Episódios de Os Pingos nos Is

Zema na mira do STF / Corte pode barrar impeachment no Congresso

24 de abril de 20261h58min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (24):

O governador Romeu Zema (Novo-MG) voltou a criticar o STF mesmo diante da possibilidade de ser incluído no inquérito das fake news. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ministros teriam reagido com aumento de tensão e cogitado medidas mais duras. Zema afirma que não ultrapassou limites legais e defende o direito à crítica.

Zema também afirmou que a postura mais moderada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em relação ao STF pode estar ligada ao receio de retaliações que atinjam o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Zema, o senador pode evitar críticas mais duras por cautela diante do cenário político e judicial.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que o Judiciário pode intervir para barrar processos de impeachment contra magistrados no Congresso Nacional. Segundo ele, medidas desse tipo estão sujeitas ao controle judicial em caso de abuso. A declaração ocorre em meio a críticas e pressões políticas envolvendo o STF.

Uma megaoperação foi lançada em São Paulo para combater a chamada “gangue do quebra-vidro”, que atua principalmente no trânsito, quebrando janelas de veículos para roubar pertences. A ação envolve helicópteros, drones e centenas de policiais em regiões com maior incidência desse tipo de crime.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu a críticas envolvendo aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disparou contra Jair Renan Bolsonaro. A troca de declarações elevou o tom e gerou repercussão nas redes sociais.

Um estudo aponta que a chamada “taxa das blusinhas” aumentou os preços de produtos importados e não gerou os empregos esperados. A medida impactou principalmente consumidores de menor renda e reduziu a demanda por itens de baixo valor, além de influenciar o aumento de preços no varejo nacional.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio6
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

Co-hostAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
M

Matheus Dias

Reporterjornalista
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • Críticas de Romeu Zema ao STFInquérito das fake news · Gilmar Mendes · Liberdade de expressão
  • Possíveis consequências para ZemaInelegibilidade · Pressão no Senado
  • Taxa das blusinhasImpacto na indústria nacional · Aumento de preços
  • Operação Quebra-VidrosSegurança pública em São Paulo · Ação policial
  • BolsonaroNicolas Ferreira · Flávio Bolsonaro
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes e trazendo para análise os nossos comentaristas. Seja sempre muito bem-vindo. Eu sou Daniel Caniato e a partir de agora as notícias mais importantes desta sexta-feira.

Mesmo com a possibilidade de ser incluído no inquérito das fake news, Romeu Zema não parou de fazer críticas ao Supremo e levou ministros a escalarem a tensão e falarem até em prender o pré-candidato à presidência. A revelação foi feita pela revista Veja, que conversou com alguns magistrados e com o político mineiro, que nega ter cruzado limites legais nessas críticas que foram feitas ao STF.

Segundo Zema, ministros também estão sujeitos à crítica e ironia, como qualquer homem público, político, representante das instituições. Não devem se calar, não devem calar ninguém que discorde deles. Vamos chamar os nossos comentaristas? Acho que o Luiz Felipe Dávila está posto, o Dávila está acompanhando essas repercussões após as postagens de Romeu Zema.

As críticas que foram feitas por Gilmar Mendes em algumas entrevistas, né? E, claro, principalmente o pedido para a inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news. E essa informação que foi divulgada pela revista Veja em Dávila, preocupante, ministros conversando e falando até na possibilidade de prender Romeu Zema? Boa noite.

Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas. E boa noite à nossa audiência. Caniato, é tão absurdo. É o teatro do absurdo que está acontecendo no Brasil. Se você tirasse o nome dos personagens e contasse essa história para alguém e perguntasse a um aluno qualquer de qualquer ensino médio que país é esse, ele provavelmente ia dizer algum governo autoritário, como a Rússia.

ou a antiga Hungria de Orban, algum lugar onde não existe democracia, existe autocracia. E se depois você falasse, esse país chama Brasil, ninguém ia acreditar. Isso mostra, Caniato, a degeneração das instituições. Como é que um ministro da Suprema Corte, que devia ser o árbitro do jogo, agora ele quer jogar o uniforme de árbitro fora, vestir a camisa de jogador e sair correndo atrás do campo e começar a chutar bola, fazer o gol, quer entrar na política.

Imagina só o árbitro que era entrando no jogo da política. É isso que está acontecendo no Brasil. Tamanha veia autoritária que prevalece hoje no Supremo Tribunal Federal, principalmente na turma. Acho que hoje tem duas turmas. A primeira turma é a turma dos jacobinos. Esses jacobinos é isso. Eles querem jogar o jogo da política. Eles querem determinar quem pode disputar a eleição, que condições pode disputar a eleição, qual é o teor.

do debate e do diálogo e da discussão num debate no ano eleitoral. É uma vergonha o que tá acontecendo. Cada dia que passa, essa ala jacobina do Supremo Tribunal Federal revela a sua veia arbitrária, o desrespeito completo à Constituição. O guardião da Constituição simplesmente rasgou a Constituição, passa por cima da Constituição. Não, eu vou lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá lá

É inacreditável o que está acontecendo no Brasil. O maior vetor de crise institucional hoje chama-se Supremo Tribunal Federal.

Deixa eu chamar o Roberto Motta. O Motta também já está preparado, apostos, acompanhando o noticiário a cada dia. Uma novidade, quando a gente olha para os embates entre Romeu Zema e Supremo Tribunal Federal. E aí, Motta, uma divulgação, uma informação de bastidor. Ministros teriam revelado a um jornalista...

que foi discutido até aventar a possibilidade de detenção, detenção, prisão de Romeu Zema por conta dessas críticas que ele tem endereçado ao Supremo Tribunal Federal. Bem-vindo, Mota. Boa noite.

Boa noite, Caniato, boa noite, meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. Até hoje nunca existiu nenhum regime de exceção que chamasse a si próprio de ditadura. Todas as ditaduras que já existiram até hoje juravam que a finalidade delas era o bem comum.

Nenhum jurista, quando distorce a lei para o seu próprio benefício, diz que está fazendo isso. Claro, toda tomada de poder na história da humanidade sempre foi justificada em nome da liberdade.

A gente precisa lembrar, na União Soviética, de Lenin, de Stalin, havia juristas. Aliás, um dos instrumentos favoritos dos ditadores soviéticos eram os chamados julgamentos espetáculo, nos quais, é claro, os adversários já entravam condenados.

Pois é, esse é um tema que tem crescido tanto que será, inclusive, o tema, o assunto da nossa enquete do dia. Deixa eu só chamar o Cristiano Beraldo, que daí o Beraldo nos ajuda também a responder ou refletir sobre essa pergunta que nós fizemos para a nossa audiência. Beraldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. A pergunta que nós compartilhamos para o público que acompanha.

os pingos em todas as plataformas. Se esses embates entre Romeu Zema e STF se intensificarem, o que você acha que pode acontecer? Ele pode ser condenado por algum crime? Podem torná-lo inelegível e caçar a candidatura, caso dê tempo de ele formalizar a candidatura? Ou não? Ele vai crescer nas pesquisas, vai se tornar o principal nome da direita por conta disso?

Ou você acha que não? Ele acaba pressionando o Senado a tomar alguma atitude ainda nessa legislatura. Bem-vindo, boa noite.

Obrigado, Keneto. Boa noite a você, Aldávio, Almota, Almusa. Boa noite à audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Keneto, vamos lá. Várias consequências podem ser esperadas a partir desse cenário que acontece agora no Brasil, em que um pré-candidato à presidência da República resolveu tecer as mesmas críticas que tantas pessoas tecem ao Supremo Tribunal Federal, mas por algum motivo...

ele despertou uma reação que talvez tenha sido mal calculada, Caniato. Eu comparei nas minhas redes sociais a ação do ministro Gilmar Mendes à ação de alguém que imaginava que era o Romário, da Copa de 94.

entrando em campo para resolver o jogo, para dar a Copa ao Brasil. Mas, na verdade, ele se tornou o Bádio da Itália, aquele que chuta a bola para fora no pênalti e faz a Itália perder a Copa do Mundo. E foi isso que aconteceu. O adversário do ministro venceu porque a sua popularidade estourou, ele aumentou muito o seu engajamento, está dando entrevistas para todos os lados e se tornou um personagem que ele não era na semana passada.

ele agora passa a ter um protagonismo, obviamente isso precisa ser verificado em pesquisas eleitorais, mas Romeu Zema passa a ser um personagem diferente, maior, nessa disputa presidencial.

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, ele vai reagir como ele tem reagido, Caniato. E o Supremo não se contém mais naquilo que a lei estabelece. Por várias oportunidades, nós verificamos que houve ali uma...

O ignorar dos limites, que são os limites razoáveis para uma corte constitucional. A iniciativa de simplesmente em razão de uma postagem de rede social, que de novo não tecia nenhuma crítica adicional.

não falava nenhuma novidade, era simplesmente uma sátira. E isso ser justificativa para que um ministro declarasse a inclusão de Romeu Zema no sombrio inquérito das fake news, isso demonstra que não há mais limites ao Supremo Tribunal Federal. Então eles poderão fazer qualquer coisa, nós como população poderemos esperar deles.

Qualquer coisa, inclusive um processo célere para colocar nas costas de Romeu Zema consequências tão graves quanto a de tirá-lo das eleições desse ano de outubro, do próximo mês de outubro. E eu lembro, Caniato, que neste momento o Rio de Janeiro, esse estado que está devastado pela bandidagem, não apenas na política, mas especialmente fora dela,

O Rio de Janeiro, ele está sem um governador eleito, e o governador eleito renunciou. O vice-governador que foi eleito, ele já tinha renunciado para ir para o Tribunal de Contas. E agora que a Assembleia Legislativa...

elege um novo presidente. E todo mundo sabe, além de estar na lei, é um senso comum, o presidente da Assembleia Legislativa assume o cargo de governador na falta do governador, assim como o vice-presidente da República ou o presidente do Congresso assume na falta do governador quando não tem o vice. Só que aí não, o próprio Supremo...

resolveu dizer que o presidente do Tribunal de Justiça tem que ficar no cargo de governador. A truco de quê? Colher justificativa um cargo político eleito pela população caniato. O governador recebe voto para sentar na cadeira de governador.

Aí tem uma regra de substituição na falta do governador. E aí você tem o presidente da Assembleia Legislativa, que não importa se ele é do PL, do PT, do PSOL, seja lá de onde for. Ele foi eleito pela população para ser deputado estadual e foi eleito pelos seus pares para ser o presidente da Assembleia.

É óbvio que cabe a ele ser o governador do Estado enquanto não acontecem novas eleições, se assim for a regra. Mas o Supremo não quer saber disso, não. Ele quer que o Estado do Rio de Janeiro tenha ali um xerife do Tribunal de Justiça que vai ficar pelo gosto único, exclusivo gosto do Supremo até o final do ano na cadeira de governador. Então, Caniato, me desculpe, está comprovado.

Que o Supremo Tribunal Federal brasileiro não vê absolutamente nenhum problema de jogar no lixo a vontade do eleitor brasileiro. Fazem o que querem e a população brasileira vai toda se sentindo como os moradores das áreas em que são controladas pelo tráfico e que vale lá é a lei.

do Tribunal do Crime. Porque, para retomar essas áreas, é todo mundo com cara de paisagem. Enfrentar o crime organizado para valer, meter polícia na rua, meter bala em bandido que reage à polícia, e isso ninguém quer fazer. Ai, os direitos humanos, os abusos da polícia. Esse é o discurso que a gente ouve, inclusive, do SCF.

Agora, para se meter na vontade do eleitor, pronto. Estão todos ali apostos para esculhambar de vez a democracia brasileira. Pois é, os nossos comentaristas avaliam essas tensões entre o pré-candidato à presidência Romeu Zema e o Supremo Tribunal Federal. E a última informação, a última notícia relacionada a isso trata de uma revelação feita por alguns ministros, uma conversa em que eles confidenciam.

a um jornalista, a um veículo de comunicação, a possibilidade de prender, por exemplo, Romeu Zema a depender do avanço do inquérito das fake news ou caso ele mantenha essa postura em relação às críticas ao Supremo Tribunal Federal. Deixa eu chamar o Bruno Musa. Musa quer fazer um exercício sobre consequências para Romeu Zema. Muitos falam na possibilidade de condenação, torná-lo inelegível, não disputar o processo eleitoral. Agora, prisão?

Boa noite, Caniato, Mota, Dávila, Beraldo, todos que nos escutam no Brasil, em mais um dia de Brasil, de sopa de Brasil. Não sabemos, Caniato, se a gente tem uma regra do jogo muito clara, óbvio, a gente pode opinar e dizer, ok, você fez A, você tem as consequências descritas aqui. Agora, se uma pessoa faz A e você inventa a regra do que pode ser, ou uma pessoa faz B a mesma coisa que a pessoa A, a pessoa B fez,

ele pode fazer? Então, como é que a gente consegue fazer algum tipo de exercício para o futuro das consequências de um ato onde a Constituição não é reescrita a qualquer momento? Você lembra muito bem, desde 1950, na Constituição está escrito que quem tem a prerrogativa de pautar o impeachment do ministro do STF é o Senado. Depois vocês lembram que o próprio Gilmar Mendes fez uma... ele deu uma...

fugiu o nome aqui, mudou a regra ali e ele falou que agora não seria mais o Senado, seria a PGR, a única que poderia pautar o impeachment. E que não seria mais maioria simples. Seria o dois terços que teria que ter a aprovação. Mas não é isso que manda a Constituição.

Tudo bem, a gente reescreve. Afinal de contas, estão tentando ir contra a gente. Então, a tua pergunta é muito direta. A minha resposta é muito direta à tua pergunta, Caniato. O que pode acontecer? Não sei. Depende da boa vontade de cada um deles acordarem da forma como acordaram, pegaram a caneta e resolver fazer alguma coisa. O que fica muito óbvio e muito claro que num país onde não se pode fazer uma sátira e não se pode fazer uma crítica a alguém que é uma personalidade pública, que não se pode fazer uma sátira.

Não dá para você chamar disso de democracia. Fica bastante óbvio. Vamos voltar aos termos claros. Numa democracia, você tem um mínimo de liberdade de expressão e a representatividade popular. Quando a gente volta na representatividade popular, já falamos aqui várias vezes, dos 513 deputados, por volta de 5% foram eleitos pelo voto direto, o resto puxado pelo coeficiente eleitoral. Pessoas com caneta na mão que não foram eleitas pelo voto.

mudam e reescrevem a Constituição ao seu bel prazer para satisfazer aquilo que eles querem. Ou seja, eles mudarem as regras daqueles que poderiam votar para tirá-los do poder. E eles falam, vocês não podem mais, nós agora que podemos. Então, a coisa está completamente invertida. Como é que nós podemos chamar isso de uma democracia? Mas, claro, como o Mota muito bem falou.

Você nunca vai ver um tirano falando o seguinte, um regime tirânico falando estamos aqui porque queremos oprimir a população e tomar o poder e nós seremos os bilionários. Claro que não. A história é bonitinha. Não, a gente tem que expandir o fiscal porque a gente quer que as pessoas gastem, a gente quer a justiça social, a gente muda o nome de criminoso para ressocializando.

A gente vai colocando a coisa bonita na cabeça das pessoas para que aquilo vá entrando diariamente em nossas mentes e a gente vai aceitando como normal. Só que agora passou de todo o limite. E não apenas do normal, vai sendo perigoso. Se as pessoas ainda não entenderam o que está acontecendo, significa que nós teremos sérios problemas adiante. E aí a gente pode perder um país.

Pois é, tem um ponto importante, quero até passar para o Luiz Felipe Dávila e pedir que o Dávila reflita a respeito da reação. Dávila, Romeu Zema não foi o primeiro político a criticar o STF, ironizar, satirizar a Suprema Corte. Por que a reação contra Romeu Zema está sendo tão dura, a ponto de um representante do Supremo usar a imprensa para responder, bater boca?

atacar e até ofender. Por que essa reação tão diferente? Porque Romeu Zema não tem rabo preso. E Romeu Zema fala tudo aquilo que todo brasileiro está engasgado. Um supremo arbitrário que não compete a tratar a Constituição da forma sagrada que deveria tratar. Cada vez mais tem ato. Olha esse inquérito da fake news. Isso em qualquer...

escola de direito, qualquer curso de direito, se você falar que existe um inquérito da fake news, o estudante de direito vai levantar a mão e falar professor, isso é a ditadura? Nós estamos aonde? No regime ditatorial? Não, isso é a democracia. Como é que existe um inquérito por tempo indeterminado, sem escopo definido, que vira uma barriga de aluguel pra perseguir?

Políticos, adversários, intimidar jornalistas, censurar matéria num país que se diz uma democracia. É brincadeira.

Aliás, ontem mesmo, Gilmar Mendes repetiu mais uma vez que o inquérito da fake news tem que durar durante a eleição. Olha que absurdo, olha que atitude de uma pessoa arbitrária. O que ele quer é mandar no discurso nas eleições. Ele quer determinar o que é verdade e o que é mentira, quem que passou da linha, quem que abusou. Onde é que já se viu isso?

Aliás, o que o presidente Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal tem de fazer é com uma canetada enterrar de uma vez por toda este vergonhoso inquérito da fake news, que é esse cavalo de troia da arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal que passa por cima da Constituição, inclusive de uma cláusula pétrea.

O Caneto, a Constituição de 1978 foi concebida por vários constituintes que viveram tempos difíceis durante a ditadura militar.

Então, eles trataram a questão da liberdade de expressão, da liberdade de opinião, da liberdade de crença, como algo sagrado para reconstruir a democracia. Tanto é assim que colocaram as suas liberdades numa cláusula pétrea que ninguém pode alterar, nem mesmo o Congresso Nacional. Não sei que rasga a Constituição e escreva uma nova. Mas enquanto a Constituição vigorar, é o artigo intocável.

Agora, o que o Supremo está fazendo? Passando por cima da cláusula pétrea da Constituição. Qual é a credibilidade de uma Corte Suprema que no respeito à Constituição é a sua cláusula mais sagrada, que é a cláusula pétrea?

Qual é a credibilidade de um juiz que diz que precisa manter um estado de exceção no Brasil no período eleitoral? Então, Caniato, a gente está vivendo um período realmente tenebroso do Supremo Tribunal Federal, que envergonha todos aqueles grandes magistrados que passaram pelo Supremo e honraram o Supremo.

Não podemos esquecer que mesmo quando começou a inquérito da fake news, o próprio ministro Celso de Mello e o Marco Aurélio Mello demonstraram a completa rejeição deste absurdo que foi criado. Então, Canhato, é difícil termos...

eleições limpas e livres num país onde a Suprema Corte quer ser o supremo árbitro do debate político. Isso não está na Constituição brasileira. Eu quero que os notáveis do Supremo mostrem aqui nos pingos nos is, onde é que a Constituição diz que o Supremo tem esse poder? Onde é que a Constituição diz que o Supremo pode ter, criar estado de exceção e decidir quem é o árbitro do debate político?

É uma vergonha o que está acontecendo no Brasil. Felizmente, a imprensa, a opinião pública está se mobilizando. E a voz que representa toda esta indignação e revolta contra uma corte arbitrária é Romeu Zema.

Pois é, deixa eu passar para o Roberto Mota, porque a gente tem tratado muito desse tema e o Dávila acaba de mencionar, a imprensa e a opinião pública têm feito a sua parte, ou têm se mobilizado. Mota, diante dessa escalada, essa subida de tom,

do Supremo, você acha que o Congresso Nacional, sobretudo o Senado, poderá tomar algum tipo de atitude, se solidarizar com o Romeu Zema, ou entender que agora a situação é mais grave?

que necessita de algum tipo de medida, e quando eu falo medida, todos naturalmente entendem do que eu estou falando, o avanço de um processo de impedimento, ainda que o presidente do Senado já tenha se manifestado contra, ou entenda que não seria o momento, ou que não dá em um ano eleitoral, você não acha que...

teria um momento em que o copo transbordaria e não daria para o Senado não fazer nada, quase um ponto de não retorno. Dá para a gente vislumbrar esse cenário?

Eu não consigo vislumbrar, Caniato. Eu não vejo qual é a pressão que faria o Senado agir dessa forma. A situação que nós testemunhamos hoje no Brasil foi construída ao longo de muito tempo, com a ajuda indispensável dos constituintes de 1988.

que além de criarem uma corte toda poderosa, criaram também uma coisa chamada foro privilegiado, que significa o seguinte, os senadores são processados e julgados pela corte. Então eles vão pensar dez vezes antes de propor ou levar adiante o impeachment de um ministro da corte que os investiga e os julga. Essa é a grande questão.

É terrível para os brasileiros observar que a maioria dos parlamentares hoje está procurando um ângulo favorável para eles nessa situação toda. Não existe essa percepção do desastre que o Brasil está enfrentando.

A maioria deles, essa é a impressão que a gente tem, está procurando uma forma de negociar alguma coisa para si próprio. E as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado controlam praticamente tudo o que é decidido no Congresso Nacional. A gente vê uma sucessão de absurdos, esses absurdos não estão vindo só do Judiciário, não.

Diariamente, nós vemos coisas sendo aprovadas no Senado e na Câmara dos Deputados que são absurdos completos. Nós vemos um governo que age como se não devesse satisfação a ninguém e essa situação dos últimos dias...

que é uma situação absolutamente tragicômica, porque ela supera as nossas piores expectativas. E, diante disso, o que nós estamos assistindo é a passividade.

dos parlamentares, que alguns tentam passar como se fosse serenidade, né? Não faz muito tempo, nós entrevistamos aqui o senador, que era relator da CPI do crime organizado, e que colocou que estava sendo vítima de ataques da corte, aí eu perguntei pra ele, será então que não está na hora?

de suspender novas nomeações para a corte até que se arrume essa história toda. Ele disse que não, que isso ia parecer vingança e que não era a favor de fazer isso. Então, eu acho que não existe entre os senadores, entre os parlamentares de uma forma geral, a percepção da gravidade da situação. Eles continuam achando que podem matar isso no peito e continuar jogando e no final das contas...

chegaram um resultado bom pra eles. Uma rápida parada pra você que acompanha a programação da Jovem Pan pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas. O Mota levanta um ponto interessante. Foi muito boa essa pergunta. Esse questionamento que ele fez ao senador Alessandro Vieira. Deixa eu até passar pro Cristiano Beraldo, porque diante dos últimos acontecimentos, Beraldo, os últimos eventos,

Muitos duvidam que um processo de impedimento votaria. Mas você não acha que seria mais fácil os senadores votarem contra a aprovação de um ministro como retaliação à própria Suprema Corte? Nesse momento, não vamos aceitar um novo integrante, enquanto não pacificarmos essa situação. Você não acha que a resposta poderia vir não por meio do processo de impedimento, mas pela reprovação?

do AGU? Na verdade, é que a indicação não é do próprio Supremo, né, Caniato? A indicação é do presidente da República e o presidente da República está jogando pesado para convencer aqueles senadores, que parecem ser a maioria, que não tem compromisso com o Brasil, só tem compromisso com eles próprios.

convencê-los de que é uma boa ideia aprovar um novo nome para o Supremo Tribunal nesse momento. E não é um nome qualquer, é um nome intimamente ligado à política do Partido dos Trabalhadores, que serviu a Lula, serviu a Dilma, e que agora é colocado como não alguém com notável saber jurídico, que é uma reputação ilibada, mas sim alguém da extrema, da íntima confiança.

do presidente da República. E aí, quando a gente quer ter a esperança de que o Senado vai agir, de que o Senado vai recobrar a consciência do seu papel constitucional e exigir dos indicados que sejam realmente figuras exemplares do mundo jurídico brasileiro, aí a gente tem a declaração do próprio senador Alessandro Vieira.

que vai para aquela linha do ora veja bem. Não, olha, eu não gosto do Supremo Tribunal Federal, mas, veja, não tem nenhum problema, gente, se a sabatina for bem, quer dizer, precisa da sabatina para fazer uma avaliação mais adequada, mais completa do indicado pelo presidente da República. Então, nesse ponto, Caniato, não dá para ter esperança.

Esse Senado Federal é o Senado que entregou quase a unanimidade dos votos ao presidente Davi Alcolumbre. Sendo que Davi Alcolumbre, durante o governo de Jair Bolsonaro, pegou a indicação de André Mendonça e sentou em cima meses a fio num imenso sinal de desrespeito com o próprio.

ex-presidente. E aí o que fazem os senadores que lá chegaram, chegaram no Senado única e exclusivamente pelo apoio que receberam de Jair Bolsonaro? Eles, ao invés de lançarem uma candidatura própria, mesmo que fosse para perder, mas era obrigação daqueles que ali chegaram, especialmente os do PL, lançar uma candidatura própria e aí demonstrar lá?

que aquele grupo tinha uma opinião, uma posição, uma conduta que seria diferente do sistema, do todo, do centrão, etc. Mas não, eles acharam que estava tudo certo. Não, vamos lá, Davi é um cara legal. Ele que transformou a vida do Amapá. O Amapá agora é mais evoluído que a Suíça, graças ao trabalho feito pelos parlamentares do Amapá, pelos governadores do Amapá.

Mas isso não é verdade. O Amapá não tem absolutamente nenhuma consolidação de avanço um Estado riquíssimo. O Amapá tem que ser estudado por engenheiros do mundo inteiro como é que um Estado tão rico consegue manter a sua população num ambiente tão pobre. Quem foi ao Amapá sabe do que eu estou falando. As pessoas que lá vivem talvez não tenham consciência do atraso que é imposto a elas. Elas não têm culpa disso.

Então, Caniato, esse é o Senado que nós temos. É um Senado covarde, é um Senado acomodado, é um Senado do acordo, é um Senado que não tem vergonha de abraçar aqueles que...

deram facada nas costas no passado. Então, não tem valor moral ali para que realmente exista uma resistência, para que exista uma luta, um trabalho. De novo, mesmo que se perca a batalha, mas é muito, mas muito melhor perder uma batalha com honra do que se acovardar e não lutar pelo Brasil.

Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos I. Só volta rapidinho com o Beraldo, divide a tela. Beraldo, mas quando eu fiz aquela menção, aquela referência, porque vários ministros se manifestaram, ainda que, claro, a indicação tenha sido do presidente, então uma reprovação seria muito mais um recado ao executivo, mas é que muitos ministros se manifestaram favoráveis, né? Enaltecendo, ah, é uma ótima indicação, uma pessoa muito preparada. E muitos...

entenderam que poderia ser também uma resposta ao próprio Supremo. Enfim, foi exatamente essa a menção. Quer fazer um rápido complemento?

Não, é que eu, Caniato, eu acredito que o nome preferido do próprio Supremo era de Rodrigo Pacheco. Mas é óbvio que quando tem o indicado, o indicado vai lá e beija a mão de todo mundo. Porque se ele não for se curvar aquele grupo que comanda o Supremo Tribunal Federal e jurar, obedecer, ele está ali para dizer amém ao que os mais velhos falam, ele não vai ter chance de se articular.

Já vai um recado direto ao presidente da República dizendo, esse não. Então, ali é um trabalho simplesmente de obter a subserviência. E quando o Supremo atual apoia, na minha forma de enxergar, ele só está dizendo, esse é subserviente o suficiente para nos agradar. Pois é, o Beraldo mencionou o nome de Rodrigo Pacheco, ainda há uma dúvida, viu? E as pessoas só...

terão certeza de qual será o futuro de Rodrigo Pacheco a partir da formalização da candidatura dele, por exemplo, ao governo de Minas, até o prazo limite. Então vamos aguardar, porque existe sim uma discussão em Brasília sobre a possibilidade de afastamento de um ministro.

Um afastamento voluntário por conta de um problema de saúde e talvez, em um segundo momento, a saída, a renúncia desse ministro. Abriria-se, então, uma nova vaga. E aí o presidente da República poderia sucumbir ou atender a um pedido.

de um presidente de casa legislativa e indicar uma figura muito conhecida na política de Minas Gerais, que é esse que nós estávamos mencionando. Deixa eu chamar o Bruno Musa também. Você, Bruno, o quanto o processo eleitoral deve colocar mais pimenta nessas discussões? O que é mais curioso de tudo isso é que o STF entrou na campanha. O STF entrou na campanha. A gente nunca tinha visto isso, né? Porque o que acontece? Romeu Zema...

Fala com todas as letras e se comunica com o público que entende que é preciso que o pré-candidato ou o candidato se posicione em relação à Suprema Corte ou o que tem acontecido. O Supremo entrou na campanha, não ele, Supremo, mas eu digo, o tema Supremo está na campanha eleitoral. Assim como muitos falavam no passado, é preciso melhorar a saúde pública, vamos melhorar a educação, vamos garantir segurança para todos. Hoje em dia, o Supremo virou pauta desses pré-candidatos.

Virou pauta e porque ele passou muito daquele ponto de não retorno que a gente vem falando. Ele escalou num determinado nível, Caniato, que se ele volta para dentro da casinha dele, ou seja, dentro da Constituição, ele ultrapassou tanto esses limites legais que é como se ele não tivesse mais essa condição. Então agora eles não precisam e não podem mais sequer esconder as pautas políticas dele.

Veja, como você muito bem falou, hoje nós sabemos, basicamente, o posicionamento de cada um deles com relação à política partidária. Como podemos saber disso de um juiz? Como a gente pode ver tamanhas entrevistas, microfones à mão, palanques? Claro que isso vai ficando mais exacerbado ainda com a aproximação das eleições. Afinal de contas, nós temos aqui uns números de candidatos maiores da direita, eu sei do direito, a chame como quiser.

E até o momento você tem um candidato da esquerda. Mesmo se não for o Lula, como eu venho falando há um tempo aqui, será outro da esquerda, mas você não vai ter mais pessoas da esquerda. O que eu quero dizer é que você tem todos desses da direita e da centro-direita, por mais que não tenham tanta clareza e não estão sendo tão enfáticos quanto o Romeu Zema nos últimos tempos contra o STF, nós sabemos que todos eles estão assustados com o que está acontecendo.

E algumas pessoas da esquerda também, a gente já vê matéria escrita em jornais de grande circulação que pessoas, alguns deles, não querem dar o nome, outros sim, mas do entorno do presidente, assustado com a militância que aconteceu do judiciário brasileiro. Passou qualquer limite do OV, qualquer limite do esquerda, centro ou direita.

Isso está interferindo na vida do brasileiro médio. Quando você muda a regra do jogo, intervém se você cria impostos ou não cria impostos, se você muda a regra no meio do jogo, isso significa menos segurança jurídica, menos investimentos. Nós já vimos hoje dentro do balanço de pagamentos que saíram dados que os... Ainda vem bastante positivo, mas abaixo do que era esperado de investimento estrangeiro direto.

Se esse movimento político do judiciário chega numa escalada tão grande, o que acontece é que, naturalmente, há uma fuga de capital daqui. Como é que eu vou colocar o meu capital de média e de longo prazo num país onde as regras mudam e elas retrorragem?

Isso significa que o brasileiro, especialmente o mais pobre, sente no dia a dia. Então não adianta, são 11 pessoas não eleitas que com uma caneta poderosíssima altera a regra do jogo. E muito mais ainda na aproximação das eleições. Porque tudo isso se torna muito mais acalorado. Então a coisa é que passou de um ponto de não retorno, nós temos os ministros aí que estão dando a cara e tomando mais...

digamos, porrada nesse sentido, mas porque eles agiram dessa forma nos últimos anos. Não adianta colocar a culpa nas fake news, no inquérito aberto de crimes ainda que possivelmente poderiam acontecer na ideia deles. Não, isso está sendo usado como pressão, mecanismo de pressão àqueles pré-candidatos para que eles tomem cuidado em falar contra o ministro.

Veja só, para nós que somos do mercado privado, todos nós recebemos críticas. Todos nós que damos a cara tapa, seja em rede social ou aqui, estamos expostos a isso. E as críticas são saudáveis quando feitas de maneira pertinente. Será que faz sentido? Deixa eu incorporar essa crítica construtiva que eu recebi no meu discurso. Deixa eu estudar aquele tema para eu evoluir. Não, ali o que eles se tornaram é...

semideuses que não podem ser criticados. Mas numa democracia, quem não pode ser criticado? Ainda mais quando você passa dos teus limites estipulados pela própria Constituição. E aí, não me venha chamar isso de democracia.

Vamos movimentar a reportagem da Jovem Pan News, questionado sobre a moderação de Flávio Bolsonaro em relação ao judiciário. Romeu Zema se mostrou muito compreensivo com o senador. Quem vai trazer os detalhes dessa manifestação, essa leitura feita por Romeu Zema é o Matheus Dias, repórter da Jovem Pan, que tem acompanhado todas essas articulações. Matheus, seja bem-vindo, uma ótima noite a você.

O que o Romeu Zema disse, quais foram as referências dele a Flávio Bolsonaro? Boa noite.

Caneto, uma ótima noite a você, uma ótima noite a quem nos acompanha aqui no Pingos nos Is. Romeu Zema deu uma entrevista então ao portal Metrópolis. Ele foi sim questionado, como você bem disse, em relação à postura de Flávio Bolsonaro referente ao Supremo Tribunal Federal. Ele disse que essa postura dele é até compreensível por conta do pai. Ele disse o seguinte, que Flávio tem a questão de Jair Bolsonaro e que pensa...

que por medo de retaliação vinda do Supremo Tribunal Federal, pode acabar se esquivando de críticas mais diretas, pensando no que pode acontecer ao pai, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Que foi questionado, foi, claro, apontado a ele...

real insatisfação e números que mostram a falta de confiança, a descrença da população em relação à Suprema Corte, que em algumas pesquisas apontam que chega a 60% de pessoas que não acreditam ou não confiam no judiciário do país. Zema disse que ele vai continuar enfrentando, que sempre...

desde que entrou na vida pública, foi uma pessoa que atacou quando percebeu fraudes nas questões públicas, já que ele se diz um empresário e que sempre foi pagador de impostos, nas palavras do ex-governador de Minas. Ele disse que não tem rabo preso com ninguém, por isso é mais fácil dar esses depoimentos, prestar ataques sem ter que ficar pisando em ovos, nas palavras de Zema. Disse que hoje o Supremo Tribunal Federal é o...

Supremo Balcão de Negócios. E vai continuar sendo assim enquanto ministros se associarem com criminosos do colarinho branco, como disse durante a entrevista ainda. Ele falou que por conta desses ministros ele enxerga o Brasil retrocedendo na questão da segurança pública e também na questão da confiabilidade no judiciário. Por isso, já em outras oportunidades, disse que se for eleito a presidente, vai fazer uma reforma por completo no judiciário e pediu não só o impeachment,

mas até a prisão dos ministros do Supremo envolvidos, ou que possivelmente estejam envolvidos, nas fraudes do Banco Master. Por fim, Zema, claro, nesse momento de profundo embate com Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, por conta dessas fraudes, por conta de vídeos e publicações nas redes sociais. Parece que esses embates e essas críticas vão demorar a cessar, por conta do que conversamos aqui ontem, né, Caniato?

Foi a fórmula mágica que tem até avaliado e alavancado a pré-candidatura de Romeu Zema.

Com certeza. Pelo menos é isso que muitos analistas acabam observando e isso provavelmente será confirmado nas próximas pesquisas eleitorais. Estaremos de olho. Valeu, Matheus. Grande abraço. Bom trabalho para você. A gente segue em contato. Deixa eu começar mais uma rodada, chamar o Luiz Felipe Dávila. Dávila, nós falamos um pouco disso ontem, sobre uma...

pressão que acabaria recaindo sobre Flávio Bolsonaro, muitos entendendo que, poxa, Romeu Zema adotou essa postura, por que você também não segue mais ou menos na mesma frequência, no mesmo tom? Daí você diz o seguinte, bom, os candidatos da oposição não precisam ser iguais.

Cada um abraça uma pauta, cada um segue o seu caminho, siga a sua convicção. Mas nesse caso, o Romeu Zema faz uma reflexão a respeito do tom moderado, mas colocando em perspectiva a situação do pai, Jair Bolsonaro, entendendo que Flávio talvez esteja nessa frequência de moderação, temendo uma retaliação contra o pai. Faz sentido?

Faz todo sentido, é verdade. Aliás, nós já vimos, qualquer coisa que acontece com o Jair Bolsonaro é motivo para colocá-lo de volta na papuda, sair da prisão domiciliar. Então, é óbvio que precisa tomar muito cuidado com o que se diz respeito de Jair Bolsonaro. Então, é óbvio que Flávio Bolsonaro, o que Romeu Zema disse, é perfeitamente normal. É um filho zelando pelo pai e não quer tocar numa ferida.

que pode desencadear a volta do pai à pressão. Veja o que aconteceu com o Romeu Zema. Todo esse escarcel criado por Gilmar Mendes, por causa de Zema, imagina, usando o humor para criticar, já criou toda essa confusão. Imagina no caso de Jair Bolsonaro. Com muito menos, ele voltaria pra puta. Então, faz todo sentido o que o Zema falou.

Agora, aquilo que eu falei ontem, Caniato, é muito mais importante. Esses marqueteiros têm mania de querer falar assim, ah, agora vamos surfar a onda de criticar o Supremo. Não é assim. Você tem que ter personalidade na política. E a personalidade do Zema é, sim, defender, criticar abusos, defender as instituições e criticar o Supremo. Essa é a linha que ele pegou.

Mas como eu disse, Flávio Bolsonaro pode muito bem pegar a linha econômica. Afinal de contas, é uma tragédia o que está acontecendo num país onde há mais de 81 milhões de brasileiros inadimplentes. É uma tragédia para qualquer brasileiro hoje na economia que está enforcado em dívidas, porque nós temos a taxa de juros mais alta do mundo, porque tem um governo que não para de gastar, aumentar a dívida. Esse governo que vive de cheque especial.

E o cheque especial, o governo faz o que? Passa a conta para o brasileiro em termos de taxa de juros. Então esse é um outro tema, precisa ser tratado. E o terceiro tema, que eu acho que tem muito a ver com o Caiado, é a questão da segurança pública. Está ali um governador que tem o que mostrar o que fez no Estado dele. Segurança pública é outra coisa que tira o sono do brasileiro. Então a direita...

Tem que ter cabeça pra que se cada voz da direita apoderar de uma pauta importante que afeta a vida do brasileiro, nós vamos ter um debate extremamente rico e vamos colocar esse governo incompetente no corner. Porque vai tomar uma flechada da economia desse lado, uma sobre o STF daqui, outra de segurança pública do outro lado. É assim que tem que fazer. Precisa ter estratégia.

Não pode todo mundo seguir que nem gado. Todo mundo fala mal do Supremo agora. Agora, opa, todo mundo fala mal da economia. Não é assim que funciona. Por isso que eu digo que cada candidato tem que ter a personalidade própria para defender as bandeiras que lhe são caras, que ele tenha convicção daquelas bandeiras. Porque quando você defende as coisas com convicção, você passa esse senso de verdade que é tão importante numa eleição de hoje.

Agora, Caniato, só mais um adendo aqui pra você ver que absurdo que a gente tá vivendo. Além de toda a ameaça de Gilmar Mendes, inquérito da fake news, e causando tentar silenciar Romeu Zema, hoje...

O governo aprova uma portaria para impedir no Brasil as instituições preditivas, só porque Zema começou a subir nessas polimáster da vida. Não, agora no Brasil é proibido. Esse é um país...

que permite bete, mas não deixa ter agora instrumentos preditivos, como se isso fosse uma ameaça à eleição. Veja que absurdo a gente está vivendo. Cada vez mais o Brasil vive um clima de arbitrariedade e autoritarismo jamais visto em tempo de redemocratização.

Pois é, deixa eu passar para o Mota também, o Roberto Mota vai trazer também as reflexões a respeito de como a direita tem visto um embate específico de um pré-candidato e o quanto isso poderia desencadear a tal defendida união da direita.

Ou não é bem assim por conta do processo eleitoral, por conta dos temores em relação ao Supremo? Muitos colocam em perspectiva a possibilidade de inelegibilidade de Romeu Zema por conta da inclusão no inquérito das fake news. Mas talvez não fosse o momento de outras figuras engrossarem o coro sobre o que tem acontecido, né? Essa anormalidade, esse cenário de anormalidade no Brasil, Mota?

Caniato, eu vejo com curiosidade as reações de muita gente ao que está acontecendo. Algumas análises que enxergam esses eventos dos últimos dias como se fosse uma espécie de jogo.

como se fosse uma espécie de teatro, como se o Brasil não estivesse em uma situação gravíssima, como se isso que está acontecendo não fosse motivo para parar tudo nessa república de mentirinha.

As pessoas olham, acham engraçado. Olha, a gente tem que tirar a dinâmica da disputa eleitoral do que está acontecendo. Evidentemente, a campanha eleitoral é uma disputa que só tem um objetivo, vencer a eleição. Mas o que está acontecendo é muito mais grave e mais sério do que isso. Será que as pessoas não perceberam o que está em jogo?

Eu acho que não há nada de errado no candidato.

que disputa uma eleição, tentar mostrar que é uma alternativa melhor do que os seus concorrentes. Eleição é isso. E eu sempre disse, não vejo nada de errado com a direita apresentar vários candidatos. A outra coisa que a gente precisa dizer é que no Brasil de hoje, praticamente todo brasileiro tem receio de algum tipo de retaliação.

exceto talvez umas seis, sete pessoas no Brasil, né? Essas estão tranquilas. Elas sabem que não vai acontecer nada com elas. Elas podem fazer o que quiserem. O resto, eu quero saber quem não tem receio.

de algum tipo de retaliação. E eu vou dizer, eu jamais imaginei que eu fosse viver em um período assim. É um período em que você ter uma opinião, você fazer um comentário, você colocar um joinha em um grupo de WhatsApp pode gerar consequências absolutamente devastadoras.

Pois é, deixa eu passar para o Beraldo, porque o Beraldo, acho que no início do programa, mencionou, ele fez até uma analogia com o futebol, lembrando de personagens do futebol, lembrou inclusive do craque da seleção italiana Roberto Baggio. E assim como no futebol, a política é muito dinâmica, né Beraldo? Muitas vezes um evento.

Um acontecimento, uma manifestação, uma entrevista, pode colocar alguém em um local de muito destaque ou acabar escondendo uma outra que tinha alguma notoriedade. Ela acaba ficando para trás, a depender dessa dinâmica, os eventos e as notícias que acabam sendo divulgadas. Fatalmente, Romeu Zema...

ganhará algum tipo de coisa a partir dessa exposição. Não sabemos exatamente o que, talvez as pesquisas indiquem, mas eu queria que você refletisse a respeito dos cálculos eleitorais dentro dessa crise. Porque é natural, a crise avança, mas os marqueteiros fazem cálculos. E aí o marqueteiro que trabalha para determinado pré-candidato tem que monitorar. Poxa, estamos ficando para trás, e aí? O que a gente vai fazer? Zema melhorou, está lá na frente, a pesquisa apontou crescimento de tantos por cento.

Eu poderia falar de Flávio, mas posso falar também de Ronaldo Caiado, o candidato do Missão, o Renan Santos, enfim. E aí, qual é o cálculo que essas figuras devem fazer a partir de uma situação pontual com um pré-candidato?

Neto, o que fica claro a partir desse episódio é que essa eleição de 2026 não vai ter nada a ver com a dinâmica e, de uma certa forma, a monotonia que houve em 2022. E monotonia que eu me refiro é o fato de ter, naquele momento, apenas dois candidatos que tinham relevância, verdadeira relevância, que era Jair Bolsonaro e Lula. Toda eleição ficou ali em torno dos dois.

Agora não. Agora a esquerda fez um trabalho, liderada por Lula, de tirar todos os concorrentes. Então Lula é o único candidato da esquerda. Ele tirou de cena Marina Silva.

ele tirou de cena a Simone Tebet, o próprio Ciro Gomes disse, enfim, que vai ser candidato ao governo do Ceará, agora talvez mude de ideia, mas enfim, a princípio estava ali organizado, até numa aliança com o PL, então o cenário da esquerda está definido.

Lula ou outro candidato da esquerda será o representante e será aquele que deve estar no segundo turno com o candidato da direita. Mas quando a gente olha para a direita, aí não. Esse episódio de Romeu Zema mostra que em uma única semana, nem uma semana ainda, mas é possível que um candidato ganhe um protagonismo e ganhe a simpatia de uma parcela expressiva da população brasileira e aí

E que deixa Flávio Bolsonaro, que é o herdeiro natural dos votos de seu pai, mas que não desperta nas pessoas a mesma paixão que Jair Bolsonaro desperta, então vai haver disputa. E isso é muito bom.

não muda em nada. Essas pessoas ficam preocupadas. Ah, porque se tiver muito candidato de direita, vai favorecer o Lula. Não, isso é um erro. Não vai favorecer o Lula. Porque o voto desses candidatos não seria o voto do Lula. Não é que o candidato não saia. Eu não sei se eu voto no Flávio, no Zema, no Renan Santo ou no Lula. Não existe isso.

Então, esses candidatos que aí estão colocados, eles vão disputar o mesmo voto para irem ao segundo turno com o candidato da esquerda. Pois bem, neste ambiente, eu acredito, Caniato, que primeiro, novos eventos vão acontecer.

Essa questão da perseguição, da trapaça, da puxada de tapete que a gente vê os poderes dando nos candidatos, isso não vai ser contido, isso vai acontecer até as eleições. Faltam ainda mais de cinco meses para as eleições.

E aí eu acho que tem o próximo passo, Caniato, que vai ser os candidatos começarem a mostrar quem são aquelas figuras de referência nas principais áreas de problemas do Brasil que estarão nas suas equipes.

Porque à medida que esses nomes forem surgindo e a população perceber que as candidaturas são a sério, que as candidaturas têm uma equipe robusta, que os candidatos não apenas estão falando sobre aplicação de soluções, mas estão mostrando quem são as pessoas que vão executar isso.

aí essas candidaturas vão ganhando robustez. A população vai sentindo mais confiança e as coisas tendem a ir se definindo em torno desses candidatos mais bem estruturados.

Pois é, deixa eu passar para o Musa também, só para a gente fechar essa discussão após a informação trazida pelo nosso repórter. Você, Musa, Flávio Bolsonaro e as reflexões que figuras da direita fazem em relação a essa suposta moderação após os embates entre Romeu Zema e Supremo. Você acha que Flávio deveria adotar uma outra postura e esse diagnóstico de Romeu Zema?

Colocando na conta de um suposto temor, um receio de Flávio em relação a retaliações contra o pai. Mas Flávio deve se pautar por responder a um caso que não aconteceu com ele ou cada um segue o seu caminho?

Eu acredito que nesse primeiro momento cada um vai seguir o seu caminho, mas nós sabemos que todos eles concordam com essa pauta que o próprio Zema está tomando. Aliás, as pesquisas mostram que grande parte da população, o que é um espanto, grande parte da população conhecem os ministros do STF, sabem pelo nome, provavelmente conhecem as esposas de alguns deles, os filhos que já vieram à tona em algumas matérias.

Como pode isso? Qual é o sentido prático disso tudo? Mas voltando ao meu comentário, e eu vou repetir aqui, eu mencionei a respeito da liberdade de mercado. Quando uma empresa tem total liberdade e ela atua de maneira a atender melhor o cliente,

ela força os outros participantes daquele mercado a buscar melhorias também. Caso contrário, o cliente atravessa a rua e vai buscar o outro serviço, como eu mencionei na minha atividade profissional aqui do mercado. Você não presta um bom serviço, não atende o cliente, ele simplesmente vai embora. Isso funciona num açougue, numa padaria, num canal de televisão, aonde quer que seja.

Com o político, nessa maneira como nós estamos vivendo, nesse nível de polarização e embate, claro, porque é necessário, uma vez que o próprio judiciário assumir um protagonismo político que não cabe a ele e, consequentemente, está interferindo na vida do brasileiro médico, como eu mencionei no meu comentário anterior.

Quando um candidato, ou pré-candidato, perdão, assume essa retórica com força, batendo de frente, expondo dados reais e verdadeiros do que está acontecendo, que não somos nós que estamos falando, foram contratos expostos, mensagens de celulares, participações em empresas, aviões compartilhado com, viagens compartilhando aviões com advogados de casos que estão na mão de cada um desses juízes, enfim.

Nós temos ali uma série de dados que poderemos ficar aqui até amanhã, ao longo desses últimos anos, com o protagonismo político do próprio STF. Consequentemente, isso força que os outros candidatos tenham que assumir algum tipo de participação mais ativa.

nesse embate também. Caso contrário, eles vão ficar para trás, eles podem perder votos, mas pessoas se sentem identificadas com essa retórica que o Zema está fazendo ao bater no STF e acaba fazendo com que as pessoas, mesmo aqueles que não se sintam diretamente afetados, gostando daquilo, porque é uma pauta hoje, assim como a corrupção, a própria... FEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TOEM TO

a própria atuação política dos ministros. Então, eu vejo como inevitável se ele continuar dessa forma que os outros candidatos também assumam. Agora, uma breve reflexão aqui, Caniato. Se os outros não querem fazer isso, fica muito claro que, assim como a população, que já tivemos algumas pesquisas a respeito disso ao longo dos últimos tempos,

Essa autocensura já está sendo praticada no Brasil pelo controle social do medo. E esse controle social do medo está sendo imposto pelos ministros do STF. Isso já é uma realidade no Brasil.

Uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede e para outras emissoras, eu me despeço, que ficarão agora com a programação local. Muito obrigado pela audiência. Eu sigo aqui trazendo as principais notícias e discutindo com os nossos comentaristas. Tem mais uma informação.

Em uma nova entrevista concedida, o ministro Gilmar Mendes revelou que o judiciário considera intervir diretamente no Congresso e barrar processos de impeachment contra magistrados. Segundo ele, se houver algum tipo de abuso, é direito da Suprema Corte interferir no processo, pois toda ação de destituição de autoridades está passível de controle judicial.

Recentemente, Romeu Zema, trouxemos isso aqui, defendeu o impeachment de Gilmar e outros magistrados, dizendo esperar que o Senado tenha coragem de apreciar os pedidos. Deixa eu começar mais um giro de análises. Vou começar essa com o Roberto Mota.

Mota, uma nova entrevista que foi concedida pelo ministro da Suprema Corte, e nós falamos tanto de processo de impedimento, será que o Senado agora vai? Tem muitos engavetados. Parece que há uma pressão. Vislumbram a possibilidade de avançar com o processo de impedimento. Agora o ministro fala em barrar.

um processo de impedimento no Senado, caso ele avance. Ou seja, seria o terceiro turno. Então poderiam inviabilizar um processo de impeachment mesmo na casa que tem o poder para impeachment os ministros.

E essa declaração nada mais é do que a reafirmação de tudo que o Brasil já testemunhou em atos e palavras desde, talvez, 2019. O que nós estamos assistindo é um ativismo judicial sem qualquer controle. O ativismo judicial acontece quando magistrados ocupam...

que são outros poderes. Quando os magistrados deixam de seguir o que manda a lei para fazer aquilo que eles acham correto. Essa nova forma de agir, ela encontra respaldo numa doutrina chamada de neoconstitucionalismo, que diz mais ou menos o seguinte, não importa o que está escrito na Constituição.

importa é a interpretação que nós vamos dar. E a interpretação que vale hoje no Brasil diz que a última palavra sobre qualquer assunto é da Suprema Corte. Então, segundo essa visão, é evidente que o Senado não tem o poder de pedir ou processar o impeachment de um dos ministros, porque a última palavra é dos ministros. Então, a não ser...

que os ministros concordem com o seu próprio impeachment, isso não vai acontecer. Que situação, hein? Deixa eu passar a palavra para o Luiz Felipe Dávila. O Dávila também vai fazer esse exercício, mas eu vou receber a rede. Dentro de alguns segundos, a rede chega, Dávila, daí todos vão acompanhar a sua reflexão, a sua análise na íntegra. Então, eu aproveito que o Dávila está comigo na tela.

Eu vou convidar todos para que votem na enquete do dia, que nós tratamos justamente desse embate entre Romeu Zema e o Supremo Tribunal Federal. Quais são as alternativas? O que você acha que pode acontecer? Ele pode ser cassado? A candidatura pode ser cassada se ele for condenado? Você acha que ele acaba, na verdade...

ganhando apoiadores, pode se tornar o grande nome da direita, ou ele acaba pressionando o Senado. Vote na nossa enquete. Agora eu recebo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente, em todas as plataformas. O Luiz Felipe Dávila vai analisar a entrevista concedida pelo ministro Gilmar Mendes e nessa entrevista ele traz uma informação adicional àquelas outras que tinham sido compartilhadas em outras entrevistas. Agora ele menciona...

Ele faz a seguinte ponderação, se houver abuso do processo de impedimento, no trâmite da avaliação de processo de impedimento no Senado, o Supremo pode interferir, pode inclusive inviabilizar se achar que houver abuso.

Calinhato, a minha pergunta é muito simples. Onde é que está isso escrito na Constituição Brasileira? Onde é que está escrito na Constituição Brasileira que se o Legislativo abusar do poder de impeachment, o Supremo pode cancelar? Daria para a Vossa Excelência Gilmar Mendes me contar onde é que está isso no artigo da Constituição Brasileira? É uma vergonha isso.

De novo, a Constituição brasileira, nas mãos deste Supremo, virou uma partitura que cada um interpreta a seu bel prazer. Ninguém mais olha para as notas nessa partitura, que são as palavras, os artigos, o espírito dos constituintes. Agora...

Cada um pode improvisar do jeito que quer. Sabe o que acontece, Caniato? Virou uma partitura de uma peça de jazz. Cada um improvisa do jeito que quer. A Constituição não é isso.

Constituição foi sempre criada no Estado Democrático para limitar o poder do Estado, para garantir as liberdades individuais, para fazer valer a lei e a previsibilidade das regras do julgo.

Esses três propósitos de uma Constituição deixaram de existir depois que o Supremo passou a atuar como, entre aspas, salvador da democracia. Vale tudo. Vale estado de exceção, vale atropelar a Constituição, vale cancelar a cláusula pétrea da Constituição, vale qualquer coisa. Agora, Caniato.

O espírito de uma Constituição é limitar o poder dos governantes, limitar os poderes dos governantes. E o que o Supremo está fazendo é não respeitando nenhum limite. Ele está acima da lei da Constituição e faz o que ele bem entender. Isso não existe na Constituição brasileira. Isso não existe em nenhum país democrático.

Ou seja, a Constituição que foi criada para limitar o poder do governo, garantir as liberdades individuais, garantir o respeito e estabilidade ao cumprimento da lei, isso foi tudo jogado de fora. Ou seja, governar por meio de improviso não funciona. A Suprema Corte não pode ser uma banda de jazz.

Chama o Bruno Musa, Bruno analisar também essa situação. Bruno, diante dessa declaração, então, tudo pode ser desfeito a depender da leitura e do entendimento da Suprema Corte. O Beral trouxe um exemplo muito bom, que foi o caso da decisão do Supremo em relação ao comando do Estado do Rio de Janeiro, porque o debate corria na Suprema Corte.

sobre o mérito da eleição, seria direta ou indireta. E, no final das contas, a decisão caminhou para o outro lado. O remendo deve, muito provavelmente, se tornar o definitivo. E eu queria que você refletisse a respeito dessa fala do ministro, o decano, dizendo que toda ação, qualquer ação, é passível de controle judicial, a depender da leitura feita. Se houver abuso, se no entendimento da Suprema Corte houver abuso,

eles podem cancelar o processo de impedimento, podem reverter a decisão do legislativo. Isso é muito grave, Moza. Isso é muito grave até porque toda e qualquer definição que eles colocam, ela é subjetiva. O que é abuso? O que é excesso?

O que é fake news? São sempre questões subjetivas que cabem em qualquer interpretação, que deveria caber uma discussão. Mas no conceito da democracia subvertida de hoje em dia do Brasil, não cabe sequer questionar ou conversar a respeito.

É o que eles decidem e ponto final. Mesmo se for uma questão subjetiva. E o pior, as consequências também são reescritas a todo momento. Isso é muito grave. Eu repito, isso não tem a ver com política partidária. O que o Brasil, o caminho que o Brasil está indo. E convenhamos, não é de hoje que nós falamos. Já são alguns anos que a gente foi batendo nessa tecla. Muitos apoiavam porque era contra um determinado político XPTO.

E achava que valia tudo. Quando eles não conseguiam entender que um limite autoritário ele não existe. Quando a pessoa é autoritária ela simplesmente vai e acelera e sem freio e toma o poder pra si. Faz parte dos incentivos perversos que a política vai dando.

E ela favorece esse tipo de ação quando ela é completamente sequestrada. As instituições, as regras, e você extrapola os limites e tem um amparo que foi dado por uma mídia, que foi dado por pessoas, que foi dado por instituições, que foi dado por uma população.

que achava que valeria tudo e que eles teriam determinado limite. Agora estão vendo que está chegando em cada um de nós. E aí a luz vermelha acendeu, não é nem mais amarela. Isso está perigoso há muito tempo, Caniá. Qualquer interpretação subjetiva...

terá a última palavra deles. O Beraldo deu esse baita exemplo e eu vou trazer aquele que eu mencionei há pouco tempo. Está muito claro na Constituição, salvo engano, me corrija aqui, quem conhece melhor do que eu da Constituição, que é desde 1950 essa lei falando que o Senado pode pautar o impeachment do ministro do STF e ele tem maioria simples. Com maioria simples é aprovado. Em uma liminar dada pelo Gilmar Mendes há pouco tempo, ele falou, não,

Não é mais assim. Agora, um cidadão não pode mais pedir o impeachment do STF, que todos nós podemos. Ele falou só a PGR. A PGR é uma instituição completamente próxima hoje ao poder vigente no Brasil. Então ele traz para a PGR.

Depois ele voltou atrás. Como é que você traz e depois você volta atrás? Em uma questão tão óbvia, que essa sim não é subjetiva, não é interpretativa. Não cabe somente a PGR, porque a Constituição fala outra coisa. Mas ele vai lá e dá essa canetada, e depois volta atrás. E ele fala também, não, não é mais maioria simples. Agora são dois terços do Senado que precisa aprovar. Mas de onde você tirou isso para se eliminar? Pouco importa.

Pouco importa, pouco é questionado e vai passando, e vai passando. Então, esse limite já passou há muito tempo. Isso precisa ter um freio, sempre. Senão, a gente vai perder o Brasil por completo e perder para o nível de autoritarismo que nós estamos vivendo.

Pois é, deixa eu só checar, vou girar a reportagem da Jovem Pan, eu acho que nesse giro só faltou o Beraldo. Dá tempo? Deixa eu só checar com a direção ou chamar o repórter. Dá tempo? Tá bom, rapidamente. Então o Beraldo vai fechar essa rodada, porque essa questão que envolve a manifestação do ministro Gilmar, o Beraldo não analisou. Você, Beraldo, eu até usei o exemplo que você deu da história do Rio de Janeiro, que foi uma situação muito peculiar.

para dizer o mínimo, e eu queria que você refletisse a respeito dessa possibilidade, esse entendimento do ministro Gilmar, que coloca em xeque, inclusive, os poderes do Senado, em relação a avançar com processos de impedimento. O poder que o Senado tem, vamos falar o português correto, de tirar ministro do Supremo.

Pois é, Caniato, o ministro fala que toda ação está sujeita a um controle judicial, mas eu não sou advogado e tenho um entendimento como leigo de que toda ação de qualquer cidadão encontra no seu limite a lei.

não controle judicial. Mesmo o papel do Ministério Público é completamente equivocado no Brasil. Ministério Público é uma força que faz a acusação e que alguém que é acusado se defende dela. Mas no Brasil, o Ministério Público senta-se ao lado do juiz. Por quê? Por que o acusador senta do lado do juiz?

E aquele que se defende das acusações fica lá, humilhado, lá atrás.

como se ele já fosse ali um culpado e o acusador, ele está com a bola cheia ali junto ao magistrado. E isso demonstra como, após a Constituição de 1988, foi se construindo esse ambiente judicial em que o judiciário foi se fortalecendo, foi invadindo prerrogativas de outros poderes e...

Conforme a moral, a dignidade foi diminuindo no ambiente público, o judiciário foi crescendo. Aliás, o Dávila trouxe aqui mais cedo uma restrição sobre o mercado preditivo, mercado de apostas, de eventos políticos, etc. Mas é porque, Dávila, eles não estão habituados a correr risco.

Não há risco nesse ambiente. E não há risco a ser corrido por aqueles que dependem de decisões desse ambiente e têm dinheiro para contratar a esposa, o irmão, o tio, o amigo, a filha, o filho, o sobrinho. E assim você garante que não tem risco de se perder a ação ou de ver o judiciário se movendo contra você.

Só que essa é a realidade de uma ínfima minoria dos brasileiros que tem condições financeiras de concorrer no patamar de contrato de advocacia de mais de 100 milhões de reais.

A realidade da vida de quase a totalidade dos brasileiros é muito distante disso. E para nós não há justiça. Há a vontade de quem está sentado com a caneta da justiça na mão e vejam.

A justiça, na sua forma original, ela é representada por uma figura que tem venda nos olhos, ou seja, ela enxerga a lei, ela não enxerga o réu, ela não enxerga quem acusa, quem se defende. E ela tem uma balança na mão para mostrar que a justiça é aplicada de forma equilibrada, mas no Brasil de hoje não. No Brasil de hoje, tira-se a venda, joga-se fora a balança e pega-se a caneta.

E o ouvido desse tamanho, que é para que no jantar da sexta-feira, no almoço de sábado...

no café da manhã de domingo, possa ouvir quais são as influências que precisam estar presentes nos julgamentos. É assim que se faz a justiça hoje no Brasil, Caniato. Como é que nós podemos ter um país da importância do nosso com mais de 210 milhões de brasileiros?

com tanta riqueza, se reduzir a este absoluto nada institucional que vivemos hoje? Essas pessoas que não representam a população brasileira, representam exclusivamente seus próprios interesses num colegiado ultrapoderoso.

É o Palácio da Justiça, lá do desenho animado dos super-heróis, porque ali estão os super-heróis que não agem na defesa da população, agem na defesa dos seus próprios interesses. Portanto, Caniato, um presidente do Senado Federal.

representantes do Senado Federal que ouvem uma manifestação dessa e se calam, são pessoas nojentas, que não merecem estar na vida pública brasileira, não representam os votos que receberam, são covardes diante de uma situação absolutamente insustentável no Brasil. As pessoas estão minimizando o que está acontecendo.

Nós estamos no precipício. Ou nós vamos resolver esta situação conforme as urnas se abrirem em outubro, com representantes alinhados com a vontade da população brasileira, ou esqueçam, o Brasil está completamente acabado.

A gente volta a tratar disso, só quero destacar uma informação importante referente a um problema que algumas cidades têm enfrentado. E aí tem uma iniciativa das autoridades aqui em São Paulo, Tarcísio de Freitas lançou nesta sexta uma mega operação para coibir a chamada gangue do quebra-vidro, que atua em vários pontos da capital, da região metropolitana e, claro, tem assustado a população.

De São Paulo. Deixa eu chamar a repórter Júlia Firmino, acompanhou, inclusive, esse primeiro dia de ação policial, vai trazer os detalhes pra gente. Júlia, seja bem-vinda, uma ótima noite a você. Esse tipo de crime tem assustado muito os paulistanos, sobretudo, né? Muitos jovens acabam se utilizando de algum tipo de material, conseguem quebrar o vidro no meio do trânsito quando o carro tá parado e acabam roubando os pertences de dentro do veículo. Não é isso? Bem-vinda.

É exatamente isso, Caniato. E o medo não é só por parte dos paulistanos, muitos turistas também estão inibidos de virem para a capital de São Paulo, justamente passear à noite, porque tem medo dessas gangues quebra-vidros, gangues da cotovelada, né?

A gente vê esse tipo de ação várias vezes flagradas por outros motoristas. Eu esqueci até de dar boa noite pra você, tamanha aflição com tudo isso que tem acontecido, mas boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. De fato, aqueles criminosos que chegam quebrando o vidro, assustando não só os motoristas, os veículos, passageiros, mas levando também pertences, pertences de valor como relógio, celular.

em especial. E aí vem, então, essa mega operação da Polícia de São Paulo, justamente para inibir esses casos, aumentar também a sensação de segurança por parte da população. Nossa equipe está aqui, bem no cruzamento entre a Avenida Tiradentes e também a Avenida Santos Dumont.

em que começou essa operação logo às seis da tarde, seis da noite, como quiserem chamar, e vai até às nove da noite para reduzir esses casos. Aqui que é uma região que tem muitos casos como esses, muitos registros, boletim de ocorrências como esses, e aí?

Essa ação vai contar com pelo menos três helicópteros que vão ter faróis de busca, além de 15 drones com inteligência muito técnica, muito realmente grande para contar com a ação da polícia em solo.

200, mais de 200 policiais empenhados em toda essa ação. As regiões que devem contar com essa ação são as que têm maiores registros desse tipo de crime. São 126 pontos, como por exemplo, essa região onde nós estamos.

A região central da cidade, Avenida 23 de Maio, Pinheiros, Vila Mariana e Vila Clementino, que registram aí maiores casos como esse. E segundo o governo, a intenção é que essa operação seja contínua. Ou seja, hoje foi o primeiro dia de ação, mas isso deve se repetir ao longo das próximas semanas. Os policiais também serão mobilizados de forma gradual. Eu falei aí de mais de 200 policiais. Então...

Hoje foi uma parcela, a expectativa é que com o crescimento da ação, ampliação da ação, o número de agentes também aumente. E a expectativa do governo é manter a operação justamente até reduzir o número de casos como esse. Vocês conseguem ver aqui atrás alguns agentes que já estão fazendo parte dessa ação, mas a expectativa é aumentar esse efetivo. E a gente aqui como morador de São Paulo fica torcendo, né, Caniato, para que de fato o número de casos de roubos como esse, de susto de fato,

porque fica um trauma na vida do paulistano, seja reduzido. Volto com você. Sem dúvida, é super importante, vamos acompanhar, tomara que essa operação seja permanente, ou pelo menos se intensifique nas próximas semanas para coibir esse tipo de ação. Valeu, Júlia, bom trabalho para você, a gente segue aqui em contato.

Tem se tornado muito comum, é óbvio que a gente torce para que a polícia consiga identificar os integrantes dessa gangue, mas me parece que são algumas gangues e sempre há recomendação para que as pessoas tomem cuidado. A depender do semáforo, com muitos carros, alguns motoristas gostam de guardar alguma distância para o carro da frente, porque se porventura aparecer alguém, você consegue avançar.

E fugir desse bandido. E uma outra recomendação são as películas, principalmente para mulheres. Mulheres sozinhas no veículo. Alguns especialistas recomendam aquela película que acaba escurecendo os vidros dos carros. E aí o bandido criminoso não consegue identificar quem é que está lá dentro.

E muitos acabam optando pelos carros que não têm a película. Porque algumas películas, inclusive, dificultam o bandido de quebrar. Eles usam uma vela de ignição e batem com muita força. Aquilo acaba trincando o vidro e eles conseguem acessar a parte de dentro dos...

Veículos. Deixa eu passar para o Mota. Mota, claro que essa operação é aqui em São Paulo, mas a gente observa esse tipo de crime ou crimes parecidos em muitas capitais, cidades de médio porte. Por que essa proliferação desse tipo de crime? Tem a ver com a ineficiência da ação policial ou tem mais a ver com impunidade?

impunidade tem a ver com a decisão tomada pelo sistema de justiça criminal do Brasil de que o criminoso é um pobre coitado. É isso que está por trás de tudo. Então, o sujeito que quebra o vidro do seu carro.

pode machucar você, ferir você gravemente e rouba um celular, ele pega esse celular e ele vende imediatamente por um receptador. Mas por que a polícia não faz nada? A polícia faz, prende os receptadores, são soltos no dia seguinte na audiência de custódia, porque receptação é considerada pela justiça um crime sem violência. Esse é um problema que acontece no Brasil inteiro. Não há!

Nenhum lugar neste país, nenhuma área pública, em nenhuma grande cidade onde você possa andar com tranquilidade, sem medo de ser vítima de crime.

Pois é, deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. O Dávila também acompanha muito a situação de segurança pública. Apesar de alguns avanços, temos alguns gargalos, algumas dificuldades no combate ao crime e algumas práticas acabam desafiando as autoridades. Esse roubo da calçada, né, Dávila?

O garoto de bicicleta ou o motociclista, o roubo ou furto de celular, agora tem essa modalidade, a gangue do quebra-vidro, chegam por trás ali no ponto cego, o motorista não consegue identificar, eles quebram o vidro e roubam a bolsa da motorista, o celular do motorista de aplicativo, enfim. É uma excelente iniciativa, mas é preciso considerar quais outros desafios para acabar com esse tipo de crime. Acabar não, mas mitigar.

É, Caniato, além da impunidade, como bem disse o Mota, o prende e solta no Brasil, é interessante que quando você vai conversar com a Secretaria de Segurança Pública, eles mostram lá números, indicadores de que caiu o número de roubo, furto disso ou daquilo, mas isso não se traduz na percepção de segurança da população.

A população em São Paulo vive com medo, apavorada. Primeiro era ganho de celular, aí você vai com medo de roubar o celular. Agora é você andar de carro, quebra vidro. Aí você vai ao parque, você é assaltado no parque. Então, assim...

Está difícil hoje viver em São Paulo, está muito difícil. Então, apesar de estatísticas mostrarem que está diminuindo a violência em São Paulo, não é a percepção que a população tem. A população hoje, como você bem descreveu, se sente absolutamente insegura. Aquele que acorda de manhã para pegar o ônibus, ficar no ponto de ônibus, morrendo de medo.

aliás, pode ser assaltado às cinco e meia da manhã no ponto de ônibus aliás, outro dia eu conversava com uma pessoa que aconteceu exatamente isso às cinco e meia da manhã, você estava no ponto de ônibus passou um garoto desses aí de motocicleta e roubaram o celular, roubaram tudo

Outra pessoa estava no carro, não foi a gangue do quebra-vido porque o vírus estava aberto. Aí pior ainda, passou e roubou. Então, assim, a gente vive numa situação de tensão, questão da segurança pública em São Paulo, mas muito grave. Então, para... e o Mota tocou muito bem na história do crime de receptação no Brasil, que não é considerado um crime violento.

Mas era bom a gente olhar também para os exemplos de sucesso. Muitos dos desmanches aqui no estado de São Paulo diminuíam justamente por atacar os receptadores. Precisa atacar os receptadores de celular, porque esse é o jeito de começar a desmontar essas gangues. Porque se essa indústria de receptador continuar do jeito que está...

soma-se isso à impunidade, o prende e solta, não tem jeito de nós nos sentimos seguros em São Paulo. Passar para o Bruno Moussa também trazer as impressões dele a respeito da situação de segurança pública, os avanços feitos pela atual administração, mas eu acho que o Dávila toca num ponto que tem muito a ver com a percepção do cidadão, daquele que mora em uma grande cidade.

Porque isso está desconectado dos boletins, dos estudos e dos levantamentos. Ah, o levantamento aponta para uma diminuição no número de roubo de celular. Mas a sensação de segurança é diferente, né, Musa? As pessoas não ficam tranquilas em sacar o seu celular numa rua movimentada, tirar uma fotografia igual você faria em um outro país, por exemplo, um país seguro. É tão normal, você tira o seu celular e acaba fazendo uma fotografia da família ou de algum ponto turístico.

Em São Paulo não dá. Em São Paulo isso praticamente não existe. Na zona financeira, por exemplo, onde eu trabalho, você não vê mais pessoas andando na rua com um simples celular na mão. Você vê claramente isso. Pessoas tiram do bolso para escrever uma mensagem ou atender o telefone e entram na loja que está ao lado. Então nós chegamos num nível tal de barbárie que a gente normaliza. O Brasil é disparado e São Paulo é o maior.

frota de carro blindado do mundo. Ultrapassamos e muito o México, por exemplo. São 400 mil carros e cada ano bate recorde de carros blindados no Brasil. Esses dias eu estava com a minha mulher e fui levar minha filha na escola e eu fiz questão de falar isso pra ela. Falei isso, somos 37 carros. 100% dos carros eram blindados. Onde você vê isso num lugar e acha normal? Não pode ser normal. Mas infelizmente...

Para aqueles que podem, se escondem através disso. E os que não podem? Esses dias, a pessoa que trabalha aqui em casa, que é da nossa família, comentou a respeito de dois assaltos que ela viu vindo para cá no ônibus. Então, hoje em dia, não tem mais essa vamos roubar em um lugar nobre. Está roubando dentro do ônibus. Nós chegamos num nível tal...

que o limite passou e muito. E eu já mencionei aqui, e vou fazer aqui de novo o jabá, porque eu realmente gostei muito. Acabei de ler o livro que o Mota me presenteou ali quando eu estive no Rio de Janeiro esses dias. E os números que ele mostra lá são completamente alarmantes.

um percentual muito, muito pequeno, por não dizer irrisório, que chegam ao conhecimento da polícia de roubos, furtos e homicídios. E mesmo assim, quando aquele percentual irrisório que chega ao conhecimento da polícia...

Depois de um tempo, eles estão soltos, quando não, de algumas horas. A maioria, por falta de 50%, depois ele me corrija aqui, são soltos em audiência de custódia. Ou seja, nós temos um incentivo a que o crime seja cometido em São Paulo por aqueles que são imorais, ou melhor, no Brasil como um todo.

E eu estava comentando, hoje conversando com uma pessoa que cuida aqui, eu moro num condomínio de casas, conversando com o pessoal que trabalha aqui, eu chamei ele e ele veio almoçar aqui em casa e a gente estava conversando, já trabalhei aqui. E eu perguntei, ele é do Haiti, e eu perguntando como é que está o nível de barbárie lá. E ele me contando, e eu falei...

Mas em determinados bairros do Brasil acontece exatamente a mesma coisa. Toque de recolher, permissão para sair em determinado horário, tem que pagar para poder sobreviver ali, eles podem invadir a sua casa. Cada ponto que ele ia colocando, eu falava, mas isso aconteceu. Aconteceu em Fortaleza, aconteceu no Rio de Janeiro, aconteceu aqui em São Paulo.

Até que ponto nós temos que chegar? E aí, no outro lado, que cabe uma boa discussão, que eu estive lá também, Bukele, em El Salvador, está com 96% de aprovação. Porque o nível de violência chegou a tal magnitude que as pessoas, todos nós, estamos completamente cansados.

A gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Qualquer novidade em relação a essa ação da polícia, novidades ou algum balanço, a gente traz aqui na programação. Voltamos a tratar de política. Após voltar a ser alvo de críticas dos irmãos Flávio e Bolsonaro,

Nicolas Ferreira reagiu e afirmou que Jair Renan Bolsonaro tem capacidade cognitiva menor do que uma toupeira cega. A briga começou por um comentário em um perfil que costuma atacar o deputado pela falta de engajamento na campanha presidencial do senador, o acusando de traição. Nicolas então respondeu, dizendo que iria mandar uma emenda para internar o grupo em um hospício.

E foi rebatido por Jair Renan, que usou um antigo meme da internet dizendo que ele sentiu as críticas. Foi então que o deputado mineiro reagiu ao filho mais novo do ex-presidente e um outro blogueiro que também costuma criticá-lo. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo começar essa rodada de análises. Mais um episódio de troca de farpas entre integrantes da família Bolsonaro e Nicolas Ferreira. E chama atenção, né? Porque...

Parece o bloco de fofoca do programa, mas a gente tem que tratar, porque são figuras importantes do noticiário. E aí eu prestei atenção em parte da entrevista concedida por Valdemar Costa Neto hoje no Pânico. E aí os integrantes questionaram justamente Valdemar a respeito dessa situação. E aí o Valdemar meio que quis dizer, ó, eu fui pra Santa Catarina participar de um evento e conversei com o Carlos. E pedi pra eles, ó, vamos amenizar, não ataca a gente do nosso partido.

Você não acha que tem que acontecer isso? Ninguém está obrigando a gostar do cara. Mas atacar a gente do próprio partido, nesse momento, não parece inteligente, né, Beraldo?

Pois é, Caniato. Mas vamos lá. É que tem, apesar de ter o aspecto de fofoca, tem um peso político muito grande o que está por trás dessa troca pública de ofensas. Primeiro, me parece que as pessoas, em geral, quando ouvem Jair Renan falar, tem a sua própria avaliação quanto às capacidades cognitivas dele.

Mas, no fundo, ele foi eleito vereador pela cidade de Balneário Camboriú. Então, a população de Balneário Camboriú me parece que está satisfeita ali em elegê-lo. Agora ele é candidato ou pré-candidato a deputado federal. Eu não acredito que ele terá qualquer dificuldade de se eleger. Só que a popularidade do nome Bolsonaro...

não é mais suficiente para manter todo o grupo que se formou em torno de Jair Bolsonaro unido.

Nicolas Ferreira é uma força política por si só. Não há dúvidas quanto a isso. Nicolas Ferreira tem uma capacidade de comunicação e mobilização dentro das suas redes sociais, que é hoje a maior, a principal dentro do Brasil. Isso é um fato concreto. Isso não tem a ver com gostar ou não gostar de Nicolas.

Quando você tem o Flávio Bolsonaro, que não é o Jair, não é aquela pessoa, né? Eu já disse algumas vezes aqui, repito, as pessoas, muita gente ama o Jair Bolsonaro. O Jair pode fazer qualquer coisa, certa ou errada, as pessoas vão continuar amando o Jair Bolsonaro. As pessoas não amam o Flávio.

O Flávio precisa conquistar o apoio das pessoas que apoiam o seu pai. O Flávio precisa não apenas manter a unidade, mas demonstrar a sua habilidade em colocar juntas pessoas que não necessariamente se gostam.

Elas têm ali em Jair Bolsonaro uma referência, mas não necessariamente a convivência amistosa. E Nicolas Ferreira já está numa posição de popularidade, de relevância política, de relevância na comunicação política.

que ele tem que ser conquistado por Flávio Bolsonaro. E Flávio, é preciso reconhecer isso, o Flávio Bolsonaro estava tentando, ou está tentando ainda, trazer. Tanto é que na manifestação que houve em março, se não me engano, na Avenida Paulista, o Nicolas estava lá durante o discurso do Flávio. O Flávio fez referências carinhosas.

ao Nicolas Ferreira, deu declarações carinhosas ao Nicolas Ferreira em entrevistas recentes. Então ele está trabalhando para trazer, para mostrar para o Nicolas, olha, vem comigo, vale a pena, vamos junto aqui. Só que os ataques que Nicolas Ferreira recebe, e muitas vezes de dentro desse núcleo familiar da família Bolsonaro,

o desestimulam completamente. E isso é um risco hoje para Flávio Bolsonaro, Caniato, porque nós temos nessa semana, nesses últimos dias, uma demonstração que outra figura da direita pode crescer.

Imagina, neste caso que nós temos agora, se Zema conquista o apoio de Nicolas Ferreira. Vai ser uma confusão. Então, tem que ser pragmático para lidar com essas questões de relacionamento. E quem perde com esses ataques de Jair Renan ou de outras figuras ligadas à família Bolsonaro é a candidatura de Flávio Bolsonaro na minha leitura.

Destaque importante, para você ficar sempre bem informado com as informações do mercado, tem o Minuto Touro de Ouro, o fechamento Touro de Ouro. Com ele, Pablo Speyer. Acompanhe.

Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Oferecimento, QI Tech, infraestrutura financeira para o seu negócio. Boa noite, caniato, bancada e toda audiência do Pingo nos Is. Hoje o Ibovespa caiu o dia inteiro, na contramão de Nova York. Passou boa parte do dia pressionado, com o dinheiro americano que estava no Brasil saindo e voltando para as ações de tecnologia nos Estados Unidos, que retomaram o protagonismo em Wall Street depois de balanços animadores que saíram hoje.

Esse movimento drenou o fluxo dos emergentes e tirou força da nossa B3, enquanto lá nos Estados Unidos as bolsas bateram recorde. O mercado só não caiu mais graças ao aumento do otimismo em relação às negociações de paz no Oriente Médio.

Esse otimismo veio depois da sinalização da Casa Branca de que os Estados Unidos vão enviar emissários de alto escalão para as conversas presenciais com representantes do Irã neste final de semana, atendendo um pedido do Irã. Outro ponto que também ajudou as bolsas americanas foi o encerramento da investigação sobre Jerón Powell, presidente do Banco Central americano.

No fim do dia, o Ibovespa B3 cedeu 0,3% e fechou aos 190.745 pontos. Na semana, caiu 3%. Bom, esse otimismo com a possível rodada para negociar a paz fez o dólar voltar a operar abaixo dos R$ 5,00. Recuou 0,1% e fechou valendo R$ 4,99. Mas na semana, subiu 0,3%. Eu sou o Pablo. Boa noite e um lindo fim de semana em família.

Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Os Pingos nos Is, Jovem Pan.

A Dakota voltou, trazendo todo o seu legado. Run Dakota, para quem carrega o poder do nome.

Você trabalha muitas horas por dia, paga as contas e não consegue aumentar seu patrimônio? E ainda se sente perdido, sem saber o que fazer para mudar essa realidade? Agora existe uma solução acessível para você blindar seu patrimônio das crises econômicas e das incertezas do futuro. E o melhor, fazendo seu dinheiro trabalhar para você.

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Pati Leone está a bordo em um cruzeiro pela Europa. Esse é o Costa Esmeralda. Com uma parada na Catedral de Marseille. Uma construção gigantesca que demorou 40 anos para ser feita. Ela mostra a beleza da cidade francesa.

Um lugar excepcional pra você vir passeá-la. Mala Pronta comigo, Pathy Leone, amanhã, duas da tarde, na Jovem Pan. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, trazendo os assuntos importantes desta sexta-feira, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. Lembrando que você pode votar na enquete do dia. A gente conta com a sua manifestação no YouTube do programa Os Pingos nos Is e também no nosso portal.

Após aumentar a arrecadação para 3 bilhões e meio de reais, o governo ainda pretende acabar com a chamada taxa das blusinhas e tentar se descolar do imposto que só encareceu produtos e não criou empregos, segundo uma pesquisa. A taxa de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares atingiu principalmente os menos favorecidos, que somam quase 68%. E aí

dos consumidores dessas plataformas e com a nova alíquota, a demanda por produtos de baixo valor no exterior despencou 56%. Segundo o estudo da Global Intelligence Analytics, encomendado pela Amobitec, o varejo brasileiro aproveitou a barreira contra os importados para elevar os preços, com os cosméticos tendo subido 17%. Deixa eu chamar...

Agora os nossos comentaristas, saudando a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Estamos analisando um levantamento, um estudo que foi feito a partir da implementação da taxa das blusinhas. Houve uma...

Uma diminuição na compra por parte de uma faixa dos consumidores, que entendiam que não era mais vantajoso, e isso acabou não impactando positivamente na indústria brasileira. Não houve geração de empregos, que era essa uma justificativa.

Ao aumentar o imposto da importação, você ajudaria as indústrias nacionais dissimilares. Venderiam mais, produziriam mais e isso fatalmente acabaria impactando também em novas contratações. Parece que isso não aconteceu. Eu vou começar essa rodada com o Bruno Musa. Você, Bruno, eu me lembro que você fez uma série de análises e apontamentos.

a época da implementação da taxa das blusinhas. E havia essa discussão, se isso em alguma medida ajudaria a indústria nacional. Agora, o estudo aponta que não houve nenhum tipo de impacto positivo substancial.

É que esse estudo veio a posteriori, né, Caniato? Mas havia outros, muitos já, anteriores a isso. Então, o que o estudo mostrou, obviamente, foi o óbvio. Essa ideia de vamos taxar para proteger a indústria nacional é um mero discurso, assim como é o da soberania. Temos que proteger a nossa indústria. Quando você faz uma série de privilégios, subsídios...

protecionismos a um setor amigo do rei em detrimento de outros, o que você faz é inibir a evolução, inibir o incremento de produtividade. Isso funciona em qualquer área da humanidade. Pense o seguinte, se você coloca uma linha vermelha num gramado e fala para a pessoa não pisa lá, você sabe onde não vai pisar.

Se você coloca 150 linhas e fala não vai por aqui, você fica parado. Você não tem como incrementar. Eles vão colocando regras, burocracias, entraves, dificuldades para eles solucionarem supostamente o teu problema, que você simplesmente para. Você não faz mais nada, você não evolui. Não há evolução nesse tipo de ação.

nós paramos no tempo. Então, quando você cria privilégios para supostamente proteger a indústria nacional, você prejudica o consumidor. Uma vez que a indústria nacional não fica competitiva no mercado aberto, ela se acostuma com esses subsídios, que eles vêm através do aumento do endividamento da máquina pública, porque nada mais é do que ou conceder tributos melhores em detrimento de outros.

Ou literalmente subsídio em dinheiro. Você dar o dinheiro para que ele venda a preços subsidiados. Só que esse dinheiro é do pagador de imposto. Então você fecha ali numa redoma uma indústria nacional que ela se torna precária comparativa à dos outros países.

quando o mercado tem que abrir, uma vez que o endividamento da máquina pública chega no teu limite e ele não consegue mais dar esses subsídios, isso significa que quando o mercado abre, você não é competitivo. E o Brasil hoje praticamente não é competitivo em nada que agrega valor. Porque como a gente vem falando aqui recorrentemente, a produtividade brasileira, segundo o estudo da Organização Internacional do Trabalho, é abaixo da de Cuba.

Cuba tem uma produtividade de 22 dólares e 30 centavos por hora. O do Brasil é de 21. Nós perdemos para Cuba em produtividade. Então, qual o país que nós queremos? Continuar com esse papo do século XIX, de protecionismo da indústria nacional. XIX porque eu falo de Marx, mas depois continua em determinado momento do século XX, quando já se viu que isso não leva a nada.

Isso prejudica o trabalhador, fecha empregos, destrói no médio e no longo prazo a indústria nacional porque ela fica sucateada. E aí, quando isso tem que abrir, o resultado é muito pior. A gente continua culpando o termômetro pela febre no Brasil.

Pois é, agora, Musa, quero aproveitar, inclusive, essa sua intervenção, essa sua participação. Ontem você compartilhou com o público da Jovem Pan um recado importante, fez um convite, inclusive, queria que você reforçasse para a audiência que acompanha a programação da Jovem Pan, do programa Os Pingos nos Is, e trouxe essas informações desse dia especial, em que você vai ficar muitas horas ao vivo, interagindo, inclusive, com os internautas.

Vamos ficar, Caniato, junto com a Jovem Pan, que é justamente nesse tema que a gente está falando agora. A gente vai ficar das nove às três da tarde, ao vivo, para tirar essas dúvidas, falar dos ciclos econômicos, explicar como que você pode buscar se antecipar. Não tem mágica, não tem rentabilidade extra.

Não caiam nessa, muito pelo contrário. Ao olharmos a macroeconomia, os dados disponíveis, nas entrelinhas e não nas grandes manchetes apenas. Como que você consegue entender o ciclo econômico que nós estamos? Como nos antecipamos a isso? Quando a manchete sai no jornal, ela é tarde demais. Então a ideia é, nós temos um trilhão de reais em poupança que rende por volta de 6% ao ano, Caniato. A taxa de juros é 14,75, porque o governo gasta mais do que arrecada.

você vai perdendo o poder de compra. Então, não é para grandes investidores, é para quem não conhece o ciclo econômico, para não cair justamente em armadilhas e falácias que te vendem. Olha, coloca seu dinheiro aqui, fique rico. Isso não existe. Mas existe uma interpretação de você conhecer os fundamentos e os dados para tentar se antecipar onde uma maioria não quer conhecer porque dá trabalho.

Então o QR Code está na tela, tem o link também, newcursos.com.br, vai ser sábado, dia 9 de maio. Vai ser um prazer contar com todos e debatermos sem pressa, sem hora para acabar ali. Bom, temos cinco horas, então praticamente sem hora para a gente poder debater mais a fundo e sair um pouco da grande média. Até mesmo isso interfere na política, para que cada vez mais a gente tenha condições de não cair em discursos falaciosos e grandes mentiras, como a gente vê recorrentemente no Brasil.

É isso, recado dado, convite feito, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. Você, Beraldo, falamos tantas vezes da taxa das blusinhas e parece que dentro do governo identificaram que foi um tiro no pé. O próprio presidente da República agora adota a seguinte retórica, a seguinte estratégia de comunicação.

a taxa é desnecessária, querendo dizer, possivelmente haverá reversão. E aí fizeram uma pesquisa e mais de 60% das pessoas acharam que foi um erro do governo na implementação dessa taxa. E aí tem um aspecto que me parece crucial.

A taxa das blusinhas foi implementada, havia o discurso de proteção da nossa indústria, isso aqui não teve um impacto positivo, não é que gerou emprego. Talvez ali um incremento pontual, mas dizer que gerou empregos e fomentou a produção da indústria brasileira, isso não aconteceu.

Olha, Caniato, eu acho que a gente pode afirmar, sem nenhum medo de errar, que o presidente da República nem achava que a taxa da blusinha ia ter algum efeito estratégico na melhora da indústria nacional, como agora ele também não acha ou não sabe se teve efeito, se não teve efeito, que a preocupação dele não é essa.

No início, a taxa da blusinha veio dentro de um grupo de medidas que visavam favorecer os amigos do rei. É público e notório que várias figuras do varejo brasileiro apoiaram e apoiam o presidente da república. Ele precisava, ao que parece, retribuir o apoio recebido.

E a sua forma de fazer isso foi, primeiro, desenrola, porque as famílias já estavam tão endividadas que elas não conseguiam mais comprar nada. Então, o primeiro passo era permitir que as famílias resgatassem o seu poder de compra, não melhorando de vida, não melhorando de emprego, não melhorando de salário, mas simplesmente...

tirando a água que já tinha passado do nariz e colocando ela de volta no pescoço. Ao mesmo tempo, vamos manter fora do Brasil aqueles produtos que vêm e que concorrem com esses meus amigos aqui. Aí, taxa da blusinha. Mas isso estava lá atrás, começo de governo. Dava tempo de corrigir tudo. E qual era a solução?

na hora que a população cobrasse e isso fosse ter um efeito eleitoral. É o presidente dizer, acho que erramos aqui, hein? Puxa vida, acho que realmente não era o caminho. Vamos tentar outra coisa. Só que Caniato, isso deixa claro, evidente...

que este governo não tem projeto para o país. Não se pode tratar a economia brasileira dessa forma. Com este tipo de ação e reação, e que vai e que volta, o empresário brasileiro, aquele empresário de verdade, aquele que não tem amigo no poder, aquele que está lutando para sobreviver.

ele não sabe o que faz, porque cada hora é um caminho. Ele vai por aqui, aí de repente, não, não, não, agora é por ali, agora é por aqui. E ele fica perdido. O tempo passa e ele só apanha. E ainda vai ter que fazer escala 4x3, segundo a vontade do governo. Então, Caniato, o que falta ao Brasil? Falta ao Brasil definições...

soluções que sejam perenes, definitivas, que tenham o seu efeito lá daqui a 10, 20, 30 anos. É a mesma coisa, eu volto na notícia anterior aqui, Caniato, de fazer uma operação contra a gangue que quebra o vidro de carro. Alguém, alguém da nossa audiência, algum brasileiro de boa fé, acredita que essa ação de hoje vai impedir que semana que vem o vidro de carro.

nós tenhamos o mesmo problema acontecendo nas ruas de São Paulo? Porque não é uma ação. Ah, agora eu vou lá, helicópteros e muitos carros e polícia. Não, não, não, não. A solução é simples. Só não é implementada. Vai parar de haver roubo de carro.

quebrar vidro e etc., o dia que essa molecada, que em geral é uma molecada, tiver medo de morrer, opa, se eu quebrar esse vidro, vai ter uma polícia ali, vai me dar um tiro. Aí, eles vão pensar em fazer outra coisa. Porque enquanto eles tiverem a justiça a favor deles, a polícia enxuga gelo. E hoje, o que vão fazer? Uma grande operação para enxugar um gelão.

amanhã já está derretendo de novo. Então, Caniato, o Brasil é assim. Essas medidas medíocres simplesmente para dar manchete no jornal, simplesmente para dar uma satisfação fluida de que eu estou tentando aqui resolver algum problema.

Não se resolve o problema assim, não. O problema de economia se resolve com uma transformação completa do Estado brasileiro. Aliás, se resolve, e isso está na mão da população, está nas nossas mãos, com uma reformulação completa dos nossos representantes, para que possam cobrar e impedir os absurdos que acontecem no Brasil.

da parada, um break comercial a jato, um minuto e meio, voltaremos com mais notícias e análises na sequência, eu conto com você, hein? Até já. Os pingos nos is, Jovem Pan.

Uma lenda é sempre reconhecida. A aventura evoluiu. Chegou o novo jipe renegade. Caros passageiros, apertem os cintos. Porque a torcida brasileira vai decolar. A Jovem Pan desembarca nos Estados Unidos com a Casa Jovem Pan. O ponto de encontro oficial do Brasil na Copa. Com paradas em Orlando e Miami.

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A moda nordestina ganha espaço no Brasil e no mundo. Mostraremos como o estilo autêntico se transforma em destaque nas passarelas e no mercado internacional. Documento Jovem Pan, amanhã às nove da noite, na Jovem Pan. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Antes do intervalo, falávamos sobre...

Bom, vamos ficar nessa câmera ou naquela? Falávamos sobre a taxa das blusinhas. E há um estudo que aponta que a taxa encareceu produtos, os produtos nacionais não gerou novos empregos e não atingiu, digamos, os objetivos da atual administração. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila para analisar essa situação.

Dávila, taxa das blusinhas, né? Foi lançada como uma taxa necessária para proteger a indústria nacional. Outros diziam, bom, o objetivo é para ajudar na composição de arrecadação do governo, que tem muitos compromissos, digamos, situação fiscal muito complicada. E aí, não deu certo, parece o projeto, né? E o presidente da república agora ajusta o seu discurso, a sua retórica.

E diz que não é mais necessário, que provavelmente isso será revertido ou vão acabar com a taxa das blusinhas. Não sabemos exatamente o que vai acontecer. Agora sim, a Rede Jovem Pan com a gente. O Dávila vai trazer a sua análise em um minuto e meio. Dávila.

É lógico que ia dar errado essa taxa da blusinha. Porque, Caniato, quando você comete sempre os mesmos erros, é aquela famosa frase atribuída ao Einstein, mas se não é do Einstein, é de alguma outra pessoa que criou uma ótima frase. Insanidade.

É continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Essa é a política no Brasil, nesse governo de esquerda. Você sabe que reserva de mercado dá errado. Você sabe que medidas protecionistas empobrecem as pessoas. Não gerou emprego, não gerou investimento e deixou os produtos mais caros para o consumidor final. Esta é a beleza do protecionismo petista.

É isso que faz. Reserva de mercado é a forma mais rápida para empobrecer a população, o país perder competitividade e produtividade. Por isso que o Brasil está tão atrás de outros países emergentes.

Nós perdemos renda, perdemos mercado, perdemos competitividade por esse excesso de nacionalismo econômico. Vamos proteger a nossa indústria, vamos criar um monte de subsídio, vamos impedir a competição externa. E olha o que aconteceu, o Brasil afundou.

perdeu renda, perdeu mercado, perdeu competitividade. O único setor que hoje é competitivo no comércio internacional é o agronegócio. Não é à toa que o Brasil é a maior potência do agronegócio internacional. Porque o Brasil nunca, no agronegócio, nunca se curvou a competir, a ser melhor, a ganhar produtividade. Então, Caniato, mais uma política populista.

Custou caro para o consumidor ter que pagar mais caro, não ajudou a indústria, não gerou emprego e muito menos investimento. Isto é o que vai acontecer com essa desastrosa política do seis em um. Não vai gerar emprego, vai jogar mais gente na informalidade e vai aumentar o custo de contratação. Mota, você, pra fechar, 35 segundos.

Se esse argumento fosse válido, o Brasil teria hoje os computadores mais avançados do mundo, porque durante quase 10 anos a indústria de tecnologia brasileira foi protegida com a lei da reserva de informática.

Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Deixa eu trazer o resultado da enquete do dia. A pergunta que nós publicamos, se os embates entre Romeu Zema e STF se intensificarem, o que você acha que pode acontecer? 41% disseram ser condenado, né, Romeu Zema, e ficar inelegível. Já 31% entendem que ele conquistará eleitores e se tornará...

o grande nome da direita. Já 28% disseram que entendem que isso faz com que ele pressione o Senado a agir. Muito obrigado pela participação de todos. Um grande abraço aos nossos comentaristas. Um ótimo fim de semana. Eu agradeço a você pela audiência. Eu volto às 10 com visão crítica. Agora o Jornal Jovem Pan. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.

Realização Jovem Pan.

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