Flávio ganha força para 2026 / Delação de Daniel Vorcaro pode avançar
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (07):
O jornal britânico Financial Times afirmou que a família Bolsonaro estava politicamente enfraquecida, mas que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência pode ter mudado esse cenário. Segundo a reportagem, o senador recupera espaço político e surge como um nome competitivo para a disputa eleitoral.
Uma decisão da Justiça dos Estados Unidos pode acelerar o acordo de delação do banqueiro Daniel Vorcaro. O Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida autorizou a ampliação das investigações para identificar ativos ligados ao empresário fora do Brasil. A medida busca localizar bens que possam ter sido ocultados e reavaliar movimentações financeiras envolvendo Vorcaro ou empresas associadas a ele.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou que não recebeu convite para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em nota, Zema disse que manterá sua candidatura até o fim do primeiro turno e destacou que a direita deve se unir apenas na etapa final da disputa contra o presidente Lula (PT).
Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com a adoção da escala 5x2 sem redução salarial, pode gerar um impacto de até R$ 77 bilhões na economia brasileira. Segundo a entidade, os setores da indústria, comércio e serviços seriam os mais afetados pela mudança.
A tensão no Oriente Médio aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dar um ultimato ao Irã para aceitar um acordo e reabrir o Estreito de Ormuz. Segundo autoridades americanas, o prazo termina às 21h no horário de Brasília. Caso o acordo não seja aceito, os Estados Unidos podem intensificar ataques contra alvos iranianos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão dos bombardeios contra o Irã em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. A decisão ocorre após dias de ameaças e troca de declarações entre os dois países, que elevaram o risco de um conflito maior na região.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
- BolsonaroAnálise do Financial Times · Candidatura de Romeu Zema · Impacto da família Bolsonaro
- Daniel VorcaroInvestigação de ativos nos EUA · Consequências da delação
- Redução da Jornada de TrabalhoImpacto econômico · Proposta de Lula
- Oriente Médio e Estreito de OrmuzAmeaças de Donald Trump · Reação do Irã
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, as reflexões com os nossos comentaristas, os debates, as análises. Como sempre, você é o nosso convidado especial.
Eu sou Daniel Canhato, seguimos com a primeira notícia de Os Pingos nos Is. O jornal britânico Financial Times afirmou que a família Bolsonaro estava politicamente acabada, mas que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência fez o clã recuperar seu espólio. Segundo a reportagem, o senador emerge como um candidato altamente competitivo.
após Jair Bolsonaro ser condenado pela suposta tentativa de golpe e Eduardo perder o seu cargo como deputado e viver em exílio nos Estados Unidos. O informativo descreveu Flávio como um ex-presidente mais moderado.
E que mistura posições firmes em questões sociais e no combate ao crime com visões de centro-direita sobre economia. Na verdade, se referiram a Flávio como um pré-candidato à presidência da República. Deixa eu começar essa rodada com o Bruno Musa. Musa, seja bem-vindo.
Ótima noite a você. Quais aspectos dessa reportagem, esse texto do Financial Times precisam ser considerados? Digamos que veículos internacionais já monitorando o que acontece aqui na política nacional e colocando o Flávio como uma figura altamente competitiva?
Sim, mas vamos lá, Caniato. Antes de tudo, muito boa noite a você, Dávila, Mota, Beraldo, todos que nos escutam pelo Brasil todo. O primeiro ponto a ser colocado aqui não vai nem em linha com o que eles escreveram. Vai em linha com aquilo que nós depositamos de confiança apenas por ser um jornal conhecido.
Será que, de fato, eles estavam corretos quando eles falaram que estava politicamente acabada a família Bolsonaro? Claramente não. Se você gosta ou não da família Bolsonaro, não é o juízo de valor. O que mostra agora nas pesquisas que, inclusive em valores absolutos, em algumas pesquisas, o Flávio já pontua à frente de Lula. Se quer com empate técnico em valor nominal.
O que significa que eles erraram. Assim como lá atrás, quando a gente viu aquela capa da Economist, quando o Brasil decolava e depois o Brasil caindo, quando a FIT, há dois anos atrás, depois de um jantar com o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou que a dívida do Brasil deveria mudar para neutra, para positiva, perspectiva positiva.
Seis meses depois, recuou para a negativa, quando os gastos já estavam crescendo. Ou seja, o primeiro alerta que eu faço aqui é, cuidado. Cuidado com as análises dos ditos especialistas. Isso inclui a todos. Façamos o nosso dever de casa. Não levemos em consideração apenas aquilo que eles querem.
Cada meio de comunicação, cada analista é normal. Todos os seres humanos temos os nossos vieses. Portanto, cuidado antes de propagar qualquer coisa sem o seu devido estudo e devida autorresponsabilidade ao analisar um tema. Isso mostra claramente uma grande, no meu entender, até irresponsabilidade. Uma coisa é opinar, outra coisa é falar que estavam acabados. Isso seria um fato, coisa que eles se mostraram errados por completo.
Então isso começa a acender a luz para grande parte dos meios de comunicação internacionais que não apoiavam o Jair Bolsonaro e fizeram campanha até, alguns mais explícitos, outros nem tanto, mas que defenderam a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva e o Brasil chegou agora.
no posicionamento que chegou que não vou nem entrar em esquerda e direita, mas sim até mesmo na fragilidade das instituições que o Brasil se encontra. Então, para começar, eu alerto isso apenas. Cuidado com aquilo que é chamado os maiores jornais, os maiores especialistas, sem de fato estarem aqui conhecendo o que de fato acontece no país.
Pois é, preciso olhar também para o posicionamento histórico de posições do veículo, né? Em questão, chamar o Luiz Felipe Dávila, vai analisar também esse texto, essa reportagem trazida pelo Financial Times. Dávila, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. O que achou do texto?
Em algum momento menciona que a família Bolsonaro estava politicamente acabada, que Flávio estaria recuperando o espólio do clã. Enfim, é preciso considerar o que? O histórico de posicionamentos do Financial Times? E por que esse texto neste momento? Bem-vindo.
Boa noite, Caniato, Musa, Beraldo e Mota. E a nossa querida audiência. Caniato, esta é apenas uma reportagem relatando o fenômeno Flávio Bolsonaro. A família que parecia que não estaria participando das eleições, porque inclusive os nomes que estavam sendo aventados eram do governador Tarciso de Freitas, de repente o nome do governador desaparece do mapa.
o filho de Jair Bolsonaro, Flávio, é lançado como candidato e se torna o candidato mais competitivo. Então o jornal está opinando, mostrando este fato para o público estrangeiro, que não está com o Brasil no radar em questão eleitoral. Ou seja...
Me parece uma reportagem fidedigna, dizendo que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, é hoje um candidato competitivo, de posturas mais moderadas, de um discurso em sintonia com o pai no que se trata de costumes e no que trata da pauta política econômica mais de centro-direita.
Me parece que é um retrato de um candidato competitivo que ameaça tirar Lula do poder e o jornal está informando os seus leitores que fiquem de olho porque Flávio Bolsonaro pode ser o próximo presidente do Brasil.
Pois é, deixa eu chamar o Roberto Mota. Mota também tem acompanhado essas repercussões. Mota, seja bem-vindo. Uma ótima noite a você. O jornal britânico também descreveu o Flávio como um político mais moderado que mistura posições firmes em questões sociais e também no combate ao crime organizado com visões de centro-direita para a economia. O que achou do texto? O que é preciso considerar a partir dessa publicação? Bem-vindo.
É um texto ruim, uma coleção de chavões usados com superficialidade, tentando passar como se fosse uma análise profunda. Boa noite, Caniato, boa noite, meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. O Financial Times tem o mesmo viés progressista da maioria da mídia internacional, como a Economist, o New York Times, o The Guardian, a BBC e tantos outros.
Agora, um dos pontos colocados na matéria realmente faz sentido e coincide com a análise que muita gente faz de que a candidatura de Flávio foi, sim, uma grande manobra estratégica. A política envolve sempre a busca e a manutenção do poder. Sem poder, o político não consegue fazer nada.
Flávio adotou uma estratégia ousada e que já está dando resultados espetaculares. Cristiano Beral também com a gente. Os aspectos que estão destacados nessa reportagem, também como o mundo enxerga o Brasil.
que se aproxima de um processo eleitoral. Eu me lembro também que na última campanha presidencial, o atual presidente disse que resgataria o prestígio internacional do Brasil. Agora a gente observa os noticiários, os informativos, atentos também àqueles que disputarão, ao que tudo indica, com o atual presidente. Bem-vindo. Boa noite, Beraldo.
O Brasil voltou, Caniato, era isso que diziam. Boa noite a você, ao Dávila, ao Mota, ao Musa, e boa noite à audiência que prestigia diariamente os pingos nos is. Caniato, Tom Jobim uma vez disse que o Brasil não é para principiantes, e ele, de uma certa forma, fez essa referência para explicar que o Brasil não é para principais.
para estrangeiros, o que é o Brasil, a dinâmica do Brasil. O Brasil é um país complicado e não é sempre que a imprensa internacional acerta a sua avaliação e também não é sempre, aliás, quase nunca, as próprias empresas internacionais têm uma boa experiência no Brasil. O Brasil é um país muito desafiador. Mas, nesse caso, eu entendo que a reportagem do Financial Times destaca a...
a capacidade que Flávio Bolsonaro teve de resgatar a importância da família Bolsonaro no jogo eleitoral, porque caso o candidato a presidente não tivesse o sobrenome Bolsonaro, a tendência era justamente que a força de Jair Bolsonaro e de seus filhos diminuísse ao longo do tempo. Se fosse o caso realmente como disse o Dávila, ter Tarcísio como candidato, lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lem
Obviamente, todas as atenções, toda a força, o capital político seria transferido para Tarcísio e a família Bolsonaro seria um acessório desse governo que faria, então, Tarcísio de Freitas.
mas tomaram uma decisão que era a decisão estrategicamente, e isso não tem nada a ver com quem gosta ou não gosta de Jair Bolsonaro ou da família Bolsonaro, mas é uma avaliação lógica do cenário político que existe no Brasil. A decisão tomada pela família foi a melhor possível no interesse.
da própria família ter um representante com o sangue Bolsonaro, com o nome Bolsonaro, nas urnas. Aí eles têm não só chances de ganhar as eleições, mas também de manter o movimento chamado bolsonarismo vivo, tendo contato com as pessoas.
Mas os desafios vão continuar, Caniato, porque o discurso de Flávio Bolsonaro para essas eleições é muito diferente do discurso do seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018 e também em 2022. E aí a gente tem que fazer essa avaliação ao longo do tempo.
Não nessa eleição, porque a eleição em si vai se dar muito em cima da rejeição de Lula, que está deixando o país em frangalhas. Mas depois, Flávio, eventualmente eleito presidente, como é que ele vai se relacionar com as pessoas? Ele será capaz de despertar a paixão, a idolatria, né? Chamam Jair Bolsonaro de mito, muita gente chama Bolsonaro de mito. Então será Flávio Bolsonaro capaz de resgatar isso?
ou ele vai continuar sendo visto como um instrumento de seu pai? A ver, vamos ver o que nos aguarda esse cenário da política brasileira.
Pois é, interessante esse aspecto, né? Será que Flávio, com essa versão mais moderada, será que ele encantará aqueles que são seguidores do pai de Jair Bolsonaro? Deixa eu chamar o Bruno Musa. Musa, quando o Beraldo mencionar o nome de Flávio, acaba resgatando a força da família. Mas acabou sendo um acerto por acidente, né? Porque Flávio nem era o primeiro da lista.
Muitos falavam que na ausência de Jair, quem seria o candidato? Seria Eduardo. Eduardo está nos Estados Unidos impossibilitado neste momento. E quando muitos falavam, na ausência de Eduardo, talvez Michele seja o nome da família Bolsonaro. E Flávio, sempre muito ligado à figura de senador. Alguns acabavam resgatando alguns episódios.
As acusações de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, por vezes também resgatam aquele episódio do desmaio, quando ele foi candidato, salvo engano, acho que a Prefeitura do Rio de Janeiro, querendo dizer, talvez o Flávio não queira disputar um cargo para o Executivo. Enfim, parece que as coisas estão dando muito mais certo do que desenhavam lá atrás. Talvez Flávio seja o nome mais adequado para esse desafio.
Quem responde a isso, Caniato, são as pesquisas, supostamente, né? Quem responde a isso são as pessoas que votam. Ninguém mais. Essa é uma das belezas da tese econômica na qual nós nos pautamos, que é o conhecimento, ele é tão disperso, e ele está disperso realmente na sociedade, espalhado por aí.
que empreender nada mais é do que juntar esses conhecimentos dispersos que ninguém detém, por isso a centralização não funciona, para você transformar tudo isso em eficiência e atender a uma demanda. Consequentemente, toda e qualquer previsão cravada em algo que nós não controlamos se torna uma mera previsão, uma mera opinião que todo mundo tem o direito a ter. Mas o que nós vemos é que uma boa parte da militância não faz opinião, ela atesta.
Ela simplesmente crava, que é aquilo que eles acreditam e ponto final. Como nós mencionamos, a família Bolsonaro está acabada, não tem mais solução. Lula será o vencedor. Agora já fala que talvez tenha chance dele não ser sequer candidato.
Por que eu mencionei essa pauta econômica? Porque assim como na economia, a política também, assim como toda a nossa vida, é formada por conhecimentos e fatos dispersos que nós não conhecemos e não controlamos.
O tempo mostra. Então a resposta direta para a sua pergunta é que essas pessoas e analistas e ditos grandes intelectuais parece que não cansam de errar porque cravam alguma coisa que é impossível cravar para um lado ou para o outro. E isso mostra aquilo que a gente sempre fala.
Nesse caso, as previsões são um mero exercício de futurologia que a gente não pode ter 100% de certeza. E aí, o que mostra são as demandas das pessoas. Assim como eu sempre bato, uma arte é importante? Uma cultura é importante?
se houver demanda por a parte daquilo. Se precisa de subsídio porque ninguém demandou, passa um recado. Ora, não é tão bom assim. E o que mostra é que, as pesquisas, pelo menos, há uma demanda clara por alguém que seja da família Bolsonaro e que seja uma oposição ao Lula, acima de tudo. Então, quem responde a essas matérias é justamente aquele eleitor brasileiro.
Pois é, deixa eu passar para o Dávila, porque tem uma questão que envolve o sobrenome. Nesse caso, Dávila, o sobrenome é um cartão de visitas, né? Acaba encurtando distâncias. É muito mais fácil de ele chegar no eleitor do pai, mas ele permite pular etapas do que um candidato que não tenha o sobrenome Bolsonaro. Agora, na campanha, propriamente, Flávio vai ter que se apresentar.
apresentar qual é a sua agenda, qual é a sua proposta. Talvez a proposta seja diferente daquela que o pai apresentou anos atrás. Essa diferença poderá, inclusive, aglutinar um novo público? Um público que não votou em Jair Bolsonaro há alguns anos?
Ariato, essa sua pergunta é muito boa por dois motivos. Primeiro que coloca qual é o peso do nome Bolsonaro. É um cartão de visita? Depende. É um cartão de visita para um dos filhos de Bolsonaro, que faz um discurso moderado, que mostra que tem muita afinidade com o pai, mas que tem opiniões próprias dele. Isso é muito importante.
Agora, se fosse um outro filho que é muito mais briguento e conflituoso, eu duvido que ele conseguiria ter esse desempenho das pesquisas que Flávio Bolsonaro tem hoje. Isso mostra claramente que não é qualquer nome. É um nome que mostra...
a força do sobrenome, mas que também mostra muito mais moderação, capacidade de conciliação e vamos ver agora no debate das ideias. Então não é qualquer nome da família, é um nome que busca justamente o que o eleitor que rejeita o governo Lula quer hoje.
Alguém para colocar o Brasil de volta à normalidade. Ninguém quer polarização para continuar essa anormalidade que nós vivemos nesses últimos anos.
Então, eu entendo que Flávio tem atributos próprios que, com o nome Bolsonaro, o ajuda a ter esse desempenho que ele está tendo hoje nas pesquisas eleitorais. Mas o grande teste vai acontecer na hora da discussão das propostas. Até agora é uma espécie de apresentação dos candidatos, o perfil de cada um e tal.
Agora, na hora de discutir as propostas, aí sim que nós vamos ver se um candidato bom de voto é capaz de ser bom governante. Porque são duas coisas muito distintas. Tem gente que é boa de voto, mas na hora de governar não faz aquilo que precisa ser feito.
E tem gente que não é muito bom de voto e acaba passando, raspando aí no teste das urnas, mas uma vez no poder, mostra ser um ótimo governante. Então, provou que é um bom candidato, agora que é um bom governante.
ainda precisa ser provado. Pois é, deixa eu passar para o Mota, porque tem um elemento trazido há pouco pelo Cristiano Beraldo, queria escutar o que o Mota tem a dizer. Mas paira uma dúvida no ar, né, Mota? Sobre essa moderação de Flávio Bolsonaro. Quais podem ser as consequências dessa moderação? Nossa, ele pode...
agradar outros públicos? Pode aglutinar um número maior de votos, de apoios? Ou você acha que essa moderação pode afugentar ou repelir aqueles que esperam o mesmo posicionamento do pai? Você já pensou a respeito disso? Já. E eu acho que hoje tudo joga a favor de Flávio Bolsonaro.
A situação atual do Brasil me lembra uma piada. Estava um americano e um japonês passeando na selva. E aí surgiu um leão. Aí o japonês tirou da mochila um tênis de corrida. Começou a amarrar. Aí o americano virou para o japonês e falou, ô japonês, você está doido? Você acha que você vai correr mais rápido que o leão?
Aí o japonês virou para o americano e falou, não, eu só preciso correr mais rápido do que você. A grande vantagem que ninguém tira de Flávio Bolsonaro é que ele não é o candidato do PT. Além dessa vantagem que é insuperável, Flávio escolheu uma estratégia correta.
Ninguém consegue se mostrar moderado se não for moderado de verdade. E olha, ninguém melhor para exemplificar isso do que o próprio candidato do PT.
Pois é, esse é um ponto importante também. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, porque muitos acabam elencando quais são os maiores adversários de Flávio Bolsonaro. Muitos diriam, é o governo federal, Lula, ou os números da economia. Isso por si só já acaba sendo o maior adversário de Lula e aquilo que irá ajudar na caminhada de Flávio. Mas também observam que essa...
Essa falta de unidade da direita, ou falta de unidade da oposição, pode prejudicar a caminhada de Flávio Bolsonaro. Para além disso, tem também alguns episódios da biografia de Flávio Bolsonaro, que até agora não apareceram. Talvez com as candidaturas formalizadas, aí venham com a caixa de ferramentas e comecem a disparar contra Flávio Bolsonaro. Não será uma caminhada fácil. É importante dizer isso, não é, Beraldo?
Não, não é uma caminhada fácil, porque qualquer candidatura a presidente é uma caminhada difícil. O Brasil é um país muito grande, o candidato tem que se preparar, tem que falar as coisas certas, ser preciso nas informações.
e se relacionar com uma população que é também bastante diversa. Dentro de nós todos brasileiros, há diversos tipos de brasileiros e o candidato a presidente precisa circular em cada um dos estados fazendo esse contato e passando a sua mensagem. Agora, o adversário de todos os candidatos da direita lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem lem
é Lula. Então, quando a gente olha para a esquerda, não há um outro candidato que vai estar ali postulando levar os votos da esquerda. Então, quem simpatiza com a esquerda só terá a opção de Lula.
E Lula vai entregar o Brasil nesse terceiro mandato, que na verdade é o quinto mandato do Partido dos Trabalhadores, numa situação extremamente complicada. As pessoas sentem a situação do Brasil e não é por outro motivo que hoje temos mais de 80 milhões de inadimplentes.
Há menos de um ano eram 70 milhões, já subimos esse número em 10 milhões de brasileiros que não dão mais conta de pagar as suas dívidas. Temos milhares e milhares de empresas que não conseguem honrar os seus compromissos.
Numa situação dessa, é impossível criar emprego a gerar prosperidade, a fazer com que as pessoas tenham a sensação de que a vida delas está boa, de que elas têm alguma segurança para o futuro. Não há isso.
Então, Caniato, me parece que não importa quantos candidatos à direita existam, os votos que irão para esses candidatos são os votos que não vão de jeito nenhum para o candidato da esquerda, para o representante da esquerda, para aquele que representa a continuidade desse desastre que estamos não só vendo, mas vivendo.
Flávio Bolsonaro, como disse o Mota, ele tem que correr mais rápido do que os outros. Ele tem instrumentos para isso porque ele é o candidato que tem o sobrenome mais popular, então vamos colocar dessa forma. Ele tem uma estrutura gigantesca do Partido Liberal, que vai colocar muita ficha em Flávio Bolsonaro, porque ele, performando bem na eleição, vai eleger uma bancada enorme.
Ao passo que os seus adversários podem até atacar Flávio Bolsonaro, mas até aqui as fragilidades de Flávio Bolsonaro estão colocadas. A questão da rachadinha, a questão da sua loja de chocolates que batia recorde de venda em dinheiro, a sua articulação para acabar com a CPI da Lava Toga, a sua defesa que ele tem feito no Supremo Tribunal Federal.
colocado. As pessoas no Brasil não percebem isso como uma pá de cal na carreira política de ninguém. Tanto é que nós estamos falando isso de Flávio Bolsonaro, mas temos hoje como parte do atual governo pessoas que foram...
condenadas e cumpriram pena por corrupção. Então, Keneto, a gente tem que convir que o Brasil é o país que vale absolutamente tudo. Todos os pecados são perdoados. E aí a gente vai ver essa disputa na direita que não vai prejudicar o resultado final. O importante...
é que exista um segundo turno, porque aí então teremos o candidato da esquerda, o candidato da direita, e aí veremos essa disputa no ringue da política direta um contra o outro para que vença o melhor. Eu espero que não haja muitas dúvidas em relação à população brasileira de comparar o que temos hoje com aquilo que poderemos ter no futuro, se o melhor é a continuidade ou a mudança.
Pois é, enquanto acompanhávamos a análise do Beraldo, exibíamos imagens da participação de Flávio Bolsonaro naquele evento conservador, muito tradicional nos Estados Unidos, o CEPAC, que aconteceu há alguns dias. Na entrevista concedida ao Financial Times, antes disso, eu preciso só dividir a rede, uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios.
Agora sim, eu quero trazer um complemento a essa notícia que nós estávamos debatendo. Na entrevista concedida ao Financial Times, Flávio Bolsonaro rebateu as declarações do governo sobre a ligação da direita com os Estados Unidos. E afirmou que Lula é quem busca tratar o Brasil como uma colônia de países governados pela esquerda. Vamos acionar nossa reportagem. Matheus Dias.
chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is. Matheus, seja bem-vindo. Ótima noite a você. Conta então para a nossa audiência. O senador, ele defende a aproximação entre o Planalto e o Washington. Ele está preparado, o repórter? Não? Está bom. Daqui a pouco, então, a gente chama. Matheus Dias traria detalhes e informações a respeito dessa entrevista concedida por Flávio Bolsonaro ao Financial Times. Então, daqui a pouco.
eu aciono o nosso repórter. Bom, enquanto isso, deixa eu acionar, então, os nossos comentaristas, passar para o Bruno Musa. Você, Bruno, quando o Flávio Bolsonaro acaba fazendo essa reflexão sobre a maneira como o presidente da República trata o Brasil e a relação que ele acaba tendo com a China, dizendo que o Lula trataria o Brasil como uma colônia chinesa. Faz sentido?
Veja, o Lula, declaradamente, ele é alinhado à China. Declaradamente, ele tem uma...
aproximação ou proximidade maior com o regime chinês do que com o mercado aberto. Por mais que ele venha a público muitas vezes dizer que ele é a favor das empresas privadas, a gente sabe de toda a intervenção que ele fez até onde pôde e se pudesse faria mais. Na propriedade privada, intervenções de preços, controle de moedas, a gente sabe isso.
A gente sabe do alinhamento que ele tem com o regime comunista chinês. Afinal de contas, ele sempre deixou claro, e aí começou a estremecer em boa parte, as relações do Brasil com os Estados Unidos, quando naquela cúpula esvaziada dos BRICS, aqui no Rio de Janeiro, ele veio a público dizer que o Brasil se alinhava mais aos BRICS. E quem representa os BRICS hoje, de forma, digamos...
uma predominância maior. É a China. É a maior, disparada maior economia dos BRICS, a segunda maior economia do mundo em PIB. Isso significa que há um alinhamento aberto. Ele falou muitas vezes em substituição do dólar e abrir uma linha de comércio entre Brasil e China, negociando-os em Yuan.
Só que vale lembrar que a China é um país que mantém a conta capital do balanço de pagamentos fechada. O que significa isso? Se você investe em dólar ou manda uma parte do seu dinheiro para dólar, que quer que seja, você vende quando quiser. Você retira o dinheiro dos Estados Unidos quando você quiser.
Aposto que na China não é assim. Em um estalar de dedos, numa mudança do Partido Comunista, você pode ter que manter o seu dinheiro preso lá dentro. O chinês não tem liberdade para mandar o seu dinheiro para fora como ele quiser, como o americano tem com o dólar.
Não é assim que funciona. Consequentemente, a demanda por yuan é muito menor do que de dólar por essa e vários outros motivos. Mas fica claro que o Brasil, ele prefere esse alinhamento, digamos, sul com a China e com os BRICS, em detrimento ao governo americano, especialmente quando o executivo americano é comandado por Donald Trump, que não adianta dizer que tem sorrisinhos, que se alinham bem, que se entenderam, que são amigos.
Porque é da boca para fora. É como se fosse uma matéria do Financial Times.
É isso, a gente vai seguir com os nossos comentaristas, mas antes eu vou receber a rede. Agora sim, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, a gente vai acionar a reportagem da Jovem Pan News. Matheus Dias chega ao vivo, vai trazer detalhes dessa entrevista concedida por Flávio Bolsonaro ao Financial Times, analisando justamente a relação de Lula com a China e outros aspectos também trazidos pelo senador e pré-candidato à presidência. Bem-vindo, Matheus. Boa noite.
Caniato, uma ótima noite a você, ótima noite a quem nos acompanha. Flávio Bolsonaro tem intensificado as agendas no exterior para cada vez mais se consolidar como candidato da direita aqui no Brasil. E dessa vez deu entrevista ao Financial Times, o jornal britânico, como vocês bem já comentaram, disse que o Brasil não pode ser uma colônia chinesa. Criticou o atual governo do presidente Lula, claro, disse que Lula não necessariamente...
tem uma idade avançada, mas tem pensamentos atrasados de uma geração passada. Ele disse isso e quando comentou em relação ao atual momento vivido entre Brasil e Estados Unidos, o relacionamento entre os dois poderes, ele disse que está triste com como essa relação tem se...
construído ou se levado até aqui e disse que Lula tem pecado em deixar os Estados Unidos de escanteio e dar mais abertura para a China. Ele disse nas palavras, né, dizendo que o presidente Lula está errado em fechar as portas para os Estados Unidos e simplesmente abrir o Brasil.
como se fosse uma colônia chinesa. Essa fala dele, ela vem na sequência de uma outra recente, que percutiu bastante, inclusive aqui no Brasil, né, Caniato? Que ele disse que o país poderia ser uma solução para os interesses norte-americanos na exploração das terras raras. Ele disse que isso poderia fazer com que os Estados Unidos tivessem total independência da China nesse quesito. E, consequentemente, dizendo que o Brasil poderia atuar.
defendendo os interesses de Washington. Essa fala de Flávio Bolsonaro repercutiu bem mal, pelo menos aqui na esquerda. Foi como uma munição de presente para que os aliados de Lula criticassem ele, dizendo que ele estaria mais uma vez mais ao lado dos Estados Unidos do que do Brasil, nas palavras dos aliados, então, aqui da esquerda. Flávio Bolsonaro, então, conversou com o Financial Times e depois que a matéria saiu, eu destaco dois trechos aqui, viu, Caniato? O primeiro deles...
da matéria escrita no jornal britânico, eles dizem que Flávio Bolsonaro se mantém mais ameno do que o pai, pelo menos tem um tom de discurso ali, mais moderado que o de Jair Bolsonaro. Eles dizem nas seguintes aspas, como presidente, Jair Bolsonaro era notoriamente cético em relação às vacinas contra a Covid-19. Flávio Bolsonaro tomou a vacina publicamente, esse é um trecho da reportagem. Só que em outro ponto, Caniato, eles dizem que, claro,
pai e filho têm pensamentos parecidos e que também vai se seguir assim caso Flávio Bolsonaro seja eleito. O mandato dele será, sim, claro, parecido como foi o de Bolsonaro, terá pelo menos momentos semelhantes ali, particularidades semelhantes, segundo essa matéria do Financial Times. Eles dizem que uma mistura de posições extrema-direita...
em questões sociais e criminalidade, com visões de centro-direita sobre a economia e uma crença fervorosa de que Bolsonaro foi condenado injustamente. Então, nas palavras dos jornalistas do Financial Times, Flávio Bolsonaro, mesmo que mais moderado, ainda é bem parecido com Jair Bolsonaro. Viu, Caniato?
Tá certo. Matheus Dias, ao vivo aqui nos Pingos nos Is, trazendo detalhes dessa entrevista concedida por Flávio Bolsonaro. Matheus, bom trabalho pra você. A gente segue em contato. Qualquer novidade é só nos chamar. Se você está na liderança de uma grande empresa, sabe. Quando a operação cresce, os desafios também crescem.
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Tem várias notícias importantes no dia de hoje, inclusive eu quero destacar que uma decisão da Justiça dos Estados Unidos pode acelerar a delação de Daniel Vorcaro. O Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida autorizou que a empresa responsável pela liquidação do Banco Master aprofunde a busca por ativos ligados à instituição fora do Brasil.
O intuito dessa apuração é identificar bens que tenham sido escondidos e reavaliar movimentações financeiras que envolvem Vorkar ou então pessoas e empresas ligadas a ele. Diante da possibilidade de perder os seus ativos, avaliados em mais de 10 bilhões de reais no exterior, a expectativa é de que o banqueiro avance com um acordo. Começar essa com o Luiz Felipe Dávila, essa investigação.
para identificar exatamente recursos que poderiam acertar esses pagamentos, inclusive no exterior. O Tribunal da Flórida já liberou a identificação de muitos ativos, muitos bens e recursos de Daniel Vorcaro lá nos Estados Unidos. Esse é um procedimento padrão, né, Davila? Já vimos isso em outros casos, né?
Sim, um procedimento padrão que reflete o movimento que Vorcaro fez ao Brasil, como ele tinha hackers que quebraram o sistema e ele sabia como as coisas estavam caminhando no Brasil, tentou salvar boa parte do seu patrimônio, transferindo para o exterior em aplicações, compra de imóveis, etc. E o que está acontecendo agora com a Flórida? Essa poupança externa que Vorcaro fez...
em caso de uma eventual condenação, fuga, ele tivesse dinheiro para viver confortavelmente, bem, isso começa a ser colocado em risco com essas decisões judiciais no exterior, porque podem avançar sobre os bens de Vorcaro lá fora, e aí todo o tal do pé de meia que ele construiu pode se perder. Daí a importância.
de acelerar a delação premiada para que ele possa, pelo menos, salvar parte do pé de meia internacional que ele criou em caso de emergência. Pois é, e aí tem aquela história, né? Vai saber onde ele colocou o dinheiro? Talvez em paraísos fiscais, pessoas estariam com parte dos bens, né? Será que ele passou os bens para outras pessoas? Então, nesse processo de investigação, é preciso rastrear.
todos os bens de Daniel Vorcaro. Segundo as informações, um volume gigantesco de dinheiro, de bens e recursos. Passar para o Roberto Motta, para analisar os detalhes dessa notícia, essa investigação sobre os bens de Daniel Vorcaro, também no exterior. Todo mundo quer receber, né, Motta? Agora, o problema é identificar onde é que está esse dinheiro todo. Nos Estados Unidos, provavelmente vai ser mais fácil, Caniato.
Foi lá que o liquidante do Banco Master recebeu autorização da Justiça para investigar a existência de bens que tenham sido ocultados pelo banqueiro. A história de gastos do banqueiro indica que é provável que isso tenha acontecido.
E o dinheiro dos investidores, o dinheiro daquelas pessoas que investiram no CDB, que estava pagando muito mais do que os outros, pode ter virado carros de luxo, obras de arte e imóveis milionários. É pouco provável que isso cubra o prejuízo causado pelo banqueiro. Mas é um primeiro passo.
Inclusive tem imóveis e uma mansão avaliada em 32 milhões de dólares. Chamar o Cristiano Beraldo para trazer um pouco da experiência internacional, como a justiça dos Estados Unidos procede e como é o processo para identificar, porque não necessariamente está tudo no nome da pessoa física. Muitas empresas ligadas a Daniel Vorcard e esse processo de identificação.
dos bens e não somente recurso, investimento. Tem imóveis, como disse o Mota, obras de arte. Ele investiu também em obras de arte. Então, é um processo para identificar de maneira minuciosa os recursos de Daniel Vorcaro no exterior.
É importante a gente separar também as coisas. No Brasil, fala-se dessa história de paraíso fiscal. Oh, meu Deus! O sujeito tem uma conta num paraíso fiscal. Primeiro que ninguém tem conta em paraíso fiscal. Existem países que oferecem uma tributação zerada para investidores estrangeiros que usam empresas constituídas naqueles países.
Para que a audiência tenha uma ideia, se você tiver qualquer bem nos Estados Unidos, diretamente no seu nome, então vamos dizer que um brasileiro vai aos Estados Unidos e compra um apartamento, compra um imóvel ou abre uma conta bancária nos Estados Unidos e coloca ali um valor expressivo.
Se esse cliente brasileiro que mora no Brasil, que não tem nenhum vínculo com os Estados Unidos, além de um visto de turista, e ele vai lá de vez em quando, fica no seu apartamento e usa o dinheiro da sua conta, se ele vier a falecer...
os Estados Unidos cobram um imposto de 50%, aproximadamente, em cima do patrimônio que aquele brasileiro tem nos Estados Unidos. Por isso, as pessoas que têm bens nos Estados Unidos, os estrangeiros...
utilizam dessas empresas que vêm dessas jurisdições onde não há tributação para comprar esses bens ou abrir suas contas em banco. Então, feito esse esclarecimento, vamos olhar para os Estados Unidos, no caso específico do Daniel Vorcaro.
O Daniel Vorcaro, ele está sob investigação no Brasil. E a investigação é uma investigação séria. Existem indícios muito fortes que foram cometidos fraudes bilionárias no Master. E por que eu estou falando de indícios e tal? Porque o processo está correndo. Ao final do processo, ele será declarado, muito provavelmente, culpado. Vai ter lá uma sentença, enfim. Mas, por enquanto, ele é investigado.
O que os Estados Unidos vão fazer agora? Eles não vão tomar nada do Daniel Vorcaro. Eles vão abrir esse procedimento para saber, para mapear, para entender tudo o que veio de dinheiro do Brasil, através de estruturas, de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, e que eventualmente tenham sido adquiridos.
através desse dinheiro que foi obtido por Daniel Vorcaro de maneira fraudulenta, através de cometimento de crime. Se esses crimes forem confirmados pela justiça brasileira, essa sentença será validada nos Estados Unidos e aí esses bens, esses ativos ligados a Daniel Vorcaro podem eventualmente ser liquidados para pagar.
os credores no Brasil. Mas os Estados Unidos também vão avaliar certamente a possibilidade de Daniel Vorkaro ter cometido crime nos Estados Unidos. Porque há uma legislação muito forte em termos de lavagem de dinheiro e por aí vai.
E aí, se for constatado crime nos Estados Unidos, também Daniel Vorkaro terá que ressarcir ou pagar as devidas multas e tal, o governo americano. E esses ativos que estão nos Estados Unidos, primeiro, vão cobrir a responsabilidade de Daniel Vorkaro nos Estados Unidos. Depois de sobrar, é que vai, eventualmente, ser destinado ao Brasil. E aí lembremos do caso da Petrobras.
A Petrobras, durante as gestões do PT, foi utilizada para cometer o crime de corrupção. Então o dinheiro foi tirado de forma fraudulenta, criminosa da Petrobras, para distribuir para campanhas políticas, para enriquecer os amigos e por aí vai. Esses crimes foram investigados nos Estados Unidos e a Petrobras fez um acordo.
que, se não me engano, Caneto, foi na casa de 6 bilhões de dólares que a Petrobras teve que pagar para investidores americanos e para o Departamento de Justiça para liquidar as investigações que existiam ali. Portanto, é um ambiente complicado e Daniel Vorcaro certamente terá muita dificuldade de reaver esses bens que agora estão sendo mapeados pelo governo americano.
Pois é, quem quiser ter acesso a todas as informações, quero chamar a atenção que há, inclusive, informação no nosso site, no portal de notícias da Jovem Pan. Quem trouxe essa informação nas primeiras horas do dia foi o nosso repórter Eliseu Caetano, correspondente internacional da Jovem Pan News, mora no estado da Flórida, trouxe, inclusive, essa informação. O texto dele está publicado no portal com a manchete Caso Master entra em nova fase nos Estados Unidos, a justiça avança.
para tomar bens e recuperar ativos. Então, se você puder, prestigie também o nosso portal de notícias e o nosso repórter colega nos Estados Unidos, o Eliseu Caetano. Deixa eu conectar essa análise com o Bruno Musa, que também tem acompanhado o noticiário internacional e a possibilidade de outros países também alcançarem Daniel Vorcaro, o Banco Master e...
o esquema fraudulento, né? Muitos entendem que ele se utilizava também de outros países para acabar alocando os recursos oriundos dos esquemas aqui no Brasil, né, Moza? Veja, o que foi noticiado, a gente encontra matérias mostrando que...
Contas do pai dele teriam por volta de 2,2 bilhões de reais, ou contas que seriam do pai dele o dinheiro lá. Imagine dele, estamos falando aí de 50 bilhões de reais só do Fundo Garantidor de Crédito.
E a gente encontra nos grandes jornais de circulação falando a respeito da, inclusive, preocupação do próprio Daniel Vorcaro de inimigos políticos ali conseguirem, de alguma forma, se apoderarem desse dinheiro que está distribuído nos mais variados cantos do mundo por aí, para manter, digamos, o seu poder de compra com relação ao dinheiro desviado ao longo desses anos.
em ação de Daniel Vorcaro. O grande ponto disso tudo é que, infelizmente, no Brasil, a probabilidade de isso morrer é muito maior do que lá fora. Não seria a primeira vez. Se voltarmos agora na história recente, temos aqui mais uma vergonha para carregar nos ombros da história do Brasil. Crimes praticados, originados aqui no Brasil...
foram anulados, cancelados, dinheiro devolvido aqui, enquanto processos continuam correndo em outros países, como é o caso, por exemplo, da Petrobras nos Estados Unidos e também na Suíça. Ou seja, nós vemos a vergonha de um caso que é local, do desvio de grande parte do dinheiro daqui, o processo morrer aqui e continuar lá fora onde tem o mínimo de uma justiça mais séria e preocupado em devolver aquilo que foi roubado.
naqueles países. Portanto, eu acredito que no Brasil a gente possa continuar com esse ceticismo, mas, querendo ou não, a história recente, ela está muito recente, é muito próximo. Dois escândalos tão grandes assim, tão óbvios, escancarados na nossa cara, com a economia fragilizada.
me parece que pode, por fim, gerar pelo menos um pouco a mais daquilo que André Mendonça vem mencionando, uma pressão popular para que esse tema não morra. Seria mais uma vergonha muito grande nós vermos um caso tão grande, o maior do Brasil, da história financeira, em questão de rombo.
A gente, mais uma vez, testemunhar esse processo morrendo aqui, os envolvidos ou grandes indícios de envolvimento, eles continuarem atuando como representantes principais da máquina pública e lá fora eles serem condenados. Imagina mais uma vergonha dessa pro Brasil?
Pois é, esse é um aspecto importante. Deixa eu só trazer uma informação complementar, porque esse processo acontece no âmbito do Chapter 15, o dispositivo da legislação americana, que é voltado justamente para casos de insolvência com impacto internacional. E aí, atualmente, as investigações se apoiam em uma etapa para coletar documentos, depoimentos.
para conseguir ou tentar identificar os ativos ocultos e analisar transações suspeitas. Só queria me aproveitar dessa fala do Bruno Moza, passar rapidamente para o Cristiano Beraldo, porque há uma dúvida, inclusive, da nossa audiência, viu, Beraldo? Caso Daniel Vorcaro consiga fechar ou...
decida, juntamente com a sua defesa, feche uma delação premiada e consiga se livrar de algumas acusações ou diminuem muito a punição, a pena a ser cumprida, isso em nada tem a ver com o processo, a investigação que aconteceria nos Estados Unidos, né? E em caso de bens compartilhados ou firmas que foram abertas nos Estados Unidos com...
Muitos sócios, uma pergunta inclusive de uma pessoa da nossa audiência, se pessoas que não têm nada a ver com o esquema fraudulento, se essas pessoas podem de alguma maneira também serem punidas, caso a justiça ou a polícia norte-americana identifique algo de errado na abertura, por exemplo, de uma firma de uma empresa nos Estados Unidos.
Renato, como se diz lá na minha querida Pouso Alegre, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, né? Então, quando a gente observa a possibilidade de um acordo no Brasil a partir de uma delação premiada, tem a ver com as coisas que aconteceram no Brasil e a legislação brasileira.
Nos Estados Unidos o jogo é outro. Até porque nesta delação premiada, supostamente Daniel Vorcaro vai assumir o cometimento de crimes. E essa declaração dele, pública, vai ser utilizada pelas autoridades americanas na investigação de eventuais crimes que possam ter sido cometidos.
nos Estados Unidos, ou dinheiro, fruto de crime que foi transferido para os Estados Unidos para compra de ativo. Agora, eu não sou advogado, isso é importante ficar claro, nem no Brasil, nem nos Estados Unidos. Mas, a princípio, os Estados Unidos, até com mais...
transparência e clareza do que o Brasil vai distinguir aquilo que é de um sócio que cometeu crime, que colocou dinheiro no negócio a partir de uma atividade criminosa, de outros que de boa fé colocaram dinheiro em algum investimento.
Estados Unidos funciona com o princípio da boa-fé, que é o oposto do Brasil. No Brasil, esse país totalmente injusto, o princípio que prevalece é o da má-fé. O contribuinte, o cidadão, ele está sempre errado até que ele vença a burocracia nojenta do governo.
e prove que ele está certo. Esse é o dia a dia, a rotina do povo brasileiro. Nos Estados Unidos é completamente diferente. Mas aí tem um ponto, só para eu terminar aqui, Caniato, tem um ponto importante, o custo de se defender nos Estados Unidos...
é altíssimo. E dependendo da participação que alguém tiver num negócio que envolva Daniel Vorcari e que venha a ser investigado pelas autoridades americanas, é possível que a pessoa acabe gastando mais com advogados do que efetivamente vale a sua participação no negócio.
Que loucura, hein? Então, preparem os bolsos para contratarem advogados nos Estados Unidos, creio eu, né? As pessoas que têm algum tipo de participação nesse esquema com o Daniel Vorcaro. Deixa eu passar para o Dávila, só para a gente passar a régua, finalizar essa discussão. Pois bem, mas muitos esperam que a justiça e as autoridades norte-americanas avancem e consigam identificar qual é a relação de Daniel Vorcaro com essas empresas e se há.
Algo de ilícito. Ainda que a abertura de uma empresa não tenha sido ilícita, Dávila, se o dinheiro é fruto de um processo irregular no Brasil, isso certamente será levantado e considerado também nos Estados Unidos. Então, certamente, aguardaremos o avanço das investigações nos Estados Unidos.
Exatamente. Aliás, a lei americana agora aparece com a nova lei brasileira aprovada depois do PL antifracção e a PEC da Segurança Pública, que você pode confiscar bens que foram adquiridos com dinheiro desviado ou roubado. Então, se provado que houve desvio do dinheiro, os bens comprados, adquiridos com esse dinheiro fraudulento podem ser confiscados. É assim a lei nos Estados Unidos.
Agora, Canhato, o Moussa trouxe um ponto muito importante, essa história da pressão popular. Eu espero que a pressão internacional não só revele essa falcatrua do caso Master em uma outra esfera, para não deixar esfriar o caso Master no Brasil,
como também começa a revelar um pouco a participação de membros da Suprema Corte com o Banco Master. Quem sabe essa mistura de pressão nacional com pressão internacional por esse envolvimento escandaloso
de determinadas personagens da Suprema Corte Brasileira, com esse esquema do Banco Master, possa finalmente colocar o Brasil em evidência e mostrar que a degeneração das instituições
não é apenas fruto de um governo, mas é fruto da atuação arbitrária do Supremo Tribunal Federal. A mídia internacional vem tratando com muita condescendência o Supremo. Está na hora de colocar um pouco mais o holofote para dizer a verdade sobre o que se tornou a Suprema Corte brasileira.
É isso, o caso do Banco Master extrapolando as fronteiras do Brasil, seguiremos atentos também nesse avanço da investigação nos Estados Unidos. Seguimos com outros destaques. O ex-governador de Minas, Romeu Zema, pré-candidato à presidência da República, ele divulgou hoje uma nota.
na qual afirma não ter recebido o convite para ser vice de Flávio Bolsonaro na disputa eleitoral, que levará sua candidatura até o fim. O nome de Zema vem sendo levantado por vários aliados, pessoas próximas a Flávio, como possível vice.
em razão do fato de o mineiro não estar associado a nenhum grupo político forte. Nessa nota, o pré-candidato do Novo informou que há o objetivo em comum da direita em derrotar o atual presidente Lula e que o grupo estará junto apenas no segundo turno. Começar essa rodada com o Alberto Mota, Romeu Zema e Partido Novo, reforçando a pré-candidatura de Zema que...
semanalmente vem sendo colocado como o possível vice de Flávio Bolsonaro ou o vice dos sonhos, né? Seria Zema uma figura que é disputada por vários pré-candidatos da direita e da centro-direita. Primeiro, por conta do perfil dele. Segundo, por estar em Minas Gerais, né? Considerado o swing state brasileiro. Mas o mineiro disse, não senhor, irei disputar a presidência da república. Palavras de Zema, Mota.
Microfone está fechado, verifica. Zema disse a coisa certa. Tudo tem a sua hora, tudo tem a forma correta de acontecer. Ele disse que não tem interesse em serviço.
Mas há coisas na vida que a gente faz, mesmo sem ter interesse, porque são coisas importantes e necessárias, desde que seja da forma certa, no momento certo. Pois é, é importante também levantar essa possibilidade, né? Talvez não seja o desejo, mas...
respeitando a conjuntura política, por que não, a depender das pressões. Chama o Bruno Musa para analisar a situação que envolve a figura de Romeu Zema, muito disputado por vários partidos e também pré-candidatos, e por que Romeu Zema se tornou o vice-ideal na leitura de muitos em Musa. Quais aspectos e características acabam agradando tanto aos pré-candidatos quando olham para Romeu Zema?
Primeiro que ele é uma pessoa extremamente experiente no mercado privado, uma pessoa que colocou a mão na massa dentre as possibilidades de arrumar ou minimamente tentar ajeitar, encaminhar as contas públicas de Minas Gerais que estavam em frangalhos com atrasos de pagamento, ou seja, uma pessoa que praticou no setor privado uma responsabilidade fiscal.
barra empresarial e que transita agora no meio público. Uma pessoa que tem um conhecimento intelectual bastante avançado em diferentes temas. Intelectualmente avançado, ou seja, pessoa que é raridade no meio público brasileiro.
Você tem as exceções? Claramente sim. Mas é raridade uma pessoa desse jeito. O mais normal no Brasil são pessoas que fazem da política o seu meio de profissão. E lembre-se daquele livro que eu sempre menciono, O Caminho da Servidão de Hayek. No capítulo ele explica por que os piores chegam ao poder.
Em grande resumo, não há, para os morais, qualquer incentivo intelectual, sequer financeiro, para permanecer na vida pública durante muito tempo. Portanto, a grande maioria dos políticos, pelos incentivos perversos, são formados por pessoas que não têm uma grande capacidade intelectual, sequer uma ótima experiência no setor privado, muito bem sucedido, por sinal, como o Zema teve.
E ele, pelo menos até o momento, se mantém dentro do setor público, trazendo consigo e carregando essas características e teria muito a agregar. Então, como eu falei no comentário anterior, os conhecimentos estão dispersos e a gente não consegue controlar os próximos fatos. De acordo com pressões, com mudanças, tudo pode acontecer. Para mim, a coisa ainda segue em aberto.
Pois é, deixa eu gerar a reportagem da Jovem Pan News. Após o Lula, antes disso, antes de chamar o repórter, eu preciso fazer algo que eu não gosto, mas eu preciso. Vou me despedir de parte da rede, que ficará agora com a sua programação local.
Agora sim, chamar a reportagem da Jovem Pan News, Matheus Dias chega ao vivo mais uma vez após Lula afirmar que pedirá uma jornada de trabalho 5 por 2, só que sem redução de salário. A Confederação Nacional da Indústria revelou que a proposta deve gerar um impacto bilionário na economia do país. Matheus está acompanhando e monitorando essas muitas manifestações. Matheus, conta para o nosso público. O Congresso, então, deve acelerar?
O debate dessa medida, já há uma projeção do tamanho do rombo que essas entidades estão projetando?
Pois é, Caniato, são dois momentos ali que divergem nesse mesmo assunto. No caso, a pesquisa mais recente da Confederação Nacional da Indústria aponta que com essa redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas semanais, pode acabar gerando uma perda de até 0,7% no PIB do Brasil.
Isso, em números, representa 77 bilhões de reais na economia brasileira. Segundo a pesquisa da CNI, então, os setores da indústria, do comércio e dos serviços serão os mais prejudicados. E a pesquisa ainda aponta como conclusão a CNI defende.
que com menos horas trabalhadas o custo do trabalho também vai ser maior e, consequentemente, o preço dos produtos vai ficar mais caro, vão ficar mais caros para o consumidor final, viu, Caniato? Só que nesse cenário a CNI frequentemente lança pesquisas que apontam...
o quão prejudicial pode ser para a economia do país essa redução da carga horária, o Congresso acelera, então, a votação que deve acontecer ainda nesse primeiro semestre, viu, Caniato? Isso porque se trata de um ano eleitoral e por palavras de interlocutores, de deputados e senadores, parece...
que o Congresso pretende adiantar votações de temas populares nesse ano eleitoral, um ano onde o calendário no Congresso, tanto para deputados quanto para senadores, é mais curto. E por isso, devem acabar colocando essa pauta em votação o mais breve possível, ainda nesse primeiro semestre, se possível for.
Segundo o relator também da proposta na Câmara dos Deputados, o deputado federal do União Brasil, Paulo Oasi, ele que tem desde então, desde que foi escolhido como relator, a missão de conversar com empresários, conversar também com trabalhadores e achar ali um senso comum, um meio termo que agrade a ambos e consiga, quem sabe, a maioria no Congresso para cumprir a promessa de campanha de Lula.
Pois é, Matheus Dias trazendo detalhes e também as repercussões a partir do anúncio, ou a decisão do governo federal em relação ao projeto de lei que prevê o fim da escala 6x1. O projeto de Lula indica escala 5x2, 40 horas semanais, sem redução salarial. E claro que muitos grupos já projetam um rombo gigantesco. Valeu Matheus, a gente segue em contato.
Daqui a pouco o Matheus volta na programação da Jovem Pan com outros destaques e outras informações. Eu vou chamar os nossos comentaristas, mas eu preciso só mencionar e convidar vocês a participarem da enquete do dia. Na enquete nós estamos falando do endividamento do brasileiro. Por quê? O endividamento das famílias aumentou tanto.
nos últimos anos. Alguns caminhos possíveis. Tem a ver com o governo federal? Talvez estímulo ao consumo? Você acha que tem mais a ver com falta de educação financeira? O cidadão não sabe administrar os recursos, gerir o que ganha? Ou você acha que tem a ver, por exemplo, com taxa de juros alta? A pessoa vai fazer um financiamento e acaba se perdendo ali por conta da elevação no valor das parcelas? Eu conto com o seu voto na enquete do dia.
Cabeça! Tá na hora de lavar. Mamãe e papai que estão ouvindo aí o seu podcast. A promoção Gotinhas Johnson's Baby chegou! Compre 50 reais em produtos participantes e ganhe a sua pelúcia surpresa. São seis gotinhas fofas pra chuchu. Estrega, estrega, vai fazendo massagem gostoso. Pra chuchu, achu. Consulte o regulamento em www.promo.johnsonsbaby.com.br
Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is, chamar os nossos comentaristas, deixou destacar o Cristiano Beraldo, começar essa rodada com o Cristiano Beraldo, fim da escala 6x1, o presidente Lula escolheu a escala 5x2, 40 horas semanais, sem diminuição no salário. E aí, claro que a CNI e várias outras entidades estão encomendando estudos, fazendo projeções.
Fala-se, inclusive, numa perda de R$ 77 bilhões com esse item do pacote de bondade, Isberaldo. Mas é, Caineto, mas isso para o governo não tem a menor importância, porque a única coisa que o governo quer é o discurso. A realidade, o efeito prático da medida, isso fica para depois, depois a gente vê.
E me lembra, Caniato, crescendo no centro do Rio de Janeiro, eu me lembro ainda criança, eu ouvia, né? O pessoal vendia as coisas na rua, os camelôs e tal. Aí sempre tinha um malandro que dizia assim, ah, um é cinco, dois é dez, três é quinze. Como se tivesse ali uma promoção, né? Às vezes as pessoas ficavam ali interessadas e tal. Só que nesse caso é pior ainda. É como se o camelô estivesse dizendo, olha, um é dez.
E 2 é 15. Por quê? Porque vai sair mais caro para o trabalhador. É uma ilusão achar que você vai trabalhar menos para ganhar a mesma coisa. Isso não sou eu que estou dizendo, é a vida real. O próprio trabalhador, quando recebe o seu dinheiro...
Ele não quer pagar mais, por exemplo, para a diarista que muitas vezes limpa a sua casa ou a babá que cuida do seu filho, ele não quer pagar mais para essa pessoa que te presta um serviço para ela fazer a mesma coisa, o mesmo tempo de dedicação ao trabalho para o qual essa pessoa foi contratada.
Quando a gente observa a PEC das Domésticas, que é mais uma aberração brasileira, né? Tratar desse assunto, desse tipo de assunto na Constituição Federal. Mas temos a PEC das Domésticas. O que aconteceu depois da PEC das Domésticas? Aumentou a informalidade?
E diminuiu o número de mensalistas, porque ficou caro você manter uma funcionária, um funcionário doméstico, como um CLT. Não faz sentido para a vasta maioria das famílias. E é o que a gente vai ver agora. As pessoas vão ter que encontrar um jeito de acomodar essa nova realidade sem que isso tenha impacto nos seus orçamentos, no orçamento das empresas, no orçamento das lojas. E se tiver impacto...
quem vai pagar é o consumidor então essa é a mentalidade do governo não vamos aumentar o custo depois eles dão um jeito ali qualquer coisa eles diluem esse custo para todos os brasileiros que consomem esses produtos e serviços e aí ninguém vai sentir, vai ficar tudo por isso mesmo
Então é o pensamento mesquinho, limitado, de alguém que não vê o futuro do Brasil. Só consegue enxergar qual é a conversa fiada necessária para vencer a próxima eleição.
Inclusive, o estudo indica que essa redução de jornada afetaria mais os segmentos da indústria e também do comércio. Deixa eu passar para o Dávila, que também tem conversado com vários especialistas, já trouxe, inclusive, muitos pensamentos do professor Pastore, fez uma entrevista recentemente tratando e projetando caso essa medida fosse implementada. Já há muitos estudos em curso, viu, Dávila? E as projeções são terríveis.
terríveis, né? Esses 70 bilhões é só o começo e o que vai afetar indústria e comércio. Nós temos um impacto que vai ser ainda muito maior, Caniato, no setor público, nas prefeituras, nos governos estaduais.
Porque você imagina, prefeitos e governadores vão ter que contratar mais pessoas para segurança pública, hospitais, escolas, justiça, e sabe o que vai afetar ainda mais? A aposentadoria, essa aposentadoria, tempo integral, maravilhosa, penduricalho de juiz, vai tudo isso para o custo dos municípios e dos estados. E como bem lembrou o Beraldo, quem vai pagar essa conta somos nós.
Vai ter, de novo, aumento de imposto, vai ter pressão sobre a dívida pública. Alguns governadores e prefeitos podem, inclusive, ter perda de mandato porque vão esbarrar no limite constitucional sob folha de pagamento. É um desastre total.
Mas um ponto interessante, você mencionou o professor José Pastore, além do custo, do impacto, ele diz uma coisa interessantíssima. Ele diz que o Brasil, com essa lei, vai remunerar mais o descanso do que o trabalho. Veja só que absurdo. Por quê? Porque no Brasil nós temos 30 dias de férias desde o primeiro ano que uma pessoa começa a trabalhar.
Isso não existe em nenhum outro país. Os países, as férias são progressivas. No Chile, são 150 dias de férias. No Brasil, já será larga com 300 dias. Além dos 300 dias, tem um abono de um terço, equivalente a 10 dias. Ou seja, em 10 anos...
O Brasil vai remunerar o trabalho de 161 dias versus 204 dias de descanso. É um recordista em remunerar mais o descanso do que o trabalho e aumentar o rombo dos estados, municípios e do setor privado. Lula estará bem distante da presidência.
quando ainda nós e os nossos filhos estarão pagando a conta do populismo fiscal e eleitoral deste governo.
A gente dá uma paradinha aqui na política e na economia do Brasil para olhar um pouco o que acontece lá fora, a escalada de tensões no Oriente Médio, principalmente depois daquela manifestação de Donald Trump. Ele subiu o tom contra o Irã e afirmou que uma civilização inteira iria morrer esta noite. O porta-voz da Guarda Revolucionária disse que o regime tem poder de transformar cidades em pó.
E poderia isso, inclusive, remodelar o mundo. Vamos acionar o Eliseu Caetano, nosso correspondente internacional, vai trazer os detalhes, as atualizações. Eliseu, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Daqui a pouco termina esse prazo, né? Por enquanto, o mundo aguarda com tensão, com apreensão. O que é preciso considerar a partir de agora? O que dizem os veículos de comunicação aí dos Estados Unidos? Tem algum acordo sendo costurado nos bastidores? Bem-vindo.
Tem sim, viu, Caniato? Muito boa noite para você e para todos que acompanham a programação da Jovem Pan. A gente vem chegando ao vivo direto dos Estados Unidos porque, como você bem disse, o mundo está neste momento acompanhando com tensão e muita apreensão as tomadas de decisões tanto daqui dos Estados Unidos, sobretudo de Donald Trump, na capital americana, Washington DC, quanto lá do Irã. A atual liderança do regime dos ayatolahs estão...
na capital, em Teherã, também se mobilizando para responder e responder à altura. Agora, respondendo a sua pergunta, Ocaniato, existe sim uma diplomacia nos bastidores tentando arrefecer.
essa temperatura, tentando resolver essa questão com uma possível extensão do prazo. O primeiro-ministro do Paquistão, o Shebaz Sharif, pediu agora há pouco formalmente ao presidente Donald Trump uma extensão de duas semanas no deadline para dar tempo de negociação. O Irã, segundo o Paquistão, teria aceitado essa proposta de duas semanas de extensão. A Casa Branca...
confirmou que Trump recebeu o pedido e está ciente e que ele segue analisando essa proposta que está na misa. Fontes americanas com as quais nós conversamos durante a tarde de hoje falaram que há, abre aspas, algum progresso sendo feito nas negociações, fecha aspas, caniato.
o que é muito bom, mas ainda não há uma confirmação oficial, pelo menos por enquanto, pelo menos até agora, de que o prazo do deadline será estendido. Esse prazo final dado por Donald Trump, que se encerra hoje, às 9 horas da noite, pelo horário de Brasília, para que o Irã...
aceite assinar um acordo de cerça-fogo e reabra imediatamente o estreito de Hormuz. Caso contrário, Donald Trump disse ontem em entrevista à imprensa que poderia obliterar todo o Irã. E agora, na tarde de hoje, afirmou novamente, confirmando através de um post em suas redes sociais, de que a nação...
iraniana poderia ser completamente devastada, varrida de um mapa. Não está claro ainda como Donald Trump poderia fazer isso. Durante a tarde eu conversei com analistas militares que me disseram, olha, militarmente seria pouco provável que Donald Trump fizesse uma incursão por terra ao Irã da própria infraestrutura do país e as dificuldades de infraestrutura também iranianas. Seria ou um ataque nuclear.
ou um ataque militar aéreo, como ele tem feito. Os militares com os quais eu conversei durante a tarde de hoje me disseram olha, estamos de sobreaviso, mas como destruir um país inteiro? O mais provável, segundo algumas fontes nossas, Caniato, é que Donald Trump comece atacando bases.
militares, como já tem sido feita ao longo dos últimos dias, mas também bases de energia e até mesmo bases nucleares para causar um verdadeiro apagão lá no Irã. Então nós temos essas duas questões acontecendo nesse momento, a diplomacia...
tentando costurar um acordo e também os militares se preparando para uma possível ordem de Donald Trump, que pode atacar infraestruturas iranianas como usinas de energia, ponte, apesar dele apostar, abre aspas, que uma civilização inteira pode morrer na noite de hoje. Aliás, poste esse que ele disse que essa...
A população pode nunca mais voltar. Mas ao mesmo tempo, o caniato, o Donald Trump, foi Donald Trump. No mesmo post ele disse o seguinte, abre aspas, ele deixou uma brecha, né? Talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer nessa noite, fecha aspas.
Agora, Caniato, é importante a gente atualizar o nosso ouvinte, telespectador, internauta, daquilo que está acontecendo agora, neste momento. A gente está falando muito do deadline, do prazo final. Mas e o que está acontecendo nesse momento lá no Oriente Médio? Bom...
Há ainda ataques americanos e israelenses acontecendo. Só hoje os Estados Unidos fizeram mais de 90 strikes em alvos militares, principalmente na ilha de Harg, que é o principal hub de exportação de petróleo do Irã. Mas ainda não tocaram nas instalações de óleo e de gás críticas do país. Israel teria atacado oito pontes no Irã, plantas petroquímicas em Asaluyeh, em Mashahar, e também uma fábrica de alumínio em Araq.
Segundo o jornal New York Times, pelo menos três pessoas teriam morrido durante um ataque americano-israelense em Kharshan. Por um outro lado, também há uma contra-resposta do Irã. A IRGC, que é a Guarda Revolucionária do Irã, disse que se os Estados Unidos atacarem instalações civis, a resposta vai ser esmagadora e extensa.
inclusive fora da região. Agora há pouco essa informação foi confirmada pelo porta-voz das forças revolucionárias do Irã. Ou seja, pode atingir inclusive alvos americanos e aliados além do Oriente Médio. Eles inclusive, agora de tarde, os iranianos, ameaçaram aí deixar os Estados Unidos e os aliados sem petróleo e sem gás por muitos anos. O porta-voz iraniano falou em...
abre aspas, medidas recíprocas imediatas e proporcionais, fecha aspas. Vale lembrar, caniato, que o Irã parou as conversas indiretas que estavam acontecendo com os Estados Unidos no início da tarde de hoje. O embaixador iraniano no Paquistão disse que a diplomacia...
apesar dessa pausa, dê um passo para frente, porque esse acordo costurado pelo Paquistão foi às pressas para a mesa da atual liderança iraniana e para a liderança dos Estados Unidos, agora no início da noite. Então há uma forte expectativa de que Donald Trump mantenha essa característica dele de também voltar atrás nas decisões tomadas, não realize um ataque e aceite.
esse período de extensão de um prazo que terminaria hoje, às 9 horas da noite pelo horário de Brasília, para mais, pelo menos, duas semanas. A gente também não pode deixar de falar do esforço que está sendo feito em Nova Iorque, na ONU, na Organização das Nações Unidas, Caniato, porque por lá a ONU tentou, na tarde de hoje, uma resolução para forçar a reabertura do Estreito de Hormuz.
Mas China e Rússia vetaram, viu? Residentes em Teirã, de acordo com informações do jornal The New York Times, já estariam nesse momento, inclusive, fugindo para a costa do Mar Cáspio, fazendo cadeias humanas para proteger também usinas de energia. Essa é uma outra versão que também já ocorre nas redes sociais, de que o Irã estaria...
captando jovens moradores civis para fazer escudo humano em usinas de energia para proteger de ataques americanos. Também na internet já se fala em ataques cibernéticos iranianos contra sistemas americanos de água e de energia. Essa informação não foi confirmada por aqui por nenhuma autoridade, pelo menos até o momento. Ou seja, carece de uma apuração e também de uma confirmação oficial por parte.
parte das autoridades americanas. Agora, mais cedo, eu estava falando com o Felipe, o nosso editor-chefe aqui do Pingos no Existe, porque diversos vídeos estão circulando na internet mostrando americanos preparando caças, aeronaves, mostrando movimentações militares. Aparentemente, esses vídeos são reais, não seriam fabricação por IA, por inteligência artificial, mas boa parte desses vídeos são...
foram gravados na semana passada, são vídeos mais antigos, não são vídeos de hoje. Então, enquanto jornalistas também, que somos no dia do jornalista, é importante a gente deixar esse tique aqui, esses vídeos, ou boa parte desses vídeos, que estão nesse momento circulando nas redes sociais, mostrando movimentação militar, casas sendo preparadas.
não são do dia, não são de hoje, pelo menos o que garante o Pentágono. Então é importante a gente deixar isso bem claro, porque os Estados Unidos enviaram portas-aviões, o Abraham Lincoln, o Gerald Ford, vários caças F-35, F-22, tanques aéreos e destroyers lá para o Golfo.
hoje, data hoje, não há ainda um relato de nova mobilização massiva de caças, pelo menos nas últimas horas. Essa informação que circula na internet através de vídeos, portanto, reforço, não estão confirmadas pelas autoridades americanas do Pentágono, do Departamento de Guerra ou de Defesa, daqui dos Estados Unidos. Do lado iraniano também há muitos vídeos percorrendo a internet, com declarações de contra-ataques.
que, aliás, inclusive até batem com aquilo que o porta-voz da Guarda Revolucionária falou agora há pouco, que vem retaliação forte se os Estados Unidos cruzarem essa linha vermelha das instalações civis. E, Caniato, a nossa equipe de reportagem de Internacional, eu, aqui dos Estados Unidos, Luca Bassani, estaremos durante toda essa noite de hoje acompanhando as movimentações minuto a minuto e, claro, traremos juntos todas as atualizações ao longo da programação da Jovem Pan.
Pois é, é importante essa informação do Eliseu a respeito do reforço no contingente militar norte-americano na região. Porque esses vídeos chamaram a atenção muitas pessoas. Poxa, então certamente acontecerá esse ataque norte-americano. Importante esse destaque do Eliseu mencionando que trata-se de um conjunto de materiais que foram publicados na semana passada. Agora, Eliseu...
Muita gente chegando aqui na nossa audiência, as pessoas sempre querendo se informar. O prazo dado por Donald Trump vence a que horário? Horário de Brasília, 21 horas, 9 horas da noite? Tem alguma coisa na agenda de Donald Trump? Depois das 9 horas, tem alguma coisa na agenda? Ele fará um pronunciamento? Conversará com os jornalistas ou não? Saberemos por meio da imprensa norte-americana.
Daniel, esse disclaimer que você fez foi muito importante, porque enquanto jornalistas é o nosso trabalho trazer a verdade o máximo possível para mais pessoas possível. Então, a gente está aqui fazendo o nosso trabalho de apuração. Vale lembrar que alguns desses vídeos são de hoje. Eu, inclusive, conversei com um militar lá da capital americana, que ele me disse o seguinte, olha, eu mesmo, Elisir, eu estou de sobreaviso e devo ir para o Irã nos próximos dias.
dando a entender, Caniato, de que existe um planejamento mais a longo prazo, ou seja, que um possível cessar-fogo, uma possível extensão desse prazo também, poderia simplesmente não acontecer por uma já organização do governo dos Estados Unidos, por uma já organização de Donald Trump.
Agora, com relação ao prazo, respondendo a sua pergunta, 8 horas da noite, pelo horário daqui, dos Estados Unidos, da Costa Leste Americana, o equivalente a 9 horas da noite daí do Brasil, pelo horário de Brasília. Não há nada na agenda de Donald Trump. Agora há pouco eu estava checando aqui o meu e-mail para saber se a Casa Branca tinha me mandado alguma atualização, porque a gente fica aqui, a gente tem grupo de WhatsApp, tem grupo de e-mail também, os colegas jornalistas se falam. Estamos todos...
nessa apreensão. Há uma apreensão geral, nesse momento, não apenas na Casa Branca, mas de jornalistas correspondentes espalhados por todo o país, como eu, que estou aqui em Miami, no sul da Flórida, acompanhando para a gente conseguir as informações oficiais a tempo ou em tempo real para trazer para a nossa audiência.
Prazo final, 9 horas da noite pelo horário de Brasília para que o Irã aceite um acordo de cessar fogo e reabra imediatamente o Estreito de Ormuz. Se isso não acontecer, Caniato, não há uma confirmação de que no minuto seguinte, ou seja, às 9 horas da noite e 1 minuto pelo horário de Brasília...
ataques possam começar a acontecer no Irã ou novos ataques comecem a acontecer no Irã imediatamente. Essa informação eu tentei confirmar durante todo o dia de hoje e não consegui. Tudo que eu vi foi não sabemos, estamos vendo, estamos avaliando, está na mão do presidente.
Só ele vai decidir. Sabe aquela cena do filme do botão vermelho na mesa do presidente? Isso, de fato, existe lá na Casa Branca. E vai ser Donald Trump que vai tomar essa decisão. Só ele, J.D. Vance, Marco Rubio, secretário dele, aliás, o atual braço direito dele, que tem estado em todas as tomadas de decisões ao lado de Donald Trump, vão decidir isso na noite de hoje lá na capital americana, em Washington DC. Até lá.
eles seguem avaliando e analisando todos os cenários possíveis. Agora eu trago, a título de curiosidade, Daniel, uma informação que pouca gente se atentou. Desde que Donald Trump reassumiu a Casa Branca no ano passado, todas as tomadas de decisões dele...
Todas as mais importantes foram feitas daqui de Miami, no sul da Flórida. Ele tem uma casa em Mara Lago, ele fez uma extensão da Casa Branca lá, eles chamam aqui de hub da Casa Branca, e ele despacha daqui da Flórida de quinta até segunda-feira. Toda semana isso é comum, inclusive a invasão lá, o ataque à Venezuela.
o início do conflito com o Irã, todas as grandes decisões, o Tarifá, Suley Magnitsky, todas elas saíram daqui. E essa vai ser a primeira decisão que Donald Trump vai tomar de lá, da Casa Branca, direto da capital americana, direto do Salão Oval, que é o salão mais importante do centro do poder dos Estados Unidos. Então, há todo um simbolismo também envolvendo essa decisão que pode nos apontar, que pode nos direcionar para algum lugar de expectativa.
A expectativa é essa que eu digo, segue em alta. E tão alta que TVs lá da Europa e do Reino Unido já inclusive estão colocando na tela, aqui no televisor, uma contagem regressiva. Sabe aquelas contagens que a gente vê no Réveillon? As TVs estão fazendo isso lá na Europa, eu soube que em alguns locais daqui dos Estados Unidos e até do Oriente Médio.
uma expectativa mesmo do que poderá acontecer no minuto seguinte ao fim desse prazo, no minuto seguinte ao fim desse deadline imposto por Donald Trump ontem, reforçado hoje, reiterado hoje. Aqui nos Estados Unidos a gente tem uma espécie de motim geral que acredita que Donald Trump vai voltar atrás.
Ele já fez isso outras vezes, faz parte da característica dele. Ele pode, sim, aceitar ali nos minutos finais essa extensão no prazo de duas semanas para esse cessar-fogo que teria sido costurado agora, às pressas, na tarde de hoje, pelo Paquistão. Inclusive, o primeiro ministro do Paquistão é quem está...
pessoalmente encarregado, cuidando desse assunto que a gente vai seguir. Reforço, Daniel, aliás, reforço também o convite para nossa audiência continuar conosco, porque nós vamos juntos durante toda essa noite para acompanhar essa tomada de decisão. O que vai acontecer, a gente vai acompanhar ao vivo, em tempo real, aqui na programação da Jovem Pan.
É isso, Eliseu Caetano monitorando o que acontece nos Estados Unidos. Daqui a pouco ele volta com outras notícias e informações. Bom trabalho para você, Eliseu. Daqui a pouco a gente volta a conversar.
Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas. Deixa eu chamar o Roberto Mota, que é preciso olhar com muita atenção para a situação no Oriente Médio, para as falas de Donald Trump, falas duras. Inclusive, muitos entendiam que os Estados Unidos poderiam fazer um ataque nuclear, quando ele falou em dizimar uma população, ou a nação inteira poderia ser devastada. Muitos entenderam. Pois é, o cara.
O que farão os norte-americanos a partir dessa fala de Donald Trump? Você acha que é muito mais técnica de negociação do que outra coisa, Mota? Você lembra da história da Groenlândia, Caniato?
Você lembra da história do canal do Panamá? Pois é, eu vi uns comentários excelentes nas redes hoje, que eu vou reproduzir aqui. Donald Trump tem feito comentários exagerados há mais de uma década, especialmente nas redes sociais. Isso faz parte das técnicas de negociação. E mesmo assim, o mundo inteiro continua reagindo como louco às postagens de Donald Trump. Obrigado.
Agora, a verdade é que nenhum especialista, influenciador ou comentarista tem a menor ideia do que Donald Trump vai fazer essa noite. E como disse um comentarista das redes sociais, esse talvez seja o superpoder de Donald Trump, ainda manter todo mundo em suspense depois de todos esses anos.
Pois é, o que ele tem na mão? Será que ele vai descer as cartas? Se isso é interpretado por muitos como um jogo de pôquer? Deixa eu chamar o Bruno Musa, porque é preciso considerar um ataque descomunal dos Estados Unidos. Quando ele fala em dizimar uma população, a nação iraniana, muitos entenderam que ele poderia...
realizar um ataque nuclear, Bruno Musa? Mas lhe parece muito mais uma estratégia de comunicação para forçar o Irã a aceitar o acordo?
Me parece que sim. Acontece que ele vem mudando de opinião durante uma constância muito grande. E isso até favorece aquelas discussões a respeito do que ficou conhecido como taco, né? Trump always chickens out, ou seja, o Trump sempre foge, volta atrás, muda de ideia, arrega, em português, de rua, né? Mais informal.
Isso gera algum perigo. Estamos falando de uma região extremamente relevante, onde passa grande parte do fluxo de demanda de petróleo mundial como um todo, que agora está interrompido, mas o fluxo está correndo em alguma parte, até mesmo principalmente para a Ásia, de onde o Irã é o principal fornecedor.
Então, a coisa era bastante complexa, estamos aqui, o que o Elisão Caiteiro falou, eu tinha visto a imagem realmente de uma televisão em Israel colocando uma contagem regressiva. Me parece, agora começamos a ouvir algum tipo de acordo intermediado pelo Paquistão, veremos. Porque, de fato, tudo isso leva e escala para algo que é uma situação de piora generalizada para todo mundo.
Eu continuo achando, Caniato, que o que está por trás de tudo isso é a guerra pela matéria-prima da inteligência artificial. E quando eu me refiro à inteligência artificial, eu falo aqui a energia. Os Estados Unidos têm abundância em energia, em petróleo, em gás natural, que é o principal produtor exportador. O segundo é o Catar, mas muitas plantas estão fechadas e dizem que permanecerá por uns cinco anos, por conta de todo o ocorrido agora e de parte de destruição.
que aconteceu. E ele tem também o hélio, que é um importante produto para a refrigeração dos data centers de inteligência artificial. Não me parece à toa que ele atacou a China no canal do Panamá, que depois agrou a Inlândia para controlar a Rota do Norte. Agora, o Estreito de Hormuz. Vale lembrar que ele tem mais previsibilidade e segurança em contratos, o que atrairia investimentos de data center para os Estados Unidos e não para a região mais complicadas.
E ele tem saída para o Atlântico e para o Pacífico. E vizinhos, tanto ao norte como ao sul, que dificilmente entrarão em guerra, para não dizer impossível, com os Estados Unidos. Então tudo isso me parece ser a um custo muito alto, isso sim, claro, com diversos erros, diversas mudanças de estratégia ao longo do caminho, mas uma briga muito mais pela energia da inteligência artificial, que é a guerra final contra a China.
E o Irã é o meio, uma vez que ele controla o Estreito de Hormuz. Então, aqui você teria abundância de energia a preço mais barato nos Estados Unidos, com segurança e previsibilidade dos contratos e o controle da logística pela energia. Não estou fazendo juízo de valor. Estou tentando encontrar uma estratégia em meio a tudo isso, até onde pode chegar. Que, para mim, é esse cenário muito mais profundo do que simplesmente mudar o regime do Irã.
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Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados aqui com a gente em Os Pingos nos Is, a expectativa da comunidade internacional em relação ao prazo que foi estipulado por Donald Trump para o Irã aceitar ou não um acordo de cessar fogo e também reabrir o Estreito de Hormuz. Chama o Luiz Felipe Dávila.
Dávila vai trazer suas reflexões e também a figura do Paquistão, que fez um pedido adicional a Donald Trump, a extensão do prazo em duas semanas, para que esses atores possam avançar com, talvez, até alteração no...
projeto de, na proposta que foi firmada, redigida de cessar fogo e nesse processo de convencimento, né Davila? Mas enfim, todos acharam, muita gente achou exagerada a manifestação de Donald Trump quando disse que iria dizimar a nação iraniana. Muitos entenderam que ele estava o quê? Se referindo a uma bomba nuclear, uma arma nuclear, para falar em dizimar uma população inteira, né?
Uma reação exagerada, irresponsável, que não condiz com quem é presidente da maior potência econômica, militar e política do mundo. Quando você está no cargo de presidente dos Estados Unidos, não é apenas o interesse nacional que está em jogo.
É o interesse do mundo, é o interesse da ordem mundial. Por isso, espera-se de uma pessoa que está sentada nesta cadeira, que tenha ponderação, que tenha clareza na sua estratégia, evidentemente, mas que não coloque em risco o mundo inteiro, achando que, no fundo, esse tipo de ameaça é um tipo de jogo de videogame. Isso tem consequências dramáticas para o mundo.
como bem lembrou o Musa, na questão energética. Então, esperava-se de um presidente da República dos Estados Unidos uma atitude mais comedida, mais responsável e mais de acordo com a tradição da política americana. E não com uma postura de um governo ditador da América Latina. Parece esses ditadores de paizinho pequeno.
Então, isso causa tensão no mundo, não ajuda a melhorar a situação, e nós não podemos esquecer o outro lado, uma teocracia governada por fanáticos.
que estão acostumados ao sacrifício e que não têm medo de tamanha ameaça de Trump, porque acreditam que esta, no fundo, é uma guerra santa e que se tiverem que lutar contra o Ocidente ou contra Israel, vão lutar até o fim, até a morte. Então...
É uma conversa de malucos, é uma conversa de um país, uma teocracia de fanáticos e uma resposta irresponsável da maior e mais importante nação econômica, política e militar do mundo.
Pois é, daqui a pouco a gente vai voltar a tratar disso, inclusive o Cristiano Beraldo vai fazer a sua análise e quero lembrar que durante o jornal Jovem Pan e depois no programa Visão Crítica, trataremos e vamos acompanhar os desdobramentos ao vivo, trazendo as informações sempre ao vivo para você que nos acompanha. Agora... lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lembrar lem
De volta aqui ao Brasil, aos assuntos da nossa política, o Partido Liberal está realizando uma pesquisa interna para testar quatro nomes para o Senado por São Paulo. Vamos acionar o Misael Mainete, que está acompanhando essas movimentações. Misael, seja bem-vindo, uma ótima noite a você. Conta então para a nossa audiência quais são esses possíveis candidatos. São quatro, né? Quem são eles?
André do Prado, Gil Diniz, Mário Frias e são os nomes aí preferidos. E Renato Bolsonaro, que é o irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro do PL. Estes são os quatro nomes, Caniato. Muito boa noite para você e para todo mundo que acompanha os Pingos nos Is. Recebi uma informação agora e em pouco.
de que teriam batido o martelo e de que André do Prado seria um dos escolhidos para tentar a vaga no Senado por São Paulo. Lembrando que são duas cadeiras acirradíssima essa eleição para o Senado, ainda mais por São Paulo, e eles teriam batido o martelo. Conversei com o Valdemar Costa Neto, que é chefe do PL, e ele disse o seguinte, quem decide é Eduardo Bolsonaro ou Jair Bolsonaro.
André do Prado tem viagem marcada para os Estados Unidos para conversar justamente com Eduardo Bolsonaro. Então, primeiro, a gente segue falando dessa pesquisa, a gente tem esse bastidor, esse recorte e essa pesquisa interna que o PL está fazendo.
E que eles querem uma resposta até sexta-feira para testar a popularidade de quatro nomes. A gente falou então de André do Prado, ele, presidente da Alespe, sempre ali grudado com o Tarcísio de Freitas em todos os eventos, coletivas. Havia a esperança de que Tarcísio o escolhesse para tentar fazer uma chapa para a reeleição. Não aconteceu, Tarcísio ficou com Felício Ramut, que até mudou de partido, foi para o MDB.
e agora André do Prado tentaria uma vaga para o Senado. Outras fontes me disseram que o gabinete dele está até sendo desmontado, o que chama atenção, informações que a gente ainda está tentando confirmar.
Tem uma grande chance de ele ser um dos nomes aí do PL para tentar essa cadeira. Outros nomes nessa pesquisa interna, a gente tem Mário Frias, deputado federal, ele que é secretário de cultura da gestão Jair Bolsonaro. Também aparece o deputado estadual Gil Diniz, ele que também é do PL de São Paulo, uma figura...
que tem uma característica muito marcante de semelhança com os posicionamentos de Jair Bolsonaro, principalmente nas redes sociais, e o irmão do ex-presidente Renato Bolsonaro, que já é uma figurinha, vamos dizer, carimbada para tentar como deputado estadual.
Então, dito isso, essa pesquisa deve ficar pronta até sexta-feira e aí eles devem usar essa pesquisa apenas internamente. Mas fora essa pesquisa, o que aparece com mais robustez pela nossa cobertura, pelas nossas apurações...
É essa viagem que André do Prado vai fazer para falar com o Eduardo Bolsonaro e a possibilidade do próprio Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, tentar o Senado. Lembrando que Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, ele não está inelegível e até lá muita coisa pode acontecer, a gente sabe, mas estes são os dois grandes nomes de peso do Partido Liberal. Lembrando que...
A corrida é acirrada, a gente tem uma, né, já tem pesquisas aí que indicam uma força muito grande, por exemplo, na oposição para Simone Tebet. A gente também tem a questão de Marina Silva pela rede sustentabilidade.
E Guilherme Derrite, pelo PP, tem uma série aí, né, de candidatos para tentar essa vaga, essas duas vagas tão importantes. Conforme a gente for conseguindo apurar, a gente vai trazendo mais detalhes aqui nos Pingos nos Is. Tem reportagem também lá no site da Jovem Pan, é só acessar jovempan.com.br. Caneato?
É isso aí, porque o Misael quer ficar em primeiro lugar nas notícias mais lidas do portal da Jovem Pan. Valeu, Misa, bom trabalho para você. Grande abraço. Deixa eu chamar os nossos comentaristas. Começar essa com o Cristiano Beraldo, o Partido Liberal testando quatro nomes para o Senado aqui em São Paulo. Agora, Beraldo, digamos, o candidato ou o pré-candidato.
que ganhou tração nas últimas semanas da direita ao Senado, foi o nome de Guilherme Derriti, que estava no PL, foi para o PP e ele é o nome que está sempre entre os três primeiros.
Espera só um minutinho. Acabaram de me passar uma informação, Beraldo. Registro importante para vocês que acompanham a programação da Jovem Pan. Só confirmem, os Estados Unidos adiaram por duas semanas os ataques ao Irã. Então, a informação que trouxemos há pouco...
O Paquistão tinha feito um pedido para que Donald Trump reavaliasse o ataque e ampliasse o prazo para duas semanas. Então, ao invés de determinar o prazo para a resposta do Irã até nove horas da noite de hoje, houve então uma suspensão do ataque e ampliação do prazo em duas semanas. Esse foi um pedido feito pelo Paquistão. Quem trouxe a informação há pouco...
Foi o nosso repórter Eliseu Caetano, diretamente dos Estados Unidos. E agora sim, a confirmação, Donald Trump, presidente norte-americano, suspendendo os bombardeios que poderiam acontecer a partir das nove horas da noite de hoje, horário de Brasília, caso o Irã não aceitasse.
o acordo de cessar fogo e também não reabrisse o estreito de Hormuz. Informação quente que acaba de chegar à redação da Jovem Pan News. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo, que o Beraldo ia fazer justamente a análise, a reflexão a respeito ainda da dúvida e agora a confirmação, a suspensão dos bombardeios ao Irã e a ampliação do prazo em duas semanas. Então, hoje a população iraniana não será dizimada, Beraldo.
Pois é, Caniato, é um jogo de xadrez difícil, desafiador, mas o mundo precisa ser reorganizado. É importante a gente dizer que o mundo estava caminhando, ou está ainda caminhando, para...
um lugar muito complicado, porque você tem um reequilíbrio de forças e a força militar, a força econômica, ela estava se movimentando de uma forma muito livre, acelerada, no caminho da China, no caminho da Rússia, no caminho até do próprio Irã, porque vejam só.
Quantos anos ou décadas o Irã financiou o terrorismo no mundo? Financiou grupos terroristas que trazem instabilidade para o mundo inteiro? Isso não é aceitável, isso não é razoável.
Há uma lógica por trás de tudo que Donald Trump está fazendo. O próprio Estados Unidos, com a sua população de mais de 300 milhões de habitantes, uma economia que já foi muito mais forte do que é hoje, com desafios internos muito grandes, até da própria...
mão de obra, com a revolução que está sendo trazida pela inteligência artificial, até o próprio exército norte-americano, que hoje já não precisa mais daqueles milhares de soldados, porque as guerras estão sendo travadas em quarto, com ar-condicionado, telas de computadores e drones extremamente eficientes. Então, toda a dinâmica mundial está mudando.
E o que o Donald Trump está fazendo é redistribuir essas peças no tabuleiro. E é importante que isso seja feito. É óbvio que vem todo o desgaste das suas declarações. Então ele fala uma coisa, depois ele volta atrás, aí ele vai, avança um pouco e volta. Enfim, isso tudo gera...
uma estabilidade talvez maior do que deveria, mas o fato concreto é que essa redistribuição das peças é fundamental para que o mundo se reorganize. A China está no caminho de tomar Taiwan, isso é um fato concreto. Os Estados Unidos dependem de muita coisa da China, depende de muita coisa de Taiwan. A Rússia está ali invadindo a Ucrânia.
tentando dominar aqueles territórios, aparentemente parte desses territórios não voltarão mais a ser de soberania da Ucrânia, e os próximos movimentos aconteceriam de forma natural. Então tudo isso precisa ser contido, o mundo precisa ser reorganizado.
O desgaste de Donald Trump vai sempre ocupar as manchetes, mas, no fundo, o resultado das suas ações me parecem positivos para todo o contexto mundial do futuro, das próximas décadas, não de amanhã. Mas eu acho que tudo que está acontecendo hoje era importante que acontecesse.
É isso, Jovem Pan urgente, breaking news na programação, Donald Trump suspendendo os bombardeios em duas semanas, concordando, inclusive, com a proposta que foi apresentada pelo Paquistão. Deixa eu chamar o Roberto Mota, que levantava essa possibilidade, inclusive essas surpresas, muitas vezes, promovidas por Donald Trump. Está aí, Mota, a resposta chegou antes do programa terminar. O microfone está fechado.
Caniato, isso é que é comentarista em tempo real, né? Nós contamos aqui e aconteceu. Pois é, o tom catastrófico, apocalíptico, sombrio de Donald Trump.
atingiu o resultado. E realmente muita gente ficou preocupada. Eu tenho um amigo querido que me mandou agora há pouco, antes de começar o programa, as previsões dele que ele fez usando inteligência artificial extremamente sombria para o efeito de um bombardeio pesado dos Estados Unidos com retaliação do Irã. Isso teria o potencial de aniquilar toda a produção de petróleo naquela região.
com consequências absolutamente catastróficas no mundo inteiro. Ninguém escaparia disso, nem nós aqui, porque quase tudo que nós consumimos depende de combustível originado do petróleo.
Ainda bem que isso era, como a gente adiantou aqui, uma estratégia de negociação de Donald Trump. Agora, não vamos ter nenhuma ilusão. Esse problema do Irã não desapareceu. O Irã continua sendo um regime ditatorial, teocrático, fascínora, assassino e com uma obsessão, entre outras coisas, em destruir Israel e estender a sua guerra para o mundo inteiro.
Agora, o mundo tem que reconhecer esse problema e aprender a lidar com ele, principalmente os líderes europeus que pegam carona no poder dos Estados Unidos, mas querem a garantia do seu suprimento de petróleo.
O ultimato de Donald Trump foi adiado em duas semanas, só que ele condiciona, inclusive, o acordo, a abertura do Estreito de Hormuz. É importante destacar isso. Deixa eu só passar para o Dávila. Quero escutar o que o Dávila tem a dizer a respeito dessa posição de Donald Trump, mas tem também aquela avaliação que muitos fazem.
Aquele que ameaça sempre, mas não cumpre a palavra, da próxima vez, será que a palavra não perde, ou a ameaça não perde credibilidade, Dávila?
Essa não vale para Donald Trump, porque a sua imprevisibilidade é a única coisa constante nos seus atos. Por isso, fazer essa aposta contra o Donald Trump é muito arriscado, porque uma hora ele faz, como provou que fez aqui no caso da Venezuela. Então, não é uma boa aposta ser feita. O fato é que eu não acredito que em duas semanas vai resolver a questão dos treitos de hormus.
Porque, de novo, não é com este tipo de atitude, e estamos falando aqui, todos nós já reiteramos, que o Irã é uma teocracia de fanáticos que não vai atuar de acordo com pressão. Eles têm uma questão de fundamento religioso que é muito mais complicado do que parece. Então, não me parece uma estratégia de que ameaçar, destruir o país vai resolver a questão.
Então eu entendo que nós precisamos descobrir outros meios. Quem sabe envolver o Paquistão, como conseguiu essa primeira vitória, possa ser talvez um caminho estreito, mas um primeiro caminho para se ter um mínimo de diálogo.
para fazer com que esta crise no Oriente Médio diminua com a reabertura do Estreito de Hormuz. Nós temos que pensar o seguinte, o objetivo principal de curto prazo agora é a reabertura do Estreito de Hormuz. Se isso fizer, a coisa acalma muito no Oriente Médio.
Agora, se isso não sair do papel, nós vamos continuar vivendo dias perigosos no Oriente Médio e no mundo, porque o que acontece lá afeta a vida de todas as nações. Sem dúvida. Deixa eu passar para o Bruno Musa. O Bruno também vai compartilhar o que ele pensa a respeito dessa decisão tomada por Donald Trump. Mas só para ilustrar para a nossa audiência, Musa, eu vou ler um trecho.
da manifestação de Donald Trump na rede social dele, na Truth Social. Ele disse o seguinte, aprendo aspas, para o presidente norte-americano. Com base nas conversas com o primeiro-ministro do Paquistão, nas quais me solicitaram que suspendesse o envio de forças destrutivas ao Irã esta noite, e desde que a República Islâmica do Irã concordasse com a reabertura completa, imediata e segura do Estreito de Hormuz,
concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas. Este será um cessar-fogo bilateral. A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares. Estamos muito avançados em um acordo definitivo sobre a paz.
a longo prazo com o Irã e a paz no Oriente Médio. E aí tem outros destaques também nessa longa manifestação de Donald Trump na rede social dele. Você, Bruno Moussa, parece a saída mais sensata, duas semanas, um prazo adequado para os países alcançarem esse acordo?
Eu espero que sim, Caneto, porque como eu falei, é um jogo de perde-perde para todos. Realmente o regime do Irã, desde a sua volta, em 1979, depois da Revolução Islâmica, é um regime autoritário, um regime sanguinário, um regime ditatorial, que esse sim oprime toda a sua população ou grande parte dela. Portanto, isso precisa ser endereçado e essa mudança...
precisa vir de dentro, como mostrou grande parte da população há pouco tempo que quer essa mudança. Repito, um regime autoritário e sanguinário, ponto final. Mas para tirá-lo de lá, ou para conquistar o Estreito de Hormuz, como tem sido colocado, ele precisa realmente de uma estratégia mais profunda.
Não é tão fácil retirar de lá do Irã esse regime autocrático durante décadas como foi, por exemplo, de Nicolás Maduro na Venezuela. Então, aqui há algo muito mais profundo do que na Venezuela como um todo.
o mundo inteiro sente. A economia pode realmente entrar em retrocesso. Nós vimos grandes choques do petróleo em 73, em 79, que levaram, inclusive, a alta dos juros nos Estados Unidos nos anos 80, que chegou até 20%, e Brasil e México, com grande parte da sua dívida na época em moeda estrangeira, tiveram que decretar moratória. Então, hoje, com a economia integrada e com a necessidade de petróleo numa cadeia amplamente ligada,
Essa possibilidade se torna concreta, ou seja, uma recessão, uma estagflação em pouco tempo. Portanto, sim, me parece acertado tudo isso e a gente precisa ver algum caminho que seja mais objetivo para definir de uma vez por todas. Eu concordo com o Dávila, a situação é muito mais complexa do que parece e não será em duas semanas que isso, de fato, será resolvido. Mas, de fato...
A falta de previsibilidade, ela traz consequências muito severas.
Pois é, a gente segue acompanhando todas as movimentações, essas articulações. Deixa só a direção me confirmar se eu peço mais uma análise para os nossos comentaristas. Então, deixa eu passar para o Cristiano Beraldo. Você, Beraldo, quando o Donald Trump exige a abertura do Estreito de Ormuz, ele coloca um elemento comum a muitos países, um elemento que mexe com a economia. E essa lhe parece uma...
Pressão que pode fazer com que o Irã acabe cedendo e feche o acordo de paz com os Estados Unidos, porque se fosse somente na retórica ou se apoiasse na defesa, por exemplo, de Israel, talvez um entendimento fosse outro. Agora, exigir a abertura do Estreito de Hormuz, essa é uma defesa de muitos países.
Pois é, mas é interessante porque o Irã não vem demonstrando preocupação em relação aos próprios países árabes com os quais o Irã sempre manteve algum tipo de relação estável, digamos assim, pacífica talvez.
Mas o Estreito de Hormuz impacta, ele leva os efeitos dessa guerra de forma muito imediata para o mundo inteiro, porque os 20%, um pouco mais de 20% do petróleo mundial que transitam pelo Estreito de Hormuz...
não estando disponíveis para consumo nas refinarias do mundo, isso tem um impacto de alta de preço para todo lugar. O Brasil é um caso à parte, porque o Brasil está sentindo uma alta expressiva do preço dos combustíveis, não por causa da guerra, mas sim por causa da incompetência, da malandragem e da corrupção dentro da Petrobras, a falta de projeto.
para que o Brasil use as suas reservas de petróleo de forma estratégica. É um outro problema. Mas o mundo civilizado, coisa que o Brasil já não é mais, sofre porque tem um mercado dinâmico, um mercado que vai demandando essa oferta de petróleo de forma estável. Portanto, exigir que seja reaberto o estete de hormônio é trazer um alívio.
para os países do mundo inteiro, tanto aliados dos Estados Unidos e de Israel, como aliados do próprio Irã. Então, Caniato, esse grande trunfo que o Irã possui, que é o controle do Estreito de Hormuz, ele agora também será repensado, depois dessa guerra, como resolver isso.
E talvez a gente até veja a construção de um canal por dentro do Emirado dos Árabes para tirar do Irã essa prerrogativa, essa arma geopolítica de controle desse trecho tão estratégico para a navegação mundial. Pode ser que dutos sejam construídos, soluções serão pensadas para que isso não volte a ser um problema. Eu não tenho a menor dúvida disso, mas nesse momento...
A reabertura e a manutenção da navegação no Stedior Muz é fundamental para o funcionamento do mundo de forma equilibrada.
Uma rápida parada para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, inclusive é importante destacar o seguinte, os Estados Unidos vão sediar a Copa do Mundo. Caso houvesse esse ataque ao Irã, o país ficaria muito suscetível, por exemplo, a ataques terroristas.
É importante também considerar os cálculos que vêm sendo feitos pelos Estados Unidos em relação ao que viria na sequência de um ataque ao Irã. A gente vai trazer as reflexões com os nossos comentaristas daqui a pouquinho, na sequência, porque agora eu tenho um recado para você que acompanha a programação. Uma breve pausa aqui em Os Pingos nos Is para uma correção.
No dia 4 de março deste ano, nós noticiamos a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um esquema bilionário de fraudes do Banco Master, liderado por Daniel Vorcaro. Naquela ocasião, durante análises sobre a atuação de Vorcaro, que buscava dar legitimidade ao esquema e buscar fundos,
O comentarista Bruno Musa afirmou que o banqueiro teria captado investimentos junto ao Instituto de Previdência dos Servidores Municipais da cidade de Conchal, no interior de São Paulo, a Conchalprev. A informação trazida pelo comentarista não procede. A entidade afirma que não possui qualquer tipo de investimento ou recursos aplicados no Banco Master e não aparece em nenhuma apuração da Polícia Federal.
Por esse erro, nós pedimos desculpas e reiteramos o nosso compromisso com a veracidade dos fatos e o respeito pela nossa audiência.
Deixa eu seguir trazendo as análises e reflexões dos nossos comentaristas a partir da decisão tomada por Donald Trump. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. Dávila, quais são os cálculos necessários que devem estar sendo feitos pelas autoridades dos Estados Unidos e, obviamente, com...
a anuência de Donald Trump a partir desse adiamento. São duas semanas para que avancem com o processo de cessar fogo, mas tem a questão que envolve a economia mundial e a pressão que muitos países estão fazendo para a reabertura do Estreito de Hormuz. Essa talvez seja a principal pauta e talvez o que poderá determinar o ponto final nesse conflito?
Peniato, este conflito é complicado porque como se trata de uma ditadura de fanáticos e um presidente imprevisível, o mundo não confia nessa interlocução. Não dá para conversar nem com Donald Trump, nem com Irã.
Então, o que o mundo começa a fazer é descobrir artérias para não depender mais do estreito de Hormuz. É este o movimento hoje dos países do Golfo. O Cristiano Beraldo acabou de resvalar nesse assunto e, para mim, é o assunto mais importante. Está claro para os países do Golfo que não dá mais para depender do estreito de Hormuz. Isto é um enorme...
risco para os países. Então, tem lá a Arábia Saudita pensando no porto, no aumentar instalações do seu porto no Mar Vermelho, tem a União dos Estados... Outros países, eu sei, acho que é o UMAN que está pensando em alguma coisa também, no DUM, como é que é? DUM ou SHORAR ponto, que é um ponto lá específico que eles estavam estudando.
Então, esses países estão pensando em como não depender mais do Estreito de Hormuz. Ou seja, esse rearranjo da ordem mundial, agora já que não dá mais para confiar no fortão grandão, cada um tem que tomar conta do seu próprio destino. E o seu próprio destino hoje é não depender de países imprevisíveis, como é o caso da ditadura iraniana.
Então, Caniato, eu entendo que é por aí que vão encontrar uma solução definitiva. E não será por meio de acordo com o Paquistão, Estados Unidos ou Irã, que teremos uma solução definitiva para a questão do Estreito de Hormuz. Pois é, Beraldo e Dávila falaram. Toque final agora do Mota e do Musa. Você, Mota, o que devemos esperar a partir dessa decisão de Donald Trump, pelo menos nas próximas duas semanas? Trinta segundos.
Nós teremos ainda dias difíceis pela frente. O problema não foi resolvido, apenas foi adiado. O dilema do Irã continua o que sempre foi. É um regime totalitário, fascínora, inaceitável. E o Ocidente tem que encontrar uma solução definitiva para ele. Toque final, 30 segundos, você, Bruno Musa.
perdemos o contato com o Bruno Musa, não tem problema, só quero lembrar a nossa audiência que vocês fiquem na sintonia da Jovem Pan News, na sequência tem o Jornal Jovem Pan trazendo todas as atualizações, as informações, a decisão de Donald Trump, as consequências, as muitas manifestações e depois do Jornal Jovem Pan, eu estarei no Visão Crítica com convidados especiais, vamos analisar essa situação e o que devemos esperar nessas próximas duas semanas.
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Lembrando também que nós publicamos a enquete do dia a respeito do tema que trata do endividamento, o que mais contribui para o endividamento das famílias brasileiras. Curiosamente, as pessoas entendem que o que mais contribui é a taxa de juros alta, 41%. Muito obrigado a todos que entraram na nossa enquete e votaram. Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Estarei mais tarde com você. Tchau.
A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan