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Alcolumbre promulga lei da dosimetria / Flávio fala sobre PT e Master

09 de maio de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (08):

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), promulgou a Lei da Dosimetria após o impasse envolvendo o governo do presidente Lula (PT). A nova legislação altera critérios de aplicação de penas e pode impactar condenações em diferentes processos judiciais, incluindo casos que vêm sendo debatidos no cenário político nacional, como do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Polícia Federal iniciou a extração de dados do celular do senador Ciro Nogueira (PP) no âmbito das investigações relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master. O parlamentar é investigado por suposta atuação política e parlamentar em favor da instituição financeira.

O senador Ciro Nogueira (PP) reagiu às investigações relacionadas ao caso do Banco Master e afirmou que há uma “tentativa de manchar minha honra pessoal”. Em declaração pública, o parlamentar também disse que “tentam parar quem lidera pesquisas”, ao comentar os desdobramentos da apuração conduzida pela Polícia Federal.

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o PT foi contra a criação de uma CPI para investigar o caso envolvendo o Banco Master. Em meio à repercussão, o também pré-candidato, Romeu Zema (Novo), também criticou o presidente Lula (PT) e afirmou que o petista está “caladinho” diante das investigações e dos desdobramentos políticos do caso.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou por meio de sua defesa uma proposta de delação que prevê a devolução de R$ 40 bilhões. Segundo os termos iniciais do acordo, o valor seria pago de forma parcelada ao longo de dez anos.

Lideranças da direita já começaram a discutir os próximos movimentos para a disputa por vagas no Senado Federal em 2027. Nos bastidores, os nomes da senadora Tereza Cristina (PP) e do senador Rogério Marinho (PL) aparecem entre os principais cotados para futuras articulações políticas no campo conservador.

Senadores envolvidos nas articulações da CPI do Banco Master protocolaram um pedido de suspeição contra o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. Nos bastidores, parlamentares apontam uma suposta proximidade política entre o magistrado e o senador Ciro Nogueira (PP), que também aparece no centro das investigações ligadas ao caso.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Assuntos7
  • Investigação Banco MasterExtração de dados do celular de Ciro Nogueira · Investigação sobre atuação política em favor do banco · Proposta de delação de Daniel Vorcaro · Devolução de R$ 40 bilhões · Ciro Nogueira · Daniel Vorcaro · Banco Master · Polícia Federal · Procuradoria-Geral da República · Supremo Tribunal Federal · André Mendonça
  • Lei da DosimetriaPromulgação da lei · Alteração de critérios de penas · Impacto em condenações · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Congresso Nacional · Presidente Lula
  • Lobismo e Poder CorporativoExposição do poder no Brasil · Relações espúrias entre poder e empresários · Transferência de dinheiro dos pobres para os ricos · Caso Master como exemplo
  • Perfil e indicação de Kassio NunesSuspeição do ministro do STF · Proximidade política com Ciro Nogueira · Kassio Nunes Marques · Ciro Nogueira
  • Apoio de Ciro Gomes a Flávio BolsonaroAcusação de oposição à CPI do Banco Master · Crítica ao presidente Lula · Flávio Bolsonaro · PT · Presidente Lula
  • Perspectivas eleições 2026Disputa por vagas no Senado Federal · Nomes cotados para futuras articulações · Tereza Cristina · Rogério Marinho
  • Operação Compliance ZeroInvestigação de fraudes envolvendo o Banco Master · Atuação de Ciro Nogueira em favor do banco · Pagamentos e benefícios recebidos por Ciro Nogueira · Diálogos e ordens de pagamento encontrados · Ciro Nogueira · Daniel Vorcaro · Banco Master · Polícia Federal
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes, trazendo para análise os nossos comentaristas, e você, claro, é sempre o nosso convidado especial. Eu sou o Daniel Caniato, e a partir de agora, os principais destaques desta sexta-feira.

A Polícia Federal iniciou o processo de extradição de dados do celular, tablet e outros aparelhos eletrônicos que foram apreendidos na residência do senador Ciro Nogueira, no Lago Sul, área nobre de Brasília. Esses equipamentos foram encaminhados ao Instituto Nacional de Criminalística, o órgão vinculado à Polícia Federal na capital federal, onde os peritos realizam.

o procedimento para coletar essas informações. Segundo os investigadores, nessa etapa inicial não há análise de conteúdo, mas sim eles extraem todos os dados armazenados nesses aparelhos. Mensagens, fotos, vídeos, e-mails, registros de chamadas e capturas de tela serão copiados para os sistemas da Polícia Federal, permitindo em um segundo momento

Aí sim aquele trabalho investigativo, minucioso, para identificar o que constava em cada mensagem. Tudo isso será feito pelos agentes com a coordenação dos delegados. Chama os nossos comentaristas para compreender exatamente o que significa esse procedimento e o que nós podemos esperar da extração dos...

das informações dos aparelhos eletrônicos do senador Ciro Nogueira. Acho que o Luiz Felipe Dávila já está ok, está preparado ao vivo aqui com a gente. Dávila, seja muito bem-vindo, uma ótima noite a você. Claro que a extração dos arquivos de um celular, de um parlamentar tão importante, que tem tantos contatos, e aí a verificação do conteúdo desses arquivos não é algo que se faz em um final de semana.

Então, podemos esperar que isso demandará muitos e bons dias, talvez até semanas. Mas a partir disso, o que nós podemos esperar? Será que aquela máxima de vazamentos seletivos também deve se repetir, assim como vimos no processo de extração dos dados de Daniel Vorcaro? Bem-vindo. Boa noite.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Musa e a nossa querida audiência. A primeira coisa a frisar é que com tantos dados reunidos nas mãos da Polícia Federal, não dá para avorcar ou tentar fazer uma delação seletiva. Porque se ele o fizer, certamente os dados vão desmascarar.

a delação de Vorcaro. E isso o manterá preso durante muitos anos. Por isso, Vorcaro está numa sinuca de bico. Se denunciar tudo que sabe, terá de entregar bons amigos, como o caso do senador Ciro Nogueira, como o caso de ministros do Supremo Tribunal Federal, e isso pode complicar demais.

a aceitação da delação pela Procuradoria-Geral da República. Então, veja que sinuca de bico, Caniato. Se falar tudo, coloca tanta gente poderosa em risco que a Procuradoria-Geral pode recusar a denúncia. E mesmo coloca André Mendonça numa posição de isolamento que vai ter que bancar a briga contra a política e contra a própria Suprema Corte.

E se ele moderar na sua delação, não trará nenhuma novidade do que já revelam todas as evidências reunidas pela Polícia Federal. O que o manterá preso durante muito tempo.

Então, Caniato, como sair desta sinuca de bico? Eis a questão que deve estar tirando o sono de Vorcaro e seus advogados. É bem, é muito oportuna essa análise feita pelo Dávila, porque há informações, inclusive, que indicam...

que André Mendonça estaria pensando duas vezes, ou questionando se validaria ou homologaria a delação de Daniel Vorcaro. Há, inclusive discussões se isso aconteceu ou não. Mas segundo informações de bastidores, o conteúdo extraído dos celulares ou dos equipamentos eletrônicos de Daniel Vorcaro...

acabou oferecendo muito mais informações do que a primeira proposta oferecida pelos seus advogados. A gente vai tratar disso, mas agora tem os equipamentos de Ciro Nogueira. Será que isso não acaba oferecendo às autoridades um conjunto maior?

de dados, maior inclusive, com uma riqueza de detalhes que pode até superar a proposta de delação. Vamos acompanhar. Deixa eu chamar o Bruno Musa. O Musa também está ao vivo com a gente, conectado, vai trazer suas reflexões acerca desse procedimento de verificação. Primeira extração dos dados, os dados dos celulares, tablets, computadores de Ciro Nogueira. Isso deve demandar bastante tempo.

Aí depois a análise minuciosa dos arquivos, as mensagens trocadas, as fotos que foram tiradas, prints de tela, enfim, é um levantamento que acaba tomando um certo tempo. Daí eu fico pensando, bom, a defesa de Daniel Vorcaro envia uma proposta de delação no início desta semana. Será que é o momento de fechar, bater o martelo ou é preciso calma, paciência e muita canja de galinha, hein? Bruno Musa, bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Beraldo, Dávila e hoje o Tavares conosco. Seja muito bem-vindo e todos que nos ouvem no Brasil. Bom...

Caneto, essa é a pergunta de um milhão de dólares que passa sempre na cabeça deles e como nós sempre citamos aqui a teoria dos jogos. Repito rapidamente para quem não está familiarizado, aquela que supostamente dois envolvidos, você deixa um preso numa sala, outro na outra e faz questionamento aos dois, dando, digamos, condições de vantagem se delatar ao outro.

Então, se você deixa de delatar, o outro terá vantagem. Mas se você delata primeiro, você passa a ter vantagem. Se ninguém delata, os dois ganhariam. Mas como é que você sabe se o outro não vai te delatar para conseguir ganhar o prêmio dessa suposta vantagem? Então, o ser humano funciona dessa maneira. Eles são amigos, se amam, se adoram na hora da corrupção.

Na hora do vamos ver, quando você não sabe por quanto tempo, infelizmente no Brasil sempre é muito pouco, mas por quanto tempo você vai ficar longe de sua família e tua reputação sendo totalmente jogada no lixo e dentro de uma cadeia, a coisa começa a apertar. E nós mencionamos aqui várias vezes que essa delação, Caniato, ela tem um valor hoje.

Se deixar os sete próximos celulares sendo periciados do Vorcaro, talvez a delação do Vorcaro, que já está em xeque pelo próprio Mendonça e pela Polícia Federal falando que não há novidades, talvez a do Ciro Nogueira a mesma coisa lá na frente.

Que mais eles podem vir a falar que não já tenha sido divulgado pelas mensagens de mais sete celulares que faltam a ser periciados? Então é uma corrida contra o tempo. E cada vez mais, se eles tentam ocultar, quando hoje vivemos em um rápido vazamento de informações...

essa probabilidade aumenta do valor da delação premiada vir a zero. E aí, realmente, você não tem nenhum valor. Agora, quanto mais pessoas vão sendo indiciadas, investigadas, presas, colocando a possibilidade de elas delatarem, mais vai ficando interessante a teoria dos jogos. E aí a coisa começa a pegar fogo.

As investigações do caso do Banco Master em destaque aqui na abertura de Os Pingos nos Is. Deixa eu chamar o Diego Tavares, inclusive o Mota hoje não participa do programa. Diego Tavares com a gente ao vivo. Diego, seja bem-vindo de volta aqui em Os Pingos nos Is. Sempre um prazer. Notícia de abertura, as investigações do caso do Banco Master e a operação que mirou o senador Ciro Nogueira. É claro que...

ele muito conectado à investigação, a Daniel Vorcar, pelo menos essas informações que nós temos, isso abre uma janela com muitas oportunidades para os investigadores, né? E acaba criando uma série de dúvidas sobre quais devem ser os próximos capítulos e os caminhos da Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República e até do ministro relator André Mendonça. Quais aspectos você queria destacar na abertura aqui do programa? Bem-vindo.

Olha, muitos aspectos, Caniato, até porque quando o assunto é direito no nosso país, infelizmente nós não temos segurança jurídica. Essa é a grande premissa que pauta a minha opinião nesse caso. Uma boa noite a você, ao Musa, ao Beraldo, ao Dávila e principalmente a nossa audiência aqui dos Pingos nos diz. Caniato, eu não tenho dúvida que com a apreensão de celulares, computadores, tablets de Ciro Nogueira, hoje vai ter uma crise generalizada de insônia.

em Brasília. Certamente ele tem muitas conexões, não era só, nas palavras do próprio Daniel Vorcaro, um amigo para a vida, ele é também uma pessoa muito bem relacionada com muitos interlocutores, muitas autoridades da República. Então, todo esse conteúdo agora...

está nas mãos da Polícia Federal. E o que é mais temido hoje é a prática que ficou conhecida agora no passado recente como o Fishing Expedition, que é aquela expedição probatória, pesca probatória, a pesca expedicionária de provas, que é...

na busca por elementos a respeito de um crime, a PF pode acabar se deparando nesse material com outros tipos de crimes, outras práticas criminosas. No exemplo do presidente Jair Bolsonaro, como que aconteceu? Jair Bolsonaro foi condenado pela tentativa de golpe de Estado e todos os outros crimes correlatos, a partir de uma investigação de provas para examinar uma suposta fraude no cartão de vacinas. Isso evoluiu, provas foram sendo encontradas no caminho e conduziram até...

ao contexto da suposta prática de golpe de Estado. O que pode acontecer é o mesmo agora com o senador Ciro Nogueira. A partir do exame desse material, nós podemos encontrar provas de outras práticas criminosas e certamente isso é o que tem tirado o sono de muitas autoridades em Brasília.

Agora, que Ciro Nogueira tem uma relação muito grande com Daniel Vorcaro, tinha uma amizade com Vorcaro, isso já não é mais novidade. Nas primeiras apreensões, os primeiros elementos do caso, principalmente quando vazaram algumas conversas de Daniel Vorcaro, isso já ficou muito claro. E isso revela, acho que de forma muito contundente,

Como é impossível nós subsumirmos esse caso do Banco Master às nuances da polarização política no Brasil. Muito embora você veja nas redes sociais, principalmente, um esforço muito grande para taxar esse caso como um escândalo da direita ou um escândalo da esquerda, o que nós vemos é, de um lado, Bolsonaro, em sua campanha, recebeu doações de campanha de Zetel, cunhado de Vorcaro.

Do outro lado, o presidente Lula recebeu ao menos quatro vezes Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto em agendas extra-oficiais que não constavam da agenda oficial do presidente da República. Então, isso só prova que o caso Master é realmente o poder, um expose do poder, como o poder funciona. É assim que o jogo, o verdadeiro jogo, é jogado no Brasil. Nós não temos a direita contra a esquerda.

Nós temos os poderosos contra o povo, poderosos políticos, os membros do poder judiciário, grandes empresários, apenas transformando o Brasil numa máquina de tirar dinheiro do pobre e transferir esse dinheiro para os mais ricos. É muito importante que, principalmente no ano eleitoral, essa premissa fique bem clara. O caso Master não é uma questão de ideologia política, é uma questão de como é cruel, como é brutal a relação no Brasil entre o poder e a sociedade.

Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, estar com a gente aqui no estúdio. Deixa eu, inclusive, apresentar na câmera aberta para que as pessoas conheçam também o nosso estúdio, que é muito bonito. Você, Beraldo, seja muito bem-vindo, viu? Uma ótima noite a você. Senador Ciro Nogueira vem sendo apontado como suposto operador de Daniel Vorcaro no Congresso Nacional, principalmente por conta daquela sugestão de emenda para alterar o regramento para ressarcimento.

dos investidores via fundo garantidor de crédito, uma elevação que sairia de 250 mil para um milhão de reais. Foi feita a sugestão, mas detalhe, não foi aprovada. Isso por si só, você dizia no programa de ontem, não pode ser considerado um crime. Mas parece que a partir daí isso teria incitado pessoas a olharem para Ciro Nogueira de forma diferente?

Olha, Caniato, boa noite a você, boa noite ao Dávila, ao Mota, ao Mota não, boa noite ao Musa, boa noite ao doutor Diego Tavares, que é um amigo aqui da nossa bancada, sempre muito bem-vindo, boa noite à audiência que prestigia diariamente os Pincos nos diz. Caniato, vamos fazer uma... Vamos recapitular aqui para a gente colocar as coisas no devido contexto. A aventura master, né? Então saímos do petrolão e...

não houve nenhum temor de se montar essa aventura criminosa, ao que parece, chamada Master. Precisamos lembrar, está tendo a investigação, muita coisa veio à tona, e, ao que parece, há inúmeros ilícitos ali cometidos em torno desse Banco Master.

O Banco Master começa a partir do Crede Sexta, aí que o Banco Master passa a ter instrumentos para ampliar o seu negócio. O Crede Sexta foi vendido pelo governo da Bahia.

Além de vender o crédito sexta ao que parece, segundo consta, na bacia das almas, houve na sequência a aprovação de uma alteração que permitia que os funcionários públicos baianos pudessem aumentar o seu índice de endividamento a partir do consignado.

Isso, para mim, já é um escândalo brutal, porque mostra que houve um favorecimento político a partir da alteração efetiva de uma legislação que foi combinada com a venda, ao que consta na bacia das almas, de uma empresa, um produto de crédito consignado que era do Estado.

E aí começa todo esse poder de alavancagem do Banco Master, que vai fazendo, pelo que a gente ficou sabendo, as maiores peripécias, digamos assim, desse universo financeiro.

Não se fala disso. Não se fala do governador, então governador da Bahia, não se fala do líder do governo, que é um senador baiano, não se fala disso, e isso está demonstrado. A nora do líder do governo no Senado recebeu 11 milhões de reais do Banco Master. Está configurado. Nós temos um braço direito do presidente da República e a República.

que articulou reuniões fora da agenda dentro do Palácio do Planalto. Reuniões essas que tratavam da busca de proteção política, proteção do Poder Executivo e do Banco Central. Reuniões das quais, inclusive, pelo menos em uma oportunidade, participou aquele que seria o presidente do Banco Central, que hoje está lá sentado na cadeira.

Isso tudo aconteceu, 11 milhões de reais ou 12 milhões de reais foram pagos para essas reuniões e algumas outras coisas que a gente ainda não sabe o que é. Isso tudo é preto no branco. Agora eu chego à grande coincidência, Caniato. Na hora de fazer a operação, com todas essas figuras ligadas diretamente ao governo, fazem a operação onde?

no senador Ciro Nogueira, que está claro e evidente, convivia de maneira íntima com o Daniel Vorcaro. Não há absolutamente nenhuma dúvida quanto a isso. O que me chama a atenção? Primeiro...

na decisão do ministro André Mendonça, não está configurado que tipo de benefício o senador entregou a Daniel Vorcaro. Porque, de novo, o pedido de votação do aumento do FGC, ele foi feito, você pode considerar imoral, pode dizer que está comprovado aqui, o senador ganhou uma grana para fazer isso, isso não está ali.

E o pedido foi rechaçado, ele foi negado pelo Senado. Então, ao que parece, a articulação se foi feita, foi mal feita. Não foi aprovado.

Então, falta dizer o que justificou essa vida boa, porque Daniel Vorcaro não é um boboca. Ele não estava gastando milhões e milhões, seja com quem for, para ter um único pedido negado. Então, alguma coisa teve ali, provavelmente, só que isso não está configurado na decisão do ministro André Mendonça. Aí, para concluir, Caniato, me chama muita atenção a coincidência.

De um lado, temos figuras de dentro do Palácio do Planalto, que tem dinheiro, benefício, tem tudo ali explícito. Esses estão dormindo tranquilamente.

Aí a operação é feita contra o senador Ciro, a quem recai a acusação de ter articulado pelos bastidores a recusa do Senado ao nome do Messias, indicado por Lula. Agora imaginem vocês André Mendonça, que é o militante, foi militante pela aprovação de Messias, porque são evangélicos, pastores, tem uma ligação íntima.

Agora, o ministro André Mendonça tem em suas mãos o celular e o iPad daquele que supostamente articulou a rejeição ao nome de Messias. Muito curioso isso, não é não, Caneto?

Pois é, a gente vai trazer outros aspectos dessa discussão, mas eu quero destacar, inclusive, a fala do senador Ciro Nogueira. Ele se manifestou publicamente pela primeira vez. Ele fez uma postagem, inclusive, uma nota nas redes sociais e a gente destaca isso agora. Tem a postagem, a gente apresenta para você que a acompanha pela TV, por assinatura, pela TV aberta, por assinatura e também pelas plataformas digitais. Para quem está no rádio, eu vou ler. Olha o que ele escreveu. Olha o que ele escreveu.

Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal, que aconteceu nesta semana, vale lembrar algo. Todo ano, política é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Essa é a manifestação de Ciro Nogueira. A gente tem outra parte? Não tem outra parte? Não.

Então, daqui a pouco a gente vai trazer o complemento dessa manifestação. Mas deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. Dávila, claro, é preciso aguardar o avanço das investigações. As acusações precisam ser corroboradas com todas as provas. A gente espera que esse processo de extração...

das informações ajude nesse processo. Agora, o que mais lhe preocupa nesse momento da investigação, porque muitos falam de seletividade, porque, assim, ok, o caso do Banco Master, segundo as informações, teria abarcado figuras da política de todos os lados.

Não lhe preocupa uma seletividade nesse momento? Vamos soltar coisas relacionadas a esse político, ou a esse partido, ou a esse grupo político. Lá na frente, talvez depois das eleições, o resto vira à tona. Você não acha que essa seletividade pode prejudicar, até com vazamentos?

Renato, é difícil falar em seletividade quando essa República do Rabo Preso está todo mundo envolvido. Vamos aqui dizer sobre seletividade o que já foi designado, ou seja, o que já surgiu de indícios contra, primeiro, membros do governo, do Poder Executivo.

Ali, como bem lembrou o Beraldo, o escândalo começou na Bahia. Ali com, hoje, o ministro da Casa Civil e o líder do governo do Senado. Depois nós temos o ex-ministro da Justiça, que era conselheiro do Banco Mastra, recebia lá seu jetãozinho. Nós tínhamos um ex-ministro da Fazenda, recebia um milhão por mês e foi aquele que cavou a audiência do presidente Lula.

com o Vorcaro. Ou seja, olha quantas pessoas... Isso é só poder executivo. Aí, no legislativo, começa a aparecer Ciro Nogueira, que é uma coisa extraordinária. Você vai viajar para Nova York e o hotel é pago com o cartão do Vorcaro, os restaurantes são pagos com o cartão do Vorcaro. É um negócio inacreditável. É uma esculhambação total.

Esse é o primeiro nome. Ainda tem outros que vão surgir aí que a gente já sabe. E aí nós temos o Poder Judiciário, a Suprema Corte, com contratos de 129 milhões, com casos de parentes de ministro vendendo resort para o Banco Mastro. É uma vergonha. Ou seja, não é o nome de Ciro Nogueira que está aparecendo. Ciro Nogueira é mais um nome...

nesta piscina de imundice que se tornou a República Brasileira. Esse é o ponto. Não é um ou dois. Tem todos. Aliás, você pode escolher a coloração partidária que quiser. Tem mão suja em todo lugar, Caniato. Nós não podemos mais tolerar isso como nação. Não há como ter uma democracia estável com tanta semvergonhice, com tanta imundice, correndo debaixo dos poderes da República.

Então nós temos de apurar isso a fundo. E não pode ser usado contra A ou B, partido A ou B. Isso tem que ser apurado na íntegra porque é impossível contratar pessoas envolvidas com a maior fraude que existiu no Brasil. A maior fraude financeira do Brasil. Não pode ter isso a república, toda república democrática.

desde que foi concebida lá no século XVIII, tinha uma coisa fundamental. É preciso ter um senso de dignidade e virtude no exercício da função pública. Se não tiver isso, não dá pra você ter democracia e liberdade. Você pode ter a melhor lei, a melhor Constituição, só que essas coisas na prática não vão valer. Porque debaixo de toda essa melhor lei, da melhor Constituição, tem essa imundice.

correndo solta na república. Não dá pra termos uma república liberal no Brasil enquanto essa sujeira está brotando dos três poderes da república. Uma rápida parada pra você que nos acompanha pela rede.

Segui aqui com os nossos comentaristas, analisando a situação que envolve o caso do Banco Master e, principalmente, o quanto disso acaba impactando em figuras políticas, algumas siglas partidárias e, em especial, o caso de Ciro Nogueira. Deixa eu passar para o Diego Tavares, que é preciso olhar para o xadrez político em ano eleitoral e Ciro Nogueira...

Talvez um dos principais expoentes do chamado centrão, né, Diego? Muito próximo de algumas figuras que talvez, neste momento, não queiram associar sua imagem à de Ciro Nogueira. Como muda essa dinâmica no processo eleitoral?

Olha, o que nós estamos acompanhando agora, Caniato, é um grande empurra-empurra. Parece que ninguém nunca foi próximo, nunca foi amigo de Ciro Nogueira, quando na verdade é justamente o oposto. Como você lembrou muito bem, trata-se de um nome do centrão, um dos nomes mais fortes do centrão, mais influentes da República nesse sentido, que mantém relações com praticamente todos aqueles que detêm o poder.

É uma declaração recentíssima, inclusive, do pré-candidato Flávio Bolsonaro, de que Ciro teria todos os predicados para ser o seu vice. De outro lado, na base do governo Lula, o PP é um partido fundamental, que ainda conseguiu conferir ao governo Lula um mínimo de governabilidade, um partido que detém ministérios, inclusive. Então, Ciro Nogueira tem também um amplo relacionamento com o Planalto. Mas é claro, como eu disse, diante da crise, todos agora querem... ...querem...

se afastar dele. E é importante também a gente lembrar que o presidente Lula mesmo não emitiu qualquer declaração até hoje sobre o Banco Master. Flávio Bolsonaro ainda hoje disse algumas coisas, disse que espera as apurações, que está acompanhando o julgamento, mas por parte do Palácio do Planalto nenhuma nota, nenhuma explicação, nada a respeito do caso. O que deixa muito claro o que eu trouxe no meu primeiro comentário, que os meus colegas de bancada hoje também salientaram.

O escândalo do Banco Master não se trata de um escândalo de uma facção política específica, de uma ideologia política específica, de um grupo político específico. O escândalo do Banco Master é a prova de que existem relações espúrias entre o poder e muitos desses empresários. E acredito eu que o Master seja apenas um de muitos casos, de muitos outros empresários do mercado financeiro, da indústria, do comércio, grandes empresários que têm os seus lobbies em Brasília, que têm...

tenham práticas semelhantes. Isso mostra como pra essas pessoas não importa a cor do partido que está no poder. Se a pessoa que está no poder é capaz de abrir portas, essa pessoa vai tá lá em audiências, em reuniões, tendo os seus contatos, fazendo esse networking antirrepublicano que nós estamos acompanhando dia após dia.

com as revelações a respeito de Daniel Vorcaro e do caso Master. Certamente, e aí o senador Ciro Nogueira acerta no seu tweet, em ano eleitoral, isso terá consequências. Cada um dos lados vai tentar fazer disso um ativo, um ativo de sua campanha contra o lado contrário, porque alguns levantamentos já apontam que a corrupção inclusive está superando a segurança pública como o tema eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral, eleitoral

de maior importância no debate público. Então, o caso Máster torna-se uma ferramenta eleitoral especialmente eficiente. E aí, cada marqueteiro vai fazer o seu papel para tentar jogar para o lado de lá a responsabilidade por mais esse escândalo de corrupção que o Brasil precisa enfrentar.

Pois é, programa Os Pingos nos Is, o caso Master em destaque na abertura do programa. Daqui a pouco eu vou trazer também o que nós publicamos na enquete do dia. Daqui a pouquinho, deixa eu só receber a rede. Agora sim, toda a rede conectada com a gente aqui em Os Pingos nos Is, há pouco eu destaquei a nota oficial publicada por Ciro Nogueira em sua rede social.

Só que nós tivemos um problema com a arte. Agora sim eu vou trazer a mensagem completa. Ciro Nogueira fez essa postagem em suas redes sociais. Eu vou compartilhar com você que nos acompanha. Ele escreve o seguinte. Sobre a tentativa de manchar a minha honra pessoal que aconteceu nesta semana, vale lembrar algo. Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos.

Isso aconteceu comigo em 2018, faltando 15 dias para as eleições. Mas o povo do Piauí sentiu a perseguição política e o efeito foi o contrário. Crescemos seis pontos na pesquisa e vencemos aquela eleição. Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência.

Mas fica uma pergunta, quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse? Suportar esse tipo de pressão só é possível para quem nasceu para servir o povo. E eu digo, nada me faz abandonar o povo que confia em mim. Deixa eu passar a palavra para o Bruno Musa para analisar o posicionamento de Ciro Nogueira. Tá bom?

Não se esperava algo diferente disso. É preciso, naturalmente, se defender diante de tantas acusações que vêm sendo destacadas nos veículos de comunicação. Mas, Musa, a gente precisa fazer um exercício sobre o xadrez político, como fica embaralhado a partir dessas divulgações de informações sobre Ciro Nogueira. É normal, né?

que aliados, antes muito próximos, agora mantêm uma devida distância de Surnogueira, faz parte do jogo, é assim mesmo? Como eu falei ontem, né, Creniato, conforme as investigações vão avançando e se isso realmente for se concretizando, as pessoas vão se tornando tóxicas perto de um processo político. O grande ponto é que cada vez mais nomes, grandes cacifres da política

parecem apresentar indícios que podem estar envolvidos em alguma coisa com relação ao Banco Master. E esses nomes importantes estão todos, de alguma forma, envolvidos na reeleição, seja de um lado ou de outro. Então, cada vez mais pessoas que eram importantes até...

uma, duas horas atrás aqui, um pouquinho mais do que isso, se tornam completamente rejeitadas, digamos assim, onde não mais as pessoas querem ser vistas ao lado, compartilhar coisas em rede social, e começam, obviamente, a buscar as suas próprias estratégias, os seus próprios caminhos para se blindarem e defenderem em meio a esse processo como um todo. Veja, Ciro Nogueira é um experiente político de longa data, infelizmente existem políticos de profissão no Brasil, não deveria ser uma profissão, deveria...

estar político e não ser político, na minha opinião. Mas, de qualquer maneira, essa mensagem foi uma mensagem da moda antiga. Mesmo ele sendo um político experiente, uma mensagem à moda antiga. Precisa se defender, claramente com aqueles discursos sempre colocando a possibilidade de terceiros estarem queimando a sua própria imagem. A justiça dirá, de fato, o que acontece. Esperemos assim.

Mas o grande ponto é que a mensagem é aquela mensagem que parece que perdeu a conexão com a população e com o povo de hoje em dia. Ninguém mais acredita nessas mensagens. Não estou dizendo no teor aqui do suposto envolvimento dele na corrupção do Banco Master. Ninguém mais acredita na instituição política. Não se tem mais...

Crença com relação a isso, aquelas mensagens óbvias, aquelas frases prontas, aquele sorriso, aquela entonação das palavras, não cativa mais a população. Então, ao mesmo tempo que os novos políticos e os envolvidos com as eleições querem e precisam se distanciar de quem apresenta fortes indícios do Banco Master...

Também a população não mais se vê representada por esse velho discurso. Então, sinaliza que, ou agora, ou num momento muito curto, eu acredito que mudanças continuarão a ser apresentadas no Brasil. Pois é, agora falaremos de repercussões. Inclusive, o Diego Tavares chegou a mencionar manifestações de outros políticos pré-candidatos. O senador e pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, acusou o PT de ser contra a abertura da CPMI do Master.

E ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele, ele,

Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele insinuou que ministros do governo Lula teriam recebido vantagens indevidas de Daniel Vorcaro. Vamos acionar nossa reportagem. Misa Elma Enete chega ao vivo e vai trazer os detalhes dessas manifestações. Misa, seja bem-vindo, ótima noite a você. O senador então disse que o PT quer pagar de bonzinho ao mesmo tempo que tentou travar as investigações.

Pagar de bonzinho, é isso aí. Foi essa mesma expressão que Flávio Bolsonaro usou nas redes sociais. Muito boa noite pra você, Caniato, pra todo mundo aí no Pingos nos Is, e em especial pra você que acompanha a nossa programação, pré-candidato à presidência da República, pelo PL, Flávio Bolsonaro.

fez essa publicação culpando o PT, ironizando, falando que o Partido dos Trabalhadores quer pagar de bonzinho. Por quê? Lá atrás eles não colaboraram, não assinaram a CPI do Banco Master. E integrantes da própria sigla reconheceram isso, que deveriam ter feito isso. E quando eu falo integrantes, eu falo da voz máxima.

do PT, além de Lula, do presidente nacional, Edinho Silva, que reconheceu que eles deveriam ter colaborado com a sigla. Inclusive, nas redes sociais, Flávio Bolsonaro também escreveu uma mensagem em relação a esse assunto. Estou pegando aqui, ele falou o seguinte, abre aspas, tudo acontece nos governos do PT.

Mas, curiosamente, nunca é culpa deles. Já perceberam isso? O PT foi contra a CPI do Banco Master. Agora que a bomba estourou, querem defensores da investigação. Brasil tá vendo. Fecha aspas, disse Flávio Bolsonaro. A gente tem um vídeo que ele postou nas redes sociais. Acompanhe.

Agora, o que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim. Sem blindagem, sem acordão, sem proteção política. E o Congresso Nacional tem obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPI do Banco Master precisa sair do papel. O povo brasileiro merece saber toda a verdade.

Essa CPI foi encabeçada pela oposição, com centenas de assinaturas e ausência do PT. Por isso, toda agora essa narrativa de um partido e de outro partido. Mas não foi só ele que fez uma declaração em relação a esse assunto. Flávio Bolsonaro fez essa declaração, mas a gente também tem a declaração de Romeu Zema, ele que também é pré-candidato à presidência da República e falou sobre o assunto. Acompanhe.

Nós estamos vendo aí a cada dia um número maior de pessoas envolvidas e muita gente tentando barrar essas investigações e não podemos que seja investigado. Eu tenho sido pré-candidato que mais tenho colocado a boca no trombone. Eu não tenho rabo preso e o que o Brasil precisa são de líderes que não têm o rabo preso, porque o presidente está lá caladinho também, com certeza, porque tem muita gente do PT envolvida.

Portanto, o Romeu Zema faz também ataques diretos ao PT, fala que o presidente Lula está caladinho e que deve ter muita gente do PT envolvida, gente da esquerda envolvida, ou seja, dois pré-candidatos e num ano de eleições é óbvio que o tema Banco Master vai se tornar um motivo eleitoreiro, vai ser usado de alguma forma nas eleições desse ano. Caniato?

Legal. O Misa Maionete trazendo os detalhes das manifestações dos pré-candidatos, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro. Valeu, Misa. Bom trabalho para você. Qualquer novidade, por favor, é só nos chamar. Girar com os nossos comentaristas. Você, Cristiano Beraldo, como avalia essas falas, essas manifestações dos pré-candidatos? Flávio Bolsonaro destacando a necessidade de uma CPI ou CPMI do Banco Master.

da mesma forma em que tenta conectar o caso ao Partido dos Trabalhadores, fala que está em linha com o que disse o Romeu Zema. Um caso tão grande assim, dá para a gente colar a um único partido, Beraldo? Hipótese alguma, né, Caniato? E o ponto fundamental é que não existe melhor momento para se fazer uma investigação sobre um escândalo como esse.

O momento de se fazer investigação é quando se toma conhecimento dos fatos. E as instituições brasileiras, a Polícia Federal, formada de uma maioria de pessoas honradas que cumprem regiamente a sua obrigação, outros órgãos de investigação, têm obrigação, e não se furtam a isso, de investigar tudo e no detalhe.

O problema é que a Polícia Federal continua sendo dirigida por alguém que participou de uma degustação de uísque de 3 milhões de reais em Londres. E vai ficar por isso mesmo? Quer dizer, como é que se pode, como população...

Ter a confiança de que a investigação não está sofrendo nenhum tipo de pressão para tomar uma curva política aqui, dobrar uma esquina eleitoral ali, pegar um inimigo acolá, foi o que eu falei agora, não me parece razoável por aquilo que li.

que esta operação tenha sido deflagrada exclusivamente contra o senador Ciro Nogueira, que é uma figura que neste momento conta com talvez o ódio do Palácio do Planalto em razão da rejeição do nome de Messias para o STF. Por que não os outros também?

Então essa seletividade me causa muita preocupação sobre um assunto em que 100% das pessoas envolvidas, seja elas quem forem, tem que ser punidas. Se as suas responsabilidades forem comprovadas, se os malfeitos forem comprovados, tem que ser muito punidas. Não é pouco punidas, é muito punidas e por muito tempo. Porque não é possível.

que ainda no calor e no trauma do petrolão tenha se formado um mega esquema bilionário contando com a participação de políticos para permitir desvio de dinheiro, o uso da força do exercício de cargos públicos para favorecer uma instituição financeira em troca de grana.

Então, isso só aconteceu porque a Lava Jato deu no que deu. Todos aqueles que confessaram seus crimes, em casa, curtindo a vida, muitos curtindo a vida com o dinheiro que roubaram. E está tudo por isso mesmo. Este caso do Banco Master é gravíssimo. Autoridades dos três poderes envolvidas.

Dinheiro aos milhões. Estão aí expostos que beneficiaram inúmeros agentes públicos e pessoas intimamente ligadas a elas. Então, Caniato, é preciso que se faça uma investigação dura, pesada e isenta para que nós não tenhamos essa condução de interesse político como, a meu ver, estamos assistindo.

Pois é, eu volto com o Luiz Felipe Dávila. Dávila, por diversas vezes, vocês defenderam aqui a necessidade de investigações para apurar o caso do Banco Master. Em todas as frentes. Se pudesse ter CPI também não teria problema nenhum. Quem acha que tem problema são os congressistas, principalmente a figura de Davi Alcolumbre se colocou contra a apuração no Congresso Nacional. Muitos entendem que ele...

É interessado, inclusive, em barrar qualquer tipo de investigação no caso do Banco Master. Mas, e aí, há tempo para isso? Você acha que, a partir da divulgação ou as sinalizações da participação de Ciro Nogueira, isso muda alguma coisa naquele roteiro de arquivamento ou de não avanço da CPI no Congresso Nacional? Algo pode mudar?

Canhato, os parlamentares estão olhando o cronômetro lá na parede e contando os dias pra acabar logo essa sessão parlamentar que deve acabar ali na festa de São João no fim de junho. A partir de lá, acaba o Congresso e todo mundo vai fazer campanha política. Então eles estão esperando, rezando todo momento.

Pra que não tenha mais nenhuma marola pelo caminho. Tipo CPI ou outras coisas que criam embaraço. Mas o fato é o seguinte. Esse governo tem uma expressão usada nos Estados Unidos que é o pato manco. O pato manco é um presidente em fim de mandato que já não tem mais o respeito de ninguém, o respaldo do Congresso. E tá ali só pra cumprir tabela, pra passar a faixa presidencial pro seu sucessor.

Bom, não há dúvida que o presidente Lula virou esse pato manco no Brasil. Porque um presidente que tem que lidar com escândalo e corrupção, inflação em alta, inadimplência e a insegurança pública que tira o sono e vida de milhões de brasileiros todo ano, já é um pato manco, como mostrou as derrotas no Congresso Nacional semana passada, tanto na lei da dosimetria como na indicação de Messias. Então, esse é o pato manco. Agora.

O que é que vai diferenciar os demais candidatos na escolha do eleitor nas urnas em outubro? Vai ser justamente quem tem mãos limpas. Quem é que tem uma história limpa? Quem é que não está metido em escândalo de corrupção? Em trambique, em sem-vergonhice.

É isso que será, ao meu ver, um fator decisivo para esses eleitores que olham para os candidatos, ainda não escolheram o seu candidato. E olhando para isso, quem é que tem mãos limpas? Não dá mais para fazer vistas grossas com tantos escândalos de corrupção, safadeza, receber dinheiro, paga as contas pagas.

com dinheiro de outros, de terceiros, contratos falsos, vendas falsas de empresas de negócios. Não dá mais pra tolerar isso, Caniato. Então, eu entendo que a corrupção vai ser o fator central na escolha desses eleitores indecisos.

E pra corroborar o que eu estou dizendo, foi exatamente o que aconteceu recentemente na Hungria. Lá você tinha um populista autoritário que já tinha controlado Congresso, Justiça, Imprensa, todo mundo.

Mas o escândalo de corrupção, o envolvimento de escândalos de corrupção do próprio presidente e de todo o Congresso foi tão grande que ele acabou perdendo a eleição. Então, eu acho que esta indignação com a roubalheira e a corrupção será um fator decisivo nas eleições de 2026.

Pois é, agora a gente vai trazer informações a respeito da proposta de delação, porque a defesa de Daniel Vorcaro apresentou o documento, a proposta de delação premiada, na qual se compromete a devolver uma quantia em dinheiro. Cerca de 40 bilhões de reais.

Só que com pagamento parcelado ao longo de 10 anos. Júlia Firmino chega ao vivo, vai trazer os detalhes dessa proposta, essas informações que foram divulgadas. Júlia, seja bem-vinda, ótima noite a você. O que se sabe sobre a avaliação do Supremo na figura do ministro relator André Mendonça? Conta pra gente.

Não é nada positiva, viu, Caniato? Boa noite para você, para quem está com a gente aqui também no Pingus nos Is, aqui na programação da Jovem Pan. De fato, a delação que foi apresentada pelo advogado de Daniel Vurcaro, dono do Banco Master, propõe então essa devolução de 40 bilhões de reais, só que de uma forma parcelada em 10 anos, ou seja, várias parcelas reduzidas ali, num valor reduzido.

ao longo do período de 10 anos e o Supremo Tribunal Federal classifica esse prazo como com muita elasticidade, muito elástico, né? O que dificulta, então, a recomposição daquele rombo que foi causado nas contas públicas.

E aí, qual que é a estratégia da defesa com esse formato de delação? É justamente tentar ganhar tempo para ver se lá na frente consegue reverter o processo atual. O Supremo e a PGR criticam essa proposta de delação porque as parcelas, como eu disse, são muito alongadas, acabam com a recuperação dos ativos de forma rápida.

Atrasa de fato isso. E aí o que vale a gente destacar, a gente relembrar, é que os documentos da delação foram enviados à PGR e também à Polícia Federal. E o ministro relator, que é André Mendonça, segundo a informação que foi colocada pelo próprio jornal Folha de São Paulo, ficou irritado com essa proposta.

de delação, porque não traz também muitas novidades para além do que os investigadores já têm nas mãos, já têm apurado e levantado. E aí a expectativa é que a análise dos documentos seja feita ainda em junho, julho, o que já vai ser muito próximo das eleições lá em outubro.

E como a gente já vem falando há muito tempo, desde que isso tudo já estourou, né, Caniato? Isso pode, sim, refletir nas eleições de outubro de 2026. Então, precisamos seguir acompanhando para ver qual vai ser, de fato, os desdobramentos da entrega dessa delação. Volto contigo.

Legal. Júlia Firmino trazendo detalhes dessa proposta de delação, especialmente no que tange a devolução de 40 bilhões de reais em 10 anos. É muita grana, hein, Júlia? Bom trabalho para você. Bom, deixa eu seguir com os comentaristas. Vou começar essa rodada com o Bruno Musa, que certa vez aqui no programa fez um exercício.

para tentar entender qual seria o valor a ser ressarcido, né, Bruno? Agora o Bruno abre um sorriso. Primeiro, que conta é essa de 40 bilhões? E de onde ele tiraria 40 bilhões de reais, hein, Bruno Moza?

Esse exercício que a gente fez foi ali uma brincadeira de futurologia, digamos assim, ou talvez pegando o mínimo dos dados. Como eu falei, foram 50 bi, pelo menos, do Fundo Garantidor de Crédito que os investidores foram ressarcidos, aqueles até 250 mil reais. Aqueles que excederam os 250 mil reais receberam os 250 mil, e o restante ficaram a ver navios, faz parte da regra, quem alocou deveria saber disso.

Agora, o grande ponto e chave da questão são aqueles balanços, aqueles ativos no balanço do Banco Master que estavam inflados. Como atribuir valor a uma empresa que ele pagou 5, 10, 15, 20 vezes mais, quando o vendedor da empresa também estava envolvido no esquema, para inflar esse valor e artificialmente fazer o banco dele valer mais. Muitos ativos daqueles não tinham liquidez.

Muitos daqueles ativos, como por exemplo o do PESC, do extinto Banco de Santa Catarina, valiam zero, porque o banco tinha sido extinto, não valiam nada, e eles estavam dentro do balanço como alguns milhões. Então isso realmente não vale nada, esses ativos inflados e sem liquidez.

Agora, se ele falou em devolver 40 bi, significa que esse dinheiro está em algum lugar. E se ele falou em devolver 40 bi, pode ter certeza que ele não vai querer devolver tudo e falar, fiquei zerado, vou recomeçar do zero agora, como o Daniel Vorcário, recomeçando no mercado sem um real no bolso. Ou seja, tem mais por aí. Então, nós estamos falando daquele rombo estimado, algo entre 70 e 100 bilhões de reais.

Sendo que 50 foram ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito, uma boa parte inflou o balanço do Banco Master e a outra parte está por aí. Está perdida no sistema financeiro em algum lugar, provavelmente não no Brasil. Apesar da cara de pau que foi encontrada na conta do pai do Daniel Vorcaro, se não me engano é Henrique Vorcaro, o pai dele, 2,2 bilhões de reais na conta do pai dele. Então veja, esse montante total do roubo nós não veremos.

Fato. Não saberemos quanto foi. Mas se ele se predispôs a devolver 40, realmente talvez o rombo seja muito maior na totalidade do que essa estimativa entre 70 e 100 bilhões. A coisa realmente está ficando muito mais impressionante. Teria que devolver algo em torno de 335 milhões de reais por mês.

mas é preciso considerar talvez uma reserva que ele tenha e se utilizaria justamente dos rendimentos para chegar a essa quantia de 10 bilhões em 10 anos. Seriam 4 bilhões por ano. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que fez esse exercício aqui há pouco.

sobre esse valor de 40 bilhões. E o Beraldo aqui em off disse, bom, mas se ele tem 40 bilhões, então não teríamos um escândalo. Mas será que ele tem esse dinheiro? Ou talvez tenha, escondido em algum lugar, né, Beraldo? Qual é o exercício que a gente deve fazer? Pois é, me parece muito curioso, porque não é o caso de Daniel Vorcaro ter uma grande indústria.

ter uma grande fazenda que está ali produzindo e que vai continuar produzindo, ele tinha uma empresa de serviços financeiros, um banco, que vive exclusivamente da sua reputação. O Daniel Vocar não tem absolutamente reputação para nada mais.

E não me parece que Daniel Vorcaro é o gênio de alguma coisa. Ele é o gênio para inventar o que parece uma operação fantasiosa de uma instituição financeira em que o dinheiro entrava em troca de ativos supervalorizados, como nos contou aqui o Musa.

E ele usava o dinheiro que entrava para viver uma vida na babesca. Ele gastou dinheiro como poucas pessoas no mundo. Uma coisa impressionante. E todo mundo via, todo mundo sabia que tinha picaretagem por trás. Só que há muitos ali que têm interesse. Primeiro em participar da festa. Tanto as festas com as meninas, segundo as histórias que contavam, que vinham do exterior, quanto a festa financeira de ganhar dinheiro.

Grandes instituições brasileiras ganharam bilhões em comissões para revender produtos do Banco Master. Inclusive na decisão de ontem do ministro André Mendonça, que autorizou as medidas cautelares contra o senador Ciro Nogueira, o seu irmão, o primo de Daniel Vorcaro. Havia citado ali um dos maiores bancos brasileiros. Mas por que não foram no banco?

Por que não tiveram curiosidade de saber por que este banco recebia dinheiro e ele parecia que, só porque era uma instituição, uma outra instituição financeira, aí não tem problema participar da picaretagem. Então, assim, tudo parece muito estranho. E se Daniel Vorcaro realmente conseguiu fazer toda essa loucura e ainda guardou 40 bilhões de reais, realmente tem alguma coisa diferente desse cara aí. E por que...

Eu não acho que essa conta fecha, não. Eu não vejo de onde ele vai tirar um volume de dinheiro que faria ele uma das pessoas mais ricas do Brasil e tal. E conseguir ser uma das pessoas mais ricas do Brasil com um banquinho não faz absolutamente nenhum sentido. Aí é preciso olhar se havia outro tipo de atividade ilícita e criminosa.

do outro lado da linha razoável, porque senão essa conta não tem como fechar.

Pois é, deixa eu passar para o Dávila também. Dávila, a gente destacou algumas informações de bastidor, né? Não tivemos acesso ao documento da proposta dos advogados de Daniel Vorcaro, mas uma das informações acaba vindo à tona, uma proposta de devolução de 40 bilhões de reais. Claro que, além disso, tem todas as provas, as informações, as conexões do Banco Master com autoridades.

Mas especialmente essa, que se refere à devolução de recursos, lhe parece algo factível, adequado, para os montantes que vêm sendo divulgados pela imprensa? As festas que custaram centenas de milhões de reais, festa na Sicília, contratando artistas, festas que custaram 250 milhões, falar em devolução de 40 bilhões de reais parece factível?

Caniato, eu sou aqui, o companheiro do meu amigo Musa, acredito nos números dele, então se ele tá falando 40 é porque tem muito mais pra devolver do que isso, porque é óbvio que ele já partou muito dinheiro lá fora em várias empresas, em vários negócios. Agora, nós não podemos esquecer um outro detalhe importante, enquanto aqui no Brasil nós estamos falando de delação ou não delação,

está sim correndo investigação nos negócios do Vorcaro lá fora do Brasil. E isso vai ocorrer independentemente do que está sendo feito no Brasil. E o grande temor de Vorcaro é justamente o confisco desse dinheiro apartado no exterior. Porque no fundo é isso aí que ele estava contando para...

viver o resto da sua vida, se ele conseguir um dia sair da cadeia, né? Então, assim, esse é o ponto. Tem duas investigações ocorrendo, uma aqui no Brasil e outra fora. E lá fora a gente sabe que as investigações são muito mais implacáveis do que aqui. Não vamos esquecer o caso.

dos envolvidos na Lava Jato. Apesar de o Supremo Tribunal Federal ter livrado um monte de corrupto e corruptores confessos da cadeia...

lá fora, as multas foram pagas, honradas, e não teve nada dessa história de perdoar corrupto e corruptor confesso. Então, existem duas investigações acontecendo. Uma doméstica, que como sempre pode acabar em pizza, porque aqui tem muita gente envolvida.

Mas lá fora não tem pizza coisa nenhuma. Lá fora as coisas vão continuar rolando e de uma maneira muito mais ágil do que aqui. E, a meu ver, Vorcaro está muito mais preocupado do que está acontecendo lá fora do que com o seu dinheiro aqui dentro. Porque aqui dentro ele sabe que ele não vai ver essa cor do dinheiro.

Agora eu preciso me despedir de parte da rede, porque algumas emissoras ficarão com as suas programações locais. Muito obrigado pela audiência e pela parceria. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas avaliando esse processo de negociação, a apresentação de uma proposta pelos advogados de Daniel Vorcaro para a Polícia Federal e Procuradoria Geral da República, que estão fazendo essa avaliação.

Uma vez aprovada por essas duas instituições, isso automaticamente passará para o STF. A figura de André Mendonça, o relator do caso, tende a homologar essa delação. Deixa eu passar para o Diego Tavares. Diego, eu imagino os muitos tópicos que devem aparecer nessa proposta de delação. Claro que tem uma parte que se refere à devolução de recursos. Até acho que a experiência...

que nós acabamos adquirindo com o processo da Operação Lava Jato, acaba nos ajudando a entender um pouco dessa dinâmica. Mas não basta somente devolver recursos. Se fosse assim, talvez fosse até mais fácil para Daniel Vorcaro. Ele tem que apresentar novidades no caso.

explicar as conexões, quais autoridades estariam envolvidas. Provavelmente, PF e PGR têm perguntas adicionais. E aí ele terá que contatar, conectar essas figuras. Há muitas dúvidas sobre como será feito esse processo de avaliação e deferimento por parte da PF e da PGR. Queria que você nos compartilhasse um pouco dessa mecânica. Como é que funciona?

Como é que a instituição avalia aquela proposta feita pelos advogados, entendendo que talvez na semana seguinte uma operação acabe levantando muito mais informações e possa invalidar, inclusive, aquela proposta?

Esse é o grande ponto, Caniato, e acho que é o núcleo fundamental da estratégia de defesa na hora de formular a sua proposta de delação premiada. E talvez essa sugestão de pagamento dos 40 bilhões, uma quantia colossal de dinheiro, abrindo aqui um parênteses só para a nossa audiência ter uma ideia, se nós estivéssemos falando aqui de orçamento de entes federados, de entes federativos aqui do nosso país, seria acho que o quinto orçamento público, acho que só...

Só ficaria atrás da União Federal, do Estado de São Paulo, Cidade de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro estaria ali próximo do orçamento da cidade do Rio de Janeiro, que é mais ou menos de 40 bilhões também. Então, é muito dinheiro. E talvez isso tenha irritado o ministro André Mendonça, como nós repercutimos aqui quando você chamou...

essa pauta. Dá a impressão quando o Vorcar oferece uma quantia colossal de dinheiro e uma delação de pessoas muito fraca de conteúdo que talvez já tenha sido inclusive encontrado nos celulares que foram apreendidos quando ele também foi alvo da operação da Polícia Federal?

pode dar a impressão de que Daniel Vorcaro está sugerindo comprar a própria redução de pena ou, em última análise, comprar a sua liberdade. Olha, vamos deixar de lado aqui quem são os envolvidos, quais foram as autoridades que facilitaram o meu caminho para que eu chegasse até a situação na qual eu cheguei hoje e o país recebe 40...

bilhões de reais. Definitivamente não é assim que as coisas funcionam, até porque isso deixaria muito claro que nós temos um padrão de justiça no Brasil onde aquele que é mais pobre não tem condições de pagar pelos seus recursos ou de entabular um acordo que envolva a devolução de valores financeiros tem um padrão de decisão da justiça e aquela pessoa que tem muito dinheiro, a pessoa muito abastada tem condições de comprar.

da nossa justiça uma situação mais favorável para o deslinde do seu processo. Isso seria inadmissível. Então, é um recado dado muito claro por parte de André Mendonça, também por parte da PF e da PGR, a Daniel Vorcaro.

A questão não é o dinheiro. O dinheiro, muito embora seja importante num país que tem suas dificuldades financeiras como o Brasil, o que está em jogo hoje é a própria lisura das instituições, é a própria confiabilidade no arranjo institucional do país. Então, o que André Mendonça quer, o que a PGR quer, o que a Polícia Federal quer agora...

são os nomes dos envolvidos e nomes que não estejam contidos no acervo probatório, no extenso acervo probatório já coletado. A respeito disso também deixo aqui uma anotação. Ao longo dos últimos tempos, nós repercutimos por diversas vezes aqui na Jovem Pan o avanço do caso Master e estima-se que de tudo que contém as provas coletadas, aquilo que foi publicizado não chega a 10% do volume de provas, do volume de informações.

É sempre bom lembrar que foram mais de sete celulares apreendidos. Fora isso, tem também outros envolvidos no escândalo do Banco Master formulando as suas propostas de delação, que também tiveram celulares apreendidos, que também forneceram informações em seus depoimentos. Então, é um recado, acho que deve funcionar, deve ser recebido principalmente pela sociedade, que precisa de uma resposta a respeito desse caso, com alívio.

Fica muito claro que Vorcaro não poderá comprar a sua liberdade. Fica muito claro...

que Vorcaro terá que delatar, terá que fornecer nomes, e nomes para além daquilo tudo que a justiça já sabe e possivelmente ainda não publicizou, ainda não publicou diante do status processual no qual se encontra o caso Master. Então, podemos ter esperança.

de que o caso Márcio ainda revele um pouco mais, ainda desnude um pouco mais, como eu disse no meu primeiro comentário, essa estrutura de poder e como ela opera aliciando grandes empresários e, novamente, retirando o dinheiro do pagador de impostos brasileiro e redistribuindo para essa classe de poderosos políticos, magistrados e empresários amigos do rei.

Alguns veículos de comunicação, especialmente no dia de ontem, chegaram a divulgar informações de que fontes ou interlocutores teriam sinalizado que André Mendonça não estaria...

suscetível a aceitar a proposta de delação. No dia de hoje, André Mendonça negou que viu a delação, que não leu a proposta dos advogados e teria cobrado um acordo sério. Então, inclusive, colocando essas informações à parte, descartando essas divulgações de alguns veículos de comunicação. Deixa eu voltar com o Bruno Musa.

para a gente avaliar a situação que envolve o acordo ou a possibilidade do acordo e a figura de André Mendonça nesse momento, que no início do processo era vista por muitos como uma figura independente, inclusive elogiada por conta de alguns posicionamentos, mas que...

por conta de uma articulação política ou até dentro do Supremo Tribunal Federal, muitos colocam a figura de André Mendonça em xeque, como alguém que estaria isolado e que talvez não conseguisse...

vencer ou vencer o desafio do sistema, né? Ou das imposições que provavelmente esse caso colocaria. A gente pode entender que esse caso é muito mais complexo que talvez a figura de Daniel Vorcaro nem seja agora a mais importante? Veja, Caniato, no país das realidades invertidas, do poço de moralidade que nos tornamos,

É impressionante que aquele juiz ou aquele, qualquer trabalhador que seja, que está cumprindo com as suas obrigações de forma técnica, ao menos até agora, ele é enaltecido, ele é dito como, meu Deus, que belo trabalho ele está fazendo.

Se fôssemos ao mundo e um país normal, ele deveria ser analisado única e exclusivamente pela dedicação que ele dá no caso de André Mendonça à Constituição. Se ele respeita a Constituição fielmente e faz um trabalho técnico independente de quem está sendo julgado, ou seja, algo que a Constituição brasileira fala que é a impessoalidade,

Ele não deveria ser parabenizado ou enaltecido por isso. Ele está cumprindo com as suas obrigações. Mas no Brasil, a gente precisa falar o óbvio. Não estou falando que não devemos enaltecê-lo. Infelizmente, chegamos nesse ponto, onde você falou, talvez um que esteja executando o trabalho técnico está isolado.

Só que a sociedade começa a perceber esse tipo de coisa e rejeitar, rechaçar tudo aquilo que se tornou padrão nos últimos tempos. E eu acho que isso tende a escalar mais. Então, para responder direto a tua pergunta, claro que ele se tornou uma figura extremamente relevante e importante em todo esse processo como relator disso. Agora, também não dá para descartar a importância de Daniel Vorcaro. Ele é o pivô de absolutamente tudo. Mas nesse momento, Caniato, e veja novamente como... Como...

Talvez passe despercebido algo que, na minha opinião, é tão relevante. Daniel Vorcaro é o pivô, mas ele está preso, ele não tem muito o que fazer nesse momento. Talvez ali todo aquele establishment burocrático possa tentar tirá-lo da cadeia para evitar uma delação. Estamos vendo isso, mas não sei se conseguirão assim de maneira tão fácil. O ponto disso tudo é que talvez a gente debata se o juiz que está fazendo um trabalho técnico passa a ser o protagonista por estar atuando de forma correta.

E em qualquer canto, quando o juiz é o protagonista, tem algo muito errado. Nesse caso, pelo menos estamos enaltecendo o trabalho dele, não por nada, não por defender a figura ABC ou D, ou rechaçar o EFGH, não, por respeitar a Constituição. Apenas isso, o que deve ser óbvio para todos aqueles que trabalham e são operadores do direito. Impessoalidade.

Mas, infelizmente, nesse caso, que é positivo, mas também nos casos negativos, o que nós estamos vendo é que o juiz se tornou o protagonista. E isso fala muito sobre o Brasil de hoje, uma inversão de valores por completo. Daqui a pouco a gente vai voltar a falar sobre o caso do Banco Master, inclusive senadores.

fizeram uma solicitação ao STF para que o ministro Nunes Marques deixe a relatoria da ação sobre a CPI do Banco Master. Daqui a pouco a gente vai trazer detalhes dessa notícia. Tem outros assuntos para nós discutirmos aqui, inclusive eu quero chamar a atenção.

Porque o presidente do Congresso Nacional, o senador Davial Colombre, promulgou hoje a lei da dosimetria, que será publicada em uma edição extra do DO, o Diário Oficial da União. O projeto de lei permite a redução das penas dos condenados pelos ataques do dia 8 de janeiro de 2023, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a pouco mais de 27 anos de prisão no julgamento da suposta trama golpista.

O projeto foi inicialmente vetado pelo presidente no dia 8 de janeiro deste ano, exatamente quando os eventos aconteceram, completaram três anos. Mas na última quinta-feira, a Câmara dos Deputados e o Senado votaram pela derrubada do veto. Vamos começar essa rodada com o Cristiano Beraldo para avaliar esse momento simbólico. Davi Alcolumbre promulgando a lei da dosimetria, presidente Lula...

lavou as mãos, não quis participar desse momento e acaba passando a responsabilidade para o Congresso Nacional. O que a gente pode esperar a partir de agora, Beraldo? Que erros sejam corrigidos? Ou você acha que, ainda que muitos deixem o cárcere, a prisão, os presídios, há muito ainda a se fazer quando a gente olha para os episódios do dia 8?

Eu não acredito que esse caso se encerre agora com a promulgação da lei da dosimetria. Ela resolve, se for aplicada da forma concebida pelo Congresso Nacional, isso ainda é uma dúvida no Brasil de hoje.

Nós não temos certeza de como se aplicará uma lei, que muitas vezes é clara, objetiva, mas no Brasil é sempre sujeito a interpretações criativas. Então a gente precisa observar como é que isso vai ficar. E o presidente Lula não assinar essa lei demonstra uma...

uma atitude mesquinha em relação ao exercício do cargo de presidente da República e do respeito à vontade do Congresso Nacional.

Porque a dosimetria fará com que pessoas que foram condenadas, muitas vezes por um teórico crime que não estava ali consumado, essas pessoas ficaram, algumas delas, mais tempo na prisão do que colegas que participaram daquele assalto ao Estado brasileiro, chamado Petrolão, que foram presos.

Declararam a sua culpa, fizeram delação premiada, mostraram onde estavam os milhões de reais que roubaram, indicaram quais campanhas receberam dinheiro roubado do povo brasileiro. Veio à tona a lista de nomes, de apelidos que os corruptores usavam para se referir a políticos brasileiros. Isso tudo foi comprovado.

E essas pessoas que fizeram esse absurdo com o Brasil ficaram menos tempo presas, boa parte delas, do que essas pessoas do Rio de Janeiro. Isso não faz absolutamente nenhum sentido.

Então, o senso seletivo de indignação, o senso seletivo de justiça, não cabe a um presidente da República. Portanto, o presidente Lula revela esse seu comportamento indigno de quem está ocupando a cadeira principal do Palácio do Planalto.

Pois é, mas as pessoas que foram presas pelos atos do dia 8, muitos idosos, inclusive, mães de família, tem aquele caso da Débora do Batom, a mulher que fez aquela, que pichou aquela frase, né, perdeu uma né na estátua da justiça, enfim, tantos outros casos.

haverá um processo individualizado para que cada um deixe o cárcere. Deixa eu chamar o Diego Tavares. Diego, se fosse uma anistia, a tal anistia ampla, geral e restrita, uma vez a anistia concedida, obrigatoriamente, no primeiro dia de vigência, todos deixariam o cárcere. Nesse caso, a partir da promulgação da lei e da publicação principalmente no DO, aí é um processo individual. Cada um...

precisa acionar o judiciário por meio do seu advogado para que haja uma avaliação, uma análise, e aí sim permita que a pessoa cumpra, por exemplo, se identificarem que já foi cumprido o percentual daquela pena, aí a pessoa pode cumprir o resto em casa, por exemplo, uma prisão domiciliar. Então não é um processo rápido.

Não, de forma alguma, Caniato. Você desenhou perfeitamente como funciona a dinâmica da aplicação de uma lei penal mais benéfica, porque, em essência, é isso que se trata o PL da dosimetria. É a criação de uma lei penal mais benéfica que logo retroage para situações que beneficiam os réus.

Temos até um caso recente, emblemático, que ilustra bem o que você disse. A própria defesa da Débora do Batom, antes da promulgação da lei por Davi Alcolumbre, entrou com o pedido de redução da pena. Teve o pedido negado pelo ministro Alexandre de Moraes, justamente porque a lei ainda não havia sido promulgada, ainda não havia vigência dessa lei penal mais benéfica. Então, o procedimento é esse. Agora as defesas começam a ingressar com pedidos para a aplicação dessa lei, para a redução das penas, para que eventualmente progridam de regime.

para que deixem o regime fechado e passem a um semiaberto ou ainda a um regime mais liberal do que estes dois. E esses pedidos serão decididos pelo ministro Alexandre de Moraes individualmente. E nesse ponto é importante a gente relembrar, nós estamos falando de quase mil casos de pessoas que se encontram encarceradas. Então, possivelmente o ministro Alexandre de Moraes, que até dispõe de juízes auxiliares, de magistrados auxiliares para tomar as suas decisões.

possivelmente vai precisar promover um mutirão no seu gabinete para atender com serenidade todos esses pedidos. Agora, a gente não pode também desconsiderar que esse processo, o processo que envolve globalmente o caso da suposta trama golpista, ele tem uma carga política muito forte.

Então, não seria algo inédito que alguns casos tivessem mais celeridade ou que outros casos tivessem menos celeridade no exame desses pedidos, até porque o gabinete do ministro Alexandre de Moraes também não tem só a relatoria do caso dos presos do 8 de janeiro e também de Jair Bolsonaro e dos demais núcleos dessa trama.

diversos outros casos, eu digo sempre aqui, o Supremo Tribunal Federal julga casos demais, são mais ou menos 60, de 60 a 65 mil casos, divididos pelos 11 ministros, então é um expediente muito grande pro gabinete de um único ministro, então...

Possivelmente a solução será, como faz o CNJ, quando o caso assim ocorre, a promoção de um mutirão para o atendimento mais célebre desses pedidos de redução de pena do caso do 8 de janeiro. Precisamos aguardar os próximos dias para saber qual vai ser o expediente adotado pelo gabinete do ministro, mas certamente a mesa de Alexandre de Moraes nos próximos dias será lotada por pedidos de redução de pena.

para o Dávila, porque Dávila, eu acho que a gente pode considerar como um passo, um passo importante, afinal, quem está preso tem pressa, né? Mas como disse o Beraldo, essa discussão não se encerra aqui. Vários pré-candidatos já disseram, ó, se eu for eleito, eu vou conceder anistia ampla, geral e restrita, ou indulta, alguma coisa desse tipo.

É preciso olhar também para a questão que envolve a politização do caso do dia 8 de janeiro ou a necessidade de colocar um ponto final para virar a página, porque senão a gente fica nessa discussão por anos a fio, né? É verdade, Canhato. Mas se o ministro relator Alexandre Moraes tiver um pouco de juízo, ele aproveitaria esta lei promulgada pelo Congresso Nacional?

para reduzir drasticamente e até libertar as pessoas que foram indevidamente presas no 8 de janeiro. Por quê? Por duas razões. Primeiro, não podemos esquecer que esta lei da dosimetria foi escrita às seis mãos, inclusive...

Duas dessas mãos eram de membros do Supremo Tribunal Federal. Dizendo, se aprovar uma lei nesse sentido, isso será respeitado na Suprema Corte. Então, se foi uma lei criada a seis mãos, executivo, legislativo e judiciário, e agora promulgada pelo Congresso Nacional, o Diego Tavares está correto. Segunda-feira terão mil pedidos de advogados entrando no gabinete Alexandre Moraes pedindo redução de pena.

E se Alexandre Moraes usar como desculpa a lei aprovada no Congresso Nacional para reduzir drasticamente essas penas e soltar as pessoas, a história depois da anistia ampla, geral e restrita fica muito mais difícil no futuro governo. Porque o que é intolerável...

foi esse julgamento sem individualização de pena, sem o devido respeito ao devido processo legal, acesso aos autos dos advogados, isso que causou essa barbaridade, tamanha arbitrariedade cometida pelo Supremo Tribunal Federal. Então, se o Supremo tiver um pouquinho de juízo, esta é a tal da saída honrosa ...

para as decisões totalmente contrárias ao Estado Democrático de Direito e à Constituição que foram tomadas na condenação injusta dessas pessoas do 8 de janeiro.

Deixa eu chamar o Bruno Musa para fazer o exercício sobre a lei da dosimetria em vigência, a saída de boa parte das pessoas, mas nem todos, né, Bruno Musa? Por exemplo, Jair Bolsonaro se beneficia, mas ainda cumpre.

Ele está em regime domiciliar por conta de uma questão de saúde. Mas se não tivesse esse problema de saúde, ainda estaria em regime fechado. Então, me parece que a questão que envolve a anistia ou o indulto ainda está no horizonte de algumas figuras políticas, como Flávio. Ronaldo Caiado já fez menção, acho que o Romeu Zema também.

Eu acho que se qualquer um aqui da direita, da centro-direita, ganhar as eleições, seja qualquer um que não seja o Lula, a exceção dele, esse papo deverá crescer mais uma vez e tomar conta da base da sociedade. Por que eu acho isso? Porque, veja, em um sistema minimamente democrático, falo minimamente, fazendo total correlação com o Brasil,

Os políticos precisam, a classe burocrática precisa responder ao mínimo dos anseios da população. Pelo menos um mínimo. Sabe aquela coisa de deixa eu dar um mínimo que você pode comer para você não morrer de fome e se sinta satisfeita, mais ou menos nesse sentido.

Só que esse tema começou a crescer novamente. Veja, a gente consegue fazer uma correlação com o próprio tema que nós comentamos agora há pouco do Alcolumbre, dele se distanciar ali de Ciro Nogueira, do Flávio se distanciar de Ciro Nogueira, dessas figuras que, como eu coloquei, que podem vir a se tornar tóxicas como um todo. Isso também, esse tema, ele também pode, aqueles que continuam defendendo as arbitrariedades que o STF, o Judiciário Brasileiro, praticou ao longo dos últimos anos,

ele pode também ser traduzido em um prejuízo eleitoral e não mais ser capitalizado dentro das eleições desse ano. Então, me parece que, como a gente vai falando, todo e qualquer político, à exceção de poucos aqui, talvez um partido, tem uma ideologia clara, uma definição clara de quem eles são, o restante vai pulando de lado A para o lado B.

E não importa se o lado B é a oposição ou o lado A e pensa diametralmente oposto. O que vale é estar próximo ao poder, porque isso é uma das práticas que gera privilégios no Brasil. Então, quando eu falo isso, significa que se o governante de turno passa a defender algo que a sociedade vem defendendo, que é a anistia, por conta das arbitrariedades... ...

feitas pelo judiciário brasileiro nesse caso específico, me parece que isso se torna uma onda cada vez crescente e cada vez uma demanda maior da população. Com a possível e provável mudança também do legislativo, eu acho que essa pauta continua crescendo ao longo dos próximos tempos. Por isso, é um dos temas pelos quais o Brasil precisa mudar. Sem dúvida. Em off aqui...

O Cristiano Beirado fez um exercício, depois talvez até o Diego saiba ou tenha informação para nos ajudar, mas a respeito da anistia, né Beirado? Qual apontamento que você gostaria de fazer? É preciso olhar para a anistia concedida por conta da época do regime militar? Porque muitos daqueles que foram anistiados...

fizeram pedidos para a justiça brasileira para conceder uma espécie de uma indenização, não foi? Agora, não necessariamente a concessão da anistia dá direito àquela figura anistiada a requerer ou ganhar uma quantia de dinheiro do Estado.

Pois é, por isso que seria bom a gente aproveitar a presença aqui do doutor Diego Tavares para fazermos esse esclarecimento, se ele souber, porque me parece que a anistia seria o reconhecimento por parte do Estado de um exagero, de algum nível, uma ilegalidade cometida contra o cidadão.

Por isso, a continuidade do pleito da anistia pode ser um caminho que não morrerá com a dosimetria. E tem um outro aspecto que o próprio Jair Bolsonaro não sai, não tem a sua pena extinta nesse momento. E o Flávio Bolsonaro disse que se vencer as eleições, que vai subir a rampa...

com o seu pai, então tem ainda uma série de movimentações, me parece, no sentido da anistia.

Pois é, deixa eu passar para o Diego, talvez o Diego tenha algum complemento a fazer em relação à concessão por parte de um Estado para figuras que foram condenadas em um processo de anistia e se isso obrigatoriamente obriga o Estado, uma vez provocado na justiça, a pagar uma indenização. Há um regramento? O que a legislação brasileira trata quando falamos de anistia?

Olha, Caniato, não há obrigação de pagamento de qualquer quantia em relação a anistiados no Brasil. Nós estamos falando aqui de dois contextos históricos que tem um núcleo de fatos muito semelhantes, mas que possivelmente terão tratamento jurídico muito distinto. Os anistiados lá da época do regime militar, o que aconteceu com eles? Eles chegaram ao poder.

Tanto que a lei que garantiu o pagamento de quantias aos anistiados do regime militar é uma lei, salvo engano, de 2002, um dos primeiros atos que foram pleiteados ali pelos apoiadores do presidente Lula quando Lula estava para chegar ao poder. Então, a diferença é que os perseguidos do regime militar acabaram, em dado momento, chegando ao poder e, com isso...

como uma bandeira histórica, acabaram prestigiando essas pessoas com o pagamento dessas indenizações. Isso pode acontecer também em relação aos presos do 8 de janeiro, projetando aqui um futuro desse episódio histórico.

Vamos supor que Flávio Bolsonaro, por exemplo, vença as eleições e consiga emplacar uma anistia, muito embora ministros do Supremo já tenham adiantado em off por diversas vezes que uma anistia teria como última palavra dada ao Supremo Tribunal Federal, que avalia ser inconstitucional uma anistia nesse caso. Mas vamos supor que Flávio Bolsonaro chegue ao poder e consiga anistiar os presos do 8 de janeiro.

bastará que ele também coloque em debate a questão do pagamento de uma indenização a esses presos, até por uma questão de isonomia em relação ao passado, aos presos do regime militar. Mas, a princípio, a anistia por si só, ela já é uma ferramenta que serve para apaziguamento dos ânimos de um país que está, do ponto de vista político, colapsado, como é o Brasil. Mas, ainda assim, não prevê automaticamente o pagamento de qualquer indenização.

teria que ter um instrumento legal próprio que prevesse essa situação do pagamento às pessoas que foram injustamente presas. Isso é um detalhe importante também, até porque a concessão de anistia não prevê necessariamente o reconhecimento da prática de uma injustiça. Ela simplesmente extingue a pena daquela pessoa que está cumprindo a pena em razão da prisão por algum contexto específico. Não há um reconhecimento de que o julgamento muito embora seja um reconhecimento de ordem prática

não há no campo jurídico um reconhecimento de que o julgamento foi errado. Então, novamente, para que os presos do 8 de janeiro recebam alguma pensão, recebam algum pagamento no futuro, isso vai demandar uma vontade política e edição de um instrumento legal próprio.

Deixa eu passar para o Dávila, talvez ele tenha algum complemento a fazer, colocando em paralelo os anistiados que depois fizeram pedidos e foram agraciados com indenizações. Inclusive há ex-presidente da república que recebeu, Dilma Rousseff inclusive, né Dávila? É importante nós lembrarmos que Dilma Rousseff...

fez esse pedido, foi atendida pela justiça e não sei se ganha até hoje, mas ganhou indenização do Estado brasileiro. Queria que você discorresse a respeito da possibilidade de anistia, propriamente, desse instrumento ser concedido, ainda que a maior parte das pessoas estejam cumprindo prisão domiciliar, eu fico imaginando isso, por exemplo, no próximo ano, com um novo presidente. Se você entende que isso está no horizonte...

E se essa questão não poderia ser judicializada? Nós estamos em uma discussão sobre interferência na prerrogativa dos demais poderes, excesso de judicialização, muitos questionamentos em relação à postura do Supremo Tribunal Federal. Você não teme que o próximo presidente, na hipótese de tomar essa decisão, não tenha a medida inviabilizada por uma ação do Supremo?

Caniato, cada contexto histórico tem uma realidade diferente. Quando a anistia foi promulgada durante o governo militar, era uma espécie de virar a página, apaziguar o país, começar um novo capítulo na história. A anistia tem muito esse componente político.

Ou seja, não é ignorar o que aconteceu no passado, mas é olhar para frente, permitir que um futuro seja construído sem o ressentimento que marcou conflitos no passado. Então esse é o espírito de uma anistia. É um instrumento político, não é jurídico, é político.

E isso só ocorrerá se nós tivermos a grandeza de um presidente da república que nós temos de conciliar os dois lados e começar a olhar o Brasil. Porque a política é um jogo de que um acredita numa coisa e o outro acredita nisso. É um debate de ideias. Agora, não pode ter...

Essa história de eliminar o adversário político como se fosse um inimigo, uma praga que precisa ser extirpada do país. Isso não é o espírito da política democrática. A política democrática é justamente embate de ideias. E quem vai ser o árbitro dessas ideias, quais são as melhores ideias propostas para o país, é o eleitor.

Mas não é essa história de acabar com o outro. Então, a anistia tem esse espírito de quase uma reconciliação nacional para começar uma história. E certamente o Brasil precisa disso. Porque quem começou com esse clima tóxico...

foi justamente Lula e o PT. Foram eles que começaram lá em 2003 com esse nós contra eles. Como se o eles fossem pessoas que tinham que ser estirpadas da sociedade. Não tinham direito de viver no Brasil. Não tinham direito de fazer política. Então, isso precisa acabar.

Isso não é saudável. A democracia é, sim, confronto de ideias, embate de ideias, mas no campo do respeito. E aqui eu vou dar um exemplo até dos Estados Unidos. O Beraldo se lembra muito bem. Quando uma principal figura do Partido Republicano, o John McCain, que disputou a presidência da República, morreu.

Quem foi fazer a palestra para John McCain na igreja foi Obama, que era seu maior adversário político. Veja o grau de tolerância, de respeito, de deferência.

que é quando você tá no debate de ideias. E ele não foi lá passar pano, não. Ele foi dizer como que era duro combater o McCain no jogo da política, no Senado. Então, esse tipo de grandeza é que nós precisamos. Agora, você lembra muito bem, no caso aqui do presidente Temer, professor de direito constitucional, teve o seu direito cassado pelo próprio Supremo quando resolveu usar do seu perdão presidencial.

Bem lembrado esse episódio com Michel Temer. Deixa eu chamar o Bruno Musa. Musa, reserva esse espaço aqui, porque a gente tem que compartilhar um recado muito importante com a nossa audiência. Você, diariamente aqui na programação, tem destacado um evento.

que você fará em ambiente virtual. Acho que centenas, milhares de pessoas já entraram em contato por meio do QR Code. Você fará um evento para conversar com as pessoas, compartilhar informação, conhecimento. Queria que você convidasse as pessoas que nos acompanham agora.

Obrigado, Caniato. Eu acho que o momento do país, ele pede justamente isso, né? Onde cada vez mais pessoas recebem... Quantas ligações por dia recebendo golpe? Hoje foram mais de 20, por exemplo. É impressionante isso. Promessas falsas de rendimento, que acontece, por exemplo, no caso do Banco Master.

Mas a verdade é que a coisa mais profunda precisa ser analisada, estudada, dar mais trabalho, mas alguém precisa colocar isso em prática. Senão, cada vez mais teremos pessoas caindo nesse tipo de golpe, da falácia do rendimento ou que fique rico do dia para a noite. São mentiras.

Então, o que eu propus e que estamos fazendo junto com a New Curse e a Jovem Pan, amanhã, sábado, das nove às duas da tarde, ficaremos ao vivo, são cinco horas, para falarmos a respeito disso, do ciclo econômico. Possibilidades de alocação dentro de uma realidade de taxas. O que pode realmente esperar? Como é que você lê essas matérias?

Por que é que, de repente, o PIB está subindo e as pessoas não estão vendo isso no dia a dia? E o que isso reflete nos preços? O que isso reflete em proteção para o teu planejamento daqui a dois, quatro, seis, oito anos? Então, carece um pouquinho mais de aprofundamento em todas essas teses para que a gente não fique...

simplesmente acreditando em manchetes mais fáceis, mas menos críveis, né? E que não te entregam soluções de verdade. Então, amanhã, das nove às duas, estaremos ao vivo pelo Zoom, debatendo, trocando ideias, saneando dúvidas, além de toda uma apresentação que eu montei a respeito de tudo isso. O que é hoje está na tela, o link é newcursos.com.br. Salvo engano, até hoje, meia-noite, ainda dá para se inscrever, porque amanhã, às nove, em ponto...

entramos ao vivo. Vai ser um prazer e sim, já temos uma quantidade impressionante de pessoas que participarão. Portanto, meu muito obrigado e espero todos amanhã.

É isso, garanta a sua vaga e fique boas horas compartilhando conhecimento com o Bruno Musa amanhã pela manhã. Bom, recado dado, quero lembrar que a nossa enquete está publicada, se você puder vote. Você acha que o fim da escala 6x1 trará mais benefícios ou malefícios? Eu conto com o seu voto, faremos um rápido break, a jato mesmo. Um break de um minuto e meio, na volta mais informação, mais notícia, mais debate. Eu conto com você, até já.

Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Você anda meio cansado, desanimado, sem energia, sem disposição? Eu quero falar pra você que esse magnésio vai te ajudar. O magnésio é um fio condutor das vitaminas e dos sais minerais. E é importante a gente falar, na dose certa. É isso mesmo. O magnésio vai levar a vitamina C pro seu sistema imunológico, fortalecendo o seu organismo. Além do mais, ele vai levar potência.

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Entender a saúde é o primeiro passo para cuidar da vida. Aqui você acompanha os temas que estão transformando a medicina. Jovem Pan Saúde, sábado, às quatro e meia da tarde, na Jovem Pan. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, destacando os assuntos importantes do dia e contando sempre com a análise dos comentaristas aqui do programa. Senadores da direita já começaram a articular, se movimentar nos bastidores para disputar a presidência do Senado no ano que vem, mesmo com as tentativas de reaproximação feitas por Davi Alcolumbre com o grupo. Os principais nomes cotados pela oposição são Rogério Amarim e Tereza Cristina.

Integrantes da oposição afirmam que Alcolumbre, que é o atual presidente do Senado, já se aproximou tanto do governo Lula quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro em diferentes momentos políticos, o que gera muitas dúvidas sobre sua fidelidade a um eventual acordo com a direita. Nas últimas semanas, Davi Alcolumbre protagonizou derrotas importantes para o governo federal no Senado.

quando conseguiu bloquear pautas de interesse do Palácio do Planalto e, segundo informações, teria atuado contra a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Bem, eu vou receber a Rede Jovem Pan e a gente vai analisar essa articulação de alguns senadores e alguns partidos vislumbrando a presidência do Senado no ano que vem. Bom, agora sim a Rede Jovem Pan conectada com a gente aqui em Os Pingos nos Is, Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand Sand

a uma articulação prematura ou necessária neste momento da direita para disputar o Senado em 2027. Deixa eu começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila, que tem acompanhado muitas discussões a respeito do Senado Federal, que é uma casa com poderes adicionais, quando a gente compara com a Câmara dos Deputados, né, Dávila? E que, naturalmente, será muito observada.

pelos grupos políticos, para que consigam promover articulações, negociações, para colocar ou uma figura de confiança, uma pessoa que possa representar o seu grupo, ou então que acabe atendendo minimamente aos anseios daqueles grupos. Primeiro, o que é preciso considerar para a figura que presidirá o Senado Federal na próxima legislatura?

O que precisa ter um presidente do Senado, Dávila? E o que a direita pode fazer neste momento, nesse processo de negociação?

Bom, primeiramente, Caniato, precisa ganhar a eleição, né? Porque a vitória nas urnas é que vai dizer quem será o presidente do Senado, qual é o melhor perfil. Evidentemente, Rogério Marinho e Tereza Cristina são dois excelentes perfis para presidir o Senado. Aliás, muito melhor do que nós já tivemos nos últimos anos. Então, certamente seria um grande sinal...

de que o Senado está retomando as rédeas dessa Câmara Alta que olha os assuntos com mais serenidade, deferência e experiência daqueles que já exerceram cargos importantes no país. Então, não há dúvida que são dois excelentes nomes.

Mas, primeiro, precisa ganhar as eleições e ver qual vai ser a composição do Senado. Segundo problema, é que Tereza Cristina é uma daquelas que são sempre sondadas para ser vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. Então, se isso acontecer, ela não vai poder disputar a presidência do Senado. Agora...

Rogério Marinho não, esse está hoje no comando da campanha de Flávio Bolsonaro e aí sim poderá ser uma figura importante no Senado, presidente do Senado, até pode ser eleito presidente do Senado, ou até mesmo ocupar um ministério, um cargo-chave. Por isso, essa história de escolher presidente do Senado é um assunto para 2027, para chegar em 2027.

Precisamos vencer as eleições de dois mil e vinte e seis, eleger esse Senado de direita, para aí sim saber quem será o novo presidente do Senado. Mas as indicações desses nomes mostram que o Senado quer recuperar o prestígio que perdeu nos últimos anos.

Pois é, deixa eu passar para o Beraldo fazer um exercício aqui com a nossa audiência sobre as características que são fundamentais para um presidente do Senado. Parece que os medalhões lhes abrem mão de disputar a presidência do Senado, porque é preciso dedicação total, né?

24x7, 24x7, né, Cristiano Berato? A pessoa praticamente não dorme, né? Fica atenta a todas as negociações, não pode desligar o celular. Talvez os mais jovens topem esse desafio, mas também do outro lado tem muito prestígio, muito poder, né?

Sem dúvida alguma. Disputar a presidência do Senado exige uma articulação e foi por isso que surpreendeu quando Davi Alcolumbre surgiu como um candidato que ganhou força em fevereiro de 2019 e assumiu um desconhecido, então desconhecido Davi Alcolumbre, assumiu a presidência do Senado.

É uma função que tem muita articulação política, articulação política demanda. São 81 senadores que você tem ali demandas diversas, cada um com seu interesse e tem as benesses do cargo, obviamente. O presidente do Senado tem uma mansão onde ele reside, tem aviões da FAB à sua disposição, tem toda uma estrutura.

de servidores públicos que ficam ali à sua disposição para atendê-lo. Então tem esse outro lado, mas sem dúvida alguma é uma atividade que consome muito tempo. Agora.

olhando para as eleições para a presidência do Senado em fevereiro de 2027, que será uma eleição feita por aqueles que, ou tem um terço dos senadores que continuarão, estão na metade do seu mandato, sempre lembrando que o mandato do senador é de oito anos, e dois terços dos senadores disputarão eleição ou novos senadores vão entrar.

Nesse contexto, é preciso primeiro que a oposição reconheça que cometeu um erro grave. Porque na última eleição para a presidência do Senado, a oposição fez um acordo com Davi Alcolumbre. Davi Alcolumbre não chegou lá por acaso, não. Não teve um candidato da oposição derrotado.

Porque tem derrota que é mais importante que a vitória. Para mim, eu sempre falei isso, neste caso era. Mas não, fizeram um acordo. O que lhe foi prometido? O que cada um desses senadores recebeu? Porque Davi Alcolumbre teve 74.

Votos de 81 possíveis. Então a sua vitória foi esmagadora e ela só foi esmagadora porque a oposição mergulhou neste mar de apoio a Davi Alcolumbre. Então precisam reconhecer o erro. Precisam nos contar o que deu errado, o que foi prometido e não foi entregue. Porque não adianta vir com essa conversa agora, porque tem eleição,

E aí todo mundo que é independente, vamos lá, somos contra o presidente que não pauta o impeachment, somos contra isso, contra aquilo. A anistia estava combinada, não foi pautada nem na Câmara, nem no Senado. Virou uma dosimetria inventada pelo PSDB. Tem nada de oposição na dosimetria? Foi o que restou a oposição.

A oposição comeu a sobra, enquanto centenas de pessoas estavam ali, estão até hoje, presas na papuda.

Então essa conversa para boi dormir às vésperas da eleição não deve convencer os eleitores. Os eleitores têm que ser muito criteriosos para que não venham contar conversa fiada para parecer bonitinho. E todo mundo muito aguerrido. Agora eles vão enfrentar esse ou aquele. Mas na hora que chegou lá, é tudo tchutchuca.

Os tigrões desaparecem. Então, esse jogo agora não me parece que tenha consistência, não. Me parece conversa fiada de quem quer pegar voto dos incautos.

Pois é, mas é preciso considerar o processo eleitoral, as muitas discussões que acontecem neste momento com os pré-candidatos e depois do prazo fim dado, os candidatos ao Senado Federal. Deixa eu chamar o Diego Tavares, que tem acompanhado essas movimentações, né Diego? A direita ou a oposição destacando a necessidade de candidatos corajosos que tenham...

que tomem decisões, inclusive, impopulares.

como, por exemplo, impedimento de ministros da Suprema Corte, não digo que essa vai ser a pauta número um, mas essa pauta certamente estará em discussão durante a campanha eleitoral. Ah, tal candidato votaria um impeachment de ministro da Suprema Corte se o presidente do Senado colocasse em votação? Eu acho que isso certamente entrará nas discussões. Mas, para além disso, como você está avaliando as articulações dos partidos para...

escolherem os nomes. Por exemplo, em São Paulo, quem está na frente na pesquisa para governador? Tarcísio. Mas quem é que está na frente para o Senado? Uma candidatura de esquerda ou pré-candidatura de esquerda, Simone Tebet, sairia pelo PSB. E aí?

Pois é, Caniato, o avançar do calendário eleitoral tem mostrado situações muito interessantes quando a gente vai para o tabuleiro de cada estado, quando a gente vai para o tabuleiro presidencial, inclusive, o fato é que me parece que de 2014 para cá...

a despeito de um debate ideológico profundamente polarizado, principalmente entre as lideranças do lulupetismo e as lideranças do campo bolsonarista, o que nós temos em essência é um governo contínuo de figuras do centrão.

E a eleição do Davi Alcolumbre, como muito bem lembrou o Beraldo, que contou com apoio massivo, tanto da esquerda quanto da direita, assim como acontece no parlamento em todas as pautas que são de interesse do Centrão, quando nós temos votação de ampliação do fundo eleitoral, quando nós temos votação...

de afrouxamento da lei de responsabilidade. Quando nós temos votações que tocam as emendas parlamentares, nós não temos essa mesma dicotomia que toma conta do debate público se apresentando no debate dos projetos de lei, nos projetos de emendas da Constituição. Aí nós temos a vontade do centrão sendo segmentada. E aí, quando nós vemos a oposição se articulando no sentido de tentar a eleição...

de um presidente da casa, isso, de certa forma, nos dá uma certa esperança de que alguém, alguém pelo menos, pretende interromper esse ciclo. Muito embora todas as vezes nós tenhamos acompanhado uma novela muito semelhante. A oposição se organiza, na última vez que nós tivemos a eleição para o Senado, inclusive, salvo engano, foi o astronauta Marcos Pontes que se colocou como um candidato do campo bolsonarista e tomou uma represália dos próprios bolsonaristas, inclusive do próprio...

Jair Bolsonaro. Então, nós sempre acompanhamos esse processo. As candidaturas elas são levantadas, são edificadas, mas aí acordos são feitos no andar de cima. Essa ordem é repassada para os parlamentares e os parlamentares optam por cumprir essa ordem, perpetuando, como eu disse, esse poder do Centrão que praticamente se apropriou das pautas do Parlamento.

se apropriou do orçamento público, nós temos aí, desde já do governo Bolsonaro até antes disso, a questão das emendas parlamentares de forma muito latente, cada vez maior em relação aos pleitos dos congressistas, nós sempre temos emendas parlamentares, a liberação de emendas parlamentares como ferramenta de troca do governo federal, então é um processo contínuo e um padrão de governabilidade contínuo.

E seria muito bom que isso se encerrasse de fato com nomes como do senador Rogério Marinho, da senadora Tereza Cristina. Ao menos aí teríamos a esperança de que o Centrão não estaria totalmente no controle da situação, totalmente detendo o controle remoto da República e dando o tom do debate público e negociando o interesse público em troca dos interesses particulares do membro desse grande bloco de parlamentares.

Não dá para ter muita esperança de que será diferente, como eu disse, o processo histórico nos mostra isso, mas a articulação, ao menos, é importante para que nós possamos levantar essa bola aqui, para esclarecer para a nossa audiência como, de fato, funcionam as coisas em Brasília, como o poder se move única e exclusivamente em prol dos interesses dessa casta política e não em prol do interesse público, em prol do interesse do pagador de impostos, quem banca essa festa toda que acontece na capital federal.

A gente vai fazer um rápido intervalo, só preciso ler aqui uma mensagem. A Irani Teles do Nascimento. Desde quando o impeachment de ministro é impopular? Querendo que há pouco eu fiz uma pergunta mencionando que talvez na discussão sobre candidatos ao Senado, muito provavelmente haja esse tipo de cobrança. Ah, você é candidato, mas você votaria favoravelmente a um impedimento de algum ministro?

Irani, a mensagem, na verdade, diz respeito aos próprios senadores, porque há um entendimento de que os processos não avançam porque eles temem represália na própria Suprema Corte. Como eles têm foro privilegiado, o julgamento de qualquer tipo de crime acontece na Suprema Corte. Então há essa leitura de que muitos temem...

ter qualquer tipo de problema com ministros e por isso até acabam agradecendo quando não há votação desse tipo de matéria no Senado Federal. Bem, isso a gente deixa para uma próxima. Deixa eu fazer mais um rápido intervalo. É a jato. Daqui a pouco eu vou trazer aquela informação que diz respeito ao ministro Nunes Marques e a situação que envolve a CPI do caso Mastri. Até já.

Os Pingos nos Is, Jovem Pan.

Uma lenda é sempre reconhecida. A aventura evoluiu. Chegou o novo jipe Renegade.

Nos últimos meses eu venho dizendo aqui, o ciclo de 2026 está repetindo 2015. No dia 9 de maio eu vou explicar porque essa é a grande oportunidade na Bolsa brasileira e também na renda fixa, em uma década. A virada financeira é uma imersão ao vivo de 5 horas, em que eu vou abrir o raciocínio completo que eu uso para analisar o mercado brasileiro.

Câmbio, eleições, Copa do Mundo, política fiscal, ao vivo, mostrando exatamente como eu leio esse cenário e qual oportunidade está em jogo. Você entra sem saber ler o mercado, mas sai com o raciocínio de quem estava posicionado em 2015, quando a última janela parecida como essa se abriu.

E a maioria da população não entendeu o que estava acontecendo. Não precisa já ser investidor, nem ter estudado finanças. Você precisa de 5 horas e de R$ 47. O link está em neocursos.com.br. Nós estamos na linha de frente da informação, trazendo visão e opinião.

Toda semana, quatro mulheres especialistas se reúnem. E eu, Beatriz Manfredini, fico no centro desse debate. Na mesa, os fatos que marcaram a semana. Política, economia e assuntos internacionais em debate. Esse é o Linha de Frente. Sábado, seis da tarde, na Jovem Pan. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.

Vamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Tem mais um destaque, mais uma informação. Os senadores Alessandro Vieira e Eduardo Girão pediram ao STF que o ministro Cássio Nunes Marques deixe a relatoria da ação sobre a CPI do Banco Master, alegando proximidade com o senador Ciro Nogueira. O parlamentar é alvo da operação Compliance Zero da Polícia Federal que investiga supostas fraudes envolvendo o banco.

Segundo a Polícia Federal, Ciro teria atuado em favor de interesses do Banco Master no Congresso e recebido pagamentos mensais de Vorcaro, além de benefícios como imóvel, viagens internacionais e despesas pessoais custeadas. A investigação encontrou diálogos e ordens de pagamento no celular do empresário. Deixa eu começar essa rodada com o Bruno Musa.

Você, Musa, posicionamento do senador. O Bruno, acho que inclusive no nosso grupo de notícias, chegou a compartilhar esse destaque, né, Musa, no dia de ontem. Quais aspectos desse pedido feito pelos senadores chamam sua atenção? Deixa eu só receber a rede. Agora o Bruno Musa fará uma análise a respeito desse pedido de senadores que pedem a suspeição.

de Nunes Marques, no que tange aquela deliberação sobre a instalação da CPI do Banco Master. Um minuto e meio, Musa.

Veja, Caniato, me parece que se olharmos tecnicamente, como eu sempre falo, não sou operador do direito, meu negócio é economia, mercado financeiro, mas de qualquer maneira, fica muito óbvio que todos os indícios que vêm aparecendo de uma suposta relação de Nunes Marques foi aparecendo coisas a respeito do escritório, do filho dele, uma determinada...

suposta receptação de um contrato de dinheiro, acho que eram coisas de 18 milhões, alguma coisa assim, agora com a aproximação, a proximidade, melhor dizendo, com o Ciro Nogueira, tudo isso mostra que, tecnicamente, mesmo sem conhecer ou ser um operador direito, colocaria no Smart realmente uma suspeição disso tudo. O grande ponto é que no Brasil hoje, com grande parte da classe burocrática envolvida nesse escândalo que, pelo visto, tem tentáculos por todas as partes,

Será que sobrará alguém que não é suspeito ou teremos que derrubar absolutamente toda a casa para recomeçar do zero? Para mim, essa seria a solução mais ideal.

Pois é, um grande abraço a todas as pessoas que enviam mensagens durante o nosso programa. Walter Santos, da cidade de Ubatuba, muito obrigado pela audiência. Um forte abraço a todos por aí. Deixa eu passar a palavra para o Cristiano Beraldo para avaliar essa situação e essa suspeição indicada pelos senadores. Para eles é preciso que Nunes Marques saia da relatoria e não tome nenhuma decisão.

em relação a essa CPI do Banco Master. Por quê? Qual é a proximidade apontada pelos senadores, Beraldo?

Olha, Caniato, a indicação de Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal foi uma surpresa à época, porque ele não era uma figura que tinha proximidade, ele não era uma figura identificada como próxima do governo Bolsonaro. E pelo fato dele ser do Piauí, apesar de não exercer a sua função, acho que na época ele era desembargador federal no Piauí, se não me engano ele estava no tribunal em Brasília.

colocaram ali a sua indicação como um trabalho que contou com o apoio do então ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. O ponto é que, pela legislação, e aí o doutor Diego Tavares vai poder nos esclarecer, cabe exclusivamente ao próprio ministro declarar o seu impedimento. O gesto dos senadores é um gesto para...

Enfim, fazer ali um barulho, chamar atenção e tal. Mas, no fundo, nós já vimos inúmeros outros casos, situações, julgamentos, em que havia uma ligação direta do julgador com o julgado e nem por isso...

Eles se deram por impedido, o julgamento aconteceu, a absolvição, a condenação aconteceu e ficou tudo por isso mesmo. Portanto, eu realmente não acredito que na circunstância que vivemos hoje, em que diversos, o Musa lembrou bem, diversos dos ministros têm algum tipo de ligação direta ou indireta com o Banco Master, eu realmente não acredito.

que nenhum deles vai se dar por impedido e nós teremos esse julgamento possível. Nós não vamos ter aquele julgamento que gostaríamos como nação brasileira assistir. Pois é, os senadores alegam relação íntima e notória entre Nunes Marques e o senador Ciro Nogueira. Rapidamente você, Diego, 50 segundos.

Olha, Caniato, a questão da suspeição de Nunes Marques não é a primeira vez que isso vem, isso repercute na imprensa. Nunes Marques, e isso foi também amplamente noticiado, o filho de Nunes Marques recebeu de uma consultoria por parte do Banco Master, ligada ao Banco Master, cerca de 18. Aliás, o Banco Master pagou 18 milhões a uma consultoria que tem ligações com o filho de Nunes Marques. Então, só por isso, se fôssemos uma democracia séria, já seria motivo para que o ministro se declarasse suspeito como o Beraldo.

apontou muito bem. Esse elemento em relação à amizade dele com o Ciro Nogueira robustece essa tese. Só que é muito bom lembrar, essa declaração tem que ser feita pelo próprio ministro Nunes Marques. Não tem como isso ser decidido por outro julgador. Mas o STF também inovou em relação a isso nos últimos tempos. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, teve a sua relatoria retirada.

por um grande acordão feito no Supremo, que não tem qualquer respaldo na legislação. Então, é esperar os próximos capítulos, porque, infelizmente, aqui no Brasil não dá para prever nem mesmo aquilo que está claramente redigido na legislação. Deixar você, Dávila, 40 segundos.

A Bíblia fala o seguinte, quem não pecou que atire a primeira pedra. Lá nesse Supremo Tribunal Federal, todo mundo tem rabo preso com algum caso que está sendo julgado porque seus familiares são ali advogados desses casos. É uma pouca vergonha. Eu quero saber quem é que tem isenção total no Supremo para julgar qualquer coisa quando nós temos mais de dois mil processos de familiares de membros do Supremo sendo julgados no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal.

Resultado da enquete do dia, tratando do fim da escala 6x1, vamos colocar resultado na tela, a pergunta publicada. Você acha que o fim da escala trará mais benefícios ou malefícios? 82% disseram. Malefícios aumentará o desemprego, 18% benefício. O trabalhador descansará e poderá curtir com a família mais um dia. Muito obrigado a todos, grande abraço, bom fim de semana. Voltaremos na segunda-feira. Tchau, tchau.

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