Imprensa dos EUA compara PCC a máfias / CPI do Master perde força
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (21):
O jornal The Wall Street Journal publicou um alerta contundente sobre a expansão do PCC, classificando a facção brasileira como um dos maiores players do crime organizado mundial. A reportagem detalha como o grupo ultrapassou as fronteiras da América Latina, estabelecendo uma rede logística que conecta portos brasileiros à Europa e à África. Para a imprensa internacional, o avanço do PCC e suas alianças com máfias estrangeiras representam uma nova e perigosa fase do narcotráfico global, colocando a segurança nacional brasileira sob os holofotes das principais agências de inteligência do mundo.
A movimentação para a abertura de uma CPI para investigar os contratos do Grupo Master com o Governo Federal perdeu fôlego nos bastidores do Congresso Nacional. Enquanto a oposição tentava viabilizar o quórum necessário, a articulação política da base governista e a cautela do Centrão reduziram o ímpeto da proposta. No plano jurídico, o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, sinaliza uma tendência de negar pedidos de abertura compulsória de apuração, sob o entendimento de que cabe ao Legislativo a autonomia sobre suas comissões, o que deve dificultar o avanço das investigações no curto prazo.
Parlamentares da oposição no Congresso Nacional levantaram questionamentos sobre a condução da política externa brasileira em relação ao governo dos Estados Unidos. A tese defendida por lideranças oposicionistas é de que o acirramento do discurso diplomático estaria sendo utilizado como uma ferramenta para mobilizar bases eleitorais e tentar reverter os atuais índices de rejeição do Governo Federal.
A diplomacia entre Brasil e Estados Unidos enfrenta um novo impasse após a administração de Donald Trump negar oficialmente a existência de um acordo de cooperação anunciado pelo governo brasileiro. Em comunicado, autoridades americanas contestaram as informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, afirmando que não houve formalização de parceria nos termos descritos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra a administração de Donald Trump, mencionando a possibilidade de expulsar autoridades americanas do território brasileiro. O Palácio do Planalto alega que a gestão republicana tem cometido abusos e interferências na soberania nacional, citando episódios recentes de pressão diplomática. A declaração ocorre em um momento de extrema fragilidade nas relações bilaterais, enquanto o governo brasileiro avalia medidas de reciprocidade e endurece o discurso contra o que classifica como excessos de Washington no tratamento de questões internas do Brasil.
O vereador Carlos Bolsonaro, pré-candidato ao Senado, subiu o tom contra membros do próprio partido (PL) que hesitam em fechar questão em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro. Em declarações recentes, Carlos afirmou que irá "corrigir" aqueles que não demonstrarem apoio integral ao irmão, intensificando uma série de críticas públicas que já vinha fazendo a correligionários. O movimento expõe o clima de cobrança e vigilância imposto pelo núcleo familiar sobre a bancada do PL, aumentando a pressão sobre parlamentares que buscam maior autonomia política dentro da sigla.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) e lideranças da oposição no Congresso Nacional levantaram suspeitas sobre a integridade da reforma do Judiciário em debate. Marinho questionou publicamente o alinhamento político entre ministros de tribunais superiores e aliados próximos ao presidente Lula, afirmando que as articulações ignoram o código de ética da magistratura. Para a oposição, a proposta, da forma como está sendo conduzida, pode comprometer a independência dos poderes e servir como um instrumento de blindagem política, em vez de aperfeiçoar o sistema de justiça brasileiro.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
Bruno Musa
Cristiano Beraldo
Luiz Felipe Dávila
Misael Manetti
Roberto Mota
- Comparação do PCC com máfiasExpansão do PCC · Atuação internacional do PCC · Classificação do PCC como terrorista
- CPMI INSS e Banco MasterPerda de força da CPI · Articulação política no Congresso
- Atuação de Lucia na políticaCampanha de Flávio Bolsonaro · Apoio de prefeitos e vereadores
Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos mais importantes do dia e contando sempre com a análise dos comentaristas da Jovem Pan.
Eu sou Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial. Para começar, integrantes da oposição avaliam que os recentes ataques de Lula contra Trump e os Estados Unidos são uma tentativa desesperada do petista em retomar na ativa de interferência americana na soberania brasileira. Após o tarifaço no ano passado, o chefe do executivo conseguiu aumentar a sua popularidade. E para a parte da direita...
Essa crise diplomática é a estratégia para diminuir a rejeição do Planalto neste ano eleitoral. Com isso, aliados de Flávio Bolsonaro alertaram a gestão norte-americana, a gestão de Donald Trump, que um novo tarifácio ao Brasil pode ajudar eleitoralmente Lula. Ao mesmo tempo, esses interlocutores intensificam conversas com os Estados Unidos.
para viabilizar a retomada da lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, além de pedir mais ações contra grupos criminosos, as facções, Comando Vermelho e o PCC, classificando elas como organizações terroristas. Chama aos nossos comentaristas, o Bruno Musa já está a postos, preparado, trazer suas impressões. Musa, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. É interessante os detalhes trazidos nessa notícia, quando faz uma referência ao tarifácio.
E a maneira como a atual gestão se utilizou disso, inclusive fazendo um ajuste ali no discurso, o nós contra eles, atentado à soberania, precisamos ser mais fortes, enfim. E há uma leitura de que o governo Lula poderia retomar esse tipo de estratégia de ódio, claro, no processo eleitoral. Quais aspectos devemos nos atentar? Bem-vindo. Não te escuto.
Bom, Bruno Musa, então... Eu não te escuto. Ok, eu entendi. Bruno Musa, sem a comunicação, daqui a pouco eu vou chamá-lo e aí ele vai trazer a análise dele a respeito dessa notícia. Então, vamos chamar o Luiz Felipe Dávila. O Dávila também está preparado, apostos. Dávila, seja bem-vindo, ótima noite a você. Então, vou passar rapidamente para...
Você fazer a reflexão a respeito dessa análise que muitos fazem, né? A história do tarifácio ajudou, em alguma medida, a gestão federal. O governo Lula, principalmente quando olhamos, nos atentamos às pesquisas realizadas à época. Agora querem forçar uma nova briga. Acham que isso pode ajudar eleitoralmente. Será que cola?
Boa noite, Caniato, Mota, Mousa, Beralde, a nossa querida audiência. O governo Lula adotou esse discurso nacionalista para atacar os Estados Unidos, mostrar essa ingerência indevida do governo americano em assuntos internos do Brasil, isso criou uma onda e aí...
evidentemente a reação da oposição é alertar o governo Trump que qualquer forma de tarifa hoje beneficiaria a Lula, lógico, porque toda essa narrativa nacionalista ia apresentar o Lula como defensor da soberania, contra a ingerência americana, contra a arbitrariedade do governo Trump. Então
É melhor não apelar para guerra tarifária neste momento, porque isso ajudaria o governo Lula. Agora, o governo Lula vem cometendo vários deslizes. E nós provavelmente vamos tratar desse outro tema, que é justamente sobre a expulsão do membro da Polícia Federal, Marcelo Ivo, dos Estados Unidos. Que, de novo...
Lula tenta polemizar com o presidente americano justamente para dizer que essa expulsão é uma forma de ingerência dos Estados Unidos em assuntos internos, quando não tem nada a ver. Então, tem que tomar muito cuidado porque esta hoje é a narrativa de Lula em relação aos Estados Unidos, mostrar que o Brasil é dono do seu destino, o Brasil não vai aceitar nenhuma forma de ingerência norte-americana.
E que, na verdade, os bolsonaristas são serviçais de Trump. Então, isto é a narrativa política. É preciso saber reagir a ela e mostrar que a defesa da soberania brasileira não tem cores partidárias. Tem a ver com a defesa do interesse nacional.
Pois é, o Dávila mencionou o outro tema, sim. Diz respeito àquela decisão que foi tomada pelas autoridades norte-americanas, a expulsão de um policial federal brasileiro, integrante da Polícia Federal, e a manifestação do presidente da República. Daqui a pouco a gente vai trazer as análises a respeito disso.
essa repercussão e o que disse, né? Como interpretou o presidente da República. A gente vai trazer um item em separado. Deixa agora sim passar para o Bruno Musa. Havia um problema de comunicação, o Musa não me escutava. Agora sim, né, Musa? Bem-vindo, ótima noite a você. Quais aspectos dessa interpretação que vem sendo feita pelo governo nós devemos nos atentar? Muitos integrantes do Palácio do Planalto...
gostariam de forçar, pelo menos as informações de bastidores apontam para isso, querem forçar uma briga para reforçar a narrativa eleitoral do nós contra eles. Precisamos defender a soberania. Então vocês precisam contar com a gente alguma coisa nesse sentido. O que devemos nos ater neste momento? Bem-vindo.
Muito obrigado. Boa noite, Caniato, Davi, Laberaldo, Mota, todos que nos escutam. Nesse dia de Tiradentes, que eu acho que vale a menção a ele, que morreu ali por questionar o chamado quinto dos infernos, 20% de imposto que nós éramos obrigados a pagar e hoje já pagamos 35% do PIB para sermos espoliados e tirarem a nossa propriedade privada pelas mãos autoritárias da máquina pública.
que é justamente a linha do que a gente vem falando agora a respeito de todos os temas que envolvem o Brasil. Sempre você tem a máquina nos forçando. E o que nós vemos hoje é, mais uma vez, o governo Lula forçando essa briga em nome do Brasil, ou seja, representado pelos pagadores de impostos, ele abrindo a boca para falar e comprar briga contra o nosso maior parceiro comercial, ou melhor, segundo maior parceiro comercial, o primeiro é a China. E ele, esses Estados Unidos, são a maior economia do planeta Terra.
Então fica evidente que aqueles momentos que fingiam trazer algum tipo de paz entre os dois países era o que nós falamos aqui. Nunca existiu, sempre foi da boca para fora e, no meu entender, sempre foi muito óbvio, porque são ideologicamente opostos. O grande ponto é que comprar uma briga contra os Estados Unidos, sendo o Brasil uma economia muito mais frágil, muito mais fraca, é perigoso.
e não é nem um pouco estratégico. Se quiser seguir com isso, infelizmente, em nome de um governo, um partido, todos nós, 200 milhões de pessoas, pagaremos as contas disso tudo por uma falta de estratégia. E tudo para manter aquela narrativa da soberania. Soberania é essa que está entregue a mais de 25% do território, entregue ao crime organizado, onde brasileiros precisam viver sobre as regras desse crime, desse Estado paralelo. Essa é a tal soberania que o Brasil diz querer manter,
Será mesmo? Acho que vale a reflexão. Pois é, deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para trazer também as reflexões dele a respeito desse diagnóstico, esse raio-x que muitos integrantes do Palácio do Planalto fizeram e entendem que é preciso retomar a narrativa de interferência norte-americana.
defesa da soberania nacional e alguns elementos poderiam ser utilizados para reforçar esse discurso quais alertas todos precisam ter a partir de um cenário meio que ensaiado em Beraldo, bem vindo, boa noite
Boa noite, Caniato, Musa, Mota, Dávila. Boa noite, audiência que prestigiei diariamente os pingos nos is. Caniato, é o velho discurso de sempre. Foi o que sobrou para o atual governo brasileiro. Eles não conseguem entregar absolutamente nada de concreto ao país.
Não há ali um grande projeto econômico, não há um grande projeto social, não há um grande projeto de infraestrutura, não há um grande projeto de segurança, não há grandes projetos, aliás, não há projeto. O projeto é se manter no poder.
Esse é o grande desafio. E neste afã de se manter no poder, nós estamos vendo, assistindo, o governo, os membros do governo mentindo descaradamente. E esse é mais um exemplo que temos de que tudo vale para preservar a narrativa que se deseja.
Os Estados Unidos tomou uma decisão baseada numa coleta de informações e provas que demonstraram que havia um representante do governo brasileiro que tinha a prerrogativa de ajudar o ICE, que é a Polícia de Imigração Norte-Americana, a identificar aquelas pessoas que estavam cometendo crimes no território americano. Ou ainda que...
eram procuradas no Brasil, mas que estavam ilegalmente nos Estados Unidos. Não era o caso de Ramagem. Ramagem entrou com visto e estava aguardando a decisão sobre um pedido de asilo. Então, não havia nada de ilegal na permanência de Ramagem nos Estados Unidos. Entretanto...
O governo norte-americano tomou ciência de que este representante do governo brasileiro estava agindo para fazer registros, monitoramento, tudo isso de forma ilegal dentro dos Estados Unidos.
E baseado nesta conduta ilegal, inadequada, que foge completamente ao acordo de cooperação que permite a estada de um representante da Polícia Federal Brasileira nos Estados Unidos, este delegado foi convidado a se retirar dos Estados Unidos. Foi isso que aconteceu.
E eu falava ontem, Caniato, que restava sabermos se este representante do governo brasileiro seria cobrado ou acolhido, e nós estamos vendo o que está acontecendo. O governo brasileiro, ele já se antecipa...
para dizer, ah, se tiver alguma coisa aí que nós vamos retaliar, que nós vamos usar a reciprocidade, o governo brasileiro vai chutar mais um representante do governo Trump do Brasil, porque já negou visto, lembra que suspenderam visto um representante do governo Trump que ia visitar o Brasil? Pois é, vão seguir nessa. E por que vão seguir, Caniato?
Porque não importa a relação entre dois países. O governo brasileiro sequer considera a dimensão, o tamanho, a importância dos Estados Unidos. Não é o Trump. Trump é o presidente hoje. Não será daqui a três anos.
Estados Unidos é o principal país das Américas. Deveria ser o nosso parceiro comercial preferencial, até por causa da proximidade. Mas não. Este é um país, é um mercado, é uma economia negligenciada pelo governo brasileiro.
e agora vão apostar na narrativa, dando uma banana para a geopolítica, para os interesses econômicos, para o bem maior do Brasil e dos brasileiros. É isso que nós estamos assistindo mais uma vez, uma atuação completamente medíocre do ponto de vista internacional do atual governo.
A análise de integrantes da oposição que indicam que os integrantes do governo, pessoas que são muito próximas ao presidente da república, estariam usando a crise para fins eleitorais, ou pelo menos alguns aspectos da relação Brasil-Estados Unidos para turbinar o processo eleitoral, o discurso eleitoral e a narrativa que vai ser adotada. Deixa eu chamar o Roberto Mota.
Também está com a gente neste feriado. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Há indicações, pelo menos nessa notícia, que aliados de Flávio Bolsonaro estariam alertando a gestão de Donald Trump que um novo tarifaço poderia dar munição à Lula e aos seus auxiliares no processo eleitoral deste ano. E colocam também no mesmo bojo até a história da classificação dos...
grupos criminosos brasileiros como terroristas, que isso poderia inclusive dar munição para a atual gestão, falar em soberania, ataque à soberania nacional. Quais aspectos lhe chamam a atenção? Bem-vindo.
A soberania nacional foi redefinida, Caniato, ontem, ontem, ontem, quando uma operação policial aqui no Rio de Janeiro, feita em conjunto com a polícia da Bahia, para capturar bandidos baianos que estavam operando seus negócios aqui do Rio de Janeiro.
ela deixou turistas que tinham ido fazer turismo em regiões do narcotráfico, uma coisa que eu nunca entendi muito bem, mas eles estavam lá, e aí eles ficaram ilhados em cima do morro por causa do confronto com os narcotraficantes. Essa é a soberania nacional. Boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. Eu acho isso uma grande bobagem.
Eu nunca achei que essa história de tarifa tinha qualquer influência sobre o voto da maioria das pessoas. O que dirá, então, imaginar que o cidadão brasileiro vai achar ruim que os Estados Unidos classifiquem as facções como terroristas?
Vai achar que isso é um tentado à soberania e vai votar na esquerda por causa disso? Olha, esse raciocínio, para mim, não faz nenhum sentido. Aliás, a maioria das pessoas nem consegue acompanhar direito como está essa história das tarifas. Na minha opinião, a única tarifa que tem relevância nessa eleição...
é a taxa das blusinhas. Essa, sim, causou um prejuízo irrecuperável, mas ao governo. Na verdade, na minha realidade, nas ruas onde eu ando e com as pessoas a que eu converso,
A opinião de maioria delas é que a timidez do governo Trump em reagir às provocações do atual governo federal do PT, isso sim é o que ajuda a esquerda.
Deixa eu passar mais uma vez para o Dávila, porque é preciso também entender o quanto a administração norte-americana pode ser influenciada por um alerta, por exemplo, de um aliado de Flávio Bolsonaro. Se alguém chegar e disser, olha, se vocês aplicarem uma tarifa, vocês estarão ajudando o Lula a se reeleger. As coisas funcionam nesses termos, Dávila? Porque senão fica parecendo que a gestão é suscetível a palpite e sugestão de...
figuras que não tratam na esfera diplomática, né? Conta pra gente como é que funciona esse tipo de comunicação na prática. Isso é totalmente fantasia, Caniato, achar que a política externa americana para o Brasil será feita com conversas de pé de ouvido com uma pessoa A ou pessoa B. Isso não existe. Os Estados Unidos tem um departamento de política externa, tem lá a famosa
o setor, o que ele chama Desc de América Latina, e ali está o Brasil, e tem gente especializada em Brasil, a própria interlocução com a embaixada aqui, com várias pessoas, é, na verdade, um mosaico de conversas, dados, informações, que acabam moldando a política externa dos Estados Unidos em relação ao Brasil. Então, não existe essa pessoa que tem um poder excepcional, uma influência inacreditável, que pega o telefone e liga.
para o presidente dos Estados Unidos, e aí dali ele vai definir a política externa americana. As coisas não funcionam assim. Então isso é, na verdade, lorota para se contar em época de eleição para dizer que a pessoa tem grande influência junto ao governo norte-americano. Isso não existe.
O governo americano sabe muito bem o que tem que fazer em relação ao Brasil, apenas esses alertas são importantes para sentir a temperatura eleitoral de determinados temas aqui. É óbvio que essa questão de defesa de soberania nacional, num país que hoje é absolutamente irrelevante na política externa, é a única coisa que sobra para camuflar a ausência de uma política externa brasileira.
Não podemos esquecer que a política externa brasileira, aquela que deveria defender os interesses do Brasil, inexiste nesses 20 anos de governo Lula. A política externa foi transformada nesse puxadinho da política partidária, ideológica, militante, que jogou o Brasil na absoluta irrelevância externa. Ninguém se importa com o Brasil hoje. O Brasil não tem mais opinião.
que pesa em relação a absolutamente nada. Porque essa política militante, essa história de querer dar caneladinha nos Estados Unidos e na Europa e se aliar unicamente ao tal do sul global, isso é tudo...
Totalmente irrelevante no mundo de hoje. Por isso, o Brasil escolheu o péssimo caminho. O caminho da ideologia militante, da política externa partidária e ignorou a postura do Brasil internacional, negligenciando uma excelente tradição do Itamaraty em defender os interesses nacionais.
Pois é, mas quando mencionam o processo eleitoral, deixa eu passar para o Bruno Musa. Bruno, recentemente o presidente da República, em um discurso, ele chegou a mencionar que na visão dele é muito importante, ele usou o seguinte termo, regular as redes sociais, não, ele falou, regular tudo que for digital.
E aí, lá na frente, nesse discurso, ele disse que era preciso essa regulação para proteger o país de interferência estrangeira no processo eleitoral. Alguma coisa nesse sentido. E eu queria que você trouxesse um pouco da sua percepção sobre intenções e desejos, por exemplo, do governo norte-americano. Uma coisa é um governo simpatizar mais com A, com B.
Ou com C. Outra coisa é o governo arregaçar as mangas para interferir de fato no processo eleitoral. Lhe parece o quê? Uma narrativa, uma fantasia feita pelo presidente da república?
Sim, até uma irresponsabilidade, porque veja só, Caniato, aquele discurso de que quando a pessoa é eleita ela governa para todo mundo, isso é uma grande mentira. Afinal de contas, quando um governo X ou qualquer ele foi eleito, ele deveria pensar realmente nos interesses do Brasil como um todo e não colocar o seu perfil ideológico...
a frente. Claro que isso é inevitável, o caminho que ele vai seguir, mas nesse caso está sendo explícito. E o pior é que ele usa, obviamente, de todos os recursos extraídos de toda a sociedade para fazer uma política partidária que não beneficia o país do ponto de vista econômico.
institucional, de geração de renda no médio e no longo prazo. Não há esse pensamento estratégico. Há um total descalabro na política externa brasileira. Não é de hoje. A gente já vem falando isso há muito tempo. Então, é importante nós entendermos e colocarmos, ou desromantizar, talvez seja uma palavra melhor colocada, nessa parte da política. Os governos mentem. O burocrata, ele precisa mentir.
para falar que está fazendo algo para o bem do país. Pense bem, imagina se o governo ao longo desses últimos três anos viesse a público e falasse, pessoal, estou aumentando os impostos porque eu gasto demais e preciso aumentar a minha arrecadação. Seria mais fácil a população se revoltar pelo aumento de impostos.
Ou qualquer outra causa que ele venha a lutar. Ora, vou bater de frente com os Estados Unidos porque eu sou contra o posicionamento ideológico de Donald Trump. Você precisa pintar a noiva bonita. Precisa justificar que é para o bem da população, que é para a soberania, porque senão os gringos, os yanquis virão aqui, tomarão as nossas terras, ou que os altos impostos são importantes para tirar dinheiro dos ricos que já tem muito e não pensam nos pobres e não querem a divisão, a tal da justiça social.
Blá, blá, blá, a mesma ladainha, não apenas do PT, a mesma ladainha histórica durante mais de século no mundo todo. Ou seja, chegamos no ponto onde a população começa a ficar mais amadurecida politicamente e precisa separar o joio do trigo, separar o emocional do racional. E a gente precisa ter nesse racional um preparo maior.
O que nós queremos com esse conflito com os Estados Unidos? Nós temos eleições agora, imaginemos que Lula seja reeleito. Terá mais alguns anos para enfrentar o Trump, que continuará sendo presidente pelo restante do seu mandato. Qual será a relação e como isso beneficia, economicamente principalmente, aos brasileiros? Será que há um...
Um benefício ou uma luta ideológica para tentar angariar votos nas eleições? E depois, o que vem? Mais sofrimento pela frente com toda a crise doméstica que já temos plantada? Então, eu acho que passou do ponto da gente olhar realmente com lupa. Entender que os discursos, eles são mentirosos.
E eles têm um viés eleitoreiro, grande parte deles. Para o governo do PT, que já ficou no poder disparado o maior número de dias frente ao segundo maior partido, foi o MDB desde 1985, passou do tempo de provas concretas, de entendermos que tudo isso são narrativas e que a vida média do brasileiro, em termos reais, não avança.
Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, para o Beraldo fazer um complemento também nessa análise que os nossos comentaristas estão fazendo. Você, Beraldo, para além do episódio que envolve a saída do Policial Federal, que daqui a pouco a gente vai trazer uma atualização, mas a gente tem visto discursos recorrentes do governo brasileiro, principalmente do presidente.
sobre maneiras como o governo norte-americano se posiciona em relação ao Brasil. Pode ser sobre as facções criminosas, as questões tarifárias, também a regulação das redes sociais ou regulação das plataformas digitais. Ou até a maneira como as empresas americanas atuam por aqui. Queria que você trouxesse um pouco da percepção sobre...
Como que os Estados Unidos enxergam o Brasil em um processo eleitoral? O fato de alguém estar no poder ou em vias de vencer um processo eleitoral, isso não fomenta os Estados Unidos a atuarem nos bastidores para impedir determinada pessoa de chegar lá. Porque esse é o discurso que muitos acabam defendendo por aqui, né? Falam em interferência de fora. É preciso regular as redes sociais, porque senão os Estados Unidos virão aqui.
Olha, Caniato, no ponto de vista prático da realidade, do mundo como ele é, o Brasil é um país desimportante para os Estados Unidos. E por que eu digo isso? Porque tem uma escala de importância para os Estados Unidos na relação com países que fazem a diferença e que os Estados Unidos se dedicanam, dedicanam tempo para poder organizar essas relações, especialmente agora.
em que os Estados Unidos estão envolvidos numa série de desafios globais, ainda permanece o desafio de resolver a guerra entre Rússia e Ucrânia. Agora tem toda essa situação com o Irã, que é gravíssima, que consome muitos recursos militares e financeiros e tem repercussões inflacionárias, tem uma série de outras repercussões dentro dos Estados Unidos e no mundo.
Nós temos questões extremamente importantes na África, porque existem conflitos na África que geram impacto na própria produção de petróleo, uma série de outras questões importantes.
tem a relação com a China, tem a relação com o Vietnã, tem a Coreia do Sul, tem o Japão. Então, todo esse mundo complexo demanda dos Estados Unidos uma atenção muito grande, porque o grande desafio que está diante dos norte-americanos é a permanência dos Estados Unidos da América como a grande liderança global. Esta posição está ameaçada pela China. Isso é um fato concreto.
Então, diante disso tudo, quando a gente olha para a posição que o Brasil ocupa, não é uma posição relevante. Ela só se torna relevante naquilo que diz respeito ao tráfico de drogas. Por quê? Porque o governo Donald Trump identificou que as drogas que entram nos Estados Unidos, especialmente vindo da América do Sul,
produzem internamente problemas gravíssimos, tanto de criminalidade como problemas de ter que cuidar de uma parcela da população que é viciada em drogas. Então, isso sim impacta os Estados Unidos e eles vão agir.
O governo brasileiro pode gostar, pode não gostar, pode espernear. Eles vão agir, assim como agiram na Venezuela, assim como lançaram bombas contra embarcações que estavam transportando drogas. Isso vai acontecer em relação ao Brasil, eu não tenho a menor dúvida disso. Agora...
A mudança de governo, se for uma mudança para um governo que melhore as relações com os Estados Unidos, os Estados Unidos vão achar ótimo. Vai ser muito bom, aí sim, fortalecer a relação com um país que tem um governo que quer ser parceiro dos Estados Unidos. Aconteceu com a Argentina. Javier Millet é a prova disso.
Então, Caniato, os Estados Unidos não vão gastar a energia, a força para vir ao Brasil e fazer ali uma maracutaia para poder influenciar? Não é esse jogo. Eles estão bombardeando o Irã, potência nuclear, com uma tecnologia jamais vista. Estados Unidos e Israel estão fazendo coisas impressionantes do ponto de vista militar. Então, não é essa situação do Brasil que se torna relevante para os Estados Unidos.
Agora, o que nós temos é que observar a posição do governo brasileiro. O Brasil hoje é presidido por uma espécie de Homer Simpson, uma figura que esbravejava...
Aí ouviu um elogio. Aí ficou todo feliz. Ai, agora somos amigos. Tá vendo, Bolsonaro? O Trump quer ser meu amigo. Ai, ai, ai, agora eu vou mostrar pra você como é que se faz diplomacia. E ficou nessa conversa, assim, embasbacado, impressionado. Nossa, o homem mais poderoso do mundo. Falou bem de mim. Quer ser meu amigo. Falou que vai conversar comigo de novo. Aí o nosso Homer Simpson vai pra Ásia.
Tem uma reunião com Donald Trump, vocês vão se lembrar disso. Nesta reunião, ela foi precedida de um encontro público com a participação da imprensa, que era só o que Donald Trump queria. Donald Trump conversou sobre N assuntos na presença do presidente brasileiro.
E a ponto do presidente brasileiro ter ficado tão incomodado que ele disse, olha, vamos deixar as perguntas para depois, vamos lá para a nossa reunião privada. E o que foi aquela cena? Donald Trump saiu dali para ir para a China, negociar terras raras. O que ele queria demonstrar?
para a China, para Xi Jinping, é que ele tinha construído uma ponte de relacionamento amistoso com o Brasil e que caso aquele acordo com a China não saísse, ele tinha uma alternativa com o Brasil. Pois bem, Donald Trump saiu desse encontro patético com o Homer Simpson brasileiro e foi a China que fechou o acordo de Terras Raras e resolveu o problema dele.
E nós ficamos aqui assistindo. Parece aquele cachorro feliz, quando vê o dono, depois que o dono volta de viagem, abana o rabo e tal. É patético. É uma postura absolutamente indecorosa do ponto de vista diplomático, sem nenhuma inteligência, sem nenhuma estratégia, sem nenhuma visão geopolítica, sem entender o que é o mundo.
A nossa diplomacia hoje, Caniato, é sentar num jantar com o presidente chinês e pedir ajuda para ele vir ao Brasil e intervenir nas redes sociais. Esse é o tamanho do papelão internacional que nós fazemos. E agora este episódio, em relação ao representante do governo brasileiro que foi pego no flagra nos Estados Unidos, isso acontece quando o presidente brasileiro está em tour pela Europa.
Então tudo tem dimensão internacional. Aí fica machão. Vamos retaliar. Ah, eu vou também dar o troco. Donald Trump que espere por toda a minha astúcia. Mas todo mundo sabe que isso é uma conversa absolutamente ridícula sendo dita por quem não tem nenhum histórico de agir de forma inteligente, estratégica e pensada.
Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, destacando os principais assuntos do dia e também movimentando a reportagem da Jovem Pan News. A relação entre o Brasil e os Estados Unidos parece estar cada dia pior. Desta vez, integrantes da gestão Trump chegaram a dizer que o governo Lula mentiu ao fazer dois anúncios de suposta parceria.
nos últimos dias. Quem vai trazer os detalhes da notícia é a Júlia Fermino. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos I. Júlia, seja bem-vinda. Uma ótima noite a você. Então, conta para o nosso público. Os dois anúncios, inclusive, são sobre uma alegada cooperação entre os dois países. Foi isso? Conta para a gente. Bem-vinda.
Seria exatamente isso, Caniato, uma alegação de cooperação em relação à segurança, viu? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui também no Pingo Zuzis, na programação da Jovem Pan. Fato é que integrantes do governo dos Estados Unidos disseram que o Brasil exagerou, ou seja, passou do ponto ao anunciar uma suposta...
parceria recente, algumas supostas parcerias recentes entre os dois países. A primeira delas teria acontecido ainda em 10 de abril, ou seja, no comecinho desse mês, quando eles tratavam ali do Porto de Santos. As autoridades, tanto dos Estados Unidos como do Brasil, se reuniram. E aí, dentro dessa reunião, estava inclusive o ministro da Fazenda, Dário Dúriga.
E aí eles estavam discutindo a fiscalização do Porto de Santos, importante porto do país, o principal na realidade. E nessa carta havia, aliás, uma carta na mesa, uma carta de intenções que não foi assinada. Só que mesmo assim...
Mesmo sem a carta assinada, logo depois da reunião, o governo brasileiro anunciou uma cooperação no combate a armas e também a drogas. Uma relação junta, né? Entre Brasil e Estados Unidos. O segundo caso, o caniato, teria acontecido em 13 de abril, ou seja, três dias depois dessa primeira reunião. Quando o Lula anunciou a prisão de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos e tratou isso como uma cooperação.
internacional, ou seja, uma relação entre Estados Unidos, Brasil, os dois cooperando para que essa ação fosse tomada. E aí o governo americano estranhou essa divulgação e Ramagem foi liberada depois de uma outra investigação, liberado logo após isso e está aí nos Estados Unidos livre, né? Os Estados Unidos, inclusive, pediram a saída logo depois desse caso de um agente da Polícia Federal que atuava ali junto do ICE.
Tudo isso gerou essa torta de climão, esse estranhamento de fato, uma tensão diplomática e dúvidas também sobre a comunicação entre o nosso país e os Estados Unidos. Volto com você.
Legal, Júlia Firmino trazendo detalhes a respeito dessa situação, uma divergência de informações entre os dois governos. A Júlia segue acompanhando essas movimentações. Qualquer novidade, ela volta aqui na programação. Valeu, Júlia, bom trabalho para você. A gente segue em contato. Deixa eu chamar os nossos comentaristas. Deixa eu passar a bola para o Roberto Mota.
Próximo da lista é o Roberto Mota para analisar a situação que envolve a interpretação que os Estados Unidos têm feito das informações divulgadas pelo governo brasileiro. E aí os integrantes da gestão Trump falando que a gestão brasileira mentiu ao anunciar a parceria. Então não tem interpretação de texto aí. Foi informação errada. Agora, foi informação errada por incompetência.
Ou porque, de alguma maneira, tentariam colher os frutos de alguma maneira. Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente. O Roberto Mota fará a análise dessa informação trazida pela reportagem. Vai lá, Mota.
Caniato, o inglês tem expressões maravilhosas. Uma delas é talk is cheap. Traduzindo para português, falar é fácil. O governo do PT é boquirroto. O exemplo vem de cima.
As altas autoridades federais não perdem a oportunidade de perder uma oportunidade. E isso é especialmente perverso na área de combate ao crime, porque muitas vezes eles fazem exatamente o oposto do que dizem que estão fazendo.
Mas essas pessoas sabem que a regra para os esquerdistas é a impunidade, é poder fazer e dizer o que eles querem. Porque de alguma forma que a gente não consegue entender ainda, os petistas que estão no poder estão aparentemente blindados.
protegidos temporariamente das consequências dos seus atos, inclusive atos de política internacional. Mas é uma proteção que evidentemente não pode ser eterna.
Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila trazer a percepção dele a respeito da gravidade desse tipo de notícia, dessa informação. Você, Dávila, a gestão norte-americana negou que fez qualquer tipo de acordo de cooperação com o Brasil, diferentemente daquilo que tinha sido divulgado.
Mais uma vez, Caniá, está aí uma exemplar postura brasileira de como a política é um instrumento da política partidária e não da política de Estado. Como é possível anunciar alguma coisa sem ter sido assinado, sem ter tido concluído a formalidade de um eventual acordo, uma carta de intenção?
Você sai de uma reunião e começa a dar declaração como se aquilo já fosse um fato contado. Veja que imaturidade política. Imagina se o Itamaraty antigo, quando o Itamaraty era assim, um organismo de Estado que defendia os interesses do Estado, acontecia uma coisa dessa. Jamais.
Então isso mostra o descaso com as formalidades da diplomacia para se anunciar coisas em nome do país. Você não está anunciando isso em nome do governo, do PT, em nome do Brasil. Veja a vergonha ser desmentido pelo governo que o que o governo brasileiro falou é mentira. É isso que ele está dizendo. É mentira, não aconteceu, não foi assinado, não foi formalizado.
Então isso mostra que a diplomacia é um campo para bravata política ideológica. Não tem nada a ver com a defesa dos interesses brasileiros. Isso mostra como o Brasil está à deriva na política externa. Como o Brasil não sabe se posicionar diante aos desafios globais, às ameaças globais.
O Brasil só sabe fazer beicinho contra os países avançados, contra as democracias e aplaudir os atos de países subdesenvolvidos, ditaduras do terceiro mundo e aqueles que ele tem afinidade ideológica. É lamentável ver como a diplomacia brasileira descarrilhou completamente em 20 anos de petisto.
Uma informação complementar, porque o presidente Lula dobrou a aposta e decidiu reagir aos Estados Unidos. Em relação àquele episódio que nós mencionamos há pouco, ele ameaçou expulsar autoridades americanas do Brasil. Em viagem pela Europa, o chefe do executivo acusou a gestão de Donald Trump de abuso de autoridade. A produção, inclusive, separou esse trecho. Acompanhe.
Eu não sei o que aconteceu. Fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil. Não tem conversa, ou seja, nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar esse ingerente, esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil.
Ontem, os Estados Unidos afirmaram que o delegado da Polícia Federal, Marcelo Ivo, teria atuado para manipular o sistema de imigração para prolongar a perseguição política ao território americano, ordenando que ele saísse da América por conta disso. Deixa eu passar para o Bruno Musa, porque...
É um episódio que sucede a informação que nós trouxemos ontem. Nemos a presidente brasileiro falando em abuso de autoridade por parte dos norte-americanos e sugere a adoção de medidas de reciprocidade.
Veja, eu acho que todos nós temos o direito de fazer aquilo que julgarmos interessante. O pena e o duro nessa política é que são poucos burocratas que tomam decisões onde o restante, 200 milhões de brasileiros, simplesmente não temos como agir. Ou nos tiram, inclusive, a capacidade de falarmos e nos defendermos verbalmente, que supostamente é algo que deveria existir de maneira tranquila numa democracia.
O grande ponto disso tudo é esse nível de reciprocidade nós já debatemos e muito quando foi implementada as tarifas dos Estados Unidos aqui no Brasil de 50%. E questionamos, sempre me coloquei contra a existência de tarifas, entendo o que o Trump quer com o Brasil, com o restante do mundo.
Não acho que as tarifas sejam o melhor caminho, mas esse é um outro ponto. Mas a reciprocidade, quando se trata de alguém mais fraco, e antes que alguém venha falar, ah, você está falando que o Brasil é mais fraco, então você não defende a soberania. Ela é mais fraca. É assim. Temos que ser pragmáticos. A economia brasileira não se compara à economia dos Estados Unidos. Em PIB nominal, em PIB per capita, em geração de renda, em geração de emprego, em dinamismo, em flexibilidade, em absolutamente nada, em demanda e confiança pela própria moeda,
Uma série de coisas que a gente não precisaria falar. Se você quer agir de maneira recíproca, sem medir as consequências desses atos, me parece que todos nós pagaremos por isso. Então fica muito claro que quando o governo americano vem e fala que o governo Lula mentiu ou faz mais uma tacada frente ao governo americano, pressionando, que passa inclusive pelo crime organizado, como a gente mencionou já aqui, e vamos mencionar mais adiante...
Esse nível de dizer o governo brasileiro mentiu é uma obviedade. Só que isso tem consequências. E essas consequências, de novo, elas são muito mais duras para o Brasil do que para os americanos.
Então, se quisermos partir para esse nível de autoritarismo, no sentido de vou reagir olho por olho, dente por dente, cuidado, porque a economia deles, as instituições deles, são muito, mas muito mais fortes do que a nossa. As nossas são marginais. A importância do Brasil no PIB mundial é marginal, é irrisório frente ao que significa os Estados Unidos. Portanto...
A capacidade de destruição ao aplicar uma reciprocidade de olho por olho, dente por dente, é muito mais brutal para nós, e nós pagaremos, do que o próprio americano. Então me parece que isso, por mais que tenha ali uma bolha do próprio Lula, que acabe apoiando, aplaudindo ali, como falou para sua bolha, para revertidos, me parece que a grande média da população como um todo, tenho minhas dúvidas se já enxerga isso como benefício.
É complicado até quando nós analisamos exatamente a fala do presidente brasileiro, a gente fica sem entender se ele sabia ou se ele não sabia. Porque se ele não sabia, como é que ele já vai tomar uma decisão? Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, também para analisar, a partir da manifestação do presidente da República. Beraldo, deixa eu compartilhar com você, porque o presidente é questionado pelos jornalistas. Ele disse o seguinte, eu não sei o que aconteceu no caso do delegado brasileiro.
envolvido lá na prisão do Alexandre Ramagem. Daí ele continua. Eu fui informado hoje de manhã. Eu acho que houve abuso por parte dos Estados Unidos em relação ao nosso policial. Nós vamos fazer reciprocidade com o dele no Brasil, com o policial federal que estiver no Brasil. Bom, mas assim, ele não sabe o que aconteceu.
Mas daí ele diz, houve abuso de autoridade, a gente vai fazer reciprocidade? Vamos devolver na mesma moeda? Ok, ele vai devolver na mesma moeda, mesmo sem saber o que aconteceu. É meio engraçado isso, né? Não é, pior é que não é, Caniato. É triste demais. Imaginar que o presidente brasileiro vai dar entrevista sobre um tema que ele não domina.
Não foi feito um briefing, não foi informado a ele os detalhes do caso. E ele mesmo assim se coloca na posição de falar. E ele está falando em relação à principal economia, ao principal país do mundo. E as pessoas ficam chateadas, ele está lambendo as botas do Trump e tal.
Mas não é isso não, gente. O Musa acabou de falar o PIB brasileiro ele é marginal para o mundo. Por quê? Porque o Brasil se especializou ao longo de décadas em ser um país desimportante, em ser um país medíocre. Nós somos um país riquíssimo onde permitimos que a nossa riqueza funcione para o bem dos outros, de fora, não nosso.
Quer dizer, um país rico como o Brasil, com a população pobre como o Brasil, isso não faz nenhum sentido. E a diferença dentro do Brasil entre o rico e o pobre está aumentando cada vez mais, e isso é óbvio.
com esse governo que não cuidou das contas públicas, não administrou a inflação, não estimulou a economia, não resolveu problemas de verdade do Brasil. Criminalidade, infraestrutura, organização do serviço público, não fez nada.
ele permitiu que os ricos fiquem mais ricos, os ricos e os ladrões, enquanto os pobres ficam cada vez mais pobres. Essa é a realidade do Brasil hoje. Então, quando nós estamos numa situação como essa, o mínimo...
que deveria caber ao representante brasileiro, especialmente quando está no exterior, é tratar com respeito, seriedade e estratégia qualquer governo e qualquer outro líder mundial. Por quê? Porque nós não queremos ser amigos de ninguém, não. O Brasil não tem que ser amiguinho. Fica lá com o Macron. É, vamos lá fazer festinha, abraço, jantar, bebida.
E aí depois o Brasil não consegue sequer ter do seu amigão Macron a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia. O Brasil só faz papelão, papel ridículo. É usado por outras nações e a gente se deixa usar como se estivesse levando alguma vantagem. Então esta posição...
expressada na entrevista pelo presidente brasileiro, revela a mediocridade da gestão brasileira hoje em relação ao mundo. É isso que está revelado. O que os Estados Unidos fez, fez dentro do seu país, baseado nas suas leis.
Se o Brasil não gosta, discuta em alto nível o ato que foi feito pelo governo norte-americano. Mas não saia fazendo bravata em entrevista, porque isso é absolutamente ridículo e inócuo. O Brasil não vai conseguir absolutamente nada, porque esta onda que teve...
de revogação da Magnítica, etc., articulada pelo Haddad com seus interesses e tal, através do secretário de tesouro americano, essa onda passou. E agora vai voltar.
a onda para que aquele movimento que foi iniciado lá atrás seja reestabelecido e as pessoas no Brasil que agiram contra o interesse de empresas e pessoas norte-americanas vão pagar a conta. Pagar a conta no Brasil, não. Vão pagar a conta em relação aos Estados Unidos.
Ninguém é obrigado aos Estados Unidos. Os Estados Unidos podem muito bem aplicar uma sanção e tirar o visto. Os Estados Unidos podem aplicar lei magnética que você não vai ter conta em dólar. Porque o dólar é uma moeda dos Estados Unidos. Eles podem fazer o que eles bem entenderem contra quem quiserem. E se você acha que há alguma injustiça, vai aos Estados Unidos brigar.
Apresente lá os seus argumentos, porque o sistema de justiça, tenham certeza disso, o sistema de justiça norte-americano funciona de forma muito mais transparente, equilibrada, do que o sistema de justiça brasileiro.
Portanto, não há nenhuma acusação contra nenhum ministro da Suprema Corte norte-americana, nenhuma acusação de que agiram de forma ilegal, de forma injusta, fizeram julgamentos tendenciosos, não pesa sobre nenhum deles. Portanto, os Estados Unidos joga um jogo transparente, agora sabe exercer o seu poder, coisa que o Brasil está muito longe de aprender a fazer.
Pois é, deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, porque talvez esse seja um bom exemplo da estratégia que vem sendo tratada, desenvolvida, planejada por integrantes do governo. Essa história de subir o tom com os Estados Unidos, entendem que isso poderia ajudar no processo eleitoral. Dávila, mas a gente fala de um caso específico, que nós noticiamos ontem, né? A expulsão de um policial federal dos Estados Unidos, ou foi convidado a se retirar, em razão...
de uma... não vou dizer de uma fraude, mas pelo menos a adoção de um discurso que não condizia com a realidade, principalmente em relação àquela situação que envolve ou envolveu Alexandre Ramagem. Agora Lula, a primeira resposta dele, bom, eu não sei o que aconteceu, mas vamos adotar reciprocidade. Houve abuso de autoridade. Pera lá, mas você disse que não sabia do que se tratava.
Para a nossa audiência entender bem o que deveria ser o papel de um chefe de Estado, vamos primeiro analisar o comportamento patético do Lula e depois vamos falar como que um chefe de Estado deveria agir. O comportamento patético é esse.
O presidente parece que é pego de surpresa sobre um assunto, confessa aos microfones de que ele não sabe muito bem o que está acontecendo, mas que ele vai retaliar, que ele vai defender a soberania nacional, que se houve injustiça, que ele vai cometer este ato de injustiça também com uma pessoa americana no Brasil. Veja que atitude infantil...
Uma atitude que não tem nada a ver com a postura de um chefe de Estado. Então isso mostra o resultado patético de uma política de Estado, a deriva, e que é isso. Você acorda, você nem sabe o que está acontecendo, já começa a reagir, porque afinal de contas, os Estados Unidos, na ótica petista, é a potência imperialista. E a potência imperialista precisa ser contra... precisa criar um contraponto justamente com essa defesa da soberania nacional.
Agora, vamos mostrar como é que deveria ser a atitude de um verdadeiro chefe de Estado. Ele fala, olha, eu não estou a par do assunto agora, acabei de saber, vamos investigar a fundo e vamos ver se houve abuso. Se houve abuso...
a atitude do governo americano está correta. Agora, se houve excesso, aí o governo brasileiro vai entender como é que foi esse excesso e como é que será a nossa reação daqui pra frente. Então, se tem uma postura de estadista, entender as coisas, baixar a pressão, saber onde que território está pisando, pra saber o tom da sua reação. E não do jeito que é feito. É o improviso geral. Então, Caniato, isso mostra como está ficando bem,
que o presidente da república não cumpre mais papel de chefe de estado ele é chefe de partido ele é chefe de militância ele é chefe ideológico mas não se comporta como chefe de estado e isso é o retrato da crise da política externa brasileira por isso
É, infelizmente, uma péssima imagem que o Brasil passa. Um Brasil que só aproveita a política externa para dar canelada nos países ricos, como se isso fosse uma espécie de autoafirmação de um país que ainda se sente muito mal no meio dos países ricos e só se sente bem como um defensor dos países pobres contra a exploração de países ricos.
Ou seja, uma narrativa ideológica de esquerda que está completamente ultrapassada no mundo em que vivemos.
Pois é, a gente vai seguir acompanhando esses desdobramentos, as informações. Se tiver qualquer tipo de consequência, uma fala, uma atualização, a gente traz e analisa ainda hoje. Com o foco já voltado para as eleições de outubro, o Congresso Nacional baixou a temperatura das discussões sobre a abertura de uma CPI do Banco Master.
O que reduz as chances do ministro Cássio Nunes Marques, do Supremo, dar uma liminar que torne obrigatória a instauração. O relator do pedido feito ao STF por senadores de oposição, Nunes, está em um fogo cruzado.
Os precedentes da corte autorizam ao tribunal a determinar a criação de uma comissão parlamentar no caso de omissão do presidente do Senado com o que aconteceu na CPI da Covid em 2021. O entendimento particular do ministro, entretanto, aponta para um outro caminho.
O juiz entende que o judiciário deve ser autocontido nessas situações e evitar interferência em questões típicas do Legislativo Federal. Vou começar essa rodada com o Roberto Mota, porque tem muito a ver com projeções feitas pelo próprio Mota.
No que dariam as investigações do Banco Master, né? Se teria CPI, se não teria. E aí a gente recebe essa informação de bastidor, mas que indica para um cenário muito próximo daquilo que você mencionava, né, Mota?
Meu papel aqui é manter a esperança, mas não permitir que vingue nenhuma ilusão. O curioso é que justamente agora, no momento em que uma decisão da corte poderia beneficiar a oposição, se opta pela autocontenção.
Então, caro espectador, caro ouvinte, não procure nenhuma lógica no tratamento desse assunto. Porque às vezes, frequentemente, a corte interfere nos outros poderes.
raramente a corte escolhe a autocontenção, que parece que é o que vai acontecer agora. Uma coisa a gente pode ter certeza, raramente essas decisões caminham na mesma direção do desejo do cidadão brasileiro. A vergonha máxima dessa história da CPI do Master é que a CPI não saiu porque o presidente do Senado não quis.
Esse, meus amigos, é o Senado da República Federativa do Brasil. É a Casa Alta, o órgão-chave no sistema de freios e contrapesos. E agora a gente sabe, com toda clareza, que esse órgão, o Senado, é controlado por uma única pessoa.
E tem mais, a gente nunca pode esquecer, o Senado é controlado por uma única pessoa que foi escolhida, eleita pelos próprios senadores. Pois é, a gente vai seguir nessas análises, mas agora, neste momento, neste horário, eu preciso me despedir de parte da rede. Algumas emissoras ficarão agora com a sua programação local. Obrigado pela parceria.
Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, com as análises sobre essa sinalização, uma informação de bastidor, a possibilidade da CPI do Banco Master não ser instalada, principalmente após uma sinalização do ministro Nunes Marques, que segundo essas divulgações feitas...
nos bastidores, não teria a intenção de interferir no processo legislativo. Ele entende que não é papel do STF determinar a instauração de uma CPI, de uma comissão parlamentar de inquérito. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para analisar também essa situação. Você, Beraldo, primeiro, o que essa sinalização indica?
essa intenção de Nunes Marques de não querer interferir no processo legislativo. Acho que essa é uma questão. E a outra, a ausência da CPI do Banco Master atrapalha o processo de investigação porque ele já acontece no âmbito do STF, né? Mas é, Caniato, são dois aspectos que a gente precisa observar. Primeiro, não é papel do STF se meter no processo legislativo. E isso é verdade.
Nós não podemos adotar aquela postura em que quando nos interessa, a gente acha bom. Mas aí quando é contra o nosso interesse, a gente reclama. Não.
O STF não deve se meter nem para legislar em nome do Congresso Nacional e nem para determinar qual é o procedimento interno do Congresso Nacional. Então, isso para mim é ponto fundamental. Agora, vamos olhar para o Senado. O Senado Federal é composto por uma esmagadora maioria e...
que elegeu o atual presidente Davi Alcolumbre com 74 votos. Então, ele não chegou lá por acaso. Não foi, puxa, quase, olha só, ele ganhou ali por um votinho e tal, no escurinho. Não, ele teve quase a totalidade dos votos. Portanto.
A bancada de direita, a bancada apoiada por Jair Bolsonaro, que chegou no Senado Federal prometendo fazer um arrasa-quarteirão em nome da moralidade, em defesa do Brasil, estava lá, votou no atual presidente. Em troca de quê? Não sabemos. Porque nenhuma das pautas relevantes avançou. Essa briga...
de Jair Bolsonaro, seus representantes, aqueles que eram membros do seu governo com o Supremo Tribunal Federal, já vem desde os tempos do governo de Jair Bolsonaro. E agora não foi discutido que, veja, não estou dizendo que tem que aprovar ou tem que rejeitar o impeachment do ministro, mas não discutir?
Não colocar na pauta para que senhores e senhoras senadores possam discutir e dar uma satisfação ao eleitorado revelando quais são os seus argumentos a favor ou contra? Isso é usurpar a...
colher o posicionamento dos seus representantes. Isso é absolutamente vergonhoso. E quem é que está lá brigando? É meia dúzia de três ou quatro. Nós não temos a representatividade que foi eleita com esse discurso da direita antissistema para quebrar o centrão, etc. Nós não temos isso atuando no Congresso Nacional. Agora, Pinheiro.
Os senadores não chegaram lá por acaso. Eles não foram colocados ali. Eles foram eleitos. A população brasileira, os eleitores brasileiros saíram de casa, foram até a urna e digitaram o número do seu candidato. É assim que eles chegaram no Senado Federal. Quem escreveu um e-mail, mandou uma mensagem, cobrou o seu senador?
Porque os senadores agem com a maior tranquilidade, fazem o que bem entendem e não estão nem aí. É isso que a gente vê todo dia. Caniato, eu quando estudei nos Estados Unidos em 1993...
Eu tinha uma aula de governo, eu estava na escola, aprendi como se relaciona, o cidadão se relaciona com o governo. Uma das atividades que nós tínhamos que fazer nessa aula era escrever uma carta, na época não tinha e-mail, escrever uma carta à mão e mandar para o deputado que representava aquela região.
É assim que se exerce a cidadania. Agora nós temos aí o candidato Caneta Azul. Não sabe o que é saúde, não sabe o que é escala 6x1, não sabe dizer um problema do Brasil e não sabe apresentar uma proposta.
Mas podem ter certeza que tem gente que acha que protesto é eleger pessoas que não fazem a menor ideia de como funciona o Estado brasileiro. Querem premiar a ignorância, dizendo que não quer ter nada a ver com isso, pois vão sofrer as consequências, serão submetidos às leis.
escritas, votadas e assinadas com a caneta azul. Portanto, Caniato, se a população brasileira não compreender a sua responsabilidade nas eleições desse ano, nós realmente não teremos a menor chance de ver essa situação terrível do Brasil se alterar.
Deixa eu chamar agora o Bruno Musa para analisar também essa situação. Você, Bruno, nós falávamos tanto sobre a CPI do Banco Master, vocês diziam, poxa, qualquer outra investigação, qualquer reforço de investigação é muito válida.
As investigações estão aí justamente para publicizarem todas as informações o que aconteceu de fato no caso do Banco Master, quanto mais melhor. Também é papel do Legislativo. E aí agora essa sinalização, muitos entendem que a CPI esfriou.
por conta de um posicionamento ou uma sinalização de Nunes Marques que deve negar o pedido para a abertura dessa apuração. Você acha que é uma perda caso essa CPI não seja instalada?
Claramente é uma perda. Nós temos indícios muito claros de envolvimentos espúrios que precisam ser colocados à luz. Veja, como eu sempre falo, nós temos o direito de saber tudo isso. Nós temos a obrigação, infelizmente, de sustentar essa máquina. Consequentemente, isso nos dá, inclusive moralmente...
a obrigação de sabermos o que acontece com o tempo daqueles que escolheram serem servidores públicos e não chefes da população, ou patrões ou donos da população, como no Brasil acontece hoje. Nós deveríamos ter toda essa obrigação de saber como se gasta esse dinheiro. Não existir sigilo absolutamente nenhum. Veja, mesmo quem se coloca numa posição ideológica diferente à minha, não tem a ver com direito ou esquerda. Tem a ver com o óbvio.
Você, que de repente não concorda com o meu posicionamento econômico, institucional, tá tudo bem, mas você não quer saber pra onde vai o seu dinheiro, que você paga de maneira forçada? Você pode gostar de pagar, tudo bem, diferente de mim, mas você não quer saber pra onde vai esse dinheiro? Ou você, simplesmente por defender uma máquina estatal, você se coloca no posicionamento de, ok, eu confio tanto naqueles burocratas que lá estão, que eles podem dar o destino que quiser.
para o meu dinheiro, que é pago através dos impostos, porque eu confio em vocês. Eu tenho plena convicção que ninguém confia 100% nos burocratas que sequer conhecem. Ainda mais com claros indícios de envolvimento de todos os lados, no executivo, no legislativo e no judiciário. Portanto, deixemos um pouco de lado aquela dificuldade que a gente tem de entrar nas diferenças ideológicas.
Veja, o óbvio é o seu dinheiro para devolver, supostamente, alguma coisa para você. Portanto, essa transparência é mais do que obrigatória. E uma CPI traz luz, ela traz mais transparência, ela traz quebras de sigilos bancários, telemáticos, de celulares, enfim. Tudo que deveria ser óbvio para um servidor público, ainda mais quando vieram.
à luz todas aquelas trocas de mensagens entre muitos do poder público e Daniel Alvorcaro e todo o seu entorno. Então, deixar enterrar mais essa CPI é mais uma sopa de Brasil. É mais algo que mostra que esses burocratas estão com algum medo. Porque quando ele diz o Cássio agora...
que é uma interferência do judiciário no legislativo e isso a Constituição não permite, concordamos, ótimo. Mas isso deveria servir sempre, né? Ou serve apenas quando lhes convém? Serve apenas quando o nome de alguns ministros são investigados por receberem dinheiro?
do Daniel Vorcaro, que era o dono do Banco Master. Aí o poder judiciário não pode intervir no outro? Concordamos em nenhum momento. Mas que há uma interferência muito clara nos últimos sete anos quando convém? Há. Então fica muito óbvio.
Alguns podem dizer, aqueles que estão ao lado da máquina podem dizer o que quiser e vetar o que quiser, inventar legislação e barrar numa canetada. Aqueles que querem transparência, cuidado com o que falam, porque você pode ser obrigado a pagar e talvez questionar dentro de uma cela. Analisar também essa situação, porque tem um aspecto que é curioso, né? Dávila já não era esperado?
por parte do público, uma decisão como essa, ou pelo menos uma sinalização, essa indicação de que Nunes Marques negue o pedido para a abertura da apuração, esse é um ponto. E aí, principalmente, o Cristiano Beraldo trouxe uma análise interessante a respeito do que o público em geral, o eleitor, o cidadão brasileiro acaba criticando. Poxa, o STF interfere muito no legislativo. Mas nesse caso, deveria interferir ou não?
Ótima questão, Caniato, para esclarecer um país à deriva que não respeita mais a Constituição. Aliás, nenhum poder respeita a Constituição, nem o Judiciário, nem o Legislativo, nem o Executivo. É essa bagunça que nós vivemos hoje no Brasil. Então, vamos colocar os pingos nos is para mostrar como um país à deriva que ignora a Constituição causa toda vez perplexidade quando temos uma CPI. Primeira questão.
O presidente do Senado pode barrar uma CPI? De acordo com a Constituição, ele não pode barrar uma CPI. A Constituição é clara, dá à minoria o poder para estabelecer, instaurar CPIs, se cumprir os pré-requisitos básicos. Quais são esses pré-requisitos? Assinatura de um terço dos senadores. Se pelo menos 27 dos 81 senadores assinou...
É preciso abrir uma CPI. Segunda coisa, a CPI tem que ter um fato determinado. Ela vai investigar um caso específico. Não pode ser genérica. Aqui a gente está falando das fraudes financeiras do Banco Master. Cumpriu esse requisito? Cumpriu. E terceiro, a CPI tem que ter prazo determinado. Tem um prazo para fazer.
Então, se esses três pré-requisitos forem atingidos, o presidente do Senado não pode barrar a criação de uma CPI. Não pode engavetar, não pode criar, não pode ficar adiando eternamente leitura de requerimento. Então, assim, de novo, o presidente do Senado está agindo de maneira inconstitucional. Porque não é possível barrar uma CPI se esses pré-requisitos forem atendidos.
Segunda coisa, o Supremo Tribunal Federal já deixou claro em várias decisões passadas que se esses requisitos forem atendidos, ter um terço das assinaturas, prazo determinado, escopo determinado, a instalação de uma CPI é obrigatória.
Mas, recentemente, não era instalação, era prorrogação no prazo da CPI, aí o Supremo tem uma outra interpretação. Ou seja, o vai e vem do Supremo em relação à questão da CPI é que criou essa enorme insegurança jurídica. Ninguém sabe o que vale. Vale o entendimento anterior.
Aquele tomado que a instalação de uma CPI é obrigatória quando esses requisitos são atingidos, ou vale a interpretação recente que, em caso de prorrogação, é diferente a interpretação do caso de instalação. Isso não ficou claro. E, por último...
O ministro Cássio Nunes Marques deveria ter declarado impedido de julgar essa questão justamente porque o seu filho tem contratos com o Banco Master. Então, Canhato, é um caso que mostra o total desrespeito de todas as instituições em relação à questão da CPI.
Isso deveria chocar o país, mas não. Agora já é hábito. Esquece a Constituição, interprete a lei de acordo com a visão ideológica, com os interesses pessoais de cada um que exerce o poder. Ou seja, o Brasil tornou-se um país sem lei.
O Dávila acaba finalizando essa análise, tocando num ponto que é importante que a gente faça uma outra análise. Deixa eu fazer mais um giro com os nossos comentaristas, passar para o Mota. Mota, quando o Dávila menciona sobre...
a necessidade, ou o que muitos esperavam, que o ministro se declarasse impedido, muitos fazem reflexões sobre o avanço do caso do Banco Master na Suprema Corte. O que você acha que deveria acontecer? O que você acha que vai acontecer? Caso nomes de integrantes da Suprema Corte apareçam?
nas investigações e, posteriormente, no julgamento, na apreciação propriamente do caso, né? Culpado ou inocente? Como os integrantes da corte devem se posicionar? Você acha que haverá algum tipo de reunião, ainda no âmbito daquela necessidade de enviar um recado para a sociedade, né? Discutindo se teremos ou não.
um novo livro de regras, código de ética e aí por diante, você acha que haverá algum tipo de freio de arrumação? E aí o ministro, olha, eu não posso, porque há um parente meu que atuou em casos ligados ao Banco Máximo, então eu me declaro impedido. Você acha que nós veremos isso acontecer? Jamais.
Nunca. Isso é uma impossibilidade total. Aliás, eu acho que a gente já podia mudar o nome, em vez de falar do escândalo do Banco Master, podíamos chamar de escândalo do Banco Farsa. Porque é isso que a gente está vendo.
Ninguém está disposto a levar essa investigação às últimas consequências. A maioria só está buscando os seus cinco minutos de fama. Um corte bonito para as redes sociais, porque as eleições estão vindo por aí.
É um escândalo que afeta o coração da máquina do Estado. É impossível acreditar que o próprio Estado vai investigar a si mesmo, vai punir a si mesmo, vai cortar fora as partes que estão podres.
Eu acho que um dia o Brasil vai ver uma solução para esses tempos em que nós estamos vivendo. Mas eu não estou vendo o que acontece hoje no Brasil e nas nossas instituições nenhum caminho para isso.
Inclusive, tem um outro destaque que eu gostaria de compartilhar com vocês, que é uma informação que dá para conectar, inclusive, com aquelas notícias que nós trouxemos no início do programa. Inclusive, só um adendo, viu? A enquete do dia já está publicada no portal da Jovem Pan, também no nosso YouTube, e tem tudo a ver com essa informação que nós vamos trazer agora.
A imprensa dos Estados Unidos ligou um novo alerta sobre o alcance global do PCC e abriu caminho para a Casa Branca declarar essa facção como grupo terrorista. Misael Manetti chega ao vivo, vai trazer detalhes da notícia e vai contar essa história pra gente. Essa informação foi divulgada inicialmente em um veículo de comunicação muito conhecido dos Estados Unidos. É isso, Misael? Bem-vindo.
É, Caniato, mais uma vez a gente tem aí o PCC sendo comparado à máfia italiana. Muito boa noite pra você e boa noite pra todo mundo que acompanha os pingos nos is aqui na programação da Jovem Pan. E isso acontece nesse momento aí, né, de várias discussões. Portanto, dessa vez, esse jornal norte-americano, o texto destacou o seguinte, que a facção brasileira vem ampliando a atuação.
dentro e fora do país, com uma estrutura que é considerada sofisticada e semelhante ao de uma multinacional. Olha só o termo que utiliza. A publicação ocorre no meio de uma ofensiva do governo dos Estados Unidos, que pressiona o Brasil.
a classificar o PCC como organização terrorista. Autoridades brasileiras, no entanto, resistem à ideia e à avaliação é de que há uma diferença essencial. Qual que é essa diferença? Enquanto grupos terroristas têm uma motivação ideológica...
que flerta com religião ou diretamente é religião, o crime organizado atua com foco apenas no lucro, como se fosse um poder alternativo. De acordo com a reportagem, o PCC já está presente em diversos países, expandiu as atividades para além do tráfico de drogas, atuando também em áreas como mineração ilegal, lavagem de dinheiro.
E contrabando, e é muito interessante refletir sobre isso, a gente já fez várias vezes até isso aqui, você pensar que o PCC expandiu tanto os negócios, não é mais apenas crime, é negócio, porque você pensar em criminosos que atuavam apenas com o tráfico de drogas, e aí a gente fala da cocaína, da maconha e de vários sintéticos.
E depois a gente vê essa notícia de expansão, por exemplo, para fintechs, para postos de combustíveis e como diz a reportagem, para o comércio, para o setor de mineração ilegal, lavagem de dinheiro, que a gente já sabe, e contrabando. O grupo também mantém conexões com organizações criminosas internacionais. Então existe uma estrutura, uma cadeia muito bem feita e estruturada.
E essa reportagem, só para mencionar que você havia me perguntado, é do Wall Street Journal, que é uma das principais mídias norte-americanas que vem trazendo esse tema nesse momento onde existe essa discussão muito forte.
em colocar ou não essas organizações criminosas como facções terroristas aqui no Brasil, tema muito tratado no Congresso e que tem opiniões diferentes nos espectros políticos e também entre várias autoridades. Caniato?
Sem dúvida alguma. Misael Maenete trazendo detalhes dessa reportagem, esse texto, essa matéria do The Wall Street Journal. Vamos analisar com os nossos comentaristas. Bom trabalho para você, Misael. A gente segue em contato. Qualquer novidade é só nos acionar. Vou começar esse giro de análises com o Cristiano Beraldo.
trazer um rápido raio-x sobre o The Wall Street Journal, por que destacar a atuação do PCC, esse paralelo que foi feito na reportagem com as máfias italianas, e quando se fala em uma operação que já pode ser comparada com a das máfias italianas, há um risco colocado aí na reportagem, inclusive para os negócios norte-americanos de alguns segmentos, né, Beraldo?
Olha, Caniato, a reportagem é muito feliz em retratar uma realidade.
o primeiro comando da capital, sob a liderança do senhor Marcola, que, apesar de estar preso há muito tempo, continua sendo o grande líder, a figura mais respeitada dentro do PCC. E essa é uma organização responsável por uma atuação internacional do tráfico de drogas de forma impressionante.
Agora, é curioso, Caniato, a justificativa, é curiosa a justificativa do governo brasileiro para dizer não, não, não. Tem uma diferença fundamental, porque o que move o PCC não é uma questão religiosa. Mas o que que movia o Ira?
na Irlanda. O que movia o ETA na Espanha? Não era motivação religiosa. E mesmo assim, cometiam atos terroristas. Cometiam atos que geravam o terror nas populações. Por quê? Porque o que eles queriam era território assim como o PCC. Assim como o Comando Vermelho.
Assim como o terceiro comando puro e seja lá quais outros nomes essas organizações terroristas brasileiras tenham. À medida que eles dominam o território e dominam, não há dúvida disso. Alguém tem dúvida de que o crime organizado brasileiro, a partir dessas organizações criminosas, que eles dominam o território?
No Rio de Janeiro, centenas, que são milhares. São Paulo, no Brasil inteiro, lugares onde a polícia não entra. O poder público não se faz presente. O que vale é o tribunal do crime.
Isso é domínio de território. Nesses territórios, essas organizações criminosas faturam, não apenas com o tráfico de drogas, faturam com uma série de outras atividades às quais os moradores daquelas regiões ficam submetidos.
o gás, o tal do Gatunete, energia elétrica, há bairros na cidade do Rio de Janeiro. Cidade do Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro, gente, foi capital do império, foi capital da colônia, foi capital da república. A cidade de uma importância mundial fenomenal hoje, em 2026, tem bairros.
no Rio de Janeiro, em que a companhia de eletricidade não consegue cobrar por mais de 80% da energia fornecida. Porque o crime não deixa que a conexão de energia seja desligada. Porque quem cobra energia é um crime organizado. Vocês estão de brincadeira?
Essa discussão semântica vira uma justificativa para não agir. Enquanto isso, a população brasileira vai vivendo como refém.
O brasileiro não pode sair numa cidade como São Paulo usando alianças. Vocês estão de brincadeira comigo? E aí vem, eu fico impressionado, Caneata, a festa que se faz. Não, agora! São Paulo vai ter a sua Times Square. Eu quero andar falando no telefone na rua. Tô pedindo muito. Eu não quero ficar olhando pro painel de LED, não.
Eu quero poder andar com a minha aliança. Eu quero que a minha mulher, a minha mãe, a minha irmã, a minha filha saiam na rua com uma bolsa, com qualquer pessoa na civilização e não fiquem com medo de serem empurradas, de caírem, de se quebrarem, serem violentadas, serem machucadas. Estou pedindo muito.
Não, mas nesse país do faz de conta, dessa terra encantada chamada Brasília, nesse castelo da Barbie, que é o Palácio da Alvorada.
Isso não existe. A semântica é muito importante. Não podemos deixar que os Estados Unidos, porque senão, ora, veja bem, imagina se os Estados Unidos começam a atacar essas embarcações submarinos construídos pelas facções criminosas que levam cocaína para os Estados Unidos e para a Europa. Imagina!
Serão um ataque à soberania brasileira. Afinal de contas, esses submarinos ilegais que levam drogas mundo afora tem bandeira brasileira. Vamos ter que reagir. Então fiquem reagindo com a dama do tráfico dentro do Ministério da Justiça. Fiquem reagindo com o presidente da República em cima.
de um palanque, de um palco, fazendo evento com a irmã do líder do tráfico de drogas na favela do Moinho. Este é o Brasil. Mas não, está todo mundo alucinado falando de coisas absolutamente supérfluas, ao invés de agirem com a firmeza que a população brasileira quer.
Pois é, os nossos comentaristas analisam uma matéria, uma reportagem publicada no Wall Street Journal, destacando a atuação do PCC como uma organização criminosa criada nas prisões brasileiras, se tornou uma potência global no tráfico de cocaína, especialmente. Deixa eu chamar o Bruno Musa para discorrer a respeito do alerta feito pela publicação. Qual é a importância, qual é a...
a interpretação que a gente deve fazer a partir da divulgação dessa matéria no Wall Street Journal, e qual é a importância dessa publicação para o mercado norte-americano e global, hein, Moza?
Veja, isso é extremamente relevante, tá? E ainda mais amparado pelo discurso do Beraldo agora. Realmente, parece que nós nos esquecemos do óbvio, do mais simples, e queremos pular como se fôssemos ali um país normal. Não dá pra ser normal um país onde 25% do território é praticamente 25, 30% é dominado por facções criminosas onde eles simplesmente mandam e a população precisa pagar pra sobreviver, pagar a luz, pagar o gato net, pagar o que for pra que esses criminosos...
que assim como o governo fala ali na sociedade que eles comandam, que é lá para o seu bem, etc., é o mesmo discurso, a mesma narrativa. Só que agora isso transcendeu algumas fronteiras. Ficou muito claro, ficou muito grande, ficou muito óbvio, entrou nas entranhas dentro da máquina pública brasileira.
O custo da violência no Brasil é simplesmente inestimável. Segundo alguns cálculos, custa mais de R$ 170 bilhões por ano para as empresas para conseguir se proteger disso. Em muitos casos, o seguro chega a custar por volta de 30% do preço da mercadoria. Claro que isso é repassado. Em alguns locais, empresas de logísticas não entregam seus produtos.
Porque não há sequer empresas de seguro que aceitam fazer esse trabalho, segurar aquela carga em determinadas regiões. Que mundo é esse? Que país é esse que supostamente é a 11ª economia do mundo? Quais são esses paradoxos que nós vivemos? Então, realmente, esse setor precisa...
ser encarado de frente. O crime organizado tomou proporções colossais e isso não adianta tapar o sol com a perneira. Governos de esquerda tendem a ser mais lenientes com o crime, uma vez que eles entendem completamente errado que o criminoso é o fruto de uma sociedade desigual. Só que grande parte dos pobres, em números, não são criminosos.
Portanto, o crime é uma escolha. Aquela pessoa decidiu ir para o crime. Caso contrário, se fosse assim, o contrário, todos os pobres optariam pelo caminho do crime. E não é isso que acontece. Só que no Brasil, grande parte dos homicídios sequer chegam a ser elucidados. Grande parte dos roubos sequer chegam até o caso da polícia.
E quando chega, eles ficam pouco tempo na cadeia. Portanto, há uma lógica completamente invertida. Ainda mais quando o crime organizado tomou o Estado por dentro, sequestrou boa parte das instituições, que passam a ser coniventes e trabalharem para eles. Portanto, grande parte dos criminosos ficam nas ruas, praticando seus crimes de forma recorrente e tem todo o incentivo para que ele continue fazendo isso. Uma vez que o retorno do roubo...
é maior do que a probabilidade dele ser preso. Consequentemente, o Brasil se torna um país praticamente de narcoterroristas. E isso está sendo colocado agora pela imprensa americana. Vamos lembrar, o Wall Street Journal já fez altas...
matérias criticando o governo anterior, antes que muitos aqui de oposição vão dizer não, então o Wall Street Journal é bolsonarista. Longe disso, tem o trabalho de ler editoriais anteriores. É que é uma obviedade. O Brasil hoje é um país onde, infelizmente, para aqueles que são imorais, o crime compensa.
A justiça é perdulária e permite que grande parte dos criminosos continuem recorrendo, espoliando a propriedade privada das pessoas sem sequer ter nenhum tipo de punição. Agora, transcendeu essas barreiras uma vez que começou a afetar países vizinhos. Aguente as consequências.
Pois é, inclusive a nossa produção separou a reportagem que os nossos comentaristas analisam, o destaque está aí. Já traduzida, o Wall Street Journal como uma facção criada nas prisões do Brasil se tornou uma potência global do tráfico de drogas. Daí tem a linha fina, do tráfico de armas em Boston aos ataques.
piratas. Na Amazônia, o PCC representa um dos maiores riscos aos esforços internacionais para conter o crime organizado. E aí na parte de baixo, que a gente não consegue mostrar, tem uma foto do Herbas Camacho, Marcos Williams Herbas Camacho, que é o...
Marcola, o líder do PCC, e a matéria destaca, o PCC prosperou mesmo com o seu líder de longa data atrás das grades. E aí em destaque o Marcola sendo transferido provavelmente pelas autoridades, e aí tem todos os policiais fazendo essa mudança de Herbas Camacho de presídio. Deixa eu passar.
para o Luiz Felipe Dávila trazer também suas impressões. E aí, claro que isso acaba fomentando aquelas discussões. O que estaria por trás da nova avaliação, por exemplo, das autoridades americanas? Se os Estados Unidos passarem a classificar a facção brasileira como facção terrorista, uma organização terrorista, na prática isso mudaria o quê, Dávila? Por favor.
A reportagem só não falou uma coisa, que o Marcola pode ser solto daqui a pouco. Aí tá todo mundo agora se debruçando, né? Como é que conseguem fazer com que haja uma outra ação pra postergar a sua saída da prisão? Então você imagina só depois de fazer uma reportagem dessa, descrevendo o PCC como essa gigantesca organização criminosa que toma conta de tudo que é área do Brasil hoje.
responsável por ser hoje talvez a organização mais importante do mundo no tráfico de drogas, aí o seu líder máximo que controla isso dentro da cadeia pode agora sair. Daqui a pouco talvez ele recupere seus helicópteros, aviões e outras coisas para continuar de algum paraíso.
comandando o tráfico internacional de drogas. O fato é que se nós não tivermos uma legislação específica para combater essas organizações mafiosas, o Brasil vai virar um narco-estado. Nós já estamos a caminho de se tornar um narco-estado. E a reportagem mostra com muita clareza como é que essa transformação vem acontecendo. Uma organização que nasceu no presídio de Taubaté em 1996 e depois está ficando no presídio de Taubaté em 256. Obrigado.
se tornou hoje a maior organização criminosa do mundo. E assim como uma organização mafiosa, ela tem uma atuação empresarial, tanto na área ilícita, que é o tráfico de drogas, como em áreas lícitas, que é o caso de Betis, Fintech, setor imobiliário, transporte, lixo, distribuição de combustível e tantas outras áreas. E o negócio é que isso aumenta.
o custo dos negócios para as pessoas sérias. Se você está no ramo, por exemplo, de distribuição de combustível, agora o PCC atua, custa cada vez mais caro para você manter o seu negócio. Então, isso aumenta a análise de risco e, como bem disse o Bruno Musa, tem o enorme impacto em investimento. Você não vai investir num setor que o crime organizado vem dominando cada vez mais, ocupando um espaço relevante cada vez mais. Então, esse é o primeiro ponto.
A segunda coisa é a infiltração dessas organizações criminosas no poder do Estado brasileiro. Isto é, na política, no poder judiciário, na polícia, no Congresso Nacional, mostrando que esses tentáculos do crime organizado hoje já estão inseridos no coração do Estado brasileiro.
O terceiro ponto é um que nós sempre enfatizamos aqui quando descrevemos o drama no Rio de Janeiro, que é essa simbiose do crime organizado com as comunidades carentes, justamente porque o Estado não consegue mais fazer a lei valer em territórios. Lá, o que vale, como bem disse o Beraldo, é a lei do crime, não é mais a lei do país.
Então, onde há essa ausência do Estado, ela foi preenchida pelas regras do crime organizado, como bem retrata também a matéria no jornal americano. E, por último, esse avanço transnacional, uma organização transnacional que já atua em vários países, inclusive nos Estados Unidos.
E aí, por último, esse enorme mecanismo de lavagem de dinheiro estruturado. Então, Caniato, para desmantelar isso, é necessário não só uma atuação dura no Brasil aqui, com as leis, leis rigorosas, combate à impunidade, mas enorme.
contribuição e colaboração com essas organizações internacionais dos Estados Unidos, precisamos ter apoio de Interpol, de CIA de FBI de todas essas organizações para poder desmantelar essa rede gigantesca que se tornou o PCC, então Caniato não é mais uma tarefa que o Brasil consegue resolver sozinho
É preciso hoje colaboração, cooperação com demais países para desmantelar essa gigantesca rede transnacional do crime organizado. Pois é, a gente inclusive trata desse aspecto, dessa notícia na nossa enquete do dia. Vamos fazer o seguinte, um rápido break, um intervalo a jato. Em um minuto e meio estaremos de volta, tem muito mais notícia, muito mais análise. Eu conto com você, até já.
Os Pingos nos diz. Jovem Pan. A Jovem Pan não para de crescer. Estamos ampliando nossa presença na TV aberta e levando informação, opinião e entretenimento cada vez mais longe. Já estamos em São Paulo, canal cinquenta e um. Campinas, canal quarenta e um. Santa Inês, no Maranhão, canal dezenove. Cuiabá, canal doze.
Presidente Prudente, Canal 31. E agora o Nordeste ganha mais um novo ponto no mapa. Em Recife, no Canal 30, com cobertura em toda a região metropolitana. Jovem Pan, cada vez maior, cada vez mais perto de você. Na TV aberta.
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Recebo Alex Apiro, a maior liderança do SoftBank na América Latina. Ele vem falar sobre investimentos em tecnologia. Quando você vê o time operando como você pensa no teu mindset, no teu modelo mental, e efetivamente te superando, é quando você fala, puxa, eles estão prontos e isso te liberta. Show Business, amanhã às 11 da noite na Jovem Pan. Os Pingos nos is. Jovem Pan.
Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Isos. Os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise dos nossos comentaristas. Deixa eu chamar um outro assunto aqui. O precandidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro, que vai elevar nomes de prefeitos e vereadores do Partido Liberal que não declararem apoio.
recorrentemente nas redes sociais a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende levar essa lista para a executiva nacional para corrigir a postura de correligionários. A declaração se dá em um momento de sucessivos atritos dentro da direita, à frente das eleições presidenciais. Carlos e o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, eles lideram uma ala.
do chamado bolsonarismo, que tem cobrado apoio enfático de aliados à candidatura do irmão mais velho. Chamar os nossos comentaristas. Antes disso, eu preciso receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. A notícia que nós estamos analisando, Carlos Bolsonaro tem ameaçado promover um movimento de correção.
A quem não apoiar Flávio Bolsonaro dentro do PL, dentro do Partido Liberal. Eu vou começar essa rodada com o Roberto Mota, para analisar as dificuldades que integrantes da família Bolsonaro têm em...
convencer todo mundo a andar no mesmo barco. O Pérez se tornou um partido gigantesco, uma sigla enorme. Tem muitos aliados e alinhados com aquilo que defendem os integrantes da família. Mas tem outros que não, parecem que só querem surfar na onda. Dá certo falar em correção, Mota?
Claro, isso não é privilégio do PL, Caniato. Isso acontece em todos os partidos e eu tenho uma experiência pessoal com isso. Agora, em relação a essas notícias, fofoca, fofoca, fofoca. Uma campanha eleitoral é tudo ou nada. E nunca uma campanha eleitoral foi tão tudo ou nada quanto a eleição presidencial desse ano.
Observadores da cena política alertam que as consequências de uma derrota da direita serão trágicas para o país. Então, diante desse quadro, o mínimo que você espera é o comprometimento total de pessoas que estão do mesmo lado. Quem critica isso não tem nenhuma experiência eleitoral. Não entende o básico da política.
ou não percebe o que está acontecendo no Brasil.
Chama o Luiz Felipe Dávila porque nesse momento pré-processo eleitoral, Dávila, digamos que é um momento crucial para que os partidos façam correções, tentem falar a mesma língua, ainda que partidos muito grandes tenham diferenças importantes nos estados. Como tentar ajustar o discurso para a campanha à presidência da República? É possível?
que todos falem exatamente a mesma língua, falar em correção, tentar acertar o tom, mas dá tempo ainda.
É só olhar o passado, Caniato. O PL votou mais da metade das vezes no Congresso Nacional com o governo, o que se diz um partido de oposição. Na verdade, o único partido que realmente fez oposição ao governo foi o Partido Novo. O resto da maioria acaba votando lá com o governo. Tem lá uma verbinha, tem lá uma emenda de relator. Por que não?
Isso mostra como os partidos no Brasil não têm nenhuma postura programática, ideológica, de postura correta. O que tem é, na verdade, é uma grande frente partidária que você precisa da legenda para se eleger. Porque você não pode se eleger no Brasil sem uma legenda. É isso que acontece. E dentro deste enorme ônibus tem gente que todos os lados...
Tem gente que é mais governista, tem gente que é menos governista, tem gente que é oposição dura e acirrada, tem gente que é uma oposição soft. É isso que acontece. E cada um vai agir de acordo com o seu interesse eleitoral, momentâneo e local. É assim que funciona a política do Brasil.
Os poucos partidos hoje, os pouquíssimos partidos que exigem essa fidelidade programática, esse alinhamento, são pouquíssimos. Como eu disse, um dos poucos é o Partido Novo. O resto é essa frente partidária mesmo. E o PL ainda é melhor do que outros. Você pegar o PSD, tem gente apoiando o Lula, gente apoiando o Caiado e gente apoiando em ninguém. Ou seja, dependendo do seu interesse local. O que manda na eleição...
é a eleição para deputado federal. É essa que determina a dinheirama do fundo eleitoral e do fundo partidário. Por isso, não tem como alinhar totalmente, 100%, num enorme partido como o PL. Este apoio ou esta fidelidade integral que Carlos Bolsonaro deseja. Se fizer isso...
o PL corre risco de diminuir a sua bancada no Congresso Nacional ao invés de crescer. Por isso, é preciso saber jogar o jogo. Infelizmente, o jogo no Brasil hoje é o jogo das eleições locais. A eleição nacional vem a reboque.
Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Beral também analisar a situação que envolve o PL e uma certa divergência de estratégias, por exemplo, entre o PL raiz de Valdemar Costa Neto e o PL de Jair Bolsonaro ou da família Bolsonaro.
Assim, como acertar esse tom? Eu sei que tem estados e estados, né? Mas todos têm o mesmo objetivo. E aí essa história de ameaçar, corrigir quem não apoia a Flávio. Porque muitos talvez sigam outro caminho, né? Tenham outros objetivos. Talvez não queiram apoiar a Flávio Bolsonaro. Pode isso? Como é que fica nos estados?
Bom, Caniato, vamos lá. No caso específico, né? Então, é o ex-vereador do Rio de Janeiro, foi para Santa Catarina buscar uma vaga ao Senado e ali encontrou uma série de prefeitos que, segundo ele, estão titubeando na hora de declarar apoio a Flávio Bolsonaro. Mas aí, Caniato, a gente precisa lembrar...
que a política, ela infelizmente é feita de uma maioria de aproveitadores.
Figuras que dançam a música que tocar, aquela que eles acharem que vai ser, vai estar na parada de sucesso, eles estão dançando. Não há um compromisso ideológico. E nessa dinâmica, é óbvio que diversos prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores foram eleitos.
falando que eram bolsonaristas surfando na onda de Jair Bolsonaro. Isso é um fato concreto. Me admira o vereador Carlos Bolsonaro, que está desde os 17 anos na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, se impressionar com isso, porque isso obviamente vai acontecer. Agora, não se conquista apoio de verdade, não se conquista apoio válido?
a partir de uma manifestação que seja de imposição. Isso tem que ser trabalhado para que ele demonstre que o certo a fazer é apoiar Flávio Bolsonaro. Pois é, deixa eu passar também para o Bruno Musa, que é a questão que envolve a estratégia de um partido, e há essa ameaça, esse diagnóstico.
que foi feito por Carlos Bolsonaro, pelo menos Carlos e Eduardo, que têm mencionado que algumas figuras do PL não estão apoiando o seu irmão, que é preciso abraçar a campanha, porque senão não vai dar certo, tem que corrigir, não vão usar o nome da família Bolsonaro em vão. E aí, Bruno Musa, a gente já acompanhou em outras eleições também desajustes e desavenças em relação a apoio ou a ausência de apoio para determinado candidato.
Mas nesse caso vai além, porque eu acho que é o nome da família, trata-se de Flávio que foi endossado pelo pai, o pai está em prisão domiciliar, eu acho que há muitos ingredientes que acabam apimentando esse cenário. Sem dúvida, eu vejo isso como mais um resultado de todo o processo que se tornou a política brasileira, que no meu entender ela não é apenas disfuncional, como ela é doente. Precisa ser recuperado e recomeçar absolutamente...
do zero. Veja, eu prefiro o estilo de liderança que você faz justamente por admiração. Porque você quer estar ao lado daquela pessoa que você admira, seja pelos valores, pela competência, pelo que for. E não pelo tipo de ameaça. Agora, pressupõe, assim como o próprio Mota colocou, que por se tratar de pessoas políticos do mesmo partido,
Em detrimento à oposição do Lula, não haveria sequer qualquer tipo de questionamento com quem eles apoiariam. Mas, pelo visto, não. O Dávila trouxe um dado extremamente relevante. Mas da metade das votações não foram com a oposição, e sim com o próprio governo. E eu já fiz várias críticas, inclusive marcando essas pessoas dentro dos meus vídeos de posts ou comentando com eles.
Pessoas que se dizem de direita, votando com a esquerda, com pautas intervencionistas, com pautas a favor de subsídio, de aumento de endividamento da máquina pública, mostrando um claro descompasso entre o que ele diz acreditar versus o que ele fala ou vota.
Então tudo isso é extremamente relevante e levanta o questionamento que, se não me engano, foi o Mota que fez outro dia aqui no nosso programa, questionando, será que de fato essas pessoas sabem o que significa ser de direita? Eu tenho plena convicção que grande parte deles não.
E isso mostra, expõe e deixa cada vez mais claro como esses incentivos perversos na política brasileira, eles geram todo o incentivo para que as pessoas votem de acordo com o que é conveniente para eles, e não exclusivamente com as pautas que eles supostamente defendem.
Portanto, uma das votações mais importantes que nós teremos esse ano é para o Senado, pessoas que devem ficar atentas. Eu estava vendo esses dias uma matéria extremamente relevante que fala que 22% dos brasileiros dizem saber que teria que votar ou quem votará para o Senado esse ano. 6% dos brasileiros sabem que são dois senadores.
Então, grande parte deles não tem a menor ideia. E uma outra pesquisa mostrando que 57% dos entrevistados, em duas semanas, não sabem mais para quem votou para o Legislativo. Então, perceba que a gente ainda não entendeu a lógica e a importância que é...
você voltar não apenas para o executivo, porque grande parte desses que se dizem de direita depois começam a voltar com o outro lado. E isso vai passando batido. Então, eu espero que a gente saiba fazer pressão, porque eu já cansei de esperar alguma mudança de dentro para fora. Eu acredito zero nisso. A mudança de fora para dentro, com a mentalidade e o conhecimento da pessoa, das pessoas mudando e amadurecendo.
A gente precisa ver exatamente quais serão os próximos passos. Deixa eu só passar mais uma análise para o Mota, só um complemento. Mota, pessoas da nossa audiência fizeram o seguinte apontamento. Bom, mas Flávio tem subido em todos os levantamentos, né? Então, se o candidato a uma casa legislativa fizer uma rápida reflexão...
Vai querer, claro, associar o seu nome, a sua figura, a de Flávio Bolsonaro, que tem crescido muito. Me parece que tem, inclusive, surpreendido na avaliação de muitos. Você, por diversas vezes, mencionou as experiências que você teve em processos eleitorais. Claro que há diferenças substanciais de um pleito para o outro, mas eu acho que há situações comuns, há várias eleições.
O candidato, por exemplo, à Câmara dos Deputados ou às Assembleias Legislativas, eu acho que mais nessas duas casas do que, por exemplo, ao Senado. Me parece que eles vão tentar de todas as maneiras convencer o eleitor de que ele é o melhor candidato a deputado federal, ele é o melhor candidato a deputado estadual.
se associar a uma figura do executivo ajuda ou atrapalha? Por que alguns têm receio de associar o seu nome àquele que estampa o santinho principal do partido? Caneta, eu vi isso. Eu fui testemunha disso em 2018.
quando eu fui candidato a deputado. A grande maioria dos candidatos não tem a menor ideia de quais são as propostas que ele defende ou qual é a visão do mundo que ele propõe. Eles só sabem que precisam de votos.
Então eu acho que a crítica aqui é para aquele candidato cuja única ação é tirar uma foto com o Flávio, fazendo um joinha ou apontando para ele, para colocar no Santinho.
e conseguir votos com isso. Esse candidato não tem mais nenhum tipo de comprometimento com as ideias da direita, os conservadores ou liberais. É como o Bruno disse, a maioria não tem a menor ideia do que é ser de direita. Eles querem pegar carona no Flávio, no nome Bolsonaro, para se eleger. No primeiro mês, no Congresso Nacional, vão votar junto com a esquerda.
Vão apoiar projetos que resultam em aumento de gastos, em aumento de impostos, em aumento do tamanho do Estado. Porque não tem nenhuma ideia que eles defendam. O que eles querem é uma oportunidade de fazer parte do Estado.
E essa é justamente uma das grandes brigas, uma das grandes lutas de quem é verdadeiramente de direita. Lutar por um Estado enxuto, focado naquilo que são as suas missões essenciais para que o cidadão tenha liberdade e mantenha o dinheiro que é seu, no seu próprio bolso.
Seguimos com outros destaques. O chefe da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho, levantou suspeitas sobre a proposta de Flávio Dino de uma reforma no Supremo Tribunal Federal. A oposição questiona o fato do governo Lula e seus aliados apoiarem e elogiarem essa medida.
que pode, dentre outras coisas, dar ainda mais poderes ao judiciário, com a revisão das penas sobre os crimes contra a administração da justiça. Enquanto uma ala da corte e do planalto fala em críticas descabidas ao STF, Marinho criticou a união desses poderes sobre o debate legítimo.
Para o aliado de Flávio Bolsonaro, as propostas de Dino e de aliados de Lula ignoram temas centrais que arrastam o judiciário para uma crise institucional e vão contra as demandas da população, que pedem mais limites aos ministros. Uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede de rádios.
Agora eu vou passar para os nossos comentaristas. Você, Dávila, o Dávila, inclusive, se debruçou para colaborar muito com o programa do pré-candidato Romeu Zema. E nesse livro de sugestões, né, Dávila, há muitas menções, há mudanças, inclusive, na Suprema Corte ou no Judiciário. Há muitas menções em relação a isso. Então, eu quero começar com você para analisar primeiro a proposta do ministro Dino e a posição... e depois está a gente está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está ligada e está lig
do senador Rogério Marinho.
A proposta do ministro Dino é apenas para mostrar a sua enorme divergência de visão do presidente da corte Fachin. Essa é a história dele, é para se posicionar de que não existe apenas a visão do presidente Fachin, mas que existe uma outra alternativa. Essa alternativa é óbvio que é péssima. Aliás, como alternativa proposta por Flávio Dino, elogiado por Glaze Hoffman, nunca pode ser coisa boa.
Então, agora vamos olhar o fato, como é que deveriam ser essas mudanças. De acordo com o que nós já propomos, é o seguinte. Primeiro, aumentar a idade mínima para 60 anos dos membros do Supremo Tribunal Federal. Para ser um final de carreira coroada, mas de notório saber jurídico.
Não de qualquer coisa. Cadê as obras? Citem aí o que ele apresentou notório saber jurídico e reputação inibada. Dois critérios fundamentais que estão na Constituição e que vem sendo desrespeitado sistematicamente pelas indicações péssimas do presidente da República e conivência do Senado em aprovar esses nomes.
E onde é que está o fim de privilégios? Esses privilégios completamente imorais. Supersalários, penduricalhos, férias de 60 dias, que somente essa categoria de elevados togados tem no Brasil, que nem o outro brasileiro tem. É uma vergonha. É o judiciário mais caro do mundo. Custa 1,3% do PIB. Precisa acabar com essa imoralidade.
Portanto, tudo que tem a ver com moralização, fim de privilégio, limitar a idade máxima a 60 anos para entrar e ter notável saber jurídico e reputação inibada, essas mudanças não são contempladas no relatório de Dino. Ou seja...
É só uma disputa de narrativa interna, o que faz muito mal. Por isso, somente o Senado pode exercer esse papel. Mas, infelizmente, esse Senado de rabo preso não tem coragem ou convicção para fazer as mudanças e restabelecer os pesos e contrapesos que é necessário para fazer o Supremo voltar a ser uma corte constitucional.
Pois é, eu vou receber a rede Jovem Pan, daí os nossos comentaristas analisam e avaliam o posicionamento e a sugestão do ministro Dino também para a nossa rede de rádio, sempre reforçando o agradecimento a você que nos prestigia por todas as plataformas, todos os dias aqui na Jovem Pan.
Agora sim, recebendo as pessoas que nos acompanham pela rede de rádios, um forte abraço a todos, especialmente você que gosta de acompanhar as notícias pelo 100,9 da Jovem Pan aqui em São Paulo. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo analisar o posicionamento que foi feito pelo ministro Dino, como bem destacou o Dávila, abrindo uma divergência com o presidente da corte, né, Edson Fachin. E certamente veremos mais discussões a respeito de propostas e sugestões para melhorar...
O Supremo Tribunal Federal, um minuto e meio, Beraldo. Neto, não há a menor possibilidade de qualquer melhora efetiva para o Brasil, não é para o Supremo, é para o Brasil, que precisa voltar a contar com um sistema de justiça confiável que a população brasileira possa confiar.
não há a menor possibilidade da mudança vir de dentro. Porque aquelas pessoas que estão lá, elas estão restritas pelo seu próprio interesse e pelo interesse dos seus colegas. Essa história do troca-troca, olha, ajuda meu filho aqui, que eu ajudo a sua esposa ali, depois você dá uma mão para o meu primo, eu dou aqui um apoio para o seu amigo, isso já destruiu.
a independência e o senso de ética e de moral no exercício da função dentro do judiciário brasileiro. E não é só no Supremo Tribunal Federal, não. O Supremo Tribunal Federal hoje é a face mais visível.
de um problema gravíssimo que permeia toda a estrutura do judiciário brasileiro, tanto em Brasília, ou talvez até, sobretudo, nos estados. Porque essa cultura em que a população brasileira tem que buscar um advogado que seja amigo, que tenha relação pessoal próxima com o julgador...
Isso já vem de muito tempo. E hoje as pessoas não querem do seu advogado o grande conhecimento jurídico, experiência, livros que ele leu, a sua trajetória profissional. Isso tudo é colocado lá embaixo na lista de prioridades e prevalece sempre.
Aquele advogado que conhece aquele juiz que é quem vai decidir sobre a minha causa. É esse que eu quero, porque este advogado que é amigo, ele resolve tudo ali da forma que ele tem que resolver e fica tudo bem e eu me livro, eu me salvo. Aliás, Caniato, faço aqui só uma ressalva neste último assunto para conectar com o primeiro. Esse delegado que foi expulso dos Estados Unidos em 2016...
matou a partir de um atropelamento na região de Sorocaba, uma pessoa estava ali andando de motocicleta na estrada. Ao ser parado, ele estava com a habilitação vencida e embriagado, segundo constam os relatos que estão aí retratados na internet.
O que aconteceu com ele? Absolutamente nada. Ele estava dirigindo, ao que parece, um carro que era da Polícia Federal num momento de lazer, estava indo visitar familiares. E com isso, ele não sofreu nenhuma perda de função. A Justiça depois o isentou das suas responsabilidades, ficou tudo por isso mesmo.
É esse o judiciário que o Brasil precisa? São essas pessoas que compactuam com esse tipo de justiça que vão produzir alguma mudança no benefício nosso? Não, não será. Bruno Musa, você, 20 segundos, Bruno.
Bom, vamos lá. Eu acho que isso é basicamente uma resposta a toda a pressão e tudo óbvio que está acontecendo agora. Mas esse problema é muito mais lá embaixo. Isso aqui é a ponta do iceberg, como a gente vem falando. E a gente não consegue curar um câncer olhando apenas a pontinha dele. Nós temos que olhar a causa. E a causa está enraizada dentro do sistema público brasileiro, principalmente o judiciário. Mota, você duas manchetes, 15 segundos.
A República é feita de três poderes independentes que se fiscalizam e se vigiam. Quando eles passam a se ajudar e dar tapinha nas costas, desconfie. A gente agradece a todos pela parceria, pela audiência. Continue na Jovem Pan. Eu volto mais tarde com o Visão Crítica ao vivo. Eu conto com você agora, o Jornal Jovem Pan. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
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