Episódios de Os Pingos nos Is

Oposição cobra redução da maioridade penal / Encontro entre Lula e Trump

05 de maio de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (04):

O caso de estupro coletivo contra duas crianças na Zona Leste de São Paulo provocou indignação e forte repercussão nas redes e no meio político. Segundo as investigações, cinco suspeitos participaram do crime, sendo quatro menores de idade. Após o caso, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e aliados voltaram a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da redução da maioridade penal.

Durante o lançamento do novo programa Desenrola Brasil, o presidente Lula (PT) afirmou que “é muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar” ao defender o acesso da população ao crédito. A declaração foi dada durante evento do governo federal e gerou repercussão no debate sobre consumo, inclusão financeira e endividamento das famílias brasileiras.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que é pré-candidato à Presidência da República, afirmou que “auxílios do governo criam geração de imprestáveis” ao comentar políticas de assistência social no país. Durante a declaração, Zema também defendeu regras mais rígidas para programas sociais.

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que “a vida não pode caber em um único dia” ao comentar o debate sobre o fim da escala 6x1 no Brasil. A declaração foi dada em meio às discussões sobre mudanças nas relações de trabalho e sobre a possibilidade de a proposta avançar no Congresso Nacional.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio3
C

Cristiano Beraldo

Co-hostAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ConvidadoAnalista político
R

Roberto Mota

ConvidadoAnalista político
Assuntos5
  • Lula e TrumpCrise diplomática entre Brasil e EUA · Redução de penas como trunfo · Segurança pública · Terras raras · Guerra no Irã · Tarifas sobre exportações brasileiras · Uso eleitoral da fotografia com Trump · Relações comerciais Brasil-EUA · Combate ao crime organizado · Organizações terroristas no Brasil (Hezbollah e Hamas)
  • Redução da Maioridade PenalEstupro coletivo de crianças em SP · Proposta de Emenda à Constituição (PEC) · Impunidade e crise de valores · Comparativo com legislação internacional · Enquete sobre redução da maioridade penal
  • Medidas econômicas do governoGeração de 'imprestáveis' · Endurecimento das regras para programas sociais · Condicionamento à aceitação de empregos formais · Estado de Bem-Estar Social Brasileiro · Desincentivo à inovação e empreendedorismo · Medição do sucesso de programas de complemento de renda · Populismo eleitoral · Comparativo com políticas de outros países
  • Deslocamento e Endividamento PopulacionalPrograma Desenrola Brasil · Acesso ao crédito · Taxa de juros no Brasil · Educação financeira · Uso do FGTS para quitação de dívidas · Diferença entre média e mediana de renda · Crédito e consumo como impulsionadores do PIB · Dívidas de consumo supérfluo vs. necessidades básicas · Apostas online (bets)
  • Escala de Trabalho 6x1Mudanças nas relações de trabalho · Possibilidade de avanço no Congresso Nacional
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Os Pingos nos Is. Jovem Pan.

Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo. Começando mais uma edição do programa Espíritos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia, contando sempre com análise, a reflexão, as discussões entre os nossos comentaristas, inclusive, quem está com a gente aqui no estúdio em São Paulo é o Cristiano Beraldo. Bem-vindo, Beraldo. Também receberemos, claro, a participação do Luiz Felipe Dávilo, Roberto Mota e também do Bruno Musa. Você, como sempre, é o nosso convidado especial.

Muitas notícias no dia de hoje. Para começar, Flávio Bolsonaro e aliados da oposição intensificaram a cobrança sobre o Senado para que pautem a PEC que reduz a maioridade penal. Depois de duas crianças serem vítimas de estupro coletivo na Zona Leste de São Paulo.

Pelas redes sociais, o senador destacou que, dos cinco criminosos, quatro eram menores de idade, afirmando que os brasileiros não aguentam mais a impunidade contra esses marginais que se escondem atrás da legislação, defendendo que a maioridade seja de 14 anos de idade. Na mesma linha, Nicolas Ferreira disse estar revoltado com o caso e cobrou uma ação do Congresso.

Já o deputado Carlos Jordi afirmou que essas crianças carregarão o trauma para o resto da vida, enquanto os menores poderão ter uma vida normal, como se nada tivesse acontecido. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, o delegado Oswaldo Nico, afirmou não ter conseguido assistir ao vídeo até o final e classificou o episódio como terrível. Chamar os nossos comentaristas.

O Luiz Felipe Dávila está ao vivo, já conectado com a gente. Dávila, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você, uma excelente semana.

Um caso terrível, escabroso, difícil até achar os adjetivos adequados, corretos, para nos referirmos a esse episódio, respeitando naturalmente o horário que o nosso programa é exibido. Mas eu queria a sua reflexão, porque quando tem um caso de muita repercussão, esse tema ganha espaço no legislativo, na imprensa, mas passa uma, duas, três semanas, parece que isso esfria.

e não ganha força, não vai pra frente, não prospera. Por que, Dávila? Bem-vindo. Boa noite, Caniato, Beraldo, Mota, Musa e a nossa querida audiência. É o retrato da barbárie que reina no Brasil. Barbárie que reina por vários motivos. O primeiro é a crise de valores.

É o fim da família, essa decadência da família. Isso só acontece em lugares onde não existe valores. É o seio de uma família já completamente dilacerada pela barbárie, pela incivilidade. Então esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é a impunidade. É inacreditável no Brasil como criminosos acabam saindo dessas audiências de custódia, ficam pouco tempo na...

visão, e se for menor de idade, então, não é nem tratado como criminoso de verdade, não? Então, Caniato, é uma mistura de impunidade com crise de valores, e isso é que instaula a barbárie, e com barbárie, Caniato, não existe democracia, não existe liberdade, não existe tolerância, a democracia e a liberdade requer

um país no qual haja valores comuns, que comungue em torno da civilidade, da tolerância, do respeito. Sem essas coisas não existe liberdade, existe só tirania, governo arbitrário e autoritário. Por isso, Caniato, é um sinal dos tempos, um sinal de crise de valores, de impunidade.

E, evidentemente, de um Brasil que se comove nesses momentos, mas logo esquece a responsabilidade pública para endurecer penas contra criminosos, principalmente menores.

que são tratados como se não fossem responsáveis pelos seus atos. Mas uma das coisas cruciais da cidadania é justamente uma comunidade de cidadãos responsáveis pelas suas escolhas, pelos seus atos e pelas suas palavras. Por isso, é urgente...

mexer na legislação para que nós possamos resgatar pelo menos a responsabilidade da responsabilidade das escolhas e dos atos sejam eles menores de idade ou não

Um caso terrível, um caso escabroso, que ganhou as redes sociais, os veículos de comunicação, dois meninos, sete, dez anos, foram atraídos por um grupo de cinco pessoas, com a promessa de que ganhariam papagaios, pipas, e aí eles são violentados, abusados por esses cinco homens. Quatro menores.

E um maior. E esse maior, depois que a história acabou ganhando repercussão na comunidade, porque vazaram os vídeos, olha só, eles gravaram as atrocidades que foram feitas, compartilham nas redes, e aí isso acaba tomando, gera uma repercussão tremenda na comunidade, e isso chega até a polícia. E o rapaz, o maior, acaba sendo localizado, é preso na Bahia, tinha fugido, inclusive. Deixa eu chamar o Roberto Mota para trazer as...

as avaliações e a percepção dele a respeito desse caso e as discussões a respeito da redução da maioridade penal. Muitas lideranças políticos e representantes defendem essa ideia, mas por que isso não avança, Mota? Queria escutar um pouco da sua avaliação a respeito desse caso. Bem-vindo.

Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite à nossa audiência. Essa pauta não avança porque existe um lobby quase intransponível feito pelos partidos de esquerda contra o endurecimento da legislação penal. Não procurem em nenhum outro lugar a causa disso. Eu vou ler algumas manchetes aqui. Outubro de 2016.

Vídeo mostra mulher levada à força para banheiro antes de estupro no Rio por menores.

Maio de 2017, menores são acusados de estupro coletivo de menor grávida e de decapitar o namorado dela. Outubro de 2017, adolescentes confessam que estrangularam mãe e duas filhas antes de queimar a casa delas.

Outubro de 2025, menores matam garoto de 16 anos por um celular na Asa Sul.

O Brasil é o país da impunidade e criminosos com menos de 18 anos recebem uma autorização do Estado brasileiro para cometer crimes. Isso é o resultado do trabalho incansável da esquerda brasileira. Toda vez que se tenta endurecer a lei, esses políticos socialistas vão para as mídias chorar, dizer.

Querem encarcerar nossas crianças. Olha aí o resultado da atividade dessas crianças. Chamar o Cristiano Beraldo. O Beraldo está com a gente aqui no estúdio em São Paulo. Vai trazer também suas impressões para esse caso absurdo. Agora, Beraldo, bem-vindo. Uma ótima noite a você. É preciso olhar também para exemplos internacionais. Se deu certo em outros países, poderia dar certo aqui no Brasil. Muitos falam reduzir para 16, 14 anos. Outros entendem que...

As crianças ou adolescentes poderiam responder como adultos somente em alguns casos. Enfim, para além da avaliação sobre esse caso que eu gostaria de escutá-lo, tem alguma sugestão sobre qual o caminho que o Legislativo deveria tomar?

Boa noite, Caniato. Boa noite, Mota, Dávila, Musa. Boa noite à audiência que prestigia diariamente os Pingos nos Is. Caniato, nesse final de semana, houve o show da Shakira no Rio de Janeiro. E as notícias dão conta de uma série de prisões.

que foram feitas com base nas tecnologias que existem hoje de identificação facial, identificação de placas de carro, de motos e por aí vai. E me chamou a atenção um dos menores de idade apreendidos. Ele, esse menor, ele estava sendo procurado porque ele cometeu um ato infracional análogo ao crime de roubo.

desculpa, ele roubou, ele é um ladrão. Ah, mas ele tem 16 anos, é um ladrão de 16 anos, porque o crime, ele é configurado como tal...

à medida que uma ação de um indivíduo causa uma consequência a um terceiro. Neste caso, a vítima deste marginal delinquente ladrão de 16 anos, ela foi assaltada. Ela estava com um celular, ela estava com uma aliança, estava com uma bolsa, estava com um cordão de ouro, seja lá com o que for.

E foi roubado ali sob a ameaça de alguma consequência contra a sua vida. Foi roubado. É ladrão.

Aí eu fico pensando, Caneto, que me chamou muita atenção, isso, o Mota já falou isso aqui várias vezes, mas quando a gente vê retratado com naturalidade isso na imprensa, aí a gente vê o tamanho do absurdo que vivemos. Eu queria perguntar do ponto de vista das vítimas deste caso. Uma criança de 7 anos e uma criança de 10 anos. Vocês acham?

Que o sentimento que elas carregarão para o resto de suas vidas será análogo ao trauma de terem sofrido um estupro de quatro ou cinco marginais? Não. Vão carregar um trauma de verdade, uma cicatriz na alma. É isso que vai acontecer com elas.

E aí, quando a gente olha para os defensores da impunidade, qual é o argumento? Não, mas a criança não sabe o que está fazendo. Não tem idade ou maturidade para avaliar as consequências dos seus atos. Como é que é? Não tem maturidade?

Tá fumando, usando droga, engravidando meninas por aí, indo a baile funk, vivendo uma vida plena de adultos, convivendo com o crime. Muitos desses aí convivem com o crime, fazem carreira. Começam lá com um avião, começam com isso, aí avisa se a polícia tá chegando, aí vira traficante, aí um dia...

no ápice da sua carreira de traficante, vira chefe da boca. São marginais. Têm que ser tratados como tais para o bem da sociedade. A sociedade não pode conviver com esta justiça que deixa impune.

Figuras como essas aí que cometeram este ato grotesco, este crime absurdo. Então, Caniato, você me perguntou sobre outros exemplos. O exemplo que existe no mundo é o exemplo de que estes delinquentes criminosos marginais, eles são julgados conforme a lei, porque a lei é feita para proteger a vítima.

É vítima de estupro. Ah, mas tem 15 anos de idade que a vítima foi estuprada. É vítima de roubo. É vítima do crime que for. Aquele que cometeu tem que ser.

julgado como tal. É claro que você vai aí encontrar circunstâncias em que a falta da idade adulta pode gerar um senso exagerado de inconsequência, mas são casos específicos em que a idade pode atenuar até...

A pena, mas querer tratar esses marginais como terem cometido um ato infracional análogo ao crime de estupro, façam-me o favor. A sociedade brasileira não pode mais permitir isso. Esse é o tema da enquete do dia. Se você puder, participe. A pergunta publicada no portal e também no nosso YouTube, YouTube do programa Os Pingos nos diz. Você é a favor da redução da maioridade penal? Três opções para você votar? Sim.

Se os adolescentes, sei lá, podem votar, também podem responder pelos seus atos. Ou você acha que não, se não é a favor, porque nós precisamos recuperar os nossos jovens, ressocializar, enfim, algo nesse sentido. Ou você acha que somente em algumas situações, só quando o caso for realmente muito grave. Vote em jovempan.com.br e também no nosso YouTube. Chama o Bruno Musa.

Bruno, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Eu imagino que o Bruno, por ser pai, como os demais integrantes aqui do programa, acaba ficando muito sensibilizado com uma notícia como essa, né, Bruno? Mas quais são os aspectos de uma notícia que indica o estupro de duas crianças, em que adolescentes participaram do ato? Enfim.

Devemos partir de que ponto para atingir exatamente o que quando a gente fala, sei lá, da alteração da legislação? Eu queria ouvi-lo, bem-vindo. Boa noite, Caniato, Mota, Davi, Laberaldo, todos que nos escutam no Brasil. E mais esse começo de mais uma notícia triste do Brasil. De fato, eu como pai de duas crianças pequenas, mesmo se não fosse, enojaria termos que...

Participar no sentido de ler, ouvir, vivenciar em um mundo onde acontece tamanha brutalidade num ato. Que tipo de pessoa é essa? E o mais importante é, pessoas que praticam esse tipo de ato, quem são as pessoas?

que defendem essas ações, ou melhor, que acham que essas pessoas são vítimas e defendem que eles sejam tratados como seres humanos dignos quando a família dos que sofreram, e principalmente as vítimas desse ato brutal, jamais terão uma vida normal. Eles não terão a oportunidade de viver uma vida normal novamente.

Seja pelo lado psicológico, pelas suas memórias, por tudo que isso impacta e muitas vezes destruindo as suas próprias famílias e acabando com a vida de uma pessoa que sequer começou praticamente a viver. Então eu acho que as pessoas que defendem...

Os agressores, em detrimento das vítimas, que não terão outra oportunidade, talvez sejam tão doentes quanto aqueles que praticaram esses itens. Mas indo direto às suas perguntas e deixando, tentando deixar de lado um pouco, que é praticamente impossível a questão de sermos pais, humanos, termos coração, temos um mínimo de decência.

Com relação a isso, vamos olhar os dados. Mais uma vez, nos perguntamos quais países nós queremos ser. Nós temos aqueles países que devemos olhar que incrementaram renda, que tiveram melhor qualidade de vida para as pessoas de bem, para as pessoas que merecem conviver em sociedade. Muitos deles, enquanto crianças como essas, por exemplo, esses agressores, já tiveram a sua oportunidade de convívio social. E muitos deles, enquanto crianças que praticam tantos outros quimes,

já arriscaram a sua possibilidade de convívio social. Determinados crimes hediondos o colocam em determinada situação que não tem mais oportunidade. Eles já deixaram uma marca muito forte em famílias, em determinadas pessoas e muitos que perderam a oportunidade de viver por atos tão hediondos na mão de, entre aspas,

crianças aqui que muitos defendem. Então vamos olhar países que nós julgamos melhores do que o nosso, afinal de contas tem mais pessoas saindo do Brasil para ir morar em outros países envolvidos, do que o caminho ao contrário. Então significa, por óbvio, que muitos brasileiros preferem a vida em determinados países do que no Brasil. E isso a gente precisa entender. Quais foram os caminhos e quais são as ações que esses países praticam, por mais que muitos nós possamos criticar no campo econômico, institucional, do politicamente...

correto, mas vamos analisar aqui friamente o dado que nós estamos falando que é a capacidade desse país de julgar determinadas crianças, entre aspas, e adolescentes como adultos por conta da brutalidade dos seus próprios atos. Então uma criança nos Estados Unidos pode ser julgado como adulto e ter prisão perpétua sem possibilidade de soltura em nenhum momento. A Inglaterra a partir dos 11 anos

China a partir dos 14 anos, que muitos brasileiros admiram o sistema chinês. Argentina a partir dos 16 e está na discussão agora para ser aprovada a partir dos 14. A Suécia a partir dos 13. A Austrália também. Crianças de 11 anos podem ser julgadas a partir de determinados casos graves como prisão perpétua. Aqui eu estou falando sem possibilidade de soltura. Alemanha 14, Espanha 14 e o Brasil.

Nenhum tipo de crime pode ser condenado a mais de três anos. Isso significa que naquele cálculo básico, o crime compensa. Uma pessoa como essa, que foi criado em ambientes hostis ali, com ambientes de violência, sem uma família, praticando crimes hediondos, muitas vezes ele na cadeia fica três anos, sai, e é isso que ele sabe fazer.

acabou pra ele, ou deveria ter acabado a possibilidade de conviver de forma social uma vez que as famílias vítimas pessoas de bem e trabalhadoras jamais terão possibilidade de viver com seus entes queridos, com seus filhos novamente, pessoas inocentes e trabalhadoras então, deixo aqui e pergunto qual país nós queremos ser mais uma vez vamos nos espelhar em países e sociedades mais retrógradas, antiquadas e hipócritas é isso que o Brasil adora fazer é isso que o Brasil adora

Deixa eu voltar com o Dávila, só para perguntar a respeito da posição do Legislativo. Dávila, semana passada vimos o Congresso Nacional tomar decisões importantes e improváveis. Muitos apostavam que o Legislativo tomaria uma posição, surpreendeu e foi para o outro lado. Muitos até aplaudiram e disseram, poxa, não esperava que eles fizessem isso, principalmente em relação ao veto.

do PR da Dosimetria, o veto da presidência da República e também a sabatina do indicado do presidente da República ao Supremo. O Jorge Messias, você não acha que é um momento oportuno, propício, para eventualmente debater e até votar a redução da maioridade penal?

Dávila, acho que está fechado o seu microfone. Acho o momento não só oportuno, como fundamental, porque hoje mesmo já começou uma forte mobilização nas redes sociais, principalmente dos parlamentares de direita.

E hoje, se juntar a direita e o centrão, é a maioria absoluta no parlamento. Então, é hora desta mobilização ocorrer agora, para que nós possamos aprovar essa lei já. Não postergar mais este absurdo que é a impunidade reinante para criminosos, e principalmente para menores de idade. Então, entendo...

que é o momento correto assim como esses dois bons exemplos que você citou, Caniato é preciso agora mobilizar, ter foco e aprovar a maioridade penal no Brasil Pois é, vou até passar pro Mota, pro Mota também compartilhar qual é a sua leitura sobre essa situação, Mota, você não acha que aquele mesmo efeito que vocês

Vocês e tantos outros analistas chegaram a destacar em relação ao 6x1, muitos falaram, olha, os parlamentares acabam sendo pressionados a aprovar 6x1, porque em um ano eleitoral eles não vão querer ficar mal com o público. E como a gente...

constata que a população defende a redução da maioridade penal, uma vez que esse projeto seja colocado em votação, você não acredita que os parlamentares acabam sendo pressionados a votar a redução da maioridade? Não seria um bom momento?

Eu acho que essa é uma possibilidade, Caniato. Não dá para dizer que isso não pode acontecer. O que a gente pode dizer é que nós já tivemos inúmeros episódios que sacudiram o Brasil, que deixaram as pessoas indignadas, revoltadas, e nada aconteceu. Pelo contrário, a lei penal continuou sendo enfraquecida. Eu vou lembrar aqui um episódio.

que marcou época aqui no Rio de Janeiro, que foi o assassinato bárbaro do menino João Hélio. João Hélio estava no carro com a sua mãe, apareceram criminosos, mandaram que a mãe saísse do carro, o João Hélio tentou sair, mas ficou preso pelo cito de segurança do lado de fora do carro. Ele foi arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro até a morte. Esse caso comoveu o país.

Os políticos fizeram discursos emocionados, havia uma esperança de mudança. Nada mudou na legislação penal. O outro caso, que também sacudiu o país, foi o caso do jornalista Tim Lopes. Tim Lopes fazia uma reportagem sobre exploração sexual de menores em bailes aqui no Rio de Janeiro.

Ele foi sequestrado, levado para uma favela, torturado, morto e teve o seu corpo queimado com pneus. Tim Lopes era jornalista da maior rede de jornalismo do Brasil.

Um dos seus assassinos ficou preso cinco anos, progrediu para o regime semiaberto e fugiu. Dois anos depois, o outro assassino também progrediu para o regime semiaberto e também fugiu.

Caniato, na época, eu tive a oportunidade de participar de um concurso promovido por um jornalista que selecionava perguntas a serem respondidas pelo então novo secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, e a minha pergunta foi escolhida. E a minha pergunta foi secretário.

diante de uma legislação absurda como essa, diante do que acaba de acontecer com dois assassinos do Tim Lopes, por que o senhor e os seus colegas secretários não vão à Brasília exigir a mudança imediata dessa lei?

E a resposta dele foi, Roberto, essa é uma tarefa para a sociedade. É a sociedade que tem que se organizar e exigir essa mudança. Infelizmente, o sistema de justiça criminal do Brasil está dominado pelo pensamento marxista.

A mídia, a maioria da mídia, tem preconceito contra a polícia. Graças a Deus, nós somos uma exceção aqui. A grande maioria da mídia, da cultura, da literatura, do cinema, das novelas, trata o criminoso como um pobre coitado que não teve oportunidade. E assim, nós chegamos ao dia de hoje.

Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas nós seguimos aqui pelas outras plataformas, só destacando a mensagem do Carlos Henrique. Ele menciona o nome do Beraldo. Beraldo, leis duras, mas sem interferência da justiça e dos defensores da impunidade. E aí eu queria só compartilhar.

com a nossa audiência, a pergunta que nós publicamos na enquete do dia. Você é a favor da redução da maioridade penal? Parcial, hein? Parcial. 94% votaram sim. Se eles podem votar, podem também responder pelos seus atos. Então, 94% das pessoas se colocam favoráveis à redução da maioridade penal. A gente segue acompanhando esses desdobramentos. Daqui a pouco a gente traz o resultado da enquete. Vários outros assuntos no programa de hoje.

Mesmo após atacar várias vezes Donald Trump, Lula deve viajar para os Estados Unidos na próxima quinta-feira para se encontrar com o presidente norte-americano e tentar reduzir a crise diplomática entre os países. Usando a redução de penas como o trunfo, o governo também planeja se reaproximar do republicano com outras pautas como segurança pública e terras raras. Por fim, de olho nas eleições, Lula quer discutir a guerra no Irã.

e o tarifácio sobre as exportações brasileiras, tentando passar uma imagem de um político com prestígio internacional. Do lado da oposição, aliados de Flávio Bolsonaro comemoraram a notícia e disseram que o petista vive de narrativas, já que faz discursos contra os Estados Unidos e a proximidade da oposição com a gestão americana, mas na prática busca se aproximar de Donald Trump. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, começar com ele essa rodada. Você, Beraldo.

A gente precisa olhar para o presidente Lula como uma figura que, talvez no Brasil, para o público brasileiro, para os cidadãos brasileiros, se apresenta de uma forma quando se refere aos Estados Unidos. E agora, nos Estados Unidos, diante de Donald Trump, mas com o uso de um intérprete, vai se posicionar de outra forma. Cola essa versão internacional e a versão tupiniquim de Lula?

É interessante porque, veja, uma viagem, numa circunstância dessa, ela, em geral, é programada com bastante antecedência, organizada, a agenda fica bastante bem estabelecida, etc.

E agora a gente fica com a impressão de que o presidente brasileiro é aquela figura que, conforme a conveniência dos Estados Unidos, ele está sempre disponível para correr e seguir a agenda que é imposta ao Brasil.

Nesse caso, os Estados Unidos certamente marcou essa reunião porque é interesse dos Estados Unidos, seja por qual motivo for. Mas o fato concreto é que os Estados Unidos hoje, nessa guerra contra o Irã, que está tensionando as relações com os países europeus, vocês realmente acham que tem espaço para o presidente brasileiro chegar lá e falar alguma coisa sobre o Irã?

O Brasil, esse país que não consegue conter a sua guerra do crime organizado dentro de casa, nós realmente não estamos numa posição como nação para exigir absolutamente nada de ninguém.

O Brasil não tem um projeto executado, o Brasil não tem dados, informações, números que o credenciem nesse momento para ser um adulto na sala, para participar dessas grandes conversas mundiais. Portanto, a visita de Lula ao presidente Donald Trump será usada... Não é nada?

para que o presidente Lula reforce a sua narrativa independente do contexto e do conteúdo que será discutido e tratado lá. Não importa se será uma reunião simpática, agradável, será uma reunião tensa.

O presidente Lula vai dizer as coisas que ele quer, depois contar o que ele disse. Ele não vai com um plano, um projeto, algo concreto. Olha, nós precisamos conquistar isso, isso e aquilo. Nós temos para oferecer aqui a ABC. O Brasil e os Estados Unidos são os maiores produtores de soja mundial. Eu proponho que nós formemos aqui uma frente, como tem a... Não...

uma liga das nações produtoras de petróleo, que a gente cria aqui a nossa liga de nações produtoras de soja. A gente tem energia limpa para oferecer para data centers. Nós queremos estar ali na fronteira da inteligência artificial, usando as nossas terras raras para serem processadas no Brasil, gerarem... Nós não temos nada disso. Aliás, o presidente do Brasil acabou de chancelar, de assistir...

a maior mina de terras raras ser entregue a uma empresa norte-americana com compromisso de produção de 15 anos. Ou seja, pelos próximos 15 anos...

a maior e principal mina de terras raras brasileiras, não vai contribuir em absolutamente nada com o Brasil. Tudo que vai ser adicionado de valor vai acontecer fora. Então, Caneto, sinceramente, o presidente brasileiro, de novo, vai fazer aquilo que ele vem fazendo desde que começou o seu mandato. Ele corre o mundo como um garoto propaganda dos seus amigos empresários.

e vai aos Estados Unidos, certamente ajudar alguma agenda paralela empresarial da conveniência pessoal dele, não institucional, e vai lá fazer o papel de bobo da corte que nós temos assistido aí de forma repetida. Pois é, deixa eu chamar o Bruno Musa, porque tem algumas pautas que provavelmente serão tratadas nessa reunião. Musa!

Queria que você analisasse, provavelmente, nessa discussão, nessa negociação, talvez o presidente brasileiro tenha que oferecer alguma coisa para Donald Trump. Enfim, a notícia traz alguns aspectos que poderiam ser tratados. A questão que envolve a dosimetria, a redução das penas, não foi uma vitória do governo, ao contrário. Foi uma derrota. Mas será que ele ajustaria o discurso?

e apresentaria isso como um avanço, uma medida que foi avalizada pelo governo, acho que esse é um ponto. Questão das tarifas, a tributação também para produtos norte-americanos, combate ao crime organizado, talvez isso entre em algum momento. Mas eu acho que esse ponto que o Beraldo encerra o comentário dele...

as terras raras brasileiras e a maneira como o Brasil de braços cruzados observou o avanço de uma empresa norte-americana a essa reserva, que certamente poderia ser utilizada por nós de outra maneira. Enfim, quero te ouvir também. Vamos lá. Eu acho que são pontos extremamente relevantes. Talvez, na minha opinião, talvez o único que ele consiga, de fato, levar alguma coisa consistente para Donald Trump, mesmo que mentira, falaciosa, claro, como...

tão firme quanto um prego na areia, em português claro, seria o tema da corrupção, dizer que o Brasil vai combater, que o Brasil combate, que o Brasil não é leniente com corrupção, que quer acabar com o crime organizado, que os maiores líderes das facções criminosas estão de fato encarcerados como...

alguns deles há 20 anos, em prisão de segurança máxima, blá, blá, blá, uma série de coisas. Em paralelo, nós vemos o crescimento brutal do crime organizado tomando conta não apenas de uma pequena parcela da economia real, mas do Estado e de grande parte da economia real, principalmente em grandes capitais, aqui como em São Paulo, que está se tornando natural, e no Nordeste também nem se fala. Então, talvez isso ele consiga tentar mostrar alguma coisa, mas eu acho que...

de novo, as pessoas que estão ali no entorno de Donald Trump têm ideias mais firmes e me parece que eles têm as suas próprias convicções e dados analisados então acho que será feito mais ou menos como o Beraldo falou, o papel de bobo da corte aqui nesse encontro com relação aos outros temas dosimetria, eu sinceramente acho que já passou esse tema ali para os Estados Unidos e não tem mais aquele grande valor o o o

Não por nada, até porque já foi aprovada aqui. E talvez a própria anistia em si, eu acho que tem outros temas para os Estados Unidos que são levados mais em consideração. Veja os temas da Terras Raras, como muito bem colocou o Beraldo, eu concordo de forma geral, é que é o seguinte, o Brasil é o segundo maior território onde há Terras Raras.

Só que não apenas você precisa ter as terras raras, você precisa explorar. E a exploração é caríssima. E o Brasil não tem capital nem conhecimento intelectual para isso. Isso significa que a China é responsável por 50% das terras raras no mundo, mas ela minera 90% das terras raras.

E o Brasil, que tem o segundo maior território, minera menos de 1% das terras-áreas, desses 17 metais que o mundo hoje tanto demanda para a inteligência artificial. Então perceba, somos o segundo maior território que há disponibilidade, mas mineramos menos de 1%. A China detém 50% em seu território, mas minera 90%. Os Estados Unidos mineram algo como 12% e tem uma... Não é o Brasil. Não é o Brasil. Não é o Brasil.

uma capacidade, ou melhor, um estoque muito menor do que tem no Brasil. Então, veja que isso é uma questão até de produtividade que, mais uma vez, nós vamos ficando para trás. Então, aí sim, o Brasil talvez conseguiria ser atrativo para os Estados Unidos, mas isso iria contra...

Tudo que o Lula vem falando. Ele chegou a ventilar a possibilidade de fazer a Brás, Brás Terras Raras, não sei o nome exatamente, mas uma empresa estatal para fazer a exploração e a mineração das terras raras. Algo, obviamente, inimaginável. Seria mais uma empresa para centralizar o orçamento do pagador de imposto na mão.

de quem não detém o conhecimento e de poucas pessoas para, mais uma vez, drenar o orçamento público. Então eu não vejo como ele consegue agregar valor para Donald Trump nesse momento. E aqui, sem viés ideológico, uma vez que Lula vem continuando, batendo em Donald Trump de maneira recorrente, ele continua batendo em Donald Trump em suas ações com o Irã, e eu não estou fazendo juízo de valor se Donald Trump está certo ou errado.

Mas ele continua batendo forte, não apenas começou lá atrás, naquele Briggs esvaziado, aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, depois do evento da COP30, que foi um fracasso lá em Belém, e ele continua recorrentemente batendo nas ações de Donald Trump.

Então o que ele vai fazer? Sentar numa sala agora e falar tudo ao contrário do que ele fala para sua militância aqui? Então eu acho que ele mesmo se colocou numa saia justa e ele se voltasse atrás e cedesse de alguma forma para Donald Trump, ele talvez perderia a credibilidade com a militância dele aqui, que é hoje o que lhe resta.

dos votos, importante, de fato, mas o que ele reta dos votos e talvez aumentasse a rejeição dele. Então, a própria sinuca de bico, onde uma mentalidade atrasada, retrógrada e mofada do próprio PT, colocou o Lula agora de frente com o Donald Trump, se ele, de fato, o encontrará.

É uma boa expressão essa, sinuca de bico. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila para avaliar também essa situação difícil em que o presidente se coloca com essa reunião já desenhada. Ao que tudo indica, os dois líderes se encontrarão essa semana. Além daqueles tópicos que eu...

destaquei há pouco, Davila, eu fico imaginando se o presidente brasileiro sugerir tratar de questões que envolvam a guerra no Oriente Médio, por exemplo. Porque o presidente Lula não faz tanto tempo, há alguns dias, chamou a ofensiva de Donald Trump de maluquice. E eu fico pensando, bom...

Do que eles vão discutir exatamente? Tem um roteiro? As assessorias acabam destacando exatamente quais são os pontos que eles devem falar? Ou acaba sendo uma conversa em que eles podem sugerir os temas ou palpitar, falar o que bem entende, o que pensa? Enfim, queria que você trouxesse um pouco dessa experiência internacional também.

Caniato, Trump é movido pelo realismo político. Portanto, Lula pode falar o que bem quiser sobre o Oriente Médio, que não vai fazer nenhum efeito em Donald Trump. Por uma razão muito simples. O Brasil não está numa postura geopolítica importante que pode decidir alguma coisa na guerra do Irã. O Brasil não está vendendo armas para o Irã. Portanto...

o Brasil não apita em absolutamente nada de maneira concreta na questão do Oriente Médio. Trump se irrita quando os países europeus não cedem suas bases militares para as operações militares norte-americanas. Trump se irrita com países que vendem drone ou arma para o Irã. É aí que tira Donald Trump do sério. Agora...

Ficar falando coisa que não tem nenhuma consequência na ponta não afeta em absolutamente nada Donald Trump. Aliás, uma das cenas mais pitorescas que ocorreu na Casa Branca foi justamente o prefeito de Nova York.

justamente o palestino comunista que chamava Donald Trump de ditador, aí um repórter, ele tá sentado lá na Casa Branca, ao lado de Donald Trump, e o repórter pergunta, o senhor mesmo disse que o presidente da república é ditador? O Trump vira pra ele e fala assim, fala que eu sou mesmo, fala que eu sou mesmo pra tirar essa pergunta do ar. Então assim, da frente, veja como ele é muito pragmático.

Ele não dá a menor importância para essa verborragia irrelevante do presidente Lula. Ele vai tratar com Lula dos assuntos que interessam aos Estados Unidos. E na pauta existem vários assuntos. Primeiro a pauta que já conversamos sobre minerais raros. Certamente essa é uma questão importante, estratégica para os Estados Unidos. E já concluiu o negócio, como bem falou o Beraldo.

A empresa americana já fez um investimento de bilhões de dólares aqui, vai ter os minerais raros por 15 anos, e, portanto, esse assunto está ticado, é só partir da fotografia. Os outros dois assuntos, o primeiro é o combate ao crime organizado.

principalmente essa história da entrada PCC entrada de cocaína no mercado americano isso realmente preocupa Donald Trump e Donald Trump vai continuar endereçando esse tema que tem como um acordo aí o Brasil e Estados Unidos com países reduzir

o peso do crime organizado no comércio internacional de drogas. Então, esse é um assunto que une os países. Não importa se o governo é de direita ou de esquerda, se é Lula, ou se amanhã é outro governo de direita, o Brasil e os Estados Unidos vão ter que continuar trabalhando neste assunto. E um parênteses nesse assunto, aí sim uma questão que pode pegar.

E aí tem a ver com o Irã. Que são as organizações terroristas instaladas no Brasil, principalmente Hezbollah e Hamas, que são financiadas com dinheiro iraniano. Este é outro assunto extremamente importante na mesa hoje dos Estados Unidos e que vai querer uma resposta mais dura do Brasil. E por último, Caniato, é um outro assunto que não pode...

Não pode fazer absolutamente nada, que é a questão dos investimentos em infraestrutura. Os Estados Unidos não vão investir em infraestrutura. Os Estados Unidos vão ficar falando aquela coisa, não pode deixar a China investir em ferrovias, no setor elétrico. Aí o Lula vai chegar e falar assim, bom, tá bom, então você vai colocar dinheiro aqui, quem é que vai colocar dinheiro? Porque nós não temos dinheiro, né? O investimento público é o menor...

desde que nós temos registro na história do Brasil. Nunca o setor público investiu tão pouco em obras de infraestrutura no Brasil. Por quê? Porque nós estamos gastando todo o dinheiro arrecadado em gastos correntes, em benefícios.

em emendas, em rombos com estatais e outras coisas que fazem com que o dinheiro do contribuinte seja tão mal gasto. Por isso, vai ser uma conversa muito objetiva em torno desses assuntos que interessam aos Estados Unidos e nesse sentido o Lula vai fazer o seu papel, que é sempre que está perto do Donald Trump concorda, aí quando vira as costas e está longe, aí começa a falar mal é E aí E aí

típico dessa diplomacia militante petista que acabou com as questões de Estado brasileiro. Essas não são mais tratadas. Tudo tem que passar pela lógica ideológica partidária petista.

Importante lembrar que durante a campanha de 2022, Lula, reiteradas vezes, disse que o Brasil retomaria uma posição de prestígio, o Brasil voltaria a ser respeitado internacionalmente. Deixa eu chamar o Roberto Mota para analisar também essa agenda internacional do presidente Lula.

Mota, depois de tantas declarações atravessadas, algumas até mal educadas contra Donald Trump e os Estados Unidos, o que a gente pode esperar dessa agenda? Dá para reverter aquela situação, aquele mal estar entre Brasil e Estados Unidos? Eu não acho que o governo esteja preocupado com isso, Caniato. Eu até vou gentilmente discordar dos meus colegas.

porque eu acho que o governo brasileiro não está preocupado com nenhuma dessas coisas e eu acho que nem o governo americano. Se o governo brasileiro está indo à Casa Branca, me desculpem o ceticismo, mas é porque está tudo combinado. Agora, o que foi combinado, eu não faço a menor ideia, mas eu não acho de forma nenhuma... Não é uma...

que o governo americano planejou essa visita para fazer exigências do governo brasileiro ou para colocar o representante do governo brasileiro, do governo do PT, em uma situação difícil. Vamos lembrar, esse governo está na hora da xepa, está no fim de feira, despencando de popularidade, não conseguiu emplacar o seu indicado à Suprema Corte.

Uma coisa que não acontecia no Brasil desde 1889, salvo engano. Então, por que o governo americano justo nesse momento, em que o governo do PT está nas cordas,

resolveu receber o governo do PT na Casa Branca para tirar aquela fotografia bonitinha. Aquela imagem vale ouro. Não importa o que esteja acontecendo. A fotografia ao lado de Donald Trump, com as bandeiras americanas e brasileiras no fundo, essa fotografia vai ser usada.

para convencer os incautos. Olha, está vendo aí? Estavam dizendo que esse governo estava acabando, que nada. Olha lá, tiramos fotografias junto com o Donald Trump. Vai servir para mostrar que o PT tem poderosos relacionamentos internacionais que não importa o que os petistas digam. Não importa as asneiras que eles falam quando tem o microfone na mão, não importa.

por alguma razão ou razões que a gente não consegue entender muito bem e precisamos ser honestos em relação a isso, eles nunca pagam o preço dessas declarações. Eles falam e fica por isso mesmo. De alguma forma.

Os petistas do poder estão blindados, estão protegidos contra as consequências dos seus atos. O que eu espero que aconteça nessa visita vai ser simplesmente uma oportunidade para uma fotografia bonita que vai ser usada com finalidade eleitoral. Não é possível que alguém tenha alguma dúvida em relação a isso.

Esse é um ponto importante que o Mota destaca, o uso eleitoral dessa agenda, né? Da foto com Donald Trump. Cristiano Beraldo, se der certo ou se não der certo...

Talvez o governo ou o Partido dos Trabalhadores tenha, inclusive, duas estratégias prontas. Se der certo, nossa, mérito do presidente Lula conseguiu ir até os Estados Unidos e encaminhar acordos ou tratar de questões importantes. Houve um entendimento em relação, sei lá, determinada pauta, combate ao crime organizado. Se não der certo, talvez resgatem aquela discussão a respeito do ataque à soberania nacional. Pode acontecer, não?

Keniato, vamos lá, né? Vamos definir o que é dar certo. Porque o governo vai sempre falar que deu certo. Vai sempre dizer que a estratégia do governo foi 100% atendida e que a viagem internacional do presidente trouxe ganhos muito concretos para o Brasil. Vamos lembrar da viagem em que o presidente brasileiro levou uma comitiva imensa.

para que ele pudesse ir lá vender carne na China. E aí ele voltou dizendo, assinamos com a China acordos, memorandos de entendimento de 50 bilhões de dólares. Cadê esse dinheiro? Cadê os 50 bilhões que a China ia colocar no Brasil? Porque isso tudo é base da ficção. Esses encontros, eles não acontecem.

com países sérios, pelo menos, para você chegar e dizer assim, olha, eu tenho aqui este projeto para você colocar um dinheiro aqui no Brasil, assina aqui e faz o Pix. Isso não é assim. Ou você constrói antes e quando você tem o olho no olho, a diplomacia já trabalhou, já identificou quais são as dificuldades, já superou essas dificuldades e você vai ali só para que os dois lados possam celebrar a assinatura de um acordo.

ou você vai lá fazer firula, qual das duas condições você acha que acontecerá?

Então, hoje nós temos de concreto na relação entre Brasil e Estados Unidos o desgaste. O Brasil, ele vem se especializando em ser irrelevante na América do Sul. O Brasil é o maior país da América do Sul. É a maior economia da América do Sul. É a maior população da América do Sul. Entretanto, quando os Estados Unidos resolvem...

Se cansar do Maduro, eles vão, entram na Venezuela, levam o Maduro embora. E vocês acham que eles avisaram ao Brasil? Agora, quando foram atacar o Irã, podem ter certeza absoluta que o presidente Donald Trump, alguém da alta hierarquia do seu governo, ligou para o sheik do Emirados Árabes.

para dizer que eles iam atacar, para combinar a proteção. Ligaram para a Arábia Saudita, ligaram para o Catar, porque são estados relevantes no jogo geopolítico mundial. O Brasil não é. O Brasil é um país que foi trabalhando para se tornar irrelevante na disputa, nas conversas geopolíticas.

O Brasil continua tendo muito petróleo, o Brasil continua tendo terras raras, o Brasil continua tendo soja, o Brasil continua tendo minério, continua tendo ouro, continua tendo tudo isso. Mas nós não usamos isso para nos dar relevância no cenário internacional. E aí temos que aturar esta conversa fiada que...

engambela os incautos, os desavisados, de que, oh, o presidente brasileiro foi lá falar grosso com Donald Trump, não falar grosso com o bandido traficante.

com miliciano, com gente de facção criminosa. O Brasil é um desastre. O Brasil tem mais de 50% do cigarro comercializado no Brasil. O Brasil é contrabandeado. Vem do Paraguai. Não precisa procurar de onde vem. Vem do Paraguai. O governo faz alguma coisa sobre isso?

Porque deveria. São mais de 20 bilhões de reais anualmente perdidos por causa do contrabando de cigarro. Nem 20 bilhões estimula o governo. E o contrabando de cocaína, de maconha, que cruza o Brasil?

Pelo ar, pelos rios, pelas rodovias, não acontece nada. Entra pela fronteira com a Colômbia, entra, vem da Bolívia, cruza o Brasil inteiro para chegar nos nossos portos. Não acontece nada. Isto é rotina do dia a dia. Tráfico de armas.

A grande parte dos fuzis que estão nas mãos dos faccionados, das facções criminosas, desses grupos terroristas brasileiros, também vem do Paraguai. O que o governo brasileiro faz? Nada. Aí você vai chegar com um sujeito na frente, vai uma reunião com o homem mais poderoso do mundo, que está enfrentando o Irã, potência atômica. E você vai falar o quê para o seu Donald Trump?

O Brasil, expressão da moda, o Brasil não tem lugar de fala na conversa mundial. Nós vamos lá fazer entretenimento e entregar o que os Estados Unidos quiser. Porque é isso que o Brasil sempre faz.

Deixa eu chamar o Bruno Musa. Musa, queria que você também discorresse e analisasse as questões que envolvem a reunião que provavelmente acontecerá nesta semana e algumas pautas quando a gente olha para as questões tarifárias. A gente observou o Brasil se colocando comum.

Um país em que viu as tarifas sendo aumentadas acima dos percentuais de outros países. Alguns segmentos foram sensivelmente prejudicados, mas houve uma revisão.

da questão que envolve as tarifas impostas pelos Estados Unidos, mas principalmente por conta daquele novo entendimento da Suprema Corte norte-americana. Quando a gente olha para as questões comerciais entre os dois países, devemos considerar quais aspectos, Bruno?

Claro que é importante levarmos em consideração que os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, né, Caniatu? Então, isso é extremamente relevante. É claro que, na dependência dos produtos, fica muito óbvio que aquilo que o Brasil exporta, de maneira geral, é muito mais fácil de você encontrar em outros países do que o que nós importamos nos Estados Unidos.

bens manufaturados, produtos de muito maior valor agregado, que nós não temos condição de produzir em uma mínima eficiência, por uma série de fatores estruturais, como nós já falamos aqui, incansavelmente, falta de produtividade, falta de investimento em inovação ao longo dos últimos anos, décadas e séculos, inclusive.

Uma desindustrialização por um país completamente fechado, que diz que tem que proteger a indústria nacional, mas mantém praticamente produtos sucateados aqui dentro, uma vez que você não permite a busca por eficiência e por inovação. Enfim, uma série desses produtos que nos torna altamente dependentes de produtos de valor agregado dos Estados Unidos, muito mais do que os Estados Unidos do Brasil. É claro que o Brasil exporta de maneira expressiva.

Produtos que os Estados Unidos importam, sódio, suco de laranja, mas você encontra facilmente outros vendedores. Pode alterar o preço um pouco aqui e acolá, de fato, é verdade, mas é extremamente relevante quando analisamos o nosso balanço de pagamentos, que aquilo que nós importamos...

de serviço e de produtos de alto valor agregado, nós não temos condição de produzir diferente do caso dos Estados Unidos. Então, quando aquelas tarifas foram implantadas e se de fato foram implementadas novamente, Donald Trump ventilou na semana passada, colocar em alguns países algumas tarifas novamente, isso poderia incluir o Brasil.

é claro que a luz amarela acende novamente. Talvez Lula queira capitalizar isso, uma vez que daquele momento, a primeira vez que Donald Trump colocou as tarifas no Brasil, ele viu a popularidade dele crescer e agora nós estamos vendo, seja no polimarketing, no mercado preditivo ou até nas principais pesquisas, o nome de Lula ser ultrapassado, inclusive em valor nominal, não apenas empate técnico.

pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro. Consequentemente, talvez, ele encontre aí uma possibilidade de peitar Donald Trump se essas tarifas voltarem, por mais que isso sofra no dia a dia aqui no Brasil e na indústria, vamos lembrar, na política é o poder pelo poder. Claro que ele nunca vai falar isso, mas o que está em primeiro e em jogo é buscar...

capitalizar nas eleições para que ele possa recuperar um pouco dos votos perdidos e ser mais competitivo ali, principalmente no segundo turno. Então, de política, eu não duvido nada. Do PT, então, menos ainda. Nós temos provas suficientes ao longo das últimas décadas que o PT é capaz de absolutamente tudo, a política no geral, mais especificamente aqui do PT. Então, mesmo que isso seja um problema para o Brasil e para as indústrias no curto prazo,

Se elas sofrem por um inimigo externo e ele pode colocar esse inimigo nos Estados Unidos, ele aparece mais uma vez como salvador da pátria, dizendo então vamos subsidiar mais uma vez as indústrias aqui, vamos dar dinheiro para elas, para ele mais uma vez tentar capitalizar. Ah, mas Bruno não tem espaço no fiscal. De fato, já não tem faz tempo. Mas eles fazem artimanhas, colocam gastos por fora do arcabouço fiscal, enfim, toda aquela maquiagem de contas que a gente conhece muito bem.

Então, eu não acredito naquela retórica que nós vimos lá atrás, quando nos demos muito bem, disse Donald Trump com relação a Lula, ele é um amigo querido, ele fala disso de absolutamente todo mundo. Então, me parece que será uma conversa muito mais hostil, a quatro paredes, não aquilo como o Mota muito bem colocou para tirar fotinho e sair em rede social.

absolutamente tudo vale, mas termos práticos de fato para melhorar a vida do brasileiro, eu acho muito improvável. Eu ousaria dizer, a política é perversa e ela faz todo sentido para piorar a vida, colocando a culpa em um inimigo externo para ele aparecer como salvador da pátria. Não espantaria.

Tá certo, a gente vai seguir por aqui analisando as principais notícias do dia, mas eu preciso de me despedir de parte da rede. Algumas emissoras ficarão a partir de agora com a programação local. Muito obrigado pela audiência e pela parceria. Seguimos aqui com outras notícias e durante o lançamento do novo Desenrola Brasil, o presidente Lula voltou a polemizar, a afirmar que vê com bons olhos o endividamento da população. A gente separou inclusive esse trecho. Acompanhe.

Eu fico olhando na cara de vocês e fico imaginando quantas de vocês e de vocês estão endividados. Quantas? Não quero saber, não quero saber no que que vocês se endividaram. Mas essa é uma prática de uma grande parcela do povo brasileiro. E é muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar.

Tá aí a declaração do presidente da República dizendo ser muito bom que o povo possa se endividar. Enfim, algumas leituras possíveis, né? A partir dessa declaração, quando ele foi tentar explicar essa fala, ele argumentou que a dívida representa um acesso mais fácil dos brasileiros ao crédito. E relembrou um discurso feito em 2008.

onde pediu que o povo não tivesse medo de se endividar, desde que com responsabilidade. Pressionado pela rejeição, o governo Lula usará até 23 bilhões de reais do fundo custeado pelos pagadores de impostos e trabalhadores como garantia.

para abater as dívidas de milhões de brasileiros. Começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, quais aspectos dessa fala, desse pensamento do presidente da República a gente tem que destacar quando a gente observa que 80% das famílias estão endividadas? Lá atrás, muitos especialistas falavam que... Não é o que você recebeu?

Quando você contrai uma dívida, isso pode ser sinal de que você está progredindo. Mas não é disso que o presidente da república está se referindo, né? Não. O presidente da república, para variar, fez uma fala improvisada e irresponsável. Improvisada porque toca na maior dor do brasileiro hoje, que é o bolso.

82 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Estão inadimplentes não é porque se endividaram de maneira irresponsável, é porque o Brasil tem a taxa de juros mais alta do mundo. E o Brasil tem a taxa de juros mais alta do mundo porque tem esse governo gastador, que gasta muito mais do que arrecada, obrigando o Banco Central a aumentar a taxa de juros e colocar no patamar mais alto de todos os tempos. Essa irresponsabilidade não é.

ele não conta, ele esconde dizendo que é o cidadão que se endividou, como se a culpa fosse só das pessoas, é óbvio que as pessoas se endividaram e não deviam se endividar quando viu que o Brasil está nessa taxa de juros mais alta do mundo mas às vezes acontece

E veja só, dívida não é boa coisa nenhuma, ainda mais em pessoa física, com a maior taxa de juro. Quem está endividado está se enforcando, porque não dá para viver, pagar as contas.

E ainda arcar com a taxa de juros mais alta do mundo. Não tem dinheiro que sobe, Caniato. Qual é o negócio que dá 15, 20, 30% de margem para você pagar a dívida e ainda custear a sua vida? Não tem. Então, quem está endividado está cavando um buraco cada vez maior por causa dessa taxa de juros elevada. Culpa deste governo. Este governo irresponsável. Segundo...

Lula foi aquele que no começo estimulou as pessoas a se endividar porque achou que essas pessoas se endividando faz a economia girar, joga dinheiro na economia e isso vai fazer o crescimento econômico acontecer. Como se as pessoas se endividando estariam ajudando o crescimento econômico no Brasil.

Isso é a fala de alguém que não tem noção de economia. É uma coisa totalmente absurda. Porque isso só pode começar a gerar crescimento num dia que a produtividade, uma palavra que o PT detesta, é alta. Num dia que a produtividade é alta, tudo bem. Mas com produtividade em baixa e aumento do endividamento, significa dar corda para o brasileiro se enforcar. Foi isso que esse governo fez. E agora tem a...

cara de pau de inventar esse desenrola dois, que é pegar o dinheiro do trabalhador, que é do fundo de garantia, e dá pra ele agora, depois que eu quebrei as suas duas pernas, eu vou te dar a muleta, mas que muleta é essa? Não, a muleta é o meu dinheiro, é o dinheiro do fundo de garantia pra você resolver a parte da tua dívida. É um negócio inacreditável, é uma falta de vergonha, é uma cara de pau, é um sem noção total da questão econômica no país.

Disse que o Davila mencionou é interessante, né? Eu permito que você quite a sua dívida usando o fundo de garantia. Daí você quita com os bancos, ou seja, o governo fica bem com os bancos, com os principais bancos, e aí o trabalhador pode contrair novas dívidas. Deixa eu chamar o Roberto Mota para analisar as estratégias do governo para desenrolar a situação dos brasileiros em um ano eleitoral, Mota.

Caniato, dois dos piores males que afligem a democracia são a corrupção e o populismo. E eles geralmente andam juntos. O populista é aquele político que explora os apetites mais baixos das pessoas. O populista está sempre incitando emoções ruins.

ressentimento, inveja, ódio. O populista precisa do voto e do dinheiro do povo.

E para conseguir isso, o populista usa qualquer instrumento. A principal ferramenta do populista é a estratégia do nós contra eles. O populista pode ser milionário, pode ser político profissional, há 40 anos no poder, mas ele sempre se apresenta como sendo alguém do povo.

E a segunda maior ferramenta usada pelo populista é tornar as pessoas dependentes do Estado. Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Berado, porque quando falamos de dívidas, é preciso considerar que algumas pessoas acabam contraindo dívidas porque precisam comprar um bem, né? Não tem o dinheiro para comprar um apartamento, por exemplo. Não tem 500, 600 mil reais. Faz um financiamento bancário, mas tem o recurso para arcar com aquela mensalidade, né?

Não tem o dinheiro para comprar um apartamento. Não tem o dinheiro para comprar um apartamento. Não tem o dinheiro para comprar um apartamento. Não tem o dinheiro para comprar um apartamento. Não tem o dinheiro para comprar um apartamento. Não tem o dinheiro para comprar um apartamento. Não tem o dinheiro para comprar um apartamento. Não tem o dinheiro para comprar um apartamento. Não tem o dinheiro para comprar um apartamento.

com aquela mensalidade do financiamento bancário. Ele está endividado, mas ele se organizou, ele tem recursos para arcar com aquele compromisso mensal. Não é o que se vê hoje em dia, pelo menos para 80% das famílias. O percentual de endividamento supera o mínimo necessário. Ou seja, ele não consegue pagar as contas correntes do mês por conta das outras dívidas que foram contraídas. Ou seja, isso aponta para um problema de educação financeira. Né, Beral?

gravíssimo problema de educação financeira num país...

que tem uma cultura de inflação como o Brasil. A inflação era uma loucura na década de 80, no começo da década de 90, e agora ela já é uma loucura de novo. E as pessoas não aprendem a lidar com o dinheiro, as pessoas não aprendem a lidar, a reconhecer, a compreender o valor do seu tempo, o valor do seu trabalho.

E o Brasil vai vivendo essa dinâmica em que as pessoas não percebem o quanto da vida delas elas dedicam para pagar impostos e pagar juros. É uma coisa simplesmente absurda. O Brasil tem hoje 80 milhões de inadimplentes. A pessoa que está inadimplente, ela não tem só uma dívida, não é só um problema financeiro.

a pessoa passa a ter uma vida atormentada. Ela passa a ter dificuldade de colocar a cabeça no travesseiro, dormir, descansar, se preparar para o novo dia.

O clima dentro da sua casa vira um inferno, porque é muito difícil você viver sem saber como é que você vai honrar os seus compromissos. E o pior disso tudo é que o Brasil tem hoje uma taxa oficial de juros de quase 15% ao ano.

Mas os juros cobrados pelos instrumentos mais populares de empréstimos usados pelos brasileiros, que são o cartão de crédito e o cheque especial, cobram de você 400% ao ano. E quando você tem que pagar uma dívida sobre a qual incidem 400% de juros ao ano, me desculpem.

você não vai pagar. E se pagar, você vai fazer um sacrifício tal que não faz nenhum sentido o motivo da dívida. Que é um absurdo que nós podemos observar em relação a esse se enrola Brasil que o presidente está aí comemorando. Aliás, eu não consigo entender para aquelas pessoas que estão nos acompanhando por imagens essa modinha de chapéu Panamá. Usa pelo menos um chapéu brasileiro.

Que tipo de figura é essa de chapéu para um presidente da República? Porte-se de forma presidencial. Nós não estamos pedindo muito.

Agora, quando você contrai uma dívida, e esta dívida para pagar uma viagem, uma festa, uma calça jeans, um tênis da moda, seja lá o que for de supérfluo, e você vai pagando juros em cima de juros, em cima de juros, em cima de juros, quando você vai ver aquela viagem lá para Porto Seguro...

Ela custou tanto por causa dos juros que você podia ter ido de primeira classe para Paris. E você não se deu conta disso. E está lá pagando os juros. Aí vem o salvador da pátria. Opa! Agora você vai usar o seu FGTS para quitar as suas dívidas. E você que não pode usar o FGTS para financiar um curso de aperfeiçoamento. Um curso superior numa faculdade decente.

Você vai pegar o seu FGTS, o seu fundo de garantia por tempo de serviço, para pagar aquela calça jeans, para pagar aquela viagem, para pagar tudo que você não precisava ter, mas resolveu comprar pelo impulso.

E aí você agora vai ficar sem aquilo porque a viagem já foi, o tênis gastou, tudo já era. E agora já era também o teu fundo de garantia. É o que o Caniato disse no começo.

da nossa conversa sobre esse tema. O que o governo quer com isso é permitir que os bancos garantam o seu e que você, brasileiro, possa se endividar de novo amanhã. Deixa eu passar para o Bruno Musa também refletir a respeito dessa situação. Musa, existem brasileiros com faixas salariais distintas, diferentes. E os tipos de dívidas também são diferentes. Talvez um tenha se endividado, como disse o Berardo, porque comprou o iPhone.

comprou uma televisão de 70 polegadas para assistir a Copa do Mundo, mas o cara ganha, sei lá, 5 mil reais, não tem recursos para comprar todos aqueles bens. Aí, naturalmente, acaba se endividando. Agora, tem aquele que ganha muito pouco, né? E acaba se endividando por conta daquelas...

Aquelas necessidades básicas do mês, fazer uma compra no supermercado, pagar a conta de telefone, a conta de luz, enfim. Quando a gente olha para o endividamento das famílias e a maneira como o governo está trabalhando isso, o que devemos considerar?

Vamos aos números, então, para derrubar mais uma vez a narrativa do próprio governo. Afinal de contas, não quero que pareça apenas divergência de ideologia. Os números, cada um toma a sua própria conclusão. O vídeo que eu fiz, que vai ao ar amanhã no meu canal, Caneta, é justamente sobre isso que você falou em um ponto extremamente relevante. Eu peguei o número de empregos que foram criados e divulgados pelo governo.

Desde o começo de 2023 até o momento atual, há um mês atrás. Foram 5 milhões e 100 mil vagas de trabalho abertas. Eu já vou fazer a conexão com o endividamento que a gente está conversando aqui, tá? Dessas 5 milhões e 100 mil vagas criadas, 100% delas foram criadas entre um e um salário mínimo e meio.

Acima de um salário mínimo e meio, foram destruídas vagas. No net geral, no saldo geral, ficaram abertas essas 5 milhões e 100. Então foram criadas mais vagas, só que no geral, 100% delas foram criadas nessa faixa até um salário mínimo e meio. As outras houve destruição de vagas. Eu tenho todos os dados aqui, não vou entrar para não ficar chato esses dados, mas eu vou divulgar amanhã lá no meu vídeo. Agora!

Outro dado extremamente relevante que você falou, tem gente que ganha R$ 5 mil. Tem. Vamos analisar então, Caniato. A renda média, tudo segundo dados divulgados nos sites do próprio governo. A renda média brasileira está por volta de R$ 3.560. Renda média.

Sabe qual é a mediana? R$ 2.260,00. Para aqueles que nos estão ouvindo e não entendem a diferença entre média e mediana, vamos explicar. A mediana é justamente aquilo que mede o que está no meio entre dois conjuntos de dados. Então, quando você fala que a média é R$ 3.500,00, R$ 3.560,00,

significa que a média é puxada para cima por aqueles que ganham bastante mais, como a elite do funcionalismo público. Só que a mediana mostra a realidade, enquanto a média é puxada para cima e distorcida. A mediana é a realidade do Brasil, R$ 2.290.

Isso significa que o que o governo fez é matar a ponte que liga a base da sociedade brasileira para o que eles chamam de classe média. Se você ganha 5 mil, você é considerado classe média. Só que eles mataram essa ponte, porque o nível de endividamento dessa classe social está...

Nas máximas, 81 milhões de brasileiros completamente inadimplentes. Isso significa que ao longo desses últimos 20 anos, foram vários estímulos que o próprio governo fez para essas pessoas e empresas se endividarem. Alguns a gente já mencionou aqui, como, por exemplo, redução de IPI de produtos linhas brancas. Consumam.

Quando aprovar agora o IR de 5 mil reais, que eu sou a favor de ampliação disso, reduzindo o tamanho da máquina pública, senão você aumenta o déficit. O Lula veio a público e falou, agora que sobrou um dinheirinho, comprem uma televisão. Consumam para assistir a Copa do Mundo. Foi o que ele falou. Como muito bem o Davila falou e nós já mencionamos aqui.

Você não pode sacar o teu FGTS, que é um escárnio, mas você pode usar o teu FGTS como garantia pra pegar um empréstimo adicional. Agora em ano eleitoral, não. Eu vou deixar que você use até 20% do teu FGTS. Ora, mas é meu. Eu não quero me endividar. É meu. Eu fiz por merecer isso. Não, não. Você só pode sacar

quando eu quero, debaixo das minhas próprias regras. Sem contar tudo que a gente viu durante o governo da Dilma, congelamento de preços, que tudo isso, juros subsidiados através do BNDES e outros bancos públicos, que tudo isso foi estimulando o consumo e a tomada de crédito. Por quê? Rapidamente, o crédito, o consumo das famílias e os gastos do governo são duas das partes importantes que puxam o PIB para cima. E aí, o PIB cresce.

sai nas manchetes que o PIB vem crescendo 2,5%, 3%, de forma anabolizada, sem o incremento da produtividade. Portanto, o que o Lula fez ao longo dos últimos 20 anos foi matar a ponte que ligava a baixa da sociedade à classe média. Essa forma de ascensão morreu pelo altíssimo nível de endividamento fomentado pelos governos e por uma mentalidade atrasada dos governos petistas. E quando a gente fala de endividamento, é preciso olhar... Olha...

para o tipo de dívida. Né, Dávila? Quando a gente fala de educação financeira ou a falta de educação financeira, a gente poderia elencar outros países em que tem uma taxa de endividamento alta. É preciso lembrar também dos Estados Unidos, em que ninguém compra casa à vista. É tão tradicional como você acaba hipotecando. Ou carro, me lembro daquela modalidade do leasing.

Há maneiras de você se endividar. Agora, o brasileiro, em algumas situações, acaba se endividando para comprar um tênis, comprar um celular de último tipo, mesmo a parede da casa não sendo rebocada. Então, quais aspectos da falta de educação financeira precisa ser considerada também?

A culpa do governo ou das autoridades, ou do governo federal, do governo estadual, por que não investir em educação financeira da Ávila?

Não, é preciso ser matéria obrigatória na escola, educação financeira, não há dúvida. Mas o ponto, Caniato, é que você jamais pode se endividar quando existe uma taxa de juros no país que é a mais alta do mundo. Você não pode fazer isso. Esses endividamentos que existem, que você mencionou, em países como Estados Unidos e mesmo Europa, é porque a taxa de juros é baixa, principalmente de longo prazo. Então você pode financiar a compra de uma casa.

por muito tempo, uma taxa de juros baixo, que aquilo é praticamente, você em vez de pagar aluguel, você está pagando a compra de uma casa, porque é uma taxa de juros condizente com o tamanho do endigral de endividamento que uma pessoa pode tomar.

Agora, no Brasil não. Não precisa nem de educação financeira. Se você está num país que tem a taxa de juros mais alta do mundo, você não pode se endividar. Se endividar é a morte. Se endividar é se enforcar, entrar num buraco que você nunca mais sai.

O Beraldo disse aqui, estava dizendo aqui os prédios, os juros do cartão de crédito, mas qualquer taxa de juros. Porque se você cai na mão da Jota, se você cai na mão de qualquer pessoa que vai emprestar dinheiro, vai emprestar dinheiro muito acima dos 14,75% do mercado, 14,25% do mercado. Então não tem jeito. A taxa de juros média no Brasil hoje é 60%. Imagina se vai tomar dinheiro emprestado a 60%. Então não tem jeito.

Não pode tomar nunca. Agora, a gente entende que há pessoas que passam por aperto. E não é para comprar o supérfluo. É para fazer, por exemplo, a pessoa fica doente. Precisa tomar dinheiro emprestado para tratar daquela doença. Porque o dinheiro está muito justo, Caniato. A inflação está matando. A inflação do supermercado.

Então, esse é um governo que aumentou a inflação, aumentou o endividamento do Brasil e agora reclama que as pessoas estão endividadas. E ainda vai pegar o dinheiro da própria pessoa que é do FGTS para ela tentar sair do buraco. É um negócio inacreditável.

É uma cara de pau, é uma sem-vergonhice. E é uma incapacidade de admitir que essa política de acelerador do gasto público, sem aumento de produtividade e estimulando as pessoas a se endividar, é que colocaram mais de 80 milhões de brasileiros nessa situação dramática de inadimplência, que não é com desenrola que vai sair.

O desenrola pode aliviar o problema, mas não pode sair do buraco, porque o buraco, com uma taxa média de juros de 60%, não tem como sair, a não ser que você venda coisas, venda o imóvel, venda o carro, para pagar a dívida. É isso que tem que fazer. Você tem que abrir mão de coisas que você conquistou ao longo da sua vida.

para tentar sair desse buraco, dessa armadilha, que é o grande grau de endividamento no país. Então, Caniato, é preciso sim educação financeira. Mas qualquer educação financeira diz o seguinte, nunca se divide no país que tem a taxa de juros mais alta do mundo.

Sem dúvida alguma. É preciso olhar para essa questão. Deixa eu só passar para o Mota, porque olhando para as administrações do Partido dos Trabalhadores, mesmo nas gestões Lula 1 e 2, nós vimos articulações e reduções de impostos de alguns produtos que davam à população a sensação de que ela estava melhorando de vida.

Então, você reduz o IPI de alguns produtos. E aí, as camadas mais populares, mais simples, começaram a comprar televisões de tela plana, geladeiras com litragem muito maior, inclusive algumas com duas portas. E aí, aquela população que era super simples, começa a comprar produtos que antes não entravam ali naquela comunidade. E aí, dava a impressão que aquela...

Aquela família estava prosperando. Não tinha havido um incremento de renda muito maior. E aí, naquele momento, há uma mudança na maneira do IBGE avaliar as classes sociais. E muitas famílias acabaram passando, numa canetada, aos olhos de muitos, para a classe média. E isso acabou mudando, inclusive, a leitura de muitos para aquele governo. Poxa!

Esse governo acabou levando centenas de milhares ou milhões de famílias para a classe média. É preciso olhar com muito cuidado para as estatísticas, né, Mota? Sem dúvida nenhuma, Caniato. Em um país como o Brasil, estatística não vale muito. Principalmente quando ela está dominada pela ideologia. Eu vou reforçar isso que o Dávila disse.

Um dos conselhos mais importantes que o meu pai me deu foi nunca peça dinheiro emprestado. Ponto. Talvez a única exceção seja para comprar uma casa própria.

E ainda assim você vê hoje, há pessoas, conselheiros financeiros que dizem, não, não vale a pena comprar casa própria. É melhor você manter o dinheiro aplicado e morar de aluguel. Bom, esse foi outro conselho que meu pai me deu. A primeira coisa que você tem que fazer na sua vida é comprar a sua casa própria. É o seu lar, o abrigo, a segurança da sua família.

Então, essa política de sugerir às pessoas e estimular as pessoas que façam dívida, eu não tenho outra expressão a não ser dizer que isso é um crime. Isso é uma forma de garantir que as pessoas nunca terão segurança financeira. Que elas vão se entregar ao consumo fácil.

Ao invés de juntar o dinheiro para quando você tiver o dinheiro, aí sim você comprar o que você deseja, você se enterra em dívidas. Agora a gente precisa dizer que o populismo recompensa muito bem o político populista. Ele se dá bem com essas políticas, porque para ele o que importa é reeleição, não é gestão.

O que importa é a capacidade de usar a máquina do Estado, porque isso que nós estamos comentando aqui é o uso da máquina do Estado em benefício do político. Então, é gás do povo, pé de meia, bolsa isso, bolsa aquilo, esse desenrola que, vejam só, rima com esmola.

porque é isso que essa política significa para o povo brasileiro. O que importa é a reeleição. O que importa é você continuar usando a máquina do Estado e o dinheiro do Estado para convencer as pessoas de que você é um líder genial dos povos. Esse dinheiro...

que é injetado nesses programas todos, ele compra opiniões, ele compra consciências, ele faz com que as pessoas deem um giro de 180 graus e digam hoje exatamente o contrário do que elas diziam faz pouco tempo. É preciso a gente dizer aqui, o PT voltou ao poder para o quarto, para o quinto mandato?

no governo federal, porque construiu um projeto político ocupando todos os espaços na máquina do Estado.

principalmente no sistema financeiro, no sistema de justiça criminal, em todos os aspectos, no controle do dinheiro que financia a cultura. A gente acabou de ver um exemplo magnífico disso aqui no Rio de Janeiro. Uma cidade que tem tantas prioridades, no entanto, mais uma vez, achou dinheiro para realizar um mega show.

Um dia, essa história toda vai ser contada nos mínimos detalhes. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Várias mensagens aqui sobre esse tema. O Camping Sítio Ilhabela. Deve ser uma conta de uma empresa, um negócio. E a pessoa escreveu o seguinte. Como minha empregada comprou um HB20, agora não tem como pagar.

Querendo dizer que a funcionária comprou um carro, zero quilômetro, e agora não tem condições de pagar. Mas ali na concessionária acabou se envolvendo pela conversa do vendedor, deu uma entrada e agora não consegue pagar as parcelas. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, porque enquanto os nossos comentaristas refletiam sobre esse tema, o Beraldo fez um apontamento muito interessante sobre o tipo de dívida. Beraldo, se nós estivéssemos falando sobre dívidas... ...

em relação à faculdade dos filhos ou escola dos filhos, casa própria ou o automóvel que ajuda nos deslocamentos da família, talvez as análises seriam feitas de um jeito. Mas é preciso olhar também para um tipo de dívida sobre algo que não ajuda em absolutamente nada o brasileiro. Ao contrário, só afunda.

E aí a gente tem essa diferença de mentalidade, né? Você tinha falado mais cedo dos Estados Unidos. O americano, em geral, ele não olha o carro como um patrimônio. O carro é um item de uso para que ele, por um determinado período, em geral, de três a cinco anos, ele usa aquele carro. Depois ele vai lá, devolve-se, for um lease.

E ele pega o carro sem colocar nenhum dinheiro na frente, ele simplesmente paga as parcelas mensais, terminou o último mês, ele entrega a chave e pega outro carro zero quilômetro. E assim ele vai vivendo com aquele custo que não é um custo fixo, ele é um custo que é ali do mês a mês dele.

E uma coisa importante também, Caniato, você não tira o carro da concessionária nos Estados Unidos se não tiver seguro e você já pode incluir nos pagamentos mensais as manutenções anuais e serviços, inclusive, para que se furar o pneu, você tenha o pneu ali trocado de graça, o parabéns, a mesma coisa e por aí vai. Então você praticamente sabe qual é o teu custo máximo total com aquele veículo.

Quando você olha para o Brasil, esse exemplo que o nosso espectador trouxe, da pessoa que compra um carro e não consegue pagar as parcelas, porque comprar o carro é o primeiro passo. Aí você aqui compra o carro, aí você tem que ter seguro, ou deveria ter seguro, porque rouba-se muito carro no Brasil, você tem um trânsito, dependendo da cidade onde você mora, que é um risco permanente.

Você tem que pagar pela manutenção do carro, você tem que pagar um IPVA caríssimo, coisa que nos Estados Unidos também não existe. A taxa anual, o IPVA anual de um veículo de ultra luxo nos Estados Unidos vai custar 100 dólares, 120 dólares. No Brasil são milhares e milhares e milhares de reais para andar numa rua de quinto mundo. Então, você se endividar no Brasil para comprar um carro, por exemplo, você tem que pagar os 650 números.

Não recebe os 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os 650 números 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os 650 números 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os 650 números 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os 650 números 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os 650 números 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os 650 números de segurança convencer os

É uma fórmula para você se complicar. Porque, além de tudo, ainda vem o estilo de vida que o carro te proporciona. Final de semana, agora eu quero ir para a praia, eu quero passear, eu quero fazer isso. Tudo que gasta é dinheiro. É só de pedágio você estar lascado de quanto você vai gastar para curtir o seu carro no final de semana. A vasta maioria das pessoas não tem condição de ter um carro. Mas, infelizmente...

pela falta de preparo, de conhecimento financeiro e também pelo superestímulo ao consumo, que está agravado sim por causa das redes sociais, aí você vai naquela onda, você vai ali no susto e você de repente está com o carro na garagem e você que se vire.

E aí você tem um outro problema brasileiro que você trouxe, Caniato, que é o perfil da dívida, que a gente tem que se lembrar. A quantidade de dinheiro que sai das pessoas de baixa renda para pagar bet, para apostar, é uma loucura. E por que as pessoas gastam tanto em bet no Brasil?

porque elas querem se abraçar em qualquer mínima oportunidade para elas se darem bem, para elas ganharem um dinheirinho extra. Só que aí elas não vão controlando e isso vai virando uma bola de neve e a gente vê um volume gigantesco, bilhões e bilhões todos os meses, que saem da economia real.

e vão para as bets. As bets são um problema gravíssimo no Brasil e que hoje fazem parte, de forma definitiva, do orçamento em frangalhos de milhões de brasileiros.

Portanto, o governo com esse Se Enrola, esse programa, não está resolvendo nenhum dos graves problemas brasileiros. Ao contrário, está tomando o FGTS para entregar ao brasileiro a oportunidade de se enrolar de novo.

Zéi Romeu Zema criticou o grande número de auxílios do governo federal e afirmou que os benefícios estão criando uma geração de imprestáveis. O presidenciável afirmou que pretende endurecer as regras desses programas e condicionar a manutenção do recebimento à aceitação de empregos formais pelos beneficiários, para impedir que marmanjos fiquem em casa usando as redes sociais assistindo a filmes enquanto recebem dinheiro dos pagadores de impostos.

Zema destacou que há casos de pessoas que recusam propostas de empregos formais para não perderem esses benefícios. E elogiou os programas, mas criticou o crescimento da dependência de auxílios governamentais. Deixa eu começar essa rodada com o Bruno Musa. Musa, esse é um problema que nós já trouxemos aqui, outros políticos, outras lideranças até.

postulantes da presidência da república, destacam esse problema, né? O grande número de benefícios, milhões de brasileiros que ganham um chequinho, e aí é um desafio daquele que pretende assumir a cadeira da presidência da república, né? Como tirar isso, né? É uma medida impopular, mas ao mesmo tempo é preciso propor uma mudança. Enfim, queria que você analisasse essas propostas de Romeu Zema.

Veja, eu acho que chegou a hora, na verdade passou, mas enfim, estamos aqui diante desse problema, temos que ser pragmático com isso, de colocar realmente o dedo na ferida, entendermos que a situação chegou num limite. A gente veio falando do endividamento até agora, um ciclo econômico ele costuma demorar seus 20, 25 anos.

No começo, como você tem espaço dentro dos orçamentos para se endividar, tudo parece maravilhoso. Quando tudo está indo bem, parece que aquilo se eternizará e nunca mais vai acabar. Só que o espaço do orçamento acaba. O nível de endividamento das pessoas chega no limite, como de fato chegou, e aí a coisa começa a ficar mais nebulosa.

E isso aconteceu também com esse nível de auxílio que nós estamos vivendo. O Estado, entre aspas, aqui para quem só está nos ouvindo, o Estado de Bem-Estar Social Brasileiro, ele custa algo como 450 bilhões de reais. O que foi feito foi colocado uma porta gigantesca de entrada e uma porta mínima de saída.

E você cria esses bolsões de dependência, onde as pessoas se eternizam dentro dele. É claro que para aqueles que estão vivendo lá, parece razoável ou realmente assusta você retirar esses auxílios. E como o Zema também complementou, ele não vai retirar porque eles são importantes. É claro, quando você cria uma rede de dependência durante 10, 15, 20 anos, as pessoas realmente não podem perder aquilo do dia para a noite.

Mas há de ser feito um plano de transição. As pessoas não podem achar que aquilo é um meio de vida, e sim um incremento para que as pessoas possam mudar de vida durante um tempo. Aquelas pessoas, por exemplo, que recebam ofertas de emprego e estão vivendo do Bolsa Família e recusem aquele emprego, eles podem muito bem trabalhar para prefeituras locais, varrendo rua, fazendo limpezas, pintando, não importa, são trabalhos dignos.

E são trabalhos que seriam para recompensar um trabalho. Isso é como funciona numa sociedade desenvolvida. Nós somos recompensados por um trabalho, por agregar valor de alguma forma à sociedade. E a recompensa por isso é uma forma de pagamento. Agora, usar como meio de vida a socialização num prejuízo, onde grande parte da sociedade que trabalha tem que sustentar pessoas que não podem trabalhar se não perdem o benefício.

Não é nem questão de fazer sentido ou não. Moralmente, obviamente, não faz sentido. Mas é que o espaço no orçamento simplesmente acaba. E tem um problema que ele é mais, talvez, menos transparente, digamos assim. Quando você cria gerações que vivem exclusivamente disso, você desincentiva todo e qualquer processo de inovação, Caniá.

Crianças, você mencionou, todos nós aqui somos pais. Se nós superprotegemos os nossos filhos e não deixamos que eles tomem risco de alguma forma, eles serão eternamente dependentes de nós. E isso faz com que eles não aprendam, eles não tenham que tomar risco, eles não tenham que fazer nada porque sabem que haverá uma rede protetora por trás.

Só que essa rede protetora do Estado é completamente falha e deficitária. Só que ele não permite, não incentiva que novas pessoas tomem riscos, aprendam, inovem e incrementem valor dentro de uma sociedade. Consequentemente, cada vez mais diminui o número de pessoas que geram valor, que pagam impostos e cada vez um número maior de pessoas que vivem dele. A matemática é...

Claro, mais pessoas vivendo no sistema do que contribuindo para ele. Ela simplesmente explode as contas públicas e a gente paga isso com inflação. E nós precisamos, em 2026, no mundo de inteligência artificial, incrementar a produtividade no brasileiro que está estagnada há mais de duas décadas.

E consequentemente, cada vez mais essas redes de proteções criam incentivos perversos onde as pessoas não têm nenhum incentivo para melhorar. E aí a sociedade vai simplesmente sequer ficar parada, mas sim andar para trás em termos reais, como é o que tem acontecido com o Brasil nos últimos anos. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. Dávila, queria que você compartilhasse com o nosso público quais são os instrumentos para que uma administração meça.

O sucesso de um programa de complemento de renda, por exemplo, um benefício que auxilia aquela família mais simples, mais pobre, ou que passou por uma dificuldade, como, por exemplo, o chefe de família foi demitido. Como medir o sucesso de um programa? Porque ele não pode durar para sempre.

Justamente, Caniato, você mede o sucesso desses programas por quantas pessoas saem do programa, não quantas entram no programa, como é o caso do Brasil. Sucesso aqui é quantas pessoas deixaram o programa...

Porque conseguiram recuperar seu emprego, fazer um curso de requalificação profissional e conseguiram um trabalho melhor, ganhar melhor. Isso sim é sucesso. O sucesso é quantas pessoas deixam o programa.

Agora, nós precisamos definir aqui duas coisas, e aí o que o Romeu Zema disse está totalmente correto. Primeiro, é não tornar pessoas dependentes da mesada do Estado. Este é o objetivo final.

dos governos de esquerda, criar dependência permanente de uma população carente, da mesada do governo, para que isso se transforme em voto mais tarde. Quando, na verdade, o que o governo deveria fazer era usar esses programas

para fazer com que as pessoas se qualifiquem e volte ao mercado de trabalho, volte ter a dignidade do emprego. Então, deveríamos mesurar o sucesso desses programas por quantos brasileiros saem do programa e não quantos entram. Agora.

Existe um outro programa que é muito importante, que é como acabar com a pobreza extrema. Isso é outra história. A pobreza extrema dá para acabar, sim, em quatro, cinco anos no Brasil. E aí, sim, acompanhar os indicadores da PNAD trimestral, criar mapeamento específico, principalmente focalizar em políticas públicas que atacam não só a pobreza extrema, mas as...

crianças, a população infantil, essa é a que mais sofre. Então, dá pra você criar programas pra acabar com a pobreza extrema. Esse é um programa que não tem nada a ver com esses benefícios sociais de programa Bolsa Família, etc. Que deveria ter porta de saída como defende o Romeu Zema.

E por último, a coisa que ele está dizendo é que precisa estimular o empreendedorismo. O brasileiro é um empreendedor natural. Ele quer criar o seu negócio, ele quer ser dono do seu nariz, ele quer ter o seu pequeno negócio e tem que ajudar mesmo. Então, como tirar a dependência desses programas, fazendo com que as pessoas se tornem cada vez mais empreendedoras, consigam reconquistar a sua vaga no mercado de trabalho e que não se torne...

um eterno recebedor de mesada do governo federal. Isso é mal para a dignidade humana, é péssimo para estimular as pessoas a voltar ao mercado e, principalmente, cria a falsa impressão de que esses programas ajudam a tirar pessoas da pobreza. Não ajudam. Este é o ponto central. Governo correto...

mesuraria quantas pessoas estão saindo e não entrando em programas sociais. Eu já dei esse exemplo aqui no programa certa vez. Eu fui vender um carro para um empreendedor. O empreendedor, na hora de passar para o nome dele, ele disse, eu não posso registrar no meu nome o carro, porque senão a minha mulher perde o benefício do Bolsa Família. Então você vai registrar no nome do meu irmão.

Mota, eu dou esse exemplo para dizer, bom, há muitos subterfúgios para aqueles que ganham o Bolsa Família continuarem com as suas atividades informais e aí conseguem receber o cheque do governo. Você não acha que o Romeu Zema foi muito corajoso quando defendeu o endurecimento das regras, dos benefícios? Porque isso também é um convite.

para que os seus opositores, no caso, a base aliada, o governo da situação, acabe deturpando, por exemplo, a ideia dele e acabe dizendo, bom, ele quer acabar com o benefício, provavelmente dizendo isso àqueles que recebem o benefício. Como defender uma pauta dessa, que é importante, mas ao mesmo tempo pode ser muito impopular?

É preciso muita coragem mesmo, Caniato, para dizer essas verdades. É preciso muita coragem, como o Zema demonstrou, para falar contra a dependência em um país de dependentes. São quase 100 milhões de pessoas no Brasil hoje que dependem de um cheque do governo.

E eu já ouvi a mesma queixa de muitos empresários no ano passado. Eu estive em Caxias do Sul fazendo uma palestra para empresas do setor metal mecânico e eles me disseram, naquela época, eles tinham 3 mil vagas de emprego em aberto.

Programas assistencialistas, Bolsa Isso, Bolsa Aquilo, Pé de Meia, eles criam dependência em muitos beneficiários. Isso é um fato fartamente documentado em todos os países que adotaram esses programas, principalmente Estados Unidos e Reino Unido.

A finalidade principal desses programas é servir de populismo eleitoral. É dizer, olha que político bonzinho, ele te deu essa bolsa, agora vota nele, porque senão os mauzinhos vão entrar e vão tirar essa bolsa de você.

E aí eu queria, em cima dos comentários que os meus colegas fizeram, lembrar a dupla ironia que esse governo, esses partidos de esquerda, essa ideologia que se diz preocupada com os pobres, então tem que criar bolsas isso, bolsa aquilo.

Eles fazem tudo menos aquilo que é o principal para ajudar os pobres. Qual é a única receita comprovada que deu certo, que tirou países da pobreza? Qual é a receita que desde 1820 vem reduzindo a extrema pobreza? O Davila falou aí, extrema pobreza.

Em 1820, 90% da população mundial vivia em extrema pobreza. Esse número hoje, no mundo inteiro, é menos de 10%. Passamos de 90% para menos de 10%. Qual foi o segredo? É o sistema que apelidaram de capitalismo. É deixar os empreendedores empreenderem.

é reduzir os impostos, acabar com a burocracia, reduzir todas as dificuldades colocadas no caminho de quem quer trabalhar e produzir, como, por exemplo, essa loucura de acabar com a escala 6x1, acaba com a legislação, não se mete, o Estado não tem que se meter no meio da relação de empregados e empregadores.

Essa é a receita. Se o Brasil fizesse isso, em pouco tempo, a gente veria aqui o que já aconteceu em Singapura, o que aconteceu em Hong Kong, o que aconteceu na Inglaterra, na época da Revolução Industrial. Eles não fazem isso por uma mistura de ignorância. Realmente, muitos deles não têm a menor ideia disso. Nunca estudaram. Não têm conhecimento disso.

Em parte é ignorância. A outra parte é porque eles não têm intenção de ajudar ninguém mesmo. Eles querem é ficar no poder mil anos. Então, quanto mais bolsa, melhor. Quanto mais gente dependente do governo, melhor para eles. O Zé Brasileiro tem essa vocação de empreender. Vimos isso na pandemia, né? Com os MEIs, milhões de brasileiros abriram uma pequena empresa, começaram a produzir alguma coisa, começaram a vender.

E aí a gente viu um aumento substancial, um aumento de 35% na abertura de empresas durante a pandemia 2021, especialmente. Rápida parada, voltaremos na sequência com mais destaques e também novidades em relação àquele debate sobre o fim da escala 6x1. Tem informação importante depois do break comercial e eu conto com você. Até já.

Tchau, tchau.