Episódios de Os Pingos nos Is

Investigações contra Ciro Nogueira no caso envolvendo o Banco Master

08 de maio de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (07):

A Polícia Federal apura um suposto envolvimento do senador Ciro Nogueira (PP) em novos desdobramentos relacionados ao caso do Banco Master. A investigação ainda está em andamento e busca esclarecer possíveis conexões citadas durante as apurações ligadas ao caso, que segue movimentando os bastidores políticos em Brasília.

Aliados do senador Ciro Nogueira (PP), ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro (PL), negaram qualquer envolvimento do parlamentar nos desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master. Nos bastidores de Brasília, interlocutores próximos ao senador também levantam questionamentos sobre a motivação política da operação e sobre o timing das investigações.

Após encontro com Donald Trump em Washington, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (07), o presidente Lula (PT) afirmou que houve um “amor à primeira vista” entre os dois líderes e destacou que a relação entre ambos é positiva. A reunião ocorreu em meio a discussões sobre comércio internacional, relações diplomáticas e cooperação entre Brasil e Estados Unidos, gerando repercussão nos bastidores políticos e econômicos.

Em discurso, o presidente Lula (PT) afirmou que “é preciso dar alternativa para um país parar de produzir droga”. A declaração foi feita durante conversa sobre segurança internacional, combate ao narcotráfico e cooperação entre países.

Carlos Bolsonaro (PL) pediu desculpas à deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) durante uma reunião partidária. O gesto ocorre em meio ao racha interno no PL de Santa Catarina após o nome de Carlos passar a ser cotado como pré-candidato ao Senado pelo estado em 2026. Carlos destacou que outras prioridades devem ser tratadas neste momento.

Após encontro com Donald Trump em Washington, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (07), o presidente Lula (PT) anunciou que o governo federal vai lançar um novo plano de combate ao crime organizado. Durante declaração à imprensa, Lula endureceu o discurso ao afirmar: “Quem escapou até semana que vem, tudo bem. Quem não escapou, não vai escapar mais”.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Assuntos6
  • Investigação Banco MasterSuposto envolvimento de Ciro Nogueira · Benefícios recebidos pelo senador · Proposta de aumento do FGC · Mensagens e transações financeiras · Viagens internacionais e hotéis de luxo · Empresa ligada à família de Ciro Nogueira · Compra da Green Investimentos · Comparação com caso Guido Mantega · Comparação com caso Jacques Wagner · Comparação com caso diretor da PF
  • Retaliação PolíticaRejeição de Jorge Messias no STF · Mudança de voto de Ciro Nogueira · Papel de André Mendonça · Interesses do governo Lula
  • Encontro Lula e TrumpDiscussões sobre terras raras · Comércio internacional e tarifas · Combate ao crime organizado · Relações diplomáticas Brasil-EUA · Estratégia eleitoral de Lula · Sessão 301 (práticas comerciais) · Mineração de terras raras em Goiás
  • Crime OrganizadoPlano de combate ao crime organizado · Destruição do potencial financeiro · Alternativas econômicas para países produtores de drogas · Classificação de facções como terroristas · Impunidade no Brasil · Veto a aumento de pena para roubo seguido de lesão grave
  • Imoralidade e impunidade na políticaRepública do Rabo Preso · Tolerância com o crime e a sem-vergonhice · Comparação com casos de corrupção anteriores · Falta de credibilidade do governo · Roubos ao INSS
  • Estratégias eleitorais e perfil de candidatosSeleção de candidatos para o Senado · Visão estratégica na política · Amadurecimento político do eleitor · Falta de clareza ideológica no Brasil
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Os Pingos nos diz Jovem Pan

Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia, contando sempre com a análise, a reflexão, a discussão entre os nossos comentaristas, você, como sempre, é o nosso convidado especial. Eu sou Daniel Caniato e a partir de agora você fica muito bem informado aqui na programação da Jovem Pan.

Alvo de busca e apreensão por suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, Ciro Nogueira foi acusado pela Polícia Federal de ter recebido benefícios do banqueiro. Segundo a corporação, o ex-dono do Banco Master bancou viagens internacionais e hotéis de luxo para o senador, além de ter identificado mensagens que apontariam para transações financeiras envolvendo o parlamentar.

Em resposta à assessoria de Ciro Nogueira, afirmou que ele não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados. E acusou a Polícia Federal de agir em razão de troca de mensagens, simplesmente por conta dessas informações.

Em conversa com a produção da Jovem Pan, outros aliados do senador questionaram também o fato de parlamentares da base aliada do governo federal terem sido citados no escândalo e não serem alvos de operação. Relembrando até do diretor da Polícia Federal, o diretor-geral Andrei Rodrigues, que também teve uma viagem paga.

por Daniel Vorcar. Chamar os nossos comentaristas, há vários elementos, muitas informações divulgadas no dia de hoje. Vamos trazer isso, analisar ponto a ponto. Cristiano Beraldo está com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Beraldo, seja muito bem-vindo. Uma ótima noite a você. Tem um aspecto interessante que o Cristiano Beraldo leu.

a determinação, o despacho do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal na íntegra. É preciso considerar quais aspectos. Há a especificação de qual ato ou suposto ato de corrupção teria motivado essa operação, a deflagração dessa ação no dia de hoje? Bem-vindo.

Boa noite, Caniato. Boa noite, Mota, Dávila, Musa. Boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Caniato, uma coisa que me chamou muita atenção lendo a decisão do ministro André Mendonça é justamente a falta de clareza sobre qual o ato de corrupção que efetivamente aconteceu.

para justificar todos os outros crimes de lavagem de dinheiro, de repasse irregular de recursos e tal. Porque não consigo ver ainda no que a Polícia Federal se baseou para dizer, olha...

O ex-ministro e senador Ciro Nogueira usou o seu cargo para entregar tais favores para o banqueiro, o ex-banqueiro Daniel Vorcar, e com isso fazer jus àqueles pagamentos. Porque a própria justificativa da apresentação...

do pedido de aumento do FGC, não me parece suficiente para toda uma engenharia financeira de milhões e milhões de reais de um pedido que foi apresentado e foi rejeitado.

Então, me faltam peças nessa história para entender por que esta operação agora, sem dar esta clareza para o benefício efetivamente recebido por Daniel Vorcaro, ao passo que temos, já com toda a clareza, por exemplo, um contrato de 12 milhões de reais.

com um ex-ministro do PT, uma pessoa da intimidade do presidente da República, que levou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para dentro do Palácio do Planalto para se reunir fora da agenda com o presidente da República e com o então futuro presidente do Banco Central para tratar ali de proteção. Isso está claro porque foi declarado. Eles trataram ali, foi lobby do Guido Mantega para...

buscar proteção a Daniel Vorcaro. Isso, sim, é usar um dinheiro para efetivamente modular o trabalho de órgãos que deveriam ser independentes e os interesses da presidência da República em favor de alguém. Isso está claro para mim. Mas a Polícia Federal não foi lá? Então, Caniato, me chama a atenção alguns elementos dessa operação de hoje e me parece que existem alguns capítulos faltando em toda essa história.

Pois é, essa é uma pergunta que precisa ser verificada, né? Qual é a resposta para a deflagração da operação justamente neste momento? Deixa eu chamar o Bruno Musa, que também está acompanhando todos os desdobramentos, as informações que foram divulgadas no dia de hoje. Muitos veículos se debruçaram e acabam destacando exatamente quais seriam os benefícios recebidos por Ciro Nogueira.

mas também é preciso colocar em perspectiva outros eventos, outros acontecimentos e tentar conectá-los à deflagração dessa operação hoje. Bem-vindo, Musa. Boa noite. Boa noite, Caniato, Davila, Mota, Beraldo, todos que nos escutam no Brasil e mais um dia de Brasil, né? Sinceramente, não desperta nenhum tipo...

A gente já vinha lendo nos principais meios de comunicação um dos nomes ventilados que poderiam ser destacados ali ao longo das conversas, seria o do próprio senador Ciro Nogueira. Vale lembrar que foi ele que foi o autor daquela tentativa de aumentar...

A garantia do Fundo Garantidor de Crédito de 250 mil reais para um milhão de reais. Segundo eu estava lendo algumas estimativas de algumas casas de análise, mostrando que se isso tivesse sido aprovado, o rombo teria ficado entre cinco e seis vezes maior do que de fato foi. Então, sairia de algo como 50 bi para 250, 300 bilhões de reais que o Fundo Garantidor de Crédito teria que arcar.

lembrando que o fundo tem algo como 130 bi antes do prejuízo de 50, então seria algo muito mais complexo. Também foi noticiado aqui em alguns meios de comunicação que ele não foi o único, o Ciro Nogueira, a tentar elevar a cobertura do FGC de 250 mil, que segundo consta nos meios de comunicação, o deputado Felipe Barros, do PL do Paraná, também apresentou uma proposta semelhante.

em novembro de 2024, então um tempo atrás. Depois começou a sair ao longo do dia sobre o irmão do Ciro Nogueira ter pagado um milhão de reais por um negócio ligado a Vorkaro que valeria 13 milhões. Então só aí, supostamente, se de fato essas notícias se concretizaram, ele teria tido...

um incremento financeiro da ordem ali de 12 milhões, segundo essas próprias avaliações. Ou seja, há ainda muitas coisas que, para sair, vale lembrar, ao que consta também, faltam ainda sete celulares para serem indiciados. Portanto, teremos muita água para rolar debaixo dessa ponte ainda.

Pois é, esse aspecto destacado pelo Bruno Musa é interessante. Daqui a pouco a gente vai se aprofundar sobre essa sugestão de emenda de Ciro Nogueira. A sugestão por si só não pode ser configurada a crime, afinal ele é um parlamentar. Agora, isso nos leva a entender que talvez fosse uma sugestão...

para beneficiar a B ou C. A gente vai trazer reflexões a respeito disso daqui a pouco. Deixa eu chamar quem é que está preparado, o Roberto Mota, no Rio. Mota, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Um dia quente em Brasília. O Mota hoje num cenário um pouco diferente, mas vai trazer as suas...

análises e reflexões a respeito da deflagração dessa operação, que mirou o Ciro Nogueira, e temos uma porção de informações a respeito de supostos benefícios recebidos pelo senador, que é um dos principais representantes do Centrão. Bem-vindo.

Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite à nossa audiência. Hoje eu falo aqui de Caxias do Sul, onde eu venho várias vezes por ano para encontrar amigos e fazer palestras. É sempre uma alegria.

Em relação a essa notícia, o que a gente pode dizer, com certeza, é que o rigor da lei deveria ser igual para todos. Todas as autoridades, de uma forma ou de outra, envolvidas nesse escândalo, deveriam ter o mesmo tratamento.

Todo mundo que recebeu de alguma forma dinheiro do banqueiro tem explicações a dar e deveria ser investigado. Essa regra deveria valer para todos, mas não vale.

Chama o Luiz Felipe Dávila. Dávila vai trazer também suas impressões. Dávila, esse é um aspecto interessante, né? Ok, se há um grande volume de indícios, é preciso que a investigação avance e se for comprovada a...

ilicitude das relações, das ações e dos benefícios recebidos, que todos sejam punidos. Agora, uma deflagração de operação neste momento, muitos acabam conectando com outros eventos, como por exemplo a rejeição de Jorge Messias. Há quem entenda que a deflagração da operação neste momento poderia ser uma retaliação. É preciso olhar também para esses aspectos? Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Moussa e a nossa querida audiência. Caniato, é sempre importante separar o joio do trigo. As ligações íntimas do senador Ciro Nogueira com o Vorcaro, não é de hoje, não foi nesta investigação de hoje que isso apareceu. Isso apareceu desde o primeiro dia, inclusive mensagens claras de Vorcaro dizendo que Ciro Nogueira era um grande amigo.

E os indícios que aparecem são realmente muito preocupantes. Um dos indícios são pagamentos mensais de 300 a 500 mil reais numa empresa ligada à família de Ciro Nogueira. Depois tem essa compra dessa Green Investimentos por um preço muito abaixo do valor de mercado. Ou seja, era uma empresa que valia 13 milhões e foi comprada por 1 milhão.

Depois tem custeios de viagens internacionais, inclusive hospedagem e restaurantes. Então, assim, precisa olhar com certo cuidado. Além de tudo isso, tem, sim, Ciro Nogueiro, que apresentou uma emenda, inclusive chamada emenda Master, que era para ajudar o Banco Master com esse aumento do valor do FGC. Então, são indícios. E no Estado de Direito, todo mundo deve ter direito a ampla defesa.

Mas que esses indícios são preocupantes, mostram que não é uma retaliação política, mas indícios que precisam ser apurados, porque realmente colocam o senador numa situação muito delicada de proximidade com o Vorcaro e, além de tudo, ter recebido recursos durante todo esse tempo, tentando beneficiar o banqueiro.

Então, é preciso apurar com rigor, é preciso respeitar as regras do devido processo legal, mas não dá para banalizar dizer que essa investigação é fruto de retaliação da rejeição de Jorge Messias no Senado. Isso não cola porque os indícios são muito fortes e merecem ser apurados.

Há pouco o Bruno Musa fez uma menção a um aspecto importante que nós já tratamos disso algumas vezes, que foi aquela emenda sugerida por Ciro Nogueira para a elevação do valor de ressarcimento do fundo garantidor de crédito para a monta de um milhão de reais. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que muitos já conectam essa sugestão, essa ideia.

ao cometimento de um crime. Quais aspectos disso nós devemos conectar com a operação de hoje? O simples fato de ter sugerido lá atrás, essa emenda já indica o cometimento de algum crime, Beraldo?

Pois é, eu queria até começar falando sobre essa colocação do Dávila, que não dá para associar a investigação a uma retaliação. A investigação, ela obviamente tem que acontecer. É preciso entender se nessa relação de Ciro Nogueira com Daniel Vorcaro, ilícitos foram cometidos. A investigação é fundamental nesse caso.

Não há que se criticar ou se negar a isso. O que me chama a atenção, Dávila, é justamente o fato de que, na ordem natural das coisas, por tudo aquilo que nós já vimos, inclusive que foi vazado pela própria Polícia Federal, me parece muito claro e evidente que existem atos cometidos em troca de milhões de reais que favoreceram de forma muito direta.

Daniel Vorcaro e o seu Banco Master. Nesse caso, com base na decisão, não fica claro qual foi o ato de favorecimento que Ciro Nogueira fez para justificar os valores recebidos. E outra coisa também, com base na decisão, está dito ali que esta empresa distribuía recursos e que...

Em alguns momentos, o sobrinho de Daniel Vorcaro destaca que ele não tem dinheiro para pagar a empresa que é de propriedade do senador Ciro Nogueira, porque ele fez pagamentos para o banco BTG.

O Banco BTG não prestou esclarecimentos até onde eu pude acompanhar na decisão do ministro André Mendonça. Por que não? Que dinheiro era esse? Que tipo de negócio existe? Porque é uma empresa, um fundo, enfim, dizer que ela tem 13 milhões de reais de valor de mercado, isso é uma...

Uma dedução. Quais os ativos? Isso também não está claro. Por que ela gerava esse fluxo de caixa? Isso também não está claro. Então, por isso que eu digo que, nesse caso específico, tem vários capítulos faltando que não ficaram, de forma cristalina, demonstrados na decisão. Então, isso é um caso. O outro caso é sobre a questão do FGC.

O FGC, segundo está na decisão, foi um pleito feito e redigido, ao que parece, segundo a decisão do ministro André Mendonça, por Daniel Vorcar, ou por alguém da sua equipe, na verdade, que o senador apresentou.

O senador Ciro Nogueira é um senador de segundo mandato, presidente de um dos maiores partidos do país, foi deputado federal, tem uma presença política no Brasil das mais relevantes em termos de articulação. Não me parece incrível que se o senador Ciro Nogueira...

estivesse articulando para aprovar isso, que ele simplesmente teria apresentado, foi rejeitado, acabou, ele vai receber milhões e milhões. Então, assim, a história não está me fazendo muito sentido nesse aspecto, do que ele entregou para receber tanto.

E aí as pessoas começam a fazer essas histerias e tal, mas é o momento que eu falo, vamos entender direito, porque senão nós vamos voltar ao mesmo caso da Lava Jato.

que faz todo o carnaval, só que depois com essas peças faltando, as investigações não dão em nada. E essa é a minha preocupação constante. Um caso escabroso, com muito mais gente envolvida do que já foi citado, mas que vai, às vezes, parece que tomando alguns atalhos que lá no futuro podem depor contra todo o trabalho que está sendo elaborado. Só para privilegiar o debate, como o Beraldo faz um comentário sobre o que disse o Dávila, quer fazer o complemento, Dávila?

normal, aliás me parece altamente imoral alguém receber mensalidade de um banqueiro sendo um homem público, um senador da república e ter despesas pagas com o cartão de crédito do banqueiro de despesas internacionais

Então, isso me parece algo muito anormal e que precisa ser muito investigado porque o Brasil está cansado de ser governado por essa República do Rabo Preso. Nós não podemos mais tolerar esse grau de imoralidade que reina no país. E não é só com o senador Ciro Nogueira. Nós sabemos que tem muito mais gente envolvida nessa grande República do Rabo Preso, inclusive...

familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal. Agora, é preciso dar um basta a isso. Não dá mais pra tolerar ou fazer vistas grossas pra indícios extremamente preocupantes pra uma pessoa que se diz representante do povo.

É isso, argumento e réplica, argumento e réplica para o Beraldo. Só para a gente fechar esse debate dentro do debate, fecha você, Beraldo. Não, rapidamente, Davila, é completamente anormal. Olhando para o que a gente conhece, não faz nenhum sentido. E a gente já pode considerar, inclusive, imoral.

Agora, o que falta, para mim, que sou uma pessoa curiosa, é entender o que foi entregue de fato para justificar esses pagamentos. Essa é a minha dúvida aqui. No meu entendimento do que é a justiça e com aquilo que a justiça precisa se basear para tomar decisões de cerceamento de liberdades e tal,

Isso tinha que estar claro, esse é o meu entendimento. E fiquei bastante frustrado em não perceber, na decisão do ministro, o que efetivamente aconteceu ali para justificar esses pagamentos.

Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, a gente consegue medir, projetar ou refletir sobre o impacto disso no Centrão, nas articulações para as eleições. Ciro Nogueira, em algum momento, foi aventado para ser candidato a vice-presidente da República. Claro que as coisas mudam, né? Me parece que agora ele deve questionar, inclusive, a própria candidatura ao Senado Federal. Quais aspectos dessa operação acabam influenciando e...

mudando a dinâmica das negociações. Muda por completo, né? Afinal de contas, muitos nomes estão se tornando tóxicos dentro da política brasileira. E aqueles que quiserem pertencer ou participar ali de um eventual apoio ao Flávio ou ao Lula terão que tomar muito...

cuidado, senão serão abandonados à própria sorte aí. Tem um vídeo que está circulando de pouco tempo atrás, quando começaram aqueles indícios de suposto envolvimento de Ciro Nogueira com o caso do Banco Master, que agora está sendo agravado com as notícias que recebemos hoje.

Ele falando que não teria condições de encarar o povo do estado dele se houvesse qualquer tipo de gratificação ou participação dele no caso do Banco Master e que ele renunciaria à sua candidatura.

Todo mundo tem o direito à sua própria defesa, mas é o que você falou, também não é crime nenhum pedir o aumento do FGC de 250 para 1 milhão. Mas quando as peças começam a ser juntadas, a coisa pode começar a ficar mais complexa, ainda mais com todo o nível de informação que tem por sair. Então veremos se, de fato, essas situações avancem para Ciro Nogueira.

e ele acabe tendo que renunciar ou não, ou dirá que se trata apenas de calúnia, enfim, como a gente costuma ver no discurso mais, digamos, politicamente correto da terceirização da responsabilidade. Mas fica muito claro que nomes muito próximos, seja Flávio ou Lula, ou alguém da esquerda que for concorrer,

se torna altamente tóxico. Nós comentaremos daqui a pouco numa próxima matéria de hoje a respeito justamente disso. Pessoas importantes se distanciando daqueles que até um minuto atrás estariam ao lado dele porque eram pessoas importantes e do dia para a noite, de novo, passa a ser personalidade tóxicas em ano de eleição.

Pois é, deixa eu chamar o Mota, porque o Mota fez uma introdução e uma primeira reflexão a respeito da seletividade na determinação para operações, ações, ou mirando figuras que sejam mais conectadas a alguns grupos políticos. Nós falávamos aqui, Mota, quando a gente tratou do caso do Banco Master, que um caso que envolve tanta gente...

de todos os lados, de muitos grupos políticos, de várias instituições, fatalmente apareceriam pessoas da esquerda, da direita, do centro, de instituições ligadas aos três poderes. Quando a gente começa a observar que aparecem nomes somente de figuras de um grupo político ou...

que são conectadas a algumas figuras do mundo político, isso nos faz acreditar que há uma seletividade na determinação dessas operações, porque não é preciso olhar para a figura do ministro André Mendonça, que todos lá atrás diziam, poxa, é uma figura independente, que bom que caiu para André Mendonça. Eu me lembro que muitas pessoas elogiaram, ainda que tenha sido um sorteio, mas dizendo que teria sido uma notícia positiva à época.

Há muitas coisas a serem observadas nesse caso, Caniato. Talvez uma das primeiras seja o seguinte. Há muitas coisas que são imorais, mas não são crime. Você, quando faz uma investigação policial, você tenta levantar indícios do cometimento de um crime. Há coisas que muitos políticos fazem.

que são imorais e que todo cidadão brasileiro repudia, mas que não são crimes. Há muitas coisas que as autoridades fazem que são imorais, mas que não são crimes. Por exemplo, se você ocupa um cargo importante no Estado...

Não é uma coisa muito moral você ter parentes que têm escritórios que defendem interesses junto ao Estado, junto à instituição onde você trabalha. Eu acho que se você perguntar a 100 cidadãos, 99 vão dizer que isso é uma coisa imoral. Mas no Brasil de hoje isso não é considerado ilegal.

Então não se pode fazer nenhuma afirmação precipitada. As pessoas que suspeitam do uso político de investigações policiais têm precedentes nos quais vaziar essas suspeitas.

As tentativas que o governo já fez de culpar Bolsonaro e os seus aliados, qualquer que seja a questão, beiram o patético. Não seria diferente no caso do Banco Master. A estratégia do governo geralmente dispensa coerência e qualquer compromisso com a realidade.

Não é que essa questão das investigações seja uma medida eleitoreira. É simplesmente que para o governo e os seus aliados não existe nada além de eleições.

Pois é, a gente vai seguir tratando dos aspectos dessa notícia. Agora quero só girar a reportagem da Jovem Pan, porque políticos do Centrão, aliados do senador Ciro Nogueira, veem essa operação da Polícia Federal contra o parlamentar como retaliação. Mencionamos isso há pouco. Quem vai trazer os detalhes da notícia é o Misael Maenete, chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is.

Misael, seja bem-vindo. Ótima noite a você. Agora, o motivo seria o papel atribuído à Nogueira na rejeição do ministro da AGU, advogado-geral da União Jorge Messias, para a vaga na corte. Conta pra gente esse bastidor.

É, inicialmente ele indicou que votaria a favor da indicação do Messias e depois votou contra. Boa noite pra você, Caniato, pra todo mundo que acompanha os pingos nos IS. Então, isso tudo faria parte, né? Aliados de Ciro Nogueira interpretam tudo que está acontecendo como uma retaliação.

a Ciro Nogueira e também a André Mendonça, que autorizou a ação e o motivo principal seria essa mudança no voto de Ciro Nogueira, rejeitando Jorge Messias para essa vaga no Supremo Tribunal Federal.

Dentro do Supremo, André Mendonça era um dos principais defensores de Messias para a vaga. E Ciro Nogueira, como mencionei, ele declarou apoio no começo, mas por fim votou contra. E tem mais. Aliados de direita, perdão, aliados direto, bem próximos a Ciro Nogueira, disseram que o senador não escondia a amizade com o Vorcaro, mas não está envolvida nenhuma irregularidade.

A gente também conseguiu apurar que aliados de Ciro Nogueira disseram ser curioso o fato de a Polícia Federal fazer uma operação baseada em mensagens e viagens pagas, sendo que outros governistas e o próprio diretor da PF...

terem feito operações baseadas em mensagens e nessas viagens pagas, como mencionei, mas também outros governistas e até o diretor da PF já tiveram translados custeados pelo Master. Eles também relembraram que a nora de Jacques Wagner recebeu 11 bilhões de reais do Master, afirmando que a origem da irregularidade ou da fraude estaria na Bahia.

Como essa situação também está rendendo no Planalto. Por enquanto, a ideia é poupar Ciro Nogueira de ataques diretos. O governo Lula quer mostrar, quer passar uma imagem de que a Polícia Federal tem independência.

E a expectativa, é claro, é que tudo isso seja usado contra Ciro Nogueira durante as eleições. A gente sabe que tudo isso vai virar munição para a oposição de Ciro Nogueira em relação às eleições deste ano. Agora há pouco, Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, emitiu uma nota. Ele falou que o senador, ou melhor, ele falou que, em nota, acompanha com atenção e considera grave as informações divulgadas pela imprensa.

E ele diz o seguinte, que entende que fatos dessa natureza devem ser apurados com rigor e transparência pelas autoridades competentes, sempre com respeito ao devido processo legal e que confia na relatoria do caso Master, conduzida pelo ministro André Mendonça e que espera ampla apuração.

Bia Manfredini, nossa repórter, também enviou agora há pouco um bastidor falando do evento que formalizaria o apoio do Progressistas, do PP, a chapa de governo de São Paulo pelo governador Tarcísio de Freitas do Republicanos. E esse evento não deve acontecer mais. Essa decisão teria sido tomada após essa operação da PF.

Esse anúncio do apoio estava marcado para a próxima segunda-feira, dias 11, 7 da noite, na zona surda capital paulista. Entre os presentes eram esperados, além de Tarcísio e de Ciro, o pré-candidato ao Senado, Guilherme de Ritchie, e o presidente estadual da sigla, Maurício Neves. Além do nome do PP, o evento também falava em apoio da Federação União Progressistas ao governador. Então, de acordo com essa apuração, o evento que aconteceria.

Na próxima segunda-feira, às sete da noite, na zona sul da capital paulista, mostrando a união entre os republicanos e o PP, já não deve mais acontecer depois dessa operação. E agora há pouco também, aproveitando, vou pegar aqui ao vivo no nosso grupo, na redação, eu vi uma nota oficial do Progressistas, não sei se vocês já citaram aí, mas aproveitando, Aldo Rosa, secretário-geral do Progressistas, escreveu.

que a sigla espera que os fatos ocorridos na data de hoje com o presidente Ciro Nogueira sejam devidamente esclarecidos, com estrita observança ao amplo direito de defesa e ao devido processo legal. O partido manifesta sua confiança nas instituições e na Justiça Brasileira, nota oficial assinada por Aldo Rosa. São essas as informações que eu trago por enquanto. A gente vai seguindo, atualizando tudo aí da melhor maneira possível e apurando. Caniato?

Pois é, carrega esse celular aí que certamente o Misa vai receber muitas mensagens até o final do programa. Valeu Misa, bom trabalho para você, a gente volta a conversar. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede.

Eu sigo aqui trazendo as reflexões dos nossos comentaristas a respeito do caso que envolve a operação deflagrada hoje, Mirando Ciro Nogueira, deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, pegando justamente essa informação principal trazida pelo Misael, esse diagnóstico, ou pelo menos a retórica adotada por alguns integrantes da oposição.

em que dizem que teria sido, sim, uma retaliação, então, a justificativa para a operação, retaliação por conta de uma mudança de posicionamento de Ciro Nogueira na sabatina de Jorge Messias. Inicialmente, ele teria dito, o divulgado, que votaria favoravelmente à admissão de Jorge Messias. E mudou.

a postura, votando contra a admissão dele. Queria, enfim, sua análise até reforçando um pouco daquilo que você disse há pouco, mas eu queria, Dávila, que você também dissesse e transmitisse para o nosso público como é que essa operação de hoje acaba atingindo o Centrão. Ciro Nogueira sempre foi uma das principais figuras desse grupo chamado Centrão.

Caniato, se ocorrer a delação de Vorcaro, a delação do Vorcaro vai trazer todo mundo, todos os partidos. Agora, não vamos politizar a imoralidade. Imoralidade tem na direita, na esquerda, no Supremo, no Congresso. Não vamos banalizar a imoralidade.

Achar que tudo agora, quando atos imorais são flagrados, ah, é uma exploração política da direita e da esquerda. Nós não podemos entrar nessa armadilha. O fato é o seguinte, essa república de rabo preso, tem gente de tudo que é partido, da direita, da esquerda, do governo, ministro, supremo. Está todo mundo envolvido nessa república do rabo preso, nesse escândalo vergonhoso do Banco Master.

Então não vamos minimizar, tentar politizar uma investigação que está levantando indícios, ainda não tem nenhuma acusação. Agora, varrer para debaixo do tapete, essa sem-vergonhice que reina no país, é uma irresponsabilidade.

de todos nós, que cobrimos a imprensa brasileira. Nós temos que falar mesmo. Não importa se é da direita ou da esquerda. Nós não podemos mais tolerar esse grau de imoralidade que reina no Brasil. Isso é uma sem-vergonhice que impossibilita nós...

sanearmos as instituições, nós consertarmos os erros do passado, porque se está todo mundo com o rabo preso, como é que nós vamos arrumar o país? Então, Caniato, é hora sim de colocar o dedo na ferida, trazer os maus feitos, cobrar das autoridades da direita e da esquerda, e não ficar minimizando, ah, agora porque o Síria do centro é perseguido e não foi perseguido

Não importa, tem que tratar de ser todo mundo, todo ato de sem vergonha e imoralidade precisa ser tratado com o rigor da lei da investigação. Não dá pra começar a politizar e jogar assim, ah, mas também teve imoralidade na esquerda e não foi levantado nenhuma ação contra essa pessoa. E aí isso é desculpa pra encobrir o que tá acontecendo em gente do centrão ou da direita? Não.

Todos os fatos têm que vir à tona. O Brasil não vai conseguir reconstruir a credibilidade das suas instituições se nós considerarmos a imoralidade como um pecadilho, um pequeno caos. Não é. É altamente nefasto para as instituições ter pessoas que têm voto popular, representam o eleitor.

e cometem atos de imoralidade e, em outros casos, de ilegalidade. Não dá mais para conviver com o grau de impunidade que reina no país. Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, nós estamos repercutindo as informações trazidas há pouco pelo nosso repórter. Deixa eu trazer o Cristiano Beraldo, que inclusive trouxe uma informação importante sobre a articulação ainda de bastidor da rejeição de Jorge Messias.

Beiraldo, só pra gente pontuar, teve sim declaração no microfone, né, em ON, como se fala, de Ciro Nogueira, dizendo que votaria favoravelmente à admissão de Jorge Messias. E não teve a informação dele dizendo que votou de forma contrária.

Há uma indicação debastidor que ele teria articulado a pedido do presidente do Senado para que toda a bancada da Federação PP União Brasil votasse contra a admissão de Jorge Messias. Conta pra gente isso.

É, sem dúvida alguma, a declaração anterior à votação de Ciro Nogueira era favorável, ali com elogios a Jorge Messias. Depois, na caça às bruxas de quem votou contra, porque a votação é secreta, então se creditou a senadores da federação. Porque é importante lembrar, essa operação de hoje não foi contra o Progressistas, ela foi contra a federação...

Progressistas e União Brasil, que é o partido do presidente do Senado, que hoje talvez seja a figura mais odiada dentro do Palácio do Planalto. Então, essa disputa política, eu concordo integralmente com o Dávila. A imoralidade na política brasileira tem que acabar de forma radical.

Eu sou 100% favorável a que todas essas descobertas tenham consequências profundas e duradouras para que não aconteça o que aconteceu na Lava Jato. Eu reafirmo isso. Porque o caso Master acontece pouquíssimo tempo depois da Lava Jato. Então, isso demonstra que se a ação não for bem feita... ...

Essas figuras que estão comandando o poder no Brasil não se emendam. É só nós vermos todos aqueles criminosos da Lava Jato voltando para o local do crime. Então, o Brasil tem um problema gravíssimo de tolerar a imoralidade no serviço público, no ambiente público. Eu estou 100% de acordo com o Dávila. O problema, Dávila, talvez aí a gente discorde, é que eu não acredito.

que esta operação de hoje...

ou mesmo tudo isso que aconteceu até aqui em relação ao caso Master, signifique que as instituições brasileiras estão recobrando a sua dignidade, a sua preocupação com a ética, com a moral. Porque se assim fosse, o diretor-geral da Polícia Federal já tinha saído do cargo. Ele estava lá mamando uísque de 3 milhões de reais em Londres, com o presidente, o dono do Banco Master.

Agora, qual é a condição moral que alguém que teve revelado este encontro, essa farra milionária em Londres, com despesas pagas pelo próprio Banco Master, assim como inúmeras autoridades viajam com despesas pagas por empresas que financiam, patrocinam eventos?

Qual é a moral que existe para que esta condução de hoje da investigação pela Polícia Federal não seja considerada política? O Misael trouxe aqui, eu falei de Guido Mântega, a nora de Jacques Wagner recebeu 11 milhões de reais do Banco Master. Pode estar dentro do Palácio do Planalto, líder do governo.

Então, é óbvio pra mim, de forma muito clara, existe uma condução de cunho político nesta investigação. Porque senão, várias fases já deveriam ter acontecido e muita gente do governo estaria enrolada hoje com esse assunto. Pois é. Quer fazer um complemento rapidamente, Davila?

Só pra dar um caso muito concreto de quando existe picaretagem sem vergonhice, imoralidade e é varrido pra debaixo do tapete, o que acontece? Os roubos do INSS. Quantas vezes nós já noticiamos

Os assaltos ao INSS, Caniato. Por quê? Porque toda vez que tem um escândalo que é desviado bilhões de reais dos aposentados, o problema é varrido para debaixo do tapete. E aí o que acontece? Os malandros, os imorais, os bandidos falam Opa!

Ali é um lugar bom, porque a gente pode roubar, desviar dinheiro, que não acontece nada. E isso é de forma recorrente. Nós não vamos conseguir mudar as instituições, fortalecer as instituições, se malfeitos são varridos para debaixo do tapete. Este é um ponto fundamental. Veja o efeito nefasto que abafar escândalos de corrupção e de roubo tem.

No INSS, caso concreto, desde o primeiro escândalo, em 1992, é recorrente o roubo e o assalto do INSS, porque existe essa tolerância com o roubo, com o crime e com a semvergonhice. Só pra fechar, então, a réplica do Beraldo. Vai lá, Beraldo.

Não, 100% olhado de novo com o Dávila. Nós temos uma visão muito alinhada sobre aquilo que esperamos do Estado brasileiro, especialmente dos homens públicos do Estado brasileiro. E nós, como brasileiros, temos que ficar cada vez mais indignados com essa sequência de absurdos que acontecem e que não produzem uma consequência grave o suficiente para impedir que ela se repita. É...

É Petrolão, é Mensalão, é INSS, é Mancomaster e várias outras coisas que estão acontecendo aí e que a gente não sabe. Até Wesley Safadão já entrou nessa história.

Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa, porque os nossos comentaristas mencionam uma porção de casos de corrupção, desvio de recursos públicos. Daria para a gente elencar 10, 15, 20 casos, pegando casos nacionais, casos que acabaram fraudando as contas de estados.

Eu fico imaginando a população que acompanha o noticiário sem saber exatamente qual será a resolução desses episódios. Muitos pensam, bom, são poderosos? Será que nos bastidores não conseguirão fazer acordos? Muitos vão se livrar? Será que alguém vai ser punido? Ou será que, mais uma vez, a gente vai acompanhar tudo isso dando em pizza? Queria que você trouxesse um pouco da sua percepção. Você conversa com muita gente, né, Musa?

Qual é a percepção das pessoas por aí quando acompanham os desdobramentos do caso do Banco Master? Há uma sensação de que os responsáveis serão punidos?

Não. Hoje eu estive com dois clientes meus, são dois industriais, um do interior de São Paulo e outro daqui, clientes da parte de investimento. E fora os termos que a gente, as nossas rodas, que você conversa entre amigos, seu setor, sua ala privada, sua família, os vizinhos, teu entorno, o sentimento é mais do mesmo, é mais de Brasil. Nada vai dar aqui em absolutamente nada.

vira até um sentimento de deboche, sabe? Como que é Brasil, isso não vai dar em nada. Isso é muito triste, porque no fundo eles têm razão e eu compartilho dessa visão deles, mas é uma tristeza. Até quando a gente vai continuar aceitando isso? Uma vez que a coisa se tornou tão escrachada...

Que como eu venho falando aqui quase que diariamente, né, Caniato? Antigamente, antigamente recente, nesses outros escândalos, sempre do mesmo partido, ou quase sempre do mesmo partido, citados pelo Beraldo, você via ali uma engenharia, pelo menos financeira, mais aprofundada para tentar acobertar alguma coisa. Você vai fazendo dinheiro se perder naquelas múltiplas empresas em...

sigilos, em paraísos fiscais, que vai comprando cota de outra. Agora não. Agora nós vemos piques de mesadas, de conta física para conta física. Ou de conta PJ, onde o único sócio é também o sócio de um banco para conta pessoa física do receptor ali, daquela propina.

conversa sobre apartamentos. Esse minha mulher não gostou, então vamos visitar o outro apartamento. A coisa se tornou tão escrachada que realmente não tem outro caminho a não ser o sentimento que estamos tendo aqui na base da sociedade.

não tem absolutamente nenhum indício que mostra que esse caso será diferente. Então, é como também a gente vem mencionando aqui, eu prefiro não criar nenhum tipo de expectativas. Eu prefiro ter algum tipo de esperança, aquele nosso lado emocional do ser humano para manter vivo aquela esperança. Mas expectativas é pedir para se frustrar no Brasil quando você vê uma ampla classe envolvida nesse escândalo de forma tão aberta.

E aí o presidente Lula acaba de dar uma entrevista. Espero que todos sejam inocentes.

Como? Como podemos chegar a essa conclusão? Eu espero, ao invés de que todos sejam inocentes, porque a gente sabe quem são os inocentes ou quem não são, ou pelo menos há grandes indícios disso, que eles sejam culpados. Só para finalizar, eu sou zero admirador do governo chinês, absolutamente zero, quem me segue sabe muito bem disso, mas hoje foram condenados à morte duas pessoas integrantes do governo chinês por suposto envolvimento em corrupção. Imagina aqui no Brasil.

onde absolutamente tudo dá em pizza. Pois é, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas. Tem um outro assunto muito importante. Após um encontro que durou cerca de três horas, Lula fez elogios a Donald Trump e disse ter saído muito satisfeito da reunião entre os dois. Segundo o petista, houve amor à primeira vista entre eles, descartando intervenção dos Estados Unidos na eleição presidencial neste ano, afirmando que a relação é sincera.

Para falarmos mais sobre esse encontro entre Lula e Donald Trump, vamos conversar a partir de agora com Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Relações Internacionais da FAAP e também da FGV, a Fundação Getúlio Vargas. Professor, muito bem-vindo. Obrigado pela presença mais uma vez aqui na programação da Jovem Pan. Eu que agradeço o convite. Muito boa noite a todos.

Perfeito. Professor, eu queria pedir uma reflexão inicial a respeito desse encontro de Lula e Donald Trump. Lula concedeu uma entrevista depois aos jornalistas, destacando as discussões e as tratativas em relação às terras raras, também a questão comercial entre os dois países, os aspectos tarifários, mas ele também...

deu um destaque especial para a fotografia tirada entre os dois. Disse, inclusive, que no momento da foto ele sugeriu para Donald Trump que desse um sorriso. Parece que essa foto é muito importante para o presidente brasileiro.

Exato, porque Lula é importante lembrarmos que ele vem de uma série de reveses internos que complicaram a sua postura como candidato à reeleição. Então, o presidente, goste-se ou não dele, tenhamos adesão à ideia de esquerda ou não, é uma questão de estratégia eleitoral. Essa reunião veio muito a calhar, porque o Lula precisava de uma notícia positiva. E nada melhor do que se demonstrar...

competente em diplomacia, porque é um tema que pode atrair eleitores centristas. Então, uma foto de Luiz Inácio Lula da Silva, um presidente de esquerda, sempre esquerda, ao lado de Donald Trump, um presidente de direita, classificado por muitos como até de extrema direita.

é fundamental para Lula demonstrar o que é capacidade de diálogo, que é algo que seduz aquele eleitor que vai definir a eleição. Então, não importa tanto, neste momento, analisarmos, me parece, a substância de eventuais acordos, mas os efeitos narrativos. E Lula tem aí, finalmente, uma boa notícia.

a mostrar para os seus eleitores e potenciais eleitores de centro que poderiam aí abandonar e ainda podem, é importante dizer, nada está definido a sua candidatura, mas Lula tem aí, pelo menos neste momento, uma boa notícia para aquele eleitor que mais equilibrado rejeita hoje a direita, ou não está seguro do seu voto à direita, para demonstrar que no plano diplomático ele tem algo a apresentar.

Vinícius Rodrigues Vieira, professor de relações internacionais, conversando ao vivo com a gente aqui na programação da Jovem Pan, analisando esse encontro entre o presidente brasileiro e o presidente norte-americano. Eu vou receber agora a rede de rádios.

Seja bem-vindo, você que acompanha a programação da Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Nós estamos debatendo e analisando a agenda internacional do presidente brasileiro, que fez uma reunião de três horas com Donald Trump. Professor, peço licença, vou colocar os nossos comentaristas para participarem dessa conversa, eu passo a palavra para o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila.

Professor, muito bem-vindo aqui aos Pingos nos Is. O senhor acabou de dizer que Lula tem algo a mostrar depois dessa visita com Donald Trump. O que ele vai mostrar concretamente? Porque o que nós sabemos é que houve uma discussão sobre terras-áreas, sobre crime, mas continua aquela platitude toda. Não tem nada de concreto. Não foi assinado um acordo e tal assim. Além da fotografia...

O que tem de concreto, o que o senhor acha que tem de concreto nesta viagem diplomática que Lula pode trazer ao Brasil e dizer aos brasileiros que foi uma grande conquista com os Estados Unidos?

É uma excelente pergunta, Dávila, porque de fato hoje nós não temos nada de concreto. O que eu estava analisando é importante aqui ressaltar, é a narrativa. Mas vamos lá, o que nós podemos ter de concreto depois dessa reunião? Aí algumas indicações. O próprio Trump falou que o Lula é muito dinâmico. Enfim, é interessante pensar que o Trump não faz, ao meu ver, pelo menos elogios.

à toa, o que é um indício de que pelo menos há o início de conversas em termos sensíveis para ambas as nações. A sessão 301, que eu acho que é o mais crucial de imediato, porque o Brasil é investigado por aquilo que na argumentação americana é uma série de más práticas comerciais. Então questões aí do sistema de pagamentos, tarifas elevadas, a questão do etanol, que é importante dizer, pode interessar muito ao Trump, porque ele está perdendo popularidade, inclusive em bases republicanas.

Nós temos também a questão do crime organizado, né? E aí é o ponto mais sensível, porque envolve a visão totalmente oposta, né? Lula resiste à classificação das facções como narcoterroristas. Trump parece insistir nessa questão. E claro, aquilo que...

E no longo prazo, acho que é o mais importante que a questão das terras raras. E o que nós temos aí por hora, Davila, infelizmente, nada de substantivo. E isso é uma má notícia para Lula, porque até a campanha, se não houver nada substantivo de apresentar, a ser apresentado, perdão, nessas questões que eu elenquei, toda essa narrativa de hoje, que hoje benéfica para o presidente, pode cair por terra, porque o eleitor mais ponderado, centrista, talvez ele veja, olha, não correu nada desde então.

vou tentar jogar as minhas fichas em outro candidato. Então, Lula tem que apresentar algo aí depois desses 30 dias, pelo menos numa dessas três grandes áreas, para manter essa narrativa. Sustentável e para além das narrativas, gostaria aqui de ressaltar.

Política de Estado, um bom relacionamento com os Estados Unidos é fundamental para o Brasil, que obviamente não quer dizer subserviência aos interesses americanos, mas algo na linha de fazer aí algum acordo nos terras raras com industrialização, com compartilhamento de tecnologia, a sessão 301, tentar evitar que o Brasil seja vítima novamente de um tarifácio.

São pontos cruciais, para além, claro, da questão do combate ao crime organizado, que é necessário ter alguma forma de cooperação com os Estados Unidos, são todos esses pontos cruciais, independentemente de quem ocupe a cadeira no Palácio do Planalto. Quem também vai fazer perguntas é o Bruno Musa. Você, Musa.

Professor, muito boa noite, prazer falar contigo. Eu sou, eu cursei tanto a RI como a Economia na faculdade, na FAAP, lá nos anos 2000, então prazer. Eu vou na linha até do que o Dávila colocou aqui. Eu acho que o mundo atual está um pouco cansado desses discursos protocolares. Eu não vi absolutamente nada que Lula possa voltar de concreto. Ah, nos demos bem? Ah, um sorriso? Não tire os vistos dos jogadores.

Aquele papo cansado, antigo, retrógrado, de fato, concreto, real, absolutamente não vi nada. E uma coisa me chamou muita atenção. Sequer uma conferência de imprensa conjunta, como costuma ser feito quando recebe alguém, um chefe de Estado. O que me parece que sequer temos isso. Mas eu continuo achando que é melhor do que saírem brigando de lá, mesmo que seja uma mensagem protocolar.

As pessoas ainda acreditam nesses discursos tão óbvios e protocolares como parece que foi dado na entrevista de Lula? Uma excelente pergunta também porque nós podemos aqui pensar que o eleitor é hoje mais exigente. Então, como eu só estava falando antes em resposta ao Dávila, essa questão do eleitor centrista, que é o eleitor que vai decidir a eleição e um eleitor centrista mais bem informado nas grandes cidades talvez acompanhe a política externa com mais afinco.

Hoje esse eleitor pode estar um pouco mais satisfeito com Lula, mas só vai manter ali uma eventual tendência a manter o atual governo se, como eu falei, apresentar algo de concreto. E hoje o que nós temos de concreto? Infelizmente nada, porque nós teremos reuniões ao longo dos próximos dias, o próprio Trump ressaltou isso.

Mas, independentemente de questões ideológicas, preferências, algo me chamou atenção nessa reunião, que é o fato de termos o quê? Termos uma reunião longa, né? Uma reunião aí que teria durado, segundo os relatos da imprensa, cerca de três horas, né? De fato, a questão ali protocolar da entrevista chamou atenção.

Acho que não é algo positivo, né? Importante aqui dizer, acho que o contato ali com a imprensa, com os dois presidentes em confronto, revelaria muito mais do que nós sabemos, né? Aí via postagem de rede social de um lado, de outro, o Lula dando ali uma entrevista coletiva depois.

na Embaixada Brasileira, mas o sinal, acho que positivo, um sinal de fumaça branca, vamos assim dizer, de que houve aí algo relativamente produtivo, é sem dúvida a duração da reunião. Mas de fato...

substantivo para os nossos interesses nacionais acima de questões partidárias, nós só teremos se houver de fato um desdobramento aí nos próximos 30 dias por parte de ambos os lados, do lado americano, do lado brasileiro, que agora tem que sentar para negociar, detalhar aquilo que teria sido acordado entre os presidentes.

Vinícius Rodrigues Vieira, professor de Relações Internacionais da FGV e também da FAAP, conversando ao vivo com a gente. Professor, muito obrigado pela participação. Grande abraço e volte mais vezes aqui à Jovem Pan. Eu que agradeço. Excelente noite a todos. Até mais.

Até. Continuar com os nossos comentaristas, analisando esse encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que acompanhou naturalmente as informações divulgadas. Não tivemos uma reunião televisionada, gravada, transmitida. Então, temos acesso a algumas informações, principalmente aquelas que foram divulgadas por Lula na entrevista coletiva e também...

as manifestações das autoridades dos Estados Unidos após o encontro. Mas quais aspectos devemos considerar? Lula adotando aquela postura pendular, né? Quando não está com o presidente norte-americano, faz uma porção de críticas. Após esse encontro, agora fala em amor à primeira vista com Donald Trump.

Pois é, Caneto, você vê que coerência não é o forte do nosso presidente, né? Esse amor à primeira vista, que já é uma história antiga, depois ele volta para o Brasil, aí critica os Estados Unidos porque se aliou a Israel, porque atacou o Irã, porque tirou da liderança da Venezuela alguém que é acusado de narcoterrorismo. E...

quer classificar as organizações criminosas brasileiras como organizações terroristas que elas de fato são. Aí o presidente brasileiro vai para lá...

numa chamada, né? Então, a dinâmica, se nós lembrarmos, houve ali uma sinalização de que haveria uma conversa, meses depois, isso foi lá no começo do ano, só que começou a guerra contra o Irã, então esse assunto ficou para depois, e aí, salvo engano, na sexta-feira ou no final de semana, enfim...

O governo americano disse, olha, o senhor pode vir aqui na quinta-feira, dessa próxima semana, a tal hora que o senhor vai ser recebido pelo presidente americano. E o que o presidente brasileiro faz? Depois de todas as bravatas que ele vinha fazendo, ele entra no avião e se manda. Vai pra lá, tá lá no horário, bonitinho. A gravatinha lá, bonitinho, sorrindo, não foi de chapéu, né? Foi como presidente da república.

E aí é recebido com muito sorriso. E aí a gente olha por que Donald Trump estava sorrindo, quais são os sinais que tem ali. Donald Trump estava sorrindo, foi gentil, ele nem deu aquela puxada no braço, porque ele tem essa mania, ele aperta a mão de alguém que chega ali para visitar, ele traz a pessoa para perto, ele não fez isso com Lula. E, claramente, ele fez desta forma porque ali foi discutido algo de interesse.

dos Estados Unidos. E o que tem de interesse dos Estados Unidos hoje, mais evidente, foi a aquisição da mina em Goiás, que é a única mina que está produzindo em escala industrial terras raras.

fora da Ásia. E essa mina foi comprada por uma empresa norte-americana há 15 dias. E esta empresa norte-americana, além de ser financiada com dinheiro do governo americano, o próprio governo é sócio desta empresa, tem 10% das ações.

Esta mina é uma de duas minas. A segunda mina de terras raras em Goiás está sob processo de licenciamento. E eu tenho certeza absoluta que os Estados Unidos não querem que este assunto do licenciamento da segunda mina de terras raras vire a celeuma que foi o licenciamento ambiental para exploração de petróleo na costa do Amapá.

Portanto, para mim, e ainda tem um outro elemento, que foi a ida do ministro de Minas e Energia, estava presente na comitiva, e ali, para mim, se tratou disso para o interesse dos Estados Unidos. Agora, o que nós precisamos saber é o que foi pedido em troca pelo Brasil. Quais os interesses que o presidente brasileiro colocou ali na frente? Proteger algum amigo?

não classificar as organizações criminosas brasileiras como terroristas, o que ele pediu em troca? Então fica esse ponto de interrogação. E eu desconfio que nós teremos muita dificuldade de descobrir a verdade, porque esta verdade do que se tratou ali certamente não será a versão divulgada pelo presidente que está em campanha.

Pois é, deixa eu passar para o Mota, porque havia também a expectativa de que tratassem de aspectos que envolviam o enfrentamento ao crime organizado. Parece que isso não entrou na discussão. Terras raras e a questão tarifária barra comercial acabaram sendo os pontos mais importantes discutidos nesse encontro, segundo as informações divulgadas na entrevista coletiva pelo presidente brasileiro.

Você, Mota, quais aspectos desse encontro chamaram atenção? Devemos nos atentar exatamente ao quê? Bom, primeiro é preciso dizer que essa reunião foi um gol para o governo do PT. Não há outra forma de descrever esse evento. E é um encontro, sob muitos pontos de vista, inexplicável.

porque o governo do PT representa e defende inúmeras pautas que conflitam diretamente com políticas e estratégias do governo de Donald Trump.

O governo petista é aliado histórico de Hugo Chávez, de Maduro, do governo cubano, dos ayatolás iranianos. O governo do PT é contra a classificação das facções do narcotráfico como terroristas.

O governo do PT é o governo do Sul global, que não perde a oportunidade de falar mal dos Estados Unidos e do próprio Donald Trump. O governo do PT é o governo da ordem mundial, do mapa de cabeça para baixo.

Então é muito difícil entender quais foram exatamente os interesses americanos que só poderiam ter sido atendidos com um encontro que, obviamente, vai ser usado pelo governo do PT como peça de propaganda eleitoral.

A única explicação razoável que eu ouvi para esse encontro é que ele seria fruto de um investimento de milhões de dólares no trabalho de lobistas. Investimento esse que teria sido feito por um grande pecuarista brasileiro.

Pois é, essa é uma informação inclusive divulgada e que está estampada em muitos portais de notícias. Deixa eu só trazer uma fala do presidente brasileiro, porque ele concedeu uma entrevista coletiva na Embaixada do Brasil.

Além de ter feito ali uma abertura, tratado de alguns aspectos importantes na visão dele sobre a reunião, depois ele respondeu a vários questionamentos dos jornalistas. E aí, durante essa coletiva, ele deu uma declaração muito inusitada sobre o combate ao narcotráfico, o combate às drogas. A nossa produção separou esse trecho. Acompanhem.

Os Estados Unidos falavam em combater o crime organizado, a questão das drogas, tentando ter base militar dentro dos outros países, quando, na verdade, para você fazer com que os países deixem de plantar ou fabricar aquilo que a gente chama de droga, é preciso que a gente crie alternativa econômica para esses países. Como que você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece uma alternativa de algum produto para que alguém possa plantar e ganhar dinheiro?

Então, é inusitado. É muito inusitado. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. Eles não trataram, não estava no cronograma dessa pauta, desse encontro, Dávila, a questão que envolvia o combate ao narcotráfico ou a classificação.

das facções como grupos terroristas, enfim, eles acabaram se debruçando principalmente sobre os minerais críticos e também as questões tarifárias e comerciais. Mas aí, quando questionado por jornalistas, o presidente acaba falando sobre essa alternativa. É preciso dar uma alternativa?

para que os países deixem de produzir drogas. Antes disso, Davi, eu só preciso dividir a rede, me despeço de algumas emissoras de parte da rede que ficará agora com a sua programação local. Obrigado pela audiência.

Retomo, então, o contato com o Luiz Felipe Dávila para avaliar e refletir e tentar compreender que pensamento e análise foi essa do presidente da República sobre dar uma alternativa aos países, países que produzem drogas. Bom, não são os países, né?

São os criminosos que se utilizam de um pedaço de terra, de um terreno, para produzir alguns entorpecentes. Por exemplo, o Brasil não produz cocaína. É rota de cocaína, mas não produz cocaína. Cocaína é produzida em outros países. Mas você conseguiu compreender exatamente essa lógica que foi especificada pelo presidente nessa entrevista, Dávila?

Caniato, você precisa entender as palavras do presidente da república sobre a ótica da esquerda. Precisa usar essa lente ideológica da esquerda. A lente ideológica da esquerda é o seguinte. Criminoso é vítima da sociedade. É vítima da burguesia ambiciosa. É vítima da economia do mercado que cria tanta desigualdade.

Por isso, qual é a solução? A solução é tratar o crime de maneira impune e usar o Estado para distribuir um monte de benesse e extorquir do setor privado o máximo que pode em termos de impostos. É essa mentalidade antimercado, é essa mentalidade antiga de uma esquerda marxista do século passado deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deix

que norteia as ideias e a política do governo petista. Não faz nenhum sentido. Aliás, vários países que adotaram a economia de mercado descobriram outras vocações muito mais interessantes do que ficar produzindo coca. Aliás, ficou rico o país produzindo coca? De jeito nenhum. Continua um país liderado por traficantes.

com uma pequena minoria que tem dinheiro, e o resto é um monte de pobre que planta cocaína e não recebe nada, nem um milésimo do que é o que o tráfego acaba transformando em dinheiro, vendendo nos mercados globais. Então, mesmo o Brasil não é um produtor, mas o Brasil é onde passa toda a rota da comercialização de drogas.

Por quê? Por causa da impunidade. É o crime organizado infiltrado no Estado brasileiro, infiltrado na justiça, em comércios legais, ilegais, em financiamento de campanhas, em escolha de magistrados. Por isso, Caniato, isso mostra de novo que esta filosofia antimercado, essa filosofia de esquerda que trata criminoso como vítima da sociedade,

faz com que os países permaneçam eternamente na pobreza. Os nossos comentaristas avaliam o encontro entre Lula e Trump, mas também as declarações que o presidente brasileiro deu e as respostas aos questionamentos dos jornalistas. E aí chama a atenção a essa fala que nós exibimos há pouco, quando o presidente brasileiro disse que é preciso dar uma alternativa para o país parar de produzir droga.

É preciso, na avaliação dele, oferecer um outro produto para o país e aqueles trabalhadores ganharem dinheiro. Deixa eu passar para o Bruno Musa também trazer suas análises e percepções.

É importante lembrar para a nossa audiência que países, por exemplo, o país que tem um grupo criminoso que produz droga, como disse o Davi, não ganha um centavo. Não tem recolhimento de imposto, não tem anuência do país para que a facção criminosa, para que o cartel produza cocaína, maconha ou outro tipo de droga.

É uma atividade ilícita, irregular. Então, como assim é preciso dar uma alternativa para o cartel? Você conseguiu compreender essa, Musa? Não, Caniato. Eu ia te falar que essa eu tentei segurar a minha risada, não consegui. De verdade, eu fiquei tentando entender o que ele quis dizer com isso. Veja, um país é produtor de drogas, algo que é ilícito naquele país e no país para onde ele exporta.

Aí ele está, portanto, transgredindo as regras, produzindo algo que mata outras pessoas, que entra de forma ilegal. E aí você quer ajudar essa pessoa porque ele não tem competência para gerar qualquer tipo de produto que agregue valor dentro da legalidade.

E aí nós temos que ajudar essa pessoa. Então vamos aprofundar um pouco mais. O que seria ajudar esses países? Dar empréstimos mais baratos via BNDES, o dinheiro do pagador de imposto? Alguém já viu isso acontecer? Nós temos dívidas com Cuba, com Angola, ou melhor, nós somos credores.

de dívidas que a gente não vai receber. Venezuela, construção de portos por todas as partes que nós financiamos. Será que agora ele quer também ajudar países produtores de coca a conseguirem uma alternativa para produzirem algum outro tipo de produto que é lícito e que agregaria valor à sociedade? Mas o Brasil é um dos países mais improdutivos do mundo. O Brasil tem um déficit de 8,5% do PIB.

Como é que ele quer sair desse campo e ajudar de fato algum outro país que é criminoso? Ou melhor, não o país, aquelas pessoas que estão praticando aquele crime. Com qual dinheiro? Quem vai financiar? Seremos nós que financiaremos os produtores de coca para que eles deixem de ser produtores de coca? Veja, não tem nenhum sentido.

De novo, faz parte de uma narrativa e como o Dávila muito bem colocou, uma visão de mundo completamente distorcida da esquerda, Caniato, que defende bandidos e adoram apoiar os transgressores dessas regras porque acham que eles são vítimas de uma sociedade.

Ora, eles não tinham a alternativa viável econômica, portanto essas pessoas optaram pelo mundo do crime. Não, o crime é uma escolha. Eles optaram por aquilo porque é mais rentável produzir aquilo. E eles não se prepararam, seja por vários motivos, para tentar agregar valor de outra forma. Se somarmos 8 bilhões de pessoas que tem no mundo...

Não é a maioria que são pessoas, são bandidos. Não, mas nós temos países pobres como o Brasil, onde a grande parte das pessoas em número são pobres, mas não são criminosos. Isso mostra claramente que o crime é uma escolha. Pessoas pobres optaram por não ir para o caminho do crime. Outros optaram porque é mais vantajoso economicamente versus o risco que se apresenta. Portanto, mais uma vez, eu sigo sem entender...

o que Lula fala. E cada vez mais ele se aproxima, pra mim, pelo menos nos seus discursos, de Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos.

Pois é, tem uma manifestação interessante no nosso chat do Cristiano Santana. Cristiano Santana diz o seguinte, com essa fala do presidente, ele dá a entender que o comércio de drogas é algo lícito, ou seja, é uma atividade legal. De fato, deu a entender para muitas pessoas. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, o xará inclusive do Cristiano que nos escreveu. Beraldo, você acha que pode ser interpretada essa fala como... A pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied

algo que acabe preparando o terreno para que lá na frente seja sugerida a liberação das drogas, por exemplo?

Não, o presidente não precisa disso, Caniato. O presidente já tem o Supremo Tribunal Federal, que legisla por livre e espontânea vontade o quanto eles acham que alguém pode consumir de drogas e que é aceitável. O presidente da República é o mesmo presidente que disse que o traficante é uma vítima do usuário. Agora ele vai aos Estados Unidos...

Dizer que só se pode combater a produção de drogas se houver uma alternativa econômica para cessar essa produção.

Ele falou isso nos Estados Unidos, que acabou de prender o Nicolás Maduro, foram na Venezuela, tiraram o Nicolás Maduro de pijaminha, de dentro da casa dele, e levaram em cana, lá para Nova York. E aí o presidente brasileiro vai dar essa declaração nos Estados Unidos. Hoje é o dia de nós nos envergonharmos.

por sermos representados por alguém que fala um absurdo desse. Isso para mim é revoltante, colocar a produção de drogas no patamar de outra atividade econômica qualquer. A produção de drogas só se prolifera?

porque o governo, a autoridade do governo que deveria combater desde o nascedor a atividade criminosa, se omite e com o passar do tempo se torna conivente. Nós temos uma realidade no Brasil hoje em que o Brasil, como disse o Caneto, não produz a cocaína, mas toneladas de cocaína atravessam o Brasil para alcançar os nossos portos.

E dali irem para a Europa e os Estados Unidos. Isso só acontece porque nós estamos dentro do esquema máximo de corrupção.

Mas o presidente não fala isso. Ele teria inúmeras coisas para falar, para demonstrar minimamente que ele está interessado em combater o tráfico de drogas. Mas ele se recusa, ele vai no caminho oposto. Portanto, não há a menor esperança de que o problema gravíssimo de criminalidade que temos hoje no Brasil será levado a sério e combatido por esse governo.

É bom que ele tenha falado isso lá, porque assim fica mais fácil, não só das autoridades norte-americanas, mas também para toda a imprensa norte-americana dar a devida cobertura de como o povo brasileiro está nas mãos.

de pessoas que compactuam com esta realidade absurda e miserável que temos hoje no Brasil, nesse Brasil dominado pela criminalidade. No gírio anterior, o Mota fez uma reflexão a respeito da reunião em si, mas eu não tinha trazido essa manifestação do presidente brasileiro. Você, Mota, quer...

fazer um complemento, fazer a sua análise a respeito dessa declaração, diz um pouco sobre como o governo trata da questão da droga ou do enfrentamento ao narcotráfico? Além da questão ideológica, que o Dávila já explicou muito bem, esse raciocínio mostra uma profunda falha cognitiva e moral.

Pense nisso, dizer que os plantadores de droga, os traficantes, só fazem isso porque não tem uma outra fonte de renda e que nós temos que dar a eles uma outra fonte de renda.

Se não, eles estão justificados em fazer isso. É a mesma coisa que dizer que o sujeito que coloca uma arma na cabeça de um pai de família pra roubar o celular e muitas vezes atira, já chega atirando e mata a pessoa, ele está justificado, porque ele não tem outra fonte de renda. E a menos que a gente dê uma fonte de renda para o bandido deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deixou deix

ele está justificado em cometer esses crimes. É um raciocínio que você pode levar para todos os tipos de crime. Você desculpa, justifica a atitude do criminoso.

Esse raciocínio saiu do mesmo lugar daquele outro raciocínio que dizia que o traficante é vítima do usuário. Isso não é só um problema ideológico. É claro, por trás disso...

Existe uma forma de pensar que faz parte da essência da esquerda em qualquer lugar do mundo, que é olhar para um criminoso como um pobre coitado ou um revolucionário que busca a justiça social. Mas como Cristiano Beraldo apontou muito bem, é preciso ter uma falha muito grande.

do ponto de vista cognitivo e moral, para fazer uma afirmação dessas, uma conferência de imprensa em solo americano, o país que hoje combate com mais vigor o tráfico de drogas. Pois é, deixa eu passar para o Dávila, porque tem um elemento também que a gente tem que tratar e avaliar. Dávila, você se lembra bem que nos posicionamentos do governo brasileiro em relação a tarifas,

Magnitsky contra Moraes e Esposa, Ramagem. E até naquelas discussões sobre o Brasil não classificar facções como grupos terroristas, Lula adotou um discurso firme contra Donald Trump e contra os Estados Unidos. E o que aconteceu? Ele viu a avaliação ou a popularidade dele?

Subir. O Motapoco falou sobre um gol da esquerda, um gol do governo, nesse encontro. Você não acha que, para o presidente brasileiro, é melhor o cenário do combate, do conflito, do embate, do que do amor à primeira vista?

Você tem toda a razão. Bom, primeiramente, o encontro com Donald Trump, pra esquerda, vai ser visto como um Lula frouxo, porque a esquerda gosta do presidente Lula, como você acabou de colocar, Caniato, batendo, conflitando com Donald Trump, e não indo lá aos sorrisos e contemplar um aperto de mão. Agora...

A camada do eleitor que Lula tenta buscar com este gesto diplomático é justamente o eleitor indeciso. Mas um presidente que hoje, nas pesquisas de opinião, tem 49% de rejeição,

Não é um gesto de aperto de mão com o Donald Trump que vai convencê-lo a votar num presidente que a cada dia só fala coisas que mostram maior desconexão com a realidade.

Você acha que esse eleitor de centro votaria num presidente que diz que é bom se endividar? O brasileiro é bom o brasileiro se endividar quando 82 milhões de brasileiros estão enforcados em dívidas, em inadimplência. E lá o presidente do seu palanque diz que isso é bom.

Você acha que esse eleitor indeciso vai votar num presidente que diz que o traficante, o criminoso, ele é vítima do usuário num país que milhares de jovens perdem a vida justamente por estar envolvido com o tráfico de drogas, por ser agredido e morto por pessoas do crime organizado? É óbvio que não. Então tudo aquilo que importa à população, que é a segurança pública, é a segurança pública.

que é a inadimplência que está estrangulando o Brasil, que produz, trabalha, empreende, Lula só fala asneira, não fala uma palavra para mostrar que vamos sair desse buraco. Por isso, um presidente que não tem resposta para as maiores aflições do eleitor, não pode esperar que ele será retribuído com voto na próxima eleição.

Pois é, e tem um pack de fotos que a assessoria da presidência distribuiu com os retratos, os registros do encontro. E aí o presidente brasileiro está sorridente, enfim. E Donald Trump numa afeição diferente daquela que a gente está acostumado. E Donald Trump muito sorridente, um sorriso que ele não costuma distribuir. E aí o presidente Lula disse naquele encontro...

com a imprensa, que Trump estava com um semblante sério. E aí ele teria feito a sugestão para que ele sorrisse, porque sorrir é melhor. E aí Donald Trump teria colocado esse sorriso no rosto. Para muitos, não é um sorriso muito verdadeiro. Enfim, foi para atender ao pedido do presidente brasileiro. Tudo isso que eu estou dizendo, segundo as informações, com o intérprete do lado.

porque Lula acaba sempre se comunicando em português. Deixa eu passar para o Bruno Musa para avaliar um pouco da situação que envolve o posicionamento de Donald Trump, a necessidade dos Estados Unidos a partir dessa reunião e talvez uma falsa impressão do presidente brasileiro quando indica esse amor à primeira vista. Donald Trump fez a seguinte menção, Lula é uma figura, um líder muito dinâmico.

Já Lula fala sobre amor à primeira vista. Enfim, há interesses de ambos os lados, mas talvez a percepção seja distorcida de um lado e para o outro.

Sem dúvida. Quando teve aquele primeiro encontro em que eles falaram da química, eu ainda estava fazendo o 3 em 1, programa antes aqui dos Pingos, e comentei bastante por lá, que me parece que é, digamos, uma frase bem protocolar e típica de Donald Trump. Claro, ali dentro daquele contexto político como um todo. Mas que, obviamente, ele não é nenhum ingênuo.

A gente sabe que os dois são ideologicamente opostos e, portanto, era muito mais uma frase da boca para fora. Ele fala isso do Xi. Ele falou que Gustavo Petros era até simpático quando eles são claramente, entre aspas, aqui, até podemos colocar inimigos. Então, é uma forma que ele faz o Donald Trump.

E cai quem quer nesse tipo de coisa. Dessa vez, ele foi até, digamos, mais enfático, dinâmico. O que seria dinâmico? Eu confesso que eu não consegui entender o que ele quis dizer com o Lula ser dinâmico. Mas logo depois, vendo a entrevista do próprio Lula, ele veio a público com aquele monte...

de narrativa e falasse que nós tivemos a oportunidade aqui de perguntar até para o professor de relações internacionais. O que de fato houve de concreto? Lula falou uma série de questões, eu anotei algumas coisas aqui que me chamaram até a atenção, falando que o papo foi ótimo, falaram de terras raras, do comércio, de tarifas, só que ele não abre mão da soberania e da democracia. A democracia já foi. A soberania, eu queria entender qual soberania.

É aquela controlada pelo crime organizado que detém 25% do território nacional onde moram os brasileiros? Ou é algum outro tipo de soberania? Ou é soberania de ter as terras raras, segunda maior reserva do mundo, mas que nós mineramos 0,5%, mesmo sendo a segunda maior reserva, porque nós não temos tecnologia, capacidade, nem dinheiro para fazer esse tipo de produção.

É discurso vazio, Caniato. É mais uma vez um discurso vazio, onde, no meu entender, ele volta de mãos abanando. Eu prefiro esse cenário, mesmo sendo essa mentira política, do que eles voltarem brigando. Se eles voltassem brigando, ele usaria aquele discurso mais duro dele, ideologicamente mais radical, de dizer que Donald Trump não foi receptivo com ele, que, portanto, quer invadir o Brasil e acabar com a soberania brasileira.

E ele poderia capitalizar isso, como ele tentou fazer ali no primeiro encontro, que depois até a aprovação dele, pelo menos nas pesquisas, começou a subir. Então eu acho que ele não tem absolutamente nada a capitalizar em cima disso. Voltar sem essa discussão e com esse papinho até infantil de que se deram muito bem, tá bom, deixa assim, ele não tem nem como capitalizar nada mais do que isso.

Pois é, a gente gira os assuntos aqui em Os Pingos nos Is, agora bastidores da política. Carlos Bolsonaro pediu desculpas à deputada estadual Ana Campagnolo, do PL de Santa Catarina, durante reunião do partido. Quem vai trazer os detalhes dessa manifestação é o Matheus Dias, chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Seja bem-vindo, Matheus, ótima noite a você.

Então, o PL catarinense enfrentava um racha após o anúncio de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo Estado. Parece que agora as coisas estão se encaminhando para uma resolução. Conta pra gente esse bastidor. Bem-vindo.

Parece que sim, viu, Caniato? Se ainda restam mágoas, aí a gente não sabe, mas publicamente houve um pedido de desculpas. Boa noite pra você, a quem nos acompanha também aqui nos Pingos nos Is. No caso, Carlos Bolsonaro se reuniu a pedido de Jorginho Melo. Ele fez uma reunião essa semana com candidatos e pré-candidatos do estado de Santa Catarina, todos ali da direita, aliados políticos, se reuniram e nessa reunião teve, então...

Um pedido de desculpas de Carlos Bolsonaro para Ana Campaiola. Esse pedido de desculpas depois foi verificado e confirmado publicamente pelo pré-candidato, filho do ex-presidente. Ele que publicou nas redes sociais dizendo que pediu desculpas, mas com a frase que temos coisas muito mais importantes do que apenas nós. Temos um Brasil para resgatar para os nossos filhos. Bola para frente. Foi o que ele disse nas redes sociais, colocando ali panos quentes, né, Caniato? Sobre essa briga que começou pela escolha.

dos pré-candidatos ao Senado pelo partido. Isso tudo em Santa Catarina teria gerado um racha, porque a organização, ou pelo menos o acordo ali entre partidos, é de que seria uma vaga do PL para o Senado e uma vaga para o PP, de Ciro Nogueira. No caso, a vaga do PL...

Bolsonaro queria incluir o filho dele, Carlos Bolsonaro, para essa vaga, enquanto a vaga do PP seria por vontade de Jorginho Melo, atual governador que tenta a reeleição, seria do senador Esperidão Amin, também do PP no caso, essa vaga então acabou ficando em haver. Isso porque Carol de Tone, que era do PL, ficou bastante magoada na época, chegou a especular uma saída do partido, disse que estava conversando com outras siglas.

E Ana Campagnolo, que é deputada estadual também do PL, disse que a vaga deveria ser de Carol de Tone e não de Carlos Bolsonaro. Eles se atacaram então nas redes sociais. Ana Campagnolo, na época, publicou dizendo que Carlos Bolsonaro estaria roubando a vaga de Carol de Tone. Carlos Bolsonaro respondeu dizendo que não.

Muito pelo contrário, que o partido tinha definido pelos dois nomes. O fato é que situação política foi se desenrolando ao longo do tempo. Então, o PL indicou que os dois pré-candidatos seriam tanto Carlos Bolsonaro quanto Carol de Tone. Isso parece que foi resolvido, tanto que...

A deputada federal, então, Carol de Tônia, continua no partido, no PL, e continua como pré-candidata ao Senado pela sigla. Parece que quem ficou para escanteio foi o senador Esperdião Amin, que tenta a reeleição. Agora, dessa vez, então, foi o momento de pedir desculpas à Ana Campanholo.

Essa rusga ainda existia, essa rebarba que ainda faltava ser cortada ali, né, Caniato? Dessa vez, então, houve esse pedido de desculpas e parece, então, que tanto Carlos Bolsonaro como Carol de Tôni serão mesmo os pré-candidatos que vão até o final da candidatura pelo PL. O fato é que o senador Esperidão Amin do PP parece que também não vai desistir tão fácil assim da pré-candidatura, viu, meu amigo?

Pois é, ele, político muito experiente, muito conhecido em Santa Catarina, tem ferramentas para fazer articulação nos bastidores. Vamos acompanhar quais serão os desdobramentos e os capítulos desta novela chamada Política em Santa Catarina. Grande abraço, Matheus. A gente volta a conversar aqui na programação.

uma rápida parada, daqui a pouco a gente volta com mais notícia, mais informação vamos analisar essa situação de Santa Catarina, se você puder durante esse um minuto e meio de intervalo volte na nossa enquete do dia vale a pena, até já, tchau tchau Os Pingos nos Is Jovem Pan

Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.

A Copa do Mundo mexe com o planeta e a Jovem Pan faz parte dessa história, desde quando o rádio ajudou a construir as maiores glórias do futebol brasileiro. Foi o doutor Paulo Machado de Carvalho, o Marechal da Vitória, quem liderou as delegações que trouxeram as Copas de 1958 e 1962 para o Brasil. Olha para o cara que está aqui na terra é fogo. Quatro horas da tarde, a inscrição acabava meia-noite.

Pelé ainda se ressentia De dores, da trombada Que tem levado em São Paulo Veja como são as coisas Ele foi pra Copa do Mundo e se fez Doutor Paulo Machado chegava Todo mundo já falava, vamos ganhar Ele falava, vamos ganhar, não quero saber de pensar diferente Cinco estrelas Um legado Uma escola de vencedores

Agora é dois mil e vinte e seis, Estados Unidos, México e Canadá. Desde sempre, a Jovem Pan está presente nas Copas do Mundo com equipe completa, informação em tempo real, opinião forte e a energia de quem nasceu grande no esporte.

No rádio, no digital, no vídeo, no carro ou no celular. Copa do Mundo dois mil e vinte e seis é na Jovem Pan. Tradição que virou voz, história que virou emoção. Jovem Pan. Oferecimento, bete nacional. Jogue como sênior, com responsabilidade. Os Pingos nos diz, Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia, sempre contando com análise, as discussões, as reflexões dos nossos comentaristas. Só lembrando que a enquete do dia já está publicada no portal e também no nosso YouTube. YouTube, não da Jovem Pan News, sim do programa Os Pingos nos Is. A gente trata sobre o caso do Banco Master e qual é o grupo político que deve ser mais impactado.

com as informações que vêm à tona, com o avanço das investigações. Você acha que quem mais se prejudica? O centrão? Ou você acha que não, é a esquerda? Ou você acha que o grupo político que mais vai sentir, ou de alguma maneira ser impactado ou prejudicado, será a direita? Se você puder, vote. No final a gente traz o resultado. Eu conto com você. Agora eu vou receber a rede e aí todos vão acompanhar a reflexão e análise.

dos nossos comentaristas para essa situação que envolve o estado de Santa Catarina. Agora sim, recebendo a rede de rádios, todos com a gente aqui em Os Pingos nos diz, Carlos Bolsonaro pedindo desculpas em Santa Catarina, ele é pré-candidato ao Senado e parece que o PL de Santa Catarina agora está em um novo estágio.

Está vivendo dias de paz. Você, Cristiano Berado, quais aspectos devemos considerar em relação a essa situação? A novela se encerra por aqui ou tem que considerar um personagem importante chamado Esperidião Amin?

Sem dúvida alguma, o Esperidião Amin terá um peso grande nessa eleição e a vida de Carlos Bolsonaro não será tão fácil. Ele obviamente tem uma competitividade muito grande pelo sobrenome Bolsonaro. Bolsonaro, em Santa Catarina, é muito popular. O seu irmão, Jair Renan, será candidato a deputado federal, que tudo indica será muito bem votado lá por Santa Catarina. Mas, no caso da disputa do Senado, o...

Carlos Bolsonaro terá que trabalhar a sério. Vai ter que trabalhar muito, diferente das candidaturas dele para a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

E com isso, fica claro que não adianta brigar com aquelas pessoas que são aliadas dele dentro do próprio partido. Ana Campagnolo é uma figura que tem uma relevância muito grande dentro do Estado de Santa Catarina, no eleitorado que votaria ou que o Carlos Bolsonaro precisa trabalhar para que vote nele.

Então fica evidente também, Caniato, que essas movimentações políticas, elas não podem ser feitas na base da imposição. Essas brigas, esses desgastes, essas críticas públicas, elas acabam gerando muito desgaste, mas...

O fato concreto é que na hora que vai se aproximando da eleição, todos precisam se entender. Então, fica feio agora pedir desculpa, de hora, veja bem, vamos todos ser amigos, sabendo que ficou uma mágoa ali. Então, problemas como esse precisam ser...

resolvidos antes deles acontecerem. E parece que faltou essa maturidade política para que todos os arranjos fossem feitos. E, apesar dessa bandeira branca com Ana Campagnolo, a candidatura de Espírito de Al-Amin continuará e, de novo, representará um esforço adicional muito relevante para Carlos Bolsonaro, para ele ser eleito.

Pois é, algumas pessoas da nossa audiência levantando a possibilidade de Esperidião Amin ser o vice na chapa com Jorginho Melo. Não sei, acho que o Beraldo acompanha esse bastidor. Rapidamente, Beraldo, alguma chance de Esperidião Amin deixar de disputar o Senado para fechar a chapa com Jorginho Melo na vice?

Olha, Caniato, eu acho que tudo é possível, mas, de novo, dependerá de uma articulação, de uma negociação, de um entendimento para que a direita em Santa Catarina, essa direita bolsonarista de Santa Catarina, caminhe unida. Caso contrário, aparecerão outros nomes na disputa que vão acabar enfraquecendo esses candidatos.

Você, Mota, o Mota sempre menciona os episódios que envolvem as discussões sobre as candidaturas ao Senado em Santa Catarina como uma novela. E você dizia que se surpreendia como isso acabava gerando tanto corte e tanta manchete, né, Mota? Parece que acharam uma solução. Parece.

Essas brigas são distrações desnecessárias no momento que a oposição deveria estar toda unida com o único objetivo, recolocar o Brasil na direção certa. Nunca antes na história desse país reinou tamanha confusão. As instituições parecem que estão se desfazendo diante dos nossos olhos. O Brasil caminha por um caos econômico, jurídico, político.

Em um momento como esse, a oposição não deveria estar tropeçando nas próprias pernas. Então é bom ver que há uma correção de curso.

Passar para o Dávila, mas eu acho que é preciso analisar um outro aspecto. Dávila, para além da situação de Santa Catarina, a gente pode fazer que tipo de análise, reflexão sobre estratégias, a maneira como os grupos políticos estão se organizando para escolher os nomes que disputarão o Senado? A disputa para o Senado ganhou uma cor especial esse ano. Há muitas discussões a respeito da importância de se colocar gente que tome...

decisões sobre assuntos importantes, né? O que é preciso considerar sobre a maneira como esses grupos políticos têm escolhido os pré-candidatos? Por exemplo, a esquerda olhou o movimento da direita e agora parece que acordou e tem escolhido nomes de peso. Dá para afirmar isso?

É, Caniato, é preciso ter visão estratégica para fazer uma boa seleção dos candidatos de direita, visando ocupar as duas vagas e não se contentar em ganhar uma única vaga e passar uma outra vaga pra esquerda. Por exemplo, como está ocorrendo em São Paulo hoje.

Não podemos, temos que pensar a que tipo de perfil de candidato nós precisamos ter para ganhar as duas vagas. Se tivéssemos um pouco mais de visão estratégica e menos loteamento político entre partidos, nós poderíamos chegar a dois nomes na direita, por exemplo, em São Paulo, capaz de ganhar as duas vagas.

Veja o caso de Santa Catarina, que é muito interessante. A grande briga dentro do PL para o nome das candidaturas foi resolvida, apaziguado, pacificado, com a escolha de Carol Detone, que permaneceu no partido e vai disputar a vaga do Senado.

E Carlos Bolsonaro, que também vai disputar. Ou seja, o PL monopolizou as vagas. Isso evidentemente atrapalhou as articulações políticas de Jorginho Mello, do governador que disputa a eleição, que queria também trazer o PP para dentro da sua aliança. Não conseguiu. Então agora...

O Esperidão Amin vai ter que disputar no voo solo. Mas veja só que interessante. O PT, sabendo que vai perder em Santa Catarina para a direita, está tentando beliscar uma vaga. E como eles fazem isso? Lançando um único nome.

E lá é o nome do Décio. O Décio Freitas está em terceiro lugar. Então, é um candidato ainda competitivo, mesmo com o Carol Detani e Carlos Bolsonaro liderando as pesquisas. E a mesma coisa em São Paulo. Eles vão lançar um candidato forte para tentar garantir uma das vagas em São Paulo. Então... ...

É hora da direita olhar a eleição do Senado com uma visão mais estratégica. Que perfil de candidato nós temos de ter para conquistar as duas vagas e não se contentar com uma única vaga.

Porque este peso da direita no Senado fará muito a diferença, principalmente com o avanço de reformas importantes e, principalmente, a moralização do Supremo Tribunal Federal.

É interessante essa análise que o Davila faz. Eu até vou passar a palavra para o Bruno Musa para refletir sobre também a maturidade do eleitor na hora de escolher os representantes. Musa, não faz tanto tempo, eu me deparei com uma eleição em que eleitores falavam com muita tranquilidade que votariam em um candidato para deputado federal.

mais à direita, e para um candidato ao Senado da esquerda. E está tudo bem. E a pessoa acaba simpatizando com uma figura, porque deu uma entrevista, ou porque deu uma declaração que agradou sobre determinado tema. Você acha que, para alguns eleitores, que falta critério, é preciso...

refletir sobre as próprias escolhas na hora de decidir quem será o candidato que a pessoa vai registrar ali na urna eletrônica.

Sim, Caneto, mas isso é um processo de amadurecimento político que a gente vê na base da sociedade. Alguns anos atrás, como a gente já mencionou aqui, nas vésperas de uma Copa do Mundo, nós jamais teríamos espaço para conversar no dia a dia a respeito de qualquer coisa que não fosse a Copa do Mundo. Hoje sequer se menciona a respeito disso. Nós que vivemos anos 80, anos 90, das ruas pintadas, das bandeirinhas, das camisetas, hoje isso tudo morreu porque a política se tornou protagonista, infelizmente, pelo campo negativo.

Mas isso faz parte para que as pessoas se tornem mais maduras, mas é um processo. Esse processo de amadurecimento demora muito mais tempo. E também podemos fazer a conexão com o que a gente já comentou aqui outra vez, quando nós falamos que não há uma clareza.

do que é a ideologia da esquerda e do que é a ideologia da direita. Quais ideias defendem um lado e outro? Quais valores? Quais as pautas econômicas? O que defende institucionalmente? Uma vez que no Brasil nós temos 30 partidos, não há 30 ideologias.

Portanto, há uma mistura, uma falta de clareza do que cada um dos partidos defende. Não há ideologia, claro. São poucas pessoas, raras exceções, raros burocratas dentro da política brasileira que sabem o que defende. O restante é, ora, se o governo atual é da esquerda, eu me junto a eles. Se daqui a pouco muda para a direita, eu também me junto a eles. Isso não é ideologia, isso não é crença, isso não são valores.

Afinal de contas, você não muda do dia para a noite, e sim o que nós vemos é uma troca por conveniência. Só que isso cria uma sensação completamente do abstrato. O que um político defende? Quem ele é? Se ainda há um processo de amadurecimento que acaba de se iniciar na sociedade brasileira e as pessoas ainda não sabem bem defender esquerda, direita e as suas profundas análises,

Quando o político vai, pega o microfone na mão e fala qualquer coisa populista, ele consegue facilmente, entre aspas, manipular a cabeça daqueles eleitores para fazer acreditar nos seus discursos bonitos, que não são colocados em prática. Mas, de novo, eu acho que não há outro caminho senão esse processo de amadurecimento, que eu acredito até que ele vem acontecendo mais rápido, graças à informação descentralizada, mais rápido do que se imaginaria alguns anos atrás.

Moussa, você menciona processo de amadurecimento. Queria que você compartilhasse com o nosso público e fizesse o convite para a live, um evento digital online que você realizará em parceria com a New Cursos, compartilhando muita informação e conhecimento.

será agora, justamente nesse sábado um papo realmente mais aberto pra gente fugir daquelas notícias de você proteger o teu patrimônio entender o ciclo econômico apenas quando a manchete sai no jornal como eu sempre falo, não acredite em juros acima da média a gente tá vendo o Banco Master pra isso não acredite em milagres não acredite em satisfação de curto prazo se quer apenas isso

Talvez não seja realmente para você, porque é uma grande mentira. Então é compreensão no ciclo, entender a mudança política, comportamental, econômica que o país está vivendo, irmos realmente destrinchando no detalhe. São cinco horas que ficaremos ao vivo nesse sábado agora, dia 9, o que a Conde está na tela.

e o link newcursos.com.br. Lembre-se, se quisermos perder a dependência dos burocratas que não querem te conhecer, mas dizem que te amam e sabem o que é melhor para você sem te conhecer, a gente precisa ir mais a fundo e realmente nos esforçarmos para que a gente possa nos protegermos com relação a isso. Então, abordaremos todos esses temas sob o ponto de vista do ciclo econômico para essa profunda...

conexão e até possível e provável mudança que o Brasil vive. Então o QR Code está na tela sábado agora, das nove da manhã às duas da tarde. Vai ser um prazer contar com todos vocês. Vamos lá. É isso aí, recado dado.

Bom, deixa eu compartilhar com o nosso público, porque a enquete que nós publicamos no portal da Jovem Pan está disponível no site jovempan.com.br ou no canal do programa Spingos nos Is no YouTube. Então, seria muito legal se você colaborasse com a gente, emitisse a sua opinião sobre a situação que envolve o caso do Banco Master, com o avanço das investigações.

a deflagração de várias operações e muitas informações vindo à tona, qual você acha que é o grupo político que mais sente, que mais acaba sendo prejudicado, que poderia, inclusive, ser citado nessas operações e no avanço das investigações? Se você puder, vote. Demos três opções. Você acha que é o Centrão?

Quem mais acaba sendo prejudicado? Ou a esquerda? Ou não? Na sua avaliação é a direita. Há pouco eu olhei o resultado. Parcial. Em primeiro lugar esquerda, depois centrão e depois direita. Vote na enquete. Eu conto com você. Agora eu quero compartilhar com vocês mais notícias, mas antes disso uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede.

Eu sigo aqui com outros destaques, lembrando inclusive do presidente da república lá nos Estados Unidos. Ele foi questionado por muitos jornalistas sobre a possibilidade dos Estados Unidos classificarem facções como grupos terroristas. Lula afirmou que o seu governo leva a sério o tema e lançará um plano de combate ao crime organizado. Mas ele deu uma outra declaração inusitada. A gente também separou esse trecho. Acompanhe.

O propósito é o seguinte, é muito sério, é muito sério, a partir da semana que vem vamos lançar um plano de combate ao crime organizado, que é para valer. Quem escapou até a semana que vem, tudo bem, mas quem não escapou não vai escapar mais.

E vamos fazer algumas frentes. Vocês já ouviram aqui as quatro frentes de trabalho. Uma delas é a questão financeira. Nós precisamos destruir o potencial financeiro do que é organizado e das facções.

Está aí a declaração do presidente da República anunciando que o governo vai lançar um plano de combate ao crime organizado. E aí ele acaba dizendo, olha, quem escapar até a semana que vem, antes da divulgação do plano, tudo bem. A partir do lançamento do plano, aí que vai ser para valer. Você, Cristiano Beraldo, devemos...

de interpretar a maneira como o presidente tem tratado das questões de enfrentamento ao crime organizado e de que forma. Claro que ele se atrapalha muitas vezes quando fala de improviso, acaba sendo uma declaração dúbia, mas o que a gente deve esperar desse plano de combate ao crime organizado?

É triste, Caneto, porque quando ele fala essas coisas de improviso, como você mencionou, ele está revelando aquilo que na sua intimidade ele de fato pensa. O tipo de pensamento que guia o seu comportamento. Só que ele é presidente da República. Ele é presidente da República de um país onde morrem mais de 40 mil pessoas assassinadas todos os anos.

Desses 40 mil assassinatos, 92% ficarão absolutamente impunes. A vida no Brasil não vale nada. Você tem mais de 20% do território brasileiro controlado por um poder paralelo, onde a polícia não entra, o Estado não chega. Você tem uma parcela gigantesca da população brasileira que vive duas realidades completamente diferentes.

ela tem muito mais respeito pelo Tribunal do Crime do que pelo Tribunal previsto, estipulado, estabelecido pela Constituição. Então, o Brasil hoje é um país que assusta. Assusta a nós que vivemos aqui, que estamos convivendo com essa realidade absurda, que perdemos todas as nossas liberdades, o medo que todos sentimos ao sair na rua.

se soma ao medo de falarmos aquilo que pensamos e tantos outros medos que são impostos a nós, nós não somos mais uma nação livre. Da mesma forma que não considera o Brasil mais um país civilizado. Nós estamos passando longe de conceitos essenciais de civilização.

E aí o nosso presidente da República vai aos Estados Unidos falar que quem escapou, tudo bem. Eu não estou inventando nem colocando palavras na boca dele. Ele disse que quem escapou, tudo bem. A partir da semana que vem, não vai escapar mais. Tudo bem? Aqueles que cometeram crime, até semana que vem, está tudo bem?

É um recado? Pessoal, se manda aí, faça as malas. Aliás, ele poderia ter feito, inclusive, propaganda do resort que tem lá na Rocinha para proteger bandido, onde bandidos do Brasil inteiro vão se esconder. Era essa a mensagem? É esse o conceito? Ou semana que vem o poder público vai entrar na Rocinha e acabar com essa palhaçada, esse absurdo?

que está aqui estampado na cara de palhaço de todo o povo brasileiro. Não me parece que isso acontecerá. Sobretudo vindo de um presidente da República, que quando houve aquela operação no Rio, que num só dia eliminou mais de 110 criminosos que estavam de fuzil na mão, este foi o presidente da República que se manifestou contra a polícia.

a favor da bandidagem, dizendo que não pode ser assim. Então, Caneto, sinceramente, esta frase não foi uma gafe, foi a demonstração daquilo que efetivamente o presidente pensa.

Deixa eu passar para o Mota, porque a gente trata tanto de combate ao crime organizado, inclusive participação de muitos especialistas, né? Por vezes o delegado Palumbo já trouxe as suas impressões, suas discussões. Recebemos aqui Guilherme Derrite. O Mota também é um estudioso no assunto. Você, Mota, para além dessa...

declaração inusitada do presidente da república, o que esperar desse plano de combate ao crime organizado? Parece que o presidente entende que esse é um tema importante, mas há dúvidas exatamente sobre o que será apresentado, né? Eu fiquei sem saber se eu entendi direito o que ele falou, Caniato. Porque ele disse que a partir da semana que vem, agora vai começar o combate ao crime pra valer. Agora deixou pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied pied

Mas o PT já está há 20 anos no governo federal. Até agora, o PT fez exatamente o quê? Quando você fala de improviso, é muito difícil esconder as coisas das quais você acredita. E a esquerda tem uma convicção profunda de que o criminoso não tem que ser punido coisa nenhuma. Aprova!

está no veto do governo do PT a uma lei que foi aprovada aumentando as penas.

E o PT, o governo do PT, vetou um aumento de pena para o crime de roubo seguido de lesão grave. O que é isso? É quando o sujeito vai roubar o seu celular, aí ele te dá um tiro e você perde o uso do braço. Ou ele te dá uma facada e você fica com um problema para o resto da vida no fígado, por exemplo. Milhares de brasileiros sofrem isso.

Então, o deputado Kim Cataguiri apresentou um projeto para aumentar a pena desse crime. O governo vetou.

A desculpa é que, olha, se esse aumento fosse aprovado, a pena de roubo seguida de lesão grave ficaria maior do que a pena do homicídio qualificado e desequilibraria o sistema. Prestem atenção na desculpa. É evidente que o problema está na pena do homicídio qualificado, que no Brasil é ridícula.

Na Alemanha, a pena mínima para homicídio qualificado é prisão perpétua. A mesma coisa no Reino Unido, a mesma coisa no Japão, a mesma coisa em praticamente todos os estados americanos. Em muitos casos, cabe também a pena de morte. Aqui no Brasil, a pena para homicídio qualificado é de 20 a 30 anos.

Mas é de mentirinha, meus amigos, porque tem progressão de regime, porque tem remissão de pena por leitura, porque tem progressão. No Brasil, enquanto nos outros países a pena mínima é prisão perpétua ou pena de morte,

Aqui no Brasil, há casos em que assassinos condenados por homicídio qualificado ficam presos apenas sete anos. Portanto, nunca esqueçam, quando vocês ouvirem um discurso como esse, o que está sendo dito não é ato falho. O que vocês estão ouvindo é a essência do projeto político da esquerda.

É importante essa reflexão do Mota, né? Lula não é um outsider, não chegou agora ao poder. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila analisar também essa mudança de postura e parece uma mudança, entre aspas, muito oportuna porque ele está em solo norte-americano. Então, para muitos, ele quis dar um recado para...

os norte-americanos, dizendo ah, vamos apresentar um plano de combate ao crime organizado. Olha, não vamos classificar como facções terroristas, mas vamos apresentar um plano de combate ao crime organizado, um plano robusto. Será, Adávila?

O Caniato ficou imaginando a desk Latin American dentro do Departamento de Estado, aquele que olha para os países da América Latina, olha o Lula e fala assim, vamos puxar, ver o que o Lula e o PT fizeram nos 20 anos que estiveram no poder para combater o crime. Vamos lá pegar as votações. Todas as votações.

foi pra amolecer e não endurecer pena. Todas as votações foi pra tratar bandido como vítima da sociedade. O Mota já deu aqui os ótimos exemplos. Agora, vamos pensar só nesse governo, né, Mota? Podemos mencionar aí a PEC da Segurança, aquela desgraça enviada pelo governo, que foi consertada no Congresso Nacional, principalmente na Câmara, pelo deputado Mendonça Filha. Depois,

Contra a PEC antifacção, que também o Derrite teve que sair da secretaria, recuperar o seu mandato de deputado para ir lá consertar as asneiras propostas pelo governo. Ou seja...

Todas as atitudes e votações do governo e do PT e da esquerda é no sentido contrário do que deveria ser o endurecimento de penas. Por último, Caniato, e isso é o mais importante, esse governo só pensa em eleição. Ele quer um slogan para dizer para o povo que ele está fazendo alguma coisa para a segurança pública. Mas o povo sente na pele, todos os dias...

O que é viver num Brasil inseguro, como bem lembrou o Cristiano Beraldo, que morrem mais de 40 mil pessoas por ano assassinadas. Você tem que sair de casa, tirar seu celular, sua aliança, tudo, porque você é roubado, assaltado, e esses bandidos saem pela porta da frente. Muitos deles já foram presos mais de 20 vezes.

Ou seja, este é um governo que não tem credibilidade alguma para falar sobre endurecimento de pena. É mais um discurso palanqueiro para tentar impressionar os americanos e a população. Só que não cola quem tem, na verdade, uma trajetória de mais de 20 anos sendo o governo que tolerou o crime. Tanto tolerou que o crime organizado hoje é esta máquina.

que faz com que o Brasil corre um sério risco de se tornar um narco-estado.

Pois é, presidente da República anunciando para os jornalistas que o governo apresentará o plano de combate ao crime organizado. E aí ele acabou dizendo, bom, quem escapar até semana que vem, tudo bem, porque depois que esse plano for apresentado, o governo não vai deixar mais nenhum criminoso fugir. Você, Bruno Musa, só para a gente encerrar aqui e fechar a discussão, talvez algum jornalista deveria ter...

Tomado o microfone e dito presidente. Mas, presidente, o PT já passou por tantas administrações, por que não fez isso antes, né? Trinta segundos, Bruno.

Pois é, mas isso pressuporia você peitar as coisas óbvias do presidente que está aqui a 72% mais ou menos desse século, que já foi um quarto dele, e continuamos sendo governados ou desgovernados por uma mesma ideologia. Realmente o Brasil continua no século passado, mas como muito bem colocou o Mota, isso não é sem querer, isso é método. E esse método vem sendo praticado ano atrás de ano.

Resultado da enquete do dia, vamos colocar a pergunta que nós publicamos no portal e também no nosso YouTube. Qual grupo político você acha que deve ser mais prejudicado com as revelações do caso do Banco Master? Esquerda, em primeiro lugar, 50%. Centrão, em segundo lugar, 38%. E, por último, direita, 12%. Agradeço a todos que entraram nos nossos canais, votaram, manifestaram a opinião.

Um forte abraço aos nossos comentaristas e a você pela audiência e pela parceria. Fique agora com o Jornal Jovem Pan e os destaques importantes do dia. Até amanhã. Tchau, tchau. Obrigado mais uma vez. Valeu. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.

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