Episódios de Os Pingos nos Is

Flávio pode ficar inelegível / Zema propõe criação de ‘novo STF’

17 de abril de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (16):

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode se tornar inelegível caso seja condenado no inquérito aberto pelo STF por suposta calúnia contra o presidente Lula (PT). Especialistas apontam que uma eventual condenação pode levar à suspensão dos direitos políticos, o que impediria sua candidatura.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comenta as divergências dentro da direita e defende a construção de alianças para as eleições. Em entrevista à Jovem Pan, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirma que não pretende forçar apoios e destaca a importância da união para enfrentar adversários políticos.

O comentarista Cristiano Beraldo critica as prioridades no debate sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pode se tornar inelegível após inquérito no STF por suposta calúnia contra o presidente Lula (PT). Para ele, o foco em postagens nas redes contrasta com os problemas reais de segurança enfrentados pela população brasileira.

O pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo) apresenta propostas para uma reforma no Judiciário, incluindo mudanças no Supremo Tribunal Federal. Durante agenda em São Paulo, ele também defendeu medidas na segurança pública e criticou adversários como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).

Ministros do Supremo Tribunal Federal discutem a criação de regras mais rígidas para as CPIs, limitando quebras de sigilo e acesso a provas. A proposta surge após polêmicas na CPI do Crime Organizado e aumenta a tensão entre o Judiciário e o Congresso Nacional.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironizou o presidente Lula (PT) ao afirmar que suas declarações públicas acabam ajudando sua pré-campanha. Em entrevista à Jovem Pan, ele disse que o adversário estaria “jogando a favor” ao expor suas posições.

O Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que a Força Aérea Brasileira realizou 111 voos com apenas um passageiro entre 2020 e 2024. A auditoria aponta que o governo poderia ter economizado mais de R$ 36 milhões com o uso de voos comerciais e destaca falhas no controle do transporte oficial.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou que o governo do presidente Lula (PT) pode aumentar o endividamento público para conter a alta de preços, especialmente de alimentos e combustíveis. As medidas em estudo já podem ultrapassar R$ 400 bilhões.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio5
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

Co-hostAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • BolsonaroInquérito do STF · Calúnia contra Lula · Direitos políticos
  • Propostas de Romeu ZemaReforma no Judiciário · Mudanças no STF · Segurança pública
  • Segurança e SaúdeAções populistas · Impacto na inflação
  • Crise entre os poderesLimitação de CPIs · Ativismo judicial
  • Uso de aeronaves da FABGastos públicos · Viagens com um passageiro
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise, a reflexão, o diagnóstico com os nossos comentaristas. Você, como sempre, é o nosso convidado especial. Eu sou o Daniel Caniato e compartilho com você o primeiro destaque do programa.

Flávio Bolsonaro pode ficar inelegível caso seja condenado naquele inquérito que foi aberto contra ele no judiciário. Segundo especialistas em direito eleitoral, que foram ouvidos pelo portal Metrópolis, a Constituição Federal é clara e prevê a suspensão dos direitos políticos também por crimes contra a honra.

Flávio é investigado por suposta calúnia contra Lula em uma postagem nas redes sociais, onde ele associa o presidente ao ditador Nicolás Maduro. Em uma entrevista concedida à Jovem Pan de Curitiba, o senador rebateu essas acusações e afirmou que o judiciário repete contra ele a perseguição que fez contra Jair Bolsonaro em 2022. E a nossa produção separou um trecho. Vamos acompanhar.

Olha, infelizmente eu não tenho como avaliar de outra maneira. É uma tentativa de me intimidar, de cercear minha liberdade de expressão. A proximidade do Lula com o ditador criminoso Maduro é pública e notória. Ele recebeu aqui em Brasília o Nicolau Maduro com tapete vermelho no Palácio do Planalto.

Infelizmente, o presidente Lula é aquele que se aproxima de ditadores, que faz gestos a todo momento para governos que usam práticas terroristas para oprimir a sua população, para atacar outros povos, como lá no Oriente Médio. Então, assim, chega a ser engraçado de eles terem que, alguém, ter que me processar por isso e...

Eu lamento, eu espero de verdade, Carlos, que não seja ali o início de um cerco jurídico para tentar cercear mais uma vez o que eu fale, aquilo que eu penso, porque isso não vai funcionar.

Tá aí o trecho da entrevista concedida por Flávio Bolsonaro à Jovem Pan de Curitiba. Ele explica o post que foi feito em que há uma relação, há uma conexão nessa postagem dele entre Nicolás Maduro e o presidente Lula. E ele finaliza fazendo um alerta, dizendo que teme...

que esse seja o início de um cerco do judiciário, a figura dele e a pré-candidatura dele à presidência da República. Chamar os nossos comentaristas. Vamos ao Rio de Janeiro, o Roberto Mota ao vivo com a gente, acompanhando inclusive esse trecho que nós exibimos na entrevista de Flávio Bolsonaro à Jovem Pan de Curitiba. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Quais aspectos dessa informação que nós destacamos? A possibilidade de Flávio Bolsonaro ficar inelegível?

por conta de uma postagem que menciona o presidente Lula, que, ao que tudo indica, também disputará a candidatura à presidência da República, atentará a reeleição. Quais aspectos você queria trazer nessa abertura do programa? Bem-vindo.

possibilidade é completamente inexistente. Caniato, boa noite pra você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. Essa matéria contém um erro grave, porque o artigo cinquenta e três da Constituição Federal é um dos artigos mais claros da Constituição.

Ele diz que deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

quaisquer opiniões e palavras. É o que está escrito lá e até um aluno dedicado do Paulo Freire não tem dificuldade de interpretar isso. O senador Flávio Bolsonaro pode dizer o que quiser. Ele está autorizado pela Constituição Federal de 1988, a Constituição Cidadã.

Qualquer um que impeça o senador de se expressar ou o ameace com qualquer tipo de represália está violando a Constituição. É compreensível que alguns jornalistas não entendam isso, mas que magistrados cometam esse erro é um escândalo.

Chama o Luiz Felipe Dávila, o Dávila também com a gente, acompanhando os desdobramentos daquele inquérito que foi aberto para apurar a postagem de Flávio Bolsonaro. Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Uma postagem que menciona a detenção de Nicolás Maduro.

mas que também deixa clara, acaba explicitando a relação entre Maduro e o presidente da República. Será que isso poderia tirar Flávio Bolsonaro da disputa presidencial? Muitos temem essa possibilidade. Bem-vindo.

Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Musa e a nossa querida audiência. Caniato, a república do rabo preso é um pouco mais sofisticada nas suas artimanhas do que usar esse tipo de postagem para tentar tirar Flávio Bolsonaro do jogo.

Haverão outras ocasiões mais propícias pra usar esse poder arbitrário que se tornou corriqueiro na Suprema Corte. De passar por cima da Constituição, o tal do inquérito da fake news, essa vergonha.

É talvez o ato mais vergonhoso que mancha a reputação da Suprema Corte brasileira. É inacreditável a abertura de um inquérito por tempo indeterminado, sem escopo definido, e que é usado como barriga de aluguel para perseguir adversários políticos, intimidar jornalistas e parlamentares, como acabou de ser o caso agora de Flávio Bolsonaro. O Mota já trouxe aqui o que eu ia ressaltar.

Isso já está na Constituição garantido no seu artigo 53, porque Flávio Bolsonaro é um parlamentar. E isso está assegurado pela Constituição dizer o que ele bem entender. Agora, é evidente que a atitude do ministro é um recado de que qualquer escorregada...

A República do Rabo Preso vai inventar uma desculpa para tentar tirar Flávio do jogo. É um primeiro gesto para dizer, se cuida, cuidado com as palavras, porque aqui está a caneta e a arbitrariedade. E nós não poupamos usá-las quando achamos que é em nome da...

tal, entre aspas, defesa da democracia. Fecha aspas. Isto não é uma Suprema Corte, é um tribunal de exceção. E a Constituição não otorgou ao Supremo Tribunal Federal o poder de ser um tribunal de exceção.

Nem todas as pessoas acompanharam a postagem. Daqui a pouco eu vou compartilhar com vocês, pelo menos vou ler o que escreveu Flávio Bolsonaro nesse post, que foi feito, salvo engano, inicialmente na rede social X, em que ele coloca a foto de Nicolás Maduro e também uma outra fotografia de Lula.

Um print de uma notícia que saiu num portal mencionando uma reunião de emergência que seria feita por conta da prisão de Nicolás Maduro. Mas deixa eu chamar o Cristiano Beraldo, está com a gente aqui no estúdio, Beraldo. Seja bem-vindo, Beraldo. Uma ótima noite a você. A avaliação de muitos juristas que...

prevém a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro caso ele seja condenado neste inquérito. E aí eu conversei com alguns advogados que disseram, bom, seria um exagero, mas é possível. Isso não é, não seria algo contra a legislação, né? A depender da maneira como eles toquem esse inquérito, isso poderia acontecer, mas surpreenderia muitos. Bem-vindo.

Boa noite, Caniato. Boa noite, Mota, Dávila. Boa noite, Musa. E a audiência que prestigia diariamente os Pingos Nuzis. Olha, o exagero já aconteceu, Caniato. Eu fico pensando porque parece que veio da Polícia Federal, né? Então nós estamos no Brasil, esse país de dimensões continentais.

que tem um problema gravíssimo com o tráfico internacional de drogas. As fronteiras brasileiras servem de peneira para que, entre toneladas de cocaína, essa cocaína atravessa o Brasil pelo ar, pelo mar, pelos rios, pelos aviões, pelas estradas.

saem pelos portos brasileiros, nós temos facções criminosas construindo...

submarinos que atravessam o Atlântico carregados de cocaína. Nós temos um problema gravíssimo, eu sempre me refiro a isso aqui, com o contrabando de cigarros. Nós temos problemas gravíssimos, como vimos ontem, né? Um MC ou dois MCs, mais um sujeito de uma página de fofoca, mais meia dúzia de pessoas que lavaram 260 bilhões de reais.

Nós temos o Brasil da vida real, o Brasil dos problemas gravíssimos reais que afligem a população brasileira e que a população brasileira espera que a polícia, não só a polícia federal, mas também as forças armadas, mas também as polícias militares, as polícias civis, as guardas municipais.

A gente espera que elas sejam orientadas, que elas sejam treinadas, que elas sejam abastecidas com recursos, com todos os tipos de instrumentos necessários, de equipamentos necessários, de proteção necessária, para que tenham mais força que as organizações criminosas e combatam o crime e garantam a vida dos brasileiros. Uma condição de decência, de mínima segurança, coisa que a gente não tem hoje.

Eu arrisco a desafiar qualquer um a vir à Avenida Paulista e andar tranquilamente falando no seu celular com a sua aliança de ouro, a sua corrente de ouro e ter uma experiência tranquila. Essa é a realidade do Brasil. Mas aí nós temos na Polícia Federal.

Alguém que está na internet olhando, aí viu lá, olha só essa postagem do Flávio. Ai, ai, ai, que menino malvado. Eu acho aqui que ele falou uma bobagem do nosso Lula.

Eu vou falar com o tio lá do Supremo. E aí faz uma denúncia para o Supremo e o Supremo acolhe. Quer dizer, meu Deus do céu, olha a prioridade que temos aqui. A nossa corte constitucional desse Brasil inviável, desequilibrado do ponto de vista institucional, está agora se debruçando, gastando tempo, energia, recurso público, porque o Flávio falou mal do Maduro.

acusado de tráfico internacional de drogas, preso pelos Estados Unidos, que oprime a população da Venezuela, expulsou da Venezuela em razão das medidas tomadas pelo governo de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, 20% da população. Os 80 que ficaram, ficaram porque não tem alternativa e vivem na miséria. Isso é uma realidade. Nós não estamos inventando. Aliás, tivemos aqui, Ronaldo Caiado, recentemente, que quando era senador... Ronaldo Caiado,

Foi a Venezuela, foi a caracas numa missão oficial do governo brasileiro, representando o Congresso Nacional. Não conseguiu chegar onde ia. Teve que voltar porque foi atacado com a sua comitiva quando saiu do aeroporto. Essa é a realidade da Venezuela. Agora tem alguém lá que... Ai, o Flavinho falou mal do Hugo Chaves. Falou mal do Maduro. Ai, não pode. Ora, faça-me o favor. Quer dizer, a gente tem que colocar nariz de palhaço.

para ouvir esse tipo de notícia, Canhato. Pois é, deixa eu só compartilhar com as pessoas que nos acompanham. Você que estiver nos acompanhando pelas emissoras de rádio, eu vou tentar ser o mais didático e descrever exatamente como foi a postagem. Quem estiver pelas plataformas digitais e também pela...

pela internet, pelo YouTube, pelo Panflix, mas também pela televisão. Se conseguir colocar o post mesmo do X, da mensagem de Flávio Bolsonaro, que está abaixo, inclusive, daí é mais fácil de nós identificarmos. Daí tem a postagem, a conta de Flávio Bolsonaro com aquele selinho.

de verificado, e aí tem a imagem de Nicolás Maduro, que foi publicada nessa postagem, e aí ele escreveu o seguinte, Lula será delatado, ponto. Daí ele deu um espaço, e aí na sequência, é o fim do foro de São Paulo, dois pontos, tráfico internacional de drogas e armas, vírgula, lavagem de dinheiro, vírgula, suporte a terroristas e ditaduras, vírgula, eleições fraudadas.

Três pontos. E aí, à esquerda, uma foto de Nicolás Maduro detido, uma foto tirada de uma televisão, um canal de notícias provavelmente de alguma emissora latino-americana, a Tarja em espanhol. E aí, do lado direito, um print ou uma foto de uma manchete do portal Metrópolis e o destaque. Governo Lula convoca a reunião de emergência após Trump.

capturar Maduro. Então, claro que há uma conexão da detenção de Maduro com o governo Lula, mas não quero dizer que essa frase colocada aqui por Flávio Bolsonaro, essa reflexão, faça uma acusação ao presidente da República, pelo menos eu e outras pessoas.

com as quais eu tive oportunidade de conversar, não entenderam dessa forma. Deixa eu passar para o Bruno Musa também discorrer a respeito da postagem, mas também dessa ideia que muitos juristas acabam projetando, principalmente aqueles especializados em direito eleitoral. Caso condenado, Flávio poderia ficar inelegível, Musa.

Boa noite, Caneato, Davila Mota, Beraldo, todos que nos escutam no Brasil todo. Bom, eu compactuo muito e até na linha do que o Mota colocou. Ele foi muito claro e gostei muito da analogia. Até um estudante fervoroso ali daquela ideologia.

completamente retrógrada de Freire ou de qualquer um, interpretaria ou consegue interpretar da mesma forma. Não tem subjetividade na interpretação da lei naquele ponto. Ou seja, o senador pode ter o posicionamento dele como ele quiser e ele não pode ser punido dessa maneira. Mas o grande ponto é, a Constituição vale o quê no Brasil hoje? Quantas vezes, ao longo dos últimos anos, desde 2019, de forma muito mais intensa, a gente vem assistindo...

recorrentemente práticas que não fazem parte da Constituição, achando maneiras e subterfúgios por aqueles que se arrogam o direito de ser ele o Estado.

encontrarem maneiras de reescreverem a Constituição ao seu bel prazer e aos seus próprios interesses. Então tá clara, a Constituição é clara. O meu grande ponto é, a Constituição brasileira vale algo? Ou para aqueles que passam a ser investigados e detêm o poder da caneta, eles podem reescrever a Constituição sem o auxílio do Legislativo?

onde também é muito clara na Constituição que o Legislativo é parte importante para aprovação de uma nova Constituição ou de pontos constitucionais. Mas no Brasil, tudo vale de hoje. Pessoas que detêm essa caneta, 11 pessoas, passaram a ser semideuses, quase que intocáveis.

E quem ousa, por exemplo, questionar o poder deles? Veja, também está muito claro na Constituição que o Senado é responsável por pautar o impeachment dele, dos ministros.

E também está muito claro que a CPI não tem o poder de colocar o processo, empichar ela em si, os ministros, mas sim de indiciá-los. Coisa que foi feita agora na última CPI. E que o senador foi ameaçado por ministro da Suprema Corte por esse indiciamento, que a Constituição permite.

Então, no fundo, o que vale? O texto constitucional ou como eles reescrevem ao seu bel prazer, à sua própria vontade e que eles detêm, em última instância, o monopólio legítimo da violência? E quem ousa recorrer contra eles sabe-se lá qual é a punição, porque eles próprios reescrevem a Constituição e determinam qual será a punição.

Perceba a falta de segurança e o ponto final aqui, o controle exclusivo pelo medo que leva a autocensura das pessoas e o caminho livre para essa semi-ditadura instaurada no Brasil. Os nossos comentaristas repercutem e analisam a entrevista que foi concedida para o Flávio Bolsonaro à Jovem Pan de Curitiba.

Inclusive, nessa participação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é senador e também pré-candidato do PL, fez outros comentários e outras avaliações. A nossa produção também separou esse trecho. Vamos acompanhar.

incomodava ele um pouco a demora de algumas pessoas a entrarem mais de cabeça, mais ostensivamente nessa pré-campanha. E eu sempre conversei com ele, Eduardo, as pessoas têm o seu tempo, cada um o seu tempo vem, vem também se quiser, não vou ficar obrigando ninguém a caminhar comigo. O papel que o Eduardo está prestando é esse de conscientizar as pessoas, aí tem uma reação do outro lado, enfim, eu acho que...

O meu posicionamento é no sentido de tentar dar o exemplo. Olha só, eu tenho que conversar com gente que eu não concordo, eu tenho que fazer alianças algumas vezes, que eu não faria em condições normais, mas nós temos um objetivo maior aqui, que é resgatar o nosso Brasil. E para resgatar o Brasil, a gente precisa vencer.

Essas eleições, a gente tem que tirar o partido das trevas do caminho. E a única forma que eu vejo isso acontecer, quanto maior a unidade nós tivermos, maior a chance de sucesso.

Não vou obrigar ninguém a caminhar comigo, né? Comentando aquelas desavenças, brigas ou falta de unidade na direita. Você, Mota, o que achou desse posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre aquilo que nós tratamos aqui tantas vezes, né? Poxa, não tem a tal da União da Direita. Nossa, tal partido lançou aquela figura como pré-candidato. Mas eles não iam lançar um nome só, enfim. E aí Flávio dizendo que não vai obrigar ninguém a caminhar com ele. Faz parte do jogo, né?

Claro, o que o Flávio disse são palavras extremamente sensatas. O que vai convencer?

as pessoas, os políticos, as forças políticas de direita a caminharem juntas, é esse fato que nós estamos comentando agora. É esse mecanismo que mais uma vez mostra os seus dentes para dizer no Brasil só acontece o que a gente quiser, do jeito que a gente quiser.

Isso que nós estamos comentando não é uma decisão jurídica. É lógico que sempre vão aparecer operadores do direito dizendo é uma decisão lógica, apoiada pela Constituição. Hoje no Brasil existe um cardápio enorme de opiniões jurídicas. Qualquer que seja a decisão tomada pelo Estado, sempre aparece um jurista para defender.

Foi assim em todos os regimes ditatoriais. Stalin, quando fazia os seus julgamentos espetáculo, ele tinha lá juristas do lado dele defendendo. A mesma coisa aconteceu na Alemanha, em todos os países da cortina de ferro. O que nós estamos assistindo é um movimento político.

A minha opinião é que não vai colar. Isso me lembra uma lei que existia nos países da cortina de ferro que dizia que era proibido você lembrar fatos históricos, fatos que realmente aconteceram, são verídicos, mas se eles forem inconvenientes ao poder, é crime você trazer esses fatos.

Então, essa aposta, assim me parece, né? Que essa aposta de que o ativismo judicial, nessa altura do campeonato, na era do Banco Master, vai conseguir fazer com Flávio o que fez com Jair, essa canhato me parece uma aposta que nem as Betes aceitariam bancar.

As falas de Flávio Bolsonaro, nessa entrevista que ele concedeu à Jovem Pan do Paraná, de Curitiba, estamos exibindo alguns trechos e acompanhando as análises dos nossos comentaristas. Deixa eu passar para o Dávila. Dávila, quando o Flávio...

discorre, analisa a situação da direita e algumas desavenças que ocorreram no caminho, eu tenho visto alguns analistas fazerem a seguinte reflexão. Bom, se porventura a direita optar em abraçar um projeto só, talvez a direita possa ganhar no primeiro turno. Se não, haveria fatalmente um segundo turno. Qual é a decisão que os partidos têm que tomar a partir dessa indicação, essa sinalização dos institutos de pesquisa?

A questão é matemática. Na matemática, hoje, da legislação eleitoral que vigora no país, você tem dois grandes candidatos liderando as pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro, com enorme índice de rejeição. O que isso significa é que muitas pessoas dizem que não votariam nenhum nem o outro.

Então, poderíamos ter um contingente de votos nulos e em branco muito grande. Votos nulos e branco não contam, só contam votos válidos. E isso pode fazer com que uma decisão seja tomada no primeiro turno. Mas aí a gente não sabe a favor de quem, porque a margem entre Flávio e Lula é muito curta.

A melhor forma para a direita vencer a eleição é justamente provocar o segundo turno. No segundo turno, todo mundo ganha de Lula.

Então, a estratégia da direita deve ser, hoje, justamente, ter mais candidatos, como é o caso de Caiado, Zema, para somar aos votos de Flávio Bolsonaro, levar a eleição para o segundo turno, e aí, ali, será decidida a vitória da direita. É seguir, como eu sempre falo aqui, o modelo mais do Chile.

Essa história de apostar tudo no primeiro turno pode ser altamente arriscada, porque a margem é muito pequena e isso pode dar vitória para um ou outro. O jeito mais seguro da direita chegar no poder é justamente fazer campanha, torcer para essas candidaturas de Caiado e Zema subirem. Isso obrigaria um segundo turno e no segundo turno a vitória da direita.

Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas eu sigo aqui nas demais plataformas com os nossos comentaristas, analisando inclusive essa fala de Flávio Bolsonaro sobre os nomes que vêm sendo aventados pela direita para disputarem o processo eleitoral.

tentativa de alguns grupos em forçar uma única candidatura, e aí Flávio dizendo, bom, eu não vou obrigar ninguém a caminhar comigo, quem quiser abraçar o meu projeto, ótimo, se não podem lançar também os seus candidatos, se referindo provavelmente a outras siglas, outros caciques. Mas você, Cristiano Beraldo, quando a gente conecta essa notícia à primeira...

Existe uma possibilidade, ainda que remota, de Flávio se tornar inelegível, ser tornado inelegível a partir de um entendimento da justiça eleitoral, a cometer algum tipo de... foi condenado, e pela lei da ficha limpa, você não poderá disputar o processo eleitoral. Falamos em exagero, seria uma situação muito absurda, mas pela legislação é preciso contabilizar essa possibilidade, uma vez que tem um inquérito aberto.

Isso acaba, inclusive, estimulando outras figuras a disputarem, só que o reserva de luxo, alguma coisa assim. Olha, Caniato, eu acredito que ninguém, neste momento, leve a sério essa possibilidade de ver Flávio Bolsonaro ficando inelegível em razão daquela postagem.

Porque aquela postagem, ela fala que o Maduro delataria o Lula, mas ela cita ali os crimes de que o Nicolás Maduro está respondendo, pelos quais ele está respondendo. Não é uma falsa acusação em relação ao próprio presidente.

Agora, se nós observarmos, quando o presidente falou sobre o caso, a prisão de Alexandre Ramagem, ele mentiu descaradamente. Ele disse, afirmou, categoricamente, com todas as letras, que Ramagem não havia sido preso em razão de uma parada de trânsito, que aquilo era uma mentira da direita, que ele tinha sido preso porque foi condenado no Brasil a 16 anos de prisão.

Ele afirmou isso, e isso é mentira. E um presidente da República tem obrigação de ser bem informado. Então, se o peso valer para os dois lados, então temos um problema aí. O Supremo precisa se debruçar também sobre esse e tantos outros casos que a gente é brindado pela presidência da República todos os dias.

Agora, no caso específico de Flávio, o que acontece? Sabe-se que a eleição será decidida no segundo turno. O fato de Caiado, o fato de eventualmente Zema ou algum outro candidato de direita se lançar na disputa, eles não vão dividir voto com Lula.

esse voto não vai sair, a pessoa vai dar, não sei se eu voto no Lula ou no Zema, isso é um volume marginal de votos. Então são votos que se dividem na direita para ver quem é o candidato da direita que chegará ao segundo turno. É mais ou menos essa a dinâmica. Se por um motivo X qualquer Flávio Bolsonaro desiste, ou é impedido, como aí essa possibilidade remota, de disputar,

Eu não tenho dúvidas de que a família Bolsonaro vai indicar alguém de extrema confiança para cumprir esse papel. E a partir daí, a gente terá os votos que iriam para Flávio Bolsonaro migrando, certamente com alguma perda e tal, para o novo candidato. Mas eu não vejo uma mudança expressiva no cenário eleitoral, não.

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Rede Jovem Pan conectada ao programa Os Pingos nos Is, as principais notícias do dia, os nossos comentaristas analisando a participação de Flávio Bolsonaro em uma entrevista que foi concedida à Jovem Pan do Paraná de Curitiba. Daqui a pouco eu vou trazer, inclusive, um outro trecho.

dessa entrevista, mas antes eu queria acionar a reportagem da Jovem Pan News, porque o pré-candidato à presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, ele esteve em São Paulo justamente para anunciar o seu plano de governo. Matheus Dias, nosso repórter, chega ao vivo, vai trazer os detalhes, as informações. Matheus, seja bem-vindo, viu? Uma ótima noite a você. Então, compartilha com a gente, com a nossa audiência. O pré-candidato do Novo falou qual vai ser o primeiro ato, caso ele seja o vitorioso. Então, vamos lá.

nas eleições de outubro, bem-vindo. Falou, senhor Viconiato. Uma boa noite pra você também, a quem nos acompanha, no caso, se visto por alguns como um postulante ao cargo de vice de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema não, disse que vai até o fim com a pré-candidatura, depois com a candidatura, até o dia das eleições. Ele pré-candidato nesse momento à presidência pelo Partido Novo.

Disse que, assim como na semana passada, que já havia defendido as prisões de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por conta de envolvimentos no caso do Banco Master, disse agora que se for eleito, o primeiro passo à frente da presidência do país vai ser garantir uma reforma no judiciário por completo, principalmente no Supremo Tribunal Federal. Vamos ouvir.

Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo. Um Supremo em que seus membros prestem contas dos seus atos. Um Supremo em que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos.

Um Supremo com idade mínima de 60 anos e mandato de 15 para que seja a coroação de uma carreira irretocável. Um novo Supremo é o primeiro passo para um programa de moralização do Judiciário tão necessário ao Brasil.

Pois é, ele fala em primeiro passo, mas não foi o único passo também que disse trilhar em caso de eleição, em caso de vitória nas urnas. Romeu Zema, que fez um detalhamento hoje de como será o plano de governo dele durante esse período eleitoral, falou bastante em questão de segurança pública, defendeu...

a redução da maioridade penal, o fim das saidinhas temporárias para presidiários, defendeu a mudança de nomenclatura no caso de facções criminosas para narcoterroristas. Ele que também, em outro ponto, agora na economia, pediu e disse até que é possível se fazer a privatização da Petrobras, pediu o fim dos penduricalhos e ainda criticou, claro, os outros oponentes dele.

No mesmo campo político, no campo da direita, ele falou sobre Flávio Bolsonaro, falou sobre Ronaldo Caiado, disse que, diferente deles, Zema não tem nenhum laço familiar político, quando cita que Flávio Bolsonaro só está na posição em que está por ser filho do ex-presidente, e que o Ronaldo Caiado, quando deixou o governo goiano, deixou alguns familiares lá ocupando cargos-chave no estado, cargos-chave no estado de Goiás, segundo o Romeu Zema. Ele, se antes...

Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado já tinham se colocado meio nessa posição, Caniato, de 2 contra 1, tendo o Lula como rival direto. Agora, depois do anúncio do plano de governo de Romeu Zema, é mais um 3 contra 1, viu? Isso porque no vídeo de apresentação do plano de governo ele dedica uma boa parte ali do vídeo.

Há críticas ao PT e ao governo Lula. Neste momento, então, Romeu Zema, o pré-candidato do Partido Novo, ele tem, segundo a última pesquisa do Datafolha, 4% das intenções de voto. Viu, Caniato?

Tá certo, as linhas gerais do programa de governo de Romeu Zema em destaque na entrada do Matheus Dias. Matheus, muito obrigado pela participação, bom trabalho para você. A gente segue aqui em contato, deixa eu chamar os nossos comentaristas, começar essa rodada com o Bruno Musa. Você, Musa, o que achou dessas falas, dessa manifestação de Romeu Zema, destacando talvez os principais pontos do programa de governo? Claro, chama atenção quando ele fala em moralização do judiciário,

indica, caso seja eleito, uma reforma no judiciário, menciona a idade mínima para entrar na Suprema Corte, estabelecimento de mandato para ministros, enfim. E, além disso, questões que envolvem o enfrentamento à criminalidade, redução do tamanho do Estado. O que achou?

Renato, o Zemo é uma pessoa extremamente preparada. Ele tem um conhecimento grande do mercado privado, é uma pessoa extremamente bem-sucedida enquanto empreendedor, em um ambiente turbulento, que é o do Brasil, não é de hoje. Ele viveu períodos inflacionários, viveu uma série de crises que fazem parte do DNA do empreendedor brasileiro.

E conseguiu todo o sucesso que conseguiu. Então ele é uma pessoa extremamente competente para isso. E precisamos dar ouvidos ao que uma pessoa assim, com experiência, com conhecimento e muito bem postado, fala. Então eu acho que tudo o que ele fala tem muito sentido. E teve uma boa experiência durante dois mandatos ali em Minas Gerais. Vale lembrar que ele herdou as contas completamente quebradas de um Estado gigante.

mas que não pagava sequer a conta ou salário dos principais funcionários públicos. Quebrado. Herdado, salvo engano, por Pimentel, mais uma herança caótica também do PT. Dito isso, o que me chama a atenção é que...

nós ficamos surpresos com o discurso dele. O que nós deveríamos ficar surpresos são os motivos pelos quais ele tem que falar a verdade que ele falou. E parece muito óbvio, restrições aparentes de ministro.

mandatos mais curtos para você não se eternizar no poder. A forma de indicação há uma clara interferência dos poderes ali. Você vai indicar pessoas sempre parecidas ideologicamente a você. Isso cabe a todos os espectros políticos. Estamos falando de uma melhoria para o Brasil no longo prazo. Portanto, não tem a ver com esquerda, centro-direita. Tem a ver com preservar os valores da suposta independência dos poderes, que na minha opinião não tem em nenhum deles.

Então, não deveria ser surpresa o que ele falou, nem sequer chocar, porque é óbvio isso. É óbvio para um bom país e para um bom funcionamento de uma eventual democracia que, na minha opinião, não existe no Brasil, e não só agora, por uma série de disfunções, como nós já mencionamos aqui, por diversas vezes e ocasiões, mas deveria chamar a atenção que o que está acontecendo no Brasil faz com que nós tenhamos que falar o óbvio.

que é, por exemplo, um discurso desse de Romeu Zema. Nós nos indignamos, ou melhor, nos surpreendemos quando alguém vem e fala a verdade. Mas parece que nós perdemos a capacidade de nos indignarmos com o que acontece no Brasil.

Não deveríamos ter que falar isso, porque o que ele falou é óbvio. Deveria existir em um país onde funciona a independência dos poderes e o cidadão ter um mínimo de liberdade. Coisa que no Brasil nós já perdemos a liberdade e as instituições não são independentes.

É isso, estamos destacando o lançamento do programa de governo de Romeu Zema, ele que vem de uma família de empresários, de empreendedores, e em dado momento opta em seguir carreira na administração pública, foi governador de Minas por duas gestões. Deixa eu passar para o Roberto Mota trazer também as impressões sobre as defesas de Romeu Zema, mencionando inclusive reforma no Judiciário, Mota.

Zema não é o único a achar que isso é necessário, Caniato. O jurista Luciano Irineu de Castro tem uma proposta muito interessante que ele coloca em um livro que será publicado em breve.

Ele propõe a criação de uma nova corte estritamente constitucional para o Brasil. Uma corte que não vai julgar ninguém. Uma corte que vai simplesmente se debruçar sobre um número reduzido de questões constitucionais. Exatamente como funciona na maioria das democracias. Portanto, as propostas de Zema...

são muito coerentes e são um sopro de ar fresco para uma população que acha que todos os políticos enlouqueceram. Esse é o sentimento que a gente tem no Brasil de hoje. E eu sempre digo aqui, tudo começa com as ideias certas. Se você tem a ideia certa...

você pode até não conseguir chegar ao poder para implantar a ideia. Mas se você tem as ideias erradas, você pode conseguir chegar lá e ainda assim os resultados serão péssimos. Com todos os seus tropeços e problemas que eu conheço muito bem e que eu descrevo no meu livro Os Inocentes do Leblon, στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα

O Partido Novo é o único a contrapor um conjunto de ideias sensatas para confrontar as insanidades dos partidos de esquerda, que acontecem diariamente. E a combinação dessas ideias excelentes com a força eleitoral de Flávio Bolsonaro στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα

pode ser exatamente o que o Brasil precisa nesse momento. Pois é, o Luiz Felipe Dávila. Dávila, claro que eu vou pedir para você trazer também suas impressões, mas quem assistiu, acompanhou as falas de Romeu Zema pela televisão, viu alguém ao fundo ali. Você estava, acompanhou em loco.

essa apresentação do plano de governo do pré-candidato do Novo à presidência da República. Claro que a gente está destacando ou jogando luz sobre essa defesa que ele faz de uma reforma do Judiciário, um novo Supremo, ou novas regras para o Supremo Tribunal Federal. Claro que eu quero te ouvir em relação a isso, mas ele também fala sobre flexibilização das leis trabalhistas, que é um assunto recorrente aqui no Pingos. Enfim, se tiver também algum bastidor para compartilhar, sempre atentos aqui, por favor.

Bom, eu preciso dizer que não só eu estava presente, como eu sou um dos coordenadores do programa de governo de Romeu Zema. É um programa extremamente corajoso e importante para o Brasil. Primeiro, talvez hoje é o único pré-candidato à presidência da República que enfatiza esta importância...

de uma reforma do poder judiciário para enquadrar o Supremo no papel que a Constituição lhe coube no artigo 102 para ser uma corte constitucional. Não existe nenhuma linha na Constituição brasileira dizendo que o Supremo tem que ser um tribunal de exceção. Não disse na Constituição brasileira que o Supremo Tribunal Federal tem uma missão civilizatória. Isso é usurpação do poder.

E o que nós temos de fazer é fazer com que o poder judiciário volte a ser uma corte constitucional como foi concebido na Constituição brasileira. Tudo que não está diretamente ligado a isso é uma violação à Constituição. Então a primeira coisa que se diz nessa parte legal no governo é acabar, como a gente fala, com a impunidade e privilégios.

Nós precisamos tornar transparente as regras de governo. Nós precisamos eliminar privilégios. É uma vergonha o poder judiciário que deveria zelar pelas leis, ter penduricalho, super salários, férias de 60 dias. Por que é o único cidadão no mundo que tem esses benefícios? Por que nenhum outro brasileiro tem? A lei é igual para todos. É isso que está dizendo a Constituição.

E é isso que essas reformas do judiciário fazem. Onde é que já se viu indicar parentes para tribunal de contas? Isso é uma vergonha, virou um cabide de emprego familiar. É só pra empregar parente. Não pode, tem que proibir. O programa proíbe indicação de familiares, parentes e pessoas que tenham conotação política partidária. Não é este o papel de um tribunal de contas, dos órgãos de controle. Nós precisamos de isenção.

Então, o primeiro pilar desse programa é muito forte nesse sentido da moralização da gestão pública, começando pelo órgão mais imoral hoje que tem, que é o Poder Judiciário, principalmente o Supremo Tribunal Federal. Segundo ponto, que nós não mencionamos aqui, que é muito importante, é o econômico.

E o Zema disse uma coisa ótima, fazer o governo caber no bolso do brasileiro. Não é possível nós sermos campeão mundial de imposto. Não é possível ser o campeão mundial de judicialização trabalhista e tributária. E aí o que ele está dizendo? A Constituição já aprovou, já está lá o legislado sobre o negociado. Por que tem que estar todo mundo engessado na CLT? Ué, deixa o negociado sobre o legislado acontecer livremente. Cada um faz o regime que quiser.

E aqueles que quiserem CLT, vai ter CLT, não vai acabar com a CLT. Então, outra coisa, retirar o governo de onde ele não é essencial. Ou seja, Romeu Zema hoje disse, vai privatizar todas as estatais. Banco do Brasil, Petrobras, não vai ficar nenhuma de fora. Porque o Estado não tem que se meter nessas coisas. Quem tem que tomar conta dessas coisas é o setor privado.

e vai realizar o famoso ajuste fiscal fundamental para derrubar a taxa de juros que vai matando o brasileiro, principalmente com essa alta inadimplência. Com essas medidas, o Romeu Zema disse que vai fazer o governo caber no bolso do brasileiro, e não hoje, que é essa aberração.

E o terceiro ponto é o ponto do meu amigo Roberto Mota, é fazer o crime temer a lei. Tem um programa de combate à facção criminosa e terrorismo, tem acabar com o prende e solta no Brasil, a reduzir a maioridade penal e fortalecer principalmente a atuação dos estados na segurança pública. Então, é um programa que toca nos assuntos que o brasileiro espera que o próximo presidente da república vai endereçar e resolver.

Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas eu sigo aqui nas demais plataformas com os nossos comentaristas, analisando as falas e as manifestações de Romeu Zema, que apresentou o seu plano de governo à presidência da República aqui em São Paulo, em um evento que contou com a participação de muitas figuras, de notáveis, os integrantes do Partido Novo, assim como grande parte da imprensa. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Chama atenção, né, Bruno? Quando...

Nessas imagens que nós pudemos observar há pouco, atrás de Romeu Zema tem a frase o Brasil sem intocáveis. Enfim, várias propostas interessantes de temas que nós tratamos aqui no programa, inclusive. O que achou?

É a frase. É verdade. De novo, como eu falei, semideuses, intocáveis, podemos achar vários nomes para o que nós estamos vivendo hoje em dia no Brasil. De novo, tente você postar alguma coisa. Vamos pegar o caso do Flávio, como você leu ontem, releu hoje e mencionamos e comentamos aqui. Não tem nada demais, certo? Mas não, eles conseguem achar alguma coisa, subverter o que diz na Constituição στα στα στα στα στα στα στα στα στα

e nada acontecer com eles. E mesmo assim conseguir ou tentar ao máximo uma punição, claramente, fora do que manda o texto constitucional. Então quando ele fala aí o Brasil sem intocáveis, está muito claro. E quando nós temos na pauta das eleições desse ano corrupção e o crime organizado como um todo, envolvendo todo o imbróglio, ainda...

piorado pelo lado econômico, a coisa está clara e está explícita. É isso. São os intocáveis, são os semideuses, são as pessoas que hoje podem tudo no Brasil. Então, o que eu acho, que talvez estejamos começando a ver um processo um pouco de mudança daquela velha política de sempre,

velha, retrógrada, mofada, por assim dizer, daqueles discursos antiquados mais do mesmo. Nessas eleições eu vou dar a comida, eu vou construir estradas. Não, palavras sérias como essa. Os intocáveis mesmo. Pessoas que comandam o Brasil. Falar de frente para o público, com as demandas da população. Porque eu volto naquilo e passo a palavra.

Nós, no Brasil, invertemos a lógica. O servidor público deve servir a população que o financia através dos pagamentos forçados de impostos e não serem os intocáveis semideuses financiados por uma população que não pode sequer questionar para onde está indo o seu dinheiro.

Pois é, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pincos Nos Is. Bom, daqui a pouco a gente vai trazer detalhes sobre o plano de governo de Romeu Zema, mas eu quero passar mais uma vez para o Roberto Mota, porque tem a questão que envolve, né, Mota, o lado econômico, da defesa que vem sendo feita por Romeu Zema sobre o Brasil.

tentar ajustar as contas públicas, as demandas, para que isso caiba no orçamento, ou como disse o Dávila, para que isso caiba no bolso do país. Por diversas vezes nós já tratamos de ideias, iniciativas e sugestões de alguns candidatos ou pré-candidatos, mas parece que a grande dificuldade é quando o presidente senta na cadeira.

e tenta implementar uma série de medidas e acaba se deparando com um Congresso que não topa o desafio. Porque, naturalmente, vê nisso, nessa tentativa de corte de gastos, alguma coisa que vá impedir a sua atuação ali, indicando pessoas, ganhando um pouco aqui, outro acolá. O que você achou dessa sugestão de Romeu Zema, essa parte do programa dele? Essencial.

Ontem eu conversava com uma pessoa, Caniato, que me fez o seguinte comentário. O problema do Brasil é a apatia do brasileiro, essa falta de disposição do brasileiro de reagir. Aí eu dei vários exemplos para ele, peguei desde o início da República, as inúmeras ocasiões em que o povo brasileiro reagiu. Obrigado.

O brasileiro não é apático coisa nenhuma. O brasileiro é trabalhador. E eu apresentei uma evidência clara. Eu morei cinco anos nos Estados Unidos. Eu, durante o tempo que eu morei lá, eu nunca conheci um único brasileiro que não tivesse chegado nos Estados Unidos e prosperado.

Poucos anos depois de chegar, todos os brasileiros já tinham a sua casa própria, já tinham o seu um, dois ou três carros, a família já estava em uma situação muito boa. O problema do Brasil não é o brasileiro, o problema do Brasil é uma classe política parasita, que tem...

A disfarçatez, a hipocrisia de todo dia chorar fazendo discursos contra a pobreza, enquanto leva no pulso um relógio com o preço de um carro novo.

São pessoas que dizem que querem acabar com a fome, mas acabam é com a fome delas próprias. Em hotéis de luxo no exterior ou degustando o whisky do clube do banqueiro Vorcaro.

o tempo dessas pessoas acabou. Eu acho que essa é a principal mensagem que Zema traz. Nós queremos políticos que digam o que Zema está dizendo e que hajam dessa forma.

A era do populismo precisa acabar. E nós sabemos que para isso é preciso muito mais do que o voto dos cidadãos. Porque o nosso voto só tem impacto até determinado ponto.

A partir desse ponto, os donos do poder, os editores do Brasil, os civilizadores dizem não, não, não, isso aqui não vai ser resolvido pelos representantes eleitos pelo povo, não. Isso aqui vai ser resolvido por nós. E é lógico, essa posição tem o apoio de muitos políticos no Congresso Nacional. Infelizmente, eu diria até a maioria, porque eles não estão lá.

para trabalhar pelo povo brasileiro. Eles estão lá para adiantar o seu próprio lado, para resolver a sua vida financeira e a dos seus familiares. Ainda bem que nós temos políticos como o meu Zema.

Pois é, daqui a pouco a gente volta a tratar disso. Deixa eu só acionar a reportagem da Jovem Pan News, porque após o pedido de indiciamento de ministros, que foi feito pelo relator da CPI do Crime Organizado, o judiciário quer restringir o poder do Congresso e limitar as quebras de sigilo e também o acesso a provas de inquéritos. Júlia Firmino, chega ao vivo, vai trazer todos os detalhes, as informações pra gente. Júlia, seja bem-vinda, viu?

Então, essa crise entre os poderes só aumenta a cada dia, não é isso? É o que parece, né, Caneato? É o que a gente tem visto a cada dia, de fato, essa crise se estende e amplia, né? Mas fato é que depois dessa polêmica envolvendo a CPI do crime organizado, alguns ministros do Supremo Tribunal Federal querem criar regras mais rígidas.

para CPIs, comissões parlamentares de inquéritos, justamente com o objetivo de evitar abusos em investigações parlamentares. Entre os principais pontos dessas propostas, dessa nova proposta, como você bem colocou aí, estão, limitar o período de quebra de sigilo, ou seja, investigar só aquilo que, por exemplo, for até cinco anos atrás, não mais que isso, não mais que cinco, dez anos.

Restringir também o acesso às provas, só ficariam então liberados para acessarem as provas o relator e também o presidente da CPI e evitar também depoimentos de pessoas alheias, pessoas que não estão então envolvidas nos casos. O motivo é, o CPI do crime organizado foi acusado então de desvio de finalidade e uso também político, eleitoreiro, né?

Por isso, então, o foco original que eram as facções criminosas, as milícias, ficou deixado de lado e houve também tentativa de indiciar magistrados, o que aumentou a atenção por ali. E aí, o tema deve ser, então, analisado pelo plenário do STF.

E em uma ação que discute quebra de sigilo do Lulinha, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na CPI mista do INSS. E mesmo com o encerramento dessa CPI, ainda assim o julgamento pode definir as regras gerais. Mas isso ainda não tem uma data definida. Quem deve definir aí esse dia para que isso aconteça será o ministro Edson Fachin. A gente segue acompanhando porque, como você disse, Caniato, isso tem se ampliado e a crise tem ficado cada vez mais séria. Volto contigo.

É isso, Júlia Firmino trazendo os detalhes de um episódio que pode caminhar para esgarçar ainda mais a relação entre os poderes, principalmente judiciário e legislativo, Supremo e Congresso Nacional. Valeu, Júlia, bom trabalho para você. A gente segue aqui com os nossos comentaristas. Deixa eu começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila, porque chamou a atenção, né, Dávila, quando nós acompanhamos a manifestação de um ministro da Suprema Corte.

pedindo que a Procuradoria-Geral da República se manifeste a respeito da atuação do relator da CPI do crime organizado. E agora tem essa outra manifestação no sentido de restringir quebras de sigilo e acesso a provas por meio das investigações que acontecem nas CPIs. Você não acha que é desrespeitar o que está expresso ali na legislação, Dávila?

Certamente, Caniato, não é só desrespeitar, é mais uma prova desse ativismo do judiciário que não está na Constituição. É mais uma vez o judiciário cumprindo um papel que não lhe cabe constitucionalmente. Isso é um absurdo, isso é um assinte.

Onde é que está? Me mostra a lei que está dizendo que o Supremo, ou o Judiciário, tem esse poder para cercear documentos de CPI, investigação de CPI. Onde é que está na lei? Se não estiver na lei, não pode fazer.

Não pode ter elasticidade na interpretação da lei da Constituição para caber de acordo com os interesses particulares de cada juiz, de cada magistério, de cada ministro. É uma vergonha.

O Brasil está vivendo uma fase de sem-vergonhice, de esculhambação, de desrespeito ao texto constitucional, que vai envergonhar as próximas gerações, que esses vídeos vão todos ficar aí guardados. Quando mostrarem para os alunos de direito nos próximos anos, vão falar, mas não é possível, isso não é uma Suprema Corte.

Isso é uma palhaçada. Isso é uma corte que não está cumprindo o seu papel constitucional. Dizelar pela lei e pela Constituição é inacreditado. Todo dia tem abuso. Quando é que isso vai parar? Quando é que o Senado Federal vai ter coragem de usar o seu poder constitucional para restabelecer os freios e contrapesos para...

barrar esse absurdo, essa arbitrariedade cada dia sendo manifestada pelo Supremo Tribunal Federal, que envergonha todos nós, porque cada arbitrariedade dessa acaba enfraquecendo um pilar fundamental da democracia, que é um poder judiciário crível, que tenha credibilidade e que tenha respeitabilidade do povo. Nada disso existe hoje no Brasil.

Agora preciso me despedir de parte da rede. Algumas emissoras ficarão agora com a sua programação local.

Eu sigo aqui chamando os nossos comentaristas, inclusive eu pedi a reflexão do Cristiano Beraldo a partir dessa notícia que nós trouxemos, que pode representar mais um passo adiante no sentido de tirar poderes, poderes constitucionais dos congressistas. No caso, limitar a atuação das comissões parlamentares de inquérito, Beraldo. Caniato, no futebol fala-se que o time que não faz gol leva gol.

E o que nós estamos assistindo é uma reação do Supremo Tribunal Federal em cima dos covardolas do Senado que nada fazem para restabelecer o equilíbrio entre os poderes, que se omitem, se acovardam, cedem aos seus próprios interesses diante desses questionamentos que a sociedade brasileira faz.

pela atuação cada vez mais invasiva nos outros poderes do Supremo. Os senadores estão assistindo, eu repito aqui, o atual presidente do Senado, que está aí levando toda a culpa agora, ele foi eleito com 74 de 81 votos para a presidência do Senado. E eu quero fazer a conta dos votos que Jorge Messias terá para ser aprovado.

para o Supremo Tribunal Federal, porque cumprir aquilo que está estabelecido na Constituição brasileira, os senadores têm que questionar, eles têm que confirmar. E a gente não vai ver esse tipo de debate. Nós estamos diante, agora faltando aí alguns dias.

diante dessa aprovação. E aí a gente vai ver que tudo continuará como sempre esteve. O Senado covarde e o Supremo indo para cima, testando os seus limites, porque não se contém diante da necessidade do Senado. Ele sabe que são a...

Parte forte dessa relação, que o poder está com eles. E eles vão andando, andando, andando. E o Senado cada vez mais pequenininho, pequenininho, pequenininho. Até que não vai servir para mais absolutamente nada. É disso que estamos tratando. É isso que estamos vendo. E os senhores e senhoras senadores assistindo.

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É interessante essa análise do Beraldo, porque muito se cobrava, né, algum tipo de movimento por parte do Senado Federal. Deixa eu chamar o Bruno Musa para fazer a reflexão sobre o que foi apresentado pelo relator da CPI do Crime Organizado, qual foi o impacto daquele relatório na Suprema Corte, vimos manifestações de alguns ministros, e agora essa notícia, né, a tentativa, o entendimento de alguns que é preciso restringir...

Os poderes de uma CPI defendem a restrição para quebras de sigilo e também o acesso às provas. É algo que nós vimos em várias investigações no Congresso Nacional. CPIs e CPMI. Você, Moza.

O problema, Caniato, é que eles não defendem uma ideia porque eles acreditam que é melhor para o país ou que será melhor para o avanço do país. Um debate de ideias como deve ser saudável. Eles vão mudando de opinião conforme os fatos vão chegando neles mesmos.

Conforme eles vão sendo ou indiciados, ou citados, ou mencionados em mensagens, ou contratos divulgados, ou investidores em hotel, onde quer que seja, conforme vai chegando perto, eles vão mudando o seu entendimento, de acordo com a atuação do Legislativo. Mas ora, o Legislativo legisla. O Judiciário deveria guardar a Constituição, o Supremo Tribunal Federal. Mas não é isso que eles fazem. A gente já viu uma ação política...

e até o judiciário legislar quando foi a ação lá do IOF lá atrás, quando queriam aumentar o imposto para fins arrecadatórios. Deu toda aquela discussão e acabou numa canetada monocrática dentro do judiciário. Agora o que nós vemos é um claro avanço desse poder...

para com outro poder, limitando, inclusive, o que uma CPI permite por lei. Então eles vão avançando conforme as coisas vão chegando nele. Mas, pelo visto, o teto de vidro é muito grande. Será que cada vez, ou cada pedra que cai nesse teto de vidro, eles terão um novo entendimento, cerceando, por fim, um dos poderes da República, que é o Legislativo?

Hoje eu estava vendo uma análise até de um político lá de fora falando que talvez no século XIX tenha sido o século do Legislativo, no século XX do Executivo e que no século XXI, pelo visto, é do Judiciário. Talvez esse seja o mais sério. Se de fato ele avançar dessa maneira, eles têm todo o caminho para ser o mais autoritário de todos. Afinal de contas, quem freia o Judiciário?

Se ele acaba por determinar o poder do Legislativo e depois do Executivo, quem vai frear o Judiciário? Se ele pode mudar a Constituição, alterar os limites da CPI? A gente já viu, por exemplo, ele falando, um dos ministros da Suprema Corte, mencionando a respeito que se o Senado pautasse o impeachment de um dos ministros, eles vetariam. Ora, mas não é o Senado que cabe fazer isso?

Por que o outro poder avança e fala eu vou vetar o que cabe ao outro poder? Quem veta esse poder? Quem segura ele? E aqui é o grande perigo. Portanto, talvez, a gente deva entender o perigo que isso está acontecendo sobre todas as nossas vidas, independente do espectro político ideológico de alguém. E isso é extremamente importante. Porque o perigo, ele é real e pra todos. E aqui eu faço um chamado até ao Legislativo.

Vai todo mundo se calar? Uma grande maioria se calaram? Eles estão entrando na sua casa, mandando na sua família, determinando o que vocês fazem, mudando as suas regras. Vocês foram eleitos pela população.

A grande minoria foi eleita pelo voto direto, ainda uma disfunção da política brasileira, mas se calarão todos? E assistiremos essa intromissão do judiciário no que caberia ser do legislativo até onde? Porque isso afeta a todos nós, os civis comuns, todos os brasileiros.

Pois é, deixa eu passar para o Roberto Mota também analisar essa situação. Você, Mota, como interpreta essas sinalizações da justiça, no caso, a Suprema Corte, e qual você acha que será a resposta do Senado ou o que você acha que deveria ser feito?

A filosofia do ativismo judicial é avançar sobre os outros poderes. Então não há nenhuma novidade nisso. Se possível, neutralizar completamente os outros poderes.

Afinal, para que essa besteira de eleger representantes através do voto? Esses representantes não sabem nada. Quem sabe são os magistrados. Ora, daqui a pouco vão criar uma regra dizendo o seguinte. Os parlamentares têm que conduzir as CPIs falando na língua do P. Se falar português...

tá inválido. Ou então vão dizer, olha, as CPIs só podem funcionar em dia de chuva. Qualquer regra vale. Não precisa tá na Constituição, não precisa ter uma lei, não precisa fazer sentido. A surpresa é que ainda não pediram guilhotina pros parlamentares que ousarem criticar os ministros.

Pois é, deixa eu chamar o Dávila, porque o Dávila, se a gente pegasse o arquivo de programas, os pingos nos is e voltássemos, sei lá, uns seis, sete, oito meses, as pessoas iriam acompanhar, né, Dávila, umas discussões nossas que tratavam sobre autocontenção. Você se lembra? Quais medidas poderiam apaziguar?

e melhorar a relação entre os poderes. A gente está vendo que a caminhada está no sentido oposto. Estão jogando mais pólvora na história. Exatamente, Caniato. Tudo aquilo que nós poderemos esperar que partisse do próprio Supremo, nada aconteceu. Aliás, um pequeno ato que foi a proposta do presidente Fachin de um código de ética.

foi rechaçada imediatamente, justamente ou coincidentemente, por ministros envolvidos. Nesse caso do Banco Master, não é uma coincidência interessante essa? Aqueles que mais criticaram o tal do Código de Ética, de repente apareceram com seus familiares envolvidos em fundos comprando resort, ou com contratos milionários de escritório de advocacia.

com uma principal figura do Supremo Tribunal Federal. Então, assim, é uma vergonha. Mostra a cara de pau que se chegou. Não tem nada de contenção. O que eles estão fazendo é dobrando a aposta na arbitrariedade.

E quanto mais dobra a aposta na arbitrariedade e medidas de exceção, mais se distancia da Constituição, da lei e mais mergulha o Poder Judiciário Supremo Tribunal Federal no descrédito. Caniato, não tem nenhum exemplo da história na qual a arbitrariedade e regime de exceção melhorou a liberdade e a democracia. Não existe nenhum exemplo.

E não é dessa vez que vai acontecer. Então, o que esses ministros estão fazendo é afundando a credibilidade do Supremo Tribunal Federal, é prejudicando e enfraquecendo um pilar fundamental da democracia, que é um poder judiciário forte, discreto, e que tem esse papel apenas de intérprete da Constituição. Amém.

O Supremo hoje faz papel de intérprete e jogador. Não, quem é jogador, de acordo com a Constituição brasileira, é aquele que tem voto popular, ou seja, representantes do povo eleitos, como deputados, parlamentares, senadores, governador, presidente da República, etc.

Esses são os únicos que têm a legitimidade na Constituição para legislar e implementar políticas públicas e governar. O papel do Supremo, um órgão não eleito, é apenas ser o árbitro do jogo. Agora, como é que você vai pitar o jogo e aí jogar o jogo também? Não dá, não existe. Então...

O que está acontecendo com essa ausência de autocontenção é cada vez mais destruindo a reputação do Supremo Tribunal Federal, que já prestou grandes serviços à nação e à democracia.

Pois é, o Supremo hoje tem dez integrantes, né? O ministro Barroso se aposentou e aí estamos às vésperas de um processo de admissão de um novo indicado, de um novo integrante. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, porque é sabido, né, Beraldo, que há uma divisão dentro do colegiado, né? Então, há um movimento.

dentro do Supremo, de não endossar tudo que uma figura, ou que algumas figuras que ganharam destaque nos últimos tempos, e esse grupo é criticado por alguns integrantes.

Mas quando a gente fala em autocontenção, em mudar a postura do Supremo, enviar algum tipo de mensagem ou dar um passo no sentido da autocontenção, pois bem, falou-se na iniciativa de Edson Fachin, criar um livro de regras, um código de conduta para os integrantes da Suprema Corte. O Dávila e o Motta também mencionaram em sugestão que foi rechaçada.

Mas só isso bastaria? Quais outros aspectos você entende que poderiam servir como um freio de arrumação? Por exemplo, o caso do Banco Master. Se integrantes fossem expostos, isso poderia mudar de alguma maneira a postura de outros integrantes da Suprema Corte de cobrarem, olha, alguma coisa tem que ser feita aqui, não é possível que a gente passe por isso.

Verdade, Keneta, o problema começa lá atrás. Esse problema que se criou dentro do Supremo Tribunal Federal, a Corte Máxima do Judiciário Brasileiro, ela tem na sua origem a deturpação nas indicações para a Corte.

A Constituição é muito clara, ela fala em notável saber jurídico, ou seja, um saber jurídico tão elevado que ele é notado, reconhecido, aplaudido por pessoas do universo jurídico e a reputação ilibada.

Isso se conquista a partir de uma vida de trabalho. Não é uma coisa que você tem depois de sair da faculdade. A pessoa, para ser reconhecida no universo em que atua como uma referência, como aquele que tem um saber elevado, ela precisa construir isso. Precisa, muitas vezes, participar da vida acadêmica, escrever livros, dar palestras.

Conquistar esse respeito. A reputação ilibada vem de uma vida vivida de forma contida, com base na ética. Respeitando os espaços, respeitando o próximo e, sobretudo, respeitando a coisa pública.

Quando esses elementos, essas referências elementares foram esquecidas e deram espaço, então, para a amizade, para a fidelidade, para o compromisso com os interesses de quem indica?

Aí a coisa começou a desandar. Quando o Supremo tem que discutir um código de ética, primeiro, nós estamos diante de uma situação que evidencia que aqueles que estão lá não podem ter uma conduta ilibada, uma reputação ilibada, porque é necessário, é essencial para se ter...

Uma reputação ilibada que se haja sempre com ética. Então, ética já virou algo...

que precisamos conversar sobre. Vamos fazer um código de ética. Aí você tem o outro lado. A edição de um código de ética permitiria que todos os crimes ou todos os maus comportamentos até então fossem perdoados, esquecidos, porque, afinal de contas, não tínhamos um código de ética, não sabíamos que éramos obrigados a agir com ética. Mas agora está claro, a partir de agora vai ficar tudo bem. A gente vai se comportar.

Só que isso não foi o único fator. Isso se combina como, por exemplo, a decisão do próprio Supremo, que é legal, razoável, que é ético, que está tudo bem. Parentes diretos dos ministros atuarem na corte, assim como nas outras cortes em que os parentes dos ministros, embargadores, etc., também atuam.

Isso tudo vai se confrontando, vai se conflitando, só que o interesse é geral. Não há uma maioria ali, Caniato, que esteja ilesa de um escrutínio detalhado sobre todos esses conflitos. Então fica muito difícil a gente imaginar que o Supremo hoje tenha condições de sozinho...

reestabelecer a sua condição moral e ética de atuar dentro daquilo que a Constituição estabelece para o próprio tribunal.

Nós não vamos ver da forma que está hoje e com este Senado que não atua da forma que deveria, nós não vamos ver nenhuma mudança significativa. Você que nos acompanha defende uma reforma no judiciário? Por exemplo, há estabelecimento de mandato.

para ministros da Suprema Corte, foi admitido, ficaram 10 anos como ministro do Supremo, ou 12. O que você acha dessa ideia? Se puder, vote na nossa enquete do dia, porque a gente tratou disso em alguns momentos do programa. Teve a notícia sobre o programa de governo de Romeu Zema.

Agora a gente trata dessa manifestação do judiciário, ou essa é a intenção. Eu acho que seria legal se você compartilhasse com a gente o que pensa a respeito de uma reforma no judiciário e também a criação de algumas regras. Deixa eu só passar rapidamente para o Musa, fechar essa discussão. Você, Musa, vou passar então a pergunta que nós fizemos na nossa enquete.

Para você também compartilhar, você defende uma reforma ampla no judiciário, inclusive estabelecendo algumas novas regras para o Supremo, como estabelecimento de mandato, ou esse aspecto destacado pelo Beraldo, mas que foi mencionado também por Romeu Zema, a proibição de que parentes de ministros tenham escritórios de advocacia ou atuem em casos que corram na Suprema Corte. Enfim, ele mencionou algumas coisas e também idade mínima.

segundo ele, Romeu Zema, defendendo que idade mínima para entrar no Supremo deveria ser 60 anos, enfim, são ideias que ele compartilhou ali você acha que são boas ideias? Claramente são ideias boas são ideias necessárias a gente pode discutir, debater, mudar um ponto aqui, outro acolá, mas a gente precisa começar a discutir o ambiente macro dessa mudança e elas são completamente urgentes eu sou totalmente a favor de descentralização um caniato, porque

Toda política vem carregada de incentivos perversos. O que significa os incentivos perversos? Para aqueles que comandam a máquina pública, eles têm toda a tendência de centralizar trilhões de reais do orçamento público em suas próprias mãos. Então, eles fazem a divisão, eles escolhem para onde vai, em qual valor vai. Eles têm um alto poder.

com trilhões de reais de 200 milhões de brasileiros. Fica muito claro que essa relação risco-retorno-custo-benefício é muito ingrata. Ingrata para 200 milhões de brasileiros e muito grata para pouquíssimos que comandam a máquina pública. Então, o que a política deveria fazer é evitar mitigar ao máximo, tender a zero ao máximo, essa... στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα

Esse conflito de interesses, esses incentivos perversos para aqueles que comandam o poder. Só que são eles, em última instância, que votam as mudanças. Como é que a gente faz agora para que esses que têm os incentivos em suas próprias mãos, trilhões nas suas mãos para distribuir dentro do orçamento, permitido por lei, para que isso seja descentralizado? Todo ser humano tem seu preço.

Então, o que nós temos que fazer é que aqueles servidores públicos que lidam com o dinheiro do pagador de imposto tenha o menos poder em suas próprias mãos. Caso contrário, em algum momento nós veremos uma boa maioria, sempre há exceções, se corromperem por esse processo.

Então, a descentralização é urgente e necessária. E essas medidas citadas passam por esse processo. Ou seja, uma indicação que não venha do executivo, uma idade mínima, porque isso pressupõe, não necessariamente, mas é um critério importante de experiência, de conhecimento.

Então, tudo isso são debates que passou e muito do tempo para o Brasil trilhar um caminho minimamente sério. Porque nós não estamos parados no tempo. Nós estamos retroagindo. Em termos reais, estamos ficando mais pobres, menos livres e com mais poder na mão desses poucos.

Pois é, tem uma outra sugestão, porque eu participei de um outro programa. Além dessas sugestões de Romeu Zema, tem uma defesa que alguns fazem de aumentar o número de cadeiras, de aumentar, por exemplo, para 15, não, para 16 cadeiras. Inclusive, no passado, o Supremo tinha um número maior de cadeiras, creio eu, 16 ministros há boas décadas atrás. Deixa eu passar para o Mota também trazer apontamentos a respeito de...

Talvez um movimento de autocontenção, quais correções poderiam ser feitas, ou quais são as alternativas, né, Mota? Como não existe o Supremo do Supremo, não há uma instância acima do STF, há muitas dúvidas sobre como seria esse processo, né? Porque se depender do Supremo para avaliar os seus próprios erros ou aquilo que não está bem, muitos acham que talvez isso não aconteça, né? Então, quais seriam as alternativas? Porque é um processo de...

estabelecimento de uma nova constituição, isso seria talvez muito demorado e politicamente muito difícil.

Na verdade, existe o Supremo do Supremo, Caniato. Na teoria, você está falando do povo, né? O povo, através do seu voto, tem inclusive o poder de dizer que quer uma outra Constituição. Apesar da opinião de alguns juristas, uma opinião que eu acho muito curiosa, que acha que essa Constituição que nós temos hoje vai ser para sempre, absoluta, definitiva, possuidora de toda a verdade.

Eu vejo que nós temos dois problemas. Um problema que se origina do formato e das atribuições que a Constituição de 1988 deu à Corte Suprema.

A Constituição de 88 criou um tribunal que não é apenas uma corte constitucional. Ele julga, ele faz investigações criminais de pessoas com foro privilegiado.

E ele trata também de outras questões que não são constitucionais. Inclusive, alguns ministros da Suprema Corte participam do Tribunal Superior Eleitoral, que supervisiona as eleições. Isso é um poder gigantesco, mesmo nas melhores condições. O segundo problema... στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα στα

É o ativismo judicial. Aproveitando esses superpoderes que a Constituição de 1988 deu, nós vemos uma interferência cada vez maior nos outros poderes, ao ponto de praticamente anular os outros poderes. Como é que você resolve isso? Se os problemas são dois.

A Constituição de 88, que criou o tribunal dessa forma, e o ativismo judicial. Bom...

Existe uma proposta, que eu já mencionei aqui, do jurista Luciano Irineu de Castro, que envolve uma proposta de emenda constitucional, que crie uma nova corte estritamente constitucional. Então, substitua essa que existe hoje por uma outra.

cujas atribuições serão apenas examinar a constitucionalidade de um pequeno número de questões. E nessa mudança constitucional se acaba com o foro privilegiado e se tira da constitucional quaisquer outras atribuições que serão colocadas em outros lugares. Essa proposta é muito mais simples do que fazer uma outra constituição.

Essa é uma proposta de emenda constitucional, ela pode ser apresentada por várias entidades da República e pode ser aprovada pelo Congresso Nacional. Só precisa para isso existir um consenso de que esse é o melhor caminho e também uma boa dose de coragem no nosso Congresso Nacional.

Pois é, seguiremos atentos, monitorando essas movimentações. Qualquer novidade, a gente traz aqui a analisa com os nossos comentaristas. Eu quero só retomar uma análise que nós estávamos fazendo em relação a uma entrevista que foi concedida para o Flávio Bolsonaro à Jovem Pan Curitiba. Em uma das perguntas, em uma das intervenções dele, o pré-candidato ironizou ao falar que Lula...

tem a camisa 10, que a camisa 10 é de Lula. O senador citou que o apelido é para justificar que as falas públicas de Lula acabam ajudando a ele, ajudando Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral. Vamos acompanhar. Olha, o adversário está batendo desespero, ele acompanha pesquisas também, ele sabe que está passando por um momento de muita dificuldade, não é de agora, porque...

Está claramente na mente dos brasileiros, o Rafaela, que o Lula virou uma mercadoria vencida. Ele é aquele produto que já está muito fadigado, ideias atrasadas. Ele tem um discurso bonitinho, fofinho, nem tanto mais porque quer conhecer um comunista, deixa ele falar. Então o Lula está falando aí, está sendo o meu camisa 10, está sendo maravilhoso. Ele continua falando bastante e mostrando de verdade quem ele é, o que ele pensa.

Tá aí, Flávio Bolsonaro dizendo que a camisa 10 é de Lula, mas não do time adversário, do time dele. Ou seja, Lula estaria ajudando Flávio nessa pré-campanha eleitoral. Você, Cristiano Beraldo, a gente tem acompanhado muitas falas, muitas manifestações do presidente Lula sobre...

Diversos assuntos, né? De guerra, a mulher na política, quando fala da torcida do Corinthians, enfim, ele tem cometido muitas gafes, né? Muitos indicam, ah, mas quando ele fala de improviso, ele acaba tropeçando nas palavras. Ah, não foi bem isso que ele quis dizer. Ah, foi um ato falho.

O que é preciso considerar em relação a esses lapsos do presidente Lula? Muitos chegaram a comparar isso à performance de Joe Biden. E aí, Flávio, fazendo a reflexão que isso o ajuda durante essa pré-campanha.

que ajuda, porque na verdade nós estamos vendo primeiro Lula sendo autêntico, ele falando aquilo que ele realmente pensa, expressando ou exprimindo as opiniões que ele efetivamente tem, então tudo isso que ele está falando é o que ele realmente pensa, é o que ele deseja

E isso colocar da forma tão repetitiva quanto tem acontecido, demonstra que tem algum problema ali. E nós combinamos esses episódios com essas postagens também, que estão sendo frequentes, que mostram Lula...

fazendo exercício, caminhando, sempre mostrando um vigor físico para contrapor essa percepção de que ele não está bem, de que tem alguma coisa errada com a saúde dele. Só que isso não cola. O que ele fala está falado, está registrado, está filmado, está divulgado. As pessoas tomam conhecimento, algumas pessoas riem, outras ficam indignadas, mas todas ficam com essa percepção que, opa!

Não podia ter falado isso, não deveria ter falado aquilo, não é assim que se refere à mulher. Tivemos tantos episódios de misoginia, para usar a palavra da moda, de preconceito e tantas coisas erradas. E aí o público vai percebendo que...

Fica difícil para o presidente. Não é à toa que a rejeição dele vai subindo e o número de pessoas que admitem que podem trocar o voto também. Isso tem muito a ver com essa situação hoje que a população percebe em relação a Lula. E aí, óbvio que isso ajuda a Flávio, porque ele é o grande opositor de Lula nesse momento. Então, as pessoas tendem a olhar para o outro lado. E do outro lado...

Do outro lado, de uma forma mais evidente, está Flávio Bolsonaro. Então, a análise dele faz sentido, sim, e acredito que a imagem de Lula está sendo prejudicada por essas declarações.

Pois é, senador, afirmando que as declarações que vêm sendo feitas pelo presidente da República acabam ajudando muito nessa pré-campanha. Deixa eu chamar o Bruno Musa para analisar também a maneira como o presidente da República trata de alguns temas, né? Para alguns temas, digamos que ele acaba...

defendendo a agenda talvez do seu partido ou do espectro político que ele atua há tanto tempo. Em outros ele acaba derrapando, ele acaba escorregando.

fala talvez de improviso e acaba, inclusive, deixando pessoas do seu próprio partido ou pessoas dos grupos nos quais o apoiam, assim, de cabelo em pé, né? Poxa, ele falou isso, meu Deus, ah, não, mas eu acho que ele cometeu um erro, escorregou na casca de banana. Isso num processo eleitoral tende a prejudicá-lo muito, né? Porque em algum momento vão questionar, inclusive, a...

rapidez de raciocínio e a capacidade de governar o Brasil por mais quatro anos, né, Musa? Claro, mas isso expõe também muito daquela hipocrisia que eu mencionei ontem do Lula, porque ele fala coisas que ele acredita, só que não é o que ele prega. Isso é um dos grandes problemas, inclusive da esquerda. Afinal de contas, uma boa parte deles pregam outro sistema, só que não quer viver naquele sistema.

E justamente isso te coloca em saia justa, especialmente em momentos mais complexos. Veja, o Lula vem, vale lembrar, gente, ele está com 80 anos. É normal, com uma agenda cheia, com toda a vida. Enfim, que ele já tenha confundido nomes. Dado, como você muito bem lembrou, Caniato, aquele lance sobre as mulheres e a torcida do Corinthians, que foi patético, por assim dizer.

Imagina se fosse alguém da direita dizendo isso, como ele cairia matando em cima. E aí que a gente vê que uma boa parte das pessoas e até da grande mídia tradicional ali, ela enaltece o Lula pelo seu histórico e diz que foi apenas um erro, um tropeço quando ele fala esses absurdos. Quando é alguém do outro lado, já cai matando. Alguém que é misógeno, alguém que é isso, que é autoritário e etc.

Mas não, fica muito claro, por erros recorrentes, por improvisos do próprio Lula, que talvez a idade realmente tenha chegado e que o esquecimento faz parte. A gente viu agora o que aconteceu, por exemplo, com o Joe Biden nos Estados Unidos. Aquele triste, não vou nem dizer qualquer outra palavra por eu não concordar com o espectro político ideológico de Joe Biden. Foi triste o que nós vemos.

Aquele debate. Uma pessoa com 80, 80 e poucos anos de idade, completamente perdido, o olhar perdido, ele não sabia o que falava. Um país de mais de 300 milhões de habitantes dos Estados Unidos, o principal país do mundo, vendo aquela cena triste de um senhor completamente perdido num debate. Quem jogou essas pessoas aos leões?

Voltando aqui ao Lula, é praticamente a mesma idade. Será que ele não pode estar passando por algo parecido de esquecimento, de realmente não ter mais um improviso que fez com que ele e suas narrativas falaciosas e mentirosas ao longo da vida surtisse efeito nas pessoas? Somado a isso...

Nós vemos hoje uma população mais inteirada das coisas. As informações correndo mais, um ciclo econômico que já durou 15, 20, 25 anos de endividamento e atinge o seu ápice agora. Então, no começo, quando havia espaço para se endividar, era bonito. Agora não. Agora as pessoas estão atoladas em dívidas com a inflação corroendo o poder de compra dessas pessoas. Então, aquele mesmo discurso...

que antes, por improviso, era uma narrativa falaciosa, mas as pessoas compravam porque é bonito e é fácil de acreditar. Agora, por um lado, ele não mais improvisa de forma rápida e aquele discurso não cola mais. Então você tem um combo completo. E aí, quando o Flávio fala isso, que ele é o camisa 10, me lembrou muito aquela frase que é atribuída até a Anaboleão Bonaparte, quando o seu inimigo estiver errando, não interrompa. É basicamente isso que ele quis dizer, que o Lula é o camisa 10 dele.

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Pois é, a gente vai continuar trazendo os principais destaques, as análises com os nossos comentaristas. Reforço que a nossa enquete está publicada no portal da Jovem Pan e no YouTube do programa Os Pingos nos Is. Eu conto com a sua participação. O intervalo é super rápido, que faremos agora, um minuto e vinte. Eu conto com você. Fique por aí. Os Pingos nos Is. Jovem Pan.

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E aí

Copywriting é um conjunto de técnicas e estratégias centenárias, usadas para atrair, criar conexão, convencer e vender literalmente qualquer coisa para qualquer pessoa. Meu nome é Rafael Bertoni, eu sou conhecido como o primeiro copywriter profissional do Brasil. Nos últimos 10 anos, eu gerei mais de 150 milhões de reais em vendas, usando exatamente o que eu vou te ensinar. Acesse newcursos.com.br e venha descobrir o mundo do copywriting.

Criticar é entender o mundo. Criticar é questionar o que vemos. É olhar para os fatos e perguntar o que isso realmente significa. No Visão Crítica, o questionamento é a chave. Cada dia é um tema do que acontece no momento, com uma chance de enxergar além. Visão Crítica, de terça a sexta, às dez da noite, na Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes desta quinta-feira, sempre contando com a análise, com a reflexão, com as discussões entre os nossos comentaristas. Tem mais uma informação. O Tribunal de Contas da União revelou que a Força Aérea Brasileira realizou 111 voos transportando apenas um passageiro entre os anos de 2020 a 2024.

Essa auditoria mostrou que o governo poderia ter economizado mais de 36 milhões de reais se essas autoridades tivessem priorizado voos comerciais. E afirmou que a maioria dos voos analisados carece de uma justificativa plausível para o uso dos aviões da FAB.

Segundo o tribunal, a aeronáutica não possui controle interno para impedir que as pessoas não autorizadas pelo decreto que regulamenta o transporte oficial utilizem esse serviço. No período, o órgão também destacou que mais de 1.500 voos transportaram apenas cinco passageiros.

Chegou a receber a rede agora? Toda a rede Jovem Pan conectada em Os Pingos nos Is e a análise, a notícia em destaque, a FAB realizou pelo menos 111 voos com apenas um passageiro. Deixa eu começar com o Luiz Felipe Dávila, porque a partir disso a gente pode ampliar a reflexão e as discussões, né? Quando a gente fala do...

O uso do dinheiro público ou os benefícios e privilégios para alguns e a necessidade de que alguém tenha coragem de alterar o regramento ou não permitir esse tipo de coisa, porque é dinheiro de todos nós, né, Dávila?

Dinheiro de todos nós e nós temos que acabar com essa república de privilégios. Privilégio é coisa de monarquia do século XVII. Não é coisa de uma república do século XXI, onde a lei é igual pra todos. Agora...

Esse negócio não é só o gasto do dinheiro público, é o ato em si, como é imoral usar um avião do Estado para transportar uma única pessoa simplesmente porque ele se sente naquele privilégio de ser uma autoridade. E a autoridade tem tudo.

Tem que ter garçom, tem que ter 30 assessores, tem que ter carregador de pasta, tem que ter avião privado. Não tem que ter nada a isso. Isso é a prova da imoralidade do mau gasto do dinheiro público. Aliás.

Se essas autoridades utilizassem mais os aviões comerciais, quem sabe teriam a chance de sair dos seus gabinetes, do seu ar-condicionado e conversar com pessoas de carne e osso, com o mundo real, parar de ver esse mundo fantasioso que é visto pelas lentes daqueles isolado nessas torres de marfim.

distante do povo e detomando decisões que afetam a vida de todos nós. Por isso, um pouco de realismo e contato com o povo é muito bom. Mas, evidentemente, tem algumas pessoas, como alguns ministros do Supremo, que talvez se entrarem num avião serão vaiados, no mínimo, o voo inteiro.

Pois é, o governo aponta nesse estudo que se os aviões tivessem sido ocupados por mais pessoas, haveria naturalmente uma redução no número de aeronaves utilizadas. Ou se essas figuras que voaram sozinhos, se eles tivessem comprado um ticket, a economia seria superior a 35 milhões de reais. Deixa eu chamar o Bruno Moussa para avaliar essa situação. Você, Moussa.

Quando a gente fala de uso do dinheiro público, é preciso considerar também os dispositivos que estão aí disponíveis para que haja um controle. Porque não é possível que um servidor passe a mão no telefone, ligue para o departamento responsável e fale, olha, reserva o avião que eu estou indo para Trancoso.

na sexta-feira, não é possível. Tende a haver um protocolo de justificativa para autorizar ou não esse tipo de situação, porque senão o camarada está indo passear, viajar, levar família e utilizando uma aeronave que seria utilizada para questões importantes da República.

Mas é isso que acontece, Caniato. Infelizmente, isso virou uma cultura do Brasil. Voltemos àquilo. Seria repetitivo até exaustão. Quantas vezes for necessário para frisar esse meu ponto aqui, é cultural brasileiro. Você sabe de quem eu sou filho? Você sabe com quem você está falando? Você sabe por que eu posso parar o carro aqui na frente do estabelecimento? Quem sou eu para pegar fila?

É mais ou menos a mentalidade que foi implementada no Brasil ao longo das últimas gerações. E quando nós chegamos num nível desse, quando você centraliza o poder na mão dos poucos, como eu fiz no meu comentário anterior, você privilegia e dá todos os incentivos perversos para que essas frases sejam verdadeiras. Ora, quem sou eu para andar num roubo comercial e pegar fila num aeroporto?

E daí que eu peguei o avião sozinho? Eu sou o fulano de tal. Eu sou da família tal. Eu sou da linha política que comanda esse Estado por não sei quantos anos e décadas. Quem sou eu para ir a um aeroporto convencional? E isso, muitas vezes, é feito por pessoas que dizem pregar aquela tal justiça social, que não é justa nem social, a tal igualdade entre as pessoas para todos.

Menos para eles. Enquanto isso, nós somos obrigados a financiar esse tipo de coisa. Veja, há pouco, nós vamos comentar mais adiante, o ministro do Lula falou que se tiver que endividar o Estado, fará mais vezes ainda, falou hoje. Só que as pessoas pouco sabem, ou começam a saber agora, que esse nível de endividamento quem paga conta é ele, especialmente os mais pobres. Então, essas pessoas que...

Pegam esse avião, gastaram esses milhões aí, fazem várias outras ações que desperdiçam o dinheiro do pagador de imposto, que ao longo do tempo vai criando todo esse rombo e essa mentalidade do... Você sabe com quem está falando?

Enquanto o brasileiro não entender que o dinheiro do pagador de imposto e que as pessoas estão lá para serem servidores da população, nós continuaremos tendo esses semideuses intocáveis que nós sequer podemos questionar e somos obrigados a financiar.

Cristiano Beraldo, também queria escutar o que o Beraldo pensa a respeito, uma revelação importante, né? A FAB realizando mais de 110 voos com apenas um passageiro, como se fosse um motorista particular. Pra onde vamos? E aí pega uma aeronave, que certamente tem custo de centenas de milhares de reais, pra combustível, por exemplo, pra transportar uma pessoa, Beraldo.

Zé Caniato, o problema não é existir a FAB, o problema não é que figuras do alto escalão do comando do país tenham a possibilidade de usar aviões jatos privados para poder se deslocar com mais eficiência, mais rapidez, porque essas pessoas, em tese...

Elas estão cuidando de interesses muito urgentes, que valem muito. Assuntos que precisam ser resolvidos. A gente olhar para os Estados Unidos, os Estados Unidos tem uma frota imensa. O governo norte-americano tem uma frota imensa. Inclusive de jatos transcontinentais. É tão grande que chega a ser maior até do que a do Daniel Vorcaro, para vocês terem uma ideia. Agora, é usado conforme uma necessidade efetiva.

Não tem problema viajar uma pessoa ou tem problema viajar uma pessoa, assim como não tem problema viajar dez pessoas ou tem muito problema viajar dez pessoas num avião. O que a gente precisa saber é o critério para justificar o pedido de uma aeronave.

que às vezes vai levar o sujeito para um evento, para ele dar uma palestra, para ele inaugurar uma obra que só tem interesse eleitoral para ele próprio, porque é lá no estado dele, que ele quer fazer cena. Chega aí, coloca lá as pessoas para registrarem ele saindo do avião da FAB. Como se fosse a pessoa mais importante do mundo. Não é, é um picareta.

É um sem-vergonha. É um sujeito que não tem noção nem consciência da sua responsabilidade ao exercer um cargo no alto escalão do governo.

E essas pessoas não estão acostumadas com essa vida. A maioria desses que estão aí levam uma vida que, se não forem sem vergonhas, uma vida dura para pagar suas contas. Dão graças a Deus quando tem que ir. Podem ir de avião, não precisam de ônibus. Aí chegam no governo, pronto, viraram reis. Vão lá usar avião da FAB, é motorista, é garçom, é apartamento, casa funcional. É o escambar.

Essa loucura que existe na cabeça das pessoas que não estão habituadas nem qualificadas para exercer o cargo é que a gente vê quando um governo monta essa gigantesca estrutura de 40 ministérios que não servem para absolutamente nada que não dar prejuízo à população brasileira.

Pois é, a gente vai seguir nesse tema, o Mota também vai analisar essa notícia, mas a gente precisa fazer um rápido break comercial, muito rápido mesmo. Voltaremos em um minuto e meio. Até já. Os Pingos nos diz, Jovem Pan.

Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.

Nós estamos na linha de frente da informação, trazendo visão e opinião. Toda semana, quatro mulheres especialistas se reúnem. E eu, Beatriz Manfredini, fico no centro desse debate. Na mesa, os fatos que marcaram a semana. Política, economia e assuntos internacionais em debate. Esse é o Linha de Frente. Sábado, seis da tarde, na Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. E antes do break comercial, antes do intervalo, nós falávamos sobre um levantamento que aponta para o uso de aeronaves oficiais, aeronaves da FAP. E aí tem uma indicação de que pelo menos em 111 oportunidades, as viagens foram feitas com essas aeronaves, foram feitas somente com um passageiro.

E aí, nesse mesmo levantamento, há um apontamento, uma informação que acaba fazendo uma comparação. Se essa pessoa que voou sozinha tivesse comprado um bilhete em um avião comercial, um voo comercial, nas companhias aéreas...

o Estado teria economizado pelo menos 36 milhões de reais. Enfim, a discussão discorre não somente sobre a falta de controle, mas também sobre a questão moral.

Um gestor público aceita viajar sozinho em uma aeronave, sabendo que isso custará centenas de milhares de reais, ou até mais de um milhão de reais, por exemplo, em um deslocamento. Para uma pessoa... Deixa eu passar para o Roberto Mota.

Mota vai trazer também os seus apontamentos. Eu acho que há alguns elementos para nós analisarmos. Mota, eu só estou fazendo essa introdução aqui porque a rede está chegando e aí todos vão acompanhar na íntegra a avaliação, a reflexão do Mota para esse assunto Força Aérea, realizando 111 viagens com apenas um passageiro. Você, Mota.

Milton Friedman já explicou que a única forma de controlar os gastos do governo é cortando os impostos, é tirando o dinheiro do governo. Só quando falta dinheiro é que o governo controla gastos. Eu queria saber por que um servidor público precisa voar de jatinho.

E é uma pergunta honesta, por que ele não pode sempre pegar um voo comercial? Eu acho que só existe uma justificativa para usar um jatinho. É quando se trata de uma emergência. Há um assunto que não pode esperar, o servidor precisa estar lá, é um caso de vida ou morte, ou de grande prejuízo. Tirando isso...

compra a passagem, entra na fila, igual a todos os outros. E aí eu faço mais uma pergunta. Por que o Congresso não aprova uma lei? Esse Congresso que aprova leis todos os dias, sobre todos os assuntos, aprova uma lei dizendo isso.

nenhum servidor público, independente de cargo, de posição, de título, da roupa que ele veste, ninguém pode andar de jatinho, a não ser que seja em caso comprovado de emergência. E eu sei porque o Congresso não sugere e não aprova uma lei como essa. É porque há congressistas que também adoram o jatinho.

Pois é, a gente vai seguir acompanhando. Então, essa investigação, essa apuração, qualquer informação adicional, a gente traz aqui e analisa e discute com os nossos comentaristas. Em ano eleitoral, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo Lula pode aumentar o endividamento das contas públicas para realizar as chamadas ações populistas.

Duas das maiores preocupações do Planalto são combustíveis e o preço dos alimentos, que atingem, claro, diretamente a população. Segundo o aliado de Lula, o governo prepara um conjunto de medidas para conter os impactos sobre os consumidores. Estimativas apontam que o custo dessas ações já ultrapassam 400 bilhões de reais. Começar com o Luiz Felipe Dávila.

Dávila, dá para chamar do pacote de bondades, aquilo que vocês já indicavam que iria acontecer em ano eleitoral? Uma força-tarefa virá aí para, de alguma maneira, melhorar a relação do governo com a maior parte da população. É isso que muitos veem.

É uma mentira isso, Caniato. Um governo endividado que vai aumentar gasto público pra tentar agradar o eleitor vai pressionar ainda mais o crescimento da dívida do país e o aumento da taxa de juros.

E essa é sentida no nosso bolso imediatamente. A escalada do juro é a escalada do buraco que se cava todo brasileiro que está endividado. Não é à toa que nós estamos falando mais de 130 milhões de brasileiros estão endividados.

Por isso, Caniato, esta ajuda vai custar cada vez mais caro e vai deixar cada vez mais irritado e indignado o cidadão brasileiro com um governo populista que parece que está em fim de festa, com a cara cheia e não sabe o que fazer.

Deixa eu passar. O Bruno Musa até chegou a mencionar essa manifestação do ministro do governo. Musa, muitos entendem ou leem essa manifestação, essa estratégia, como um tudo ou nada. Vamos para o tudo ou nada. Agora, alguém vai pagar essa conta depois, né?

Esse é um profundo conhecimento do que é o processo de alta dos preços. Quando ele fala que ele aumenta a dívida para baixar preço, ele mostra uma profunda ignorância com relação ao ponto econômico. Porque a alta dos preços nada mais é do que uma resposta a uma moeda que vale menos. E a moeda vale menos porque você é mais endividado. Sendo mais endividado, você tem uma oferta maior da moeda do que a demanda. Então ela vale menos.

O que ele está falando é que ele vai usar mais do recurso que levou ao endividamento.

se endividando. É antagônico em si. De novo, é uma profunda ignorância do processo econômico. Quando o Estado se endivida estruturalmente mais, a moeda vale menos, os preços sobem. Portanto, o que ele está fazendo é completamente o contrário, puramente populismo. Não sei se é ignorância total ou populismo ou um mix dos dois.

Deixa eu só fechar essa discussão, passar para o Mota também avaliar essa estratégia que não é, uma estratégia inédita, né, Mota? Em outras administrações do Partido dos Trabalhadores vimos situações parecidas, similares. Sempre no último ano da gestão, muitos abrem a caixa de ferramentas e acabam partindo para o tudo ou nada, com um claro objetivo eleitoral. Só que, diante da situação econômica, uma manifestação dessa indica problemas...

muito grandes, né? Na próxima gestão.

A gente não sabe se o problema é ideológico ou cognitivo, Caniato. Tem aquele ditado, né? Nunca atribua à malícia alguma coisa que pode ser explicada pela ignorância. É o governo brasileiro assumindo pioneirismo mundial na gestão das contas públicas, né? A ideia de dever mais dinheiro como forma de proteger a economia é absolutamente inovadora.

É mais ou menos como você dizer que vai emagrecer comendo o dobro da comida. É mais ou menos como você tentar reduzir a pobreza no país, criando os maiores escândalos de corrupção.

É como você decidir soltar todos os criminosos presos como estratégia de redução da criminalidade. E pensando bem, é exatamente isso que a esquerda brasileira sempre propôs e sempre praticou.

Deixa eu passar para o Dávila, só para passar régua nessa discussão. Mas, Dávila, você acha que essa análise que vocês fazem a respeito da dificuldade que um país tem ou que um governo tem diante das contas públicas e mesmo assim avança em um projeto para gastar ainda mais com medidas que têm um objetivo eleitoral?

Parte da população precisa fazer esse exercício, de identificar o que é irresponsabilidade do governo e o que em um primeiro momento não irá agradar parte da população, mas lá na frente terá um efeito positivo. Em um ano eleitoral, você acha que todo mundo deve fazer esse tipo de exercício, essa reflexão?

O brasileiro já está fazendo essa reflexão, Caniato, porque está refletindo no bolso. Olha aí, 130 milhões de brasileiros estão endividados. Ligue para esses 130 milhões de brasileiros e pergunte o que eles acham num governo que aumentar o gasto público...

para tentar ajudar as pessoas, aumentar o gasto público e aumentar a conta de pagar os juros. Aumentou o juro, vai aumentar o buraco da dívida. Ou seja, é aquela bola que não deixa de rolar e cada vez que rola, ela fica cada vez maior.

E o brasileiro fica cada vez mais desesperado. Não é à toa que mais de 54% da população já deixou claro que acha que esse governo não merece continuar no poder. Esse percentual só vai crescer daqui pra frente.

Bom, o diretor de TV, acho que fez uma brincadeira com a gente, sem querer. Bom, deixa eu trazer a última informação. Na decisão que determina a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o ministro André Mendonça aponta negócios com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que renderam ao então chefe do Banco de Brasília 146 milhões e meio de reais em propinas. Segundo o texto do ministro, Daniel Vorcaro e o ex-chefe do BRB teriam...

ajustado o pagamento de vantagem indevida em imóveis de alto padrão em São Paulo e no Distrito Federal, nesse valor estimado em pouco mais de R$ 146 milhões. Para operacionalizar o pagamento e ocultar a titularidade real dos bens, teriam sido mobilizados fundos de investimento geridos pela REAG, bem como empresas de fachada.

Rapidinho, último giro com os nossos comentaristas. Você, Bruno Musa, 45 segundos. Antigamente as propinas eram pagas em dinheiro vivo, né? Agora as coisas mudaram. É um imóvel de alto padrão, é isso? 45 segundos.

Sim, e mais, na linha do que eu venho falando nos últimos tempos. A sensação de impunidade é tão grande que antes se fazia através de ou dinheiro escondido ou de estruturas jurídicas mais complexas para que não pudesse rastrear de forma tão fácil. Hoje, numa conversa de WhatsApp, se negocia com a visita com a corretora, que a mulher gostou mais de um apartamento do que do outro, inclusive o valor e a rua de cada um deles. É a pura impunidade do Brasil.

Que loucura. Você, Mota, para fechar, as informações que indicam a propina em imóveis de alto padrão. 30 segundos, Mota.

É milhão pra cá, milhão pra lá, daqui a pouco a gente tá completamente perdido, né? Mais um escândalo de propina ligado ao Master. Agora, não esqueçam isso, essa prisão é provisória. Esse indivíduo ainda vai ser julgado um dia. Sabe-se lá qual será o resultado desse julgamento. Se a história recente do Brasil serve de guia, não é pra gente ter grandes esperanças.

Muitos pensam o que Daniel Vorcaro irá revelar na delação premiada. Será que o ex-chefe do BRB estaria acima dele? Você, Davila, só para encerrar, 30 segundos. O interessante nesse caso é o seguinte. Eles sempre dizem que, olha, se eu for pego, meu telefone celular, eu vou levar outras pessoas juntas. Ou seja, é inacreditável a corrente da corrupção como prospera em Brasília.

Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ. Fala até uma concessionária BYD e faça um test drive. Consulte condições em byd.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

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Resultado da enquete do dia, pergunta que nós publicamos no portal da Jovem Pan e também no nosso YouTube. Colocar o resultado na tela, você defende a reforma do Judiciário, do STF também, a criação de mandatos para ministros da Suprema Corte? Quase unanimidade, né? 94% disseram sim.

Esse é o caminho para a pacificação, reformar o judiciário, estabelecer mandato para os ministros. 6% acham que não. É melhor deixar do jeito que está. Quero agradecer as milhares de pessoas que entraram nas nossas plataformas e votaram em mais uma enquete. Aqui do programa Os Pingos nos diz. Um abraço para os nossos comentaristas, muito obrigado. E nós, quatro, agradecemos a você.

pela parceria, pela audiência. Fique sempre conectado aqui na Jovem Pan. TV, rádio, internet, sempre bons programas para você ficar muito bem informado. Na sequência, o Jornal Jovem Pan, um resumo das principais informações do dia. E às 10 da noite, 22 horas, ao vivo, o Visão Crítica comigo. Eu conto com você. Até lá. Tchau, tchau.

A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan

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