Vorcaro prepara delação / Zema propõe privatizações
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (27):
Preso desde março, o banqueiro Daniel Vorcaro prepara uma proposta de delação premiada que pode envolver políticos, empresários e agentes do mercado financeiro. O material deve ser entregue à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República e pode ter impacto direto no cenário político e nas eleições.
Relatório do COAF aponta que uma empresa da família de Daniel Vorcaro movimentou mais de R$ 1 bilhão em transações entre companhias ligadas ao grupo. Segundo o órgão, a dinâmica pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.
O ex-presidente Michel Temer afirmou que a polarização política no país já atingiu o Supremo Tribunal Federal. A declaração ocorre após troca de críticas entre Romeu Zema e o ministro Gilmar Mendes, em meio ao aumento da tensão institucional.
O pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil, além de reduzir gastos públicos e cortar privilégios. A proposta faz parte do plano de governo que ele classifica como “implacável” para reorganizar a economia.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rebateu um vídeo exibido durante congresso do PT que o associa ao caso do Banco Master. Ele classificou o conteúdo como “mentiroso e absurdo” e negou qualquer envolvimento com o esquema.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um apelo por união entre aliados após novos conflitos públicos dentro da direita. A manifestação ocorre após trocas de ataques envolvendo Nikolas Ferreira (PL-MG) e Jair Renan Bolsonaro, que aumentaram a tensão no grupo.
Segundo pesquisa Nexus VTG, o presidente Lula (PT) aparece tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
Cristiano Beraldo
Bruno Musa
Júlia Firmino
Matheus Dias
Roberto Mota
- Daniel VorcaroImpacto nas eleições · Ligações com políticos · Expectativas sobre a delação
- PrivatizaçõesPrivatização da Petrobras · Privatização do Banco do Brasil · Redução de gastos públicos
- Histórico de polarização presidencial brasileiraTroca de farpas entre Zema e Gilmar Mendes · Declarações de Michel Temer
- Transações financeiras entre Vorcaro e ToffoliRelatório do COAF · Tentativa de ocultação de patrimônio
- BolsonaroVídeo do PT associando Flávio ao Banco Master · Resposta de Flávio Bolsonaro
Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes e trazendo pra análise sempre os nossos comentaristas. Eu sou Daniel Caniato e você é o nosso convidado especial.
Para começar, preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília desde março, o banqueiro Daniel Vorcaro trabalha para fechar a sua proposta de delação premiada ainda nesta semana. A ideia dele é entregar o material à Polícia Federal e também à Procuradoria-Geral da República no início de maio.
De lá, a proposta será enviada ao ministro do STF, André Mendonça, para a homologação. Desde que foi transferido para a superintendência da Polícia Federal, diariamente, Vorcaro tem reuniões com seus advogados.
Em sua delação, Vorcaro deve entregar e revelar ligações com políticos, empresários e agentes do mercado financeiro que participaram desse esquema. Ele também pretende devolver uma grande quantia em dinheiro.
Além do depoimento que o banqueiro deve fazer, isso, na avaliação de muitos, pode afetar diretamente as eleições e, claro, o processo eleitoral deste ano. Chamar os nossos comentaristas. Vamos ao Rio de Janeiro. O Roberto Mota já está posicionado a postos aqui com a gente. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Excelente semana.
Mais uma vez, Banco Master, Daniel Vorcaro, e agora a informação atualizada, que ele deve, sim, fechar a delação premiada, que esse processo aconteceria no início de maio. Então, a expectativa é de que os advogados de Daniel Vorcaro consigam entregar a proposta para a Procuradoria-Geral da República e Polícia Federal, e a expectativa é que haja uma...
haja a anuência, a homologação por parte de André Mendonça. Bom, essa é a expectativa. Precisaremos acompanhar que tipo de delação será feita. Bem-vindo.
Mais do que isso, né, Caneto? A gente fica aqui na nossa imaginação pensando como deve ser uma proposta de delação. Olha, eu proponho contar isso, isso e aquilo, mas essa coisa aqui eu não vou contar não. Tá bom essa proposta? Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência.
A matéria diz que o banqueiro deve entregar políticos, empresários e agentes do mercado financeiro, mas não há nenhuma menção a ministros. A matéria também diz que o banqueiro pretende devolver uma grande quantia em dinheiro.
Olha, a gente não sabe muito bem como funciona a negociação de uma delação. Por exemplo, como se determina quanto dinheiro o acusado deve devolver? Porque o cidadão comum fica aqui pensando...
o ideal é que ele devolvesse tudo, né? Como é que pode se chegar a qualquer coisa que não seja isso? Agora, dúvida maior continua sendo a mesma. Se essa delação pode envolver autoridades do próprio judiciário, que garantia nós temos que o banqueiro vai mesmo contar tudo que sabe.
Sem dúvida, essa é uma pergunta muito importante, crucial, né? Mas deixa eu chamar o Bruno Musa, o Musa está com a gente também. Musa, seja bem-vindo, uma excelente semana. Há uma grande expectativa em torno dessa delação premiada, mas também muitos fazem a seguinte pergunta. Bom, segundo as últimas informações, Daniel Vorcaro, para fechar a delação, teria que...
revelar detalhes que ainda não tinham sido destacados naqueles arquivos que foram conseguidos por meio da apreensão dos celulares, dos notebooks, dos computadores. Então seriam novidades, de fato. Aí eu fico pensando, bom, se é uma novidade, quem disse que a outra parte sabe do que se trata?
Se a outra parte não sabe do que se trata, Daniel Vorcaro pode selecionar, né? A seu bel prazer. Não, isso aqui eu vou contar. Não, essa parte é melhor não. É melhor não, vou esconder isso daqui. Compreende? Essa é uma grande dificuldade. Como é que as autoridades identificarão todas as informações? Você contou tudo ou contou só uma parte? Bem-vindo, boa noite.
Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Dávila, todos que nos acompanham. Boa noite no Brasil inteiro. Bom, essa é uma pergunta totalmente válida e muito importante, Caniato, que você fez. Mas vamos lá tentar elucubrarmos um pouco aqui em cima disso. Em uma era que vivemos hoje do digital, é um risco muito grande.
ele pressupor que vai conseguir esconder determinado nível de informação, quando até o momento foram divulgadas algumas conversas impactantes, mas que, segundo a Polícia Federal, seria algo como 50%, 60% de um celular e teriam mais sete ou oito celulares.
para serem inspecionados. Então, é aquilo que a gente sempre menciona do jogo do prisioneiro, que é um dilema do prisioneiro na parte econômica, que a gente leciona muito para jovens estudantes de economia, que a gente faz na vida. Se você prende as duas pessoas envolvidas em salas diferentes e você fala que vai premiar aquele que delatar o amigo, e se você não delata, você vai ter uma pena pior,
Você quer delatar primeiro ou vai esperar que o outro delate? Ou vai contar com a confiança que o seu amigo não delatará? Vocês são amigos na hora do crime. Na hora que a corda aperta, amizades políticas, amizades de interesse, elas tendem a não funcionar. E aí volta a ser cada um por si. Então, eu acho que é um risco muito grande, Caniato, dele colocar a prêmio à sua própria cabeça quando os outros envolvidos também estão pensando a mesma coisa. Então, Daniel Alvorcaro vem e pensa com ele.
Ora, se eu não falar tudo, nós temos uma fila de pessoas querendo delatar. Ah, não, acho que ele não vai delatar. Na hora que o bicho realmente está pegando em português claro, será que você vai confiar que o outro vai manter você alheio, ou melhor, vai manter determinadas informações como segredo para poupar aquele grupo? Ou você quer também voltar a ver sua família, ter uma pena reduzida? Eu não confiaria muito. E mais, nessa era digital...
Como é que ele sabe quais informações já estão na mão da Polícia Federal, por exemplo, do celular dele? Então ele pensaria, ora, se eu não delatar, será que ele já tem esse tipo de informação? Quando a pressão começa a fazer frente, eu acho que o ser humano pensa um pouco diferente.
E vale lembrar, apenas rapidamente, que nós temos aqui em mente o Vorcaro, aquele sempre muito bem vestido, com o cabelo engomado, comandando ali a política de Brasília, levando burocratas para cima e para baixo, mas agora ele é um Vorcaro, pelo menos, um pouco mais frágil do que ele era naquelas fotos. Isso significa que, talvez, ele pense muito mais. Ora...
Quanto vai custar para eu voltar para a minha casa? Será que a minha filha de 15 ou 16 anos vai me ver de novo? Será que ela está sofrendo lá fora por determinadas hostilidades que possam estar acontecendo? Tudo isso passa na cabeça de uma pessoa. E o que ele vai decidir, não sabemos. Mas eu acho que é um risco muito grande ele pressupor da cabeça dele que outras pessoas não delatarão antes ou que ele poderá conter aquele nível de informações.
Eu já vou chamar o Cristiano Beirado. Antes, rapidamente, o Mota fez um questionamento, queria saber se você consegue nos ajudar sobre qual é a conta que as autoridades devem fazer para aceitar ou não a proposta de devolução de recursos. Porque assim, não sabemos ao certo de quanto estamos falando.
As fraudes somadas chegam a que montante de recursos? Então, qual é a conta que as autoridades devem fazer para calcular? Bom, isso que ele propõe é um valor aceitável ou não? Vamos colocar 50% em cima. Rapidamente, dá para a gente fazer uma conta dessa?
esse cálculo objetivo e matemático a gente nunca vai chegar. Aceitemos que a sociedade já sofreu um prejuízo. Agora, quanto mais, sem dúvida nenhuma, você pode chegar em algumas estimativas. O balanço era completamente inflado. O FGC garantiu 51 bi ali. Então, pelo menos, essa garantia do Fundo Garantidor de Crédito, aliado ao que já sabemos que foram inflados do balanço, mais os consignados e tal, no mínimo, a gente conseguiria chegar, de repente, nesse valor do FGC. Tanto é...
que a gente já viu que na conta do pai dele, segundo as matérias mostraram, havia 2,2 bilhões. Se na conta do pai tem isso, imagine toda essa movimentação. Então, o máximo que nos aproximarmos do que o FGC deu como prejuízo, eu acho que isso já seria, digamos, um prejuízo aceitável dentro de tudo que a gente está vivendo. Aceitável porque a gente já morreu com prejuízo à sociedade. Então, o quanto recuperar, eu acho que é mais lucro. Mas matemática objetiva não vai ter.
Pois é, essa informação que o Musa trouxe agora é uma informação curiosa. Imagine só, pai, estou com um problema aqui, vou passar um dinheiro para a sua conta, vou fazer um pix hoje. Depois, daqui a alguns dias eu pego o dinheiro, cai 2,2 bilhões na conta do pai do Daniel Vorcaro, imagina só. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que está com a gente ao vivo. Beraldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. As expectativas para a delação premiada de Daniel Vorcaro.
Será que vão fechar, de fato, essa delação premiada? Polícia Federal e Procuradoria Geral da República parece que não falam exatamente a mesma língua. E, além disso, tem que ter a validação do Supremo. Enfim, será que Daniel Vorcar vai revelar novas informações? Que parece que isso aqui possibilitaria a homologação. Que se ele repetir as informações que foram extraídas dos celulares, de nada vai adiantar. Bem-vindo.
Boa noite, Caniato. Boa noite, Musa. Mota, Dávila. Boa noite, audiência. Que prestigia diariamente os pingos nos is. Olha, Caniato, primeiro é interessante, né? Porque essas informações, elas vão circulando. E aí a gente se dá conta que o Vorcaro tá preso.
Em tese, o sistema prisional deveria manter as suas tratativas em sigilo. E depois o seu próprio advogado não tem nada a ganhar, ao que parece, em divulgar essas informações. Mas, no fim, a gente se dá conta que a gente está no Brasil e que não tem em sigilo coisa nenhuma. Todo mundo fala tudo e essa fofoca acaba circulando.
E realmente é um desafio, porque nós não estamos vendo a Procuradoria-Geral da República aceitar nenhum tipo de denúncia que coloque em risco ou que atinja o Supremo Tribunal Federal. E não é razoável para o que resta da moralidade brasileira.
termos uma delação premiada do Vorcaro que não cite os ministros do Supremo Tribunal Federal, porque está escancarado, está demonstrado, nós já sabemos, tem contrato, ao que parece, tem comprovante de pagamento.
não tem, ao mesmo tempo, contrapartida de serviços efetivamente prestados. Então, isso tudo está colocado para a sociedade brasileira e aí, se tivermos uma delação premiada que não trate disso também, vai ficar carimbado, vai ficar chancelado, oficializado.
que realmente o Brasil não pode ser levado a sério, que cabe a cada um dos brasileiros se virarem como podem. Dane-se a lei, dane-se a moralidade, dane-se tudo. Cada um que defenda o seu e não se preocupe com o Brasil.
É essa mensagem que ficaria. Então, quando você tem de um lado a Polícia Federal, que na gestão de Ricardo Lewandowski também já deu demonstrações bastante complicadas, porque nunca me sai da cabeça aquela entrevista coletiva em que o diretor-geral da Polícia Federal dava uma entrevista e foi interrompido pelo ministro. Dizeram que não, não, não, quem manda aqui sou eu.
Ministro, claramente, mostrando que há influência do governo federal na Polícia Federal, que é uma instituição do Estado brasileiro, não é uma instituição do governo brasileiro. Então é tudo muito confuso, é tudo muito complicado, e a gente não consegue ter esperança, Caniato, de que alguma coisa vai se resolver de fato, que as coisas serão esclarecidas e que esse episódio sirva para que algo semelhante não ocorra.
E aí, Caniato, precisamos lembrar do mensalão, mas precisamos lembrar principalmente do petrolão, em que diversas delações premiadas foram feitas, chanceladas pela Procuradoria-Geral da República, as sentenças foram proferidas tanto em Curitiba quanto em Porto Alegre, como também em Brasília.
Mas no final, todo mundo solto e com dinheiro. Aqueles que prometeram pagar multa, sequer pagaram. Isso tudo foi normalizado no Brasil. Então, eu, sinceramente, como brasileiro, não tenho muita esperança de que vai sair alguma coisa muito reveladora. E só para terminar meu primeiro comentário, Caniato, eu lembro, nessa questão que o Musa trouxe, dos valores a pagar...
É importante a gente lembrar que os bancos da Faria Lima, esses tão celebrados, que fazem eventos, que recebem presidente do Banco Central, que fica todo mundo aplaudindo. Ai, são o máximo esses banqueiros. Ai, como eu quero fazer negócio com ele. Esses mesmos.
É que venderam o CDB do Banco Master às dezenas de bilhões. Não era assim, um produtinho ali no fundo da galera. Não! Era carro-chefe. O Banco Master pagou a esses bancões da Faria Lima, esses bancos celebrados, essas corretoras celebradas.
bilhões de reais em comissão. E aí, na hora de pagar a conta, foi o FGC que socorreu, mas essa perda no rombo do Banco Master, esses bancos que é quem, no fim, coloca dinheiro no FGC, eles vão usar esse dinheiro para bater de imposto de renda. Então, de fato, esses malandros todos, e são malandros, sabiam exatamente o que estava acontecendo?
Eles surfaram, participaram da festa. Eles estavam em espírito, sentados, tomando aquele macala em Londres. Mas depois conseguiram colocar todo o prejuízo para nós pagarmos. Então, Caniato, é um sistema absolutamente doente, de pessoas malandras, safadas, sem vergonha. Tem muito mais gente que precisa responder.
do que os ministros do Supremo Tribunal Federal. Mas esses ficam posando divestais. Ai, meu Deus! Estão atacando a Faria Lima! Estão atacando porque merecem ser atacados. E, aliás, nem se começou com um ataque efetivo e real, porque são caras de pau. E eles precisam ser chamados à responsabilidade que tem para ajudar a pagar essa conta de bilhões de reais.
Pois é, já que o Beraldo mencionou o que disse há pouco o Musa, deixa eu passar rapidamente para o Musa. Musa, você espera que o processo consiga alcançar outras pessoas, outras empresas? Dá para esperar que outros atores possam ressarcir aqueles que perderam recursos, principalmente o FGC?
Sim, o FGC sim, mas quem vai recapitalizar isso são os bancos, não tem outra medida, né, Caniato? Então é o que eu venho falando. Ele provavelmente terá uma mudança nas regras até, porque um dos grandes pilares da República Brasileira que comandam a máquina de dentro, que tem um importante peso, são os bancos.
E quem foi prejudicado com tudo isso, com esse caso do Banco Master, foram os principais bancos que contribuem para o Fundo Garantidor de Crédito. Então, nós estamos falando de Itaú, Bradesco, Safra, BTG e Banco do Brasil, incluindo o Banco Público. Provavelmente eles terão que recapitalizar até para evitar um risco maior de contaminação, digamos, de comunicação dentro do sistema.
Não vamos mais investir em bancos pequenos, chamados S2, S3, evitar esse tipo de problema dentro de um risco maior. Então, esse montante, sim, mas será pago pelo banco. Não é que está sendo recuperado do dinheiro roubado. Não, significa que aquela recapitalização será feita com o dinheiro novamente dos bancos, que, em última instância, foram esses os mais prejudicados. Agora.
O outro ponto, todos aqueles que nós sabemos, o consignado e o INSS, muito difícil. Isso será bancado pelo Tesouro. E quem é o Tesouro? Nós, os pagadores de impostos. Agora tem a terceira ponta desse tripé, que é justamente aquele balanço inflado do próprio Banco Master. Então ele comprava umas empresas que valiam um, dois ou três, hipoteticamente falando.
mas ele pagava 20, 30, 40 por elas para inflar o balanço do banco e, consequentemente, ter mais espaço para captar mais dinheiro via, por exemplo, o CDB, Certificado de Depósito Bancário. Esse dinheiro, esse sim, é praticamente impossível de você recompor e você recuperar. Por quê? Porque imagina o seguinte, ele pegou esse dinheiro e comprou uma empresa por um valor muito maior e colocava no balanço dele, valendo muito mais. Só que a empresa não tem liquidez, a empresa
não vale. Como é que você vai recompor esse valor? E a gente não consegue, aí volta na tua pergunta anterior, você não consegue calcular se esse valor está dentro dos 50 bi perdidos no fundo que é no entidade de crédito ou é um valor adicional. Segundo cálculos aqui de mesas de operações, digamos assim, esse prejuízo estaria algo entre 80 e 100 bilhões de reais, como que se sabe hoje?
Então, recuperar tudo isso é impossível. Nesse ponto da tua pergunta, levando em consideração essas empresas que foram prejudicadas, eu diria que muito deve colocar ali no seu balanço como prejuízo mesmo. Tem esse aspecto, Musa, que o Beraldo destacou sobre o prejuízo de bancos, prejuízo que seria lançado, inclusive.
no imposto de renda. Deixa o Beraldo, então, trazer esse questionamento, só pra gente privilegiar o debate. A gente encerra esse debate dentro do debate. Põe a sua questão aí e o Musa já responde na sequência, Beraldo.
Não, é porque essa questão do fundo garantidor de crédito, os bancos vão ter que recapitalizar o FGC, mas esse valor eles levarão em benefício fiscal. Eles vão levar isso só para bater o imposto de renda, que é esse combinado. Então, no final...
A população brasileira é que vai pagar. Eles terão abatimento de imposto a pagar ao erário brasileiro. E aí, por fim, menos dinheiro entra na conta do governo, as contas vão ter que ser bancadas pela população em geral. Então, é um strike que eles fizeram e sempre a população diluindo a responsabilidade. Porque, com isso, cada um paga um pouquinho e ninguém percebe. Mas é vergonhoso como se trata o pagador de impostos no Brasil.
Pois é, a renúncia fiscal naturalmente acaba sendo paga pelo contribuinte. Quer fechar, Musa? 30 segundos, só para arrematar. Sim, eu li algo a respeito disso, Beraldo, mas eu confesso que eu não vi se de fato estava concretizado o que seria dessa forma. Se de fato for isso, aí sem dúvida nenhuma. É o que a gente chama de socialização do prejuízo. Cada um dá um pouquinho e assume esse prejuízo como um todo. Agora, é importante a gente entender que nós estamos num caos fiscal.
E a questão é, quando a gente vai mudar isso? Será que a urgência de um caos maior prevalece essa mudança? Se mais uma vez abrirem mão de arrecadação, sem diminuir o tamanho do Estado, o déficit vai aumentar. E aí a situação começa a ficar cada vez mais crônica. Deixa eu passar para o Mota, porque tem um questionamento que muitos fazem. Mota, você até encerrou o seu último comentário.
Dando a letra para essa reflexão que muitos fazem. É muito provável que Daniel Vorcaro, se revelar todas as informações ou boa parte das informações, vai mencionar a participação ou o envolvimento em alguma medida, a conexão em alguma medida, de integrantes da Suprema Corte. E aí eu fico pensando, quais seriam os próximos passos na Suprema Corte?
Com um caso em que seus integrantes fazem parte. O que esperar, por exemplo, de Procuradoria-Geral da República? O que esperar do ministro relator? E os próprios ministros citados? Deveriam se afastar, por exemplo, enquanto o processo estivesse correndo? Que é uma pergunta que muitos fazem, né?
E é uma pergunta difícil de responder, Caniata. É uma pergunta aparentemente fácil, mas muito difícil de responder. O Brasil vive hoje...
o resultado de decisões que foram tomadas em 1988, quando os constituintes criaram essa magnífica Constituição Cidadã. E criaram o que é um tribunal todo poderoso. Não só é um tribunal constitucional, como também tem o poder de julgar as pessoas que têm o foro privilegiado.
Hoje, tudo praticamente no Brasil depende da palavra da Suprema Corte para ser considerado um assunto decidido. Então, na improvável situação...
em que esse banqueiro resolva delatar autoridades em posição de máximo poder, a primeira coisa que teria que acontecer é a Procuradoria-Geral da República teria que aceitar essa delação e oferecer uma denúncia. Para quem a Procuradoria ofereceria essa denúncia? Para a própria corte.
Então, eu acho que a lógica diz que qualquer pessoa, numa situação como essa, teria como primeira reação proteger a si próprio.
Existe sim, Caniato, a possibilidade das pessoas nessa situação dizerem, olha, temos aqui uma situação de conflito de interesses, é melhor que eu me afaste e deixe que os outros colegas tomem as decisões. Mas basta observar os acontecimentos para notar.
que só com base em tudo que já foi informado, em uma sequência enorme de matérias da grande mídia do Brasil, as informações que já surgiram já deveriam ter sido suficientes para produzir, no mínimo, o afastamento.
de dois ministros ou três, mas eles continuam lá exercendo o seu pleno poder, como se nada tivesse acontecido. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Eu sigo aqui nas demais plataformas com os nossos comentaristas, destacando as notícias do dia e também movimentando a nossa reportagem. Uma empresa da família de Daniel Vorcaro, chamada Multipar, movimentou mais de um bilhão de reais em cinco anos.
exclusivamente entre contas ligadas ao dono do Banco Master. Vamos acionar o Matheus Dias, repórter da Jovem Pan, chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer todos os detalhes dessa apuração. Matheus, ótima noite a você. Conta então para a nossa audiência, o COAF foi quem identificou essa movimentação e sugere uma tentativa de ocultação de patrimônio, foi isso?
Foi isso sim, viu, Caniato. Boa noite pra você, boa noite a quem nos acompanha. O Conselho do Controle das Atividades Financeiras, então, o COAF, divulgou esse documento hoje, que mostra que a empresa, como você bem disse, chamada de Multipar, é uma empresa que é uma holding dos Vorcaros, então, pertencente à família de Daniel Vorcaro, fez uma série de transações em cinco anos, transações entre empresas que eram ligadas ou ao nome de Daniel Vorcaro ou ao nome do Banco Master. Então...
Durante cinco anos, a gente fala num valor altíssimo, um valor de um bilhão de reais, essas empresas rodavam ali o dinheiro entre si, segundo o COAF, então, numa espécie de tentativa de ocultar de onde o dinheiro vinha ou para onde ia, dificultar a rastreabilidade do dinheiro. Tem até um trecho do documento do COAF que fala que a troca de recursos entre essas empresas e pessoas do grupo pode representar uma tentativa de quebra do rastro do dinheiro, Caniato.
Foram verificados, então, que o próprio Banco Master recebeu 5,8 milhões da Multipar, enquanto todas as empresas, que são cerca de 30 empresas, de alguma forma, relacionadas a dinheiro em Alvorcar ou ao Banco Master, receberam ali esse 1 bilhão de reais de valor, que foi rodado ali entre elas em cerca de 10 mil transações, Caniato, claro.
Se o dinheiro vai circulando ali entre várias empresas, de uma empresa para outra, fica difícil a rastreabilidade. Talvez essa tenha sido a real intenção de Daniel Vorcaro e dos sócios ao fazerem essas transferências nesse período de cinco anos, segundo consta no relatório do COAF. Então, só lembrando, a Multipar é uma holding de instituições não financeiras e tem dois sócios, Henrique Vorcaro, presidente da instituição, e Natália Vorcaro, irmã.
do ex-banqueiro e mulher de Fabiano Zettel, também condenado ao lado de Daniel Vorcaro e preso pelas frólogas do Banco Master, viu, Caniato?
Certo, Matheus Dias trazendo detalhes dessa apuração do COAF, Família Vorcaro, por meio dessa holding a Multipar, movimentando cerca de um bilhão de reais entre as empresas que compõem essa holding em muitas transações, cerca de 10 mil transações em um intervalo de alguns anos. Matheus, obrigado pelas informações. Matheus segue acompanhando essas movimentações, essas articulações. Qualquer novidade, ele volta aqui na programação. Bom trabalho para você, Matheus.
Deixa eu chamar os nossos comentaristas, mas antes a rede está chegando, então eu vou só esperar a rede chegar, todos vão acompanhar o comentário dos nossos analistas na íntegra. E aí eu quero lembrar que a enquete da Jovem Pão, a enquete do programa Os Pingos nos Is, já está publicada no nosso portal de notícias e no YouTube.
No YouTube do programa Os Pingos nos Is, no lado direito da tela sempre tem o chat, e lá a pergunta publicada diz respeito à defesa que muitos candidatos fazem, ou pré-candidatos, de privatização, de venda de empresas estatais. Quero saber o que você pensa a respeito. Eu conto com você.
Recebendo agora sim a Rede Jovem Pan, todos ligados, conectados aqui em Os Pingos nos Is. Deixa eu passar para o Bruno Musa, para o Bruno compartilhar com a gente as informações referentes a talvez uma estratégia de ocultação de patrimônio.
Quando a gente observa muitas transações de valores mais baixos, mas que no final acaba somando um valor muito alto, um bilhão de reais, entre empresas que pertencem à mesma holding, muitos entendem que pode ser uma estratégia de ocultação de patrimônio. Pelo menos essa é a sinalização do levantamento feito pelo COAF, Bruno Musa. Eu acho que seu microfone está fechado, Musa. Verifica por gentileza.
Perdão, vamos lá. Sem dúvida, mas cada vez mais a gente vê arquiteturas que poderiam ser, digamos assim, mais sofisticadas. E como a gente falou, por aquele contexto de sensação de impunidade ou dos...
de uma sensação de que nós somos realmente intocáveis, com a gente nada acontece, e eu não me refiro apenas ao judiciário, me refiro ao sistema brasileiro como um todo, cada vez mais você percebe uma precarização, eu diria assim, nos tempos atuais. Veja, ao longo dos últimos anos, as artimanhas...
e até dentro da legalidade, aqui falando, as engenharias financeiras para você mandar dinheiro para fora, ocultar patrimônio, elas vêm sendo aprimoradas. O tempo passa, você consegue aprimorar tudo isso. Mas no Brasil, a sensação de impunidade, a realidade de impunidade é tão real e tão latente que um caso tão grande como esse, reiteramos, o maior esquema de corrupção do Brasil.
Isso significa que deveriam ser engenharias financeiras muito mais bem elaboradas. Mas não, são contextos em que mostram que há uma sensação, é o único caminho que eu consigo perceber, uma sensação de eterna...
segurança para eles, para os criminosos. Comigo nada acontecerá. E aí nem isso foi sendo arquitetado. Transferências simples entre pessoas a gente viu ao longo desse processo. Vejo uma matéria interessante que saiu no jornal essa semana, salvo engano foi no Estadão no final de semana, estou vendo agora aqui no Portal da Terra.
JF e JBS contrataram por 11 milhões a advogada que faturava 9 mil por mês em sala compartilhada, um escritório de Goiânia que tinha um escritório de sala compartilhada, faturava 9 mil e recebeu da JF e da JBS 11 milhões de reais. Quando? Dois dias antes de depois o Dias Toffoli liberar, cancelar aquela multa de 10 bilhões da JBS.
Então, as coisas, eu não estou dizendo que há alguma coisa concreta, eu estou dizendo que há indícios que devem ser estudados. Isso também foi elaborado pelo COAF. Então, perceba que essa clara sensação de comigo não vai acontecer nada porque o sistema está ao meu lado, muitos dos nomes são os mesmos que figuravam ali como protagonistas durante o esquema da Lava Jato, que foram condenados, assumiram a culpa, devolveram dinheiro, fizeram delações premiadas, estão todos de volta no jogo.
Então, esse relatório do COAF exemplifica bastante o que você está falando. Veja, duas empresas que há indícios de envolvimento transferiram dinheiro direto para o escritório de advocacia, dinheiro da empresa. Esse escritório de advocacia transferiu dinheiro para burocratas que estão envolvidos no caso do Banco Master. Esse dinheiro acabou na compra do resort, que era que o Dias Toffoli assumiu ser o sócio da empresa. Então, está fácil de você seguir caso queira.
olhar e falar, deixa eu ver se realmente esses indícios têm algum tipo de prova. Mas o que eu quero dizer com isso é que não há uma engenharia muito bem elaborada nesse simples caso divulgado pelo Estadão aqui com o relatório do COAF. Portanto, essa clara sensação de impunidade, comigo nada acontece de novo, eu acho que mostra que haveria muito mais engenharia financeira elaborada para ser feita, mas, de novo, está mais fácil de chegar aos culpados do que se imagina.
É interessante essa análise do Bruno Musa, talvez essa pouca sofisticação na engenharia de ocultação do patrimônio indique a necessidade de ele estar tão próximo de pessoas poderosas. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo também refletir a respeito desse relatório do COAF.
O entendimento de que talvez o grupo tenha cometido erros de iniciantes, talvez, Beraldo? Não sei, talvez eu esteja exagerando, mas talvez na certeza de que nada aconteceria, porque Daniel Vorcaro tinha conexões muito importantes, tinha gente muito importante na mão, ou pelo menos muito próxima a ele, talvez.
Bom, vamos lá, Caneta. A gente precisa levar em conta o ambiente do Brasil em que o caso Master se concretizou. E, ao que parece, Daniel Vocar não via que estava fazendo nada de errado. Ele estava jogando o jogo com as regras do jogo.
Porque se nós imaginarmos que antes disso tudo ser revelado, ele era um banqueiro, que é uma posição de status no Brasil, ele fazia crédito consignado, conseguiu um contrato com a Bahia, tinha pessoas extremamente influentes dentro do banco, prestando serviço de aconselhamento, eram os conselheiros do banco.
ex-presidente do Banco Central, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Depois ele contrata uma pessoa que é da cozinha do presidente da República. Tanto é da cozinha que conseguiu levá-lo numa reunião fora da agenda com o próprio presidente. Ele foi recebido.
Nessa reunião estava também o então futuro presidente do Banco Central. Ele tinha uma convivência íntima, ao que parece, com o que foi revelado até agora, com as figuras mais importantes da República nos três poderes. Então, quando ele olhava para aquilo tudo...
ele não estava, ele não era um marginal traficante de drogas que anda armado e sai cometendo homicídios a partir do tribunal do crime, não.
Ele era um executivo, engravatado, com seus três jatos, parados no aeroporto, com todo o seu esquema. Ele alugou, segundo consta, um espaço no prédio mais caro do Brasil para fazer uma academia para ele, porque ele não gosta de ir na academia. Ele não gostava de ir na academia, ele era uma pessoa muito importante. Então, ele tinha lá um espaço.
espaço para a academia dele. Ele fazia esses encontros em Londres, em Dubai, em Miami, em Nova York, em Lisboa, onde fosse. Porque era tudo muito fácil, tudo muito. E quando ele convidava para degustar whisks, não é que ia o amigo dele da escola. Iam as figuras mais importantes da República.
Então ele não se via, no meu entendimento, fazendo nada de errado. E daí, Caniato, me parece que não havia, de fato, essa preocupação de esconder o fruto do negócio que ele tinha. Agora, a coisa complica quando ele começa a ter que pagar.
por serviços que não podem emitir nota fiscal. Aí enrola. Aí tem que usar o fundo, porque o fundo vai comprar a participação no resort. Aí tem uma pessoa que é a diretora, que recebeu um aporte, que tem a gestora. Aí começa a ficar enrolado. Só que hoje em dia, Caniato, desculpe, a Receita Federal...
ela vem investindo maciçamente no monitoramento da vida financeira de todos os brasileiros.
Aquela história de que vai usar o Pix para ver quanto é que a pessoa ganha para poder cobrar o imposto de renda, isso não é uma ilusão, não é uma viagem. Deturparam aquela história a partir do vídeo do Nicolas. Mas me desculpe, a Receita Federal está de olho em cada centavo que qualquer brasileiro gasta. E esse monitoramento...
É, no meu entendimento, um recurso que o governo federal usa para encobrir a sua incompetência, mas atinge a todos os brasileiros. E nesse caso específico do Vorcán, é óbvio que isso seria mapeado. Ah, jogou o dinheiro para cá, para lá e tal, eles iam descobrir isso na hora. Só não descobre, Caniato, quando roubam a nossa conta, que hackeiam o aplicativo do celular, aí ninguém...
e acha o dinheiro. Aí, o cidadão comum tá lascado. Mas na hora que tem uma determinação pra encontrar e ver pra onde é que foi o dinheiro de quem eles estão afim de pegar, eles pegam tudo. Então, Caneato, eu sinceramente hoje acho que o Brasil vive uma realidade de pleno e total monitoramento de...
100% da população ao toque de um botão. Eu não vejo condições, a menos que a pessoa tenha a sua relação íntima com figuras nos locais certos, eu não vejo hoje como uma pessoa conseguir tapear a Receita Federal e esconder alguma coisa em algum lugar.
Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações, o avanço da investigação e também se tiver novidade sobre a delação, traremos aqui na programação, vamos analisar com os nossos comentaristas e sempre contaremos com você. Tem uma outra informação importante que chega de Brasília. O ex-presidente Michel Temer se pronunciou após a recente troca de farpas entre Romeu Zema e o ministro do Supremo, Gilmar Mendes. Vamos conversar ao vivo com o André Anelli.
Direto de Brasília, repórter da Jovem Pan, Anely, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Conta então para o nosso público, o ex-presidente Michel Temer disse que a polarização chegou ao judiciário, chegou ao Supremo Tribunal Federal, foi isso? Bem-vindo.
É isso mesmo, Caniato. Muito boa noite a você também e a todos aqui em Os Pingos nos Is na Jovem Pan. O ex-presidente Michel Temer lamentou a troca de insultos entre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Temer defendendo então que o diálogo e a manutenção do decoro institucional como pilares para a estabilidade do país são essenciais. O ex-presidente disse ainda que expressa preocupação com o que ele chamou de nivelamento por baixo da política nacional. Essas manifestações foram relativas àquela troca de farpas públicas entre Zema e Gilmar nos últimos dias. De um lado, Gilmar criticou.
A forma como o Zema se comunica, chamando de português ofensivo, o praticado pelo ministro do STF, e sugerindo que o magistrado, pelo lado do governador, melhor dizendo, que ele só governou devido a liminares do próprio Supremo.
Já o ex-governador, ele rebateu as falas do ministro, classificando como esnobes e acusando o judiciário de interferência política. Michel Temer, ele tem atuado como um mediador de conflitos entre os poderes e ainda promovido movimentos de terceira via. Ele acredita que ataques pessoais prejudicam...
a imagem das instituições, até por conta disso, então, ele tem discursado contra e, de certa forma, até contemporizado essas crises envolvendo, em especial, o STF. Ainda segundo Temer, críticas devem se restringir ao campo das ideias e das decisões jurídicas. Caniato.
Certo, André Aneli trazendo detalhes dessas manifestações de Michel Temer e o seu diagnóstico, entendendo que a polarização também chegou ao Supremo. Aneli, bom trabalho para você, obrigado pelas informações, um abraço, até a próxima. Gerar com os nossos comentaristas, deixa eu chamar o Roberto Mota, você Mota, o que achou dessa...
reflexão de Michel Temer, ex-presidente da República, talvez alguém diga, né? Poxa, mas Michel Temer talvez tenha em algum momento colaborado com esse processo, ou não? Ou não? Pois é, Caniato. Eu começo discordando que essa chamada polarização seja um problema. Eu não vejo assim. Só existe polarização quando há diversidade de visões.
Antes de haver polarização, havia um tempo em que o pensamento de esquerda era hegemônico. O pensamento de esquerda que sempre se caracteriza por delírios populistas e autoritários.
É importante a gente explicar com clareza uma coisa. E eu peço ao espectador e ao ouvinte que aumente o volume da TV, aumente o volume do rádio. Por favor, se tiver uma caneta e um papel, anote, porque isso é importante. O que está acontecendo no Brasil hoje não é uma disputa entre direita e esquerda.
Isso é mentira. Isso é uma narrativa falsa. O que está acontecendo no Brasil hoje é uma reação popular. Reação da população contra um grupo que se considera dono do país.
Eles se consideram senhores de todas as verdades, superiores até à Constituição, superiores à lei, superiores à justiça. É natural que esse grupo não goste da reação popular. É natural que esse grupo chame essa reação de polarização.
Zé, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, trazer também os apontamentos dele a respeito dessas falas de Michel Temer. Para além dessa manchete principal, a polarização chegou ao Supremo, Temer fez uma consideração a respeito daquela troca de farpas, o embate entre Supremo e Romeu Zema, especialmente a forma como o decano Gilmar Mendes acabou se utilizando para responder. Ele teria...
optado em responder, utilizando a imprensa por meio de várias entrevistas, até escorregando um pouco e ofendendo, talvez, Romeu Zema. Muitos viram dessa forma. O que achou desse diagnóstico do ex-presidente, Beraldo?
Eu estou com mota. Eu acho que esse diagnóstico está equivocado, porque, na verdade, o que chegou ao Supremo Tribunal Federal não foi a polarização, foi a politização. Esse é o grande mal.
A polarização política em si, ela é um processo natural do sistema democrático. Caniato, quando você tem, por exemplo, uma eleição em dois turnos, o que vai obrigatoriamente acontecer no segundo turno é que você terá dois candidatos. Um pregando uma ideia, outro pregando outra. E as pessoas, o eleitorado, ele vai se dividir.
uma parte da população vai apoiar um, outra parte vai apoiar outro. E não é porque, se você for conversar com qualquer pessoa em qualquer eleição de segundo turno, porque aí fica mais fácil de entender a natureza...
Não é que o eleitor vai dizer assim, poxa, eles são candidatos tão bons, eles são tão bacanas, olha, eu gosto tanto dos dois, mas poxa, dessa vez eu vou dar aqui uma oportunidade de votar nesse aqui, nesse candidato A, ao invés de votar no candidato B.
Isso é real. Isso não existe. As pessoas, quando você vai perguntar numa eleição, falam, não, esse aqui eu gosto, esse aqui é o meu candidato, eu vou votar nele porque eu gosto dele. Aquele outro eu não gosto. Aquele outro tem ideias que eu não compactuo, ou tem um histórico ruim que não dão a ele os subsídios necessários para ocupar esse cargo. É assim que funciona.
Se você olhar para os Estados Unidos, a democracia mais consolidada do mundo, você tem dois partidos, desde sempre. São dois partidos que protagonizam a política norte-americana. Os democratas à esquerda e os republicanos à direita. E eles estão brigando, que aliás é ótimo, Caniato, porque...
Não tem essa história de um candidato ser eleito pelo Partido Republicano e no meio do mandato ele dizer, ah, olha, agora eu estou simpatizando mais com as ideias liberais aqui do Partido Democrata.
ou eu vou me esforçar para ser mais de esquerda porque eu quero me alinhar com o presidente da República. Não existe isso. Se um político nos Estados Unidos faz isso, a vida política dele morreu. Ele nunca mais vai receber um voto porque ele não consegue se posicionar para defender as ideias que o deram o mandato, que fizeram com que ele recebesse os votos para ter um mandato. Então, Caniato, a polarização é necessária à política. É um bem à política.
Política não é essa terra da fantasia que especialmente os militantes da esquerda querem fazer parecer. Ai, temos que acabar com a polarização. Eu sempre uso essa figura. Vamos no parque nos abraçarmos, abraçarmos uma árvore, soltar pombas brancas.
Isso é uma viagem que não tem absolutamente nenhuma conexão com a realidade. Política é isso. Política é você defender as suas ideias com as armas institucionais que você tem. Agora, quando você olha para a Suprema Corte de qualquer país democrático, aí não pode haver absolutamente nenhuma mancha de política.
A decisão, a conduta dos ministros de uma Suprema Corte tem que ser estritamente baseada naquilo que a Constituição diz.
A Constituição não foi escrita e não deve ser interpretada para agradar o pensamento ou as preferências ideológicas de qualquer magistrado. A Constituição foi escrita por, no caso do Brasil, uma Assembleia Constituinte olhando para o Brasil.
Cabe à Suprema Corte exclusivamente interpretá-la, sem considerar nenhuma das partes, nem o acusador, nem aquele que se defende. Mas o Brasil não. O Brasil foi transformando a atuação autônoma, até porque com essas decisões monocráticas, cada um dos ministros consegue se resumir à corte inteira.
Aí cada um vai tomando a decisão para agradar. Ou ver, caniato, eu fico enlouquecido de ver acontecer no Brasil essa história. O ministro ou a ministra vai se aposentar? Ah, não, eu quero antecipar meu voto, que eu quero dar palpite aqui sobre o aborto, sobre terra indígena, sobre o que for. Que papo é esse de antecipar voto? Ou você está presente como ministro?
com capacidade de participar de um julgamento, ou vai se aposentar, vai para casa, põe o pijama, vai jogar beat tênis, porque outro ministro será nomeado e terá a responsabilidade de, durante um julgamento, defender as suas ideias, atuar de forma adequada como ministro da corte. Mas não, eu vou antecipar que eu quero dar palpite sobre a boca. Ah, faça-me um favor, Caniato. É de enlouquecer qualquer um que tenha um mínimo de boa fé no Brasil.
Beraldo, só para não perder o fio da meada, aproveitando sua experiência em Estados Unidos, a Suprema Corte dos Estados Unidos tem nove integrantes, né? Mas se fala também uma certa politização ou uma leitura de mundo muito mais conectada a...
a agenda democrata ou a agenda republicana. Acho que atualmente a composição são integrantes da Suprema Corte, seis indicados por republicanos e três democratas. Mas não dá para falar em polarização na Suprema Corte dos Estados Unidos rapidamente.
Não dá, Caniato, porque é uma Suprema Corte completamente diferente da Suprema Corte brasileira. Até porque nos Estados Unidos, os estados têm uma autonomia enorme. Os pouquíssimos, os raros casos que chegam à Suprema Corte norte-americana são decididos, mas as indicações dos presidentes têm com base o histórico de atuação de cada um dos magistrados. Mas não é que ele muda a sua atuação?
para agradar o presidente que está ali jurando fidelidade, já deixa comigo que eu vou dizer. Não! Ele já tem atuação de interpretação da lei com aspecto mais conservador. Eles não vão mudar a sua atuação. Eles vão continuar olhando para a lei da forma que eles sempre identificaram. Agora, não são pessoas que têm histórico profissional de meia tigela, não. São figuras que vêm com uma carreira...
extremamente consolidada e que o próprio Congresso norte-americano faz uma sabatina para valer. E aí sim a pessoa tem que mostrar as suas credenciais e provar que está à altura de exercer esse carro.
Deixa eu passar para o Bruno Musa. Musa, semana passada discutimos muito o episódio envolvendo Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência da República, com o Supremo Tribunal Federal, a partir daquelas sátiras que ele acabou publicando nas suas redes sociais. Isso...
acabou reverberando negativamente na Suprema Corte, sobretudo na figura do decano Gilmar Mendes, que acabou respondendo, inclusive criticando abertamente Romeu Zema em algumas entrevistas. E aí teve essa manifestação de Michel Temer, que acaba lendo esse momento como uma polarização. A polarização teria alcançado o Supremo Tribunal Federal e ele diz que o ministro Gilmar Mendes não deveria.
ter respondido às falas de Romeu Zema ou às postagens de Romeu Zema. Como você enxergou e leu também, interpretou essa manifestação do ex-presidente?
Veja, o primeiro ponto, na minha concepção, Gilmar Mendes realmente não deveria ter respondido. Mas o termo polarização, ele mais uma vez me remete a esse momento que nós vivemos, onde você quer tudo como o Beraldo muito bem colocou. Achar que você consegue apaziguar situações com flores, com rosas, com palavras bonitas, como se o mundo fosse feito dessa forma. Veja, o Estado milenar, ele nasceu da guerra.
ele se perpetua através da guerra. Gostemos ou não. Claro que há formas mais razoáveis, que a maioria das vezes conseguimos, mas em alguns momentos, em muitos momentos da história, a guerra sempre serviu para você aumentar o tamanho do Estado, seja por território...
ou até economicamente, manter o seu poderio. É assim a evolução da história humana. Vamos aprimorando, vamos melhorando, aprendendo a negociação. Mas é inevitável que em algum dado momento nós tenhamos esse nível de polarização, como é colocado, de uma maneira apenas negativa.
Eu concordo muito com o Beraldo, ela é extremamente necessária para o momento que nós estamos vivendo. E veja, nós assumimos aqui, de novo, um politicamente correto como se não houvesse briga por parte das partes da República ou se tivéssemos que ter sempre uma harmonia entre os poderes. Eu sempre falo, quando os burocratas...
que são ali protegidos pela Constituição, quando a Constituição deveria proteger ao cidadão, eu tenho muito mais medo dessa harmonia entre os poderes, porque mostra que grande parte da conivência daquilo que nós financiamos de maneira coercitiva, está sendo feito e arquitetado entre os poderes, sem que nós possamos fazer absolutamente nada. Então eu tenho muito mais medo entre essa harmonia arquitetada entre grande parte dos burocratas, com os incentivos perversos para permanecer do poder, isto.
do que quando eles entram em atrito. Quando eles entram em atrito, me parece que há uma possibilidade dos interesses da população, que financiamos a tudo isso, sermos minimamente atendidos. É o que nos resta, além, obviamente, de pressionarmos, transformarmos a informação em algo palpável para as pessoas. Mas me parece muito interessante, nessa linha, uma entrevista que o Aldo Rebelo deu, salvo engano, foi nesse final de semana.
em que ele falou exatamente isso quando perguntaram para ele sobre uma eventual guerra entre os poderes. E ele falou, essa guerra é necessária no momento que nós estamos vivendo. Como é que você soluciona uma parte quando alguns atores importantes desse cenário não respeitam ou reescrevem a Constituição? Ele deixa bem no ar uma pergunta que eu já fiz aqui e volto a reiterar. Ordem ilegal se cumpre?
ou não se cumpre. Ora, mas se você não cumpre uma ordem do judiciário, uma ordem ilegal do judiciário, você vai estar confrontando ao judiciário. Mas ele não está confrontando a sociedade quando a sociedade a financia e mesmo assim ele vai lá e
coloca uma ordem que é ilegal e nós somos obrigados a respeitar sem absolutamente nenhum tipo de questionamento. Então, acho que ele foi muito feliz em dar um exemplo do que nós estamos falando agora aqui. A polarização no nível atual que nós estamos vivendo, ela é ultra necessária para o bem e desenvolvimento de uma sociedade lá na frente. E também foi importante uma entrevista que eu vi nesse final de semana
do relator da CPI, o senador Alessandro Vieira, que nós tivemos a oportunidade de recebê-lo aqui nos Pingos Noziz na semana passada, em que ele falou no podcast de lá, o alcance do mercado financeiro, que inclusive o Rocha é amigo meu, em que ele falou o seguinte, que essa polarização tem grande parte de culpa o próprio judiciário, porque ele deveria ser um ator ali mais de canto.
respeitando a Constituição, mas não, eles se enxergam hoje como a Constituição. E aí é inevitável que nós tenhamos que buscar essa polarização, esse confronto, essa rusgas, pra trazer um equilíbrio de volta à sociedade. Caso contrário, eles continuarão, obviamente, dominando esse território com esse gap aberto.
A gente vai continuar tratando das questões que envolvem essa pré-candidatura de Romeu Zema. Inclusive, ele tem conseguido alcançar um lugar diferente, talvez sendo protagonista, pelo menos quando a gente olha para os pré-candidatos. Protagonista em alguns aspectos. Agora eu preciso me despedir de parte da audiência, de algumas emissoras que ficarão com a programação local. Muito obrigado pela parceria.
Seguimos aqui com os nossos comentaristas, trazendo as informações importantes desta segunda-feira e movimentando a reportagem da Jovem Panis. Bom, seja por meio de polêmicas ou não, o nome do pré-candidato à presidência, Romeu Zema, vem crescendo. E o ex-governador já compartilha promessas de governo, caso seja eleito. Quem vai trazer os detalhes direto de Minas Gerais é o Rodrigo Costa. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is.
Rodrigo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Conta então para o nosso público, o ex-governador promete privatizar empresas estatais, foi isso que ele falou?
Olá, Caniato. É isso mesmo. Uma boa noite pra você, pra todos do Pingo nos Is, pra quem nos acompanha também. O ex-governador de Minas, Romeu Zema, ele prometeu aplicar um plano que ele chamou de implacável privatista, caso seja eleito presidente da República, anunciando que vai vender a Petrobras e o Banco do Brasil, as duas principais estatais do país.
Em um vídeo divulgado no Instagram, o Zema voltou também a criticar os gastos públicos do governo Lula, afirmando que o centro do seu plano de governo é reduzir o Estado brasileiro e ampliar o espaço para iniciativa privada. A gente separou um trecho desse posicionamento de Romeu Zema aqui para o Pingo nos Isso.
Eu vou privatizar a Petrobras, eu vou privatizar o Banco do Brasil e vou passar a faca nos super salários, mordomias e esquemas que sustentam os intocáveis de Brasília. O meu plano para fazer o Brasil prosperar é implacável.
E ele começa dizendo a você a verdade. O governo Lula gasta mais do que arrecado. Para fechar a conta, ele pega dinheiro emprestado, muito. Isso cria uma dívida que cresce sem parar. Para sustentar essa dívida, o governo Lula paga juros de agiota ao mercado. E faz você pagar juros de agiota também, toda vez que você parcela seu cartão ou que financia uma compra.
Para nós aqui do Estado de Minas Gerais, a bandeira das privatizações não é uma novidade, um repertório de Romeu Zema. Na eleição para o governo aqui de Minas em 2018, ele defendeu a venda de estatais como a Companhia Energética do Estado de Minas Gerais, a CEMIG, e também a Companhia de Abastecimento e Saneamento, a Copasa.
Na reta final do segundo mandato, conseguiu concluir a privatização da companhia de saneamento como parte da adesão ao programa de pleno pagamento das dívidas dos estados, o Propag. E apenas a título de curiosidade, ao término do vídeo, ele termina com Meu Nome é Zema, uma referência ao bordão de Meu Nome Enéas, candidato que pela primeira vez concorreu à presidência em 1989. Caniato.
Verdade, muito bem lembrado. Obrigado pelas informações, viu, Rodrigo? Grande abraço a você e a todos os amigos da Jovem Pan Minas Gerais em Poços de Caldas. Seguimos aqui com os nossos comentaristas. Quero lembrar a nossa audiência que a enquete do dia trata justamente dessa defesa de Romeu Zema.
Deixa eu receber a rede Jovem Pan, agora todos que nos acompanham pelas emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil, também conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Deixa eu lembrar que a enquete do dia trata dessa questão. Se você puder, vote no portal da Jovem Pan, também no nosso YouTube. Você concorda com essa defesa? Você acha...
É importante privatizar empresas estatais? Você acha que sim? Concorda com essa defesa ou acha que não? Porque tem pessoas que entendem que o governo precisa ficar com algumas empresas.
Isso seria estratégico. E há quem diga, não, é bom ficar somente com aquelas que são lucrativas. Então, se você puder, vote na enquete do dia, hoje publicada no portal e também no nosso YouTube. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo? Você, Beraldo, Romeu Zema prometendo privatizar a Petrobras e Banco do Brasil. Você não acha que ele tem usado... A sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium sodium
Ele tem se aproveitado de um momento bom de destaque do seu nome por conta daquele embate com o Supremo, mas está conseguindo tratar de questões que certamente ganharão corpo durante a campanha, porque agora é pré-campanha, ele é pré-candidato, depois quando houver aquela oficialização, ele vai poder cravar quais serão os pontos importantes da sua campanha, mas ele aproveita o momento.
Sem dúvida alguma, Caniato. Ele está num bom momento, ganhou muita visibilidade a partir deste embate com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e agora ele precisa dar o próximo passo.
O que é o próximo passo? Ele mostrar o que seria uma eventual presidência Romeu Zema. Então, falar de privatização, falar o que ele faria, é muito importante para ele consolidar essa imagem de que ele é um bom gestor, bem avaliado em Minas, e ele sabe o que fazer com o Brasil.
É óbvio que quando você mergulha nesses temas, é muito mais complexo do que isso. A privatização da Petrobras tem uma série de outras implicações que precisam ser solucionadas para o bem do Brasil. O Brasil precisa ter um mercado de combustíveis.
que seja competitivo, que privilegie a redução do custo de produção dos derivados consumidos no Brasil. Não adianta só você privatizar a Petrobras, que é uma empresa monopolista, e transferir o monopólio público para o monopólio privado. Isso não vai funcionar em benefício do mercado brasileiro, em benefício dos consumidores brasileiros. Isso precisa ser pensado, precisa ser discutido, precisa ter uma...
uma explicação um pouco mais ampla, mas não é o momento, eu concordo, agora ele tem que falar. E ele vai ter mais um passo, Caniato, importante, que é mostrar quem seriam as pessoas da equipe dele. E a partir disso, as interlocuções com os setores específicos do Brasil, as associações, as confederações, isso tudo vai ter que acontecer com aquelas pessoas ali.
da confiança de Zema e que estariam com ele num eventual governo.
Deixa eu passar para o Mota. Falar em privatização é tratar de algo que você defende há muito tempo, né, Mota? Acerta Romeu Zema quando começa já a bater nessa tecla desde a pré-campanha? E quais aspectos desse momento da pré-candidatura dele você gostaria de destacar? Ele aproveita o momento e tenta tratar de questões importantes, daquilo que será certamente debatido ao longo da campanha?
Eu acho que é muito mais do que isso, Caniato. Eu acho que nós estamos assistindo uma coisa raríssima no mundo da política, que é a defesa de convicções.
Essa pauta de privatização é um excelente propósito. Privatizar Petrobras e Banco do Brasil também é uma missão quase impossível. Porque o pensamento e a coragem de Romeu Zema são exceções absolutas no Brasil.
A dura realidade é que a maioria dos políticos, ao invés de privatizar, prefere usar Petrobras e Banco do Brasil para nomear os seus amigos. O pensamento estatizante é profundamente enraizado no Brasil e não só nos políticos.
Muita gente de bem, muito cidadão brasileiro ainda acredita na tolice das estatais estratégicas. Mas as estatais só são estratégicas mesmo para os políticos populistas.
Quer dizer, deixa eu chamar o Bruno Musa. Por diversas vezes nós falamos aqui sobre privatizar ou não, empresas estatais que dão prejuízo por anos a fio, e vocês destacam e analisam que elas acabam atendendo a uma lógica da política, o toma lá, dá cá.
agradar alguns grupos, distribuir cargos, lotear empresas estatais para atender anseios de partidos, partidos que acabam ocupando esses cargos, mas que, em contrapartida, votarão, por exemplo, projetos encaminhados pelo Executivo Federal. Diante dessa...
dificuldade, né? Essa regra que não está escrita, mas que dita os rumos da política há tantos anos, Bruno Musa, prometer, parece uma excelente sinalização, mas muitos já sinalizaram ou já disseram tenho vontade de privatizar tal empresa. O sistema é tão bruto que chega na hora o cara não consegue.
Exato. Mas o primeiro passo é você demonstrar o interesse e a intenção, porque você de fato acredita nisso. Não há nenhum tipo de indícios para acreditar que Romeu Zema estaria mentindo nisso. Afinal de contas, ele veio da iniciativa privada, fez o seu patrimônio na iniciativa privada.
E se beneficiou, entre aspas, no bom sentido, da abertura do mercado, de uma concorrência, por ele ser alguém que gerou, agregou valor ao consumidor pelos seus produtos ou serviços prestados e conseguiu formar todo o seu patrimônio. Ponto. Então, me parece que ele tem realmente essa convicção. Quando você se depara com essa...
autarquia ou essa burocracia ou esse gigantesco Estado que nós somos obrigados a lutar diariamente contra ele realmente se faz uma difícil briga por tentar tirar essas empresas privadas da mão do Estado e isso tem muito a ver na minha concepção com a eterna briga do nós contra eles que como o Mota sempre cita aqui A sodium
O Marx, que lá atrás, século XIX, ele tinha suas ideias que já se provaram completamente erradas, tanto na teoria como na prática. Mas me parece que, por as ideias serem bonitas socialmente, digamos assim, aceitas, por aqueles que nunca construíram uma empresa, mas sim decoraram todas as páginas de um determinado livro, tudo parece mais bonito. A justiça social, a distribuição da riqueza, mesmo sem ter gerado riqueza, vamos distribuir o que não temos.
E o grande ponto é que esse discurso do nós contra eles e da soberania nacional, que começou lá atrás com o petróleo, ele foi criando realmente espaços dentro da sociedade por uma base muito pouco educada economicamente.
E aqui as pessoas não conseguem entender que não existe dinheiro público e existe dinheiro do pagador de imposto, que não existe determinados setores estratégicos e sim existe cadeiras estratégicas indicadas por políticos para conseguirem sequestrar o dinheiro do pagador de imposto para servir aos interesses político-partidários ou político-ideológicos de um determinado grupo.
Como é que um governo, seja ele qual for, vai conseguir controlar o povo se ele tiver pouco ou nenhum, nenhuma interferência em cima do orçamento? Não tem. Quem controla o orçamento controla as pessoas. Então, claramente, eles dirão.
que precisam daquele setor por ser estratégico, porque se eles veem a público e falam que querem controlar a sua vida através dos seus impostos, ninguém vai votar neles. Precisa pintar a noiva bonita e fazer a história bonita. Consequentemente, o setor é estratégico. Banco é estratégico, eletricidade é estratégica, comida é estratégica.
Quem? E se, por exemplo, lá atrás, nos anos 70, 60, 70, com o crescimento da máquina durante os governos militares, quando criou-se grande parte das empresas estatais, eles tivessem tido a ideia, brilhante entre aspas, para quem só nos escuta, de criar supermercados estatais como aconteceu na Bahia, por exemplo.
E aí, o que acontece? Será que nós teríamos falta de comida, como aconteceu em Cuba e eu testemunhei nas duas vezes que eu estive lá? Claramente sim. Então, se eles tivessem colocado na Constituição que comida é um setor estratégico, hoje talvez nós brigássemos por supermercados estatais. Ou durante um tempo teríamos brigado por isso. Hoje, provavelmente, já faltaria comida. Então, o que a ideia vai sendo colocada na sociedade aos poucos, as pessoas vão passando a acreditar. Até que...
Chega a realidade e, através dos ciclos econômicos, ela sempre bate a porta. E a verdade é que, quando o dinheiro acaba e o dinheiro é dos outros, não tem mais dinheiro para financiar esses estados gigantescos, essas empresas com indicações políticas. E aí a gente começa a testemunhar, por exemplo, prejuízos como dos Correios ou o que aconteceu com a Petrobras na época da Dilma, que se tornou a empresa mais endividada do mundo, e elas passam a servir a interesses partidários. E a ideia do setor estratégico é uma mera narrativa para a população acreditar.
Pois é, daqui a pouco eu vou chamar a nossa reportagem, deixa eu só fechar essa discussão, pedindo que o Beral também reflita a respeito dos próximos capítulos, porque a equipe de Romeu Zema agora tem um desafio, né? Como manter o nome em evidência? Porque não dá para se apegar ao embate com Gilmar Mendes e transformar isso...
no grande trunfo da campanha. É preciso pensar em alternativas. Eu acho que até por isso ele solta um vídeo defendendo a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil. Mas hoje sai uma reportagem, um texto, pelo menos no Estadão, dizendo que o PL já entende que aquela história de Zema como visto de Flávio...
acabou sendo enterrado, porque ele ganhou protagonismo. Então, não faria sentido o próprio Zema topar ser o vice de Flávio Bolsonaro. Esse é um aspecto. E a integrantes do PL também fazem o diagnóstico de que essa elevação que provavelmente Zema conseguirá nas próximas pesquisas, ele não conseguiria segurar.
Dali a alguns meses, a tendência seria de queda. Qual é o desafio, então, para a campanha de Romeu Zema? Como mantê-lo na crista da onda, Beraldo?
Arcaniato, o Brasil dá pano para a manga todo dia, né? Todo dia nós temos um assunto que pode ser bem explorado pelos candidatos a presidente, especialmente aqueles que não estão carregando o peso de serem os protagonistas nesse momento. Então, por exemplo, Flávio Bolsonaro, ele tem muita dificuldade de defender determinadas posições, não apenas...
porque ele tem seu pai ali em prisão domiciliar, ele tem que ter cuidado nessas abordagens em relação ao Supremo Tribunal Federal, mas porque do ponto de vista político, da campanha política, ele vem tentando costurar alianças partidárias que garantam que ele tenha...
mais tempo de TV, mais dinheiro para fazer campanha, e aí isso tem uma série de implicações regionais de quem vai ser candidato ao Senado, quem vai ser candidato ao governo. Então, essas composições acabam consumindo muito tempo de Flávio Bolsonaro.
E o Romeu Zema, ele não tem esse tipo de compromisso. Ele tem um partido, ele não tem expectativa de fazer aliança com nenhum outro partido. E agora todo esse ambiente em torno de Romeu Zema tem que se dedicar a ir mantendo o seu nome em evidência. Ele precisa falar de muita coisa ainda, né? O mundo hoje, Caniato, ele se desenvolve...
num ritmo, o mundo funciona de uma forma completamente diferente do Brasil. O Brasil está muito atrasado em relação a absolutamente tudo. Se nós olharmos de realmente educação, infraestrutura, a questão energética, terras raras, a questão geopolítica, a questão militar, as polícias, enfrentamento ao crime organizado, a...
terrível situação do tráfico de drogas que faz do Brasil o que absolutamente quer. Então isso tudo pode ser explorado por Romeu Zema e vai dando a ele a condição de falar de forma mais dura, mais aberta em relação às coisas. É óbvio que aí eu volto ao que eu disse. Vai chegar um momento em que ele vai precisar detalhar melhor todas essas ideias.
E aí ele tem que estar muito bem embasado para poder ter uma conversa de alto nível sobre qualquer um desses temas. Então esse é o dever de casa que ele tem que fazer. E eu lembro, Caniato, que Romeu Zema, apesar de ter sido muito bem reeleito em Minas, ele não conseguiu fazer deputados. Veja só que interessante o exercício da liderança de Romeu Zema em Minas.
Ele era o candidato preferido ao governo, mas, entretanto, ele não conseguiu transferir voto para os seus candidatos ao Legislativo. Agora, o que o Partido Novo precisa, que é o partido de Romeu Zema, é justamente...
aproveitar esse bom momento de Romeu Zema para garantir uma bancada robusta. E fica a pergunta, o que é que eles vão mudar na estratégia de Romeu Zema em relação a 2022, para que dessa vez ele seja um puxador de votos para os candidatos ao Legislativo, que o novo terá nesse ano?
É interessante. Daqui a pouco a nossa repórter estará pronta. Enquanto isso, eu chamo o Mota para fazer um último comentário a respeito da figura de Romeu Zema. Mota, eu me lembro que há algumas semanas, talvez, se nós fizéssemos uma consulta informal, diriam que Zema era pouco conhecido, ou talvez fosse um político local.
muitos colocariam em dúvida se ele seria um nome competitivo, por exemplo, para a presidência da República. Mas para você ver como a política é dinâmica. Muitas vezes um evento, um fato acontece e coloca alguém em evidência.
Aí essa pessoa, naturalmente, com preparo, acaba se aproveitando daquela situação e consegue projetar o seu nome e está ali, nas cabeças. Você acha que, inclusive, diante disso, dá para dizer que o Romeu Zema acaba deixando o Ronaldo Caiado para trás ou é prematuro afirmar isso?
Eu acho que, por enquanto, tudo é prematuro, Caniato, mas eu queria oferecer uma visão alternativa, porque tem muita gente fazendo essa leitura aí que você mencionou, né? Que Romeu Zema se aproveitou de uma situação de momento para se catapultar politicamente, né? Como se...
Romeu Zema tivesse provocado essa situação na qual ele se encontrou. Eu tenho uma visão diferente. Eu acho que o que nós estamos vendo aqui no caso de Romeu Zema é uma situação na qual um posicionamento político baseado em convicções
passou a chamar a atenção, porque é hoje no Brasil uma coisa extraordinária. Você defender a sua convicção, defender a sua posição, dizer que é isso mesmo que você pensa e não se intimidar, nem com o ataque de pessoas que teoricamente são muito mais poderosas do que você e nem com o ataque do politicamente correto.
Você diz o que você acha que é certo, você promete fazer aquilo que você acha que é melhor para o Brasil. E aí isso se torna uma grande novidade. Isso chama a atenção de todo mundo. As pessoas dizem, algumas pessoas dizem, mas que estratégia, isso é uma jogada de política eleitoral.
Olha, isso com certeza tem consequências eleitorais. Mas eu acho que o que nós estamos vendo aqui é uma rara situação em que alguém expressa as suas convicções. Diz que vai fazer o que ele acha que é certo. E como isso hoje é uma exceção absoluta, todo mundo presta atenção.
Muito legal, muito bom, Malta. Deixa eu só compartilhar com vocês que nos acompanham. Pergunta da enquete do dia. Você concorda com a proposta de Romeu Zema de privatizar empresas estatais como Banco do Brasil e Petrobras? Sim, concorda, não concorda, depende. Conto com você, conto com o seu voto, portal da Jovem Pan ou YouTube do programa Os Pingos nos Is.
Durante o congresso do PT, foi apresentado um vídeo em que o nome de Flávio Bolsonaro é associado ao caso do Banco Master. Vamos acionar a Júlia Fermino, repórter da Jovem Pan, vai trazer os detalhes, as informações. Júlia, seja bem-vinda. Ótima noite a você. Então, o pré-candidato classificou esse vídeo como mentiroso e absurdo e negou ter qualquer tipo de relação com o caso do Banco Master. Foi isso? Bem-vinda. Boa noite.
Foi exatamente isso, Caneato. Ele teve que vir a público, então, tentar se defender, né? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui também no Pingo Zuzis, aqui na programação da Jovem Pan. Hoje, por meio de uma nota, então, o senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro.
veio se manifestar em relação a esse vídeo, que foi ali apresentado durante o Congresso do PT, que aconteceu em Brasília, e aí esse vídeo passou durante o domingo ali para o público que participava do Congresso. E aí ele classificou, como você disse, como mentiroso e absurdo, e negou qualquer relação ou envolvimento, de fato, com o Banco Master, e com propriamente esse escândalo de corrupção que a gente tanto fala aqui também no Pingus nos Is.
Só para a gente entender, a nossa audiência conseguir acompanhar, talvez não tenha visto de fato essa notícia ainda, o vídeo, ele associa então a figura de Flávio Bolsonaro ao esquema envolvendo o Banco Master. E no fim ainda desse vídeo, dessas imagens, aparece um slogan dizendo Banco Master é Bolso Master. E aí, a nota trazida por Flávio Bolsonaro diz o seguinte.
A tentativa de vincular o senador Flávio Bolsonaro revela o desespero de quem vê a crise atingir o próprio governo. Flávio não tem qualquer relação com o Banco Master e esse esquema de corrupção ocorrido em 2024 já no governo Lula, ou seja...
tenta trazer, então, uma separação de fato, dizer que o caso, o escândalo do Banco Master, já está acontecendo no governo Lula, novo governo Lula agora, nesse mandato. Ainda diz que Lula deveria se preocupar em explicar, porque o seu ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, eita, Ricardo Lewandowski,
Recebeu 5,6 milhões de reais do próprio Banco Master e também porque o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recebeu um milhão de reais para levar, claro, até o próprio presidente.
durante aí uma reunião e afirma ainda que a tentativa do PT de desviar o foco de problemas que tem enfrentado aí pelo governo Lula agora, nesse momento atual, envolvendo, claro, a crise do Banco Master, o próprio escândalo do INSS, enfim, dando a entender que isso tudo é uma crise que o governo está passando e que está tentando agora com esse vídeo, com essas falas, desviar a atenção do público para outro foco.
Volto com você, Caniato. Tá certo. Júlia Fermino trazendo detalhes desse vídeo produzido pelo Partido dos Trabalhadores em que associa o nome de Flávio Bolsonaro ao caso do Banco Master e, claro, as reverberações dentro do Partido Liberal. Flávio Bolsonaro rebatendo, inclusive, essa acusação.
que foi feita pelo PT. Júlia, obrigado, viu? Bom trabalho pra você. A gente segue em contato, qualquer novidade é só nos chamar. Deixa eu começar essa com o Bruno Musa. Você, Bruno, você acha que essa pré-campanha já dá o tom do que nós acompanharemos? Será, talvez, a estratégia de alguns partidos, né? A melhor defesa é o ataque, ainda que seja inverídica a informação. Depois, lá na frente...
Se alguém descobrir que não é verdade, a gente faz uma nota de...
erramos, uma errata, enfim, alguma coisa de rodapé. Queria que você nos trouxesse a sua percepção sobre o que acontecerá na propaganda eleitoral, na estratégia de comunicação dos partidos, das campanhas. Nesse caso em especial, o PT exibe um vídeo associando Flávio Bolsonaro ao caso do Banco Mastro e ele precisa, claro, se defender e rebate a acusação do PT.
Veja, se nós olharmos no histórico, Caniato, não há nenhum governo petista desse século, que não teve algum escândalo importante de corrupção. Nenhum. Mesmo que tenha sido descoberto depois. Mas começou Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, enfim. E agora, Lula 3.
E tem uma matéria importante na semana passada mostrando que algumas pessoas importantes de dentro do Partido dos Trabalhadores já entenderam que a população associou a corrupção, especialmente do Banco Master agora, ao governo do PT. E a criminalidade é a mesma coisa. Então, eles não têm outro caminho.
A rejeição do Lula, ela tem um teto muito baixo, um piso muito alto e fica estagnada ali naqueles pontos. Não cai de forma nenhuma. Não adianta ele falar que vai dar gás, que vai dar eletricidade, que é tudo grátis, etc. Continua ali naquele ponto e a popularidade dele continua em queda. Consequentemente, Caniatô, tudo isso faz com que o governo tenha que buscar artimanhas na comunicação. E o único que lhe cabe agora é o ataque.
Mesmo quando são coisas em que você terceirizará a responsabilidade de algo tão óbvio, que é o crescimento do Banco Master ao longo do governo petista, o envolvimento consignado, o envolvimento do INSS. Eu não estou dizendo que não pode ter crescido ou que não cresceu realmente o Banco Master no governo anterior, porque ele vem crescendo desde 2019.
Mas os indícios importantes agora na comunicação das mensagens que vêm saindo dos contratos e a data dos contratos, todas elas correspondem ao governo atual. Seja ela do judiciário, seja do legislativo, seja dos voos, seja das compras das empresas da Maridit, seja, enfim, de todas as outras compras que foram feitas para inflar o balanço do Banco Central, o caso da Fictor, enfim.
que está vindo à tona tem data. E essas datas correspondem ao governo de Lula 3. Então o único caminho dele é hipotaque. Afinal de contas, as cidades estão mais perigosas, o crime organizado cresceu de maneira brutal e o crime agora de colarinho branco que o PT dizia combater em nome do trabalhador, mais uma vez vem à tona dizendo que não, que o governo petista ele tem digitais que podem estar, ou pelo menos, pessoas ali do entorno do presidente envolvidas nisso tudo. Então o único caminho dele é o ataque.
consequentemente, ele começa a perder esse ataque sentido para as pessoas. Começa a se tornar um pouco mais óbvio. E eu venho falando há um tempo, Caniato, para mim, a população brasileira vem amadurecendo. Se comparar os últimos 20, 15, 10, 5 anos para cá, há um amadurecimento de envolvimento maior com a política, mesmo que ainda superficial, mas há algo.
Alguns anos atrás não havia nada, nós estaríamos falando só de Copa do Mundo agora aqui. Então esse amadurecimento, ainda que superficial, ele começa num embate, começa na polarização tão necessária que nós mencionamos. E ele vai começando a aprofundar ao longo do tempo. E aí quando começa a aprofundar, mentiras, retóricas, falácias, narrativas, começam a não mais fazer sentido. E é o único caminho que eu vejo que o PT tem para fazer. É uma pena, porque mais uma vez nós teremos mais uma eleição, uma décima desde a retemocratização brasileira.
que nós não discutimos projetos, projetos fundos. Nesse século, talvez, são poucos projetos que foram discutidos. Mas talvez faça parte desse amadurecimento para que a gente consiga trazer, aí sim, ideias mais claras num momento, num curto espaço de tempo e para aprofundarmos em debates de ideia. Nessa eleição, infelizmente, eu acho que ficaremos mais nos xingamentos alheios e atribuição de responsabilidades a terceiros do que efetivamente discussão de projetos.
Deixa eu só verificar com a direção se nós temos tempo de mais um comentário. Dá tempo? Então deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, só compartilhando com o Beraldo e também com a nossa audiência, qual foi a nota divulgada por Flávio Bolsonaro, abrindo aspas para ele. As acusações do PT são mentirosas e absurdas.
A tentativa de vincular o senador revela o desespero de quem vê a crise atingir o próprio governo. Flávio não tem qualquer relação com o Banco Master e esse esquema de corrupção ocorrido em 2024 já no governo Lula. E aí a nota segue, Beraldo, dizendo que é o presidente da República quem precisa se preocupar.
em explicar por que o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, recebeu seis milhões e meio de reais do Banco Master e por que Guido Mantega, que é ex-ministro da Fazenda, da Gestão Petista, recebeu um milhão de reais para levar Vorcaro até o Petista. Foi uma espécie de figura contratada para promover o encontro de Daniel Vorcaro com o presidente da República. De fato, são questionamentos importantes feitos pela...
por Flávio e também por sua assessoria. É, mas não para por aí não, Caneto. Há o vínculo inicial do Banco Master com o Rui Costa e Jacques Wagner na Bahia. Porque a gente precisa lembrar que o Banco Master ganha protagonismo, ganha força a partir da incorporação do Crede Sexta, que era uma empresa estatal do governo da Bahia.
e que a partir ali de tratativas com o governo de Rui Costa, ao que se sabe até agora com a bênção de Jacques Wagner, isso é adquirido, incorporado ao universo do Banco Master e na sequência tem uma alteração de legislação que fortalece ainda mais o crédito sexta como um instrumento de oferta de crédito consignado aos servidores do Estado.
a gente tem uma série de indícios que colocam o caso do Banco Master dentro do Palácio do Planalto. E agora, quando você tem um discurso do Fernando Haddad falando que o caso do Banco Master envolve ou coloca o Flávio Bolsonaro numa situação...
Desculpe, mas eu não conheço nenhum elemento concreto que leve a uma afirmação de que o Flávio Bolsonaro, que tem lá as suas explicações a dar em outros casos, de Copenhagen, de Rachadinho, etc., mas do Banco Master, eu realmente vejo que isso não é algo que se sustenta.
Poderia até dizer, olha, foi durante o governo do Jair Bolsonaro que o Banco Central não fez o que deveria ter feito para evitar que o Banco Master chegasse na dimensão que chegou. É um argumento, tem que ver, entender exatamente como é que foi o passo a passo da fiscalização do Master. Mas até um argumento que a gente, ok, está aí dentro da regra do jogo.
Mas esse tipo de afirmação, me desculpe, isso não é uma questão de gostar, não gostar do Flávio Bolsonaro. É que você dizer isso num evento público deveria ser o caso de colocar também Fernando Haddad no inquérito das fake news.
Agora, como no Brasil são vários pesos e várias medidas, Fernando Haddad vai falar a mentira que quiser. O governo vai falar a mentira que quiser. Não vai ter nenhuma consequência. Ao passo que os opositores do governo, aqueles que, especialmente aqueles que estão ali mostrando verdade sobre o Supremo Tribunal Federal, esses não.
Se ousarem falar alguma coisa que possa ser interpretado como uma crítica mais afiada, esses aí vão ter a sua vida virada do avesso. Pois é, daqui a pouco a gente volta a tratar dessas questões da nossa política, mas agora a gente precisa também olhar para a economia, para o mercado, porque tem ele. O Pablo Speier vai trazer todos os detalhes para a gente no fechamento Toro de Ouro. Vamos acompanhar.
Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Oferecimento, QI Tech, infraestrutura financeira para o seu negócio. Boa noite, caniato, bancada e toda audiência do Pingo nos diz. O Ibovespa teve mais um pregão negativo nesta segunda-feira. E o pior, fechou perto da mínima do dia. A fuga de capital estrangeiro pesou de novo. O dinheiro que estava vindo para os países emergentes está mudando de rota.
Com a volta do apetite pelas gigantes da tecnologia, os investidores estão tirando os recursos do Brasil e reenviando para os Estados Unidos em busca de oportunidades e proteção. Os juros futuros subiram com o avanço do petróleo. Subiu quase 3% hoje, ampliando os receios com a inflação. Isso também foi ruim para as bolsas.
A falta de perspectiva para o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã também tira investidores do mercado. Pelo menos o avanço das ações de petroleiras como Petrobras e Prio, que se beneficiam com a alta do petróleo, ajudou a limitar as perdas do índice Ibovespa. No fim do dia, o Ibovespa B3...
Terminou com 0,6% de queda aos 189.578 pontos. Já o dólar acompanhou o movimento da moeda no exterior e também caiu. Fechou com 0,3% de queda, valendo R$ 4,98. Eu sou Pablo. Boa noite. Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer.
Os Pingos nos diz Jovem Pan. A Jovem Pan não só na Rua Os Mediões.
Com milhões de pessoas para viver cada segundo junto com elas. Do rádio ao digital, com presença forte no YouTube e nas redes sociais. Hoje somos o primeiro lugar em ouvintes por minuto em São Paulo. Mais de 500 mil pessoas alcançadas por transmissão. Milhões de inscritos e visualizações todos os meses no digital. Afinal, onde o esporte é relevante, a Jovem Pan está.
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