Episódios de Os Pingos nos Is

Congresso derruba veto da dosimetria / Governo Lula sofre derrota

30 de abril de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (30):

O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula (PT) ao projeto que altera as penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A decisão permite mudanças nas regras de cumprimento de pena e representa mais um revés para o governo, com impacto direto sobre os envolvidos nos processos.

Após a derrubada do veto sobre a dosimetria, o senador Flávio Bolsonaro comentou o cenário político e mencionou a possibilidade de voltar a subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Jair Bolsonaro. A declaração ocorre em meio às discussões sobre os efeitos da decisão do Congresso e seus desdobramentos jurídicos e políticos.

Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), aliados do presidente Lula (PT) avaliam recorrer ao Judiciário para tentar reverter a decisão do Senado. A possibilidade levanta debate sobre os limites do processo de indicação e o papel das instituições no cenário político atual.

Dados do Banco Central mostram que as estatais federais registraram déficit de R$ 5,9 bilhões nos três primeiros meses de 2026, valor que já supera todo o rombo de 2025. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), quatro empresas concentram a maior parte dos prejuízos.

A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) acendeu um alerta dentro do Judiciário. Segundo informações, ministros veem o resultado como um sinal de que o Senado pode ter maioria para analisar pedidos de impeachment. O tema ganha força em meio às articulações políticas envolvendo o Congresso Nacional.

Após tensões internas, o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro selaram a paz e devem atuar juntos no cenário político. A expectativa é que Michelle manifeste apoio público à pré-candidatura do senador, movimento visto como estratégico para ampliar sua base eleitoral.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio5
N

Nelson Kobayashi

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
D

Diego Tavares

ComentaristaOperador do direito
H

Henrique Krigner

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • Votação sobre veto presidencialImpacto no governo Lula · Reação de Flávio Bolsonaro · Mudanças nas penas dos condenados
  • Indicação Jorge Messias STFConsequências políticas · Articulações do Centrão
  • Deficit e situação econômica do EstadoDados do Banco Central · Impacto nas contas públicas
  • Eleições 2026Campanha de Flávio Bolsonaro · Apoio de Michele Bolsonaro
  • Responsabilidade entre poderes executivo e legislativoDesconexão entre poderes · Articulações políticas
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan.

Olá, muito boa noite. Está começando agora mais uma edição do programa Os Pingos nos Is. Agora, 18 horas pelo horário de Brasília, nesta quinta-feira, dia 30 de abril de 2026. É muito bom ter a sua companhia, a sua audiência. Eu sou Nelson Kobayashi e estarei muito bem acompanhado aqui com o Henrique Kregner, com o Diego Tavares, com o Bruno Musa e com o Cristiano Beraldo para repercutir as principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Principalmente notícia de agora há pouco.

Em mais uma dura derrota para o governo Lula, o Congresso derrubou, nesta quinta-feira, o veto integral do chefe do Executivo ao projeto que reduz as penas dos condenados pelo suposto golpe de Estado, inclusive para Jair Bolsonaro. Além da derrubada do veto, os parlamentares também optaram por retirar um trecho da proposta que afetaria o PL anti-facção e que poderia beneficiar criminosos.

Entre os principais pontos do projeto da dosimetria está a proibição da soma de condenações por crimes da mesma natureza, como a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e o golpe de Estado, além da permissão que condenados tenham progressão de regime após o cumprimento de cerca de 16,6% da pena, um sexto.

O senador Flávio Bolsonaro foi um dos parlamentares que mais comemoraram o resultado e falou em subir a rampa do Palácio do Planalto com o pai. Vamos entender melhor a repercussão a respeito da derrubada do veto e, portanto, da implementação, da promulgação do PL da dosimetria? Vou começar essa rodada, vamos aqui para a nossa aberta, com ele que está aqui nos nossos estúdios, o Henrique Kriegner, para já comentar.

Aí, a derrubada do veto, mais uma derrota no dia seguinte, a derrota da indicação de Messias Krikner, mais uma derrota para o governo Lula. Essa semana não está fácil para o governo. Bem-vindo. Obrigado, Koba. Pois é, realmente uma situação bastante desafiadora.

Boa noite a toda a nossa audiência, também ao Beraldo, ao Diego, que estão conosco e todos que nos acompanham, seja pela rádio ou mesmo pela TV. Olha, o pessoal do governo agora está respirando fundo, pensando numa alternativa, tentando entender de onde veio o golpe.

É fato que essa indicação do Messias para o STF custou para o governo os bons 12 bilhões de reais liberados em emenda ali para o Senado. Esse dinheiro foi, mas o resultado esperado não voltou. É fato também que toda essa mobilização em relação à dosimetria e a articulação que o governo pensou ter feito de uma forma efetiva também foi, mas não voltou.

E aí, nesse jogo de dar, mas não receber em troca, o governo sai extremamente enfraquecido, inclusive diante da opinião pública. Mas aí, como a gente precisa analisar, a palavra que resume tudo isso, que é a justiça.

feito justiça. Claro que, na minha opinião, seria muito mais justo que houvesse aí o pedido da anistia sendo minimamente contemplado e analisado, né? Não só aprovado, mas também debatido. O Congresso não teve nem a oportunidade de debater a questão da anistia.

como mesmo um projeto de lei ou como uma possibilidade, já que é um instrumento previsto pela Constituição Federal. Mas não tendo isso, o mais próximo possível foi a dosimetria e agora esses vetos foram derrubados. É um senso de justiça que o brasileiro pode respirar. Tanto respirou justiça ontem, como também respirou justiça hoje e a expectativa é que siga respirando essa justiça, para ter um pouco mais de esperança, inclusive no pleito eleitoral desse ano.

Já quero chamar também aqui a opinião do Bruno Musa conosco para falar a respeito da derrubada do veto, diminuição de pena. Daqui a pouco o Bruno Musa fala, deixa eu chamar o Diego Tavares agora para puxar o fio, falar a respeito de mais essa derrota do governo Lula, Diego. Porque o presidente vetou e o veto foi derrubado, ou seja, derrota, mais uma derrota no Congresso Nacional. Qual é a relação do presidente com esse Congresso, hein, Diego? Conta pra gente. Boa noite, bem-vindo.

Boa noite, Nelson Kobayashi, boa noite, Kriigner, Musa, Beraldo e todos que nos acompanham nessa noite aqui nos Pingos, nos Isis. É sempre muito bom fazer parte dessa bancada. Pois é, Koba, é uma não-relação, né? O que aparenta é que o Planalto e o Congresso Nacional estão totalmente desconectados. Mas a derrota a respeito da derrubada do veto da dosimetria já era uma derrota, de certa forma, esperada. O próprio veto do presidente Lula já foi um ato mais simbólico do que prático.

já havia desde o ano passado um grande acordo pela aprovação do PL, da dosimetria, e esse acordo se concretizou hoje com a derrubada do veto. Agora, eu acredito que comemorar a derrubada do veto pode trazer uma certa frustração num primeiro momento a todos que acham que os presos do 8 de janeiro já vão pra casa nesse instante também, o ex-presidente Jair Bolsonaro e os demais envolvidos.

na suposta trama golpista. Isso porque ainda é necessário que o Supremo Tribunal Federal, especificamente o relator ministro Alexandre de Moraes, dê aplicabilidade a essa lei depois que ela entra em vigor. A defesa dos condenados precisam entrar com pedidos pra aplicação da lei penal mais benéfica.

do contrário, a situação permanece inalterada. E é sempre bom lembrar, a despeito da possibilidade de que Alexandre de Moraes faça uso de juízes auxiliares pra prolatar as suas decisões, pra decidir todos os pedidos de redução de pena que agora vão lotar o seu gabinete, isso costuma demorar muito tempo, não raro às vezes

Conselho Nacional de Justiça, inclusive, promove aqueles mutirões. Em dois mil e vinte e cinco, por exemplo, quando o Supremo Tribunal Federal descriminalizou o porte de pequena quantidade de maconha, teve um mutirão do CNJ pra tirar da cadeia aqueles usuários que estavam lá presos em razão daquela situação. A mesma coisa deve se repetir agora. Então, pode levar um bom tempo até que essas pessoas, os presos do oito de janeiro, consigam a redução da sua pena no campo prático.

Já temos conosco agora sim o Bruno Musa, que vai comentar também essa derrubada do veto, a dosimetria, uma lei aprovada agora pela derrubada do veto, que vai beneficiar a muitos presos condenados e a muitos outros que ainda respondem pelos atos de 8 de janeiro, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro. Bruno Musa, boa noite, bem-vindo.

Boa noite, Copa, grande prazer estar contigo, todos os meus amigos de bancada e todos que nos ouvem no Brasil. Pois é, dois dias seguidos de uma derrota, uma ontem e outra hoje, importantíssima, para o governo Lula e para aqueles que defendemos o rito e o processo legal no Brasil. Tentando deixar de lado, e deveríamos todos deixar de lado, o conceito ideológico...

mas sem nos restringirmos a seguir o que manda a Constituição como um todo e entrarmos num debate onde o dedo deve ir diretamente na ferida e nas mudanças institucionais que o Brasil tanto carece. Mudanças estas em que os...

Os perfis dos políticos e dos burocratas de cada uma dessas instituições não param de se intrometer, muitas vezes, nos outros poderes. E isso acaba distorcendo o tal processo democrático. Então, isso pode trazer uma força maior para um Senado que vinha, muitas vezes, sendo acusado de ser omisso.

permitindo intervenções importantíssimas no STF em seu poder, no poder legislativo, inclusive mudando regras, como aconteceu há pouco, quando o ministro Gilmar Mendes alterou a regra do impeachment, não para uma aprovação simples pelo Senado, de maioria simples, mas sim para dois terços.

E tentando dizer que não mais poderia ser pedido impeachment por qualquer pessoa, mas sim apenas pelo PGR, que ele acabou voltando atrás disso. Ou seja, o que eu quero dizer é intromissões de poderes nos outros. Isso não caracteriza uma democracia de verdade. E hoje, para aqueles que defendemos o processo legal, a individualização de conduta, enfim, o direito ao contraditório, que é tanto, que eu tanto aprendo aqui diariamente na parte jurídica que não é meu campo.

mas que é óbvio dentro de um conceito jurídico e que no Brasil não foi respeitado ao longo desse processo. Então, um dia a ser comemorado para essas reduções dessas penas. Mas o debate mais profundo ainda é, para mim, o campo da anistia. Mas não devemos deixar de comemorar cada passo importante na busca pela normalidade nesse país.

Henrique Krigner, vou voltar contigo agora, porque no resultado final a gente vê a oposição comemorando, né? E a base governista claramente lamentando, não só a derrota de hoje, mas como a de ontem mesmo. E aí eu quero entender como é que ficam os personagens principais dessa história.

Muito se fala sobre a relação entre Davi Alcolumbre, presidente do Senado e presidente do Congresso, com o presidente da República. O que estaria por vir agora diante dessa relação que pode ter se tornado uma relação estremecida ou rompida entre o presidente do Legislativo e o presidente do Executivo? Como é que você projeta agora os próximos passos, as próximas semanas, esse ano eleitoral nessa relação entre os poderes com essas duras derrotas para o governo?

Muita coisa mudou, viu, Koba? Porque aquilo que parecia uma relação harmoniosa e muito de um cuidado específico aí em relação ao governo federal e presidente Lula e Davi Alcolumbre, agora está bem estremecido. Ao ponto de alguns do círculo interno ali do presidente Lula já...

já aventarem a possibilidade de demissões acontecendo dentro do governo federal de pessoas que ocupam cargos de confiança ligados a Davi Alcolumbre. Primeiro que isso já levanta uma suspeita, né? Porque é que o presidente do Senado tem a influência ou o poder de ficar nomeando cargos dentro do governo federal. Parece óbvio, né? Alguém pode estar ouvindo e dizer assim, não, mas é isso, é assim que funciona, mas não é assim que deveria funcionar. Os cargos no governo federal...

Federal, eles deveriam levar primordialmente, principalmente a questão do mérito, da capacitação do quanto que a pessoa tem competência pra desempenhar aquele papel e não a questão do famoso QI, né? Quem indica, quem é a pessoa que tá ali cacifando a sua posição. Mas já se aventa a possibilidade de demissão de pessoas que sejam ligadas ao senador ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

também se aventa a possibilidade de ter havido um grande acordo aí para poder renegociar a questão da reeleição de Davi Alcolumbre ao Senado. O que, na minha opinião, Cobar, é um pouco difícil, porque nós estamos diante de um cenário em que as candidaturas para este ano, para a cadeira de senador do campo da direita, do campo conservador, estão muito competitivas.

Quase que todos os grandes estados do Brasil têm algum nome da direita conservadora que já está com metade dos votos, talvez, ganhos necessários para poder conquistar a cadeira. Claro que nenhuma eleição está definida, tem muita coisa para acontecer, mas nós temos alguns nomes saindo muito à frente. E a maior parte desses nomes que têm uma popularidade maior pertencem ao campo da direita conservadora. Ou seja, não vão estar ao lado de Davi Alcolumbre. Se estiverem...

e falarem isso na campanha eleitoral, vão ter uma perda muito significativa de apoio e de votos. Por quê? Não podemos esquecer, na questão da nomeação de Messias, não foi somente uma articulação interna. Eu acho que muita gente tem desvalorizado o que houve na articulação externa. A pressão popular, segundo muitos, inclusive parlamentares, a pressão popular para a rejeição de Messias como STF, como o próximo ministro do STF...

foi equiparável à pressão popular que os parlamentares sofriam no processo de impeachment da ex-presidente Dilma. Ou seja, muita mobilização da sociedade, muito engajamento nas redes sociais, inclusive de uma camada mais jovem da população. Agora sim conosco, Cristiano Beraldo, chegando também para comentar a derrubada do veto e o PL da dosmetria que vai passar a valer, inclusive para o ex-presidente Jair Bolsonaro, diminuição de pena.

Não vai poder mais somar a pena de crimes da mesma natureza, como a abolição violenta do Estado Democrático, como o de golpe do Estado. E as pessoas já projetam aí uma progressão de regime para o ex-presidente Jair Bolsonaro em cerca de dois, três anos, a partir da data em que foi preso. Cristiano Beraldo chegando. Boa noite. Bem-vindo, Beraldo.

Boa noite, Kobayashi, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Pois é, Kobayashi, olha que interessante, né? A gente vinha reclamando tanto do Senado Federal, do cenário político, a falta de eco das vozes das ruas, junto aos parlamentares, que são os representantes do povo.

E nesses últimos dois dias nós tivemos aí dois eventos extremamente importantes que servem para nos dar, talvez reforçar um pouco, o nosso tênue fio de esperança num Brasil melhor.

Mas é óbvio que a gente não pode se empolgar, a gente não pode imaginar que essa decisão, a de hoje, somada à decisão de ontem sobre a indicação de Messias, que isso demonstre um novo Brasil, que isso demonstre um novo Senado, que aqueles senadores, especialmente, que resistiam a qualquer pressão para colocar em discussão que o Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um novo Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor Jesus Cristo seja um Senhor

o impeachment de ministro supremo, que eles hoje sejam pessoas diferentes, que tenham mudado. Isso não aconteceu. Isso, obviamente, o que a gente está assistindo tem o peso de muita negociação política, a máquina política operando com uma força, uma truculência que ela costuma ter.

Então, nesse jogo, interesses importantes não foram atendidos, não necessariamente esses interesses são republicanos, mas no fim o resultado é bom para o Brasil. Por que eu digo que é bom para o Brasil? Primeiro, porque a indicação feita pelo presidente da República para o Supremo Tribunal Federal, que foi a sua décima quarta indicação ao Supremo Tribunal Federal, ela não preenchia os requisitos constitucionais. Esse é o primeiro ponto.

Em relação à derrubada do veto presidencial à redução de pena daqueles envolvidos no 8 de janeiro, isso traz o mínimo de conforto para centenas de pessoas.

que foram levadas por um tsunami absolutamente distante daquilo que os olhos de todos viram e assistiram e que a lei manda. Nós não podemos ter um país em que a aplicação da lei se dá de forma tão distinta entre baderneiros, arruaceiros, que obviamente não tinham a menor condição de tomar para si o poder.

E às vezes nós vemos aí, lemos as notícias, né? A mais recente que me chamou a atenção foi um sujeito teu com, salvo engano, 250 quilos de cocaína que o juiz resolveu não aceitar a denúncia contra ele. Então...

Esse dia de hoje eu acho que marca o reequilíbrio dessa força do Estado contra essas pessoas, a vasta maioria delas, sem absolutamente nenhum traquejo, nenhum perfil para ser tratado como alguém que se associou para um golpe violento ao Estado brasileiro.

Vou chamar novamente o Diego Tavares, Diego, porque com agora a derrubada do veto, o PL da dosimetria, a gente tem novamente aqueles condenados, os presos pelo 8 de janeiro, voltando à pauta. Muitos deles que já estão presos desde 2023.

desde o começo de 2023, agora certamente já poderão pleitear e progressão de regime, cumprimento de pena, enfim, cada um com a sua realidade processual, enfim. Como que isso pode repercutir nessas eleições de 2026?

Como é, Ache? Isso reaquece todo o debate sobre o enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal, ao protagonismo do Supremo Tribunal Federal. De certa forma, não é só uma derrota para o governo Lula, que teve o seu veto derrubado. É também uma derrota para o próprio Supremo, que ganhou muito protagonismo.

durante o julgamento da trama golpista e de todo esse contexto que foi chamado de ataque à democracia brasileira. Então, quando os presos começam a ir para casa, é claro que isso traz um símbolo muito forte e que deve, sim, ser utilizado pela campanha de Flávio Bolsonaro, deve ser utilizado pela campanha de Romeu Zema, que especialmente...

nas últimas semanas tem conseguido antagonizar muito com o Supremo Tribunal Federal, também pra campanha de Caiado, até talvez pra campanha de Renan Santos, que em algumas oportunidades falou sobre o seu posicionamento a respeito do 8 de janeiro, defendendo a dosimetria. Então, certamente vai render capital eleitoral pra aqueles que encontrarem na narrativa dos presos deixando a penitenciária.

mais um defeito, mais um problema na estrutura do Supremo Tribunal Federal. Enfim, vai reaquecer o debate sobre os valores da democracia. Mas isso também pode trazer pra base do governo também uma narrativa que já

está, que inclusive já estão mobilizados no sentido de tratar o Congresso como uma espécie de inimigo da sociedade. A derrubada desse veto, aliado também à rejeição do nome de Jorge Messias, que aconteceu no dia de ontem no Senado Federal.

certamente vai dar munição também para, nesse contexto de polarização, que tanto lulistas quanto bolsonaristas retomem toda a questão da rigidez da democracia brasileira. Certamente vai ter resultado eleitoral, talvez mais para a oposição do que para a situação.

mas certamente será tema das eleições também a questão da soltura dos presos do 8 de janeiro. E você, Bruno Musa, sobre isso? Você acredita nesse peso, na relevância do tema da soltura dos presos do 8 de janeiro? Isso favorece a quem? Porque se eles ainda estivessem, a maior parte deles, presos, encarcerados durante as eleições, talvez...

o argumento da injustiça pudesse alcançar mais pessoas, engajar mais gente. Mas se eles já estão soltos, talvez isso não seja um argumento enfraquecido para as eleições de outubro? Veja, Kubá, primeiro de tudo, nós estamos falando de vidas, de pessoas que foram tiradas de suas famílias de uma maneira onde a Constituição foi reescrita e muito do que deveria ser, digamos, técnico, deixou de ser.

consequentemente, quanto antes isso for corrigido, melhor. Independente de eleições, estamos falando de vidas humanas, pessoas que foram retiradas do convívio da sua família, foram retiradas os seus direitos mínimos à liberdade de ir e vir por algo que, como o Beraldo muito bem falou, não tinha nenhuma possibilidade de arrogar o poder para si. O que fariam com o Estado em suas próprias mãos? Como fariam aquilo? Não vamos voltar nessa discussão, mas me parece já bastante óbvio.

consequentemente, eu não faço esse link com as eleições, olhando de forma isolada. Mas, talvez, olhando sobre o ponto de vista que você perguntou, eu acho que isso tem duas maneiras. Um, você poderia achar que, talvez, não estaria mais quente essa conversa lá nas eleições.

Por outro lado, a gente tem todo o histórico do que foi feito e não é de agora. Talvez nos últimos seis, sete anos, em que vários limites constitucionais foram feridos e ultrapassados sem a menor preocupação com o rigor da lei. Portanto, o que eu vejo aqui, Cobá, é um argumento que, independente das eleições, já há...

vários, inúmeros instrumentos para sacamentar que o Brasil não vem respeitando a sua própria Constituição. Acho que já passou em muito do limite de termos todas essas bases probatórias para entrar nessa discussão.

Ô, Crignor, eu quero falar com você também a respeito disso, porque o assunto da derrubada do veto do PL da dosimetria, ele atinge grande parte da sociedade, se não a maioria, que enxergava como injustas as condenações. A pena de mais de 14, 15, 16, 17 anos para as pessoas que participaram dos atos de janeiro. Mesmo aqueles que entendem a prática de crimes contra o patrimônio, enfim.

mas que não enxergavam uma certa proporcionalidade entre as condutas e as penalidades. Isso, inclusive, repercutiu no próprio Congresso, muito antes dessa discussão de governo forte ou governo fraco no parlamento, quando partidos de centro aderiram à ideia de dosimetria. A gente se lembra lá da reunião do Michel Temer com Aécio Neves, Paulinho da Força, ou seja, aparentemente só a esquerda.

era contra a dosimetria. Você acredita que já era esperado que houvesse essa derrubada do veto, mesmo independente da situação, da relação do governo com o Congresso ou não?

Rubai, eu sempre falei que é só as pessoas que são muito infladas por paixões políticas, pessoas que têm a sua militância acima da razão, pessoas que estavam fora completamente da parte racional, jurídica, legal e passaram para a parte emocional.

Só essas pessoas eram contrárias à dosimetria. Porque você ser a favor de que uma pessoa que tenha pichado uma estátua receba 14 anos de prisão, ou uma pessoa que financiou, deu 500 reais para o frete de um ônibus, seja condenado a 17 anos de prisão ou outras penas também absurdas, pessoas que estavam ali no ensejo, no contexto da Praça dos Três Poderes, mas que nem mesmo adentraram aos prédios públicos.

Essas também. É claro, tiveram pessoas que cometeram crimes de depredação, cometeram crimes de violação do patrimônio público e esse crime precisa ser punido no rigor da lei. E o que diz a lei? De seis meses a um ano e a indenização. Não 14 anos, não 17 anos. Essas pessoas foram tomadas aí naquilo que foi o fio imaginário construído pelo judiciário, pelo STF, pela primeira turma naquele caso.

dizendo que a evidência A com a evidência B era conectado por um fio e esse fio não precisava ser comprovado. Por isso que quando você tem, por exemplo, a denúncia que foi feita pelo PGR, foi justamente uma denúncia que teve ali quase que várias, quase mais de 10 páginas só de introdução para poder dizer, e o título era interessante, que dizia uma introdução necessária.

Necessária para quem? Numa denúncia, o que é necessário é conhecer as evidências, é conhecer as provas, é conhecer quais foram os crimes cometidos. Não precisa ter um preâmbulo ali em que você constrói um caso para dizer que a evidência se encaixa desse e daquela outra maneira.

Se a evidência é de fato evidente que um crime foi cometido, então ela precisa ser autoexplicativa. Não precisa de 12 páginas, 15 páginas de uma introdução necessária. Então, quem não estava inflado por essas paixões políticas, essas pessoas tiveram a cabeça no lugar e dizer, aqui passamos do ponto. E quando passamos do ponto, você conhece muito bem a questão da lei e como funciona a parte do judiciário no Brasil.

O problema não é só quando se passa do ponto uma vez, é que aquilo abre um precedente pra que seja sempre assim. E amanhã, quem é que vai ser colocado no ensejo aí de uma denúncia de golpe de Estado? Será que alguém que vier até a Paulista? Será que alguém que fizer uma postagem? Será que alguém que gravar um vídeo vai ser classificado também como um golpista e vai ter penas abusivas? Esse é o risco jurídico que a nação fica quando você tem aqueles nomes do STF decidindo que pichar uma estátua é equivalente a um

golpe de Estado.

Defesa da democracia, os atos solenes para comemorar a manutenção da democracia, para repudiar os atos do 8 de janeiro, talvez não abriram margem para esse tipo de PL agora, de readequação das penas, que no final das contas vira uma derrota para o governo?

É, Caniato. Desculpa, Coba. Um abraço para o Daniel Caniato, que hoje está de fome. Pois é. Então, o que acontece é que desde o início, desde que tivemos aquele evento, tudo foi muito estranho. E foi estranho no sentido de querer transformar...

aquele dia 8 de janeiro, num grande acontecimento a favor do governo que se iniciava. Porque é importante a gente lembrar fatos concretos, coisas que são a prova de qualquer questionamento. Quer dizer, houve eleição, a eleição transcorreu, o candidato opositor ao presidente que estava no cargo venceu, esse vencedor do pleito presidencial tomou posse.

Os primeiros ministros, o ministro da Defesa do novo governo foi nomeado ainda anteriormente à posse do presidente da República.

tudo transcorrendo. Havia, claro, um clima ruim no país, porque metade, digamos assim, do país estava insatisfeita. Mas, institucionalmente, salvo aquelas paralisações nas rodovias que encheram a paciência de muita gente, mas, em geral, tudo aconteceu e estava tudo certo. Naquele dia 8 de janeiro,

Havia já todos os indicativos de que uma arruaça, uma baderna, aconteceria na Praça dos Três Poderes. Normalmente, quando esse aviso é feito, você tem o próprio governo tomando as medidas necessárias para que haja ali um reforço de policiamento, que a gente não pode esquecer. O Palácio do Planalto, ele está ali servindo de sede do Poder Executivo, do Presidente da República.

está ali. Então não é dizer, não, mas era responsabilidade da polícia do DF. Não. Para proteger aquele espaço do presidente da República, você tem inúmeros instrumentos para fazê-lo. O próprio Poder Executivo tem, nada foi feito.

E as próprias imagens, elas não são imagens que chocaram mais do que outros eventos, imagens de outros eventos, de manifestações da esquerda brasileira, especialmente no governo Michel Temer, em que manifestantes tocaram fogo na esplanada dos ministérios. Então a gente já viu muita coisa bizarra acontecer na Praça dos Três Poderes.

Só que aí, nesse caso, criou-se essa história. Quer dizer, colocaram fermento na história. Ah, os golpes que iam acabar com a democracia brasileira. Pô, me desculpa. Acabar como, exatamente? Ah, porque entraram e ocuparam o Supremo Tribunal Federal. O Supremo Tribunal Federal ficou dois anos funcionando de forma remota, tudo digitalizado, 100%. Os ministros não precisam ir mais à corte para proferir uma decisão.

Como não houve nenhuma interrupção, não houve nenhum problema. Então, tudo isso, Koba, foi sendo usado de uma forma absolutamente política. E o que é grave dessa história? É que a narrativa política foi incorporada ao judiciário e os julgamentos, eles serviram justamente para endossar.

essa narrativa de uma grande crise que aquelas pessoas iam tomar o poder etc. E por que que isso foi uma narrativa? Porque a gente nunca assistiu antes na história do Brasil, pelo menos não que eu conheça você advogado talvez você conheça mais isso Koba

Um julgamento que se inicia com o relator exibindo um vídeo. Olha, vamos lembrar aqui da gravidade daquele... O que é isso? Que história é essa? Processo e julga nos autos. Se não estiver nos autos, esqueça. No texto, eu vou mostrar um filminho. Vamos colocar aqui o gladiador, para todo mundo entender que as pessoas estavam ali com o espírito do gladiador.

Então, realmente, a coisa ficou tão forçada que se precisou de um instrumento. E esse instrumento foi usado agora, que não é o instrumento ideal. Nesse caso, era um caso de planistia, de fato. Só que agora, a aprovação da dosimetria e depois a derrubada do veto, num ano eleitoral, há cinco meses do pleito eleitoral, num momento em que o presidente da República, que está frágil eleitoralmente e politicamente,

Isso sim deixa uma marca no projeto da esquerda brasileira para as eleições de 2026. Agora são seis e meia da tarde, 18 horas e 30 minutos. Nós estamos de volta, para você que estava no nosso intervalo, estamos aqui comentando a repercussão a respeito da derrubada do veto do PL da dosimetria, que agora beneficiará a muitos condenados, muitos réus, muitos investigados pelos atos do 8 de janeiro, inclusive ao próprio ex-presidente Jair Bolsonaro.

que poderá ter uma progressão de regime para regime semiaberto em cerca de dois, três anos da data em que começou a cumprir ali a sua prisão. Isso significa que em 2027, provavelmente, o ex-presidente já tenha condições de se ver livre da prisão. Lembrando que neste momento em específico, ele está em prisão domiciliar por 90 dias em razão do seu estado de saúde. Deixa eu chamar aqui agora, mais uma vez, o Diego Tavares para comentar a respeito disso também, da situação.

envolvendo os presos pelo 8 de janeiro, a redução das penas, o impacto que isso pode gerar ou não nas eleições e nas relações políticas, envolvendo esses personagens todos. Aqueles que foram entusiastas, aqueles que tiveram a ideia, idealizaram, os parlamentares ali de centro, de oposição, base governista. Diz aí, puxa o fio, Diogo Tavares.

Olha, Kobayashi, como eu disse no meu comentário anterior, certamente os dois lados vão adaptar a sua narrativa para enfrentar a derrubada desse veto. Não é novidade que o governo Lula fez disso um verdadeiro símbolo. Como você relembrou muito bem, sempre no 8 de janeiro fazem um evento em Brasília para celebrar os valores da democracia, como se fosse uma espécie...

de vitória, de nova independência do Brasil, tentando trazer ali uma data como um símbolo, e claro, olhando para o capital político que essa data pode trazer. Mas a grande realidade é que quem tem se mostrado o grande articulador de toda e qualquer pauta que tramita pelo parlamento, quem tem dado o tom daquilo que vai, de como vai fluir a dinâmica da nossa república, são os parlamentares desse grande bloco chamado Centrão.

Quem não senta para negociar com o Centrão, quem não vai para a mesa com o Centrão e faz as concessões que o Centrão pede, acaba, enfim, enfrentando as derrotas, como nós observamos nos últimos dois dias em relação ao governo Lula. Foi o Centrão que articulou a rejeição, a histórica rejeição de Jorge Messias, assim como foi o Centrão que articulou todo o timing, tanto de aprovação quanto de derrubada do veto.

a respeito do PL da luzimetria. Então, nos bastidores nós sabemos muito bem a quem se deve o crédito desse fluxo, desse projeto de lei que tramitou muito rápido, inclusive, em relação a outros projetos de lei que nós acompanhamos no Congresso Nacional. O fato é que, ao que parece, o governo Lula não tem o controle, não tem qualquer relação.

com o Congresso Nacional, como nós dissemos aqui na abertura dessa edição dos pingos nos is, e a oposição também tem as suas dificuldades para fazer essa aproximação, e com isso o Centrão, nada de braçada. Consegue ter, como eu disse no início desse comentário, o controle da dinâmica da República.

e mostra também, com isso, que pretende ter um alto grau de influência nas eleições de 2026. Eu disse hoje, na análise que eu publicarei, logo após a que os pingos nos dizem, a respeito da rejeição de Jorge Messias, que essa rejeição é um recado direto do Centrão, por exemplo, de que ele não crê na reeleição.

do presidente Lula, de que não aposta mais as suas fichas em uma continuidade desse governo. Afinal de contas, esse governo, caso reconduzido, teria mais três indicações ao Supremo Tribunal Federal. Imagina só o Brasil passar por mais três traumas, como passou ontem com a rejeição de Jorge Messias. Traumas institucionais, evidentemente, porque essas questões se conectam muito pouco com os problemas reais.

das pessoas. Mas o fato é que foi uma espécie de recado desse bloco. Esse bloco não está mais ligado à base governista, não tem mais intenção de politicamente auxiliar a base do governo Lula. Isso que o Krikner lembrou muito bem também no comentário dele. Foram despejadas concessões para esses parlamentares no período que antecedeu a votação.

Então, em relação aos players do tabuleiro, fica dessa forma. O Centrão com grande protagonismo, a base governista muito machucada e a oposição colhendo os frutos dessa relação ruim entre Centrão e governo.

Agora eu quero chamar o Bruno Musa para falar sobre outra questão envolvendo esse assunto, o Musa. O Flávio Bolsonaro celebrou, naturalmente, a derrubada do veto e prometeu subir a rampa com o pai, Jair Bolsonaro. Como você avalia o Flávio utilizando desse assunto agora, até com a esperança de...

ver o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, livre das amarras jurídicas, da prisão, enfim, mesmo com a previsão de que só haja progressão de regime lá na frente, né? Só haja progressão de regime em 2027. Mas o Flávio já está comemorando. Será que isso é a cena para uma anistia total, uma solução definitiva para a situação do pai, do Jair Bolsonaro? Fala aí, Musa.

Veja, eu acho que é extremamente pertinente quando nós trazemos isso à tona, porque me parece, obviamente, até um discurso mais político, emotivo. É o pai dele, primeiro ponto. O segundo ponto é que é claro que toda essa esperança, digamos assim, para a oposição que foi gerada com esses dois dias de vitórias importantes e, consequentemente, derrotas extremamente relevantes para o governo Lula,

ele abre uma oportunidade para novamente trazer esse assunto da anistia ampla e total à discussão de novo. Veja, há quanto tempo, antes de todo esse burburinho novo que aconteceu, até começar a estourar todo o banco master, quanto tempo não se falava mais sobre dosimetria?

Muitos aqui nem lembravam mais sobre isso. Muitos aqui, eu quero dizer, no Brasil mesmo, no dia a dia, do cidadão brasileiro, não se lembrava. Página virada, cada um tem que tocar a sua vida com os problemas institucionais brasileiros, com a corrupção, com os roubos, com a criminalidade, com a inflação, tirando o poder de compra do brasileiro, com os alimentos subindo cada vez mais.

Página virada para muitas pessoas, infelizmente. Mas cada um toca a sua vida. Agora não. Trouxemos isso à tona novamente com essa vitória, eu diria até, de uma busca por um, ainda muito cedo, normalidade brasileira. Mas é claro que isso inflama, isso infla aquele tema para a própria dosimetria.

ser uma porta de entrada, Koba, para a discussão da anistia total. Fica claro que se Lula perder, todos os outros candidatos sofrerão uma pressão, se não for já de antemão, apoiarem a anistia. A maioria deles, pelo menos é o que eu me lembro, a maioria deles, se não todos, falam abertamente que defendem a anistia para o que aconteceu ali naquela ruaça do dia 8 de janeiro. Então, sem dúvida nenhuma, são esperanças importantes e aqui traz um ponto que vamos lá!

A mais, a gente vem falando aqui, já debatei há um bom tempo e agora se tornou mais óbvio, mas eu há um tempo comecei a levantar alguns meses já falando que era uma pura conjectura minha, pessoal, que eu poderia errar antes de começar a sair por aí e ser uma discussão mais óbvia.

Na minha opinião, tem grandes chances do Lula sequer sair como candidato. E o que aconteceu ontem e o que aconteceu hoje, talvez seja uma sementinha a mais para ele começar a refletir. Será que vale? E se de fato isso se concretizar, aí sim a discussão da anistia, ela se torna realmente algo concreto, relevante e com amplo poder, inclusive nacionalmente falando. Grigner, Flávio Bolsonaro projetando subir a rampa com o pai.

Olha, eu acho que agora, Coba, é o momento de casar as expectativas. Eu acho que depois de dois dias, de duas vitórias tão grandes, não tem como não sonhar com uma possibilidade como essa. Eu concordo com o que o Musa trouxe. Afinal, nós estamos falando não só de uma figura política, da maior figura política representante da direita que nós temos no nosso Brasil.

Mas é o pai dele, é o pai do Flávio e ele tem esse apelo. Agora, não é tão fácil pelo rito do processo. Dessa maneira, algo muito de aceleração precisaria acontecer. Inclusive, considerando também, se ele fala isso com base na possibilidade de um indulto, a gente precisa considerar que tem também...

a jogada contrária por parte do STF, que já, inclusive, essa é uma característica interessante de alguns ministros da nossa Suprema Corte, que eles antecipam uma movimentação mesmo antes da movimentação ter acontecido. Então eles já dizem, olha, se tal coisa acontecer, nossa reação será assim. É um comportamento bem típico de partido político, mesmo de...

postura militante, não cabe tanto ao judiciário, que só deve ser reagido, só deve reagir quando uma vez for provocado, não na expectativa de uma provocação, né? Mas esse é o judiciário que nós temos hoje, a Suprema Corte que nós temos hoje. Mas declarou, já nessa ansiedade já declarou que se houver um indulto sendo entregue ali pelo presidente eleito, seja Flávio, seja Caiado, seja Zema, que todos ali já se comprometeram que vamos encontrar!

a também dar esse induto a todos os envolvidos do 8 de janeiro. Então, o STF reagiu dizendo que vai suspender. Então, subir a rampa é audacioso. Mas eu acho que, diante das vitórias, como eu falei, que nós tivemos ontem, tivemos hoje, e quando eu falo tivemos, não estou falando só do campo da direita, eu estou dizendo vitórias do Brasil.

cura foi aplicada hoje, é uma ferida aberta nesse processo do 8 de janeiro. E uma resposta foi dada pela sociedade, apesar das articulações de Davi Alcolumbre, mas pela sociedade que se mobilizou. Quando foi a última vez que nós vimos uma mobilização da sociedade em torno de uma indicação de ministro?

de STF. Não lembro, não tenho na minha memória uma mobilização tão forte assim de milhões de pessoas nas redes sociais, na internet, através da sua voz, usando a sua plataforma de rede social também, pra poder dizer, eu aqui, eu como pagador de imposto, não quero este candidato. Então, dessa maneira, os parlamentares sentiram a pressão e reagiram de acordo. Eu acho que agora a gente também tem que ter mais espaço pra sonhar com outros avanços.

O Beraldo, o Kriigner fala aqui sobre temas interessantes. A gente teve agora a vitória da oposição em relação à dosimetria, mas tem adiante possibilidade de uma anistia total, será? Ou mesmo um induto, caso o Flávio se torne presidente, induto ao próprio pai, ou graça, no caso, um perdão presidencial ao próprio pai? Como você enxerga essas possibilidades todas adiante?

Olha, a gente vê com preocupação o uso do instrumento do indulto, porque o indulto parou de valer para presidentes que não sejam de esquerda. Nós tivemos o Supremo Tribunal Federal invalidando indultos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro. E é interessante que o próprio ex-ministro Barroso...

num de seus duelos com o Gilmar Mendes, diz que livrou o José de Eceu da cadeia com base no indulto da Dilma. Mas depois toda essa firmeza para defender a validade do indulto não se viu no pedido ou na decretação de indultos de outros presidentes.

Então, isso pode acontecer. Agora, como o Supremo irá reagir, é difícil a gente saber. E quando o Supremo dobrar a aposta, se é que ele vai fazer isso, também nós não saberemos dizer hoje como será a resposta do presidente que será eleito.

com uma base, ao que parece, muito sólida da população, pedindo mudança a esse estado de coisas que aí está. O atual presidente tem um nível de rejeição crescente, que é, para ele, quase que um desafio impossível de ser vencido, já que não há boas notícias a serem oferecidas à população brasileira.

E nesse aspecto eu estou com Musa, eu acho que há ainda uma chance relevante do presidente não concorrer à reeleição, tendo em vista esse cenário em que a sua situação eleitoral é muito difícil. Então, eu vejo, Koba, que nós estamos num momento de tensão no Brasil. Tensão institucional para valer. Muito mais grave do que houve naquele final de 2022, início de 2023.

E diante desse momento grave e tenso, eu acredito que as possibilidades vão depender de como as coisas vão se desenrolar. Porque se nós verificarmos o aumento da tensão, o aumento do estresse institucional, o próximo presidente vai ter que decidir se ele vai resgatar a autoridade e o poder.

do presidente da República e fazer aquilo que é preciso ser feito, ou se ele vai, até antes de assumir, querer adotar uma postura mansa e ficar ele ali como um fiador de um falso entendimento e um falso equilíbrio.

Eu, na minha visão, acredito que precisamos enfrentar de frente, enfrentar de frente é redundante, mas precisamos enfrentar os nossos problemas de país para que, então, possamos resolvê-los. Caso contrário, nós vamos fazer de conta que as coisas estão melhores, quando, na verdade, elas, por debaixo dos panos, estarão muito piores do que a gente imagina.

Vou chamar o Diego Tavares para arrematar esse assunto, Diego. A possibilidade de Flávio Bolsonaro subir a rampa com o Bolsonaro. Como é que você vê essa mensagem sendo passada para os eleitores do Flávio, para aqueles que, assim como ele, claro, querem um perdão por completo para o ex-presidente Jair Bolsonaro?

Cobar, é um grande apelo, é emoção, é um apelo que eu acredito ser genuíno, inclusive, afinal de contas, nós estamos aqui tratando do tema de um filho que fala sobre o próprio pai, o próprio pai que se encontra preso, com quem ele, de certa forma, acaba perdendo boa parte do contato que tinha quando o Bolsonaro se encontrava.

em liberdade e muito embora essas questões emocionais não devessem permear o debate público é claro que isso tem os seus efeitos afinal de contas o próprio ato de votar já foi validado em muitos levantamentos em muitos estudos sobre o comportamento do eleitor votar é um ato sentimental é um ato que o brasileiro toma muito mais pela emoção do que pela razão

Agora, é uma longa jornada até que Flávio Bolsonaro possa concretizar esse sonho que ele manifestou agora a partir da derrubada do veto do PL da dosimetria. Afinal de contas, a despeito de sua campanha ter tracionado, dele ter surpreendido, inclusive, muitas análises a respeito do seu desempenho eleitoral, o atual governo não só dispõe da máquina do governo federal, que é muito poderosa em termos eleitorais, mas também.

ainda tem os seus bons números em pesquisa, tem o seu eleitorado. Então, Flávio Bolsonaro manifestando esse sonho também precisa dobrar a quantidade de trabalho que ele tem empenhado e um trabalho que ele tem feito, na minha avaliação, de forma muito correta, tá? Fazendo o arroz com feijão muito bem feito a respeito da sua pré-campanha. Mas tratar uma eleição como eleição ganha é o primeiro passo pra uma derrota eleitoral. Então...

Flávio Bolsonaro precisa focar no seu trabalho, caso ele queira, de fato, subir a rampa do Palácio do Planalto, ao lado do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Vamos gerar agora ainda sobre outra derrota do governo federal, porque após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias, aliados do governo Lula avaliam acionar o judiciário para reverter a situação. Segundo essa ala ligada ao Planalto, Davi Alcolumbre pode ter ocorrido em desvio de finalidade na condução do processo de análise do AGU, pois ele não teria dado a Messias condições que pudesse enfrentar a sabatina.

Na avaliação de alguns juristas, o Senado, nesse processo, deveria apenas aferir se o indicado pelo presidente da República cumpre ou não todos os requisitos constitucionais e confirmar a indicação. Bruno Musa, você acha que vai ter mais um turno nessa disputa de Jorge Messias tentando chegar ao STF? Segundo a análise desses aliados do presidente, podem judicializar essa questão? E aí?

Olha, Cobar, ontem quando nós discutíamos aqui, antes do resultado final da rejeição ao Messias, o Caniato trouxe uma matéria que o Alcolumbre estaria ali articulando para que houvesse essa rejeição. Quando chegou a minha vez de comentar, eu falei, na política...

Eu não duvidaria de nada, mas eu acho altamente improvável. Queimei a minha língua, fiz o meia culpa, falei realmente, nós estávamos ao vivo aqui ontem, quando saiu o momento da rejeição. E aí, isso mostra que realmente a política é difícil você cravar alguma coisa 100%.

Ainda mais no momento que o Brasil vive, onde a Constituição é reescrita a qualquer momento. Eu até fiz um comentário ontem, quando o Jorge Messias falou que seria, em caso de aprovação, um escravo da Constituição, eu falei, qual Constituição? A escrita?

ou aquela que tudo vale e é reescrita a cada momento, ao bel prazer daqueles que são supostamente investigados e eles passam a culpar o investigador. Uma inversão total de valores que a gente vê no Brasil. Portanto, quando você me pergunta, isso será um capítulo a mais? Eu espero, eu rezo, para que não. Afinal de contas, nós tivemos dois avanços importantes, como foi muito bem colocado pelo Krieger, de uma busca por essa normalidade.

institucional para o país, independente do espectro político e ideológico de cada um, de seguir a Constituição, se nós entrarmos nisso de novo, aí realmente parece que a gente gosta de dar um passo para trás, um passo para frente e dez passos atrás. Uma vez que isso traz insegurança jurídica, falta de previsibilidade, isso traz consequências sérias para a vida do brasileiro.

especialmente os mais pobres, que acreditam que estão imunes a algo que é tão abstrato e tão longe a indicação de um ministro do STF, mas afeta diretamente. Então eu acho que temos que ter aqui, como eu falei no começo, adultos na sala para discutir e colocar o dedo na ferida de todas as coisas que estão caindo aos pedaços no Brasil institucionalmente. E essa é uma delas. Mas...

Se olharmos o passado recente do Brasil, tudo indica que o caminho será esse. O líder do PT na Câmara falou, se parar de pé, a gente vai seguir com a judicialização. O que é parar em pé? Será que é mexer os pauzinhos e os conchavos e conseguir uma forma de judicializar? Se olhássemos tecnicamente a Constituição, poderíamos dar uma opinião.

contrária, a favor, não importa, mas teríamos uma linha de raciocínio. Quando ela pode ser reescrita a qualquer momento ao bel prazer por decisões monocráticas, não sabemos de nada. Mas, eu acho que cada vez começa a ter mais pressão pra esse tipo de ações, pra esses tipos de ações que, obviamente, trariam muito mais falta de previsibilidade e insegurança do que qualquer outra coisa.

Aí é importante, Crigno, para a gente colocar os pingos nos ex aqui, a gente enxergar essa situação toda em perspectiva. Porque a gente tem visto muito se falar a respeito de quem estaria por trás da derrota de Messias no Senado. E algumas pessoas atribuem até alguns ministros da Suprema Corte a conversa, o diálogo e a projeção da derrota ao longo do dia, ontem. Até porque, como um dos grandes...

cabos eleitorais do Jorge Mestias era o próprio ministro André Mendonça, se ele se juntasse à Suprema Corte, talvez poderia começar a votar em algumas questões com o próprio ministro André Mendonça, que era um dos seus aliados nesse processo. E aí como é que ficaria, então, uma situação de judicialização dessa derrota?

Esses mesmos ministros que estariam, claro que sem aparecer, sem deixar digital, sem deixar assinatura, esses mesmos ministros que estariam contra a entrada de Messias, como é que eles decidiriam a respeito disso? Como é a sua visão a respeito desse possível terceiro turno de Jorge Messias no Judiciário, lá no próprio STF, em Ucrigner?

É muito difícil, Cuba, de sustentar uma tese dessa, de que houve uma irregularidade ou mesmo que houve ali algum tipo de processo, um procedimento que não foi como seguiu das outras vezes. Não teve nenhum tipo de...

a normalidade se comparado com os processos que passaram todos os outros ministros da STF. Eu diria que talvez a coisa mais diferente desse processo foi que o presidente da república, que tem a prerrogativa de fazer essa indicação, se viu obrigado a então adiar mesmo essa indicação pra que o candidato se preparasse um pouco mais. Eu posso estar enganado aqui, e aí os meus colegas podem contribuir, se eu tô equivocado, mas eu não me

lembro de um caso tão recente nesse sentido, de ter que adiar pra que ele pudesse estudar e se preparar. Geralmente se cumpre o que diz a Constituição que é indicar alguém que tem um notável saber jurídico. Não precisa de mais tempo de preparação do que o rito normal. Agora, também vem a outra pergunta. Qual foi a irregularidade cometida? Qual foi o ponto ali que não seguiu o rito constitucional de escolha de sabatina do novo ministro?

Eu não consigo encontrar absolutamente nenhum. Os senadores, quando fizeram as suas perguntas e até mesmo ali apresentando até certas acusações em relação a Jorge Messias, foram extremamente respeitosos e pontuais, assim como foram em outros casos. Foi vergonhoso, o que foi vergonhoso de fato foi nós termos senadores dizendo assim, olha...

Quando você chegar lá, não se esqueça de quem te ajudou. Quase que pedindo para você lembrar do meu nome ali quando tiver que passar algum tipo de processo. Isso foi muito delicado. A gente vê qual é a intenção por detrás. Então, não teve nenhum tipo de irregularidade para poder somar. E aí vem esse argumento como você trouxe. Vai cair na mão de quem já não queria que ele passasse em primeiro lugar. Ou seja, não tem chance de prosperar. Mas temos que lembrar disso.

chegou a hora de nós termos novos critérios. Esses dois critérios pra escolha de ministro do STF, sendo a cadeira de ministro do STF uma das mais poderosas do nosso país, são rasos demais, Cobas. Notável saber jurídico, segundo quem? E reputação ilibada. Reputação ilibada é quando você não tem nenhum crime na sua ficha ou, por exemplo, quando você tem um viés político muito explícito, isso também contamina ali a sua reputação, porque

E esse foi o caso apresentado pelos senadores em relação a Jorge Messias. E isso foi uma justificativa técnica que eles trouxeram. Não tem reputação elibada justamente por ter filiação partidária tão longeva e uma fidelidade a figuras políticas de uma forma tão explícita. Então, esses critérios precisam ser melhores. Notável segundo quem? É o notável entre os notáveis? Ou tem produção acadêmica? Claro que tem um mínimo ali, mas precisa ser melhor definido. Se não, nós vamos ficar na mão dos presidentes.

nomeando quem não passa nem mesmo para concurso de juiz. Até porque se isso for levado ao judiciário e se abrir um precedente pelo próprio STF de que a votação não importa tanto, de que basta a indicação, o que poderá sair a partir de novas indicações. Não é isso, Oberaldo, em um minuto e meio.

Eu acho inacreditável se cogitar a possibilidade de que o Supremo Tribunal Federal se meta mais uma vez e de uma forma tão absurda numa prerrogativa exclusiva do Senado Federal. Porque se uma decisão do Senado, que segundo a Constituição cabe a ele, pode ser revista pelo Supremo Tribunal Federal,

então o impeachment dos ministros do Supremo também não serão mais uma prerrogativa do Senado. Quer dizer, aí sim ninguém, em nenhuma esfera de poder no Brasil, vai conseguir fiscalizar o Supremo Tribunal Federal. E, de novo, o conceito de democracia, ele não prevê um poder que pode ser exercido ao bel prazer daqueles que ocupam.

as suas cadeiras, porque um poder fiscaliza o outro. É assim que se encontra o equilíbrio.

E aí, Caniato, a gente fica nessa situação que é simplesmente absurda. As pessoas começarem a discutir, alguém lança ideia, aí já tem um veículo de imprensa amigo, que traz um especialista para fazer uma teoria. E aí, quando a gente percebe, já está isso sendo colocado em prática. Então, não.

A população tem que ficar muito vigilante, porque se isso acontecer, não devemos perder tempo indo às urnas em outubro. Não devemos ver dinheiro público aos bilhões serem gastos em campanhas políticas que não servem de absolutamente nada. Porque todas as decisões cabem a um colegiado de pessoas que não têm um voto sequer.

e que determinam eles próprios quem vai e quem não vai para a corte. Aí, realmente, Kobayashi seria, assim, o triste fim desse Brasil que a gente conhece. Agora são 18 horas e 57 minutos. A você que nos acompanhou pela nossa rede, eu quero agradecer a sua audiência. Você fica agora com a sua programação local.

Por aqui, na TV Jovem Pan News, nas demais plataformas, seguimos acompanhando, repercutindo esta situação da possibilidade da judicialização da derrota de Messias no Senado Federal. Vou chamar aqui o Diego Tavares para falar a respeito disso também, Diego, porque seria o esperneio, né?

No direito se fala em just esperniandi. Se você não consegue ganhar dentro das regras do jogo, você vai pedir, pelo amor de Deus, ao judiciário, como às vezes, se não sempre, acontece com alguns partidos que não têm voto suficiente no nosso parlamento. Tem chance uma ação dessa, Diego?

Olha, Kobe, eu acho que dificilmente prosperaria. Não há clima institucional, considerando o atrito que já existe entre os poderes, para que isso se realize nesse momento. Agora, o problema do Jusis Perniandi, quando ele acontece na cúpula dos três poderes, principalmente vindo de uma base governista que tanto trata sobre os valores e nerezes da democracia, é de causar uma certa revolta.

É impossível que nós continuemos tratar a nossa república de forma tão patrimonialista, de forma tão voltada aos interesses políticos de um grupo que se ferem princípios mais basilares possíveis de qualquer democracia, no caso aí a tripartição de poderes. A Constituição Federal é muito clara nesse sentido.

presidente da república indica o nome e o senado é o filtro pra que esse nome chegue ao supremo tribunal federal. O filtro pela primeira vez em 132 anos funcionou e quando o filtro funciona aqueles que são derrotados no processo ameaçam

a judicialização. Então, isso não é saudável pra democracia, isso não é saudável pra um país como o Brasil, que desafia, é desafiado a todo tempo por tantos problemas, problemas estruturais dos mais básicos. Se nós não conseguirmos corrigir essa relação entre os poderes da República, se de fato não se concretizar aquilo que tá escrito na Constituição Federal de que os poderes são independentes e harmônicos, sobretudo, entre si,

dificilmente o Brasil entra numa rota de desenvolvimento. Agora, chama atenção que esse tipo de iniciativa parta de pessoas que são formadas, graduadas, muito bem estudadas no campo do direito, que não conseguem identificar com uma clareza quase que solar aquilo que dispõe a própria Constituição.

Realmente, como você colocou, me parece muito mais esse exercício de jus esperneandi, um esperneio, uma choradeira de quem perdeu no processo democrático. Não é assim que o Brasil se tornará uma grande democracia. Muito pelo contrário, é observando estritamente aquilo que dispõe o texto da nossa Constituição. Boa ou ruim, a Constituição precisa ser cumprida.

Sim, e aí a gente vai continuar acompanhando essa possibilidade da judicialização ou não, da derrota de Jorge Messias no Senado Federal. Para o presidente, certamente seria o ideal seguir, virar a página, assimilar a derrota, fazer uma nova indicação, tentar com que essa nova indicação seja votada antes das eleições, o que já será muito difícil, segundo tem falado Davi Alcolumbre aos seus aliados. Vamos acompanhar.

Agora, 19 horas pelo horário de Brasília, estamos de volta para você que estava no nosso intervalo, na nossa rede de rádios, na rede Jovem Pan, nós estamos de volta. Eu sou o Nelson Cobayashi, sigo aqui com o Henrique Kregner, com o Diego Tavares, com o Bruno Musa e com o Cristiano Beraldo, repercutindo essas notícias todas, inclusive essa, a possibilidade da judicialização. Um dos argumentos, Kregner, teria sido a falta de oportunidade do Jorge Messias.

de se posicionar, de responder aos questionamentos durante a sabatina. Não teria dado ao Jorge Messias, o Davi Alcolumbre, as condições de ser sabatinado. Mas a gente teve uma sabatina de oito horas. Sim, oito horas. Não dá para responder todas as perguntas. Quanto tempo seria necessário, então, hein, Kringner?

Pois é, e aí usar isso como argumento para derrubar a votação é realmente exagerado demais. É tentar encontrar pelo em ovo e fazer daquilo uma grande justificativa para recetar todo o processo. E eu repito, não podemos atribuir a rejeição de Messias somente às manobras que foram feitas ou por Davi Alcolumbre ou mesmo por outros ministros da Suprema Corte.

Temos uma pressão popular gigantesca e os parlamentares são testemunhas disso, que foi feito através de articulação via rede social ou mesmo cobrança por parte das bases. Os senadores ali que voltassem para sua base, senadores de direita, senadores de centro-direita...

ou senadores até que almejam ter uma votação de direita, voltando para suas bases, dizendo que aprovaram Jorge Messias para o STF, teriam um problema seríssimo nas eleições desse ano, se forem disputar, mas mesmo que não disputem, teriam também ali uma dificuldade muito grande de justificar para sua base eleitoral. Nesse sentido, fazer uma nova votação não muda muita coisa, porque a opinião do povo está consolidada nessa indicação.

tanto a ver com a pessoa, mas sim com o contexto e o momento, né? E aí o rótulo que foi colocado também ao redor da indicação de Messias. Então, não faz sentido. Agora, tem que fazer uma comparação. Ele teve menos tempo do que os outros no passado? E eu concordo, Kobaté, de certa maneira, com...

é o que se foi falado com a dinâmica dessas sabatinas. Porque você tem um senador, vai lá, e ele tem 10 minutos de fala. E ele faz... Alguns senadores nem usaram o ponto de interrogação, faziam as suas afirmações e depois passava para o outro senador e para o outro senador e então vinha a resposta por parte do sabatinado. Eu acredito que para quem...

que é a resposta das perguntas que foram feitas e muitas foram muito bem feitas, fica muito prejudicial, porque aí enfraquece, na verdade, a sabatina, porque o sabatinado pode escolher qual delas ele vai responder, quando que o cidadão interessado em saber a verdade quer que ele responda a todas as perguntas.

Então essa dinâmica pode sim passar por revisão, mas não justifica nem de perto a derrubada dessa decisão e também a reversão desse processo. Beiraldo, quero falar com você agora a respeito da ressaca da derrota. Como é que você acredita esteja planejando reagir o presidente Lula? Como é que essa notícia pode ter chegado lá no Planalto? A derrota histórica, depois de 132 anos.

Primeira vez no sistema republicano que a gente tem uma indicação que não é aceita. É uma rejeição não só ao Jorge Messias, é uma rejeição também ao presidente da República. Como é que você analisa essa ressaca, hein? Sentiu o golpe do presidente?

Pois é, e foi uma rejeição ao presidente depois do presidente ter aberto o bolso. É o nosso bolso, no caso, e liberado bilhões de reais em emendas parlamentares aos senadores, mas isso não resolveu o problema. Porque hoje, o que estamos vivendo no Brasil é muito mais grave.

E só tem uma forma dessa realidade ter batido a porta do Palácio do Planalto, como ela chegou lá quadrada. É difícil digerir a recusa de alguém tão próximo, uma pessoa de extrema confiança do presidente da República.

que ele resolveu indicar, preterindo outros nomes que teriam sido, talvez, de bastante mais fácil condução política e teria deixado o Senado Federal numa posição de maior dificuldade de rejeitar, mas o presidente bancou o nome do AGU Messias.

E aí, isso mostra várias coisas. Primeiro, talvez uma prepotência, uma arrogância do presidente, a falta de articulação da base do governo.

O cenário político que favoreceu uma série de manipulações, porque a gente não pode se esquecer que às vésperas da sabatina, Rodrigo Pacheco, que foi o candidato preterido, que era a preferência de Davi Alcolumbre e de boa parte do Senado Federal,

ele posou em foto com o Jorge Messias e o vice-presidente da República. Nós tivemos declarações de caciques da política brasileira em apoio ao Jorge Messias, dizendo que ele ia ser aprovado, que era uma pessoa muito boa. E isso foi do presidente dos partidos de esquerda, presidente do PL.

falando a mesma coisa. Então, quando vem o resultado, é óbvio que esse resultado chega de forma quadrada, muito indigesta ao Palácio do Planalto. Agora, quais são os instrumentos que o Palácio do Planalto tem, o presidente da República tem, para reverter isso?

Não me parecem muitos. Ele vai ter que ser muito criativo para oferecer alguma coisa que os senadores já não tenham, especialmente porque agora nós estamos há cinco meses do pleito desse ano, onde dois terços do Senado será renovado, ou pelo menos haverá disputa de dois terços das vagas, eleições para a Câmara de governadores, etc. Então...

Ao que parece deixar o governo cozinhar na sua banha amarga da rejeição, talvez tenha sido uma estratégia que vai se consolidar aí nas próximas semanas.

Até porque, Koba, aí eu volto àquele ponto, deve haver ali uma pressão muito grande para que o presidente abra mão dessa candidatura e ao abrir mão desta candidatura, aí o preço de tudo na política aumenta.

Esses caciques partidários, especialmente do Norte e Nordeste, onde ainda há uma força muito grande do PT e do presidente Lula, negociar com eles vai ficar bastante mais caro. E eu tenho certeza que isso vai agitar muito o cenário para as eleições presidenciais desse ano.

Diego Tavares, quero também a sua análise a respeito do dia da ressaca, desse dia de assimilar a derrota, de digerir a rejeição de Jorge Messias no Senado. O que você acredita que o presidente Lula tem em mente para a reação?

Ressaca dupla, né, Kobayashi? É o que parece, o governo não pretende fazer novas indicações para o Supremo Tribunal Federal até as eleições, porque Davi Alcolumbre já deixou muito claro que não vai pautar, sequer pautar, novas indicações nesse sentido. Poderia, de certa forma, também impor novas derrotas ao governo, né? Deixar um nome pendurado ou um novo nome sendo rejeitado seria algo impensável para um governo que pretende a sua reeleição.

O que eu acho que está sendo cogitado, ao menos cochichado hoje, nos gabinetes dos deputados, senadores petistas também, e no entorno de Lula, é a própria viabilidade do presidente. Eu tenho dito isso há um bom tempo, o Bruno Musa hoje disse também, eu concordo com a ideia dele.

de que talvez Lula, com tantas derrotas e diante de uma queda na sua popularidade, cogite não se lançar a reeleição para o quarto mandato. É uma receita muito desastrosa para qualquer governo, uma crise política somada à popularidade baixa, um desembarque massivo de um bloco que, do ponto de vista eleitoral, do ponto de vista da governabilidade, é muito importante, como é o Centrão, enfim.

Tudo isso é uma receita muito perigosa, considerando que Lula vai possivelmente para a sua eleição mais difícil. A disputa contra Flávio Bolsonaro e os outros atores do campo da direita deve ser muito mais difícil para Lula do que foi inclusive a disputa.

com Jair Bolsonaro na última eleição, considerando os números do governo, considerando, enfim, como eu disse, a altíssima e crescente rejeição que se verifica em todos os levantamentos que são realizados. Então, eu acho que esse dia da ressaca está sendo também um dia de muita incerteza, de muita insegurança sobre o próprio futuro político do presidente Lula. Eu não me espantaria e acho que hoje...

É cada vez mais crível que Lula antecipe a sua aposentadoria. Afinal de contas, ele não joga mais só o jogo do poder. Ele não disputa mais eleições só pelo poder. Lula hoje se preocupa com o seu legado, com o seu histórico. Alguém que foi três vezes presidente da República, alguém que se vangloria dos feitos que Lula diz, enfim, serem de sua autoria no país, não vai querer terminar sua carreira com uma derrota.

no currículo. Então, acho que a própria candidatura de Lula se encontra em risco considerando o contexto político que nós estamos repercutindo aqui hoje.

Agora nós vamos falar de má administração, porque a crise nas contas públicas só piora. Em apenas três meses, as estatais já registraram um rombo que supera todo o déficit de 2025. Em três meses, as estatais já bateram um recorde do ano passado. Quem tem mais detalhes a respeito disso, chegando pela primeira vez em Os Pingos nos Is, é a nossa repórter, Thalita Souza. Traz os detalhes a respeito deste rombo nas estatais. Thalita, boa noite, bem-vinda.

Obrigada, Kobayashi. É isso mesmo. Esses dados sobre as contas das estatais são do Banco Central e foram divulgados hoje. Então, de acordo com esses dados, as empresas estatais federais registraram nos três primeiros meses de 2026 um rombo, um déficit de 5,9 bilhões. Isso significa que esse rombo já ultrapassa...

todos os gastos com as estatais durante 2025 todo. No ano passado, essa conta fechou em 5,1 bilhões, ou seja, a gente já está 800 milhões acima em relação ao ano passado. Já segundo um relatório do TCU, Tribunal de Contas da União,

São apenas quatro empresas que foram responsáveis por todas essas contas no ano passado, 2025. Essas quatro empresas foram responsáveis por 95%, ou seja, a grande maior parte dos gastos. São elas a empresa gerencial de projetos navais, a Ingeprom, a empresa gestora de ativos, a Ingea, também a Infraero e os Correios.

Bom, essas empresas, Kobayashi, são aquelas não dependentes, ou seja, que não dependem de recursos do Tesouro para custear as despesas recorrentes. Volto com vocês aí no estúdio. Muito obrigado. A repórter Thalita Souza trazendo todos os detalhes a respeito desses números alarmantes. Henrique Kringner, quero te chamar para comentar a respeito disso.

A gente espera de uma empresa social que, de alguma maneira, cumpre o seu papel, mas a gente não espera que seja com este custo, né? Custo para o povo brasileiro. Bilhões e bilhões que só piora.

Não é que a gente teve déficit, a gente teve déficit que agora está sendo superado. Ou seja, a cada ano que passa, o negócio fica pior para essas empresas públicas. Como é que você analisa essa gestão, hein? Pois é, é alarmante, é preocupante, mas infelizmente não é novidade, né, Cuba?

Quando a gente olha para o histórico de administração do PT, do Partido dos Trabalhadores, a gente tem um histórico bem preocupante que já dá letra de que quando estão no poder, as empresas públicas não conseguem avançar.

E isso por uma má gestão, excluindo os casos que já tivemos constatados no passado de corrupção. Não sei agora se existe um novo caso aí em atividade. Vamos ficar aqui com aquilo que a gente sabe que é a questão da má gestão.

É o baixo apreço pelo equilíbrio fiscal, o baixo apreço pela eficiência. Eu pessoalmente já ouvi de lideranças do Partido dos Trabalhadores no passado que ocuparam cargos em empresas públicas de que empresas públicas não devem andar no superávit, que é uma questão conceitual. E dizendo assim, não, nada na administração pública deve ter lucro. Porque o...

O lucro, na verdade, ele significa que o dinheiro não foi bem aplicado. Tem que ficar no igual ali, tem que ficar no pau a pau. E aí você vê o buraco conceitual que nós temos de pessoas que não têm a capacidade de administrar nem mesmo uma pequena empresa, quanto mais uma estatal. E aí colocar, então, tanto dinheiro, tanto recurso, que é recurso suado do trabalhador brasileiro, colocar tudo isso em risco.

diante de pessoas que têm mais uma aptidão política ou mesmo uma preparação no campo ideológico e zero na parte de administração. Nós estamos com uma crise nesse sentido, que é um Estado liderado por essas pessoas. Tem proximidade, tem o que indica, tem muita gente nesse sentido, mas falta aptidão técnica para administrar.

O Correios, por exemplo, nós tivemos, quando tivemos um superávit, nos anos em que isso foi possibilitado pela administração, nós tivemos aí muita ênfase na questão técnica da administração, na otimização de serviços e também, inclusive, na penetração do Correios aí no território nacional, melhorando a qualidade do serviço e otimizando os custos.

Isso não foi feito. Abriram mão de tudo isso e todas essas conquistas não conseguiram manter. E quem está pagando o custo somos nós. Então, o conceito de empresa estatal, para mim, já é muito estranho. Já não é um conceito que funciona. Da mesma maneira, empresa estatal administrada pelo PT não tem como dar certo.

Vamos falar aqui com o Cristiano Beraldo, que é um especialista em gestão, um excelente gestor, inclusive. Vai saber comentar aí com propriedade também essa situação envolvendo as nossas estatais em Beraldo.

Pois é, Kobar. Veja, o que o governo deve fazer? Ele deve sempre induzir, à medida que for chamado, o desenvolvimento econômico, porque tem certas coisas que cabem ao governo fazer. Então ele não pode se eximir dessas responsabilidades.

No passado, você tinha um país, um Brasil, que estava tentando se modernizar, estava tentando gerar riqueza. Então, o Estado tomou uma decisão naquele momento, e aí não cabe a gente voltar lá atrás para avaliar se a decisão foi certa ou não foi certa e tal, e resolveram criar as grandes empresas estatais, talvez o maior símbolo delas seja a Petrobras, em que...

Na década de 50, se não me engano, o governo entendeu que uma empresa estatal forte seria necessária para desenvolver o setor de petróleo no Brasil, desenvolver tecnologias estratégicas para o Brasil. E olha só que interessante.

Naquela época, os Estados Unidos, que já era o maior mercado do mundo para o petróleo, ele já operava com empresas privadas. O governo norte-americano não estava ali atuando com as suas próprias empresas. Ele mantinha reservas estratégicas, mas via o setor se desenvolver a partir do investimento privado. E o Brasil foi na contramão. O que existe hoje, no caso específico da Petrobras?

Nós temos todo um sistema Petrobras concebido para uma empresa estatal. Portanto, quando até o Zema vem dizer, não, vamos privatizar a Petrobras. Desculpa, só privatizar a Petrobras vai criar um problema, não vai criar uma solução. Porque você vai transferir o monopólio público para o monopólio privado. Então, o que o governo que realmente esteja interessado em resolver o problema, ele tem que criar...

concorrência, ele tem que criar um ambiente que estimule o investimento. E a partir do momento em que houver concorrência, aí sim fazer a privatização da Petrobras. E tantas outras empresas absolutamente inúteis. Hoje, a relevância dos Correios é muito pequena para ser, obrigatoriamente, uma empresa estatal.

Ao passo que você tem outras coisas que o capital privado não quer fazer, porque às vezes você tem investimentos que são de muito longo prazo, de baixo retorno, mas são fundamentais para o desenvolvimento do país. E aí cabe ao Estado fazer. Mas o Estado fazer no papel de gerenciar o investimento que está sendo feito para o bem do desenvolvimento do país.

Então, pego o exemplo aqui, por exemplo, o Brasil é uma vergonha mundial em oleodutos, em gasodutos, para movimentar o petróleo, os derivados de petróleo, gás, etc. Tem que fazer, tem que ter desenvolvimento de oleoduto e gasoduto no Brasil, até para que as indústrias possam ter fornecimento de gás, por exemplo, garantido.

Isso vai ser feito pelo governo, porque é um investimento de muito longo prazo. Portanto, a gente tem papéis que o governo deve desempenhar de forma estratégica. Mas o Brasil hoje tem nas suas estatais simplesmente um símbolo do atraso e dessa política.

rasteira e nojenta que acomoda os amigos ali das eleições e da política e infesta de gente incompetente e mal intencionada as nossas estatais.

Estamos falando aqui com o Cristiano Beraldo, que sabe tudo de gestão. Vamos falar agora com o Bruno Musa, que sabe tudo de gestão de dinheiro, principalmente, finanças. Nosso economista aqui da nossa mesa dos pingos nos is. Bruno Musa, nós estamos comentando a respeito da situação das estatais, que em três meses, neste ano, já superaram todo o déficit de 2025.

Traduz isso para a nossa audiência, o quanto isso é grave, o quanto isso mexe com o bolso de todos nós. Porque às vezes a gente pensa que está falando dos Correios, a gente está falando da vida de alguém que trabalha no Correio, de alguém que tem a relação com os Correios, de alguém que precisa dos Correios. A gente tem que levar em consideração de que todos nós estamos pagando essa conta, né, Musa?

E todos nós. Volta naquilo que eu sempre falo, Cobar. Muitas vezes nós colocamos algo como abstrato. Então, dinheiro público é abstrato? Não mexe comigo. Não, é o seu dinheiro. O seu, o meu, o nosso, o pagador de imposto. A mesma coisa acontece com as estatais. Veja, quando você tem um prejuízo em uma empresa estatal... ...em uma árvore que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que acontece com as estatais que

Quem cobre esse rombo? Pensa você na sua casa. Se ganha 10 e gasta 12, alguém vai cobrir esse rombo. Na estatal é a mesma coisa. Ninguém fica com o rombo no caixa porque você precisa cobrir os seus gastos. Esse dinheiro que vem é normalmente do Tesouro Nacional. E dinheiro do Tesouro Nacional nada mais é do que o seu dinheiro, arrecadado por impostos e muitas vezes através da inflação.

Quando você tem um cenário de inflação e o governo consegue inflacionar um pouco mais a moeda, ou seja, os preços subirem, ele aumenta a arrecadação do próprio governo. Nesses dois pontos, quando ele aumenta o imposto ou quando ele inflaciona a própria moeda, que é o caso do que está acontecendo agora no Brasil...

O governo bate recordes de arrecadação, como a gente viu também para esse mês de março, batendo mais um recorde para a série histórica. Então, o dinheiro do pagador de imposto é usado para cobrir o rombo das estatais. Consequentemente, quando todas as empresas públicas continuam tendo, quase todas, continuam tendo rombos, que também vão sendo recordes,

Cada vez mais o dinheiro do pagador de imposto que deveria ser direcionado para aquilo que ele vai sentir um retorno, saúde, educação, infraestrutura e etc. Não, ele volta justamente para cobrir aquele rombo das empresas públicas que o governo usa para fazer política partidária, propaganda partidária. E veja...

Quanto mais empresas estatais existem, mais elas precisam ter uma parte dela dentro do orçamento público. Sabe o dinheiro do governo, que é dividido entre gastos obrigatórios e gastos não obrigatórios? Os gastos obrigatórios já estão na casa dos 92%, 93% de todas as despesas do governo.

Aí, segundo o próprio governo, em 2027, final de 2027, todo o orçamento será comprometido pelos gastos obrigatórios. Só que quanto mais empresas estatais têm, vale mencionar que Lula falou que deveria criar uma empresa estatal de inteligência artificial.

Mais espaço do orçamento público ela precisa, afinal de contas você precisa manter a empresa, pagar salários, ela reserva uma parte do orçamento para essa empresa estatal. Então quanto mais empresas estatais, mais o governo centraliza em si um orçamento e ele faz indicação política para os cargos, para o conselho da empresa.

Mais uma empresa, mais um orçamento para ele controlar. Só que esse dinheiro, repito, não é público, é do pagador de imposto. E esse dinheiro que deveria voltar como retorno para a população é usado para cobrir rombo de empresas políticas partidárias. E só para finalizar, hoje nós vimos também mais um dado que saiu do setor público consolidado, batendo mais um recorde negativo de déficit para o mês de março desde o início da série histórica em 1990.

97. Ou seja, gastamos mais do que arrecadamos, pressiona juros, pressiona dívida, consequentemente, menor poder de compra pra população, traduzindo, mais inflação.

Ô, Musa, você que é o nosso economista da mesa, sempre nos ajuda aqui a entender melhor, né? Esses termos, esses números, esse economês, você também está com um curso aí para a nossa audiência para falar sobre isso, não é? Fala aí do curso da New Cursos com o Bruno Musa.

Exato. Bom, eu tentei traduzir aqui, se é o mais fácil possível, o que você falou sobre as empresas estatais. Mas eu tive aqui um minuto para a gente falar. E a gente vai estar no sábado, dia 9 de maio, são cinco horas ao vivo pelo Zoom, onde eu vou ficar tirando essas dúvidas e tantas outras a respeito do ciclo econômico. Veja, eu acho que de década em década aparecem oportunidades importantes, e para quem me acompanha aqui sabe que eu estou apostando por vários motivos que eu falo aqui numa mudança do ciclo no Brasil.

ciclo político que interfere no ciclo econômico. Consequentemente, Cobar, isso traz oportunidades que estão sendo precificadas nos ativos. Renda fixa, renda variável, moedas, não importa. Mas quando sai no jornal, é tarde demais. Aí já precificou.

Então a ideia é nesse sábado 9 de maio, que a Cogê está na tela, o link é newcursos.com.br. Inicialmente, 9 de maio, estaremos lá cinco horas ao vivo para debatermos e tirarmos dúvidas a respeito de todos esses temas.

o meu convite é, vamos juntos no sábado, uma vez que se esperar sair no jornal, o preço já fez. E aí a gente começa a ver aquele ciclo. Quando o varejo, as pessoas, os investidores de varejo querem entrar, é quando grande parte dos peixes grandes já estão saindo. A ideia é nos anteciparmos a isso.

Bom, eu vou fazer esse curso aí também, até porque é gratuito, essa aula do Bruno Musa, NI, o curso, para você que está na nossa rede de rádios, acompanhe lá, você pode se inscrever e ter esse tempo aí pelo Zoom com o Bruno Musa para aprender tudo sobre economia também. Deixa eu voltar aqui para o tema para chamar o Diego Tavares para comentar também esse rombo histórico aí, esse rombo que vai só batendo recordes, ô Diego, de déficit.

O déficit é basicamente estar gastando mais do que ganha. É prejuízo. Significa que as empresas estatais estão fechando no vermelho. E aí, Diego, em algum momento essa conta vai chegar, né? Já está chegando, Kobayashi. Isso compõe o imenso déficit público, déficit recorde também, que, em geral, nós acompanhamos das contas públicas. Esse tipo de pauta, Kobayashi, me lembra uma frase de Milton Friedman também, um grande economista da Escola de Chicago, que diz que...

Se você dá o deserto do Saara para o Estado administrar em cinco anos, você vai ver que está faltando areia. Porque, de fato, não cabe ao Estado ser administrador de empresa. O Estado tem que focar naquilo que é essencial, tem que focar na segurança, na educação, tem que focar...

na saúde, administrar a empresa está no campo privado, é o setor privado, que conhece de economia, que sabe gerir um negócio, que tem preocupação, inclusive, com a questão do lucro, do superávit que uma empresa tem que oferecer, inclusive, para se manter.

Ora, os Correios, que sempre se escondeu atrás da desculpa de que a sua capilaridade pelo Brasil é motivo para o seu déficit, já cogita fechar alguns pontos, os pontos mais deficitários, onde se gasta mais dinheiro para atender, porque simplesmente não tem dinheiro.

para manutenção das atividades da empresa. Então, é aquela história. Tudo é muito bonito, tudo é muito lindo, até que o dinheiro, de fato, acaba. E o dinheiro para manter essas empresas estatais, considerando todo o rombo das contas públicas em geral, como eu disse, já acabou. E agora é realmente só sentar e chorar. E todo mundo, porque o prejuízo de uma empresa privada é só do sócio, é só do acionista, é só do dono. O prejuízo de uma empresa pública é de todo mundo.

É meu, é seu que está acompanhando hoje os pingos nos is. É da dona Maria, que nem acesso à internet, acesso à informação tem e está varrendo ali o chão da sua casa de terra batida nos confins do fundão do Brasil. Então, realmente, nós precisamos rever o nosso modelo de Estado. Não dá para o Estado ser empresário. O Estado tem que ser essencial, tem que focar naquilo que realmente importa, naquilo que realmente tem que ser atividade estatal. Empresa é para o setor privado.

Eu fico pensando, Krigner, e se essa empresa não fosse estatal? Se essa empresa fosse de quem escolhe, do político que escolhe o presidente da empresa, o gestor da empresa? Será que escolheria as mesmas pessoas? Será que iria escolher um gestor, um gerente, um CEO com base em indicação política ou iria fazer uma análise de currículo, de história, de serviços prestados em outras empresas, de construção de carreira?

Porque parece que o dinheiro do povo não é nada, né? Parece que o dinheiro público é uma ficção, como o Bruno Musa estava falando, né? Parece que o dinheiro público é algo abstrato, não é algo que poderia virar um hospital, não é algo que poderia virar saneamento, não é algo que poderia gerar segurança, não é algo que poderia gerar educação.

formação de pessoas, ensino técnico, produtividade, melhorar a qualidade de vida das pessoas. Parece que dinheiro público é infinito quando a gente vê esse tipo de notícia. A gente não está falando de prejuízos de milhares de reais, nem de milhões de reais. A gente está falando de bilhões. Bilhões que a maior parte...

se não a totalidade da população trabalhadora do Brasil, jamais saberá do que se trata. O bilhão, a gente não sabe nem quantos zeros tem no bilhão. A pessoa que está assalariada, que está preocupada com aluguel no fim do mês, ele não sabe nem como é que faz a conta para chegar nesse tanto de dinheiro que é de prejuízo.

do poder público e, portanto, do povo brasileiro. A gente precisaria de uma série de diretrizes para profissionalizar essas gestões e a escolha dessas pessoas. A lei das estatais ia nesse caminho, vamos nos lembrar, foi declarada inconstitucional. Aquele trecho que proibia indicações políticas, pessoas de partidos políticos, pessoas de cargos públicos preocuparem as estatais. Quando parece que vai, não vai. Daqui pra frente, só pra trás, hein, Kringner?

Pois é, pois é. Eu ainda tenho esperança, Kobad, de que a gente vai ver mudança disso, mas sem discutir reformas, nós não vamos ter alteração nenhuma, porque como é que a gente vai permitir que alguém mude a lei, sendo que essa pessoa está sendo beneficiada por essa lei? Vai mudar a norma, sendo que ela é beneficiada diretamente pela norma. Esses que votaram dizendo que é inconstitucional, que barraram esse trecho, pergunta quantos cargos eles não têm de indicação.

Pergunta quantos amigos, primos, parentes, vizinhos e pessoas do mesmo partido, do mesmo grupo, da mesma sala de faculdade não estão empregadas por conta de um WhatsApp ou uma indicação que ele fez pro fulano, pro ciclano e garantiu ali um belo de um cabide de emprego, que é isso que nós vemos muitas vezes acontecendo em Brasília, né? E aí você fala, né, Koba, que...

Parece que o dinheiro público é infinito, mas na verdade, para essa administração, ele é quase que infinito. Por quê? Quando falta, cria um imposto a mais, aí aparece mais. Quando falta dinheiro no cofre público, não vai bater ali, aumenta a arrecadação. Olha só que maravilha, é só você cobrar mais imposto e mais taxa. E aí o cidadão do outro lado começa a perguntar por que...

nós temos um imposto novo a cada 37 dias debaixo desse governo? Por que que nós temos tantas coisas custando mais caro, até inclusive alimentos, simplesmente pra que você possa sustentar aqueles que não estão trabalhando? Pro Estado é muito fácil. Quem produz a riqueza são os cidadãos. Os cidadãos na sua atividade de mercado, na sua atividade comercial, na sua atividade industrial. Esses produzem a riqueza.

mas o Estado vai pegando uma fatia cada vez maior e continua sendo administrado por aqueles que não entendem de administração privada, quanto menos pública. E aí a gente tem que fazer uma meia-culpa aqui para terminar. A culpa aqui é esses ali.

não estariam se nós não votássemos nele. Falta critério também, nosso enquanto sociedade, nós vamos fazer essa análise, de que essas pessoas que usam e abusam da máquina pública continuam tendo mandatos renovados todas as vezes. Então a pergunta é, já que não os colocaríamos ali, como que a gente poderia fazer com que o tempo deles acabasse de uma vez por todas?

Ainda sobre economia, vamos ver como é que fechou o dia no nosso mercado. Vamos acompanhar o fechamento do Touro de Ouro com o Pablo Spire daqui a pouco. Depois do Pablo Spire a gente tem um rápido intervalo também. E a gente já volta na nossa programação aqui com os Pingos nos Esses. Fechamento Touro de Ouro com Pablo Spire.

Um boa noite, Cobaiacho, Bancada e toda a audiência do Pinho nos diz. O Ibovespa subiu forte nessa sessão, a última do mês de abril, puxado por uma combinação de fatores. Já abriu em alta e assim ficou. Primeiro, a queda do preço do petróleo caiu 3,5%, 3,40%, reagindo à possibilidade de reabertura do estreito de Ormus. A sinalização de que o presidente americano, Donald Trump...

articula uma aliança marítima para garantir o fluxo de petróleo, trouxe alívio aos investidores, mesmo com o Irã elevando o tom e prometendo retaliações. Ninguém deu bola para isso, não. Bom, isso aliviou o medo inflacionário global e impulsionou as bolsas Nova York, Brasil e por aí vai.

Dois, a volta do fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira. Aproveitando as pichincias, os preços descontados, né? A nossa Bolsa tinha caído seis dias seguidos. Três, as derrotas do presidente Lula ontem no Senado, né? Que rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF. E hoje, que o Congresso derrubou os vetos da dosimetria que reduz as penas dos condenados pelo 8 de janeiro. Essas derrotas são vistas como enfraquecimento político.

Lítico de Lula, fortalecimento da direita e menor risco de avanços de pautas fiscais mais expansionistas. No fim do dia, o Ibovespa B3 subiu 1,40% e fechou aos 187.317 pontos. Na semana, caiu 1,80%. No mês, terminou estável, no 0 a 0. Já o dólar caiu 1% hoje e fechou valendo R$ 4,95, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana.

E o aumento do apetite por risco. Além do alívio vindo da queda do petróleo e da melhora de percepção de risco doméstico. Que favoreceu a entrada de capital no país. Na semana, o dólar caiu 0,9%. Semana mais curta, né? E no mês de abril, a queda foi de 4,30%.

No ano, o dólar já cai quase 10% aqui no Brasil, 9,80 para ser preciso. O tom do copom do Banco Central, Comitê de Política Monetária, no comunicado, que acompanhou a decisão de cortar a taxa selic em 0,25 ponto percentual, também ajudou a valorizar o real. Como o Banco Central foi mais cauteloso, sinalizando o ritmo mais lento no ciclo de corte de juros, ou até um ciclo menor, isso atraiu capital para o real, porque mais investidores estrangeiros querem aplicar nos títulos de renda fixa.

É isso, Cobaiache. Boa noite, um lindo fim de semana pra todo mundo. Vai, Torinho! Tchau, tchau! Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Os Pingos nos Is, Jovem Pan.

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Nós estamos de volta nesta edição do programa Os Pingos nos Isses. Quero mandar um abraço para todos vocês que nos acompanham aqui na Rede Jovem Pan, na TV Jovem Pan News, na TV aberta também, em várias cidades já pelo nosso Brasil, na Rede Jovem Pan, também na internet, no YouTube, inclusive para você que está no YouTube, não deixe de comentar, deixar sua opinião. Estou vendo aqui vários comentários, o João Santos, o Cristiano Correia, a Deise...

PP, que está nos acompanhando aqui e comentando, deixando também a sua opinião, a sua crítica, a sua pergunta. Muito importante quando vocês participam. Se você está no YouTube, não deixe também de deixar a sua curtida. Curte, comenta, compartilha. Principalmente a curtida mostra para a plataforma que o nosso conteúdo é relevante e é muito relevante mesmo, porque a bancada aqui é de primeiríssima linha. Quero mandar um abraço também para a audiência no interior de São Paulo. Tive, nesses últimos dias aí...

passeando, palestrando pelo interior, eu estive em Santa Fé do Sul, lá na divisa das três fronteiras, com os amigos da Ordem dos Advogados, o Edson Cachuço, o Brejão, alguns outros colegas, todo o pessoal da faculdade que me recebeu para uma palestra lá, o pessoal de Jales também, o Ricardo Rentes.

a Lilian de Palmeira do Oeste, ontem estive em Guaíra, veja só, perto de Barretos, com o meu amigo Fabiano, todos vocês que nos acompanham aqui em Os Pingos nos Is, na TV Jovem Pan, é uma honra, um prazer enorme ter vocês conosco. É isso que faz a gente aqui trabalhar com muito afinco, trazer informação, opinião de qualidade para todos nós.

Agora, 19 horas e 39 minutos, estamos de volta para você que estava no nosso intervalo na nossa rede de rádios, com uma outra notícia. Além do governo federal, integrantes do judiciário viram a rejeição histórica à indicação de Jorge Messias como um aviso de que o Senado já possui maioria para analisar.

Processos de impeachment contra ministros. Na avaliação de parte da corte, o resultado foi uma demonstração de força de Davi Alcolumbre e da direita, que juntos somam 42 votos na Casa Alta, além da possibilidade da oposição conquistar ainda mais cadeiras nas eleições deste ano.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, o próprio Alcolumbre já teria sinalizado a integrantes da oposição que está disposto a pautar o impeachment de magistrados em 2027, em troca de apoio à sua reeleição.

na presidência do Senado e do Congresso Nacional. Deixa eu chamar aqui o Cristiano Beraldo. Como é que você vê na mesa de negociação de Davi Alcolumbre a possibilidade de impeachment de ministros do STF em troca de uma nova gestão à frente do Senado, hein, Beraldo?

Cobo, a gente já ouviu essa história, né? Na eleição que levou outra vez Davi Alcolumbo à presidência do Senado e também levou Hugo Mota à presidência da Câmara, as promessas eram exatamente essas. Era o voto, a discussão e voto da anistia.

E também o voto, a discussão e voto de impeachment de ministro. E não aconteceu nenhuma coisa nem outra. Nós tivemos na Câmara a anistia transformada em dosimetria, que foi um arranjo, foi uma forma de dar uma resposta, mas não entregar aquilo que de fato deveria ter sido.

E por parte do Senado Federal, nós tivemos a rejeição do nome de Messias, não por uma convicção, essa maioria que se formou ontem, ela não foi uma maioria formada pelos motivos republicanos que gostaríamos de ver, mas ela foi formada em razão da circunstância que existe hoje.

em que o Poder Executivo é visto como o articulador do desgaste tanto do Congresso Nacional quanto do Supremo Tribunal Federal. Nós não podemos esquecer que há interesses alinhados entre o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e os ministros da Corte Suprema. E que...

Não vou nem falar o governo, mas as instituições que são geridas pelo governo, que têm os seus líderes indicados pelo governo, protagonizaram, por exemplo, uma série de vazamentos que implicaram aquelas pessoas que, de uma certa forma, desagradaram o Palácio do Planalto. Essa operação do Master...

Não está claro ainda, Acoba, como é que essas informações picadas foram aparecendo? A transcrição integral de conversas entre o Vorcara e a sua noiva. Veja, não é que eles vazaram a conversa com o ministro, com o deputado, com o senador. Não, eles vazaram a conversa íntima.

que tinha ali entre o casal e nisso foram deixando várias pessoas na Berlinda.

e ao mesmo tempo que protegeram outras. Só que esse escândalo, Caniato, é um escândalo que, por mais que o governo queira fingir que não está acontecendo, aliás, eu acho até patético, de uma certa forma, ver o esforço que o próprio pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, tem feito, de querer dizer que o escândalo do Banco Mastro é coisa do Bolsonaro. O Bolsonaro...

Quem recebeu o Daniel Vorcaro fora da agenda, levado pelas maiores figuras com intimidade com o presidente da República, foi o Lula. Então, como é que pode apostar, como eles fazem, de forma tão veemente, na ignorância?

da população brasileira. Então isso é uma coisa assustadora. Mas, para resumir isso tudo, Koba, eu vejo o Brasil hoje nessa situação institucional bastante delicada e essa queda de braço, ela acontece num patamar realmente assustador. Ali não tem ninguém brincando em serviço, não.

Deixa eu chamar aqui o Diego Tavares também para analisar essa possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal sendo pautado em troca de um apoio da oposição e dos partidos interessados nisso a uma nova gestão de Davi Alcolumbre, uma reeleição dele na mesa diretora do Senado Federal e, portanto, do Congresso Nacional. Diego.

O primeiro ponto que me chama mais atenção é como a gente normaliza e como é deprimente viver em um país no qual questões cujo mérito são de interesse de todas as pessoas, da sociedade como um todo. Há exemplo do impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal, que imagino eu esses pedidos tenham se avolumado em razão do escândalo do Banco Master.

É triste ver que isso se transforma em moeda de troca política e que a pauta não se dá pelo interesse público nesses temas, mas simplesmente porque Davi Alcolumbre não quer deixar a confortável cadeira da presidência do Senado Federal e, por consequência, do Congresso Nacional.

Agora, eu não duvidaria, o Beraldo trouxe um exemplo bem pertinente sobre a oportunidade quando o Davi Alcolumbre violou alguns acordos feitos com a oposição ao governo Lula. Não seria difícil que isso se repetisse. Mas agora, como nós estamos repercutindo aqui, a recondução dele está em jogo. De fato...

A rejeição de Jorge Messias mostrou que há uma organização, ao final do terceiro mandato do presidente Lula, vale dizer, mas há uma organização da oposição no Senado Federal que pode se mobilizar em torno de algumas pautas. Isso seria indispensável para essa recondução de Davi ao Columbo. Então, agora pode ser que o presidente da casa se sinta mais compelido a cumprir um acordo feito com a oposição.

Salvo engano, o próprio senador Flávio Bolsonaro é quem tem capitaneado esse acordo. Foi ele que foi visto, inclusive, dialogando a respeito disso com o Davi Alcolumbre. Então, talvez agora seja o momento. Mas, repito, é deprimente num país que pretende ser uma grande democracia, que pretende ser uma das grandes nações do mundo, ver que questões tão importantes não passam.

para a nossa classe política de moeda de troca, de um tesouro a ser substituído por uma posição, por cargos no governo, por dinheiro de emenda. É triste. O Brasil não vai conseguir entrar no rumo se nós continuarmos a normalizar essas práticas que são tão antirrepublicanas. Impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Assunto para o Henrique Kriegner e para o Bruno Musa logo depois de um rápido intervalo comercial. Sai daí, a gente já volta.

Os Pingos nos Is. Jovem Pan.

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A primeira edição do seu dia começa comigo na bancada, com os acontecimentos das últimas horas no Brasil e no mundo e a participação dos nossos analistas. E na segunda edição, a notícia muda de posição. A gente sai da bancada pra se aproximar dos fatos.

Economia, previsão do tempo, agro, cenário global, tudo conectado ao que realmente importa. Jornal da Manhã, de segunda a sexta. Primeira edição, às cinco da manhã. Segunda edição, às sete.

Nós estamos de volta nessa edição do programa Os Pigos nos Is, é muito bom ter a sua companhia, a sua audiência, e agora com um comentário do Henrique Kringner sobre a possibilidade de impeachment de ministros do STF, sendo pautada por Davi Alcolumbre em troca de apoio aos seus interesses pessoais para continuar presidente do Senado. Kringner.

Cobá, eu concordo muito com o que trouxe o Beraldo e também o Diego. Essas promessas já foram feitas no passado e seria muita inocência por parte da direita ou mesmo por parte do centro acreditar que dessa vez Alcolumbre vai cumprir com a sua palavra. Vamos lembrar que ele foi alguém que se recusou a pautar qualquer questão de anistia ou mesmo...

dosimetria de uma forma extremamente veemente no começo da sua gestão como presidente do Senado. Em contrapartida também, tem esse lamento que o Diego traz e que eu concordo 100%. Nós estamos dependentes da vontade de um homem para poder pautar um processo. Se tem evidência, se tem suspeita, se tem um escândalo nacional que é o maior escândalo de corrupção.

da história do Brasil envolvendo instituições financeiras, a questão do Banco Master, se tem indício, por que não há uma investigação? Ah, porque precisa esperar o presidente do Senado ter boa vontade pra instaurar, então, uma investigação que pode levar ou não ao pedido de impeachment. Isso é vergonhoso. É vergonhoso e mostra como o Brasil em muitos momentos, em muitas instâncias que acontece,

Não é um país sério de verdade, porque não é a lei. É a vontade de quem está fazendo a lei que vale mais. Agora, dez para oito.

19 horas e 50 minutos, nós estamos de volta para você que estava no nosso intervalo, na nossa rede de rádios. O Kringner estava comentando aqui a situação da possibilidade ou não de o Davi Alcolumbre pautar, ou prometer pautar, o impeachment de ministros do STF em troca de apoio. A gente vai ouvir agora o comentário do Diego Tavares, aliás, o Diego já falou a respeito disso, nós vamos ouvir o Bruno Musa falando também a respeito dessa possibilidade de impeachment de ministros do Supremo, Musa. O Davi Alcolumbre está trabalhando com um sonho?

de alguns parlamentares, de alguns eleitores, é isso? É, de um sonho de uma normalidade no país, né? Da forma institucional. Mas veja, Cuba, aqui o buraco me parece um pouco mais embaixo do que de fato uma simples fala dessa que obviamente gera burburinhos, geram expectativas, geram possibilidades, ainda mais depois de dois dias de grandes derrotas para o governo Lula.

Eu vou apenas complementar aqui o que os meus colegas colocaram, que mesmo que isso venha a acontecer, e eu acho que há indícios mais do que claros para que sejam pautados isso, é claro que isso vai ser mais uma força...

de guerra entre os dois poderes, o legislativo e o judiciário. Há pouco tempo atrás, quando o Gilmar Mendes mudou, através de uma liminar, uma regra que, me corrija se eu estiver errado, como você que conhece profundamente a lei, uma lei de 1950, onde cabe ao Senado ele pautar o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal. E que, por maioria simples...

Se for aprovado, há o processo de impeachment. Maioria simples, de 81 senadores.

Só que nessa liminar que eu mencionei, o Gilmar Mendes, há pouco tempo agora, alterou que os pedidos de impeachment não mais poderiam ser feitos por qualquer cidadão comum, que pode ser feito apenas pela PGR. Isso ele voltou lá atrás. Mas ele alterou a regra que, se fosse pautado, não mais seria por maioria simples, mas sim por dois terços do Senado que precisaria para aprovar esse processo de impeachment.

Como ele consegue alterar essa regra de 1950 através de uma liminar? Isso pode? Não pode? Isso é uma interferência brutal? E mais, eu vou além. Ele falou que se fosse pautado o impeachment, eles vetariam no próprio Supremo Tribunal Federal. Mas espera lá, se a Constituição diz que o STF...

será aprovado um processo de impeachment para seus ministros? Pelo Senado? Como é que o Supremo Tribunal Federal pode, ele, vetar algo que o Senado deve fazer pela Constituição? É mais ou menos o que vem acontecendo no Brasil nos últimos anos, e eu vou muito mais além, hein? Desde ali do começo da década, 2008, 2009, desse século. O que significa que o investigado... Aprendendo o Programa Programa

ele passa a ter força maior em cima do investigador. E aí o investigador, em muitos dos casos, foram afastados, foram punidos e com os investigados passam impunes. Como é que é essa inversão? Então, quem vigia o vigilante aqui?

Ninguém pode fazer absolutamente nada com o Supremo Tribunal Federal, mesmo que a Constituição de 1950 permita fazer isso. Então, se de fato esse ponto caminhar, que eu acho que tem todos os indícios e traria uma possibilidade de renovação e de busca por normalidade institucional no Brasil,

É natural que isso é uma abertura de guerra. E essa guerra, eles terão que estar prontos. Porque o Supremo Tribunal Federal, pelo fato que eu acabei de falar, estará pronto para a guerra. Mas, para finalizar, Cobar, eu não acho que o Brasil sai desse lodo institucional que está...

sem arregaçar as mangas e havendo confronto sério entre os poderes. Quando há uma normalidade no meio desse caos institucional, significa que todos os envolvidos nesse caos estão arquitetando contra a população e com o dinheiro do pagador de imposto.

Olha só a reta final do nosso programa aqui, mas a gente tem uma última informação. Após condenar os ataques feitos pelos irmãos e pedir pacificação dentro da direita, Flávio e Michele Bolsonaro selaram a paz e devem iniciar os esforços conjuntos pela pré-candidatura do senador à presidência da República. Segundo fontes ligadas aos dois, a ex-primeira-dama deve fazer uma manifestação de apoio público.

ao presidenciável em suas redes sociais nos próximos dias. O movimento é visto como importante pela equipe de Flávio, que aposta em Michele para vencer a resistência do eleitorado feminino. Por outro lado, os aliados do senador afirmam que ele também seguirá cobrando, principalmente de seus irmãos Eduardo, Carlos e Jair Renan, que não promovam ataques dentro da família e da direita, reforçando o discurso de que cada pessoa tem o seu tempo para entrar.

Na campanha a gente lembra também das crises envolvendo ali o Eduardo e o Nicolas Ferreira. Temos tempo para um tweet de cada um, comentário rápido, começando com o Henrique Kriegner.

Bom, finalmente veio a público aquilo que a gente já via sendo manifestado nas redes sociais. Tanto o Nicolas quanto o Michele já declarando o seu apoio a Flávio Bolsonaro. Agora perde aqueles que eram os agitadores. Aqueles que de fora das fronteiras do Brasil, lá dos Estados Unidos, mandavam as suas militâncias digitais aí fazerem a ruaça e promoverem divisão na direita. Vamos ver.

se agora caem na real e percebem que o inimigo é outro e que demanda a união da direita para poder ser derrubado. Vamos lá um minutinho também para o Cristiano Beraldo. Cobar, não é a vitória do amor. Na verdade, é a vitória do pragmatismo. Existe um candidato, foi escolhido por Jair Bolsonaro, é ele que tem o apoio verdadeiro do eleitorado bolsonarista e esse candidato é Flávio. Então...

Existe uma briga por espaço, cada um quer um posicionamento, mas Flávio está sendo pragmático. Ele tem uma eleição a disputar e a vencer. Da mesma forma que Michele tem as suas pretensões eleitorais e precisa se acomodar dentro dessa realidade que é a candidatura de Flávio Bolsonaro. Vão se abraçar, tirar foto, mas não quer dizer que se tornarão amigos. Diego Tavares, puxa o fio.

Kobayashi, eu concordo com o que disse o Beraldo. É momento de pragmatismo e somente isso. O fato é que essa situação de divisão não só é ruim perante o eleitorado bolsonarista para o núcleo familiar que se coloca a disputar uma eleição tão difícil. É ruim também para aqueles propensos apoiadores do meio político que não conseguem enxergar no núcleo bolsonarista o mínimo de organização.

Ora, se brigam em público, como frequentemente nós acompanhamos, o que seria de um apoiador que não desempenhasse bem o seu apoio a Flávio Bolsonaro, caso aderisse ao grupo? Então, é um passo importante para gerar consistência no projeto de Flávio Bolsonaro.

Porque é um pessoal que fala muito em Deus, a Michele Bolsonaro, uma liderança evangélica muito importante, tinha que estar atenta àquilo que está na Bíblia, que aquela casa que se volta contra si mesma não prosperará. Então, essa união, tanto do ponto de vista da narrativa, que eles tanto encampam, quanto do ponto de vista político, é muito importante. Vamos lá, 45 segundos para o Bruno Musa.

Veja, eu acho que é uma matéria extremamente relevante e isso não pode ser perdido de vista. Eu faço muita comparação com as eleições desse ano no Brasil com as eleições no Chile. No primeiro turno elas foram extremamente apertadas, inclusive sendo uma das candidatas.

como se autoproclamando a candidata comunista. E no segundo turno, perdeu feio. Por quê? Porque houve uma estratégia e uma articulação muito bem feita com o propósito de não permitir que a autoproclamada comunista conduzisse o país.

Da mesma forma aqui no Brasil, deveríamos ter aprendido em 2022 em uma união maior, mas eram outros momentos, não quero trazer isso à tona agora. Porém, há lições claras para que nós aprendamos que esse ano precisa de estratégia, lavar a roupa dentro de casa, para fora precisa de união para vencer o PT no segundo turno.

Muito bem, quero agradecer demais o Bruno Musa, o Diego Tavares, o Cristiano Beraldo, o Henrique Kriegner, que estiveram conosco hoje. A você que participou aqui da nossa audiência. Amanhã eu estou com vocês novamente, vocês ficam agora com o Jornal Jovem Pan. Tenham todos uma excelente noite e um excelente feriado também. A gente se vê aqui na Jovem Pan. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.

Realização Jovem Pan.

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