Zema cresce e pressiona Flávio Bolsonaro a mudar postura contra o STF
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (23):
As críticas de Romeu Zema (Novo) ao Supremo Tribunal Federal aumentaram a pressão sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vinha adotando um tom mais moderado. Nos bastidores, a avaliação é de que o crescimento de Zema pode influenciar o posicionamento do senador na disputa eleitoral.
Declarações do ministro Gilmar Mendes sobre a continuidade do inquérito das fake news geraram reação no Congresso. Parlamentares da oposição acusam o Supremo Tribunal Federal de utilizar investigações para atingir adversários políticos, em meio ao acirramento da crise entre os poderes.
A Justiça Federal de São Paulo determinou a prisão preventiva de MC Rian SP, MC Poze do Rodo e do criador da página Choquei, Rafael Souza Oliveira. Segundo a Polícia Federal, o grupo é investigado por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que pode ultrapassar R$ 1,6 bilhão.
Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do ano anterior. A estatal apresentou os resultados durante coletiva e destacou medidas de reestruturação, enquanto especialistas alertam para o risco de impacto nas contas públicas em caso de inadimplência.
A deputada Simone Marquetto (PP-SP), apontada como possível vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que não vê como um cristão pode apoiar a esquerda. A declaração ocorre em meio à estratégia de ampliar o diálogo com eleitores religiosos nas eleições.
A aprovação da admissibilidade da PEC que propõe o fim da escala 6x1 gerou reações opostas. Enquanto o governo Lula (PT) celebra o avanço da medida, empresários alertam para riscos de inflação e possível fechamento de vagas. O debate agora segue para a Comissão Especial na Câmara.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
Bruno Musa
Cristiano Beraldo
Luiz Felipe Dávila
Misa Elmanet
Roberto Mota
- BolsonaroRomeu Zema · Flávio Bolsonaro · Supremo Tribunal Federal
- Combate à Desinformação e Fake NewsGilmar Mendes · Cabo Gilberto Silva · Carlos Jordi
- Crise entre os poderesCongresso · Supremo Tribunal Federal
- Prisão de Daniel BorcaroMC Rian SP · MC Poze do Rodo · Rafael Souza Oliveira
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, trazendo os assuntos importantes, discutindo com os nossos comentaristas e você sempre fazendo a sua reflexão. Você é o nosso convidado especial, eu sou o Daniel Caniato e a partir de agora fique muito bem informado com os principais destaques do dia.
As recentes declarações do ministro Gilmar Mendes geraram reações negativas e uma onda de críticas entre parlamentares da oposição, que acusam o decano de admitir o uso do judiciário para interferir nas eleições. Em uma entrevista concedida pelo magistrado, ele defendeu a continuidade do inquérito das fake news, pelo menos até o pleito, até a eleição, e ironizou, afirmando que as apurações vão acabar...
Quando terminarem? Para ele, as críticas ao Supremo Tribunal Federal passam do limite e se tornaram um vilipêndio. Segundo o deputado Cabo Gilberto Silva e também o Carlos Jordi, os ministros não fazem mais questão de disfarçar que usam os inquéritos para perseguir opositores. Chamar os nossos comentaristas. Quem já está preparado a postos é o Bruno Musa. Bruno, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você.
As falas e as declarações do ministro Mendes nessa entrevista concedida estão reverberando. E aí há uma série de interpretações, especialmente quando colocam em perspectiva o inquérito das fake news e a maneira como o próprio ministro Mendes enxerga esse inquérito. Bem-vindo, boa noite.
Boa noite, Caniato, Mota, Davi, Laberaldo, todos que nos escutam. Pois é, vamos lá. O primeiro ponto que devemos mencionar aqui, se jogamos em qualquer site de busca, o que é um inquérito? Vamos ler aqui o primeiro que aparece. O inquérito compreende o conjunto de diligências que visam investigar a existência de um crime. A existência de um crime. Isso significa crimes passados ou que, porventura, estejam ocorrendo nesse momento.
Mas não tem o menor sentido você deixar um inquérito aberto para usar como meio de pressão para que você possa se proteger de eventuais crimes futuros que você julga que possam vir a ocorrer. Isso não tem o menor cabimento na lógica jurídica. Portanto, na entrevista que nós vimos, do Gilmar Mendes falando esses dias, foi justamente uma falta de respeito com a própria Constituição como um todo.
Você não pode manter o inquérito aberto por crimes que ainda não ocorreram e que, repito, você julga que possa vir a acontecer. Isso é um instrumento de pressão para perseguir, seja oposição ou qualquer pessoa que seja o seu inimigo político, o que, convenhamos, mais um ponto da entrevista.
Qualquer juiz, qualquer ministro de uma Suprema Corte, de qualquer lugar do mundo, pouco importa se ele tem inimigos políticos ou não no âmbito privado. No âmbito público, não cabe a ele ter esse tipo de embate. Ele deve sempre se pronunciar nos autos, não num palanque, não numa rede de televisão dando preferências políticas, nem muito menos zombando de um sotaque de uma pessoa.
Isso é uma falta de respeito a uma pessoa e a um grupo de pessoas de uma determinada região do país. O que nós vemos é um ativismo brutal e uma falta de respeito à Constituição e, consequentemente, à democracia que eles tantos dizem defender.
Pois é, os nossos comentaristas analisam e avaliam as declarações que foram feitas por um ministro da Suprema Corte. Ele concedeu uma entrevista, na verdade ele concedeu algumas entrevistas. Tem acertado participações em programas e também na programação de alguns veículos de comunicação, tanto de TV...
entre veículos impressos e até veículos estrangeiros. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, o Dávila também está pronto, né? Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Quais são os aspectos que lhe chamam a atenção nessas declarações que vêm sendo feitas pelo ministro Gilmar Mendes? Eu acho que temos alguns pontos a serem tratados. Eu acho que o primeiro fato também é a simples participação, né?
nessas programações das emissoras. Porque num passado não tão distante, os ministros evitavam conceder entrevistas. Eles se manifestavam pelos autos. Parece que a dinâmica mudou, né, Dávila? Mudou completamente, Caniato. Boa noite a você, aos meus colegas e à nossa querida audiência. Mudou completamente. Aquele Supremo que respeitava a descrição, a probidade, já acabou faz tempo.
E o maior retrato que este Supremo acabou é justamente esse famigerado inquérito da fake news instalado em 2019. Esse inquérito é inconstitucional, é imoral e mostra o grau de arbitrariedade...
de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, que eu chamo hoje a ala Jacobina do Supremo Tribunal Federal. Por quê? Primeiro, qualquer inquérito tem que ser aberto por tempo determinado e com escopo bem definido. Esse inquérito é o oposto. É por tempo indeterminado e genérico. O que o transformou nessa barriga de aluguel é o depresso?
para inserir qualquer processo lá. A instituição desse inquérito ressuscitou o poder arbitrário que achávamos, Caniato, ter sido sepultado após tantos anos de governos objetivos no Brasil.
Mas o fulgurado inquérito nos faz lembrar a famosa frase de um grande estadista democrata. O preço da liberdade é eterna vigilância. O problema, Caniato, é que a vigilância deveria ser feita pelo Senado Federal.
Mas como tem muito senador com rabo preso, o Senado não vem exercendo a sua capacidade de utilizar os freios e contrapesos constitucional para conter esses jacobinos do Supremo Tribunal Federal. O Senado permanece omisso diante esses rompantes de arbítrio da Suprema Corte. Por isso, a melhor e talvez a única saída deste impasse...
Acho que nós perdemos a comunicação com o Dávila. Daqui a pouco a gente retoma e ele conclui, mas conseguimos compreender boa parte dessa reflexão que foi feita pelo Luiz Felipe Dávila. Enquanto a gente conserta o sinal, essa conexão, chamar mais um comentarista. Quem já está também com a gente, o sinal acertado, conectado, é o Roberto Mota, no Rio de Janeiro. Mota, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Há muitos aspectos nessas declarações, nessas entrevistas que vêm sendo concedidas.
pelo ministro Gilmar Mendes, há alguns veículos de comunicação e já há, inclusive, repercussões, né? Parlamentares da oposição agora fazem a seguinte leitura. Antes era uma desconfiança. Parece que agora ficou claro, né? Eles entendem que o judiciário usa mesmo o inquérito das fake news para perseguir a oposição. Essa foi a leitura de muitos. Bem-vindo.
Uma leitura um pouco tardia, né, Caniato? Demorou por essa ficha cair. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa querida audiência. É preciso manter a censura, mas é só até o final do mês. Foi o que disse uma ministra em 2022, salvo engano.
É preciso manter esse inquérito das fake news só até as eleições. Acontece que o Brasil tem eleições de dois em dois anos. A verdade é que não existe vácuo de poder. Ontem nós recebemos aqui no programa um senador. Nós entrevistamos. O senador listou os ataques que ele recebeu da corte.
Na sequência, eu perguntei a ele se o Senado iria reprovar o próximo candidato que o governo indicou para a corte e o senador disse que acha que o candidato deve ser aprovado pelo Senado.
Eu perguntei ao senador se não seria prudente suspender novas nomeações até que a situação se regularizasse, já que nós estamos nessa situação que, pelo menos na opinião do cidadão comum, do leigo, do pagador de impostos, é uma bagunça total. O senador disse que não, que suspender nomeações seria, de uma certa forma, um tipo de vingança e que não seria correto. Então está aí.
a explicação da existência de coisas como o inquérito das fake news dada por um senador da república. É a apatia do legislativo, é a disposição dos parlamentares há muito tempo de conviver com aquilo que é inaceitável e resolver ir tocando de uma forma ou outra como dá.
E sem tomar nenhuma providência, foi assim que nós chegamos ao dia de hoje. Pois é, o Luiz Felipe Dávila concluiu o seu raciocínio, sua análise inicial há pouco, daí teve um problema na conexão. A gente conseguiu retomar, Dávila, acho que dois terços do seu comentário já tinham sido proferidos. Se quiser só fazer um resumo da introdução e desenvolvimento e partir para a conclusão à vontade, por favor.
Eu dizia que essa arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal, que espelha muito bem este inquérito dos jacobinos do Supremo Tribunal Federal, tem de ser contraposto pelo Senado Federal. O papel constitucional do Senado de agir como freio e contrapeso...
não vem sendo exercido, porque os senadores são covardes, são omissos. Os senadores que têm rabo preso temem que o Supremo Tribunal Federal vai reavivar alguns processos que talvez possam fazer com que alguns deles percam o mandato. Então, o que acontece? Todo mundo fica quieto. É uma vergonha. Então, a única alternativa é o Senado criar uma comissão extra-parlamentar.
de ex-ministros do Supremo Tribunal Federal, constitucionalistas notáveis, cientistas políticos, juristas, para fazer essa reforma tão necessária do Supremo Tribunal Federal, enquadrar o Supremo no papel de corte constitucional, como determina a Constituição no seu artigo 102. E aí o Senado só teria o poder de aprovar ou rejeitar a proposta, e não de emendar.
para que esta pressão dos jacobinos do STF não faça com que os senadores deturpem todo o projeto que esta comissão de lotáveis pode apresentar para salvar o Supremo das garras dos jacobinos que deturparam o papel do Supremo Tribunal Federal.
Pois é, são os apontamentos, as alternativas listadas aqui, sugeridas pelos nossos comentaristas. Quais são as alternativas para o Brasil quando nós olhamos para uma crise institucional? Chamar o Cristiano Beraldo também acompanha de maneira muito atenta esses desdobramentos e aí é preciso jogar a luz para a manifestação de um ministro que...
decide conceder entrevistas e meio que se coloca à frente dos demais. Outros estavam sendo mais criticados e aí ele, que é o mais experiente, o decano acaba concedendo várias entrevistas e faz uma série de reflexões. E claro, a partir dessas reflexões e entendimentos, muitas repercussões também no legislativo. Beraldo, bem-vindo.
Boa noite, Caniato. Boa noite, Dávila, Mota, Musa. E boa noite, audiência que prestigia diariamente os Fingos nos Isto. Para Caniato, sem dúvida alguma, o decano do Supremo Tribunal Federal tomou a frente, passou a dar declarações, responder a entrevistas. E ele o faz porque, além de ser o mais experiente, ele exerce a liderança, ele tem casca grossa para aguentar os ataques. E ele faz isso com a maior tranquilidade.
Há diversas situações que foram reveladas que, de uma certa forma, poderiam gerar constrangimento. Mas não ali. Nós já passamos dessa fase. O exercício da função pública hoje no Brasil, ela é a prova de constrangimento. E por que é isso, Caniato? Porque há muitos anos nós estamos vendo a transformação moral.
no exercício da atividade pública brasileira no seu mais alto grau, coisa que não acontecia no passado. Nós sempre tivemos denúncias da corrupção, a época antigamente do DNR, o centro de corrupção, sempre as obras nas estradas e tal. Só que isso foi se aprimorando, foi se aperfeiçoando e foi se ampliando.
O efeito que tivemos, tanto com o resultado do julgamento do mensalão, que é preciso lembrar, o Supremo Tribunal Federal se debruçou ao longo de anos em todas as provas coletadas que mostravam que havia transação com mala de dinheiro para que parlamentares pudessem ser simpáticos ao governo.
À medida que esse julgamento aconteceu, houve substituição por aposentadoria de ministro do Supremo Tribunal Federal e naquela ocasião...
A indicação feita, segundo denunciou o então ministro Joaquim Barbosa, foi para formar uma maioria de circunstância que acabou colocando por terra o resultado do julgamento, os tais embargos infringentes. Vocês vão se lembrar disso. Depois tivemos o Petrolão.
bilhões de reais. Aí não eram mais malas de dinheiro, apesar de terem malas de dinheiro também em toda essa história da Lava Jato, mas eram bilhões de reais que foram desviados. Dinheiro ilegal que abasteceu campanhas políticas e enriqueceu toda essa turma que está aí. O que houve do ponto de vista do judiciário?
foi perdoando, não há mais ninguém cumprindo pena em razão dos maus feitos, que ficaram claros, evidenciados, foram comprovados durante as investigações do Petrolão. À medida que aquele que faz o mal, aquele que rouba o dinheiro público, conquista a liberdade...
não só no Brasil conquistou a liberdade, mas conquistou de volta ao poder, a referência moral acabou. Não há mais para quem se olhar acima. O Supremo Tribunal Federal, falávamos disso ontem com o senador Alessandro Vieira, é a reputação ilibada e o notável, não é notório, é notável o saber jurídico. Você olha para cima e fala...
Que figuras geniais do direito, que juristas corretos, que julgam olhando a lei, estritamente dedicados a proteger a Constituição brasileira. Isso acabou. Não podemos mais fazer esse tipo de afirmação, porque aquilo que leva...
Há uma indicação do Supremo, hoje em dia, não tem mais absolutamente nada a ver com o que tínhamos no passado. Portanto, Caniato, à medida que houve a consolidação da destruição da moral, aí vale tudo. Eles fazem o que bem entendem porque sabem que a população é pacífica, nada fará e vai aguentar o rojão, apesar de ficar cada dia mais difícil e mais pesado.
É preciso também olhar para a maneira como o ministro se apresentou e refletiu sobre alguns pontos tratados pelos veículos de comunicação para colocar em perspectiva o que defendia um outro ministro.
Alguns falam em necessidade de um código de conduta, né? Talvez tenha ocorrido algum excesso, autocontenção, pacificação. Deixa eu trazer uma manifestação do ministro, vou abrir aspas para ele. Daí eu passo também para o Bruno Musa refletir a respeito do que nós debatemos há alguns dias e o que o ministro coloca aqui. Musa, abrindo aspas para a manifestação do ministro Gilmar.
a um jornal, inclusive de Brasília, ele disse o seguinte, o Brasil está nesse estágio de paz política, hoje por causa do inquérito, o inquérito das fake news. O inquérito vai terminar quando acabar. Eu acho difícil acabar antes das eleições, porque os ataques contra o STF recrudesceram-se, intensificaram-se.
A gente tem um pouco de prática em relação a isso. Diante das câmeras ficam esses valentões aí, são falsos tigrões. Estão fazendo ataques, fazendo campanha. Eu acho que o tribunal precisa de instrumentos efetivos de defesa. Eu fecho aspas. Quando a gente coloca em paralelo o código de conduta, as manifestações de outros ministros, especialmente de Edson Fachin, que é o presidente da corte, que menciona...
a necessidade de um código de ética, a necessidade de um movimento de autocontenção, ajustes, inclusive, no regramento e na atuação dos ministros, a gente coloca em paralelo com essa manifestação, fica claro que há dois grupos no Supremo hoje em dia, ou até mais.
Eu acho que eles não fazem nem questão mais de esconder, né? Mas veja, olha o palavreado que você citou, Caniato, tigrões. A gente tem um chefe do executivo que fala que vai dar pé de jabuticaba para outro político, para acalmá-lo, para Donald Trump. A gente vê em outra entrevista também dada por um ministro, ele zombando do sotaque de uma pessoa altamente instruída. Olha o nível que nós chegamos.
Olha o nível. Mas o que me mostra que isso, ao que parece, há uma pressão grande e realmente isso está incomodando. Quando o ser humano tenta devolver com ataques, é porque a coisa parece que apertou. E não estamos falando de meros cidadãos com opiniões privadas nas ruas que deveriam ter liberdade de falar. Não, nós estamos falando de juízes.
que em qualquer lugar normal, ele apenas se pronuncia nos autos. Porque a opinião política, pouco importa do juiz, sequer deveríamos saber. Acima de tudo, não deveríamos saber. Não é que ele não deve ter no âmbito privado, todos nós temos.
Mas a quem interessa saber quem ele é inimigo, quem ele é amigo? Isso já mostra que se houver algum tipo de processo, ele tem o seu próprio viés. Ele tem os conflitos de interesses ali envolvidos.
Então, a que ponto nós chegamos? Não está óbvio isso? E fica muito claro nessa divisão, com esses fatos que eu coloquei e o que você falou, quem seria esse time A e time B? Pelo menos time A e time B. Quem está mais acuado? Quem está sendo mencionado em diversas mensagens, em contratos recebidos, em sociedades, em aviões?
pra lá e pra cá. Ou seja, quem são essas pessoas? Quem são os grupos que estão mais calados e estão tentando agora se desvencilhar, mesmo tendo tido ou tendo dado apoio a esse time A anteriormente. Uma vez que, como o Mota muito bem falou, tivemos um ministro, uma ministra que falou abertamente. Isso é proibido, mas até a data X pode. É mais ou menos o que foi falado agora. Manter um inquérito aberto e o Mota.
não tem o menor sentido para usar como instrumento de pressão política. Isso significa que o inquérito é político, ele não é técnico. Ficou muito evidente isso. E o segundo ponto é que, até as eleições...
Por que até as eleições? Por que apenas isso? O inquérito é, como eu falei, crimes passados ou que estão ocorrendo agora. E não eventuais crimes futuros que possam ou não vir a ocorrer. Portanto, está claro, um posicionamento político de uma corte que não deveria ser política e deveria ser técnica.
E uma divisão entre elas, aqueles que passaram do ponto de não retorno por todas as citações, envolvimentos e claros indícios em todos esses escândalos agora que estão pipocando no Brasil, e aqueles outros que, vale dizer, já atuaram ao lado deles nos últimos anos, mas agora preferem atuar às sombras. Inclusive, alguns dizendo, minha família está dizendo, por que eu faço parte dessa corte? Portanto, a situação me parece bastante complicada para eles também.
Pois é, deixa eu passar para o Dávila também analisar as discussões em torno do Código de Conduta. O Dávila sempre disse aqui, não vai resolver todos os problemas do Brasil, mas talvez seja uma boa sinalização. O ministro Gilmar não pensa da mesma forma de Edson Fachin, isso ficou claro?
Numa outra entrevista, ele disse o seguinte, vou abrir aspas para o ministro, tá, Dávila? A mim me parece, e aí eu não vou ficar fazendo jogo de culpa, que isso, o código, se tornou a salvação da lavoura. Agora, vai ter um código de ética? E aí outros avançam, ele dizendo, vai ter um comitê para supervisionar os ministros? Talvez tragam para esse comitê o Papa, ou o Trump, né?
E isso fica engraçado, sabe? É uma forma de como não fazer as coisas. Se o interesse é ficar debatendo, dando satisfação para a mídia, conduza-se dessa maneira. Agora, se quer resolver, é de outra maneira. Então ele se coloca como uma pessoa, uma figura que entende que a saída e a outra maneira não passa pelo código de ética. Essa foi a leitura de muitos que acompanharam essa entrevista na TV, em um canal aberto, inclusive, viu, Dávila?
Caniato, o Código de Ética nem foi votado, nem foi discutido e já produziu um efeito fantástico. Mostrar a clara divisão dentro da Suprema Corte entre os jacobinos do Supremo Tribunal Federal, aqueles que querem ser Robespierre.
manter estado de exceção, exercer o arbítrio do ativismo judicial e aqueles que pelo menos estão envergonhados de decisões políticas, como o próprio ministro Fachin já disse, e que acham que autocontenção é a saída. E o Código de Ética é apenas o primeiro passo, mas isso já escancarou a divisão dentro do Supremo Tribunal Federal. E talvez esse seja um bom começo.
para começar a debater as reformas essenciais que precisam ser aprovadas para fazer com que o Supremo volte a ser uma corte constitucional. Primeiramente, nós deveríamos perguntar ao ministro Gilmar Mendes, com seu notório saber jurídico, onde é que está na Constituição?
o poder outorgado para criar estado de exceção no Supremo Tribunal Federal. Onde é que está na Constituição que dá poder ao Supremo Tribunal Federal para impedir que uma cláusula pétrea da Constituição que garante a liberdade de expressão de opinião seja respeitada?
Onde é que está na Constituição que pode anular o artigo 53 que garante imunidade parlamentar? Por isso, são todos atos de usurpação do poder constitucional. Essa farra tem que acabar. Infelizmente, esse Senado omisso não faz nada. E aí...
A única saída, como eu disse no comentário anterior, é criar uma comissão extra-parlamentar de figuras notáveis do judiciário para que nós possamos enquadrar o STF no papel que a Constituição lhe concebeu. Por isso, Canhato...
Chega de juízes que não param de falar na imprensa, que não se manifestam nos autos e, além de tudo, usam o poder de maneira completamente distorcida, usando mecanismos arbitrários para calar a imprensa, silenciar jornalistas e intimidar políticos. É uma vergonha. É o capítulo mais triste da história do Supremo Tribunal Federal.
Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas, trazendo as principais notícias e girando a reportagem da Jovem Pan News. As críticas constantes de Romeu Zema ao Supremo causaram dor de cabeça a Flávio Bolsonaro. Além da crescente do ex-governador de Minas nas buscas, a postura de enfrentamento aos ministros desafia o senador que tem adotado um tom mais moderado.
tem evitado fazer críticas ao judiciário. Vamos acionar o Matheus Dias. Nosso repórter chega ao vivo, vai trazer detalhes, as informações, as apurações. Bem-vindo. Boa noite, Matheus. Então, conta para a nossa audiência, será que Flávio deve promover um ajuste? Vai tomar uma postura de ataque contra os magistrados? Principalmente se ele identificar que o Romeu Zema cresceu em alguns levantamentos? Conta para a gente.
Pode ser que sim, viu, Caniato? Primeiramente, boa noite a você, a quem nos acompanha aqui nos Pingos, nos Is. No caso, a avaliação nesse momento é de que o Romeu Zema poderia atrair parte do eleitorado mais à direita, principalmente aquela ala mais indignada ao Supremo Tribunal Federal após os escândalos do Banco Master. Depois que o ministro Gilmar Mendes e Romeu Zema começaram a trocar farpas, inclusive Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes que investigasse.
o ex-governador mineiro no inquérito das fake news, isso teve como resultado mais notoriedade para Romeu Zema e talvez até uma fórmula mágica que o pré-candidato descobriu agora nesse momento. Ele que até então tinha dificuldade de crescer nas pesquisas, ainda muito abaixo dos dois principais pré-candidatos nesse momento, quando a gente fala de Lula e Flávio Bolsonaro, Romeu Zema pode ter encontrado uma forma de viralizar, uma forma de engajar.
nas redes sociais no assunto STF. Tanto que depois que o ministro Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes essa investigação, Romeu Zema só essa semana fez 14 publicações nas próprias redes sociais atacando o Supremo Tribunal Federal. Já tinha dito em coletiva de imprensa que se fosse eleito, a primeira medida que tomaria seria...
fazer uma reformulação na Suprema Corte e no sistema judiciário como um todo. E a avaliação é de que ele poderia, sim, conseguir parte do eleitorado mais indignado com o STF. Nesse momento, então, a gente fala de Flávio Bolsonaro, que até aqui teve, como você bem disse, esse discurso mais moderado, tem evitado fazer críticas diretas a ministros do Supremo Tribunal Federal, mesmo em outros momentos.
já tendo dito que é favorável a impeachment de algum deles, inclusive pedindo que os eleitores votem em senadores que tenham a mesma crença, a mesma pedida pelo impeachment desses ministros, já que é o Senado e o Congresso que tem esse poder ali no poder legislativo. Então, mesmo assim...
Fla Bolsonaro tem adotado, claro, um discurso mais moderado que o pai. E a avaliação no entorno dele agora é de que, mesmo que ele e Lula estejam muito à frente nas pesquisas de Romeu Zema, o candidato pode acabar incomodando. Inclusive, em próximas pesquisas, eles vão avaliar, sim, se esse discurso de Romeu Zema pode tirar parte daquele eleitorado que é mais fidedigno ou seria.
mais fiel ali aos dois candidatos de cima quando se fala de Lula e Flávio Bolsonaro. Se ele poderia acabar roubando parte da parcela ali, roubando parte dos eleitores mais fiéis ou que votariam incondicionalmente aos outros candidatos por conta desse discurso.
por conta da repúdia atual ao Supremo Tribunal Federal, quando a gente fala de pesquisas recentes que apontam pelo menos 60% das pessoas nessas pesquisas que hoje não acreditam na Suprema Corte. Por isso pode ser sim que Flávio Bolsonaro tenha um posicionamento.
mais de ataque, tanto que já teve ontem, inclusive, em um evento no estado do Mato Grosso, já se posicionou e disse as seguintes palavras, falando que, em primeiro lugar, presta solidariedade ao Romeu Zema, que é mais uma vítima dessa militância que existe no judiciário, esse ativismo judicial que é muito lamentável. A gente fala, então, de uma postura de Flávio Bolsonaro, mas até o presidente Lula também pode acabar se incomodando com esse movimento.
No eleitorado, caso o Romeu Zema continue com esse discurso, que para ele se tornou uma cartada certa, viu Caniato?
Pois é, pontos importantes trazidos pelo Matheus Dias. A gente vai seguir em contato e avaliando exatamente qual será, por exemplo, a performance de Romeu Zema nos próximos levantamentos. Imagine só se ele subir. Aí, certamente, Flávio estará mais pressionado ainda a ajustar o tom do discurso. Matheus, bom trabalho para você. A gente segue em contato. Qualquer novidade, é só nos chamar. Vamos girar com os nossos comentaristas. Deixa eu começar essa rodada com o Roberto Mota. Você, Mota.
As informações trazidas pelo Matheus Dias, a postura de Romeu Zema, as postagens criticando o Supremo, a manifestação do ministro Mendes pedindo aquela manifestação da PGR sobre...
o ex-governador, e aí, claro, é natural que muitos cobrem, por exemplo, o Flávio Bolsonaro. Agora, a depender do que as pesquisas apontarem, você acha que Flávio, aí sim, estaria pressionado a ajustar o tom, poxa, agora eu preciso intensificar cobranças e críticas ao Supremo? Você acha que passa por isso ou não é bem assim?
De forma nenhuma. Eu vi essa teoria sendo discutida nas redes sociais. Eu achei muito curioso, né? O Brasil tá cheio de estrategistas políticos. Daqui a pouco vão acusar o ministro de estar fazendo campanha eleitoral antecipada. Isso, pra mim, é uma coisa que não faz sentido absolutamente nenhum. Eu queria lembrar o que eu sempre disse aqui.
que essa eleição não vai ser um passeio no parque. Quem está comemorando, já contando com o retorno da direita ao poder, se engana. Quem acha que o sistema vai aceitar pacificamente o seu próprio desmonte, está muito enganado. Quem acha que o grande perigo para um candidato da direita está em outro candidato da direita?
está completamente cego. O que a gente está vendo aqui é um dilema que é comum nas eleições. Num sistema democrático, baseado no voto universal, toda vez que um político vai concorrer a uma eleição, ele enfrenta, de alguma forma, o mesmo dilema.
Ele se pergunta, eu devo fazer aquilo que eu acho certo, aquilo que eu acho correto e me arriscar a perder essa eleição? Ou é melhor eu dizer e fazer aquilo que vai trazer mais votos, mesmo que eu saiba que não é a coisa correta? Prestem atenção, a situação atual do Brasil pode ser aquela raríssima ocasião.
em que fazer a coisa certa também é aquilo que vai trazer mais votos.
Pois é, só quero lembrar, o ministro Mendes nem chegou a acionar a PGR. Ele solicitou ao relator do inquérito das feias, o ministro Moraes, que incluísse o Homem-Euzema neste inquérito após aquelas manifestações e as postagens satirizando ou criticando por meio de sátiras a Suprema Corte. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para avaliar também a postura que foi adotada para o Homem-Euzema e parece que o Homem-Euzema...
saiu de uma posição e subiu alguns degraus, ou subiu algumas prateleiras, quando a gente olha para os pré-candidatos à presidência. Ele ganhou um protagonismo, diferente até pelo fato do ministro Mendes ter solicitado ao relator Moraes a inclusão dele no inquérito das fake. Você acha que Zema achou qual é o caminho para dialogar com o seu eleitorado? E de que maneira isso pressiona também Flávio Bolsonaro, Beraldo?
Olha, Caniato, na verdade eu acho que foi até mais do que isso, porque Romeu Zema ganhou uma personalidade. A sua candidatura, como a candidatura de Ronaldo Caiado, ela carecia de uma personalidade. Afinal de contas, por que votar em Caiado? Ah, mas eu sou o candidato da direita.
Diz o Caiado, o Zema a mesma coisa. Por que votar em Romeu Zema? Porque eu sou o candidato da direita. Só que aí você olha no contexto desta eleição e você tem Flávio Bolsonaro, que não tem também uma personalidade forte como seu próprio pai, mas ele é o herdeiro natural desse voto de Jair Bolsonaro. Então...
Dentro dessa circunstância, era mais natural que o eleitorado criasse essa identidade a partir de Jair com o Flávio Bolsonaro. Só que agora não. Zema foi colocado, e olha, não é que ele se colocou, ele foi colocado pelo próprio Supremo Tribunal Federal como o defensor corajoso de opiniões duras.
contra o Supremo Tribunal Federal, a ponto de gerar uma reação. Ele se tornou um perseguido do Supremo Tribunal Federal e fez a única coisa que lhe cabia, dobrar a aposta. Então, ele criou para ser essa personalidade de ser o anti-STF.
Quando nós olhamos para Flávio Bolsonaro, que vinha num discurso bastante ameno em relação ao STF, a ponto de, durante as manifestações que foram chamadas justamente para criticar o STF, Flávio subiu no caminhão de som na Vinda Paulista e disse, o STF não é o nosso inimigo aqui.
Ele sempre se mostrou muito preocupado em manter ponte, digamos assim, com o Supremo Tribunal Federal. O que é compreensível. Afinal de contas, o pai dele foi condenado. Estava cumprindo pena na penitenciária, hoje está em prisão domiciliar.
Então, é compreensível que ele queira manter essas pontes. Só que agora, Zema precipitou uma situação em que fica claro que não se poderá ter ali o pé em cada canoa. Até porque o Supremo Tribunal Federal, ele é criticado, ele é rejeitado, se é que isso faz algum sentido, por 70, ou mais de 70% da população brasileira. Não tem como ficar isento.
diante disso tudo que a gente está vendo. E o mais interessante, Caneato, para concluir, é ver como o Supremo reage. O próprio ministro Gilmar indo dar entrevistas, reafirmando a sua posição e mostrando que ele não tem a menor preocupação sobre quanto a reação da opinião pública para o que aconteceu com o Romeu Zemo.
Pois é, deixa eu chamar agora o Bruno Musa. Você, Musa, a gente tem acompanhado muitas manifestações de pré-candidatos e há uma insatisfação sobre o que tem acontecido no Brasil. Falo em crise institucional, desrespeito à Constituição, invasão na prerrogativa dos poderes, mas talvez Zema tenha intensificado os ataques ou as críticas direcionadas ao Supremo.
Algo que nem todos tiveram coragem de fazer. E aí é preciso considerar um protagonismo e uma leitura que muitos fazem de Romeu Zema.
que agora acaba representando parte do eleitorado. Poxa, era isso que eu queria. Ah, ele está falando exatamente o que eu sempre quis ouvir. Você não acha que a partir disso ele acaba puxando os outros? Olha, precisaremos ajustar o tom para falar parecido com ele. Olha como é que ele está se comunicando com esse público. Você não acha que o Zema acaba puxando?
E meio que obrigando os demais a se posicionarem também. Não dá para ficar com o pé em cada canoa quando a gente fala de crise institucional. Porque falar em crise institucional é algo muito vago, né? Se não acha que é preciso colocar o dedo na ferida.
É abstrato, né? E qualquer coisa abstrata, ela favorece aquele que supostamente está envolvido em tudo isso. Porque quando é algo abstrato, você não tem a quem culpar. É sempre como eu falo, você não dá bom dia, boa tarde, boa noite pro Estado quando sai na rua. Mas quando você dá nome e CPF a quem é, de fato, e representa o Estado e tem a caneta na mão, a coisa começa a ficar diferente, porque as pessoas olham e falam, hum, então posso culpar esse fulano, esse Beltrano.
E assim a coisa começa a sair desse abstrato e se tornar algo palpável. Veja, o que você me perguntou, na minha opinião, é mais ou menos como a tese do livre mercado que nós defendemos para aprimorar o desenvolvimento de produtos e serviços que, consequentemente, quem surpa a onda, do seu ponto de vista positivo, é o consumidor. Se eu sou uma empresa e eu paro no tempo e meu concorrente vai e avança,
Ou eu avanço, ou então eu simplesmente sou expelido daquele mercado. Não por uma ordem de cima a baixo, uma ordem vertical, mas sim por ordem do próprio consumidor. Ele atravessa a rua e vai no outro contratante daquele mesmo produto ou serviço com uma qualidade melhor, com um preço menor. É isso que a gente fala da beleza de um mercado aberto, que quem surpa essa onda, quem nada de braçada, é o consumidor.
E aqui é a mesma coisa. Veja, as pesquisas dão amparo a tudo que o Zema vem falando. Isso não necessariamente, no meu entender, claro que você surfa essa onda junto, mas é algo eleitoral. A gente já falou, no meu entender, o Zema veio de fora, alguém que é muito bem sucedido no meio privado, fez a vida dele, não precisa.
Do dinheiro da política, não precisa, tanto é que, ao que consta, ele doou o salário, não foi morar na casa oficial do governo, dispensou em Minas Gerais os garçons de todos aqueles políticos ali envolvidos, porque uma coisa que ele fala bem, você é incapaz de pegar um café?
Você não consegue apertar o botão numa cafeteira hoje para tirar um cafezinho? Você precisa de dois, três, quatro, dez garçons para te servirem? Não tem o menor cabimento isso. Então ele traz ideias óbvias, porém inovadoras para o Estado arcaico como é o Brasil. Consequentemente, ele vê que as pesquisas estão demonstrando a insatisfação do brasileiro contra...
os ministros do STF, e não é por acaso, não são fake news, não é por conta de inquérito aberto, é porque há um claro desrespeito à Constituição brasileira e um claro desrespeito às normas do jogo. Consequentemente, ele vai na ferida. E ele vai com coragem, uma vez que quem detém a caneta hoje no Brasil te cala, te prende, te tira do jogo político.
sem mais nem menos com regras que são alteradas no meio do jogo. Então você está pisando em terreno onde você não conhece. Consequentemente, ele vai a fundo nisso. E aí a resposta final para você, quando eu dei o exemplo do mercado aberto, é que sim, num mercado desse, onde você tem concorrentes de Romeu Zema para a direita e a centro-direita nessa disputa, nessa pré-candidatura eleitoral, quando ele bate naquilo que o eleitor de fato... Fato!
sente uma intervenção maior na vida hoje, nossa, do brasileiro, e isso parte do judiciário, claramente ele puxa essa régua dessa discussão para cima. Ou vocês também trazem essa assunta tona, ou então vocês podem ser penalizados pelo próprio eleitor, que é o consumidor na minha analogia que eu fiz aqui do livre mercado.
Não é à toa, claro que é um mercado preditivo, mas nesses mercados, por exemplo, do polimarket, o Romeu Zema cresceu bastante nos últimos dias. Ele trouxe humor, ele trouxe criatividade e ele trouxe uma crítica direta, claro, do que vem acontecendo no Brasil. Portanto, sim, salva de palmas.
Antes de passar para o Dávila, eu deixo o Dávila para o final por uma questão específica. O Dávila participou, inclusive, da elaboração do programa de governo de Romeu Zema. Teve o lançamento há alguns dias, mas muitas pessoas da nossa audiência questionaram qual foi a manifestação do ministro Mendes em relação a Romeu Zema. Porque eu acho que foi o Musa mencionou que o ministro teria ironizado. Eu vou trazer aqui qual foi.
a manifestação, vou abrir aspas para ele. O ministro disse o seguinte em uma entrevista. Ele fala um dialeto próximo do português. Muitas vezes a gente não entende. Estava imaginando que ele fala uma língua do Timor-Leste, um teto ou coisa assim. Mas, de qualquer forma, daquilo que for inteligível, é importante que a Procuradoria, a Polícia Federal e o próprio ministro Alexandre...
apreciem, se referindo aos posicionamentos, postagens e declarações de Romeu Zema. Deixa eu passar agora para o Luiz Felipe Dávila. Dávila, houve uma... muitas discussões, né? Dos integrantes do Partido Novo, do qual você faz parte, na elaboração desse programa.
de Romeu Zema e há uma parte importante dedicada à correção de rota, quando a gente olha para as instituições, sobretudo o Judiciário e o Supremo. Você imaginava essa repercussão toda a partir das postagens de Romeu Zema e quais são suas expectativas? O que poderá vir a acontecer?
Bom, primeiro, o ministro Gilmar Mendes deve explicar para a população o português que eles falam na Suprema Corte que ninguém entende a não ser quem é do meio jurídico. Então, se alguém fala hoje coisa que não é compreendida pela população, é justamente os tais dos intocáveis da Suprema Corte brasileira. Mas voltando ao ponto de Romeu Zema. Romeu Zema tocou num ponto que poucos políticos têm coragem de tocar. Porque a maioria tem rabo preso.
Esse é o ponto. É óbvio que a população brasileira está indignada com a arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal. É óbvio que as pessoas que clamam por justiça, previsibilidade da lei, cumprimento da Constituição, querem ver no Supremo essa corte constitucional. Aliás, um papel fundamental na democracia. A democracia, o poder judiciário, ele tem de dar a estabilidade das regras do jogo.
a previsibilidade do cumprimento da lei, zelar pela ordem legal, fazer com que a paz e a liberdade floresçam no país. Mas é exatamente o oposto que a Suprema Corte está fazendo. Ela se autoimbuiu de uma missão civilizadora, como dizia o ex-ministro Barroso.
Ela se muniu de um tribunal de exceção para salvar a democracia? Onde é que está na Constituição que esses são atributos da Suprema Corte brasileira? Não existe uma linha. Então, o que Romeu Zema vem fazendo é apresentando propostas claras para enquadrar o STF no seu papel de corte constitucional que é tão importante para a democracia brasileira. E lá estão várias medidas que são...
Óbvio, não é que elas são populares, elas são corretas, como o Mota sempre fala aqui, as ideias corretas. Acabar com penduricalho e privilégio. Onde já se viu uma Suprema Corte que deveria ser guardião da Constituição brasileira, é a primeira a violar o teto constitucional da remuneração e fazer com que o judiciário seja o mais caro do mundo. Isso é uma vergonha. Essa é a história de indicar parentes para tribunais de contas.
Essa indústria de familiares e parentes defendendo causas no Superior Tribunal Federal e no Supremo Tribunal Federal são mais de dois mil casos. Isso é uma vergonha. Agora, é inacreditável que precisa aprovar medidas para dizer aquilo que está na Constituição, mas que todo mundo ali no Supremo faz vistas grossas para não cumprir.
Então, Caniato, a ideia de 60 anos, é isso mesmo, é fim de uma carreira notória para alguém que vai ocupar um lugar no Supremo. Então, são medidas muito simples, fundamentais para moralizar e fazer o Supremo votar a ser uma corte constitucional.
Agora, eu discordo, eu concordo com o Mota aqui, eu discordo dessa história que, ah não, porque o Zema começou a ter mais popularidade, todo mundo tem que falar sobre o Supremo. Não, cada um tem que falar do assunto principal que mais o toca.
O Brasil está numa situação tão horrorosa, cada candidato da direita pode escolher uma bandeira. Romeu Zema vai falar do STF, Flávio Bolsonaro pode falar do bolso do brasileiro. O que é viver num país que 81 milhões de brasileiros estão inadimplentes?
O que é viver num país que 130 milhões de brasileiros estão afogados em dívidas porque um governo gasta demais, gasta mal, cobra a maior carga tributária de todos os emergentes? Quem é que tá olhando pro bolso do brasileiro? Tá aí uma bandeira boa aí, ó. Flávio, vai essa aí. O Caiado pode tocar no ponto da segurança pública. Ele fez um ótimo trabalho em Goiás. Então, se cada candidato da direita abraçar uma dessas bandeiras... E aí
que tira o sono do brasileiro, cada um vai ter a sua popularidade defendendo a sua causa. E no fundo, todas essas causas estão interligadas. Se não tiver um bom supremo, o Brasil vai viver essa enorme insegurança jurídica que prejudica.
investimento, geração de emprego. Se nós não resolvemos a questão econômica do Brasil, o Brasil vai continuar não crescendo como aconteceu nos últimos 40 anos. É uma vergonha. Como é que nós vamos falar para os nossos filhos ficarem no Brasil, num país que não cresce há 40 anos, que não gera oportunidade?
E a mesma coisa a questão da segurança. Sem segurança pública, sem acabar com esse crime organizado, o Brasil nunca vai atrair investimento, nunca vai ter segurança para se fazer negócio. Então, cada um pode defender uma bandeira.
que lhe toca o coração, que lhe é cara, e isso vai fazer com que todos subam. E todos subindo aumenta enormemente a chance de sepultar, de uma vez por todas, a esquerda e Lula nas eleições de 2026. Pois é, seria o melhor dos mundos. Mas cada partido, Davi, ela tem uma biruta. Tem uma biruta que aponta para os temas do momento. Até o Partido dos Trabalhadores vai aprovar um programa.
que solicita, que pede ou que indica a reforma do Judiciário e Código de Conduta para o STF, até o Partido dos Trabalhadores. Deixa eu passar para o Mota avaliar também essa situação que envolve os programas de governo, as pautas do momento.
E aquilo que cada pré-candidato, depois, cada candidato deverá defender com unhas e dentes. Muitas vezes nós vimos isso, né, Mota? Um chega com uma ideia realmente original, ou ele sai na frente, ele lança primeiro uma defesa. E aí todos percebem, poxa, tá dando certo, eu vou ajustar essa mesma proposta para o meu programa. E aí você tem uma porção de propostas parecidas. Tem disso, não tem?
Tem, Caniato. Mas eu acho que essa leitura, neste momento, é equivocada. O Brasil não está numa situação normal. Nós não estamos numa eleição como outra qualquer, em que políticos podem se dar ao luxo de ficar mudando de posição, como birutas ao sabor do vento. Esses políticos que estão no jogo eleitoral do Brasil hoje sabem do risco que estão correndo. O risco não é pequeno.
E eu queria aproveitar, eu preciso fazer um comentário sobre um assunto que já passou, mas que está ligado com esse.
E preciso dizer o seguinte, eu não vejo nenhuma divisão na corte, como alguns dos meus colegas falaram, que tem dois times, que tem uma rivalidade. Eu vejo um time só. Essa discussão que está acontecendo é uma discussão sobre nada. Essa história de divisão em torno do código de ética, isso aí, como diria Romeu Zema, é conversa pra boi dormir.
Hoje, quando nós olhamos para a situação do Brasil em relação ao judiciário, é fácil enxergar dois problemas graves. O primeiro, que já vem desde 2014, 2018, é o problema do ativismo judicial desenfreado. É o...
magistrado, o ministro, que faz o que bem entender, depois cria uma desculpa qualquer. Esse é o problema número um. Aí surgiu o problema número dois, que é a suspeita de envolvimento em um mega escândalo financeiro, né? Com várias ramificações. São dois problemas graves e distintos. Eu queria que alguém me explicasse como é que esse código de ética vai resolver.
ou um problema ou outro. Se o código de ética pra ser aplicado, vai depender de autocontenção. Então não precisa de código de ética, já faz logo a autocontenção. O ministro...
eu vou ter que dar razão a ele. Ele tem razão quando ele pergunta, quem vai supervisionar esse código de ética? Quem vai? Vão chamar a ONU? Vão chamar Donald Trump? Vão chamar o super-homem? Vão chamar seres de outro planeta?
Que discussão maluca é essa, gente? De dizer que tem dois times, estão divididos em torno de um código de ética, que não serve pra nada, só serve para desviar o debate, enquanto a gente tá vendo coisas graves como essa acontecendo. Então eu quero dizer mais uma vez aqui.
Eu não concordo com essas ideias malucas de fazer uma nova constituição, de uma reforma geral. São coisas que não vão acontecer nunca. São propostas natimortas porque são propostas gigantes. A melhor proposta que eu vi até agora...
É do professor Luciano Irineu de Castro, da Universidade de Aioa, e ele propõe a criação de uma nova corte puramente constitucional a partir do zero. Uma corte que seja sujeita a um mecanismo de fiscalização bastante claro, bastante delineado. Fora disso, meus amigos, é só papo furado. E eu considero...
Um erro de avaliação gravíssimo misturar isso com estratégia eleitoral. Porque se os nossos candidatos à presidência da República estão ajustando as suas prioridades de acordo com aquilo que as pesquisas indicam que dá mais voto, meus amigos, aí o Brasil está perdido mesmo.
Pois é, a gente vai seguir, claro, discutindo, analisando, trazendo as manifestações dos pré-candidatos ou dos atores importantes. Quando a gente fala das manifestações do STF, ou mesmo do processo eleitoral, o ajuste de tom, a elaboração dos programas, a gente vai continuar monitorando. Qualquer novidade a gente volta aqui, mas tem várias outras notícias para nós discutirmos e analisarmos.
A Justiça Federal em São Paulo aceitou nesta tarde o pedido da Polícia Federal e decretou a prisão preventiva do MC Rian, de São Paulo, e o MC Pose do Rodo, também de Rafael Souza Oliveira, criador da página Choquei, e também outros investigados por envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
O pedido foi feito após o Superior Tribunal de Justiça conceder habeas corpus aos acusados. Com o avanço das investigações e análise das provas apreendidas, a PF avaliou que há elementos suficientes para a conversão das prisões temporárias e impreventivas.
Os alvos tinham sido presos temporariamente no último dia 15, em uma operação da Polícia Federal. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de bets ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas, uso de empresas de fachada.
laranjas, né? Criptomoedas e remessas ao exterior, além de uma infinidade de outras conexões com o crime organizado. Deixa eu começar essa rodada com o Cristiano Beraldo, que já tinha revelado que não tinha conhecimento desses artistas, mas que agora estampam as capas dos jornais e dos portais de notícias, sempre nessa acusação de envolvimento com o tráfico de drogas, com as facções criminosas, e eles seriam...
engrenagens, em um mega esquema de lavagem de dinheiro, Beraldo. Agora, eles continuarão presos. Pois é, Caniato. Antes de começar meu comentário, eu queria parabenizar o Mota, que engatou uma quinta e falou tudo que precisava ser dito.
Sobre essas figuras, Caniato, olha só como Deus é bom, né? Eu continuo tendo o privilégio de nunca ter ouvido uma música dessas figuras e também não acompanho a tal página Choquei, que é uma página muito apreciada dentro do Palácio do Planalto. É um parceiro do atual governo.
Pois bem, a gente vê esse caso interessante e é importante a gente esclarecer para a nossa audiência, porque houve um pedido da Polícia Federal para que eles fossem presos por cinco dias, que é um padrão, digamos assim.
Quando você tem a prisão temporária, é partindo do princípio que a investigação chega num ponto em que, se essas pessoas continuarem soltas, elas vão atrapalhar a investigação. Então, elas são detidas por cinco dias. Nesses cinco dias, no caso, a Polícia Federal faz o trabalho investigativo para reunir ali as provas que são necessárias. O que aconteceu? A Polícia Federal pediu cinco dias, o juiz concedeu 30.
E aparentemente não houve uma fundamentação. Por que a polícia que está fazendo a investigação pediu 5 e o juiz concedeu 30? E a partir dessa confusão de informações ou desencontro de informações, eu não sei se foi um erro da Polícia Federal, da pessoa que...
colocou ali, preencheu a solicitação ao judiciário, não sei o que aconteceu, isso ainda não está claro, pelo menos eu não vi nada esclarecendo isso. Mas o fato concreto é que agora, depois de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça em que reconhecia que o pedido era só para cinco dias,
A Polícia Federal, então, apresenta um novo pedido, nesse caso, salvo engano, não mais de prisão temporária, mas de prisão preventiva, que aí as pessoas ficam presas porque representam o risco à sociedade ou o risco de continuarem cometendo atos ilícitos. O fato, resumindo, é o seguinte, é uma gente extremamente desqualificada e, por憧憑, é o único,
que consegue construir uma imagem de popularidade, são, de uma certa forma, heróis de uma juventude, muitas vezes pobre, pessoas que não têm nenhuma...
sofisticação cultural, digamos assim, e aí se apegam nessas figuras que cantam, acho que é assim que eles se definem, eles cantam a realidade do crime organizado e vão construindo na cabeça desses jovens.
que é natural conviver com o crime organizado, que o crime organizado tem um lado que é bom, que é charmoso, às vezes é até romântico, e com isso vai se naturalizando a convivência, a presença do crime organizado na vida das pessoas.
Essa turma que foi aí encarcerada e que vai precisar ser julgada, obviamente, apresentar sua defesa, correr aí, espero que seja absolutamente de uma influência externa, mas que eles respondam e aí, comprovados ali os crimes cometidos, que eles peguem uma cana braba.
Essas pessoas fazem essa mistura do que é cultural, do que é defesa da favela. E tem muita gente que diz que não pode acabar com as favelas porque é um berço cultural muito importante para o Brasil. Desculpa, não pode acabar com a favela por quê? Ah, porque se acabasse com a favela, nós não teríamos grandes nomes da música brasileira.
Como é que é? Eu acho que se acabarmos com as favelas, ao invés de ter essa turma aí que MC não sei o quê, MC não sei das quantas...
Nós podemos até não ter grandes nomes que vêm dessa origem. Agora, eu digo, a cultura é uma manifestação espontânea apesar do Estado. Porque se o Estado acaba com a favela, as pessoas passam a ter uma vida decente, acesso a escolas de qualidade.
Nós talvez não tenhamos cartola, não tenhamos outros nomes que marcaram a vida da música, da verdadeira música brasileira, que tenham vindo da favela. Mas nós teremos físicos, matemáticos, engenheiros, médicos.
Pessoas que efetivamente, em número muito maior, com o apoio devido do Estado, vão ajudar a transformar a realidade do país. Esses que foram colocados em cana pela Polícia Federal por estarem ligados intimamente com o crime organizado. Aliás, vou fazer uma observação aqui, Caniado, para pôr fogo na polêmica. Essas figuras que o seu Neymar adora tirar foto.
com esses vigaristas ligados ao tráfico de drogas, eu não entendo por quê ficar aí dando a plataforma de divulgação de um jogador tão admirado no Brasil para divulgar essas figuras que claramente não cheiram bem. São figuras que vivem de uma ostentação ridícula, agressiva, que não faz nenhum sentido.
2 e 2 que não somam 4. Aí vai o seu Neymar, que já viveu na Europa, já jogou no Oriente Médio, e fica postando foto, achando muito legal postar essa turma. Pois eles têm que ficar em cana, e o seu Neymar tem que ficar em casa durante a Copa. Essa é a minha opinião.
Pois é, a gente vai seguir com os nossos comentaristas, mas antes eu preciso me despedir de parte da audiência, porque algumas emissoras ficarão a partir de agora com a programação local. Muito obrigado.
Deixa eu seguir aqui com os analistas, comentaristas do programa Os Pingos nos Is. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila para analisar essa notícia. Você, Dávila, pela manhã tivemos o habeas corpus concedidos a essas figuras. Depois a ordem de prisão no mesmo dia. Entendimentos distintos. Quando a gente olha para o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu o HC.
Pela manhã e aí à tarde, a Justiça Federal de São Paulo entendeu que era preciso recolher esses indivíduos enquanto avançam as investigações da Ávila.
Caniato, o Brasil não teria organizações criminosas como o PCC, Comando Vermelho e outras agremiações crescendo de maneira exponencial se tivesse segurança jurídica no país. A insegurança jurídica somada à impunidade...
faz justamente com criminosos, principalmente criminosos do crime organizado, que conseguem pagar bons advogados, que consigam sair pela porta da frente das cadeias, reaver seus bens, seus helicópteros, seus aviões e fugir. É isso que mostra a fragilidade e o grau...
que o Estado brasileiro já foi corrompido pelo crime organizado. É juiz facilitando, advogado bem pago facilitando, políticos que vivem recebendo dinheiro do crime organizado para se eleger. Ou seja, a máfia já está instalada no Estado brasileiro. E este é o problema. Se nós não combatermos para valer o crime organizado, o Brasil vai virar um narco-estado.
Essa turma amanhã tá, não é só no judiciário, não. Daqui a pouco vai estar na Suprema Corte, amanhã vai estar na Presidenta da República, vai estar na Presidenta do Senado, vai estar em todo lugar. Então é urgente o Brasil enfrentar essa questão do crime organizado.
Nós toda hora tentamos tratar isso de uma forma muito leve. Não, é preciso uma cooperação dos governos federal, estaduais, municipais, com organismos internacionais, COAF, Receita, para poder desmantelar essa gangue. Porque senão nós vamos entregar o nosso país a esses narcotraficantes e ao crime organizado. É isso que está acontecendo.
Este episódio é apenas mais um lance patético que reflete a influência do crime organizado nos aparelhos do Estado brasileiro e a sua capacidade de mobilizar agentes do Estado para libertar criminosos da cadeia.
Pois é, nós seguiremos atentos ao avanço das investigações. Os Correios tiveram prejuízo de 8 bilhões e meio de reais no ano passado, mais do que o triplo do que foi registrado em 2024, após uma queda na receita total. O resultado foi divulgado durante entrevista coletiva.
em que o presidente da empresa, Emmanuel Rondon, mostrou os resultados do plano de reestruturação da estatal e minimizou a adesão abaixo da meta ao programa de desligamento voluntário. O plano de reestruturação dos Correios foi anunciado no fim de 2025 como uma contrapartida para o empréstimo contraído de 12 bilhões de reais.
Quem acabou concedendo foram os cinco principais bancos do país, com o objetivo de salvar as contas da empresa. Em caso de inadimplência da estatal, a União, que dá garantia ao empréstimo, vai arcar com os pagamentos. Ou seja, Bruno Musa, se o governo federal acaba oferecendo a garantia, se não houver o pagamento dos empréstimos, quem é que vai pagar, Bruno Musa? Conta para a nossa audiência.
Bem-vindo, Caniato. Prepare o bolso mais uma vez. Você, eu, todos nós, especialmente, pesa muito mais proporcionalmente do bolso daqueles mais pobres, justamente aqueles que o governo diz há duas décadas. E há quem caia na mesma ladainha que está lá para ajudá-los.
Veja só, eu peguei aqui e puxei, tomei essa liberdade de puxar os últimos anos. 2020, lucro de 1,5 bilhões. 2021, lucro de 3,7 bilhões. 2022, prejuízo de 768 milhões. 2023, prejuízo de 600 milhões. 2024, prejuízo de 2,6 bilhões. 2025, prejuízo de 8,5 bilhões.
Ou seja, o que nós estamos vendo é, mais uma vez, uma empresa pública sendo utilizada como máquina de propaganda partidária. E aquilo significa fazer propaganda ao modo convencional. Não, é o sequestro de um orçamento direcionado para empresas públicas para que eles possam usá-lo à sua maneira de manutenção do poder.
Não é à toa que chegamos a ouvir agora a criação de uma estatal de inteligência artificial. Veja, segundo o estudo da Organização Internacional do Trabalho, a produtividade média do trabalhador brasileiro são 21 dólares por hora, 21,2. Nesse mesmo estudo, alguém aqui ousaria dizer qual é a produtividade do trabalhador de Cuba, segundo a Organização Internacional do Trabalho?
22 dólares e meio. A produtividade média do cubano é maior do que a produtividade média do brasileiro. E a gente quer ter uma empresa estatal de inteligência artificial. Salva de palmas para quem vai fazer essa gestão. Isso significa que é mais orçamento direcionado para uma empresa estatal, se ela viesse a ser criada, para direcionar para aquela propaganda partidária de manutenção de um projeto de poder.
Não é à toa que nos últimos 20 anos o governo do PT vem a público e fala que empresa estatal serve, abre aspas, para quem está nos ouvindo pelo rádio, aos interesses da nação. Quais são esses interesses? Os interesses dos burocratas que comandam a máquina pública. Porque quando uma estatal dá prejuízo, o que acontece é que o dinheiro do pagador de imposto, ou seja, o dinheiro que está com a União, com o governo central, é usado para tapar o buraco desse rombo.
E quando você tem rombos cada vez maiores, significa mais dinheiro do pagador de imposto usado para matar, ou melhor, para tampar prejuízos bilionários. Mais impressão de dinheiro, mais oferta de moeda, mais moeda desvalorizada, mais deterioração do poder de compra da população, que cada vez mais sofre para fechar as contas no final do mês, uma vez que houve um fomento, e ainda há,
deliberado, aberto, para que o brasileiro se endivide para consumir. Brasileiro consumindo, governo se endividando, os dois puxam o PIB para cima. Um, os números saem bonitos no jornal, mas a vida do brasileiro, cada vez mais deteriorada.
Está todos os dias aqui com a gente, compartilhando suas análises, suas reflexões, mas o Bruno tem muita experiência no mercado financeiro, trabalha há muitos anos com isso. Né, Bruno? Queria que você, inclusive, compartilhasse algumas informações e desse um recado super importante para as pessoas que acompanham a programação da Jovem Pan. Você vai participar de um evento digital chamado Virada Financeira. Queria que você compartilhasse com o nosso público.
Isso, veja, obrigado. É super prazer fazer isso junto com a Jovem Pan. A gente está vivendo um momento complicado, mas nesses momentos complicados realmente aparecem oportunidades. A gente vem falando há mais de um ano aqui que havia oportunidade, por exemplo, na Bolsa brasileira. Mas a curva de juros, ou seja, mercado de renda fixa, ele ainda não trouxe esse fluxo de capital estrangeiro que a gente está vendo de mais de 65 bilhões que entrou na Bolsa no Brasil nesse ano.
Quando sai no jornal, a notícia já está velha. Então, justamente isso, essa virada financeira é trazermos luz àqueles que jamais investiram, não conhecem o mercado e entender o ciclo econômico, Caniato, para que a gente consiga antecipar esse movimento e não esperar a próxima crise para dizer na próxima eu vou atuar. Então, no dia 9, será no dia 9 de maio, eu vou ficar, serão das 8 da manhã às 3 da tarde, ao vivo pelo Zoom, para falarmos, tirarmos dúvida.
Portanto, serão 5 horas, 47 reais, se inscreva, o QR Code está aqui na tela, para que a gente possa debater a respeito disso e não esperemos, cada vez mais, ações de governo para diminuir seu endividamento, para fomentar que você se endivide para depois criar planos para você se desendividar, liberar o seu FGTS para você tomar empréstimo, porque tudo isso favorece ao governo. E lembre-se,
Quando você deve, você precisa obedecer ao Estado porque ele acaba mandando em todos nós. Então, nos livrarmos da garra dele para entendermos esses ciclos e aproveitarmos as oportunidades que aparecem em crise. Eu vejo números que estão, inclusive, em taxas maiores, pagando mais taxas do que estava no auge do governo da Dilma. Então, dia 9 de maio, que a Code está aí na tela, serão 5 horas ao vivo ou, então, pelo link newcursos.com.br. Vamos lá e nos encontramos no...
sábado. É isso, todos atentos. Deixa eu chamar agora o Luiz Felipe Dávila, você Dávila, queria pedir a sua reflexão, sua análise sobre essa situação que envolve os Correios, tantas vezes, né, nós analisamos as tentativas dos Correios de tentarem melhorar essa caminhada, mas nessa atual gestão, nessa atual administração, parece que nem aquilo que eles...
acabam projetando para dar certo, dá. Uma das informações que foram compartilhadas na entrevista coletiva foi a baixa adesão para o programa de demissão voluntária. Eles esperavam que esse programa teria adesão de 10 mil colaboradores, só 3 mil apareceram. Os demais querem continuar empregados nos Correios. Por quê?
Porque é estatal, cabide de emprego, estabilidade do emprego. E é isso, é o ponto. O Brasil tem que vender todas as estatais, absolutamente todas. Não tem que ter nenhuma estatal. Tem que vender Correio, Banco do Brasil, Petrobras. Tem que vender tudo. É um negócio inacreditável. Nós estamos gastando só com um Correio mais de 20 bilhões de reais do prejuízo, gente.
Esse dinheiro que deveria estar indo para segurança pública, para saúde, para educação, está indo pagar rombo de uma estatal pessimamente administrada, que é cabide de emprego, que já deu lucro no passado, quando pelo menos o governo passado colocou gente competente para administrar essa empresa.
É uma coisa inacreditável. Como é que a gente vai justificar? Só tem um bolso no Brasil. Esse bolso é o nosso bolso. Nós que pagamos impostos. Então é desse bolso que sai todo o dinheiro. Não cai do céu. Você vai pagar rombo do correio? Você está deixando de fazer outros investimentos em coisas muito mais importantes para a população.
Então, assim, não tem explicação a não ser esse enorme cabide de emprego para acomodar a companheirada que não consegue emprego na iniciativa privada porque são incompetentes e aí precisa se encostar em alguma estatal para conseguir um bom salário, cargo e viver às custas do nosso dinheiro.
Pois é, deixa eu chamar o Roberto Mota também. A gente sempre quando trata de questões que envolvem estatais, o Mota faz a sua análise, o seu comentário, mas ao final ele sempre destaca que o mais importante seria privatizar tudo. E os Correios estão dando muitas oportunidades para que os governantes avancem com o processo de privatização. Mas parece que tem muita gente que tem interesse em manter os Correios. E do jeito que estão.
É, deixa eu resumir essa questão dos Correios numa só frase, Caniato. Privatiza já. E o que significa privatizar? Significa vender os Correios pelo melhor preço possível. Agora, a minha aposta é que isso não vai acontecer nunca, por três razões principais. A primeira é que os Correios dão emprego e contrato para os amigos do Estado.
A segunda razão é a ideologia socialista, que acredita que tudo tem que estar nas mãos do Estado. A terceira é a mais dura de admitir. A terceira razão pela qual essa privatização não vai acontecer é que a coragem necessária para fazer uma privatização como essa anda muito rara na política brasileira.
Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, porque, Beraldo, quando os Correios registram um prejuízo na casa de 8 bilhões e meio, é preciso considerar que esse valor saiu dos cofres do governo, dinheiro do contribuinte. E aí muita gente fala, poxa, tal área poderia estar melhor. Aí a gente acompanha a notícia que fala do rombo dos Correios, dinheiro foi injetado.
porque queriam que em algum momento os Correios operassem no azul? Possivelmente não. Foi má gestão? Foi incompetência? Foi uma gestão deliberadamente para dar prejuízo? Qual é a análise que a gente tem que fazer sobre o gestor da empresa? O gestor da estatal, que administra ela por dois, três, quatro anos e depois ela opera todos os anos no vermelho e aí ele sai depois e fecha um contrato com uma empresa privada.
Essa figura não deveria receber algum tipo de punição, Beraldo? A única forma de um gestor de uma empresa que dá esse volume de prejuízo de forma repetida e ele sai dali e vai para uma empresa privada ter um bom emprego, ganhar dinheiro, é se ao gerir a empresa deficitária ele fez alguma picaretagem.
Porque se ele, na condição de gestor, não conseguiu apresentar um avanço, não conseguiu dar resultado com a empresa, ele é um incompetente. Só que no caso dos Correios, é mais grave.
Porque o problema não é só o gestor. Aliás, não tem qualificação ali nos indicados pelo atual governo para os Correios, para ser o presidente dos Correios, não há qualificação técnica que justifique a posição.
Só que, como é uma estatal que perdeu o bonde da história, perdeu o bonde da tecnologia, perdeu a transformação da sociedade e foi se mantendo uma empresa cada vez mais atrasada e ineficiente sem aproveitar as grandes, as enormes oportunidades que poderia ter aproveitado.
Nesse atual governo, os Correios foram dando prejuízo e virou um tema já desde o início. O governo sabia que tinha ali um desafio. E a gente, como sociedade, como aqueles que pagam a conta, nós deveríamos nos perguntar qual é o projeto para os Correios?
Esse presidente que está lá, acho que foi substituído no meio do caminho, o que ele está buscando? O que ele vai executar? Quem está ali no conselho da empresa que aprovou, que tomou ou não tomou medidas para que o presidente e o corpo diretivo da companhia...
andassem dentro daquilo que estava combinado. O que foi combinado foi para o bem da companhia ou foi combinado para agradar, para dar espaço, para dar dinheiro para os amigos do governo? Porque uma empresa nessas condições e continua financiando o show disso, o show daquilo, o evento do não sei o quê, é óbvio que há má fé, óbvio que há semvergonhice, óbvio que há safadeza.
Portanto, Caniato, Correios precisa, em primeiro lugar, passar por uma investigação profunda para entender o que é que está acontecendo ali dentro. Lembrando que os aposentados dos Correios, aqueles que são pensionistas do Postales, até hoje pagam uma gigantesca...
conta do rombo que houve nas suas aposentadorias, dinheiro que foi distribuído para projetos absurdos, dinheiro que foi simplesmente roubado e que agora os aposentados, os pensionistas, têm que cobrir esse rombo.
Quem foi responsabilizado? Ninguém. Estão tocando as suas vidas aí como se nada tivesse acontecido. Portanto, os Correios, como uma empresa estatal, tem que acabar urgentemente. Não há nada que é feito ali que não possa ser melhor executado pela iniciativa privada, por outro tipo de estrutura. E o que temos ali, e que é demonstrado de forma repetitiva, é um antro.
de corrupção, de roubo, para gastar dinheiro público, para acomodar pessoas inúteis, mas que simplesmente têm o mérito de serem amigos daqueles que estão no poder. Pois é, deixa eu passar para o Bruno Moussa, porque tem um outro aspecto, né, Bruno? Quando a gente noticia prejuízo em uma empresa estatal, parece distante do cidadão, do trabalhador. Poxa, você viu o que aconteceu nos Correios ou naquela outra empresa?
Agora, é preciso entender que um prejuízo de 8 bilhões e meio, em alguma medida, prejudica também a vida daquele cidadão. A gente consegue medir qual é o prejuízo para o trabalhador, quando a gente fala que a gestão federal acaba injetando bilhões e bilhões, ano após ano, em quatro anos de mandato, por exemplo, para tentar salvar a empresa. Ah, vamos um dia operar no Azuda.
Anos se passam, muitos anos, e aí chegam a monta de, sei lá, 10 bilhões de reais que foram investidos numa empresa e nada deu certo. Bom, saiu dinheiro de um lugar e foi pra outro, né?
Sem dúvida, esse é um dos temas que eu vou explicar detalhadamente lá, como eu te falei no sábado. Porque o que acontece, Caniato? Vamos tentar trazer exemplos reais e sair do abstrato. Eu acho que uma das grandes pautas e responsabilidades nossas é isso, tirarmos aquele nível de dificuldade de ver aquilo como afeta a vida do brasileiro médio. Então vamos lá.
Na época da Dilma, por exemplo, que houve congelamento de preços de eletricidade e de combustíveis, a Petrobras passou a ser a empresa mais endividada do planeta Terra. Isso em números. O que aconteceu com aquilo? Tanto as distribuidoras, geradoras de eletricidade, que vendiam a eletricidade abaixo do preço de custo para conter a inflação artificialmente, tanto como a Petrobras, que vendia os combustíveis abaixo do preço, porque houve aquele tabelamento de preços,
Significa que você consome o caixa da empresa. Ora, se eu tenho que vender algo por 5 e o meu custo dela é de 10, eu estou perdendo 5. Quem banca esses 5? O caixa da empresa. Qual é o caixa da empresa das estatais e, principalmente, quando o caixa acaba? É o dinheiro do governo federal.
Mas não existe nada como dinheiro do governo federal. É o seu dinheiro do pagador de imposto. Então você terá que pagar mais impostos, ou seja, tira dinheiro da mão da população para mandar para o governo federal para ele cobrir o rombo das empresas estatais. Outro ponto importante é que quando você se endivida, ou seja, o governo se endivida para conseguir captar mais dinheiro, porque ou ele sobe imposto,
ou ele se endivida, ele emite dívida para que ele tenha dinheiro para cobrir esse rombo. No caso desse governo, ele faz os dois. Tanto é que está em níveis recordes do endividamento, ultrapassou 10 trilhões de reais, e ao mesmo tempo a gente tem um nível recorde de impostos, que arrecadamos já mais de 3 trilhões de reais. Quando você emite mais dívida, significa que você se torna mais endividado.
O FMI falou que a gente vai ter um nível de dívida sobre o PIB de 100% esse ano. A média dos países emergentes está algo como 60%, 70%. Você aumenta a quantidade de moeda de real, papel, disponível no mercado. Papel ou meio eletrônico, claro.
Quando você tem uma oferta de dinheiro, só que a demanda por ela não aumenta, e por que não aumenta a demanda pela moeda? Porque você tem alguém endividado. Você não quer mais daquela moeda porque você está endividado. Você poupa em outra moeda ou em outro tipo de investimento. Maior oferta, menor demanda, significa que a moeda perde valor. Moeda sem valor, mais inflação. Então veja pelos dois lados. Te aumentam impostos e tiram o poder de compra da tua moeda.
Então quando sai na manchete prejuízo dos correios, prejuízo de uma distribuidora estatal de energia, prejuízo da Petrobras, prejuízo do Banco do Brasil, enfim, tudo que a gente já sabe ou aconteceu no Brasil recente, é o seu dinheiro através dos impostos e da inflação.
que está financiando esse rombo. E isso chega no brasileiro médio, no dia a dia, principalmente daquele brasileiro que não tem poupança. É ele quem paga a conta de toda essa irresponsabilidade que a gente vê com as empresas estatais.
Pois é, chamar o Luiz Felipe Dávila, há muitos aspectos que envolvem a situação dos correios, a maneira como a atual administração trata e administra e acaba conduzindo os negócios nas empresas estatais, porque há linhas e linhas, quando um governo acaba assumindo o poder.
Há aquele gestor que entende que é preciso diminuir o tamanho do Estado. E aí abre processo para vender as companhias ou diminuir, enxugar muito o quadro, por exemplo, de servidores. Dávila, você já manifestou por diversas vezes que entende que é preciso vender, privatizar algumas estatais.
Tem alguns analistas, alguns políticos, que sugerem que algumas empresas pontuais, estratégicas, devem permanecer com o Estado. Você entende que sim, algumas precisam ficar sob as asas do governo federal e outras poderiam ser vendidas? Ou você entende que nenhuma deveria ficar sob gestão do governo federal?
Nenhuma, eu não entendo por quê. Por exemplo, temos empresa de correio. Por que correio tem que ser estatal? Por que tem que ter banco estatal? Por que tem que ter indústria de chip de boi estatal? Por que tem que ter uma empresa de comunicação estatal, EBC, Voz do Brasil? Quem é que escuta uma excrescência dessa? É um negócio inacreditável.
E caniato, não é só ter a empresa, é quanto essa empresa custa. Custa pra nós, como bem lembrou o Musa, custa pra nós que pagamos impostos. Isso não é de graça, o dinheiro não cai do céu. Isso tem que ter emprego, décimo terceiro benefício, um monte de gente. É um negócio inacreditável como a gente desperdiça dinheiro.
Olha aí as estradas, tudo esburacado, as estradas, um desastre dos estados federais. Olha aí a questão da saúde, fila pra fazer cirurgia, questão da segurança, dos presídios superlotados. Tanta coisa pra gente gastar dinheiro melhor, investir, e nós vamos ficar gastando com empresa estatal.
O Brasil tem mais de 500 estatais, é um absurdo, federais, foras estaduais. É um negócio inacreditável. Não tem justificativa para um país que está passando por esse aperto, e esse aperto financeiro, que o que acontece?
aumenta o endividamento do país. Aumentou o endividamento do país, aumenta a taxa de juro. Aumenta a taxa de juro, aumenta o número de brasileiros que estão enforcados com dívidas que não conseguem pagar. É isso que explica esse dinheiro mal gasto com o estatal. Isso está fazendo lá na ponta, como bem disse o Musa, que todos nós paguemos muito mais caro pelo crédito para ficar sustentando o rumbo estatal, o rumbo do governo.
É inacreditável, não tem explicação, a não ser ideológica e evidentemente fisiológica. Precisamos estatais para empregar a companheirada que nos ajuda nas campanhas políticas.
Tá certo, a gente vai seguir acompanhando essas informações da situação que envolve os Correios, mas a gente vai trazer qualquer tipo de atualização e novidade. Agora, uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede de rádios. E eu sigo aqui movimentando a reportagem da Jovem Pan News, uma das favoritas.
para ser vice de Flávio Bolsonaro na chapa, que vai disputar a presidência da República, a deputada federal Simone Marqueto, questionou a ligação dos religiosos com a esquerda. Misa Elma Enete chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer detalhes dessa manifestação. Misa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Conta então para a nossa audiência. A deputada falou que a esquerda se opõe aos valores dos cristãos. Foi isso que ela mencionou?
Exatamente, a gente ouve muito isso, né, Caniato? Que cristão não pode ser de esquerda, que cristão não é de esquerda. Isso é muito, mas muito falado mesmo. Muito boa noite pra você e pra todo mundo que acompanha os pingos nos viz. A gente não só ouve isso, como ouve também, por exemplo, que gay não pode ser de direita. Então a gente vê uma polarização.
e um discurso ideológico muito forte no Brasil quando a gente fala de religião, quando a gente fala de orientação sexual e outros temas.
Voltando a falar sobre a deputada federal Simone Marqueto, ela que é do PP, ela fez essa declaração que não há cristãos de esquerda, que geralmente a direita é que se alinha ao cristianismo. Lembrando que ela é apontada como uma das possíveis candidatas para fazer essa chapa com Flávio Bolsonaro. Essa movimentação faz parte de uma estratégia para ampliar a visibilidade junto ao segmento do eleitorado, aquele segmento...
que é considerado o mais conservador e para Flávio Bolsonaro é interessante conversar, se comunicar com os católicos e com os evangélicos. Nos bastidores aliados avaliam que o perfil da deputada, uma mulher com trânsito entre os católicos especificamente, pode ajudar a equilibrar a candidatura e a dialogar com públicos específicos.
Para a deputada, o apoio dos católicos à direita é algo natural. A Folha de São Paulo, ela disse o seguinte, abre aspas, não vejo como é possível para um católico apoiar a esquerda, que traz pautas contra a vida. A esquerda pode agradar pelo lado social, mas não pelos valores cristãos que o governo hoje não tem. Fecha aspas, está aí a declaração.
De Simone Marqueto, deputada federal pelo PP. Vou ler outra declaração do presidente da sigla no estado de São Paulo, deputado federal Maurício Neves. Um dos articuladores, né, claro do nome dela, pra fazer chapa. Ele disse o seguinte, abre aspas, enquanto os evangélicos já tem uma relação forte com Flávio, o meio católico ainda sofre muita influência da esquerda. E ela, Simone Marqueto, pode ajudar neste ponto, fecha aspas. Lembrando...
Só para contextualizar ainda mais, ela é ex-prefeita de Itapetininga, interior de São Paulo, e é uma das líderes da Frente Parlamentar Católica no Congresso. Também é dela o projeto que declara Campina Grande, na Paraíba, cidade em que há festivais católicos e evangélicos durante o Carnaval, a capital da fé. Esse texto já foi aprovado pela Câmara e está no Senado.
No Brasil, é clássico, né? Vou aqui falar um pouquinho. É clássico a gente ver a mistura da religião com a política. Embora seja um Estado laico, isso não significa que não possa haver, por exemplo, bancadas evangélicas ou bancadas católicas, como é.
O caso aqui, e a gente vê uma engrenagem muito forte. A gente sempre acompanha políticos visitando igrejas, líderes religiosos escolhendo políticos para fazer campanha. Não é nem sempre democrático, nunca vi nenhuma igreja, pelo menos, levar todos os políticos que vão se candidatar, por exemplo, para que os fiéis decidam.
É uma espécie de massa também de manobra, porque você utiliza todos esses fiéis das igrejas e um líder religioso só fala em quem votar. Então é assim que funciona, é assim que é. Se deveria ou não ser, eu acho que não.
É a maneira que vem funcionando no Brasil e Flávio Bolsonaro, embora tenha um trânsito importante e interessante em meio aos evangélicos, poderia ter mais por meio de Michele Bolsonaro, que não faz grandes acenos a ele. Ela que é líder do PL Mulher e adotou nos últimos anos um lado bastante evangélico em todos esses eventos do PL Mulher. Caniato, volto com você aí no estúdio.
Olha só, é repórter, é apresentador, é ator e um pouco de comentarista também, hein? Tá certo. Misa Elmanet, a gente segue em contato. Bom trabalho pra você, Misa. Um abraço. Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Deixa eu começar essa rodada com o Roberto Mota, destacando a fala da deputada Simone Marqueto, apontada, né?
virtualmente a vice de Flávio Bolsonaro nessa chapa, ela parece que lidera as disputas nos bastidores. E aí tem essa manifestação dela, não vejo como um cristão pode apoiar a esquerda ou pode apoiar o governo Lula. Mota, claro, não é uma regra, mas religiosos tendem a se identificar mais com a agenda da direita, uma agenda mais conservadora.
Essa é uma pergunta, Caniato, que eu me faço, já me fiz várias vezes. É uma dúvida genuína, eu não entendo como um cristão pode ser de esquerda.
Porque se você é de esquerda, só tem uma escolha, você é socialista, né? Socialista, comunista, progressista, é tudo igual. Inclusive, eu vou falar sobre isso no meu próximo livro. Então, eu me pergunto, como é que pode a pessoa que é cristão ser socialista? Ou como sujeito que se diz socialista, achar que é cristão também?
E as respostas que eu encontrei é porque às vezes as pessoas não sabem bem o que é cristianismo ou não sabem bem o que é socialismo ou não sabem nenhuma coisa nem outra. Eu fiz por acaso essa semana uma postagem no X que dizia mais ou menos o seguinte.
Uma mentira contada por muitos socialistas é que o cristianismo é de esquerda. Eles dizem que é lógico que o cristianismo é uma religião de esquerda, porque afinal o socialismo é baseado na solidariedade.
Não, não é. Na verdade, se você dedica cinco minutos para entender o que é o pensamento de esquerda, o que é o pensamento socialista, você resume ele em dois pontos.
O primeiro é o fim da propriedade privada. Ninguém vai ser dono de nada. E o segundo é o controle total da economia e da vida política pelo Estado. É o Estado que manda. Se você tem um PET, você tem que cadastrar o seu PET no Cadastro Nacional de Pets. Se você vai se hospedar em um hotel, a partir de agora, você tem que usar a sua conta do .gov.br E o segundo é o controle total da economia, o controle total da economia, o controle total do
Senão você não se hospeda. Então no socialismo não existe propriedade privada nem liberdade. Isso é socialismo. Socialismo não é solidariedade nem amor ao próximo. Então se você entende isso, você percebe que não há absolutamente nada em comum entre a religião cristã e a ideologia socialista.
Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo também para avaliar essa manifestação, mas é algo que deve ganhar notoriedade ou destaque, melhor dizendo, destaque na campanha eleitoral, nos debates, as discussões que envolvem a agenda ou aquilo que é mais importante para os candidatos ou para as campanhas, a questão religiosa.
deve ser colocada em primeiro plano, Cristiano Berardo? Você acha que é preciso deixar claro qual é a posição de cada um? E essa manifestação de Simone Marqueto naturalmente acaba expondo, talvez, a esquerda, o governo Lula, partidos progressistas.
Neto, o posicionamento religioso dos candidatos é importante à medida que revela como é que eles se comportam diante das coisas da vida. A religião nada mais é do que uma crença da pessoa em algo maior, uma crença em Deus, uma crença nessa força.
que estabeleceu valores, princípios, estabeleceu caminhos pelos quais nós, como pessoas comuns, cidadãos, tementes a Deus, devemos nos guiar.
Portanto, quando a gente observa a questão da igreja católica, para as pessoas que leem a Bíblia e compreendem os ensinamentos de Jesus, é óbvio que valores como família, respeito ao próximo, o papel do homem, o papel da mulher, isso tudo está na Bíblia. Isso tudo está retratado na Bíblia.
E quando você observa a militância da esquerda defendendo as suas bandeiras, obviamente essas bandeiras, elas conflitam com os valores cristãos. O próprio Papa Leão acabou de declarar que não irá fazer nenhum avanço em relação ao casamento.
de mesmo sexo dentro da Igreja Católica. Ele não está dizendo que as pessoas que têm as suas próprias preferências sexuais, se eles são isso ou se é aquilo, se eles são bons, se eles são maus, ele só está dizendo que a Igreja Católica, seguindo ensinamentos milenares, não vai avançar além do que o Papa Francisco já fez, que foi ali considerar uma bênção para casais que querem viver uma vida cristã em comum e são pessoas do mesmo sexo.
Agora, a esquerda tem uma relação com a Igreja Católica, e isso vem muito ali da época do regime militar, porque a Igreja Católica acolheu aquelas pessoas que passavam por...
processos ali de intimidação, pessoas que falavam sobre tortura e tal, aquilo tudo ali, a Igreja Católica, ela obviamente tem um papel de estender a mão e acolher a pessoa, o mais fraco, aquela pessoa que está numa situação difícil.
Agora, quando alguns agentes da Igreja Católica começam a misturar isso com posicionamentos políticos e nós temos exemplos muito vivos disso dentro da Igreja Católica, aí se tem um problema.
porque não é papel da igreja adotar um posicionamento político e defender um posicionamento de esquerda, sendo que a ideologia da esquerda conflita diretamente com os ensinamentos católicos. Então, perde o sentido, perde a lógica. Você não tem como, ao domingo, um padre e rezar a missa ao domingo é...
e aí divulgando a palavra da fé católica, ao mesmo tempo que ele está ali confraternizando e defendendo e discursando a favor de valores da esquerda. É absolutamente incompatível. Portanto, a deputada, ela faz um, presta um serviço ao colocar na mesa este tema para discussão, porque nós não podemos ter dedos.
Para falar disso não, nós não podemos ter dedos para defender a fé cristã e para defender o catolicismo, para defender uma vida regrada pelos ensinamentos católicos, a vida e morte de Cristo mostrar que não foi em vão.
Esse é um papel daqueles que, como eu, acreditam, que têm fé católica, acreditam em Cristo como a liderança para que a gente consiga passar por esse mundo fazendo o bem e construindo os alicerces para que, depois que a deixarmos, que a gente possa ser acolhido da forma que esperamos nos reinos do céu.
Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, para o Dávila também trazer a sua reflexão a respeito dessa manifestação de Simone Marqueto, mas extrapolando também para esse debate, que certamente deve consumir boa parte das discussões no período eleitoral.
Dávila, não é um questionamento equivocado por parte da parlamentar? Porque nós já vimos muitos integrantes de partidos de esquerda defendendo pautas de liberação do aborto, que defendem o uso recreativo de drogas, descriminalização das drogas, amor livre e por aí vai. Então, me parece adequado quando ela faz esse tipo de reflexão.
Não me parece, não me parece porque a religião não é pra tratar das coisas desse mundo, nunca foi. Aliás, Jesus sempre teve uma atitude muito grandiosa. Aliás, foi a primeira religião, o catolicismo, a abraçar a universalidade. Todos estavam lá. Jesus fazia milagres com pessoas que não eram judeus, ou seja, não pertencia à turminha, à patota. Não foi assim com a samaritana na beira do poço? Não foi assim com o eunuco curado? Então...
Então, justamente para mostrar a universalização, é para abraçar todos, todos aqueles que acreditam, evidentemente, na ressurreição, no amor, na misericórdia, nos princípios cristãos. Se você acredita, não importa a nacionalidade, cor política, o que precisa é compartilhar desses valores e dessas crenças. Aliás...
Toda vez que tentaram enquadrar Jesus numa caixinha, ele fazia exatamente o oposto, né? Então é isso. Foi na terra dele, foi lá, nem na Zaré, falou assim, aqui eu não vou fazer milagre nenhum. E vou fazer pros outros. É exatamente isso. Juntou prostituta, ladrão, assassino, todo mundo. Porque a redenção não tem nada a ver com as coisas desse mundo. Aliás...
O próprio Jesus dizia, o meu reino não é desse mundo. Então todo mundo que tenta transformar a religião numa arminha para justificar postura política, ideológica, mostra que a fé continua muito fraca.
Só para fechar, passar para o Bruno Musa também refletir a respeito desse tema, que em alguma medida vai ganhar muita notoriedade também durante o processo eleitoral. Como cada um se posiciona nessas pautas sensíveis, o que é preciso considerar, se irão participar de cultos ou não. E aí tem essa manifestação de Simone Marqueto. Você, Musa.
Veja, talvez nós coloquemos a política no centro de absolutamente tudo, mas eu vejo de uma maneira um pouco diferente, que é o seguinte, a política, ou melhor, o voto da pessoa quando ele está lá na urna e opta pelo candidato A, B, C, D ou Z, é o reflexo do que ele é como pessoa e visão de mundo.
O que ele acredita mais? Ele é mais conservador, ele é mais progressista, ele tem uma visão de mais livre mercado, ele quer um Estado maior ou um Estado menor. Uma das facetas da tua visão de mundo é o voto. É como você acredita ou quem você acredita que poderá...
governar a vida das pessoas melhor. Infelizmente, a gente tem essa centralização na mão de poucos burocratas. A decisão de comandar as nossas vidas, que cada vez vem crescendo mais. Ora, tem um salvador da pátria para cuidar da tua aposentadoria, da educação do teu filho, da tua saúde.
E a gente vai perdendo as nossas atribuições, porque se tem alguém para nos salvar, por que que grande massa vai aprender? Chegamos nesse nível de dependência, infelizmente, de cada vez mais governos que têm todo o estímulo para serem populistas. O que eu quero dizer com isso? Eu quero dizer que, realmente, quando você pega os valores judaicos cristãos que trouxeram a sociedade até aqui,
Eu não vejo nenhuma forma de um cristão, seja ele evangélico, católico, todas as outras variáveis, pessoas que realmente pautam a sua vida pelos valores que nós defendemos, apoiar o governo Lula. Não tem como.
Há imoralidades claras e muito bem definidas e claramente julgadas e provadas pela justiça. Há práticas recorrentes que continuam em cena. Há mentiras, manipulações. Tudo isso não vai em linha com esses valores defendidos.
pelas instituições e pelas pessoas que levam a sério quais são esses valores. Então, realmente, para mim é um contrassenso. Como é que você pode defender na tua vida determinados valores no teu ambiente privado de família, de amigos, e apertar ali na caixinha um voto que vai totalmente contra aquilo que você prega? Eu não estou entrando sequer aqui em juízo de valor, de qual religião cada um tem.
mas que realmente é um contrassenso, é. E para isso, eu vou deixar aqui, depois, se quiser, em algum momento, eu explico rapidamente o que é, mas uma leitura extremamente interessante que não é escrita por um político ou alguém que participa da política. É um psiquiatra.
E é americano e o livro chama A Mente Esquerdista. E ele mostra ali com pesquisas como é o funcionamento de alguém que defende fielmente o progressismo e alguém que defende valores judaicos cristãos e, consequentemente, as decisões políticas disso tudo. A Mente Esquerdista. Não deixem de ler. Ali explica bastante.
com a parte científica do mecanismo cerebral, como funciona e mostra que, claramente, há um contrassenso nesse tipo de escolha. Pois é, agora as informações, as atualizações do mercado com ele. Pablo Spayer, o tourinho.
Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Oferecimento, QI Tech, infraestrutura financeira para o seu negócio. Boa noite, Brasil e ouvintes da Jovem Pan. E a nossa bolsa acompanhou o mal-estar das bolsas de Nova York, com o aumento das tensões no Oriente Médio e a disparada do preço do petróleo.
O estresse no mercado aumentou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai disparar contra navios iranianos suspeitos de instalar minas marítimas no estreito de Hormuz. O Irã endureceu o discurso, dizendo que não vai participar das negociações pela paz enquanto houver bloqueio naval por parte dos Estados Unidos no estreito de Hormuz.
Com o aumento das tensões globais, o petróleo disparou mais do que 3%. Foi para cima dos 105 dólares, aumentando as expectativas de inflação e dificultando a vida dos bancos centrais em cortar juros. Aliás, os juros futuros dispararam. E como todo mundo sabe, se os juros sobem, a bolsa cai. No fim do dia, o Ibovespa B3 terminou com 0,78% de queda.
aos 191 mil, 378 pontos. Enquanto o dólar, com esse aumento das tensões, saltou, subiu 0,6% e voltou para a casa dos cinco reais. Fechou valendo cinco reais e zero centavos. Eu sou Pablo, diretamente de Querência, no Mato Grosso. Boa noite. Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer.
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Programa Os Pingos nos diz de volta, trazendo sempre as informações importantes, os destaques da política, da economia. E a gente conta com a análise e as discussões entre os nossos comentaristas. Quero só lembrar que a enquete do dia está publicada já desde o início do programa e as pessoas estão votando. Justamente sobre aquela situação dos Correios, né? A gente pegou aquela notícia e transformamos em uma questão.
Você acha que os administradores de empresas públicas, empresas estatais, caso essas empresas registrem prejuízo, elas precisam ser punidas? Esses diretores, presidentes dessas companhias estatais, você acha que sim? Precisam ser punidos, processados ou punições administrativas? Você acha que não? Porque muitas vezes o prejuízo é decorrente do cenário internacional, a conjuntura econômica.
Ou você entende somente quando for comprovada incompetência ou má fé? A gente conta com você. Vote no nosso YouTube. YouTube do programa Os Pingos nos Is. Tem mais uma notícia. Deixa só receber a Rede Jovem Pan. Fiz essa abertura e essa introdução para receber todos da Rede Jovem Pan. E aí vamos acompanhar juntos a notícia que trata do fim da escala 6x1. Agora sim, todos juntos com a gente.
Rede Jovem Pan, seja bem-vindo, bem-vinda aqui na programação, no programa Os Pingos nos Isto, tem mais uma notícia. A aprovação da admissibilidade da PEC que estabelece o fim da escala 6x1 na CCJ da Câmara foi alvo de crítica dos empresários e muitas celebrações do governo.
A pauta é uma das promessas do presidente Lula para a campanha de reeleição e tem o apoio do líder da casa, Hugo Mota, que quer celeridade na análise da proposta. Associações empresariais citaram riscos de inflação e fechamento de vagas com a redução de jornada para 40 horas semanais.
Com isso, a oposição na Câmara sinalizou que vai tentar condicionar o avanço da PEC na Comissão Especial à criação de medidas de compensação financeira para as empresas. Por outro lado, representantes dos trabalhadores e aliados do governo Lula celebraram, comemoraram, estouraram rojões com essa medida.
Um giro rápido com os nossos comentaristas. Você, Cristiano Beraldo, o avanço do projeto que prevê o fim da escala 6x1, celebração do governo e preocupação por parte dos empresários, um minuto.
Kai Neto, como o governo não tem absolutamente nenhum compromisso com as contas públicas, com a realidade da economia brasileira, e ele só quer um discurso para essas próximas eleições, para poder contar uma história de que está muito preocupado com o trabalhador, que levou avanços ao trabalhador.
O que vai acontecer é que eles vão avançar com essa agenda. O próprio líder do PL disse que votou a favor porque ele não é bobo, ele não vai ficar com essa pecha de que é contra o trabalhador. Ou seja, está tudo feito para esse negócio ser aprovado. E aí o que o governo vai fazer é jogar a conta para a população brasileira pagar. Ou seja...
A população inteira vai bancar uma decisão tomada como estratégia eleitoral. Não tem nada a ver com o compromisso com a produtividade, com a melhora do ambiente de trabalho, com o fortalecimento do Brasil a partir do uso mais eficiente da sua força de trabalho. É a mesma pataquada de sempre. Nós, os bobões, os otários, os palhaços, vamos pagar a conta.
Roberto Mota, você Mota, sua reflexão a respeito dessa matéria que passou pela primeira comissão. Um minuto.
Esse projeto é a mistura do desespero eleitoral de um governo perdido com o despreparo e a covardia de uma classe política que é cada vez mais refém do populismo. São legisladores que não têm qualquer domínio sobre o que legislam. São pessoas eleitas para um mandato que não têm condições cognitivas e nem morais de exercer.
Luiz Felipe Dávila, os empresários estão muito preocupados caso essa proposta realmente avance. Um minuto. Lógico, eles que vão pagar a conta, porque o governo acha que ele não vai pagar a conta. Afinal de contas, é só cobrar mais imposto da gente para pagar um absurdo desse. O fato é o seguinte, nós já aprovamos uma reforma trabalhista que permite o legislado sobre o acordado.
Então, por que o acordado não faz logo o acordo que você quiser? Trabalha quantas horas você quiser. Não precisa de legislação, não precisa aprovar nada. Ou seja, este é um projeto de cunho unicamente populista, que vai aumentar o desemprego, destruir pequenos negócios e o governo depois vai fazer, como fez com as blusinhas, inventar uma desculpa para se desfazer do problema que criou.
Passar para o Bruno Musa, também um minuto para você. Musa, os trabalhadores teriam, se essa proposta for aprovada, mais tempo para descansar. E uma pesquisa revelou que muitos deles usarão esse tempo para trabalhar e complementar a renda. Um minuto. Bom, vamos lá. Eu já mencionei aqui hoje e outros dias a respeito da produtividade e aquele estudo da Organização Internacional do Trabalho, onde o Brasil está na parte de baixo da tabela.
Além de termos uma produtividade pior do que a de Cuba, segundo a Organização Internacional do Trabalho, muitos deles...
dizem que o Brasil trabalha muito. Então vamos às horas. Segundo o mesmo estudo da Organização Internacional do Trabalho, tem 97 países, de 180, na frente do Brasil que trabalham mais. Quais são esses países que trabalham mais? Os países menos produtivos. Quais são os países na parte de baixo da tabela, ou seja, que trabalham menos horas do que o Brasil? Os países produtivos. Significa que o Brasil é improdutivo, segundo a Organização Internacional do Trabalho,
E nós trabalhamos menos. Ou seja, sem ser produtivo e trabalhar menos horas, o resultado não é nenhum outro, a não ser a pobreza. Pois é, fizemos um giro. Dá tempo de mais um comentário. Você, Cristiano Beraldo. Beraldo, a gente tem acompanhado muitas iniciativas do governo federal ou de parlamentares ligados ao governo federal que entendem que, caso essas propostas avancem, servirão de troféus ou de...
elementos que poderão ser defendidos durante a campanha eleitoral. Nós fizemos isso, aquilo outro, essa medida no sentido de ajudar o trabalhador. Mas e aí, como é que fica essa discussão quando a gente observa que determinado projeto não atingiu o seu objetivo? Talvez esse daí seja um tiro no pé, né? Um minuto.
Pois é, Caniato, e a gente tem que observar que a demanda pela mão de obra vai continuar. Ou seja, os empresários que precisam de pessoas trabalhando ali vão ter que contratar essa mão de obra. Então ele vai ter o seu custo acrescido. E o Brasil cobra muito pela mão de obra. Então isso vai ter um peso no custo final dos produtos produzidos ou dos serviços prestados. Obviamente isso vai virar uma questão inflacionária.
Só que o próprio trabalhador, à medida que ele trabalha menos, mas ele vai acabar ganhando menos, porque ele vai ser substituído, ele vai continuar com as suas contas para pagar. No seu tempo livre, ele vai dirigir um carro com um aplicativo, ele vai fazer um bico aqui, outro acolá.
ele vai continuar trabalhando, porque não existe na vida real essa história de ganhar dinheiro sem trabalhar. Isso só na cabeça populista dos governantes do Partido dos Trabalhadores que não estão preocupados com... Aliás, vou fazer até uma correção. Partido dos Trabalhadores e do PSOL, que foi o autor inicial ali daquela proposta. Eles não estão... E aí
comprometidos e preocupados com a vida real, eles simplesmente estão focando no discurso. É isso que eles vão conquistar a partir da votação dessa matéria no Congresso Nacional.
Enquete do dia, pergunta que nós publicamos no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. Você acha que os administradores, diretores, presidentes de empresas públicas que dão prejuízo, eles deveriam receber punições, sanções? Para 68%, sim, deveriam ser processados.
Para 27%, apenas se for comprovada má gestão. E 5% entendem que não, eles não devem ser punidos, porque o prejuízo pode ter acontecido por outro motivo, como, por exemplo, a conjuntura econômica internacional.
Muito obrigado a todos que votaram. Um grande abraço a você que prestigia o programa Os Pingos nos Is, que participa das nossas enquetes. Um abraço aos nossos comentaristas. Fique agora com o Jornal Jovem Pan e os destaques mais importantes do dia. Eu volto às dez com visão crítica. Eu conto com você. Até mais. Tchau, tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
Realização Jovem Pan.
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