Episódios de Os Pingos nos Is

Senado rejeita Messias ao STF / Derrota do governo Lula

30 de abril de 20262h1min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (29):

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) por 16 votos a 11. O nome agora segue para votação no plenário, onde parlamentares devem decidir sobre a nomeação. O placar apertado na comissão aumentou a expectativa para a decisão final dos parlamentares.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic de 14,75% para 14,5% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. A decisão ocorre em meio à chamada “superquarta”, quando também há definição de juros nos Estados Unidos, e marca mais um movimento no ciclo de queda da taxa básica no Brasil.

A aprovação de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a expectativa de votação no plenário do Senado levantam questionamentos sobre o processo de indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista, o doutor em Direito Constitucional Fernando Capano analisa o cenário político, afirma que essas indicações costumam ser previamente articuladas e discute a necessidade de repensar os critérios para escolha de ministros da Corte.

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), revertendo a aprovação anterior na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A decisão marca um desdobramento importante no cenário político e evidencia a divisão entre os parlamentares na votação em plenário.

Após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Carlos Portinho classificou o resultado como um “dia histórico”. Em entrevista, ele detalha a articulação da oposição, fala sobre o clima no Senado e afirma que a decisão envia um recado tanto ao governo quanto ao STF diante do cenário de tensão entre os Poderes.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio9
D

Daniel Caniato

HostJornalista
A

André Anelli

Reporter
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
B

Bruno Pinheiro

Reporter
C

Carlos Portinho

senador
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
F

Fernando Capano

EntrevistadoDoutor em Direito Constitucional
M

Mara Gabrilli

senadora
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos3
  • Estratégia de confirmação de MessiasComissão de Constituição e Justiça · Supremo Tribunal Federal · Articulação política no Senado · Ativismo judicial · Eleições e futuro do Senado
  • Senado FederalDivisão entre os parlamentares · Futuro do governo Lula
  • Decisão do Copom e SelicTaxa Selic · Expectativas do mercado
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Os Pingos nos diz Jovem Pan.

Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, destacando os assuntos importantes, trazendo para análise os nossos comentaristas. Eu sou Daniel Caniato, você, como sempre, é o nosso convidado especial e vamos começar falando, obviamente, da sabatina de Jorge Messias. Foi um placar apertado, 16 votos favoráveis e 11 contrários.

Então, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a indicação dele para o Supremo Tribunal Federal. A votação agora vai seguir para o plenário do Senado, que deve acontecer dentro de instantes. Há uma dúvida exatamente sobre em que momento será iniciado esse processo no plenário. Mas, enquanto isso, vamos chamar os nossos comentaristas, analisar como foi na CCJ, projeções para o plenário. Começar com o Roberto Mota, que está ao vivo lá no Rio de Janeiro.

acompanhando todo esse desdobramento lá no Senado Federal. Você, Mota, o que lhe chamou a atenção dessa sabatina no Senado? Algo fora daquele roteiro que vocês já tinham indicado nos últimos dias? Agora tem o plenário, né? Tem gente que aposta que no plenário uma surpresa poderia acontecer. Bem-vindo. Surpresas sempre podem acontecer.

Mas não há motivo para muita alegria. Hoje foi mais um dia difícil de ser brasileiro. Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite a você, caro espectador, caro ouvinte, que passou o dia hoje meio chateado, uma dor de estômago, tentando evitar ter notícias sobre o que está acontecendo.

Então vamos falar sobre o que está acontecendo. O ritual da sabatina no Senado brasileiro não foi criado para o benefício da sociedade e nem dos eleitores. Ele foi criado para o benefício dos senadores. Isso já ficou bastante evidente. A última vez que o Senado reprovou um candidato foi em 1879.

Toda sabatina é precedida de um beijamão, de conversas a portas fechadas, há quem diga que se trata de negociações. E os resultados da sabatina parecem confirmar essa teoria. Inclusive, uma senadora hoje disse a seguinte frase ao sabatinado.

No dia em que o senhor vestir a toga, não se esqueça dos amigos. É pra isso que serve a sabatina, pra fortalecer as amizades.

Pois é, lembrando que na votação no plenário, Jorge Messias precisa da maioria. São 81 senadores, logo, ele precisa de pelo menos 41 votos. Mas tem sempre aquela expectativa, contas, bastidores, articulações. Comenta-se que ele teria algo em torno de 46, 47 votos. Vamos aguardar, daqui a pouco o plenário deve se manifestar. Enquanto isso...

Deixa eu chamar mais um comentarista, Bruno Musa, ao vivo, preparado também com a gente. Musa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Quais aspectos lhe chamaram a atenção dessa sabatina? Sempre tem aquele momento em que o sabatinado acaba fazendo uma manifestação, conta um pouco da sua história, ele chegou a se emocionar, destacando a origem simples. E o papel dos senadores? Perguntaram o que tinha que ser perguntado? Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Davi, Laberaldo, todos no Brasil que nos escutam, que eu estou de acordo com o Mota, mais um dia de Brasil. Veja, eu obviamente não escutei todas as horas, estava trabalhando, a gente precisa trabalhar, né? E os momentos que eu escutei foram mais do mesmo. Uma certa sensação de repugnância com vergonha alheia.

um mix de qual é a probabilidade de isso dar certo. Vejam.

Os momentos ali, basicamente, foram, como eu falei e repito, protocolares. A aprovação nos surpreende. Óbvio que eles já mandaram para a votação, com tudo arquitetado. Aquela sopa que eu sempre brinco de pessoas arquitetando. Muitos que se dizem do teu lado, outros que são seus inimigos na política, mas todos em volta de uma mesma mesa, normalmente tomando um bom uísque, talvez inglês, escocês.

em volta de uma mesma mesa, arquitetando contra aqueles que financiam toda essa palhaçada, por assim dizer. E quando eu digo palhaçada, não é por nome de A ou B, não. Eu digo porque são aqueles mesmos discursos de uma velha política. A mesma forma de falar, a mesma entonação, as mesmas palavras, aquela quase que infantil.

Choro, quase que infantil, um choro ao contar a sua própria trajetória, como que passasse ali, na minha opinião, uma vergonha alheia. Quando vários senadores da oposição evidenciaram a clareza dos fatos a respeito do 8 de janeiro, das penas desproporcionais, da não individualização de conduta em todo esse processo, a resposta de Messias é justamente...

que apoia a individualização de conduta. Ora, se você apoia, portanto não tem como você apoiar tudo o que aconteceu no Brasil. Afinal de contas, não houve individualização de conduta que a Constituição deveria garantir. E aí eu termino para depois a gente não perder muito tempo e a gente discutir ao longo dessas próximas duas horas.

quando ele jura ser um escravo da Constituição, eu fiquei me perguntando qual Constituição. A que está escrita não vale mais nada, ou que é reescrita a cada dia que passa, sabe-se lá como e sabe-se lá por quê.

Pois é, inclusive, quero chamar a atenção da nossa audiência, as nossas equipes em Brasília monitoram tudo o que acontece lá no Senado Federal. Há pouco Jorge Messias deixou a CCJ, acho que até temos um registro.

Ele acabou saindo do plenário e se dirigiu para a sala da liderança do governo no Senado. Informação que foi confirmada pelo André Anelli, também pela repórter Janaína Camelo. Ele vai acompanhar a votação da sala da liderança do governo.

no Senado. E aí, claro, uma grande movimentação na saída de Jorge Messias, a AGU indicado da Presidência da República para o Supremo Tribunal Federal, passou pela primeira etapa, pelo primeiro desafio, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, um placar justo, 16 a 11, mas agora ele parte para a apreciação do plenário.

E aí há uma indicação, inclusive uma informação de bastidor, de que ele teria pelo menos 45, 46 votos assegurados. Vamos acompanhar. Há uma dúvida sobre o momento em que esse processo será iniciado no plenário. Há pouco a TV Senado...

colocou inclusive uma indicação na sua tela, dentro de instantes começará a votação no plenário, a apreciação do nome de Jorge Messias. Nós estamos inclusive com as nossas equipes em Brasília, levantando as informações, daqui a pouco a gente traz as confirmações. Deixa eu chamar, o Dávila está ok? Deixa eu chamar o Dávila.

que é o Mota, então daqui a pouco o Dávila se junta a nós para trazer também suas impressões eu quero só chamar o Mota que tem um outro aspecto que é importante até para contemplar as perguntas e os anseios da nossa audiência Mota, nós fizemos uma entrevista com o Romeu Zema

Ontem, e perguntamos sobre o momento para a escolha de Jorge Messias ou para o substituto do ministro Barroso. A gente tem visto o Supremo extremamente pressionado. O Supremo está contra as cordas. E digamos que são questionamentos que partem de muitas instituições, figuras, imprensa, população. Esse era o momento adequado?

para a sabatina com Jorge Messias, acho que esse é um ponto. E muitas pessoas nutriam a esperança de que talvez o Senado pudesse dar uma resposta. Por que isso não aconteceu?

Essa esperança morreu aqui no Pingos nos Is, né, Caniato? Diante das inacreditáveis declarações do senador Alessandro Vieira, que durante vários dias explicou a sua posição de vítima de ataques do STF e contou lá a história toda do que tinha acontecido. E aí eu perguntei pra ele...

Neste momento de total confusão institucional no Brasil, isso é hora de você indicar mais um membro para essa corte? Isso não seria o momento de dar uma pausa? Não indicar mais ninguém até que isso seja resolvido? E a resposta dele foi que não, que fazer isso seria vingança. Bom, se um parlamentar dá oposição.

que está se colocando como vítima de ataques de ministros da STF, pensa desse jeito, está tudo absolutamente perdido. Isso reforça em nós a convicção de que isso tudo é um teatrinho mesmo, que foi tudo combinado. E nós estamos vendo uma situação, Caniato, hoje no Brasil, que pode ser descrita de várias formas.

Eu acho que uma das descrições que não cabe é que a Suprema Corte está nas cordas. Como assim, companheiro? Nenhuma decisão nesse país é tomada e considerada definitiva sem passar primeiro pela corte.

Essa é a nossa realidade. A corte hoje criou um ambiente no qual qualquer brasileiro pode ser julgado por ela, mesmo sem ter fôrbio especial. Isso tudo já foi deixado de lado. A imunidade parlamentar foi deixada de lado. O trânsito injulgado foi deixado de lado. O princípio do juiz natural foi deixado de lado.

Como exatamente a corte está nas cordas? Eu não vejo isso, não. Eu vejo que talvez a corte esteja enfrentando um momento difícil na popularidade. Mas eu não vejo nenhuma outra instituição, nenhum outro poder da República, e muito menos políticos como indivíduos...

com o poder, com a convicção, com a determinação, ou mesmo com o desejo de efetivamente fazer qualquer coisa, por mínima que seja, para mudar a situação atual.

Expectativa para apreciação, a votação do plenário para o nome de Jorge Messias, né? A aprovação ou não para ele ser o novo integrante da Suprema Corte. Enquanto isso, as análises com os nossos comentaristas, Cristiano Beraldo ao vivo. Já tá aqui com a gente. Beraldo, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça.

Jorge Messias defendeu o aprimoramento do Supremo Tribunal Federal, passou por autocontenção e muitos fizeram a leitura de que ele se juntaria, uma vez aprovado, ele se juntaria ao grupo de Edson Fachin.

que defende um código de conduta. Enfim, queria sua reflexão a respeito dessa sabatina na CCJ. Há alguma indicação importante sobre aquilo que ele disse, respondeu dos senadores? E, claro, sua projeção para a apreciação que vai acontecer daqui a pouquinho no plenário. Teremos alguma surpresa? Neto, se nós refletirmos, a gente vai para debaixo da cama e não sai nunca mais.

Não é uma boa noite para o Brasil depois do que assistimos acontecer na CCJ. Mas deixo aqui o meu abraço ao Caniato, ao Mota, ao Dávila, ao Musa e à audiência que prestigia os Pingos nos Is. É interessante, Caniato, porque o Brasil estava assistindo a sabatina de um candidato a ficar 30 anos no Supremo Tribunal Federal. Não é num momento qualquer.

É no momento em que mais de 70% da população brasileira atribui ao Supremo Tribunal Federal a responsabilidade pelo caos institucional que o Brasil vive. Os brasileiros sabem e quase na sua totalidade não gostam

os nomes dos ministros do Supremo Tribunal Federal, coisa que nunca foi do conhecimento cotidiano das pessoas. As pessoas não sabem o nome dos três senadores do seu Estado. Não se lembram em quem votaram nas eleições de 24 para vereador e prefeito, mas se lembram dos nomes.

dos ministros do Supremo Tribunal Federal. E aí, durante a sabatina deste candidato, eu desisti, Caniato, quando agora já na parte final, ouvindo as colocações do senador Zequinha Marim do Pará, em que ele falava coisas que deve ser para fazer algum tipo de corte para as suas redes sociais, apesar dele não me parecer uma figura que tem nas redes sociais a sua grande base.

de apoio, mas ele falou da questão fundiária no Pará e como se quisesse ali talvez uma antecipação da posição do eventual futuro ministro sobre um caso que diz respeito a ele, ao estado dele, pode ser isso.

Mas o que me impressionou, Caniato, e aí eu fiz quase como o Didi Mocó, dos trapalhões, que ele tinha aquela cena em que quando as coisas davam errado, ele fazia que ia se matar, puxando para cima a mandíbula, para baixo a boca e tal. Eu quase fiz isso, Caniato, porque na resposta do candidato a ficar 30 anos no Supremo Tribunal Federal,

Ele não falou em Constituição.

O candidato disse que se comprometia a não tomar nenhuma decisão, como ministro do Supremo Tribunal Federal, sobre as questões fundiárias, sem ouvir os senadores dos estados envolvidos. Ora, agora temos um ministro constitucional participativo. Eu não vou ler a Constituição. Eu vou ouvir o senador que votou em mim para eu estar aqui por 30 anos.

Quer dizer, é o nível de maluquice que o Brasil vive, os senadores assistiram, ninguém falou nada, Canieto, ninguém falou. Ô, ministro da AGU, qual é a tua interpretação da Constituição para o tema fundiário? Tô pedindo muito, eu tô louco?

Ou será que num mundo de verdade, em que as coisas minimamente fazem sentido, um candidato ao Supremo Tribunal Federal tem que falar de Constituição?

Portanto, Caniato, hoje tivemos mais uma vez a prova de que absolutamente nada vai mudar no Brasil. Teremos mais um longevo ministro para ficar três décadas na corte. Teremos mais uma vez um Senado submisso que na sua Comissão de Constituição e Justiça prestou um papel vergonhoso ao Brasil.

Deixa eu só destacar para a nossa audiência, já temos inclusive imagens ao vivo do plenário do Senado Federal, Davi Alcolumbre assumiu há pouco e convocou os senadores para registrarem presença e para fazer a verificação da quantidade de integrantes do Senado Federal, para ver se tem o quórum suficiente para aí sim iniciar o processo de votação. Mas tem uma informação que é muito relevante.

É uma informação de bastidor, é um zoom, zoom, zoom, como dizem no jargão jornalístico de cobertura de bastidores da política, tem um zoom, zoom, zoom, lá no Senado Federal, que indica que...

Davi Alcolumbre teria articulado a derrota de Jorge Messias, que ele não estaria nem um pouco satisfeito em conduzir o processo de aprovação de Jorge Messias, porque para muitos ele já externou o desejo de indicar Rodrigo Pacheco. Deixa eu passar para o Bruno Musa.

para analisar agora essa votação que será iniciada dentro de instantes no plenário do Senado e essa possibilidade, essa informação ainda de bastidor que indica que Alcolumbre não estaria satisfeito com tudo isso, que poderia inclusive articular ou estaria articulando para uma derrota de Jorge Messias. Exagerada a tese, Musa?

Veja, Cariato, na política nada nos surpreende ou deveria nos surpreender, a tal ponto de acharmos ou dizermos que é impossível. Mas, de fato, seria uma surpresa. Não a situação ou o sentimento de Alcolumbre, mas a possibilidade dele conseguir fazer isso. Eu acho que o governo...

De alguma forma, ele se blindou, e não apenas esse governo, mas todas as indicações no geral, se blindam e não vai para essa votação sem antes ter, digamos, uma formalização ou uma estrutura muito mais concreta e praticamente definida daquela situação. Ele vai se blindando, vai aparando as arestas e vai, obviamente...

No jargão político, como é que você conquista voto? Usando o dinheiro do pagador de imposto, distribuindo para a classe política, para eles fazerem o que quiserem com a nossa vida. Pouco importa a indicação, que será por algumas décadas de Messias, que pode mudar por completo tomadas de decisões, seja monocráticas, sejam colegiadas, se ele é mais próximo ao governo ou não, se ele tem uma atuação positiva ou negativa na AGU, se ele tem um notório saber jurídico ou não.

Tudo isso pouco importa. O Brasil pouco importa. O que importa são as trocas de emendas financiadas por todos nós. E aí sim, eles vão para aquela votação secreta, claro, porque nós votamos em senadores, financiamos tudo isso, mas não temos o direito de saber como cada um deles votará para a gente cobrar.

Não. Os intocáveis da vez ali, que eu já mencionei no legislativo, no judiciário, no executivo, de grande classe das empresas estatais, da burocracia como um todo brasileira, eles se sentem no direito de fazer tudo as escondidas do povo brasileiro.

que, infelizmente, só temos como financiar e sequer questionar. Então, no meu entender, não é uma surpresa a sensação ou o sentimento do Columbre, mas seria uma surpresa ele conseguir reverter alguma coisa, que, na minha opinião, quando vai para o jogo, para o jogo de verdade, ele já sai definido.

Pois é, deixa eu passar para o Mota, porque também tem uma análise que muitos fazem a respeito da aprovação e em que grupo Messias estaria inserido. Mota muda muito a composição ou a relação de forças quando a gente olha para a figura de Messias, as características dele.

Quem o indicou, a trajetória e decisões que foram tomadas por ele, por exemplo, na Advocacia Geral da União, ele substituiria Luiz Roberto Barroso. Há algum tipo de mudança substancial na composição da Suprema Corte com a aprovação dele? Nenhuma mudança que beneficie o cidadão, o eleitor, o trabalhador brasileiro. Mas...

Personalidades são diferentes, os posicionamentos são diferentes, mas a linha política, filosófica é exatamente a mesma. Essa indicação, se aprovada, ela não muda o perfil da corte. E esse é que é o problema. O Brasil vive um momento de ativismo judicial descontrolado.

O Brasil hoje tem juristas estatais que acreditam que eles detêm um conhecimento superior ao de todos os outros brasileiros. E cabe a eles tomar decisões que vão afetar a vida de todos os brasileiros, ainda que eles não tenham tido nenhum único voto. Essa forma de pensar...

que é conhecida sobre vários nomes, entre eles neoconstitucionalismo. Então, você olha para a Constituição, em vez de você fazer o que a Constituição diz, você reinterpreta a Constituição de acordo com a sua visão do mundo. Pessoas que acreditam...

no modelo de Estado de Direito, baseado na democracia, no voto universal, vem nisso uma afronta ao poder maior de uma república democrática, que é o poder do eleitor. Nós chegamos a um momento no Brasil em que as pessoas estão fortalecendo, firmando a convicção de que o voto delas não serve mais para nada. Primeiro, porque elas elegem representantes...

que hoje já não tem quase poder nenhum, nem imunidade parlamentar, mas esses representantes têm. Depois, quando chega em momentos críticos, momentos em que os seus representantes eleitos têm que realmente mostrar que eles estão honrando o mandato que eles receberam, nós assistimos cenas patéticas, como a que vimos e ainda estamos vendo nessa sabatina.

Pois é, só lembrar a nossa audiência, a produção acabou de checar essa informação, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, insistindo que todos os senadores compareçam no plenário, registrem a presença para fazer a verificação de quórum, para aí sim iniciar o processo de votação. Então há uma dúvida sobre qual é o número total de senadores que participarão.

dessa votação e aí a gente observa quem está falando, uma palavra de ordem, o senador Eduardo Braga, do MDB do Estado do Amazonas. Deixa eu passar mais uma vez para o Cristiano Beraldo, porque há uma leitura, Beraldo, sobre características das figuras que compõem a Suprema Corte e ainda que isso que o Mota tenha destacado faça todo sentido.

digamos, Jorge Messias daria continuidade a um grupo que, se conseguiu se consolidar na Suprema Corte, tem a característica religiosa, o fato de ele ser evangélico talvez acabe...

dividindo, digamos, a leitura ou as decisões sobre alguns temas em especial, fico imaginando, sei lá, o caso das 40 gramas de maconha ou qualquer tipo de discussão a respeito de aborto. Talvez Jorge Messias, apesar de ter sido indicado por Lula, ter alguma ligação com outros ministros.

que são muito conectados ao Partido dos Trabalhadores, historicamente, talvez em algumas pautas de costumes, pautas que acabam mexendo com o conservadorismo, talvez ele destoe dos demais, você não acha? Na verdade, ser evangélico, ser católico, ser judeu, não deve ser requisito para se ocupar ou não, para ser indicado ou não para o Supremo Tribunal Federal.

Eu admiro e tenho apreço pelas pessoas que são tementes a Deus. Mas isso como balizamento da sua conduta de vida, sua conduta moral.

Há muita gente qualificada, há muita gente com reputação ilibada, há muita gente com notável saber jurídico, e inclusive que tenham uma visão do mundo mais alinhada à esquerda, mas que sejam figuras...

totalmente reconhecidas e respeitadas no mundo jurídico por aquilo que sabem, por aquilo que praticaram nas suas vidas e não exclusivamente pelos cargos que a política permitiu que eles ocupassem. Então, quando nós temos na hipótese da entrada, na provável hipótese da entrada do Messias no Supremo Tribunal Federal,

A sua posição, me parece, será de integração a uma corte que hoje está moralmente abalada.

eu não vejo nenhuma condição dele próprio chegar ali e tentar estabelecer um voo solo, tentar estabelecer um tipo de conduta que, em algum momento, confronte com os interesses dos seus pares. Porque o sistema ali, internamente hoje, é de tal maneira bruto que eles estão fechados no objetivo de se protegerem.

E com isso, se houver um dissidente, este dissidente certamente terá muita dificuldade, porque o que nós estamos vendo ali são decisões, de novo, não tomadas com base na lei. Caneato, a questão dos 40 gramas de maconha é simplesmente de saber onde na Constituição Federal, onde os constituintes... Olha que tinha muita gente desqualificada ali, talvez até usuário.

Mas eles próprios não tiveram a coragem de versar na Constituição brasileira sobre esse tema 40 gramas, 20 gramas, 100 gramas, cocaína, não é só maconha, é rachixe, é crack. Que conversa fiada é essa?

Então, Caniato, dentro desse contexto, a posição de Jorge Mercias, ela fica subalterna a essa maioria formada ali dentro e que está conduzindo o Supremo Tribunal Federal pelos piores caminhos já escritos na história brasileira.

É importante lembrar também propostas que vêm sendo ventiladas a respeito de próximas indicações. Deixa eu tratar disso, mas preciso só dividir a rede, uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede de rádios.

Agora, deixa eu passar para o Bruno Musa, porque a gente tem visto cada vez mais presidentes indicarem figuras mais jovens, nomes com menos de 50 anos. E aí foi a análise que há pouco o Cristiano Beraldo fez. Teremos um jurista que ficará...

Praticamente 30 anos na Suprema Corte. É isso que o nosso judiciário precisa? Hoje em dia, há políticos que pensam em estabelecer mandatos, levantarem um conjunto de propostas para alterar, promover uma reforma no judiciário e também no Supremo Tribunal Federal. Mandato, idade mínima.

para ministro do Supremo, a forma como eles são admitidos ou indicados. Enfim, queria que você discorresse um pouco desse mecanismo hoje em dia, que muitos presidentes acabam indicando figuras cada vez mais jovens e aí ficarão por décadas na Suprema Corte. É isso que o país precisa?

Obviamente não. Eu estou longe de ser um profundo conhecedor de estratégias na área jurídica para indicação de um ministro da Suprema Corte. Mas me torna bastante claro, ou me deixa bastante óbvio, que o processo como é feito hoje é carregado de conflitos de interesse, Caniato.

Isso é uma perpetuação de uma determinada ideologia, uma vez que um governo, um governante de turno, pode ficar quatro, oito anos e depois precisa sair. No caso do Brasil, a gente tem ali quase 20 anos de PT em alternância entre os governos. Então, tudo isso faz com que um dos poderes que...

se vende como independente na Constituição, claramente ele não é. Veja, nós temos ali dentro do Legislativo uma série de problemas dentro da política, como nós já falamos aqui. Por volta de 95% dos deputados da Câmara...

foram eleitos pelo coeficiente eleitoral, algo como 5% só foram eleitos pelo voto direto. Isso, para mim, já mostra uma clara disfunção no sistema político. Depois, nós temos ali a forma como é feita a indicação pelo Executivo para o Judiciário. Se essa indicação pressupõe ainda anos, décadas a fio de uma manutenção daquele poder, é claro que você está perpetuando uma determinada ideologia, seja ela qual for, e uma troca de favores.

que fica óbvio que não gera uma independência dos poderes. Na tese, em tese, poderia ser tudo lindo. Não, sou escravo da Constituição, sou evangélico, tenho meus valores sólidos, chora como uma criança.

aquela cena teatral que a gente costuma ver. E vimos mais uma vez hoje. Por isso que eu falei no meu primeiro comentário de uma certa vergonha alheia enquanto adulto. Mas depois você percebe que essa não é uma independência de verdade. Portanto, é mais um teatrinho onde nós somos, entre aspas, obrigados a acreditar que há essa independência entre os poderes. E aí, no grau que nós chegamos no Brasil de corrupção, de crime organizado,

dessa clara falta de preocupação do judiciário em seguir a Constituição e gerar uma punição aos corruptos, etc. Tudo isso faz com que gere uma clara falta de segurança do brasileiro.

com esses poderes, que no fundo são dependentes uns dos outros, talvez complementares, e que não há outro meio a não ser entrar em choque entre eles. Por isso que eu falo que quando há uma harmonia entre esses poderes, onde eles se indicam, e um depende do favor de outro, o Legislativo, aqueles que têm processo, são julgados pela Suprema Corte, só que são eles que aprovam o nome da Suprema Corte.

São eles também os senadores que podem votar o impeachment do ministro. O ministro vem a público e fala, não, se aprovarem, eu vou dar uma canetada aqui, em outras palavras, e a gente pode anular esse processo. Ou seja, não há independência. E não havendo independência, que é um dos pilares supostos da democracia, fica muito claro que a nossa democracia é uma brincadeira no nome. Apenas ela não é.

uma verdade absoluta. E eu não estou falando apenas pelo judiciário, ABC ou D, ou pelo momento do governo. Ela não é. O Brasil não é uma verdadeira democracia onde a vontade popular, ela é representada. O voto é secreto, Caniato. Que vontade popular que vai ser representada se você não pode cobrar o senador que você votou. Então, essa perpetuação, pra mim, ela é mais uma das disfunções, mas não são disfunções à toa. Pra mim, são todas elas propositais, sempre pensando no poder.

pelo poder. Recebendo a rede Jovem Pan, todos com a gente aqui em Os Pingos nos Is, claro que estamos debatendo, analisando e projetando a votação que acontecerá dentro de instantes no plenário do Senado sobre o novo integrante da Suprema Corte. Jorge Messias foi aprovado pela CCJ e passará pelo crivo do plenário do Senado. Só quero destacar a informação do nosso repórter André Anelli.

lá em Brasília, disse que Davi Alcolumbre, que é o presidente do Senado, segue pedindo que os senadores marquem o comparecimento no plenário. Diz que não pode encerrar a votação com um quórum baixo. 55 senadores registraram presença até o momento. Deixa eu só trazer as manifestações do sabatinado. Mais cedo, durante...

O processo na Comissão de Constituição e Justiça, Jorge Messias minimizou as prisões do 8 de janeiro e afirmou que estava apenas cumprindo o seu papel. A produção separou justamente esse trecho. Acompanhe. Nunca vou me alegrar em adotar medidas constritivas de liberdade de alguém. O fiz por obrigação, por dever de ofício.

Fiz por obrigação, por dever de ofício. Deixa eu chamar o Mota. Mota acompanhou, claro. São muitos cortes, muitos assuntos, muitos temas passados durante a sabatina. E aí separamos esse trecho que trata do 8 de janeiro e a maneira como o AGU se posicionou. Mota. Eu tenho duas coisas a dizer a respeito dessa declaração.

Ela é uma declaração infeliz, porque ela me lembra aquele livro da filósofa Hannah Arendt. Hannah Arendt foi testemunha do julgamento de Adolf Eichmann, um criminoso nazista que foi preso pelo Mossad em Buenos Aires e levado para ser julgado em Israel.

Hannah Arendt foi a Jerusalém assistir o julgamento e ela esperava encontrar um monstro na figura de Eichmann. E ela encontrou um burocrata, um simples cumpridor dos seus deveres. Ele cumpria as ordens que ele recebia com a maior eficiência possível, pensando no dia em que ia se aposentar.

Então não é possível, não é concebível você ter alguém em posição de poder fazendo parte de uma máquina e cumprindo ordens que vão contra a sua consciência. E aqui vem a segunda parte do meu comentário.

que tem a ver com uma coisa que eu já falei aqui algumas vezes e sobre a qual eu já escrevi, que é o fenômeno das pessoas que se dizem cristãos e também de esquerda. São pessoas que dizem que seguem os ensinamentos de Cristo, que acreditam nas coisas que Cristo pregou, no entanto, são associadas de diversas maneiras a socialistas e marxistas.

que defendem, promovem, implantam regimes totalitários. Os marxistas são materialistas. Marx ensinou que a religião é uma ilusão criada para distrair o trabalhador do seu sofrimento.

Marx disse que não tem essa história de você ter uma outra vida, você ter a vida eterna no reino dos céus. Isso tudo é besteira. Esse reino dos céus tem que ser construído aqui nessa terra. Ele se chama comunismo. E para chegar nessa utopia, você tem que fazer o que for necessário. Então, é uma...

falta de perspectiva total para um país perceber que as decisões mais importantes que afetam a vida de todos nós não passam por um crivo exigindo um mínimo de coerência.

Me parece que esses senadores, eles sentam lá, eles aceitam qualquer resposta. Não há nenhum resultado prático dessas perguntas. Você não faz aferição nenhuma. Nós entrevistamos aqui um senador, Alessandro Vieira, e eu perguntei para ele como ele ia votar. Ele disse que ia analisar na hora.

Ou seja, a pessoa já tem uma vida inteira, uma biografia inteira. Mas isso aí não é relevante. O relevante são as respostas que ele vai dar para meia dúzia de perguntas, mesmo assim. E não é só nesse caso.

É no caso de todas as sabatinas. São perguntas absolutas, são respostas. As perguntas também, são perguntas fracas, retóricas. Os senadores aproveitam para fazer discurso, lacração, corte para as redes sociais. E aí as respostas são fraquíssimas.

algumas dessas respostas não são dignas de estagiários. No entanto, fica todo mundo bem, todo mundo aceita. O cidadão que assiste isso na sua casa fica indignado. Ele pensa, não é possível que eu estou ouvindo o que eu estou ouvindo. Mas é isso mesmo, fica todo mundo bem. E aí vamos partir para a votação.

Atenção, notícia que acaba de chegar à redação da Jovem Pan News, decisão do Banco Central, do Comitê de Política Monetária. O Copom reduziu a taxa básica de juros, a taxa Selic, de 14,75% ao ano para 14,5%, ou seja, um corte de 0,25% segundo a queda consecutiva. Deixa eu chamar o Bruno Musa, o Musa acompanha, inclusive, essas oscilações. Já havia...

essa projeção, a indicação de que o Copom faria esse corte de ponto 25, Musa?

Já a expectativa era essa mesma dentro do mercado, assim como a decisão tomada pelo Federal Reserve hoje à tarde, hoje é a chamada super quarta-feira, quando coincide a decisão de política monetária dos Estados Unidos e do Brasil. Tivemos também do Canadá, mas ela acaba sendo de menor importância. O mais relevante realmente era, obviamente, do Brasil, por ser um tema doméstico importante.

e dos Estados Unidos, que acaba afetando o mercado de renda fixa, no geral, no mundo como um todo. Então, justamente, a expectativa era uma queda de 0,25. Havia uma pressão, obviamente, principalmente da área ideológica, do próprio PT, por redução. Afinal de contas, o Gabriel Galípolo foi a indicação do presidente Lula.

E ele não apenas manteve por mais tempo a taxa alta, como ele também subiu bastante, chegou a 15%. E essa foi a segunda redução agora consecutiva, também de 0,25 pontos percentuais. A verdade é que continuamos sendo o segundo maior juro real do mundo. E isso tem um motivo. É muito mais fácil chegar na manchete, somos o juros real mais alto do mundo, ou o segundo mais alto, temos a taxa nominal dentre as maiores também. Ok.

Por que isso? Porque o governo continua gastando muito mais do que arrecada. Hoje nós tivemos um resultado importante que foi divulgado do Tesouro, em que apresentou um déficit primário de quase 74 bilhões de reais, que foi o pior resultado para o mês de março da série histórica iniciada em 1997. Continuamos gastando mais do que arrecada, o estoque da dívida continua crescendo e por mais que você reduza a taxa básica de juros em 0,25, e por mais que você não vai ter que ir para o mês de março da série histórica.

a estrutura do país oligopolizada e, principalmente, que o governo é o maior concorrente com o setor privado das pessoas pelo crédito disponível nos bancos. Ou seja, o maior tomador do dinheiro disponível nos bancos para emprestar é o governo. Consequentemente, sobra menos dinheiro para a população. Como o risco é mais alto, as taxas são estruturalmente mais altas e a gente mantém...

essa recorrência durante anos. Portanto, sim, foi reduzido dentro da expectativa. 14,5% agora. Continua sendo muito alta porque o governo não endereça e piora cada mês que passa o resultado fiscal do Brasil. Nós seguimos acompanhando a movimentação no plenário do Senado. Acabaram de encerrar uma votação, mas não é.

para o nome de Jorge Messias. Fizeram a votação agora para o integrante do Conselho Nacional do Ministério Público, inclusive quórum até agora de 66 deputados, mas nós seguimos monitorando. Qualquer novidade em relação à votação...

votação, né? Aprovação ou não de Jorge Messias no plenário, traremos aqui. Mas enquanto isso, a gente vai refletir sobre a aprovação na CCJ e essa votação da indicação de Jorge Messias no plenário. Pra isso, a gente recebe um convidado especial, o doutor Fernando Capano. Ele é doutor em Direito Constitucional, já participou várias vezes de programas aqui, inclusive comigo, no Visão Crítica. Doutor, seja muito bem-vindo mais uma vez. Obrigado pela gentileza em nos atender.

Eu é que agradeço mais uma vez a oportunidade e sigo aqui à disposição. Perfeito. Doutor, queria, claro, pedir uma análise e reflexão a respeito do dia de hoje. A sabatina feita na Comissão de Constituição e Justiça, a aprovação do nome de Jorge Messias nesta comissão, foi um placar justo, um placar apertado, mas como sempre vimos, aquelas perguntas longas passaram por muitos temas.

E, no final, a aprovação do nome de Jorge Messias. Algo diferente daquilo que o senhor esperava, o que é preciso considerar em relação à figura de Jorge Messias, se notabilizou, por último, na Advocacia Geral da União, e foi o indicado do presidente da República para substituir Luiz Roberto Barroso. Gostaria de escutá-lo.

Bom, antes de mais nada, óbvio, nenhuma novidade. Geralmente, essas indicações, especialmente as indicações de relevo, por exemplo, essa que é talvez, até porque bem sabemos como o jogo é jogado na atualidade, essa é talvez uma das indicações mais relevantes e mais substanciais.

para o jogo político que se desempenha e que se desenha lá em Brasília, nós já sabemos que, muito provavelmente, quando o nome de qualquer um é submetido ao crivo, por exemplo, da CCJ lá no ambiente do Senado Federal, esse nome já tem chances políticas, grandes chances políticas de ser, obviamente, aprovado, porque o acerto é feito de maneira prévia, né?

Não é só agora na indicação do ministro Jorge Messias, foi assim em pelo menos as dez últimas, as quinze últimas indicações, se a gente considerar apenas e não somente o modo como elas foram trabalhadas nesse século XXI aqui, desde que o Supremo Tribunal Federal passou a desempenhar um papel muito mais robusto do ponto de vista...

político do que desempenhava ali na década de 90. Então, nós já sabíamos que o nome do ministro Messias era um nome que muito provavelmente já estava acertado pra ser aprovado, isso é fato, ainda que eventualmente o placar tenha sido um placar relativamente apertado, me parece que esse placar, do ponto de vista de distribuição de votos contrários e votos favorais, vai continuar lá no plenário do Senado.

E o nome do ministro em si, a meu juízo, ele não estou a muito do nome de outros indicados prévios, né? Basta ver, por exemplo, o caso do ministro André Menunça, que também teve, em alguma medida, uma carreira análoga à carreira do ministro Messias, né?

E, portanto, essa tem sido uma toada muito contumaz por parte de quem tem o munos constitucional de indicar estes nomes, que é o presidente da República. E a questão me parece que talvez seja exatamente essa. Nós precisamos, a meu juízo, repensar o modo como a gente, por exemplo, indica um ministro do Supremo e talvez pudéssemos nos aproximar de outras democracias.

cuja indicação tem aí uma metodologia bastante distinta da metodologia que a gente adota aqui no Brasil. Doutor Fernando Capano conversando ao vivo aqui com a gente. Os nossos comentaristas farão perguntas também, doutor. Vou passar para o Cristiano Beraldo. Você, Beraldo. Doutor Fernando, boa noite. Hoje a gente assistiu essa sabatina.

em que fica configurado que os requisitos para ingressar no Supremo Tribunal Federal realmente mudaram por completo. Se a gente observar, só a Universidade de São Paulo, lá com São Francisco, já ofereceu há não muito tempo grandes juristas ao Supremo Tribunal Federal, Alfredo Buzayde, Barros Monteiro, Sidney Sanches.

E hoje parece não haver mais a preocupação em parecer dar uma vestimenta, um ar de que essas indicações são baseadas naquilo que a Constituição espera. O senhor citou aí...

outros lugares que têm regras que são mais objetivas para a escolha dos ministros. Como é que o senhor acredita? Quais dessas regras? O que o senhor acredita que poderia ser feito no Brasil de fato, de forma efetiva, para a gente alterar essa realidade?

Pois é, agradeço a ponderação porque ela é bastante pertinente, de fato. Nós tivemos aí num passado não muito longínquo a indicação de nomes que tinham absoluto relevo. Você mencionou o ministro Buzayde, basta a gente relembrar ou a gente informar, para quem não sabe, que o ministro Buzayde foi o autor do nosso Código de Processo Civil que vigorou até 2016, tanto que aquele código se chamava Código Buzayde. Então, basta este exemplo para a gente saber o quanto...

era importante a formação, o relevo e a substância jurídica para alçar a condição de ministro do Supremo. Mas, de novo, eu não vejo, sinceramente, a indicação do ministro Jorge Messias, do ponto de vista da sua carreira, distoando, por exemplo, do ministro André Mendonça, distoando, por exemplo, de alguns outros ministros. O próprio ministro Gilmar, nessa perspectiva, me parece que também tem uma carreira...

É bastante análoga nessa perspectiva, embora o ministro Gilmar tenha aí um itinerário acadêmico bem mais robusto, isso é verdade. O problema não é o nome, o problema é o modo como a gente realmente compreende essa montagem do plenário do Supremo. E a indicação passou a ser essencialmente uma indicação política, longe de se preocupar se o sujeito é de fato um sujeito que tem estatura jurídica.

Por uma simples razão, porque hoje um único ministro do Supremo Plurão Federal pode parar o país, o que não acontecia, por exemplo, até a década de 90. Na década de 90 nós tínhamos aí, por exemplo, a chamada Corte Moreira Alves. Ministro Moreira Alves representava esse momento do Supremo em que você não sabia quem eram os ministros do Supremo. Você não tinha ideia. Se eles andassem na rua eram pessoas anônimas e assim tem que ser no final das contas.

Hoje não. Hoje um ministro é muito mais conhecido do que o camisa 10 da Seleção Brasileira de Futebol. E não pode ser desse jeito, né? E aí, falando sobre outras experiências de outros países, nós temos, por exemplo, as previsões ali no âmbito da Constituição Espanhola, em que para concorrer ao cargo de ministro supremo, que tem mandato, digas de passagem, salvo o melhor juiz, o mandato lá é de 12 anos, e 12 anos é período mais do que suficiente para que a pessoa possa contribuir de maneira muito elevada.

e muito honrosa para a construção de um ordenamento jurídico no país a partir da interpretação das normas constitucionais, lá nós temos diversas possibilidades em que diversas outras entidades, institutos, órgãos e estruturas institucionais carrenham os seus nomes para que esses nomes possam ser escolhidos. Então, é uma série de pessoas, não tem uma única pessoa, um único agente...

sistema que tem a prerrogativa de fazer essa indicação, como é o caso aqui do sistema brasileiro. E nós também precisaríamos necessariamente repensar o Supremo a partir da cláusula de reserva de plenário, que é o artigo 97 da Constituição. Nós não podemos ter mais um único ministro com todo respeito.

O Supremo presta, prestou e prestará serviços relevantíssimos para o sistema democrático brasileiro. Mas nós não podemos ter um único ministro com poder de pauta, com poder de controle do que ele julga e do que ele não julga, e com poder de exercício monocrático, de judição. Não existe lugar nenhum no mundo em que há essa possibilidade de que o único ministro, e não a corte como um todo, por isso eu falo da reserva de plenário, né?

que precisa ser necessariamente reforçada, precisamos de uma emenda constitucional dentro dessa lógica, em que o exercício monocardio de jurisdição, a não ser em casos absolutamente excepcionalíssimos, ele eventualmente tem que ser feito de maneira colegiada, ele tem que necessariamente ser uma pauta previsível. Basta saber, e de novo fazendo um paradigma aqui que me parece muito interessante.

que a Corte Suprema Norte-Americana, que dicas de passagem é modelo para nós em alguma medida, faz uma sessão administrativa por ano em que nessa sessão administrativa se decide o que vai se julgar durante o ano. Aqui não. Aqui cada semana nós temos uma novidade. Eu faço o teste das manchetes com os meus alunos de Direito Constitucional. Eu falo para eles, vejam as manchetes de hoje, vejam as manchetes da Jovem Pan, por exemplo. E eu aposto com vocês que de cada 10 manchetes que os senhores dão...

Oito tem a ver direto ou indiretamente com algum ministro ou com alguma questão que está tramitando no âmbito do STF. Isso é mal para o país, isso é mal para a nossa República. A gente precisa repensar não a indicação apenas, e sim o modo como o Supremo está institucionalmente desenhado no âmbito da nossa Constituição.

Doutor Fernando Capano, queremos agradecer demais pela participação. Seguiremos nessa cobertura especial, naturalmente sempre contando com a sua participação, sua colaboração. Grande abraço, uma ótima noite de quarta-feira e até a próxima. Agradeço uma vez mais. Até mais. Tchau, tchau.

Tchau, tchau. Bom, daqui a pouco a gente vai acionar a reportagem da Jovem Pan News. Temos repórteres no plenário do Senado. Daqui a pouco a gente traz destaques ao vivo, mas há, inclusive, várias votações que estão acontecendo antes...

do nome de Jorge Messias para a Suprema Corte. Então, a gente segue acompanhando. Há pouco, um integrante para o Conselho do Ministério Público. Então, parece que são, no total, oito votações, oito ou nove indicações. Os senadores registram os seus votos e aí aparecem os resultados naquele placar eletrônico. Então, nesse momento, há aquela articulação.

as determinações por parte do presidente, ele coloca em votação os cargos para os quais os indicados estão pleiteando e aí sim os senadores acabam proferindo seus votos por meio daquele sistema eletrônico. Então, daqui a pouco, a gente trará as informações ao vivo em relação à votação de Jorge Messias, que possivelmente será o novo integrante da Suprema Corte. Apesar...

de uma informação que eu trouxe há pouco. Tinha um zoom, zoom, zoom nos corredores do Senado Federal de que Davi Alcolumbre estaria fazendo uma articulação, mas muito de bastidor, para que Jorge Messias não fosse aprovado.

Porque é sabido no Senado Federal, ou é sabido nos corredores de Brasília, de que a preferência dele seria para Rodrigo Pacheco. Ele já externou isso para muitas pessoas, de que entende que a figura ideal para integrar a Suprema Corte no lugar de Luiz Roberto Barroso seria Rodrigo Pacheco.

que foi seu colega no Senado, é seu amigo pessoal, ele que é senador eleito pelo Estado de Minas Gerais e que sucedeu, inclusive, Davi Alcolumbre na presidência do Senado. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo para trazer a sua percepção a respeito disso, né, Beraldo?

Quando nós falamos sobre a figura de Davi Alcolumbre, o poder de mobilização, de articulação, muitos colocavam em dúvida se ele poderia arregaçar as mangas e articular para a derrubada, ou a não aprovação de Jorge Messias. Parece um pouco fantasiosa essa tese?

Não, Caniato, Davi Alcolumbre é o grande comandante do Senado Federal. Ele sabe usar o poder que tem a ocupar a presidência de forma impressionante. É preciso lembrar que Alcolumbre, senador pelo Estado do Amapá, ele não era uma figura conhecida, ele não era uma figura relevante, uma figura que circulava nas altas rodas do poder de Brasília.

até que ele, numa articulação surpreendente, conseguiu ganhar a presidência do Senado na eleição de 2019, em que foi uma surpresa para todos. Havia a expectativa de Renan Calheiros se candidatando, que deveria ser o candidato favorito. Depois ele acabou desistindo, se não me engano.

Enfim, foi uma eleição bastante atípica naquele começo de governo Bolsonaro. E agora ele que exerceu o mandato de presidente do Senado, depois foi para a presidência da CCJ, segurou por meses a fio a indicação de André Mendonça numa queda de braço com o governo federal.

E agora reassumiu a presidência do Senado com quase a totalidade dos votos. Isso aqui é uma coisa impressionante. Ele conseguiu fazer uma articulação do PT, do PSOL ao PL, em que ele teve o voto de quase todos os senadores de todos os partidos. Então ele exerce essa força que foi dada a ele de uma maneira bastante intensa.

E se houver a aprovação ou se houver a rejeição, eu não tenho a menor dúvida de que isso acontecerá atendendo aquilo que Davi Alcolumbre quer. O problema é que mesmo que haja a rejeição e a gente amanhã respire aliviado...

essa rejeição, a articulação para essa rejeição, ela infelizmente não terá sido pelo bem do Brasil, ela terá sido pelo bem de algum benefício, algum acordo, alguma tratativa que a gente provavelmente não ficará sabendo. Mas é o que temos para hoje, Caniato. Quem sabe numa próxima legislatura, quando a oposição

ou quem sabe situação naquele momento, quiser efetivamente ganhar protagonismo, dar passos com as próprias pernas, parar de jogar esse joguinho rasteiro do Congresso Nacional e ser honesto com os eleitores que os colocaram ali, aí sim, quem sabe, nós poderemos ter um jogo mais transparente dentro do Congresso Nacional. Porque hoje, infelizmente, a gente não vai poder contar com isso.

Pois é, a gente segue nessa cobertura especial. Neste momento eu preciso só me despedir de parte da rede, porque algumas emissoras ficarão com a programação local. Muito obrigado pela audiência. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, trazendo os principais aspectos desta noite de sabatina. A votação em plenário ocorrerá dentro de instantes. E vamos gerar a reportagem da Jovem Pan News. Quem está ao vivo com a gente é o Bruno Pinheiro.

O Bruno está lá no plenário do Senado Federal, vai trazer os detalhes para a gente, as movimentações e os bastidores, né Bruno? Conta para a gente o que foi que só você viu neste momento. Bem-vindo. Oi Caniato, ótima noite a você, a nossa audiência, os nossos comentaristas e quem nos acompanha. Eu conversava agora há pouco, na verdade, com alguns parlamentares sobre essa conversa, né? Conversa não, sobre o que aconteceu de fato hoje, a liberação de recursos das emendas.

em positivas, as chamadas RPCs, que são emendas para a área da saúde. O que eu ouvi? Que essas emendas foram empenhadas hoje ao longo do dia. Ontem também, nas últimas horas. Mas o que tem acontecido é que os senadores estão olhando no retrovisor

alegando que lá na indicação do ministro Flávio Dino também houve essa liberação de recursos para tentar ganhar votos aqui dentro do plenário para conseguir naquela época então a aceitação do nome do indicado agora atual ministro Flávio Dino, mas essas emendas que foram empenhadas eles não receberam, ou seja, o governo só fez uma ordem de serviço, mas não conseguiram retirar essas emendas.

Qual é o sentimento aqui? Receio de isso acontecer novamente, o que seria uma articulação do governo, um compromisso de repassar essas emendas, de serem empenhadas, mas isso não ser respeitado. Lá na Sabatina, na CCJ, com 16 votos, vieram aqui para o plenário do Senado. Alcolumbre está analisando outras indicações de várias autoridades, tanto para o CNJ, para o Conselho Nacional de Justiça, para o Ministério Público, está levando em média...

quatro minutos cada votação. A gente vê um ritmo ali emplacado. Eu até me lembrei aqui da narração de Nilson Cesar, a voz marcante do futebol aqui da Jovem Pan, porque é uma narração rápida de Alcolume para conseguir emplacar e conseguir segurar.

Esses senadores agora são 79 em plenário, ao todo são 81. Um senador está em viagem ao exterior e a ideia de Alcolum é justamente de liquidar essas votações, liquidar essas autoridades e aí conseguir na sequência a votação de Jorge Messias, que está aguardando aqui na liderança do governo. Uma ala evangélica, líderes estão aqui aguardando.

alguns advogados e ministros do governo que saíram dos seus ministérios e voltaram aqui para o Senado para fortalecer esse voto. Só para a gente finalizar, a gente já comentou aqui hoje que o que me chamou a atenção foi que o senador Flávio Bolsonaro convocou ali os aliados, os parlamentares, tanto senadores e deputados para um jogo de futebol hoje às 21 horas. Alguns parlamentares chegaram a falar em não comparecer aqui no plenário. Seria uma tentativa de esvaziar, mas até agora...

Está todo mundo aqui, inclusive o senador Flávio ali ao lado do senador Rogério Marinho na mesa da presidência do Senado. O senador Jorge Seif e Alcolumbre na votação, ou seja, os parlamentares da oposição ainda estão aqui no plenário do Senado Federal. Daniel Caniato.

Pois é, deixa eu receber a rede Jovem Pan, todos agora conectados com a gente em Ospingos nos Is. Bruno Pinheiro está no plenário do Senado Federal, acompanhando todas as movimentações. Dentro de instantes, a votação dos senadores para o nome de Jorge Messias. Aprovarão ou não ele para se tornar o novo ministro da Suprema Corte. Bruno, você fez a comparação da...

rapidez de Davi Alcolumbre ao trazer as informações com o nosso craque da narração, Nilson César. Não sei se o Nilson vai ficar feliz ou triste com essa comparação, mas pra além disso, você destacou a situação que envolve o futebol, né? O futebol que está sendo organizado por Flávio Bolsonaro. Parece que está sendo muito desprestigiada a votação de Jorge Messias no Senado. Porque se alguns congressistas vão deixar de votar para o Flávio Bolsonaro.

para comparecer ao futebol, provavelmente que depois terá um churrasco, eu fico pensando, bom, não é algo tão importante assim para alguns congressistas, né? Ou a estratégia é justamente essa, para esvaziar a votação, e aí o congressista acaba dando uma desculpa, eu não pude votar porque eu já tinha marcado futebol com o Flávio, é disso que se trata?

Olha, eu cheguei a conversar tanto ali entre os colegas jornalistas com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que me disse não acreditar que haverá um esvaziamento, que os senadores têm um comprometimento aqui com o Senado Federal e que eles vão estar aqui.

na votação. Agora o Columbre chama atenção do plenário pela movimentação pra, de fato, voltar a atenção para a votação que está em andamento. Só voltando à história, conversei também com o Randolph Rodrigues sobre o jogo de futebol de Flávio. Ele disse que o que vai acontecer é que ele vai fazer um gol

no time de Flávio com a votação de Jorge Messias. Independente disso, durante a semana foi discutido lá no Bloco Vanguarda com os aliados, cerca de 18 senadores. Eles chegaram a cogitar não comparecer no plenário. Além de ser um voto não...

de não vir para declarar o voto, ou seja, não comparecer. Mas aí chegaram ao entendimento que eles viriam sim ao Senado, porque estando aqui também representaria uma insatisfação do eleitor ou de quem está lá do outro lado que eles votassem contra o nome de Jorge Messias. Então, esta semana chegou a ser cogitado não comparecerem no Senado. Mas vieram, estão aqui os parlamentares ainda assim votando.

Não, ou seja, contra a indicação do governo. A ideia da oposição, ainda aqueles que receberam Jorge Messias durante uma campanha aqui no Senado Federal, é não ficar expondo essa ligação de proximidade ou que tem qualquer tipo de amizade aqui dentro dos corredores do Congresso Nacional. Hoje, um pouco mais cedo, lá na Sabatina, o líder, deputado Sostens Cavalcante, cumprimentou Jorge Messias.

E aí as redes sociais, uma enxurrada de comentários dizendo que ele não representava a oposição, que ele não tinha honrado com seu compromisso, que era contra a indicação. Agora, há alguns minutos, o deputado Sostnes Cavalgante usou as redes sociais para dizer que ser contra...

não quer dizer faltar com respeito, receber essas pessoas, receber essas autoridades. Então, a gente vê esse acirramento que sai de dentro do plenário do Congresso Nacional para as ruas, ou melhor, que faz o caminho inverso, que vem das ruas para dentro do Congresso Nacional, dizendo que não aceita essa indicação. Ainda assim, de forma reservada, alguns nomes da oposição já falam que Jorge Messias, sim, é o novo ministro do Supremo Tribunal Federal.

Pois é, vamos bater o martelo daqui a pouco, né? Saberemos se isso de fato irá se concretizar dentro de instantes. O Bruno segue no Senado Federal, no plenário, acompanhando todas as movimentações, né, Bruno? Qualquer novidade, por favor, prioridade para você, é só nos acionar. Bom trabalho para você.

Deixa eu chamar os nossos comentaristas, deixa eu chamar o Roberto Mota. Você, Mota, há, inclusive, por parte de alguns congressistas, uma articulação para esvaziar, talvez, essa votação. Inclusive, Flávio Bolsonaro organizando um futebol, enfim. Mas teve um apontamento feito, uma informação destacada pelo Bruno em relação às emendas, uma articulação de bastidor para, digamos...

anabolizar, talvez, ou estimular o posicionamento de alguns senadores. É do jogo, faz parte do jogo, mas isso indica receio. Em alguma medida, o governo sentiu um receio de que talvez não fosse dar certo. É difícil dizer o que está acontecendo, Canhato. Hoje eu passei o dia conversando com pessoas, cidadãos comuns.

E a gente aqui, desse lado, fica tentando decifrar o que está acontecendo. Fica tentando encontrar alguma lógica no comportamento dos senadores. Fica tentando identificar algum resquício de fidelidade às coisas que esses senadores sempre disseram. Senadores e outros parlamentares.

A política é feita de gestos, a política é feita de símbolos. É assim que o eleitor forma a sua opinião. São frases, gestos, às vezes até abraços. E isso muitas vezes vale mais do que horas de discurso bonito.

A gente viu a menção aí a um abraço com direito a cochicho que um parlamentar do PL deu no indicado quando estava participando da sabatina. E não foi uma coisa furtiva. Foi público, demorado, com a intenção mesmo de que fosse visto.

até onde eu pude acompanhar nas redes sociais, as reações a isso foram as piores possíveis. Porque aquilo ali é um símbolo evidente. E isso me lembra o que me disseram uma vez, há muito tempo atrás. Uma pessoa muito experiente na política disse, olha, vocês...

precisam parar de brigar por política. Vocês ficam aí se engalfinhando. Lá em Brasília, quando acabam as sessões, eles vão todos juntos beber, comer, comemorar, fazer negócios. Naquela época, eu não acreditei nisso.

Eu ainda achava que a maioria dos políticos, principalmente os políticos de direita, principalmente os políticos que enchem a boca para dizer que são conservadores, eu achava ainda que eles eram movidos pelas intenções mais nobres, pelas convicções mais fortes. E olha, Caniato, eu mal consigo me lembrar desse tempo.

Pois é, estamos com imagens ao vivo do plenário do Senado. Será que a gente consegue abrir o microfone? Tem manifestação de Davi Alcolumbre fazendo o chamamento para os senadores se manifestarem? Vamos acompanhar. Bom, Davi Alcolumbre falando neste momento. Se a gente conseguir só subir o som um pouco para escutar quais são as orientações neste momento para Davi Alcolumbre, chamando para a votação do nome de Jorge Ncias.

O Senado vota, neste momento, a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Davi Alcolumbre na posição de presidente do Senado e do Congresso, fazendo chamamento, a orientação e pedindo que os senadores se manifestem por meio do dispositivo eletrônico. Os senadores estão presentes na casa. 73. Mas as orientações, as indicações...

Aí a TV Senado focaliza o placar eletrônico com as bancadas, divididas inclusive pelos entes federativos, os nomes dos senadores. Em cada estado são três senadores. Então é um placar que indica...

em cada estado, e mais o Distrito Federal, os três congressistas que representam aquele ente federativo. E aí, a partir do momento em que a votação é indicação ao registro, nesse placar eletrônico, o Davi Alcolumbre segue orientando os senadores para que façam os registros para a indicação de Jorge Messina, o voto e a manifestação.

Tem algum senador, a senadora Mara? Pela ordem. Pela ordem, conceda a palavra à senadora Mara Gabrilli. Na frente. E aí passa a palavra para a senadora Mara Gabrilli de São Paulo. Vamos acompanhar qual é a questão de ordem. Eu peço atenção. Excelências. Excelências. A senadora Mara Gabrilli pediu pela ordem e eu tenho um informe do senador, do líder Rogério Marinho, que o senador...

Senhor presidente. Só um minutinho, senadora Mara. É só para informar também que o senador Rogério Marinho me disse aqui na mesa que o senador Hilder Moraes e o senador Marcos Ponte não vão votar. Não precisa esperar. Com a palavra, senadora Mara Gabrini, eu vou encerrar daqui a pouco.

Senhor presidente, eu queria chamar a atenção de vossas excelências, de nossos colegas senadores e senadoras, para alguns pontos relevantes da indicação que nós estamos analisando agora.

Eu começo fazendo a leitura do trecho de um editorial do jornal Estado de São Paulo, publicado em 8 de abril com uma chamada extremamente impactante. O Senado tem o dever de rejeitar Messias.

O trecho que me fez refletir profundamente sobre a importância do Senado no atual momento histórico, no qual a sociedade brasileira vem demonstrando crescente insatisfação com as condutas, os contratos milionários de familiares e os conflitos de interesse dos ministros da nossa mais alta corte.

Diz o Estadão, é verdade que a Constituição confere ao chefe do Estado Executivo o poder de indicar nomes para compor o Supremo, mas Lula fez dessa nobre prerrogativa um meio de premiar lealdades pessoais e garantir que seus interesses políticos...

imediatos estejam representados na corte. Já me manifestei publicamente, já assistimos isso com outros indicados do presidente Lula, que são...

Senadora Mara, me permita do fundo do coração, Vossa Excelência vai falar, o seu discurso é longo? É porque todos já votaram, eu queria encerrar. É não? Já estou terminando. Me desculpe a indenicadeza.

Todo mundo aqui sabe a origem dessa gratidão que Lula nutre a Messias. E que eu não estou avaliando aqui se reúne prerrogativas, vira página. Mas, para terminar, presidente, eu falo de proteção política, falo de conflitos de interesses imediatos.

Eu falo do vazamento de áudio pelo nosso colega senador Sérgio Moro, que na época em que era o juiz à frente da Lava Jato, todos lembram da fidelidade do Bessias mencionado pela ex-presidente Dilma. Eu encerro, presidente.

Obrigado, senadora Amara. Me desculpe, do fundo do coração, é porque com esse informe que foi dado aqui, já não tem mais senador para votar. Eu vou encerrar a votação, vou encerrar a votação. Está encerrada a votação. Determina a secretaria-geral da mesa que mostre no painel o resultado. A gente vai perder por oito. Só um minuto.

Peço atenção! Peço atenção! Atenção. Peço atenção no plenário. Senado acaba de rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Vamos escutar o que diz agora o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Peço a polícia!

Botarão sim! Peço atenção! Peço atenção!

Votaram sim 34 senadores e senadoras. Votaram não 42 senadores. Foi rejeitada a indicação. A matéria vai ao arquivo e será feita devido à comunicação à presidência da República. Cumprindo a finalidade desta sessão deliberativa ordinária do Senado Federal, a presidência declara o seu encerramento.

Impressionante. Derrota para o governo, o Senado rejeita a indicação de Jorge Messias. Então o plenário reverte a decisão que tinha sido tomada pela Comissão de Constituição e Justiça. Vamos chamar os nossos comentaristas, porque é uma notícia que surpreende, mas está em linha com aquele zum zum zum que eu trouxe há pouco. Uma informação de bastidor.

Colegas nossos, muitas fontes que nós temos em Brasília, indicavam justamente essa possibilidade, uma articulação debastidor de Davi Alcolumbre. E agora, a confirmação. O Senado rejeitando a indicação de Jorge Messias. Deixa eu chamar o Roberto Mota. Mota é uma notícia improvável, né? Muitos projetavam uma vitória do governo. Não foi o que aconteceu.

Improvável e eu tô aqui me beliscando, Caniato. Quando eu vi o anúncio ser feito, eu achei que eu tinha entendido errado. Realmente é um momento histórico, é a primeira vez desde 1879 que o Senado brasileiro rejeita um candidato à Suprema Corte.

A gente fica aqui pensando quais serão as cenas do próximo capítulo. Eu já estou até pensando aqui que nesse momento pode ser que existam parlamentares já tomando o caminho da Praça dos Três Poderes, prontos para orientar na Justiça pedindo uma anulação dessa votação, a declaração de inconstitucionalidade, alguma coisa do gênero. De qualquer forma...

Trata-se de um acontecimento muito importante. Estamos aqui pensando se ele sinaliza uma virada no Congresso Nacional, se ele sinaliza uma mudança de posição dos senadores, quais serão as implicações dessa rejeição para as próximas eleições?

De qualquer forma, me parece, Caniato, que o Congresso Nacional, através do Senado, manda um recado claro, que eu interpreto da seguinte forma. A República é constituída por três poderes, independentes e igualmente poderosos, que se fiscalizam e se vigiam através do sistema chamado de freios e contrapesos.

Essa é a principal virtude da democracia. Então está na hora de todo mundo que se rasga em elogios ao Estado Democrático de Direito, está na hora dessas mesmas pessoas aplaudirem o Congresso Nacional, aplaudirem o Senado Federal.

por ter cumprido com seu dever. Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo. Eu perguntava há pouco para o Beraldo se a tese de que Davi Alcolumbre estaria articulando uma derrota para Messias, se essa tese não seria fantasiosa, o Beraldo disse, de jeito nenhum. Dito e feito, o Senado rejeitou a indicação, algo inédito, em 134 anos, Beraldo. Agora, o que fará o Palácio do Planalto? Como recalcular a rota?

Procura no banheiro que deve ter gente chorando, trancado, Caniato. Olha, Caniato, eu me junto à comemoração. É um resultado que serve ao bem do Brasil. Mas eu não me junto neste reconhecimento que o Mota generosamente fez ao Senado Federal, porque, no fundo...

Eu, de novo, não acredito que a força que levou à rejeição do nome de Jorge Messias tenha sido concatenada, tendo em vista exclusivamente o bem do país.

Ali o jogo de Brasília, o jogo político, é um jogo muito pesado. É importante nós lembrarmos tudo o que o governo tem feito para causar estresse no Congresso Nacional, desde o ano passado, em que houve um aumento da tensão. E, de novo, o presidente Davi Alcolumbre, ele não é o tipo de político da...

que releva, que vai ali para um caminho de conciliar, de abrir mão. Ele não é, ele não tem esse perfil. A sua atuação política é justamente no outro caminho. Ele tem força e prestígio porque ele é um trator.

Porque ele, diante dos compromissos que ele assume com os outros senadores e com aquelas pessoas no seu entorno, ele não mede esforços para conseguir entregar. Portanto, o resultado dessa votação, de novo, é muito favorável ao Brasil.

O Brasil hoje, digamos, pode dormir aliviado, mas precisamos acordar amanhã muito vigilante. Só que hoje podemos respirar aliviado. Entretanto, a máquina que existe nessa engrenagem que a gente não vê do Congresso Nacional, da política brasileira, ela está girando a todo vapor, destruindo tudo e todos que estão na sua frente.

Pois é, daqui a pouco eu chamo o Bruno Musa, o Bruno Musa vai trazer também suas impressões. Deixa eu só girar a reportagem da Jovem Pan News. Bruno Pinheiro, ao vivo no plenário do Senado, vai trazer as informações de momento após essa rejeição inédita, né Bruno? O que foi que você observou? Imagina a comemoração do grupo que torcia para a rejeição. Deu certo, hein?

A história sendo escrita em tempo real aqui, a gente acompanhou essa votação. Eu disse que estava durando cerca de quatro minutos cada votação, na verdade, aqui, e foi muito rápido. Agora, os parlamentares da oposição, vários deputados e senadores, continuam dentro do plenário ainda para comemorar, então, esse resultado divulgado agora há pouco. Agora a gente conseguiu ver aqui de cima...

que na reta final, quando tinha em torno de 64 senadores que já haviam registrado os seus votos, o que aconteceu? O senador Jacques Wagner veio conversar com o Flávio Bolsonaro. No registro de vídeo que eu fiz, demorou algo em torno de 1 minuto e 40 segundos, aproximadamente, essa conversa aqui na parte de baixo. Eles gesticulavam muito e logo na sequência foi comunicado que seria encerrado essa votação. Na minha esquerda aqui, estava o relator da indicação, o senador, o Everton Rocha, também indicou.

O nome do senador é ex-senador Flávio Dina, agora ministro do Supremo Tribunal Federal. Então é um nome experiente em relatorias que na grande maioria, até mesmo o jantar, o churrasco, sempre está armado já depois dessa votação aqui no Senado Federal.

com a certeza desta, de fato, desta vitória. Quando sai o resultado, Alcolumbre não tem nenhuma reação, Flávio Bolsonaro também se conteve, diferentemente de nomes da oposição, Flávio não teve nenhuma reação, já os outros parlamentares reagiram e muito comemorando. O Everton Rocha não reagiu, ficou assistindo ali os outros aliados do governo também, já se retirando do plenário do Senado Federal.

A expectativa era que fosse de uma margem muito apertada. Conversei com nomes do Palácio do Planalto, 42 a 44 votos era o que eles contavam, mas isso foi reverso, foi ao contrário, foi contra a indicação de Jorge Messias, que estava em outro ponto, lá na liderança do governo no Senado. Não chegou a ouvir até aqui no plenário do Senado Federal. Só para a gente finalizar então na imagem...

A gente consegue ver ao vivo aqui tem o deputado Zé Trovão, que está ali, deputado Evair de Mello, outros parlamentares que estão aqui dentro do plenário do Salão Azul ainda nessa última movimentação, fazendo vídeos para as redes sociais, a senadora Damares Alves também aqui esquerda e lá na mesa diretora totalmente já esvaziada. Agora, aguardar, qual será a reação do líder do governo, senador Randolfo Rodrigues, que estava muito confiante, e aí Flávio Bolsonaro, que também deverá conversar com a imprensa, porque isso é visto como...

sobre a liderança de Flávio Bolsonaro na última reunião que teve com os parlamentares ali do bloco vanguarda, de que Flávio seria então esse articulador, quem estaria à frente para dialogar com os parlamentares e conseguir evitar essa indicação de Jorge Messias.

É isso, os bastidores dessa rejeição, né? O Senado não aprova a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. O Bruno segue no plenário do Senado, daqui a pouco ele volta com outros destaques e a nossa reportagem, inclusive, contatando alguns senadores, daqui a pouco entrarão ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Deixa eu chamar o Bruno Musa.

Bruno Musa, trazer também sua impressão a respeito dessa rejeição. Bruno, o Senado fez o que deveria ter sido feito em outras ocasiões, porque vocês mencionavam um certo receio que os senadores têm de comprar brigas com o Supremo Tribunal Federal, porque eles poderiam ser prejudicados no futuro. Eu acho que muitos fazem essa leitura.

Agora o Senado se colocou, vetou o nome de Jorge Messias. Talvez esse seja um primeiro passo de um novo momento do Senado? Veja se o seu microfone está fechado, nós não estamos te escutando.

Está aberto? Então, talvez seja aqui. Vou pedir para o pessoal da nossa equipe de sonoplastia verificar o áudio do Bruno Musa. Se estiver ok, eu o chamo. Senão, a gente acaba girando com os demais comentaristas sobre o papel do Senado Federal, né? Quando a gente fala de freios e contrapesos, é preciso olhar para o Senado como uma casa legislativa?

que tem poderes adicionais aos poderes da Câmara. E principalmente quando a gente olha para a relação com o Supremo Tribunal Federal. Por exemplo, é o Senado que pode retirar, empichar um ministro da Suprema Corte. Mas quantas vezes não debatemos isso aqui? Poxa, o Senado pode fazer isso?

mas não vota impedimento de ministro do Supremo, por quê? E aí muitos fazem essa reflexão, ah, eles têm receio que lá na frente tem uma retaliação por parte do Supremo, há problemas eventuais que senadores possam ter, né? Já que eles foram privilegiados, os senadores seriam julgados na Suprema Corte. Então há um receio, né? Os senadores sempre têm muitos dedos.

em colocar ministros da Suprema Corte em situações embaraçosas no Senado. Por isso que dificilmente a gente observa a discussão a respeito de um processo de impedimento. Bom, enquanto o Bruno Moussa então não está ok, deixa eu passar para o Roberto Mota, a gente segue com imagens ao vivo. Nós temos a reportagem? Jorge Messias vai sair daqui a pouco dessa sala? Então, estamos com imagens ao vivo em um corredor.

do Senado Federal, há uma reunião de muitos jornalistas aguardando a saída de Jorge Messias ali à sala da liderança do governo. Ele acompanhou a votação nesta sala da liderança do governo no Senado Federal. Está vendo que é um corredor com várias salas. São as lideranças dos partidos. No final, a liderança do governo. Jorge Messias sairá dentro de instantes. Acho pouco provável que ele conceda uma entrevista.

ou que dê qualquer tipo de manifestação, mas a gente está acompanhando. Enquanto isso, deixa eu passar para o Bruno Musa, a gente ficar com a imagem dividida, num canto, a câmera focalizando essa sala, daqui a pouco Jorge Messias sairá, acho que agora sim, então, antes de passar para o Bruno Musa, vamos só acompanhar.

Se o sabatinado que foi aprovado na CCJ tem rejeitado no plenário, se ele dará algum tipo de manifestação. Os cinegrafistas e os fotógrafos já estão a postos. André Anelli, repórter da Jovem Pan, está por lá. Anelli, você nos escuta? Qual a informação de momento?

Estou ouvindo sim, Caniato. Muito boa noite a você e a todos aqui nos Pingos, nos Is da Jovem Pan. Você acompanha imagens ao vivo nesse momento da sala da liderança do Senado, onde acabou de entrar aqui por último o senador Wellington Dias. Ele que inclusive era ministro, se licenciou para justamente reforçar...

a votação do governo federal nesse dia de hoje, mas que acabou não surtindo efeito, conforme a gente já mostrou ao longo aqui da programação da Jovem Pan. Jorge Messias foi rejeitado, teve 42 votos não, é o primeiro indicado ao Supremo Tribunal Federal a ser rejeitado.

desde 1894, ou seja, desde o século XIX, e repercutindo esse duro resultado para o governo. Agora há pouco passou por aqui o senador Jax Wagner, ele que é líder do governo, disse em poucas palavras que não sabia realmente o que tinha provocado esse resultado, disse que não tinha expectativa de que fosse uma derrota, o governo estava confiante, e que por isso então...

entrou nessa sala da liderança, onde a gente está mostrando imagens ao vivo nesse momento, onde Jorge Messias acompanhou toda a votação e que segue agora então reunido com os principais parlamentares do Senado aqui na casa. A gente vê que nesse momento mais autoridades acabam entrando aqui, vão todos se reunindo com Jorge Messias que vai passar por esse corredor a qualquer momento, logo depois então dessa derrota, será a primeira aparição pública dele depois desse resultado. O caniato.

Danelli, há algum tipo de discussão, informação ou mesmo tese de qual deve ser o posicionamento do governo federal a partir disso? Chegaram a levantar possibilidades, algum comentário de figuras ligadas à base governista?

Excelente pergunta, Caniato, mas o resultado foi agora há pouco, faz menos de 15 minutos e o governo foi pego totalmente desprevenido, despreparado. Até porque a gente destaca o resultado positivo que aconteceu mais cedo na CCJ, Comissão de Constituição e Justiça.

Havia publicamente a declaração de 25 senadores que votariam a favor de Jorge Messias no plenário da casa. Isso dava um certo conforto para o governo, a confiança necessária para que o presidente Lula, com todo o atraso desde o ano passado, fizesse a indicação formal do Jorge Messias, advogado-geral da União, para o Supremo Tribunal Federal. E como se trata de uma surpresa muito repentina, repito, faz menos de 15 minutos esse resultado.

a gente ainda não conseguiu nenhum tipo de manifestação por parte do governo. O Jacques Wagner passou aqui por esse corredor, mostro de novo, é um corredor bem longo, para quem não conhece o Congresso Nacional, que ao final dele, onde a gente se encontra nesse momento, fica a sala da liderança do governo aqui no Senado, os principais...

Os protagonistas, os principais membros do governo federal no Senado, nesse momento, estão reunidos já com Jorge Messias nessa sala, porta de vidro adentro, a imprensa não tem acesso a essa sala, e onde, nesse momento, então, fazem as primeiras avaliações em relação a esse resultado de agora a pouco. O caniato.

Tá bom, a gente vai seguir em contato. Se conseguir depois conversar, ainda que em off com alguém conectado ao Palácio do Planalto ou à base governista, faça a seguinte pergunta, Anely. Pacheco vem aí? A gente conversa depois, tá? Um abraço pra você, bom trabalho, a gente se segue em contato.

Deixa eu chamar o Bruno Musa, para o Bruno, claro, trazer também suas impressões a respeito dessa rejeição, a posição que foi tomada pelo Senado Federal. Você, Musa, quais aspectos dessa posição, né? Essa posição, essa decisão tomada pelo Senado Federal neste momento lhe chamam a atenção? E dá para a gente já levantar outros nomes? Porque falavam que Davi Alcolumbre queria que Rodrigo Pacheco fosse indicado. Será?

que essa tese poderá se confirmar? Vamos por parte. Vou repetir exatamente o meu comentário anterior que eu vou fazer aqui toda a minha culpa.

Falei, olha, é bem provável que o Alcolumbre esteja se sentindo da forma como citamos, mas é altamente improvável que o governo saia derrotado dessa. Queimei minha língua. O que eu acho altamente positivo para o momento atual. Para o momento de reflexão, para o momento do Brasil, para o momento do Senado se colocar mais responsável frente às suas atribuições para com a população.

mostrando que há talvez um pouco de esperança nisso? Não sei, talvez muito prematuro para dizer. Mas num país onde estamos, da forma como estamos, com a moralidade lá embaixo, com tantos escândalos, um sobrepondo ao outro em algum momento...

se conectando, são pequenos respiros, pequenos pontos que vão dando algum tipo de possibilidade dessa discussão mais além. Talvez aqui o ponto mais importante, para além da rejeição do nome do Messias, deixemos de lado aqui o nome, mas sim é...

Será que o Senado entrou em um novo momento, em ano eleitoral, onde as principais pesquisas mostram que o Senado pode ter uma reconfiguração daqueles que entrarão e serão mais à direita, mais conservadores? Isso é uma pressão.

Há o próprio Supremo Tribunal Federal um freio, ou talvez o primeiro freio e recado passado de maneira aberta? Talvez sim. Talvez seja uma reflexão que os próprios ministros tenham que fazer. Navegamos até aqui sem nenhum tipo de freio. Navegamos aqui como num mar aberto onde ninguém pode nos tocar e nada nos para. Agora, um primeiro momento dizendo... ...

Temos aqui um freio e contrapeso. Cuidado. Talvez seja a luz amarela que deva ser mais clara para todo mundo para nós analisarmos. E o mais importante é que estamos em ano de eleições. Então, eu acho que a população brasileira precisa receber aquele recado. Esse ano também serão votados senadores. E eu vi ali a entrevista... ...

do fundador da Quest, que eu achei muito interessante um dado que eu trouxe aqui essa semana e trarei porque eu acho oportuno nesse momento. 22% dos brasileiros sabem que tem que votar em Senado. 6% sabem que são dois senadores apenas. Vamos voltar ao plenário do Senado. Bruno Pinheiro está por lá. Vamos com repercussões. Acho que o Bruno tem um convidado, inclusive. É isso, Bruno?

Converso agora com o senador do PL do Rio de Janeiro, senador Carlos Portinho, que inclusive foi em primeira mão, exclusivo comigo aqui na Jovem Pan, que o senhor contou que havia fechado a questão do bloco ali vanguarda, do novo, do avante, contra essa indicação. A gente comentava aqui no OFF que são mais de 100 anos que isso não acontece aqui no Senado Federal. Como foi essa conta, essa matemática que a oposição fez para chegar a esse resultado, senador?

1.892 foi a única vez, e agora não mais a única, que foi recusada uma indicação de um presidente da República. Foi com Floriano Peixoto, a segunda vez foi com Lula 3, hoje o Messias. É um dia histórico para o país, porque isso passa diversos recados.

O principal, na minha opinião, é que o país, os poderes, precisam agora botar a bola no chão, precisam arrefecer. A sociedade, a gente representa aqui, a sociedade do meu estado, o Rio de Janeiro, não aguenta mais tanta tensão. Isso é um recado, tanto ao STF quanto ao atual governo, e um prenúncio de uma vitória no futuro, de uma transformação. Eu fiz a conta voto a voto, e eu ia te dar mais cedo, você não me levou a sério, hein?

É, eu estava falando aqui que eu ia te dar mais cedo, eu acertei todos os votos, a gente via mapeando, conversando, né? É um trabalho, porque na oposição, eu sempre falei, a questão é matemática, nós somos 32, foi a votação do Rogério Marinho, quando perdeu a eleição do Senado, foi o número de assinaturas recentemente que o Jorge Seif conseguiu para pautar amanhã a dosimetria, que será a nossa segunda vitória dessa semana.

Agora os votos ali, senador, não é somente votos da oposição raiz, tem votos do centro, eu conversava com alguns parlamentares que tinham receio do voto ser o divulgado, o voto aberto, porque talvez nomes do governo teriam que votar no voto aberto e no voto fechado, nomes do governo votariam contra. Esses votos vieram de onde?

A votação fechada, nesses casos específicos, ela protege o parlamentar. Ela permite que a gente possa construir estratégias em cima disso. E eu tinha dito, disse ao Messias quando ele esteve comigo, o momento era muito ruim para ele. Ruim porque no dia que eu recebia no meu gabinete, como recebia a todos os indicados, o STF...

Foi pra cima do Alessandro Vieira, que nem é da nossa base, né? Até da base do governo e não da oposição. O STF foi pra cima do Zema e abriu um inquérito da fake news por uma postagem do Flávio que tinha repostado uma matéria de um outro jornal em janeiro. E eu disse, tá atrapalhando, isso atrapalha, o momento é ruim. E o momento é ruim porque o momento do governo é muito ruim pro país. Ele respondeu o senhor?

Ele entendeu o que eu estava falando. Ele não podia esperar da oposição nada diferente. Eu disse que a oposição seria oposição. Disse para a imprensa e disse para ele todas as vezes que eu pude. E prefiro ser honesto e sincero. Ele sabia que não podia contar com os nossos votos. E disse a ele que há um sentimento de autodefesa do Senado por essas investidas do STF contra parlamentares. Recentemente, Marcelo Van Hatten e tantos outros, Gaia.

E que havia um momento ruim também, porque há um sentimento aqui no Senado que o senador Rodrigo Pacheco se desgastou muito.

Se desgastou aqui dentro, se desgastou no seu estado, no país, e não foi o indicado para o STF nesse governo Lula. Qualquer um atuou para tentar também que chegasse a esse resultado, senador? Olha, eu tive com o presidente algumas vezes para tratar de outros assuntos. Eu não sei porque eu já estava com a posição fechada dentro do meu partido, mas ele não conversou comigo sobre isso. Então, na minha opinião, eu disse até em uma outra entrevista que ele me parecia neutro.

Eu acho que era muito mais um sentimento dentro do plenário do Senado De que talvez haveria uma outra indicação melhor do que essa E agora eu tenho certeza que vai ficar para depois das eleições Eu estou com um retorno um pouco ruim, mas se no estúdio o nosso apresentador, o Daniel Caniato Tiver uma pergunta também ao senhor, acho que o senhor consegue ouvir aqui, por favor

Pois é, senador, muito obrigado pela gentileza mais uma vez em nos atender. Claro que é preciso considerar que essa foi uma vitória.

impressionante da oposição, mas também os holofotes se voltam agora para os próximos desafios. Muitos cobravam um posicionamento do Senado em relação a essas pautas, quando se falava de freios e contrapesos. Dá para dizer que talvez seja um primeiro passo de um novo posicionamento do Senado Federal? Quais outras posturas o senhor entende que o Senado deveria tomar a partir de agora?

Olha, é um sinal, um recado, se você pegar a votação hoje, 42 votos favoráveis contra, na verdade, o Messias, se você pegar esse número e colocar numa votação de um processo de impeachment, onde a gente já conseguiu praticamente o mesmo número...

de assinaturas para sua abertura contra ministro do STF, é um recado de que os poderes começam a se reequilibrar e mostram que é hora de sentar na mesa, é hora de baixar a bola. O brasileiro não aguenta mais tanta tensão, tanto conflito entre poderes, pessoas que por sua vaidade se acham acima dos outros e que intimidam. Muitos senadores hoje foram intimidados por ministro do STF. Vou deixar claro mais uma vez, isso não é lenda urbana, isso acontece.

E por isso um recado também para aqueles que intimidaram parlamentares para votar com o indicado. O senhor recebeu essa intimação? Não são tolos. Não são tolos de me ligar. A gente segue com essa repercussão então, senador Carlos Portinho. Se tiver mais uma outra pergunta, seguimos aqui ao vivo.

Pois é, senador, mais uma vez eu quero reforçar o nosso agradecimento, mas queria que o senhor discorresse a respeito dos próximos passos para ocupar a cadeira de Luiz Roberto Barroso. O Bruno fez o questionamento a respeito de Davi Alcolumbre, se ele teria feito uma articulação de bastidor para que os senadores votassem para a rejeição, para a não aprovação.

teve esse zum, zum, zum. Algumas fontes chegaram a dizer que Davi Alcolumbre teria feito algum tipo de articulação, alguma conversa com alguns senadores. O senhor entende que talvez o nome mais adequado ou o governo sucumbiria àquela intenção de Davi Alcolumbre para sugerir o nome de Rodrigo Pacheco? O senhor escutou alguma coisa nesse sentido?

Como eu falei, há um sentimento na base do próprio governo, isso era sentido, eu converso com todos os senadores aqui, como líder do PL, havia um sentimento de senadores que não entenderam por que a indicação não foi a indicação do Rodrigo Pacheco, na medida em que ele se estrepou todo, teve um desgaste enorme.

Um desgaste político, inclusive. E no final não foi um indicado. Havia um sentimento. Eu, quando cheguei aqui no Senado, até outros jornalistas me procuraram, eu falei, entra ali no plenário, eu estava no cafezinho, entra ali. Sente que está um clima pesado.

Estava um clima muito ruim. Então, não sei se por movimentação do Davi, como eu disse, eu fechei questão muito antes com o PL. O PL votou unido, como eu falei, que votaria contra. Assim como todos da oposição, tenho certeza que votaram. Os nossos 32 senadores, aqui número mágico, mas é o nosso número aqui na oposição. Mas que havia um clima e poderíamos surpreender. Surpreendemos. Um dia histórico, um dia de recados, que se não forem bem assimilados, vai ser pior.

Agradeço ao senhor, muito obrigado pela entrevista. O futebol lá está mantido com o Flávio Bolsonaro? Olha, eu já pendurei minhas chuteiras aqui com duas cirurgias de tornozelo, mas acho que eu vou lá porque é um dia para celebrar. Eu acho que a gente aqui hoje ecoou muito do que o brasileiro.

queria dizer, uma resposta do Brasil. Obrigado, senador, pela entrevista, também assessoria ao Fábio Guimarães, aqui sempre atento à Jovem Pan, para nos auxiliar aqui nessas articulações e nas entrevistas também nos corredores do Senado Federal. Volto aos estúdios. O Pinheiro, ao senador Portinho, grande abraço. Seguimos daqui do estúdio. Qualquer novidade, por favor, Bruno, é só nos acionar. Agora uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.

Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas e eu quero chamar o Cristiano Beraldo, porque, Beraldo, se fala sobre talvez a inauguração de um novo momento do Senado Federal, o Senado marca posição, talvez dê uma resposta que muitos esperavam, mas há dúvidas sobre outros capítulos, outros episódios em que o Senado será colocado à prova. O que a gente pode esperar desse Senado? Por que dessa vez deu certo?

porque houve o interesse de algumas pessoas nesse jogo pesado do poder. De novo, Caneto, nós estamos falando de um Senado que elegeu Davi Alcolumbre com quase a totalidade dos votos.

Então, não podemos nos iludir. Há, nesse Senado, uma opção declarada da maioria dos senhores e senhoras senadores de seguir a orientação do presidente da Casa. E, nesse caso, não foi diferente. O senador Portinho, líder do PL...

deixou claro que o partido fechou questão e que se posicionaria contra a indicação de Messias, mas mesmo assim, especialmente pelo fato do voto ser secreto, o presidente Davi Alcolumbre ainda teve um protagonismo fundamental. A gente precisa lembrar das cenas desses últimos dias, dessas últimas semanas, Caniato.

Tivemos aquele evento em que Davi Alcolumbre, sentado ao lado do presidente da República, ficaram se cochichando ali, e na sequência daquele evento, é que houve ali o dia, foi estabelecido o dia da sabatina e votação da aprovação de Messias.

Depois tivemos ainda ontem, ou anteontem, um encontro de Messias com o próprio Rodrigo Pacheco, que é um senador da turma íntima do presidente do Senado Federal. E Rodrigo Pacheco, na presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, tirou foto, fez todo o protocolo. Então, esses últimos dias em Brasília foram dias de muita falsidade.

Foram dias em que a máquina política trabalhou incessantemente e ela não cessa agora. Eu fiz uma brincadeira mais cedo, que no Palácio do Planalto as pessoas estavam dentro do banheiro chorando, mas esse choro passa rápido, porque vai ter troco. Naquilo que houver força do governo para reagir, eles vão reagir. Assim é a dinâmica da política brasileira. Essa derrota não foi só uma derrota do Messias.

Essa derrota, o Messias volta para a Advocacia Geral da União, vai tocar a vida dele ali, vai concluir o seu mandato à frente da AGU, fazendo o trabalho que ele estava fazendo. Agora, o governo perdeu. A indicação foi do governo.

Quem articulou, quem pressionou, quem mobilizou a sua base foi o governo, foi o presidente da República. Ele é o grande derrotado num ano eleitoral, num momento em que as pesquisas eleitorais indicam que ele está fraco para ir para esse pleito de 2026.

Portanto, haverá reações, eu não tenho a menor dúvida disso. Resta saber quais são os instrumentos que ainda estão na mesa para o governo usar contra os seus inimigos. É importante lembrarmos que Fernando Haddad, enquanto pôde, usou a estrutura do Ministério da Fazenda a favor dos amigos e contra os inimigos.

Tivemos o delegado da Polícia Federal que usou seu cargo nos Estados Unidos para atuar contra os inimigos do governo. Temos investigação do Banco Master, que coloca ministros da convivência íntima do presidente da República. Agora a Folha de São Paulo traz.

A interferência de Alexandre Silveira junto a Daniel Vorcaro para favorecer o empresário da área de mineração. Então isso tudo está pesando contra o governo e o governo vai reagir. Nós vamos saber em breve quais serão as armas a serem utilizadas pelo governo.

que o Beraldo traz, deixa eu chamar o Mota, porque tem um outro flanco dessa discussão. Mota, claro, o governo é o grande derrotado. Foi o presidente Lula quem indicou o nome de Messias. Mas não dá para considerar que o STF... Pera aí, antes de passar para o Mota, Flávio Bolsonaro conversando ao vivo com a reportagem. Vamos acompanhar? Temos o áudio?

Flávio respondendo. Acho que agora sim. Vamos acompanhar. Flávio Bolsonaro falando ao vivo. Dificuldade do alcançar o senador. Acho que agora sim o nosso microfone chega próximo do senador. É, foi difícil.

Valeu pela tentativa. Ele entra no elevador agora, saindo desse andar do Senado Federal. Deixa eu passar para o Mota. Mota, a pergunta, claro, o governo é o grande derrotado, mas você não acha que o Supremo também sai como derrotado? Porque nas últimas semanas, vários integrantes da Suprema Corte...

Quando perguntados, disseram, não, excelente indicação, muito preparado, enaltecendo o currículo de Jorge Messias, dizendo, é um ótimo nome, virá para somar, coisas desse tipo. E aí o Senado se coloca, não, não é o momento para isso. E rejeita a indicação de Jorge Messias. Governo e STF saem como grandes derrotados? Eu tenho uma visão um pouco diferente, Caniato. Eu acho que o primeiro derrotado...

na noite de hoje, no dia de hoje, foi o ativismo judicial. Foi isso que o Senado fez. O Senado deu um recado. Chega de ativismo judicial. Todos os três poderes têm o mesmo poder. E a República é baseada num sistema de freios e contrapesos e aqui está o Senado aplicando o freio.

O segundo derrotado hoje foi o PT. Não há dúvida nenhuma disso. Um partido que se acostumou a tratar o Senado como se fosse um grupo de despachantes.

Manda pra lá qualquer nome. Não, mas olha, esse aqui vai ser um problema, porque tem essa ligação. Não, não, não, você não está entendendo. Manda o nome e eles vão aprovar. Então, como alguém comentou, um dos meus colegas comentou ontem aqui, a única coisa que está faltando era os presidentes começarem a indicar filhos, parentes, porque é a única coisa que está faltando.

E o Senado hoje disse, não é bem assim que a coisa funciona. Então, o segundo grande derrotado da noite, não há dúvida nenhuma, foi o PT. O terceiro foi o governo. Então, ativismo judicial, PT e governo. E o grande vitorioso da noite, não há dúvida nenhuma sobre isso, foi o povo brasileiro. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, deixa eu passar para o Bruno Musa fazer esse exercício, né? O exercício dos derrotados, dos vitoriosos. É isso, Bruno, a gente consegue colocar na conta do governo, do Supremo, acho que o Mota fez uma reflexão importante a respeito do ativismo judicial. É preciso também olhar para a inauguração de uma outra fase, de uma nova fase, até o senador Portinho mencionou essa marcação de posição do senado. É isso aí?

Era isso que parte da população queria? Poxa, o Senado tem esse poder, porque não fez isso até agora?

Então, é uma primeira mensagem. Sem dúvida nenhuma, eu acho que é um ponto de partida extremamente importante e isso deve ser capitalizado nas eleições, porque é uma grande, uma grande, grande, grande derrota por governo Lula. Salvo engano, foi mencionado aqui, foram 132 anos, que foi a última vez que aconteceu isso, 1892, final do século XIX. Então, são anos e anos que isso não acontecia, portanto, uma grande, uma grande derrota mesmo.

para o governo Lula e mostrando a falta de articulação que um dia lá atrás foi talvez um dos pontos fortes dele, assim como a comunicação. E claro, com a idade é normal que isso vá perdendo. E com suas ideias continuando retrógradas, claramente...

novas ideias que vão entrando no desejo da população e não mais atendidas por umas ideias antiquadas, acaba perdendo toda essa articulação. Então é o primeiro sinal que eu acho que é importante e temos sim que comemorar o Senado se colocando de pé e se fazendo importante aqui nesse ato. Porém...

Como a gente sabe, a gente vem carregado, infelizmente, por todo um histórico de fatos e dados, do ceticismo das instituições brasileiras. Então, eu tenderia a achar que não necessariamente...

Foi uma vitória da direita, eles se colocaram ali. A gente sabe que a articulação também teve, gente da direita apoiando o Messias. E isso levanta novamente a luz amarela aqui para a gente. Agora, o Alcolumbe que nós mencionamos há pouco tempo, Caniato, ele se colocou ali, nós mencionamos que supostamente ele estaria fazendo uma articulação.

para que não fosse aprovado o nome do Messias, uma vez que ele queria a indicação do Pacheco. E aqui eu volto. Será que foi uma vitória da direita mesmo? Ou foi mexendo os pauzinhos ali do Alcolumbre, porque não teve a sua vontade representada pelo governo Lula, e que indicou o Messias e não o Pacheco, como era desejo do próprio Alcolumbre. Então, de novo, algo a se comemorar.

Mas cuidado, o ceticismo continua valendo, mas temos que aproveitar esse momento. Pois é, pergunta importante para você que nos acompanha, daqui a pouco os nossos comentaristas trarão essa reflexão. A partir disso, será que o Senado votaria um processo de impeachment contra ministros do Supremo? Daqui a pouco eles vão responder? Deixa eu só receber a rede.

Agora sim, toda a rede Jovem Pan conectada com a gente aqui em Os Pingos nos Is, além dessa que é a principal notícia do dia, tem os destaques da economia, o fechamento do mercado com ele, Pablo Spayer, e o seu fechamento touro de ouro. Vamos acompanhar. Fechamento touro de ouro, com Pablo Spayer. Oferecimento, QI Tech, infraestrutura financeira para o seu negócio.

Boa noite, caniato, bancada e toda audiência do Pinho nos diz. Nessa quarta-feira, nosso Ibovespa voltou a cair. A sexta queda seguida, vários motivos pressionaram o Ibovespa para baixo. Primeiro, o petróleo disparou. O Brent bateu 120 dólares o barril, com uma alta de quase 8%.

Depois da notícia de que Trump rejeitou a oferta do Irã para liberar o estreito de Ormus. O valor do Brent está na máxima de quatro anos. Tinha batido 120 dólares muito brevemente no começo da guerra, mas está lá de novo. Dois, as declarações do presidente do Banco Central americano, Mr. Gerampal, sobre essa pressão do petróleo. Ele disse que elevou as projeções da inflação no curto prazo e o mercado não gostou.

Agora, as apostas de corte de juros nos Estados Unidos para esse ano na Bolsa de Chicago praticamente desapareceram. Hoje, a taxa de juros americana foi mantida pela terceira vez entre a banda de 3,5% e 3,75%. Lá é uma banda, tá?

Três, tivemos uma sequência de balanços que decepcionaram o mercado. Vale, WEG, Santander, Brasil, tudo veio mal. Quarto, saída de recursos de estrangeiros de novo. Pesaram nos bancos, principalmente, que, junto com o resultado ruim de Santander, contagiaram o setor. Cinco,

Os números do Caged mostrando a criação de 228 mil vagas de emprego em março, bem acima do esperado. E isso machucou o Ibovespa porque pode impactar na expectativa de continuação de corte de juros do Brasil. E tudo isso estava acontecendo enquanto aguardavam o resultado do Copom, que confirmou a expectativa do mercado e cortou a taxa SELIC em 0,25 ponto percentual para 14,5% ao ano.

Bom, no fim do dia, o Ibovespa B3 terminou aos 184.750 pontos, com forte queda de 2%. Enquanto o dólar subiu, subiu 0,4% e terminou cotado a R$ 5,00. Cinco bola a bola com a maior aversão a risco global. É isso. Eu sou o Pablo. Boa noite. Aitorinho! Aitorinho!

Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer.

De volta com os assuntos relacionados à rejeição de Jorge Messias, decisão tomada pelo Senado. Deixa eu chamar os nossos comentaristas mais uma vez. Você, Cristiano Beraldo, a partir dessa decisão do Senado, por exemplo, quando a gente observa o caso do Banco Master, se houver fechamento da delação premiada, se nomes de ministros vierem à tona, forem divulgados, se nomes de ministros forem conectados a atividades ilícitas.

Ilegais. Você acha que o Senado teria, antes disso, um break total da rede? Uma rápida parada agora para você que nos acompanha pela rede. Agora eu sigo com os nossos comentaristas. Você, Beraldo, dependendo do que acontecer no caso do Banco Master, por exemplo, o Senado, a partir dessa decisão tomada hoje, poderia aprovar um processo de impeachment contra ministros do Supremo? 45 segundos.

Neto, eu continuo vendo o Congresso Nacional muito mais alinhado com o Supremo Tribunal Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal, do que o governo federal, o Palácio do Planalto, alinhado com o STF. Me parece que, na circunstância de hoje, essa derrota de Jorge Messias, ela também foi, de alguma forma, alinhada com o STF e eles vão continuar se protegendo, porque o escândalo que pega o STF também...

do Congresso e por isso fica reforçada a ideia de que dificilmente esse caso vai gerar consequências para esses figurões da política e do poder de Brasil. Você, Mota, Perspectivas 20 Segundinhos.

Eu acho importante a gente ter uma coisa em mente, Canhato. Não existe vitória pura na política. Toda vitória envolve o alinhamento de interesses. Não há nenhum demérito no fato dessa rejeição ter interessado ao presidente do Senado. Isso não tira o mérito dos senadores que acionaram os freios contra o ativismo judicial.

Você, Musa, pra fechar, 15 segundos, duas manchetes. Pois é, a manchete principal é essa, indubitavelmente, temos que enaltecer esse momento e fazer força pra que isso continue andando e ganhando força no Senado. E lembrando sempre uma manchete principal, esse ano são dois senadores que temos que votar. Atenção muito neles, lembrem desse nome e vamos adiante.

Esse é um ponto importante que não deu tempo de nós discutirmos. A gente vai falar, claro, nos próximos programas, mas isso que o Musa destaca pode, inclusive, ditar ou alterar a estratégia dos partidos em relação à escolha dos nomes que disputarão o Senado e as estratégias de campanha.

Porque já havia uma discussão sobre ministros que teriam coragem de votar em impedimento de ministro e tal. Olha só, imagens ao vivo de Brasília, dentro de instantes.

Jorge Messias falará com a imprensa. Então, a gente observa um contingente de repórteres, cinegrafistas e fotógrafos. Daqui a pouco, Jorge Messias, o rejeitado advogado-geral da União, conversará com a imprensa. Seguimos ao vivo acompanhando essa expectativa para que Jorge Messias dê algum tipo de declaração, justifique, explicação ou pelo menos...

agradeça aqueles que votaram favoravelmente e faça uma reflexão ou compartilhe o seu diagnóstico, o que foi que aconteceu. Mas, claro que a gente segue aqui ao vivo acompanhando, a gente observa uma instabilidade no sinal da imagem, porque uma movimentação ali, os nossos cinegrafistas tendo de disputar o espaço.

Agora sim, a gente tem uma imagem recuperada. Daqui a pouco a gente retoma o sinal, mas dentro de instantes Jorge Messias conversará com a imprensa. Na sequência, Jornal Jovem Pan, vocês vão acompanhar todos os destaques, todas as informações referentes a essa decisão tomada pelo Senado, a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e também essa manifestação barra...

entrevista de Jorge Messias com os repórteres que estão lá no Senado. Muito obrigado pela audiência, pela parceria. Continue na sintonia da Jovem Pan. Obrigado. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do grupo Jovem Pan de comunicação. Realização Jovem Pan