência do Estado na escala de trabalho? A resposta é muito simples, porque as fortunas dessa gente foram feitas justamente em cima dessa interferência.
Bruno Musa, sempre quando pode, quando a gente discute escala 6x1, ele faz um apontamento e uma reflexão necessária a respeito de produtividade, né, Musa? Quando a gente fala de produtividade, não é que o brasileiro faz corpo mole, larga a caneta antes do horário, não é disso que se trata, né? É a maneira como as coisas foram construídas. Queria que você...
trouxesse um pouco dessa impressão das informações dos levantamentos internacionais que são feitos para medir produtividade e porque essa proposta acaba indo na contramão daquilo que deveria ser discutido e naturalmente trabalhado pelo Congresso Nacional.
Isso em economia, Caniato, chama-se PTF, produtividade total dos fatores. É o quanto uma pessoa consegue produzir com o capital e a mão de obra disponível. E isso, obviamente, você transforma em dólar para ser uma medida unitária comum para comparar entre os países. Essa é a definição bem simplista da coisa.
Basicamente, nós temos que no Brasil nós produzimos por volta, isso são dados da Organização Internacional do Trabalho, são dados oficiais no estudo realizado por eles há poucos meses. No Brasil, o brasileiro produz, na média, por volta de US$ 21,60 por hora.
Isso significa que nós somos muito baixos. Mas vamos então comparar a outros para podermos contextualizar para quem não é do meio. Sabe quando produz um trabalhador cubano, pelo mesmo estudo da Organização Internacional do Trabalho? R$ 22,50. Eu vou repetir. O brasileiro R$ 21,50, R$ 21,60 mais ou menos, e o cubano R$ 22,50. Nós perdemos para a produtividade do trabalho para um cubano.
E para um país desenvolvido, por exemplo, a Irlanda lidera com 165 dólares por hora, o Brasil 21. Os Estados Unidos têm algo como 90 dólares, nós 21, repito, vamos enfatizar, a Suíça 100 dólares mais ou menos, Brasil 21. Isso significa que você precisa basicamente de 5 brasileiros para o que um suíço produz, ou você precisa de 4 brasileiros para o que um americano produz. Isso são dados de produtividade.
Então, consequentemente, um país produz menos porque você tem uma produtividade menor. O que puxou a produtividade no Brasil nos últimos anos? O agro. A indústria recuou em produtividade. Então, quando nós falamos que você quer trabalhar menos e ganhar o mesmo tanto, você está perpetuando a pobreza num país muito mais pobre.
E muitos dirão, ora, no Brasil, então, a gente trabalha muitas horas. Vamos equiparar aos países, por exemplo, do G7, como você encontra portais mostrando isso. Legal. O Brasil trabalha por volta de 39 horas semanais, na média.
Organização Internacional do Trabalho. Tem 97 países na frente do Brasil que trabalham mais. E muitos dirão, então, por que trabalhar mais? Vamos copiar quem trabalha menos. Quem trabalha menos são os países que estão na liderança da produtividade. Aqueles países que produzem parecidos com o Brasil trabalham mais horas.
Porque se você é improdutivo e trabalha menos, não tem outro resultado a não ser a pobreza. Como é que você vai fazer empresas pagarem o mesmo salário se você trabalha menos e produz cada vez menos? Então, quando você ouve o Lula falando isso, as pessoas querem namorar, as pessoas querem muita coisa, porque também tem um conceito econômico muito óbvio. Os anseios das pessoas são infinitos.
dos seres humanos, só que os recursos são escassos. O que não dá é pra continuar em 2026 acreditando numa mentalidade socialista onde você quer ter os desejos infinitos daqueles que ao longo dos últimos dois séculos trabalharam aumentando a sua produtividade e agora, dois séculos depois, quando nós continuamos sendo pobre, nós queremos viver como aqueles que estão há 200 anos cavando o incremento da produtividade. Aí, me desculpe, a única forma, depois de ouvir uma frase dessa, é dar uma boa gargalha.
Quero lembrar que a enquete ainda está publicada. Você acha que as revelações do caso do Banco Master podem interferir na sua decisão do voto nessas eleições? Por enquanto, 58% das pessoas disseram que sim.
Podem interferir. A pessoa pode mudar de ideia a depender do que for divulgado. Vamos fazer mais um rápido intervalo a jato. Um minuto e meio. Na volta tem informação importante a respeito de uma decisão tomada pela Suprema Corte em relação a uma postagem. Uma postagem nas redes sociais. É super rápido, hein? Até já. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.
Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.
Além da Bomba, entenda os bastidores que movem o abastecimento no Brasil.
O que uma guerra no outro lado do mundo tem a ver com a sua rotina? Tudo. Quando rotas essenciais como o Estreito de Hormuz entram em crise, o preço do diesel importado chega a disparar 65%, custando muito mais caro que o nacional. É nesse momento que o debate deixa de ser sobre preço e passa a ser sobre sobrevivência.
Para evitar o desabastecimento, as grandes distribuidoras operam como um verdadeiro escudo logístico. Elas assumem o risco de comprar esse produto estrangeiro mais caro para garantir que o transporte não pare, principalmente de caminhões e ônibus.
E fica o alerta, mesmo com o fim do conflito, a falta de navios e a quebra de contratos gera uma ressaca logística que demora meses para normalizar. Além da bomba, entenda os bastidores que movem o abastecimento no Brasil. Jovem Pão Esportes, com você aonde estiver.
O Dr. Costela Box nasceu com um propósito simples, levar a melhor costela assada na brasa do Brasil para o dia a dia das pessoas. Comida feita com calma, com cuidado, com aquele sabor que lembra a comida de vó. Pratos bem servidos, receitas tradicionais e a costela assada na brasa do Dr. Costela, bem feita, seja no almoço ou no jantar.
Tudo isso para chegar até você, na sua casa ou no seu trabalho. Estamos em São Paulo atendendo regiões como Pinheiros, Butantã, Vila Sônia, Morumbi, Panambi e Taboão da Serra. Você pode pedir pelo iFood 99, WhatsApp ou pelo nosso cardápio próprio. Os Pingos nos is. Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. O Cristiano Beraldo está com a gente aqui no estúdio em São Paulo. O Roberto Mota, o Luiz Felipe Dávila e o Bruno Musa participam de forma online.
Quero lembrar a enquete do dia, publicada no portal aí no nosso YouTube. Daqui a pouco a gente fecha, hein? A possibilidade de votos. Vamos fazer as contas de quantas pessoas se manifestaram. Mais de 5 mil no YouTube. Conto com você ainda dá tempo, hein? Deixa eu receber a rede agora.
Vamos lá, sim, todos conectados, agora sim. Toda a rede Jovem Pan com a gente aqui em Os Pingos nos Is, mais de 100 emissoras espalhadas por todo o Brasil. Muito obrigado, viu? Você que fica bem informado, conectado, ligado na Rádio Jovem Pan, na sua cidade. Deixa eu trazer mais uma notícia. O Supremo Tribunal Federal determinou o restabelecimento de uma publicação do deputado federal Zeca Dirceu, do PT do Paraná, sobre o ex-procurador e o ex-deputado Deltan Dallagnol.
A postagem havia sido proibida por ordem do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, após um pedido do Partido Novo, legenda a qual Dalanhão é filiado. A defesa do parlamentar então acionou o STF para reverter o bloqueio.
No post, Zé Cadirceu afirmou que Deltan Dallagnol estaria inelegível e teria sido pego tentando desviar 2 bilhões de recursos públicos. 2 bilhões de reais em recursos públicos. Para o ministro da Corte, Gilmar Mendes, a decisão da Justiça Eleitoral configurou censura prévia, desrespeitando as balizas estipuladas pelo próprio STF sobre a proteção ampla às liberdades de informação e de expressão.
Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila para avaliar essa decisão tomada pela Justiça, reestabelecendo um post de um parlamentar do Partido dos Trabalhadores sobre Deltan Dallagnol. Dávila, você acha que as decisões mudam a depender de quem está no processo, na capa do processo?
Eu acho que o seu microfone está fechado, só checa, por favor. Sim, com certeza, Caniato, muda de acordo com o nome na capa do processo. Na verdade, não deveria existir nenhum processo, deveria apenas respeitar a Constituição, a liberdade de expressão. Para todo mundo, não para a direita ou para a esquerda, para todo cidadão. Neste caso, essa decisão de Gilmar Mendes...
está correta de acordo com a Constituição. Mas por que não vale? No seu caso, por exemplo, entrando com uma ação contra Romeu Zema. Então, por que no caso do Zema, e no caso que ele se sente afetado, vale uma coisa, no caso de Deltano e Nael, vale outra? Não, a Constituição tem que valer para todos, igualmente.
Este é o sentido de uma Constituição, um país na qual a lei vale para todos, e não de maneira seletiva, para alguns intocáveis e para o resto da população. Você, Roberto Mota e a decisão da Justiça, determinando o restabelecimento de um post de Zé Dirceu, de Zeca Dirceu, que é o filho de Zé Dirceu, sobre Deltan Dallagnol. 45 segundos, Mota.
Herbert Marcuse foi um filósofo marxista da escola de Frankfurt.
Ele tem uma influência gigantesca no ambiente universitário, na mídia e na cultura. Ele criou uma coisa chamada tolerância repressiva. Tolerância repressiva significa intolerância diante de ideias e comportamentos de direita e tolerância total com as forças de esquerda. O Marcuse hoje domina o pensamento de muita gente. Olavo tinha razão.
Você, Bruno Musa, 45 segundos, sua informação, sua análise em relação a essa decisão da justiça. Eu sou totalmente a favor da liberdade de expressão. Se a liberdade de expressão exceder os limites constitucionais, aí sim que a própria Constituição regule nesse sentido e que cumpra o processo, o devido processo legal, se a pessoa acabar sendo condenada. O grande ponto aqui é exatamente o que o Dávila falou.
se invertêssemos aqui os pontos e tivesse vindo uma acusação da direita para alguém da esquerda, eu duvido que esse post seria restabelecido. Portanto, no Brasil, nos tornamos não é o que fala, mas quem fala. E aí, uns podem e outros não. A simetria das decisões. Rapidamente, Beraldo. Duas manchetes, 20 segundos.
É a consolidação da destruição da justiça. Temos agora uma decisão favorável à liberdade de expressão, mas no caso de Sérgio Moro, no caso de Romeu Zema, o mesmo decisor toma uma medida oposta.
Sprinter Empreendendo Sobre Rodas apresenta e se a acessibilidade virá-se uma oportunidade de negócio. No sétimo episódio do podcast, Ricardo Chimozacá e Amanda Graciano conversam sobre mobilidade inclusiva e como vans adaptadas para o transporte de pessoas com deficiência podem gerar impacto social e também novos caminhos de rentabilidade. São histórias reais em sites valiosos e um mercado em expansão. Com apresentação de Bia Bauer. Sprinter Empreendendo Sobre Rodas no Spotify. Ouça agora!
Resultado da enquete do dia na tela, vamos colocar qual foi o voto preferencial das pessoas. Você acha que as revelações do Banco Master podem interferir na decisão do voto nas eleições? 55% disseram que sim.
28% disseram que não e 17% disseram. Bom, depende da gravidade da informação. Quero agradecer a todos que entraram nas nossas plataformas e votaram. Um abraço aos nossos comentaristas e nós agradecemos a você pela audiência, pela parceria. Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Voltaremos amanhã. Boa noite. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
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