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Flávio Bolsonaro se pronuncia após vazamento de mensagens com Vorcaro

14 de maio de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (13):

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), é alvo de revelação, segundo site, sobre uma negociação de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O deputado Alberto Fraga (PL) defende a legalidade da operação, afirmando tratar-se de financiamento e não de propina. O caso ganha repercussão após a prisão de Vorcaro e a liquidação da instituição financeira.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu às mensagens que indicam uma negociação de 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões) com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O parlamentar se defendeu e pediu a instalação imediata da CPI do Banco Master, afirmando ser necessário separar "bandidos de inocentes" no caso.

O pré-candidato à Presidência e ex-governador Romeu Zema (Novo) classificou como "imperdoável" a negociação de R$ 134 milhões entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro divulgada na imprensa nesta quarta-feira (13). Zema afirmou que a conduta é um "tapa na cara dos brasileiros" e disse que “não adianta criticar Lula e fazer a mesma coisa”.

O Partido Liberal (PL) reafirmou, por meio de nota oficial nas redes sociais, que vai manter a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A legenda manifestou "confiança irrestrita" diante das recentes divulgações envolvendo o Banco Master e o financiamento do filme "Dark Horse". O partido endossou o pedido de abertura da CPI para investigar a instituição financeira e reforçou a união do grupo político.

O governo Lula anunciou um investimento de R$ 11 bilhões focado no combate ao crime organizado em todo o país. Para a oposição, o anúncio ocorre em um momento estratégico, levantando discussões sobre o impacto da iniciativa no cenário político nacional.

O vice-presidente do PT e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, gerou controvérsia ao sugerir a necessidade de revisões e cortes no Bolsa Família. Indo contra o posicionamento de aliados, o petista defendeu que as políticas sociais sejam otimizadas para focar exclusivamente em quem realmente necessita.

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) a criação de uma subvenção para conter a alta dos combustíveis no país. A medida consiste em um subsídio pago pela União para reduzir o impacto do aumento da gasolina e do diesel sobre consumidores e empresas.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Assuntos12
  • Financiamento de filme sobre BolsonaroFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Banco Master · Filme Dark Horse · Lei Rouanet · CPI do Banco Master
  • Crime OrganizadoGoverno Lula · Combate ao crime organizado · Investimento de R$ 11 bilhões · Ministério da Segurança Pública
  • Contradição Ambiental de Subsídios a Combustíveis FósseisGoverno Federal · Subvenção para conter alta dos combustíveis · Gasolina · Diesel
  • Bolsa Família e geração de emprestáveisWashington Quaquá · Bolsa Família · Benefício de Prestação Continuada
  • Taxa das blusinhasGoverno Lula · Fim da taxa das blusinhas · Medida Provisória
  • Críticas de Romeu Zema ao STFRomeu Zema · Flávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro
  • Posicionamento da FETCEMGPartido Liberal (PL) · Flávio Bolsonaro · CPI do Banco Master
  • Vazamento de MensagensThe Intercept Brasil · Operação Lava Jato · Vaza Jato
  • Expressões Idiomáticas e GíriasFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Comunicação interpessoal
  • Pesquisa eleitoralFlávio Bolsonaro · Eleições · Mercado Preditivo
  • Caso Master e financiamento políticoBanco Master · Eleições 2026 · Estratégia política
  • Delação premiada e investigaçõesDaniel Vorcaro
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes e trazendo pra análise os nossos comentaristas, os comentaristas da Jovem Pan.

Eu sou Daniel Caniato, você é o nosso convidado especial. Para começar, aliados de Flávio Bolsonaro demonstraram surpresa com a revelação de uma negociação entre Flávio e Daniel Vorcaro para a captação de cerca de 134 milhões de reais para financiar o filme Dark Horse, sobre a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desse total, mais de 60 milhões de reais teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações, segundo documentos e mensagens que foram divulgadas pelo The Intercept Brasil. Além de Flávio, Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Mário Frias também teriam participado dessas negociações com o banqueiro.

Um dia antes de ser preso, o senador enviou uma nova mensagem e afirmou que está e sempre estará junto com o banqueiro e o chamou de irmão. Vamos, então, à Brasília, acionar o Bruno Pinheiro. Está por lá, vai trazer as informações, o que se sabe, até aqui, inclusive, com um convidado especial. Bem-vindo, Bruno.

Oi, Caniato. Ótima noite a você, a quem nos acompanha aqui em Os Pingos do Ziz. Conversava com alguns parlamentares da oposição, só com o retorno voltando aqui, se conseguirem tirar, fica ótimo pra gente conversar bem aqui com o deputado Alberto Fraga sobre essa repercussão. Logo que esse áudio chegou aqui no Congresso Nacional, os parlamentares ainda estavam nas comissões aqui nos plenários e tentaram entender o que estava acontecendo. Chegaram no Senado, senador Rogério Marinho.

O deputado Sórtese Cavalcante logo se ausentaram aqui do Congresso, foram para uma reunião com Flávio Bolsonaro e a oposição esperava uma resposta assim como os jornalistas. Veio então essa explicação de Flávio Bolsonaro dizendo que esse dinheiro não era dinheiro público e nem era dinheiro da lei Rouanet. O deputado Alberto Fraga já me explicava aqui fazendo uma defesa também em nome do senador Flávio que por conta de não ter acesso à lei Rouanet...

acabaram fazendo esse tipo de contato. Mas o que surpreendeu os senhores da oposição foi Flávio não ter então revelado que tinha tido esse contato com o Daniel Vorcaro, deputado. É, exatamente isso. Eu acho que o fato do financiamento é natural. É natural que o Vorcaro, na época, era um banqueiro de nome. E como a lei Rouanet para a oposição é zero.

onde a Lei Rouanet arrecadou 3,41 bilhões para a esquerda, a direita então procura um financiamento. É bom que fique claro, Bruno, que não é pagamento de propina, é um financiamento e isso deve estar público. Agora, eu acho que faltou um pouco de...

comunicação do Flávio juntamente com a nossa bancada, pra gente não ser pego de surpresa, porque isso ainda vai ter investigação, eu espero que a Polícia Federal investigue pra que a gente possa ficar mais tranquilo. Vai atrapalhar? Vai. Mas não vai tirar votos do Flávio por causa disso. Mais grave do que isso, eu já disse ainda há pouco.

Foram as quatro reuniões a portas fechadas do Vorcaro com o presidente Lula. E que bom que a intercepta apareceu agora, né? Estava sumida, mas quando o Lula começa a despencar nas pesquisas, aí vem algum fato novo para ver se recupera a popularidade do Lula. A gente tem uma pergunta do Carinhato.

Pois é, deputado, muito obrigado pela gentileza, mas o senhor acho que toca num ponto que é importante, né? Na política há eventos que acontecem que não são de conhecimento do grande público. Em algumas vezes as assessorias dos políticos sugerem que seja feita uma coletiva de imprensa para informar aquilo que aconteceu e que nem chegou à imprensa.

Ah, isso não vai tirar votos de Flávio, mas deve atrapalhar. O senhor não consegue medir que tipo de prejuízo teria a campanha ou a pré-campanha de Flávio nesse momento?

Olha, o que vai haver? O barulho da esquerda, que já é natural. Diante eles não tinham nada que falar. E apareceu um assunto que eles vão poder falar durante algum tempo. Agora, eu acho que tudo vai se esclarecer. Eu acho que os áudios dizem muita coisa, mas policialmente...

até agora não tem nada. Nós vamos então, a Polícia Federal deve iniciar essa apuração e eu acho que o grande equívoco e o grande erro foi não ter comunicado isso, porque trata-se de um financiamento do filme do pai, né? Olha, eu quero lembrar aqui também que o Vorcaro também financiou o filme do Michel Temer e de um outro ex-presidente aí. Eu acho que é do Fernando Henrique, não tenho certeza. Mas houve já esse financiamento. Financiamento é diferente de propina.

Isso, viu, Toniato? Então a diferença é essa. Faltou essa comunicação com a base, vamos dizer assim, né? Eu acho que esse assunto ficou mais entre família e não houve essa divulgação para a nossa base do PL, que é um partido grande, com quase 90 e poucos deputados, precisava ter essa informação.

Agora não há um risco também, deputado, de se instalar uma CPMI do Banco Master, tanto que é um interesse por parte da oposição, havia uma resistência da ala governista, mas do jogo acabar virando agora, instalar a CPMI e acontecer como lá nos atos do 8 de janeiro, a ala do governo assumir o comando da investigação?

Nós queremos a instalação da CPI do Banco Master. É bom lembrar que nenhum deputado da esquerda assinou a CPI do Banco Master. Nós assinamos. E pela nota do Flávio Bolsonaro, ele quer a instalação imediata da CPI do Banco Master. Portanto, não tem nada que se esconder. Vai mostrar que foi um financiamento, dinheiro privado, não é dinheiro público. E eu tenho certeza que vamos sair disso com maior tranquilidade. Outra pergunta, Caniato?

Eu quero agradecer muito a participação do deputado. A gente vai trazer, inclusive, outros detalhes. Bruno, se quiser encerrar, fazer um último questionamento ao deputado, por favor, fique à vontade. O seu toque final.

Não é isso, a gente vai aguardar as repercussões aqui, como a oposição também será orientada para se movimentar tanto nas redes sociais quanto também para fazer uma defesa. Agora, o senhor acha que é importante, senador Flávio, chamar a oposição, contar tudo o que aconteceu ou aguardar novas revelações, deputado? Tem que vir, eu acho que inclusive não só a base aliada dele, ele tem que ir para a imprensa e falar.

o que ele colocou na nota, esse é o tipo do assunto que não adianta você se esconder. Nós temos que ir pra cima e mostrar a verdade. É isso que o povo quer ouvir. Ouvir dele, o que é que ele foi fazer lá? Quem era o Vorcaro na época? Era um banqueiro de nome e ele foi pedir financiamento, já que a Lei Rouanet não o atendeu. Então, eu acho que ele tem que vir a público e esclarecer. Agradeço ao senhor. Muito obrigado por conversar com a Jovem Pan em Os Pingo nos Isos.

Eu que agradeço a oportunidade. Um abraço e bom trabalho pra vocês. Volta ao estúdio.

Legal. Bruno, você segue por aí qualquer novidade, qualquer outro convidado, por favor. Só nos chamar, deixa inclusive destacar para a nossa audiência, que o senador divulgou um vídeo. Ele faz a sua defesa e explica exatamente o que ocorreu. A nossa produção acabou de separar esse vídeo. Vamos acompanhar.

Fala pessoal, mais do que nunca é fundamental a CPI do Banco Master já. Vamos separar os bandidos dos inocentes. Toda essa história que está sendo veiculada agora, nada mais é do que um filho procurando investidores privados para fazer um filme privado sobre a história do seu próprio pai.

Zero de dinheiro público, zero de lei Rouanet, como esse governo gosta de fazer, gastar dinheiro público para fazer autopropaganda deles mesmos. Eu conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha mais governo Bolsonaro, não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele.

O que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato que, ao ele não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, de o filme sequer ser concluído. Em função disso, inclusive, procuramos outros investidores para concluir esse filme. Eu quero dizer para vocês uma coisa muito importante.

O filme ficou pronto. O filme está muito emocionante. O presidente Bolsonaro merece uma homenagem como essa e vai estar em todos os cinemas do Brasil ainda este ano. E estão todos convidados para assistirem a essa obra-prima. Um grande abraço e fiquem com Deus.

Tá aí o vídeo publicado por Flávio Bolsonaro, reforçando a necessidade de uma CPI ou CPMI do Banco Master, explica o financiamento do filme Sem Dinheiro Público, quando conheceu Daniel Vorcaro e por que da cobrança, né? Havia um contrato e ele cobrou, porque parece que algumas parcelas estariam atrasadas desse financiamento, né? O contrato que foi firmado com o Daniel Vorcaro. Deixa eu chamar os nossos comentaristas.

Acho que o Roberto Mota já está ao vivo com a gente. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. A principal notícia do dia e as declarações de muitas figuras importantes. Há quem peça, de um lado, a prisão de Flávio Bolsonaro e o senador e pré-candidato à presidência da República explicando exatamente qual era a conexão com o Daniel Vorcaro. Queria que você trouxesse suas impressões a respeito desse caso. Bem-vindo e boa noite.

Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite, a nossa audiência que não tem um minuto de sossego. Cada dia no Brasil é um susto. Mas em momentos como esse, é recomendável cautela. A turma do Intercept é conhecida. Foram eles que tiveram acesso àquelas mensagens hackeadas da Operação Lava Jato.

um episódio que ficou conhecido como Vaza Jato, e que levou ao fim da Operação Lava Jato, e acelerou questionamentos judiciais sobre as condenações, inclusive de alguns políticos que acabaram voltando ao poder. Agora, surpreendentemente, mais uma vez, o Intercept passa na frente de toda a mídia nacional, e tem mais uma vez... Aniversário Aniversário

acesso a mensagens vazadas. O que as mensagens, se forem verdadeiras, parecem indicar é que o banqueiro fez contribuições para o financiamento de um filme. Não está aparente nas mensagens qualquer operação ilegal. Não está aparente nas mensagens qualquer troca de favores.

O que parece que houve foi, segundo a matéria da imprensa, uma doação de dois milhões de reais, que foi inclusive declarada no Imposto de Renda do Banco. Inclusive, há informações de outros veículos de mídia de que o banqueiro teria também financiado outros filmes sobre figuras políticas.

Mas, evidentemente, trata-se do banqueiro Master. Seria muito melhor se isso não tivesse acontecido.

Zé, deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, para o Dávila trazer também suas reflexões a respeito desse caso. Bem-vindo, Dávila. Boa noite. Como avalia esse episódio, essa notícia que ganhou as manchetes agora à tarde? Claro, do jeito que integrantes da base governista falam, parece que o dinheiro para o filme seria dinheiro de propina. Mas há explicação por parte de Flávio Bolsonaro que menciona... Ah...

um contrato firmado com o Daniel Vorcaro para financiar ou patrocinar o filme que retrata a vida de seu pai você acha que o erro dele talvez não tenha sido divulgar isso antes publicizar, olha, eu tive um contato com o Daniel Vorcaro e ele firmou um contrato com a produção do filme para bancar inclusive a produção, você acha que faltou isso?

Canhato Mota, Beraldo, Musa e a nossa querida audiência. Canhato, nesses tempos de banco master, é preciso ser muito cuidadoso para separar o joio do trigo.

Não foram todas atividades corrupção, ilegal, mas é preciso investigar. Investigar a fundo cada movimentação financeira. Porque às vezes as aparências enganam. É evidente que não há nenhuma ilegalidade em financiar um filme com recursos privados. Não tem nada de errado nisso.

O que é preciso investigar em todas as ligações do Banco Master, porque a maioria delas realmente são tóxicas, é se não teve algo por trás disso. Por exemplo, facilitar ou tentar aprovar um projeto que aumentava o teto do fundo garantidor.

Ou aprovar uma medida, ou aliviar algum processo de vorcaro. Então, é isso que nós precisamos fazer, essa conexão se há ou não. Porque se hoje, a notícia de hoje, apenas houve o financiamento privado de um filme com recursos sem nenhuma outra consequência política, não tem nada de errado nisso.

Mas, como tudo no mundo do Vorcaro nada é de graça, é preciso entender se não há algo por trás de um mero financiamento da produção de um filme. Pois é, análise dos nossos comentaristas para a notícia que indica um contato entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Flávio teve um contato telefônico cobrando o pagamento de parcelas para um acordo, um contrato que tinha sido firmado. Então,

para financiamento do filme que retrata a vida do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro. E aí, obviamente, essa notícia acabou ganhando a imprensa e principalmente a base governista. Muitos parlamentares ligados ao governo questionando, né? Tratando desse episódio como se fosse um caso de corrupção. Deixa eu chamar o Bruno Musa, já está com a gente? Musa, seja bem-vindo. Ótima noite a você.

Aspectos desse episódio nós devemos nos atentar. Flávia, para candidato à presidência, vinha performando muito bem. Há dúvidas se isso atingirá essa boa performance, né? Muitos ficarão com o pé atrás. Poxa, será que é isso mesmo? Queria que você trouxesse um pouco da sua percepção. Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Dávila, todos que nos escutam no Brasil. Mais um dia de Brasil, essa imensa volatilidade que parece que realmente nada mais pode nos surpreender. Veja, eu acho que o primeiro ponto, e é extremamente relevante fazer isso, é separar um pouco do emocional do racional. Cada vez que vivemos nesse mundo polarizado, cada notícia que aparece...

nos dá aquela sensação de acabou, mudou tudo, agora já era. O que vai acontecer agora? Estava falando agora com um cliente aqui da parte de investimentos, um capital novo, falou, e agora? O que muda? Calma, vamos analisar. O áudio em si, como muito bem colocou o Dávila e o Mota aqui, não traz nenhum tipo de legalidade.

financiar com recursos privados seria e é muito melhor do que financiar com recurso público. Se o recurso é privado, claramente ele tem a possibilidade de pedir esse financiamento se tem algum tipo de acordo. Agora, claro, é importante analisar qual o tipo de acordo, porque já sabemos de onde vem o dinheiro do Banco Master, fruto de toda a corrupção, lavagem de dinheiro, possibilidades muito claras de interlocução com o crime organizado.

Então, tudo isso precisa ser analisado. Eu estava lendo uma pesquisa a respeito da correlação entre os mercados preditivos e as pesquisas de intenções de votos.

O mercado preditivo tem as suas características peculiares, mas nos últimos anos, tanto nos Estados Unidos como no Brasil e na Europa, ela vem acertando muito mais do que o mercado de intenções de votos, pesquisas de intenções de votos convencionais. Por características próprias do mercado preditivo, muitas vezes a pessoa aposta dinheiro e, portanto, lá tem uma intenção muito mais forte.

do que no outro mercado simplesmente de pesquisa, onde ele pode se sentir acanhado ou envergonhado de não responder pelo nome de A ou pelo nome de B. A verdade é que os mercados preditivos mostram que houve uma derretida do Flávio nos últimos minutos após a divulgação desses fatos, mas, de novo, eu continuo achando que para não entrarmos, e não é nosso papel aqui entrar no emocional.

seja no meu campo profissional aqui na parte de investimentos, como no campo daqui da comunicação, de nos anteciparmos e entrarmos nesse jogo emocional. Calma, é extremamente relevante que façamos todas as investigações pertinentes para entendermos qual é o tipo de relação. Porque o Borcar já está claro que é um criminoso. Qual é o tipo de relação que financiaria tudo isso e por que esse montante tão alto? Realmente...

É estranho, é estranho, mas devemos analisar profundamente antes de fazer qualquer tipo de julgamento prévio.

Sem dúvida alguma, mas até a conclusão da investigação, naturalmente, os grupos políticos vão se utilizar dessas informações ou desses vazamentos, né, pra reforçar narrativas. Deixa eu chamar o delegado Palumbo, hoje aqui com a gente. Delegado, seja bem-vindo. Ótima noite a você, o delegado, sempre quando pode, faz uma visita aqui, participa com a gente de Os Pingos nos RIS. Delegado, quais aspectos dessa troca de mensagens lhe chamam a atenção? Por exemplo...

Flávio disse o seguinte, irmão, estou, estarei contigo sempre. Não tem meia conversa entre a gente. Pairou uma dúvida para muita gente que acompanha o noticiário sobre essa relação muito próxima. Tudo bem, trata-se de financiamento de um filme, mas aí muitos questionam. Bom, seria só isso? Em meio às investigações do Banco Master, de Daniel Vorcar, ele não tinha sido preso ainda. Essa troca de mensagens prejudica Flávio de que maneira? Ele consegue...

projetar, medir, bem-vindo. Boa noite, Caniato, boa noite, amigos da Jovem Pan e toda a nossa audiência. Bom, vamos deixar bem claro que esse áudio não se refere a nenhum tipo de pagamento de propina. É uma relação contratual entre um empresário, que até então não estava sendo investigado,

com uma pessoa que é o filho da pessoa que é o protagonista de um filme, justamente para não se usar dinheiro público. Claro que tudo isso deve ser também objeto de investigação. Agora, por que não se instaura a CPMI? Por que essa CPMI não é instaurada?

Por que não querem isso? Em nenhum momento eu vi o Flávio Bolsonaro se negando ou falando contra esse procedimento investigativo que deveria partir ali através do presidente do Senado Federal. Muito pelo contrário, ele fez reiteradamente vídeos pedindo isso, inclusive um agora há pouco.

Ou seja, a esquerda vai usar isso como uma manobra para tentar desvirtuar, dizendo, como eu já vi alguns vídeos, inclusive de deputados, com palavras de baixo calão, ofendendo, dizendo que se trata de uma possível corrupção, que não é, não tem nada ali que comprove isso. Como disse bem os meus colegas,

Isso precisa, claro, ser investigado. Mas não há nada de ilícito numa relação comercial, contratual, onde uma pessoa cobra pelas parcelas do próprio contrato que foi efetuado. O fato de ter chamado de irmão...

Eu converso no WhatsApp com centenas de pessoas diariamente. E eu também uso essa palavra irmão. O fato de eu seguir no Instagram e redes sociais não significa que eu sou amigo. O fato de eu escrever assim, meu amigo, como vai? Boa noite. Não significa que é um amigo íntimo. Então a gente tem que separar.

A gente tem que saber separar isso. Será que isso não é falado, feito, escrito de forma usual pelo Flávio Bolsonaro? Será que ele não chama todas as pessoas de irmão? Porque isso é muito comum. Você conhece a pessoa e fala, ô meu irmão, como é que você está? Isso é natural. A gente não pode usar isso como uma manobra de dizer, olha lá, é um relacionamento íntimo, é um relacionamento de amizade profunda. Não.

pelo que a gente viu no áudio, e o Fraga também expressou muito bem isso, o deputado Fraga, ali a gente está vendo uma relação de um contrato, ele está pedindo para que se honre esse contrato, se não filme, e acabar sendo prejudicado. Até agora não vi nada demais nesse áudio. É claro que isso vai ser usado pela oposição como uma forma, mais uma forma de atacar. E foi bem dito também pelo Fraga que nenhum desses deputados aí que estão acusando o Flávio Bolsonaro agora, fazendo videozinhos,

Nenhum deles assinaram para que essa CPI prospere. Nenhum deles quer que se investigue isso a fundo. Nenhum deles desejam isso. E aí pegam uma frase, tiram de contexto e falam, olha, é corrupto, é corrupção. E a gente vê claramente aí que neste caso não é.

Pois é, é interessante essa reflexão do delegado Palumbo a respeito da expressão, né, irmão. Muitos usam, né, para demonstrar carinho ou intimidade com alguém. Talvez em alguns estados se utilizem como parceiro, ou no Rio de Janeiro tem muito brother, né, ou brother. Deixa eu chamar o Mota para avaliar uma outra questão.

que envolve o uso dessa notícia para enterrar ou defender a realização de investigação. Em meio a tudo isso, vimos antes da divulgação as defesas de alguns.

a verificação de que seria impossível, na agenda parlamentar, a realização de uma CPI ou CPMI do Banco Master. Você acha que, enfim, a divulgação desse áudio pode turbinar os grupos políticos para que avancem com uma investigação no Congresso do caso do Banco Master? Esse é um ponto. E aí, queria que você discorresse também sobre impactos na estratégia eleitoral.

Eu quero lembrar, Caniato, um comentário que eu fiz lá atrás, quando começaram a surgir essas informações sobre o Banco Master. Esse meu comentário foi o seguinte. O banqueiro utilizou uma estratégia muito inteligente. Ele misturou relacionamentos próprios com relacionamentos impróprios.

As empresas do banqueiro, o próprio Banco Master, tinham contratos completamente indevidos e imorais com algumas pessoas e contratos perfeitamente razoáveis de contratação de serviços com outras pessoas e com outras entidades.

E aí quando estoura o escândalo do Banco Master, está todo mundo junto no mesmo barco. Então vamos supor que você tinha um escritório de advocacia, uma empresa de design gráfico, qualquer coisa, uma produtora de filmes.

E você tinha um relacionamento perfeitamente legal com o Banco Master, uma de suas subsidiárias. Agora você está envolvido nesse escândalo. Queira ou não, agora você tem explicações a dar. É isso que nós estamos assistindo. É como se o banqueiro tivesse feito uma espécie de seguro para se proteger. Envolvendo, inclusive, pessoas que não fizeram nada de errado.

A rede que o banqueiro criou era muito grande.

É evidente que essas coisas precisam ser esclarecidas. Mas o que nós estamos vendo neste momento é a execução dessa estratégia de juntar gente, pessoas, entidades que jamais poderiam ter o tipo de relacionamento que tiveram com o banqueiro com outras pessoas, empresas e entidades.

cujo único erro foi não ter desconfiado demais, que é uma coisa que a gente já deveria ter aprendido no Brasil. Desconfie, desconfie de novo, depois desconfie mais uma vez. Pois é, interessante. Deixa eu passar para o Dávila. Dávila, não é preciso também olhar para a seletividade das divulgações, dos vazamentos? Porque quando a gente fala de um universo gigantesco de relações de Daniel Vorcaro, é...

Talvez na agenda dele tivesse uma lista de autoridades de AZ, né? De todos os partidos, de todos os poderes da República, enfim. Figuras do empresariado de vários segmentos. Mas, beleza, tem um site que consegue acessar esses arquivos, só que divulga só uma parte, né? Você acha que também é preciso ter cuidado quando a gente faz a avaliação a respeito do que é divulgado?

Lógico, Caniato, neste momento turbulento de campanha eleitoral, todos os gatos são pardos nessa história do Banco Master. Todo mundo aí tem algum envolvimento. Agora, precisa ter o que nós estamos falando aqui. Há envolvimentos que são operações lícitas e normais e outros que têm enorme influência política por trás. Mas além de divulgar as informações e investigar, se não há...

pontos soltos de favores políticos que foram feitos a Vorkaro, tem um outro problema, muito mais sério, que é a amnésia.

O que esse escândalo do Banco Master já revelou e já caiu no esquecimento? Como assim o banqueiro se reúne com o presidente da República? O ex-ministro da Fazenda recebia um milhão por mês para facilitar essa reunião com o presidente da República? O ex-ministro da Suprema Corte e da Justiça estava no Conselho Construtivo do Banco?

O embrólio desse banco que começou com um projeto piloto na Bahia envolvendo o líder do governo e o ministro do governo. Tudo isso já caiu em esquecimento, como se isso agora fosse paisagem do passado, não tem mais que dar sequência na história. Porque isso se perdeu em discussão de delação, CPI do Banco Master.

Então, tem dois problemas, Canhá. Primeiro é o jornalismo investigativo sério para separar o joio do trigo e não misturar as coisas. Porque essa história de transformar todos os gatos pardos é justamente para encobrir aqueles reais escândalos que aí sim, dinheiro distribuído para salvar Vorcário de Maracutaia. Este é um outro problema.

também deixamos de olhar de lado. E a outra coisa é não ter essa amnésia coletiva, esquecer o que foi revelado há pouco tempo atrás e que continua sem uma resposta firme, objetiva e correta sobre o que realmente aconteceu. Então...

É preciso transparência para divulgar as informações. É preciso investigação profunda para separar o joio do trigo. Agora, não há dúvida que Flávio Bolsonaro errou feio em não mencionar esta relação com o Vorcaro até este momento. É óbvio que errou. E por ter errado, sim.

cultiva suspeita de que, além do financiamento do filme, tinha alguma outra coisa por trás. É isto que precisa ser apurado em todas essas investigações que afloram do Banco Master. O que não pode é essa república do rabo preso se mobilizar para sepultar esse maior escândalo financeiro da história.

porque, no fundo, todo mundo tem alguma culpa no cartório. Isto não pode aguentar. O Brasil não aguenta mais ser governado por corruptos. É hora de enfrentar a investigação profunda e não deixar este grande escândalo passar em branco ou ser varrido para debaixo do tapete. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.

Eu sigo aqui nas demais plataformas, deixa eu chamar o Bruno Musa. Bruno, é preciso olhar com muito cuidado para o processo eleitoral, porque eu observei ao longo da tarde figuras que conversaram com jornalistas levantando a possibilidade do PL alterar a estratégia para a campanha eleitoral e para escolher o candidato à presidência. Já tem gente falando em Michele. Você não acha que é um pouco prematuro fazer esse tipo de discussão agora?

É, como eu falei no meu primeiro comentário, Caniato, eu acho que ainda estamos na fase de analisar, entender, compreender tudo isso que está acontecendo. E as primeiras respostas tendem a ser sempre emocionais.

E no campo emocional é perigoso, ainda mais numa decisão que ela tende a ser estrutural, mexer no jogo como um todo. Por isso que a minha primeira cena que eu comentei aqui dentro do meu dia a dia de trabalho, eu falei calma para esse investidor cliente, e eu mencionei aqui no campo da comunicação, calma também, vamos analisar. As decisões prematuras, elas tendem a ser...

carregadas de coração. E na política, erros como esses, eles tendem a ser muito, muito grandes. A não ser que saibamos, ou que saibam coisa que nós não sabemos ainda, todavia. Portanto, me parece que até esse momento, o que mais cabe dentro dessa prudência é analisar. Colocarmos o pé no chão, entendermos o que está por vir, fazermos as devidas...

análises dentro desse cenário conturbado. Estamos ainda na fase de pré-campanha, Caniato. Imagina que as coisas ainda não começaram e, pelo visto, o Daniel Vorcaro mexeu com grande parte da classe política brasileira.

principalmente dos nomes mais importantes de todos os espectros políticos e de todos os poderes da República. O que mais está por vir? Portanto, eu acho que vale muita calma e não nos precipitarmos. Esse julgamento antecipado pode trazer decisões muito erradas, tanto no campo estratégico quanto aqui no campo da comunicação. Acho que vale um cuidado excessivo nesse momento.

Daqui a pouco a rede está chegando. Musa, só para não perder o fio da meada, quando você menciona que é preciso ter calma, sem atravancar as reflexões e também julgamentos precipitados, você tem contato diário com investidores. Qual é a percepção? Você teve algum tipo de feedback? Há uma preocupação sobre a pré-candidatura de Flávia a partir da divulgação desse áudio? Rapidamente, em um minuto.

Sim, rapidamente. Esse cliente que eu acabei de falar que eu estava na reunião antes da gente começar aqui, ele tomou a decisão de trazer uma importante quantia que estava lá fora, que tinha sido mandado lá para fora quando o câmbio era 1,50 mais ou menos, trouxe para o Brasil prevendo essa mudança política. E executou o câmbio hoje, uma parte dele. E a decisão é, e agora? O que vamos fazer? Será que mandamos outra vez de volta?

Então veja que tudo isso, essas decisões são tomadas no campo emocional, que foi quando eu falei...

Calma, espera. E à noite, hoje, depois do programa, eu vou jantar com o industrial, que também é meu cliente daqui, e justamente a decisão é o que fazer com o caixa da empresa? Será que tudo que eu planejei investir esse ano agora, prevendo essa mudança, eu já devo remeter esse capital lá para fora? Então, a coisa é complexa e a situação é crítica se eventualmente tivermos uma permanência desse governo.

Legal. A enquete do dia trata disso. Se você que nos acompanha puder, vote no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube, YouTube de Os Pingos nos Is. Agora eu recebo a rede Jovem Pan, todos que nos prestigiam pelas emissoras de rádio, agora conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Um forte abraço.

aos taxistas e também motoristas de aplicativo que nos acompanham aqui em São Paulo pelo 100,9. O pré-candidato à presidência, Romeu Zema, se pronunciou sobre as tratativas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, mostrando decepção com essa revelação. Vamos acompanhar.

Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil.

A manifestação de Romeu Zema, pré-candidato do Novo à presidência da República. Você, Mota, o que achou dessa fala de Romeu Zema? Bom, o pré-candidato do Novo à presidência parece que trata Flávio como alguém que está negociando propina, não financiamento de campanha. Ele fala que trata-se de um episódio imperdoável e menciona, é um tapa na cara dos brasileiros de bem. O que achou?

Hoje foi um dia de grande confusão, depois que o Intercept divulgou essa matéria, as redes sociais se encheram de pessoas reagindo, e é como eu disse no meu primeiro comentário, é preciso cautela, é preciso prudência nesse momento, porque a teia que esse banqueiro armou é uma teia muito grande, muito sofisticada, ela foi desenhada.

para provocar determinados tipos de reação. Nós estamos às vésperas de uma campanha eleitoral muito importante e tudo o que acontece, tudo o que é divulgado tem um impacto. Muita gente não lê o detalhe, muita gente não lê a notícia, muita gente só lê a manchete. Então, as reações...

que acontecem nesse momento, elas precisam ter um pouco mais de serenidade. É preciso que a gente entenda exatamente o que aconteceu, é preciso que a gente entenda o contexto para depois se pronunciar. E esse é um desafio para todos nós.

Importante. Deixa eu passar para o delegado Palumbo. Você, Palumbo, o Mota fala em serenidade e cautela, né? Quando se faz a avaliação. Você há pouco mencionou também. É preciso aguardar as investigações. Ao que tudo indica, trata-se da negociação para o patrocínio, o financiamento de um filme. Agora, o fato de o Romeu Zema...

Estar em meio ao processo eleitoral, ele é pré-candidato à presidência. Isso pode justificar esse tipo de posicionamento, falando que esse episódio é imperdoável? Um tapa na cara dos brasileiros?

É, na verdade ele quer pegar parte dos eleitores da direita, né, que votariam, possivelmente votariam em Flávio Bolsonaro e tá puxando o Sardinha pro lado dele. Só acho que ele deveria explicar melhor. Imperdoável, parece do jeito que ele falou, não viu o vídeo inteiro, não sei se esse é o vídeo inteiro, mas do jeito que ele falou, ele não falou que ali havia uma relação contratual.

que o Flávio acabou que acabaram explicando que ele estava cobrando o dinheiro para a elaboração, para a feitura do filme cujo pai seria o personagem principal retratado nesse filme, nesse documentário então pelo que estão falando parece que ele estava pedindo dinheiro de propina parece que ele estava pedindo dinheiro para financiar campanha eleitoral parece que o dinheiro que estava vindo de forma ilícita

E não é isso. Agora, tudo isso precisa ser investigado. O fato dele ser pré-candidato, é claro que ele vai pender pro lado dele. Vai fazer o vídeo que ele achar melhor pra tentar pegar esses possíveis eleitores que deixariam, entre aspas, de votar no Flávio Bolsonaro pra votar nele. Agora, a gente tem que tomar um pouco de cuidado, né? Com as palavras, com o tipo de vídeo que a gente lança e agir sempre com a verdade. A gente não pode fazer um vídeo, creio eu, né?

com supostas acusações de falando que isso seria imperdoável, se não explicar o porquê. Quem vê o vídeo como eu vi agora, pode interpretar, nossa, é dinheiro de propina, é dinheiro para financiar a campanha, é um dinheiro ilícito. E ao que parece, não é nada disso.

Repito, precisa ser investigado, precisa ser instaurado uma CPMI, precisa tudo ser esclarecido. Mas fazer esse tipo de vídeo sem explicar o que foi que realmente aconteceu, para que era o dinheiro e dizer que é imperdoável, aí eu já não posso concordar com esse tipo de atitude.

Pois é, talvez Romeu Zema tenha visto aí uma oportunidade. A gente vai trazer também qual foi a manifestação daqui a pouco de Renan Santos do Missão. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. O Dávila talvez tenha um apontamento importante a respeito dessa posição de Romeu Zema. Bom, Zema, eu me lembro, lá atrás defendeu a União da Direita. Teve aquele vídeo em que ele publicou com o Flávio Bolsonaro. Os dois pareciam estar bem alinhados. Você não acha que talvez...

Romeu Zema tenha se precipitado com esse vídeo ou não, Dávila?

Criato, Romeu Zema hoje faz uma campanha clara contra os intocáveis e a corrupção. É muito claro, essa é a grande bandeira de Romeu Zema. E a surpresa de Romeu Zema, ao que me parece nesse vídeo, é a surpresa que o próprio deputado Flávio, que foi entrevistado pelo Bruno Pinheiro, trouxe aqui. Todos foram pegos de surpresa com esse depoimento, essa troca de mensagem. Mesmo que seja por um filme, por uma atividade legal.

é uma surpresa que, na verdade, causou espanto até mesmo na sua base política. Portanto, o que me parece, nessa manifestação de Romeu Zema, é mais uma coisa dessa simpo. A direita não pode ser pega de calça curta desse jeito, nesse tipo de relação com um cara altamente tóxico e o epicentro do maior escândalo financeiro do país e com este aparelhamento.

do Estado brasileiro, por meio de favores, distribuição de dinheiro, festas, jatinhos, contratos milionários. Então, é óbvio que causa espanto. Porque a direita tem que fazer, sim, um discurso contrastando com a esquerda neste combate à corrupção, à impunidade.

E, portanto, me parece um vídeo, um depoimento do pré-candidato Romeu Zema mostrando esta surpresa e indignação que alguém da direita foi flagrado numa conversa complicada com Vorcaro. É óbvio que pode ser apenas uma transação comercial sem nenhuma consequência. Mas quando você cria surpresa desagradável aos seus aliados,

O que você espera é uma reação de espanto e de indignação. É interessante essa expressão que o Dávila utiliza agora, uma surpresa desagradável. Deixa eu passar para o Bruno Musa, porque Musa, eu por diversas vezes acompanhei as discussões de vocês e havia uma cobrança sobre a necessidade de discutir o Brasil, discutir os desafios para o Brasil.

para uma virada de página, para nós superarmos os nossos desafios. Essa surpresa desagradável mencionada pelo Dávila não forçará a gente a ficar discutindo esse episódio, sei lá, por semanas, meses talvez? E aí os reais problemas do Brasil ficarão para trás, você não acha?

Sim, mas isso já virou um padrão, né, Caniato? Pensa nas últimas eleições que nós debatemos de verdade projetos de poder entre os principais concorrentes ou principais postulantes aos cargos de presidência ou até mesmo do legislativo. Não há debate aprofundado a respeito disso, até porque o debate aprofundado não é bem-vindo.

No Brasil, nós temos uma intenção de tentar conhecer cada vírgula da cláusula, porque nós temos essa burocracia no nosso DNA. Mas debater, de fato, os projetos, os planos, não. Nós debatemos as regras para evitar que um projeto seja implementado. O mais importante é termos um calhamaço de regras, mesmo sem termos ideia para onde nós queremos chegar.

São poucas as pessoas dentro da política que conseguem debater e que tem um plano de verdade de país, um projeto de país. Até porque projetos que costumam ser resultados de mais longo prazo, você normalmente deixará os louros para os próximos governantes de turno. Infelizmente, no Brasil, os próximos governantes de turno que tivemos nos últimos 20 anos quase que se repetem.

inteiramente, quase lá, quase 75% do período governado por uma mesma ideologia. Então, esses resultados foram uma manutenção de um país eternamente parado naquela armadilha da classe média que não conseguimos escapar e não conseguiremos porque não há projeto de país de verdade adaptado ao mundo de hoje. Então, mais uma vez, caímos nessa mesma armadilha agora, independente de quem seja, uma vez que a polarização está tão intensa e eu não acho que ela seja...

ruim essa polarização necessariamente. Mas a polarização deveria ser carregada de debates mais aprofundados. Isso não são bem-vindos. Passa a ser um que quem defende um lado chancela absolutamente tudo o que esse lado faz. E quem defende o outro lado chancela absolutamente tudo o que o outro lado faz. E ficamos nesse lado pobre da coisa.

Não é à toa que nos principais índices, seja de renda, de per capita, de evoluções, de liberdades, de empreendedorismo, estamos sempre na parte de baixo da tabela e nunca na parte da dianteira. A manifestação de muitas autoridades, seguras, políticos, parlamentares, mas também de partidos. Teve uma nota oficial divulgada pelo PL. E o Partido Liberal afirmou que as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras e consistentes.

Os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para a produção de um filme igualmente privado, sem qualquer utilização de recursos públicos. O PL manifesta confiança irrestrita e apoio ao nosso pré-candidato à presidência da República, certo da sua correção e sua conduta. Seguimos firmes e unidos, com responsabilidade e compromisso com a verdade. CPI do Banco Master, já!

Você, Mota, quais aspectos do posicionamento do PL em relação à posição de Flávio Bolsonaro, à conduta de Flávio Bolsonaro e essa defesa de uma apuração no Congresso Nacional? A gente viu muitas idas e vindas sobre CPI, CPMI. Parecia que o fato de Daniel Vorcaro ter uma relação gigantesca com o universo político, isso teria... Agora,

afugentado muitos políticos de defenderem essa saída, essa opção. Você acha que esse episódio acaba forçando os políticos a voltarem a defender? E políticos de diferentes lados do espectro político? Eu acho que seu microfone está fechado. Só verifica, por favor.

Eu sempre defendo a política baseada em convicção, né, Caniato? E se você tiver que perder, que perca, mas perca defendendo as suas convicções.

E eu acho que convicção faz falta nesses momentos críticos. Ninguém deve abaixar a cabeça e aceitar coisas erradas ou acusações injustas quando tem convicção de que está fazendo a coisa certa. Por isso, eu recomendo, nesse momento, muita cautela.

Vamos lembrar a quantidade de filmes que já foram feitos nesse país sobre figuras políticas. A maioria desses filmes nunca foi assistido por nenhum espectador. Mas a maioria foi financiada com dinheiro público. É um escândalo sem fim.

para não falar na quantidade de mensagens ideológicas, radicais, que são passadas nesses filmes, nas mentiras, nas narrativas, tudo pago com dinheiro público. É um escândalo normalizado, aceito aqui no Brasil. Então, eu sempre defendo que o político siga a sua convicção.

O Congresso Nacional tem mais uma oportunidade para ir a fundo nessa história do escândalo do Banco Master. Mas eu tenho pouca esperança que isso aconteça. Porque a preocupação da maioria dos políticos ainda é com a imagem, especialmente em um ano eleitoral.

Por isso que quando um político assume uma posição baseada em convicção, com todos os riscos que isso acarreta, ele se destaca dos outros. Zé, agora deixa eu chamar o delegado Palumbo, que é parlamentar, acompanha muito esse jogo que acontece nos bastidores. Delegado, uma pré-campanha eleitoral é uma guerra, né? Quando aparece um fato que pode ser explorado,

pelo grupo rival, o grupo adversário, eles tentam avançar e moldam aquela notícia para que isso se encaixe na sua narrativa e aquela outra figura seja muito prejudicada e fique sangrando, entre aspas, sangrando no processo eleitoral. O que é preciso considerar caso Flávio Bolsonaro caia nas pesquisas eleitorais nos próximos levantamentos? Quais são os caminhos possíveis para o partido, por exemplo?

O Paniato abriu a porteira para os ataques em todos os cargos, seja deputado estadual, federal, governador, senador e presidente da República. Isso é natural. Quem quer entrar na política e não quer apanhar, é melhor ficar em casa e não sair. Porque uma hora ou outra vai apanhar, vai receber ataques, vai receber fake news e vai receber todo tipo de acusação que não procede.

Eu creio que, a princípio, vendo nesse primeiro momento, que isso não é caso para se recuar com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. É um áudio que está falando sobre uma questão contratual, não está pedindo dinheiro público aparentemente para nada ilícito, está pedindo pelo financiamento do filme, como eu havia dito, que é do próprio pai o protagonista, que vai ser interpretado por algum ator.

Então, eu não vejo por que arrancá-lo. Claro, se as pesquisas começarem a cair, vai ter que ter uma nova conversa entre o próprio Flávio, o Valdemar, o Jair Bolsonaro, que vão decidir se é o caso de se continuar ou não. O político vive da sua imagem.

Ele vive aí de povo. Ele vive... O principal capital político de um político é o povo. É a sua imagem. Isso vai arranhá-lo? Não vai? Agora, tem ataques que são tão desprezíveis que qualquer um, olhando as imagens, os vídeos, vão falar, não, espera um pouquinho. Isso aqui não procede. Basta ter um certo tamanho de uma ervilha. Claro que precisa ser investigado. E ele não está se recusando a nenhum tipo de investigação. Tanto é que ele fez um vídeo.

Vamos instaurar a CPI, vamos instaurar a CPMI. E não se querem instaurar, essa que é a verdade. Aqueles que acusam são os mesmos que não querem, por exemplo, a investigação vinda do Congresso Nacional através de uma CPMI. E isso sim chama atenção. O que vocês não querem investigar? Qual é o problema de se investigar? O que vocês não querem assinar um requerimento para a instauração? Por que vocês não querem cobrar o presidente do Senado, o Columbre, para que essa CPMI seja instaurada?

Por quê? Aí depois vai pras redes sociais, coloca lá na TV o áudio e começa, inclusive, xingando o Flávio Bolsonaro. Mas essa mesma pessoa que tá fazendo isso, eu tô falando de deputado, não vou dar o nome aqui, porque senão a gente vai fazer propaganda pra esse deputado, que é anti-horário.

que ele não assina a CPMI? Por que eles não querem a investigação? Por que eles querem barrar essa investigação a qualquer custo? E não é só no Congresso Nacional, não. Eles querem brecar de todas as formas, inclusive no campo judiciário. Ou seja, não bate. É só a gente parar. Todo vídeo que chega e toda acusação que chega, a gente tem que colocar no contexto. Por que estão acusando? Por que estão fazendo isso? Qual que é a explicação da pessoa? Agora, a pessoa?

Ele vai falar, ele vai se pronunciar sobre isso, eu tenho certeza absoluta, mas a princípio, a princípio, pelo áudio, não tem crime e não tem ilegalidade. Futuramente, se a Polícia Federal ou os órgãos de investigação descobrir que tem crime, aí tudo bem, ele tem que responder por isso. Tá correto.

Agora, ficar acusando com denúncias levianas, fazendo um videozinho para lacrar para sua base eleitoral, que tem o mesmo viés político eleitoral, e fazer na cabeça de milhares de pessoas, isso eu já não acho que é uma política correta. Deveria, como o próprio Múcio falou, ir para um debate mais sério.

Pois é, nossa produção segue apurando, levantando as últimas informações. Mais um requerimento para a abertura de uma CPMI, de instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito. Foi apresentada pelo senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais. A gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Daqui a pouco a gente volta com outras.

repercussões, inclusive o posicionamento do pré-candidato do Missão à presidência da República, o Renan Santos. Daqui a pouco a gente volta a tratar disso, mas tem várias outras notícias importantes no dia de hoje. O anúncio do governo Lula sobre o fim da taxa das blusinhas não é definitivo.

E o imposto pode voltar a ser cobrado ainda neste ano, antes das eleições. Apoiado massivamente pelo Planalto desde o início, a criação dessa tarifa causou um grande desgaste político e contribuiu para o aumento da rejeição do petista, que para tentar conter a sua queda nas pesquisas de intenção de voto, recuou, voltou atrás.

Por se tratar de uma MP, uma medida provisória, a decisão começou a valer nesta quarta-feira, mas precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias para virar lei. Para a oposição, a revogação da taxa se trata de uma medida eleitoreira. Já nas redes sociais, parlamentares e internautas restauraram vários vídeos de integrantes e apoiadores do governo Lula, como o vice-presidente Geraldo Alckmin.

o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entre outros nomes, que atuaram de forma favorável para criar esse imposto. E agora comemoram o fim do imposto. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila para avaliar esse comportamento diferente. Em um momento você defende, em outro momento, por ser mais oportuno...

Você ataca, pede a revogação. O que é isso, hein, Dávila? Como é que chama aquela síndrome que muitas pessoas acabam sofrendo? Esquizofrenia política? Esquizofrenia. É, então. É, não é esquizofrenia, é populismo mesmo, na veia, Caniato. Populismo na veia é o seguinte, lá atrás, o governo coloca o óculos.

Defender o interesse nacional. Não, precisamos taxar as blusinhas porque está prejudicando a indústria nacional. A indústria nacional não consegue competir com o chinês. E temos que defender os empregos e, portanto, temos que taxar as blusinhas. Agora, época de eleição.

Muda os óculos, vai lá, agora pega o outro óculos. O outro óculos agora é esse. Precisamos ganhar voto e as pessoas estão irritadas com a alta do preço, com a inflação e com a inadimplência. Então vamos aliviar um pouco, mostrar para as pessoas que elas podem voltar a comprar blusinhas baratas, coisas até 50 dólares baratas e vamos tirar o imposto.

Olha, sabe o que vai acontecer depois da eleição? Muda o óculos de novo, aumenta a taxa da blusinha, porque a gente precisa salvar o caixa do governo. Isto é a natureza calaminhosa. É um camaleão político, populista. E agora, essa natureza camaleônica está no modo eleição.

Daqui a pouco vai estar no modo arrecadar. E daqui a pouco volta a taxa, porque temos que defender a indústria nacional e o emprego nacional. É isso a natureza do populismo. As narrativas já estariam, inclusive, prontas para justificar a volta da taxa das blusinhas. Chamar o Bruno Musa para avaliar a decisão tomada pelo governo inicialmente, agora essa mudança de posicionamento do presidente da república.

faltando alguns meses para o processo eleitoral. Antes disso, eu preciso me dividir e me despedir de parte da rede. Divido agora a programação da Jovem Pan. Algumas emissoras pelo Brasil ficarão agora com a programação local. Muito obrigado pela audiência. Sigo aqui com os nossos comentaristas. Você, Bruno Musa.

Taxa das blusinhas, ponto final nesse momento. Talvez ela volte em breve, a depender do objetivo do governo e das próximas situações. Se for interessante, talvez eles defendam a volta da taxa das blusinhas. Eu lembro no comentário do Mota de ontem, a respeito desse tema, ele disse que se o Lula fosse reeleito, essa taxa voltaria no dia seguinte.

Mota não chegou nem a cogitar se for reeleito, quem sabe volta bem antes disso, né? Afinal de contas, a conta, abre aspas aqui, infechável, precisa ser minimamente reduzida. E, bom, essa decisão, como eu comentei ontem, Caniato, e reitero aqui alguns pontos adicionais.

Ela é errada sob o ponto de vista moral, tanto é uma decisão imoral, uma vez que ela traz mais espoliação da propriedade privada por parte da população brasileira, que já é espoliada diariamente sob todos os pontos de vista. Pagamos hoje 40% do PIB numa carga tributária, que é uma das mais altas do mundo, com serviços.

da África subsaariana, de países da África subsaariana. Portanto, ela é imoral sob esse ponto de vista e ela é economicamente ineficiente. O montante de arrecadação versus o tanto que você deixa de lado de uma atividade econômica, ela mostra que ela é completamente ineficiente.

E para piorar, não foi uma decisão pensada economicamente, ela foi única e exclusivamente arrecadatória. E quando nós pegamos o déficit, ou seja, o quanto o governo gasta mais do que arrecada, em termos reais, descontada a inflação, as despesas, mesmo batendo o recorde das receitas, as despesas cresceram mais do que as receitas. Então ela é ineficiente, ela é imoral e ela é completamente... Agora, a palavra, a palavra, a palavra, a palavra,

fora de cogitação de uma sustentação econômica. Ela é ruim de todos os lados. Só que o grande ponto é que o governo tentou colocar censura em quem foi contra essa decisão lá atrás e o governo tentou mostrar que ela seria eficiente. Pessoas do entorno do Executivo colocaram, inclusive, em redes sociais, falando que o aumento do imposto não chegaria na ponta final porque seria absorvido pela cadeia produtiva sem...

que o consumidor fosse prejudicado. Leto, engano e, claro, meu filho de dois anos, como eu brinco, não acreditou nessas postagens. O que mostra claramente que é arrecadatório. Só que naquela época eles tentaram fazer de tudo para mostrar que era altamente eficiente. Agora, faltando poucos meses para as eleições, ele vem a público e tira? Ou seja, mostra mais uma vez que o governo não está nem aí.

uma boa parte dos políticos não estão nem aí, e dar um tapa na cara do pagador de imposto para fazer única e exclusivamente aquilo que é bom para uma manutenção de um projeto de poder. Me desculpe, Caniato, cai quem quer.

Pois é, deixa eu passar para o Roberto Mota, porque o Mota fez essa análise no dia de ontem a respeito da possibilidade de uma reeleição de Lula, qual seria a decisão tomada por ele em relação a essa taxa. Deixa eu só receber a rede, Mota, e todos vão acompanhar na íntegra a reflexão do Mota a respeito desse episódio. Tem muita gente mencionando que teria sido uma medida arrecadatória em razão da situação fiscal, mas também...

Tem quem faça a análise a partir do processo eleitoral, aquela história de criar dificuldade para vender facilidade depois, muito próximo da eleição.

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Agora sim, toda a rede Jovem Pan conectada com a gente, aqui em Os Pingos nos Is, o Roberto Mota vai trazer sua análise a respeito desse vai e volta na taxa das blusinhas, mas da decisão que vai ser tomada pelo Congresso Nacional sobre o que fez o Planalto, porque a MP tem duração de 120 dias, ou seja, isso ficaria para ser decidido pelo Congresso Nacional, muito próximo, inclusive, das eleições, Mota.

E veja que jogada, né? A jogada é ainda mais malandra do que eu imaginava. Eu disse aqui, né? Que a taxa das blusinhas voltaria se e quando a eleição fosse resolvida a favor do governo.

Porque do jeito que eles colocaram e tiraram, eles colocam de novo e acabou. Inventa uma outra historinha. É uma aposta na falta de memória e na ignorância das pessoas. Mas veja como a jogada é mais malandra ainda. O governo colocou a taxa das brusinhas. Apesar de toda a gritaria, apesar dos avisos que a gente deu aqui, das consequências que isso teria para o brasileiro mais pobre.

Agora, o governo tira a taxa das blusinhas e apresenta essa notícia como se a taxa tivesse sido colocada por outro governo, pelos seus inimigos políticos. Então, pode ter certeza, muita gente está batendo palma e está resolvendo apoiar o governo, porque foi o governo que tirou a taxa das blusinhas, é claro. E aí entra malandragem, como é uma medida provisória.

É possível que ela expire e a taxa volte. E aí o governo vai poder dizer, viu, eu tirei a taxa das blusinhas, mas o Congresso não aprovou, agora a taxa voltou. E aí o governo fica com o melhor dos dois mundos, fica com o dinheiro do pobre e fica posando de bonzinho.

Pois é, é uma situação muito pitoresca, inusitada. Deixa eu passar para o delegado Palumbo, que é o congressista da bancada e vai poder trazer esse feedback dos congressistas. Qual deve ser o posicionamento de deputados e senadores às vésperas do processo eleitoral? Vão cancelar a decisão tomada pelo governo em relação a essa MP? Porque a responsabilidade passará para o Congresso Nacional, né, delegado?

É, Caniata, eu já não me assusto mais com a cara de pau de ninguém, né? A gente está vivendo na era como se a gente estivesse ainda no diário oficial, que a população não tem acesso a internet, a vídeo, não tem acesso às divulgações que foram feitas no passado, que diziam uma coisa, agora muda outra. Agora, por 120 dias, o mercado nacional não precisa mais dar ajuda? Agora já está tudo resolvido? Então, fizeram um discurso que era para proteger o mercado nacional.

Não, mas agora, milagrosamente, as vésperas das eleições, batendo exatamente as vésperas das eleições, vamos tirar a taxa. É claro que isso é uma medida populista. Falou uma coisa na época da taxação. E agora fala outra. Como que sim? Não.

não foram nós que fizemos, como se a população fosse besta, idiota, como se o povo fosse burro, e o povo não é idiota, o povo não é besta. Hoje tem internet, hoje as pessoas conseguem resgatar tudo aquilo que a gente falou no passado recente, a internet está aí, é eterna, o print é eterno.

as falas, os vídeos não dá mais pra pagar nós não estamos só na era da TV aberta, onde se falava e ficava por isso mesmo, hoje tudo que se fala na TV, vai pro Youtube, vai pras redes sociais vai para os vídeos de Whatsapp de Telegram

Então a gente não consegue entender, quer dizer, a gente consegue entender sim, é uma medida populista às vezes das eleições como se fosse o salvador da pátria. Foram eles mesmo que criaram essa taxa e agora eles se retiram e ainda querem fazer com que o povo pense que eles são salvadores, os bonzinhos. Estava se cobrando a taxa até ontem, até 11 de ontem, até o mês passado.

E agora? Não, tiramos. Olha como o governo é bonzinho. E depois, se voltar a taxa, aí a culpa é do Congresso Nacional. A culpa não é nossa. Não foi o Congresso Nacional que taxou. Foi este governo que agora, às vezes, as eleições resolvem tirar por mais uma medida eleitoreira. E aquele discurso que era pra proteger o mercado nacional, caiu por terra. O mercado nacional não precisa mais de proteção? Pois é. Tá aí. Cai no golpe quem quer.

Essa informação trazida no final pelo delegado Palumbo é muito importante que a gente sublime, relembre a nossa audiência. Porque parte do Palácio do Planalto, parte do governo federal, inclusive o vice-presidente Geraldo Alckmin, que acumulava a função de ministro...

defendia justamente essa tese, que era preciso a taxação para você defender a indústria nacional, pelo menos alguns segmentos da indústria. Você, Dávilo, o Dávilo acompanha muito essas movimentações, inclusive o posicionamento do empresariado. E aí, o que aconteceu? Que da noite para o dia tudo se consertou, não é mais preciso proteger a indústria, Dávila?

É, Caniato, no fundo, é tudo populismo. É verdade, sim, que parte da indústria nacional não consegue competir com a taxa das blusinhas. É óbvio que não consegue competir, porque a nossa carga tributária é a mais alta entre todos os países emergentes. Nós temos esses impostos cumulativos que estrangulam a produção. Tudo isso é verdade.

Mas o que nós não precisamos é atalho, o que nós precisamos são reformas de verdade. Reformas que jamais serão aprovadas por um governo de esquerda com uma mentalidade antimercado. Na mentalidade antimercado da esquerda, ajudar a indústria nacional não é simplificar regra, desburocratizar, reduzir a carga tributária, facilitar a vida do empreendedor, não.

É, o nacional estatismo, cria-se um subsídio aqui, protecionismo acolá, faz com que tenha reserva de mercado para um segmento da indústria, e tudo isso realmente prejudica demais a capacidade de competir da indústria nacional. Por isso que a produtividade da indústria nacional vem despencando nos últimos 30 anos. Perdemos mercado.

Perdemos mais do que mercado capacidade de inovação na indústria. Então, Caniato, nós temos de olhar para aquele outro exemplo que deu certo, que é o agronegócio. Aí sim, tributação menor, capacidade de competir internacionalmente, uma visão voltada para o mercado externo, não tem reserva de mercado e tem que saber ganhar a concorrência na arena internacional.

Por isso, não é só uma questão de taxa da blusinha, é uma questão estrutural, viciada em valores errados, baseado nesse nacional estatismo que vem prejudicando a indústria brasileira, fazendo o Brasil perder competitividade e produtividade.

E não é aumentando imposto ou diminuindo uma taxinha aqui que nós vamos resolver este problema estrutural de mentalidade e da economia brasileira, que é pouco produtiva e pouco competitiva por governos há mais de 20 anos, liderados por partidos de esquerda, que têm uma mentalidade antimercado e acreditam no intervencionismo do Estado na economia.

Eu vou chamar o Bruno Musa porque é preciso olhar para outros eventos, outras notícias que nós trazemos aqui. Você, Musa, acompanha todas essas movimentações. O que o fim da taxa das blusinhas? Anúncio do Desenrola 2.0.

Defesa do fim da escala 6x1. O que tudo isso tem a ver com o processo eleitoral e com uma disputa assimétrica para o Palácio do Planalto? Isso não te preocupa? Muito, mas isso não é novidade e a gente canta essa bola há muito tempo.

Eu que acompanhei muito o processo, por exemplo, na Argentina, estive lá nas eleições do Milley, vale lembrar que o governo anterior anunciou o Plano Platito, que foi um plano de liberar dinheiro lá também, igual aqui, dinheiro que não tinha.

para puro populismo puro mesmo. Lá, inclusive, muito mais, até controle de preços que eram praticados, que aqui no Brasil hoje você tem preços administrados, mas não controle de fato como estava sendo implementado na Argentina nas últimas décadas, por lá, na verdade. Então, essa novidade não deveria surpreender ninguém, porque, de fato, não é uma novidade. E eu acho que tem muito mais para ser anunciado. Hoje, por exemplo...

Eles falaram a respeito de liberar dinheiro para financiamento, salvo engano, de compra de carros, de aplicativos, com juros abaixo da Selic. Enfim, é mais endividamento que virá. E é importante analisar, quando o Lula fez aquele discurso, há pouco tempo atrás...

uma, duas semanas atrás, não lembro exatamente quando ele estava com o Pedro Sanches, o primeiro ministro espanhol, num evento lá em Barcelona, organizado por grande parte dos governos ali de esquerda, ele falou abertamente e novamente contra a austeridade fiscal. Então, me parece uma pura ingenuidade acreditar que, se Lula for reeleito...

Teremos algum tipo de austeridade, podemos ter essa correção pela inflação, mas cedo ou mais tarde isso acontece. Agora, acreditar que ele mudará é uma ingenuidade na minha cabeça sem tamanho, extremamente preocupante, até porque ele fez isso no primeiro dia desse governo.

antes de aprovar o arcabouço fiscal, que é matematicamente quebrado, como já provamos várias vezes aqui, isso significa que antes da aprovação ele aprovou aquela PEC do estouro. E a gente traz e carrega esse problema no endividamento desde lá, piorado pelos anos de geração de déficit. Então, teremos esse quadro muito mais agravado ao longo dos próximos anos, se ele vier...

a ser reeleito. Então, todas essas artimanhas e aceleração no aumento da deterioração fiscal para se reeleger, essa conta vai chegar mais cedo ou mais tarde. Então, para mim, é extremamente preocupante e, por isso, eu bato muito na teca. A pergunta é qual país nós queremos ser? Se, infelizmente, uma maioria optar por sermos eternamente um país medíocre, medíocre no sentido de mediano?

Talvez seja uma escolha legítima e a gente tem que aprender a surfar essa onda. Mas eu ainda acho que conscientemente uma maioria não optaria por uma vida medívida. Pois é, é importante nós questionarmos justamente isso nesse momento para a nossa audiência. Deixa eu passar para o Mota. Mota, quando o Musa traz essa reflexão e faz essa pergunta, qual é o país que nós queremos?

é preciso olhar para o que vem sendo feito, as estratégias que muitos governos adotam. Quando eu trago as notícias do fim da taxa das blusinhas, o desenrola 2.0, a defesa do fim da escala 6x1 e outras medidas, a gente vai trazer uma agora de subsídio para segurar valor dos combustíveis, enfim. Todo esse conjunto de medidas há meses do processo eleitoral, você acha que isso acaba ocultando...

a realidade desse governo e acaba, entre aspas, está ludibriando parte do eleitorado? Você acha que numa dessa a Lula consegue se reeleger?

Essa última pergunta eu não sei responder, Caniato, mas o jogo é exatamente esse. Esse é o lado B da democracia, esse sistema tão louvado, onde quem tem mais votos leva tudo. É assim que nós escolhemos.

quem vai cuidar de toda a máquina administrativa do governo federal, do governo estadual e do governo municipal, através de votação. Votação é tipo um concurso de popularidade. Você olha o político, as roupas dele, o rosto dele, o jeito que ele fala.

você não tem quase informação nenhuma sobre ele, porque você não tem como obter as informações sobre todos os políticos. Então você vai baseado no seu instinto, você vota, o político é eleito e ganha o controle da máquina do Estado. É um prêmio muito grande. Então, para muitos políticos vale tudo. Vale mentir, vale enganar, vale criar uma narrativa.

que é exatamente o oposto da realidade. Agora, eu queria fazer uma observação em relação a essa taxa das blusinhas, que tem a ver com uma postagem muito boa, um texto, que o ex-ministro Adolfo Saxida publicou na semana passada, na sua conta no X.

na qual ele diz, o Brasil é um país terrível para se fazer negócios. O Estado coloca todo tipo de obstáculo na frente do empresário. A legislação trabalhista é complicadíssima. A insegurança jurídica é total. A carga tributária é extorsiva.

As condições de logística são péssimas. Às vezes o produto chega do produtor no porto custando o dobro do que custava no local de produção só por causa da logística. Isso tudo torna muito difícil a vida do produtor nacional, do empresário. E aí o que o Estado propõe? Em vez de derrubar essas barreiras e facilitar a vida do empresário nacional... E aí o que o Estado propõe?

O Estado diz, não, não, não, vamos impedir a competição internacional. Em vez de facilitar a vida do empresário nacional, o Estado vai dificultar a vida do empresário estrangeiro, colocando imposto na importação como essa taxa das blusinhas. Então você cria o pior dos mundos. É um mundo horrível para o empresário.

É um mundo horrível para o consumidor, para o pagador de impostos, que paga caro por produtos de baixa qualidade. Agora é um mundo maravilhoso para quem está no Estado.

Pois é, a gente segue acompanhando essas movimentações. Qualquer novidade a gente traz aqui na programação, tem uma outra informação. Faltando cerca de 20 semanas para as eleições, Lula anunciou o plano de combate ao crime organizado, destinando 11 bilhões de reais a esse projeto. A ideia do governo é atuar em quatro frentes.

Asfixia financeira das organizações criminosas, combate ao tráfico de armas, fortalecimento do sistema prisional e o esclarecimento de homicídios. O Planalto também quer recriar o Ministério da Segurança Pública, mas condicionou a nova pasta à aprovação da PEC da Segurança pelo Senado. Segundo Lula, ele só era contra o Ministério da Segurança, pois o papel do governo federal na área nunca foi definido.

Começar com o delegado Palumbo, que é um especialista na área, é congressista e defende muitas pautas relacionadas ao combate ao crime no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados. Delegado, estou curioso, queria escutar o que você pensa a respeito desse plano que foi apresentado pelo governo federal. Combate ao crime organizado, o que achou? Ele é a diretora, populista. Ele não fez nada até agora e agora resolve fazer aos 45 minutos do segundo tempo.

Isso tá me cheirando, aparece um adolescente que vai mal na aula, na escola o ano inteiro, fica de recuperação, não quer estudar e quer passar de ano. Não tem como, é impossível. Todo o seu governo, ele se mostrou contra Henrique de C. Penas, foi contra o fim da saidinha, tanto é que ele vetou o fim da saidinha, vetou projetos importantes, como, por exemplo, a gente majorar as penas para o crime de roubo quando tem lesão corporal.

Como que você quer combater o crime organizado se a gente não tiver uma pena exemplar? Não entra na minha cabeça. Por que ele não mandou lá para o Congresso Nacional um projeto de lei para acabar, por exemplo, com a audiência de custódia? Essa porcaria que só serve para dar voz para criminoso. Por que ele não mandou um projeto de lei para a gente acabar com a progressão de regime? Bandido que pega 40 anos tem que ficar 40 anos preso.

Aliás, já falei isso em algumas oportunidades aqui, que uma proposta de emenda constitucional para acabar com a progressão de regime de minha autoria não teve nenhuma assinatura dos parlamentares do PT e do PSOL. Ah, falam-se muito em proteger as mulheres. Vamos proteger as mulheres.

essa PEC abrangeria, por exemplo, feminicidas. Quatro mulheres estão perdendo a vida por dia. De cada cinco medidas protetivas, um agressor não está nem aí, vai e mata a mulher. E agora ele vem com a solução. Vem como se fosse uma mágica. Vou mandar dinheiro, já deveria ter feito antes.

vou investir em segurança, já deveria ter feito antes. Agora não adianta absolutamente nada. A população não vai sentir os reflexos desse decreto, sei lá se vai ser lançado ou não, que não vai adiantar absolutamente nada. A segurança pública se faz com a junção dos três poderes e o executivo é um deles, tanto o estadual quanto o federal. O federal até agora não tomou nenhuma medida efetiva para o...

combate, tudo perfumaria, pra jogar pra galera, pra tentar enganar. Se a gente fizer uma pesquisa agora no Brasil, eu tenho certeza que vai bater mais de 90%. Vamos acabar com a progressão de regime? Pra quem não sabe o que é progressão de regime, eu explico falando a linguagem do povão aqui que está nos escutando pela rádio, por exemplo.

Pegou 40 anos, não vai progredir para o regime semiaberto. Não vai sair. Depois não vai mais cumprir um pouquinho de pena, vai pro aberto. Vai ficar 40 anos preso. Não vai sair. Vamos colocar o preso pra trabalhar? Porque isso aí é facultativo. O preso tem que trabalhar.

Não é resort e cadeia. Preso tem que pagar pela sua comida, pela sua hospedaria. Queimou o colchão, dorme na pedra. Greve de fome, morra de fome. Quem tem filho grande é elefante. Nós não temos que ficar tomando conta de marmanjo, não. Outro dia acompanhei uma prisão dos policiais de Ribeirão Preto, onde um adolescente de 17 anos, quando ele foi preso, ele falou, agora eu vou ter cinco, seis refeições por dia. Vou engordar na fundação casa.

E vou jogar a bola. Enquanto isso, um agente sócio-educativo ganha menos de quatro mil reais aqui no estado para tomar conta de um bando de...

patrocina, estuprador. Então, não adianta vir com essas conversas fiadas às vezes das eleições dizendo que quer combater o crime organizado, porque não quer. Se quisesse, tinha mandado essas medidas que eu acabei de falar. E os governos estaduais também têm que fazer a sua parte. E falo isso e repito isso há muito tempo. Eu não posso ir aqui no 23DP em Perdiz, a delegacia está fechada nesse exato momento. Não posso ir no 4DP ali na região da Rua Augusto, a delegacia está fechada nesse exato momento e o policial servindo como zelador.

Isso é inaceitável. Se não tiver a junção dos três poderes legislativos com leis pesadas, e muitos deputados querem, mas infelizmente a esquerda não quer leis pesadas para bandido, a gente vai ficar com isso. E agora, faltando poucos meses para as eleições, vamos lançar o pacote anticrime.

Fez isso até agora. E a justificativa, por exemplo, para se barrar a saidinha, para se vetar a saidinha. Ele falou, palavras dele, nós não podemos impedir que o criminoso veja sua família. Ó, pera um pouquinho. E quem perdeu um filho, um pai, uma mãe que perdeu um filho, pode ir no cemitério. Enquanto o criminoso, eles estão preocupados dele visitar a família. Então a gente tem que se posicionar.

Eu acho que o bandido teve o livre arbítrio de cometer o crime. Cometeu o crime porque ele quis. Ninguém mandou. Ninguém obrigou. E o Estado não tem que ficar passando a mão na cabeça dele, não. Enquanto a gente não colocar tolerância zero.

contra crime pequeno, contra crime grande, contra facção, contra ladrão de galinha, a gente vai viver aí nesse ciclo vicioso com a polícia se matando de trabalhar, enxugando, enxugando o gelo, e o governo vem agora com um pacote mirabolante dizendo que vai lançar um decreto pra combater o crime. Ah, faça meu favor, né? Ninguém acredita nessa lorota.

Está para o Dávila? Dávila, estamos acompanhando o quinto mandato do Partido dos Trabalhadores. Dois mandatos de Lula, dois de Dilma Rousseff, o segundo de Dilma um pouco mais curto por conta do impeachment e agora o quinto mandato do Partido dos Trabalhadores na presidência da República. Neste momento, o PT entendeu que é preciso fazer alguma coisa para combater o avanço do crime organizado. Por que desta vez vai dar certo?

Dá, Vila, pode começar de novo, que estava sem o seu áudio. É lógico que não vai dar certo. Um governo que está há mais de 20 anos no poder não fez nada para combater o crime organizado. Aliás, nesses 20 anos, essas facções deixaram de ser uma mera facção dentro de um presídio e se tornaram organizações multinacionais.

poderosíssimas, agindo como máfia transnacional, movimentando bilhões de reais todo ano em armas, infiltrando em negócios lícitos, agora ajudando a eleger políticos.

colocando juízes nas cortes, ou seja, não fez absolutamente nada. De repente dá um estalo há 20 semanas antes da eleição e fala, agora sim, nós vamos combater o crime organizado, está aqui um plano mirabolante. É óbvio que ninguém acredita, da mesma forma que como ninguém acredita.

que a esquerda alguma hora vai cair a ficha e entender quais são as virtudes do livre comércio, da economia de mercado, como o único mecanismo para tirar pessoas da pobreza. Então isso não vai acontecer nunca, tem duas coisas que a esquerda não vai mudar. Entender os benefícios da economia de mercado.

para garantir a prosperidade econômica de um país, crescimento econômico sustentável e tirar pessoas da pobreza e combater o crime. Porque na visão sociológica da esquerda, criminoso é vítima da sociedade, é vítima da desigualdade do país, da falta de oportunidade.

Não é decisão própria. Por isso, Caniato, não tem a menor chance desse projeto dar certo. Este projeto, como taxa de blusinha, como os 140 bilhões de reais que o governo está despejando na economia para tentar ganhar mais apoiadores neste ano eleitoral,

são apenas maquiagem para camuflar a incompetência de um governo que está há 20 anos no poder e só viu o crime escalar no Brasil de maneira assustadora. E por último, para corroborar o que eu estou dizendo, pegue o ranking que acabou de sair.

sobre taxa de homicídio nos estados. Todos os estados governados pela esquerda têm taxas de crime e de homicídio muito mais elevado do que aqueles estados governados pela direita.

Pois é, e tem também na notícia a informação que o presidente condiciona a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC da Segurança Pública, que está parada no Senado Federal. E em meio àquela situação difícil com o Davi Alcolumbre, depois da rejeição...

de Jorge Messias, não sabemos exatamente quais serão os próximos passos, os próximos capítulos. Haverá algum tipo de novidade, avanço em relação a essa PEC da Segurança Pública? Deixa eu passar para o Bruno Musa avaliar essa situação e o governo querendo correr contra o tempo, querendo dar um bom exemplo para a população de que esse governo fez muito para combater o crime organizado. Será que ainda dá tempo, Musa?

Não, eu acho que não. Acho que isso não dá mais tempo, até porque você não muda essa percepção de risco do dia para a noite. É muito diferente de você pegar uma pessoa que está com fome e você vai lá dar um prato de comida durante seis meses, essa pessoa vai ter uma percepção diferente. Essas, sim, são mais suscetíveis à mudança.

E eu sempre falo isso, né? Se a esquerda, se a pobreza, a grande parte da pobreza votava na esquerda, por que os pobres seriam erradicados pela própria esquerda se são eles que votavam? Mas isso não acontece mais. Mesmo você dando essa alimentação, você muda essa percepção de risco, mas já não tanto quanto antes. Agora, a sensação de violência, você não consegue mudar em tão pouco tempo.

Você não consegue mudar a mentalidade do criminoso que está aqui fora nas ruas praticando esse crime. Você não consegue fazer uma determinada trégua com ele. Você pode fazer com os cabeças lá no morro, mas você não faz com ali, com a criminalidade que está na rua. Então, eu acho que essa percepção é praticamente impossível nesse tempo.

eles fazerem, ou saírem ganhando com relação a isso. Mas é um dos temas que serão abordados e que pautarão todo o debate nas eleições e da percepção do eleitor. É um debate que acontece nas ruas, uma sensação de cansaço, e não importa a classe social, hein?

Durante um tempo no Brasil eu percebia que isso era um incômodo, principalmente para as classes mais altas. Depois ela foi descendo para a tal classe média que cada vez está sendo mais espremida por aquela ponte que eu já expliquei entre que o governo do PT ao longo dos 20 anos matou essa ponte entre a classe mais baixa e a classe média. Mas a criminalidade foi atingindo a tal da classe média que existe cada vez menos. E agora ela foi atingida também na classe baixa.

Pessoas que chegam para trabalhar, como eu já mencionei, pessoas que trabalham...

Na minha casa, falando assalto, fui assaltada no ônibus, roubaram meu celular no ônibus. Ou seja, ela está disseminada por toda uma sociedade e essa percepção eu acho que demanda muito tempo para mudar. Então, para o PT, para a esquerda, para mim, para essas eleições, pelo menos esse debate é perdido e eles terão que acelerar e muito no populismo do outro lado.

Pois é, deixa eu passar para o Mota, porque a gente tratou tantas vezes de iniciativas que acabam objetivando o combate ao crime organizado, e aí teve essa iniciativa do governo federal, Mota, e a gente não conseguiu debater.

por conta de outras notícias que apareceram. Mas o projeto é apoiado em quatro pilares. Asfixia financeira das facções, combate ao tráfico de armas, fortalecimento do sistema prisional, acho que isso é interessante, inclusive, transformar algumas unidades em padrão segurança máxima, como talvez a de Mossoró, e também o esclarecimento de homicídios. E aí, o que você gostaria de destacar?

Caniato, eu acho que esse plano é um deboche, mas ele é consistente com tudo o que a esquerda brasileira pensa a respeito de crime. É como disse um amigo policial.

quando eu perguntei a respeito dessa iniciativa, ele disse o seguinte, pouco importa o que está no cardápio, se quem está na cozinha é que decide por conta própria o que as pessoas vão comer.

O que ele disse, o que ele quis dizer é o seguinte, pouco importa o que se escreve no Brasil sobre segurança pública, até pouco importa o que diz a lei, porque o sistema de justiça criminal do Brasil faz o que quer. E o atual sistema de justiça criminal do Brasil resolveu que o criminoso é um pobre coitado e que não merece ser punido.

Ninguém consegue fazer uma coisa que vai contra a sua convicção. E a gente tá vendo aí. O governo do PT, em um dia, diz que o traficante é vítima do usuário. Fez essa declaração numa viagem oficial ao exterior.

Depois, diz que não se deve classificar as facções como terroristas, porque fazendo isso, nós vamos abrir oportunidade para que forças armadas estrangeiras façam intervenção no Brasil. Depois, o governo...

do PT, em mais uma viagem internacional na capital dos Estados Unidos. Diz que o produtor de drogas é um pobre coitado. Ele planta droga porque ele não tem alternativa econômica. Então a gente tem que dar uma alternativa para ele. E aí depois disso tudo, o governo do PT lança um programa de combate ao crime. Olha, eu não li esse programa.

Mas eu vou adivinhar, sem ler, o que tem dentro dele. Pode procurar aí. Ele deve falar da integração com os estados. Integração é uma palavra que é usada magicamente, como se fosse solução para alguma coisa.

Pode procurar que neste plano do PT deve ter o tal sistema único de segurança pública. O que eu vou traduzir para vocês é mais centralização de poder no governo federal. Podem procurar, porque nesse plano com certeza deve ter a previsão de bilhões de reais de investimentos. Porque tudo no Brasil é bilhões, tá?

Agora, a crise de segurança pública do Brasil não tem nada a ver com isso. A medida mais essencial para combater o crime no Brasil é endurecer a lei. E o governo federal do PT tem feito tudo o que pode, toda vez que tem uma chance para impedir isso.

Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que de fato somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão. Ouviu? E mais, em qualquer compra a partir de R$199, você ainda pode concorrer a uma sala completona. São seis salas por dia até a nossa estreia. Tchau.

Pois é, quero só lembrar que a nossa enquete do dia já está publicada. Se você puder, vote no portado da Jovem Pan ou no YouTube do programa Os Pingos nos Is. Faremos um rápido break comercial a jato. Um minuto e meio, voltaremos na sequência com um climão dentro do Partido dos Trabalhadores. Tem gente defendendo o corte no Bolsa Família. Daqui a pouco a gente traz em detalhes. Até já. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.

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Compromisso com os fatos. Com análise direta dos comentaristas que você já conhece e confia. Cada vez mais perto de você. Jornal Jovem Pan, de segunda a sexta, às oito da noite, na Jovem Pan News. Os pingos nos is. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, lembrando da nossa enquete. A estratégia eleitoral do PL, depois dos áudios divulgados entre Flávio e Vorcaro, deve ser alterada? Você acha que sim ou que não? Vote em jovempan.com.br ou então no nosso YouTube, YouTube do programa Os Pingos nos Is. Você acha que deve apostar em Michele, por exemplo, ou mantém Flávio até o final? Contamos com você.

Deixa eu trazer uma outra notícia para você que acompanha a programação aqui da Jovem Pan. O vice-presidente nacional do PT, Washington Kwakwá, contrariou o governo Lula e também os aliados. Ele defendeu cortes no benefício de prestação continuada e no Bolsa Família para liberar recursos significativos para investimentos no país.

Essa declaração foi feita durante a Financial Times Brasil Summit, realizada em Nova York, nos Estados Unidos. Segundo ele, se você tirar um terço daquele cadastro do benefício de prestação continuada e do Bolsa Família, você tem 150 bilhões de reais para investir.

De acordo com o dirigente petista, um levantamento realizado pela prefeitura de Maricá indica que cerca de 40% das pessoas inscritas no programa social não precisam desses benefícios. Eu vou começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila porque...

Por diversas vezes nós discutimos aqui essa situação e o Dávila menciona como geralmente é medido o sucesso de um programa social. E me parece muito transparente o dirigente do Partido dos Trabalhadores quando indica a necessidade de cortar e utilizar aquele recurso para outras coisas, né Dávila? Você mede o sucesso a partir da porta de saída, não é isso?

Exatamente, Canhato. Programa social deveria ser mensurado pela porta de saída. Ou seja, quantas pessoas saem do programa porque se reintegraram a economia, conseguiram emprego e não precisam mais da muleta do Estado para sobreviver. É assim que se mensura programa social exitoso.

Não é o caso do governo de esquerda que sempre se vangloria de quantas pessoas vivem do programa. Como se criasse dependência do Estado fosse uma virtude do governo. E não um enorme problema social de pessoas que estão afastadas do mercado e dependem do Estado. Por isso, a atitude do prefeito Washington Coacó, ela é surpreendente para um petista.

E petista de bom senso é uma raridade. Deixa eu passar para o delegado Palumbo. Delegado, eu achei muito interessante essa fala do vice-presidente do PT refletindo sobre esses benefícios, mas principalmente um levantamento que indica que um bom percentual das pessoas que recebem um benefício, no fundo, não precisam.

porque já tem uma outra atividade e até evitam registro em carteira, preferem trabalhar na informalidade para que isso não entre nos sistemas do governo. Então a pessoa acaba ficando com duas remunerações, aquela do benefício social e a outra da sua atividade informal. Você não acha que esse talvez seja o desafio para os próximos governantes? Como identificar esse tipo de pessoa que não precisa mais do benefício, mas continua recebendo?

Caniata é uma boa parcela de que recebe benefício que não quer trabalhar. Quer ficar tomando cerveja, quer ficar de boa, quer viver às custas do Estado o resto da vida. E hoje a gente vê um monte de empresário que não consegue mão de obra para trabalhar. Eu já ouvi, inclusive, quando estava cumprindo o mandato, há muitos anos atrás, quando estava cumprindo o mandato de prisão, numa comunidade, uma senhora que se levantou, deve ter se levantado da cama 10, 11 horas da manhã.

E falou, agora eu vou pegar meu benefício do Bolsa Família e vou tomar uma cervejinha. Se oferecer um emprego pra essa senhora naquela época, será que ela queria trabalhar? Ou será que tava bom? Tem um monte de gente. E passou da hora de cortar pra aqueles que tem condição de trabalhar, mas não querem.

Tem que ter um prazo estipulado, tem que ter um trabalho de fazer com que essas pessoas arrumem uma ocupação e que entrem no mercado de trabalho. Não dá para o povo brasileiro ficar sustentando pessoas que podem trabalhar, que têm condição física de trabalhar, mas não querem. Muitos estão despejando esse dinheiro nos jogos do Tigrinho, por exemplo. Fica lá jogando no Tigrinho o tempo todo e não querem trabalhar. A verdade é essa.

Mas é colocar o dedo na ferida. Quem é que vai ter coragem de fazer isso? Ainda mais em véssimas de eleições. É difícil alguém... Mas repito. Travou o seu sinal rapidamente, delegado? Quer só arrematar? O senhor ia falar mais alguma coisa, só pra encerrar?

Passou da época do governo verificar quem tem condição de trabalhar e que pode se ocupar licitamente, que pode se sustentar, pode sustentar a sua família e cortar o benefício. Dá uma ocupação, dá a vara para aprender a pescar e não fica sustentando o resto da vida de maneira interminável às custas do povo brasileiro, que todos nós pagamos isso.

Deixa eu passar para o Bruno Musa, porque o Musa teve experiências em outros países e países da América Latina, alguns, acabam adotando essa estratégia para você dar algum tipo de apoio àquele que perdeu o emprego, principalmente das camadas mais simples. Mas não seria necessário, quando a gente olha para os benefícios sociais, estabelecer um prazo máximo?

E oferecer, naturalmente, ferramentas para que a pessoa acabe se atualizando, ou aprenda um ofício, ou participe de algum tipo de atividade para conseguir um emprego, uma nova profissão. Então, enfim, Musa, queria que você refletisse a respeito desse desafio e, naturalmente, a necessidade dos governantes tomarem a decisão, porque não é uma tarefa fácil.

Renato, o que você falou é bastante óbvio e, infelizmente, no Brasil o óbvio precisa ser dito. Há muitas possibilidades que poderiam ser desenhadas com relação a isso. Lembre-se sempre, o ser humano, todos nós, somos movidos por incentivos.

E se o incentivo maior é você ficar em casa sem fazer nada e ganhar mais do que sair para trabalhar, é óbvio que uma grande maioria aproveitará esse benefício. Mesmo que faça bicos ali perto de casa, mas para que é que ele vai sair, tomar risco, ficar trabalhando, uma grande maioria pensando, hein? Se eles podem simplesmente ganhar sem fazer absolutamente nada. Mas lembre-se.

Todo bem material que você tem, sem pagar, alguém está trabalhando o dobro para que você possa receber. E o grande incentivo que foi criado ao longo dos últimos anos aqui no Brasil, Caniato, é que...

O benefício gerado é, vamos criar esses bolsões de pessoas vivendo desses benefícios, uma vez que quando você acostuma de maneira estrutural essas pessoas, eles continuarão votando em você com medo de perder aquele benefício. Ninguém aqui é...

fala em acabar com esses benefícios do dia para a noite. Não é isso, mas que ele seja uma transição entre aqueles que estão procurando emprego e, de fato, saiam quando ele consegue o emprego e passa a gerar valor agregado para a sociedade. Como o Dávila muito bem falou, você mede pela quantidade de pessoas que saem e não pela quantidade de pessoas que entram.

Segundo o próprio orçamento, o, entre aspas, Estado de Bem-Estar Social do Brasil custa mais de 400 bilhões de reais com todos os programas. É simplesmente impossível. O Brasil se tornou o primeiro país onde 50% da população vive de alguma forma do Estado.

Então, a porta de entrada é muito grande e a porta de saída é muito pequena e isso é proposital, não é sem querer. Só que você vai criando ao longo de gerações pessoas que não produzem e, consequentemente, você precisa aumentar a produtividade para acompanhar o crescimento do mundo numa era digital, numa era de inteligência artificial e nós perdemos essa corrida. E demora agora tempo para nós recuperarmos tudo isso. Portanto...

Esse mostra uma voz de dentro do PT que é uma racha lá dentro, na minha maneira de ver. Pessoas que estão começando a enxergar o óbvio. Isso é completamente sustentável, insustentável, perdão, para quem está naquela cadeira do poder. E eles sabem muito bem disso. Até porque a curva de Láfrica já mostra. Subir o imposto até um determinado nível, depois você pode continuar subindo que a tua arrecadação cai.

Então, eles não têm mais como financiar esse tipo de coisa e precisam cada vez mais de uma mão de obra. E essa mão de obra não existe porque há benefícios para eles continuarem sem trabalhar. Portanto, precisamos de uma mudança urgente. Dessa maneira, o Brasil se torna inviável muito em breve. Pois é, há pouco falamos, né? Partido dos Trabalhadores há 20 anos no comando ou juntando os mandatos de Lula e Dilma, 20 anos no poder. E aí temos uma geração...

que surgiu observando os pais recebendo os benefícios sociais. É uma situação muito complicada. Musa, eu queria que você compartilhasse com o nosso público, fizesse o convite sobre um evento digital que você realizou, mas vocês também vão disponibilizar conteúdos. Conta pra gente, como é que é essa iniciativa em parceria com a New Cursos?

É, nós fizemos sábado passado, Caniato, fomos mais de 500 pessoas ali durante cinco horas no sábado ao vivo, falando a respeito disso. Situação econômica, ciclo econômico, perspectivas, e agora a gente vai para os encontros ao vivo. Serão seis encontros ao longo de três meses.

comigo diretamente, nem um IA, de nós entendermos como adaptar, portanto, esse ciclo econômico dentro de uma estruturação de planejamento financeiro, estruturação da tua carteira, como nos proteger de uma real inflação, como é que a gente entende essa inflação, como é que é a inflação de fato.

e em cima do nosso patrimônio, há formas de nos protegermos com relação a isso. Então, cada vez mais, nós vermos menos pessoas caindo em golpes, entendendo que para nos protegermos disso e tirarmos vantagem no bom sentido, só do ponto de vista financeiro, você precisa estudar. E estudar realmente demanda tempo e demanda uma condição de protagonismo da tua própria vida e não delegar a terceiros. Então, teremos um encontro, seis encontros.

durante três meses o que a COG está aí na tela. Vai ser um prazer contar com todos vocês. E começamos muito em breve com as datas que serão divulgadas ao longo das inscrições. Muito legal, hein? Se eu fosse você, não perderia essa oportunidade. Faremos agora uma rápida parada, mas antes do break comercial, todas as informações do mercado. É o fechamento touro de ouro.

Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Boa noite, Caniato, Palumbo, Dávila, Mota e Bruno Musa. E claro, toda audiência do Pinho nos diz. Hoje, a Bolsa teve uma sangria. Caiu forte, pressionado por um combo de fatores políticos, econômicos e corporativos. Pela manhã, o mercado já operava com cautela, depois da pesquisa genial com a S mostrar melhora na popularidade do presidente Lula e um cenário eleitoral mais competitivo.

Ao longo do dia, o movimento foi ganhando força com a redução do fluxo de estrangeiro, que é o que tem sustentado a Bolsa brasileira nas últimas semanas. E na parte da tarde, a aversão a risco aumentou de forma intensa. E a Bolsa mergulhou depois de uma reportagem ligar o senador Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O episódio provocou uma piora no humor dos investidores, elevou os prêmios de risco e acelerou a saída de posições em ativos brasileiros. Além disso, os dados de vendas no varejo vieram mais fortes do que o esperado, reforçando a percepção de uma economia ainda aquecida e reduzindo espaço para cortes mais agressivos na taxa Selic. E se os juros não caem, quem cai é a Bolsa.

No campo corporativo, as ações da Petrobras voltaram a pesar, enquanto o Vale também perdeu força, apesar da leve alta do minério essa madrugada em Daliã. O índice Bovespa fechou com 1,80% de queda aos 177.098 pontos.

Já o dólar disparou e voltou para 5 reais, fechando com alta de 2,30%. A moeda reagiu à deterioração do cenário político, à forte alta dos juros futuros e à saída do fluxo estrangeiro. Saltou de 4,90 para 5 reais. Eu sou Pablo, boa noite. Oi, Torinho! Oi, Torinho! Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer.

Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Ah, que bom você chegou, o BYD. Com uma oportunidade imperdível para o BYD Song Pro. É muita autonomia. Mais economia.

E agora com duas super ofertas para escolher. Taxa zero em 36 vezes. Ou super valorização de até 10 mil reais no seu usado. Tudo isso a partir de 159.990. Agora só falta você chegar a uma concessionária BYD. BYD é do Brasil. Além da bomba. Entenda os bastidores que movem o abastecimento no Brasil.

É comum culpar o posto e a distribuidora pelo preço alto dos combustíveis. Mas a matemática real não aparece na nota fiscal. A verdade é que até 55% do que você paga é o custo puro do produto, seja refinado aqui ou importado. Outros 17% são impostos e cerca de 13% bancam a mistura obrigatória de biocombustíveis.

A fatia relativa à revenda fica com 10% e a distribuidora fica com cerca de 5%.

O que pouca gente vê são os custos invisíveis para manter o país abastecido. Para evitar que variações bruscas do dólar e do petróleo impactem ainda mais o preço, as empresas precisam contratar mecanismos de proteção no mercado financeiro, o chamado RED, uma espécie de seguro que ajuda a reduzir essas oscilações. Isso também tem custo.

Por isso, quando o preço sobe, o problema está no produto e no contexto global, e não na distribuição. Além da Bomba, entenda os bastidores que movem o abastecimento no Brasil.

Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.

Recebo a CEO do grupo Fleury, Gianni Tsutsui, para falar sobre o setor de saúde. Quando a gente fala sobre saúde social, é o aspecto de você cultivar na sua vida relacionamentos onde você consiga ter um equilíbrio na sua vida. Show Business, hoje às dez e meia da noite, na Jovem Pan. Os Pingos nos Is, Jovem Pan.

Estamos de volta. Programa Os Pingos nos diz, as principais notícias e informações do dia, sempre contando com análise, as reflexões, as discussões com os nossos comentaristas. Agora a gente vai receber a Rede Jovem Pan.

Agora sim, toda a rede conectada com a gente aqui em Os Pingos nos Is, muito obrigado, viu? Você que se informa e gosta de acompanhar a Jovem Pan, além da TV por assinatura, TV aberta, plataformas digitais, YouTube, o Panflix, também pelas emissoras de rádio, né? Mais de 100 emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil. Você sempre bem informado com a Jovem Pan.

Após a Petrobras anunciar um aumento no preço da gasolina, o governo Lula anunciou que gastará cerca de R$ 1 bilhão por mês para subsidiar parte do preço do combustível e impedir o reajuste nas bombas. Assim como fez para acabar com a taxa das blusinhas, o Planalto também editou uma MP, medida provisória para garantir o custeamento de até...

89 centavos por litro do produto. Essa subvenção também deverá ser estendida ao diesel, que somado a gasolina terá um impacto de quase 3 bilhões de reais por mês. Você, Roberto Mota, caixa de ferramentas foi aberta. É isso. Plano 2026 ON.

É, se você tentar entender isso, Caniato, pode até dar um nó na mente, né? Porque, olha só, o governo cobra impostos sobre combustíveis, assim como cobra impostos sobre tudo que a gente consome. Em alguns produtos, você paga mais imposto do que você paga produto. Aí, de vez em quando, o governo resolve dar uma de bonzinho. Claro, uma bondade com finalidade eleitoreira.

E aí o governo resolve dar um subsídio, ou seja, devolver uma parte da grana que ele cobra de imposto. Uma solução muito melhor e permanente seria tirar o governo dessa equação. Eliminar de vez imposto que só serve para alimentar uma máquina gastadora e populista.

Pois é, deixa eu passar para o delegado Palumbo para avaliar essa decisão tomada pelo governo, o subsídio para segurar as altas nos preços dos combustíveis, olhando para a situação no exterior, o aumento de tensões, principalmente no Oriente Médio. E aí, claro que é uma medida para tentar segurar o preço dos combustíveis, mas tem também um objetivo...

para a sua imagem, em um ano eleitoral, tem tudo a ver com isso.

Com certeza, Caniato. Isso aí é tão claro quanto a luz solar. Véspera das eleições tem que ter o pacote anticrime. Tem que acabar com a taxa das blusinhas. E agora não pode aumentar a gasolina. Isso vai pegar muito mal para o governo. Ele vai fazer de tudo para que com essas medidas o polis consiga se reeleger. E é óbvio que isso vai durar até outubro. Dependendo do resultado das eleições, aí tudo volta ao normal. Taxação atrás de taxação.

gastos atrás de gastos, e aí acaba com as medidas populistas, porque aí já ganhou ou perdeu e não vai mais importar com mais nada. Agora, até lá, vai ser uma atrás da outra. Uma medida populista atrás da outra. Pode esperar.

Você, Dávila, vai avaliar essa ação tomada pelo governo, que tem o objetivo de custear parte do preço da gasolina também, assim como foi feito com o diesel. A justificativa é para conter os preços. Isso também ajudaria a diminuir o impacto na inflação. Mas é preciso olhar para além dessa suposta bondade.

Deixa eu explicar um papo reto pra nossa audiência aqui. Subsídio significa o governo gastando mais, gastando o dinheiro que não tem. Quando você gasta o dinheiro que não tem, você entra no cheque especial. Cheque especial significa juro mais alto. Portanto...

Esta conta que é dada na bomba para a redução do preço da gasolina, ela acaba fazendo com que o juro continue nas alturas. E você, que tem algum crediário ou pagamento em prestação, acaba pagando mais caro. Não existe almoço grátis. O governo que gasta mais que arrecada passa a conta para a sociedade tendo a taxa de juro mais alta do mundo.

Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa. Você, Musa, rapidamente, um minutinho, a decisão do governo para custear parte do combustível e segurar as elevações decorrentes, claro, da volatilidade do mercado. Um minuto.

Como nós falamos, isso não traz novidade alguma. Vale lembrar que isso também foi praticado lá atrás por outros motivos, mas não importa, o remédio é o mesmo, durante o governo da Dilma, onde o caixa da Petrobras passa a ser altamente usado para esse tipo de política populista. A gente já viu o resultado da Petrobras essa semana que saiu, apesar do lucro ver abaixo das expectativas de mercado, e nós vimos também o anúncio de que dificilmente haverá distribuição de dividendos extraordinários por parte da empresa.

O que as pessoas precisam entender é que esse custo de subsídio ou subvenção, não importa o nome, ele sai do dinheiro do pagador de imposto. Portanto, o Estado se endivida mais e mais Estado endividado significa um menor poder de compra para toda a população. Então, são remédios de curto prazo que nunca solucionam o problema de longo prazo. A dor de longo prazo costuma ser muito maior com os remédios populistas no curto prazo.

Pra fechar, você, delegado Palombo, trinta segundos.

Eu concordo com tudo que falaram, é mais uma medida populista vindo de um governo que gasta muito mais do que arrecada e que está muito mais preocupado com a sua reeleição do que com o povo brasileiro. Pois é, deixa eu compartilhar com o nosso público o resultado da enquete do dia. Publicamos uma enquete tratando daquela situação que envolve Flávio Bolsonaro, os áudios que foram divulgados, uma conversa dele com o Daniel Vorcaro em que ele cobrava pagamentos.

Pagamentos referentes ao financiamento do filme, que trata da história do pai, uma biografia de Jair Bolsonaro. E aí tem a pergunta que nós publicamos. A revelação do áudio entre Flávio e Vorcaro deve alterar a estratégia do PL para as eleições?

64% disseram não, a sigla apoiará Flávio até o fim. 36% disseram que sim, o PL deve apostar em Michele Bolsonaro. Obrigado a todos os comentaristas, um abraço a você que votou. Voltaremos amanhã com o Jornal Jovem Pan. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan