Lula pode desistir da eleição / Crise na direita expõe rachas
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (06):
O avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas e o aumento da rejeição ao presidente Lula (PT) abriram, nos bastidores do governo e do Partido dos Trabalhadores, o debate sobre a possibilidade de o petista não disputar a reeleição. Interlocutores do Planalto afirmam que a substituição já não é tratada como improvável, e nomes como Camilo Santana (PT-CE) e Fernando Haddad (PT-SP) aparecem como possíveis alternativas.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu racionalidade após uma nova troca de críticas entre aliados da direita envolvendo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A declaração ocorre depois de ataques feitos por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros aliados, que acusaram Nikolas de desrespeitar a família Bolsonaro e falaram em traição.
A troca de críticas entre Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Jair Renan Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) expôs um novo atrito entre aliados da direita. Após os ataques, Michelle Bolsonaro compartilhou uma publicação de Nikolas nas redes sociais, gesto interpretado como apoio ao parlamentar.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou que o PT “roubou o futuro do Brasil”. A declaração foi feita em entrevista à Jovem Pan, em que ele também defendeu a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o principal desafio nas eleições de 2026 será garantir resultados concretos e evitar o retorno do populismo.
O governo do presidente Lula (PT) prepara um projeto de lei para acabar com a escala de trabalho 6x1 no Brasil. A proposta prevê jornada de 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário. O texto deve ser enviado ao Congresso Nacional com urgência constitucional e pode se tornar um dos principais debates trabalhistas no país.
Para tentar recuperar seu capital político, o governo do presidente Lula (PT) prepara um pacote de medidas que inclui redução no preço do combustível, do gás de cozinha e renegociação de dívidas dos brasileiros. Segundo estimativa do portal Poder360, o conjunto de ações pode ultrapassar R$ 400 bilhões.
Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Daniel Caniato
Bruno Musa
Cristiano Beraldo
Luiz Felipe Dávila
Roberto Mota
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Os Pingos nos Is, Jovem Pan. Olá, tudo bem com você? Seja bem-vindo, começando mais uma edição do programa Os Pingos nos Is, os assuntos importantes do dia, da semana, sempre contando com as análises, as reflexões, as discussões com os nossos comentaristas.
Eu sou Daniel Caniato e você é o nosso convidado especial. O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o aumento da rejeição à Lula abriram nos bastidores do PT e do governo o debate sobre a possibilidade do petista não disputar a reeleição neste ano.
Interlocutores do Planalto, que foram ouvidos pela nossa produção da Jovem Pan, confirmam que a substituição do presidente no pleito não é mais tratada como improvável, impossível. Os nomes de Camilo Santana e Fernando Haddad já são testados nesse cenário e são bem aceitos pela legenda para uma eventual substituição mais imediata.
chamar os nossos comentaristas. Vamos começar essa rodada com Luiz Felipe Dávila. Dávila já está a postos, vai trazer suas análises e reflexões. Dávila, seja bem-vindo. Ótima noite, excelente semana. Já nos bastidores, Lula sendo tratado como uma figura que poderia desistir do pleito eleitoral. Nomes já estariam sendo aventados, inclusive, dentro do Partido dos Trabalhadores. Bem-vindo.
Boa noite, Caniato, Mota, Beraldo, Mousa e a nossa querida audiência. Isso mostra como a eleição é dinâmica, Caniato. Veja só, Lula começou a cair nas pesquisas, mostrar sinais de fragilidade.
E o que ele não quer é perder a eleição para Flávio Bolsonaro. Conforme esta nova realidade se afirma, Lula começa a pensar em ter uma desculpa para não disputar a eleição e terminar a sua carreira política não sendo derrotado por Flávio Bolsonaro. Isso mudaria completamente o jogo das eleições.
Por isso, já começa a dar frio na barriga de Lula de que a possibilidade de perder, que parecia remota lá atrás, tornou-se provável, principalmente pelo alto índice de rejeição, fruto de um governo que causou o recorde de inadimplência e faz com que mais de 80% da população esteja endividada.
Vou passar para o Bruno Musa. Quero trazer, inclusive, uma análise que o Bruno Musa, acho que foi um dos primeiros a discutir essa possibilidade. Embora muitos dissessem, não, não, acho pouco provável que o PT lance um outro nome, o Musa já falava, isso está sendo discutido e aventado dentro do PT e dentro do governo federal. Musa, seja bem-vindo, que precisamos considerar a partir dessa, por enquanto, possibilidade.
Muito boa noite, Caniato. Uma ótima semana a todos nós. Mota, Davi, Laberaldo, todos que nos ouvem. Veja, o que eu estava fazendo ali é mais um pouco do que a gente faz diariamente dentro aqui do mercado financeiro. Questionar riscos e retornos. Claro que dentro da política esse jogo não é tão simétrico, muitas vezes é completamente assimétrico, até porque passa por jogo de poder, por uma emoção muito mais envolvida e por fatores exógenos que muitas vezes...
nós não controlamos na grande maioria. Mas eu tentei trazer alguns pontos aqui, ponderar algumas dessas análises risco-retorno, como eu falei, que a gente faz diariamente aqui nas alocações. O que significa isso? Eu comecei a pontuar alguns tipos de matérias e falas que vinha havendo dentro do próprio PT.
Ou não necessariamente dentro do PT, mas no entorno do Lula. Como, por exemplo, da agora ex-ministra Simone Tebet. Quando ela disse que um próximo governo, seja ele qual for, não governa com esse arcabouço. Qual é o arcabouço fiscal que ela se referia? O criado pelo PT.
que ele mudou a regra por três vezes e não cumpriu a regra em nenhuma das vezes. Acabou o Sueste que ele criou, ele alterou a regra e ele não cumpriu. Por quê? Por um fator simples. É matematicamente impossível cumprir aquilo que ele prometeu com o que ele desenhou. Dito isso, me parece que o que ela falou era óbvio. Teremos uma crise no final de 2027, onde a máquina pública para. Palavras dela. Porque acaba o espaço do orçamento.
Somado a isso, nós temos a idade do presidente Lula. Somado a isso, nós temos o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, mostrando que ele poderia perder para o seu principal oponente. Claro que não era o Flávio, mas um Bolsonaro.
O que eu quero dizer aqui, e esse último fator do Flávio ainda não era nenhuma realidade quando nós começamos a pontuar isso aqui, é que mensurar essa possibilidade de Lula perder na última eleição da sua vida me pareceria um risco bastante alto, onde para ele seria muito mais fácil se vitimizar por algum fator que será criado, seja uma inelegibilidade pelo que saiu no carnaval ou qualquer outra coisa que se crie.
E ele já teria, nessa análise, o discurso pronto. No primeiro mandato, eu tirei o Brasil da pobreza. No segundo mandato, eu incluí o Brasil no mundo. No terceiro mandato, eu salvei a democracia. Claro que contei toda ironia aqui no meu comentário, mas seria um discurso para ele se vitimizar por um fator externo de uma falta de democracia, entre aspas, no país, que o impediria de concorrer.
E ele se colocaria como vítima para os seus eleitores, para o seu partido e deixaria o caminho livre para um outro. Portanto, me parece mais óbvio esse caminho. Agora começa a ficar ainda mais claro.
Pois é, acho que o Mota também está conectado. Mota, seja bem-vindo, ótima noite a você. Qual lhe parece o cálculo do PT ou da esquerda para um pleito sem Lula? É mais no sentido de preservar a imagem de Lula? Poxa, tantas vezes presidente da República. Ou tornar a chapa mais competitiva porque agora não está performando bem nas pesquisas? Bem-vindo.
Para a gente responder essa pergunta, a gente tem que fugir do óbvio, Caniato. Boa noite a você, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência. Eu acho que essas avaliações sobre a situação do PT são precipitadas. Primeiro, porque estão subestimando o apego do PT ao poder.
Segundo, porque estão fazendo uma equivalência entre derrota nas eleições e derrota política. Mas essas são duas coisas diferentes. Em 2018, o PT perdeu nas urnas. Mas como ficou comprovado depois, ele ganhou a hegemonia em todas as instituições. Então esse pode, muito bem, ser o plano B do PT.
Deixa a direita ganhar, mas não deixa ela governar. É interessante essa análise do Motta. Deixa eu chamar o Cristiano Beraldo. Nós falávamos também sobre essa possibilidade nos últimos encontros. O Beraldo participou, inclusive, nos últimos dias aqui no estúdio em São Paulo. E o Beraldo também fazia reflexões a respeito das postagens do presidente Lula, sempre vendendo uma imagem de uma pessoa muito saudável, que faz academia.
que acaba participando de churrascos com a esposa, enfim. Uma vida além do gabinete, né, Beraldo? Dá para conectar também essas situações à possibilidade de ele não disputar? Bem-vindo. Pois é, boa noite, Keniato, boa noite, Mota, Davi, Lamusa, boa noite, audiência que prestigia diariamente os pingos nos is.
Realmente, Caneto, falávamos na semana passada e eu manifestava essa minha preocupação ou constatação de que, em geral, quando se começa a postar vídeos de uma pessoa que já está aí nos 80 anos de idade fazendo exercícios, sempre querendo passar o vigor físico, isso mostra uma preocupação do lado deles.
de ter uma imagem de um candidato que está gozando do pleno vigor físico. E a gente se pergunta, mas por que isso virou um assunto? Por que isso virou uma preocupação? E, em geral, a gente vai descobrir que quando essas coisas acontecem é porque quem vive na intimidade, no convívio diário do candidato, está vendo que ele não está bem.
E é natural que alguém com histórico de vida de Lula realmente chegue aos 80 anos querendo um outro tipo de dinâmica. Afinal de contas, não é fácil lidar com a rotina da presidência da República, que exige muito. Não é fácil lidar com os efeitos colaterais de um tratamento de câncer.
especialmente não é fácil lidar com os efeitos de quase dois anos no cárcere. Lembrando que quando Lula assume esse terceiro mandato, segundo os relatos que são fartamente feitos por pessoas próximas a Lula ou que foram próximas a Lula ao longo da vida,
ele se isola e mantém no seu entorno muita gente que vem ali, que estava com ele na época do cárcere. Pois bem, com esta dinâmica, supor que Lula já não está com a saúde necessária para enfrentar com vigor mais uma eleição, é bastante razoável e seria compreensível. Só que tem um outro fator.
que é justamente a possibilidade de Lula, do PT, não ter votos para ganhar essa eleição, porque as pessoas podem ser enganadas por muito tempo, mas elas não podem ser enganadas para sempre. E a vida das pessoas piorou demais. Quem foi eleito prometendo a fartura da...
cerveja da picanha entregou um país com mais de 80 milhões de inadimplentes. Isso tem um peso muito grande. Com a guerra no Irã, a gente obviamente tem uma pressão inflacionária que vai dar essa sensação de empobrecimento ainda mais aguda.
E vai ser difícil para o PT ganhar essas eleições. Mas eu queria terminar só fazendo aqui uma ressalva do meu ponto de vista, a fala do Mota. Mota, quando você coloca essa possibilidade como estratégia do PT, eu acho que é preciso considerar que existe a questão da vaidade, da certeza de que eles são melhores, de que eles têm os votos, de que eles têm um histórico.
que o povo não quer o fascista, que o povo quer é ficar no entorno de uma candidatura da esquerda, e Lula conseguiu ser ele a única candidatura da esquerda. Então, eu não acredito, por tudo que tenho visto, que um pensamento pautado pela racionalidade, feito com os pés no chão, tem sido uma rotina dentro do Palácio da Alvorada.
Pois é, deixa eu retomar com Luiz Felipe Dávila, que tem uma questão que envolve, né, Dávila? Uma figura que poderia substituir Lula. Caso haja um entendimento dentro do Partido dos Trabalhadores, ok, vamos pensar em um outro projeto, a jato, né? Lula não quer participar, entendemos que não é o melhor nome. E aí, quem foi o nome trabalhado nos últimos meses? Seria Fernando Haddad ou dá pra tirar alguém da cartola?
Os dois nomes cotados hoje é Camilo Santana, ministro da Educação, que parece um nome palatável, e Haddad. Haddad está muito queimado, o seu péssimo desempenho ao Ministério da Fazenda, aquela imagem de que ele podia ser uma pessoa mais moderada, mostrou um ministro incapaz de conter os arroubos populistas de Lula. E ainda mais, se não, justificando.
E este é a razão pela qual o PT deve perder a eleição. Nós temos hoje, Caniato, a maior inadimplência da história do Brasil. Mais de 81 milhões de brasileiros estão endividados. Isso é recorde. O maior número de empresas...
inadimplentes na história do país. A volta da inflação por causa, sim, da guerra, mas principalmente por um governo que fica despejando dinheiro, achando que pode artificialmente aumentar a demanda sem causar inflação, o que mostra absoluta ignorância de temas econômicos.
Então, um Brasil que cresce pouco, inflação e maior número de inadimplentes, além da segurança pública, que é um desastre, e a volta da corrupção, qual é a boa notícia? Como é que o governo vai mostrar que fez alguma coisa importante? Então, a chance desta rejeição a Lula continuar a crescer é enorme.
Por isso, o PT pode buscar um outro candidato, e não importa se vai ser Haddad ou Camilo Santana. O fato é que qualquer outro candidato petista esvazia o discurso da polarização, porque a polarização é Bolsonaro versus Lula. Se tira Lula, bom, aí é uma outra história, uma outra novela. Não existe mais aquela...
aquela polarização imaginada no passado. E isso pode realmente mudar hoje a eleição, inclusive. Porque muito do voto hoje do Flávio Bolsonaro, não só porque ele foi o candidato da direita que decolou rapidamente, mas é justamente porque ele é visto como aquele capaz de derrotar Lula.
Agora, se o adversário não é mais Lula e começa a mudar os números, pode mudar também as preferências e a eleição na direita. Então, muda completamente as figuras do cenário político eleitoral com a eventual saída de Lula da corrida presidencial.
A gente vai seguir acompanhando essas movimentações, só que tem vários outros destaques no dia de hoje. Após Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e outros aliados protagonizarem mais uma onda de ataques contra Nicolas Ferreira, Flávio entrou no jogo para cobrar racionalidade da oposição.
O pré-candidato à presidência afirmou que o inimigo está do lado de lá. Além de ressaltar que todos saem perdendo com essas confusões e na legenda da postagem, Flávio declarou ser um momento de pedir pacificação e união da direita, da oposição. A gente tem, inclusive, esse trecho. Vamos acompanhar.
É muito angustiante ver lideranças do nosso lado se digladiando enquanto a gente tem um país para resgatar e o inimigo não está aqui. Está do lado de lá. Esse é o tipo de confusão que não tem vencedor. Todo mundo sai perdendo. Cada um tem os seus motivos, as suas mágoas, tem o direito de se defender do que acha que é agressão ou provocação do outro, beleza? Mas cada um tem o seu tempo.
Pessoal, a partir de agora, todos nós temos que focar em um só objetivo. Bora olhar pra frente. Aí, Flávio cobrando racionalidade, ele demonstrando ser uma pessoa bem moderada. Deixa eu passar pro Roberto Mota, pra analisar essa situação. Mota, esse tipo de confusão, esse tipo de briga, não tem vencedor. Análise de Flávio Bolsonaro. O que tem acontecido com alguns integrantes da família e da direita.
eu não vejo nada demais nisso, Caniato, isso são coisas normais da política, cada um tem a sua visão pessoal do que é a melhor estratégia, de qual é o melhor caminho, dentro da direita existe essa diversidade, e é lógico que cada um tem a sua ambição pessoal, cada um tem os seus planos próprios, e isso é da natureza dos bons políticos.
Nessa confusão toda, ninguém tem razão e todo mundo tem razão. O Nicolas é um talento excepcional da nova política. O Eduardo fez e continua fazendo um trabalho importante nos Estados Unidos. E Flávio Bolsonaro é o candidato favorito às eleições. Esse é o resumo e segue o jogo.
Chama o Bruno Musa, o Bruno também tem acompanhado essas manifestações e Flávio entrando como se fosse um juiz, o árbitro, pedindo que essas figuras acabem refletindo, cobrando racionalidade, inclusive apontando o dedo, o inimigo está do outro lado, vamos maneirar aqui, vamos nos atentar àquilo que é mais importante.
Eu vou muito na linha do que o Mota falou, acho que ele super bem colocou ali, que acredito que cada um tem as suas diferenças. Todos nós temos diferenças, por mais que pensemos igual, você pensa parecido com a sua esposa, com o seu amigo, mas há divergências, são naturais isso. Apenas eu acho que num momento tão estratégico e tão importante, e teve a ver com a primeira pergunta que eu fiz na semana passada, quando tivemos a oportunidade de falar com o Ronaldo Caiado, aí nos estúdios da Jovem Pan, que foi justamente...
Será que teremos uma estratégia melhor, não de não termos divergências dentro da direita, mas de sabermos arquitetar melhor essas diferenças? Será que a gente consegue discutir internamente, sem que crie rusgas externas, para que o inimigo, a oposição aqui, consiga aproveitar brechas deixadas por uma vulnerabilidade, às vezes de uma discussão, que ela deve acontecer até para o bem e para o desenvolvimento da direita.
O ser humano só cresce e evolui quando há discussão e debate, respeitoso, mas debate, mas não vejo necessidade que isso se externalize, ou seja, que se torne público absolutamente tudo. Talvez seja uma das características do mundo digital, mas eu acho que devemos ter estratégia com relação a isso. Repito, as divergências são normais, elas devem existir para o bom funcionamento da direita e para a evolução dos debates. Afinal de contas, são ideias que estão ainda nascendo.
olhando o seu ponto de vista da história do Brasil. Mas é importante que isso seja feito de uma maneira estratégica, ainda mais se tratando de um ano onde, para mim, as eleições, tanto do Executivo como do Senado, sejam talvez uma das mais importantes do Brasil.
Pois é, chamar o Cristiano Beraldo. Beraldo, dá para a gente medir o quanto um episódio como esse acaba dividindo o público, dividindo o eleitorado? Você acha que, na verdade, no final das contas, todo mundo vai votar no Flávio? E isso acaba sendo só uma perfumaria, uma espuma?
Pois é, Caneta, é importante a gente separar as coisas, né? Vamos imaginar do ponto de vista do eleitor para presidente. O eleitor está observando que existe essa rusga entre Eduardo Bolsonaro e Nicolas Ferreira. Porque se não houvesse rusga, se houvesse ali uma convivência minimamente respeitosa, um teria passado a mão no telefone para falar com o outro.
E teriam resolvido, se o comentário feito no X fosse inadequado, aquele que teria sido alertado teria simplesmente apagado o comentário e vida que segue. Estão todos ali unidos em prol de um projeto único. Mas a realidade é que vai sendo demonstrado, não só por esse episódio, mas por tanto...
dos outros que a gente acompanhou, que não existe ali uma convivência pacífica, não existe ali aquele cenário de todos, de braços dados, no entorno de Bolsonaro, aquele entorno mais imediato, não apenas da sua família, mas dos apoiadores, aliás, não vou nem dizer apoiadores, mas das maiores lideranças que foram criadas a partir desse movimento de apoio a Jair Bolsonaro. Pois bem.
eles não se dão ok, paciência. Agora, quando eles levam isso para uma discussão pública, o eleitor pode até ficar confuso. Mas o que ele vai fazer? Ele não vai deixar de votar no Flávio em razão disso, só votar no Lula. Esse eleitor não irá com a esquerda, não irá com o PT. Ele pode deixar de votar no Flávio no primeiro turno para votar no Caiado, votar no Renan Sante.
Mas ele não vai mudar a equação. Qual que é a equação fundamental deste primeiro turno das eleições? O candidato, seja Lula ou seja algum outro do Partido dos Trabalhadores, não pode ter mais de 50% dos votos. Caso contrário, vai ganhar no primeiro turno. E eu lembro sempre aqui.
No primeiro turno de 2022, Lula teve 48% dos votos. Portanto, vencer no primeiro turno chegou perto. E essa, no meu entendimento, essa vai ser a estratégia agora para as eleições de 26. Então, Caniato, eu não vejo essa eventual movimentação de votos...
ajudar Lula. É um voto que continuará na direita e isso levará para um segundo turno, onde obrigatoriamente todos vão apoiar ou Flávio Bolsonaro ou outro candidato que estiver no segundo turno contra Lula ou outro candidato do Partido dos Trabalhadores que estiver no segundo turno.
Pois é, deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila, o Dávila, para avaliar essa situação que envolve alguns atores dentro da direita e Flávio Bolsonaro, o adulto na sala, né, Dávila, pedindo que as pessoas voltem para aquilo que é importante, para o objetivo que é trabalhar para a direita prosperar nas eleições de outubro. Agora, isso também não acaba roubando a atenção?
do debate político, que em tese todos deveriam estar mais focados em tratar, discutir os problemas do Brasil e acaba perdendo tempo, talvez, com outras questões? Exatamente, Caniado. Perda de tempo, Flávio Bolsonaro agindo como o adulto na sala, o candidato a presidente, fazendo com que todos foquem na coisa primordial. É o bom debate para vencer PT e Lula nas eleições deste ano.
Agora, eu discordo tanto do moto quanto do músico quando diz que tem pluralidade de ideia. Não tem pluralidade de ideia. O Nicolas Ferreira está atacando o governo Lula em cima da questão do Pix e elogiando o Bolsonaro. Então, não é uma divergência de ideia. É uma divergência de posicionamento infantil. Coisa de moleque...
de primário, é um negócio inacreditável, você ficar brigando em rede social quando a mensagem é a mesma é justamente ridicularizar a postura do PT em relação àquela crítica ao PIX, como se fosse o nacionalismo econômico não, que
defendeu aquilo lá foi Roberto Campos Neto, que era o presidente do Banco Central na época do governo Bolsonaro. Então, é uma discordância em cima de um Twitter, de uma coisa, apoiando o Bolsonaro, apoiando a crítica que tem que ser feita à postura populista de Lula em relação ao Pix.
Então, assim, é um negócio inacreditável ter divergência ali. Se imagina quando começar a pluralidade de ideias mesmo, tem que calibrar qual é o discurso econômico, o grau de abertura, cobrança de impostos, de acabar, por exemplo, com medidas populistas.
que nós vamos fazer? Enfrentar o Supremo? Como é que enquadra o Supremo? Então, isso sim é pluralidade, debate de ideias. Agora, o bate-boca que aconteceu em torno de uma mensagem em rede social e ambos, de acordo com o que estava sendo dito, é um total absurdo. Ainda bem que Flávio Bolsonaro agiu como adulto na sala.
Pois é, vou passar para o Roberto Mota, mas para as pessoas que não acompanharam, o Nicolas tinha feito um comentário em uma outra postagem, depois teve uma marcação e uma risada para uma manifestação de Eduardo, e aí o Eduardo responde ao Nicolas, risinho de deboche para mim, ao que parece não há limites para o seu desrespeito, comigo e minha família, triste ver essa versão caricata de si mesmo.
Não é, nem de longe, o menino que conheci. Apoiei e acreditei. Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente. Essa é a mensagem de Eduardo para Nicolas Ferreira. Mota, quer complementar a análise feita pelo Dávila, que mencionou sua reflexão há pouco?
Eu mantenho a minha posição e eu fiquei com a impressão que o Dávila discordou de mim, mas no final disse mais ou menos a mesma coisa que eu disse. Eu acho que cada político tem o seu caminho, tem a sua postura, tem a sua reação própria diante do que acontece e à medida que os políticos vão ganhando espaço, vão ganhando notoriedade, surgem oportunidades para essas divergências.
Repito, não vejo nada demais do que está acontecendo. Eu veria alguma coisa demais se algum desses políticos tivesse dito, por exemplo, que é a favor da função social da propriedade, ou que acha que os impostos do Brasil têm que aumentar, ou que é preciso haver regulamentação das redes sociais. Aí sim, eu acharia que nós temos um problema. Agora, isso aí não é nada.
Isso talvez mostre que a situação da direita está muito confortável, porque agora a direita até se dá ao luxo de ficar brigando consigo mesma por causa de bobagem.
Zé, deixa eu passar também para o Bruno Musa, mas antes disso, só preciso dividir a rede, uma rápida paradinha para você que nos acompanha pela rede de rádios. Eu sigo aqui com os nossos comentaristas, deixa eu passar para o Bruno Musa, porque o Dávila também acabou mencionando o comentário do Bruno Musa em relação a esse posicionamento de Eduardo Bolsonaro frente ao que disse o Nicolas Ferreira em uma postagem nas redes sociais. Vai lá, Musa.
É, eu continuo achando que é isso, que faz sentido toda essa divergência para o avanço de um debate, que ele é legítimo, ele deve existir, afinal de contas a direita está aprendendo, estamos aprendendo a nos organizarmos, a pautar o debate, a combater algo que está entranhado dentro de uma sociedade, um politicamente correto e muito mais fácil de ser vendido.
do que enfrentar os reais problemas e desafios. Portanto, esse debate deve existir. Eu sempre falo aqui do alinhamento dos poderes. Quando está tudo alinhado entre os poderes, os donos da máquina pública, significa que está sendo bom para eles e ruim para a população. Essa é a forma como eu vejo. Então, quando há sempre o alinhamento dos astros, não há divergência, alguma coisa não soa bem, porque é da natureza humana ter essa diversidade de ideias. Perdão.
Agora, transformar tudo em público é onde eu acho que, nesse momento, nesse exato momento onde estamos num ano, que o Brasil clama por mudanças urgentes. E quando eu falo Brasil, não significa só as pessoas, são os dados, é a economia, são as instituições, é o respaldo que as pessoas têm.
da justiça contra o crime, que hoje é basicamente nulo. Ou seja, tudo isso clama por uma mudança urgente se quisermos ser um país minimamente sério e em algum momento sairmos do eterno nota 4, nota 5 que somos. Então, nesse ponto, eu acho que precisamos olhar para o ano.
entender a importância e manter o debate, manter as divergências, manter mesmo que sejam as brigas, mas que ela seja feita de uma forma mais estratégica e não aos quatro cantos do mundo, para que a gente não abra possibilidades da oposição aproveitar quaisquer fragilidades.
Pois é, muitos acabam destacando esse ponto que o Musa acaba levantando, apontando que na direita há uma pluralidade de ideias e de forças, que não há, inclusive, esse receio de lavar roupa suja em público ou nas redes sociais. Todos teriam o direito de se expressar livremente, o que não acontece.
pelo menos na visão de muitos, na esquerda. Deixa o pastor Beraldo também trazer essa análise e reflexão. Muitos falam isso, né, Beraldo? Há divergências na esquerda, só que essa lavagem de roupa suja acontece em um cômodo fechado. E aí não deixam transparecer. Outros já falam, não, mas na esquerda só tem um líder. E, sendo assim, todos acabam respeitando o que diz amém ao número um da esquerda brasileira. Eu só estou fazendo esse...
Essa introdução aqui, porque a rede está chegando e aí o Beraldo vai fazer a análise, a reflexão para todas as pessoas que nos acompanham. Mas antes disso, inclusive, é importante lembrar, você pode votar na enquete do dia, que a gente trata, inclusive, de um assunto que nós já discutimos aqui. Sobre a possibilidade de Lula não disputar a reeleição. Você acha que isso poderia acontecer? Ou, fora de cogitação, ele vai tentar o quarto mandato? Ou você acha que tudo depende de um...
da pesquisa eleitoral. Se ele estiver bem, disputa. Se não estiver bem, escala a Fernanda Haddad. Contamos com o seu voto. Agora sim, a rede Jovem Pan conectada com a gente, aqui em Os Pingos nos Is, Cristiano Beraldo fará a análise e avaliação sobre essa lavagem de roupa suja que acontece da direita nas redes sociais. Deveria ser o contrário? Deveriam adotar um outro esquema? Vamos discutir os problemas, mas internamente, sem deixar transparecer para o público, Beraldo?
E Neto, a gente tem um pouco dessa ilusão, né? A esquerda resolve tudo, as portas fechadas e a direita fica brigando aí em público. Mas vamos lá, vamos aos fatos. É preciso a gente considerar que Marina Silva já chamou publicamente Lula de corrupto e que era culpado das coisas que ele foi acusado na época da Lava Jato.
Guilherme Boulos já afirmou publicamente que Lula era culpado, que deveria ser responsabilizado pelas acusações que recebeu durante a Lava Jato. A gente vê para todos os lados sempre esse posicionamento quando você tem forças que estão buscando espaço, buscando poder. Simone Tebet, hoje, a queridinha de Lula, que foi transferir o seu...
domicílio eleitoral para São Paulo para disputar o Senado agora nas eleições desse ano, também dizia barbaridades sobre Lula na eleição de 2022. O vice-presidente da República disse na cara de Lula, hoje presidente, que ele era um criminoso, querendo voltar ao local do crime.
Então isso sempre aconteceu, isso é da natureza daqueles que buscam espaço. Só não acontece e não acontecerá nessa eleição porque o PT foi muito hábil em destruir qualquer possibilidade de outra candidatura da esquerda. Seduziu todos aqueles potenciais concorrentes e fez com que eles se curvassem, se ajoelhassem.
a essa candidatura única da esquerda tendo Lula na cabeça de chapa. Eventualmente vai trocar ali com Camilo Santana, o Haddad, a gente não sabe. Mas nesse momento, toda articulação foi feita para que Lula fosse o candidato. Quando a gente olha para a direita, a direita ainda não é um grupo fechado, formado. A direita ainda vai encontrar a sua forma, os seus espaços, o seu modelo.
Até porque Jair Bolsonaro foi presidente, foi a primeira eleição bem sucedida da direita depois do governo militar. E Jair Bolsonaro, no exercício dessa presidência...
Ele teve inúmeras indas e vindas. Ele foi eleito dizendo que era contra o centrão. Depois, quando assumiu, teve que trazer o centrão. Disse que sempre foi centrão. Aí colocava pautas que ia fortalecer a polícia, que ia proteger os policiais e tal. Isso não avançou. Aí, não, vamos para cima do judiciário. Vamos fazer a CPI da Lava Toga. Aí o próprio...
senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, desarticulou a CPI da Lava Toga, que no ar é esse o caminho e tal. Então, claramente, a gente está vendo que esse é um movimento, apesar de toda a popularidade do Jair Bolsonaro, esse é o movimento da direita no Brasil, ainda é muito recente, ainda está encontrando o seu formato, o seu modelo, a sua atuação. Então, essa busca por espaço é natural e é do jogo.
O que nos chama a atenção, obviamente, é observarmos que o filho de Jair Bolsonaro, Eduardo, ataca a maior liderança formada nas asas do bolsonarismo, que é Nicolas Ferreira. É isso que chama a atenção, porque deixa claro que não há uma harmonia ali entre eles. E isso é muito curioso, porque...
Nicolas está engolido seco, está às vésperas da eleição, não ganha absolutamente nada em brigar com o Eduardo Bolsonaro ou romper com a família Bolsonaro. Mas isso, obviamente, quando passarem as eleições, quando as coisas mudarem, Nicolas Ferreira vai carregar isso dentro dele, porque ele é um ser humano.
humilhação, digamos assim, pública, isso tudo deixa ali um calo, que está formado. Em algum momento isso virá à tona. Isso é que não é saudável, você fazer política com fígado, com essas agressões públicas de pessoas que deveriam estar se esforçando para defender um projeto único, que nesse caso é a candidatura de Flávio Bolsonaro. E aí a gente vai ter que observar quais serão as consequências.
É importante falar em consequências. Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila. Dávila, o que muitos chamam de bolsonarismo, não dá para considerar que esse grupo é a direita. É um grupo dentro da direita. Há outros grupos. Tem um grupo bolsonarista, talvez tenha um grupo mais liberal, tem o pessoal do Partido Novo, tem algumas linhas dentro da direita brasileira. Pois bem...
E dentro do bolsonarismo, os maiores expoentes são aqueles que têm o sobrenome Bolsonaro. Mas não somente. Nicolas faz parte do grupo bolsonarista. Muitos entendem que há uma espécie de ciúmes com a notoriedade e com o tamanho de Nicolas Ferreira a partir desse poder de comunicação.
Não é um problema também perder esse ativo, o bolsonarismo perder esse ativo, que é Nicolas Ferreira? Porque assim, se a situação ficar insustentável, Nicolas pode ir para um outro grupo, né?
Nicolás Ferreira não me parece bolsonarista, ele me parece um defensor da direita conservadora. Suas pautas têm muito mais a ver com a direita conservadora. E a direita conservadora muitas vezes está sim em harmonia com o bolsonarismo. Mas Nicolás Ferreira sempre demonstrou sua independência política nos seus posicionamentos. E talvez isso seja algo que irrite.
determinados membros da família Bolsonaro, como Eduardo Bolsonaro. Não incomoda nem um pouco Flávio Bolsonaro, mas incomoda Eduardo, muito mais do que outros membros da família. Então, eu vejo Nicolas como um jovem representante da corrente mais conservadora.
E a corrente conservadora, como eu disse, às vezes tem afinidade e às vezes não com a pauta bolsonarista. A direita liberal também tem a sua corrente, hoje muito bem representada por Romeu Zema. E ainda nós temos uma mistura dessas duas correntes que poderia ser representada por Ronaldo Caiado.
Então, a direita sim tem essa pluralidade saudável. Sim, a direita quer ver um debate sobre essas ideias, mas sobre ideias, não sobre essa rusga de Twitter em torno de um tema que é consenso absoluto em torno da direita, que é a preservação do Pix. Quem tentou taxar o Pix foi o governo do PT.
A direita sempre enalteceu o Pix. Então, não tem divergência nesse ponto. Então, vamos guardar o bom debate para a pluralidade de ideias neste enorme cardápio da direita conservadora, direita bolsonarista e direita liberal.
Pois é, deixa eu só passar a palavra para o Roberto Mota. Mota abriu, inclusive, esse giro de análises em relação a essas muitas facetas da direita. Tantas vezes nós discutimos isso aqui, né, Mota? Essas classificações que muitos acabam atribuindo à direita brasileira e nessas ramificações alguns entendem que há uma disputa entre o que se chama de bolsonarismo, essa direita liberal, uma direita conservadora e outros flancos que talvez sejam mais...
fortalecidos em alguns estados ou regiões do Brasil. Você acha que esse grupo do bolsonarismo acaba incomodando esses outros grupos? O fato de Nicolas ter emergido, aparecido como uma força no sudeste, principalmente em Minas Gerais, isso pode causar algum tipo de mal-estar? Dá para a gente falar em consequências desses desajustes?
A política é uma atividade horrorosa, Caniato. Eu já disse isso aqui e vou repetir agora. A política é um horror.
O político, ele só conhece duas situações. Ou ele está sendo adulado, elogiado, estão puxando o saco dele, ou estão tentando destruir o político. Todo político que cresce naturalmente tira espaço dos seus concorrentes. É importante lembrar isso, mesmo os políticos.
que estão do mesmo lado ideológico, no mesmo partido, eles disputam o espaço, eles disputam o poder. Portanto, rivalidade é uma coisa absolutamente normal. Essa história da direita é uma confusão muito grande porque eu me arrisco a dizer que a maioria das pessoas que usa esse termo
Não tem a mínima ideia do que é ser de direita, de verdade. As pessoas acham que são de direita porque são religiosos ou porque têm uma família, mas o fundamento do pensamento de direita é a liberdade. Se você é um liberal, o seu foco está na liberdade individual, no mercado livre.
Se você é um conservador, o seu foco está na estabilidade, no respeito à tradição. É isso que caracteriza o pensamento de direito. O pensamento de direita, ele respeita os direitos individuais. Direito à liberdade, direito à vida, direito à propriedade.
Quem não concorda com nada disso não é de direita. E olha, eu vou dizer, tem muita gente, muito político aí no Brasil que adora o pensamento de esquerda, vota com os projetos da esquerda, mas se diz de direita e é uma coisa absolutamente incompreensível.
Pois é, e nessas discussões, esses ataques de Eduardo e Jair Renan a Nicolas Ferreira também acabaram evidenciando o distanciamento entre os filhos do ex-presidente e Michele Bolsonaro. Após a briga, a ex-primeira-dama compartilhou uma publicação do deputado em um gesto que foi interpretado como apoio a ele.
Já o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, pediu hoje que os integrantes do partido evitem brigas públicas às vésperas do período eleitoral. Deixa eu passar essa para o Bruno Musa. A Michele divulgando um vídeo de Nicolas Ferreira justamente após a briga com o Eduardo. E muitos entenderam. Bom, então Michele está do lado de Nicolas Ferreira?
E aí, Valdemar da Costa Neto, que em tese é o número um do Partido Liberal, como administrar uma situação dessa em meio a um processo eleitoral que se aproxima e que demandará muita atenção e energia de todos eles, né, Musa?
Você tirou a palavra que eu ia usar, Caneto. Demanda energia. No momento onde a gente deve colocar toda a nossa energia em um caminho, o caminho de buscar uma mudança, de mostrar um alinhamento para aquelas pessoas que ainda estão indecisas e migrar para um lado de uma mudança do Brasil, a gente precisa acabar colocando, gastando energia.
em um outro debate, para apaziguar tudo isso. É nesse sentido que eu me refiro a sermos mais estratégicos. Quando eu falo sermos, eu estou falando aqui do campo ideológico como um todo, mais a direita, como muito bem definiu o Mota, que eu concordo com a definição dele. Então, gastar energia onde se demanda essa energia nesse momento, que não é pouca. Vale lembrar que a direita não está com a máquina na mão. Portanto, há uma energia importantíssima a ser colocada para...
alterar todo esse processo político que estamos vivendo. Consequentemente, quando você precisa gastar energia com coisas que seriam, digamos, postergáveis ou feitas de outra forma, você acaba dissipando um pouco.
dessa sua tensão, onde ela é extremamente urgente. Eu só queria complementar um pouco a respeito do que o Mota falou, que eu achei muito interessante, pertinente, concordo com ele, que é importante que nesse momento de polarização política, e eu acho que cabe muito bem nesse comentário atual, nesse momento de polarização política...
Aqueles que se declaram, de alguma forma, conservadores, mas votam com a esquerda, todo mundo já tá cheio de direita. Então é importante que nós tenhamos em mente o que é de fato ser de direita, como ele colocou, quais são os fundamentos dentro de uma economia, por que...
que nós acreditamos nas liberdades individuais, na atuação individual do indivíduo para o coletivo e não ao contrário? Porque muitas pessoas adoram se passar por direita, ainda mais no momento em que a direita vem crescendo no mundo e aqui no Brasil também, para surfar uma onda.
E quando precisa, adora defender pautas que subsidiam, que aumentam impostos, intervencionismo, controles de preços, mas se dizem de direita porque são, de repente, defendem algum tipo de valor mais conservador. Portanto, é importante que nós entendamos tudo isso para saber quem estamos colocando lá e saber se podemos cobrar essa pessoa. Afinal de contas, eles podem muito bem se passar por algo quando sequer conhecem.
todos os fundamentos. Pois é, a Michele Bolsonaro, ex-primeira-dama, fazendo uma postagem nas redes sociais e há uma interpretação, pelo menos muitas pessoas que se manifestaram nas redes sociais, entendendo que ela estaria apoiando o Nicolas Ferreira nessa confusão com o Eduardo Bolsonaro, enteado de Michele. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo. Casos de família, né, Beraldo?
Pois é, Caniato. E esses casos, eles vão se repetindo já. Isso já está incorporado à dinâmica da própria família Bolsonaro. Vez por outra a gente tem notícia dessas desavenças internas. Em alguns momentos parece que essas desavenças ficam equacionadas, depois elas aforam novamente. Mas vai ser, eu acho, um pouco essa dinâmica até chegarmos às eleições.
Importante lembrar que Michele Bolsonaro vai pleitear um cargo, salvo o melhor juízo de senadora pelo Distrito Federal. Então, obviamente, ela, sendo eleita senadora, vai ter uma personalidade política própria, com um mandato, um gabinete, podendo atuar, especialmente no Senado, em que está sendo tão demandado e tão poucas respostas tem dado ao país.
Então, Michele Bolsonaro vai se tornando um personagem político também, não mais apenas uma personagem da família Bolsonaro. Carlos Bolsonaro agora buscando também ir para o Senado através de uma candidatura em Santa Catarina, criando ali...
Até uma desavença, houve, a gente precisa lembrar, no ano passado, quando essa estratégia foi anunciada, a ex-primeiradão Michel Bolsonaro manifestou apoio a Carol Detone, isso teria criado ali uma certa rústria com Carlos, depois aparentemente todo mundo se entendeu, mas a temperatura continua alta. E o interessante, Caniato...
é que parece que há uma possibilidade que Eduardo Bolsonaro lance a sua candidatura ao Senado e faça sua campanha de forma remota por São Paulo e com chances reais de ser eleito. E aí teríamos três membros.
da família Bolsonaro no Senado. E esses três membros, de uma certa forma, representando as suas próprias agendas, o seu próprio núcleo político, digamos assim. Então, não tenho dúvidas de que a família Bolsonaro ainda vai passar por esse processo de acomodação e que depois das eleições ficará mais claro para todos como é que essa força política vai ficar acomodada.
Pois é, e se essa possibilidade levantada pelo Cristiano Beraldo se confirmar, atenderia ao planejamento do pai, né? Já era Bolsonaro que tinha feito, inclusive, essa organização entre os integrantes da família Bolsonaro para que cada um disputasse o Senado por um Estado. Deixa eu passar a palavra agora para o...
Luiz Felipe Dávila, só para a gente passar a régua, fechar essa discussão você Dávila, a gente sempre traz as análises políticas em relação ao pleito a maneira como os caciques partidários acabam escolhendo as figuras agora quando se trata de integrantes de uma mesma família
O cacique partidário tem um limite para aparar as arestas, porque não se trata somente de questões políticas, barra profissionais, barra ideológicas. Tem um elemento familiar que talvez Valdemar não consiga resolver. Talvez seja Jair Bolsonaro a pessoa que vai determinar o que cada um vai fazer ou vai...
chamar cada um, se puder, né, conversar, ainda que esteja preso em sua residência, mas talvez ele tenha que entrar em cena e falar, pessoal, menos, não dá, desse jeito não dá. A gente tem um objetivo, qual é o objetivo? Vencer as eleições de outubro.
É verdade, talvez ele tenha que entrar em jogo, mas pelo menos Flávio Bolsonaro já está fazendo esse papel do apaziguador, aquele que tenta colocar ordem na casa e focar que todos tenham o mesmo objetivo, vencer as eleições, tirar o PT do poder. Agora, a família Bolsonaro vai ocupar esses lugares no Senado, que bem disse o Beraldo.
Agora, o problema é o seguinte, as negociações hoje se resumem a uma vaga da família Bolsonaro e outra do governador que vai disputar a eleição. E essa equação pode não ser uma soma de um mais um dá dois.
Pode ser que um mais um dê um, porque se as escolhas são mal feitas, não entendendo o contexto local, pode-se votar num candidato da direita e dar outra vaga para a esquerda. É o que está acontecendo em São Paulo. Se nós tivermos dois candidatos da direita com o perfil muito parecido, hoje nós já temos um oficialmente declarado, agora precisa do outro candidato.
O De Rit, que é o único hoje que está oficialmente aí como pré-candidato, mas se o outro tiver um perfil muito parecido com o De Rit, o que vai acontecer? Vai votar, vai se eleger Simone Tebet ou uma outra pessoa da esquerda e vai ficar uma vaga da esquerda e uma da direita. Então...
A direita, nessa hora, precisa ter uma mentalidade, uma visão estratégica para conseguir as duas vagas. E aí a escolha dos perfis deveria ser muito mais como ocupar o espaço do que preferência político-partidária, apenas preferência política-partidária.
Eu vejo que a vitória do Senado da direita parece uma coisa com muita chance, mas poderia ser uma vitória estrondosa se tivesse um pouco mais de visão estratégica. Então, vamos ver agora, que acabou a janela partidária, se temos conversas mais racionais, objetivas, estratégicas, visando a conquista das duas vagas, e não apenas de uma.
Seguiremos atentos, hein? Agora tem uma outra notícia. Para tentar recuperar o seu capital político, o governo Lula prepara um pacote. Na verdade, não é um pacote. É um pacotão de bondades que inclui a redução do preço do combustível, do gás de cozinha e a renegociação das dívidas dos brasileiros. A ordem dentro do Planalto...
é para que os ministros realizem esforços para anunciar essas medidas que melhorem diretamente a vida da população, seja com as reduções nos custos ou com o aumento de benefícios. Segundo a estimativa do portal Poder 360, esse pacote de medidas pode ultrapassar...
400 bilhões de reais. Começar essa rodada com o Cristiano Beraldo. Você, Beraldo, falávamos sobre medidas que poderiam ser tomadas com o objetivo de melhorar a relação do governo com a população, inclusive com a aprovação dessa gestão. E parece que o negócio vai ser pesado. Falam, inclusive, em algo em torno de 400 bilhões de reais.
Aí é um impacto e tanto na situação fiscal, talvez na percepção do grande público. Pois é, e o problema é que esse dinheiro não existe, esse dinheiro terá que ser inventado e como não se inventa 400 bilhões de reais, vão gastar esse ano para que o próximo presidente pague a conta.
E aí o problema se agrava porque o próximo presidente, há uma possibilidade bastante concreta que não seja Lula e o Partido dos Trabalhadores. Com isso, o governo que substituirá eventualmente o atual vai ter que se ver com todo o desastre fiscal construído até aqui.
acrescido de 400 bilhões de reais. Desculpe, isso é uma irresponsabilidade que deveria dar cadeia, porque, no fundo, o que eles estão fazendo ali é administrando o nosso dinheiro, o dinheiro do pagador de impostos. E eles não podem, com o histórico que têm...
E aí podemos falar agora desse aumento expressivo no preço dos combustíveis, em que, especialmente no caso do diesel, vai forçar o aumento da inflação. Afinal de contas, o Brasil é um país que continua se movendo essencialmente por caminhões, apesar de ter muitos rios, apesar de toda a possibilidade de ter uma malha ferroviária que viabilizasse a movimentação de carga, o Brasil continua dependendo.
estradas de quinta categoria e de caminhões para todo lado. O governo atual, nas suas gestões anteriores, usou a Petrobras não como um instrumento de garantia de estabilidade em momentos de crise do petróleo. Ao contrário, a Petrobras foi utilizada para viabilizar roubo.
para viabilizar a corrupção. Usaram o dinheiro da Petrobras para enriquecer e para financiar campanhas políticas, destruindo por completo, isso sim, a democracia. E hoje nós estamos pagando a conta de forma dobrada.
Porque se a Petrobras tivesse pego todo aquele dinheiro e investido de forma séria, o Brasil seria, sim, autossuficiente, não apenas na produção de petróleo, mas especialmente na transformação do petróleo no combustível que faz o Brasil andar.
Mas isso não aconteceu. Então, o desastre do governo é de ásia e eles não têm o direito de meter a mão no nosso bolso em mais 400 bilhões de reais. Isso, sim, deveria despertar o interesse e disparar todos os alarmes dentro da PGR, dentro do TCU, dentro dos tribunais adequados, dentro do Senado Federal, da Câmara dos Deputados.
Eu espero que todos esses órgãos não fiquem de braço cruzado, olhando para a nossa cara de palhaço enquanto esse absurdo acontece.
Vou chamar o Luiz Felipe Dávila. Você, Dávila, mais uma vez a gente destaca em um ano eleitoral uma administração que fala em pacote de bondades. Vai mirar um público específico a um objetivo eleitoral, obviamente, mas é preciso olhar quem é que vai pagar essa conta depois, Dávila? Todos nós, né?
Todos nós, Caniato. No fundo, o pacote de bondades pressiona ainda mais a dívida pública brasileira. Crescendo a dívida pública, cresce a taxa de juro, que é o único jeito de frear a irresponsabilidade de medidas populistas. E isso que vai fazer, vai bater na ponta, vai imantar o mais ainda inadimplência no Brasil, que já está em nível recorde. Ou seja, sagrou.
A bondade se transforma em juro mais alto, prestação mais cara, inflação na ponta e o governo tenta apenas esconder esses efeitos nefastos antes da eleição. Mas não vai dar mais tempo.
porque nós já temos recorde de inadimplência no Brasil, nós já temos a inflação começando a reagir justamente por causa da guerra e agora agravado pelo pacote de bondades. Isso mostra um governo populista em desespero.
Não existe almoço grátis, no final das contas, alguém vai pagar essa conta. E esse alguém também é você. Preciso agora me despedir de parte da rede que ficará agora com a sua programação local.
Daqui a pouco a gente volta, inclusive, a tratar das questões que envolvem o pacote de bondades, o impacto disso na situação fiscal do país, o processo eleitoral, como é impactado a partir das medidas que seriam tomadas pelo governo federal. Daqui a pouco a gente vai tratar disso. Tem mais as análises do Mota, do Musa, mas tem uma outra informação, inclusive. Vamos girar a reportagem da Jovem Pan News.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou hoje que o PT roubou o futuro do Brasil. Júlia Firmino chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, vai trazer os detalhes dessa manifestação de Ronaldo Caiado. Bem-vinda, boa noite Júlia.
Oi, Caniato. Boa noite pra você, quem tá com a gente aqui também no Pingos nos Is, na programação da Jovem Pan. De fato, hoje em uma entrevista exclusiva aqui à Jovem Pan, no Jornal da Manhã, o ex-governador do estado de Goiás e agora pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, falou sobre seus planos pra essa corrida eleitoral, chegou a defender também a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
E a justificativa dele seria para encerrar a polarização. Ele também disse que a eficiência de gestão será o principal caminho para poder derrotar o PT agora nas eleições de 2026. A gente tem inclusive um trecho da fala de Caiado. Vamos acompanhar?
O Lula esteve no poder por cinco mandatos, o PT. E o que aconteceu? O PT roubou o futuro do Brasil. Além de outras coisas, ele roubou também o futuro dos brasileiros. Então nós temos que resgatar isso. Nós ganhamos do PT, o Bolsonaro ganhou do PT em 2018. O que aconteceu? Ao não saber atender as demandas da população, o PT voltou.
Por que o PT não volta em Goiás? Não volta em São Paulo? Não volta no Paraná? Não volta no Rio Grande? Por quê? Porque boas gestões, eles são antídotos do PT. São vacinas contra o PT.
Nessa mesma entrevista, Caiado também chegou a dizer que o maior desafio agora dessas eleições não vai ser vencer o PT nas urnas, porque para Caiado, o partido está abatido e perdeu força. Mas o principal desafio seria, então, garantir resultados concretos e impedir o retorno do populismo no futuro.
Ele ainda diz que a população deseja um governo focado em entregas e na pacificação nacional. Por isso, então, pretende promover a anistia ampla, geral e restrita para pacificar o país. Isso ele já vem dizendo nos últimos tempos, em outras entrevistas, reforça sempre essa questão da anistia.
E aí quando a gente questionou, quando os nossos apresentadores questionaram o Caiado em relação à falta de popularidade dele em outras regiões do país, ele está muito bem visto ali na região mais centro-oeste do país, o que Caiado disse é que ele vai seguir viajando pelas outras regiões, vai participar de fóruns e também de debates com governadores e também com prefeitos, para aí sim atrair votos à sua candidatura.
Essas são as declarações mais recentes do ex-governador do estado de Goiás e agora pré-candidato à presidência da República. Volto com você, Caniado. Legal. Júlia Firmino e os destaques dessa entrevista concedida por Ronaldo Caiado aqui à Jovem Pan no Jornal da Manhã. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você. Daqui a pouco a gente volta a conversar.
Deixa eu só receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui em Os Pingos nos Is. A nossa repórter acabou de trazer alguns destaques das falas de Ronaldo Caiado. Hoje pela manhã ele conversou com a gente aqui no Jornal da Manhã. E uma das principais manifestações dele, o PT roubou o futuro do Brasil. Passar para os nossos comentaristas, passar para o Roberto Mota agora. Mota!
Acho que alguns dos destaques, das reflexões de Ronaldo Caiado, nós pudemos acompanhar na semana passada. Ele também conversou com a gente aqui em Os Pingos nos Is. Mas acho que há dois pontos importantes para nós analisarmos. Talvez um grande desafio para Ronaldo Caiado é transformar o nome. Apesar de muito experiente, ele não é conhecido em todo o Brasil.
Acho que esse é um desafio, né? Como transformar o nome Ronaldo Caiado em mais conhecido em outras regiões? E outra, como conversar com um público que já tem algum tipo de...
interlocução com a campanha de Flávio Bolsonaro. Talvez muitos tenham manifestado simpatia com Flávio Bolsonaro. E aí, não haverá uma divisão do mesmo público, do mesmo eleitorado? Afinal, os dois defendem pautas bem parecidas.
Eu acho que Ronaldo Caiado está apostando em um discurso franco, sincero, e ele está certo. Porque esse é o pior crime da esquerda. É a destruição da esperança no futuro. Hoje a maioria dos pais brasileiros pensa que se tiver condição vai mandar os filhos para fora do Brasil. Porque é difícil enxergar um futuro aqui.
O PT e os outros partidos de esquerda são os responsáveis por criar essa cultura da inveja, do ressentimento e da dependência. Já se passaram 26 anos do século XXI, em 20 desses 26 anos, o governo federal esteve na mão do PT.
Todas as críticas que o PT continua fazendo ao Brasil, o partido está fazendo a si mesmo.
Pois é, deixa eu passar para o Bruno Musa também refletir a respeito desse desafio para Ronaldo Caiado, como se tornar mais conhecido em um Brasil. Ronaldo Caiado não é mais nenhum menino, não está começando agora na política, já tem bons anos na estrada. E aí, como tornar-se mais conhecido, mas ao mesmo tempo conflitando talvez com as pautas e a agenda de Flávio Bolsonaro? Acho que esse também é um desafio, não é, Musa?
Veja, Caneto, é um grande desafio, mas como você muito bem falou, ele nos comentou aí presencialmente que ele disputou as eleições de 89. E eu fiz aquela breve reflexão, nós estamos indo para a décima eleição desde 1989 e o Lula esteve em quase todos os pleitos. Então, quando ele fala que o PT roubou o futuro do Brasil, pode parecer uma frase mais dura de uma oposição, mas é verdade. O custo estimado da corrupção no Brasil, por exemplo...
está por ordem de 160 bilhões. E como se estima esse custo? É muito difícil, é muito aleatório. Veja, o Beraldo comentou a respeito das refinarias. Nós comentamos na semana passada aí. Só da refinaria de Abril e Lima, que tinha um orçamento inicial de 2,3 bilhões de dólares, já ultrapassou 20 bi de dólar e ela não está pronta. Ou seja, nós conseguimos chegar na casa do trilhão com relação à corrupção.
Se somamos todos os efeitos dos juros compostos ao longo do tempo com cada um desses escândalos, mensalão, petrolão, lava jato, processos anulados, e agora, INSS, Banco Master, enfim, são percentuais importantes do PIB. Nós estávamos falando aí dos pacotes, entre aspas, de bondade de 400 bi, nós estamos falando de 3,5% do PIB.
E um dinheiro gastar que não tem. Quando você gasta o que não tem, você deixa de colocar o dinheiro justamente naqueles pontos que são urgentes para a economia. E aí, quem paga a conta é justamente o mais pobre. Porque quem tem condição se protege numa iniciativa privada de educação, de segurança, de saúde, de carros blindados. O mais pobre não. E paga por todos esses impostos. Então é uma grande mentira.
Nós estamos falando de 22 anos que o PT comanda o Brasil. Isso significa que uma ou duas gerações foram de fato perdidas, porque elas não tiveram investimento em inovação, em tecnologia. Passados 22 anos de governo do PT, no século atual, 30%, segundo o IBGE,
de brasileiros são analfabetos funcionais que não conseguem interpretar duas linhas. Como é que essa pessoa chega no mercado de trabalho hoje? Foram 22 anos, gente. E aí vem o Lula e me diz que precisa de mais um mandato pra consertar os problemas? De fato, o que a resposta que eu tenho pra te dar, Caniato?
É justamente isso. O Caiado fala na verdade, mostrando dados a respeito disso tudo. Mostrando que o PT enganou com narrativas falaciosas ao longo dos últimos anos. Com pacotes de bondades que quem paga é justamente o mais pobre.
Veja, é impactante os números que nós temos a respeito da corrupção e o quanto essa corrupção deixa de trazer investimentos para o Brasil. Investimento em turismo, em hotéis, em restaurantes, em parques, tudo que gira uma economia.
nós ficamos atrasados, portanto eu acho que o caminho dele é fazer o que ele sabe, ele arrumou e ajustou a casa em Goiás com o número de violência, que é uma pauta importante nas eleições de hoje, portanto ele tem um trunfo, assim como o Milley jogou na Argentina, falar a verdade e a verdade é dura e ela dói, e portanto o PT roubou sim o futuro e o presente do Brasil
Pois é, é importante essa análise dos nossos comentaristas. Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo. A partir da fala de Ronaldo Caiado, a entrevista que ele concede, agora, mesmo depois de tantos anos, né? Por que ainda tem um público ou uma fatia expressiva da população que ainda vê em Lula e vê no PT a melhor alternativa? Vide as pesquisas eleitorais, Beraldo. E, Neto, isso faz parte de um processo que tem...
dado meticuloso da esquerda brasileira, que é baseado na ignorância. O povo que é mantido na ignorância, ele aceita qualquer condição de vida, ele aceita qualquer situação e ele vê em qualquer esmola um sentido de alguém querer ajudá-lo. Não é à toa que metade da população brasileira, em pleno 2026, enquanto...
pela inteligência artificial, nós temos metade da população brasileira vivendo sem saneamento básico. Nós estamos falando do elementar. Só que não precisamos olhar só para a população mais pobre, não. Se nós formos para São Paulo, para a capital mais importante do Brasil...
nós vamos observar como a população aprendeu a não buscar aquilo que é seu por direito, mas simplesmente aí tolerando o absurdo e convivendo com arremendos ali, com a forma de resolver o seu problema e deixar aquilo que é público, aquilo que implica na comunidade, deixa isso para lá.
Não há razão, por exemplo, para se ir ao Itaim Bibi, perceber que existem prédios ali com o metro quadrado sendo vendido a 100 mil reais e essas mesmas pessoas que pagam milhões e milhões de reais para viver no endereço nobre saiam às ruas com necessidade, primeiro de estar num carro blindado, depois se deparam em calçadas que não têm condição de...
ter ali um carrinho de criança, uma cadeira de rodas. Para piorar, olham para os postes e percebem que é um remendo em cima de remendo em cima de remendo que ninguém resolve. A cidade é feia, a cidade é horrorosa, a cidade é mal organizada, o trânsito não anda. Aquela pessoa que mora em São Paulo não tem nada de volta do dinheiro que ela paga, e para piorar.
Quando vai comprar um imóvel, ainda recebe uma multa de 3% de TBI. Está querendo comprar imóvel? Vai ser multado por isso. Então você já tem a normalização desse tipo de relação absurda do cidadão, do pagador de impostos com o Estado brasileiro. Ao perceber isso, a esquerda fez um trabalho muito eficiente de manter a população nessa ignorância. Não por outro motivo Paulo Freire é tão celebrado.
As pessoas que se submeteram a esta educação Paulo Freire hoje formam uma legião de analfabetos funcionais. Pessoas que têm ignorância quanto às suas finanças pessoais não conseguem compreender o efeito nocivo dos juros nas suas vidas.
fazem decisões absolutamente irracionais do ponto de vista de compra e gestão do seu orçamento. O brasileiro vive na ignorância, Caniato, e é justamente por isso, por esta condição, é que ele olha para tudo isso e consente.
Ele olha para essa mentira da picanha e da cervejinha, mas acha que isso... Ah, eu vou viver isso de novo. Ah, então eu vou com o painho. Eu vou votar no painho. E aí ficam nessa mediocridade, sem conseguir olhar para o futuro, sem conseguir olhar para a grandiosidade de um país chamado Brasil, que nós tivemos a bênção de nascer nele. Nós jogamos isso tudo no lixo.
e ficamos reféns dessa má gestão permanente daquilo que é público. Portanto, Caniato, a solução para esse problema, a melhora do discernimento do brasileiro para fazer as suas escolhas políticas, passa obrigatoriamente por uma revolução na educação. É tão básico e elementar, com exemplos no mundo inteiro, mas o Brasil até agora não apostou ficha a sério nesse caminho.
inclusive países que melhoraram muito em duas décadas, por exemplo. Deixa eu passar para o Dávila, porque eu acho que essa é uma questão muito sensível, né, Dávila, quando a gente olha para os desafios do Brasil e para aquilo que o PT ou as gestões de Lula e de Dilma Rousseff acabaram entregando, né? Mas por que que parte da população ainda vê nesse grupo político como a melhor alternativa? Dávila, quando a gente observa, sei lá, um grupo de...
trabalhadores, aqueles trabalhadores que entregam comida ou aqueles que alugam um carro para trabalhar com a empresa Uber. E aí há uma iniciativa do Congresso Nacional, mesmo do Executivo Federal, no intuito de regulamentar ou impedir que eles trabalhem muitas horas por dia. E aí esses trabalhadores se revoltam, falam, não, senhor.
Dessa que eu cuido da minha vida, você acha que esse já é um sintoma de uma parte da população que não vê no PT como a melhor alternativa?
Exatamente, Caniato. Nós temos dois grupos muito claros no Brasil e no mundo, não é só no Brasil, no Brasil e no mundo. O grupo daqueles que prezam a liberdade, o empreendedorismo, o trabalhar duro, a meritocracia e aqueles que são dependentes, viciados no Estado. Viciado no Estado e nos benefícios do Estado.
O grupo viciado em benefícios do Estado são aqueles que mantêm a esquerda no poder, no Brasil e no mundo. E o grupo daqueles que querem empreender, ser dono do seu nariz, investir, produzir, criar, inovar, querem o governo com o poder muito limitado para deixar que haja mais liberdade para fazer suas próprias escolhas, suas próprias apostas.
Então, o mundo é dividido nesses dois grandes grupos. E esses grupos, aqueles que acreditam na liberdade, no empreendedorismo, no mercado, votam nos partidos de direita. E aqueles que vivem na mesada do Estado, da proteção, do subsídio, votam nos partidos de esquerda.
Por isso, é fundamental, como disse o Beraldo, uma mudança educacional para aumentar a conscientização. Mas além da educação, é preciso uma mudança cultural. Veja um país, por exemplo, como a França, que tem alto nível educacional, mas ainda tem grande parte da população viciada no estado assistencial.
E continua a votar em candidatos que renovam as benécias do Estado e prejudicam o mercado funcionar na França. E por isso que a França está nesse enorme dilema de uma dívida pública gigantesca e sem políticos com coragem de enfrentar o corte de gasto no Estado assistencial. Então, Caniato, este é o grande dilema. Agora, cada vez mais nós temos de convencer as pessoas.
Que esta dependência do Estado só aumenta a miséria, nunca gera riqueza. O que gera riqueza é liberdade, livre mercado e capitalismo.
Os nossos comentaristas analisam e refletem sobre a entrevista concedida por Ronaldo Caiado, inclusive mencionando na avaliação dele, Lula seria derrotado no segundo turno com qualquer candidato. Os muitos que vêm sendo levantados ou aventados pelas pesquisas eleitorais e também por alguns partidos. Deixa eu passar para o Motta, só para a gente...
virar a página, encerrar essa discussão a respeito do PT, a análise que vem sendo feita sobre os desafios dos pré-candidatos. Mota, quando a gente analisa o que o Partido dos Trabalhadores defendeu ao longo dos últimos anos, os índices que foram entregues pelas administrações petistas, mas aquilo que se fala na propaganda eleitoral, na retórica adotada.
O poder de comunicação do presidente Lula ou das campanhas que são criadas por meio de marqueteiros. Qual é o impacto disso e qual é o estímulo que a gente deve forçar, ou pelo menos mencionar aqui, para aquele que avalia um discurso eleitoral? Porque assim, no discurso cabe tudo, né, Mota?
E eu acho que a maioria dos eleitores sabe disso, Caniato. Acho que existe um percentual aí do eleitorado, alguma coisa entre 15% e 30%, que foi profundamente doutrinado pelo discurso esquerdista. Afinal, mais uma vez, são 20 anos de PT.
Então, tem muita gente que realmente acredita que o PT combate a desigualdade, que trabalha pelos desfavorecidos e vota, seja lá qual for o candidato, não importa o que eles digam, basta ver a sequência de declarações completamente absurdas.
feitas pelo chefe do executivo nos últimos meses. É suficiente para qualquer pessoa com meio neurônio desistir. Não só do partido, do candidato do partido, da ideologia, porque vê que esse troço não tem consistência. Mas eu vou lembrar mais uma vez que esse não é o jogo do PT. O jogo do PT é ocupar as instituições.
Se não fosse isso, o PT não tinha participado das eleições de 2022 do jeito que participou. O candidato do PT que acabou eleito não tinha condições de participar. Ele só foi colocado no jogo através do ativismo judicial. Esse ativismo foi fruto da estratégia do PT de ocupar todas as instituições e tá vindo aí mais uma vaga.
a ser ocupada pelo PT. Eu acho que é com isso que o Brasil tem que se preocupar se quiser mudar o destino.
A gente vai seguir acompanhando essas movimentações. Deixa eu só trazer mais um destaque. Vou pedir só para a direção confirmar se a gente traz essa próxima ou tem aquela outra notícia que nós falávamos sobre o pacote de bondades. Deixa eu só... Tá bom, tem uma notícia. Daqui a pouco a gente volta a falar sobre o pacote de bondades. Inclusive, eu vou mencionar informações referentes à escala 6x1.
o presidente da República teria fechado questão sobre qual vai ser o discurso a ser defendido. Vou trazer isso daqui a pouquinho, mas tem um outro destaque importante. O ministro André Mendonça aposta na pressão popular para dar continuidade às possíveis investigações contra magistrados da Suprema Corte.
Interlocutores afirmam que ele leva em conta o fato de que a opinião pública exige resposta sobre esse escândalo do Banco Master e que, havendo evidências concretas de irregularidades, não vai poupar ninguém. Para uma ala do Supremo Tribunal Federal e da própria PGR, da Procuradoria-Geral da República, há um temor, uma grande preocupação caso a delação de Daniel Vorcaro atinja ministros.
pois para evitar contestações, Mendonça exigiria do banqueiro provas inéditas para garantir a punição dos magistrados e também outras autoridades. Deixa eu começar essa rodada com o Bruno Musa.
A gente tem trazido todas as atualizações em relação ao caso do Banco Master. Claro que há uma expectativa, né, Musa, para a delação de Daniel Vorcari. Quais seriam as revelações? Agora, também há uma preocupação sobre qual seria o papel de Mendonça ou a postura da Suprema Corte, caso as informações referentes ao esquema...
atingissem em cheio os ministros da Suprema Corte. E aí, o poder de fogo da operação ou do processo da investigação diminuiria por conta do aparecimento, por exemplo, de uma relação estranha, nebulosa, entre Daniel Vorcaro e os ministros? Ou André Mendonça conseguiria avançar? Essa é uma dúvida, né?
É uma grande dúvida pela forma como o sistema político brasileiro está desenhado, né, Caniato? Ou seja, os próprios ministros do STF investigarão as ações contra eles mesmos. Então me parece que o próprio André Mendonça pode estar aprendendo a jogar aqui um xadrez porque ele viu que...
Na minha opinião, ele jogaria, como jogou ali para o plenário, uma determinada votação, que isso traria maior pressão popular. Mas o que nós vemos hoje é uma falta de preocupação com o mínimo de moralidade, que o plenário foi lá e derrubou a CPMI do NSS e vimos políticos comemorando, o Legislativo também comemorando, vale dizer, tudo isso. Então a coisa se tornou tão escabrosa...
debaixo de nossos olhos, que uma simples obviedade da legislação já não mais movimenta isso. Eles sabem que a coisa está complicada, todos esses fatos ou indícios que já vieram à tona através da mídia, eles já são.
extremamente complicadores. Isso num país normal, numa condição de Brasil normal, os ministros, os políticos já teriam sido afastados de seus afazeres e de suas obrigações. Obviamente por tudo que foi colocado aí em grande parte da mídia. Então, quando ele fala que aposta na pressão popular, é porque ao entender, e essa é uma opinião aqui minha, que ele jogaria para o plenário. O plenário simplesmente fez algo que era inimaginável.
barco ACPM do INSS de roubo de mais de 2 milhões e meio de velhinhos. São bilhões de reais. Eles derrubaram isso. Portanto, não há o mínimo escrúpulo e preocupação com a moralidade. E o que sobra? Aquilo que a gente vem falando aqui e que eu bato muito na tecla. A mudança, na minha opinião, ela é de fora pra dentro e não de dentro pra fora. Afinal de contas, são eles que vão votar contra eles mesmos. Com todos os indícios que apareceram e que podem ainda aparecer,
A coisa se complica ainda mais. Então, a única forma que eu vejo é uma pressão popular. E essa pressão popular passa pelas eleições desse ano, não apenas pelo Executivo, mas principalmente pelo Senado. E também passa pela pressão que a mídia tem que fazer, que as pessoas têm que fazer para com a mídia.
Ou seja, pressionar, mostrar os fatos, não ocultar absolutamente nada. Continuar fazendo o que parece que tem sido feito até o momento. E cada vez mais, quando parece que eles começam a controlar o jogo, trazer mais indícios, mais fatos que podem vir a ser divulgados com o montante dos 8 mil vídeos do celular de Borcaro, as novas conversas que podem vir a ser divulgadas. Enfim, não parar, porque já vimos que...
aqueles que controlam a máquina pública não têm o menor, o menor escrúpulo e preocupação em trazer um pingo de moralidade de volta para esse país. Afinal de contas, isso os derrubaria claramente.
Pois é, esse é um tema muito importante. Inclusive, muitos falam, bom, pressão popular. Não tinha alguma pressão popular para prorrogar a CPMI do INSS? Qual foi a votação? 8 a 2 para a não prorrogação. Daqui a pouco, os nossos comentaristas vão avaliar essa aposta de André Mendonça na pressão popular. Mas antes disso, tem informação chegando com a nossa reportagem. Júlia Fermino, mais uma vez.
Aqui com a gente, o governo Lula bateu o martelo, né, Júlia, sobre o conteúdo do projeto de lei com urgência constitucional que vai enviar ao Congresso Nacional para, por fim, a escala 6x1, né? Aquela tão criticada por alguns setores da sociedade. Inclusive, Lula teria definido qual seria a escala mais adequada? Conta pra gente. Bem-vinda de volta.
Sim, Caniato, Lula já tentou definir aí, deve também definir o que vai enviar ao Congresso Nacional. Esse PL que acaba com a escala atual 6 por 1. E o que é que essa proposta prevê então? A escala de trabalho seria de 5 por 2, 5 dias trabalhados, por 2 de descanso. E a redução da jornada passaria então de 44 para 40 horas semanais sem alteração.
No salário. E aí, como é que será o projeto? De acordo com aqueles que estão ligados à Lula, esse texto será mais simples e direto, justamente sem margem, para mais alterações enquanto esse texto vai passar ali pelo Congresso, né? Sem que possa ser editada, ter alguma mudança mais específica. Tudo realmente para facilitar a aprovação e evitar as alterações.
E aí o que ficou de fora desse texto? A escala 4 por 3, que também era mencionada, via aí cogitação de ter uma escala de 4 dias de trabalho por 3 de descanso, e a redução maior da jornada, que seria de 36 horas semanais. Agora esse texto prevê 40 horas semanais, reduzindo às 44. A vantagem, então, de ser um projeto de lei é que o presidente Lula poderá vetar partes do texto, se quiser.
terá mais controle sobre o resultado final, o que vai ser aprovado. E como você disse, esse PL está com urgência constitucional que determina a prazo de 45 dias para ser votado, tanto no Senado quanto na Câmara. A gente precisa seguir acompanhando, porque é um tema que é muito popular, é um tema que também está sendo usado, como Lula deve ser usado, como campanha eleitoral. Então, precisamos ficar de olho para ver qual vai ser o resultado de tudo isso, né, Caniato? Até porque impacta diretamente a vida do trabalhador brasileiro. Volto contigo.
Pois é, a gente vai seguir acompanhando os destaques da Júlia Firmino em relação a essa ideia do conteúdo do PL que será enviado pelo Executivo para o Congresso Nacional. Provavelmente esse substitui, inclusive, aquela iniciativa da Erika Hilton. Valeu, Júlia. Bom trabalho para você. A gente segue aqui em contato. Deixa eu passar para os nossos comentaristas, começar essa rodada com o Cristiano Beraldo.
O Ceberaldo Lula já teria fechado questão em relação ao conteúdo desse projeto de lei que será enviado ao Congresso Nacional e a substituição da atual escala 6 por 1, 6 dias de trabalho e 1 de descanso, para uma escala de 5 dias de trabalho e 2 de descanso. Só que com um detalhe, esse que é fundamental, proibição de redução do salário. Então, o empregador tira...
da própria margem, para ofertar esse dia de descanso para o trabalhador. Mas dá certo? Essa conta fecha? Não fecha, né, Caneto? É uma ilusão você imaginar que o governo vai interferir nas relações de trabalho de forma a garantir que o empresário simplesmente olha e fala nossa, realmente eu estou ganhando muito, então eu vou...
pagar mais para o meu funcionário, ou vou pagar a mesma coisa para ele trabalhar menos, ou seja, vou pagar mais pela hora de trabalho dele. No mundo real não é assim, até porque se nós olharmos a situação das empresas no Brasil hoje, é periclitante, assim como é a situação financeira das pessoas. São muitas empresas inadimplentes, são milhões de brasileiros, mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes.
nessa economia absolutamente inviável que temos no Brasil atualmente. Portanto, quando o governo, o presidente da República encampa essa proposta, ele está simplesmente adotando um discurso eleitoral.
querendo impor condições para as empresas manterem os seus funcionários. O que vai acontecer? A mesma coisa que correu aí notícia de que as empresas estavam preocupadas com a lei da misoginia de contratar mulheres, assim como aconteceu naquela lei que foi passada também no governo do Partido dos Trabalhadores.
sobre as empregadas domésticas, as pessoas demitem e contratam em outra condição. Quer dizer, você não consegue impor que as pessoas, que as empresas, gastem mais para pagar mais aos funcionários, sendo que há mão de obra que não vai se submeter a isso. O sujeito quer trabalhar, ele vai aceitar trabalhar recebendo o preço adequado pela hora de trabalho dele.
E isso é uma diferença importante se a gente observar os Estados Unidos, com a cultura de pagar por hora. O funcionário sabe quanto vale a hora dele, a hora de trabalho dele, quando ele deixa de ir trabalhar para jogar bola com os amigos, para ir para o clube, para o restaurante.
ele sabe o quanto financeiramente ele está abrindo mão de ganhar. E isso vai criando uma relação mais objetiva entre trabalho e remuneração. Mas no Brasil isso não acontece, é sempre dentro de uma máscara e agora o governo aí com esse discurso que não tem a menor chance de emplacar nessa economia deprimida que o Brasil vive hoje. Pois é, deixa eu só...
dividir a rede. Você que nos acompanha pela rede de rádios ficará agora com um break. A gente volta na sequência.
Sigo aqui com os nossos comentaristas. Deixa eu passar para o Luiz Felipe Dávila. A gente debate essa questão da escala 6x1, o fim da escala 6x1, algo que é defendido por alguns setores da esquerda, né, Dávila? E agora Lula teria fechado questão com seus auxiliares, com seus assessores. Ele quer a escala 5x2, 40 horas semanais, sem redução de salário.
Enfim, isso vai para o Congresso, naturalmente será debatido. Quais são os aspectos dessa proposta que você gostaria de destacar? O Beraldo já disse, ó, essa conta não fecha. Mas em um ano eleitoral parece que isso colocaria, inclusive, deputados e senadores contra a parede, né?
É, Caniato, mas é o típico projeto populista de esquerda de quem não sabe fazer conta. Dessa turma da esquerda que fugiu da aula de matemática. Porque manter salário e reduzir a hora de trabalho, isso só existe no mundo de Nárnia da esquerda. O fato é que até o momento a esquerda não conseguiu apresentar um único estudo sobre o impacto desta medida.
E somente aqueles especialistas no assunto, como é o caso do professor José Pastore, que mostrou didaticamente o impacto desastroso que essa medida terá na formalidade do emprego. Vai aumentar em 18% a 20% o custo trabalhista. O custo em torno do salário aumenta em torno de 112%. O custo em torno do salário aumenta em torno de 11%.
Isso num momento de recessão, num momento de enorme dificuldade e enorme inadimplência. Portanto, esta medida vai derrubar o emprego formal, vai aumentar a demissão do emprego formal, aumentar a informalidade, o que é péssimo para a economia. E segundo, tem um impacto desastroso nas contas públicas.
vai afetar dramaticamente a folha de pagamento dos estados e municípios em áreas como segurança pública, hospitais, escolas, justiça e, principalmente, aposentadoria. Isso vai fazer com que estados e municípios vão construir quase que 100% do orçamento com despesas correntes, o que vai esbarrar na inconstitucionalidade e causar enorme dor de cabeça para os governadores e prefeitos do país.
Portanto, só tem uma saída nesta sinuca de bico que já foi aventada pelo Beraldo e que é a principal proposta hoje do candidato à presidência da República, Romeu Zeman. Pagar por hora trabalhada. Aí acaba essa história de 5 por 2.
o trabalhador vai ganhar por hora trabalhada. Se ele quiser trabalhar 40 horas, ele vai ganhar por 40 horas. Se ele quiser trabalhar 50 horas, ele ganha por 50 horas. Quem decide é o contrato, o livre contrato entre empregador e empregado.
Esta é a única maneira para sair desta sinuca de bico que vai arruinar as finanças públicas, aumentar o desemprego, principalmente da economia formal, estourar as contas públicas e agravar a situação financeira de estados e municípios.
Rede Jovem Pan de volta aqui em Os Pingos nos Is. A notícia em destaque, a Júlia Fermina, nossa repórter, trouxe há pouco uma decisão que teria sido tomada pelo presidente da República em relação ao projeto que prevê o fim da escala 6x1. Então o presidente da República quer escala 5x2.
trabalha cinco dias por semana e descansa dois, 40 horas semanais, só que detalhe, sem redução do salário. Então, a ideia dele é que o empregador, o empresário, o comerciante, reduza da margem e, a partir daí, avance com esse projeto. E aí o Beraldo e o Dávila falaram, bom, talvez a alternativa seja a remuneração por hora.
que seria mais ou menos o que os aplicativos fazem. Uber, iFood, todas essas empresas acabam remunerando por horas. Quanto mais você trabalha, mais você ganha. Deixa eu passar para o Bruno Moussa, que também acompanha muito essas discussões em torno da escala 6x1, o fim da escala 6x1. Moussa, eu me lembro que teve uma televisão que eu trabalhei há muitos e muitos anos.
que ela abria a possibilidade para que as pessoas trabalhassem ou não no feriado. Olha que loucura, hein? Só que no feriado, para quem é CLT, a empresa tem que pagar em dobro. Curiosamente, todos iam trabalhar, ou muitas pessoas iam trabalhar, porque ganhavam o dobro no feriado. Então, dava um bom dinheiro, um extra, né? Para aqueles profissionais. Então, para você ver, quando há o estímulo, trabalhar mais para ganhar mais...
As pessoas topam fazer escalas maiores, reduzir o seu tempo de descanso. Agora, não é exatamente o que prega esse projeto. Fim da escala 6x1, escala 5x2, sem redução do trabalho. E aí?
Você trouxe um exemplo muito importante e eu recomendo a todo mundo que saia às ruas e pesquise. Com motorista de aplicativo, entregadores desses de bicicleta, do iFood. Perguntem se eles trabalhariam sete, oito vezes seguidas para folgar dois dias com dinheiro no bolso. Um dia, não importa.
Em suma maioria, eles dirão que sim. Agora, a esquerda vai ter de versar tudo isso e vai dizer o seguinte, claro, eles precisam de mais dinheiro, porque eles são uma vítima do capitalismo opressor, daquela ideia disfuncional criada por Marx, que o Mota tanto cita, e muito corretamente. Ou seja, ele já foi, ele, o Marx.
desmentido na teoria e na prática. Mas o discurso é mais bonito do que isso. Pois bem, na realidade, o que acontece é que as pessoas, o ser humano como um todo, nós somos movidos por incentivos. E seja esse incentivo emocional, financeiro, familiar, não importa. Nós precisamos desses incentivos. É da essência do próprio ser humano.
E o que eu vejo o Lula fazendo agora aqui é que ele já começou a mudar, a ceder um pouco. Aquela frase clichê, que parece clichê, mas é bastante óbvia, você não vê filhas de pessoas entrando no Brasil para querer trabalhar no regime CLT, porque ele protege o trabalhador. Mas você vê filhas de pessoas querendo entrar nos Estados Unidos onde você tem livre negociação dos contratos entre as partes envolvidas. Livre negociação entre as partes envolvidas no contrato privado.
Você trabalha, o empregador e o empregado concordam com aquilo e você tem a liberdade para fazer aquilo. Isso já mostrou que traz maior produtividade, muito melhor qualidade do próprio emprego e, portanto...
você traz benesses no médio e no longo prazo. O mínimo que foi feito ali no governo Temer já trouxe benefícios ao longo do tempo com uma maior flexibilidade, que já voltou tudo atrás, enrijeceu o mercado de trabalho num país altamente improdutivo, segundo a própria Organização Internacional do Trabalho, que é o Brasil. Mas quando o Lula começa a aceitar uma escala 5 por 2, sem redução de trabalho, eu vejo que ele começa, talvez, a ceder um pouco a uma classe que historicamente seria
eleitor do PT, as pessoas mais pobres, que seriam os entregadores ou motoristas de aplicativo que não mais apoiam esse governo por óbvio por motivos óbvios, são 22 anos no poder, prometendo coisas e não entregando absolutamente nada e entregando agora o maior endividamento público, maior endividamento das famílias e maior endividamento das empresas que começou lá atrás E aí
Então, eu acredito que não adianta, ele vai ter que continuar batendo naquilo que ele acredita que é fundamentalmente errado, porque ele não traz benefícios para o país, mas ele não pode abandonar o seu discurso enraizado ali, retrógrado. Ao mesmo tempo, ele precisa ceder para uma classe que historicamente seria petista, mas abandonou o partido porque quer uma evolução, porque quer flexibilidade, coisa que o PT não prega, encruzilhada que ele mesmo se colocou.
Pois é, deixa eu passar para o Roberto Mota, para a gente avaliar essa situação. Eu nem vou colocar aqui na discussão, Mota, o tópico que envolve a produtividade do brasileiro. Porque a gente poderia também resgatar os rankings que apontam a uma produtividade muito atrás dos trabalhadores de outros países, mesmo com a escala 6 por 1.
Imaginando, ok, se passar para 5x2, a gente vai prejudicar, inclusive, a nossa performance nessa avaliação que muitos fazem nesse ranking mundial, em que alguns elementos são considerados. Mas você, esse desejo de Lula, o projeto de lei que será enviado, ao que tudo indica...
E o quanto disso acaba impactando também no processo eleitoral, né? Porque vai ter muito deputado pensando, poxa, será que eu voto para vetar ou vamos aprovar esse projeto, né? Muitos acabam cedendo as pressões, né?
Prepare-se para o espetáculo de ver parlamentares de direita apoiando uma ideia populista da esquerda. O mais curioso é ver o governo posando de bonzinho, porque o governo é o principal responsável pelas dificuldades dos trabalhadores, porque é o governo que produz a inflação com os seus gastos.
É um mecanismo de difícil compreensão. E o governo conta com isso. Por isso, o governo destrói o poder de compra do trabalhador com uma mão e promete bondades com a outra. Mas o governo não tem poder de reduzir as horas trabalhadas e manter o salário.
porque diante do prejuízo, a empresa ou demite ou fecha as portas. E nos dois casos, quem perde é o trabalhador. Pois é, deixa eu voltar às nossas discussões em torno dessa questão que envolve o fim da escala 6x1, o projeto que o Executivo Federal, o presidente Lula, deve encaminhar para o Congresso Nacional. Há uma previsão de que... E aí
que a escala fosse 5 por 2, 5 dias de trabalho e 2 de descanso, não necessariamente sábado e domingo de descanso. 40 horas semanais de trabalho, mas sem redução de salário. Faltou alguém nessa rodada? Não? Deixa eu passar para o Cristiano Beraldo.
Beraldo, quando a gente olha para a questão que envolve o parlamentar, o Mota deu um bom exemplo. Será um festival de parlamentares de direita, de centro-direita, cedendo a uma proposta da esquerda, do presidente da República.
Eu fico imaginando a estratégia que o partido faz, ou o próprio candidato faz. Poxa, mas eu então vou votar contra um projeto que provavelmente o meu eleitor acha que é uma boa ideia. E aí, como é que o candidato a um cargo do legislativo deve refletir a respeito dessa, que é uma medida populista, mas que pode inclusive prejudicá-lo nessa caminhada para que ele continue com a cadeira na Câmara?
Pois é, aí a gente vê cada um pesando, se ele é realmente fiel aos seus ideais, aquilo que ele acredita que é o melhor para o Brasil, ou se ele é mais fiel ao seu interesse pessoal de se manter na Câmara dos Deputados. Boa parte deles, temos que convir, ficam lá fazendo pouca coisa produtiva pelo Brasil.
Mas, Caniato, a gente vê nesse tipo de discussão que o Brasil é o país da cigarra. Vocês lembram da fábula da cigarra e da formiga? Em que a formiga passa o verão inteiro trabalhando para se preparar para o frio do inverno. E a cigarra passa o verão inteiro cortindo, cantando, relaxando, aproveitando. Quando chega o inverno, a formiga está preparada, ela trabalhou, ela antecipou o seu problema.
consegue se proteger. E a cigarra está lá para morrer de frio. E aí o que a cigarra faz? Vai lá pedir ajuda, porque ela quer desfrutar do resultado do trabalho da formiga. O Brasil é o país que não perde a oportunidade de aplaudir e proteger a cigarra.
por um mero interesse mesquinho eleitoral. Ninguém é, de fato, partidário da cigarra, está ali achando que a cigarra está vendo. Não, não, não. Mas é porque simplesmente sempre vem essa conversa mole de gente que se acovarda na hora de defender as ideias que realmente acredita, apesar de, num primeiro momento...
soarem populares. Porque se eles forem competentes o suficiente para explicar como isso é danoso a todo o funcionamento da economia brasileira, as pessoas vão compreender que existe um ponto importantíssimo a ser considerado. Mas não. A gente lembra ali daquela votação em que o...
piso salarial dos enfermeiros. E eu repito aqui, todo o meu mais sincero respeito e admiração dos enfermeiros brasileiros, mas o piso salarial de qualquer profissão não pode estar na Constituição Federal. Constituição não é pra isso.
Mas aí os parlamentares acharam o máximo. Vamos lá, parecer que nós estamos preocupados com a saúde do povo e vamos fazer esse gesto para os enfermeiros. Afinal de contas, são milhões de votos às vésperas da eleição. É esse tipo de política pé de chinelo, de gente que não tem firmeza para defender aquilo que é certo, que vai submetendo o Brasil a esse tipo de situação.
Pois é, deixa eu passar mais uma vez para o Dávila, porque tem um ponto importante. O Dávila sempre gosta de mencionar a reforma trabalhista que foi aprovada na gestão de Michel Temer e alguns avanços naquela ocasião, a legislação um pouco mais flexível para contratar, para demitir, inclusive permitindo que trabalhadores pudessem atuar em empresas em um esquema de trabalho diferente, aquele trabalho intermitente, né, Dávila?
Muitas vezes o camarada tem um trabalho só de fim de semana. Ele trabalha em uma empresa na semana e um outro trabalho no final de semana. Mas aí você mencionava uma dificuldade que algumas instituições têm em lidar com as mudanças. Tudo é difícil aqui no Brasil. E mesmo quando você aprova uma legislação, há um entendimento, pelo menos na justiça trabalhista, de que é preciso você ainda se apoiar em...
coisas antigas, em legislações que já foram superadas. E aí a pergunta que eu faço, Davila, quando que a gente vai conseguir avançar de fato? Quando o nosso mercado vai se apoiar em medidas que foram tomadas em outros países, países de primeiro mundo, eu digo.
quando a justiça trabalhista cumprir a lei, cumprir a reforma trabalhista. Não é a justiça trabalhista. Alguns juízes da justiça trabalhista não respeitam a lei aprovada no Congresso. Se aprovassem, a gente não estaria tendo essa discussão, porque lá está escrito, está aprovado, já é lei no Brasil que o legislado se sobrepõe.
A legislação trabalhista, o combinado, o negociado se sobrepõe à legislação. Isso já está na lei. É só negociar a forma que você quer trabalhar, ser remunerado, quantas horas quiser trabalhar, que está tudo certo. Isso depende do consenso entre empregador e empregado. Foi criado também o Banco de Horas.
Banco de Horas é lei. É só ali. Você gosta de trabalhar mais no fim de semana, o outro gosta de trabalhar mais à noite, o outro gosta de trabalhar mais de madrugada. Cada um faz do jeito que quiser. Está lá banco de horas. Isso já está na lei. Portanto, é só respeitar a lei. Não precisa ficar criando leis e regras demagógicas que só vão gerar mais desemprego. Só vão jogar mais pessoas na informalidade. Agora, o que me chama a atenção é só um...
Não é apenas o ato demagógico do governo, é a conivência dos parlamentares, é a conivência dos governadores e prefeitos que vão ser os mais afetados por essa medida absurda. Vai destruir a finança dos estados e dos municípios. Agora...
calar-se agora significa pagar a conta pro resto da vida, então não faz o menor sentido, então o que nós temos de fazer no Brasil? Respeitar a lei e modernizar a regra da lei, porque no fundo o Brasil tem hoje a maior judicialização trabalhista do mundo
Então, Caniato, vamos respeitar o que o Congresso aprovou e a lei que vigora no país, que é a reforma trabalhista. Se fizéssemos isso, não teríamos esse bate-boca em torno de um projeto absurdo que vai aumentar o desemprego, quebrar cidades e estados e não vai fazer o que a lei desejaria, ou seja, manter.
As pessoas ganhando a mesma coisa e trabalhando menos horas. Isto somente no mundo de Nárnia da esquerda. Isso para muitos seria um dos itens dentro desse pacote de bondades, aquele que nós mencionamos há pouco. Mas deixa eu passar para o Bruno Musa, porque o Bruno e o Mota não falaram sobre aquela outra iniciativa. A iniciativa que poderia custar aos cofres públicos algo em torno de 400 bilhões de reais.
E claro que é preciso considerar que alguém teria de pagar essa conta em algum momento, né Bruno Musa?
É sempre importante dizer que a linguagem é muito importante como é colocada. Eu, que estive há pouco tempo, tive o privilégio de estar com o Mota no Rio de Janeiro, ele me presenteou com o livro dele e eu estou terminando de ler. E ele menciona muito a respeito dessa mudança da linguagem quando você faz, por exemplo, com presidiários, que você vai transformando em apenados, depois você transforma em ressocializando, vai transformando em algo bonito.
Então veja que o ponto dos 400 bilhões, que representa 3,5% do PIB, é a mesma coisa. Pacotes de bondades. Não são todos que entendem a ironia do processo. Muitos entendem realmente que há uma bondade por trás, que realmente os preços estão subindo, que o único caminho é você travar os preços, porque isso simplesmente vai diminuir o lucro.
daquele empresário que já é rico e é malvadão. Sem entender que grande parte dos empreendedores brasileiros, 80% dos empregos, são gerados por pequenos empreendedores. Aquele dono da padaria, do botequinho, que muitos deles ganham poucos salários mínimos por ano como empreendedor, assumindo o risco de ser empreendedor no Brasil. Portanto, uma...
inversão na linguagem que as pessoas simplesmente vão absorvendo aquilo de maneira paulatina e pouco a pouco vão acreditando que aquilo é uma verdade quando vai entrando em nossas cabeças. Mas quando você analisa dados, fatos, números vê que há uma mera narrativa por trás disso tudo.
Estamos falando de 3,5% do PIB, 400 bilhões de reais, que será pago sim ou sim, especialmente pelos mais pobres, porque são eles que não têm para onde fugir. São eles que têm que aceitar as regras mais duras de trabalho, menos flexíveis. São eles que têm grande parte do seu salário preso no FGTS, que eles não podem mexer no FGTS e não há rendimento.
que seja satisfatório em cima desse capital deles. Mas eles podem pegar o FGTS, colocar como garantia num banco, pagar juros em cima do empréstimo, dando como garantia o FGTS dele. Mas ele não pode mexer. Por quê? Porque algum ser...
semideus lá no governo falou que não, que aquilo não pode ser movimentado pelo trabalhador. Você acha que realmente os mais ricos precisam do FGTS para se movimentar? Claro que não. Portanto, quem paga as contas é justamente o povo mais pobre. Sustenta esse governo com uma narrativa mentirosa que precisa cada vez mais aumentar os impostos para sustentar essa máquina nababesca inchada, corrupta e ineficiente, que é a máquina pública brasileira.
Só que, claro, isso não rende voto. Então é mais fácil inventar a narrativa. E uma grande disfunção que nós temos hoje, o privilegiado é quem mente mais numa campanha política. Porque ele mente, não há qualquer freio moral para que ele pare de mentir e também não há nenhum efeito legal se ele não entregar nada daquilo que ele prometeu. Portanto, você tem um sistema onde privilegia os mentirosos e aqueles que usam a máquina pública para distribuir dinheiro, que não é deles.
E eles te dão 5 e tomam 10 através de impostos e de inflação. E quando a coisa aperta, como agora, você vê o governo sendo obrigado a diminuir alguns impostos. Só que ele continua aumentando os gastos. O que acontece com isso? O déficit aumenta. Mais déficit, mais endividamento, juros mais altos, moeda que perde poder de compra. Quem paga? Justamente os mais pobres. Aquele que eles dizem defender. 22 anos de pura mentira populista.
A gente vai fazer um rápido break. Queria pedir pra você votar na enquete do dia sobre a possibilidade de Lula não disputar a eleição de outubro. Você acha que isso é factível? Acha que não? Ele vai tentar o quarto mandato? Ou tudo depende? Depende das pesquisas. Se ele estiver bem nas pesquisas, disputa. Se estiver mal, escala, Fernando Haddad. Eu conto com você com o seu voto. Vamos fazer um rápido break, um minuto e meio. Na volta, mais destaque, mais informação e mais debate. Eu conto com você até já.
Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Aqui a entrevista vai direto ao ponto. E toda semana, as principais autoridades e personalidades do Brasil no centro da roda. Receberemos Roberto Podval, advogado criminalista, para uma conversa sobre o direito penal. Direto ao ponto. Hoje às nove e meia da noite, na Jovem Pan.
Você anda meio cansado, desanimado, sem energia, sem disposição? Eu quero falar pra você que esse magnésio vai te ajudar. O magnésio é um fio condutor das vitaminas e dos sais minerais. E é importante a gente falar, na dose certa. É isso mesmo. O magnésio vai levar a vitamina C pro seu sistema imunológico, fortalecendo o seu organismo. Além do mais, ele vai levar potência...
para a musculatura, evitando câimbras, espasmos musculares e, claro, ele leva cálcio para os ossos, evitando a osteoporose. O nosso magnésio é 5.0. São cinco magnésios em uma única cápsula, que vai melhorar muito os níveis de energia também. Olha que bacana!
ter mais energia, mais disposição, dormir bem à noite também. Ele ajuda a estimular, a induzir o sono. Você vai dormir melhor, vai produzir mais melatonina. E uma coisa muito bacana do nosso magnésio é que ele não tem efeito colateral e não tem contraindicação. Qualquer pessoa pode usar.
Inclusive você, que às vezes está sofrendo com aquela dor no joelho, no tornozelo, aquela dificuldade para caminhar. Use o magnésio, ele destrava os movimentos e alivia diretamente a dor. Além de aliviar a dor, ele vai fortalecer a massa magra. Use o nosso magnésio. Você vai ligar agora. 0800 787 1030 Eu entrego na sua casa, não cobre o frete, mas você tem que ligar agora.
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Os Pingos nos Is. Jovem Pan. Estamos de volta com o programa Os Pingos nos Is. Os assuntos importantes do dia, sempre contando, claro, com as análises dos nossos comentaristas.
Um pouco antes de um break comercial, nós falávamos sobre a aposta do ministro do STF, André Mendonça, que é o relator do caso do Banco Master, que a pressão popular poderia ajudar no avanço das investigações, mesmo que nomes de ministros venham à tona. Deixa eu receber a rede Jovem Pan, todos conectados com a gente aqui nesta segunda-feira. Vou passar para o Roberto Mota.
Porque há pouco nós falávamos sobre uma informação que foi divulgada e que diz respeito a um diagnóstico feito por André Mendonça que apostaria na pressão popular caso nomes de ministros viessem à tona. E a pressão popular poderia ajudar no avanço dessas investigações, inclusive na...
uma votação favorável da própria corte em relação ao avanço da investigação. E eu me lembro que, quando eu chamei a...
a reportagem, eu fiz um teaser mencionando o seguinte, Mota, bom, beleza, o ministro então aposta na pressão popular, mas também não havia uma certa pressão popular para que a investigação da CPMI do INSS fosse prorrogada? E qual foi o score da análise do Supremo? 8 a 2 contra a prorrogação. E aí muitos se perguntam, bom, a pressão popular resolve essa história, Mota?
Eu me lembro da gigante, gigantesca pressão popular pela Lava Jato.
E a gente se lembra como terminou a Lava Jato. Essa matéria, ela se baseia em declarações supostamente feitas por pessoas próximas ao ministro. Ela não se baseia em nenhuma declaração do ministro. Eu acho que por isso, talvez, o teor da matéria é um pouco confuso. Segundo a matéria, o ministro teria dito que a investigação não pode se prestar a prejulgamentos ou perseguições.
mas que se as provas do processo demonstrarem o envolvimento real dos seus colegas na teia de Vorcaro, vai trabalhar com seriedade e seguir em frente. Quando você espreme essa declaração, o que sai dela é um absoluto suco de obviedade. É uma declaração sem significado nenhum.
Pois é, claro, trata-se de uma reportagem que acaba compilando informações que teriam sido levantadas pela reportagem. Não há uma fala em primeira pessoa, uma entrevista com o ministro, e o ministro acabou afirmando isso ao repórter. Deixa eu passar para o Dávila também.
discorrer a respeito desse destaque, você, Davila, rapidamente, a pressão popular na avaliação de muitos poderia fazer com que a investigação avance, ainda que nomes de ministros venham à tona na delação de Daniel Vorcaro, 40 segundos.
A pressão popular é inócua quando você tem um Senado de covardes. A pressão popular seria um mecanismo muito importante para pressionar o Senado a exercer o famoso freio e contrapeso. Como temos um Senado omisso, covarde, não tem a menor chance. Ou seja...
A arrogância do corporativismo do judiciário se protegendo, se esquivando, varrendo evidências para debaixo do tapete para não comprometer ministros do Supremo continuará até que tenhamos um Senado com coragem. E isso depende do eleitor, em 2026, fazer com que esses omissos e covardes voltem para casa e coloquem o Senado à altura do que o Brasil precisa.
Rapidamente nesse assunto, toque final do Bruno Musa. Bruno, 30 segundos.
Bom, vamos lá. A pressão deve continuar, é a única forma da gente ter algum tipo de esperança nessa mudança. Cada vez mais somos céticos com relação a tudo. Mas não podemos simplesmente jogar as mãos, senão a gente simplesmente pega as coisas e vai embora. Portanto, a pressão popular é inevitável. Querem colocar autocensura, mas isso não deve acontecer. Pressão em cima dos fatos, não narrativa. Fatos.
Tá certo, a gente vai seguir nesse assunto. Amanhã o Cristiano Beral também vai tratar disso na edição de terça-feira. Um abraço aos nossos comentaristas. Resultado da enquete, a enquete é a pergunta que nós fizemos. Você acredita que Lula pode desistir de disputar a reeleição?
49% disseram não, ele tentará o quarto mandato. 36% depende das pesquisas eleitorais. Já 15%, sim, ele vai focar na vida pessoal. Muito obrigado a todos, um grande abraço. Amanhã, uma nova edição de Os Pingos nos Isso, com as principais notícias do dia. Fique agora com o Jornal Jovem Pan. Um abraço, tchau, tchau.
A opinião dos documentalistas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação. Realização Jovem Pan.
JBL
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