Episódios de Os Pingos nos Is

Delegado que atuou na prisão de Alexandre Ramagem é convidado a sair dos EUA

20 de abril de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (20):

Um novo capítulo de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos se abriu após o governo de Donald Trump ordenar que um delegado da Polícia Federal brasileira deixe o território americano. O agente, que atuava em colaboração internacional e teve envolvimento em investigações contra Alexandre Ramagem, foi acusado pela gestão Trump de estender perseguições políticas para fora das fronteiras brasileiras.

Dados do Portal da Transparência revelam que o Exército Brasileiro destinou quase R$ 40 milhões ao Grupo Master ao longo da gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Os repasses, vinculados a contratos de fornecimento e serviços logísticos, chamam a atenção pelo volume de recursos em um momento de contingenciamento orçamentário nas Forças Armadas.

Em meio à queda de popularidade e ao desgaste causado por medidas econômicas severas, o governo Lula inicia uma estratégia de comunicação para tentar "limpar" a imagem da gestão. O objetivo é desvincular o presidente de pautas impopulares, como o aumento de impostos e a volta de taxas em compras internacionais, jogando a responsabilidade para o Congresso ou para a equipe técnica.

Em uma nova ofensiva de comunicação, o governo Lula mudou o discurso e passou a negar que tenha promovido aumentos de impostos durante a atual gestão. A estratégia busca blindar a popularidade do presidente ao classificar as novas medidas arrecadatórias como "revisões de benefícios" ou "ajustes setoriais".

O Brasil enfrenta um desafio crítico de segurança pública e controle industrial. Relatórios recentes de inteligência indicam que o país se tornou um dos maiores exportadores de insumos químicos fundamentais para o refino de drogas no mundo. Aproveitando a força do parque industrial brasileiro, organizações criminosas têm desviado toneladas de substâncias controladas para laboratórios em países vizinhos e para a produção de sintéticos.

O Governo Federal implementou alterações na carga tributária incidente sobre o setor agropecuário, provocando debates sobre o equilíbrio fiscal e a produção nacional. O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) avalia como essas medidas podem repercutir na estrutura de custos do setor e na economia brasileira.

Levantamento dos dados oficiais revela que os gastos do Governo Federal com viagens, incluindo passagens e diárias, atingiram o montante de R$ 1 bilhão. Os valores englobam as agendas nacionais e internacionais de ministros, assessores e comitivas ao longo da atual gestão.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio6
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

Co-hostAnalista político
A

Arnaldo Jardim

ConvidadoDeputado federal
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos4
  • Gastos do governo com viagensgastos com viagens internacionais · impacto nas finanças públicas · retorno das viagens
  • Corrupçãoaparelhamento das instituições · corrupção na política
  • Críticas ao Governo Lulamedidas impopulares · reforma tributária
  • Desafios do Agronegócioaumento de impostos · impacto no setor agropecuário
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is reunindo os assuntos importantes do dia, sempre contando com análise, as discussões, as reflexões entre os nossos comentaristas. Eu sou Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial aqui na programação da Jovem Pan.

Para começar, sob o governo Lula, o exército brasileiro repassou quase 40 milhões de reais ao Banco Master. Pelo menos foi o que revelou o relatório de inteligência financeira que foi elaborado pelo COAF. Segundo o documento enviado à CPI do crime organizado e que foi divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, a força credenciou a instituição de Vorcaro para operações de empréstimos consignados a militares da ativa e da reserva. A reserva.

O relatório aponta que as transferências milionárias feitas do Exército ao Master entre agosto de 2024 e outubro de 2025 possuem dois indícios, duas informações que apontam para irregularidades por parte do banco no que diz respeito ao destino do dinheiro, ao destino do recurso.

justificando o alerta e o registro do caso na inteligência financeira. O exército acabou divulgando uma nota e disse que não houve perda patrimonial para a força ou para os cofres públicos e que os valores envolvidos são oriundos de rendimentos particulares dos militares para o pagamento de dívidas privadas.

Deixa eu chamar os nossos comentaristas para analisar esse destaque. As informações vieram à tona a partir desse relatório do COAF. Vamos ao Rio de Janeiro. Acho que o Roberto Mota já está...

preparado, conectado com a gente. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. No avanço das investigações e das apurações que conectam o Master, o Banco Master, as relações do Master com instituições da República, chama a atenção a penetração, ou talvez a pulverização de negócios.

do banco de Daniel Vorcaro, que conseguiu fechar negócios, conseguiu vender os seus serviços para muitas instituições da República. Tem de A a Z, né, Mota?

O nome do banco não era à toa, né, Caniato? Eles eram um master mesmo. Boa noite a você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. Eu acho esse conceito de empréstimo consignado uma coisa horrorosa.

Isso é uma espécie de servidão financeira. Isso é uma ilusão que é vendida como vantagem. Você vende o seu futuro e aí paga por isso com uma parte grande do seu salário. Eu aprendi com meu pai a nunca pegar dinheiro emprestado. E essa regra foi fundamental na minha vida.

Agora, eu li essa notícia várias vezes e não entendi onde estão os indícios de ilegalidade. Pelo pouco que eu consegui entender, parece que o destino que o Banco Master deu a esse dinheiro...

depois que ele chegou dentro do Master, seria uma coisa inapropriada ou inexplicada. Agora, da parte do Exército, me parece que não houve nada demais. Então é preciso saber se alguém levou alguma vantagem ilegal ou se essa contratação foi feita burlando alguma norma.

São perguntas e questionamentos muito importantes no âmbito da investigação. Certamente isso irá acontecer. Esperamos. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. Dávila também está a postos nessa ponte de feriado acompanhando o noticiário. Dávila, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Quais aspectos dessa notícia você gostaria de chamar atenção?

Em um primeiro momento, dá para a gente apontar algum tipo de irregularidade? Ou pelo menos isso sugere que alguém do exército tenha sucumbido às ofertas de agentes de negócios do Banco Master?

Boa noite, Caniato. Boa noite aos meus colegas de bancada e boa noite à nossa querida audiência. Os primeiros indícios é de que não houve irregularidade. Afinal de contas, o Exército, numa nota oficial, mostrou que havia ali uma seleção de bancos que haviam correspondido aos critérios de legalidade para entrar numa concorrência a fim de obter dinheiro do consignado dos membros das Forças Armadas, nesse caso do Exército., mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas,

Portanto, como a nota disse, não houve, por enquanto, nenhum indício de ilegalidade neste contrato do Exército com os consignados do Banco Master. O que houve foi enorme prejuízo para os oficiais, para os militares que utilizaram.

os recursos de desconto automático do seu consignado para o Banco Master. Esse dinheiro não vão ver acordo novamente. Portanto, mostra que nós precisamos ter muito cuidado nesta análise no momento. Primeiro é a instituição exército fazer um acordo com a instituição Banco Master. Segundo é que esse desconto vai afetar a vida dos correntistas e não necessariamente das Forças Armadas. Mas mais uma vez mostra...

que esse desconto indevido de consignado, assim como dos aposentados, era uma prática rotineira do banco da picaretagem. Portanto, os picaretas continuaram usando os descontos indevidos dos consignados para enriquecer a máquina de malandragem. E isso deixou prejuízo na pessoa física, nesse caso, dos militares.

Tá certo, Davila, maravilha. A gente vai seguir aqui analisando os principais pontos desta notícia. Deixa eu chamar o Bruno Musa. O Bruno também tem se dedicado muito a analisar todas as informações que são divulgadas em relação ao caso do Banco Master. Você, Bruno, seja bem-vindo, viu? Uma ótima noite a você agora.

Se os departamentos financeiros de recursos humanos, compliance, ou aqueles que se dedicavam a analisar com aprofundamento as instituições que prestariam serviços, principalmente de empréstimos aos integrantes das Forças Armadas, é preciso considerar que...

Na visão deles, o Banco Master atendia todos os requisitos. Então, para muitas instituições, para muitas empresas, o Banco Master operava dentro da legalidade. Qual foi o momento da virada de chave em que o Master começou a pisar na casca de banana e não mais respeitar a legislação? Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Davi Lamota, Beraldo, todos que nos escutam. É importante nós não culparmos o termômetro pela febre. Isso é um ponto crucial. Veja, a gente também não pode isentar a culpa do endividamento que agora o governo do PT resolveu assumir esse problema brasileiro dentre um dos pontos sem o crédito consignado, que foi fomentado dentre várias outras políticas ao longo dos últimos anos que chegaram nesse endividamento do brasileiro. Mas por que eu estou falando tudo isso, Caniato? Porque aqueles órgãos...

que acabam executando uma operação permitida e fomentada pelos governos, não significa que ele é o culpado. Veja, o exército ou qualquer outro órgão técnico que acabe levando ou permitindo esse tipo de ação frente aos pontos, à liberação do crédito consignado, isso significa que grande parte deles é...

não são obrigados e não cabe a eles o papel de legislar, de analisar se o banco, uma vez autorizado pelas autoridades competentes do país, tem todas as prerrogativas legais para executar esse tipo de operação.

Portanto, não cabe ao exército analisar ah, o Banco Master é um banco que está sendo fraudado ou não. Até pouco tempo atrás, não se sabia disso. Quem não era dentro do mercado? E quem era? Quem éramos dentro do mercado? Como eu já falei outras vezes aqui, levantava a luz amarela, mas não tínhamos a menor ideia dos tentáculos até onde chegaria o que está sendo espantoso para todo mundo. Então, quando nós entendemos que que é o Banco Master é um banco que está sendo espantado,

O que deveria ser feito são os órgãos competentes e legais para fazer toda essa vistoria e todo esse critério mais técnico. Se o Banco Master estava fazendo alguma coisa de errado, não cabe a quem contratou a instituição para executar esse crédito consignado. Então, também acho que não haveria, até onde sabemos até o momento, nenhum tipo de problema.

O que chama mais atenção, por exemplo, como a gente viu o Rio Previdência, o Amapá, enfim, outras instituições em que aí sim, indicações políticas podem levar a uma conclusão de que haveria indicação política uma vez que o Banco Master já tem provas que comprou políticos de todos os lados. É outra análise. Agora.

Uma instituição ser obrigada a fazer a análise do banco para uma operação, uma vez que os órgãos competentes legais autorizaram, realmente não faz o menor sentido e eles não têm conhecimento e nem precisam ter. Não cabe a eles fazer esse tipo de operação.

Mas é muito boa essa reflexão, essa análise do Bruno Musa. Não dá para jogar na conta do Exército, afinal, há órgãos que fazem essa avaliação e acabam colocando um selo ali, aprovado. Todos podem, inclusive, investir em tese em determinada instituição financeira. Banco Central, CVM, por aí vai. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, que está com a gente também ao vivo. Beraldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Quais...

Aspectos dessa notícia chamam a atenção. O Exército repassou dezenas de milhões ao Master por meio dos seus integrantes da ativa, da reserva. E agora muitas dúvidas em relação a... Se alguém não respeitou a legislação vigente, se o Exército teria cometido algum tipo de erro ou se não, quais aspectos devemos destacar aqui? Bem-vindo.

Obrigado, Caniato. Boa noite a você, ao Musa, ao Dávila, ao Mota e à audiência que prestigia diariamente os pingos nos isch. A colocação do Musa é perfeita, porque nesse caso a oferta do consignado, ela foi feita para o banco oferecer crédito aos aposentados. Portanto, o que precisa avaliar, e isso é o exército internamente,

É se, neste processo de se escolher o Master como uma plataforma para oferecer esse crédito aos aposentados, se ali houve algum tipo de decisão tomada sobre uma influência indesejada, seja numa festa em Trancoso, seja um uísque em Londres, ou seja algum outro tipo, apartamento, algum outro tipo de benefício.

Mas é importante a gente destacar que o Banco Master tinha grau de investimento. A agência de risco dava grau de investimento ao Banco Master. E nós precisamos lembrar que essas mesmas agências de risco...

Elas, nos grandes episódios mundiais, como por exemplo 2008, elas foram flagradas cometendo erros absurdos em que bancos e instituições financeiras que não tinham estrutura sólida, coisa nenhuma, estavam lá com uma avaliação máxima de qualidade. E o que aconteceu com essas agências? Absolutamente nada. Elas continuam, são empresas privadas, não são órgãos do governo.

São empresas privadas que continuam ganhando dinheiro e se você pagar o suficiente, ela te dá o crédito, a nota de crédito que te interessa. É isso que a gente está vendo repetidamente e houve isso no caso do Banco Master. Quem é que está falando alguma coisa? Ninguém.

Ela continua aí, prestando os mesmos serviços, com os mesmos clientes. Ela dá uma nota, faz uma avaliação, vira notícia. Todos os portais de notícia repercutem. Então, é um faz-de-conta absurdo que só serve para enganar a população de Boa Fé.

Então, no caso do Exército, isso é que precisa avaliar. Se houve ali algum tipo de corrupção que colocou o Master sentado na janela. Porque caso contrário, segue o jogo. A regra do jogo eram os bancos, as instituições financeiras que estavam aí no mercado oferecendo o crédito consignado aos aposentados.

É claro que a gente vai seguir acompanhando, porque são investigações que acabam se encontrando com outras, muitas informações vêm à tona e claro que a gente vai voltar a tratar do caso do Banco Master e também do escândalo do INSS, que uma parte da investigação avança justamente para...

apurar os empréstimos consignados irregulares, aqueles que foram concedidos sem que a pessoa tenha feito o pedido, a solicitação. Bem, deixa eu trazer uma outra informação, porque a alta reprovação de Lula, causada pelo impacto direto das medidas econômicas no bolso do eleitor, fez com que o governo preparasse uma operação para tentar reverter os danos. Dentre as ações, os ministros tentam tirar a culpa do Planalto, sobre a chamada taxa das blusinhas, e transferir isso...

para o Congresso, a responsabilidade do imposto. Além disso, a tentativa de regulamentar o trabalho por aplicativo acabou virando um outro problema para a campanha à reeleição, pois essa proposta foi amplamente rejeitada por quem? Pelos próprios entregadores e motoristas das plataformas, o que gera, inclusive, mobilização nas ruas. Em São Paulo, várias já aconteceram dos motociclistas.

Se por um lado a taxa das blusinhas é considerada uma das medidas mais impopulares do governo, a alta no endividamento tem atingido mais de 80% das famílias brasileiras, que criticam a alta em inúmeros produtos e pressionam o Planalto a agir. Deixa eu chamar o Mota, porque é preciso analisar medidas que em algum momento foram discutidas.

pelos integrantes do governo, que projetavam que elas teriam um efeito, né? Que serviriam como troféus no processo eleitoral. Nossa, nós fizemos isso, fizemos aquilo. Só que tudo deu errado. E aí eu fico pensando, como é que eles salvarão essas duas iniciativas aos 47 do segundo tempo, né? No limite é para começar a campanha eleitoral.

Bom, eles acham que vão usar com sucesso as mesmas técnicas que funcionavam em 1980. Porque tudo começa com as ideias. Nesse caso, com ideias completamente erradas. A verdade é que em todos os países ocidentais o eleitor está desiludido. E a razão é simples.

Esse chamado modelo democrático, ele estimula o populismo irresponsável e incentiva a mentira e a fraude. Porque tudo o que o político precisa fazer para chegar ao poder máximo do país é conseguir um determinado número de votos.

Ele não precisa de preparo, ele não precisa de conhecimento, ele não precisa de cultura e nem de moral. Ele não precisa nem cumprir a lei. Tudo o que ele precisa é conseguir enganar um número suficiente de pessoas.

Pois é, deixa eu chamar o Dávila, que também tem avaliado as medidas que foram tomadas, o impacto e a rejeição daqueles que, em tese, seriam beneficiados. É muito louco isso, não é, Dávila? Quando uma administração propõe algo que, em tese, tem o objetivo de melhorar e aquele que seria o beneficiado diz, não, eu não aceito isso e isso vai prejudicar a minha vida. Foi o que aconteceu no caso dos motoristas de aplicativo, ou pelo menos os entregadores, os motociclistas.

O PT vive num mundo virtual. É o governo avatar. Não tem nada a ver com a realidade. Este é o governo, Caniato, que aumentou 28 vezes impostos. Este é o governo recorde de arrecadação.

este é o governo, que se olha um lugar que ainda não foi devidamente taxado, lá vai criar uma lei para meter a mão no bolso do brasileiro e arrancar mais um pouco o dinheirinho que está no bolso de cada um que trabalha, produz e investe no Brasil.

Agora o governo quer passar a culpa desta impopularidade para o Congresso Nacional. Mas ele é o autor de todas essas medidas. Ele é que tem essa ganância arrecadatória para pagar rombos de estatais, para pagar roubo.

do INSS e para sustentar bilhões de reais gastos com viagens desnecessárias. Por isso, Canhato, não tem como esconder a realidade das pessoas. Não é contando essas mentirinhas do governo, essas fake news, que vai fazer o eleitor mudar a cabeça dele. Afinal de contas, nós temos 81 milhões de brasileiros inadimplentes.

pessoas que não conseguem cumprir as suas obrigações financeiras, porque nós temos a taxa de juros mais elevada do mundo, culpa de um governo que gasta muito mais do que arrecada. Mesmo com recorde de arrecadação, o governo vem batendo um outro recorde muito pior, o do gasto público.

Por isso, Caniato, essa conversa não cola mais. E também não cola com os motoristas de aplicativo. Muito bem, sabem que este é o governo que está tentando meter a mão no bolso deles, atrapalhar a atividade econômica deles, criando uma legislação de novo para taxar o dinheiro duro ganho.

sendo motorista de aplicativo. Por isso, Caniato, ninguém mais cai nessa lorota do governo. É o governo avatar que só fala pra sua torcida. Mas pro resto do Brasil, todo mundo já abriu o olho. Porque num país com 81 milhões de inadimplentes e com os motoristas de aplicativos entendendo muito bem qual que é a tramóia do governo pra meter a mão no bolso de cada um deles, não cola mais.

Deixa eu chamar o Bruno Musa, porque tem três aspectos, três detalhes, três informações nessa notícia. Uma trata da taxa das blusinhas. Semana passada nós observamos o presidente da República fazendo um ajuste fino no discurso, dizendo que a medida nem era necessária, ou seja, jogando no calo de alguém. Se tomaram essa decisão, não foi a decisão mais acertada.

Eu mesmo achava desnecessária. Aquela história do tipo, eu não sabia. Fizeram, mas eu mesmo achava que isso não deveria ter sido implementado. A outra, em relação aos motoristas de aplicativo. Muitas manifestações, inclusive, nas capitais, Bruno Musa, os profissionais rechaçando aquela tal de taxa mínima. Muitos não concordam, preferem...

trabalharem como autônomos e os próprios trabalhadores administram suas horas e seus recursos. E aí, por fim, algo que você destacou várias vezes, o autoendividamento das famílias brasileiras. Esse talvez é o item mais sensível da agenda econômica do governo, porque isso não se muda do dia para a noite. Fico pensando qual vai ser a adoção, a estratégia para tentar...

driblar qualquer tipo de acusação no que tange o endividamento das famílias. Tem dedo do governo aí, não tem musa? Tem muito. Eu estava fazendo um vídeo para amanhã, inclusive, sobre o ciclo econômico da China. Ou seja, que ele começou há 20 anos atrás como um país em que construía tudo, demandava commodities. Você tinha um país por construir, tirar um país pobre, agrário, para transformar ele num país manufatureiro.

E agora a dificuldade é transformar o país numa economia de consumo. A poupança aumentou, ninguém quer consumir. E qual a relação disso com o Brasil? O ciclo econômico. Lá atrás, os ciclos econômicos, quando começam, ele parece ótimo. Você tem uma intervenção, você tem um subsídio, tudo parece lindo, maravilhoso, porque os resultados acontecem no curto prazo.

Mas os agentes econômicos são milpes. Ninguém enxerga os malefícios do longo prazo, dos intervencionismos brutais que acontecem causados pelos endividamentos hoje, no curto prazo. O que eu quero dizer com isso? O ciclo econômico, assim como eu mencionei da China, ele também se esgota no Brasil. Ele se esgota após quase 20 anos de PT.

E 20 anos de PT não tem a ver com uma política partidária exclusivamente, mas sim com uma mentalidade. Uma mentalidade, como o Mota falou, parada nos anos 80, retrógrada. Uma mentalidade mofada, por assim dizer. Que ela não para mais de pé. Não para mais de pé porque as pessoas mudaram. As demandas do mundo de hoje mudaram. Mas eles continuam querendo a tal da CLT desenvolvida por Getúlio Vargas. Ali nos anos 30, nos anos 40.

É impressionante como eles não andam e não conseguem perceber que a demanda da população, especialmente dos mais pobres, mudaram. Ou seja, pessoas que pedalam a sua bicicleta para entregar ali as compras de supermercado, ou pessoas que dirigem os carros ou motos de aplicativo, não querem trabalhar das 9h às 6h, das 8h às 5h com uma hora de almoço. Não querem.

Qual é a dificuldade de entender isso? De uma nova geração que quer uma liberdade profissional e que pode trabalhar até três da manhã, mas não quer ficar engessado em determinadas regras. Mas ele quer a liberdade dele. Eu quero trabalhar 15 dias seguidos para depois folgar dois com meu filho e ir à praia. Qual é o problema? Se para o empregador e para o empregado funciona, quem é esse tal sujeito que continua vivo na política brasileira desde os anos 80, achando que sabe mais a respeito dos outros?

Além de uma arrogância, prova a falta de conhecimento de entender a vida das pessoas. Então, essa é a típica responsabilidade ou terceirização da responsabilidade, como você próprio falou, de jogar no colo de alguém essas ações que não funcionam. E por que não funcionam? Porque fica claro que aumentar imposto foi sempre arrecadatório nesse mandato do governo. Arrecadatório puramente por um governo que gasta mais, perdulário, gasta mais do que arrecada.

e que precisa de dinheiro para financiar os seus gastos correntes. Caso contrário, você entra em default, não tem dinheiro para pagar os seus fornecedores, e aí você cria artimanhas, narrativas falaciosas de que isso favorece ao mais pobre. Eu lembro muito bem quando o entorno do presidente respondeu àquela página.

que tem 30 milhões de seguidores, acho ok, que agora o dono está preso. Ela respondeu em torno do presidente Lula, falando que o aumento da blusinha não chegaria para os consumidores, era só para as empresas. Repito, e me perdoem, o português claro, meu filho de dois anos riu, entendeu que isso era uma mentira, claramente. Ou seja...

Eles não conseguem entender ou não querem entender a realidade por um ponto específico, porque eles precisam de dinheiro para financiar os seus gastos correntes e continuarem sequestrando as instituições e os ministérios com o orçamento público, com o dinheiro do pagador de imposto. Então, eu não acho que eles não saibam o que estão fazendo. Eles sabem, mas não tem outro caminho.

a não ser buscar financiamento forçado do dinheiro do pagador de imposto para tentar permanecer no poder e manter esse projeto de poder que não começou hoje. Começou nos anos 80 e continua a se concretizar até agora.

Uma rápida parada para as pessoas que nos acompanham pela rede. Eu sigo aqui nas demais plataformas com os nossos comentaristas, a notícia em destaque, o presidente da República e aliados estão promovendo ajustes, mudanças no discurso e querem apagar o passado, principalmente iniciativas que não deram certo. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. Beraldo, o brasileiro...

aprendeu com o passado, por exemplo, o que deu certo, muitos governantes, por exemplo, no caso, o presidente diz, bom, o que deu certo, aí ele enaltece, diz, fizemos isso, fizemos aquilo, era assim, agora está assado. Agora, o que não deu certo, ele diz, ou que não sabia, ou que foi culpa do outro governo, enfim, dá uma terceirizada, empurra e tenta se descolar daquela iniciativa que acabou não dando certo.

Esse tipo de discurso ainda cola? O eleitor consegue identificar? Isso daí não está sendo verdadeiro, não está sendo transparente comigo. Beniato, vamos olhar para o Brasil hoje sem nenhum tipo de restrição ideológica. Nós, fato concreto, tivemos um governo que assumiu o poder em 2003.

E o partido, com o mesmo grupo político, ficou no poder por muito tempo. E este grupo político foi flagrado pela justiça, pelo Ministério Público, pela Polícia Federal, pelo Judiciário. Eles foram flagrados roubando.

a população brasileira. O maior, aliás, não foi um só escândalo, né? Começou com o mensalão, que era mala de dinheiro sendo distribuída em troca de voto no Congresso.

E depois roubo, puro e simples, tanto para enriquecer aqueles que se envolveram nos roubos, como também para roubar eleições. Então roubavam o dinheiro das empresas públicas, o dinheiro da população brasileira, e usavam esse dinheiro roubado.

para financiar campanhas políticas e com isso vencer. Porque dinheiro não era problema, então eles poderiam sempre vencer porque sempre tinham mais dinheiro para fazer campanha que os adversários. Isso tudo foi desnudado, a população brasileira viu, ela não ouviu dizer. Ela viu, ela viu as malas de dinheiro.

Ela viu todo o patrimônio que foi constituído. Ela viu visita no triplex. Ela viu pedalinho com as iniciais. Ela viu tudo. E aí, Caniato, tempos depois, este Brasil do absurdo apagou, passou uma borracha. Uma borracha. Isso tudo ficou para trás. E aí, esse mesmo grupo volta ao poder. Ou seja, a população brasileira mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas

na sua maioria em 2022, entendeu que tudo aquilo que tinha sido reportado, identificado, não era suficiente para que esse grupo fosse visto como um grupo desqualificado. Então, Caneto, para este grupo político, tudo que eles fazem dá certo, porque eles fizeram o pior e voltaram ao poder. Não tem nada pior do que isso.

Só que qual é o problema da esquerda brasileira, Caniato? Isso é uma discussão longa, profunda, mas, de forma resumida, a democracia foi concebida para que as pessoas intelectualmente preparadas escolhessem os seus representantes. Começa daí. Não era todo mundo que votava. Aliás, era uma pequena cúpula.

Com o passar do tempo, isso foi se expandindo. E o que aconteceu no Brasil inicialmente? As mulheres não votavam, os analfabetos não votavam, você tinha que ter mais de 18 anos para votar.

E aí chega a esquerda brasileira, cheia de ideias, e descobre o seguinte, não é que eles têm um projeto. Se nós sentarmos para conversar e dizer o seguinte, me explica qual é o teu projeto econômico. Me explica que projeto econômico é esse que cabe taxa da blusinha mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas

juros como nós temos no Brasil e fim da escala 6x1 para virar 4x3. 4x3. Como é que um país funciona, gera riqueza e traz prosperidade para a população com a população trabalhando 4 dias por semana? Eles não sabem explicar porque é inexplicável.

Então eles não têm projeto. E aí, cheio de conversa, eles falam, nós temos que ampliar o voto. Claro que temos que ampliar o voto. O voto tem que ser universal, está certo. Agora, qual é o desafio de um governo sério, de uma nação séria? Nós não podemos mais ser ignorantes. Nós não precisamos e não devemos jamais.

Dizer a alguém que ele deve votar A ou B, ninguém precisa concordar cegamente com aquilo que eu digo, aquilo que eu penso, que o outro diz, o que o outro pensa. Mas as pessoas precisam ter conhecimento para que, com base no seu conhecimento, elas decidam o melhor caminho a seguir. Portanto, a esquerda brasileira desenvolveu um projeto baseado na ignorância.

Não é à toa que o Brasil agora, depois deste governo, lá atrás, criou os programas de expansão de diploma universitário. Um monte de gente...

milhares e milhares de pessoas com um diploma universitário que não conseguem ler e compreender um texto, são analfabetos funcionais. O diploma universitário não serve para absolutamente nada. Não engrandece nem o detentor do diploma e muito menos a sociedade que se ilude com números de pessoas cidadãos com nível superior.

Portanto, Canhato,

O que temos hoje no Brasil é o governo de uma grande mentira que não tem projeto e não tem compromisso com o país. Eles têm compromissos com eles próprios. E é com base nisso, apostando nessa ignorância que eles veem muito tempo, décadas, trabalhando para consolidar no Brasil, é que eles usam para tomar esse tipo de medida, adotar essa estratégia.

Não, o que a gente falou não importa. São burros. São burros. Eles vão esquecer porque já nos trouxeram. Nós roubamos e a gente voltou pro poder. Ora, vamos falar que a taxa da blusinha era uma bobagem, que isso e aquilo. Então, eles apostam nisso, caniado. Eles apostam que nós saímos às ruas com orelha de burro e nariz de palhaço.

Deixa eu receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Obrigado, viu, pela gentileza, pela preferência. Aqui nós trazemos as informações, as notícias do dia, contando com as análises dos nossos comentaristas, as análises que precisam ser feitas. Deixa eu chamar Roberto Mota. Esse aspecto, alguns elementos trazidos pelo Beirado, são bem interessantes, né? Porque acabam...

forçando a gente a olhar para eventos que aconteceram há alguns anos, né, Mota? Esse discurso ainda cola. No Brasil, nos dias de hoje, nos tempos da internet, das redes sociais, do print, não me parece que dê para apagar o passado, né? Mas a gente observa que há uma adoção de uma estratégia...

Você cria uma narrativa para tentar recontar a história, né? Tentar recontar o passado. Ah, não, não foi bem assim que aconteceu. Foi isso, isso e aquilo outro. E aí a nova geração parece muitas vezes que abraça essa nova versão, né? E parece que especialmente figuras da esquerda têm um talento especial, né? Em seduzir os jovens com as suas versões. E talvez por conta disso que propostas como da escala 4x3 acabem funcionando tão bem, né?

A esquerda tem uma vantagem histórica, Caniato, que é o domínio, a hegemonia da cultura, do sistema de ensino e da maior parte da mídia. Então, a esquerda ainda consegue passar essa narrativa de que o socialismo é uma coisa boa, né? Você vê, socialismo tem social no nome.

Então você já fica pensando em melhoria da qualidade de vida, em justiça, em paz, em desarmamento. Acontece que a realidade das políticas de esquerda é exatamente o oposto disso tudo. Toda a riqueza que existe hoje no Ocidente foi criada por políticas de livre mercado, de liberdade, políticas capitalistas.

E a esquerda brasileira ainda tem um outro fator, que é o ativismo judicial. Ao longo desses 20 anos que a esquerda brasileira está no poder, que o Partido dos Trabalhadores está no poder, desde 2003...

eles aparelharam todo o aparato do Estado. Então, hoje, poderes da República funcionam para apoiar essa narrativa. É como você disse, há vídeos na internet em que essas figuras da esquerda dizem exatamente o oposto há poucos anos atrás do que elas dizem hoje. Mas se você publicar um desses vídeos,

você pode até ser incluído em um inquérito criminal. Você pode ser censurado, você pode ter as suas contas bancárias bloqueadas. Qualquer opinião que você tenha que vá contra a narrativa da esquerda é muito perigosa no Brasil de hoje. Mas o dilema é essencial.

da esquerda brasileira, do PT, é o dilema que a esquerda enfrenta sempre. Eles não querem sair do poder. A esquerda não compreende essa história de alternância de poder. De hora entra um partido socialista, depois vem um partido conservador. Não, não, não, não. Os conservadores são um perigo para a democracia. Esses liberais também só querem explorar as pessoas. Então, toda vez...

que a esquerda tem que desocupar o poder. Eu vou repetir, um poder que no caso do Brasil, no século XXI, ela já ocupa há 20 anos, há 20 anos no governo federal. Na hora de sair, eles não querem. E vão tentar de tudo, usar de todos os expedientes, contar todas as mentiras.

Deixa eu chamar o Dávila também. Só para fechar essa discussão, você, Dávila, a adoção dos discursos de acordo com o cenário, de acordo com o processo eleitoral, de acordo com o adversário. A mentalidade...

E o retrocesso da esquerda brasileira são estarrecedores. Porque no mundo inteiro, parte da esquerda que está no poder, pelo menos evoluiu nas ideias. No caso do PT, elas estão paralisadas desde os anos 60 do século passado. É a mesma narrativa, são as mesmas propostas e a mesma mentalidade antimercado. O mercado é visto como um mal necessário.

O mercado é visto como um espaço para gananciosos ganharem dinheiro e prejudicarem os mais pobres. Por isso, o Estado precisa tutelar, intervir, manipular o mercado justamente para enfraquecer o setor produtivo. Só que todos os países que seguiram essa receita desastrosa, o país empobreceu.

O mercado piorou e não se gerou riqueza. O melhor combate à pobreza é justamente o mercado que funciona, a competição de mercado. É isso que faz com que o país cresça de maneira substancial, de maneira sustentável. É isso que gera oportunidades para a mobilidade social. E é isso que faz com que a pobreza seja reduzida.

A esquerda brasileira e o PT jamais compreenderam essa lógica. Por isso, transformaram a pobreza num bordão permanente de criar dependência ao Estado brasileiro. Quanto mais as pessoas se revoltam contra uma dependência que cada vez mostra mais frágil, mais o PT perde votos. Por isso, esse ano, a mentalidade...

brasileira vai decidir se quer um governo que vai apoiar o empreendedorismo, o Brasil que trabalha, ou se quer continuar apoiando uma teoria retrógrada que faz com que o Brasil empobreça cada vez mais e cada vez mais tenha menos recursos.

para fazer a economia voltar a crescer. Essa é a escolha dos eleitores em 2026. Pelo menos até agora, os sinais são positivos. A maioria do eleitorado brasileiro já deixou claro que o PT não merece continuar no poder.

Deixa eu só chamar o Bruno Musa, que tem só um aspecto que a gente precisa encerrar aqui, essa discussão, que muitos da nossa audiência acabam questionando elementos que são usados pelo atual governo, principalmente pelo presidente da república, quando tem um evento ou faz um discurso, ele menciona desemprego em queda.

PIB em alta. E aí eu queria que você colocasse em perspectiva essa situação que integrantes do governo vendem, como se as coisas estivessem arrumadas, estabilizadas. Só que o cidadão, o consumidor, o pagador de impostos, ele não sente isso na prática. Quando ele precisa abastecer o seu carro, quando ele está no supermercado, observa os preços nas gôndolas, a percepção é diferente. O discurso do governo e a vida real.

A vida ali na boca do caixa. Por que essa diferença? E o quanto isso vai impactar no processo eleitoral, Musa?

Bastante, porque, vamos lá, vamos tentar entender, são vários índices, vamos pegar o mais básico, que é aquele que mais afeta a população no geral. Por exemplo, o IPCA. Índice de preço ao consumidor amplo, é o índice oficial de inflação. Aquele que todos nós, pessoal, lemos do jornal que está lá 4,5% ao ano. Ou seja, que os preços, na média, sobem 4,5% ao ano. Esse número é mentiroso? Não.

Sobre qual metodologia? Aí é o grande problema. Porque a metodologia, como o governo entrega os cálculos, não tem a ver com esse governo ou outro, tá? A forma como o cálculo é feito, ele não entrega a realidade. Veja, o IPCA é uma média de famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos.

numa média do país inteiro. O país é continental. É impossível você fazer um comparativo entre alguém que mora em São Paulo, no interior de São Paulo ou no interior do Maranhão. O cidadão que ganha 5 mil reais e mora em São Paulo, em termos reais, ele é muito mais pobre do que o cara que ganha 5 mil reais numa cidade do interior do Maranhão. Porque o poder de compra desse interior do Maranhão é muito maior com 5 mil reais do que morando numa capital como São Paulo, que os preços são altos, ou Rio de Janeiro, Belo Horizonte, onde quer que seja.

Significa que essa média é muito distorcida, é uma média num país continental onde as realidades são diversas. Então, isso significa que a realidade nos números é uma coisa, mas a vida no dia a dia, quando...

você sai de casa, pega um ônibus, ela é completamente diferente. O PIB cresce, ok? Já falamos várias vezes, duas pontas importantes do PIB é o gasto do governo e o consumo das famílias. Quando você endivida o governo e transcele dinheiro para as famílias gastarem, você puxa o PIB para cima.

Então você vê que é fácil você, entre aspas, artificialmente anabolizar os índices. Só que tem um ponto importante. Ao longo dos últimos 20 anos, a gente vem falando desse endividamento que tomou proporções inimagináveis e quase que insustentáveis, Caneado. Então quando você fala que os salários mínimos subiram acima da inflação...

porque o salário mínimo sobe na canetada e não aumenta com aumento de produtividade, e a inflação tem essas particularidades que eu comentei, em termos reais, ok, o salário mínimo subiu acima da inflação. Mas a inflação do cidadão, do João, da Maria, do Pedrinho, do fulano, do Beltrano...

é maior, porque essa média é distorcida. E mais, grande parte dele está endividado, porque teve um fomento por parte do governo nos últimos 20 anos para anabolizar o PIB, para eles se endividarem. Consequentemente, o crescimento...

dos gastos das famílias, nos índices oficiais, o salário supera a inflação. Mas ele tem que pagar grande parte, 70% da dívida dele, da receita dele, é para pagar dívida. E isso não para de crescer, por conta dos juros altos. Mas por que os juros são altos? Porque o governo não para de gastar mais do que ele arrecada.

Então perceba que quando a gente vai puxando esse fio, nós sempre chegamos em governos perdulários, intervencionistas, que promovem o subsídio dizendo que é bom para você quando está estimulando o seu próprio endividamento. Então uma coisa vai levando a outra, Caniato. Na vida real, na rua brasileira, dentro do ônibus, portanto os custos subiram muito mais.

o crescimento do PIB, do que a inflação oficial e, consequentemente, a vida do brasileiro em termos reais está muito mais difícil. Nós vamos perdendo o poder de compra a cada ano que passa em termos reais e na realidade. Os índices oficiais? Bom, esse fica para meia dúzia com o microfone na mão.

Pois é, deixa eu só passar para o Beral também, trazer o complemento dele em relação a essa discussão, porque às vésperas de entrarmos no período de campanha propriamente, a gente observa aí já um preparo de...

De qual será a retórica, qual vai ser o discurso? O que é preciso considerar? O que o atual governo fez nos últimos anos? Como impactou positivamente ou negativamente a vida das pessoas? A gente sabe que tem uma faixa ali da população, do eleitorado, que tem uma relação muito próxima com o governo, porque recebe algum tipo de benefício. A partir daí, nós veremos discursos distintos.

Quem está na oposição fará um tipo de apontamento. Quem está na situação, observa a situação de outra maneira. A história do copo meio cheio e meio vazio. Diante disso, quais são os aspectos importantes que todos nós, todo eleitor, precisará se ater nesse processo eleitoral?

A situação é uma só, né? Ela tem a realidade e aí cada um tenta dar o enfoque na realidade que lhe convém, mas a pessoa, o brasileiro, ele está sentindo essa realidade de uma forma muito dura.

Porque quando a gente observa mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes num universo de 130 milhões de brasileiros que estão super endividados e considerando que dos 215 milhões de brasileiros, temos 40 milhões de brasileiros até 14 anos de idade, então sobra muito pouca gente saudável financeiramente.

Quando a gente sai às ruas de uma cidade como São Paulo, e não só ela, em várias cidades do Brasil, a gente fica com aquela impressão equivocada de que os restaurantes estão cheios. Então está tudo bem, não. Não está tudo bem. As pessoas estão ali nos restaurantes, estão nos bares, estão rindo, fazendo aquela cara como se estivessem ali curtindo, porque não lhes resta outra possibilidade.

elas já estão vivendo a cultura do superendividamento e a preocupação que elas têm é dar um fôlego no cheque especial para poder entrar de novo na mesma hora, que o governo já entendeu. E essa, o desenrola, a gente precisa lembrar das coisas.

É preciso lembrar que várias figuras importantes do varejo brasileiro apoiaram a candidatura do presidente em 2022. Quando o presidente ganhou, o mercado consumidor já estava muito endividado, não conseguia contrair novas dívidas. Qual foi a solução para ajudar o varejo?

Vamos fazer o desenrola não para ajudar as pessoas, não para que elas pudessem restabelecer a saúde da sua vida financeira, não. Vamos fazer o desenrola para que as pessoas possam cair de novo nas garras do endividamento.

deste país com taxas de juros absurdas. Não é o 15% da Selic, mas o 400% do cartão de crédito, o 400% do cheque especial. Porque essa é a realidade das pessoas que estão endividadas. Elas não estão endividadas só num lugar. Elas vão tomando dinheiro onde elas podem para tentar sobreviver.

E aí vão ali, trabalhando, suando, ralando, pega o dinheiro fruto do seu esforço e entrega para a instituição financeira e para o governo impostos. Não serve para nada o esforço que ela faz. Ela vive atormentada, mas ela está ali. Nesse mundo de tantas influências de rede social, ela não quer estar fora.

Ela faz o sacrifício que for para coisas absolutamente supérfluas. Não estão ali ralando, lutando, trabalhando para construir um patrimônio, uma base, como seus pais, seus avós fizeram. Hoje, essa vontade, esse desejo de ter uma casa própria, isso já ficou tão distante que a pessoa nem tenta.

Isso que está acontecendo no Brasil, portanto, Caniato, as pessoas podem até não contar para o seu vizinho a situação horrorosa em que ela se encontra. Mas o sentimento da maior parte da população brasileira é que o Brasil hoje não deu certo.

que eles estão lutando para sobreviver, que a possibilidade de viver, de construir, de prosperar, isso ficou no passado, não faz parte do cotidiano das famílias. Alguns se enganam porque não tem outra possibilidade, mas com certeza, quando botam a cabeça no travesseiro à noite, têm consciência exata do desastre econômico que se instalou no Brasil.

Muitos desafios, né? São várias pautas, muitas agendas. Deixa eu trazer um outro destaque, uma outra informação. Os Estados Unidos incluíram o Brasil na lista dos maiores fornecedores de insumos para a produção de drogas no mundo.

O país governado por Lula aparece ao lado de nações como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia. O relatório do Departamento de Estado americano é um dos principais instrumentos que são usados por Washington para orientar as decisões de política externa.

Na última semana, integrantes do governo Trump já haviam enviado um recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre a ofensiva que pretende fazer contra o Comando Vermelho e o PCC, abrindo caminho para classificar as facções como organizações terroristas. Deixa eu chamar o Mota para avaliar esse tipo de levantamento que é feito por instituições do governo norte-americano.

E um desses levantamentos aponta que o Brasil é um dos maiores fornecedores de insumos para a produção de drogas. Ou seja, um dos maiores fornecedores para o narcotráfico mundial. Não é uma informação bacana, ninguém gostaria de estar nesse ranking. Mas estamos, Mota.

Eu vou disputar essa sua afirmação. Não é verdade que ninguém gostaria de estar nesse ranking. Eu tenho certeza que há pessoas no Brasil hoje que não estão nem um pouquinho incomodadas com isso. Ou talvez estejam até satisfeitas. Eu não tive acesso a esse relatório, mas essas conclusões que foram divulgadas não me parece nenhuma novidade. Eu acho que há coisas muito piores.

que se poderia dizer sobre o Brasil e o envolvimento com o narcotráfico, do que o fato de que nós fornecemos algumas substâncias usadas para o preparo das drogas. Nós somos rota de passagem entre alguns dos maiores produtores de drogas do mundo e os mercados consumidores dos Estados Unidos e da Europa, o Brasil.

Já é, já tem tempo, o segundo maior mercado consumidor de cocaína no mundo. Nossas leis penais são ridículas e a aplicação delas é pior ainda. O sistema de justiça brasileiro parece que faz um esforço consciente e determinado. A cada dia que passa...

para que os traficantes de drogas tenham cada vez mais segurança e tranquilidade para trabalhar. Pois é, a gente vai trazer mais informações referentes a esse levantamento daqui a pouco. Daqui a pouco a gente volta a tratar desse assunto, porque tem uma outra informação que eu preciso compartilhar com você que nos acompanha, porque a partir do dia 1º deste mês, 1º de abril, e não é mentira, o agronegócio brasileiro passou a enfrentar uma nova realidade tributária.

Fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas deixaram de contar com alíquota zero de PIS e COFINS, passando a ser tributados conforme as novas regras estabelecidas pela legislação federal. A medida, que também veio acompanhada do aumento das alíquotas do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, já provoca preocupação em toda a cadeia produtiva.

especialmente em um momento de margens pressionadas pela volatilidade internacional. Então, para falar mais sobre esse assunto, nós recebemos aqui o deputado federal e vice-presidente da FPA, a Frente Parlamentar da Agropecuária, Arnaldo Jardim, a quem agradecemos demais pela participação. Deputado, muito obrigado pela gentileza, mais uma vez, em atender a gente aqui na Jovem Pan. Bem-vindo.

Muito obrigado, Daniel. Em nome meu, em nome da FPA, eu agradeço esse momento. Nós estamos aí muito preocupados. O agro vive quase que uma tempestade perfeita nesse instante. Embora o agro ainda registre, desde o ano passado, uma performance importante, a nossa participação no PIB cresceu.

O agro foi a 11% de crescimento no ano passado. A taxa geral média do país foi de 2,6% de crescimento do PIB. Não tivesse o agro, teria sido um crescimento negativo. Mas apesar disso, o agro acumula uma série de questões que nos fazem estar preocupadíssimos nesse momento. Primeiro...

a questão referente ao aumento de custos que vieram a partir do próprio confronto do Oriente Médio, impactando o preço de combustível, o diesel é básico não só para a produção, mas depois para o escoamento da safra, e por outro lado o crescimento também no preço de adubos, de uma forma muito significativa, particularmente os nitrogenados, os nitrogenados que vêm a partir da ureia.

Além disso, Daniel e amigos da Jovem Pan News, nós temos um impacto desta alíquota, que é verdade, foi aprovado um projeto de lei complementar no apagar da luz em dezembro, nós tentamos segurar isso, mas infelizmente prevaleceu o movimento do governo, que acabou tendo maioria.

e esse projeto aprovado cortou uma série de benefícios tributários, particularmente como você disse, para fertilizantes e insumos agropecuários que passaram a ter um crescimento de incidência do Piscofins. Nós já havíamos segurado, Daniel, em outros momentos, o aumento do IOF.

que ia impactar LCA, ia impactar os fiagros e nós conseguimos segurar naquele instante. Mas essa lei complementar a 224 veio nesse sentido de retirar aquilo que era a isenção de piscofins, portanto nós vamos ter um aumento de alíquota que vai a 0,925.

Parece um percentual pequeno, mas isso como acaba causando um efeito cascata, é uma situação difícil para o agro que tem suas margens reduzidas agora e que teve, além disso, toda uma situação de recuperação judicial, de inadimplência por conta desse aperto financeiro.

Pois é, o aumento dos impostos e o impacto para o agronegócio. Intervista com o deputado Arnaldo Jardim, que é o vice-presidente da FPA, conversando ao vivo aqui com a gente. Deputado, nós faremos um giro de perguntas com os nossos comentaristas, trataremos de algumas questões. Então, vou até pedir para os comentaristas perguntas mais objetivas e, da mesma forma, também respostas mais sucintas. Vou começar com o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila.

Deputado Arnaldo Jardim, muito boa noite, bom tê-lo aqui nos Pingos nos Is. Deputado, eu tenho duas perguntas importantes. Primeiro, é óbvio que o governo vai aumentar o imposto desses insumos, isso vai afetar a inflação dos alimentos, e o governo, em época de eleição, vai ocupar o agro, o fazendeiro, bolsonarista, culpado por aumento da comida no prato do brasileiro. A gente já sabe que essa é a narrativa.

Qual é a vacina contra essa impostura? E segundo, por que o Brasil, que é uma potência agrícola, não tem uma política industrial para produzir uréia, fertilizante aqui, e fazer com que nós dependamos tanto de um insumo fundamental para o nosso agronegócio?

Luiz Felipe, uma alegria sempre tê-lo, registrar a identidade que temos com aquilo que você tem pregado. Diminuição da presença do Estado, reconhecimento da capacidade de empreender da livre iniciativa e o Estado enxuto. Nesse sentido, primeiro capítulo sobre a questão da inflação, sobre a questão de custo de alimentos.

O ano passado, e portanto é recente, por volta de março se publicaram as primeiras estimativas de inflação e se detectou ali um crescimento da inflação de alimentos. O governo passou a alardear duas questões. Primeiro, que nós estávamos tendo uma inflação do custo de alimentos porque o Brasil exportava.

E chegaram setores do governo a alardear que se poderia ter uma cota, uma restrição à exportação. Uma reedição pobre, porque foi desastroso quando isso aconteceu na Argentina, no tempo da Cristina Kirchner, quando ela estabeleceu limitação às exportações e o agro declinou e a inflação de alimentos disparou na Argentina. Nós dissemos não.

resistimos a isso, nada de cota, nada de intervenção. Quando terminou o ano, Luiz Felipe, numa inflação que foi de 4,6, o capítulo inflação de alimentos foi de 2,8. Ou seja, os alimentos puxaram para baixo a inflação, contiveram a inflação, que só não foi maior exatamente por conta disso. Então, nós temos esses argumentos e a nossa narrativa se confirmou, que é o seguinte, deixa o água trabalhar...

garanta condições aí para que isso possa crescer e nós temos gradativamente uma queda, uma queda do preço dos alimentos no conjunto da inflação. O IBGE registra que há 20 anos atrás, naquilo que era o gasto médio de uma família brasileira...

O capítulo alimentação era responsável por cerca de 40% dos gastos. E hoje a alimentação caiu para o patamar de 22%. Portanto, o agro tem essa contribuição. Segunda questão referida por você, fertilizantes.

Eu tô indo amanhã cedo pra Brasília, amanhã mesmo, dia 21, porque lá vou ultimar o parecer que eu devo apresentar na quarta sobre minerais críticos estratégicos, vamos incluir fertilizantes e no final da tarde eu tenho uma reunião com o senador Laércio Oliveira, que é autor do Profert.

que é exatamente um programa de fomento à produção de fertilizantes. Nós não podemos continuar o gigante agro-brasileiro com pés de barro, que é essa dependência que nós temos de fosfatados, potássicos e nitrogenados. Nitrogenados impactados agora pelo Irã.

que é exatamente quando nós tivemos restrição da oferta de oreia e amônia verde e nós tivemos esse impacto aqui, como eu mencionei, diante da pergunta do Daniel. Então, um proferte que é criar condições para um programa nacional de fertilizantes é prioridade da ação da FPA. Tá certo. Deixa eu só fazer uma divisão com a rede, deputado. Agora eu preciso me despedir de algumas emissoras que ficarão agora com a programação local. Muito obrigado.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, com o deputado Arnaldo Jardim. Ele é o vice-presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio, conversando ao vivo aqui com a gente sobre os desafios do agronegócio, especialmente após esse aumento de impostos, também analisando as questões que envolvem o conflito no Oriente Médio, o impacto.

para o agronegócio após aquele represamento no escoamento de petróleo e também de fertilizantes a partir do fechamento do estreito de Hormuz. Ainda dá tempo de mais uma pergunta, vou passar para o Bruno Musa, nosso comentarista. Sua vez, Bruno, por favor.

Deputado, muito boa noite. Bom, primeiro, obrigado pelo tempo. O agronegócio tem um percentual extremamente relevante dentro do PIB, ali algo como 20%, 25% ao longo de toda a cadeia produtiva. Se olharmos a produtividade do Brasil ao longo dos últimos 10, 15 anos, o único que leva um resultado positivo é o agro. A produtividade da indústria é negativa.

Portanto, quando é que o agro terá vozes importantes para mostrar isso a grande parte da população e calar esse nós contra eles completamente absurdo e sem sentido nos números que o governo atual tanto proclama?

Bruno, eu agradeço muito a sua pergunta. E ela está muito escudada no anúncio feito exatamente nesse final de semana sobre o aumento de produtividade do Brasil e o setor que revelou aumento significativo foi exatamente o agro.

Por quê? Porque muitas vezes se passa uma ideia e tem setores que são interessados nisso, de que o agro, do ponto de vista de relações trabalhistas, é arcaico e alguns até dizem que escravocrata em algumas regiões do país. Segundo, que o agro é atrasado e terceiro, que o agro é predatório do ponto de vista ambiental.

E nós, com muita, não só convicção, mas com fatos, nós temos demonstrado, primeiro, que do ponto de vista de relações trabalhistas, o agro tem um grau de formalidade superior ao mundo urbano no Brasil.

Hoje, se você for pegar, particularmente nos grandes centros, o grau de informalidade do trabalho, no agro, a formalização é muito mais significativa, os índices são muito mais importantes. Segundo, inovação.

Hoje, um estudo recente feito por uma série de entidades mostram que dos novos aplicativos vinculados à questão da produção, mais da metade são do agro. O agro tem hoje aquilo que é uma pulverização controlada por drones.

Hoje o agro tem previsão de safra controlada também por equipamentos muito modernos. O agro tem uma logística, onde ele chega, a logística se renova e se aperfeiçoa. E terceiro, do ponto de vista ambiental, nós temos práticas sustentáveis. Nós aceitamos desafios, fomos para a COP30. Todo mundo imaginava que a COP30 o agro ia... F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F, F

pra vitrine ia ser execrado quando lá se constituiu a agrozone que é uma novidade, vai ser repetida agora na COP programada pra Turquia se tornou algo incorporado nós fomos lá e embrá de todas as entidades mostrar as práticas sustentáveis ninguém tem uma legislação como o código florestal que nós temos por isso que o agro tem feito você vai me dizer Arnaldo

Onde que o negócio pegou? Pegou quando o agro decidiu caminhar sobre suas próprias pernas. Deixa eu exemplificar. Primeiro, no que diz respeito à questão da inovação, além da Embrapa, o agro tem hoje várias instâncias que, particularmente no capítulo de biocombustível, têm tido uma grande inovação, se tornaram referências internacionais. Segundo, o agro avançou muito.

no trato do solo e dos recursos hídricos, para a gente poder ter racionalidade na irrigação, um ganho e um saldo de qualidade, muito importante. Mas é no aspecto financeiro. Nós começamos aqui o programa falando de tributação. O Plano Safra, que era tudo há 20 anos, hoje é um terço só do financiamento e do custeio do água. Por quê?

Quer seja pela lei Agro 1 e 2 que foram relatadas pelo nosso querido Pedro Lupion, onde se criou o CRA.

onde se criou CPR, onde se criou LCA. Depois eu tive o privilégio, em nome da frente, apresentar. Fui autor do projeto que instituiu os fiagros. E hoje o Plano Safra, aquilo que é oficial, é um terço só do financiamento que o agro tem. Ou seja, o agro começou a caminhar sobre suas próprias pernas. Por isso, e eu volto, que nós queremos que sejam reconhecidos os insumos e a cadeia.

produtiva do agro, nós no debate da reforma tributária frisamos muito isso, eu próprio apresentei agora uma legislação que restringe o que o governo pode fazer na manipulação do índice de do IOF

que é o Imposto sobre Operações Financeiras. Por quê? Porque esse imposto que deve ser regulatório, hoje o governo o transformou em arrecadatório. Então, nós apresentamos um projeto para limitar o que o governo pode fazer nesse sentido. Ou seja, Bruno...

Obrigado por esse alerta e nós realmente precisamos ganhar a batalha da narrativa. Se é um setor que o Brasil tem vantagens competitivas, comparativas em relação aos outros países do mundo, é no agro. Ou seja, o Brasil é a grande referência do agro inovador, sustentável, que nós praticamos aqui em termos internacionais.

Deputado Arnaldo Jardim, que também integra a Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional, é o vice-presidente, sempre atendendo gentilmente aos nossos convites. Deputado, grande abraço, boa sorte, seguiremos em contato. Qualquer novidade, por favor, nos atualize. Até a próxima.

Muito obrigado, Daniel, a toda a equipe, ao Luiz Felipe, ao Bruno também, a toda a equipe da Jovem Pan News. Seguimos aqui com outras notícias e informações. Antes disso, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.

Eu sigo aqui nas demais plataformas, inclusive tem uma informação que chegou há pouco. A redação da Jovem Pan News gostaria até de chamar a sua atenção, porque os Estados Unidos mandaram o delegado da Polícia Federal Brasileira, Marcelo Ivo de Carvalho, que atuou na prisão de Alexandre Ramagem, sair do país.

Em publicação nas redes sociais, o Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado afirmou que nenhum estrangeiro tem o direito de manipular o sistema americano de imigração, acusando o agente de burlar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território do país.

Marcelo Ivo atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, o ICE. E segundo a própria PF, a prisão de ramagem teria ocorrido a partir da cooperação entre os dois países, o que foi desmentido posteriormente. Vou começar essa rodada de análises com o Cristiano Beraldo, que acompanhou desde o início, né? Essa narrativa, ou pelo menos essa versão, que foi divulgada pela Polícia Federal. Beraldo, agora chamou atenção essa manifestação.

das autoridades norte-americanas, do governo norte-americano, que acusa o agente de burlar os pedidos formais de extradição e estender, na visão deles, as perseguições políticas ao território americano.

Pois é, Caniata, apareceu o herói, aquele que estava vendendo uma grande conquista para o governo Lula. A figura que usou o cargo que ocupava em território norte-americano.

para fazer favores aos seus chefes, aos seus representantes. Quais eram os seus interesses? Temos que perguntar. Temos que perguntar quais medidas serão tomadas no Brasil em relação a ele. Ou ele simplesmente vai fazer as malas, voltar para o Brasil e vai viver a sua vida como se nada tivesse acontecido.

Porque, Caniato, há na internet relatos que esse sujeito vivia uma vida na babesca, em Miami. Morava em cobertura de luxo, festas, restaurantes, bebidas caras. E a gente tem que se perguntar quem estava pagando e eu tenho uma desconfiança.

Me desconfio que toda esta farra estava sendo bancada com algum tipo de ação e conduta que não era compatível com a ação e conduta esperada de alguém que trabalha na Polícia Federal Brasileira.

Portanto, Caniato, esta medida tomada pelo governo norte-americano, ela é fundamental para revelar esta farsa que o governo brasileiro tentou vender à sociedade, no caso de Alexandre Ramagem, mas pior do que isso, do aparelhamento da estrutura brasileira no exterior para servir aos interesses mesquinhos.

canalhas, bandidos, de um governo que não vê limites na honra, na ética, na moral. Portanto, Caniato, o governo norte-americano agiu da única forma que um governo sério pode agir.

E aí nós deveríamos esperar que o governo brasileiro também agisse de forma séria com alguém que manipula um governo estrangeiro para atender aos seus interesses, para beneficiar determinado grupo político. Mas será que vamos ver isso?

Ou será que ele vai voltar para o Brasil com as suas malinhas e vai encontrar um abraço, um chamego, um carinho? Oh, vamos te acomodar aqui, vamos ver como é que a gente resolve a sua vida. Obrigado por ter tentado nos ajudar. Ah, pena que aquele malvadão do Trump te pegou no pulo e te deu um pé no traseiro.

Pois é, notícia importante. Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Os nossos comentaristas analisam uma decisão que foi tomada pelo governo dos Estados Unidos, que mandaram para fora dos Estados Unidos um delegado brasileiro.

da Polícia Federal, que teve envolvimento naquele suposto acordo com as autoridades americanas para a captura de Alexandre Ramagem. E aí a gestão norte-americana, a gestão de Donald Trump, acabou acusando...

esse agente brasileiro, esse policial federal, de burlar os pedidos formais de extradição e estender o que na visão dos americanos, das autoridades americanas, entendem como perseguições políticas para o território americano. Então, ele estendia a perseguição política do território brasileiro para o território norte-americano, especialmente no caso de Alexandre Ramagem. Deixa eu chamar o Roberto Mota, porque tem vários aspectos importantes.

nessa notícia, também chama atenção a decisão de expulsar do país, né, Mota? Não foi nenhum tipo de comunicado, uma advertência, uma manifestação formal. Não, simplesmente, deixe o país. Primeiro, foi um tweet do Departamento de Estado.

Depois, um retweet da Embaixada Americana no Brasil. E o texto era claro. Até aluno do Paulo Freire consegue entender. O tweet dizia, nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração.

para contornar pedidos formais de extradição e, a parte pior de todas, estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso. Que vergonha!

Nem nas épocas em que o Brasil teve regimes abertamente autoritários, nenhum governo teve essa ousadia de estender um braço totalitário para perseguir exilados políticos nos Estados Unidos da América. A resposta americana foi rápida e dura.

Mas é evidente que esse servidor público não agiu sozinho. Ele cumpria uma missão. E aí é preciso a gente fazer aquela pergunta tradicional toda vez que a gente fala de desvios, escândalos e malfeitos aqui nesse programa. E os mandantes? E os financiadores? E os chefões?

Será que eles vão receber uma punição também? Ou vai ficar tudo por isso mesmo? Essa pergunta é muito importante. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila, também para fazer as suas reflexões, os seus apontamentos a partir dessa notícia. Você, Dávila, o que chama a atenção a partir dessa manifestação do governo dos Estados Unidos? Imagino que isso seja uma...

ou pelo menos uma decepção para muitas pessoas que viam na Polícia Federal como uma instituição que sempre defendeu os interesses, sempre atuou de maneira muito transparente. Ele parece algo isolado de um servidor? Ou talvez ele tenha seguido determinações de superiores?

Não é um fato isolado, Caniato. É mais um sinal do aparelhamento das instituições de Estado brasileiro. Instituições de Estado que, sob o governo petista, são utilizadas como ferramentas político-partidárias para perseguição.

de interesses políticos ideológicos eleitoreiros. É uma vergonha o que vem acontecendo com o Brasil com o grau de aparelhamento das instituições de Estado. São estatais, polícia federal, diplomacia brasileira, todos os órgãos que deveriam ser de Estado.

passaram a funcionar como capacho da política eleitoral e da política partidária do PT. Uma vergonha, uma atitude que mostra a degeneração das instituições políticas no Brasil.

Infelizmente, o próximo governo de direita vai ter muito trabalho para desintoxicar as instituições de Estado deste aparelhamento político partidário que foi conduzido nos governos petistas. Isto é fundamental para voltarmos a ter confiança no Estado, nas leis, nas instituições.

A democracia não funciona com instituições aparelhadas que servem a um partido em vez de servir o Estado brasileiro. Chama o Bruno Musa para avaliar essa notícia. Você, Musa, acho que tem alguns aspectos para a gente destacar, enfim, traga também o seu ponto de vista, mas se possível, dê uma...

contemple também o nosso público com possíveis consequências, porque nós víamos o governo brasileiro tentando surfar na onda da tal química, mencionando uma suposta aproximação do presidente brasileiro com o norte-americano, e parece que com os últimos eventos já há um distanciamento.

é que essa aproximação, ela de fato real, ela nunca aconteceu, Caniato. Eu vou retomar aqui os principais fatos e a gente precisa entender, ou talvez ir um pouco nas entrelinhas, além do óbvio, não a partir daquele discurso simplesmente dito em palavras. O Donald Trump fala isso de todo mundo, que ele é próximo, que ele gosta muito, se dá muito bem. A gente consegue ser um pouco mais inteligente do que isso.

O Lula naquela triste cúpula dos BRICS, triste porque eu falo que foi esvaziada aqui, a China sequer mandou o primeiro escalão deles, aqui que aconteceu no Rio de Janeiro, ele bateu, bateu e bateu nos Estados Unidos e bateu no dólar, falando que queria um eixo Brasil-China ali de desdolarização como um todo.

Depois, a gente viu a patética cena na COP30, também completamente esvaziada. Uma cena triste de se ver até para a imagem do Brasil, mas mais uma vez nos seus discursos rançudos ali do governo brasileiro, batendo no eterno nós contra eles, os imperialistas contra o dólar. Aquele discurso que cada um pode ter a sua própria opinião. Mas tentar bater no mais forte dessa maneira é pedir para apanhar.

E dói mais em quem é mais fraco. E, de novo, goste ou não, basta comparar números econômicos. Os Estados Unidos não tem nem comparação com a economia brasileira. Olha, PIB, PIB per capita, liberdade econômica, o que quer que seja, isso não tem a ver com Donald Trump, Lula, Bolsonaro, tem a ver com os Estados Unidos e com o Brasil. São dois mundos completamente diferentes.

E cada vez mais a gente vê esse ranço do governo brasileiro para com os Estados Unidos. Não cansa de bater. Uma hora fala que tem essa aproximação, mas qualquer oportunidade, qualquer janela, ele vai lá e tenta bater. Quando vale lembrar, o segundo maior destino das exportações brasileiras são os Estados Unidos. É o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

E é realmente a maior economia do planeta Terra. Qual é o sentido de você bater de maneira desenfreada quando você depende, em boa parte, das exportações e importações desse país? Me parece completamente falta de estratégia. Imagine numa empresa privada se você faz isso. Você simplesmente é varrido do mercado. Então, qual é o objetivo do governo brasileiro fazer isso? Nada. É a sensação de que coloca, em primeiro lugar..., mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas,

Aquele ranço político ideológico que tem no Brasil do tal nós contra eles. Quando a gente vê esse nível de política interferindo nas relações do Brasil, culmina agora com esse tipo de notícia que nós estamos vendo. Delegado brasileiro da Polícia Federal...

Obrigado a deixar o país por um intervencionismo político. Nós mencionamos muito aqui quando aconteceu esse fato exclusivo há poucos dias, que provavelmente ele seria, obviamente, politizado e usado por esse lado. Ou seja, essa aproximação...

ela de fato nunca aconteceu. Os governos são ideologicamente opostos. O Brasil hoje, ele se torna, digamos, um obstáculo maior dos Estados Unidos, aqui na América Latina, onde os países estão virando à direita, o leste europeu virando à direita, a Europa Ocidental também, mesmo que nas eleições regionais, virando mais à direita. E aqui o Brasil continua.

sem estratégia nenhuma, querendo bater no principal parceiro comercial da região e o mais forte economicamente. Então, isso é mais uma vez, mais uma sensação da falta de estratégia e despreparo de toda a equipe brasileira. E só para finalizar, para não me estender muito, a gente vê que parece um governo, agora já falando o Partido dos Trabalhadores, que é o Partido dos Trabalhadores.

com o receio importante das eleições que está chegando. A gente viu, por exemplo, o que aconteceu com esse procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que começou a espalhar notícias vindas do próprio PT e de outros partidos, obviamente, começou a divulgar por redes sociais de que ele estaria inelegível, o que também não foi uma verdade.

Então, meu ponto é, será que nesse momento, para eles, agora vale tudo? Ou isso também seria uma fake news do outro lado? Perceba que, no meu entender, faz parte de umas eleições que estão chegando e que começam a mostrar um certo desespero do que se aproxima.

Pois é, a decisão tomada pelas autoridades norte-americanas, a expulsão do delegado brasileiro. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para fazer um complemento e também apontar para outros cenários. Beraldo, a gente consegue fazer o exercício do que pode representar essa expulsão ou essa decisão tomada pelas autoridades norte-americanas? Quais podem ser as consequências de uma atitude como essa? Foi uma decisão pontual?

identificamos que ele atuava dessa forma, então expulsa ele, retira ele dos Estados Unidos, cancela o visto, morreu o assunto, ou não, você entende que haverá aí outros rounds a partir dessa decisão?

Olha, Caneto, nós não podemos ignorar o fato de que existe hoje em curso uma briga muito pesada, de um lado liderada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, nos Estados Unidos, e de outro, o governo Lula. Isso que aconteceu hoje acontece depois de uma visita dos dois ao Washington.

ao Departamento de Estado e hoje temos essa notícia de que a pessoa da Polícia Federal, um adido que estava em Miami, vivendo, segundo relatos que estão na internet, eu não estou inventando isso, viviu uma vida na babesca e agora ele foi expulso dos Estados Unidos pelo governo de Donald Trump porque ficou.

configurado que ele não agiu de forma correta, lícita e honesta neste caso do Ramage. Então, Caniato, o que nós temos aqui é uma vitória contra o governo Lula, que comemorou imensamente, vendendo para o público uma parceria, uma atuação conjunta que não fazia nenhum sentido, não cabia na história.

Esse negócio de que o Brasil, numa cooperação, foi lá e capturou, parecia os Estados Unidos capturando o Nicolás Maduro. E não foi nada disso. Era claro que não era nada disso. Portanto, Caniato...

haverá desdobramentos adicionais. Eu não tenho a menor dúvida disso. Cada vez fica mais claro o que está acontecendo no Brasil e o governo norte-americano vai demonstrando a sua disposição

de tomar medidas para corrigir aquilo que impacta os Estados Unidos, como foi esse caso. Um país sério não vai permitir que uma autoridade estrangeira vá lá e manipule a sua força policial e migratória da forma como está ali mostrado que foi feito.

Então, Caniato, não vai me surpreender se medidas que foram afrouxadas no passado voltem a ser reforçadas. E aí a gente vai ver o tensionamento, às vésperas da eleição, de uma relação que...

Depois daquele encontro casual entre Lula e Trump, o presidente brasileiro resolveu vender uma certa superioridade nessa relação. E como disse o Musa, está claro aí que essa aproximação, essa convivência pacífica nunca aconteceu. Ela não tinha nenhum propósito para acontecer. E as coisas que podem decorrer dessas medidas...

elas tendem a ser muito duras para aquelas pessoas que estão no alvo do governo norte-americano no Brasil.

Pois é, deixa eu passar para o Mota, deve ter um complemento a fazer, eu só quero compartilhar com a nossa audiência rotativa que esse delegado da Polícia Federal exercia uma função de oficial, de ligação da Polícia Federal junto com o ICE, que é justamente o órgão norte-americano que é responsável pela aplicação das leis de imigração e alfândega. E aí eu quero...

destacar qual foi a publicação postada na rede social X há pouco, no final da tarde. Diz o seguinte, a mensagem, nenhum estrangeiro pode manipular o nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição, quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos Estados Unidos. Hoje, nós solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe a nossa nação por tentar fazer isso.

Deixa eu passar mais uma vez para o Roberto Mota, porque há muitas análises e reflexões que vêm sendo feitas, também nas redes sociais, a respeito do que poderia representar uma atitude como essa, a identificação, talvez, de instituições norte-americanas.

de procedimentos que vêm sendo adotados por instituições brasileiras ou por servidores brasileiros. A gente consegue fazer algum tipo de exercício se essa atitude poderia abrir uma porta ou seria o primeiro passo de uma nova escalada de tensões entre os dois países, Mota?

A pergunta principal, Caniato, é a mesma que eu sempre faço em relação ao Banco Master, né? Eu sempre pergunto aqui, mas o Banco Master é filho único? Só aconteceu dessa vez? Não tem mais nenhum outro Master acontecendo que a gente não tá sabendo?

Então, eu faço essa pergunta em relação a esse acontecimento. Foi só isso? Não fizeram mais nada? Não aconteceu mais nada diante disso? Com a quantidade grande de exilados políticos brasileiros vivendo nos Estados Unidos, será que nada mais foi feito? A gente precisa esperar para ver as respostas. É preciso lembrar, os Estados Unidos são a república mais antiga do mundo.

exceção feita à República de San Marino, que é pequenininha na Europa, ninguém conhece. A declaração de independência dos Estados Unidos é de 1776. Ela foi escrita por Thomas Jefferson. A Constituição Americana é de 1789. Foi escrita pelas melhores mentes da época. Homens como George Washington, Benjamin Franklin, James Madison...

Os Estados Unidos são um dos países mais ricos do mundo. 70% dos americanos considerados oficialmente pobres têm pelo menos um carro. Os Estados Unidos são o país mais poderoso do mundo porque eles foram construídos em cima de ideias poderosas, ideias imortais. E aí, diante disso, nós temos o rato que ruge.

Um governo escandaloso de um país plutocrático, dominado por uma classe política despreparada, completamente dominada. E aí o rato que ruge achou que dava para interferir na América. Vamos fazer uma operaçãozinha lá na Flórida.

E aí, diante disso, é razoável a gente pensar que haverá consequências graves em relação a isso e que essas consequências estão apenas começando.

A gente vai seguir acompanhando os desdobramentos, monitorando se alguma autoridade irá se pronunciar. Daqui a pouco a gente volta a tratar desse assunto. Faremos agora um rápido break, é um intervalo super rápido. Quero lembrar que a nossa enquete já está publicada no nosso portal de notícias.

Também no YouTube de Os Pingos nos Is. Se puder, durante esse break, vai lá, vote, manifeste a sua opinião. Tem a ver com as viagens internacionais do governo e de que maneira o mundo tem observado o Brasil. A gente conta com você. Voltaremos em um minuto e vinte. Até já. Os Pingos nos Is. Jovem Pan. A Jovem Pan, não só na rua.

colocou milhões de pessoas para viver cada segundo junto com elas. O rádio digital com presença forte no YouTube e nas redes sociais. Hoje somos o primeiro lugar em ouvintes por minuto em São Paulo. Mais de quinhentas mil pessoas alcançadas por transmissão. Milhões de inscritos e visualizações todos os meses no digital. Afinal, onde o esporte é relevante, a Jovem Pan está.

Desde o tempo do homem primitivo, a grande civilização grega, da revolução industrial até o mundo moderno, grandes guerras aconteceram, moedas foram criadas, inovações científicas mudaram o mundo e forjaram os povos.

Todas essas transformações foram costuradas pelo fio invisível da economia. Esse conhecimento é a chave para entender as relações humanas, trabalho, negócios, investimento e política. Ao longo da minha carreira, eu percebi que muitas pessoas têm dificuldade em entender esses conceitos que são essenciais para as nossas vidas, para que a gente prospere. Quero compartilhar com você os fundamentos econômicos que moldaram e continuam a moldar o mundo.

Entenda os segredos e transforme a sua forma de investir com o meu novo curso, Economia Touro, os 200 conceitos que interessam. Acesse agora newcursos.com.br e comece a sua jornada. Vai, touro e eu!

Recebo Alex Apiro, a maior liderança do SoftBank na América Latina. Ele vem falar sobre investimentos em tecnologia. Quando você vê o time operando como você pensa no teu mindset, no teu modelo mental, e efetivamente te superando, é quando você fala, puxa, eles estão prontos e isso te liberta. Show Business nesta quarta, às 11 da noite, aqui na Jovem Pan. Os Pingos nos is. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, trazendo os assuntos mais importantes desta segunda-feira, contando com a análise sempre dos nossos comentaristas. Deixa eu chamar a atenção, mais uma vez, para a enquete do dia, a enquete do programa Os Pingos nos Is, publicada no portal da Jovem Pan e também no YouTube de Os Pingos nos Is.

Um outro destaque, os gastos com viagens internacionais do governo federal estão próximos a atingir a marca de um bilhão de reais desde o início do terceiro mandato do presidente Lula. As despesas já somam cerca de 972 milhões. No mesmo período, os custos com viagens dentro do país são ainda maiores, ultrapassando mais de seis bilhões.

o que amplia o debate sobre o uso de recursos em deslocamentos oficiais. Os números voltaram ao centro das discussões, enquanto o presidente cumpre uma agenda internacional com compromissos em países como Espanha, Alemanha e em Portugal, cobertura, inclusive, de Luca Bassani na Europa.

Recebendo agora a rede Jovem Pan, a notícia em destaque, vocês que nos acompanham pela rede de rádios, os gastos em viagens internacionais do governo Lula atingiram a marca de um bilhão de reais. Chamar os nossos comentaristas, começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila.

Eu acho que é preciso, primeiro, olhar para a questão dos gastos. É necessário? Não é necessário gastar tudo isso? Mas tem também o resultado. Gastaram muito porque fecharam o negócio? Sei lá, pode ser um objetivo de determinado governo. Ou mudamos a imagem do governo, agora nós somos muito prestigiados lá fora. Enfim, queria que você fizesse essas comparações.

Bom, primeiramente, Caniato, todo número divulgado por esse governo é ficção.

Pensa o seguinte, como é que nós sabemos o real custo das viagens se, por exemplo, o cartão de crédito do presidente, da primeira dama, todo esse gasto está sob sigilo de 99 anos? Como é que a gente sabe exatamente se gastou um bilhão? Pode ter gastado dois bilhões, a gente não sabe, né? Porque como é sigilo de Estado, quanto se gasta nos cartões corporativos dos principais viajantes do país?

Não dá para ter uma ideia real quanto é que você está se gastando com essas viagens internacionais. Segunda coisa que chama atenção, essas viagens são verdadeiros convescotes. É uma coisa inacreditável o tamanho das comitivas na maioria dessas viagens. Eu já disse aqui várias vezes, comitiva grande é sinal de subdesenvolvimento. Você nunca vê comitiva gigantesca, por exemplo, da Noruega, da Dinamarca, de país sério.

o CV Comitivo é um país subdesenvolvido, como é o caso do nosso. É converscote, é viagem para todo mundo passear, se divertir, fazer comprinhas sem pagar imposto, né? É um negócio inacreditável. Então, não dá para confiar nos números e o resultado nem se fala, né, Canhato?

Como é que está a posição do Brasil no mundo hoje? Nunca teve tão ruim, tão humilhada. Somos hoje um país que utilizou a diplomacia, que era para defender os interesses nacionais, numa ferramenta da militância partidária, fazendo com que o Brasil se aliasse com as piores ditaduras do mundo, apoiando os regimes mais autoritários do mundo.

E cada vez mais fazendo malcriação e se distanciando das grandes democracias avançadas. Então, mostra o sentido da irrelevância diplomática que o Brasil vem entrando a cada dia. Por isso, Caniato, gastou demais, gastou mal, gastou de maneira sigilosa o nosso dinheiro, que pagou imposto e, portanto, pagou nas suas viagens.

E, além de tudo, fez com que o Brasil se tornasse ainda mais irrelevante nas relações internacionais.

Pois é, o presidente está em agenda no exterior, participando de eventos, encontros, está na Alemanha, inclusive, Luca Bassani, nosso repórter, trazendo diariamente as informações das agendas do presidente da República. E claro que a gente tem que fazer uma reflexão a respeito do dinheiro, o dinheiro público que acaba sendo empregado nessas viagens internacionais. Vou chamar o Bruno Musa para analisar também essa situação.

Bruno, se nós pudéssemos fazer uma comparação, gastou um bilhão de reais nas viagens, mas, sei lá, 30 acordos foram fechados e isso resultará na entrada de, sei lá, seis bilhões, aí se justificaria o investimento em viagens. Mas é difícil a gente fazer essa comparação porque não temos esse tipo de informação.

Vamos fazer só uma ponderação aqui importante. Esses gastos, 1 bilhão, quase 1 bilhão, 980, 990, algo assim, foram viagens internacionais, porque as viagens nacionais, segundo o mesmo cálculo, na mesma notícia, mostra 6,3 bilhões de reais nas viagens nacionais.

E de fato é muito difícil você quantificar o retorno que isso te traz. Eu lembro muito bem quando o governo do Rio de Janeiro, o Mota vai lembrar muito bem, fez aqueles shows na praia falando que o retorno seria algo acima dos 10 milhões que tinha investido ali na praia.

E um deputado estadual, que é meu amigo, Léo Siqueira, fez o cálculo mostrando que aquilo não parava de pé, que era uma grande mentira. Então é completamente improvável que esses cálculos consigam ser colocados ali, digamos, numa planilha onde quer que seja, para que tragam retorno acima daquilo que foi gasto.

Grande parte dessas viagens são viagens onde, simplesmente, como aqui a gente vê aperto de mãos, com discursos ideológicos, com poucos retornos ou poucos acordos que voltam debaixo do braço, com retornos positivos ao Brasil, com melhoria na qualidade de vida dos brasileiros. Não, são discursos carregados de comitivas gigantescas.

gigantescas, com gastos extraordinários de hotéis, alimentações e com pouquíssimo retorno na vida prática. Eu, cada vez mais, não sei se pro Brasil é melhor o governo atual ficar lá fora gastando alguns bi, ou ficar aqui dentro, gastando duas vezes mais e falando cada vez mais besteiras e deteriorando a vida do brasileiro.

Deixa eu chamar o Beraldo, porque eu me lembro bem que a época da campanha eleitoral em 22, né Beraldo? O presidente, o então candidato, dizia que o Brasil recuperaria o prestígio internacional. E aí uma vez eleito...

Pela terceira vez ele disse que o Brasil voltou. Então, havia muita expectativa. Bom, quais serão as ações do Brasil quando a gente olha para as relações internacionais? O que a diplomacia brasileira fará a partir de agora? E aí nós acompanhamos uma série de situações desagradáveis, algumas pegadinhas, talvez umas escorregadas do presidente, gafes que foram cometidas principalmente no âmbito das guerras.

E é preciso colocar em perspectiva, muito dinheiro foi gasto em viagens internacionais. Como é que está a imagem do Brasil lá fora, ou a imagem do presidente lá fora? Pois é, o Brasil voltou, Caniato, o Brasil voltou a ser reconhecido como um país que não deve ser levado a sério. Isso que aconteceu. Porque as grandes decisões do mundo, elas são tomadas...

E o Brasil não faz parte de absolutamente nada. Aliás, todas as vezes que o Brasil tem a oportunidade, dá uma declaração oficial imprópria, inadequada, que gera consequências. A gente precisa se lembrar daquela declaração sobre a moeda única dos BRICS para que os BRICS pudessem se livrar do dólar. O presidente brasileiro falou isso.

E nessas viagens de custo bilionário, a gente tem sempre uma figura que está com o presidente, o maior produtor de proteína animal do Brasil. E sempre o presidente tem uma agenda que beneficia essa empresa, que ajuda essa empresa, que é do interesse dessa empresa, empresa que confessou corrupção.

gravou políticos, entregou tudo à Polícia Federal, foi tudo divulgado, está aí, batendo asas mundo afora com o presidente brasileiro. Essa é a diplomacia brasileira.

A gente lembra da viagem feita pelo casal real brasileiro até a China, em que disseram que conseguimos 50 bilhões de reais de investimento. Cadê esse investimento? Tinha um dinheiro importante que era na EBC para produção de conteúdo.

Desde quando? Primeiro que a ABC não deveria existir. Existindo, agora vai precisar de dinheiro da China para produzir conteúdo. A troco de quê? O povo brasileiro vai ter que se submeter a um conteúdo criado pela China. Então isso tudo vai compondo o uso de interesses pessoais e...

ideológicos, desta farra da gastança das viagens internacionais. O interesse brasileiro de longo prazo não foi atendido. O Brasil continua com os mesmos problemas que tinha em 2022, só que agora é agravado, porque conforme o tempo passa, o mundo avança.

a sociedade mundial evolui, o brasileiro continua estancado aqui. Era o Bolsa Família, agora é o pé de meia. Vamos começar a mamar um dinheirinho público mais cedo, que é para a gente não reclamar.

A política brasileira é essa. Portanto, Caniato, nós estamos vendo simplesmente a perda de oportunidades imensas, não só para que o Brasil pudesse transformar a sua atuação geopolítica, mas que, sobretudo, o Brasil pudesse ter a oportunidade de ser respeitado por aquilo que ele é.

um grande produtor de petróleo, um dos maiores produtores de soja, um país de dimensões continentais com oportunidades mil, caso o governo queira levar o Brasil a sério, coisa que a gente não vê. Portanto, nós estamos só passando vergonha. E para finalizar, Cainato, eu lembro.

O acordo do Mercosul com a União Europeia, ele teve um apoio, uma aprovação condicional. Ainda será discutido. E o maior entrave a esse acordo, que foi anunciado pelo presidente brasileiro, como líquido e certo, que ele ia resolver, ia matar no peito, ia resolver essa história. Quem não deixa resolver é o amigão dele, o presidente francês. Vive aí de abracinho.

de jantares, de risinhos com o casal presidencial brasileiro, mas não resolve nem o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Portanto, do ponto de vista internacional, o Brasil recuou várias casas nesse governo. E nós, à medida que tivermos um governo sério...

em algum momento do futuro, espero, rezemos a Deus para que esse momento chegue logo, nós teremos muito trabalho a fazer para que o Brasil ocupe o espaço na esfera internacional que lhe cabe, porque a gente precisa parar de ser vira-lata, de ser visto como um entretenimento, uma piada, um país menor.

Deixa eu chamar o Mota, falta o Mota também analisar essa notícia. Você, Mota, os destaques que trouxemos em relação às agendas internacionais do presidente da República, esse levantamento que aponta para gastos que somam quase um bilhão de reais somente com as viagens internacionais.

Eu queria que você trouxesse a sua percepção. O que mais lhe incomoda nessa notícia são os valores, a quantidade de viagens internacionais, o número de pessoas que integram essas comitivas ou o retorno incerto do investimento nessas viagens. O que se espera de um líder internacional como o Brasil?

Essa sua pergunta é muito difícil, Caniato. Eu vou começar então meu comentário lembrando o seguinte. Só no primeiro ano de mandato, o atual governo federal do PT fez mais viagens internacionais do que Donald Trump fez em todos os quatro anos de sua primeira presidência.

Bom, não dava para as pessoas dizerem que não esperavam isso, né? O que acontece é que certas figuras da política brasileira conquistaram uma reputação internacional.

Completamente incompreensível para quem os conhece aqui no Brasil. Mas isso é um fato. Eles conquistaram uma espécie de licença, de permissão especial, para dizer o que quiserem, para fazer o que quiserem, para dar as declarações mais absurdas e continuar a ser recebidos nos círculos do poder internacional.

Eu queria só chamar a atenção para o aspecto que mais me incomoda, Caniato, respondendo a sua pergunta. O que mais me incomoda é que a principal característica dos países pobres, desses países do terceiro mundo, é que eles geralmente têm governos ricos.

Nunca, caro espectador, caro ouvinte, nunca esqueça isso. Todos os líderes esquerdistas ficam ricos no poder. E aí, quando eu digo isso, sempre aparece alguém que diz, não, não, não é verdade. Tem o José Mujica ali do Uruguai, é pobre, ele andava de fusca.

Pois é, é com o Mujica que começa e termina a lista dos líderes socialistas pobres. Pois é, bem lembrado. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, vou passar para o Dávila, tem um aspecto importante. Dávila, a nossa audiência é sempre muito sagaz, muito atenta e com uma boa memória.

Lembraram que nas duas gestões de Fernando Henrique Cardoso, ele recebeu o apelido de Viajando Henrique Cardoso, principalmente dos comediantes do Casseta e Planeta, você se lembra. Porque ele viajava muito, eu até peguei aqui na internet, Fernando Henrique, nos seus oito anos de governo, visitou uma média de 15 países por ano. E aí, na comparação feita à época, um ritmo superior aos antecessores. São figuras diferentes, né?

Um presidente pode viajar muito e ser elogiado ou trazer de volta para o país resultados. Outro pode viajar muito e ser acusado de só gastar dinheiro. Por quê?

Bom, primeiramente, Fernando Henrique foi o presidente que restaurou a credibilidade brasileira e internacional após anos de desastrosos governos populistas. Nós tivemos Fernando Collor, nós tivemos o desastroso governo Sarney. Foi um desastre para o Brasil. Em mais do Brasil, o Brasil tinha inflação de 60% ao mês, mais de 2 mil por cento ao ano.

Na época de Fernando Henrique, após o Plano Real, o Brasil passou a ter uma inflação sob controle e uma imagem de um país estável e confiável. E outra coisa que aconteceu no período de Fernando Henrique foram as inúmeras crises dos países emergentes que afetaram dramaticamente as finanças brasileiras. Nós tivemos a crise do México, a crise do Peru.

depois a crise asiática lá na Indonésia, nós tivemos uma crise atrás da outra nos países emergentes que afetaram dramaticamente a questão financeira no Brasil. Por isso, foi justamente a recuperação da credibilidade do Brasil, a estabilidade do plano real que trouxe a moeda, a confiabilidade do Banco Central, que fez o Brasil atravessar todas essas crises de países emergentes.

sem ter de apelar, como foi feito no passado, por medidas terríveis, como moratória, como intervenção pesada na economia. Nunca aconteceu nada, desvalorização abrupta da moeda, nada disso aconteceu. Ou seja, foi uma fase que o Brasil recuperou o seu prestígio e confiança internacional.

De lá pra frente foi uma decadência só. Mais de 20 anos de governo populista que destruíram a reputação, a credibilidade e a confiança no país.

Agradecer as muitas mensagens, pessoas que colaboram com a gente aqui, enviando comentários na nossa rede social, no caso, no chat do YouTube, da conta de Os Pingos nos Is. Luciano Ribeiro Rosário e Jason Correa, de Laguna Surf.

Silvana Emília, Samuel Mariano Lemes, muito obrigado pela audiência de todos que participam também das discussões aqui no nosso chat. Trazer um outro assunto para a nossa audiência. Antes disso, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Muito obrigado, você que nos prestigia pelas emissoras de rádio espalhadas por todo o Brasil. Um forte abraço aos motoristas de aplicativo e taxistas que gostam de ficar bem informados acompanhando a programação da Jovem Pan.

O pedido de inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news causou desconforto entre os ministros do Supremo Tribunal Federal. O pré-candidato à presidência tem sido crítico à postura e decisões recentes da corte. E recentemente publicou um vídeo de fantoches em suas redes sociais em que faz uma alusão a magistrados negociando favores em troca de decisões judiciais.

A avaliação de uma ala do Judiciário é de que a postura desses ministros pode ser classificada como uma tentativa de influenciar a política e manchar ainda mais a reputação da corte. Em resposta, Zema afirmou que existem magistrados que querem calar quem discorda deles. Começar essa rodada com o Bruno Musa. Você, Bruno.

Quais aspectos, primeiro, da manifestação de Romeu Zema precisam ser levados em consideração, mas principalmente esse pedido de indiciamento? Há uma divisão no judiciário, há quem concorde e há quem discorde.

Pois é, vamos lembrar que uma CPI terminou agora com o indiciamento do ministro do STF por, enfim, coisas que estão explícitas ali, e que o STF se levantou, ou uma boa parte deles se levantaram, para ir contra esse indiciamento. Ora, quem são vocês? Uma CPI legitimada pela Constituição para indiciar pessoas, semideuses que hoje comandam a máquina pública brasileira.

Agora, quando uma pessoa, um ex-governador, afastado para concorrer agora à presidência da República, um pré-candidato, ele fala verdades, ele simplesmente pode ser indiciado. Isso mostra cada vez mais que o Brasil não tem uma regra. O Brasil hoje tem aqueles que comandam, que são poucos, a máquina pública brasileira financiada por aqueles que somos obrigados a financiar através do pagador de imposto.

Cada vez mais nós temos que ter cuidado com aquilo que nós falamos. Talvez tenha sido mais intenso, mas isso significa que, inclusive políticos que têm ali o amparo da Constituição, da liberdade de expressão, quando eles falam o óbvio, eles podem ser indiciados. Agora, quando nós vemos essa divisão no Judiciário, não é a primeira vez que isso acontece, Caniato. Na minha opinião, eles passaram do limite e muito, principalmente uma boa ala do STF.

E dentro dessa ala, é como se tivesse aquele ponto de não retorno que eles não pudessem mais voltar. Se eles voltam, simplesmente passam a atuar dentro de suas normas, se falarem apenas dos autos e atuarem tecnicamente, eles passaram tanto dos limites ao longo desses últimos anos que a coisa pode complicar para eles.

Dito isso, fica muito claro que essa divisão dentro do STF me parece entre aqueles que ultrapassaram o limite e muito do ponto de não retorno e aqueles que estão com receio. Receio do que pode acontecer. Vale lembrar que uma ministra, há poucos dias atrás, falou que sofre pressões da própria família para que eles saiam disso.

Mas é muito mais fácil nós justificarmos isso, ou eles justificarem isso, terceirizar a responsabilidade para a sociedade, que hoje está mais polarizada e, portanto, não resolve mais aceitar a instituição brasileira que defendeu, entre aspas, a democracia. E eu falo, entre aspas, para aqueles que estão nos escutando na rádio.

O que significa que cada vez mais está explícito, e há muito tempo estava implícito, que eles não estavam atuando por defender a democracia. Eles estão subvertendo a ordem democrática no Brasil. E, consequentemente, se há um indiciamento de Zema, é mais um fato do óbvio, do explícito que se tornou. Só que essa divisão me parece que...

é algo que começa a se tornar insustentável. Quanto tempo dura uma instituição de poucas pessoas quando há uma divisão interna e uma boa parte dela pode estar tomada ou pelo medo ou pela pressão familiar?

Você, Cristiano Beraldo, a postagem, as manifestações de Romeu Zema e a maneira como o judiciário tem avaliado as manifestações. Há uma divisão, mas pediram o indiciamento de Romeu Zema, inclusão naquele inquérito que nunca acaba. Um minutinho.

Olha, Caniato, é absolutamente assustador esse tipo de comportamento vindo da corte que deveria olhar pela Constituição tão somente.

Não está na Constituição nada que vede alguém de criticar o outro. Se houve uma ofensa pessoal, se a pessoa mentiu, imputou falsamente algum crime, isso tudo tem lei, está previsto. Mas não é o caso aqui. Aqui nós estamos falando simplesmente...

de censurar declaração, um vídeo, uma esquete, com um teor que desagrada.

com o teor que pessoas muito poderosas se sentiram incomodadas. Ora, muita coisa no Brasil me incomoda, muita coisa me tira do sério, mas eu sou um cidadão comum, eu não tenho o poder que às vezes outros usam para mim, em relação a mim, para vir e tentar conseguir de mim, ou para me calar, ou para me conduzir, para não deixar que eu fale aquilo que eu penso.

Mas a população brasileira olha para esse tipo de episódio e se renova na sua certeza que não pode recuar. Ela não pode se deixar calar. E nosso papel aqui, como porta-vozes dessas análises diante desse Brasil absurdo que temos hoje, o nosso papel aqui é também não recuar e mostrar este absurdo que está acontecendo.

Agora passar para o Roberto Mota, um minutinho para o Mota, um minutinho para o Dávila. Você, Mota, no minuto final que podemos esperar a partir do indiciamento de Romeu Zema.

Esse inquérito é carinhosamente conhecido como o inquérito do fim do mundo. Ele foi aberto de ofício pelo tribunal em 2019. O inquérito foi aberto para investigar uma notícia supostamente falsa, que era verdadeira. Já faz sete anos que ele está aberto.

Os críticos do ativismo judicial apontam para esse inquérito como sendo o marco zero do processo de degradação da República no Brasil.

Deixa eu passar para o Dávila também refletir a respeito dessa notícia. Dávila, depois daquela história que o ministro foi citado, a tal da notícia do Banco Master que indicava uma relação de um integrante com uma empresa, que teve participação no resort, depois vem a notícia de um outro ministro.

uma parente à esposa, no caso, enfim. Essas informações vieram à tona e muitos disseram, olha, haverá um movimento de autocontenção, né? A Suprema Corte enviará recados à sociedade nesse processo de autocontenção. Mas parece que a gente está vendo justamente o contrário, né? O que a gente deve esperar? Um minuto.

Nós hoje temos um Supremo Tribunal Federal que desrespeita a Constituição brasileira. Como bem lembrou Mota, um inquérito determinado, por tempo indeterminado.

com escopo não definido, que se transformou numa barriga de aluguel para perseguir adversários políticos e pessoas que incomodam a Suprema Corte, é um ato arbitrário que não consta na Constituição. A Constituição não deu esse poder à Suprema Corte brasileira. Portanto, é uma usurpação do poder.

Por isso, a primeira medida é, o presidente Fachin precisa encerrar imediatamente esse inquérito imoral, ilegal e inconstitucional das fake news que vem atormentando o Brasil desde 2019. Segundo ponto, mostra, por meio da decisão de Gilmar Mendes, como o Supremo Tribunal Federal pretende se meter e intrometer no debate político, o que é um absurdo que também não consta na Constituição. E por último...

Romeu Zema, como pré-candidato a presidente da República, vem dizendo tudo o que o brasileiro pensa sobre o STF, a sua atuação imoral desses intocáveis. Na enquete do dia, perguntamos, depois do governo federal gastar quase um bilhão de reais em viagens, você acha que o Brasil ganhou protagonismo, deu certo? 100% disseram não, as viagens jogam dinheiro fora. Obrigado pela participação, fique agora com o Jornal Jovem Pan. Até amanhã, tchau.

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