Episódios de Os Pingos nos Is

Vorcaro atrasa delação / Caso Gilmar e Zema ganha força

29 de abril de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (28):

A demora na apresentação da delação premiada de Daniel Vorcaro tem gerado irritação entre investigadores e ampliado a percepção de impunidade. A expectativa é que a proposta seja apresentada nos próximos dias, com possíveis implicações para políticos e outras autoridades.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou a decisão da Procuradoria-Geral da República de não investigar o ministro Gilmar Mendes após declarações envolvendo seu nome. Zema afirmou ter ficado “indignado” e apontou o que considera falta de imparcialidade por parte das instituições, além de questionar critérios adotados em casos semelhantes e cobrar apuração sobre a atuação de membros do Supremo Tribunal Federal.

O governador também criticou a atuação da Procuradoria-Geral da República e afirmou que há “dois pesos e duas medidas” no sistema judiciário brasileiro. Segundo ele, aliados seriam beneficiados enquanto adversários enfrentariam investigações e punições, cenário que classificou como inadmissível e que evidencia, na sua avaliação, uma contaminação das instituições.

A arrecadação do governo federal atingiu R$ 229,2 bilhões em março, segundo dados da Receita Federal, marcando o maior valor para o período em 32 anos. O resultado inclui impostos, contribuições e outras receitas, com alta em relação ao mesmo mês do ano anterior e impacto direto no bolso dos brasileiros.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram a críticas de políticos da oposição e afirmaram que pré-candidatos estariam utilizando o Judiciário como “escada eleitoral”. As declarações também classificam ataques como “conversa de machão de bar” e “coisa de quinta série”, ampliando a tensão entre os Poderes.

A Polícia Federal abordou um morador em Presidente Prudente após a exibição de uma faixa com a palavra “ladrão” próxima a um evento com o presidente Lula (PT). Segundo a corporação, a ação teve como objetivo apurar possível crime contra a honra, o que gerou repercussão nas redes sociais e reações de autoridades.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio7
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
J

Júlia Firmino

ComentaristaRepórter
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
M

Misa Elmanete

ReporterJornalista
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos4
  • Daniel VorcaroImplicações políticas · Desafios jurídicos · Corrupção no Brasil
  • Liberdade de ExpressãoAção da Polícia Federal · Direitos individuais
  • Críticas ao JudiciárioRomeu Zema · Imparcialidade da Procuradoria
  • Sistema Tributário e ArrecadaçãoImpostos e contribuições · Impacto na população
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos mais importantes do dia, sempre contando com análise, as discussões, as reflexões dos nossos comentaristas.

Eu sou o Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial. Para começar, a demora na finalização do acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro tem gerado irritação dos investigadores e a sensação de impunidade entre os brasileiros, que acreditam que as autoridades estariam atuando para barrar as apurações.

Há mais de um mês, o dono do Banco Master foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal para elaborar a proposta e entregar políticos e ministros possivelmente envolvidos nesse escândalo. Mas apesar de várias previsões de data, a defesa ainda não apresentou nada que sustente esse acordo.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópolis, os advogados de Vorcaro trabalham para fechar essa proposta definitiva de delação premiada até o fim desta semana. Nos bastidores, tanto investigadores quanto integrantes do judiciário têm avisado que, para ter o acordo aprovado, Vorcaro precisará apresentar fatos novos.

corroborar essas acusações com provas concretas e ainda oferecer um ressarcimento proporcional aos danos provocados pela fraude bilionária. Chamar os nossos comentaristas. Vou começar com o Roberto Mota, já está preparado a postos no Rio de Janeiro. Mota, seja muito bem-vindo, uma ótima noite a você. Acho que faz umas quatro, cinco semanas.

que a gente divulgue informações, algumas de bastidores, que indicam o seguinte, semana que vem será fechado o acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro. Só que mais de um mês, dando esse tipo de notícia toda semana, até agora não saiu. E aí, o que vai acontecer? Será que dessa vez vai? Bem-vindo.

Pois é, é sempre bom avisar, não é, Caniato? Pro espectador não achar que ele tá assistindo a reprise de um outro programa. Boa noite pra você, boa noite meus colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. Um dos princípios do Estado de Direito é que todo acusado tem direito a uma defesa. Todo réu em um processo criminal tem direito a contratar advogados.

Mas isso é uma das coisas que inevitavelmente parecem mais injustas aos olhos do cidadão comum. Se você é uma pessoa com pouco dinheiro, se você é pobre, você provavelmente não vai conseguir contratar um bom advogado ou vai depender de um defensor público.

Mas os grandes criminosos, pessoas que acumularam fortunas cometendo os seus crimes, essas conseguem contratar os melhores advogados. Advogados que não só conhecem todas as possibilidades da lei, mas que também, muito frequentemente, conhecem também os magistrados que vão aplicar a lei. É evidente que isso acontece em todos os países.

Agora, é um fenômeno mais grave no Brasil, especialmente quando se trata de crimes financeiros, especialmente quando esses crimes envolvem autoridades.

Chama o Luiz Felipe Dávila para trazer também suas impressões sobre essa demora. Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. É do jogo? É normal demorar esse período para fechar uma delação premiada? Porque há bastante tempo, né? Tem informações que indicam, ó, tá pra sair.

Sexta-feira eles devem se reunir. Segunda-feira deve ter uma posição. A delação será fechada. Semanas já se passaram. E agora uma nova notícia que diz isso. Depois do feriado parece que fecharão essa delação premiada. Esse tipo de acordo, ele é determinado a partir de quais informações? O que Vorcaro e os advogados precisam entregar, apresentar, para que esse acordo seja sacramentado pelas autoridades? Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Moussa e a nossa querida audiência. A demora é fruto de dois grandes desafios. O primeiro é o jurídico. Hoje os advogados de Vorcaro sabem exatamente todas as provas celulares que estão já reunidos na Polícia Federal.

E parte dessa documentação ainda não foi revelada. Ou seja, não se esqueça que numa delação, Vorcaro vai ter que falar mais do que milhares de provas já reunidas pela Polícia Federal. Então esse é o primeiro grande desafio. O que ele vai fazer de novo? O que falará que ainda não se sabe? E aí cai no segundo problema, que esse é muito mais sério.

Toda delação para ser concretizada no caso de Vorcaro vai ter de revelar os maus feitos envolvendo os poderosos da república, a famosa república do rabo preso.

E aí, Caniato, você começa a esbarrar como num jogo de boliche, a bola vai rolando e pode derrubar todos os boliches, não é isso que pode acontecer? Esse é o grande desafio. Essa história de delação meia boca não existe. Ou os nomes terão de ser revelados e aí sim ligá-los aos malfeitos do Banco Master?

Ou a delação não fica em pé. Este é o grande desafio de Vorcaro. Pode abrir a boca e amanhã a Procuradoria-Geral da República não aceita a delação. E aí enterrar tudo porque, na verdade, a delação envolveria grandes nomes, tanto da política como do judiciário.

O segundo desafio, como fazer essa delação em cima já de muitas provas já reunidas? Qual é o fato novo para que possa reduzir a pena de Vorcaro e que ele possa devolver parte do dinheiro desviado, roubado? Então, Caniato, é sim um jogo de xadrez. Cada peça nesse tabuleiro tem implicações políticas seríssimas.

com pessoas que estão em cargos de poder nos três poderes da República.

Sem dúvida. E tem também um aspecto que as pessoas não sabem, né? Que tem uma corrida que acontece nos bastidores. Os outros investigados também querem gozar dos benefícios de uma delação, né? E, de alguma maneira, tentarão fechar esse acordo. Então, quem é que dá mais, né? Quem é que tem mais provas, mais revelações a serem feitas, a depender?

as autoridades poderiam fechar com uma outra figura, né? O ex-presidente do BRB, possivelmente, é um candidato a fechar a delação. Mas seria ele ou Daniel Vorcava, a figura que revelaria todo o esquema? Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, que vai trazer também suas impressões. Um momento chave, um momento crucial desse processo de investigação às vésperas de uma delação que seria divulgada. Bem-vindo, Beraldo. Boa noite.

Boa noite, Keniato. Boa noite, Mota, Dávila, Musa. Boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.

Olha, Caniato, não é possível para nós sabermos se está demorando muito ou pouco tempo a tratativa em torno de uma suposta delação premiada de Daniel Vorcaro. E isso porque há determinados ritos e processos que precisam ser cumpridos numa negociação como essa que podem demorar mais ou menos tempo.

Se nós imaginarmos um Brasil de verdade, um Brasil que funciona, equilibrado do ponto de vista institucional, um Brasil em que os brasileiros olham para a justiça e enxergam a justiça com J maiúsculo, aquela figura tão conhecida, com a venda nos olhos, a balança na mão.

Se as pessoas, se os brasileiros estivessem olhando para a Procuradoria-Geral da República e enxergando o órgão independente, órgão que estivesse ali zelando pelo bom andamento do serviço público, pelo cuidado e o zelo com o dinheiro público, sem nenhum tipo de influência externa.

Aí nós iríamos imaginar que Daniel Vorcaro traria tudo aquilo que ele não conversou com a sua ex-noiva e detalharia todos os processos em que ele se envolveu que tenham algum tipo de corrupção, de favorecimento, de desvio de dinheiro público e por aí vai.

Mas esse não é o Brasil, Caniato. O Brasil de hoje, ele é o oposto disso. Hoje nós vivemos no Brasil da conveniência. Então, a pergunta que a gente tem que fazer, primeiro, a delação dele é conveniente para quem?

E, na circunstância da forma como nós estamos enxergando, obviamente essa delação vai acabar tendo um formato, se é que ela for aceita, ela vai acabar tendo um formato, no meu modo de ver,

em que Daniel Vorcaro fique com a culpa, entregue meia dúzia de bagrinho e livre a barra dos demais, para que assim possa ter aquela desculpa. Não, veja, fizemos o nosso trabalho, os responsáveis foram delatados e estão cumprindo pena.

Algo do tipo julgamento da Marielle, em que a palavra de dois marginais milicianos que falaram disparate que eu recebi 25 milhões de reais para matar a Marielle, e aquilo valeu como se fosse a verdade mais absoluta do mundo. Então vai ser algo assim, Caniato.

O Daniel Vorcaro vai pagar essa conta sozinha, talvez num acordo, disse que meu filho fica aí, uns três anos preso, deixa esse assunto morrer, depois você vai para casa, não faltam exemplos. Pessoas condenadas a 200 anos de prisão hoje vivem tranquilamente com vista para o mar, dando dicas de filmes e séries nas redes sociais. Esse me parece que será o destino de Daniel Vorcaro.

Pois é, interessante esse ponto de vista. Deixa eu chamar o Bruno Musa para também discorrer sobre essa espera, a expectativa de muitos. Não se sabe exatamente qual é o cenário, quais são os impedimentos para que essa delação seja fechada, quais os impeditivos ou quais são os termos que estão sendo negociados. Musa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Há quem entenda que o acordo já estaria fechado.

Estariam pelos detalhes, como por exemplo, qual o valor que seria oferecido na delação? Quanto que Daniel Vorcaro voltaria?

de recursos, né? E aí eu queria que você também fizesse esse exercício com a nossa audiência, porque há quem entenda que as coisas não foram fechadas até agora, porque de fato o Daniel Vorcaro não tem aquele conjunto de informações que iria permitir que as autoridades amarrassem todas as pontas. Enfim, muitas dúvidas que necessitam naturalmente várias respostas. Bem-vindo.

Obrigado, Caniato. Muito boa noite. Dávila, Mota, Beraldo, todos no Brasil que nos escutam. Bom, isso mostra que há, claro, coisas muito, muito profundas por trás disso tudo, Caniato. Nomes importantes envolvidos, dos poderes. Gente importante dos pilares da política brasileira.

E, consequentemente, isso envolve problemas muito, muito sérios, que talvez colocasse, ou melhor, já colocou a credibilidade em xeque há muito tempo de todas as instituições e de nomes importantes aqui. E a gente vê, inclusive, figuras que não necessariamente foram eleitas pelo voto aqui gritando e até perdendo um pouco da, digamos, da delicadeza na sua fala e, consequentemente, isso expõe, mostra.

que há uma sensação de aperto, dificuldade. Estão chegando em informações um tanto quanto complexas. Veja que os nomes mais importantes não negam todos os fatos ou evidências que foram colocadas até o momento. Mas sim, eles tentam responder com dureza, alterando a regra.

Mas negar os fatos, muitos deles são inegáveis porque estão comprovados. Veja, isso coloca essa situação do Rorcaro numa clara situação que, quanto mais demora, mais fatos, conversas, evidências, polêmicas virão à tona. Consequentemente, perde o valor.

do quanto vale essa delação dele. Se mais informações vêm à tona, o valor daquilo cai. Cada informação passa a ter um valor marginal. Afinal de contas, se você já tem uma mensagem aberta, conversas divulgadas, o que mais você pode mencionar? Cada vez vai ficando mais complexo.

essa rede para ele negociar. Mas fica claro que essa demora, na minha opinião, me parece uma estratégia, uma estratégia da sua defesa e uma estratégia de negociação deles, que eu não duvido que esteja passando pelos principais nomes que foram noticiados, que foram mencionados nas mensagens até o momento. Então, as negociações estão duras, ao mesmo tempo começa a formar uma fila importante de pessoas que...

tem nomes menos relevantes, portanto pagariam o sapo de uma proporção maior e que querem fazer a sua delação. Afinal de contas falam, vou deixar a bomba completamente estourar no meu colo, vai cair no meu colo sozinho, enquanto os outros, os peixes grandes simplesmente sairão ilesos, ou minimamente ilesos com relação a tudo isso. Então está muito...

Está muito, entre aspas, interessante de ver isso. Afinal de contas, eu mencionei aquilo ontem, a teoria dos jogos. Aqueles que eram mais aliados, quando a situação aperta, eles começam a delatar os seus próprios, entre aspas, amiguinhos. Afinal de contas, ninguém quer ficar com a bomba simplesmente ou por inteiro no seu colo.

E aí os números começam a ficar relevantes. Hoje foi disponibilizado, por exemplo, o número real do FGC, do Fundo Garantidor de Crédito, mais de 57 bilhões de reais. São bilhões e bilhões sustentados pelos grandes bancos, que é um dos grandes pilares de poder da República Brasileira. Então, a briga é realmente de peixe grande e acho muito difícil que não estoure em alguém. Cenas dos próximos capítulos.

Pois é, inclusive a gente trata disso na enquete do dia. Então você que nos acompanha, TV, rádio, internet, se puder, vote no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. O YouTube do programa Os Pingos nos Is tem essa pergunta publicada. A demora em sair a delação de Vorcaro pode sinalizar o quê? Três caminhos possíveis, a gente conta com a sua manifestação, com o seu voto. Deixa eu só voltar com o Mota, porque tem um aspecto destacado pelo Cristiano Beraldo.

que eu já escutei outras pessoas mencionarem, viu, Mota? Que desenham o seguinte cenário, que, ok, uma delação será fechada, deve entregar algumas figuras, algumas serão processadas, possivelmente presas.

algum montante significativo de dinheiro será devolvido, mas tudo isso muito distante daquilo que o esquema revela. Ou seja, alguns bois de piranha seriam entregues, parte dos bilhões devolvidos, mas muito distante do real tamanho do negócio. Você entende que...

Poderíamos nos deparar com alguma coisa do tipo? Não seria a delação do fim do mundo, seria uma delação parcial, um processo parcial e alguns condenados. Alguns. Seria uma delação fake, Caniato. O que na minha época se chamava de uma declaração para inglês ver. Quais são os aspectos fundamentais desse caso? Do caso do escândalo do Banco Master.

Eu acho que eu não erro se eu disser que o aspecto mais grave e mais gritante

é a teia de relacionamentos que foi montada pelo banqueiro, que parece, a princípio, a mais ousada já montada nessa república e que incluiria, supostamente, segundo vazamentos da mídia, ministros da corte mais elevada do país. É a corte que praticamente decide sobre tudo no Brasil hoje. Esse é o aspecto mais grave desse escândalo. A CIDADE NO BRASIL

Qualquer desenrolar desse escândalo, que não enderece esse aspecto, merece ser apontado como uma falsa solução. E é isso que eu vejo que está sendo feito quando se dá ênfase a essa delação.

Eu vejo comentários absolutamente vazios sobre essa delação, porque são comentários divorciados da realidade que nós estamos vendo na nossa frente agora e do que a gente viu nos últimos anos aqui no Brasil. Então, esse é o aspecto do escândalo, que não pode permanecer impune, mas tudo indica que vai permanecer impune.

Eu tenho uma enorme esperança no Brasil, é aqui que eu vivo, aqui que eu escolhi viver, é aqui que eu escolhi criar os meus filhos e eu não desisto do Brasil de jeito nenhum. Mas eu não vou ser mais um dos que engrossam esse coro da esperança sem qualquer base na realidade.

Porque eu não acredito, Caniato, nem nessa hipótese que você mencionou. Na hipótese de algumas condenações, de que algum dinheiro seja devolvido, nós...

cidadãos brasileiros, eleitores, você, espectador que está nos assistindo, você ouvite, nós não temos a menor condição de avaliar o que realmente aconteceu nesse escândalo. Qual foi o mal que efetivamente foi feito? Quanto dinheiro foi efetivamente desviado? Quem levou quanto? Tudo que a gente sabe hoje é baseado em vazamentos.

Uma coisinha que um repórter deu aqui, uma outra coisa que o outro repórter disse na coluna dele, que fulano teria comentado, que saiu num vazamento de uma gravação. Até agora, nós brasileiros, eu me refiro ao cidadão comum.

que sai de casa às seis horas da manhã todo dia e volta às oito horas da noite, que não tem acesso a esses bastidores do poder. Nós estamos assistindo um espetáculo sobre o qual nós não temos qualquer domínio. E todo dia surge uma narrativa nova que os poderosos esperem, que a gente acredite e aceite. Então fica aqui mais uma vez a minha afirmação.

De que a menos que haja uma mudança drástica na trajetória desses acontecimentos, uma mudança que eu não sei de onde viria. Só se viesse de outra dimensão, de outro planeta. Não sei. É impossível imaginar de onde viria essa mudança.

Se essa mudança não acontecer, nós estamos fazendo mais uma vez aqui, como diz sempre o meu colega Cristiano Peraldo, papel de palhaços. Nós estamos aqui batendo palmas para o mesmo ato que a gente já viu inúmeras vezes na história do Brasil e que a gente sabe exatamente como termina. E eu deixo aqui uma aposta.

para a gente colocar aí numa caixa, para abrir daqui a quatro anos e ver quantos desses envolvidos no escândalo do Banco Master, daqui a quatro anos, serão candidatos ao Congresso Nacional, a um cargo de deputado federal ou de senador, com grande chance de serem eleitos.

Deixa eu passar para o Dávila também. Você, Dávila, de todo esse caso, de todo esse processo, o que mais lhe preocupa? Lhe preocupa como as instituições tratariam da participação de figuras importantes de instituições supostamente envolvidas nesse caso? Verifica só o seu microfone, Dávila, não estou te escutando.

Esse é o aspecto mais lamentável desta crise. Como as instituições foram capturadas pelo corporativismo público, como este corporativismo público vem deformando as instituições. E essa deformação das instituições se traduz em dois grandes sentimentos na população. É a indignação e a impunidade.

E parece que na política brasileira, nesse estado capturado pelas corporações, vale aquela regra para o mercado que existem instituições que são grandes demais para fracassar. A ideia de que às vezes tem bancos muito grandes ou empresas muito grandes que não podem fracassar porque o impacto seria estrondoso na economia. No Brasil, essa regra vale para a política.

Parece que existem pessoas ocupando cargos nos três poderes que não podem ser acusadas porque se for, cai a casa, cai a república. O fato é que cada vez mais nós nos sentimos coadjuvante neste papel ínfimo.

de quem é vítima de um Estado que foi capturado por essas corporações. Esse é o aspecto mais triste. O que aconteceu com o Banco Master só acontece num país onde já não há mais instituições independentes, instituições agindo de acordo com a Constituição. O que há são instituições e pessoas que usam o poder das instituições e seus cargos Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri

para se autoblindarem de qualquer investigação. E isto cria esse solo perverso para essa erva daninha da corrupção, da malandragem, da sem-vergonhice, prosperar no Brasil num grau raramente visto até mesmo no Brasil, que nós já conhecemos vários escândalos de corrupção. Por isso, Caniato, só existem duas saídas. Uma são reformas estruturais profundas.

para desintoxicar esse Estado que foi capturado por esses intocáveis, como diz o candidato, o pré-candidato Romeu Zema. A outra forma é revolução, não tem outro jeito. Toda a história mostra que só existem duas formas.

Primeiro, fazer mudanças graduais por meio das instituições, livrá-las desse corporativismo que captura o Estado. Ou, se isso não é feito, você tem uma revolução. Não existe outra medida. E o Brasil está a caminho desta grande encruzilhada. Se decidirá fazer as reformas necessárias para desintoxicar o Estado capturado pelas corporações, ou se nós vamos partir para uma revolução.

Trazer um outro destaque conectado a esse. Antes disso, uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede.

Sigo aqui com os nossos comentaristas as principais notícias do dia. A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, confirmou que ele tem interesse em cooperar com as autoridades competentes. Na petição, os advogados solicitaram que Costa seja transferido da Papuda para outro local, em que disponha da máxima, se não plena confidencialidade entre advogado e cliente, para formalizar uma proposta de delação premiada.

O documento cita ainda a necessidade de fazer uma avaliação técnica quanto à possibilidade de eventuais relatos e fontes de prova atingirem patamares suficientes para apresentar a proposta de delação ou colaboração premiada. Chamar o Cristiano Beraldo, que eu citava isso há pouco, né Beraldo? Uma corrida nos bastidores entre figuras que...

participaram do esquema que envolve o Banco Master e figuras que têm muitas informações, têm documentos, entendem que eles são figuras determinantes e que poderiam fechar acordo de delação. Fico imaginando o que cada um tem, o que cada um acha que o outro tem.

E como cada defesa se articula para oferecer a melhor proposta de delação. Porque para além das informações, tem também o dinheiro, a proposta de ressarcimento. E aí, como é que as autoridades devem tratar desses postulantes à colaboração premiada? Em específico, o que eu vejo são duas frentes de informação.

Do ponto de vista do Daniel Vorcaro, ele articulou junto com figuras extremamente relevantes do governo federal, dos tribunais superiores brasileiros, do Congresso Nacional, eventualmente governadores, prefeitos, e ele operava essas relações políticas para poder trazer negócios para os seus bancos, ou a princípio para ter legislações aprovadas que favorecessem o seu modelo de negócio.

parece que é nesse escopo que ele faria ou negociaria a sua delação premiada. Porque isso é importante a gente frisar, Caniato. Tem que ficar claro o que de fato houve de ajuda a Daniel Vorcaro e de quem. Porque ele tomar uísque de 3 milhões de reais em Londres com o ministro A, B ou C é imoral.

não faz sentido, mas não configura por si só o ato criminoso. O ato criminoso estaria consolidado em algum tipo de benefício que ele recebeu destes agentes públicos, que pode ser eu fiz algo ou deixei de fazer algo, impedir que algo fosse feito, ou avisei o Daniel Borcaro que algo aconteceria.

Tudo isso conta, mas ainda não está claro, não está evidenciado esse tipo de desdobramento das suas relações políticas. Então, ele tem esse escopo que me parece adequado para a sua delação.

De outro lado, o ex-presidente do Banco de Brasília, do BRB, não me parece que ele tinha uma relação direta com o Daniel Vorcaro no sentido de os dois combinarem e ele fazer, até porque ele não estava lá porque ele era muito competente. Ele estava naquela posição porque houve o interesse político de alguém mais poderoso que ele de colocá-lo na presidência do BRB.

Se ele estava fazendo negócios escusos com o Daniel Vorcaro, certamente o seu padrinho político ou outras figuras políticas importantes estavam cientes e tinham alguma coisa a ganhar. Então, do ponto de vista do ex-presidente do BRB, o que ele tem que trazer à tona?

é quem orientou que ele estabelecesse essa relação com Daniel Vorcaro e fizesse o processo de aquisição não só das carteiras do Banco Master, mas especialmente da própria instituição Banco Master. Isso é que ele tem que colocar na mesa. E as duas histórias, Caniato, elas vão eventualmente se conectar.

Mas acredito que o que um tem a falar não vai se cruzar de forma total com o outro. Ao contrário, são complementos de duas histórias. O ponto de vista de um, do grande, do mega operador, que era Daniel Vorcaro, com aquele operador dentro do BRB que estava ali atuando, muito provavelmente sob orientação de alguém, para atender as demandas do Banco Master.

É claro que a gente vai seguir acompanhando. Qualquer novidade a gente traz, analisa com os nossos comentaristas. Deixa eu receber a rede Jovem Pan, todos agora conectados com a gente em Os Pingos nos Is. Inclusive, eu quero chamar a atenção, se você puder, chame os amigos, os colegas, enfim, vamos tratar de um tema que ganhou as redes sociais, todo o noticiário. A Procuradoria-Geral da República rejeitou investigar o ministro Gilmar Mendes após falas homofóbicas contra Romeu Zema.

O decano foi acusado de acusação injuriosa por questionar se não seria ofensivo retratar bonecos do pré-candidato como homossexual. Na avaliação do órgão, Gilmar Mendes pediu desculpas publicamente pelo caso, então não há ilícito penal no caso.

Então, para falarmos justamente sobre esse episódio e vários outros assuntos, recebemos agora, aqui em Os Pingos nos Is, presidenciável do novo pré-candidato, Romeu Zema, que nos atende gentilmente. Governador, muito obrigado pela gentileza. Grande abraço ao senhor. Bem-vindo. Boa tarde. Um prazer estar aí com vocês. Realmente, eu fiquei indignado com essa decisão.

Se as culpas fossem suficientes para eliminar claramente uma fala homofóbica, que se fosse de alguém da direita, com certeza levaria a um processo e possivelmente a uma condenação. Isso demonstra mais uma vez a falta de imparcialidade da Procuradoria-Geral da República, que tem tratado de maneira muito diversa.

diversos personagens da política de acordo com a sua atuação. Então, lamentável que estejamos tendo uma análise nessa linha.

Agora, governador, o senhor não foi o primeiro a criticar o Supremo Tribunal Federal. Lembrando que o senhor fez algumas postagens criticando a atuação da corte e utilizando uma sátira, bonecos que representam ministros da Suprema Corte. Agora, eu já vi outras figuras da política criticarem o Supremo. Por que a reação da corte na figura de um ministro foi tão desproporcional, governador?

Eu sinceramente não souberia explicar. Eu como governador de Minas, por sete anos e meio, já assisti diversos enterros de bonecos meus, já fui caricaturado, já fizeram inúmeras, dezenas, centenas de charges com a minha figura e eu considero isso normal num regime democrático.

Eu continuei sendo a mesma pessoa, não me senti afetado. Agora me parece que a carapuça serviu para eles, me parece que os ministros do Supremo estão temendo fantoches, já que o filminho que nós fizemos foi uma sátira utilizando fantoches.

Mas é algo que nós temos de perguntar a eles, porque parece que causou um incômodo muito grande. Tanto é que um dos ministros ficou aí quase toda semana tentando revidar e me parece que não conseguiu esclarecer nada, além de estar agravando a situação.

O brasileiro hoje, eu acho que 90% dos brasileiros estão indignados com essa farra dos intocáveis que está acontecendo em Brasília. Esses contratos entre ministros do Supremo Tribunal Federal e o maior criminoso da história do Brasil precisam ser esclarecidos.

Se fosse um cidadão comum já seria gravíssimo. Agora nós estamos falando dos ministros do Supremo Tribunal Federal utilizarem aviões desse criminoso, de fazerem contratos de 129 milhões um deles e de 30 milhões um outro, participação acionária no resort. Então é algo muito grave.

que precisa ter apurado. Agora eu tenho certeza, comigo lá isso vai acabar. Não vai ter como isso continuar. Eu fui governador de Minas sete anos e meio, sem escândalo e sem corrupção. Falo que o meu governo não rendeu notícias para jornalista. E esse Supremo está rendendo e vai render muito mais ainda à medida que essas apurações, relações avançarem.

Romeu Zema, pré-candidato do Novo à presidência da República, conversando ao vivo aqui com a gente. Governador, peço licença, os nossos comentaristas farão perguntas ao senhor. Eu começo com o Luiz Felipe Dávila. Dávila, você.

Governador, boa noite. Governador, o senhor não só está fazendo críticas ao Supremo Tribunal Federal, mas como pré-candidato vem apresentando propostas para mudar o Supremo, fazer o Supremo voltar a ser uma corte constitucional. Quais são essas principais mudanças que precisamos fazer para o STF voltar a ser uma corte constitucional, como diz a Constituição no seu artigo 102? Boa noite.

Bom, Davila, hoje o Supremo tem lá o ex-advogado do Lula, o ex-advogado do PT, o ex-ministro do Lula. Só está faltando ele colocar lá filho, sobrinho, neto. Então, precisamos alterar a forma de levarmos, de selecionarmos os novos ministros.

Eu, como governador de Minas, indiquei diversos desembargadores para o Tribunal de Justiça e chegava uma lista tríplice para mim. Uma lista que a OAB tirava de 40 nomes, uma lista cêxtupla que era encaminhada ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais e depois uma lista tripla a mim. Então é preciso ter uma depuração.

E o Ministério Público Federal, a Procuradoria Geral da Justiça, a OAB e talvez outros entes possam estar participando, de forma que o presidente não tenha tanta liberdade assim. Quanto maior a triagem, menor o equívoco com toda certeza. E ainda tendo essa batina do Senado.

Mas nós também iríamos colocar uma idade mínima de 60 anos, seria o coroamento de uma carreira, estar no Supremo. Eu falo que é o equivalente a ser Papa, não se vê Papa de 35 anos. Papa geralmente...

é alguém que teve uma trajetória longa. Vamos acabar com as decisões monocráticas, que são um absurdo. Um ministro isoladamente desfaz aquilo que 400 deputados votaram. Então, algo que não pode acontecer de forma alguma.

E vamos também fazer com que o Supremo tenha processos de impeachment sem depender de um presidente do Senado estar ou não engavetando. Se a maioria dos senadores quer um processo de impeachment, esse processo seria levado adiante.

Então, é necessário uma moralização da casa. O Supremo hoje se transformou no Supremo Balcão de Negócios do Brasil, uma instituição que já foi tão respeitada no passado, que era o bombeiro das crises, e hoje tem sido o incendiário de qualquer crise no Brasil, inclusive provocando essas crises. Agora a pergunta do Roberto Mota. Governador, boa noite.

Como o próximo presidente da República conseguirá governar? Se tudo no Brasil de hoje precisa ser aprovado pelos ministros da Suprema Corte e se as decisões desses ministros, segundo muitos juristas importantes, frequentemente ignoram a separação de poderes, a lei e até a própria Constituição.

Mota, boa noite. Primeiro, eu estou muito confiante, Mota, numa boa renovação do Senado e isso, com toda certeza, vai provocar mudanças na composição do Supremo Tribunal Federal. Nós temos lá frutas podres que é impossível.

do Supremo. Estou muito confiante nessa próxima eleição de outubro, que vai ser uma eleição da indignação, talvez com mais mudanças do que os mais otimistas estão...

visualizando. E eu que estou sempre em contato com muitas pessoas, enxergo isso claramente, esse clamor por mudanças. E vejo também, Mota, que um presidente que chegue lá com credibilidade, com um passado que não tenha questionamentos, é um presidente que vai conseguir levar adiante mudanças.

tanto no legislativo quanto no judiciário, que são necessárias ao Brasil. Precisamos de um presidente que chegue lá com esse capital moral. E capital moral hoje leva a capital político. Em Minas Gerais, quando eu fui eleito e assumi o governo em 2019, muita gente não acreditava, mas à medida que o tempo avançou, todos viram um governo sem corrupção, um governo sem...

apesar de todas as dificuldades, e os parlamentares querem sim ficar ao lado de um governo bem avaliado. E hoje esse governo que nós temos lá em Brasília fica embargalhando, comprando votos. Eu quero um presidente que tenha apoio do Congresso pelo que ele faz, pelo que ele entrega, e não por essa compra de votos como tem acontecido. E é possível sim.

Fácil não é, mas longe de ser impossível e em Minas Gerais nós provamos que dá para fazer. Entrevista ao vivo com o Romeu Zema, pré-candidato do Novo à presidência da República. Governador, o próximo a fazer pergunta é o Cristiano Beraldo.

Boa noite. Nós estamos vendo uma falência institucional no Brasil em todos os poderes e no caso do senhor, em que a Procuradoria-Geral da República recusou investigar o ministro Jumar Mendes em razão das declarações que ele fez de forma pública, em entrevista, reiterado, que não houve dúvida das ofensas que ele proferiu, contrasta diretamente.

com a manifestação da Procuradoria-Geral da República em relação a Sérgio Moro, em 2023, quando ele fez uma piada informal numa festa junina e também se apressou em pedir desculpa, mas enfrentou um processo que quase lhe custou o mandato. Minha pergunta é, diante de todo esse cenário de falência institucional, o senhor acredita que a possibilidade do Brasil se resgatar é uma nova Constituição? Isso fará parte do seu programa de governo?

Eu vejo que a Procuradoria-Geral da República, nesse momento, está totalmente subjugada. É só nós lembrarmos aí de como ela procedeu com relação aos manifestantes do 8 de janeiro, que foram enquadrados como golpistas.

Então fica muito claro, se é meu adversário, é criminoso, vai ser condenado, vai ter um processo, vou complicar a sua vida ao máximo. Mas se é meu amigo, se é do meu time, vai estar tudo certinho, não esquente a cabeça, eu vou arquivar, você pediu desculpas. Então são duas medidas e dois tratamentos diferentes.

É algo inadmissível no sistema judiciário. Eu vejo essa contaminação das instituições. Um presidente sem credibilidade, que foi condenado, descondenado, e que nós sabemos, sem culpa no cartório, provas materiais robustas, que, estando à frente de um país como o Brasil...

É, ele sinaliza assim, raposas podem atacar os galinheiros. Eu estou aqui, já fiz isso, e aqui é um vale tudo, aqui tudo é permitido.

Ele nunca falou isso claramente, mas quando temos alguém que tem essa estatura moral diminuta ou ausência de estatuta moral, parece que as instituições embalam nessa corrupção. Eu tenho dito que todos os grandes escândalos do Brasil...

petrolão, mensalão, mala de dinheiro, refinaria, Abreu e Lima, impeachment, Lava Jato e recentemente Banco Master e desconto dos velhinhos, todos, sem exceção, aconteceram em governo Lula ou Dilma.

É deixar a raposa solta. É onde o crime compensa, a criminalidade também acaba aumentando. Então, na hora que nós tivermos um governo que volte a ter essa credibilidade, com certeza teremos mudança. É muito triste ver essa degradação toda.

Uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede. Eu sigo aqui com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato do Novo à presidência da República, respondendo as questões dos nossos comentaristas e também da audiência. A vez agora é do Bruno Musa. Você, Bruno.

Governador Raul Meusema, muito boa noite. Primeiro, parabéns pela atuação. Eu acho que é minimamente a moralidade que estamos buscando. Bom, eu como profissional do mercado financeiro e pertencente àquele grupo que chamar de Faria Lima, adoro ser uma voz diferente dentro daquela voz que supostamente reverbera mais e que muitos defendem ali o politicamente correto.

Não sou a favor disso e por isso eu lhe pergunto. Em meio a essa escalada do judiciário, muitos ainda continuam pregando que a harmonia entre os poderes é a solução. Como que a gente pode ter harmonia com um dos grupos que não quer harmonia, que arroga o Estado para si? Há alguma outra forma, no curto prazo, de corrigir esse país sem ir para o embate real? Que, novamente, te parabenizo por isso.

Bruno, realmente com essa composição, presidente, ministros do Supremo, presidente do Congresso, fica muito difícil nós avançarmos. Parece que todos aí estão se beneficiando desse escândalo, tem receio de qualquer apuração e investigação que avance, mas estou extremamente confiante de que as urnas em outubro...

vão responder adequadamente. Nós vamos definir em outubro se o Brasil vai continuar com essa farra dos intocáveis ou se ele vai ser governado por pessoas do bem. E eu estou nessa luta mostrando que precisamos dessas mudanças. Chega de governo rico e povo pobre, chega de Brasília no luxo.

e o Brasil no lixo, é isso que nós temos assistido e que tem causado tanta indignação. Não será uma caminhada fácil, a mudança muitas vezes não é de um dia para o outro, mas eu vejo, sinto, percebo, estive hoje em Ribeirão Preto.

juntamente com vários produtores rurais, prefeitos, vereadores, e o clima de indignação é muito, muito grande. E muitas coisas, eu falo por experiência própria, as pesquisas não costumam capturar. O brasileiro está farto desses excessos do judiciário.

tem limite. A temperatura e pressão só tem aumentado nos últimos meses. E você sabe que por maior que seja a resistência aí de uma parede, de uma caldeira, ela tem limite uma hora, as coisas explodem, trincam e se rompem. Então, nós estamos caminhando nesse sentido. Eu sou confiante.

Não há ditadura que permaneça para sempre. Nós estamos hoje num regime claramente autoritário, que tolha a liberdade de expressão, que quer calar as pessoas, mas não vamos esclarecer. E eu tenho liderado, acho que sendo o pré-candidato, que mais tem questionado isso tudo. Até porque não tenho rabo preso e posso falar à vontade. Então estou muito confiante.

Romeu Zema conversando ao vivo aqui com a gente em Os Pingos nos Is. Justamente agora nós recebemos a rede Jovem Pan, todos que nos acompanham pelas emissoras de rádio conectados. Aqui na programação, essa entrevista especial ao vivo com o ex-governador de Minas, respondendo a todas as questões dos nossos comentaristas. Governador, queria...

tratar de uma outra questão que me parece muito oportuna, como o senhor avalia o momento para o processo de avaliação e admissão do indicado do presidente da República para o Supremo Tribunal Federal?

O AGU passará por sabatina em um momento de tensão entre o STF e o Congresso, um cenário em que o Judiciário e a Suprema Corte são muito questionados, criticados. Para o senhor, esse seria o momento ideal para essa escolha? E, além disso, o que esperar do Senado no dia de amanhã?

É uma situação em que claramente o presidente está querendo levar mais um comparsa seu para o Supremo. Como eu disse agora há pouco, ele já levou um advogado pessoal, já levou um advogado do PT, já levou um ministro e agora quer levar o Messias, que sempre esteve ao lado dele. Só está faltando levar filhos, sobrinhos, irmãos. Talvez não levou porque não são advogados. Isso é muito ruim para o Brasil.

um Supremo Tribunal Federal deveria ser diverso, né? Deveria ter pessoas com visões diferentes. Eu falo que na diversidade, vocês traem melhor resultados, visões distintas, e nós estamos ficando com o Supremo cada vez mais enviesado, mais à esquerda, e com elementos nomeados sempre.

o devido cuidado ao histórico. Precisamos mudar essas regras de nomeação? Isso é totalmente contrário a esse nome para o Supremo. Ainda mais um ano eleitoral, em que os ânimos estão afirrados, e o presidente fazendo uso de distribuição de favores para poder ganhar votos no Senado.

e com o presidente do Senado que está impedindo investigações, pedido de impeachment com relação a outros ministros. Então, realmente, o Brasil está vivendo um momento difícil.

Mas, como eu falei, estou confiante. Outubro não dará a resposta. Ou nós vamos continuar com esses bintocáveis, ou vamos colocar gente de bem. O brasileiro quer gente de bem. Estou muito confiante em trabalhando nesse sentido. Vou acabar com tudo isso que está lá de errado. Pois é, o ex-governador tem uma agenda muito apertada. Vou pedir que mais um integrante da bancada faça uma pergunta. Você, Dávila, você é o próximo da lista, por favor.

Governador Romeu Zema, nesse momento de indignação popular contra a corrupção, a República dos Intocáveis, a República do Rabo Preso, como resgatar a esperança na democracia e na mudança e que nós fujamos dessa polarização que tão mal fez o país? Davra, o brasileiro realmente está desesperastoso e que nós fujamos dessa polarização.

endividado, ao mesmo tempo, Davlin, que isso é muito ruim, que causa todo esse sentimento negativo, mas também isso é que vai mover as pessoas a estar votando em propostas novas no mês de outubro. Então eu vejo que vai ser uma eleição antissistema, nós temos visto que candidatos da direita

também não tem questionado muito o Supremo. Eu, com certeza, sou disparado aquele que mais tem criticado, talvez até por ser aquele que não tem o rabo preso, que não deve nada, sempre foi pagador de impostos, fiscalizado pela Receita Federal, Estadual, Ministério do Trabalho, Banco Central, etc.

Então, tenho uma vida transparente, sempre tive de prestar contas e acho que o brasileiro está cansado de ter uma vida como essa que eu tive. Então, queremos mudanças e eu continuo muito confiante que ela virá assim.

O brasileiro vai dar a resposta em outubro. O momento é grave, é sério, a temperatura e pressão só tem aumentado. Nós ainda temos essas delações premiadas pela frente. Surpresas vão surgir e com certeza vamos ter o reflexo nas urnas. A democracia pode até demorar um pouco para fazer as suas correções.

Mas à medida que ela avança, ela vai colocando para fora esses elementos podres que hoje, infelizmente, têm dominado a alta cúpula da nossa República. Continuo confiante de que a democracia é capaz de fazer as suas correções. Entrevista especial com o Romeu Zema. Governador, muito obrigado pela entrevista, por responder aos nossos questionamentos. Boa sorte na sua caminhada e até a próxima.

Eu agradeço. Até a próxima. Um grande abraço. Boa noite.

Boa noite. Seguimos aqui com outros destaques na programação da Jovem Pan em Os Pingos nos Is. Em mais um capítulo da troca de acusações entre ministros e políticos da oposição, uma ala do STF ironizou parlamentares afirmando que pré-candidatos sem voto usam o judiciário para fazer agressões como escada eleitoral. Segundo o ministro, as críticas dos políticos são apenas conversa de machão de bar.

coisa de criança e de quinta série. Já uma magistrada afirmou que as alegadas agressões contra agentes públicos em instituições lhe tiram o sono. Deixa eu começar essa com o Roberto Mota, a avaliação de alguns integrantes do Judiciário de que a postura de pré-candidatos ou de políticos que criticam o Judiciário e especialmente a Suprema Corte seria uma estratégia chamada de escada eleitoral, Mota.

Não há dúvida que isso desempenha um papel importante. E não deveria haver nenhuma novidade nisso. Me surpreende que os ministros se surpreendam com isso, porque eles também fazem parte da justiça eleitoral. Eles deveriam entender muito bem que em uma democracia o político vive em função do voto.

Não deveria ser surpresa nenhuma que o político faça política. Surpresa é quando magistrados fazem política. Isso sim é surpreendente e muita gente considera absolutamente inaceitável. Eu acho que no Brasil de hoje é preciso uma certa medida de coragem.

para levantar a voz e criticar algumas autoridades. Porque as consequências, para quem ousa fazer essas críticas, têm sido gravíssimas. Inclusive, gravíssimas de uma forma que extrapola totalmente o que diz a lei e a Constituição.

Eu não esqueço, não vou esquecer nunca, não vou deixar que os meus filhos e netos esqueçam. O dia em que empresários tiveram a polícia entrando nas suas casas às seis horas da manhã para uma operação de busca e apreensão. Tiveram as suas contas bancárias congeladas, inclusive contas das suas empresas, por mais de um mês.

O crime que eles cometeram foi fazer comentários de um grupo de WhatsApp privado. Esses comentários foram considerados inaceitáveis pelas autoridades. Para completar, eu digo que eu concordo.

que políticos sem voto usam o judiciário para conseguir emplacar a sua agenda ideológica. Mas isso acontece há mais de uma década. Esses políticos têm nome e sobrenome. São os políticos dos partidos da esquerda radical que têm ideias profundamente ideológicas.

como eles nunca conseguem emplacar essas ideias pela via eleitoral, eles atravessam a praça dos três poderes e pedem ao irmão mais velho que faça com que essas ideias passem a valer através de decisões judiciais e geralmente é exatamente isso que acontece. Então essas declarações, eu acho que de uma forma generosa, Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri

podem ser entendidas como uma autocrítica. Mais uma vez, é muito pouco e muito tarde.

Eu acho interessante, até uma discussão, político sem voto, geralmente se usa no jornalismo que cobre políticas, se refere a que o político sem voto é o cacique partidário, porque o cacique partidário nem sempre disputa eleição e ele acaba palpitando sobre muitas coisas. Mas deixa eu me despedir de parte da rede, algumas emissoras ficarão a partir de agora com as suas programações locais. Muito obrigado pela parceria.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas avaliando e analisando essa manifestação de integrantes da Suprema Corte, integrantes do Judiciário que criticam políticos que criticam o Supremo Tribunal Federal. Falam que esses usam o Judiciário ou o Supremo como escada eleitoral. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. Beraldo, se alguma instituição não funciona ou se algo não vai bem...

Me parece que o pré-candidato ou candidato tem direito de falar o que ele pensa sobre A, sobre B ou sobre C. Só faltava essa, ter a cartilha sobre o que ele pode falar, quem ele pode criticar. Só faltava essa.

Não, faltava não. Isso já existe, Caniato. O Mota nos trouxe um caso concreto em que pessoas foram presas porque estavam se manifestando num grupo de WhatsApp. E não é que estavam incitando violência, cometimento de crime, não. Estavam como cidadãos brasileiros...

expressando uma opinião sobre o cenário caótico, absurdo do Brasil. Isso bastou para que, tendo os celulares hackeados, a conversa acessada, eles fossem presos. Não há absurdo maior do que esse. Nós estamos diante de uma corte que acelerou o processo de venezuelização do Brasil.

Isso faz com que nós, brasileiros, vivamos cada vez mais vigiados em todos os aspectos da nossa vida. Nós não podemos emitir a nossa opinião, nós temos a Receita Federal no nosso pescoço, nós temos fiscal disso, fiscal daquilo, o governo nos taxando, tirando a nossa mobilidade. É isso que está acontecendo. Então, a gente não pode se enganar. A situação do Brasil é gravíssima.

E essa corte que aí está dando risadinha, fazendo piada de político sem voto, que usa a corte, talvez até fazendo galhofa com a última pesquisa eleitoral que não mostrou um crescimento de Romeu Zema. Esses que estão ali, se quietos ficassem, não permitiriam que o Supremo Tribunal Federal fosse assunto no debate público.

Eles estão ali para defender a Constituição, olhando para baixo, para o processo, para a lei, e não olhando para cima, para as câmeras e para os holofotes.

A deturpação do papel de um ministro do Supremo Tribunal Federal aconteceu pelas mãos desses que ali estão. E agora vai ficar fazendo risadinha, galhofa, apontando para aqueles que estão fazendo as críticas que precisam ser feitas?

Não há nada mais autoritário, não há nada mais absurdo, não há nada mais que amedronte o povo brasileiro do que os donos da justiça dispostos a fazer tudo contra qualquer um que ouse emitir uma opinião negativa sobre a corte. Isso não existe, isso é absurdo.

O desequilíbrio institucional brasileiro está claro e evidente. Todos nós estamos cometendo o ato irresponsável de emitir a nossa opinião, sabendo que amanhã ou depois poderemos ser, sim, perseguidos, porque alguém vai achar que falamos demais, que a nossa opinião, de alguma forma, ofende.

Então, Canhato, nós estamos diante de uma situação absurda. Esta situação precisa ter um freio. A população precisa ter consciência do que estamos vivendo hoje.

O papel pífio que o Senado Federal está desempenhando é de envergonhar absolutamente toda a nação brasileira. Amanhã teremos mais de um capítulo deste show de horrores que transformou o Brasil naquilo que ele é hoje.

Teremos uma sabatina, entre aspas, no Senado Federal, só para inglês ver, como também disse o Mota, sabendo que haverá ali simplesmente um processo burocrático, como se fossem despachantes. Aquela maioria, quase totalidade do Senado.

que elegeu o presidente Davi Alcolumbre, estará toda amanhã pra se justificar. Oh, veja bem, como nós tivemos aqui nos Pigos Luzis.

o então herói Alessandro Vieira, que estava ali tão firme contra o Banco Master, contra na CPI do crime organizado e tal, dizendo, olha, não, veja bem, porque o candidato do governo me parece ter muitas qualidades, então é preciso esperar a Sabatino. Opa! Esperar a Sabatina? Que conversinha fiada, senhores e senhoras senadores.

É realmente inacreditável que diante de tudo isso, não foi há um ano, não foi na década passada, está acontecendo agora, Caniato! Está claro o que está acontecendo! Está claro como o Brasil está de quatro!

para uma corte que comanda o país. E o Senado vai lá e entrega mais um. Então, Caniato, nós só temos uma esperança nesse país, nas eleições de outubro. Porque se a população brasileira não tiver consciência da sua responsabilidade, esqueçam.

Vai demorar mais 20 anos para que a gente possa ter a oportunidade de novo de mudar as coisas. Nós vamos nos afundar de forma tão profunda nessa lama institucional que dificilmente o Brasil será resgatado como deveria no meu tempo de vida.

Esse tema é importante, a gente vai voltar nisso, porque faltam ainda Musa e Dávila, salvo engano, comentarem. A gente vai retomar essa discussão. Só preciso acionar a reportagem da Jovem Pan News, porque a arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e outras receitas acabou somando quase 230 bilhões de reais em março.

Deixa eu trazer a informação completa? Se a produção puder me ajudar, certamente a gente vai conseguir compartilhar toda a informação. Bom, então eu vou ter que acionar a nossa reportagem. Então a Júlia Firmino chega ao vivo e vai trazer os detalhes para a gente. Júlia, não tinha todas as informações aqui, mas se você puder, compartilha com o nosso público. Quanto foi que os brasileiros pagaram em impostos no mês de março?

Valor recorde, viu, Caniato? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. De fato, no mês de março, ou seja, o último mês, mês que passou, o Brasil chegou a arrecadar 229,2 bilhões de reais, não só em imposto, mas em contribuições e outras receitas. Valor recorde em 32 anos, desde o início das medições.

Isso foi informado pela própria Receita Federal, dizendo que esse foi o valor, esse foi o volume arrecadado pelo governo federal agora em março de 2026. E esse número é 4,99% maior.

Quando a gente compara com março de 2025, quando foram arrecadados 218,4 bilhões de reais. Além disso, o recorde não fica só para o próprio mês de março, mas para o primeiro trimestre do ano, que começou em janeiro, passou por fevereiro e chegou até março. E quando foi arrecadado, né? 784,2 bilhões de reais, o que é 4,6% maior.

quando a gente compara também com o trimestre, primeiro trimestre de 2025. E aí a Receita mesmo informou que o que ajuda a explicar esse volume tão grande na arrecadação agora é de fato o crescimento do imposto previdenciário, também o desempenho de PIS e COFINS, além do IRRF, que é o imposto de renda retido na fonte, e também do...

IOF, tudo isso também a gente pode dizer que reflete a melhora do mercado de trabalho, o crescimento da economia brasileira, além do aumento de impostos que foi colocado agora nesse outro mandato do presidente Lula. A gente segue acompanhando tudo isso porque pode repercutir e trazer mais impactos para os próximos meses, né, Caniato? Volto com você.

Sem dúvida. Júlia, destacando então qual foi a quantia em dinheiro que os brasileiros acabaram pagando em impostos federais no mês de março, a gente segue em contato. Qualquer novidade, a Júlia volta aqui na programação. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você. Chama os nossos comentaristas, o Bruno Musa. Musa, por diversas vezes, quando a gente traz um número...

em que a manchete é, bom, recorde de arrecadação no mês tal. Muitos colocam em perspectiva, poxa, pagamos tantos impostos, mas não recebemos os mesmos serviços, né? Serviços maravilhosos de volta. E aí sempre tem aquele ranking de arrecadação de impostos ao redor do globo. Ah, na Suíça paga-se muito imposto, mas também na Suíça você tem serviços maravilhosos.

É disso que se trata ou você entende que, nesse caso especificamente, a arrecadação tem muito mais a ver com a maneira como o governo administra os seus objetivos?

se trata disso. Afinal de contas, é muito mais fácil você colocar uma manchete e ela ser facilmente interpretada à sua própria maneira. Fica fácil. Mas pra isso a gente recorre aos números e os números cada vez ficam mais difíceis de serem refutados. Só que, infelizmente, ainda são poucas pessoas que querem interpretar o número da maneira como ele é. Isso...

E por isso geram oportunidades no Brasil. Ontem à noite eu dei uma palestra, depois do nosso ping nos diz aqui, lá para os clientes da nossa consultoria, que nós fazemos a consultoria financeira deles. E um dos pontos foi realmente sobre impostos. Não havia saído o dado, que saiu hoje, mas mesmo assim, independente do dado de hoje, a gente vem batendo recordes recorrentes. E no ano passado foram quase 4 trilhões de reais. Isso pode parecer um número muito grande.

E é assustador. Mas qual é a proporção dele? A gente precisa, obviamente, fazer uma proporção numa mesma base de dados. Então vamos fazer sobre o PIB. Veja, a gente já falou aqui de produtividade, a gente já falou aqui a respeito de horas trabalhadas, que eu mencionei na semana passada, que num estudo da Organização Internacional do Trabalho, de 180 países, tem 97 países que trabalham mais horas do que o Brasil. Então o brasileiro tem uma produtividade baixa e nós trabalhamos pouco por semana.

São dados da Organização Internacional do Trabalho. De 180 países, 97 países trabalham mais do que o Brasil. Quais os países que trabalham menos? Os que são mais produtivos. Se a gente quer trabalhar menos hora e a gente quer ter a produtividade que temos, que é baixíssima, isso significa que estamos fadados à pobreza. Mas, em paralelo a tudo isso, para piorar a situação, vem os impostos. Afinal de contas, a gente vê manchete solando. O brasileiro trabalha muito mais do que a média dos países do G7.

que os países dos G7 são ricos, têm uma produtividade muito, três, quatro vezes maior em números do que a do Brasil. Então vamos falar de quanto eles arrecadam frente ao PIB e nós. A média dos países do G7, segundo os próprios dados, como eu falei, dos tesouros de cada um dos países respectivos, a média dos G7 arrecadam por volta de 35% sobre o PIB. E no Brasil, 40% sobre o PIB, quase 40%, 39,8%. Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri

E os emergentes? A média dos emergentes? 27. Repito, o Brasil 40% sobre o PIB, a média dos emergentes 27. E o Chile? 26. E o México? 24. E o Peru? 20% sobre o PIB. Portanto, estamos na média dos países que mais arrecadam sobre o PIB e que menos entregam. Temos serviços aqui que se equiparam aos países subsaarianos.

na África. Isso significa que há uma espoliação do brasileiro como um todo, principalmente daquele mais pobre, uma vez que eles, no consumo, pagam muito mais impostos referente à sua renda do que os mais ricos. Portanto, o Estado que diz proteger é justamente aquele que espolia, que maltrata o cidadão mais pobre e continua gerando essa diferenciação social. Refrutar dados fica mais difícil, mas nem todos querem ouvir.

Zé, deixa eu passar para o Dávila avaliar a situação e o desafio imposto àqueles que certamente tratarão dessas questões no processo eleitoral. Dávila, o aumento de alíquotas ou a criação de novos impostos não necessariamente acaba ajudando na arrecadação. A depender do volume...

de reajustes ou de taxas, isso pode fazer com que aquele contribuinte reflita e opte em não pagar. Vai preferir a inadimplência do que pagar, né? Daí vai torcer para que um refiz, algum programa de renegociação de dívidas lá na frente seja lançado.

Esse talvez seja um desafio para aqueles que se candidatarão à presidência da República rediscutir a estratégia do governo federal em relação a impostos e tributos da Ávila.

Peniato, não é rediscutir, é abaixar essa carga tributária que sufoca o brasileiro que produz, que trabalha e que empreende. Esse é o problema. O Bruno Musa acabou de trazer aqui um número. O Brasil é o país emergente que mais taxa o povo.

que mais taxa as empresas. É uma âncora no pé do Brasil que quer trabalhar, empreender e produzir. É inacreditável. E se fizesse toda essa taxação e nós tivéssemos segurança pública primorosa, melhor educação entre os emergentes, ainda teria algumas pessoas que achariam que isso é justificável.

E continuaria votando no governo. Mas olha o que acontece hoje. O Brasil é recordista de arrecadação de imposto. E para onde esse dinheiro está indo? Para o ralo da bandidagem. É indo para o roubo do INSS. 90 bilhões desviados de descontos indevidos do crédito consignado. 8 bilhões.

dos descontos que também foram para a malha da roubalheira do INSS. Nós temos mais de 75 bilhões de reais que se perderam no ralo das estatais deficitárias que foram totalmente aparelhadas pelo governo. E olha para os indicadores. O Brasil está no último quartinho em educação no exame do PISA. O Brasil está entre os 10 países mais violentos do mundo.

Cadê o dinheiro do nosso imposto? Está indo para malandragem, para semvergonhice, para roubalheira. Essa é a verdade que precisa ser dita. É uma vergonha o que está acontecendo no Brasil. E isso o governo deixa 81 milhões de brasileiros inadimplentes.

O governo tem um número recorde, mais de 8 milhões de empresas no Brasil estão inadimplentes. Record de inadimplência de pessoa física e pessoa jurídica. E por que esta enorme inadimplência? Porque o Brasil tem a taxa de juros mais alta do mundo. E por que essa taxa é tão alta? Porque o governo gasta muito mais do que arrecada. Mesmo...

com arrecadação recorte. Esse gasto faz o governo viver do cheque especial, e cheque especial, todo mundo sabe, é a maior taxa de juros que tem, e é assim que o governo faz. Só que não é ele que paga, ele passa pra gente. E nós pagamos essa taxa absurda de juros no Brasil. Então, Canhato, isso mostra o desgoverno, a incompetência da gestão, o aparelhamento do Estado, e como eu disse aqui, a captura do Estado, Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri Pri

por corporações, por bandidos e por esquemas fraudulentos.

Passar para o Mota também avaliar esse número trazido pela nossa repórter Júlia Firmino. Você, Mota, em outros tempos nós ouvíamos, escutávamos a seguinte justificativa. Bom, arrecadamos muito porque estamos investindo muito em áreas que são muito importantes, estratégicas, saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, mas não me parece que seja o caso.

Não é. E há um número, Caniato, muito mais impressionante do que esses dos bilhões. Porque eu acho que a maioria dos espectadores e dos ouvintes vai compartilhar o mesmo problema que eu tenho, né? Depois que você fala de um, dois bilhões, duzentos, quatrocentos, a gente perde completamente a noção.

os números passam a não significar mais nada. Eu nunca vi um bilhão na minha frente, nunca vou ver. Eu acho que a maioria dos nossos espectadores também não. Então deixa eu colocar esse problema de uma outra forma, mais clara. Eu vi recentemente uma pesquisa de um instituto sério de estudos de tributo que diz o seguinte, a carga tributária média do brasileiro hoje é por volta de 40%. Ou seja, tudo que você ganha...

você separa 40%, quase a metade, e entrega na mão do governo. Para quê? Não é para pagar serviços de saúde, ou de segurança, ou de educação. Não. É para o governo fazer o que ele quiser com isso. Outro dia nós comentamos aqui que o atual governo do PT já gastou quase um bilhão em viagens.

Hotéis de luxo, jatinhos, jantares em restaurantes finos, os tais dos cartões corporativos que ninguém tem controle.

É pra isso que é usado o dinheiro dos impostos. Agora, deixa eu colocar de uma forma bem concreta o que significa esses 40%. Significa o seguinte, quando você trabalha de segunda, vamos supor que acabe a escala 6 por 1, né? E as pessoas agora só trabalham segunda, terça, quarta, quinta e sexta. Bom, segunda e terça você vai trabalhar 100% para o governo.

Tudo que você ganhar nesses dias vai para pagar o luxo das autoridades. Só na quarta-feira de manhã é que você começa a trabalhar para colocar dinheiro no seu bolso. Então, essa é a realidade do brasileiro.

Nós vivemos hoje uma vida de servidão em relação ao Estado. Tiradentes morreu porque participou de uma revolta contra a cobrança da coroa portuguesa de um quinto dos impostos. Um quinto, meus amigos, é 20%. Nós hoje pagamos 40% de tudo que a gente ganha em imposto.

É oportuno essa lembrança do Mota, né? De Tiradentes, estamos no mês de abril e discutindo justamente a arrecadação de 229 bilhões de reais em impostos federais em março. Só para fechar, passar para o Cristiano Beraldo também refletir a respeito desse que é um tema recorrente, mas que acho que nem todo cidadão brasileiro para e pensa a respeito do que...

poderia e deveria ser feito quando a gente fala em arrecadação de impostos. Porque não me parece que esse seja o principal ponto de decisão na hora em que você vai votar em um candidato. Por que eu digo isso? Porque estamos em um ano eleitoral. Eu acho que isso certamente aparecerá durante o debate eleitoral. Mas não sei se é o principal ponto. Mas é algo que as pessoas precisam se atê, Beraldo.

Beneto, o brasileiro, ele é sistematicamente preparado para não compreender esse tipo de matemática. Educação financeira no Brasil é algo que nunca fez parte do nosso cotidiano, mesmo o Brasil tendo um histórico inflacionário gravíssimo. Ou seja, as pessoas que não tinham compreensão...

financeira, elas perdiam o valor do seu dinheiro na velocidade da luz. Aliás, nós já estamos de novo num ambiente inflacionário muito severo e não é só por culpa do Brasil, não. O mundo passa por um efeito inflacionário, isso é uma discussão bastante extensa, porque tem a ver lá com a crise de 2008, mas o fato é que o governo americano, por exemplo, tem interesse...

em que o dólar perca valor, e ele perde valor com o aumento da inflação. O Brasil não está preparado para isso. Lembram-se, quando o próprio Lula, que era presidente na época, disse que a crise financeira do mundo no Brasil foi só uma gripezinha, que no Brasil chegou a marolinha do tsunami que pegou o mundo. Pois é!

Pegou aqui uma marolinha, só que o Brasil é simplesmente fruto da sorte. O Brasil não tem estratégia para absolutamente nada. E agora nós veremos o abismo entre o rico e o pobre aumentar e a classe média ser dizimada.

A realidade do Brasil hoje, Caniato, é que se tem relógios que custam o preço do carro, carros que custam o preço de apartamento, apartamentos que custam mais que um avião, está tudo fora de referência. E o Mota disse que nunca viu um bilhão. Ô Mota, não vai demorar muito para você ver um bilhão, porque um bilhão não vai valer nada. É nesse caminho que nós estamos andando.

Portanto, Caniato, o governo faz com que as pessoas sejam ignorantes. E com base nesta ignorância, ele toma o dinheiro. Muita gente fala que o imposto é roubo e no Brasil isso é cada vez mais verdade. O governo toma o dinheiro do cidadão e gasta da pior forma possível. Por que isso não acontece, por exemplo, nos Estados Unidos?

Primeiro, porque há a cultura do trabalho baseada em remuneração por hora. Ou seja, um adolescente vai atrás do seu primeiro emprego, numa lanchonete, onde for, ele vai ganhar tantos dólares por hora. Isso desperta nele a consciência que o seu tempo tem um valor.

Depois, nas coisas que são compradas num país como Estados Unidos, o imposto é destacado. Cada estado tem uma determinada taxa, uma determinada alíquota tributária que incide sobre a compra que você faz no mercado, nas lojas, nos restaurantes, etc. No Brasil, isso tudo é camuflado. O canhato todo dia eu comprei uma mala, uma mala de viagem.

mais de 50% do preço que eu paguei na mala era imposto. Estava descrito ali de uma forma difícil de ler, mas estava na nota fiscal. Ou seja, o imposto...

foi mais de 100% do verdadeiro valor da mala. Esse é o Brasil. E as pessoas compram e não percebem, não entendem, e vão contribuindo para esse orçamento, que no final do ano é um orçamento trilionário.

e que não é suficiente para tirar o Brasil do atraso. Atraso da educação, atraso da saúde, atraso da infraestrutura, atraso da eficiência, da gestão pública. O Brasil está atrasado em absolutamente tudo. E aí, na hora que ele tem um ativo valiosíssimo no mundo de hoje, que poderia mudar o jogo a favor do Brasil, do ponto de vista geopolítico, que são as terras raras, o que o governo faz?

chancela, vende essas terras raras para uma empresa norte-americana que vai ter por 15 anos 100% da produção dessa mina de terras raras. O Brasil é um país de gente medíocre, de gente que não consegue ter uma visão ampla.

Não consegue enxergar o Brasil como protagonista. O Brasil é usado pelos poderosos para eles se beneficiarem. O Brasil é um instrumento para saciar o ego e o bolso dessas figuras poderosas. E o brasileiro vai sobrevivendo, vendo a vida passar.

E não consegue entender que a evolução, a prosperidade, que deveria ser um direito dele, lhe é roubado absolutamente todos os dias. O Brasil é um fardo para o brasileiro graças a uma sequência de governos irresponsáveis, medíocres, que não conseguem entender o mal que fazem ao Brasil.

Outros destaques aqui em Os Pingos nos Is, a Polícia Federal confirmou que agentes abordaram um morador de Presidente Prudente que estendeu uma faixa com a palavra ladrão na janela do próprio apartamento, localizado próximo a um evento, que contaria com a participação do presidente Lula. Quem vai trazer os detalhes?

fato, é o Misa Elmanete chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is esse caso repercutiu muito nas redes sociais, não foi Misa? Ótima noite a você conta pra nossa audiência qual foi a alegação da corporação

repercutiu e está repercutindo, viu Caniato? Muito boa noite a você, é um prazer falar com você e com todo mundo que acompanha a programação da Jovem Pan. Esse caso aconteceu no interior de São Paulo, presidente Prudente, e em reportagens, entrevistas que esse morador, ele deu à imprensa, ele disse que não colocou o nome de ninguém, apenas uma faixa, uma faixa grande com a palavra ladrão. Isso ocorreu bem na semana de um evento onde o presidente Lula participaria.

Participou no final de semana na cidade de Presidente Prudente. Ele foi surpreendido com a visita da Polícia Federal pedindo a retirada da faixa. E aí ele fez essas alegações de que não mencionou o nome de ninguém na faixa. Apenas colocou esse adjetivo, enfim, colocou essa palavra.

E por isso ele recebeu essa visita. A Polícia Federal soltou uma nota, informou que a ação teve como objetivo apurar possível crime contra a honra, já que a faixa poderia ser interpretada como ofensa ao presidente da República.

De acordo com o que a gente conseguiu apurar, um dos agentes teria afirmado o seguinte. Do jeito que está, não vão deixar ao se referir a permanência da faixa no local, indicando que havia um teor de preocupação em relação a algum tipo de manifestação. A gente tem um vídeo que está circulando nas redes sociais que mostra o momento do encontro desse morador com agentes da PF. Acompanhe.

Porque a gente veio antes. Se tiver algum problema no evento, eu venho e tiro. Beleza. A gente já está informando com o senhor que já vai dar. A gente veio antes para isso. Quando vier o nosso superior, que vai ser no dia do evento, eles vão vir com mais rigor. Você não foi alertado. É opinião, cara. Eles vão considerar isso como opinião. Então, se eu concordo

Você é a ditadura? Esse é só um trecho de um vídeo grande que está circulando nas redes sociais que mostra o momento em que esse homem é abordado pelos agentes da Polícia Federal. O caso, como mencionei, gerou repercussão nas redes sociais e, é claro, entre autoridades também. Eduardo Bolsonaro fez uma publicação agora há pouco.

A gente tem o destaque, ele disse o seguinte, abre aspas, governo da censura, letra maiúscula, governo da censura está com os dias contados. Se Lula achou que a faixa escrito ladrão era para ele, quem sou eu para discordar? Fecha aspas, está aí a declaração de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, acompanhou o caso de lá e fez esse comentário via redes sociais.

Caniato, volto com você aí no estúdio sobre esse caso que ainda está circulando nas redes sociais.

Com certeza, muitas repercussões, várias manifestações a partir desse pedido feito pela Polícia Federal para que o homem retirasse a faixa. Valeu, Misa, bom trabalho para você. A gente segue aqui com os nossos comentaristas. Eu vou começar essa rodada com o Bruno Musa. Bruno, tem, acho que algumas camadas, alguns aspectos, né? O posicionamento da Polícia Federal, o direito à liberdade de expressão, um evento com autoridades.

Mas se tem autoridades, a pessoa não pode se manifestar? Bom, não havia menção a alguma autoridade, né? Acho que é preciso também considerar. Se tivesse, não teria problema, porque a pessoa pode se manifestar, pode criticar. Mas também não tinha. Então, que excesso de zelo é esse da Polícia Federal? Dá pra dizer que esse é um caso típico e clássico de censura, Bruno Musa?

Além da censura, Caneato, o que nós vemos aí é uma clara falta de respeito e intromissão à propriedade privada.

Eu vou deixar um desafio aqui. Qual é o país? Qual é a empresa? Qual é a família? Qual é o indivíduo que conseguiu prosperar, entregar melhor qualidade de vida, ter uma vida mais digna, sem o respeito à propriedade privada? E a propriedade privada nada mais é aquilo que é fruto daquilo que você produziu, que você gerou, e deve ser inalienável.

Nós estamos falando que é a sua casa. Você estendeu uma faixa sem citar o nome de ninguém. E mesmo se citasse, qual é o problema? Se aquilo for uma mentira, ele vai responder ao devido processo legal, se aquele que se sentiu ofendido entre com uma ação e ele acabe porventura perdendo essa ação. Ele responda de acordo com a lei. Mas como é que a gente pode aceitar que numa faixa...

Uma determinada instituição que tem o monopólio da violência acabe com a propriedade privada na casa daquele cidadão e não o permita estender uma frase, ou melhor, aqui uma palavra, ladrão.

Mesmo se tivesse o nome a pessoa que ele estivesse atribuindo supostamente o título de ladrão. Ele está na casa dele. É a propriedade privada dele. Aquele é o bem que deve ser resguardado a todo e qualquer segundo. Mas a Constituição brasileira, aquela que tanto falamos aqui da Constituição de 1988, entre várias coisas que coloca como relativa, inclusive é a propriedade privada. E esse é um dos grandes pontos que ele estivesse atribuindo.

dentre muitos, por que o Brasil continua sendo um país fadado ao fracasso? E nós permitimos esse tipo de coisa. Nós aceitamos essa intromissão de quem detém o monopólio da violência, legítimo infelizmente, que é o Estado que acaba espoliando tudo que nós produzimos, como nós falamos na matéria anterior, pra ir dentro da sua casa e não permitir que você exponha uma frase escrito ladrão. A quem você atribuiu aquilo? Qual é o problema?

O que manda a Constituição brasileira? Se eu apontar o dinheiro pra alguém e não tiver provas, tem ali na Constituição que você paga por isso, no seu nome técnico, dentro do direito pra isso. Difamação ou acusação indevida, como quer que seja. Agora.

Você ter policiais vindo da tua casa, ameaçando, dizendo que se voltar a situação é pior depois, por uma faixa de ladrão? Ora, me desculpas. Nós chegamos muito próximos a países que desrespeitam por completo não apenas as liberdades individuais e de expressão, mas a propriedade privada. E para finalizar, quando eu estive na Venezuela produzindo aquele documentário...

Eu estava no topo de Petare, que é a maior favela da América Latina. Um morador veio até mim e isso está lá no documentário. E ele termina falando assim, o socialismo é justamente isso. Ele acaba com a família, ele acaba com a educação e ele destrói a propriedade privada. Por esse caminho, será que a gente quer continuar indo?

Pois é, a gente vai trazer a análise dos demais comentaristas depois do break comercial, só que antes eu quero chamar a atenção. Você que acompanha a programação da Jovem Pan, agora temos os destaques da economia, do mercado financeiro, tem o fechamento touro de ouro com ele, o Pablo Speyer. Acompanhe.

Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Oferecimento, QI Tech, infraestrutura financeira para o seu negócio. Boa noite, caniato, bancada e toda audiência do Pinho nos diz. O Ibovespa fechou em queda pelo quinto dia seguido, pressionado principalmente pela saída de fluxo estrangeiro e pelo mau humor vindo de fora.

Nos últimos três dias, a B3 registrou quase 3 bilhões de retirada de capital estrangeiro daqui. 3 bilhões de reais. Movimento que pesou, sobretudo, sobre as ações de bancos que lideraram as perdas. Além disso, a queda das bolsas americanas também contaminou o mercado local. Em meio a novas preocupações dos investidores sobre o retorno dos pesados investimentos em inteligência artificial nos Estados Unidos.

que só em 2025 e 2026 vão somar mais de um trilhão de dólares. E essas dúvidas provocaram uma realização de lucros por lá e reduziu o apetite global por risco. É algo até saudável essa realização, já que as empresas de tecnologia tinham subido quase o mês inteiro. Por outro lado, as perdas do Ibovespa foram parcialmente limitadas pela alta do petróleo, que sustentou as ações da Petrobras em um cenário ainda marcado pelas...

tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O petróleo, que tinha subido 17% na semana passada, subiu mais 3% ontem e mais 2,40%, mais 2,5% hoje. No fim, o Ibovespa B3 caiu 0,5% e fechou aos 188.618 pontos. Já o dólar...

Começou o dia pressionado, mas acabou cedendo levemente depois de ter tocado R$ 5,01 ao meio-dia. O dólar terminou o dia cravado no zero a zero, valendo R$ 4,98, acompanhando a melhora marginal do humor lá fora na parte da tarde. É isso. Eu sou o Pablo. Boa noite. Vai, Torinho! Vai, Torinho!

Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Os Pingos nos Is, Jovem Pan.

Uma lenda é sempre conhecida. A aventura evoluiu. Chegou o novo Jeep Renegade.

Você trabalha muitas horas por dia, paga as contas e não consegue aumentar seu patrimônio? E ainda se sente perdido, sem saber o que fazer para mudar essa realidade? Agora existe uma solução acessível para você blindar seu patrimônio das crises econômicas e das incertezas do futuro. E o melhor, fazendo seu dinheiro trabalhar para você.

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Os Pingos nos Is Jovem Pan

Estamos de volta com o programa Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. Lembro você que nos acompanha que a enquete está publicada tanto no portal da Jovem Pan, quanto no nosso YouTube. No YouTube tem o chat ao lado, que fica do lado direito da tela, e aí a pergunta fica publicada. É super simples, só você ticar qual é a resposta que você concorda, e aí registra o seu voto. Daqui a pouco a gente traz, inclusive, qual é a...

alternativa mais votada. Bem, deixa eu chamar os nossos comentaristas, a rede está chegando, então eu vou só pedir, por gentileza, que vocês fiquem com a gente, e aí todos acompanharão na íntegra a avaliação e a reflexão do Luiz Felipe Dávila a respeito desse episódio inusitado, posso usar essa palavra? Pitoresco?

diferente. Você, Davila, vou pedir a sua reflexão, a sua análise. Trata, é preciso tratar de quais aspectos quando a gente analisa essa notícia. A rede agora está conectada com a gente, Polícia Federal pedindo a retirada de uma faixa.

com a palavra ladrão, antes de um evento que contaria com a participação do presidente da República. Você, Dávila, quais elementos você quer contemplar no seu comentário? Preciso falar o quê? De censura? Desrespeito à liberdade de expressão? Talvez a figura tenha...

cometido crime de injúria, difamação, calúnia, mas caberia a outra parte processar, mover uma ação contra essa pessoa. Mas é preciso tratar também da instrumentalização da Polícia Federal?

Renato, o que define uma democracia de um governo arbitrário é justamente o respeito às liberdades individuais, o respeito à propriedade privada e o Estado de Direito, ou seja, o regime da lei sobre a preponderância ou voluntarismo de uma pessoa. São esses três aspectos que definem o regime democrático.

Agora, vamos ver se eles valem no Brasil. Respeito à Constituição, às liberdades individuais, está aí uma manifestação clara do Estado, afinal de contas a polícia é uma instituição de Estado, invadindo uma propriedade privada e reprimindo um cidadão por expressar a sua liberdade.

tempo atrás, Caniato, você se lembra muito bem que nós escutávamos os panelaços à noite em uma forma de manifestação. Se hoje nós tivéssemos um panelaço, provavelmente todo mundo ia ser preso, né? Ou todo mundo ia receber uma visitinha da Polícia Federal em casa, porque isso ia mostrar contrariedade ao governo. Então, esse é o primeiro sinal de arbitrariedade. Só que não se restringe apenas a cidadão. Nós temos ultimamente parlamentares.

que são aqueles que gozam do direito da imunidade parlamentar, dizer o que bem entendem na tribuna da Câmara, e esses estão agora sendo indiciados por suas opiniões manifestadas no parlamento, ferindo completamente a Constituição.

Depois nós temos o inquérito da fake news, a verdadeira barriga de aluguel da arbitrariedade utilizada para intimidar jornalistas, censurar conteúdo, perseguir adversários políticos e intimidar políticos. Recentemente nós vimos isso com o próprio governador Romeu Zema.

E para agravar ainda mais essa situação de autoritarismo que nós vivemos hoje, amanhã teremos a sabatina de um candidato à Suprema Corte que tem o seu mini-ministério da verdade dentro da AGU, o Anoé.

ou a tal da Procuradoria Nacional da União da Defesa da Democracia, o que é isso? É o Ministério da Verdade. Acabou de censurar pessoas que fizeram críticas ao PL da misoginia.

Como se não pode mais criticar uma lei? E tem que criticar, sim, principalmente por seus pressupostos genéricos e abrangentes, que pode incluir absolutamente tudo ali num eventual crime. Por isso, Caniato, o Brasil não vive mais uma democracia. A Constituição foi rasgada. As suas cláusulas pétreas foram trituradas. A imunidade parlamentar ninguém respeita mais. Por isso...

não é o mero cidadão que vai passar desapercebido do aparatos do Estado brasileiro. Deixa eu passar para o Mota. O Mota vai trazer também as análises e reflexões. Só uma correção. Quando o nosso repórter trouxe a informação, as repercussões, ele destacou um post de Eduardo Bolsonaro. Daí tinha foto daquela faixa. Mas não foi o post de Eduardo Bolsonaro. Foi de Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato do PL.

a presidência da República, só um registro jornalístico. Você, Mota, quais aspectos dessa ação da Polícia Federal pedindo a retirada dessa faixa antes do evento com o presidente da República? O que lhe preocupa? O que lhe chamou a atenção?

Caniato, esse é um assunto gravíssimo, mas também é pitoresco. Então eu queria dividir o meu comentário em duas partes. Uma parte séria e uma parte pitoresca. Vamos começar pela parte séria. O Brasil já teve polícias políticas. Parece que tem de novo. É isso.

Isso me dói muito, porque uma parte essencial do meu trabalho é explicar e defender o trabalho da polícia. O trabalho da polícia não é servir a tiranos. Pelo contrário, a missão essencial da polícia é a garantia da liberdade. A filósofa Hannah Arendt falava da banalidade do mal. O que é isso?

Hannah Arendt dizia o seguinte, o totalitarismo, as ditaduras, elas não existem por causa de grandes monstros. Elas existem por causa do pequeno funcionário, o servidor público, que só está cumprindo ordens pensando na sua aposentadoria. É graças a esses funcionários, meros cumpridores de ordens, que o mal triunfa.

E agora eu queria lembrar a parte pitoresca dessa notícia, porque dizem que na União Soviética havia uma piada muito conhecida. E a piada era assim, um sujeito estava andando pela rua gritando, o presidente é um idiota, o presidente é um idiota. Aí veio a polícia política, abordou o cidadão e deu voz de prisão ali na hora. E aí o cidadão se explicou.

Mas senhor policial, eu estava falando do presidente da Ucrânia. Aí o policial olhou para o homem e disse, você não engana a gente. Todo mundo sabe muito bem quem é o idiota.

Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, só para fechar essa discussão e as reflexões que eles estão fazendo dessa notícia. Você, Beraldo, te preocupa que isso se transforme talvez em um padrão, em um ano eleitoral, em que espera-se que figuras que postulam cargos importantes critiquem uns aos outros, mas que em algum momento alguns não possam mais ou se sintam ameaçados?

Caniato, isso que nós estamos vendo é de um absurdo indescritível. Alguém coloca uma faixa, se manifesta, não cito o nome de ninguém, coloca lá uma faixa. A carapuça serve e aí ele recebe a visita da polícia. Eu me lembro, Caniato, na época do impeachment da Dilma.

À esquerda no Rio de Janeiro, os militantes escreveram morte a Eduardo Cunha, fora Cunha e tantas outras ofensas a Eduardo Cunha pela cidade inteira.

Aquilo me chamava atenção porque era alguém pedindo a morte de alguém de forma pública. Isso não gerou absolutamente nenhuma consequência. Não é sabido que a polícia tenha feito diligências em cima das pessoas responsáveis por essas manifestações. Quando nós observamos hoje uma faixa incomodando...

o presidente da República e a polícia, que deveria ser um órgão do Estado brasileiro, se sentindo impelida a fazer algum tipo de abordagem a um cidadão brasileiro, consolidando que hoje não é mais possível contarmos com a plenitude da nossa liberdade de expressão, isso demonstra um país completamente doente. De novo.

Essa nossa lida de estar aqui emitindo opinião, sendo duro, e eu sou aqui talvez o que mais vezes sou duro com as instituições, com algumas pessoas, isso se tornou uma atividade de grande risco. E não há nada garantindo que não haverá repercussão.

Porque tudo pode acontecer no Brasil. Tudo é possível. As coisas mais absurdas se tornaram cotidianas. Portanto, Caniato, eu desconheço esse Brasil. Eu não sei que país é esse que o nosso Brasil se transformou. Mas é urgente que a gente retome esse Brasil para nós. Que este Brasil volte a ser uma verdadeira democracia.

Que a população volte a ser representada por aqueles que defendem, de fato, os seus interesses e não apenas defendam interesses mesquinhos e individuais no exercício da função pública.

Ainda dá tempo de você votar na nossa enquete do dia. A pergunta que nós publicamos, a demora em sair a delação de Daniel Vorcaro, pode sinalizar o quê? Contamos com o seu voto. Portal da Jovem Pan ou então YouTube do programa Os Pingos nos Is. Vamos fazer um rápido break, um intervalo a jato. Voltaremos em um minuto e vinte. Até já. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.

A Jovem Pan FM no fódio. Agora é top 3 em audiência na grande São Paulo. Uma conquista que não vem por acaso. É resultado de quem sabe falar com milhões e a cada dia mais gente sintoniza a Jovem Pan FM em 100,9. Um movimento que acompanha o crescimento de quem já vinha fazendo barulho. Agora mantém a força e amplia a presença.

Somos 2,45 milhões de ouvintes únicos sintonizados na Jovem Pan FM. A maior do Brasil.

Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.

Recebo Gustavo Freitas, CEO do Mercadão dos Óculos, e Denilson Moraes, CEO da Offener. Uma conversa que vai do varejo ótico à tradição em chocolates. O profissional tem que estar sendo bem tratado. Admirar e respeitar é a melhor forma de você realmente criar esse elo de confiança. Show Business, amanhã às onze da noite, na Jovem Pan. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, trazendo os assuntos importantes do dia e contando com a análise dos nossos comentaristas. Esse tema da faixa, a faixa de ladrão, está rendendo. Muitas pessoas, inclusive, acabam se manifestando aqui nas nossas redes sociais, no chat. Deixa eu pedir mais um comentário, mais uma análise. Já fizemos um giro completo, então eu volto para quem iniciou as análises, o Bruno Musa. Bruno, você... E...

Não acha que esse acaba sendo um episódio que preocupa quando nós estamos em um ano eleitoral? Daqui a pouco as campanhas começarão, né? E é normal que uns critiquem os outros, critiquem as instituições.

Falem que fulano não trabalha direito, não fez o que deveria ser feito. Talvez algum se utilize de uma palavra um pouco mais forte, mais firme. Enfim, queria que você externasse a sua avaliação ou até a sua preocupação para esse tipo de movimentação que aconteceu no interior em um ano eleitoral.

Exatamente o que eu acabei de mencionar, porque não tem a ver apenas com uma faixa. Tem a ver com a destruição de um dos pilares fundamentais de toda e qualquer sociedade que quer prosperar. Que quer prosperar numa relação entre pessoas, que quer numa relação profissional, pessoal, familiar, onde quer que seja. E principalmente da relação da sociedade com o governo. Eu costumo falar essa frase e vou tentar explicar um pouco mais. É óbvio que...

O governo detém o monopólio da violência. O que significa isso? Que a gente não tem como recorrer a eles. Contra quem você vai recorrer se a Polícia Federal faz esse tipo de coisa dentro da sua casa? Aonde nós estamos a salvo? Aonde nós podemos nos posicionar?

Num ambiente apenas de jantar com celulares desligados, que de repente um site, um buscador hoje em dia te escuta falando e aquilo já pode vazar de alguma maneira? Que nível de exposição nós chegamos? A gente veio falando agora que o governo também quer saber aonde você vai se hospedar, como você vai se hospedar, como você vai fazer esse registro. Será que não percebemos que cada vez mais um governo populista

que criticava isso há pouco tempo, mantém todos os seus dados, suas viagens, seus gastos, seu cartão de crédito, para onde vai, para onde não vai, em sigilo. Mas a gente, na nossa casa, sequer podemos expor uma frase de ladrão, que ele não falava a quem estava sendo atribuído.

E repito, nós temos uma constituição para que se você aponta o dedo para alguém sem provas, você vai responder por aquilo. Mas calar a pessoa? Então eu não vou falar apenas da faixa. Eu estou falando que nós passamos uma linha que ela não é tênue. Ela é muito clara. E é a linha do falta de respeito à propriedade privada.

E a coisa vai acontecer aos poucos. É aquela famosa frase ou ditado do sapo na panela. Se você coloca ele numa panela com água fervendo, ele simplesmente vai estourar. Se você vai esquentando água aos poucos, as pessoas vão acostumando. E nós vamos acostumando que um governo que toma quase metade ou metade daquilo que nós produzimos agora sequer nos permite que nós tenhamos uma opinião.

Porque eles têm que ter um monopólio, inclusive, da opinião. Mas são eles que julgam dizer que defendem a própria liberdade. Desde que sempre você opine igual eles. Se não, é melhor nos calarmos.

Pois é, agora eu preciso retomar um assunto que nós chegamos a debater, ou pelo menos iniciamos um debate, só que não deu para fazer um giro completo. E a notícia trata do seguinte, uma ala do Judiciário, uma ala do Supremo Tribunal Federal, criticou pré-candidatos ou políticos que se colocam como candidatos.

E que utilizam o judiciário, a Suprema Corte, para fazer agressões. E eles se utilizariam, na visão desses magistrados, para utilizar a Suprema Corte como escada eleitoral. Então, eles batem no Supremo para se promoverem de alguma maneira. E aí, inclusive, essas críticas...

segundo os magistrados, seriam apenas conversa de machão de bar, coisa de criança ou então conversa de quinta série, que se tornou um jargão para conversas irresponsáveis ou sem nenhum tipo de compromisso. Deixa eu passar para o Mota, porque o Mota não analisou, não trouxe a sua avaliação sobre essa manifestação de alguns ministros da Suprema Corte.

Mota, segundo esses magistrados, esses políticos sem voto, que no caso eles estão se referindo a Romeu Zema, né? E o Romeu Zema agora não tem voto, mas foi governador, então teve bastante voto. Então eles estão dizendo, políticos sem voto usam o judiciário como escada eleitoral.

Os políticos sem voto são geralmente os da extrema esquerda, que não conseguem emplacar as suas propostas extremamente ideológicas no Congresso e aí vão apelar para o judiciário, onde geralmente conseguem ser acolhidos. Eu acho que essa opinião, Caniato, que você analisou aí é equivocada.

No meu entender, as reações de alguns parlamentares refletem simplesmente a indignação popular com o atual estado de coisas no Brasil, que chega a atingir limites insuportáveis. Até pouco tempo atrás, nós tínhamos a contínua interferência.

de um pequeno grupo de juristas estatais em todos os assuntos do país. Então não importa se o eleitor médio brasileiro, a esmagadora maioria, tem hoje eriza a drogas. Porque os magistrados resolveram que fumar maconha não tem nada de mais. E que você pode andar com 40 gramas. E até disseram que estavam discutindo a possível liberação de outras drogas.

e o eleitor nessa história completamente irrelevante. Então a posição desses parlamentares, ela reflete sim a indignação que hoje predomina na maioria dos cidadãos brasileiros. Eu termino dizendo o seguinte, ainda são muitos, muito poucos os parlamentares.

que tem a coragem, porque isso não é coisa de machão, não. Isso é coisa de gente muito corajosa, porque esses parlamentares hoje não têm nenhum tipo de proteção, nem mais a imunidade parlamentar.

Resultado da enquete do dia, vamos colocar na tela? A pergunta que nós publicamos, a demora em sair a delação de Vorcaro pode sinalizar o quê? 50% Vorcaro não revelou novidades. 22% já está fechado, só faltam detalhes. 28% outros acordos melhores estão em curso. Muito obrigado pela parceria, pela audiência. Eu volto às 10 com visão crítica. Tchau, tchau. Boa noite.

A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan

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