Trump convida Flávio à Casa Branca / Alcolumbre barra CPMI do Master
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (21):
O presidente dos EUA, Donald Trump, convidou o senador Flávio Bolsonaro para uma visita oficial à Casa Branca na próxima semana. O movimento ocorre poucas semanas após o encontro de Trump com o presidente Lula e repercute intensamente nos bastidores de Brasília.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, barrou a instalação da CPMI do Banco Master, alegando que a leitura do requerimento é um ato discricionário da presidência. A decisão gerou uma forte reação de parlamentares e críticas severas de analistas.
O programa Os Pingos nos Is analisou a pressão do senador Flávio Bolsonaro para a instalação de uma CPMI sobre o Banco Master, exigindo explicações do banqueiro Daniel Vorcaro. Enquanto a oposição defende a comissão para lançar luz sobre supostas relações com autoridades, analistas apontam o movimento como um ato puramente político em ano eleitoral.
O presidente Lula afirmou que o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, ainda assumirá uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo após ter o nome rejeitado pelo Senado Federal por 42 votos a 34 - uma derrota histórica que não ocorria há mais de um século no Brasil.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo prenderam a influenciadora e advogada Deolane Bezerra na Operação Vérnix, sob a acusação de atuar como "caixa" do PCC. A investigação, iniciada após a apreensão de bilhetes em presídios, aponta que Deolane utilizava empresas de transporte para lavar dinheiro ilícito da facção criminosa. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$327 milhões em bens e o sequestro de veículos de luxo.
O entorno do governador Tarcísio de Freitas celebrou os resultados da pesquisa do Instituto Paraná, que indicam estabilidade em sua pré-campanha e mostram que o cenário eleitoral em São Paulo não foi contaminado pela crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o Banco Master. Nos bastidores, a estratégia da equipe de Tarcísio prevê um distanciamento gradual da figura do filho do ex-presidente, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) intensifica as forças no estado, lançando ministros de peso para acirrar as disputas ao governo e ao Senado.
O partido Republicanos planeja encomendar uma pesquisa de opinião para avaliar a viabilidade do senador Cleitinho Azevedo (MG) como pré-candidato à Presidência da República. A movimentação interna ocorre em meio ao desgaste político do senador Flávio Bolsonaro, levantando debates sobre os rumos estratégicos da direita para o pleito deste ano.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes e trazendo pra análise os comentaristas do programa aqui da Jovem Pan.
Eu sou Daniel Caniato, você é o nosso convidado especial. Para começar, o senador Flávio Bolsonaro foi um dos parlamentares que pediram e que defenderam a instalação da CPI do Banco Master. Ele quer que o banqueiro Daniel Vorcaro explique a relação dele com o presidente Lula, o ministro Alexandre de Moraes e com ele mesmo. A gente separou esse trecho, essa manifestação do senador. Acompanhe.
Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentado naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro. E também qual é a relação que eles tinham com Lula. Qual é a relação que eles tinham com Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer. Eu não tenho nada a esconder. Estou desafiando aqui a esquerda brasileira. Vocês têm medo.
dessa CPMI. Nenhum de vocês assinou. Eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder.
Está aí o posicionamento do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro, defendendo a realização de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar o caso que envolve o Banco Master. Vamos, antes de chamar os nossos convidados, os nossos comentaristas, temos a nossa repórter preparada, Beatriz Souza, em Brasília, capital federal, chega ao Viu, vai trazer as informações, os detalhes, inclusive com o convidado especial.
que vai tratar da questão que envolve a realização da CPI do Banco Master. Beatriz, seja bem-vinda. Boa noite. Oi, Daniel. Boa noite para você, boa noite para todos que estão acompanhando a gente aqui no Pingo nos Is. Pois é, ainda repercutindo a fala do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se negando, então, a instalar, a fazer a leitura do requerimento de instalação de uma CPMI, uma comissão parlamentar mista de inquérito.
para poder investigar as fraudes do Banco Master. Aqui do meu lado, o deputado Cabo Gilberto, ele que é líder da oposição na Câmara dos Deputados, e vai falar para a gente, deputado, a partir então dessa negativa do presidente do Congresso Nacional, havia uma expectativa de que ele fizesse a leitura ainda hoje, nessa sessão conjunta, o que a oposição pretende fazer, então, diante do não de Davi Alcolumbre hoje?
O presidente entende, e boa noite a todos, obrigado pelo espaço, a Jovem Pan News, o presidente entende que é um prerrogativo e poder discricionário da presidência. Nós entendemos que, chegando o número de assinaturas mínimo possível, 171 aqui na Câmara, e 27 no Senado Federal, conseguimos quase 300 assinaturas de parlamentares, nós entendemos que ela é automática. Por conta disso...
sabendo da negativa da mesa diretora através do presidente, nós solicitamos, assim como foi feito lá atrás, ao ministro André Mendonça, que caiu para ele o relatório, o seu relator, para que ele faça a determinação do início da CPMI para trazer toda essa questão do maior crime financeiro já praticado da República Federativa do Brasil.
A tona, a investigação corre paralela, a investigação da Polícia Federal, do Ministério Público e de todos os órgãos de controle, aqui no Congresso Nacional, que também tem esse poder através das CPMI. Daniel, a gente volta com você no estúdio.
Certo. Agora, Beatriz, gostaria de fazer uma pergunta para o parlamentar. Não sei se ele tem contato, senão eu vou pedir, por gentileza, que você repasse. Mas acabaram de confirmar que tem. Deputado, seja bem-vindo. Obrigado pela gentileza em nos atender. Diante dessa negativa e dessa sinalização de que os senhores vão judicializar esse caso, esperando um posicionamento do Supremo, eu gostaria que o senhor trouxesse a percepção dos demais parlamentares, que muitas vezes acabam...
defendendo a realização de uma CPI, mas no fundo torcem para que não seja por conta talvez de receio, das informações que viriam à tona e talvez até de um calendário muito apertado. Estamos diante de um ano eleitoral, na hipótese.
do posicionamento do Supremo ser a favor da realização e Davi Alcolumbre aceitar, vamos colocar dessa maneira, sucumbir à decisão do Supremo, é claro que a gente precisa aguardar exatamente quais serão os próximos passos, haveria tempo hábil para uma apuração, para uma investigação no Congresso Nacional, lembrando que há poucas datas, há pouco tempo, porque muitos vão se dedicar à campanha eleitoral, não?
Perfeitamente, a sua pergunta é pertinente. Infelizmente, no Brasil ocorrem eleições em dois, em dois anos, praticamente. O Brasil só respira eleições. Por isso que eu defendo a unificação das eleições gerais com mandato de cinco anos. Evitaríamos ações como essa. Realmente, por ser um ano atípico de eleições, Copa do Mundo, não vai ficar igual se fosse do ano passado.
Mas nós iremos fazer a nossa parte aqui como líder da oposição, solicitando que ela seja instalada o quanto antes, até para trazer a verdade à tona, como foi a CPMI do NSS, onde nós provamos que o crescimento do roubo dos aposentados foram nas gestões petistas, inclusive.
O atual mandatário tem o seu irmão beneficiado através dos sindicatos, bem como o seu filho, Lulinha, recebia 300 mil do careca do INSS. Fatos gravíssimos. Eu aqui não vou condená-los antecipadamente como o ministro da Suprema Corte faz. Nós iremos aqui dar todo o direito à ampla defesa e contraditório.
Isso, Cabo Gilberto, deputado federal, conversando ao vivo com a gente. Beatriz, vou pedir licença. Os nossos comentaristas também querem fazer perguntas para o deputado. O Luiz Felipe Dávila fará a primeira pergunta. Com você, Dávila.
Deputado, boa noite. Deputado, nós sabemos que tem muita gente com o rabo preso com essa história do Banco Master e é por isso que querem varrer pra debaixo do tapete a CPMI ou qualquer outra coisa que traga constrangimento num ano eleitoral. O que a oposição pretende fazer além da CPI para não deixar esse caso gravíssimo, como o senhor bem colocou, morrer num ano eleitoral?
A gente tem limitações, como o senhor conhece aqui o Congresso Nacional. A oposição não tem maioria. Temos aproximadamente 100 parlamentares. Dependendo da matéria, chega a 120. Aqui na Câmara de Deputados não chega nem um terço do plenário. É um número muito pequeno, mas...
Venhamos e convenhamos, é a maior posição que um petista já teve até agora no comando do Planalto, como também no Senado Federal temos aproximadamente 20 senadores. Então temos um número insuficiente para colocar a nossa agenda, que no nosso entendimento é em defesa do Brasil.
Então, as nossas limitações são grandes aqui por conta disso, mas o que está em nosso alcance continuaremos fazendo, inclusive com essa CPMI, que é o número recorde de assinatura de deputados e de senadores. Deputado Cabo Gilberto, líder da oposição na Câmara Federal. Tem algum complemento, Beatriz, por favor?
Deputado, fala só pra gente então sobre os próximos passos da oposição em relação não só à CPI do Banco Master, mas em oposição às pautas aqui do governo dentro da Câmara dos Deputados, como por exemplo a PEC do fim da escala 6x1.
Exatamente. Então o governo nesse ano está disputando contra o presidente Lula. Porque temos agora o Lula candidato com o Lula presidente. O Lula presidente aumentou dezenas de impostos ou criou novos impostos com o senhor Taxade. E o Lula presidente agora, perdão, o Lula candidato agora quer dizer que é o bom. Ele mandou a taxa das blusinhas.
Os senhores acompanharam atentamente as votações e posteriormente ele não vetou e posteriormente ele faz o que a gente estava defendendo aqui. Então ele quer agora fazer várias medidas eleitoreiras. Essa aí é uma medida eleitoreira e a gente tem coragem de defender aqui. Por que se fosse tão fácil defender? Por que se fosse fácil aprovar? Porque ele não fez isso antes, já que ele governa o Brasil há quase 20 anos.
É uma medida altamente polêmica. A gente precisa ter responsabilidade com o povo brasileiro. Quem vai pagar essa conta? E se tiver milhares de demissões? E se tiver aumento dos preços? Quem vai pagar essa conta? Por isso que nós defendemos de forma prática, objetiva e sobretudo responsável como líder da oposição aqui na comissão especial para depois ir para o plenário porque precisa de 308 votos. Isso é só uma pauta. Mas o governo quer cortina de fumaça.
Ele faz essas matérias, cria narrativa para tirar a decepção do povo brasileiro.
que tudo que é o governo Lula eu tenho muita tranquilidade com o líder da oposição aqui na Câmara dos Deputados de todas as legislaturas que mais falam a história da Câmara dos Deputados imagina se eu sei
Nós tivemos uma interrupção de sinal, mas conseguimos entender boa parte do que disse o deputado Cabo Gilberto. A gente quer agradecer demais a participação dele, da nossa repórter Beatriz Souza, que segue monitorando o que acontece no Congresso Nacional. Qualquer novidade, ela volta ao vivo aqui na programação, trazendo as informações e os destaques. Muito obrigado.
Seguimos aqui com os nossos comentaristas. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, que fez essa pergunta. E é importante questionamento, né, Dávila, a respeito das ferramentas e caminhos possíveis para o Congresso Nacional para avançar com apurações.
Caso não seja possível, por exemplo, realizar uma CPI ou uma CPMI. Quais são as possibilidades dos congressistas em um ano eleitoral? Lembrando que muitos deles querem se ver longe de qualquer problema em relação à casa do Banco Master. Querem se dedicar à campanha eleitoral. E aí, o que cabe e o que é possível para o Congresso Nacional neste ano? Boa noite.
Boa noite, Caniato, Beraldo, Diego Vilela, Mota e a nossa querida audiência. Bom, primeiramente, esta CPI não deve sair do papel, não há tempo hábil, como você mesmo colocou na sua pergunta, Caniato, pra se instalar uma CPI e começar a investigar em cinco semanas. Isto é um ato político, ou seja, defender a CPI tornou-se um ato político. E Flávio Bolsonaro, hoje no Senado, com esse discurso, tenta jogar novamente.
o caso Master no colo da esquerda, dizendo que ele não tem medo de nada, que ele já assinou a CPMI e que nenhum deputado e senador da esquerda assinou. Ou seja, mostrando que quem tem medo de CPMI é o governo, é a esquerda, eles é que tem o rabo preso. Então, é um jeito de tentar jogar novamente este caso no colo do governo.
Aliás, muita gente do governo envolvida até o pescoço nesse escândalo do Banco Más. Então, essa é a primeira estratégia. A segunda estratégia é começar a ter um esclarecimento rápido de todo esse episódio do filme para poder...
fazer com que aqueles envolvidos, nesse caso, que já tem provas suficientes, já tem indícios suficientes, que isso volte ao jogo político, que vai ser uma questão fundamental. O brasileiro não tolera mais esse tsunami de corrupção.
que hoje perpetua na política brasileira. Não tolera corrupção, não tolera mais pagar as contas com essa carga tributária mais alta do mundo, que tem essa inadimplência gigantesca, e não tolera mais a insegurança. Por isso...
que todas as pesquisas mostram essa crescente impopularidade do governo, porque aquilo que realmente interessa a população, combater a corrupção, combater a violência e diminuir a inadimplência...
Isso ninguém trata desse assunto. Por isso, Caniato, a oposição tem que tratar dos assuntos que afetam a vida do cotidiano do brasileiro. E não entrar apenas nesse ringue de um cutucar o outro. Não podemos abandonar as preocupações da população brasileira nesse momento.
Quem também está com a gente é o Cristiano Beraldo, hoje participa de forma online, também acompanhando atentamente o que disse o Cabo Gilberto, que é o líder da oposição na Câmara dos Deputados.
Naturalmente, ele defende a investigação. Flávio Bolsonaro também adotou uma postura firme, defendendo o avanço da CPMI, a instalação dessa comissão, inclusive para o Daniel Vorcaro explicar a relação com o próprio senador. Primeiro, o que achou do posicionamento de Flávio Bolsonaro e as reais possibilidades de realização de uma CPI ou CPMI do Banco Master este ano, Beraldo?
Boa noite, Caniato, Davi, Lamota, Diego, boa noite à audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Caniato, essa situação, ela por óbvio tem pouquíssima chance de produzir qualquer efeito real. Porque nós estamos vendo aí, a Copa do Mundo começa daqui a pouco, vem São João, depois a gente já vai estar no período das...
convenções partidárias para definição das chapas, a campanha eleitoral vai bombar e o Congresso só voltará a carga de fato porque os parlamentares, a vasta maioria, está buscando reeleição ou estão se lançando a disputa de outros cargos. Então, ele só vai voltar a carga depois das eleições, só em novembro.
Então, ficar clamando por uma CPI agora, nesse momento, me parece que é só para fazer um discurso. É um discurso que pega bem em rede social, dizendo, olha, eu defendo a investigação, eu defendo a moralidade na política, temos que investigar tudo numa CPI. Não.
A CP, a Comissão Parlamentar de Inquérito, ela confere ao Parlamento instrumentos para que ele faça uma investigação, mas não é o papel do Parlamento fazer isso. Tudo o que aconteceu no Banco Master, com este presente que Daniel Vorcar entregou para as autoridades no seu celular...
onde existem ali anos de conversas. A gente teve acesso só à conversa dele com a noiva, mas certamente há inúmeras outras conversas ali. Já se pegou print de mensagens que ele mandava para o ministro Alexandre de Moraes. Então tem muito elemento e quem tem que fazer essa investigação é a polícia.
A investigação não depende da CPI. Então, nós não podemos nos iludir aqui. Ah, se não tiver CPI, nós não vamos saber o que... Não, não é isso. Não é assim. Não é dessa forma que está sendo colocado.
Então, me parece que os parlamentares estão fazendo o seu discurso. O que precisam fazer para ter ali uma posição de que estão buscando a investigação? Mas, no fundo, isso é só para as redes sociais, isso é só para engajamento.
Porque o trabalho a sério tem que ser feito pela Polícia Federal. O trabalho a sério tem que ser feito pelo Ministério Público. E a partir daí, somente daí é que a gente vai saber tudo o que aconteceu nesse ambiente do Banco Master.
Importante esse posicionamento dos nossos comentaristas. Deixa eu chamar o Mota, que eu creio que também pensa dessa forma, né, Mota? Trata-se de um posicionamento político dos parlamentares, aqueles que defendem, possivelmente, acabam sendo mais transparentes possíveis. Ó, vamos avançar com isso, doa quem doer. Se aparecer alguma coisa, que os responsáveis paguem.
E do outro lado tem aqueles que temem qualquer tipo de investigação. Ainda que a responsabilidade de investigar nem seja do Congresso. Você costuma, inclusive, defender. A investigação seguirá no âmbito da PF, Supremo Tribunal Federal. O tipo de investigação no Congresso é um pouquinho diferente. Bem-vindo.
É exatamente isso, Caniato. Primeiro, a gente não pode reclamar que os nossos políticos agem politicamente, porque eles são políticos. Boa noite para você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência.
A natureza da investigação feita por uma CPI é completamente diferente de uma investigação policial.
Uma investigação policial tem como objetivo esclarecer se crimes foram cometidos. Se forem encontrados crimes, a polícia então apresenta as conclusões ao Ministério Público, que oferece uma denúncia à Justiça.
O que uma CPI faz tem natureza diferente. É lógico, no trabalho de investigação, a CPI pode encontrar crimes. E aí ela informa ao Ministério Público. Mas a CPI investiga outras coisas também, que não são crimes, mas são importantes que sejam esclarecidas para todo mundo.
Então, com quem o banqueiro se relacionava, quais eram os interesses dele, quem ele financiou ou deixou de financiar, mesmo que nada disso seja crime. Os parlamentares, os representantes do povo têm o direito e o dever até de esclarecer essas coisas. Porque essa história do Master...
fica cada dia mais inexplicável. É difícil de aceitar, mesmo depois das décadas de escândalos do Brasil, um escândalo atrás do outro, mesmo depois da gente achar que já viu tudo, aí aparece esse escândalo do Master.
Então está na hora de esclarecer isso e uma CPI com essa finalidade e não para substituir uma investigação criminal seria muito bem-vinda.
Diego Tavares com a gente na edição de hoje. Diego, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Seja sempre bem-vindo aqui à bancada do programa Os Pingos nos Is. Diego, queria pedir também sua reflexão acerca das informações que foram compartilhadas pelo deputado federal Cabo Gilberto. Ele é o líder da oposição na Câmara, anunciando essa judicialização e defendendo.
a apuração no Congresso Nacional, uma comissão parlamentar mista de inquérito. Queria que você explicasse para a gente, uma vez judicializada a questão, quais podem ser os posicionamentos da Suprema Corte. Ela pode determinar, por exemplo, a realização de uma CPMI, que é um instrumento...
exclusivo do Congresso Nacional, determinado, tocado e administrado pelos congressistas. Mas pode, sim, o Supremo determinar se vai ou não vai acontecer CPMI e se decidir na realização, defender a realização. Cabe, então, ao presidente do Senado instalar e ponto final? Bem-vindo.
Muito obrigado, Caniato. Boa noite a você, boa noite aos meus colegas da bancada e à nossa audiência aqui dos Pingos nos diz. Caniato, a grande questão a ser feita é o que o Supremo Tribunal Federal nos dias de hoje não pode fazer. Eu acho que isso é o grande questionamento que todos nós brasileiros temos nos feito nos últimos tempos.
Mas é possível, sim, que o Supremo Tribunal Federal determine a instalação da CPMI, porque a CPMI, uma vez coletadas as assinaturas, torna-se um direito da minoria. Então, o presidente do Congresso Nacional seria obrigado, seria compulsória a leitura do relatório que determina a instalação da CPMI. Não tendo ele cumprido esse papel, cabe, sim, a judicialização.
Agora, o grande ponto é que CPI, CPMI, com todo respeito aos parlamentares, não tem surtido qualquer tipo de efeito em relação a qualquer caso no Brasil. Eu desafio qualquer um da nossa audiência aqui a nos registrar nos comentários do programa de hoje qual foi a última vez que um expediente como esse trouxe algum resultado prático no sentido de levar alguma pessoa a, de fato, responder um processo, seja por corrupção, seja por qualquer tipo de crime praticado.
Eu, sinceramente, a última vez que eu me lembro que um expediente investigativo do Congresso resultou em alguma coisa, foi no passado, já bem distante, a CPI dos Correios, que originou os processos do Mensalão. De lá pra cá, nós não tivemos nenhum resultado a partir da instalação dessas comissões. E a respeito de uma CPI do Banco Master em um ano eleitoral...
Eu faço coro aqui ao que disse o Beraldo, servirá somente para que os parlamentares façam as suas próprias propagandas, os seus recortes para as redes sociais, ganhem alguns likes, ganhem alguma audiência. Com isso, para dizerem ao seu eleitorado, ao seu público, que estão fazendo algo para tentar resolver esse problema gigantesco de corrupção no sistema privado e também no sistema financeiro público que envolve Daniel Vorcário e essa instituição financeira.
não teria qualquer outro papel. Isso está experimentado nas últimas CPIs que nós tivemos. Nós tivemos a CPI do crime organizado, que em dado momento também foi tomada pelo caso Master. CPI teve o relatório reprovado ao seu final, ou seja, não resultou em nada. Em dado momento, a CPMI do INSS também foi tomada pelo caso Master. Teve o mesmo destino, reprovação do relatório final e o caso também acabou não dando em nada. Ainda cumpre-se um papel nesses expedientes que é...
atrair os holofotes da imprensa, atrair os holofotes do debate público para o expediente e, consequentemente, para o caso. Mas, na prática, nós não temos, a partir desses expedientes, a penalização dos culpados, a judicialização penal a partir das investigações. Então, diferentemente do senador Flávio Bolsonaro, que disse que quer ver Daniel Vorcaro nos bancos...
da CPMI, eu prefiro ver o Daniel Vorcaro no banco dos delatores, entregando as autoridades públicas com quem ele manteve relacionamento, entregando as autoridades públicas que facilitaram essa fraude financeira gigantesca e principalmente as autoridades públicas que praticaram crime de corrupção.
para favorecer todo esse esquema fraudulento, criminoso, do Banco Master. Esse é o local onde Daniel Vorcaro deveria estar sentado. Mas, ao que parece, como as suas delações, a sua primeira delação já foi rejeitada, inclusive, ele não está muito disposto a entregar aqueles políticos, aquelas figuras públicas aí, do Executivo, Legislativo e Judiciário, que facilitaram a vida dele enquanto ele praticava essa fraude. Repito.
CPI, CPMI, dificilmente terá um resultado prático útil ao brasileiro. Servirá muito aos parlamentares, consumirá muito dinheiro dos nossos impostos para a realização, mas não mostrará o resultado que o brasileiro precisa ter a partir das investigações, da judicialização e, principalmente, da penalização de todos os envolvidos nessa fraude financeira.
Certo. Deixa eu, antes de chamar um próximo vídeo, uma próxima informação, preciso chamar um break, uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede. Eu sigo aqui nas demais plataformas com os nossos comentaristas, trazendo uma outra informação, porque, apesar dessas cobranças públicas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ele se negou a fazer a leitura do requerimento e disse que a decisão de instalar o colegiado é dele. E a gente separou, inclusive, essa fala. Acompanhe.
Em resposta à questão de ordem levantada por vários parlamentares na sessão do Congresso de hoje, que requereram a leitura do requerimento de criação da comissão parlamentar mista de inquérito, a presidência esclarece que, conforme disposto no parágrafo 2º do artigo 156 do Regimento Interno do Senado Federal, primeiro subsidiário do Regimento Comum,
As matérias do expediente serão objeto da leitura a juízo do presidente. Além disso, o inciso 1 do parágrafo único do artigo 214 do mesmo regimento do Senado dispõe que requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto...
O momento da leitura é um ato discricionário da presidência da mesa do Congresso Nacional. Está aí, Davi Alcolume, presidente do Senado e do Congresso Nacional, lendo inclusive alguns trechos do regimento para...
justificar a sua decisão. Deixa eu chamar agora o Luiz Felipe Dávila. O Dávila sempre gosta de mencionar o regimento e também alternativas possíveis para a realização de CPMI, ou seja, comissões mistas de inquérito. O que é preciso considerar a partir desse posicionamento sobre o regimento?
E a posição do presidente, de Davi Alcolumbre. Porque, segundo as informações, muitos analistas, Davila, dizem que pessoalmente, pessoalmente, Davi Alcolumbre não tem interesse nenhum em realizar investigações que envolvam o caso do Banco Master.
Era só ele ligar pro Diego Tavares e perguntar. Ele no Diego Tavares, você responde. Que não é poder arbitrário do presidente do Senado. Se houver as assinaturas suficientes, é obrigado a abrir e instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Porque é uma ferramenta da minoria da oposição. Quando foi criada na Constituição a Comissão Parlamentar de Inquérito, ou Comissão Mista Parlamentar de Inquérito, é justamente...
pra não calar a oposição. Esse é o intuito. Agora, se o presidente do Senado ou da Câmara acha que ele tem um monopólio... O Brasil tem uma doença, né, Canhado? Chama-se decisão monocrática. Agora no Congresso e na Suprema Corte. Mas não é assim.
Você tem que respeitar a opinião da minoria. Por isso que tem CPMI. É um recurso justamente para ser usado pela minoria. Para a minoria não ser calada, não ser atropelada. Então, este argumento do presidente da Câmara não tem respaldo jurídico.
Segunda coisa, ele é o maior engavetador de mudanças importantes. Por exemplo, foi ele que engavetou por mais de três anos, e aliás, que continua engavetado, o fim dos supersalares, do pinduricalho, todas medidas moralizadoras. É uma vergonha o que está acontecendo no Congresso Nacional.
O Congresso Nacional também está com esta doença do populismo. É o que está acontecendo com essa história de liberar recursos, perdoar partido político que faz falcatrua e pode pagar dinheiro, dar dinheiro para a prefeitura inadimplente, agora votar essa vergonhosa medida de redução da jornada de trabalho. É uma vergonha o que está acontecendo. É uma doença, é uma epidemia populista que está tomando conta de todos os poderes da República.
E aí só tem um remédio pra isso. Voto consciente pra tirar essa turma do poder e colocar gente decente no poder.
Zé, deixa eu chamar agora o Cristiano Beraldo, que acompanha também essas manifestações, e Davi Alcolumbre se apoiando no regimento, lendo inclusive alguns trechos do regimento, para justificar, olha, é de competência do presidente do Congresso Nacional tomar esse tipo de medida. E aí, dizendo, a decisão é minha.
Para aqueles que ficam acusando que ele pessoalmente não quer, porque eventualmente o nome dele poderia aparecer, ele acaba justificando que a questão que envolve o regimento é de prerrogativa do presidente do Congresso Nacional do Senado. Ou seja, não acontecerá a instalação da CPMI do Banco Master do Aquindo Eira. Ele não disse isso, mas leia-se isso.
Pois é, Caniato. E aí você vê o efeito de um presidente que não se tornou assim agora. Davi Alcolumbre, ele é um animal político que compreendeu muito bem o funcionamento do Congresso Nacional.
E ele conhece o regimento melhor do que talvez 95% dos congressistas que lá estão. Porque o problema é que nós estamos diante do presidente do Senado Federal, presidente do Congresso, mas também presidente do Senado.
que foi eleito com quase a totalidade dos votos. Ou seja, todos aqueles que votaram nele, os 74, se não me engano, senadores que deram seu voto para Davi Alcolume, sabiam exatamente...
Qual era o perfil, a personalidade de alguém que, enquanto ocupou a presidência da CCJ, pegou a indicação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal durante o governo Bolsonaro e deixou engavetado meses a fio. Então não há surpresa nesse comportamento, assim como também não há surpresa por parte dos congressistas.
Porque não há qualidade na oposição, infelizmente essa é a realidade, de pessoas que vivam a realidade do Congresso Nacional. A vasta maioria dessas figuras que foram eleitas graças à popularidade de Jair Bolsonaro, sobretudo, essas pessoas vão lá e acham que basta fazer vídeo para a internet.
Eu, nós aqui todos, quando a gente fala de um assunto polêmico, vamos dizer, criminalidade, eu sou defensor da pena de morte. Eu quero que aquele bandido que puxa a arma para um policial, ele seja imediatamente abatido. Eu quero isso. Eu posso bradar, eu posso gravar vídeos. É o que eu posso fazer como cidadão.
Mas a partir do momento em que se está no Congresso Nacional, é preciso compreender as regras e jogar o jogo para que você vença esse jogo. Não adianta você ficar só na linha de campo como se você também fosse um espectador. Então, Caniato, o que me incomoda muito...
É essa conversa de vários dos parlamentares, porque, claro, existem ali poucas, mas muito honrosas exceções de parlamentares que são aguerridos, conhecem o regimento, fazem discurso, fazem obstrução, mas que, infelizmente, são uma ínfima minoria, enquanto aquele grupo que forma a oposição...
Esse sim, um grupo maior, que poderia ter atuado de forma muito mais efetiva, eles continuam na linha do campo gritando, querendo xingar a mãe do juiz. Pô, me desculpa, mas não adianta.
Se o juiz está liberando cotovelada no nariz, você tem que entrar em campo e dar cotovelada no nariz. Mas não fique no banco de reservas, como se fosse uma pessoa qualquer, sem nenhum compromisso a partir do mandato que você exerce. E aí só apontando. Não dá, Caniato. Então, assim, Davi Alcolumbre é o resultado desta política de péssima qualidade que a gente está vendo no Brasil.
Seguiremos atentos a essas movimentações e qualquer novidade, claro, que a gente traz aqui, debate e analisa com os nossos comentaristas. Tem uma outra informação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele convidou o senador e pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, para uma visita à Casa Branca na semana que vem. Segundo a equipe de pré-campanha, o convite partiu de Trump.
foi feito semanas depois do encontro dele com o presidente Lula, nos Estados Unidos. O objetivo seria mostrar a proximidade de Flávio com o presidente americano, depois da visita de Lula. E isso, muitos entendem que poderia, de alguma maneira, gerar alguns frutos. Ainda não foi divulgado quais serão os temas que serão tratados entre os dois. Deixa eu chamar o Roberto Mota para a gente...
Analisar esse convite de Donald Trump a um senador da República, pré-candidato à presidência da República. Na diplomacia internacional, geralmente, né, Mota? Presidente fala com presidente, vice-presidente fala com vice-presidente. Nesse caso, especificamente, quais são as leituras possíveis?
Olha, Caniato, quando se trata de Donald Trump, é arriscado fazer qualquer previsão ou interpretação antecipada. Mas eu acho que é provável que Trump saiba que Flávio é candidato a presidente. E não há dúvida nenhuma de que Donald Trump entende o simbolismo de um gesto como esse.
Também não resta dúvida nenhuma que Trump tem mais em comum com Flávio do que com o atual ocupante do governo brasileiro. Agora, se essa compatibilidade política vai ou não vai se traduzir em alguma manifestação concreta de apoio a Flávio, nós vamos ter que esperar para ver.
Agora, depois do indiciamento pelo governo americano do irmão de Fidel Castro, Raul Castro, que agora está sendo oficialmente procurado pela justiça americana por ter, segundo a acusação do Departamento de Justiça americano, matado quatro americanos, um espaço aéreo americano, depois dessa novidade, a esquerda brasileira ganha mais um motivo para dormir mal.
E segundo informações de bastidores, o Planalto estaria acompanhando, observando, monitorando esses movimentos de Flávio Bolsonaro, do pré-candidato, nesse contato com Donald Trump. Deixa eu chamar o Diego Tavares, porque é preciso olhar para esse encontro, para esse convite.
mas também de olho, olhando no retrovisor para o que aconteceu no encontro entre Lula e Donald Trump. A gente consegue fazer quais as conexões do encontro entre Lula e Trump? Trump diz que Lula é um político dinâmico. Lula sai da Casa Branca com uma fotografia.
Apertando a mão de Donald Trump, dizendo que pediu que Trump sorrisse mais. Enfim, vendendo uma imagem de que foi um encontro muito amistoso. Trataram de várias coisas, vários assuntos, enfim. E agora Donald Trump convidando Flávio Bolsonaro, que é um senador da República.
pré-candidato à presidência e que é filho de Jair Bolsonaro, um político que sempre demonstrou muito respeito e admiração a Donald Trump. Quais ingredientes precisamos colocar nesse caldeirão?
Olha, Caniato, quando eu vi essa notícia hoje na nossa pauta, eu tive alguns insights de pronto, coisas que surgiram na minha cabeça no momento em que eu li a manchete. A primeira delas foi uma possível estratégia de Donald Trump para melhorar a sua imagem como um grande líder mundial.
Imagine só que ele teve o presidente do Brasil o visitando há alguns dias e poucos dias depois, o segundo colocado nas pesquisas do processo eleitoral que se aproximou no Brasil, também o visita. Isso dá uma impressão que ambos os pré-candidatos estão buscando em Trump um apoio, reconhecendo em Trump a sua liderança.
junto à América do Sul, às Américas de modo geral, naquele contexto de zona de influência que parece estar se estabelecendo entre Rússia, China e Estados Unidos. Então, num primeiro momento, pode servir como uma boa propaganda para a imagem de Trump enquanto um líder. Isso pode ser também uma estratégia negocial.
Nós não sabemos exatamente quais foram os termos de negócios com o Brasil que Trump quis estabelecer na reunião com o Lula. Receber Flávio Bolsonaro no compasso seguinte é, de certa forma, mandar um recado ao Planalto no Brasil que, se Lula não estiver disposto a firmar bons acordos com os Estados Unidos, a atender os interesses norte-americanos, talvez Donald Trump possa ceder parte do seu apoio, aí fazendo valer toda a especulação que se faz a respeito do apreço de Trump porque Friendshalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalthalt
pela família Bolsonaro, algo que eu particularmente duvido muito que exista, mas pode colocar no Planalto essa dúvida a respeito da possibilidade de que Trump exerça influência sobre as eleições brasileiras, visando uma alternância no poder por aqui.
Para o Flávio Bolsonaro, isso pode ser visto também de duas formas. Ele ganha com isso, sendo de certa forma respeitado, reconhecido por um grande líder mundial, enquanto pré-candidato. Ele também acaba aproveitando o bônus desse convite de Trump para que ele visite a Casa Branca. Mas, de outro lado, alguns levantamentos aqui no Brasil apontam que o governo Trump é extremamente rejeitado. A figura de Trump é extremamente rejeitada pelo eleitor brasileiro.
E aí, principalmente, aquele swing voter, o eleitor de centro, aquele eleitor que vota vezes na direita, vezes na esquerda, sempre pautado pela rejeição. Não votando no candidato que mais o agrada, mas naquele que menos o desagrada. É o eleitor que tende a definir mais uma vez...
o processo eleitoral aqui no Brasil. Nós estamos nos encaminhando para uma eleição que, se tudo correr como está correndo neste momento, será uma eleição de veto, não uma eleição de voto. E, com isso, Flávio Bolsonaro perde ainda mais a adesão desse eleitor de centro.
Ele já teve um grande baque, como mostraram tanto as pesquisas que se realizaram, quanto o mercado de análises preditivas, considerando o envolvimento dele com Daniel Vorcario e com o escândalo do Master. Se ele tiver um efeito rebote em relação a essa visita de Trump, e isso forçar ainda mais o desembarque do eleitor de centro, da possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro...
aí a candidatura do senador vai estar de fato em maus lençóis. Vai demorar muito e talvez ele nem consiga até outubro tracionar novamente a sua candidatura. A gente precisa ver depois desse evento como que o eleitor brasileiro reage a isso. Mas eu acho que Trump está mais uma vez empregando alguma estratégia, colocando mais uma vez o seu dedo no tabuleiro, não só no tabuleiro da política brasileira, mas da geopolítica mundial.
E Flávio Bolsonaro deve ter feito um cálculo político também. Afinal de contas, é complicado, inclusive, recusar um convite do presidente dos Estados Unidos da América. Mas ele também terá, certamente, um resultado, para o bem ou para o mal, a respeito dessa visita.
Certamente, todos os lados fazendo cálculos. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, porque a base governista, ou o presidente da República, que é pré-candidato, também deve estar fazendo um cálculo. Eu fico imaginando, Dávila, quando nós falávamos da visita de Lula a Donald Trump, vocês diziam que...
Lula, ele saía ganhando e perdendo ao mesmo tempo, porque o embate com os Estados Unidos acaba fortalecendo e inflamando a sua base de apoio. Então, quando ele sai com a foto sorrindo e apertando a mão de Donald Trump, isso não atenderia ao anseio da sua base de apoio. Você não acha que...
Esse encontro de Flávio com Donald Trump pode, inclusive, fomentar aquele discurso, a interferência nas eleições, críticas aos Estados Unidos. Enfim, a gente já sabe mais ou menos qual é o roteiro, mas acaba se encaixando perfeitamente naquela retórica.
Beniato, vamos aos fatos. É óbvio que a foto de Lula com Trump beneficiou muito o presidente da República naquele primeiro momento da foto. Só que o problema é o que acontece depois da foto. Depois da foto, o Brasil tem que começar a entregar as coisas. Ué, não fizemos um acordo aqui, porque senão vai ter retaliação. E aí o filme pode ficar péssimo, se daqui a alguns meses...
o Brasil começar a ser retalhado novamente porque a gente não conseguiu cumprir os acordos, bom, aí vai sair como derrotado. Então, é preciso esperar ver como o filme acaba. A fotografia foi ótima, agora vamos ver como é que vai ser o filme. Esse é o ponto em relação ao presidente Lula.
Em relação a Flávio Bolsonaro, eu acredito que esse movimento é sim um afago de Donald Trump a Flávio Bolsonaro num momento muito delicado e frágil da campanha por causa do evento do Banco Master. Então não há dúvida que este afago pode ajudar a aglutinar a base que está nesse momento arredia, dispersa.
pode dar um aval para o grupo, aglutinar o grupo bolsonarista e os mais defensores, os mais, e os defensores de Flávio Bolsonaro. Então, eu acho que no momento que a candidatura começa a descolar...
Se tem alguma coisa que ajuda a colar, mesmo que seja para a sua própria base, me parece algo muito bom neste momento. Então, acho que é um movimento de Trump com Flávio Bolsonaro para tentar aglutinar uma base que corre o risco de desgarrar por causa das mentiras contadas no episódio do Banco Master. Pois é, e naturalmente devemos aguardar também o posicionamento da Casa Branca aqui.
deve emitir algum tipo de comunicado em relação aos objetivos, o que as duas lideranças devem tratar nesse encontro. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, Beraldo para trazer seu apontamento sobre um presidente da República que recebe um senador de um outro país que é pré-candidato à presidência. E aí o Diego trouxe há pouco a análise dele falando sobre...
Talvez uma estratégia do presidente norte-americano em receber os dois pré-candidatos que estão à frente na pesquisa eleitoral no Brasil. Só que tem um detalhe, né? Lula não foi como pré-candidato, foi como presidente da República, né, Beraldo?
Pois é, Caniato, na verdade, o pragmatismo da política americana e o pragmatismo no exercício da função de presidente da República, da nação mais poderosa do mundo, é algo que o Brasil não faz nem ideia do que seja. E nesse caso, o que Donald Trump está fazendo é protegendo os interesses dos Estados Unidos, tanto quando recebeu Lula, porque o governo americano Friends.
acabou ou recentemente se tornou sócio da empresa que comprou a única mina de terras raras que tem produção em escala industrial fora da Ásia, que fica em Goiás. Então hoje as terras raras brasileiras, pelo menos essa parte que está em produção, pertence a uma empresa cujo um dos sócios é o governo norte-americano.
E aí quando Donald Trump chama Lula para ir até lá, veja, o interesse é dos Estados Unidos, ele chama Lula, que foi correndo. Não levou nem a primeira dama. Entrou no avião de uma sexta-feira, acho que ele anunciaram na sexta, a reunião foi na quarta, pegou o avião, foi para lá, ficou hospedado na Embaixada Brasileira.
Não foi recebido com nenhuma pompa e circunstância pelo presidente norte-americano. Levou a tirar colo o ministro das minas e energia, porque essa empresa que foi comprada pelos Estados Unidos tem ainda uma segunda mina que está sob processo de autorização. Então ele certamente foi ali pressionar para que a autorização saia de forma célere.
E despachou Lula defendendo os interesses dos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro, obviamente, ele desfruta de uma relação.
privilegiada com a família Trump em relação a Lula, porque há ali uma conexão, principalmente do seu irmão Eduardo, com o filho de Donald Trump e Paulo Figueiredo, que é o grande parceiro de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, que tem uma relação muito próxima com Marco Rubio, que é o secretário de Estado norte-americano, politicamente talvez a figura mais importante depois do presidente da República.
Então, isso foi organizado para que, sim, talvez haja um gesto de simpatia, mas, sobretudo, para que os Estados Unidos possam garantir boas relações com o Brasil, independente de quem ganhe as próximas eleições.
Ele pode até pessoalmente, Donald Trump pode até pessoalmente ter antipatia por Lula e simpatia pela família Bolsonaro. Mas o interesse dos Estados Unidos certamente estará acima desses sentimentos, porque, desculpa, a gente tem que reconhecer.
O Brasil foi se tornando desimportante para o mundo, apesar de tanta riqueza, de uma população imensa, de um território gigantesco. Mas o Brasil foi se tornando desimportante. Esse é o resultado desses últimos 20 anos, duas décadas de gestão da presidência da República virada para interesses pessoais.
Então, nesse contexto, quem é o Brasil na fila do pão? É isso que a gente tem que se perguntar. O Brasil é simplesmente um país que vai sendo sugado, tanto pelos que estão dentro, quanto por aqueles que estão fora.
Deixa eu passar para o Mota também trazer sua percepção a respeito da maneira como o presidente da República, ou o Partido dos Trabalhadores, ou a equipe de campanha poderiam trabalhar essa ida de Flávio Bolsonaro, essa visita, ele sendo recebido com todas as honras pelo presidente Donald Trump, talvez no mesmo patamar de um presidente da República. Você acha que isso poderia em algum momento incitar a campanha de Lula?
criar aí uma retórica que possa vir a inflamar os seus apoiadores, Mota? Eu não tenho dúvida nenhuma considerando-se as figuras envolvidas. Né, Caniato?
Há elementos dessa campanha que são totalmente desconectados da realidade, né? São baseados numa visão própria, num ego, numa expectativa de reconhecimento internacional completamente inexistente. Então, eu acho que, confirmada essa visita, isso é importante a gente dizer.
Porque parece, segundo o levantamento do nosso Eliseu Caetano, ainda não há uma confirmação oficial da Casa Branca sobre essa visita. E não há ainda também confirmação de que o convite veio da Casa Branca, embora isso depois acabe até sendo menos importante. Agora, é evidente.
se o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, for recebido na Casa Branca, com o mesmo tipo de recepção, com as mesmas honras, quem sabe até entrando por uma entrada mais privilegiada na Casa Branca.
ou com algum tipo de cerimônia, ou recebido com um abraço, os observadores vão estar de olho em todos esses pequenos detalhes. Um afago que Trump faça, uma piada, aqueles comentários que ele sempre faz depois dos encontros.
Tudo isso pode ser interpretado, como disse muito bem o nosso Eliseu Caetano, como um recado para o atual chefe do governo brasileiro. Então, essas coisas são muito importantes. Se um candidato à presidência da República tiver o mesmo tratamento, ou até um tratamento um pouco melhor do que o presidente em exercício, Friends.
o recado será bem claro. Pois é, e o nosso Eliseu está prestigiando e acompanhando a nossa programação, né? Deixa eu passar agora para o Diego Tavares. O Diego também vai trazer os seus apontamentos, inclusive me apoiando um pouco no que trouxe o Eliseu Caetano aqui nas nossas...
nos nossos grupos de WhatsApp, viu, Diego? Pode ser, claro, um recado de apoio, uma manifestação, uma sinalização de apoio à família Bolsonaro. Acho que isso ficaria claro. Mas também uma provocação ao presidente da República. E aí, em meio às negociações em curso, não temos todas as informações, pressionaria, então, Donald Trump, Lula, a tomar algum tipo de caminho, se reaproximar, tem a ver com as terras raras? Não sabemos.
Olha, Caniato, eu sempre coloco muito em xeque a questão do apreço de Donald Trump pela família Bolsonaro, porque acho que, ainda que exista esse apreço, como o Beraldo trouxe muito bem, o pragmatismo da política norte-americana coloca os interesses norte-americanos sempre em primeiro lugar. Bem por isso, há algum tempo, na Assembleia Geral...
das Nações Unidas, Trump pegou todos de surpresa fazendo elogios enfim, ao presidente Lula, no improviso dizem que em razão da quebra de um teleprompter que se encontrava ali com o discurso do presidente norte-americano e o grande ponto que me leva a crer que realmente Trump não tem esse apreço que todos dizem
É que no momento mais crítico da negociação a respeito do futuro jurídico de Jair Bolsonaro, quando principalmente a militância bolsonarista esperava que os Estados Unidos aumentassem a pressão de sanções sobre o Brasil para forçar essa situação junto ao Poder Judiciário.
o governo norte-americano foi no sentido oposto. Retirou as sanções da lei Magnitsky sobre o ministro Alexandre de Moraes, retirou parte também das tarifas que tinham sido impostas, devolveu o visto de autoridades que tiveram o seu visto cassado. Novamente, no momento mais crítico, tanto do debate a respeito do PL e da anistia, quanto do próprio futuro do presidente Jair Bolsonaro, que se encontrava no ápice de seu julgamento. Então...
Realmente, eu acho que o que coordena as ações de Donald Trump são interesses políticos do próprio Donald Trump e os interesses norte-americanos. Bem por isso a tese que eu trouxe no meu primeiro comentário de que isso pode ser uma forma de pressionar o presidente Lula a ceder termos de um eventual acordo sobre terras raras, sobre energia, sobre distanciamento da China, sobre relações comerciais, enfim, sobre qualquer coisa que tenha sido objeto de deliberação dos dois presidentes no encontro em que estiveram Friends.
nos últimos dias. Isso, claro, nós não saberemos porque não vem a público, mas o fato é que são movimentos que nos permitem concluir esse tipo de manobra. O Trump, ele comete alguns erros do ponto de vista político, do ponto de vista geopolítico, comete, também tem os seus acertos, mas o fato é que nós não podemos tirar do radar dois pontos. O primeiro, ele é um líder extremamente imprevisível. Nós não podemos...
cravar qualquer coisa em relação ao comportamento de Donald Trump, porque ele gosta de pegar o muro de surpresa. Em segundo, é impossível negar que o empresário que amealhou durante a vida a fortuna que Donald Trump amealhou, não seja um experte em negociações, não saiba conduzir uma negociação, não saiba fazer a pressão no momento certo e desfazer essa pressão para atingir a maior lucratividade de um negócio. Muito provavelmente é disso que se trata esse movimento, pressionar Lula a respeito de uma demanda que foi feita.
naquela reunião e que muito possivelmente trata, sim, das nossas terras raras. Afinal de contas, estamos falando dos minerais que podem alçar qualquer país ao nível de uma potência. E se tratando dos Estados Unidos, a principal potência também desse século, porque são os materiais necessários tanto para os armamentos de ponta, quanto para demais tecnologias a respeito de inteligência artificial, os chips, os semicondutores, enfim.
As terras raras são necessárias para praticamente todas as tecnologias que estão na ponta do desenvolvimento tecnológico atualmente. Então, dificilmente elas não foram objeto dessas deliberações e dificilmente esse movimento de Trump não seja uma pressão para conseguir acordos ainda mais vantajosos a respeito das terras raras brasileiras.
Pois é, a gente vai seguir analisando essa situação. Há alguns outros detalhes que nós precisamos discutir. Deixa eu só lembrar que a nossa enquete já está publicada no nosso portal, tanto em jovempan.com.br quanto no YouTube. YouTube não da Jovem Pan News, sim do programa Os Pingos nos Is. Do lado direito da tela tem o chat, onde as pessoas ficam fazendo comentários e também a pergunta publicada. Gostaríamos que você participasse da nossa enquete.
A gente vai receber a rede daqui a pouco, é preciso, na verdade, dividir. Algumas emissoras ficarão com as suas programações, mas é preciso também considerar qual é o limite a ser explorado desse encontro. Quando a gente olha para a figura de Flávio Bolsonaro, que é um senador da República, mas pré-candidato, ele naturalmente vai aos Estados Unidos. Há um limite para explorar?
Daqui a pouco a gente vai trazer essa análise. Agora sim, eu tenho que me despedir de algumas emissoras. Parte da rede ficará agora com a sua programação local. Muito obrigado pela audiência e pela parceria.
Sigo aqui com os nossos comentaristas, ainda analisando essa situação que envolve o convite de Donald Trump a Flávio Bolsonaro. Precisamos aguardar o convite oficial por parte da Casa Branca, porque essa informação foi divulgada, segundo inclusive a nossa reportagem, nos Estados Unidos, Eliseu Caetano trouxe essa informação. Isso foi divulgado inicialmente pelo entorno de Flávio Bolsonaro. Mas deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, como um pré-candidato pode...
capitalizar um encontro como esse, um encontro com o presidente da nação mais poderosa do mundo. Essa conexão deve ser explorada com limites para que lá na frente ele não seja acusado de estar, sei lá, atentando contra a soberania nacional.
Caniato, até o momento, eu não vi Flávio Bolsonaro falar absolutamente nada sobre política externa, política econômica. Agora, essa pode ser uma grande oportunidade para começar a discutir um pouco relações Brasil-Estados Unidos, como é que nós vamos evoluir, como é que nós vamos tratar da questão dos minerais raros, como é que nós vamos...
atrair investimento norte-americano para o Brasil. Enfim, existem vários temas. Por exemplo, como é que nós vamos ter uma relação mais próxima para combater o crime organizado? Algo que tira o sono dos Estados Unidos e inferniza a vida do brasileiro. Então, existem muitos temas que dá para ser conversado nisso. Então, eu espero...
que seja mais um cenário para expor algumas ideias do que um mero sorriso, fotografia, vira a página e continua a vida. Porque o que mais carece nesse momento é discutir propostas para o Brasil. Nós não temos discussão de propostas no Brasil. O Brasil enfrenta o momento mais grave da sua história desde a redemocratização em todas as frentes. Política, econômica, social.
E até o momento, zero de discussão de proposta, a não ser o bate-boca da polarização. Por isso, é hora, essa é uma excelente oportunidade para, pelo menos, mostrar como as relações Brasil-Estados Unidos poderiam ser diferentes no eventual governo de Flávio Bolsonaro.
É claro que a gente vai seguir acompanhando essas movimentações e trazendo sempre os nossos comentaristas para analisarem as questões que envolvem, por exemplo, uma agenda tão importante para um pré-candidato da República e também senador Flávio Bolsonaro, lembrando que é preciso aguardar as confirmações e a divulgação oficial por parte da Casa Branca em relação a esse encontro.
Bem, eu vou trazer uma outra informação, um outro destaque. O presidente Lula afirmou durante uma reunião no Palácio do Planalto que o advogado-geral da União, Jorge Messias, ainda será aprovado pelo Senado e vai assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Essa declaração foi feita em um encontro reservado com representantes da Confederação Nacional dos Municípios e presidentes de associações estaduais de municípios.
O advogado-geral da União, você sabe, teve a indicação rejeitada por 42 votos a 34. Foi a primeira derrota de um indicado ao Supremo Tribunal Federal em 132 anos. Integrantes do governo atribuem o resultado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que segundo vários aliados...
teria feito uma articulação, teria atuado pessoalmente contra a aprovação do AGU de Jorge Messias para essa vaga no Supremo Tribunal Federal. Agora eu estou recebendo a rede Jovem Pan, todos com a gente conectados aqui em Os Pingos nos Is. Deixa eu passar a palavra para o Cristiano Beraldo analisar essa insistência de Lula. Quase uma ideia fixa, né? Parece que não assumiu.
a derrota, o BAC, da rejeição do Senado Federal, em uma reunião com vários representantes da Confederação Nacional dos Municípios, ele insiste que Messias ainda será ministro do Supremo Tribunal Federal, que o Senado ainda vai aprovar essa indicação, uma indicação que seria feita por ele. Me parece que, se isso vier a acontecer, não seria esse ano, né?
Eu li essa notícia, eu dei uma gargalhada. E aí eu me dei conta de que eu estou falando do Brasil. Eu estou falando de um país em que Lula é presidente pela terceira vez. Um país que teve Dilma Rousseff presidente por duas vezes. Um país que, neste grande projeto de poder que foi executado pelo Partido dos Trabalhadores nas últimas duas décadas...
Nós tivemos aumento da criminalidade, piora da educação, piora da infraestrutura, um país completamente despreparado para enfrentar os grandes e verdadeiros desafios do mundo, ao mesmo tempo que estamos formando uma nação cada vez maior de pessoas completamente dependentes de um dinheiro, de uma esmola do Estado brasileiro. Nesse país...
Tudo pode acontecer. Eu olhei o espelho e rio da minha cara. Porque quem sou eu para afirmar que Jorge Messias não será presidente, ou presidente não, eventualmente até presidente, mas será indicado de novo e aprovado como ministro do Supremo Tribunal Federal. Não há nada no Brasil hoje que nos garanta um desfecho diferente desse. Porque se não houver...
uma verdadeira mobilização em torno daquilo que é verdadeiramente importante para o Brasil, nós continuaremos nessa dinâmica. Esse Congresso, esse Senado, que já tem uma grande parcela de senadores...
que foram eleitos graças, por exemplo, à popularidade de Jair Bolsonaro, mas que entregaram seus votos todos para eleger Davi Alcolume presidente do Senado. Que aprovaram outras indicações do próprio presidente da República para o Supremo Tribunal Federal, apesar destas indicações não cumprirem.
as duas únicas exigências da Constituição. Notável saber jurídico e reputação ilibada.
Então, Caniato, eu não vejo condições de nós que temos o olhar de um Brasil completamente diferente do que esse que existe hoje, mas infelizmente nós não temos condições de cravar que a fala do presidente da República não é verdadeira.
Deixa eu chamar o Roberto Mota. Mota, qual é o cálculo, possivelmente, que o presidente faz? Primeiro, que ele seria reeleito. Se ele viesse reeleito, ser o próximo presidente da República, ele teria direito a indicar quatro nomes. O nome...
que está vago, a cadeira de Luiz Roberto Barroso, que não foi ocupada por conta da rejeição de Jorge Messias, e ainda as aposentadorias, as vagas para os seguintes ministros que irão se aposentar no período do próximo mandato presidencial. Luiz Fux.
Carmen Lúcia e ministro Gilmar Mendes. Eu não tenho certeza, acho que não é exatamente essa a ordem. Mas enfim, serão quatro nomes que o próximo presidente da República indicará. Você acha que esse é o cálculo? Ah, dessas quatro oportunidades, o Messias vai aparecer em uma delas. Você acha que não? A aposta seria ainda para esse ano? Porque eu acho que o Senado não toparia mudar de posição ainda esse ano, né? Estranho.
Caniato, dá até medo você falando desse jeito, né? A gente imaginando esse cenário. E eu tenho que dar o braço à torcer ao meu amigo Cristiano Beraldo. Ele falou tudo. Depois do comentário dele, nenhum outro comentário tem muito sentido. Porque ele tem razão.
Qualquer coisa que a gente diga aqui pode não valer nada amanhã, porque no Brasil parece que não existe mais Constituição, lei, regra, regimento interno do Congresso. Tudo agora virou flex. O meu primeiro impulso...
Meu primeiro comentário diante dessa afirmação seria dizer que bravata não paga imposto. Ainda não existe uma agência nacional reguladora de bravata. Então, um político pode dizer o que ele quiser impunemente.
A gente já viu isso, as pessoas que estão no poder no Brasil não têm compromisso absolutamente nenhum com o mínimo de coerência. Elas podem dizer uma coisa hoje e amanhã dizer exatamente o oposto e depois da manhã voltar à posição de hoje. Está tudo gravado, está tudo na internet, mas não tem problema nenhum.
Eu acho que talvez essa estratégia do governo seja uma estratégia para não perder, para reduzir um pouco o prejuízo que ele teve com a primeira rejeição feita pelo Senado desde 1894. Isso não é pouca coisa.
mesmo na eventual, improvável, mas tudo pode acontecer, hipótese disso ser revertido, essa derrota não será apagada. Essa derrota foi colocada no peito do governo como uma espécie de medalha.
para que ele não esqueça. Apesar de tudo, o Brasil ainda tem um congresso. E quem sabe, lá na frente, em algum momento, numa eventual...
ressurgência dos nossos parlamentares, quem sabe eles não reencontram o caminho, quem sabe eles não se redescobrem como representantes do povo e resolvem levar essa missão realmente a sério, aí a gente pode ter a esperança de que as coisas no Brasil sejam um pouco diferentes.
Só um registro jornalístico, eu mencionei os próximos integrantes do Supremo que irão se aposentar, e aí eu só quero destacar a ordem, a minha ordem estava correta. Então, além da vaga de Luiz Roberto Barroso...
Temos Luiz Fux, em 2028, se aposenta em 2028, Carmen Lúcia, em 2029 e Gilmar Mendes, em 2030. Deixa eu passar para o Diego Tavares para analisar o posicionamento, talvez o cálculo que vem sendo feito por Lula em relação ao Supremo Tribunal Federal e esse destaque, um destaque para Jorge Messias, ele quase profetizando. Messias ainda será ministro do Supremo Tribunal Federal. Tem que combinar com ele, né?
Olha, Caniato, eu encaro essa declaração de Lula como uma questão quase que pessoal. Goste ou não goste do presidente da República, ele tem uma biografia política que eu acho que é a prioridade dele nesse momento.
E inserida nessa biografia, que conta já com três mandatos como presidente da República, alguns índices de aprovação entre os presidentes, que eu acho que supera talvez o restante dos presidentes desde a redemocratização, Lula sempre foi reconhecido nesse contexto como um grande articulador político. E ter uma derrota desse calibre no Senado, que como você lembrou muito bem, algo que não acontecia há mais de um século.
para ele é uma mancha nessa biografia. Então, acredito que isso se tornou praticamente uma questão de honra. Ele precisa reparar esse grave dano, não em relação a questões de articulação, questões políticas corriqueiras, mas em relação à sua biografia, àquilo que ele imagina que é o seu legado político para o futuro da esquerda, para o futuro do PT. Então, eu acredito que se trate de uma questão pessoal. E a respeito da viabilidade disso,
Nós sabemos muito bem que os meus colegas Beraldo e Mota estão corretíssimos. O Brasil é o país onde tudo é possível, onde alterando o preço político que se paga em determinada articulação, aquilo que era inviável há algumas semanas, torna-se viável, torna-se praticamente questão de defesa dos valores democráticos, defesa do Estado democrático de direito e por aí vai. Aqui se arruma discurso para tudo.
Então, eu não acho difícil, claro, agora Lula deve estar focado nas eleições e reeleger-se mais uma vez para o seu quarto mandato, mas eu acredito que, cuidando de sua biografia, colocar Messias no STF é uma questão de honra, uma questão...
de preservação de sua própria história e que ele não vai medir esforços, não vai medir, inclusive, o despêndio de capital político para conseguir cumprir esse objetivo e, novamente, apagar essa mancha da sua história política e, quem sabe, voltar a ser reconhecido como um grande articulador político.
Algo que é mais inerente aos seus dois primeiros mandatos, diante da situação na qual esse governo se encontra nesse momento, que é completamente sem base, completamente sem diálogo com os outros grupos políticos, principalmente no Congresso Nacional. Inclusive, por isso é que tivemos esse resultado em relação ao Jorge Messias. Total falta de articulação, total controle das alas do Centrão em relação à pauta, em relação ao debate público.
Mas, novamente, questão de honra, questão pessoal do presidente da República. É assim que eu encaro essa declaração do presidente Lula. Pois é, seguiremos atentos a essas movimentações, principalmente do presidente da República, em relação aos substitutos dos ministros na Suprema Corte. A influenciadora digital e advogada Deulane Bezerra, que foi presa pela polícia, atuava como caixa do PCC, segundo os investigadores.
Uma troca de bilhetes dentro de um presídio deu origem a essa operação. A Júlia Firmino chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer os detalhes da notícia e os detalhes da operação de hoje. Júlia, seja bem-vinda. Quais são as informações que você compartilhará com o nosso público?
Oi, Caniato, boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos News Is, na programação da Jovem Pan. É muito dinheiro que tá envolvido, viu? A gente costuma dizer, né? É muita grana mesmo que envolve essa lavagem de dinheiro pro PCC. Fato é que a influencer Deolane Bezerra foi presa hoje, ainda a casa dela, ali em Bairueri, cidade que fica na região metropolitana de São Paulo.
ela tem mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, é investigada ali na Operação Vernix, do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, que investiga esse esquema de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Segundo a investigação, como você bem colocou, Caniato, a Deolane seria a caixa do PCC. Ela recebia esse dinheiro de uma transportadora, uma empresa de transportes.
que vinha, esse dinheiro vinha inicialmente de forma ilegal da própria facção criminosa PCC. Deolane, a gente lembra, já foi presa em uma outra operação, ainda em 2024, também suspeita de participar de lavagem de dinheiro de organização criminosa.
Além da Deolane, a Influencer, outros alvos da operação são Marcos Camacho, que é o Marcola, que seria então o chefe do PCC, que já está preso, o irmão dele, Alejandro Camacho, que também está preso, a Paloma Sanches Camacho e o Leonardo Camacho, que são sobrinhos do criminoso, do Marcola, e o Everton de Souza, que seria o operador financeiro desse esquema criminoso. A gente lembra que o Marcola
e o Alejandro estão presos numa penitenciária federal lá em Brasília e que eles atuavam nesse esquema todo mesmo dentro de uma penitenciária, mesmo dentro do sistema penitenciário brasileiro. A gente tem, inclusive, uma fala do Procurador-Geral de Justiça aqui de São Paulo, Paulo Sérgio Costa, comentando como é que essa operação de hoje deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, como ela realmente quebra esse esquema criminoso de lavagem de dinheiro das facções. Vamos acompanhar?
Esta operação, mais uma vez, mostrou que nós estamos atingindo o andar de cima do crime organizado, mostrou que Marcola e família ainda operam em relação a essa questão de lavagem de dinheiro.
que o dinheiro do crime organizado está entrando na economia formal através de uma série de ações. Nós já vimos aqui em usinas, em postos de gasolina, em presa de ônibus e agora transportadora também, como nós vimos através dessa influência, que pela capacidade dela de interferir nas pessoas, ela consegue ser um ponto importante da cadeia criminosa para que possa ocorrer o branqueamento de dinheiro.
Caniato, você tinha falado como tudo começou, né? Através de bilhetes que foram encontrados e apreendidos dentro da penitenciária 2 de presidente Wenceslau, que fica no interior aqui de São Paulo. E aí, por meio desses bilhetes, os investigadores entenderam e conheceram um esquema mesmo.
que apresentava ali dentro desses recados, né, daquilo que estava escrito nos manuscritos. E nessas documentações aí mesmo, nesses papeizinhos, os chefes mesmo da facção criminosa já pediam algumas ordens em relação a possíveis ataques contra autoridades públicas, agentes públicos. E aí foram instaurados, então, três inquéritos que identificaram a transportadora que fazia essa transação para a Deolane.
E esse dinheiro era usado para ocultar dinheiro ilícito da facção. A empresa teria movimentado aproximadamente 20 milhões de reais, como eu havia dito. Foram expedidos, inclusive, para ser cumpridos agora nessa operação de hoje, seis mandados de prisão preventiva, além do bloqueio de mais de 327 milhões de reais em bens, sequestrados também 17 veículos.
Muitos deles de luxo, de alto padrão, avaliados em mais de 8 milhões de reais e 4 imóveis também ligados ali aos investigados. Só para a gente fechar, no âmbito internacional, 3 investigados que estão na Itália, Espanha e Bolívia também foram incluídos na lista da Interpol. São ainda procurados e investigados também pela polícia.
A gente segue acompanhando, fica de olho em toda essa situação, porque pode render ainda próximos capítulos. E aí, claro, a gente vai deixar a nossa audiência aqui na Jovem Pan muito bem informada. Volto com você, Caniato. Legal, Júlia Firmino trazendo todos os detalhes dessa operação, que mirou uma série de pessoas, inclusive essa figura Deolane Bezerra, bem conhecida nas redes sociais, na internet, influenciadora, que segundo a investigação atuava como caixa.
da organização da facção criminosa. Valeu, Júlia, bom trabalho pra você. Qualquer novidade, por favor, é só nos chamar. Girar com os nossos comentaristas. Vou começar essa rodada com o Cristiano Beraldo, porque eu me lembro que o Cristiano Beraldo fez vários apontamentos na outra operação que mirou justamente o Deolane Bezerra, chegou a ser presa, né? E agora uma outra ação da polícia que investiga a facção criminosa e aponta...
Que ela, uma figura bem conhecida das redes sociais, em alguns segmentos, acabava atuando.
como caixa do PCC, recebia muitos depósitos, uma porção de depósitos, centenas de depósitos de valores mais baixos, justamente para não chamar a atenção dos órgãos competentes, sobretudo o COAF. Você, Beraldo, quais aspectos dessa operação e dessa estratégia das facções criminosas nós devemos considerar? Porque algumas semanas noticiamos...
uma ligação da facção criminosa com funkeiros, com músicos, com figuras que atuam no segmento do entretenimento. E agora, Deolane Bezerra, detida, segundo as apurações, atuava como caixa, ajudava, inclusive, nesse processo de lavagem de recursos. Quais apontamentos devemos fazer a partir dessas informações?
Você vê que tem esse perfil da ostentação, não é, Caniato? Todas essas figuras citadas, elas estão aí nas redes sociais, recebendo também apoio de boa parte de veículos de imprensa, sites de fofoca.
E aí essas pessoas absolutamente desimportantes, que não têm qualidade musical, não têm qualidade artística, não têm qualidade profissional, estão longe de serem referências nas suas respectivas áreas de atuação, mas de uma hora para outra tornam-se fenômenos, tornam-se pessoas relevantes.
E a gente vê o caso dessa moça, que eu nem sei o que faz, mas fica aí andando de carros de milhões e milhões e viagens e isso, e fotos e ostentação e tal. Esse dinheiro vem de onde?
Porque as pessoas que a gente conhece, mesmo as pessoas que estão na internet, nas redes sociais, que estão trabalhando arduamente para terem relevância, para que possam viver do seu engajamento nas redes sociais, essas pessoas que fazem um trabalho sério, elas suam a camisa e, pelo menos as que eu conheço, não estão por aí ostentando uma vida de bilionário.
Só que quando eu olho também, aí tem o outro lado, eu olho para essa moça, que eu não conheço, eu nunca ouvi talvez essa moça falar. Mas me desculpa, eu não acho provável que uma figura dessa seja a caixa do PCC.
PCC hoje é uma organização multibilionária e multinacional que certamente exige e conta com uma estrutura de gestão financeira extremamente sofisticada. Então essa moça aí, ela no máximo, ela operava alguma coisa em que ela havia uma oportunidade de tomar uma grana de alguém e era usada por essa mega estrutura.
Mas eu olhando a dimensão que se dá para essa moça...
eu não contrataria essa moça para absolutamente nada numa empresa. E o PCC, que hoje já tem certamente um departamento de recursos humanos bastante avançado, vê nessa figura aí um instrumento de manobra. Então também não vamos achar que pronto, pegamos agora o caixa do PCC. Porque, sinceramente, não me parece crível essa conversa.
Só para registrar para a nossa audiência, ela já tinha sido detida em 2024, no mês de setembro, em Recife. Nós noticiamos aqui, inclusive, na programação da Jovem Pan, mas foi durante uma outra operação, a Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, que investigava à época um suposto esquema de lavagem.
de dinheiro, lavagem de recursos e jogos ilegais envolvendo casas de apostas. Enfim, eu me lembro dessa época e agora uma outra operação, que aponta inclusive a indícios de que ela atuava como caixa ou uma figura importante nesse processo de lavagem de recursos da facção PCC.
Deixa eu chamar o Roberto Mota, que sempre traz apontamentos e informações importantes a respeito do funcionamento do crime organizado, que tem se aproximado de figuras improváveis. Nesse momento, a gente destaca artistas, influenciadores digitais. Qual é a lógica? Essas figuras acabam movimentando muito dinheiro por conta, sei lá, de contratos, e o crime organizado identifica essas figuras e acha que, por elas terem muita movimentação, podem...
ajudar a facção a lavar esses recursos? Enfim, muita gente fica em dúvida, né? Por que essas figuras acabam se apoiando e ajudando em algum momento a facção?
Eu compartilho da dúvida do Cristiano Beraldo. Eu não faço a menor ideia de quem é essa senhora. Fiquei espantado de saber que ela tem 20 milhões de seguidores. Mas eu não tenho a menor ideia de quem ela é. O que eu confesso num momento como esse me dá uma certa satisfação.
Eu tenho coisas melhores para fazer com o meu tempo do que seguir pessoas que acabam numa investigação como essa. Agora, eu não me canso de me espantar com as cifras envolvidas nesses escândalos de influencers. É dinheiro demais. Centenas de milhões de reais, imóveis, carros de luxo. A impressão que eu tenho...
É que esse ecossistema de influenciadores, que é todo baseado nessa exibição quase pornográfica de riqueza, criou um mecanismo ideal para a lavagem de dinheiro. Eu sempre achei estranho, porque eu sou de uma época em que as pessoas ricas...
não iam para as redes sociais expor a sua riqueza. Você vê cada demonstração hoje, nos canais de redes sociais, que são coisas completamente absurdas. E eu sempre ficava me perguntando, mas...
Vem cá, esse país tem tantas entidades de fiscalização, de cobrança de impostos, disso, daquilo, e ninguém vê isso, isso aí tá tudo certo. Então parece que finalmente alguma coisa tá sendo feita, mas eu tendo a concordar com o Cristiano Peraldo. Eu acho que essa turma do crime organizado pode até ter usado alguns desses influencers aí pra alguma tarefa menor.
mas eu duvido que eles tenham recebido a missão de cuidar do grosso do dinheiro das organizações. Uma rápida parada, depois do break comercial voltaremos com mais informação, mais análise, mais discussão. Eu conto com você, hein? Fica com a gente aqui na sintonia na Jovem Pan. Até já. Os Pingos nos diz, Jovem Pan.
Ah, que bom você chegou, BYD. Com uma oportunidade imperdível para o BYD Song Pro. É muita autonomia. Mais economia. E agora com duas super ofertas para escolher. Taxa zero em 36 vezes. Ou super valorização de até 10 mil reais no seu usado. Tudo isso a partir de 159.990. Agora só falta você chegar a uma concessionária BYD. BYD é do Brasil.
E aí
O Brasil precisa sair da armadilha do baixo crescimento econômico. E uma das alavancas é o agronegócio. Este é o tema da minha conversa com Carlos Lacosta e Christian Lobauer. A única coisa que cresceu foi o Estado, que se tornou muito pesado. Você olhar para o mundo e olhar quais são os dois maiores problemas do planeta hoje. A segurança alimentar e a segurança energética. Brasil sem filtro. Hoje às onze e meia da noite, na Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, destacando os assuntos importantes e trazendo para análise os nossos comentaristas.
Tem mais uma informação. O entorno de Tarcísio de Freitas, governador, comemorou o resultado do levantamento do Instituto Paraná, divulgado no dia de hoje. Na avaliação de interlocutores que foram ouvidos pela reportagem da Jovem Pan, especialmente a repórter Beatriz Manfredini, esse cenário estável demonstra que uma suposta crise envolvendo Flávio Bolsonaro não afetou diretamente o governador.
Internamente, a pré-campanha de Tarcísio pretende se afastar aos poucos da figura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador, que inclusive já foi atacado pela própria família Bolsonaro, demonstrou irritação algumas vezes com essa situação.
Os episódios recentes envolvendo o Flávio teriam surpreendido e reforçado esse incômodo. Chamar os nossos comentaristas. Antes disso, só lembrando que a enquete está publicada no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. Se você puder, participe. A gente trata de nomes da presidência da República.
Você acha que ainda há espaço para outros candidatos, outros nomes? Porque semana passada surgiu o nome de Joaquim Barbosa.
Hoje, o Republicanos menciona a possibilidade de lançar Cleitinho. Enfim, surgem novos nomes e há dúvida sobre se teremos novidades na urna eletrônica. Eu conto com você, participe. Agora sim, deixa eu chamar o Diego Tavares para analisar a situação que envolve Tarcísio de Freitas. Informação de bastidor, apuração da nossa colega Beatriz Manfredini. O entorno de Tarcísio celebrando...
A pesquisa identificando que qualquer mal-estar relacionado àquela história de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, isso não teria contaminado e atingido a sua pré-candidatura. É mais ou menos por aí, Diego?
Olha, exatamente, Caniato, e esse motivo tem que ser comemorado sim, porque qualquer ligação com o Banco Master é extremamente tóxica para qualquer reputação de qualquer político, seja ele quem for. A pesquisa que foi divulgada mais recentemente, que já captou esse primeiro movimento...
de relação de Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, foi a prova disso, a despeito de algumas contestações a respeito da metodologia empregada. E se não for para acreditar na pesquisa, que nós nos fiemos, então, no mercado de análises...
que está proibido no Brasil, mas que ainda é possível ser acessado no exterior e que dá conta que Flávio Bolsonaro, de fato, está em processo de derretimento. Então, isso pode, sim, acabar colando em alguns dos principais apoiadores de Flávio Bolsonaro.
principalmente porque nós não sabemos ainda a extensão do material que será vazado daqui até outubro. O que se sabe é que tem uma grande quantidade de provas e o próprio senador Flávio Bolsonaro, em uma declaração pública, disse que ninguém deveria se assustar se vídeos dele com o Daniel Vorcaro viessem à tona, se mais conversas viessem à tona, novos fatos surgissem no meio do caminho, porque aparentemente é justamente essa a estratégia de quem está vazando as informações.
fazer tudo de forma paulatina, de modo a sangrar Flávio Bolsonaro aos poucos. Então, para Tarcísio realmente não ter sido afetado, não ter tido seus números nas pesquisas afetados pela crise pela qual passa a candidatura de Flávio Bolsonaro...
é realmente uma vitória, principalmente considerando que o Partido dos Trabalhadores, o governo federal, o presidente da república, está entregando força total do seu time aqui no estado de São Paulo. Trouxe para disputa ao governo o seu principal ministro, que é Fernando Haddad, trouxe a disputa.
ao Senado outros dois ministros, ministra Simone Tebet, a ministra Marina Silva, digo, três ministros, porque também tem o ministro Márcio França, que também está na disputa por mais uma vaga pra tentar adequar esse projeto pra que ele caiba também junto dessa chapa numa disputa ao Senado Federal.
Então, o PT não está brincando aqui no estado de São Paulo, está jogando com tudo que tem e esse resultado é de fato a prova de que o governador Pitarcísio tem, assim como Flávio Bolsonaro antes da crise, conseguido tracionar o seu projeto à reeleição, tem conseguido penetrar profundamente no eleitorado bolsonarista e também no eleitorado de centro aqui no estado de São Paulo.
o que facilita muito a sua recondução ao Palácio dos Bandeirantes. Agora, como eu disse, o caso Máster ainda vai render muito pano para a manga, ainda tem muito material que não viu a luz do dia, e claro que até outubro, muito embora o processo eleitoral esteja caminhando, o processo judicial do Banco Máster também...
estará caminhando. E novas provas, novos envolvidos, novas pessoas, novas figuras da política certamente aparecerão nesse interregno. Então, todas as pequenas vitórias como essa do governador Tarcísio, de fato, tem que ser celebradas, porque é a superação de uma grande crise que atinge não só a esquerda, não só a direita, mas a classe política, o poder de modo geral aqui no Brasil.
Pois é, deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, porque tem um aspecto dessa notícia que nós precisamos destacar. Quando Dávila internamente, ou seja, em off, figuras da campanha ou da pré-campanha relatam a nossa reportagem que aos poucos Tarcísio pretende se afastar da figura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ou seja, da figura de Flávio, isso aponta para quê?
um desejo de se tornar independente. O criador e a criatura todos diziam, bom, Tarcísio deve muito a sua carreira política, a Jair Bolsonaro. Se afastar de Flávio é se afastar do que se chama hoje de bolsonarismo?
Pelhato, é preciso avaliar duas coisas em relação ao comportamento do governador do estado de São Paulo. Primeiro, ele nunca foi um entusiasta de carteirinha da candidatura de Flávio Bolsonaro. Ele sempre apoiou de uma forma muito cordata, mas nunca foi uma pessoa grudada a Flávio Bolsonaro. Então ele sempre manteve uma certa distância.
de Flávio. Apoiou, fez gestos, mas nunca foi aquela coisa de pegar pelo braço e sair pelo Estado, né? Aliás, em muitos eventos, sempre houve um outro evento oficial que ele justificou o Tarcísio que não podia comparecer.
ao evento do Flávio. Então, assim, primeiro, essa distância não foi, não começou agora, no episódio do Banco Master. É algo que o governador vem mantendo uma certa distância de Flávio Bolsonaro desde o lançamento da candidatura de Flávio. E é óbvio que isso agora vai se manter, ainda mais por causa desse assunto tóxico de Banco Master. O segundo ponto COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS COMPAS CO
é que existe um enorme discernimento entre o que é uma candidatura estadual e o que é uma candidatura para o presidente da república. E Tarcísio está fazendo o que é certo. Ele tem que dedicar a candidatura de São Paulo. Tem que trabalhar duro aqui para ganhar a eleição. Sim, ele é franco favorito, como mostra as pesquisas. Mas, como bem lembrou o Diego Tavares, o PT está jogando duro em São Paulo. O PT quer levar essa eleição para o segundo turno, quer eleger pelo menos um senador.
Então, o Tarcísio vai ter que trabalhar muito duro para se reeleger com folga e, principalmente, para fazer a bancada de senadores paulistas. Hoje, as pesquisas mostram os candidatos da esquerda na frente. Nós não podemos deixar isso acontecer, nós precisamos ganhar essas duas vagas. E isso vai depender muito do empenho, do apoio do governador em São Paulo. Então, a melhor coisa que Tarcísio Freitas pode fazer para a direita...
é vencer as eleições com folga aqui em São Paulo e eleger os dois senadores de direita por São Paulo.
Pois é, muitos nomes nessa disputa, pelo menos, sinalizando que poderiam disputar o Senado por São Paulo. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo também para trazer seus apontamentos sobre essa reflexão da pré-campanha de Tarcísio de Freitas. A reportagem, a notícia, destaca que o entorno de Tarcísio estaria muito contente, feliz com a pesquisa. O episódio que envolve Flávio e Daniel Vorcaro não teria atingido.
a pré-campanha do governador, que tenta a reeleição, mas também surpreende quando a pré-campanha destaca um processo de afastamento de Flávio Bolsonaro. Em algum momento ele sempre destacou a lealdade, essa proximidade com a família Bolsonaro. Fico imaginando, como será esse processo de distanciamento sem falar, sem assumir?
Olha, querido, eu até acho engraçado, né? Assim, a gente tem que lembrar que o Tarcísio de Freitas, ele trabalhou para Dilma Rousseff.
Depois ele trabalhou para o Michel Temer. Depois ele foi trabalhar no governo Bolsonaro, conseguiu ocupar um cargo de ministro da Infraestrutura, que era um assunto com o qual ele já trabalhava há muitos anos. Ele conhece bem a realidade da infraestrutura brasileira e fez um trabalho que chamou muita atenção do público em geral, porque tinha ali uma...
uma assessoria de imprensa muito bem feita para divulgar os seus feitos, e também recebeu de Jair Bolsonaro a oportunidade de ingressar no universo das campanhas políticas disputando um dos principais cargos do país, que é ser governador de São Paulo.
Então, nessa configuração, Tarcísio de Freitas deve a sua existência eleitoral a Jair Bolsonaro. Ele não teria condição de vencer aquela disputa se não fosse pelo apoio que recebeu de Jair Bolsonaro e da família Bolsonaro como um todo. Entretanto, Tarcísio de Freitas tem um projeto próprio.
Aquela declaração da sua esposa que fez esse comentário nas redes sociais de que o Tarcísio é o CEO do Brasil, é o CEO que o Brasil precisa, e as suas atitudes e tal, foram no sentido de que ele gostaria, ele trabalhou ativamente para ele ser o candidato à presidência da República. Isso é claro e sabido.
Então, quando esse projeto não deu certo, não é que ele não gosta do Flávio Bolsonaro, é que pelo perfil, a personalidade do Tarcísio de Freitas, ele gosta muito mais dele próprio do que de qualquer outra pessoa, por mais que aquela outra pessoa tenha feito gestos e tenha o apoiado de forma definitiva, como é o caso da família Bolsonaro. Então, hoje...
Essa risadinha no escurinho ali da noite para o que está acontecendo com Flávio Bolsonaro é muito no sentido de ver, olha, eu avisei. Se eu fosse o candidato a presidente, não ia ter nada disso.
Então, ele, o Tarcísio de Freitas hoje, é o candidato que vai ter que trabalhar muito, porque essa eleição em São Paulo não será fácil. Ele, obviamente, conta com um apoio muito grande da população. A gestão do Estado de São Paulo, exceto na segurança pública, porque desde que Guilherme Derritte saiu da Secretaria de Segurança Pública, nós não vimos um combate... E aí
duro que realmente pudesse quebrar essa estrutura do crime organizado de São Paulo, mas ele é um governador habilidoso, conhece bem o Estado, é um cara estudioso, então ele tem que trabalhar e vai contar com muito apoio pra vencer a seleção.
Agora, o seu projeto pessoal certamente continuará sendo o de chegar à presidência da República. E se nesse trajeto Flávio Bolsonaro se autodestruir, para ele vai ser ótimo. Ele vai dar risadinha no escuro e vai querer ficar bem longe de toda essa confusão.
Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações, qualquer novidade, qualquer manifestação, a gente traz aqui na programação da Jovem Pan. Os republicanos devem encomendar nos próximos dias uma pesquisa de opinião para sondar a viabilidade do nome do senador de Minas, Cleitinho Azevedo, como pré-candidato à presidência da República neste ano. Essa informação foi confirmada à Jovem Pan por interlocutores ligados ao senador e também à cúpula do partido em Brasília.
A iniciativa, segundo essas fontes, partiu do próprio, republicanos e não do parlamentar mineiro. O partido estaria animado com a possibilidade de lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto em meios escândalos que têm desgastado o nome do senador Flávio.
Cleitinho lidera as pesquisas para o governo de Minas Gerais, porém o partido acredita que uma candidatura própria à presidência pode fortalecer a legenda nacional e ampliar o seu espaço nas negociações para a eleição deste ano. Começar essa rodada com o Roberto Mota, analisando a viabilidade, a possibilidade de Cleitinho, que é senador da República, eleito pelo Estado de Minas, pré-candidato.
ao governo de Minas, e a possibilidade de ser lançado pelo Republicanos à presidência da República. Disputar essa que vai ser uma eleição emocionante, para dizer o mínimo, Mota.
Todo mundo quer ser presidente da República, Caniato. Daqui a pouco vai aparecer aqui o comentarista do Pingo de Noziz querendo ser candidato a presidente da República. Aliás, até já teve, desculpe. Mas não falta então. Mas todo mundo quer ser presidente da República. Eu não consigo entender essa obsessão, né? Agora, se você olhar por um certo ângulo...
É compreensível. Porque, veja, para você ser presidente da República, para você ocupar o cargo máximo do país, basta ter votos suficientes. Você não precisa ter experiência, você não precisa ter conhecimento, você não precisa ter nenhum tipo de preparo e muito menos ter uma moral ilibada. Nada disso. Esquece.
Basta você cair no gosto do eleitor. E o eleitor tem um gosto difícil da gente adivinhar e às vezes até de compreender. Porque se você parar para refletir, as eleições são uma espécie de concurso de popularidade. É assim que nós escolhemos o ocupante do cargo mais poderoso do país.
E a gente não pode esquecer, é uma escolha totalmente controlada pelos partidos políticos. Porque você não vota naquele que você acha o melhor candidato. Você vota em uma lista que foi previamente montada pelos partidos. Se você tiver um vizinho que é trabalhador, honesto, competente, gente boa...
Você não pode votar no seu vizinho para a presidência da República. Não. Ele primeiro tem que ser aceito por um partido e todos os partidos são controlados por caciques. Depois o partido tem que achar uma boa ideia, lançar aquele nome para a presidência da República. Se não passar por esse tipo de filtro, ninguém tem chance nenhuma.
Então, é compreensível o interesse dos partidos de colocar nomes nessa corrida.
Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, que é quem tem muita propriedade para falar sobre esse processo. Né, Dávila? Dávila já passou por isso, foi candidato à presidência, participou dos debates, falou tudo o que tinha que falar, né, Dávila? Colocou muita gente contra a parede. Não é um processo fácil, né, Dávila? Queria que você compartilhasse com a gente qual é o cálculo que o político...
A figura que topa esse desafio tem que fazer. O partido também tem que fazer um cálculo importante, né? De lançar um nome à presidência ou se associar a outros partidos para fortalecer uma ideia, um projeto, um nome. Conta pra gente o que é determinante para um partido lançar ou não o nome à presidência.
Bom, primeiro, é determinante o que o partido quer com uma candidatura presidencial. Hoje, os grandes partidos preferem não lançar candidato a presidente da República e concentrar na eleição para o Congresso Nacional.
Eles entenderam que o poder hoje está no legislativo. É lá que está a caneta, o dinheiro, os recursos. E 90% do orçamento hoje é verba engessada, Canhato. O presidente da república tem cada vez menos poder sobre o orçamento que é aprovado no Congresso. Então...
Por que os grandes partidos querem eleger deputados e senadores? Porque é isso que determina o fundo eleitoral e o fundo partidário, que é o dinheiro, essa enxurrada de dinheiro que os partidos recebem. Então, no fundo, os partidos preferem gastar dinheiro elegendo deputados do que gastar numa candidatura presidencial que não vai a lugar algum. Esse é o primeiro ponto.
Segundo ponto, o partido não pode querer ter um candidato a presidência da república, mesmo sabendo que não vai ganhar, para puxar votos para os seus parlamentares, para os seus candidatos a governador, etc.
No caso dos republicanos, a candidatura de Cleitinho não se encaixa em nenhuma das duas coisas. Primeiro porque hoje o nome forte dos republicanos é o do governador Tarcísio de Freitas. Ele é que é o grande nome dentro do partido aqui. Então, Cleitinho vai ajudar a eleger mais deputados se sair candidato a presidente da república? Não vai porque não vai crescer. Esse espaço já está preenchido.
nós já temos hoje governador Caiado, governador Zema, Renan Santos esse espaço já está preenchido então assim, não tem como entrar nesse espaço de uma forma competitiva o segundo ponto, de novo o partido tem que focar
na eleição de parlamentares. E terceiro, o próprio Reitinho. Alguém conversou com ele? Primeiro tentaram levar ele pro governo de Minas. E ele, óbvio, que é um senador combativo, importante. Pra que que ele vai deixar a cadeira dele no Senado pra sentar numa cadeira complicadíssima de governador do Estado?
E agora quer empurrá-lo com uma candidatura presidencial que é menos promissora ainda. Por que não usam o talento de Cleitinho, por exemplo, como senador, para ajudar a eleger mais deputados em Minas Gerais? Essa deveria ser a estratégia do Partido Republicano.
você nunca sabe o que está por trás da cabeça de alguns dirigentes. Mas olhando para o senador Cleitinho, a melhor coisa que ele poderia fazer para a direita e para o Partido Republicano é justamente ajudar a eleger mais parlamentares e, pelo menos, mais um senador por Minas Gerais.
Pois é, daqui a pouco a gente vai trazer as análises do Diego Tavares e também do Cristiano Beraldo sobre essa possibilidade do senador Cleitinho disputar as próximas eleições, não para o governo de Minas, e sim para a presidência da República pelo Republicanos. Faremos uma rápida parada, a jato. Um minuto e meio, noventa segundos, eu conto com você. Fique por aí. Até já. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.
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Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, destacando os assuntos importantes do dia e contando sempre com a análise dos nossos comentaristas. Antes do intervalo, nós falávamos sobre uma possibilidade, um estudo encomendado pelo Partido Republicanos, que quer avaliar a viabilidade do nome do senador Cleitinho para disputar não o governo de Minas Gerais, como vinha sendo aventado, mas para a presidência da República. Deixa eu começar essa com o Cristiano Beraldo, só para a gente...
fazer um último giro a respeito desse tema. Você, Eberaldo, falávamos nos últimos dias sobre nomes que estão surgindo. Joaquim Barbosa, pelo Democracia Cristã. Ontem falamos sobre a possibilidade de Aécio Neves disputar a presidência pelo PSDB. E hoje surge o nome do senador Cleitinho, que costuma adotar um...
jeito muito peculiar, pitoresco, falando diretamente com o público, até de uma maneira mais simplista, né? Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente, a possibilidade do senador Cleitinho disputar a presidência pelos republicanos. Ele adota essa persona, né? Ou talvez ele seja assim mesmo, uma pessoa mais simples, que se dirige diretamente ao público, entendeu? Muitas vezes se vestindo camiseta, boné, camiseta de time, principalmente, enfim.
Aquele brasileiro, um brasileiro médio, talvez, sou como você, sou um representante do povo ali no Senado Federal. Talvez seja mais ou menos essa a grande força dele nessa comunicação com o público. Você acha que pode vir a dar certo?
Olha, Caniato, sem dúvida nenhuma, a popularidade de Cleitinho em Minas Gerais chama muita atenção porque existe uma diferença muito importante no perfil desejável para o exercício da atividade parlamentar.
em que cada parlamentar, de fato, representa um grupo da população do Estado que ele representa. E aí, quando você vai para o executivo, o perfil é diferente, porque as obrigações, as responsabilidades do chefe do executivo, seja municipal, estadual ou federal, são bastante diferentes.
A minha impressão, conversando com pessoas de Minas e pessoas mais próximas do próprio senador Cleitinho, é de que ele próprio não tem interesse de migrar da sua atividade parlamentar, do seu desempenho no legislativo, para uma atividade no executivo.
E talvez até essa candidatura à presidência da República seja uma forma do republicanos se livrar desse peso que eventualmente pode se tornar a campanha de Flávio Bolsonaro a partir das revelações já trazidas, as mentiras que foram contadas ali para esconder essas revelações.
Até agora, as próprias revelações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, elas não constituem ali um ato criminoso, mas a atitude do senador Flávio Bolsonaro de esconder, de não ser sincero, isso causou um dano. E se houver novas revelações que coloquem Flávio Bolsonaro numa posição de maior fragilidade, talvez seja o antídoto que o Partido dos Republicanos precise para poupar Tarcísio de Freitas, que vai ter a desculpa. Olha...
Meu partido tem um candidato a presidente, eu vou ter que fazer campanha pra ele. E aí ele não precisa ficar nos braços de Flávio Bolsonaro. E o próprio senador Cleitinho, que, salvo engano, está no meio do mandato, poderia ser candidato, sabendo que não venceria, e aí volta pro Senado, assim que acabaram as eleições. Muito interessante, muito interessante. Faz todo sentido. Deixa eu passar pro Diego, só pra gente arrematar essa discussão. Você, Diego, um minuto e meio.
Caniato, eu vou usar 30 segundos desse minuto meio para cada ponto que eu quero levantar sobre esse tema. O primeiro é o aspecto político disso. Eu vejo esse movimento como o republicano se chamando o bolsonarismo para a mesa de negócios, mais uma vez. Porque até as revelações de Flávio Bolsonaro sobre o Banco Master, existia um preço para estar no palanque de Flávio Bolsonaro. A partir dessas revelações, o preço sobe.
Entra naquela história. Ou nós temos um espaço maior no projeto, ou nós temos mais apoio do PL aos nossos candidatos pelos estados, ou nós teremos uma candidatura presidencial própria. Então, eu acho que esse é o grande ponto.
A outra questão, eu quero pegar o que o Mota disse e que eu concordo muito. Não existe hoje um critério muito apurado a respeito da consistência de um projeto político para nós falarmos de um cargo tão importante quanto a presidência da República. O que pensa o Republicanos na figura do senador Cleitinho para o nosso país? O que o Republicanos pensa para lançar uma candidatura presidencial?
Até porque a própria posição do senador Cleitinho, considerando o que você trouxe a respeito dos atributos pessoais dele, como ele se comunica, torna difícil nós sabermos as opiniões desse senador sobre as questões profundas da economia, da desigualdade social, da soberania nacional, enfim, de tantos temas que nós precisamos tratar para resolver os reais problemas do Brasil.
E aí o terceiro ponto é justamente a respeito dos atributos pessoais de Cleitinho. O Mota trouxe um discurso reeditado do falecido Enéas Carneiro, que questionava o preparo dos pré-candidatos à República. Pessoalmente, eu não reconheço no Cleitinho que tem...
sua trajetória política, que é digna de respeito, afinal, é um senador da República, mas é difícil reconhecer nele os predicados que são necessários pra um presidente de um país tão complexo quanto o Brasil. Então, é mais uma vez o jogo político sendo feito considerando as nuances da vez, né? As notícias da vez, e no caso agora, é o desgaste de Flávio Bolsonaro em relação à questão do Banco Master.
E o Partido Democracia Cristã abriu um processo disciplinar contra o ex-ministro Aldo Rebelo. Decidiu que ele será expulso do partido. A decisão é tomada após o então pré-candidato à presidência vir a público e proferir ataques ao presidente do partido, João Caldas.
Aldo chegou a dizer que Caldas estava preocupado com o avanço do caso Master em Alagoas. A capital do estado era comandada pelo filho de Caldas, João Henrique Caldas, conhecido como JHC. Em nota divulgada hoje, o partido diz que repudia veementemente os ataques contra a direção da legenda.
E que as atitudes de Aldo não condizem com os valores democratas cristãos. Aldo foi rifado pela cúpula do partido para dar espaço para a candidatura de Joaquim Barbosa. Essa decisão provocou um racha no partido. Agora de trás para frente você, Diego Tavares, 40 segundos. Democracia cristã e a possibilidade agora de expulsar Aldo Rebelo.
Olha, Caniato, eu retomo o que eu dizia a respeito da agenda do republicano. Serve também para o DC. Qual é a agenda do Democracia Cristã para dar um cavalo de pau nesse nível? Retirar um ex-comunista, um ex-ministro dos governos petistas e colocar como seu pré-candidato à presidência um ex-carrasco dos governos petistas, que é o ex-ministro Joaquim Barbosa? Isso deixa muito claro que não existe uma agenda.
dentro da sigla, para além da conquista do poder, da conquista de mais espaços de poder. E, infelizmente, isso se reflete na grande maioria dos partidos brasileiros. Se os partidos são a base da democracia brasileira, eles precisam começar a cuidar mais da democracia interna dessas instituições. Você, Cristiano Beraldo, e o processo para expulsar Aldo, o rebelo do democracia cristã. Lhe parece uma atitude democrática? 30 segundos.
Democrática e cristã, como a gente nunca viu, Caineta. É impressionante como um dirigente partidário traz uma figura que você pode discordar, como eu discordo de muitas coisas que Aldo Rebelo fala, mas é uma pessoa com quem você consegue ter uma conversa qualificada e aí você trata a pessoa assim para trazer outro.
Com que ambiente Joaquim Barbosa chegaria nessa disputa presidencial? É um desastre completo que vai manter o Democracia Cristã na mais absoluta irrelevância. Você dá a vila a 30 segundos. Democracia Cristã não passa moleque em Aldo Rebelo. Aldo Rebelo jamais deveria ter confiado nessa Democracia Cristã. Pra fechar você, Roberto Mota, 30 segundos.
Com pouquíssimas exceções, pode-se dizer que todos os partidos têm um dono. Desafiar o dono costuma ser pecado capital. Eu tenho uma experiência pessoal com isso. Resultado da enquete do dia. Vamos colocar a pergunta na tela. Qual foi o questionamento que nós fizemos? Você acha que ainda há espaço para outros nomes para a disputa da presidência da República? Poxa, vimos os nomes de Joaquim Barbosa, Aécio Neves.
Também Cleitinho aparecendo nos últimos dias. Para 59% das pessoas, não. Não há espaço. O cardápio já está definido. Para 41% das pessoas que entraram no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube, sim. Ainda há espaço para uma surpresa. Novos nomes que disputarão a presidência. Quero agradecer a todos que votaram na nossa enquete, nas duas plataformas.
onde a pergunta foi publicada. Um abraço aos nossos comentaristas, amanhã estaremos de volta e um abraço a você, pela parceria, pela audiência. Fique com o Jornal Jovem Pan, os principais destaques do dia. Fique na sintonia. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan