Aliados de Lula divergem sobre estratégia para vaga no STF
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Milton
Cássia
Malu Gaspar
- Indicação Jorge Messias ao STFJorge Messias · Supremo Tribunal Federal · Investigações sobre Davi Alcolumbre · Lula · Regimento do Senado · Cálculo eleitoral · Jurista negra
- Estrategia GovernamentalCongresso Nacional · Relação Executivo-Legislativo · Eleições · Escala 6x1
- Investigações sobre Davi AlcolumbreInvestigações sobre Davi Alcolumbre · Caso Master · INSS · Delação de Vorcaro
O futuro não começa com o carro, começa com energia. Enquanto outros faziam promessas, a BioID já estava construindo baterias. Enquanto o mercado discutia, nós colocávamos milhões de veículos nas ruas. Aqui, tecnologia não é um acessório, é a base. Bateria, chip, motor, software, tudo construído junto desde o início. Por isso, somos mais seguros, mais eficientes e mais acessíveis. Não construímos carros para poucos, criamos mobilidade para todos. BioID, uma revolução global. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
Conversa de bastidor com Malu Gaspar. Muito bom dia pra você, Malu Gaspar.
Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia para todo mundo que está ouvindo a gente. Bom dia, Malu. Malu, diga para nós aqui como é que está a movimentação dentro do governo em torno dessa possibilidade do presidente Lula voltar a indicar o Jorge Messias para a vaga no STF. Tem uma questão política nessa decisão, mas tem também uma questão regimental.
Exatamente, Milton. Tem dois aspectos dessa história. O primeiro é que o presidente Lula não se conforma com a rejeição do Messias lá atrás por obra do Davi Alcolumbre, naquela articulação sobre a qual a gente já falou bastante aqui, que envolveu desde o Flávio Bolsonaro até o ministro Alexandre de Moraes. O que o presidente Lula tem dito é que não vê razões, que foi injusto a rejeição do Messias, que ele gostaria de apresentar de novo o nome dele.
Daí, a fazer vai a uma distância muito grande, primeiro por conta desse problema regimental, o regimento do Senado diz que o candidato que já foi rejeitado não pode ser apreciado numa mesma sessão legislativa, ou seja, naquele mesmo ano. Isso não significa que o presidente Lula não possa submeter novamente o nome dele, mas...
o regimento já permite que o Davi Alcolumbre rejeite sumariamente a indicação. Então não faz muito sentido se apresentar uma indicação que vai ser muito provavelmente, quase 100% de certeza, rejeitada de imediato. Ainda assim, no governo tem gente insistindo, no governo é no entorno do presidente, tem gente insistindo para que ele apresente o nome do Messias novamente.
num gesto político que visaria mostrar duas coisas. Um, que o presidente Lula não aceita, não vai ceder ou se curvar ao Senado e vai brigar para manter a sua prerrogativa, que é a de indicar um candidato. É como se fosse uma mensagem, olha, vocês não vão me dobrar. E isso teria uma finalidade, primeiro, de...
se contrapor ao Congresso, mostrar que o altivez do Executivo, mas principalmente de mostrar no momento eleitoral quem seria que está barrando a atitude do governo, quem seria que está barrando o governo, que eles querem dizer que é o Congresso, dentro dessa linha que parece estar funcionando perante...
a população, nos treques e tal, de dizer que o Congresso é inimigo do povo. Desse lado tem gente como Lindbergh Farias, o deputado do PT, o Paulo Teixeira, o pessoal do grupo prerrogativo, advogado, que tem estado próximo do Lula e falado, olha, presidente, o senhor tem que insistir, o senhor não pode aceitar.
esse tipo de discurso. O presidente é sensível a isso. Mas tem também um outro grupo bastante forte, do qual participa principalmente o Sidone Palmeira, que é o secretário da Comunicação, que defende o contrário, que seja feito um bem bolado com o Alcolumbre, tentando fazer uma pacificação, uma conversa entre eles, diminuir, apadegar os ônibus. Temeres aí.
principalmente porque tem outros assuntos sendo discutidos no Congresso, como, por exemplo, a questão da escala 6x1. Então, assim, não faria sentido você, depois de tudo que aconteceu, para esse pessoal arrumar, continuar insistindo numa briga, principalmente no ano eleitoral.
E aí tem isso daí, uma visão do Sidonio, que acha que o presidente poderia, já nesse espírito de pacificação, apresentar o nome de uma jurista negra. Por quê? Ele está vendo que nas pesquisas isso tem uma boa colhida.
E sabe que não vai passar de qualquer maneira, mas seria mais uma forma de dizer para a população, olha, o presidente está do lado do povo e o Congresso, mais uma vez, inimigo do povo.
Esse é o cenário no momento, Milton Cássia. Agora, como que está o Davi Alcolumbre em relação a tudo isso? Com alguma possibilidade de, desta vez, numa eventual tentativa de apresentar novamente o Messias, aprovar esse nome, ajudar a aprovar esse nome, ou ele continua com a mesma posição que tinha quando o nome foi rejeitado?
Cássia, até pior. Os olhados dele estão dizendo que se realmente o Lula quiser tentar botar o nome do Messias, vai ter fogo, vai ter guerra. Porque aí quem vai considerar que está sendo afrontado é o próprio Davi Alcolumbre. Então, o que a gente sabe é...
Essa tentativa de pacificação até agora não andou, não teve nenhuma conversa nem do líder do governo do Senado, que é o Jacques Wagner, com o Davi Alcolumbre, não teve nenhuma, não se marcou nenhuma conversa do presidente Lula com o Davi Alcolumbre, tem ali uma tentativa do Zé Guimarães, que é o líder do governo na Câmara.
de tentar fazer uma aproximação, já foi falar com a Columbre, o ministro Zé Mussi, o ministro da Defesa, mas tudo muito incipiente. O Davi Alcolumbre não está muito afim dessa paz, principalmente porque ele se considera perseguido, entre aspas, pelo governo por conta das investigações que estão rolando aí e que podem chegar nele, do caso Master ao INSS, em todas elas.
tem ali um fio que leva ao Davi Alcolumbre, e ele está muito preocupado, principalmente com a questão do Master. Acho que, não sei se eu já comentei com vocês, mas a gente publicou um tempo atrás uma matéria mostrando que o Davi Alcolumbre tinha pedido para o presidente Lula, depois de um evento lá, inclusive na posse do Zé Guimarães, que ajudasse a blindá-lo da...
das investigações do Márcia, porque a delação do vocário vinha aí, traria muitas mentiras e injustiças contra ele.
E o presidente disse para ele que não tinha como segurar uma coisa dessas, e isso gerou um certo mal-estar, principalmente porque depois vazou. Os interlocutores do presidente Lula contaram para a gente que ele andava irritado com isso, que o Alcolumbre fazia pedidos impossíveis e depois se vingava do governo no Congresso. Então, Cássia, eu acho que dá para entender o sentimento do presidente, assim me foi descrito ontem um aliado muito próximo.
Ah, o presidente não se conforma. Tudo bem, até aí, mas o presidente também é um político experiente e muito estratégico. Se ele realmente resolver reapresentar o nome do Messias ou ainda apresentar qualquer outro nome para o Supremo neste ano, vai ser por uma questão eleitoral, por um cálculo eleitoral. Não vai ser esperando que o Alcolumbre dê essa molezinha para ele.
Muito obrigado, Malu Gaspar. Um bom dia pra você. Valeu, gente. Um abraço. Bom trabalho pra todo mundo. Até mais, Malu. Oi, eu tenho aqui um recado do Léo Santana pra você. Escuta aí. O GG na área pra dizer o seguinte. O Magalu e eu queremos convocar todos os brasileiros pra gente voltar a se ver do tamanho que, de fato, somos gigante. Chega de se ver pequenininho. Bora botar o Brasil no telão.
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