Episódios de Os Pingos nos Is

Ministro citado por Vorcaro tenta barrar delação / Nikolas se reaproxima de Flávio

09 de abril de 20261h58min
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quarta-feira (08):

Uma ação que estava parada desde 2021 voltou a ser discutida no Supremo Tribunal Federal e pode impactar a possível delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao caso Banco Master. A ação questiona critérios e limites constitucionais para acordos de colaboração premiada e pode influenciar diretamente o andamento das investigações.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou dúvidas sobre a possível delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao caso Banco Master. Em entrevista, Lula afirmou que a colaboração precisa de mais testemunhas e disse que existe o risco de que uma delação possa ser “comprada”.

Após a troca de críticas entre aliados da direita, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) se encontrou com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e reafirmou apoio à sua candidatura. O gesto ocorre depois dos ataques feitos por Eduardo Bolsonaro (PL) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), que acusaram Nikolas de não apoiar plenamente o senador. O deputado afirmou que todos fazem parte do “mesmo time”, apesar das diferenças de estratégia.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode permanecer preso por até dez anos caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não vença a eleição presidencial. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Valdemar também disse que pretende se reunir com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos para cobrar o fim das brigas públicas entre aliados da direita.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após o fim da CPI do Crime Organizado. Durante discurso, o parlamentar afirmou que o caso envolvendo o Banco Master pode representar um dos maiores escândalos financeiros do país e defendeu o avanço das investigações.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que auditorias e uma sindicância interna não encontraram qualquer culpa do ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto, no caso envolvendo o Banco Master. A declaração foi dada durante sessão da CPI do Crime Organizado no Senado, que investiga possíveis irregularidades no sistema financeiro.

Dados da Receita Federal revelados pelo jornal O Globo apontam que o Banco Master repassou cerca de R$ 60 milhões a autoridades entre 2022 e 2025. Entre os nomes citados estão Michel Temer (MDB), Henrique Meirelles (PSD), Guido Mantega (PT), Ricardo Lewandowski (PSB) e Fabio Wajngarten.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio7
D

Daniel Caniato

HostJornalista
B

Bruno Musa

Co-hostAnalista político
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
J

Júlia Firmino

ComentaristaRepórter
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
M

Matheus Dias

Reporterjornalista
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • Banco MasterDaniel Vorcaro · Lavagem de dinheiro · CPI do Crime Organizado
  • Delação de Daniel VorcaroAção do PT sobre delação · Supremo Tribunal Federal · Colaboração premiada
  • Reaproximação Nikolas Ferreira e Flávio BolsonaroEleições 2026 · Família Bolsonaro
  • Reações de Lula à indicaçãoLuiz Inácio Lula da Silva · Procuradoria Geral da República
  • Implicações e Investigação PolíticaCorrupção no Brasil · Ministros do STF
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, reunindo os assuntos importantes do dia, sempre contando com a análise, a reflexão, as discussões entre os nossos comentaristas.

Eu sou o Daniel Caniato e você, como sempre, é o nosso convidado especial. Para começar, em meio à possibilidade de Daniel Vorcaro delatar ministros por suposto envolvimento no caso Master, magistrados citados por ele tiraram da gaveta uma ação apresentada em 2021 por advogados do PT que buscavam limitar as colaborações premiadas. A DPF 919...

Pede à corte que adote critérios sobre a validade e os limites constitucionais desses acordos. A data do julgamento ainda será marcada pelo presidente do STF, Edson Fachin, mas pode representar uma ameaça real.

a delação do banqueiro Daniel Vorcaro. Chamar os nossos comentaristas, essa é uma notícia importante, há várias camadas, muitos aspectos. Deixa eu chamar quem é que está liberado, Luiz Felipe Dávila. Já está com a gente, Dávila, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. Estamos tratando de uma ação de 2021 que questiona o dispositivo da delação premiada. Estava guardado, estava engavetado. Em algum momento seria retomado. Curiosamente,

Justamente neste momento, né? Às hésperas do fechamento da colaboração premiada de Daniel Vorcaro com as autoridades. E aí, o que devemos trazer, considerar e analisar? Bem-vindo. Boa noite, Caniato, Mota, Musa, Beraldo e a nossa querida audiência.

Caniato, é impressionante. Onde há imoralidade, tem as digitais do PT e do presidente. É uma coisa inacreditável. Desde o Mensalão, Petrolão, Banco Master, roubo do INSS, onde tem essas digitais.

de um partido envolvido nesses escândalos, está lá alguma armadilha para livrar os comparsas envolvidos nessas atitudes criminosas das punições.

Sejam ações no Supremo, sejam medidas no Legislativo ou no próprio Executivo, é sempre um colúio para sepultar os escândalos, fazer com que o brasileiro esqueça rapidamente das imoralidades cometidas e que continue a tocar o jogo.

Esse é mais um truque que sai dessa cartola agora do Supremo Tribunal Federal e justamente por um ministro que está sendo citado no caso, ou seja, ele é parte envolvida no caso.

É algo que destoa completamente do que nós esperamos de uma Suprema Corte. Primeira coisa, que qualquer juiz que tenha a mínima suspeita de envolvimento, como o caso do Banco Master, seja impedido. Agora, não só isso não acontece, como o ministro puxa da gaveta uma ação de 2021 para tentar...

anular algo fundamental para esclarecer esse escândalo, que como o Bruno Musa sempre lembra aqui no programa, é o maior escândalo financeiro da história do Brasil. Ou seja, a imoralidade que chegou ao Brasil é algo assustador, coisa nunca vista na história do país.

Hoje em dia é um salve-se quem puder, faça qualquer negócio, tome qualquer medida arbitrária, passe por cima da Constituição, ignore as leis, ignore a opinião pública, mas faça de tudo para blindar os companheiros. Afinal de contas, é apenas mais um escândalo no meio de uma multidão de escândalos que tem as digitais do PT.

Notícia de abertura de Os Pingos nos Is, Supremo Tribunal Federal deve votar uma ação que questiona ou pode alterar regras do dispositivo, do Instituto da Delação Premiada, justamente às vésperas, ou muito próximo do fechamento da colaboração premiada de Daniel Vorcaro. E essa mudança na lei alteraria?

o acordo que possivelmente será fechado? Uma pergunta que devemos fazer. Deixa eu chamar o Roberto Mota. Mota agora já está a postos também conectado com a gente. Mota, ótima noite a você. Seja bem-vindo. Esse pedido acontece justamente em meio à discussão e negociação entre os advogados de Daniel Vorcaro e autoridades sobre um acordo de delação premiada. E justamente nesse momento é quando a Suprema Corte, na figura de um ministro, acaba enviando para a votação e aí

Uma ação de 2021, questionada inclusive pelo Partido dos Trabalhadores à época. Muita coisa aconteceu de lá pra cá, mas entenderam que agora era o momento mais adequado de votar isso. Bem-vindo.

E aqui está uma notícia que não surpreende ninguém, né, Caniato? A surpresa é que ainda não tenha sido desencalhada aí uma ação de 1850, que é muito conveniente nesse momento. Boa noite a você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência.

As informações que já surgiram deveriam ter sido suficientes para produzir, no mínimo, o afastamento de dois ministros.

Mas eles continuam lá, exercendo seu poder como se nada tivesse acontecido. Acreditar que eles vão assistir passivamente o jogo se voltar contra eles é como acreditar que no Brasil todos são iguais perante a lei.

Deixa eu chamar o Cristiano Beral, também acompanhando o noticiário, e essa talvez uma das notícias que mais acabam impactando a nossa audiência, e eu vejo muitas manifestações nas redes sociais. A gente vai tratar de vários aspectos que envolvem essa ação do Partido dos Trabalhadores do ano de 2021, a decisão tomada...

pelo ministro relator e o que deve fazer, inclusive, a Suprema Corte. Daqui a pouco eu vou destacar qual foi a época a manifestação da Procuradoria-Geral da República. Mas você, Beraldo, na abertura de Espingos nos Is, quais aspectos dessa notícia você gostaria de destacar e compartilhar com o nosso público? Bem-vindo.

Quem poderia imaginar que algo dessa natureza fosse possível no Brasil, não é, Caniato? Boa noite a você, boa noite ao Mota, ao Dávila, ao Musa, boa noite à audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Caniato, isso é o Brasil sendo o Brasil, né? A gente tem aquela famosa frase do filme Tropa de Elite, né? O sistema é fogo, para não dizer outra coisa.

E a gente vê o sistema se articulando, se protegendo, trabalhando para que nada de efetivamente grave aconteça com o próprio sistema. E é importante lembrar que agora, eu já disse isso aqui algumas vezes, agora a gente está lidando com um caso que é diferente do caso da Lava Jato.

Porque na Lava Jato nós tínhamos no judiciário, inicialmente na figura do então juiz Sérgio Moro, na 13ª vara de Curitiba, Federal de Curitiba, e também no Ministério Público, agindo ali de uma forma bastante eficiente e focada nessas investigações da Lava Jato, que produziram uma reação em cima, tanto do executivo quanto do legislativo.

Só que neste caso agora, nós, os brasileiros comuns, nós não temos a quem recorrer. Porque os três poderes da República estão envolvidos no caso. Está aí demonstrado que figuras importantes dos três poderes da República receberam direta ou indiretamente pagamentos lindos do Banco Master ou de empresas que fazem parte desse universo de Daniel Vorcar.

Então, Caniato, era esperado que isso acontecesse, mas o mais importante disso, porque nós como população brasileira, nós não temos o que fazer, nós não podemos ir lá na Praça dos Três Poderes protestar.

Nós não podemos escrever uma frase de protesto numa estátua. Nós não podemos promover quebra-quebra, incêndios. Nós não podemos fazer nada disso ou essas pessoas que forem lá serão vistas como golpistas que estão atentando contra a democracia. Afinal de contas...

Eu não estou falando dos índios, eu não estou falando dos militantes de esquerda, eu estou falando de pessoas brasileiras, puras e simplesmente indignadas, vendo que o Brasil não funciona a favor da sua população, mas funciona a favor daqueles que comandam, que controlam todos os braços da República.

Nós estamos num momento do Brasil em que a realidade nua e crua é estapeada na nossa cara todos os dias, sem a menor cerimônia, e nós não temos reação, nós não temos como reagir. Metade da população, ou talvez um pouco mais da metade, segundo a eleição de 2022, ela ou é ignorante ou é condescendente.

E temos uma parcela importante da população que está coada, porque está vendo que protestar é um mau negócio no Brasil. Alguns tiveram que ir embora do país, outros estão sofrendo consequências penais, criminais, em razão das suas manifestações. Então nos resta muito pouco. Nos resta assistir a essas coisas caniato e correr para o banheiro para vomitar quietinho dentro das nossas casas.

Chama o Bruno Musa, Bruno também conectado com a gente na abertura de Os Pingos nos Is, essa notícia de abertura, já há muitas manifestações, inclusive, de pessoas da nossa audiência, o ministro do Supremo pedindo para a corte votar a respeito de uma nova regra, ou novos limites para os acordos de delação premiada. Eu quero destacar para você, Musa, mas também para a nossa audiência, o que pede o Partido dos Trabalhadores nessa ação que foi apresentada em 2021. Cuidado.

segundo a defesa feita pelo partido, as declarações do colaborador premiado, mesmo quando corroboradas por outras delações recíprocas, ou seja, fizeram, sei lá, três, quatro delações, todo mundo falou a mesma coisa, ou seja, as informações acabam se encontrando. Essas colaborações não poderão ser o único fundamento para ensejar decretação de prisão, bloqueio de bens.

ou sentença condenatória. Você, Musa, quais aspectos dessa notícia lhe chamam a atenção que a gente deve considerar na abertura do programa? Bem-vindo. Boa noite, Caniato, Mota, Davi, Laberaldo, todos que nos escutam pelo Brasil. Pois é, nós chegamos no triste momento onde ficou evidente e fica claro pra todo mundo isso talvez seja algum ponto de virada em algum momento.

que apenas os investigados que estamos falando aqui, principalmente da maior corte do Brasil, para eles serem investigados dependem dele mesmo ou de alguma extensão de outra instituição que pode ser uma extensão da própria corte. Por exemplo, a Procuradoria-Geral da República.

Estamos falando que estamos travados nisso, dependemos deles. E chamamos esse sistema de democracia, onde grande parte das decisões tomadas monocraticamente mudam e alteram, inclusive, as leis, as regras do jogo. Impostos, as regras que eles mesmos criam, quando não foram...

colocados no posto justamente para isso, sequer foram votados, e sim indicados. E eles dependem deles mesmos para provar aquilo que já ficou evidente para o país, indícios que deveriam ao menos ser aprofundados e tínhamos o direito de descobrir. Isso está muito claro, está muito evidente e, repito, gostam de chamar dessa brincadeira de democracia. E eu fico pensando aqui em todos os aspectos dos poderes da República.

Em que eles de fato estão pensando? Estão trabalhando em algum momento para o bem do país? Qual a pauta que o legislativo está preocupado? Ou qual a pauta agora que o judiciário precisa se debruçar ou o executivo? Nenhuma. Eles estão preocupados em cavar coisas lá do passado para se blindar, mais ainda, de algo que se torna cada vez mais evidente. Portanto, o país está parado e não é de hoje. O país está parado já há um bom tempo.

E me surpreende que alguns estejam surpresos com o que está acontecendo após a volta do PT com todo o seu histórico ao longo dos últimos 20 anos. O que torna evidente justamente o que nós falamos aqui, que grande parte da burocracia não defende o bem do país.

Defende causa própria. E a gente tem que desromantizar esse sistema político. Caso contrário, continuaremos indignados com o que está acontecendo. Esse é o meio de vida dessas pessoas e dessa burocracia. O que nós precisamos é realmente colocar pressão para que isso tenha um fim. O primeiro ponto é nós pararmos de cavar.

Enquanto nós continuarmos cavando, a chance de revertermos o jogo é zero. A gente quer ainda continuar cavando, ou permitimos que isso continue aprofundando. A imoralidade, o fim das instituições, a economia, enfim, tudo que o país se tornou. Eu fico imaginando como eles procuram ali algo de 2021. Não se torna evidente para todo mundo que puxar algo nesse sentido, como você falou, para limitar as delações.

De 2021, como é que eles buscam isso lá atrás para se blindar? Está muito claro que o objetivo final é justamente esse. Será que numa situação normal eles fariam isso? A resposta é muito simples e muito óbvia. A questão é como a gente consegue parar esse ciclo perverso que o Brasil não para de se afundar. O que estamos vendo novamente é o que aconteceu na Lava Jato, quando tudo foi cancelado, onde eles simplesmente falavam Você roubou!

você assumiu, você devolveu o dinheiro fruto do roubo. Mas fique tranquilo, nada disso aconteceu. E passo a bola, só lembrando, eu li outro dia um livro e uma frase que foi atribuída ao ministro das comunicações ali então do governo nazista.

no século passado, em que ele falava que para um marxista não adianta você apresentar dados, fatos, ele vai refutar sempre através de sua própria narrativa. Será que o Brasil não está pronto para ver os dados que estão explícitos debaixo de nossos olhos?

Passar para o Dávila, que tem um outro aspecto importante que nós lembremos. Dávila, a ação foi apresentada pelo PT em 2021. E aí, como é praxe, o Supremo sempre pede a manifestação da PGR, da Procuradoria Geral da República. No ano seguinte, então, em 22, a PGR se manifestou pela rejeição da ação no STF. A Procuradoria disse, apontou que a ação não é cabível.

porque há outros meios, outras maneiras para discutir os pontos questionados pelo Partido dos Trabalhadores. Pois bem, mesmo anos depois da manifestação da PGR, o ministro relator acaba enviando para que o Supremo...

vote e aprecie essa ação do Partido dos Trabalhadores. Dávila, eu tenho lido, assim, muitas manifestações de pessoas que nos acompanham e eles, inclusive, relembram algumas posições de vocês, comentaristas aqui do Pingo e também da Jovem Pan. Resumo da ópera, muitos estão sentindo aquele cheiro de pizza no ar, Dávila.

Pior que pizza. É uma... Só se for a pizza da esculhambação, Canhato. Porque é inacreditável o número de medidas imorais sendo tomadas. Ministro vetando CPI, ministro impedindo investigação, de ministros que têm negócios envolvidos com o Banco Master.

E agora, nós tivemos recentemente mais uma decisão vergonhosa da justiça. A condenação de um senhor de 71 anos porque havia enviado um Pix para uma empresa de ônibus que levou pessoas a Brasília naquele 8 de janeiro, sendo que apenas um passageiro.

havia participado das manifestações e a gente nem sabe o que ele fez quebrou ou não quebrou alguma coisa e esse senhor acabou de pegar 14 anos de prisão

E os contratos milionários com parentes de ministros e viagens de jatinho nos aviõezinhos do Vorcaro, nada disso conta. Agora um Pix de 500 reais para um ônibus que levaria pessoas a Brasília. Aí 14 anos de prisão. Então essa pessoa do Pix pega 14 anos, a do Batom pega 17 anos.

A outra que carrega a Bíblia pega também 15 anos. É uma vergonha o que está acontecendo no Brasil. Nós não podemos tolerar isso como cidadão. Isso é uma vergonha. Isso é um desrespeito ao cidadão. Isso é uma arbitrariedade sem fim. O Brasil não pode sentar e ficar esperando a cair alguma coisa do céu, como o Musa bem disse. É preciso ações enérgicas agora para parar essa sem-vergonhice que está tomando conta do país numa escala nunca vista.

Canhato, não é possível. Nós, todos os dias, abrimos os jornais e encontramos notícias que são verdadeiros disparates jurídicos, morais, e que mostra esse corporativismo agindo acima da lei, ignorando o cidadão.

simplesmente para blindar pessoas que exercem o cargo público e que estão envolvidas ou suspeitas de envolvimento nesse que foi o maior escândalo financeiro do país.

Pois é, deixa eu passar para o Mota, porque tem uma pergunta que muitos acabam fazendo diante disso. Mota, o Dávila disse uma vergonha do que está acontecendo. Várias pessoas falam em vergonha também da nossa audiência. E o Dávila menciona, bom, medidas precisam ser tomadas para a gente pegar um outro caminho. Precisamos...

Parar esse processo. Mas quando as ações são tomadas pela Suprema Corte, acho que boa parte da população fica sem saber. Recorrer a quem, exatamente? A gente pode esperar o quê? De quais instituições? Devemos colocar as nossas fichas no Congresso Nacional, ou Legislativo? É essa a alternativa? A população não sabe, e muito menos nós, Caneto. As alternativas parecem ser... Cuidado demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais

uma intervenção alienígena, quem sabe, né? Alguns ETs aí com a viagem da Artemis, eles descobriram que existe a Terra e vão descer aqui e consertar o Brasil. Porque eu não consigo ver nenhum outro caminho. O que acontece é que, pelo que aconteceu no Brasil nos últimos anos...

A Suprema Corte Brasileira é a última decisora sobre qualquer assunto, inclusive sobre investigações e eventuais punições a ministros da própria corte. Então não é preciso muita lógica para ver onde esse processo vai parar. Eu queria lembrar...

Isso é muito importante, que nós estamos diante de dois problemas gravíssimos, mas que são distintos.

O primeiro é um problema que acontece desde 2016, 2018, é um ativismo judicial sem controle, pelo qual a Suprema Corte Brasileira praticamente assumiu o poder no país. São pessoas que não tiveram nenhum voto e que hoje decidem, sobretudo, do jeito que elas querem no momento em que elas querem.

E a gente está testemunhando agora um dos artifícios para isso. Quando surge a vontade ou a necessidade de tomar alguma decisão, mas não existe nenhum processo em andamento que leve àquilo, se desengaveta um processo antigo, ou então sugere-se a um político que entre na corte com o processo. Pronto, problema resolvido. Esse é o problema número um. Ativismo judicial sem controle. Antidemocrático, antirrepublicano.

Só que agora, há dois ou três meses, nós passamos para o problema número dois, que é o maior escândalo de corrupção da história do país.

e a suspeita de envolvimento de ministros nesse escândalo. Então, quando você junta um processo pelo qual a corte tomou o poder no Brasil com a necessidade de investigar ministros da própria corte por suspeita de envolvimento num escândalo de corrupção, o que você tem é uma arma de destruição em massa.

é a falência total, geral, completa, não só do Estado, mas também da crença do cidadão. Em qualquer resquício de justiça, infelizmente, não há nada que a gente possa dizer neste momento para tranquilizar o cidadão, porque a situação é complicadíssima. E pelo menos eu não consigo ver nenhuma solução à vista.

uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede. Mas eu sigo aqui com os nossos comentaristas, analisando os muitos aspectos que envolvem essa notícia. Inclusive, eu quero passar para o Cristiano Beraldo, para ele fazer esse exercício que o Mota tentou fazer, muitos estão tentando fazer neste momento, várias pessoas que nos acompanham, sobre alternativas, né? Caminhos possíveis caso a Suprema Corte, por exemplo, inviabilize ou...

altere sensivelmente a lei ou o regramento da delação premiada e impeça que Daniel Vorcaro revele tudo o que sabe, ou pelo menos que essa revelação atinja figuras que tenham participado do esquema fraudulento do Banco Master. Aí deveria entrar o Legislativo? Como, Beraldo?

Ainda não entrou, né, Caniato? O Legislativo está assistindo, até porque neste caso há membros do Legislativo que estão implicados e são membros poderosos. A gente precisa lembrar que durante as eleições para a presidência do Senado Federal, o discurso da oposição não foi contra a candidatura de Davi Alcolumbe.

Foi a favor de uma composição. A gente não sabe exatamente qual foi o bem produzido por essa composição, mas a realidade é que Davi Alcolume controla o Senado Federal com mão de ferro. E ele sabe usar esse poder para manter este equilíbrio tenso com o judiciário e com o executivo.

Então, Caneto, eu não vejo a menor possibilidade de termos hoje, na composição do Congresso Nacional, uma solução para esse caso, uma solução para medidas que serão tomadas para abafar esse caso do Banco Master.

E é interessante, Keneto, que a gente vai vendo que as medidas serão tomadas num sentido de autopreservação das figuras envolvidas, mas tem consequências para isso. Porque aí eu volto a um tema que eu sempre abordo aqui, e sei que incomodo muita gente que está querendo deixar esse assunto para trás. Mas a gente precisa lembrar que o julgamento, aliás, talvez o segundo julgamento mais polêmico do Supremo Tribunal...

Federal nesses últimos anos foi o caso Marielle. O caso Marielle foi investigado no Rio de Janeiro, depois ele foi federalizado quando Flávio Dino era o ministro da Justiça. Nesse processo de federalizar a investigação, eles conseguiram chegar a uma solução mágica.

a partir da delação premiada de dois marginais que tiveram a pachorra de dizer que receberiam 25 milhões de reais para tirar a vida de Marielle. Coisa que não faz absolutamente o menor sentido. Eu não tenho nenhuma convivência e nenhum conhecimento desse submundo, mas eu sei que não há vida no Brasil, nesse país que morre mais de 40 mil pessoas assassinadas por ano.

que alguém vai pagar 25 milhões de reais, até porque ninguém sabia quem era a Marielle no Rio de Janeiro. Pois bem, a delação desses dois marginais levou a uma turma, não foi nem o pleno, uma turma que faz parte, inclusive, o próprio ministro, o ex-ministro da Justiça, responsável por federalizar o caso.

Eles condenaram aquelas pessoas que, no processo da investigação, não tem uma prova concreta que segure a tese apresentada, que três figuras teriam se reunido para combinar ali, tirar a vida de Marielle. Não há nada concreto que prove isso.

Tudo foi baseado numa delação de dois marginais criminosos, convictos, já condenados pela justiça. Como é que vai ficar esse caso? Vossas excelências vão ter que mandar um, ora veja bem, talvez, esses 76 anos de prisão a que essas pessoas...

Foram condenadas, talvez tenha que ser revisto, porque aí a delação não vai poder valer. Como é que fica isso? Então, é uma gente desqualificada. A cada momento demonstram-se mais desqualificados para exercer a função de ministro do Supremo Tribunal Federal, uma corte.

que já honrou e muito o Brasil no passado, abrigando figuras que eram expoentes da justiça, do direito brasileiro. Portanto, Caniato, a gente vê que estamos muito distantes de um Supremo, quando estava lá, por exemplo...

Francisco Rezeck, que ainda hoje nos brinda com o seu brilhantismo jurídico, Oscar Dias Correia e tantos outros que fizeram verdadeira história pelo bem e pelo fortalecimento do Supremo Tribunal Federal.

Pois é, a gente segue trazendo as informações importantes, recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Quero girar a reportagem, inclusive, porque diante da expectativa de avanço na delação de Daniel Vorcaro, Lula, o presidente da República, levantou suspeitas sobre a palavra do banqueiro e pediu mais apurações. Quem vai contar pra gente é o Matheus Dias, chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is.

Matheus, seja bem-vindo, ótima noite a você. Então, o presidente afirmou que a...

delação poderia ser comprada? Foi isso que ele disse? Bem-vindo. Pois é, a gente perdeu o contato com o nosso repórter, Matheus Dias. Daqui a pouco ele volta para trazer os detalhes dessa manifestação do presidente da República. Deixa eu chamar o Bruno Musa a respeito dessas suspeitas que foram levantadas pelo presidente da República. O presidente concedeu uma entrevista, tratou de vários.

E essa é uma das frases, uma das manifestações que acabaram ganhando a imprensa, essas suspeitas sobre a delação de Daniel Vorcaro. Então ele sugere que a delação poderia ser comprada. Bom, ele coloca em xeque instituições que ele deveria acreditar como presidente da república, não?

Ele teve falas muito controversas para variar, como mínimo, para dizer hoje ao longo do dia. Ele, por exemplo, falou que democracia é melhorar a vida das pessoas. Ora, eu não estou dizendo que sim nem que não, mas isso não é a definição de democracia. Você tem países que se passam por democráticos e pioram a vida das pessoas, mas não são verdadeiras democracias. Ou seja, tergiversando e mudando fundamentos básicos e definições básicas.

Pode melhorar ou pode piorar, mas isso não tem nada a ver com a definição de democracia. Ele também falou sobre responsabilidade fiscal, em que a responsabilidade fiscal do PT é a que deve ser seguida. Responsabilidade é responsabilidade, não é responsabilidade de um ou de outro.

Não, e o Lula não teve, assim como o governo do PT, responsabilidade fiscal. Ele teve irresponsabilidade fiscal em uma dívida que ultrapassa 10 trilhões de reais e que o déficit nominal ultrapassa 8,5% do PIB. E segundo o próprio FMI, a dívida pública atingirá do Brasil 100% do PIB em 2030, quando a média dos emergentes...

É 60% do PIB. Então, não existe responsabilidade do PT, como ele falou, ou responsabilidade da Faria Lima. Existe responsabilidade ou irresponsabilidade. Então, ele, obviamente, transforma tudo em subjetividade para que ele possa puxar os louros para si.

E aqui, claramente, como o seu entorno, ou pessoas próximas ao seu entorno, inclusive grande parte da burocracia e ministros de grande porte do governo, estão sendo citados nas mensagens que estão vindo a público do Daniel Vorcaro e, portanto, provavelmente estará nessa eventual delação, obviamente ele tem que começar a colocar essas suas subjetividades.

que ao tentar desqualificar uma delação, acontece que se ela vier, me parece que é uma onda gigantesca. Tudo pode parar novamente na Suprema Corte, como nós falamos. Porque são eles que investigam eles mesmos e podem mudar a regra no meio do jogo, no final de contas, no Brasil, até o passado incerto, principalmente quem tem a caneta na mão. Então, agora será uma guerra de narrativas. Entramos aí no período, digamos, pré-campanha mais intenso, logo campanha. Lembrando que no Brasil, você...

prevalece, perdão, o discurso de quem mente mais em campanha. E quem é imoral não tem o menor freio em mentir mais. Ele mente mais. Só que na democracia, e para quem não nos vê, eu coloco entre aspas brasileira,

Aquele que mente mais tem a maior chance de ser premiado nas eleições, com os votos. Só que ele não tenha nenhuma obrigação de cumprir com as mentiras que ele faz em campanha. Então, brasileiros, nos preparemos com os nossos ouvidos, para ouvir tamanhas porcarias. Porém, cada vez mais as informações estão disponíveis, para que a gente entenda o que de fato é mentira e o que de fato deve ser levado a sério.

Pois é, Lula sugerindo que a delação de Daniel Vorcaro poderia ser comprada. Bom, a delação está sendo negociada com Polícia Federal e Procuradoria Geral da República. Uma vez a delação fechada com essas duas instituições, deveria ser validada pelo Supremo Tribunal Federal.

Pode ser comprada por quem? Negociando com quem? Com as instituições? Vamos chamar agora sim, o repórter está preparado, o Matheus Dias chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Viz, vai trazer detalhes dessa manifestação do presidente da República. Matheus, seja bem-vindo, ótima noite a você, seus destaques, por favor.

Renato, uma ótima noite a você também, uma ótima noite a quem nos acompanha aqui no Pingos nos Is. Lula disse que a delação poderia ser comprada em uma entrevista que fez hoje no portal ICL Notícias. Lá pediu que mais pessoas estivessem no momento ali em que a delação fosse colhida, essa possível delação. Pediu que mais testemunhas estivessem no momento.

Ele falou que muitas pessoas têm a opinião de que Vorcaro não deveria fazer uma delação premiada, ou qual seria a necessidade dessa delação, já que a Polícia Federal já tem muitos arquivos que comprovam a participação de Daniel Vorcaro e de outras pessoas também, impossíveis desvios ou a relação entre eles. Mas Lula disse que sim, a delação tem que acontecer, mas que precisa de mais testemunhas presentes para que não haja qualquer risco dessa delação ser comprada. Nas palavras de Lula, ele disse que Vorcaro está preso.

Mas ainda há muita coisa a ser descoberta. Dinheiro dos estados no BRB deve se envolver todo o BRB nisso, já que são 12 bilhões de reais que a gente não sabe de onde saiu. Essas palavras do presidente Lula. Ele que disse ainda que todo esse escândalo do Banco Master mais uma vez frisou.

foi feito ou foi proporcionado durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central, no governo Jair Bolsonaro, culpou mais uma vez Campos Neto, mesmo que hoje Gabriel Galípolo, que é o atual presidente do Banco Central, tenha dito que não há indícios o suficiente que comprovem a participação de Roberto Campos Neto ou pelo menos a falta de tutela de Campos Neto nas necessidades e nas obrigações ali do Banco Central que fizeram com que as fraudes do Banco Master se tornaram possíveis. Mas Lula...

Frisou isso novamente e ainda falou que as pessoas sabem quem são os envolvidos. Nas palavras de Lula, disse que você pode conversar com o meu pessoal da Fazenda ou com o próprio Gabriel Galípolo. Eu fico indignado que se você andar e descer naquela praça dos três poderes, você vai encontrar gente que sabe quem é o deputado envolvido nisso, qual é o senador envolvido naquilo, a autoridade do judiciário envolvido nisso e mesmo assim a coisa não anda. Lula.

Ainda disse que quando recebeu Daniel Vorcaro no Planalto no fim de 2024, disse a ele que qualquer irregularidade seria apurada posteriormente. E o que não falta são irregularidades, né, Caniato? Pois é. São várias frentes de investigação, há muitos indícios. Todos nós esperamos que os culpados sejam responsabilizados. Matheus Dias segue monitorando as manifestações do presidente da República. Qualquer novidade ele volta aqui na programação da Jovem Pan. Bom trabalho pra você, Matheus.

Deixa eu seguir com os nossos comentaristas, passar para o Luiz Felipe Dávila, teve essa reflexão do presidente da República, sugerindo que a delação de Daniel Vorcaro poderia ser comprada, colocando em xeque a lisura das instituições da República, né, Dávila, e jogando qualquer tipo de culpa no colo do antecessor, de Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto. Já era uma narrativa meio que cantada por muitos, né?

É, Caniato, mas olha, tem uma coisa, desse assunto o presidente conhece profundamente. Aliás, o que que é o mensalão? O que que foi o petrolão? O que que foi a Lava Jato? Foi uma troca de dinheiro, grana grande pra comprar apoio, pra comprar silêncio, não é isso?

Então, desse assunto ele conhece, a gente precisa levar em consideração. Agora eu fico pensando aqui, quem que gostaria de comprar? Nós temos suspeitos nesse assunto de ex-ministros, ministros atuais, senadores.

e até mesmo familiares do membro do judiciário. Então, esta insinuação do presidente, precisa perguntar para ele, esclarecer um pouco, quem teria interesse em comprar? Não me parece que é um ex-presidente encarcerado, não me parece que é a gente que está fora do poder, me parece que são essas pessoas que estão no poder e estão morrendo de medo de serem denunciadas. Aliás...

O que nós já sabemos é que houve até uma tentativa de se fazer uma delação premiada e poupar alguns ministros do Supremo, não é isso? Então, o presidente Lula podia esclarecer um pouco melhor quem é que tem interesse em comprar a delação de Vorcaro.

Pois é, Lula e essa entrevista concedida em que ele reflete sobre a delação de Daniel Vorcaro, menciona aqueles que poderiam ter algum tipo de participação nisso, joga a culpa na gestão anterior e revela que a tal reunião, o encontro com o Daniel Vorcaro, ele teria revelado que qualquer tipo de irregularidade seria apurada pelo Banco Central. Deixa eu passar para o Roberto Mota.

Para nós refletirmos a respeito desse posicionamento do presidente da República, se colocando como talvez a figura mais ética que nós estamos acompanhando nesse processo e se descolando de todo e qualquer tipo de caso que envolva a corrupção. É preciso olhar também para um passado recente. Ele já foi implicado em vários casos, apesar de sempre ter dito que não sabia de nada. Né, Mota?

Nada como a opinião de um especialista, de gente que entende do assunto, né, Caniato? Agora, o brasileiro mais humilde já sabe que tudo no Estado brasileiro parece que está à venda. E essa é a fonte do desespero das pessoas, porque até pouco tempo...

a gente testemunhava o uso completamente arbitrário do poder para destruir adversários políticos em nome da democracia. Por isso, uma mãe de família foi condenada a 14 anos de prisão porque escreveu com batom em um estátua. Mas era pela democracia.

Aí a maior parte da mídia, nós sempre fomos uma exceção, mas a maior parte da mídia aplaudia, é isso mesmo, tem que tratar assim esses terroristas, chamar os manifestantes de terroristas. Agora surge a suspeita de envolvimento de alguns desses magistrados que estavam salvando a democracia no maior escândalo da história.

E aí é lógico, né? Que se isso aconteceu, o mesmo Estado que usava de tanta força para salvar a democracia, agora vai usar a mesma força para salvar a si mesmo.

Pois é, deixa eu pedir para o Cristiano Beraldo só fechar essa reflexão. Lula dizendo que mais gente deveria acompanhar depoimentos de Daniel Vorcaro, delação pode ser comprada. Diz que é necessário pegar a bandidagem do banqueiro. Agora.

Eu achei interessante quando o repórter trouxe a informação de que, segundo ele, em Brasília todo mundo sabe quem participou do esquema do Banco Master, quem são os deputados, senadores envolvidos, figuras do judiciário.

Segundo ele, as coisas não avançam, porque haveria um grande acordão para que as coisas ficassem empacadas e paradas. Bom, é engraçado quando ele faz esse tipo de reflexão, é importante olhar o que aconteceu no passado, inclusive com ele. Olha, Caniato, o presidente Lula nos confirma todos os dias que não há limites para a cara de pau.

Veja que no passado do Brasil, na época da Lava Jato, se descobriu que um banqueiro lá da Tijuca, no Rio de Janeiro, banqueiro importante e tal, ele fez maracutaia com a Petrobras, tomou uma grana, salvo engano, 300 milhões de reais da BR Distribuidora, a mesma BR Distribuidora que o Lula disse que resolvia todos os problemas dos brasileiros em relação ao preço dos combustíveis. Pois é.

Essa corrupção lá na época da BR Distribuidora, esse banqueiro tomou uma grana da BR Distribuidora, depois a Lava Jato descobriu. E ele foi preso.

O que esse banqueiro fez? Ele inaugurou, talvez, essa moda. Ele contratou um ex-ministro do Lula, que também tinha sido do Supremo Tribunal Federal, e colocou logo no conselho, gestão de crise. Não, nós somos aqui cheirosinhos, nós somos bonitinhos, somos fofinhos. E o pior é que colou, Caniato, que esse banqueiro, ele continua aí como se ele fosse o dono do mundo.

E é o melhor amigo do Haddad. O Haddad, quando passou pelo Ministério da Fazenda, fez uma parceria de irmão. E agora, Caniato, a gente vê o presidente que testemunhou, que orientou, que coordenou.

Tantos eventos que foram investigados e comprovados, que davam base à corrupção, ao uso de dinheiro público para comprar campanha política, destruindo qualquer resquício de democracia no Brasil, na época em que eles saqueavam a Petrobras para bancar campanhas multimilionárias, com dinheiro roubado. Foram todos em cana, estão todos na rua.

E aí estão ocupando lugares de muito poder na República, mas também aqueles empresários envolvidos voltaram com a corda toda, estão todos aí. Então quando o presidente fala agora do Banco Más, que não fosse uma coisa distante, uma coisa que, nossa, me falaram aí desse caso, ele se esquece.

Que eram ministros dele, amigos dele, da convivência dele, da cozinha dele. É que estavam permitindo que o Banco Master chegasse onde chegou. O Daniel Vorcaro não tocou a campainha do Palácio do Planalto perguntando se ele poderia ser recebido fora da agenda, não. Foi levado por Guido Mantega, irmão do Lula, irmão do Lula.

Quando a picaretagem do Banco Master começou, começou na Bahia. No governo do Rui Costa, com as bênçãos de Jacques Wagner, era a partir do Crédito Sexta. Então, não dá para entender essa disfarçatez, essa cara de pau sem limites, dizendo, isso aí eu não sei não. Sabe sim. Sabe sim.

Então, Caniato, esse é o Brasil, quer dizer, é o Brasil do absurdo, esse show de horrores, isso precisa ter um fim. O Brasil não aguenta, o brasileiro não aguenta ver a vida passar, o mundo evoluir e nós nessa lama.

que somos obrigados a aceitar esse tipo de declaração. Isso é um absurdo, isso é uma vergonha, uma irresponsabilidade, um vexame para o Brasil, porque a imprensa internacional está assistindo isso, olhando para nós como se fôssemos grandes palhaços. E é isso que somos, Caniato. Deveríamos colocar o nosso nariz de palhaço para poder comentar essas notícias e assistir esse espetáculo de horrores chamado Brasil.

É isso, uma rápida parada agora pra você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas nas demais plataformas, inclusive quero girar a reportagem da Jovem Pan News. Após ser alvo de ataques por parte de Eduardo e Jair Renan Bolsonaro, o deputado Nicolas Ferreira se encontrou com Flávio Bolsonaro.

e reafirmou novamente o seu apoio ao senador, que é pré-candidato à presidência pelo Partido Liberal. Júlia Firmino segue acompanhando essas movimentações, essas articulações, vai trazer, inclusive, os detalhes pra gente. Júlia, seja bem-vinda, ótima noite a você. Então, o deputado discordou de Eduardo e chegou a dizer ser normal que cada pessoa adote uma postura na campanha. Foi isso que ele falou? Bem-vinda.

É isso mesmo, Caneato. Boa noite pra você, pra quem tá com a gente aqui no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. Hoje o deputado federal Nicolas Ferreira disse que as candidaturas do PL em Minas Gerais, no Estado Mineiro, vão servir campanha ao senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro. Justamente usando o argumento de que eles precisam vencer o PT.

Lula e também a esquerda. Essas falas foram feitas em Brasília, no Distrito Federal, enquanto tanto Flávio Bolsonaro quanto Nicolas Ferreira participavam ali de um evento de lançamento da pré-candidatura ao Senado, aliás, do deputado Domingo Sávio. E aí ele ainda diz que é importante empenhar esforço no...

Eleitor que não é nem de direita nem de esquerda, mas que será decisivo ali para as eleições agora de 2026. Eles vão fazer a diferença, foi isso que Nicolás Ferreira disse. A gente tem um trechinho da fala dele, vamos acompanhar?

Então a maneira como cada um aqui faz campanha, eu digo que nós somos o mesmo time, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo. E o objetivo é só um, é vencer, porque o Brasil de fato está em jogo. Então é fazer uma campanha e uma pré-campanha inteligente, que alcance outras pessoas, porque são as pessoas que no fim das contas acabam decidindo esse jogo.

Bom, Caniato, essas são as falas mais recentes de Nicolas Ferreira em relação a esse contexto todo de eleições agora nesse ano. Mas fato é que isso vem em um contexto em que você já adiantou, né? Eduardo Bolsonaro e Nicolas Ferreira já se desentenderam recentemente.

Não são as primeiras discussões ou os desentendimentos que existem aí entre essa dupla. E o que cabe a gente destacar é que o deputado Eduardo Bolsonaro chegou a acusar Nicolas de só fingir apoiar o seu irmão Flávio Bolsonaro, né? Que, como a gente diz, é pré-candidato à presidência da República nesse ano.

E aí Flávio veio, colocou panos quentes, disse na segunda-feira, inclusive, dia 6, que a postura de Eduardo não é inteligente, disse que é preciso deixar de lado quem tem razão, porque é questão de sobrevivência do país. Toda essa situação, então, tem envolvido aí a família Bolsonaro, Nicolas Ferreira, partes da direita, deputados ali, representantes políticos também de Minas Gerais. Fato é que essas foram as falas, a gente segue acompanhando.

para ver se de fato isso vai se cumprir ali no estado de Minas Gerais. Volto com você.

Legal. Júlia Firmino trazendo os detalhes dessas manifestações de Nicolas Ferreira. Mais um episódio, parece uma novela, né? Que envolve esses atritos entre integrantes da família Bolsonaro e o deputado Nicolas Ferreira. Seguiremos atentos. Valeu, Júlia. Bom trabalho pra você. Deixa eu chamar os nossos comentaristas, começar essa rodada com o Bruno Musa. Bruno, claro que a gente tem que noticiar, mas eu me questiono o quanto isso acaba roubando a energia de um processo em que...

Esses atores que são importantes para um período eleitoral ou para um período que antecede o período eleitoral propriamente, se essas figuras que são importantes, que têm uma base de apoio gigantesca, se eles não deveriam estar tratando de outras questões, discutindo talvez os desafios para o Brasil, tentando convencer as pessoas a...

abraçarem esse projeto, porque senão a gente fica tratando dessas picuinhas, dessas rusgas, ele falou isso, ele postou aquilo, fez um kkk na rede social, isso é desrespeito, não sei, parece que muita gente acaba perdendo tempo com isso, sabe?

Exatamente o que eu falei ontem. Passou da hora da gente amadurecer se queremos buscar uma mudança de país. Veja, preocupações com relação ao que está acontecendo no Brasil não faltam. Hoje a gente viu, por exemplo, a demissão na cúpula da Petrobras, expondo mais uma vez o clássico aparelhamento da máquina pública, onde a presidente não fez exatamente o que o presidente quis e ele chamou de cretinice e bandidagem aquele leilão de gás. Uma política populista. Por que eu estou falando isso?

Porque é uma crise que tem dentro de uma empresa estatal que todos nós pagamos. Tem a crise do fiscal brasileiro, das irresponsabilidades, toda a corrupção estourando em torno do Banco Master. Nós temos aqui, e quando eu falo nós, aqueles que buscamos a moralidade para o país, a faca e o queijo na mão para mudarmos ou começarmos a mudar o rumo desse país. Tentarmos, pelo menos, tirar 22 anos de um projeto de poder e demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais demais

que está lá comandando o país com ideias erradas e ideias corruptas. Quando eu falo ideias erradas, uma mentalidade que não leva ao crescimento da qualidade de vida das pessoas. Temos de novo a faca e o queijo na mão para buscar um mínimo de moralidade e de ideias adaptadas ao mundo de 2026. Por que eu falo isso? Repito, porque há assuntos importantíssimos.

que mostram que com o mínimo de estratégia, sim, o centro-direita ou a direita, mesmo que questionemos, como fizemos aqui bastante forte, principalmente eu e o Mota ontem, questionamos de fato, muitos que se dizem de direita, se de fato conhecem os fundamentos da direita, mas enfim, mudar e tirar a mão do que temos hoje e temos há 22 anos no Brasil. Com isso, o mínimo de estratégia já torna possível, de acordo com as pesquisas que também podemos questionar,

O mínimo de estratégia, a capacidade ou a possibilidade muito clara de retirar o PT do poder através do voto, obviamente. Tudo isso mostra que não devemos perder energia nesse processo agora com brigas internas, com pessoas que, de fato, como disse o Nicolas agora, estão no mesmo time. Mesmo que tenhamos divergências, essas divergências devem.

não apenas podem, devem ser discutidas, uma vez que estejam todos ali dentro de um projeto de governo, digamos, com um projeto alinhado. E aí sim, as micro diferenças são discutidas. Agora, discutir...

Uma coisa tão pequena, quando há coisas macro, gigantescas, em uma eleição que pode ser talvez a mais importante dos últimos anos, realmente é dissipar e dispersar energia onde não precisa. Um prato cheio para o próprio governo atual, que adoraria ver essas fragilidades, para entrar, obviamente, aproveitando essas fragilidades e expondo isso dentro do seu discurso.

Rede Jovem Pan, a notícia em destaque aqui em Os Pingos nos Is, o encontro que aconteceu entre Nicolas Ferreira e o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. E Nicolas tentou arrefecer os ânimos, né? Colocou panos quentes, disse que todos eles são um time.

É preciso vencer Lula, que esse é o grande objetivo, que eles fazem parte do mesmo grupo. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. Acho que nos últimos dois programas nós tratávamos disso. Dávila falou que é preciso o adulto na sala. Mas, Dávila, muitos falavam que é preciso de um freio de arrumação na direita.

estão perdendo energia com bobagem, com besteira, com essas trocas de farpas pelas redes sociais. Qual é a figura que pode fazer esse freio de arrumação? Você acha que já se acertaram? Era isso aí, página virada? Ou isso pode consumir energia e, inclusive, fazer com que aquele grupo de apoio acabe se...

trocando farpas pelas redes sociais, ou seja, deixem de debater os desafios do Brasil, aquilo que é mais importante. Você acha que uma outra figura poderia ganhar protagonismo e falar, ó, gente, prestem atenção em mim, vamos seguir por aqui, porque Jair Bolsonaro faria isso em um outro momento. Agora ele não consegue, né?

É verdade, Canhato? Mas em eleição, nós temos de distinguir quem está no campo jogando e quem está na arquibancada berrando. A torcida tem um papel, mas ela não joga. Quem joga é o jogador. E o importante nesta atitude de Nicolas Ferreira com Flávio Bolsonaro é que os dois...

Jogadores importantes do time da direita mostram coerência, coerência em torno do objetivo comum, que é vencer as eleições, tirar o PT e Lula do poder.

A fala de Flávio Bolsonaro e do deputado Nicolas Ferreira está em perfeita sintonia. E eles são os jogadores. As farpas acontecem com o pessoal da arquibancada. Mas torcedor não é jogador. É preciso separar que não há farpas entre os jogadores. Pelo contrário.

Os jogadores, seja Nicolas Ferreira, Flávio Bolsonaro, Zema ou Caiado, têm este objetivo comum. Estão unidos num esforço para tirar o PT e Lula do poder nas eleições.

Agora, cada um vai apresentar ideias e tal, mas não vai ter essa troca de ofensas, de farpas, de desgaste, como teve na eleição passada. Então, Caniato, mostra maturidade dos jogadores que estão em campo e que serão os responsáveis pela grande vitória que provavelmente colheremos em outubro de dois mil e vinte e seis.

Agradecer sempre a parceria, a audiência das pessoas que nos acompanham, mas neste momento eu preciso dividir parte da rede. Parte da rede ficará agora com a sua programação local.

Eu sigo aqui com o resto do país, inclusive tem um outro destaque, porque Valdemar Costa Neto afirmou que Jair Bolsonaro pode permanecer preso por mais 10 anos caso Flávio não vence a eleição presidencial. Essa declaração foi dada durante entrevista ao jornal Folha de São Paulo, onde o presidente nacional do PL revelou que vai para os Estados Unidos

Ele vai se encontrar com Eduardo Bolsonaro e cobrar uma mudança em sua postura para acabar com essas brigas públicas entre aliados. Para o cacique liberal, a eleição presidencial de 22 foi perdida por fatores estratégicos e pela teimosia de Jair Bolsonaro, citando como exemplo a escolha do general Braga Neto.

como vice. Começar essa com o Roberto Mota. Você, Mota, a entrevista concedida por Valdemar Costa Neto, ele trata de algumas questões, mas em destaque isso que está na nossa manchete principal, Bolsonaro ficará dez anos preso se Flávio perder a eleição. Ele se apoia também num elemento que pode ajudar a conquistar um eleitorado maior, a questão da anistia, do indulto, da graça?

Essa avaliação de Valdemar me parece perfeitamente razoável, Canhato, porque a situação de Jair Bolsonaro é política, ela não é jurídica. Mesmo que Flávio ganhe a eleição, não está claro como a situação de Jair Bolsonaro mudaria.

já que a Suprema Corte Brasileira tem a última palavra sobre absolutamente tudo. E mesmo uma eventual anistia do Congresso, ou um perdão concedido pelo novo presidente, poderia ser declarado inconstitucional, com base em algum argumento inovador, algum novo raciocínio.

Porque inovação é o que não tem faltado no mundo jurídico brasileiro. E essa é a nossa tragédia.

Pois é, vou chamar o Cristiano Beraldo para entender um pouco dessa reflexão que Valdemar Costa Neto faz em relação ao pleito deste ano, mas também quando ele olha para trás e fala que em 2022, por questões estratégicas, a eleição foi perdida. E aí chama a atenção também uma cena...

que foi divulgada há alguns dias, em que Valdemar Costa Neto concorda com o ex-governador de São Paulo quando faz uma análise sobre o posicionamento de Jair Bolsonaro em relação às vacinas na pandemia. E Valdemar Costa Neto parece concordar.

com o ex-governador de São Paulo. E muitos acabaram fazendo essa avaliação. Poxa, de que lado Valdemar Costa Neto está? Ele sempre muito sincero, né? Sincero até demais, né? Talvez até desagrade alguns bolsonaros. Mas e essa análise? Bolsonaro ficaria preso 10 anos caso Flávio perca a eleição presidencial. Acha que é mais ou menos por aí, Biraldo?

Olha, Caniato, me parece que a avaliação que Valdemar da Costa Neto quer fazer é que, havendo a continuidade de um governo do PT, obviamente não haverá nenhum clima para que se revejam as penas que foram aplicadas pelo STF no caso de 8 de janeiro.

E isso não quer dizer só a manutenção da prisão de Jair Bolsonaro, mas também de todas aquelas pessoas que foram condenadas de forma absolutamente desproporcional aos atos que efetivamente cometeram, enquanto a gente sabe que muita gente que estava ali dentro das instalações dos prédios públicos no 8 de janeiro estava ali realmente na maldade e não sei se todos aqueles...

que efetivamente produziram as cenas mais violentas, se todos eles de fato foram presos e condenados. Mas a gente vê aí casos atrás de casos de pessoas que tiveram uma participação marginal, como o caso da Débora do Baton, acho que esse é o mais famoso, o Dávila lembrou.

hoje de um senhor que pagou ali uma passagem, enfim, deu um valor pequeno para uma empresa que cedeu ônibus para levar os manifestantes à Brasília e também foi condenado. Então, me parece que Valdemar da Costa Neto estava se referindo a este ambiente. Agora.

É preciso lembrar que o próprio Flávio Bolsonaro propôs uma alteração na regra de reeleição. A proposta de Flávio Bolsonaro acaba com a reeleição e com isso nós teríamos uma eleição que trará um novo presidente já a partir de 2030. E isso me parece que fará com que a alternância de poder aconteça no Brasil. E aí

E essas sentenças que foram dadas, mais cedo ou mais tarde, elas serão revistas para o bem do próprio país. A gente não pode simplesmente achar que é razoável vermos a criminalidade de verdade, essa que está nas ruas, essa que nos assola.

ser tratada de forma tão condescendente, ser tratada de forma tão paciente pela Justiça, muitas vezes pelo próprio Supremo Tribunal Federal, enquanto essas pessoas que estavam ali manifestando no noite de janeiro estão encarando aí uma cana brava apenas altíssimas por atos que convenhamos.

Militantes de esquerda, indígenas e outros grupos já produziram de forma até mais violenta e não sofreram essas consequências. Então o Brasil tem que buscar acabar com as suas desigualdades, especialmente nesses episódios que são mais evidentes e acredito que era em relação a isso que o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, se referia.

É isso. A gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Tem um outro destaque que eu gostaria de destacar e analisar com os nossos comentaristas. Após avançar sobre o caso Master e abrir investigações sobre o possível envolvimento de autoridades com o Vorcaro, a CPI do crime organizado teve o mesmo fim da CPMI do INSS.

E não será prorrogada. O anúncio foi feito pelo relator do colegiado, o senador Alessandro Vieira, que no plenário da corte, plenário da Casa Alta, diante de Davi Alcolumbre, fez críticas ao presidente do Congresso e também a ministros do STF. A nossa produção, inclusive, separou esse trecho. Vamos acompanhar. Tendo a decisão de V. Exª como um desserviço para o Brasil.

Nós temos nessa comissão parlamentar de inquérito fatos de alta gravidade. Nós temos ao mesmo tempo a criminalidade violenta ocupando o território brasileiro, cada vez mais expulsando, dominando, constrangendo brasileiros e brasileiras. E temos aqui nos escritórios, gabinetes de Brasília, na Faria Lima, em todos os centros onde se tem recurso e poder, a infiltração pela corrupção.

E a CPI teve, por dever de obrigação, pelo plano de trabalho, pelo escopo, de enfrentar também esses temas. O caso do Banco Master representa, presidente Davi Alcolumbre, seguramente o maior escândalo financeiro da história desse país. E seguramente o caso mais didático de infiltração pela corrupção nos poderes da República.

Não há outra forma de expressar isso. E o pouco que conseguimos avançar já representa muito quando você olha no cenário histórico do Brasil. Esse país, esse Senado, esse plenário, o Tapete Azul, em mais de 200 anos, nunca apreciou a conduta de ministros da Suprema Corte. E já passou do tempo de fazer essa apreciação. Porque a toga preta não transforma ninguém em super-herói.

nem exime qualquer um de responsabilidades. E o que a CPI já demonstrou claramente? Os dados formais, oficiais. A existência de vínculos, de relacionamentos de ministros com esse grupo criminoso. Porque o Banco Master não era um banco, era uma organização criminosa.

Teria sido muito bom se o diretor de TV da TV Senado dividisse a tela e colocasse de um lado Alessandro Vieira e do outro o presidente do Senado, Davi Alcolume. Queríamos ver a reação dele após essas falas do relator da CPI do crime organizado. Deixa eu começar essa rodada com o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, foi firme, hein? O relator da CPI do crime organizado, acho que disse o que deveria ser dito.

Alessandro Vieira se colocou como um defensor da investigação. Mas, ok, colocado isto, o que é preciso considerar a partir da não prorrogação da CPI do crime organizado? O que era mais importante? Já foi descoberto? Ou você entende como um grande prejuízo a não autorização para prosseguir com essa investigação?

É evidente que é um grande prejuízo, afinal de contas é mais um com a CPI que está sendo varrida para debaixo do tapete, porque o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confessou.

Calma, gente, é época de eleição, não vamos ficar tocando nesses vespeiros que atrapalham a vida de todo mundo que vai disputar a eleição. Vamos deixar isso pra depois. Essa foi a reação do presidente do Senado, o que é uma coisa inacreditável. Aliás, eu não sei como não choca todo mundo a reação do presidente do Senado dizendo isso com todas as palavras. É uma vergonha.

Olha, o Senado nunca teve uma liderança tão vergonhosa como Davi Alcolumbre. É um disparate alguém falar isso que vai varrer para debaixo do tapete uma sempre do crime porque é época de eleição e a gente não quer criar desconforto naqueles que vão disputar o pleito. Onde é que já se viu fazer um negócio desse?

Então, assim, o Brasil vive esse clima total de esculhambação e imoralidade numa escala jamais vista. E olha que o Brasil já teve vários episódios pesados de corrupção, malandragem, mas do jeito que chegou hoje...

É inacreditável. Então, Canhato, realmente, hoje as pessoas parecem que falam aquilo que vem à mente sem ter o menor filtro do absurdo que elas estão dizendo, como foi o caso do presidente do Senado.

Pois é, chama o Bruno Musa agora, a manifestação do presidente da CPI do crime organizado, a partir da informação de que Davi Alcolumbre não autorizaria a prorrogação dos trabalhos. E aí ele menciona, ali no microfone, para todos que acompanhavam a transmissão da TV Senado e para os seus pares. Alcolumbre presta um grande desserviço ao Brasil, disse Alessandro Vieira.

E eu concordo 200% com ele, Caniato. Veja, entre os temas investigados pela CPI do crime organizado está, por exemplo, o caso do Banco Mastro. E como somos extremamente repetitivos e seremos, é o maior escândalo financeiro da história do Brasil. Inclusive, vale lembrar que o colegiado da CPI chegou a convocar Daniel Vorkari, além de outros envolvidos, como o empresário Fabiano Zettel e outros executivos do banco.

E também não conseguiu tudo isso. Foi aprovado também quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico de pessoas ligadas a Daniel Vorcar. E mesmo com o avanço de todas as apurações, o Columbre decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI, mostrando mais uma vez, para usar as palavras aqui...

o desserviço feito com o Brasil. O que torna mais explícito o que nós estamos falando aqui diariamente. Essa foi a segunda vez que o senador atua, nesse ano ainda, para não prorrogar o prazo de funcionamento de um colegiado. Na CPMI do INSS, embora a decisão não fosse formalmente prerrogativa dele, Alcolumbre também se recusou a ler aquele requerimento em sessão conjunta do Congresso e aí o destino todos nós conhecemos. Ou seja, o desserviço está claro.

O receio de que essas investigações avancem, ele é claro e notório. Não dá para ser mais explícito. O grande ponto aqui é não ficarmos batendo nessa tecla de achar que eles farão alguma coisa.

Eles são supostamente os envolvidos, os possíveis investigados, e eles estão claramente com receio, movimentando todas as peças possíveis para se blindarem. Veja o que nós comentamos, por exemplo, ao desengavetar ali uma pauta do PT de 2021 que nós mencionamos dentro do STF.

O núcleo está se movimentando para se blindar. Então, ou nós assistiremos simplesmente inertes a tudo isso, e mais uma vez será um escândalo que passa no Brasil e as pessoas continuam mandando e desmondando na burocracia brasileira, ou o único caminho realmente é a pressão, como o próprio André Mendonça, relator do caso, do Banco Master, vem dizendo. Fica muito claro o nome de todos que estão prestando um grande desserviço ao Brasil. Espero que dessa vez não tenhamos memória tão curta.

Pois é, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, só destacando para a nossa audiência, qual foi a justificativa de Davi Alcolumbre. Disse o seguinte para Alessandro Vieira, ele falou que a resolução de manter a data inicial de encerramento da comissão, no próximo dia 14, ele alegou que seria inadequado.

prorrogar as investigações às vésperas do início do calendário eleitoral deste ano. Então há, de maneira explícita, uma preocupação com o impacto da investigação no processo eleitoral. Cristiano Beraldo.

Olha, Caniato, eu analiso essas coisas de uma forma mais ampla do que simplesmente esse embate ali de Alessandro Vieira com Davi Alcolumbre. A minha opinião sobre Davi Alcolumbre, a minha opinião sobre o fato de Davi Alcolumbre estar novamente presidindo o Senado, ela é conhecida, é uma opinião muito crítica. Mas é importante a gente observar o que é a CPI do crime organizado.

Eles precisam mostrar para a sociedade brasileira quais os avanços que eles conseguiram em relação ao crime organizado em si, porque somos um país dominado pelas organizações criminosas. E nós não podemos, como sociedade, assistir a todo um trabalho de uma comissão parlamentar de inquérito, agora virar...

a comissão do Banco Master. Não, me falem primeiro o que é que vocês trouxeram de novidade, o que é que vocês trouxeram de instrumentos, de informação para proteger a sociedade brasileira do crime organizado que comanda o país. Esse é o primeiro ponto.

Depois é fundamental a gente reconhecer que a CPI ou a CPMI precisa ter um propósito específico. Querer pegar o caso do Banco Master, que trata de farras e festas e uísques em Londres e casa em Trancoso, em aviões particulares, em desvios de dinheiro dos investidores e tal. Quer dizer que isso é crime organizado? Não, calma.

Calma lá. Crime organizado é o Marcinho VP comandar o crime de dentro da prisão. Crime organizado é o Marcola continuar sendo a maior referência do PCC, mesmo estando preso há décadas. Crime organizado é o Fernandinho Beiramar que vai ampliando a sua presença na política através dos seus enviados e dos seus parentes. E nós, como sociedade, estamos assistindo.

Então, não venha com esse discurso. O senador Alessandro Vieira foi eleito pela rede da Marina Silva, ministra do Lula. Agora mudou de partido. Foi para o MDB. Então, não me venha com essa historinha de estou muito preocupado com o crime organizado, porque isso não me parece crível.

Tenha uma postura decente com a sociedade brasileira e mostre qual é a contribuição que esta CPI dará em relação ao crime organizado. E cobre como senador, assim como todos os senadores,

cobrem da Polícia Federal, do Supremo Tribunal Federal e exerçam o seu papel de impedir, com o poder de fiscalização do Supremo, que lhes é conferido pela Constituição brasileira, e impedir que ministros da Corte Suprema usem de artimanhas para se livrarem do envolvimento com esse escândalo, com essa aberração que aconteceu no Banco Master.

Usem a força que tem, a prerrogativa constitucional que tem para discutir, pressionar primeiro o presidente Davi Alcolumbre, que eles apoiaram, porque seria uma composição. Nós teremos lugares agora nas comissões, vamos fazer uma composição. Pois é, fizeram a composição e agora estão aí.

vendo o que está acontecendo. Então, pressionem o senhor presidente Davi Alcolumbre para que ele, então, paute a discussão do impeachment desses ministros que estão demonstrando não terem condições morais e éticas para exercer o cargo de ministro da Suprema Corte Brasileira.

O Beralto toca num ponto que é bem interessante de nós analisarmos, que é esse ajuste de rota ao longo da investigação. Começa investigando facção criminosa e no meio da história aparece o Master. E aí tem um jeitinho daqui, né? Vamos ampliar a investigação, vamos pegar também o Banco Master, já que não foi instalada na CPI ou a CPMI. Deixa eu passar para o Mota.

para analisar primeiro a posição de Alessandro Vieira, essa fala dele no plenário do Senado, a postura justificativa de Davi Alcolumbre, colocando em perspectiva o processo eleitoral, mas o que a gente viu também ao longo do tempo, ao longo da investigação da CPI do crime organizado, que deixou de lado talvez a...

a avaliação e as análises sobre as facções criminosas e tentou fazer um ajuste ali. Vamos abraçar também Banco Master, Daniel Vorcaro, talvez isso dê fôlego para estender a investigação. Não deu certo.

Ou talvez isso dê para a gente os cinco minutos de fama, né, Caniato? Eu estou curioso para saber quais foram os resultados que essa CPI obteve contra as facções. Aqui no Rio de Janeiro, só no Rio de Janeiro, são 1.400 territórios dominados por facções criminosas. Ontem a polícia apreendeu em uma favela 50 toneladas de maconha.

Quais foram os avanços dessa CPI? Que resultados essa CPI obteve no combate aos mercados ilícitos no Brasil? Aqui no Brasil, há mercados ilícitos de combustíveis, cigarros, medicamentos, equipamentos eletrônicos, celulares, até peças de automóvel falsificadas se vendem no Brasil.

Que resultados foram conseguidos por essa CPI? Eu não sei responder essa pergunta. Eu fiz essa pergunta a várias pessoas, ninguém soube me responder. Mas o foco da CPI mudou para o Banco Master. Todo mundo quer um pedacinho do Banco Master. Todo mundo quer fazer um discurso bacana.

E mais, não é só Master. O foco da CPI foi colocado no governador do Distrito Federal, que certamente tem explicações a dar, por causa do envolvimento do BRB, mas ele não é a figura principal desse escândalo, meus amigos. Então, ao mesmo tempo, a CPI do crime organizado, esquece o crime organizado, vai buscar o holofote e coloca o foco.

em um lugar onde ele não deveria estar. Não custa lembrar, esse senador, que é o relator da CPI, do crime organizado, ele foi o relator do projeto Antifacção no Senado, que tinha um texto excelente feito na Câmara por Guilherme Derrite. Quando chegou no Senado, foi totalmente desfigurado por esse senador. Teve que voltar para a Câmara para ser consertado. Também não custa lembrar.

Esse senador que fez esse discurso que até comove a gente foi o autor do PL das fake news, que se tivesse sido aprovado pelo Congresso teria significado uma brutal censura nas redes sociais. Então, meus amigos, esse discurso do senador e essa atitude dele me lembra aquele velho ditado de onde menos se espera, daí mesmo que não sai nada.

É isso, com os nossos comentaristas não passa nada, eles relembram absolutamente tudo. Deixa eu passar rapidamente para o Luiz Felipe Dávila. Quando vocês mencionam essa postura de alguns colegiados e alguns parlamentares de que olham para determinado caso de grande repercussão, como o caso do Banco Master, e tentam adaptar uma investigação já em curso, por exemplo, no Congresso Nacional, para...

investigar também aquilo que já está em curso, por exemplo, no âmbito da Polícia Federal, Supremo, órgãos de controle. A gente tem visto isso em colegiados no Congresso Nacional. Parece que tem duas CPIs, ou pelo menos vimos duas CPIs avançando.

que alteraram ali o objeto da investigação para privilegiar também casos ou episódios que envolvessem Daniel Vorcaro e o Banco Master. Tem um ingrediente midiático aí que pode, ou pelo menos alguns parlamentares indicam, ah, isso pode nos ajudar no futuro, vamos chamar tal pessoa que isso vai render cliques, audiência e muito holofote para a gente. Tem isso também, Dávila?

Tem isso também, Caniato, mas a meu ver tem sim uma conexão com o crime organizado e o Banco Master. E essa conexão se dá pela corretora REAG, altamente atuante com o Banco Master, altamente atuante na lavagem de dinheiro do crime organizado, principalmente...

dos negócios do PCC. Então, tem um elo. Não é que não tem nenhum vínculo. Tem um vínculo, sim. E eu acho que uma das coisas importantes, o Beraldo mencionou aqui, com muita propriedade, a história dos grandes líderes das facções criminosas, mas lavagem de dinheiro é, sim, uma peça fundamental para manter azeitada a máquina do crime organizado.

Então, eu não acho que tem uma total separação entre a CPI do crime organizado e a questão do Banco Master. Principalmente por essa ligação que já apareceu nos indícios da REAG, que foi uma das maiores corretoras, aliás, uma das maiores lavadoras de dinheiro dos dois lados.

Então, se tem um fio condutor que mostra o crime organizado atuando na lavagem de dinheiro, isso me parece irrelevante. Então, não me parece totalmente descabido. Agora, que tem a visibilidade, a vitrine política no ano eleitoral, isso tem.

Mas também não podemos deixar de lado, por causa de atuações passadas, como bem mencionou o Mota, olhar para um fato importante. E investigar a lavagem de dinheiro do crime organizado é sim uma questão que deveria estar no escopo dessa CPI.

Pois é, a manifestação de Alessandro Vieira, senador da República, questionando inclusive o presidente do Congresso Nacional do Senado, Davi Alcolumbre, pela não prorrogação dos trabalhos da CPI do crime organizado. Em dado momento ele disse, toga preta não pode livrar ninguém.

dos crimes. Ele criticou, inclusive, o possível envolvimento de ministros no caso do Banco Master. Deixa eu só encerrar essa discussão, essa análise. Tem várias outras notícias importantes no dia de hoje, mas eu só quero pedir, por gentileza, para o Bruno Musa destacar essa...

A reflexão feita pelo Luiz Felipe Dávila a respeito da possibilidade ou não dessa investigação da CPI do crime organizado conseguir avançar sobre o caso do Banco Master e essa conexão que alguns não veem.

nessa CPI, não acham que faz sentido, por exemplo, essa CPI se debruçar para avançar em investigações num caso do Banco Master e essa defesa que o Dávila faz. Entendendo que sim, é perfeitamente possível, especialmente quando a gente coloca em perspectiva a atuação da REAG na lavagem de recursos dos atores envolvidos no esquema. Você, Musa.

Claro, Caniato, faz total sentido isso. Veja, a gente vem comentando aqui a respeito. Salvo engano, foi em agosto de 2024, aquela Operação Carbono Oculto, que até o momento pareciam fatos isolados. Coisas de corrupção isoladas no Brasil. Quando elas começam a ter toda a conexão entre elas e são interligadas. Então, veja, o que aconteceu a...

oito, nove, dez meses atrás, numa operação deflagrada pela Polícia Federal, numa administradora de fundos, a REAG, que se tornou disparada a maior administradora com 300 bilhões de reais em poucos anos. Isso não é normal. Estou há 19 anos no mercado financeiro. Esse crescimento não é normal. E aí vimos toda a conexão com o crime organizado da REAG e com o crime organizado nos seus fundos.

Depois, começamos a descobrir, meses depois, toda a correlação do dinheiro que era captado pelo Master e depositado na REAG para comprar participação de empresas. Empresas essas que muitas estavam envolvidas no esquema e comprando essas empresas a valores inflados, muito maiores do que ela avalia, justamente para inflar o patrimônio do banco e conseguir captar mais.

São fatos que não são isolados. Já está comprovada toda essa conexão. Portanto, sim, faz todo sentido o que o Dava lá falou de aprofundarmos e continuarmos mostrando essas conexões que não são mais dúvidas. Elas estão claras, estão abertas para todos nós. Isso que nós deixamos na tela, toga preta não pode livrar ninguém dos seus crimes, é óbvio que não, não deveria em um país normal. Só que o Brasil...

fugiu da normalidade há muito tempo e precisamos reconduzi-lo o mais rápido possível. Pois é, deixa eu só refletir a respeito do que a gente deve esperar das investigações em curso em um ano eleitoral, né? Porque quando Davi Alcolumbre justifica dizendo que não podemos estender, ampliar a investigação, porque isso poderia, de alguma maneira, impactar no processo eleitoral, é preciso também perguntar para os nossos comentaristas.

Quais podem ser os impactos? E por que há esse tipo de interesse? Porque as investigações continuarão, por exemplo, no âmbito da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal. Então, por que poupar uma investigação que avança no Congresso Nacional? Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo.

Saber se o Cristiano Beraldo nutre esperança de grandes resoluções nas investigações que continuarão ou se também haverá preocupação com o processo eleitoral. Eu me lembro muito daquelas declarações de integrantes do Supremo no ano passado.

quando nós falávamos do caso da suposta tentativa de golpe de Estado. Os ministros diziam, não, vamos tentar encerrar esse caso neste ano, ou seja, ano passado, para não entrar em 2026, para não atrapalhar o processo eleitoral. Bom, e aí chega o Banco Master e atrapalha a vida de todo mundo, né, Beraldo?

Pois é, Caio, mas é importante a gente distinguir uma coisa. Quando um político se preocupa com o calendário eleitoral, isso é compreensível, certo ou errado? Mas, enfim, é da natureza do político fazer os seus cálculos diante do cenário eleitoral.

O problema é quando a Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal ou a Procuradoria Geral da República levam isso em consideração. Isso é extremamente inadequado, da mesma forma que eu não aceito quando um ministro, aliás, foi atribuída...

uma manifestação nesses últimos dias ao ministro André Mendonça, que não foi confirmada, duvido que ele tenha dito isso, que fazia referência à pressão da opinião pública sobre o caso Márcio. A pressão da opinião pública não tem que ter influência nenhuma no trabalho executado por um ministro do Supremo Tribunal Federal, muito menos da Polícia Federal. Sabe por quê?

Porque senão esses órgãos do Estado brasileiro, não do governo brasileiro, mas do Estado brasileiro, passam a agir com muita veemência nos casos em que a opinião pública está olhando, mas nos milhares de outros casos que a opinião pública nem sabe que estão ali, eles vão tomando decisões debaixo do radar porque não tem a pressão da opinião pública. Isso é errado.

O ministro da Suprema Corte, um policial federal, um procurador da República, ele tem que atuar conforme a sua condição ética e moral para executar o trabalho para o qual ele foi contratado para fazer. Passou no concurso, recebeu treinamento, fez um juramento.

Então isso é errado. Agora, no ambiente da política, aí é da política. Aí manda quem pode, obedece quem tem juízo. Sempre foi assim e continuará sendo. Mas eu queria fazer aqui, Caniato, uma tréplica em cima da fala do Dávila.

Dávila, eu entendo que as coisas se conectam e tudo se conecta. Se a gente for olhar com cuidado, você sempre nesses casos, sobretudo nesses casos tão amplos, vai ter corrupção, vai ter compra de silêncio, vai ter dinheiro para instituições, para figuras importantes, vai ter lavagem.

Isso tudo sempre tem, né? E é preciso que se investigue, sempre que há um caso desse, se investigue todos os ambientes, todos os aspectos e tal. Só que uma CPI ou uma CPMI, ela não pode virar o inquérito da fake news, que serve para absolutamente tudo e não tem fim.

Até porque uma investigação a sério do que aconteceu com o Banco Master tem que levar à responsabilização dos órgãos de controle do sistema financeiro brasileiro. O Banco Central e a CVM permitiram que isso tudo acontecesse.

Os outros bancos que revenderam produtos podres do Banco Master, eles sabiam exatamente o que estavam fazendo e se escondiam por trás do escudo do FGC, como se o FGC fosse uma justificativa para que eles não fossem críticos em cima deste produto que estava sendo oferecido ao mercado. Não me venham dizer...

que esses banqueiros aí, experientes, que vivem fazendo tudo o que o Borcaro fazia, eles fazem. Fazem evento em Lisboa, fazem jantar em Nova York, fazem aí comes e bebes e festas pelo mundo inteiro, só que eles têm forma de limpinho. Vai me dizer que eles não sabiam que havia picaretagem no Banco Master? Ora, faça-me o favor.

Então, esse é o tipo de coisa que uma investigação assélica precisa se debruçar. E também se debruçar como essas autoridades permitem que uma empresa como a REAG consiga fazer o que fez. E o Musa nos dá esse testemunho, que não é normal uma empresa como a REAG crescer tanto, tão rápido, e os órgãos de controle nada fazem.

Onde está vindo esse dinheiro? Será que era tão difícil descobrir que havia ali picaretagem? Que havia ali dinheiro do crime organizado? Eu tenho certeza que não.

Mas as pessoas foram condescendentes e quem foi condescendente precisa pagar pela postura, pela atitude, pela omissão. Então a investigação a sério tem que ser assim e não simplesmente usar uma CPI do crime organizado, estimar o que assola a todos nós, assola a sociedade brasileira inteira como um instrumento.

para tudo. Isso eu acho totalmente errado e será inócuo no final, caso ela fosse continuada. Depois, mais adiante, eu vou passar para o Dávila. Daí o Dávila pode fazer um complemento a esse comentário do Cristiano Beraldo. Um forte abraço aos taxistas, motoristas de aplicativo, você que acompanha a programação aqui em São Paulo pelo 100,9 e nas outras estações ao redor do Brasil. Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.

Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, inclusive tratando dos muitos aspectos que envolvem o caso do Banco Master. Por exemplo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ele disse hoje que os processos de auditoria e sindicância interna livram Roberto Campos Neto de qualquer culpa pelo caso do Banco Master. A gente também separou esse trecho. Acompanhe.

E aí, o que aconteceu lá do ponto de vista da aprovação, eu consigo relatar o que está nos autos ali. O que está nos autos foi exatamente isso. Ele apresenta em 2019, em fevereiro de 2019 é rejeitado pela origem e depois em outubro de 2019 ele é aprovado. Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos.

Aí, a manifestação de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participou da sessão da CPI do crime organizado, destacando, inclusive, que a auditoria foi realizada, uma sindicância foi feita e não há qualquer indício de participação de Roberto Campos Neto no caso do Banco Master. Não há culpa.

de Roberto Campos Neto, enquanto ele era presidente do Banco Central. Deixa eu passar para os nossos comentaristas, começar com o Roberto Mota, a participação de Gabriel Galípolo e essa informação que me parece muito relevante, já que há vários integrantes do atual governo que jogam no colo de Campos Neto a culpa pelo caso do Banco Master Mota.

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É uma ocasião rara a gente testemunhar isso que a gente testemunhou vindo do Galípolo. E eu faço aqui mais uma vez o meu mea culpa porque eu tinha péssimas expectativas para o mandato dele, mas as minhas expectativas foram subvertidas. Eu sou o primeiro a admitir que eu errei. Mais uma vez, esse depoimento foi dado na CPI do Crime Organizado, não é isso?

crime organizado, chamando o presidente do Banco Central. Eu vou repetir o que eu disse antes. É pirotecnia. Busca por holofotes. E aí, nesse caso, tem até o desejo de criar uma aparência de imparcialidade. Convidaram o Galípolo e chamaram também o Roberto Campos Neto para dizer não, não, não, aqui somos todos neutros. A gente vai investigar de todos os lados. E aí eu vou aproveitar.

a oportunidade para responder ao comentário do Dávila. E o meu voto vai ser totalmente na direção oposta. O caso do Master tem a ver com crime organizado? Claro, no Brasil, praticamente tudo que acontece de ruim tem algum envolvimento com o crime organizado.

mas o caso Master não é o essencial para uma CPI que está investigando o crime organizado. O essencial é o Comando Vermelho, o PCC, os amigos dos amigos. E eu já perguntei antes, aqui vou perguntar de novo, onde estão os resultados? Onde estão os avanços da CPI do crime organizado? Onde estão as propostas legislativas?

que vão possibilitar ao Brasil virar esse jogo, deixar de ser refém do crime organizado? Não há resposta para essa pergunta. E o segundo ponto que o Dávila colocou, eu...

tem uma posição completamente oposta. É evidente que o passado do parlamentar importa. É claro, o passado do parlamentar é um indicativo da sinceridade das ações dele. É olhando o passado do parlamentar que a gente conclui se o que ele está fazendo hoje vem de convicção.

Ou é apenas uma manobra oportunista que ele sabe que não vai dar em nada? Ah, mas aquele discursinho que eu vou fazer lá, nós vamos fazer um corte fantástico. Vai bombar nas redes sociais. E sempre pega os incautos.

Quem é que consegue acompanhar o trabalho dos 81 senadores? Muita gente vai olhar aquele discurso e vai dizer, nossa, que corajoso, enfrentando os ministros. Como disse bem Cristiano Beraldo, ele foi eleito por um partido que já entrou inúmeras vezes com ações na Suprema Corte para pedir o ativismo judicial.

acabou com o equilíbrio dos poderes na República. Então, meu amigo, pode até convencer alguém que está desinformado, mas aqui na bancada dos pingos não vai passar, não. É pirotecnia e desejo de aparecer. Pois é, o Dávila, claro, vai querer trazer também o seu ponto de vista, um complemento ao que disse o Mota e o Cristiano Beraldo. Vai lá, Dávila.

Não há possibilidade do crime organizado crescer do jeito que cresceu no Brasil sem uma mega operação de lavagem de recursos. E lavagem de dinheiro aconteceu por algo que foi a escalada do número de fintechs e também de corretoras no país.

Então, o Banco Central, de um certo sentido, até estimulou essa criação de fintechs como se fosse para aumentar a concorrência bancária. Mas não aumentou, na mesma proporção, a sua capacidade de fiscalizar.

Então não há dúvida que muitas corretoras e fintechs viraram fachada de lavagem de dinheiro no crime organizado. Se não existissem, provavelmente o crime organizado ia ter um pouco mais de dificuldade de lavar dinheiro na quantidade que vem sendo lavado.

Então, houve uma assimetria na história do Banco Central. A parte de fiscalização não cresceu na velocidade em que se espalhou a criação de corretores e fintechs. E essas entidades são, sim, um braço importantíssimo do crime organizado. É tão importante quanto as ações criminosas.

Porque sem lavagem de dinheiro, o crime organizado é sufocado. Por isso, para combater o crime organizado, é preciso desmantelar os esquemas de lavagem de dinheiro. Em qualquer lugar do mundo, Caniato, foi por aí que começou o desmantelamento das organizações mafiosas. Foi justamente pelo asfixiamento financeiro. Então, é sim um elemento...

muito importante. E a segunda coisa, esse personalismo da política, o senador Alessandro Vieira, ele é relator de uma comissão montada por representantes de todos os partidos. Tem presidente, tem relator, tem membro.

Então, se ele como relator que aproveitou isso pra aparecer nos holofotes, ok, o que fez no passado tá bom. Mas não é ele, não é a decisão monocrática que nem o da Suprema Corte. Isso é uma comissão, o nome chama-se comissão. Comissão que tem que ter a proporcionalidade dos partidos representados. Então, o que é?

Colocar todo o lofote no Alessandro Vieira porque ele fez isso, uma declaração, é distorcer a realidade. O papel de uma comissão é um colegiado, é uma decisão de colegiado. Portanto, vamos tirar um pouco deste personalismo, porque felizmente no Congresso Nacional não tem decisões monocráticas, como é o caso do Supremo Tribunal Federal.

Ações no programa de hoje, vamos girar a reportagem da Jovem Pan News. Dados da Receita Federal, revelados pelo jornal O Globo, mostram que o Banco Master pagou ou repassou cerca de 60 milhões de reais a políticos entre os anos de 2022 e 2025.

Misa Elma Enete chega ao vivo, vai trazer os detalhes, as informações. Misa, seja bem-vindo, ótima noite a você. Conta então para o nosso público quais os nomes dessas autoridades que receberam esses valores de Daniel Vorcaro e por que já essa relação?

Já tive que anotar aqui porque são vários nomes, viu Caniato? Muito boa noite para você e para todo mundo que acompanha os pingos nos is. Como você mencionou, esses dados da Receita Federal mostram que o Banco Master pagou cerca de 60 milhões de reais a autoridades entre 2022 e 2025. Isso foi revelado pelo jornal O Globo.

Os valores constam na declaração apresentada à autarquia pela instituição financeira, pelo Master, e revelam, atenção aí, os nomes, vou citar agora. Michel Temer, Henrique Meirelles, Guido Mantega, Ronaldo Bento, Fábio Van Garten, Ricardo Lewandowski, ACM Neto e Antônio Rueda.

Eles receberam milhões por terem prestado serviços ao banco de Daniel Vorcaro. De acordo com as autoridades, os serviços vão desde assessoria jurídica a consultorias. Todos negam irregularidades.

E aí começa o jogo de narrativas, de discussões, cada um em sua função. Ministro, pode ou não pode prestar certo tipo de serviço. Isso para cada autoridade, senadores, deputados, podem ou não podem, que tipo de serviço.

E aí, depois do Banco Master, essa é uma grande discussão, né? Até onde vai o limite de se prestar serviço, se tem favorecimento, se não tem favorecimento, código de ética e a discussão rola solta para vocês aí a partir de todos esses nomes que eu trouxe. Caniato?

A Emanet segue acompanhando essas movimentações, conversa com muita gente no WhatsApp dele. Qualquer revelação, informação de bastidor, ele volta aqui na programação e compartilha com a gente. Bom trabalho para você, Misa. Deixa eu passar para os nossos comentaristas. Vou começar essa rodada com o Bruno Musa, que desde o princípio tem trazido informações importantes em relação ao caso do Banco Master. E aí tem essa revelação que foi trazida, destacada inicialmente pelo jornal O Globo. O banco teria...

feito repasses, pagamentos a políticos em um intervalo de três anos. Uma quantia em torno de 60 milhões. E o que é curioso, quando a gente olha a lista de políticos, há figuras de diferentes partidos, de lados diferentes também, quando a gente olha no espectro político. Isso revela uma pluralidade de relacionamento. Enfim, ele mantinha contato com pessoas e figuras de partidos bem distintos, né, Moussa?

Sim, e isso mostra a pluralidade da imoralidade escancarada debaixo de nossos olhos porque veja só, Caniato nós defendemos aqui os princípios e valores básicos do livre mercado veja, as pessoas que nos assistem agora por todo o Brasil eles estão voluntariamente nos assistindo ninguém os obrigou portanto eles tem total liberdade pra fazer quando querem e

Por fim, nós temos a audiência que temos, porque defendemos os valores que estão alinhados com aquilo que acreditamos. Ótimo, esse é o primeiro ponto. Assim que funciona uma empresa. Se você produz algo que agrega valor, você tem uma demanda pelo teu serviço ou pelo teu produto.

Se estão pagando caro ou barato, o caro ou barato, o valor é subjetivo. Afinal de contas, quem determina isso é a livre oferta e demanda. Para uns podem ser caros, para outros pode ser barato, por isso o valor é subjetivo.

Já chama atenção 60 milhões para políticos. Políticos não estão lá para receber valor do setor privado por fora. Esse é o primeiro ponto que já deveria acender não a luz amarela, mas a luz vermelha. Os políticos estão lá para serem servidores dos pagadores de impostos.

E aí sim exercerem a função pelas quais eles foram ou eleitos ou indicados ao cargo. Ponto. Para isso tem a remuneração e tudo aquilo de penduricalho que já sequer deveria existir. Todas as disfunções e deformidades da política e do Estado brasileiro.

Mas aqui, além desse lado obscuro e imoral de serem políticos de qualquer espectro político, chama atenção que eles sequer conseguem explicar qual o serviço prestado que eles receberam esse dinheiro.

Vamos, por exemplo, falar de um contrato que nós vimos de 129 milhões com escritório de advocacia. Ora, ele é por volta de 64 vezes, segundo eu estava lendo, num jornal esses dias, acima do que se você contratasse o escritório mais caro do mundo para o mesmo tipo de serviço.

E segundo reportagens dos jornais de grande circulação, o que foi elaborado nessa prestação de serviço foi o copia e cola com imagens de internet do Google. Ora, algo é estranho. Você não consegue explicar o motivo pelo qual você recebeu tamanha montanha de dinheiro sem uma prestação de serviço condizente com o valor recebido? E ainda mais, sendo político que não deve receber valores do setor privado?

O que mais nós precisamos para deixar claro o que está acontecendo no Brasil? Pois é, só quero lembrar e destacar para a nossa audiência que as informações são baseadas nas declarações do Banco Master à Receita Federal. E esses pagamentos, que somam quase 60 milhões de reais para políticos e figuras importantes, indicam...

Pagamentos para serviços jurídicos, consultoria e assessorias. Então não é que apareceu um depósito do nada. Foram contratações feitas pelo Banco Master a essas figuras e pessoas de partidos bem diferentes. Por exemplo, Michel Temer, ex-presidente da República, teria atuado em uma negociação com um banco público. Então foi um consultor aí, prestou um serviço para o Banco Master. Da mesma forma, Guido Mantega.

Ele acabou recebendo um valor por meio da sua empresa e ele atuou na aproximação de um banco com o governo federal e levou o Daniel Vorcaro para uma reunião com o presidente Lula. Outras consultorias também foram contratadas, no caso, Ricardo Lewandowski.

Ele tem um escritório, ou ele tem uma participação, um escritório ligado. Lewandowski recebeu quase 6 milhões de reais por serviços de consultoria. E aí há várias outras empresas que acabaram sendo contratadas pelo Banco Master e prestaram algum tipo de serviço. Então, eu me presumo que no avanço das investigações, esses serviços serão detalhados, creio eu. Deixa eu passar para o...

Cristiano Beraldo, para analisar também essa situação, essa notícia que veio à tona, o Master pagou quase 60 milhões de reais para políticos que desenvolveram serviços, prestaram algum tipo de serviço para o Banco Master em três anos. Basicamente é consultoria, relacionamento, aquela história de vou abrir portas, vou levar você para se encontrar com tal figura, isso é muito comum, o lobby.

Zeca Neto, serviço valioso esse que foi prestado pelas autoridades, o ex-autoridades brasileiras. Mas eu desconfio que esse número está subestimado, porque, segundo informações que foram divulgadas, o ex-ministro amigo da vida inteira do presidente Lula, Guido Mantega, recebia um milhão de reais por mês.

Então, se é um período de três anos que está sendo analisado, no caso de Guido Mantega, isso equivaleria a 36 milhões. É óbvio que talvez ele não estivesse ali prestando serviço o tempo todo, mas provavelmente antes dele algum outro estava aí com o mesmo objetivo.

E aí a gente tem o contrato de prestação de serviço que era compliance, que era uma orientação estratégica, que era alguma coisa assim, que em tese era ligado ao mundo jurídico, que era o contrato com a doutora Viviane Barsi de Moraes pela bagatela de 129 milhões de reais em três anos.

Depois temos vários milhões pagos ao escritório ligado ao ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. E assim temos um monte de outros contratos. Contratos com o ex-presidente do Banco Central, ex-ministro da Fazenda, que foi inclusive candidato a presidente da República na campanha de 2022, Henrique Meirelles.

E por aí vai. O apetite de Vorcaro para contratar esses pesos pesados ligados ao ambiente político brasileiro era sem fim. E a sua generosidade também. Ele pagava muito bem as pessoas que prestavam serviço de consultoria, de assessoria, de lobby, seja lá como queiram chamar.

Então, Caniato, tem muita coisa aí e eu acho que esse número é só o começo de valores bastante mais substanciais que foram pagos durante essa aventura de Daniel Vorcaro como banqueiro no Brasil.

Quase 5 mil pessoas já votaram na nossa enquete, sabia? Está publicada no portal da Jovem Pan e no nosso YouTube. E a pergunta é sobre o primeiro assunto que nós analisamos, a possibilidade da justiça mudar o instituto, as regras da delação premiada. O que você acha dessa possibilidade da justiça mudar as regras da delação premiada às vésperas do acordo de colaboração ser fechado?

entre Daniel Vorcaro e as autoridades. Várias pessoas votaram. Você acha errado mudar agora? Ou você acha certo porque é preciso de limites para a delação premiada? Ou você acha que é pura coincidência, já que a ação do PT que questiona a delação é de 2021? Vota que ainda dá tempo. A gente vai fazer um intervalo rapidinho. Aí na volta a gente fecha essa votação e eu passo o resultado para vocês no final do programa. Voltaremos em um minuto e meio. Até já.

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A pecuária e a agricultura são os motores da economia brasileira. Este é o tema da minha conversa com o Tício Meirelles. Uma coisa é você trabalhar a diplomacia normal. Você não tem como ficar pensando no amanhã. O amanhã já é hoje. Entrevista com Dávila. Amanhã, à meia-noite, na Jovem Pan. Os Pingos nos diz. Jovem Pan.

Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is, os assuntos mais importantes do dia, sempre contando com a análise, a reflexão, as discussões entre os nossos comentaristas. E agradecendo a você pela audiência. Tem mais uma informação para garantir a manutenção de seu esquema?

Daniel Vorcar investiu em eventos, bancou mulheres com jatinhos de hotéis de luxo para atrair políticos, pessoas conhecidas, e conseguir, claro, influência. Segundo a reportagem da Folha de São Paulo, pelo menos 20 modelos de países como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela, além do Brasil, foram cooptadas pelo banqueiro para participar dessas festas.

que, segundo mensagens do próprio Vorcaro, fazia parte do seu business. Esses eventos do banqueiro ocorriam normalmente à margem de eventos oficiais no Brasil e no exterior, onde muitas autoridades eram convidadas a acompanhar ou palestrar.

Vamos chamar o Bruno Musa, que eu me lembro que o Bruno Musa foi o primeiro a trazer essa informação e, sei lá, dois meses depois, a Folha de São Paulo traz esse destaque que você mencionou lá atrás há bastante tempo. Segundo você, naquele programa, você dizia que essas moças tinham sido trazidas do leste europeu porque não falavam português e isso dava uma segurança para que esses políticos pudessem.

enfim, conversar, tratar de várias coisas sem achar que seriam monitoradas pelas modelos barra manequins, né Musa? Sim, isso na época tinha saído em alguns portais dentro do mercado financeiro realmente mostrando que ele tinha feito esse tipo de escolha e que obviamente fazia um sentido. Veja, são pessoas que não moram aqui, que não conhecem os políticos, que não falam a tua língua. Portanto...

a probabilidade delas filmarem ou entenderem o que está sendo falado lá para depois passar isso adiante é praticamente zero. Filmar não é zero, mas entender o que está sendo falado sim, portanto ele estaria digamos se precavendo ou mitigando algum tipo de probabilidade com relação a isso. E agora parece que sim, que isso de fato aconteceu, mas independente da nacionalidade das modelos ou não.

Isso é mais uma das facetas de tudo isso que se tornou esse escândalo multibilionário que teria tudo em um país normal para já ter parado o país por completo. Mas aqui, pelo visto, a gente ainda precisa de mais provas concretas para mostrar o óbvio.

Pois é, e já rodam nas redes sociais algumas imagens das garotas que teriam participado das festas de Daniel Vorcaro. Deixa eu chamar o Roberto Mota para saber o quanto esse tipo de informação que o Mota colocava em dúvida, se isso não acabaria servindo como uma espécie de cortina de fumaça, se isso não pode constranger, inclusive, autoridades e ser uma espécie de cereja do bolo nas investigações em Mota. Um minutinho.

Essa é uma tática antiga, né, Caniato? Usar sexo pra convencer e pra chantagear. Inclusive, ela é usada por praticamente todos os serviços de informação do planeta pra fazer com que as pessoas mudem de opinião ou abracem uma determinada causa. Essa técnica também é muito usada para promover o fechamento de negócios, especialmente negócios com o Estado.

Pois é, Daniel, o Vorcaro teria contratado modelos, mulheres muito bonitas, de várias nacionalidades, especialmente do leste europeu, ou seja, não falavam português, para participar de festas, e assim ele conseguia atrair, convidar autoridades, e elas não se preocupavam.

em conversar sobre temas sensíveis, porque as moças não falavam português. Essas são informações identificadas nas investigações. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. Um minutinho, Dávila, aqui. Devemos aguardar também nessa faceta da investigação essas informações que vêm à tona um minuto.

Caniatrum tem nada de novo nisso. Mulheres, festas, presentes, são usados como ferramenta de lobby desde que o mundo é mundo. Principalmente num país onde 40% do PIB passa pelo Estado. Ou seja...

Festinhas, sexo, bebida, viagens, presentes, para capturar o favor daqueles que definem o destino do Estado, é sem dúvida o passatempo favorito daqueles que têm muito interesse no Estado brasileiro.

Pois é, será que alguma autoridade se deixou gravar a registro dessas autoridades em situações, digamos, desagradáveis ou comprometedoras com essas garotas? Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que podemos esperar um minutinho, Beraldo.

Caniato, são dois aspectos que são observados. Primeiro, esses registros mostram, a princípio, Daniel Vorcaro usando o dinheiro que ele teria conseguido de forma fraudulenta a partir do seu banco, Banco Master.

Claro que se os registros nos seus celulares mostrarem pessoas da política, do poder, participando dessas festas, aí a gente vai estar constatando que o Brasil se move em razão de dinheiro, de drogas e de sexo.

Voltaremos a tratar disso no programa de amanhã. Pergunta da enquete do dia. O resultado? O que você acha da possibilidade da justiça mudar as regras da delação premiada antes do acordo de Vorkaro? A maior parte acha errado mudar isso agora. Estariam protegendo alguém. Muito obrigado pela audiência. Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Até amanhã. Tchau. A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.

Realização Jovem Pan.

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