Luiz Fux defende limitar alcance do foro privilegiado
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (20):
O ministro Luiz Fux divergiu do posicionamento do ministro Gilmar Mendes a respeito da proposta para limitar o alcance do foro privilegiado para autoridades.
O advogado Eugênio Aragão, responsável pela defesa do ex-presidente do BRB - Paulo Henrique Costa, deixou oficialmente o caso. A saída do defensor ocorre muito próxima às negociações de uma possível delação premiada.
Nossa bancada de analistas debate se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve ou não se pronunciar sobre as agendas e relações políticas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro. A discussão ganha força nos bastidores de Brasília após novas revelações sobre o financiamento do filme 'Dark Horse'.
Ronaldo Caiado (PSD-GO), fez duras críticas aos pré-candidatos à Presidência da República que possuem qualquer tipo de ligação com as investigações envolvendo o Banco Master. O político defendeu que o campo conservador precisa manter a lisura e o distanciamento de escândalos financeiros para consolidar uma alternativa viável para as eleições de 2026.
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (20) um decreto para estabelecer a regularização das big techs no país. A nova medida fixa normas rígidas para a operação das gigantes de tecnologia no Brasil, com foco na moderação de conteúdos e na proteção de dados dos usuários.
A oposição no Congresso Nacional passou a defender a implementação da remuneração por hora trabalhada como alternativa aos debates sobre o fim da jornada 6x1. Parlamentares contrários à proposta original argumentam que o modelo por hora garante flexibilidade para o trabalhador e evita prejuízos econômicos para os setores de comércio e serviços.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou celeridade nas medidas administrativas para efetivar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A cobrança ocorre após a corte italiana dar aval para o procedimento.
A cúpula do PSDB iniciou discussões internas para avaliar o nome de Aécio Neves como possível candidato do partido à presidência da República nas eleições de 2026.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
- Caso Banco MasterPaulo Henrique Costa · Eugênio Aragão · Daniel Vorcaro · Troca de defesa · Negociações de delação premiada · Pressões políticas
- Jurisdição do STF e foro privilegiadoLuiz Fux · Gilmar Mendes · Prerrogativa de foro · Sistema judicial brasileiro · Número de autoridades com foro
- Regulação e pressão sobre big techsLuiz Inácio Lula da Silva · Big Techs · Moderação de conteúdo · Proteção de dados · Marco Civil da Internet
- Candidatura Flávio BolsonaroMichelle Bolsonaro · Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Financiamento de filme · Relações familiares · Posicionamento político
- Extradição de Carla ZambelliAlexandre de Moraes · Carla Zambelli · Invasão ao sistema do CNJ · Walter Delgatti
- Impacto da escala 6x1Jornada de trabalho · Relações trabalhistas · Impacto no emprego
- Situação dos pré-candidatos da direitaRonaldo Caiado · Banco Master · Eleições 2026 · Integridade na política
- Aécio Neves· PoliticaAécio Neves · PSDB · Eleições 2026 · Candidatura de centro
- Horas extras e exploração laboralJornada 6x1 · Relações trabalhistas · Flexibilidade para o trabalhador
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia.
Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes, trazendo pra análise os nossos comentaristas.
Eu sou Daniel Caniato, você é o nosso convidado especial. Em meio a tratativas de um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, Paulo Henrique Costa, que é o ex-presidente do Banco de Brasília, o BRB, sofreu uma nova troca na defesa.
O advogado Eugênio Aragão anunciou que não está mais no caso. Por meio de uma nota, Aragão informou os motivos pelos quais deixa a condução da defesa de Paulo Henrique, nesse caso do Banco Master. Segundo a nota, o advogado só participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade. O ex-presidente do BRB está preso desde o mês de abril. Ele é investigado.
por supostamente atuar em uma tentativa de compra do Master pelo BRB, que teria levado o Banco Público de Brasília a um rombo bilionário. Vamos ao Rio de Janeiro, começar com o Roberto Mota, está acompanhando esse caso, vai trazer suas impressões. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você.
Ontem parecia que eles estavam a um passo de fechar a delação, inclusive com sinalizações de que poderia, entre aspas, passar à frente de Daniel Vorcaro. Hoje parece que tudo mudou, inclusive troca de advogado. Alguma coisa não deu certo. Boa noite.
Muita coisa não está dando certo no Brasil, Caniato. Boa noite a você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. Eu li a nota do advogado e não tenho certeza que eu entendi muito bem. Ele diz que eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas.
Será que isso quer dizer que o ex-chefe do BRB está fazendo uma delação que não é sustentada por provas sólidas? É mais um elemento de confusão em um processo cheio de confusões sobre o caso de corrupção mais escandaloso da República, pelo menos até agora.
E essa nota que o Mota menciona tem aspectos que deixam nós, que acompanhamos o noticiário, com muitas dúvidas a respeito de qual seria, então, a ideia do ex-presidente do Banco de Brasília nesse processo de negociação para fechar uma delação premiada. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. O Dávila também está acompanhando essas muitas movimentações. Essa...
Roda gigante ou seria uma montanha russa chamada caso do Banco Master, né? Porque uma hora parece que as coisas estão caminhando para que essas figuras fechem um acordo com as autoridades. Aí vira a página, troca o dia, muda o calendário, tudo diferente. Davila, quais aspectos dessa notícia você gostaria de destacar? Boa noite a você.
Boa noite e primeiro um boa noite especial ao Daniel Caniato, o nosso aniversariante do dia. Obrigado, Davi. E Deus te abençoe, muita saúde e boa noite aos meus colegas, Musa, Beraldo, Mota e a nossa querida audiência. Caniato.
O que é inacreditável neste caso é como que essas pessoas que já estão presas acham que não existe já prova suficiente para incriminá-las. Parece que tanto o Vorcaro...
quanto o ex-presidente do BRB tem amnésia, parece que não sabe que a Polícia Federal, que a Procuradora Geral da República já reúne prova suficiente para mantê-los na cadeia por muitos anos.
Então, todas as delações, tanto de Vorcaro quanto de Paulo Costa, parece que quer burlar essa regra. Não, quero falar, mas não falar tudo. Falar o suficiente para me tirar da cadeia. Não vai acontecer. Já existe evidência suficiente para manter essas pessoas presas por muito tempo. Então...
Eu não entendo essa dança com os advogados, que não falo, mas não falo tudo, falo parcialmente. Não existe, não tem outra saída. Ou essa turma abre o bico e conta tudo o que sabe e que seja além do que já reúne as provas, hoje, existentes tanto na Polícia Federal quanto na Procuradoria Geral da República.
Ou eles vão mofar na cadeia durante muito tempo. Não tem outra alternativa, não tem meio termo, não tem atalho. Mas o Brasil e os brasileiros muitas vezes acreditam no milagre dos atalhos. Nesse caso, é cheque mate. Ou entrega o que a Polícia Federal e a Procuradoria ainda não sabem, ou vão manter-se presos durante muitos anos.
Deixa eu chamar o Bruno Musa. O Musa já está também conectado com a gente, vai trazer as reflexões dele, tantas notícias relacionadas ao caso do Banco Master, nós trazemos aqui todos os dias, né, Musa? E aí eu só quero aproveitar a audiência rotativa aqui da Jovem Pan News, o advogado que representava o ex-presidente do BRB.
advogado Eugênio Aragão. Ele divulga uma nota e aí a nossa produção separa um trecho, inclusive, dessa manifestação. Ele disse que deixa a condução da defesa porque ele só participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade.
confiança profissional e responsabilidade. Enfim, não rolava pelo menos essa confiança entre o ex-presidente do BRB e ele. Por isso que ele decide zarpar, cair fora. E agora, quais são os próximos passos? Bem-vindo, Musa.
Muito obrigado, Caniato. Muito boa noite. Acabei de te enviar uma mensagem, mas faço o público. Meus mais sinceros parabéns. Muito obrigado. Quem verdadeiramente merece. Obrigado, querido. Mota Beraldo, Dávila e todos que nos escutam no Brasil. Vamos lá. Muito boa noite a todos. O primeiro ponto, quando acontece um evento, digamos, dessa magnitude, algo que, digamos, é grande o suficiente para atingir...
as manchetes dos principais meios de comunicação. A justificativa, para mim, sempre é algo irrelevante. Talvez a gente leia para entender e falar qual foi a justificativa deles, ou qual foi, em muitos casos, a cara de pau dos envolvidos com relação a isso.
Nesse caso, não deixa de ser diferente. A justificativa é um mero detalhe da leitura. A coisa é muito maior. Nunca, nunca, eles levarão em conta os fatos verdadeiros para se ampararem numa justificativa de uma decisão tão grande como essa. Vou trazer um pouco o meu lado econômico. Eu lembro muito bem que eu sempre bati nessa tecla durante a pandemia, quando os burocratas ali falavam não haverá inflação pós-pandemia. Depois, a inflação será transitória.
pois ela será persistente e depois ela será realmente muito persistente. Ou seja, eles mentem. Os burocratas, no geral, mentem em casos de grandes proporções também, até mesmo para tentar trazer um pouco de calmaria em meio a esse caos tremendo. A verdade é que a coisa está ficando grande demais para conter as informações.
Não que eu esteja crente nas instituições, muito pelo contrário. Nelas eu continuo completamente cética. Mas as informações descentralizadas com tantas pessoas envolvidas, Caniato, como eu mencionei ontem e antes de ontem a respeito da teoria dos jogos, parece que começa a fazer pressão em todo mundo. É como uma onda que toma uma proporção grande.
Eu, infelizmente, não tenho essa convicção que o Dávila apresentou de que eles ficarão presos durante muito tempo. Não tenho isso. Mas, de qualquer maneira, essa onda está vindo. Tentarão barrar de qualquer maneira, tentarão mudá-la de direção. Mas, quando ela é tão descentralizada, a coisa se torna impossível. O primeiro passo é fazermos essa onda continuar grande e crescendo em direção às delações. Depois, o segundo passo das condenações é outro tema que conversaremos adiante.
Sem dúvida, o Cristiano Beraldo também está com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Vamos apresentar esse estúdio bonito para o pessoal que nos acompanha pela TV e pelas plataformas digitais. O Beraldo está aqui em São Paulo. Seja bem-vindo, Beraldo. Uma ótima noite a você. A notícia em destaque é a saída do advogado que representava o ex-presidente do BRB. Eu até mencionava com os colegas comentaristas a notícia de ontem e indicava que... A notícia. E aí
O ex-presidente do BRB estava a um passo, né? Faltavam detalhes para fechar o acordo de delação. Na quarta-feira, no dia seguinte, 24 horas depois, o advogado deixa o caso. Alguma coisa não deu certo. Mas não corremos o risco de observar o avanço da investigação, talvez até o encerramento do caso sem o fechamento das delações, porque o volume de informações obtidas pela Polícia Federal é enorme, né?
Pois é, Caneto. Boa noite a você, Aldávio, Laomota, Almusa e boa noite à audiência que prestigia diariamente os Pingos nos Is.
Olha, Caniato, a gente vê uma situação dessas pessoas que são presas, né? De repente saem ali do seu conforto. Imagina uma pessoa que estava imaginando que viveria uma vida de rico, de multimilionário em São Paulo, num apartamento caríssimo, com outros imóveis gerando renda, muito dinheiro na conta. Viveria uma vida tranquila, curtindo com a sua família e tal. E de repente está numa cela. O que passa na cabeça dessa pessoa?
certamente é um momento de muita perturbação psicológica, mental. E aí entra o papel dos advogados, né? Porque em quem acreditar? Qual o discurso que mais te agrada? É aquele advogado que vai e te promete um monte de coisas, diz que você vai fazer uma delação e vai conseguir ir embora para casa daqui a pouco tempo. Aí tem outro que às vezes é...
mais realista, eventualmente até pessimista, diz que você tem que ter calma, que as coisas não são assim, que isso pode demorar. E aí isso vai gerando, naturalmente, uma série de tensões nessas relações. E pelo que a gente está acompanhando, a relação com esse advogado, que é um dos advogados, acabou tensionado a ponto dele deixar a defesa. Agora...
Existe, sem dúvida nenhuma, Caniato, a chance de que, nas coisas que foram apreendidas com o ex-presidente do BRB, já ter muita informação ou informação suficiente para que a Polícia Federal consiga juntar os pontos.
Se ele não for uma pessoa que cuidasse ali do sigilo das suas informações, se ele tivesse no seu celular conversas salvas, guardadas, como tinha Daniel Vorcaro, aí realmente talvez não tenha muito valor essa delação. Mas, sem dúvida alguma...
Ele é fonte de informações fundamentais para se entender quais as pressões políticas que ele sofreu para que esse negócio fosse adiante. Quem o colocou ali na presidência do BRB e quem articulou para que ele, em contato com Daniel Vorcaro, pudesse colocar o Banco de Brasília na posição de pagar bilhões de reais.
por ativos do Banco Master, que aparentemente eram ativos supervalorizados.
Mas há um questionamento de muitas pessoas, inclusive juristas, que analisam o caso, da possibilidade das delações não irem adiante. Deixa eu até chamar o Roberto Mota para analisar essa possibilidade. Mota, o que se dizia lá atrás é que as delações seriam muito importantes e fundamentais para conectar os pontos e também para preencher as lacunas e explicar algumas conexões.
que não estariam claras por meio da avaliação dos arquivos que foram obtidos nos dispositivos eletrônicos. Mas assim, muito tempo está se passando, semanas, meses talvez. O que podemos considerar a partir dessa demora e a possibilidade da delação não ser fechada? Avança-se mesmo sem essas informações? E as tais lacunas que diziam que existiam? O que as autoridades farão?
Eu imagino, Caniato, que toda investigação deve ter lacunas, porque você nunca tem a história completa, né? Você tem alguns elementos e aí os investigadores têm que usar a lógica, o raciocínio para construir ali, reconstruir a história do que aconteceu.
Então eu continuo perplexo, confuso, diante dessa dinâmica da delação, né? Que a delação tem que apresentar evidências concretas que ainda não estão na mão das autoridades. Mas que evidências seriam essas? Que tipo de prova esses delatores têm que eles estão escondendo e que ainda não chegou na mão da polícia?
E por último, quem é a autoridade última que faz um julgamento final? Olha para a evidência e diz, não, essa evidência aqui é sólida, é concreta, ela é importante, traz um elemento novo. E agora vamos negociar o que o réu receberá em troca desse elemento novo.
porque o que nós vemos são várias entidades envolvidas nesse processo. E não está claro para o cidadão comum como esse processo acontece. Então, o que a gente vê é essa história da delação sendo todo dia descrita como avançou, deu um passo importante para frente, agora a coisa vai e nada acontece.
Enquanto isso, o tempo vai passando e, como eu sempre lembro aqui, daqui a pouco não demora muito, vai surgir um escândalo que vai deixar esse escândalo do Banco Master parecendo coisa de criança. Aí a gente vai mudar de assunto e tudo isso corre o risco de cair no esquecimento.
Pois é, qual será o próximo? Falávamos do escândalo do INSS. Aí chegou o escândalo do Banco Master. A notícia do INSS saiu do destaque e foi lá para baixo. Qual será o próximo escândalo? Bom, a gente segue acompanhando. Qualquer novidade, qualquer atualização, a gente traz aqui, analisa com os nossos comentaristas.
Um outro destaque, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro foi questionada publicamente pela primeira vez sobre o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro. Ela evitou dar a sua opinião sobre o caso e afirmou que o pré-candidato à presidência é quem deve se posicionar. Na semana passada, o vazamento de um áudio em que Flávio conversa com o dono do Banco Master para...
financiar o filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a gerar alguns desgastes na pré-campanha do senador. Chama o Luiz Felipe Dávila porque há dúvidas sobre o relacionamento de Michelle, esposa de Jair Bolsonaro, madrasta de Flávio.
Qual seria a dinâmica da família e o relacionamento dela com os filhos do esposo, com os enteados? E há muitas cobranças sobre o posicionamento e até umas mensagens que ela acaba publicando, mensagens enigmáticas. Você acha que...
pode transparecer para os apoiadores ou para o grande público que haveria aí um racha na família Bolsonaro? Isso, de alguma maneira, pode prejudicar politicamente o plano do PL, da família Bolsonaro, Dávila?
Paniato, Michele Bolsonaro foi extremamente diplomática, disse que ela vai cuidar do marido dela e ela tem uma candidatura ao Senado no Distrito Federal pra tomar conta. E disse corretamente, olha, quem tem que tratar desse assunto é Flávio Bolsonaro, não eu. Então, acho que ela saiu muito bem com a sua colocação na tamanha saia justa que ela está.
E não é segredo pra ninguém que a relação entre Michele Bolsonaro e os enteados não é a melhor possível. Aliás, existem ali várias faíscas. E, portanto, acho que ela se saiu muito bem na sua colocação neste momento. Foi serena, diz que a prioridade é cuidar do marido. Depois ela tem a prioridade da própria candidatura do Senado.
E que este é um caso no qual a resposta tem que ser dada por uma única pessoa, Flávio Bolsonaro. E não há dúvida de que com essa atitude ela mostra maturidade política e está ali no banco de reserva esperando ser convocada para essa seleção do PL.
se por um motivo ou outro o jogador principal seja desfalcado por alguma contusão. Só que não é uma contusão física, é uma contusão política causada por uma mentira. Deixa eu passar para o Bruno Musa, porque o que eu observo, viu Musa, é que há uma cobrança velada.
por muitos, para que Michele se posicione como uma advogada de Flávio Bolsonaro, que ela defenda ele com unhas e dentes nessas acusações que ele recebe de, sei lá, conexões pouco transparentes com o Daniel Vorcaro. Você acha que faz bem ela ser diplomática, como destacou o Dávila? Quem tem que explicar é o Flávio.
Você acha que ela deveria adotar essa postura de é uma ilação, estão querendo acusar, tirá-lo do jogo, alguma coisa desse tipo? Eu acho que ela deve ser realmente mais estratégica. Nem toda briga deve ser externalizada, nem todos os movimentos e as suas próprias decisões devem ser externalizadas e justificadas. Ela, até o momento, não tem nenhum cargo público.
Então, as suas ações pessoais não devem ser justificadas, nem tampouco as pessoas cobrarem que ela deva fazer isso. Há uma cobrança excessiva, no meu entender, até mesmo na falta de responsabilidade ao se intrometer na vida privada das pessoas. Claro que tudo isso impacta o processo político, impacta as possíveis decisões.
Mas não é porque a pessoa é pública que tudo deve ser justificado, tudo deve ser pontuado por ela. Então, acho que não. Acho que uma postura mais política nesse caso faz muito mais sentido. E Evita diz que me disse, de todos os lados, se ela se posicionasse e dissesse que ela não tem nenhum problema com ele, haveriam pessoas que colocariam o contrário, diria que ela está mentindo. Se ela, de fato, diz que tem uma briga...
também uma inundação de matérias viria público, prejudicando todo esse processo, dizendo, tá vendo? Eu disse, é impossível essa relação. Então, me parece um perde-perde. Contudo, se ela for realmente nesse lado mais político e deixa no ar, a gente acaba tentando decifrar através das entrelinhas. Mas há, claramente, um menor número de, digamos, entre aspas, porrada em português clássico que ela tomaria, que seria sim ou sim. Então, acho que, nesse caso...
esse campo político faz muito mais sentido. Pois é, chamar o Cristiano Beraldo para analisar essa situação. Beraldo, eu observo que...
Michele, apesar de ser muito elogiada, muitos mencionam que ela será uma política de valor dentro do PL. Enfim, talvez esteja se descobrindo e trabalhando cada vez melhor a sua retórica para, provavelmente, avançar no campo político. Ao que tudo indica, conseguiria garantir uma cadeira ao Senado pelo Distrito Federal, mas há quem projete nela voos maiores. Agora...
Esse talento que muitos apontam para a Michelle Bolsonaro, você acha que isso causa algum mal-estar dentro da família?
Olha, Caniato, ao que parece, olhando de longe, sem dúvida nenhuma, eles não contavam com Michele Bolsonaro se tornando um personagem político. Jair Bolsonaro foi casado, salvo engano, três vezes, tem filho com todas as ex-mulheres e com Michele. Não é uma família tradicional, digamos assim, e, obviamente, os três filhos mais velhos...
eles são as figuras que herdariam o prestígio eleitoral do pai. Só que Michele Bolsonaro surge como uma pessoa que não tem o sangue Bolsonaro, mas que conseguiu com a oportunidade que teve, e que inclusive justiça seja feita, foi dada por Valdemar da Costa Neto quando entregou a ela.
salvo engano, a presidência do PL Mulher, e ela viajou o Brasil inteiro conquistando um público próprio. Então, hoje, Michele Bolsonaro tem essa popularidade. E no momento em que Flávio Bolsonaro está aí sob ataques, em que começam a ter dúvidas, e veja, a gente precisa considerar também, Caniato, nós estamos no Brasil.
O brasileiro, no seu volume maior, ele votaria em Flávio Bolsonaro da mesma forma, com encontro convocado, sem encontro convocado. No geral, as pessoas têm motivação para o voto diferente daquela que muitas vezes a gente discute aqui.
O problema é que quando existe um problema com o candidato, o universo da política se move para se valorizar. Então hoje existe uma pressão para que, eventualmente, Flávio Bolsonaro reveja alguns acordos que tenham sido ali articulados para trazer outros partidos para fazer essa composição.
Há aqueles que estão queimando o Flávio Bolsonaro porque com o Michel e Bolsonaro poderiam ter o maior espaço no eventual governo. Então, os interesses acabam sendo interesses particulares, interesses de determinados grupos e que, em geral, não tem nenhum alinhamento com o melhor interesse do Brasil.
Então, nesse caso, eu tenho certeza que haverá essa turma torcendo e articulando em favor de Michele, mas Flávio Bolsonaro está longe de estar morto. Acho que haverá ainda uma queda de braços, mas hoje, olhando hoje, eu acredito que essa queda de braços ainda favoreça Flávio Bolsonaro.
Pois é, o tom das matérias e das reportagens que tratam da postura de Michele Bolsonaro acabam mencionando justamente esse silêncio dela. Deixa eu passar para o Mota, porque na verdade acaba sendo uma versão do fato.
Ela optou em ficar calada? Ela poderia ter verbalizado, atuado como uma advogada de Flávio Bolsonaro? Poderia. Mas optou pela descrição, pelo silêncio? Mas isso por si só revela algum tipo de problema na família ou acabam semeando a discórdia, como se diz no dia a dia, Mota?
Cário Caniato, com esse gesto, a ex-primeira-dama deu uma aula de política prática. Quem dera outros políticos prestassem atenção. Há momentos em que o silêncio é a melhor resposta.
Ninguém precisa responder todas as perguntas que lhe são feitas, especialmente quando se trata de um político e especialmente quando a intenção explícita da pergunta é colocar você numa saia justa. Especialmente numa situação imprevisível, como a que o Brasil vive hoje, que está produzindo um susto a cada dia.
especialmente em um momento em que há tanta coisa em jogo como no processo eleitoral desse ano.
Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, destacando as principais informações do noticiário e analisando e refletindo sobre os caminhos para o Brasil. Você que é o nosso companheiro de todos os dias participa também, enviando perguntas, comentários, as suas reflexões pelo nosso chat e também participando da nossa enquete. A enquete de hoje trata de foro privilegiado. O que você acha do foro privilegiado?
Deveria haver uma alteração no reglamento? Quais autoridades podem receber esse tipo de proteção? Vote em jovempan.com.br e também no nosso YouTube. YouTube do programa Os Pingos nos Is. O pré-candidato à presidência pelo PSD...
Ronaldo Caiado criticou candidaturas de contaminados pelo caso Máster. Ele não citou nomes, mas segundo ele, alguns nomes não têm estatura para sentar na cadeira de presidente da República. A nossa produção, inclusive, separou esse trecho. Vamos acompanhar.
Eu nunca falei nada de forma indireta na minha vida. Cada um tem o direito de se explicar das acusações que pesam sobre ele. O que eu disse são condicionantes para o exercício da função de presidente da República.
Esse é que é o ponto principal. As pessoas têm que estar lá com a condição de independência moral para poder governar o país e, com isso, resgatar a ordem institucional no país. Quando você apresenta uma condição que não dá a você a condição do exemplo e de correção de rumos, o Brasil continuará da maneira como ele está.
Tem a manifestação do pré-candidato do PSD à presidência da República criticando o que, segundo ele, são candidaturas ou pré-candidaturas contaminadas pelo caso do Banco Master. Deixa eu chamar o Dávila, porque é preciso olhar com muito carinho para essa declaração de Ronaldo Caiado. Tudo bem, ele não foi tão explícito quanto o Romeu Zema, mas, no final das contas, é a mesma coisa, né?
É, Caniato, é a mesma coisa se essa declaração tivesse sido feita na semana passada. Não depois de uma semana. Depois de uma semana, ela perde um pouco o peso político que teria se tivesse sido feita naquela mesma época na qual Zema fez a sua declaração de indignação. Então, mostra que o...
o pré-candidato Ronaldo Caiado está mudando o tom em relação aos fatos. Mas não foi uma declaração baseada, como foi no caso do Zema, na defesa de valores e princípios. Acho que essa é a grande diferença.
Então, é evidente que vai ficando cada vez mais claro o teor da mentira e, portanto, agora um posicionamento um pouco mais forte. O fato, Caniato, é que nós ainda estamos no começo do primeiro tempo de uma longa partida que só terminará em outubro. Por isso, tem muito jogo pela frente. Mas a cada jogada...
você conhece o estilo, a personalidade e as reais preferências por pautas e alianças dos políticos. Acho que esse é o ponto fundamental. Cada colocação, cada palavra, cada depoimento mostra onde o candidato está.
neste grande plano para atrair o voto em 2026. Afinal de contas, sabemos que eleição é, sim, uma competição de candidaturas, de propostas, mas também de personalidade política. Portanto, cada vez que o eleitor consegue entender melhor
esse conjunto de valores que baliza as falas e as propostas dos candidatos melhor para esclarecer pontos e ver se isso se converte em votos.
Recebendo a rede Jovem Pan, agora todos com a gente aqui em Os Pingos nos Is, a notícia em destaque, exibimos há pouco uma manifestação, uma fala de Ronaldo Caiado em um evento da Confederação Nacional dos Municípios. E aí, nessa ocasião, ele criticou as candidaturas ou pré-candidaturas contaminadas pelo caso do Banco Mastro. Não citou...
o nome de Flávio Bolsonaro, mas, obviamente, todos fizeram essa conexão. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, Romeu Zema...
tomou uma posição após a divulgação dos áudios. Ele criticou Flávio Bolsonaro, chegou a dizer que seria um tapa na cara da sociedade, algo mais ou menos nesse tom. Renan Santos também criticou de maneira muito enfática Flávio Bolsonaro. Quem acabou não se manifestando na semana passada foi Ronaldo Caiado. Daí, nesta semana, acaba mudando o tom, como disse o Luiz Felipe Dávila.
Qual é o cálculo desses pré-candidatos? Tentar ofertar aos apoiadores de Flávio, talvez, uma postura diferente? Olha, estou aqui também, tem um cálculo de chamar esses apoiadores de Flávio? Olha, olhe para a minha pré-candidatura, talvez eu seja o candidato ideal da direita, é mais ou menos isso?
Sim, porque imagina o seguinte, algo que o Davila sempre coloca, é muito difícil, no meu entender, no Brasil tudo é possível e alguns votos irão, mas a grande maioria daqueles que votam em Zema, Caiado ou Flávio, dificilmente migrarão para Lula.
Aqueles que talvez sejam mais únicos e exclusivos no Flávio, talvez não votassem no outro e deixaria ali os isentos, digamos assim. Não sabem. Mas a grande maioria é que aqueles que defendem os três principais candidatos, aqui vou incluir o Renan também, os quatro principais candidatos da direita ou da centro-direita, não migrariam o seu voto pro Lula. Consequentemente, naquele primeiro momento que Zema veio a público, que depois ele até se desculpou,
Deu a impressão que ele pode ter se antecipado, aquilo recaiu contra ele, ele veio e pediu desculpas. Num próximo momento, onde começam a pipocar novas informações, como a conta gotas, como nós falamos ontem, que, de novo, repito, até o momento não há nada de ilegal. Ilicitude não há, na minha opinião, há contestações e há imoralidades, sob o meu ponto de vista. E, com isso...
Dá a impressão que se começar a aparecer mais coisas a conta gotas, é natural que o outro lado, ou melhor, aqui quem está ainda na direita e na centro-direita, levante a mão e fala, estou aqui, eu existo. Se percebermos nas últimas pesquisas, o Caiado fica parado ali. O Zema cresceu algo quando começou a fazer aqueles vídeos dos intocáveis do Supremo Tribunal Federal. Depois o Renan veio crescendo, capitalizou um pouco, inclusive, dessa queda.
do Flávio Bolsonaro, mas estão ali longe ainda de ser representativos para um segundo turno. Mas se novas coisas começarem a aparecer que comprometem a campanha de Flávio, sem dúvida nenhuma, há de haver uma importante estratégia para que esses votos não caiam ou no isento ou que eventualmente migrem para o lado de Lula, que eu acho, como eu falei, pouco provável em sua grande maioria.
Portanto, essa estratégia me parece clara. Sem bater direto, não sabemos se a candidatura continuará de fato e com competitividade. Se não, algo como um recado. Lembre-se, há mais pessoas aqui do lado da direita.
É um aspecto que a gente precisa analisar sobre o posicionamento de pré-candidatos de partidos de centro-direita, de direita. Muitos mencionam aqui no nosso chat sobre aquilo que nós falávamos há alguns meses, a união da direita. O Dávila sempre mencionava, teremos um modelo muito parecido com o Chile. Um respeito entre todos os candidatos da direita, todos acabam disputando o pleto e aquele que...
performar melhor e for ao segundo turno, receberá o apoio dos demais. Ok, fico imaginando nesse cenário desenhado pelo Dávila lá atrás, Cristiano Beraldo, imagine que Flávio Bolsonaro, muito criticado, por exemplo, por Zema, Caiado e Renan, imagine que ele vá para o segundo turno. E aí, como é que seria no segundo turno? O que aconteceu no caso do Banco Master? Será varrido para debaixo do tapete? Esses outros que...
em tese ou em uma hipótese, não fossem para o segundo turno, esqueceriam os problemas e manifestariam apoio a Flávio Bolsonaro? Como é que ficaria? Pois é, Caniato. Veja, nós estamos diante de uma situação, e o Musa falou muito bem, por enquanto não há ilegalidade demonstrada nessa relação. E, de fato, mesmo que Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro fossem melhores amigos.
Não havia naquele momento, ou pelo menos por um longo período, em que Daniel Vorcaro foi festejado e celebrado pelos maiores veículos de imprensa do país, pelos maiores advogados do país, pelos ambientes de negócios, pelos banqueiros da Faria Lima. Daniel Vorcaro era uma figura que tinha ali um trânsito imenso.
E se nesse período Flávio Bolsonaro tivesse se tornado melhor amigo, amigo do peito, a princípio não há nada de ilegal nessa postura. Portanto, o dano causado à candidatura de Flávio Bolsonaro não é um dano até aqui que tem a ver com o ilícito.
O grande problema que ele tem, e é maior até talvez do que se fosse um ilícito, é ele ter quebrado a confiança com o eleitor. Ele mentiu descaradamente e a princípio, pelo que sabemos até aqui, sem nenhum motivo.
Tudo que foi revelado poderia ter sido contado por ele próprio, dando o devido contexto, dando as devidas explicações. E tenho certeza que o sentimento que existe, que colocava, pelo menos, e eu acho que, no fundo, ainda coloca o presidente Lula como o provável derrotado dessa eleição,
Esse sentimento faria com que a sinceridade demonstrada por Flávio Bolsonaro fortalecesse a sua candidatura e ele passasse por essa tempestade sem muito dano. Só que não, ele não fez isso, ele fez o oposto disso.
Ele foi por um caminho que essa confiança se quebra. E o que resta para ele? Resta um sentimento muito sólido, muito consolidado, numa parcela bastante expressiva da população brasileira que não quer mais a continuidade do governo de esquerda no país.
Então, se ele quebra essa confiança, o que pode acontecer? E sofre o ataque dos seus adversários na direita. O que pode acontecer no segundo turno? É as pessoas votarem ainda.
em Flávio Bolsonaro, caso seja ele aí para o segundo turno, porque não querem a continuidade do governo petista. Mas será um voto muito mais desanimado, muito menos engajado e provavelmente haverá um aumento da abstenção, o comparecimento nas urnas.
ficará menor em razão dessa falta de brilho nos olhos do eleitor de ter orgulho de chegar, não, vou escolher esse camarada aqui porque eu confio nele. Isso, infelizmente, Fábio Bolsonaro tirou das mãos do eleitor. Pois é, a gente vai seguir acompanhando as manifestações, essas articulações dos pré-candidatos, dos partidos. Qualquer novidade a gente traz aqui e analisa, debate com os nossos comentaristas.
Uma outra informação, o presidente Lula assinou hoje dois decretos sobre redes sociais, regulamentando regras fixadas em julgamentos do STF e definindo uma agência ligada ao governo para fiscalizar essas obrigações. As normas que aumentam a possibilidade de punição das big techs.
por conteúdos veiculados por terceiros, já valiam, desde que essa responsabilidade foi estabelecida pelo Supremo no ano passado. Mas não havia um órgão específico responsável por fiscalizar essas regras de modo mais amplo.
Há ainda recursos pendentes de análise pela corte. E na ocasião do julgamento, o STF fez um apelo para que o Congresso legislasse sobre esse assunto. Bem, deixa eu chamar o Roberto Mota para analisar essa previsão de fiscalização das Big Techs por uma agência a ser criada e esse órgão ficará ligado, conectado ou subordinado ao Ministério da Justiça.
que naturalmente dará as diretrizes sobre como será esse tipo de fiscalização. Há dúvidas sobre como esse órgão conseguirá monitorar tantas postagens, né, Mota?
Não precisa haver nenhuma dúvida, Caniato. Esse órgão vai usar o conceito da tolerância repressiva, criado pelo filósofo marxista Herbert Marcuse. É um conceito que já foi amplamente adotado pelo Estado brasileiro. Ele diz o seguinte...
A esquerda pode dizer o que ela quiser, porque a esquerda é a favor da liberdade da democracia, mas a direita não. Qualquer coisa que a direita disser deve ser severamente censurada. É o que diz a teoria da tolerância repressiva de Herbert Marcuse. O que acontece é que a Suprema Corte Brasileira...
praticamente anulou o artigo 19 do marco civil da internet. O marco civil é uma lei que foi aprovada de forma regular pelo Congresso Nacional. Uma lei muito elogiada. O nosso querido Dávila sempre elogia o marco civil da internet como uma das leis mais avançadas do mundo para tratamento do ambiente virtual.
Mas a nossa Suprema Corte disse, não, o artigo 19 dizia o seguinte, as plataformas de internet só poderiam ser responsabilizadas por danos decorrentes de conteúdos se depois de uma ordem judicial elas não removessem o material.
Pelo que eu entendo da decisão da Suprema Corte, esse requisito de ordem judicial foi retirado. E as plataformas agora têm que agir de forma proativa. Se elas não agirem, mesmo sem ordem judicial, elas podem ser responsabilizadas. Então pensem no que isso vai significar para a liberdade de expressão no ambiente online.
previsivelmente e como consequência da decisão, como se fosse um jogo de futebol, tabelinha, né? Um chuta, o outro dá um passe.
o governo disse, deixa comigo, eu vou criar agora um órgão para cuidar disso. E o órgão, aparentemente, vai ser a Agência Nacional de Proteção de Dados, que foi criada para proteger a privacidade dos usuários, mas agora encontrou uma segunda utilização, que é cuidar da censura das redes sociais. Porque não há outro nome para isso.
O que nós estamos vendo sempre sob o eufemismo de regulamentação é censura. E sempre usando o conceito de tolerância repressiva de Herbert Marcuse. Pois é, inclusive, durante a tarde, após a divulgação dos decretos, alguns veículos de comunicação divulgaram a informação que as redes sociais teriam de apagar nudes, fotos.
de pessoas sem roupa, mas vazado, sem autorização, em até duas horas. Daí eu fiquei pensando e até comentei com alguns colegas na redação, mas várias redes sociais já possuem dispositivos de não permitir o compartilhamento desse tipo de conteúdo. Há, inclusive, relatos de mulheres que amamentam, e por aparecer uma parte...
do seio da mulher, do peito da mulher amamentando a criança, automaticamente a rede social acaba derrubando aquela postagem. Ou seja, muitas já fazem esse tipo de monitoramento. Tem robôs, dispositivos que impedem esse tipo de postagem. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila também para trazer seus apontamentos a respeito do decreto, da função dessa agência e do receio que muitos acabam externando do início de um processo de censura mesmo, Dávila.
É censura e é mais um exemplo de como o populismo é nefasto para o país, como o populismo é um vírus que destrói as instituições brasileiras. O PT, desde o primeiro mandato de Lula, em 2003, já era a favor da censura.
Usava uma palavra bonito, era controle social da mídia. E eles nunca desistiram dessa ideia de censurar a opinião, a liberdade de expressão, vigiar aqueles principalmente que são críticos ao governo.
Mas, felizmente, durante muito tempo, o Congresso Nacional agiu de forma célere para evitar que o tal do controle social da mídia se tornasse lei e que se tornasse lei seria inconstitucional, porque, na verdade, viola uma cláusula pétrea da Constituição que garante a todos os brasileiros a liberdade de expressão de opinião.
Só que essa sequência desastrosa de governos populistas que o Brasil vem tendo há mais de 20 anos vem minando a cada tempo gradualmente a liberdade de expressão, a liberdade de opinião e impondo a censura no país. E hoje nós chegamos a quase...
um regime autoritário no Brasil em que as pessoas precisam tomar muito cuidado com as palavras. Veja só, em 2014, o Mota bem lembra que o marco civil da internet foi uma legislação exemplar aplaudida no mundo.
Por quê? Primeiro, foi uma legislação que o Congresso Nacional aprovou consultando as pessoas, consultando as big techs, consultando juristas e órgãos reguladores. Todo mundo foi ouvido. Por isso que saiu um excelente projeto de lei. Por que ele é excelente? Porque ele garante as regras, mas garante a liberdade de expressão total.
que só pode ser suspensa a opinião de alguém, como bem lembrou o Mota, com uma decisão judicial. Agora, isso caiu. Mas se você pode censurar alguém sem decisão judicial, isso chama-se censura. Isto é uma violação da Constituição brasileira. Isto é uma violação de uma cláusula pétrea da Constituição, o que ainda é mais grave.
Agora, nesta fase de ativismo judicial, governo populista é uma combinação bombástica. Porque um absurdo de uma decisão dessa do governo, que viola a Constituição brasileira, parece que vai contar com o apoio do Supremo Tribunal Federal, que na verdade foi ali a decisão que o Supremo deu, abriu espaço para isso. E a Constituição?
E as liberdades individuais? E a democracia onde estão? São sepultadas no Brasil. Caem na vala da imoralidade, do autoritarismo, do ativismo judicial.
E aí o brasileiro está sempre no limbo, porque qualquer coisa que faça será considerado ilegal por esses tecnocratas e burocratas. É aquele Estado autoritário imaginado por George Orwell nos seus escritos.
...nacional de proteção de dados, que estará subordinada ao Ministério da Justiça e terá a responsabilidade de fiscalizar-se as plataformas. As redes sociais, as big techs, estão cumprindo as regras impostas pela corte que está expressamente descrito no decreto do presidente da República, nos dois decretos. Nessa atualização...
do Marco Civil da Internet. Deixa eu chamar o Bruno Musa para avaliar também essa situação e a projeção um pouco animadora dos nossos analistas. Musa. Renato, veja bem. Primeiro de tudo, eu gosto sempre de...
tirar a impessoalidade de algo tão abstrato que é uma agência estatal. Uma agência estatal, ela não é nada. Ela é um escritório vazio se não colocar ninguém lá dentro. Assim como toda e qualquer outra instituição. Portanto, essa instituição ou essa agência que governará, ou que melhor, fiscalizará todo esse processo, será composta por pessoas...
indicadas pelo governo de turno. O grande ponto aqui, que abre uma brecha muito grande, é que aqueles acreditam que a censura ela é uma solução, lembre-se que o poder troca de mão. E aqueles que acham que estão sendo ajudados com relação a isso, quando o chicote troca de mão, ela chega até cada um de nós. Portanto, você
tenta cancelar um determinado processo e você abre, através da criação de um poder, uma margem muito grande para destruir completamente toda e qualquer liberdade, a pouca que nos resta ainda no Brasil. Esse é o primeiro ponto.
Ou seja, tirarmos a questão abstrata das agências e colocarmos que são nomes, CPFs, pessoas com partidos políticos e vieses ideológicos, sejam eles quais forem. Agora, o governo de turno é a favor absolutamente disso. Esse ponto é extremamente relevante. Portanto, o que nós estamos colocando aqui, debaixo disso e chancelando, é que uma agência estatal, através dessas figuras com vieses,
Tenham, mais uma vez, a legitimidade...
da violência contra as liberdades individuais e contra a propriedade privada das pessoas. Eles dirão que é certo e você tem que acreditar. Eles dirão que você deve pensar e como deve pensar. E se pensar ao contrário, não poste. Mantenha isso para você. Isso significa que o senso crítico e a liberdade de defender os valores que você defende, sejam eles quais forem, passam a ser completamente destruídos.
Como é que você quer uma evolução de debate de ideias se o teu opositor não pode colocar em prática aquilo que ele pensa? Vamos supor que você fale alguma coisa que fira a lei. Ok? Você tem as regras condizentes para tal, para cumprir um processo, um rito de um processo legal, para que você puna aquelas pessoas ou aquela pessoa.
que descumpriu a Constituição através daquilo que ele falou, mas não o proíba de falar. É por isso que nós defendemos, ampla e restrita, para falar aqui palavras que estamos usando bastante, o direito, principalmente...
E não inclusive, principalmente, daqueles que pensam diferente de nós, de poderem se expressar. Afinal de contas, se o teu opositor não pode se expressar, você não tem a menor ideia do que ele pensa. E pode colocar uma pessoa, um inimigo, como um amigo. E, acima de tudo, o debate de avançarmos enquanto sociedade. Mas o caminho, infelizmente, que a máquina da agência estatal quer é justamente nos manter na pobreza e das ideias.
Pois é, vou passar já para o Cristiano Beraldo, só que antes eu vou receber a rede Jovem Pan, então enquanto isso, enquanto a rede não chega, só quero lembrar da enquete do dia. A pergunta que está publicada no nosso portal e também no YouTube, a gente trata de foro privilegiado.
a possibilidade de alterar a regra vigente. Agora sim, toda a rede conectada com a gente aqui em Os Pingos nos Is, os nossos comentaristas analisam os decretos do presidente da República, a fiscalização das Big Techs por uma agência e esse órgão será...
vinculado, subordinado ao Ministério da Justiça. Deixa eu passar para o Cristiano Berardo, que comenta-se e levanta-se a possibilidade de censura, mas com um agravante. O decreto foi...
assinado pelo presidente da República em um ano eleitoral. E, a partir daí, há muitas preocupações sobre a atuação dessa agência e quais serão os limites, por exemplo, dos usuários das redes sociais. E se as redes sociais talvez acabem apertando os cintos em relação às suas regras, quase impondo uma autocensura, principalmente para os seus usuários. Enfim, quais exercícios devemos fazer, Beraldo?
Beniatto, essa é a lei Pyongyang. Pyongyang é a capital da Coreia do Norte, onde não existe absolutamente nenhuma liberdade de expressão. Aliás, não existe liberdade alguma. No caso do Brasil, nós estamos rumo a um retrocesso absurdo, inaceitável, que deveria gerar revolta em absolutamente todas as pessoas. O Brasil está às vésperas de ter...
Por exemplo, canais de streaming superando os canais tradicionais de TV, dada a força que é o digital hoje em dia. As redes sociais exercem um papel importantíssimo na comunicação como um meio de informação para a população brasileira.
Talvez 1% da população brasileira tenha assinatura de um grande jornal, de um grande portal. O resto, os outros 99%, são pessoas que se informam a partir daquilo que chega até elas no aparelho celular.
E o governo do PT, o governo de esquerda, o governo que não aceita críticas, o governo que se incomoda com aquilo que outros falam e fazem melhor do que eles, eles estão criando uma agência para fazer aquilo que o livre-arbítrio já permite que seja feito. Nós estamos aqui todos os dias conversando com vocês.
Se aquilo que nós falamos agrada, faz sentido, ajuda na reflexão. Se aquilo que nós falamos serve de elementos, até para o debate, até para que vocês não concordem conosco.
Nós estamos fazendo o nosso trabalho e vocês, como audiência, como nosso público, têm o total livre-arbítrio de dizer, gostei, vou deixar um like, não gostei, vou colocar um joinha para baixo, vou deixar de seguir, vou gravar um vídeo reagindo, dizendo que é um absurdo o que eles falaram. Você faz o que você bem entender, inclusive não nos assistir.
Só que agora não. Agora, o burocrata indicado pelo governo é uma agência, tem mandato. O Musa lembrou que essas coisas mudam conforme o governo, mas tem mandato de quatro anos. Vai ter um burocrata que vai chegar lá com uma missão de perseguir absolutamente todos aqueles que produzem conteúdo desagradável ao governo.
E quem vai pagar a conta são as plataformas. Quer dizer, quem fala é o usuário, a plataforma é quem vai pagar. Isso não faz absolutamente nenhum sentido.
Mas essa é a realidade deste Brasil cada vez mais absurdo que precisa parar, precisa cessar. Precisamos recuperar a nossa sobriedade. Precisamos recuperar o caminho da luz, porque estamos mergulhados nas trevas.
Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas discussões dos nossos comentaristas, mas neste momento eu preciso me despedir de parte da rede, porque algumas emissoras ficarão com as suas programações. Muito obrigado pela participação, pela audiência, pela parceria. Até amanhã.
Eu sigo aqui com os nossos analistas, trazendo esse destaque que está estampado nas principais páginas dos portais. Deixa eu voltar com o Roberto Mota, porque há, inclusive, muitos questionamentos sobre o posicionamento de algumas instituições, de alguns grupos políticos, e aí do outro lado você tem talvez uma minoria no parlamento.
E a população que fica observando esse tipo de articulação nos bastidores e observa uma parte importante do judiciário conectada com o executivo.
Hoje, que adota uma postura que é muito diferente, por exemplo, do governo anterior, a gente vê parte do Congresso Nacional apoiando, inclusive endossando, boa parte das medidas tomadas pelo Poder Executivo e a população observa tudo isso.
sem ter, digamos, muita condição de mudar o curso dessa condução que vem sendo feita no Brasil. Mota, a partir da divulgação dessas informações, quais podem ser os próximos passos? O que compete àqueles que não concordam, população, é jogar luz para o processo eleitoral?
Eu não vejo como o processo eleitoral vai mudar o curso dos acontecimentos, Caniato. Porque isso não foi feito através de nenhum processo eleitoral. O que o processo eleitoral fez foi criar o marco civil da internet. O marco civil da internet...
Foi uma lei regularmente produzida pelos representantes eleitos pelo povo no Congresso Nacional. Depois, juristas que não tiveram sequer um voto, alteraram essa lei. Disseram, olha, esse marco aqui, esse artigo 19 não pode. Nós achamos que deve ser assim. E pronto.
O voto de milhões de pessoas foi jogado no lixo e se criou uma nova lei. Essa nova lei está valendo a partir de agora. É surpreendente para algumas pessoas a passividade, a apatia do Congresso Nacional, da maioria dos políticos em relação a um assunto crítico como esse.
E essa apatia tem uma explicação para boa parte dos políticos, essa é uma boa notícia. Porque a revolução da informação tirou o poder dos políticos. São três coisas que colocaram um imenso poder na mão dos cidadãos. A internet, a telefonia celular e as redes sociais. Por isso, hoje...
A Norminha, que trabalha no meu clube há 37 anos, hoje ela cuida do cafezinho, a Norminha pode vir aqui no Pingos nos Is e vai discutir política em pé de igualdade com todos nós. E isso provoca um profundo terror nos políticos.
porque eles não conseguem mais emplacar os seus discursos vazios, rasteiros, populistas. Por exemplo, dizer que a escala 6x1 é ruim porque o trabalhador quer namorar. Tratando as pessoas como se fossem...
idiotas. E eles têm saudade do tempo em que não existia internet, não existia rede social, eles podiam dizer qualquer coisa e ficava por isso mesmo, né? Eles podiam ter hoje um comportamento completamente oposto, uma opinião completamente oposta da que eles tinham dois, três anos atrás, e tava tudo bem, não tinha ninguém pra chamar atenção. No fundo, a maioria deles tem saudade desse tempo. Então, se juntam.
os ativistas judiciais que não tiveram um único voto com os políticos que têm saudade do tempo da obscuridade, empurrando o Brasil para esse abismo para o qual a gente pensou que o país nunca ia voltar.
Exercício importante sobre o quanto isso pode entrar no debate eleitoral. Deixa eu passar para o Dávila. O Mota acaba expondo uma reflexão importante e a sua maneira de enxergar essa problemática. Dávila, você acha que, a partir dessa decisão tomada pelo governo, os impactos que são desenhados e projetados por muitos, isso em alguma...
Isso poderá entrar nos debates eleitorais? Olha, se eu estiver lá, se eu for eleito, vamos atuar para mudar esse decreto vigente?
Caniato, sabe o que é interessante? Eu vou revestir o meu argumento, o argumento ótimo que o Mota fez, com uma leitura filosófica para responder a sua pergunta. Platão, na República, escreve sobre o famoso mito da caverna. As pessoas ficam na caverna olhando a sombra das coisas, achando que aquelas imagens são a realidade.
Hoje nós vivemos esse mundo da caverna. As pessoas no governo acham que a realidade é como elas enxergam a sombra dos seus conceitos. Elas não querem olhar a realidade. Então nós temos que sair dessa caverna.
Nós temos que encarar o mundo como ele é. E isso precisa muita coragem, determinação, porque nós vamos ser combatidos para permanecer dentro da caverna, da trincheirinha, do cercadinho. É isso que eles querem. Eles querem um monte de brasileiro, tudo no seu curral, tudo no seu cercadinho. Que ninguém desafie as opiniões do governo, que ninguém crie contradição com a ideologia oficial. É típico de governo autoritário.
E por que isso é fundamental combater o tempo inteiro? Porque o populismo tem método. Primeiro ataca e cerceia a liberdade de expressão. Depois ataca e domina a justiça, não mais para cumprir a lei e a constituição, mas para cumprir os designios do governo.
Aí depois começa a adentrar o sistema eleitoral. E assim eles vão comendo até tomar conta do sistema inteiro de maneira gradual. Foi assim que aconteceu em vários países governados por populistas. E nós não podemos deixar isso acontecer.
Temos de combater como sociedade civil, temos de combater como pessoas da imprensa brasileira, temos de combater com as pessoas sérias nos governos locais, no próprio judiciário. Nós não podemos aceitar este avanço gradual que vem acontecendo ao Brasil.
deturpando completamente a Constituição, comendo pelas beiradas a liberdade individual das pessoas. Nós não podemos deixar isso acontecer. E agora, respondendo a sua questão, veja só que absurdo. O presidente apresenta uma proposta inconstitucional, porque ela fere.
O artigo 5º da Constituição que permite plena liberdade de expressão. Não tem a lisa assim. A liberdade de expressão será monitorada por um órgão do Estado ligado ao Ministério da Justiça. Não existe isso. É plena. Está escrita a palavra plena. Liberdade de expressão, opinião. Então, assim, isso é inconstitucional. A justiça não fala nada. Só que tem um detalhe.
O depoimento recente do ministro Cássio Nunes Marques, que vai ser o capitão do TSE, da Justiça Eleitoral, nesta eleição, ele deixou entender que ele vai deixar o jogo correr e só interferir em casos absurdos. Ou seja, uma postura completamente diferente da última eleição, quando nós tínhamos Alexandre de Moraes.
do TSE. Então, veja só, se você tem o ministro do TSE, presidente do TSE, que deveria reger sobre as eleições, deixe o jogo correr.
Aí o órgão estatal apita. Opa, pênalti. Não, o juiz não apitou nada. O terceiro juiz que está fora de campo está apitando. Aí vai fazer o quê? Vai levar para o Supremo Tribunal Federal? Como é que nós vamos resolver um impasse desse? Veja a confusão que está sendo feita por causa desta veia arbitrária do governo.
vai ser uma eleição extremamente conturbada. E não, desta vez, porque o TSE, porque pelo menos essa foi a postura de Cassio Nunes Marques. Ele pode mudar de ideia, mas hoje ele tá dizendo que vai deixar o jogo correr. Então, Caniato, será sim um período conturbado, porque ninguém respeita mais a lei e a Constituição.
Nós seguiremos atentos, em qualquer novidade, atualização, manifestação, a gente traz aqui, analisa com os nossos comentaristas. E, obviamente, quando tivermos informações a respeito da maneira como esse órgão irá atuar, a gente certamente voltará a tratar disso aqui na programação.
O ministro do Supremo, Luiz Fux, ele abriu uma divergência com Gilmar Mendes no julgamento que discute os limites do foro privilegiado para autoridades. A corte analisa no plenário virtual até sexta-feira recursos da PGR e da Procuradoria-Geral da República sobre a decisão que ampliou o alcance da prerrogativa.
Fux defende limitar o alcance do foro. Até o momento, o placar está em quatro votos a um a favor do entendimento do relator. Deixa eu começar essa rodada com o Cristiano Beralda, as discussões entre os ministros da Corte a respeito do alcance do foro privilegiado.
Há um entendimento de alguns integrantes de que é preciso manter vigente a regra ou até ampliar o foro privilegiado. Luiz Fux defende a limitação do alcance. E aí, de maneira muito simples para a nossa audiência...
Há inclusive um exemplo que foi dado. Por exemplo, em casos que não tenham relação com a atividade daquele servidor, o caso imediatamente iria para a primeira instância. Essa é uma ideia de limitação do foro privilegiado. Então não é.
Porque aquela pessoa tem foro privilegiado, que o foro protege de absolutamente tudo. Beraldo, quais exercícios nós devemos fazer? Porque é preciso também olhar para a quantidade de autoridades que possuem o foro privilegiado no Brasil. Quando a gente olha para outros países, nós estamos praticamente no topo, entre os principais países que garantem o foro privilegiado a muitas autoridades.
Pois é, mais um conceito da Constituição de 1988 que deu totalmente errado e deu errado em razão de uma manipulação feita conforme os interesses dos poderosos do momento. Então, a ideia do foro privilegiado é garantir que pessoas que tenham determinada visibilidade pública é algo diferente.
governadores, deputados, senadores, presidente da república, não fiquem à mercê de decisões da justiça de primeira instância que em todos os municípios do Brasil pode ser que haja ali, a gente sabe que há, alguma decisão tomada, não com base no entendimento legal, mas sim para atender algum tipo de interesse. É preciso lembrar, inclusive, que o Brasil já passou ou...
por momentos e não faz muito tempo, em que uma decisão de primeira instância, numa cidade remota do não sei aonde, o Brasil inteiro ficou sem WhatsApp, por exemplo. E, salvo engano, isso aconteceu em mais de uma oportunidade. Então, o foro privilegiado tinha esse conceito.
essa pessoa precisa ter minimamente uma garantia que aplicará a ela a lei conforme um entendimento de um nível mais alto. O notável saber jurídico, a reputação ilibada de quem julga.
Essa era a ideia. Só que isso foi sendo deturpado inicialmente para beneficiar os próprios políticos. Só que agora o poder concentrado nas mãos do Supremo Tribunal Federal é tão grande e...
a completa liberdade que existe para que se decida a favor de um contra o outro, com base na lei A, B ou C. Às vezes você tem diferentes decisões para casos que são totalmente semelhantes e não há quem questione. O ministro faz o que bem entende e seus pares têm poucas oportunidades para reparar os maus feitos.
Portanto, essa questão, essa discussão do foro privilegiado, ela está inserida dentro de uma discussão muito mais ampla.
que é a absoluta falência do nosso sistema judicial. O brasileiro não se sente amparado pelo judiciário, onde ele sabe que as armas que ele tem para brigar pela justiça são desiguais, dependendo quem ele é, quem ele conhece e, sobretudo, quanto dinheiro ele tem na conta para colocar naquele processo.
Pois é, deixa eu até destacar para a nossa audiência o voto do ministro Luiz Fux. Ele propõe cinco diretrizes. Manter no juízo de origem processos já avançados. Remeter ao primeiro grau casos sem nexo funcional com o cargo atual.
Afastar o foro após desligamento do cargo, fixar a diplomação como marco para a incidência da prerrogativa e excluir do foro crimes praticados no período eleitoral. Chamar o Roberto Mota às discussões no âmbito do Supremo sobre foro privilegiado, limitação ou ampliação desse dispositivo.
Os parlamentares têm foro privilegiado, o que significa que eles são julgados pela Suprema Corte. É uma jabuticaba brasileira, uma coisa que não existe, por exemplo, nos Estados Unidos, onde nasceu o conceito de Suprema Corte. O problema é que, apesar das excelentes intenções dos constituintes de 1988, hoje existe um conflito político.
entre o Congresso e a Suprema Corte. O que a Suprema Corte decidiu que é dela a última palavra sobre qualquer assunto. Nós acabamos de falar da invalidação do artigo 19 do Marco Civil da Internet. A Suprema Corte também decidiu que ela tem até o poder de preencher
um chamado vácuo legislativo. Ou seja, se não existe uma lei sobre um determinado assunto, mas a corte acha que deveria existir uma lei, então uma vontade da corte se sobrepõe à decisão do Congresso de não legislar.
Então, nesse cenário, as investigações contra parlamentares, no contexto do foro privilegiado, inevitavelmente adquirem um caráter político. Então, esse cenário todo deixa evidente que já passou há muito tempo da hora de se extinguir essa coisa chamada de foro privilegiado.
Pois é, e é. Há inclusive rankings que acabam apontando quantas figuras, quantas autoridades foram privilegiadas nos países. E o Brasil está muito à frente de outras nações desenvolvidas. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila para trazer seu ponto de vista a respeito dessa discussão que acontece no Supremo, que tem inclusive posicionamentos diferentes entre os ministros. Dávila.
diferente entre os ministros reflete justamente o incômodo de determinados ministros que prezam a Constituição, que zelam pela cláusula pétrea da Constituição e vêem em decisões descabidas a violação constante disso. E aí Caniato, começam os atalhos.
Não, talvez a censura aqui seja permitida, mas se for época de eleição e for não, não vale. Começa essa colcha de retalhos que só aumenta a complexidade, a insegurança jurídica. E no fundo, ninguém sabe qual que é a regra que vai valer. Porque dependendo, como bem lembrou o Beraldo, da turma que caia ou da vara que caia, você vai ter uma interpretação completamente diferente.
Veja só, o Mota gosta sempre de citar aqui o exemplo da Suprema Corte americana. Mesmo quando o voto é dissidente numa corte americana, os pontos de vista, existe um ponto em comum. Estão todos discutindo do ponto de vista de defesa da Constituição.
Aqui não. É interpretação pessoal. É tempero de acordo com o paladar do juiz do dia. Isso não existe. Como é que nós vamos ter segurança jurídica num país desse? Onde a lei não é cumprida.
Onde tem decisões que são retroativas o valor quando você vai, por exemplo, abrir negócio no Brasil. Isso não existe. O Brasil virou, na verdade, o paraíso. O resort taiaia da insegurança jurídica. É isso que é o Brasil de hoje. É uma brincadeira. Como é que nós vamos trair investimento? Como é que nós vamos fazer negócio? Gerar emprego com regras imprevisíveis? Com uma interpretação completamente personalista da lei?
Onde a Constituição, que deveria nortear todas as decisões de uma Suprema Corte, foi simplesmente negligenciada. É um caos o que está acontecendo no Brasil. E isso tem implicações seríssimas num país que não cresce, não atrai investimento de longo prazo e está à deriva.
Porque comparando com outros países emergentes nos últimos 20 anos, a renda per capita no Brasil despencou o que mostra desconfiança em relação a um país imprevisível e que se desconfia não só das regras, mas principalmente da justiça.
Estou aqui com algumas reportagens, vários estudos, levantamentos que apontam para a quantidade de pessoas com foro privilegiado. No Brasil, mais de 50 mil servidores, pessoas, foram privilegiadas. O último levantamento, algo em torno de 54 mil. Por exemplo, na Alemanha...
Só uma pessoa tem que foro privilegiado, que é o presidente. Nem o premier tem. Outros países, por exemplo, Inglaterra, Estados Unidos, Cabo Verde, ou ninguém, ou apenas uma pessoa. Enfim, é preciso olhar para essa situação que acontece aqui no Brasil. Deixa eu chamar o Bruno Musa para avaliar também essa discussão que acontece no Supremo, a defesa feita pelo ministro Luiz Fux. Mas...
Um problema que se discute no Brasil já há bastante tempo. Há muitas pessoas com essa prerrogativa de foro privilegiado, Musa.
Renato, esses números que você trouxe são extremamente alarmantes. Eles são necessários de serem expostos para todo mundo. Imagina, os principais países, uma pessoa ou nenhuma. Estamos falando no Brasil, você mencionou, 54, 55 mil pessoas. É um país completamente disfuncional. Mas eu vou tentar trazer nesse meu comentário alguma possibilidade de vislumbrarmos uma luz no fim do túnel, um processo.
de médio prazo. Veja, esses dias eu estava lendo uma matéria, inclusive eu postei nas minhas redes sociais e fiz um comentário a respeito numa cidade, aqui uma cidade na região metropolitana de São Paulo o prefeito, ele permitiu algumas atividades através de venda de ambulantes
pessoas que ali estavam vendendo, e foi um vídeo até bastante emocionante, depois eu convido a ver, está nas minhas redes sociais, e ele melhorou a condição ali, dando um carrinho para as pessoas conseguirem trabalhar e vender ali, é uma boa reflexão a respeito do teu. Por que eu estou falando isso? Porque...
A ação de um determinado prefeito numa determinada cidade acaba influenciando novas ideias parecidas em cidades próximas ou ali no país. E aquilo começa a tomar um corpo. As ideias começam a ser debatidas na sociedade e algo que parecia completamente longe da realidade ou ninguém acreditava ou nunca tinha pensado a respeito do tema começa a ser um tema de discussão. Esse tema de discussão se torna algo mais natural, que se torna um hábito, que se torna uma demanda.
por parte de uma determinada sociedade para aqueles políticos. E as ideias vão crescendo. Então, quando nós percebemos que o nível colossal de foros privilegiados que chegou, significa que alguns poucos burocratas, poucos frente à população de 200 milhões, mas 50 mil pessoas, é um número absurdo, como você falou. Que essas pessoas têm foro privilegiado,
Significa que nós, pagadores de impostos, simplesmente nos tornamos servos dessa relação de subserviência para com os políticos, quando a ordem deveria ser completamente ao contrário. Durante muito tempo no Brasil era algo que não se pensava em mudar. Era assim e nós nascemos para ser assim, infelizmente. Mas agora o processo da disseminação das informações descentralizadas, por mais que haja uma busca pelo controle e pela censura, elas correm.
E ao correr elas chegam em pessoas e são impactadas, que começam a entender que não necessariamente aquele nível colossal de impostos deva ser pago, uma vez que você consegue serviços melhores a um custo mais baixo se você optar, por exemplo, pelo privado. Isso gera demanda, que gera novas ideias. A coisa começa a crescer e começa a florescer. Portanto, talvez o nosso principal papel aqui é gerar esse debate, levar as informações até as pessoas, novas ideias que funcionaram em outros locais. O Brasil tem por prática...
Nunca olhar sociedades que funcionaram melhor. Continuamos presos em ideias dos anos 70, dos anos 80, enraizado em um partido que, basicamente, comanda o país por 75% do século. Ideias completamente mofadas e antiquadas, que não funcionam na realidade. Mas novas ideias começam a ser comentadas na base da sociedade. Demora um tempo.
mas elas são extremamente relevantes para uma demanda que começa cada vez mais a ter um corpo a crescer e os políticos precisam entregar pelo menos o mínimo para conseguirem se reeleger. Então, eu acredito que há uma luz no fim do turno. Não espere mudança agora, mas essa mudança talvez ocorra para a próxima geração. O importante é pararmos de cavar a nossa própria cova, começarmos a olhar para cima. Por enquanto, seguimos cavando.
Deixa eu, só para encerrar essa discussão, chamar o Cristiano Beraldo para analisar um pouco da característica do país quando se observa um contingente tão grande de servidores com foro privilegiado. E olhando um pouco para a característica da nossa política, os clãs.
As famílias que comandam a política em muitas localidades do país, a cultura da carteirada, né? Ah, você sabe com quem que você está falando? Isso é muito comum no Brasil, né? O quanto esse processo acaba prejudicando o desenvolvimento da nação, Beraldo?
É, mas essa é uma característica do nosso subdesenvolvimento, à medida que nós temos, por exemplo, inúmeros, centenas de municípios no Brasil em que a prefeitura é uma hora empregadora. A cidade não tem absolutamente nenhuma condição de existir.
Ela foi criada porque um grupo de políticos convencionou que ali seria interessante ter mais uma estrutura administrativa paga com o dinheiro dos impostos. Ou seja, a parte do país que produz paga impostos para sustentar uma dinâmica local que visa exclusivamente uma existência política. Então, quando o prefeito é eleito... Obrigado.
Nessa pequena cidade, e ele emprega direto ou indiretamente 90, às vezes 95% da população, ele é o deus daquela população.
Porque o dia que ele achar que alguém o destratou, que alguém não foi cordial com ele, ele tem nas suas mãos o poder de fazer maldades, que podem impactar a vida daquelas famílias. Então, na nossa cultura subdesenvolvida, essas pessoas que são ignorantes pelo método da política brasileira, de manter a massa da população ignorante...
Eles já identificam ali naquela autoridade alguém que precisa ser respeitado, que pode mais do que ela. A pessoa já se coloca numa posição de humilhação diante daquela...
pequena, relis figura, que é um servidor público, que em grande parte dos casos já está na cadeia e não na prefeitura, mas lá está, exercendo o seu papel. E a partir desses pequenos municípios, desses rincões do Brasil, vai aflorando, porque aquele prefeito desqualificado, canalha, medíocre, que é parte do problema...
Na legislatura seguinte, ele vai ser deputado estadual, depois ele está em Brasília, e ele chega em Brasília achando que ele é aquela autoridade que precisa ser respeitada. A turma ali que comanda o show em Brasília olha para aquela situação...
E vê, pô, tudo que esse cara quer é achar que ele tem algum prestígio. Entrega lá um foro privilegiado pra ele, dá alguma coisa ali pra ele se sentir importante. E aí a gente vai nessa dinâmica completamente medíocre, que em nenhum momento visa o melhor interesse do país, apenas retrata a nossa falência como uma civilização.
A mediocridade nos guia e influi na nossa vida a ponto de estarmos nessa situação deplorável em que o país se encontra. Claro que a votação, a discussão que acontece no Supremo irá até sexta-feira. Então a gente segue acompanhando. Claro que os ministros podem, inclusive, atualizar os seus votos. Mas por enquanto o score, o placar está em 4 a 1.
A bancada da oposição no Congresso Nacional intensificou a articulação para frear o avanço da PEC do fim da escala 6x1 e passou a defender publicamente um modelo alternativo de relações trabalhistas baseado na remuneração por hora trabalhada. Na avaliação de parlamentares da oposição é que a proposta de redução da jornada deve se transformar em uma das principais vitrines eleitorais do presidente da República neste ano.
Já o governo deve se reunir com o Hugo Mota nesse fim de semana para avaliar o formato final da proposta. O Planalto avalia ceder e aceitar uma redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas semanais, com uma transição que...
Seria de dois a cinco anos. A ideia da reunião é alinhar justamente esse discurso sobre o tema para não ter problemas e questionamentos futuros. Eu vou começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila, que tem acompanhado as muitas discussões a respeito do fim da escala 6x1. E agora, integrantes da oposição falam em uma proposta que indique a remuneração por hora.
Inclusive, seria um modelo que já é utilizado em outros países. Muitos entendem que, nesse modelo, poderia estimular as pessoas a trabalhar mais ou gerir melhor o seu trabalho. O que você acha, Dávila?
Caniato, mais um projeto populista que coloca em risco o emprego das pessoas. Veja só, todos os estudos, absolutamente todos os estudos sobre essa proposta, feito com matemática e não com ideologia,
e não com dogmatismo da esquerda, mostra que esta proposta vai aumentar o desemprego, jogar milhares de pessoas na informalidade, destruir pequenas e médias empresas incapazes de absorver esse curso, comprometer ainda mais a situação delicada financeira dos estados e municípios.
Isso são o que os estudos mostram. Essa turma vigarista que propõe esse projeto não mostrou um único estudo que comprove que esta é uma medida que vai gerar emprego, que vai aumentar o trabalho formal, que vai fazer com que as empresas se tornem mais produtivas e competitivas. Não tem um único dado. Sabe por quê? Porque não existe. Matemática não se adequa... Não tem um único dado.
a escolha da militância que está no poder. Matemática é uma ciência exata. Por isso, mostra que esta proposta não tem nenhuma substância a não ser o populismo eleitoral. O governo poder dizer e o Congresso, principalmente o presidente da Câmara.
Vai poder dizer que está fazendo alguma coisa para trazer para o trabalhador algo maravilhoso. Ele vai trabalhar menos horas e continuar ganhando a mesma coisa. O que? Isso não existe. Isso é o mundo de Nárnia desse populismo. Então, Canhato...
O que que acontece? Ao invés da oposição se mobilizar para sepultar essa péssima ideia, a oposição falando, não, não, gente, a gente não pode se opor a isso no ano eleitoral. Afinal de contas, nós vamos perder voto. Então, vamos descobrir um atalho. O atalho, óbvio, que é este projeto de remunerar por hora trabalhada. Se fizer isso, não importa se o Congresso decide que vai ser 40, 10 ou 15 horas. Você vai ganhar pela hora trabalhada.
Mas é um atalho. É um atalho porque os parlamentares de oposição não têm coragem de denunciar a farsa que esse projeto é. Que esse projeto vai gerar desemprego, vai quebrar pequenas empresas, vai comprometer as finanças dos estados e municípios. É inacreditável a falta de coragem para se dizer a verdade no Brasil. Isso mostra... Isso mostra...
o grau de covardia da oposição num ano eleitoral.
Deixa eu agora passar para o Cristiano Beraldo. O Beraldo teve muitas experiências profissionais no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, e nós falávamos aqui nos bastidores sobre essa cultura norte-americana de trabalho ou remuneração por hora, em alguns casos, inclusive pagamentos por semana. Deixa eu só pedir... A direção está só verificando uma situação.
Então, é só um problema técnico. Daqui a pouco o Beraldo, então, traz a sua avaliação. Só um problema técnico. A gente não consegue colocar ele neste momento. Então, enquanto a gente prepara o Cristiano Beraldo, deixa eu passar para o Roberto Mota, que também vai avaliar as discussões sobre o fim da escala 6x1. Mas essa ideia da oposição de sugerir um modelo um pouco diferente, em que a remuneração seria feita por hora.
Porque, por vezes, o trabalhador acaba sendo estimulado. Ah, vou puxar mais umas duas horas no dia, se houver condição, porque daí eu ganho mais. Você acha que muda a avaliação, o olhar do trabalhador sobre o trabalho e sobre o quanto ele receberia naquela semana ou naquele mês, Mota?
Eu voto com Dávila nessa questão, Caniato. Existe uma enorme covardia dos políticos da oposição de encarar esse problema de frente e chamar esse projeto do fim da escala 6x1 pelo seu nome verdadeiro, uma fraude. É uma tentativa de enganar o trabalhador.
O que a oposição deveria explicar para o trabalhador é o seguinte, ninguém pode trabalhar menos horas ou ganhar mais em um emprego que nunca vai existir. Porque cada interferência do Estado ou do governo no mercado de trabalho tem esse efeito. São menos empregos que serão criados. Porque o Estado pode obrigar Aology
o empresário a pagar esse ou aquele imposto, ele pode obrigar o empresário a fazer essa escala ou aquela, mas o Estado não consegue obrigar o empresário a criar um negócio ou a criar o emprego.
Esse é o principal efeito da interferência do Estado na relação entre trabalhadores e empresas. Já se aprovou uma reforma trabalhista, já existe hoje, ou deveria existir, liberdade suficiente para que trabalhadores e empresas...
resolvam, entre eles, o que é melhor para os dois. Mas acontece que estamos em ano eleitoral e há um desespero da parte do governo. Um governo completamente perdido, que não tem nenhuma ideia nova. Enquanto o mundo caminha para inteligência artificial, robótica, exploração espacial, nós aqui estamos revisitando debates da década de 1980. E oitenta.
Essa ideia marxista de conflito entre o capital e o trabalho. Então é preciso punir o empresário explorador para dar liberdade, melhores condições de vida ao trabalhador que precisa de tempo para namorar. É uma proposta que trata a todos, trabalhadores e empresários, como se fossem idiotas.
É importante o Malta ter lembrado dessa fala do presidente da República no dia de ontem, que o fim da escala 6x1 seria importante porque o trabalhador quer fazer uma série de coisas, inclusive namorada. Mas deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, porque eu fiz uma introdução há pouco, destacando que o Beraldo teve muitas experiências profissionais no exterior.
E ele compartilhava aqui em office sobre essa cultura norte-americana, para alguns casos, principalmente aqueles que iniciam a vida profissional, de receberem, serem remunerados por hora e, por vezes, receberem por semana. Esse modelo daria certo aqui no Brasil, Beraldo?
Esse modelo, Caneto, representa uma mudança cultural, de fato, porque nos Estados Unidos, as pessoas, sejam elas ricas ou pobres, enfim, você sai da escola, as escolas públicas são, em geral, de muito boa qualidade, você tem oportunidade de ir para uma universidade, e nessa universidade, quando você sai de casa, em geral, você mora na universidade, você também vai atrás do seu primeiro emprego.
E esse emprego, muitas vezes, ou em geral, é empregos de lanchonete, alguma atividade ali, alguma loja, alguma coisa. São empregos que pagam por hora. Quando você entra no mercado de trabalho, a sua primeira experiência nos Estados Unidos é justamente aprender quanto vale o seu tempo.
Você vai estudar para uma prova por duas horas ou você vai trabalhar por duas horas e cada hora você vai ser remunerado por 15, 20, 25 dólares? E você já sabe que seu tempo vale alguma coisa. Esse conceito no Brasil ainda existe. O brasileiro não faz essa conta. Às vezes ele aceita um trabalho a duas horas e meia de ônibus da sua casa porque vai ganhar um pouco melhor.
do que um trabalho à meia hora da sua casa, sem colocar na sua conta esse tempo que ele perde no deslocamento, porque ele não tem essa consciência. E da mesma forma, esse negócio de pagar por semana, que também é bastante comum, faz com que as pessoas nos Estados Unidos...
Tenho dinheiro, toda semana entrou um dinheiro no bolso. A economia não para, você sempre tem um dinheirinho no bolso para gastar. Isso é muito bom. Obviamente, depois que há uma evolução de carreira, você chega num determinado nível, essa dinâmica se assemelha mais ao que a gente vê no mercado formal de emprego no Brasil. Mas aí a cultura já está formada, o entendimento já está formado. E a gente faz uma ponte nessa questão cultural, inclusive, com a questão dos impostos. Por que o governo brasileiro... ...
se habituou a extorquir o cidadão criando impostos sem parar. Porque a gente não se dá conta o quanto nós trabalhamos, damos o nosso suor, a nossa dedicação, o nosso compromisso. Abrimos mão de namorar, como diz o presidente da República, abrimos mão de estudar, abrimos mão de estar com a nossa família.
para trabalhar, e aí na hora que a gente vai comprar alguma coisa, usar o fruto do nosso trabalho para adquirir alguma coisa, os impostos embutidos ali são gigantescos. E eu termino dando só um exemplo. Outro dia comprei uma mala, uma mala de viagem.
Mais da metade do preço da mala era imposto. O que significa que aquela pessoa que produziu, que colocou a mala na loja, etc., ela tem que pagar mais de imposto...
do que vale a mala. Para cada 100 reais, por exemplo, do preço da mala, 55 era imposto, 45 era do produto efetivamente adquirido. Isso não faz o menor sentido, isso é uma insanidade, isso é uma loucura. Só que essa loucura nos absorveu e a gente não dá valor para nada que é efetivamente relevante.
A gente apanha, a gente toma uma rasteira, a gente cai com o rosto na sarjeta e a gente levanta no dia seguinte, chacoalha, tira a poeira e segue para tomar outro tapa na cara, outra rasteira e cai de novo na sarjeta. Esta é a rotina brasileira. Somos cordeirinhos, mansos, calmos, não somos um povo pacífico, não. Somos um povo sem esta gana de nos revoltarmos com aquilo que fazem conosco.
Legal. Cristiano Beraldo terá de sair um pouco mais cedo, tem um compromisso. Valeu, viu, Beraldo? Grande abraço a você. Amanhã estará com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Faremos agora um rápido break comercial a jato. Um minuto e meio estaremos de volta com mais análise, mais discussão e mais notícias. A gente conta com você. Até já. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.
A Dakota voltou, trazendo todo o seu legado. Run Dakota, para quem carrega o poder do nome. Eu quero apresentar para você o Magnésio da Lírios. São mais de 300 reações no seu corpo. Ele ajuda a nutrir o seu cérebro, controlar a sua ansiedade, o seu estresse, o seu cansaço, a sua fadiga. Ele te dá muita energia, te dá muita disposição.
Inclusive, ele estimula a produção da melatonina, que é o hormônio do sono. Você dorme melhor à noite. Além do mais, o nosso magnésio, ele trabalha todo o processo inflamatório, das juntas e das articulações. Ele melhora muito o fortalecimento muscular, ajuda a fortalecer os ossos.
os músculos e lubrifica tendões, ligamento e cartilagem. Para você que tem cãibras, espasmos musculares, você deve usar o nosso magnésio. Ele também previne doenças cardiovasculares.
sendo veias, artérias, melhorando a circulação sanguínea. Quer conhecer um pouquinho mais desse produto? Eu vou apresentar para você essa promoção, para você ligar agora, 0800 787 1030. Você que ligar agora e dizer que está acompanhando o programa, você só vai pagar...
20% do valor do produto. É isso mesmo, é uma grande promoção. Você só paga 20% do valor do produto. Você vai ter mais ânimo, mais disposição, menos cansaço, menos fadiga. E além do mais, além de melhorar essa saúde mental, cuidar da saúde do coração, aliviar sua dor, o Magnés está com preço bem pequenininho. Você só paga 20% do valor do produto.
Vai ganhar também essa caixa de som JBL, original, não paga o frete e eu entrego em todo o Brasil. Mas você tem que ligar agora. 0800 787 1030. Só paga 20% do valor do produto. 0800 787 1030.
Compromisso com os fatos. Com análise direta dos comentaristas que você já conhece e confia. Cada vez mais perto de você. Jornal Jovem Pan, de segunda a sexta, às oito da noite, na Jovem Pan News. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, trazendo, discutindo as principais informações do dia com os nossos comentaristas.
Vamos receber a rede Jovem Pan para acompanhar também as análises que são feitas aqui em Os Pingos nos Is, sempre agradecendo.
Agora sim, todo mundo conectado. Você que nos prestigia pela rede Jovem Pan, mais de 100 emissoras espalhadas por todo o Brasil. Muito obrigado pela preferência, por acompanhar o noticiário com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Nós listamos as notícias importantes e claro que os nossos comentaristas fazem as reflexões e os apontamentos necessários. Você sempre um parceiro nosso aqui das 18 às 20 horas, de segunda à sexta-feira.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Itamaraty adotem as providências necessárias para a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Essa decisão acontece após a Corte de Roma aprovar o pedido de entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras.
Zambelli foi condenada há 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça, que aconteceu em 2023. De acordo com as investigações, ela foi a autora intelectual da invasão para a emissão de um mandato falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
O ataque hacker foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado esse trabalho a mando da parlamentar. Chamar o Bruno Musa para avaliar essa posição da justiça brasileira, ministro Alexandre de Moraes cobrando medidas para a extradição de Carla Zambelli.
Você, Musa, me parece que nem uma novidade em relação a esse caso, mas a justiça brasileira, na figura do ministro Moraes, pedindo agilidade, celeridade, para que Zambelli seja extraditada ao Brasil.
Pois é, Zambelli já está presa lá e me parece que, concordo muito com o que você falou, a justiça brasileira, vírgula, na figura de um ministro, vem fazendo toda e qualquer força para que esse processo ande rapidamente. Ao passo que me parece uma seletividade muito grande.
Uma vez que no Brasil nós temos processos talvez muito mais importantes, até porque a Zambelli está detida lá, não pode voltar ao Brasil, se voltar a coisa complica, em que aqui no Brasil todos os processos de pessoas que estão presas indevidamente ou processos que estão parados de coisas tão óbvias, explícitas, tão claras,
simplesmente estão parados. Ou, muitas vezes, tem situações em que determinadas figuras importantes da política brasileira anulam, por exemplo, quebras de sigilo bancário, telemático, de algo tão óbvio, ou de indícios extremamente relevantes que já foram expostos.
Então, mais uma vez, o que nós vemos, e me parece nesse caso, é que há dois pesos e duas medidas. Uma grande seletividade entre pressionar um determinado caso que está praticamente resolvido, afinal de contas, resolvido no sentido de que ela não expõe nenhum tipo de perigo, ao passo que o que verdadeiramente está derrubando uma república aqui segue parado, intocado e jogando para frente. E quem sabe daqui a pouco, totalmente anulado e cancelado.
Pois é, deixa eu chamar também o Roberto Mota para analisar a situação que envolve Carla Zambelli. E a extradição já havia sido sugerida, solicitada, havia dúvidas se isso iria acontecer de pronto, mas há sinalização de que muito em breve isso ocorrerá. A justiça tem cobrado medidas de outros poderes. Mota?
Nosso sistema de justiça criminal precisa se lembrar da sua própria doutrina, que diz que prender não adianta. Pra que prender se prender não ressocializa? Eu escuto isso.
Toda hora. É isso que a gente ouve quando se trata de criminosos violentos. Por que seria diferente com a deputada? Ao invés de prender a deputada, olha, eu vou repetir o que eu ouço do pessoal da esquerda. É melhor dar um curso de contabilidade, de artesanato, quem sabe de capoeira.
No julgamento da DPF 347, a Corte Suprema do Brasil reconheceu que o sistema prisional brasileiro produz violação recorrente de direitos humanos fundamentais dos encarcerados.
Fixou-se a tese de que há um estado de coisas inconstitucional no sistema carcerário brasileiro. Como é possível, então, que esse mesmo estado queira enviar a deputada para essas prisões? Não faz nenhum sentido.
Eu chamo o Dávila também só para trazer o seu ponto de vista, talvez uma reflexão, algum outro apontamento sobre o caso que envolve Carla Zambelli, a condenação, a decisão tomada também pela justiça italiana e a extradição em vias de ser autorizada e realizada. Dávila, regras são regras, mas nesse caso a gente observa talvez uma assimetria.
Lógico, vamos resgatar outro caso de extradição do governo petista. O que aconteceu com o italiano Cesare Battisti? Um terrorista comunista que matou quatro pessoas, foi condenado na Itália. Aí o que aconteceu? Se refugiou neste esplêndido Brasil do governo Lula.
Ficou aqui e a Itália pedindo para o governo brasileiro extraditá-lo. Não, aqui ele recebeu refúgio. Ele foi acolhido como um perseguido político. Um assassino. Perseguido político porque era de esquerda.
Não houve extradição no governo Lula. Foi apenas no governo de Michel Temer que assinou a tal da extradição que os governos petistas recusaram a assinar e cumprir uma decisão judicial da Itália.
No Brasil, é assim. Se você é de direita, cana. Se você é de esquerda, pode viver aqui no paraíso, protegido pelo governo e, portanto, ainda arruma uma boquinha pra você ficar aqui de maneira confortável e ir à praia. O Batiste curtiu muito praias aqui no Brasil. É um negócio vergonhoso.
como nós utilizamos um recurso sério, um acordo internacional entre países e banalizamos de acordo com a cara e a identidade do militante que está em jogo.
Uma rápida parada pra você que nos acompanha aqui na programação da Jovem Pan. Depois do break tem mais notícia, inclusive, possibilidade de Aécio Neves, do PSDB, disputar a presidência da República. É sério isso, apareceu essa notícia no dia de hoje. A gente vai analisar essa possibilidade depois do break, um minuto e meio. Eu conto com você, até já. Os Pingos nos is. Jovem Pan.
Chegou a hora de você sair de Jeep Zero Kilômetro. Commander Longitude 2027 por R$ 199.990, taxa zero e pronta entrega. E Jeep Compass Sport por R$ 149.990, pronta entrega e supervalorização do seu usado. Vá até uma concessionária Jeep e aproveite.
Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.
Rádio Rádio Rádio Rádio Rádio
Estados Unidos, México, Canadá. Três países, um só sonho. A Copa do Mundo FIFA 2026 está chegando. E a Jovem Pan te leva junto. Em cada lance, cada emoção, cada gol. É o Brasil, rumo ao Hexa. Vem viver essa paixão com a Jovem Pan. Jovem Pan.
Onde tem futebol, tem Jovem Pan. Oferecimento, Bet Nacional. Jogue como sênior, com responsabilidade. Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, trazendo as informações importantes do dia e contando sempre com a análise, as discussões, as reflexões dos comentaristas aqui do programa.
O PSDB avalia lançar Aécio Neves como candidato à presidência, após o desgaste de Flávio Bolsonaro, provocado pelas conversas com Daniel Vorcaro sobre financiamento do filme Dark Horse. Essa proposta foi debatida entre lideranças do Solidariedade, do Cidadania e da Cúpula do PSDB.
que busca uma alternativa de centro para a disputa presidencial. O nome de Aécio ganhou força após a desistência de Ciro Gomes na disputa presidencial e a decisão de Eduardo Leite de permanecer no governo do Rio Grande do Sul. A estratégia seria atrair eleitores insatisfeitos com o governo Lula e também com o nome de Flávio Bolsonaro, apostando em um discurso de centro-direita moderado.
Aliados também destacam a experiência de Aécio, lembrando da atuação dele como governador por dois mandatos, além da candidatura à presidência em 2014. Recebendo agora a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, a discussão que acontece entre algumas siglas.
para que o PSDB lance um candidato. E esse candidato poderia ser Aécio Neves. Deixa eu começar essa com o Luiz Felipe Dávila, que deve ter aberto o jornal hoje, se deparado com essa notícia, e deve ter ficado com o olho arregalado. Poxa, Aécio Neves, de volta.
Doze anos depois, né, Dávila, a S.U. Talvez tenha protagonizado um momento muito importante da nossa política, né? Ficou por muito pouco de ser o presidente naquela ocasião. Inclusive, houve uma série de questionamentos à época. Mas o que você acha dessa possibilidade? Qual é o cálculo do PSDB? Porque o PSDB hoje não é aquele PSDB, né, Dávila? A dificuldade é enorme, né?
Enorme, Caniato. Aliás, a dificuldade do PSDB nesta eleição é passar a cláusula de barreira. O partido devia focar exclusivamente na eleição para deputado e senador. Afinal de contas, se o partido não passar a cláusula de barreira...
não vai a lugar algum. Agora, pegar parte do recurso partidário, que poderia fomentar as candidaturas pra deputado, pra gastar, numa eleição presidencial, que não faz o menor sentido, onde a Aécio vai estar? Na direita, na esquerda, jogar no centro? Não tem espaço nesse Brasil polarizado pra essa tal da candidatura do centro. Por isso, é desperdício de dinheiro e falta de estratégia do partido para tentar pegar.
sobreviver e passar a cláusula de barreira. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, a notícia diz o seguinte, a indicação de que o PSDB iria se aproveitar, talvez, de uma desconfiança do eleitorado ou dos simpatizantes de Flávio Bolsonaro com essa história do financiamento do filme Dark Horse ou dos contatos de Flávio com Daniel Vorcala.
Vamos ser sinceros, você acha que o eleitorado de Flávio toparia votar em Aécio Neves? Estamos falando do mesmo público?
Sinceramente, não. Afinal de contas, a internet é implacável. Daqui a pouco começam a circular aqueles áudios que colocou o Aércio Neves numa situação minimamente delicada, por assim dizer, de negociatas, conversando com amigos do rei, enfim, tudo aquilo que nós já sabemos, que foi comprovado, que foi mostrado para todo o país, e me parece que uma candidatura dessa não pararia de pé. Consequentemente, aquele público que vota no Flávio Bolsonaro, ou até o Dirim, qualquer outro aí,
que está como pré-candidato pelo momento, não teria a menor correlação, ao menos na minha cabeça, com o PSDB e com o Aécio Neves. Vejo coisas completamente opostas. Eu diria que talvez quem teria mais aptidão para voltar no Aécio Neves é quem defende mais a centro-esquerda e não qualquer coisa de centro-direita ou direita.
Pois é, o PSDB nasce de uma divisão, era uma ala do MDB, né? E uma ala mais à esquerda. E aí surge o PSDB, com nomes importantes do PMDB à época. Deixa eu passar para o Roberto Mota, para trazer o seu apontamento, a sua reflexão a respeito de uma possível candidatura de Aécio Neves à presidência da República. O contexto é outro, né? Doze anos se passaram daquela eleição. Aécio passou por...
maus bocados, inclusive no noticiário, em situações que não o ajudaram. Mas eu fico pensando nesse rebranding do PSDB, se ele conseguiria se apresentar como uma novidade. Quando eu li essa notícia, eu me senti em 2014. Era uma época em que a gente acreditava que o PSDB era um partido de direita.
Inclusive, um dos candidatos a presidente pelo PSDB, em duas ocasiões, é o mesmo político que hoje exerce o cargo de vice-presidente do atual governo. E aí a gente fica sem saber se aquela era uma época de inocência ou de ignorância. E o mais incrível é perceber que ainda há políticos que vivem naquela época.
É claro que a gente vai precisar aguardar quais serão as decisões tomadas por esses partidos que discutem a possibilidade de Aécio disputar a presidência da República. Agora, Dávila, nós falávamos aqui sobre nomes, nomes da oposição ou figuras que se colocam como alternativas ao governo que hoje está no poder.
Temos, principalmente, os nomes de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. Dá para esperar surpresas do tipo novidades, outsider, acho que há alguns dias surgiu o nome de Joaquim Barbosa. Você espera isso? Uma novidade, um coelho tirado da cartola, alguém que possa bagunçar esse cenário que já está mais ou menos desenhado?
Não, não acredito nisso. Acredito que o jogo está feito, vai ganhar um legítimo representante da direita, este que tem capacidade de aglutinar votos. Afinal de contas, um voto de Aécio pode... Muitos desses votos podem ir pra esquerda, pode ir pro PT. Aliás, é como bem lembrou o Mota. Hoje, o vice-presidente da República, que era do PSDB, está no PT. Então...
A chance hoje é de um candidato que consiga aglutinar a direita. E esses candidatos já se apresentaram. São todos os candidatos que estão aí. Renan Santos, o próprio governador Zema, Caiado e Flávio Bolsonaro.
São esses os candidatos que se um sair ou enfraquecer, ou um sobe, o outro desce, os votos vão todos para aquele candidato que estiver no segundo turno contra Lula. Eu não tenho a menor dúvida disso, não tem a menor chance do voto de um desses candidatos da direita escapar para o PT. Vai todo mundo votar no candidato no segundo turno que estiver liderando da direita. Foi exatamente o que aconteceu no Chile. Por isso...
que a direita ganhou com uma margem folgada no Chile, porque os votos da direita vão permanecer na direita. Parece que esta lógica simples ainda não foi compreendida por alguns candidatos ou pré-candidatos à presidência da República. Pois é. Você, Bruno Musa, 15 segundos, duas frases. Acredita no surgimento de um outsider? Sei lá, aquela história. Luciano Huck vai sair candidato. Você acredita que isso possa acontecer? 15 segundos.
Não acredito. Acredito que possamos ver mudanças dentre o quadro que já está posto desses nomes como pré-candidatos. Mas não acredito que teremos nenhum tipo de surpresa de novos nomes. Tem podcast que te inspira a conhecer lugares novos, a ir mais longe. É como o Dili EX5 EMI. Conheça o super híbrido Plugin com até 1.300 km de autonomia combinada com conforto de primeira classe.
E na cidade, você roda no modo 100% elétrico. Com esse SUV, cada caminho leva você mais longe. Dili EX5 EMI. Sua grande jornada começa agora. Saiba mais em dilibrasil.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Em um mundo cheio de respostas, nós escolhemos fazer as perguntas certas. Somos a Trilha, especialistas em perguntas que movem empresas. Um time de cientistas com visão empreendedora e conhecimento em negócios, trilhando soluções estratégicas com dados e inteligência aplicada. Um negócio com selos de confiança e inovação da B3. Conheça a Trilha. Pensar fora da curva é o melhor caminho. Saiba mais sobre a Trilha em trilhab3.com.br.
Resultado da enquete do dia, pergunta que nós publicamos, vamos colocar na tela para as pessoas que nos acompanham pela TV e pelas plataformas digitais. Você defende a limitação do alcance do foro privilegiado? A maior parte das pessoas, 78%, disseram sim, tem muita autoridade com foro privilegiado. Depois, 14% depende, somente em alguns casos, e 9% não. O foro resguarda o servidor, a atuação do servidor público.
Mais de 2.700 pessoas votaram no nosso YouTube e também centenas de pessoas no nosso portal. Muito obrigado pela participação, viu? Grande abraço a vocês, um forte abraço aos nossos comentaristas. Eu quero agradecer as várias mensagens de felicitações pelo meu aniversário. Muito obrigado pela gentileza, viu? Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Boa noite, até amanhã. Tchau, tchau.
A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.