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Lula lidera rejeição / Alckmin entra na chapa de 2026

02 de abril de 20262h
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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (02):

Uma pesquisa da AtlasIntel e da Arko Advice apontou os políticos com maior rejeição entre os eleitores. O presidente Lula (PT) aparece em primeiro lugar no levantamento, seguido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O estudo também investigou os principais motivos apontados pelos entrevistados para a rejeição aos nomes citados.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deixou o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para cumprir a regra de desincompatibilização eleitoral. Confirmado como pré-candidato à vice-presidência na chapa do presidente Lula (PT), Alckmin agora deve se dedicar à campanha e às atividades na vice-presidência. O governo ainda avalia quem será o seu substituto na pasta.

Alckmin afirmou que quem defende ditadura não deveria disputar eleições no Brasil. A declaração foi feita durante um café da manhã com jornalistas, em que o ministro se despediu do comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para cumprir a regra de desincompatibilização eleitoral.

O presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil não mudará o sistema de pagamentos Pix, mesmo após críticas feitas em um relatório dos Estados Unidos. Durante visita a obras do VLT em Salvador, o presidente disse que o Pix pertence ao Brasil e destacou a importância do sistema para a população e para o funcionamento da economia.

Durante um evento em Fortaleza, o presidente Lula (PT) chamou atenção ao cometer um possível ato falho ao se dirigir a jovens presentes na cerimônia. Em um trecho do discurso, o petista afirmou que os jovens seriam “honestos” e que queriam que ele também fosse. A declaração gerou repercussão e abriu espaço para críticas de opositores.

O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), seria um bom nome para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No entanto, segundo apuração do jornalista Misael Mainete, Caiado não pretende aceitar o convite e mantém a pré-candidatura à Presidência da República. Outros nomes, como Tereza Cristina (PP-MS) e Romeu Zema (Novo-MG), também são citados como possíveis opções para compor a chapa.

A Polícia Militar de São Paulo concedeu a aposentadoria ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso preventivamente e responde por feminicídio e fraude processual. A decisão foi publicada em portaria que o coloca na reserva da corporação, garantindo vencimentos integrais de cerca de R$ 20 mil mensais. O caso ganhou repercussão após a morte da policial militar Giselle Alves Santana, encontrada sem vida no apartamento onde o casal morava.

Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Participantes neste episódio6
M

Marcelo

HostPresidente
A

André Anelli

Reporter
C

Cristiano Beraldo

ComentaristaAnalista político
L

Luiz Felipe Dávila

ComentaristaAnalista político
P

Palumbo

ComentaristaDelegado
R

Roberto Mota

ComentaristaAnalista político
Assuntos5
  • Flavio Bolsonaro vs LulaPesquisa Atlas Intel · Motivos da rejeição · Polarização política
  • Geraldo Alckmin - CandidaturaDesincompatibilização eleitoral · Chapa Lula-Alckmin
  • Impunidade e CondenacoesCaso do tenente-coronel · Aposentadoria de policiais
  • Polarização EleitoralEleições de 2026 · Candidaturas e alianças
  • Sistema de Pagamentos PIXImportância do Pix · Críticas ao sistema
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Os Pingos nos diz Jovem Pan.

Olá, muito boa noite, dezoito horas, está começando agora os Pingos nos Is, nós estamos agora no horário oficial de Brasília, dezoito horas, hoje é quinta-feira, dia dois de abril de dois mil e vinte e quatro, e no programa de hoje nós teremos a participação, ao meu lado aqui, o Cristiano Beraldo, já está conosco aqui nos estúdios da Jovem Pan aqui em São Paulo, teremos ainda o Luiz Felipe Dávila e também o Roberto Mota.

Vamos então agora começar essa edição na véspera do feriado, sexta-feira santa, muita gente viajando e acompanhando, claro, os pingos nos is também aí na sua viagem. Fique conosco, muito obrigado pela companhia e sintonia. Então vamos colocar os pingos nos is.

Porque uma eleição tão polarizada, um fator que deve pesar na escolha do voto é a rejeição. Aquele político em quem o eleitor não vota de jeito nenhum. E uma pesquisa Atlas Intel e também da Arco Advice perguntou exatamente isso ao eleitor. Que só poderia escolher então um nome. E veja como ficou, né? Nós temos uma arte aí pra colocação pra você.

Lula aparece com 50,6%. Flávio Bolsonaro, 24%. Jair Bolsonaro, 16,3%. Nicolas Ferreira, 5,9%. Fernando Haddad, 0,9%. Tarcílio Freitas, 0,8%.

Os entrevistados também foram questionados sobre os motivos da rejeição. Nós temos uma outra arte agora envolvendo, evidentemente, com a corrupção. Então, a questão da corrupção implica em 85,9%, que a população também, dependendo do Estado, varia. Então, 45,7% representa também um projeto de poder autoritário, 33%.

E não foi um bom presidente, 29%. E também nós temos aí o estímulo à divisão do país, outra alegação que foi dada, 16%. Vamos continuar agora vendo a rejeição de Flávio Bolsonaro. Num governo parecido com o governo de Jair Bolsonaro, tem uma aí, portanto, 74,4%.

Envolvendo também aí, quando vem a corrupção, 62%, representa um projeto de poder autoritário, 47%. E também nós temos aí conivência, né? Age por conveniência, portanto, 31%. E não prioriza os verdadeiros problemas do país, 28%. Então, nós trouxemos aí pra vocês essa pesquisa que foi divulgada hoje. E eu já vou começar aqui com o Cristiano Beraldo, fazendo essa análise. A gente sabe...

Que é claro que o político, o Lula tem a sua rejeição, o Bolsonaro tem a sua rejeição. E numa eleição tão polarizada, você acredita que nós teremos então a questão da rejeição como fundamental aí, por uma definição, já que a eleição, ela parece aí muito apertada mesmo. Boa noite, seja bem-vindo.

Obrigado, Marcelo. Boa noite a você, boa noite ao Dávila, boa noite ao nosso querido delegado Palumbo, sempre bem-vindo aqui nos Pingos nos Is e a nossa audiência que prestigia diariamente os Pingos nos Is. Marcelo, o que acontece no Brasil hoje é que sim, a rejeição é um fator extremamente importante para a definição de voto.

Essa polarização que se criou no Brasil, ela não foi uma polarização de ideias. Não é uma pessoa que tem lá uma visão de direita e o outro tem uma visão de esquerda em razão desse ideal de caminhos diferentes para resolver os problemas do Brasil. Eles então debatem e a conversa se inflama. Não é isso. Hoje o Brasil vive uma polarização em torno de pessoas.

Então, há um grupo de brasileiros que vê em Luiz Inácio Lula da Silva um caminho para o Brasil, apesar de ele estar no poder há tanto tempo e o Brasil só ter piorado.

De outro lado, há um número expressivo de pessoas que têm, por Jair Bolsonaro, também um apreço, uma confiança, uma dedicação muito grande. E isso vai gerando esse sentimento em relação às pessoas. Então, quem rejeita...

Jair Bolsonaro, e por conseguinte rejeita a família Bolsonaro, vai votar no Lula. Não que vá defender o Lula, mas vai votar pela rejeição. E vice-versa, isso também acontece com pessoas que votam em Flávio Bolsonaro, na seleção, por exemplo, para rejeitar Lula. Mas isso mostra também como o Brasil não consegue debater ideias. Essa é a nossa maior urgência. Porque temos problemas tão graves e tão óbvios.

E ninguém fala nada, é só a gente constatar agora. Depois de tudo que aconteceu no Brasil, nós estamos diante de uma guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã e a gente não tem sequer reserva no Brasil para garantir uma produção estável de combustíveis, garantir uma estabilidade de preço. A gente sempre fica à mercê do outro. Por quê? Porque ninguém está pensando no Brasil, eles só estão pensando na eleição.

Muito bem, vamos girar agora toda a nossa participação aqui nos Pingos nos Is. Eu vou conversar com o Roberto Mota lá no Rio de Janeiro. Muito boa noite, Mota. Boa noite, Marcelo. Boa noite, meus colegas de bancada. Boa noite, nossa querida audiência. E boa Páscoa a todos. Uma surpresa, Mota.

Olha, Marcelo, eu sempre tenho muito cuidado com pesquisas, especialmente quando eu não tive oportunidade de examinar com detalhe. Agora, quando a gente olha esses números, não há realmente nenhuma surpresa. Eu acho que a maior surpresa no primeiro número é que ainda existam 41% de eleitores.

dispostos a votar no candidato do governo. Agora, quanto às razões alegadas para não votar no candidato do governo, associação com corrupção, populismo e autoritarismo, eu acho que essas razões acertam no alvo. Agora, eu achei especialmente interessante a principal razão alegada com essefecture,

pelas pessoas pesquisadas para não votar em Flávio. Parece que elas não querem um governo parecido com o governo de Jair Bolsonaro. E essa é justamente a estratégia central da campanha de Flávio, mostrar que vai fazer um governo diferente.

Luiz Felipe Dávila também está conosco. Dávila, então, ficou assim, 50,6% com o Lula. Flávio, 24%. Jair, 16%. Nicola, 5,9%. Haddad, 0,9%. Tarcísio, 0,8%. Foram questionados os motivos aí da rejeição, como agora o Mota também colocou. A questão da corrupção aparece em primeiro, 85,9%.

que era a população dependente do Estado, 45%, representa um projeto de poder autoritário, 33%, não foi um bom presidente, 29%, e também estimula a divisão do país, 16%. Então, são argumentos aí bem fortes que vão ser determinantes nessa eleição, Dávila. Seja bem-vindo, boa noite.

Boa noite, Marcelo. Prazer tê-lo aqui nos Pingos nos Is conosco. Boa noite, meus colegas de bancada e boa noite a nossa querida audiência. Esses números refletem algo fundamental. Primeiro, esta será uma eleição plebiscitária. Isto significa se o eleitor aprova ou rejeita o governo.

Mais de 50% do eleitorado, ou seja, 54% do eleitorado, diz que não quer ver Lula continuar no poder. Ou seja, neste plebiscito, Lula já perdeu. A maioria do eleitorado não quer que ele continue na presidência na República. E aí a pesquisa Atlas Intel...

mostra por que a população rejeita Lula no poder. Primeiro, a corrupção. A corrupção contamina o governo petista desde o seu primeiro governo. É petrolão, mensalão, agora roubo do INSS, banco master, onde tem rolo de corrupção.

tem o PT por perto. Então, é óbvio que essa é a percepção que a maioria do eleitor tem um partido e um governo sempre ligado aos grandes escândalos de corrupção do país. Segundo, como você bem disse, Marcelo, um número interessante. Boa parte rejeita o governo Lula por entender que ele quer aumentar a dependência do cidadão do Estado. Ofecture

É justamente este o projeto de poder do PT. Criar uma dependência cada vez maior, distribuindo favor, benefício, bolsas, tudo para tentar escravizar o cidadão ao Estado.

Nunca foi um governo que olhou para aqueles que querem produzir, trabalhar, empreender. Para esses, o Estado só cria dificuldades, atrapalha a concorrência de mercado, compromete a competitividade e transforma.

a vida do trabalhador e do empreendedor num verdadeiro inferno, inferno burocrático, inferno na quantidade absurda de imposto que temos que pagar e inferno num Estado que só atrapalha a competição de mercado. Então, está aí estampada os motivos pelo qual, nesta eleição plebiscitária, o eleitor rejeita o governo de Lula.

E nesta terça-feira, também nesta edição dos Pingos nos Is, agora também vamos conversar com o delegado Palumbo, que está conosco. Palumbo, muito boa noite. Boa noite, Marcelo. Boa noite, colegas de bancada e amigos da Jovem Pan. Eu creio que a rejeição maior do Lula, isso já era previsível.

tanto pelo aspecto da corrupção, mas também da segurança pública, que deixou muito a desejar com o povo brasileiro. Principalmente quando ele se nega, acabou vetando projetos importantes, como o da Saidinha, eu acho que teve um peso grandioso com isso.

teve que ser derrubado no Congresso Nacional, e é evidente que a população sente na pele esses problemas que afligem a sociedade, principalmente no tocante à segurança pública, que é, sim, o calcanhar de Aquiles de tantos governadores e principalmente do presidente da República. Não adianta vir com pacotes mirabolantes às vésperas das eleições, com medidas que...

queiram salvar a pátria, porque não vai adiantar. A grande verdade é que durante o seu governo a população sofreu muito, tivemos pouquíssimos avanços no tocante à segurança pública, ele mesmo não mandou projetos importantes quando mandou que centralizar toda a segurança pública no governo federal. Então isso já era esperado. Sem falar dos escândalos de corrupção, INSS e tantos outros que apareceram, Correios que dava lucro, agora está em déficit bilionário.

Enfim, isso é natural e é um ponto fundamental principalmente no segundo turno, onde geralmente quem leva o segundo turno é aquele candidato que tem menos rejeição. Então vai ser uma briga de gigantes, porque os dois principais candidatos estão ali com uma rejeição muito alta, eles vão ter que trabalhar muito para baixar esses níveis de rejeição se quiserem levar a presidência da República.

Beraldo, a gente observa, então, a culpação aparece lá praticamente 85,9%, 86% das respostas. E como disse o Palumbo agora, a população dependente do Estado, 45%. E a gente observa agora que para essa eleição nós já tivemos, então, a isenção dos 5 mil reais, o vale-gás, o vale-luz.

Agora, a grande discussão que o Congresso pretende travar é a questão da escala 6x1. Seria o melhor momento para colocar uma discussão como essa. O setor empresarial fala o seguinte, qual que vai ser a parte do governo? O governo não vai para o churrasco, ele não vai levar nada, ele vai comer a picanha, beber e participar do churrasco, mas não vai entrar com nada, quer dizer, não vai haver uma redução de carga tributária.

para o empregador empregar mais, ou seja, o governo apoia, porque evidentemente é uma pauta muito populista neste momento e outras pautas que estão acompanhando. Então a gente observa o seguinte, agora eu pergunto para você, existe riqueza cada vez mais com a população dependente do Estado para um país?

Não existe, né, Marcelo? Se a gente observar tudo que o governo faz é para gerar dependência das pessoas, de um número cada vez maior de pessoas, do Estado brasileiro. Porque é assim que a política tradicional continua controlando.

comandando essas pessoas. O Brasil sofre de forma brutal de compra de votos até hoje, algo que destrói a democracia, mas é um instrumento comumente utilizado para definir eleições. E o que é a compra de votos?

É a total incapacidade da pessoa, do eleitor, de compreender qual é o seu papel no processo democrático, qual é o seu papel em relação ao país. Então você tem uma massa de pessoas que olham para os políticos e para o Estado.

com a expectativa de que eles é que vão resolver os seus problemas. Não há um estímulo para que as pessoas avancem, prosperem, melhorem, assumam as redes das suas próprias vidas. Então, este governo fez o pé de meia. O que é o pé de meia?

É um esforço para se acostumar jovens a viverem do dinheirinho do Estado enquanto ainda estão na escola. E por que o governo fez isso? Porque a rejeição do atual presidente junto aos mais jovens passa dos 70%.

Só que não vai ser assim. Os mais jovens têm uma referência completamente diferente, uma forma diferente de olhar a vida. Os mais jovens já estão crescendo, sofrendo influência e exposição à informação a partir das redes sociais.

Portanto, a forma de tratar esses jovens, a forma de mostrar aquilo que eles querem, que estão ali numa fase em que querem crescer, conquistar o mundo, ter uma vida melhor, querem muito, mas o Estado entrega uma esmola. Então, realmente, a gente vê que esta dinâmica é extremamente nociva, mas alimenta um país que não tem projeto, que não tem estratégia, que não tem futuro.

É tudo feito pensando na eleição. Nada é feito pensando no futuro do país.

Porque essa questão social, né, Mota, a gente sabe que é trazida a questão do Bolsa Família, a gente sabe que é preciso haver uma assistência social para aqueles que não têm a oportunidade, evidentemente, de procurar emprego. Mas a gente não pode comemorar quanto mais pessoas entram, mas sim deveria haver as pessoas saindo, tendo aquele momento mais emergencial e depois conseguindo viver com suas próprias contas, evidentemente. Se não vira, como o Beirado colocou, vira um Bolsa Voto.

Se não vira, não, né, Marcelo? Já virou há muito tempo. A verdade é que essa tendência do Estado de ser populista beneficia incrivelmente os políticos. Políticos de todas as matizes, mas principalmente os políticos de esquerda, porque eles fazem dessa dependência a peça central do seu programa.

Não se trata de ajudar aqueles que não podem trabalhar. Na cabeça do esquerdista, se trata de redistribuir a riqueza. Então, cobrar impostos altíssimos, tirar dinheiro de quem paga os impostos para dar esse dinheiro para outras pessoas, não necessariamente aquelas que não podem trabalhar porque estão doentes ou são muito idosos.

Trata-se de uma compra indireta de votos. E aí a gente tem que lembrar aquilo que Magaretá tinha ensinado uma vez. Toda sociedade tem que ter uma escada para que as pessoas possam subir e melhorar de vida por iniciativa própria e uma rede para amparar aqueles que não têm condição, porque são muito idosos ou são doentes.

Não se trata de criar um mecanismo populista de compra de votos. Mas é isso mesmo que se criou no Brasil.

Agora, Dávila, a gente já está se preparando, daqui a pouco vem a campanha eleitoral e vai ter aquele velho discurso da geração de empregos, oportunidades, saúde, educação. Quer dizer, a gente vai querer morar naquele cenário da propaganda eleitoral que será apresentada ao eleitor. Mas a gente está bem longe disso e é claro que essas questões que a gente está debatendo aqui elas vão ser determinantes numa eleição muito apertada.

É verdade, Marcelo. Mas veja que interessante. Todas essas propostas populistas vêm de uma ilusão. A ilusão que é possível diminuir a hora trabalhada e continuar ganhando a mesma coisa.

Só uma pessoa desavisada acredita nessa mentira. Isso é uma mentira. É óbvio que você não vai conseguir manter o mesmo salário e trabalhar menos. Isso não existe. As empresas têm custo. As empresas têm que ter lucro justamente para poder pagar salários.

E o professor José Pastore, que é o maior especialista neste assunto, já mostrou que isto vai encarecer em mais de 20% o custo de contratação. Isto significa, se aumenta o custo para contratar, as empresas vão deixar de contratar ou mesmo demitir pessoas. Ou seja, a tal fórmula que ia manter salários a altos.

e manter as pessoas trabalhando menos, isso não só é mentira, como vai se tornar desemprego. Porque muitas empresas não vão aguentar pagar 20% a mais nas suas folhas. O segundo ponto...

Esta medida mostra aqueles que compactuam com o populismo e apoiam uma medida desastrosa que vai aumentar o desemprego, aumentar a informalidade e reduzir salários. Porque você vai demitir aquelas pessoas que ganham mais e contratar pessoas que ganham menos.

E esses populistas de carona vão entrar nesta ilusão porque não querem no ano eleitoral se indispor com o eleitorado e votar contra, entre aspas, uma medida popular. Ao invés, o que é um bom parlamentar? Aquele que explica para o eleitor por que ele não vai votar numa barbaridade populista dessa que vai prejudicar a vida dele. Isto é que deveria ser um parlamentar responsável.

Portanto, este projeto mostra duas coisas. Que o populismo não tem limite, o populismo não sabe fazer conta e a covardia daqueles que sabem que isto é maléfico ao trabalhador e mesmo assim poderiam votar a favor.

porque, infelizmente, não tem coragem de, entre aspas, decepcionar o eleitorado. E aí nós temos um candidato à presidência da República, pelo menos foi o único até o momento, que é Romeu Zema, que anunciou o jeito para sair desse corner colocado por essa proposta populista. Zema propôs, muito simples, vamos remunerar a hora trabalhada, como é nos Estados Unidos.

Trabalhou quatro horas, vai ganhar por quatro horas trabalhada. Trabalhou dez horas, vai ganhar por dez horas trabalhada. E aí essa legislação passa a não fazer o menor sentido. Cada um vai receber de acordo com o que trabalha. Veja como que um candidato que pensa não só no trabalhador, mas no empresário, consegue propor algo que faz sentido, racional e realista.

Antes da gente chamar o delegado Palumbo mais uma vez, eu quero chamar a sua atenção para que você vote na nossa enquete, nos pingos, nos is de hoje, essa edição está perguntando o seguinte, vai lá no YouTube e vota, por favor, a gente quer conferir a sua opinião. Você concorda?

em classificar as facções criminosas como terroristas. Esse foi um tema que dominou toda a discussão. O delegado Paulo Mbutava falando a respeito da violência, aquele projeto que foi, voltou, tanta discussão, tantos retornos também.

Então, agora, eu quero saber a sua opinião, por favor. Então, você concorda em classificar facções criminosas como terroristas? Vota lá no YouTube e, ao final do programa, nós traremos, então, aí o resultado da enquete de hoje, portanto, desta quinta-feira. Voltando a falar com o delegado Palumbo.

Delegado, o senhor que vive o dia a dia dos parlamentares, a gente sabe que o Brasil inteiro se reúne, lá todos os estados. No dia a dia agora, qual que é a grande preocupação do político? É manter a sua cadeira lá em Brasília, delegado Palombo?

É, a grande preocupação é você vir à reeleição e ganhar e não tentar votar projetos que a população não vai entender como populista ou impopular, alguma coisa nesse sentido. Não dá para um parlamentar achar que a maioria da população vai entender. Se a gente sair da nossa bolha um pouquinho, a gente tem que se colocar principalmente no lugar da população, da grande massa.

E infelizmente o governo vai vir com um pacote populista para tentar se reeleger. Um deles é o fim da escala 6x1. E se a gente conversar com as pessoas que trabalham nesse regime de escala, é óbvio que eles estão querendo que acabe. Eles não estão preocupados se isso vai ferrar o pequeno empresário, o micro empresário, o grande empresário. Eles não estão preocupados na cabeça da maior parte da população.

isso vai ser bom para eles e não haverá redução de trabalho, não haverá perca do emprego, não terá desemprego, não haverá nada disso. Eles, lamentavelmente, não entendem. Concordo com o Dávila que a gente tem que tentar explicar. Mas, como eu estava chegando outro dia em casa e a porteira falou assim, delegado Palumbo, por favor, temos que acabar com essa escala.

Então é difícil entender que se isso realmente acontecer, vai ter um número maior de desempregados, pode ser que diminua salário, que não vai haver redução de impostos e de carga tributária para o empresário. É difícil você encurtir isso na cabeça da população, porque o argumento dela está na ponta da língua. O que ela falou para mim, ela falou que eu gostaria de ficar um dia a mais com o meu filho.

porque o único dia livre que eu tenho, eu tenho que limpar a casa, enfim, fazer os trabalhos domésticos. Mas concordo com o Dávila, assim. O trabalho do político é tentar explicar para a população que isso pode ser um tiro no pé, que hoje essa pessoa tem um emprego, mas amanhã talvez ela não tenha, porque vai quebrar. A carga tributária do Brasil é extremamente elevada. Quem é que vai pagar essa conta? O empresário tem condição de pagar?

E aí vem outros benefícios, que a gente está acostumado a ver o pacote, entre aspas, de bondade para tentar se releger. Sem contar as falsas promessas que aparecem por todos os candidatos, ou por boa parte desses candidatos, falando que vão dar isso, vão dar aquilo, churrasco, enfim, o que toda a população brasileira conhece. O que eu sou favorável é de que a gente tenha um pouco mais de atenção no tocante à educação para que...

o eleitor saiba o que faz um vereador, um deputado, um deputado estadual, federal, um senador, porque a grande parte da população não tem a mínima ideia da diferença de um deputado estadual, federal ou de um vereador. Para eles a pauta é sempre a mesma. A pauta, o que pode um vereador, pode um deputado federal. Eles não conseguem entender isso porque...

Não se tem cultura, não se tem estudo, ou seja, tem uma população extremamente enfraquecida em matéria cultural que não vai entender muitas vezes quando o político tentar explicar por que o fim da escala, por exemplo, 6x1, pode ser um tiro no pé e que amanhã, hoje pelo menos ela tem um salário, que amanhã ela pode se encontrar desempregada. Muito bem, agora são 18 horas e 26 minutos, parte da rede Jovem Pan sai agora.

E nós vamos continuar, evidentemente, com essa edição dos Pingos dos Is, desta quinta-feira, dia 2 de abril, véspera do feriado da Semana Santa. E como o delegado Palumbo colocou, né, muitas vezes a pessoa vota, nem sabe, nem lembra em quem votou, como é que vai cobrar. E é muito importante você estar delegando com o seu voto, justamente essa pessoa ir lá e vai te representar.

Então, nesse ano, nós teremos, então, a votação deputado estadual, deputado federal, duas vagas para o Senado, governador de Estado, além do presidente da República. Então, você precisa se informar aí para poder acompanhar também, votar e acompanhar o trabalho do seu deputado, do seu senador, do seu presidente, do seu governador.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, ele deixa hoje o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Quem tem as informações, o Igor Damasceno, né? Daqui a pouco ele estará conosco aqui pra trazer todas essas informações. Agora sim, Igor Damasceno.

Hoje foi o último dia de Geraldo Alckmin à frente do Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços. Alckmin foi confirmado pelo presidente Lula como pré-candidato à vice-presidência da República nas eleições deste ano. Então, por questões de legislação eleitoral, ele precisa entrar no processo de desincompatibilização e agora não pode mais ser ministro de Estado. A lei eleitoral permite que ele fique ainda à frente.

da vice-presidência da República durante esse período. Ficou em aberto quem será o substituto de Geraldo Alckmin, se seria Márcio Elias Rosa, o atual secretário executivo da pasta, ou Márcio França, ministro do empreendedorismo. A decisão está nas mãos do presidente Lula, que ainda vai bater o martelo.

Hoje houve um café de Alckmin com jornalistas nessa despedida ali do MDIC. Ele respondeu a duas questões. A primeira delas sobre Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência pelo PSD, que se colocou como uma terceira via. Na avaliação de Geraldo Alckmin, é normal que tenha uma terceira via. Mas ele defende que haja uma redução no número de partidos, porque isso pode atrapalhar a governabilidade.

Diferentemente de outros países que geralmente tem cinco, seis partidos, dois maiores que se alternam no poder, mais três ou quatro que formam maioria, nós temos 30, mais de 30. Então é natural que você tenha mais candidatos, eu não vejo problema nisso. Acha que nós devemos no futuro ir reduzindo.

o número de partidos, porque há um pluri, um multipartidarismo exagerado, e a Ipsa, a cláusula de barreira, subir para a gente, limitando um pouco o número de partidos.

Outra questão foi sobre a crescente popularidade de outro pré-candidato, que é Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. Algumas pesquisas já o apontam à frente de Lula, inclusive. Ao que me disse que essas pesquisas de opinião pública, elas retratam o que está acontecendo no momento e que não necessariamente vai se concretizar na época das eleições marcada para 4º de abril. Pesquisa.

Ela é momento, é momento, na maioria das pesquisas o Lula até está na frente, mas tem pesquisa que pode não estar. O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral, a campanha é um momento alto da vida pública, que você vai poder comparar, você vai poder comparar, mostrar.

comparar governos. Ele disse que agora vai sair do Ministério do Desenvolvimento da Indústria para se dedicar à vice-presidência e à campanha eleitoral. Voltamos ao estúdio.

Dezoito horas e trinta minutos, estamos de volta em toda a rede Jovem Pan. E vamos conversar com o Cristiano Beraldo sobre esse tema aí. Alckmin, então, foi oficializado, vai repetir a chapa. Você sabe, Beraldo, que eu acompanho a política há um tempo aqui em São Paulo, né? E acompanhei o embate entre PSDB e PT, havia essa polarização constante. Geraldo Alckmin foi eleito quatro vezes o governador, o grande adversário era justamente o PT.

em âmbito estadual e também federal. E eu me lembro que na campanha anterior, quando a gente chegou lá para o anúncio do Lula, o Alckmin, inclusive, não foi, porque ele estava, na época, com o Covid-19, foi apenas o presidente Lula, e havia a colocação das duas figuras, as duas fotos do Alckmin e...

E do Lula. E para quem cobriu todo esse ambiente polarizado anteriormente, o pessoal das antigas olhava e falava, nossa, mas que associação, né? E naquele momento, o presidente Lula estava dizendo o seguinte, que ele estava sendo candidato para unir o país. Embora sempre ele dividir o pobre e rico, nós contra eles, mas evidentemente essa era a promessa. E o Alckmin seria.

essa questão mais ao centro para trazer esse equilíbrio nessa chapa, evidentemente. E como você avalia agora? Então, nós temos a repetição, a forma que o PT vai agora definido com Lula e Alckmin, mais uma vez.

Marcelo, na verdade, a gente até precisa lembrar que, conforme o calendário eleitoral, hoje, ou na verdade amanhã, é o prazo para desincompatibilização. Ou seja, qualquer pessoa que exerça um cargo público e queira se candidatar nas eleições...

precisa sair deste cargo público seis meses antes da eleição. Então é isso que o Alckmin está fazendo. A confirmação da chapa se dará em julho durante as convenções. Então, até lá, muita coisa ainda pode acontecer, e pode acontecer tanto na composição dos candidatos do Partido dos Trabalhadores, assim como em outros partidos.

Agora, o que me chama muita atenção, Marcelo, o Alckmin, como você disse, foi governador do estado de São Paulo quatro vezes, o estado mais importante, o estado que mais avançou no Brasil, que hoje oferece índices mais elevados em geral do que outros estados brasileiros.

Mas o Alckmin, quando vai dar uma entrevista às vésperas de um início de um período eleitoral, já com esse calor das eleições queimando no Brasil, ele faz um discurso para falar obviedade sem absolutamente a menor relevância.

Dizer que pesquisa é o retrato do momento, puxa vida, nós não tínhamos chegado a essa conclusão. Falar de aquelas coisas ali que não tem absolutamente nenhuma relevância. Ele foi ministro da indústria do comércio de um país que não tem absolutamente nenhum projeto de longo prazo nem para a indústria, nem para o comércio, nem para o serviço, nem para nada.

Teve atuação na negociação com os Estados Unidos. Foi lá, teve uma dificuldade danada para ser recebido, para falar com alguém. Não conseguiu exercer uma liderança nessa negociação. O próprio Estados Unidos foi e voltou com essas tarifas, conforme os interesses deles e não conforme os interesses do Brasil. Depois fizeram um acordo aqui de terras raras. Vão levar a nossa matéria-prima para desenvolver tecnologia longe daqui. Então eu fico perguntando...

Qual foi a contribuição efetiva de longo prazo que o ministro Geraldo Alckmin trouxe para o Brasil? E eu não consigo encontrar uma resposta. Portanto, a reedição dessa dupla Lula com Alckmin, na verdade, é a reedição de um interesseiro em querer passar a impressão de que é alguém ponderado, que fala com o centro.

E de alguém que carece de personalidade, carece de sangue quente correndo nas veias, que vai se sujeitando a abraçar aquele que até outro dia era o criminoso que voltava à cena do crime, mas hoje muito conveniente é o seu ticket para morar num palácio e ter toda uma infraestrutura de motoristas, secretários, carros, aviões da FAB e por aí vai. Portanto, é a reedição de uma chapa...

que envergonha o Brasil. Mota, como disse bem o Beraldo, nós temos esse período da desincompatibilização, dia 4, o limite, e até realmente as convenções, muita coisa pode acontecer. A princípio, hoje, ele seria o candidato a vice novamente. Mas muito também se especulou se o PT poderia já, praticamente na última eleição do Lula,

ele já colocar um nome do próprio PT ou então amigo do PT, do partido, para que ele pudesse já poder disputar a próxima eleição numa eventualidade do Lula não disputar a próxima eleição, evidentemente. Essa seria a reeleição agora. Como é que você avalia essa chapa agora e muda alguma coisa no cenário também?

O ex-governador e agora ex-ministro e ainda vice-presidente escreveu seu nome na história. Mas há quem diga que não foi da melhor forma. Ele ficou conhecido como ferrenho opositor do Partido dos Trabalhadores, ao qual ele se referiu várias vezes da forma mais dura possível.

Só para, alguns anos depois, dar uma volta de 180 graus e se tornar aliado, participar da mesma chapa.

ele virou defensor daqueles que ele mesmo atacava. Olha, é possível que exista alguma explicação moralmente aceitável. Agora, para muita gente, isso foi apenas a confirmação da famosa teoria do teatro das tesouras, que dizia que PT e PSDB são apenas duas faces do mesmo projeto de poder.

E Davi, ela fala-se o seguinte, que nenhuma religião consegue tanto acordo assim, que nem a política, a política faz milagres assim, né? Nem a religião consegue inimigos históricos ficarem amigos, mas a política consegue.

É, Marcelo, você sabe que tem uma grande frase de um ex-Sancheler da época da Alemanha, da Prússia, quando a Prússia se tornou Alemanha, Otto von Bismarck. Ele dizia o seguinte, na política...

Não há amigos ou inimigos permanentes, há apenas interesses permanentes. E isso parece é o que ditou esse cavalo de pau de Geraldo Alckmin na sua carreira política, apoiando Lula, endossando Lula e agora renovando este apoio, mantendo-se na chata.

Mas um ponto que eu gostaria de destacar aqui é o seguinte. Não podemos esquecer que o PT tentou fazer de tudo para trazer um partido mais robusto para a aliança do governo em troca da vice-presidência. Ou seja... Beijo!

Geraldo Alckmin estava sendo rifado a céu aberto para acomodar um grande partido. O problema é que os grandes partidos também seguem as pesquisas eleitorais e veem a cada dia que estar na chapa de Lula é uma grande roubada. Um governo que é rejeitado por mais de 54% do eleitorado, num ano difícil...

onde o brasileiro sente o bolso cada dia mais vazio, porque, afinal de contas, 81 milhões de brasileiros estão inadimplentes porque temos a taxa de juros mais alta do mundo. E por que temos a taxa de juros mais alta do mundo? Porque temos um governo que gasta muito mais do que arrecada e passa essa conta para a população.

por meio do aumento da taxa de juro. Essa é a verdade. O seu bolso tá vazio? A culpa é desse governo. A culpa é da taxa de juro. E a taxa de juro é alta porque o governo gasta mais do que arrecada. Ou seja, o governo Lula vive no cheque especial e passa a conta para nós. Então, Marcelo, o partido não conseguiu atrair nenhum grande partido para a aliança.

O único que se manteve fiel e que tem algum peso foi PSB, Partido de Geraldo Alckmin. Daí a renovação desta aliança com Geraldo Alckmin. É o que sobrou para Lula, o PSB.

Delegado Paulo Lombo, esse é o sentimento lá em Brasília. Claro que nós estamos ainda em um período ainda... Claro, a polarização desde o ano passado vai continuar cada vez maior. Mas ainda não chegamos nesse período eleitoral. Então o pessoal está analisando qual canoa que vai entrar mesmo? É exatamente isso. Eles estão vendo que é melhor para eles, para os dirigentes partidários e para o partido. Não é para o povo.

O dirigente partidário não se preocupa muito com o povo, não. Está preocupado com eles. E essa leitura do Dávola é a mesma que a minha. Não sobrou ninguém? Vai esse mesmo. É por isso que a política, eu sempre falei isso, que é um ambiente onde a maioria está preocupada com eles mesmos.

é importante se manter no poder, não tem problema, eu vou para lá, vou para cá, vou para o lado B, vou para o lado C, vou para a direita, vou para a esquerda, falei da cena do crime, mas agora está lá também, ou seja, parece que o povo se esquece, vale tudo pelo poder para alguns. É por isso que alguns políticos, eu me incluo Ness, andam com poucas pessoas, passos curtos e firmes, mas sem muita aliança, eu praticamente não tenho aliança nenhuma, porque eu não consigo entender.

Como que uma pessoa fala uma coisa, ofende, xinga, coloca outras pessoas em ambientes criminosos e depois está lá abraçando, aceitando absolutamente tudo, seja como ministro, seja como vice. Eu não consigo entender isso, não vou aceitar nunca, mas infelizmente a política é assim mesmo. Eles vão vendo o que é melhor para eles. Ah, vai ficar no poder? Não tem problema.

Vou pro lado ABC, vou pro lado da direita, vou pro lado da esquerda. O importante é isso. É por isso que quando a gente vê muitos candidatos aí falando de conservadorismo, ou mesmo da esquerda, eles vão pro lado que for melhor pra eles. Depois, quando eles sentam na cadeira, a conversa muda.

O voto muda, os interesses mudam, aí vem emenda, vem poder, vem cargo, e eles pensam em si, não pensam na população. É por isso que a gente vê um congresso que foi eleito quando saiu essa legislatura como um congresso extremamente conservador.

Mentira, engano. A maioria ali foi pro lado deles, do cargo, da emenda, do poder, das alianças, pra se manter no poder. Se ele se submeter a isso mais uma vez, eu não vou me espantar em absolutamente nada. Porque como o Beraldo mesmo falou, uma pessoa que fala da cena do crime e depois está lá com aqueles alinhados que ele mesmo colocou na cena do crime. Aí fica difícil acreditar no político brasileiro.

E, Beraldo, como disse o Palumbo, a gente não tem um projeto de Estado, quer dizer, independente de quem sentar na cadeira principal lá em Brasília, seguir a questão de infraestrutura, logística. Você falou da questão dos combustíveis, a gente não tem uma reserva, tem uma petrolífera importante, uma das maiores do mundo, mas não tem reserva. Tem etanol, mas sobe a gasolina, automaticamente o etanol sobe, sem nenhuma explicação.

Quer dizer, a gente não está preparado, quer dizer, o longo prazo para o político é a próxima eleição mesmo.

Pois é, isso fica muito evidente, Marcelo, no caso de Geraldo Alckmin, porque ele foi governador do Estado de São Paulo, quatro vezes o Estado de São Paulo, ele oferece boas referências em relação à infraestrutura, o desenvolvimento da indústria, o desenvolvimento do serviço.

Tem rede de hospitais avançados, reconhecidos. Então isso tudo está dentro do Estado que Geraldo Alckmin conhece como a palma da mão. E aí ele vai para Brasília no papel de vice-presidente da República e se contenta com um país, um governo que não resolveu nenhum dos verdadeiros problemas do país.

Veja só o que aconteceu com a segurança pública, onde o nosso querido delegado Palumbo é um dos grandes militantes desse tema. Nós estamos diante de um país absolutamente dominado pelo crime organizado. O presidente Lula fica falando para a plateia, ah, eu pedi ao Trump para ele mandar, por que o presidente Lula não age aqui?

para enfrentar e prender criminosos aqui. Nós estamos há pouco tempo de ver Marcinho VP sair pela porta da frente do presídio. Isso sim é um problema. Nós temos a cada dia mais territórios dentro do Brasil que são dominados com mão de ferro.

Pelo crime organizado, não há resposta para isso. A nossa infraestrutura é um vexame. Os nossos aeroportos são um vexame. O Brasil hoje não se aproxima de países europeus ou asiáticos. O Brasil se aproxima de países atrasados da África.

O Vietnã, que estava destruído por uma guerra há quatro, cinco décadas, hoje é mais relevante do ponto de vista econômico do que o Brasil. O Brasil não tem projeto para absolutamente nada. E aí vai o Geraldo Alckmin, um médico experiente na política, acha que está tudo bem por causa disso que você falou, Marcelo. A preocupação é exclusivamente com a próxima eleição.

Dezoito horas e quarenta e quatro minutos, parte da Rede Jovem Pan agora, vai pra sua programação local, mas evidentemente nós continuamos aqui nos pingos, nos is, e eu quero ouvir o Mota, porque também nessa entrevista, o vice-presidente Geraldo Alckmin, ele minimizou essa, hoje a presença de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, muito bem posicionado, muitas vezes no empate técnico, acima, abaixo, e ele minimizou, procurou não falar muito sobre esse assunto, né Mota?

Mas ele fez uma defesa da democracia contra aqueles que elogiam ditaduras. Ora, a defesa da democracia feita por alguns políticos, especialmente de esquerda, se parece com aquela famosa declaração dada...

por alguns militares americanos durante a Guerra do Vietnã, eles disseram assim, tivemos que destruir essa aldeia para salvá-la. Em nome da defesa da democracia brasileira, os democratas esquerdistas acabaram com o sistema de freios e contrapesos, viraram a Constituição do avesso de cabeça para baixo, fizeram piada dos direitos fundamentais.

Destruíram o devido processo legal e o sistema acusatório. E abraçaram as piores ditaduras do planeta. Inclusive há um registro histórico disso, uma famosa foto tirada do vice-presidente no Irã. Em péssima companhia. Olha, vai ser democrata sim na Venezuela.

Dá, a gente tem acompanhado também, né, esses candidatos que estão sendo importados aqui, Simone Tebit vai disputar pro São Paulo, o próprio filho do Bolsonaro vai disputar lá em Santa Catarina. Como é que você avalia também essas composições, as pessoas que estão deixando seus estados pra fazer outras disputas aí em até cenários e palcos mais favoráveis, evidentemente? É um risco enorme, Marcelo, porque na verdade... ...

As pessoas são um pouco bairristas, como você sabe muito bem. Elas gostam de votar em pessoas que têm história com o Estado, que têm história com o local. Essa história de estrangeiro no Estado não funciona muito, não. É muito arriscado.

Veja só, lá em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro está passando um calor ali, porque tem Carol Detone, tem o próprio Espírito de Amin, não vai ser fácil. E aqui Simone Tebet tem um pouco mais de chance, mas acho que ela perde a eleição, porque a esquerda pretende lançar um único candidato. Então todos os votos se concentram ali, enquanto a direita terá pelo menos dois ou três candidatos ao Senado e aí dilui voto.

nessa diluição pode ser que eleja um da direita e um da esquerda o que eu digo que a direita precisa ter um pouco mais de estratégia em São Paulo a direita precisa encontrar um candidato de direita que não seja tão rechaçado por parte do voto de centro-esquerda, por exemplo do PSDB, porque aí a direita poderia fazer as duas vagas

Mas do jeito que está, provavelmente uma vaga fica com a direita e a outra com a esquerda.

Muito bem, nós estamos acompanhando nos pingos nos is, daqui a pouco teremos o retorno de toda a nossa rede Jovem Pan nessa edição, dessa quinta-feira, dia 3, portanto, de abril, véspera da Semana Santa. E agora é hora de chamar o delegado Palombo mais uma vez para conversar sobre essa discussão política. Como é que o senhor avalia também?

Essa questão do Senado hoje, há uma grande expectativa que a direita possa ter o comando do Senado e a expectativa de que processos de impeachment poderiam ser levados adiante, evidentemente, na nova legislatura. O senhor acredita ou o presidente vai sentar em cima do pedido, delegado Palumbo?

Olha, infelizmente o povo não tem o hábito de fiscalizar o seu candidato. Vai vir, com certeza, muitos candidatos. O povo não pesquisa. Vai ganhar aquele, provavelmente, que tem apoio do governador do Estado, com outras alianças. A gente sabe que uma eleição para o Senado é uma eleição muito difícil, que requer apoio de prefeitos, de governador. Enfim, e o povo não tem o hábito de...

de fiscalizar absolutamente nada. Lamentavelmente não se pesquisa. E para falar a verdade, muitos deputados também não pesquisam quem eles votam para presidente, tanto da Câmara dos Deputados, quanto para o Senado. Haja visto o que aconteceu na última eleição para presidente da Câmara dos Deputados.

onde muitos acabaram votando, boa parte da direita acabaram votando no atual presidente e deu no que deu, as principais pautas não foram votadas eu me lembro que eu fiz um vídeo apoiando a candidatura de Van Hatten

expressar isso publicamente, mas lamentavelmente a maioria dos seus dos nossos deputados e senadores não querem se comprometer com medo de não conseguir eleger aquele que ele votou expressar o seu voto e depois sofrer só algumas represárias como por exemplo ter projetos pautados, lamentavelmente e é isso que acontece

com o Senado, vai acontecer a mesma coisa. Se a população acordar e resolver pesquisar o passado desse candidato, com quem ele saiu, com quem ele fez alianças, o que ele votou, se ele tem processos no Supremo Tribunal Federal ou nas instâncias superiores, talvez a gente pudesse ter esperança aí de que uma nova legislatura...

senadores tivessem coragem de pautar um processo de impeachment e acabar com esse problema que a gente vem enfrentando no tocante ao judiciário, onde muitas vezes eles, ao arrepio da lei, da Constituição Federal, passam por cima de todo mundo, passam por cima do Congresso Nacional.

o que torna a situação de deputados e senadores até vexatória, vergonhosa, porque a população não entende, e eu tento explicar isso, eu sou cobrado diuturnamente, eu explico, falo que os únicos que podem impecimar ministro do STF são os senadores, e eu, como deputado, posso assinar pedidos de requerimento de impeachment, posso falar na tribuna, posso falar nas minhas redes sociais, mas essa atribuição é exclusivamente de senadores, mais ou menos como eu falei.

inclusive no programa Pânico da Jovem Pan, onde no início da legislatura estavam todos confiantes, dizendo que o Congresso era extremamente conservador. Eu falei, não se engane, a maioria que está ali vai se render aos pseudos encantos do poder por cargos, emendas, acordos e outras coisas que vêm por trás e não vão fazer aquilo que falaram durante a campanha eleitoral. O dia que o povo aprender a fiscalizar o seu candidato, muita coisa vai mudar nesse país.

CPMI do INSS, o roubo das aposentadorias dos velhinhos, evidentemente, essa situação. Davi Alcolumbre não colocou a discussão no Senado e foi parar no Supremo e o Supremo enterrou a CPI do INSS. Nós vimos aquelas cenas lamentáveis também no encerramento.

Mas vamos agora ouvir o André Anelli que está conosco ao vivo e ele vai trazer evidentemente que durante a despedida aqui do ministro da indústria e comércio, também o vice-presidente da República Geraldo Alckmin deu uma indireta a Flávio Bolsonaro, que é o principal concorrente até agora do presidente Lula nas eleições. Estamos agora ao vivo de Brasília, o André Anelli está conosco, vai trazer todas as informações.

Muito boa noite, seja bem-vindo. Oi Marcelo, muito boa noite a você também e a todos aqui nos Pingos nos Is, na Jovem Pan. O vice-presidente, ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, realizou um café da manhã com jornalistas nessa quinta-feira, se despedindo do cargo, justamente por conta da necessidade de desincompatibilização, exigência da justiça eleitoral para quem vai ser candidato.

nas eleições de dois mil e vinte e seis, é o caso dele, que mais uma vez vai ser o vice-presidente na chapa do presidente Lula, e nessa ocasião de despedida e também de balanço dos serviços ao longo dos últimos anos, Alckmin foi perguntado a respeito do Flávio Bolsonaro, senador, que hoje é considerado como o principal adversário do presidente Lula na disputa aqui pelo Palácio do Planalto. Geraldo Alckmin...

afirmou que quem defende a ditadura não deveria nem mesmo ser candidato. Ele ainda afirmou que as pesquisas que mostram nesse momento intenções de voto colocando Flávio Bolsonaro à frente do atual presidente Lula retratam apenas o momento e isso não quer dizer então que pode ser o vencedor Flávio Bolsonaro nessa disputa em outubro deste ano.

Ainda nessa mesma ocasião, o vice-presidente também comentou sobre a entrada de Ronaldo Caiado, governador do estado de Goiás, também na disputa pela presidência da república. Alckmin minimizou a entrada de mais um candidato, disse que é natural em um país como o Brasil, que tem dezenas de partidos, ter também diversos candidatos à presidência da república e a gente acompanha um trecho agora.

Vários candidatos disputando aí os cargos majoritários. Em relação à eleição, pesquisa, ela é momento, é momento. Aliás, a maioria das pesquisas, o Lula até está na frente. Mas tem pesquisa que pode não estar. O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral. A campanha é um aumento alto.

da vida pública, que você vai poder comparar, você vai poder comparar, mostrar, comparar governos, fazer comparações, se você pegar de um lado, democracia, presidente Lula, nós salvamos a democracia, essa é a realidade, então democracia.

Versus ditadura, autoritarismo. Aliás, quem defende ditadura não devia nem ser candidato. Porque se não acredita no povo, para que disputar?

E nessa mesma ocasião, Geraldo Alckmin também afirmou que na avaliação dele, eleição não se trata de um mata-mata, nem uma corrida de cavalo nas palavras dele, e sim uma demonstração de amor pelo país e ele prometeu então suar a camisa para que o presidente Lula consiga a maioria dos votos em todo o país, em especial no estado de Alckmin, estado de São Paulo, que nas últimas eleições deu vitória ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Marcelo.

André Aneli, daqui a pouco ele retorna conosco na programação da Jovem Pan. Valeu, Aneli. Quero ouvir o Beraldo. Essa fala do presidente, a gente observa desde o dia 8 até hoje, então, portanto, nós temos essa questão, já tivemos julgamento, Bolsonaro está fora do jogo, foi condenado, outras pessoas também foram condenadas. Como é que você avalia? Vai ser a estratégia ainda utilizada pela esquerda?

É assustador ouvir o vice-presidente Geraldo Alckmin, que esteve presente na posse do presidente do Irã, ao lado do líder do Hamas, que aliás foi assassinado horas depois desse evento, ainda em Teherã.

O governo do qual o Geraldo Alckmin faz parte recebeu com tapete vermelho em Brasília Nicolás Maduro, que era o líder, o presidente da Venezuela que ficava encenando eleições onde ele sempre ganhava.

O governo Lula, o próprio presidente Lula, tem relação pessoal com diversos ditadores. Aplaudem, acham o máximo, acham Cuba o máximo. E aí vem o vice-presidente e diz, estou muito preocupado com a democracia.

Que preocupação é essa? Que dois pesos e duas medidas são essas? Afinal de contas, ele, para não ficar sem uma estrutura paga com dinheiro público, aceitou ser candidato a vice-presidente de um candidato que...

Destruiu a democracia brasileira com base no dinheiro roubado da Petrobras e outras estatais. Quando se financia campanhas políticas com dinheiro roubado da população, está se destruindo a democracia. Uma campanha feita com dinheiro roubado, como? Foi admitido.

foi comprovado com documentos, delações premiadas, acordos de leniência, tudo demonstrando que dinheiro foi desviado para financiar campanhas políticas, isso torna o processo eleitoral completamente fraudado. Isso sim é ataque à democracia. Mas o vice-presidente não quer falar disso. Ele só quer falar de amenidades e fazer discursinho para agradar os eleitores, porque o maior medo dele, a maior preocupação dele é perder a vida boa que ele leva.

Roberto Mota, nesse momento aqui, só um minutinho, 18h59, nós vamos fazer uma divisão novamente da rede, daqui a pouco voltaremos com todas as nossas afiliadas na Jovem Pan. Mas dando sequência, eu quero lá para o Rede de Janeiro falar com o Mota, para analisar também essas falas do vice-presidente Geraldo Alckmin, Mota. Essas declarações são o exemplo perfeito do porquê a esquerda odeia as redes sociais.

Se essas declarações tivessem sido feitas antes das redes, elas ficariam impunes. Como elas são feitas agora, todos nossos espectadores podem comprovar a hipocrisia por trás delas. O socialismo é a religião do ódio e do ressentimento. Nunca houve um regime socialista ou comunista que não fosse uma ditadura.

Cuba, Nicarágua, Venezuela e Irã são aliados históricos da esquerda brasileira, inclusive do Partido dos Trabalhadores, o partido ao qual Alckmin é aliado. Todos esses países, Cuba, Venezuela, Irã e Nicarágua, são ditaduras. O Irã é a pior de todas, porque é uma ditadura teocrática.

O regime iraniano mata mulheres que não usam o véu. O regime iraniano é genocida. Massacrou recentemente o número estimado entre 30 mil e 200 mil pessoas da sua própria população porque se manifestaram contra o governo. No entanto, o vice-presidente, esse que está aí nas telas dando lições de democracia,

ele foi a Teherã e posou por uma foto com os maiores líderes do regime assassino iraniano.

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Dávila, a gente percebe nessas palavras que esse vai ser o tom também daqui pra frente, evidentemente. Isso vai voltar na eleição, evidentemente, né Dávila?

Com certeza. Os meus colegas já disseram muito bem como é possível dizer que salva a democracia, um regime que está aliado internacionalmente com todas as ditaduras do mundo e sempre fazendo algum tipo de oposição às democracias avançadas. Mas na política interna é muito mais preocupante. O PT inventou uma nova fórmula.

de governo arbitrário. Trata-se da mistura do populismo de esquerda com a arbitrariedade do poder judiciário. Olha, mas o que tem a ver o poder judiciário? Não são independentes? Pois é. Foram mais de 20 anos de governo de PT que colocaram desqualificados na Suprema Corte, sem um notável conhecimento jurídico e transformaram com a arbitrariedade do

o Poder Judiciário, o Supremo Tribunal Federal, numa verdadeira corte da arbitrariedade, da inquisição, da perseguição de cidadãos, da suspensão de direitos individuais.

de solapar a regra do Estado de Direito devido ao processo legal do direito à ampla defesa, de prender de maneira arbitrária cidadãos em lugar onde não deveriam ser julgados, de criar inquérito por tempo indeterminado que virou uma verdadeira barriga de aluguel para perseguir adversários e opositores do regime.

Portanto, o Brasil hoje vive uma mistura de arbitrariedade com populismo de esquerda. Uma combinação nefasta que está destruindo as instituições democráticas, enfraquecendo a democracia no Brasil, solapando o respeito à Constituição. Se isto é salvar a democracia...

Realmente, só podemos concluir que aquele que disse que não deveria voltar à cena do crime, voltou. É um crime o que estão fazendo com a democracia e a liberdade no Brasil. Delegado Palumbo, para fechar essa questão, como é que a senhora avalia também toda essa situação? E ao que tudo indica, esse passa a ser o tom também a partir de agora, essa questão que envolve a democracia ou não no país?

Olha, eu ouvindo o vice-presidente falar, eu achei que ele estava falando da Suíça, porque do Brasil não pode ser, né? Com tantas coisas que aconteceram nesses últimos anos, é um absurdo a gente ouvir que eles salvaram a democracia. E a gente começa lá atrás.

no fatídico dia 8 de janeiro, né? Cadê as imagens? Onde estão as imagens que sumiram? Ninguém sabe onde está. CPIs onde eu tentei participar, mas o meu partido não deixou. Do Sem Terra, que de repente eles trocam os componentes integrantes da mesa.

E assim vai a democracia. Que democracia é essa onde tem pessoas inocentes pegando aí décadas de cadeia por ter passado batom numa estátua? Onde que isso é democracia que a gente vê chefe de facção saindo pela porta da frente depois de uma decisão monocrática? Onde está a democracia quando a gente vê um congresso nacional e basta um deputado partido político não se contentar com a decisão?

que deveria ser soberana do Congresso Nacional, por maioria dos seus deputados e senadores, eles entram na justiça e basta um juiz que não teve um sequer voto tornar nula essa decisão ou voltar atrás, desfazer aquilo que os representantes do povo decidiram. Faço das palavras do Beraldo a minha, trouxe para o Brasil ditadores, ex-presidente da Venezuela, sentou-se ao lado de ditadores e depois...

Como se a gente não tivesse internet, como se a gente estivesse nos tempos de diário oficial, ou só onde a grande mídia, a mídia aberta, passava o que eles queriam. Afinal de contas, tem a propaganda, então eles não ousavam ir contra determinados governos.

Mas hoje tem a internet, onde eles querem regular. Na verdade, não é regular. É censurar mesmo, porque através de um aparelho de telefonia celular, a gente consegue descobrir a verdade. A gente vê uma foto, ele sentado ao lado de um ditador, ele falando coisas quanto ao atual presidente, que hoje ele está ao lado. Que democracia é essa? Salvaram a democracia? Não.

O que a gente viu aqui neste país, lamentavelmente, é um homem que tentou jogar e jogou dentro das quatro linhas que a gente teve que ver praticamente implorar para ter uma prisão domiciliar de um crime que até hoje, eu não sei e boa parte da população não sabe qual foi. Aliás, sabemos sim, um pseudo-golpe, um pseudo-golpe com bíblias, vovuzelas, senhores e vendedores de algodão doce.

Dando sequência a essa edição do Pingos nos Is, o presidente Lula afirmou hoje que ninguém vai fazer o governo brasileiro mudar o Pix. O petista deu a declaração durante a visita a obras do veículo Lever sobre trilhos de Salvador, na Bahia. Vamos acompanhá-lo. Os Estados Unidos fez um relatório essa semana.

sobre o PIX. Ele disse que o PIX distorce o comércio internacional, porque o PIX acho que cria problema para a moeda dele.

O que é importante a gente dizer, para quem quiser nos ouvir, o Pix é do Brasil. E ninguém, ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira.

Bem, acompanhamos então o presidente lá em Salvador, na Bahia, portanto. Beraldo, você que convive com essa realidade norte-americana, de fato há uma grande preocupação com o nosso PIX aqui do Brasil? Há nenhuma preocupação nessa dimensão. O presidente nem entende qual é a fala, qual é a reclamação, a manifestação e faz um discurso como se o Brasil fosse uma vítima. Os Estados Unidos, o governo Trump está querendo acabar com o PIX.

E, na verdade, Marcelo, não é nada disso. O Pix não é uma invenção única no mundo. Há instrumentos de transferência imediata de valores nos Estados Unidos. Da mesma forma, você pode transferir de uma conta para outra automaticamente em bancos diferentes. Então, isso não é uma novidade em si. A diferença é que há dois grandes players mundiais da área de cartão de crédito.

que são empresas norte-americanas, aliás, três grandes empresas norte-americanas, e essas empresas, obviamente, elas estão perdendo espaço no Brasil, que é um país onde atuam há muito tempo, e os Estados Unidos estão fazendo ali uma reclamação, como acontece em vários outros setores. Várias vezes se vai ao OMC, lá o Brasil faz a reclamação em relação à Europa, a Europa faz a reclamação em relação ao Brasil, e por aí vai.

Não existe esse drama, os Estados Unidos não estão lá fazendo uma reunião no Salão Oval da Casa Branca, meu Deus, precisamos reagir ao Pix. O Brasil não tem essa importância. O Lula simplesmente quer nos colocar como um país que está aí sofrendo uma pressão, talvez até para criar esse clima de apreensão.

E usar isso como um discurso que vai fortalecer essa rejeição que existe do presidente de transformar o reconhecimento das facções criminosas brasileiras como grupos terroristas que efetivamente são.

Então, o Lula gosta de fazer essa confusão para se colocar como vítima de Trump e apelar ao seu eleitor, que vê o Trump como uma pessoa de extrema direita, uma grande ameaça ao mundo e por aí vai. Portanto, ele nem entendeu do que se trata, mas está aí fazendo um discurso meramente eleitoreiro.

Já que você colocou essa questão aí das facções, né? Então, eu faço o convite para você participar da nossa enquete de hoje, nessa edição dos Pingos nos Is. É justamente essa pergunta. Você concorda em classificar facções criminosas como terroristas? Você vota lá no YouTube. Ao final dessa edição, nós vamos trazer, então, o resultado da enquete. Agora, Mota, ele também fala do Pix porque sabe que houve uma grande aceitação no país.

que as pessoas não precisam pagar taxas nas suas transações. A gente sabe que nós temos aí muitas pessoas que vivem hoje fora do mercado de trabalho formal e se utilizam justamente do Pix. Então, é uma ferramenta aí que caiu no gosto da população e por isso também ele faz esse alerta em relação ao Pix.

O Estado brasileiro nunca faz nada pelo cidadão, Marcelo, se isso não gerar um benefício ainda maior para aqueles que controlam o Estado. Até agora, o PIX parece ser uma exceção. Até agora. O PIX é prático, é rápido, é eficiente, é gratuito, facilitou muito a vida do brasileiro.

Agora vamos ver quanto tempo mais ele vai continuar assim. O governo já brincou com a ideia de taxar o Pix e pagou um preço muito alto por isso. Agora, se a história serve de guia, os petistas não vão desistir nunca dessa ideia.

E Davila, seguindo esse ponto do moto, é justamente isso, né? Nós tivemos todo aquele embrole e praticamente agora o presidente está dizendo que não vai acontecer nada e o Pix é nosso e ninguém avança.

É, não há dúvida. Este é um governo que aumentou 28 vezes o imposto. Ou seja, se somarmos todos os dias entre impostos, taxas, esse governo a cada 27 dias criou um novo imposto ou aumentou uma tarifa, uma taxa ou um imposto. É uma vergonha. Então é óbvio que estava de olho no Pix quando vê que milhares de brasileiros utilizam o Pix.

Estava de olho, sim, como é que a gente pode taxar, arrancar um dinheirinho daqui? Afinal de contas, temos de bancar o roubo das estatais, os empreguinhos dos companheiros, aqueles desvios chamados de roubos no INSS. A gente precisa mais dinheiro, precisa arrancar mais dinheiro. O cacife do governo precisa aumentar porque, na verdade, o gasto cresce muito mais do que a receita. O segundo ponto...

O Lula sempre gosta de aproveitar qualquer deixa para confrontar os Estados Unidos, para mostrar que somos independentes, para mostrar que não vamos nos dobrar aos americanos. Esse discurso populista de esquerda que é o seu prato predileto na política externa. Mas o que ele deveria responder à população brasileira?

Quando é que ele vai parar de meter a mão no nosso bolso? Quando é que ele vai parar de meter a mão no nosso bolso e taxar o Brasil mais do que qualquer outro país emergente no mundo? Quando é que o brasileiro vai poder viver com uma taxa de juros real do nível dos outros países emergentes e não pagando a taxa mais alta do mundo, que hoje levou 81 milhões de brasileiros à inadimplência?

Essas são as questões que o brasileiro quer resposta. Bolso. Esse é um governo que mete a mão no nosso bolso, arranca o dinheiro que a gente ganha por meio de impostos e ainda mete a mão no nosso bolso, fazendo com que o brasileiro se endivide até a cabeça, pague a taxa de juros mais alta do mundo, porque é um governo que gasta como não tivesse amanhã. Essas são as perguntas que os brasileiros esperam respostas. E não...

Esse pequena caneladinha nos Estados Unidos, usando como pretexto PIX, para mostrar que somos independentes. Delegado Palombo, nós já dissemos aqui nesta edição que o período da desincompatibilização para aqueles que pretendem ser candidatos 4 de abril, portanto, né? Então nós estamos acompanhando as prerrogativas de quem tem mandato e pode continuar fazendo agendas. Ontem nós tivemos aqui em São Paulo.

O governador Tarcísio de Freitas entregou uma obra que era prevista para a Copa de 2014. Depois já tivemos a Copa na Rússia, Catar está chegando nos Estados Unidos, México e também, evidentemente, o Canadá. Ou seja, quatro Copas quase à frente nós entregamos aqui ontem em São Paulo. Ele está lá numa obra de veículo leve sobre trilhos. Então, quem é o culpante de mandato, seja o governador, seja o presidente, tem essa prerrogativa de poder fazer campanha diariamente.

É, isso é uma prerrogativa dele, ele pode fazer isso, tá com a máquina na mão, e quem tá com a máquina na mão leva uma certa vantagem. Não é uma matemática. Se fosse verdade isso, talvez hoje o Rodrigo Garcia seria o governador do estado de São Paulo, que tinha a maioria dos prefeitos. Então, a máquina é importante, mas não significa que vai conseguir ganhar algum tipo, vai ganhar as eleições. Agora, a fala do atual presidente Lula é...

o momento, é o momento eleitoral, é o populismo. A gente tem que lembrar, como já lembraram meus colegas, que tempos atrás ele queria taxar, literalmente, o Pix, que tem uma praticidade que foi, que caiu no gosto da população brasileira. Fácil, você pega o celular, faz rapidamente, né? Infelizmente, agora ele vai jogar pra galera e vai falar aquilo que a população quer ouvir sem tomar nenhum tipo de medida impopular.

Já não posso falar absolutamente nada se ganhar as próximas eleições. Agora, quanto aos governadores, eles vão fazer campanhas. Os que vierem à reeleição vão fazer campanhas. Quem ajuda bastante nesse caso são os prefeitos. E aqui no estado de São Paulo, posso falar porque sou deputado pelo estado de São Paulo, tem bastantes prefeitos aí insatisfeitos com a atuação do Tarcísio, que acabou segurando muito dinheiro.

E a maioria dos municípios aqui do estado de São Paulo, mais de 500 municípios, se não me engano, não tem 100 mil habitantes. Eles precisam, ficam canecando. Literalmente, pega a canequinha, vai lá nos cabininhos dos deputados e quando um deputado envia uma emenda para custeio para a sua de 100 mil reais, eles dão graças a Deus. A realidade de pequenos municípios não é a mesma da cidade de São Paulo, não é a mesma da cidade de Guarulhos, Gibeirão Preto, Campinas, que são cidades enormes que conseguem...

sobreviver sem a ajuda de parlamentares e sem a ajuda do governo estadual ou mesmo federal. Federal todos precisam, mas é lógico, é evidente que a máquina ajuda e ajuda muito. Meraldo, você que faz esse trajeto Brasil e também Estados Unidos, esses tipos de falas aí do presidente, tem alguma repercussão lá? Aquela questão do tarifácio? Como é que o americano, como é que há repercussão lá na mídia dos Estados Unidos?

Esse tipo de manifestação do presidente, como ela não é uma manifestação bem embasada, que tenha uma lógica que possa ser facilmente não só explicada, mas compreendida, ela não tem repercussão relevante. Obviamente é que o governo norte-americano monitora...

de uma forma bem próxima a todos os posicionamentos, todos os passos que o governo brasileiro adota e que possam ter algum tipo de impacto nos Estados Unidos. Mas, nesse caso, o que há de reclamação é o fato do PIX ter sido transformado num instrumento de compras. Agora tem o PIX parcelado.

Os bancos, isso na verdade tem por trás uma briga de quem é que vai tomar os juros do cliente, do brasileiro. Então, os cartões de crédito, eles sempre tiveram uma presença muito importante no dia a dia das pessoas, dos consumidores. E agora as pessoas estão tendo dentro do uso do Pix a possibilidade de fazerem suas compras parceladas. Então...

Os juros não mais são pagos para os cartões de crédito, e sim para os bancos. Não mudou nada para o consumidor. Há uma disputa comercial. Quem é que vai faturar com o fato de termos no Brasil uma taxa de juros altíssima, especialmente uma taxa de agiotas?

que chega ao consumidor através dos bancos, através dos cartões de crédito e outros instrumentos de financiamento. Portanto, Marcelo, nesse aspecto, os Estados Unidos acompanha de uma forma muito pragmática. Não tem uma emoção que é gerada, despertada a partir de uma conversa fiada dessa do presidente da República. Mas é um tema muito importante aqui dentro, né? É muito caro para o eleitor nesse momento, ano de eleição, não é isso, Mota?

Marcelo, eu tenho minhas dúvidas, né? Eu tenho minhas dúvidas se Pix é um tema eleitoral, com tudo o que está acontecendo no Brasil, com esse caos de insegurança jurídica, com esses escândalos sequenciais, escândalo do INSS, agora o escândalo do Banco Mastro.

Você dá control out del no Brasil, reformatar o HD, a República tinha que cair, os três poderes tinham que recomeçar do zero, diante do que a gente tá vendo no escândalo do Master. E aí?

PIX? Qual é a questão com o PIX? Isso é uma não questão. A única questão que existe com o PIX foi aquela que eu já disse aqui no meu comentário anterior. É o desejo que o governo já manifestou e que com certeza está guardado lá esperando a oportunidade de cobrar o imposto em cima de cada transação de PIX.

Davi, aquilo que o Mota chama atenção, toda essa questão dos escândalos, a gente está na saída de um feriado, daqui a pouco chega a Copa do Mundo, e a gente já observou saídas para o mensalão, saídas para o petrolão. Você teme que toda essa discussão, que estava no forno bem alto, vai diluindo, diluindo, diluindo, tem Copa do Mundo, o mês de Copa do Mundo é a maior da história.

O sistema vai encontrar uma saída E aí vai aparecer Um bode expiatório, dois, três E vai ficar tudo por isso mesmo? Marcelo, nós abrimos o jornal Hoje com uma pesquisa da Atlas Intel E mostra que o maior item de Rejeição ao governo é justamente Corrupção Agora a corrupção não vai se calar Por causa de Copa do Mundo ou qualquer outro item Porque as coisas vão continuar acontecendo Se Vorkar Vai deletar ou não letztamos

vai fazer sua delação premiada ou não, a justiça vai continuar com esse processo. Esse caso não morre de um dia para a noite. Ele continuará, vai respingar nas eleições, vai reforçar a imagem de um governo ligado a mais um grande escândalo de corrupção, somando aí, talvez...

Esse governo vai para o Guinness, porque é um número incansável de casos de corrupção toda vez que tem um escândalo e o roubo do INSS. E os 90 bilhões de reais descontados em indevidamentos dos consignados dos aposentados. E os 8 bilhões de reais descontados em indevidamentos dos aposentados. Portanto, é época de eleição e pelo menos a oposição vai continuar lembrando.

o eleitor desses escândalos, mais escândalos de corrupção no governo. E como mostra a pesquisa, isso é uma das coisas que mais afeta a imagem do governo. Portanto, corrupção não vai sair de pauta, porque se é do interesse do governo varrer o assunto para debaixo do tapete...

é todo o interesse da oposição em manter o assunto vivo nas redes sociais e na imprensa para botar o dedo na ferida e mostrar quem é este governo que se envolve em todos os escândalos de corrupção.

Delegado Palumbo, o governo se apressou diante desse esquema do INSS, esse golpe, dizendo assim, nós vamos restabelecer tudo aquilo que foi perdido. E a população pensou o seguinte, então a gente já pagou uma vez, vai pagar duas e fica tudo por isso mesmo. Foi melancólico o final da CPMI. O senhor acredita nos bastidores de Brasília? Tem muita gente desconfiada que teremos então mais uma pizza saindo do forno?

É, infelizmente, esse é o sentimento não só de muitos políticos, mas de parte da população. Quando a gente vê integrantes do governo, do partido do governo atual, querendo barrar oitivas, depoimentos, não querer prolongar o prazo de um...

do inquérito que está em trâmite no Congresso Nacional, é evidente que o próprio governo luta para que isso não dê em absolutamente nada, essa é a vontade do governo, porque quem não deve não tem, quem não deve assina qualquer pedido de CPI, CPMI.

qualquer requerimento para oitiva de fulano ou ciclano, quem não deve não entra na justiça para pedir a autorização para não se pronunciar ou entrar com habeas corpus preventivo, mas quem deve, quem tem medo da verdade, a verdade não faz curva, a verdade é reta. Você pode perguntar para uma pessoa que está falando a verdade mil vezes, que ele vai contar mil vezes a mesma versão. Quem mente se enrola.

acaba se enrolando no meio do caminho, conta várias versões diferentes e aí a gente vê eles caindo em contradição e acabam se enrolando. É evidente que este governo não estava feliz, não estava feliz e fez de tudo para abarrar, é o que a gente viu e eu acho que esse é o sentimento da maior parte da população.

Infelizmente, e ainda sobre o presidente Lula, durante o evento em Fortaleza, o petista cometeu um ato falho ao se dirigir aos jovens que acompanhavam a cerimônia. Ele disse, se estiver achando que ninguém presta, que eu não valho nada e ninguém vale ainda assim. Não desistam e entrem na política. Vocês são pessoas honestas que querem que eu seja. Todo mundo pode assumir. Perguntou, portanto, ao comentar aí. Vamos acompanhá-lo.

O quanto esse tipo de frase desastrosa ajuda na campanha eleitoral da oposição, Beraldo? Bom, na verdade, o presidente vem, em diversas situações, demonstrando uma certa dificuldade em se expressar de uma forma até adequada para o cargo que ocupa. As suas falas, em várias circunstâncias, são...

assustadoras até. A sua fala, que ficou bastante conhecida em relação a uma revista publicada por um ministério em que ele disse que achava um absurdo a revista que era distribuída no exterior mostrar um homem preto desdentado.

E fica por isso mesmo, porque como esses ataques em geral são feitos da esquerda contra a direita, qualquer coisa que se fale, a esquerda brasileira, os influencers, os amigos do poder da esquerda estão sempre ali prontos para jogar pedra, atacar, dar repercussão, não sei o que é um absurdo, que é misógino, agora tudo é misógino, é misógino, é transfobia, é gordofobia, é isso e aquilo.

E para o presidente, que chama os outros de gordo e feio, de que a mulata quer dançar, fala coisas assim absurdas. Isso parece que fica por isso mesmo. Então, Marcelo, o que eu vejo é que o presidente já não consegue mais surpreender.

Nem os seus apoiadores e nem os seus opositores. As pessoas já esperam que alguém, na condição dele, quer dizer, um homem já de idade, um homem que esteve preso, ficou quase dois anos na cadeia, depois ficou doente, enfim, eles já esperam que ele não esteja mais na sua melhor forma física e, eventualmente, até na sua melhor forma psicológica.

Só para a gente voltar à frase, se tiver achando que ninguém presta, que eu não valho nada e ninguém vale, ainda assim não desistam e entrem na política. Vocês são as pessoas honestas que querem que eu seja. Todo mundo pode assumir. Portanto, falou o presidente Lula e eu quero que o Mota analise essa questão.

Nós voltamos mais uma vez à questão das convicções, Marcelo. O governo, quando estava em campanha, já disse que os meninos roubam o celular só para tomar uma cervejinha.

O governo já disse, enquanto estava numa missão no exterior, que o traficante é vítima do usuário. Depois voltou atrás, disse que foi mal interpretado, que usou palavras erradas. Não faz nenhuma semana que nós ouvimos o governo dizer que o Brasil será respeitado no mundo do crime.

é falha demais. Especialistas dizem que não existe ato falho e toda fala é intencional. Que cada um tire a sua própria conclusão.

Dezenove horas e vinte e oito minutos, parte da rede Jovem Pan agora segue com a sua programação local. Daqui a pouco haverá então o retorno de toda a rede Jovem Pan. Mas vamos continuar a falar desse tema agora para ouvir o Luiz Felipe Dávila também sobre essa questão do presidente Lula. Dávila.

Marcelo, o que nós temos a entender, época de campanha, é essa demagogia solta, é essa fala descontrolada. É um presidente que sempre foi um improvisador e que cada vez mais o seu improviso causa problemas, aumenta contradições e mostra uma pessoa completamente descolada da realidade.

Mota e Beraldo já trouxeram os famosos derrapadas do presidente da república, mas o fato é que ele hoje está com esta mistura de desespero, acha que nada vai funcionar a não ser acreditar no seu taco, no seu improviso. É o caminho do suicídio político eleitoral de Lula.

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Delegado Palumba, a gente fica com a impressão, na comparação de governo e contra-governo, que antigamente havia uma repercussão muito maior dessas frases.

Tá, mas eu não tenho dúvida disso e eu tenho certeza aí que o telespectador, ouvinte da Jovem Pan, também não tem. Se fosse o Bolsonaro, eu ia ter um pedido para ele se explicar em 24 horas. Mas esse aí pode falar absolutamente o que quer, né? Dentre as frases citadas, ainda faltou uma que ele falou recentemente, né? Que o Brasil é o país mais respeitado no crime organizado.

Ele falou que o coração está cheio, é o que a boca fala, o que sente o coração. E é realmente essa frase que ele falou sobre o crime organizado, que não faz nenhum mês, salvo engano, é exatamente isso. Aqui é tanto crime, tanto crime, pela ineficiência.

Muitas vezes de governo federal, aliado com deputados e senadores que pensam igual ele, que tem o mesmo viés político e ideológico, que o crime organizado no Brasil é o mais respeitado do mundo. Palavras dele, né? Sem contar outras. Vamos acabar com uma guerra tomando uma cervejinha. Outras que o amigo Mota falou, né? Tá roubando pra tomar uma cervejinha. Dentre outras barbaridades, né? Companheiros falando que vê lógica em assalto. E aí fica difícil. Agora eu não tenho dúvida se esse tipo de frase fosse...

proferida por alguém de um viés político ideológico diferente ou de um adversário político, as consequências não ia ser só, deixa pra lá vamos passar um pano, vamos ficar quietos. Quantas frases ele falou sobre as mulheres

que todas as suas aliadas permaneceram caladas. Todas as aliadas permaneceram caladas. Ninguém foi capaz de se insurgir. Umas não dá nem para citar aqui em respeito ao ouvinte da Jovem Pan e ao telespectador, que ele falou, saiu da boca dele, mas não deu absolutamente nada, porque parece que a esquerda pode tudo e para eles a democracia é plena. Para os outros é só relativa.

Muito bem, participe da nossa enquete de hoje, você responde lá no YouTube, você concorda em classificar facções criminosas como terroristas? Esse é o nosso enquete de hoje, participe e vote lá no YouTube. Estamos de volta agora para toda a rede Jovem Pan.

Valdemar Costanete, que é presidente do PL, segue em busca de um vice para Flávio Bolsonaro. Muito tem se falado em Tereza Cristina e também falou-se até em Ronaldo Caiado, do PSD. Misael Mainete, Valdemar está mudando o discurso dia após dia. Seja bem-vindo, Misael. Boa noite.

Daqui a pouco o Misael entrará conosco aqui, diretamente aqui de São Paulo, falando a respeito, então, dessa questão que envolve o presidente nacional do PL, o Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, que segue em busca de vice para Flávio Bolsonaro.

Beraldo, essa questão é tão importante assim, a questão do vice, a gente colocou há pouco aqui ainda no programa, a Alckmin então praticamente certo, segue como vice aí entre o presidente Lula, e a questão agora, muito se falou no passado da figura de uma mulher, Tereza Cristina, do agronegócio, como é que você avalia toda essa questão do vice agora?

Olha, sem dúvida alguma, uma pessoa para ocupar a candidatura de vice-presidente com Flávio Bolsonaro é estratégica para compor todo o cenário que eles estão buscando para essa eleição.

Então, Flávio Bolsonaro é um político do Rio de Janeiro, ele tem uma identidade forte no estado de São Paulo, em Santa Catarina, no Paraná, em diversos estados, mas ele precisa ter no seu vice alguém que possa ajudar a falar com uma parcela da população que hoje ele não alcança.

Veja, no Ceará, por exemplo, segundo as últimas pesquisas, o Lula está muito à frente de Flávio. E ele precisa encontrar um meio de neutralizar essa vantagem de Lula em determinados estados como o Ceará. Portanto, escolher um vice que possa ajudar nessa missão, para ele, é fundamental. Agora.

Valdemar da Costa Neto é aquele tiozão sincero, né? Então ele já falou de Caiado, já falou de Zema, já falou de Tereza Cristina. Ele não quer brigar com ninguém, ele quer... Talvez essa seja a forma dele falar, de fazer um gesto para essas pessoas. E ele é tão generoso que até quando fala o mal do Bolsonaro, ele concorda. Então...

Valdemar, na verdade, ele está ali fazendo não um papel estratégico de definir, mas quase que um papel de relações públicas para ficar bem com todo mundo, até que a própria campanha de Flávio, que hoje tem na sua coordenação Rogério Marinho, um senador muito experiente, possa ajudá-lo a identificar qual é o melhor nome para falar, para atrair a parcela da população que não se identifica de forma automática com Flávio Bolsonaro.

Mota, muito se fala que houve um erro na eleição passada lá. Nós tivemos, então, Braga Neto. Como é que você avalia o papel? Claro, a gente sabe o papel que é institucional, mas, de qualquer forma, também o papel político do vice. Essa é uma questão importante, Marcelo. Não é fácil. Qual é o vice ideal? Quem é o vice ideal para Flávio? A resposta depende de como você vê o papel do vice.

A gente tem nomes excelentes, qualificados, como Tereza Cristina, Ronaldo Caiado, Romeu Zema. São todos nomes bons. Cada um traz características próprias para essa disputa. Agora, talvez o mais importante nesse momento seja ampliar a base de votos. E aí essa é uma análise difícil, que tem que ser feita com muito cuidado.

Como é que você avalia também essa questão da Avila? Marcelo, vice-presidente não traz voto. Vice-presidente pode apenas atrapalhar uma estratégia eleitoral. Mas o maior atributo de um vice-presidente é aquele que não vai dar dor de cabeça para o presidente da república uma vez no poder.

Portanto, a característica principal do vice-presidente é cooperar, ajudar e não sabotar o presidente da república. E isso não tem nada a ver com as eleições. Isso é uma escolha pessoal do candidato à presidência da república. Portanto, esta...

pressa para escolher o vice de Flávio Bolsonaro não faz o menor sentido. Tem muito tempo pela frente. As convenções, como bem lembrou o Beraldo, só ocorrerão em julho, fim de julho. Até lá, tem muita água para passar debaixo da ponte. Ou seja, é hora de menos ansiedade, mais campanha, discutir aquelas propostas que afetam a vida cotidiana do brasileiro.

E deixar essa história de vice para mais tarde. Vamos retomar o contato com o Misael Mainete, que conversou com o Valdemar da Costa Neto. Seja bem-vindo, Misael. Boa noite.

Oi Matos, muito boa noite pra você e pra todo mundo que acompanha o Pingos nos diz. Tô ouvindo aqui vocês falarem sobre toda essa situação envolvendo o Valdemar Costa Neto em relação a Flávio Bolsonaro e o vice dele. Conversei agora há pouco.

Com Valdemar Costa Neto, por telefone, a gente falou sobre essa situação porque ele deu uma entrevista recente falando que Caiado pode ser, seria uma boa opção como vice de Flávio. E ele realmente, sim, seria uma boa opção, mas não é o plano de Caiado, Valdemar Costa Neto disse. E quem endossa isso, e com muita, mas muita veemência, é o próprio Caiado, ex-governador de Goiás.

não só ontem aqui na Jovem Pan, mas em todas as entrevistas que eu e todos os outros jornalistas gravamos com ele, ele não arreda o pé, quer ser candidato à presidência da República. Já é pré-candidato à presidência da República pelo PSD. Saiu de um partido onde ele não teria essa oportunidade, foi para a sigla de Kassab e disse que pode, Valdemar Costa Neto, pode ser qualquer pessoa.

fazer esse pedido para ele e ele não vai aceitar. Inclusive, fez vários elogios para Kassab, dizendo que Kassab bancou a pré-candidatura dele, que Kassab não foi neutro e ele, ontem com o maior respeito, ele falou, né, admiro muito Valdemar Costa Neto.

mas eu vou ser pré-candidato à presidência da República. Também falei, então, quem vai ser o vice na chapa de Flávio? Tem nomes como a Tereza Cristina, que dialoga bem com as mulheres, com o agro, tem o nome do Romeu Zema, que é de um lugar estratégico, Minas Gerais, mas também é outra figura que bate na tecla, que também não vai aceitar ser vice de Flávio, embora...

Tudo pode acontecer. E Valdemar Costa Neto disse, ó, vou ser muito honesto com você, nós ainda não conversamos sobre isso. Nós, ele e Flávio Bolsonaro. Será? Estava ouvindo vocês conversando aqui também. Achei interessante, não consegui ouvir quem.

fez esse comentário sobre Valdemar Costa Neto funcionar como um RP, como relações públicas. E é verdade, porque ele faz acenos a todos nessa primeira parte da desincompatibilização, até chegar o primeiro turno, mas ele diz também, e disse hoje por telefone, que no segundo turno, e ele é muito confiante disso, de que Flávio vai para o segundo turno com Lula, ele diz o seguinte, todo mundo de direita, de centro-direita...

vai vir pro nosso lado, eles vão vir pro nosso lado. Então tem esse trabalho de relações públicas e, salvo engano, o Dávila tava falando sobre paciência, eu acho que os jornalistas, a gente também fica naquela coisa, né? Eles falam, ah, a gente já vai, surfa a onda querendo saber, mas esse vai ser o vice? Vai ser esse? Vai ser aquele? A gente fica querendo descobrir.

E ele, por enquanto, está nessa paciência. Mas, logo mais, quando a gente já tiver tudo montadinho, no segundo turno, se isso acontecer, ele vai fazer os acenos necessários, pelo que ele disse, para ter os apoios. E aí, nas palavras dele, Flávio consegue ganhar com o Lula, com certeza, isso de acordo com o Valdemar Costa Neto. Matos, volto com você aí no estúdio.

Isaia, o jornalista é ansioso mesmo, né? Definiu quem vai ser a cabeça de chapa, já quer definir o vice. E a gente sabe que a lógica da política não é assim, evidentemente. Tem tempo ainda, né? E uma vez o Valdemar Costanelli falou pra mim que ele não poderia dar entrevista. Ele ficou 30 minutos conversando comigo e dando entrevista, portanto.

Agora eu quero ver o delegado Palumbo, quero vê-lo aqui conosco também na programação da Jovem Pan, nos Pingos, nos Is. Como é que o senhor avalia essa figura do vice aí? De fato, como disse ali o Dávila, ele pode ajudar a perder, mas ajuda a ganhar também?

Olha, dependendo do partido do vice, ele vem com tempo de TV, que é importantíssimo, vem com fundo partidário, que também é muito importante, e um vice que não atrapalha já ajuda bastante, né? Por que o atual presidente está escolhendo o Alco? Porque não atrapalha.

vai ficar ali, não vai perturbar ninguém. Agora, vamos pegar o exemplo aqui de São Paulo, Belo Araújo. Ele acaba denunciando, vendo coisa errada, e gosto dele, hein? Gosto muito dele, acho que o trabalho dele é um trabalho sério, é um homem sério, mas ele denuncia.

Ah, o prefeito foi, estou no mesmo coligação, foi escolhido pelo Jair Bolsonaro. Se ele vê coisa errada, ele vai lá e denuncia. E é claro, para quem está no executivo, isso não é bom. Mas eu acredito sim.

a escolha de um bom vice que atraia mais mulheres, que saiba dialogar com o centro, que saiba trazer outros partidos, é de suma importância, não pode ser alguém aí com a pecha de extrema direita, porque aí não vai trazer novos votos.

E com certeza, um vice que não atrapalhe, não que atrapalhar seja muitas das vezes o incorreto como acontece aqui em São Paulo. Eu não acho que o Melo Araújo atrapalhe absolutamente ninguém. Ele é um homem correto que quando vê algumas coisas erradas, é um homem de personalidade, vai lá e faz a denúncia que tem que fazer. Mas imagine isso acontecendo no atual governo. Eu acho que não ia dar bom de jeito nenhum.

Vamos dar sequência então aqui nos pingos nos is porque a polícia militar aqui de São Paulo concedeu mediante uma portaria publicada hoje ainda do tenente coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da corporação. Com isso oficial que é réu por feminicídio e também fraude processual e está preso preventivamente ele se aposentou e receberá agora cerca de vinte mil reais por mês.

O tenente coronel foi preso em março após a esposa dele, a policial militar Gisele Alves Santana, ser encontrada morta no apartamento em que o casal morava, no dia 18 de fevereiro. Na portaria de inatividade, consta que a ida para a reserva foi concedida mediante pedido do tenente coronel. Segundo o texto assinado pela diretoria de pessoal da PM,

Geraldo Leite terá direito aos vencimentos integrais e poderá seguir recebendo o salário. Quero começar com o delegado Palumbo para analisar toda essa situação. Delegado, a gente está assustado com o número de feminicídios que estão sendo registrados por todo o país.

É, e você tem razão, né? A cada 24 horas, quatro mulheres perdem a vida. De cada cinco medidas protetivas, um feminicida vai lá e mata a mulher. E a aposentadoria do coronel é uma vergonha. Se fosse um soldado, se fosse um cabo, se fosse um sargento, se fosse um tenente que está lá...

no início da carreira, mas não saía isso rápido nunca, nunca que isso ia sair rápido, porque quando esse pessoal, eu converso muito com o chão de fábrica, tenta aí qualquer tipo de benefício, uma aposentadoria, ó, demora e demora muito.

mas alta patente, aí é rápido, né? Não há velocidade, é a velocidade da luz. E se fosse delegado, antes que comece a me criticar, iria falar a mesma coisa. Se fosse um delegado classe especial, ah, mas aí aposenta rápido. Mas se fosse um investigador, um agente, um escrivão, ou um delegado de plantão, aí... ...

ia demorar uma eternidade, é uma vergonha, é uma vergonha. Ele foi denunciado, acusado de ter matado a sua esposa, uma policial militar, fez uma série de coisas que não deveriam fazer, como por exemplo...

não poderia ter tomado banho porque acaba atrapalhando o exame residográfico, mas literalmente passou por cima da patente inferior que estavam lá, provavelmente Pras, ou talvez um tenente, um coronel, né? E aí agora aposentado com rendimentos integrais. Isso é uma vergonha, uma barbaridade, é um tapa na cara da sociedade. Eu fico imaginando aí o soldado cabo sargento.

aquelas pessoas que estão lá na linha de frente que aliás levam as polícias nas costas não só da polícia militar, mas o investigador o escrivão que leva a polícia civil nas costas vendo isso daí e tentando se aposentar, mas nunca que isso ia sair rápido Davila, esse tema também tem levado muita discussão em questão dos juízes magistrados e agora também nós temos aí a questão que envolve a polícia militar de São Paulo, qual que é a sua avaliação?

Endosso as palavras do meu amigo Palumbo. É uma vergonha, é um descalabro. Essa história de pessoas que cometem crime, são aposentadas e recebem integralmente o salário. O que é isso, gente? As pessoas parecem que não têm noção do absurdo que isso representa. Isso é um tapa na cara, assim, da população.

Aquela que acorda todo dia, trabalha. Trabalha cinco meses por ano, de janeiro a mais, para pagar imposto. E onde é que esse dinheiro do imposto está indo? Cobrir rombo de estatal, pagando o salário alto da companheirada e, além de tudo, aposentando o criminoso com salário integral. Isso é uma vergonha. Tem que acabar imediatamente. O Brasil precisa acabar com essa política de privilégios. Eu espero...

que nós tenhamos um candidato a presidente da República da Direita que tenha coragem de colocar o dedo na ferida e falar que vai acabar com todas essas mamatas, esses privilégios que, na verdade, mostra o abuso do Estado em relação ao indivíduo.

Então, está na hora de acabar com essa república de privilégios e com os intocáveis do Estado brasileiro. Só assim nós vamos mostrar que uma democracia séria começa com um princípio muito claro. A lei tem que ser igual para todos.

lugar de casta é regime aristocrático não tem nada a ver com democracia tá na hora de colocar um ponto final nessas barbaridades nesses privilégios imorais que ainda existem no país dezenove e quarenta e sete nós vamos a um rápido intervalo, fique conosco é rápido mesmo Os Pingos nos diz, Jovem Pan

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Dezenove e quarenta e nove, muito obrigado pela sua companhia e sintonia. Estamos nessa edição dos Pingos nos Is, dia dois de abril, portanto, véspera aí do feriado da Semana Santa. Muita gente acompanhando conosco aí, evidentemente, nas estradas, viajando. Nós temos uma grande movimentação.

na região metropolitana aqui de São Paulo. Fique conosco até às oito horas aqui com os Pingos nos Is. Nós falamos sobre a questão do policial militar aqui de São Paulo, a polícia, que concedeu a ida do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva da corporação.

Ele é réu por feminicídio e também fraude processual, está preso preventivamente, então ele se aposentou e receberá cerca de 20 mil reais por mês. O gerente coronel foi preso agora em março, após a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana ser encontrada morta no apartamento em que o casal morava no dia 18 de fevereiro. E nessa portaria da inatividade, consta que a ida então para a reserva... A reserva...

foi concedida mediante o pedido do tenente coronel. E segundo o texto que foi assinado pela diretoria de pessoal da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Geraldo Leite terá agora direito também aos vencimentos integrais e poderá seguir recebendo, inclusive, salário de 20 mil reais. Eu quero ouvir agora o Roberto Mota sobre esse tema. Mota.

Quem comete um homicídio deveria receber a punição mais dura possível. Na minha opinião, prisão perpétua ou até pena de morte. Nenhuma dessas possibilidades existe no Brasil. Aqui, assassinos cometem crimes hediondos e em menos de 10 anos já estão de volta às ruas.

Foi o que aconteceu com o assassino do menino Lucas Terra, na Bahia. Foi o que aconteceu com os assassinos do jornalista Tim Lopes e com os assassinos da atriz Daniela Pérez. Isso não é a exceção. Isso é a regra. A responsabilidade disso é da ideologia de esquerda.

Delegado Palombo, a gente está acompanhando, como o senhor falou até nas estatísticas, infelizmente o aumento absurdo dos feminicídios e um caso como esse, que envolve um policial militar de alta patente, quer dizer, chama a atenção. Como é que a população entende um negócio desse? Entende que no Brasil vale tudo.

que se fosse um policial de baixa patente, já seria preso primeiro mais rápido. Eu não tenho dúvida disso. Ele não ia tomar banho se fosse um soldado, um cabo, um sargento. Ele não ia falar, não, espera um pouquinho que eu vou tomar um banho. Mas nunca que ele ia fazer isso daí. Ele, aliás, ali está tudo errado. Desembargador, ele tem que atuar no fórum. Ele não tem que atuar num local de crime. Não deveria entrar.

Nem desembargador, nem deputado, nem senador. Nós não estamos acima da lei. Nós deveríamos dar o exemplo. Jamais ele deveria entrar lá. Ah, ligou para o desembargador. Ah, é tenente coronel. Não, eu vou tomar um banho. Vou tomar um banho e pronto, acabou, porque eu mando. É mais ou menos isso que aconteceu. Então está tudo errado. E agora aposentadoria de 20 pau por mês. Enquanto um soldado que ganha 5...

Se fosse ele, estaria preso. Mas ele ia se aposentar, sabe quando? Nunca. Nunca mesmo. Ia ficar demorando, retardando, inventando um monte de documento, como acontece. Mas é oficial, é tenente coronel. E se fosse delegado, classe especial, esses que estão aí na diretoria, também ia acontecer a mesma coisa. Afinal de contas, a gente está no Brasil, né? Onde não deveria ser, mas é quem pode mais chora menos.

Infelizmente, Davila, eu fico imaginando a família quando tem perda da sua filha e ao mesmo tempo recebe uma sentença dessa.

É, o problema, né, Marcelo? Como bem disse a indignação aí do Palumbo, é inacreditável que, dependendo da patente, a pessoa é agraciada e tratada de uma forma diferente. Se é um mero soldado da corporação, vai receber a punição dura, vai ficar encarcerado e não tem nenhuma moleza. Agora, por ser uma pessoa de alta patente, é isso aí. Acontece isso com policial de alta patente. Acontece com juízes, que também são pegos...

cometendo crimes e aí qual é a punição? a punição é aposentar e receber de maneira compulsória aquele grande salário maravilhoso para o resto da vida, isso é punição? isso é premiação

Acho que a gente não sabe diferenciar entre premiação e punição no Brasil. Este é o retrato da impunidade no país. E isso precisa acabar, porque impunidade no Brasil é sinônimo também de privilégios, de pessoas intocáveis e que estão acima da lei. Isso não existe numa democracia de verdade. Uma situação que ninguém entende, né, Mota?

É, a resposta para essa situação e para outras situações está na impunidade estrutural do Brasil. É muito difícil você encontrar no Brasil...

O caso de um crime violento que tenha sido punido de uma forma que satisfaça o senso de moral e justiça das pessoas. Isso é um processo que vem acontecendo há muitas décadas, resultado da infiltração da ideologia marxista na justiça criminal brasileira.

É por isso que o criminoso brasileiro tem direitos e benefícios desconhecidos no resto do mundo, como a absurda ideia da progressão de regime. O sujeito é condenado a uma pena e ele só cumpre efetivamente uma pequena parte dela. Há casos em que criminosos como estupradores já começam a cumprir a sua sentença no regime semiaberto, em prisão domiciliar.

Então, para mudar isso, o Brasil já começou a dar os primeiros passos, como, por exemplo, com a lei anti-facção, que para os crimes ligados a facções criminosas já impõe o cumprimento de uma grande parte da pena. Mas isso não é suficiente. Para que a gente veja a justiça acontecendo, é preciso varrer a ideologia socialista do nosso sistema de justiça criminal.

Delegado Paulo Lombo, o senhor já tinha falado da dificuldade de discutir penas mais severas, duras em Brasil. Por que é tão difícil punir justamente os criminosos aqui no país? Primeiro, porque a esquerda não quer.

É, basta você ver os projetos de lei que eles apoiam. Ou basta ver na última legislatura quem votou contra o fim da saidinha, por exemplo. Eu mesmo tenho um projeto de lei para acabar com a progressão de regime em casos de crimes graves, de ônibus, inclusive o feminicídio. Não tem nenhuma assinatura de nenhum deputado do PT e do PSOL.

Depois eles ficam esbravejando aí nas redes sociais, né? Gritando, falando, igual uma gralha e só pra conversa pra boi dormir. Porque eles falam uma coisa, mas lá em Brasília não fazem outra. E desafio, quem não acredita em mim, vê lá se algum deles assinaram uma proposta de emenda constitucional pra acabar com a progressão de regime, somente em casos de crimes hediondos. Eles falam uma coisa, mas na hora de votar se esquivam, não querem votar. Aí fica difícil.

aliado a um judiciário que muitas vezes serve café e coloca o casaquinho no preso na audiência de custódia. Aí é quase impossível a gente mudar o cenário desse país.

Nessa edição dos Pinhos nos Is, nós perguntamos então pra nossa audiência, né, você concorda em classificar facções criminosas como terroristas? E aí nós estamos estampando pra você que nos acompanha por imagens, né, e eu vou falar evidentemente o resultado pra quem nos acompanha no rádio, que tá viajando conosco juntamente aí com a Jovem Pan nessa véspera de feriado.

Então nós tivemos o seguinte resultado, você concorda em classificar facções criminosas como terroristas? 96% garantiram sim, são terroristas. E 4% não classificá-las, então, portanto, como afetaria, inclusive, a alegação mais colocada, afetaria a soberania nacional.

Nós estamos encerrando essa edição, então eu queria agradecer a participação do Cristiano Beraldo, que já deixou aqui os estúdios da Jovem Pan, está regressando para os Estados Unidos. Roberto Motta, muito boa noite. Boa noite, Marcelo. Boa noite à nossa audiência e boa Páscoa para todos. Delegado Palumbo, também muito boa noite. Uma Páscoa abençoada a todos os amigos e ouvintes da Jovem Pan. Luiz Felipe Dávila.

Boa noite a todos e uma excelente e abençoada Páscoa a todas as famílias brasileiras. Agora são dezenove horas e cinquenta e nove minutos, muito obrigado pela sua audiência, pela sua companhia e sintonia no rádio e fica o convite para que você permaneça conosco, o Jornal Jovem Pan está chegando com a Beatriz Manfredini, que vai fazer toda a análise desta quinta-feira, dia dois de abril, véspera da Semana Santa, muito obrigado então.

para que você que está viajando está nos acompanhando no rádio também na internet na TV Jovem Pan aberta e também fechada e amanhã estaremos de volta aqui portanto uma ótima Páscoa a todos neste final de semana, muito boa noite até mais a opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do grupo Jovem Pan de comunicação

Realização Jovem Pan.

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