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Tarcísio confirma chapa com Felício Ramuth para eleições 2026 em SP

06 de maio de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (05):

Em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou a montagem de sua estratégia para as eleições de 2026. Segundo a articulação, o vice-governador Felicio Ramuth (PSD) deve ocupar novamente a vaga de vice em uma eventual chapa de reeleição, enquanto Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL) são cotados para disputar o Senado. Nos bastidores, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) também aparece como possível suplente de André do Prado na disputa.

Após a derrubada dos vetos presidenciais no Congresso Nacional, o presidente Lula (PT) não deve promulgar o PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue em prisão domiciliar.

Após a rejeição de Jorge Messias no Senado Federal, o presidente Lula (PT) não deve recuar da indicação para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, aliados avaliam novos nomes para a Corte, enquanto o governo tenta reorganizar sua articulação política após a derrota.

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan (PT), afirmou que os Correios podem registrar prejuízos de até R$ 10 bilhões e reconheceu a gravidade da situação financeira da estatal em entrevista à TV Cultura. Durigan explicou que a atual direção da empresa já apresentou um plano de reestruturação na tentativa de reverter o quadro e recuperar o equilíbrio das contas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou uma nova versão do mapa-múndi com a orientação invertida e o Brasil em posição central. A proposta rompe com o padrão tradicional da cartografia e busca apresentar uma nova perspectiva geográfica, gerando debates sobre representação territorial, geopolítica e ensino.

Uma pesquisa do Real Time Big Data apontou que 90% da população brasileira defende a redução da maioridade penal. Segundo o levantamento, a proposta de diminuir a idade de responsabilização criminal para 16 anos segue com forte apoio popular e volta a pressionar o debate político e jurídico no Congresso Nacional.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio6
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
M

Matheus Dias

Reporterjornalista
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos6
  • Lei da DosimetriaVetos presidenciais · Redução de penas · Saúde de Jair Bolsonaro · Lula · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Anistia
  • STFJorge Messias · Lula · Senado Federal · Geraldo Alckmin · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Mandatos para magistrados
  • EleiçõesTarcísio de Freitas · Felicio Ramuth · Guilherme Derrite · André do Prado · Eduardo Bolsonaro
  • Situação financeira dos CorreiosPrejuízos de R$ 10 bilhões · Dario Durigan · Plano de reestruturação · Privatização · Paulo Guedes
  • Estatisticas IBGEOrientação invertida · Brasil em posição central · Representação territorial · Geopolítica · Márcio Pochmann · IBGE+
  • Redução da Maioridade PenalPesquisa Real Time Big Data · Apoio popular · Debate político e jurídico
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia, contando sempre com a análise, as discussões, as reflexões com os nossos comentaristas. Eu sou o Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial.

O Congresso notificou o governo para que Lula promulgue a lei da dosimetria e conceda a redução de penas a Jair Bolsonaro e outros acusados do suposto golpe ou suposta tentativa de golpe até esta quarta-feira. Para não beneficiar seus opositores e outros brasileiros, o petista não deve assinar o ato, deixando para Davi Alcolumbre essa responsabilidade ou para o vice-presidente do Senado.

O PL da dosimetria havia sido vetado anteriormente por Lula, mas o Congresso derrotou o governo, derrubou o veto presidencial e retomou a lei. As informações foram apuradas e confirmadas pelo nosso repórter Bruno Pinheira. Vamos chamar os nossos comentaristas? Vamos, quem é que está preparado? Luiz Felipe Dávila? Então, Dávila ao vivo aqui com a gente. Dávila, seja bem-vindo.

Uma ótima noite a você. Queria pedir sua análise e reflexão acerca dessa situação. Não dá para você reinventar a regra, né? Em toda profissão, em toda atividade, há o bônus e o ônus. O presidente da República não quer colocar a digital dele no PL da dosimetria. Quer passar isso para o presidente do Congresso, Dávila. Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo e a nossa querida audiência, que sempre nos acompanha aqui nos Pingos nos Is. Olha, vamos deixar claro, o presidente Lula não atua como presidente há muito tempo. Ele é um líder partidário e um homem eleitoreiro. Portanto, tudo que afeta a sua imagem no palanque eleitoral ou atrapalha a sua ligação com a militância política, que era?

Ele recusa a fazer. Ele não está ali no chefe de papel de chefe de Estado. Chefe de Estado, evidentemente, promulgaria uma lei aprovada pelo Congresso depois do veto do presidente ser derrubado. Isso faz parte do jogo. Ganhamos umas partidas e perdemos outras. Isso é da natureza da democracia. Mas Lula, num ano eleitoral, não quer colocar as suas digitais

neste projeto que vai beneficiar o que ele chama, entre aspas, de golpistas. Por isso, ele não está atuando como presidente da República, ele está atuando como um militante partidário ideológico pronto para disputar uma eleição. Então ele não vai cumprir o seu papel constitucional, ele vai recusar assinar.

e promulgar essa lei, e isso vai cair sob a responsabilidade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Mais uma vez, uma demonstração de uma pessoa que não sabe separar, discernir a sua função de chefe de Estado e o seu chapéu de candidato e militante político.

Pois é, a notícia de abertura de Os Pingos nos diz, o presidente Lula não deve promulgar a redução de penas de brasileiros, o PL da dosimetria, né? Ele vetou integralmente, depois o Congresso derrubou o veto presidencial, mas agora o presidente não quer participar da promulgação dessa decisão que foi tomada pelo Congresso Nacional. Vamos chamar o Roberto Mota, no Rio de Janeiro, para analisar a vitória do Congresso Nacional com a derrubada do veto presidencial e essa...

Esse distanciamento do presidente da república que não quer ter nenhum tipo de contato com o PL da dosimetria. Mas faz parte do jogo, né? Preciso respeitar as regras. Mota, bem-vindo. Boa noite.

Faz parte do jogo e a gente tem que aplaudir, porque é um episódio raro de coerência. O PT e a sua administração tem que entrar para a história com as posições que eles adotaram. Ninguém pode esquecer quem foi que colocou os manifestantes de 8 de janeiro na cadeia. Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite à nossa audiência.

O Brasil sempre foi o país da impunidade, impunidade para criminosos, porque para manifestantes inocentes, o Brasil tem uma outra face. Eu sempre disse, e vou repetir agora, o certo seria a anulação de todos os processos e a responsabilização de quem colocou inocentes na cadeia. Na impossibilidade disso, pelo menos agora, desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que des

O outro remédio seria anistia, ampla, geral e irrestrita, conforme eu aprendi com a esquerda. A chamada dosimetria é o pior remédio. É criar uma lei para remediar um problema causado justamente pela falta de cumprimento da lei.

É confiar que os mesmos que causaram o problema que criou a necessidade da lei, agora vão cumprir a lei e vão ser parte da solução. Essa análise do Mota toca em pontos importantes. Deixa eu até me aprofundar com o Bruno Musa, também está com a gente. Musa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Quais aspectos nós devemos considerar a partir da derrubada do veto?

E dá a possibilidade de que muitos deixem a prisão, deixem o cárcere. Você acha que mesmo que a anistia ampla, geral e restrita não tenha sido concedida, essa decisão corrige erros que foram cometidos? Ou você acha que seria, na verdade, mais... Devemos interpretar como um meio acerto. Não abarca todas as demandas, mas acaba sendo o que foi possível neste momento. Bem-vindo.

Acho que seu microfone está fechado. Verifica pra gente. Não está não, está aberto. Agora está ok pra gente, então foi algum problema aqui. Valeu. Vamos lá, boa noite então, Caniato, Mota, Beraldo, Dávila, todos que nos assistem. Veja, eu sou muito da linha do Mota, eu não acho que um erro grave...

gravíssimo, separar pessoas de suas famílias. Perdemos pessoas, perdeu vida. Separaram de filhos, netos, não importa. Sem o devido processo legal. Sem como manda a Constituição brasileira, Caniato. Então, é claro, podemos olhar e falar, ah, a dosimetria dá uma suavizada? Talvez, pode ser que sim, numa possibilidade de esperança. Mas não se corrige um erro grotesco.

com algo dessa forma. Não estamos falando de uma camiseta que você comprou o tamanho M e o seu era G, dá para usar, mas apertado, mas dá para usar. Não, estamos falando de pessoas que talvez não consigam mais recuperar aquilo que tinham antes. Principalmente um deles que perdeu a vida. Mas quanto tempo se perde em instâncias com filhos que cresceram? Nós comentamos ontem aqui, somos todos pais.

Esse tempo não volta mais. Ou a mentalidade, marcas que ficaram na cabeça dessas pessoas que talvez não permitam mais ser pessoas como eram antes, tendo mudanças no seu trabalho, na possibilidade de levar o sustento para suas próprias casas. Enfim, todas as consequências que um processo político culminou em pessoas que poderiam, sim, ser julgadas por...

não sei como é que chama, por estragar o patrimônio público, o que quer que seja, mas não da forma como foi feito em absoluto. Então, é impossível dizer que um pequeno ajuste da dosimetria repara erros inquestionáveis e erros que...

não se voltam mais atrás. Então, respondendo direto para você, e aí a gente vai debatendo ao longo do dia de hoje, Caniato, não acho. Acho que vale um princípio de discussão. Ora, se vocês permitiram, então, a dosimetria, já deixa claro que houve um processo político. E já que partimos do pressuposto que houve esse processo político, a gente vai para uma discussão mais ampla.

E essa discussão não deve parar apenas na dosimetria. Pelo que eu falei, são vidas que foram ceifadas e retiradas de suas próprias famílias sem o devido processo legal.

Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para analisar essa situação também, porque alguns capítulos serão certamente explorados por figuras que acabam participando das discussões em torno do 8 de janeiro. Beraldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Quais aspectos nós devemos nos atentar quando olhamos para o episódio do 8 de janeiro? A redução de penas, a saída da maior parte daqueles que foram condenados.

saída da maior parte daqueles condenados do cárcere, mas aí cumprindo prisão domiciliar. A discussão se encerra ou você acha que levamos esse problema para a próxima legislatura do Congresso Nacional e para o próximo mandato presidencial? Bem-vindo. Lembrando que o Beraldo está hoje em Brasília. Bem-vindo, Beraldo.

Boa noite, Caniato. Obrigado. Boa noite, Musa, Mota, Dávila e boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Olha, Caniato, sem dúvida alguma, a gente terá uma nova discussão na próxima legislatura, porque...

Essas pessoas que foram condenadas a penas altíssimas pelos atos de vandalismo cometidos no 8 de janeiro de 2023, elas são credoras de uma reparação para aquilo que aconteceu com a vida delas.

É óbvio que muitas pessoas cometeram crime, sim, invadiram prédios públicos, depredaram patrimônio público, depredaram patrimônio histórico e isso tem que ter consequências. Afinal de contas, nós não podemos permitir que isso aconteça agora.

que isso não aconteça e gere consequências quando é uma manifestação de militantes de direita, assim como, da mesma forma, quando for manifestação de esquerda, tem que acontecer da mesma maneira. E não aconteceu. Durante esses últimos três anos e meio, tivemos manifestações...

violentas na Praça dos Três Poderes, mas não houve consequência. No passado também, talvez o episódio mais grave durante o governo Michel Temer, os movimentos de esquerda que acusavam o legítimo processo de impeachment de ser um processo de golpe.

provocaram uma destruição horrorosa, bizarra, tocaram fogo na esplanada dos ministérios, promoveram quebra-quebra, uma coisa absurda. Não sofreram absolutamente nenhuma consequência. Então, eu acredito que esta discussão, ela deverá ser retomada na próxima legislatura do Congresso, no próximo governo.

E nós temos hoje a posição, o comportamento do presidente que tira por completo a legitimidade dos apoiadores do governo e dos membros de governo de criticarem Jair Bolsonaro por não ter passado a faixa a Lula, por exemplo.

Porque se eles acusam Jair Bolsonaro de não ter cumprido o seu papel no rito de transferência da faixa presidencial, agora o presidente se exime de cumprir um papel que é dele. E não cumprir este papel faz com que centenas de pessoas continuem encarceradas enquanto as suas famílias estão sendo destruídas. Porque foi isso que aconteceu. As pessoas sabem que...

A vasta maioria daqueles que foram presos no 8 de janeiro não são criminosos que estavam fazendo do crime a sua vida. Portanto, esta reparação deve haver, mas também é importante que se faça esse registro.

A postura que estamos vendo do presidente da República é indigna de alguém que olha para o seu cargo de presidente, compreendendo que o cargo e as suas obrigações são maiores do que a vontade individual de cada um.

Dávila, porque isso certamente será tema de discussão durante a campanha eleitoral. Dávila, como é que os pré-candidatos e depois os candidatos devem tratar da questão do 8 de janeiro? Eu imagino que alguns queiram afirmar que tomarem alguma medida.

vou conceder indulto, graça presidencial, ou vou encerrar o processo, ou vamos trabalhar para isso. Ou você acha que muitos vão tentar se distanciar por se tratar de um tema sensível e entendendo que a história já foi resolvida, já que houve a redução de penas.

Entre o ideal e o possível, existe uma larga diferença. O ideal é óbvio que deveria ser uma anistia geral, ampla e restrita. Agora, esse projeto não conseguiu angariar o apoio necessário no Congresso Nacional. Criaram-se um atalho, que é esse projeto da dosimetria.

Mas, Caniato, a aprovação desse projeto no Congresso Nacional, tanto na Câmara como no Senado, como a derrubada do veto presidencial, mostra unanimamente que os partidos de direita e de centro-direita

abraçaram a dosimetria como a medida possível para libertar da cadeia o mais rápido possível pessoas que foram injustamente condenadas. Então, não me parece que há hoje muita discussão em torno se a dosimetria vai ser levada adiante ou não. Me parece que a votação do Congresso Nacional, tanto na aprovação como na derrubada do veto,

Está claro para os partidos de direita e de centro-direita que esta medida precisa entrar em vigor imediatamente para libertar o mais rápido possível essas pessoas da cadeia. Quanto à mudança no próximo ano legislativo com um novo presidente da república, aí é uma outra história. Todos os candidatos de direita...

já disseram que dariam um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Então existe isso até unânime. Todos os candidatos da direita, exceto o Renan Santos, deixou claro que dariam um indulto a Jair Bolsonaro. Então já existe um pouco desse consenso. Agora, se daí pra frente aprovarão um projeto de anistia ampla, geral e restrita, é outra história pra uma outra legislatura. O importante é olhar para o momento político. O momento político é...

se é possível aprovar um projeto para libertar o mais rápido possível pessoas injustamente condenadas. E parece que esta é a solução. Não é a melhor, mas é a que foi aprovada no Congresso Nacional.

Pois é, e tem uma outra questão, né? Com a derrubada do veto presidencial, como é que fica a imagem do governo, principalmente da presidência da República e do próprio judiciário? O Legislativo acaba dando uma resposta muito importante, assegurando aquilo que foi determinado pelo Congresso com a aprovação da dosimetria, ainda que muitos não concordem, muitos chamam de meio acerto, mas, como disse o Dávila e você mesmo... Não desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que desce que

levantou por diversas vezes, o ideal teria sido a anistia, mas já que não foi possível, eles avançaram com o projeto da dosimetria. Mas como é que fica a imagem, por exemplo, do judiciário? Porque o judiciário tomou uma decisão, e o Congresso, entendendo que a decisão foi equivocada, aprovou a dosimetria. Você acha que o assunto é encerrado, ou lá na frente talvez teremos outros embates, uma judicialização, um terceiro turno, algo do tipo?

Esse assunto não vai ser encerrado enquanto não receber o tratamento adequado. Eu vou aqui contrapor as minhas razões aos argumentos do meu colega Dávila. Eu não acho, não é que eu ache que a anistia é o remédio ideal. A anistia é o segundo remédio aceitável.

O único remédio para essa situação é a anulação de todos esses processos, porque todos eles têm problemas gravíssimos. São questões que se estivessem presentes no processo penal de um chefe de facção...

esse processo já teria sido anulado. E o chefe de facção já estava na rua, livre, leve e solto, e se bobear com a indenização poupuda do Estado brasileiro. Então, deixa eu ser bem claro, não é uma questão de, olha...

O ideal seria a anulação, mas como não tem a possibilidade, nós vamos aceitar esse remédio da dosimetria. A dosimetria não é nenhum remédio. A prova disso é que essa história de dosimetria já está sendo discutida há meses, sempre com esse argumento. Não, porque a dosimetria vai permitir que os presos saiam. Até agora não saiu ninguém.

Até agora, esse assunto de dosimetria não rendeu a liberdade de ninguém, pelo contrário. O Estado brasileiro está fazendo tudo o que pode para atrasar o máximo possível o início da vigência dessa lei.

Deixa eu repetir também de forma bem clara. Depois, no dia em que essa lei for finalmente promulgada, os advogados dos réus vão ter que entrar com pedidos na corte. E a corte vai julgar.

Como e a quem se aplica essa lei? Adivinhe qual é a corte que vai julgar isso. A mesma corte que condenou os réus em primeiro lugar. Então foi isso que o Congresso Nacional fez. O Congresso está pedindo para que as pessoas que participaram da criação do problema agora tenham boa vontade para resolvê-lo. E esse argumento de que é uma lei, eles não têm alternativa a não ser cumprido?

Ah, é? Então, olhe as inúmeras coisas inovadoras que aconteceram nesses processos, que não estão previstas em lei nenhuma. As inúmeras coisas que foram feitas nos processos dos réus de 8 de janeiro, como eu disse de novo, eu vou repetir, se tivessem acontecido em processos de criminosos comuns, esses réus já estavam na rua há muito tempo.

Então eu realmente não consigo entender essa fé de que o projeto da dosimetria vai resolver o problema dos réus. Não vai resolver o problema dos réus. Não vai reparar essa mancha grave na história brasileira. O Brasil nunca vai superar isso.

A não ser que esse problema seja encarado de frente, com coragem, pelo Congresso Nacional. E hoje, pelo que eu consigo ver, são poucos os políticos que têm coragem de assumir uma postura como essa. Todos preferem a saída mais rápida, dizer que aprovaram a dosimetria, agora está com o governo, agora está com a corte, e vamos tratar do assunto que interessa, que são as eleições.

Zé, para privilegiar o debate, como o Mota se contrapôs a alguns elementos trazidos pelo Dávila, deixa eu voltar com o Dávila para ele fazer o complemento, depois se o Mota quiser. Vai lá, Dávila.

Bom, primeiramente, esta foi a solução que o Congresso encontrou para aprovar uma medida que possa tirar rapidamente as pessoas da cadeia. O segundo ponto, é evidente que a dosimetria não resolve a questão da injustiça cometida com todas as violações do devido processo legal, direito à ampla de feja, acesso aos autos. Isso não vai mudar.

Terceiro, não podemos esquecer que esse projeto da dosimetria foi desenhado a seis mãos, inclusive com o apoio discreto de membros do Supremo Tribunal Federal, praticamente dizendo, olha, esse projeto se for aprovado...

nós vamos corroborar com ele se houver algum questionamento na Suprema Corte. Agora, que as coisas podem mudar? Pode. E, de novo, isso mostra mais uma desfuncionalidade do sistema político. Porque quem deve fazer as leis do país é o Congresso Nacional. Não tem que ter uma mãozinha do Poder Judiciário para fazer uma lei. Quem tem que discutir o teor da lei são os deputados e senadores.

Então, apesar do projeto da dosimetria retratar toda essa disfuncionalidade, ela foi sim um projeto construído a seis mãos, que teve aprovação da maioria absoluta no Congresso Nacional, e é o que temos hoje para libertar essas pessoas que foram indevidamente condenadas. Então, de novo, eu não sou...

defensor absoluto da dosimetria. O que eu digo é que a dosimetria foi a solução política encontrada por parlamentares para libertar o mais rápido possível pessoas injustamente condenadas. Pois é, só pra fechar agora a réplica do Mota rapidamente. Você, Mota.

Rapidamente. Primeiro, o Davila falou mais uma vez que a dosimetria foi a solução encontrada para tirar rapidamente as pessoas da cadeia. Não tem rapidamente nessa história. As pessoas ainda estão presas lá. Ninguém saiu por causa da dosimetria. Vamos fazer a conta, vamos esperar para ver quanto tempo vai levar até que o primeiro réu de oito de janeiro saia da cadeia por causa da dosimetria. Segundo, é...

Essa história de a dosimetria é uma solução política? Não! A dosimetria é uma solução jurídica e legislativa. Solução política teria sido uma anistia. Eu pergunto, por que o Congresso não conseguiu aprovar uma dosimetria?

a anistia. Conseguiu aprovar a dosimetria por unanimidade, mas não conseguiu aprovar a anistia. Qual é a lógica que existe nisso? Nenhuma. Terceiro, esse argumento final do Dávila é o meu principal argumento contra esse projeto, Dávila. Aprovado a seis mãos.

Como é que a gente pode achar isso normal? Dizer, olha, não, esse projeto aqui, a gente tem que seguir com ele, porque ele já foi previamente aprovado pelo Judiciário. Não existe isso numa república. Não existe isso no Estado Democrático de Direito. É um absurdo isso ter acontecido. É um absurdo que parlamentares tenham usado isso como argumento. Eu acho que esse talvez seja o maior argumento contra a dosimetria.

É uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas. Nós tivemos um debate dentro do debate, um embate importante entre o Dávila e o Mota. Deixa eu passar para o Bruno Musa também dar a sua contribuição. Você, Musa, nós acabamos normalizando um acordo que em outros tempos seria visto como algo irregular ou impensável.

Eu acho que sim. Eu acho que se nós aceitarmos o meio do caminho como uma resposta satisfatória, a realidade, a verdade, o que essas pessoas mereceriam ser julgadas por vandalismo, etc., que pagariam ali uma multa, etc., essas pessoas, se aceitarmos isso, o meio do caminho, novamente, como uma resposta...

ok, satisfatória, isso passa batido. Porque os interesses políticos falam mais altos. Veja, aqui nós estamos vendo uma guerra de narrativas entre o governo Lula e a oposição, ou melhor, o legislativo, de falar não quero que essa briga seja feita, comprada para o meu lado.

Ou seja, há um claro discurso político em cima disso. Não há um discurso técnico. Ora, vamos trazer aqui verdadeiros operadores do direito para ter uma discussão aprofundada a respeito disso, um debate mais aprofundado para a sociedade poder assistir. Não. O que nós vimos foi uma politização desde o começo e aceitando isso como discurso, digamos, do status quo, aceito pelo politicamente correto...

Nós esquecemos que são vidas que foram, como eu repito e falei há pouco, sem fadas por completo. E o mais importante, porque não houve respeito à própria Constituição.

E quando nós aceitamos um determinado discurso, ele vai entrando no nosso dia a dia e nós o aceitamos como correto. Veja, por que é que grande parte da mídia, num evento, vou trazer um exemplo para fazer um link com isso aqui, Caniato. Quando o Lula teve há pouco tempo na Espanha, naquele fórum, junto com o Pedro Sanches, o presidente, o primeiro-ministro espanhol, junto ali com o Petros, a Colômbia e outros presidentes de esquerda e de extrema esquerda.

A grande parte da mídia coloca como o encontro dos presidentes progressistas. Quando há um encontro de liberais, de libertários, de conservadores, de governos à direita, a manchete é governos de extrema direita partem para um encontro e etc. E partem para isso, para essa manchete.

A mesma coisa que quando esse movimento foi feito, essa invasão foi feita por movimentos invasores, transgressores das regras, como o MST lá em 2015 e 2016, salvo engano, ninguém falou que isso são movimentos de extrema esquerda, que corrompem a Constituição por burlarem, por exemplo, um fundamento básico de uma democracia, que é a propriedade privada. E não só da democracia, do respeito à vida humana.

Vida, liberdade e propriedade. Aí não. Aí é uma discussão de movimentos que defendem a soberania e que querem o direito a uma vida digna. Perceba como o discurso é diferente. Então, se nós aceitarmos isso como satisfatório, já foi entrado no nosso dia a dia. E ao ser entrado no nosso dia a dia, aceitamos isso como correto. E essas pessoas passam a ser penalizadas.

para o resto de suas vidas, como já serão, por algo que eles não fizeram, ao que consta na Constituição brasileira.

Pois é, a gente tem feito muitas discussões a respeito dos poderes da República. A enquete do dia trata disso. Se você puder colaborar com a gente, vote no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. YouTube do programa Os Pingos Nos Is. Qual o poder da República que você mais confia? Se você puder, vote. No final a gente traz o resultado. Agora vou trazer mais um destaque, recebendo a rede antes.

Agora sim, toda a rede Jovem Pan conectada aqui em Os Pingos nos Is tem mais uma notícia. O vice-presidente Geraldo Alckmin revelou que Lula prepara uma nova indicação para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal após o Senado rejeitar Jorge Messias. Primeiro, Alckmin lamentou a não aprovação do advogado-geral da União, afirmando que ele era uma pessoa preparada para o cargo, com experiência, espírito público e uma vida dedicada ao serviço público.

Depois, o vice-presidente falou que o petista está definindo um novo nome e disse que o fato do judiciário ter um ministro a menos desde a aposentadoria de Luiz Roberto Barroso, isso prejudica os trabalhos da corte, que está muito sobrecarregada de processos. Por fim, Geraldo Alckmin disse que defende a criação de mandatos para os magistrados, afirmando que essa proposta deveria ser apensada, discutida e aprimorada na reforma do judiciário.

Começar essa rodada com o Cristiano Beraldo. Você, Beraldo Lula, tem a ideia, pretende indicar um novo nome para substituir Luiz Roberto Barroso. A dúvida é, será que o presidente do Senado Federal colocará em votação do jeito que a banda toca?

Pois é, Caniato, e é interessante, né? O presidente quer indicar um aliado, quando na verdade o Supremo Tribunal Federal precisa de aliados da lei, aliados da Constituição.

Ser aliado político, ter algum tipo de histórico de defesa do partido político, dos amigos, da convivência, isso não é requisito para que capacite alguém a estar no Supremo Tribunal Federal, longe disso. Aliás, é importante a gente lembrar.

Para se estar no Supremo Tribunal Federal, não precisa nem ser advogado, não precisa ser formado em direito, mas precisa atender aos preceitos constitucionais que são simples e que, novamente, se houver essa indicação, tenho certeza que não serão observados.

E aí, para piorar, se houver de fato um segundo nome indicado para essa vaga, é porque houve algum tipo de acerto do presidente com o presidente do Senado Federal. E eu tenho certeza que, havendo este acerto, não será um acerto a favor do Brasil. Será acerto a favor dos interesses individuais e dos grupos de cada um.

O problema permanecerá. Na situação que estamos vivendo hoje, o que é óbvio, o que é natural, é que o presidente compreenda a pressão popular que existe, compreenda que ele, que indicou 13 ministros da corte...

ele faz parte deste problema. A corte não chegou neste momento, nessa situação, por acaso.

O Partido dos Trabalhadores, o Partido do Presidente, é responsável, sim, em grande medida, por ter colocado na corte pessoas que abriram mão do exercício da função fundamental de fazer parte de um colegiado, de uma suprema corte, de um país democrático como é o Brasil.

E foi transformando aquilo no objeto de poder com vontade própria e de relações políticas que tiram a legitimidade necessária de uma Corte Suprema?

Portanto, o correto a fazer agora é tirar o pé. E se houver essa indicação, se houver essa nova indicação, que o presidente do Senado faça aquilo que ele disse que faria, que é não pautar a sabatina, não colocar em votação, em discussão, em votação, a nova indicação do presidente da República. Eu espero que eles compreendam a clareza das mensagens passadas.

pelo povo brasileiro, pelos eleitores brasileiros, em torno desta indicação, dessa celeuma, desse imbróglio que se tornou essa indicação para o Supremo Tribunal Federal.

Pois é, esse é um ponto importante. Será que Davi Alcolumbre colocaria em votação, pautaria a avaliação do Senado para uma nova indicação de Lula antes das eleições? Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila para analisar esse cenário. Dávila, eu tenho escutado alguns, alguns nomes aí que estariam sendo ventilados pelo presidente da República. Primeiro que falaram que Lula poderia indicar de novo Jorge Messias.

Só que nesse caso, somente se ele fosse reeleito. Então ele não faria indicação agora. Mas já comentaram a possibilidade de uma mulher, de uma mulher negra. Falaram até em Simone Tebet. E há quem entenda que se houvesse um acerto entre Davi Alcolumbre e o presidente Lula, poderia sim Rodrigo Pacheco aparecer como indicação. Será?

Peniato, se tivesse o bom senso, o presidente da República entenderia o gesto do Congresso Nacional que não dá para tratar mais indicação para o Supremo Tribunal Federal como uma questão política ideológica. Ou seja...

Qualquer nome apresentado por Lula neste momento não vai ter clima para ser aprovado. Não podemos esquecer uma coisa, Caniato. O Congresso acaba, encerra os seus trabalhos, festa de São João. Ou seja, ali na segunda, terceira semana de junho. A partir de lá, está todo mundo em campanha política. Não dá para você ter o trâmite de uma nomeação para o Supremo Tribunal Federal.

aprovar numa sabatina num prazo de praticamente um mês e meio. Isso não existe, isso não vai acontecer. Então, Caniato, é uma ideia completamente descabida, qualquer tipo de nome sendo lançado para tentar...

do governo na indicação de Jorge Messias. Então, acho que essa é uma questão forte. Uma vez indicar pessoas para a próxima legislatura, precisa entender o que o eleitor vai eleger para o Congresso Nacional. Se o eleitor confirmar a sua preferência das pesquisas hoje...

e eleger um Senado ainda mais conservador e de direita, esquece relançar o nome de Messias. Não vai aprovar. É óbvio que não vai aprovar. Então, é preciso entender o cenário. O cenário de 2027 nós só vamos conhecer depois das eleições de 2026. E qualquer nome lançado antes desse prazo, pra ser aprovado,

Em um mês e meio, parece que o governo não entendeu o recado do Congresso Nacional.

Chamar o Mota para analisar essa situação? Você, Mota, presidente Lula estaria definindo um novo nome, segundo informações transmitidas pelo vice-presidente da República, e há, na avaliação de Geraldo Alckmin, uma preocupação, porque o Supremo estaria sobrecarregado, já que ele tem apreciado e analisado muitos processos. Então é preciso do reforço de um novo ministro.

Imagina o dia que uma pessoa como essa andar pelas ruas e conversar com um trabalhador brasileiro. Essa declaração mostra o abismo que existe entre os políticos e o povo. Porque a rejeição na sabatina foi comemorada por muita gente como se fosse vitória em final de Copa do Mundo.

Foi a primeira rejeição desde 1894. Acima de tudo, o que o Senado rejeitou foi a arrogância do governo do PT, que trata a Suprema Corte como se fosse o seu feudo pessoal.

Eu não tenho ideia dos planos do PT, mas a estratégia deles é bem conhecida. Ocupação de todos os espaços institucionais. É uma estratégia que não conhece limites, ou pelo menos não conhecia até a última sabatina no Senado.

Havia essa crença de que o PT conseguiria emplacar qualquer nome para a Suprema Corte, independente de qualificações, de ideologia, de ativismo político, como se a corte tivesse virado um puxadinho do PT, como se os senadores fossem meros despachantes e como se a nação fosse um bando de idiotas.

Pois é, é um aspecto importante, né? A decisão que foi tomada pelo Senado Federal, a repercussão entre os brasileiros e essa leitura que o vice-presidente faz, que o presidente da República possivelmente está fazendo. Deixa eu chamar o Bruno Musa.

O Mota menciona esse descolamento, esse abismo entre o que acontece em Brasília para a percepção da população brasileira. De um lado, a população comemora e do outro...

As autoridades entendem que é preciso correr contra o tempo porque o Supremo estaria sobrecarregado. Eles têm muitos processos para julgarem e analisarem. Você, Musa, não falta uma autoanálise, uma autoreflexão também do presidente da República em relação ao que aconteceu na semana passada?

Falta muito, Caniata, mas o problema é que a visão de mundo dele é uma visão muito longe da realidade. Então, esse descolamento que você mencionou com relação a esse tema, ele ocorre em vários outros. Por exemplo, na economia. Ora, como é que eu consigo entregar números de crescimento sólido do PIB e de desemprego supostamente no pleno emprego e a minha rejeição continua caindo? Ou a percepção da população...

continua sendo negativa com relação a ele? Porque a visão de mundo mudou. Ele não consegue mais conversar com autônomos, com meios, com empresários, com pequenos entregadores de aplicativos e motoristas de aplicativos.

São essas as novas pessoas que também representam um percentual importante da população e do voto. São pessoas oriundas ali, filhos de uma classe D e E, que Lula conversava anteriormente, mas não conversa mais com os filhos.

E ele não sabe adaptar esse modelo a essa visão de mundo. Eles não conseguem entender que as pessoas mudaram e que o mundo mudou. Veja, eu fiz um vídeo justamente a respeito disso. O Haddad deu uma entrevista falando que é incompreensível os números que aparecem na pesquisa, citando o Flávio em primeiro lugar e o Lula em segundo lugar. Por que é incompreensível? Eles não têm a condição e a capacidade de entender que o mundo pensa diferente deles.

Eles pararam no tempo que aquela classe sindicalista que queria determinados direitos, hoje enxerga esses determinados direitos como uma intromissão à liberdade e que essas gerações atuais não querem a tal proteção do Estado. E eu ponho, entre aspas, proteção para quem não está nos vendo porque é uma falsa proteção, a falsa sensação de justiça social, a sensação de que o Estado te protege, não protege de nada. Ele tira a grande parte do que você produz. Ele te dá 10.

mas já tomou de você 20 através de impostos e de inflação. Então, meu grande ponto aqui, Caneto, é que, na mesma forma que eu mencionei aqui da economia, funciona exatamente igual para essa indicação e esse distanciamento entre a classe política brasileira e também o que os eleitores atuais estão demandando. E gera esse completo descolamento, onde as informações correram e eles perceberam que...

há um claro indício de indicação de pessoas que são politicamente ideológicas alinhadas ao governo, que assim como nas estatais estão lá para fazerem favores e não serem técnicos, só que isso cobra no bolso das pessoas. Com perda do poder de compra, com mais impostos e com indicação de cargos políticos.

onde uma classe permaneceu ali mais embaixo, e essa elite do funcionalismo indicada para esses cargos estão ali dizendo que pensam no trabalhador, mas não mais os representam. Então, esse distanciamento, essa ponte entre a classe mais baixa e a suporta classe média, foram políticas ao longo de 20 anos do próprio PT que roupeu com isso, e que não mais permite esse nível de ascensão. E as pessoas perceberam, a realidade cobre o seu preço.

Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede Jovem Pan. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, trazendo os principais assuntos do dia e girando a reportagem da Jovem Pan News, porque o presidente Lula indicou a Aliados que deseja indicar Jorge Messias, mais uma vez, ao Supremo Tribunal Federal, mesmo depois do Senado ter rejeitado a primeira indicação do ministro da AGU à Corte.

Vamos acionar o Matheus Dias. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer os detalhes, os bastidores dessa notícia. Matheus, ótima noite a você. Conta pra gente, então, o presidente está estudando o cenário, verificando qual é o momento mais oportuno para essa nova indicação do advogado-geral da União. Conta pra gente essa apuração. Bem-vindo.

Caneato, uma ótima noite a você, ótima noite a quem nos acompanha. Lula não desistiu do nome de Jorge Messias, o atual advogado-geral da União, para a vaga, então, que está em aberto no Supremo Tribunal Federal. Lula, claro, espera um momento melhor para fazer essa reindicação, mesmo após a derrota e a não aceitação do nome de Jorge Messias pelo Congresso, após a votação no Senado, que teve apenas 34 votos favoráveis, sete a menos do que o necessário.

Na visão de Lula, o problema não é o nome de Jorge Messias, mas talvez um acordo que não foi possível ser feito com Davi Alcolumbre, talvez uma estratégia que não foi possível nesse momento. Por isso, o melhor momento na visão de Lula, segundo esses aliados, deve ser depois da eleição em caso de vitória do petista. Se o Lula conseguir ser reeleito...

e ter, claro, mais força, mais uma vez, para fazer esse acordo com o Davi Alcolumbre, aí pode ser que ele indique o nome de Jorge Messias novamente. Outra visão, ou outra alternativa, na visão desses aliados de Lula, é que ele poderia indicar outro nome agora, o nome talvez de uma ministra mulher, como é clamado por muitas pessoas, e talvez num quarto mandato dele, num possível quarto mandato dele, quando outra vaga do STF estiver à disposição.

ele ali indique novamente Jorge Messias para essa próxima vaga e não essa que está em aberto nesse momento. São duas alternativas, mas Lula não desiste do nome de Jorge Messias. Eu estava até ouvindo agora, Caniato, vocês discutindo no estúdio, ele realmente não atrela isso a uma derrota do governo. Claro que...

Toda a base governista de Lula, assim como foi dito por Fernando Haddad recentemente, enxerga que essa indicação de um próximo ministro do Supremo Tribunal Federal foi politizada. Se Lula por um momento usou o poder presidencial para indicar um nome ao Supremo Tribunal Federal, o Congresso vetou como uma clara disputa entre poderes, entre direita e entre esquerda, o que acaba perdendo o foco da indicação do ministro do Supremo Tribunal Federal. Essa é a visão dos aliados de Lula.

Mas uma parte que ontem já trouxemos aqui, inclusive, uma parte disse que a culpa poderia ser de Jacques Wagner, o líder do governo no Senado, de não ter ali atrelado ou feito um termômetro bom o suficiente às vésperas da votação sobre se o nome de Jorge Messias seria ou não aprovado, tendo essa derrota.

atrelado ao governo, mas tem uma parte também dos aliados do governo, Caniato, que acreditam que essa derrota seja um outro tipo de consequência, uma consequência de um acordo do outro lado, um acordo que teria sido feito entre Davi Alcolumbre.

Flávio Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes. Essa é a alegação de alguns aliados do PT, aliados do governo Lula, porque seria uma forma de Alexandre de Moraes acabar conseguindo também se esquivar das investigações do Banco Master.

E também atrelar essa derrota ao governo, diminuindo mais ainda a popularidade de Lula, o que seria justo e válido para Flávio Bolsonaro. Essa é uma suposição de aliados do governo, são duas pontes, mas claro, como vocês mesmos disseram aí no estúdio, não é uma derrota que Lula atrela a uma estratégia que não funcionou. Mas há terceiros que não encaixaram nessa engrenagem, viu Caniato?

Pois é, mas eu fico pensando, será que na nova legislatura, com senadores mais conservadores, eles topariam Jorge Messias? Aceitariam, admitiriam Jorge Messias para o Supremo? A ver. Valeu, Matheus, bom trabalho para você. Qualquer novidade é só nos chamar? Deixa eu começar essa rodada com o Roberto Mota. Você, Mota, num...

Não soa revanchismo indicar Jorge Messias mais uma vez? O Senado já tomou sua decisão. Rejeitou Jorge Messias. Agora, Lula vai indicá-lo mais uma vez? Não seria melhor virar a página, pensar em um outro nome?

Caniato, eu nem tenho comentário apropriado para descrever essa estratégia. Mas o que eu achei interessante é que, para o PT, essa foi uma derrota que não se identifica como derrota. Para o PT, isso não foi uma derrota. Simplesmente as coisas não se encaixaram. É muito fofo ter uma posição como essa.

Agora, será que é uma boa ideia indicar de novo o mesmo nome? Aí a gente precisa perguntar. Ideia boa para quem, companheiro? Mas tem uma outra pergunta que é muito importante. A pergunta é, qual é a urgência de aprovar um novo nome? Porque se o problema for a alta carga de processos no Supremo... ...

O Supremo pode começar a fazer que nem a Suprema Corte americana, dizer, não, isso aqui eu não vou julgar, não tem relevância. A Suprema Corte pode fazer isso, se recusar a julgar determinada matéria. É o que a Suprema Corte americana faz. Ela recebe milhares de pedidos de julgamento todos os anos.

ela julga menos de 100 processos por ano. Apenas questões que tenham relevância constitucional.

Tem também outro ponto muito importante. Eu gostaria que os senhores senadores prestassem atenção nisso. A corte está no meio de uma grande confusão institucional. Muita gente, inclusive magistrados, acreditam que o ideal seria fazer uma pausa nessas nomeações até que a casa se arrumasse um pouco. Então fica aqui uma ideia para o Senado.

suspender todas as nomeações até que essa confusão seja resolvida.

Pois é, mas tem uma questão importante que a gente deve considerar, que o próximo presidente da República poderá indicar três nomes. Agora, se Davi Alcolumbre não colocar em votação a próxima indicação do presidente Lula e jogar isso para a próxima legislatura, o próximo presidente poderia indicar quatro ministros para a Suprema Corte. O Cristiano Beraldo está ok em Brasília? Deixa eu chamar o Beraldo para analisar essa situação.

Porque caso não haja uma resolução para a cadeira de Luiz Roberto Barroso, isso ficaria para o ano que vem. E aí o próximo presidente poderia indicar uma figura para substituir Luiz Roberto Barroso, Luiz Fux deixará a corte em 28, Carmen Lúcia em 29 e Gilmar Mendes em 30. Quatro ministros novos, a depender de quem estiver na cadeira da presidência da república, você muda a cara da corte, né, Beraldo?

Sem dúvida alguma e essa é uma realidade que pode, de uma certa forma, criar essa expectativa de que a corte vai mudar a sua forma de agir. É importante a gente colocar as coisas em perspectiva.

O Supremo Tribunal Federal, ele sempre agiu na sua história centenária como a corte constitucional. Houve um episódio durante o regime militar em que o número de cadeiras no Supremo Tribunal Federal foi aumentado, salvo engano, para 17, depois com as aposentadorias ele voltou para 11. E isso se deu com o objetivo de justamente cessar uma maioria.

que poderia tomar decisões ali, confrontando com o melhor interesse do país. Agora, nós estamos tendo a oportunidade de ver o perfil da corte ser alterado e ter isso, obviamente, né? Vai depender das indicações, mas supondo que um novo governo, com a oportunidade de indicar quatro ministros, o faria...

com base, respeitando aquilo que está na Constituição e que nós voltemos a ter no Supremo Tribunal Federal uma maioria, apesar que ainda não consolidada, mas certamente em grande parte dos assuntos, uma maioria de pessoas que vão resgatar a credibilidade e a confiabilidade.

do Supremo Tribunal Federal, sem dúvida alguma, isso é o mais benéfico para o país. Porque o risco que nós corremos, Caniato, é termos, se essas indicações forem mal feitas, é nós aí perpetuarmos essa situação absurda.

se as indicações continuarem sendo feitas com base nas preferências políticas, nas relações pessoais, na confiança de que aquele jovem indicado, que ainda tem que ser jovem, né, que é para ficar lá muito tempo.

que aquela pessoa vai entregar o compromisso, a aliança que se formou de proteger aqueles responsáveis para que a indicação fosse feita e aprovada no Senado Federal. Aliás, temos aquela fala maravilhosa, Caneto, para lembrar de Soraya Tronik, senadora Soraya Tronik, que disse na cara de Jorge Messias que não era para ele esquecer dos amigos.

que fez na jornada de pré-sabatina até aquele momento da sabatina. Então, se nós não acabarmos com isso, se nós não acabarmos com esta visão completamente deturpada do que é o Supremo e do papel de cada ministro, não haverá solução. Entretanto, reforço aqui para terminar, temos uma oportunidade e o Brasil precisa que esta oportunidade seja muito bem aproveitada.

Pois é, a gente vai seguir acompanhando. Se você puder, vote na nossa enquete do dia, que a gente trata sobre confiança nas instituições, nos poderes da República. Seria muito legal acompanhar o que você pensa a respeito dos poderes da República. Qual é o que você mais confia? Vote que daqui a pouco a gente traz uma parcial e no final o resultado.

As dificuldades financeiras enfrentadas pelos Correios podem se intensificar esse ano e chegar a um prejuízo de 10 bilhões de reais, conforme uma projeção do ministro da Fazenda, Dário Durigan. Ele concedeu uma entrevista à TV Cultura e reconheceu a gravidade da situação. Ele afirmou que a direção atual já apresentou um plano de reestruturação para tentar reverter esse quadro.

Segundo Durigan, a estratégia dos Correios inclui corte de despesas, incremento na geração de receitas e expansão de parcerias, tanto nacionais quanto internacionais. Ele explicou que o acompanhamento dessas medidas faz parte do esforço para modernizar a empresa e garantir a sua sustentabilidade.

a longo prazo. Vou começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila. Tantas vezes nós falamos dos Correios e sempre, né, Dávila, as últimas notícias tratam de uma gestão, o rombo na conta, né, no balanço dos Correios, sempre operando no vermelho. E aí tem a avaliação de Dário Durigan, que reconhece a gravidade, mas acaba destacando alguns pontos que podem ajudar a longo prazo. Então,

Tem solução os Correios ou a solução seria se desfazer dessa empresa?

Não tem a menor capacidade de encontrar uma solução para o correio um partido de esquerda como o PT. Todas as vezes que o PT governou o Brasil, as estatais e os correios deram enorme prejuízo. Qual foi a vez que o PT governou o Brasil que os correios estavam no azul? Não existiu isso. Isso não existe no capítulo do PT. E aí vamos aqui aos números.

Meu amigo Bruno Moussa, que gosta dos números aqui, né? Olha lá, vamos pegar, para não ir tão para trás, 2013, governo Dilma Rousseff, o Correio teve um prejuígio de 213 milhões de reais em 2013. Depois, continuou, prejuígio em 2015, 2016, já pulou para 3,5 bilhões, já mudou de casa decimal.

Aí o que sabe que aconteceu quando o PT saiu do poder? Vieram os governos Michel Temer e Bolsonaro. E sabe o que aconteceu? Milagre. Os Correios deram dinheiro. Estavam no azul. Deram lucro de quatro bilhões de reais de 2017 a 2021.

Só que aí, apesar da boa gestão feita, Correios no Azul, o governo Bolsonaro não teve coragem de apoiar o ministro Paulo Guedes, que queria vender, privatizar os Correios. Era aquela velha história, mas já que tá dando dinheiro, por que a gente vai vender agora? Não, tem que vender porque Estado não tem que se meter em Correios. Não é uma função do Estado, isso é uma função de mercado.

Então, o que acontece? Não privatizaram, aí... Adivinha o que aconteceu? Volta o PT pro poder e os Correios começam a perder dinheiro desbragadamente, como aconteceu agora, 20 bilhões de reais. Então, você acha que o PT, que governa esse país há 20 anos, agora...

vai implementar a solução Paulo Guedes de reduzir quadro de funcionário, ter gestão profissional, desaparelhar o correio, é óbvio que não vai fazer. Porque na cabeça do PT, estatal serve para acomodar os amigos do governo. Serve para acomodar pessoas ideologicamente afinadas e serviçais do Partido dos Trabalhadores. É assim que funciona.

Então, como não haverá essa mudança de mentalidade, não tem como recuperar o correio. Por isso, o nosso slogan, privatiza já todas as estatais. Estatal na mão do Estado, ainda mais o Estado aparelhado pelo PT, é prejuízo na certa. E quem paga a conta desse prejuízo somos nós, os pagadores de impostos.

Pois é, deixa eu trazer o Bruno Musa também para analisar qual é a situação real dos Correios, se ele vislumbra alguma possibilidade dessa atual administração ou da próxima transformarem os Correios em uma potência. E você também concorda com...

principalmente Mota e Dávila, que entendem que governo não tem que administrar esse tipo de empresa, todas poderiam ser vendidas e privatizadas, Bruno Musa? Ou, na sua avaliação, algumas estratégicas, talvez aquelas que deem lucro, podem colaborar com alguma administração? Não, o Estado não foi feito para administrar empresas, Caniato. Muito menos ter o monopólio da distribuição de cartas no ano de 2026.

isso não tem o menor cabimento. A existência de empresas públicas, ela pressupõe ali justamente aquele ponto para controlar uma parte do orçamento. Lembre-se, quem controla o orçamento controla as pessoas. Quem controla as pessoas passa a ter uma legitimidade maior em cima daquelas operações. E isso, obviamente, traz... Mas...

melhores possibilidades para o governante de turno, aquele governo que precisa do dinheiro para continuar administrando aqueles recursos, ou melhor, distribuindo como eles querem. Consequentemente, é muito mais proveitoso para a sociedade quando você tem um mercado aberto com empresas sólidas, com alta concorrência, para conseguirem melhores produtos e melhores serviços. Veja, isso faz parte do DNA do Brasil. Quando nós analisamos, quando o Banco do Brasil nasceu,

Lá no século XIX, 1820, ele nasceu até com aquele propósito, ou melhor, perdão, 1808, 1820 foi quando ele foi saqueado ali para levar os recursos de volta para a coroa portuguesa. Nós criamos o DNA justamente de usar as empresas públicas para conseguirmos tirar proveitos para o Estado.

Em última instância, o governante de turno no Brasil, ele se apropria do Estado. É uma mentalidade que vem desde lá de trás da época da exploração por parte dos portugueses aqui. Vamos explorar, vamos extrair a riqueza e quem é próximo ao rei passa a ser o Estado em si.

E aí, no Brasil, a gente cria aquela mentalidade, quem é próximo ao rei, quem tem algum tipo de artimanha com a máquina pública, passa a surfar privilégios. Isso não é capitalismo de verdade, isso é capitalismo de compadrio. Isso é Estado que permite alguns poucos serem beneficiados.

consequentemente, a situação dos Correios, em meio a tudo isso que eu citei aqui, ela é caótica. Veja, nas melhores hipóteses de análise de mercado, os Correios valeriam algo como 14, 15 bi. E, na pior das hipóteses, algo como 8 bi. Se você pega o prejuízo dos Correios e ela fosse uma empresa que não precisasse de aporte do dinheiro do Tesouro, que, em última instância, é do pagador de imposto,

Num mercado aberto, essa empresa estaria liquidada, quebrada. Só que você fica pagando com os seus impostos para manter indicações políticas lá dentro e o monopólio de distribuição de cartas, que não tem o menor sentido em 2026, Caneato. Então, ao analisarmos, só do ponto de vista de mercado e de uso do dinheiro do pagador de imposto que sustenta tudo isso, os correios deveriam ser liquidados, ou melhor, privatizados, com uma abertura de mercado que, repito,

Monopólio de distribuição de cartas em 2026 soa mais patético do que qualquer outra coisa. Agora, uma rápida parada para me despedir de algumas emissoras que ficarão com a programação local. Muito obrigado pela audiência e pela companhia.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, destacando essa situação que envolve os Correios, um prejuízo projetado de 10 bilhões de reais e uma avaliação ou uma esperança do ministro da Fazenda, Dário Durigan, que elenca medidas que estão sendo tomadas para melhorar a situação. Deixa eu passar para o...

Roberto Mota, você, Mota, tantas vezes já trouxemos informações relacionadas aos Correios. Sempre tem gente da nossa audiência. Eu acho interessante que eles destacam aqui que os Correios acabaram patrocinando muitos eventos musicais, shows de música, aquele famoso festival Lollapalooza, também uma turnê.

do Gilberto Gil. Gilberto Gil que já integrou, inclusive, os quadros do Partido dos Trabalhadores. E aí, certa vez, o então presidente dos Correios foi questionado por que o investimento nesse tipo de evento. Daí ele disse que era importante que os Correios fossem conhecidos também pelas novas gerações. Para fazer exatamente o quê? Não acho que seja para mandar cartas, né, Mota? Eu também não acho, Caniato.

Eu queria lembrar aqui que esse é um governo que todo dia faz juras de amor pelos pobres. A primeira medida de um governo que diz que se preocupa com os pobres é parar de jogar fora o dinheiro desses pobres. Porque é isso que acontece. Quando o estatal dá prejuízo, toda a população paga por isso.

inclusive o pobre, inclusive o desempregado, inclusive uma pessoa que nunca usou o serviço dos Correios, porque tudo o que ele compra, tudo o que ele consome, tem imposto embutido. O imposto vai para os cofres do governo, que usa esse dinheiro para pagar viagens de jatinho, hotéis de luxo e a farra das estatais.

Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, porque é preciso olhar também para a dificuldade de algumas administrações, mas principalmente de alguns integrantes de governos e do legislativo, de avançarem com agendas de privatização. O Dávila trouxe o exemplo da gestão anterior, a ideia que tinha o então ministro da Economia com o seu super ministério.

Paulo Guedes, que tentou, né, Cristiano Beraldo, avançar com o processo de privatização dos Correios. Não conseguiu. Avançou com outros processos. Mas em linhas gerais, por que no Brasil isso é tão difícil? Porque vivemos uma democracia completamente capenga e desigual.

Porque se nós olharmos para o arranjo brasileiro, Caniato, nós vamos nos deparar com uma realidade de que aquelas pessoas que estão concentradas, especialmente em São Paulo, elas são subrepresentadas, porque existe um limite máximo de deputados que um Estado pode ter, ao mesmo tempo que Estados como...

A Amapá, por exemplo, que não tem um milhão de habitantes, tem oito deputados federais.

Vocês acreditam que nesses rincões do Brasil profundo, as pessoas que estão ali vivendo as suas vidas com absolutamente todo tipo de limitação, essas pessoas que recebem um check-in do Bolsa Família, que sobrevivem com aquilo porque elas estão vendo que a sua dinâmica de vida é...

depender da prefeitura para a cidade funcionar, não há absolutamente nenhuma vocação que é explorada do ponto de vista econômico daquelas sociedades, as pessoas vão sobrevivendo. Essa é a dinâmica de milhões de brasileiros. Aí você olha para o Congresso Nacional. Vocês realmente acreditam...

que os oito deputados do Amapá, com todo o meu respeito ao povo do Amapá, que é um povo que poderia ser muito mais próspero do que é, e não é porque ele é mantido na pobreza para beneficiar uma curriola de uma elite nojenta que comanda o Estado e da forma que a gente está vendo. Mas vamos imaginar como é que pensa a cabeça do deputado representante do Amapá e de outros estados brasileiros.

Ele não vai propor algo que afete a popularidade dele com aquele povo pobre que nem sabe, não faz a menor ideia que os Correios deram 10 bilhões de reais de prejuízo. Essas pessoas, boa parte delas, nem sabe o que é STF.

Essas pessoas estão vivendo uma dinâmica de vida completamente diferente da nossa, que estamos aqui falando, trabalhando, nos indignando, colocando para fora a nossa energia para tentar ampliar esse debate público e fazer com que essas pessoas compreendam o que está acontecendo no Brasil.

Mas isso é muito difícil, porque as pessoas, a ignorância da população brasileira é um método. E neste método não cabe, não é necessário desgaste para salvar as contas públicas. Porque o dinheiro para essas pessoas, para o eleitor dessas pessoas não morrer de fome, vai continuar chegando. Então, Caniato, é muito difícil você travar.

Um debate de alto nível com pessoas bem intencionadas e olhando a favor do Brasil. Isso não acontece. Então, fundamental para a gente resolver essas aberrações como uma empresa inútil que serve para acomodar apadrinhados políticos e colocar um rombo de 10 bilhões de...

Isso não é brincadeira, são 10 bilhões de reais por ano. Pensem o que você precisa fazer, que gestor incompetente você precisa ter para que a tua empresa dê um prejuízo de 10 bilhões. E não é que você está vendendo petróleo e teve a guerra do Irã, não! Você entrega cartas!

Você tem uma lojinha que paga um aluguel, que você sabe quanto diz o contrato que tem que ser pago. Você tem um funcionário, você sabe o que você tem que fazer. Mas você não consegue gerir esse negócio, ele dá 10 bilhões de reais de prejuízo. É enlouquecedor. Então, Caniato, se não houver a revisão do pacto federativo para que esses políticos mal intencionados passem a ser responsabilizados,

Pelo absurdo da pobreza e do atraso dos seus estados, que é feito de propósito. Por isso que dão dinheiro para fazer showzinho aí de cantorzinho da moda. Porque não querem resolver o problema real. Querem simplesmente entregar esse populismo barato que destrói o Brasil. E assim nós ficamos aqui indignados, loucos, doentes, com esses números absurdos de prejuízo do Correio.

E essas pessoas estão dando risada porque não estão absolutamente nem aí para isso. Eles querem indicar mais um apadrinhado lá para poder fazer campanha para ele esse ano. De resto, ele não está nem preocupado se vai chover ou se vai fazer sol. Pois é, deixa eu passar para o Dávila fazer um exercício aqui com a nossa audiência a respeito desse procedimento de arrumar a casa. Como é que acontece esse processo, esse freio de arrumação para...

se desfazer de grandes empresas. Dávila, não dá para dizer que somente um grupo político se beneficia desse tipo de empresa, certo? Tudo bem que gestões de Temer e de Bolsonaro, nós tivemos bons exemplos, e os Correios, em especial, conseguiu fechar no azul. Um super exemplo de que é possível. Agora, quantas vezes nós já escutamos que no acerto com os partidos, que no acerto com os partidos,

Tal parlamentar pede a tal estatal de porteira fechada para ele indicar todos os vice-presidentes. Faz parte da política brasileira. Quantas vezes não escutamos isso? Como é que muda essa realidade? E isso eu acho que acaba...

beneficiando todos os partidos. Todos acabam mordendo, ou a maior parte deles, acabam mordendo um pouco desse benefício às avessas, acomodando padrinhos. Segundo, terceiro, quarto, quimps, calões. Como é que a gente muda essa realidade, Dávila?

Mudamos essa realidade, Caniato, com um presidente que comunica claramente como esse dinheiro vai ser usado. Porque qual que é o temor da população e com razão pelo nosso espécimo histórico? É que qualquer venda de estatal vai cair naquele buraco negro das contas públicas. E isso vai ser usado pra aumentar orçamento secreto, liberar verba pra aliado político. Ou seja, não vai melhorar a vida.

das pessoas. Agora, se o presidente for claro que esse dinheiro vai ser usado, por exemplo, para resolver a questão do déficit fiscal do Brasil. Por que não resolver a questão fiscal? Porque se resolve a questão fiscal, se o Brasil passa a ter de cortar despesas, vender estatais, ter dinheiro...

Hoje nós gastamos quase 50% do orçamento nacional com pagamento de juros. Juros. Está indo para pagar banco, está indo para pagar os credores internacionais que financiam o roubo das contas públicas. A gente está falando de mais de um trilhão de reais. É um absurdo total.

Ou seja, imagina dizer para as pessoas que com essa venda nós vamos conseguir resolver esse problema fiscal, isso vai cair imediatamente a taxa de juros e vai sobrar mais dinheiro para a educação, para a segurança, para a saúde e para obras de infraestrutura que o Brasil não consegue investir hoje. Ou seja...

É preciso ter uma conversa franca que esse dinheiro não vai ser abocanhado pelo corporativismo que capturou o Estado brasileiro. Tanto o corporativismo privado como o público. Ou seja, a venda de estatal não vai virar subsídio setorial.

Não vai virar em emenda de orçamento secreto. Não, nós vamos usar isso para melhorar a vida das pessoas. E coisas concretas. Põe ali, como é que nós vamos mensurar isso? Primeiro, nós vamos reduzir a dívida pública. Porque se reduzir a dívida pública, nós vamos derrubar a taxa de juros, que hoje é o que estrangula o brasileiro. 82 milhões de pessoas inadimplentes. O maior número de empresas pedindo concordar está na história do Brasil.

Ou seja, vamos resolver a vida do Brasil que empreende, produz, trabalha. Esse é o Brasil que nós precisamos olhar. Então, Caniato, se não tiver uma conversa honesta, existe evidentemente resistência política. Pra que vai sobrar mais dinheiro? Pra deixar mais dinheiro no cofre público? Pra acabar indo pro bolso de político? Pra acabar indo pra loteamento de cargo? Ou mandar pra verba paroquial? Então ninguém quer.

Então, Canhato, precisamos ter um papo reto do presidente da República com o brasileiro. Assim, teríamos um apoio político para fazer com que essas reformas avançassem.

Pois é, deixa eu trazer o Bruno Musa, para o Musa trazer um pouco do seu olhar e da sua experiência, quando a gente olha para a economia de um país. Musa, o quanto empresas deficitárias acabam prejudicando o funcionamento de um país, a operação de um governo. A partir do momento em que um governo toma a decisão, olha, vamos nos desfazer,

dessas empresas, como que isso acaba contribuindo rapidamente para, por exemplo, a melhoria dos serviços, a melhoria na prestação de aqueles serviços básicos, principalmente a população mais pobre? Veja, a gente pode recorrer a alguns fatos importantes para a gente responder isso. Um delas foi aquela teoria de Thomas Malthus, que é a armadilha malthusiana, que ele falava

há uns bons anos atrás, que o crescimento da população não permitiria que houvesse o crescimento na mesma proporção de alimentos e que as pessoas morreriam de fome. Nós vimos que a eficiência foi muito maior e hoje o conhecimento tecnológico, enfim, tudo que a gente já viu ao longo, desde a Revolução Industrial, os incrementos que a gente vê através de um mercado aberto, propicia tudo isso que nós vemos e vivemos hoje.

Esse mesmo fato a gente consegue trazer para o valor presente. Principalmente aqueles ditos intelectuais da esquerda acreditam que a economia é um jogo de soma zero, que para uns ficarem ricos, outros precisam ficar pobres. Essa é uma grande mentira. Numa economia aberta a gente já sabe.

que quanto mais pessoas geram valor e agregam valor, você não precisa tirar de um para você ficar rico e o outro ficar pobre. Isso é um grande pensamento antiquado por completo. E por que eu estou falando isso para adaptar exatamente o que você está falando?

Diferente dos exemplos que eu dei, o orçamento é um jogo de soma zero. Você tem um orçamento ali, por exemplo, de despesas de 5 trilhões e meio, despesas totais do governo. São 5 trilhões e meio. É isso. Quando ele acaba, acabou. Você vai ter que recorrer a artimanhas que traz consequências, como consequências, por exemplo, inflacionárias. Mas é isso.

Tanto é que a gente vê a ex-ministra Simone Tevitt falando que no final de 2027 o orçamento total será comprometido pelos gastos obrigatórios. Aqui não tem o que fazer, ele é um jogo de soma zero dentro disso. Você tem essa capacidade orçamentária, acabou, acabou. Não tem mais o que fazer. Algumas partes que você gastou o seu dinheiro de forma errada, ineficiente...

Outras partes dentro do orçamento ficarão sem o dinheiro. Simples assim. Ou se eu quero aumentar investimento numa área, eu vou ter que retirar de outra, porque a capacidade do orçamento é limitada. E, adaptando tudo isso ao que você falou, quando nós entendemos que esses prejuízos são cobertos por uma parte do orçamento que ele é limitado, fica muito óbvio. Quem paga isso?

O pagador de imposto. Não existe dinheiro público. Essa é uma grande falácia dentre várias frases que foram incorporadas no nosso dia a dia e que a gente acredita que se torna real. Orçamento público, dinheiro público, tudo isso é abstrato, como se o dinheiro nascesse em árvore. Não tem. Ele sai do teu bolso, do nosso bolso, para o orçamento. E esse dinheiro, o governo, poucos burocratas centralizam a distribuição deles. Então, se uma empresa estatal é deficitária,

ela precisará ser coberta pelo dinheiro que está dentro do orçamento, que é limitado. E aí, esse dinheiro, como é limitado, deixa de ir para outras áreas que trazem mais benefícios para a sociedade como um todo. Por quê? Porque ela vai para cobrir rombos, uma vez que as empresas estatais são usadas como marketing de política partidária para satisfazer os anseios de um projeto de poder de um governo de turno. Portanto, é o seu dinheiro que teve uma escolha.

Cumpriram o rombo para satisfazer uma propaganda partidária em detrimento de algo que poderia dar mais retorno para a sociedade. Pois é, deixa eu só fechar essa discussão. Acho que talvez o Mota tenha alguma percepção ou impressão de como seria um processo desse. Mota, claro que a gente pode olhar para a administração de Jair Bolsonaro e observar, sobretudo, a figura de Paulo Guedes e as tentativas dele.

O avanço e as vitórias em alguns casos, em algumas empresas que aquele governo conseguiu se desfazer, mas também alguns insucessos, como no caso dos Correios. Você vislumbra boas oportunidades para o próximo presidente da República quando a gente olha para essas empresas gigantescas?

deficitárias, a situação do Brasil, a situação fiscal, a resistência, por exemplo, dos funcionários públicos ou funcionários dessas empresas. Qual é a chave do cofre para que o próximo presidente consiga avançar com essa agenda de privatizações? Eu não sei se essa deve ser a pauta prioritária do próximo presidente, assumindo que ele seja um presidente de direita.

porque o Estado do Brasil hoje é caótico. Há muitas coisas que precisam ser resolvidas com urgência. Eu não sei se vai sobrar energia para isso, Caniato, porque tem uma questão muito importante que a gente precisa colocar aqui. Predomina ainda no Brasil uma mentalidade estatizante.

Isso é verdade entre a maioria dos políticos. E por uma razão muito simples. Quanto maior o Estado, melhor é a vida dos políticos de uma forma geral. Então, quando um político compara os benefícios que ele pode ter hoje participando da administração das estatais.

E o bem do país com a privatização das estatais, a tendência ainda da maioria deles é ficar com os benefícios para ele hoje. Por isso eu acho que essa bandeira da privatização, ela provavelmente vai ser levada à frente por alguém que veio de fora do mundo da política. E Paulo Guedes é um excelente exemplo.

uma pessoa que entrou para a política para prestar um serviço, abrindo mão da sua vida, com todo o patrimônio que ele construiu, entregou quatro anos de sacrifício ao Brasil. Eu acho que a privatização no Brasil terá alguma chance com alguém com esse perfil, alguém que resolveu a sua vida de forma independente e não precisa da política para sobreviver ou para enriquecer.

Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações, articulações em torno da recuperação ou da reestruturação dos Correios. Qualquer novidade a gente traz aqui e debate, analisa com os nossos comentaristas. Tem uma outra informação porque o IBGE, que é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, lançou um mapa-mundo que vira os continentes de cabeça para baixo e coloca o Brasil no meio da imagem.

O Instituto utilizou esse material para abrir a comemoração de 90 anos da entidade. A nova representação destaca regiões como a Amazônia, com cores fortes. O mapa foca a contagem de aves, mamíferos e peixes em espaço de 100 quilômetros quadrados. Segundo o órgão, a mudança no visual serve para mostrar o peso político e social do Brasil no cenário atual.

Servidores do Instituto reagiram mal a essa novidade. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE questionou o uso de símbolos no lugar de dados técnicos. O grupo diz que o órgão deve focar em informações objetivas. Críticos internos veem essa iniciativa como uma tentativa de trocar o rigor científico por uma...

interpretação política. Eu vou começar essa rodada com o Bruno Musa para analisar essa situação que envolve o IBGE e essa releitura do Mapamundi, Mapamundi invertido, o Brasil no centro e ao invés de informações técnicas, figurinhas, figuras que fazem alusão a questões que envolvem nossa fauna e nossa flora. Bruno Musa.

Veja, o IBGE é um órgão comandado hoje por Marcio Pockmann, que foi aquele mesmo dirigente ligado historicamente ao PT, que ele comandou o IPEA, salvo engano, entre 2007 e 2012. O IPEA é o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas. Se colocarmos em qualquer buscador ou qualquer página de inteligência artificial que cada um de nós usemos...

Veja que ele também foi ali determinados indícios de que teve manipulação de dados durante a sua presidência no IPEA, no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. O mesmo está acontecendo agora no IBGE.

Tivemos várias exonerações de profissionais de carreira técnico do IBGE, uma vez que Márcio Pocman criou o IBGE+, sem a consulta aos técnicos, e eles disseram que havia um autoritarismo por parte de Márcio Pocman, tentando mais uma vez trazer dados que não corresponderiam à realidade através desse Instituto IBGE+. Alguns desses funcionários foram exonerados, outros saíram voluntariamente.

E o mesmo processo de questionamento do IBGE agora acontece, como aconteceu com o IPEA alguns anos atrás, quando ele comandou durante o governo Dilma, o final do governo Lula II e o começo do governo da Dilma. Pockman, como eu falei, ele é uma pessoa ligada historicamente...

ao PT, especialmente a ala mais, digamos, ideológica do próprio partido. Então, não é a primeira vez que ele entra nesse tipo de embate. O que me parece é que esse é, mais uma vez, um argumento apenas de narrativas, onde qualquer coisa que a esquerda, a extrema-esquerda, que coloca...

ela não leva em consideração dados. Então, vamos fazer a escala 6 por 1. Por quê? Porque é bonito, porque soa bonito eleitoralmente. Ok, mas e os dados? Isso vai comprometer a vida dos mais pobres? Não importa. Isso a gente vê depois. Afinal de contas, isso pode capitalizar nas eleições. Vamos fazer qualquer outro... Vamos subir o salário mínimo para 100 mil, então. Por que não 100 mil? Por que não 200 mil? Porque, obviamente, eles querem aquilo que capitaliza...

em torno dos votos, as consequências práticas dos fatos e os números, poucas pessoas se importam com relação a isso, porque isso exige estudo, se aprofundar no tema, isso dá muito trabalho. Então, no meu entender, quando nós analisamos o Brasil no cenário mundial...

A gente vê que o Brasil, em termos de PIB nominal, é a 11ª economia do mundo. Quando nós analisamos o PIB per capita, o quanto que o Brasil produz dividido pelo número de pessoas, que é um dado muito mais real da própria riqueza do país, nós caímos para a posição número 84, 85 do mundo, de 180 países mais ou menos estudados.

Quando nós analisamos produtividade, nós estamos na posição número 94. Quando a gente analisa de corrupção, nós estamos lá muito próximo ao número 150, de 185 países, nesse caso, analisados.

Enfim, IDH lá embaixo, corrupção lá em cima. Os dados mostram uma realidade, mas aqui o mapa do IBGE, assim como os números falaciosos que ele mostra, coloca o Brasil no centro do mundo. E aqui eu queria questionar só, e passo a palavra, assim como o Zé Dirceu falou há pouco tempo que o Brasil é um país rico. E eu queria dizer sobre quais métricas.

Ter atributos não significa que você é rico. Você pode simplesmente jogar fora esses atributos, que é o que o Brasil faz. Nós teríamos atributos para sermos ricos. O que fazemos com isso? Nada. Populismo e extração e espoliação da população com ideias e mentalidade retrógrada. Então isso mostra para mim um ativismo, uma narrativa e uma profunda arrogância sem nenhum conhecimento e aprofundamento dos dados técnicos.

Chamar o Cristiano Berá, não, o Luiz Felipe Dávila. O Dávila está na fila. Você, Dávila, deve ter alguma contribuição a dar quando a gente apresenta um mapa-mundo completamente diferente daquele que todas as pessoas, quando abram, quando recebem o Atlas.

aquele no ginásio, no ensino médio, né, Dávila? A gente costuma acompanhar uma organização que segue um padrão, um padrão internacional, inclusive. E aí o IBGE acaba alterando, ele inverte, coloca de cabeça para baixo, coloca o Brasil no centro, possivelmente para vender o Brasil como a grande liderança mundial. É mais ou menos por aí, Dávila?

É, Caniato, o IBGE agora produz um mapa sobre o olhar ideológico militante partidário do PT. O Brasil está no centro do mundo, só que no centro do mundo de ponta cabeça. Não existe um símbolo que mostra mais.

Como este governo, aliás, este desgoverno destruiu o Brasil? O que sobrou foi fazer um mapa-mundo de ponta cabeça para o Brasil estar no centro do mundo. O que nós queremos é o mapa do jeito que ele é.

E o Brasil se tornar uma grande potência. E para isso, nós precisamos tirar o PT do poder e desaparelhar o Estado, como aconteceu, infelizmente, com o IBGE. Uma instituição de Estado de enorme reputação, com gente de grande qualificação, que foi destruído.

pelo PT, principalmente nessa gestão, foi aparelhado, os bons técnicos deixaram a instituição porque viu que é impossível trabalhar com dados e fatos num governo que só pensa em narrativa, ideologia e principalmente mostrar um Brasil que não existe para o resto do mundo.

Pois é, o que é interessante, deixa eu até passar para o Cristiano Beraldo. Beraldo, para além do mapa mundo invertido, o mais curioso ou preocupante é que servidores do IBGE têm questionado a atuação dessa nova administração. Para além dessa alteração, a inversão do mapa mundo, há inclusive questionamentos sobre a tabulação dos dados, a apresentação dos números.

E isso é muito preocupante, porque os números, muitas vezes, divulgados pelo IBGE, acabam ditando a maneira como a administração trabalhará, por exemplo, as políticas públicas. Então é muito sério, quando você altera ou faz uma leitura criativa de um problema, por exemplo.

Olha, Caniato, veja que dessa questão dos simbolismos, né? A esquerda, acho que no mundo inteiro, ela se apegou a esses simbolismos para atrair a atenção. É como um gatilho em que as pessoas se conectam com determinadas coisas. Mas, na prática, para o mundo real, um órgão do Estado brasileiro vir com esse tipo de imagem... ...into o que foi?

depõem moralmente contra o Brasil, porque isso não faz absolutamente nenhum sentido, mas isso também não tem nenhuma relevância, nada muda com essa publicação. O mundo não vai passar agora a olhar o mapa de uma forma diferente do que o mundo inteiro convencionou a olhar.

E nós temos no Brasil simplesmente esse esforço de parecer que estão falando de algo muito relevante para uma plateia pouco qualificada do ponto de vista intelectual que expressa algum tipo de reação para isso, um sentimento. Isso aí! Esse é o Brasil!

Quer dizer, a pessoa mora num país que tem 40 mil homicídios por ano, ela não pode sair às ruas falando no celular, ela não pode sair às ruas usando uma aliança, uma corrente de ouro, tem que ter cuidado, as mulheres com a bolsa, ela...

sofre todo tipo de constrangimento pela ausência do poder público. Se mora numa favela, ela tem que chegar na favela, passou da barricada, ela já sabe que não vale mais a lei que está no código, vale agora, é o código do crime, então ela tem que reprogramar a cabeça dela. A preocupação das famílias.

especialmente nessas áreas dominadas, é que os filhos não enxerguem no crime o caminho profissional, a história que os jovens querem contar para suas vidas, seja frequentar baile funk, ouvir música do Oruan e trabalhar para o tráfego, porque é o tráfego que comanda ali, que são os caras legais. Essa é a realidade do Brasil.

É o desenrola 1 que não desenrolou ninguém, todo mundo enrolado de novo, tem que fazer o desenrola 2, só que agora queima o FGTS para poder salvar os bancos e que se dane a população. Aí é essa pessoa, é essa pessoa que olha para esse mapa e acha que o Brasil está mandando bem. É isso aí! Somos o Brasil, orgulho de ser brasileiro.

Isso é coisa de gente que não está funcionando dentro do patamar, do espectro normal de uma sociedade civilizada. Essas pessoas já se incorporaram a uma nação que não pode mais ser considerada civilizada, que é o Brasil. Então, Caneto, esse tipo de coisa medíocre, mesquinha...

imaginada por gente que recebe salário, dinheiro público, para trabalhar e prover, no caso do IBGE, números, dados fundamentais para o planejamento de longo prazo do país. Esses desocupados, para não usar uma palavra que não cabe...

Para a nossa audiência, esses desocupados ficam gastando tempo para pensar no mapa que tem o Brasil no meio. Olha só que loucura, Cana. Se fosse uma empresa, um picareta desse estaria na rua, porque ele não é pago para fazer isso. E nós temos todo tipo de problema com os números no Brasil. As pessoas, até vamos sair do IPGA, vamos falar de inflação.

Alguém aí acha que a inflação no Brasil é 5%? Que a pessoa gasta R$ 1 hoje para comprar sei lá o quê no mercado e que ela vai chegar no final do ano, ela vai gastar R$ 1,05. Puxa vida, subiu R$ 0,05. Ah, estou chateado, subiu R$ 0,05. Alguém acha que é isso? A gente está vendo a realidade das coisas, a gente está vendo o Brasil em crise, a gente está vendo o que está acontecendo no mercado imobiliário pelo país inteiro.

Aí o IBGE está preocupado com o mapa, Canhato. Então, não dá, tem que ser. Demissão coletiva é a única coisa que a gente pode esperar para o Brasil. Pois é, daqui a pouco eu vou chamar o Roberto Motta. O Motta também vai analisar esse mapa diferentão do IBGE. Depois do break comercial, é um intervalo super rápido. Voltaremos em um minuto e vinte. Até já. Os Pingos nos is. Jovem Pan.

Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.

Jovem Pan na AgriShow. Oferecimento Sicredi. O agro acontece aqui. Clemente Renosto resume a história do Sicredi, um produtor rural do Paraná, Santa Catarina e Ribeirão Preto. Foi sócio fundador de Cooperativa, modelo que se transformou no maior financiador privado do agronegócio.

apoiando o nosso associado. E quando eu falo nosso associado, eu não falo só do associado da Cicrede Soma, mas sim dos mais de 10,5 milhões de associados em todo o nosso país. A gente está aqui representando todas as cooperativas do sistema Cicrede, acolhendo os nossos associados e viabilizando linhas de recursos, não só do plano safra, mas recursos via BNDES.

Recursos próprios da captação de poupança, que é a principal ponte de receita nossa, para financiar o agronegócio é a origem da poupança. E também nós somos o principal repassador privado do recurso do BNDF para o agronegócio, não só para o negócio, mas também para a indústria e comércio, como um todo. Clemente Renosto reforça que o Cicred está presente principalmente nos pequenos municípios.

dentro da sua história de atender a todos os brasileiros. Jornal Jovem Pan, de segunda a sexta, às oito da noite, na Jovem Pan News. Os Pingos nos diz, Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. E antes do break comercial, nós falávamos sobre um mapa mundi que foi produzido pela equipe do IBGE, um mapa mundi diferente, invertido. Se a gente tiver só a imagem para compartilhar com as pessoas que chegaram agora e nos acompanham naturalmente pelas plataformas digitais...

e pelo Panflix, também pelo YouTube, é um mapa diferente daquele que a gente conhece, porque ele está invertido. E o Brasil está no centro.

Então, vem de imagem de que o Brasil é a grande potência, está no centro do mundo. E aí há muitos questionamentos também sobre as informações que constam nesse mapa. Houve, inclusive, muitas observações feitas por funcionários, por servidores do IBGE, que questionaram a ausência de dados técnicos e algumas figuras que fazem alusão à floresta amazônica, à nossa fauna e à nossa flora. Chamar os nossos comentaristas?

Deixa eu passar para o Roberto Mota antes disso, só recebendo a rede Jovem Pan, todos agora conectados com a gente em Os Pingos nos Is. Você, Mota, primeiro, queria que você analisasse esse mapa pitoresco. Talvez eu...

Poderia até utilizar um outro adjetivo, mas eu queria que você também projetasse quais são as consequências. Porque o Beraldo falou, bom, isso não vai fazer diferença na relação dos outros países para com o Brasil. Ou seja, não é porque divulgamos, o IBGE divulgou esse mapa, que um outro país vai acreditar que de fato essa seja a realidade. Mas qual é o impacto disso, por exemplo, nas escolas? Se as crianças começarem a receber esse tipo de impressão no Atlas Geográfico.

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