Vieira fala em impeachment no STF / Reforma em pauta
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (22):
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) detalha o relatório da CPI do Crime Organizado e explica os pedidos de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele também comenta o caso Banco Master e a crise institucional envolvendo Judiciário e Congresso.
A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal colocou a reforma do Judiciário no centro do debate eleitoral. Pré-candidatos como Romeu Zema (Novo), Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados do presidente Lula (PT) defendem mudanças que vão desde novos mandatos para ministros até propostas mais duras, como impeachment.
A Comissão de Constituição e Justiça aprovou a admissibilidade da PEC que propõe o fim da escala 6x1. O ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP) reconheceu que a medida pode aumentar os custos para empresas, enquanto o governo defende a aprovação e tenta acelerar a tramitação no Congresso.
Aliados do presidente Lula (PT) passaram a criticá-lo por promessas não cumpridas e pela condução do governo. O pré-candidato Gertz Dias (PSTU) afirma que o petista estaria mais à direita, enquanto entidades como a UNE cobram mudanças e maior conexão com a juventude.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que caberá a Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a decisão sobre o candidato do partido ao Senado por São Paulo. Nos bastidores, o nome de André do Prado (PL-SP) ganha força, enquanto a disputa pelas vagas segue intensa.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal e afirmou que ministros estariam interferindo no processo eleitoral. Durante evento em Sinop (MT), ele também se solidarizou com Romeu Zema (Novo) e falou sobre decisões recentes do Judiciário.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- ImpeachmentAlessandro Vieira · Gilmar Mendes · Investigação Toffoli · CPI do Crime Organizado · Banco Master
- Reforma do Judiciárioreforma do Judiciário · mandatos para ministros · impeachment de ministros
- Crise Institucionalcrise institucional · interferência do STF
- Atuação de Lucia na políticaEduardo Bolsonaro · Romeu Zema · Flávio Bolsonaro · Conselhos de Lula
- Crime OrganizadoCPI do Crime Organizado · lavagem de dinheiro
Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos mais importantes do dia e contando sempre com análises, reflexões, as discussões entre os nossos comentaristas. Eu sou o Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial.
O avanço no debate da reforma do judiciário acontece em meio à crise institucional que a Suprema Corte enfrenta. O escândalo do Banco Master fez a reprovação da corte disparar e passar dos 50%, pelo menos de acordo com a última pesquisa que foi realizada pelo Instituto Poder Data.
Em razão disso, o senador Alessandro Vieira chegou a pedir o indiciamento de três ministros naquele relatório final da CPI do Crime Organizado. Você acompanha, inclusive, isso aqui na programação da Jovem Par. Ele ressaltou a necessidade de apuração sobre a atuação desses ministros.
E se tornou alvo, inclusive de ameaça, do decano Gilmar Mendes, defendendo uma ação contra ele por suposto abuso de autoridade. Para falarmos mais sobre o trabalho da CPI do crime organizado, a crise no STF, no judiciário e também o caso do Banco Master, vamos conversar a partir de agora com o senador Alessandro Vieira, que gentilmente atende.
A todos aqui da Jovem Pan. Senador, seja muito bem-vindo. Obrigado pela gentileza em nos atender. Eu acho que vários assuntos, aspectos da política atual, especialmente esses que eu mencionei há pouco. Muito obrigado pela gentileza. Obrigado pelo espaço. Eu acho que é muito importante o cidadão acompanhar o que está acontecendo em Brasília.
Perfeito. Eu queria puxar e sá justamente esse destaque que nós demos na abertura em relação ao trabalho que foi realizado na CPI do crime organizado, o relatório final produzido, a sugestão de indiciamento e aí a manifestação do ministro Gilmar, que fez o pedido à Procuradoria-Geral da República para que investigasse o senhor por...
suposto cometimento de crime, de abuso de autoridade. Senador, que momento é esse que nós estamos vivendo? O que é preciso considerar e qual é o papel do Senado Federal?
Antes do constitucional brasileiro, o Senado é a única casa que tem o poder para fazer esse encontro de contras com o Supremo. Então, quando a gente faz essa apuração ao longo da CPI, e a gente chega no Banco Master, porque a gente está investigando o crime organizado, e hoje qualquer brasileiro sabe que o que a gente chamava de Banco Master, na verdade, era uma organização criminosa, destinada a obter lucros cometendo crimes, que eram fraudes financeiras, era um desvio de fundos e muita infiltração ali à corrupção.
Nessa trajetória a gente encontra o contato deles, a proximidade deles com dois ministros da Suprema Corte, o ministro Alexandre de Moraes e o ministro Dias Toffoli, através de contratações milionárias. No caso do Alexandre, a contratação do escritório da advocacia da família, no caso do Dias Toffoli, a contratação de cotas no resort que o Toffoli negava ser proprietário, mas ao longo do processo ele assume ser sócio oculto do resort Tayhaya.
É por esse conjunto de coisas que ao final do processo a gente sugere o indiciamento deles por crimes de responsabilidade.
crimes que só são praticados por integrantes das altas esferas, presidentes da república, ministros. É isso que a gente faz ao final ali, numa ação do governo, direta do governo Lula. Você tem a substituição de membros do colegiado, da CPI, e o que seria uma aprovação por 6 a 4, vira uma reprovação por 6 a 4.
A gente mostra esses dados, esses fatos, respeitando a lógica. Isso tudo aconteceu dentro do trâmite legal. Pode não ser moral, pode não ser correto, mas legal é substituir membros, etc. O que a gente tem de constatação final nisso? Que existem problemas graves, existem relacionamentos estabelecidos, não se sabe com que profundidade e a que custo, entre pessoas investigadas e processadas e ministros da Suprema Corte. Isso precisa ser enfrentado.
E a consequência que a gente tem nessa nossa atuação é, ao longo do próprio processo de votação, você já tem ameaças ostensivas por parte do ministro Gilmar Mendes e por parte do ministro Dias Toffoli. Gilmar me promete me processar e depois cumpre essa tentativa de processar, e o Dias Toffoli afirma pretender que eu não possa mais ser candidato e que tenha meu mandato cassado. Nenhuma dessas pretensões deles tem base legal.
A gente já tomou a iniciativa de responder antecipadamente ao PGR, inclusive. Não esperei ser intimado, não esperei ser questionado. Então, logo Gilmar Mendes oficiou. Eu já fiz a resposta, já apresentei a resposta ao Procurador-Geral da República, usando como base decisões do próprio ministro Gilmar Mendes, e que mostram que o que a gente fez não tem nada a ver com abuso de autoridade. É exercício livre da atuação parlamentar, protegida pela Constituição. Nada há no que a gente fez que possa ser imputado como crime.
Então o senhor se antecipa ao parecer da Procuradoria-Geral da República, já apresenta a sua defesa, mas é possível esperar algum tipo de posicionamento da Procuradoria-Geral da República a partir da representação do ministro Gilmar, ou o senhor entende que haverá a partir da apresentação do seu documento?
O razoável é esperar que o PGR se manifeste sobre os fatos. Se ele entende que tem crime, ele pode fazer uma denúncia. Se ele entender que não é crime, que é o que de fato existiu, não há crime nenhum, não há nenhum indicativo de qualquer sorte de abuso, ele tem que encaminhar pelo arquivamento. A gente toma essa iniciativa para não deixar isso na mão deles, para que eles fiquem eternamente com o processo pendente em alguma gaveta.
Eu gosto de conduzir as coisas de uma forma objetiva. Tem que ter a verdade dos fatos até para que eu possa, como qualquer cidadão, me defender se for o caso. Mostrando que o que a gente fez foi um trabalho sério, técnico e que não há nenhum tipo de abuso de autoridade.
Senador Alessandro Vieira, conversando com a gente ao vivo, aqui na programação da Jovem Pan, programa Os Pingos nos Is, faremos um giro de perguntas com os nossos comentaristas. Vamos, quem é que está preparado? Luiz Felipe Dávila está ao vivo com a gente, está em São Paulo. Você, Dávila, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Sua pergunta para o senador Alessandro Vieira, por favor.
Boa noite, Caniato. Boa noite, meus colegas. E boa noite, senador Alessandro Vieira, por estar conosco aqui nos Pingos nos diz. Senador, a atitude do ministro Gilmar Mendes com o senhor e também com o governador Romeu Zema, ultimamente, mostra claramente que o Supremo Tribunal Federal...
pretende violar o seu papel constitucional e interferir nas eleições, praticamente decidindo quem pode disputar ou não eleição. O que o Senado pode fazer para deixar que o cidadão brasileiro livremente escolha os seus candidatos, os seus governantes em 2026, sem essa interferência indevida do Supremo Tribunal Federal?
Bom, Luiz Felipe, basta que o Senado cumpra seu papel constitucional. Como eu disse, só quem tem poder para fazer esse enfrentamento dentro das linhas da Constituição é o Senado. E o Senado não pode entrar no mérito de decisões do Supremo, mas pode sim entrar no mérito da conduta de ministros. O Brasil precisa discutir com maturidade se é razoável um ministro da Suprema Corte andar para cima e para baixo de carona de jatinho.
mas ainda já tinham de pessoas investigadas ou processadas. Se é natural, um ministro da Suprema Corte ter um padrão de vida de milionário, por consequência de negócios firmados por parentes seus, com pessoas que são investigadas ou potencialmente investigadas. É preciso que o Senado faça isso. Não é fácil, porque, infelizmente, se criou uma cultura muito forte de impunidade. E a atuação dos ministros, repito, ameaçando, agredindo, em pleno processo de votação, um senador que está dando seu voto,
mostra o tamanho do problema que nós temos. Mas eu tenho dito com muita objetividade, a gente não pode desistir do Brasil, então a gente vai persistir nessa batalha. E a cada vez mais é importante que o cidadão acompanhe.
porque no final do dia vai ser o senador ou a senadora escolhido por ele, diretamente pelo voto, e vamos ter novamente agora eleições com a renovação de dois terços do Senado, vai ser esse eleitor que vai decidir como esses problemas vão ser tratados. Se ele vai continuar jogando tudo para debaixo do tapete, ou se finalmente a gente vai ter um enfrentamento democrático, técnico, das condutas de pessoas que são como nós, são seres humanos, eles podem errar, eles não são imunes a erro, mas se portam como se fossem.
Entrevista especial com o senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, conversando com a gente aqui na programação da Jovem Pan. Deixa eu chamar o Roberto Mota, o Mota está no Rio de Janeiro, fará a pergunta agora para o senador. Você, Mota, bem-vindo.
Senador, a última vez que o Senado barrou um candidato ao STF foi em mil oitocentos e noventa e quatro. O senhor acha que o Senado irá aprovar o próximo candidato que já foi indicado pelo governo ao STF? E o senhor sabe como será o seu voto?
Acho muito provável, Roberto, a aprovação. Esse é o perfil histórico do Senado. A gente tem uma métrica muito clara nas minhas votações nas sabatinas. A sabatina é feita com todo o rigor possível e meu voto é sempre aberto. No caso específico do Jorge Messias, a gente vai aguardar a sabatina porque existem pontos na conduta dele que precisam ser esclarecidos de forma pública.
Não adianta o compromisso velado ou a informação trocada em bastidores. É preciso que de forma pública, como outros países costumam fazer, a gente confronte teses jurídicas, vinculações pessoais, vinculações ideológicas, para que a gente possa compreender se há compatibilidade com os requisitos da Constituição.
A Constituição não confere ao Senado o poder de escolher o indicado, mas confere ao Senado o poder de sabatiná-lo para verificar se os requisitos foram atingidos. Nesse histórico, o meu como senador, nós votamos três ministros, eu votei contra dois e votei a favor de um deles.
Agora, nessa crise instalada, senador, diante dos últimos eventos, diante dos últimos acontecimentos, o senhor vislumbra alguma possibilidade do Senado não aprovar o nome de Jorge Messias após a sabatina?
Acho muito remoto essa possibilidade, porque, como eu disse, o histórico do Senado é de aprovação. É muito remoto que um grupo majoritário de senadores assuma o risco de ter um adversário, um inimigo, uma pessoa com ressentimento sentada numa cadeira tão poderosa por 25, 30 anos.
Então isso tem conduzido muito o aspecto das sabatinas e das votações. Da minha parte, o que eu garanto é isso. Uma sabatina firme, dura, uma avaliação do perfil do indicado e o voto aberto, porque sempre foi como votei e não vai ser diferente dessa vez. Mais uma pergunta para o senador Alessandro Vieira. Cristiano Beraldo ao vivo com a gente. Bem-vindo, Beraldo. Boa noite. Sua pergunta.
Boa noite, senador. Obrigado aqui pela sua participação nos Pingos nos Is. A minha pergunta é sobre essa sua consideração a respeito da indicação de Jorge Messias. A Constituição, ela prevê reputação ilibada e notável saber jurídico para assumir uma corte por onde passaram figuras como a Leomar Balheiro.
Oscar Dias Correia e tantas outras figuras que deixaram o seu nome na história do Judiciário Brasileiro de forma extremamente positiva, que até hoje são citados em decisões que são tomadas pelo Supremo. O indicado Jorge Messias, ele não me parece ter os elementos que a gente possa considerar o notável saber jurídico quando a gente olha no espectro dos juristas brasileiros.
E da mesma forma, me parece inequívoco que naquele episódio em que a então presidente Dilma pede a ele que leve um documento fraudulento para ser assinado por alguém que queria se livrar da prisão, que isso também macula uma reputação ilibada. O senhor acha mesmo que é preciso esperar uma sabatina para fazer essa avaliação?
Sim, Iberaldo, eu apresentei inclusive uma PEC já há bastante tempo, tentando deixar mais densa essa qualificação do que é reputação elibada, o que é notório saber jurídico. Se você vai para a métrica dos últimos indicados, você vai encontrar Jorge Messias num nível muito parecido.
A graduação dele, se não me engano, está na fase de doutorado, completo, imagino eu, em universidades reconhecidas. Uma das coisas que me fez votar contra a indicação do ministro Cássio, por exemplo, era um problema no currículo. Ele tinha um currículo que não se confirmava na titulação dele. E também a proximidade com investigados. A gente tem que fazer essa afiliação com muito cuidado, para seguir o padrão e os limites que a gente sempre teve.
Eu acredito que desta vez teremos uma sabatina mais próxima do que é necessário. Existem temas referidos na atuação do indicado ministro Jorge Messias, que eu não me aprofundei ainda, muito envolvido com a questão da CPI, como por exemplo o parecer que faz referência ao aborto e uma atuação mais recente pedindo remoção de conteúdos considerados ofensivos a autoridades. São pontos muito importantes, porque a gente precisa entender.
como esse ministro que vai ficar lá por 20 e tantos anos, quase 30 anos, vai se portar em questões centrais para a população brasileira. Então acho que isso faz parte do processo. Mas a escolha do nome em si, e esse tem sido o meu padrão de votação, não cabe ao Senado. Agora se você me pergunta, você indicaria o Jorge Messias? Não. Eu não indicaria porque eu entendo que o perfil exigido é muito mais esse que você descreve.
que é um perfil de um homem ou de uma mulher com experiência longa, com reconhecimento acadêmico público e notório. Esse seria o perfil. E antigamente, eu digo aí há mais de 15 anos pelo menos, nós tínhamos indicações nesse perfil. Mas já de bastante tempo, pelo menos desde o governo Dilma, você vem mudando esse perfil de indicações, cada vez mais jovens e cada vez mais próximos ideologicamente. Isso é uma coisa que tem que ser levada em consideração na hora da votação.
Senador Alessandro Vieira, em uma entrevista especial com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Mais um comentarista, mais uma pergunta. Diego Tavares com a gente ao vivo. Ele está na cidade de São Bernardo do Campo. Muito obrigado, Diego, pela participação. Seja sempre bem-vindo. Sua pergunta, por favor.
Eu que agradeço, Caniato. Sempre um prazer estar na bancada dos Pingos nos Is. Boa noite aos meus colegas de bancada, a você e a todos que nos acompanham nessa noite. Senador, toda essa situação que o senhor tem vivenciado de confronto com o Supremo Tribunal Federal revela uma desfuncionalidade da nossa tripartição de poderes, em razão justamente dessa hipermusculatura que o Supremo Tribunal Federal adquiriu.
nesse processo histórico dos últimos anos. Eu queria que o senhor fizesse, como parlamentar, inclusive, um meia-culpa, no sentido de o que, desse processo, é culpa do parlamento. No que o parlamento colaborou para que nós chegássemos a essa situação na qual nós temos uma supremacia do Poder Judiciário sobre os demais poderes da República. Boa noite. Boa noite. O Legislativo, em particular o Senado, tem uma responsabilidade muito grande.
Eu me recordo que em fevereiro de 2019 eu apresento um pedido de CPI específica para apurar a conduta de ministros. Da Suprema Corte ficou conhecida como CPI da Toga. Ela não avança num acordo que envolveu o governo Bolsonaro e o PT. Logo em seguida, em abril de 2019, eu apresento o pedido de impeachment dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes pela instalação do inquérito da fake news, que está aí aberto até hoje.
E que serve para absolutamente qualquer coisa que o ministro Alexandre ou algum de seus parceiros decida ser importante. A coisa mais recente é esse pedido de Gilmar Mendes para incluir Romeu Zema no inquérito da Seik News, que, repito, está aberto e instaurado, mudando um pouco de feição desde 2019. Então, desde 2019, o manifesto me posiciona e trabalha contra esses abusos. Só que muita gente só faz isso pela conveniência política.
Então vários daqueles que num primeiro momento comigo apontavam a ilegalidade, hoje já não mais pensam assim, porque o abuso está voltado contra adversários. E o reverso aconteceu também.
Aquele pessoal do bolsonarismo que foi contra, por orientação do presidente Jair Bolsonaro e do seu filho Flávio, que tinha interesse direto nas questões do judiciário, porque era processado, esses hoje compreendem que o judiciário, com esse instrumento, vem abusando de autoridade. Essa é a minha posição constante nos quase oito anos de mandato. Mas ela é minoritária.
Por isso é tão importante que a gente consiga esclarecer a população com dados da realidade. A realidade é muito diferente da internet. Na internet, todo mundo está defendendo democracia, equilíbrio entre os poderes, contenção dos abusos. Mas na vida real, aí você tem que conferir votos, posicionamentos, ações. O resultado é muito diferente.
Tem um outro aspecto que eu gostaria de tratar com o senador. Que exercício o senhor propõe para a nossa audiência? O que o senhor acha que deveria ser feito caso as investigações, o caso do Banco Master avancem e nomes de ministros venham à tona e sejam implicados nessas investigações? O que caberia à corte?
O que caberia ao relator, ao presidente da casa e até ao Senado Federal. O que a gente pode esperar, mesmo porque algumas informações já vieram à tona, algumas divulgações por parte de veículos de comunicação. Mas com o avanço das investigações, se de fato aquelas informações se comprovarem, o que podemos esperar da corte?
O que podemos esperar é bem diferente do que caberia. O que caberia, na minha visão, seria a abertura de processo de impeachment, pelo menos com relação aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Por quê? Porque com relação a eles, os fatos estão confirmados, reconhecidos, confessados pelos próprios ministros. O ministro Alexandre, através do escritório da sua família, confessa.
que já teve recebimentos, a família teve através do escritório, recebimentos na casa de 80 milhões de reais em um contrato que tinha um total de 129 milhões de reais contratados do Banco Master. E você não consegue encontrar até o momento contra a prestação de serviço que tem equivalência com esse valor. Esse valor é muito acima do que é praticado mesmo em Brasília, que é uma corte extremamente inflacionada.
Dias Toffoli, da mesma forma, você tem a confirmação dele, a confissão, depois de anos negando, ele confessa que é um dos proprietários do resort Tayayá, que tem fundos ali de cotas, e que ele teria vendido cotas por um valor significativo ao grupo que comandava, que dirigia os trabalhos do Banco Master, que hoje sabemos é uma organização criminosa.
Esses fatos já foram comprovados. As caronas em jatinhos, reiteradas, não são esporádicas, eventuais, numa situação peculiar de urgência. Não, é uma rotina. Só o ministro Alexandre e sua família, nove ou dez viagens. O ministro Dias Toffoli, próximo disso, em um ano. A gente está falando de um custo aí que é aproximado de um milhão de reais. Então, esses fatos me parecem já serem significativos, por isso sugeri o indiciamento pela prática de crime de responsabilidade.
No caso específico, a conduta incompatível com a dignidade que o cargo exige. Você imagina se é o juiz da comarca, lá do interior ou aqui da capital São Paulo, que viaja de jatinho junto com o investigado ou patrocinado pelo investigado. Se é a esposa do juiz da comarca do interior que tem um contrato de 129 milhões de reais firmado com um cidadão que vai ser investigado. Qual seria a atuação do CNJ? Qual seria a atuação da justiça, das corrigidorias? Só que o Supremo não se submete a corrigidorias nem ao CNJ.
A única forma de investigar e responsabilizar é através da abertura de um processo de impeachment. Então isso é, para mim, muito claro. Com base no que já existe, as investigações avançando, elas podem apontar, na realidade, outros fatos que chegam, inclusive, no limite do crime comum. Quando você vai investigar se esses pagamentos tinham algum objetivo específico. Eu estou levando apenas na questão da moralidade, da defesa institucional, que é o que o crime de responsabilidade faz.
Mais uma pergunta, você, Luiz Felipe Dávila. Senador, falando em moralidade, há duas questões extremamente imorais referentes ao Supremo Tribunal Federal. Primeiro, são os benefícios, os penduricalhos, ou seja, uma remuneração acima do teto constitucional, como determina a Constituição. Então, imagina...
O guardião da Constituição é aquele que viola a própria Constituição e o teto constitucional. Essa é uma vergonha que precisa acabar. E a segunda é a proibição de nomeação de parentes e familiares para os órgãos de controle, para os tribunais de contas. Isso é uma vergonha. Virou capitania hereditária de determinadas famílias de políticos que ficam indicando gente para esses órgãos de controle.
O Senado pode aprovar medidas nesse sentido para cercear essas duas imoralidades reinantes hoje no judiciário? Sim, sim, pode aprovar, mas veja, se a gente não consegue resolver a questão da interpretação disso, a gente faz muito pouco. Porque já existe um teto remuneratório, ele é expresso na Constituição.
E ele é desrespeitado por decisões. Eu dou o exemplo da última decisão que cortou alguns penduricalhos, o relator ministro Flávio Dino, mas manteve outros e criou terceiros, que dá o direito, por exemplo, a receber aquela parcela referente a tempo de serviço que foi revogada da Constituição, que era objeto de uma PEC que não foi aprovada pelo Congresso, e o ministro, graciosamente, e seus pares concordam, concede. Então, o nosso problema é muito grave.
Nós temos um problema de descolamento da realidade. Essas pessoas chegaram a um nível de concentração de poder tão grande que entendem que não estão submetidos a nada, nem a regra da Constituição.
E o único enfrentamento possível na democracia é você, através do Senado, fazer o controle disso tudo. Então, se os ministros, por exemplo, decidiram que ao contrário do que a lei determina, seus parentes podem advogar nas suas cortes, é preciso que a gente novamente aprove a lei, reiterando o que já está lá de que não, não pode. Isso gera um desequilíbrio entre as partes que é inaceitável numa democracia.
A gente vai ter que ter uma legislação, que vai ser talvez o código de ética, talvez uma coisa mista entre código de ética e lei específica aprovada pelo Congresso, vedando o que obviamente já é vedado pela Constituição, que são as caronas em jatinho, por exemplo, os mimos milionários em viagens.
Nada disso é permitido, mas tudo isso acontece. Acontece por quê? Porque por muito tempo a sociedade brasileira e seus representantes de Brasília aceitaram essa coisa da impunidade, num acordo recíproco de impunidade que tacitamente se vê em Brasília. Para romper isso na democracia é só através do voto. Certo. Eu acho que está no final do horário para a entrevista. Acho que o Diego Tavares pediu mais uma pergunta. Você, Diego, por favor.
Senador, o senhor termina a sua última resposta falando no voto como a última ferramenta que nós temos para tentar alterar esse patamar. Nós temos eleições que alterarão a composição do Senado a partir da próxima legislatura. Há um esforço nesse campo denominado como direita para que essa renovação vise justamente uma alteração substancial no STF a respeito dos critérios de escolha, a respeito das próprias competências do tribunal. Na sua perspectiva como senador, essa alteração...
Tem realmente o condão de dar essa esperança ao povo brasileiro de que nós teremos um próximo Senado um pouco mais atento a essas questões referentes ao Supremo Tribunal Federal? Sim, a única possibilidade de alteração nessas eleições, com duas vagas em jogo em cada estado, vai ser renovar dois terços do Senado, reproduzindo aquilo que aconteceu em 2018.
Então você veja, quando começa 2019, a gente consegue ter senadores suficientes para ter 35, 36 assinaturas em torno de uma CPI para apurar a conduta de ministros. É plenamente possível reproduzir isso, mas eu não faço uma vinculação ideológica especificamente. É mais importante a questão da qualificação e da independência. Gente que tem rabo preso, gente que tem ficha suja, jamais vai enfrentar o sistema que está estabelecido em Brasília. Porque o sistema não permite, o sistema absorve e trava essas pessoas.
É isso que estão tentando agora fazer com o Romeu Zema, comigo, criar processos para poder, através dos processos, travar quem está fazendo algum questionamento. Então, acho que esse é o grande filtro que eu sugiro para o eleitor. Ache gente que seja adequado para o seu perfil, mas que preenche os requisitos de qualificação e de independência. Senador, peço, por gentileza, que responda uma última questão. O Roberto Mota também gostaria de fazer mais uma pergunta. Com você, Mota.
Senador, na verdade são duas questões. A primeira é um certo espanto que eu tenho diante de todas essas coisas gravíssimas que estão acontecendo e que o senhor relatou aqui. E, no entanto, o senhor tem uma atitude serena em relação à próxima sabatina. O senhor disse que vai analisar na hora.
Não seria esse um momento muito inapropriado para aumentar uma corte que está demonstrando problemas tão graves como o senhor está relatando aí? Será que esse não é o momento de dar uma parada e procurar antes o equilíbrio dos poderes? E a segunda pergunta é, se os senadores não estão dispostos a reprovar um candidato na sabatina, o Senado já abre mão de um dos dois instrumentos que ele tem.
para o equilíbrio dos poderes. O outro instrumento que sobra é o impeachment. Agora, o senhor acha que existe alguma expectativa do Senado aprovar o impeachment diante desse receio dos senadores de ficarem desconfortáveis com a corte? Com o quórum atual, não. A composição atual do Senado não vejo a possibilidade de aprovação de impeachment mesmo.
com o quórum previsto em lei, que é de 41. O ministro Gilmar Mendes, numa decisão monocrática, aumentou esse quórum para 54. Vejo apenas, numa futura composição de legislatura, o preenchimento das vagas com pessoas que tenham independência suficiente para fazer esse enfrentamento. No cenário atual, não vejo. E tento não misturar as duas coisas, acho que a serenidade é importante para o tamanho da responsabilidade que eu tenho, para que eu possa ter o posicionamento dissociado do clima de revanche, do clima de vingança.
A cadeira do Senado, assim como a cadeira do Supremo, não serve para isso. Ela serve para avaliar se aquela situação, ou no caso, se aquela indicação preenche os requisitos da Constituição. É como eu tenho me importado e como vou me importar nesse momento. A atuação meramente reativa, ela desloca a discussão. Nós precisamos discutir a atuação e a conduta dos ministros que já estão lá, alguns deles há décadas. Como é o caso do ministro Gilmar, foi indicado por Fernando Henrique Cardoso.
Dias Toffoli foi indicado pelo presidente Lula, ou foi Dilma, não me recordo mais agora. Alexandre de Moraes por Temer, quer dizer, eu tenho aí PSDB, eu tenho PT, eu tenho MDB.
O que mostra é que não é uma questão de ideologia, é uma questão de conduta que tem que ser aferida. E acho que nós vamos bem se a gente fizer uma sabatina dura, uma sabatina firma, e ao final dela a gente tenha posições que justifiquem o voto favorável ou não. É como eu pretendo conduzir, porque foi como eu conduzi com PGRs e com indicados pelo Supremo nas outras oportunidades. Não é porque hoje eu tenho ministros me ameaçando de cassação, de processo, que eu vou me portar de uma forma diferente.
Nós conseguimos negociar com a assessoria do senador uma última pergunta para que todos os participantes pudessem fazer duas questões, dois questionamentos ao senador. Agora é a vez para fechar a entrevista do Cristiano Beraldo. Você, Beraldo.
Senador, quando a gente olha para a CPI, que o senhor foi o relator do crime organizado, eu entendo que o Banco Master é uma organização criminosa, tendo em vista os crimes que estão sendo ali investigados, foram denunciados, etc. Mas no fundo, aquilo que aflige a família brasileira, que impede as pessoas de saírem nas ruas tranquilas, que a gente vê famílias perdendo seus entes queridos...
é o crime organizado do tráfico de drogas, do contrabando de cigarros, da exploração de território. E, infelizmente, a gente não viu uma resposta da CPI efetiva para isso. Eu, inclusive, cito aqui, senador, com muita preocupação, o fato de que, salvo engano, a própria CPI começa em razão da carbono oculto, que vinha com o crime organizado de fato.
essas organizações armadas que atuavam também no segmento de combustíveis, que tinha, segundo o governador Tarcísio de Freitas, mais de mil postos de gasolina em São Paulo. E apesar de tudo o que aconteceu, sequer esses postos de gasolina foram fechados. A ANP sequer revogou autorização de postos de gasolina. Quer dizer, para o crime de verdade, esse que nos afeta...
Não mudou nada, ou mudou muito pouco. O senhor não acredita que a CPI poderia ter dado à sociedade brasileira respostas efetivas sobre essa questão tão imediata e urgente que é essa criminalidade armada que nos aflige?
Acho que o grande efeito da CPI é tentar levar para o máximo de pessoas a conclusão do que é crime organizado. É muito comum essa visão que você reproduz. Crime organizado, de verdade, é aquele violento armado nas periferias, que está invadindo os mercados lícitos. Mas ele só está lá na periferia, ele só está invadindo mercados, porque ele está conectado a outras esferas de criminalidade.
Isso é muito importante compreender. Porque o cidadão que está lá vendendo droga, armado numa favela, ele não tem poderio para afetar o Estado brasileiro. E ele está plenamente disponível para um confronto, inclusive armado, com a polícia. Isso o Brasil já faz há décadas. O que o Brasil nunca fez? Combater com firmeza a lavagem de dinheiro. Porque essa turma toda quer dinheiro, eles não querem só o domínio territorial. Nunca fez combater com firmeza a corrupção.
Porque a corrupção é base fundamental, é alicerce da atuação do crime organizado. É através da corrupção que você consegue as concessões para atuar em mercados lícitos. É através da corrupção que você não tem a fiscalização adequada no contrabando, por exemplo. E aí você tem facções invadindo o mercado do garimpo, o mercado do tabaco, das bebidas. E quando você mostra o quadro, isso está lá no relatório, porque muita gente não deu atenção. Está lá no relatório, você tem toda a demonstração do quanto...
Os recursos mobilizados nessas atividades que são inicialmente lícitas, mas estão sendo tomadas pelo crime, representam um lucro muitíssimo maior do que o da venda de armas e drogas, por exemplo.
Então, ter essa reflexão é muito importante, porque para a criminalidade de ponta, armada, o Brasil vem aprovando legislações duras sequencialmente. Hoje, um faccionado, lei que foi aprovada pelo Congresso, sancionada pelo presidente da República, um faccionado pode ser apenado tranquilamente a 60, 80 anos de cadeia. Mas isso não vai resolver absolutamente nada se eu não quebrar as estruturas de lavagem. E a CPI mostrou com muita clareza essa proximidade.
Então, para enfrentar efetivamente o crime organizado, na minha visão, respeitando as opiniões diversas, é aí que você tem que quebrar a cadeia. Eu tenho que garantir aprovação, inclusive de orçamento, que habilite o combate. Porque a gente brinca de fazer segurança pública. Eu sou profissional de segurança pública há 25 anos. O orçamento não é adequado, o preenchimento das vagas não é adequado. Então, Receita Federal, mais de 20 mil cargos vagos.
Agência Brasileira de Inteligência, 20% apenas de efetivo preenchido. Sucateamento total, o COAF não tem quadro próprio, os softwares e hardware que eles usam é totalmente defasado. Não tem conexão de dados adequada entre Receita, CVM e Banco Central. Isso acontece porque as pessoas que estão no poder não querem fazer esse combate. Seja porque não entendem, seja porque, muito provavelmente, tem conexões com pessoas que não têm esse interesse. Você vê a tomada agressiva das agências reguladoras.
Porque você começa a perceber que elas têm papel fundamental na fiscalização. E repito, isso é o mundo inteiro quem diz. Se eu não combater corrupção e nem lavagem, eu vou estar só enxugando gelo. Enxugar gelo o Brasil já faz há muito tempo. A CPI tentou fugir disso, mas apresentou todas essas respostas no relatório. Todas as facções estão identificadas e mapeadas. Os canais de acesso do Brasil a drogas e armas estão mapeados.
os pontos frágeis da atuação brasileira na repressão e as soluções. Para cada problema desses foi apresentada uma solução baseada na opinião dos especialistas. Infelizmente, o governo preocupado em proteger os ministros preferiu rejeitar integralmente o relatório.
Alessandro Vieira, senador do MDB de Sergipe, conversando ao vivo com a gente aqui na Jovem Pan. Passamos por vários temas. Senador, muito obrigado pela gentileza. Sinta-se sempre convidado aqui na Jovem Pan. Boa sorte. E qualquer novidade, por favor, microfones abertos aqui na Jovem Pan. Muito obrigado pelo espaço. Vou estar sempre à disposição.
Forte abraço. Uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede. Mas eu sigo aqui movimentando a equipe de reportagem da Jovem Pan News. A crise de imagem que atinge o Supremo fez com que propostas de reforma do Judiciário e da criação de um código de conduta para os ministros dos tribunais superiores entrassem na pauta dos pré-candidatos à presidência da República. Vamos chamar o repórter Matheus Dias?
está ao vivo com a gente aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer os detalhes dessas manifestações. Matheus, seja bem-vindo. Suas informações, por favor.
Renato, boa noite pra você, boa noite a quem nos acompanha. É claro que uma crise desse tamanho, que fica conhecida mundialmente, vai se tornar pauta nas pré-campanhas e nas campanhas dos candidatos à eleição, principalmente presidencial. Já está se tornando, inclusive, todo mundo tenta empurrar o problema pro outro lado da história e se livrar até de qualquer culpa, se livrar de qualquer relação, inclusive, com temas polêmicos e até...
com ministros do Supremo Tribunal Federal que possam estar envolvidos nessa polêmica. Os lados partidários já têm se atacado já faz algumas semanas, mas até neste momento se falam em projetos de governo, pautas de governo, que já são desenhadas em cima dessas fraudes do Banco Master, como você bem disse, código de conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal.
reformulações no STF, tudo por conta dessa pauta. Inclusive na base governista, inclusive o plano de governo do PT, que pode ser aprovado em congresso partidário nessa semana, defende a democratização do poder judiciário, inclusive um manual de conduta do próprio Supremo Tribunal Federal. Esse texto, inclusive, foi aprovado e assinado.
Pelo ex-ministro José Dirceu, num trecho desse texto diz que o fortalecimento dos órgãos de controle deve caminhar junto com a democratização e a reforma do poder judiciário. Asegurando maior transparência, responsabilidade institucional e compromisso com a Constituição. E mesmo que se de uma certa forma Lula defendeu Alexandre de Moraes, dizendo que ele não devia manchar a carreira dele com esse episódio do Master, deveria se afastar um pouco desse tema.
Lula também defendeu que houvesse um mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal e que eles não entrassem com 35 anos e finalizassem a carreira aos 75 anos, ficassem ali 40 anos à frente da Suprema Corte. Segundo ele, essa é uma pauta que já estava presente na campanha de Fernando Haddad em 2018, quando o atual agora pré-candidato ao governo do Estado era candidato à presidência.
Essa pauta estava naquele plano de governo e Lula pretende retomar essa pauta. Do outro lado, quando se fala na direita, temos o atual pré-candidato Romeu Zema, ele que defende que a primeira pauta que vai colocar em prática em caso de eleição será uma reforma no judiciário.
E um pouco mais à direita, quando se fala em Flávio Bolsonaro, aí ele diz até que defende o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e pede também que os eleitores votem apenas em candidatos ao Senado que defendem essa mesma pauta, viu Caniato?
Tá certo, Matheus Dias, trazendo detalhes dessas manifestações e esse tema certamente vai crescer e muito. E pode ditar boa parte dos debates e das discussões durante o processo eleitoral. Valeu, Matheus. Bom trabalho para você. A gente segue em contato. Qualquer novidade é só nos acionar aqui. Deixa eu chamar os nossos comentaristas, mas antes disso eu quero destacar que a enquete do dia...
trata de questões importantes referentes à possibilidade de mudar as regras do judiciário. Deixa eu receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Muito obrigado pela parceria, pela audiência, especialmente você que gosta de acompanhar o noticiário, o programa pela rádio, né? Você que é motorista de aplicativo, taxista, valeu pela parceria. Continue com a Jovem Pan.
em todas as emissoras e cidades espalhadas por todo o Brasil. Deixa eu chamar o Roberto Mota, deixa eu começar essa com o Roberto Mota. Mota, a gente tem acompanhado muitos debates sobre a possibilidade de reformar o Judiciário, teve uma manifestação do ministro Dino.
que sucede aquela ideia do presidente da corte Edson Fachin, inclusive foi aberta ali uma divergência, foi uma contraposição inclusive à sugestão de Edson Fachin. Mas há um entendimento para uma ala da Suprema Corte de que se querem mudar o judiciário é preciso mudar também o legislativo e o executivo. Se é para mudar, vamos mudar todo mundo. De que maneira isso contaminará os debates eleitorais? Tem que mudar e tem que mudar o quê?
Isso me lembra aquela famosa frase de uma obra de literatura, que eu acho que é o Gato Pardo, que diz que é preciso que tudo mude para que tudo fique como está. É lógico, se tem uma coisa que não falta no Brasil, é reforma. Getúlio Vargas chegou ao poder no golpe de estado de 1930, prometendo uma reforma total da República Velha.
E aí Getúlio entregou ao Brasil o Estado Novo, uma ditadura de caráter fascista, que até hoje é aplaudida pela esquerda brasileira.
Se a gente der um passo para trás e olhar o cenário do Brasil, o problema mais grave de hoje é o uso do sistema de justiça para a tomada do poder político. É evidente que quem participa desse processo não vai aceitar nenhuma reforma que mude isso.
Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, porque nos últimos meses nós tratamos, por diversas vezes, de possibilidades de alteração, sinalização, autocontenção, pacificação. Dávila, como é que você observa esses movimentos que propõem reforma do judiciário? Primeiro teve aquela sugestão do ministro Edson Fachin, o Código de Conduta, o Código de Ética. Depois teve a manifestação do ministro Dino.
que é uma alternativa, inclusive, à proposta do ministro Fachin, mas há também, em outros poderes, a defesa de que é preciso mudar, e mudar muito as regras do judiciário, especialmente da Suprema Corte. Quais aspectos dessa discussão você gostaria de trazer, destacar e sublinhar aqui para a gente?
É preciso mudar muito e isso não será feito com medidas paliativas no Supremo Tribunal Federal. Terá de ser feita no Senado Federal. Esse sim o poder que serve como freio e contrapeso ao judiciário. Mas como bem lembrou o senador Alessandro Vieira, nesse Senado, que é um verdadeiro Senado de rabo preso com interesses, não dá pra esperar mudanças radicais. Toco!
Como é que resolve esse cheque que está o Senado? O Senado que tem o poder de fazer a mudança não faz porque tem medo. Há muito rabo preso, tem medo que o ministro desengavete lá um projeto que acaba prejudicando não só o mandato e comprometendo a reeleição desse senador. Então, a solução é ficar quieto.
E aí nós não toleramos como cidadãos. Então, como é que sai dessa encruzilhada? Como é que sai desse cheque? Esse cheque sai da seguinte forma. O Senado cria uma comissão de juristas notáveis. Pode incluir aí ex-ministros do Supremo, constitucionalistas notáveis, pessoas de profundo conhecimento jurídico pra escrever esse projeto.
de enquadramento do Supremo Tribunal Federal naquilo que está na Constituição, para ser uma corte constitucional. E neste projeto é preciso ressaltar pontos importantes. Primeiro, acabar com esta imoralidade de penduricalhos, benefícios.
Supremo Tribunal Federal e juízes ganhando acima do teto constitucional. Como é que você vai confiar nos juízes de um país quando eles não respeitam a própria lei? Não dá. Então, precisa acabar com essa farra que é o judiciário mais caro do mundo, 1,3% do PIB.
Segunda coisa, é preciso acabar com as decisões monocráticas. Esse mecanismo vergonhoso que anula o princípio básico de uma Suprema Corte, que é manifestação do colegiado, não individual.
Agora, como é que é possível usar medidas monocráticas para enterrar casos de corrupção e corruptos confessos? Para proteger ministros envolvidos nessa farsa do Banco Master?
Para usar o inquérito das fake news e perseguir cidadãos, cercear a liberdade de expressão, censurar veículos, essa arbitrariedade é intolerável. Uma corte constitucional se manifesta de maneira colegiada, por isso precisa acabar com essas decisões monocráticas.
Por último, precisa aumentar a idade mínima de ministros indicados para o STF para 60 anos. A indicação tem que ser a croação de uma carreira jurídica brilhante, de notável saber jurídico e reputação ilibada, como bem lembrou o Beraldo.
Agora, grande parte da crise hoje do Supremo reflete justamente indicações do presidente da República de candidatos de raso conhecimento jurídico e grande afinidade política ideológica. Mas é verdade que esses candidatos acabam sendo sabatinados por um Senado sobrenatado.
cuja sabatina é dominada pela indolência e pela voracidade das barganhas políticas. Portanto, só mesmo uma comissão desses juristas notáveis, constitucionalistas e ex-ministro supremo...
para fazer com que o Supremo volte a ser uma corte constitucional. E o Senado, qual o papel dele? Votar sim ou não a aprovação desse projeto. Não pode emendar, não pode apresentar modificações, pelo menos por cinco anos. Assim, essa pressão política em cima dos senadores para enquadrar de acordo com os interesses particulares de membros do Supremo, perde força.
Pois é, vou passar para o Cristiano Beraldo trazer sua impressão a respeito desse tema, que certamente vai crescer, deve ditar boa parte dos debates e, claro, que os presidenciáveis também vão propor mudanças, né, Beraldo? Inclusive, o Partido dos Trabalhadores...
já lança também a sua cartilha, a sua versão, as suas propostas de alteração, porque parece que não querem ficar para trás, né? Os integrantes do PT não querem ficar para trás, porque observam que figuras da centro-direita e da direita já tinham lançado na frente propostas de mudança. Mas, e essas sugestões, as propostas feitas pela própria Suprema Corte, né? Propostas que preveem autocontenção ou que indicam...
medidas que assegurem mais transparência na atuação desses ministros. Tudo isso tende a evitar ou brecar o movimento que defende impedimento de ministros? Seria uma vacina para isso? Mas ainda dá tempo, Beraldo?
Beneto, nós precisamos ter consciência, como nação, como povo, nós precisamos ter consciência, primeiro, de que o Brasil, no estado em que ele se encontra, ele não admite remendo.
Não se resolverá o verdadeiro caos brasileiro, esse Brasil do absurdo, esse Brasil inviável, esse Brasil tão rico que proporciona a uma grande parcela, uma imensa parcela da sua população, uma vida tão pobre.
Aliás, as pessoas se iludem achando, porque elas têm lá alguma coisinha de patrimônio, que elas vivem bem, que o Brasil é bom. Não, o Brasil não é bom, não. Porque se estivessem num país realmente civilizado, se estivessem num país que fosse administrado pelo bem de longo prazo da sua própria população, o esforço que essas famílias fazem para ter um pouco de patrimônio, uma vida decente,
Elas seriam muito mais bem recompensadas com um patrimônio muito maior, uma vida muito melhor. Então, o Brasil não aceita remendo. E a outra realidade, Caniato, é que o Brasil precisa ser...
reconcebido. Não adianta simplesmente fazer uma reforma do judiciário porque esses que se propõem a fazer essa reforma não estão ali focados num verdadeiro funcionamento adequado que se deseja para o poder judiciário. Eles estão ali sofrendo uma série de influências de curto prazo. Afinal de contas estamos falando de eleição.
E passada essa eleição, dois anos depois temos eleições locais, dois anos depois temos novas eleições nacionais, e essa é a dinâmica da política, é assim que é. Portanto, não podemos nos deixar levar que vai vir alguém com a fórmula mágica.
para o judiciário, que no meu ponto de vista tem que ser transformado, reconcebido, reescrito, a partir ou acompanhado de uma nova Constituição, mas isso tem que ser feito, e aí eu concordo 100% com o Dávila, com pessoas de fora, pessoas que olhem para a estrutura do Brasil.
e consigam identificar qual é o judiciário necessário para o país que somos e que, a partir daí, ele funcione de uma forma justa, equilibrada, sem permitir moleza para nenhum dos lados, sem permitir militância.
dentro das togas, e aí sim, quem sabe, o brasileiro terá motivos verdadeiros para voltar a acreditar e confiar no judiciário.
Eu trazei o Diego Tavares, que é o operador do direito da bancada, vai trazer também suas impressões. Esse tema cresce a cada dia, né, Diego? E há dúvidas exatamente sobre qual seria a reforma possível do judiciário. Uma que é proposta pelos próprios integrantes da Suprema Corte, quase como uma resposta à sociedade ou até ao legislativo, aquela coisa, né? Temos que entregar alguma coisa. Vamos mudar? Mas não vamos mudar muito.
ou as defesas que são feitas, por exemplo, por integrantes do legislativo, que entendem que é preciso alterar a regra para admissão dos ministros da Suprema Corte, estabelecer idade mínima, alguns defendem mandato, enfim. Que reformas você entende que é a mais adequada e é possível para esse momento?
Olha, Caniato, esse, sem dúvida, é um dos grandes temas que serão tônica nas eleições que acontecem esse ano. O que nós temos hoje como propósito, tanto por parte do Poder Judiciário, quanto por parte de membros do Legislativo, não são, na verdade, reformas, são remendos. Não resolvem o problema estrutural.
da Suprema Corte. Problema estrutural que, inclusive, o Dávila tangenciou muito bem com as propostas que ele já delineou aqui no comentário dele. Se algum parlamentar ou algum pré-candidato à presidência estiver assistindo os prínquos dos IS, tem uma receita pronta. Eu só gostaria de fazer uma emenda a esse projeto do Dávila que é a questão das competências do Supremo Tribunal Federal. E a partir da revisão das competências da Suprema Corte...
aí sim nós podemos começar a falar numa verdadeira reforma da corte constitucional. Nós temos uma distorção muito grande no papel da Suprema Corte brasileira. Só para você ter uma ideia, Caniato, também quem nos acompanha aqui nos Pingos nos Is, o Supremo Tribunal Federal é uma das cortes constitucionais que no mundo julga mais processos.
O Supremo Tribunal Federal tem em média 65 mil processos por ano, processos que são divididos pelos 11 ministros. Os Estados Unidos, por exemplo, tem 60, não é 60 mil, são só 60 processos para serem julgados em um ano. Por quê? Porque é uma Suprema Corte que se volta ao papel de corte constitucional, uma corte que tem...
por finalidade, somente o exame da Constituição. Aqui o Supremo Tribunal Federal, ele examina a Constituição, ele é a instância recursal de processos, ele é a instância originária de processos criminais, algo que, inclusive, infelizmente, de forma pouco republicana, virou moda nos últimos tempos, né, o Supremo Tribunal Federal iniciar processos criminais e atuar, inclusive, como investigador, e por vezes ainda, quando os próprios ministros são vítimas. Então...
Considerando esse alto volume de competências do Supremo Tribunal Federal, qualquer alteração, seja o mandato, seja a alteração dos critérios de escolha, não vai passar de um remendo, não vai solucionar o problema. Nós precisamos, de forma estrutural, revisar as competências da Suprema Corte. O Supremo Tribunal Federal tem que se deter no exame, na defesa, na interpretação da Constituição.
E claro, isso em parte também é um problema da nossa Constituição, que é uma Constituição prolixa, uma Constituição que tangencia muitos temas. Não é que nem, voltando aqui ao exemplo dos Estados Unidos, uma Constituição enxuta, que fala pouco, que tem poucos artigos e que esses artigos são interpretados para que se dê aplicabilidade a todo o aparato legal do país. Então, enquanto nós não tratarmos daquilo que o Supremo Tribunal Federal faz, dificilmente nós conseguiremos reduzir essa carga.
de poder dos ministros. Isso até pode ser diminuído por um caso emblemático, como é o caso do Master, que coloca, de certa forma, alguns dos membros da Suprema Corte contra a parede. Mas o fato é que, no ciclo, se nós não revisarmos esse problema, só o que acontece é um arrefecimento da situação.
Logo isso volta, logo isso volta de novo e a história vai sofrendo esse ciclo até que uma reforma de fato seja feita e a Suprema Corte cumpra o seu papel princípio, que é de corte constitucional, um tribunal que se detenha no exame e na defesa da Constituição Federal.
Pois é, a gente vai voltar a tratar das questões que envolvem o judiciário, crise institucional, mas eu preciso chamar a nossa repórter, giro com a reportagem da Jovem Pan News, a comissão da Câmara aprovou a admissão da PEC do fim da escala 6x1. O colegiado considerou a proposta constitucional. Agora abre caminho para a comissão especial discutir a redução da jornada e a escala de trabalho propriamente. Júlia Firmino chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer os detalhes. Obrigado.
dessa manifestação, o entendimento do colegiado de que a matéria é constitucional e agora apontar para os próximos passos, né, Júlia? Seja bem-vinda. Mesmo com essa primeira aprovação, o ministro da Secretaria da Presidência, Guilherme Boulos, reconheceu que a medida pode acarretar em um aumento de custos para as empresas. Ele disse isso? Bem-vinda.
Chegou a dizer sim, viu, Caniato? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. De fato, a Comissão de Constituição e Justiça já aprovou, né, por unanimidade essa PEC. Proposta de emenda à Constituição da escala 6x1. O relatório foi, inclusive, aprovado.
que foi aprovado, na verdade, é do deputado Paulo Azzi, e ele não mudou, de fato, o texto. Disse aí que a proposta deve ser discutida na realidade com mais profundidade. Foi isso que ele defendeu ali no relatório. E aí, o que é que acontece agora, né, Caniado? Só para a nossa audiência ficar na mesma página e continuar acompanhando. Essa proposta vai ser analisada na comissão especial.
Só na CCJ, mas agora vai para essa comissão especial. E nesse mesmo contexto, como você bem colocou, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a intenção do governo é também ter a aprovação dessa proposta antes do recesso que acontece em julho. Quer aí acelerar, de fato, todo esse processo. Essas falas foram dadas aí numa entrevista ao Valor Econômico, jornal Valor Econômico.
E ele também reconheceu, como você bem colocou, Caniato, que essa medida pode sim causar aumento dos custos para as empresas e que pode acabar limitando eventuais repasses por parte das empresas ao consumidor final. Mas ele também disse, abre aspas,
Existe muito mais fumaça e chantagem econômica do que propriamente a realidade nesse discurso que promete inflação. Fecha aspas. O ministro também destacou a criação de compensações. Aliás, descartou a criação de compensações para reduzir os efeitos dessa proposta. Mas diz que se forem criadas, se o Congresso criar então essas compensações.
Vai caber aí ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar ou então vetar essas mudanças. Sobre aquele tempo de tramitação, aliás, de implementação dessa nova PEC, né? O que Boulos volta a defender é que seja implementada em 90 dias para realmente vir aí de forma mais acelerada, que a população possa sentir de fato essa mudança no dia a dia, né, Caniato? Volto contigo.
Legal, Júlia Firmino trazendo os detalhes dessa aprovação, projetando como será o rito de tramitação a partir de agora, mas especialmente as manifestações de Guilherme Boulos, que é ministro da administração federal, dizendo que sim, deve aumentar os custos para as empresas, mas ele particularmente espera que o mercado não repasse isso para o consumidor. Será?
Será? Júlia Firmino segue acompanhando e a qualquer momento ela pode voltar com novos destaques. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você. Agora, eu preciso me despedir de parte da rede. Algumas emissoras ficarão, a partir de agora, com a programação local. Muito obrigado pela parceria.
Continuamos aqui com os nossos comentaristas. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, que acompanha desde o princípio as discussões em torno do fim da escala 6x1. E aí quando a gente observa a manifestação do ministro do governo dizendo que sim, é possível que haja um aumento de custos para os empresários.
Mas aí ele acaba externando qual é a torcida dele, dizendo que seria muito bom se as empresas, se o mercado não repassasse os custos ao consumidor. Dávila, não lhe parece que faltou planejamento, estudo, e fica muito na base do feeling? Ah, tomara que vocês não façam isso, vamos ver. Eu acho que não, acho que dá para ajeitar daqui, ajeitar dali. E fica muito no feeling, né? E falta estudo para comprovar. É possível ou não é possível, né?
Esse projeto é o retrato do populismo mais rasteiro e barato em ano eleitoral. Esse projeto vai prejudicar enormemente o trabalhador brasileiro, aquele do emprego formal. Esse vai perder o emprego, vai ser jogado na informalidade.
vai fazer com que estore o orçamento dos estados e municípios. Imagina só estados e municípios que já estão estrangulados, cumprindo o limite constitucional das suas folhas de pagamento, vão ter que contratar mais turnos.
de policiais, professores, enfermeiros, para poder cumprir essa escala. É um absurdo em todos os sentidos. Estoura as finanças públicas, joga trabalhadores na informalidade, vai fazer com que muitas empresas sejam fechadas, porque não vão aguentar pagar o custo adicional deste projeto. É uma vergonha.
É um projeto não só populista, mas irresponsável, cuja consequência será sofrida quando esses políticos, sem vergonhas que votaram esse projeto, estarão longe do poder, porque serão expulsos do poder em 2026. Por isso, Caniato, esse projeto tem que ser jogado na lata do lixo, tem que ser arquivado. Esse projeto é uma...
traição aos brasileiros, aos empreendedores, a quem trabalha e sabe fazer conta. Por isso, não vejo outra saída senão enterrar de uma vez por toda esse projeto que vai aumentar custos, estourar as contas de estados e municípios e fazer com que milhares de empregos sejam perdidos e empresas fechadas.
É interessante os aspectos destacados pelo Dávila. Eu vou receber a rede Jovem Pan. Enquanto isso, eu quero só lembrar que a nossa enquete está publicada, principalmente no nosso YouTube, YouTube do programa Os Pingos Nosí. E se você puder, vote, porque a gente trata daquela situação que envolve o Supremo, uma reforma do judiciário ou um código de ética. Se houver uma mudança, uma medida de autocontenção, você acha que...
haverá uma parada naquele movimento de impeachment de ministros? Vote, eu espero que você manifeste a sua opinião. Daqui a pouco a gente traz as parciais. Recebendo agora, sim, a Rede Jovem Pan, analisando a manifestação dos congressistas a respeito do fim da escala 6x1. Deixa eu passar para o Roberto Mota analisar essa situação. Mota, estamos num ano eleitoral, né? Fico imaginando o discurso.
de um candidato à presidência da República que promete para o trabalhador brasileiro que ele ficará um dia a mais em casa por semana e que não haverá redução salarial. Parece um presentão e tanto, né? Até explicar todos os detalhes da proposta, qual vai ser o impacto para o empresariado.
Isso poderá culminar, inclusive, na demissão de vários trabalhadores. Você não acha que, por mais que seja um jogo sujo, né? Muitos usam essa palavra. Acaba colando naquelas discussões e na propaganda eleitoral? Não, Caniato. Eu não acho que cola, não. Eu acho que as pessoas engolem porque não tem outra alternativa. Mas eu tô pensando aqui na dona Liege.
que lê os meus livros, na norminha, que trabalha no cafezinho, elas entendem perfeitamente o que está acontecendo. E eu queria chamar a atenção para um aspecto dessa notícia, que é essa política que é construída em cima da expectativa de que os políticos tenham a solução para todas as nossas questões.
Os políticos conseguem até adivinhar quais são os problemas e as prioridades dos brasileiros. Não esse problema, essa história da escala 6x1 é um problema. E quem vai resolver isso? Os políticos. Percebam o absurdo dessa expectativa, né? Porque a maioria desses políticos não tem o menor preparo sequer para entender.
o início dessas questões. Qual é a qualificação dessas pessoas para entender o impacto do fim da escala 6x1? Quantos funcionários eles já contrataram? Quantas folhas de pagamento eles já rodaram? Quantas empresas eles já dirigiram? Não, eu vou fazer uma pergunta muito mais básica do que isso.
Quantos empregos de verdade esses políticos já tiveram? Empregos em que eles tinham que vender alguma coisa, ou consertar um aparelho de televisão, ou servir uma mesa, ou fazer uma faxina, ou construir um prédio, ou programar um computador, se não, não tem salário no final do mês.
A maioria deles nunca teve isso, mas eles se apresentam como figuras iluminadas, né? São os guias do povo no caminho de um futuro melhor. Na verdade, são parasitas despreparados e oportunistas.
Pois é, só destacar para a nossa audiência, a CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça, aprovou por unanimidade a admissão dessa proposta de emenda à Constituição, que acaba com a escala 6 por 1. Claro que isso ainda vai ser debatido, tratado e aperfeiçoado em uma comissão especial. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo.
Porque quando o próprio integrante do governo já aponta para aumento de custos, mas diz que está na torcida para que o mercado não repasse esses custos ao consumidor, me parece que boa coisa não é, né, Beraldo?
Benito, somos governados por uma maioria de inconsequentes, irresponsáveis, pessoas que não têm absolutamente nenhum compromisso com o Brasil e não fazem conta do efetivo impacto que as decisões que são tomadas por eles enquanto exercem cargos públicos terão na vida do país e na vida dos brasileiros.
Quer dizer, você imaginar que este projeto, Caniato, ele não é um projeto do PT, ele não é um projeto da esquerda brasileira, ele não estava no plano de governo, ele não foi defendido durante as eleições.
Esse projeto surge como uma ideia meio estapafúrdia da deputada Erika Hilton, se não me engano. E o governo vê naquilo uma forma de ludibriar, de tirar o foco da população e colocar algo ali que a população veja como uma vantagem para si.
E aí se forma um discurso em que os problemas do brasileiro, os problemas do emprego no Brasil, os problemas da desigualdade social, os problemas da baixa remuneração, os problemas da informalidade no trabalho, tudo isso...
vai ser resolvido porque agora nós vamos acabar com a escala 6x1. Porque se você, ouvinte, espectador dos Pingos Nuzis, se você quiser trabalhar seis dias por semana, se você estiver animado, se você estiver comprometido com uma meta, se você estiver com vontade de conquistar as coisas nesse país absurdo e injusto,
você não vai poder trabalhar seis dias por semana, sete, então esqueça, você vai preso, se você trabalhar sete dias. Só falta alguém propor isso. Porque eles não estão preocupados com as consequências daquilo que eles decidem em Brasília. O governo não está preocupado com as consequências das pautas que ele defende.
Eles simplesmente querem uma conversa fiada para colocar no ouvido do eleitor e garantirem de forma baixa, rasa, desqualificada, populista, a sua reeleição agora nas eleições de outubro.
É uma gente que não merece estar onde está. É uma gente que faz mal e o mal que eles fazem tem consequências por muito tempo. São pessoas, muitas delas, que ficam por aí dizendo não, liberdade, eu sou a favor da liberdade, o indivíduo tem que ter liberdade, mas na hora que o indivíduo quer trabalhar, não, veja, não, aí não.
Trabalhar não. Fica em casa para ganhar a Bolsa Família. Não tem essa história de trabalhar mais do que os outros, não. Então, Caniato, o Brasil se transformou nisso. O Brasil hoje é como se nós tivéssemos uma criança de 8, 10 anos de idade decidindo o que ela vai comer nas refeições.
O Brasil não tem ninguém pensando nos seus efeitos, nos efeitos daquela decisão no longo prazo. Falta um pai, faltam pais nessa casa chamada Brasil para dizer não vai comer porcaria. Por que não? Daqui a pouco você vai pegar uma doença, vai ficar fraco, não vai se desenvolver, não vai crescer, não vai se tornar um adulto forte. Tem que comer arroz e feijão, tem que comer carne.
Não, nós vamos ficar comendo salgadinho, cereal, chocolate, bala. E vamos ser adultos fracos, que todo mundo passa por cima, que ninguém respeita, que não temos condição de lutar por aquilo que merecemos, que deveríamos ter por direito.
nós continuaremos sendo esta nação de bobocas manipulados porque continuamos colocando no Congresso Nacional e nas esferas de poder gente absolutamente descomprometida com o Brasil. É mais um exemplo. Isso que aconteceu hoje é mais um exemplo deste populismo barato que tem efeitos terríveis em cima do nosso país.
É interessante a analogia, as comparações feitas pelo Beraldo. Deixa eu chamar o Diego Tavares. Tavares, quais aspectos dessa manifestação do Congresso, por meio da CCJ, aprovando a admissibilidade dessa proposta de emenda à Constituição, o fim da jornada 6x1 parece que vai. Tudo bem, votação simbólica, aquela votação rápida. Se ninguém se opuser...
permaneçam todos como estão. Ninguém falou nada, aprovado. Mas a gente está falando de dezenas de parlamentares que estavam lá. Isso já dá o tom do que deve acontecer? A partir dessas avaliações, desses apontamentos que os nossos comentaristas fizeram, qual seria o papel do Congresso Nacional? Não seria justamente de ser o adulto na sala?
Sem dúvida nenhuma, Caniato. E é por essas e outras que dia após dia o parlamento perde a sua moral institucional. O parlamento perde a chance que tem de ser o grande balizador do debate. E é por essas e outras que muito em breve nós veremos certamente alguma outra pauta.
O parlamento reclamar que está tendo as suas competências sendo assumidas pelo Supremo Tribunal Federal, por exemplo, entrando em atrito com o Poder Executivo, porque o parlamento, quando está diante da encruzilhada de tomar a decisão certa ou a decisão fácil, não raras vezes opta pela decisão fácil. Essa pauta da escala 6x1 será muito semelhante à questão da isenção de imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais. Os parlamentares, muitos deles de olho nas suas próprias reeleições,
Vão observar os levantamentos, as pesquisas que dão conta aí que cerca de 70% dos brasileiros são favoráveis a essa redução da escala de trabalho, opinando inclusive sem ter o conhecimento técnico necessário para que se fale de uma pauta dessa, teria que ser discutida com muito mais seriedade e com base nisso os parlamentares votarão.
favoravelmente. Eu duvido que nós teremos um embate entre direita e esquerda, um embate ideológico, ou até mesmo um embate pragmático sobre essa pauta, que como o Beraldo disse muito bem, está sendo levada, está sendo travada no parlamento com muito amadorismo, desconectada da realidade.
Ao menos o governo, assumindo que as empresas terão um aumento no seu custo, fala uma verdade em um debate permeado por tantas mentiras. Porque quando dizem as pessoas, quando o político vai para o seu eleitor e diz olha, você vai trabalhar menos e vai ganhar a mesma coisa em razão dessa lei que nós estamos aqui aprovando, só o que está acontecendo é uma mentira.
Não está acontecendo nenhum debate de ideias, por mais que a ideia seja absurda. É só mentira mesmo. Não existe isso. A lei não resolve o problema concreto. A lei dá uma baliza para uma situação. Agora, se essa situação não é acompanhada principalmente no debate que antecede uma lei das reais circunstâncias que causam o problema...
Essa lei simplesmente não tem efeito nenhum. Eu trago aqui o exemplo, que inclusive já trouxe outras vezes aqui nos Pingos nos Is, da PEC das Domésticas. Lá em 2013, prometeram uma série de direitos para as empregadas domésticas. Dignidade no trabalho, mais direitos, mais facilidades para você desempenhar suas funções. O que nós temos hoje, no ano de 2026, é o aumento de 33% da informalidade. As pessoas simplesmente, ao invés de contratar uma doméstica com todos aqueles direitos, contratam da maneira informal.
aí a doméstica trabalha na escala 6x1, trabalha na escala 7x0, trabalha da forma com que ela quer trabalhar ou da forma com que ela precisa trabalhar, porque com a aprovação de uma lei que inviabiliza a formalidade do contrato de trabalho, ela fica simplesmente à mercê.
da condição real, porque é isso que acontece, a realidade se impõe. A realidade não tem como ser tangenciada. O que acontecerá com a escala 6x1, com a proibição da escala 6x1, com muitas categorias, possivelmente é a mesma coisa que aconteceu com as domésticas. Ou perderão seus empregos, serão substituídos por...
por funcionários na informalidade ou as empresas que simplesmente não conseguiriam absorver esse custo. E é sempre bom aqui a gente lembrar de um dado, um dado do Sebrae, inclusive. 80% dos empregos no Brasil estão concentrados em pequenas empresas, em microempresas. Não são nas empresas grandes, nas grandes multinacionais, nas big techs. São empresários que já estão com as suas finanças extremamente apertadas. Então, esse custo não tem. Esse custo adicional com aprovação da proibição da escala 6x1...
não tem como ser absorvido pelas empresas ou repassado ao consumidor. Vai cair no colo do trabalhador. O trabalhador que acha que será beneficiado com isso, a curto prazo, vai ver o tamanho do prejuízo que uma pauta tão importante, mas que tratada de forma eleitoreira, tem condição de causar. O prejuízo a respeito desse debate é certo. Não porque a escala 6x1 é uma coisa boa. Reconheço que não é fácil a vida de quem trabalha.
nessa escala. Tem, de fato, pouco tempo para o lazer, pouco tempo para a família, pouco tempo para se aperfeiçoar. Mas o Brasil se recusa a fazer o que tem que ser feito para a diminuição da escala de trabalho. Se recusa a qualificar melhor a sua mão de obra. Se recusa a trazer a tecnologia como vetor, como indutor da atividade econômica do país. Se recusa a entrar num processo árduo de reindustrialização.
Então, a canetada simplesmente não vai resolver. Vai ter um efeito muito possivelmente nefasto na sociedade brasileira de desemprego e de mais informalidade. Quem viver verá o que nós estamos aqui debatendo em uníssono hoje. Acho que os nossos quatro comentaristas hoje da bancada foram contrários à pauta. A realidade é essa. E como eu disse, a realidade sempre se impõe.
Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dá aval para a proposta de emenda à Constituição, que prevê o fim da escala 6x1. Claro que, a partir da admissão dessa matéria, agora o texto segue para apreciação e discussão de uma comissão especial, que vai naturalmente se aprofundar em relação ao texto inicialmente proposto. Deixa eu passar para o Dávila?
Davila, eu tive a oportunidade de participar de um debate com algumas figuras que discorriam a respeito dessa iniciativa. E aí há estudos que apontam sobre o que os trabalhadores fariam com dois dias de descanso.
Porque, convenhamos, o salário médio do trabalhador brasileiro não é alto. Então, não dá para dizer, ah, ele vai pegar um fim de semana e vai lá para Florianópolis. Vai comprar um ticket, vai para Congonhas, comprar um ticket e vai passar um fim de semana em Florianópolis. Tomara que alguém consiga fazer isso. Mas, no geral, na média, muitos...
usarão um ou os próprios dois dias de descanso para trabalhar, para complementar a renda, seja trabalhando com Uber ou alguma outra atividade. Queria que você olhasse para a situação que envolve os pequenos negócios. O Diego tratou disso, né? Uma coisa, quando a gente olha, sei lá, para uma cadeia de fast food.
que tem centenas de lojas pelo Brasil, McDonald's, milhares de trabalhadores. É muito mais fácil você remanejar a escala. Agora, eu fico imaginando o camarada que tem uma pequena lanchonete, que é ele que é o dono e tem um ajudante. Talvez fique impossível para ele.
Exatamente, Caniato, é o que vai mais sofrer. Se essas pequenas empresas não aguentam absorver em torno de aumento de 20% no gasto com funcionário. O que vai acontecer? Vai fechar essa empresa. Aí esse empregado dessa empresa, que provavelmente morava perto do emprego... ...
Vai ter que andar agora duas horas de ônibus pra trabalhar na grande cadeia de lanchonetes, porque o único conseguiu absorver isso. Então, ao invés de gastar esse tempo com a família, ele vai gastar esse tempo no ônibus pra chegar no novo emprego, se ele conseguir um novo emprego.
Porque se for jogar na informalidade, aí ele vai ter que ficar naquela peregrinação do bico, pulando de um lugar pro outro. Então, é um total descompasso com a realidade. Você vai matar os pequenos empregos locais. Vai concentrar os empregos nas grandes empresas que vão conseguir absorver esse custo. Vai fazer com que as pessoas trabalhem cada vez mais longe de casa.
Ou seja, Caneto, é uma proposta de pessoas que jamais olharam para a realidade, a realidade dos números, a realidade da dinâmica de mercado. As pessoas vão não só sofrer mais, em vez de passar mais tempo com a família, vai passar ou tempo na informalidade, ou fazendo o bico, como você falou, ou trabalhando em lugares mais longíquos onde estão as grandes empresas.
Isso vai acabar com o pequeno comércio. Portanto, esse projeto é um desastre que precisa ser arquivado o mais rápido possível. Espero que quando chegue nas comissões especiais, que este bom senso dos estudos, não tem um estudo, Canhato, mostrando os números, que essa matéria é boa para o trabalhador e é boa para o mercado de emprego. Não tem nenhum número, eles não vão conseguir mostrar um único número.
Então, Canhato, é um disparate mexer na vida das pessoas de maneira irresponsável visando conquistar votos nos próximos meses.
Tem mais uma notícia. Insatisfeitos com promessas não cumpridas ou com a postura do governo, então aliados de Lula passaram a criticá-lo e afirmar que até o petista é de direita. A declaração foi dada pelo pré-candidato à presidência pelo PSTU, Hertz Dias.
Ele critica a aproximação entre o Planalto, o Centrão e banqueiros, além do agronegócio, dizendo que o chefe do executivo está muito mais à direita do que antigamente. Já a União Nacional dos Estudantes, que fez campanha pelo petista em 2022, afirmou que Lula está desconectado da juventude e pediu mudanças no Planalto. Deixa eu chamar o Mota, porque a gente faz tantas discussões aqui e reflexões a respeito do que é ser de direito ou não.
E tem essas figuras que estão dizendo que agora Lula é conservador, Lula é liberal e Lula é de direita, Mota. Chamam Mota que o Mota explica. Socialismo é uma religião, nunca esqueçam disso. Funciona assim. O socialismo não erra nunca. Se um socialista errou, é porque não era socialista de verdade. Agora digam, não é um raciocínio maravilhoso?
O comunismo é puro amor, solidariedade e justiça. Mas todos os regimes comunistas até hoje foram ditaduras sanguinárias e assassinas. Ah, diz o militante, isso é porque eles não eram comunistas de verdade. É como disse certa vez o embaixador José Oswaldo de Mera Pena.
Comunistas inteligentes são canalhas. Comunistas honestos são burros. Pessoas inteligentes e honestas nunca são comunistas. Chamados nossos comentaristas, avaliando essa manifestação, especialmente do representante do PSTU, mas também tem alguns...
Acho que são representantes de entidades de estudantes, exatamente, que entendem que Lula não é mais o mesmo. Lula estaria muito alinhado aos partidos do Centrão, ao agronegócio, ao empresariado, aos banqueiros. Você, Cristiano Beraldo, Lula não está atendendo as demandas daqueles que sempre estiveram ao seu lado. Dizem que agora Lula é conservador e de direita.
Olha, Caniato, é interessante, porque Lula tem 80 anos de idade. Essa turma aí é uma turma mais jovem, em tese. A cabeça da turma mais jovem, ela é rápida, ela capta as coisas, ela consegue fazer conexões interessantes. Mas nós estamos vendo que nem isso no Brasil a gente consegue ter. Essas pessoas agora, em 2026, 10 anos depois do impeachment da Dilma, elas estão chegando à conclusão de que Lula é amigo de banqueiro?
Só a gente recapitular, porque eu não sei se eles viviam no mesmo Brasil que nós, mas o presidente e todos aqueles que compunham o seu entorno, nos seus governos, eles passaram por um processo, primeiro chamado mensalão, depois chamado lava-jato, em que grandes empresários...
Davam dinheiro às centenas de milhões para eles fazerem campanha, para comprar as coisas, para enriquecerem. Isso tudo foi revelado em processo, no judiciário. Tem extrato de banco, tem malas e malas de dinheiro, tem tudo isso comprovado. Alguém tem dúvida das relações íntimas do presidente com o universo do dinheiro no Brasil?
Aliás, é só dar uma olhada na lista das pessoas que fazem parte do Conselhão do Lula. Tem esse nome carinhoso, Conselhão do Lula. De quem que o Lula houve conselho? Não é do pessoal da UNE. Não é do presidente do PSTU. É dessa turma que, junto com o governo, vão conseguindo avançar os seus negócios.
O Lula, quando foi à China, a agenda que ele tinha não era com o Steadley, que foi lá acompanhando a comitiva. A agenda era com o empresário brasileiro para o presidente articular, para abrir mercado para ele na China. No Japão, a mesma coisa. E tantos outros países, a mesma coisa. Não é para o Brasil institucionalmente, geopoliticamente se fortalecer. Não, é para ajudar os amigos.
Então, se esses aí agora resolveram se indignar, eles não têm nenhuma condição de participar do debate público, porque ou são milpes ilimitados ou são puramente caras de pau.
Vou chamar o Diego Tavares também, porque trata-se de uma situação em que Lula parece não atender as expectativas de alguns grupos que sempre estiveram ao lado dele, ou sempre apoiaram o partido dos trabalhadores. E aí, você, Diego Lula, está sendo rejeitado?
por aqueles que sempre fizeram parte do seu grupo ou de lideranças conhecidas na esquerda, quais aspectos nós precisamos considerar em relação a essa maneira, como alguns acabam observando o presidente Lula, sempre tão elogiado e enaltecido. Hoje em dia está longe de ser uma unanimidade, né?
Pois é, Caniato, como dizia a minha avó, se o filho fosse bonito, todo mundo ia querer ser pai. Isso é o maior sinal de que o governo Lula não vai bem. O governo Lula não consegue atender nem primariamente as bases históricas que sempre o ajudaram a chegar no poder. Mas eu não discordo totalmente do que essas entidades vinculadas aos estudantes constatam a respeito de Lula não ser um governante de esquerda. De fato, Lula não é um governante de esquerda, também não é um governante conservador ou não é um governante de esquerda.
de direita, Lula só é um mau governante, um governante incapaz de, no ano de dois mil e vinte e seis, entregar o mínimo das promessas de campanha que fez. É um governante incapaz de construir um mínimo de governabilidade junto ao parlamento, que também é de péssima qualidade e muito pouco ligado a esses conceitos de direita, esquerda, conservador.
liberal é um monte de gente que só tá atrás do poder pelo poder, é um monte de gente que quer sentar numa cadeira com uma caneta pesada e lá sentando não sair mais de lá, renovar o seu poder a cada quatro anos. Lula é exatamente isso, um governante que não tem ideologia, que só quer o poder pelo poder, que só quer ter o peso da sua caneta pra tomar as suas decisões, pra conseguir bons acordos, republicanos ou não, para os seus aliados.
E assim como os parlamentares, muitos dos parlamentares, salvo honrosas exceções, que também gostam de ver as pessoas se degladiando nesse debate de polarização de esquerda contra direita, do meu político contra o seu político. E no final do dia, ao longo do processo histórico, nós continuamos enfrentando os mesmos problemas que nós já enfrentávamos lá no começo do século. Eu acho que...
passou da hora de nós termos agora, finalmente, com a chegada desse novo processo eleitoral, aí sim, propostas que de fato tenham um projeto de país. E aí pode ser um projeto de país mais voltado à esquerda, um projeto de país mais voltado à direita, e que essas ideias se encontrem no debate e que saia vencedora a melhor ideia, a ideia que tiver maior adesão.
Agora, o fato é que não é nada disso que nós acompanhamos até aqui. O que nós acompanhamos até aqui, repito, são políticos únicas e exclusivamente interessados nos benefícios financeiros que a carreira na política pode trazer. O Lula não é exceção a essa regra.
Esses grupos cobram promessas e manifestações de Lula. Eles entendem que Lula adotou um discurso em 2022 e não cumpriu aquilo que prometeu. Deixa eu passar para o Dávila também trazer suas reflexões. Você, Dávila.
Dá para a gente classificar Lula como um político de esquerda, um progressista, um socialista, mas ao mesmo tempo ele topa caminhar com integrantes do centrão. Já vimos várias manifestações da velha política, tomar lá, dar cá, lotear ministérios, enfim. Como classificá-lo?
como populista, um populista de esquerda que faz qualquer negócio para se manter no poder. Mas eu acho interessante essa declaração. Me lembro um filme, Caniato, que chamava Adeus Lenin. Adeus Lenin era um filme que passava no período que caiu o muro de Berlim. E essa socialista que acreditava na causa comunista teve uma parada cardíaca e ficou em coma. E quando ela acordou...
O muro de Berlim tinha caído, a Alemanha oriental começou a se modificar e ela não podia ter nenhuma surpresa. Então, os netos preparam todo um cenário fake para continuar como se ainda existisse o comunismo na Alemanha oriental. E ela vivia naquela ilusão de que o socialismo existia e tal. Mas é uma coisa incrível. Essas pessoas vivem numa bolha.
pré-queda do muro de Berlim. O mundo já acabou. Esse discurso, essa maneira de olhar o mundo, não é só completamente errada e desconectada da realidade. Ela vai agravar aquilo que...
Essas pessoas dizem que defendem, que é o combate à pobreza, aumento da igualdade. Nada disso aconteceu com o socialismo. O socialismo foi um sistema que mais causou desigualdade no mundo. Criou tiranias e jamais fez um povo prosperar. Por isso, Lula é um populista esquerdista.
E esse é outra turma que acha que Lula de direita continua parado naquele tempo antes da queda do muro de Berlim. É um excelente filme, inclusive, esse que o Dávila descreveu. Adeus, Lênin. É a dica cultural do Dávila agora, nesse momento. Rápida parada pra você que nos acompanha pela rede.
Ainda dá tempo de mais um comentário, eu giro a reportagem, só confirmar com a direção. Deixa eu passar para o Mota. Mota, diante de uma manifestação aqui, outra ali, tem um grupo insatisfeito com o presidente, ah, não atendeu ao pleito dos estudantes, outro grupo entende que ele está muito próximo aos banqueiros.
Qual é o alerta que devemos fazer para o eleitor com o processo eleitoral que se aproxima? Naturalmente, Lula vai tentar corrigir, talvez, essas insatisfações, talvez atender às muitas solicitações que certamente ele irá receber. Um novo Lula vem aí.
Eu vou ser uma voz um pouco discordante nesse assunto. Primeiro, eu acho que existe, sim, esquerda e direita e as diferenças são abissais.
Eu acho que o que nós estamos vendo, primeiro, a política, a maioria dos políticos está lá para benefício próprio. Isso não deveria ser novidade para ninguém, independente de ideologia. Tem um pequeno número que tem alguma outra coisa em mente. Agora, é evidente que se trata de um político de esquerda.
E eu vou explicar, é muito simples de entender. A essência do pensamento de esquerda, prestem atenção nisso, porque é fácil. O pensamento de esquerda é baseado em duas coisas. Primeiro, o fim da propriedade privada.
Então o sujeito de esquerda quer cobrar o maior imposto possível, ele quer desapropriar a sua terra, ele quer incentivar pessoas a invadir a sua casa, porque a propriedade privada tem que ser eliminada. Menos a dele, né? Porque todos os líderes esquerdistas são muito ricos. Então a primeira coisa é o fim da propriedade privada. A segunda coisa é o controle total da economia pelo Estado.
Escala seis por um, cadastro nacional de PET, o Estado quer se envolver em tudo. Nada pode ter ser feito sem a participação do Estado. Eu acho que a gente vai falar ainda hoje sobre a criação da Terra Brás, a nova estatal brasileira para pesquisar terras raras. Então, o sujeito...
que ataca a propriedade privada noite e dia e acha que tudo na economia tem que ser feito pelo Estado, é evidentemente de esquerda. É claro que há uma diferença absurda de quem pensa assim para quem respeita a propriedade privada e para quem respeita a livre iniciativa. Agora, isso só não é medida de seriedade ou de honestidade.
Eu acho que, por exemplo, uma medida muito melhor para essas coisas é o que a pessoa diz quando tem um palco e um microfone na mão. Eu vou receber agora a rede Jovem Pan. Antes disso, dentro de alguns segundos o pessoal chega, só quero reforçar que a enquete do dia que trata dos movimentos de autocontenção do Supremo Tribunal Federal e se a aprovação de uma medida poderia interromper esse movimento que defende impeachment de ministros.
Se você puder, vote no nosso YouTube. Agora sim, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, vamos chamar a reportagem da Jovem Pan News, vamos acionar o Misa Air My Net, vai trazer os detalhes após a ida aos Estados Unidos, o presidente do PL.
Valdemar Costa Neto afirmou que Eduardo Bolsonaro é quem decidirá o candidato ao Senado por São Paulo. Ao mesmo tempo, o cacique partidário revelou que um nome já está bem encaminhado para a candidatura. O Misa Emanete chega aqui ao vivo e vai trazer os detalhes dessa apuração. Misa, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Consegue revelar, trazer algum tipo de informação? Quem deve ser um dos nomes que disputarão as duas vagas para o Senado aqui por São Paulo? Bem-vindo.
Muito provavelmente André do Prado, do PL, mas a gente ainda não tem certeza, estamos tentando esse contato e essa resposta com Valdemar Costa Neto. Primeiro, boa noite pra você, Caniato, pra todo mundo que participa dos Pingos nos Is, em especial a você que acompanha a programação.
da Jovem Pan, o nome de André do Prado, ele que é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, faz parte do Partido Liberal e é um querido por Valdemar Costa Neto. Por quê? Vamos relembrar, contextualizar, a gente viu André do Prado sempre ali colado com o Tarcísio de Freitas. E Valdemar Costa Neto tentou, e tentou bastante, e ele me disse, tentar colocar... É...
tentou colocar André do Prado como vice de Tarcísio de Freitas do Republicanos. Não deu certo, permaneceu Felício Ramut. E, dada essa situação, ele falou que Eduardo Bolsonaro é quem decide se André do Prado sai como...
um pré-candidato ao Senado por São Paulo e é acirrado. Duas cadeiras, a gente sabe, e ele disse que é André do Prado, ou melhor, que é Eduardo Bolsonaro quem decide. Pois bem, os dois viajaram, foram para os Estados Unidos, estão tendo essa conversa. Estou tentando contato com Valdemar Costa Neto, ainda não recebi retorno, mas nos bastidores...
Dizem que já é certo que André do Prado seja o nome escolhido por Valdemar Costa Neto com o acordo aí com a bênção de Eduardo Bolsonaro. E mais uma vez a gente vê a família Bolsonaro decidindo tudo. São várias as vezes que a gente questiona Valdemar Costa Neto sobre alguma coisa e ele fala, Flávio quem decide? Jair Bolsonaro quem decide? Agora, Eduardo Bolsonaro quem decide?
E como mencionei, é uma disputa acirrada, vocês sabem, em relação às cadeiras pelo Senado. A gente tem, no caso da direita, um nome que já é certo, que é o de Guilherme Derriti, do PP, ele que é secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas. Também Ricardo Salles do Novo, ele que foi ministro na gestão Bolsonaro, ministro do Meio Ambiente. Coronel Mello Júnior, que também faz parte do Partido Liberal. É um nome forte dentro do PL em São Paulo, muito embora...
A gente está com esse nome do André do Prado muito forte em relação à escolha por parte de Eduardo Bolsonaro. Também temos Mário Frias, faz parte do Partido Liberal, um nome robusto dentro do partido e muito querido.
pelos bolsonaristas mais raízes. E o próprio Eduardo Bolsonaro, do PL, que mesmo com uma situação complicada, não impede de tentar o Senado, mas seria mesmo o presidente da Alesp. Agora fazem frente numa disputa...
A Cirrada, a gente já tem aí pesquisas que mostram a candidata Simone Tebit, que agora pertence ao PSB de João Campos, é um nome forte para o Senado em São Paulo. Marina Silva, pela rede, confirmada pela rede, ministra do meio ambiente, está bem competitiva nas pesquisas. E também temos Márcio França, ex-governador de São Paulo, pelo PSB de João Campos, também muito possivelmente a gente fique...
com Simone Tebet e Marina Silva aí enfrentando o Guilherme Derrite. E em breve a gente deve ter a confirmação de André do Prado como nome escolhido pelo Partido Liberal, representando o lado da direita. Qualquer momento, se eu receber alguma mensagem, apuração ou bastidor, aciono vocês para falar dessa decisão de Eduardo Bolsonaro junto de Valdemar Costa Neto. Caniato.
O Misael Maionete é atento, o WhatsApp dele não para, o Misael é repórter, apresentador, ator, produtor, redator, locutor. Valeu Misa, bom trabalho para você. A gente segue em contato, qualquer novidade, por favor, é só nos chamar. Girar com os nossos comentaristas, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para avaliar essa situação de São Paulo, é muito curiosa. Principalmente quando a gente olha para os candidatos ou pré-candidatos ao Senado, né Beraldo?
Todos os levantamentos para o governo do Estado, quem está em primeiro? Está Assisio. Agora, para o Senado Federal, dois de esquerda. Simone Tebet está, acho que em primeiro, em muitos levantamentos. E depois vem Marina Silva. E Guilherme Derritte colado. Em alguns levantamentos, Derritte aparece à frente de Marina. Mas o que pode explicar, primeiro?
que Tarcísio lidere todos os cenários e candidatos de esquerda, ou de centro-esquerda, estejam à frente de Guilherme de Ritchie, por exemplo. Acho que esse é um aspecto. E eu queria que você também discorresse a respeito de André do Prado, presidente da Lespe.
Olha, Caniato, a gente observa essas pesquisas que estão sendo feitas sobre o Senado e tem que se perguntar, faz sentido isso? É razoável a gente imaginar que uma figura como Simone Tebet, que não é de São Paulo, que fez campanha contra Lula, depois foi trabalhar no governo Lula, ela faz parte do Ministério.
com um ministério, com uma atuação que não tem apelo popular, não é que ela está entregando casas à população de São Paulo, resolvendo o problema da saúde da população de São Paulo, ou fazendo uma grande obra de infraestrutura que os paulistas vão poder utilizar.
Simone Tebbitt não é uma figura identificada com o eleitor paulista. Ela sequer é identificada com o próprio Partido dos Trabalhadores, porque ela era opositora ao Partido dos Trabalhadores na eleição, quatro anos atrás.
Então, faz sentido toda essa vontade do eleitorado paulista, agora há seis meses da eleição, já saber que vai votar na Simone Téllez para o Senado? Isso me sou muito estranho. Marina Silva, a mesma coisa. Ela não conseguiu apresentar, estando no Ministério do Meio Ambiente, que é a sua bandeira de vida. Ela saiu do ACA, foi candidata a deputada federal em São Paulo.
E agora ela é ministra do meio ambiente. Ela salvou o meio ambiente? Ela melhorou a condição do meio ambiente? Não, não tem nenhum resultado concreto que a população de São Paulo olhe e fale, não, realmente, a Marina Silva, ela é uma pessoa que faz a diferença pelo Brasil e precisa ser reconhecida pelos paulistas. Não há isso. Aí, ao mesmo tempo, você observa Guilherme Derrick.
Foi da Rota, tem um histórico de combate ao crime no estado de São Paulo. Ele, como deputado federal, relatou leis importantíssimas e articulou muito para impedir os absurdos do governo na área de segurança pública. Foi secretário de segurança pública de Tarcísio de Freitas.
com uma atuação muito corajosa contra o crime organizado. Só não fez mais porque não o deixaram fazer, porque ainda há medo do que a imprensa está dizendo, do que o STF está dizendo e tal, porque eu tenho certeza que se fosse por Guilherme Derritte, se fosse pelo delegado-geral Arthur Dian.
O combate ao crime teria sido dez vezes mais intenso, mais duro, mais firme. E isso é reconhecido pela população de São Paulo? Ele não está em primeiro? Então, Caniato, eu fico me perguntando, será que faz sentido? E eu não consigo encontrar sentido nisso. Agora, a segunda vaga, aquele que concorrerá junto com o hoje deputado Derrite.
ao Senado Federal, vai ser um candidato do PL. Isso aí está acordado, a gente sabe que existe esse acordo. Mas eu, pessoalmente, vejo nesta viagem de Valdemar da Costa Neto com o André do Prado para conversar com o Eduardo Bolsonaro...
uma tentativa de apresentar André do Prado como um candidato viável. Mas eu acredito, isso é uma prensa minha, pessoal, pela forma como eu enxergo o cenário, que existe uma grande chance do próprio Eduardo Bolsonaro concorrer a essa vaga pelo Senado, mesmo fazendo campanha remotamente estando nos Estados Unidos.
Alguns especialistas temem uma judicialização, né? Ou que em algum momento a candidatura seja inviabilizada por conta de alguma ação que seja apresentada na justiça eleitoral. Deixa eu chamar o Diego Tavares. Diego, partidos e...
E lideranças partidárias, caciques, muitas vezes fazem a seguinte análise. Bom, esse aqui vai ser o principal da direita, tem um perfil mais conservador. E aí nós lançaremos um outro com um perfil um pouco diferente, talvez mais moderado, porque ele conseguirá agregar eleitores também do centro e até de centro-esquerda. Mara Gabri, ele sempre surfou nessa onda.
E conseguiu vitórias importantes, porque conseguia votos de vários grupos. Também por conta da sua atuação muito importante na área da pessoa com deficiência. Mas eu queria que você discorresse a respeito dessa possibilidade de André do Prado. Ele consegue conversar com algum grupo em especial? O fato de presidir a LESP o ajuda? Quais as análises sobre essa estratégia de Valdemar Costa Neto?
Olha, Caniato, o Valdemar Costa Neto pode ser chamado de muitas coisas, menos de ingênuo. É um cacique político que não chegou aonde está tomando decisões erradas no campo político, de estratégia política.
Se ele vê em André do Prado possivelmente um nome com forte adesão, certamente ele está considerando as variáveis que se colocam em campo hoje. Notadamente o projeto que vem amparado pelo governo federal com as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, que tracionaram as suas pré-candidaturas de forma mais contundente do que se esperava.
Você acerta no ponto quando diz que a possibilidade que a direita aqui no estado de São Paulo tem de fracassar com duas candidaturas caso lance dois perfis muito semelhantes de candidato é algo que realmente deve ter sido colocado na conta de Valdemar. E André do Prado, nesse sentido, acaba atendendo bem a essa diversificação de perfil em relação a Guilherme Derritte. André do Prado, muito embora seja um quadro do PL, ele...
é um político muito semelhante àquele perfil do PSDB de antigamente, que transita bem entre as prefeituras do interior do Estado, que tem boa interlocução com parlamentares de diversas ideologias políticas dentro do parlamento.
Então, possivelmente, ele tem essa possibilidade de transitar não só entre o voto da direita, mas também entre o voto desse espectro do centro, desse eleitor que não necessariamente vota nos candidatos que se identificam mais à direita. Então, isso dá a ele uma chance não só de conquistar a segunda vaga, em que parece que não esteja refletido nas últimas pesquisas, mas há um favoritismo de Guilherme de Ritchie no campo da direita.
ele pode transitar na segunda vaga e também com isso conseguir se focar ao menos uma das vagas das ex-ministras, que como eu disse, apareceram de forma muito contundente nos levantamentos que se realizaram até então. A direita aqui no estado de São Paulo perdeu o timing um pouco a respeito dessas indicações. Ficaram muito à vontade.
porque a esquerda demorou para apresentar um projeto, mas quando o governo federal, a base governista, apresentou as suas candidaturas aqui, também, tal como Flávio Bolsonaro surpreendeu na sua pré-candidatura à presidência da República, os quadros paulistas também surpreenderam em relação aos seus números nos levantamentos. Isso força...
que se corra, que se acelere a estratégia a ser adotada, porque esses candidatos precisam entrar em pré-campanha. Então, eu acredito que André do Prado, dentro de todos os nomes que se colocam, considerando que Eduardo Bolsonaro tinha alguns pré-candidatos favoritos, mas que são candidatos daquele bolsonarismo mais raiz, que podem encontrar um conflito com outros quadros que também se colocam.
Talvez André do Prado seja o melhor quadro, considerando a existência desse acordo que dá essa vaga ao PL, entre os quadros que se põem do partido, certamente alguém que consegue transitar melhor nessa votação de centro. Agora, detalhes e informações sobre o fechamento do mercado com ele. Pablo Spayer, o Tourinho. Acompanhe.
Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Oferecimento, QI Tech, infraestrutura financeira para o seu negócio. Boa noite, Brasil, ouvintes da Jovem Pan. E na volta do feriado, a nossa bolsa caiu o dia inteiro. Fechou com 1,70% de queda na contramão de Nova York.
Dois fatores pesaram na B3 hoje. Primeiro, o petróleo que subiu, voltou para cima dos 100 dólares, fechou valendo 101 dólares e 50 centavos, puxando os juros futuros para cima, o que pressionou as ações ligadas à economia doméstica, que são mais dependentes de crédito, para baixo.
Todo mundo sabe, se os juros sobem, a bolsa cai. Dois, o ajuste pós-feriado. Ontem, o EWZ, que é o ETF, que representa a bolsa brasileira em Nova York, caiu 1,20%. E essa conta chegou hoje, pesando principalmente sobre ações de bancos e ações de empresas de varejo.
A bolsa só não caiu mais por conta das ações das petroleiras, como Petrobras, que subiram e seguraram o índice Bovespa. O dólar fechou praticamente no zero a zero, valendo R$ 4,96. Boa noite. Fechamento Touro de Ouro, com Pablo Spayer. Os Pingos nos Is, Jovem Pan.
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