Oposição errou / Fim da "taxa das blusinhas"
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (12):
A oposição ao governo federal admitiu ter cometido um erro estratégico após decidir abandonar a pauta da anistia geral. O recuo representa mais um capítulo em meio a uma possível crise interna enfrentada pelos parlamentares.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), declarou que a atual relação com o Poder Executivo é marcada por “harmonia e diálogo”. Em entrevista, o parlamentar criticou o modelo antigo de articulação política, afirmando que antes os legisladores eram “coagidos” para aprovar pautas.
O crescente endividamento dos brasileiros tem gerado forte alerta no cenário econômico nacional. Pesquisas recentes apontam uma tendência preocupante de famílias contraindo dívidas para custear gastos básicos.
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, revelou nos bastidores que o presidente Lula (PT) não pretende deixar vagas abertas no STF para serem preenchidas em um próximo mandato. A declaração surge após a rejeição do nome de Jorge Messias.
Em um anúncio surpresa realizado nesta terça-feira (12), o presidente Lula (PT) assinou uma Medida Provisória que zera a chamada "taxa das blusinhas". A decisão representa uma mudança imediata na tributação de compras internacionais e impacta diretamente o setor de consumo.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
Roberto Mota
- Indicação ao STFRejeição de Jorge Messias · Vagas no STF · Wellington Dias · Lula · Rodrigo Pacheco · Investigações sobre Davi Alcolumbre
- Fim da 'taxa das blusinhas'Medida Provisória · Compras internacionais · Fernando Haddad · Lula
- Criminalidade no BrasilPrimeiro Comando da Capital (PCC) · Lavagem de dinheiro · Infiltração na política · Setores da economia · Tarcísio de Freitas
- Oposição erra em acordo com JudiciárioAnistia geral vs. redução de penas · Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes · Davi Columbre · João Barradas · Sostenes Cavalcante · Paulinha da Força
- Prerrogativa do Congresso na reforma do JudiciárioAtivismo judicial · Decisão monocrática · Proposta de Emenda à Constituição (PEC) · Edson Fachin · Supremo Tribunal Federal
- Endividamento das famílias brasileirasPrograma Desenrola 2.0 · Crédito e juros · Lula
- Posse de Cássio Nunes Marques no TSEEleições presidenciais · Tribunal Superior Eleitoral (TSE) · André Mendonça · Nunes Marques · Saúde de Jair Bolsonaro · Carmen Lúcia
- Hugo Mota prefere relação com governo LulaGestão anterior (Jair Bolsonaro) · Coação de parlamentares · Harmonia e diálogo · João Barradas · Lula
Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes, trazendo para análise os nossos comentaristas. Hoje tem muito destaque, muita notícia que certamente vai necessitar de muitas reflexões por parte dos comentaristas aqui de Os Pingos nos Is.
Eu sou Daniel Caniato e você é o nosso convidado especial. O líder do PL na Câmara, deputado Sostenes Cavalcante, reconheceu que a oposição errou de novo ao apoiar a articulação conduzida pelo Centrão junto ao Judiciário, trocando anistia geral.
pela redução das penas. A atitude da direita foi questionada na época, assim como no apoio dado à eleição de Davial Colombre e Hugo Mota para a presidência do Senado e da Câmara, respectivamente. Sóstrenes afirmou ter visto Paulinha da Força trocando mensagens com Alexandre de Moraes, que teria orientado quais pontos...
poderiam ou não estar presentes no texto da dosimetria, passando a confiança à oposição em apoiar a aprovação do projeto, que foi vetado por ele no Judiciário. Questionado se considerava que o ministro traiu o Congresso, o líder do PL assumiu que o erro foi da oposição em confiar em quem não merece confiança. Chamar os nossos comentaristas.
Roberto Mota está ok? Então vamos ao Rio de Janeiro, chamar o Mota para refletir sobre mais um capítulo, agora o Mea Culpa talvez, ou as reflexões feitas pela oposição sobre a aprovação da dosimetria, o suposto acordo com o judiciário, o tal do texto feito às seis mãos e agora esse diagnóstico.
de sócio-tenis Cavalcante, dizendo que o Congresso ou a oposição não deveria ter confiado nesse integrante do Judiciário. Bem-vindo, Mota. Isso me lembra um treinador de futebol, Caniato, que costumava dizer ao seu time, eu ganhei, nós empatamos, vocês perderam. Boa noite a você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. A oposição errou.
Errou mais uma vez. Foi um erro grosseiro, amador, imperdoável. A oposição precisa assistir mais ao Pingos nos Is, porque nós avisamos aqui o que ia acontecer inúmeras vezes. Não que você precisasse ser um analista político para prever os acontecimentos. Bastava ter um pouco de bom senso e um pouco de memória.
Mas essa é a mesma oposição que votou para aprovar a lei que criminaliza a misoginia, foi aprovada no Senado. É a mesma oposição que aprovou a lei antipiada que foi usada para condenar o humorista Léo Lins. Essa é a oposição do Congresso mais conservador da história.
Pois é, agora é preciso refletir sobre o posicionamento da oposição a partir de agora. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. O Dávila ontem até mencionou, se isso for uma minissérie, ainda teremos muitos capítulos pela frente. É preciso ter paciência. Você, Dávila, da maneira como as coisas estão se desenhando, você acha que trata-se somente de um protocolo porque o Supremo foi provocado?
aí o pleno do Supremo fará a análise, e aí o Supremo respeitaria a decisão do Congresso Nacional? Você acha que essa provavelmente será a decisão do Supremo, respeitando a decisão tomada pelo Congresso? Essa é uma certeza ou tudo leva a crer que sim? Bem-vindo.
Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada e boa noite, nossa querida audiência. Caniato, precisamos ver um momento político de acordo com a temperatura atual do clima político. O Supremo está, sim, aquado. E o próprio presidente do Supremo, Edson Fachin, reconhece isso, dizendo que o Supremo tem que voltar a tomar conta apenas de questões jurídicas e se distanciar da política.
E a decisão monocrática de um ministro para anular uma lei aprovada pelo Congresso Nacional é um tamanho desrespeito ao poder legislativo, que fez com que houvesse uma reação imediata de alguns membros da Suprema Corte, inclusive conversando com parlamentares da oposição, com jornalistas, dizendo que essa decisão monocrática...
vai ser revertida. Agora, é preciso ver se isso acontece na prática. O fato é que, quando uma decisão monocrática é capaz de anular uma lei aprovada pelo Congresso Nacional, pelos 81 senadores e 513 deputados, é uma afronta ao poder legislativo que retrata...
a arbitrariedade desse ativismo judicial que predomina o Brasil. E o que isso faz, Caniato, é provocar uma reação ainda mais forte do Legislativo. Agora mesmo o Legislativo já começou a vislumbrar, passar a PL, ou um PL, ou uma PEC, aliás, uma PEC, para não ter que passar pelo Palácio do Planalto.
aprovando a anistia ampla, geral e irrestrita. Então, toda vez que esta confiança é quebrada entre os poderes, o que acontece é que acirra a desconfiança, escala o conflito e medidas ainda mais duras devem sair do Congresso Nacional. Ou seja, a traição de um acordo tem um preço caro a ser pago.
E esse preço está cada vez subindo mais no Congresso Nacional e mostrando disposição dos parlamentares da oposição a se unir em matérias ainda mais duras. Como é o caso...
da, por provável, anistia ampla, geral e restrita, que poderá ser aprovada se o judiciário não recuar da decisão descabida, arbitrária, de um único membro.
Pois é, os nossos comentaristas analisam a situação que envolve a dosimetria barrada pelo Judiciário. Uma nova análise será feita agora por todo o colegiado, pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal. E aí há uma...
um apontamento sobre a possibilidade da dosimetria ser enterrada, na hipótese de entenderem que trata-se de uma medida inconstitucional, o que caberia ao Congresso? Aprovar uma proposta de emenda à Constituição, aí sim, acabando com as penas, anistia ampla, geral e restrita, seria esse o caminho? Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para avaliar esse momento.
da relação entre Congresso e Judiciário e quais podem ser os próximos capítulos, isso meses antes de um processo eleitoral. Bem-vindo, Beraldo. Boa noite. Boa noite, Caniato. Boa noite, Dávila, Mota, Musa. Boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.
Olha, Caniato, essa é uma situação muito suigênese, né? Porque o Brasil vai desafiando a lógica, ele vai desafiando a lei, manda aquele que quer mandar. Porque se nós observarmos, a dinâmica do Brasil todo é essa. O Congresso Nacional passa uma lei...
essa lei não é reconhecida pela Suprema Corte e fica tudo por isso mesmo. Uma decisão monocrática põe por terra o trabalho de todo o Congresso Nacional que tem por prerrogativa legislar. Mas da mesma forma, a gente vê isso acontecer em vários ambientes brasileiros. O que é esse...
emaranhado de espaços no cotidiano das cidades brasileiras em que o crime organizado toma conta, estabelece as próprias leis, o próprio rito judicial e fica tudo por isso mesmo. Porque ele se coloca na posição de mais forte. E como as polícias foram sistematicamente sendo enfraquecidas,
nós tivemos um endurecimento das leis contra o policial. Aliás, o policial é punido porque não tem a infraestrutura adequada para exercer o seu papel. Ele é punido com salários muito aquém daquele que deveria ser o salário de alguém que defende a sociedade. Ele é punido porque quando ele...
faz, cumpre o seu papel, você tem toda uma estrutura da própria imprensa, da parte da imprensa que adora apontar o dedo para a polícia, e também do judiciário que está sempre contra o policial. Então isso vai ficando por isso mesmo. O Brasil é isso. E no caso da dosimetria, nós estamos assistindo a um episódio absurdo.
E que a reação, no meu entendimento, é calma demais, é serena demais. Ela é de indignação nas declarações, ela é de indignação nas redes sociais, mas para estabelecer uma linha, um limite, a gente não vê essa mesma disposição. Então, Caniato, esse é um cenário em que...
Tudo é possível. E é especialmente possível que aquele que mais manda, aquele que mais ou melhor exerce o seu poder, vai prevalecer. E os outros, não importam o quanto sejam, ficarão quietinhos, olhando, fingindo que vão fazer alguma coisa e não vão fazer absolutamente nada.
Chama o Bruno Musa para avaliar essa situação e também o diagnóstico de Sostenes Cavalcante. Musa, seja bem-vindo, ótima noite a você. Sostenes disse que oposição teria cometido um novo erro.
quando ele menciona o aceite para a proposta de dosimetria. E aí queria que você refletisse sobre todo o processo de negociação, lá atrás ainda, quando defendiam a anistia, depois a sinalização de que a anistia não avançaria, de que isso seria judicializado, que o Supremo iria derrubar. E aí pensaram em um caminho do meio. Até houve a participação de algumas figuras, como Michel Temer, Aécio Neves, Paulinho da Força, escolhido relator.
Não dá para dizer que Paulinho da Força é uma figura que representa a direita brasileira, ou seja, um grande representante da oposição. Paulinho esteve, por muitas vezes, de mãos dadas com o presidente da República. Você acha que é preciso considerar também as figuras que participaram desse processo de articulação, negociação para aprovar a dosimetria? Bem-vindo.
Boa noite, Caniato, Mota, Dávila, Beraldo, todos que nos ouvem no Brasil. Pois é, vamos lá, mais um dia em que nos cabe aqui uma reflexão. Eu tenho uma grande dificuldade em entender quem seriam esses representantes da direita, conservadores que lá foram colocados, como muito bem a gente fala aqui que poucos conhecem profundamente a filosofia dos valores que devem ser defendidos.
econômicos, morais, costumes. Eu não estou fazendo um juízo de valor aqui se cada um deveria conhecer, mas para ser um representante e se auto-intitular da direita, conservadores ou o que quer que seja, tem que conhecer os preceitos defendidos. Como é que você pode dizer que você é de uma ala, seja ela qual for?
se você não conhece profundamente aquilo que você diz defender. Portanto, isso passa a ser um oportunismo e não mais uma decisão, digamos, pautada em fatos, em verdades, em aquilo que você defende. Infelizmente, isso não existe na política brasileira. Existe apenas de forma marginal. São pouquíssimos aqueles que conhecem e conseguem participar.
de um debate mais aprofundado. Uma grande maioria fica na página 2 ali, principalmente quando você entra em qualquer tese, digamos, mais aprofundada intelectualmente. Muito bem. Esse histórico que nós falamos aqui, eu acho que mostra um pouco dessa falta de posicionamento. Uma vez que a decisão da dosimetria, como você muito bem trouxe, será a anistia, depois não é nada, então vamos chegar no caminho do meio.
As decisões políticas e principalmente na justiça brasileira hoje em dia, me parece uma decisão como um sábado. Eu queria comer carne, minha mulher queria comer massa, a gente já achou o meio termo. Então vamos decidir um restaurante que tenha carne e que tenha massa para nós irmos. Só que isso não é justiça, isso não é democracia, isso não é uma decisão pautada em verdades.
É uma decisão por uma escolha de comida que é mais conveniente, que não vai mudar nada no final do dia, se você comeu carne, ou comeu peixe, ou comeu frango. Mas são vidas de pessoas que estão sendo impactadas por algo dessa forma. E as decisões brasileiras estão sendo tomadas dessa maneira. Ah, não pode A? Não pode C? Então vamos no B.
Mas como eu amparo o técnico para isso? Aonde na Constituição fala que você pode tomar a decisão B? E aí eu concordo com isso. Uma falha muito grande da oposição, que no meu entender eu concordo com o Mota, é imperdoável, porque são pessoas que foram retiradas do convívio de suas famílias sem ter feito nada para serem condenados aos crimes que foram condenados. Ninguém, me desculpe, tem que ser uma criança para acreditar.
que aquelas pessoas que estavam lá conseguiriam conduzir um golpe. Isso já foi falado imensamente, chega a soar até patético quando nós olhamos os golpes na história nos mais variados países do mundo. Mas sim, a gente já começa a ver nos principais meios de comunicação matérias de ontem e hoje falando que a cúpula do legislativo
Achou que foi, de fato, e foi, uma afronta do ministro da Suprema Corte ao derrubar a lei da dosimetria. E agora esse choque entra entre os poderes, que eu falo. Quando grande parte dos poderes são comandados por pessoas envolvidas em escândalo, eu prefiro que eles estejam em choque, porque aí é a única possibilidade da população de bem questionar e mostrar as evidências claras. Quando eles se arquitetam ali, para mim, é muito mais assustador.
E para finalizar, nessa, digamos, nessa briga entre a cúpula do Judiciário e a cúpula do Legislativo, me assusta que uma vez que não há valores, virtudes e conhecimento profundo a serem defendidos pela verdade, talvez qualquer coisa seja mais fácil para chegar a um acordo, pegar um avião em Londres e tomar um belo de um uísque importado.
Zé, deixa eu passar para o Mota para refletir sobre as ferramentas que hoje em dia a oposição tem para conseguir avançar com as suas demandas. Mota, vimos tentativas de aprovar em outros textos, né? Houve o diagnóstico naquela ocasião por parte da oposição que não seria possível. Ou encerrar processo, avançar com anistia ampla, geral e restrita, em algum momento.
se depararam com essa proposta e aí provavelmente alguém fez aquela pergunta. É pegar ou largar? E aí pegaram a proposta de dosimetria. Você não acha que soa até a ingenuidade por parte da oposição?
ter topado fechar esse acordo e quem foi o grande articulador foi uma figura que, poxa, tão identificada com o Partido dos Trabalhadores, com o governo federal, que é Paulinho da Força, todo respeito a ele, mas historicamente ele tem uma relação com o PT, né?
Com todo o respeito aos parlamentares, aos políticos de oposição, eu vou falar aqui como cidadão. Eu achei um absurdo completo, como eu disse várias vezes aqui. Eu acho que poucas vezes o Brasil, os políticos brasileiros, os políticos de oposição, se viram diante de uma situação com tanta clareza moral.
Não é possível. A gente está falando do caso de uma mãe de dois filhos que escreveu com batom em uma estátua e foi condenada a 17 anos de prisão. Não há espaço para titubear. Não há espaço para duvidar. Não há espaço para pensar qual era a melhor estratégia. A estratégia é fazer a coisa certa.
Eu continuo ainda revoltado com o argumento que eu mais ouvi e que eu continuo ouvindo. Eu continuo ouvindo esse argumento, mas Mota era o que dava para fazer. Tradução, era o que permitiram que o Congresso fizesse. Eu poderia fazer uma lista aqui de inúmeras situações parecidas.
Em que políticos, em que autoridades, em que pessoas comuns se viram em situação parecida e eles fizeram a coisa certa. Muitas vezes pagando um preço muito alto por isso. Mas eles não se acovardaram.
A oposição já deu recentemente várias mostras de que consegue fazer o que é certo. A gente viu a forma com a qual a oposição tratou a PEC da insegurança pública, que foi enviada pelo governo ao Congresso, a oposição matou no peito, refez a PEC e transformou numa verdadeira PEC da segurança pública. A oposição fez a mesma coisa.
com o projeto antifacção, que na verdade facilitava a vida das facções. A oposição pegou esse projeto, reformou. Nós vimos uma coisa acontecer no Senado que não acontecia, deixa eu ver se eu não erro o ano dessa vez, desde 1894, a rejeição de um candidato à Suprema Corte. Então a oposição consegue fazer sim. A oposição sabe o que tem que fazer.
Mas são precisos quatro coisas para isso. Coragem, interesse, convicção e preparo. E eu não sei qual dessas coisas faltou mais em relação a esse projeto da dosimetria.
Deixa eu passar para o Dávila, que é preciso olhar também para os próximos passos. Dávila, houve talvez alguma coisa nos bastidores que nós não soubemos. Essa informação não foi repassada para a imprensa. Mas provavelmente algum tipo de acordo, conversa, havia.
uma convicção por parte de alguns integrantes da oposição de que o STF, ou o judiciário, respeitaria a decisão do Congresso. Que uma vez que um partido questionasse, o Supremo iria devolver. Não, isso aqui é matéria do Congresso. Não temos nada a ver com isso. Essa medida já foi tomada pelo Congresso. Devolveria, inclusive, a matéria. Mas não foi isso que aconteceu. Você acha que essa...
essa decepção, essa frustração poderá ser convertida em uma proposta de emenda à Constituição ou no avanço de uma PEC que permitiria a anistia ampla, geral e restrita?
Sim, acho possível. Nós precisamos olhar a situação atual, Caniato, num momento de total disfuncionalidade institucional. Quando há essa disfuncionalidade institucional que vigora no Brasil hoje, ou seja, o ativismo do judicial, a arbitrariedade da justiça, cerceamento do poder soberano do Congresso Nacional e até mesmo de políticas do poder executivo,
Mostra que a fórmula antiga de se fazer política muito em moda pelo centrão, que são conchavos, acordos, para se aprovar medidas, não vale mais nesse momento de desfuncionalidade. Veja só essa história do projeto da dosimetria.
Foi escolhido como relator o deputado Paulinho da Força justamente porque ele era a pessoa que conversava com o ministro Alexandre Moraes e Gilmar Mendes. Por causa dessa boa relação com os ministros do Supremo é que ele acabou sendo escolhido relator desse projeto pelos partidos do Centrão.
Acreditaram que este diálogo às seis mãos com o Congresso, com o Poder Executivo e com o Poder Judiciário era possível moldar um projeto que seria aprovado pelo Legislativo e respeitado pela Suprema Corte. Isso mostra já a disfuncionalidade, a disfuncionalidade de que a função exclusiva hoje do Poder Legislativo, de legislar, e a disfuncionalidade de que a função exclusiva é a desfile.
Já abriu-se mão porque sabe que se não houver o consenso do Poder Judiciário, nesse caso do STF, não há como aprovar uma lei, manter essa lei, fazer essa lei ser cumprida, porque provavelmente ela será derrubada no Supremo. Então, de novo, usaram a velha tática do conchavo, do acordo, para se chegar a um texto comum.
Esse texto foi aprovado e agora recebe este não de um único ministro numa decisão monocrática. O que surpreende, como bem colocou o deputado Sócrates Cavalcante, pegou todo mundo surpresa, todo mundo se sentiu traído. Ou seja, a política do fio de bigode, que sempre funcionou, ou a maioria das vezes funcionou, nesses acordões,
do Supremo com o centrão brasileiro, agora foi por água abaixo. E isso quebra a confiança. E no momento que quebra a confiança, a reação do Congresso Nacional é aprovar uma PEC. Porque a PEC não tem que negociar nem com o Poder Judiciário e nem com o Executivo. É um poder exclusivo.
do Legislativo. Então, já que a confiança foi rompida, o acordo feito de entendimento de uma proposta foi desobedecido, resta, então, ao Parlamento assumir as rédeas.
E tomar conta deste fim, desse episódio tristíssimo da história do Brasil, que foi a condenação indevida, injusta e inconstitucional de centenas de brasileiros que apenas foram às ruas manifestar a sua oposição ao governo que havia vencido as eleições. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
Eu sigo aqui trazendo as informações, debatendo com os nossos comentaristas. Tem outro destaque, inclusive, ligado a esse, porque o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, afirmou no dia de hoje que prefere a relação com o governo Lula do que com a gestão anterior, em uma referência indireta a Jair Bolsonaro. Segundo ele, no mandato anterior, os parlamentares eram supostamente coagidos para a aprovação de projetos de lei de interesse do Planalto.
Enquanto com o petista, existe uma relação de harmonia, diálogo e respeito. Começar com o Cristiano Beraldo. Você, Beraldo, quais aspectos dessa declaração a gente deve considerar, olhando para os últimos episódios e também, possivelmente, para o processo eleitoral e também para a liberação de emendas parlamentares?
São ingredientes que podem ter ligação com esse diagnóstico, esse raio-x, Diogo Mota?
Kenieto, me parece que Hugo Mota prefere lidar com o atual governo porque foi só nesse governo que ele se tornou presidente da Câmara dos Deputados. No governo anterior, ele era só mais um de 513 parlamentares e agora ele é o líder da Casa Legislativa. Ele está ali na...
na sequência do poder no Brasil, então na ausência do presidente da República e do vice-presidente, é ele quem assume a presidência da República. Então, ele deve estar se referindo a isso, porque eu tenho dificuldade em imaginar que, naquela época do governo Bolsonaro, em que o Congresso e também a Faria Lima, e tanta gente falava do Trator Lira,
que comandava a Câmara dos Deputados ali como um trator, que fazia, passava, ele certamente não era uma pessoa submissa, subalterna. Não, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, tinha muita personalidade. Era ele que lidava com o governo. E até onde me consta, eu...
Tenho dificuldade em me lembrar que o próprio governo de Jair Bolsonaro tenha aprovado matérias que tenham sido até para entregar aos apoiadores de Jair Bolsonaro aquilo que havia sido dito nas eleições. Quer dizer, o presidente da República naquela época, ele...
não impediu, por exemplo, que houvesse limitação nas decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal. Eu não me lembro de legislação que pudesse ampliar o poder das polícias. Eu não me lembro de nenhum embate severo que houvesse ali algum tipo de imposição do governo federal.
Então, eu realmente careço de compreensão do contexto dessa afirmação do presidente da Câmara. Eu acho que ela só pode ter vindo justamente pela diferença entre ser um parlamentar e agora ser o presidente da Câmara.
Pois é, uma justificação, uma análise que faz todo sentido. Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, depois eu passo para o Bruno Moussa trazer também seus apontamentos sobre essa manifestação de Hugo Mota, que menciona uma preferência pelo relacionamento com o atual presidente.
quando faz a comparação com o presidente anterior. Agora sim, a rede Jovem Pan toda conectada com a gente aqui em Os Pingos nos Is, a notícia em destaque, na verdade, uma manifestação de Hugo Mota, dizendo que prefere a relação com o atual presidente do que a relação com a gestão anterior. Deixa eu passar para o Bruno Musa.
Porque fatalmente muitos talvez digam, ah, mas deve ter a ver por conta de liberação de recursos, ou ele está na cadeira de presidente da Câmara, logo tem algum tipo de interesse, é melhor que seja assim, porque daí ele mantém uma boa relação. Se fosse um outro, talvez diria também que a relação com esse outro seria maravilhosa. Lhe parece uma manifestação por pura conveniência?
Totalmente. Nós estamos falando ainda de pessoas, um daqueles, talvez, representantes máximos, digamos, da velha política que permanece altamente em funcionamento no Brasil. Pessoas que a sua clã comandam seus determinados estados há muitos anos. Pessoas que dificilmente você consegue encontrar pautas.
importantes sendo colocadas em votação e aprovadas, verdadeiramente importantes para o benefício de uma nação, tá?
ao longo dos anos, principalmente porque eles se fizeram como profissionais da política, o que, na minha opinião, já é altamente abominável. A política não é uma profissão, a política deveria ser, ou melhor, deveria estar política e não ser política. Mas no Brasil se tornou uma profissão altamente rentável, principalmente pelos benefícios perversos que ela gera.
E uma das importantes figuras dessa velha política, com o mesmo discurso, que pouco apresentou e foi aprovada ao longo de muitos anos para um projeto de país que não existe no Brasil, esse é um dos nomes importantes. E pessoas assim, Caniato, não têm preferências pessoais da boca para fora. Eles têm oportunismo. Onde há mais incentivos? Aqui ou acolá? Se for do outro lado...
Não tem problema, eu mudo. Isso não gera convicção, não gera verdade, não gera absolutamente nenhum tipo de benefício para um país e para a população. Consequentemente, essa é uma das grandes figuras importantes, em que, se o jogo vira rapidamente, essa preferência muda de lado. Isso talvez deveria acender muito mais do que a luz amarela, a luz vermelha há muito tempo, para políticos desse jeito.
Interessante, porque muitos colocam em paralelo o posicionamento do presidente do Congresso Nacional e do Senado, Davi Alcolumbre. Davi Alcolumbre adotou uma outra postura, completamente diferente. Deixa eu passar para o Roberto Mota analisar a fala do Mota da Câmara dos Deputados, mas a gente não precisa olhar também...
para a figura de Davi Alcolumbre, porque muitos falam, ah, mas é conveniente, ah, tem um processo eleitoral, ah, é melhor ficar bem com o presidente da República. Bom, Davi Alcolumbre fez uma outra análise, rompeu, tomou decisões, e há quem diga que articulou e articula contra o governo, Mota.
É como eu falei no meu outro comentário, né, Caniato? Você tem que ter alguns elementos para conseguir fazer o que Alcolumbe fez, né? Coragem, interesse, convicção e preparo. Não é todo mundo que tem isso. Agora, com relação a essa declaração, essa é a beleza da liberdade de expressão. Todo mundo pode ter uma opinião.
Agora, nem sempre a opinião dos políticos profissionais coincide com a opinião do povo. Na verdade, eu acho que eu nunca vi um abismo tão grande.
entre o que as pessoas comuns pensam e o que a maioria dos políticos dizem. Esse abismo é tão grande que eu e muita gente se pergunta como é que alguns desses políticos conseguem se eleger.
Porque parece absolutamente inacreditável que o nosso sistema democrático, na escolha popular, coloque no poder pessoas que têm uma visão tão distante da nossa visão. E tem mais, alguns desses políticos, não é só que eles conseguem um mandato, eles também conseguem ser eleitos pelos seus pares para presidi-los.
E eu vou te dizer, esse, para mim, é um dos mistérios da democracia brasileira. Seguimos com outras informações. Os brasileiros têm se endividado cada vez mais para poder comer e morar. Foi o que revelou um estudo, um levantamento da tendência às consultoria. Durante a pandemia, em 2020, os custos das famílias com alimentação e moradia
Subiram 83,1% e 51,1% respectivamente, enquanto no período a inflação média da economia foi de 41,8%. Com a maior parcela da renda destinada a gastos básicos...
Os gastos com consumo, lazer e poupança diminuíram e mesmo assim o endividamento gerou patamares recordes. O levantamento também apontou que outros serviços básicos registraram aumentos expressivos nas últimas duas décadas, como água, que acumulou uma alta de 621%, o gás superior a 700%.
Para economistas, quando despesas essenciais como alimentação, energia, moradia e transporte geram impacto direto no orçamento da população, a sensação de bem-estar cai muito. O que explica a pressa do governo Lula em lançar o programa Desenrola 2.0. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila para refletir sobre esse endividamento.
que por vezes tem a ver com uma televisão cara, um iPhone que a pessoa que não pode comprar compra, mas preocupa quando tem a ver com alimentação e gastos básicos, né Davila? Preocupa todos os brasileiros, exceto um, o presidente da república. Sua frase seminal desta semana é muito clara. O que o presidente Lula disse?
É muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar. Somente uma pessoa completamente descolada da realidade pode falar tamanha barbaridade. Somente uma pessoa que vive numa redoma de palácio, longe das ruas,
Pode dizer que mais de 82 milhões de brasileiros inadimplentes, 80% das famílias estão endividadas, desesperadas, deprimidas, preocupadas, que não vão conseguir pagar suas dívidas nem com o tal do desenrola. Porque a média da taxa de juro é 60%. Então você imagina uma pessoa que tem qualquer dívida, cada vez que passa,
Essa dívida cresce de uma forma que não tem ganho que consiga pagar. A pessoa tem que sair correndo fazer bico, pedir dinheiro para os parentes emprestados, pedir dinheiro para os amigos. Ela tem que fazer alguma coisa para estancar isso. Porque se ela tentar saudar essa dívida com o seu ganho, ninguém tem ganho que tem 60% de margem.
a não ser traficante então isso mostra um total descolamento do governo e esse populismo político de tentar criar esse desenrola o primeiro já foi um fracasso o segundo vai ser um fracasso dois que não vai resolver o problema da grande maioria dos brasileiros
Porque o problema central está no governo. Um governo que gasta demais, pressiona o Banco Central a promover a taxa de juro real mais alta do mundo.
Como esse governo não conseguiu reduzir uma única despesa e vem batendo recorde mês sobre mês de arrecadação, mostra que ele só tem uma tese. É continuar arrecadando cada vez mais. E sabe o que é arrecadar? É meter a mão no nosso bolso. É meter a mão no brasileiro que trabalha. Então o governo, primeiro, mete a mão no nosso bolso.
As pessoas se endividam, o governo não consegue reduzir despesa e depois vai pegar o dinheiro do próprio povo, do FGTS, para assaldar a dívida. É uma cara de pau, sem limite. É uma desfaçatez. Isso mostra por que este governo vai perder a próxima eleição. É um governo descolado da realidade, das dores, do sofrimento, das dificuldades da maioria da população brasileira.
Deixa eu passar para o Cristiano Beirado, porque a depender da situação do povo, o nível de endividamento e a possibilidade da pessoa sair dessa situação, isso terá um impacto direto no processo eleitoral. Né, Beirado? Por isso que tiraram da cartola o desenrola 2.0, porque quando mexe no bolso do brasileiro, isso tem um impacto direto.
Ou esse governo resolve o meu problema, ou ele dá certo ou não dá certo. Bom, se 80% das famílias estão endibidadas, tem muita coisa que vai mal. Isso impacta, inclusive, na tomada de decisão para votar em A, em B ou em C.
Olha, Caniato, eu não compartilho dessa pureza de pensamento que você tem de dizer que o Desenrola foi um programa para ajudar as pessoas. Ao contrário, o Desenrola, tanto o primeiro quanto esse segundo, são programas que comprovadamente não ajudam o cidadão.
Ele posterga a possibilidade do cidadão sobreviver, enquanto ele diminui o risco daqueles que estão concedendo crédito.
No primeiro momento do desenrola, o grande beneficiário, porque aquela operação foi combinada com a taxa das blusinhas, era para dar uma força para o varejo brasileiro, porque empresários do varejo foram muito generosos e amigos do candidato Lula que venceu as eleições.
Agora, o Desenrola 2.0 é para ajudar os amigos banqueiros que concederam crédito além da possibilidade do tomador pagar e estão preocupadíssimos com essa situação.
Agora, o que acontece? Os bancos vão conceder descontos, entre aspas, de uma dívida, que é o seguinte. Você pega R$ 100 de dívida hoje. Daqui a um ano...
Você está devendo R$ 400. Só que você não pega esses R$ 100 e simplesmente diz eu não vou pagar nada. Não, você, em geral, as pessoas têm o mínimo de vergonha na cara. Elas vão, pagam a primeira parcela, aí ela entra no cheque especial para poder pagar a segunda, aí ela embarriga o cartão de crédito para poder pagar a terceira e ela vai sofrendo, sofrendo, sofrendo. No final...
Quando a pessoa, em geral, reconhece que não vai dar conta, dos 100 que ela pegou, ela já pagou 200, mas ela deve mais 400. E ela quebra, porque essa é a realidade brasileira. Caniato, eu me lembro, na sequência do Plano Real, que foi quando o brasileiro começou a ter o gostinho de conseguir financiar algumas coisas, de ter um crédito de um prazo mais longo. Eu me lembro, eu era jovem, estava ali na faculdade.
E aí começou a ter cheque predatado o parcelamento de combustível. Você ia no posto de gasolina, enche o tanque, você podia dar um cheque pra frente ou pagar em duas vezes. Eu pensava, eu não tinha experiência de vida nenhuma, mas olhava pra aquilo e falei, mas se a pessoa está financiando a gasolina que ela vai consumir em uma, duas semanas, ela tem que ir no posto de novo, como é que isso vai dar certo?
Ela vai sempre parcelando, parcelando, parcelando. A gasolina já foi embora e ela não conseguiu pagar. Então, essa mentalidade louca do brasileiro que se endivida não para fortalecer a economia, mas ele se endivida para enriquecer as casas financeiras.
Essa loucura já vem de muito tempo. Não tem nenhum sentido. O crédito, qualquer país civilizado do mundo, Caniato, o crédito é usado para desenvolver o país, fortalecer a economia. Só que se nós olharmos para essas pessoas, esses 80 milhões de inadimplentes, a gente vai ver que agora eles estão usando o FGTS para pagar a conta do restaurante.
porque eles não tinham dinheiro para ir no restaurante, foram, entraram no cheque especial, tiveram que pegar um empréstimo, aí vai financiando, vai entrando, vai se enrolando para poder pagar a conta de luz, aí quer fazer aquela viagem, quer ir naquela festa, quer ir passear na praia no final de semana, quer, no fundo, levar uma vida normal. Mas o Brasil não deixa, as pessoas têm que ter consciência, um governo incompetente.
Um governo que está jogando o Brasil no buraco impede que você viva uma vida decente. A sua vida, todos os nossos espectadores, a sua vida seria uma vida decente. Uma vida respeitada em qualquer lugar civilizado. O Brasil não é um lugar civilizado. O Brasil é um país que foi administrado nessas últimas duas décadas para destruir. É essa a realidade que a gente vive.
O Beral deu esse exemplo do cheque pra frente, né? Chequinho pra frente, chequinho pra frente. Tinha as factories que voltavam o dinheiro pro comerciante. Pegava aquele bolo de cheque e voltava o dinheiro e ele ficava com percentual. Pois é, Brasil, né? Brasil e seus negócios paralelos.
Tá certo. Daqui a pouco a gente volta a falar disso, com o Beraldo e com os nossos outros comentaristas. Só quero girar a reportagem da Jovem Pan News, porque o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que o presidente Lula não pretende deixar vagas abertas no Supremo Tribunal Federal para que sejam preenchidas no próximo mandato.
Quem está acompanhando essas movimentações e articulações é o Matheus Dias. Chega ao vivo. Matheus, seja bem-vindo. Ótima noite a você. Então, mesmo depois da rejeição de Jorge Messias, parece que o presidente da República segue firme, convicto, não desistiu da indicação. É isso?
É isso, viu, Caniato? Pelo menos na visão de Wellington Dias, o ministro do Desenvolvimento, Assistência Social da Família e do Combate à Fome. Uma boa noite pra você, Caniato, a quem nos acompanha. Aqui no Pingos nos Isos, o ministro Wellington Dias disse que Lula vai sim indicar um novo nome pra vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal ainda esse ano, ainda até o fim desse mandato. Segundo ele, é de direito do presidente escolher um nome pra compor as cortes e que não tem cabimento um presidente.
segundo ele, democraticamente eleito, ter que esperar uma nova eleição acontecer, uma nova posse acontecer, para que sim seja feito o uso desse direito de indicar um nome para uma corte, como no caso do Supremo Tribunal Federal. Essa fala de Wellington Dias aconteceu no canal SBT News, ele disse inclusive que a rejeição de Jorge Messias foi apenas por motivações políticas do Congresso e que...
Não tem cabimento também essa rejeição ter acontecido, já que na visão de Wellington Dias, Jorge Messias é extremamente qualificado para o cargo e seria um ministro extremamente qualificado para atuar nessas funções, nesse momento ainda mais de um país completamente polarizado. O ministro disse ainda que Lula não tem um prazo para definir esse novo nome.
Nas palavras de Wellington Dias, disse que Lula tinha escolhido o melhor, mas o Congresso rejeitou. Agora ele vai ter que rever as listas, repensar nos nomes e escolher mais um entre os melhores. Só que ainda não tem prazo para isso acontecer, viu, Caniato?
A gente vem seguir acompanhando, porque há muitos nomes sendo aventados. O Matheus Dias, claro que vai seguir acompanhando essas articulações. Qualquer novidade, Matheus, por favor, prioridade para você, para a nossa reportagem. Grande abraço, bom trabalho, a gente segue em contato. Deixa eu chamar o Bruno Musa para entender um pouco desse desafio para o presidente da República, que agora fica vislumbrando a possibilidade de uma reeleição.
Caso ele ocupe mais uma vez a cadeira da presidência da República, no próximo mandato, ele teria direito a indicar mais três.
Nomes para o Supremo Tribunal Federal. Então, juristas que ocupariam as cadeiras de, não necessariamente nessa ordem, mas Carmen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Lembrando que a vaga de Luiz Roberto Barroso segue vazia, vaga. Então, seriam quatro nomes, né? Se ele vence a próxima eleição.
E aí, Moza, me parece que Lula querer ou não não faz muita diferença, né? Porque parece que a chave do cofre está com Davi Alcolumbre agora, né? Perceba o perigo do que você falou, né? Mais três, fora os que já estão lá indicados. E mais.
Se a pressão continua dessa forma, Caniato, será que outros também não sairão da Suprema Corte, seja pedindo para sair ou por um eventual processo de impeachment? Enfim, ou seja, poderia ter inclusive mais possibilidades. Eu nunca mais me esqueço de um discurso duro do próprio Lula nos anos 80 falando que um projeto de poder no Brasil demoraria por volta de 40 anos para ser concretizado.
Basicamente, final dos anos 80 para agora, façamos a matemática. Realmente, isso me deixa bastante preocupado. Porém, por outro lado, como você muito bem falou, talvez a vontade dele de indicar não mais seja uma simples concretização de um determinado poder ou conquista, digamos assim. Afinal de contas, nós vimos agora a quase que inédita rejeição do próprio...
do próprio, digamos, ia falar ministro, mas do próprio Messias, que tinha sido indicado por ele. Eu digo quase inédito, porque a última tinha sido lá atrás, em Floriano Peixoto, 132 anos atrás. Então, realmente, é um risco para ele fazer essa indicação nesse momento. Não sei se ele assumirá, de fato.
Esse risco, mas nesse momento de rota de colisão que ele está com o Legislativo, claramente é um risco. Mas eu não acho, e de novo, podemos errar, eu não achava que haveria essa rejeição. Eu não acho que ele faria uma nova indicação sem ter uma nova articulação por trás feita. Não sabemos como está. Afinal de contas, as pesquisas continuam mostrando um alto nível de rejeição do próprio governo. Ninguém foi...
reeleito ou eleito com esse nível de rejeição atual, consequentemente há um risco importante para isso. Mas eu continuo lembrando aqui. Quando passou o carnaval, e eu vou deixar essa reflexão para a gente pensar, eu falei que, à minha opinião, cabe juízo e possibilidades, inclusive, de erros claras, que durante o processo de eleição, quem presidirá o TSE aqui.
presidirá e vice-presidente serão dois ministros indicados pelo governo anterior. Não sei se, pelo menos pelo Nunes, isso corresponderia a alguma coisa importante ou não, mas que se Lula em algum momento não viesse a ser candidato, ele faria alguns movimentos importantes para parecer que ele estaria sendo vítima de um processo, digamos, dentro do judiciário, mas que caberia a uma politização.
um viés político para ele se vitimizar e, obviamente, dizer, ora, vou tirar o meu cavalinho de cena, não mais participarei desse pleito, afinal de contas...
Agora nós temos aqui um TSE com ministros indicados pelo governo anterior. Talvez uma nova indicação para uma eventual derrota poderia caber uma dupla interpretação em cima disso. É uma mera conjectura, mas seria um risco altamente grande para ele assumir nesse momento, ainda mais nessa rota de colisão, mas essa rota de colisão também vale até a página 2. Nada que umas boas trocas no campo da política brasileira mude as ideias das pessoas.
Pois é, lembrando a nossa audiência que a enquete já está publicada, tem a ver com a delação de Daniel Vorcaro. Se você puder, manifeste a sua opinião. Portal da Jovem Pan e também no YouTube de Os Pingos nos Is. Deixa eu passar para o Mota para analisar essa informação trazida pelo Matheus Dias, o nosso repórter. O presidente da República parece que não desistiu de indicar...
um nome para a vaga de Luiz Roberto Barroso, mesmo após a rejeição de Jorge Messias. Eu me lembro que, há alguns dias, falavam na possibilidade de ele indicar mais uma vez Jorge Messias. Poxa, coitado do moço, imagina passar por essa? Duas rejeições? Seria algo terrível, né? Mas parece que dissuadiram o presidente da República de fazer isso. Mesmo assim, ele acredita que poderia...
convencer Davi Alcolumbre a colocar em votação e conversar com seus pares, com os senadores, para aceitarem a próxima indicação. Enfim, muitos nomes vêm sendo aventados, até daquele que seria o preferido, o predileto por Davi Alcolumbre, que é o político de Minas Gerais que já presidiu o Senado, inclusive o Rodrigo Pacheco, o Mota.
Eu acho improvável mesmo, Caniato, que o governo desista de outra indicação. Afinal, o governo não tem nada a perder. Quem já passou pela humilhação de uma rejeição pode muito bem passar por outra. O valor de ter um amigo na corte justifica qualquer vexame. Afinal, se não me falha a memória...
Pois segundo um dos integrantes da própria corte, que teria dito que se não fosse por essa amizade, talvez esse governo nem existisse.
A vaga de Luiz Roberto Barroso e a indicação do atual presidente ou o Senado Federal, na figura de Davi Alcolumbre, atravancaria todo esse processo e deixaria isso para o próximo presidente da República. Você, Dávila, se isso acontecer, o próximo presidente da República indicaria quatro figuras, quatro nomes para o Supremo Tribunal Federal. E, convenhamos, quatro novos nomes no Supremo.
Você muda a cara da Suprema Corte. Então, a depender do presidente da República e da linha que ele adotar para indicar os integrantes do Supremo, isso tem um peso e uma importância fora do comum, não?
Certamente, Caniato, e uma importância fundamental para reformar o Supremo Tribunal Federal. Além de mudanças na legislação para resgatar o papel de corte constitucional, é preciso ter pessoas que se comportem como ministros do Supremo Tribunal Federal de acordo com o artigo 102 da Constituição. Ou seja, que tenha o tal do notório saber...
e reputação ilibada. E isso pode ser, sim, o começo do fim do ativismo judicial. Agora, um último ponto sobre essa questão do presidente Lula. Depois de uma derrota de 7 a 1, o time fica com dor no lombo, né? E pensa duas vezes antes de entrar em campo de novo.
O único nome que conseguiria ser aprovado nas próximas seis semanas, não podemos esquecer, nós temos apenas mais seis semanas de Congresso Nacional, porque dia 24 de junho é dia de São João, ali para o Congresso Nacional e a partir dali começa o ritmo de eleição. Então, em seis semanas, o único nome que o governo conseguiria aprovar num tal de fast track é justamente o do ex-senador Rodrigo Pacheco.
Mas se o presidente da República apresentar o nome de Rodrigo Pacheco, o vitorioso não será o governo. Será o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Pois é, mas só uma informação de bastidor, viu, Dávila? Existe sim o nome de Rodrigo Pacheco sendo aventado em Brasília, mas para um outro cargo.
salvo engano, do Tribunal de Contas. Existe a possibilidade, porque o atual chefe do Tribunal de Contas parece que estaria negociando com a iniciativa privada. Então, vamos aguardar. Mas tem, inclusive, eu vou girar isso com o Cristiano Beral, tem uma articulação debastidor de entidades.
que estariam colocando até Guilherme Boulos na jogada para indicar uma jurista negra, uma promotora negra para a vaga de Luiz Roberto Barroso. Você, Beraldo, que é preciso considerar essa articulação de entidades de esquerda que se utilizariam da proximidade de Guilherme Boulos com o presidente da República para indicarem uma mulher, uma promotora negra para...
contemplarem, enfim, demandas ou para preencherem uma vaga que essas entidades entendem como sendo necessária nesse momento.
Brasil está lascado, Caneto. O Brasil não poderá contar com uma suprema corte que exerce o seu papel constitucional enquanto tivermos esse tipo de dinâmica. Veja que o presidente da República se manifestou em relação a Messias dizendo que ele é o melhor entre os melhores. Só que, quando você olha para a Constituição brasileira, ela faz referência...
a notável saber jurídico. E aí eu queria perguntar aos advogados, aos juristas, existe alguma decisão séria, importante, de repercussão tomada no Brasil?
em que o atual advogado-geral da União é citado como referência? Quer dizer, o seu notável saber jurídico é tão evidente que o universo do judiciário brasileiro tem nele uma referência de jurista? Eu realmente não tenho essa informação, mas desconfio.
que isso não é verdade. Então, se ele, melhor entre os melhores, segundo o presidente da República, não desfruta deste prestígio que comprovaria o seu notável saber jurídico, resta comprovado que as duas únicas exigências constitucionais já não estão mais sendo levadas em consideração.
Aí nós olhamos agora para essa questão de Guilherme Bônus, desde quando...
No mundo, no universo, Guilherme Boulos, que ficou famoso, ganhou repercussão, invadia a propriedade privada. Ele próprio, passando por cima das leis e da própria Constituição. Aí ele vira referência para indicar alguém para ir para o Supremo Tribunal Federal.
Então lascou-se, Caniá, porque não mais se trata de uma corte constitucional. Se trata de uma corte de militância. Então, se está bom assim, se o Congresso Nacional assiste e acha bom, porque foi conivente, antes da rejeição de Messias, todos que estão lá passaram pelo crivo, em geral com aplausos, do Senado Federal e permanecem lá...
por causa do Senado Federal. Então, está tudo errado, está tudo completamente errado, está tudo absolutamente errado. Eu espero, eu torço que simplesmente não haja clima político para que, mesmo havendo a indicação, que o Senado se debruce nesse tema, faça a sabatina e a votação. Aliás, o presidente do Senado Federal, o senador Davi Alcolumbre, já tem um inimigo na corte.
Aquele seu gesto de deixar a indicação de André Mendonça mofando em sua gaveta por meses a fios, combinado agora com a rejeição do irmão de André Mendonça, o Jorge Messias, não o irmão do direito, não o irmão do saber jurídico, não o irmão por causa da igreja. A Constituição não fala de igreja.
Se o ministro do Supremo Tribunal Federal é católico, é judeu, é ateu, pouco importa, porque não está falando ali. Mas o fato de ser evangélico agora no Brasil, neste circo chamado Brasil, virou um elemento a ser considerado. Então Davi Alcolumbre rejeitou, articulou pela rejeição aqui no Brasil.
de um irmão de igreja de André Mendonça. Ô, Caniato, olha, eu já procurei emprego, já fui empregado, já fiz negócio, já abri minhas empresas, lutei arduamente, trabalhei muito para ter uma vida minimamente digna. E nenhum negócio que eu fiz...
Eu coloquei ou apresentei, me apresentei. Senhor, eu sou formado em administração de empresas, eu já fiz isso, isso, aquilo, tenho todas essas experiências. Ah, mas eu sou católico e eu vou à missa todos os domingos, viu? Porque apesar de eu ser católico, apesar de eu temer a Deus, apesar de eu ir à missa todos os domingos que posso, infelizmente, às vezes, acabo não conseguindo ir.
Isso não é um elemento de discussão para absolutamente nada. Isso quer dizer do meu contato, de como eu levo a minha vida, daquilo que eu acredito e a quem eu temo. Mas isso não é um assunto. Agora não. Agora virou um assunto. Então, Caniado, para resumir esse circo, o presidente, no meu entendimento, o presidente do Supremo Tribunal Federal, não tem nenhum estímulo para ele fazer mais um inimigo ali.
na rejeição ou na articulação. Então, o melhor que pode acontecer é essa indicação ficar guardada no fundo da gaveta. Pois é, uma rápida parada pra você que nos acompanha pela rede. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, trazendo os principais destaques do dia, só lembrando que daqui a pouco cerimônia de posse.
do ministro Nunes Marques, novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Daqui a pouco a gente vai trazer todos os detalhes e as informações. Antes disso, em um anúncio surpresa, o presidente Lula acaba de assinar a medida provisória que zera impostos federais.
Aquela chamada taxa das blusinhas. À medida que teve criação apoiada pelo Planalto, gerou um grande desgaste político e a atual gestão acabou sendo muito criticada. E o seu fim, o fim dessa taxa, já era debatido, inclusive, nesse momento de rejeição, uma alta rejeição a essa medida e também a algumas...
decisões tomadas pela gestão federal. Deixa eu chamar o Bruno Musa, porque havia, inclusive, essa sinalização, né, Musa? O presidente da República concedeu entrevista, acho que há umas duas semanas, dizendo que era desnecessária a taxa das blusinhas. Bom, se era desnecessária, por qual razão o seu então ministro da Fazenda tomou a decisão de criar?
essa taxa das blusinhas. Qual é a explicação para esse estique e puxa, vai e volta, morde e assopra? Eleições? Renato, o trabalho feito economicamente falando, tecnicamente, economicamente falando aqui, a respeito do ex-ministro da Fazenda, ele foi uma vergonha. Uma vergonha sobre todos os pontos de vista.
econômicos, todos os pontos de vista dentro de uma economia. Você teve uma entrega da maior taxação, foram mais de 28 taxas e novos impostos. Pagamos 40% do PIB em impostos, com retornos que se assemelham a países da África Subsaariana. Ok, isso não é algo exclusivo do ex-ministro da Fazenda, mas é algo estruturalmente de Brasil e agora nós tivemos um incremento de impostos.
Uma mudança tributária que nasceu de uma quase que unanimidade de que o Brasil precisa de novas regras para pagamento de tributos, mas o resultado, o pãozinho, saiu do forno pior do que quando ele entrou por conta de todas as trocas de favores, proximidades ao rei, privilégios concedidos a um e não a outros.
E, obviamente, a maior taxa de IVA do mundo, superando a da Hungria. Ou seja, nós tivemos ali um trabalho muito, muito, muito precário, por ser delicado na palavra. Mas isso tem a ver com uma visão de mundo, uma visão de mundo partilhada com o governo federal. Para quem não leu, eu recomendo...
eu tapei o nariz durante muito tempo e li um livro escrito em 1998 por Fernando Haddad que chama Em Defesa do Socialismo. E esse livro mostra quem ele é. Ah, mas Bruno, ele pode ter mudado de ideia. Se ele tivesse mudado de ideia, ele não seria ministro da fazenda de um governo que pense exatamente como ele descreveu no livro. Consequentemente, essa é uma visão de mundo econômica, institucional.
Enfim, deles. Uma visão, na minha opinião, completamente deturpada e longe de uma realidade para os anos atuais. Afinal de contas, você já teve tanto resultados práticos como teóricos para perceber que essa é uma visão de mundo completamente errada, antiquada, retrógrada, mofada, que não entrega resultados práticos no médio e no longo prazo. Por que eu estou falando tudo isso?
Porque toda e qualquer decisão tomada por alguém que é ideologicamente apenas fissurado por uma resposta ideológica, sem olhar números e sem olhar a parte técnica, o resultado de entrega é zero, sob o ponto de vista de ser positivo para o incremento de produtividade, de renda sustentável no médio e no longo prazo em um país que entrega crescimento de verdade. Consequentemente, essa...
da blusinha, foi uma dessas decisões pautadas nesse tipo de ideologia que eu mencionei agora. Precisavam arrecadar. Aonde eu subo o taxa? Vamos subir de todos os lados. Está longe da eleição? Vamos subir. Vamos trazer aquele discurso
Apenas uma retórica, não é apenas para aumentar receita, é porque realmente isso favorece a população, aumento de taxas não chega na população, nós vimos isso escrito em redes sociais por parte de membros do governo. Caiu por terra, por quê? Porque a realidade, ela se impõe, era uma medida única e exclusivamente para arrecadar.
Só que mesmo aumentando a arrecadação da forma como arrecadou, batendo recordes por conta da alta dos impostos, o déficit continuou crescendo. Significa que os gastos continuaram crescendo muito acima dos ganhos de incrementos de impostos. Aumentaram os gastos, aumentaram as receitas, mas os gastos continuam crescendo muito mais por serem populistas.
consequentemente, essa foi mais uma das medidas de única e exclusivamente para aumentar a receita. Só que nós mostramos isso aqui e eles negaram. Agora, próximo das eleições, eles vêm a público e falam que voltam atrás. Ou seja, assumiram que tudo que nós falamos era verdadeiro. E tudo que eles falaram era uma grande mentira. E aí eu deixo a pergunta. Como é que tem gente que ainda acredita nesse governo? Isso é de agora? Nós temos... Obrigado.
Quase 20 anos para perceber isso. Precisamos de mais?
Governo Federal toma a decisão na figura do presidente da República, anuncia o fim da taxa das blusinhas. Essa medida passa a valer já a partir de amanhã. Medida provisória derrubando esse imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares. Fico imaginando, né? Os e-commerces asiáticos comemorando, estourando rojões. A partir de amanhã, uma série de promoções. Você, Mota, taxa das blusinhas...
Aqui, Jás, o presidente decide acabar com essa taxa, muitos fazem conexão com o processo eleitoral. Ele toma essa decisão há cinco meses das eleições.
E eu não tenho dúvida na eventualidade deste governo ganhar as eleições no primeiro dia. No dia seguinte, essa taxa volta. E eles vão dizer que pensaram melhor e que agora as coisas mudaram. O mais impressionante...
com esse tipo de medida, é o deboche com a inteligência das pessoas. Isso é uma oportunidade para a gente entender que a maioria das decisões tomadas por essas pessoas, decisões que afetam as nossas vidas, decisões que acabam com empregos, decisões que tornam a vida das pessoas muito mais difícil, essas decisões não têm compromisso nenhum.
Com qualquer forma de racionalidade, com qualquer pensamento estruturado. São decisões tomadas assim ao sabor do momento e dane-se as consequências. E se a gente tiver que voltar atrás, a gente volta, né? Primeiro você cria o imposto.
E aí cria aquela narrativa maravilhosa, que quem vai pagar o imposto não são as pessoas, são as empresas. É um raciocínio que mostra a forma com a qual a esquerda, os militantes de esquerda enxergam o mundo, de acordo com o delírio que eles criam à medida que vão fazendo as coisas. E depois essa decisão...
de voltar atrás, acreditando que, tomando uma decisão como essa, há cinco meses das eleições, eles vão, de alguma forma, convencer o eleitor de que, na verdade, isso aí foi apenas uma besteira que não deveria ter feito. Na verdade, a gente nem queria fazer. Na verdade, foram os bolsonaristas que nos convenceram a colocar essa taxa das blusinhas. Isso é mais um deboche.
mais uma piada, mais um insulto que esse governo de esquerda joga na cara das pessoas.
Pois é, a gente já vai voltar com os detalhes e as análises dos nossos outros comentaristas para essa decisão do governo federal. Temos sinal de Brasília? Vamos com imagens ao vivo do Tribunal Superior Eleitoral. Dentro de instantes será iniciada a solenidade para a posse de Nunes Marques como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Imagens ao vivo.
do Salão Nobre, o salão principal da corte eleitoral, um auditório com centenas de poltronas. Os convidados estão chegando, sendo acomodados em seus lugares. Todo o cerimonial tratando dos últimos detalhes dessa cerimônia, convidados naturalmente dos três poderes.
e outros convidados do próprio ministro e também dos demais integrantes da corte. Eu lembro que a solenidade estava marcada para começar às 7 da noite, às 19 horas, mas é natural, né? Esse tipo de evento acaba atrasando. É importante lembrar...
que o ministro Nunes Marques será o responsável pela organização das eleições presidenciais de outubro. Ele terá como vice-presidente o ministro André Mendonça. Então, curiosamente, presidente e vice foram indicados por Jair Bolsonaro. Várias autoridades são esperadas na solenidade que será iniciada dentro de alguns minutos. Os presidentes...
das duas casas legislativas, presidente da República, Davi Alcolumbre e Hugo Mota certamente participarão, e aí uma tomada aérea do prédio do Tribunal Superior Eleitoral. A gente vai trazer todos os detalhes, a gente segue acompanhando e também vamos trazer todos os detalhes para a fala.
de Nunes Marques, o novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral. E há informações, inclusive, que depois dessa cerimônia será realizada uma festa muito elegante, um coquetel restrito a convidados, mas inclusive alguns veículos de comunicação chegaram a noticiar. Ingressos sendo vendidos a R$ 800.
tudo custeado por uma associação de juízes federais. A gente segue acompanhando a nossa equipe, inclusive, monitorando. Quando começar a cerimônia e as falas das autoridades, a gente corta e traz ao vivo para você aqui na programação da Jovem Pan. Deixa eu só retomar a discussão a respeito da taxa das blusinhas, tão criticada, mas defendida por alguns integrantes do governo. E agora, subitamente, o presidente da República decide acabar.
com essa tarifa. Deixa eu chamar o Dávila, que vai refletir a respeito dessa posição do governo federal, que ora justifica, dizendo que é preciso, vamos preservar a indústria nacional, é preciso desse dinheiro pra gente fechar nossa contabilidade, o rombo está enorme, mas agora...
subitamente, não é mais necessário, está tudo bem, numa canetada, acabou a taxa das blusinhas, podem comprar nos e-commerce chineses sem problema. E aí, Dávila, que história é essa?
Chama-se populismo a todo vapor em ano eleitoral. Esse é o sintoma do que está acontecendo no momento. Esse é um governo que só pensou em aumentar a arrecadação para cobrir as contas públicas. E mesmo batendo recorde, mês sobre mês, com aumento da arrecadação, não conseguiu reduzir as despesas. Pelo contrário, elas continuaram a crescer mais do que a arrecadação.
E agora, neste ano do populismo turbinado, porque é um ano eleitoral, o governo espera despejar mais de 140 bilhões de reais em benefícios, ajuda, subsídio, desenrola, gás, diminuir a taxa da blusinha, fazer tudo isso. Agora, esta conta será paga por todos nós. Ou seja...
vai continuar pressionando as despesas públicas, manter a taxa de juros nas alturas e fazer com que o Brasil continue nesta armadilha da renda média por muito tempo. Este é o preço que nós pagamos como sociedade pelo populismo desenfreado de um governo desesperado num ano eleitoral.
Pois é, agora, será que isso terá algum tipo de impacto? Será que aqueles que queriam comprar algum item em um e-commerce, por conta da taxação, acabaram desistindo meses atrás, com essa decisão, ficarão felizes a ponto de votar?
no presidente Lula para a reeleição. Você, Eberaldo, a gente consegue medir qual é o efeito desse tipo de medida tomada, que muitos falam, é eleitoreira. Mas cola, funciona? Parece que acaba sendo uma... Ele dá a dica de que faz isso, provavelmente, olhando o processo eleitoral, mas será que na prática isso funciona?
Certo, funciona. O Brasil é a prova de que funciona. Há várias formas.
de você conquistar ou comprar o voto de pessoas. Há muita gente que fala que esses programas sociais de auxílio em que a pessoa entra e nunca sai, que isso é um instrumento para criar uma dependência financeira atrelada ao voto. Da mesma forma, o presidente sabe que a sensação, não é a riqueza real, mas você se sentir...
um pouco melhor do ponto de vista financeiro, você se sentir melhor porque está comprando alguma coisa que você deseja e que agora passou a custar mais barato, isso tem um efeito psicológico favorável ao governo. É suficiente? Não, não é suficiente, mas é um elemento. Agora, o que me chama a atenção, Caniato, é que nós tivemos lá o desenrola número 1, que favoreceu diretamente, combinado com a criação da taxa das blusinhas,
favoreceu diretamente esse varejo brasileiro. Agora, cria-se o desenrola número 2, em que o fundo de garantia por tempo de serviço é tirado dos trabalhadores para livrar a barra dos bancos, para diminuir a exposição dos bancos.
E ao mesmo tempo em que as pessoas se sentem desafogadas, mesmo que momentaneamente, você tem a exclusão da taxa da blusinha. Quer dizer, é o governo dando uma banana para aqueles empresários do varejo que foram ajudados lá atrás e dizendo o seguinte, olha...
Agora eu estou atrás de voto, você que se vire. Depois que eu ganhar a eleição, aí a gente conversa de novo. Mas agora eu quero é conquistar o voto desse aqui, porque as pessoas de uma determinada faixa de renda estão tirando a água do nariz, colocando na boca, então elas podem ter uma breve e falsa sensação de bem-estar comprando alguma coisa mais barata vindo da China.
Mas isso vai durar muito menos tempo do que esses meses até a eleição. As pessoas que estão se desenrolando agora, elas em 60 dias estarão completamente enroladas de novo. Porque é isso que acontece num país que cobra 400% de juros no cartão de crédito e no cheque especial.
A gente segue acompanhando a movimentação lá em Brasília, no TSE. As autoridades, os convidados, estão se acomodando no plenário principal, no Salão Nobre. Daqui a pouco a gente vai trazer todos os detalhes. Inclusive, há pouco, a Janaína Camelo, a nossa repórter, compartilhou um vídeo do cantor Fagner. Quem não se lembra? O cantor Fagner, muito conhecido.
Ele foi barrado na entrada do evento, porque me parece que ele não estava com o traje adequado. Ele estava de calça jeans e um boné.
Daqui a pouco a gente traz a informação e essa confirmação se ele vai colocar uma roupa social para participar deste evento. Bom, daqui a pouco a gente vai trazer os detalhes e as manifestações das autoridades. Tem uma outra informação. Após 20 anos dos ataques do PCC em São Paulo, que resultaram na morte de 564 pessoas, a facção continuou avançando e mudou sua estratégia, trocando o confronto pela infiltração na política e no Estado.
Atualmente, o grupo criminoso fatura 10 bilhões de reais por ano. Já atua em todo o Brasil e em outros 28 países, além de reunir um exército de 40 mil faccionados, segundo uma reportagem do jornal Estado de São Paulo, número que pode chegar aos 100 mil, se somados os colaboradores calculados pelo Ministério Público.
Investigações recentes mostraram pessoas ligadas ao PCC participando de licitações, eleições, até concursos públicos para magistratura e agentes de segurança. Apurações também identificaram a atuação da facção em 14 setores da economia para lavar recursos, lavar dinheiro e financiar as ações do grupo criminoso.
Segundo especialistas em segurança pública, o PCC passou a adotar a lógica empresarial para ganhar dinheiro da forma mais tranquila possível, sem a necessidade de ações espetaculares e ataques diretos. Eu vou começar essa rodada.
como Luiz Felipe Dávila, porque a gente trata muito das questões de segurança pública, e é preciso olhar para a maneira como essa facção criminosa se desenvolveu e se apoiou em negócios legalizados para lavar os recursos oriundos, principalmente do tráfico de drogas. E isso acabou permitindo que se tornasse uma hold, né?
Uma grande empresa, uma grande companhia que atua em muitas frentes, né? E assim, dinheiro não falta pra esse grupo criminoso, né, Dávila?
É verdade, Caniato. Imagina só uma organização que nasceu nos anos 90 no presídio de Taubaté com seis pessoas. Em 2006, mostra uma força extraordinária em desafiar o governo do estado de São Paulo com uma onda de ataques que criou terror em todo o estado de São Paulo e principalmente na cidade de São Paulo.
E hoje é uma das organizações mafiosas mais relevantes do mundo, como você bem mencionou, com faturamento estimado em 10 bilhões de reais, atuando em vários setores como combustível, imobiliário, fintechs, betes, transporte público, coleta de lixos e financiando campanhas políticas, preparando advogados e juízes para entrar, ingressar nos tribunais.
Ou seja, mostra o Brasil a caminho de se tornar um narco-estado. Essa escalada exponencial do crime organizado no Brasil se deu por negligência do governo, incapacidade de fazer com que penas duras fossem aprovadas pelo Congresso Nacional e implementadas pela Justiça.
transformou os presídios num verdadeiro recrutamento de pessoas para o crime organizado e para essas facções criminosas, mostra o Brasil não levando a sério o crescimento exponencial do crime organizado.
Por isso, chegou a hora de enfrentarmos de verdade a questão do crime organizado. Caso contrário, o Brasil vai sim se tornar um narco-estado, como vem acontecendo em vários países da América Latina. Exemplo disso é hoje o México. E agora, com eleição direta para membros do Tribunal da Suprema Corte, o crime organizado ainda terá mais influência na escolha dos membros da Suprema Corte mexicana.
Deixa eu passar para o Mota. O Mota também estuda as questões que envolvem o avanço do crime organizado há tanto tempo. Você, Mota, teve um ponto de virada, um marco temporal na tomada de decisão da facção criminosa, que, sei lá...
Deixou de atuar com roubo a banco e passou a atuar no mercado legalizado? Teve algum momento em que isso foi identificado como sendo o momento ideal para que as facções passassem a atuar também na legalidade? Eu acho que a pergunta principal é outra, Cariato, se você me permite.
pergunta deveria ser em que momento o Estado brasileiro decidiu permitir que isso acontecesse. É preciso fazer justiça.
Isso não foi obra de uma pessoa só. Isso não foi obra de um governo só. Essas facções, assim como todos os criminosos, respondem a incentivos. Eles fazem uma leitura da situação e agem de acordo com isso.
A destruição da segurança pública brasileira é uma obra coletiva, ou seria melhor dizer coletivista. Ela tem fundamentos sólidos na ideologia marxista. Aquela que diz que o criminoso é um pobre coitado, é uma vítima das circunstâncias.
Ou é um justiceiro revolucionário que está fazendo a justiça social? A gente pode ver nessas imagens aí algumas dessas figuras, pobres coitados, criminosos perigosíssimos, que coordenam negócios de bilhões de dólares.
Eles fazem isso porque foi permitido que eles fizessem. Eles fazem isso porque no dia de hoje, 12 de maio de 2026, há no Brasil políticos, muitos deles, há no Brasil juristas, muitos deles juristas estatais.
que defendem sem nenhum problema a ideia de que o tráfico de drogas não tem nada de mais. É apenas uma forma de comércio e que os traficantes não deveriam estar presos. Se esses políticos e esses juristas tiverem a chance, eles legalizam todas as drogas do Brasil. O que significa que como a legislação penal retroage para beneficiar o réu,
todos os traficantes que estão presos hoje seriam soltos.
Importante essa colocação do moto, eu ia inclusive trazer aquele ataque coordenado em São Paulo, porque na época se dizia que as autoridades teriam feito um acordo ou negociado com a própria facção, e isso, na visão de muitos especialistas, teria demonstrado a fraqueza do Estado. Bom, a gente vai voltar a tratar disso, só preciso fazer um rápido intervalo a jato, um minuto e meio, eu conto com você, fique por aí na sintonia. Até já.
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Abra sua cabeça para novas possibilidades. Abra seu coração para novas amizades. Abra sua mente para novos sonhos. Abra suas asas para novos voos. E para tudo isso, abra sua conta no banco preferido dos 50+. É preciso saber viver.
Mercantil, o banco de quem sabe viver.
Você está pronto para alavancar sua carreira e se tornar um especialista? Com as novas formações da Niu, desenvolvedor back-end Java, engenharia de dados e especialista em Excel e Power BI, vão te levar do zero ao avançado, possibilitando vagas com média salarial acima de 10 mil reais. Tudo isso de forma online e preço acessível, podendo parcelar em até 12 vezes sem juros. Acesse agora niucursos.com.br e comece sua trilha rumo ao novo.
Chegou a hora de jogar como nunca. O Gintler-Birli alcançou a semifinal como a grande surpresa do torneio, vencendo fora de casa. Enquanto o Trabzonspor mostrou sangue frio durante os pênaltis para garantir a sua vaga, os dois times se encaram nas semifinais. Amanhã, às duas e meia da tarde, na TV aberta e no YouTube da Jovem Pan Esportes.
Os Pingos nos Is Jovem Pan
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Temos imagens ao vivo de Brasília, prédio do Tribunal Superior Eleitoral. Esse é o salão principal, o salão nobre. Dentro de instantes, a solenidade de posse de Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Nunes Marques é ministro da Suprema Corte e assumirá o mandato de presidente da Corte Eleitoral. Terá como vice André Mendonça.
Eles ficaram responsáveis pela organização das eleições neste ano e, neste momento, a focalização dos convidados, as pessoas do cerimonial, no centro da tela, Ricardo Lewandowski, cumprimentando.
colegas, muitos juristas, integrantes dos três poderes, do governo federal, do poder legislativo e também do judiciário Michele Bolsonaro. Esse primeira-dama também participa dessa solenidade. Esse é o momento em que o cerimonial acaba recebendo os convidados e acomodando as pessoas nas poltronas. Aí nesse take a gente pode observar muitas autoridades sentadas, conversando.
inclusive representantes do Legislativo. Paulinho da Força, também Baleia Rossi. Olha só, Wanderlei Luxemburgo, que figura improvável, como os jovens gostam de falar, rolê aleatório, mas ele tem ligações com a política, principalmente no centro-oeste e no norte do país, nos estados de Goiás e do Tocantins, sobretudo Wanderlei Luxemburgo, um experiente técnico de futebol que também foi jogador.
do Flamengo. Bem, a gente segue acompanhando, acho que dentro de instantes será iniciada a solenidade de posse de Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Na esquerda, observamos Cristiano Zanin, ministro da Suprema Corte, conversando com um dos convidados, também o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Deixa eu receber agora a Rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, a imagem em destaque, a transmissão da TV Justiça, dentro de instantes, o início da cerimônia de posse de Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral e várias autoridades. Geraldo Alckmin apareceu nessa...
na imagem há pouco, também o ministro Alexandre Silveira de Minas e Energia, Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça, aí várias autoridades, alguns falando ao celular, outros conversando, alguns de pé, enfim, muitos deputados federais, também integrantes do Poder Judiciário, do Ministério Público, muitos convidados, inclusive há informação.
de que depois dessa solenidade, uma grande festa, organizada por uma associação de magistrados, receberá centenas de pessoas para celebrar a posse de Nunes Marques, convites vendidos a R$ 800. É tradição, uma festa para homenagear o novo presidente da corte eleitoral, nesse take.
Você que nos acompanha pelas emissoras de rádio, estamos observando no palco principal as cadeiras dispostas, onde as autoridades farão os pronunciamentos e iremos acompanhar as falas, principalmente de Nunes Marques. Daqui a pouco, então, a gente trará todos os detalhes dessa cerimônia. Enquanto não começa, a gente analisa.
os estudos e os levantamentos a respeito da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, que começou a sua atuação nos presídios de São Paulo e, ao longo de muitos anos, muitas décadas, conseguiu ampliar toda a sua atuação pelo território nacional, muitos estados e até em outros países. E há uma projeção que essa facção fatura algo em torno de 10 bilhões de reais por ano. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo.
para analisar essa projeção de faturamento, falam em atuação em 28 países e 40 mil faccionados. Por diversas vezes, quando nós destacamos esses números, você costumava mencionar números subestimados. Você chegou a dizer que essa facção poderia faturar até mais do que a Petrobras. Foi isso que você mencionou certa vez, Beraldo?
Exatamente, Caneto. Há relatos muito objetivos quanto a isso. A gente pensar no volume de drogas, só aquilo que é apreendido em geral nessas travessias do Atlântico, volumes muito expressivos, centenas de milhões de dólares, só do que é apreendido. Para isso que é apreendido, várias vezes mais passa, atravessa o oceano e chega no seu destino, no mercado consumidor, Europa e Estados Unidos sendo os principais.
Agora, Caniato, isso não vai mudar. Enquanto não houver uma atuação muito objetiva e o poder público dedicando todos os seus recursos para acabar com esse absurdo, porque esse absurdo destrói...
não só vidas daquelas pessoas que entram no caminho do crime organizado, mas destrói todo um país. Nós não podemos admitir que o Brasil viva escravo, e nós vivemos escravos disso, dessa cultura da criminalidade. À medida que nós temos o Brasil como campeão de carros blindados do mundo, nós sucumbimos à cultura da criminalidade.
À medida que as pessoas que não usam o celular nas ruas agora já estão retirando a sua aliança, as mulheres que não podem mais sair de bolsa, os motoristas que estão sempre em pânico numa cidade como São Paulo, porque estão à espera de uma pedra quebrar o vidro para que o que pertence de dentro do carro seja roubado, isso tudo demonstra...
como a criminalidade está vencendo esse jogo. Eu acho interessante, Caniato, porque nós tivemos, por exemplo, o governador Tarcísio de Freitas afirmando de forma completamente categórica que o PCC opera mais de mil postos de combustíveis no estado de São Paulo. Posto de gasolina não é algo que eu resolvo fazer e faço.
Para se ter um posto de gasolina, é preciso ir à ANP, Agência Nacional do Petróleo, você é fiscalizado, você precisa ter uma inscrição estadual, você precisa ter registro nos municípios, você precisa ter uma série de etapas burocráticas. E por mais que o governador Tarcísio de Freitas tenha se vangloriado de operações que foram feitas pelo Ministério Público, Polícia Federal, Polícia Estadual, etc., eu faço uma única pergunta.
Quantos desses mil postos de gasolina foram fechados? Porque, segundo me consta, nenhum foi. Todos continuam operando.
Então, se não tiver efetividade, se for só no gogó, se for só no discurso, me desculpe, a gente vai ficar sempre falando de coisas assim, que fez a operação, isso não se resolve com a operação pontual, não. Muito mais útil seria, ao invés de ficar dando entrevista coletiva, seria fazer um grupo de trabalho para efetivamente fechar.
mil postos de combustíveis e prender os gerentes, os responsáveis, os operadores desses postos. Mas eu não vi isso acontecer. Então, Caniato, é o problema do faz de conta. É o problema do discurso de que está fazendo, mas na hora H, ir pra cima. Custe o que custar, dou a quem doer. Não faz.
Então, a gente vê aí uma conversa fiada que vai do topo do Executivo Federal ao mais baixo agente público que fala muito e faz pouco. Essas pessoas estão ali recebendo salário para agir, mas o PCC só se fortalece. Então, realmente, essa cultura do crime precisa acabar urgentemente no Brasil.
Pois é, deixa eu chamar o Bruno Moza também para refletir a respeito da atuação dessa facção criminosa, que talvez se nós fizéssemos essa discussão aqui há 20 anos, talvez nós falaríamos das atuações ou dos negócios da facção criminosa. Tráfico de drogas, tráfico de armas, roubo a banco, roubo de carga, sei lá, outras atividades ilegais. Hoje em dia...
A gente precisa falar de todas essas atividades que eu mencionei em uma coluna, atividades ilegais. E aí, na outra coluna, atividades legais. Postos de combustíveis, farmácias, lojas de carros usados, de carros caros. Tem uma faceta do entretenimento, investem em MCs, promovem shows, baladas. Há relatos de que muitos comércios na periferia só operam com anuência.
Do...
da facção criminosa, inclusive as informações indicam que eles têm que pintar as paredes de preto, porque daí os fiscais da prefeitura não podem entrar nesses locais porque ficam com medo. E aí tem atuação no poder público, participam de licitações, bancam estudantes de direito para participarem de concursos públicos, uma vez formados, e tem também atuação no setor financeiro, né, Musa? Bancando pequenas fintechs que acabam crescendo do nada, né?
E vou completar uma mais, Caniato, a máquina pública, né? Ou seja, é importante nós entendermos aquilo que a gente sempre fala aqui. As pessoas, todos os seres humanos, somos movidos por incentivos. Quando você tem um incentivo, seja ele qual for, e você tem um fácil acesso...
para aquele incentivo, ou seja, que te traz o benefício que você está buscando, o caminho é livre, fica mais fácil de prosperar. E se nós falássemos há 20 anos como você falou, nós talvez não imaginássemos o crescimento que teria a facção criminosa, basicamente o PCC aqui em São Paulo.
O PCC está em 2026. Ele se adaptou a uma economia digital. Infelizmente, eles foram muito mais astutos do que os burocratas que comandam a máquina pública.
eles sim conseguiram se adaptar às mudanças do mundo, enquanto o Brasil, enquanto governo comandado quase que exclusivamente por um partido só e os seus amigos que fazem toda aquela composição que a gente já menciona aqui quase que todos os dias, continuamos parados nos anos 80 do século passado.
Consequentemente, hoje, o crime organizado detém o território que controla 70 milhões de brasileiros, como nós mencionamos ontem em uma matéria. É simplesmente impressionante. Estamos falando de 70 milhões de brasileiros, algo como o quê? 30, 35% da população brasileira que vive em territórios comandados pelo crime organizado.
E eles perceberam que, dentre esses incentivos que nós mencionamos aqui, não tem mais nenhum em você sair trocando tiros com a polícia na rua, explodir uma agência bancária para pegar o dinheiro vivo lá dentro. Eles perceberam, ainda que outras...
organizações criminosas não tiveram essa, digamos, essa percepção e não foram astutos nesse ponto. Continuam ainda achando que é legal sair com arma à amostra. Enfim, crimes praticados pelos anos lá atrás, nos anos 80, 90, que a mentalidade do governo brasileiro continua parada nessas práticas. Eles continuam parados e o crime organizado aqui em São Paulo se adaptou.
Agora vamos com os destaques do mercado, com ele, Pablo Spayer e o seu fechamento touro de ouro. Fechamento touro de ouro, com Pablo Spayer.
Boa noite, Caniato, Bruno Musa, Beraldo, Davi Leimota e, claro, toda a audiência do Pinho nos diz. O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, pressionado por uma combinação indigesta de inflação resistente, tensão geopolítica e resultados corporativos abaixo do esperado. O IPCA vem em linha com o esperado, vem em linha com as projeções, a alta de 0,67%, mas a composição do dado é que preocupou os investidores.
A média dos núcleos acelerou para 0,5% e isso veio acima do esperado, reforçando a percepção de que a inflação segue persistente e que o Banco Central deve manter cautela com a taxa Selic. Esse cenário fez os juros futuros subirem e pesou especialmente sobre ativos mais sensíveis à taxa de juros. No campo corporativo, as ações da Petrobras caíram mesmo com a alta do petróleo.
O mercado reagiu mal ao resultado do primeiro trimestre, que veio abaixo das expectativas, o EBITDA veio ruim, e ao anúncio de R$ 9 bilhões de dividendos, que foi um valor inferior ao que muitos investidores esperavam. A Vale também fechou em baixa acompanhando a queda do minério de ferro essa madrugada em Daliã, caiu quase 1%.
No fim, o Ibovespa B3 terminou com 0,8% de queda aos 180.342 pontos. Já o dólar encerrou o dia praticamente estável, praticamente no zero a zero, valendo R$ 4,89. A moeda não subiu, apesar da queda da bolsa, porque ela foi sustentada pela cautela com o cenário externo. Mas o movimento foi contido pelo leilão de linha de 1 bilhão de dólares realizado pelo Banco Central. Então...
E pelo diferencial de juros ainda elevados aqui no Brasil. Os nossos juros atraem dinheiro de fora porque são muito altos. E isso pressiona o dólar para baixo. Eu sou o Pablo. Boa noite. Ai, tourinho! Ai, tourinho! Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.
Não existe obstáculo para um Jeep, muito menos o preço. Jeep Commander Longitude 2027 por R$ 199.990 com taxa zero e supervalorização do seu usado na troca. E Jeep Compass Sport por R$ 149.990 e supervalorização do seu usado. Vá até uma concessionária e aproveite!
Jovem Pão Esportes, com você aonde estiver.
Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.
Recebo a CEO do grupo Fleury, Giane Tsutsui, para falar sobre o setor de saúde. Quando a gente fala sobre saúde social, é o aspecto de você cultivar na sua vida relacionamentos onde você consiga ter um equilíbrio na sua vida. Show Business, amanhã às dez e meia da noite, na Jovem Pan. Os Pingos nos is, Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, imagens ao vivo de Brasília, prédio do Tribunal Superior Eleitoral. Dentro de instantes, começará a solenidade de posse do ministro Nunes Marques, ele que presidirá o Tribunal Superior Eleitoral. Nos próximos dois anos, inclusive, ele e André Mendonça organizarão as eleições deste ano, execução do hino nacional, todas as autoridades perfiladas.
Inclusive com aquela beca tradicional. E aí, notei que em destaque, ministro André Mendon, o ministro Alexandre de Moraes, também Dias Toffoli, o decano Gilmar Mendes, ao fundo Luiz Roberto Barroso, que saiu da corte há alguns meses, Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça, à esquerda o ex-presidente José Sarney.
Agora um outro take, a gente observa as autoridades e agora no centro da tela o ministro Nunes Marques. Do lado esquerdo do ministro, o procurador-geral da república e aí todas as autoridades. Presidente do congresso, Davi Alcolumbre, presidente Lula, ministra Carmen Lúcia, atual presidente, presidente do STF.
O presidente Fachin, ministro Edson Fachin. E a gente acompanha naturalmente essa transmissão que é gerada diretamente de Brasília pela TV Justiça que faz essa cobertura e as demais emissoras acabam retransmitindo. E aí uma imagem bonita, uma imagem aérea provavelmente feita com drone.
do prédio do Tribunal Superior Eleitoral, segue a execução do hino nacional. Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, todos agora conectados com a gente em Os Pingos nos Is. Deixa eu pedir rapidamente comentários breves dos nossos comentaristas antes que as autoridades comecem a falar. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, 40 segundos. O que podemos esperar da gestão de Nunes Marques à frente do TSE?
Podemos esperar uma gestão menos politizada da última eleição. Certamente a dupla, Nunes Marques e André Mendonça, tratarão a eleição com mais cautela do que foi a atitude extremamente política da última eleição. E isso capaz que traga um pouco mais de serenidade numa eleição que promete ser turbulenta.
Há pouco a transmissão acabou focalizando a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e também esposas de outros integrantes da Suprema Corte, inclusive a esposa de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barsi. Vamos acompanhar o que fala neste momento atual presidente do TSE, que passa a palavra para o ministro Nunes Marques.
Os dois vão se dirigir para o púlpito. Naturalmente farão os pronunciamentos.
nessa noite de solenidade a transmissão de cargo vamos acompanhar a ministra Carmen Lúcia e o ministro Nunes Marques declaro aceitar o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral para o qual fui eleito e prometo bem e fielmente cumprir os respectivos deveres e atribuições em harmonia com a Constituição e as leis da República
Convido o senhor diretor-geral da Secretaria do Tribunal Superior Eleitoral, doutor Miguel Piazzi, a proceder à leitura do termo de posse.
Termo de posse de presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Aos 12 dias do mês de maio do ano de 2026, em sessão solene do Tribunal Superior Eleitoral, tomou posse no cargo de presidente o excelentíssimo senhor ministro Cássio Nunes Marques, eleito em 14 de abril de 2026 pelos membros deste tribunal, nos termos do disposto no parágrafo único do artigo 119 da Constituição Federal.
Sua Excelência declarou aceitar o cargo para o qual foi eleito e prestou o compromisso de bem e fielmente cumprir os respectivos deveres e atribuições. O presente termo vai assinado pela Presidente e pelo empossado.
Aí, a assinatura do documento, a ministra Carmen Lúcia e a passagem, a transmissão do cargo para o ministro Nunes Marques. Agora, a representante do cerimonial passa o documento e o ministro Nunes Marques fará a sua assinatura e a transmissão.
Focaliza justamente esse momento. Declaro um forçado no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, sua excelência e o senhor ministro Nunes Marques, a quem parabenizo e passo a presidência dessa sessão solene. Vai ver oficializada a transmissão do cargo, agora sim Nunes Marques, novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
E agora expectativa para a declaração, o pronunciamento de Nunes Marques como presidente. Na condição de presidente empoçado do Tribunal Superior Eleitoral, convido sua excelência, o senhor ministro André Mendonça, a dirigir-se até a tribuna para prestar o compromisso regimental. Agora sim, André Mendonça se dirige ao púlpito, ele que assume a vice-presidência da Corte Eleitoral.
Irá proferir algumas palavras. Declaro aceitar o cargo de vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, para o qual fui eleito, e prometo bem e fielmente cumprir os respectivos deveres e atribuições em harmonia com a...