Episódios de Os Pingos nos Is

Dosimetria nas mãos do STF / PT aciona a Corte

02 de maio de 20261h59min
0:00 / 1:59:09

Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (01):

Apesar da derrubada do veto ao projeto da dosimetria, a redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro não será automática. A revisão das sentenças ficará a cargo do Judiciário, com análise caso a caso. Caberá ao relator Alexandre de Moraes conduzir os processos e definir possíveis alterações nas penas.

O PT acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar o projeto da dosimetria, aprovado pelo Congresso após a derrubada do veto do presidente LULA (PT). A ação pede a anulação da proposta, alegando inconstitucionalidade e irregularidades no processo legislativo. Caberá ao STF decidir se a norma será mantida ou invalidada.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o rapper Oruam por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho. Segundo a investigação, ele teria utilizado a carreira musical para dissimular a origem dos recursos ilícitos. O artista está foragido há quase três meses.

Um policial militar foi baleado durante uma tentativa de assalto em Osasco, na Grande São Paulo, após ser abordado por um criminoso disfarçado de entregador de aplicativo. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o suspeito se aproxima de moto, anuncia o assalto e atira à queima-roupa contra a vítima, que estava de folga.

O governo do presidente Lula (PT) retomou a possibilidade de financiamento externo por meio do BNDES para obras e serviços de engenharia em outros países. A medida ocorre mesmo diante de dívidas acumuladas por nações como Cuba e Venezuela, que ainda devem bilhões de dólares ao Brasil.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio5
N

Nelson Kobayashi

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
D

Diego Tavares

ComentaristaOperador do direito
P

Palumbo

ComentaristaDelegado
Assuntos6
  • Dosimetria e STFAlexandre de Moraes · Redução de penas · Condenações de 8 de janeiro
  • Ação do PT no STFInconstitucionalidade do projeto · Conselhos de Lula
  • Denúncia contra OruanOrganização criminosa · Comando Vermelho
  • Tentativa de assalto em OsascoPolicial baleado
  • Financiamento externo do BNDESCuba · Venezuela
  • Impacto político das condenaçõesEleições 2026 · Flávio Bolsonaro
Transcrição317 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Jovem Pan.

Olá, muito boa noite. Está começando agora mais uma edição do programa Os Pingos nos Is. Hoje é dia 1º de maio de 2026, dia do trabalho. Agora são 18 horas pelo horário de Brasília. Eu sou Nelson Kobayashi e nós seguiremos juntos pelas próximas duas horas, repercutindo tudo que é notícia no Brasil e no mundo. E a gente já começa falando a respeito do STF, porque apesar da derrubada do veto ao projeto da dosimetria, a redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro,

E o suposto golpe de Estado não será automático. Será feita pelo judiciário essa recontagem que dará a palavra final. Até agora, a Suprema Corte condenou criminalmente 850 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro. E caberá ao relator, ministro Alexandre de Moraes, permitir a revisão da pena imposta caso a caso.

Na prática, a nova lei reduz o tempo da sentença dos brasileiros presos pelo ato e permite a progressão de regime de forma mais rápida. Deixa eu já convidar aqui o Diego Tavares, que estará conosco nessa edição do programa Os Pingos nos Is. Diego Tavares, agora toda dúvida que recairá sobre cada uma das penas aplicadas aos 850 condenados pelos atos de 8 de janeiro. Diego Tavares, boa noite, bem-vindo, puxa o fio.

Fala, meu amigo Nelson Kubayashi, boa noite a você, aos meus colegas aqui da bancada dos Pingos nos dizem, principalmente a todos que nos acompanham nesta noite do dia do trabalho aqui na Jovem Pan News. Koba, eu falei sobre isso ontem no meu primeiro comentário aqui na edição dos Pingos.

nos diz, pode ser um pouco frustrante num primeiro momento essa derrubada de veto pra aquelas pessoas que esperam ansiosamente a progressão de regime, que esperam ansiosamente deixar o cárcere pra irem pras suas casas, porque como nós estamos bem repercutindo agora, depende de uma decisão do Supremo Tribunal Federal pra que a nova lei seja aplicada, a lei penal mais benéfica seja aplicada. E isso tem uma especial dificuldade nesse momento, porque todas as condenações do oito de janeiro, incluindo a do ex-presidente Jair

Bolsonaro estão no gabinete de um único ministro, um único ministro dos onze ministros da Suprema Corte, que é o ministro Alexandre de Moraes, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Então, somente caberá ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes examinar cada uma dessas prisões e dar aplicabilidade na sua medida, refazer a dosimetria conforme a nova disposição, a disposição da lei que foi agora aprovada com a derrubada do veto, pra que a ocorra a alteração.

das penas desses presos. Então, isso pode levar bastante tempo. Pela nossa experiência, você sabe muito bem disso, nós temos que esses mutirões que se fazem pra aplicação de algum entendimento jurisprudencial, pra aplicação de uma determinada lei, costumam levar bastante tempo. E eu acho que como esse caso ainda tem a questão da conotação política, tem a questão de toda a carga política envolvida na própria dinâmica e no próprio julgamento do caso, isso pode fazer com que demore ainda um pouco mais, principalmente pra aqueles réus eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles

mais destacados, como é o exemplo dos generais, como é o exemplo do próprio Jair Bolsonaro. Vamos ter que esperar para ver como que isso vai acontecer, se o ministro Alexandre de Moraes vai promover um mutirão no seu gabinete para a aplicação dessa lei, mas o fato é que não é automático e não vai acontecer nada, por enquanto, até que as defesas comecem a provocar o ministro relator, para que ele disponha sobre as novas penas dos condenados do 8 de janeiro.

Muito bem, conosco também nessa edição do programa Os Pingos nos Isos, o delegado Palumbo, já que estamos falando da situação da justiça, Palumbo, você que foi advogado, é delegado licenciado, sabe tudo aí sobre a situação do direito em relação a uma redução de penas que agora vai acontecer depois desse projeto com veto e derrubada de veto, Palumbo. Explica qual a sua visão a respeito do que pode acontecer agora. Tudo nas mãos do STF, é isso? Bem-vindo, meu amigo. Boa noite.

Boa noite, Kobayashi, boa noite os colegas de bancada, toda a audiência da Jovem Pan e como bem disse o Diego, agora depende do Poder Judiciário, isso por força de lei, é uma atribuição do ministro Alexandre Moraes e agora é aguardar.

para ver quanto tempo ele vai demorar, eu duvido que ele vá promover aí um mutirão, acho que fará isso a passos de tartaruga, espero que não esse é meu desejo, as pessoas sequer deveriam estar presas, na minha opinião, acho que as penas, o próprio processo, a condenação, as condenações foram extremamente injustas, ao arrepio da lei, ao arrepio da Constituição Federal, mas enfim.

Essa injustiça foi sacramentada pelo Poder Judiciário através do Supremo Tribunal Federal. E agora o Congresso Nacional não era o que esperava. Nós que lutamos pela anistia ampla e restrita não era o que esperava, mas foi o que deu para fazer. A gente tem que lembrar que nenhum deputado, nenhum senador aprova nada sozinho. Nós somos cobrados nas ruas o tempo todo. Temos que ser cobrados? Afinal de contas, estamos exercendo um mandato.

eletivo, eleitos pelo povo, o povo é nosso patrão, então cabe a eles nos cobrar o tempo todo, mas muitas pessoas, digo que até a maioria da população brasileira, não entende como funciona um processo legislativo, não entende como que funciona a execução e a feitura de uma lei.

e também a derrubada de um veto. Agora é depender aí do Poder Judiciário, vamos aguardar também se nenhum partido vai entrar na Justiça alegando que é uma lei inconstitucional, e aí teremos novas decisões. Mas o que a gente espera é que essas pessoas...

que estavam ali no dia 8 de janeiro, sejam colocadas em liberdade o mais rápido possível, porque isso foi uma das maiores injustiças. Eu acho que quem entende um pouco de legislação, que tem um pouco de conhecimento jurídico, sem necessariamente ser advogado, sabe que aquilo lá extrapolou todos os limites da razoabilidade, que essas pessoas não deveriam estar presas. Lembrando que tivemos pessoas que...

que morreram dentro da cadeia, que sequer deveriam estar presos. Agora vamos aguardar que o Poder Judiciário seja rápido, celere e que essas pessoas sejam colocadas postas e liberdados o mais rápido possível. Kobayashi.

Também quero receber aqui o Bruno Musa, conosco também nessa edição. Musa, bem-vindo, boa noite. Quero também a sua análise a respeito do que esperar agora do judiciário em relação a cada um dessas centenas de pessoas condenadas, investigadas, processadas pelos atos do 8 de janeiro. Pode ter surpresa, Musa?

Roba, muito boa noite, meus colegas de bancada, todos do Brasil que nos escutam. Veja, eu acho muito importante começar falando pela fala que o Palumbo fez. Ele, agora, um político, e falando exatamente sobre isso, que o povo é o chefe dos funcionários públicos. Então eu queria enaltecê-lo aqui justamente por isso.

O que pareceria óbvio, mas no Brasil a lógica está invertida. Então eu acho de suma importância e vivemos um momento onde o óbvio precisa ser dito. Então queria de verdade parabenizá-lo aqui porque mais políticos precisam incorporar isso no seu dia a dia, onde essa lógica inverteu e nós viramos servos daqueles que nós somos obrigados a financiar com os nossos impostos cada vez.

mais abusivos. Eu acho isso extremamente relevante. E agora, da mesma forma, precisamos também começar falando pelas famílias. São pessoas que perderam seus entes queridos, como o Palumbo muito bem falou. Tivemos morte, inclusive, e outros separados por muito tempo já de suas famílias, sem nenhuma perspectiva de como isso vai voltar. E, de novo, isso não tem a ver com espectro político, ideológico, esquerda ou direita. Como também, repito, mais uma vez foi colocado aqui,

a respeito da forma como foi conduzido todo esse processo. Eu não sou advogado, eu sou economista, eu sou profissional do mercado financeiro, mas é óbvio que a individualização de conduta é um tema completamente básico para a compreensão do direito. É um tema óbvio, porque você precisa ter a individualização de conduta para que tenha um processo justo. Como é que você pode processar de barricada? Ou seja...

O processo, ele foi um processo político e, portanto, qualquer tipo de fresta que nos abre essa esperança, nós temos que aproveitar, porque, de novo, são seres humanos, são famílias que foram separadas por uma constituição que foi reescrita ao bel prazer de muitos daqueles burocratas que comandam hoje a máquina pública brasileira. Então, para responder a tua pergunta agora direto, Cobar, se dá uma esperança?

E o mínimo que tem que dar de esperança, mesmo que pequeno, uma vez que eu sou completamente cético com as instituições brasileiras, esse ceticismo começa a dar uma possibilidade de mudança quando há uma pressão popular. E essa fresta apareceu e eu acho que a gente não pode deixar de lutar por ela. Então, sim, temos uma esperança, vamos atrás dela.

Conosco também, Cristiano Beraldo, para as análises das principais notícias, inclusive dessa. Beraldo, boa noite, bem-vindo, o Judiciário. E no caso do STF, é quem dará a palavra final, caso a caso, inclusive sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A sua análise, meu amigo, boa noite, bem-vindo.

Boa noite, Cobar. Boa noite, Musa. Boa noite ao Diego Tavares. E eu queria destacar aqui também a presença do nosso ilustre delegado Palumbo, que é um servidor público, é um deputado.

Federal, a gente muitas vezes aqui nessa bancada sempre critica a atuação dos deputados federais, dos senadores, mas o delegado Palumbo está aqui no dia do trabalho, não tem sessão na Câmara, mas ele está aqui dedicado a expor as suas ideias e a enfrentar o juízo público junto conosco na bancada, por isso eu deixo aqui um especial abraço ao nosso querido delegado Palumbo.

Olha, Cobar, a gente vê uma situação hoje em que esse julgamento do 8 de janeiro, que teve a sua dosimetria, veja, não foi uma anistia, foi a revisão das penas, foi a dosimetria estabelecida pelo Congresso Nacional, houve o veto do presidente, agora o Congresso cumpre o seu papel e derruba esse veto.

Mas, como foi um julgamento político, ele também terá que ter suas penas revistas pelo Judiciário. E continua cabendo ao Congresso Nacional, continua cabendo à opinião pública pressionar para que o Judiciário não faça nada distante daquilo que, por pressão da população, o Congresso decidiu.

Se não ficar claro para o judiciário brasileiro de que não há espaço para que essas penas permaneçam,

Se não ficar claro para o judiciário brasileiro que está todo mundo observando absurdos como esse senhor de idade que foi condenado, salvo engano, por 14 anos, né? Há 14 anos de prisão por ter doado 500 reais para as pessoas que estavam ali indo a Brasília se manifestar. Aí realmente a população brasileira, caberá à população brasileira, veja?

está nas mãos, e sempre esteve, mas agora eu acho que com um nível de consciência muito maior, está nas mãos da população brasileira, tomar as medidas que forem necessárias para passar o recado óbvio, direto, de que o Brasil pertence a nós. Aquelas pessoas eleitas, os representantes do povo, e aqueles que representam os poderes da República indicados,

pelos representantes do povo, essas pessoas devem ter satisfação a nós, a população brasileira.

Então o recado terá que ser passado de forma muito objetiva e temos uma grande oportunidade agora, em outubro. Basta a gente sair de casa e escolher novos representantes que possam fazer valer as prerrogativas adequadas de cada um dos poderes. Mas, sem dúvida alguma, eu queria deixar aqui registrado que eu tenho mais do que uma esperança, eu tenho uma crença.

de que há o entendimento da gravidade da situação que vivemos e que o Supremo Tribunal Federal, que articulou contra o Messias, que este mesmo Supremo Tribunal Federal vai dar um passo atrás e vai conter a sua arrogância e vai fazer prevalecer aquilo que foi decidido pelo Congresso com o apoio da população.

Deixa eu chamar novamente o Diego Tavares para analisar agora a situação do impacto político disso, de como isso pode refletir nas eleições de 2026. Porque se a gente tiver muita gente saindo da cadeia, progredindo de regime para o semiaberto que seja, ou do semiaberto para o aberto, algumas pessoas que têm o elemento...

o argumento da injustiça, já não tendo, quando chegar outubro, como é que isso pode impactar nas eleições, hein, Otavares? Sua análise a respeito dos impactos políticos do PL e da dosimetria.

Como é, achei inevitável que esse impacto político surja tanto para o lado do presidente Lula, quanto para o lado de Flávio Bolsonaro e todos os outros atores do campo da direita. Isso porque esse processo foi extremamente politizado, como eu disse aqui no meu comentário de abertura. Tem uma carga política muito grande. Inclusive, o governo Lula tomou o 8 de janeiro...

uma de suas bandeiras, fez do 8 de janeiro praticamente um feriado pra chamar de seu. Bolsonaro tinha o 7 de setembro, Lula agora busca ter o 8 de janeiro. Tanto que o veto que foi derrubado essa semana no Congresso Nacional foi justamente editado, foi feito, foi realizado na cerimônia do 8 de janeiro, na cerimônia que o Lula fez pra celebrar a democracia. Então, é inevitável que nós

tenhamos a carga política muito latente nesse caso, né? E eu acho que, de um lado, a base do governo aproveita, porque pode reviver a questão do 8 de janeiro para o período pré-eleitoral e eleitoral, pode voltar a encampar a bandeira da defesa da democracia, pode voltar a falar da ameaça da democracia brasileira com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.

Mas no campo da direita, no campo da oposição, isso também pode ser trazido como uma vitória, principalmente contra o Supremo Tribunal Federal. E isso tem se mostrado, inclusive, uma boa estratégia do ponto de vista eleitoral. Zema cresceu, ganhou muitos pontos, inclusive foi muito falado nas últimas semanas, justamente por ter conseguido antagonizar com a Suprema Corte, tentando ali trazê-los como os intocáveis naquela paródia que ele publicou.

nas redes sociais. Então, afrontar todos os problemas que o Supremo Tribunal Federal tem trazido ao debate público é também uma ferramenta eleitoral muito poderosa. Cada um dos lados vai aproveitar a questão do oito de janeiro conforme for conveniente. O fato é, como eu disse, é um processo com uma carga política

muito grande e que inevitavelmente terá consequências eleitorais. Vamos ter que esperar até outubro pra ver quem vai conseguir fazer desse limão a limonada mais eficiente pra trazer mais votos pro seu projeto.

Palumbo, eu quero também a sua opinião a respeito da percepção geral da população a respeito dessas condenações, né? Porque, aparentemente, a derrubada do veto e, por consequência, a implementação do PLD dosimetria alcança um senso de justiça na população, né? As pessoas, mesmo aquelas que acham que tem que ter condenação criminal, que...

houve a prática de crime contra o patrimônio, dano, enfim, elas enxergavam como muito duras as penas que foram aplicadas de 14, 15, 16, 17 anos. De alguma maneira, a dosimetria aponta para uma pacificação? Você consegue projetar para o futuro, pelo menos um passo em direção a uma estabilização da situação, uma diminuição dos ânimos e dos acirramentos políticos, opalumbo?

Bom, Kobayashi, eu espero que sim, né? Eu espero que haja aí uma pacificação, né? Primeiro, eu gostaria também de agradecer as palavras dos meus colegas Bruno e Beraldo. Muito obrigado pelas palavras. Mas eu acho que a tendência, assim espero, seja essa de pacificação, né? A polarização, essa briga extremista entre direita e esquerda não é bom para a população. Aí eu já falei isso algumas vezes e repito, né?

Para o povão, para aquele que está nos escutando agora, para o taxista, para o motorista de aplicativo que está nos escutando agora, ele quer saúde, ele quer segurança, ele quer levar o seu filho na escola e ter vaga, seu filho na creche e ter vaga, ele não está preocupado muito com...

essa briga extremista entre direitos e direitos. É claro que houve sim um exagero nas condenações, isso aí é tão claro quanto a luz solar, não é possível que uma pessoa que passa um batom numa estátua pegue uma pena acima de 10 anos, isso não é razoável, ela deveria responder.

E aqui ninguém está falando que essas pessoas que praticaram o crime de dano não devem ser punidas. Devem sim, já deveriam ter sido punidas e nessa hora já teriam, inclusive, ter cumprido as suas devidas penas. Seria, você sabe bem, você é um excelente advogado, com vasta experiência jurídica. Eles ali responderiam um inquérito policial, um termo circunstanciado, dependendo do que fizeram.

estariam hoje já livres dessas acusações, estariam em liberdade e jamais presos pelos crimes que ali lhe foram imputados. Então acredito que este é o caminho, é o caminho para a gente ter uma pacificação, porque essa polarização, essa briga não é bom principalmente para o povão, que é a maioria da população que não se importa nem um pouco entre a rixa de extrema direita e extrema esquerda.

E olha só, ao mesmo tempo em que a redução de penas terá que ser validada pelo Judiciário, os ministros também terão que analisar uma ação do PT, que pede a anulação do PL da dosimetria. Para a base governista, a proposta é inconstitucional e contrária ao interesse público.

acusando a oposição de querer beneficiar Jair Bolsonaro e alegados golpistas, além de afirmar que a medida incitaria esse tipo de delito. O Planalto também alega vício no processo legislativo, na alteração de pontos importantes do texto aprovado pela Câmara. Se a ação for aceita pelo Judiciário, os ministros terão de decidir se a norma está de acordo ou não com a Constituição. Caso contrário, o projeto da dosimetria será anulado. Deixa eu chamar aqui o Bruno Musa.

para falar a respeito dessa judicialização do tema, o Muz era esperado, né? Aliás, sempre que a gente tem algo que contraria os interesses da base governista, ou mesmo da oposição, no Congresso Nacional, há uma tentativa de levar isso tudo para um terceiro turno no Judiciário. A ação agora vai parar na mesa dos ministros do STF e há a possibilidade da dosimetria ser declarada inconstitucional. Qual a possibilidade? Qual a sua análise a respeito disso?

Veja, nós comentamos um pouco a respeito disso. Eu estava lendo agora aqui até um dado interessante. Claro que isso, em valores absolutos, ele diz muita coisa, mas quando nós analisamos sobre o PIB, a ótica é diferente. Mas vamos lá, o Brasil foi o terceiro país que mais recebeu investimento estrangeiro direto no ano passado. Foram 77 bi.

Perdendo para os Estados Unidos, quase 300 bi, a China, segundo, 80 bi. Porém, quando a gente analisa frente ao PIB, como eu quero dizer, isso traz outra proporção, mas mesmo assim é um montante importante e financia o nosso déficit em conta corrente. O que nós queremos? Ampliar isso?

quando nós poderíamos ter um valor muito maior, apesar de ter sido grande. Veja, nós temos o país que temos e recebemos pouquíssimos turistas, algo como 8, 9 milhões. A Espanha, por exemplo, recebe 80 milhões, mais ou menos, como foram os dados de 2025. Tudo isso traz mais dinheiro.

Traz um ambiente melhor, mais empregos, hotéis, restaurantes, movimenta uma economia. E por que eu estou fazendo o link com o que você está fazendo disso? Porque uma falta de previsibilidade, ela afugenta investimentos. Não apenas deixa de vir, como afugenta os que já vieram.

Isso traz proporções importantes dentro de uma economia. E não há investimentos sólidos de longo prazo sem uma previsibilidade das regras. A regra pode mudar, de repente eu altero o imposto, a empresa tem que pagar o imposto retroativo, ou o que podia não pode mais, então aquele capital que eu aloquei ou eu perdi, ou eu vou ter que tirar a contragosto, enfim. Isso traz consequências seríssimas. Então a pergunta que eu sempre faço é, qual país nós queremos?

Qual o caminho nós queremos seguir para sermos um país avançado? E aqui essas perguntas são genuínas e são importantes de serem feitas. Passou todo o momento de nós tocarmos na ferida dos problemas do Brasil. E isso tem tudo a ver com o que você está falando agora. Judicializar toda e qualquer causa, isso traz uma falta de previsibilidade. Quem manda no país?

O Legislativo vale de alguma coisa ou não vale de nada? Como eu falei, ontem, numa lei de 1950, um determinado ministro foi lá e alterou a regra em que apenas maioria simples de um Senado poderia aprovar o impeachment de um ministro do STF. Aí ele, numa liminar, vai e diz não, agora são dois terços.

Como assim? O que vale? Como é que pode reescrever a Constituição numa decisão monocrática quando isso cabe ao Legislativo, à própria Constituição? Então essa bagunça traz uma série de problemas no curto prazo que leva a consequências muito maiores ainda no longo prazo. Eu estava vendo uma matéria extremamente relevante.

Eu vi que 95% das causas trabalhistas do mundo estão no Brasil. 95%. Isso traz uma cultura de judicialização. E essa cultura de judicialização também vive dentro da máquina pública com os burocratas que lá estão. Então, além do problema econômico, nós trazemos algo que virou o DNA do brasileiro. E isso precisa ser alterado. Caso contrário, a gente continuará sempre dando um passo adiante e três atrás.

E aí, na média, sempre recuamos. Insegurança jurídica, esse é o grande ponto, né, o Cristiano Beraldo? Eu quero também a sua análise a respeito disso, porque agora a gente ainda não tem uma definição. Se daqui um, dois, três meses ainda vai estar valendo aí o pele da dosimetria, já que há a possibilidade, de acordo com a judicialização feita pelo Partido dos Trabalhadores, de uma declaração de inconstitucionalidade. Mas aí, Beraldo, eu quero lembrar...

Que quando a ideia da anistia passou a ser de dosimetria, isso foi numa reunião em que estava o Michel Temer, o Paulinho da Força e o Aécio Neves, aparentemente também houve ali uma opinião, uma consulta feita aos ministros da Suprema Corte, que estariam de acordo com a dosimetria. A anistia não, mas dosimetria eles estavam dando o aval ali. Será que isso é sinal de que...

Se chegar no STF, eles vão manter a decisão do Congresso, Beraldo? Qual a sua análise sobre isso?

Olha, Koba, a minha expectativa reside justamente nisso, de que esse PL foi escrito a partir de uma consulta ao próprio Supremo Tribunal Federal, uma consulta informal, naturalmente. Eu acredito que o Supremo, nesse momento em que temos investigação do Banco Master acontecendo e uma pilha de pedidos de impeachment na gaveta do presidente do Senado,

não me parece um bom momento para que o Supremo entre num conflito tão direto com o Congresso Nacional. A aprovação dessa dosimetria, dessa revisão das penas do 8 de janeiro e também a votação da derrubada do veto presidencial não foram pau a pau. Houve ali uma vitória consistente.

Portanto, qualquer interferência do Supremo Tribunal Federal nessa causa, ela será uma interferência na vontade de uma sólida maioria do Congresso Nacional e também da expectativa da população brasileira. Porque, Coba, nós estamos vendo centenas de pessoas presas.

sem que as pessoas, com todas as imagens que temos, não é uma coisa assim, ah, ouvimos dizer que houve um confronto sangrento e que essas pessoas são criminosas, elas atentaram contra a vida de alguém. Essas pessoas estavam armadas, elas sacaram as suas armas e dispararam contra os agentes de segurança.

Essas pessoas incendiaram a Praça dos Três Poderes. Essas pessoas usaram seus arcos e flechas para acertar.

a força de segurança da Câmara dos Deputados. Isso tudo já aconteceu no passado. E nada disso, aquelas cenas da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios em chamas durante o governo Michel Temer, a cena de indígenas dando flechada em policiais da Câmara dos Deputados, isso tudo aconteceu. E as consequências desses atos... eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles

Não foram nem de perto.

consideradas em relação a essas que foram aplicadas aos manifestantes do 8 de janeiro. Então, não é que a população ouviu dizer. A população sabe do que se trata. A população de bem, mesmo aqueles que querem bradar, contra, que não gostam do Bolsonaro, etc., mas no escurinho do cinema, quando colocam a cabeça no travesseiro e se dão conta de que vivem no Brasil...

Elas sabem que aquilo que aconteceu ali não era passível de condenação da forma que houve. Centenas de pessoas condenadas a 10, 12, 14 anos de prisão. Algumas pessoas condenadas sequer estavam em Brasília. Faz algum sentido isso? Faz algum sentido você imaginar que a democracia brasileira...

amparada por um Estado que está funcionando e sempre funcionou mal, mas funcionou, estava em risco porque um senhor de 74 anos de idade resolveu doar 500 reais para alguém?

Então, Cobar, nós estamos numa situação absolutamente irreal, de um Brasil que tem problemas muito concretos, de um Brasil que tem traficante com 250 quilos de cocaína e indo embora com a chancela do judiciário.

Temos a polícia agindo em locais em que encontra armas, encontra drogas, encontra tudo. E o judiciário dizia, não, veja, não tinha autorização para entrar na casa nesse QG do crime organizado. Ah, então não vale. Nós temos André do Rap saindo pela porta da frente de um presídio.

Nós temos Marcola preso há anos e anos e anos que continua comandando a maior facção criminosa, talvez do mundo. Quer dizer, isso não é uma ficção, isso é o Brasil de verdade, isso é que temos.

E aí a gente se dá conta que o Musa trouxe esse negócio, o volume de ações trabalhistas. Eu não sei o número, mas acredito que esteja muito próximo da realidade, esses 95%, porque a justiça no Brasil é barata e acessível, mas no fundo você acessa essa justiça e se insere num sistema que já tem as suas cartas marcadas.

Vejam os escândalos que foram revelados de compra de sentença. Gente sendo morta. Advogado foi assassinado no Rio de Janeiro porque estava envolvido com venda de sentença. Investigação em gabinete de desembargadores, de ministros. E o que acontece? Não. Os desembargadores e ministros são inocentes. A culpa é dos assessores. Como é que é?

Eu sou nomeado por um cargo, eu tenho o poder da minha caneta, que está assinando todas as decisões do meu gabinete, e me é dada a prerrogativa quando sai alguma coisa. Ah, veja, foram os meus assessores. Eu não tenho nada a ver com isso. Mas quem assinou? Quem assinou foi o magistrado. Quer dizer, não há responsabilização.

daqueles que têm a proteção do corporativismo e do Estado brasileiro. Mas esses manifestantes, pais e mães de família, senhores e senhoras de idade, esses vão ficar 14 anos em cana? Que isso, ô Cobar? Que isso? Isso claramente é uma deturpação do papel do judiciário brasileiro, que foi...

minimamente, não plenamente, mas minimamente corrigido pelo Congresso Nacional. Então, se isso não valer, realmente esqueçam, porque não vai ter CPI do Banco Master.

Nós temos contrato de 129 milhões que não vale de nada. Nós temos negócio, corrisóis que não vale de nada. Nós temos venda de sentença que não vale de nada. E aí, o senhor de 74 anos de idade é que vai pegar 14 anos? Aí não, aí é barbárie. Aí, por favor, não cumpram leis, não paguem impostos e cada um que se mire. Porque senão, nós não temos um país, não há mais civilização no Brasil se isso for por esse caminho, Coba.

Deixa eu chamar aqui o Diego Tavares, porque na linha do que está falando o Beraldo, o Diego, aliás, antes do Diego falar, agora, 18 horas, 31 minutos, aquele rápido intervalo para você que está na nossa rede de rádios.

Seguindo aqui, quero chamar o Diego Tavares para falar na linha do que está falando o Beraldo, ô Diego, sobre esse descrédito em relação ao judiciário que tem gerado propostas relevantes e de pessoas muito relevantes no sentido de uma nova reforma do judiciário, né? Vozes como de ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal, da ministra Ellen Grace, do ministro César Peluso, que integram o...

a Comissão de Reforma do Judiciário liderado aqui pela OAB de São Paulo. A gente tem o próprio Código de Conduta, que é um clamor desse tempo para tudo que a gente tem visto acontecendo no próprio Supremo Tribunal Federal, até para proteger a instituição, muito pelo contrário do que muitos dizem, não ataca o STF, mas protege de condutas que possam fugir, destoar daquilo que se espera da mais alta corte do país.

E, aparentemente, isso vem ganhando força, vem se criando uma onda nesse sentido, tanto da reforma do judiciário, quanto pelo Código de Conduta, ou Código de Ética, ou Código de Integridade, como quer que se chame as regras para ministros da Suprema Corte, né, Diego?

Exatamente, Coba. Essa indignação do Beraldo, essa justa indignação, ela encontra um vasto eco na sociedade. Todo mundo tem esse sentimento de injustiça, principalmente em relação à cúpula do poder judiciário brasileiro. Agora, essa situação não chegou a esse status do dia para a noite. Essa situação chegou aonde está porque nós temos também um parlamento que, nesse sentido, é negligente. É um parlamento negligente nas suas funções de contenção.

do Supremo Tribunal Federal nas suas funções de contenção de outros poderes, conforme prevê a própria Constituição Federal. Se nós temos hoje um judiciário hipertrofiado, um judiciário que se dá ao trabalho de dialogar praticamente sobre tudo, de encampar todos os principais debates que se travam aqui no Brasil...

é porque o parlamento se recusa a fazer o seu papel. Por que que coube ao judiciário dispor sobre marco temporal? Por que que coube ao judiciário dispor sobre aborto? Sobre o porte de pequena quantidade de droga para consumo? Porque o parlamento não chamou para si a responsabilidade de travar essas discussões. E vácuo de poder é aquela história, não fica desocupado. O Supremo Tribunal Federal somente ocupou o espaço que o Congresso Nacional deixou desocupado.

E agora é momento de o Congresso retomar esse protagonismo, justamente capturando esse sentimento popular e transformando isso em iniciativas legais, em projetos de lei, em propostas de emenda à Constituição. Cabe principalmente aos presidentes das duas casas do Congresso Nacional impulsionar esse debate sobre reforma do judiciário, pautar os projetos que versam sobre a possibilidade de mandato para os ministros da Suprema Corte, pautar os projetos que versam sobre a alteração do método de escolha.

para os ministros da Suprema Corte, tratar das competências do Supremo Tribunal Federal é algo que eu sempre digo quando tenho a oportunidade aqui na bancada dos Pingos nos Is, nós temos um Supremo Tribunal Federal que fala sobre muitas coisas, deveria falar muito menos, o Supremo Tribunal Federal não devia ser instância recursal de processo das cortes ordinárias, não deveria ser instância inicial de processo criminal, como infelizmente virou moda também nos últimos tempos, inclusive quando os próprios ministros...

estão posicionados na condição de vítimas desses processos. Então, nós temos sobre o parlamento hoje uma responsabilidade e também impulsionada pela sociedade civil, como você muito bem lembrou, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Seccional de São Paulo, tem feito um brilhante trabalho nesse sentido de promover o debate sobre reforma do judiciário, de propor um código de conduta para os ministros, mas tudo isso precisa de amparo do parlamento.

dos deputados e senadores não se debruçarem sobre essa matéria, não assumirem para si a responsabilidade de que cabe a eles a contenção do Supremo Tribunal Federal, dificilmente nós teremos uma alteração desse panorama. E aí qualquer reforma diferente disso não vai passar de um remendo, não vai passar de um chiclete nesse pneu furado que não vai resolver esse problema, evidentemente. E sobre especificamente a questão do 8 de janeiro, Coba, nós abrimos o programa falando que cabe ao Supremo Tribunal Federal... eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles

deliberar sobre as penas. E, em outra análise agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal dispor sobre a constitucionalidade do projeto. Então, em todo caso, cabe ao Supremo Tribunal Federal a palavra final sobre esse projeto de lei especificamente. Essa cultura precisa desaparecer do Brasil e, novamente, cabe aos deputados e aos senadores derrotados nos debates, quando esses debates são travados no parlamento.

assumirem a sua derrota. O parlamento é feito pra isso. Não dá pra transformar o judiciário na instância final de tudo. O parlamento tem grande parte da responsabilidade da situação de hipertrofia do judiciário que nós vivemos hoje.

Agora, 18 horas e 36 minutos, nós estamos de volta. No intervalo para quem estava na nossa rede de rádios, vocês estavam acompanhando aí o comentário do Diego Tavares a respeito das propostas que vão ganhando força a partir de tudo que tem chegado do Supremo Tribunal Federal. Proposta de reforma do Judiciário, Código de Ética, de Conduta, enfim, para os ministros, nessa crise de credibilidade, crise institucional que se pretende resolver.

Quero chamar aqui o Bruno Musa, voltando aqui ao nosso tema em específico, sobre o assunto do 8 de janeiro na mesa agora dos ministros da Suprema Corte, não só para analisar caso a caso em relação à dosimetria da pena, mas quanto à própria constitucionalidade ou não do PL da dosimetria. A gente viu e comentamos a respeito disso, Musa, da participação, ainda que numa consulta informal de alguns ministros da Suprema Corte, quando o PL...

da anistia virou PL da dosimetria. Só que a gente tem vivido um período agora no STF em que há muitas divergências. Não é mais aquele STF do 8 a 2, né? Que por alguns anos aconteceu. Eram sempre o ministro André Mendonça e o ministro Cássio Nunes vencidos contra um bloco.

uniformizado, consolidado, quase que calcificado, né? Agora a gente tem visto, aparentemente, cabeças pensantes e independentes umas das outras. Você acredita que, mesmo assim, aquela consulta vai ser colocada em prática agora no julgamento dessa ação do PT em relação à constitucionalidade ou não do PL e da dosimetria, Musa?

Então veja, Cobal, o grande problema disso tudo, que tem um link até com a ver com o meu último comentário, é a falta de segurança, a falta de previsibilidade. Eu comentei ontem aqui, no dia lá que a gente estava ao vivo, quando saiu a rejeição do Messias, em que ele tinha jurado escravidão à Constituição de 88. E meu tema foi, meu comentário foi, a qual Constituição? A de 88, de fato, como ela está escrita, ou aquela que pode ser reescrita a qualquer momento?

Então nós poderíamos dar qualquer opinião aqui se fôssemos seguir o conceito da própria lei. Agora, como cada hora interpreta-se a lei de uma maneira, da forma como é conveniente a cada um dos supostos envolvidos em cada uma das tramas que estão acontecendo aqui...

com o INSS, com o Master, enfim, com tudo isso que a gente está vendo, cada hora nós vemos temas novos ou tirando coelhos de cartola onde a gente não sabe reescrever na própria Constituição. E esse é o grande tema.

a discussão era a da anistia, aquela que, no meu entender, é onde deve ser debatida e colocada em prática, como o delegado Palumbo comentou no primeiro comentário dele, que eu assino embaixo. Logo depois, quando viu que isso não seria possível por conta de todas as partes políticas envolvidas, então vamos discutir a dosimetria.

E aí nós acostumamos com isso e passamos a aceitar a dosimetria como suficiente. Mas não é, porque não foi respeitada a Constituição ao longo do processo inteiro. E não tem a ver com conceito político, com crença política. Tem a ver com, por exemplo...

individualização de conduta, como eu mencionei, ou a proporcionalidade das penas, uma ruaça versus o que foi colocado. Então, a Constituição não foi cumprida. E aí a gente aceita que num conceito não técnico, uma vez que tudo virou politizado, a gente pode aceitar a dosimetria como algo a substituir a anistia ampla.

e total e restrita, como a gente vem falando. Não, não podemos nos acostumar com isso. São vidas de seres humanos que foram ceifadas e colocadas longe de suas famílias, de seus filhos e seus netos, não importa. Então, a grande questão aqui é opinar para responder diretamente à tua pergunta, é...

Não sabemos, porque afinal de contas quem julgará? Como será colocado esse julgamento em curso? Será totalmente um conceito político a depender dos interesses e das pressões políticas internas de oposição e situação, da posição da própria sociedade pressionando os políticos, ou isso seria feito de maneira técnica? Então, sendo muito franco contigo, Gobar, qualquer opinião que a gente dê aqui, infelizmente, se tornou uma mera projeção...

de futuro, sem a gente ter nada como nos depararmos na parte técnica. Qual parte técnica será levada em consideração? Qual constituição? Uma possível de ser reescrita a qualquer momento? Ou aquela que está de fato, que deveria estar de fato valendo?

Agora um outro assunto, porque o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça o rapper Oruan, seu pai, o traficante Marcinho VP, e sua mãe, Márcia Gama Nepomuceno, por organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.

Segundo o Ministério Público, Oroã utilizaria a carreira musical para dissimular a origem do dinheiro do crime, enquanto Marcinho VP, preso há mais de 20 anos, coordena decisões estratégicas e a movimentação financeira da facção. Já a mãe do rapper e funkeiro é apontada como responsável por receber valores em espécie de traficantes e ocultar o patrimônio por meio de empresas, imóveis e fazendas.

Alvos de operação nesta semana, Oruan não foi encontrado e continua foragido há quase três meses. Deixa eu chamar aqui o nosso especialista em segurança pública, o delegado Paulumbo, que todos os dias lida com o assunto do combate à criminalidade.

tem todos os seus anos de experiência como delegado na Polícia Civil. Palombo, só uma curiosidade interessante, sabe que Oruan é Mauro ao contrário, porque o nome dele é Mauro. E aí, se até o nome está na contramão, as condutas vão ser o quê? Na contramão também, né, o Palombo. E está foragido há mais de três meses. E quando começou a sair notícia sobre Oruan, possível ligação com o crime, teve muita gente defendendo.

Interessantemente teve muita gente dizendo que o pai é o pai, o filho é o filho E agora as investigações comprovam que há ali uma organização criminosa De lavagem do dinheiro não é para qualquer um não, para o Comando Vermelho, Palumbo

É, Kobayashi, ele já está foragido há alguns meses, isso é vergonhoso para todas as instituições policiais, para a justiça que soltou, é complicado essa situação, porque ele continua fazendo clipe, ele continua postando nas redes sociais, ele continua se vitimizando, dizendo que é por causa do estilo musical, a gente tem que lembrar que tanto a Polícia Civil quanto a Federal, a Militar, a Penal, elas não têm lado.

O lado é da verdade. Quando se faz uma investigação, ninguém vai ver o estilo musical que ele está cantando. Aliás, ninguém é contra o funk. Nós somos contra a apologia. Nós somos contra as pessoas que enaltecem o crime. Nós somos contra uma pessoa que, quando você tem um mandado de busca e apreensão na sua casa, você vai lá, agride um policial, vai para cima do carro, coloca toda uma população. Nós somos contra quando você vê um funkeiro num baile funk.

enaltecendo traficantes que estão portando fuzis, apontando pra cima esses fuzis. E depois, esse mesmo que aparece aí na telinha do querido telespectador da Jovem Pan, aparece fazendo um vídeo dizendo para a tropa, por favor, não assalte no asfalto. Só que ele deveria saber que esse assalto que acontece no asfalto, reflete no tráfico de drogas. Muitos assaltam, roubo pra trocar, por exemplo, o celular, a correntinha.

Para comprar droga. O ladrão, ele sabe que não dá para ir numa boca de fumo, principalmente no Rio de Janeiro, colocar o cano na cabeça de um traficante e roubar a droga para ele usar. O que ele vai fazer quando ele não tem dinheiro? Ele vai assaltar no asfalto. Então, este indivíduo que aparece aí na tela, em cima deste carro, ele passou da hora de ser preso.

Passou da hora de pegar uma bela condenação e não venha se vitimizar com esse mimimi dizendo que é por causa do estilo musical, que estão perseguindo o funk. Tem até funk gospel, que não faz nenhum tipo de enaltecimento ao crime, que não coloca bandido como um semideus, que não faz nada disso. E é lógico que a Polícia Civil, a Polícia Federal, quando faz uma investigação...

encaminha para o Ministério Público e o Ministério Público denuncia com base em indícios e o juiz aceita a denúncia, decreta um mandado, uma ordem, uma decisão judicial de busca e apreensão de prisão, porque tem elementos suficientes de autoria e de materialidade. O que ele quer é pegar esses milhares de seguidores que ele tem nas redes sociais e jogar contra as forças policiais, jogar...

contra a polícia, contra o Estado, contra o Ministério Público, se vitimizando o tempo todo. Ele não tem absolutamente nada de vítima. Ele é um criminoso acusado de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, faz apologia ao crime, vai para cima dos policiais e depois ainda fica se vitimizando o tempo todo. A justiça foi complacente, colocou uma tornozeleira eletrônica na canela fina dele, não deveria ter feito isso.

deveria colocar ele atrás de uma jaula, preso. Afinal de contas, associação criminosa, tudo que ele está fazendo, tudo que ele fez é gravíssimo e o Estado não deveria ter complacência nenhuma. Eu estava prestando atenção atentamente ao comentário do Beraldo enquanto a gente vê um homem que deu 500 reais, uma quantia, de certa forma, até irrisória.

para pessoas que estavam ali no dia 8 de janeiro pegando uma pena altíssima. Enquanto isso, a gente vê um traficante, todos nós sabemos dos problemas que encontra-se o Rio de Janeiro, está aí, solto. Há mais de três meses, isso é um tapa na cara de todo brasileiro.

Não é o primeiro traficante que sai pela porta da frente, não é o primeiro pessoa acusada de organização criminosa que sai pela porta da frente dos tribunais. André do Rap também foi citado aqui. Saiu pela porta da frente e deu um trabalho tremendo para capturá-lo. Foi o delegado Fábio Caipiro, um excelente delegado de polícia que foi perseguido aqui pela última...

gestão aqui em São Paulo pela secretaria, foi colocado pra fora do DEIC de maneira injusta foi ele que prendeu André do Rap com todos os seus policiais eu participava do Garra naquela época era o 01 do Garra e nós auxiliamos ele na captura o que aconteceu com o André do Rap? saiu pela porta da frente, agora eu quero ver pegar e agora também é uma questão de honra

da polícia, das forças de segurança pegar esse indivíduo que aparece aí sendo enaltecido por uma boa parte de uma população que não tem a mínima noção, não tem conhecimento jurídico e que se apega a essas baboseiras, essas besteiras que tem em rede social aonde se busca like, curtida e se ganha muito dinheiro através das redes sociais. Deixa eu chamar aqui o Cristiano Beraldo pra falar a respeito disso.

Vou pedir aqui para o nosso diretor de TV, o Vitinho, colocar na tela as imagens do Oroã, porque essas imagens que estavam aparecendo enquanto o delegado Palumbo comentava, são do dia em que ele deixou a cadeia, porque ele foi preso e alguém mandou soltar. E no dia que ele foi solto, ele foi recebido.

com uma popularidade, assim, como se fosse uma estrela de Hollywood, como se fosse um ídolo, como se fosse uma referência máxima para a juventude, para as pessoas que ali estavam o aguardando, para os seus fãs. Olha lá, sobe no ombro das pessoas e é celebrado, e as pessoas falam o nome dele, e ele coloca a máscara de super-herói, agradece a Deus, levanta as mãos para o alto.

É uma inversão de valores por completo. Para quem nos está escutando pela rádio, essas são imagens que eu estou narrando para você do dia em que o Oruan foi solto e ele é recebido como se fosse o herói da nação, o herói dessa população toda. Cristiano Beraldo, inversão de valores. Primeiro de maio de 1994.

Ali morria o último grande ídolo brasileiro, Ayrton Senna. Hoje completam 32 anos da sua precoce partida num acidente em Ímola. Desde então, o Brasil vai percebendo uma derrota, um derretimento das suas referências morais.

um processo de enaltecer figuras cada vez menos qualificadas para serem referência de alguém. Até que chegamos no fundo do poço. O fundo do poço é composto por algumas figuras, entre as quais se destaca o Oruan.

Filho de um traficante sanguinário. Esse que está aí sendo carregado nos ombros de uma multidão quando saiu da cadeia, ele carrega consigo uma tatuagem do assassino do Tim Lopes. Tim Lopes, um jornalista investigativo.

foi brutalmente assassinado pelo padrinho do Oruan. Tio Lopes era um jornalista da maior emissora do Brasil. Foi um escândalo na época, um drama.

Dada a barbaridade que foi aplicada por esses traficantes, o padrinho e o pai de Oruan, contra o Tim Lopes, que foi queimado no meio de pneus, naquilo que o crime chama de micro-ondas. Nem isso, Kobayashi, impede que esta mesma emissora, que era a empregadora do Tim Lopes,

hoje enalteça, dê espaço pro Oruan. Ai, é a expressão da cultura popular. Mentira! É a expressão da máxima desqualificação da juventude brasileira. Essa juventude que não tem horizonte. Essa juventude que teve o seu futuro roubado. Por uma política canalha.

que vai trabalhando a ignorância, a mediocridade, o atraso. Essa mentira de ter diploma universitário. Somos um bando de analfabetos funcionais. A nossa juventude não presta para nada, com raras e honrosas exceções. Mas a massa, a massa está lá no show do Oruan, aplaudindo.

pagando ingresso, comprando maconha e cocaína. Enquanto ele pega em armas, aquela turma dá tiro pra cima. E ele tá lá vendendo as suas músicas como se fosse um herói nacional. Não é a escória da sociedade brasileira. Herói nacional foi Ayrton Senna.

que com dedicação, preparo, foco, resiliência, mostrou que podemos, sim, ser referência para o mundo, até hoje, Ayrton Senna é aplaudido, enaltecido e lembrado no Japão. Mas no Brasil, saímos de Ayrton Senna para a Oruan. Esse é o retrato fidedigno.

da derrocada moral que foi imposta à nossa sociedade. E nós, como brasileiros conscientes que somos, junto com a nossa audiência que compreende tudo que estamos falando aqui, temos a responsabilidade de resgatar o nosso país. Nós não podemos mais ter em Oruan e outros.

a nossa referência cultural, que se acabem as favelas, que as favelas sejam transformadas em lugares onde o Estado está presente, onde as pessoas morem com dignidade, onde as pessoas tenham condição de melhorar de vida, de avançar de vida. Essa história de cultura da favela, isso é uma balela.

Para proteger organização criminosa, para proteger facção, para proteger miliciano. Favela é um problema, precisa ser enfrentado e resolvido. E à medida que resolvermos os problemas das favelas, que acabarmos com essa excrescência da sociedade brasileira, vamos acabar com figuras como Oruan servindo de referência para a nossa juventude.

Ô, Beraldo, antes de eu passar aqui pro Musa, eu quero uma outra opinião a respeito do que você tá falando, porque isso chama muito a atenção, essa coisa da romantização da favela. Até uma certa normalização do sofrimento de muita gente. Outro dia eu tava vendo uma notícia sobre turistas que vêm do mundo todo pra passear na favela. Ali como se fossem...

vitrine para as pessoas acharem bonito aquilo tudo. Qual a sua opinião? Você que tem origem no Rio de Janeiro. Qual a sua opinião sobre isso? Porque, como você está dizendo, muita gente fala que é a cultura, é a arte, é a história.

Mas isso não é a exploração do sofrimento alheio? Não é a exploração da indignidade de muita gente? Porque ali estão os turistas explorando pessoas que estão encarceradas em um território comandado por facções criminosas. Pessoas que estão encarceradas em um território onde o Estado não entra, a não ser com autorização ou algumas raras pessoas. Sua opinião como alguém que vem do Rio de Janeiro.

Kobayashi, isso que nós vimos ser muito falado nas últimas semanas, dessa glamourização do turismo da favela, isso é o resultado dessa máxima normalização do absurdo que ali ocorre. É um espaço que você visualiza, especialmente no Rio de Janeiro, porque estão ali nos morros, você anda pela cidade vendo aquilo ali, o lugar onde o Estado não entra.

A polícia não entra a hora que quer. Você tem na ilha do governador, Kobayashi, 90% da energia elétrica não é cobrada. Por que o tráfico?

As organizações criminosas não deixam que a companhia de eletricidade vá lá desligar. Olha que loucura que se vive. E essa realidade do Rio de Janeiro, que tem resort dentro de favela para criminoso do Brasil inteiro, que paga para ficar lá protegido, essa é uma realidade que se replicou pelo Brasil inteiro.

E aí as pessoas usam. Ai, olha que legal. Veio lá o sueco. Veio a norueguesa. Veio a não sei quem tirar foto, fazer videozinho de drone pra postar nas suas redes sociais. Porque nem pro turismo isso presta, Cobar.

Os números de turismo no Brasil são absolutamente ridículos. O Musa citou isso aqui mais cedo. Os números são piores do que ele trouxe. O Brasil não existe no mapa do turismo mundial. E aí a gente se ilude. Ah, não, porque temos o Rio de Janeiro. Temos o Cristo Redentor.

a parecida no interior de São Paulo recebe cinco, seis vezes mais turista do que o Cristo Redentor. Aí vocês vêm querer falar para mim que o Cristo Redentor é um sucesso do turismo. Vai ao Cristo Redentor e tenta estacionar teu carro até vir um moleque fã do Oruan te tomar 100 reais para você parar na rua. Essa é a realidade do turismo brasileiro. Não se iludam.

O Brasil é uma piada. E as pessoas vêm ao Brasil fazer videozinho em favela. Como elas vão num país pobre da África fazer vídeo lá no meio de uma guerra. Vão a lugares pitorescos. E depois voltam para casa para a realidade muito distante disso que viram. Então isso tudo, Kobayashi, é parte desta normalização do absurdo que temos no Brasil.

Agora são 18 horas e 56 minutos. Eu quero agradecer você que nos acompanhou pela nossa rede. Você fica agora com a sua programação local.

Por aqui, na TV Jovem Pan News, nas demais plataformas, nós seguimos repercutindo esse assunto. E eu quero chamar agora o Bruno Musa para falar a respeito disso. Porque, Musa, o que preocupa também é o efeito multiplicador disso, né? São sobre os fãs do Oruan. Porque essas pessoas que estão todas ali celebrando ele, quando ele deixa a cadeia, acho que celebram o fato dele não ser encontrado, dele ser um foragido. Na verdade, isso deve até agregar valor a...

A persona do Oruan, né? Ele é um foragido, ele é alguém que a polícia não consegue encontrar, que a justiça não consegue encontrar. Ele é demais, ele consegue fugir até das mãos do Estado. Isso vai gerando um efeito multiplicador, um efeito cascata. As próximas gerações têm ele como ídolo, como referência. E aí onde é que a gente vai parar, hein, Bruno Musa?

Pois é, antes de eu entrar aqui no programa, eu estava conversando a respeito disso, da deterioração moral que o Brasil se encontra. Essas cenas, o mais triste de ver aqui, são as pessoas aplaudindo. Ou seja, é uma falta, eu não diria nem ídolo, porque é uma falta de referência.

Quem as pessoas se referem? Ou seja, saem às ruas vibrando com celulares às mãos, tirando fotos de um sujeito com uma máscara do Homem-Aranha que meu filho de dois anos usa durante o dia para brincar, num tom arrogante.

uma pessoa criminosa e o povo lá enaltecendo, e não é o primeiro. A gente já viu outras pessoas que foram presas e quando saíram, saíram aí enaltecidas por umas pessoas, eu fico pensando, será que essas pessoas já leram algum livro? Já se interessaram por algum tema que seja além da rua da sua própria casa?

Ou você muito bem falou a respeito da exploração do sofrimento alheio. Eu mandei até uma mensagem para o Beraldo aqui, parabenizando pela forma como ele conduziu isso tudo. Porque realmente é uma deterioração de uma geração completamente destruída por...

Por nada. Ou seja, por uma música que não vale nada, por uma cultura que não vale absolutamente nada, porque não enriquece. Enriquecer não é aqui, do seu ponto de vista financeiro, enriquecer culturalmente, fazer conhecer uma história, entender mais profundamente, conhecer o ser humano, não importa. Nada é vazio. Muito pelo contrário, é obsceno tudo que é apresentado isso para as crianças. Então,

Para além da exploração do sofrimento alheio, eu diria que nós vivemos uma época, e no Brasil talvez acelerado isso, essa glamourização da pobreza. Quem aqui nunca viu, saindo às ruas, escrito nas motos e nos carros adesivos como a favela venceu? A favela venceu o quê?

Vamos tentar ser mais profundo. Alguém aqui gosta de morar com esgoto passando na porta da sua casa, com seu filho sem o mínimo de condição de saúde, com moscas para você dividir o momento da sua comida porque o esgoto está lá a céu aberto, num país onde 47% da população não tem acesso a esgoto em 2026. Um país que é governado quase há 20 anos pelo mesmo partido, e metade da população não tem acesso a esgoto.

Essa pessoa não tem o que comer. E a favela venceu o quê? A glamorização do quê? Disso? Da pobreza? De doenças que foram erradicadas em países sérios há muitos anos e continuam a cada ano que passa, em momentos de chuva, por exemplo, de calor ou de mais frio, sendo algo relevante no cotidiano do brasileiro. Doenças erradicadas nos países há muito tempo. Não na África e no Brasil. E a favela venceu o quê?

venceu mais uma vez fazer parte daquela estatística que o IBGE fala, que eu acho que mais uma vez o IBGE erra, que 30% dos brasileiros são analfabetos funcionais. Talvez seja por isso que, ao entender o que é analfabeto funcional para o IBGE, que é não interpretar duas linhas, as pessoas consigam enaltecer um sujeito como o Ruã, que não tem nada de valor agregado a uma sociedade, nada de construção de uma família, nada de construção de um ser humano.

de interpretar a vida como ela é hoje para levar uma vida mais digna para seus familiares. Nada.

e a população vai lá enaltecer, ou nós compreendemos esse movimento para tentar alterar isso, ou então realmente nós continuaremos acreditando que há essa glamorização da pobreza, glamorização da favela. E só para finalizar aqui, eu estava esses dias numa discussão com uma pessoa próxima, relativamente próxima, que tem um viés completamente oposto ao meu, ela é uma pessoa de esquerda, e ela vai fazer foto, ela é modelo.

E ela foi no Rio de Janeiro, ali na Zona Norte, fazer uma filmagem, uma propaganda de uma rede conhecida, lá de fora, espanhola mais especificamente, e ela estava me contando todo o aparato de segurança que ela queria ter para ir lá tirar foto, porque lá ela tinha medo. E eu falei, ué, vocês não apoiam esse tipo de coisa? Ou seja, eles não são vítimas de uma sociedade opressora? Então, quando a pessoa chegar para te assaltar, você diga para ele, eu sou defensor da tua causa.

Não, aí eu tenho medo. Aí eu clamo por uma segurança privada, sustentada com o pagador de imposto, para sustentar toda essa glamourização e esse tipo de coisa. E grande parte das pessoas que defendem isso do lado de cá do muro são pessoas que têm uma condição de vida que deveriam minimamente saber o que estão defendendo. Não são analfabetos funcionais, muito pelo contrário.

Então, essas pessoas, a comunhão desses dois, de um que não consegue interpretar essa realidade que está aí tirando fotos de um sujeito como esse, e do outro lado, dentro de um ar-condicionado, pessoas que apoiam esse tipo de coisa, eu acho que chegou o momento da gente refletir sobre o Brasil, e muito, e repito, colocar o dedo na ferida, talvez como estejamos fazendo agora.

Deixa eu chamar aqui o delegado Palumbo. Palumbo, por tantos anos que você trabalha na segurança pública, combatendo criminalidade, qual o seu sentimento vendo essas pessoas todas idolatrando alguém que é acusado de cometer tantos crimes e crimes graves como é o caso do funkeiro Oruan? Fico pensando, Palumbo, na situação do pai de família, do sério, porque a maioria das pessoas que estão sofrendo nas comunidades são de trabalhadores e de pessoas...

que estão escravizadas pela criminalidade, que dominam aquele território, como é que cria o filho diante desse tipo de influência que está ali? Das crianças que estão sendo levadas a esse tipo de situação, de idolatrarem criminoso, de idolatrarem alguém que consegue ali um habeas corpus para sair da cadeia e que agora está foragido. Sua análise, hein, Palumbo?

A gente tem que lembrar que a maior parte da comunidade, das favelas, eles não apoiam o tráfico de drogas. Isso aí não representa a imensa maioria dos moradores de comunidade. Eu tenho certeza disso, porque eu ando em comunidades aqui em São Paulo e a maioria detesta o crime. Só que eles são reféns.

E o crime organizado precisa de boa parte dessa população porque serve como escudo. Como assim escudo, delegado Palumbo? Aqui em São Paulo tivemos aí a favela do Moinho, que foi desocupada. Por que que teve tantas rebeliões, poderíamos chamar assim, de traficantes? Porque eles iam perder o ponto de onde eles escondiam as drogas. Quando você tem boa parte da população nas comunidades, fica mais fácil.

você esconder as drogas, fica mais fácil você ter um paiol, fica mais fácil os olheiros do crime, estou falando aqui especificamente de São Paulo, se misturarem junto à população, avisar quando a polícia está chegando, utilizando-se de radinhos, de WhatsApp ou de outro instrumento, são os olheiros do tráfico de drogas, para que a polícia não chegue ao ponto de venda de droga. A maior parte da população de comunidade é de gente de bem, honrada, decente.

que quer apenas sobreviver. Mas, infelizmente, essas pessoas aí que são tidas como influenciadores, influenciadores de absolutamente nada, não produzem nada de bom, absolutamente nada. Uma porcaria de música, uma letra que a gente não consegue entender absolutamente nada. Aí eu fico pensando nos músicos de antigamente, vendo uma porcaria de letra como essa, que não se entende nada.

E acabam aí sendo influenciados por essas pessoas, por like, por curtidas, por comentários, mas não representa boa parte da população, graças a Deus. E aí a gente entra num outro ponto. Como que a população vai se livrar disso? A polícia entra, faz operações, logo em seguida sai. Só que o morador fica lá.

Ele fica numa situação de dificuldade. Eu me lembro quando foi ameaçado por um traficante aqui em São Paulo, chamado Pia, que já tinha matado um policial militar, tinha matado, inclusive, um segurança de transporte de valores com um tiro de 12 na cabeça, uma escopeta, e ele mandou um áudio me ameaçando. Quem nos ajudou a prender esse traficante foi os moradores. Foram os moradores da comunidade, que passavam de maneira velada eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles

as informações de onde ele poderia estar. Essa semana estive em Ribeirão Preto, tenho muitos amigos policiais, estava num bairro lá periférico, e uma senhora falou, eu tenho uma vontade enorme de te dar um abraço, mas não posso, porque depois os traficantes vêm pra cima de mim. É assim que a população fica no meio desses traficantes. E a maioria...

é Kobayashi, tenha certeza não compactua com imbecilidades e nem com vagabundos quem está aí em cima de branco é um vagabundo, ele é um criminoso ele é uma pessoa perigosa é uma pessoa que está, quem está por trás dele é o Comando Vermeiro que é uma das principais facções do Rio de Janeiro

aonde ele vai fazer a música dele, a arte dele, que não tem absolutamente nada de arte, fica lá os traficantes apontando o bicudo para cima. Para quem não sabe o que é bicudo, é um jargão policial que significa fuzil. E para ele está tudo bem. Agora, também é de se estranhar que qualquer publicação, você, Kobayashi, que tem filho pequeno, faça uma publicação com o seu filho só de fralda. A plataforma vai lhe acusar... ...

que você está promovendo a pedofilia. A gente sabe que você não está mais um vagabundo, um criminoso, um traficante, que tem um histórico familiar de crime, que fez o que fez, que recebeu o habeas corpus, o benefício de sair com uma tornozeleira. Ele continua publicando redes sociais em atividade e não acontece absolutamente nada. O que se passa na cabeça dessas pessoas que estão aí? Essas cabeças de miolo aí. Não tem nada, cabeça de vento, que não tem nada.

O crime compensa. O crime compensa, eu vou cantar qualquer porcaria de música, vou colocar no YouTube, vou ganhar muito dinheiro, vou prosperar as custas sem ter que trabalhar. Só que o que eles talvez não saibam, por falta inclusive de cultura, é que por trás dele ele fez esse sucesso.

Porque ele teve uma organização criminosa por trás. Ele teve o comando vermelho por trás, enfiando dinheiro nas músicas, enfiando dinheiro nas plataformas. E aí ele cresceu. O número de seguidores com música. E a gente sabe como é que funciona. Só que essas pessoas que estão aí não têm a mínima ideia. Ah, eu vou abrir um Instagram, eu vou viver do Instagram, eu vou viver do YouTube, eu vou viver da arte, eu vou ver. E não é bem assim. A gente sabe muito bem o que está por trás dele. Como a gente soube aqui agora, duas, três semanas atrás,

quando a Polícia Federal fez uma mega operação junto com o Ministério Público e colocou em xeque diversos pseudos ou cantores que estavam ali envolvidos em organização criminosa, em lavagem de dinheiro e em tudo isso.

Não é de graça que ele chegou e alcançou sucesso nas plataformas. Teve muito dinheiro, teve investimento e não foi de empresas idôneas. Foi do crime organizado, do Comando Vermelho. E é por isso que essas pessoas estão aí querendo imitá-lo, achando que farão e vão fazer a mesma coisa sem ajuda monetária e sem ajuda do crime.

Deixa eu chamar aqui o Diego Tavares para falar a respeito disso também, Diego. O Beraldo bem lembrou que hoje, dia 1º de maio de 2026, faz exatamente 32 anos do dia em que faleceu um dos últimos, se não o último grande herói brasileiro, que era Ayrton Senna da Silva. O Ayrton Senna do Brasil, como foi batizado pelas narrações.

do Galvão Bueno, lá em Imola, no grande prêmio de Imola, na Tamburella, na Itália. E aí a gente vê esse contraste gigantesco, né? Quem as pessoas admiravam antigamente e quem os jovens estão admirando hoje em dia. Não é só o Oruan, não. Oruan, Mauro ao contrário. Mauro na contramão. Tem uma vida na contramão, né? Tem uma conduta na contramão. Se o Ayrton Senna tinha o tema da vitória, a música do Oruan deve ser o tema da derrota, né, ô Diego?

Exatamente, e o tema da derrota do Brasil, assim como o tema do Ayrton Senna era a vitória de todos os brasileiros, os temas do Oruan são a derrota do Brasil, como os meus colegas já amplamente expuseram aqui nos seus comentários. Eu queria pegar um gancho num trecho do comentário do Palumbo que eu achei muito pertinente.

A respeito de como esse papel de colocar essas pessoas como ídolos nacionais, muitas vezes não conta só com a falta de preparo intelectual da sociedade, conta também com um forte apoio do mainstream. O Beraldo lembrou o exemplo do que aconteceu a respeito de uma emissora, uma grande emissora que homenageou o Oroã, inclusive.

inclusive no prêmio de uma emissora parceira, mesmo tendo ele como padrinho o assassino do Tim Lopes. E o Palumbo falou sobre as redes sociais do Oruan, que permanecem ativas com ele publicando, de fato. Inclusive no Spotify, onde ele publica suas músicas e recebe dinheiro pelas execuções das músicas também. A plataforma está em dia, o YouTube mantendo também o canal do Oruan, mantendo o canal dele ativo, com milhões de visualizações por mês.

E um exemplo contrário, o youtuber Monark, por exemplo, que teve sua vida devastada pelo Estado brasileiro, que agora recentemente, no começo de abril, o Ministério Público inclusive voltou atrás e disse que ele não praticou discurso de ódio no seu podcast, que ele mantinha junto com o sócio.

tentou agora voltar pra internet, colocar um canal no YouTube, ele só expôs o estúdio onde ele gravaria os episódios do canal, a plataforma derrubou o novo canal do Monarque. Ele nem usa mais o nome de Monarque, né? Disse agora que vai usar o seu nome de batismo. E os canais do Oruan, as redes sociais do Oruan, todas ativas, inclusive, possivelmente com ele recebendo os proventos financeiros decorrente das exibições das suas músicas. Então, nós vivemos de fato.

uma inversão de valores, uma grande derrota da sociedade brasileira. É muito triste. Eu, como pai de três meninas, você, como pai de dois meninos, filhos pequenos, imagino que se preocupa com o futuro dessas crianças, vendo tantos jovens enaltecendo uma figura que não agrega absolutamente nada. O Oruan já deu entrevistas, eu já assisti algumas entrevistas dele. Ele mal sabe se expressar.

num português semi-correto, ele tem dificuldade de fala, ele não sabe cantar, enfim, grava suas músicas amparadas por todo tipo de tecnologia, para que pareça que tenha ali um mínimo de talento, e músicas, evidentemente, enaltecendo o crime organizado, enaltecendo o Comando Vermelho, a facção, seu pai, enfim.

É uma completa derrota, não dá para chamar isso de cultura, não é nada contra o funk que eu estou falando aqui, mas especificamente sobre essas vertentes do funk que enaltecem o crime organizado, que enaltecem a prática de crimes, que enaltecem inclusive a violência contra...

mulher, eu vi um dado que é chocante, inclusive acho que foi hoje que eu vi, do top 10 do Spotify, cerca de 80% das músicas se referem a mulheres como prostitutas. Isso diz muito sobre a endemia de violência contra a mulher que o Brasil passa.

Justamente em razão dessa deterioração cultural entre os nossos jovens, entre as pessoas no Brasil de modo geral. Então, de fato, é um contraste muito triste saber que no dia de hoje nós temos o aniversário da morte de um ídolo como Ayrton Senna, que de fato trouxe orgulho para o Brasil, nos deu orgulho de ser brasileiros, mas que hoje os ídolos da grande massa, os ídolos da sociedade do mainstream são figuras como o Oruan.

O Diego está fazendo análise sobre a música do Oruam, porque ele tem autoridade. O Diego é cantor sertanejo de origem, para quem não sabe, pesquisa aí nas redes sociais. Você vai encontrar aí a música mais tocada do Brasil de São Bernardo do Campo. A música mais tocada do Brasil de São Bernardo do Campo de todos os tempos de 2010. Na minha rua.

O Coma também toca um violão, canta um pouco de música gospel, vai lá nas redes sociais dele, tem um bom conteúdo nesse sentido lá. E lá não tem funk não, viu? Não tem funk não. Vamos continuar falando aqui sobre segurança pública, porque os roubos e assaltos em plena luz do dia em São Paulo causam cada vez mais temor nos paulistanos. Na terça-feira, um policial militar foi baleado em Osasco durante uma tentativa de assalto. Ele estava de folga quando foi abordado por um ladrão disfarçado de entregador de aplicativo.

Imagens de uma câmera de segurança mostram que a vítima estava aguardando na portaria do prédio quando o criminoso passou pela rua de moto, deu meia volta e abordou um agente com a arma em punho. A abordagem durou poucos segundos e o ladrão atirou a queima-roupa contra o policial que caiu no chão ao lado de um carro e teve a sua arma roubada.

Já nesta quinta-feira, ontem, mais um crime em plena luz do dia ganhou repercussão. A influencer Natália Valente, que possui mais de 10 milhões de seguidores nas redes sociais, compartilhou momentos de terror durante um assalto na capital.

Os criminosos chegaram em uma moto e renderam ela, o marido e um funcionário durante o desembarque do carro, levando relógios, alianças e outros itens de valor. Ao relatar o momento, Natália afirmou que só pensava em seu filho de sete meses de idade, ficando quieta e imóvel para não acontecer nada pior. Para quem nos acompanha por imagens, está vendo justamente todas essas imagens que a gente estava falando aqui.

Há pouco, olha ali, chega de capacete o ladrão, arma em punho e pratica o seu crime à luz do dia. Não tem medo de câmera de segurança, não tem medo da claridade solar, não tem medo de nada. O Cristiano Beraldo. Obayashi, a gente vê dois assuntos que se conectam, né? Essa cultura do crime absolutamente difundida.

que se torna parte do cotidiano das pessoas, especialmente em São Paulo. Eu gostaria de reforçar aquilo que o delegado Palumbo disse e colocar essa situação das favelas como uma situação gravíssima em que os principais atingidos, as grandes vítimas da situação que a gente vê do domínio do crime organizado nas favelas, são os próprios moradores.

das favelas. Essas pessoas que formam a vasta maioria...

daqueles que estão ali sendo obrigados a conviver neste ambiente dominado, essas pessoas têm que seguir vidas paralelas. Elas aprendem desde muito cedo que, quando elas estão ali, elas precisam seguir a lei do crime, a lei daquelas autoridades do crime. Porque ali tem o tribunal do crime, que é muito rápido, inclusive.

Quando saem daquele ambiente, tem que seguir as leis normais que todo cidadão precisa se submeter. Então, quando eu digo que precisamos acabar com as favelas, é para dar dignidade de vida a essas pessoas de bem. Aqueles que dominam essas áreas, aqueles que fazem do terror o seu modo de vida, essas pessoas têm que pagar.

com penas duríssimas. E a polícia precisa ter liberdade para combater e reagir diante desses marginais.

É uma loucura nós termos agentes da lei, policiais militares e civis, que à medida que puxam as suas armas e enfrentam a tiros um marginal como esse que vimos nas imagens, sujeito que ao identificar que está assaltando um agente da lei, ele simplesmente dispara para matar.

E rouba a arma. Esse tipo de gente tem que ser eliminada antes que elimine os agentes de segurança, antes de fazerem o mal a um cidadão de bem. E o que me impressiona, Kobayashi, é que São Paulo está numa situação muito preocupante. Eu estou em alerta, porque teremos uma eleição difícil esse ano.

Não se pode brincar com a ameaça de termos no Palácio dos Bandeirantes representantes que lidam de forma pacífica com os criminosos que tomaram conta de tantas áreas de São Paulo. E o atual governador precisa ter consciência.

de que a sua grande vitória como gestor do Estado está no combate ao crime. O governador tem que ter números a apresentar da redução de carros blindados, por exemplo. São Paulo não pode mais ser a capital mundial do carro blindado. Nós não podemos mais conviver nesse cotidiano de sermos assaltados à luz do dia.

Como se não tivesse absolutamente nenhuma consequência. Que cidade é essa? Em que se puxa uma arma, coloca na cabeça de uma pessoa de bem, um pai de família, uma mãe de família? Para levar um celular, uma aliança, um carro, seja lá o que for.

Isso é sintoma de uma cidade, de um estado doente. Por isso eu faço um apelo aqui ao governador. Governador Tarcísio, não perca tempo falando de Times Square de São Paulo, não. De letreiro de LED. Isso é distração para o senhor. Deixe esse assunto com a prefeitura, que é a quem pertence. Vai caçar e matar bandido. Que é isso que a população de bem espera do senhor.

Deixa eu chamar aqui também o Bruno Musa para falar a respeito disso, porque é uma grande preocupação. No ano passado, Musa, a gente viu o assunto da segurança pública superando todos os outros e se tornando a maior preocupação do brasileiro. De lá para cá, a gente viu uma certa alteração envolvendo a preocupação também.

com a situação da corrupção, o assunto combate à corrupção voltou à tona depois de 10 anos, veja só, depois de 10 anos, com os casos do INSS, do Banco Master, aparentemente se igualou, até superou a segurança pública, mas ainda assim, principalmente para quem mora em grandes centros, em grandes metrópoles, ainda há um senso de insegurança terrível. Fala a sua opinião sobre isso, Bruno Musa.

Veja, você, antes de passar a palavra para o Beraldo, Cobal, você falou, abre aspas aqui, medo, e que o assaltante aí não tinha medo da câmera, nem da claridade solar, nem medo de nada. E vamos tentar trazer um pouco do porquê que isso acontece. Primeiro ponto, eu concordo muito com o que o Beraldo falou, que é o sintoma de um estado doente. Mas por quê? Vamos tentar aprofundar um pouco em relação a isso.

Nós vivemos hoje num país comandado por décadas por uma mesma mentalidade completamente torta. E essa mentalidade tem a ver com o que nós já debatemos aqui outras vezes, que é uma visão de mundo. Essa visão de mundo, ela não leva em consideração o indivíduo. Ela coloca o coletivo antes de tudo.

E, portanto, o indivíduo perde valor. Só que nós somos seres onde, se cada um de nós atuarmos individualmente para prosperar, o coletivo vai melhor. Portanto, a menor unidade é o indivíduo e ela vai melhor, o coletivo, se o indivíduo...

Todos os indivíduos estão bem. Isso significa que numa visão de mundo onde você acredita que o indivíduo não vale nada, portanto, se o meio externo favorece que você pratique crime ou justifica um crime, essa visão de mundo é completamente errada porque você vai justificar absolutamente tudo.

Eu posso fazer qualquer prática imoral ou ética ou antiética, uma vez que eu tive uma externalidade e assim eu justifico que eu como indivíduo posso transgredir as regras, não respeitar a propriedade privada, tomar forçado aquilo que é do outro, uma vez que eu sofri essa externalidade. Uma visão torta, uma visão míope e uma visão completamente defasada da realidade. Então essa visão de mundo comanda o Brasil e as gerações que hoje estão aqui

entrando agora no mercado de trabalho ou praticando crime, nasceram com esse tipo de visão. E isso permeará a própria vida dessas pessoas durante um bom tempo. Por isso, a mudança do Brasil ocorrerá em algum tempo. Só que a gente primeiro precisa parar de cavar. A gente continua cavando.

O segundo ponto que dá para explicar essa visão de mundo vem até de um economista que eu sempre cito, que é o Gary Becker, que ele foi prêmio Nobel em 1992, fazendo uma quantificação do prejuízo social por conta da criminalidade numa sociedade. Segundo dados do Fórum da Segurança Pública, o Brasil perde mais de um trilhão de reais por ano. Isso dá algo como 8, 9% do PIB.

Por conta de todos os crimes. Crimes e corrupção. Absolutamente tudo. O setor privado gasta por volta de 170 bilhões de reais por ano as empresas para tentar não ser vítima. Esse sim, vítima dessa corrupção e dessa criminalidade que tem no Brasil.

Dito tudo isso, o que que Gary Becker mostrou na tese que ele foi prêmio Nobel em 92? Que o crime funciona exatamente da mesma forma quando nós tomamos toda e qualquer decisão em nossas vidas. Nós fazemos o cálculo mental do retorno que a gente vai ter versus a probabilidade do prejuízo que aquele ato pode nos trazer. No Brasil, volto nas tuas frases iniciais, Koba.

Medo de câmera, medo de claridade solar, nem medo de nada. Ele não tem medo de nada, porque o cálculo mental no Brasil hoje é muito óbvio do que demonstrou o Gary Becker. Você pode praticar qualquer crime que você vai receber um carinho de uma juíza, sair numa audiência de custódia e ainda ser aclamado pela sociedade, saindo da cadeia como vítima de uma sociedade, uma vez que você justifica tudo aquilo que você tem de ruim na tua vida para justificar os seus crimes hediondos que você comete.

Então essa visão de mundo está completamente errada. Enquanto não entendermos isso, que essa visão, infelizmente, hoje permeia uma boa parte da sociedade, nós continuaremos trilhando no caminho errado. Faz muito sentido, Bruno Musa, o que você está falando, isso gera a impunidade, né? Eu quero chamar o delegado Palum para falar a respeito disso também, porque é isso que motiva, né, o Palum? Muitas pessoas a entrarem no mundo do crime, a continuarem no mundo do crime, é o cálculo do risco, né?

O quanto é arriscado praticar um crime hoje? Primeiro que se vai ser preso. Se for preso, se vai ser solto. Se for processado, se vai ser ou não vai ser condenado. Se for condenado, se consegue recorrer para o tribunal, para o STJ, para o STF. Se vai demorar muito tempo para esse processo acabar, se não prescreve, se ele não fica sem punição no final das contas. A gente precisa pensar isso de uma maneira um pouco mais ampla, né, o Palumbo?

Investimento na polícia militar, polícia civil para investigar, o sistema de justiça, as penas, né, Palumbo? Você que é nosso deputado federal, está lá em Brasília, sabe muito bem como tem projeto para melhorar, mas não anda. Parece que isso não é colocado em votação, parece que não tem muito interesse disso para frente, Palumbo.

É, infelizmente você tem razão, Kobayashi, é uma luta, é uma batalha tremenda lá todos os dias e o que faz essas pessoas entrarem pro crime é a certeza da impunidade. 40, 50% sai na audiência de custódia. Então, o indivíduo de 20 anos que resolve pegar um revólver e roubar, ele vai ter lá 40, 50% de não ficar preso nem 24 horas. Pra quem acha que...

não tem pena de morte no Brasil? Tem sim. Basta ser policial. Foi o que aconteceu. Olha essa situação que está passando agora na tela. Ele chega para entregar ou pegar um celular. Isso foi a mulher desse que chega com essa bag vermelha.

já incolui para fazer o assalto, ele vai roubar, o policial tenta sacar, mas lamentavelmente o bandido acaba baleando esse policial. Então tem pena de morte, sim. E a gente tem que investir, em primeiro lugar, no ser humano, no policial. Não adianta a gente comprar viatura para todo mundo ver, se bem que aqui em São Paulo falta muita viatura, principalmente para a Polícia Civil, que está andando de blazer velha.

O que tem boas viaturas aqui em São Paulo é a nossa guarda civil. Isso aí a gente tem que enaltecer e parabenizar os gestores pela atuação da nossa guarda, que está com um bom salário e também com boas viaturas. Diferente da polícia militar, da polícia civil, da polícia penal que está capengando, é com tristeza que eu falo isso, porque ninguém pensa no operador de segurança pública, que é o policial. O policial não é um robô, o policial não é uma máquina.

O policial não veio de Marte. Então você começa pela escala 12 por 36. Ele sai dessa escala, ele vai para o bico informal. Quando ele não está no bico informal, ele vai para a ação delegada, que é o bico oficial. Cidades do interior que não tiver ação delegada...

para o patrulhamento, Kobayashi. Isso, quem me relata, não é só praça, porque eu sou mais próximo dos praças, mas também oficiais me relatam isso. Se tirar a ação delegada, que é o bico oficial, a cidade para o patrulhamento. Nós temos um déficit de milhares de policiais militares, milhares de policiais civis. Nesse exato momento, delegacias estão fechadas aqui na cidade de São Paulo. Então, se você for roubado, você vai no DP, você não encontra o DP agora.

aberto, tem um policial lá servindo de zelador policial. Isso é uma vergonha no estado, na cidade mais rica do país. E aí você tem uma escala de trabalho horrorosa. Eu tive a oportunidade e falei pessoalmente isso pro governador, que algumas atitudes poderiam ter sido tomadas ou tomadas em favor de prestigiar.

Quem está na linha de frente, que é o soldado, o cabo, o sargento, o tenente, o delegado de plantão, o escrivão, que leva muitas vezes a polícia civil nas costas, junto com os praças que leva a polícia militar nas costas, o investigador. Mas como assim, delegado Paulo? Essa escala de trabalho 12 por 36 é horrorosa. Poderia se mudar para 12 por 48, abrir mais concursos públicos, dando um salário alto. Não adianta pagar um salário de 5 conto para um policial, que ele vai embora.

não adianta pagar uma merreca pro delegado que ele vai prestar concurso no estado vizinho, a maioria dos delegados passa no concurso e de 540 salveganos 30 saíram da academia de polícia porque passaram em concurso pra promotor pra juiz ou prestar em outros estados e foram embora do estado de São Paulo que paga uma porcaria de salário

E aí a gente vem com essa escala que acaba atrapalhando até a saúde mental do policial. Nós conseguimos aprovar essa semana, e eu sou um dos autores desse projeto, que é do sargento Portugal, deputado federal pelo Rio de Janeiro, para que o policial tenha descanso. Ninguém merece...

escala como essa, tem que ser no mínimo doze por quarenta e oito ah, mas delegado Palombo, tem muita gente que trabalha assim, é, tem muita gente que trabalha assim, que não corre risco de vida, que sai da sua casa com a certeza que irá voltar o policial, não

O policial anda armado, ele tem frações de segundos para decidir se atira ou se não atira. Ele tem frações de segundos para decidir se reage ou não reage, colocando a vida de terceiros em risco. Ele anda armado, ele precisa ter descanso. E se você paga um salário pífio, ele vai fazer bico. Oficial ou não, ele vai fazer bico.

E aí a saúde mental dele vai pro ralo, ele fica esgotado, estressado. E é por isso que a gente vê alguns policiais aí exagerando, porque ele não aguenta mais. Eu falo isso porque eu converso com os praças diárias. Você, se eu não me engano, você trabalhou muito tempo com a polícia militar. Me perdoe se eu estiver errado. Você sabe que eu estou falando a verdade. Então a maioria dos governadores não investe no principal operador da segurança pública, que é o policial, não é a viatura.

Não é o armamento, não é nada disso. É o policial, nós temos que investir no ser humano. Esse projeto que foi aprovado agora foi para o Senado. E tomara que vire lei, e tomara que os governadores tenham vergonha na cara e não vá para Brasília fazer lobby para barrar esse projeto. Porque eles poderiam fazer no âmbito dos seus estados.

dá uma escala de trabalho mais digna, dá condição para o policial. Tem policial comprando farda, porque não se entrega farda. E eu tenho como provar, eu recebo no meu WhatsApp um policial militar falando para mim que recebeu uma farda dois anos atrás e agora tem que comprar com o próprio bolso. Isso não é justo. Mesmo atrás a gente viu na região de Campinas, policial militar revezando colete. Para quem não sabe, quando você usa um colete, ele tem uma capa.

E fica fedendo. Esse é o termo, fica fedendo. Porque o policial, ele vai suar o dia inteiro. Ele anda no sol, ele fica com aquele colete que é pesado. Vai suar. Você não pode entregar um colete desse e passar para outro colega. Isso não é... Isso é insalubre. Isso é um absurdo.

E a gente vê no estado mais rico da federação. Então não adianta me vir com um monte de propaganda aqui, porque eu sempre vou agir com a realidade. E desafio qualquer autoridade a falar que eu estou mentindo. Para quem não acredita em mim, é só dar um pulinho ali no DEIC, que investiga o crime organizado.

Vai lá ver o estado das viaturas. Estão andando de blazer velha. Outro dia eu vi uma parati velha. Como é que você vai combater o crime desse jeito? Mas o principal mesmo, que se tem que investir, e é com urgência, é no ser humano, no operador da segurança pública, no policial. Principalmente aqueles que levam as polícias nas costas. E repito, soldado, cabo, sargento, tenente que está na rua, escrivão, delegado de plantão.

e os tiros que estão na rua, o policial penal. E aí a gente vê uma série de problemas internos acontecendo. Você não pode ter filhos presentear um com presente melhor do que o outro. Já aconteceu na gestão anterior e está acontecendo novamente agora. Polícia civil, polícia militar, polícia científica.

É só um exemplo. São filhos do atual governador. E a polícia penal também é. Você não pode dar um aumento de 10% para essas três categorias de policiais. Militar, civil, científica. E se esquecer da polícia penal que está sucateada. Nesse exato momento tem um barril de pólvora, presta a explodir. E só não explode por causa dos policiais penais que estão segurando esse barril de pólvora.

Aí a gente pensa num presídio que tem 1.500, 1.800 presos, vai ter lá 30, 40 policiais escalados nesse feriado de... Não tem. E não é porque eles não querem trabalhar, porque não tem efetivo. Às vezes eles se controlam uma cadeia lá com meia dúzia de policiais penais.

E aí eles ficam extremamente revoltados e com razão, porque eles se sentem desprestigiados com o pai, que é o governo, que prestigia, mas não prestigiou como deveria fazer, porque prometeu e não cumpriu os melhores salários, com 10% para a Polícia Civil, para a Polícia Militar, para a Polícia Científica, e se esquece do quarto filho, que é a Polícia Penal, que está debaixo do mesmo guarda-chuva, e não dá absolutamente nada. É claro que isso vai criar uma revolta.

vai criar um problema. E aí as pessoas vão tirando cada vez mais o pé. O policial de São Paulo encontra-se desmotivado, eles encontram extremamente chateados com as promessas de campanhas que não foram cumpridas e desvalorizado por tudo que eles vêm passando aí, não só desse atual governo, mas de décadas de governo anteriores também, que deixaram as polícias completamente sucateadas, falidas e mal paga, Kobayashi.

Obrigado, Palomo. Só pra esclarecer, fui sim, Palomo. Fui da Polícia Militar como soldado temporário, durante o período em que eu tava na faculdade de Direito, lá em Presidente Prudente. Trabalhei no CTI 8, depois mais dois anos, no 14º Grupamento de Bombeiros. Inclusive, todos lá acompanham muito a Jovem Pan. Um abraço pra todos eles. TV ligada nos quartéis aí, na Jovem Pan, através da nossa afiliada agora, na TV aberta, lá na TV Fronteira também. Um abraço pra todos eles que nos acompanham lá em Presidente Prudente e em toda a região. Olha só.

O governo voltou a emprestar dinheiro através do BNDES para outros países. Vamos falar sobre isso logo depois de um rápido intervalo comercial. Sai daí, a gente já volta. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.

Ah, que bom você chegou, BYU-IT. Com uma oportunidade imperdível para o BYU-IT Song Pro. É muita autonomia. Mais economia. E agora com duas super ofertas para escolher. Taxa zero em 36 vezes. Ou supervalorização de até 10 mil reais no seu usado. Tudo isso a partir de 159.990.

Agora só falta você chegar a uma concessionária BYU-ID. BYU-ID é do Brasil.

Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.

Pati Leone desembarca na maior cidade do Chile. A gente vai fazer um giro por alguns dos lugares que nós ainda não conhecemos em Santiago. Com visitas à Igreja de São Francisco de Assis e a bairros marcados pela sua arquitetura.

ter um pouco da história, mas também ter vistas maravilhosas, trezentos e sessenta graus. Você conhece os encantos de Santiago. Mala pronta comigo, Pathy Leone, amanhã, duas da tarde, na Jovem Pan. Os Pingos nos is. Jovem Pan.

Nós estamos de volta aqui no programa Os Pingos Nuzis, nessa sexta-feira, feriado nacional, dia 1º de maio, dia do trabalho, trabalhando aqui no programa Os Pingos Nuzis e percutindo todo o assunto, todos os assuntos principais aí da nossa política nacional, a situação da segurança pública. Quero mandar um abraço para todos que nos acompanham aqui também pelo YouTube, hein? Muitos comentários no chat, as pessoas que estão...

Deixando a sua análise, a sua pergunta, a sua crítica, Paulo Pisa, Luciano Ribeiro Rosário, a Shirley Carvalho. Muitos comentando aqui, elogiando os comentários, dando as suas sugestões também a respeito de tudo que a gente tem falado. Receber algumas mensagens importantes também aqui, de alguns amigos acompanhando. Max Pavanello em Piracicaba, a Renata Mozini, minha amiga lá.

de Adamantina com Igor Terraspinto, meus amigos. Uma mensagem muito interessante aqui da nossa audiência no Piauí. A Jovem Pan também, lá com muita audiência. Matheus, que mandou mensagem. Matheus Lustosa Lemos também mandou mensagem aqui no Instagram. Diz que está acompanhando e parabeniza todos os nossos comentaristas que, claro, estão falando a respeito...

desses assuntos que preocupam a população. A situação da política e a situação da segurança pública também. E crime organizado envolvendo artistas. Crime organizado que envolve a família de artistas para lavagem de dinheiro. Estamos falando do Comando Vermelho, o assunto que a gente estava tratando antes do intervalo, envolvendo o rapper Orwan, que continua foragido da justiça e, mesmo assim, ídolo de toda uma geração. Muitas pessoas que o idolatram como cantor e como referência. Vejam só.

Agora, 19 horas e 38 minutos, nós estamos de volta para você que estava no nosso intervalo na nossa rede de rádios. Sou Nelson Kobayashi e sigo aqui com o Diego Tavares, com o delegado Palumbo, com o Cristiano Beraldo e com o Bruno Musa, repercutindo os principais assuntos e veja este assunto. O governo Lula decidiu retomar empréstimos para outros países via BNDES.

mesmo diante da tentativa do Brasil recuperar valores bilionários de dívidas não pagas por Cuba e Venezuela. A reabertura da frente de financiamento externo acontece devido a uma lei sancionada.

Vamos voltar aqui, a gente está falando sobre a situação da reabertura da frente de financiamento externo que acontece devido a uma lei sancionada pelo presidente que autoriza empréstimos para exportação de serviços de engenharia, prática amplamente utilizada nas décadas anteriores e que foi interrompida depois da Operação Lava Jato, que atingiu grandes empreiteiras.

Atualmente, a Venezuela deve mais de 1 bilhão e 200 milhões de dólares ao Brasil, enquanto Cuba acumula cerca de 676 milhões de dólares em atrasos relacionados a obras financiadas pelo banco. Deixa eu chamar aqui o Diego Tavares para falar a respeito dessa prática. Diego, qual é a empresa, a pessoa que volta a emprestar dinheiro para o caloteiro?

Exatamente, Kobayashi, essa é a grande dúvida que fica, mas aqui no Brasil parece ser a terra da memória curta, né? Isso não faz o que você está dizendo aí, o que você está repercutindo para a nossa audiência. Isso não faz 30, não faz 40, não faz 50 anos, isso foi ontem. Nós ainda temos dívida de calote, como você disse muito bem, de Cuba, de Moçambique, da Venezuela, principalmente, mais de 1,3 bilhão de dólares, que não foi recuperado dinheiro dos nossos impostos, que foi emprestado para esse país e que não voltou.

Isso fora o que aconteceu, que foi elucidado pela Operação Lava Jato, dinheiro que financiou obras no exterior, obras que foram realizadas por todas aquelas empreiteiras envolvidas no maior escândalo de corrupção, até o momento, pelo menos, da história do nosso país, dinheiro dos nossos impostos também, mandado para fora.

para voltar por via as escusas para dentro do bolso dos brasileiros que eram entusiastas dessa prática. Eu me pergunto, diante dessa situação, diante desse histórico, qual que é o interesse em se retornar com essa prática de empréstimo a países vizinhos, sob o argumento de que isso pode promover o desenvolvimento regional. É um completo absurdo. Isso é chamar...

o brasileiro de trouxa, na nossa cara, sem ter medo de ser feliz, sem qualquer tipo de vergonha. É revoltante, principalmente porque esse terceiro mandato do presidente Lula será o mandato com o maior rombo fiscal médio da história do nosso país. Eles não estão mais tendo onde gastar dinheiro, estão arrecadando como nunca e estão gastando como nunca. E agora, claro, precisam encontrar uma forma.

talvez, estou aqui só fazendo uma conjectura, olhando para o passado, olhando o que aconteceu no passado, de financiar os seus projetos políticos por intermédio desses empréstimos a países vizinhos. Então, é revoltante. Eu espero mais uma vez, eu espero que tanto o Tribunal de Contas da União, o Parlamento, que todos os organismos que nós temos competentes para isso, inviabilizem esse tipo de prática. Porque é um absurdo que um país, com tantos problemas...

estruturais como o Brasil, com o maior rombo na história das empresas públicas, com o maior rombo fiscal na história, acredite que possa ser o grande indutor regional aqui da América do Sul, da atividade econômica de outros países vizinhos que também foram arruinados por governos populistas que são ideologicamente muito próximos do governo do presidente Lula. Então, essa prática não pode ser admitida, o brasileiro não pode normalizar esse absurdo.

Deixa eu chamar aqui o nosso economista, o Bruno Musa, para falar a respeito desse tipo de conduta, Musa. O empréstimo do dinheiro do BNDES para outros países. A gente está falando sobre o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Mas desenvolvimento de quem? De Cuba? Da Venezuela? Como é que é isso, hein?

Vamos lembrar que esse dinheiro, vamos transformar, colocar os pés no chão. De quem é esse dinheiro? É seu, é meu, é nosso, é do pagador de imposto. E mais, esse dinheiro o governo capta pagando uma taxa de juros por ele. E ele empresta a taxas muito mais baixas, chamados crédito ou juros subsidiados.

Então ele empresta ainda tendo um prejuízo em boa parte desse dinheiro com o montante de taxa de juros que ele remunera para quem o emprestou. Esse é o primeiro ponto. Segundo, que ele empresta a caixa perdida. Como é que você empresta, por exemplo, 1,2 bilhão para a Venezuela, que é o credor do Brasil? Como é que você empresta por volta de 676 milhões, sendo bem redondo, de dólares para Cuba?

Cuba, país que eu estive duas vezes, não tenho o que comer. É a coisa mais triste. Venezuela, eu também estive três vezes. Não tenho o que comer em Cuba. Como é que você espera que esse país devolverá o teu dinheiro? É claro que aquilo é um financiamento a tudo que acontecia. E ideologicamente alinhado do governo do PT às práticas de governos autoritários. Isso aconteceu, por exemplo, com os mais médicos também.

com o governo de Cuba, que depois foram descobertos várias irregularidades. Mas tem mais. Tem Angola, com, por exemplo, 4 bilhões de dólares entre 2002 e 2016. Moçambique também. República Dominicana. Enfim, são vários países. Gana, Guatemala. Países que não devolverão esse capital. Então, o que nós vimos foi um financiamento por parte...

da população brasileira, uma vez que esse é dinheiro do pagador de imposto, para governos autoritários ideologicamente alinhados ao governo de turno no Brasil, que esse turno está durando muito tempo. Só que tem um porém. Se nós tivéssemos superávit, dinheiro sobrando, mesmo assim não se justificaria para esse tipo de país.

Mas nós temos uma população, como eu falei, quase 50% sem acesso a esgoto. Uma população que 30% é analfabeto funcional, claramente. Você tem problemas na qualidade da educação. Um problema que você atingiu 3 milhões de pessoas na fila do SUS esse ano. Mas ao longo dos últimos anos também foram sérios problemas. Problemas de infraestrutura, problemas de pouca competição, problemas de atraso, de falta de investimento em produtividade. Enfim, problemas...

sérios de um país pobre como é o Brasil. E mesmo assim, nós resolvemos emprestar para países autoritários e para países que não devolverão o nosso dinheiro. Nós fomos, mais uma vez, obrigados a financiar governos ditatoriais.

Aí, a manifestação do Bruno Musa sempre nos ajudando a entender todo o cenário econômico. E aí, Musa, quero te devolver a palavra pra você falar sobre outros assuntos de economia, agora aqueles que nos interessam. Como é que a gente pode entender melhor todas essas palavras difíceis, todos esses termos da economia, entender e começar a praticar pra gente começar, de alguma maneira, a se beneficiar também desse universo da economia. Tem um encontro contigo aí nos próximos dias, não é isso?

Tem, dia 9 de maio serão 5 horas ao vivo no Zoom para a gente falar justamente disso. Veja, eu citei agora aqui com exemplos de empréstimos que foram realizados desde 2002. Tudo isso é um ciclo econômico. No começo tudo parece muito bem. É como se os agentes econômicos somos miúpes. A gente enxerga os benefícios no curto prazo, mas não os malefícios no longo prazo.

Só que o longo prazo ele chega, e chegou, porque o ciclo econômico costuma durar seus 15, 20, 25 anos. Eu mencionei 2002, 2026, agora o ciclo chegou, um ciclo de endividamento das empresas, endividamento das famílias, endividamento da máquina pública, que deteriora o nosso poder de compra. Então o que nós vamos tentar fazer é colocar isso numa forma mais simples possível.

Ou seja, desmistificar todo esse processo de ciclo econômico para entender como a gente se protege, como que a gente consegue tirar benefício disso. Não é nada de aplique e ganhe taxas fora do real e fique rico. Isso não existe. Não caia nessa. Mas interpretar o ciclo econômico para que você consiga...

aprender a se proteger de tudo isso que está acontecendo. Afinal de contas, por exemplo, empréstimos como esse que a gente falou do BNDES são externalidades. A gente não controla, mas a gente precisa aprender a se proteger. Se não, caso contrário, nós pagaremos essa conta. Então, dia 9 de maio estaremos cinco horas ao vivo pelo Zoom junto, tirando todas as dúvidas. O QR Code está na tela e o link está no milcursos.com.br. Nos vemos lá no sábado que vem, não amanhã, no próximo dia 9 de maio.

Bom, eu vou participar para entender melhor todo esse cenário da economia. Estarei lá também, farei a minha inscrição. E para você que nos ouve pela rádio, NewCursos é niucursos.com.br. Você já vai ver lá o rosto do Bruno Musa, a inscrição para você estar com ele e comigo também. Vou participar no dia 9 de maio. Mas eu vou estar lá participando como você, aprendendo. Bruno Musa na NewCursos. Deixa eu chamar aqui o Cristiano Beraldo para falar a respeito do tema que a gente estava comentando, Beraldo.

O BNDES voltando a emprestar dinheiro para Cuba e Venezuela. A gente está vendo a situação econômica de Cuba, né? Depois de tudo que vem sofrendo aí em relação às restrições todas, a situação lá não está das mais fáceis, pelo contrário, está caótica. E a situação de Venezuela depois da queda de Nicolás Maduro, uma ainda muito tímida tentativa de reconstrução do país. E é para esses países aí que o BNDES pode voltar a emprestar dinheiro, Beraldo.

Olha, Coba, a esquerda brasileira sempre teve uma relação inicialmente romântica com as ditaduras de esquerda e depois que a esquerda brasileira assumiu o poder, essa relação virou uma relação de negócio. Nós tivemos, durante a gestão do próprio Nicolás Maduro, uma série de...

com intervenções e parcerias que foram feitas do Brasil na Venezuela para sustentar, para apoiar projetos absolutamente absurdos do Nicolás Maduro. E o Nicolás Maduro, ao mesmo tempo, fez gestos também à esquerda brasileira, como, por exemplo, receber ali com o tapete vermelho o MST, dizendo que ia fazer ali uma parceria com o MST e por aí vai.

Só que, para mim, muito pior do que o dinheiro que é perdido está o fato de termos no Brasil a chancela do atraso que não é resolvido com os instrumentos que o próprio Brasil tem e que deveria ser suficiente para se ajudar.

Porque, Cobas, se nós observarmos o que acontece na ligação rodoviária, que o Brasil continua sendo um país dependente das rodovias, a ligação entre São Paulo e Curitiba, por exemplo...

É inexplicável termos a ligação entre duas das mais importantes cidades do Brasil, especialmente porque esta é uma rota que conecta São Paulo, que é o polo industrial do país, ao Sul e ao Mercosul.

E nós temos na Regis Bittencourt essa vergonha. Eu já falei aqui algumas vezes e repito, é inconcebível que em 2026 nós tenhamos estradas federais no Brasil que conectam os principais polos produtivos e consumidores.

Onde você tem que ir a 40 por hora, porque até hoje existe uma curva perigosa que não foi corrigida, um viaduto que não foi construído, um túnel que não foi perfurado. E com isso, o atraso vai se consolidando no dia a dia. Porque além das vidas perdidas, com os acidentes completamente evitáveis nessas estradas... eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles eles

Nós temos um Brasil que não se move. Um caminhão que demora oito, nove, dez horas para ir de São Paulo a Curitiba deveria fazer essa mesma viagem em três, quatro horas.

E se isso acontecesse, teríamos menos caminhões rodando, motoristas trabalhando de maneira muito mais equilibrada e saudável, a economia pujante se desenvolvendo. E este é um pequeniníssimo exemplo da nossa total ineficiência e atraso de infraestrutura que o BNDES deveria...

financiar a solução. Nós não temos integração de trem pra lugar nenhum. Falam da ligação. Vamos fazer um trem entre Rio e São Paulo? Isso é projeto do PT? Devíamos ter um trem pra ligar o Brasil, a Argentina, o Uruguai, ao Chile, ao Paraguai?

para aproximar de fato as nações, as economias, fortalecer a nossa região. Não dar dinheiro de graça a fundo perdido para Cuba e Venezuela, só vai financiar o atraso. Aliás, eu só termino aqui dizendo, Cobaias, agora que os Estados Unidos estão assumindo as rédeas da Venezuela, o Brasil vai se meter lá para quê? Para financiar coisa boa que não é.

acompanhando. Olha só, caça às bruxas no governo, isso já tem repercutido, a gente vai entender melhor tudo isso logo depois de um rápido e último intervalo comercial aqui em Os Pingos nos Is. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Além da bomba, entenda os bastidores que movem o abastecimento no Brasil.

É comum culpar o posto e a distribuidora pelo preço alto dos combustíveis. Mas a matemática real não aparece na nota fiscal. A verdade é que até 55% do que você paga é o custo puro do produto, seja refinado aqui ou importado. Outros 17% são impostos e cerca de 13% bancam a mistura obrigatória de biocombustíveis.

A fatia relativa à revenda fica com 10% e a distribuidora fica com cerca de 5%. O que pouca gente vê são os custos invisíveis para manter o país abastecido. Para evitar que variações bruscas do dólar e do petróleo impactem ainda mais o preço,

As empresas precisam contratar mecanismos de proteção no mercado financeiro, o chamado RED, uma espécie de seguro que ajuda a reduzir essas oscilações. Isso também tem custo. Por isso, quando o preço sobe, o problema está no produto e no contexto global, e não na distribuição. Além da bomba, entenda os bastidores que movem o abastecimento no Brasil.

Jornal Jovem Pan, de segunda a sexta, às oito da noite, na Jovem Pan News. Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Nós estamos de volta aqui em Os Pingos nos Is, nessa sexta-feira, reta final. Deixa eu chamar aqui também o delegado Palumbo. O delegado Palumbo para falar exatamente a respeito da possibilidade da volta, dos empréstimos, do dinheiro do BNDES, a Cuba e Venezuela, Palumbo.

É que ri para não chorar, né, Cobaiá? É surreal. O Brasil passando uma crise, não tendo dinheiro para absolutamente nada e o governo federal querendo dar dinheiro para outros países. Como você falou na chamada, vai emprestar dinheiro para caloteiro. Quanto que deve a Venezuela, Cuba para o Brasil? 10 bilhões?

Aí vai. Qual a finalidade disso? O Diego falou bem, talvez seja porque estejamos próximo das eleições. Agora é absurdo. Isso não deveria acontecer. O Brasil está cheio de problema. Problema na segurança, problema na saúde, problema em todos os cantos.

Vamos pegar o nosso dinheiro, fruto do imposto de todos nós, como bem falou o Muz, e vamos entregar para o país vizinho, vamos entregar para a África, vamos entregar para quem quiser. Aliás, para quem quiser não, para os nossos aliados. É assim que pensa o governo federal. Isso é absurdo. O Brasil não é rico, está muito longe disso, a população está sofrendo. Um salário mínimo que não chega a dois mil reais, e vamos pegar o dinheiro dos trabalhadores, fruto de impostos, quatro a cinco meses que a gente tem que trabalhar.

todos os anos para pagar impostos e vamos entregar para outro país. Afinal de contas, eles são amigos dos amigos e a gente vai se beneficiar com isso. É esse o recado que o governo dá quando ele tem uma medida como essa, inaceitável, absurda, que vai na contramão de um país que deseja o que pelo menos pretende ter sucesso e prosperidade.

Nós estamos de volta pra você que estava no nosso intervalo na nossa rede de rádios e agora com uma última notícia. As duras derrotas do governo fizeram os petistas iniciarem uma verdadeira caça às bruxas, buscando traições de aliados e até troca de acusações nos bastidores.

Enquanto uma ala do Planalto diz que parlamentares de siglas do Centrão, como MDB e PP, se uniram à oposição para enfraquecer Lula, outro grupo fala em omissão dos próprios petistas. Os principais alvos dentro do governo foram o líder do Senado,

Jacques Wagner, e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, que são acusados de não avisar o presidente sobre a movimentação de Alcolumbre para barrar Messias e nem impedir a votação. Integrantes da oposição também afirmam que contaram com o apoio de governistas na votação secreta, elevando ainda mais a atenção e a busca por traidores. Quem foi o culpado? Vamos lá, tem um minutinho, um tweet para cada um, Diego Tavares.

Olha, Kobayashi, é aquela história, quando um barco começa a afundar, os ratos são os primeiros que pulam fora. É o que está acontecendo com o governo Lula, um governo que ao longo dos últimos três anos não conseguiu entregar as principais promessas que fez do curso das eleições anteriores.

Um governo que tem dificuldades de governabilidade desde o seu primeiro dia até hoje, não consegue construir uma base, a despeito de ter rifado espaços importantes, de ter feito todos os esforços. Enfim, o que nós temos em relação ao governo Lula 3 é simplesmente um não governo, um modelo ruim de gestão. Não adianta ficar procurando o culpado agora. O culpado é o próprio governo que até o momento não conseguiu se organizar.

Não vai dar tempo de muita coisa, vai ter que ser 15 segundos de cada um. Vai lá, Cristiano Beraldo. Cobar, a pergunta que fica é se quem está decepcionado é de fato o presidente da República, ou se essa decepção ficou só por conta do Messias, que no fundo o que existia ali no bastidor era uma negociação mais ampla em que Messias ficou só como carne de piranha. Bruno Musa.

Pois é, realmente a gente começa a ver uma deterioração em torno daquele núcleo que se diz mais próximo ao presidente. A coisa começa a afundar e aí o que mais interessa agora é a política e o poder pelo poder. Então, grande parte provavelmente caindo fora. Para fechar, Palumbo. Como eu acho o Centrão, não trai ninguém, o Centrão vai para onde é melhor. Para eles é natural, se o governo quer achar um culpado, ache na sua própria casa.

Tá aí, não dá tempo de mais nada, eu quero agradecer o delegado Palumbo, o Bruno Musa, o Cristiano Beraldo, o Diego Tavares, e a você que esteve conosco durante toda essa semana, comigo especialmente ontem e hoje. Na segunda-feira o Daniel Caniato está de volta, está de volta, tenham todos uma ótima noite, um excelente fim de semana, fiquem todos com Deus. Até mais, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.

Realização Jovem Pan.