Delação de Camisotti detalha nomes de políticos em esquema do INSS
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (10):
O empresário Maurício Camisotti apresentou à Polícia Federal depoimentos que citam possível ciência de integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva sobre irregularidades no INSS. O delator detalhou descontos bilionários em aposentadorias. A CPMI do INSS acompanha o caso sob sigilo. Comentaristas analisam os impactos políticos das investigações.
O empresário Antônio Camilo Antunes pode detalhar repasses a figuras públicas em busca de benefícios judiciais. A movimentação ocorre após avanço da família Camisotti em tratativas com a PF. Parlamentares como Carlos Viana e Alfredo Gaspar monitoram o caso. Analistas discutem se haverá provas concretas contra autoridades.
A arrecadação federal bateu recorde, somando R$ 2,89 trilhões em 2025. Sob o governo Luiz Inácio Lula da Silva, houve alta real impulsionada por novas alíquotas. O ministro Fernando Haddad defende as medidas para equilíbrio fiscal. Comentaristas avaliam o impacto no bolso do cidadão.
O empresário Daniel Vorcaro deve apresentar termos finais de delação à PF. A expectativa envolve nomes de agentes públicos ligados ao caso. O processo é acompanhado pela CPMI e pelo Judiciário. Analistas discutem os possíveis efeitos políticos.
O procurador-geral Paulo Gonet indicou que não abrirá investigações contra ministros citados por Vorcaro. A decisão se baseia na ausência de indícios materiais. O tema repercute no Congresso e no Judiciário. Comentaristas analisam os critérios jurídicos adotados.
Relatórios apontam aumento de pagamentos do Banco Master a empresas ligadas a políticos. Entre os citados estão Antônio Rueda e Ricardo Lewandowski. Os repasses cresceram com a expansão da instituição em Brasília. Analistas avaliam possíveis influências políticas.
A carga tributária atingiu 32,4% do PIB em 2025, recorde histórico. O aumento é atribuído à arrecadação federal no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Tributos sobre renda e operações financeiras puxaram a alta. Comentaristas discutem impactos no setor produtivo.
Relatórios indicam que grupos ligados ao governo investiram cerca de R$ 500 mil em anúncios contra Flávio Bolsonaro. A estratégia digital foi registrada em plataformas de redes sociais. A oposição critica o uso dos recursos. Analistas avaliam efeitos na polarização política.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
Bruno Musa
Cristiano Beraldo
Júlia Firmino
Luiz Felipe Dávila
Matheus Dias
Roberto Mota
- Delação de Maurício CamisottiEsquema de descontos ilegais do INSS · Implicações políticas da delação · Conexões políticas e lavagem de dinheiro
- Governo e Gestao PublicaReações de políticos citados · Expectativas sobre investigações
- Sistema tributário brasileiro e complexidadeAumento da carga tributária em 2025 · Comparação com outros países
- CorrupçãoPagamentos a políticos · Investigação sobre o Banco Master
- Filosofia de jogo e metodologiaEstratégias de delação · Competição entre delatores
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Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia e contando, claro, com as análises, as discussões, as reflexões entre os nossos comentaristas.
Eu sou o Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial. Para começar, o empresário Maurício Camisotti, ele apontado como um dos principais pivôs do esquema de descontos ilegais do INSS, ele revelou em sua delação que ministros do governo Lula e políticos da base abiada do Planalto sabiam do roubo dos aposentados e nada fizeram para evitar os desvios.
A informação foi divulgada pela revista Veja e diz que o acordo de colaboração chegou ao gabinete do ministro André Mendonça para homologação. Em sua delação, Camisotti apresentou vários documentos e detalhou toda a origem do esquema no INSS, apontando as conexões políticas e de vários servidores, além de detalhar como o dinheiro desviado era lavado.
chamar os nossos comentaristas. Quem é que está preparado? Deixa eu começar com o Luiz Felipe Dávila, tá ok? Então deixa eu chamar o Dávila. Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Um episódio que a gente tem tratado desde o princípio, né? E agora parece que um capítulo super importante.
que é a delação de Maurício Camisotti, que parece que trouxe informações muito importantes e que certamente irá implicar figuras que participam da administração pública e outros que fizeram parte do governo do atual presidente da República. Bem-vindo e boa noite.
Boa noite, Caniato. Boa noite aos meus colegas de bancada e boa noite à nossa querida audiência. Como o nosso colega de bancada, Bruno Musa, sempre diz, neste momento da teoria dos jogos é que começa a dar coceira pro primeiro falar, porque a vantagem é enorme em relação aos outros. E é exatamente o que está acontecendo nesse episódio. Camisote, resolvendo abrir a boca...
praticamente anula a delação do tal do careca do INSS. Afinal de contas, quem larga na frente, ou seja, quem denuncia primeiramente, tem uma enorme vantagem sobre os outros.
E esta delação que já foi assinada e acordada com a Polícia Federal vai ser uma delação bombástica. E envolverá os políticos que receberam dinheiro do esquema da propina do roubo do INSS. Implicará em pessoas muito próximas ao presidente da República. E fará, mais uma vez, a República do Rabo Preso tremer de medo.
Pois é, a notícia em destaque de Spingos nos diz, Maurício Camisotti revela muitas fraudes, o grande esquema de desvios de aposentadorias e pensões no INSS e assina, fecha o acordo de delação premiada. Deixa eu chamar o Roberto Mota, está lá no Rio de Janeiro, ao vivo com a gente.
Vai trazer também suas impressões, expectativas a partir dessa notícia que pode indicar uma situação muito complicada para muitos integrantes, inclusive do governo federal ou alguns que participaram dessa atual gestão. Bem-vindo, Mota. Boa noite.
Vamos ver essa complicação, Caniato. Vamos ver se alguém realmente vai ficar em situação complicada. E o mais importante, quais serão as consequências disso? Boa noite pra você. Boa noite aos meus colegas de bancada. Boa noite à nossa audiência. Primeiro, é importante informar a data de hoje. Hoje é 10 de abril de 2026.
Porque corre o risco do nosso espectador simplesmente ver essa manchete aí e achar que essa é uma matéria de 2004, 2007 ou 2013, porque a manchete é Delator, réu em uma investigação de um mega escândalo, diz que o governo do PT sabia de tudo.
E aí, nós enxergamos de cara um erro óbvio, porque todos nós sabemos que os governos do PT nunca sabem de nada.
Pois é, deixa eu chamar o Bruno Musa para trazer suas impressões. É só importante lembrar que o primeiro veículo que trouxe as informações, a revista Veja, dizendo que ex-integrantes do governo do Partido dos Trabalhadores, mas também parlamentares, ex-servidores, cabeças de partidos, são citados.
nessas informações que foram reveladas pelo Camisote, o delator, e também aquela amiga do filho do presidente, né? Ela também é citada por Maurício Camisote. Musa, quais são suas expectativas? O que a gente precisa aguardar? Muitos comemoram achando que todo o caso será revelado, mas a delação por si só garante o quê? É preciso ter cautela? Bem-vindo.
Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Dávila, todos que nos assistem no Brasil. Bom, vamos lá. O Dávila lembrou muito bem a respeito da teoria dos jogos, que para quem não tem total familiaridade com ela, é aquela que você não sabe se o teu companheiro irá delatar, portanto você delata primeiro ou ele delata, uma vez que você teria algum benefício por delatar antes. Você não sabe se ele vai delatar, ele não sabe se você vai, então fica nessa sinuca de bico, uma vez que os dois não se encontram ali. Então isso foi desenvolvido por um economista.
E há uma tese toda comprovada com relação ao comportamento humano. E eu tento levar sempre pelo lado de como funciona o comportamento realmente das pessoas. Vale lembrar que cada um desses delatores, seja o camisote, seja o outro, qualquer um, eles têm ali suas fragilidades, suas pressões familiares, seus medos, por mais que eles pareçam...
Fortões, olha, são os corruptos, esses nada usa bala. Eu não acho que seja assim. Eu acho que no seu mais íntimo, a coisa realmente complica quando você não tem a menor pretensão ou nenhuma janela de possibilidade de você ser...
digamos, inocentado ao longo desse processo. E aí a coisa começa a apertar. Quando você pega um revolucionário, um líder do PCC, que tá preso há 20 anos, a coisa é diferente. Eles têm outro tipo de cabeça, imagino. Agora, pessoas comuns, corriqueiras, corruptos, que achavam que eram intocáveis, a coisa começa a apertar, quando percebe que não é bem assim.
O mais interessante, quando saiu essa notícia, eu andei perguntando por pessoas de diferentes espectros aqui sociais. Eu estava em Vitória ontem, voltei hoje, perguntei lá, perguntei aqui. Você se espantaria se, de repente, pessoas próximas ao Executivo estivessem envolvidas nisso? A resposta dos mais variados espectros sociais, como eu falei, é claro que não.
Ou seja, o brasileiro já sabe de tudo isso. O brasileiro já está calejado, isso não chama mais a atenção. Esse é o grande ponto da surpresa negativa, que nós não temos mais surpresa com políticos corruptos no Brasil. Se tornou uma normal. O que não pode continuar sendo uma normal, senão o Brasil continua sendo esse país eterno, nota 4, 5, minimamente.
assim por dizer. Portanto, eu acho que a coisa começou a apertar. Se de fato as pressões vierem de fora, não sei como funciona tudo isso. Mas eu acho que os dados e fatos que até o momento já foram notificados, já inclusive esvaziam uma boa parte da delação, porque a gente já sabe quem está envolvido, os principais envolvidos, as coisas estranhas, claro que precisa.
aprofundar nisso, colher as provas, tudo isso deverá, sim, espero, ser feito pelas investigações. Mas não causa mais nenhum tipo de surpresa e aí é nesse momento que talvez a surpresa pode vir e o delator realmente abrir a boca. Torceremos.
Pois é, só gostaria de lembrar a nossa audiência que André Mendonça, que é o relator do caso no STF, vai analisar todos os termos da negociação, os dados, para avalizar, para homologar essa delação. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo.
Quando a gente fala de delação premiada, sem dúvida, a gente acaba relembrando de aspectos de um outro caso que ganhou notoriedade, que colocou muita gente importante atrás das grades, conseguiu recuperar muito dinheiro, que foi o caso da Lava Jato.
Uma década depois, é preciso olhar para o que se manteve em pé na Operação Lava Jato. Enfim, muitos esperando que os responsáveis pelo caso de desvios do roubo dos aposentados, que esses sejam punidos exemplarmente. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos. Suas impressões, Beraldo. Bem-vindo.
O que se manteve em pé, Caniato, foi a nossa frustração, foi essa certeza desse Brasil impune de que a justiça não alcança a todos. Boa noite a você, a Musa, ao Dávila, ao Mota, boa noite a audiência que prestigia diariamente os Fingos nos Isco. O Brasil é isso, Caniato, nós estamos vendo esse resumo em que não há mais preocupação com a moralidade.
Veja que é, por enquanto, indícios ou uma informação de bastidor que circula que essa delação demonstra, e tem que demonstrar de forma inequívoca, que membros do governo, pessoas próximas ao presidente da República, sabiam do que estava acontecendo.
E no fundo o que a gente vai descobrir é óbvio, que o INSS era utilizado como uma fonte de financiamento para esses próprios que estavam ali rondando o poder. E a gente vê isso acontecer não apenas no INSS, mas em outros ambientes também. Temos o Banco Master, temos outras coisas até mais pesadas que não convém falar agora.
Pois bem, essa delação é uma delação que vai trazer à luz como é que de fato funcionava essa engrenagem, porque o roubo houve.
os aposentados brasileiros foram tapeados, foram roubados. A gente teve não apenas os desvios ali das contribuições, mas a gente tem todo aquele processo da concessão de empréstimo consignado em que muitas vezes o aposentado acha que finalmente conseguiu se aposentar para viver uma vida minimamente tranquila e quando se dá conta...
já enfiaram nele ali um empréstimo com juros altos e o seu planejamento financeiro vai por água abaixo. Portanto, é importante que isso seja trazido à luz. Mas agora, Caniato, olhando para o futuro, se nós não tivermos uma reforma da moralidade brasileira...
A única certeza que continuará conosco é que qualquer evento que agora possa parecer uma punição aos envolvidos, logo ali na esquina, depois de amanhã, será transformado num perdão, numa dúvida, se o caso era para ser julgado realmente ali ou se tinha que ser julgado em outra cidade. E aí sempre vai ter...
Uma casca de banana, uma certa armadilha que é deixada propositalmente no processo para que todos os amigos do poder acabem se livrando. E o pior, Caniato, além de se livrarem da questão criminal, muitas vezes ainda tem o dinheiro fruto do crime de volta para que eles possam usufruir. E termino só lembrando...
uma passagem que aconteceu no Brasil, que foi a devolução do helicóptero do André do Rato. O helicóptero estava sendo usado pela polícia de São Paulo para transportar órgãos, enfim, para prestar um serviço à comunidade.
mas saiu uma canetada que o Dedé do Rap, o Dedé do Rap precisava do helicóptero dele, a justiça não tardou em conceder de volta o helicóptero. Então, Caniato, esse é o Brasil de verdade, esse é o Brasil que a gente tem que viver.
Pois é, o Beraldo toca em pontos importantes. Deixa eu chamar o Dávila. Dávila, me parece que essa preocupação do Beraldo é a preocupação de muita gente. Você não teme que isso volte a acontecer? Ou seja, que até nós observemos um processo em que chega até a condenar figuras envolvidas no caso do desvio dos benefícios dos aposentados. Mas que detalhes.
sejam observados e sejam colocados lá na frente como impeditivos e aí reversões sejam autorizadas pela justiça, sabe aquelas surpresas que acabam beneficiando pessoas que acabaram roubando muito dinheiro?
Peneato, temos duas opções. A primeira opção é se levar pelo pessimismo, por não vai dar em nada, vai tudo acabar em pizza e não se faz nada. A segunda é continuar a investigação.
levar aos tribunais, esperar o julgamento e ver se acontece alguma coisa. Ou seja, pessoas sejam condenadas. Na Lava Jato, esse processo aconteceu, pessoas foram condenadas e depois, evidentemente, tivemos as decisões monocráticas no Congresso que desfizeram e soltaram corruptos confessos.
O que é uma barbaridade, é uma imoralidade. E como bem disse o Beraldo, isso reflete o clima de imoralidade que impera em Brasília e principalmente nos donos do poder, seja no judiciário, no legislativo ou no executivo. Agora, não é por isso que nós vamos fazer o quê? Vamos deixar o caso acontecer e tudo bem? Já não vai dar em nada, vai tudo acabar em pizza e largar? Não!
Como cidadãos do bem, nós temos de lutar pelo que é certo, pelo que é verdadeiro. Porque se nós não fizermos isso, nós estamos traindo a confiança dos bons cidadãos, aqueles que querem ver o Brasil dar certo. Então eu acho que a gente tem que ir a fundo. Se vai acabar em pizza ou não, ou se vai ser meia pizza, ou se vamos só dois pra cadeia e o resto vai soltar, não importa. Nós temos de fazer o nosso papel. Acho que esse é um ponto...
fundamental. Não podemos deixar o ceticismo, o pessimismo se sobrepor a essas coisas, porque senão a gente não vai nunca evoluir e nunca melhorar. Como bem disse o Beraldo, se a gente quiser melhorar a questão moral, não precisa morar que tem um... precisamos mostrar que tem um lado que defende a moralidade, que defende os valores corretos, que está disposto a lutar pelo bem. Se a turma que está lutando pelo bem está falando assim, ah, não vai dar em nada, vamos desistir desse jogo.
Bom, então, aí a turma do bem está completamente desamparada. Então, esse eu acho que é o nosso papel aqui, muito importante. Então, eu entendo que é por etapas. Tem jeito sério, temos um bom relator. Tudo isso pode ajudar a, pelo menos, desvendar esse caso, que é o maior roubo da história do INSS.
O canhato, o roubo da Previdência é duas vezes o Banco Master. O Banco Master foi em torno de 50 bilhões. A Previdência são 100 bilhões, porque são 90 bilhões do desconto ilegal, indevido dos créditos consignados.
E depois tem mais oito bilhões que foram descontados indevidamente. Então são dois Banco Master. Agora, a diferença é que o Banco Master aconteceu aí num intervalo de três anos, quatro anos, e esse vem acontecendo num longo período. Mas em termos quantitativo, o roubo da Previdência, o roubo dos nossos aposentados, é duas vezes o tamanho do Banco Master.
Pois é, mas tem a questão que envolve reversões. Lá na frente identificaram que vazaram tal arquivo, não poderia, por conta disso parte do processo é anulado. Tem isso. Tenho receio de muitas pessoas que tratam dessa possibilidade. Mas também tem a análise de que todo caso não seja investigado, que a punição seja seletiva.
Alguns envolvidos acabem sendo inocentados, por exemplo. Tem disso também. Deixa eu passar para o Mota, porque quando a gente fala das projeções, tem otimistas e pessimistas, eu acho que todos torcem, esperam que o processo avance e todos os responsáveis sejam punidos. Mas em se tratando de Brasil, muita gente tem um pé atrás, né, Mota?
E tem que ter mesmo, Caniato, e esse é o nosso papel aqui. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. Nós estamos aqui para analisar os acontecimentos e oferecer nossa opinião baseada na experiência e na verdade.
Eu sou otimista. Eu sou um eterno otimista. Eu tenho certeza que o Brasil vai achar o seu caminho um dia. Mas eu não sou ingênuo. Não é possível que a gente olhe para uma estrutura que produziu os piores resultados até agora.
E a gente acredite que dessa vez vai ser diferente. Ah, porque há um grande clamor popular. Ah, porque a mídia está fazendo uma grande pressão. E daí, companheiro, o que é que isso representa quando o poder está nas mãos de poucas pessoas?
Então não há como você olhar para a situação atual e achar que esses mecanismos vão produzir resultado. Isso não é otimismo. Isso é cegueira.
Isso é ingenuidade, porque, primeiro de tudo, a Procuradoria-Geral da República tem que decidir oferecer uma denúncia. Segundo de tudo, a Suprema Corte tem que decidir aceitar a denúncia.
Terceiro de tudo é a Suprema Corte, ela própria, que vai julgar o caso. Então me diga, meus amigos, me digam vocês que são otimistas e que acham que dessa vez vai ser diferente.
Onde exatamente está o componente desse sistema que vai fazer com que as coisas sejam diferentes agora do que foram antes? No passado, delações completas, escabrosas, foram desconsideradas, jogadas no lixo, provas foram apagadas. Como o Beraldo disse, helicópteros, mansões, lanchas, fortunas em dinheiro.
foram devolvidas às pessoas que confessaram que tinham cometido crimes. Então, eu não consigo entender por que agora se o mecanismo continua o mesmo, por que agora vai ser diferente? Nós não temos o direito de usar a imaginação dessa forma quando estamos analisando notícias.
E aí eu digo, eu sou otimista porque eu espero que alguma coisa que eu não consigo prever agora, que algum fator estranho do qual eu não tenho a mínima ideia, qual seja, vai interferir e o resultado seja diferente. Mas isso, meus amigos, é pura esperança. Isso é pura fé. É puro otimismo.
eu não tenho nenhuma base na realidade atual para colocar essa minha esperança. Ainda sobre esse assunto tem uma disputa, viu, acontecendo nos bastidores. Eu vou acionar a reportagem da Jovem Pan News. Pressionado por essa delação de Maurício Camisotti, o lobista Antônio Carlos Camilo, que foi chamado como careca do INSS.
Ele teme ser apontado como principal operador do esquema e tem ameaçado entregar todos os políticos que participaram do esquema de descontos ilegais. Júlia Firmino chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer as informações, os detalhes. Júlia, seja bem-vinda, viu? Ótima noite a você. Conta então para a nossa audiência, para o nosso público, o chamado careca do INSS e o Maurício Camisote. Eles travam nos bastidores uma batalha.
para saber quem fecha a delação, quem fecha primeiro a colaboração premiada. É isso? Bem-vinda.
Exatamente isso, Caniato. Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pinguos Luzis, na programação da Jovem Pan. De fato, hoje o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, que é conhecido então como careca do INSS, como você bem colocou, diz que dependendo do que rolar na adelação premiada, que já foi fechada ali pelo empresário Maurício Camisote, aí sim ele vai entregar alguns políticos e políticos de alguns partidos, viu? Não é um partido só, não. Entre eles tem políticos do partido do PL, ou seja...
a partir do Liberal, também do PDT e ainda do Republicanos, que teriam participado das fraudes envolvendo ali os descontos ilegais do INSS. Ele também chegou a dizer, né, ele careca do INSS, que se o camisote não falar tudo, ele vai ser obrigado, né, ele seria então obrigado a falar tudo o que tem que ser dito, tudo isso em um.
contexto caniato em que o próprio Camisotti já assinou, né, essa delação com a Polícia Federal. Ele e o careca do INSS estão presos desde setembro de dois mil e vinte e cinco, justamente porque seriam os operadores dessa grande farra, né, que acontece aí nos descontos, aconteceu dos descontos indevidos de pensões e outros benefícios.
do INSS. E aí, agora o que nós temos é que o Careca teme justamente que Camisote diga parte do que sabe, diga também que o Careca seria o principal operador desse esquema e que poupe alguns políticos. Por isso, agora, então, o Careca queria botar a boca no trambone de fato, né? E aí, Caraca pensa, então, em entregar.
O senador Weverton do PDT, vice-líder do governo no Congresso, além de Fábio Luiz Lula Silva, que é o Lulinha, filho do atual presidente Luiz Inácio Lula Silva, que já foi alvo de algumas investigações ligadas, inclusive, a esse escândalo do INSS. O que cabe a gente lembrar é que se o careca quiser fazer uma delação...
e isso vai ter que passar por uma autorização. Não é assim, ah, eu quero, eu decidi abrir a boca agora, vai acontecer. Não, existem alguns procedimentos. E tendo em vista que o próprio Camisote já fez essa delação, já assinou esse processo de delação com a Polícia Federal, os investigadores dizem que não tem muito interesse, não, nessa delação do Careca. Então a gente precisa ficar de olho para ver se isso vai ser negociado ou não, porque de fato é uma história que tem se desenrolado, que tem achado tanto...
coisa nesse embrólio mesmo dessa história que a gente precisa ficar de olho, porque quem perde muito foi a sociedade e continua sendo a sociedade com toda essa história, né, Caneato? Volto com... Sem dúvida alguma. A Júlia segue acompanhando. Esse episódio tem feito os cabelos de muitas pessoas caírem. Muitos estão preocupados com o avanço dessas apurações. Valeu, Júlia. Bom trabalho pra você. A gente segue aqui com os nossos comentaristas, mas agora preciso só dividir. Parte da rede ficará agora com o intervalo. Voltaremos na sequência.
Sigo aqui com os nossos comentaristas. Agora é a vez do Bruno Musa. Você, Musa, a informação que foi destacada, trazida pela nossa repórter, uma disputa nos bastidores em relação a quem chegaria na frente. Trouxemos, inclusive, essa informação há pouco. Vocês destacavam isso, que sempre há em um caso, por exemplo, de grande repercussão, de desvios de recursos e a possibilidade de fechamento de delação.
Quando há mais de um protagonista, sempre há essa tentativa de fechar uma delação na frente e conseguir gozar de alguns benefícios oferecidos pelas autoridades. Mas a informação indica que careca do INSS, é um apelido, tá gente? Teria dobrado a aposta e ameaça entregar políticos, e políticos de vários partidos. Mencionaram, inclusive a nossa repórter trouxe informações, políticos do PDT.
do Republicanos e também do Partido Liberal, ou seja, partidos de muitas posições ideológicas. Musa? Nós vamos comentar daqui a pouco, pouco mais pra frente, como esse caso do INSS, que também se conecta com o caso do Banco Master, ele atingiu todos os partidos, ou praticamente todos, todos os espectros políticos, não tem esquerda, direita. É impressionante a proporção que isso tomou.
O que ela mencionou agora aqui, e o que nós estamos falando de dobrar aposta, entregar, eventualmente entregar políticos, é a base da teoria dos jogos que o Dávila mencionou no começo, que eu logo depois aprofundei, que eu adoro citar. É a base dela, é perfeito. Mas eu acho que eu fui provocado aqui no bom sentido pelo comentário do Mota, quando ele mencionou que os dados realmente... De onde vem esse tipo de esperança?
E me fez refletir, enquanto eu estava ouvindo aqui a nossa repórter e o comentário dele, de fato, os dados realmente não dão nenhum tipo de esperança que mesmo a pessoa, aqui no caso, careca ou do INSS, resolva entregar o político.
Não apareça algum tipo de decisão daqueles que estão envolvidos ou sendo delatados com uma canetada forte na mão dizendo, nada disso vale. A gente viveu isso no Brasil. Então, acho que talvez para responder um pouco ao Mota, é um...
a esperança amota talvez um mínimo. E talvez uma esperança que pode ser infantil, pode ser imatura, mas talvez seja o mínimo que nos move para conseguir seguir um pouco adiante com esse país que cada vez mais ele nos entristece. A verdade é que...
Eu acredito que de escândalo em escândalo, uma hora é como se a bolha estourasse. As pessoas começam a cansar porque, no fundo, a economia está mais deteriorada ano após ano, no sentido de deterioração do poder de compra das pessoas, cada vez mais preocupados com violências, com a corrupção, e é como se o copo fosse enchendo de pouco em pouco.
E claro, não há dados, nenhum fato concreto que nos determine. Não, por conta disso, realmente agora essa delação vai implodir a República que merece e precisaria recomeçar do zero. De fato, não. Mas eu acho que de pouco em pouco nós vamos cansando. O outro lado que eu espero que a gente não chegue nesse nível é que em 2023, quando eu fui produzir o documentário na Venezuela...
me chamou a atenção um dado muito interessante de um instituto que chama Transparência Venezuela, que obviamente não tem nada a ver com o governo. Quando Juan Guaidó, que foi o presidente interino do país, reconhecido por mais de 60 países, e eu tive o privilégio de estar com ele, tomar um café com ele, falar com ele, ele escreveu o prefácio do meu livro a respeito da Venezuela.
6% da população caniato sabia quando ele deixou de ser presidente. 6% da população sabia que ele tinha deixado de ser. Por quê? Porque ninguém mais se interessa por aquilo. É como se o meu destino fosse esse, não tem mais o que fazer, eu não vou mais me envolver com política, não adianta eu saber sobre política, não quero entender, estudar. Você abre mão, o sentimento de resignação.
Eu espero que a gente não chegue nesse nível, porque se nós chegarmos nesse nível, abrirmos mão de tudo, o escárnio, que já é um absurdo, absoluto no Brasil, talvez se transformaria em algo muito mais obsceno.
Pois é, programas Pingos nos Is, recebendo a Rede Jovem Pan, todos conectados aqui com a gente. Muito obrigado pela audiência. A notícia em destaque, notícia trazida pela nossa repórter Júlia Fermino, o careca do INSS estaria travando nos bastidores com Maurício Camisotti uma disputa para saber quem consegue fechar a delação premiada. Já é sabido que Maurício Camisotti, por meio dos seus advogados, já teria... Obrigado.
avançado nessa disputa, fecha a delação e aí careca do INSS, do INSS, revela a um jornalista dizendo o seguinte, se ele, o camisote, não falar tudo, não revelar todos os detalhes, eu vou ter que falar. E aí ele ameaça, inclusive, revelar o nome de políticos.
de vários partidos que, em algum momento, participaram do esquema do INSS, parlamentares ou políticos do PDT, do Republicanos e também do PL. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, porque quando o Musa menciona, sempre há aquela preocupação sobre uma canetada, uma decisão que viria de cima e que poderia inviabilizar, por exemplo...
uma delação ou o avanço da investigação. Mas, do jeito que o Musa fala, parece que seria algo muito improvável. Espera aí. Anteontem nós trouxemos uma informação, uma ação de 2021 que foi resgatada.
será colocada para votação e apreciação em plenário da Suprema Corte, que pode, inclusive, alterar as regras da delação premiada. Poderá mudar esse instituto da delação premiada. Ou seja, no meio do jogo, você mudaria as regras do jogo. E aí, talvez, a delação de Maurício Camisotti não valha a mesma coisa se a regra fosse mantida. É um troço estranho, hein, Beraldo?
Tudo é estranho no Brasil, tudo é estranho. O Musa estava dizendo essa descrença do povo brasileiro e isso de fato acontece, as pessoas estão completamente descrentes porque o Brasil, do ponto de vista institucional, não dá nenhum motivo para que a gente acredite que as coisas vão ser melhor amanhã em relação ao que elas são hoje.
Isso se dá há muito tempo no Brasil. O povo brasileiro sempre foi tratado à margem, desde que o Brasil é o Brasil, desde a independência, aquela negociação que houve para que as elites que estavam no Brasil pudessem comprar o Brasil da coroa portuguesa. E aí o Brasil nasce de um lado endividado.
Mas de outro, também nasce com uma elite que domina a população e a população não consegue desenvolver um senso de patriotismo, um senso de que o Brasil é nosso, de que, sobretudo, nós precisamos lutar e defender a nossa pátria, a nossa terra.
E não é por outra razão que hoje a gente observa áreas de cidades importantes, como o Rio de Janeiro, em que as pessoas não podem mais circular. Às vezes são lugares onde a pessoa passou a vida inteira frequentando.
E hoje ela não pode mais circular sem a autorização de alguém. Quando ela entra naquele espaço, a lei que vale não é mais a lei que vale no Brasil, é a lei do crime, do crime organizado, do grupo que tomou conta daquele pedaço. E a gente aceita isso.
Nós convivemos com isso com tanta passividade, de forma tão pacífica, como a gente convive com este tipo de decisão que vimos na Lava Jato, em que pequenos detalhes que foram construídos e deixados dentro dos processos acabou servindo para que depois se livrasse a cara de absolutamente todo mundo.
O brasileiro, ele convive tão pacificamente com o absurdo que em São Paulo, por exemplo, quando se instalou o rodízio de veículos, Caniato, o que o poder público estava dizendo para as pessoas que possuem carro? Você.
que trabalhou para comprar o seu carro, que paga as parcelas do seu carro, que paga o IPVA para ter o direito de rodar pelas ruas e estradas do Brasil, você está proibido de sair com o seu carro uma vez por semana. E não é que o poder público disse eu vou te impedir de sair com o seu carro, mas eu vou reduzir o seu IPVA em um sétimo. Não, esqueçam.
É simplesmente tomaram o direito da pessoa livremente circular com o seu carro. E todo mundo ficou quieto. Quem pode, comprou o carro do rodízio.
E aí as pessoas vão dando um jeito, vão se livrando. A gente não fica mais indignado. E agora, Caniato, quando houve essa proliferação dos telefones celulares e das redes sociais, nós tivemos dois lados disso. Um lado é a informação que chega de diversas pontes. Então as pessoas no Brasil inteiro se informam numa rapidez muito grande.
É claro que tem toda uma discussão da qualidade da informação e tal, mas o fato é que tudo que acontece, todo mundo fica sabendo na hora. Mas, por outro lado, parece que as pessoas estão tão entretidas com aquilo, não tiram os olhos do seu telefone, às vezes ficam ali duas, três horas, vindo...
Vídeos absolutamente irrelevantes para a sua vida que não ensinaram nada. Talvez tenha dado uma risada, talvez tenha escorrido uma lágrima em solidariedade a uma situação triste que apareceu ali, mas não acrescentou em nada. E quando a pessoa está ali fixada naquilo, ela não está agindo.
Ela não está percebendo, recuperando a noção de como é importante a sociedade, a nação brasileira reagir. E a gente não pode se enganar. O Brasil precisa de uma nova configuração. O Brasil precisa, de fato, começar de novo. Porque quando você tem uma crise de moralidade, como nós já falamos aqui... E...
Você precisa promover uma quebra nessa dinâmica que produz uma sociedade que não liga para a moralidade.
Então, Caniato, eu vejo que tudo isso que está acontecendo, aos pouquinhos, talvez, vá formando uma consciência que a reação vai demorar um pouco mais de tempo. Por isso que eu disse que as pessoas estão perdendo o seu tempo com outras coisas, distraídas. Isso tudo faz parte também desse conjunto de elementos que os picaretas, os vagabundos, usam para continuarem tocando as suas picaretagens.
E contando com o silêncio do povo. Mas em algum momento eu acredito que a gente vai conseguir formar uma maioria indignada que vai buscar realmente uma pressão tão forte que vai ser impossível a gente não recomeçar o Brasil.
Só passar para o Dávila, que tem um aspecto na fala do careca do INSS, que dá a impressão que aqueles que querem fechar uma delação podem colocar as instituições em uma posição de leilão. Ah, eu dou mais. Não, não, eu vou revelar tudo. Ah, não, mas eu vou falar quem são os políticos. Dávila.
diante de figuras que participaram do esquema, que têm informações e que, em tese, querem revelar tudo, que história é essa de um acusar o outro? Olha, se ele não revelar todo o esquema, eu vou dar detalhes e vou revelar os nomes dos políticos que participaram. Parece quase um leilão, né? Quem vai dar mais? Quem vai revelar mais nomes? E qual é a postura das instituições quando se deparam com uma manifestação dessa?
Vamos voltar aqui a nossa teoria dos jogos. Hoje é o tema do dia. Porque no fundo é isso. É óbvio que se Camisote deixar a coisa de fora e o careca do INSS resolver falar e abrir tudo, quem vai perder o privilégio da delação aí é o Camisote. E hoje ele tem o privilégio. Então ele tem todo o interesse e estímulo e incentivo pra falar absolutamente tudo. Porque assim, ele se livra da cadeia.
E o careca do INSS, com os demais mencionados, vão mofar na cadeia. Essa é a diferença. Então, quem está disposto a falar, é bom falar tudo. Porque essa história de poupar pode fazer com que você perca a vantagem competitiva de ser o primeiro a delatar e falar. Então, esse é o primeiro ponto. O segundo, eu concordo aqui integralmente com o Beraldo.
A história, e aí eu discordo do meu amigo Mota, a história é o seguinte, são os cidadãos de bem insistindo no meio desse lamaçal, dessa esculhambação, dessa sem-vergonhice, continuar fazendo a coisa certa, continuar lutando pelo que é certo.
E alguma hora isso vira o jogo. E aí eu vou dar aqui dois exemplos históricos que me parecem muito apropriados para ilustrar isso. Pessoas que nunca desistiram, nem na hora mais sombria da luta. O primeiro, aliás, é uma frase maravilhosa do então deputado Ulisses Guimarães, que foi o grande...
cavaleiro da esperança que ele chamava porque lutou contra a ditadura durante 21 anos, não foi um mês, dois meses, 21 anos. Quando uns já desistiram, outros aderiram ao governo, outros foram pra luta armada e ele continuou perseverando no caminho correto. O Ulisses falava o seguinte,
A estátua dos estadistas não é forjada pelo varejo da rotina ou pela fisiologia do cotidiano. Ou seja, estadista aparece justamente nesses momentos de crise intensa. É aí que aparece Ulisses Guimarães, é aí que aparece Churchill, é aí que aparece De Gaulle. Todas essas grandes figuras não apareceram no pequeno escândalo.
apareceu quando a coisa desandou completamente. Então, assim, 21 anos, mas aquele bom exemplo foi fundamental para criar essa massa de indignados e começou a virar o jogo. Virou o jogo na eleição de 78, depois virou o jogo, finalmente, em 85, a redemocratização. Outra grande figura é o Churchill.
O Tchutch, quando começou a guerra, em seis meses a Alemanha tinha detonado e conquistado a Europa inteira. Só sobrou a pequena ilha da Inglaterra. O que os políticos da época, esses aqui que o Ulisses fala forjado no varejo do cotidiano ou na fisiologia do dia a dia, queriam, vamos fazer a paz. Olha, nós somos uma ilha em defensa, contra esse poderio nazista. Vamos aproveitar agora pra fazer um grande acordo.
E o Churchill falou, nós vamos lutar. Aí todo mundo falava, tá aí o sonhador, o cara que gosta de guerra, vive no mundo da lua. Pois foi justamente dois anos e meio perdendo todas as batalhas foi o que fez com que tivesse essa aliança dos Estados Unidos com a Inglaterra e a guerra virasse o jogo. Então assim...
É aí que nascem os estadistas, são nesses momentos que vão aparecer os grandes estadistas. Nesses momentos vão aparecer os Ulisses, os Churchills, os de Gaulle, todo mundo. Não vai aparecer num momento de mediocridade. E a hora está madura pra isso acontecer. Porque o que tem de...
picareta, malandro, imoralidade, aqueles que tiverem coragem de perseverar na defesa dos valores corretos, são esses que vão liderar o Brasil na sua transformação que está chegando. Não sei se vai chegar nesta eleição ou na próxima, mas vai chegar e está chegando. O que nós precisamos agora é de coragem, perseverança e determinação. E caráter...
é a hora de testar o caráter daqueles que vão fazer a diferença nessa história do Brasil. Pois é, vou passar para o Mota só, vou pedir para a direção confirmar se a reportagem está pronta, se dá tempo de mais um comentário, tá bom. Mota, então em cima do que disse o Dávila, o Dávila até mencionou o seu último comentário, mas o Dávila menciona que grandes escândalos podem provocar um...
choque na nossa política, líderes acabam se destacando, aparecem os grandes estadistas e mudanças acabam sendo promovidas nesse cenário. Enfim, eu acho que é interessante nós destacarmos esses aspectos que o Dávila acabou de mencionar, mas no Brasil também a gente precisa considerar que boa parte ou uma boa parcela da população
recebe algum tipo de benefício do governo. Então, talvez o eleitor médio nem se sinta motivado a votar em um outro por conta de um escândalo que tem aparecido. Tem isso também, né?
Caniato, eu vou pedir um tempo extra, porque eu quero fazer a réplica dos comentários do Dávila e de certa forma do Bruno, e depois eu quero comentar a notícia. Então vamos à réplica. Olha, o Dávila já perdeu algumas apostas comigo, o histórico dele não é bom. A última foi quando aconteceu a indicação do PGR, vocês lembram?
que o Dávila insistiu durante muito tempo que ia ser diferente por causa do histórico dele. Perdeu essa aposta. Contra o exemplo de Ulisses Guimarães, Ulisses Guimarães era uma figura de respeito, claro, mas ele foi um dos responsáveis por essa constituição que está aí e que permitiu esse ativismo judicial. Permitiu, não. Provocou.
esse ativismo judicial que está colocando o país na beira do abismo. Quanto ao exemplo da guerra, se uma crise vai produzir um grande homem, olha, eu já estou há muito tempo vendo crise no Brasil e o grande homem ainda não surgiu. Vamos continuar esperando.
Agora, eu quero comentar o careca do INSS, essa delação e a expectativa que tanto o Dávila quanto o Bruno tem em relação à teoria dos jogos. O Brasil é diferente, meus amigos. No Brasil não tem essa história de que aquele que delatar por último vai se dar mal. A aposta de muita gente é que nenhum deles vai se dar mal. Daqui a pouco os dois já estão por aí.
livres, leves e soltos, como estão os envolvidos nos escândalos passados. Isso me lembra, e eu queria que o espectador prestasse atenção nisso que eu vou dizer agora, o que está acontecendo no Brasil hoje me lembra uma cena que eu testemunhei há muito tempo.
Essa cena vai estar no meu próximo livro. Na cena, um casal está assistindo televisão. E na televisão está passando uma transmissão direto do Congresso Nacional. Tem alguma coisa acontecendo lá que faz com que o marido se vire para a mulher e diga Agora sim, agora tudo vai mudar. Esse é o ponto de virada do Brasil. Agora nós vamos viver em um país decente.
O ano era 1992, e o evento que o marido achava que ia consertar o Brasil foi o impeachment de Fernando Collor. Pois é, o Mota trouxe, deu uma apimentada no nosso programa, fazendo as análises, a tréplica em relação ao que disse o Dávila e também o Musa. Deixa eu passar para o Dávila, acho que ele tem um complemento a fazer. Vai lá, Dávila.
Ô Mota, tá um a um o placar, porque eu errei no negócio do Gonei e você errou completamente o Galípolo, então tá um a um. Tá certo, tá justo. O jogo tá empatado, o jogo tá empatado. Tá justo.
Mas o que eu acho só é que nós não podemos desistir de continuar fazendo a coisa certa. É só esse meu ponto. O meu ponto é que cada cidadão no seu nicho tem que continuar acreditando que fazer a coisa certa vai fazer a diferença, que você não está sozinho. Porque se a gente abandonar que fazer a coisa certa é o certo a se fazer nesse momento, a gente está perdido.
E vai virar o jogo. Esses picaretas, o Mota sabe muito bem quantas safras de picareta que a gente já teve nesse Brasil que entrou, saiu, foi expurgado, ou pelo voto, ou pelo sistema. Não importa, não dura. Aqueles que duram são aqueles que fizeram a coisa certa. Então a gente tem que continuar acreditando nisso, porque é assim que nós vamos construir um país melhor.
Então, eu entendo que este é o momento do cidadão de bem não desistir, não ser tomado pelo cinismo, pela apatia e achar melhor jogar toalha, se render, compactuar com o mal menor. Não, eu acho que essa é a hora. Essa é a hora que os filhos e netos de cada um de nós vão ter orgulho da nossa luta contra essa barbaridade, essa sujeira, essa imoralidade que reina no país.
Bruno, quer fazer o seu complemento só pra gente fechar a discussão sobre esse caso? Vai lá. Não, eu como eu sempre falo, nunca estou em cima do muro, mas a questão é que nesse caso eu flerto ali com os dois lados. Eu tô do lado do moto, do ceticismo, porque eu sou muito da matemática, da economia, eu adoro, então os números realmente mostram isso.
E eu acho que não tem mais porque nós temos, eu cheguei no ponto que não faz sentido nós termos esperança no Brasil. Talvez, ou melhor, termos expectativas. E sim, algum tipo de esperança. Mas eu também concordo que é o meu lado moral, o meu lado aqui, sob o ponto de vista conservador, de olhar e falar, a gente tem que fazer o bem.
para a nossa família, para o nosso entorno. Então, qual é a alternativa? A alternativa é continuar fazendo o bem. E continuar fazendo o bem pressupõe que algum dia, talvez, tenhamos algum tipo de mudança. Mas, do outro lado, realmente, os dados, as instituições e quem comanda o Brasil hoje, que em última instância é a burocracia, é o Estado?
Não dá nenhum tipo de esperança para isso. Então, a questão é como tirar essas pessoas de lá, porque com essas, realmente a chance é zero de mudança.
Pois é, a gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Qualquer novidade a gente traz aqui em relação à delação tanto de Maurício Camisotti quanto do careca do INSS. Tem uma outra informação. Sob o governo Lula, os brasileiros pagaram a maior carga tributária da série histórica em 2025, segundo dados do Tesouro Nacional. A cobrança de alíquotas...
somou 32,4% do PIB no ano passado, representando um crescimento de 0,18% em relação a 2024. Os dados mostram que o aumento da carga tributária está relacionado quase em sua totalidade com a elevação dos tributos do governo federal, como no caso do IOF, vocês se lembram.
Além do aumento do imposto sobre operações financeiras, o Tesouro apontou que houve aumento da carga tributária na categoria Impostos sobre Renda, lucros e ganho de capital, além do imposto retido na fonte. Começar essa rodada com o Cristiano Beraldo, questões tributárias brasileiros pagaram o maior número de impostos da história.
É uma notícia que nós não gostaríamos de estar tratando, né, Cristiano Beraldo? Agora, falar de carga tributária alta, se a gente buscar um ranking na internet, nós nos depararemos com países como Dinamarca.
Tem também a Áustria, Finlândia, países que cobram muito de seus cidadãos. Só que aí sempre colocam em perspectiva o que essas sociedades oferecem para o contribuinte. Quais aspectos dessa...
desse governo, dessa cultura do brasileiro, dos governos aqui do Brasil, de taxar, criar impostos, tarifas e etc. E aí muitos acabam colocando na balança, poxa, mas eu recebo muito pouco de volta. E aí?
É exatamente isso, Canieto. O problema não é o quanto você paga de imposto, mas sim o que está sendo feito com o dinheiro que é pago em imposto. O que retorna para o pagador de imposto, para a sociedade como um todo, a partir da gestão dos recursos pelo poder público. E aí a gente chega à conclusão que, de fato, no Brasil, imposto é roubo.
Porque o brasileiro paga muito e há muito tempo. Até hoje, metade da população não tem saneamento básico. Nós observamos a infraestrutura brasileira extremamente precária. O Brasil tem rodovias federais que ainda tem quebra-molas, porque não oferecem a infraestrutura necessária para se rodarem rodovias federais. Se você pegar e passar pela Régis Bittencourt...
que conecta São Paulo, maior centro industrial do Brasil, ao sul, né, a Curitiba, ao sul e ao Mercosul, você vai ver que até hoje é uma estrada que, em diversos trechos, você tem que ir a 40 por hora. Me desculpem, um país sério, especialmente da dimensão do Brasil, já teria, no mínimo...
infraestrutura de estradas onde as cargas pudessem se mover numa velocidade minimamente razoável. Mas não. O mesmo caminhão que poderia fazer uma viagem em quatro horas demora oito, porque o poder público é incompetente. Se nós fomos para os portos, além de todos os absurdos que a gente conhece, de picaretagem, o fato do Porto de Santos, que até hoje é de administração federal, ser o maior exportador de cocaína.
do Brasil, da América Latina, o segundo maior exportador do mundo de cocaína, nós ainda nos deparamos com uma realidade que a infraestrutura portuária brasileira é do século passado. Nós não temos infraestrutura elementar para países que pretendem desenvolver a sua indústria, pretendem desenvolver...
o seu agronegócio, pretendem desenvolver tecnologia. Nós somos um país atrasado, Caniá. Pagamos e muito para viver nesse país atrasado. E aí, quando a gente vai olhar para o judiciário brasileiro, a gente se dá conta que a maior parte do judiciário é para tratar de disputas tributárias. É óbvio. É óbvio que é muito melhor não pagar e brigar na justiça.
do que ficar financiando a incompetência, a roubalheira. A gente está vendo caniato. Nós não falamos ontem, talvez a gente fale hoje. O FGTS, que as pessoas pagam com a desculpa, lá do Getúlio Vargas, não, é uma garantia para o trabalhador. Agora o governo, que destruiu a vida das famílias brasileiras, vai liberar essa garantia do trabalhador para ele pagar dívida.
Pra quê? Pra ele quitar com os bancos e poder se endividar de novo. Essa é a dinâmica brasileira. O Brasil é o país do absurdo, o Brasil é o país inviável. E não faz absolutamente nenhum sentido as pessoas pagarem impostos como se paga no Brasil. É uma vergonha. É a gente se sentir literalmente roubado todos os dias.
passar para o Roberto Mota, brasileiros e o pagamento do maior volume de impostos da história, inclusive na atual administração a carga de taxas tributos, impostos somou 32,4% do PIB, essa é uma estimativa do Tesouro Nacional a gente tem tratado disso de forma frequente do Tesouro Nacional
Aqui no programa, né, Mota? Há, inclusive, muitas comparações com outras administrações. Teve uma administração recente que chegou a cortar impostos. Então, há uma leitura diferente sobre o quão importante é a criação de um imposto. Ah, cria um imposto, mas isso vai para a saúde. Essa é a defesa de muitos, né? Mas nem sempre aquele imposto criado vai para aquela área que é tão importante, tão fundamental, né?
Exato. E isso tudo, Caniato, é construído em cima de ideias. O socialismo é uma ideologia construída em cima de dois pilares. O primeiro é o fim da propriedade privada, o coletivismo.
E o segundo pilar é a concentração de poder nas mãos do Estado. Tudo tem que ser planejado pelo Estado, controlado pelo Estado, permitido pelo Estado. Então, quando você junta essas coisas, o ódio à propriedade privada e a adoração ao Estado, você conclui que, para os socialistas, para a esquerda, carga tributária alta não é problema.
Isso é o objetivo deles. No sistema socialista ideal, a carga tributária é de 100%. Você não ganha nada. O Estado fica com todos os frutos do seu trabalho. Depois o Estado te dá as coisas que ele acha que você precisa. Ele te dá a bolsa isso, ele te dá a bolsa aquilo.
É lógico, essa regra só não se aplica àqueles que estão no topo da pirâmide socialista, porque não existe nenhum grande líder socialista que não tenha ficado rico.
Um tema muito importante. Daqui a pouco o Bruno Musa e o Luiz Felipe Dávila trarão as análises e reflexões a respeito desse aumento substancial na criação de impostos, no aumento de impostos, na arrecadação dos impostos federais. Inclusive, o maior volume da história foi pago pelo brasileiro, pelo cidadão, pelo contribuinte. Daqui a pouco a gente vai tratar disso, mas eu preciso acionar a nossa reportagem.
Porque os advogados de Daniel Vorcaro tentam fechar os últimos detalhes do acordo de colaboração premiada neste fim de semana. Matheus Dias chega ao vivo, vai trazer os detalhes, as informações. Matheus, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Então esse acordo deve propor, além, claro, da revelação de todo o esquema, os nomes das pessoas que participaram, o pagamento de multas na Casa dos Bilhões. É isso? Conta pra gente.
É isso sim, meu amigo. Boa noite pra você, Caniato. Boa noite a quem nos acompanha. O acordo, então, tem uma série de anexos e também a previsão de multas em torno de valores bilionários que devem ser pagos por Daniel Vorcaro, além de, claro, benefícios que são esperados pela defesa por conta da colaboração do banqueiro. Essas informações são da jornalista Malu Gaspar. A defesa de Daniel Vorcaro, então, prevê...
que nesse final de semana vão acertar ali os últimos detalhes desse documento que será apresentado aos investigadores, será apresentado à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal e para que na semana que vem, então, já tenha esse documento em mãos das autoridades. A defesa de Daniel Vorcaro quer apressar, então, essa delação, quer fazer com que ela aconteça da forma mais rápida possível, inclusive com uma estimativa até bem positiva, viu, Caniato? A defesa...
Acredita que deve-se ter ali um período de cerca de duas semanas para que as autoridades analisem essas informações apresentadas e depois mais duas semanas para que seja colhido então o depoimento de Daniel Vorcaro que as oitivas aconteçam. Só que essa previsão pode não se tornar realidade já que na prática o Ministério Público e a Polícia Federal pode levar mais tempo.
para analisar esses documentos, analisar essas informações e, claro, até o momento esses valores bilionários ainda não são deferidos pelas autoridades. O que for passado como uma proposta da defesa de Vorcaro pode não ser aceito pelas autoridades. Eles podem fazer uma contraproposta e isso pode levar um pouco mais de tempo.
O que é visto como uma das maiores dificuldades para os advogados de Vorcaro nesse momento é que ele consiga revelar mais informações do que as autoridades já têm, viu, Caniato? Isso porque com a quebra do sigilo telefônico, telemático, dos computadores, das contas bancárias de Daniel Vorcaro, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, claro, já tem muitas informações. E Daniel Vorcaro ou revela tudo ou revela informações a mais.
que eles ainda não têm. Para isso, a defesa já está preparada e parece que isso não amedronta os advogados de Daniel Vorcaro. Tanto que a visão otimista deles, por esse prazo mais rápido, é porque eles acreditam que as informações apresentadas serão inquestionáveis para fazer com que esse acordo saia do papel mais rápido, né, Caniato? Daniel Vorcaro, que está preso desde o início de março, no dia 19 de março foi transferido pela Polícia Federal e desde então...
recebe os advogados para finalizar os detalhes desse acordo. Ele que montou uma força-tarefa para fazer essa delação se tornar possível com cerca de 10 advogados. E o Caniato?
Pois é, deve ter contratado advogados muito especializados, inclusive, no fechamento, no avanço dessas negociações para conseguir o acordo de colaboração premiada. O Matheus segue acompanhando esses desdobramentos. Daqui a pouco ele volta na programação com outras informações. Bom trabalho para você, Matheus. Agora eu preciso me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local.
Sigo aqui com os nossos comentaristas. Eu vou chamar o Luiz Felipe Dávila. Eu prometi há pouco comentar o assunto que envolve o aumento dos impostos. Daqui a pouco a gente vai tratar disso, porque tem outros assuntos correlatos. Então a gente faz um combo e analisa tudo de uma vez. Deixa eu chamar o Dávila para analisar a delação de Daniel Vorcaro. Há muita expectativa, os holofotes voltados para essa negociação entre os advogados e também as autoridades. As autoridades, né, Dávila? Nós...
podemos, inclusive, nos apropriar de algumas informações que foram tratadas no caso da delação do camisote e compartilhar com o nosso público na delação de Daniel Vorcaro. Ou seja, tem que trazer coisas diferentes, né? Revelar todo o esquema, não pode poupar algumas figuras. E, além disso, é preciso considerar um aspecto que não foi mencionado na notícia do camisote, que é o pagamento de multas bilionárias, inclusive para ressarcir os fundos.
que foram afetados. Eu fico imaginando o FGC ou mesmo aqueles fundos de aposentados e pensionistas. Isso pode ter um peso diferente, inclusive na validação da delação, Dávila? Você acha que sim? Caniato, eu acho que Vorcaro está trilhando um corredor extremamente estreito. Por quê?
Porque já há evidências nas mãos da Polícia Federal, da Procuradoria, sobre tudo o que aconteceu.
Para que essa delação tenha substância e que Vorcaro consiga se livrar de bons anos de cadeia, ele precisa falar o que não está nos documentos que ele já tem em mãos. E isso significa que a sua colaboração pode ser, sim, decisiva para ligar os ponteiros que alguns estão soltos. E isso, sim, poderia fazer com que ele se beneficiasse e não pegasse tantos anos de cadeia.
Então, os advogados sabem, provavelmente os advogados já consultaram aquilo que já tem em mãos e, portanto, se Vorcaro procurar poupar pessoas, fazer uma delação meia boca, ele vai continuar mofando na cadeia e ele vai perder o direito que ele poderia ter numa delação premiada de reduzir a sua pena. Então, esse é o primeiro problema. O segundo problema é a questão do dinheiro.
Tudo que, e aí o Bruno Musa vai poder detalhar melhor ainda. Tudo que envolver a instituição Banco Master vai demorar mesmo pra meter a mão nesse dinheiro. Não vai ser rápido.
Agora, Vorcário não está preocupado com o dinheiro do Banco Master. O que ele está preocupado é com o dinheiro que ele apartou para ele, que está nesses fundos no exterior, nesse processo correndo nos Estados Unidos e outros lugares. Porque se esse dinheiro for confiscado...
Vorcaro perdeu o crédito que ele apartou para ele viver, apesar do escândalo do Banco Master. Então ele está correndo contra o relógio, tanto no processo aberto nos Estados Unidos, que vai mexer com o seu bolso lá fora, com o dinheiro que foi separado.
Como aqui no Brasil, se ele não falar mais do que já está nas documentações em posse da Polícia Federal, ele vai continuar preso. Ou seja, ele está num beco sem saída. Ou fala tudo e rápido, ou perde o dinheiro lá fora e perde a chance de passar menos anos na cadeia.
É uma questão que é interessante. E se esse revelar tudo que o Dávila menciona for exatamente o que as autoridades já têm na mão? Se falar tudo estiver em linha com aqueles arquivos que foram alcançados por meio...
da extração dos arquivos secretos dos celulares e dos computadores. É isso que a gente tem que verificar também. Presumimos que ele traga informações adicionais, né? Dê nome aos bois, quem são as autoridades que participaram, que...
de alguma maneira facilitaram todo esse trâmite para que ele pudesse tornar o Banco Master essa potência. Deixa eu passar para o Bruno Musa, que o Bruno vai certamente discorrer em relação a outros aspectos que envolvem essa negociação para fechar a delação, mas também esse ponto que envolve o pagamento de multas. Seriam recursos obtidos por meio dos estratégicos.
Ativos do Banco Master ou uma reserva pessoal, da pessoa física de Daniel Vorcaro? E qual é a conta que a gente tem que chegar para entender que multa é essa? Porque quem está fazendo a proposta de pagamento de multa são os advogados de Daniel Vorcaro. Fico imaginando as autoridades. Qual é a conta que você tem que fazer para estipular uma multa? Estou mandando um boleto para você. A multa é de quanto?
É, e chegamos ao nível, depois de devolver o dinheiro, cancela tudo e fala, não, pode ficar com o dinheiro que é seu, né? Já vimos isso viver aqui no Brasil. Mas, de fato, me parece que se chegarmos a esse ponto de uma devolução desses bilhões, vale lembrar, a conta do pai dele foi noticiada que tinha 2,2.
bilhões de reais do pai. Então imagina quantas outras contas estão por aí dispersas em paraísos fiscais, em várias empresas que foram se perdendo uma na outra, uma sócia da outra, e vai se perdendo ao longo de vários caminhos obscuros. Mas no meu entender, Caniatão, isso seria...
o dinheiro do próprio dele, obviamente dele proveniente de toda a corrupção que ele desviou de todo mundo. Uma vez que os ativos do banco eram ativos completamente inflados, porque os ativos do banco que davam sustentação para as captações via CDB, LCI, LCA, eram ativos que estavam inflados no balanço. Lembra de todo aquele percurso do caminho que nós explicamos aqui algumas vezes? Por exemplo...
Ele comprava determinadas empresas e colocava que o valor daquela empresa no balanço do banco era maior do que de fato ela era. Você tem uma empresa que ela vale 10, ele comprava por 20 e você participava do esquema. No ativo do banco entrava como 20, porque pelas regras normais do Brasil...
Um banco pode se alavancar em até oito vezes em cima do que ele tem de ativos no balanço. Então, se ele tem uma empresa que valeria 10, mas ele coloca no balanço como 20, ele pode se alavancar oito vezes captando mais CDB, LCI e LCA, aumentando o seu passivo com os correntistas, mas trazendo mais dinheiro para dentro do banco. E esse círculo se tornou algo que foi crescendo e crescendo. Então, os ativos do banco...
Quais eram, de fato, empresas ilíquidas com valores inflados, consequentemente, não chegar nem perto dos valores bilionários que estamos falando aqui dessa corrupção que, repito, se tornou o maior escândalo do Brasil, a história do Brasil.
Então, consequentemente, teria que ser sim ou sim do dinheiro fruto da corrupção desviado por ele, e não dos ativos do banco, que no fundo não valiam absolutamente nada. Apenas lembrando que quando o BRB ofereceu aqueles 2 bi, que era justamente o que o Banco Central disse que o... Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há Há H
o Master, na época, precisava de injeção de liquidez para continuar sobrevivendo, no mesmo período que o BRB ofereceu 2 bilhões, e a gente está vendo agora o BRB praticamente quebrado, precisando de recapitalização, bancos privados de primeira linha ofereceram 1 real.
pelo Banco Master e retirando vários passivos e ativos do balanço, querendo assumir apenas uma determinada carteira X ou Y. Então, ou seja, o banco não valia nada. Se levar o ativo em consideração do banco, não tem nada para ser devolvido. Então, teria que ser sim ou sim o dinheiro desviado, fruto do roubo que está provavelmente em offshores, em paraísos fiscais, em contas, seja lá de quem for.
Pois é, a gente já noticiou tanta coisa em relação ao caso do Banco Master, né? As investigações avançaram. Tantos arquivos não foram divulgados, revelados, vazados. Para além daquela situação das festas, enfim, da contratação dos modelos, ou do quanto ele gastou com os cachês dos artistas, para além disso, né? Quantas autoridades, figuras não foram implicadas, conversas, mensagens que...
se apagavam depois, criptografadas, enfim. Vocês se lembram, vocês têm que puxar pela memória, gastar 15 minutos no Google e voltar dois meses no noticiário. Quantas figuras já não foram citadas pelos veículos de comunicação? Eu fico imaginando. Ele tem mais um pacote de novidades para revelar?
Porque me parece que o fechamento da delação se apoia nisso. Tem novidade? Novidades que poderão sustentar uma delação? Porque se for simplesmente uma cereja em cima do bolo, não sei se os investigadores embarcariam nessa. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo para avaliar também essa possibilidade. Que muitos...
Dizem com muita segurança, olha, só vale a pena fechar uma delação se a figura em questão tiver muitas informações para revelar, né? Agora, muita coisa já foi divulgada, já houve avanços importantes na investigação, né, Beraldo?
A gente tem que fazer a pergunta, vale a pena para quem? Porque o Brasil hoje está assistindo essa disputa de poder que vem do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, de pessoas que têm, em razão do cargo que ocupam...
um poder muito grande para conduzir essa história da maneira que melhor lhes convier. E me parece que no caso do Master e uma eventual delação de Daniel Vorcaro, ela teria que se dar...
no mínimo de uma forma que não atingisse os próprios julgadores do caso do Banco Master. E aí lembremos, Keneto, o Master está no Supremo Tribunal Federal porque em algum momento lá atrás foi mencionado o nome de um deputado federal de quem ninguém nunca mais ouviu falar em relação a esse caso.
Então, tudo sobre o Master está tendo uma condução bastante peculiar. E agora eu não tenho a menor dúvida de que essa delação será aceita caso ela consiga restringir o tema Banco Master.
a um universo que não atinja figuras que são realmente poderosas. E aí a gente vai ver, mais uma vez, o Brasil sendo o Brasil. Essa condução do exercício do poder de forma a autopreservação. Ser funcionário público no Brasil, sobretudo nesses altos escalões, já não tem mais nada a ver com servir a sociedade, mas sim em preservar os próprios interesses.
e os interesses dos grupos que esses representam.
Sapro Mota também trazia a avaliação dele. Mota, nesse processo todo, né? E nesse momento em que os advogados de Daniel Vorcaro negociam o fechamento da delação premiada, alguma coisa te tranquiliza? Por exemplo, saber que André Mendonça é quem fará a análise para validar e homologar a delação premiada. Isso é algo que te tranquiliza por conta do distanciamento de André Mendonça do caso?
Não, nada me tranquiliza e às vezes eu tenho a sensação de que eu estou diante de um teatro do absurdo. E mais uma vez, eu tenho que questionar o que o Davila disse. Por quê?
Essa expectativa de que o banqueiro vai ser premiado com redução da sua sentença se a delação dele incluir todos os fatos e toda a verdade. Agora, deixa eu perguntar. Quem vai reduzir os anos de cadeia do banqueiro em troca das informações? Quem? De quem será essa decisão?
da Procuradoria-Geral da República ou da Suprema Corte. Essas duas instituições vão recompensar o banqueiro por denúncias que podem implicar a própria corte? Que lógica é essa? Eu não vejo qual é a lógica de premiar o banqueiro por uma coisa que vai afetar você.
Me parece, e é o que o Cristiano Geraldo disse, que os incentivos estão, na verdade, todos na outra direção. Que os incentivos, o prêmio, e sabe-se lá que prêmio será esse, está na direção de uma delação light.
Uma delação politicamente correta, uma delação autocensurada que não crie problema para ninguém. Eu queria que alguém me explicasse qual é a lógica do banqueiro receber do sistema um prêmio por uma delação que complique a vida do sistema.
Uma pergunta e tanto. Vou passar então para o Dávila, né? Porque o Dávila, nesse giro, foi o primeiro a comentar e o Motta foi o último nesse giro de análises. Você, Dávila.
Quem tem o poder da caneta neste caso chama-se André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. Aliás, o relator usou a caneta passando por cima, inclusive, da Procuradoria-Geral da República por sua inação e vontade de varrer esse problema para debaixo do tapete, justamente para não constranger outros ministros do Supremo. Então, quem tem esse poder é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça.
E o ministro André Mendonça, até o momento, deu sinais claros de que quer ir até o fim com o episódio do caso Master. E isto já mostra uma divisão de forças dentro do próprio Supremo. Aquela unanimidade do corporativismo da Suprema Corte, que parecia tão forte e inquebrável.
já começou a rachar. Quem sabe este seja o caso do empurrão final para dividir a corte entre aqueles que querem manter as coisas como elas sempre foram e aqueles que querem usar para começar a fazer as mudanças importantes no sistema. Eu entendo que é de dentro do sistema que vão começar a surgir as pessoas com coragem de defender aquilo que é certo.
Deixa eu passar para o Bruno Musa. O Bruno vai trazer também as impressões dele sobre um aspecto que preocupa ou deixa muita gente sem saber exatamente o que pode acontecer nesse caso. Imaginemos que na delação de Daniel Vorcaro ele revele...
situações que comprometam muitos integrantes da Suprema Corte. Aí é preciso olhar para o avanço do processo e um eventual julgamento ou avaliação da própria Suprema Corte em relação a essas ligações de seus integrantes com o caso do Banco Master. Qual é o exercício que a gente deve fazer para essa situação hipotética, por enquanto, Mousa?
hipotética, mas de qualquer maneira eles já foram nas conversas citados. Então já é alguma coisa que a gente pode conjecturar em cima disso. Não é uma novidade ou seria alguma coisa muito surpreendente. Já ficaram expostos contratos, viagens, aviões, jantares, enfim, já tem uma série de coisas que podemos nos debruçar em cima disso.
Mas aí nós voltamos justamente naquilo. Hoje, infelizmente, no Brasil, parece que a caneta detém pouquíssimas mãos e eles podem fazer absolutamente tudo o que quiserem. E que as forças que podem lutar contra estão cada vez mais impressionadas, até mesmo muitos que apoiavam antes.
todo esse processo de politização que nós vimos dentro do judiciário ao longo dos últimos anos. Muitos que defendiam isso em nome de uma causa que não existia, mas agora estão vendo que está chegando muito perto de cada um de nós, então começaram a se indignar com tudo isso.
E talvez esteja tarde demais. Quais são as forças que podem lutar contra eles? Talvez o Senado, mas aí quando a gente vê, a gente já viu, por exemplo, falas de um dos ministros falando que se o Senado, por ventura, decidisse por um processo de impeachment do ministro,
eles diriam que é inconstitucional. Então, olha a briga que nós chegamos. O que vale a Constituição? Absolutamente nada. Se o Senado tem essa prerrogativa e ele votasse pelo impeachment, uma vez que haveria indícios de corrupção por parte de membros importantes do Judiciário, esses membros envolvidos em corrupção diriam isso é inconstitucional?
Até onde isso vai? Não sabemos. E aí é justamente quando nós ficamos completamente inérgicos com relação a isso, e aí eu acho que o André Mendonça tem razão. A única forma é realmente as pessoas, a população, nós civis, mostrarmos uma indignação, mas mostrarmos assim, estamos na rua, paramos o país, porque não dá mais para fazer negócios em um ambiente tão hostil quanto esse, onde as regras não são respeitadas.
Eu não vejo outro caminho, Caniato, e não é de hoje. Nós estamos falando de um inquérito, por exemplo, aberto há sete anos, que ele não é fechado. Vale tudo? No Brasil, infelizmente, hoje vale tudo. Então, quando vale tudo, a gente tem que começar a perceber que uma minoria organizada faz muito mais barulho do que uma maioria organizada e essa minoria tem tomado as rédeas do país e fazendo deles o que eles bem entendem em seu próprio benefício.
Pois é, é claro que seguiremos atentos a essas movimentações. Vamos chamar a reportagem da Jovem Pan, porque tem uma informação que a gente consegue conectar com essa discussão, com os nossos comentaristas. Mesmo após várias revelações de possíveis ligações entre ministros e Daniel Vorcaro, a Procuradoria-Geral da República pediu cautela e afirmou que não vai investigar os magistrados neste momento.
Vamos chamar o Misa Hermannet, chega ao vivo, vai trazer os detalhes, as informações. Misa, seja bem-vindo, viu? Ótima noite a você. Queria que você compartilhasse com a nossa audiência o que foi que alegou o PGR, né? Aquele que está na instância máxima do Ministério Público, que é a Procuradoria-Geral da República. Paulo Gonê disse o seguinte, conta pra gente.
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É apenas se tiver algum indício de crime, aí sim a PGR entra nessa história, pelo menos foi o que Paulo Gounet disse. Caniato, boa noite pra você e pra todo mundo que acompanha os pingos nos diz ao vivo aqui na Jovem Pan. O posicionamento foi dado pelo Procurador-Geral da República, Paulo Gounet. Ele afirmou que até o momento as informações divulgadas não justificam a abertura.
de uma apuração formal. Ainda de acordo com o procurador-geral, qualquer investigação depende necessariamente da existência de elementos mínimos que indiquem uma prática criminosa. Vorcaro, que é o ex-controlador do Master, está preso desde março, né? Depois da fase da Operação Compliance Zero, da PF. E as tratativas, elas acontecem, como a gente vem falando, sob sigilo.
com acesso restrito à PGR, à Polícia Federal também, né? E às defesas envolvidas. Um caso que ganhou repercussão depois da revelação dessas conexões do Daniel Vorcaro, junto com integrantes também do STF e vários outros envolvidos. Entre os pontos citados estão relações comerciais, contratos que envolvem nomes como o dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Apesar disso...
A PGR sustenta que os elementos divulgados até agora não configuram por si só base suficiente para instaurar uma investigação. A posição sinaliza uma cautela da PGR, enquanto aguarda mais provas, inclusive as que podem surgir de uma eventual delação do empresário. Uma das visões, uma das interpretações...
É que como a PGR fala, né, em esperar mais indícios seria um motivo de cautela. Mas por outro lado, isso também é visto, né, por outras instituições ou autoridades como um motivo de preocupação. Caniato.
Pois é, claro que a gente vai seguir atento, né? Fala-se em cautela, outros mencionam omissão. Há quem diga que seria necessária essa investigação nesse momento a partir das informações que foram divulgadas. Bom, Misael segue acompanhando, Misael, o WhatsApp dele não para. Ele fala com muitas autoridades, apurando as notícias, e ele vai voltar ao longo da programação.
com mais informações exclusivas. Valeu, Misa, bom trabalho para você. Deixa eu passar para os nossos comentaristas. Vou começar essa rodada com o Cristiano Beraldo. Beraldo, chama atenção essa justificativa, essa manifestação da PGR na figura do procurador, dizendo que seriam necessários elementos mínimos de crimes para justificar uma investigação. E eu me pergunto...
O que foi divulgado até agora não seria um elemento importante ou não seriam elementos importantes para abrir uma investigação?
Olha, Keneto, é assustador, né? Porque nós assistimos... Primeiro, é importante a gente esclarecer, né? Qual é o papel da Procuradoria, o promotor de justiça, né? Ele vai investigando coisas que estão aí acontecendo, enfim, por algum motivo ele entende que ali pode ter alguma coisa em desacordo com a lei, ele faz uma investigação e apresenta o resultado da sua investigação, os indícios que ele tem.
para que o judiciário tome medidas. Às vezes é uma busca e apreensão, às vezes é um pedido de prisão, pode ser de tráfico, pode ser de violência, pode ser de qualquer coisa, basicamente. Nos Estados Unidos, Caniato, e nos países civilizados, o Ministério Público, ele não é visto como uma força que tem sempre razão.
Às vezes, você tem nos Estados Unidos, você inclusive tem eleição para promotor e tal. E aí são pessoas que têm ali aquele trabalho, que são desafiados pelo próprio judiciário em fazerem cada vez mais um trabalho minucioso para que quando cheguem ao judiciário tenham de fato provas, elementos e tal, para evitar tal phishing expedition. O que é isso?
O Ministério Público apresenta lá uma tese qualquer, ele não tem materialidade de absolutamente nada, mas o Judiciário, como no Brasil o Ministério Público tem essa conexão com a mídia e tal, aí muitas vezes o Judiciário despacha em favor do Ministério Público, faz busca e apreensão, faz o carnaval, a imprensa cobre e tal, aí depois é que ele vai ver o que ele tem para sustentar aquela tese, às vezes é só uma ideia. Isso é muito comum no Brasil, porque tem essa imagem.
E aí agora, como o Brasil se acostumou a ver no Ministério Público dessa forma...
Aí a gente fica sem entender. Opa, mas tantos casos, todo dia tem um caso que indícios mínimos, às vezes indício nenhum, levam a uma busca e apreensão, alguma operação, para que aí o Ministério Público vá ver o que tem ali de fato. Aí, agora, em relação ao caso Master, que tanta informação já veio à tona, quebras de sigilo, contratos, documentos.
A Polícia Federal vazando informação à torta direito. Um assassinato ou talvez um suicídio dentro das instalações da Polícia Federal. Tudo isso já aconteceu em poucos meses.
Mas a Procuradoria Geral da República está lá com a carinha de paisagem, mastigando um pedacinho de capim, muito desconciado, parece um matuto. Ah, não acredito nisso, não. Vai ter que me provar para saber se é verdade.
Desculpa. Pessoal, toda audiência peguem o seu nariz de palhaço e coloquem o seu nariz de palhaço. Porque é disso que se trata. É o povo brasileiro sendo feito de palhaço, mais uma vez, com a maior tranquilidade, com a maior cara de pau, com a certeza de que não haverá nenhuma consequência.
Nós, população brasileira, podemos ser feitos de palhaço todos os dias que não dá nada para ninguém. Não acontece absolutamente nada. É um ato impune. Então, que coloquemos o nosso nariz, a nossa roupa, o nosso sapato de palhaço e passemos a nos vestir assim para que ninguém tenha dúvida do que somos de fato. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede.
Deixa eu seguir aqui com os nossos comentaristas, passar para o Roberto Mota. Mota, o Procurador-Geral da República, pertence a uma outra instituição, né? Diferente dos ministros da Suprema Corte, que representam o STF, estão no Judiciário. Mas, nesse caso, por diversas vezes, vários veículos de comunicação noticiaram que haveria...
uma ligação forte ou um alinhamento entre o Procurador-Geral da República e integrantes do STF. Dá para falar em corporativismo nesse caso? Eu acho que é mais do que isso, Caniato. Quando a gente examina essa declaração, a princípio ela até parece razoável. Os ministros só serão investigados se surgirem indícios de crime.
Veja, não é preciso que surjam provas irrefutáveis, porque é justamente para encontrar essas provas que servem a investigação. O objetivo da investigação é esclarecer os fatos. Aconteceu, não aconteceu, foi cometido um crime ou não tem crime nenhum.
A pegadinha está justamente naquilo que se considera como indícios. O que é um indício? Eu já sugeri aqui um exercício de imaginação. Imaginem vocês...
Um policial que aparece em uma troca de mensagens com um grande traficante. E olha, esse policial, ele trabalha na delegacia, justamente na delegacia que está investigando o traficante.
Vocês acham que diante dessa situação, o policial que foi flagrado em inúmeras mensagens com o traficante, vocês acham que esse policial seria mantido no seu cargo, na sua atividade, na delegacia que está investigando o traficante? Ou vocês acham que ele seria imediatamente afastado, de forma preventiva?
possivelmente até por uma ordem judicial, possivelmente até emitida a pedido do Ministério Público. O que vocês acham que ia acontecer nesse caso? A resposta é evidente, né? Pois é, o vento que sopra de lá tem que soprar de cá. É um bom exercício. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. Dávila... Aqui...
Isso pode servir como uma espécie de aperitivo ou uma avant-première do que nós nos depararemos daqui para frente? Porque várias pessoas defendem ou defenderam que ministros que viessem a ser citados ou indícios que aparecessem, isso forçaria um afastamento. Ou voluntário, olha, eu vou me afastar.
enquanto as investigações seguirem, ou até por determinação do presidente da corte. Não lhe preocupa quando o PGR toma essa postura? Deixa eu só receber a Rede Jovem Pan, agora está com a gente aqui em Os Pingos nos Is. O Dávila fará análise a respeito dessa informação que foi trazida pela nossa reportagem, a não investigação neste momento, posicionamento do PGR.
não investigação dos ministros do Supremo, porque ele diz que é preciso ter cautela, não há indícios mínimos de cometimento de crime. Então, por isso, não há necessidade de uma investigação neste momento. Você, Davila.
O Mota bem lembrou, e eu já falei várias vezes aqui, do meu erro no julgamento de Gone como pessoa. E eu me lembro sempre a questão do Paulo Gone com a frase do Winston Churchill que me parece muito adequada para o caso Gone. O Churchill dizia que há pessoas que mudam de partido...
para não abrir mão de seus princípios e que outras abrem mão de seus princípios para mudar de partido. É exatamente o caso de Goné. Abriu mão dos seus valores, cristãos, princípios, para se tornar um subalterno do corporativismo do Supremo Tribunal Federal.
Hoje, a Procuradoria-Geral da República é um mero serviçal dos interesses imediatos da Suprema Corte. E nada melhor para ilustrar isso do que duas atitudes distintas da Procuradoria-Geral da República. Primeiro, caso Master. Como há fortes indícios de membros da Corte envolvidos?
neste caso escandaloso do Banco Master, a Procuradoria Geral mostra um rigor inacreditável ao não encontrar indícios de provas para abrir um inquérito contra pessoas do Supremo Tribunal Federal. O que é um total absurdo, como bem lembrou aqui a indignação do meu amigo Cristiano Beraldo, praticamente...
Dizendo que todos nós temos que colocar esse nariz de palhaço, porque é inacreditável uma Procuradoria-Geral da República que não encontra indícios claros no que já foi desvendado sobre esse que é o maior escândalo financeiro do país.
Um outro capítulo foi a atitude da Procuradoria-Geral da República com aqueles acusados no 8 de janeiro. Ali, qualquer mini indício já se transformou em prova de golpista, de sublevação contra o Estado Democrático de Direito, de pessoas que com Bíblia e batom nas mãos iam derrubar a democracia no Brasil. Esses...
foram condenados de maneira impiedosa pela Procuradoria-Geral da República e depois suas penas absurdas corroboradas pelo Supremo Tribunal Federal. Mas no caso do Banco Master, ainda não há evidência o suficiente para começar uma investigação, para começar o processo.
Então, esta atitude perversa, subalterna da Procuradoria Geral da República mostra que o procurador e a procuradoria perderam completamente a credibilidade e a legitimidade para continuar cumprindo o seu papel constitucional.
Pois é, deixa eu trazer um outro destaque antes de passar para o Bruno Musa. Tem uma outra informação que eu quero trazer para o Bruno também analisar. Os mais de 65 milhões de reais pagos pelo Banco Master a políticos e outras autoridades e ex-autoridades são considerados atípicos. Essa foi uma revelação trazida pelo jornal O Globo.
A reportagem consultou, conversou com vários executivos ligados aos bancos, que afirmaram que os valores recebidos por eles para a prestação de serviços e consultorias estão muito, mas muito acima do que é praticado pelo mercado. Dados da Receita Federal mostram que nomes como o do ex-presidente Michel Temer, Henrique Meirelles, ex-ministro, Guido Mantega também...
foi ministro das gestões do PT, Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça, da atual administração, saiu há pouco, Ronaldo Bento, Assemi Neto, Fábio Weingarten, Antônio Rueda, receberam milhões de reais de Vorcaro entre os anos de 2023 e 2025. Deixa eu passar para o Bruno Musa. Bruno, se você quiser rapidamente resvalar na pauta que trata da questão que envolve...
a Procuradoria Geral da República, mas queria que você discorresse a respeito dessa prática, né? De muitas empresas que contratam figuras influentes, muitos que já passaram pela administração pública, pagam um valor alto, né? Vultuoso, para a prestação de serviços de relacionamento, principalmente, né? Pode ser para uma palestra? Pode. Mas também pode ser que aquela pessoa abra.
janelas de oportunidades, né? O Conect, aquela empresa, a figuras importantes da administração pública. Uma atuação de lobby mesmo. Isso é como não há atividade legalizada no Brasil. Muitos vendem esse serviço como sendo de assessoria, consultoria, alguma coisa do tipo. E aí, o Globo foi verificar com vários bancos, várias empresas, quanto esses grupos pagam para serviços parecidos. E aí...
Chegou a informação de que os valores pagos pelo Master estão muito acima do mercado. Isso sinaliza para algo de ilegal, de irregular, Musa? Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra para trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil.
E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYUG Dolphin Mini. A partir de R$ 109.990,00 para CNPJ. Fala até uma concessionária BYUG e faça um test drive. Consulte condições em BYUG.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Veja, se fosse esse único caso isolado, ele já acenderia uma luz amarela de vamos analisar. O que está acontecendo? Por que é que você paga tão mais caro por um determinado serviço se você tem um concorrente com a mesma qualidade, ou muitas vezes até melhor, por preços inferiores?
É a livre prática da oferta e demanda, como todos nós fazemos aqui intuitivamente ao longo dos nossos dias, seja em âmbito familiar, profissional, onde quer que seja. Em qualquer relação do dia a dia, a gente faz esse tipo de decisão. Portanto, se fosse uma empresa normal, sem nenhum tipo de problema, já deveria acender a luz amarela. Será que há algum tipo de conluio, algum tipo de relação mais profunda?
resultando nesse pagamento acima da média,
Valeria o estudo, mas não que isso caracterizasse algum tipo de coisa ilegal, olhando isso isoladamente. Ao se tratar do Master, mostrando todos os nomes envolvidos e quem foram esses contratados por essas eventuais consultorias, aí eu diria que acende muito mais. Se a luz amarela já acende a luz vermelha. São valores muito acima do mercado. Pessoas que não necessariamente têm a...
o dia a dia ou o conhecimento profundo e técnico para aquela consultoria que estaria sendo contratada, portanto, tudo isso já mostra que, ora, vamos analisar ainda mais se tratando, como eu falei, do Banco Master, que já há indícios claros de pagamentos e de compras de pessoas influentes em toda a esfera pública.
Estamos falando de pessoas que nós mencionamos aqui, Guido Mantega, Michel Temer, Lewandowski, pessoas de influência dentro da máquina pública, que não necessariamente têm a prestação de serviço que demandaria...
o serviço por parte de empresas privadas com valores tão acima da média. Não tem sentido nenhum. Então fica claro que sim, parece ser mais uma das práticas que o Master usou ao longo desses últimos anos com nomes de pessoas influentes próximas ao poder que poderia facilitar aquela...
com que o Vorcaro transitasse dentro de Brasília e conseguisse ali tudo aquilo que ele gostaria. Vale lembrar de um contrato que nós mencionamos de 129 milhões de reais aqui, que está amplamente difundido na mídia.
que ele já foi tido como muito mais caro do que se o Vorkar ou qualquer outra entidade privada tivesse contratado o escritório mais caro do mundo que fica em Nova York, nos Estados Unidos, de advocacia.
E também já foi mostrado por outros meios de comunicação que o serviço prestado por esse contrato de 129 milhões teve, por exemplo, copiar e colar imagens de internet disponível no Google. Então, a somatória de tudo isso passou e longe da luz amarela. A luz vermelha está acesa e piscando.
Pois é, interessante a análise do Bruno. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, sempre reforçando para a nossa audiência que essas informações foram destacadas, trazidas pelo jornal O Globo, a reportagem que fez esse comparativo e o fato do Banco Master ter contratado essas figuras não quer dizer que esse contrato tem alguma coisa de errado. O que traz a reportagem é que no mercado...
outros bancos ou outras empresas também contratam figuras desse tipo e pagam cachês ou valores abaixo daqueles que foram pagos pelo Banco Master. Você, Cristiano Beraldo, quais aspectos dessa notícia nós precisamos nos atentar?
Vamos lá. Primeiro, o grande problema está no fato de que a atividade de lobby no Brasil não é regulamentada, ela não pode ser exercida com transparência, e aí ficam criando, porque o lobby existe em qualquer lugar que você tenha.
O interesse privado, o interesse público, a estrutura da administração pública, você vai ter gente que sabe em qual porta bater para apresentar um determinado serviço, solicitar uma determinada autorização, expor um determinado projeto.
Isso é da natureza do mundo capitalista, não tem nada de errado nisso. Mas o Brasil não regulamenta, porque é do interesse também dos próprios políticos se aposentarem da política e ficar prestando esse tipo de serviço, ou então ter ali, como acontece no caso dos advogados, que tem os escritórios de advogados, que tem o parente do ministro, do juiz, do desembargador, a mesma coisa.
O político importante que está exercendo um cargo de poder, ele tem lá o seu filho, o seu primo, o seu sobrinho, a sua irmã, o seu pai, a sua mãe, que trabalham numa determinada empresa de consultoria e aí ele vai ali ajudando o familiar a navegar pela estrutura pública.
Então, Caniato, a gente tem este problema. Agora, quando nós observamos uma empresa em crise, como era o caso do Master, essas goelas ficam muito largas. Então, eles vão querer mais dinheiro para prestar algum tipo de serviço para essa empresa que está em desespero. O problema...
É quando a empresa paga para essa consultoria, na verdade, para que a consultoria, então, alimente as figuras públicas que têm algum tipo de serviço a prestar, a utilizarem os seus cargos para favorecer o Banco Master. Aí é o crime.
Então, o crime não é cobrar mais caro. O crime é você pagar a mais para que a empresa repasse para algum político, de forma direta ou indireta.
E terá que ser profundamente investigado para entender de que forma o Master foi beneficiado. Eu vou citar um caso aqui, Caneto, que me dá enjoo, mas o Guido Mantega cobrava um milhão de reais do Banco Master.
O Guido Mantega ter conseguido uma reunião para o Daniel Vorcaro com o presidente da República é um crime em si? Não é. A reunião em si não é um crime. Ela é imoral, ela estava fora da...
agenda, tem um cheiro ali muito ruim que sai do Palácio do Planalto, isso tudo a gente concorda. Agora, o crime está no fato ou estaria no fato do Guido Mantega receber esse um milhão de reais, consegue a reunião, depois o Banco Central toma uma medida que favorece o Master. Ou o Guido Mantega pega esse dinheiro e repassa para alguém ligado a alguma dessas estruturas do Banco Central ou do próprio Ministério da Economia, enfim.
Então isso tem que ser investigado com calma para a gente entender. Não é só olhar e ver que está tudo muito estranho, mas a gente precisa entender quem de fato recebeu dinheiro para agir de forma criminosa a favor do Banco Master.
São bons exercícios que devemos fazer. Deixa eu passar para o Motta, só para a gente fechar essa discussão, as informações que vieram à tona, os cachês ou os contratos firmados entre Banco Master e figuras que passaram pela administração pública, ex-ministro, ex-presidente da República, várias pessoas influentes que, de alguma maneira, prestaram serviços de consultoria e assessoria.
atuando ali como lobistas, abrindo portas e conectando o Banco Master a outras figuras importantes na administração pública. Você, Mota, quando coloca em perspectiva os valores pagos muito acima do mercado, isso por si só não aponta para o cometimento de crime, mas deixa uma pulga atrás da orelha, sempre.
É uma situação complicadíssima, Caniato. Esse banqueiro fez uma jogada de master mesmo. Ele criou uma constelação de relacionamentos com políticos e personalidades, envolvendo muito dinheiro e envolvendo, em alguns casos, a contratação de serviços legais.
Então imagina que você tem uma empresa perfeitamente legal. Uma empresa, um escritório de advocacia, uma empresa de contabilidade ou de comunicação, bate na sua porta um banqueiro cheio do dinheiro querendo contratar os seus serviços. Você que está fazendo uma atividade absolutamente legal.
Você aceita o contrato, presta o serviço, recebe o dinheiro do banqueiro.
Passa algum tempo e esse banqueiro está no meio do maior escândalo financeiro da história do Brasil. E o seu nome está lá, junto com inúmeras outras pessoas, algumas das quais se suspeita que receberam esse pagamento para prestar favores ilícitos. Então essa foi a jogada do banqueiro. Ele jogou, colocou no mesmo saco...
situações que chamam a atenção e provavelmente tem alguma coisa por trás, com outras que podem ser absolutamente normais. E com isso ele cria uma confusão que aumenta em muito a chance da investigação não dare nada.
Pois é, a gente vai seguir acompanhando qualquer outra novidade ou informação dado valor referente às investigações do Banco Master. Nós traremos e analisaremos aqui em Os Pingos nos Is. Quero voltar àquela situação que envolve os tributos. Você se lembra?
Mencionamos isso, inclusive, no início do programa. Sob o governo federal, os brasileiros pagaram a maior carga tributária da série histórica em 2025, segundo dados do Tesouro Nacional. A cobrança de alíquotas somou 32,4% do PIB no ano passado.
representando um crescimento de 0,18 ponto percentual. Em relação a 2024, esses dados mostram o aumento dessa carga tributária que está relacionado quase em sua totalidade com a elevação dos tributos do governo federal, como o caso do IOF, você se lembra, né? Além do aumento do imposto sobre operações financeiras, o Tesouro apontou que houve aumento da carga tributária na categoria de imposto sobre renda, lucros e ganho de capital, além do imposto que fica retido.
na fonte. Quem tinha pedido pra analisar inclusive essa notícia, vou passar pra ele, é o Bruno Musa. Você, Musa. Veja, o primeiro ponto aqui que eu achei interessante é quando o Beraldo mencionou a respeito do no Brasil o imposto é roubo, né? Eu acho que tem um ponto que o roubo é caracterizado por aquela tomada forçada de algo que não é seu e o outro não tem o consentimento.
Se eu tomo alguma coisa de você e você não tem um contrato assinado comigo, não tem outra coisa, não ser roubo, furto. Tecnicamente você vai dar o nome exato, mas enfim, é uma prática de tomar algo de alguém. Então, na minha opinião, o que caracteriza o roubo aqui...
Não é o destino que é feito com o dinheiro. Senão a gente abre uma discussão e fala, o cara roubou de mim, mas ele mandou para uma ONG de velhinhos. Então está tudo bem. Não, não está tudo bem. Tomaram a sua propriedade de maneira forçada. Esse é o primeiro ponto, mas é uma discussão mais filosófica da coisa.
Então, o que caracteriza o roubo pra mim é o ato de tomar sem o consentimento das pessoas. E a máquina pública infantiliza todo mundo, uma vez que ele se acha melhor, ele se arroga o direito de dizer que sabe e...
ele definir o que é melhor para você, da sua aposentadoria, da sua educação. Assim ele justifica essa tomada forçada de quase tudo, quase metade daquilo que nós produzimos. Mas vamos sair do campo filosófico então e vamos a uns dados importantes.
Segundo o IBPT, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, em 1986 o brasileiro trabalhava dois meses e 22 dias para manter essa máquina pública, que já era inchada, ineficiente e corrupta, por definição ela é assim. Em 2026 nós agora trabalhamos cinco meses.
153 dias do ano para sustentar grande parte dessas pessoas que nós estamos dando nome aqui, através dos casos do Banco Master, do INSS, a gente tem que bancar tudo isso. E o IBPT, esse Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, ele criou um índice chamado IRBIS. O que esse IRBIS faz? Ele cruza.
Quanto cada país cobra de imposto e quanto devolve em qualidade de vida para a população. São 30 países analisados, já tem alguns anos. O Brasil é o último e todas as vezes ele é o último nesse mesmo estudo. Somos o 30 de 30. A Irlanda tem um peso do PIB de 22% em imposto sobre o PIB. E ela tem um IDH, Índice de Desenvolvimento Humano, de 0,95.
Quase um que é o máximo. Ela está em primeiro na lista. O Brasil tem a carga tributária de quase 34% do PIB e nós somos o último que nós temos um IDH de 0,78. Portanto, não é falta de dinheiro, não é falta de arrecadação que bate recorde ano após ano. 2025 ultrapassou 3 trilhões de reais.
Não, é realmente uma mentalidade errada, uma corrupção e uma falta de punição, um incentivo total ao roubo, às pessoas que comandam a máquina pública e que por gerações nós fomos ensinados que devemos deixar tomarem o nosso dinheiro, roubarem de maneira coercitiva para sustentar aquilo que eles fazem pela gente, o que a gente faria muito melhor do que eles.
rápida parada, faremos um break pra TV, rádio e internet e voltaremos na sequência com mais destaques aqui em Os Pingos nos Is e eu conto com você, hein? Até já. Os Pingos nos Is Jovem Pan
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A Jovem Pan não para de crescer. Estamos ampliando nossa presença na TV aberta e levando informação, opinião e entretenimento cada vez mais longe. Já estamos em São Paulo, canal cinquenta e um. Campinas, canal quarenta e um. Santa Inês, no Maranhão, canal dezenove. Cuiabá, canal doze.
Presidente Prudente, Canal 31. E agora o Nordeste ganha mais um novo ponto no mapa. Em Recife, no Canal 30, com cobertura em toda a região metropolitana. Jovem Pan, cada vez maior, cada vez mais perto de você. Na TV aberta.
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