Flávio Bolsonaro diz que não irá em debates que Renan Santos comparecer
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (15):
A Polícia Federal oficializou a troca do delegado responsável por chefiar as investigações sobre desvios bilionários no INSS, uma das frentes mais sensíveis do combate à corrupção previdenciária no país. A mudança na cúpula do inquérito ocorre em um momento crítico e gerou reação imediata no Congresso Nacional, onde a oposição fala em perseguição e questiona os critérios técnicos da substituição.
Eduardo se pronunciou oficialmente sobre as recentes controvérsias envolvendo a produção do filme biográfico de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Rebatendo as suspeitas levantadas por setores da oposição, o parlamentar foi enfático ao afirmar que “não tem nada de irregular” no financiamento ou na execução do projeto.
O volume de procedimentos de fiscalização da Receita Federal voltados a autoridades e agentes públicos registrou uma redução drástica, operando atualmente com menos da metade da capacidade observada no passado recente. Dados divulgados pela Receita revelam uma queda de 54% em relação a 2019, ano em que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão de uma força-tarefa do Fisco que investigava movimentações financeiras de figuras dos Três Poderes.
Lideranças do Centrão e partidos da direita iniciaram articulações intensas para viabilizar uma nova chapa feminina à Presidência da República, composta pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pela senadora Tereza Cristina. A movimentação surge como uma tentativa de consolidar uma alternativa moderada e de forte apelo popular, buscando unir o voto conservador evangélico à força do agronegócio.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assinou o requerimento para a abertura da CPMI do Banco Master, invertendo o ônus da investigação sobre a base governista. Ao oficializar o apoio à comissão, o parlamentar passou a cobrar publicamente o posicionamento da esquerda, desafiando aliados do Planalto a também assinarem o documento. A estratégia visa neutralizar narrativas de que a oposição temeria as apurações, transferindo a pressão política para o governo.
Romeu Zema (Novo), foi formalmente denunciado pela PGR por calúnia após desferir duras críticas à atuação do Ministro Gilmar Mendes. A ação judicial baseia-se em declarações recentes do presidenciável, que questionaram a imparcialidade e o alcance das decisões vindas da capital federal.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou que não participará de debates ou eventos políticos que contem com a presença de Renan Santos, uma das principais lideranças do partido Missão. A decisão marca um novo capítulo na fragmentação da direita brasileira, com o parlamentar justificando que não pretende dar palanque a quem, segundo ele, atua para dividir o campo conservador.
Em meio a questionamentos sobre a gestão financeira e a organização da obra, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro esclareceu que sua participação no filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é estritamente institucional, reforçando que cedeu apenas os direitos de imagem da família para a viabilização do longa-metragem, sem envolvimento direto nas decisões da produtora.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
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- Investigação INSSTroca de delegado responsável pelas investigações · Desvios bilionários no INSS · Investigações sobre o roubo das aposentadorias · Possível proteção a aliados do governo Lula · Daniel Vorcaro
- CPMI INSS e Banco MasterApoio de Flávio Bolsonaro à abertura da comissão · Investigação sobre o Banco Master · Daniel Vorcaro · Carlos Viana
- Flávio Bolsonaro e VorcaroRecusa de Flávio Bolsonaro em participar de debates com Renan Santos · Fragmentação da direita brasileira · Renan Santos · Flávio Bolsonaro
- Renúncia de Romeu ZemaCríticas de Romeu Zema a Gilmar Mendes · Denúncia por calúnia pela PGR · Romeu Zema · Gilmar Mendes
- Ambição FemininaChapa com Michelle Bolsonaro e Tereza Cristina · Desgaste de Flávio Bolsonaro · Valdemar Costa Neto · Bolsonaro
- Cruzamento de dados pela Receita FederalRedução drástica de procedimentos fiscais contra autoridades · Queda de 54% na fiscalização em relação a 2019 · Suspensão de força-tarefa do Fisco pelo STF · Alexandre de Moraes
- Debates EleitoraisPapel dos debates na democracia · Debates como espetáculo · Narrativas e falta de aprofundamento em debates
Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, trazendo os principais assuntos do dia e contando sempre com a análise, a reflexão, as discussões entre os nossos comentaristas.
Eu sou o Daniel Caniato e você é o nosso convidado especial. Para começar, enquanto avança contra lideranças da oposição e do Centrão e vê vazar dados das suas investigações, a Polícia Federal tomou uma decisão.
substituir o delegado que chefiava o inquérito sobre os desvios no INSS e pediu inclusive apuração contra integrantes ou aliados do governo Lula. O delegado-chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, que teve o seu nome preservado...
Também foi o responsável por pedir a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, chamado de careca do INSS. Ele é apontado como líder do esquema. Essa troca no comando das investigações sobre o roubo dos aposentados levou o ministro André Mendonça a se reunir com a diretoria da corporação, onde cobrou esclarecimentos sobre esse assunto. Segundo a Polícia Federal, o inquérito dos desvios do INSS só foi enviado para a Divisão de Coordenação Geral de Repressão à Corrupção Então...
em razão a um suposto aumento de recursos para a investigação. Chamar os nossos comentaristas. Vamos ao Rio de Janeiro. Roberto Mota com a gente, acompanhando o noticiário. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Lá atrás, a Vilma.
expectativa de que esse caso fosse elucidado. Mas estamos observando algumas mudanças, inclusive a Polícia Federal tomando essa decisão, trocando o delegado que apurou o início do esquema, o roubo dos aposentados. Quais são as sinalizações? O que podemos esperar? Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite à nossa audiência.
É difícil fazer uma leitura de um caso como esse, de um sinal que pode não significar nada. Mas é muito fácil fazer uma leitura do Brasil, baseado no que aconteceu nos últimos anos aqui.
E a história recente do Brasil é uma história de investigações que só avançam quando isso interessa a quem manda no Brasil. Eu não vejo nenhuma razão para que isso seja muito diferente agora.
Eu sempre disse do meu ceticismo em relação a essa expectativa de que os casos do INSS e do Banco Master sejam elucidados. Eu acho até essa palavra, eu acho que ela não é muito adequada.
porque a gente já sabe o que é importante. O que o cidadão espera é mais do que elucidação. O que o cidadão espera é a punição de quem comete crime, principalmente das pessoas poderosas envolvidas, mas no Brasil, por enquanto, isso continua sendo apenas uma esperança.
A notícia em destaque, a decisão tomada pela Polícia Federal que trocou o chefe, o responsável, pela apuração do roubo das aposentadorias e pensões, o esquema de desvios no INSS. Chama o Luiz Felipe Dávila para trazer também suas impressões a respeito desse caso. Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.
É natural que muitos questionem que cause espécie, estranhamento, esse tipo de troca por parte da Polícia Federal. A oposição, inclusive, menciona a possibilidade da decisão proteger aliados do presidente da República. Talvez seja prematuro afirmar isso, mas é preciso ficar muito atento a essas movimentações, não?
Boa noite, Caniato, boa noite aos meus colegas e boa noite a nossa querida audiência. Caniato, o ditado popular diz onde há fumaça há fogo. Talvez seja o ditado que mais esclareça.
a sequência de escândalos que abalam o Brasil. Só no INSS, roubo do INSS, nós estamos falando que mais de 40 anos de escândalos sempre pipoca uma roubalheira dos aposentados, de benefícios, e no fundo um ou outro acabam presos e as coisas não andam.
Segunda coisa que chama a atenção, essa tradição de encobertar casos, esse cabrós de roubo do INSS, é justamente a politização de órgãos de Estado, o aparelhamento de órgãos de Estado.
Isso é algo gravíssimo que vem acontecendo. Ontem mesmo eu comentava que o delegado-geral da Polícia Federal, quando para para tomar uísque com o Vorcaro e colegas dos outros poderes, parece que ele está perdendo a compostura que exige o cargo que ele ocupa, principalmente quando tem que investigar companheiros de uísque. Aí fica mais difícil aí.
Além disso, agora, a mudança do delegado que investigava o rombo da Previdência ou do INSS. Por que isso chama atenção? Porque foi esse delegado...
que pediu a prisão preventiva, por exemplo, do careca do INSS. Foi esse advogado que investigava o elo entre o filho do presidente da república, o careca do INSS e uma triangulação de movimentação de recursos justamente do dinheiro desviado.
Portanto, chama muito a atenção mudar uma pessoa que estava liderando o caso porque estava chegando demasiadamente perto de gente muito poderosa.
Isso traz uma suspeita que não deveria existir em instituições de Estado, que as instituições de Estado podem estar cumprindo um papel político em vez de ser guardião das questões do Estado brasileiro. E isso é extremamente preocupante.
A reflexão dos nossos comentaristas a partir da decisão que foi tomada pela Polícia Federal a troca de figuras envolvidas no procedimento de investigação do caso do INSS. Quais são as sinalizações? Havia no passado, há alguns meses, a indicação de que isso seria prioridade, celeridade. Era preciso dar respostas, elucidar o caso, identificar quem eram os responsáveis. E aí, meses se passam...
E aí a PF toma a decisão de trocar uma figura. O que isso pode significar? Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. O Beraldo está com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Beraldo, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Mais uma vez no noticiário o caso do INSS. E agora, não para trazer uma novidade em relação à investigação, o avanço da investigação, uma descoberta, uma figura que acabou, sei lá...
mandando dinheiro para o exterior. Não, não se trata disso. Uma decisão tomada pela Polícia Federal à troca de um delegado. Claro que não temos todas as informações, mas o que é preciso considerar a partir dessa decisão e, obviamente, olhando para os próximos passos. Bem-vindo.
Obrigado, boa noite a você, Caniato, boa noite ao Dávila, ao Musa, ao Mota e à audiência que prestigia diariamente os Pingos nos Is. Caniato, esse é um momento do Brasil muito estranho, né? Nós estamos vendo coisas acontecendo com uma desenvoltura.
O Brasil já foi palco de coisas muito absurdas, mas a gente vê que as instituições, que são instituições de Estado, respeitadíssimas, instituições tradicionais, como é o caso da Polícia Federal, que tem grandes, imensos, importantes serviços prestados ao Brasil, mas que...
nos tempos recentes, vai passando por um processo que causa, certamente, uma reação até interna dentro da própria corporação. Porque, num país sério, se o Brasil fosse considerado, de fato, um país civilizado, se o Brasil fosse um país normal, o fato do diretor-geral da Polícia Federal...
confraternizar com alguém que posteriormente foi pego numa fraude, mas degustando 3 milhões de reais em uísques numa noite. Não é que era um estoque para um ano, 10 anos, porque 3 milhões de reais é dinheiro para burro. Não, não. Foram queimados em uma única noite degustando uísques. Estava lá o diretor-geral da Polícia Federal. Fosse o Brasil um país sério...
o próprio diretor teria pedido para sair quando isso veio à tona, mas não. Então, no atual Brasil, no atual governo que estamos vivendo...
Todos os pecados são perdoados se forem cometidos pelos amigos do rei ou da rainha ou por aqueles que defendem os interesses do rei e da rainha e dos seus amigos. Então, essa situação é uma situação completamente bizarra. E, pelo que nós estamos vendo, todo aquele que ousar interferir...
no caminho, nos desejos, nas estratégias de conquista de poder e manutenção de poder, porque esse é um ano eleitoral e eles não estão a fim de ir para casa, eles serão atropelados. Então agora nós estamos vendo mais um exemplo de como a reação se dá para aqueles que atuam pelo bem do Brasil, pelo bem da verdade e da moralidade, mas que contrariam interesses das pessoas mais poderosas atualmente.
Só para fechar essa discussão, deixa eu chamar o Bruno Musa. O Musa também vai trazer suas observações, seus apontamentos. Musa, ao longo do processo de investigação, nomes de pessoas conhecidas, parentes de autoridades, mesmo congressistas, até senador foi citado, conectado a essas figuras que estariam no meio desse processo de desviar recursos de aposentados e pensionistas.
Você teme que um grande acordo, nesse caso também, avance? Porque você menciona a possibilidade de acordão para outros escândalos. Para esse, me parece que o roteiro se repetiria. Pelo menos muitos falam nessa possibilidade, né? Bem-vindo. Boa noite, Caniato. Mota, Beraldo, Dávila. Beraldo, bem-vindo ao Brasil da loucura. Bom, e principalmente, perdão a todos que nos escutam no Brasil inteiro.
Mais um dia, como eu sempre falo, de suco de Brasil, né? Qual é ou quais são os motivos pelos quais, Caneato, nós teríamos para imaginar que esse caso seria diferente do que se tornou padrão no Brasil? Padrão significa matarmos todo o processo que começa a andar e que poderia chegar em pessoas grandes da burocracia brasileira.
Veja, me parece que estamos falando, falaremos mais adiante, de um teatro para fazer a CPI do Master. Se quisessem, de fato, instaurar, já teriam instalado essa CPI do Master e descoberto realmente todos os indícios tão claros e tão óbvios que estamos falando aqui quase que diariamente com relação a tudo isso. Portanto, no Brasil há um mecanismo padrão que não é de agora, é um mecanismo padrão que vem...
desde muitos e muitos e muitos anos atrás, onde os incentivos perversos fazem com que toda e qualquer situação da política brasileira seja tapada os olhos quando nos deparamos com a corrupção tomada pelo funcionalismo público, ou melhor, por uma parte do funcionalismo público da máquina estatal.
Você tem, como eu sempre falo, todo e qualquer mecanismo funcional para que a corrupção se instale por lá. Vamos criar burocracias para dificultar todo o processo e conseguirmos comprar pessoas no meio do caminho e você cria esse mecanismo como um todo. E quando chega na alta cúpula, todo o processo passa a ser ou extinto, ou deixado de lado, cancelado, anulado.
Ou simplesmente esquecido, porque no dia seguinte já temos um novo escândalo. O que nos levaria a crer que esse processo é diferente? Ontem, Caniá, ontem nós mencionávamos aqui a respeito da possível perseguição que a Polícia Federal está fazendo à oposição.
Ontem nós mencionamos, como todos aqui agora meus colegas colocaram, em um país normal fica óbvio que naquele clube do uísque o país já deveria ter parado. Mas aqui viramos a página. E agora, em meio a esse processo, dessa eventual perseguição de uma instituição tão importante,
Com a oposição, agora tem uma troca de delegados. Afinal de contas, o esquema do NSS está chegando em pessoas muito, muito grandes. Ou estava chegando. Provavelmente será brecado. Então, minha resposta óbvia para começar o dia de hoje é o que nos levaria a crer que dessa vez seria diferente, Crenhato?
A gente vai seguir acompanhando esse caso. Qualquer novidade, atualização, a gente traz ainda nesta edição de Os Pingos nos Is. Tem uma outra informação, um outro destaque que repercutiu muito durante a tarde. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro se manifestou nas redes sociais sobre a polêmica envolvendo os recursos do filme Dark Horse. A nossa produção, inclusive, separou esse trecho. Acompanhe.
Com o dinheiro dos recursos da ação conservadora, eu peguei 350 mil reais, transformei em cerca de 50 mil dólares e mandei para os Estados Unidos. Por quê? Para garantir o contrato com o diretor de Hollywood, para que ele pudesse fazer o roteiro, começar a rascunhar, desenhar essa história, que lá na frente, se conseguimos um investidor, ou um grupo de investidores, fazer o filme acontecer. Então a gente conseguiu segurar...
Diretor de Hollywood, dois anos com esse contrato. Que eu fui um louco, que eu coloquei todo o risco somente para mim. Estava chegando no final desse contrato. Nós iríamos perder o diretor de Hollywood quando surgiu a possibilidade de um grande investidor vir a nos ajudar a fazer o filme, que depois acabou sendo um pool, vários investidores. Então, não tem nada além disso.
Está aí a publicação de Eduardo Bolsonaro explicando a conexão dos integrantes da família, especialmente a participação dele e conectando as notícias que saíram, as articulações dele para conseguir os profissionais adequados para a produção e realização desse filme Dark Horse, que conta a vida do pai. É uma biografia de Jair Bolsonaro. Chama o Roberto Mota para...
Trazer suas impressões. São tantas notícias, informações, números, versões em relação a esse episódio, né, Mota? E aí, no meio, tem o filme Dark Horse, que é uma obra audiovisual produzida nos Estados Unidos com profissionais norte-americanos, estrangeiros, principalmente.
parte do recurso pago em dólar, né? Afinal, ainda que muitos investidores tenham feito as contribuições e os aportes em reais, os pagamentos são feitos em dólares pelo filme estar sendo rodado no exterior. Mas o que achou dessa fala, essa explicação de Eduardo Bolsonaro, reforçando que não teria nada de irregular, e a maneira como os veículos de comunicação e outras figuras da política têm tratado do caso?
A explicação do Eduardo faz todo sentido, é uma explicação que tem lógica e não há nada nos documentos divulgados que diga que essa explicação não é verdadeira. Ontem eu comentei aqui.
O Intercept está seguindo a receita habitual de fatiamento de escândalos. Eles devem ter uma grande quantidade de material, a gente não sabe quem deu pra eles isso. Eles fatiam, selecionam e publicam os pedaços que interessam. E aí eles mesmos vão juntando os pedaços e criando uma narrativa.
Publica um pedaço hoje, deixa repercutir, espera as reações, amanhã publica um outro pedaço. E o tom é sempre de escândalo, dando a entender que coisas graves aconteceram. É embora, como a gente já disse aqui...
Até agora, não há evidência nenhuma de nada errado. Não há evidência de que nenhum crime foi cometido. Agora sai essa informação aí de que Eduardo seria um dos produtores executivos.
O que isso significa? Ninguém sabe ao certo, porque ninguém entende muito bem desse negócio de cinema, a maioria das pessoas, ninguém sabe muito bem o que é que um produtor executivo faz. No documento que o Intercept listou, o contrato, tem uma lista enorme de tarefas lá.
E o próprio Intercept diz, olha, eu não sei, nós não sabemos disso aqui, o que foi exatamente feito. Mais uma vez, não se sabe o que exatamente aconteceu, mas o importante é divulgar com uma manchete escandalosa. E o objetivo dessas matérias já foi plenamente atingido, porque ninguém fala sobre outro assunto hoje no Brasil.
o foco do escândalo do Banco Master, que estava em outro lugar, vocês lembram? Onde estava o foco do escândalo do Banco Master? Ele mudou para Flávio e Eduardo Bolsonaro. Então, eu acho que em algum lugar, alguém já pode dizer, missão dada, missão cumprida.
E Eduardo Bolsonaro também criticou a reportagem publicada pelo The Intercept Brasil. Segundo ele, o objetivo é arruinar a pré-candidatura do irmão Flávio Bolsonaro. Vamos acompanhar. O Intercept está fazendo um vazamento seletivo.
Algo criminoso para tentar assassinar a reputação do Flávio Bolsonaro, porque ele lidera as pesquisas para presidente. Não tem nada de legal, nada de regular. Mas ainda assim, eles vão tentar emplacar as suas narrativas, se apegando a termos técnicos, para tentar manipular você a imaginar que nós estamos mentindo.
Está aí esse trecho da fala de Eduardo Bolsonaro, dizendo que o site fez um vazamento seletivo, criminoso, com o objetivo de prejudicar Flávio Bolsonaro e sua pré-candidatura. Você, Dávila, faz sentido a declaração, a defesa de Eduardo Bolsonaro, mas é preciso também destacar que Flávio talvez tenha cometido algum erro, principalmente em não...
revelar para os seus apoiadores alguma conexão ou contatos que ele teve com o Vorcaro, talvez, né?
Benito, essa história está cada dia mais enrolada e mais mal explicada. A única forma de parar um boato é mostrar a verdade, é ser transparente. Mostre tudo do dinheiro levantado do filme, os recibos, para quem foi dado, quando foi pago. Agora, a sequência de fatos nesses últimos dias...
É uma tragédia. E aí você pega uma publicação que vai fazendo essa divulgação seletiva e isso, evidentemente, começa a soar como verdade. Primeiro.
O senador Flávio Bolsonaro disse que era tudo mentira que não tinha dinheiro do Banco Master. Segundo, disse que não conhecia Vorcaro. De repente, ele conhece Vorcaro, tem trocas de mensagem até mostrando certa intimidade com Vorcaro. Disse que recebeu dinheiro. Aí disse que o dinheiro foi dado a uma produtora. Aí, no dia seguinte, a produtora disse que não recebeu um centavo do dinheiro.
Aí descobre que esse dinheiro foi enviado para uma empresa lá nos Estados Unidos, onde estava o nome de Eduardo Bolsonaro como produtor executivo. Então, tudo isso que vem à conta gota...
mostra uma situação de ausência de transparência. E quando não há transparência, há sim esse mal-estar que fica no ar, que tem coisa errada por trás. Então, não é só a questão dos fatos, é a questão como os fatos vêm sendo desvendados ao longo do tempo. Mostra sim.
Uma pessoa enrolada que não consegue explicar uma coisa que deveria ser uma transação óbvia. Bom, se levantei dinheiro, tá aqui os recípes, o dinheiro tá aqui, o filme tá sendo feito, é isso aqui, acabou. Mas por que que isso não existe?
E hoje existem outras declarações do senador Flávio Bolsonaro dizendo que não capaz que tenha outras ligações, outros contatos meus com o Vorcar. Ou seja, está cada dia mais enrolado. O tal do filme Dark Horse fez um segundo filme no Brasil que pode chamar-se de o filme do rocambole. Cada dia esse negócio está mais enrolado, mais esquisito e isso evidentemente debilita a campanha e a credibilidade.
da campanha de Flávio Bolsonaro. Pois é, o que a gente tem observado aqui, Flávio, acho que talvez por conta das muitas análises e cobranças dos jornalistas, dos nossos analistas, sobre a necessidade de ser transparente, Flávio ontem concedeu entrevista a um canal de notícias. Hoje, uma nova entrevista à tarde, inclusive para esse canal de notícias no dia de hoje, o Flávio Bolsonaro fez uma menção a esse.
contrato. E ele disse que esse contrato era antigo e diferente do documento válido para a produção. Ou seja, tem um contrato que foi firmado depois. Então, essa é a primeira minuta. Então, há alterações feitas nas versões dos contratos. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, analisar essa situação que envolve o contrato, as informações divulgadas pelo Intercept.
as justificativas de Eduardo Bolsonaro e a dúvida que paira. Os veículos de comunicação se debruçam, tentam conectar os pontos, mas, como disse o da Ávila, é uma história enrolada. Muito enrolada e o pior é que eles próprios estão enrolando a história mais do que era necessário.
O que faltou desde o início era a transparência. Porque quando você se organiza como uma empresa ou como um produtor para fazer um filme de uma história que alguém está interessado em fazer, tem contato em Hollywood e tal, não tem problema nenhum. É atividade absolutamente regular. Não é por aí que vai ter um grande escândalo. Onde é que está o grande problema?
é não ter sido transparente desde o início. Até porque esse assunto começou a enrolar de tal maneira e a gente vai vendo cada hora tem uma nova informação, aí vai se remendando porque revelam alguma outra coisa, aí vai explicando. Isso fica muito feio.
Do que se está falando aqui, se houve irregularidade, então, por exemplo, se houve um repasse de dinheiro de Daniel Vorcaro para, de alguma forma, direto ou indiretamente, custear a realização desse filme, porque houve uma troca de favores, e aí houve uma atuação do senador Flávio Bolsonaro para favorecer... Isso tem que ser investigado pelas autoridades competentes, as explicações têm que ser dadas durante a investigação. Isso é um tema.
Mas o que nós estamos analisando aqui é qual é o impacto deste rolo para a eleição presidencial desse ano. E o impacto houve justamente pela falta de transparência, pela falta de sinceridade com o eleitor. O eleitor está sem paciência para ser feito de trouxa. Então não adianta tratar o eleitor como um boboca.
O eleitor, ele demanda que você seja sincero. Você, como candidato, você tem que ser sincero. Olha, pessoal, estão falando sobre esse assunto. Esse assunto é assim, ó. A, B, C, D, E, F. O dinheiro foi pra cá, foi pra lá. Foi assim que aconteceu. Nós não tínhamos absolutamente nenhuma razão pra desconfiar. Ele dá lá as justificativas que ele quiser.
E está tudo certo, vida que segue. Se tiver alguma coisa a ser investigada, você não vai investigar. Mas não, aí fica fazendo esse sabão e vai para lá e vai para cá. Obviamente isso é uma sequência de vazamentos que ainda vão acontecer. Outros aspectos, alguns talvez relevantes, a maioria provavelmente irrelevantes. Mas é assim que a dinâmica acontece. Esse pessoal sabe fazer maldade. Afinal de contas, a esquerda brasileira comanda o país há décadas.
Então, eles sabem como fazer maldade. Se eles têm uma história para queimar o inimigo, eles vão soltar lá um pedacinho, aí deixa o sujeito vir, se explica, aí eles vão, soltam mais outro pedaço, que é para já deixar ali aquela justificativa inválida, e até a pessoa se queimar inteira. Então, não é possível de pessoas que estão jogando esse jogo...
que estão em primeiro colocado ali na pesquisa para vencer a eleição no segundo turno, que eles vão se deixar enrolar por uma estratégia manjada da esquerda brasileira. Porque se estão se deixando enrolar por isso, é sinal de que, primeiro, não tem equipe para fazer uma campanha presidencial vitoriosa.
Segundo, eles não estão preparados para jogar esse jogo, o que seria uma coisa, sim, surpreendente. Afinal de contas, a própria família, através do pai Jair Bolsonaro, esteve no poder por quatro anos. Então, assim, resumindo, Caniato, uma confusão que me parece completamente desnecessária.
Chama o Bruno Musa, Musa trazer as impressões dele. Antes disso, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas. Musa, durante a tarde você trouxe no nosso grupo interno de notícias destaques a respeito das manifestações de Flávio Bolsonaro.
para os veículos de imprensa, ele mencionando a reportagem do Intercept, o segundo texto divulgado pelo site, depois o anúncio de que Eduardo Bolsonaro iria explicar a participação dele na captação de recursos. Enfim, como você tem visto essas informações soltadas em pílulas e também as explicações de maneira...
segmentada, né? A cada informação divulgada, chega um dos integrantes da família, principalmente Flávio e Eduardo, e explicam aquela parte em especial. Não seria melhor uma coletiva de imprensa pra contar absolutamente tudo? O início, meio e o fim? Qual é a participação da família na produção, captação e articulação para a realização desse filme?
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Veja, Caniato, eu não sou jornalista, eu sou economista, mas vou dar a minha versão aqui a respeito disso, de soltarem pílulas, como você está falando. Eu, enquanto, digamos, leitor, ouvinte, não do Intercept, mas de qualquer meio de comunicação, eu não acho, eu não diria, e essa é uma opinião Bruno Musa.
Se você tem uma informação importante a ser revelada para o país, um trabalho sério e profissional de jornalismo colocaria tudo às claras. É isso. Tem esse vídeo, tem essa matéria, tem esse contrato, tem isso. Me parece que soltar aos poucos essa pílula é uma estratégia de tentar desidratar o outro lado.
portanto eu acho que na minha opinião não é um trabalho sério não é um trabalho profissional consequentemente afeta a confiança que eu deposito em um determinado portal ou site como eu falei, é a minha visão
E como nós aqui diariamente batemos na tecla da importância e necessidade da previsibilidade jurídica através de respeitar a Constituição, Caniato, eu sou aqui um dos primeiros e me sinto na obrigação de colocar. A Constituição fala que o ônus da prova cabe àquele que acusa.
E aquele que está sendo apontado como suposto corrupto, ele tem o direito de se defender. Então vamos dar nome aos bois. Se a Intercept está colocando isso em pílulas, cabe a ela a obrigatoriedade de mostrar, portanto, tudo isso que ela está colocando em pílulas, que deveria ser uma carta aberta.
Enquanto isso, aqueles que estão sendo acusados devem ter o direito de se defender e mostrar tudo isso para a população. Olha, do que estão acusando, não é verdade. Aqui estão os contratos, aqui estão as notas, aqui estão os responsáveis por tudo isso que aconteceu. Deixem as claras.
Agora, algum ponto chama atenção, que foi o que nós mencionamos ontem. Para mim, basicamente, dois pontos chamam atenção que cabem à obrigação do esclarecimento, que é justamente o seguinte. Um, o primeiro ponto, ele mentiu. Por que é que o Flávio Bolsonaro mentiu quando ele falou que não tinha nenhuma ligação do financiamento do Vorcaro com o filme?
O financiamento em si não configura nenhuma ilicitude. Então, por que é que ele mentiu? Vamos deixar ele falar e provar, então, o ponto dele. Ótimo. Quero muito que isso aconteça. O segundo ponto é aquela conversa um dia antes dele ser preso, em que ele falou, estamos juntos, estaremos juntos, um dia antes dele ser preso. Isso me chamou a atenção. Acho que cabe a ele mostrar a todos nós o porquê disso tudo.
Então, são esses pontos que me chamam aqui. Sobre o ponto de ser aos poucos, como eu falei da Intercept, repito, para mim, não é um trabalho digno de um portal profissional. Então, vamos esperar para ver e eu espero que tudo isso seja muito bem aclarado. Até mesmo para a campanha do Flávio, isso é crucial. Realmente estou torcendo para isso.
Tem várias outras informações relacionadas a esse caso. A gente vai trazer daqui a pouquinho, inclusive, essas outras novidades. Só quero receber agora a rede Jovem Pan de volta com a gente. Tem uma outra informação, uma outra notícia. Daqui a pouco a gente volta a tratar desse episódio, desse caso.
No ano passado, a Receita Federal abriu 1.437 procedimentos fiscais contra agentes públicos que integram a lista de pessoas que ocupam cargos relevantes, cargos importantes, como parlamentares, ministros, juízes e seus familiares, chamadas PPEs.
Matheus Dias, chegar ao vivo, vai trazer os detalhes dessa informação. Matheus, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. O número, então, dessas investigações, dessas apurações, caiu pela metade desde 2019. Esse é o levantamento? Esse é o estudo? Conta pra gente.
É isso, Caniato. Uma ótima noite a você, a quem nos acompanha aqui no Pingos nos Is. Mais da metade, aliás, em 2019, comparando de 2019 para cá, a queda foi de 54%. Sendo que em 2019, mais de 3 mil processos foram abertos. Naquela ocasião, havia uma força-tarefa criada pelo Fisco para...
Investigaram ali mais de 800 agentes públicos, na época 15 ministros de tribunais superiores, 56 deputados federais e 31 senadores foram investigados, claro, sobre inconsistências no pagamento de impostos.
Só que na época, essa tropa de elite de auditores, como ficou caracterizada na época, foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, ele que, segundo informações da Receita, teria suspendido essa força-tarefa dentro do inquérito das fake news. E essa suspensão fez com que de lá...
Para cá, mais da metade dos inquéritos diminuíssem, então tivesse uma queda de mais de 54% nessas investigações da Receita Federal sobre pessoas consideradas de caráter público e político, né, Caniato? No ano passado foram abertos apenas 4 juízes, 37 deputados federais e 6 senadores, se a gente compara, de 800 abertos apenas por essa...
Essa força-tarefa em 2019, no caso 1.800 no todo, em 2019 a gente tinha mais de 3 mil. Caiu, claro, mais da metade. Procedimentos fiscais, então, são abertos quando o Fisco e a Receita Federal identificam inconsistências do pagamento de impostos, mas a Receita afirma que mesmo com essa queda, pessoas politicamente expostas ainda estão no radar mais atento do que pessoas consideradas as comuns na sociedade. O fato é que teve uma queda relevante, né, Caniato?
Dúvida alguma. Pois é, a gente vai seguir acompanhando. Matheus, naturalmente, sempre apurando as notícias. Qualquer novidade, ele volta aqui na programação da Jovem Pan. Valeu, Matheus. Bom trabalho para você. Deixa eu chamar o Roberto Mota para trazer as impressões desse levantamento que revela uma informação importante, né, Mota? Fiscalização da Receita contra as autoridades caindo 54%. Isso pode sinalizar uma série de coisas. Mas que muita...
atividade ilegal, errada ou algum erro de protocolo tenha passado nesse intervalo de seis anos. A surpresa é que a fiscalização não tenha caído 100%, né, Caniato? Imaginem vocês a coragem que um fiscal da Receita precisa ter para iniciar um procedimento contra uma figura poderosa da República.
A verdade é que ninguém gosta de pagar imposto para o Estado, nem mesmo aqueles que trabalham para o Estado. Os cargos mais poderosos do Estado são também aqueles que têm os salários mais elevados naturalmente.
o que é uma afronta completa à noção de que a missão principal do Estado é combater a desigualdade.
A gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Daqui a pouco a gente volta a tratar desse levantamento que aponta essa queda importante na fiscalização da Receita Federal contra essas autoridades. Bem, deixa eu só retomar com os nossos comentaristas uma discussão que nós fazíamos há pouco a respeito de um posicionamento feito nas redes sociais por Eduardo Bolsonaro. A explicação dada por ele sobre a maneira como ele atuou para...
captar recursos ou, de alguma maneira, ajudar na produção, na identificação dos profissionais que fariam parte dessa obra audiovisual. Inclusive, obra que nem é realizada no Brasil. Tem artistas, atores e atrizes estrangeiros.
Deixa passar agora para o Bruno Musa, porque o Musa não falou a última rodada a respeito desse caso. Você, Musa, queria que você trouxesse a sua reflexão e a sua impressão sobre quais são os próximos passos do PL e da campanha.
de Flávio Bolsonaro, quando a gente observa a energia que eles estão gastando para explicar esse caso e esse episódio. Se nós passássemos para os desafios eleitorais, o que a gente precisa considerar em relação à pré-campanha e ao PR, olhando para esse caso?
sinceramente, Caneato, eu não tenho a menor ideia e eu acho que eles também não têm, porque tudo depende ainda do que virá à tona, se é que virá alguma coisa à tona. Como eles explicarão esses gaps que estão ficando pelo caminho, como isso será interpretado pelos eleitores.
Para aí sim você ir tomando uma decisão. É impossível ele conseguir determinar um caminho agora quando qualquer coisa fora do controle de cada um do PL possa acontecer e tenha que mudar essa trajetória. Então eu acho que cabe uma atenção muito importante. No íntimo de cada um, todos sabem se tem mais coisas para ser divulgadas ou não. E aí isso determinará qual caminho vamos seguir. Se de fato você percebe mais pessoas acuadas, isso significa que...
talvez tenha mais coisa por sair e que vamos entender e vamos reagindo a cada uma das porradas que nos dão. Ou, não, não tem mais nada, tudo que eu falei aqui é verdade e a gente consegue comprovar. Ótimo. Então vamos pra cima com a verdade, porque a verdade é implacável. E tem tempo suficiente pras eleições pra se provar da toda essa verdade defendida pelo Flávio e pelo Eduardo Bolsonaro agora.
Se isso for comprovado, tem tempo suficiente para que essa suposta mudança da preferência eleitoral, ela mude com o tempo. São meses. E repito uma coisa importante que nós falamos ontem aqui. Me parece quase que impossível, apesar de termos alguns casos disso no Brasil, como eu mencionei ontem, por exemplo, em Minas Gerais, de pessoas que são eleitores de Flávio Bolsonaro, de Zema ou de Caiado.
migrarem para Lula. Isso me parece amplamente difícil de acontecer. Tanto é que, mesmo se olhamos os mercados preditivos, o Lula não cresceu. Ele continuou estagnado ali, cresceu um pouquinho, mas marginal. O que aconteceu foi o Flávio cair. Para onde foram esses votos? Quem vai conseguir capitalizar isso em caso de Flávio perder essa atração? Mas ele só vai perder a atração se ele não conseguir comprovar.
Vamos deixar que ele atue dessa forma. Então, eu acho que esse é um caminho, são os caminhos únicos que o PL tem. Então, de fato, o que eu acho, não sei, porque eu realmente não sei se o Intercept soltará mais alguma coisa, se é que tem mais alguma coisa, e se ele conseguirá comprovar o Flávio Bolsonaro que o que ele tem até o momento comprove a sua inocência. Então, eu acho que esses são os dois pontos que serão determinantes daqui pra frente.
Pois é, chamar o Cristiano Beraldo, porque Flávio Bolsonaro tem mostrado, pelo menos, disposição, viu, Beraldo? E atendendo aos convites ou aos chamamentos dos veículos de comunicação. Ontem concedeu entrevista a uma emissora de notícias, hoje mais uma longa entrevista para explicar e trazer os seus pontos para...
Responder aos questionamentos dos jornalistas. Agora, é preciso olhar também para inconsistências, armadilhas, cascas de banana e também colocar em perspectiva a delação de Daniel Vorcaro. Porque eu fico pensando, poxa, ok, a versão colocada, eles explicam todos os pontos. Aí tem a delação de Daniel Vorcaro. Será que Daniel Vorcaro vai compartilhar todas as mesmas informações? Porque em tese ele não sabe o que está acontecendo aqui fora. Em tese.
Pois é, Caniato, são muitos pontos de interrogação e muitas incertezas. E a única forma de você se safar numa situação dessa é antecipando e colocando às claras todos os aspectos.
Isso só não acontece se você não puder fazer isso, porque, caso contrário, não é uma decisão lógica ficar omitindo e explicando conforme as notícias são publicadas. E eu até vou aqui discordar do meu amigo Musa.
Porque, Musa, o trabalho da imprensa, ainda mais de uma imprensa declaradamente militante, ele vai fazer isso. Isso aí está no jogo, entendeu? Não dá para a gente esperar que você entra no ringue do vale tudo e vai reclamar que tomou uma rasteira. Não, você já sabia que a regra era essa. É isso que se faz assim que eles agem.
O que se precisa é ser mais inteligente e se preparar, porque essas coisas vão acontecer. Portanto, Caneato, eu volto aqui a dizer, de concreto até agora, nós não temos um elemento de comprovação de...
Algum crime, de uma picaretagem, de que pegou dinheiro que veio lá do consignado e repassou, que foi um pagamento de algum favor feito com base no mandato ou do Eduardo como deputado ou como senador do Flávio Bolsonaro. Isso não existe. Neste momento, com as informações que nós temos, não há elementos que indiquem uma ilegalidade no que aconteceu.
Só que aí você entra na questão, primeiro, moral. Quando você vê revelado um esquema em que a pessoa que foi um financiador importante, ao que parece, há pessoas que negam, enfim, a gente não sabe exatamente, mas ao que parece ele foi um financiador importante. E ele se revela que ele é um fraudador, uma pessoa que estava ali tendo acesso a dinheiro porque estava cometendo crime.
Uma pessoa pública tem que se antecipar. Dizer, olha, opa, pessoal, isso aqui aconteceu, mas, na verdade, a dinâmica foi essa e essa e vamos devolver o dinheiro, vamos fazer o que, mas, enfim, você se antecipa a isso.
Outra coisa é você negar, ser pego na mentira e na hora de explicar você vai explicando conforme as notícias vão saindo. Você virou escravo da dinâmica e a dinâmica só favorece o oponente. É isso que se está vivendo e não há razão, no meu entender, para que uma campanha presidencial...
haja dentro da sua estratégia de comunicação dessa forma. Isso é que me chama muita atenção. Por que isso?
Enquanto isso, o eleitor comum, a pessoa comum, está olhando e fala, pô, tem coisa estranha aí, esse negócio não está certo não, eu estou me sentindo aqui sendo feito de bobo. E aí vem o dano eleitoral. Para onde esse voto vai? Reforço o que disse ontem, esse voto não vai para a esquerda, esse voto vai ficar no campo da direita. Mas a candidatura de Flávio Bolsonaro é que pode perder força.
Pois é, como o Beraldo fez uma menção a respeito de uma reflexão, um pensamento do Bruno Musa, vou só passar um minutinho para o Musa, se quiser fazer um complemento. Vai lá, Musa.
Eu, Beraldo, eu não discordo de você não, de forma nenhuma, tá? O único ponto que eu coloquei é que eu não considero isso um trabalho profissional. Consequentemente, não passa no meu crivo de confiança. Não seria uma empresa na qual eu confiaria. Esse é o meu único ponto. Mas surpresa, surpresa que uma mídia militante faça isso e que ela tem um lado declarado, isso me surpreende absolutamente zero. O que eu concordo com você, que quem resolve dar as caras tem que saber que esse é um mecanismo de trabalho.
Até por isso eu fiz aquele adendo lá. Eu, como ouvinte, eu como leitor, não confio em quem faz isso, porque eu não acho, não julgo que isso é um trabalho profissional. Pois é, mas acaba rendendo muito clique, né? Muito acesso e causa um estrago fora do comum em uma estratégia eleitoral. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. Dávila, você e várias pessoas da nossa audiência acabaram se utilizando de um termo.
que você acabou usando em um dos seus comentários, um caso muito enrolado. O que é preciso a campanha para tentar se antecipar? Novas reportagens, textos do Intercept, talvez algum áudio que revele nada, mas que cause um estrago ainda maior. O que é preciso fazer? Se antecipar? Política de redução de danos? Enfim, fico pensando no PL neste momento. Claro que agora os integrantes do PL falam em... ... ... ... ... ... ... ...
Apoio total, a pré-candidatura continua, já passou, acreditamos no Flávio, enfim. Não esperávamos algo diferente disso. Mas tem algo a mais que a campanha pode e deve fazer? O Beraldo trouxe um ponto fundamental.
Você é dono do seu destino quando você tem controle sobre as informações. Se você divulgar as informações de maneira reta, objetiva, transparente, esvazia completamente as reportagens do Intercept.
Agora, se cada vez que você vai explicar uma coisa, se enrola pra dar a explicação correta, isso fomenta a imprensa da boataria, como bem disse o Bruno Musa. Só tem um jeito, a transparência total o mais rápido possível. Quanto mais as explicações forem dadas de conta a gota e não esclarecer, apenas levantar mais suspeita,
Mas a indústria do boato sai ganhando. Então isso não tem outro remédio, Caniato. Ou você entrega ali todos os dados com transparência. O que aconteceu, onde está o dinheiro, como foi usado, empregado. E aí esvazia, porque aí não tem notícia. Não tem especulação a ser feita nessa indústria da boataria. Mas se isso não for feito...
você será refém da pauta da botaria. É eles que vão ditando, cada vez vai soltando uma coisa, você vai dando uma explicação, essa explicação torna-se cada vez mais enrolada, quanto mais enrolada se torna, mais isso alimenta um poato.
Segundo ponto importante, já que nós estamos falando em transparência, é preciso a Polícia Federal e todo mundo ter transparência nessas conversas telefônicas do Vorcário. Isso precisa ser aberto. Não dá mais para ficar vazando de acordo com o interesse da pessoa, do jornalista ou do membro do governo. Assim, funciona.
E por último, Caniato, nós não podemos viver da amnésia. Não podemos esquecer que desde que esse caso, Master, eclodiu, ainda tem muitas perguntas sem respostas, envolvendo ministros do governo, líder do governo, pessoas ligadas ao governo, e não dá.
por causa desse novo episódio do filme, esquecer que essas perguntas também estão sem respostas. E, por último, a grande vantagem que a direita tem é justamente de ter muitos candidatos. Então, se um candidato se desgasta, você tem outro para votar. Agora!
Se o outro candidato que lidera as pesquisas pela esquerda se desgasta, não tem outra pessoa. Por isso que esta imprensa de boatos...
gosta de colocar o foco só na direita pra poupar o líder da esquerda. Porque se essa candidatura é atingida, desmantela o castelo da esquerda. Este é o Brasil da boataria. De um lado, existem opções. Do outro, só tem uma. E se essa balançar, cai a casa.
Agora, o vazamento de mensagens do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro levou lideranças do Centrão e do mercado financeiro a articularem uma nova chapa, da centro-direita ao Palácio do Planalto. Quem vai trazer os bastidores dessa notícia, dessa informação, é o Misa Armaianete. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Misa, seja muito bem-vindo. Uma excelente noite. Conta então para a nossa audiência. Líderes do Centrão.
estariam conversando, querem uma chapa com Michele Bolsonaro, mesmo sem o aval de Jair Bolsonaro, é isso mesmo?
Será mesmo, Caniato? Será que isso daí pode acontecer? Muito boa noite para você e para quem acompanha os pingos nos is. Líderes do Centrão estariam articulando justamente uma chapa envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro do PL e também a senadora Tereza Cristina. Por quê?
Na avaliação deles, o desgaste do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, abriu um certo espaço para dialogar com Tereza Cristina, que tem uma forte influência no agronegócio, e também com Michele Bolsonaro, que dialoga com os bolsonaristas e com o público.
evangélico, ela que também é líder do PL Mulher e fala bastante com esse público então poderia estar acontecendo aí no Centrão esse tipo de conversa pra fazer essa chapa tentei contato agora há pouco com Valdemar Costa Neto que é o chefe
do PL, mas eu não consegui retorno. Ele deve estar bastante ocupado com os assuntos envolvendo o Master. Mas agora há esse rumor. E isso aconteceria sem o aval do próprio Jair Bolsonaro. Porque a gente já sabe que o aval dele é para Flávio Bolsonaro até então. Mas tem muita coisa acontecendo. Vamos combinar. A gente tem aí os áudios vazados entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Agora também...
com essa nova repercussão da Intercept, mostrando o Eduardo Bolsonaro com poder em relação ao dinheiro depositado pelo Master, mas surgem esses rumores e conversas. Até as eleições, eu imagino que a gente ainda vai ter várias discussões e conversas das siglas, dos dirigentes, e para definir o futuro desses candidatos, para ver quem vai chegar até o final. Caniato?
Tá certo, Misael segue acompanhando essas movimentações. Se tiver alguma atualização, novidade, por favor, microfones abertos. Grande abraço, bom trabalho para você. Chamar o Roberto Mota para trazer a impressão dele para essa notícia. Você, Mota, figuras da direita e da centro-direita estariam articulando uma chapa com Michele e Tereza Cristina, mesmo sem o aval de Jair Bolsonaro. Bem, qual a chance disso acontecer?
Inacreditável, né, Caniato? Eu tava aqui pensando, caramba, porque afinal o apoio de Jair Bolsonaro é apenas um detalhe, né? Se ele não quiser apoiar, lança a si mesmo que o eleitor vai topar. O meu comentário é que com aliados assim, ninguém precisa de adversários. Todo mundo tem direito a sonhar, todo mundo tem direito a fazer planos, mas a realidade da política não costuma perdoar delírios.
O risco maior de um movimento como esse é o eleitor achar que está sendo feito de bobo. E isso pode ser surpresa para alguns políticos e para alguns caciques partidários. Mas a época em que dava para fazer o eleitor de bobo, acabou.
Pois é, eu fico pensando se esse episódio que envolve Flávio Bolsonaro, o caso do filme, do financiamento via Daniel Vorcaro, se isso inviabilizaria a pré-candidatura dele. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para analisar essa notícia trazida pelo Misael Maionete.
que é uma notícia, é o bastidor do bastidor, né? Já que não temos os nomes de quais caciques ou figuras dos partidos estariam movimentando os pauzinhos, né? Articulando, negociando aqui e acolá uma chapa Michele e Tereza. Mas, assim, a chance zero, né? Dessa chapa acontecer sem o aval de Jair Bolsonaro. Fico pensando com os meus botões. Só que isso talvez sinalize para... Obrigado.
planos B, C e D dentro de alguns partidos que entendem que talvez, a depender das novas revelações, Flávio não seja mais viável? Pois é, Keneto. Pelo visto, há muitos Romeu Zemas aí pela política brasileira que já estão dando a candidatura de Flávio Bolsonaro como carta fora do baralho. E isso faz parte da dinâmica da política.
É óbvio que a candidatura de Flávio... Na verdade, não sei nem se é candidatura, mas a imagem de Flávio Bolsonaro sofreu um dano. Eu acho que essa foi a grande consequência de todo esse evento do filme até agora. Foi...
causar uma rachadura na conexão do Flávio Bolsonaro com os eleitores, que já não era uma conexão muito fácil. Os eleitores bolsonaristas são pessoas que têm uma ligação quase que afetiva com Jair Bolsonaro. Não importa o que Jair Bolsonaro faça, essas pessoas estão ali com ele porque são conectadas a ele pela emoção, não pela razão.
Flávio Bolsonaro vai herdar esses votos por uma consequência do que será a eleição. Mas essas pessoas não são apaixonadas, elas não são emocionalmente conectadas com Flávio Bolsonaro. Enxergam nele a possibilidade de tirar o PT do poder e ter ali alguém que represente Jair Bolsonaro.
Mas uma parte fundamental do eleitorado que Flávio Bolsonaro precisa é esse eleitorado que não quer a manutenção do PT na presidência da República e que vai votar naquele candidato que estiver melhor posicionado para vencer o candidato Lula nessas eleições. E aí agora, este eleitorado, quando olha...
para Flávio Bolsonaro, vê uma trinca, vê uma rachadura. E a partir dessa quebra de uma confiança que eventualmente existia ali, é que o jogo da política pode mudar. A candidatura de Flávio Bolsonaro só ficará ameaçada se revelações muito contundentes, não de...
do que saiu até agora, de contrato, pagou, que não pagou, que o contrato foi, que o dinheiro veio. Mas se for uma coisa assim, na expressão popular, o batom na cueca de que ele se beneficiou diretamente de recursos passados por Daniel Vorcaro, ou se houve ali o uso do seu mandato para favorecer o máster de alguma forma, que poderia ficar associado então esse dinheiro a um pagamento de um serviço político prestado.
Aí, sem dúvida alguma, será necessário surgir um plano B. E na atual circunstância, eu acho difícil encontrar alguém para representar Jair Bolsonaro que não Michele Bolsonaro.
E tem a resistência dos filhos, inclusive, mas, ao que me parece, o comando ainda está com Jair Bolsonaro. Se ele disser que vai ser Michele, os filhos vão ter que engolir. E ela, não podemos nos esquecer, é ela quem está no dia a dia com o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, há muitas restrições para visita de outras pessoas, e ela está ali cuidando dele, falando no ouvido dele.
e certamente expressando as suas opiniões. É um cenário improvável, Caniato? Eu acho que é improvável, mas ele não é impossível. Pois é, e a família tem uma carta na manga, né? Porque eu fico pensando, ah, a outra opção seria Tarcísio, mas Tarcísio continua governador, então ele não tem mais condição de ser o escolhido por Jair Bolsonaro. Mas tem Michele, ah, é inexperiente, nunca participou de uma eleição, não faz mal.
Mas nos vários levantamentos feitos, ela performou muito bem. E digamos que adquiriu algum tipo de experiência nesses eventos conduzidos por ela, em que ela é a figura principal do PL Mulher. Ela rodou praticamente o Brasil inteiro e tem uma interlocução importante com algumas lideranças políticas, principalmente do PL nos estados. Deixa eu chamar o Bruno Musa.
Antes disso, deixa eu só me despedir de parte da rede. Algumas emissoras, a partir de agora, ficarão com suas programações locais. Então, agradeço muito a parceria aqui com a gente em Os Pingos nos Is. Conheça a trilha, um negócio da B3. Impulsionamos sua empresa a fazer perguntas certas para transformar complexidade em decisões claras, seguras e aplicáveis.
Eu sigo com os nossos comentaristas as principais notícias do dia. E você, Bruno Musa? E essa tese de que algumas figuras do Centrão estariam preocupadas com as notícias a respeito da conexão entre Flávio e...
Daniel Vorcaro, entendem que isso pode prejudicar os planos dos partidos e desses parlamentares que vão tentar continuar tanto na Câmara quanto no Senado. E aí você sabe, né? Quando muitos olham para o próprio umbigo, aí acabam pensando em alternativas, né? Eu fico pensando naquele cara de direita que, para continuar na Câmara Federal, topa até fechar.
campanha com o partido da esquerda. Isso já aconteceu, né? Você muda, pula de canoa num estalar de dedos. Mas o que você acha dessa possibilidade de um cavalo de pau de 180 graus e uma chapa que não tenha Flávio na cabeça, e sim Michele, e uma vice como Tereza Cristina?
Veja, Caniato, no atual momento, com os dados que nós temos, eu acho altamente improvável também, mas não dá para dizer que isso seria impossível. De novo, estamos ainda no campo das indefinições, não sabemos se sairão novos fatos, se saírem, quais serão esses fatos, serão possíveis comprovar.
o que veio até agora, que não se trata de nenhum evento, digamos, envolvendo corrupção, tudo está em aberto. Eu acho importante você ter um plano B, claramente importante o plano B. Eu concordo muito com o Dávila, no sentido de que há mais alternativas para a direita e, portanto...
Se a candidatura do Flávio não persistir, se de fato não conseguir comprovar, ou a demanda eleitoral for diferente, só o tempo dirá, como eu falei, espero que não, pelo bem do Brasil, pelo bem realmente do país, de termos mais alternativas no campo da direita para tirar a mentalidade da esquerda no país que está levando realmente uma situação...
de caos econômico, institucional e tudo mais. Eu acho que é importante ter esse plano B, mas eu acho, até o momento, com o que temos, altamente improvável. Agora, tudo isso também é extremamente relevante, que os novos fatos vão sendo surgindo e aqueles que...
deturpam toda a possibilidade de o país caminhar por uma normalidade passam a ser esquecidos porque cada dia surge uma nova crise. Nós não podemos esquecer da delação premiada de Daniel Alvorcar, do que pode vir à tona ainda do outro campo. Tudo isso também pode minar o governo de turno atual que vale lembrar. Há indícios importantes também de envolvimento de todos os lados. Então...
Não importa que o viés político partidário ideológico. O que vale é tentarmos trazer a transparência e o máximo possível de moralidade, nesse campo de moralidade que se tornou o Brasil, trazermos o mínimo que a gente possa para buscar um caminho para a tal normalidade que estamos completamente longe disso. Pior, continuamos cavando.
cavando a nossa própria cova e o nosso próprio buraco. Então, de novo, é importante nós termos alternativas porque não sabemos o que virá adiante. Mas enquanto não for comprovado nenhum tipo de ilicitude, eu acho que é importante continuarmos no que está definido, o que estava definido até aquele momento.
Se de fato for comprovado alguma coisa, aí sim os culpados pagarem por isso. Mas só será culpado se isso for julgado e de fato for caracterizado algum tipo de corrupção.
Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente agora em Os Pingos nos Is, a notícia em destaque foi trazida há pouco, inclusive, pelo repórter Misael Maynete. Ele apurou que algumas lideranças do Centrão, também de partidos de centro-direita e da direita, estariam aventando a possibilidade de apoiarem um outro candidato que não Flávio Bolsonaro. E o nome de Michele surge nessas rodas como o mais forte.
Inclusive, algumas lideranças teriam sugerido Tereza Cristina como sendo a política ideal para fechar chapa com Michele Bolsonaro. Então, seria uma chapa Michele e Tereza Cristina. E aí, o que surpreende a nós, principalmente, os nossos comentaristas aqui do programa, mas também outros colegas nossos da Jovem Pan, é que algumas lideranças teriam dito que essa chapa poderia avançar, mesmo sem o aval.
ou mesmo sem a concordância de Jair Bolsonaro. Para muitos analistas, chance zero disso dar certo. Deixa eu passar para o Dávila para trazer também suas impressões, porque da maneira como muitos tratam a política...
Parece que estão escrevendo um roteiro de um filme hollywoodiano, né? Pra aproveitar a pauta do dia, né, Dávila? A política aqui no Brasil é diferente, né, Dávila? Não é assim que funciona. Ah, vamos pensar em Michelle e Tereza. Ah, se o Bolsonaro não quiser, não tem problema. A gente lança assim. As coisas não funcionam dessa forma, né?
Isso é comentário de palpiteiro, sabe, ô canhato, isso não tem nenhum fundamento, imagina só, se o PL vai tirar, ou vai pensar em outra chapa,
com o Flávio Bolsonaro que lidera as pesquisas que é hoje o candidato mais competitivo da direita mesmo depois dessa história mal contada do filme, do dinheiro, do Vorcaro isso é totalmente absurdo isso é especulação infundada você tirar um candidato que está liderando as pesquisas da chapa
É só se acontecer uma hecatombe, uma bomba atômica. Não tem a menor chance. Isso é da natureza política. Vai apanhar hoje, vai ter essa história do filme. Amanhã outro candidato vai vazar uma outra informação, vai ter que responder. Esta é a dinâmica da política.
O fato é que o PL tem dois olhares, um olhando o Palácio do Planalto e a disputa da presidência da República, e o outro, as eleições proporcionais para a Câmara e para o Senado. E é óbvio que no momento em que tem uma explicação mal dada e isso gera especulação, aqueles que estão disputando a eleição para a Câmara ou para o Senado...
Então, num momento difícil, vai ter que explicar a vida porque que seu candidato tá metido nesse rocambole que não consegue sair. Mas isso, nós estamos ainda há quatro meses das eleições, tem muito tempo pra correr. Achar que você ia mudar a cabeça de chapa por causa de uma explicação maldada de um dinheiro.
Isso é totalmente ilusão daqueles que adorariam ter sido escolhido por Jair Bolsonaro como seu candidato. O candidato escolhido por Jair Bolsonaro é Flávio. Flávio lidera as pesquisas, apesar do escândalo agora ou da...
da história mal contada. Isto é apenas uma pedra no caminho. Jamais um obstáculo insuperável para destruir uma candidatura que continua a ser sólida.
Tem uma outra informação. Desafiado por integrantes do governo, Flávio Bolsonaro assinou o requerimento de criação da CPMI do Banco Master e defendeu as investigações contra Daniel Vorcaro e autoridades envolvidas neste caso. O autor do pedido de abertura do colegiado, o senador Carlos Viana, revelou que, apesar das bravatas, apenas um aliado do presidente Lula apoiou o requerimento e questionou o Planalto.
afirmando que quem não deve, não teme. Este é o terceiro dia de coleta dessas assinaturas para a CPMI, que precisa de 27 adesões de senadores e de 171 deputados para pedir a abertura das investigações. Deixa eu passar para o Roberto Mota, porque ontem a gente falou brevemente sobre CPI ou CPMI.
um instrumento usado por políticos que não devemos colocar na mesma prateleira ou impede igualdade de uma investigação, por exemplo, com a Polícia Federal. Mas eu fico pensando no calendário eleitoral, e ainda que muitos digam, não, é uma ferramenta importante, tomara que avancem com a investigação no Congresso Nacional.
Eu coloco em dúvida se isso avançaria, porque até quem defende a CPI ou a CPMI, no fundo, no fundo, deve questionar. Poxa, será que isso não vai prejudicar a minha campanha? Porque tem esse elemento também, né, Mota? É, e quem vai decidir isso, né, Caniato? Me parece, é o presidente do Senado ou o presidente da Câmara, né? O resto vai ter que aceitar a decisão que eles tomarem. Eu acho improvável.
a instalação de uma CPI como essa há quatro meses das eleições, porque a cabeça da maioria dos políticos está em outro lugar. A não ser que eles façam um cálculo e cheguem à conclusão de que vai ser ótimo, de que vai gerar muito tempo de TV, vai dar muitos cortes. Aí, talvez...
ela seja instalada. Mas mesmo que ela seja instalada, eu não tenho dúvida nenhuma que as forças do sistema vão impedir que ela funcione de forma adequada. E mais uma vez, eu preciso repetir isso, porque eu vejo que muita gente está com a expectativa de que uma CPI ou CPMI substitua uma investigação policial. A gente vive em um tempo de que uma CPI E aí
em que as investigações servem a causas políticas. Então ninguém tem mais fé de que uma investigação vai resultar em alguma coisa. Aí as pessoas colocam a esperança na CPI, achando que a CPI vai substituir uma investigação policial. Não vai.
A CPI é um instrumento político por essência. Os objetivos dela são outros e são objetivos políticos, sim. Esse é o sistema chamado de democracia republicana. Nós elegemos um congresso feito de políticos. Ele não é um congresso de investigadores. Ele não é um congresso de policiais.
Não é um congresso de fiscais, é de políticos. Eles estão lá para fazer política. É esse o jogo que nós estamos jogando quando a gente vai às urnas, todas as eleições, para votar em políticos. Então, para resumir, eu acho pouco provável que ela aconteça e eu acho que se acontecer, não vai dar nenhum resultado que não interesse a quem está no poder hoje.
Interessante quando o Mota menciona que os políticos talvez façam um cálculo. Isso vai gerar algum tipo de visibilidade?
porque o deputado, o senador, tentarão provavelmente a reeleição. E eles não têm o mesmo espaço, por exemplo, dos candidatos ao Executivo Federal. Talvez uma CPI ou uma CPMI dê espaço para essas figuras, para os participantes. Renderia, certamente, uma série de cortes, de falas contundentes para as redes sociais, Cristiano Beraldo, pensando por esse lado.
Pois é. O ponto é que a gente precisa ser prático e reconhecer o que é o Brasil, o que é o Congresso Brasileiro e quais foram os resultados das últimas CPIs que a gente acompanhou. Lembrando aqui da CPI do MST...
Não teve nem relatório aprovado, apesar de todas as comprovações ali, de cenas absurdas, do trabalho que foi feito dentro da CPI do MST, não teve nem relatório aprovado. Mesma coisa se a gente olhar para a CPI do INSS ou do crime organizado, o que de concreto trouxe para a sociedade brasileira?
Pouca coisa, né? São aqueles discursos, aqueles cortes, todo mundo dá um show. Aliás, a crítica que nós fazemos com a mudança da dinâmica de votação, do julgamento dentro do Supremo Tribunal Federal, a partir da TV Justiça, em que passou a prevalecer a vaidade, os votos longos, as estratégias de comunicação, os media trainings para poder ficar ali de frente das câmeras.
É uma coisa a gente vê nesses palcos que tem visibilidade dentro do Congresso Nacional. Então, uma CPI do Banco Master agora, em que estamos aí há 20 dias do início da Copa do Mundo, na sequência da Copa do Mundo a gente vai estar há praticamente um mês do início da campanha eleitoral. E também, o que vão fazer os senadores?
Eles vão convocar o ministro Alexandre de Moraes? E se o ministro Alexandre de Moraes disser que não vai? Os senadores vão fazer o quê? Mesma coisa com o ministro Toffoli. Porque não há como investigar o caso Master sem pedir esclarecimento sobre um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia, em que, aparentemente, não há um serviço prestado compatível com este valor.
E o negócio do Itaia, e esse fundo que foi revelado na semana passada, quando houve autorização de uma nova fase da Compliance Zero?
O tal fundo pagava parcelas prioritariamente para o banco BTG. Vão chamar o amigo do Fernando Haddad? Vão lá inquirir para valer? Vão chamar todos esses bancos que colocaram na praça mais de 40 bilhões de reais em CDB? Claramente, eles sabiam, nós somos pessoas comuns, eles são banqueiros.
Eles estão ali todo dia vendo o funcionamento do mercado financeiro brasileiro. Eles sabiam que aquilo ali era uma história que não parava de pé, mas venderam 40 bilhões de CDB para investidores de boa fé. Eles próprios, dizendo, não, pode comprar porque tem FGC, apesar do FGC ser financiado pelos próprios bancos. São irresponsáveis, irresponsáveis por tudo que aconteceu. Vão chamar? Vão responsabilizar?
Não vão, Caniato, não vão fazer essa investigação para valer, porque não há clima no Brasil para isso. Aí vai ficar um faz de conta, um tal de gravar corte para a rede social, porque estamos aí às vésperas da campanha, e o povo brasileiro que paga a conta...
vai ficar sem resposta. Não vai ver os verdadeiros responsáveis respondendo pelos seus atos. Então, Caneato, essa história de CPI do Banco Master, sinceramente, conta com o meu mais total e completo desencanto. Não vai resolver coisa nenhuma.
Só para terminar, eu concordo com o Mota, a única coisa que resolve é investigação séria e isenta. Aí sim nós vamos chegar onde se precisa chegar. Pois é, deixa eu passar para o Dávila. Dávila, a partir da divulgação do Intercept, dessas conversas, esses contatos entre Flávio e Daniel Vorcaro, para financiamento, participação ou aporte nessa produção cinematográfica, e na produção cinematográfica.
Parece que isso por si só já seria o grande motivo, para algumas seguras, de avançar com uma CPI ou CPMI do Banco Master. Parece que esse é o grande problema do caso do Banco Master. Então, o caso do Banco Master, hoje em dia, foi transformado.
no financiamento do caso do filme, da biografia de Jair Bolsonaro. Pois bem, mas não é preciso considerar também várias outras facetas do caso do Banco Master, que envolvem também figuras importantes, lideranças estaduais.
Tantas empresas estatais, fundos de pensão dos estados, milhares de pessoas que acabaram sendo lesadas. E tem muita gente que tem receio de avançar com investigação no Congresso Nacional, porque nomes de parlamentares viriam à tona. Então, eu nem acho que a CPI ou a CPMI não avançaria por conta do filme. Acho que o filme, na verdade, é uma parte muito pequena. Tem mais a ver com os receios dessas outras figuras, não?
O filme não é nem o amendoim do festival de uísque de Londres. O filme não é nem a castanha de três milhões de reais gasto com o McCallum.
precisa responder as perguntas que estão no ar e que estão sendo desviadas ignoradas neste momento tem muita pergunta que já foi levantada por essa investigação que até agora não temos respostas e que estão envolvidos
O topo do topo da República Brasileira. De grandes membros do parlamento a ministros de Estado, a ex-ministros e até agora nenhuma resposta, nenhum esclarecimento.
Vai ver, Caniato, que daqui a pouco vão mudar também o delegado de um caso aí, sabe, de um tal de Banco Master, pra tentar aliviar a barra da República do Rabo Preso. O problema do Brasil é que todo esquema existe para blindar a República do Rabo Preso. E este caso é mais um deles.
Ao invés de dar respostas à população, investigação séria e transparente, o que nós temos são vazamento seletivo, perguntas sem respostas e bilhões de reais desviados, tomados do nosso bolso, ainda voando por aí.
sem resposta e sem destino, a não ser as contas pessoais ocultas daqueles que se beneficiaram de toda essa fraude, que hoje, como lembra sempre o meu amigo Bruno Musa, a maior fraude financeira da história do país.
Chamar justamente o Bruno Musa, trazer as suas impressões. Musa, o que mais lhe preocupa quando a gente olha para o caso do Banco Master e as sinalizações de investigação em muitas frentes? Porque tem a Polícia Federal conectada com o Supremo, tem as investigações que acontecem no âmbito dos órgãos de controle, principalmente CGU. É preciso olhar também para as investigações feitas pelo Banco Central.
pela CVM, a defesa de muitos que seria necessário avançar ou abrir uma investigação no âmbito do Congresso Nacional. A maior parte das pessoas com quem eu converso entende que não vai prosperar a investigação no Congresso. Esqueçam, há meses, num processo eleitoral, ninguém compraria essa briga. Agora, o que mais lhe preocupa? A não realização de uma CPMI ou as realizações que já estão em curso e que talvez não...
atinjam seus objetivos. Dá pra ser um combo de tudo? Porque isso é sopa de Brasil, Caniato. Ou seja, as novas que mal nasceram e já são enterradas, porque vale lembrar, há quanto tempo nós estamos falando dos escândalos óbvios do Banco Mastro? Alguns bons meses.
Por que apenas agora começam as assinaturas mais, digamos, duras para isso? Me parece que o Brasil atua sempre na passividade. A gente responde às porradas que nós tomamos. Quando é que nós vamos, de fato, assumir o controle de um país e falar...
isso nós não toleramos mais. Ou nós não toleramos que instituições sejam completamente tomadas e que tergiversam as regras do jogo e deixem de lado e só funciona para alguns. Quando nós vamos assumir realmente as rédeas de um país como um todo e falar chega, não dá mais desse jeito. Nós vamos tolerar tudo isso até, talvez...
Quantos mais anos da nossa história? Nós respondemos apenas aos processos que vão chegando. Tudo vai passando, uma crise após a outra, um dia após o outro. Nós vamos superando e esquecendo as crises anteriores. Aqui, há quanto tempo nós não falamos de contratos milionários? Há quanto tempo nós não falamos de escândalos que, por exemplo, têm quebras de sigilo que simplesmente são anuladas?
Há quanto tempo nós não falamos de sociedades, de empresas por parte de fundos que tiveram correlação com o crime organizado? Por que isso? Porque novas crises vão suplantando as anteriores, umas parecem mais cabeludas do que a outra e simplesmente está passando o tempo. E o tempo vai passando e o Brasil se torna esse país.
onde nós somos, infelizmente, dignos de pena. Dignos de pena porque nada acontece na atividade, apenas na passividade. Então, esse é um pouco do tudo que me preocupa mais, como você falou. Um, as CPIs que mal nasceram e já nascem mortas, o que não há interesse, pelo visto de ninguém, de mostrar...
O óbvio, de aprofundar o óbvio, ninguém não, ninguém é muita gente, mas de um grupo importante de pessoas e de parlamentares que também não interessa sobre isso, mas também aquelas outras que simplesmente vão passando, nasceram e já morreram.
e simplesmente cai no esquecimento de tudo. Talvez nós deixássemos passar uma série de escândalos absurdos que em países minimamente sérios já teriam derrubado pessoas ou simplesmente colocado em cadeia, ou no Japão, como a gente vê. Escândalo de corrupções que pessoas públicas tiram a sua vida até por vergonha.
Aqui não. Aqui, na verdade, muitas pessoas recebem aplausos. Quantas vezes nós falamos de figuras que saem da cadeia e são recebidas aos braços da população. Um sistema completamente invertido que não passa apenas pelo político, que é chancelado por uma boa parte da população. Talvez um discurso um pouco mais duro, mas que nos faça refletir um pouco mais, como eu sempre deixo a pergunta. Qual país nós queremos?
Se uma boa maioria quiser o país que caminha para calamidade, talvez estejamos indo para o caminho certo.
Porque muitas pessoas manifestaram a crença de que a investigação no Congresso Nacional, no âmbito do Congresso, seja CPI ou CPMI, ela não vai acontecer porque os parlamentares não querem bancar, muitos têm objetivos em relação ao processo eleitoral e não querem se desgastar, porque seria uma surpresa. Coisas poderiam aparecer que prejudicariam esses grupos políticos.
Deixa eu passar para o Mota, para a gente jogar a luz para as outras investigações que estão em curso, né Mota?
E você falava sobre a necessidade de avançar com a investigação, que é preciso que as instituições envolvidas nesse processo consigam identificar quem são os responsáveis. A gente tem trazido isso. Só que você é sempre muito cético a respeito do desfecho desse caso. E me lembro, inclusive, você...
mencionando, bom, daqui a tantos anos, talvez aqui nos Pingos nos Is, nós noticiemos o encerramento ou o arquivamento do caso do Banco Master. Você teme que, apesar de tantas pessoas terem sido citadas, reportagens revelando isso aqui, conversa ali, eventos internacionais, centenas de milhões de dólares, de que isso não dê em nada?
Eu tenho certeza, Canhato, que não vai dar em nada, a menos de alguma mudança drástica e totalmente inesperada no país. Por que eu tenho certeza que não vai dar em nada? É a experiência de uma vida inteira.
Desde que eu era jovem, nós discutimos esse tipo de acontecimento no Brasil. Os escândalos se sucedem, com muito pouca inovação. É mais ou menos sempre a mesma fórmula.
Apenas durante um breve período, aí provavelmente entre 2013, 2014 e 2018, 2019, esse foi o único período que eu testemunhei nos meus 64 anos de vida em que coisas foram feitas na direção de punir.
políticos e pessoas poderosas e ricas envolvidas em escândalos. Isso aconteceu durante a Operação Lava Jato, que depois foi completamente desmontada.
Essa é a tradição brasileira. Essa é a principal diferença entre o Brasil e a maioria das outras democracias. Essa é a principal diferença entre o Brasil e os Estados Unidos. Nos Estados Unidos...
A justiça chega aos ricos e aos poderosos e chega com mão dura. Aqui no Brasil, pelo que a gente tem visto, a punição é só para quem não pode contratar um bom advogado. Isso significa que até criminosos, perigosos, violentos, chefes de facção conseguem todos os benefícios previstos na nossa lei, porque eles têm acesso aos melhores advogados.
hoje no Brasil essa é a nossa realidade é muito triste é isso que me faz descrente porque essa realidade não está mudando hoje no Brasil as únicas pessoas que sofreram realmente punições duríssimas foram manifestantes que estavam expressando a sua opinião política para eles antes E aí
A mão da justiça desceu com uma dureza que eu nunca vi na minha vida. Então, como é possível diante dessa realidade que não está mudando? Ela continua aí. O Congresso aprovou esse projeto de dosimetria, que daqui a pouco cai no esquecimento, não dá em nada, não teve coragem de aprovar a anistia. Como é que diante dessa realidade a gente pode acreditar que essas investigações vão dar em alguma coisa?
Só para a gente encerrar essa discussão, daqui a pouco eu vou trazer atualizações em manifestações de Eduardo Bolsonaro e também outros detalhes em relação ao caso que envolve o financiamento do filme de Jair Bolsonaro, o filme Dark Horse. Deixa eu só passar para o Cristiano Beraldo, porque nós falávamos sobre...
as outras investigações e a preocupação de muitos que acompanham os desdobramentos dessa investigação sobre quais são os pontos que lhe preocupam quando a gente olha para um caso que é...
tão amplo, que conecta tantas figuras importantes, tantas instituições. Estamos no aguardo do fechamento de uma delação premiada. Outras informações surgem no meio do processo. As investigações revelam talvez uma parte desse mega esquema e todos nós ficamos em dúvida sobre quais serão os próximos passos. Os envolvidos serão exemplarmente punidos, Cristiano Beraldo? Há uma dúvida, por exemplo, sobre...
figuras que integram o judiciário. Qual seria o papel do judiciário, caso haja a participação, de fato, de integrantes do judiciário? Há uma dúvida, né?
Há muitas dúvidas. A gente vê uma situação acontecer no Brasil em que dificilmente todos aqueles envolvidos vão pagar pelo que fizeram. Porque é de A a Z, querido. É uma coisa impressionante como os três poderes acabaram envolvidos numa dinâmica que existia para proteger.
um banco que estava ali fazendo absurdos com o dinheiro dos correntistas.
Agora, existe esse problema. Como é que você vai investigar, por exemplo, o núcleo político, mas não vai investigar ou produzir consequências para aqueles do judiciário? Porque é interessante nós lembrarmos que as evidências já foram demonstradas de forma inequívoca que houve, sim, uma relação suspeita.
entre membros importantíssimos do Judiciário e Daniel Vorcaro. Dinheiro circulou aos milhões, às dezenas de milhões, das contas de Daniel Vorcaro e sua estrutura empresarial para familiares de magistrados. Da mesma forma que pessoas intimamente ligadas...
à presidência da República, foram muito bem remuneradas para fazer trabalhos que essencialmente eram trabalhos de influenciar a estrutura do governo federal em favor do Banco Master. E aí tem todas as questões do Legislativo. Não vai ter braço e muito menos disposição para que todos esses de A a Z sejam envolvidos...
e sejam alvos de um processo sério, bem feito, por uma polícia federal, por agentes de investigação, que sejam isentos, comprometidos com a lei e com a verdade. Porque nós estamos vendo, mais cedo falávamos, da mudança de delegado da polícia federal, porque estava investigando o filho do presidente da república. Então, hoje, o Brasil não tem... É engraçado, a gente fala isso, o Brasil não tem clima para fazer uma investigação a sério.
Mesmo essa delação se dará, se for do interesse...
da estrutura de poder que comanda o Brasil, não se for do interesse da população brasileira que quer saber a verdade. Então, o Brasil vive um momento de grande tristeza e esse caso do Banco Master serve para nos mostrar de uma forma muito clara como nós estamos afundados numa lama da falta de respeito institucional no país.
faremos uma rápida parada, é um intervalo super breve, um minuto e meio. Se você puder, aproveite esse tempo para votar na enquete do dia. Nós estamos com essa pergunta publicada no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. YouTube do programa Os Pingos nos Is. Voltaremos em um minuto e meio. Até já. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.
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Os Pingos nos Is Jovem Pan Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is reunindo os assuntos importantes e trazendo os comentaristas para analisar e discutir os principais temas do dia, como o Cristiano Beraldo, que está com a gente aqui no estúdio em São Paulo.
Bom, tem um outro destaque. Após fazer várias críticas ao judiciário por meio de um teatro de fantoches, uma sátira, e isso foi publicado nas redes sociais, Romeu Zema foi denunciado por calúnia contra os integrantes da Suprema Corte. O Ministério Público Federal o acusa de atribuir falsamente ao magistrado a prática de crime de corrupção passiva ao afirmar que o decano trabalha serviço de interesse privado em troca de vantagem indevida.
O órgão pediu que o presidenciável pague uma indenização mínima, equivalente a 100 salários mínimos. Lembrando dos vídeos que foram publicados pela pré-campanha de Romeu Zema, fazendo uma alusão a...
a ministros da Suprema Corte e também a atuação do nosso judiciário. Bem, chamar os nossos comentaristas antes de passar para o Luiz Felipe Idávila, eu só quero reforçar que a nossa enquete está publicada, tanto no portal da Jovem Pan, quanto no nosso YouTube, e a gente trata da questão que envolve a investigação da fraude do INSS.
Se você puder, manifeste a sua opinião. Daqui a pouco a gente traz aqui o resultado para você que nos acompanha. Eu vou receber a rede agora e eu passo para o Dávila comentar esse assunto. Bom, agora sim, todos conectados. Você que acompanha a programação pelas emissoras de rádio, muito obrigado. Viu pela audiência, pela preferência. Seguimos aqui em Os Pingos nos Is.
Romeu Zema, ex-governador de Minas, pré-candidato do Novo à presidência da República, acusado de calúnia após críticas ao judiciário por meio daqueles vídeos que ele postou, a pré-campanha acabou produzindo e ele postou em sua rede social. Chama Luiz Felipe Dávila, que acompanhou a série Os Intocáveis de Brasília. Isso repercutiu, viralizou, fez sucesso nas redes. Muita gente não gostou, Dávila.
Fez muito sucesso porque é muito divertido, Caniato. A gente precisa de um pouco de humor na política. O humor é tão importante quanto a boa argumentação. Agora, se você não tivesse senso de humor, não devia estar na vida pública. Porque o humor é algo fantástico pra falar verdades, às vezes que dói. Mas olha, é hora de dar uma risada. Mas o ministro ainda é muito mal-humorado, né? Ele tá brigando com o presidente do Supremo. Agora processa o Zema.
E quando usa o poder, acaba protegendo os seus pares envolvidos no escândalo master. Isso não tem graça nenhuma. Tá aí. O presidenciável, pré-candidato à presidência da república, denunciado por associar o ministro da Suprema Corte à corrupção em uma daquelas esquetes, uma daquelas peças.
produzidas e publicadas nas redes sociais. Você, Bruno Moussa, o Dávila menciona que é preciso ter senso de humor. Você acha que foi exagerado por parte do integrante do Judiciário essa manifestação e, naturalmente, o posicionamento subsequente da Procuradoria-Geral da República?
O senso de humor, pelo visto, não é muito bem visto no Brasil, né? Nós já vimos comediantes sendo censurados e calados em nome da democracia. Afinal de contas, agora aqui no Brasil, sendo que um dos pilares da democracia é a liberdade de expressão, a gente adora quebrar os pilares fundamentais de um sistema para supostamente defendê-lo. É justamente o que acontece. E para piorar, tem um ponto principal. São eles que detêm o monopólio legítimo da violência.
E aí, contra quem recorrer, não é mesmo? Fatos pouco importam. O que importa é o controle do monopólio da violência. Eu estava até perguntando para o Cristiano Berardo, porque eu me lembro, eu assisti alguns capítulos, eu não sei quantos foram publicados no total, mas eu me lembro de ter assistido dois. Mas eu não me recordo se os bonecos tinham nomes.
se fazia uma alusão ao ministro por conta, sei lá, de alguma característica física ou se tinha o nome. Você, Cristiano Beirado, quais aspectos da estratégia da campanha ao produzir a série Os Intocáveis e essa reação do judiciário nós devemos considerar em meio a esse Brasil do absurdo, como diz você?
Olha, Caniato, essa série foi o melhor acontecimento da pré-campanha de Romeu Zema. Porque colocou Romeu Zema no centro da notícia, ele foi atacado diretamente pelo ministro. Na verdade, o ministro até, se tivesse sido o oposto, se qualquer pessoa tivesse falado do ministro, aquilo que o ministro falou do Zema...
Eu tenho certeza que as consequências judiciais seriam duríssimas. E o Romeu Zema ganhou muito engajamento. Houve ali um momento, isso há mais ou menos 15 dias, em que os seus vídeos estavam sendo vistos assim com números impressionantes.
Mas olha que interessante, essa visibilidade do Zema não se transformou em voto para ele, a intenção de voto, as pesquisas não revelaram um aumento expressivo na sua intenção de voto, como era esperado acontecer. De qualquer forma, mesmo que seja condenado, mesmo que tenha que pagar alguma indenização, eu acho que...
o engajamento valeu a pena, apesar do prejuízo financeiro. Só que aí vamos olhar objetivamente para o caso em tela.
Nós precisamos lembrar que desde aquela piada descontraída, não foi nem bem uma piada, mas foi um comentário descontraído de Sérgio Moro numa festa junina, em que não foi ele que postou, ele só estava ali conversando, alguém gravou e postou essa fala dele. Ele foi processado e suou sangue para salvar o seu mandato, porque a sua fala...
contra o ministro, foi visto como uma ofensa pessoal gravíssima. Só que nós temos que nos perguntar, será que qualquer cidadão brasileiro que é ofendido da mesma forma tem esse recurso?
vai poder defender a sua honra no judiciário e contar com esta visão tão generosa em relação ao ofendido? Ou será que, na vida real, nós somos ofendidos, esculhambados, muitas vezes não temos a oportunidade de responder e ficar tudo por isso mesmo?
que sempre tem uma técnica que vem ali um elemento, um aspecto que você não pode mais entrar com a ação, que ação isso, que ação aquilo, não porque o outro pode falar, e aí você perde tempo, gasta dinheiro com o advogado e não dá em absolutamente nada. Então, esse Brasil se consolida como um país completamente desigual ao Brasil nosso, das pessoas comuns, da vala comum.
E há o Brasil dos intocáveis. E a gente precisa acabar com esses dois Brasis. Nós precisamos, a sério, discutir caminhos para que nós retomemos o Brasil para nós, no interesse da população brasileira. E não simplesmente um país que é usado para servir àqueles que têm poder, que são os mais fortes. Esse Brasil não vale a pena viver, não.
Pois é, só uma atualização, porque o Beraldo mencionou esse episódio envolvendo Sérgio Moro e essa semana, há alguns dias, o processo andou, como se diz. A ministra Carmen Lúcia concedeu um prazo de cinco dias para que o senador apresente sua defesa prévia nesse processo que ele responde à acusação de calúnia proferida contra o ministro Gilmar Mendes. É uma ação referente a esse vídeo publicado.
em outubro de 2023, em que ele faz uma menção sobre compra de HC, compra de habeas corpus. Então, o processo já está no STF. E, a depender, sim, o senador poderia, se condenado, perder, inclusive, o cargo. Deixa eu só chamar o Roberto Mota, o Mota, para avaliar essa situação que envolve o Romeu Zema.
Pauta, digamos, jogo de cintura, senso de humor. Você acha que era necessário chegar às vias de fato, judicializar essa questão que envolve as postagens de Romeu Zema, Mota? Há dois aspectos dessa questão, Caniato. Por um lado, se alguém é difamado ou achou que foi difamado, essa pessoa tem direito a recorrer à justiça e à reparação. Não há dúvida nenhuma disso.
Por outro lado, quem está processando nesse caso é uma das pessoas mais poderosas do país e do sistema de justiça. Pessoas poderosas assim no Brasil costumam dizer o que querem e fica por isso mesmo. No máximo, acontece delas se corrigirem, dizerem que foram mal interpretadas e fica por isso mesmo.
Se fosse um cidadão comum que tivesse feito uma declaração do jeito que eles de vez em quando fazem, as consequências para o cidadão comum seriam devastadoras.
Então, essa assimetria entre aqueles que estão no topo do sistema de justiça e os outros brasileiros, inclusive outros magistrados, essa assimetria é insuportável e ela dá um outro significado à palavra corte.
Uma rápida parada, daqui a pouco a gente volta com mais notícia, análise e debate. E a sua presença é importante. E fique com a gente aqui na Jovem Pan, voltaremos em 1 minuto e 20. Até já. Os Pingos nos diz. Jovem Pan. Chegou a hora de você sair de jipe zero quilômetro.
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Mas essa história não pertence a um único lugar. Agora, ela volta a São Paulo.
Nem tudo que é bom dura pouco. Por isso a gente continua na China com mais novidades do Salão de Pequim e também curiosidades da Terra dos Mandarins. Máquinas na Pan. Amanhã, uma e meia da tarde, na Jovem Pan. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Cristiano Beraldo com a gente aqui no estúdio. O Dávila, o Moto e o Musa participam de forma online. Deixa eu trazer um outro destaque. Inclusive, a campanha do pré-candidato do PL à presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro, condicionou a participação dele em debates televisivos, debates transmitidos pelas emissoras.
a ausência de Renan Santos, do Partido Missão. A campanha de Flávio teme o tom agressivo e até incendiário que Renan possa usar. Flávio só irá a debates com Renan se ele começar a subir muito nas pesquisas. Historicamente, o primeiro debate presidencial começa em agosto.
mas as campanhas já começam a negociar os termos de participação dos candidatos com as produções das emissoras, principalmente aquelas que já se manifestam, que querem promover esses debates. Bem, deixa eu chamar os nossos comentaristas, acho que o primeiro da lista é o Bruno Musa. Você, Musa, daqui a pouco a rede está chegando, então eu só vou fazer uma introdução aqui, mas é preciso considerar um vídeo publicado pelas redes sociais, por Renan Santos.
em que ele adotou talvez um tom mais firme em relação a Flávio Bolsonaro, no que tange o caso do financiamento do filme, a negociação sobre o dinheiro, o recurso com Daniel Vorcaro. Mas o que é preciso considerar em relação a essa sinalização de não participação em debates caso o Renan Santos participe? Só deixa eu receber a rede. Agora a rede também com a gente, análise do Bruno Musa. Vai lá, Musa.
Bom, primeiro que eu sou um amplo defensor da liberdade. Então, ele tem... É legítimo a decisão dele de não participar. O que, obviamente, abre possibilidades para consequências disso. Eu sou a favor de...
que ele participe uma vez que, se ele estiver ali competitivo, como de fato está até o momento, para a campanha presidencial, é importante que ele se exponha. Se de fato ele não gosta de alguma coisa que o Renan ou qualquer outra pessoa venha a colocar, ele também tem a legitimidade de ou não responder ou buscar melhores formas de se colocar. Eu acho que, de novo, uma decisão é legítima, mas ela não seria a melhor escolha nesse momento.
eu acho que ele deve se expor e saber responder as perguntas ou provocações que sejam colocadas a ele. Afinal de contas, ele sendo candidato e depois, caso ele vença essas eleições, esse seria um pequeno desafio que ele terá que lidar uma vez eleito. Portanto, eu acho que, de novo, legítimo, mas não uma boa escolha.
Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que inclusive aqui no break comercial, ele mostrou um vídeo publicado por Renan Santos, mencionando inclusive essa possibilidade de Flávio não participar dos debates. E analistas políticos entendem que Flávio teria dado um presente à campanha de Renan. Por quê, Beraldo?
O que é impressionante, o senador Flávio Bolsonaro, que está como o principal candidato para essas eleições, ainda numa posição, apesar de todo esse desgaste dos últimos dias, mas até aqui continua sendo um...
nome principal contra o PT dessas eleições. E aí ele dá um presente desse para Renan Santos, porque dá a oportunidade, Renan Santos, criar um engajamento imenso, porque não há razão para o senador dizer que não vai a um debate com algum oponente.
Quer dizer, qual é a dificuldade que existe de participar um debate onde você vai ser desafiado? Não deve haver esse desafio, porque se hoje há pesquisas que mostram Renan Santos, inclusive à frente de Romeu Zema e Ronaldo Caiado, na posição de terceiro lugar.
Não dá para você dizer, ah, se crescer nas pessoas... O que define isso? Quer dizer, você vai agora escolher com quem você vai debater? Não, o cenário está dado, você tem que debater. E aí vai prevalecer o melhor argumento. Vai prevalecer a melhor ideia.
Então, eu tenho dificuldade de entender qual é a estratégia da comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro, porque nesses últimos dias eles têm atuado claramente contra os melhores interesses da própria campanha de Flávio.
Você, Dávila, Flávio, dizendo que não participaria de debates pela televisão, nas emissoras, caso se Renan Santos confirmasse, por conta do tom, talvez, agressivo ou intenso, ou de muitas críticas que Renan tem adotado em relação à figura de Flávio Bolsonaro. E aí, quem é que sai perdendo a partir dessa informação divulgada?
Vamos perguntar, Caniado, quem sai ganhando? Quem sai ganhando é Renan Santos. Por quê? Porque, como bem disse o Peraldo, esse foi um ótimo lance de marketing para levantar a candidatura de Renan Santos. Muita gente que deve estar perguntando quem é Renan Santos, agora vai saber. Porque, graças a Flávio Bolsonaro, despertou.
A curiosidade num candidato que parece incomodar o líder das pesquisas de direita. Pois é, deixa eu passar para o Mota. Você, Mota, Flávio Bolsonaro, e essa dúvida sobre participar ou não de debates com a presença de Renan Santos, do partido Missão.
Essa é uma boa oportunidade para a gente lembrar o que é um debate eleitoral. A campanha eleitoral é o ritual da democracia. Tem muita gente que acha que é o ritual mais sagrado da democracia. Mas uma campanha está longe de ser a forma ideal para se escolher um governante para o país. Porque a campanha eleitoral é uma espécie de concurso de popularidade. É o...
o o cara pra ser eleito, ele não precisa de experiência, ele não precisa ter exercido mandatos, ele não precisa de conhecimento, ele não precisa de entender de administração, nada disso. Basta ter mais votos do que os concorrentes.
E aí os debates foram criados com a intenção de ajudar o eleitor a conhecer as propostas, os projetos, entender como é que o candidato pensa. Mas nada disso acontece. Os debates viraram um espetáculo há muito tempo. Então dá até medo pensar como vão ser os debates dessa campanha.
Quer dizer, muita coisa naturalmente será tratada nos debates eleitorais, espero que dos desafios do Brasil. Deixa eu só passar para o Bruno Musa, que deve gostar muito de acompanhar os debates eleitorais, mas nesse ano talvez ganhe um tempero especial. Tem muita coisa acontecendo, né, Bruno Musa? Tantas investigações em curso e essas investigações não...
serão concluídas, creio eu, para o processo eleitoral. Então, elas continuarão aparecendo, avançando, novidades surgirão. E aí vai ser um combustível a mais para esses debates eleitorais. O que a gente pode esperar desse processo?
Brigas, narrativas, poucos dados, poucos fatos, pouca análise aprofundada, talvez zero debates de projeto de país. E continuamos aqui, entre algumas bolhas, defendendo enfaticamente tudo que vem da bolha que cada um defende.
e um país aderiva continuando de lado. Claro que, ao analisarmos um projeto da esquerda versus um começo de projeto de uma direita, há uma nítida e clara diferença, até mesmo pela percepção de mundo.
uma responsabilidade fiscal, uma mínima responsabilidade fiscal, tudo isso já muda a dinâmica de um país que está hostil para fazer negócios. Mas, de fato, infelizmente ainda, pelo menos nessas eleições, ainda não há espaço para aprofundarmos de verdade num debate de ideias mais razoáveis. Por enquanto, veremos ainda narrativas e talvez até mesmo cenas um pouco patéticas ao longo do processo.
Para fechar, a manifestação de Eduardo Bolsonaro ocorreu após o site Intercept Brasil afirmar que o ex-deputado atuou como produtor executivo do filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro. O portal de notícias, esse portal, o Intercept, que é uma revista digital, podemos afirmar.
disse que Eduardo tinha poder sobre a gestão financeira do projeto e revelou um contrato que contradiz as informações feitas e concedidas sobre ele na relação com o filme e colocam o deputado federal cassado como uma peça-chave, com poder na tomada de decisões, inclusive financeiras, sobre esse longa-metragem. A reportagem também mostra que Eduardo supostamente omitiu sua conexão com a busca de dinheiro.
para financiar o filme, ao dizer na postagem que apenas cedeu seus direitos de imagem e não exerceu qualquer cargo de gestão no Dark Horse. Último giro com os nossos comentaristas. Você, Luiz Felipe Dávila. 40 segundos, Dávila. O que é preciso considerar em relação a essas informações desencontradas e o que Eduardo ou a família Bolsonaro precisam fazer agora? 40 segundos.
informação desencontrada é fábrica pra boatos e especulações. O único jeito de acabar com isso é transparência, objetividade e clareza sobre os fatos.
Você, Cristiano Beraldo, Eduardo Bolsonaro, fazendo uma série de manifestações, postagens nas redes sociais para elucidar exatamente qual foi a participação dele. Quais são os pontos cruciais que precisam ser elucidados? É uma oportunidade para a família Bolsonaro, né? Flávio e Eduardo, sobretudo. 40 segundos.
Renato, não dá para entender por que não fizeram, desde o primeiro momento, um esclarecimento total desse episódio. Olha, o contato se deu dessa forma, o pedido foi assim, a resposta foi essa, o contrato previa isso, isso e aquilo, ele pagou tantas parcelas, o papel do Eduardo foi esse, o meu papel foi aquele.
E assim, todo mundo já saberia e não teria mais novidade. Só que eles estão indo por um caminho muito perigoso de ficar esclarecendo conforme surge novidade. E novidade, pelo visto, vai surgir todo dia. Você, Mota, duas frases, duas manchetes, 20 segundos.
Uma das dificuldades de esclarecer essa situação é que há muito tempo deixou de existir qualquer vestígio de imparcialidade de alguns órgãos da mídia quando se trata do nome Bolsonaro. Duas manchetes, Bruno Musa, 15 segundos.
Pois é, o momento começa a ficar um pouco decisório, as coisas vão se afunilando e imprescindível que a Intercept venha colocar às claras o que ela colocou e que o outro lado consiga provar aquilo que está defendendo.
Resultado da enquete do dia, diante de tantas mudanças, qual você acha que será o desfecho do caso das fraudes do INSS? A maior parte das pessoas que votaram acha que ninguém será punido. Depois, 21% dos líderes do esquema farão um acordo e 17% dos responsáveis serão punidos. Muito obrigado pelas pessoas que entraram na nossa enquete, votaram, participaram. Um forte abraço aos nossos comentaristas, bom fim de semana e nós voltaremos com o Pingos na segunda-feira.
Eu te encontro no domingo no Jornal da Manhã. Um abraço. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan