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Crise entre STF e Congresso / CPI rejeita relatório

15 de abril de 20261h59min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (14):

O pedido de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal, apresentado pela CPI do Crime Organizado, ampliou a crise entre o Judiciário e o Congresso Nacional. A medida provocou troca de acusações entre magistrados e parlamentares, elevando a tensão entre os poderes e gerando incertezas sobre os desdobramentos políticos do caso.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que o pedido de indiciamento apresentado pela CPI do Crime Organizado representa um “erro histórico”. Durante sessão do STF, o magistrado criticou a condução do relatório e levantou questionamentos sobre os limites de atuação das comissões parlamentares de inquérito.

O ministro Dias Toffoli afirmou que ataques a instituições representam abuso de poder e defendeu punições a quem utiliza esse tipo de estratégia para obter votos. A declaração ocorre após repercussões do relatório da CPI do Crime Organizado, que elevou a tensão entre Judiciário e Congresso.

A detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) nos Estados Unidos gerou reação da oposição no Congresso. Parlamentares contestam a versão da Polícia Federal sobre uma suposta cooperação internacional na prisão e afirmam que o caso teria sido apenas uma abordagem por infração de trânsito, seguida de procedimentos migratórios padrão.

O colegiado da CPI do Crime Organizado rejeitou o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira, em votação de 6 a 4. O documento incluía pedidos de indiciamento de autoridades, mas foi derrotado após articulações nos bastidores.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o bolsonarismo errou ao não escolher o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato à Presidência. Segundo ele, o nome teria potencial para unificar a direita e vencer a eleição.

O relatório da CPI do Crime Organizado aponta indícios de irregularidades em eventos promovidos pelo empresário Daniel Vorcaro. As investigações citam possíveis práticas ilegais envolvendo essas festas, que também teriam sido usadas para aproximação com autoridades.

Ciro Gomes (PDT) avalia desistir de uma candidatura ao governo do Ceará para disputar novamente a Presidência da República. O ex-ministro foi convidado por Aécio Neves a representar o PSDB na corrida pelo Planalto.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio5
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

ComentaristaAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos3
  • Crise STF-Congressoindiciamento de ministros do STF · CPI do Crime Organizado · Gilmar Mendes · Investigação Toffoli · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Alexandre Ramagem · Banco Master · Tarcísio de Freitas · Daniel Vorcaro · Ciro Gomes
  • Crime Organizadorejeição do relatório · irregularidades em festas · exploração sexual · tráfico internacional de pessoas
  • Responsabilidade do Senado sobre o STFativismo judicial · impeachment de ministros
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Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia, contando sempre com análises, discussões, as reflexões dos nossos comentaristas. Eu sou o Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial.

Para começar, o pedido de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal feita pela CPI do Crime Organizado aumentou a crise entre Judiciário e Congresso, além de gerar uma troca de ataques entre magistrados e parlamentares. Para os integrantes do Judiciário, o texto que foi apresentado por Alessandro Vieira tem um tom político e tenta constranger e deslegitimar a corte.

para uma outra ala do STF, diz que considera o judiciário como o principal problema do país. E isso é um gigantesco erro histórico. Segundo a CPI, os ministros praticaram condutas previstas na lei do impeachment por comprometerem a apuração dos fatos relevantes.

que foram investigados pelo colegiado. Claro que tem muitos aspectos desse relatório da CPI do crime organizado que nós analisaremos. Também as manifestações de congressistas, dos próprios ministros. E, claro, a gente vai fazer uma projeção. O que esperar, né? Deixa eu chamar os nossos comentaristas. O Cristiano Beralta está com a gente aqui no estúdio em São Paulo.

Bernaldo, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Muitas surpresas em relação ao indiciamento de algumas figuras poderosas, os integrantes da Suprema Corte, mas também há dúvidas sobre o que isso representa, já que naturalmente isso passará pelo crivo do presidente do Congresso Nacional, do Senado, Davi Alcolumbre. Rendeu muitas manchetes, mas de prática o que a gente pode esperar. Bem-vindo.

Obrigado, Caniato. Boa noite a você. Boa noite ao Mota, ao Dávila, ao Musa e boa noite à audiência que prestigia diariamente os Pingos Nuzis. Caniato, vamos lá. Vamos separar as coisas, né? Primeiro, a percepção que todos têm em relação ao judiciário brasileiro. E aí eu me refiro ao judiciário, não apenas ao Supremo Tribunal Federal, porque o Supremo Tribunal Federal hoje é apenas a face mais visível, mais polêmica de algo que acontece no judiciário há muito tempo.

Nós temos casos que citam comportamentos inadequados de magistrados há muito tempo em diversos tribunais pelo Brasil afora. Então o que nós estamos vendo não é uma novidade em si, é uma novidade porque inclui uma corte que deveria reunir as 11 mentes brilhantes do direito brasileiro. 11 figuras.

que precisariam ter apenas duas qualificações. Reputação ilibada e notável saber jurídico. E o Brasil, sendo o Brasil, conseguiu deturpar essa corte, que deveria ser muito fácil de encontrar pessoas que estão aptas, porque não são muitas, essas pessoas aptas a ocupar um assento na corte. Mas não, hoje o Supremo Tribunal Federal é uma corte de amigos. Quanto mais jovem, mais fiel...

Quanto mais jurar se comprometer a defender aquele que o indica, mais chances tem de chegar até o Supremo Tribunal Federal, deturpando por completo uma história centenária dessa corte. Pois bem, todos sabemos que temos problemas graves no comportamento, na atuação jurídica, nas relações familiares, com esses ministros que foram citados.

Todos sabemos que a atuação do Procurador-Geral da República é uma imensa frustração para o Brasil como um todo, que, aliás, se contrasta com a expectativa que o seu currículo sugeria. A gente precisa lembrar aqui, o Daivla quantas vezes falou que tinha confiança de que alguém com o currículo de Paulo Gonê teria uma atuação independente e firme. Estávamos todos enganados quanto a isso. Agora, Caneto, quando a gente olha para esse relatório, a gente tem que se perguntar.

CPI do crime organizado.

Eu vivo no Brasil, nós vivemos no Brasil. Esse país que está completamente dominado pelo crime organizado, onde milhares de territórios Brasil afora foram tomados pelo crime organizado, onde a polícia não entra, onde o Estado não está presente, onde mandam os criminosos e a população obedece sem alternativa.

Uma investigação de uma CPI do crime organizado no Senado Federal. A casa alta, a corte daquelas pessoas preparadas para defender o interesse dos seus estados.

Produziu isso? Cadê o crime organizado nessa história? Ah, falaram que o Rio de Janeiro precisa de intervenção. Oh, precisou de uma CPI para chegar a essa conclusão brilhante. Cadê a dona Alessandra, que estava no palco junto com o presidente da República, irmã do chefe do tráfego da favela do Moinho, que foi presa na sequência desse encontro com o presidente?

Cadê as pessoas do Ministério da Justiça que receberam a dama do tráfego com tapete vermelho em Brasília? Cadê os responsáveis por transformar o Brasil nessa rota de cocaína que vem da Bolívia, da Colômbia, atravessa o nosso solo para chegar aos portos brasileiros e de lá vão embora, em navios, em submarinos?

Cadê a investigação? Ainda mais porque o relator vem da polícia. Cadê a investigação em relação às nossas fronteiras com o Paraguai, por onde passa a maior parte dos cigarros consumidos no Brasil? Não tem nada sobre isso.

Então, Caniato, eu custo a acreditar que houve ali um trabalho efetivamente sério contra o crime organizado. Apresentam um relatório com uma obviedade.

que todos nós sabemos e que o Senado Federal precisa agir, mas não é deturpando uma CPI que tinha a obrigação de apresentar à sociedade brasileira descobertas relevantes para acabar com o domínio do crime organizado no Brasil.

Chama o Roberto Mota também com a gente. Mota, seja bem-vindo, ótima noite a você. O que achou do trabalho da CPI do crime organizado esse relatório final e os questionamentos que vêm sendo feitos sobre a ausência de informações sobre o crime organizado?

Há dois aspectos dessa notícia que precisam ser considerados caniados. Boa noite pra você, boa noite meus colegas de bancada, boa noite a nossa audiência. O primeiro aspecto, evidentemente, é a quantidade de notícias publicadas pela grande mídia.

indicando um potencial em envolvimento de ministros da Suprema Corte no escândalo do Banco Master. A simples suspeita deveria ser suficiente para que providências duras fossem adotadas, usando a mesma métrica que a Corte usou em casos semelhantes que envolviam outras pessoas.

Mas isso não aconteceu. Por outro lado, sempre fica a suspeita de que muita gente se envolve nesse assunto do Banco Master buscando não justiça, mas simplesmente benefícios políticos e eleitorais. Se senadores querem realmente...

colocar um fim nessa onda descontrolada de ativismo judicial que está destruindo a democracia e a república no Brasil, o Senado tem dois instrumentos fantásticos para isso. O primeiro é o processo de impeachment. O Senado tem esse poder. Os senadores podem levar adiante o impeachment de ministros. E o segundo instrumento, antes de tudo, não vai ficar dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość

é barrar na sabatina a indicação de candidatos obviamente inadequados para ministros da Suprema Corte. O curioso é que o Senado não faz nenhuma das duas coisas.

Luiz Felipe Dávila também conectado com a gente. Dávila, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Quais aspectos da notícia você gostaria de destacar? Apesar de ter tratado de temas muito sensíveis, essa CPI muitos consideraram o relatório final uma colcha de retalhos. Um pouco de crime organizado, um pouco de Suprema Corte, um pouco de Banco Master. O que esperar?

Boa noite, Caniato. Mota, Beraldo, Muzi, a nossa querida audiência. Primeiramente, Caniato, na República do Rabo Preso, está sim tudo interligado. Não pensa que na República do Rabo Preso, nós temos departamentos. Departamentos do crime, departamentos da corrupção, departamentos de emendas parlamentares para fins pessoais. Não, não é assim que funciona.

Na República do Rabo Preso está tudo misturado. Então, o que a CPI faz é justamente declarar o óbvio, que essas coisas estão todas interlaçadas. Agora, o que chama atenção é a reação dos senadores e de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal.

O presidente do Senado, assim como ministros do Supremo Tribunal Federal, eles vivem a síndrome Luiz XIV, o rei da França, que dizia o Estado sou eu. Qualquer crítica...

qualquer, a crítica de atitude de qualquer membro hoje, não, não, isso é uma crítica ao Estado brasileiro, não é uma crítica ao Estado brasileiro, não, é crítica às atitudes, às decisões descabidas, à imoralidade reinante no país, isso não tem nada a ver com o poder judiciário, ou com o poder legislativo, ninguém aqui está criticando os poderes, o que está criticando é a ação não, não, não, não, não, não,

a escolha e a falta de norte moral para se tomar decisões no Brasil, que violam a Constituição, que violam o Estado de Direito, que violam o direito amplo à defesa, e isso é que é problema. E aí, quando aparece alguma coisa, o corporativismo entra em ação para abafar...

as evidências e encobrir os maus feitos dos colegas, seja de partido ou seja de corte. Aí tenta-se cancelar CPI, tenta-se limitar o poder de impeachment de ministros, tudo o que não está na Constituição.

Por isso, Caniato, esta arrogância, esta onipresença achando que quem hoje exerce um cargo público e qualquer ataque feito a um senador ou ao ministro é um ataque ao Estado brasileiro, isso mostra os devaneios de homens e mulheres públicas contaminadas pela síndrome Luiz XIV. Numa democracia...

Não existe alguém acima da lei e da Constituição. Todos deveriam ser tratados igualmente perante a lei. Principalmente quando há indícios claros, nítidos, de malfeitos e imoralidade.

Pois é, muita gente chegando aqui ao programa Os Pingos nos Is, na sintonia. Obrigado pela audiência. Chama o Bruno Musa para também trazer seus pontos de vista, suas análises. Bruno, só destacando dois pontos importantes na avaliação dos ministros da Suprema Corte para o trabalho que foi realizado pela CPI do crime organizado. Muitos entendem que...

O texto de Alessandro Vieira tem um tom político, tenta constranger os ministros do STF. E há uma outra ala também da Suprema Corte. Diz que quando eles consideram o judiciário o principal problema do país, eles cometem um erro gigantesco e histórico. E aí muitos se perguntam se há um esgarçamento das relações entre STF e Congresso. Qual será o próximo passo, o próximo episódio que podemos aguardar? Bem-vindos.

Muito boa noite, Canialto. Beraldo Mota, Dávila e todos que nos escutam pelo Brasil. Em dia que nós podemos traçar que houve um fato positivo, ou seja, uma CPMI fazendo o que fez, que até onde eu conheço ela foi um fato inédito, sem indiciar esses magistrados, por mais que ela não sirva como...

pedido de prisão ou algo do tipo, mas ela pode levar a uma possível abertura de processo de impeachment, que, se não me engano, precisariam de 54 senadores. Que, no meu entender, isso pode ser uma janela de oportunidade, caso o Senado venha, e aí sim, como a gente vem falando, a importância da votação no Senado nesse ano. No mesmo dia que nós tivemos essa...

Fato inédito que poderíamos, de certa forma, comemorar, o lado Brasil mais forte vem à tona. E como Davila mencionou Luiz XIV, se tornou normal no Brasil. Essas tensões, digamos assim, entre os ministros e parlamentares nada mais expõem do que uma classe que pertence, que é o Estado em última instância.

que eles se achavam e se acham semideuses intocáveis, onde eles podem absolutamente tudo. Quem são os outros para tentar tocar no poder deles? Ora, mas há indícios importantes que devemos investigar. A população que financia tudo isso de joelhos, praticamente, tem o direito de saber. Não. Quem são vocês, população?

que se acha no direito de questionar aquilo que nós, os intocáveis, estamos fazendo no Brasil. Nós queremos o seu bem, estamos fazendo pelo povo, pela democracia, para salvar o Brasil do fascismo e dos tiranos. A gente pode tudo. Quem são vocês para ousar tocar no nosso poder e questionar quão bem nós queremos vocês?

Mas a verdade é que isso cansou. Isso expõe essa barbárie que o Brasil vive. Enquanto nós não mostrarmos a força enquanto população civil, nós continuaremos assistindo inertes esse tipo de ação, me perdoe a palavra, patética, onde semideuses simplesmente se acham no direito de comandar.

A máquina pública. Porque quando o Estado é algo abstrato, você não tem a quem culpar. Só que agora, esse Estado tem nome e tem CPF. E é fácil apontar quem está com indícios de envolvimento em tudo isso. E aí sim, nós temos nomes e CPFs para pressionar. Portanto, chega de achar que são semideuses e que devem comandar as nossas vidas. Nós não queremos.

Pois é, mas a partir dessa manifestação do Senado Federal, por meio do colegiado e observando os tópicos descritos nesse relatório, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, dá para a gente esperar o início de uma nova fase ou o primeiro passo em direção a alguma coisa que será feita pelo Congresso? Muitos mencionam a possibilidade de abertura de processo de impedimento contra ministros, inclusive há essa menção.

que ministros teriam cometido atos que justificariam a abertura de processos de impedimento no Senado Federal. Dá para a gente esperar um passo adiante, one step ahead, como se fala na língua inglesa, em relação ao Senado, quando observa e monitora o Senado Federal, o Supremo Tribunal Federal?

Caniato, não falta motivo e não falta pedido que se acumulam, aliás, são pedidos que se acumulam na mesa ou na gaveta, no fundinho da gaveta do presidente do Senado Federal. Ele não coloca para andar. Nós não precisávamos ter um relatório da CPI do crime organizado falando isso. É uma estratégia, muda ali um pouco a dinâmica e tal, mas por fim...

Continua precisando dos votos e a gente está assistindo a um Senado que vai se curvando as vontades do presidente que eles elegeram. Como se tivessem ali uma figura poderosa da qual as suas vidas políticas, alguns talvez até mais do que isso, dependam do presidente do Senado. E aí eu queria dizer que concordo com essa frustração do Musa.

E ele tem toda a razão em colocar que a atitude que vem sendo tomada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, elas não são apenas frustrantes, algumas revoltantes, outras, vários, consideram ilegais.

mas elas destroem o equilíbrio entre os poderes e o mais absurdo para mim é assistir que os outros poderes estão de braços cruzados no fim do dia. Eles não estão fazendo aquilo que a população os elegeu para fazer.

E essas pessoas estão ali, foram eleitas, receberam os votos para estar ali e agora fecham os olhos, deitam a cabeça no travesseiro e dormem vendo toda essa esculhambação que existe no país hoje. Isso é inaceitável. A população precisa compreender que o seu voto tem consequência. E a consequência é justamente esta falta de representatividade na esfera do Congresso Nacional.

e da presidência da República. As pessoas que ali estão deveriam compartilhar dos nossos desejos, almejar conquistar aquilo que nós, como sociedade, buscamos. Mas eles dão demonstrações diárias de que eles não estão ali colocando isso como prioridade.

Se nós observarmos, e aí a minha preocupação em relação ao desfecho dessa CPI, se nós observarmos o mal que o crime organizado faz ao país, faz às nossas vidas, às vidas dos nossos familiares, isso é urgentíssimo.

Se nós observarmos do interesse do governo, só o contrabando de cigarro tira do caixa do governo mais de 20 bilhões de reais em impostos federais.

Por que ninguém está em cima disso? Por que isso não é uma prioridade? Por que não é uma prioridade impedir que as rodovias brasileiras, várias delas federais, sirvam de livre passagem para toneladas de cocaína que cruzam o Brasil, são distribuídas aqui e boa parte segue para o exterior? Por que não priorizar isso que nos destrói como sociedade?

Então, nós temos múltiplos problemas no Brasil, problemas gravíssimos. A gente não pode deixar que apenas um problema nos distraia, enquanto outros seríssimos que têm impacto na vida, e não é de uma forma figurada, não, é literal, têm impacto na nossa vida. Isso simplesmente é deixado para depois.

Eu vou chamar o Mota, mas antes eu queria compartilhar para as pessoas que nos acompanham as repercussões, a manifestação de alguns representantes da Suprema Corte, porque na abertura da sessão da segunda turma do STF, o ministro Gilmar Mendes, ele rebateu o indiciamento da CPI do crime organizado. E a nossa produção separou um trechinho. Vamos acompanhar.

diante do episódio recente envolvendo a proposta tacanha de indiciamento de ministro do Supremo e também do Procurador-Geral no âmbito da CPI do Crime Organizado. E o faço com a serenidade que o momento exige, mas com a firmeza que a defesa da instituição impõe.

Certo de que a forma como tudo isso tem ocorrido, com vazamentos seletivos de documentos pela CPI e a construção de narrativas apressada em torno de fatos ainda sob apuração, indicam que essa dinâmica se insere num movimento mais amplo.

que recomenda um olhar crítico. O pedido formulado pelo relator da CPI do Crime Organizado, voltado ao indiciamento de ministros do Supremo sem base legal, não constitui apenas um equívoco técnico. Trata-se de um erro histórico, que nos conduz a uma reflexão mais ampla sobre o papel dos poderes e os poderes das comissões parlamentares de inquérito. E eu tenho absoluta certeza, senhores ministros, de que o tribunal vai se debruçar sobre isto.

Aí, manifestação do ministro Gilmar Mendes. Deixa eu chamar o Roberto Mota. O ministro coloca em xeque ou faz uma reflexão sobre o papel das instituições e das CPIs, dos colegiados que acabam investigando temas e casos no âmbito do Congresso Nacional. Queria escutar a sua avaliação a respeito desse questionamento feito pelo ministro também, Mota.

Nós temos duas questões juntas e misturadas nesse caso, Caniato. É importante separar as duas questões. A primeira questão, que era a única presente até alguns poucos meses atrás, é o ativismo judicial. É o judiciário assumindo um papel político.

É a Suprema Corte Brasileira chamando para si todas as questões e dando a última palavra sobre tudo, anulando dessa forma os outros poderes. E o melhor exemplo disso talvez seja a releitura da imunidade parlamentar.

A Constituição, no artigo 53, diz que os parlamentares são imunes por seus atos e palavras. No entanto, essa imunidade foi reinterpretada. Então esse é o problema número um. A corte agindo politicamente. E discursos como esse me parecem uma evidência clara disso. Trata-se de um discurso político. Esse é o problema número um. O problema número dois...

é o potencial suposto em envolvimento de ministros num escândalo de corrupção. A gente tem que...

ter consciência de que são dois problemas, graves e distintos. O Congresso Nacional não fez nada quanto ao problema número um. Absolutamente nada. O Congresso Nacional, o Senado, podia ter dado andamento a processos de impeachment para retirar um, dois ou vários ministros da corte, mas não fizeram isso.

O Congresso Nacional, o Senado, poderia ter barrado candidatos à Suprema Corte, candidatos que eram escolhas obviamente políticas, escolhas inadequadas para a maior corte do país. O Senado não fez nada. Pelo contrário, nós vimos senadores da dita oposição, senadores de direita, fazendo discursos bonitos, se derramando em elogios.

aos candidatos. E aí surgiu o problema número dois e agora a CPI do crime organizado que deveria realmente estar olhando o crime organizado às facções, faz esse relatório pedindo o indiciamento de ministros. O que que significa indiciamento?

neste contexto. Bom, eu posso estar enganado, mas até onde eu consigo ver não significa nada, porque quem tem que apresentar uma denúncia contra os ministros é a Procuradoria Geral da República, que é uma das que foi, abre aspas, indiciada, fecha aspas, pelo relatório da CPI. Ora, veja bem, o Senado também tem o poder.

de retirar o Procurador-Geral da República se ele não estiver fazendo o seu trabalho. Então, eu devolvo a pergunta aqui para os meus colegas, o que significa esse indiciamento? Porque na minha interpretação, ele não significa absolutamente nada. Ele não tem nenhuma consequência prática. Ele pode ser uma declaração moral, tardia, muito tardia, para o Congresso Nacional.

ou pode ser numa declaração política. Agora, a única coisa de concreto que o Congresso Nacional, que o Senado pode fazer, são essas duas coisas. Levar adiante o processo de impeachment dos ministros e barrar a entrada de candidatos que não são adequados. O Congresso até agora não fez nenhuma das duas coisas.

Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas, analisando, é esse o principal destaque do noticiário e principalmente a manifestação do ministro Gilmar Mendes na abertura da sessão da segunda turma no dia de hoje. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. O Dávila vai trazer também as reflexões dele. Ficou claro, né, Dávila?

Ficar clara a insatisfação do Supremo expressa nessa fala do ministro Gilmar. Em outros tempos, os ministros não deixavam isso claro. Acho que esse tipo de rusga, de insatisfação, não vinha à tona, principalmente na abertura de uma sessão para tratar de outras coisas. O que é preciso também considerar em relação a essa mudança de comportamento que a gente observa na conduta dos representantes da Suprema Corte.

A mudança é muito simples. No Brasil do ativismo judicial, os ministros perderam qualquer pudor em relação suas falas arbitrárias e autocráticas. Na verdade, o que o ministro está dizendo...

É que se o Senado não recuar, que ele pode chegar, esse caso pode se tratar na Suprema Corte, pode recorrer aos poderes extraordinários que já ocorreu no caso dos manifestantes de 8 de janeiro, entender que houve vazamentos seletivos e tudo isso, inclusive processar ou caçar, ou pedir a caçação de senadores da República, é isso que ele está dizendo.

Tipo, não desafie o poder absoluto do Supremo, que nós podemos tudo, nós estamos acima da lei, nós somos Luiz 14, vocês não estão entendendo? O Estado somos nós, nós governamos, nós legislamos, nós decidimos o que é certo e o que é errado, e se você brincar com a gente, olha, cuidado que você perde o seu mandato. É isso que está dizendo. Agora, é um absurdo uma fala dessa, é um absurdo total.

Na verdade, eu queria lembrar aqui, já que a gente está falando de CPI, de crime organizado, o que é um Estado criminoso? Sabe o que é um Estado criminoso? É justamente aquele que os membros da Suprema Corte utilizam, por exemplo, de decisões monocráticas para enterrar casos de corrupção, para soltar corruptores confessos. E também não se envergonham.

quando tem banqueiro fraudulento, que acaba sendo blindado por membros da Suprema Corte para proteger ministros que estão, sim, envolvidos com suspeitas transações, seja de negócios, seja do contrato de escritórios de advocacia de seus familiares. É uma vergonha, isso é vergonha.

Agora, é inacreditável que não pode tocar nesse assunto, porque isso aí é ofender a Suprema Corte. Não tem nada de ofender a Suprema Corte. Todos nós somos democratas, acreditamos no Estado de Direito, na igualdade perante a lei, na Constituição brasileira. E porque nós acreditamos nessas coisas, entendemos que todos...

estão debaixo das leis brasileiras. Não tem ninguém que está acima das leis brasileiras. Mas a atitude do ministro é justamente essa. Não brinque conosco, porque nós estamos acima de tudo e nós podemos usar o nosso poder para fazer o que nós bem entendemos. E não tem ninguém para nos parar.

E o Mota lembrou aqui duas atitudes que o Senado poderia tomar e não vai tomar. E não vai tomar, né, Mota? A gente já sabe disso. Na República do Rabo Preso, com essa turma toda no Senado, com o Rabo Preso lá no Supremo, ninguém vai tomar essas duas atitudes. Não vai nem vetar ministros e muito menos desafiar a Suprema Corte com o processo de impeachment. Então...

Aqui vai a minha sugestão para uma transição de poder dessa legislatura vergonhosa para uma legislatura que nós esperamos que será melhor se os nossos eleitores forem conscientes e colocarem boas pessoas no Senado. Primeira atitude.

moratória. O Senado não vai aprovar mais nenhum nome até o fim dessa legislatura. E essa legislatura não é que acaba em dezembro, ela acaba agora em junho, fim de junho, porque aí vai começar o clima de eleição. Então até fim de junho ninguém vota mais nome nenhum, só na próxima legislatura que o Senado apreciará nomes para o Senado Federal. E a segunda, essa é a mais importante.

o Senado, a próxima legislatura, porque essa aqui não dá pra esperar absolutamente nada de bom, a próxima legislatura vai criar uma comissão de juristas e constitucionalistas notáveis, pegando um pouco a ideia aí do Beraldo quer fazer uma nova constituição, aqui eu não tô sugerindo uma nova constituição, eu tô sugerindo uma comissão de notáveis não tô sugerindo uh,

para refazer as regras, para enquadrar o Supremo como corte constitucional. Este projeto seria apresentado ao Senado e o Senado só poderia votar sim ou não, sem nenhum direito a emendas. Quem sabe assim nós enquadraremos a Suprema Corte novamente no seu papel constitucional, como está no artigo 102.

de uma corte que tem que zelar pela Constituição e não legislar e governar e estar acima da lei e da Constituição.

Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Muito obrigado pela parceria, pela preferência. Fique sempre bem informado aqui na Jovem Pan. Deixa eu passar para o Bruno Musa, só aproveitando e convidando toda a audiência para votar e manifestar a sua opinião sobre a enquete do dia que trata justamente da CPI do crime organizado. O que você acha que dará?

Relatório final, essa investigação, alguém vai ser punido? Ou ninguém vai ser punido? Ou depende? Se for peixe pequeno, talvez aconteça alguma coisa. A gente conta com você, com a sua manifestação, o seu voto. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Bruno, me apoiando um pouco nas informações e questionamentos feitos pelo Mota sobre o indiciamento. Há uma dúvida. Bom, o que representa? Talvez não dê em nada, mas é uma posição? Isso poderá ajudar?

Os outros órgãos que avançam com investigações, você acha que não valerá de absolutamente nada? É preciso considerar que, no caso dos ministros da Suprema Corte, é preciso passar por uma avaliação e pelo crivo do presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbo. Só gostaria de deixar isso frisado aqui.

E vale lembrar também, há um tempo atrás, o Davi Alcolumbe, ele mencionou que mesmo se tivesse aprovação de unanimidade, ele barraria alguma coisa do tipo, lembram alguns meses atrás disso, mas os fatos vão mudando. Eu vou na linha caninhar tudo o que eu falei alguns dias atrás, vocês devem se lembrar aqui, que por mais que não dêem nada agora, o nosso, que eu nem diria mais ceticismo, talvez realismo, é um pouco mais do copo que vai se enchendo.

Isso começou lá atrás com escândalos de corrupção como o Mensalão, que acabaram esquecendo, depois a Lava Jato, depois os mesmos ministros de agora cancelando os processos, devolvendo dinheiro carimbado com corrupção e assumiram que tinha corrupção. Tudo que nós conhecemos no Brasil, mas o copo vai se enchendo.

E a população vai começando a ficar mais cansada e mais conhecedora do processo, digamos assim. Como eu mencionei outro dia, a moça que trabalha aqui em casa chega para tomar café da manhã, a gente toma todo mundo junto. Ela sequer terminou os estudos até a oitava ou nona série, não sei como chama agora.

ela sabe os nomes dos ministros e começou a comentar a respeito disso. Isso acontece quando você pega um Uber, quando você está caminhando pela rua, quando você está em uma padaria qualquer, seja uma padaria de mais alta reina ou de mais baixa reina. Isso está acontecendo uma evolução do processo educacional brasileiro. Ah, Bruno, mas ainda é muito incipiente. Sim, mas até alguns anos atrás nós estaríamos falando agora apenas da Copa do Mundo. Se Neymar seria chamado para a Copa do Mundo ou não.

Agora não, isso passa batilho. Então eu acho que de fatos em fatos tão obscenos, tão óbvios, tão claros, tão explícitos como o que vem acontecendo debaixo dos nossos olhos, a população vai cansando. E tem uma chave importante aqui também. A economia já demonstra sinais de cansaço brutal. A população cansada com o nível de inflação...

que não bate os 4,5%, como o índice oficial diz, uma vez que a metodologia não entrega mais o que nós vemos no dia a dia do brasileiro. O nível de endividamento sufocante que, por mais que o Lula venha a público e diga que não adianta culpar o governo, sim, adianta, nós já falamos a respeito disso. Isso é um processo de 20 anos de fomentar o gasto através do endividamento da população. E isso mostra um cansaço das pessoas.

Quando, ainda mais, acaba se tornando tão óbvio, milhões e milhões, ou bilhões nesse caso, fluindo através da corrupção para os mesmos de sempre. Quando você tem um cansaço econômico e um sufocamento por parte das famílias e das empresas, e da inflação, principalmente nas pessoas, esse copo começa a encher.

Então eu não diria que mesmo que não aconteça nada e dê mais uma de sopa de Brasil, não será em vão. Será um pouquinho a mais que vai caminhando para em algum momento esse caldeirão vai estourar. Porque o Brasil hoje é isso, um caldeirão esperando a explosão. Ainda nas repercussões, um outro ministro que se pronunciou após receber a notícia do indiciamento foi Dias Toffoli. A nossa produção também separou esse trecho. Acompanhe.

Tem que se pôr fim imediato a essa sanha de que atacar determinadas instituições dá voto. Atacar instituições é atacar o Estado Democrático de Direito, é atacar a democracia. E isso é abuso de poder, ministro Nunes Marques, V. Exª que estará presidido no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça. Nós não podemos deixar de nos furtar a caçar.

eleitoralmente, aqueles que abusaram, atacando as instituições, para obter voto e conspucar o voto do eleitor. Porque é disso que se trata, presidente Mendes Gilmar Mendes, quando surge um relatório aventureiro desse.

Tá aí a manifestação do ministro Dias Toffoli. Agora, para além das falas do ministro, tem um outro aspecto que os nossos comentaristas mencionaram sobre esse cenário de insatisfação do Senado Federal, dos congressistas, para com...

o Supremo Tribunal Federal. Quem acompanha o noticiário, talvez diga, poxa, então, eles estão insatisfeitos mesmo com o STF. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo. Isso não começou agora, né, Beraldo? Até o Mota trouxe essa reflexão há pouco.

Muito desse cenário tem a ver com atitudes reiteradas do Senado Federal ao longo dos últimos anos. O Senado podia ter feito alguma coisa. Quantas oportunidades não apareceram para que o Senado aparecesse? Quando a gente fala de freios e contrapesos, é preciso destacar o papel do Senado Federal. Muitas oportunidades o Senado teve essa chance e não fez. E agora?

Pois é, Caineto, nas últimas duas décadas, ou quase duas décadas, o Senado Federal foi totalmente conivente com uma prática adotada ainda nos primeiros governos Lula, em que...

Aquilo que a Constituição estabelece como pré-requisito para indicação de alguém ao Supremo Tribunal Federal foi simplesmente ignorado e outros elementos passaram a ser priorizados. Como, por exemplo, a...

O nível de amizade, o nível de confiança do presidente no indicado, o quão fiel aquele indicado é do presidente, o quanto ele se compromete a aliviar a barra dos próprios senadores que aprovam. O Mota traz uma reflexão que é fundamental.

O Senado Federal tem papel constitucional para impedir que ocorra aquilo que ocorreu no Brasil.

Portanto, eles são responsáveis e não adianta agora vir bater no peito, se fingir indignado, porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi eleito pela segunda vez, ou seja, não era uma novidade Davi Alcolumbre como presidente do Senado. Todos ali sabiam como ele se comporta.

E ele foi eleito com 73 votos. 73 de 81. Ou seja, a vasta maioria, quase a totalidade dos senadores, inclusive esses que ficam aí fingindo indignação porque os processos de impeachment não andam, apoiaram o senador Davi Alcolume. Foram todos feitos de trouxa? Foram todos enganados?

Qual é a reação que vai haver? Porque eu vejo muito vídeo na internet, mas a ação dentro do Senado Federal, na tribuna...

operando com o regimento debaixo do braço para inviabilizar o avanço de pautas que interessem ao próprio presidente do Senado e ao governo, isso eu não vejo acontecer. Parece que tem uma preguiça. Se não for para viajar, ficar de bermudinha no saguão do hotel fingindo que está resolvendo o problema das tarifas que os Estados Unidos impôs ao Brasil, aí ninguém quer trabalhar.

Então, Caniato, eu vejo todas as digitais do Senado Federal e, para piorar, aqueles que foram eleitos prometendo serem a mola propulsora da mudança, estão ali se omitindo com um papel subalterno em toda essa situação. Não estão, a maioria não está honrando o voto que recebeu, mas ficam lá oito anos de mandato.

Casa paga, motorista, carro novo, mais de meio bilhão de reais em emendas parlamentares para distribuir ao longo desses anos. Aí é moleza, aí é muito fácil. Portanto, Caniato, é o que você disse. Senado Federal é o grande responsável pelo absurdo que o Brasil vive hoje.

Deixa eu passar para o Mota, que tem um outro aspecto importante. Mota, apesar de todas essas discussões, é importante lembrar que nós estamos às vésperas de um processo para admitir um novo integrante na Suprema Corte. O quanto essas informações que vêm à tona, o relatório da CPI do crime organizado, as investigações do Banco Master, o quanto isso pode contaminar e alterar aquele curso normal?

para a admissão de um novo integrante para a Suprema Corte. Talvez esse não seja o melhor momento para que o Senado se debruce e faça sabatina. Talvez fosse melhor adiar esse processo.

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Ou não, Caniato, talvez esse fosse o momento ideal para o Senado tomar consciência do que está acontecendo no Brasil. E você veja que interessante, a principal queixa contra a nossa Suprema Corte é o ativismo político.

E aí a gente vê esse gesto da CPI do crime organizado, que eu estou aqui criticando, porque eu acho que o Senado deveria estar usando as ferramentas mais eficientes que ele tem para tomar alguma providência e não indiciar, que é uma coisa que não tem significado nenhum. Porque a própria PGR que está sendo indiciada é que teria que dar andamento com a denúncia criminal.

E aí, diante desse cenário de ativismo judicial, a gente vê a resposta de ministros que são discursos políticos. Esses discursos estão mostrando claramente a ideia que a corte faz de si mesma, como um poder acima de todos os outros, decisor de última instância, que não pode, em hipótese nenhuma, ser desafiada ou criticada.

Então, a gente olha para essa próxima sabatina que está vindo por aí com sentimento misturado. Quem sabe o Congresso Nacional não resolve usar essa próxima sabatina para mudar o curso dos acontecimentos. Mas eu sou cético de plantão aqui, Caniato. Eu sou aquele que diz que é muito difícil que as coisas mudem.

eu gostaria de ter uma opinião diferente. O que acontece é que o histórico do Senado e do Congresso Nacional não dá nenhuma razão para isso. São, é preciso, mudanças muito grandes na estrutura do Estado brasileiro e eu não vejo hoje no Congresso Nacional parlamentares com essa disposição.

A gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Qualquer novidade a gente traz aqui e analisa com os nossos comentaristas. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede.

A detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem na Flórida provocou reação imediata da oposição no Congresso. Aliados passaram a contestar a versão apresentada pela Polícia Federal de que a prisão teria acontecido a partir de uma colaboração internacional entre as autoridades brasileiras e americanas. Parlamentares afirmam que ele não foi preso, apenas foi detido após uma abordagem por infração de trânsito.

encaminhado às autoridades migratórias, o que classificam como um procedimento padrão nos Estados Unidos. Ramagem é considerado foragido da justiça brasileira após condenação no Supremo por suposta tentativa de golpe. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila para analisar também as muitas narrativas, muitas teses.

Muitas informações foram divulgadas, uma salada, não sabia exatamente o que tinha acontecido com Alexandre Ramagem, mas alguns grupos puxaram a história e tentaram moldá-la para que isso fizesse parte de um outro contexto. Isso que a gente pôde acompanhar.

É, Caniato, hoje no Brasil tudo é politizado. Então uma questão técnica, o Ramagem foi pego lá numa operação porque a sua carteira de motorista estava vencida e se transformou já numa crise política. Vão deportá-lo, junto com a Polícia Federal, trabalhando junto com o FBI. Começa toda uma história, uma minissérie em torno da questão do...

fugitivo brasileiro capturado nos Estados Unidos e agora enviado de volta ao Brasil onde ele cumprirá a pena. Não tem nada disso. O deputado foi pego por uma questão de carteira de motorista como o Mota trouxe ontem aqui em primeira mão para o programa. Portanto, não tem nada a ver uma coisa com a outra.

Agora, precisa ver se realmente está caminhando a história do pedido de asilo político e se isso pode fazer com que a permanência de ramagem nos Estados Unidos continue. Só que agora, não como turisto, mas como exilado. E que, quem sabe, assim ele conseguirá manter a sua permanência nos Estados Unidos de maneira legal.

Pois é, mas em algum momento, pelo menos no dia de ontem, a prisão de Alexandre Ramagem turbinou o discurso de muitos integrantes da base governista que se apoiavam em algumas informações que teriam sido divulgadas pela Polícia Federal. Deixa eu chamar o Bruno Musa.

Bruno, o Bruno acompanha o noticiário, né? Sempre traz, inclusive, as informações do nosso grupo de troca de mensagens, de informações. E há, inclusive, essa tese de que a prisão de Ramagem teria sido decorrente de uma colaboração entre autoridades americanas e autoridades brasileiras. Depois veio à tona.

todos os destaques, as informações oficiais em relação àquela operação que identificou uma infração de trânsito e a partir daí o problema migratório, o visto estava vencido de Alexandre Ramagem. Mas muitos colocam em perspectiva de que isso ajudará.

a deportação de Alexandre Ramagem, para ele cumprir a pena aqui no Brasil, enfim. Há um cenário meio nebuloso. Eu só estou segurando a informação aqui, eu vou passar para o Bruno Musa, mas a rede Jovem Pan está chegando. Então, estou aguardando antes de passar a palavra para o Bruno Musa. O Bruno vai fazer a análise dele para todas as pessoas que acompanham pela TV, pela rádio e também pela internet. Você, Musa, o que esperar?

Bom, veja lá. Qualquer tipo de análise aqui é realmente um exercício de futurologia. Ninguém, de fato, conhece o que está acontecendo lá dentro, realmente, do governo americano, como se posicionará a respeito disso. Ontem eu fiz na minha análise a respeito disso, que é inevitável nesse momento de polarização que nós vivemos e aumento de rusgas entre Estados Unidos e Brasil, diferentes posicionamentos ideológicos, antagônicos, por assim dizer, né?

que é inevitável que isso seja politizado de alguma forma. Portanto, se fôssemos levar apenas do seu ponto de vista técnico, talvez levasse por um lado. Agora, envolvendo todo esse imbróglio que estamos, claramente, ou melhor...

redações mais à esquerda tenderão a postar de uma maneira redações de outro viés tenderão a postar de outra maneira então é uma guerra de narrativas a ideia aqui é tentarmos ser o máximo possível livres de viés que é algo impossível, todos nós temos

mas fazer uma análise fria a respeito disso. E muitas vezes nós sermos capazes e humildes o suficiente de dizer só o tempo dirá. Não temos a menor ideia do que de fato vai acontecer. O que me parece altamente provável, Caniato, é que esse discurso tenha um caminho politizado independente do desfecho que ele tenha. E que ambos os lados usarão as suas narrativas para tentar trazer o máximo de informação e muitas vezes não necessariamente a verdade, não necessitar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de não deixar de

para o seu reduto ou para a sua bolha. E falar para convertido se torna mais fácil. Você ganha aplausos. E ainda mais em época de redes sociais, onde tudo isso pode reverberar de forma crescente.

Portanto, no meu entender aqui, eu deixei de lado aquele ponto que eu mencionei ontem. Toda parte do devido processo legal que não foi respeitada ao longo dessas condenações, porque, de fato, temos esse fato a lidar com isso. Então, me parece que isso será politizado. Se eu tivesse que fazer esse exercício de futurologia, eu diria que não é tão óbvio essa extradição por parte do governo americano.

Pois é, mas eu estou aqui no site da Agência Brasil, que é um veículo de comunicação ligado ao governo federal, e tem a notícia em destaque. Polícia Federal informou em nota que a prisão de Alexandre Ramagem pelo Serviço de Migração dos Estados Unidos, o ICE, decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos Estados Unidos.

Nota da Polícia Federal do Brasil. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo para avaliar também essa situação. Tudo é politizado no Brasil, né, Cristiano Beraldo? E muita gente acaba avaliando que até uma nota da Polícia Federal acaba sendo politizada.

Pior do que isso, Keniato, é que não há consequência na mentira. As pessoas falam o que querem da forma que melhor convém a elas e fica tudo por isso mesmo. Sabe-se que a vasta maioria da população brasileira...

tem condições de saber se houve cooperação, se não houve cooperação. A gente traz aqui pra audiência da Jovem Pan News uma informação qualificada para que as pessoas fiquem bem informadas. Mas, infelizmente, isso não é uma coisa tão ampla nesse ambiente brasileiro da circulação de informações. Pois bem.

Essa história de, primeiro, de parar um carro nos Estados Unidos, isso é absolutamente corriqueiro, porque, diferente do Brasil, lá não há essa prática que aqui é tão popular dos radares. Por quê?

Porque a ação da polícia em relação ao trânsito, ela se baseia no fato de fazer o motorista entender que ele tem que cumprir as leis de trânsito. Por isso que você, quando está ali acima do limite de velocidade, ou não para totalmente numa placa de pare, ou comete algum outro tipo de inflação...

O carro da polícia que viu você cometendo essa infração, ele liga todas as luzes, te para e fica com aquelas luzes ligadas que é para todo mundo que passar saber que a polícia está agindo. Então isso é absolutamente corriqueiro.

Quando ele pega os documentos de alguém que parou e é um estrangeiro, o sistema já consulta o status legal. A eleição de Donald Trump foi baseada nesta política contra a imigração ilegal. Essas informações de imigração estão todas integradas. Portanto, o policial, que é o policial do trânsito, ele vai ali e checa.

Se estiver com alguma informação que indica que aquela pessoa está ilegal no país, ele automaticamente chama a polícia de imigração conhecida como ICE. E pronto, eles vão lidar com o problema de imigração. É assim que funciona. Não tem... Ah, copela! Porque se tivesse cooperação, eles iam na casa do Ramage, iam bater lá seis horas da manhã, meu amigo, tá preso. A Polícia Federal do Brasil mandou aqui e a gente identificou que tem razão pra te prender. Mas não é o fato.

A estada de ramagem nos Estados Unidos é pública. Se houvesse, de fato, qualquer intenção da polícia norte-americana fazer uma cooperação com o governo brasileiro, já teriam feito há meses.

Não precisaria esperar vencer o visto que ele usou para entrar no país, que tinha ali uma estada prevista de seis meses, para então, numa abordagem policial no trânsito, fazer alguma coisa. Então, assim, é balela, Caneta, e demonstra que a mentira está solta no Brasil.

Pois é, deixa eu só passar mais uma vez rapidamente para o Cristiano Beraldo, porque há uma dúvida em relação às pessoas que cobrem esse tema, se a infração de trânsito poderia culminar na deportação com a identificação de uma condenação no Brasil. O quanto disso prejudica essa estadia de ramagem nos Estados Unidos?

Não, poderia não. É muito comum que uma infração de trânsito, quando a polícia se identifica que aquele condutor está ilegalmente no país, o condutor é levado pela polícia de imigração.

para a detenção da imigração e ele, se não houver nada que garanta a sua permanência nos Estados Unidos, ele é deportado. Isso acontece várias vezes todos os dias. Só que no caso de Alexandre Ramagem, falávamos isso ontem, porque não estava claro se ele tinha tomado medidas concretas para pedir asilo nos Estados Unidos, e aí depois veio a confirmação de que sim, ele tem um processo em andamento de asilo.

O que deve acontecer, o que é o mais provável? Garantia, não sei, só depois que houver ali a decisão do juiz. O mais provável é que o juiz tome conhecimento desse pedido de asilo, verifique as provas e acho que ele não vai ter dificuldade em demonstrar e aí vai decidir, olha, você vai aguardar nos Estados Unidos em liberdade a finalização desse processo. Esse é o desfecho mais provável desse caso, Caniato. Pois é.

Preciso agora me despedir de parte da rede. Algumas emissoras ficarão agora com a sua programação local. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas. Vou passar para o Roberto Mota, para o Mota analisar também essa situação. Mota, então é assim, com passo de espera, né? Muitos aguardando qual será a decisão das autoridades americanas em relação à concessão ou não de asilo a Alexandre Ramagem. Caso isso aconteça...

aí sim ele poderia ficar em território norte-americano enquanto perdurar esse período ou até que alguma decisão seja tomada no Brasil para autorizar o retorno dele. O que não se sabe sobre esse caso, Caniato, é muito mais do que aquilo que se sabe.

O fato é que a detenção de Ramagem causou surpresa, tristeza e receio entre todo mundo que acompanha a deterioração da liberdade no Brasil. O governo federal falastrão, como sempre, foi rápido em reivindicar participação nesse fato. Não há ainda evidência de que isso tenha acontecido.

O governo americano não tem tradição de perseguir as pessoas que vão para os Estados Unidos em busca de refúgio político. Isso não aconteceu nem durante o governo de Joe Biden. Se isso vier a acontecer agora no governo de Donald Trump, vai ser nada menos do que uma tragédia.

E há questionamentos também, escutei alguns advogados que refletiram sobre o prazo do pedido. Será que isso foi feito recentemente? Ou desde o início? Chegou nos Estados Unidos e já entrou com esse pedido para concessão do asilo político? Não sabemos, essa talvez seja uma informação relevante. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávido, não, para o Bruno Musa agora.

Agora, o Bruno Moussa. Depois eu passo para o Dávila, só para fechar essa discussão. Você, Moussa, quais aspectos da discussão em torno da situação de Alexandre Ramagem? Também do posicionamento dos Estados Unidos, né? Porque muitos entendem que, a partir dessa decisão...

das autoridades norte-americanas, isso poderia reforçar algum tipo de tese. Ah, crime político, perseguição. Ah, não, entendem que foi condenado e, dessa maneira, ele precisa retornar ao Brasil. Então, fica muito em cima também da decisão norte-americana para que muitos acabem anabolizando ou reforçando a sua tese, o seu discurso, a sua retórica.

Claro, é o que eu falei, vira uma guerra de narrativa de todos os lados, mas me parece que o próprio governo americano, como ele já vem fazendo algum tipo de pressão e mostrando todas essas divergências com o governo Lula, porque por mais que naquela época em que Donald Trump veio a público e falou, ah, gostei do Lula, nos damos super bem, ele fala isso com todo mundo.

É uma forma de você vestir bem a noiva ali, achar, vender uma imagem positiva de que isso está funcionando, que a relação está acontecendo. Mas, claramente, eles são antagônicos em qualquer tipo de posicionamento, seja ideológico, seja econômico, seja institucional, seja de visão de mundo por completo. Então, tudo isso expõe ainda mais o fato que o governo americano já vem falando a respeito da politização da justiça brasileira.

do judiciário brasileiro. Vale lembrar que ele já aplicou a Magnitsky aqui, retirou, mas já fez pressão novamente. Não quer dizer, no meu entender, que a pressão simplesmente cessou. Não me parece que isso está acontecendo. Então, eu acredito que sim, que o Hamagen terá esse posicionamento por parte do governo americano.

de que tudo isso que vem acontecendo, ele é parte de um processo, e o Ramagem é uma dessas peças em que esse processo de politização de toda a justiça brasileira vem afetando não apenas os brasileiros, mas...

primordialmente americanos, como ele já falou, ou seja, empresas americanas e cidadãos que moram nos Estados Unidos, que tiveram as suas liberdades cerceadas, sua liberdade de expressão. A gente tem que lembrar que o ex ficou um mês, um mês e meio fora no Brasil, coisa que aconteceu na China, no Butão, em nenhum outro país.

Enfim, então, há elementos suficientes, no meu entender, para que o governo Donald Trump continue também com essa retórica e passe mais um recado para o Brasil. Ora, vocês não devem judicializar todo esse processo. E não é pelo ramagem em si, obviamente, por toda a questão que envolve os americanos.

Deixa eu só encerrar essa discussão, passar para o Luiz Felipe Dávila. Dávila, quais são as suas expectativas para as diplomacias do Brasil e dos Estados Unidos? Dá para a gente imaginar qual deve ser o posicionamento das autoridades norte-americanas? Porque eu fico pensando o caso.

o pedido seja atendido, o pedido seja deferido, ok, você poderá ficar aqui, concedemos o asilo político, a tese de perseguição política ganha força, ganha musculatura, ganha tração, e isso poderá ter desdobramentos políticos aqui também.

Caniato, eu vejo hoje como uma questão técnica. Provavelmente o advogado de Ramagem está agora tentando liberá-lo para que ele pudesse voltar à casa. E aí vai começar a correr um processo normal para ver se isso é uma questão de extradição, como bem lembrou o Beraldo, não por uma razão política, mas por uma razão técnica. Ou seja, foi pego numa violação de trânsito e está lá com visto de turista.

além do prazo determinado pelo visto e o turismo. Agora, isso pode se tornar uma questão política? Lógico que pode. Ao conceder asilo político à ramagem, é mais uma forma de reforçar a narrativa de perseguição política. E isso, sim, tem implicância no Brasil eleitoralmente, que mostra, mais uma vez...

como pessoas foram julgadas no Supremo Tribunal Federal sem ter tido direito ao devido processo legal, direito à ampla defesa, etc. Então, é óbvio que vai criar mais um constrangimento político, mas isso faz parte do jogo. Lula não está planejando agora uma viagem internacional à Europa para conversar com líderes políticos europeus anti-Trump? Portanto, cada um está fazendo... Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol

a sua performance política. Um vai a Europa se reunir com a turma anti-Trump e Trump pode fazer mais um sinal, um gesto importante para a base bolsonarista.

Os assuntos da política em destaque aqui em Os Pingos nos Is, durante participação em um programa aqui da Jovem Pão, Direto ao Ponto, Gilberto Kassab avaliou que o bolsonarismo errou ao indicar Flávio Bolsonaro para presidente e não escolher Tarcísio de Freitas. A gente separou também esse trecho, vamos acompanhar.

O Tarcísio reunia naquele momento todas as condições para ser um grande candidato, não é? Ele unia todos, ele unia todos e eu acho que foi um grande erro do bolsonarismo. Foi um grande erro, porque você tinha um bom candidato, que faz um bom governo aqui em São Paulo, que tinha todas as condições de ganhar a eleição.

Está aí a participação do presidente e fundador do PSD, Gilberto Kassab. Deixa eu passar para o Roberto Mota, começar essa rodada com o Roberto Mota.

Você, Mota, o que achou dessa fala de Gilberto Kassab? A oposição errou ao não escolher Tarcísio Freitas como candidato. Mas eu também me lembro que o próprio Kassab dizia que Tarcísio tinha uma vida longa. Ele deveria... Deixa eu só trazer uma informação importante aqui. Mota, só um parênteses. A produção acaba de confirmar...

O colegiado, a CPI do crime organizado, rejeita o relatório que foi apresentado por Alessandro Vieira. Inclusive teve uma manobra nos bastidores, troca de integrantes e o relatório da CPI do crime organizado é rejeitado. Pedido de indiciamento de ministros.

feito para articular essa derrota, enfim, atuação conjunta entre Judiciário e Planalto, essa avaliação do colegiado, mas o relatório, o trabalho dessa CPI acaba sendo rejeitado nesse documento final. Seis a quatro. Seis votos para a rejeição, quatro votos para a aprovação. Mota, então a gente...

Para um pouco aquela avaliação sobre a entrevista de Gilberto Kassab. Quero pedir a sua análise a respeito dessa rejeição. Bola cantada, você já esperava esse tipo de posicionamento da CPI?

Não, eu não esperava a rejeição do relatório, mas veja que coisa interessante, Caniato. O relatório cumpriu com a sua função. Ele colocou em evidência as questões que o Brasil inteiro hoje está observando.

Agora é com o Senado Federal. Já que não tem indiciamento, que não significava nada mesmo de qualquer jeito, mas o problema foi levantado, cabe agora aos senadores agirem. Eles têm os dois instrumentos, a sabatina e o impeachment, para fazer o que o relatório da CPI não conseguiu fazer.

É, teve uma troca de última hora de integrantes justamente para derrubar esse relatório, para rejeitar, não aprovar esse documento que foi apresentado pela CPI do Crime Organizado, um trabalho feito principalmente ou capitaneado por Alessandro Vieira. Você, Cristiano Beraldo, o fato de um relatório ser rejeitado ou aprovado, isso muda alguma coisa ou todo o debate em torno dos assuntos?

que constam em qualquer tipo de estudo, relatório, investigação, isso é o mais importante? Não, claro que muda. Porque, afinal de contas, aqueles senadores que estão ali resolveram fazer esse relatório e, se não fizeram a articulação necessária para aprová-lo, estavam simplesmente querendo fazer o show, querendo aparecer. Isso é que me irrita. Porque aí, qual era o desfecho óbvio? Se não articularam...

o relatório ia ser rejeitado. Aí fica a pergunta, que é uma coisa que me tira do sério, cadê o trabalho sobre o crime organizado? Obviamente ficaram sem o relatório para indiciar os ministros e o procurador-geral e também não entregaram informação relevante nenhuma para a sociedade em torno do crime organizado que está destruindo o Brasil.

Portanto, Caniato, eu não vejo nisso. Oh, o herói! Ele foi ali e teve coragem de colocar no relatório o nome dos ministros. Uma grande coisa. Nós estamos aqui trazendo as nossas análises, as nossas opiniões, todos os dias.

Para a nossa audiência, mostrando de forma inequívoca como o poder está sendo mal exercido dentro do Supremo Tribunal Federal, nós temos comprovações a partir de investigação da Polícia Federal que já trouxeram à tona comportamentos reprováveis, para não dizer criminosos, porque, afinal de contas...

É preciso ter lá o processo, enfim, para chegar à conclusão, à confirmação do crime que foi cometido ali nessas relações inescrupulosas entre poderosos e pessoas do dinheiro, no caso do Banco Master e tantos outros.

Agora, o papel do Senado Federal e o papel especialmente da CPI não é esse. Não é fazer showzinho. O papel da CPI é entregar à sociedade um trabalho bem executado. Um relatório aprovado minimamente. Não sabiam disso? Não sabiam que seria preciso articular, ter firmeza, ter solidez?

na estratégia que iriam utilizar para conseguir ter o relatório aprovado? Mas não, aí, estamos aí. Mais uma CPI que não acaba em absolutamente nada. E nisso se deve à má articulação dos senadores que ali estavam.

Pois é, deixa eu chamar o Dávila. Dávila, quantas vezes nós não noticiamos os trabalhos realizados por comissões parlamentares de inquérito e no final das contas há uma articulação de bastidor, troca um integrante, chama outro, esse é dispensado e aí conseguem rejeitar o trabalho daquela comissão.

quantas vezes nós trouxemos isso aqui e eu me lembro também da CPI do MST. Aconteceu exatamente a mesma coisa. E aí, o que é possível considerar em relação ao trabalho que foi feito pela comissão? O relatório vale pra quê agora?

Não vale pra nada, Canhá, até mais uma CPI que termina em pizza. Termina em pizza porque, como bem lembrou o Beraldo, não fez o seu trabalho com o rigor técnico que se espera de indiciar pessoas ligadas ao crime organizado. Então, quando se transforma num palco para se fazer...

política, a CPI acaba caindo neste forno, o forno das pizzas das CPIs no Brasil. Infelizmente, o crime organizado agradece

E os ministros do Supremo, mais uma vez, demonstram a síndrome Luiz XIV. Eles estão acima da lei e da Constituição e enxergam qualquer criticismo como uma ameaça à instituição. É um devaneio daqueles que estão intoxicados pelo poder e, principalmente, pelo ativismo judicial.

Deixa eu passar para o Musa também trazer as suas impressões. Musa, você acha que o fato de, no dia de hoje, figuras importantes das instituições brasileiras, principalmente da Suprema Corte, se manifestarem contra o trabalho que foi desempenhado pela CPI do Crime Organizado e o relatório, principalmente, você acha que isso pesou nessa decisão que foi tomada pelo colegiado há pouco?

Acho que pesou, Caneto, mas a verdade é que é uma vergonha o que nós vemos, né? Porque agora na parte da tarde a gente viu algumas notícias mostrando a troca de pessoas da CPI numa clara artimanha, o negociado ali entre o executivo, entre o legislativo, para evitar o comprometimento e o indiciamento do judiciário. Ou seja, nós de novo assistindo e financiando a tudo isso.

E aí eu faço um pedido aqui a todos que nos assistem, independente do posicionamento político ideológico, político partidário, se concorda com grande parte das coisas que a gente comenta aqui ou não, isso é o de menos. Mas o que nós não podemos é aceitar esse tipo de moralidade que vem acontecendo no Brasil.

Ou seja, foi rejeitado um relatório onde mostra uma possibilidade muito grande, depois de um estudo de uma CPI, do envolvimento de figuras importantes da República. E como assim a gente simplesmente rejeita e aceita e nada acontece?

Nos últimos dias nós já testemunhamos aqui CPMI simplesmente virando pó. Cadê aquelas pessoas que super defendiam a democracia, que agora se calam para roubos do NSS, de velhinhos aposentados, de crédito consignado, e agora de contratos de 130 milhões, de voos particulares com advogados, de cancelamento de quebras de sigilo, porque empresas envolvidas em que ministros assumiram que eram sócio simplesmente não puderam quebrar o sigilo.

Cadê essas pessoas defendendo a tal democracia? O que significa democracia para essas pessoas? Irem às urnas e apertar um botão? E pouco importa o resultado depois do que acontece? Isso é o conceito de democracia para cada um? Será que isso é o conceito de democracia relativa que nós vimos há pouco? O presidente Lula comentando há algum tempo atrás? Até que ponto nós vamos testemunhar esse tipo de ação e ficarmos inertes, calados a tudo isso?

E o pior, como eu sempre falo, financiamos tudo isso. É dinheiro que está saindo do seu bolso, de cada um de nós, no preço da água, no preço da roupa, no preço da comida. Em tudo nós pagamos impostos para sustentar essa casta parasitária em cima do orçamento público. Isso é uma vergonha e é uma sopa de Brasil muito óbvia.

Agora a gente retoma o assunto que nós estávamos discutindo e tratando, participação de Gilberto Cassap, presidente e fundador do PSD, concedeu entrevista ao Direto ao Ponto, e ele fez uma análise a respeito do movimento da direita, ou movimento bolsonarista, sobre a não escolha de Tarcísio de Freitas como candidato à presidência. O Mota ia analisar essa reflexão de Gilberto Cassap, mas que também na época das discussões dizia que Tarcísio deveria continuar.

como governador e tentar a reeleição, que, segundo ele, já estava tudo meio que encaminhado. Você, Mota. Kassab é um dos políticos mais inteligentes e experientes. E um político experiente nunca dá um ponto sem nó. Tarcísio de Freitas é um político excepcional. Provavelmente daria, ou quem sabe, dará.

um grande presidente da República? Porque Tarcísio é jovem e tem todo o tempo do mundo pela frente. Pois é.

Você, Cristiano Beraldo, as análises de Gilberto Kassab, como bem disse o Motto, um político muito experiente, estrategista. Há quem diga que talvez seja o cacique partidário hoje em dia que tem uma análise a respeito do cenário político mais apurado. Tem faro para identificar o que vai acontecer. Enfim, essa é a avaliação de muitos. Agora, por que essa fala sobre Tarcísio neste momento?

Bom, vamos lá. Primeiro, porque a saída do governo interessava a Gilberto Kassab. O sonho de Kassab sempre foi ser governador do Estado de São Paulo e, de alguma forma, na estratégia que ele estava montando, se Tarcísio de Freitas fosse disputar a presidência da República, o espaço que se abriria em São Paulo poderia ser ocupado por ele. Esse é um lado da história. O outro lado da história é que...

Kassab, ele não entende de oposição. Ele fala que a oposição errou, mas ele conhece de política. Mas uma coisa que ele sempre teve ojeriza é ser oposição. Tanto é que, ao mesmo tempo...

que ele era secretário de Tarcísio de Freitas em São Paulo, o seu partido PSD tinha ministros com o Lula. Então ele está sempre navegando no barco que está liderando a prova. Essa é a formatação do presidente do PSD, Gilberto Kassab. E se o Tarcísio de Freitas fosse disputar a presidência, o que aconteceria?

ele teria muito mais espaço num governo de Tarcísio de Freitas do que vai ter num governo, eventualmente, Flávio Bolsonaro. Então, para ele, é mais conveniente que houvesse essa troca. E hoje...

ele fica fazendo o que lhe resta em relação à disputa presidencial. Escolheu o Caiado? Não. Continua falando de Tarcísio, mesmo o partido dele tendo um candidato a presidente da República, e aí ele fica gorando ali, parece sem ter muito espaço para ser conquistado dentro do próximo governo quando o Partido dos Trabalhadores deixar a presidência da República.

Vou chamar o Luiz Felipe Dávila a trazer também seus apontamentos a respeito da posição do PSD, como o Gilberto Kassab acaba enxergando a direita brasileira. O PSD, a gente consegue colocar o PSD dentro da centro-direita brasileira? Porque tem esse...

esse posicionamento muitas vezes mutante, dependendo do Estado, ou um pé em cada canoa, está no governo federal, mas ao mesmo tempo se coloca como um partido de oposição, porque ele reflete sobre a figura de Tarcísio como sendo a mais adequada para disputar a presidência da República. Vai lá, Davila.

Gilberto Kassab apresentou um bom quadro do que deveria ser a candidatura que parecia, à época, a mais competitiva da direita. Seria lançar Tarcísio de Freitas candidato à presidência da República. Por quê? Porque é uma pessoa que uniria boa parte da direita e da centro-direita em torno do seu nome.

E isso o faria um candidato extremamente competitivo. Então, ao meu ver, a crítica que Gilberto Kassab fez é que a direita, de certa forma, perdeu o timing de lançar o seu melhor nome apresentado no momento, que era o governador de São Paulo.

E aí houve um rebuliço inteiro que perdeu o segundo nome, que era o governador Ratinho Júnior. Aquele, sim, que estava à frente nas pesquisas. E agora o partido lança o Ronaldo Caiado. Ronaldo Caiado tem tudo para ser um candidato competitivo. É um governador que entregou coisas importantes ao povo goiano. Hoje é um estado que goza de uma segurança pública invejável.

É um estado do agronegócio que vem atraindo enorme quantidade, montante de investimento. É um governador que tem uma longa história na direita lutando contra Lula e o PT, como senador, como deputado, como governador. Portanto, tem todas as credenciais.

para tentar aglutinar esses votos da direita que preferem uma outra opção no primeiro turno que não seja Flávio Bolsonaro. Então o que Kassab fez foi uma construção cuidadosa para apresentar um nome que pode vir a ser competitivo e ocupar um espaço no meio de duas candidaturas protagonistas que contam com enorme rejeição.

Faz sentido, mas nem sempre aquilo que faz sentido se transforma em voto numa eleição.

optando pelo nome mais da direita, dentro do PSD. Mas muitos falam, bom, talvez conflite com o universo de eleitores de Flávio Bolsonaro. Deixa eu chamar o Musa para a gente também analisar a situação que envolve esse raio-x de Gilberto Kassab sobre a figura de Tarcísio de Freitas. Dá para a gente...

afirmar que a direita perdeu o time para escolher Tarcísio de Freitas, mas também dependia de Tarcísio. Se Tarcísio quisesse, tivesse batido na mesa, ele poderia ter saído, mas atrelou-se a decisão à manifestação de Jair Bolsonaro. Tudo ficou em compasso de espera a partir da decisão de Jair Bolsonaro, que optou por Flávio.

Sem dúvida. Pois é, primeiro de tudo, você tem que perguntar à pessoa se ela de fato quer. Talvez diferente de certos partidos, por exemplo, mais à esquerda, ou mais com vieses históricos mais revolucionários, em que determinado candidato tem que participar se o partido manda. Tem, entre aspas, né?

Lembremos do caso, por exemplo, do Haddad, que ele falou que não queria ser candidato a nada, depois teve uma pressão do próprio governo que acabou cedendo e, pelo visto, sairá concorrendo a, não sei se é governador aqui em São Paulo, enfim, veremos. Mas, de qualquer maneira, é importante que fosse ouvido a opinião do próprio Tarcísio. O Tarcísio sempre se mostrou ali grato por todo o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, não vai ficar dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość dość

E ele também sempre mostrou a sua intenção de permanecer aqui em São Paulo, no governo de São Paulo, onde, ao que tudo indica, deverá ter uma reeleição bastante tranquila, se podemos dizer assim. Então, claro, agora, vale também mencionar que...

Se nós levarmos em consideração as pesquisas e grande parte do establishment, do status quo, leva em consideração ao menos para analisar as tendências, não dá para dizer até o momento que o Flávio foi de fato um erro. Ele vinha lá atrás, hoje a rejeição dele com as principais pesquisas já está abaixo do presidente Lula, que não tem aprovação de nenhuma faixa da renda, saiu hoje mais umas que dá arco.

mostrando que tanto de 1 a 3 salários mínimos o índice de rejeição de Lula é maior do que a aprovação, de 3 a 5 salários e acima de 10 salários a mesma coisa, portanto ele tem uma avaliação negativa em cada um dos espectros sociais do Brasil. Então, se Flávio já está despontando como ganho nominal nas intenções de voto frente ao presidente atual, me parece que não foi um erro nessa escolha.

está caminhando conforme haveria ou desejariam essa indicação do próprio Flávio. Então, acho que não dá para dizer, seria algo, de novo, conjecturar como estaria Tarcísio nas pesquisas nesse momento. Simplesmente é um exercício de algo que não aconteceu. Bola para frente e vamos adiante.

Pois é, daqui a pouco a gente continua falando sobre política, articulações, bastidores para as eleições. Sabe quem parece que virá para disputa? Ciro. Ciro vem aí. E não é o Ciro do PP, não, viu? Ciro Gomes. Daqui a pouco a gente vai trazer essa informação.

Mas eu quero acionar a reportagem da Jovem Pan News antes. Após avançar sobre o Banco Master, o relatório final da CPI do Crime Organizado afirmou que existem indícios, assinalizações de exploração sexual em festas promovidas por Daniel Vorcaro. Quem tem os detalhes da informação é a Júlia Firmino. Chega ao vivo aqui em Os Pingos nos is. Júlia, seja bem-vinda, viu? Ótima noite a você. Então conta para o nosso público essa revelação.

Pode, na avaliação de muitos, complicar ainda mais a vida do banqueiro e também de autoridades, já que as apurações acabaram revelando que Vorcaro utilizava essas festas, esses encontros e bancava as modelos para atrair políticos. É isso que se sabe? Bem-vinda.

É exatamente isso que tem indicado, então, esse relatório, viu, Caniato? Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. Esse relatório final da CPI, do crime organizado, mostrou, então, que foi feito, inclusive, pelo senador Alessandro Vieira, mostra esses indícios de exploração sexual, mas também de tráfico internacional de pessoas. Nesse documento, inclusive, Daniel Vorcar teria admitido...

que fez cerca de, aliás, mais de 300 festas, 300 eventos, em que participaram também algumas autoridades aqui do país. E tudo isso foi mostrado, inclusive, em mensagens de Daniel Vorcar com a sua noiva, a própria Marta Graef, que as festas, ele dizia que eram festas que faziam parte do seu business, ou seja, do seu modelo de negócio, das suas negociações.

Tudo isso surgiu também, Caniato, vale a gente destacar aqui por conta da CPMI do INSS, que analisou também aproximadamente 40 gigabytes de arquivos que estavam ali no celular de Daniel Vorcá, do Daniel Vorcá, o que é inclusive ex-

dono do Banco Máster, e aí dentro desses arquivos tinham vídeos de teor íntimo, mensagens, documentos inclusive para o recrutamento de mulheres estrangeiras, muitas delas vindo da Europa e também até passaportes, fotos, imagens ali dos passaportes dessas mulheres. O relatório também apontou que esse esquema era um esquema muito complexo.

para recrutar, transportar e até pagar a hospedagem, custear a hospedagem dessas mulheres aqui no Brasil, para que elas pudessem participar desses eventos. Eventos, inclusive, que apareceram ali nesses documentos, aconteceram alguns em Brasília, Distrito Federal, e também em Trancoso, na Bahia, e por isso, então, tudo isso aponta os crimes, reforçando aqui de...

tráfico internacional de pessoas, além de exploração sexual. Quanto mais a gente fala sobre esse assunto, quanto mais informações aparecem dessas investigações, mais abismados nós ficamos com essa situação toda, né, Caniato?

Pois é, a gente vai analisar, inclusive, a Júlia segue acompanhando e dissecando esse relatório da CPI do crime organizado. O relatório foi rejeitado pela comissão, mas a gente segue acompanhando os detalhes que foram trazidos por Alessandro Vieira. Júlia, bom trabalho para você. Depois a gente volta a conversar.

Os nossos comentaristas analisarão, inclusive, essas informações que constam no relatório rejeitado da CPI do Crime Organizado, depois do break comercial, em um intervalo super rápido. Voltaremos em um minuto e meio. Até já. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.

Comunicar vai além de falar. É marcar presença onde o seu público está. Textos, vídeos, posts e relatórios. Dezenas de canais exigindo presença, consistência e velocidade. É por isso que criamos a Samp. Um ecossistema de inteligência artificial que entende, cria e publica conteúdo com velocidade e consistência. Onde quer que o seu público esteja. De PDFs a notícias, de textos a voz, de ideias a impacto. Samp. Conteúdo inteligente para o seu negócio.

A primeira edição do seu dia começa comigo na bancada, com os acontecimentos das últimas horas no Brasil e no mundo e a participação dos nossos analistas. E na segunda edição, a notícia muda de posição. A gente sai da bancada pra se aproximar dos fatos.

Economia, previsão do tempo, agro, cenário global, tudo conectado ao que realmente importa Jornal da Manhã, de segunda a sexta, primeira edição às cinco da manhã, segunda edição às sete

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia sempre com a análise dos nossos comentaristas reforçando para a nossa audiência a enquete do dia que trata da CPI do crime organizado apesar do relatório ter sido rejeitado é importante considerar que eles fazem apontamentos sobre

ilegalidades, irregularidades, possibilidade de cometimento de crimes, e muitas vezes, apesar do relatório rejeitado, isso é entregue para as autoridades. Por exemplo, o Ministério Público pode identificar naquele relatório, poxa, isso requer um aprofundamento na investigação. Aí faz uma nova investigação.

E, eventualmente, a PGE pode até oferecer uma denúncia à justiça. Você acha que isso vai avançar? Você acha que pessoas serão denunciadas? Alguém vai se tornar réu? Você acha que alguém poderá ser condenado? Alguém será punido exemplarmente pela justiça?

a partir do trabalho que foi realizado pela CPI do Crime Organizado, contamos com o seu voto, com a sua manifestação, jovempan.com.br e também a nossa pergunta publicada no nosso YouTube. YouTube, não da Jovem Pan News, mas sim do programa Os Pingos nos Is, contamos com você. A rede está chegando aqui, mas eu já vou passar para os nossos comentaristas qual é a notícia que nós vamos tratar, a produção só confirma para a gente. Se a gente já virar...

Vira a página? Tá bom, vamos virar a página. Tem um destaque importante em relação à política. Agora a rede toda vai ficar com a gente? Agora sim, toda a rede conectada aqui com os pingos nos diz, nós estamos analisando a situação que envolve a política brasileira. Há pouco trouxemos uma informação referente à investigação da CPI do crime organizado.

Então vamos só trazer uma rápida análise dos nossos comentaristas a respeito daquela história da exploração sexual. Deixa eu passar para o Roberto Mota. Você, Mota, ainda que o relatório tenha sido rejeitado, essa é uma informação que chamou a atenção.

E a imprensa tem se debruçado e destacado esse aspecto que o relatório da CPI do Crime Organizado indica. As festas de Vorcaro têm indícios, possuem indícios, há elementos que podem apontar para exploração sexual. Por conta daquelas histórias, lembra que nós noticiamos? Ah, Vorcaro trouxe modelos e manequins do leste europeu, garotas muito bonitas que não falavam português, e elas ficavam ali naquelas festas e serviam de isca.

para atrair políticos, pessoas poderosas, enfim, figuras que, de alguma maneira, interessavam a Daniel Vorcaro. E muitos colocam em dúvida. Bom, exploração sexual, as garotas vendiam o próprio corpo, então, por conta dessa contratação, Daniel Vorcaro poderia ser acusado de ser uma espécie de cafetão administrando garotas de programa em suas festas? Me parece que é isso, né?

Caniato, lembre do comentário que eu fiz aqui no início desse escândalo. Eu disse que esses detalhes picantes iam ocupar todo o espaço, iam acabar se tornando o assunto principal. Realmente, tudo indica que o banqueiro contratou mulheres para socializar com pessoas importantes nas suas festas.

Isso é crime? Não sei. Talvez até seja, dependendo das circunstâncias. Mas comparado com todo o resto que o banqueiro parece ter feito, esse realmente parece um dos menores crimes cometidos por ele.

Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo só. Preciso me atentar à legislação. Se a moça do leste europeu tivesse comprado um ticket, tivesse vindo para o Brasil e tivesse entrado sem querer na festa de Daniel Vorcar, encontrasse um político e fechasse um programa...

ela não estaria cometendo um crime, estaria vendendo o corpo por uma decisão dela. A partir de um momento que alguém faz essa negociação, administra as moças e lucra de alguma maneira com essa atividade, aí sim seria identificado o cometimento de um crime, o de exploração sexual. Dá para colocar Daniel Vorcar nesse cenário fictício, uma vez que seja comprovada essa atividade, dá para colocá-lo como alguém que cometeu esse crime de exploração sexual?

Ou isso, na verdade, é só espuma para as outras coisas que são realmente importantes? Olha, Caniato, a gente pode fazer as teorias que forem, as suposições que couberem para tentar identificar ali como teria sido essa dinâmica.

Mas, de fato, esse não é o crime mais grave do Daniel Vorcaro. Tem tanta coisa importante que exige a nossa atenção, a nossa atenção como sociedade, que isso aí realmente me parece uma distração, mas que cada vez mais tem apelo muito grande na internet. As pessoas adoram ler esse tipo de notícia e saber das festas picantes e tal,

Agora, Caniato, eu não sei exatamente como é que funciona isso, como é que ele fazia para trazer essas pessoas, ele trazia essas meninas com uma obrigação de elas terem algum tipo de performance sexual, elas vinham para participar de uma festa, eu sei lá o que acontecia ali. Agora, o crime verdadeiro do Vorcaro, pelo qual ele precisa pagar...

não é essa história de festa com menina. Convenhamos, até porque você provar que ele trazia, aí ele oferecia a menina para o político, aí depois o político favorecia ele no negócio...

Essa me parece uma história muito longa quando nós estamos diante de pessoas que pegaram dinheiro dos aposentados e enfiaram em CDB podre do Banco Master. Estamos diante de um Banco Central que viu toda essa confusão acontecendo, esse comportamento...

visivelmente reprovável do senhor Daniel Vorcaro, e o Banco Central, a CVM, ficou todo mundo com cara de paisagem. Aí mandava ali uma notificação, um pedido de informação, isso e aquilo, mas deixavam ele fazer.

Estamos diante de diversas instituições financeiras celebradas. Estão aí fechando o contrato de naming rights com estádio de time de futebol, mas venderam a maior parte dos 40 bilhões de reais.

de CDB do Banco Master, enfiaram nos seus clientes, demonstrando a absoluta irresponsabilidade com a segurança do investimento dos seus clientes. Mas estão aí, ah, não, o FGC cobre, cobre nada. Porque esse dinheiro que os bancos colocaram para cobrir o rombo do Banco Master vai servir para eles descontarem de imposto de renda. Quem pagou fomos nós.

Nós é que pagamos para que essas instituições financeiras aí, celebradas, várias dessas, fazem aí eventos em Nova Iorque, Lisboa, igualzinho o Master fazia. Agora estão aí, posando de, oh, que absurdo. São responsáveis. Cadê a responsabilização dessas figuras? A gente não ouve falar. Mas aí não. Vamos tratar das meninas que vieram sei lá de onde para fazer sei lá o quê. Ah, faça-me o favor. Então, assim, de novo.

Nós estamos diante de uma coisa gravíssima, mas aí vem do Congresso Nacional uma distração, que é para as pessoas se entreterem. E a grande esborna continua acontecendo aí a olhos vistos e ninguém fala nada.

Pois é, e a imprensa acabou noticiando, pelo menos divulgando um print das conversas entre a então noiva, a namorada, Marta Graef, que questionava Daniel Vorcaro a respeito dessas festas. E aí Daniel Vorcaro assumindo, né? Sim, levei 300 moças desse tipo, mas nunca fiz nada, não te desrespeitei. Fazia parte do meu business, né, contratar essas moças. Deixa eu passar para o Bruno Musso. O Bruno foi o primeiro a trazer essas informações.

O Bruno monitorando tudo que era divulgado, né? E havia, né, Bruno?

no meio do mercado financeiro, informações a respeito dessas festas que eram promovidas por Daniel Vorcaro, inclusive a contratação dessas modelos, manequins, que vinham do exterior. Já era sabido, pelo menos dentro de alguns grupos, que depois disso, meses depois, pelo menos uns dois meses depois, é que isso acabou vindo à tona e até esse print de uma conversa entre a então namorada...

E Daniel Vorcaro, ele dizendo que fazia parte do negócio dele contratar essas garotas.

Sim, isso eu acabo ouvindo à tona depois, mas eu concordo muito com o que foi colocado até o momento. Isso é talvez o nada que representa frente a toda a corrupção que nós estamos falando. Foram mais de 50 bilhões de reais apenas do Fundo Garantidor de Crédito, várias empresas compradas por valores inflados para aumentar o tamanho do patrimônio no ativo do banco.

a compra de uma série de pessoas que fazem parte da alta cúpula da máquina pública brasileira de todos os poderes. Eu acho que esses indícios de exploração sexual, eu concordo com o Motta, eu confesso que eu não sei se isso seria crime ou não seria, se de fato, sendo voluntário dessas meninas, seria crime ou não seria, mas de fato, esse é o mínimo do mínimo que talvez...

Nem vale a pena a gente mudar o discurso e tirar um pouco da atenção do que aconteceu nesse escândalo simplesmente absurdo, onde cada dia nós vemos um tentáculo a mais de Daniel Vorkar e da sua turma, que foi tomando conta...

da vida do brasileiro. E muitos podem achar que isso não impacta o nosso dia a dia, mas impacta, impacta severamente no âmbito do dia a dia do brasileiro, com a impunidade, com o capital dos bancos tendo que agora recapitalizar em algum momento o Fundo Garantidor de Crédito, a credibilidade.

dos bancos, toda a compra institucionalizada da corrupção no Brasil, enfim, tudo isso sim é o que vale muito mais todo esse caso maluco que estamos vivendo e que precisa, nós precisamos endereçar uma solução e uma solução passaria por punir se fôssemos um país sério. Essa parte da exploração sexual realmente eu acho que pode ser talvez uma pontinha a mais nesse escândalo como um todo, nem de perto.

algo que é o centro da questão. Engraçado, os comentaristas acham essa uma pequena parte, mas deixa eu passar para o Dávila. Dávila, tudo bem que as notícias que foram publicadas em relação a essa vida extravagante de Daniel Vorcaro, talvez isso seja um caça-clic, um caça-clic para muitos sites que acabaram divulgando essas informações, mas não lhe parece que tem uma...

uma caixa de arquivos proibidos que poderiam vir à tona com fotos e imagens de autoridades nessas festas com as tais garotas e que isso poderia ser utilizado em um momento oportuno, porque eu fico pensando em um ano eleitoral, quantas coisas já não foram divulgadas, mas eu fico pensando o potencial de destruição ou de prejuízo para um pré-candidato, para um candidato, alguma figura importante de alguma instituição.

ter a sua imagem vinculada a essas festas pouco republicanas da Ávila.

É, Caniato, o fato é o seguinte, esta orgia toda organizada pelo Banco Master, vídeos comprometedores, pode criar um constrangimento moral e político, mas não vai levar a uma questão criminal. Inclusive, o Supremo Tribunal Federal já deixou claro que é esses vazamentos seletivos, como acabou de falar o ministro Gilmar Mendes, que é o Supremo Tribunal Federal.

vão ser totalmente descartados como futuras provas num caso. Então, vai causar constrangimento político, moral, vai criar crise nas famílias, tá certo? Porque muita gente acabou traindo mulher e tal por causa dessas festas. Agora, é um constrangimento moral. Mas nessa república da imoralidade, constrangimento moral parece realmente um...

Suco de laranja no meio de um banquete de malandragem que, no fundo, onde está a carne, o suco, está nesta fraude financeira que levou mais de 50 bilhões de reais serem perdidos, pagos pelo fundo garantidor.

Como bem lembrou o Beraldo, roubados os dinheiros, perdidos de fundos de pensão, isso afeta a vida dos aposentados.

E esta fraude financeira parece que está hoje em segundo plano. Mas não podemos esquecer, como a história mostra, que às vezes as questões que parecem não tão importantes podem incriminar aqueles que lideraram esta enorme fraude financeira. O caso mais clássico que nós conhecemos é justamente da máfia nos Estados Unidos. Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol Ol

No fundo, o El Capo Corleone foi pego por causa de sonegação de impostos e não pela artimanha toda de ter sido o líder da máfia por tanto tempo.

Conseguiu localizar, inclusive, o trecho da conversa? Na página 375 do arquivo 25, pasta 15, tem a conversa de Marta Graef, no dia 18 de agosto de 2025, ela questionando, então, namorado, noivo, eu não consigo te imaginar com esse tipo de mulher, Daniel.

Daí Vorcaro responde, mas eu não fiquei com essas mulheres, fazia parte do meu business. Eu nunca te escondi o que eu fiz e por que fiz. Fiz festa com trezentas desse tipo e mais do que isso, eu nunca fiz nada depois de te conhecer. Então é inacreditável sua reação, era só ter me enviado e pedido para tirar. Daí a noiva responde, foi exatamente o que eu fiz, a minha reação não é inacreditável. Eu fiquei com muito nojo.

Enfim, eles ficam nessa discussão e no final das contas parece que acabam se acertando, mas fica claro exatamente a estratégia de Daniel Vorcaro nessa troca de mensagens. Bem, faremos agora um rápido intervalo, bem rápido. Na sequência tem outras informações referentes ao PSDB e há uma estratégia para lançar Ciro Gomes à presidência da República. Não é 1º de abril. A gente vai trazer isso depois do intervalo. Até já.

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